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Galera estou pensando em passar o carnaval em Ubatuba, alguém ja passou?

Eu costumo ficar em hostels, mas dessa vez pretendo optar por uma pousada que tenha piscina, gostaria de alguma dica sobre local para ficar e o que eu poderia fazer por la no carnaval, penso que durante o dia eu ia ficar fazendo trilhas e conhecendo praias novas, mas não sei se la no carnaval tem algo a noite, algum tipo de festa ou onde ficam os bares (não conheço muito bem a região)

 

aceito dicas! haha

 

abraços :)::otemo::

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Luan,

 

Pousada com piscina eu não posso indicar porque não conheço. Mas em Ubatuba eu sempre prefiro ficar longe do centro, tem muitos chalés legais em áreas de mata atlântica em praias como Prumirim, Itamambuca, etc. Em Ubatuba tem muita natureza, e a gente acaba perdendo um pouco disso ficando hospedado no centro. Recomendo o Chalés Prumirim, Ubatuba Suítes e Chalés Chão de Pedra. Quanto ao que fazer no carnaval, ficando nesses locais vc vai estar bem mais próximo das melhores praias de Ubatuba, sem ter que ficar encarando o trânsito na Rio-Santos desde o centro, que sempre fica ruim nessa época do ano. Faz tempo que eu não vou lá no carnaval, mas sempre tinha alguma curtição a noite no centro.

Qualquer dúvida é só perguntar.

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faz seculos q nao passo carnaval lá.

sei q é bem lotado e os preços sobem mto - normal em local praiano.

 

como já foi dito, o tráfego na rio-santos fica prá lá d lento. Se passar por lá em um horário q esteja vazio, não pise fundo no acelerador, cuidado com os radares.

 

qto às trilhas:

Sete Praias (Lagoinha à Fortaleza)

Pulso à Lagoa

Sete Fontes (Saco da Ribeira à Sete Fontes)

Procure pelos relatos do Augusto, lá tem mapas e infos das trilhas.

 

boa viagem!

 

Relatos 2014:

21 dias na BA - fev/2014 - Parte 1: Arraial d'Ajuda | Parte 2: Caraíva | Parte 3: Trancoso | Parte 4: Porto Seguro

 

Relatos 2013:

11 dias na BA - dez/2013 - Parte 1 e 3: Salvador | Parte 2: Costa do Dendê - Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo

21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi

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Alguem tem informações de como ir a Ilha das Couves ?

 

O barco é a partir de qual praia ?

 

Estive pesquisando essa semana e o barco pra ilha sai da praia de Picinguaba.

  • Gostei! 1

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Alguem tem informações de como ir a Ilha das Couves ?

 

O barco é a partir de qual praia ?

 

Estive pesquisando essa semana e o barco pra ilha sai da praia de Picinguaba.

 

Valeu pela informação ::cool:::'> , em breve irei até a ilha ... sabe informar também se la é realmente bom para mergulho livre ?

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Cara, sugiro vc colocar mergulho + ilha das couves no google que vai abrir vários sites com essas informações que vc precisa.

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Paraty, Cachoeira do Prumirim, Sertão do Ubatumirim (tem cachoeira também), Escuna (sai do cais do Itaguá), Trindade (bate e volta). O centro de informações turísticas fica na praia do Cruzeiro, bem no centro.

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    • Por Tadeu Pereira
      Trilha das Sete Praias - Ubatuba - SP 
      Praias: Lagoinha, Oeste, Peres, Bonete, Grande do Bonete, Deserta, Cedro, Fortaleza.
      Dificuldade: Fácil
      Distância: 8,9 km
      Salve salve mochileiros!
      Segue o relato desta trilha fantástica situada na região de Ubatuba, litoral Norte de São Paulo onde iniciamos na Praia da Lagoinha que fica a aproximadamente 29 Km do centro da cidade e finalizamos na praia da Fortaleza 27 Km do centro de Ubatuba. A trilha é de nível fácil com poucos lugares de subida e com belas paisagens. Todas as praias contém água potável em nascentes que ficam no início das praias e existem alguns bares nas praias porém como fomos em baixa temporadas a maioria estava fechada.
       
      Partida - 06/06/19 - Ida 12:30pm - São Paulo x Caraguatatuba -> BlablaCar R$38,00 - Caraguatatuba x  Praia da Lagoinha-> Ônibus R$3,80
           Partimos do terminal rodoviário do Tietê em São Paulo Capital de onde combinamos com o motorista do aplicativo BlablaCar para sairmos ao 12:30pm. Saímos no horário marcado e fomos em 5 pessoas no carro, pois já havia uma pessoa fazendo o trajeto também. Viagem tranquila e segura de duas horas e meia de duração até chegarmos a Caraguatatuba já no litoral onde descemos na rodoviária e lá mesmo pegamos um ônibus do transporte público com sentido a Ubatuba e depois de aproximadamente 35 minutos descemos no ponto próximo ao supermercado Garotão. O ponto de ônibus fica na praia da Lagoinha e é onde se inicia a trilha das sete praias. Após descer no ponto é só caminhar poucos metros até a entrada do condomínio mais a frente e se informar com algum dos seguranças da entrada do condomínio onde fica a entrada da trilha que eles já estão acostumados a informar as pessoas que querem fazer a trilha.    

           A trilha fica do lado esquerdo da praia da Lagoinha logo após um rio que corta a praia desaguando no mar, mas como chegamos com a maré já alta não conseguimos caminhar pela praia e atravessar o rio para começar a trilha. Com ajuda de um haitiano que encontramos na praia, o simpático Jean Pierre, nos informou onde seria o começo da trilha dando a volta para iniciar na entrada de um condomínio. Nos informou também onde teria um mercado mais próximo, o Mercado Garotão. Como entramos na praia não sabíamos da situação da maré cheia impossibilitando a travessia, então com a ajuda do haitiano conseguimos voltar e passar no mercado  para comprarmos algumas coisas para passar a primeira noite e começar a trilha.
        
            Iniciamos a trilha já quase anoitecendo por volta de umas 17:00pm. Saímos do mercado e bem de frente atravessando a rodovia já se vê a entrada do condomínio Recanto da Lagoinha onde caminhamos poucos metros e logo após a guarita da entrada viramos na primeira rua a direita, a Rua Sabiá e caminhamos até uma outra guarita onde se inicia a trilha em uma entrada a esquerda que contém uma placa de área de preservação ambiental ao lado de uma cerca do próprio condomínio. 



           Como a claridade estava ficando cada vez menor, passamos pela Praia do Oeste no escuro e caminhamos até a segunda praia, a Praia do Peres onde foi o nosso primeiro camping. Armamos acampamento já no escuro em um pier de pescadores que contém um gramado e um grande barracão de frente para o mar. Conversando com alguns pescadores que ali estavam fomos informados que logo de manhã um senhor que cuidava do local iria nos expulsar dali. Pensamos em caminhar mais adiante na terceira praia mas decidimos ficar e acampar por ali mesmo e apostar que o senhor não nos dê uma bronca muito grande de manhã por termos acampado ali rs. 




        
          

            Acordamos por volta das 8:00am e quando estava saindo da barraca para lavar o rosto em uma queda de água doce próximo dali lá estava o senhorzinho que nos informaram que iria ficar zangado por causa das nossas barracas. Resolvi dar bom dia pra quebrar o gelo mas não obtive sucesso. Então acordamos fizemos um café rápido no fogareiro a gás desmontamos nossas barracas e seguimos para a próxima praia da trilha, a Praia do Bonete ou Bonetinho como é chamada pelos locais.






       


       
         
           Ficamos um dia na Praia do Bonete, havia uma bica com água potável geladinha localizada no começo da praia. A praia do Bonete tem areias claras e águas cristalinas muito convidativa a um belo banho de mar. Armamos nossas barracas bem no meio da praia em um banco de areia mais alta debaixo de algumas árvores. Nesta praia havia algumas placas proibindo a entrada e camping pois a área seria propriedade particular. Decidimos acampar na praia mesmo e não entramos mais a dentro da mata.


            Acordamos por volta das 8:00am e desmontamos rápido as barracas, tomamos um belo café da manhã a beira mar e ficamos um tempo contemplando a praia até partirmos para a próxima praia, a Praia Grande do Bonete. Caminhamos até a ponta da praia onde existe uma placa amarela com informações aos turistas. Iniciamos a trilha e alguns minutos depois já tínhamos um lindo visual da Praia Grande do Bonete. A trilha levou uns 15 a 20 minutos e logo estávamos na Praia Grande do Bonete. 
        




           Chegamos e logo vimos que bem no começo da praia havia uma bica de água potável geladinha. Caminhamos um pouco e decidimos acampar quase que no começo da praia mesmo, do lado que não tem casas na beira da praia. Armamos nossas barracas na praia debaixo de algumas árvores e de frente para o mar. Fizemos uma fogueira para o almoço e janta e ficamos neste local por três dias.
       


            No primeiro dia conseguimos finalmente entrar no mar, conseguimos também tomar banho em um bolsão de água doce que tem atrás das pedras no começo da trilha e fizemos um belo jantar vegano pra fechar o dia com chave de ouro.  

           No segunda dia acordamos um pouco mais tarde, colocamos as barracas pra tomar um pouco de sol, tomamos um belo café e fomos caminhar até a outra ponta da praia que olhando de longe parecia que tinha um movimento de pessoas por la. Caminhamos até lá e descobrimos que havia alguns bares abertos onde tomamos uma bela de uma gelada e carregamos nossos telefones. Retornamos ao camping e pegamos duas mochilas vazias e dois de nós retornamos a trilha até o Mercado Garotão para comprar umas geladas e alguns petiscos. Fomos e voltamos em menos de duas horas e passamos o dia neste paraíso. 

       


           No terceiro dia na Praia Grande do Bonete acordamos por volta das 9:00am, tomamos café, entramos nas águas geladas daquele mar lindo de águas cristalinas iluminado por um lindo sol que contrastava com o céu inteiramente azul. Logo depois, dois de nós como combinado anteriormente, retornaram a trilha até o ponto de ônibus para aguardar mais um integrante da nossa trupe. E como iríamos passar perto do mercado já aproveitamos e compramos algumas bebidinhas, petiscos, um bom repelente, que foi para não faltar mais nada até o final da trilha. Recomendo o repelente de creme, pois o de spray não faz efeito nenhum para os mosquitos de lá hahahaha. Compramos um óleo ou essência de citronela que seria de colocar em lampiões para espantar o mosquito, mas ao invés de colocarmos em lampiões nós colocamos no nosso próprio corpo e deu muito certo ahuahauha!  
       

           Este dia foi um dos mais divertidos, com mais um integrante fizemos um grande rango, bebemos algumas cervejas, bebemos algumas biritas e tomamos também o único, o verdadeiro, o legítimo, o melhor de todos, the best, o Drink do Gato. Um drink elaborado por um dos integrantes da trupe e que se tornou o sucesso durante toda trilha ahahuahuauah inclusive para alguns caiçaras. Mais informações só chamar que posso passar os ingredientes e a forma secreta de se fazer. Poucos conseguem tomar! Drink do gato! Pra vocÊ aprender! kkkkkkkkkkkkkkkkkk Não conseguimos imagens do drink pois as condições não eram favoráveis no momento após a ingestão do mesmo kkkkkkk. Ha alguns rumores de que alguns dos integrantes corriam loucamente na noite em direção do mar tentando loucamente se banhar nas águas "quentes" da praia hahauahuahua iluminado por uma lua fantástica. O integrante ainda tentava persuadir os outros a entrarem no mar com dizeres: "Gente vemmmm, ta quentinha, a água ta quentinha! Vemmmm gente! Uhuuuullll!" Hauhauhuhuah Foi sensacional!     --> Drink do gato! Pra você aprender! kkkk 


           Acordamos e mantemos o protocolo. Barracas ao sol, acender a fogueira, café forte pra acordar, ficamos algumas horas por ali aproveitando o lindo sol que fazia no dia, tomamos um belo banho de mar e logo partimos para próxima praia. A trilha fica no final da praia em um muro de pedras com algumas placas indicando o lado correto. Foi umas das partes um pouco pesadas desta trilha, talvez por causa do peso que estávamos levando, em alguns lugares a trilha se tornava um pouco ingrime dificultando um pouco nosso ritmo. Em alguns trechos também se abriam clareiras mostrando um lindo visual.  
       

        
       
       
       
          A próxima praia que nos aguardava na verdade seriam duas em uma.  A Praia Deserta fica junto com a Praia do Cedro e são divididas por algumas pedras, mas muito fácil de se atravessar por elas. Ou pra quem não gosta de se aventurar em pedras, existe uma trilha que passa por de trás delas muito rápida e segura também. 











       



            Armamos nossas barracas na primeira praia, a Praia Deserta. Ficamos bem de frente para o mar do lado da placa da trilha das sete praias. O lugar é cheio de árvores e tem ótimas áreas para camping selvagem e proibido, como diz nas placas que encontramos novamente na praia. Acredito que não tivemos problemas com isso por causa da baixa temporada, pois a trilha é muito movimentada na alta temporada e a fiscalização talvez seja mais rigorosa. 
          










           Ficamos por dois dias nestas praias, a segunda praia, a Praia do Cedro contém uma área de camping e um bar que ambos estavam fechados por causa da baixa temporada. Existe também uma bica d'água encanada bastante gelada que tanto usamos para tomar banho quanto para beber. A praia é pequena mas encantadora pela beleza.  



           Após dois dias fantásticos nessas praias infelizmente com muita tristeza que caminhamos para a última praia da trilha. Desmontamos nossas barracas, retiramos todo o lixo, fizemos um café forte, arrumamos as mochilas e partimos para Praia da Fortaleza. Mas antes ainda tinha mais um lugar muito lindo pra conhecer, o Pontão da Fortaleza. Um lugar surreal e único que fica um pouco antes de chegar na praia da Fortaleza virando a esquerda na própria trilha.


          












           Chegamos por volta das 16:00am no Pontão da Fortaleza com um tempo de trilha de aproximadamente uma hora por causa do peso das mochilas, pois em alguns trechos da trilha o caminho se torna um pouco mais ingrime dificultando um pouco a trilha. Ficamos no Pontão por quase duas horas contemplando a beleza do lugar. Até cogitamos acampar por la mesmo, mas acabamos decidindo retornar a trilha e finalizar a Trilha das Sete Praias na Praia da Fortaleza.
       
           Andamos por alguns minutos nas areias da praia até entrarmos em umas das ruas onde se vê uma igreja. Caminhamos nesta rua e na bifurcação viramos a esquerda e caminhamos até o bar do Zé Mineiro onde fechamos nossa trilha e nosso dia com uma bela cerveja gelada.
      Retorno - 12/06/19 - Retorno 13:30pm - São Paulo x Caraguatatuba -> BlablaCar R$40,00 - Praia da Fortaleza x Praia da Sununga-> Ônibus R$3,80
           Na própria praia da Fortaleza existe um ponto de ônibus indo tanto para Ubatuba quanto para Caraguatatuba. Aguardamos por alguns minutos e pegamos um ônibus sentido Ubatuba pelo valor de R$3,80 e descemos no ponto dos postos de gasolina. Este é o ponto mais próximo da praia da Sununga e da Praia do Lázaro. Ficamos por lá mais quatro dias no Camping Sununga e depois encontramos um BlablaCar por R$40,00 pra cada que nos levou até São Paulo e finalizamos assim mais um Mochilão pelo litoral norte de São Paulo. 
      Vlw Mochileiros! Gratidão.  ❤️ 
       
       
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    • Por divanei
      TRAVESSIA: PICINGUABA x PURUBA
               
        .....................Olhos ao mar e uma esperança que parece nunca ter fim. Espectadores somos nós, numa noite agradável à beira da praia de PICINGUABA, simples ouvintes de uma tragédia soluçada por uma mãe e uma esposa que ainda aguarda a volta do filho e do marido que o mar tragou para sempre num longínquo dia de Páscoa. Aquela senhora que cambaleia de bêbada pelos dias que ali estivemos e que às vezes nos fez desdenharmos da sua condição, acabara por nos apunhalar o coração com  sua história de vida. A sua narrativa vai nos desconcertando e aos poucos vamos nos tornando passageiros da sua história, sendo levados juntos à embarcação que ao colidir nos arredores da Ilha das Couves, naufragou e vitimou seu marido e seu filho de 7 anos de idade. E lá está ela, mesmo depois de mais de uma década, ainda a olhar para o mar na esperança de ver seu marido e seu filho voltar, e lá estamos nós, com um nó na garganta e eu já com um véu nos olhos capaz de inundar mais de um oceano. Quem nunca leu ou ouviu falar das histórias contadas de naufrágios e famílias destroçados pelas agruras trazidas pelo mar, mas quantos tiverem a oportunidade de poder escutar da boca daqueles que por isso passaram? Essa história ouvida numa noite escura à beira da praia, num acaso inesperado, vai compondo as memórias guardadas num canto das nossas cabeças, as memórias de viagens, as histórias guardadas numa vida de descobertas, aventuras e encantos.................

         ( A equipe )
                Depois de quase dez dias desfrutando das praias e ilhas incríveis no norte de Ubatuba, na divisa com Parati-RJ e ser abastecido por uma infinidade de histórias, não aguentava mais escutar piadinhas da Aline e da minha filha Julia, sobre eu ainda não ter inventado uma trilha naquele recesso de fim de ano. A gente quer sossegar, ficar quieto no nosso canto, mas essas pessoas insistem em ficar nos cutucando, em ficar nos desafiando, então passei a mão no mapa e de última hora resolvi montar uma travessia pelas praias que nos cercavam.
                A caminhada que tracei começaria ali mesmo pela praia de Picinguaba e na minha cabeça poderia ser finalizada na Baia de Ubatumirim, um percurso longo, mas tranquilo, passando por praias selvagens e urbanas, um apanhado geral do que o Litoral Norte Paulista tem de mais sensacional. O dia estava lindo, sem nenhuma nuvem no céu e o sol reinava soberano e não havia motivos para carregarmos muita coisa, poderíamos comer pelas praias que passássemos e era certeza que no final da tarde já estaríamos de volta para o churrasco em família que nos propusemos a fazer. Mesmo assim, apanhei uma mochilinha e dentro dela joguei meu estojo de primeiros socorros, uma capa de chuva e 2 sacos grandes de lixo, agasalho e uma comida reserva, mas claro, era só um exagero sem fundamento de montanhista já meio cabreiro com grandes travessias e grandes expedições. A travessia ia ser um divertimento só, tanto que eu ia de sandália, mas aconselhei as meninas a colocarem um tênis na mochilinha delas porque a previsão era de atravessar uma meia hora de trilha entre duas praias.

          (PRAIA PICINGUABA)
                Além da minha filha Julia e da amiga Aline, o outro que comporia o grupo seria nada menos que meu amigo de infância, Rogério, esse sim, companheiro de uma infinidade de perrengues e roubadas memoráveis, mas que nos últimos anos estava afastado do mundo da aventura. Nos despedimos da família e descemos os degraus da casa onde estávamos abrigados e ganhamos logo o minúsculo centro da tradicional vila de pescadores da PRAIA DE PICINGUABA, um lugar pacato e tranquilo e que só agora parece ter ganhado mais notoriedade porque serve de partida para quem quer ir conhecer a Ilha das Couves. Tomamos, portanto, a rua principal, na verdade a única do vilarejo e vamos seguindo em direção à Rio-Santos, deixando as águas transparentes da praia para trás e ganhando a subida do asfalto carcomido e 15 minutos depois somos obrigados a parar no mirante de onde se descortina uma das mais incríveis vistas do litoral de São Paulo. Aos nossos pés a foz do Rio da Fazenda que ao se encontrar com o Rio Picinguaba, desagua no mar em tons de vermelho, num cenário impressionante e como bônus, nosso olhar pode se deleitar com os 3,7 km da selvagem praia da Fazenda.

          (MIRANTE FOZ DO RIO DA FAZENDA)
                Nossa caminhada pelo asfalto vai seguir por não mais que 15 minutos, talvez um pouco menos, porque aí deixaremos a estrada pavimentada em favor de um caminho de terra que pegamos para esquerda, acompanhando o próprio Rio Picinguaba por dentro da floresta sombreada até que o mundo se abre à nossa frente nos apresentando agora de perto o encontro com o Rio da Fazenda já devidamente abastecido pelo Picinguaba e ambos acabando seu ciclo no oceano Atlântico. Do outro lado do rio está a Grande Praia da Fazenda, eleita uma vez por um jornal inglês como uma das 10 praias mais bonitas do Brasil.

          ( TRAVESSIA DO RIO DA FAZENDA)
                O Rio da Fazenda ali na sua foz terá que ser atravessado com a água pelo peito, o que pode assustar alguns que não sabem nadar, mas com a maré mais baixa, passamos de boa, apenas cuidando para que as mochilas não molhassem. Aliás, dos 4 caminhantes, somente a Aline não sabe nadar e é com ela que tomamos mais cuidado, mas a travessia acabou por ser tranquila e logo adentramos definitivamente na PRAIA DA FAZENDA e fomos chapinhando em suas águas calmas e transparentes, batendo papo e vez por outra brincando de catar conchinhas, que logo iam sendo abandonadas porque ali é uma praia que pertence ao Parque Estadual da Serra do Mar e não se pode levar nada, nem uma mísera pedrinha. Uns 2 km de caminhada na areia da praia já nos levam perto da saída de acesso para a sede do Núcleo Picinguaba e é por ali que chegam os turistas de carro, mas felizmente, enquanto outras praias ficam entupidas de gente, essa praia não conta com mais de uma dúzia de gatos pingados porque aqui não existem bares, lanchonetes, quiosques e nem quaisquer outras comodidades, é ambiente bruto e selvagem a serviço da paz e do sossego.

         (PRAIA DA FAZENDA)
                Ainda na Fazenda, temos à nossa frente mais 1,5 km de pernadas até interceptarmos mais um rio, mas dessa vez bem menos que o anterior, que faz a alegria dos meninos pequenos por ser raso e inofensivo e logo que o cruzamos, paramos no final da praia para um breve descanso e gole de água numa bica providencial, antes de encararmos o nosso próximo desafio, agora mato à dentro.

         (PRAIA DA FAZENDA)

                A trilha vai subindo aos poucos, é um caminho aberto e desimpedido que muito provavelmente recebe manutenção por parte do Parque Estadual e é surpreendente que se possa seguir essa trilha sem ser molestado pelo excesso de burocracias e regras do próprio parque e isso é algo raro em se tratando desse tipo de unidade de conservação. É uma caminhada gostosa e eu apenas de sandálias, consigo evoluir tranquilamente mesmo tendo que cruzar por alguns pequenos atoleiros e não demora muito, talvez uns 20 minutos já damos de cara com uma saída a esquerda de onde já escutamos o barulho do mar e em 5 minutos estamos na beira da água. Não sei nem se podemos chamar aquilo de praia por conter apenas alguns metros quadrados de areia, mas não se engane, a PRAINHA DO CIRILO, nome me soprado pelos nativos, tem como principal atração uma grande piscina natural com fundo de areia e para aplacar o calor, corri para dentro dela enquanto os outros caminhantes faziam uma pausa para morder uns salgadinhos. O mar estava quente, como jamais havia visto nesse pedaço de litoral e foi difícil largar aquela água maravilhosa, mas quando achamos que era hora de partir, não tive problemas de correr para o riozinho de agua doce que ali desagua e tirar todo o sal do carpo naquele dia quente de verão.

       ( PRAINHA DO CIRILO)
                De volta à trilha, vamos subindo lentamente até que ela atingi seu cume, que nem é tão elevada assim e começa a descer suavemente em direção a nossa próxima praia, passa por uma construção em ruína e logo estamos com os pés na areia da deslumbrante e quase selvagem PRAIA BRAVA DA ALMADA.
       

           ( PRAIA BRAVA DA ALMADA)
                É incrível a belezura dessa praia, uma praia de uns 700 metros de comprimento com muita sombra e muitas amendoeiras e o melhor de tudo é ver que não mais de uma dúzia de pessoa por lá estavam, contando com o que estavam no mar. A Praia Brava da amada é mais uma que pertence a unidade de conservação e mesmo estando próxima à vila da Almada, ainda se mantém totalmente vazia e a vontade que dá é de sentar ali e nunca mais sair, mesmo porque, da última vez que aqui passei, vindo pelo outro lado, encontrei um mar revolto num dia chuvoso e agora o mar estava um espelho, um lago tranquilo e sereno, um convite para nadar ou simplesmente para se deleitar com a paisagem deslumbrante. Eu quero nadar novamente, mas as meninas e o Rogério querem caminhar, então atravessamos toda a areia da praia até o riozinho que desagua do seu lado direito e interceptamos a trilha.
                O caminho que liga uma praia à outra não  é surpreendentemente largo, quase uma estrada e a surpresa é saber que meros 15 minutos separam a fascinante e deserta praia Brava da PRAIA DO ENGENHO (300 m) e até que essa outra praia ainda se mantinha tranquila se comparada a da Almada. A praia do Engenho também é uma praia bonita, aliás não veremos praias feias nessa parte do litoral, o que diferencia cada uma é o número de gente que vamos encontrar nelas. Encontramos muita gente no Engenho, mas a atração principal é uma tartaruga enorme que o pessoal do Projeto Tamar estava soltando naquele exato momento.

          (PRAIA DO ENGENHO)

                Assim que a Tartaruga se foi, picamos a mula para a outra praia que se separa do Engenho apenas por uma língua de rochas e não mais que 5 minutos somos apresentados à uma praia lotada, onde havia fila até para entrar no mar. As pessoas se entulham na PRAIA DA ALMADA (400 m ) simplesmente pela comodidade de poder chegar com o carro quase na areia e se esbaldar nos quiosques e nas facilidades oferecidas. Nosso objetivo naquela praia muvucada era descobrir um meio de cair fora dela, já que no canto direito não havia passagem para lugar nenhum, aí com uma conversa com os locais, descobrimos que teríamos que subir a estradinha de asfalto até um mirante e de lá interceptar a trilha que nos levaria para a próxima praia do nosso roteiro. Fugimos de lá por dentro do estacionamento totalmente lotado, de onde novos banhistas tentavam entrar quase se pegando no tapa com os flanelinhas, era mais gente querendo se juntar ao caos enquanto a gente estava livre, sem nenhuma preocupação, apenas curtindo nosso roteiro levado pela maior máquina de locomoção já inventada em todos os tempos, nossas pernas.
       
         (PRAIA DA ALMADA)
                Ganhamos, portanto, a estradinha de asfalto e vamos subindo para valer em meio ao sol escaldante do início de tarde. O caminho não tem erro, é a própria estrada que liga a praia da Almada à Rio-Santos e vamos subindo lentamente, tentando aproveitar a sombra que por vezes se precipita para dentro do asfalto quente. Nesse caminho, as meninas já dão sinal de cansaço e é nessa hora que a gente aproveita para dar uma zuada nas novinhas dizendo que quem não aguentar pode simplesmente esperar passar o ônibus e voltar para casa, mas as meninas são tinhosas e não querem entregar os pontos para velha guarda. Falando em velha guarda, e põe velha guarda nisso (rsrsrs), Rogério ligou o turbo e nos deixou para trás e quando pensei que a Julia iria sucumbir de vez, ela também acelerou o passo e 40 minutos depois da Almada, chegamos ao MIRANTE DE UBATUMIRIM, na verdade uma das vistas mais belas de todo o litoral Paulista. A baia de Ubatumirim composta pela praia de mesmo nome e da praia do Estaleiro do Padre é daqueles lugares para se sentar e apreciar a beleza, num mar que se abre em cores e tons de azul e verde, com a Serra do Mar protegendo o cenário num cartão postal impressionante. Junto ao Mirante, uma lanchonete com o nome de Chica serve de referência e foi construída mesmo em um lugar estratégico e ali paramos para um gole de água e um refrigerante gelado.

       
          (MIRANTE UBATUMIRIM)   
          (MIRANTE BAHIA DE UBATUMIRIM)
                Com a cabeça mais fresca e já tendo perguntado para os caiçaras de onde partia a trilha que nos levaria à próxima praia, tiramos uma última foto do mirante e voltamos para nossa pernada e não andamos nem 100 metros, já interceptamos a trilha de acesso do lado esquerdo da estrada, logo após uma jaqueira. É um caminho largo que vai descendo para valer e é preciso tomar cuidado para não escorregar. Uns 200 metros abaixo damos de cara com uma construção que deverá se transformar em mais um quiosque com vistas excepcionais para praia do Estaleiro e toda a baia. A trilha contorna o terreno carpido, passa por uma cerca de arame e desce até um amontoado de casa até desembocarmos de vez no canto esquerdo da PRAIA DO ESTALEIRO DO PADRE.

         (PRAIA DO ESTALEIRO DO PADRE)
                A praia do Estaleiro tem 1800 m de comprimento, o mar calmo feito um lago e com uma característica diferente de quase todas as praias do litoral de São Paulo. Num primeiro momento é estranho ver os carros na areia, espalhados de qualquer jeito, sem uma organização distinta, mas prestando bem atenção, isso acaba nos remetendo às décadas passadas quando era comum esse tipo de atitude com as famílias acampando com suas enormes barracas na areia. Acampar hoje não é mais possível, mas ficou o estilo quase único, a diferença é que hoje os carros são de novas gerações e a música vinda dos seus potentes alto-falante, uma porcaria inaudível.
                Sem nenhum compromisso com o tempo, vamos chapinhando nas águas rasas da baia, olhando o movimento dos banhistas e como o estômago já anda roncando, procurando um lugar para comer algo mais consistente, mas as passadas vão rendendo e quando chegamos à beira o rio Ubatumirim, que divide a praia do Estaleiro com a própria PRAIA DE UBATUMIRIM, resolvemos deixar para forrar o estômago só no final. Minha grande preocupação quando rascunhei esse roteiro era a passagem pelo Rio Ubatumirim, já que na minha única passagem por aqui, num dia de chuvas torrenciais, peguei o rio com a maré alta e pensei não ser possível atravessá-lo sem que se conseguisse um barco, uma canoa, mas ao chegarmos na foz, encontramos um rio raso e o cruzamos com a água pela cintura e adentramos de vez na Praia de Ubatumirim.

         (TRAVESSIA RIO UBATUMIRIM)
                A praia de Ubatumirim não difere muita da praia do Estaleiro, só que os carros ficam confinados na parte superior da areia da praia devido a instalação de mourões de madeira. É uma praia evidentemente com muita gente, mas por conter mais de 2km de areia não é difícil encontrar sossego no canto direito é para lá que nos dirigimos com a brisa da tarde batendo no rosto. É uma caminhada gostosa, um ar de amplitude com aquele mar lindo, cheio de ilhas que se descortina à nossa frente e quando chegamos ao seu final, o Rogério e as meninas já colam em um carrinho de sorvete, enquanto eu vou escalar a encosta rochosa para tentar uma foto com as duas praias de quase 4 km a nos encher a vista. A minha intenção era só chegar até o final dessa praia , mas quando estávamos no mirante, ainda no alto da serrinha, nos chamou a atenção a possibilidade de acrescentar mais  uma praia no nosso roteiro e como a maré estava baixa, a passagem para praia da Justa estava sendo possível ser feita por dentro do mar , beirando o costão.

          (PRAIA DE UBATUMIRIM)
                Existe um caminho que liga Ubatumirim à PRAIA DA JUSTA, mas nem chegamos a investigar, botamos as mochilinhas nas costas e nos enfiamos mar adentro, tendo ao nosso lado a Ilhota do Maracujá e menos de 10 minutos depois estávamos novamente pisando na areia. A Justa é uma praia pequena se comparada às anteriores ( 300 m) e nos chama a atenção o fato de ser um lugar vazio, onde duas ou três lanchas estavam estacionadas. Aqui temos um clássico exemplo da preguiça humana, que prefere se acotovelar em praias lotadas enquanto praias como essa, apenas por ser preciso míseros minutos de caminhada, ficam jogadas às traças.

         (ILHA DO MARACUJÁ)
                Mais de 20 km de andanças sob um sol de rachar coco, nos deixou exaustos e ao chegar ao final da nossa jornada, nos sentamos em um quiosque que serve comida para abastados e de frente para praia, ficamos a comtemplar aquele mar e seus barquinhos num vai e vem hipnotizante. Nossa missão estava cumprida, realizamos o trajeto do qual nos propusemos a fazer e como prêmio, sonhamos ser ricos apenas uma vez na vida e pedimos logo uma porção de camarão e de cação e enquanto a iguaria banhada a fios de ouro era preparada, corremos para o mar e fingimos ser donos de uma lancha chiquetosa que por ali boiava e a fizemos companhia, boiando ao seu lado até que a Aline nos chamou avisando que o chefe já iria trazer a comida.

         (PRAIA DA JUSTA)
                Comemos devagar, saboreando cada perna de camarão, até que resolvo perguntar à um nativo a direção do caminho que poderia nos levar de volta para Rio-Santos no intuito de pegarmos um ônibus de volta para Vila de Picinguaba. O caiçara se espanta quando descobre que estávamos vindo a pé da vila distante e sem nos dar chance de defesa já diz logo na cara: “ Seis veio andando de Picinguaba, porque não vão até Puruba”.  Pronto, foi a deixa para o diabinho da comichão pular para o meu ombro e ficar infernizando minha cabeça: “ Vai lá Divanei, quem fez 9 praias faz 10, vai lá, o que são só mais uma hora de caminhada numa trilha subindo esse morrinho de nada? ”

         (PRAIA DA JUSTA)
                Dando ouvidos aos conselhos do diabinho, arrastei a Julia, a Aline e o Rogério comigo e com a barriga cheia, mas a alma transbordando de más intenções, caminhamos pelos quase 300 m da Praia da Justa, cruzamos um riacho pela canela e junto a uma casinha, perguntamos a um nativo pela trilha, que estava ali justamente no final da praia. Antes de subir a trilha, calçaram os tênis e eu não tinha outra opção a não ser a de seguir de sandálias mesmo. A trilha é larga, mas em certos momentos o mato acabou por tomar conta, mas nada que atrapalhasse nossa caminhada, que seguia firme e decidida com o objetivo de pôr fim aquela travessia definitivamente. Vamos cruzando por baixo de uma floresta exuberante às vezes vendo o mundo distante através de algumas janelas que iam surgindo para os vales e montanhas. Meia hora depois, talvez menos, cruzamos por um grande atoleiro e vários pequenos riachos são cruzados e em outros 15 minutos saímos  no aberto, uma antiga plantação de mandioca, com uma placa indicando uma pequena trilha num aceiro ( corte no mato em forma de estradinha para proteger uma certa área contra fogo), então adentramos nesse caminho que logo voltou a ficar largo e de passagem desobstruída , mas 10 minutos depois esse caminho se perdeu no meio da floresta, nos deixando sem pai e sem mãe , sem saber para onde seguir.

                Procuramos a trilha, vasculhamos cada canto ao redor e nada. Voltamos para ver se não a havíamos perdido um pouco antes, mas nada encontramos, pode ser mesmo que não tenhamos procurado o suficiente, o certo é que agora teríamos que tomar uma decisão: Quando a gente é jovem, costumamos tocar o foda-se, fazer umas porra-louquisses inconsequente. A gente acaba por tomar decisões sem pensar muito nas consequências, vai meio que por impulso, é da nossa idade fazer estupidez, mas aí quando a idade chega e a maturidade já toma conta do nosso bom senso, a gente descobre que isso não tem nada a ver com nada e que quem viveu tomando decisões cretinas, nunca vai aprender mesmo, então, reuni o grupo todo e com o aval do Rogério, decidimos tocar o pau no mato, arrastar aquela floresta no peito e que os deuses tenham pena da nossa alma . (rsrrsrsrsrsrsrr)
                Liguei o gps do celular e fizemos um estudo prévio do terreno. Estávamos quase no alto do morro e nos pareceu que o melhor caminho seria passar pelo topo, então foi para lá que nos dirigimos, inicialmente tentando nos livrar dos cipós e arbustos parecidos com palmeiras. A cada metro avançado era um corte que ganhávamos, afinal de contas estávamos todos apenas com roupas próprias para banho. No começo até fui iludido pela vegetação e cheguei a pensar que passaríamos fácil, mas conforme fomos avançando os gritos de murmúrios e ranger de dente foram aumentando, era as meninas que gritavam a cada espinho e a cada corte que a vegetação lhes presenteava, a cada mosquito, a cada borrachudo, era um xingamento novo que eu recebia por tê-las colocado naquela enrascada. O avanço era lento e o Rogério já estava falando para apressarmos o passo para não termos que dormir no mato e aí foi que dei graças por ter pego alguns equipos de emergência. Já fazia mais de uma hora que a gente tentava nos livrar da vegetação e parecia que não saíamos do lugar, a não ser quando tentávamos descer um barranco liso e a força da gravidade nos dava uma forcinha, nos empurrando morro à baixo em escorregões memoráveis.
                 Meus pés não tinham mais lugar para furar e para cortar e as pernas das meninas já estavam todas retalhadas, quando tomamos a decisão de descer por dentro de um rio seco, uma calha da montanha que logo brotou água e matou nossa sede. As meninas já estavam emputecidas de tanta raiva, mas era preciso seguir em frente. Contornamos um desnível com uma pequena cachoeirinha e perdemos altitude rapidamente e aí conseguimos nos deslocar um pouco mais rápido por dentro do riacho até darmos de cara com umas mangueiras pretas, bem na capitação de água do vilarejo de Puruba, onde ao lado interceptamos uma trilha mais carpida e descemos até o Rio Quiririm.

                Chegar às margens do Rio Quiririm poderia até ser um alívio se não fosse o fato do rio ser extremamente fundo e largo e como a Aline não sabe nadar, o jeito foi tentar margeá-lo até que ele se encontre com o Rio Puruba e ganhe o mar, onde fica largo e raso, dando passagem para a praia, mas como por infelicidade fomos sair numa área de mangue, estava quase impossível passar andando pela margem e aí não tivemos outra alternativa senão tentar chegar a sua foz andando por dentro do rio. Fui guiando o grupo, inicialmente com a água na cintura, nos segurando nos galhos da margem e tomando cuidado com as pedras infestadas de cracas e ostras que cortam feito navalha.
                O avanço era lento, as meninas o tempo todo resmungando porque diziam que a qualquer momento poderiam ser comidas por uma sucuri ou outra cobra comedora de gente e não adiantava nada falar que esse não era o perigo porque eu e o Rogério já não gozávamos mais de nenhuma credibilidade com elas. A margem foi ficando cada vez mais funda e quando chegou ao meu pescoço, me veio a cabeça que nosso avanço pelo rio tinha chegado ao seu final e que não haveria outro jeito senão eu tentar atravessar o rio a nado e ir procurar um pescador com alguma canoa para nos tirar da enrascada em havíamos nos metido. Aliás , já fazia tempo que as meninas imploravam pra gente gritar e chamar atenção de umas jangadas que já estavam nas nossas vistas, mas nós não queríamos dar o braço a torcer, só iríamos pedir arrego quando não tivesse mais jeito. Acontece que quando a água bateu no pescoço, a Aline já deu uma baqueada e o Rogério cortou a perna numa craca e o “sangue véio” desceu, aí a menina resolveu acabar com a brincadeira e ao ver uma canoa fazendo a curva vindo do rio Puruba, que se encontra com o Quiririm, levantou os braços e acenou para o pescador que vem em nosso auxilio.
                O pescador, sem entender nada, sem saber de onde havíamos surgido, já foi perguntando e quando soube que vínhamos da praia da Justa, já foi dizendo que essa trilha não é mais usada pelos caiçaras e que aquele lugar era infestado de cobras bravas. Paciência, as meninas eram mais, ( rsrsrrsrr) . Rapidamente nos jogou para dentro da canoa e nos deixou do outro lado do rio e não quis nem receber pelo trabalho, já lhe bastava a satisfação de contar para toda a comunidade que havia resgatado 4 sem noção que foram dar com os burros n’água depois de varar aquele mato dos infernos.

       
       
       

           (FOZ DO RIO PURUBA COM O QUIRIRIM)
                Estando em terra firme, já que ali estávamos, aproveitei para mostrar a PRAIA DO PURUBA para eles, já que eu a conhecia de outros carnavais. Primeiro para chegar à praia é preciso atravessar o rio Puruba com a água pela cintura que corre paralelo ao mar. Essa é uma das joias do litoral de Ubatuba, uma praia enorme onde é possível tomar banho de mar e de rio ao mesmo tempo e no seu canto direito é praticamente deserta e selvagem. O sal do mar serviu para lavar as feridas de um grupo esfarrapado e retalhado pela floresta e quando todo mundo já estava mais ou menos apresentável, viramos as costas para o oceano e botamos o pé na estrada novamente, mais 40 minutos de caminhada até a Rio-Santos e por lá ficamos por quase 3 horas até que um ônibus tivesse dó da gente e nos desovasse novamente no vilarejo caiçara de Picinguaba, já depois das 11 horas da noite.

          (PICINGUABA)
                Não é preciso nem dizer que os nossos familiares estavam arrancando os cabelos de preocupação e mesmo assim, debaixo de uma saraivada de críticas pela nossa irresponsabilidade, fomos cumprir o prometido que era o de fazer o churrasco, mesmo sendo depois da meia noite. A Julia coitada, a mesma que de manhã fazia coro nos chamando de velhos, tomou banho e foi morrer num canto qualquer, indo dormir sem forças nem para jantar. Em volta da churrasqueira, eu e o Rogério demos muitas risadas do acontecido porque fazia tempo que não nos metíamos juntos numas enrascadas dessas, relembrando os velhos tempos em que saíamos sem rumo mundo à fora a procura de aventuras memoráveis e mostramos que em se tratando de arrumar encrencas, ainda estamos em plena forma.

                                                        Divanei Goes de Paula- dezembro/2018
       
    • Por Leonardo B. Federico
      Ola rapaziada,
      Entre os dias 26 e 30 de dezembro de 2018 eu e mais 5 amigos fizemos uma travessia de Santos a Ubatuba em caiaque (surfski) e canoa havaiana. Ao todo fomos em 2 surfski individuais 2 canoas V1 e uma canoa OC2 e como prezamos pelo desempenho dos caiaques e canoas precisamos de um apoio em terra por quase todo o caminho. O apoio em terra foi feito por 2 carros (5 grandes parceiras e 1 linda criança), que foi fundamental para o sucesso em nossa viagem, pois não tínhamos espaço para levarmos nada além da comida e da água do dia (1l de água para cada 10km).
      Colocarei aqui um rápido diário de bordo, o qual publiquei em meu instagram (@leo_roke). Além de minha conta pessoal, também existe um perfil da nossa equipe de travessia chamada Anamauê Va'a (@anamauevaa). Vale ressaltar que esse relato é referente a segunda travessia feita, a primeira ocorreu na virada de 2017 para 2018 com uma canoa V6 e o percurso realizado foi de Niterói a Santos.
      Nesta segunda edição percorremos cerca de 200km durante 5 dias. Remamos por volta de 5 horas/ dia e repetimos o esquema feito na primeira edição - 45min remando por 15min de descanso, este podendo ser em alguma praia ou em alto mar mesmo.
      Para mim a viagem começou por setembro 1mes depois de voltar a viver em Santos. Já tinha uma enorme vontade de fazer essa travessia e comecei a conversar com pessoas que já fizeram alguma ou conheciam nosso litoral. Uma dessas pessoas foi o Zé (da @canoacaicara) que uns 15 dias depois falou "e ai...bora mesmo? Um amigo (@lucasmiom) de Ubatuba comprou uma OC2 e eu sugeri levarmos remando!" Ja éramos 3. Aos poucos somaram a nós @caue.serra, @nilsonfreepaddle e nos 45min @adonisespejo

      No início contávamos com o apoio em terra de @jessienakayama e @erika_kocssise depois somaram a elas @[email protected] e @gr4cinha que facilitaram demais nossa trip.

      Eu não sei o que motivou cada um da expedição. Se auto conhecimento, aprendizado do esporte, necessidade de estar só, curtição ou sumir por 5 dias. Mas isso juntou 6 amigos para viver uma experiência única que elevou o nível das nossas viagens, do nosso conhecimento pelo esporte e vários outros pontos.
      *Dia01 - Santos >>> Bertioga
      Apesar deste trajeto já ser bem conhecido por todos nós o fato dele ser o primeiro dia de uma longa jornada gerou uma certa ansiedade. Não sabíamos o que íamos enfrentar e a previsão não estava muito animadora. Era previsto um vento leste, de moderado a forte, que em grande parte do percurso seria contra. Porém o vento não entrou tão forte e ainda encontramos algumas ondulações que nos ajudaram bem, rolando até um surf.
      A primeira e a terceira parada fizemos em água, a segunda na praia do Éden no Guarujá e bem perto do nosso destino paramos em Camburizinho para aproveitar a tranquilidade de uma praia deserta em meio às festas de fim de ano.

      Expectativa 38,8km, vento leste (contra) de moderado a forte, sol forte

      Realidade 39,8km, vento leste fraco, ondulação a favor e sol entre nuvens.

      Agradecimentos a @sofis_surfree(mulherada da um confere no @maredoce_), ao corpo de bombeiros de Bertioga e ao Everdan Riesco, capitão da Brucutus.
       
      **Dia02 - Bertioga >>> Bora Bora

      Uma das pernas que mais me surpreendeu, talvez por eu não esperar muito da região. As praias de Bertioga, Riviera e Boracéia são extensas, com uma faixa de areia larga e de cor escura. Particularmente eu prefiro o contrário, quando tempos costões de pedra e praias curtas, o fato da paisagem mudar toda hora anima a remada!

      De fato, estava um pouco fora do que vimos e esperávamos ver, mas não foi bem assim. A vista dessas praias do alto mar é linda, o paredão da Serra do Mar impressiona. A remada foi muito calma, sem vento nem onda, porém o sol e o fato de não conseguirmos parar em terra em nenhum momento pesou um pouco. Desembarcamos no cantão de Boracéia, Bora Bora, e fomos muito bem recebidos no Surf Park do amigo e remador @netocantao, Dona Dirce e Joyce.

      Expectativa 35,1km uma parada em terra em Itaguaré, vento e ondas fracas, sol forte

      Realidade 41,8km, nenhuma parada em terra, sem vento nem onda e sol queimando a moleira.
      ***Dia03 - Bora Bora >>> Barequecaba

      Agora a brincadeira começou a ficar legal!!!! O Guarujá é lindo mas é nossa casa, nosso dia a dia de treino, e a perna de Bertioga a Bora Bora como comentei no Dia02 foi um pouco monótona, de Bora Bora em diante que os paraísos começaram a aparecer.

      Uma perna bem esperada por todos, dia lindo de céu limpo e água clara (vejam em um dos mini vídeos - sem filtro nem edição), sol forte e paisagens lindas. Ver de longe as praias que sempre frequentei desde adolescente tornou o dia mais especial, sem contar a parada das "ilhas", que recebem este nome peculiar, e de Pauba, onde aproveitamos a residência do tio do Zé para descansarmos bem!

      No final do dia fomos muito bem recebidos pelo Toko em Barequecaba com um banquete de almoço em sua casa.

      Dia de remada tranquila com vento e ondas fracas.

      Expectativa: 40km, nem nos preocupamos em ver a previsão de ondas e vento

      Realidade: 45,6km, ondas e ventos fracos

      Agradecimentos: Toko, tio Zé e mais uma vez o apoio em terra que agilizou nossa hospedagem!!!
      ****Dia04 - Barequeçaba >>> Tabatinga
      "O dia da lestada" e mais 42,2km p soma

      Se tinha algo que queríamos muito evitar era um dia de vento leste forte, principalmente no trecho de Ilha Bela a Caraguatatuba, um canal bem exposto onde não teríamos como fugir nem um pouco do vento. E foi exatamente o que aconteceu!
      Saímos tarde de Barequeçaba, todos estávamos bem cansados e como seria um dia que não teríamos o apoio em terra foi consentimento de todos fazermos um dia sem pressa de nada. 
      Logo que viramos a primeira ponta paramos em uma pedra que dava para saltar e ficamos um tempo nos divertindo por ali. Quando voltamos a remar pegamos um trecho de mar muito picado. Para mim que estava com um surfski bem instável foi bem chato, ainda mais que carregava um peso um pouco maior dos outros dias, estava bem difícil manter o barco alinhado!

      Cruzamos o canal da Ilha Bela em direção a Ilha das Cabras. Lugar lindo de água clara e cristalina onde fizemos uma pausa para mergulho rolou até foto com uma estátua do Neptuno no fundo do mar.

      Saindo da ilha das Cabras fizemos uma pausa para almoço na praia do Perequê com direito a PF e até uma cervejinha. Do Perequê fomos rumo a praia da Armação, que para mim foi o melhor trecho de toda viagem. O vento estava forte e a favor, o que chamamos de Downwind, e meu caiaque encaixou muito bem nas ondas, como eu não estava preocupado em fazer o melhor traçado, ou a melhor 'linha', fui uns 2km rumo ao meio do canal e depois aproveitei toda a ondulação surfando muito bem!!! Na praia da Armação contamos com o apoio do pessoal da @basealphailhabela, descansamos, tomamos uma ducha e seguimos para travessia do canal. Remamos praticamente 2h 30min com vento contra e forte de aproximadamente 14nós. Chegamos escurecendo na Ilha do Tamanduá logo em frente da praia de Tabatinga onde iríamos dormir.

      Em Tabatinga contamos com o apoio do pessoal da @ecopaddle para passar a noite. Pessoal muito gente boa!!! .
      *****Dia05 Tabatinga >>> Itaguá

      Se o Dia04 foi o dia mais completo em relação à remada o 05 foi em relação às belezas naturais e a satisfação!

      Começamos o dia bem cedo, por volta das 6h da manhã já estávamos com os barcos na areia e fomos muito bem recompensados por isso. Em menos de 30min de remada fomos surpreendidos por alguns golfinhos que passavam muito perto de nós, ALGUNS!!! Saímos de Tabatinga rumo a Ilha do Mar Virado. Lugar lindo de água cristalina, muito cristalina, ao ponto de vermos o fundo do mar de cima das canoas. E foi engraçado qdo percebemos isso! "Meeeeeu olha pra baixo!!!"
      Mas infelizmente como não existe nenhum local onde poderíamos desembarcar fizemos uma rápida pausa e seguimos para Ilha Anchieta.

      Aproveitamos a estrutura da ilha para descansarmos bem. Fizemos nosso "almoço", cochilamos e ainda visitamos o antigo presídio.
      Saímos da ilha rumo a praia do Cedro onde encontramos o pessoal do @ubatubahoe e finalizamos nossa travessia em companhia do pessoal de apoio!
      Chegamos na data prevista, dia 30 dez, descansamos 31 e fechamos e celebramos o fim de 2018 com chave de ouro.

      Expectativa: o melhor dia da travessia
      Realidade: 45,5km, dia limpo, céu claro, vento fraco. O melhor dia da travessia.

      É difícil mensurar, mas certamente uma das melhores viagens da minha vida! As vezes viajamos para longe p ver algo bonito, diferente, mas não damos conta de como nosso #quintaldecasa é lindo!
      Espero realmente no final deste ano estar de novo planejando mais uma travessia e fazer uma terceira edição do @anamauevaa

      No início de cada manhã, minutos antes de sairmos, um de nós fazia uma rápida consideração. A primeira foi do Zé que falou que sua maior intenção era sairmos da expedição mais amigos que entramos. E felizmente foi isso que aconteceu. A viagem e o planejamento foram perfeitos não tivemos uma 'conversa' mais séria, não tivemos que tomar nenhuma decisão, apenas curtimos e nos respeitamos a viagem inteira. 
      Agradeço imensamente todos os responsáveis pelo sucesso da nossa travessia. Todos já citados pelas hospedagens, ao Celso Filetti pelo #surfski, ao @zemarcosjr pelos equipamentos e mais uma vez as meninas que fizeram nosso apoio em terra.
    • Por tborges
      Dificuldade: Fácil- Categoria 1
      Distância: 8,9 km
      Altitude Máxima: 227 m
      Circular: A escolher
       
      Como chegar
       
      Ubatuba está situada no Litoral Norte de São Paulo – SP. Faz divisa ao norte com a cidade histórica de Paraty, no estado do Rio de Janeiro, e ao sul com Caraguatatuba (SP). Na parte oeste as divisas são com as cidades do Vale do Paraíba paulista, municípios de São Luis do Paraitinga e Natividade da Serra.
       
      Para quem vem de São Paulo, duas opções de estradas:
      1- Rodovia Dutra ou Ayrton Senna/Carvalho Pinto até São José dos Campos, Rodovia dos Tamoios até Caragua e Rodovia Rio-Santos (sentido Rio de Janeiro) até Ubatuba.
      2- Rodovia Dutra ou Ayrton Senna/Carvalho Pinto até Taubaté e Rodovia Osvaldo Cruz direto até Ubatuba.
       
      Saindo de Minas Gerais:
      1- Rodovia Antonio Simões de Almeida (MG-173) até Paraisopólis, a seguir pela (SP-123) até Taubaté e a partir daí Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125) até Ubatuba.
      2- Rodovia dos Bandeirantes (MG-158) até Cruzeiro, a seguir pela Presidente Dutra (BR-116) até Taubaté e a partir daí Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125) até Ubatuba.
       
      Para chegar em Ubatuba saindo do Rio de Janeiro, a melhor opção é a Rodovia Rio-Santos, direto do Rio a Ubatuba.
       
      A trilha começa na Praia da Lagoinha, para chegar até a praia é necessário entrar pelo condomínio que fica a margem da Rio-Santos, para deixar o carro é necessário pagar a zona azul.
       
      A Trilha
       
      Essa é uma trilha bem tranquila, ideal para iniciantes e garante um belo passeio pelo litoral. Ela começa na Praia do Oeste e passa pela praia do Peres, Praia do Bonete, Praia Grande Bonete, Praia Deserta, Praia do Cedro e praia da Fortaleza.
       
      Fizemos essa travessia no carnaval dia 02/03/2014, não recomendo faze-la em datas festivas onde o litoral esta cheio, a trilha acaba ficando com bastante turista o que tira um pouco a graça das "praias desertas"
       
      Quem me acompanhou dessa vez foram meu pai, minha mãe, minha esposa e meu amigo João Paulo, essa foi a primeira trilha da minha mãe e da minha esposa.
       

       
      Iniciamos nossa caminhada na praia da Lagoinha, para achar o inicio da trilha não tem segredo, ela começa no lado esquerdo da praia, logo após o rio(nos falaram que atravessaríamos com água até na cintura, mas dessa vez não cobriu nem a canela), o começo da trilha é uma caminha tranquila com muitas arvores, ainda com casas do lado esquerdo e com a maior quantidade de turistas devido a ser o caminho para algumas praias que só se chega de barco ou pela trilha.
       

       
      Aproveite para apreciar a bela vista do mar do lado direito da trilha.
       

       
      A caminhada até a praia da Bonete leva em torno de 1 hora com uma caminhada tranquila e parando para tirar fotos e apreciar a paisagem, as praias até lá tem uma infraestrutura simples, a praia do Perez já possui quiosque, na praia do Bonete existem uma infraestrutura melhor com quiosques, algumas casas e fica com bastante turista, aproveite para descansar até seguir caminho para a praia do cedro, desse ponto para frente a trilha já fica um pouco mais fechadas, com a primeira subida e já praticamente sem turistas. Para continuar a trilha vá até o canto esquerdo da praia, mas não siga a trilha que passa ao lado direito da casa vermelha, você precisa ir margeando a mureta do lado esquerdo da casa e entrar em uma pequena trilha entre as duas casas, dali para a frente começa primeira subida, ao final da subida vai existir um "cruzamento" com trilha para a esquerda e direita, continue em frente.
       

       

       
      A subida judia um pouco mas o visual do topo compensa, ao final da subida a praia Deserta e a praia do Cedro se encontram a esquerda, são duas praias separadas apenas por uma pedra.
       

       

       
      A Praia do Cedro é onde geralmente o pessoal acampa, a trilha para a praia da fortaleza fica mais ou menos no meio da praia, é uma subida com um trecho um pouco ainda mais fechado, dali até a praia da Fortaleza restam mais ou menos 40 minutos caminhando tranquilo.
       

       
      Após o final da subida, caminhando mais alguns minutos já é possível avistar a ponta da praia da Fortaleza.
       

       
      Após avistar a ponta faltam poucos minutos de descida, quando estiver praticamente no nível do mar haverá uma bifurcação na trilha, a trilha da direita leva até a ponta da praia da Fortaleza, a trilha da esquerda leva até a praia da Fortaleza, se decidir ir até a ponta deverá depois voltar e continuar a trilha da esquerda.
      A praia da Fortaleza já é uma praia bem "populosa" com muitos barcos e lanchas ancoradas, barzinhos e tudo mais.
       
      Daqui você tem três opções, voltar a trilha a pé até a praia da Lagoinha, pegar um ônibus e voltar pela Rio-Santos ou pegar um barco, nós escolhemos voltar de barco, a viagem dura pouco menos de 20 minutos e nos custou R$150 para 5 pessoas.
       

       
      Essa é uma trilha que agrada a todos, quem nunca vez consegue faze-la sem maiores problemas e quem já tem experiencia pode curtir a beleza do litoral norte, só aconselho realmente não faze-la em feriados na alta temporada para poder curtir mais as praias, no passado a trilha se chamava "7 praias desertas", hoje já não são tão desertas assim e durante os feriados menos desertas ainda.
       
      Bônus
       
      Vídeo gravado na volta de barco até a praia da Lagoinha.
       



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