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Viagem para o Centro Oeste.docx


Viagem para o Centro Oeste:
 

Saí no dia 29 de março de 2017 às 11 da manhã do aeroporto de Vitória para o aeroporto de Brasília. Chegando lá por volta do meio dia. Meu amigo de viagens passadas foi me buscar e me levou a um restaurante requintado chamado Mangaia. Achei um absurdo o valor da minha refeição com um suco: um pouco mais de 60,00. Por isso se alguém chama-lo, esteja preparado.

Fiquei hospedada na casa deste amigo na Asa Norte, bem localizado, mas em BSB o transporte público não é a melhor coisa, mas é o que tinha por hora. Contudo, neste dia que cheguei meu amigo foi super gentil e ficou a minha disposição, levando-me a alguns pontos turísticos do Distrito Federal.


 

Começamos primeiro vendo a ponte JK que é belíssima, vale a pena passar por ela. Posteriormente fomos ao Complexo Cultural da República, onde tinha umas duas exposições, mas nada demais, não ficamos lá nem meia hora. Ah! E não paga nada. Depois fomos a famosa Catedral de Brasília, onde tiramos algumas fotos e logo depois partimos para um outro ponto, no caso a Praça do Três poderes, mais especificadamente o Supremo Tribunal Federal, mas infelizmente as repartições já estavam fechadas pois chegamos lá mais das 17 horas, além disso lá não admite entrar com traje esportivo, então so tirei foto na frente e me dei por satisfeita.

Logo depois fui ao Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves e em seguida subimos numa escada bem alta para ver a pira (monumento de fogo simbólico da Pátria), vale a pena ir, tem uma vista belíssima, ainda mais no entardecer.


 

Descemos e fomos conhecer o Pontão do Lago Sul, lugar bonito, com uns barzinhos bem chiquezinhos vi i um pôr do sol ainda mais bonito, andamos um pouco, mas nada demais. Logo depois, meu amigo me levou de carro nas embaixadas, achei fantásticas, as dos Estados Unidos parece ser a maior.


 

Finalmente fomo embora tomar um banho e sair para tomar uma cerveja com outros amigos nossos, o bar a qual eles me levaram nas quartas feiras tem rodada dupla de Chopp e num valor bem legal, o nome é Fausto e Emanoel, e fica na quadra 209 Norte.


 

Na quinta feira reservei para conhecer os pontos clichês de Brasília. Sai da Asa Norte, na altura da quadra 712, em frente ao Supermercado Carrefour ali pedi informação para ir à Praça dos Três Poderes, peguei um ônibus na parada mais próxima que vai direto para lá. Com uns 25 minutos cheguei lá, tirei fotos na praça nas estatuas dos candangos. Fui ao Museu da Cidade e ao Espaço Lúcio Costa. Tentei fazer os passeios guiados pelo Congresso Nacional e Palácio do Planalto, contudo não pode fazer em dia de semana, apenas domingos, sendo agendado.

Foi aí que recebi a dica de ir a torre de televisão, achei que como qualquer outro lugar daria para ir a pé, entretanto as pessoas as quais pedia informação na rua disseram que era bem longe e que deveria pegar um ônibus ou taxi, como não estava afim de pagar taxi, fui de ônibus (valor: 3,50). Pedi ao trocador para me avisar quando saltasse na parada mais próxima da torre, então assim ele o fez. Chegando na praça da torre, tem um monumento com o dizer bem grande: EU AMO BRASILIA, lá em baixo você quer tirar mil fotos achando que é o melhor ângulo, todavia, não se precipite, porque do alto da torre, ou melhor, no mezanino a vista que dá para ele é muito mais bonita.


 

Subi por um elevador, orientado pelos funcionários da torre, lá sobem muitos turistas, você não estará sozinho lá. Fui até o lugar mais alto da torre, mas infelizmente ela e fechada por uma tela de ferro, porque pelo que fiquei sabendo que muita gente se jogava de lá. Então não fica tão legal a foto, mas por minha sorte, eu queria ao banheiro e fui orientada a ir até um andar em baixo, no chamado mezanino, não havia ninguém lá, so mesmo o banheiro, é um espaço muito grande com uma vista linda para Brasília, sem o dificultador da grade. Logo, aproveitei a sorte que eu havia tido, e tirei a foto mais linda de Brasília que eu tirei na viagem.


 

Quando desci já estava morrendo de fome, já beirava ao meio dia, então atrás da torre tem uma feirinha com uma praça de alimentação bem simples, mas com uma comida bem saborosa. Ali mesmo eu parei e comeu um bandeco de verdade, por 12,00. A princípio você se assusta porque é bem simples, eles não utilizam pratos e sim bandejas descartáveis, mas a fome era demais e eu saboreei aquele almoço com toda minha vontade. Se quiser escovar os dentes ali atrás tem banheiros públicos para poder fazer a higienização.


 

Ai não pensei duas vezes eu fui andando até o Estádio Mané Garrincha, estava fechado e me contentei em tirar fotos da frente dele apenas, andei mais a frente e perguntei a uma moca como chegava ao Museu JK, e ela me informou que era bem distante e que eu teria que pegar um ônibus. Não esperei nem dois minutos pois ele já estava vindo (valor: 5,00), a viagem foi bem curta pelo valor da passagem, acho que não andei nem 15 minutos. Mas valeu a pena, o local é bem bonito e estruturado. Tem um ar bem sofisticado, como foi JK e dona Sara.


 

O valor do Memorial JK é 10,00, lá dentro conta a história toda dele e de sua família, acho que vale a pena porque se você não for lá, não terá muita coisa para vê em Brasília, além do mais, é de muito bom gosto mesmo e agrega seu conhecimento acerca da história do Brasil.


 

Sai de lá com uma chuva boa, sem guarda-chuva, sem nada. Ah! Brasília tem uma peculiaridade, hora tem sol, hora em chuva, pois então ante sempre com uma sombrinha, pois a tarde o tempo muda de uma hora para outra. Tomei aquela chuva, mas logo o ônibus passou e eu retomei para Asa Norte feliz da vida.


 

Na sexta feira dia 31 de março fiquei o dia todo de bobs no apê do meu amigo, sem ter nada em mente para fazer em Brasília, aí dei uma corrida marota em frente do condomínio e esperei ansiosamente para a tarde meus amigos me buscarem para irmos para a Chapada dos Veadeiros, meu verdadeiro destino. Eles chegaram por volta das 18 horas para me buscar, fomos de carro, o que facilita a vida de qualquer um.


 

Pegamos um engarrafamentinho, mas como eles conheciam rotas de fuga, logo conseguimos contorna-lo. Passamos no posto para abastecer o carro e partimos para a Chapada. A estrada é um luxo, e logo chegamos lá por volta de 21 horas, mas meus amigos não conheciam o caminho e foram tranquilos, contudo dá para fazer em menos tempo, pois a volta foi bem mais rápida.


 

Fomos direto para o Hostel Jardim Da Nova Era em Alto Paraíso, ele e bem bonitinho, sem luxo, mas agradável e com um staff muito bom também, paguei 40,00 na diária, e fiquei lá nove dias. Este Hostel é o mais bem localizado, contudo ele não tem café da manhã e nem Locke, todavia ele e excelente. Neste mesmo dia saímos a caça de algo para comer, e encontramos um restaurante dentro do Hotel na avenida principal, não me lembro do nome, mas so lembro-me que era em frete a lotérica. A comida lá e ótima e tem um suco de erva das matas que e mais delicia ainda. Além do mais, a dona e legal demais, conversamos com os horrores, ela atende você na cozinha dela e você vê todo preparo da comida e limpeza da cozinha. Como estávamos cansados e ansiosos para chegar no outro dia para fazermos os passeios, fomos para o Hostel dormir.


 

No sábado dia 01 de abril, acordamos bem cedo e fomos para a feira orgânica que tem pertinho do Hostel, lá você comera comidas orgânicas típicas e tem também os não orgânicos, aí ficando ao seu critério Vale dizer também, que tem artesanatos lindo feitos pelas hippies, ou melhor, em toda cidade só tem isso, então se não der para ir à feira encontraram os mesmos produtos pela cidade inteira.


 

Então pela volta das 9:00 horas partimos para nossos primeiros destinos, porque lá você não vai a um lugar apenas, tem que aproveitar bastante o dia. Fomos então, indicados pelos staffs do hostel, para almecegas I e II, você paga 30,00 e não precisa de guia porque é muito bem sinalizada. A trilha e tranquila. Nossa primeira parada foi na I, só que como estava chovendo um pouco e já havia chovido muito não entramos nela porque já havia tido tromba d’água lá e quando rola uma não sobra pedra sobre pedras, ficamos somente na contemplação mesmo, mas nada tirou a beleza da cachoeira.

Posteriormente fomos para a II e lá também havia tido uma tromba e os matos estavam bem baixo, AH! Vá de carro da almecegas I para a II, lá tem estacionamento e nem é tão perto. Olhamos também e não ficamos para banho, pois elas estavam bem volumosas. De lá partimos para a São Bento, que fica próxima mas tem que ir de carro também, lá dava para tomar um banho legal e até pular da pedra na água, demos um tempo lá pois o sol abriu um pouco.


 

Quando nos demos por nós, já era meio dia e fomos procurar a famosa Matula do Valdomiro, que fica próximo onde estávamos, que tem uma comida que você come à vontade por 30,00 ou come por 20,00 prato feito bem servido. Ah! Lá vende pingas e licores artesanais por um valor de 30,00, podendo até degustar as que estão na mesa a vontade.


 

De lá fomos para o Vale da Lua, e você paga 20,00 na portaria, e o lugar é fantástico, tem que ir lá de qualquer jeito. Chegamos lá e começou a chuva, nos abrigamos debaixo de uma pedra, ficamos desanimados de entrar na agua, mas logo isso ficou para trás e nos deliciamos com as aguas do vale. Confesso que estavam frias, mas vale a pena. Lá tem guarda vida pois pelo que soubemos, já teve muitas mortes por lá, pois lá tem umas crateras que muita gente se desequilibrava e caia lá. Lá, todo cuidado é pouco!! A trilha é super fácil!! Tiramos algumas fotos e voltamos para Alto Paraíso já no anoitecer.


 

Fomos para o hostel tomar um banho e de lá saímos para comer algo. Achamos um outro barzinho quase ao lado da lotérica, que tem churrasquinho e salada, por lá ficamos mesmo, pois o valor era bem justo. Voltamos para o hostel para dormir porque no outro dia tínhamos mais passeios.


 

Como meus amigos iriam voltar para Brasília ao anoitecer, optamos por um dia mais tranquilo para eles voltarem de boa para casa. No hostel indicaram loquinhas, cristais e Poço Encantado. Mas antes, fomos tomar café em uma padaria na mesma rua que o Hostel, valor justo também. De lá partimos para Loquinhas, que fica a poucos quilômetros da cidade, acesso fácil. Valor da entrada é 25,00. Achei caro, apesar de uma boa estrutura, mas lá e bem tranquilo de ir, até pessoa com alguma dificuldade física consegue, porque vimos. A agua é cristalina, e lindíssimo, é para o dia que a pessoa não quer andar muito, quer ficar de boa, ou estiver com pressa. Geralmente as pessoas deixam essa cachoeira para o dia que está indo embora, no meu caso, os meus amigos voltariam para Brasília logo a noite.


 

Ficamos lá até por volta do meio dia e de lá paramos no centro de Alto Paraíso para almoçar e de lá conhecer a última cachoeira daquele dia, no caso a Cachoeira encantada. Infelizmente chovia muito, mas mesmo assim fomos e pagamos 20,00, praticamente jogamos fora, porque não ficamos lá mais que uma hora, e dessa uma hora cinco minutos foi na cachoeira de fato, pois descemos uma estrada bem estruturada até a cachoeira, possuindo até salva vidas no local. Lá parece uma praia, até stand up tem lá. Não havia ninguém além da salva vida e de uma moça de São Paulo, com a qual puxamos papo. Foi só a gente estender a canga e entrar na cachoeira a chuva, e com medo da famosa tromba d’água, retiramos as coisas e ficamos esperando a chuva passar de baixo de uma cabana que havia lá. Trocamos uma ideia lá com a moça e a salva vida e de lá voltamos para Alto para que meus amigos fizessem o cheque out.

 

Dia 03 de abril, segunda feira, acordei bem cedo, sozinha e sem nada programado, não podia sucumbir a “solidão”, foi aí que perguntei aos donos do Hostel algumas sugestões de passeio, sem eles saberem se havia algum grupo indo para algum canto, resolvi ir à rua, mais precisamente no CAT (Centro de Apoio ao Turista), para ver se alguém me ajudava com sugestão e se sabiam se havia algum grupo que podia dividir a carona. Neste local é uma ajuda muito boa para quem está viajando sozinho e sem guia, pois de lá saem vários guias com pessoas que querem dividir despesas, pois na maioria das vezes o guia não é muito barato.


 

Então ao pedir informação eis que surgem duas senhoras do Rio Grande do Sul oferecendo carona para Santa Bárbara para dividir as despesas. Era um dia chuvoso, mas a recepcionista do CAT gentilmente ligou para Cavalcante para pedir informação ao CAT de lá se lá o tempo estava bom para ir a mais famosa cachoeira, porque que o tempo não fosse favorável havia perigo de tromba d’água. Com a informação que o tempo estava estável, partimos para lá, saímos por volta das 09 horas da manhã, chegando no centro da cidade por volta das 10:30. Lá temos que formalizar o passeio com o guia de lá, pois ninguém vai sem guia, e inclusive eles são os quilombolas. Ah!! Não aconselho ir com guia de Alto Paraiso, pois eles cobram mais caro e não são quilombolas. Conseguimos de 120,00 o guia por 100. Fomos com a guia Janaina, pessoa simples e agradável.


 

Quando você pensa que pagou tudo, tem que pagar um valor de 20,00 chegando ao parque da cachoeira, e mais 10,00 para um carro tracionado te levar até próximo a cachoeira, pois devido a estrada ruim por causa da chuva, ficava difícil carro comum chegar até lá. Outro bizu, até o mês de abril há muita chuva e tromba d’água, não é em todas as cachoeiras que dá para ir, tanto que não conseguimos ir a cachoeira da Capivara.


 

Antes de ir a cachoeira, reservamos num restaurante Rancho Kalunga, nosso almoço para a volta do passeio, o local foi indicado por nossa guia, o valor é 30,00 e você come à vontade, a comida é muito boa, feita a lenha, tem uma galinha deliciosa. A maioria dos alimentos e cultivado pelos quilombolas, então vale a pena fomentar isso.


 

Da onde o carro nos deixou até a cachoeira a gente andou por volta de uma meia hora, e é bem tranquilo, na ida não havia chuva então ficamos ainda mais contentes. Quando chegamos próximo encontramos a Santa Barbarinha, é linda demais, mas era só um aperitivo do que era a Santa Bárbara, subimos mais um pouco e lá estava ela, linda como vi nas fotos, é algo indescritível, cristalina, enfim, não há o que comentar, só indo lá para apreciar. Lá não tinha muita gente, mas o pouco que tinha atrapalhava as fotos, porque sempre tinha uma cabeça, que não a sua, nas fotos. Mas dizem que em alta temporada tem rodizio de pessoas, não pode ficar todo mundo ao mesmo tempo, porque o espaço é pequeno e tem um limite de pessoa que pode ir lá. No nosso caso, como era baixa temporada podíamos ficar lá a vontade, só que o tempo fechou e por precaução fomos embora e pegamos muita chuva no caminho até onde o carro estaria nos esperando. Mas chegando no restaurante dos calungas, o tempo estava firme. Lá como disse, tem dessas coisas, um lugar chove, outro muito perto não acontece o mesmo.


 

Paramos para almoçar e por volta das 15: 30 já estávamos voltando para Alto Paraiso, mas na volta as senhoras com quem eu estava não quiseram parar na cachoeira Ave Maria, porque já estavam cansadas, eu se estivesse sozinha iria com certeza, porem como estava de carona não pude falar muita coisa. Mas paramos no Mirante Ave Maria, que é lindíssimo e vale muito a pena parar e registrar o local.


 

Fomos direto para o centro de Cavalcante levar a guia e depois ir de volta a Alto Paraiso, neste dia cheguei cansadíssima e estressada pois eu havia deixado meu celular cair e quebrar.


 

Na terça feira dia 04 de abril sem destino certo fui novamente para o CAT arrumar carona para ir a algum lugar, lá tinha um guia que iria levar um casal a Couros, então aproveitei a deixa e fui com eles, pois o guia cobrou 150,00, então ficaria mais fácil dividir em três, de brinde fui de graça pois eles não aceitaram que eu ajudasse no carro. O tempo estava armado para chuva, mas não tinha como ficar esperando a chuva passar, a estrada para lá e tranquilíssima, saindo de Alto voltando para Brasília, tem placas por todos os cantos. Só que acredito, que propositalmente, na estrada de terra para lá, não tem placas indicando, logo, as pessoas precisarão de guia. Então, chegando mais próximo das cachoeiras dos couros, tem um quiosque que vende algumas coisas para comer e beber, e lá pedem alguma contribuição para vigiarem os carros, uma vez que eles disseram que já houve arrombamento de carros lá, porque próximo tem um assentamento Sem Terra, o que não paguei para ver, então colaborei com esse valor para ajudar o casal que gentilmente me deu carona.


 

Ao descer para as cachoeiras a chuva começou, andamos, mas sem curtir a paisagem pois era muita chuva, muita agua, mas a beleza não ficava abalada por isso. Só que a gente ficou desanimado pois mal conseguíamos sair do lugar de frio e os pés um pouco atolado. E uma caminhada boa de sobe e desce, mas chegamos ao ponto final do local. Acabou que voltamos antes mesmo do horário que geralmente as pessoas voltam, pois não dava para tomar banho, estava desanimador. Voltamos para pegar o carro era por volta do meio dia e fomos comer numa casa que oferece almoço e que foi reservado pelo guia. Na minha opinião a comida e muito boa e você pode comer à vontade, mas podíamos ter voltado para a cidade e pago mais barato, uma vez que o valor era 30,00, para quem come pouco fica caro. Mas enfim, quem está na chuva é para se molhar, literalmente.


 

Pós almoço voltamos a Alto e pagamos nosso guia e cada um foi para seu destino. Neste dia fui so sacar uma grana na lotérica, pois lá é o melhor que tem de banco. Em Alto tem outros bancos, porém, não funcionam, um foi arrombado, os outros nunca tem dinheiro. Quem for para lá vá preparado com dinheiro ou para enfrentar fila de lotérica. Naquele dia comprei algumas coisas no supermercado que e colado no Hostel e comi por lá mesmo e fui dormir cedo para o dia seguinte que eu não havia programado ainda.


 

Na quarta levantei cedo disposta a ir ao Parque Nacional da Chapada, pois sabia que lá poderia ir sozinha pois era bem estruturado. Foi aí que pedi informação a staff do Hostel que gentilmente me orientou a pegar uma carona na rodovia que vai para São Jorge, pois era muito comum as pessoas se locomoverem assim lá, receosa, mas sem titubear, fui para a pista pegar a carona com que passasse primeiro. Logo que cheguei lá parou uma hailux com um casal que me ofereceu carona até a pedra da baleia, pois o motorista era o dono da cachaçaria onde havia almoçado no final de semana que passou, fiquei aliviada, mas sabendo que teria que enfrentar nova carona. Quando cheguei lá, parei na pista de novo e fiz sinal e um carro parou e mais sorte ainda era um guia indo buscar no carro da empresa de turismo uma turma para conhecer Santa Barbara, foi muito gentil e ofereceu para eu voltar com ele quando acabasse meu passeio.


 

Fiquei no centro da cidade e fui andando até o parque. O dia estava lindo, um sol que eu esperava há dias. Fui caminhando, pois da cidade a entrada do Parque da uns 30 minutos a pé, aí fui tirando minhas fotos com o celular emprestado pelos meus amigos de Brasília, pois o meu como disse caiu e quebrou. Chegando ao parque, temos que assistir um vídeo de orientações de como se portar no parque, além disso, você terá que anotar seus dados numa folha para deixar registrado lá.


 

Estava receosa de começar a trilha só, porque era a primeira que iria fazer realmente só nesses dias que estava por lá. Mas, meu lema e sempre: nunca estamos só, em lugar nenhum, por isso não me acovardo diante da solidão. Foi então que segui meu caminho, parando, registrando os lugares e momentos, no caminho encontrava pessoas na mesma condição que eu, ou casais. Então escolhi fazer primeiro a cachoeira do abismo, antes de parar nela encontrei o Mirante, e apreciei aquele visual feliz da vida, porque Deus é tão bom em nos presentear com aquela paisagem. Fui me guiando pelas setas e cheguei a famosa cachoeira do abismo, linda e com muito volume pelas chuvas de todos os dias. Quando estava me preparando para registrar aquela bela cachoeira eu encontro dois rapazes, um nem tão rapaz assim, Cláudio e Thiago, o primeiro estava sozinho e conheceu o Thiago na trilha e os dois se juntaram, ele é médico em Ouro Preto e resolveu viajar só de moto. Como sou muito boa fisionomista, eu me lembrei que o Thiago estava no meu Hostel, mas eu não tinha tido oportunidade de conversar com ele, aí eu puxei papo com ambos e formamos um bonde de trilha. Continuamos algumas trilhas juntos e uma amizade bacana. Ah! O Thiago e do Rio de Janeiro.

 

Depois de fazer a cachoeira do abismo, que ficou somente para a contemplação, partimos para uma caminhada um pouco íngreme, mas pequena para chegar até a cachoeira de Corredeiras, que é bem bacana, onde tomamos um banho pois lá estava menos perigoso para fazer isto. Ficamos lá por uns 40 minutos e de lá finalizamos aquela trilha e chegamos na entrada do parque por volta das 15 horas, aí pegamos carona com Thiago e fomos almoçar num restaurante logo que sai do parque e lá é self servisse. Não me recordo do nome do restaurante mas lembro que era um valor legal e a comida muito boa.


 

A noite fui a um barzinho próximo ao Hostel que tem um pastel bem requisitado, toda noite tem um tipo de música rolando lá, no dia que fomos tinha forró pé de serra tocado por um trio muito bom.


 

Na quinta feira voltamos ao parque para fazer as outras cachoeiras: cânions e carioca, ambas trilhas moderadas, bem bonitas só que pegamos uma chuva sinistra, de alagar a trilha. Na volta paramos no mesmo restaurante do dia anterior e finalizamos nosso passeio juntos.


 

Na sexta levantei não tão cedo, consegui fechar um bonde com um casal que estava no Hostel para ir ao mirante da janela que fica em São Jorge também, nossa que dia lindo era aquele: sol. Aí pude aproveitar mais o dia e a vista daquele lugar. Na entrada da janela você paga um valor se não me engano 25,00 e recepcionada por um senhor bem divertido e falastrão. Partimos para a caminhada, que não é das mais fáceis, so conseguimos chegar ao destino porque o rapaz tinha um bom programa de gps para esse tipo de atividade, só que não se qual nome, pessoal que sempre faz trilha que sabe bem. Encontramos a cachoeira do abismo, que é uma coisa de doida, mas não paramos ali para acharmos logo a janela, encontramos um casal se banhando e pedimos alguma dica, mas eles estavam mais perdidos que cego em tiroteio.


 

Continuamos a caminhada, e tem uma parte bem íngreme que dá uma baqueada, mas é so pensar no visual que irá encontrar na janela, andamos mais e encontramos um lugar e subimos na pedra e de lá percebemos que havíamos chegado ao local so precisávamos nos localizar melhor, foi aí que o Bruno, namorado da Rayssa achou a janela, é muito lindo e vale a pensa. Ficamos lá alguns minutos e voltamos para nos refrescar nas cachoeiras que por sinal estava uma delícia por causa do sol e as fotos ficam iradas. Ficamos nos deliciando e contemplando aquela paisagem por volta de duas horas e fomos embora de lá por volta das 16 horas e saímos de lá direto para o restaurante que comi todos os dias.


 

Aproveitamos para comprar algumas coisas relacionadas ao local, como por exemplo ET’s, rodamos mais um pouco e fomos embora porque queríamos pegar o pôr do sol no jardim de Maetrea. Que local lindo, que visual, tudo tão perfeito e lá encontrava-se várias pessoas, que tiveram a mesma ideia que nós. Depois que o sol se pôs voltamos para Alto Paraiso e no Hostel já se encontrava meu amigo de Brasília mais a amiga dele, que foram me buscar e curtir o final de semana comigo.


 

Naquele dia nos arrumamos e fomos à rua procurar algo para comer e chegamos lá no barzinho que geralmente rola umas músicas, estava rolando um forró pé de serra que é minha perdição. Curtimos a noite e aquele dia foi lindo.


 

Sábado acordamos as 8 horas e fomos tomar café novamente na feira orgânica e posteriormente partimos para a cachoeira dos couros, pois meus amigos não conheceram e eu como tinha ido num dia muito chuvoso não aproveitei nada, e minha sorte ter voltado lá com muito sol, aquilo é um espetáculo de lindo, e o mais legal que consegui me lembrar da estrada sem guia, nos perdemos um pouco numa bifurcação, porém encontrei uma casa e o senhor de lá estava indo para lá. Chegamos lá e fizemos a mesma trilha do que eu havia feito, e tudo era tão lindo e fantástico, estava lotado, todo mundo se banhando e tomando sol. Voltamos de lá mais ou menos por volta das 14 horas e de lá paramos em Alto Paraiso para almoçar e depois Raizama, aproveitamos que tinha sol.


 

Para Raizama você vai como estivesse indo para as termais depois de São Jorge, é uma estrada para carro bem tranquila, chegando lá você paga um valor se não me engano 20,00, tinha um senhor na entrada bem simpático que lhe entrega um mapinha, e tudo lá e bem organizado e estruturado. Quando chegamos lá em baixo tinha uns casais namorando, mas o sol já estava se pondo. E um lugar bem bonito, ficamos lá um pouco, mas logo andamos para conhecer as outras cachoeiras, pois logo estaria escurecendo. Mas vale a pena passar o dia, porque e bem legal, no final das cachoeiras encontramos uma linda, agua azul, com mais sol ela devia ser um luxo. Desta cachoeira até a saída andamos um pouco por uma trilha bem estruturada. Para relaxar resolvemos voltar as termais para relaxar, e assim fizemos, nos deparamos com um pôr do sol lindíssimo.


 

Nas termais rola um descanso legal, aquela agua quentinha, com bom vinho e uma entrada de 20,00, bem propicio para um fim de noite. Por volta das 19 horas nos voltamos e a estrada de lá não é muito boa, muito cuidado para não danificar o carro. Chegamos em Alto Paraiso por volta das 20:30, a estrada tem 40 minutos de chão e o resto um asfalto que parece um tapete de tão bom e sinalizado.


 

Chegando em alto só queríamos comer e dormir, e aí paramos no mesmo barzinho na principal que vende espetinho e faziam uma saladinha caprichada para nós.


 

No último dia curtimos um lugar mais próximo pois tínhamos que voltar para Brasília pois meu voo saia no outro dia bem cedo. Então retornei com meus amigos a couros, fui de guia pois já havia ido lá com guia e a esta altura não precisava mais de um. La o dia estava magnifico, curti as cachoeiras mais, e elas são lindíssimas. Vale muito a pena.


 

Mais tarde retornamos ao Hostel para o retorno a Brasília, onde so esperei para retornar ao Espirito Santo, com a melhor sensação, pois a viagem foi um sucesso.

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    • Por Rogpan
      Salve Galera!
      Dessa vez fomos fazer o comentado Poço das Esmeraldas... Aproveitamos a folga do feriado para fazermos esse confere!
      No sábado partimos cedo saindo da Vila de São Jorge para a fazenda Volta da Serra, quem vai da Vila para Alto paraíso cerca de 7 KM depois da entrada do Vale da Lua, existe uma Placa meio discreta com as informações!
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      SÁBADO POÇO DAS ESMERALDAS
      Antes é bom lembrar de levar água... caso tentem fazer o trajeto completo!!! São 3 Cachoeiras sendo uma de menor queda que resolvemos não ir pois logo no início de nossa trilha encontramos com um senhor que fazia o trajeto de volta e nos informou que a mesma estava sem queda d'agua, talvez pelo período de seca que estamos...resolvemos não ir! Partimos então para o Poço das esmeraldas que daquele ponto ( já tínhamos andando um bom pedaço em parte plana  - a outra questão é que a maior parte do trajeto é descampado leve proteção para o sol) pela placa constava de mais 1.200 pela placa de orientação!
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      DOMINGO CACHOEIRA DOS CRISTAIS
      No domingo resolvemos não voltar cedo e fazer a Cachoeira do Label como era nosso plano inicial, por conta da seca e de algumas quedas sem agua... preferimos não arriscar...
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    • Por Rogpan
      Nossa Trip foi bem louca galera!
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      No dia 30SET resolvemos comemorar meu niver fazendo uma bela trilha, um bate e volta dos bons... Como estava recebendo uma grande amiga em BSB Ariadne Rodrigues ( amiga de velhas cervejas )... fechamos a equipe convidando nosso grande amigo Reis ( conhecido nas redes sociais das trilhas).
      Partimos então para a Vila de São Jorge - GO e claro direto para a trilha!
      O acesso dar-se ao final da Vila de São Jorge no caminho para a antena de telefonia e seguindo um caminho não muito demarcado, como trata-se uma área particular apenas se chega de carro até uma área onde deixamos os carros e seguimos a pé por uns 1500m até a entrada onde fica o Sr Graciliano, senhor simples e de boa prosa... a trilha não tem mapa, é demarcada em partes ( talvez por conta dos guias e dos aventureiros que não curtem pagar ) então as orientações são de total conhecimento de quem já foi pelo menos uma vez e do Sr Graciliano.

       

      Início da trilha
       

      Chegando próx a Cachoeira do Abismo
       

       

      Cachoeira do Abismo
       
       

       
       
      Platô antes da Janela
       

      Reis fazendo um registro irado
       
       
      Registro no Mirante da Janela
       
       
       
      Após um café com Sr Graciliano
       
      Paga-se em média um valor de R$15,00 a R$20,00 por pessoa (em espécie) para visitação ao local dando direito a visitação na Cachoeira do Abismo ( fácil acesso ) e no Mirante da Janela ( médio a difícil). Neste último é comum muitos visitantes voltarem sem achar o mirante pois na parte final da trilha as demarcações foram retiradas, e acabam muitos se perdendo, o que muitas vezes é acionado o Corpo de Bombeiros local...
      Assim é importante ter em mente as orientações do Sr Graciliano ou ir com alguém que já foi.
      Dica: na última parte, ao achar uma espécie de circulo de rochas, mantenha a sua direita contornando este círculo, descendo um pequeno trecho onde tem como marcação um aste de madeira fincada e contornando pela direita novamente chega-se ao Mirante. Recomenda-se também voltar antes de escurecer ou levar lanternas para não perder o caminho de volta. Já fiz esse trecho a noite e é um pouco ruim o acesso.  
      Boa Trilha!
       
       
       

    • Por Anderson Paz
      * Jalapão: municípios de Ponta Alta do Tocantins, Mateiros e São Félix do Tocantins - Cachoeira da Fumaça, Cachoeira do Soninho, Pedra Furada, Cânion Sussuapara, Cachoeira do Lajeado, Cachoeira da Velha, Prainha, Dunas, Fervedouro do Ceiça, povoado quilombola Mumbuca, Fervedouro Buritizinho, Cachoeira do Formiga, Fervedouro Alecrim, Cachoeira das Araras, Morro da Catedral e Morro do Gorgulho
       
      ** Serras Gerais:
      - Natividade: centro histórico, biscoitos Amor Perfeito Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos
      - Almas: Cahoeirinha, Cânion Encantado, Cachoeira do Urubu-Rei, Cachoeira da Cortina (ou Véu de Noiva) e Arco do Sol (ou Pedra Furada)
      - Dianópolis: Lagoa Encantada
      - Taguatinga: Cachoeira do Registro
      - Aurora do Tocantins: Rio Azuis
       
      *** Chapada dos Veadeiros: Alto Paraíso e Macaquinhos
       
      - Este é um breve relato de uma viagem de carro de 11 dias pelo Jalapão, Serras Gerais e Chapada dos Veadeiros, incluindo os dias de ida e de retorno.
      - A viagem foi feita no período de 3 a 13 de junho de 2015 com saída de Brasília - DF.
      - Para conhecer o Jalapão, contratamos o guia Neném com veículo 4x4 ((63) 8472-0830 - operadora: OI). Para conhecer os atrativos do município de Almas contratamos o guia Alminha ((63)92080515)
       
      Itinerário resumido
      Dia 1) Brasília - Natividade - Ponte Alta
      Dia 2) Jalapão: Cachoeira da Fumaça, Cachoeira do Soninho e Pedra Furada
      Dia 3) Jalapão: Sussuapara, Lajeado, Cachoeira da Velha, Prainha e Dunas
      Dia 4) Jalapão: Fervedouro do Ceiça, Mumbuca, Fervedouro Buritizinho e Cachoeira do Formiga
      Dia 5) Jalapão: Fervedouro Alecrim, Cachoeira das Araras, Morro da Catedral e Morro do Gorgulho
      Dia 6) Ponte Alta - Almas: Cachoeirinha
      Dia 7) Almas: Cânion Encantado, Cachoeira Urubu-Rei, Cachoeira Cortina e Arco do Sol
      Dia 8 ) Almas - Dianópolis - Aurora do Tocantins: Lagoa Bonita
      Dia 9) Aurora/Taguatinga - Alto Paraíso: Rio Azuis e Cachoeira do Registro
      Dia 10) Alto Paraíso: Macaquinhos
      Dia 11) Retorno a Brasília
       
      DIA 1 | Brasília - Natividade - Ponte Alta
       
      Estrada (até Ponte Alta)
      A viagem foi feita em um Peugeout 207. Fizemos o trajeto de Brasília a Ponte Alta do Tocantins passando pela Chapada dos Veadeiros, Arraias, Campos Belos, Natividade e Pindorama do Tocantins https://goo.gl/maps/727Ml. Pegamos um único trecho de estrada de terra (67 km) entre a Chapada da Natividade e Pindorama, que estava muito bem batida e não tivemos problemas para atravessar.
       
      As estradas estão em bom estado em praticamente todo o trajeto. O trecho de 40 km após Arraias, que estaria mais crítico de acordo com relatos que vimos, foi recém reformado em uma operação tapa buracos e deve aguentar bem até as primeiras chuvas de 2015.
       
      Atenção:
      a) Dentro da região da Chapada dos Veadeiros, de São João da Aliança até Cavalcante, a estrada foi reformada há algum tempo, mas ainda está sem sinalização horizontal.
      b) Depois de uns 18 km da saída de Natividade no sentido Chapada da Natividade, haverá um trevo sem qualquer placa em que vc deverá entrar à direita para seguir rumo a Pindorama.
       
      Dica: Não se acanhe em pedir informações. No Tocantins há poucas placas informativas e em algumas situações é fácil se perder.
       
      Natividade
      No caminho à Ponte Alta do Tocantins, paramos em Natividade para uma visita ao centrinho histórico. Deixamos o carro próximo à igreja São Benedito e caminhamos pelas ruas e pracinhas da simpática cidade.
       
      O que não deixar de ver em Natividade:
      - Ruínas da Igreja da Nossa Senhora do Rosário dos Pretos
      - Biscoitos da Dona Neninha - Amor Perfeito: provamos todas as opções de biscoitos e os nossos campeões foram o Amor Perfeito, o de canela e a peta, também chamada de pipoca na região. Todos são assados em forno de barro ao fundo da pequena fabrica de biscoitos. São deliciosos e dão um ótimo presente de lembrança da viagem! =)
       


       
      Ponte Alta do Tocantins
      Nossa hospedagem em Ponte Alta foi na pousada Águas do Jalapão. A pousada fica um pouco fora da cidade, cerca de 1,5km. Mas já o suficiente pra se ter uma vista livre para as estrelas!
      Café da manhã simples, mas com opções de frutas e suco da fruta.
      Diária: R$150 (casal) ou R$30 por pessoa em barraca.
       
      DIA 2 | Cachoeira da Fumaça | Soninho | Pedra Furada
       
      Cachoeira da Fumaça
      Com um grande volume de água em uma queda larga, é possível ver o vapor da água subindo e rodopiando acima do poço formando um efeito de fumaça muito bonito.
       
      A cachoeira em si não é própria para banho, mas para quem quiser se aventurar, dá para caminhar por trás dela e tomar um banho com o vento no vapor das águas. A caminhada é fácil e é recomendado usar tênis por conta das pedras. Vale a pena!
       

       
      Por outra trilha acima da cachoeira é possível ter uma vista muito linda do poço. Dependendo do horário forma-se um arco íris na fumaça! Demos sorte!
       

       
      No rio acima da cachoeira há uma área para banho pequena que deve-se tomar muito cuidado por conta das corredeiras que se formam abaixo do nível do rio. Soubemos que recentemente havia ocorrido um afogamento por imprudência na área das corredeiras. Tomando cuidado, pode ser um ótimo banho pra refrescar ate a próxima parada do dia!
       
      Cachoeira do Soninho
      Próximo à ponte sobre o Rio Soninho paramos para o nosso almoço. Há uma sombra gostosa na beira do rio perfeita para um piquenique.
       
      Em seguida fomos à Cachoeira do Soninho, por onde se chega atravessando uma pequena trilha na mata e tem-se uma vista das bifurcações de pedras por onde a água contorna e segue o seu fluxo. A cachoeira é bem bonita e estreita. Não é apropriada para banho e sim para contemplar a vista e a água contornando as pedras profundas.
       

       
      Pôr do Sol na Pedra Furada
      Terminamos o dia na Pedra Furada, uma rocha calcária muito bonita esculpida pelo vento.
       


       
      O Jalapão exibe extensões de cerrado a perder de vista no horizonte. Infelizmente nos últimos 3 anos o proprietário de uma fazenda próxima ao morro da Pedra Furada iniciou uma produção de eucaliptos, prejudicando a paisagem que se tinha antigamente. Com isso, achamos a vista da Pedra Furada um pouco decepcionante.
       
      Jantar em Ponte Alta: recomendamos o Restaurante Beira Rio, que fica em frente à antiga ponte alta, que dá nome à cidade. Comemos um peixe fresco com porções de mandioca, feijão tropeiro, arroz e salada de tomates. Cervejinha gelada e bom atendimento!
       
      DIA 3 | Susssuapara - Cachoeira Lajeado - Cachoeira da Velha - Prainha - Dunas
       
      Gruta Sussuapara
      Começamos o dia na Sussuapara que fica bem próxima de Ponte Alta. Ouvimos de nosso guia que antigamente os moradores da cidade costumavam ir para a gruta para tomar banho no grande poço que se formava. Para chegar atravessamos uma pequena trilha e nos deparamos com os paredões úmidos da gruta. Atualmente não há mais área para banho devido ao assoreamento do poço causado pela construção de estradas próximo ao local. Ainda assim, a visita à gruta vale pela contemplação da formação rochosa e do pequeno veio d'água que atravessa as pedras e circunda todo o caminho formando uma paisagem bonita!
       

       
      Cachoeira do Lajeado
      Seguindo na mesma estrada rumo à Cachoeira da Velha, chega-se à Cachoeira do Lajeado. A cachoeira ganhou esse nome em função da curiosa formação de pedras pela qual o rio passa esculpindo. De cor avermelhada e superfície muito lisa, a cachoeira é toda feita de pequenos degraus imitando lajes até chegar em sua queda principal onde um bom poço para banho. Para chegar até a queda principal é preciso descer a cachoeira margeando-a e depois encarar a subida de volta!
       

       
      Cachoeira da Velha
      Um das atrações mais incríveis do Jalapão, a Cachoeira da Velha é surpreendente não apenas pelas caudalosas quedas d'água como também pela vista maravilhosa no horizonte, com as serras do Jalapão e o rio atravessando o Cerrado até chegar na área de queda da cachoeira. Os contrastes de cores da paisagem para nós foi um show a parte.
       

       
      A cachoeira ganhou este nome pelos antigos moradores do Jalapão que diziam da existência de uma mulher que morava nas imediações da cachoeira e sempre era vista lá. Há uma opção de atravessar a Cachoeira da Velha por trás das quedas d'água e chegar em uma outra vista que dizem ser muito bonita também! Quando fomos não tínhamos tempo para a travessia, mas prometemos um dia voltar lá pra isso.
       

       
      Prainha
      Escolhida como locação de cenas do filme Deus é Brasileiro, a Prainha é uma mesmo um lugar delicioso para relaxar e apreciar a natureza! Escolhemos uma boa sombra para fazer nosso almoço e em seguida tomamos banho no rio de águas transparentes e agradáveis como são as águas do Tocantins!
       

       
      Dunas
      Fechamos nosso dia no por do sol nas Dunas, que, sem dúvida, é uma das atrações mais incríveis do Jalapão! A chegada até as Dunas é um show a parte. Ao se aproximar do local, tem-se no horizonte a imponente Serra do Espírito Santo. Após passar pelo cadastro de visitantes no posto da Naturantins, percorremos uma estrada em direção às Dunas na qual se abre uma paisagem belíssima com um lago azul claro cercado de buritis com uma vegetação linda, numa alusão a um oásis. Para acessar as Dunas deixamos o carro e já descemos descalços, que é o melhor jeito de fazer a trilha na areia.
       
      O cenário é deslumbrante: dunas de areia esculpidas pelo vento, margeadas por um rio no meio do Cerrado com a impressionate Serra do Espírito Santo ao fundo. O pôr do sol tinge a areia e roseia o céu. Ao subir as dunas tem-se vista livre do poente e do nascente e não dá para saber qual dos lados é o mais bonito.
       


       
      Terminamos o dia rumo a Mateiros. Chegamos ao pequeno município à noite, por volta das 20h, o céu estava impressionantemente cheio de estrelas. Jantamos no restaurante Galpão 21, que fica mais afastado do centro com comida típica e muito bem preparada.
       
      Nossa hospedagem em Mateiros foi a Pousada da Bibi, uma senhora muito acolhedora. Café da manhã simples, quarto e banheiro limpos. Valor: R$ 150 p/ casal.
       
      DIA 4 | Fervedouro do Ceiça - Comunidade Mumbuca - Fervedouro do Buritizinho - Cachoeira do Formiga
       
      Fervedouro do Ceiça
      Ao chegar no fervedouro pegamos uma trilha curta até o local. Como tinha sido nosso primeiro fervedouro ainda não sabíamos o que nos esperava exatamente. Cercado de bananeiras, o fervedouro formava uma pequena banheira natural com fundo de areia e cheia de nascentes que com a pressão da água não nos deixava afundar! A experiência é deliciosa e cada um descrevia a sensação de um jeito.
      Para visitar pagamos R$10,00 por pessoa. A entrada é restrita a 6 pessoas por vez e a permanência é de 20 minutos.
       

       
      Comunidade Mumbuca
      A pequena comunidade kalunga Mumbuca é cercada de casas construídas tradicionalmente com barro e coberturas de palha. Ao longo dos últimos anos estão modificando seus padrões construtivos e já se vê algumas casas de alvenaria. No coração da vila há uma casa de exposição do artesanato do capim dourado na qual homens e mulheres da comunidade apresentam suas mais variadas obras: vasos, cestas, chapéus, bijouterias, madalas, etc. A casa é sempre cheia de turistas que adoram poder comprar direto da fonte. Atualmente no Tocantins há varios lugares que revendem o artesanato produzido em Mumbuca.
       
      Fomos recepcionados com sorrisos e cantoria por uma das mulheres mais antigas da comunidade, que nos ensinou a versão do Capim Dourado para a cantiga do Alecrim Dourado.
       


       
      Fervedouro Buritizinho
      O Fervedouro Buritizinho é bem menor e com menor pressão que o fervedouro do Ceiça mas não deixa de ser bonito e delicioso para tomar banho. O local é preparado para receber os turistas para o almoço, que é feito pela família proprietária da área. Tomamos um banho delicioso e em seguida almoçamos uma comida caseira feita na hora!
       

       
      Cachoeira do Formiga
      Passamos uma tarde muito agradável nos banhos da Cachoeira do Formiga. De águas azuis esverdeadas, a cachoeira tem uma pequena queda com um poço delicioso para banho. Levamos snorkel para apreciar os vários tipos de peixinhos nas águas transparentes!
      Para visitar, pagamos R$20,00 por pessoa.
       

       
      No final do dia, jantamos novamente no Galpão 21. Era meu aniversário e a Renata fez uma surpresa com um bolo de chocolate delicioso que ela combinou no dia anterior com o pessoal do restaurante de fazerem! =)
       
      Dia 5 | Fervedouro do Alecrim - Cachoeira das Araras - Morro da Catedral - Morro do Gorgulho
       
      Fervedouro do Alecrim
      O fervedouro do Alecrim é muito bonito e maior que a área de banho do Fervedouro do Ceiça. Vale muito a pena conhecê-lo. Cercado de Buritis enormes e com um lindo aro formado pelas areias no fundo, a área de banho é deliciosa e também proporciona a experiência de não afundar que os fervedouros com maior pressão oferecem! Valor: R$ 5,00 por pessoa.
       

       
      Cachoeira das Araras
      Chegamos à propriedade da Cachoeira das Araras e já fomos recebidos de forma muita acolhedora pela família de gaúchos que mora no local há 4 anos. Eles adquiriram a propriedade e estão cuidando da área para preservação e turismo. Nós almoçamos um delicioso banquete com opções vegetarianas e tudo preparado na hora no forno a lenha. Vimos botes de rafting e uma turma que estava explorando o local descendo os rios da região. Para fazer o rafting é preciso se informar com os guias da região. Nós não fizemos mas ficamos curiosos para explorar essa outra atração em uma outra visita ao Jalapão.
       

       
      Após o almoço nós seguimos para o banho na cachoeira das araras, que tem um poço muito gostoso para banho com uma bela queda formando um véu de noiva. Taxa de visita da cacheoeira: R$ 5,00 por pessoa.
       

       
      Morro da Catedral e Morro do Gorgulho
      No caminho de volta para Palmas percorremos a estrada que passa em frente ao Morro da Catedral. Trata-se de uma formação rochosa muito interessante que se apresenta no alto do morro, formando um imenso paredão lembrando uma catedral. Paramos para fazer algumas fotos.
       

       
      Na sequência chegamos ao Morro do Gorgulho. O acesso é uma vendinha na beira da estrada, na qual pagamos 5,00 por pessoa e fizemos uma pequena trilha para ter acesso a vista de cima do morro e apreciar o céu que já estava próximo do por do sol. O Morro do Gorgulho chama muita atenção tanto pelas rochas exóticas que se formam no alto quanto pela vista do cerrado imenso a perde de vista, com círculos de buritis que se formam margeando o rio abaixo. Para nós valeu muito a pena ver o Morro do Gorgulho na despedida do Jalapão!
       

       
      Deixamos o casal de amigos em Palmas e voltamos para dormir em Ponte Alta.
       
      Dia 6 | Ponte Alta - Almas
       
      Nesse dia, a ideia era achar o Cânion Encantado que fica no caminho a Almas. Tínhamos como referência apenas algumas distâncias que encontramos em alguns sites.
       
      De Ponte Alta a Almas, a melhor opção é pegar uma entrada à esquerda a uns 20 km de Ponta Alta no sentido de Pindorama e depois seguir pela estrada de chão. Como não conseguimos essa informação em Ponte Alta, fomos até Pindorama e de lá seguimos rumo a Almas por um estrada de chão.
       
      Fomos informados que teríamos que atravessar um córrego com o carro porque a ponte que havia no local tinha caído há quase dois anos e ainda não tinha sido consertada. Nos falaram que o nível da água não estava alto e que daria para atravessar mesmo com o carro pequeno e baixo. Se não fizéssemos isso, teríamos que dar uma boa volta para pegar a estrada citada acima. Decidimos então arriscar.
       
      Depois de uns 34 km de estrada de chão boa, chegamos ao córrego e não sentimos segurança em atravessar com o carro. Decidimos então deixar o carro em um terreno ao lado e seguir a pé em busca de informações de como chegar no Cânion Encantado, que era o nosso objetivo no caminho.
       
      Depois de uns 20 min de caminhada, chegamos a uma fazenda e lá conseguimos informações sobre três cachoeiras próximas, mas ninguém sabia dizer nada do cânion.
       
      O pessoal foi super atencioso e nos deu uma carona até a entrada de uma cachoeira a uns 3 km de distância. Logo que descemos e chegamos à cachoeira, reconhecemos que era a Cachoeirinha por fotos que tínhamos visto.
       

       
      Depois de tirar umas fotos da Cachoeirinha, decidimos procurar uma outra cachoeira mais adiante seguindo as dicas do pessoal da fazenda. Depois de uns bons minutos de caminhada, não achamos a cachoeira e resolvemos voltar à Cachoeirinha para dar um mergulho e almoçar. Depois disso, retornamos à fazenda para conversar com a galera e agradecer pelo apoio. Para a nossa alegria, chegando lá eles se oferecerão para rebocar o carro desligado através do córrego.
       
      Com o apoio deles, atravessamos o córrego sem riscos de problemas mecânicos e podemos seguir até Almas pelo caminho mais curto.
       

       
      Seguimos por mais 60 km de estrada de chão até Almas. Em vários trechos a estrada está bem ruim e é necessário escolher o menor buraco para se passar, mas nada que não dê para enfrentar com um carro pequeno, se tiver calma.
       
      Em Almas, ficamos no Hotel Cardoso, uns 500 m depois da entrada da cidade. O hotel tem bons quartos e um café da manhã simples, mas satisfatório. Valor: R$100 (casal).
       
      Jantamos na pizzaria Ardosia, que tem uma pizza boa e barata.
       
      Dia 7 | Cânion Encantado - Cachoeira do Urubu Rei - Cachoeira Cortina - Arco do Sol
       
      Saímos 7h40 com o guia Alminha rumo ao Cânion Encantado e Arco do Sol no final do dia e algumas opções em aberto de cachoeiras, que dependeriam de sorte em encontrar as porteiras abertas.
      O guia Alminha mora na ponta da rua acima do hotel e nos foi apresentado por intermédio da galera do hotel. É um dos poucos guias na cidade e é o que mais conhece a região.
       
      Cânion Encantado
      O Cânion Encantado é uma formação que se estende por cerca de 4 km com mais de 70 m de altura e com 5 cachoeiras que se formam em seu desfiladeiro. Tiramos algumas fotos das quedas d'água em diferentes ângulos e apreciamos a vista linda que se forma.
       



       
      Cachoeira do Urubu-rei
      A cachoeira do Urubu-rei fica em um paredão em um grande vale com Cerrado a perder de vista. A cachoeira pode ser apreciada contornando o paredão à esquerda. O local é deslumbrante e contemplativo. A cachoeira é para apreciação e não para banho.
       


       
      Cachoeira da Cortina
      A cachoeira da Cortina fica na propriedade do Pastor Davi e da Dona Antonia. Vale muito a pena conhecer este casal simpático e hospitaleiro que mora no canto do vale de forma simples e muito amorosa! Fizemos a trilha para a cachoeira e depois fomos recebidos com um belo almoço caipira feito por dona Antônia! A prosa e as histórias daquele casal eram tão agradáveis que não queríamos mais ir embora!!
       


       
      Para chegar na Cortina fizemos uma caminhada de 40 minutos. É bom usar calça e camisa comprida na trilha!
       

       
      Arco do Sol
      O Arco do Sol também é conhecido como Pedra Furada. Particularmente achamos o Arco do Sol muito mais bonito que a Pedra Furada em Ponte Alta. São relativamente próximos um do outro.
       
      São três rochas de arenito muito bonitas. Uma delas possui dois furos, sendo o maior deles o próprio Arco do Sol. O pôr dol sol na pedra forma tons dourados avermelhados lindíssimos. O cerrado a perder de vista se mistura no horizonte. No caminho de volta tivemos uma vista maravilhosa já com o céu colorido pelo pôr do sol.
       


       
      Como Chegar no Arco do Sol: saindo de Almas percorrer 59,5km e virar a direita na bifurcação (sentido de Ponte Alta, uns 2 km depois da placa Prata e Flores) / 62km: vire a esquerda na bifurcação
      74km: vire a esquerda na placa 2 irmãos / 77km: vire a esquerda (areal) / 78km: vire a esquerda na entrada do mato (trilha marcada) / 78,5km: parar o carro e contornar a pé
       
      DIA 8 | Almas - Dianópolis (Lagoa Bonita) - Aurora
       
      Seguimos viagem partindo de Almas rumo à Aurora. No caminho, paramos em Dianópolis para visitar a Lago Bonita. A estrada, especialmente depois de Dianópolis estava em péssimo estado de conservação. Tenham muita atenção e paciência!
       
      Lagoa Bonita
      A lagoa é formada por água que brota de varias nascentes como se fossem pequenos fervedouros. No horário próximo ao meio dia é possível ver tons azuis esverdeados lindos.
       

       
      Como chegar: saindo de Dianópolis, passar pelo povoado Amarelina (17km) /Entrada à esquerda na Fazenda Imperial / Seguir na estrada de terra / 6.7km: Virar à esquerda na 1a bifurcação / 9,0km: Virar à direita na 2a bifurcação / 12km: Chegada na porteira da propriedade / 16km: Chegada na Lagoa Bonita
       
      Aurora
      A cidade é pequena com uma opção de hotel (Hotel Itália, onde ficamos) e mais algumas opções na estrada próximo ao Rio Azuis e em um rancho mais próximo de Aurora. Nas proximidades da cidade há algumas opções de cachoeiras e um balneário, além do Rio Azuis.
       
      DIA 9 | Aurora - Rio Azuis - Cachoeira do Registro - Chapada dos Veadeiros (Alto Paraíso)
       
      Rio Azuis
      Saindo de Aurora em sentido a Taguatinga percorrer 20 km de asfalto e virar à direita na placa Rio Azuis; 1,5km depois chega em um estacionamento coberto de árvores.
       
      O Rio Azuis é conhecido na região como o menor rio do mundo! Ele nasce e em alguns metros desagua no rio sobrado. Há duas áreas para banho, uma no poço mais próximo à nascente e outra com acesso lateral mais a frente.
       
      Há opções de restaurantes próximos à margem do rio e por isso, em finais de semana o local deve ficar bem movimentado.
       

       
      Cachoeira do Registro
      A Cachoeira do Registro é uma cachoeira que fica em uma Pequena Central Hidrelétrica chamada PCH Sobrado administrada pela empresa Energiza. A cachoeira fica em uma região cercada de morros muito bonitos da Serra Geral. Para acessá-la é preciso percorrer uma estrada de terra com bela vegetação. Há um mirante na propriedade instalado para ter uma vista de frente da cachoeira. Por causa da casa de máquinas da PCH, não é possível descer para ter acesso ao poço da cachoeira. A cachoeira tem uma queda linda com um poço de águas verdes e azuis. Para nós valeu muito a pena ter ido conhecê-la!
       
      Como chegar: saindo de Aurora em sentido à Taguatinga no asfalto passar a entrada para o Rio Azuis e seguir em frente em direção à PCH Sobrado / 41km: Virar a direita na entrada da PCH Sobrado
      43km: Na 1a bifurcação virar a direita / 50 km: Na 2a bifurcação virar a esquerda / 52km: Na 3ª bifurcação virar a esquerda / 62km: Chegada na sede da PCH Sobrado
       

       
      Chapada dos Veadeiros - Alto Paraíso
      Chegamos em Alto Paraíso no cair da noite. Para quem não conhece a Chapada, Alto Paraíso é uma das 3 principais cidades da Chapada: as outras duas são Vila de São Jorge e Cavalcante.
       
      Alto Paraíso é a que tem mais estrutura para o turismo (São Jorge também tem uma boa estrutura e Cavalcante tem uma estrutura razoável). Próximo a Alto Paraíso há várias cachoeiras bem bonitas e a cidade tem várias lojinhas, bons restaurantes, muitas opções de pousadas, hotéis, 2 ou 3 campings e ainda 2 ou 3 opções de hostel. Ficamos no hostel Eco Nóis, que estava vazio e assim tivemos o quarto todo só para nós.
       
      Jantamos uma deliciosa pizza na Pizzaria Vila Chamego. A pizzaria tem várias opções de sabores com carne ou sem carne. Super recomendamos!
       
      DIA 10 | Alto Paraíso - Macaquinhos
       
      As famosas cachoeiras do Macaquinhos são encantadoras e apesar da estrada até lá não ser muito boa (estavam cascalhando alguns trechos quando fomos), não é necessário 4x4 para acessá-las. O caminho para o Macaquinhos é belíssimo, cercado por vários morros e com direito a horizontes de cerrado a perder de vista.
       
      Saindo de Alto Paraíso em direção à Brasília, percorrer 19 km e virar à esquerda na sinalização Macaquinhos. A estrada de terra é boa em grande parte do trajeto. Apenas nos 2km finais há muita pedra solta. A descida de carro até a sede da Macaquinhos não é difícil, mas é preciso tranquilidade máxima pra fazer a subida de volta. O segredo é procurar o acesso com pedras menos solta e barro menos marcado na época de chuva, subindo sempre de primeira e jamais frear.
       
      A taxa de visitação é R$20 por pessoa. Se for ficar no camping, o valor é de R$50 incluindo a taxa de visitação.
       

       
      Trilha para as cachoeiras: 2km, muito bem sinalizada. É possível visitar 11 cachoeiras que se formam ao longo do rio. Cada uma mais bonita que a outra! Recomendamos começar a trilha cedo e aproveitar a área de sol na última cachoeira do roteiro, que fica no nível mais baixo que as demais. A partir das 14h pela inclinação do sol costuma-se formar um arco-íris nessa queda. Após as 15h por conta dos morros ao redor, grande parte da área começa a sombrear. Nas demais cachoeiras curtimos área com sol até às 16h20.
       



       
      No Macaquinhos há uma boa área de camping com banheiro e cozinha equipada com fogareiro, fogão a lenha, freezer e utensílios. Todo o camping foi criado com construções de pedras. Próximo à área de camping é possível acessar um poço muito bom para banho a cerca de 100 metros da área da cozinha. O guardião do Macaquinhos, é bem atencioso e preparou para nós uma fogueira linda para a nossa noite de Dia dos Namorados!
       

       
      DIA 11 | Retorno a Brasília
       
      Desmontamos nosso acampamento pela manhã logo após o café da manhã.
      Saindo de Alto Paraíso a Brasília percorremos 240 Km, com direito a uma pequena parada na Pamonharia Vereda com uma pamonha deliciosa.
       
      ____________
       
      GASTOS
       
      - Combustível (gasolina): R$ 630,00 no total; gasolina mais barata em Dianópolis (R$3,34), no restante da viagem de R$ 3,45 (estrada a Alto Paraíso) a R$ 3,63 (Ponte Alta) - Quilometragem total de aprox. 2150 km.
       
      - Hospedagem: R$ 150,00 diária casal nas pousadas de Ponte Alta e Mateiros; R$ 100 diária casal no hotel de Almas; R$ 70 diária casal no hotel de Aurora; R$20 por pessoa no hostel de Alto Paraíso; R$ 30 por pessoa no camping da Macaquinhos (além da taxa de visitação) .
       
      - Passeios (por pessoa): R$ 600,00 (p/ pessoa) com guia no Jalapão + R$55 (p/ pessoa) com entradas nas atrações: Fervedouro do Ceiça (R$ 10), Fervedouro Buritizinho (R$ 10), Cachoeira do Formiga (R$ 20), Fervedouro Alecrim (R$ 5), Cachoeiras das Araras (R$ 5), Gorgulho (R$ 5); R$ 150,00 (grupo) com guia em Almas; R$ 5,00 (p/ pessoa) - Lagoa Bonita; R$20,00 (p/ pessoa) na Macaquinhos
    • Por StanlleySantos
      “no meio do caminho havia uma pedra
      E essa pedra era um quartzo rosa gigante
      Com um parque que vivia em cima dela”
      ~Parque nacional da chapada dos veadeiros
       
      Inicio o relato com essa frase, o que resume em grande parte a história e a cultura da região. E não é para menos! Passei uma semana maravilhosa desbravando alguns dos inúmeros lugares existentes nesse mundo repleto de boas vibes, misticismo e natureza. O objetivo do relato é passar informações atualizadas acerca do lugar para os futuros visitantes, e tentar descrever a experiência de outro ponto de vista, para diferenciar um pouco dos muitos relatos do mesmo local. Eu gosto de detalhar um pouco nos textos, então alerta de textão, ein (!)
      É importante ressaltar que, em outubro do ano passado, um grande incêndio criminoso assolou o lugar, repercutindo nas grandes mídias. Graças aos esforços dos moradores, brigadistas, e voluntários de diversos lugares, o fogo foi combatido, e o cerrado, um bioma forte, para dizer o mínimo, se recupera gradativamente como uma fênix surge das cinzas. Pensei que veria um cenário de certa forma seco e feio, mas me enganei, e ainda bem que me enganei.

      A flora do Cerrado é acostumada com incêndios, o ciclo de vida de algumas plantas e animais gira em torno disso. Ainda vemos marcas do incêndio de 2017.
       
      Para resumir as infos básicas, reservei 7 dias da minha vida apenas para conhecer o lugar (é o tempo mínimo, na minha honesta opinião, se vc quiser conhecer bem a chapada, e sempre vai ficar faltando lugar pra visitar, o que motiva mais ainda para uma próxima visita ), e sobrou mais um final de semana para conhecer Brasília (se der para emendar, emende porque Brasília é RICA em opções do que fazer), estipulei um gasto médio de R$ 1.500,00 (barato, comparado com outras chapadas, vai por mim), e aluguei um carro com mais 4 viajantes (dá para ir sem carro, mas vc fica sem poder ver muita coisa dependendo do seu tempo lá, fora o risco de perder vôo, ficar preso em cidade ou vila tal, enfim). Ah, optei pelo mês de maio, por ser o final das chuvas, ou seja, ainda veria o cerrado mais verde e com os cursos d'água volumosos, perfeito. 
      Partiu?
      1º dia: chegada à chapada
      A viagem mesmo iniciou no dia 5 (um sábado), depois de meses de expectativas e conversa com mais 4 pessoas com o mesmo objetivo em comum. Saímos pela manhã do sábado (a viagem leva entre 2 e 3 horas de BSB à chapada se não houverem imprevistos). Basicamente eu tinha elaborado um roteiro para essa trip, sabe como é, tentar “devorar”  essa maravilha ao máximo, sem ficar perdido nem nada. Incrível que dos 5, só eu tinha isso  graças a ele deu para curtir quase tudo, sem maiores imprevistos.
      Saímos, acho que umas 10 horas de Brasília, mas a viagem custou um pouco, tivemos que fazer compras, fora que paramos para almoçar no Rancho do Waldomiro, para provar a tão famosa matula. Comida caseira ok, com licores e umas cachaças de diversos sabores para degustação (e quem sabe compra). Ah, o Rancho agora conta com um camping, que te dá acesso a trilhas para subir o conhecido morro da baleia, era uma coisa que queria fazer, e muito, mas acabou não dando pela falta de tempo kkkk

      Paisagem apaixonante de um dos morros que cercam o rancho do Waldomiro.
       
      A priori era começar a aventura em São Jorge, e deixar Alto Paraíso por último. Iríamos para o quilombo kalunga conhecer a Santa Bárbara, no meio da semana, então logisticamente era melhor começar em SJ, depois Cavalcante x quilombo para retornar e ficar em Alto paraíso. Isso pouparia tempo e combustível. Mas foi um planejamento meu, vocês decidem o que é melhor para vcs .
      Enfim, atrasamos bastante, chegamos em São Jorge quase às 16:00  e descobri que muitos dos atrativos fecham as portas cedo (Raizama às 15:00, Morada do Sol às 16:00, Vale da Lua às 16:00 se não me engano), então meio que perdemos o dia para boa parte das atrações. Fica a dica: Tentem ir cedo para os banhos, fecham cedo para dar o tempo para as pessoas retornarem, já houveram muitos acidentes em alguns lugares, então esse controle é um pouco justificado.
      Mas há lugares que não fecham cedo! As termas do Éden e do Morro vermelho (basicamente clubinhos com piscinas de água quentinha) ficam abertas até a noite, então o grupo partiu para ter um pouco do sábado disponível. No meio da estrada, parada para tirar fotos em uma vista maravilhosa da região.

      Se na estrada já é bonito assim, imagina nos lugares, não?

      Quase qualquer foto rola com um plano de fundo desses

      Diga xis
       
      Passamos umas horas nas termas do morro vermelho (R$ 20,00, vc fica até de noite), e retornamos para São Jorge.
      Cara, a vila é um charme. Simples, com ruas de terra, basicamente tem uma grande rua principal, onde rola o “tudão” do dia e noite da pacata vila. Lembranças, mantimentos e um chopp gelado, td funciona ali. No sábado costuma ser BEM animado, pensei que estava rolando uma festa em particular  mas não, simplesmente separam os sábados para os bares, o tal do forró, e a vila fica cheia de gente e carro circulando nas ruas (pode andar sem medo, é mais fácil uma dupla na moto te dar uma flor do que te assaltar). Gente alternativa aqui e ali, indígenas, hippies, desenhos estranhos em algumas casas, é uma vibe bem diferente da cidade grande.

      Típica noite na vila

      A rua principal
       

      Pista de pouso para OVNIS?

      O primeiro et da chapada a gente nunca esquece kkkkkkkkk vai se acostumando
      Fato que não vi em relato algum: a chapada costuma ser F R I A pela noite, e olha que estávamos no início da época seca. É tipo assim: sol de rachar o dia todo e noites frias da peste. Todo mundo andando agasalhado, vc se sente numa cidade sulista  confesso que sofri no camping, levei pouquíssima roupa pro frio tbm. E como sou do norte, acostumado com a “quentura”, aí já viu Mas, há chuveiro elétrico em praticamente todo lugar. Leve roupas para o frio, caso vc não for acostumado(a).
      Lugar pra repousar não falta, eu e o Ricardo (um dos viajantes) escolhemos o camping Aracoara, Ambiente show de bola, vibe super positiva, e o dono é um cara mega humilde e gente boa, e guia também. Existem lugares para todos os bolsos, hostel, camp, até camping mais “gourmet” como o Ricardo falou , e do camp onde fiquei não tenho do que reclamar.
       
      2º dia: compensando o dia anterior
      Estipulei dois dias para conhecer o parque Nacional da Chapada, e é o recomendado, no mínimo, pq as trilhas são longas, você vai querer ficar nos locais para banho por um bom tempo, fora as fotos, que você tira mais de 8000. Então, um dia para cada trilha é bom (existem 4 principais, saltos e corredeiras, cânions e carioquinhas, Seriema e travessia das 7 quedas.). A seriema pode até ser emendada com alguma outra, por ser a menor. Por ora, a única coisa cobrada no parque é o estacionamento (15 temeres), há boatos de que o parque será privatizado, aí vc já viu ne. Mas até então é 0800. E o parque é do lado de São Jorge, se vc está hospedado(a) na vila, poupe o combustível e faça um aquecimento indo a pé. 
      Ah, o parque abre às 8:00 e fecha as portas às 12:00 ou até alcançar o limite diário de pessoas, que esqueci agora LOL

      Finalmente nessa delícia de lugar
      O domingo foi de Saltos e corredeiras. A trilha no cerrado é magnífica, te dá uma experiência maravilhosa de conhecimento, eu que estou acostumado com floresta amazônica, fiquei maravilhado com a flora do lugar (fauna também, mas dos mascotes do cerrado mesmo, só consegui ver 1, e no final da viagem).

      A trilha é autoguiada. Você praticamente só se perde se quiser 

      Mimosa

      A imensidão desse espetáculo da natureza é de encher os olhos, sério
      O primeiro ponto é o salto de 120m. De lá vc tem uma vista TOP DOS TOP do vale x cânion da região, se vc tem um olho de águia, consegue até deduzir onde deve estar o mirante da janela. Essa cachoeira não é acessível, mas a visão por si só já é o suficiente.

      Chuchu beleza, um dos cartões postais da Chapada
      Logo em seguida vc chega no salto de 80m. Nesse sim vc pode nadar, a água é FRIA PACAS, mas não chega a ser a mais fria da chapada (!). Dá para passar umas boas horinhas aqui. Há limite de lugares para o nado, é bom respeitá-lo, ok?

      A maravilha de 80 mts. As cordas de segurança estão por um motivo ali, então seja consciente.

      Lugar perfeito para se concentrar na confecção de arte, n eh msm?
      Por fim, a trilha acaba nas corredeiras que alimentam as cachus, vc volta um pouco até a bifurcação na trilha principal. O acesso a este ponto se dá por uma trilha suspensa em madeira, isso é MUITO LEGAL para a acessibilidade de pessoas de idade, ou PNE’s (o parque tem até uma cadeira adaptada para se fazer a trilha, o que achei foda demais, sabe, fé na humanidade restaurada).

      Rumo às corredeiras

      E o passeio fica cada vez melhor!

      A água dança e renova a vida no meio das pedras
      Terminada a trilha, uma boa notícia: ainda havia tempo para conhecer mais um lugar. Decidimos conhecer o famoso vale da lua, que pelo que vc já deve estar careca de saber, tem a aparência de uma superfície lunar. Entrada 20 contos, vc dirige um pouco no ramal de acesso, mas a trilha da entrada é mega fácil e rápida. Eu não recomendaria ir a pé. De bike até pode rolar.

      Gravidade zero em solo lunar

      é bonito, mas cair ali é a última coisa que vc iria querer
      Show de bola. O Vale é lindo, misterioso, e também fatal para os desavisados. Os buracos e grutas submersas oferecem perigo de morte a quem cair ali. Muito cuidado, e se possível vá de bota, por oferecer maior estabilidade no passo. O vale não abre em caso de chuva, até pq é comum formarem trombas d’água em muitos locais (veja um vídeo de tromba d’água num youtube da vida pra vc ver que não é brincadeira). Água também super gelada, no final há um poço para nadar e tirar fotos show de bola.

       
      Engraçado que nesse dia dei de cara com mais um rapaz que conheci no mochileiros, mas pelo grupo já estar completo no carro, não deu para viajar junto. Eu nadando de boa e ele perguntando do nada se meu nome era tal, confesso que foi mega engraçado  aliás, espero que sua estadia na chapada tenha sido ótima, amigo!
      Começa o toque de recolher às 17:15: e por sorte o sol estava começando a descer, ou seja, dava para dar um bate e volta no Jardim de Maytrea para ver o espetáculo da mãe-terra. Super obrigatório ver o pôr do sol ali. Atração 0800, é fácil achar, só ver o monte de carros parados no acostamento da estrada Alto Paraíso – São Jorge.

      Se lembra daquela primeira fase do primeiro donkey kong? Veio na cabeça, rs

      Massa, ne. Camping ae deve ser coisa de outro mundo
      O dia super rendeu, compensamos o que não podemos fazer no sábado, e com juros. E a noite ainda não tinha acabado. Fomos para a pizzaria Canela d´ema, na principal de São Jorge, não tem erro. Pizza ok, meio carinha, mas rachando pra um grupo fica de boa. A decoração é show, toda temática com os famosos alienígenas da chapada, bebidas variadas, e tem karaokê, ainda por cima! Todos beberam e foram roubar a cena cantando, mas como eu sou cantor de chuveiro, e não de barzinho, resolvi ir dormir cedo para o dia seguinte.

      E ae, amigo.

      Ets hoje, ets amanhã, ets sempre
       
      3º dia: trilhas difíceis e final de tarde sussa.
      Nas segundas o parque da Chapada não abre, MAS é possível fazer a trilha do famoso mirante da janela, que te dá uma visão dos dois saltos do parque. É possível ir sem guia? Até é, mas é arriscado pq o caminho tem partes pedregosas que podem confundir, então pessoalmente sugiro que de primeira, contrate um guia. Vc decora o caminho, e das próximas vezes, show de bola. Contratamos o Rodrigo, do camping Aracoara (mais uma vez, super recomendo), e tratamos de sair cedo, para pegar pouco sol (pois é sol o dia todo, e essa é uma trilha de nível difícil). Ah, se vc vai com guia a entrada sai um pouco mais barata (15 reais), fora o valor do guia (geralmente em torno de 150 reais até 5 pessoas).

      Pegar estradinha de terra na traseira da Pick up não tem preço, me senti o rei do gado agora kkkkk
       
      O Rodrigo vai explicando de tudo um pouco: história da chapada, o lance dos ets, a geologia do lugar, histórias curiosas, um resumo da flora local... descendo um pouco chegamos na casa do guardião da trilha, um senhor humilde e gentil. Dá pra beber água para pegar um pique também.
      Encontramos uma cobrinha na trilha, mas fora isso, nenhuma surpresa. A parte fácil da trilha acaba quando chegamos nas proximidades da cachoeira do abismo. Ela já estava seca, e a água meio feinha, então seguimos.

      A caminhada é intensa, mas visões assim te enchem de determinação
      A caminhada exige um pouco, é um sobe e desce em pedras medonho, mas o esforço é recompensado com uma visão de reis do parque! Eu poderia passar o dia só sentado ali, contemplando toda aquela paisagem de cartão-postal e pensando em toda a minha vida =D

      Cara.....a gente estava ali ontem...

      A foto tradicional da janela, mas com uma pequena variação

      Como a chapada é magnífica, cara!
      Se a ida foi cansativa, a volta foi uma via sacra para algumas pessoas kkkkkkkkk o sol da tarde em cima da sua cabeça, mais o cansaço da vinda cobram seu preço na volta. Para quem não está condicionado(a) com trilhas, é possível ir, mas vc pode passar mal, então tente se condicionar um pouco com caminhadas antes de viajar. Ah sim. É possível ir ver o pôr do sol no mirante, o que deve ser uma coisa muito show. Fica para a próxima.
      Ainda havia tempo de visitar mais um lugar, então resolvemos conhecer a Morada do Sol. Na maioria dos relatos essa atração costuma ficar de fora, mas garanto que a visita vale. Paga 20 pila para entrar, chegue antes das 16:00 e fica de boa. Mas às 17:00 já precisa retornar, então se puder chegue às 15:00 no máximo. Tem uma trilha fácil em mata fechada no início, e consta de três ambientes: Morada do sol, um pequeno cânion para contemplação, apenas, e uma corredeira de águas calmas no final. Show de bola para descansar, nadar, tirar fotos.

      uma parte do cânion (vale das andorinhas)

      O final da trilha, bom para mergulhar e ser mordido por peixinhos

      A morada do sol propriamente dita. Super tranquila de nadar, mas pode haver tromba d'água na chuva

      Chegando a São Jorge, demos de cara com uma caravana de voluntários realizando o cursinho de brigadistas, particularmente isso deu um certo sentimento de esperança na humanidade, sabe..... de tempos em tempos o parque abre editais, então fica a dica, se puder ajudar, faça a sua parte, ok;
      A noite foi para descansar. Dia bem aproveitado.
      4º dia: se despedindo de São Jorge =’(
      Como era terça, o parque estava aberto novamente! Então, partiu parque. Poderia ter rolado cachoeira do segredo por parte dos meus colegas, mas como eu já estava no parque adiantando a trilha, não tivemos como discutir juntos, talvez rolasse um desencontro e eu ficasse preocupado com eles, então o dia foi de parque mesmo. Cachoeira do segredo que me aguarde na próxima ida!
      Mais uma vez, atração 0800. A trilha dos cânions e Cariocas é a vermelha, e coincide com a trilha dos saltos por quase 2 km.
      Essa trilha é mais “plana” e fácil que a trilha dos saltos, porém é maior, vc anda, anda, e anda, e pensa que não vai chegar kkkkkk, mas só a paisagem de cerrado é o suficiente para vc se distrair e devorar o momento =)  em uma parte vc tem a bifurcação, tanto nos cânions quanto nas cariocas vc pode se banhar, mas os cânions são mais para contemplação, aí vai de vc.

       

      O famoso chuveirinho do cerrado
      Os cânions são cercados por estruturas de pedra milenares, mais que milenares, datam de tempos pretéritos da terra, e dão mesmo a impressão de que pelo menos um vulcão poderia ter passado ali, não; lindo o lugar, só tome muito cuidado, pois há perigo de acidentes, e o parque não dispõe de serviço de resgate. Aprecie com cuidado

      Lindo

      Sim, eu usei bandana e óculos praticamente a viagem toda. Sol infinito, meus amigos!
       
      Depois teve as cariocas, que consiste de um paredão aquático muito bonito, espaço de sobra para nadar, muitos peixinhos te mordendo, e uma piscina acima, que dá um bom banho também. Dá para ficar um dia inteiro fácil ali. Visão de encher os olhos mesmo. Nessa cachu meu cel caiu num poço com água  o coração quase sai pra fora, mas felizmente ele resiste um pouco à água, e ficou de boa kkkkk imagina queimar e perder umas 1500 fotos 

      Magnífico tesouro do Parque 

      Só de olhar da vontade de pular dentro e se molhar, não?

       
       
      Voltamos cedo para São Jorge, curioso que a vila fica bem pacata durante a semana, só abrem as lojas de lembrancinhas mesmo, e olha lá. O agito é aos sábados, feriados, e quando os colegas alternativos resolvem festejar algo (ali é uma mistura de culturas, tá ligado irmão?).
      Com isso, nossa estadia em São Jorge estava, por ora, encerrada. Triste, mas algo mais bonito estava nos esperando no dia seguinte.
      5º dia: a menina dos olhos da chapada.
      Nesse dia, pegamos o rumo a Cavalcante x Quilombo dos Kalungas, no sertão do cerrado goiano. Objetivo: Santa Bárbara. Para isso, precisamos passar por Alto Paraíso, aproveitamos para reabastecer o vrum vrum pq a viagem custa. Saímos relativamente tarde, umas 9 horas, em alta temporada isso poderia nos custar um dia de espera, mas por sorte era dia de semana, e não estávamos em alta temporada, então foi tudo perfeito. Dica: na dúvida vá cedo.
      No caminho passamos pela entrada da cachoeira dos Cristais (que não visitamos), o jardim zen de pedras e o suposto paralelo 34 (que também não deu pra visitar), e o poço encantado (adivinha? não deu também kkk).
      Obs: você não para em Cavalcante, apesar de muita gente associar a cach. Santa Bárbara a Cavalcante. Isso é mito, ela é vizinha dos quilombolas, apesar de que há atrações próximas de Cavalcante, também. Passando da pequena cidade, você anda um pouco numa estrada de terra, meio complicado de chegar, mas com visões do cerrado e serras que compensam a viagem. Após umas 2 horas de carro, de alto paraíso, chegamos no pequeno engenho II, sede dos guias quilombolas. Nessa hora temos um choque cultural, vemos a realidade de um povo guerreiro, que vive de forma simples e aposta no turismo e venda de produtos para ganhar seu suado dinheiro, diante das dificuldades. Então aqui fica uma dica do tio, que com certeza já foi falado em outros relatos: contratem guias quilombolas direto da comunidade. Eles costumam ser mais baratos do que os guias de Cavalcante, e você está fomentando a economia do pequeno vilarejo, ajudando os habitantes. Sério.
      Aqui, confesso que você gasta um pouco, mas vale cada centavo: 30 reais para a associação responsável pelos passeios (mas vc pode fazer umas 3 cachoeiras de uma vez!), mais 100 trocados para o guia, e mais 10 para o pau de arara, caso seu carro não aguentar a estrada de terra para a Sta. Bárbara (mas até Uno caixinha vi na entrada, então se vc manja de volante e se garante, pode poupar esse cash).
      Os guias quilombolas contam diversas histórias, e no geral estão dispostos para tirar quaisquer dúvidas. Contratamos o Sr. Jesuíno, super gente boa, discutiu diversos assuntos, contou sobre seu ponto de vista do incêndio que assolou a região também.  Ah, é possível encomendar um almoço para ser consumido na volta, comida caseira derivada da terra e trabalho dos próprios quilombolas. Nada de nutella, conservantes ou enlatados. 30 reais para comer à vontade. Tem coisa melhor?

      Até o posto militar tem um design rústico no engenho, simples e bonito.

      Mais trilha aberta
      Você já ouviu a expressão “um oásis no deserto”? pois é. Santa Bárbara é isso e muito mais, de longe a mais linda da chapada. De tão azul e cristalina, nem parece natural, mas com certeza dá de dez a zero em qualquer piscina criada pelo homem. Aproveite cada segundo, pois há um limite de tempo de uma hora no local, além do limite de visitantes. O motivo: causar o mínimo de impacto natural possível. O horário mais disputado é o do final da manhã, pois o sol bate bem em cima da água, realçando o efeito das cores. As fotos parecem pinturas feitas a dedo. É. A chapada e suas jóias. 

      A Santa Barbarinha. Que cor de água é essa, cara?

      Obrigado a Deus, grande Mãe, Gaia, Iemanjá, Espaguete Voador, qualquer um que tiver criado isso merece meu agradecimento! 

      As únicas fotos submersas que prestaram foram aqui. Pq será?

      Legendas para isso serão poucas para descrever essa maravilha
      Após Santa Bárbara, fomos para a cach. da capivara, que emendamos com o guia. Dá para fazer Sta. Bárbara, Capivara e Candaru no mesmo dia, com o guia, como chegamos meio tarde, ficaria meio corrido de fazer as 3 e aproveitar bem. Capivara tem uma piscina com borda infinita, um piscinão para banho mais embaixo, e um cânion imenso para contemplação em seguida. Show de bola também.

      Outro tesouro guardado pelos quilombolas

      Piscina em Dubai? Nah, eu dispenso
       
      Chegamos cansados, os demais colegas com fome, foram almoçar/jantar, enquanto que eu tratava de administrar a memória dos celulares. Levei 3 aparelhos, e ainda precisei comprar um cartão pra armazenar mais fotos e vídeos 
      Voltamos ao anoitecer, a estrada é um breu. Vá com cuidado e sem pressa que você chega lá. É possível dormir em Cavalcante, ou ir de uma vez para Alto Paraíso. Fica a seu critério. Em Alto, ficamos todos no Jardim da Nova Era, hostel e camping bem estruturado, equipe organizada e disponível para tirar dúvidas. Seria nosso lar nos próximos dois dias. Com tempo sobrando, aproveitei para dar uma volta na cidade.
      Alto Paraíso é aquela cidade de interior com seu toque alternativo. A Av. Ary Valadão é a principal para o turista, uma mistura de sons, cores e cultura. Aparentemente às terças e quartas ela fica mais parada, enquanto que nos finais de semana ela começa a “bombar”. Noite parada, aproveitei para provar os pastéis da vendinha 1961, point tradicional de pastéis e comidas mais completas, costuma dar gente quase todo dia. Infelizmente não tinham sucos regionais na ocasião, mas isso não desanimou meu estômago

      Lanche a luz de velas, isso pede uma companhia, ne
      Sabe quando eu disse que faz frio na chapada? Pois é. Em Alto é ainda mais frio do que em São Jorge  todo mundo agasalhado como se estivesse numa Nova Iorque de inverno, e eu de calça e camisa normais. Não chega a incomodar para sair de noite, mas para dormir sim. E olha que dormia de calça, camisa de manga e capuz, saco de dormir, e acordava de madrugada reclamando do bendito frio. Com isso eu pensava. “P%#*@, como que eu vou fazer a travessia da praia do cassino, ou subir o monte Roraima, Pico da Bandeira e afins no futuro, onde a temperatura é mais baixa ainda? Tou lascado bicho”.
      6º dia: Ets em todo o lugar.....e a água mais gelada da chapada (na minha opinião)
      Alto Paraíso é uma cidade segura. Vc sai de madrugada para andar, sem maiores preocupações. Nos dias em que fiquei lá já levantava às 5 (sangue tem que correr ne), e ia conhecer um pouco da cidade. Podia virar uma rotina sair para caminhar ou correr todo dia nesse horário que por mim estava de boa. Temperatura na faixa dos 18,20 graus, ok. Nascer do sol bonito, procurava sempre um lugar bom para assistir o raiar do dia, até numa torre de um posto de gasolina abandonado subi 

      Menino barrigudo me encarando

      Um amanhecer desses, bicho

      O que vc tá olhando?
      Como é de conhecimento geral, a chapada tem fama de energia mística, que possivelmente atrai seres de outros planetas pra cá. A cidade tem referências de Ets em todo o lugar, o que deixa a coisa toda mais divertida. O portal da cidade é uma nave espacial, po.

      Será que isso sairá do chão um dia?
      Para o dia, o combinado era loquinhas + Cristais. Eu sempre vi a Loquinhas como uma cachu secundária, sem muita coisa pra ver, passeio de umas horinhas. Como estava enganado também. Ela é fácil de chegar, de dentro da cidade, anda por um ramal ok, chega na entrada da fazenda e desembolsa 30 mangos. Parece caro, mas assim, o lugar de fato é estruturado, e as trilhas são suspensas, até mirante e local para descanso ou piquenique tem. E a loquinhas é uma das trilhas, A cachoeira mesmo é a das esmeraldas.

      vai por mim, rola

      O poço do sol, que de sol não tem nada, gelado que nem o cão isso aí
      O poço do sol é um bem conhecido nas fotos, e o último da trilha loquinhas, ele é semelhante à da Santa Bárbara no quesito cor da água, mas este é esverdeado ao invés de azul. E ele é tão lindo quanto G E L A D O! Saía da água com o corpo dormente, em nenhuma de São Jorge tinha acontecido isso *lerigo.....go....*

      Ah, que coisa boa
      As trilhas são compostas de pocinhos, alguns ok, alguns bem sem graça e alguns lindos e fundos para nadar. Além do poço do Sol, adorei o poço da xamã, da trilha loquinhas, o poço do Saci, da trilha violetas, e o tranquilitas, da trilha rubi. Achei o poço da Xamã o mais bonito do local, tbm.

      O magnífico poço da Xamã

      O poço do Saci. Será que foi o Saci que botou esses totens?

      Tranquilitas.
       
      O grupo ficou uma boa parte do dia aqui, cochilamos até, no poço tranquilitas (olha o nome também ne), decidimos que a Cristais não seria bem aproveitada no dia, então voltamos para o hostel e camp mais cedo.
      Com tempo de sobra, tratei de procurar aluguel de Bike. Eu perguntei no fórum, há uns tempos atrás, mas ninguém me respondeu, então cabe a mim a decência de dizer: HÁ ALUGUEL DE BIKE SIIIM!!! Tanto em São Jorge quanto em Alto. Aluguei uma no paraíso das bikes pq precisava pedalar na cidade, e curtir o pôr do sol na estrada de São Jorge (que aliás, possui uma ciclovia bacana). Já me sentia um só com o cerrado, um lobo-guará em formação, correndo pelos campos de gramíneas e arvoretas...melhor sensação do mundo, vai por mim.

      Estacionamento errado, chapa!

      Indo para o jardim.

      O ar esfria mas o sangue ferve de excitação

      Pôr do sol na estrada com a magrelinha
      Após isso, só restava dormir cedinho, e pensar no quanto a semana estava sendo bacana, com tanta coisa para conhecer. O dia seguinte tecnicamente seria o último dia de chapada, então a tristeza, saudade de casa, entre outras coisas, começavam a se misturar. Noite afogada em pensamentos, quase não dormi.
      7º dia: Fechando com chave de ouro num cartão postal
      Nesse dia, ficou decidido que visitaríamos a badalada catarata dos couros. Ela é um pouco problemática, pois fica no meio do cerrado e de ramais de fazendas, assentamento de sem-terra, campos de milho e abdução, e outras coisas mais. Guia é uma boa para essa, mas eu fui no CAT e nada de aparecer guia na manhã.
      Então surge a nossa salvação: um casal de moças resolveu ir “na cara e na coragem” usando o Waze (obrigado desde já e sempre, casal do Waze, vcs são fodas demais ), me meti na conversa, perguntei se podíamos acompanhar elas, por elas tudo bem. Eu já sabia que a trilha estava no google maps, mas como vc anda por uma hora dentro de ramais e ramais em território desconhecido, um erro e vc para na casa do leatherface kkkkkkk então era melhor ir de guia. Mas como tempo é precioso...
      Conseguimos. Por uns instantes pensamos que estávamos perdidos, mas enfim chegamos. Eu vou deixar uma dica aqui, mas que seja nosso segredinho, senão a associação dos guias de Alto bate aqui em casa, ok? há pouquíssimas placas da cachoeira nos ramais, mas vc pode usar o rancho da dona Luzia como referência, há referências no caminho, se vc estiver indo ao rancho da Luzia vc está no caminho. Vimos uma Seriema no final, mas não deu pra tirar foto.
      No estacionamento tem umas banquinhas pra vc comprar água ou comida, e paga um valor simbólico pro guarda cuidar dos carros. Acho super justo uns 15 reais simbólicos. A trilha é fácil a média, você chega primeiro na cachoeira da muralha, que é linda e a melhor para o nado. Pode ser deixada por último, para vc andar menos.

       
      La muralha

      Show de bola pra nadar
      Para ir para couros, só seguir a trilha do lado esquerdo do rio, há lugares nas corredeiras para tirar boas fotos e nadar também. Lindo, mas o melhor estava por vir

      Eita poha

      Cheio de curvas e poços para o banho....mas aguenta coração ae

      Caraca! Não imaginava que a imponente Couros fosse tão grande! Você precisa descer um tantinho para chegar na base dela, e dependendo da época do ano, ficar na base dela é arriscado, realmente o lugar é perigoso, pq um passo em falso e vc é arrastado para os níveis inferiores, fraturas e afogamentos não devem ser difíceis ali, então tome muito cuidado. Se Choveu, melhor sair fora.

      aviso dado.

      Para vc ter uma idéia do tamanhinho da bichinha

      Nível inferior, rola um banho, mas com cuidado.
       
      Passamos um tempo em todos os lugares, e no final da tarde, retornamos, enfim, para Alto. Se vc for sem guia, é bom que memorize as referências dos ramais, há sempre uma porta, placa ou peculiaridade de uma bifurcação que pode te ajudar. Dá para se perder sim, então leve combustível suficiente para evitar perrengue.
      A noite de sexta se resumiu em afogar as mágoas (os lugares badalados estavam abertos), e andar mais pela cidade, há sempre algo novo para se ver. Percebi que o povo goiano gosta muito de açaí e caldos diversos. Bem legal isso. Caldo combina com o frio, também, ne... Ah sim, há muita opção vegan e alternativa de comidas, também.
      Enfim.....a Chapada dos Veadeiros é mágica, misteriosa, repleta de histórias, uma verdadeira aquarela da humanidade, com tantas culturas e caras diversas em um só ponto, é um lugar onde passaria meus anos finais de vida, com certeza. O globo repórter fez uma ou duas matérias sobre o lugar, mas sabe.....aquilo só te dá uma noção mega superficial do ato de estar chapado pela magia daquele ambiente sobre a grande placa de quartzo. E com certeza será local de férias em oportunidades futuras. =)
       
      Agora as infos básicas:
      Transporte: Como é sabido, de BSB para alto vc pode pegar um ônibus da Real Expresso, a viagem é demorada, diz que os bus costumam atrasar.....para são Jorge existem viações e transportes específicos, pelo que vi num ponto da vila. Mas a cultura da carona existe. No Face existem vários grupos. Só entrar e anunciar. Em alto Paraíso existe uma parada de ônibus perto da nave espacial da cidade, é o point de carona. Em são Jorge o point é numa parada de ônibus na entrada da vila. Mas a melhor opção sem dúvida é carro próprio.
      Hospedagem: isso não chega a ser um problema se vc não está indo em temporada alta, em casa esquina há um hostel ou camp, alguns ok, outros meia-boca, e outros de excelência, vai do seu gosto.
      Custos: olha, rachando em grupo vc gasta menos do que o esperado, mas de uma maneira geral essa chapada tem um ótimo custo-benefício. Levei R$ 1.500,00 em espécie, fora o cartão, e ainda sobrou, e olha que gastei loucamente em algumas besteiras. Sendo mais “Julius”, poderia ter gastado em torno de 1.200,00, e isso incluindo um final de semana em Brasília que fiz após a viagem!
      Levo dinheiro ou cartão? Leve ambos, em muito lugar de alto e São Jorge vc pode passar o cartão. Eu achei tudo bem seguro ali, então levar dinheiro em espécie (devidamente guardado) é super de boa. Posso confirmar que tem itaú e casa lotérica em alto paraíso e banco do brasil em cavalcante (mas não confie muito nos serviços). Não cheguei a ver caixa em São Jorge.
      melhor época: o mês de maio é uma transição entre a época úmida e seca, então chega a ser uma boa pois vc vai pegar cachus caudalosas e céu limpo. E ainda não será alta temporada. Por que não ir no verão: cachoeiras e poços mais secos, sol mais forte. Por que não ir no inverno; Atrações fechadas pelo risco de trombas d’água, água não tão cristalina. Lá pro meio do ano rola o tal encontro de culturas, então se vc é caça-festa, acho que vai encontrar a chapada bem animada.
      O que levar: além do básico pra viagem, recomendo roupa pro frio (para andar de noite e dormir), protetor solar e labial forte (estou com ferimentos nos lábios até agora em virtude da secura, e olha que usei protetor labial e me mantive hidratado), MUITA, muita água mesmo, e lanchinhos para as trilhas (vc vai passar o dia fora, dependendo do lugar, com os lanches certos vc nem chega a passar fome, comidinhas com fibras, sementes, sucos, frutas e sanduíches são uma boa).
      Quanto tempo ficar: olha, mesmo com uma semana, faltou conhecer muita coisa. Eu não fui na cristais, almécegas, raizama, que são bem conhecidas, entre outras, a chapada é IMENSA, opção não falta, para todos os bolsos, pra isso, faça uma pesquisa prévia a respeito do que lhe interessou. Tem canionismo, tirolesa, vôo de balão, a pessoa que vive em 220v (que nem eu) fica bugada com tanta alternativa  Se não conheceu tudo, já reserve uma visita futura, quem sabe vc não vê os etzinhos...
      Ah, devo contratar uma agência? NÃO PRECISA! Essa chapada te dá uma liberdade que muitos lugares não dão, vc pode ir de boa para muitos lugares por conta própria. Aproveite.
       
      Então é isso, gente boa. Permita-se, e seja abduzido(a) também =)
    • Por igorgomesmt
      RELATO CHAPADA DOS VEADEIROS 5 DIAS
       
      Relato de 5 dias maravilhosos entre Alto Paraíso, São jorge e Cavalcante.
       
      Quem quiser mais informações eu super recomendo a agência NoMundo Ecotur
      https://www.facebook.com/nomundoviagens
      http://www.nomundoviagens.com
       
      Conhecer a Chapada já era um sonho antigo, que era sempre adiado.
      Bem, se eu soubesse o quanto lindo seria, já teria ido há tempo. Áh, seu eu soubesse..
      A experiência Veadeiros é fantástica, onde até os mais céticos são atingidos pela energia e vibe do lugar.
       
      Bem, como parte chegou pela manhã no aeroporto de BSB e outra parte só chegaria à noite,
      resolvemos fazer um Bate/Volta em Pirenópolis, enquanto o restante do pessoal não chegava.
      Alugamos um Ford Ká no aeroporto que custou R$130,00/5 (R$ 26,00) + 20 de combustível por pessoa.
      Pirenópolis, ou apenas Piri para os amantes da cidade, é uma cidade linda e muito histórica. Tombada como
      patrimônio histórico pela UNESCO. Difícil não se apaixonar pela cidade. Pela culinária local então, nem se fala.




      Passamos o dia em Piri, que apesar de ter sido corrido, valeu cada segundo. Conheçam Pirenópolis.
      Dicas de Hospedagem: Kasamata Hostel e Sesc (Ambos muito bons)
       
      Voltamos para o Aeroporto de Brasilía, nos encontramos com o resto do pessoal (Eramos de várias partes do Brasil)
      e nos dividimos para alugarmos os carros.

      Alugamos um Spin (7 Lugares) que em termo de conforto e espaço nos surpreendeu.
      Aluguel do carro -> R$ 1200,00. Ou seja, R$ 1200,00/7 = R$ 171,00 por pessoa.
      Combustivel - > R$ 840,00. Ou seja, R$ 840,00/7 = R$ 120,00 por pessoa
      À partir daí, com todos juntos, foi só SUCESSO!


       
      Quando começamos nos organizar para conhecer a Chapada, veio logo a dúvida.. Nos hospedar em Alto Paraíso ou São Jorge?
      Pois bem, decidimos nos hospedar nos dois locais, isso mesmo, metade/metade.
       
      Saímos bem tarde de BSB (cerca de 00h) e chegamos pela madrugada em São jorge, onde ficaríamos hospedados incialmente. Lá nos Hospedamos no camping Taiuá (que mais parece um Spa, na minha opinião) energia incrível do local, local super bem arquitetado, só gente boas lá e o melhor, super limpinho!! Os banheiros são limpos quase full time pela equipe do Camping.


      Ahh, fomos em véspera de ano novo.
      Pagamos R$ 80,00 a diária, e olha, valeu muito apena, o local é único.
      Obs: Estava incluso festa com vinhos e espumantes e uma banda FAN TÁS TI CA. No dia 01 pela manhã ainda teve o melhor café da manhã vegan de todo o mundo. Com muita variedade de molhos/patês/Sucos e frutas do cerrado.
       
      Pois bem, vamos por partes.
       
      No dia 31, durante o dia, fomos até as Cataratas dos Couros, que sem dúvidas é uma dos atrativos mais impressionantes da Chapada. Não dá pra deixar de fora do roteiro!



       
      Foi combinado com todos, que assistíssemos o último por do sol do ano no Jardim Maytrea, pois bem, voltamos dos Couros antes do por do sol e fomos para o Jardim, onde nos encontramos com todos. IN CRÍ VEL!
      Botamos Legião no volume máximo do som do carro, para assistirmos o por do sol do Jardim e fazer um dos brindes mais incríveis de nossas vidas.


       
      Voltamos para nos arrumar para a festinha no camping foi assim..


       
      Já no outro dia pela manhã..

       
      Fomos até a entrada da Raizama, porém resolvemos não ficar (Mas recomendo conhecer) para irmos ao Vale da Lua
      Valos da entrada na Raizama: 20,00 (Bem na entrada tem um palco bem legal)

       
      Chegamos até o Vale da Lua! Suas formações rochosas são impressionantes e também tem local para banho.
      Só tome cuidado e não vá chegar próximo a locais indicados como perigosos, em!
      Valor da Entrada: R$ 20,00 (O preço seria alterado em breve)


       
      ... As Piscinas termais Naturais.. Não são tão termais como esperávamos, mas a ideia é interessante e vale apena conhecer... Valor: 20,00

      .. Voltamos para Camping, onde fechariamos nossa hospedagem em São Jorge com Chave de Ouro! Encontramos todos para realizar uma confraternização e tirarmos nosso amigo secreto (Vulgo, Amigo chapado) Cada um levou algo típico de sua cidade e trocamos os presentes por alí mesmo. Fizemos até a camisa da Viagem.
      (Em seguida partimos para Alto Paraíso.)

       
      Já em Alto Paraíso..
      Nos hospedamos no Buddys Hostel. Valor da diária R$ 50,00
      A Dona (não me lembro o nome) é uma graça e tem uma energia incrível para receber seus hospedes.
      Hostel muito tranquilo, limpinho e agradável. Camas confortáveis e o banheiro do nosso quarto, mais limpo, impossível.
       
      Após aquela boa noite de sono que todos estavam precisando, nosso destino era o Quilombo Engenho II, em cavalcante, para conhecer a tão falada Santa Bárbara.
      Cavalcante e Alto paraíso ficam em média à 1h e 30min de viagem.
      Chegamos ao Quilombo, onde recebemos todo o apoio turísticos dos próprios moradores.
      O Guia é obrigatório e é dividido pelo número de pessoas do grupo. No nosso caso, pagamos 20 reais por pessoa. (Importante lembrar que o passeio dura o dia todo, por isso é importante chegar cedo)
      O passeio se iniciar com a visitação a Cachoeira da Capivara que é linda e a trilha é curta e próxima ao quilombo.

       
      Após a Capivara, vamos conhecer a Santa Bárbara
      Para chegar até o início da trilha, é necessário contratar um Pau de Arara
      Que custa R$ 5,00 ida + R$ 5,00 a volta. (Se quiser arriscar ir com seu carro, ok, mas não indico, pois passa por partes alagadas e estradas ruins)

      A Trilha dura em média de 1h a 1h e 30min.. Mas olha, chega a ser lindo de doer.
       
      Primeiro conhecemos a Santa Barbarinha, que também é linda e fica poucos passos antes de Chegar a Santa Barabara. Ela é um pouco menor que a Santa Barbara. É possível ver os peixinhos na água.


       
      Eis a Santa Bárbara..

       
      Já no fim da tarde retornamos famintos e o almoço é por conta das mulheres da Comunidade Quilombola..
      Que delícia!
      O almoço custa R$ 30,00 e você pode comer à vontade.. Tem muitas opções de pratos. Comida caseria de primeira!
      (Não encontrei minhas fotos do almoço, por isso peguei essa da internet, de alguém que também comeu lá)
       
      Pronto! Comemos!
       
      Na volta de Cavalcante para Alto Paraíso, passamos no famoso mirante. A vista é incrível. De maneira alguma perca aquela vista. A foto não consegue captar o quão incrível é. Veja você mesmo!
       

       
      Dia de ir embora chegando e a tristeza já batendo.
      Nada como uma Pizza, uma Breja e um forrózinho em Alto Paraíso.

      Aquele momento especial, com pessoas especiais que você não sabe quando vai conseguir encontrar todos de novo.
      Foi ótimo.
      Último dia
       
      Nem tudo é pra sempre, né ? Mas a marca que a Chapada deixou em nossos corações, ficou.
       
      Logo após o café voltamos para BSB e aproveitamos a tarde por lá.

       
      Observações:
      1.A chapada em sí, é um destino barato.
      2.Reserve 40 reais por dia para gastos com alimentações básicas (almoço e lanchinho)
      3.Tem muitas opções de souvernir e bem baratas
      4.Coma as pizzas da chapada
       
       
      A experiência Veadeiros foi algo levado a sério. Não há nada que eu possa dizer que faça à quem lê sentir o que quem viveu foi capaz de sentir. Não deixe para depois. Vá logo para a Chapada! Sai e busca!
       
      Abraços!


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