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Depois de ver o clipe da música "Liberdade pra dentro da cabeça - Natiruts" virou um objetivo, conhecer aquele cenário que nunca tinha visto na vida.

 

Após pesquisar descobri que se tratava da Chapada dos Veadeiros, talvez a menos popular do Brasil devido ao seu acesso e cultura bem roots mesmo. A chapada fica em diversas cidades, as mais conhecidas são Alto Paraiso de Goias e Cavalcante.

 

Alto paraiso fica a 242km de Brasília, não fiquei muito la.. me hospedei na vila de Sao Jorge que fica uns 40min de distancia e é onde mais fica cheio pois é a sede do Parque Nacional da Chapada e tambem onde se rola mais vida noturna, com bares, lanchonetes, pizzarias…

 

Nessa viagem foi praticamente obrigatório o aluguel de carro, pois todos relatos diziam que ônibus não existiam ou era uma frequência decidida pelas empresas, não achei nada concreto de passagem entre Brasília e as cidades da chapada, e, como iria ficar poucos dias não poderia fazer como diversas pessoas fazem, o uso da carona pra chegar nos destinos. Até então iria sozinho pois como muita gente não tenho pessoas do meu convivio que topem esse tipo de saída da zona de conforto, seja pela parte financeira ou pelo puro comodismo de sempre ir pros mesmos lugares nas suas férias, então entrei em grupos de viagem no whatsapp, postei meu roteiro aqui no site em diversos posts e apareceram duas bençãos(ou não) na minha vida, Dani e Natália…

Dani morava numa cidade que ficava a 1h de distancia da minha então trocamos ideia e marcamos de nos conhecer antes da trip pra já ir se familiarizando.. já a natalia morava no Mato Grosso, mas por incrivel que pareça foi a que mais tive afinidade tanto antes, durante e dps da trip, conversamos até hoje super gente boa.

 

Chegou o dia da viagem, já tinhamos depositado metade da reserva na casa que ficamos na Vila de São Jorge, CASA DA PRI GAIA, tem uma pagina no face muita gente boa, é a casa dela mesma que mora com o filho e aluga quartos e também a area da frente para quem estiver com barracas, otima localização e valor ok, cozinha pra usar, enfim simples e interativo, a cara da chapada.

 

Chegamos em guarulhos, eu e dani saimos juntos mesmo voo e iriamos encontrar a nat la em BSB (aeroporto de brasilia), tudo certo check in e bora 1h30 de viagem… chegamos por volta das 13h a nat só chegaria as 15h então encontramos um restaurante com chopp num preço pagavel dentro do aeroporto mesmo pra passar o tempo….

 

Natalia chegou nos comprimentamos até que enfim nos conhecemos pessoalmente após uns 3 meses apenas de whatsapp… já logo fomos alugar o carro, deixamos pra ultima hora porque realmente não faz muita ou nenhuma diferença alugar com tanta antecedencia… chegamos nos guiches das lojas preços exorbitantes do que tinhamos visto na internet, resolvemos reservar na net e pegar no mesmo guiche (loucura), pegamos um sandero da operadora ALAMO que é parceira da UNIDAS mas que só faz venda online (mesma empresa só que online blablabla muito mais barato) reservamos no celular já mostramos pra mesma mulher que fez a cotação num valor de sei la 300R$ mais caro 10min atrás e bora lá….

 

Viajar trás varias coisas boas e novas pra nossa vida, experiencias, visuais, sensações… tu já perdeu a fé na humanidade? Faça uma trip e em algum momento vai ver que você deve ser melhor e se espelhar nas pessoas que encontram no caminho…. Chegamos locadora do carro, documentos necessários CNH, e cartão de crédito no nome da dona da CNH que irá alugar o carro para passar R$700,00 como garantia para o aluguel, valor seria extornado caso nada de errado aconteça com o carro, Natália não tem CNH, eu e dani sem cartão de crédito no nosso nome….. e empresa sem 1% de boa vontade, normas da firma… PQP não podia deixar em dinheiro tinha obrigatoriamente que ser no cartão…. Eu a milhas e milhas de casa, ngm conhecia ngm ngm ngm na cidade a não ser o presidente da republica. FODEU.

No roteiro no fim da viagem passariamos uma noite em brasilia, usando o COUCHSURFING (aplicativo para ficar gratuitamente em casa de locais na cidade, já usei em brasilia e curitiba conheci muita gente legal, economizei uma grana, conheci a cidade pelos olhos de locais, app fodaaaaaaaa) então único conhecido era um cara que nunca vi mais gordo, mas tinha conversado por whats vi as redes sociais que não parecia um serial killer e aceitou nos hospedar por uma noite daqui 7 dias….. era minha única opção ou abortar a trip, arriscar carona e perder passeios programados, talvez o voô… liguei para o tal cara que esqueci o nome poxa já fazem 9 meses sorry kkkkkkkk contei todo o blablabla e a pergunta final VOCE PODE VIR AQUI E PASSAR R$700 NO CARTAO DE CRÉDITO PRA GENTE? ( o cara nunca me viu na vida, não trocamos mais do que 50msgs no whats) resposta : SEM PROBLEMAS NENHUM, ONDE VOCE TA?

 

Pqp só podia ser brincadeira adrenalina foi a mil, quem é esse maluco que armou a gente assim a troco de nada e risco de perder dinheiro que não era pouco para fazer uma boa açao para uns lerdos que eram inexperientes em viagens pra longe… mandei localização, disse que em 30min chegaria…..

 

16h e nada já havia se passado 30min mas não iria acelerar o cara né… 17h 18h.. pqp o cara só falou e nada mentiu pra despachar a gente da encrenca e sumiu no mundo… liguei “CARA TA UM TRANSITO DA PORRA MAS EU TO CHEGANDO RELAXA” relaxar? Umas 3h sem comer, no estacionamento de uma locadora de veiculos incerteza da por** um puta calor do cerrado “OK, SEM PROBLEMAS VICTOR” (lembrei o nome)…. Umas 19h30 chega um JEEP, escrito CONHEÇA TESOURO – MT e desce o cara da foto do whats salvação pqp obrigado victor.

 

foi la fez o aluguel no seu nome passou cartao, colocou a dani como segunda motorista trocamos algumas ideias mas como iriamos (ou achavamos que iriamos) pra chapada ainda nesse dia nos despedimos e fomos sentido Goias….

 

Jogamos o trajeto no google maps e nele havia um shopping, resolvemos ir la pra comer e comprar comida e bebidas pra levar na chapada…. Isso já 20h… comemos um Mac donalds merecido compramos kit sobrevivencia, pao puma miojo cerveja pra levar pra trip mas quando chegamos no carro bateu a bad.. iriamos direto pra cavalcante que fica a 310km, quase 4h de viagem já havia lido que a estrada não era muito movimentada e não era muito viavel viajar a noite, tentamos entrar em contato com victor mas ele é um cara muito desapegado do celular respondia as msgs no whats sem uma logica as vezes na hora ou após sei la 4h, realmente demos sorte dele atender quando precisavamos REAL na hora do carro, ligamos anoite ele não atendeu mas como já tinha feito um baita quebra galho resolvemos não insistir mais e procuramos um hostel….

 

Achamos um perto hostel 7 se não me engano 50R$ quarto compartilhado, achamos rapido no maps, fica numa regiao não muito boa em Brasília meio que um povo estranho pra rua, policia, muitos moradores de rua mas ok tamo aqui né, estacionamos o carro na frente, fizemos check in e tal… tomei um banho, era dia de CORINTHIANS x PALMEIRAS e tinha um bar do lado do lado do lado colado com o hostel, BAR DA COPA, jamais vou esquecer copa tinha sido 3anos atras, bar todo decorado amarelo e verde, o dono sentava pra beber com os clientes ia pedir uma breja no caixa o cara tá la fora sentado numa mesa conversando kkkkk figura demais, espero tomar uma breja la novamente, Corinthians como sempre ganhou 2x0 fui dormir contente outro dia café as 7h (ou não) e partiu chapada dos veadeiros….

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2º DIA

 

Ja tinha ficado em hostel apenas 2x na vida e sempre no mesmo, em São Bento do Sapucai no carnaval.. sempre tranquilo dormia com mais pessoas no quarto, na paz… em BSB acordei 05h da manha um cara roncando pelo amor de Jah, simplesmente TODAS pessoas levantaram deviam ter umas 9 tirando o dito cujo, levantei não acreditava que tinha dormido apenas 5h, café seria apenas as 07h, mas já tinha perdido o sono, chamei as meninas e fomos embora, traumatizante mas vamos embora… pegamos a estrada depois de 1h mais ou menos entramos em goias… asfalto sempre bom porém uma faixa pra ir outra pra voltar praticamento o percurso todo, estrada estava com movimento bem menor do q de costume do sudeste mas sempre tem os apressados querendo ultrapassar em lugar proibido então fique atento, visual MARAVILHOSO coisas que jamais iria imaginar aqueles planaltos sem fim, vegetação do cerrado, muito foda centro oeste é bom demais…

 

as estradas são monotonas cidades BEM distantes uma das outras, não arrisque a gasolina deixe o tanque sempre cheio.. e causa um sono tanto que dirigi umas 2h30 não aguentei troquei de volante com a dani e capotei… depois de uma viagem cansativa ainda mais pela noite mal dormida chegamos em cavalcante e fomos direto procurar a cachu mais famosa da chapada SANTA BARBARA, chegamos no centro de turismo da cidade super humilde pegamos uma guia e fomos, menina super doce 20anos, só foi a brasilia por questões médicas NUNCA NUNCA foi num shopping na vida, cara a realidade tá do nosso lado, o mundo é muito diferente da vida de cada um, fechamos por um valor x não me lembro mas não deu mais que 40R$ cada e ela ficaria conosco o dia todo iriamos em 2 cachoeiras, a já citada e a CAPIVARA, ambas precisam passar pelo quilombo que novamente não lembro nome.. la se paga a taxa de R$20 posso estar enganado, mas quase isso….

 

Pra chegar em santa barbara é punk… vai de caminhão e depois novamente paga R$10 pra fazer trajeto numa 4x4 JAMAIS arrisque ir de carro próprio, até tinha um povo doido la mas juro, me julgo um bom motorista, e não sei como chegaram la, não sei como a 4x4 chegou la, são uns buracos imaginaveis….

 

Eles deixam a gente numa entrada e após uns 3km de trilha chega no complexo de cachus… cor da agua é realmente diferente, santa barbara é um pouco menor que as imagens das fotos da net mas vale a pena já que tu está na chapada, fizemos um lanche com bolachas da vida 1h dps fomos pra capivara….

 

A cachoeira da capivara realmente me impressionou, não pela cachu em si mas uma puta vista caraca, escrevi até uma música olhando o horizonte você em cima de umas montanhas olhando imensidão da chapada cara que vibe….

 

Acabamos ficando mais tempo na capivara que na santa barbara porque também estava mais tranquila em relacao ao numero de pessoas.. dps fomos embora mas isso já era umas 16h da tarde pois o deslocamento entre as cachus e o centro da cidade é bem grande….

 

Deixamos nossa guia la putz muito gente boa de bem com a vida timida bem simples mesmo que ela esteja super bem e feliz na vida dela nesse momento e até breve =) colocamos o pé na estrada e agora rumo a vila de são jorge achar nosso lar….

 

Estavamos quase chegando e já estava escurecendo por do sol lindo sem nada em volta pra atrapalhar sol parecia que quanto mais baixava mais queria dar luz, realmente um show até atrapalhava pra dirigir de tanto claridade laranja linda, quando a noite chegou estrelas radiantes como nunca vi nem no interior aqui de SP… e realmente uma vibração diferente no ar, a chapada fica sobre uma imensa placa de cristal quartzo e realmente influenciou minha chegada foi meio impactante senti os efeitos da natureza hahahaha enfim me recompus e após muito perguntar achamos nossa casa, nos acomodamos tomamos banho e fomos procurar uma cerveja geladaaaa

 

vou deixar meu insta, la tem algumas fotos e tbm podem tirar duvidas @pcs.salgado

 

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3° DIA

A noite na vila de sao jorge é bem movimentada, poucas mas boas opções para todos os gostos, pizzarias, bares, uns mais roots, outros chiques, enfim.... e o povo de brasilia bate carteira la FDS entao foi bem legal, fomos num bar bem no fim da rua principal rolando um reggae e litrão a preoço justo 9$ se nao me engano... nao voltamos muito tarde pra casa.

no dia seguinte acordamos nao muito cedo acho que umas 9h e fomos fazer a trilha do mirante da janela, tudo é facil de achar só ir perguntando... fomos de carro até la, a trilha do mirante fica fora do Parque nacional...nunca fui de fazer trilhas aqui em SP mas deu pra me virar bem até me surpreendi com o condicionamento, não é nada de outro mundo porém é algo diferente das pequenas trilhas que ja tinha feito... senao me engano sao 12km ida e volta... após uns 40min de caminhada voce passa por uma casa que fica um senhor responsavel pelo controle de visitantes, tudo simples talvez nao tenha nem energia na casa, rola um café preto e agua pra tomar.. tu acerta os 15R$ de taxa , deixa seu dados e vai na fé..... nao fiz com guia e também nao acho necessario, tem umas setas indicando a trilha.. apenas ao final que ficamos um pouco confusos e talvez se nao fosse as pessoas que ja estavam no mirante pra nos guiar pela voz iriamos ralar pra achar o lugar exato pra se obter a vista maravilhosa.... no meio da trilha rola uma cachu mas ela é sazonal só tem agua em certa época do ano e quando fomos em julho estava seca....

 

umas 16h no máximo ja tinhamos terminado e fomos pra casa, tomamos um banho comemos e descansamos o resto do dia.. e anoite novamente curtir um reggae no centro com o pessoal que tbm estava no nosso "hostel"

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    • Por Andrei Tunes Claro
      Olá amigos mochileiros. Hoje vou compartilhar com vocês um relato sobre a travessia das 7 quedas da Chapada Dos Veadeiros com eventos que podem ajudar todos que quiserem realizar a travessia, ou estejam pensando em fazer a primeira trilha com camping.
      Todo mundo que ingressou nesse mundo de trekking passou por perrengues que acrescentou grande vivência e amadurecimento, conhecimento dos limites do corpo, aprendizados valiosíssimos que carrega-se para o resto da vida.
      Esse fim de semana eu e a Nanda realizamos a famosa travessia das 7 quedas pela segunda vez junto com quem nunca havia feito e com quem já fez, mas não adquiriu muita noção ainda. E essa experiência me inspirou a contar para vocês como faz diferença ter um bom planejamento, conhecer o corpo e saber tomar boas decisões.
      São 23 quilômetros de caminhada feita em dois dias e conhecer a trilha (tipo do terreno, clima, fauna e flora) é fundamental antes mesmo de iniciar a aventura, pois é a partir daí que começamos a montar a mochila com as coisas mais essenciais, e isso faz muita diferença, pois previne de levar coisas desnecessárias que se transformaria em peso e previne de esquecer coisas extremamente necessárias.
      Primeiro vou fazer uma breve explicação sobre esse pequeno trekking.
      A Chapada dos Veadeiros se situa no estado de Goiás, é uma região muito extensa no coração do cerrado, região essa que é predominada por árvores baixas, vegetação rasteira e clima extremamente seco, a travessia só é permitida ser realizada no período da seca, de julho a setembro, período este que o clima é mais duro ainda. O percurso tem ao todo 23 quilômetros (não é uma trilha longa) que se inicia na entrada do parque nacional da Chapada Dos Veadeiros na cidade de São Jorge e acaba na beira da estrada a 11 quilômetros da cidade. Normalmente a travessia é realizada em dois dias e no final tem-se 3 opções: alguém deve estar esperando os trilheiros para serem resgatados na rodovia, ou os trilheiros pedem carona para voltar para São Jorge, ou voltam a pé pela beira da estrada. Voltando a trilha, ela é iniciada seguindo as setas vermelhas, caminho para os Canions, até encontrar com as setas laranjas que são as especificas das 7 quedas, nesta trilha há contato com com o rio em 3 ocasiões, uma quando se encontra o acesso aos Canions I (Não recomendado), outra quando tem que atravessar o rio e a última no camping.
      Agora que vocês ja conhecem o básico, vamos ao relato:
      Organizamos a travessia com um grupo que a princípio seria de 12 pessoas, mas ao final restaram apenas 6. Como só há 30 vagas no camping e é necessário agendar a travessia pela internet, se a pretensão é ir no fim de semana, o recomendado é que faça a reserva logo no dia que é aberta a temporada de reserva, pois elas acabam muito rápido. A reserva custa 18 reais.
      Vou apresentar os integrantes dessa aventura:
      - Eu (Andrei) e Nanda: os experientes do grupo, já tendo realizado a travessia das 7 quedas e outras trilhas de longa distância com camping.
      - Sônia (minha mãe) e Gabi (minha sobrinha): Já haviam realizado a travessia das 7 quedas uma vez e outra trilhas pequenas sem camping.
      - Kleber e Livia (amigos): Já realizaram trilhas pequenas sem camping.
       Como falei anteriormente, conhecendo para onde vamos é que podemos montar a mochila. Em uma trilha que, apesar de curta, é no cerrado em época de seca e com poucos pontos de água, devemos levar um reservatório de água de no mínimo 2 litros por pessoa, lanches leves com grande fonte de energia, uma farmacinha completa também não deve faltar (com no mínimo anti-séptico, álcool, algodão, bandaid, comprimidos para dores musculares, dores de estômago, problemas intestinais, problemas alérgicos, soro, sal e açúcar, pinça, etc). Como a caminhada é com muito sol, tem que ter protetor solar fator 50 no mínimo, repelente, camiseta de manga comprida, calça leve tipo tactel, tênis apropriado e amaciado. Como terá camping, temos que pensar também na barraca, saco de dormir, colchonete ou isolante (algo para não dormir no chão duro) fogareiro (pois é proibido fazer fogo), panela, copo, talher e comidas que não pesem muito na mochila, pois caminhar com muito peso nas costas de baixo de um sol quente não é fácil e lanternas. Por último, roupas leves para mais um dia, roupas para entrar no rio, bonés ou chapéu que cubram o pescoço. Nesta época faz muito calor, então é dispensável roupas de frio.
      Fomos sexta-feira em dois carros para São Jorge as 16:00hs, saindo de Brasília. Já com reservas feitas em uma pousada com o nome de Pousada Refúgio. Decidimos ficar em uma pousada e não em camping para descansarmos melhor, tomar café, poupar tempo para sair e as 8:00hs estarmos iniciando a trilha. A informação que tinha era que o parque abria as 8:00hs, então levantamos as 7:00hs, nos arrumamos e colocamos as mochilas no carro. Fui verificar a equipe, todos ja estavam acordados, fui no quarto de minha mãe e parecia que tudo ja estava pronto, as mochilas pareciam arrumadas, faltando pequenos itens. Dei bom dia e fui pegando uma das mochilas que entendi estar pronta, perguntando se ja podia levar, elas me deram um ok e eu levei. Aquele quarto tudo parecia certo, já eram 7:20hs. Depois fui no quarto do Kleber e da Livia e parecia que as mochilas também estavam prontas, o Kleber estava com uma nas costas dizendo estar testando, olhei a mochila de relance e parecia uma mochila de trilha com alças de peito e barrigueira e não dei muita atenção para a outra. Como tudo parecia ok falei que ia tomar café e que aguardava todos lá. Eu, a Nanda e a Gabi estávamos no horário tomando café, minha mãe chegou um pouco depois, mas o Kleber e a Livia se atrasaram um pouco e acabamos demorando e se atrasando em meia hora.
      Chegamos no parque por volta das 8:20hs e como da última vez, deixaríamos os carros em um chácara ao lado que tinha parceria com o pessoal do estacionamento do parque, mas surgiu o primeiro imprevisto, não havia mais parceria, se fôssemos deixar o carro no estacionamento além de ter que pagar 15 reais por dia, não teríamos segurança a noite. Minha mãe então resolveu falar com um funcionário do parque que ofereceu carona para que pudéssemos deixar os carros na pousada, levar os carros para a pousada e voltar de carona para o parque foi mais atraso. Ao entrarmos no parque, tivemos outro imprevisto, agora além de pagarmos a reserva da pernoite no camping, temos que pagar 17 reais de entrada para uma empresa nova que administra o local. Ainda ficamos sabendo que para os que vão realizar a travessia o parque abria as 7:00hs, falha nossa. Para resumir, iniciamos a trilha ad 9:30hs. O que aprendemos foi sempre se atualizar com todas as informações novas que possa ter e sempre sair no mínimo 30 minutos antes do planejado.
      A trilha:
      Começamos a caminhada seguindo as setas vermelhas. Como estávamos atrasados não tiramos fotos. A Nanda puxava o grupo e eu seguia atrás com os mais lentos. Ao andarmos alguns metros percebi um problema, a Livia estava com uma mochila muito grande para a altura dela, a barrigueira ficava folgada e as alças também, isso iria prejudicar seus ombros. A mochila que minha mãe utilizava também não era apropriada, mas se encaixava bem nas costas. Não falei nada, mas sabia que mais na frente teríamos problemas.

      Apesar do atraso resolvemos passar nos Canions II e relaxar lá por uns 30 minutos. Todos entenderam e tudo foi conforme o planejado, a trilha, incluindo o Canions, aumentou em 3 quilômetros, totalizando 19 quilômetros até o camping. Neste dia tivemos a sorte de estar nublado o tempo todo, minimizando o efeito dos raios do sol. A caminho dos Canions II a Nanda, que puxava o grupo, não percebeu a planta angiquinho, uma planta nativa do cerrado que tem uma flor linda, e acabou batendo o rosto e se cortando toda, foi a primeira necessidade da farmacinha, limpamos o rosto dela e batemos anti-séptico e passamos pomada.

      Quando estávamos no lago dos Canions II, acabei colocando minha mão em uma rocha cheia de minúsculo espinhos que só consegui tirar com pinça, utensílio indispensável na farmacinha. A Nanda estava sentindo dor na virilha e a Gabi estava com dor de cabeça, então a farmacinha novamente entrou em ação com comprimidos para dor.
      Seguimos caminho, voltando dos Canions II para seguir as setas laranjas, a partir deste ponto surgiram novos imprevistos: caminhamos por mais 3 quilômetros e a Gabi começou a passar mal do estômago, com náuseas e dor, paramos na sombra de uma árvore para dar um tempo e analisar a situação, então o Kleber aproveitou para urinar ali perto, foi ai que surgiu a primeira preocupação séria. O Kleber havia feito uma cirurgia para retirada de pedras no rim e estava com um catéter na uretra e só ficamos sabendo naquele momento, pois ele havia urinado sangue e estava preocupado. A história era que o médico do Kleber havia liberado ele para realizar a travessia, mesmo com a informação de que seriam dois dias de caminhada com mochila pesada nas costas. Pelo ponto que estávamos, ou ele e a Livia voltavam 7 quilômetros, ou seguiam por 9 quilômetros até o camping. Ai vai uma dica, nunca pense em fazer alguma trilha logo depois de qualquer tipo de cirurgia, pois seu corpo precisa se recuperar muito bem. Voltando a história, Kleber acabou por assumir o risco e resolveu seguir em frente, a Nanda para ajudar resolveu carregar a mochila do Kleber por um tempo para evitar que ele fizesse muito esforço, a Gabi se recuperou um pouco comendo uma barrinha de cereal e nós seguimos para o camping, eram 11:30 da manhã e foi ai que a Livia começou a sentir o desconforto da mochila, era impossível regula-la em seu corpo, então dei a idéia do Kleber trocar de mochila com ela, não ficou 100%, mas melhorou muito, uma mochila no tamanho ideal para o corpo e bem ajustada nunca irá prejudicar a lombar. Seguimos viagem e por algumas vezes precisei abastecer os cantis da Gabi e de minha mãe, pois a garrafinha que elas levaram era apenas de 500ml e para caminhar em um cerrado na seca não era suficiente, ai mais uma dica, nunca leve menos de 2 litros de água para uma trilha de mais de 20 quilômetros.
      Como estávamos um pouco atrasados e sem fome, decidirmos não almoçar ao meio dia e seguir em frente. Ao chegarmos no cruzamento do rio, um ponto onde é necessário atravessar o rio para seguir do outro lado do seu leito, resolvemos dar uma paradinha para encher as garrafinhas de água, ai tivemos mais um probleminha, minha mãe e a Gabi não haviam levado pastilhas de clorin (purificadora de água), por essa razão acabamos compartilhando as que nós tínhamos e isso iria fazer falta, nova dica: se quiser tomar água mais segura sempre tem que levar clorin. No rio resolvemos também dar uma pequena pausa para comer o que minha mãe tinha levado, ela havia preparado charutos de carne enrolados na couve, já prontos e congelados que, com o tempo, foram descongelando, como não era necessário preparar, foi essencial para não perder tempo, comidas rápidas podem poupar muito tempo em uma trilha.
      Após atravessarmos o rio começamos o trajeto mais difícil do dia, pois seriam 8 quilômetros de trilha subindo sem água, com pouca sombra e muito calor e seca. Não sei se aquelas plaquinhas que indicam a distância do camping mais ajudam ou mais atrapalham:

      Só sei que quando encontrávamos com uma era uma alegria e um desespero misturados.
      Fomos caminhando e tivemos que parar novamente, pois a Gabi não estava muito bem, acabou passando mal do estômago novamente, com dores de cabeça e náuseas, estava cansada e próximo de estar naqueles dias. Nada que a farmacinha não possa ajudar, dei para ela um comprimido de buscopan e a Nanda novamente se prontificou em carregar a mochila da Gabi até a plaquinha de 3 quilômetros, demos um tempo para o remédio fazer efeito e seguimos.

      Depois de passarmos a plaquinha de 3 quilômetros, a Gabi já se sentia muito melhor e pode levar sua bagagem, mas logo na subida do morro na metade do trecho minha mãe sentiu o cansaço da subida e precisou parar. A Wonder Woman, Nanda, agiu novamente e resolveu levar a mochila de minha mãe, um detalhe, quando ela levava mochila dos outros era carregando a dela nas costas e a dos outros na frente, fazia isso puxando o grupo ainda. Minha mãe precisou de um tempo para se recuperar e eu fiquei com ela, depois que se sentiu melhor emprestei meus bastões de caminhada para que ela pudesse caminhar melhor, mas uma dica para os que sentem o peso da mochila nas pernas e pés, o bastão de caminhada é essencial e ajuda a distribuir o peso do corpo.
      Mesmo sem a mochila, foi difícil para ela chegar, mas quando chegou foi uma alegria só. Chegamos por volta das 16:30hs e a dica era montar as barracas antes de qualquer coisa no camping. Depois de devidamente instalados fomos curtir o rio das sete quedas, relaxar as costas, tomar um banho sem químicos, pois é proibido utilizar shampoo e sabonete no rio, abastecer nossas garrafas e fazer o almoço. Foi nesse momento que tivemos outro contratempo, pois para um grupo de 6 pessoas nós só tínhamos o meu fogareiro. Isso não foi um problema, mas quando o grupo é grande o ideal é ter no mínimo um fogareiro para cada duas pessoas, ou fazer um jantar bem coletivo de uma panela só, se não acaba gerando fila. Para nós isso foi facilmente resolvido pois fizemos um almoço que deu para todos.

      Mais tarde resolvemos tirar fotos das estrelas, relaxar mais um pouco e depois ir pra cama. Como resultado da trilha a Lívia acabou com o pé cheio de bolhas, pois o tênis era muito novo e não fora amaciado direito, iria ser um problema para o dia seguinte. A dica aqui é sempre amacie o tênis muito bem antes de realizar uma trilha longa, assim diminui o atrito no pé e evita as bolhas. O Kleber e a Lívia não tinham levado nada para deitar, então para eles a noite foi um pouco mais dura pois dormiram apenas em cima do saco de dormir. É sempre bom levar pelo menos um isolante térmico para não deitar diretamente no chão.

      No dia seguinte acordamos as 6:00hs da manhã, mas o problema de ter apenas um fogareiro acabou por alongar demais o tempo do café da manhã e eu também acabei perdendo a noção do tempo no rio, fazendo com que fôssemos sair as 10:00hs da manhã. É sempre importante deixar todos os horários bem definidos com o grupo, pois ai todo mundo aproveita o dia e não atrasa ninguém. Por causa disso minha mãe acabou que entrou na água das sete quedas por 10 minutos apenas e a Lívia nem entrou, uma pena.
      A trilha final é bem puxada, são 7 quilômetros onde, metade é subindo o morro e o resto é por uma estrada de chão. Na subida a Gabi novamente passou mal e ficou pra trás comigo, foi preciso tomar outro buscopan e esperar um pouco, no meio do caminho ainda teve uma farpa imensa entrando em seu dedo e adivinhem, tinha na farmacinha álcool, anti-séptico, algodão, pinça, agulha e bandaid, tudo que precisamos para tirar qualquer farpa do dedo. Após ela melhorar ainda acabamos por alcançar a Lívia e o Kleber algumas vezes, pois devido as bolhas nos pés da Lívia ela andava com dificuldade, mas no final todos se encontraram na casinha da torre de celular. Dali para frente seriam mais 3 quilômetros de estrada de terra. Minha mãe emprestou um chinelo para a Lívia e ela conseguiu seguir a caminhada mais aliviada.
      Na torre liguei para os resgates nos pegar na rodovia e todos se superaram e chegaram bem as 12:40hs. Fomos agraciados pelo Célio com uma maravilhosa ducha e uma sauna para relaxar os músculos na pousada Refugio.
      Espero que esse relato ajude todos os trilheiros de primeira viajem a estarem mais preparados.
      Um grande abraço!

    • Por JESSICA EMILY
      CHAPADA DOS VEADEIROS EM 3 DIAS GASTANDO POUCO
      Saí de BH com um amigo rumo a Goiás no dia 31/08 e com 12 horas de viagem chegamos a Chapada dos Veadeiros. Média de custo de gasolina: R$ 600 reais (ida e volta). Tendo em vista que a passagem aérea para 2 pessoas daria o dobro desse valor, consideramos ok o custo. No trajeto existem pedágios que pagamos uma média de: 60 reais (ida e volta). Para conhecer os atrativos, os valores ficam entre 20 e 30 reais/atrativo sendo que a cachoeira Santa Bárbara exige um guia que custa entre 100 e 150 dependendo do número de pessoas do grupo. Os almoços na região variam de 20 a 40 reais e a diária do hostel que ficamos (quarto privativo) pagamos 150, caso seja compartilhado custa uma média de 40 reais/pessoa. Conhecemos: Vale da Lua, Loquinhas (existem vários poços a serem descobertos), Cachoeira dos Cristais (São várias quedas d'agua), Cachoeira Barbarinha  e Santa Bárbara (ambas com água azul turquesa). Indico ficar em Hostel e preparar a alimentação toda no local e levar para os passeios, fica bem em conta. Fizemos isso. Iremos voltar pois existem muitas outras cachoeiras na região e é incrível a beleza e os atrativos da Chapada dos Veadeiros. Para saber sobre mais viagens que eu fiz, acessem meu Instagram: @jessplanejatrip. 







    • Por Júlia Saleh
      Quando ir: dá para ir durante o ano todo, mas o mais aconselhável é na época da seca, no meio do ano. Faz bastante sol e calor durante o dia e a noite esfria bem. Na época de cheia existe o risco de trombas d’água e alguns atrativos ficam fechados. Fica sempre cheio de turistas em feriados e férias.
      Quantos dias ficar: por lá ouvi dizer que existem mais de 200 cachoeiras, muitos vão e resolvem ficar para morar, nenhum tempo é suficiente para conhecer tudo. Eu aconselho pelo menos uma semana para visitar os atrativos principais.
       Como chegar: a maneira mais comum é a partir de Brasília (240 km), onde muita gente aluga carro, pede carona ou pega o ônibus da Real Expresso (www.passagemrealexpresso.com.br), que sai de manhã e de noite para Alto Paraíso. A volta de ônibus tem apenas um horário de tarde. Entre Alto Paraíso e São Jorge não tem ônibus.
      O que fazer: o que tem de melhor na chapada são as cachoeiras. Não saia de lá sem conhecer as Cataratas do Rio dos Couros, os saltos de 120 e 80m do parque nacional e a Cachoeira Santa Bárbara.
      Onde ficar: Alto Paraíso e São Jorge oferecem uma infinidade de opções de hospedagem. Como são cidades pequenas, fáceis de andar a pé, o melhor é escolher um lugar perto do centro. Em Alto Paraíso a Av. Ary Valadão Filho concentra os principais restaurantes e lojinhas. Já em São Jorge, a rua principal é a Cinco. Lá eu indico o Camping Taiuá Ambiental, que é simplesmente maravilhoso. Super agradável e bem estruturado, oferece aluguel de barracas e tem vários shows na alta temporada.
      Transporte: dá para ir para a chapada sem carro sim! Essa é a escolha de muitas pessoas e inclusive foi a minha. Não tem ônibus e não dá para ir a pé para São Jorge e para a maioria das cachoeiras, mas existem outras opções. Você pode contratar empresas de turismo que oferecem os passeios ou guias que levam as pessoas em seus próprios carros. Algumas hospedagens também organizam vans que reúnem os viajantes. Dá para alugar bicicleta, a estrada entre Alto Paraíso e São Jorge tem ciclovia! Mas o jeito mais legal de arrumar transporte na chapada é por caronas. Lá se diz que a cultura caroneira é muito forte. É bem fácil conseguir carona na estrada e muita gente fica pedindo. Existem grupos no facebook que reúnem pessoas pedindo e oferecendo carona para chegar lá (https://pt-br.facebook.com/groups/240194479350012/) e para ir para os passeios.
      Se estiver de carro, tudo fica mais fácil. Dá para ir a todos os lugares, os atrativos principais são bem sinalizados.
       
      Eventos: diversos eventos acontecem durante o ano na chapada, mas tem dois que eu considero imperdíveis. O Encontro de Culturas e o Festival Ilumina. Ambos em julho.
      Dinheiro: em Alto Paraíso tem uma agência do Itaú e caixa 24h. Em São Jorge não tem nada! Se programe antes. Muitos lugares aceitam cartão, mas nem todos, principalmente cachoeiras que cobram entrada.
      Alimentação: há uma infinidade de opções de restaurantes em Alto Paraíso e em São Jorge. Tem também mercado, padaria e lugares que preparam lanches e kits para levar nas trilhas. A chapada é um paraíso para os vegetarianos e veganos. Tem muitos restaurantes específicos e os outros costumam ter opções.
                  Todo mundo fala e é verdade, a chapada é mágica. Não sei o que tem de especial naquele lugar para reunir tanta coisa boa. Mas é só chegar lá que você já sente. Não é à toa que quem vai não quer mais voltar e muita gente larga tudo para morar lá. Cada lugar, cada cachoeira, cada pessoa que você encontra, parece que está tudo em uma sintonia muito boa. É um lugar perfeito para se conectar com a natureza e conhecer as belezas do cerrado. Fui para lá sozinha e conheci muita gente, arrumei ótimas caronas e fiz boas amizades.
       
      Alto Paraíso ou São Jorge? A Chapada dos Veadeiros é uma grande região, que inclui várias cidades. Quem vai para conhecer as cachoeiras costuma se hospedar em Alto Paraíso de Goiás ou na Vila de São Jorge. Elas ficam apenas meia hora de carro uma da outra e dá para fazer os passeios saindo das duas. Alto Paraíso é uma cidadezinha pequena, já São Jorge é bem menor e mais simpática, não tem nem asfalto. Se for para ficar bastante tempo, eu sugiro dividir sua viagem entre as duas. Senão escolha a que fica mais perto dos atrativos que você quer conhecer. Visite o Centro de Atendimento ao Turista (CAT) para informações nas cidades.
       Alto Paraíso
        Feira do Produtor Local: Acontece todo sábado de manhã e terça das 15h as 18h. Dá para comprar vegetais orgânicos e comer várias coisinhas gostosas.
      Cataratas do Rio dos Couros: A entrada é de graça e o valor do estacionamento é livre. Para chegar pega-se um trecho da estrada em direção a Brasília e depois uma longa estrada de terra, sem indicação em algumas bifurcações. É indicado ir com guia, mas eu acho desnecessário. A primeira trilha é bem curta e leva até uma cachoeira muito linda. É preciso atravessar pela água para chegar nela. Depois a trilha segue o maravilhoso rio dos couros, que forma várias piscinas onde as pessoas tomam banho, até outra cachoeira bem maior. Reserve um dia inteiro para esse passeio.
         Loquinhas: É o atrativo mais perto de Alto Paraíso. Dá para ir de carro ou andando. A entrada custa R$25,00. A trilha é muito curta e muito fácil, toda de madeira, e vai acompanhando o rio e suas mini cachoeiras, com poços para banho. O mais interessante são os miquinhos que aparecem atraídos pelos turistas. O passeio é bem curto, dá para fazer em meio dia.
       Cristais: Parecido com a Loquinhas, mas bem mais bonito, uma trilha fácil e curta segue o rio e suas cachoeiras e poços. Custa R$20,00 para entrar. É um passeio para meio dia, ou um dia inteiro se você for a pé. Saindo de Alto Paraíso são 5 km na estrada em direção a Cavalcante e mais 3 km de estrada de terra.
         Fazenda São Bento – Almécegas I e II e Cachoeira São Bento: A fazenda fica na estrada entre Alto Paraíso e São Jorge e dá acesso às três cachoeiras. Entrada R$30,00. A cachoeira São Bento é a mais próxima e menorzinha, tem um bom poço para banho. Seguindo de carro por uma estrada de terra fica o acesso a Almécegas I. A trilha não é muito longa, mas é uma subidona bem cansativa. A cachoeira é bem grande e lindíssima. Primeiro se chega a um mirante em um paredão de frente para a queda. De lá dá para descer para o poço ou atravessar as pedras até a parte de cima da cachoeira. De volta à estrada de terra, é preciso seguir de carro até a Almécegas II, acessível por uma trilha curta e fácil. A cachoeira não é tão grande, mas é bonita. Reserve um dia inteiro para aproveitar as três cachoeiras.  
        Novo Portal da Chapada – Ashram do Prem Baba e Festival Ilumina: O Novo Portal é um “santuário ecológico” onde você pode se hospedar e também tem entrada para a cachoeira São Bento. Lá fica o ashram do Prem Baba, que durante uma temporada no ano recebe o guru e seus seguidores. É onde acontece o Festival Ilumina.
        Jardim de Maytrea: É uma paisagem que fica na estrada entre Alto Paraíso e São Jorge. Tem lugar para estacionar o carro e muitas pessoas vão para ver o pôr do sol. Uma bela amostra das belezas do cerrado e das formações rochosas da região.
         
      São Jorge
         
      Encontro de Culturas e Aldeia Multiétnica: É um evento incrível que acontece na segunda metade de julho e reúne indígenas, quilombolas, e visitantes para palestras, oficinas e shows.
         
      Vale da Lua: Um cenário bem diferente na chapada. Não se trata de uma cachoeira, mas de toda a área por onde a água do rio gastou as pedras formando algo que lembra a lua. Também tem pequenas cachoeiras e poços para nadar, com água bem gelada. A entrada é R$20,00 e a trilha é bem curta e fácil.  É um passeio de meio dia, ou um dia inteiro se for a pé. Seguindo de São Jorge em direção a Alto Paraíso há uma entrada para a estrada de terra, são 10 km no total.
         
      Mirante do Abismo e da Janela: Simplesmente o visual mais lindo da chapada! Na época da cheia tem a cachoeira do abismo no caminho, na seca é só o mirante. Fica fora do parque, mas a visão que se tem é dos saltos de 120 e 80m. A trilha começa com uma descidona, depois é plana e então vem uma subidona. Mais ou menos uma hora, até chegar no mirante. Dá para fazer em meio dia. A entrada custa R$15,00 e fica pertinho de São Jorge, em direção ao Parque Nacional.
      Cachoeira do Segredo: Para ir a cachoeira do Rio Segredo, é necessário sair de São Jorge na direção contrária à de Alto Paraíso. Não dá para ir a pé. Há uma placa no lado esquerdo da estrada que indica a entrada de uma estradinha de terra que leva até a guarita. Lá se paga R$40,00 para entrar ou se você comprar o ingresso antes em São Jorge tem 5 reais de desconto. A trilha até a cachoeira é bem diferente, com vegetações específicas que eu só vi por lá. O caminho todo é muito lindo e atravessa o rio por diversas vezes. Essa cachoeira é uma das mais altas da Chapada, ela fica cercada por um paredão de pedra e quase não recebe a luz do sol, a água é a mais gelada de todas.

      Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros: O parque fica pertinho de São Jorge, dá para ir a pé ou estacionar o carro lá. A entrada é grátis. Dá para entrar das 8h ao meio dia, mas ele fecha antes se atingir a lotação, o que costuma acontecer cedo em fins de semana de alta temporada. No parque tem 4 trilhas diferentes.
         Cânions e Cariocas: A trilha até a cachoeira Carioca leva aproximadamente 1 hora. O fim é uma descida pelas pedras bem íngreme, com algumas escadas. A cachoeira é grande e linda e tem uma ótima piscina para nadar. Dá para ir embaixo da queda d’água. Voltando um pouco na trilha tem um outro acesso para os cânions onde se encontra pequenas cachoeiras entre paredões de pedra e vários lugares para nadar.
       Saltos de 120 e 80m: São as maiores e mais famosas cachoeiras do parque. A trilha leva mais ou menos uma hora, sendo que boa parte é descida, bastante subida na volta. Primeiro você chega a um mirante dos saltos de 120m. Depois a trilha chega em cima dos saltos e de frente para o de 80m, onde você pode nadar sem chegar próximo da queda. De lá a trilha segue para as corredeiras, boas para nadar.
       Seriema: É uma trilha bem curtinha e sem água. Boa para quem quer andar pelo cerrado, mas não está disposto a fazer as trilhas grandes.
      Travessia da 7 Quedas: É uma trilha de 23 km, para ser feita em dois dias. A pernoite no parque deve ser agendada antes pelo site www.ecobooking.com.br. A cachoeira das 7 quedas é muito bonita e exclusiva, poucas pessoas vão até lá.
         Cavalcante
      Santa Bárbara: A cachoeira Santa Bárbara é uma das mais famosas da chapada, por sua água azul turquesa. Ela é realmente maravilhosa e vale a pena conhecer, mas fica bem longe, em Cavalcante, é um passeio de um dia inteiro. Em Cavalcante há várias outras cachoeiras e quem opta por visita-las pode se hospedar na cidade ou dentro do quilombo kalunga, onde fica a Santa Bárbara. Para visitar a cachoeira é obrigatório o acompanhamento de um guia. Alguns guias levam grupos desde Alto Paraíso, saímos em 9 pessoas em dois carros e ficou R$ 30,00 para cada. No caminho paramos em um mirante e na cachoeira Ave Maria. No quilombo pagamos R$20,00 a entrada, que dá direito também à visita da cachoeira Capivara, que é lindíssima. As trilhas são curtas e fáceis. Após o passeio, almoçamos a comida caseira típica, plantada e preparada no quilombo.
       
        Mais informações sobre esse e outros destinos no site: AVENTUREIRA  
         
       
       
       
    • Por Rodrigo CL
      Série de vídeos fantásticos da Chapada dos Veadeiros, suas trilhas, cachoeiras com imagens aéreas de drone.
      https://youtu.be/3VWMYf6ejwM
    • Por Marília Vicentini
      Oi pessoal,
       
      Estou querendo ir para a Chapada dos Veadeiros na primeira semana de Setembro! Alguém está planejando o mesmo e quer dividir os custos de carro e guia?
      Bjs


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