Ir para conteúdo
  • Cadastre-se
debalves

Colômbia - Bogotá e Cartagena em Março de 2018.

Posts Recomendados

Olá amigos Mochileiros! E mais uma vez grata por todas as informações colhidas por aqui, posto esse relato de nossa mais recente viagem, que foi para a Colômbia, onde conhecemos Bogotá e Cartagena de 22 a 29 de Março de 2018.

A idéia dessa viagem surgiu por ser um destino que não poderíamos gastar tanto, aliado a um antigo desejo de conhecer Cartagena e praias estilo caribe, somado à grandes expectativas com conversas recentes com um colega de trabalho que é colombiano. O recente acidente com os jogadores da Chapecoense na Colômbia e o quanto que os colombianos foram solícitos e humanos nesse momento também nos animou a conhecer esse país tão rico!

E lá fomos nós planejar nossa viagem.

Escolhemos vôos da Avianca para ir pois iriam direto do Rio de Janeiro para Bogotá (apesar do horário da volta ser à noite). Os vôos da Copa Airlines eram mais baratos, mas iriam fazer escala no Panamá e apesar de não ser um destino ruim de se explorar, não tínhamos nem muito tempo e nem muito dinheiro disponível no momento. As passagens para nós dois saíram em torno de 2746,40 Reais

Eu tinha pesquisado em alguns blogs e vi que o melhor lugar para se hospedar em Bogotá era na área do Parque de La 93 e procuramos um hotel por lá. Já em Cartagena foi um pouco mais difícil decidir pela hospedagem, pois não tínhamos orçamento para nos hospedarmos dentro da cidade amuralhada (era muito caro) e eu não queria me hospedar no bairro de Bocagrande, pois achei que iríamos ficar longe do centro histórico (eu queria ir todo dia para o centro histórico) e acabamos decidindo por ficar no bairro que chama Getsemani, que é um bairro revitalizado da cidade... ficamos com um pouco de receio, mas vários comentários na internet diziam que o bairro é "feio" mas é seguro. E resolvemos arriscar.

O câmbio é muito favorável 1 Real está em torno de 8mil Pesos Colombianos... e lemos que as coisas lá não costumam ser muito caras.

E vamos ao relato!

 

  • Gostei! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

O nosso vôo de ida era uma 8h da manhã e tivemos que acordar cedinho (sendo que no dia anterior trabalhamos até tarde e ainda arrumamos as malas, então descansamos muito pouco!) e achei que iríamos conseguir dormir um pouco no avião, mas eu estava com uma baita dor na coluna devido a uma hérnia de disco lombar recente e não consegui ficar bem posicionada com a inclinação da poltrona, ficando com muita dor e me mexendo muito durante toda a viagem. foram umas 6 horas de vôo intermináveis e ainda com uma garotinha de uns 2 ou 3 anos americana, atrás da gente, que não parava de gritar e os pais nem aí pra ela... que delícia!

Cheguei moída, e com a diferença do fuso, acabamos chegando ainda na hora do almoço... o lugar por onde saímos no aeroporto de Bogotá não dava a dimensão de quão grande esse aeroporto é (só na volta que vimos). Procuramos e rapidamente encontramos a saída, onde tem vários táxis esperando e fomos em direção a Calle 93, onde ficava nosso hotel. Passamos por algumas ruas que lembram bastante a Avenida Brasil aqui no Rio e achamos que a cara não era muito agradável... mas tudo bem... entramos na região que ficam as calles 93 e 94 e a paisagem ficou mais simpática... Pegamos um pouco de engarrafamento nessa região, mas logo chegamos no hotel. Ficamos hospedados no GHL Collection 93, que é bem confortável e bem localizado. Porém ainda era próximo das 13h e o check in era só às 15h! Nunca vi um check in tão tarde! E nem vimos isso antecipadamente! Mas sem problemas, perguntamos onde teria uma casa de câmbio próxima para trocar nosso dinheiro (não conseguimos trocar no Brasil os Reais para Pesos Colombianos, então trocamos para dólares. No aeroporto existe um câmbio nada favorável e eu até tinha lido antes que era recomendado trocar só um pouquinho do dinheiro, para se virar nos primeiros momentos) e fomos explorar o bairro. O staff do hotel nos indicou um "centro comercial" no final da rua (um mini shopping) e fomos para lá. Lá existe uma infinidade de casas de câmbio e foi até difícil escolher uma, avaliar qual que tinha a melhor taxa,  para trocar mais do nosso dinheiro. Depois foi difícil escolher um lugar para comer, pois vimos muitas opções de grandes redes de alimentação e acabamos ficando com uma hamburguería que é colada com o hotel e que o hambúrguer é simplesmente divino, chamada Chef Burger. Recomendamos! Gastamos em torno de 52 mil pesos para nós dois, com dois hambúrgueres, batatas e coca refil.

Quando terminamos de comer, já era 15h e pudemos fazer o check in. Pegamos nossas malas (o hotel tinha guardado em um quartinho para a gente, enquanto fomos resolver tudo) e nos acomodamos. Eu estava me sentindo muito cansada da viagem e com dor na coluna e queria muito aproveitar para explorar algum lugar turístico da cidade, mas só o que eu consegui fazer foi deitar e dormir (me senti uma velha). Mas o Rodrigo aproveitou para procurar uma loja que vendesse um chip de dados para que tivéssemos internet e achou em uma loja da Claro que ficava relativamente próxima, foi lá e voltou com o chip.

Quando ele retornou, já estava de noite e fomos comer uma pizza numa pizzaria próxima chamada La Diva, que também é muuuito gostosa, com o sabor que lembrávamos da Itália!

Em todos os restaurantes que íamos, os garçons perguntavam se podiam adicionar a gorjeta (propina, em espanhol) e a gente optava por adicionar ou não.

Depois fomos andando até o Parque de La 93 (uma praça enorme e muito arborizada, cercada de restaurantes e com policiamento presente) e passeamos um pouquinho por lá à noite.

Voltamos para o hotel e descansamos mais um pouco, para no dia seguinte finalmente explorar a cidade.

No dia seguinte, energias repostas, fomos tomar café da manhã (eu já tinha lido em vários blogs e sites que o café da manhã na Colômbia é muito variado em frutas e eles comem também ovo... mas pão que é bom... e nós estamos acostumados ao bom e velho pão nosso de todo café da manhã... então acabamos sentindo a diferença, pois só existia pão de forma e uns pãeszinhos que mais pareciam uns biscoitinhos... mas o café é saboroso... e muito forte também!) e fomos explorar o centro histórico. Li também que o Uber é muito utilizado em Bogotá e arriscamos pedir um Uber e foi bem bom! Rumamos ao centro histórico (que fica um pouco distante da Calle 93) e começamos pela Praça Bolívar... porém estava tendo um protesto no momento que chegamos, um grupo grande gritando palavras de ordem... ficamos um pouco apreensivos e mantivemos distância... e ficamos tentando tirar boas fotos da praça e dos prédios históricos da região. Muitos pombos (tenho nojo!) e pedintes na praça, é até chato tentar ficar circulando e tirando fotos pois você perde o número de vezes que é abordado por pedintes. Entramos na igreja para conhecê-la por dentro. E quando saímos chovia um bocado. Abrimos o guarda-chuva e resolvemos continuar o passeio.  Traçamos a rota no Google e fomos para o Museo Botero, que eu queria muito conhecer... e adorei! Não se paga ingresso para entrar (só tem que passar por um segurança com um detector de metais). O museu não é grande e dá pra ver tudo relativamente rápido. Quando terminamos a visita, já era hora do almoço e acabamos indo almoçar em um restaurante que achamos no meio do caminho, espanhol, de preços um pouco elevados, chamado La Paella de La Candelaria, porém conseguimos pedir pratos simples, de frango com batatas e salada e estava muito gostoso! O restaurante estava vazio e os garçons estavam assistindo o jogo da Colômbia na TV, próximo a nós e comentando os lances... Achei divertido!

Saindo do restaurante, continuamos explorando o bairro, muitas obras pelo caminho, passamos pelo Centro Cultural Gabriel Garcia Marques, porém não entramos, pois queria ir no Museo del Oro. O Rodrigo traçou a rota pelo Google e foi uma caminhada moderada até lá.

Chegamos no museu, a entrada custou 8000 COP o casal e segundo o rapaz do guichê, teria direito a áudio-guia, mas não encontramos onde pegá-lo (fomos em um balcão, o único que conseguíamos ver por ali, mas a moça falou que não era ali e não entendi onde era). Não tinha muita indicação de por onde começar a visita, era meio intuitivo: subir a escada... lá em cima um funcionário nos indicou o lugar por onde começar... mas a partir dali, só tinha um caminho a seguir e tudo era muito didático, contando toda a história de como o homem começou a usar o ouro e todas as formas que ele usou para confeccionar peças de ouro... o acervo do museu é magnífico e imenso! Ficamos algumas horas lá e foi até um pouco cansativo... mas bem legal! Quando terminamos a visita, já era próximo das 18h e falei com o Rodrigo que poderíamos visitar um local chamado Chorro de Quevedo, que pelo que eu tinha lido, foi ali que a cidade de Bogotá foi fundada, há muitos anos atrás, ao redor de uma fonte de água pública... mas como estava escurecendo, acabamos desistindo (não ia ter muita luz pra fotografar), compramos na cafeteria do museu, que estava fechando, um café com um muffin que era tudo de bom também e pedimos um Uber pra voltar para o hotel. 

Quando o Uber chegou, o motorista pediu para o Rodrigo ir na frente e explicou que lá eles sofrem muitas represálias dos táxis e ir na frente evita que sejam abordados. Gastamos em torno de 20 mil COP tanto a ida quanto a volta e acho que se tivéssemos ido de táxi tínhamos gasto 30-40 mil COP. Foi quando descobrimos que voltar foi a melhor coisa que tínhamos decidido fazer... no meio do caminho a chuva caiu com força total, alagando as ruas e nossa volta foi tensa!

Chegamos e quase tivemos que nadar do carro até a porta do hotel! Entramos, esperamos a chuva diminuir e como não diminuiu, pedimos outro Uber para o Parque de La 93... queríamos experimentar um restaurante que ficava lá chamado Crepes & Waffles, que vi em vários vlogs sendo resomendado e adoramos! Muuuuito bom! Pedimos crepes salgados e depois, de sobremesa, waffles doces! Eles servem sorvetes também... tudo maravilhoso! Cada crepe em torno de 20 mil COP, achei um preço bem em conta!

Depois que terminamos de jantar, ainda chovia muuuito e tudo alagado... estávamos perto do hotel, mas não dava pra ir à pé... pegamos outro Uber, uns 8 mil COP até o hotel e fomos descansar.

Poderíamos ter visitado mais lugares turísticos no centro histórico, mas confesso que visitamos tudo o que eu estava ansiosa por conhecer e tudo com calma... então valeu a pena!

 

 

  • Gostei! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

20180323_122518.thumb.jpg.db2d2d6ae80bd4a3a75a86052fe353e7.jpg

Praça Bolívar

20180323_122546.thumb.jpg.0544472f222a2ba189c9efa4f2901ec3.jpg

Protestos atrás de nós na praça

20180323_133349.thumb.jpg.9dc25a7de7915fb6a46bc9991d51030f.jpg

Museu Botero

20180323_133640.thumb.jpg.6ea405df59bb65df975f831288b2b705.jpg

Museu Botero

20180323_134342.thumb.jpg.dc7874d4cbe1cafd1cabb1833b76a32f.jpg

Museu Botero

DSCN3644.thumb.JPG.6d9b2274cb508a33eb81ec3b6b76d7d0.JPG

Jardim interno Museu Botero

20180323_161013.thumb.jpg.89c9727c670fbd90406600bf4faa6a02.jpg

Museo Del Oro

20180323_165621.thumb.jpg.2446161914688f6f6e088c8a241f75e7.jpg

Museu del Oro

20180323_170235.thumb.jpg.f9d6dae8320567f49857907f8ca3bf05.jpg

Museo del Oro

20180323_174513.thumb.jpg.7a2eccc6874f53dbf203abae7e7eca0d.jpg

Museo del Oro

20180323_172156.thumb.jpg.7c63125a07be51839df13e191b692654.jpg

Museo Del Oro

20180323_212927.thumb.jpg.c3307012191e51d08469a48be9aeacd3.jpg

Crepe da Crepes & Waffles

20180322_215712.thumb.jpg.83e282ec102a4004919caf00621a0293.jpg

Parque de La 93 à noite.

  • Gostei! 3

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
23 horas atrás, Juliana Champi disse:

Olhaaaa eu aqui seguindo. :D

Quero muito a Colombia! :)

Legal Ju! Obrigada!

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

No dia seguinte acordamos dispostos a conhecer o Cerro Monserrate, subindo pelo funicular, considerando que não daria pra subir à pé devido à minha hérnia de disco, mas tristemente amanheceu chovendo forte ainda e consideramos não ir, pois o valor de ida e volta do funicular é em torno de 20-25 mil COP... Gastaríamos em torno de 50 mil COP, mais o transporte, para não conseguir ver nada, pois de onde estávamos, olhávamos para os morros e só víamos que tinha neblina lá em cima...

Reclamei, reclamei, tentei convencer o Rodrigo a irmos mesmo assim, mas o Rodrigo que me convenceu a não ir... Tínhamos tentado ir no Corcovado, no Rio, uma vez com muita neblina (só fomos porque compramos o ingresso com antecedência) e não conseguimos ver nada e foi frustrante... Resolvemos desacelerar, aproveitar o descanso das férias e ficar passeando pelas ruas do bairro e observar a vida das pessoas.  Almoçamos em um restaurante mexicano perto do hotel, muito bom, que chama La Taquería e de tarde nos arrumamos para voltar para o aeroporto e ir para Cartagena... Ainda chovia e fazia bastante frio.

Se a minha hérnia de disco não tivesse atrapalhado, poderíamos ter ido no Cerro Monserrate no primeiro dia e no último, quem sabe, daria até pra ir na cidade próxima que chama Zipaquira, que tem uma catedral toda feita de sal... ou não, já que o acesso a essa cidade não é dos mais fáceis, com direito a ônibus normal (preço normal), mas pelo que ficamos sabendo, abarrotado de pessoas e baldeação no meio do caminho, ou uma nota preta de táxi até lá... Vi um anúncio no hotel de um passeio de ônibus turísticos para Zipaquirá, que cada pessoa tinha que paga 80 dólares (sim, dólares)... Era muita aventura e muito gasto para pouca atração... tinha lido sobre pessoas que não acharam o passeio lá essas coisas... resolvemos não arriscar e acabei não incluindo no nosso roteiro!

Deixei a maior parte dos dias da viagem para Cartagena, já que em Bogotá as atrações que me chamavam a atenção era o Museo Botero, o Museo Del Oro, o cerro Monserrate e o Centro histórico  que eu gostaria de visitar. Quando deixamos Bogotá, me dei conta que não experimentamos o famoso restaurante Andres carne de Res... mas comemos muito bem em bons lugares e fiquei feliz com nossas escolhas.

O Vôo de Bogotá para Cartagena dura em torno de 2h e quando chegamos no aeroporto de Cartagena, descemos do avião no pátio do aeroporto, era como se tivéssemos chegado em um forninho. Novamente procuramos a saída e os táxis... E o táxi nos levou para o bairro Getsemaní, passamos por toda uma parte de litoral e rumamos para próximo das muralhas, com as chivas rumberas (carros turísticos muito coloridos que tocam música local, servem bebidas e vão levando os turistas para os locais turísticos) cortando a gente, trânsito caótico, tudo muito tenso. Entramos em umas ruazinhas estreitas, casas simples, pessoas estranhas andando nas ruas, bares que aqui no Rio chamaríamos carinhosamente de birosca (bares simples com pessoas de aparência estranha dentro)... e de repente o carro parou e disse: é aqui. Mas hein?! Era um muro de casa, com dois portões, um de madeira e um de ferro... entramos. Um corredor e uma recepção simples, uma mesa antiga de madeira trabalhada, na frente de uma piscina e o corredor que dá para os apartamentos. Tinha umas senhoras tirando uma dúvida com o rapaz do hotel e sentamos, cansados, e ficamos um tempão esperando as três senhorinhas tirarem todas as suas dúvidas... e a gente cansado e com fome, querendo fazer o check in logo... Depois do check in feito, o rapaz nos levou para o quarto, que era naquele corredor mesmo. Quarto sem muito luxo, mas confortável. O hotel parecia um casarão antigo que foi adaptado. O quarto tinha ar condicionado, TV, cama confortável e o chuveiro tinha água quente pra minha coluna não travar... não queríamos outra coisa! Hehehe

Procuramos no google uma pizzaria perto, bem recomendada, que pudéssemos ir. Traçamos a rota, saímos do hotel e começamos a andar... mas as ruas começaram a ficar meio estranhas, as pessoas tinham uma cara estranha (pode ser até que seja só impressão de nós, cariocas recalcados com a violência da nossa cidade), mas o Rodrigo não quis mais continuar... e voltamos. Perto do hotel tinha uma pizzaria que já estava com placa de fechado, embora tivesse bastante gente dentro... e também tinha um bar espanhol de Tapas & vinos.. entramos... preços grandes e comida que não nos apetecia... desistimos, saímos... e agora?! Quando tudo aparentava que iríamos dormir com fome, andamos no sentido contrário e descobrimos um bistrô, perguntamos e estava aberto. Graças a Deus! Parecia ter uma festa de adolescentes no andar de cima, com karaokê... mas tudo bem, o importante era matar a fome! Pedimos pratos de massa e comemos felizes, comida boa e preço excelente! Voltamos para o hotel e descansamos, para no dia seguinte explorar a cidade amuralhada!

Muita gente que viaja estilo mochileiro não se incomoda de beliscar o dia todo ou pular refeições, mas eu tenho alma de gordo e não consigo... eu tenho que fazer três refeições pelo menos, uma pode ser até um sanduíche, ou uma pizza, mas salgadinho não mantém minha fome afastada, infelizmente!

No dia seguinte acordamos, tomamos café (que era servido nesse lugar que à noite vira bar de tapas, tem uma porta que dá pra dentro do hotel... mas novamente o café era pão de forma, queijo e presunto, variedades de frutas, manteiga ou geléia e ovo, se você quiser, que eles preparam na hora. E o café colombiano, sempre muito forte e sabor marcante.  Eu achei que ia experimentar arepas (que é tipo um pãozinho com farinha de milho) no café da manhã deles (o meu amigo colombiano falou que eles comiam no café da manhã)... mas não vi em nenhum dos hotéis... fiquei triste... ) e fomos explorar a cidade. Descobrimos que o hotel que escolhemos ficava muito próximo do portal da cidade. Andando em direção à cidade amuralhada, passamos pelo bistrô que comemos na noite anterior, atravessamos um parque bonitinho (Parque del Centenário) e logo depois vinha a praça que dava na Torre del Reloj e a parte de dentro das muralhas. Foi aí que vimos que tinham ônibus e mais ônibus parando, descendo turistas e uma horda de vendedores e pedintes abordando os turistas... e abordando a gente também, é claro! E eles são insistentes... não adianta não manter contato visual ou falar que não quer nada, eles continuam te seguindo e te abordando... eu fico muito estressada com essa abordagem e mesmo que eu esteja precisando do produto, é aí que não quero mais nada! Eles não têm o menor pudor e não tentam não atrapalhar as fotos ou filmagens, não estão nem aí para o que a gente tenta fotografar ou filmar... um deles apareceu bem na hora que eu estava tirando um selfie muito legal e quando vi, eu deixei escapar um "que droga!" e ele veio me abordar "brasileños!" e fiquei com mais raiva ainda!

Eu conversei com um outro amigo colombiano (é, eu tenho uns três amigos colombianos), que eu só encontrei depois da viagem e ele disse que antes não era assim e até falou que a abordagem do lado de dentro das muralhas é fora da lei (mas fomos abordados do lado de dentro também)... um colega de trabalho do Rodrigo ficou conjecturando se não são os venezuelanos que devido à crise em seu país estão lá tentando empregos informais, já que é fácil imigrar da Venezuela pra Colômbia.

Entramos muralha adentro e fomos abordados mais, mas dessa vez por vendedores de passeios... Tinha uma feira de doces acontecendo no pátio de dentro (além das barracas normais de doces que ficam no Portal de Los Dulces, que fica em frente à Torre del Reloj) e muita gente circulando. Achamos algumas casas de câmbios com boas taxas, trocamos mais dinheiro e fomos explorar! Fomos nos perdendo pelas ruaszinhas, fotografando as casinhas e achando os pontos turísticos. Passamos pela Plaza de Bolívar, Catedral de Santa Catalina (fiquei encantada com ela! A torre é linda! E era domingo de ramos e estava aberta, tinha acabado de ter missa, linda por dentro também!), a Igreja de Santo Domingo, com a escultura do Botero na frente (la gorda Gertrudis), depois continuamos andando e achamos um local longe de toda a turistada que estava circulando e que se poderia subir na muralha. Vimos algumas pessoas circulando, mas nem tantas quanto na meiuca da cidade. Subimos na muralha e ficamos tirando fotos. Andamos e acabamos encontrando, sem querer, o Café Del Mar, ainda fechado, porém tinham alguns turistas tirando foto com a grande bandeira da Colômbia e com o mar ao fundo. E fomos abordados inúmeras vezes por homens que vinham perguntando de onde somos e se somos colombianos ou de outra nacionalidade... Eu tentava me esquivar deles... teve um que quando me perguntou de onde eu era,  falei "somos turistas" e ele deu uma gargalhada! E outro conseguiu nos cercar, apertou nossas mãos e foi brincando e até que começou a apontar e mostrar, lá atrás, onde era Bocagrande e onde eram os outros bairros do litoral. depois ele falou "Mi nombre es Manuel - repita conmigo" olhando de forma impositiva pra gente...  e a gente ficou olhando pra ele com cara de "que p#$%* é essa?!". Foi quando milagrosamente o celular dele tocou e nós falamos "muchas gracias" e saímos de fininho e bem rapidinho... Será que ele queria nos vender o serviço dele (que não queríamos) de guia turístico?! Ficamos intimidados com essa última abordagem... ainda mais que não conseguimos nos esquivar... Acho que fomos abordados por no mínimo umas 5 pessoas diferentes enquanto estávamos lá em cima e ficamos tensos com isso, até desistimos de tirar a foto que queríamos com a bandeira da Colômbia... É triste quando você acha que vai relaxar e se estressa desse jeito!

Depois disso descemos rapidinho dali e voltamos para a meiuca da cidade, estávamos com fome e fomos almoçar. Passamos por um lugar que chama Porton de San Sebastian e os preços eram meio salgadinhos, mas resolvemos comer ali mesmo pois chegamos a conclusão que qualquer lugar dentro das muralhas teria o preço mais elevado. Pedimos peixe com arroz de coco (uma delícia) e patacones (banana amassada e frita, que também é muito bom), que é um prato bem típico deles.  Tudo uma delícia, atendentes muito simpáticas, ficavam brincando com a gente e quando descobriram que somos brasileiros, ficaram nos chamando de "Brasil".

Saímos de lá de barriguinha cheia e fomos explorar mais da cidade... nesse momento o calor era mais forte, achamos um sorveteria de sorvete italiano (dono idem), sorvetes deliciosos! Gelateria Tramonti. Continuamos a nossa jornada e passamos pela Igreja de San Pedro Claver, que estava fechada, com as esculturas de metal próximas (eu achava que elas eram maiores, pelas fotos e vídeos) e Plaza de la Aduana. Passamos por várias colombianas vestidas à caráter, com as roupas coloridas e até pensei em tirar uma foto com elas... Mas elas também ficavam importunando os turistas e acabei desistindo... Também desisti de comer as frutas ou beber os sucos das barraquinhas de rua... duvidei da higiene... ok, tive nojinho, embora não tivesse visto nada muito sujo, mas não consigo beber bem comer nada que é feito em um balde ou uma bacia que parece de lavar roupa... me julguem! hehehe

Bem, aí já devia ser perto de 15h e resolvemos voltar para o hotel, para descansar as pernas um pouquinho e irmos conhecer o Castillo San Felipe de Barajas. acabamos dormindo sem querer, cansados, e quando acordamos, já era umas 17h. Pensei que o castillo ficava aberto até 18h e como estava bem claro, pegamos um táxi e fomos para lá.

Bem, pra falar dos táxis... É necessário combinar o preço antes de entrar... mas nem sempre lembrávamos, porque não temos o hábito e uma vez, em uma corrida que era pra ser 8 mil pesos, o taxista cobrou 10 mil pesos... sempre lembrem de combinar antes!

Tentamos pegar uber, mas não tivemos muito êxito, o motorista mandou mensagem que não conseguiria chegar onde estávamos e pediu para a gente esperar na frente de um outro hotel em uma rua maior, de melhor acesso, mas depois ficou dando voltas e voltas e depois desistiu... e acabamos desistindo de uber também e pegamos táxi mesmo. Chegamos rapidinho, a corrida do hotel até lá era uns 8 mil pesos, mas chegando, após enfrentar o assédio dos vendedores e pedintes aos milhares, descobrimos que a bilheteria já estava fechada (fecha 17:30) e não conseguimos subir... E sem querer, dei um "passa-fora" no funcionário do castillo, ele estava me perguntando se eu era colombiana (porque os colombianos não pagam ingresso) e eu falando "no quiero!" achando que ele queria me vender alguma coisa! Pedi desculpas e morri de vergonha!

Já que não conseguimos subir, fomos descobrir onde ficava o "Monumento a las botas viejas", que é perto e é uma escultura de um par de botas, em homenagem a um escritor colombiano. Andamos um pouquinho até lá mas descobrimos milhares de turistas tentando tirar fotos, gente que não saía mais de lá, outros que se enfiavam nas fotos dos outros pra conseguir tirar as suas, uma tentativa de fila pra tirar foto e uns 10 vendedores, uns querendo empurrar coisas e outros só marcando território. Tiramos algumas fotos tentando sobreviver e saímos um pouco frustrados... e pegamos um táxi de volta para o hotel. 

Chegamos no hotel e tive a idéia de perguntar se eles trabalhavam em conjunto com alguma empresa que fizesse passeio para a Playa Blanca e tivemos resposta positiva! E não era caro! Era em torno de 60 mil pesos para cada um, com direito a almoço! Eba! Combinamos o passeio para o dia seguinte.

Outro adendo: As praias de Cartagena, (que ficam na área de Bocagrande), não são bonitas, a areia é escura e a água fica escura, que parece ter ondas fortes... Mas existem praias estilo caribe (mais conhecido como Caribe Colombiano) em um conjunto de ilhas bem próximas conhecidas como islas Rosário, onde ficam vários hotéis que você pode até pagar pra passar o dia inteiro em um deles) e tem uma praia pública chamada Playa Blanca. Existe até uma ilha que é um aquário, que é um tanto diferente, pois os peixes ficam em tanques, e dá pra ver de cima, que tem show de golfinhos e tubarões e tudo mais. Dizem que é bom para quem vai com crianças, mas é cansativo para adultos. dá pra ir para a Playa Blanca de barco, através do pier de Cartagena, inclusive parece que é mais barato, mas o barco bate muito na água e ficamos com medo da minha coluna dar ruim com isso, já não estava lá muito boa! Resolvemos ir de bom e velho ônibus de excursão. Mas à noite fui pesquisar no Google o nome da empresa (Global tours) e me arrependi... vi uma pessoa falando mal e fiquei com medo do nosso passeio dar ruim...

Como o passeio era cedinho, acabamos comendo no bistrô de novo à noite e fomos descansar desse dia cansativo de bater pernas!

A cidade de Cartagena é realmente muito lindinha, mas tem muitos (ênfase em muitos) vendedores e pedintes importunando, tem sempre uma água correndo na sarjeta e tem sempre alguém querendo te cobrar mais porque é tudo turístico.

Aguardem as cenas dos próximos capítulos!

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

20180324_112451.thumb.jpg.6d25863ec7a185c8c0e230d2e742e892.jpg

Parque de La 93 na chuva

20180324_113039.thumb.jpg.2aeabd23ae563cab8f493a83281bd9e2.jpg

Parque de La 93 na chuva

20180324_172737.thumb.jpg.c4d6fc85560a9bb7abafdbb95647bf73.jpg

Vista da janela do aeroporto de Bogotá

20180324_185157.thumb.jpg.e598ce212b14d96aae84dd140c2ae234.jpg

No aeroporto, aguardando a hora de ir para Cartagena

20180325_102719.thumb.jpg.70e8806da9e3b69f06be32062445c1b8.jpg

Rua do Hotel em Getsemaní

20180325_103518.thumb.jpg.63aaa24cf24d08cab31cff0caab61c23.jpg

Parque Centenário

20180325_103633.thumb.jpg.d9884c46a1c0907e915aed0b32373202.jpg

Praça em frente a Torre del Reloj

20180325_103924(0).thumb.jpg.a7ec3da7986adee1f6ec6bca1ae95bdf.jpg

Eu, Torre del Reloj e o vendedor de chapéus intrometido

20180325_111520.thumb.jpg.500165e94f5cab680daaa4864e2a6e5f.jpg

Dentro das muralhas da cidade, com a torre colorida da igreja, linda!

20180325_104329.thumb.jpg.9da7a07ae6db1866f50b90dfb76b1400.jpg

Dentro das muralhas, Portal de los Dulces à direita e feira de doces, que estava só nesses dias, à esquerda

20180325_110416.thumb.jpg.eb265d4381c5414e16218fdaaccc4fe6.jpg

Tirando fotos das ruazinhas com casinhas coloridas

20180325_111326.thumb.jpg.e4f40be6b29de5819a4f89586ce6c49f.jpg

Mais da Catedral lindinha

DSCN3795.thumb.JPG.ad33020b7ebbeea51b47b7ff2329fb0d.JPG

Dos Gordas

20180325_114114.thumb.jpg.abcde736260421b0d7ddb83fe6869f76.jpg

Vista de cima da muralha

20180325_115411.thumb.jpg.9702c3520b027fdb13700f5d8aee58cf.jpg

Turistas no Café Del Mar, bandeira da Colômbia e um caça-turistas de camisa azul, indo abordá-los

DSCN3901.thumb.JPG.e3daddcd9c6a433bb4710592b123d665.JPG

Iglesia de San Pedro Claver

DSCN3880.thumb.JPG.af77f8e9a05a3f6c0145b054d4c78060.JPG

Esculturas de ferro em frente à igreja

20180325_171523.thumb.jpg.9179ab6e5b345d2334bfcaadd20d43d6.jpg

Tentativa de foto no Monumento a las botas viejas

20180325_125306.thumb.jpg.717f04f6e233ffe5649568422cd8674d.jpg

Tirei essa foto sem querer, mas até que ficou legal... Mostra o Arroz de Coco e os patacones, delícia!

20180325_120742.thumb.jpg.e6a40d29e4eee844b67a0d85e67a579a.jpg

Lindas casinhas coloridas

 

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Fale um pouco mais da cotação do câmbio que encontrou por lá.  Vou no final de maio...

  • Gostei! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
Em 02/05/2018 em 22:26, Che Lly disse:

Fale um pouco mais da cotação do câmbio que encontrou por lá.  Vou no final de maio...

Che Lly, no site da casa de câmbio Multidivisas, você pode ter uma ideia do câmbio (http://www.cambiosmultidivisas.com.co/)

Hoje (07.05), a cotação está em:

R$ 1,00 = COP 730

USD 1 = COP 2.735

  • Gostei! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Desculpe @Che Lly só vi agora sua pergunta. Obrigada @caio.andrade555 por responder! Agora já nem lembro mais os detalhes da cotação... A gente usa um aplicativo de celular pra verificar a cotação oficial do dia de várias moedas, o que ajuda bastante nas viagens. Nessa viagem, a gente levou dólares e trocou os dólares por pesos colombianos, pois ficamos com medo de não conseguir trocar Reais lá. O meu marido achou uma nota de uma troca que fizemos no dia 23 de Março e 1 Dólar estava 2,75 mil Pesos Colombianos.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar Agora

  • Conteúdo Similar

    • Por FlavioToc
      Antes de mais nada, sobre mim e minha esposa, tenho 59 e minha esposa 55 anos, frequentamos academia e caminhamos diariamente. Buscamos destinos que tenham contato com a natureza envolvido, colecionar experiências e conhecer pessoas com sua cultura. Um ponto fundamental que buscamos é segurança, logo, destinos que sejam bastante seguros. No Panamá, com exceção de San Blas que não é necessário, em todas as ilhas tinham policiais bem alertas. Em Cartagena também pode ficar bem tranquilo e andar à noite.

                  Fiz esta viagem com minha esposa entre os dias 22/02 a 16/03/2018, ou seja, 23 dias. O caribe é um destino muito atraente com uma variedade de ilhas e de culturas, porém a dificuldade é de caber no bolso. Já tinha conhecido San Andrés e Providência, então procurava outro destino que não fosse à falência. Então encontrei no Panamá, Bocas del Toro e San Blás. Também desejava conhecer Cartagena. Então, fiz uma pesquisa de voos multidestinos que valeu muito a pena. Acrescentar Cartagena custou, pelo que lembro, apenas uns 100 a 150 reais a mais.

      O Panamá não é um destino de massa e também tem muito mais do que o Canal. É também o que chamam “hub de las Américas”, ou seja, é um lugar que permite a ligação ou conexão fácil com todas as três Américas e Caribe, e inclusive é saída de vários cruzeiros pelo Caribe. Mas além do óbvio Canal, também tem muito turismo de contato com a natureza. Nós passeamos bastante na capital Panamá City e também fomos à Bocas del Toro e San Blás. O Panamá é um destino um pouco caro para nós brasileiros mas economizando dá para encarar. O dólar oficial na época estava em torno de R$ 3,30.

                  Bocas del Toro também é pouco conhecida pelos brasileiros, é um arquipélago com várias praias e também muito procurada para mergulho e surf. A natureza é preservadíssima.  Sugiro pesquise em imagens no Google para San Blás e Bocas del Toro e tenho certeza que ficará de boca aberta e vão entrar na sua lista de desejos. Tanto San Blás como Bocas del Toro são muito frequentadas por europeus e americanos.

      Para quem nunca ouviu falar em San Blás, também um arquipélago com mais de 360 ilhas paradisíacas que parecem aquelas de desenhos animados com náufragos, tudo aquilo que imaginamos só haver na Polinésia Francesa. É uma região autônoma (como um país) administrada pelos índios Kuna Ayala. Muitas listas de viagem colocam como um dos destinos mais fantásticos do mundo, e eu também. Tinha visto um ótimo relato no Mochileiros anos atrás, mas tinha um pouco de receio de ser um pouco programa de índio, no caso, literalmente. Porém, não se preocupe com isso. Apesar de ter certa dificuldade de acesso, porque tem que ir de veículos 4x4 a viagem é dura e demorada, além de pegar uma lancha até a ilha desejada. Os índios só permitem 4x4. É um pouco cansativo, depois só alegria e paisagens que são tão lindas que até parecem falsas. Nós desfrutamos até do caminho até lá, foi a mais pura aventura.

      San Blás, como chegar:

                  Para mais informações veja o que diz no blog da Lala Rebelo, que é uma especialista em Panamá, escreve para a revista Viagem & Turismo e residia na época no Panamá. https://lalarebelo.com/country-cat/caribe/panama-caribe/. O site Melhores Destinos também tem ótimos guias para San Blás e Bocas del Toro. Também neste blog encontrará ótimas informações http://www.daninoce.com.br/viagem/san-blas-kuna-yala/o-que-voce-precisa-saber-antes-de-ir-a-san-blas/. Alguns hostéis também organizam os pacotes para San Blás. Você vai ter que usar uma agência. Pode se hospedar com sua barraca ou em cabanas muito básicas mesmo. É para quem não tem frescura.

      Tínhamos visto no blog da Lala Rebelo a opção de se hospedar em um veleiro e conhecer várias ilhas. Então, foi o que fizemos. Acreditamos que viajar é também colecionar experiências e que essa nós tínhamos que ter. Foi caro e valeu cada dólar. Fizemos a reserva pelo site http://www.sailinglifeexperience.com/home/ que é tipo um “Booking” de veleiros e é bem seguro. Reservamos pagando 5% do valor fazendo uma remessa pelo Pay Pal. A proprietária do site, Marina, nos colocou em contato com o proprietário do veleiro pelo WhatsApp  e combinamos tudo. O transporte terrestre de SUV 4x4 e de lancha até o veleiro foi organizado pelo capitão. Chegando ao porto, não se preocupe com a confusão, é bem caótico mesmo. Mas dá tudo certo. O motorista te coloca em contato com o índio responsável para te levar até o veleiro. Ou se for o caso, para as cabanas da ilha escolhida por você. Todos se comunicam via WhatsApp o tempo todo. Ah, escolhemos o veleiro Lycka, recomendado pela Lala, que agora foi vendido para outro casal. Ah, com a Marina pode escrever em português que ela gosta de praticar. No veleiro a comida e bebida estão incluídos no preço.

      Para chegar até a sua ilha ou barco você pagará:

      -Transporte em SUV 4x4 - US$50 por pessoa

      -Taxa de entrada no território Kuna Ayala US$20 por pessoa

      -Taxa do porto US$2 por pessoa

      -Lancha até a ilha desejada ou veleiro US$35, por pessoa por trecho (depende da distância do porto até a ilha)

                  Combine com seu hotel de deixar parte da bagagem e leve apenas o mínimo como o que couber em uma mochila de ataque ou bagagem de mão e se não for impermeável (a prova de respingos) ponha na hora da lancha em um saco de lixo.

                  Você vai sair do hotel em torno das 5 da manhã. Então, leve um lanche e evite tomar leite, pois pode dar enjoo. A estrada é muito sinuosa e li sobre tomar Dramin antes e pensei que era bobagem, mas não. Nós não precisamos, mas tínhamos. Alguém em seu transporte provavelmente vai vomitar. As curvas e o sobe/desce são terríveis. O trecho de lancha, dependendo das condições do mar também pode ser com bastante emoção. No nosso caso foi. Sabe aqueles saltos que os caras fazem com jet-skis, é coisa fraquinha perto do nosso traslado de lancha. Mas foi bem legal, nem minha esposa sentiu medo.

      Nosso itinerário foi o seguinte:

      -São Paulo –22/02 Viajar as 12:00 (meio-dia) para Panamá City

      -Panamá City – dia 23 a 24/02 (Viajar à noite para Bocas)

      -Bocas del Toro – dia 25/02 a 04/03 (Viajar às 6 da manhão para Panamá City)

      -Panamá City – dia 05/03 a 06/03 Viajar pela madrugada para San Blás

      -San Blas – dia 06/03 a 09/03

      -Panamá City – dia 09/03 a 11/03 (Viajar as 7:25 para Cartagena)

      -Cartagena – dia 11/03 a 16/03

      -São Paulo – dia 16/03 a 17/03


       
      Panama City, o que fazer:
      -Albrook Mall – Shopping gigantesco. Você vai ter que passar por lá mesmo. Então aproveite.

      -Calçada Amador – andar de bicicleta. A vista parece com Miami ou Dubai.

      -Calle Uruguay – Bares, restaurantes e vida noturna

      -Canal do Panamá – É uma obra fantástica que mudou os rumos do mundo. Há uma segunda passagem mais moderna para navios maiores ao lado da turística que todos veem. Não deixe de ver o filme explicativo que é bem legal.

      -Casco Viejo –Catedral, o Palácio Presidencial (só é possível ver de fora e um pouco distante), Plaza de la Independencia, Teatro Nacional, Paseo de las Bovedas, Plaza Francia, Iglesia de San José, Plaza Bolívar, Ruínas da Companhia de Jesus, Teatro Nacional e o Convento Santo Domingo.

      -Cerro Ancon – morro com 200m de altura com vista da cidade e do canal

      -Cinta Costera – Calçadão a beira- mar

      -Ponte Las Americas – Mirante

      -Bio Museu – Não deixe de ir

      Dicas do Panamá

      -Se você tem alguma frescura San Blás e Bocas del Toro, então não vai ser a sua praia.

      -Procurei descrever como fomos e a logística. Mais informações sobre o Panamá veja no blog da Lala Rebelo.

      -Uso o site: https://www.numbeo.com/cost-of-living/ para ter uma estimativa de gastos. E é bem preciso.

      -Não se esqueça do Certificado Internacional de Vacinação para a febre amarela.

      -A moeda oficial do Panamá é o Balboa, mas o que é usado mesmo é o dólar. Então, não se preocupe em trocar.

      -Táxi Aeroporto Panamá. O valor é de US$30 até o hotel ou outros da zona costeira

      -Uber Aeroporto Panamá: Uber X: US$ 10-18; Uber XL US$ 14-22 (fiz um orçamento on-line) e dizem funcionar muito bem.

      -Os táxis não tem taxímetro, então pergunte no hotel para ter uma referência, quanto custa do ponto A ao B. Mas são bem baratos e vale pechinchar.

      -Compre um cartão (tarjeta) para o ônibus e outra para o metrô. As do metrô você compra em uma máquina. É bem simples, mas tem que pedir ajuda. E coloque uma pequena recarga. As do ônibus vendem na estação rodoviária que é junto ao shopping Albrook Mall. Você vai ter que ir lá mesmo, para comprar a passagem para viajar à noite para Bocas del Toro. Os ônibus saem entre 19:30 e 20:00h. Mas tem que comprar a passagem antecipada. Vá depois das 14:00 horas, dizem que antes não vendem. Não se preocupe, não é longe da zona hoteleira. Aproveite para dar uma volta no Albrook Mall que é enorme. Na rodoviária você vai comprar além da passagem, o táxi até o cais e o barco para Bocas Town, é tudo junto mesmo. Isso dá em torno de US$ 30.

      -O Albrook Mall é um shopping para todas as classes sociais e tem de tudo. Desde dentista até armas, de lojas populares até as de grifes caríssimas como Prada, etc. Tem duas enormes praças de alimentação e com preços que dão para pagar. São quase da metade de um campo de futebol cada. Localize-se pelos bichos em cada corredor, como o do pinguim, da girafa, do urso, etc. São estátuas enormes dos bichos, é bem prático para se guiar.

      -Você vai precisar da tarjeta do ônibus para acessar a plataforma dos ônibus na rodoviária para Bocas del Toro. E só vai saber disso na hora do embarque, então compre para evitar stress e aproveite para andar de ônibus que são muito envidraçados (vidros enormes).

      -Supermercado Riba Smith, bem próximo do hotel Ojos del Río (550m). Para comprar frutas e lanches.

      -Canal do Panamá- ingresso US$15. Táxi US$$10. Ônibus US$0,50. Os ônibus custam $0,25, mas tem que passar o cartão na entrada e na saída. O mesmo no metrô.

      -Compras no Panamá. Verificar se o preço inclui o imposto de 6%

      -Táxi do Hotel Ojos del Río Casco Viejo US$ 2 (ida) $5 na volta sim todos os taxistas pedem mais na volta, pechinche.

      -Escolhemos o Hotel Ojos del Río no Booking por estar localizado perto de uma estação do metrô e valeu a pena.

      -Jantar no Hotel Ojos del Río US$ $ 8. Massa caseira à bolonhesa, uma delícia.

      -Para ir ao canal do Panamá, compre um cartão para usar nos ônibus e metrô. Entre na estação de metrô mais próxima e compre o cartão nas máquinas automáticas,   carregue-o com alguns dólares. Apanhe o metro para a estação Albrook (US$ 0,35). Tanto nos ônibus quanto o metrô tem-se que passar o cartão na entrada e na saída. É estranho.

      Do outro lado da avenida fica o terminal de autocarros de Albrook. Atravesse a passagem superior e chegará facilmente ao terminal. Atravesse o hall do terminal e, do outro lado, caminhe para a direita. É provável que veja uma fila com muita gente à espera dos ônibus que param lá ao fundo. O ônibus que precisa pegar diz Miraflores. O destino final é o em frente ao Centro de Visitas do Canal do Panamá (US$ 0,25) é bem fácil. Gostamos dos ônibus porque eles têm uma ótima vista panorâmica.

      -Para voltar de Bocas del Toro compre a passagem no mesmo lugar onde desembarcou. Outros lugares também vendem, porém na hora de embarcar está sujeito à confusão, nós vimos acontecer. Umas meninas tiveram que comprar outra passagem entre choro e falta de lugar.

      -Em Bocas del Toro procure se hospedar em Bocas Town, pois é onde tudo acontece e cada travessia para outras ilhas custa US$ 2. Então, faça as contas.


       
      O que fazer em Bocas Del Toro:
      -Bahia de los Delfines

      -Cayo Coral

      -Cayo Zapatilla. Estes costumam ser um pacote.

      -Bocas Del Drago

      -Playa Estrella (evitar sábado e domingo porque fica muito cheia) Na Isla Colón. Ir de ônibus (16 km) descer em Bocas del Drago e caminhar no sentido de volta pela praia. Comida cara.

      -Isla Carenero. Tem aluguel de caiaques.

      -Isla de los Pájaros. Linda, mas de difícil acesso, depende das condições do mar.

      -Paki Point (ou Playa Paunch) praia de surf.

      -Playa Bluff. Na Isla Colón. Ir de ônibus, a playa Paunch é na metade do caminho. Lindas playas para surf.

      -Isla Bastimentos. Red Frog Beach (surf) Ir de barco. E Praias: Playa Larga, Playa Polo, Playa Wizzard, Turtle Beach, e Cayman Beach.

      Cartagena

       
      -Castillo de San Felipe

      -Plaza San Domingo (Point à noite)

      -Palacio de la Inquisición

      -Museu del Oro Zenú

      -Museu das Esmeraldas

      -Museu Naval

      -Torre del Reloj

      -Los Zapatos Viejos

      -Convento de Santa Cruz de La Popa

      -Iglezia de San Pedro Claver

      -Iglezia de San Domingo

      -Plaza de San Pedro Claver (Point à noite)

      -Avenida San Martin o Carretera 2 (Bocagrande)

      -Café Havana (bar, música e agito)

      -La Vitrola (Restaurante, bar e agito)

      -Café del Mar

      -La Cocina de Pepina (comida típica e barata) fica no Getsemani

      -Playa Blanca (nós não fomos decidimos curtir mais da cidade)

      -Islas del Rosário – Também não fomos


       
      Dicas de Cartagena
      -Táxi Aeroporto Cartagena – COP 10.000–15.000

      -Trocar alguns dólares por COP ao chegar ao Aeroporto de Cartagena e depois dentro da Cidade Amuralhada pode pesquisar em várias casas de câmbio. Passando pela Torre do Relógio é a segunda rua à direita.

      -Aproveite para comprar livros usados em espanhol e inglês nos inúmeros “sebos” junto da praça antes da Torre do Relógio.

      -Ficamos no bairro Getsemani no Hotel Boutique Casa Isabel. Recomendo, pois fomos super mimados. Tudo é bem perto, tem vários lugares mais econômicos e é cheio de mochileiros. Dentro da Cidade Amuralhada os hotéis em geral são mais caros.


       
               ORÇAMENTO (dólares) US$
      PANAMÁ

      -San Blás:                            1.142 (total)

                  Taxa dique:              4

                  Taxa Kuna:               40

                  Lycka:                                    918 (+170 já pagos como sinal) Total 1088

                  Jipe:                           100

                  Lancha:                     80

      -Hotéis Panamá:                 600

      -Compras Panamá:            250

      -Ônibus p/ Bocas                120

      -Ingressos e Passeios

      Panamá:                               100

      -Táxi Panamá:                     120

      -Alimentação Panamá:      780

                  Panamá total:           3.112


       
      CARTAGENA

      -Hotel Cartagena:               325 (pago)

      -Alimentação Cartagena:  170

      -Táxi Cartagena:                 20

      -Passeios Cartagena:        50

                  Cartagena total:       565


       
      Total geral:                          3.677


       
      Os preços em Cartagena foram convertidos para dólares, mas tem que trocar por pesos colombianos (COP) e como era pouco (o hotel já estava pago), eu troquei tudo no aeroporto mesmo.


       
      Abaixo as fotos em sequência:
      -Canal do Panamá

      -Bio Museu

      -Calzada Amador

      -Bocas del Toro – Playa Estrella

      -San Blás – vista do veleiro

      -Vista do veleiro, também

      -Cartagena. Torre del Reloj à noite

      -Cartagena. Ruas










    • Por PEDROMG
      Oi galera!
      Estou aqui (depois de alguns poucos meses) pra compartilhar com vocês sobre a minha primeira (de muitas kkk) solo trip.
      Se me perguntassem há uns 2 anos atrás se eu teria coragem de viajar sozinho, eu certamente responderia que não faria isso (por medo+tensão+acho que não consigo).
      Até que a vontade de romper essa barreira passou a me consumir e comecei então a trabalhar a mente e me preparar aos poucos pra que eu realizasse isso que se tornou um sonho, uma necessidade.
      Minhas férias do trabalho venceram mas decidi que só as tiraria quando definisse um destino bacana, que tivesse praias lindas (e que eu acreditasse ser capaz de me virar sem companhia rs).
      Foi aí que decidi ir em abril para #Cartagena e #SanAndrés (aquele paraíso onde fica o famoso mar de 7 cores).
      Comecei então a olhar as passagens, lugares para me hospedar, definir rotas, pesquisar sobre a moeda e preços locais e assim fui me familiarizando com cada detalhe e adquirindo a segurança necessária pra embarcar na minha #primeiraviagemsozinho.
      Comprei minhas passagens de Brasília > Panamá > Cartagena / Cartagena > San Andrés / San Andrés > Cartagena / Cartagena > Panamá > Brasília...
      E FUUUI!!!
      Ao chegar no aeroporto de Brasília, bateu aquele leve medo de: é agora!
      Embarquei e durante o voo, devido a tensão, me lembro que tive até um pesadelo.
      Cheguei ao Panamá, celular sem bateria, sem adaptador de tomada mas feliz e empolgado, confiante e pronto pra continuar.
      Lá estava eu desembarcando no aeroporto de Cartagena arrepiado e sorrindo ao mesmo tempo.
      Sem celular e sem voucher de onde eu me hospedaria, fui até o balcão de informações e pedi pra que olhassem pra mim o endereço do hostel... deu certo.
      Que cidade linda, que energia boa, cheia de pessoas felizes, contagiante!!!
      Conheci lugares incríveis, conheci pessoas legais (sou tímido pra isso, mas estar sozinho e naquele lugar maravilhoso acabou mudando isso até sem eu percebesse).
      Dica: se hospedem no Bourbon St Hostel Boutique.
      Depois de 3 dias muito bem vividos, bora pra San Andrés conhecer o Caribe...
      Chegando no aeroporto (que tumulto!!!), eu só queria ver aquele mar das fotos que me fizeram chegar até lá...
      E WOOOOOOOOOW!!! Inacreditável! "P**rra, eu realmente tô no Caribe!"
      Dica: se hospedem no El Viajero.
      Depois de uma semana, de conhecer a beleza surreal da ilha e nadar bastante, partiu voltar pra Cartagena (com todo prazer!) por mais 3 dias.
      Em San Andrés, assim como em Cartagena, conheci outros viajantes que estavam viajando sozinho pela primeira vez também e compartilhar as experiências e momentos foi fundamental.
      Talvez se eu estivesse esperado alguém pra me acompanhar, eu não teria tido essa experiência sensacional, nem conhecido tais lugares e ainda estaria me questionando: será que eu consigo viajar sozinho?
      Sobre os lugares que visitei, recomendo e recomendo de novo.
      *A única coisa que me contrariou durante a viagem foi que comprei um sombreiro (esse das fotos) de um vendedor ambulante por 20.000COP e pouco depois achei numa loja
      por 7.000COP... aff, kkk...
      Se tiverem curiosidades ou quiserem dicas, é só me contactar :)
      Estou pronto pra próxima... a dificuldade agora é escolher algum destino dentre tantos maravilhosos pelo mundo... porque meu medo, eu já venci \o/








    • Por victor.marques
      Pessoal,
      Como forma de retribuir o que li aqui, trago o meu relato, com as minhas visões, para auxiliar quem for visitar a Colômbia em breve.
      Passagem/Transporte
       
      Legenda: BOG - Bogotá / SMR - Santa Marta / CTG - Cartagena / ADZ - San Andres
      Pela Avianca:
      18/08 RIO>BOG
      19/08 BOG > SMR
      1/9 ADZ > RIO (com escala em BOG)
      Para esses trechos da Avianca, paguei quase R$ 1.700,00. Paguei meio caro, pois eu estava monitorando a passagem antes e esses trechos estavam a R$ 1.500,00 e já vi gente pagando até menos que isso.
       
      Pela Viva air (antiga Viva Colombia)
       
      25/08 CTG > ADZ
      Para esse trecho, paguei USD 57,33, na tarifa Super, que dá direito à fila rápida e bagagem despachada de 15Kg. A tarifa mais básica só dava direito a 6kg de bagagem de mão. As tarifas dessa cia, para o voo de 8h57, eram sempre as mesmas, pelo menos nas vezes que eu consultei (que foram várias rs).
      Para o trecho SMR > CTG, fui via terrestre, pelo serviço porta a porta*, pagando COP 50.000 pela Marsol (whatsapp +57 319 7601810). Recomendo muito o serviço! A van é bem nova e o ar condicionado funciona bem até demais (ficamos até com frio, mesmo em Santa Marta e Cartagena estarem um calor infernal). Cotei várias empresas de transporte e todas apresentavam um preço maior que esses COP 50 mil. 
      *Várias empresas oferecem esse tipo de serviço, que te leva da porta do hotel de Santa Marta para o de Cartagena. Porém, o serviço que a Marsol faz não é exatamente porta a porta. Eles te pegam no seu hotel em Santa Marta mas te deixam em pontos específicos em Cartagena (não é bem na frente do hotel), dentro da rota da van. Eles dizem que você negocia com o motorista, vendo qual ponto da rota fica mais perto do seu hotel. No meu caso, me deixaram a 5 minutos andando de onde fiquei em Cartagena, achei que valeu a pena.
      Resumindo, paguei de transporte por volta de R$ 2.000,000, considerando todos esses trechos. Eu poderia ter comprado tudo pela Avianca, mas pegando esse trecho pela Viva Air me economizou uma graninha. Quando vocês forem fazer as suas cotações, considerem todas os arranjos possíveis para ver qual será o mais barato.
      Em relação ao voo da Avianca, não tenho o que reclamar, com exceção do voo de BOG para o RIO, que atrasou e nos deixaram dentro do avião com o ar condicionado desligado por cerca de meia hora antes de decolar. Em relação ao da Viva Air, achei tudo bem tranquilo, mas fui com receio já que os relatos aqui no Mochileiros são os piores possíveis para essa companhia. Não tive problemas, mas até porque tomei alguns cuidados. Quando for comprar a passagem, reparei que eles estavam me cobrando a escolha de assentos, impressão de cartão de embarque no aeroporto e outros são serviços adicionais PAGOS. Você tem que limpar a seleção que o site te faz te cobrando a mais, para que chegue à tarifa que você viu inicialmente. Se você chegar no aeroporto sem o cartão de embarque, vai ter que pagar uma taxa bem alta para imprimi-lo. Sugiro que, se você estiver em Cartagena, peça para seu hotel imprimir ou vá até um local que imprima (tem vários lá, eu mesmo paguei 500 pesos pela impressão). Outra coisa importante é a quantidade de bagagens. Quando eles falam que é UM artigo de bagagem de mão é só um mesmo! Não apareça com uma mala e uma mochilinha pois você vai ter que pagar adicional. Em relação ao tamanho da bagagem, as minhas estavam comportadas. Então, não pediram para eu colocar no modelo deles para verificar se a bagagem está fora do padrão deles. Caso estivesse, pagaria mais por isso.
      Câmbio
       
      Esse foi um dos pontos de mais atenção da viagem, considerando que o real anda muito desvalorizado pelo mundo afora. Quando viajo, para economizar, utilizo sempre o dinheiro vivo para realizar os pagamentos, já que as outras opções nos trazem um IOF maior (cartão de crédito, travel money etc), caso o dinheiro acabe, uso o crédito, como emergência. No caso da Colômbia a dúvida era: levar real ou comprar dólar aqui e levar pra trocar lá?. Para tomar essa decisão, consultei um site de casa de câmbio que mostra as cotações dessas duas moedas para peso colombiano (COP) em tempo real, esse:  cambiosmultidivisas.com.co. Quando vi, o dólar estava mais barato que hoje (R$ 3,87) e valia mais a pena levá-los em detrimento do real, mesmo com duas trocas de moeda. E assim o fiz. Comprei US$ 1.000,00 e troquei US$ 800,00 (se eu precisasse de mais, trocaria os US$ 200,00 em San Andres) a uma cotação de 2.770 COP cada dólar, o que me gerou COP 2.216.000. Troquei o dinheiro na New York Money, no Avenida Chile Shopping Mall (ou Avenida Chile Centro Comercial y Financiero). Nesse shopping tem váááárias casas de câmbio, vale a pena entrar de uma em uma para perguntar a cotação da moeda que você está levando. Uns amigos meus estavam somente com reais e conseguiram a cotação de COP 670 por real, em uma outra casa de câmbio (a que eu troquei nem reais aceitava).
      Ou seja, trocando os dólares que comprei a R$ 3,87 cada um, isso me gerou uma cotação de 716 COP por real, superior aos COP 670 que eu teria por real se eu tivesse levado a nossa moeda. De toda forma, sempre faça os cálculos antes de levar. Hoje mesmo, como o dólar subiu muito (papel moeda a R$ 4,29 aqui no Rio), tá compensando levar reais mesmo.
       
      Chip Colombiano
       
      Para comprarmos o chip colombiano, tínhamos a indicação de ir a uma loja Claro também no Shopping Avenida Chile. Porém, depois de trocarmos o dinheiro, almoçamos e a loja fechou (era sábado e a loja fechava 17h). Encontramos outra loja, bem maior, na mesma avenida desse shopping, descendo-a um pouco. Lá, conseguimos obter os chips ao apresentar nosso passaporte. Pagamos COP 29.000 pelo chip e por um plano de 1Gb por 15 dias, com Facebook, Whatsapp e Twitter sem consumir nada do pacote. No final da viagem, sobrou saldo no meu pré pago e eu ainda ativei um pouco mais de internet pois os meus 1Gb haviam acabado. Vale lembrar que o chip funcionou bem em toda a Colômbia. Só senti uma variação negativa no sinal quando cheguei em San Andres, mas, mesmo assim, correspondeu às expectativas.
      Hospedagem (Booking)
       
      Bogotá: Hotel Casona Del Pátio (uma diária) - COP 138.375  em quarto privativo para 3 pessoas. Em função de termos viajado no dia, optamos por um lugar um pouco mais caro para relaxar. Gostei do hotel, a localização é excelente, no bairro Chapinero, a poucos passos do Shopping Avenida Chile. O café da manhã é bem simples, você tem que escolher as opções possíveis no cardápio e a atendente traz para você. O chuveiro é quente (essencial para o frio de Bogotá) e os atendentes são bem atenciosos.
      Santa Marta: La Sierra Hostel (três diárias) - COP 270.000 em quarto privado para 3 pessoas (duas camas estão em beliche). O hostel tem uma estrutura boa, uma piscina ótima e um ar condicionado potente. Como pontos negativos, considerei o café da manhã (só poderia comer UM pão, UM ovo, UM iogurte e um pouco de cereal). Nós mesmos preparávamos o café da manhã, já que o ovo oferecido estava cru, o que não considero um problema. Além disso, o ar condicionado do meu quarto pingou água nos dois últimos dias. Uma das recepcionistas (não foi nenhuma das duas que citarei mais à frente) disse que ia chamar alguém para resolver mas isso não aconteceu até o fim da nossa estadia. Além disso, achei que o varal do hostel poderia ser maior. Outro ponto negativo foi que, no primeiro dia, havia uma música muito alta do lado de fora e mesmo o quarto sendo meio distante da rua, a gente conseguia ouvir o barulho, além de ouvir a conversa do quarto ao lado. Como pontos positivos, destaco as recepcionistas Manuela e Carolina, sempre dispostas a nos ajudar e, muito simpáticas, nos deram várias dicas!! As camas eram grandes (cama de viúva) e a escada para a cama de cima da beliche era bem segura. O quarto parece bem menor nas fotos do que realmente é, foi uma surpresa positiva. O ar condicionado funcionava muito bem. Apesar de ter pingado, gelava em pouco tempo, essencial no calor infernal de Santa Marta.
      Cartagena: Santa Cruz Hotel (três diárias) - COP 442.800 em quarto privado para 3 pessoas. Foi uma odisseia encontrar uma hospedagem com preço bom e localização perto de tudo, para quarto privativo para 3 pessoas, em Cartagena e San Andres. Esse hotel fica muito bem localizado, dentro da cidade amuralhada (recomendo que fiquem nela, achei fora dela meio inseguro). Dias antes da viagem, fiquei achando que esse hotel não existia pois a reserva que fiz no Booking previa um pré-pagamento do valor total, coisa que não aconteceu. Chegamos lá e pagamos tudo na hora, em COP. De todos os hoteis, acho que esse foi o melhor. Boa estrutura, corredores cheio de plantas, café da manhã "a la carte", no mesmo esquema do de Bogotá. No quarto, havia espaço para cinco pessoas, pois havia uma cama de casal, uma de viúva e uma beliche. O banheiro era ok, apesar do box ser "cortininha", que acabava deixando o banheiro bem molhado.
      San Andres: Posada J & J Forbes 2 (sete diárias) COP 1.249.500 - Essa pousada diz na propaganda que é a "sua família em San Andres" e quando cheguei lá entendi o motivo: a "pousada", na verdade, fica numa vila onde há vários apartamentos que moram nativos de San Andres. Algumas acomodações são oferecidas para serem alugadas. Fomos recepcionados pelo Sr. Mário e pela Sra Salvadora, responsável pela limpeza, ambos extremamente simpáticos. Como ponto positivo, destaco as instalações do quarto, pois me parece que o tudo foi reformado recentemente já que está tudo bem novo. A localização é excelente! Cheguei lá andando do aeroporto (economizei COP 15.000 de táxi) e o centrinho comercial e a praia também ficam a menos de 5 minutos andando. Como pontos negativos, destaco a quantidade de pessoas circulando pela área em comum. Ao longo do dia, vários adultos e crianças ficam circulando pelo condomínio e fazendo barulho. Acho que isso só não incomodou mais porque o quarto que ficamos era bem recuado e também porque à noite era bem silencioso. Outro ponto que pode ser negativo, é a ausência de café da manhã. Porém, a cozinha era relativamente bem equipada e tem vários mercados colados na pousada, então não gastamos muito para "desayunar" todos os dias.
      Todas as hospedagens nós pagamos em dinheiro (COP), não sei informar se recebem em cartão ou outro meio de pagamento.
      Dia 18/08 – Bogotá – Câmbio e Chip
       
      Chegamos e trocamos um dinheirinho pequeno na casa de Câmbio do aeroporto de Bogotá para o táxi. Vá na casa de câmbio do lado de fora do embarque. Lá, pegamos a cotação a COP 650 para cada real. Depois de trocar dinheiro, fui pedir um Uber (que é um serviço ilegal no país) com medo dos relatos de táxi que li por aqui. Porém, a experiência não foi boa, de toda forma. Veio uma motorista chamada Margoh, que ficou toda atribulada com medo dos policiais nos verem e nos "molestarem". Depois de termos entrado, ela nos vendeu a ida e a volta para a catedral de sal (passeio que fizemos no dia seguinte) por COP 250 mil, um valor muito acima de um Uber normal (que daria uns COP 150 mil). Para nos convencer a aceitar, ela disse que tinham muitos ladrões no TransMilênio dizendo que seriamos assaltados (Ônibus parecido com o BRT - do Rio - e o tubo - de Curitiba). Óbvio que não quisemos. Mas, para piorar, o celular dela desligou totalmente e não queria ligar de jeito nenhum. Como ela, nem nós (muito menos nós) sabíamos o caminho, foi um sofrimento até ela achar a pousada pois a numeração das ruas de Bogotá é super confusa. Na hora de pagar, pagamos COP 30 mil, em dinheiro (o uber tem essa opção lá também). Na estimativa, tinha dado 27, mas como o celular dela não ligava e dividir 30 para 3 é mais fácil para conseguirmos troco, pagamos 30 mesmo.
      Ao chegar em Bogotá, em pouco tempo, já senti os efeitos da altitude: dor de cabeça leve, enjoo e falta de ar. Ao caminhar, não poderia conversar pois me faltava ar. Esses sintomas foram melhorando aos poucos, mas realmente é uma sensação bem ruim.
      Depois do check in na pousada, fomos ao Avenida Chile Shopping para trocar o dinheiro, almoçarmos e compramos o chip colombiano, como já expliquei acima. À noite, descansamos para acordarmos cedo no dia seguinte pois iriamos à Catedral de Sal.
      Dia 19/08 - Catedral de Sal em Zipaquirá, saindo de BOG
       
      Para irmos, pegamos a linha 8 do Transmilenio, com destino ao Portal Norte (Portal Del Norte). Cada passagem custa COP 2.300. Na estação que pegamos (Flores, da linha azul), compramos o cartão com as passagens, pagando em COP no guichê. Pegamos o ônibus cheio, mas não entupido. Chegando lá, basta seguir a indicação para as linhas intermunicipais, onde você vai ver o ônibus indo para Zipaquirá (linha ZIPA), cuja passagem custa uns COP 5.300 (não lembro ao certo, mas é quase isso). O primeiro bus leva uns 25 minutos e o segundo, por volta de uma hora. As viagens foram tranquilas, com exceções da quantidade enorme de pedintes que entraram no TransMilênio (vou falar de um probleminha que tivemos com um pedinte no tópico de Santa Marta). Ao descer do bus, basta caminhar em direção à Catedral. Tem gente que pega táxi, eu não achei necessário pois não anda tanto e você vai conhecendo a cidade.

      Esse é o caminho de entrada na Catedral
      Ao passar por esse caminho, você compra o ingresso básico de COP 55 mil (valor para não colombianos). Esse ingresso dá direito a áudio guia (tem em português-brasileiro), a assistir um filme sobre a história da Catedral e a entrada na Catedral, obviamente. Quando fui, estava tudo muuuuito cheio (era um domingo). Então, pegamos uma fila relativamente grande para comprar o ingresso e outra, menor, para pegar o áudio guia. Ainda havia uma terceira fila com uns serviços adicionais, que não quisemos comprar. Após entrarmos, vimos que a Catedral é realmente bem linda e grandiosa. Com sal por todos os lados, o percurso da catedral mostra toda a via crucis feita por Jesus Cristo. Incluído no roteiro, há o que eles chamam de espelhos d’agua, que é uma piscina com espelho no fundo que causa uma ilusão de ótica bem legal! Há, também, um filme 3D que passa numa sala estilo cinema, contando a história da Catedral (em espanhol com legenda em inglês). Ao final dela, tem uma lojinha com artesanatos lindíssimos feitos de sal. Vejam as fotos!


      Fiquei abismado com o tamanho da coluna (eu sou aquela sombra ali rs)
       
       

      E as lindas artes com sal!!!
       
      Decidimos levar mantimentos para comermos pois talvez não desse tempo de almoçarmos (nosso voo para SMR era às 20h do mesmo dia). Porém, dentro do complexo da Catedral tem alguns restaurantes e no caminho da catedral até o terminal da linha ZIPA tem vários outros com preços bem convidativos (por volta de COP 12 mil). Se eu tivesse almoçado, teria escolhido algum do lado de fora pois estavam mais convidativos e tinham mais opções.
      Voltamos para Bogotá e pegamos um táxi para o aeroporto, pelo aplicativo Easy Taxi, já que a experiência do Uber não tinha sido boa. Não adiantou nada... O motorista não seguiu o GPS e ficou dando voltas com a gente pela cidade, pegando um caminho mais longo, ao invés de entrar na avenida que leva direto ao aeroporto. No final da corrida, ele ligou o GPS, mas continuou não seguindo o percurso ali. Ficamos com um pouco de receio, mas ele nos levou ao destino e cobrou uns COP 26 mil, mais ou menos o que daria mesmo. Mas que deu medo, deu... Fora que o trânsito de Bogotá é caótico, buzina por todos os lados e parece não haver uma regra como temos aqui. Fizemos reclamação no aplicativo mas de nada adiantou... não recebemos resposta nenhuma da avaliação/comentário que eu fiz.
      Chegamos em Santa Marta e pegamos um taxi até o nosso hostel. O preço é tabelado em COP 30 mil e pegamos o táxi oficial mesmo. A corrida foi tranquila (o aeroporto não é perto do centro), o carro estava em bom estado e com ar condicionado bom funcionando, essencial em Santa Marta já que, mesmo à noite, fazia mais de 30 graus.
      20/08 - Santa Marta
       
      Decidimos andar por Santa Marta para conhecer a cidade e fechar o passeio do dia seguinte. A cidade em si é meio feinha, com vários pontos de sujeira e buracos nas ruas. A orla era até bonitinha. A água é de um azul escuro, tinham umas pessoas tomando banho mas nem dá vontade de entrar, mesmo com calor.

      Orla SMR
      Porém, assim que começamos a andar, esbarramos em um problema: o calor excessivo. Por conta disso, decidimos procurar logo o passeio do dia seguinte, almoçar num lugar com ar condicionado e ficar à tarde na piscina do hostel. Fechamos um passeio para o Bahia Concha, por algo em torno de COP 70 mil, com a entrada no parque incluída e "aluguel de snorkel" (vou falar disso mais à frente). Não me lembro o nome da agência.
      Em relação à comida, gostei bastante dos restaurantes de Santa Marta. Comi um arroz com camarões maravilhoso com batata frita por apenas COP 19 mil, no restaurante La Cucharita, na orla. Tem vários pratos bons, baratos e muito bem servidos. Jantamos lá duas vezes, recomendo!
      21/08 - Santa Marta - Bahia Concha
       
      A van nos pegou no hostel com um atraso de uns 40 minutos e nos levou até o Bahia Concha. Pelo caminho, vi que seria, realmente, muito difícil fazer por conta própria pois passa por uma estradinha de terra bem acidentada e eu não vi transporte público por ali. Chegando lá, tem umas barracas na praia principal, onde o guia nos mandou deixar nossas coisas lá e seguir com ele para pegarmos o barco para fazermos o snorkel. Ele insistiu, apressadamente, para que deixássemos tudo lá e fossemos pegar o barco, mais à frente, para o tal passeio de barco e que ele olharia as nossas coisas. Um dos meus amigos não quis ir (até para não deixar as coisas sozinhas) e eu o outro amigo fomos. Pegamos o barco e chegamos na parte de snorkel. Lá, os "snorkels" eram, na verdade, apenas a parte de cima (óculos do snorkel) que ficava em uma bacia com sabão, onde as pessoas ficavam largando e deixando os "snorkels" que usavam. Era meio nojento... rs. Nessa parte, era obrigatório o uso dos salva vidas. O lugar era bonitinho, foi possível ver vários peixes e nadar um pouco naquela área, que era bem limitada. Voltamos de barco, ficamos mais um pouco na praia e voltamos. Meu amigo que ficou na barraca me disse que o guia não ficou de olho nos pertences de quem foi fazer o passeio de barco, ou seja, se sumisse algo já era! Como não ouvimos reclamações, supomos que ninguém teve nada levado, mas basta dar sorte ao azar... À noite, andamos pela cidade e jantamos no mesmo restaurante da noite anterior.

      Praia de Bahia Concha
       

      Parte do passeio de lancha para snorkel do Bahia Concha.
      Uma pena eu não lembrar o nome da agência, pois eu não recomendo nadinha esse passeio com eles. O guia era meio mal humorado e eu não entendia uma palavra que ele falava, parecia mais um dialeto do que espanhol. Fora o atraso de 40 minutos para buscar a gente.
      22/08 -  Santa Marta - Playa Del Ritmo
      No dia 21/8, perguntamos à Manuela, recepcionista do Hostel, sobre o que fazermos em Santa Marta além do Bahia Concha e do Parque Tayrona em si (optamos por não ir pois leva duas horas para chegar, além do transporte. Por isso muita gente recomenda dormir no parque). Ela nos indicou uma praia chamada Playa Del Ritmo, que tem um acesso pelo Hostel que leva esse nome. Esse hostel tem uma estrutura de bar, com mesas e cadeiras que você pode usar mesmo não sendo hospede. A única limitação por não ser hóspede é não pode usar as espreguiçadeiras que estão na areia. Você não paga nada para entrar e é obrigado a consumir alguma coisa. Lá eles servem almoço e tem várias bebidas. Para comer, pedimos a famosa limonada de coco (uma das melhoras da viagem, por sinal) e eu pedi um hamburguer de falafel com maionese de alho, que estava divino. Ah, o restaurante é vegetariano. Não lembro os preços, mas sei que não paguei mais de COP 30 mil por tudo o que consumimos.  Para chegar lá, pegamos um ônibus na orla de santa marta em direção ao aeroporto, que custa só COP 1.600. Fui acompanhando no GPS e, quando estava chegando perto, pedi para o motorista parar. Depois que descemos, andamos uns 5 minutos até a entrada do hostel. Na volta é que rolou emoção... Entrou um pedinte no ônibus que o motorista não permitiu e mandou ele descer. Assim que ele desceu, o pedinte deu um chute na roda do ônibus. Nisso, o motorista pegou um porrete e desceu para dar no cara, que saiu correndo. Logo assim que o motorista voltou, o pedinte voltou também e ameaçou tacar uma pedra enorme no ônibus. Por sorte, ele não jogou a pedra e voltamos com tranquilidade depois disso rs.

      Interior do ônibus da ida

      Estrutura do Hostel Playa Del Ritmo

      Playa Del Ritmo
       
       

      Banho na Playa Del Ritmo
      Sei que minhas fotos não estão muito boas, mas vocês podem buscar melhores no site do hostel.
      23/08 - Santa Marta - translado para Cartagena
      A van da MarSol chegou na hora combinada e embarcamos para Cartagena. O trajeto demorou umas 5 horas, porque pegamos um engarrafamento no caminho. Paramos uma vez para descanso/banheiro de uns 15 minutos em Barranquilla e mais uma vez porque teve um problema com a outra van da Marsol que estava junto. Quando vi que estava chegando, negociamos com o motorista em relação a qual seria o ponto da rota mais próximo para nós. Descemos e andamos cerca de 5 minutos.
      24/08 – Cartagena
      Tomamos o café no hostel e fomos em direção ao Castillo San Felipe de Barajas. Da cidade amuralhada é possível ir andando para lá, apesar de ser uma caminhada de uns 20 minutos, que foi sofrida por causa do calor excessivo de Cartagena. Sugiro passarem no mercado e comprarem água, pois o risco de desidratação é alto. Recomendo também usarem boné/chapéu, pois o Sol castiga muito, mesmo dentro do Castillo. Pagamos uma entrada de COP 25 mil. A construção é bem bonita e dá pra ter uma visão ampla de Cartagena. Vejam!

       
       
       
       
      Pela nossa sorte, começou a chover e o clima ficou bem mais agradável. Porém, pelo que notei nas cidades que fui, as chuvas não duram muito na Colômbia. Chove mas logo para, o que é ótimo pois fica menos calor e não prejudica as nossas andanças pela cidade. Saindo do Castillo, almoçamos em um lugar qualquer e fomos andar pelo muro da cidade, terminando no Café Del Mar para admirar o mar e o por do sol (meio prejudicado pelas nuvens).
       

      Teve arco-íris sim

      À Noite, jantamos no D’Alex Restaurante, que tem algumas opções de refeições a COP 12 mil. Tem outras opções mais caras, mas só esse menu do dia já era o suficiente.

      Ficamos andando um pouco pela cidade para conhecer a graça de Cartagena à noite. Tem umas coisas meio sinistras... mas, em geral, a cidade é bem iluminada e graciosa.
       

       
      24/08 – Cartagena – Bendita Beach
      Eu queria um dia de praia para relaxar, meus amigos preferiram ficar na cidade. Então, fui sozinho para a Bendita Beach, que é uma opção menos lembrada pelos turistas em função do seu preço e da distância (não é tão perto quanto a Playa Blanca, por exemplo). Paguei COP 150 mil (negociando) + COP 16,5 mil de imposto no porto pelo passeio. Inclui tudo o que está aí nessa foto de um panfleto que peguei de outra agência que também faz esse passeio. Não me lembro a agência que fiz, prometo que da próxima vez eu anoto direitinho rs. No dia do passeio, fui ao ponto de encontro indicado pela menina com a qual eu fechei o passeio e encontrei o representante da empresa para irmos à Muelle (tipo um porto de onde saem os barcos). Ele me levou lá, andando mesmo, me deixou na fila para pagar o imposto e foi embora. Apesar dele ter me deixado na fila errada, consegui me achar e encontrar onde seria a saída para quem iria para a Bendita Beach. Pegamos uma lancha de uns 50 minutos e chegamos lá na tranquilidade da Bendita Beach. Fomos cerca de 36 pessoas na lancha, que tinha capacidade de 45 pessoas. E só tínhamos nós na ilha toda. Lá tem opção de fazer snorkel, SUP e jet ski. Vou só mostrar as fotos...
       

       
      O almoço eu não tirei foto, mas você tinha que escolher entre frango e peixe, e vinha arroz branco ou com coco, saladas à vontade e um refrigerante. Eu achei suficiente, mas para quem come muito, talvez seja pouco. Na volta do passeio, andei pelas ruas de Cartagena, até à noite.
       
       

      Engarrafamento de charrete
       
       
      25/8 Ida à San Andres
      Nosso voo era cedo (umas 9h), então chegamos bem cedo no aeroporto de Cartagena. O hotel pediu um taxi, que rapidamente nos deixou lá. Não lembro ao certo, mas a corrida custou cerca de COP 25 a 30 mil. Chegando lá, despachamos as bagagens na Viva Air (Viva Colombia) e pagamos a taxa para entrar em San Andres (paguei para uma atendente da cia aérea). Essa taxa custa COP 108.600 mil e é obrigatória para todos que forem ficar mais de 24 horas em San Andres.
       

      Interior do avião da Viva Air
       
       
      Chegando em San Andres, fomos andando do aeroporto para a pousada que ficamos. Deu uma caminhada de uns 10 minutos, basta atravessar o estádio que fica em frente ao aeroporto. Depois de fazer check in na pousada, almoçamos num lugar qualquer e fomos andando para a praia, doidos para ver os tons de azul. E, realmente, é estonteante. Ficamos lá até o fim do dia.

       
      Passeamos pelas lojas da ilha e compramos as sapatilhas para andarmos nas pedras sem nos machucarmos e o snorkel para vermos embaixo d’agua. Paguei COP 12 mil pelas sapatilhas mais simples e COP 28 mil pelo snorkel da Intex. Pesquisem bastante, pois tem muitas lojas vendendo esses itens bem mais caros.
      Uma coisa curiosa é que os colombianos não usam sunga na praia. Todos (ou quase todos) os que estavam de sunga eram brasileiros. Inclusive, quando voltamos da praia, andamos pela parte comercial da ilha só de sunga e todo mundo ficou olhando como se fossemos extraterrestres. Até uns peões de obra ficaram mexendo com a gente (todos homens), depois disso, tivemos um aperitivo do que as mulheres passam no Brasil quando passam em frente a uma obra.
      26/8 – Volta à Ilha de Mula.
      Alugamos uma Mula (um carro da Kavasaki) para dar a volta à ilha por COP 170 mil. Esse carrinho tinha espaço para umas 5 pessoas confortavelmente, mas vi alguns andando na ilha com muito mais que isso. Fora isso, ainda tinha que devolver o carro com o tanque cheio, que deu  COP 16 mil, ao final do passeio. O trânsito na parte mais movimentada da ilha é bem bizarra, são muuuitas motos (transporte mais popular de San Andres), onde eles buzinam para tudo, não usam capacete, não tem limites para colocar pessoas em cima das motos e os retrovisores são artigos opcionais. Nas vias maiores (nas pontas das ilhas) tem bem menos motos e o trânsito é mais tranquilo. Além dessas mulas de 5 lugares, ainda tem a opção de alugar mulas de 2 lugares, motos e bicicletas.

      Estradas mais tranquilas em volta da ilha

      I love San Andres, um dos locais que paramos para fotos
      Outra parada obrigatória é o West View. Paga-se COP 5 mil para entrar lá e você ganha um pãozinho para dar para os peixes. Lá você tem um trampolim, um pequeno toboágua e a opção de fazer o mergulho com capacete (AquaNautas) e tirar uma foto com uma estátua de Poseidon, que fica pregada no fundo do mar. Esse mergulha custa COP 100 mil por 25 minutos. Eu não fiz pois achei caro demais por pouco tempo. De toda forma, tive um certo contato com Poseidon...

      Brincando com os peixes
       

      Meu contatinho com Poseidon
       

      Lá é meio muvucadinho, sugiro chegarem cedo para aproveitar bem e pegar o local mais vazio
      O West View tem restaurante dentro, serve comidas, bebidas e aluga colete salva-vidas (COP 5 mil). Do lado de fora também tem algumas opções de restaurante, vale a pena cotar cardápios e valores para decidir onde vão comer (se forem comer por ali).
      Um lugar que geralmente fazem na volta à ilha é o La Piscinita, que fica do lado de West View. Mas como fizemos esse passeio no domingo, a Piscinita estava fechada. Porém, li um relato que fala que o West View tem muito mais coisas que lá e que seria perder tempo fazer um lugar tão igual ao outro.
      Passamos pela Cueva de Morgan, e por um Museu onde tem umas dançarinas, mas não nos interessou entrar. Fomos até o Hoyo Soplador, mas não tivemos a sorte de pegar ele soprando. Lá no Hoyo, inclusive, que ouvi relatos daqui dizendo que os donos dos bares querem cobrar estacionamento por você parar o carro lá. Então, quando você for, estacione o carro um pouco mais à frente, para evitar esse abuso dos donos dos estabelecimentos.
      Voltando, passamos por algumas paisagens e fomos tirando fotos:

      Passamos também pela Playa San Luis, mas é bem sem gracinha, nem deu muita vontade de entrar.
      27/08 e 28/08 – Praias do Centro
      O tempo fechou em San Andres... decidimos pegar as praias próximas para não gastar dia de passeio com tempo feio, considerando que ficaríamos sete dias lá. Ficamos na praia e chegou a chover em alguns momentos, parando logo depois. Apesar de ter parado, o tempo não abriu. Quase não tirei fotos...

      Nesse dia, encontramos um grupo de brasileiros de Fortaleza que tinham feito um passeio de lancha privativa. Eles disseram que, mesmo com tempo feio, foi bom pois lá no meio do mar San Andres continua sendo bonito. Pegamos o contato do dono da lancha (Diego Olsen Whatsapp +57 318 3762841) e fechamos com ele por COP 830 mil, com condutor e gelo incluído. A embarcação foi essa, chamada de ponton:
       

      A embarcação suporta 15 pessoas, porém, estávamos em um grupo de 10 pessoas.
      Nesse mesmo dia, à noite, o Diego foi até a nossa pousada e recebeu metade do valor, como sinal, e me mostrou onde era o ponto de encontro para o dia seguinte, onde sairíamos com a lancha. Algumas pessoas do meu grupo estavam fechando com o Diego o passeio do Parasail junto com Johnny Cay (ilha pertinho de San Andres), que ele fez por COP 145 mil + 5 mil de imposto de entrada em Johnny Cay. Eu não fechei, não quis ir no parasail, apesar de talvez estar arrependido até agora... rs
      29/08 – Passeio de Lancha Privativa – Acuário, Arraias e muito mais
      Chegamos no ponto de encontro e Diego nos apresentou ao condutor da lancha. Vimos que a lancha era bem confortável, com assentos acolchoados, tudo bem novo. Tinha espaço para colocarmos nossa comida/bebida, que compramos no mercado no dia anterior. Pagamos a diferença ao condutor. Para a nossa felicidade, o Sol apareceu com força o que ajudou para que o dia fosse o melhor da nossa estadia em San Andres!!! Vejam as fotos!!

      Essa cor de água chega a dar raiva

      Ilha do lado do Acuário

      Arraias...

      Me cagando de medo das arraias
      https://vimeo.com/288555840
      Video incrível do acuário
      https://vimeo.com/288556520
      Vídeo da piscina-mar em San Andres
      https://vimeo.com/288556833
      Nadando com os peixes
      30/08 – Johnny Cay
      A ilha de Johnny Cay fica bem perto de San Andres. Você pega um barquinho de uns 20 a 25 minutos e já chega lá. Em geral, as pessoas fazem Johnny Cay junto com Acuário, mas como o Johnny estava fechado por 3 dias e só reabriu dia 30/08, fizemos ela isoladamente. Para ir, usamos os serviços da Cooperativa Multiactiva de Transporte Marítimo, ela fica na orla, na altura da praia, sentido boate Coco Loco (tem no google). Vejam a lista de preços deles:

       
       
      O preço só para Johnny Cay é de COP 15 mil + COP 5 mil de imposto que se paga para entrar na ilhota. Paga-se tudo no guichê da cooperativa e eles te dão uma guia que você tem que guardar para apresentar quando chegar à ilha. Chegando lá, não tem nada de muito surpreendente, ainda mais para quem passou por tanta coisa linda no dia anterior. O ruim é que a ilha estava extremamente lotada e não parava de chegar barco cheio de gente. Lá, tinham umas barracas para ser alugadas a COP 40 mil e o almoço custava COP 30 mil (decidimos não almoçar na ilha e voltar no barco de 13h). Além disso, tinha banana boat a COP 10 mil (é um passeio bem curto, mas vale muito a pena pois não é caro e você se diverte).
       
       

      Lá tinham várias iguanas sem medo de humanos

      E um amiguinho loiro...
       

       
      É lindo, mas lotado demais
       

      Ainda tinha uma pedra para tirar foto. O difícil foi conseguir exclusividade e uma foto “sem populares” rs
      Na volta, ainda pegamos um toró dentro do barco

       
      Deu medo, mas até assim esse mar é lindo
      Na volta, comemos no Kirikiki, tipo um KFC de lá. Preferi pois paguei COP 16 mil por um combo com refrigerante contra os COP 30 mil sem bebida lá de Johnny Cay. Vejam a cara dos pratos e os preços.
       

       
      Compras
      Em relação a compras, achei San Andres um pouco caro. Só os perfumes (alguns) estavam um pouco mais baratos. Como exemplo, comprei um 212 Sexy man 100 ml a COP 158 mil, que dá uns 236 reais. No Brasil, tá bem mais caro. Porém, cuidado com as falsificações! Lá tem lojas que vendem perfumes com o mesmo cheiro, “inspirados” nos mais famosos. Lá vendia One trillion (similiar ao one million), 717 (similar ao 212)... Eu senti o cheiro e era exatamente igual. Mas como é bem mais barato, alguma coisa de ruim deve ter rs.
      31/08 – Volta à ilha de bicicleta
      Em função de termos muitos dias em San Andres e pela ilha ter só 25 km² de área, decidimos fazer a volta a ilha de novo, explorando outros cantinhos. Alugamos uma bike a COP 20 mil de 9h até 19h com uma senhora chamada Iris, que fica nas imediações da orla, perto da Lanchonete Sandwich Qbano.
       

       
      De bike a gente começa a reparar mais em coisas que passam batido
      Bem do lado do West View, tem um restaurante/bar chamado Reggae Roots, que tem uma estruturazinha de cadeiras, trampolim e acesso ao mesmo mar que West View, servindo almoço de frango (COP 25 mil) e peixe (COP 30 mil) com refrigerante a COP 5 mil. Se você consumir qualquer coisa, não precisa pagar nada. Deixamos as bicicletas lá, curtimos o local, descansamos e retomando nossa pedalada.
      Fomos de novo no Hoyo Soplador e ele seguia soprando fraco e não fazendo aquele efeito de soprar água do buraco.
      1/9 – Volta para casa
      Nosso voo era às 17h, então tivemos bastante tempo para aproveitar a cidade ainda. Eu preferi ir em um restaurante melhorzinho, já que ao longo da viagem acabei optando por comer onde tivesse oportunidade. Meus amigos preferiram curtir um último dia da praia do centro, que estava assim:
       

       
      Já eu, fui atrás de um restaurante legal e encontrei o La Bong Del Sinu (ele fica entrando em umas ruas na altura do movimento que tem perto do quiosque do juan valdez, na praia). Lá, pedi um arroz com cerdo (porco) que tava bem temperado. O prato acompanhava aipim (mandioca) e uma torta doce de plátano (banana), que eu não gosto. De entrada, tinham os famosos pantacons, que acompanham várias (quase todas) as comidas colombianas. Pantacons são bananas verdes fritas que tem gosto de batata. Para beber, escolhi uma maravilhosa limonada de coco. Tudo isso por menos de COP 40 mil.

       
      Fui ao aeroporto para ir embora, fui no guichê da Avianca, despachei as bagagens e imprimi o cartão de embarque (eles não cobram como a Viva Air rs). Aproveitei e vi a cotação de moeda na casa de câmbio de lá: horrível! Cada real estava dando 570 pesos (conseguimos 670 em Bogotá) e cada dólar dava 2620, contra 2770 em Bogotá. No avião, fiquei no lado direito, na janela e pude me despedir de San Andres com uma vista aérea.

      Hasta luego, San Andres.
       
      E é isso! Me desculpem qualquer erro de português e os esquecimentos. Se tiverem alguma dúvida e eu puder ajudar, me avisem!
      Bjos
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
    • Por pri_182
      Oioiii
      Aproveitando a Vibe da viagem para escrever o meu relato, pois tive muuuuita dificuldade pra achar coisas sobre birdwatching (observação de aves) e espero poder ajudar os próximos que vão para a Colômbia com esse propósito - pra quem não sabe, a Colômbia é o paraíso das aves. Existe uma briga sobre quem tem mais aves, Brasil ou Colômbia. Mas mesmo que ela fique em segundo lugar, a área dela é infinitamente menor que a do Brasil, então com certeza é um lugar massa pra essa atividade.
      Quando comecei a planejar essa viagem, o meu objetivo era passar rápido nas cidades e ter o maior tempo possível em contato com a natureza. Parque Tayrona era o lugar que eu mais queria ir, junto com San Andrés e Providência.
      O roteiro mudou totalmente ao longo da viagem, mas foi uma experiência maravilhosa! Viajar sem planos é bom por causa disso, você pode mudar o roteiro e ser ainda mais feliz! No total, gastei R$6.000 em 2 semanas, sendo que R$3.544 foi com passagens. O restante incluiu hostel, alimentação, passeios, aluguel de carro, taxis, etc.
       
      Bom, viajei entre os dias 11 e 26 de maio de 2018.
      Meu roteiro:
      12 - Bogotá
      13 - Bogotá - Cartagena
      14 - Cartagena - Santa Marta
      15 - Santa Marta - Tayrona
      16 - Tayrona - Minca
      17 - Minca - Santa Marta
      18 - Santa Marta
      19 - Santa Marta - Medellin
      20 - Medellín - San Andrés
      21, 22, 23 - San Andrés
      24 - San Andrés - Bogotá
      25 - Bogotá 
       
      Gastos com passagem (ok, vocês vão ver que eu gastei mtooo a mais que o normal, mas comprei as passagens com 2, 3 dias de antecedência, pois mudei todo o meu roteiro durante a viagem. Perceberam como a viagem foi corrida, pelo roteiro acima, né? Não era esse o plano, masss... no meio da Colômbia tinha um colombiano.)
      Porto Seguro - Bogotá - Porto Seguro R$2.199,60
      Bogotá - Cartagena - R$ 176,30
      Cartagena - Santa Marta (de ônibus) - COP30.000 (aproximadamente 43 reais)
      Santa Marta - Tayrona - Santa Marta (de ônibus) COP 14.000 (aproximadamente 20 reais)
      Santa Marta- Minca - Santa Marta COP 24.000 (aproximadamente 34 reais)
      Santa Marta - Medellin - COP 206.570 (aproximadamente 290 reais)
      Medellin - San Andrés - R$433,26
      San Andrés - Bogotá COP 247.990
       
      Total com passagens: R$3544,88
       
       
      Bogotá
      Nessa primeira noite, fiquei na Candelária. Como eu falei, o objetivo era ficar só uma noite em cada cidade no início, pois voltaria para Bogotá e Cartagena no fim da viagem. Mas tive uma mudança de planos e acabei não voltando para Cartagena e passando so mais 1 noite e 1 dia em Bogotá (essa noite eu passei na Zona T).
      Me hospedei no BoGo Hostel (COP 35k) e o taxi do aeroporto para o hostel foi 35k. Os funcionários são bem gracinha, mas o banheiro não é o dos mais limpos do mundo. :/ Nota 7,5
      Cheguei no hostel, me arrumei e fui para o Parque 93. Lá passeei bastante, comi no La Lucha e fui em um barzinho com música colombiana. Bem legal
      Essa área é a melhor pra quem gosta de movimento. Me encantei!!
      No dia seguinte, fiz o "free" bike tour que durou 4 horas. O passeio é legal, o guia Alejandro era um doce! Passamos por vários lugares interessantes e provamos alguns sucos de frutas locais e também sorvete. No fim ele sugere uma quantia que deve ser paga (acho que era 20k, eu paguei 12, era o que tinha na hora).
      Depois fui ao mercado de las pulgas de Usaquen, que é uma feirinha, não tão grande, com algumas coisinhas para comprar. Como era meu primeiro dia, não queria encher minha mala, então só olhei mesmo, rs. P.S: essa feirinha só acontece aos domingos.
       
      Impressões de Bogotá: achei a cidade muito segura, arborizada e AMEI a Zona T.
       
      Cartagena
      Cheguei em Cartagena à noite e a impressão foi a melhor do mundo! Que lugar charmoso!!
      Fiquei no Bourbon St Hostal Boutique. Ameeei, limpo, café da manhã gostoso e a privacidade de dormir atrás de uma cortina. 9,9
      De manhã perdi MUITO tempo tentando ir para o aviário. Como trabalho em uma reserva e iniciamos o programa de observação de aves, queria pegar umas dicas de comedouros, etc. Infelizmente, não foi possível. Todos os passeios pra la iam também para a praia, que não era o meu foco.
      Aproveitei para passear pela cidade e foi ótimo. Entrei em várias lojinhas de artesanato e fui também ao Castillo San Felipe de Barajas. Almocei no La Cevicheria - caro, mas valeu cada peso (COP69k paella tropical mulata com a melhor limonada de coco).
      Fui tentar ver o pôr-do-sol no Café del mar, mas estava nublado. Ainda assim, é um passeio imperdível. A melhor vista do mundo!
       
      Peguei um taxi para a rodoviária que é MUUUUITO longe. Passei por toda a Cartagena e fiquei impressionada como fora da zona turística a cidade é POBREEEE. MUITO!
      O ônibus pra Santa MArta foi bem barato e confortável, com tv. carregador de cel e lanche!
       
      Santa Marta - Parque Tayrona e Minca (Faunal)
      Fiquei no hostel Solaz, bem mais simples que o de Cartagena.
      Tive mais uma manhã perdida tentando conseguir um tour para passarinhar, mas não consegui. Infelizmente, a Reserva El Dorado é inviável, pois cobra U$200 de hospedagem por uma noite e ainda é necessário alugar um carro 4x4 (e um guia). Era um lugar que queria muito conhecer, mas eles não permitem a entrada de não hóspedes.
      Enfim, o que não tem solução, solucionado está. Fui de ônibus para o Parque Tayrona e me encantei desde a entrada. Ainda não comentei isso aqui, mas o povo colombiano é o mais hospitalar que já conheci nesses anos de viagem. Estão sempre muito dispostos a ajudar.
      Eu fiquei no primeiro alojamento do parque, pois o moço me convenceu que não valia a pena fazer toda a caminhada com mochila. Então peguei uma barraca e sai para passarinhar no restinho da tarde. Jantei e fui dormir, pois acordaria cedo para passarinhar, de novo!
      às 5 acordei e ainda estava bem escuro. arrumei minhas coisas e sai.
      A caminhada até o Cabo de San Juan é gigantesca!!! Tudo bem que eu estava em um ritmo demorado, mas acho que em passos rápidos daria umas 2 horas ou mais. No total, ida e volta, gastei umas 6 horas e meia de caminhada.
      Depois de aproveitar bastante o parque, fui para Minca, onde fiquei hospedada no Faunal. Fui para esse lugar pois é uma reserva, em uma área interessante para a observação de aves. Minha intenção era encontrar mais passeios (ou guias) de observação de aves por la, o que não aconteceu.
      Bom, no faunal conheci o David, que com certeza é a pessoa que mais conhece e está conectado à natureza que conheço. Fizemos um safari noturno que foi sensacional. Levei um tombo de cinema, mas a gratidão foi eterna por esse dia tão especial.
      No dia seguinte, fiz uma passarinhada com o david e me encantei, principalmente com o cucurachero cantor (Thryophilus rufalbus). Que cantos mais lindos!
      Infelizmente, nem tudo são flores. David veio com umas conversas bem inconvenientes e, por estar sozinha em um outro país, em uma reserva isolada do mundo, me senti muito vulnerável e resolvi voltar para Santa Marta. Sinto muito, passarinhos! Ainda volto para a Colômbia para observá-los!
       
      Voltando a Santa Marta, fiquei no mesmo hostel e, mais uma vez, passei por uma situação muito desagradável com um dos homens que estavam no meu quarto. Falei com a recepção que não tinha condições de ficar no mesmo hostel que ele, mas eles me colocaram em uma suíte e o problema foi resolvido. Pontos para o hostel que me tratou como merecia! Me trocou para um quarto privado, mas cobrou o mesmo preço que eu estava pagando por um quarto compartilhado.
       
      No dia seguinte, fui ao Aquário em El Rodadero. Antes almocei no Di Vino. a comida estava maravilhosa e o atendimento, não poderia ser melhor. Assim que descobriram que eu era brasileira, colocaram musica da Vanessa da Mata para me agradar. Não só agradaram, como conquistaram meu coração.
      Para ir ao aquário, precisa pegar uma lancha. Fiquei um pouco decepcionada quando cheguei, pois eram poucos aquários e tanques. Fiz tudo em 5 a 10 minutos. Mas ai começou uma visitação guiada e a experiência foi totalmente diferente. Achei muito legal pois, animais capturados do tráfico ficam lá por um período, depois são soltos no mar. Pontos pro aquário!!!
      Por fim teve uma apresentação de golfinhos, que foi também interessante.
       
      Medellin
      Acordei cedo e fui pra medellin encontrar o colombiano. Nem vou escrever sobre Medellin, pois conheci muito pouco da cidade. Mas, a impressão que tive é que é uma cidade maravilhosa para morar! Muito limpa, organizada, arborizada, segura. AMEI!
       
      San Andrés
      Para mim, um lugar encanta nem sempre pelo lugar, mas pelas pessoas que entram nas nossas vidas.
      San Andrés foi um desses. Fiz amigos para a vida toda e quase nenhum passeio. rs
      Maio é época de chuva. Choveu todos os dias, mas isso não impediu que eu me sentisse grata! Todos os dias!
      o West View fica cheio, mas é maravilhoso. Quantidade infinita de peixes. Se sair acompanhando o paredão, vai ver peixes incríveis, sem trombar nas pessoas.
      Dei a volta na ilha dois dias seguidos e fiquei na praia em outros dois dias.
      Foi tudo maravilhoso!
       
       
      Impressões da Colômbia:
      A Colômbia não é nada daquilo que eu esperava. Eu imaginei que ia encontrar algo como a Bolívia (nem tanto), mas o que encontrei foi um país organizado, seguro, arborizado e com pessoas maravilhosas! Me encantei demais com Bogotá e, principalmente, com Medellin. Santa Marta já é um pouco mais desorganizado e barulhento (buzina a rodo), mas o Parque Tayrona.... ahhh, o Parque Tayrona! Que lugar mágico! Simplesmente encantador! AMEI!
      A observação de aves, que foi o motivo pelo qual escolhi a Colômbia como destino, me decepcionou. Apesar da quantidade gigante de aves, eles ainda não estão preparados para isso. Sei que esse é um turismo mais caro e estava disposta a pagar um pouco a mais por isso. Mas o que encontrei foi preços exorbitantes e uma falta muito grande de informações. Uma pena!
      San Andrés foi maravilhoso, pois colocou pessoas especiais na minha vida. Infelizmente fui durante a temporada de chuvas, o que não permitiu que eu aproveitasse como queria. Ainda assim é um lugar muito lindo, apesar de não tão seguro (principalmente para as meninas que viajam sozinhas, como eu).
       
      Não tirei muitas fotos, mas se alguém quiser acompanhar, vou deixar o link do álbum no meu face.
       
      https://www.facebook.com/priscilla.sales.gomes/media_set?set=a.10216063096988211.1073741870.1172974689&type=3
       
      Tenho todos os gastos escritos no meu caderninho. Se precisarem de alguma informação, encontro-me à disposição. Bjsss
  • Seja [email protected] ao Mochileiros.com

    Faça parte da maior comunidade de mochileiros e viajantes independentes do Brasil! O cadastro é fácil e rápido! 😉 

×