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MÉXICO (SET/OUT - 2017) - Histórias, fotos, gastos... e terremotos

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Salve galera mochileira, estou aqui mais uma vez pra compartilhar com vocês outra viagem minha, dessa vez o destino foi o México, a viagem foi entre 17/09/17 e 11/10/17. Por conta da minha vida corrida não tive tempo de fazer o relato antes, então conforme for escrevendo vou postando aqui.

Antes de começar o relato, eu vou colocar algumas informações básicas como hospedagens, alimentação, transporte e afins, assim quem tiver interessado apenas nisso não precisa depois perder tempo lendo todo o relato.

 

ROTEIRO

 

O roteiro final acabou sendo o seguinte:

 

São Paulo - Panamá / Panamá - Cidade do México

Cidade do México - 5 dias;

Oaxaca de Juarez: 2 dias;

San Cristobal de Las Casas: 3 dias;

Valladolid: 2 dias;

Tulum: 2 dias;

Playa del Carmem: 3 dias;

Cancún: 5 dias;

Cidade do México: 1 dia.

Cidade do México - Panamá / Panamá - São Paulo

 

PASSAGENS AÉREAS

As passagens aéreas, após muita pesquisa, comprei pela Copa Airlines (direto no site deles), tanto a ida quanto a volta tinha conexão no Panamá, saiu R$ 1440,00 parcelados em 5 vezes.


ALIMENTAÇÃO

Na Cidade do México comi muito na rua, a variedade de carrinhos e barraquinhas de tacos e outras coisas é enorme, e é bem barato, uma porção com 5 tacos variava entre 35 e 45 tacos, comer em restaurante também é de boa, procurem os que tem “comida rápida”, o preço médio é entre 50 e 65 pesos, dá pra comer bem.

Com relação à pimenta não precisem se preocupar, pois na maioria das vezes ela vem separada da comida pra você colocar, e quando vem junto eles avisam que “pica”, portanto quem não gosta pode ficar tranquilo. Claro que às vezes rola umas “pegadinhas” :oops::oops:, mas dá pra sobrevivier (se tiver dúvida, pergunte antes e cuidado com o “pica poco”, é tipo um russo falando que faz pouco frio na Rússia).

Existem muitas coisas gostosas pra se comer no México, aconselho experimentar tudo, vou colocar abaixo algumas informações de comidas que podem encontrar por lá, algumas provei outras não por esquecimento (tipo, depois vou provar isso, e acabava esquecendo).

Torta de pastor: ao contrário do que o nome sugere, é um sanduíche feito com uma carne que lembra o nosso churrasco grego, é bem gostoso e tem no país todo. (PROVEI)

Conchinita Pibil: é um prato feito com carne de porco encontrado no estado de Yucatán. (NÃO PROVEI)

Gorditas: é um tipo de salgado recheado com queijo ou carne, a massa dela é a mesma da tortilha. (NÃO PROVEI)

Mole: mole é um tipo de molho encontrado facilmente no México, existem vários tipos, o mais popular é o mole poblano, ele é feito com chocolate e pimenta, inclusive existe uma receita de frango, o chamado “pollo ao mole poblano”, por incrível que pareça é bem gostoso (e eu não curto essa paradas agridoces). Pra se ter uma ideia, a guacamole é um tipo de mole. (PROVEI)

Chamoy: é um tipo de molho ou condimento, sei lá, muito comum no México, se usa em doces, sucos, e até existe uma versão da famosa michelada feito com chamoy. Tem também um tipo de raspadinha chamada chamoyada, muito popular por lá. (PROVEI)

Esquites: é o milho cozido misturado com queijo, sal, pó de chile (pimenta) e suco de limão, é servido num copo. (NÃO PROVEI)

Elotes: é uma espiga de milho grelhada coberta com maionese ou manteiga, leva pimenta em pó e queijo em cima. (NÃO PROVEI)

Marquesita: não confundam com a Bruna (ba – dá- tum), é um doce que existe na região de Yucatán , é uma espécie de crepe enrolado em canudo com recheio, que você pode escolher, é muito bom, recomendo o de Nutella com queijo bola (um tipo de queijo comum por lá). (PROVEI)

Água: se você não curte água com gás (como eu), essa dica é importante, no México, quando for comprar água, olhe o rótulo e veja se é mineral ou purificada, a mineral é a com gás e a purificada é a normal. Por não saber, tive que beber 2l de água com gás.

Água de jamaica: água é normalmente como chamam os sucos por lá (tem também os licuados, mas não entendi bem a diferença, e só tomei as águas), e um dos mais populares é a água de jamaica, que nada mais é um tipo de hibisco encontrado facilmente no México, tem uma coloração roxa. Existem várias bebidas feitas com jamaica, desde sucos, vinhos e até refrigerante. (PROVEI, tanto as águas quanto o vinho de jamaica)

Refresco: é como chamam refrigerante no México, diferente dos outros países onde é gaseosa.

Horchata: é uma bebida feita com arroz e amêndoas, não é alcoólico. (NÃO PROVEI)

No México é muito comum uns mercadinhos que lembram muito as nossas lojas de conveniência de postos de gasolina e tem várias redes, as mais populares são a Oxxo (que existe também na Colômbia) e a Seven Eleven, dá pra comprar algumas coisas básicas, mas são bem mais caras que um mercado convencional, elas quebram apenas o galho quando não tiver mercado por perto. Sugiro o cachorro-quente do Oxxo, chamado Vikingo, rola uma promoção 3 vezes por semana (um dos dias é sábado) que são 2 por 30 pesos mais um refrigerante de 600 ml.

 

SEGURANÇA

Particularmente não tive problemas com segurança no México. Na Cidade do México, pelo menos na região central era uma média de uns 5 policiais por esquina, sem exagero (em algumas tinha menos e em outras mais), nas cidades do interior também caminhava de noite numa boa. Claro que furtos e roubos existem, basta tomar os mesmos cuidados que você tomaria se estivesse em uma grande metrópole aqui que nada acontecerá por lá.

 

TRANSPORTE

Na Cidade do México dá pra se deslocar de metrô, Metrobus, trem ligeiro, além de táxi e UBER. O metrô tem 9 linhas que ligam a vários pontos da cidade, o Metrobus é uma espécie de ônibus com corredor próprio e tem uma cara de metrô, pra quem já foi a Bogotá, na Colômbia, lembra muito o Transmilênio. UBER e táxi não cheguei a usar mas dizem funcionar bem e ser barato.

Nas cidades do interior não usei transporte público porque as cidades costumam ser pequenas e dá pra fazer tudo a pé, em Oaxaca usei micro-ônibus para ir até Monte Albán, em San Cristobal usei van para ir e voltar de San Juan Chamula e em Valladolid usei van e ônibus pra ir e voltar de Chichen Itzá.

Os deslocamentos entre cidades são feitos pela empresa ADO (lê-se “a-dê-ó”), que é a empresa que monopoliza o transporte no México, existem outras companhias como OCC, ADO Platinum, ADO Gl, AV, entre outras que pertencem a rede ADO. Todos que peguei, mesmo os mais baratos (sim, existe variedade de preços) eram confortáveis, alguns tem até carregador de celular. Recomendo baixar o aplicativo da empresa, inclusive se comprar antecipado (tanto pela Internet quanto pessoalmente no guichê), em alguns casos sai mais barato que comprar no dia. Eles cobram uma taxa de 9 pesos junto com a passagem.

Também existem transportes mais baratos, como vans (pelo menos no litoral tinha e eram mais baratos que os ADO's), mas não cheguei a testar nenhum.


HOSPEDAGEM

Eu fiquei nos seguintes hostels:

Cidade do México: México City Hostel, localizado próximo ao Zócalo (principal praça da cidade), bem no Centro Histórico, próximo da estação Zócalo do metrô. É um prédio onde os quartos ficam no 3º e 4º pisos, a cozinha e o refeitório no 2º piso e no térreo fica a recepção, onde vendem algumas bebidas como cerveja, água e refrigerante e também adaptadores de tomada. Tem café da manhã incluído, aliás, um dos melhores que tive, é bem sortido, tem suco, café, água quente e sachês de chá, iogurte, frutas cortadas (melancia e melão), cereal, e mais alguma comida feita no dia, tipo ovos mexidos, tacos no molho (é bem apimentado, pra quem não curte, fica a dica). A cozinha é grande, tem WI-Fi (nos quartos pega meio fraco) e tem lockers individuais nos quartos. Os banheiros são separados: os chuveiros ficam em um e os sanitários ficam em outro, e os masculinos ficam no 3º piso e os femininos no 4º.

Oaxaca: Iguana Hostel, fica bem no centro, é uma casa comum, meio velha por fora e não tem identificação, mas por dentro é bem legal, assim que passa a recepção tem um espaço bem grande com almofadas no chão, umas redes e mesinhas, a cozinha é bem grande e talvez uma das mais equipadas que já vi, os quartos são bem espaçosos e nas camas tem tomadas e uma luminaria individual em cada cama, o banheiro tem lugar dentro do box pra colocar roupa, toalha, itens de banho. Tem também uma churrasqueira e uma área que fica na parte de trás, subindo uma escadaria. Não possui café da manhã mas você usar a cozinha pra fazer o seu.

San Cristobal de las Casas: também fiquei no Iguana Hostel (é da mesma rede do de Oaxaca), são duas casas que ficam separadas por uma enorme praça, em uma ficam alguns quartos e a cozinha, que fica na parte de cima. Na outra casa fica a outra parte do hostel, onde tem mais quartos e um bar (que só funciona aos finais de semana), não sei se tem cozinha lá também. No café da manhã você ganha uma espécie de panqueca doce bem gostosa e dá pra usar a cozinha pra fazer algo. É bem localizado (até porque a cidade é pequena então tudo acaba sendo meio perto).

Valladolid: Tunich Naj Hostel, vi muita gente recomendando e resolvi apostar, é uma casa bem grande, o quarto coletivo fica ao lado da recepção, é bem grande, os banheiros ficam nos fundos (tem saída pelo quarto), a cozinha também é externa, fica bem localizado (mesmo caso de San Cristobal). No primeiro dia você ganha um café da manhã de cortesia. O dono e os funcionários são muito simpáticos.

Tulum: Nativus Hostel, é um grande casarão com uma cozinha não muito grande, uma enorme sala, os quartos ficam no andar de cima e tem ar condicionado. Tem um único banheiro interno e os outros ficam do lado de fora, próximos da piscina, tem café da manhã incluso, com pão de forma (tem uma torradeira se quiser usar), manteiga, geleía, cereal, café e água quante para fazer chá. O único problema é que se chover muito a rua enche (não chegou a alagar totalmente, mas na esquina tinha que desviar do pequeno lago que formou). Localização também é boa, próximo do terminal e de mercados.

Playa del Carmem: Enjoy Playa Hostel, fica há uma duas quadras da 5ª Avenida (a principal da cidade), é por andares: a recepção, a cozinha (que é bem apertada) e o bar ficam no térreo, os quartos e os banheiros no andar de cima e tem um terraço com refeitório e redes. O café da manhã é simples mas bom: café, chá, frutas, pão com manteiga ou geleía e cereal. O staff é ótimo e a localição boa, perto de tudo, inclusive se caminhar umas ruas pra trás tem um Wallmart gigantesco.

Cancún: Mermaid Hostel, fica no centro da cidade, tem um grande mercado próximo e andando um pouco tem um enorme Wallmart. Também não é muito longe da rodoviária, e andando duas quadras tem o ponto onde pega os ônibus que vão para a praia. O hostel tem uma enorme sala, a cozinha é razoável, no café da manhã eles disponibilizam os ingredientes para cada um fazer o seu (pão de forma, café solúvel, chá, leite, cereal manteiga, geléia, ovos, alguns temperos, tem chaleira, torradeira). Os quartos têm ar-condicionado e banheiro interno, tem uma área externa com redes.

No geral, não tenho nada a reclamar de nenhuma hospedagem do México, mas sempre pesquiso bastante e usei o Booking para fechar todas as reservas, além de pegar umas ofertas ainda tenho pontos que me dão mais vantagens em futuras reservas.


LEMBRANCINHAS

Melhor lugar pra comprar lembrancinhas é na Cidade do México, os preços são melhores, recomendo os mercados La Ciudadela e San Juan (San Juan tem dois, o normal e o de lembrancinhas, esse fica na Ayuntamiento, em frente a bodega La Europea). No restante do país também é possível encontrar bastante coisas, mas os preços em geral são mais altos (se pesquisar direito talvez até ache algo mais em conta).

Em relação a bebidas, se for comprar mezcal, compre em Oaxaca, é mais barato e tem mais variedades, recomendo também o vinho de jamaica em San Cristobal de Las Casas, muito bom e só vi por lá. Tequila é fácil comprar em qualquer lugar, mas recomendo olhar o Wallmart, o Soriana e a rede La Europea, há marcas boas com variedades de preços (às vezes uma marca é mais barato em um lugar e mais caro em outro). Segundo me recomendaram, as marcas consideradas boas são 1800, Corralejo, Dom Julio, Herradura, e lembrem-se de olhar o rótulo, tem que estar escrito 100% agave, e fujam das “triple destilación”. Pelo menos foram as dicas que me deram por lá.

 

Segue abaixo uma planilha que elaborei com custos e roteiros que fiz pro lá.

 

Continua...

Planilha México_2017.xls

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Acho que a parte central não teve praticamente nada,menos uma das torres da Catedral que cairam alguns pedaços.Quando estava lá devia estar no chão quando fui estavam consertando. 

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Relato muito bom, teve até a "sorte" de pegar um terremoto sem sentí-lo. Para os que sentimos o terremoto foi muito tenso, mas onde eu estava não se sentiu tão forte e só soube da magnitude até chegar em casa, que estava sem luz e com o transporte público quase parado, muito trânsito e cidade num caos total.

Aguardando o restante do relato.

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Acho que a parte central não teve praticamente nada,menos uma das torres da Catedral que cairam alguns pedaços.Quando estava lá devia estar no chão quando fui estavam consertando. 


Ah sim, eu vi que caiu uma das imagens que fuca numa das torres, eles chamam de La Esperanza.
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Relato muito bom, teve até a "sorte" de pegar um terremoto sem sentí-lo. Para os que sentimos o terremoto foi muito tenso, mas onde eu estava não se sentiu tão forte e só soube da magnitude até chegar em casa, que estava sem luz e com o transporte público quase parado, muito trânsito e cidade num caos total.
Aguardando o restante do relato.


Opa, valeu Michradu!
Você acompanhou meus perrengues com terremoto e a tempestade tropical, se não fosse minha internet até teríamos nos trombado no último dia.
Com relação ao caos, imagina eu que não sabia o que tinha acontecido (em Teotihuacan não "tremblou") tentando entender aquela confusão que tava formada.
Tô terminando e vou postando conforme tiver tempo.
Abraço!
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DIA 9 – 25/09 - San Cristobal de Las Casas

 

A viagem seguia madrugada adentro quando umas 3h da manhã o ônibus parou na rodoviária de uma cidade chamada Santiago, aproveitei para comprar uma “Sabritas” (como eles chamam os salgadinhos da Elma Chips por lá) e uma coca e depois consegui pegar no sono rápido (o roncador acabou dando uma sossegada).

Eram 6h45 o ônibus parou em Tuxtla Gutierrez (capital de Chiapas) e de lá seguiu morro acima até San Cristobal. Estava sol mas no caminho começou a chover e uma neblina forte tomou conta do caminho. Por volta das 8h paramos na rodoviária de San Cristobal, bastava seguir a Avenida Insurgentes que cortava todo o centro e daria no hostel onde estaria hospedado. Como sabia que o tour para o Canion de Sumidero sairia umas 9h queria aproveitar e já ir até alguma agência de turismo para fechar o rolê. Passei por umas 2 que não tinham vaga até que na terceira o cara ligou para alguém e me respondeu que tinha lugar ainda, acredito que até conseguiria algum valor menos mas pelo horário não quis arriscar perder o passeio procurando outro e fechei ali mesmo. O motorista ficou de me buscar às 9h, mas foi passando a hora e nada, e o rapaz da agência não saia do telefone pra eu perguntar a ele se o cara tava vindo.

 

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Umas 9h30 o cara chegou e seguimos rumo ao Canyon, o tempo havia melhorado, estava bastante sol, e após mais ou menos 1h chegamos ao lugar de onde saem os barcos, o guia pegou as pulseiras e colocou em todo mundo, explicou que iríamos com outro guia e ficaria aguardando no estacionamento.

Aguardamos num banco até o barco parar e então embarcamos, o guia explicou como seria o tour e que duraria 2h.

O tour foi sensacional, o visual era incrível, o guia parava em vários pontos para dar algumas explicações, parou para mostrar crocodilos e macacos que ficavam nas margens, quedas d'água, até chegarmos numa espécie de hidrelétrica, onde tinha uns barcos que vendiam água e coisas para comer, depois retornamos ao ponto de partida, onde o guia se despediu (não sem antes pedir uma propininha) e fomos até o estacionamento encontrar o Santiago (nosso guia). Ele perguntou se alguém queria parar para almoçar ou se iríamos direto pra Chiapas del Corzo, cidade vizinha que fazia parte do tour. Todos preferiam ir direto e logo paramos na praça central da cidade, teríamos 1h para conhecer o local. Sinceramente não vi nada demais por lá e fiquei pela praça mesmo, até porque estava um sol absurdo, chegava a doer a cabeça de tão forte ::dãã2:: (dali em diante sempre seria assim, o sol no interior do México é muito forte). Vi uma barraquinha vendendo churros e achei curioso como eles vendem: ele vem inteiro (como se fosse por metro), eles vão colocando num saquinho tipo aquele de pipoca e cortando pra caber, depois jogam o leite condensado por cima e já era.

 

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Chiapas também sofreu com os terremotos

 

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Voltamos para San Cristobal e na estrada pegamos muita neblina, quando chegamos estava novamente chovendo, passei na agência para pegar minha mochila e parti pro hostel. Lá chegando, descobri que ele era da mesma rede do que eu fiquei em Oaxaca e acabei ganhando um desconto (10 pesos por diária), fiquei num quarto colado à recepção. Ah, e assim como no de Oaxaca, também tinha que deixar um caução pela chave, só que nesse era de 100 pesos. O hostel era bom, o quarto espaçoso, tinha banheiro embaixo e a cozinha ficava em cima, e do outro lado da praça (que ficava em frente) tinha outra parte do hostel, com mais quartos e um bar.

Apenas troquei de roupa e sai pra bater pernas, conhecer a cidade, que assim como Oaxaca é bem bonitinha, e também comecei a pesquisar os passeios para Palenque, que a principio seria pro dia seguinte mas mudei meus planos, eu iria ficar apenas um dia em San Cristobal, fazer o tour de Palenque no dia seguinte e depois partir pra Valladolid, mas ficaria muito cansativo (o tour começava muito cedo) então acabei ficando 2 dias lá. Outra coisa que iria fazer era ir até a rodoviária pra reservar passagens para Mérida (não há linha direto pra Valladolid, precisa ir a Mérida primeiro e de lá para Valladolid), mas andando pelo centro descobri no andador turístico (uma avenida bem comprida que fica ao lado do Zocalo, no mesmo estilo da que tinha em Oaxaca) que havia uma agência da ADO bem ali, consultei os valores das duas passagens e fiquei de retornar depois. Na frente dela tinha uma agência turística, de todas as que pesquisei era bem mais em conta (em todas a média era 400 pesos pra mais) e lá era 350, oferendo as mesmas coisas que as outras.

 

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Achei que fosse uma bandinha animada tocando, mas era um cortejo fúnebre

 

 

Dei mais umas voltas, fui até um dos mirantes da cidade, a Igreja do Cerrito, pensa numa escadaria filha da mãe, é muito alto e com a altitude da cidade o fôlego vai embora. Sinceramente a vista não é tão boa, pois tem muita árvore lá e só da pra ver um pedacinho da cidade, entrei na igreja e depois desci, continuei a andar pelo centro. Entrei num centro de informações turísticas e peguei algumas dicas sobre o povoado de Chamula que pretendia conhecer no outro dia. Ela disse onde eu pegaria o transporte e para ter cuidado ao tirar fotos, eles não são muito fãs da ideia, inclusive pela lei local eles tem até o direito de tomar teu aparelho e quebrar se for o caso. Aproveitou e me deu um panfleto de um restaurante onde às 17h ocorria uma degustação de posh, uma bebida típica da região, e às 19h de chocolate artesanal, como já estava quase na hora sai direto pra lá, era um restaurante bem bacana, estava vazio, uma moça me atendeu, pedi pra conhecer a bebida e ela começou a me mostrar o processo, era bem parecido com o do mezcal, só que o posh não é feito de agave e sim de milho e outros cereais misturados. A bebida é gostosa, um pouco forte mas boa, recomendo experimentar.

 

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Voltei para o hostel, já estava escuro e esfriou um pouco, aliás, San Cristobal foi a única cidade do México onde teve um pouquinho de frio, e pra ajudar na hora do banho o gás do aquecedor acabou e tomei um pouco de banho gelado, mas depois arrumaram.

 

GASTOS DO DIA

 

Refrigerante + Ruffles: 27,00

Passeio no canyon: 285,00

Propina barco: 10,00

Churros: 20,00

Sorvete: 30,00

Hostel: 280,00

Água: 10,00

Mercado: 32,40

 

Continua...

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DIA 10 – 26/09 - San Cristobal de Las Casas

 

O dia estava bem ensolarado e sai cedo pra visitar o povoado de Chamula, tem umas vans que vão pra lá, elas saem da esquina da Calle Honduras com a 16 de Septiembre de uma garagem, é só chegar e ir entrando, custa 18 pesos, eles esperam encher (ou pelo menos metade) e partem, a viagem dura mais ou menos 30 minutos, e o tempo começou a ficar estranho.

A parada final da van é na praça principal da cidade (se bobear, a única), onde fica a igreja de San Juan Bautista. Na frente, há uma praça bem grande onde ficam várias barraquinhas de lembranças e comidas. Fui direto até a igreja e no caminho fui abordado por muitas pessoas, principalmente crianças, ou vendendo algo ou pedindo dinheiro, e vou dizer, de todos os tipos de vendedores que já me abordaram até hoje, os de lá foram de longe os mais persistentes. Eles vem de 4 ou 5, te cercam e praticamente obrigam você a adquiri algo, eu dizia que só tinha dinheiro para pegar a van de volta e me deixaram um pouco em paz, mas era engraçado ver quando alguém chegava e do nada começava uma correria pra cima da pessoa, parecia um arrastão kkk. Ah, a mulher do centro turístico que me deu as dicas ontem me alertou sobre isso e disse para tomar cuidado porque nessa hora podem ocorrer alguns furtos, tem que ficar esperto.

Queria tirar uma foto da igreja mas estava receoso com a história de acharem ruim, mas vi muita gente tirando e tirei também, o problema lá não é tirar foto da igreja ou dos lugares, e sim das pessoas locais, precisa bater a foto num momento em que nenhum local esteja perto pra aparecer nela. Ao lado, num jardim fica uma bilheteria onde compra o ingresso para entrar na igreja, a princípio não estava muito interessado mas lembrei da mulher dizendo que essa igreja era algo único e resolvi entrar.

Na entrada, o cara avisa que não pode tirar foto e nem filmar, aconselha a nem tirar o celular do bolso, também é proibido óculos escuro e chapéu ou boné. Pergunta se me arrependi? Nem um pouco, na hora que entrei vi algo incrível: a igreja não tem bancos como qualquer uma, o chão é todo forrado de mato (não é mato nascendo do chão, eles fazem um tapete com mato), ela é toda rodeada por mesas com velas acesas e altares de todos os santos possíveis, e no chão também tem muitas velas acesas onde as pessoas ajoelham e fazem suas rezas. Devia ter milhares de velas acesas naquela igreja, era realmente lindo de ver, a explicação é que eles misturam a fé católica com as crenças locais, ou seja, é uma igreja católica, dedicada a um santo, mas que ao invés de padre tem xamãs, ao invés de missa tem cultos locais, a perfeita definição de sincretismo. Foi sem dúvida a igreja mais incrível que já entrei na vida, e olha que já entrei em muitas, vale demais a pena. Pena que não pode tirar fotos, daria um belo registro. Inclusive, o Danilo, o brasileiro que estava comigo na CDMX disse depois que quando foi pra lá a tia dele inventou de tirar uma foto e deu a maior treta, primeiro quiseram chamar a polícia, depois apreender o celular e cobrar uma multa de uns 3000 pesos mas no final só apagaram a foto. Isso porque avisei ele disso...

 

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Na saída dei uma passeada pela feirinha, mas a cidade em si não tem muito o que fazer, mas o rolê da igreja já compensou tudo. Nesse momento começou um temporal e resolvi entrar na van (elas ficam paradas esperando na praça) e voltar. Pensei em ir no outro povoado, Zinacantán, que é próximo, existem duas formas de ir pra lá: a primeira é saindo de San Cristobal e pegando uma van (não lembro exatamente de onde elas saem, mas é próximo das que vão para Chamula), ou então faz o seguinte, na estrada  tem uma bifurcação onde um lado vai pra Chamula e o outro pra Zinacantán, basta descer nessa bifurcação e pegar a van na estrada, mas acabei pulando esse, fui direto a San Cristobal, estava chovendo e então passei num mercado pra comprar minhas guarnições pra janta (primeiro mercado onde achei carne no México), fui para o hostel guardar, aproveitei pra fechar um hostel em Valladolid e quando a chuva parou voltei pra rua. Decidi ir até a Igreja de Guadalupe, que é o outro mirante da cidade, esse não tão alto a de Cerrito e a visão também é meio bloqueada por árvores, e nesse a igreja estava aberta, ao contrário da igreja do dia anterior que estava fechada por conta dos terremotos.

Na volta, caminhando pelo andador turístico (via que dá acesso à igreja), passei em frente a uma adega que tinha um aviso de degustação de vinho de jamaica, decidi entrar pra ver, pois eu via muitas bebidas no México como sucos (ou águas como chamam por lá) e até refrigerantes com esse sabor mas ainda não havia provado e também não tinha ideia do que era jamaica a não ser o país. Será que era sabor canabis ::hahaha:: ? A mulher da loja me mostrou o que era, nada mais que um tipo de hibisco roxo comum por lá, experimentei o vinho e gostei, apesar de ser adocicado e não curto vinho doce. Também “experimentei” posh que vendia lá e uma bebida chamada rompope, era de cor amarela e depois que dei a golada ela me falou que era de ovo, parecia uma gemada, que raiva, porque não avisou antes, detesto ovo cru  ::putz::, pedi para tomas mais uma dose de vinho pra tirar a nhaca da boca.

Na mesma rua voltei à agência da ADO e já comprei as passagens para Mérida e Valladolid, ganhei um desconto de 10 pesos pro fechar os dois, e depois atravessei para fechar o passeio de Palenque na agência onde havia visto mais barato ontem. Dali fui até uma agência do Banco Azteca que ficava nos fundos de uma loja da rede Elektra (uma espécie de Casas Bahia deles) localizada no Zocalo onde no dia anterior tinha visto o dólar por 16.80 e imaginei que seria uma boa cotação pra região, meu dinheiro estava começando a acabar. Quando cheguei vi que estava a 16.90, decidi trocar 300 dólares, mas quando chegou minha vez descobri que já havia baixado pra 16.80

 

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Voltei pro hostel e enquanto cozinhava conheci um casal argentino, o cara era de Salta, cidade que visitei na Argentina e a mina havia morado no Brasil, fiquei conversando um bom tempo com ela.

Mesmo com chuva, decidi dar uma caminhada, resolvi conhecer o bar que havia do outro lado da rua e pertencia ao hostel, mas chegando lá ele estava fechado. Já que estava na rua, decidi dar uma passeada até o centrinho, até que tinha algum movimento, mas não estava muito agitado então voltei, até porque no outro dia madrugaria para ir até Palenque, aproveitei para já fazer o check out e pegar meus 100 contos de volta.

 

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GASTOS DO DIA

 

Transporte para Chamula: 36,00 (ida e volta)

Entrada na Igreja de San Juan Bautista: 25,00

Cartões Postais: 32,00

Mercado: 40,40

Pizza + Coca: 20,00 + 15,00

Transporte para Palenque / Mérida: 380,00

Transporte para Mérida / Valladolid: 115,00

Passeio para Palenque: 350,00

Câmbio: US$ 300,00 * 16.80 = 5040,00

Mercado 2: 40,00

Cappuccino no Oxxo: 17,50

 

 

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DIA 11 – 27/09 - San Cristobal de Las Casas / Palenque / Mérida

 

Acordei às 3h, coloquei o que faltava na mochila e fiquei aguardando a van chegar às 4h, pelo menos havia parado a chuva. Ele chegou ás 4h30, me despedi de um dos funcionários que estava no outro hostel e estava acordado. Eu fui um dos últimos a entrar, depois de mim ele pegou mais um casal e partimos rumo a Ocosingo, onde tomaríamos o café da manhã. Estava bastante escuro e aproveitei pra cochilar um pouco, apesar de estar desconfortável, pois a mulher que subiu depois sentou na minha frente e reclinou bastante o banco dela.

 

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Mapa na parede do hostel, San Cristobal é um ponto de partida para quem vai para a Guatemala

 

Chegamos umas 6h30, já estava clareando e paramos num restaurantezinho na beira da estrada, teríamos 40 minutos pro café. Na entrada, eles te cobram o valor de 85 pesos e te dão um vale-suco, lá dentro você se serve, é no esquema buffet, só que o suco só pode pegar um, tem frutas, cereais, iogurte, ovos mexidos, dá pra alimentar bem.

Enquanto comia, acabei encontrando o casal argentino que conheci no tour de Oaxaca (Hierve, arbol, Mitla) e eles eram o casal que subiu por último na van, inclusive a mulher era a que estava na minha frente me prensando. Sentamos juntos e ficamos conversando.

De lá seguimos rumo à primeira atração: Cascada Azul. O problema é que lá é o tipo do lugar que o ideal é ir com sol, e o tempo estava estranho, começou uma neblina bem forte no caminho. A estrada não é muito boa, é bem estreita e tem muita curva, o motorista ia bem devagar porque cada lombada era um parto::lol4::.

Chegamos nas cascatas às 9h, descemos no estacionamento e o motorista disse que teríamos 1h45 para aproveitar o lugar, há um banheiro pra se trocar, paga-se 5 pesos, não tem muita estrutura, deixa a mochila no chão mesmo e se vira nos 30. Coloquei um shorts, fiquei sem camisa e descalço, guardei as coisas na van e comecei a explorar o lugar. O céu estava meio fechado e a cor da água não tava azul como nas fotos, estava meio escura. Comecei a visitar os mirantes, são muitos, e acompanhado do argentino fui até o último lá no alto, o problema é que olhei a hora e não teria muito tempo para nadar lá, então desci rapidamente (as pedras ali escorregam muito, tem que tomar um puta cuidado, por isso demorei um pouco para conseguir descer) e lá embaixo, perto do estacionamento entrei num lugar que era bem raso, a água estava bem gelada. Eu tinha apenas uns 20 minutos, mas fiquei só 10, porque ainda ia me secar e trocar de roupa, e odeio atrasar os outros, e da turma só eu e umas quatro moças que até estavam sentadas perto de mim na van que entraram na água. Na hora de se trocar, paguei mais 5 pesos e antes de calças as botas lavei os pés com a água da minha garrafinha mesmo, pois onde me troquei não tinha torneira.

 

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De lá seguimos viagem até a cachoeira de Misol-Há, seguimos na estrada zoada e chegamos por volta do meio-dia, lá também faríamos nosso almoço. Primeiro fomos ao restaurante, sentei junto com os argentinos e fizemos os pedidos, daí perguntei se demorava muito pois não teríamos muito tempo para almoçar e ver a cachoeira, o garçom disse que dava tempo de ir até a cachoeira e voltar, não daria mais que meia hora. Fomos nós três até lá, tem um caminho que você percorre e passa por trás dela, ela termina numa espécie de gruta, só que conforme você vai se aproximando vai ficando molhado, e em consequência fica bastante escorregadio, tem uma parte que tem que passar uma pedra grande e ela é bem lisa, mas indo com cuidado dá pra ir de boa, se eu que sou o cara mais desastrado do mundo passei qualquer um passa.

Voltei primeiro que os argentinos que ainda ficaram tirando umas selfies lá, e já haviam servido os pratos, o meu até tinha voltado pra cozinha.

 

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A próxima parada seriam as ruínas de Palenque, o tempo ainda estava fechado, mas sem chuva pelo menos, mas o calor era o de sempre. Chegamos ás 14h, e assim que passou a entrada subiu um homem na van, ele era guia, explicou como funcionava o passeio e que não era obrigatório, perguntou quem estava interessado e quase todo mundo aceitou, pensei bem e acabei topando também, sairia 100 pesos por pessoa, e descemos com ele rumo às ruínas. Ele fez várias explicações sobre o lugar, fizemos várias paradas e o bom desse lugar é que dá pra entrar em quase tudo, exceto em uma torre porque uns anos antes um casal cometeu suicídio pulando de lá ::ahhhh::. Subi em todas as pirâmides e na hora de descer dei meu show de sempre, provocando longos risos em quem estava por perto, inclusive o guia. Forma umas 2h de tour e foi muito bom, vale muito a pena fazer com guia, ainda mais quando o guia é bom, e fora que, na minha opinião, foi o melhor sítio arqueológico que visitei no México, já tinham me dito que lá era melhor que Chichen Itza e outros e pude comprovar na prática ::otemo::. Ah, não esqueçam de levar repelente, lá é chapado de mosquitinho daqueles que te deixam lembrança por dias, eu levei o meu e me dei bem, emprestei até para os argentinos que não tinham.

 

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A tal torre do suicídio

 

Saímos de lá às 16h e a van parou na rodoviária de Palenque para me deixar e também as garotas que mencionei antes, os demais voltariam para uma longa e cansativa viagem até San Cristobal (a previsão de chegada era entre 22h e 23h), mas quem teria uma noite cansativa seria eu, pois por questões econômicas (leia-se pão-durismo) comprei a passagem para 23h, ou seja, seriam umas 7h de espera. Estava um sol forte, um calor imenso, só havia um ventilador para o saguão todo (que até não era tão grande) e não dava conta. Pra minha "alegria", percebi que parte do protetor solar vazou e sujou bastante a mochila, perdi um tempão limpando. Tempo, aliás, era o que eu tinha de sobra, pensa no tédio, a hora não passava nem a pau, pensei em remarcar a passagem mas teria que pagar diferença, que era de 257 pesos, e como estava em cima da hora o valor era alto, e  eu preferi esperar.

Pra ajudar, queria ir no banheiro mas não tinha onde deixar a mochila e como bom brasileiro nunca largo minhas coisas sozinhas.

Pelo menos o Wi-Fi era bom e assisti a final da Copa do Brasil entre Flamengo e Cruzeiro (na verdade tinha esquecido do jogo, quando liguei já ia pro penalties), conversei um tempo com um garoto mexicano que gostava do futebol brasileiro e do Santos (boa garoto), e uma semana e meia depois chegou a hora de embarcar, nem precisa dizer que desmaiei assim que entrei no ônibus.

 

GASTOS DO DIA

 

Café da manhã: 85,00

Banheiro em Cascadas: 10,00 (2x 5,00)

Almoço: 150,00 + 15,00 = 165,00

Água em Palenque: 15,00 (600 ml)

Guia: 100,00

Sanduiche + refrigerante no terminal: 27,00 + 11,50 = 38,00

Água + salgadinho no terminal: 10,00 + 18,00 = 28,00

 

 

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DIA 12 – 28/09 - Mérida / Valladolid

 

No México é muito comum ocorrerem blitz nas estradas, principalmente nas interestaduais, e o ônibus foi parado num desses, subiu uma policial e pediu os documentos, eu estava dormindo pesado e acordei meio zureta, quando fui abrir a doleira pra pegar o passaporte e percebi que o RG e o papel da imigração que estariam dentro dele não estavam, entrei em pânico imaginado se havia perdido em algum lugar. Dei o passaporte pra policial e quando ela pediu a “tarjeta da imigración”, pedi licença ao senhor do meu lado que se levantou, eu abaixei e comecei a cutucar embaixo do banco pra ver se havia caído na hora que tirei o passaporte, por sorte estavam presos no vão entre o banco e a lateral do ônibus, tinham caído e eu não vi, entreguei o papel tremendo pra mulher, ela deu risada, olhou e me devolveu, depois de olhar todo mundo e filmar, como de costume, ela desceu e o busão seguiu viagem.

Chegamos no terminal de Mérida por volta das 8h, e o ônibus para Valladolid só sairia ás 10h40, pra quem esperou 7h em Palenque 2h40 não era nada. Estava muito calor e bastante sol, tomei um chocolate enquanto esperava e embarquei rumo Valladolid, esse ônibus tinha carregador de celular, foi bom porque a bateria do meu tava bem baixa.

Após umas 2h cheguei ao terminal de Valladolid e segui caminhando, o hostel não era muito longe dali. Quanto mais me aprofundava no México, mais quente era, e o calor lá era absurdamente grande, parecia que o sol estava estacionado na minha cabeça.

Logo cheguei no hostel, parecia estar vazio, na verdade vi só uma hospede que estava no meu quarto. Coloquei as coisas no quarto e o rapaz me apresentou o hostel, era simples mas bem bonitinho, e ainda eu teria direito a um “desayuno” grátis. A primeira coisa que fiz foi tomar um bom banho e lavar algumas roupas, afinal passei o dia anterior sem banho (fora que ainda nadei nas cascatas). O chuveiro era meio ruim mas quebrou o galho.

Banho tomado e a aparência de gente retomada, comecei a explorar a cidade, o sol estava realmente muito forte. A primeira impressão da cidade é que ela tinha a mesma pegada de Oaxaca e San Cristobal, mas sinceramente (isso é uma opinião minha, claro), não curti tanto quanto as outras, achei meio sem graça. Na verdade é assim, pra quem fizer o caminho contrário ao que fiz (sair da Riviera Maya e sentido CDMX), certamente vai adora a cidade, vi muitas pessoas que se encantaram por lá, mas pra quem conhecer Oaxaca e San Cristobal antes talvez não curta tanto, pelo menos foi minha impressão pessoal, não que eu ache a cidade feia ou algo parecido, só não vi tanta graça quanto as outras, tanto que precisei caçar o que fazer por lá. Na praça principal, tem umas barraquinhas de comidas e bebidas, e aproveitei para experimentar um doce típico de Yucatán: a marquesita, é um tipo de crepe recheado e enrolado em forma de canudo, tem vários tipos de recheio e pedi o mais vendido que era Nutella com “queso bola”, um tipo de queijo muito popular naquela região. E não é que era gostoso!

 

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Estava na Península de Yucatán, e talvez a principal atração dessa região sejam os cenotes, é uma espécie de cratera onde se forma um lago no fundo, e nessa região existem aos milhares, ir a Yucatán e não conhecer um cenote é mais ou menos como ir ao Rio e não conhecer o Cristo. E bem no meio da cidade havia um, era até perto do meu hostel, chamava Zaci. O lugar até possui uma estrutura boa, eles alugam colete, e fecharia ás 18h, como já eram umas 15h30 corri pro hostel, peguei um shorts e corri pra lá. Na entrada, a mulher fica com o seu passaporte retido numa gaveta, aluguei um colete (não sei nadar e os cenotes são bem fundos) e fui até o banheiro me trocar, só que era pago também (se não me engano 5 pesos), mas eu não tinha trocado e a mulher deixou eu usar de graça mesmo.

Desci uma escadaria e logo avistei o cenote, era incrível mesmo, tinha bastante gente, desci mais alguns degraus e logo cheguei na água, o lugar é bem seguro, nesse não tem salva-vidas como em alguns que ouvi dizer, mas tem umas cordas esticadas na água pra servir de apoio.

Pensa numa água gelada, tava tão gelada que cheguei a ter cãibras num determinado momento, tinha uma parte rasa que no final fez eu concluir que não precisava ter alugado o colete. Uma coisa estranha que tinha ali é que tinha muitos peixes, e eles ficam o tempo inteiro mordiscando os pés e as pernas, nada que doa mas dá uma aflição lascada. Fiquei por ali mais ou menos 1h30, começou a cair a tarde e fica bastante escuro ali dentro. Na hora de sair, ainda me enganei e subi uma escadaria que dava dentro do restaurante, tive que voltar pra sair.

 

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Passei no mercado e voltei pro hostel, tomei outro banho pois estava muito calor, mudei de chuveiro mas também era a mesma coisa do outro.

Fiquei um bom tempo sentado conversando com um holandês que trampava lá e depois fui fazer a janta, e tinha uns gatos lá que ficavam em volta de mim o tempo todo só no rebote de sobrar algo. Aliás, a cozinha de lá era muito boa até, tinha espaço e bastante acessórios. Enquanto jantava veio um brasileiro falar comigo, ele ouviu a música do meu celular e percebeu que tinha mais um BR por ali. Fechei o hotel em Tulum e fui dormir pois no dia seguinte não queria ir muito tarde para Chichen Itza.


 

GASTOS DO DIA


Chocolate quente em Mérida: 29,00

Hostel: 344,00

Marquesita: 20,00

Cenote Zaci: 30,00

Aluguel de colete: 30,00

Mercado: 100,00

 

 

Continua...

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DIA 13 – 29/09 - Valladolid


Acordei umas 7h, tomei o café que eles deram (apenas razoável, mas de graça tá valendo) e já me mandei, pois queria chegar cedo em Chichen Itza antes que as excursões chegassem e lotassem o lugar. O local de onde saem as vans é quase ao lado do terminal de ônibus da ADO, na própria Calle 39, mas eu acabei passando direto e tive que voltar. Aproveitei e parei no terminal e comprei a passagem para Tulum, voltei e aguardei numa van, só tinha eu, duas alemãs e um casal. O tempo foi passando e nada da van sair e as duas alemãs foram lá falar com o motorista, ele disse que só saia se tivesse pelo menos metade da ocupação, elas negociaram então dele levar a gente por 60 pesos (o preço normal era uns 35 pesos se não me engano), aceitamos e a van partiu, a viagem durou uns 40 minutos mais ou menos, ele deixa praticamente na porta.

Ao contrário das outras atrações do México onde o valor é o mesmo (70 pesos), em Chichen Itza você tem que pagar duas entradas: uma pro INAH (órgão do governo mexicano que é responsável pelos sítios arqueológicos do país) que é de 70 pesos; e outra pro governo de Yucatán, que custa 172 pesos. Na bilheteria paga o valor total e vem os dois ingressos grampeados e você passa em duas catracas diferentes.

Logo de cara você já sai de cara com a pirâmide principal (a clássica das fotos), chamada El Castillo ou Templo de Kukulcán. Uma coisa que não é legal em Chichen é que, ao contrário de outras ruínas do México onde você pode entrar ou subir nos lugares, lá não pode ter acesso a nada, é tudo interditado pra visita, dá apenas pra admirar por fora e de baixo. Ponto para Palenque!

O lugar é enorme, tem bastante coisa pra ver, até cenotes tem lá dentro, e também tem muitos ambulantes, aos montes vendendo de tudo. Ao todo, levei umas 2h e meia mais ou menos percorrendo tudo, debaixo daquele sol que nem falo mais nada.

Na hora de sair, por volta de 12h, a fila para entrar era gigante, as agências começaram a chegar e imaginei como ficaria aquilo de tarde, por isso que é melhor ir cedo, isso vale pra qualquer rolê de lá.

Na saída, o estacionamento estava abarrotado de ônibus e não conseguia achar onde pegava um para voltar a Valladolid, até que depois perguntar aqui e ali me indicaram o lugar certo, sentei e esperei. Não demorou muito veio um, era da empresa Oriente, mas quando fui subir descobri que aquele ia pra Mérida, mas logo atrás já encostou o que ia pra Valladolid. O ônibus era até bom, tinha ar condicionado e tudo (e tava trincando), e deixou a gente dentro do terminal, daí descobri que a Oriente também pertence ao grupo ADO.

 

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Voltei pro hostel, fiz um lanche rápido e fiquei caçando o que fazer, pensei em ir no Cenote Samula, um grande e famoso que fica próximo a Valladolid, mas descobri que ele é melhor de ir de manhã, porque de tarde escurece demais e não é tão bom ficar lá. Comecei a caçar o que fazer e resolvi conhecer o Convento de San Bernardino de Siena, não era muito longe. Estava muito quente e vi uma paleteria e pensei “Ué, não diziam que não existia paleta no México?” Existe sim, chama paleta e tudo, comprei uma de melancia (muito boa) e segui meu caminho, a essa hora o tempo deu uma fechada do nada (mas o calor continuava). No caminho, vi um Banco Azteca que vendia o dólar a 17 pesos (no Zocalo tinha uma casa de câmbio vendendo a 16.20).

 

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Entrei no convento e comecei a explorar o lugar, é uma visita interessante, apesar de não ser um tour rápido até, eles tinham um cenote bem embaixo do lugar e criaram um sistema todo engenhoso para extrair água do lugar. E enquanto estava no convento caiu um puta toró, mas quando estava saindo a chuva parou.

 

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Uma passada rápida no mercado, comprei umas coisas pra janta e acabei comprando um rum que já estava de olho há muito tempo e vendia lá, era bem barato em relação ao preço que vi na Internet, queria trazer para beber com uns amigos aqui no Brasil (sobre esse rum existe uma história mas é muito longa e não vem ao caso, fugiria do assunto que é a viagem). Ah, e na hora de pagar eles perguntavam se podia arredondar quando era valor quebrado, era pra ajudar as vítimas do terremoto de Oaxaca e Chiapas;

Passei o resto da noite conversando com o dono do hostel, que era um cara muito gente boa, e um funcionário, se não me engano chamava José, fiz minha janta (acompanhado pelos gatos interesseiros) e fui descansar, no dia seguinte o Caribe me esperava.

 

GASTOS DO DIA

 

Passagem para Tulum: 99,00

Transporte Chichen Itza (ida): 60,00

Transporte para Valladolid (volta): 31,00

Entrada em Chichen Itza: 70,00 + 172,00 = 242,00

Paleta: 20,00

Suco del Valle: 11,00

Convento de San Bernardino: 40,00

Mercado: 64,00

Run: 153,00

 

 

Continua...

 

 

 

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DIA 14 – 30/09 - Valladolid / Tulum

 

Às 9h20 peguei o ônibus rumo a Tulum e ao Caribe mexicano. O tempo estava bom e a estrada era boa, a viagem durou mais ou menos 1h30, às 11h estava na rodoviária que fica na avenida principal da cidade. O hostel ficava há umas quadras dali e quando cheguei descobri que o check in seria somente às 15h (na verdade esse era o horário padrão da maioria dos hostels mexicanos, mas sempre conseguia fazer check in quando chegava). Pedi para a mulher que me atendeu se poderia deixar pelo menos a mochila lá enquanto batia perna e voltar depois pra me hospedar, mas ela pediu para que eu aguardasse, mandou um rapaz ver se o quarto estava OK. A resposta foi sim e então pude fazer o check in logo, o quarto ficava no andar de cima, e tinha AR CONDICIONAAAADOOOOO EEEEEEEEEEE!!!!!! ::otemo::::otemo:: Naquele calor ia brilhar muito. Claro que havia horário para o uso, era só entre às 22h e às 8h se não me engano, mas já tava bom.

Soube que havia 3 brasileiros hospedados lá, mas no momento meu interesse eram as ruínas de Tulum, e logo sai caminhando, não parecia ser tão longe. Bom, pra um mineiro seria “logo ali”, porque pensa numa caminhada. E nem tava calor... Era tão longe que deu tempo de fazer sol, começar a chover e fazer sol de novo. Durante a chuva, aproveitei que estava em frente a um OxxO e comprei uma cerveja enquanto desfrutava do ar condicionado.

Devo ter levado mais ou menos 1h pra chegar lá, o lugar parecia bem estruturado, tem estacionamento (os caras ficam disputando no grito os clientes, igualzinho aqui), lojinhas e tudo mais, e logo chega a bilheteria e a entrada. O lugar era animal, ainda mais com o Mar do Caribe bem atrás das ruínas, era um visual fantástico. E é bem grande lá, tem bastante coisa pra conhecer, aliás, não sei o que tinha mais lá, se eram ruínas ou iguanas, pensa num lugar que tem muitas, elas até parecem posar pra foto kkk. Tem uma parte que fica mais no alto, uma espécie de trilha, tem umas escadas que dão na praia, mas quando eu fui estavam fechadas, não dava pra descer, uma pena. Ah, tem que tomar cuidado pra não sair do parque sem querer, porque a saída não é muito bem sinalizada, daí você tá na trilha e tem uma espécie de portal, lá é a saída (apesar que dá pra perceber que é saída, não é nada de muito difícil), vi duas senhoras que saíram sem querer, mas acabaram deixando elas voltarem (normalmente não deixam).

Não sei quanto tempo passei lá, mas pode colocar umas 2h aí que deve ter perto disso, estava cansado de andar, e ainda tinha a camelada de volta pro hostel. O tempo estava ficando estranho, e apertei o passo. No caminho, vi um restaurantezinho e parei pra comer, estava com fome, pedi uma milanesa de carne com arroz, estava gostoso, e ainda ganhei uma limonada.

Cheguei no hostel bastante cansado, eram mais ou menos umas 16h, como tinha piscina resolvi entrar um pouco, estava muito calor, e aproveitei e fiquei assistindo pelo celular o jogo do Santos com o Palmeiras (ganhamos de 1x0 ::otemo::) e uma das brasileiras, reconhecendo a narração em português, veio falar comigo. Ela estava lá com o marido e o irmão há um bom tempo, durante a conversa contou que esteve no mesmo terremoto que eu peguei no Chile, só que no aeroporto de Santiago e que foi bem forte.

À noite, rolou uma festinha com música e goró, fiquei um tempo e depois fui dormir, estava bem cansado, fiz uns sanduíches de rango e cama (na verdade queria mesmo era curtir um pouco do ar condicionado)

 

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GASTOS DO DIA

 

Hostel: 282,00

Cerveja: 14,00

Ruínas: 70,00

Almoço: 75,00

Mercado: 54,00

 

 

Continua...

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