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Viagem para o Centro Oeste.docx


Viagem para o Centro Oeste:
 

Saí no dia 29 de março de 2017 às 11 da manhã do aeroporto de Vitória para o aeroporto de Brasília. Chegando lá por volta do meio dia. Meu amigo de viagens passadas foi me buscar e me levou a um restaurante requintado chamado Mangaia. Achei um absurdo o valor da minha refeição com um suco: um pouco mais de 60,00. Por isso se alguém chama-lo, esteja preparado.

Fiquei hospedada na casa deste amigo na Asa Norte, bem localizado, mas em BSB o transporte público não é a melhor coisa, mas é o que tinha por hora. Contudo, neste dia que cheguei meu amigo foi super gentil e ficou a minha disposição, levando-me a alguns pontos turísticos do Distrito Federal.


 

Começamos primeiro vendo a ponte JK que é belíssima, vale a pena passar por ela. Posteriormente fomos ao Complexo Cultural da República, onde tinha umas duas exposições, mas nada demais, não ficamos lá nem meia hora. Ah! E não paga nada. Depois fomos a famosa Catedral de Brasília, onde tiramos algumas fotos e logo depois partimos para um outro ponto, no caso a Praça do Três poderes, mais especificadamente o Supremo Tribunal Federal, mas infelizmente as repartições já estavam fechadas pois chegamos lá mais das 17 horas, além disso lá não admite entrar com traje esportivo, então so tirei foto na frente e me dei por satisfeita.

Logo depois fui ao Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves e em seguida subimos numa escada bem alta para ver a pira (monumento de fogo simbólico da Pátria), vale a pena ir, tem uma vista belíssima, ainda mais no entardecer.


 

Descemos e fomos conhecer o Pontão do Lago Sul, lugar bonito, com uns barzinhos bem chiquezinhos vi i um pôr do sol ainda mais bonito, andamos um pouco, mas nada demais. Logo depois, meu amigo me levou de carro nas embaixadas, achei fantásticas, as dos Estados Unidos parece ser a maior.


 

Finalmente fomo embora tomar um banho e sair para tomar uma cerveja com outros amigos nossos, o bar a qual eles me levaram nas quartas feiras tem rodada dupla de Chopp e num valor bem legal, o nome é Fausto e Emanoel, e fica na quadra 209 Norte.


 

Na quinta feira reservei para conhecer os pontos clichês de Brasília. Sai da Asa Norte, na altura da quadra 712, em frente ao Supermercado Carrefour ali pedi informação para ir à Praça dos Três Poderes, peguei um ônibus na parada mais próxima que vai direto para lá. Com uns 25 minutos cheguei lá, tirei fotos na praça nas estatuas dos candangos. Fui ao Museu da Cidade e ao Espaço Lúcio Costa. Tentei fazer os passeios guiados pelo Congresso Nacional e Palácio do Planalto, contudo não pode fazer em dia de semana, apenas domingos, sendo agendado.

Foi aí que recebi a dica de ir a torre de televisão, achei que como qualquer outro lugar daria para ir a pé, entretanto as pessoas as quais pedia informação na rua disseram que era bem longe e que deveria pegar um ônibus ou taxi, como não estava afim de pagar taxi, fui de ônibus (valor: 3,50). Pedi ao trocador para me avisar quando saltasse na parada mais próxima da torre, então assim ele o fez. Chegando na praça da torre, tem um monumento com o dizer bem grande: EU AMO BRASILIA, lá em baixo você quer tirar mil fotos achando que é o melhor ângulo, todavia, não se precipite, porque do alto da torre, ou melhor, no mezanino a vista que dá para ele é muito mais bonita.


 

Subi por um elevador, orientado pelos funcionários da torre, lá sobem muitos turistas, você não estará sozinho lá. Fui até o lugar mais alto da torre, mas infelizmente ela e fechada por uma tela de ferro, porque pelo que fiquei sabendo que muita gente se jogava de lá. Então não fica tão legal a foto, mas por minha sorte, eu queria ao banheiro e fui orientada a ir até um andar em baixo, no chamado mezanino, não havia ninguém lá, so mesmo o banheiro, é um espaço muito grande com uma vista linda para Brasília, sem o dificultador da grade. Logo, aproveitei a sorte que eu havia tido, e tirei a foto mais linda de Brasília que eu tirei na viagem.


 

Quando desci já estava morrendo de fome, já beirava ao meio dia, então atrás da torre tem uma feirinha com uma praça de alimentação bem simples, mas com uma comida bem saborosa. Ali mesmo eu parei e comeu um bandeco de verdade, por 12,00. A princípio você se assusta porque é bem simples, eles não utilizam pratos e sim bandejas descartáveis, mas a fome era demais e eu saboreei aquele almoço com toda minha vontade. Se quiser escovar os dentes ali atrás tem banheiros públicos para poder fazer a higienização.


 

Ai não pensei duas vezes eu fui andando até o Estádio Mané Garrincha, estava fechado e me contentei em tirar fotos da frente dele apenas, andei mais a frente e perguntei a uma moca como chegava ao Museu JK, e ela me informou que era bem distante e que eu teria que pegar um ônibus. Não esperei nem dois minutos pois ele já estava vindo (valor: 5,00), a viagem foi bem curta pelo valor da passagem, acho que não andei nem 15 minutos. Mas valeu a pena, o local é bem bonito e estruturado. Tem um ar bem sofisticado, como foi JK e dona Sara.


 

O valor do Memorial JK é 10,00, lá dentro conta a história toda dele e de sua família, acho que vale a pena porque se você não for lá, não terá muita coisa para vê em Brasília, além do mais, é de muito bom gosto mesmo e agrega seu conhecimento acerca da história do Brasil.


 

Sai de lá com uma chuva boa, sem guarda-chuva, sem nada. Ah! Brasília tem uma peculiaridade, hora tem sol, hora em chuva, pois então ante sempre com uma sombrinha, pois a tarde o tempo muda de uma hora para outra. Tomei aquela chuva, mas logo o ônibus passou e eu retomei para Asa Norte feliz da vida.


 

Na sexta feira dia 31 de março fiquei o dia todo de bobs no apê do meu amigo, sem ter nada em mente para fazer em Brasília, aí dei uma corrida marota em frente do condomínio e esperei ansiosamente para a tarde meus amigos me buscarem para irmos para a Chapada dos Veadeiros, meu verdadeiro destino. Eles chegaram por volta das 18 horas para me buscar, fomos de carro, o que facilita a vida de qualquer um.


 

Pegamos um engarrafamentinho, mas como eles conheciam rotas de fuga, logo conseguimos contorna-lo. Passamos no posto para abastecer o carro e partimos para a Chapada. A estrada é um luxo, e logo chegamos lá por volta de 21 horas, mas meus amigos não conheciam o caminho e foram tranquilos, contudo dá para fazer em menos tempo, pois a volta foi bem mais rápida.


 

Fomos direto para o Hostel Jardim Da Nova Era em Alto Paraíso, ele e bem bonitinho, sem luxo, mas agradável e com um staff muito bom também, paguei 40,00 na diária, e fiquei lá nove dias. Este Hostel é o mais bem localizado, contudo ele não tem café da manhã e nem Locke, todavia ele e excelente. Neste mesmo dia saímos a caça de algo para comer, e encontramos um restaurante dentro do Hotel na avenida principal, não me lembro do nome, mas so lembro-me que era em frete a lotérica. A comida lá e ótima e tem um suco de erva das matas que e mais delicia ainda. Além do mais, a dona e legal demais, conversamos com os horrores, ela atende você na cozinha dela e você vê todo preparo da comida e limpeza da cozinha. Como estávamos cansados e ansiosos para chegar no outro dia para fazermos os passeios, fomos para o Hostel dormir.


 

No sábado dia 01 de abril, acordamos bem cedo e fomos para a feira orgânica que tem pertinho do Hostel, lá você comera comidas orgânicas típicas e tem também os não orgânicos, aí ficando ao seu critério Vale dizer também, que tem artesanatos lindo feitos pelas hippies, ou melhor, em toda cidade só tem isso, então se não der para ir à feira encontraram os mesmos produtos pela cidade inteira.


 

Então pela volta das 9:00 horas partimos para nossos primeiros destinos, porque lá você não vai a um lugar apenas, tem que aproveitar bastante o dia. Fomos então, indicados pelos staffs do hostel, para almecegas I e II, você paga 30,00 e não precisa de guia porque é muito bem sinalizada. A trilha e tranquila. Nossa primeira parada foi na I, só que como estava chovendo um pouco e já havia chovido muito não entramos nela porque já havia tido tromba d’água lá e quando rola uma não sobra pedra sobre pedras, ficamos somente na contemplação mesmo, mas nada tirou a beleza da cachoeira.

Posteriormente fomos para a II e lá também havia tido uma tromba e os matos estavam bem baixo, AH! Vá de carro da almecegas I para a II, lá tem estacionamento e nem é tão perto. Olhamos também e não ficamos para banho, pois elas estavam bem volumosas. De lá partimos para a São Bento, que fica próxima mas tem que ir de carro também, lá dava para tomar um banho legal e até pular da pedra na água, demos um tempo lá pois o sol abriu um pouco.


 

Quando nos demos por nós, já era meio dia e fomos procurar a famosa Matula do Valdomiro, que fica próximo onde estávamos, que tem uma comida que você come à vontade por 30,00 ou come por 20,00 prato feito bem servido. Ah! Lá vende pingas e licores artesanais por um valor de 30,00, podendo até degustar as que estão na mesa a vontade.


 

De lá fomos para o Vale da Lua, e você paga 20,00 na portaria, e o lugar é fantástico, tem que ir lá de qualquer jeito. Chegamos lá e começou a chuva, nos abrigamos debaixo de uma pedra, ficamos desanimados de entrar na agua, mas logo isso ficou para trás e nos deliciamos com as aguas do vale. Confesso que estavam frias, mas vale a pena. Lá tem guarda vida pois pelo que soubemos, já teve muitas mortes por lá, pois lá tem umas crateras que muita gente se desequilibrava e caia lá. Lá, todo cuidado é pouco!! A trilha é super fácil!! Tiramos algumas fotos e voltamos para Alto Paraíso já no anoitecer.


 

Fomos para o hostel tomar um banho e de lá saímos para comer algo. Achamos um outro barzinho quase ao lado da lotérica, que tem churrasquinho e salada, por lá ficamos mesmo, pois o valor era bem justo. Voltamos para o hostel para dormir porque no outro dia tínhamos mais passeios.


 

Como meus amigos iriam voltar para Brasília ao anoitecer, optamos por um dia mais tranquilo para eles voltarem de boa para casa. No hostel indicaram loquinhas, cristais e Poço Encantado. Mas antes, fomos tomar café em uma padaria na mesma rua que o Hostel, valor justo também. De lá partimos para Loquinhas, que fica a poucos quilômetros da cidade, acesso fácil. Valor da entrada é 25,00. Achei caro, apesar de uma boa estrutura, mas lá e bem tranquilo de ir, até pessoa com alguma dificuldade física consegue, porque vimos. A agua é cristalina, e lindíssimo, é para o dia que a pessoa não quer andar muito, quer ficar de boa, ou estiver com pressa. Geralmente as pessoas deixam essa cachoeira para o dia que está indo embora, no meu caso, os meus amigos voltariam para Brasília logo a noite.


 

Ficamos lá até por volta do meio dia e de lá paramos no centro de Alto Paraíso para almoçar e de lá conhecer a última cachoeira daquele dia, no caso a Cachoeira encantada. Infelizmente chovia muito, mas mesmo assim fomos e pagamos 20,00, praticamente jogamos fora, porque não ficamos lá mais que uma hora, e dessa uma hora cinco minutos foi na cachoeira de fato, pois descemos uma estrada bem estruturada até a cachoeira, possuindo até salva vidas no local. Lá parece uma praia, até stand up tem lá. Não havia ninguém além da salva vida e de uma moça de São Paulo, com a qual puxamos papo. Foi só a gente estender a canga e entrar na cachoeira a chuva, e com medo da famosa tromba d’água, retiramos as coisas e ficamos esperando a chuva passar de baixo de uma cabana que havia lá. Trocamos uma ideia lá com a moça e a salva vida e de lá voltamos para Alto para que meus amigos fizessem o cheque out.

 

Dia 03 de abril, segunda feira, acordei bem cedo, sozinha e sem nada programado, não podia sucumbir a “solidão”, foi aí que perguntei aos donos do Hostel algumas sugestões de passeio, sem eles saberem se havia algum grupo indo para algum canto, resolvi ir à rua, mais precisamente no CAT (Centro de Apoio ao Turista), para ver se alguém me ajudava com sugestão e se sabiam se havia algum grupo que podia dividir a carona. Neste local é uma ajuda muito boa para quem está viajando sozinho e sem guia, pois de lá saem vários guias com pessoas que querem dividir despesas, pois na maioria das vezes o guia não é muito barato.


 

Então ao pedir informação eis que surgem duas senhoras do Rio Grande do Sul oferecendo carona para Santa Bárbara para dividir as despesas. Era um dia chuvoso, mas a recepcionista do CAT gentilmente ligou para Cavalcante para pedir informação ao CAT de lá se lá o tempo estava bom para ir a mais famosa cachoeira, porque que o tempo não fosse favorável havia perigo de tromba d’água. Com a informação que o tempo estava estável, partimos para lá, saímos por volta das 09 horas da manhã, chegando no centro da cidade por volta das 10:30. Lá temos que formalizar o passeio com o guia de lá, pois ninguém vai sem guia, e inclusive eles são os quilombolas. Ah!! Não aconselho ir com guia de Alto Paraiso, pois eles cobram mais caro e não são quilombolas. Conseguimos de 120,00 o guia por 100. Fomos com a guia Janaina, pessoa simples e agradável.


 

Quando você pensa que pagou tudo, tem que pagar um valor de 20,00 chegando ao parque da cachoeira, e mais 10,00 para um carro tracionado te levar até próximo a cachoeira, pois devido a estrada ruim por causa da chuva, ficava difícil carro comum chegar até lá. Outro bizu, até o mês de abril há muita chuva e tromba d’água, não é em todas as cachoeiras que dá para ir, tanto que não conseguimos ir a cachoeira da Capivara.


 

Antes de ir a cachoeira, reservamos num restaurante Rancho Kalunga, nosso almoço para a volta do passeio, o local foi indicado por nossa guia, o valor é 30,00 e você come à vontade, a comida é muito boa, feita a lenha, tem uma galinha deliciosa. A maioria dos alimentos e cultivado pelos quilombolas, então vale a pena fomentar isso.


 

Da onde o carro nos deixou até a cachoeira a gente andou por volta de uma meia hora, e é bem tranquilo, na ida não havia chuva então ficamos ainda mais contentes. Quando chegamos próximo encontramos a Santa Barbarinha, é linda demais, mas era só um aperitivo do que era a Santa Bárbara, subimos mais um pouco e lá estava ela, linda como vi nas fotos, é algo indescritível, cristalina, enfim, não há o que comentar, só indo lá para apreciar. Lá não tinha muita gente, mas o pouco que tinha atrapalhava as fotos, porque sempre tinha uma cabeça, que não a sua, nas fotos. Mas dizem que em alta temporada tem rodizio de pessoas, não pode ficar todo mundo ao mesmo tempo, porque o espaço é pequeno e tem um limite de pessoa que pode ir lá. No nosso caso, como era baixa temporada podíamos ficar lá a vontade, só que o tempo fechou e por precaução fomos embora e pegamos muita chuva no caminho até onde o carro estaria nos esperando. Mas chegando no restaurante dos calungas, o tempo estava firme. Lá como disse, tem dessas coisas, um lugar chove, outro muito perto não acontece o mesmo.


 

Paramos para almoçar e por volta das 15: 30 já estávamos voltando para Alto Paraiso, mas na volta as senhoras com quem eu estava não quiseram parar na cachoeira Ave Maria, porque já estavam cansadas, eu se estivesse sozinha iria com certeza, porem como estava de carona não pude falar muita coisa. Mas paramos no Mirante Ave Maria, que é lindíssimo e vale muito a pena parar e registrar o local.


 

Fomos direto para o centro de Cavalcante levar a guia e depois ir de volta a Alto Paraiso, neste dia cheguei cansadíssima e estressada pois eu havia deixado meu celular cair e quebrar.


 

Na terça feira dia 04 de abril sem destino certo fui novamente para o CAT arrumar carona para ir a algum lugar, lá tinha um guia que iria levar um casal a Couros, então aproveitei a deixa e fui com eles, pois o guia cobrou 150,00, então ficaria mais fácil dividir em três, de brinde fui de graça pois eles não aceitaram que eu ajudasse no carro. O tempo estava armado para chuva, mas não tinha como ficar esperando a chuva passar, a estrada para lá e tranquilíssima, saindo de Alto voltando para Brasília, tem placas por todos os cantos. Só que acredito, que propositalmente, na estrada de terra para lá, não tem placas indicando, logo, as pessoas precisarão de guia. Então, chegando mais próximo das cachoeiras dos couros, tem um quiosque que vende algumas coisas para comer e beber, e lá pedem alguma contribuição para vigiarem os carros, uma vez que eles disseram que já houve arrombamento de carros lá, porque próximo tem um assentamento Sem Terra, o que não paguei para ver, então colaborei com esse valor para ajudar o casal que gentilmente me deu carona.


 

Ao descer para as cachoeiras a chuva começou, andamos, mas sem curtir a paisagem pois era muita chuva, muita agua, mas a beleza não ficava abalada por isso. Só que a gente ficou desanimado pois mal conseguíamos sair do lugar de frio e os pés um pouco atolado. E uma caminhada boa de sobe e desce, mas chegamos ao ponto final do local. Acabou que voltamos antes mesmo do horário que geralmente as pessoas voltam, pois não dava para tomar banho, estava desanimador. Voltamos para pegar o carro era por volta do meio dia e fomos comer numa casa que oferece almoço e que foi reservado pelo guia. Na minha opinião a comida e muito boa e você pode comer à vontade, mas podíamos ter voltado para a cidade e pago mais barato, uma vez que o valor era 30,00, para quem come pouco fica caro. Mas enfim, quem está na chuva é para se molhar, literalmente.


 

Pós almoço voltamos a Alto e pagamos nosso guia e cada um foi para seu destino. Neste dia fui so sacar uma grana na lotérica, pois lá é o melhor que tem de banco. Em Alto tem outros bancos, porém, não funcionam, um foi arrombado, os outros nunca tem dinheiro. Quem for para lá vá preparado com dinheiro ou para enfrentar fila de lotérica. Naquele dia comprei algumas coisas no supermercado que e colado no Hostel e comi por lá mesmo e fui dormir cedo para o dia seguinte que eu não havia programado ainda.


 

Na quarta levantei cedo disposta a ir ao Parque Nacional da Chapada, pois sabia que lá poderia ir sozinha pois era bem estruturado. Foi aí que pedi informação a staff do Hostel que gentilmente me orientou a pegar uma carona na rodovia que vai para São Jorge, pois era muito comum as pessoas se locomoverem assim lá, receosa, mas sem titubear, fui para a pista pegar a carona com que passasse primeiro. Logo que cheguei lá parou uma hailux com um casal que me ofereceu carona até a pedra da baleia, pois o motorista era o dono da cachaçaria onde havia almoçado no final de semana que passou, fiquei aliviada, mas sabendo que teria que enfrentar nova carona. Quando cheguei lá, parei na pista de novo e fiz sinal e um carro parou e mais sorte ainda era um guia indo buscar no carro da empresa de turismo uma turma para conhecer Santa Barbara, foi muito gentil e ofereceu para eu voltar com ele quando acabasse meu passeio.


 

Fiquei no centro da cidade e fui andando até o parque. O dia estava lindo, um sol que eu esperava há dias. Fui caminhando, pois da cidade a entrada do Parque da uns 30 minutos a pé, aí fui tirando minhas fotos com o celular emprestado pelos meus amigos de Brasília, pois o meu como disse caiu e quebrou. Chegando ao parque, temos que assistir um vídeo de orientações de como se portar no parque, além disso, você terá que anotar seus dados numa folha para deixar registrado lá.


 

Estava receosa de começar a trilha só, porque era a primeira que iria fazer realmente só nesses dias que estava por lá. Mas, meu lema e sempre: nunca estamos só, em lugar nenhum, por isso não me acovardo diante da solidão. Foi então que segui meu caminho, parando, registrando os lugares e momentos, no caminho encontrava pessoas na mesma condição que eu, ou casais. Então escolhi fazer primeiro a cachoeira do abismo, antes de parar nela encontrei o Mirante, e apreciei aquele visual feliz da vida, porque Deus é tão bom em nos presentear com aquela paisagem. Fui me guiando pelas setas e cheguei a famosa cachoeira do abismo, linda e com muito volume pelas chuvas de todos os dias. Quando estava me preparando para registrar aquela bela cachoeira eu encontro dois rapazes, um nem tão rapaz assim, Cláudio e Thiago, o primeiro estava sozinho e conheceu o Thiago na trilha e os dois se juntaram, ele é médico em Ouro Preto e resolveu viajar só de moto. Como sou muito boa fisionomista, eu me lembrei que o Thiago estava no meu Hostel, mas eu não tinha tido oportunidade de conversar com ele, aí eu puxei papo com ambos e formamos um bonde de trilha. Continuamos algumas trilhas juntos e uma amizade bacana. Ah! O Thiago e do Rio de Janeiro.

 

Depois de fazer a cachoeira do abismo, que ficou somente para a contemplação, partimos para uma caminhada um pouco íngreme, mas pequena para chegar até a cachoeira de Corredeiras, que é bem bacana, onde tomamos um banho pois lá estava menos perigoso para fazer isto. Ficamos lá por uns 40 minutos e de lá finalizamos aquela trilha e chegamos na entrada do parque por volta das 15 horas, aí pegamos carona com Thiago e fomos almoçar num restaurante logo que sai do parque e lá é self servisse. Não me recordo do nome do restaurante mas lembro que era um valor legal e a comida muito boa.


 

A noite fui a um barzinho próximo ao Hostel que tem um pastel bem requisitado, toda noite tem um tipo de música rolando lá, no dia que fomos tinha forró pé de serra tocado por um trio muito bom.


 

Na quinta feira voltamos ao parque para fazer as outras cachoeiras: cânions e carioca, ambas trilhas moderadas, bem bonitas só que pegamos uma chuva sinistra, de alagar a trilha. Na volta paramos no mesmo restaurante do dia anterior e finalizamos nosso passeio juntos.


 

Na sexta levantei não tão cedo, consegui fechar um bonde com um casal que estava no Hostel para ir ao mirante da janela que fica em São Jorge também, nossa que dia lindo era aquele: sol. Aí pude aproveitar mais o dia e a vista daquele lugar. Na entrada da janela você paga um valor se não me engano 25,00 e recepcionada por um senhor bem divertido e falastrão. Partimos para a caminhada, que não é das mais fáceis, so conseguimos chegar ao destino porque o rapaz tinha um bom programa de gps para esse tipo de atividade, só que não se qual nome, pessoal que sempre faz trilha que sabe bem. Encontramos a cachoeira do abismo, que é uma coisa de doida, mas não paramos ali para acharmos logo a janela, encontramos um casal se banhando e pedimos alguma dica, mas eles estavam mais perdidos que cego em tiroteio.


 

Continuamos a caminhada, e tem uma parte bem íngreme que dá uma baqueada, mas é so pensar no visual que irá encontrar na janela, andamos mais e encontramos um lugar e subimos na pedra e de lá percebemos que havíamos chegado ao local so precisávamos nos localizar melhor, foi aí que o Bruno, namorado da Rayssa achou a janela, é muito lindo e vale a pensa. Ficamos lá alguns minutos e voltamos para nos refrescar nas cachoeiras que por sinal estava uma delícia por causa do sol e as fotos ficam iradas. Ficamos nos deliciando e contemplando aquela paisagem por volta de duas horas e fomos embora de lá por volta das 16 horas e saímos de lá direto para o restaurante que comi todos os dias.


 

Aproveitamos para comprar algumas coisas relacionadas ao local, como por exemplo ET’s, rodamos mais um pouco e fomos embora porque queríamos pegar o pôr do sol no jardim de Maetrea. Que local lindo, que visual, tudo tão perfeito e lá encontrava-se várias pessoas, que tiveram a mesma ideia que nós. Depois que o sol se pôs voltamos para Alto Paraiso e no Hostel já se encontrava meu amigo de Brasília mais a amiga dele, que foram me buscar e curtir o final de semana comigo.


 

Naquele dia nos arrumamos e fomos à rua procurar algo para comer e chegamos lá no barzinho que geralmente rola umas músicas, estava rolando um forró pé de serra que é minha perdição. Curtimos a noite e aquele dia foi lindo.


 

Sábado acordamos as 8 horas e fomos tomar café novamente na feira orgânica e posteriormente partimos para a cachoeira dos couros, pois meus amigos não conheceram e eu como tinha ido num dia muito chuvoso não aproveitei nada, e minha sorte ter voltado lá com muito sol, aquilo é um espetáculo de lindo, e o mais legal que consegui me lembrar da estrada sem guia, nos perdemos um pouco numa bifurcação, porém encontrei uma casa e o senhor de lá estava indo para lá. Chegamos lá e fizemos a mesma trilha do que eu havia feito, e tudo era tão lindo e fantástico, estava lotado, todo mundo se banhando e tomando sol. Voltamos de lá mais ou menos por volta das 14 horas e de lá paramos em Alto Paraiso para almoçar e depois Raizama, aproveitamos que tinha sol.


 

Para Raizama você vai como estivesse indo para as termais depois de São Jorge, é uma estrada para carro bem tranquila, chegando lá você paga um valor se não me engano 20,00, tinha um senhor na entrada bem simpático que lhe entrega um mapinha, e tudo lá e bem organizado e estruturado. Quando chegamos lá em baixo tinha uns casais namorando, mas o sol já estava se pondo. E um lugar bem bonito, ficamos lá um pouco, mas logo andamos para conhecer as outras cachoeiras, pois logo estaria escurecendo. Mas vale a pena passar o dia, porque e bem legal, no final das cachoeiras encontramos uma linda, agua azul, com mais sol ela devia ser um luxo. Desta cachoeira até a saída andamos um pouco por uma trilha bem estruturada. Para relaxar resolvemos voltar as termais para relaxar, e assim fizemos, nos deparamos com um pôr do sol lindíssimo.


 

Nas termais rola um descanso legal, aquela agua quentinha, com bom vinho e uma entrada de 20,00, bem propicio para um fim de noite. Por volta das 19 horas nos voltamos e a estrada de lá não é muito boa, muito cuidado para não danificar o carro. Chegamos em Alto Paraiso por volta das 20:30, a estrada tem 40 minutos de chão e o resto um asfalto que parece um tapete de tão bom e sinalizado.


 

Chegando em alto só queríamos comer e dormir, e aí paramos no mesmo barzinho na principal que vende espetinho e faziam uma saladinha caprichada para nós.


 

No último dia curtimos um lugar mais próximo pois tínhamos que voltar para Brasília pois meu voo saia no outro dia bem cedo. Então retornei com meus amigos a couros, fui de guia pois já havia ido lá com guia e a esta altura não precisava mais de um. La o dia estava magnifico, curti as cachoeiras mais, e elas são lindíssimas. Vale muito a pena.


 

Mais tarde retornamos ao Hostel para o retorno a Brasília, onde so esperei para retornar ao Espirito Santo, com a melhor sensação, pois a viagem foi um sucesso.

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      Origem: São Paulo. Avião com destino Brasília e aluguel de veículo (Duster) no próprio aeroporto. Optamos pela Duster pra evitar problemas com buracos, maior espaço interno e em eventuais travessias de rios, apesar de que em época seca (junho) o nível é baixo.
      Hospedagem e Clima: Camping Pachamama. Durante a noite faz frio (+/- 13ºC), utilizamos sacos de dormir (10ºC) + Isolante Térmico, foi o suficiente.
      Objetivo do Relato: Apresentar um conteúdo que facilite uma viagem ao local, com as nossas impressões, planejamento, custos e dicas.
      Aplicativo para Trilhas e Locomoção: aplicativo Avenza Maps. Mesmo na ausência de sinal ou internet, com mapas georreferenciados, é possível se guiar em trilhas e rodovias, com a sua posição aparecendo no mapa. Os mapas georreferenciados estão disponíveis para download ao final do relato. Nem todos os mapas foram utilizados na viagem, creio que o mais útil seja referente à trilha para Cachoeira do Segredo, nas proximidades da vila de São Jorge.
      Contextualização: O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros contém parte dos atrativos da região, e é localizado cerca de 3 horas distantes de Brasília (244 km). A entrada para visitantes é localizada na vila de São Jorge, pertencente ao município de Alto Paraíso de Goiás. Outra cidade integrada à região é Cavalcante, onde é situado o quilombo Kalunga, que contempla boa parte de outras cachoeiras de interesse.
      Dessa forma, a vila de São Jorge, Alto Paraíso e Cavalcante constituem-se nos principais destinos turísticos da região, e opções de hospedagens. Uma vez que o nosso grupo (de dois casais) prefere a hospedagem em camping, distante de cidades, optamos por nos hospedarmos no Camping Pachamama, localizado entre a vila de São Jorge e Alto Paraíso.
      Roteiro: O roteiro foi baseado na distância entre os locais, sendo que os agrupamos conforme a distância entre eles e o Camping.
      Consideramos o período de 03 dias para realização dos mesmos. Sendo assim, nos baseamos em mapas com a localização dos atrativos (disponíveis na internet e outros, que criamos para um melhor planejamento) e informações sobre acesso e interesse. O resumo do roteiro está abaixo:
      Quinta-Feira: Cachoeira Candaru e Cachoeira Santa Bárbara (Quilombo Kalunga, município de Cavalcante)
      Sexta-Feira: Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, Trilha dos Cânions e Cachoeira Cariocas (vila de São Jorge)
      Sábado: Vale da Lua, Fazenda Volta da Serra e Jardim da Maytrea (Entre Alto Paraíso e vila de São Jorge)
      Quarta-Feira (19/06): Brasília - Chapada dos Veadeiros (Camping Pachamama)
      Chegada à Brasília (18:00) e trajeto (244 km) para o Camping Pachamama. Trata-se de uma estrada de boa qualidade e boa sinalização, realizamos o trecho em menos de 3 horas.  Estradas: GO-030, GO-010, GO-239. A rodovia GO-10 é seguida até a cidade de Alto Paraíso, posteriormente é tomada à esquerda a GO-239, que liga Alto Paraíso à vila de São Jorge. O Camping Pachamama é localizado à beira da rodovia em questão. Caso o destino seja a cidade de Cavalcante, basta permanecer na GO-010.
      O Check in no Camping Pachamama ocorre até as 22:00, onde a recepção, assim como durante comunicação prévia via e-mail, fornece uma série de informações sobre as acomodações do Camping, orientações de convivência e dicas sobre as atrações da região. O Camping fornece espaços de convivência, como a fogueira, oferece churrasqueira, armários para acondicionamento de alimentos, cozinha, banheiros com chuveiro quente. As acomodações são todas bem equipadas, limpas e bonitas.
      No Camping, o silêncio é preservado e são realizadas atividades como observação dos astros, através de telescópios. A área de Camping é gramada e com ótima vista para os planaltos (Figura 1 e Figura 2), que representam principalmente a porção central do Parque Nacional, ilustrado, no caso do Camping, pelo Morro da Baleia.

      Figura 1: Área de Camping (Camping Pachamama, GO-239, Alto Paraíso-GO) 

      Figura 2: Nós e o friozin de manhã cedo (Camping Pachamama, GO-239, Alto Paraíso-GO) 
      Quinta-Feira (20/06): Cavalcante (Quilombo Kalunga) -> Cachoeira Santa Bárbara e Cachoeira Candaru
      Uma vez que se tratava de feriado prolongado, a estratégia para visitar a Cachoeira Santa Bárbara (a mais disputada da região), localizada no quilombo Kalunga, Município de Cavalcante, foi realizar esse passeio no primeiro dia, uma vez que parte dos visitantes ainda não estariam instalados na região.
      A estratégia deu certo, saímos às 06:30 do Camping em direção a Cavalcante. Por volta das 08:00 chegamos no Centro de Atendimento ao Turista (CAT) de Cavalcante, onde acompanhados da Guia Ivana nos dirigimos ao Quilombo Kalunga. Quando a procura é grande, no Quilombo Kalunga são distribuídas senhas para acesso à Cach. Santa Bárbara (Figura 3), sendo que o local comporta 300 visitantes por dia (fomos a senha 257). Enquanto nossa vez não chegava, visitamos a Cachoeira Candaru (Figura 4).
      Para contextualizar o local, o Quilombo Kalunga contém 03 principais cachoeiras: Cachoeira Santa Bárbara, Cachoeira Candaru e Cachoeira Capivara. Ao menos em relação às duas primeiras, o acesso é feito através de uma carona em pau de arara, e que com certeza agrega ao passeio. Uma vez que o acesso é feito através dessa carona, o trecho de caminhada é curto.
      Alimentação: Tanto no CAT, na cidade de Cavalcante, quanto no Quilombo Kalunga é possível comprar lanches para um café da manhã. No Quilombo ainda é possível almoçar, por 30,00 R$, coma a vontade.
      Valores: Diária da Guia é cerca de 150,00 R$ por grupo. Carona sede do Quilombo - Cach. Candaru é 20,00 R$ ida e volta por pessoa. Carona sede do Quilombo - Cach. Santa Bárbara é 10,00 R$ ida e volta por pessoa.
      Janta: Ao retornar para região de Alto Paraíso, resolvemos fazer um churrasco no Camping. A estrutura do Camping é ótima, compramos gelo para a cerveja e nos foi gentilmente fornecido um isopor pela responsável do Camping. Utilizamos as mesas do Camping para jantar.

      Figura 3: Nós e a Cachoeira Santa Bárbara (Quilombo Kalunga/Cavalcante-GO)

      Figura 4: Dani e a Cachoeira Candaru (Quilombo Kalunga/Cavalcante-GO)
      Sexta-Feira (21/06): Vila de São Jorge -> Parque Nacional - Trilha dos Cânions e Cachoeira Cariocas
      Contextualização: O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros possui entrada de visitantes na Vila de São Jorge. São 04 opções de trilhas (http://www.icmbio.gov.br/parnachapadadosveadeiros/guia-do-visitante.html), e os caminhos são devidamente sinalizados durante todo o trajeto. A dificuldade é variável, sendo que é possível (com agendamento prévio) realizar a travessia do parque, com acampamento durante o percurso, ou mesmo trilhas simples, de poucos metros.
      Por conciliar cachoeiras favoráveis ao banho e paisagens bonitas, optamos pela Trilha dos Cânions (Figura 5) e Cachoeira Cariocas (Figura 6). Trata-se de 06 km de ida, e 06 km de volta, o desnível é baixo se comparado à Trilha dos Saltos, Carrossel e Corredeiras. A Geologia do PARNA Chapada dos Veadeiros se refere ao Grupo Araí (Mesoproterozoico, 1770 Ma.), formado em ambiente de rift (semelhante ao que se passa atualmente próximo à Etiópia, através da separação de duas porções da África) caracterizado por marés e ações de ondas (Figura 7), e predominam na trilha visitadas quartzitos com estratificações cruzadas que... traduzindo, indicam o sentido e direção do transporte de sedimentos à época.
      Alimentação: Na recepção do Parque é possível tomar café da manhã e lanches.
      Valores: A entrada do Parque é gratuita (junho/2019). Foram gastos 15,00 R$ de estacionamento, à frente do Parque.
      Janta: Ao sair do Parque fomos ao restaurante Rústico, ainda na Vila de São Jorge. O local apresenta cardápio variado (carnes, massa, hamburgeres), o hamburger realmente muito bom. Também tomamos uma Cerveja Local da Chapada dos Veadeiros (32,00 R$). O preço do local é salgado.

      Figura 5: Nós e o Canyon ❤️

      Figura 6: Cachoeira Cariocas

      Figura 7: Marcas de Ondas nos quartzitos do Grupo Araí...
      Sábado (22/06): GO-239 (ligação Alto Paraíso - Vila de São Jorge) -> Vale da Lua, Fazenda Volta da Serra (Cachoeira do Cordovil e Poço das Esmeraldas) e Mirante do Jardim de Maytrea
      Contextualização: O Vale da Lua e a Fazenda Volta da Serra são próximos entre si, e do Camping Pachamama.
      O Vale da Lua (Figura 8) apresenta grande beleza cênica e ao final do percurso há a possibilidade de nadar, inclusive entre as fendas na rocha. A caminhada é curta, poucos metros.Tem como atração as rochas conglomeráticas (Figura 9) de matriz carbonática (Conglomerado São Miguel, base do Grupo Paranoá, de idade Mesoproterozoica... traduzindo, de 1 a 1,6 bilhões de anos). A matriz carbonática é solúvel, assim como ocorre em cavernas de rochas carbonáticas, e apresenta feições cársticas. A alta solubilidade desse conglomerado faz com que o Ribeirão São Miguel escave a superfície rochosa, crie marcas que demonstrem o fluxo de água, e as chamadas "Panelas". Mais informações sobre a história geológica do Vale da Lua: http://sigep.cprm.gov.br/sitio077/sitio077.pdf
      Alimentação: É possível comprar lanches na recepção do local.
      Valores: A entrada no Vale da Lua é 20,00 R$ por pessoa.
      A Fazenda Volta da Serra tem como principais atrações a Cachoeira Cordovil (Figura 11) e Poço das Esmeraldas, optamos por iniciar o passeio pela Cachoeira Cordovil, e ao retornarmos fizemos pequeno desvio que nos levou ao Poço das Esmeraldas. O percurso é 4 km ida, 4 km volta até a Cach. do Cordovil, sendo que o caminho é por si só uma atração (Figura 10), onde a paisagem do das serras, de campos limpos e do cerrado com árvores retorcidas toma conta. A dificuldade de uma trilha varia conforme o relato, sendo que ouvi amigos que fizeram o passeio anteriormente afirmarem que o trecho final é extremamente difícil, com pedras escorregadias; realizamos a trilha com bota, em época seca, e a dificuldade da trilha foi baixa. 
      O Poço das Esmeraldas possui águas cristalinas, esverdeadas. As camadas pelíticas (sedimentos finos) da Formação São Miguel parecem aflorar (no linguajar geológico... quando uma rocha aparece por aí), onde são claras as gretas de contração... traduzindo:  sabem aquelas  imagens famosas do nordeste, onde o fundo de lagos, rios secos ficam todos craquelados? isso é uma greta de contração! e no registro geológico, isso também permanece. Vemos, portanto, gretas de contração bem antigas (Figura 12).
      Alimentação: É possível comprar lanches e brindes na recepção do local. O Café da Fazenda Volta da Serra e o Mel, também produzido no local, são bem gostosos.
      Valores: 25,00 R$ por pessoa.
      Após sairmos da Fazenda Volta da Serra, e antes de ir a vila de São Jorge, nos dirigimos ao mirante do Jardim de Maytrea (Figura 13). Localizada na própria GO-239, que liga Alto Paraíso a vila de São Jorge. Trata-se de uma vista super famosa da Chapada dos Veadeiros, é um passeio rápido mas que vale a pena, ainda mais ao final da tarde.
      Janta: Provavelmente no melhor restaurante da Vila de São Jorge, o Restaurante Buritis. Há a opção de comer massas, ao estilo Spoleto, com diversos ingredientes e podendo repetir o prato. Ou pedir pratos individuais, fartos, com arroz, feijão, e carnes. O preço é camarada, a comida é muito boa. Nota 10.

      Figura 8: Nós <3, Aia, do Conto de Aia, e o Vale da Lua

      Figura 9: Clastos em Paraconglomerado São Miguel, pronto a ser retrabalhado (novamente solto e carregado) pelo rio atual

      Figura 10: Trilha na Faz. Volta da Serra, sede da fazenda - Cachoeira do Cordovil

      Figura 11: Cachoeira do Cordovil, Fazenda Volta da Serra

      Figura 12: À esquerda gretas de contração em rochas do Grupo Paranoá, de idade Mesoproterozoica (1 a 1,6 bilhões de anos) que margeiam o Poço das Esmeraldas na Faz. Volta da Serra. À direita, apenas para exemplificação, gretas de contração atuais, em algum outro lugar do Brasil rsrsrs

      Figura 13: Jardim da Maytrea... não me pergunte o porquê do nome
      Informações Geológicas:
      Mapa Geológico (Folha Cavalcante), ao norte do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros: http://www.cprm.gov.br/publique/media/geologia_basica/pgb/mapa_cavalcante.pdf
      Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (Sítio SIGEP 096): http://sigep.cprm.gov.br/sitio096/sitio096.htm (clique em ver Capítulo Impresso)
      Vale da Lua (Sítio SIGEP 077), informações geológicas: http://sigep.cprm.gov.br/sitio077/sitio077.pdf
      Mapas Georreferenciados (Abrir no app Avenza Maps):
      -São Jorge-Alto Paraíso - Trilha Cach. Segredo - Avenza Maps
      -Alto Paraíso - Trilha Couros e Muralha - Avenza Maps
      https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1x2q2qU7a2QSbn_5dj8L-4UswVcQZDuGN/view?usp=sharing
      -São Jorge - Trilhas Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros  - Avenza Maps
      https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1coEOgUTiXCTxjkwilzZcSzdEXHyKu16w/view?usp=sharing
      -São Jorge-Alto Paraíso (Trilhas na região de vila de São Jorge e Alto Paraíso) - Fotos Aéreas - Avenza Maps
      https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1dJ_KsofUVhLlGA0AQmvnkNz_-6Lvag2M/view?usp=sharing
      -São Jorge-Alto Paraíso - Topografico - Avenza Maps
      https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1kGxgt1PY9Xf1aP-RA2udc1kAAgfTfIPR/view?usp=sharing
      -São Jorge-Alto Paraíso - Ruas  - Avenza Maps
      https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/19LslnGKD5ncxiFxWQJkCLAlcA9lcbiMp/view?usp=sharing
      -Cavalcante (Trilhas na região de Cavalcante) - Ruas  - Avenza Maps
      https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1yZYagn1-lUD4Yuu3-Gjh8WtdwZtMKfhW/view?usp=sharing

       
    • Por Anderson Paz
      * Jalapão: municípios de Ponta Alta do Tocantins, Mateiros e São Félix do Tocantins - Cachoeira da Fumaça, Cachoeira do Soninho, Pedra Furada, Cânion Sussuapara, Cachoeira do Lajeado, Cachoeira da Velha, Prainha, Dunas, Fervedouro do Ceiça, povoado quilombola Mumbuca, Fervedouro Buritizinho, Cachoeira do Formiga, Fervedouro Alecrim, Cachoeira das Araras, Morro da Catedral e Morro do Gorgulho
       
      ** Serras Gerais:
      - Natividade: centro histórico, biscoitos Amor Perfeito Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos
      - Almas: Cahoeirinha, Cânion Encantado, Cachoeira do Urubu-Rei, Cachoeira da Cortina (ou Véu de Noiva) e Arco do Sol (ou Pedra Furada)
      - Dianópolis: Lagoa Encantada
      - Taguatinga: Cachoeira do Registro
      - Aurora do Tocantins: Rio Azuis
       
      *** Chapada dos Veadeiros: Alto Paraíso e Macaquinhos
       
      - Este é um breve relato de uma viagem de carro de 11 dias pelo Jalapão, Serras Gerais e Chapada dos Veadeiros, incluindo os dias de ida e de retorno.
      - A viagem foi feita no período de 3 a 13 de junho de 2015 com saída de Brasília - DF.
      - Para conhecer o Jalapão, contratamos o guia Neném com veículo 4x4 ((63) 8472-0830 - operadora: OI). Para conhecer os atrativos do município de Almas contratamos o guia Alminha ((63)92080515)
       
      Itinerário resumido
      Dia 1) Brasília - Natividade - Ponte Alta
      Dia 2) Jalapão: Cachoeira da Fumaça, Cachoeira do Soninho e Pedra Furada
      Dia 3) Jalapão: Sussuapara, Lajeado, Cachoeira da Velha, Prainha e Dunas
      Dia 4) Jalapão: Fervedouro do Ceiça, Mumbuca, Fervedouro Buritizinho e Cachoeira do Formiga
      Dia 5) Jalapão: Fervedouro Alecrim, Cachoeira das Araras, Morro da Catedral e Morro do Gorgulho
      Dia 6) Ponte Alta - Almas: Cachoeirinha
      Dia 7) Almas: Cânion Encantado, Cachoeira Urubu-Rei, Cachoeira Cortina e Arco do Sol
      Dia 8 ) Almas - Dianópolis - Aurora do Tocantins: Lagoa Bonita
      Dia 9) Aurora/Taguatinga - Alto Paraíso: Rio Azuis e Cachoeira do Registro
      Dia 10) Alto Paraíso: Macaquinhos
      Dia 11) Retorno a Brasília
       
      DIA 1 | Brasília - Natividade - Ponte Alta
       
      Estrada (até Ponte Alta)
      A viagem foi feita em um Peugeout 207. Fizemos o trajeto de Brasília a Ponte Alta do Tocantins passando pela Chapada dos Veadeiros, Arraias, Campos Belos, Natividade e Pindorama do Tocantins https://goo.gl/maps/727Ml. Pegamos um único trecho de estrada de terra (67 km) entre a Chapada da Natividade e Pindorama, que estava muito bem batida e não tivemos problemas para atravessar.
       
      As estradas estão em bom estado em praticamente todo o trajeto. O trecho de 40 km após Arraias, que estaria mais crítico de acordo com relatos que vimos, foi recém reformado em uma operação tapa buracos e deve aguentar bem até as primeiras chuvas de 2015.
       
      Atenção:
      a) Dentro da região da Chapada dos Veadeiros, de São João da Aliança até Cavalcante, a estrada foi reformada há algum tempo, mas ainda está sem sinalização horizontal.
      b) Depois de uns 18 km da saída de Natividade no sentido Chapada da Natividade, haverá um trevo sem qualquer placa em que vc deverá entrar à direita para seguir rumo a Pindorama.
       
      Dica: Não se acanhe em pedir informações. No Tocantins há poucas placas informativas e em algumas situações é fácil se perder.
       
      Natividade
      No caminho à Ponte Alta do Tocantins, paramos em Natividade para uma visita ao centrinho histórico. Deixamos o carro próximo à igreja São Benedito e caminhamos pelas ruas e pracinhas da simpática cidade.
       
      O que não deixar de ver em Natividade:
      - Ruínas da Igreja da Nossa Senhora do Rosário dos Pretos
      - Biscoitos da Dona Neninha - Amor Perfeito: provamos todas as opções de biscoitos e os nossos campeões foram o Amor Perfeito, o de canela e a peta, também chamada de pipoca na região. Todos são assados em forno de barro ao fundo da pequena fabrica de biscoitos. São deliciosos e dão um ótimo presente de lembrança da viagem! 😃
       


       
      Ponte Alta do Tocantins
      Nossa hospedagem em Ponte Alta foi na pousada Águas do Jalapão. A pousada fica um pouco fora da cidade, cerca de 1,5km. Mas já o suficiente pra se ter uma vista livre para as estrelas!
      Café da manhã simples, mas com opções de frutas e suco da fruta.
      Diária: R$150 (casal) ou R$30 por pessoa em barraca.
       
      DIA 2 | Cachoeira da Fumaça | Soninho | Pedra Furada
       
      Cachoeira da Fumaça
      Com um grande volume de água em uma queda larga, é possível ver o vapor da água subindo e rodopiando acima do poço formando um efeito de fumaça muito bonito.
       
      A cachoeira em si não é própria para banho, mas para quem quiser se aventurar, dá para caminhar por trás dela e tomar um banho com o vento no vapor das águas. A caminhada é fácil e é recomendado usar tênis por conta das pedras. Vale a pena!
       

       
      Por outra trilha acima da cachoeira é possível ter uma vista muito linda do poço. Dependendo do horário forma-se um arco íris na fumaça! Demos sorte!
       

       
      No rio acima da cachoeira há uma área para banho pequena que deve-se tomar muito cuidado por conta das corredeiras que se formam abaixo do nível do rio. Soubemos que recentemente havia ocorrido um afogamento por imprudência na área das corredeiras. Tomando cuidado, pode ser um ótimo banho pra refrescar ate a próxima parada do dia!
       
      Cachoeira do Soninho
      Próximo à ponte sobre o Rio Soninho paramos para o nosso almoço. Há uma sombra gostosa na beira do rio perfeita para um piquenique.
       
      Em seguida fomos à Cachoeira do Soninho, por onde se chega atravessando uma pequena trilha na mata e tem-se uma vista das bifurcações de pedras por onde a água contorna e segue o seu fluxo. A cachoeira é bem bonita e estreita. Não é apropriada para banho e sim para contemplar a vista e a água contornando as pedras profundas.
       

       
      Pôr do Sol na Pedra Furada
      Terminamos o dia na Pedra Furada, uma rocha de arenito muito bonita, esculpida pelo vento.
       


       
      O Jalapão exibe extensões de cerrado a perder de vista no horizonte. Infelizmente nos últimos 3 anos o proprietário de uma fazenda próxima ao morro da Pedra Furada iniciou uma produção de eucaliptos, prejudicando a paisagem que se tinha antigamente. Com isso, achamos a vista da Pedra Furada um pouco decepcionante.
       
      Jantar em Ponte Alta: recomendamos o Restaurante Beira Rio, que fica em frente à antiga ponte alta, que dá nome à cidade. Comemos um peixe fresco com porções de mandioca, feijão tropeiro, arroz e salada de tomates. Cervejinha gelada e bom atendimento!
       
      DIA 3 | Susssuapara - Cachoeira Lajeado - Cachoeira da Velha - Prainha - Dunas
       
      Gruta Sussuapara
      Começamos o dia na Sussuapara que fica bem próxima de Ponte Alta. Ouvimos de nosso guia que antigamente os moradores da cidade costumavam ir para a gruta para tomar banho no grande poço que se formava. Para chegar atravessamos uma pequena trilha e nos deparamos com os paredões úmidos da gruta. Atualmente não há mais área para banho devido ao assoreamento do poço causado pela construção de estradas próximo ao local. Ainda assim, a visita à gruta vale pela contemplação da formação rochosa e do pequeno veio d'água que atravessa as pedras e circunda todo o caminho formando uma paisagem bonita!
       

       
      Cachoeira do Lajeado
      Seguindo na mesma estrada rumo à Cachoeira da Velha, chega-se à Cachoeira do Lajeado. A cachoeira ganhou esse nome em função da curiosa formação de pedras pela qual o rio passa esculpindo. De cor avermelhada e superfície muito lisa, a cachoeira é toda feita de pequenos degraus imitando lajes até chegar em sua queda principal onde um bom poço para banho. Para chegar até a queda principal é preciso descer a cachoeira margeando-a e depois encarar a subida de volta!
       

       
      Cachoeira da Velha
      Um das atrações mais incríveis do Jalapão, a Cachoeira da Velha é surpreendente não apenas pelas caudalosas quedas d'água como também pela vista maravilhosa no horizonte, com as serras do Jalapão e o rio atravessando o Cerrado até chegar na área de queda da cachoeira. Os contrastes de cores da paisagem para nós foi um show a parte.
       

       
      A cachoeira ganhou este nome pelos antigos moradores do Jalapão que diziam da existência de uma mulher que morava nas imediações da cachoeira e sempre era vista lá. Há uma opção de atravessar a Cachoeira da Velha por trás das quedas d'água e chegar em uma outra vista que dizem ser muito bonita também! Quando fomos não tínhamos tempo para a travessia, mas prometemos um dia voltar lá pra isso.
       

       
      Prainha
      Escolhida como locação de cenas do filme Deus é Brasileiro, a Prainha é uma mesmo um lugar delicioso para relaxar e apreciar a natureza! Escolhemos uma boa sombra para fazer nosso almoço e em seguida tomamos banho no rio de águas transparentes e agradáveis como são as águas do Tocantins!
       

       
      Dunas
      Fechamos nosso dia no por do sol nas Dunas, que, sem dúvida, é uma das atrações mais incríveis do Jalapão! A chegada até as Dunas é um show a parte. Ao se aproximar do local, tem-se no horizonte a imponente Serra do Espírito Santo. Após passar pelo cadastro de visitantes no posto da Naturantins, percorremos uma estrada em direção às Dunas na qual se abre uma paisagem belíssima com um lago azul claro cercado de buritis com uma vegetação linda, numa alusão a um oásis. Para acessar as Dunas deixamos o carro e já descemos descalços, que é o melhor jeito de fazer a trilha na areia.
       
      O cenário é deslumbrante: dunas de areia esculpidas pelo vento, margeadas por um rio no meio do Cerrado com a impressionate Serra do Espírito Santo ao fundo. O pôr do sol tinge a areia e roseia o céu. Ao subir as dunas tem-se vista livre do poente e do nascente e não dá para saber qual dos lados é o mais bonito.
       


       
      Terminamos o dia rumo a Mateiros. Chegamos ao pequeno município à noite, por volta das 20h, o céu estava impressionantemente cheio de estrelas. Jantamos no restaurante Galpão 21, que fica mais afastado do centro com comida típica e muito bem preparada.
       
      Nossa hospedagem em Mateiros foi a Pousada da Bibi, uma senhora muito acolhedora. Café da manhã simples, quarto e banheiro limpos. Valor: R$ 150 p/ casal.
       
      DIA 4 | Fervedouro do Ceiça - Comunidade Mumbuca - Fervedouro do Buritizinho - Cachoeira do Formiga
       
      Fervedouro do Ceiça
      Ao chegar no fervedouro pegamos uma trilha curta até o local. Como tinha sido nosso primeiro fervedouro ainda não sabíamos o que nos esperava exatamente. Cercado de bananeiras, o fervedouro formava uma pequena banheira natural com fundo de areia e cheia de nascentes que com a pressão da água não nos deixava afundar! A experiência é deliciosa e cada um descrevia a sensação de um jeito.
      Para visitar pagamos R$10,00 por pessoa. A entrada é restrita a 6 pessoas por vez e a permanência é de 20 minutos.
       

       
      Comunidade Mumbuca
      A pequena comunidade kalunga Mumbuca é cercada de casas construídas tradicionalmente com barro e coberturas de palha. Ao longo dos últimos anos estão modificando seus padrões construtivos e já se vê algumas casas de alvenaria. No coração da vila há uma casa de exposição do artesanato do capim dourado na qual homens e mulheres da comunidade apresentam suas mais variadas obras: vasos, cestas, chapéus, bijouterias, madalas, etc. A casa é sempre cheia de turistas que adoram poder comprar direto da fonte. Atualmente no Tocantins há varios lugares que revendem o artesanato produzido em Mumbuca.
       
      Fomos recepcionados com sorrisos e cantoria por uma das mulheres mais antigas da comunidade, que nos ensinou a versão do Capim Dourado para a cantiga do Alecrim Dourado.
       


       
      Fervedouro Buritizinho
      O Fervedouro Buritizinho é bem menor e com menor pressão que o fervedouro do Ceiça mas não deixa de ser bonito e delicioso para tomar banho. O local é preparado para receber os turistas para o almoço, que é feito pela família proprietária da área. Tomamos um banho delicioso e em seguida almoçamos uma comida caseira feita na hora!
       

       
      Cachoeira do Formiga
      Passamos uma tarde muito agradável nos banhos da Cachoeira do Formiga. De águas azuis esverdeadas, a cachoeira tem uma pequena queda com um poço delicioso para banho. Levamos snorkel para apreciar os vários tipos de peixinhos nas águas transparentes!
      Para visitar, pagamos R$20,00 por pessoa.
       

       
      No final do dia, jantamos novamente no Galpão 21. Era meu aniversário e a Renata fez uma surpresa com um bolo de chocolate delicioso que ela combinou no dia anterior com o pessoal do restaurante de fazerem! 😃
       
      Dia 5 | Fervedouro do Alecrim - Cachoeira das Araras - Morro da Catedral - Morro do Gorgulho
       
      Fervedouro do Alecrim
      O fervedouro do Alecrim é muito bonito e maior que a área de banho do Fervedouro do Ceiça. Vale muito a pena conhecê-lo. Cercado de Buritis enormes e com um lindo aro formado pelas areias no fundo, a área de banho é deliciosa e também proporciona a experiência de não afundar que os fervedouros com maior pressão oferecem! Valor: R$ 5,00 por pessoa.
       

       
      Cachoeira das Araras
      Chegamos à propriedade da Cachoeira das Araras e já fomos recebidos de forma muita acolhedora pela família de gaúchos que mora no local há 4 anos. Eles adquiriram a propriedade e estão cuidando da área para preservação e turismo. Nós almoçamos um delicioso banquete com opções vegetarianas e tudo preparado na hora no forno a lenha. Vimos botes de rafting e uma turma que estava explorando o local descendo os rios da região. Para fazer o rafting é preciso se informar com os guias da região. Nós não fizemos mas ficamos curiosos para explorar essa outra atração em uma outra visita ao Jalapão.
       

       
      Após o almoço nós seguimos para o banho na cachoeira das araras, que tem um poço muito gostoso para banho com uma bela queda formando um véu de noiva. Taxa de visita da cacheoeira: R$ 5,00 por pessoa.
       

       
      Morro da Catedral e Morro do Gorgulho
      No caminho de volta para Palmas percorremos a estrada que passa em frente ao Morro da Catedral. Trata-se de uma formação rochosa muito interessante que se apresenta no alto do morro, formando um imenso paredão lembrando uma catedral. Paramos para fazer algumas fotos.
       

       
      Na sequência chegamos ao Morro do Gorgulho. O acesso é uma vendinha na beira da estrada, na qual pagamos 5,00 por pessoa e fizemos uma pequena trilha para ter acesso a vista de cima do morro e apreciar o céu que já estava próximo do por do sol. O Morro do Gorgulho chama muita atenção tanto pelas rochas exóticas que se formam no alto quanto pela vista do cerrado imenso a perde de vista, com círculos de buritis que se formam margeando o rio abaixo. Para nós valeu muito a pena ver o Morro do Gorgulho na despedida do Jalapão!
       

       
      Deixamos o casal de amigos em Palmas e voltamos para dormir em Ponte Alta.
       
      Dia 6 | Ponte Alta - Almas
       
      Nesse dia, a ideia era achar o Cânion Encantado que fica no caminho a Almas. Tínhamos como referência apenas algumas distâncias que encontramos em alguns sites.
       
      De Ponte Alta a Almas, a melhor opção é pegar uma entrada à esquerda a uns 20 km de Ponta Alta no sentido de Pindorama e depois seguir pela estrada de chão. Como não conseguimos essa informação em Ponte Alta, fomos até Pindorama e de lá seguimos rumo a Almas por um estrada de chão.
       
      Fomos informados que teríamos que atravessar um córrego com o carro porque a ponte que havia no local tinha caído há quase dois anos e ainda não tinha sido consertada. Nos falaram que o nível da água não estava alto e que daria para atravessar mesmo com o carro pequeno e baixo. Se não fizéssemos isso, teríamos que dar uma boa volta para pegar a estrada citada acima. Decidimos então arriscar.
       
      Depois de uns 34 km de estrada de chão boa, chegamos ao córrego e não sentimos segurança em atravessar com o carro. Decidimos então deixar o carro em um terreno ao lado e seguir a pé em busca de informações de como chegar no Cânion Encantado, que era o nosso objetivo no caminho.
       
      Depois de uns 20 min de caminhada, chegamos a uma fazenda e lá conseguimos informações sobre três cachoeiras próximas, mas ninguém sabia dizer nada do cânion.
       
      O pessoal foi super atencioso e nos deu uma carona até a entrada de uma cachoeira a uns 3 km de distância. Logo que descemos e chegamos à cachoeira, reconhecemos que era a Cachoeirinha por fotos que tínhamos visto.
       

       
      Depois de tirar umas fotos da Cachoeirinha, decidimos procurar uma outra cachoeira mais adiante seguindo as dicas do pessoal da fazenda. Depois de uns bons minutos de caminhada, não achamos a cachoeira e resolvemos voltar à Cachoeirinha para dar um mergulho e almoçar. Depois disso, retornamos à fazenda para conversar com a galera e agradecer pelo apoio. Para a nossa alegria, chegando lá eles se oferecerão para rebocar o carro desligado através do córrego.
       
      Com o apoio deles, atravessamos o córrego sem riscos de problemas mecânicos e podemos seguir até Almas pelo caminho mais curto.
       

       
      Seguimos por mais 60 km de estrada de chão até Almas. Em vários trechos a estrada está bem ruim e é necessário escolher o menor buraco para se passar, mas nada que não dê para enfrentar com um carro pequeno, se tiver calma.
       
      Em Almas, ficamos no Hotel Cardoso, uns 500 m depois da entrada da cidade. O hotel tem bons quartos e um café da manhã simples, mas satisfatório. Valor: R$100 (casal).
       
      Jantamos na pizzaria Ardosia, que tem uma pizza boa e barata.
       
      Dia 7 | Cânion Encantado - Cachoeira do Urubu Rei - Cachoeira Cortina - Arco do Sol
       
      Saímos 7h40 com o guia Alminha rumo ao Cânion Encantado e Arco do Sol no final do dia e algumas opções em aberto de cachoeiras, que dependeriam de sorte em encontrar as porteiras abertas.
      O guia Alminha mora na ponta da rua acima do hotel e nos foi apresentado por intermédio da galera do hotel. É um dos poucos guias na cidade e é o que mais conhece a região.
       
      Cânion Encantado
      O Cânion Encantado é uma formação que se estende por cerca de 4 km com mais de 70 m de altura e com 5 cachoeiras que se formam em seu desfiladeiro. Tiramos algumas fotos das quedas d'água em diferentes ângulos e apreciamos a vista linda que se forma.
       



       
      Cachoeira do Urubu-rei
      A cachoeira do Urubu-rei fica em um paredão em um grande vale com Cerrado a perder de vista. A cachoeira pode ser apreciada contornando o paredão à esquerda. O local é deslumbrante e contemplativo. A cachoeira é para apreciação e não para banho.
       


       
      Cachoeira da Cortina
      A cachoeira da Cortina fica na propriedade do Pastor Davi e da Dona Antonia. Vale muito a pena conhecer este casal simpático e hospitaleiro que mora no canto do vale de forma simples e muito amorosa! Fizemos a trilha para a cachoeira e depois fomos recebidos com um belo almoço caipira feito por dona Antônia! A prosa e as histórias daquele casal eram tão agradáveis que não queríamos mais ir embora!!
       


       
      Para chegar na Cortina fizemos uma caminhada de 40 minutos. É bom usar calça e camisa comprida na trilha!
       

       
      Arco do Sol
      O Arco do Sol também é conhecido como Pedra Furada. Particularmente achamos o Arco do Sol muito mais bonito que a Pedra Furada em Ponte Alta. São relativamente próximos um do outro.
       
      São três rochas de arenito muito bonitas. Uma delas possui dois furos, sendo o maior deles o próprio Arco do Sol. O pôr dol sol na pedra forma tons dourados avermelhados lindíssimos. O cerrado a perder de vista se mistura no horizonte. No caminho de volta tivemos uma vista maravilhosa já com o céu colorido pelo pôr do sol.
       


       
      Como Chegar no Arco do Sol: saindo de Almas percorrer 59,5km e virar a direita na bifurcação (sentido de Ponte Alta, uns 2 km depois da placa Prata e Flores) / 62km: vire a esquerda na bifurcação
      74km: vire a esquerda na placa 2 irmãos / 77km: vire a esquerda (areal) / 78km: vire a esquerda na entrada do mato (trilha marcada) / 78,5km: parar o carro e contornar a pé
       
      DIA 8 | Almas - Dianópolis (Lagoa Bonita) - Aurora
       
      Seguimos viagem partindo de Almas rumo à Aurora. No caminho, paramos em Dianópolis para visitar a Lago Bonita. A estrada, especialmente depois de Dianópolis estava em péssimo estado de conservação. Tenham muita atenção e paciência!
       
      Lagoa Bonita
      A lagoa é formada por água que brota de varias nascentes como se fossem pequenos fervedouros. No horário próximo ao meio dia é possível ver tons azuis esverdeados lindos.
       

       
      Como chegar: saindo de Dianópolis, passar pelo povoado Amarelina (17km) /Entrada à esquerda na Fazenda Imperial / Seguir na estrada de terra / 6.7km: Virar à esquerda na 1a bifurcação / 9,0km: Virar à direita na 2a bifurcação / 12km: Chegada na porteira da propriedade / 16km: Chegada na Lagoa Bonita
       
      Aurora
      A cidade é pequena com uma opção de hotel (Hotel Itália, onde ficamos) e mais algumas opções na estrada próximo ao Rio Azuis e em um rancho mais próximo de Aurora. Nas proximidades da cidade há algumas opções de cachoeiras e um balneário, além do Rio Azuis.
       
      DIA 9 | Aurora - Rio Azuis - Cachoeira do Registro - Chapada dos Veadeiros (Alto Paraíso)
       
      Rio Azuis
      Saindo de Aurora em sentido a Taguatinga percorrer 20 km de asfalto e virar à direita na placa Rio Azuis; 1,5km depois chega em um estacionamento coberto de árvores.
       
      O Rio Azuis é conhecido na região como o menor rio do mundo! Ele nasce e em alguns metros desagua no rio sobrado. Há duas áreas para banho, uma no poço mais próximo à nascente e outra com acesso lateral mais a frente.
       
      Há opções de restaurantes próximos à margem do rio e por isso, em finais de semana o local deve ficar bem movimentado.
       

       
      Cachoeira do Registro
      A Cachoeira do Registro é uma cachoeira que fica em uma Pequena Central Hidrelétrica chamada PCH Sobrado administrada pela empresa Energiza. A cachoeira fica em uma região cercada de morros muito bonitos da Serra Geral. Para acessá-la é preciso percorrer uma estrada de terra com bela vegetação. Há um mirante na propriedade instalado para ter uma vista de frente da cachoeira. Por causa da casa de máquinas da PCH, não é possível descer para ter acesso ao poço da cachoeira. A cachoeira tem uma queda linda com um poço de águas verdes e azuis. Para nós valeu muito a pena ter ido conhecê-la!
       
      Como chegar: saindo de Aurora em sentido à Taguatinga no asfalto passar a entrada para o Rio Azuis e seguir em frente em direção à PCH Sobrado / 41km: Virar a direita na entrada da PCH Sobrado
      43km: Na 1a bifurcação virar a direita / 50 km: Na 2a bifurcação virar a esquerda / 52km: Na 3ª bifurcação virar a esquerda / 62km: Chegada na sede da PCH Sobrado
       

       
      Chapada dos Veadeiros - Alto Paraíso
      Chegamos em Alto Paraíso no cair da noite. Para quem não conhece a Chapada, Alto Paraíso é uma das 3 principais cidades da Chapada: as outras duas são Vila de São Jorge e Cavalcante.
       
      Alto Paraíso é a que tem mais estrutura para o turismo (São Jorge também tem uma boa estrutura e Cavalcante tem uma estrutura razoável). Próximo a Alto Paraíso há várias cachoeiras bem bonitas e a cidade tem várias lojinhas, bons restaurantes, muitas opções de pousadas, hotéis, 2 ou 3 campings e ainda 2 ou 3 opções de hostel. Ficamos no hostel Eco Nóis, que estava vazio e assim tivemos o quarto todo só para nós.
       
      Jantamos uma deliciosa pizza na Pizzaria Vila Chamego. A pizzaria tem várias opções de sabores com carne ou sem carne. Super recomendamos!
       
      DIA 10 | Alto Paraíso - Macaquinhos
       
      As famosas cachoeiras do Macaquinhos são encantadoras e apesar da estrada até lá não ser muito boa (estavam cascalhando alguns trechos quando fomos), não é necessário 4x4 para acessá-las. O caminho para o Macaquinhos é belíssimo, cercado por vários morros e com direito a horizontes de cerrado a perder de vista.
       
      Saindo de Alto Paraíso em direção à Brasília, percorrer 19 km e virar à esquerda na sinalização Macaquinhos. A estrada de terra é boa em grande parte do trajeto. Apenas nos 2km finais há muita pedra solta. A descida de carro até a sede da Macaquinhos não é difícil, mas é preciso tranquilidade máxima pra fazer a subida de volta. O segredo é procurar o acesso com pedras menos solta e barro menos marcado na época de chuva, subindo sempre de primeira e jamais frear.
       
      A taxa de visitação é R$20 por pessoa. Se for ficar no camping, o valor é de R$50 incluindo a taxa de visitação.
       

       
      Trilha para as cachoeiras: 2km, muito bem sinalizada. É possível visitar 11 cachoeiras que se formam ao longo do rio. Cada uma mais bonita que a outra! Recomendamos começar a trilha cedo e aproveitar a área de sol na última cachoeira do roteiro, que fica no nível mais baixo que as demais. A partir das 14h pela inclinação do sol costuma-se formar um arco-íris nessa queda. Após as 15h por conta dos morros ao redor, grande parte da área começa a sombrear. Nas demais cachoeiras curtimos área com sol até às 16h20.
       



       
      No Macaquinhos há uma boa área de camping com banheiro e cozinha equipada com fogareiro, fogão a lenha, freezer e utensílios. Todo o camping foi criado com construções de pedras. Próximo à área de camping é possível acessar um poço muito bom para banho a cerca de 100 metros da área da cozinha. O guardião do Macaquinhos, é bem atencioso e preparou para nós uma fogueira linda para a nossa noite de Dia dos Namorados!
       

       
      DIA 11 | Retorno a Brasília
       
      Desmontamos nosso acampamento pela manhã logo após o café da manhã.
      Saindo de Alto Paraíso a Brasília percorremos 240 Km, com direito a uma pequena parada na Pamonharia Vereda com uma pamonha deliciosa.
       
      ____________
       
      GASTOS
       
      - Combustível (gasolina): R$ 630,00 no total; gasolina mais barata em Dianópolis (R$3,34), no restante da viagem de R$ 3,45 (estrada a Alto Paraíso) a R$ 3,63 (Ponte Alta) - Quilometragem total de aprox. 2150 km.
       
      - Hospedagem: R$ 150,00 diária casal nas pousadas de Ponte Alta e Mateiros; R$ 100 diária casal no hotel de Almas; R$ 70 diária casal no hotel de Aurora; R$20 por pessoa no hostel de Alto Paraíso; R$ 30 por pessoa no camping da Macaquinhos (além da taxa de visitação) .
       
      - Passeios (por pessoa): R$ 600,00 (p/ pessoa) com guia no Jalapão + R$55 (p/ pessoa) com entradas nas atrações: Fervedouro do Ceiça (R$ 10), Fervedouro Buritizinho (R$ 10), Cachoeira do Formiga (R$ 20), Fervedouro Alecrim (R$ 5), Cachoeiras das Araras (R$ 5), Gorgulho (R$ 5); R$ 150,00 (grupo) com guia em Almas; R$ 5,00 (p/ pessoa) - Lagoa Bonita; R$20,00 (p/ pessoa) na Macaquinhos
    • Por Celso Mizael
      Oi galera, estou planejando uma viagem para a Chapada dos Veadeiros nos dias 12 a 17 de julho. Viagem de basto custo, porém com mínimo de conforto necessário.Estou procurando alguém p dividir as despesas do aluguel do carro. por enquanto estou sozinho. Vou ficar no Hostel Jardim nova era em Alto Paraíso; Vou alugar um carro em Brasília e partir para Alto Paraíso de Goiás com mais ou menos 3h de viagem. O aluguel do carro fica mais ou menos R$100,00 por dia +  gasolina.
      Alguém se interessa ?
      Abaixo o roteiro resumido:
      13/07/2018 – Vale da Lua
      14/07/2018 – Cachoeira de Santa Barbara e Capivara – Cavalcante
      15/07/2018 –  Manhã: Complexo de São Bento (Almécegas I, II e Cachoeira Sao Bento) Tarde: Mirante da Janela
      16/07/2018 – Cachoeira de Couros
      17/07/2018 – Loquinha e Cristais


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