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TRIP PATAGÔNIA - EL CALAFATE, EL CHALTEN e USHUAIA (dicas!)

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El Calafate foi nosso primeiro destino e com certeza parada obrigatória para conhecer o mais famoso dos glaciares, o Perito Moreno. A cidade fica à beira do lago Argentino, o maior do país e é uma graça com uma super infra estrutura para receber os turistas. No centro há várias agências de passeios e restaurantes para todos os gostos. Falando em passeio decidimos fazer apenas o que ia até o Glaciar. Contratamos o transfer da Cal tur que sai do terminal rodoviário de El Calafate as 8h e retorna por volta das 16h. O tempo é suficiente para conhecer todo o parque. Essa foi a opção mais econômica que encontramos, pegue somente o transfer sem guia. Até porque não é necessário um guia no parque. É super tranquilo de andar nas passarelas. Só o transfer custou em torno de ARS 450 ida e volta + ARS 500 da entrada do parque, por pessoa, fomos em outubro! Sobre a beleza do lugar, não tenho palavras. A cada passo uma paisagem de tirar o fôlego. Sem falar no deslocar da geleira que emite a todo momento um barulho e quando os blocos caem o barulho é ensurdecedor. Outra cidade que passamos e nos encantou a primeira vista foi El Chalten. Cidade muito pequena, mais muito acolhedora e com belezas naturais surreais! É nela onde você encontra um dos maiores picos, o Fitz Roy. El Chalten fica a 3h de El Calafate. Aconselhamos dormir ao menos 1 noite na cidade, mas para quem tem pouco tempo há ônibus de linha e transfer que fazem ida e volta no mesmo dia. Como não tínhamos muito tempo fomos e voltamos no mesmo dia também pela Cal tur que sai do Terminal rodoviário, dá para contratar direto lá. Estávamos ansiosos para chegar, pois uma das trilhas mais esperadas por nós em El Chaltén era a trilha para a Laguna de los Tres, uma lagoa que fica no pé do Cerro Fitz Roy e é um dos lugares de onde ele pode ser visto mais de perto. O visual no final da trilha é muito bonito e ela é considerada uma das mais pesadas da região por causa do comprimento e da forte subida que há no final. A estimativa de tempo de caminhada é de 5 horas cada trecho. Infelizmente não tínhamos tempo para fazê- la, então decidimos fazer a trilha da Laguna Capri são 4km de subida, no total 3h de trilha. A subida dá uma judiada, por conta da altitude começam a falta de ar e as dores na cabeça, mas todo o esforço é válido para ver o Fitz Roy. Por último fomos ao Ushuaia, fim del mundo! Por lá fizemos vários trekkings, vá preparado com roupas térmicas, botas, corta vento, impermeáveis, pois as trilhas são longas! Também só contratamos os transportes que podem ser pagos diretamente no seu hotel, conseguimos economizar muito dessa forma, até porque em nenhum lugar precisamos de guias e as trilhas são muito bem demarcadas. No passeio ao Canal de Beagle vai o comandante explicando tudo sobre a cidade, então nos outros passeios você não precisa escutar tudo novamente né? No fim pegamos muiiiita Neve no Glaciar Martial finalizando com glamour nossa incrível trip!
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MAIS VIAGENS E DICA NO INSTA:
https://www.instagram.com/travelfiless/
#relato #dicas
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Trilha para chegar ao Fitz Roy 

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Fitz Roy tímido embaixo das nuvens - mesmo assim indescritível.

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Cerro Martial - Ushuaia em Outubro ainda tinha muuuita neve!

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Passeio super turístico pelo canal de Beagle, recomendamos! Fizemos o com Pinguinera que só acontece na primeira e verão.

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A caminho da Laguna Esmeralda em Ushuaia embaixo de chuva e muito lodo! Se não for pra ter aventuras nem vamos! haha

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Campo maravilhoso em El Chalten, cidade fica a 3h de El calafate, super indico!

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Último Farol do Mundo!

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Trilha para Fitz Roy, belíssima.

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Perito Moreno e sua beleza estonteante!

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Olá!! Obrigadaa

Fomos em Outubro de 2017. Final do Mês pra ser mais exata.

ótimo período para ir a Patagônia. Final do Inverno e início da primavera.

;)

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Ana muito massa o relato, dúvida: quantas dias deu tudo isso contando com a chegada e partida? Vocês vieram do Brasil pra qual aeroporto de AR?

Tantas perguntas porque estou planejando também uma dessas igual a sua, porém noção 0 do tempo que preciso.

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    • Por Audrey Terra
      Há cerca de um ano atrás, ao ver uma foto do Parque Nacional Torres del Paine, disse ao meu filho de 21 anos: “Meu Deus, precisamos conhecer este lugar!”.
      Desde então, passei a pesquisar tudo sobre o Parque e sobre a Patagônia Chilena e Argentina: principais locais a serem visitados, parques, cidades, atrações.
      Foi a partir daí que comecei a fazer o roteiro dessa que, sem dúvida alguma, foram as melhores férias da minha vida!
       
      Em primeiro lugar: para fazer nossa primeira viagem de mochilão, precisávamos de roupas e equipamentos que não tínhamos, então, bora pra Decatlon.
      Abaixo, nossas principais compras:
       
      - Duas Mochilas Quechua Scape 50 l e 70 l (Simplesmente maravilhosas e práticas! Cabe o mundo lá dentro!)
      - Duas jaquetas 3x1 da Quechua - Que já vem com uma jaqueta de fleece por baixo da jaqueta impermeável (Não sei o que seria de nós sem ela! Usamos direto e nos protegeu bem da chuva e do frio cortante.)
      - 1 calça de trekking pro filhote (eu usei sempre minhas duas leggings pretas)
      - 2 blusas segunda-pele para cada um de nós
      - 1 blusa fechada de fleece pra mim
      - 2 Camisetas dry-fit para cada um (Comprem! Fiz um dos trekkings com uma blusa básica de algodão por baixo e ela ficou encharcada de suor)
      - Pescoceira (Comprem! Comprei uma pro meu filho e tentei fazer trekking de cachecol mas é horrível. A pescoceira é bem mais prática, protege do frio e não sai voando com o vento patagônico)
      -Toucas básicas
      - Bastões de Trekking (um para para cada um e agradecemos a Deus todos os dias o fato de temos investido nisso. Não sei o que seria da minha vida sem os bastões para me dar apoio nos momentos mais difíceis. Eles foram meus melhores amigos nesta caminhada – depois do meu filho, claro!
      - Duas Garrafas de água de 1 l (Ótimas! Nunca bebi tanta água na vida quanto nos trekkings que fizemos! Detalhe, como elas eram de um material parecido com alumínio ou metal, mantinham a água que pegávamos nos riachos bem fresca!)
      - Botas de trekking impermeáveis da Quechua (Comprem!!! Não deixaram nossos pés molhados ao pisar nos riachos – e creiam, vocês pisarão em muitos - e nem suados e são bem confortáveis – mas usamos algumas vezes antes da viagem para ir se acomodando aos nossos pés.)
      - Meias de trekking (Parece um gasto desnecessário mas realmente, não deixam nossos pés suados, mesmo andando kms e kms de distância)
      - Luvas próprias para trekking (Confortáveis e práticas)
       
      A viagem: fomos dia 30 de dezembro de 2018 e retornamos a São Paulo dia 18 de janeiro de 2019.
      Roteiro: São Paulo – Ushuaia (de avião, com escala de 14h em Buenos Aires) ; de Ushuaia a Punta Arenas (10h de ônibus); de Punta Arenas a Puerto Natales (3h de ônibus); de Puerto Natales a El Calafate (3h de ônibus) e de El Calafate a El Chalten (2h de ônibus) – esse trajeto foi feito no mesmo dia com algumas horas de espera em El Calafate antes de pegar o ônibus para El Chalten); de El Chalten para El Calafate (2h de ônibus); de El Calafate para Buenos Aires (3h30 de avião); de Buenos Aires para São Paulo (2h30 de avião).
      Paguei R$ 3700,00 para duas pessoas em todos os trajetos de avião, pela Aerolíneas Argentinas. As passagens eu comprei pelo site Busbud antes de viajar, todas pelo cartão de crédito e a que paguei mais cara foi de Ushuaia para Punta Arenas, cerca de R$ 240,00 cada.
       
      Dia 30/12/2018 – domingo
      Saímos do Aeroporto Internacional de Guarulhos as 10h e chegamos a Buenos Aires por volta do meio dia.
      Como era domingo, tivemos que trocar reais por peso no Banco de La Nación do Aeroporto a 9,20 pesos por real. (Péssima cotação, embora em todas as cidades da Patagônia Argentina por onde passei, o peso estava apenas 9. Ou seja: se sua escala em Buenos Aires for longa e for dia de semana, vá até a Rua Sarmiento, no centro de Buenos Aires. Lá a cotação esta 10,20 por real. - Como nossa escala era longa, pegamos um táxi até o hotel onde ficaríamos hospedados no final da aventura patagônica e deixamos nossas mochilas guardadas lá, enquanto aproveitamos o dia para mostrarmos Buenos Aires para um rapaz do Brasil que também estava numa escala longa em B.A. Como já conhecemos a cidade, o levamos nos principais locais turísticos do centro pra ele conhecer. A noite, quase meia noite, seguimos de volta para o Aeroparque para pegar nosso avião, que só sairia para Ushuaia as 4h. Juro que tentei dormir no chão do aeroporto enquanto esperava mas não consegui...Já meu filho, dormiu e sonhou com os anjos enquanto eu ficava ali, cansada mas ansiosa demais com a viagem para conseguir sequer cochilar.
       
      31/12/2018 – segunda-feira
      Ùltimo dia do ano e às 8h00 da manhã, desembarcamos em Ushuaia. Do aeroporto ao hotel, que foi um trajeto bem rápido, já deu para ficarmos de olhos arregalados com a beleza daquele lugar. Montanhas e mais montanhas com seus picos nevados, apesar do verão e um frio que...nossa! Deixamos nossas coisas no hotel e partimos para fazer compras de belisquetes, laches e bebidas para levarmos nos passeios e para nossa “ceia” de reveillon.Gastamos 100 reais no mercado de Ushuaia, que tinha longas filas e preços bem maiores do que os daqui. Depois de deixarmos nossas compras no hotel, partimos para marcarmos nossos passeios por Ushuaia. Agendamos o passeio pelo Canal de Beagle até a Pinguinera (mas sem passeio com os pinguins) por R$ 380,00, nós dois, para o dia seguinte às 16h. Tivemos um desconto por pagarmos em dinheiro. Como estávamos cansados da viagem, tiramos o dia para conhecermos a pequena e acolhedora cidade de Ushuaia. Neste mesmo dia, à tarde, visitamos o Museu do Presídio e Museu Marítimo. Para quem gosta de museus como eu e meu filho, é uma boa pedida. Á noite, abrimos nossa garrafa de vinho no quarto de hotel e ficamos olhando pela janela para ver se fariam festa no Reveillon. Doce ilusão! O máximo que ouvimos da “comemoração”, foram uma meia dúzia de buzinas de carro e uma buzina bem mais alta que cremos ser do navio que estava ancorado no porto. Meia noite e lá estávamos nós brindando e vendo as festas de reveillon pela internet. Estranho mas, ao mesmo tempo, um modo diferente de comemorarmos a chegada do novo ano.
       
      01/01/2019
      Começamos o dia indo ao Glaciar Martial. Pegamos um táxi por volta das 9h, até o começo da trilha e chegamos lá rapidamente. No caminho já nos encantamos com a beleza das montanhas com picos nevados. Grandes e lindas. Devido ao meu sedentarismo e kgs a mais, nos primeiros cem metros de trilha já fiquei ofegante mas segui em frente. Ainda bem! Depois de um tempo subindo, começou a nevar. Gente, pense numa mulher feliz, que ficou feito uma criança ao ganhar um baita presente. Fiquei eufórica! Era a primeira vez que víamos neve e fiquei encantada. Continuamos a subir o Glaciar e a neve ia aumentando. Eu até achei a subida um pouco difícil mas mal sabia eu o que me aguardava na minha viagem à Patagônia. rs. Valeu muito a pena! Foi lindo e o primeiro trekking da vida a gente nunca esquece.
      Voltamos para o hotel por volta das 13h. Almoçamos, demos uma descansada e partimos para nossa segunda aventura do dia. As 16h pegamos o barco para conhecermos o Canal de Beagle. Que passeio mais lindo! Cada paisagem linda! Vimos comoranes, leões marinhos e os encantadores pinguins...o Farol Les Eclairs, as montanhas ao redor...o frio nunca antes sentido da vida! rs. Realmente, um passeio imperdível e emocionante. Voltamos ao porto às 20h.
       
      02/01/2019
      No nosso último dia em Ushuaia, pegamos uma van no Porto, R$ 45,00 por pessoa (ida e volta) e fomos até a Laguna Esmeralda. Levamos duas horas pra chegar naquele cenário de sonho e quase o mesmo tempo pra voltar. O percurso é puxado em algumas partes mas é cada paisagem que vale a pena cada passo dado. Tem alguns lugares do caminho que são bem “encardidos”. Na volta, ao atravessar um dos lamaçais, o tronco onde eu estava passando virou e cai de costas, afundando minhas pernas no lamaçal. Bendidas roupas impermeáveis. Apesar da sujeira, foi bem fácil limpar o estrago depois. Muito cuidado e atenção nesses lugares. Terminei o trekking cansada, ferida em meu orgulho (quando caí, tinham vários gringos por perto vendo o meu tombo cinematográfico. rs) mas profundamente feliz por presenciar tanta beleza! Que lugar!!! No final da tarde voltamos ao hotel e preparamos nossas coisas para viajarmos no dia seguinte.
       
      03/01/2019
      Dia de pegar o bus rumo a Punta Arenas. O começo do percurso é lindo, repleto de belas paisagens. Depois de algumas horas, começamos a viajar no meio do nada e é um longo percurso no meio deste nada. Tirando as paradas nas fronteiras (saída da Argentina e entrada no Chile), o ônibus não para em lugar nenhum. Portanto, viagem preparados com lanches e bebidas. Eles servem um suco com bolachas mas não é suficiente para matar nossa fome. Na hora de atravessarmos o Estreito de Magalhães, somos obrigados a descer do ônibus e ficarmos na balsa. Fomos ao ar livre e quase congelamos a alma. Um frio cortante mas, o lado bom: conseguimos ver uma pequena baleia brincando na àgua e foi emocionante. Após a travessia, voltamos para o ônibus e seguimos nossa viagem no ônibus. Apesar da previsão de 12 horas de viagem, levamos umas 10h30 para chegarmos. Ficamos na pousada Tragaluz, que mais parecia uma casa de bonecas. Que lugarzinho lindo...e caro. Ao pagarmos com cartão, o calor aumenta consideravelmente. Dali pra frente, decidi pagar minhas estadias em dinheiro para fugir das taxas do cartão. Como era meu aniversário, saímos pra comer uma pizza no centro da cidade. Foi um dia cansativo pela longa viagem e, neste dia, dormimos cedo.
       
      04/01/19
      Saimos cedo para conhecermos a cidade. Fomos ao Museu Regional de Magallanes e no Museu Marítimo. Passeios interessantes para quem curte museus...mas o que eu gostei, mesmo, foi da orla. Dava pra ver vários pássaros, cenários interessantes,belos monumentos, praças…Fomos ao mirante da cidade onde tivemos uma linda vida de Punta Arenas.
      A cidade é graciosa mas em um dia, conseguimos conhecer absolutamente tudo de interessante que existe por lá. Vale a pena conhecer apenas se você não tiver outra coisa pra você. Se eu voltasse pra lá, agora, não me hospedaria em Punta Arenas. Achei muito caro pra pouca coisa, apesar da graciosidade do lugar.
       
      05/01/19
      Partimos para Puerto Natales logo cedo, Confesso que minha ansiedade estava a mil pois era exatamente lá perto que estava o motivo da minha ida à Patagônia: o Parque Nacional Torres del Paine. Ficamos hospedados no Hostel El Sendero. Lugar super simples, bacana, acolhedor e o Juan, responsável pelo lugar é super querido. Lá mesmo fechamos o full day a Torres del Paine no dia seguinte. Saímos para conhecer a cidade, trocar $ e almoçar. Lá tem uma pizzaria chamada Pizzaria de Napoli e eles servem a melhor pizza que comi na vida! Bem pertinho dela, tem um pequeno comércio que troca reais por pesos. Cotação 1500 pesos por real. Cotação ruim mas em toda a cidade estava este valor. Achamos a cidadezinha pequena, gelada e bem acolhedora. Fomos conhecer a orla e quase fomos carregados pelo vento patagônico. Estava frio...frio...extremamente frio...mas valeu a pena o passeio e as fotos que tiramos.
      Depois fomos ao mercado comprar as coisas para fazer nossos lanches para levarmos ao passeio do dia seguinte.
       
      06/01/19
      Full day ao Parque Nacional Torres del Paine. Gente, nada do que eu havia visto em fotos e vídeos me prepararam para a beleza absurda deste lugar! As montanhas, as lagoas, o céu azul, as nuvens em formatos diferentes, os guanacos, lebres, emas...Que maravilha é aquilo! Confesso que quase chorei ao ver tudo aquilo. Eu havia sonhado muito em estar ali e a realidade era ainda melhor...muito melhor. Quando fomos até o lago Grey, começou a chover e fizemos o trajeto embaixo de uma chuva bem gelada, mas valeu muito o passeio. Antes de voltarmos a Puerto Natales, fomos conhecer a Cueva do Milodon. A caverna é bacana mas o que mais gostei de lá foi o cenário do lado de fora. Simplesmente lindo! Tirei tantas fotos...mas tantas! rs. Dizem que o full day ao Parque Torres del Paine não vale à pena mas vale sim e muito. Principalmente, para quem quer levar crianças ou idosos ao Parque. É seguro e não é cansativo. Muito bom para quem não tem experiência em acampamentos e longos trekkings.
       
      07/01/19
      Eu e meu filho pegamos um ônibus na rodoviária e partimos para Torres del Paine novamente. Desta vez, faríamos o ataque ás Torres. Dica: no dia anterior, ao pagarmos a entrada do parque (cerca de R$ 120,00 reais, carimbamos o bilhete da entrada e o usamos para entrar no parque no dia seguinte sem pagar. Se você carimbar a entrada, parece que você tem mais dois dias pra voltar lá sem pagar uma nova entrada).
      Chegamos a portaria laguna Amarga, onde um outro ônibus nos levou para o começo da trilha, próximo ao Hotel Las Torres. Começamos o trajeto encantados com a vista e com os caminhos. Depois, quando começou a subida rumo ao Vale do Ascêncio, descobrimos que a subida era “a subida”. Rs. Eu parei muito no caminho e bebia muita água. Nunca deixem suas garrafas vazias. Creiam: vocês vão precisar. Achei o trajeto lindo até o Camping Chileno. Aliás, o local do camping é encantador. Me arrependi imensamente não ter reservado um pernoite lá. Aconselho imensamente que passem uma noite lá pra que a ida ás Torres não se torne uma doce tortura, como foi pra mim. O caminho é lindo, repleto de bosques, riachos...Um sonho...Mas eu já estava extremamente cansada e sofrendo com dores nas pernas durante o trajeto. Quando chegamos na famosa e temida subida às Torres, ao olhar para cima e ver pessoas lááá em cima como se fossem formiguinhas, ao ver o quanto faltava a té chegar às Torres, me desesperei e pensei em desistir, aí meu filho disse: “Vc sonhou tanto com isso e vai desistir taõ perto? Vamos que você consegue!” - Gente...subi. Consegui chegar lá e chorei de alegria por ter conseguido e por ver tamanha beleza. Ao chegar à base das Torres, valeu a pena as dores nas pernas, o caminho difícil, íngreme e perigoso.O lugar é simplesmente sensacional! Como tínhamos que pegar o ônibus às 19h perto do Hotel para irmos até a entrada da laguna Amarga e pegarmos o ônibus de volta a Puerto Natales e como eu levei 5h10 para chegar na base das Torres, ficamos lá por uns 15min e começamos a volta. Gente...não pensem que a descida é mais fácil que a subida. Pra descer é bem mais complicado, muitas vezes eu sentava nas pedras para conseguir descer. Minhas pernas já não se aguentavam e demoramos muito a voltar. Ao conseguimos chegar perto do Hotel Las Torres, só haviamos eu, meu filho, e um casal que havia subido a montanha com sua filhinha de 5 anos nas costas. Éramos os últimos a chegar lá e o ônibus que levava á portaria já havia partido. Estávamos mais de meia hora atrasados. Resumo da ópera: pagamos uma van do hotel par anos levar até a portaria da Laguna Amarga onde, graças a Deus, todos os ônibus estavam atrasados. Ufa! Conseguimos pegar nosso ônibus e voltarmos para Puerto Natales. Minhas pernas doíam infinitamente mas a sensação de superação por ter conseguido chegar lá e por ter presenciado tamanha beleza, fazia com que minha dor diminuísse e um misto de orgulho e sensação de sonho realizado tomou conta de mim.
      Que dia, meus amigos! Que dia! Jamais vou esquecer. Juro!!!
       
      08/01/2019
       
      Pegamos o ônibus logo cedo rumo a El Calafate. Passamos pela fronteira e ficamos cerca de uma hora numa fila que não andava, para darmos entrada na Argentina. Essas fronteiras são bem cansativas, principalmente em alta temporada quando a quantidade de turistas é grande. Chegamos lá perto da hora do almoço e compramos a passagem para o mesmo dia, às 18h, rumo a El Chalten. Fomos até uma casa de câmbio em El Calafate trocar pesos, almoçamos e fizemos hora até embarcarmos rumo á nossa próxima aventura. Chegamos em El Chalten por volta das 20h e fomos direto para nossa pousada Nunataks, que fica bem ao lado do início da Senda do Fitz Roy. Ôh pousadinha gostosa! As meninas super receptivas e atenciosas. Fizeram com que nos sentíssemos em casa! Recomendo demais este lugar e, com certeza, voltando pra El Chalten, me hospedarei lá novamente. Como ainda estávamos muito cansados da noite anterior, dormimos cedo.
       
      09/01/2019
      O dia amanheceu lindo, com céu azul apesar do vento gelado. Saímos para os Miradores Los Condores e Las Águilas, que ficam próximos a entrada da cidade e que não são trekkings tão puxados assim. Qualquer um pode fazer e vale a pena. As paisagens são de sonho e o lindo e mágico Fitz Roy pode ser visto em quase todo o trajeto. Se o Parque Torres del paine me deixou encantada, o Fitz Roy me fascinou. Já na estrada rumo a El Chalten, quando começamos a enxergar as montanhas, é de arrepiar! É tanta beleza, tanta grandiosidade que não dá pra explicar. Já a cidadezinha de El Chalten, é um encanto. Minúscula, linda e hospitaleira, com certeza, é um lugar onde eu queria viver. Ah, lá não pega 3g de jeito nenhum! Portanto, pegue um hostel ou hotel com wi-fi para poder postar as fotos incríveis que, com certeza , vocês vão querer compartilhar nas redes sociais. Ah, comer em El Chalten é bem carinho, viu?! Mas descobrimos um lugar, perto de nossa pousada com uma comida ótima e preço justo: o Rancho Grande. Foi lá que comemos o melhor chorizo da nossa viagem.
       
      10/01/2019
      O dia que escolhemos para fazer o trekking ao Fitz Roy amanheceu nublado, com um vento extremamente gelado e forte. Conforme havíamos nos informado, decidimos pegar um táxi até a Hosteria el Pilar para começarmos nossa caminhada. Creiam: vale muito a pena pagar um táxi ou van para iniciar o trekking ali. Você evita uma subida extremamente íngreme de dois kms, que é a forma de se chegar ao Fotz Roy pela cidade. Começamos nosso trajeto sozinhos. Demoramos muito a começar a encontrar com mochileiros que vinham no caminho contrário. Quando chegamos ao Mirador Piedras Blancas, ficamos encantados com o cenário. Parecia um quadro pintado à mão. Decidimos fazer o trajeto pelo mirador e voltar pela Laguna Capri. Andamos uns 8km até chegarmos no camping Poincinot. O Treking é puxado mas nada comparado a Torres del Paine. No camping só tem um banheiro e daqueles com um buraco no chão. Pensa no malabarismo para poder fazer um pipi ali. rs. Só por Deus! Haviam alguma ṕessoas ali que, como nós, queriam subir no Fitz Roy mas, devido ao mau tempo, chuva e um vento extremamente fortes, pessoas experientes que ali estavam alertavam do perigo de subir na Laguna de Los Três. Com dor no coração, decidimos não subir e partimos com a certeza de que voltaremos lá em breve para concluirmos nossa aventura. Mas o passeio valeu muito a pena. Cada cenário!!! Sempre com o Fitz Roy ali, majestoso, abençoando nossa caminhada. Ô coisa linda que são essas montanhas, meu povo!!!Voltamos á El Chalten pela Laguna Capri. Gente...a volta foi puxada, viu?! Foram mais oito kms até a cidade e a gordinha aqui sofreu. A descida até a cidade é longa e cansativa, apesar da linda vista do Rio de Las Vueltas. Vocês se lembram daquele vento forte que decidiu aparecer este dia? Pois é. Ele chegou a nos empurrar na descida. Definitivamente, este negócio de vento patagônico é bem perigoso. Não o subestime. Durante a descida, vi muitas pessoas subindo aqueles dois kms que eu falei no início do post deste dia. Muitas dessas pessoas com enormes mochilas nas costas. Decididamente, não sei como conseguiam. Achei uma loucura e extremamente puxado. Como disse, e repito: iniciem seu trekkling pela Hosteria El Pilar. Vocês vão agradecer.
       
      11/01/2019
       
      Dia de partirmos para El Calafate. Confesso que parti com uma baita dor no coração! Me apaixonei por El Chalten num grau que vocês não tem idéia. Queria ter ficado ali por muito mais tempo. De preferência, a vida toda. rs. Ah, um dia antes de ir para El Calafate, recebi um e-mail do Hostel Bla Guesthouse porque, segundo eles, havia tido um vazamento e precisavam consertá-lo, não sendo possível ficarmos hospedados lá. Pensem numa pessoa que ficou brava, pois tive que entrar no Booking,Com e resercar outro lugar aos 47min do segundo tempo. Obviamente não tinham mais hospedagens boas e baratas disponíveis e reservei estadia no Hotel Upsala. Ótima localização, café da manhã justo mas um hotel extremamente antiquado. Não que eu ligue para luxo mas não foi um lugar que me senti bem. Tinha banheira, chuveiro bacana (que só esquentava quando queria) e cama e cobertas bem antigas. Parecia que estávamos numa casa de fazenda bem antiga. Os muitos corredores me faziam sentir no filme O Iluminado do Stephan King. Apesar disso, os senhores que nos atenderam foram extremamente gentis.
      Saíamos para conhecer El Calafate e fecharmos nosso mini-trekking na Hielo y Aventura para o dia seguinte. Doce ilusão. Até o dia 14 não tinham mais vagas para o mini-trekking, ou seja: sempre reservem seus passeios antes de ir, principalmente, se vocês forem ficar poucos dias em El Calafate. Fomos à empresa de Turismo Criollo (a mesma com as quais fizemos nosso passeio em Ushuaia) e fechamos a navegação e passeio no Perito Moreno. O passeio ficou uns R$ 240 para nós dois.
       
      12/01/19
      Dia de Perito Moreno! A paisagem pelo caminho já é um espetáculo a parte. Quando a própria geleira, que grandiosidade! Que coisa linda!!! Impossível definir em palavras a beleza que nós vimos ali. O parque é lindo, aquelas passarelas intermináveis nos levam a diversos cenários para fotos divinas! Vale muito a pena conhecer o Parque Los Glaciares! A navegação de cerca de uma hora nos leva mais próximos às paredes de gelo, onde vez ou outra se desprendiam blocos que caiam no lago e faziam um barulho imenso. Era um oh pra cá...um oh pra lá...Todos encantados com a visão de algo tão incrível. Apenas vão! Vale á pena conhecer um dos maiores e mais belos glaciares do mundo!
       
      13/01/19 a 18/01/19
      Dia de darmos adeus a nossa aventura patagônica e partir para 5 dias em Buenos Aires, onde, além de descansarmos, conheceríamos lugares que não havíamos conhecido em nossa última viagem para lá.
      Ficamos em Buenos Aires de 13/01 a 18/01 de 2019, quando voltamos para Guarulhos e terminamos a viagem mais incrível de nossas vidas.
      Jamais esquecerei a magia da Patagônia, a beleza sem igual daquele lugar e toda minha superação em andar 16...18 km por dia, subindo e descendo montanhas, dando fim ao meu sedentarismo de longos anos. Voltei pra casa 4kg mais magra e com uma sensação maravilhosa de sonhos realizados. A única dor no peito, é a saudade que já sinto daquele lugar. Não deixem de conhecer a Patagônia. É um passeio caro, é, mas com jeitinho, uma boa pesquisa e força de vontade, vocês também podem sentir a alegria que senti em fazer esta viagem tão incrível!
      Desculpem o longo depoimento mas sempre li vários depoimentos super bacanas neste site e foram eles que me inspiraram e me deram dicas super úteis para que esta minha viagem fosse perfeita.















































































    • Por Maria Anita
      Olá pessoal!
      Depois de tantas viagens, sempre usando dicas daqui, finalmente tomei coragem para escrever um relato.
      Durante os meses de janeiro, fevereiro e março/2017, eu e meu namorado, Renato, conseguimos tocar um projeto antigo, que era percorrer a Huella Andina Patagonica, uma trilha de longa distancia (aprox. 550km) no norte da Patagonia argentina, pela zona da cordilheira.
      Informações gerais sobre a trilha
      A Huella Andina uniu trilhas já existentes, criando uma trilha de longa distancia, para valorizar a natureza e a cultura local e, com isso promover o turismo. As trilhas atravessam tres provincias, Neuquen, Rio Negro e Chubut, e cortam 5 parques nacionais, PN Lanin, PN Los Arrayanes, PN Nahuel Huapi, PN Lago Puelo e PN Los Alerces.O projeto era apoiado pelo governo e contava com a ajuda de voluntários. A sinalização da maioria das trilhas é impecável, e o projeto contava ainda com um guia de campo e um site que continha informações variadas, como por exemplo, a condição de cada trilha. Além disso tem também uma série promocional dividida em vários capítulos disponivel no youtube.
      Infelizmente, com as mudanças no governo da Argentina, o novo presidente decidiu descontinuar o projeto, tirando o site oficial e todo o material que ele continha do ar. Dessa maneira, a melhor forma de tentar saber as condicoes das trilhas é acompanhar as páginas dos Parques Nacionais e refugios no facebook. Existe um grupo no fb que se chama Huella Andina, onde tem sempre informaçoes atualizadas. É também sempre importante passar nas intendencias dos parques para receber informaçoes e se registrar!
      Sobre a viagem
      Tinha MUITA vontade de fazer essa trilha desde a primeira vez que ouvi falar sobre ela, em 2014. Foram então quase 3 anos juntando dinheiro, comprando equipamentos adequados e planejando. Eu lia, estudava, assistia e absorvia absolutamente qualquer informação que encontrava sobre a Patagonia! O plano inicial era percorrer a patagonia inteira, de norte a sul, chegando até Ushuaia. Mas como imprevistos sempre acontecem, o tempo disponível se tornou inviável, então decidimos dividir a viagem e chegar mais ao sul em outra oportunidade.
      Nós criamos um blog, onde pretendemos atualizar (estamos enrolando desde março rsrs) com informações mais detalhadas sobre as trilhas, sobre equipamentos, e como nos preparamos e pesquisamos tudo: https://napatagoniaa.wordpress.com
      ROTEIRO
      16/01 – Rio – Santiago – Pucon
      O voo saiu às 7:20 do Rio e chegou às 11:10 em Santiago. Trocamos pouco dinheiro no aeroporto, apenas para pegar o onibus que nos leva a cidade.
      Pegamos o onibus e descemos um ponto depois do terminal rodoviários onde se compra as passagens para Pucon (metro universidad Santiago), já que a única casa de cambio na rodoviária tem cotações HORRÍVEIS e enche o saco na hora de trocar o dinheiro (as notas não podem ter um amassadinho, mas te devolvem notas de peso velhas e rasgadas). No ponto seguinte tem um shopping com uma casa de cambio Afex, onde trocamos o dinheiro suficiente para comprar as passagens para Pucon e chegar ao centro, e depois fomos andando para a rodoviária. Compramos o onibus noturno pela Turbus e deixamos os mochilões num guarda bagagens que tem lá.
      Pegamos o metro para o centro da cidade e descemos perto da Calle Augustinas, onde fizemos o cambio de todo o dinheiro que pretendiamos gastar no Chile, demos uma volta e almoçamos por lá. As cotaçoes em Santiago são muito melhores do que as encontradas ao sul. Daí pegamos um metro para o Costanera Center, onde compramos algumas coisas nas lojas e mercados, fizemos hora, jantamos e voltamos para o terminal de onibus para viajar para Pucon.


      17/01 – Pucón
      Chegamos cedo em Pucón e usamos o wifi do terminal para reservar um hostel. Deveríamos ter reservado com alguns dias a mais de antecedencia, pois estavam quase todos cheios e acabamos ficando em um hostel caro e ruim (pelo preço), Hostel Nature.
      Pretendiamos comprar a ascensão do vulcão Villarica, mas estava muitos mais cara do que das últimas vezes! Desistimos por medo de comprometer o orçamento da viagem logo no começo e acabamos comprando só o passeio para as Termas Trancura para o dia seguinte e ficamos curtindo a cidade.
      18/01 – Pucón
      Trocamos de hostel no começo do dia e fomos para o Hostal Monica. Tudo muito limpo, excelente custo benefício.
      De tarde fomos para as termas, que são demais! Com vista para o vulcão, vale muito a pena.
      Quando voltamos compramos as passagens para Junin de Los Andes para o dia seguinte.

      19/01 – Pucón – Junin de los Andes - San Martin de los Andes
      Pegamos o onibus em Pucon, que saiu mais ou menos as 10h. A viagem é bonita e agradável. Os tramites de fronteira foram rápidos e 5h depois chegamos em Junin de los Andes, de onde pretendíamos seguir para Villa Pehuenia (início da Huella Andina). Entretanto, não havia nenhum lugar que fizesse cambio em Junin, por isso tivemos que pegar outro onibus para San Martin.
      A passagem é barata e a viagem dura uns 40 min. O problema é que o onibus que nos trouxe a Junin segue viagem até San Martin, então se soubéssemos teríamos economizado tempo e dinheiro.
      Em San Martin, passamos no centro de informações turísticas, que estava bem cheio. A cidade toda estava, por sinal. Perguntamos sobre cambio e sobre hostels, já que não tínhamos wifi disponível para pesquisar pelo booking. Quase todos os hostels estavam cheios. Conseguimos um quarto compartilhado em um hostel um pouco afastado, tudo bem limpo e com um bom café da manhã incluido, mas bem caro.
      Trocamos reais na única casa de cambio da cidade, a uma cotação bem mais ou menos. Comemos as melhores empanadas na loja Noninos, fizemos compras no La Anonima, passeamos pela cidade e passamos no centro de informações do PN Lanín. Lá pegamos panfletos e nos informamos sobre condições das trilhas e maneiras de se chegar. Descobrimos que a primeira etapa da Huella estava fechada, parece que nunca chegou a ser habilitada, o que gerou uma pequena mudança nos planos.
      20/01 – San Martin - Junin - Alumine
      Acordamos, tomamos café e fomos para o terminal de onibus. O onibus de San Martin para Junin sai de hora em hora. Chegando e Junin, descobrimos que só tem um onibus diário para Aluminé, que sai as 17h30 e chega às 19h45.
      A viagem para Aluminé é bonita. O onibus é um pouco velho e a estrada bem empoeirada. Eramos os únicos turistas... Chegando em Aluminé, fomo nas informações turísticas e descobrimos que o onibus para Ruca Choroy só sai as segundas e quartas (era sexta)! A senhorita que nos atendeu foi bem prestativa e ligou para vários taxis e transfers, tentando negociar o preço. Por fim, conseguiu que um amigo dela nos levasse por um preço bem mais em conta. Lá anoitece tarde, mesmo assim chegamos em Roca Choroy já escuro e montamos acampamento.
       21/01 – Lago Ruca Choroy - Vivac Pampa de Castro
      Essa trilha estava prevista para ser feita da seguinte forma: (1) Villa Pehuenia – Moquehue - (2) Moquehue - Vivac Puesto Viejo - (3) Vivac Puesto Viejo – Ñorquinco - (4) Ñorquinco - Vivac Pampa de Castro - (5) Vivac Pampa de Castro - Lago Rucachoroy. Entretanto, os tramos (1), (2), (3) não estavam habilitados, e não havia onibus para Ñorquinco, por isso decidimos fazer Lago Rucachoroy - Vivac Pampa de Castro, no dia seguinte um bate e volta sem as cargueiras par Ñorquinco e no terceiro dia retornar para Ruca Choroy.
      Tivemos que andar cerca de 3km beirando o lago Rucachoroy ate o começo da trilha. A trilha é bem empoeirada, com poucas sombras e os tábanos (tipo de mutuca) são insuportáveis. Esporadicamente passa um carro ou outro e as vezes passamos por casas. No caminho passamos por muitas araucárias (chamadas de Pehuenes) e por muitos papagaios. A trilha passa por áreas de pasto com muita ovelhas, vacas e cavalos. Cerca de 2/3 da trilha é plana e sem muitas dificuldades, mas o trecho final é uma longa subida. Cruzamos pequenos riachos, alguns com pontes e outros que não davam nem pra molhar o pé. Ao final chegamos em Pampa de Castro, onde a vegetação predominante é um capim baixo onde o gado pasta. Existe uma cabana de madeira bem rustica que é usada por quem cuida das vacas, com uma cama, espaço para fogueira, uma mesa e alguns utensílios de cozinha. A área de camping consiste em um gramado para montar a barraca na beira de um rio, onde é proibido fazer fogo.

      Camping em Ruca Choroy

      Vivac Pampa de Castro
      22/01 – Vivac Pampa de Castro - Norquinco - Vivac Pampa de Castro
      Deixamos a barraca montada em Pampa de Castro e fizemos um bate e volta a Norquinco com mochilas leves.
      A trilha começa com uma subida intensa, de cerca de 3km com desnível de mais de 200 metros. Após a longa subida, chegamos a uma área de pasto, onde a trilha contorna uma área com uma placa indicando ser de uma comunidade mapuche (so vimos uma cabana). Apos esse trecho, seguimos por uma área de bosque e uma longa descida. Passamos por um riacho com uma pequena cachoeira, ótimo para um descanso e para encher as garrafas (agua muito boa e gelada). Entramos então em uma área mais aberta e extremamente linda, com uma infinidade de flores do campo te acompanhando ao longo do caminho. Pouco depois a vegetação começa a mudar e se torna mais seco. Pouco tempo depois, chegamos a cascada coloco, uma linda cachoeira que é avistada ao longe. A partir dai a trilha segue sem muitas novidades até o lago Norquinco. Não fomos ate a guardaria do PN Lanin por conta do tempo para a volta, mas a trilha segue fácil beirando o lago.
      Ao chegarmos de volta em pampa, conhecemos o Freire, um mapuche quase gaúcho que tomava conta do gado. Ficamos conversando e preparando nossas refeições na cabana e depois fomos dormir. Freire nos disse que no dia seguinte seu chefe viria busca-lo numa 4x4 para levá-lo a Aluminé, então combinamos uma carona.

       
      23/01 - Vivac Pampa de Castro - Lago Rucachoroy
      Esperamos até quase 15h o chefe do Freire, que deveria chegar 12h. Ficamos com medo de esperar mais e acabar ficando tarde, e resolvemos arrumar nossas coisas e fazer a trilha de volta. O tempo estava mais agradável por ser mais tarde, e a trilha foi mais fácil por ser só decida. Chegamos antes das 20h em Rucachoroy, comemos uma pizza e acampamos.
      24/01 – Lago Ruca Choroy
      Como saímos tarde, acabamos perdendo o ônibus de segunda feira e tivemos que esperar até quarta para voltar. Foi um dia de descanso.
      25/01 - Lago Rucachoroy - Aluminé
      Pegamos o ônibus de Rucachoroy para Aluminé. O ônibus para Junin/San Martin só sai bem cedo, então tivemos que ficar em Aluminé. Ficamos no Camping La Anita, a 2km do centro. O Camping era bom, possuindo parcelas com um fogão a lenha, pia e eletricidade. 
      26/01 - Alumine - San Martin - Junin - Puerto Canoa
      Acordamos as 5h, arrumamos tudo e fomos para a rodoviária caminhando. Acabamos pegando o ônibus no caminho.
      Tivemos que ir a San Martin trocar reais. Chegamos, usamos o wifi gratuito da rodoviária, fomos cambiar e comemos mais empanadas deliciosas na loja Nonino.
      Voltamos para Junin e compramos as passagens para Puerto Canoa pela empresa Transportes Castelli. Os ônibus saem ou as 9:45 ou 16:25 para ir e 12:30 e 19:10 para retornar.
      Fomos no mercado La Anonima fazer compras, próximo a praça San Martin.
      Pegamos o ônibus pontualmente. A viagem demora um pouco. Ao chegarmos em Puerto Canoa, o motorista nos disse para ir ate o ponto final (2km mais distante), porque em Puerto Canoa não haviam campings. Confiamos nele, mas no caminho, poucos metro após Puerto Canoa (onde fica o inicio da trilha para a base do vulcão), vimos uma placa de camping livre. Questionamos e ele afirmou que esse camping era pago e era mais distante que o do ponto final. O do ponto final era pago e tinha que atravessar o lago, o que também era pago. Por conta disso, decidimos andar de volta Puerto Canoa e nos informarmos na Guarderia. A guarda parque nos disse que o camping livre que havíamos visto era de graça, tendo que pagar apenas para atravessar, mas não havia nada, nem banheiros, apenas um local para montar a barraca.
      Decidimos ficar no camping livre por ser mais perto do inicio na trilha. Sinalizamos para que o barqueiro nos atravessasse num barco a remo. A travessia era paga, e o camping era gratuito, mas contava com parcelas com local para fazer fogo, mesas e um banheiro de uso comum (sem chuveiro).
      27/01 - Puerto Canoa 
      Faríamos a trilha para a base do vulcão, mas acordamos muito cansados e decidimos ter um dia livre para descansar, lavar roupas e organizar as coisas. Fizemos amizade com um casal de Buenos Aires, Walter e Jorgina e sua filinha Milena. Walter é professor de historia, mas fez um curso de guia de trilhas. Caminha desde novo e conheceu Aila, um dos primeiros moradores da região, que ajudou na demarcação do parque. 

      28/01 - Puerto Canoa - Cara Sur del Volcán Lanín
      A trilha começa pouco após a casa do guarda parque e tem a entrada bem marcada. A primeira parte é plana e segue por uma área de bosque, alternando trechos de vegetação mais e menos densa. A trilha passa a margear um rio pela direita, até atravessá-lo. Começa a margeá-lo então pela margem esquerda. O trecho final começa com uma subida muito íngreme, que está sinalizada como a ultima subida. Também há uma placa dizendo para recarregar a agua, entretanto, não ha riachos no local, então é necessário pegar agua um pouco antes. Pouco depois a subida se suaviza, mas continua por um longo trecho, saindo do bosque para uma região onde predominam os arbustos e continua subindo, ate chegar a um descampado, a partir dai é so pedra ate a base do vulcão.

       
      29/01 – (9) Puerto Canoa – Aila
      Caminhamos uma boa distancia até inicio da trilha, a maior parte do tempo por um caminho no pasto paralelo ao lago.
      A trilha começa com uma subida muito íngreme, vencendo um grande desnível. Se sobe por cerca de 1h, e logo se suaviza.
      A trilha é muito interessante e bonita, em algumas partes atravessamos o rio por pontes improvisadas de troncos.
      Ao chegarmos, descobrimos que a “Población Aila” era na verdade um sítio, com uma família morando. Apesar de o guia indicar que teria proveduria, eles tinham somente os produtos do sítio para vender, ovos e pão caseiro. Compramos mesmo assim e comemos um dos melhores macarrões com ovo da viagem.
      O camping era num local muito bonito, na beira do lago. Tinha somente mais um casal acampando. Pensamos que não tinha banheiro, entretanto vimos um num local um pouco mais adiante no dia seguinte, quando seguimos a trilha para Termas.

       
      30/01 – Aila - Termas de Epulafquen
      Mais uma vez, a trilha era muito bonita, mas longa e cansativa.
      Logo no começo, haviam dezenas de lebres no caminho, que se afastavam saltitando assustadas conforme nos aproximávamos.
      Também vimos dois carpinteiros (pica pau de cabeça vermelha, bem grande) e ossadas de cavalos na trilha, além de um ratinho. Deveríamos ter visto uma antiga máquina abandonada, mas passamos batidos.
      A trilha segue suave por um longo trecho e começa a subir por mais um longo trecho no final, até chegar na estrada, onde percorremos cerca de 4km até a área de camping.
      Em determinado momento na trilha encontramos o guarda parque Franklin vindo na direção oposta, em busca de um casal de alemães que tinha desaparecido na região a alguns dias. Quando ele estava voltando, encontrou conosco mais uma vez e foi nos acompanhando ao longo da trilha, até a estrada. Era um homem muito simpático, que enriqueceu nosso caminho com informações sobre a fauna, a flora e a região em geral. Obrigada, Franklin. 
      O camping de Termas foi um dos piores, pois era caro, na beira da estrada, não tinha wifi nem nenhum serviço que justificasse o preço e foi onde tomamos o “banho quente” mais frio de toda a viagem!! Tinha proveduria, onde nos reabastecemos.

       
      31/01 – Termas de Epulaufquen - Laguna Verde
      Trecho de conexão, sem dúvida um dos piores da Huella! Era só estrada o tempo todo, um sobe e desce, sem paisagens ou qualquer tipo de coisa interessante na maioria absoluta do tempo, o que fazia com que o tempo não passasse. O ponto alto foi o escorial do vulcão.
      O camping em Laguna Verde era bem aceitável. O banho quente era bom, e o camping bonito, na beira do rio, com parcelas para montar a barraca, local para fazer fogo e proveduría. Achamos um pouco caro, mas depois vimos que estava na faixa de preço dos demais ao longo da Huella.

       
      01/02 – Laguna Verde - Rincón de Los Pinos
      Trilha extremamente bonita! Começa contornando a Laguna Verde, logo depois começa a subir, subir, subir, até sair da linha das arvores e chegar na parte onde pequenas moitas, pouquíssimas arvores e muitas cinzas dominam a paisagem. A trilha é marcada majoritariamente por estacas de madeira, com a ponta pintada de azul e branco. 
      Nesse descampado já é possível ver toda a região que foi percorrida nos dias anteriores e o vulcão lanin, sempre atras. 
      A trilha é realmente muito bonita e é impossível não querer tirar fotos o tempo todo, o que fez com que fossemos em um ritmo mais lento.
      Após esse campo de altidude, entramos novamente numa parte com vegetação mais densa e começamos um longo trecho com muito sobe e desce, até chegar no campo aberto de capim alto, onde após algum tempo é possível ver o refugio.
      Chegamos muito cansados e fizemos o jantar. Demos uma olhada no refugio, mas preferimos montar a barraca do lado de fora por causa do rantavirus.

       
      Continua...
    • Por thalita.melo
      Ushuaia + Calafate + Chalten + Bariloche
       
      Faremos aqui um relato na nossa viagem de 15 dias pela Patagonia Argentina em dezembro 2016/janeiro 2017.
       
      24/12 - Embarcamos com destino a cidade de Buenos Aires as 00:25 pela Aerolineas Argentinas. Foi um voo tranquilo e chegamos na cidade as 2:20 ja que la não tem horário de verão. Quando você desembarca na parte internacional e vai pegar outro voo tem que se deslocar até a parte de voos domésticos que fica em outro prédio.
      As 7:25 pegamos o voo que nos levaria até a cidade de Ushuaia, aonde chegamos as 12:10.
      Em Ushuaia Ficamos pelo AIRBNB na casa da Tamara a qual recomendamos pois é muito atenciosa e tem um espaço bacana para alugar. O único inconveniente é que o chuveiro não é dos mais quentes então exige banhos rápidos.
      Quando chegamos na cidade a temperatura estava cerca de 8 graus e com uma garoa mas mesmo assim fomos nos aventurar. Nossa primeira parada foi em um hostel na rua Rivadavia bem sinistro aonde um chinês troca reais por um preço bacana. Na época 1 real = 5 pesos. Trocamos uma parte do dinheiro e fomos para o centro de informações turísticas aonde eles carimbam seu passaporte com o carimbo da cidade.
      A cidade é bem pequena e o seu centro tem uma infinidade de lojas, restaurantes e docerias. Nos bairros também conseguimos achar esses serviços mas dependendo de onde ficar vai ter que enfrentar subidas para chegar como foi o nosso caso.
      Paramos para almoçar em um restaurante de massas na Rua San Martin gastando cerca de 100 reais o casal e depois antes de voltar para o nosso apartamento passamos no mercado La Anonima para comprar queijos e vinho para nossa ceia de natal. Indicamos o vinho Dada que é muito bom e la muito barato, cerca de 20 reais a garrafa. Os mercados de todas as cidades não tem sacolas plásticas então ou vc leva a sua ou vc compra a deles daquele tipo retornável.
      A cidade de Ushuaia é muito segura, cheia de cachorros e gatos pela rua e no veråo tem sol até as 11hras da noite o que é ótimo pois faz nosso dia render muito. A noite no verão a temperatura baixa bastante chegando a uns 4-5 graus mas os locais tem sempre ótima calefaçåo.
       
      25/12 - Era natal de começamos a nossa primeira aventura, subir o Glaciar Martial. Saindo do apartamento a entrada para a estrada que leva ao inicio do Glacial era perto, levamos uns 15 minutos andando mas ai começa a subida e no meio dela fomos salvos por um alemão que nos deu carona até o inicio do glacial. Então se vc pretende ir vá de taxi até o inicio da trilha pq vale a pena e vc volta a pé pq a paisagem é bem bacana. No inicio da trilha vc ja se depara com uma subida forte e a trilha em si é puxada. Demoramos cerca de 1hra e meia para conseguir subir bem agasalhados e em alguns momentos até de luva e cachecol pois tem trechos de ventos muito fortes. A descida parece mais tranquila mas não é pois se vc não tomar cuidado estraga o joelho que foi o que aconteceu comigo. No meio da descida paramos para comer um lanche que tinhamos levado (pão com frios, bolinho recheado com doce de leite e água) e terminamos todo o circuito em 2:30 hras. La no inicio da trilha tem uma casa de chá maravilhosa a qual paramos antes de retornar a cidade...vale muito a pena, é maravilhosa e cara.
      De volta a cidade moídos ainda paramos no centro novamente para comer em uma pizzaria na rua San martin (era uma das poucas opções ja que era dia de natal) e voltamos para nosso apartamento nos lamentando com tanta subida.
       
      26/12 - Resolvemos conhecer o Parque Nacional. Antes de irmos atrás de um transfer passamos novamente no chinês para trocar mais reais por pesos e fomos até o local de onde saem transfers para todos os passeios da cidade na avenida Maipu. Um transfer ida e volta custou 400 pesos por pessoa. La dentro do parque vc paga uma taxa de entrada de cerca de 120 pesos por pessoa se for mercosul e escolhe qual trilha vc quer fazer. escolhemos a trilha costeira pois era a mais recomendada e realmente vale a pena. Nela vc passa por diversos lagos maravilhosos e água cristalina. O transfer nos deixou na Enseada Zaratiegui aonde antes de começar a trilha vc pode pegar outro carimbo da cidade no passaporte mas esse tem custo de cerca de 30 pesos enquanto que o do centro de informações é gratis. Dessa enseada fizemos uma trilha de 8,6Km até o Rio Lapataia aonde tem um restaurante e banheiros (cerca de 3:20hras). No meio da trilha paramos para comer nosso lanche na beira de um dos lagos e no final, quase chegando ao restaurante eu ja estava chorando de tanta dor no joelho. Por conta do dia anterior meu joelho sentiu muito a trilha e tive que parar nesse restaurante e fiquei la esperando meu marido terminar os 5 Km de trilha que faltavam(ele demorou cerca de 3hras para voltar ao restaurante). Ele continuou e foi até a Laguna negra e depois a Bahia Lapataia ja na divisa com o Chile. Assim que ele retornou ao restaurante consegui ir com ele até o lago Roca que é maravilhoso para tirar fotos e ficar descansando com aquela vista e logo depois o transfer nos pegou no restaurante e voltamos a cidade. De volta a cidade voltamos para o ape e no caminho paramos em um restaurante local chamado Dieguito, fora da zona turísticar. Uma ótima experiência com preços bem pouco menores. Gastamos os mesmos 100 reais por casal mas comemos mais. De volta ao ape foi aquele banho rápido, pijama e cama ja que ja eram quase dez da noite.
       
      27/12 - Na manhã desse dia acordamos muito cedo a espera do nosso taxi até o aeroporto, era dia de ir para El Calafate. O taxi já tínhamos deixado agendado e no horário combinado ele estava lá para nos buscar, Nos depedimos da mãe da Tamara que foi quem nos recebeu e chegamos no aeroporto com um custo de 120 pesos. O voo foi pela Tam e demorou cerca de 1h20. Tínhamos pensado em ir de ônibus para o preço era praticamente o mesmo e eram 17 horas de viagem. Chegando em El Calafate vc ja se deparara com a linda vista do lago Argentino, maravilhoso. Pegamos um transfer da Ves Patagonia que nos custou 160 pesos por pessoa e ele nos deixou no nosso hostel bem no centro da cidade. Fora do centro tem muitas opções de hostel mas não recomendamos pois tudo que é serviço está localizado no centro. Nosso hostel foi o Calafate Hostel aonde pegamos um quarto privativo duplo que nos custou 150 dólares + taxas por 3 diárias com café da manhã. O hostel é muito bom, além de bem localizado o quarto era ótimo (só um pouco quente demais), os atendentes eram ótimos e o café era ok. Para quem pretende cozinhar, a cozinha é super pequena então vc tem que ter paciência para esperar sua vez e achar um lugar na geladeira. O hostel tem um restaurante muito bom com preços ok tendo sempre o menu do dia por 150 pesos.
      Ao chegar na cidade fomos atrás de cambio e para nossa surpresa ele era pior que em Ushuaia, conseguimos 1 real = 4.50 pesos o que nos deu aquele arrependimento e aquela saudade do chinês. Esse cambio é em um restaurante chamado Casimiro Bigua localizado na Avenida San Martin.
      A cidade de Calafate é muito fofa e ainda menor do que Ushuaia. Na rua principal San Martin vc encontra lojas, restaurantes, bares, docerias, padarias e muitos brasileiros com frio. A temperatura da cidade é mais alta chegando a uns 20 graus durante o dia e 10 graus durante a noite, mas sempre com muito vento. Depois de dar uma volta na cidade, almoçar no restaurante vera Cruz que tinha uma massa gostosinha, experimentar o famoso alfajor Koonek que realmente é muito bom (custam 25 pesos cada e o melhor era o branco de doce de leite) e ir a rodoviária para comprar nossa passagem para El Chalten (400 pesos ida e volta por pessoa), voltamos para o hostel e fomos pagar nossos passeios. Depois disso dormimos para o dia seguinte.
       
      28/12 - Nesse dia reservamos para fazer o mini-trekking no Glacial Perito Moreno. Fechamos tudo pelo hostel e ele nos custou 2040 pesos por pessoa mais taxa do parque. É um passeio extremamente caro, como tudo em calafate, mas que vale muito a pena. Primeiro vc passa por toda a passarela tendo várias vistas diferentes do glacial e podendo ver a todo momento ele se rompendo, nessa parte do passeio vc pode fazer um lanche que vc deve levar, no final das passarelas tem um restaurante mas bem caro. Cerca de 1h30 na passarela é suficiente para ver tudo e vc volta para o ônibus que nos deixa no porto, la embarcamos em direção ao glacial e depois de uns 30 minutos iniciamos uma trilha rápida. Chegando ao Glacial vc coloca grampones nos sapatos e começa o trekking sobre o gelo. Esse percurso dura cerca de 1h30 e no final é servido uísque com gelo tirado do glacial. O trekking é fácil e autorizado para pessoas de até 65 anos e não grávidas.
      Terminado o passeio voltamos para o hostel, jantamos um delicioso hambúrguer no restaurante de lá e fomos dormir.
       
      29/12 - Também pelo hostel reservamos um passeio a Torres Del Paine que é um parque situado na patagônia Chilena. Esse passeio custa cerca de 2100 pesos por pessoa e além de caro sai às 5h da manhã. Saímos do hostel e depois de 1h pegando mais pessoas pela cidade iniciamos nossa viagem. Até a fronteira com o Chile são cerca de 6h de viagem, na fronteira temos que fazer a saída da Argentina, depois a entrada no Chile e isso leva mais 1h. Ao entrar no Chile tem uma cafeteria aonde vc deve trocar sua moeda por pesos chilenos para pagar a entrada do parque, 21 mil pesos chilenos por pessoa. A partir daí o guia chileno vai explicando toda a paisagem e localização e vamos fazendo paradas para fotos em lugares exuberantes. Ja no final do passeio paramos em uma hosteria onde é servido um almoço (horrível) que já esta incluso no passeio com bebida e sobremesa. Esse lugar fica na beira de um dos lagos mais bonitos que ja vi na minha vida. De volta ao ônibus fazemos todo o percurso de volta passando novamente por todas as imigrações e chegando de volta a calafate cerca de 11h da noite. O passeio tem com ctz as paisagens mais bonitas de toda a viagem mas não sei se faríamos de novo. Além de caro, demorado, desconfortável é muito cansativo. A comida do restaurante não me caiu bem e vomitei tudo na volta. De vd não sei se vale a pena.
       
      30/12 - As 7:30 da manhã pegamos nosso ônibus na rodoviária com a empresa Taqsa para El Chalten. São 2h30 (220 Km) de viagem e chegando na cidade, antes de ir a rodoviária paramos em um centro de informações onde nos são dadas instruções sobre as trilhas da cidade (Todas grátis e muito bem sinalizadas). Da rodoviária andamos cerca de 15 minutos até nosso Hostel que ficava na Avenida San Martin. A cidade é minúscula, tem cerca de 1600 habitantes, mas é cheia de serviços, não faltam restaurantes, hospedagens, mercadinhos e tem um cambio horrível, la encontramos 1 real = 3 pesos. Ficamos na Hospedagem Lo de Trivi em um quarto privativo com banheiro e sem café por 256 dólares + taxas 4 diárias. O hostel era bacana, limpo, a cozinha era ótima mas o wifi não pegava no quarto além do chuveiro ser feito para pessoas magras e com até 1.70m de altura. Com um cambio tão ruim resolvemos cozinhar e fomos ao mercadinho que tinha em frente. Lá compramos macarrão, molho de tomate, queijo, pão, doce de leite, requeijão, carne, cocas e vinho de caixinha e nos viramos com isso pelos dias que passamos lá.
       
      31/12 - Último dia do ano, dia de fazer a trilha mais dífícil. Nosso destino era a Laguna de Los 3 que fica aos pés do Fitz Roy. O começo da trilha é bem tranquilo, são 9 Km super de boa de fazer. No final desses 9 Km vc chega em um acampamento selvagem para quem curte mais aventura e lá passa um rio que tem água limpa e muito boa para beber, então não precisa levar muita água da cidade. Agora o último Km é de matar, eu que sou sedentária quase desisti várias vezes pois é uma subida animal. No fim deu tudo certo, consegui mas cheguei lá no alto podre. O que compensa é a vista que é maravilhosa aonde ficamos um tempo descansando e comendo. Depois de uma meia hra tinhamos que voltar tudo, o que foi um sofrimento para mim. Além da descida de 1 Km mto íngreme (novamente cuidado com os joelhos) eu estava muito cansada da ida e não via a hra de voltar ao hostel. Na volta paramos um pouco na laguna Capri que também é maravilhosa e aonde tem outro acampamento selvagem totalmente grátis.
      Chegando de volta a cidade depois de 10 horas de trilha quase chorei de emoção e paramos em uma vendinha (Che empanadas) de frios bem ao lado do hostel que tinha um atendente muito peculiar. Lá compramos muitos frios com um ótimo preço para prepararmos nossa ceia, jantamos, tomamos banho, abrimos o vinho e ficamos esperando para ver como seria a virada e simplesmente nada aconteceu hahahaha. A cidade não tem fogos e nem festa, tudo o que estávamos precisando. Sendo assim dormimos feito pedras.
       
      01/01 - Dia de descanso e voltinha pela cidade.
       
      02/01 - Saímos rumo a Laguna Torre ( 18 Km ida e volta, aproximadamente 6 horas de trilha) que foi uma trilha bem tranquila. Mas ao chegar na laguna presenciamos um vento que nunca tinha visto na vida. É tão forte que vc não consegue ficar por lá muito tempo, mas é bem bacana de conhecer. De volta ao hostel descansar para no dia seguinte partir.
       
      03/01 - As 11horas pegamos um ônibus de volta a El calafate. Esse ônibus passa pelo aeroporto então vc pode já ficar por lá se quiser. Mas nós voltamos ao nosso hostel de antes ( Calafate Hostel) para passar apenas uma noite. Dessa vez em um quarto compartilhado com 4 camas também muito agradável que nos custou 31 dólares + taxas sem café. Nesse dia trocamos mais dinheiro já que em Chalten foi impossível e almoçamos em um restaurante chamado San Pedro onde experimentamos uma massa recheada com o famoso cordeiro patagônico, muito boa. Saindo de lá fomos conhecer a laguna Nimez que dá pra ir andando bem facinho e é bonita, também venta muito. Se vc quiser pode fazer uma trilha por ela mas como tudo em Calafate é pago. Andamos mais pela cidade e voltamos ao hostel.
       
      04/01 - Dia de ir pegar um voo para Bariloche mas antes passamos no restaurante do hostel e comemos outro hamburguer, dessa vez de cordeiro que também estava muito bom. Pegamos um taxi e fomos para o aeroporto. Dessa vez de Aerolineas, também tinhamos pensado em ir de ônibus mas as 24 horas de viagem nos desanimaram. Chegamos em Bariloche quase noite já e como tínhamos optado por ficar em uma pousada mais afastada da cidade um taxi ficaria muito caro, sendo assim pegamos um taxi até o centro, lá compramos um cartão de transporte público, carregamos e pegamos o ônibus 20 que nos levou até a pousada. ( Bariloche tem transporte público até que bom)
      A pousada se chama Hosteria Katy e é maravilhosa. Os donos são uma família de alemães e a propriedade é simplesmente fantástica e aconchegante. Essa hospedagem nos custou 214 dólares + taxas por 3 noites com café.
       
      05/01 - Acordamos, fomos tomar nosso café bem estilo colonial em uma sala que parecia casa de boneca. Logo após saímos para conhecer a cidade. Depois de tanto tempo em cidade pequenas confesso que estranhei aquela agitação toda já que Bariloche é muito maior e cheia de carros. Pegamos o ônibus 20 e fizemos uma parada no Cerro Campanario. A subida de teleférico nos custou 100 pesos por pessoa e não é nada demais, tem uma vista bacana mas é um passeio dispensável. Saímos de lá pegamos nosso ônibus 20 novamente e fomos até o Km 1 da Avenida Bustillo aonde tem o museu do chocolate ( Bariloche é muito famosa pelo seu excelente chocolate) mas tinha fila para entrar e desistimos. Passeamos pela cidade, conhecemos seu centro, paramos nas chocolaterias da rua Mitre e compramos um mundo de chocolates maravilhosos ( Recomendo Rapa Nui, pra mim a melhor) paramos para almoçar no El Chiringuito, um restaurante simples mas muito gostoso e com um preço bacana e voltamos para a pousada felizes e repletos de chocolate.
       
      06/01 - Dia de fazer as trilhas que era perto da nossa pousada. Como eu disse optamos por ficar longe da cidade e perto dos bosques. Foi uma ótima escolha pois a região era muito bonita. Saímos da pousada e entramos pelos bosques que são até que bem demarcados e fizemos ao todo 18, 5 Km de trilha com várias paradas em praias muito lindas e que se vc conseguir pegar boas temperaturas vc pode até arriscar um mergulho. Dizem que lá chega a 28 graus mas nós ficamos nos 20. De volta a pousada depois de 4 horas andando paramos em um restaurante em frente a pousada e comemos uma massa maravilhosa, tomamos um banho, ficamos curtindo a pousada que é cheia de gatinhos e cachorros e tem um quintal incrível, pegamos uma pizza, comemos e fomos dormir.
       
      07/01 - Dia de voltar para SP. Pegamos o ônibus 20 até a rodoviária de Bariloche e de lá um taxi ao aeroporto. No aeroporto também tem uma loja da Rapa Nui onde fizemos uma parada e compramos mais chocolates (mesmos preços da cidade) e voltamos pra casa. Foi tudo ótimo e maravilhoso....espero poder ter te ajudado no seu roteiro.
    • Por fernando sbo
      Argentina 15 dias - São Paulo – Buenos Aires – Ushuaia –El Calafate – El Chalten
      Como a maioria das informações que vou postar aqui não encontrei aqui nos mochileiros ou em outro site, ou por estarem desatualizadas ou não corresponderem com a realidade de abril de 2017, especialmente algumas informações para quem vai mochilar mesmo, cozinhar no hostel e tentar economizar ao máximo.
      Viajei para Buenos Aires por milhas, então não sei o valor da passagem para lá, mas acredito que essa informação seja irrelevante, muito fácil encontrar em qualquer site. Meu planejamento foi ficar em Buenos Aires por três dias para conhecer toda cidade, depois pegar avião para Ushuaia, mais barato e mais rápido do que o transporte de ônibus. Depois de Ushuaia, subir de ônibus até El Chalten, que era o destino final e na volta de El chalten ficar por um dia El Calafate para visitar Perito Moreno.
      Eu decidi fazer esse trajeto, pois queria andar por boa parte da argentina, conhecer vários lugares incríveis e fazer uma parte da viagem de ônibus, mesmo sendo tantas horas, 11 horas no total e várias descidas no que ficou conhecido na viagem por “fiscalizacíon”...kkkkkkkkkkkk.
      Acredito que meu depoimento possa servir de base para outros que queiram fazer algo semelhante. Pensando durante e após a viagem eu não modificaria o roteiro que eu fiz. Tudo se encaixou perfeitamente no que eu tinha planejado e em nenhum lugar que eu fiquei pensei que poderia gastar mais tempo por lá, foi na medida dentro dos 15 dias que eu tinha. Na verdade pode-se fazer o mesmo trajeto em 30 dias ou mais.
      Vamos para o que interessa:
      A distribuição dos dias está no quadro abaixo:
       
      Fui com a Lan chile por milhas, mas gastei com taxa de embarque o valor de R$ 373,86.
      Cheguei dia 13/04 na parte da manhã, troquei um pouco de dinheiro no aeroporto, o cambio estava, 1 para 4,80 pesos, melhor cambio que encontrei. Na Rua Florida que é a rua dos cambistas não encontrei oferta melhor, só pelo mesmo preço de 4,80. Pode trocar cambio nesse lugar, mas pechinche, eles negociam e ficam gritando o tempo todo Câmbio, câmbio...
      Fiquei no hostel Milhouse, localizado no centro, lugar legal, cheio de gente jovem e tinha umas baladinhas. Como fui no feriado estava cheio de brasileiros. Não aproveitei a noite de Buenos porque meu foco e dinheiro estava direcionado para patagônia. Sair a noite lá sai muito caro para um mochileiro.
      Cozinhei todos os dias no hostel, sem problemas. 3 dias é mais do que suficiente para BA, como tem muito relato aqui no mochileiros de lá, única coisa que falaria é que  compensa alugar uma bike na Ricoleta, alugamos por 160 pesos, bikes laranja do Itaú, metade do preço para clientes Itaú, e dar um super giro pelos lugares mais afastados, fiz no mesmo dia Ricoleta, o parque Reserva Costanera Sur o bairro de La Boca (não vá sozinho de bike) fui com meu irmão e mesmo assim apesar de vazio, sempre achava que alguém ia nos assaltar... talvez seja coisa de brasileiro e a parte central, além do parque onde tem a Floralis Generica. Enfim, nesse dia de bike deu pra aproveitar bastante.
      Ir no mercado San telmo também, lá é muito massa, bastante coisa antiga, mas tenta ir nele de domingo.
      No Sábado fomos para o Aeroparque de madrugada, quando chegamos lá fomos informado que a Aerolineas argentina havia mudado o vôo para o aeroporto que fica nos arredores de Buenos Aires. Sai correndo pela avenida em busca de um taxi, pagaria qualquer valor porque se eu perdesse o vôo a viagem toda iria por água abaixo e o que eu iria fazer mais 12 dias em Buenos Aires???? Entrei na frente de um taxi, quase implorei para o motorista levar e ele cobrou 600 pesos, o que aceitei na hora, faltava 50 minutos para embarque e pedi para que ele voasse na rodovia para poder dar tempo.
      Fiquem espertos com a Aerolineas, eles podem te foder fácil.
      Chegamos em tempo no aeroporto, a viagem foi tranquila e chegamos ao amanhecer em Ushuaia. Que coisa linda de se ver, aqueles picos congelados com aquela aurora, mesmo do avião foi bem bonito e eu estava no fim do mundo.
      Quando desembarcamos e saímos pela porta senti realmente como são os ventos patagônicos, ficamos um tempo olhando o tempo e sentindo o que é um frio de verdade. De lá peguei um taxi e fui pro hostel Yakush, lugar muito bom, super indico.
      Fomos passear de barco até a ilha da pinguineira, foi meio caro o passeio, mas vale a pena porque são 04 horas e é um passeio diferente, foi a coisa mais turística que fizemos. O restante fomos bem de mochilão.
      No mesmo dia fomos no pico Glacial Martial, fomos de taxi e voltamos a pé. No meio da estrada tem uma trilha que também chega a cidade, fomos por ela e nos perdemos. A trilha é realmente muito bonita, mas apenas vá por ela se você tiver tempo pra ficar perdido e não tiver medo de cachorros.
      No dia seguinte já partimos de ônibus para El calafate. Pegamos as 05 da manhã em um ponto perto do hostel (lá não tem rodoviária) e quando chegou o busão parecia esses Rural que leva a galera para trabalhar, pensei estamos fudido 11 horas dentro desse ônibus, mas assim que chegamos um uma cidade umas 02 horas depois pegamos um melhorzinho e seguimos a viagem.
      O saco de ir de ônibus de Ushuaia para El calafate é que você precisa descer do ônibus várias vezes para sair da argentina, entrar no Chile, sair do Chile, entrar na Argentina, subir na balsa (precisa descer), descer da balsa, trocar de ônibus, putz aí é foda a canseira.
      Pegamos outro ônibus na cidade de Rio Gallegos para El Calafate e outro de El calafate para El chalten que era o destino final, então imagina o role que é pra chegar lá por essa via.
      Em El Chaltén ficamos no hostel por 03 dias, fizemos todas as 03 principais trilhas, mas no último dia choveu, mas fomos mesmo assim. De frente com o hostel patagônia tem um pub com cerveja boa, de lá mesmo e comida melhor ainda.
      As trilhas judiam um pouco, eu perdi 06 kilos nessas viagem, meu irmão um pouco menos. As trilhas geralmente duravam de 08 a 13 horas, andando numa passada boa.
      Em El Calafate fomos no Perito Moreno, entrada $500 pesos para estrangeiros. Lugar bem massa, não compensa fazer passeio de barco, maior perda de tempo, melhor ficar nas passarelas mesmo. Depois fizemos a viagem de retorno para Ushuaia, lá comemos a tal da Merluza Negra, não achei nada de espetacular, só caro. No último dia em Ushuaia fomos a pé e voltamos do Parque Nacional e damos um giro por dentro dele nas trilhas, foi  bem cansativo mas valeu a pena. Entrada $ 350,00
      Basicamente é isso, curti muito a viagem, achei caro em relação aos outros países da América do Sul e com certeza voltaria para fazer um outra parte de lá.
       
      Valores de Passagem de Avião e ônibus – ida e volta.
      Passagem de Avião de Buenos Aires para Ushuaia R$ 1.225,99 por pessoa, Aerolíneas.
      Passagem de Ônibus, esse valor é para duas pessoas, no caso foi eu e meu irmão.
      Onibus Ushuaia - Rio Galego – 700 pesos (por pessoa)
      Onibus Rio Galegos – Calafete – 490 pesos (por pessoa)
      Onibus El calafate – El chalten – 360 (por pessoa) = 1550,00      
      TOTAL $3.100 pesos ida e volta. R$ 620,00 por pessoa.
       
      Valores dos hostels para duas pessoas: Valores em dólares, reais e só o primeiro em pesos, Abril 2017
      Hostel em BA – u$ 12,42 + 1320 pesos = 307,47
      Hostel USHUAIA  YAKUSH U$ 39,10 – 122,00
      Hostel CALAFATE U$ 38,00 – 145,00
      Hostel CHALTEN PATAGONIA U$ 96,00 – 365,00
      Hostel calafate AMERICA DEL SUR U$ 60,28 – 229,00
      HOSTEL USHUAIA YAKUSH U$ 117,30 – 369,00
      HOSTEL FLORIDA U$ 29,76 – 93,00
      EM PESOS O VALOR TOTAL DE HOSTEL FOI DE 6.390,00 PARA DUAS PESSOAS
       
       
       
      Argentina.docx
    • Por Julia Y
      Viagem de 27/ Fev à 12/Mar de 2017
      Primeira viagem sozinha e primeira vez que sai do país.
      EDIT: Consegui colocar fotoss
      Depois de tantos relatos que me ajudaram com a viagem, resolvi postar tambem.
      Comprei minhas passagens direto do site da Aerolineas e todas as passagens saíram por R$1500,00.
      Desculpa.. mas eu não anotei todos meus custos e acabei esquecendo  , portanto os valores que citei abaixo são aproximados... Mas no total, com as passagens gastei por volta de R$6.000,00
      Cambio: Fiz todo o cambio de Reais para Dolar em SP e troquei 1/3 por pesos no aeroporto de Buenos Aires e o restante no hotel Antartida(?) em Ushuaia, pelas recomendações aqui do site. ( chegando no hotel vc fala na recepção que quer fazer o cambio e eles te levam pra cozinha pra fazera troca)
      Roteiro:
      27/02 - SPO/ Buenos Aires / Ushuaia
      03/03 - Ushuaia/ El Calafate
      06/03 - El Calafate/ El Chalten
      12/03 - El Chalten/ El Calafate/ Buenos Aires/ SPO
      Não precisei trocar de aeroporto em Buenos Aires na ida, sobre a volta conto depois.
      Ushuaia - 27/02
      Hostel Antarctica (super recomendado aqui no Mochileiros): Gostei do hostel, quarto grande com 3 beliches, tem bastante tomada, porem não perto da cama. Banheiro tem secador. Cafe da manhã tinha ovos (crus), paes, geleias, doce de leite e um suco que de maçã industrializado que tem em todo lugar. E o pessoal da recepção super simpaticos e prestativos. 4 diarias ficou por volta de 1500 pesos.
      O ruim realmente é a distancia entre o quarto e o banheiro que tem que passar pela area externa, cozinha e lobby..
      Chegando em Ushuaia, peguei um taxi do aeroporto para o Hostel.
      Como ja era tarde, passei no mercado pertinho do hostel pra comprar umas comidinhas. (obs: atum em lata, maçã e nuts são super baratos)

      28/02 - Tour Beagle Channel
      À pe, fui no pier onde tem varias "casinhas" que são as agencias que vendem o passeio de barco no canal Beagle, contratei o passeio em um barco menor que o catamarã, pra ter uma turma reduzida, ficou mais ou menos 900 pesos.
      Os passeios tem o horario da manhã e da tarde, dizem que à tarde se o dia não estiver nublado voce pega o por do sol.
      Fiz o passeio de manhã, são mais ou menos 4 ou 5 horas de passeio de barco onde vemos leoes marinhos, focas, o "farol do fim do mundo" e fazemos uma curta caminhada em uma ilha.
      Lembrar de levar um corta vento à prova d'agua, pois na parte de fora do barco faz um vento da desgrama e pode chover/ chuviscar no caminho.
      Na volta eles servem um cafezinho com bolachas dentro do barco.
      Conheci um brasileiro que disse que fez o passeio em um veleiro, que foi mais barato do que eu paguei, são menos pessoas no barco e chega mais perto da ilhas pra ver os animais. Então parece que vale apena dar uma pesquisada antes.
      Ah! o carimbo de Ushuaia pro passaporte fica no centro de informações turisticas do lado do pier onde vendem os passeios do canal Beagle, e é de graça!
      De volta ao hostel, peguei informações sobre transfer para o Paque Nacional Tierra del Fuego, e marquei para o dia seguinte às 09hrs (primeiro horario).
      Passei em um lojinha de esquina no centro que parecia uma conveniência de posto (sem o posto) pra comprar um chip de celular da Movistar, que funciona como um pre pago daqui.
       


      01/03 - Parque Nacional Tierra del Fuego
      O transfer (300 pesos ida e volta) sai em varios horarios, mas pra fazer as trilhas tem que sair cedinho, pois ela sao extensas. Levei umas comidinhas pra passar o dia.
      Chegando no parque, tem que pagar a entrada de 100 pesos (Mercosul, levar passaporte) e eles te dão o mapinha do parque, então voce tem que decidir onde vai descer, pois dentro do parque tem varios pontos de onibus, e para voltar, voce aguarda em um desses pontos antes dos horarios que o motorista informar. ( Eu me perdi no parque e quase perdi o ultimo onibus que saia às 18hrs )
      Desembarquei no ponto do "correio do fim do mundo" queria ter mandado um cartão postal, mas estava fechado . De la, comecei a "Senda Costera" pela Bahia Lapataia, que tem uma vista linda do lago mesmo em dias nublados.
      Passei pela "Passeo pela Isla", "Laguna Negra", a Castorera, " Mirador Lapataia", "Del turbal" que ficam todas no mesmo lado.
      Dizem que em dias de ceu aberto, as trilhas que sobem as montanhas como " Hito XXIV" e "Cerro Guanaco" são lindas, mas exige mais esforço fisico.
      Depois de passar pelas trilhas, andei em circulos umas 4 vezes e nao achava de jeito nenhum os pontos de onibus.. sou bem ruim em senso de direção e ja estava quase chorando achando que teria que passar a noite no frio de matar no Parque.. kkkk
      Finalmente achei o ponto e aguardei o bus de volta pro hostel, mortissima.
      Se tivesse mais tempo, com certeza voltaria mais dias no Parque pra fazer os outros senderos.
      O parque é lindo, pra quem nunca viu as paisagens da patagonia. Mas a melhor coisa é começar por Ushuaia e ir subindo pois a paisagens so vão ficando melhor!!
      À noite, achei que merecia ir jantar em lugar especial pelos perrengues que passei de dia rs, e fui comer a centolla em um restaurante que esqueci o nome que o hostel indicou.
      Perguntei à garçonete qual prato de centolla ela recomendava e ela me trouxe como se fosse um "escondidinho". Se voltasse, gostaria de comer a centolla por si só, aquelas que vêm inteira no prato pra sentir melhor o sabor. Lembro que o prato saiu caro.. por volta de R$80/ 70 o prato quando fiz a conversão na hora.


      02/03 - Calvalgada/ Museo do Presidio
      Gosto muito de andar à cavalo, e ja tinha essa ideia fixa que o faria em Ushuaia, contratei o passeio no hostel tambem, e fui pela manhã.
      Tambem não me lembro do nome do lugar.. se nao me engano se chama estancia alguma coisa.... e o passeio passa no Monte Olivia, e em uma pequena praia e ourtas paisagens incriveis...
      Me senti em filme.. tudo muito lindo.. e com um grupo de 5 pessoas mais 2 guias. O valor foi por volta de 800 pesos..
      À tarde, fui visitar o Museo do Presidio que fica do lado do hostel, lembro que tinha que pagar pra entrar, mas nada muito caro..
      O lugar é interessante, pricipalmente uma ala que não foi reformada, então mostra direitinho como era antigamente, da ate uma melancolia. Tem tambem uma pequena galeria de arte, lojinha ( onde comprei um fleece que mem salvou do frio! Estava na promoção por uns 70 pesos e achei de otima qualidade!) e uma pequena parte com alguns aminais empalhados da região.
      Nesse ultimo dia tambem fui jantar a merluza negra, que parece que so tem la em Ushuaia, fui no rest. Tia Elvira que é "famoso" e tem aquele aquario na frente dos restaurantes com as Centollas vivas.

      03/03 -  Voo para El Calafate
      Tiveram varios lugares que nao consegui visitar em Ushuaia, como o Glacial Martial e Laguna Esmeralda. Mas mesmo assim fui embora contente, com o que consegui conhecer. 
      Pedi pro Hostel chamar um taxi e fui pro aeroporto de Ushuaia para embarvar para El Calafate.
      Hostel America del Sur, que tinha fotos maravilhosas no Booking, e realmente a area de convivencia do Hostel era muito bonita e nova. (3 diarias +/- 800 pesos). O cafe da manhã mais completo dos hostels que fiquei, com ovos, pães, bolos, cereais e iogurt. Para o jantar eles tambem tinham um restaurante com preços ok. Talvez um pouco caro pro meu budget.
      Achei os quartos um pouco apertados, secador de cabelo no banheiro, tem que pagar para alugar toalha e tambem com 3 beliches e um banheiro dentro do quarto, outro ponto ruim é que ele é um pouco afastado do centrinho, talvez uns 15 min de caminhada pro mercado mais proximo que ficava no começo da av principal.
      Assim que cheguei, deixei a mochila no quarto e fui no mercado. Nessa viagem vivi de macarrão com atum, maçã e sopa Vono rs.
      Ja tinha reservado o Big Ice (caminhada mais longa) no Glaciar Perito Moreno com o hostel meses antes da viagem pra garantir o lugar, foi bom porque garanti o preço antigo antes da atualização da tebela de preços para 2017. (3100 pesos), eu paguei tambem um Kit de lanche do hostel para levar no passeio (sanduiche, agua, maça e um alfajor) mas nada que voce mesmo não possa preparar para levar.
      Até vi outros passeios que pareciam interessantes no Hostel, como kayak em que diziam que passariamos entre icebergs; mas o preço dos passeios em El Calafate são muito caros, então fiz só o Big Ice mesmo.
      04/03 - Big Ice Perito Moreno
      Logo de manhã, umas 6 ou 7 hrs o transfer me buscou no hostel.
      Tinha lido em varios realtos que pra fazer o Big Ice precisaria de muito preparo fisico e tal. Fui morrendo de medo de não aguentar, mas no final acabei achando bem tranquilo.
      A parte mais dificil é a trilha antes de chegar no Glacial, por que é so subida.
      O onibus te leva pro Parque, onde vc tem que descer na "portaria" e pagar uma taxa pra entrar, não lembro exato o valor.. mas nao passava de 100 pesos. Entao te levam pras passarelas, onde voce pode ficar por uns 40min observando o Perito Moreno. Realmente é uma coisa que voce não acredita. Eu achei impressionante aquela parede enooorme de gelo, eu me imaginei na muralha "the wall" de GoT kk. Peguei um dia de ceu limpo e ensolarado, e estava achando que estava com super sorte, mas dizem que quanto mais nublado o dia, mais conseguimos ver os tons de azul do Glaciar. Mais legal ainda é ver e escutar os pedaços de gelo caindo no lago.
      E então voce sobe de novo no onibus que te leva no pier de onde saem os catamarãs. Ele atravessa o rio e te deixa no refugio de onde os guias passam as primeiras instruçoes.
      Apos alguns minutos da trilha dificil, vc chega na divisa do solo de terra e o gelo, lá eles colocam os "grampones" no tenis e dividem o grupo em ingles e espanhol.
      Cada grupo sai com dois guias. Achei legal que não existe um caminho demarcado para seguir no glaciar, a guia foi achando os pontos seguro de passagem e vamos adentrando no glaciar.
      Passamos por formações de cavernas, lagos, e uns buracos formados pelo vento. Alguns momentos precisavamso saltar uns "riozinhos" ou ate fendas, e mesmo eu com minhas pernas curtas conseguia pular com ajuda dos guias e dos pessoal do grupo.
      Como meu primeiro contato com esse tipo de ambiente, eu achei tudo maravilhoso rs.
      Na volta, eles servem whiskey com gelo do Perito Moreno "pescado" no lago, um alfajor e um chaveirinho de lembrança.

      05/03 - Descanço e passear no centro
      Neste dia aproveitei para descarregar os fotos da camera, e passear na cidade.
      Tomei o sorvete de Calafate, que parece um blueberry, mas mal sabia que mais pra frente ia encontrar essas frutinhas in natura em El Chalten.
      Fui procurar lojas de roupas tipo Columbia e North Face achando que talvez seria mais barato. E realmente, convertendo, tinha alguma diferença de preço, mas nada que valesse muito a pena..
      Passei no bar/ restaurente Pub Borges Y Alvarez Librobar que é famosinho pela decoração e pelas lojinhas de souvenirs e comi umas empanadas.
      Usei o google maps pra achar a rodoviaria de El Calafate pra comprar a passagem de bus para El Chalten, depois de me perder um pouco como de costume, comprei o bilhete (+/- 900 pesos ida e volta) e voltei para o hostel.
      06/03 - El Calafate/ El Chalten
      Fui pra rodoviaria e peguei o bus, +/- 3hrs de viagem, ate chegarmos no centro de informações de el Chalten, em que temos que descer para ouvir algumas instruçoes sobre as trilhas e tal. Subimos novamente no bus para ir pra rodoviaria.
      Chegando perto de El Chalten, do onibus, se tem aquela vista do Fitz Roy no final da estrada que aparece em varias fotos na internet.
      Da rodoviaria, peguei um taxi para me levar ate o hostel.
      Hostel Rancho Grande: +/- 1800 pesos para 6 diarias. Quartos espaçosos com duas beliches, não tem secador no banheiro, e tem um restaurante 24hrs dentro do hostel. Ah! neste, não tem cafe da manhã incluso.
      Planejei em ficar mais tempo possivel em El Chaten por ter as "atrações gratis" tentei me informar sobre o clima pra planejar minha ida ao Fitz Roy. E parece que um dia antes de eu ir, o clima estava perfeito e a vista pro fitz roy totalmente descoberta... e que o restante dos dias seriam de chuva..
      Então ja me planejei pro dia seguinte encarar a trilha de 20km rezando para que o tempo abrisse..

      07/03 - Sendero Fitz Roy (Laguna de los tres)
       Acordei às 5:30hrs pra sair ate ás 6hrs. A trilha fica bem perto do Hostel Rancho Grande., e ja no começo tem umas subidas que olha... kkk no meio, a trilha fica mais plana, o que ajuda bastante, e então chegamos à area de acampamento point cenot que ja indica que vc esta proximo da reta final. E no final... aquela subida super ingreme, que tem partes que vc tem que ir se apoiando com as mãos.
      Não me lembro exatamente, mas se não me engano são 2 a 3 Km essa parte da ultima subida... que levei umas 2 hrs pra terminar... 
      Conheci uma argentina muuito simpatica que estava acampando em El Chalten há alguns dias com alguns amigos brasileiros. Ela me levou por um caminho onde tinham varios arbustinhos de calafate para comermos. Ela ja tinha subido pra ver o Fitz Roy no dia anterior e tinha fotos incriveis! E mesmo assim me acompanhou novamente naquela subida horrivel kkk
      E chegando lá! nadaaaaaa as nuvens e a neblina estava tao densos que nao conseguia enxergar nada a 1m de distancia... até tentei aguardar um pouco la em cima pra ver se as nuvem se dissipavam, mas nada.... e o frio cortante tambem me fez ir embora.. 
      Na volta, passei pela Laguna Capri, que é bonita, mas nada muuito espetacular.
      Mas essa era a vista que esperava há 1 ano.. então ja voltava a trilha pensando que nao poderia ir embora sem ver o Fitz Roy..

      Minha primeira "vista" do Fitz Roy..

      Laguna Capri

      08/03 - Salto del Chorrillo
      Como a preisão do clima estava ruim para os proximos dias, fui fazer as trilhas menores das redondezas.
      Conheci dois americanos no hostel e fomos visitar a cachoeira Salto del Chorrillo que ficava relativamente perto do hostel tambem. Talvez 5 Km de distancia.
      A cachoeira é bonita sim, mas nada espetacular..
      No resto do dia não fiz nada de muito interessante...

      09/03 - Mirador de los Condores
      Neste dia, resolvi ir ao Mirador de los Condores, trilha mais curta que fica perto da entrada da cidade. Nesta entrada tem a opçao de fazer outras trilhas mais longas que tem outros angulos do Fitz Roy, porem por causa do tempo, resolvi fazer o Mirador qua da uma vista panoramica da cidade de El Chalten.
      Do lado oposto da vista da cidade, se tem uma vista do lago argentino (não tenho certeza se é esse o nome do lago..) Mas a vista é impressionante! è um lago enoooorme que eu não conseguia nem ver o fim dele.
      Na volta parei pra tirar uma foto na placa de madeira da entrada da cidade, bem bonitinha com arbustos de lavanda em volta.

      10/03 - Descanso 
      Deveria ter aproveitado o dia pra fazer outras trilhas.. como o Loma del Pliegue Tumbado ou Laguna Torre/ Cerro Torre.. mas estava me guardando para o dia seguinte em que tentaria de novo fazer o Fitz Roy.
      E tambem ja estava meio desanimada por causa do clima chuvoso/ nublado..
      Resolvi que faria a outra trilha para o fitz Roy, onde pegamos um transfer até a a hosteria Pilar, e de la fazemos a trilha para a Laguna de los 3 (Fitz Roy).
      Contratei o transfer no Hostel (+/- 300 pesos) para o dia seguinte às 7hrs que era o primeiro horario.
      11/03 - Fitz Roy de novo!
      Ultimo dia em el Chalten, e eu PRECISAVA ver o Fitz Roy... se nao, nao ia embora daquele lugar!! kkkk
      O transfer veio me buscar no hostel, onde conheci duas veneluelanas super simpaticas! Eu achava que a hosteria Pilar ficasse mais proxima.. mas demoramos um pouco pra chegar.
      A hosteria é muito bonitinha e escondida no meio do mato! Fiquei pensando que seria legal ficar hospedado la por uma noite..
      Olha... eu achei o caminho pela Hosteria Pilar muito mais bonita e até mais rapida (não sei se era psicologico, passa ate por um Glacial!) Mas não consigo te afirmar qual dos dois caminhos fazer, pois tanto a trilha tradicional quanto a da Hosteria são bem diferentes.
      E depois de mais uma vez subir (se não escalar) aquela subida torturante.. tenho a vista MARAVILHOSA  e com o ceu totalmente limpo do Fitz Roy.
      Mas parece que todos viram na previsão sobre a melhora do tempo, o que acabou lotando a Laguna de Los 3..
      Desci a trilha ate a laguna, e se da laguna, voce ir pra esquerda e subir um morrinho, voce tem a vista de uma segunda laguna com um glaciar entre as montanhas.
      Não é todo mundo que vai pra esse ponto, e acaba nao sabendo da existencia dessa segunda vista.
      Ai sim fui embora com o sentimento de satisfação daquele lugar..
      O Glaciar que  tem no caminho:

      12/03 - El Chalten/ Aeroporto El Calafate/ Buenos Aires/ São Paulo
      Dia de ir embora
      Fui ate a rodoviaria a pé (pois agora sabia que era uma distancia andavel) e peguei o bus de El Chalten direto pro aeroporto de El Calafate que fica no meio do caminho.
      A passaegem ja tinha comprado junto com a ida em El Calafate.
      Voei ate Buenos Aires (AEP) e tive que ir ate o outro aeroporto (EZE) para pegar o voo pra SP. Contratei o transfer (+/- 50 pesos) em uns guiches logo depois da area de desembarque.
      E enfim cheguei em SP  
      Espero ter ajudado alguem com esse relato meia boca kkk
      Qualquer duvida, fico feliz em ajudar!!
       
       


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