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Jackie Erat

Lençóis Maranhenses - Comparação entre diferentes passeios e cidades

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    • Por dji_pedro
      PATI SELVAGEM: uma travessia de tirar o chapéu e deixar marcas
      Como toda banda de Rock a vida nos bastidores nem sempre é um mar de rosas.  É que a convivência em grupo por vezes desponta em desentendimentos que destoam do objetivo principal. É nesse contexto que o Projeto Rota das Travessias iniciado em 2016 com cinco integrantes perde alguns de seus talentos que, por hora, seguem “carreira solo” (rsrsr). Mas como o “show tem que continuar” aqui teremos uma aventura com participação de três integrantes da antiga “banda”: Eu (Djair), João e Wilson. 
      Assim como na experiência anterior em 2017, escalamos o experiente Marquinhos Soledade (@expedicao_chapada) para ser nosso guia. Dessa vez, iremos realizar a Travessia do Vale do Pati, lá no coração da Chapada Diamantina, na Bahia. Entretanto fugindo um pouco do convencional optamos por deixar esse trekking mais radical fazendo um trajeto mais selvagem.  A ideia é começá-lo em Andaraí subindo o curso do Rio Paraguaçu e seu Cânion.  É uma opção que cobra maiores cuidados tanto pelo terreno como pelo isolamento. É percurso pouco testado. Muitos evitam. É um trecho do Pati esquecido, uma rota praticada por garimpeiro. A trilha exige subir muitas pedras e paredões, bem como experimentar cruzar dezenas de vezes o lado do rio de modo a encontrar melhor caminho. Sem falar da possibilidade de ocorrência de fenômenos naturais como as temíveis cabeças d’água dentro do cânion. Os primeiros dois dias se passa numa região onde possivelmente não cruzaremos com outros caminhantes. 
      Partimos de Recife numa sexta-feira (28 de junho) num voo da Azul Linhas Aéreas com destino a Salvador. Às 23h30 já estávamos na rodoviária para pegar o confortável ônibus da empresa Rápido Federal com destino à belíssima Lençóis.  Rodamos a madrugada inteira.  Às 6h da manhã desembarcamos e seguimos para a Pousada Bons Lençóis, ali mesmo na parte central da cidade.  À tarde tomamos umas cervejas para celebrar aquele reencontro e também meu aniversario: 29 de junho, dia do santo São Pedro, estou ficando mais velho, presenteie-me com essa travessia: vamos brindar!!! 
      À noite entre outras coisas e fizemos a feira coletiva que irá nos alimentar durante os cinco dias do trekking. Compramos, pesamos e separamos os pacotes dos alimentos em quatro partes. Agora cada um pode enfim fechar suas cargueiras para a pesagem final: 23 Kg (Djair), 20 kg (Wilson) e 17 kg (João). Guardamos a fração de alimento que cabia a Marquinhos para entregá-lo em Andaraí (distante 100 quilômetros da cidade de Lençóis) na manhã seguinte onde começaremos nossa travessia.
      30 de Junho – 1º DIA (domingo)
      O domingo chega. Fretamos um taxi para nos levar à Andaraí.  Encontramos nosso guia no pátio da igreja católica naquela cidade e de lá seguimos no veículo até a estrada onde tem início nossa jornada. Donana é como os moradores conhecem aquela área, uma referência a uma antiga moradora da localidade: Dona Ana. Vamos seguir a velha trilha usada por garimpeiros. 
       

       
      Uma vegetação arbustiva é o que encontramos nos primeiros metros. Seguindo um pouco e ela vai mudando. Agora temos uma área mais preservada. Árvores maiores vão ocupando os espaços. Uma ponte de madeira marca o inicio dos limites do Parque Nacional da Chapada Diamantina. Daqui pra frente à aventura começa pra valer. A trilha segue paralela ao Rio Paraguaçu. O terreno é de subida, sentimos o peso nas costas.
      Enfileirados seguimos pela trilha dentro da mata. O lado esquerdo fica o leito pedregoso do rio Paraguaçu de onde se ouve o som forte de suas águas. A certeza de que estamos optando por um trecho selvagem nos obriga a muitos cuidados. Aliás, pela primeira vez iremos realizar uma expedição utilizando equipamentos de GPS: Eu com um relógio Garmin Fênix 3 HR, enquanto Wilson carregava o indispensável SPOT G3. Esse é o instrumento mais importante, pois é capaz de acionar socorro e enviar nossa localização precisa em caso de acidentes.
      Era apenas o início de nossa travessia. Mal tínhamos completados 2 km e tivemos um susto: Wilson acabou batendo a cabeça contra uma ponta de um galho ao passar por baixo dele e o resultado foi um corte na parte superior do couro cabeludo que causou um sangramento. O kit de primeiros socorros levado por Marquinhos foi logo usado e minutos depois pudemos continuar. Ufa!
      Descemos. Seguimos agora pela margem pedregosa do Rio Paraguaçu. Esse é o tipo de terreno que iríamos enfrentar nas próximas 48 horas. A visão das pedras que formam todo o conjunto é muito bonita. Nossa caminhada exige muito equilíbrio porque temos que pular pedras imensas e andar sobre elas e descer outras tantas. Executar um pulo entre pedras com 20 kg nas costas é algo que exige bastante. É preciso jeito e sorte! 

       

      No quarto quilômetro fizemos uma pequena pausa para um descanso. Nosso guia buscou se refrescar nas águas geladas do rio eu a fazer as primeiras filmagens pra não perder nada da aventura que estava apenas começando. 30 minutinhos nessa parada e já tomamos uma subida forte à direita pelo paredão do Cânion do Paraguaçu: uma trilha dura pela encosta recoberta de arbustos. Agora já estávamos a quase 400 metros de altura em relação ao ponto inicial do trekking.
      Já era quase 2h horas da tarde. Estávamos outra vez dentro do leito do Rio Paraguaçu. Havíamos cruzado apenas de 6,5 km e fizemos a parada para o almoço. Visual deslumbrante. Comentava com o João de como tudo aquilo era admirável e do privilegio de se estar ali. A imagem das paredes do Cânion recoberta de vegetação verde em contraste com a água avermelhada, com as pedras no leito, as nuvens e o céu azulado trazia mais beleza ao cenário. 
      Marquinhos assumiu a cozinha e sobre um enorme pedra fez uma mistura que seria nosso almoço: grão de bico e atum sólido. Foi bem breve nossa parada.  Seguimos a caminhada e agora já estávamos diante de uma bifurcação de cânions. Majestoso recorte de rochas que marca o encontro de dois rios: do lado esquerdo as águas do Rio Paraguaçu e do direito as do Rio Pati.  É um marco geológico de dois grandes cânions. Pela primeira vez avistamos a boca do Cânion Pati.
       

      Às três da tarde havíamos percorridos 7,7 quilômetros quando chegamos à prainha formada do lado das águas do rio Pati onde levantamos o acampamento. Aproveitamos a área de terra, sem vegetação, para fazer uma fogueira distante uns 3 metros das portas das barracas. Depois disso foi momento de aproveitando os raios do sol cair e naquelas águas de dupla identidade. O tempo passou rápido e a noite se aproximava.

      Marquinhos como de costume assumiu a cozinha preparando macarrão, linguiça defumada, tomates, cebola: o cheiro e o sabor estavam perfeitos! Depois da janta seguimos com nossas lanternas para o meio do rio. Aproveitamos uma das imensas pedras para sentar e experimentar a imagem contemplativa do céu estrelado e o som das águas naquele lugar inóspito. 

       
      Às nove da noite estávamos em nossas barracas. Marquinhos “homem bruto” resolveu lançar seu saco de dormir próximo à fogueira para passar a noite. Cabra de coragem (rsrsrs). A temperatura estava agradável. O termômetro marcava 21 graus. Foi fácil pegar no sono dessa vez.

      01 de Julho – 2º DIA (segunda-feira)
      Acordei por volta das seis e meia da manhã imaginando como seria nossa caminhada. Vamos preparar o café e começar mais um capítulo de nossa história. O dia era bonito, eu estava tranquilo e até mesmo meio lerdo (rsrsrs), por isso me atrasei um pouco retardando a partida. Somente às 9h30 iniciamos a trilha. Há uma estimativa de que o percurso possua 9 km e que os mesmos serão bem pesados.
      O Cânion do Paraguaçu ficou ali. Nosso movimento agora é à direita, dentro do Cânion do Rio Pati. Por ele iriamos saber a razão pelo qual muitos aventureiros evitam aquela rota. O nível de dificuldade do trekking aumentou bastante já nos primeiros metros. O pula-pedra passou a ser uma constante e tirar a bota para não encharcá-la logo se mostrou ilusão e perda de tempo.  Avançar sobre rochas escorregadias é uma maluquice, mas não ha outra maneira de seguir.  
       

      Os joelhos sofrem demais com o peso nas costas somados ao impacto dos saltos entre as pedras que tem que ser precisos. É força, equilíbrio e principalmente sorte: levamos 1h42 minutos para percorrer 2 km tamanha dificuldade que o terreno apresentava. Ora estávamos de um lado do leito, ora do outro. E quando nos aproximávamos do terceiro quilômetro executando umas dessas passagens entre pedras escorregadias o companheiro João tomou uma queda. Ele escorregou batendo com a canela em numa pedra dentro do rio.  Um hematoma imenso se formou no centro de sua canela. E isso nos deixou assustados uma vez que ele poderia ter fraturado a perna. Tirá-lo dali aquela altura seria impossível salvo por helicóptero.  Levamos alguns minutos cuidando do amigo e graças a Deus tudo ficou bem: uma atadura foi colocada em volta da lesão, e seguimos ainda mais cautelosos com a certeza de que não podemos errar! 
       

      O terreno continuou duro. Percorremos mais 2,5 km e de trilha. Dessa vez fizemos uma subida violenta a direita, uma trilha dentro da mata que margeia a parede do cânion Pati. Às 12h30 curta parada, dessa vez para recobrar o fôlego. O trajeto em ziguezague pelo rio, atravessando, pulando pedras é um exercício para o corpo e mente. A beleza do cânion em sua forma esbranquiçada emoldura o cenário. Outros 20 minutos de descanso. Passamos à margem esquerda desafiando pedras e vegetação da encosta. Agora temos um “tronco” fixado junto o paredão que serve como ponte evitando o caminho por uma parte escorregadia sob nossos pés. É preciso segurar na parede. 

      Saindo da parede do cânion entramos na mata outra vez.  Aqui é necessário muito empenho, forca, determinação. Tivemos que transpor um emaranhado de pedras e arvores: uma combinação que exige do corpo. O esforço ofusca a beleza daquele trecho. A única coisa que queremos é sair daquilo para um lugar amplo e sem obstáculo.  
       
      Às 13h30 paramos dentro do Cânion para almoçar: grão de bico, atum cebola e tomate foi nosso almoço. Até ali tínhamos percorridos 7 km em 5 horas de muito esforço. Não temos a certeza da distancia exata do ponto de acampamento. Os 9 km que mencionei é uma mera especulação! Retomamos a trilha e ela continuou da mesma forma: dura e técnica. Quando completamos os 10 km já estávamos bem cansados e frustrados: percebemos que nossa ideia de quilometragem tinha ido por agua a baixo.  1 km depois se fez outra parada, estava bem claro que nosso moral estava baixo: expectativa e realidade se conflitavam. 
      Somente após percorrer mais 3 km chegamos ao nosso destino: a Toca do Guariba. Já passava das 17h30 minutos. Foi preciso correr para montar as barracas sob a luz da tarde, afinal dentro do Cânion escurece mais rápido. Foram exatos 14 km percorridos naquele dia.  A Toca do Guariba é nossa morada! Aliás, esse nome é dado pelo fato de que há um corte no Cânion que forma uma cavidade onde em geral os aventureiros buscam abrigo. É uma área protegida. O nome Toca do Guariba deriva pelo fato de que é comum avistar o macaco Bugio naquela área, eles também são conhecidos pelos nomes de Macaco Barbado ou Macaco Guariba. Não avistamos nenhum, tampouco os seus sons. Aliás, nesses quase dois dias ainda não cruzamos com ninguém na trilha. De fato estamos em local isolado.

       
      A noite chegou muito depressa. Não deu pra estar no rio e tomar banho. Dessa vez a higiene foi com lenços umedecidos. Estávamos exaustos, quebrados! Jantamos às 19h: frango, macarrão, linguiça defumada e bolo de rolo! Depois disso alguns instantes de conversa e música e às 21h já estava recolhido. O dia foi pesado! 
      02 de Julho – 3º DIA (terça-feira)
      Não consegui uma boa noite de sono. Só com o amanhecer do dia foi possível apreciar a beleza do lugar. O Rio Guariba é afluente do Rio Pati. Estamos exatamente no encontro dos Cânions. Tomamos nosso café e levantamos acabamento. Às 8h30 Deixamos as cargueiras em um ponto e fomos fazer uma breve visita dentro ao Cânion do Guariba. É um cânion estreito e belo. Passamos não mais que 1 hora. E infelizmente não tivemos a sorte de ver nem ouvir nenhum Bugio na local. 
       
      Voltamos, pegamos as mochilas e fizemos uma subida pela mata. Uma acentuada inclinação nos lançava mata acima. As pernas sofridas pelos 14 km do dia anterior reclamavam a todo instante.  A ideia é chegar à casa de seu Eduardo onde vamos dormir. Agora nosso caminho é por uma linda mata. Ela reveste a encosta do cânion dando beleza única a nossa caminhada. Estamos no alto do cânion encoberto onde é possível ouvir o som das águas do Pati. 

      Seguimos firmes e confiantes por 1 hora onde fizemos breve parada para um rápido lanche. A nossa direita estava a majestosamente Serra do Império. Continuamos. Ainda estamos na mata. No quilômetro 3,5 nos desviamos erroneamente numa bifurcação à esquerda que nos levou a um curral, ops! Logo achamos a trilha certa e seguimos.
      Após 5 km de trilha, às 11h da manhã estávamos diante da primeira residência nesses três dias de trekking: a casa de seu Joia e dona Leu.  E pra celebrar aquele encontro nada mais épico do que uma cerveja gelada. Sim, é possível tomar cervejas geladas no Vale do Pati. Comemos pão caseiro feito por Dona Leu e tomamos cerveja. Pagamos 12 reais por uma long neck (eu pagaria ate 50 reais rsrsrs). Passamos alguns minutos naquela casa humilde e acolhedora. Lavamos os rostos, enchemos nossos depósitos de água e seguimos.  O terreno de seu Joia tem um visual incrível. Curiosidade daquele lugar são os avistamentos de felinos como as onças que causam receios a nativos e aventureiros que cruzam a região. Graças a Deus não tivemos nenhum susto. Mas há muita gente que já viu, ouviu seus sons ou seus rastros.


      Percorremos 8.20 e às 12h40 estávamos na residência de Seu Eduardo atualmente sob os cuidados do Domingos, seu neto.  A casa fica aos pés do Morro do Sobradinho, a beira da Boca do Cânion Cachoeirão. Ela fica exatos três quilômetros daquela de seu Joia. Compramos refrigerantes e cervejas geladas. Isso e resultado das geladeiras alimentadas a gás butano e da energia solar que abastece a casa. 

      O cansaço dos dois dias nos fez desistir do planejamento inicial que era visitar o Cachoeirão por Baixo.  Resolvemos conter o dia conversando, tomando refringentes e cervejas e uns petiscos vendidos naquela casa.  A decisão se deu pela perspectiva que tínhamos daquele trekking. Queríamos devolver o prazer da caminhada, buscar prazer efetivo. Na nossa visão acumular a visita ao Cachoeirão fazendo o bate-volta iria nos desgastar e o que precisávamos mesmo era de um tempo pra ficar à toa entre amigos.  Acertamos também em comprar a janta ali oferecida e manter o acampamento com as barracas nas dependências da propriedade. 

      Tivemos a oportunidade de conhecer um bom sujeito Catalão: Joan, ele estava de passagem em visita ao amigo Domingos. Ali contou sua vida e sua relação com o Pati. Joan mora no Capão junto com sua esposa, de nacionalidade brasileira.  Ele relatou suas experiências com a natureza e de suas habilidades como especialista em agricultura sustentável e de sua colaboração em algumas comunidades na Chapada Diamantina.
      No meio da tarde fomos tomar banho no rio Cachoeirão, ele passa nos limites da casa.  Uma pequena descida te leva às margens, grande poço e corredeiras te convidam a cair na água. Ao fundo temos uma visão incrível das paredes dos morros que formam o vale.
      A noite chegou e o jantar oferecido foi sensacional: carne de sol, estrogonofe de frango, arroz, feijão, macarrão, farofa de cenouras, abóbora, e suco. Perfeito! Comemos divinamente e continuamos até umas 21h conversando em grupo. A noite estava estrelada. Eu, Wilson e João fizemos uma pequena fogueira próxima à barraca e às 21h30 já estávamos recolhidos.

      03 de Julho – 4º DIA (quarta-feira)
      Às 6h despertamos. Dessa vez procurei me apressar pra não atrasar o grupo. O café da manha foi preparado ali bem próximo às barracas: cuscuz e ovos. 8h15 já estávamos de saída. Tomamos o caminho a esquerda no sentido da casa de Seu Tonho. Atravessamos o leito do rio Pati sobre as pedras para seguir à margem esquerda do rio. Do lado direito margeando todo o leito uma belíssima mata acompanha o curso do rio. Essa caminhada ainda cedo ganhava muita beleza. A quantidade de sons dos pássaros trazia um encantamento fenomenal. O lado esquerdo nos acompanha o Morro Sobradinho, tocado pelos raios do sol. Tudo é maravilhoso!
      Agora temos forte subida.  Logo estamos a 178 metros de altitude em relação à casa de Domingo. O visual belíssimo já nos revela ao longe o Morro do Castelo. 2 horas depois e 5.6 quilômetros fizemos a parada de descanso naquela área conhecida como “prefeitura” que na verdade é um antigo entreposto dos antigos comerciantes e produtores de café do Vale do Pati. A imagem que temos é perfeita, uma pintura que cabe em qualquer quadro.


      Nossa próxima parada será na casa de seu Aguinaldo. Deixamos a prefeitura, atravessamos o Rio Lapinha e seguimos a trilha tendo a nossa direita o imponente Morro do Castelo.  Seguimos a trilha dentro da mata. No caminho Marquinhos à dianteira nos indica com cuidado a presença de uma cobra Jararaca ali bem no meio da trilha... Imóvel e bem camuflada ela parecia buscar os raios do sol que atravessava os altos dos galhos e folhas daquele lugar. Olhar para o chão sempre, essa e a dica! 

      Um pouco adiante tivemos a oportunidade de cruzar na trilha com Seu Antônio, Seu Tonho. Havíamos passado em frente a sua casinha, logo que saímos da casa de Seu Eduardo, lembra? Seu Tonho surgiu vindo atrás da gente, dentro da mata, na trilha estreita. Montava um burro e puxava outro que levava uma cela de carga (cangalha), seguia vocalizando comandos ao animal. Uma imagem bonita. Retrato de uma historia vida. É um som bonito que ecoava por entre a mata.  De perto assistimos como são transportados todos os suprimentos dos nativos dali. O burro é o motor, o transporte. 

      Enfim, depois de três horas de relógio, 8.4 km de distância e 426 metros de ganho de elevação chegamos à casa verde onde mora o casal. Estamos agora no Pati de Cima a 932metros acima do nível do mar. Ali fomos recebidos por dona Patrícia que nos ofereceu seus deliciosos pães caseiros e latinhas de Coca-Cola geladíssimas. Podemos apreciar os sabores ofertados diante de um visual belíssimo: estamos aos pés do Morro do Castelo.  

      Alguns minutos de descanso e seguimos às 13h com nossas mochilas de ataque rumo ao alto. São 400 metros de subidas em meia a mata atlântica preservada, uma trilha íngreme que exige muito mesmo dos joelhos e muita atenção para evitar quedas.  Levamos 1h20 minutos para completar os mais de 3 km de trilhas subindo até chegar ate o Morro do Castelo no alto dos seus mais de 1.400 metros. Numa subida tão vertical, não adiantar negar: vai doer.
      O Morro do Castelo é colossalmente bonito.  O fato de existir uma gruta que atravessa todo maciço de quartzito no local faz o morro ganhar ares ainda mais mágicos. É espetacular o conjunto da obra. Adentrar na gruta mexe com a imaginação. Ela possui aproximadamente 800 metros de extensão e para cruza-la se faz necessário o uso de lanternas: a escuridão é total. Não esqueçam as lanternas e muito, muito cuidado ao caminhar, pois há Pedras soltas e pontiagudas por todo percurso.


      Ao cruzar a extensão da gruta temos do outro lado um visual incrível do Vale do Calixto, ele está no lado oposto ao Vale do Pati. É magico, é incrível! Estamos a mais de 1.400 metros do nível do mar e para onde se olha é um mar de beleza que agrada aos olhos e ouvidos. É o som dos ventos soprando forte que impressiona. 

      Diante de tanta beleza muitos e muitos clicks, mas já é hora de retornar para Casa de Seu Aguinaldo que está 400 metros abaixo. É hora de descer aproveitando a luz do sol. Temos uma trilha dentro da mata e é bom não vacilar. Levamos 1h pra refazer o caminho de volta. 
      Ao chegar corri, junto com o João, para armar nossas barracas na área de frente à residência. Wilson preferiu contratar um pernoite num dos quartos da casa.  Nesse momento a temperatura começava baixar um pouco. O sol estava refletindo sem força nas bordas das paredes do Vale. Já estava imaginando a temperatura da água que iriamos tomar banho. Apelei por um aperitivo.  Eu e João provamos umas doses de cachaça para ver se a coragem aparecia. Nem sei se isso ajuda. Fomos ao banho: água gelada da mísera!
      Contratamos o jantar e não nos arrependemos. Dona Patrícia caprichou: carne de sol, macarrão, arroz, salada crua e suco de maracujá. João que não come carne foi contemplado com uma omelete preparada com exclusividade. Todos felizes e de barriga cheia. Ao termino do jantar, enfim seu Aguinaldo apareceu e conversamos bastante. Ele falou de sua vida, da rotina naquele lugar e os desafios de se viver ali. O clima era úmido e a temperatura na casa dos 18 graus. Não tardamos buscar o aconchego de nossas barracas, Wilson se recolheu ao conforto do quarto. É nossa ultima noite dentro do Vale do Pati.
      04 de Julho – 5º DIA (quinta-feira)
      Último dia. Acordei às 6h30. O termômetro marcava 14 graus. O som das águas do Rio Lapinha correndo, dos pássaros cantando e voando pertinho da barraca e a imagem do Morro do Castelo diante de nós marcavam o inicio daquele nosso derradeiro dia no Vale do Pati. Eu já sentia saudades de cada momento. Por outro lado, nosso amigo e guia estava com dores estomacais e apresentava também quadro de diarreia. Ficamos preocupados com a condição física dele. Ninguém merece ficar doente na trilha. Retardamos um pouco a saída. Marquinhos sinalizava que já estava tudo ok, então tínhamos que partir.

      Às 9h010 saímos da casa de seu Aguinaldo. Subimos a trilha e seguimos pulando pedras no curso do Rio Lapinha e após caminhar 1.7 km a gente chegava à Cachoeira das Bananeiras.  Seguindo o curso daquele rio e 1h 15 depois de nossa partida (2,5 km) estávamos na Cachoeira do Funil que se apresenta belíssima. Cruzamos o leito para pegar a trilha que fica na parte de cima da encosta, próxima a queda d´água. Minutos depois chegamos a Cachoeira da Altina. Ali havia um pequeno grupo de turistas. É uma cachoeira um pouco menor que a do Funil. Deixamos a Cachoeira da Altinha (nome que faz referencia a uma antiga moradora que ali lavava as roupas da família) e tomamos o caminho novamente à esquerda, atravessando o rio e subimos uma trilha íngreme pela mata.

      Chegamos à igrejinha. Percorremos 4 km contados a partir da casa de Seu Aguinaldo.  Ali é a Casa de Seu João. Ela está próxima da Ladeira da Rampa que dá acesso ao Mirante do Pati e os Gerais do Rio Preto.  Ali é uma casa que também oferece serviços de recepção aos aventureiros com comida e hospedagem.  Lavamos os rostos e tomamos nossas ultimas latinhas de refrigerante dentro do Vale. O sol do meio dia castigava forte. São os testes finais de resistência depois de cinco dias de trekking. Doente, Marquinhos sentia bastante cada passo. Tive pena do nosso Leão da Montanha.

      Ao meio dia e meio estávamos no Mirante da Rampa. 6 km separam a casa de seu Aguinaldo do Mirante do Pati. E o visual a 1.337 metros é de tirar o fôlego. Ali enxergamos toda extensão do Vale do Pat: é o lugar perfeito para fazer aquelas fotos clássicas. Mas não podemos demorar. Temos horário marcado para nosso resgate lá no Beco, em Guine. O motorista Ari nos aguarda!
      As 13h10 seguimos nossa jornada pelo magnifica planície que forma as Gerais do Rio Preto. O terreno é um platô de campo rupestre, não há arvores naquele trecho, o lugar é belíssimo. A partir do Mirante, depois de 1,3 km cruzamos o riozinho que dá nome aquele local, o Rio Preto. Seguindo por mais 3.27 km estávamos enfim diante da descida de Aleixo. Eu diria que A Rampa e a Descida do Aleixo são tecnicamente iguais. A diferença e a ordem das coisas. Assim iniciamos nossa descida sob o calor das às 14h em direção ao ponto de encontro. Percorridos mais 2.1 km de trilhas chegamos ao final de um dos trekking mais bonitos desse pais.  Foi sensacional! Agora vamos voltar pra Lençóis!
       

       























































      Pati_Selvagem_-_Uma_Aventura__-_31_-08.docx


    • Por hoaken
      Saalve, galera, tudo bem??
       
      Gostaria de saber se vocês conhecem trilhas em Curitiba e Região Metropolitana, pra fazer trekkings novos sem ter que viajar....
      Eu só conheço as trilhas de Quatro Barras e Piraquara:
       
      Anhangava Pão de Loth Caminho do Itupava Morro do Canal Morro do Vigia Torre Amarela  
      Conhecem alguma outra?
       
      Desde já, agradeço aí, pessoal!
    • Por jessicamazoni
      Olá pessoal, 
      Estarei viajando para Orlando na primeira semana de outubro e estou com uma lista de coisas pra comprar para trekking e acampamento, gostaria de saber se alguém teria lojas para me indicar. Obrigada
    • Por Nathan Martins
      Hey,
      Sou natural de Manaus - Amazonas e atualmente moro no sul catarinense. Estou programando ir pra Bom Jardim da Serra no inicio da primavera pra fazer um camping (setembro). De forma bem roots. Sou uma pessoa simples e busco companhias agradaveis que por ventura tenham o mesmo destino em mente ou morem nas proximidades.
      Pontos a serem visitados: Serra do Rio do Rastro e Canion do Funil
       
    • Por Bete Pandini
      TREKKING LIGHT PELOS LENÇÓIS - PERNOITE EM QUEIMADA DOS BRITOS.
       
      Queridos amigos mochileiros, vim compartilhar minha viagem pela Rota das Emoções, embora tenham muitos relatos aqui sobre o assunto, porque acredito que talvez alguns irão gostar da ideia de fazer como fizemos: sair do tradicional, com pouca grana, muita disposição e pouco tempo disponível.
      Saída do aeroporto Navegantes dia 28/08 - 13:30h - Chegamos 10:30h em São Luís (MA) alugamos um FIat Mobi  para devolver em Fortaleza em 04/09. Utilizei o link da reserva da Latam e consegui desconto da taxa de devolução em outra loja gratuita.
      Fizemos no balcão o seguro de vidros e pneus. Foi um valor de R$12,90 por dia, mas salvou a viagem: A estrada está péssima entre Camocim e Fortaleza. Leva 3h para fazer apenas 57km.  Na verdade, trata-se de uma rodovia de buracos com algum asfalto ao longo da via.
      Na devolução em Fortaleza foi verificado uma roda amassada, uma picada de pedra no parabrisa e arranhões na calota. Que o seguro cobriu.
      Partimos para o Hotel Santos Dumont SLZ - 0,9km do aeroporto - diária casal sem café - 103,19- Suíte dupla com ar. Limpo e confortável.
      5h da manhã partimos rumo à Santo Amaro. Aqui vem o pulo do gato: Não fizemos o tradicional... depois de ler o relato do:
      Seguindos as informações e o contato que Mario disponibilizou resolvemos fazer um meio trekking. Saímos de Santo Amaro com o Sr. Zeca e o Fábio (moradores de Queimada dos Britos) que vou falar mais adiante, de quadriciclo e seguimos até onde é permitido o trajeto de carro, na Lagoa das Emendadas e depois seguimos com o Fábio a pé pelo Parque rumo a Queimada dos Britos e casa do Sr. Zeca e da Dona Evanira.
       
      RUMO AO PARAÍSO ESCONDIDO DOS LENÇÓIS MARANHENSES
       
      Chegar em Santo Amaro é tranquilo pelo asfalto foi só seguir o Waze, mas o asfalto está em obras e tem muitos animais na pista é bom ter cuidado. O Waze nos deixou em frente ao Estacionamento Municipal de Santo Amaro - gratuito e muito bem vigiado.

      De lá pegamos uma jardineira para atravessar o rio - 50,00 o casal. A travessia pelo rio já é é uma aventura. Esta foto é da volta que não tinha jardineira então pegamos um trator.  Pernoitamos em Santo AMaro e acordamos às 3h, encontramos nosso guia e seguimos pela área permitida até as Emendadas e de lá um quadriciclo levou nossas coisas, nós levamos apenas uma mochila pequena com água, protetor, toalhas e meias.
      DICAS: Use chapéu que seja possível amarrar no pescoço, meias, roupas compridas com proteção UV, mochila com capa para atravessar os rios. Chinelos, tênis e toalhas só atrapalham. 

      Primeira lagoa que visitamos
      Chegamos na casa do Sr. Zeca e da D. Evanira. Um amor de casal que nos recebeu muito bem, com almoço pronto. Galinha caipira (criada no quintal deles), arroz, macarrão, salada, macaxeira, feijão e cabrito ensopado. Sobremesa: caju, melancia, banana e tangerina. Suco de caju que mais parecia sorvete.

      Depois deitamos na rede, curtindo uma paisagem surreal. Paz e tranquilidade enquanto esperávamos o calor baixar e seguir para a Lagoa do quintal do Sr. Zeca que não tem nome, mas apelidamos de Esplendorosa.
      No caminho....
      Ficamos até o entardecer, subimos a duna mais alta para ver o por do sol, foi quando avistamos um casal que vinha de Baixa Grande sentido Santo Amaro, uma holandesa e o seu guia. Ela tirou essa foto maravilhosa enquanto estávamos na duna no pôr-do-sol.
      Uma Lagoa entre tantas que visitamos

      Lagoa dos fundos da casa do Sr. Zeca
      À noite D.Evanira nos esperava com um peixinho e um café preparado na hora. Depois uma boa conversa sobre cultura e costumes da região, cachaça com cobra para curar picada de cobra... e outras histórias regadas na cervejinha gelada. ELe tem placa solar onde é possível carregar os celulares (só para fotos não tem nada de sinal). Ele nos contou que seu bisavô materno foi quem descobriu a região numa viagem de caixeiro viajante, se encantou e ali fez sua morada.

      Hospedagem do Sr. Zeca

      Cachaça de Cobra coral - Remédio para eles.
      Assim passamos 3 dias e 2 maravilhosas noites, vendo o céu estrelado como nunca tinha visto antes. Após um curso de como dormir em rede, dormimos feito anjos... acordavámos e íamos para as lagoas ali próximas, víamos o sol se por e íamos para casa de lanterna (20min).Por dois dias tivemos os Lençóis só para nós. Uma vida fácil de se acostumar...
       

       
      Me arrependi de não ficar mais um dia e ir até à Praia de Atins. Lá Sr. Zeca tem um barraca onde pesca e prepara o peixe e é possível até dormir. Fica a sugestão de 3 dias para a região.
      Oque você deve fazer se quiser ficar ali na Hospedagem do Sr. Zeca
      QUEIMADA DOS BRITOS - Zeca e Evanira
      (98) 99810-9494 - Zeca
      (98) 98604-0016 - D. Evanira
      (98) 99217 - 8945 - Jonas (filho do Zeca)

      Donos dos Paraíso Perdido

      Sr. Zeca, D. Evanira, Michelle (holandesa) Sérgio, o guia.
      Telefone de antena então um sempre estará desligado. Vá tentando até conseguir... Melhor horário por volta das 19h.
      Nós pagamos:
      R$40,00 (rede com café da manhã)
      *Redes limpas e cheirando a sabão em pó. Não passamos nem frio, nem calor. Banho de chuveiro com banheiro masc e fem super limpos.
      R$30,00 jantar por pessoa
      R$ 40,00 almoço por pessoa
      Transporte:  A negociar (ele pode buscar em Barreirinhas de 4x4 só para dormir, sem fazer a travessia. Coloque sua intenção e ele dará um jeito de buscar você. ) De 4x4, a pé, de Quadriciclo, de jumento, do jeito que for, mas não deixe de conhecer os verdadeiros Lençóis Maranhenses. Simples, rústico, mágico e maravilhoso.
       
      Saímos de lá e fomos para as Lagoas de Barreirinhas  (consideradas postais: Lagoa Bonita e Lagoa Azul) e as achamos sem graça depois de ter ficado em Queimada dos Britos.
      Fizemos o caminho inverso aproveitando cada minuto. Atravessamos o Rio de Trator pegamos nosso carro e seguimos para Barreirinhas.
       
      BARREIRINHAS - CIRCUITO LAGOA BONITA.
      Seguimos viagem para Barreirinhas para curtir os restaurantes na beira rio. Ficamos na Pousada Parque dos Lençóis. (98) 98805-4811 Sany. ELes tem um espçao para trailers. Com sombra para o carro. Cavalo, papagaio e cachorro. Ótima! Limpa e aconchegante e bem localizada. Fizemos os passeios agendados com a Bella Turismo.

      Pousada Parque dos Lençóis
      Rio Preguiças - Travessia da Balsa.

      VIsta da Lagoa Bonita Barreirinhas
       

      Sobre Barreirinhas: As Lagoas já estão com a água morta (gíria do Sr. Zeca) ali mergulhar de olhos abertos arde, bem diferente das lagoas de Queimada onde a água é limpa e não arde. A visão de cima do parque vale a visita. Aprox 1 hora sacolejando na jardineira. Na saída da balsa é possível comer uma deliciosa Tapioca com café por R$ 5,00.
      A noite é só escolher um restaurante perto do rio e curtir a vista. Tem para todos os gostos e bolsos. Ficamos só uma noite.
       
      BARRA GRANDE - PIAUÍ
      Normalmente, as pessoas seguem para o Delta para os passeios pelo Delta do Parnaíba, mas eu optei por praia. Já fizemos Jalapão, Bonito, Mangues em Boipeba e Morro na Bahia e achei que seria mais do mesmo, mangue, pássaros, caranguejos e cavalos marinhos... Fomos para Barra Grande.
      A estrada de Barreirinhas até Barra Grande está razoável, foi recentemente recapeada e é possível trafegar facilmente de carro comum. No caminho paramos para visitar a usina Eólica e os pequenos Lençóis, mas o tempo era curto só tiramos algumas fotos, pois nada mais impressionava ali...
      Em Barra Grande ficamos hospedados no Guest Hostel Barra Grande nas tendas Pé na areia. Amei!!!!

      (86) 3369-8050 ou (86) 98134-5902 diretamente com eles o café é incluso na diária e ainda tem 10% desconto que pelo Booking. Fale com o Kennedy.
      Amei a praia. Os kites ficam colorindo o céu azul em uma praia semi deserta com águas limpas e mornas. De frente ao Hostel fica o melhor ponto da praia, barracas com espreguiçadeiras que servem na praia e wifi, paramos ali para informar a família que ainda estávamos vivos. 😁

      JERICOACOARA - CE - De carro 1.0 por dentro do Parque Nacional de Jericoacora
      Depois de 01 dia e meio em Barra Grande deixamos o lugar com gostinho de quero mais. Praia linda! De madrugada pegamos a estrada rumo a Jeri. Estrada péssima depois que saimos de Piauí. Vergonhosa a situação da BR. Deplorável! 3h para percorrer 57 km e ainda o governador tem coragem de colocar radares na rodovia. Caminhões desviando de crateras na contra-mão... Absurdo mesmo.
      Chegamos em Preá, o Waze leva até o centrinho de Preá. Lá fomos abordados por um guia que prometeu nos levar ao Parque com o Mobi. Com medo, mas arriscamos. Ele esvaziou os pneus - 15lb - abastacemos e partimos para o estacionamento na entrada da vila em Jeri.  Fomos pela areia com o Mobi, atolamos só uma vez e foi super divertido. Ele tirou fácil. No caminho tiramos foto na árvore da Preguiça completamente vazia. Já que os passeios de jardineira passam ali de manhã.

      Nosso guia Matheus - (88) 98871-0490


      Àrvore da Preguiça - Preá
      Marcamos o passeio para as 8h do dia seguinte. No contra-fluxo dos outros turistas que saem as 9h e vão para àrvore da Preguiça, depois lagoas do Paraíso e Azul. Paramos na Lagoa do AmÂncio que esta bem cristalina, mas nem entrei...Fomos direto para a Lagoa do Paraíso. Chegamos com ela vazia escolhemos o melhor sofá do Lounge e curtimos até as 11h da manhã quase vazia. Depois chegaram amontoados de jardineiras com centenas de turistas. Saímos e fomos para a Lagoa Azul que devido as chuvas está muito cheia e não mais tão azul, lá tem um parque aquático com piscinas e estrutura de parque aquático. Bem legal! R$ 5,00 a travessia de barco e entrada no parque. Comida bem acessível.
      WhatsApp: (88) 99752-1337
      WhatsApp: 088 98862-7842
      Instagram: @lagoaazuljeri
      Em Jeri, foi uma aventura dirigir pela areia, indo aonde queríamos e ficando o tempo que desejávamos sem aglomeros por apenas 120,00 do guia Matheus. Gastaríamos 60,00 por pessoa em Jardineiras ou 300,00 o bugue compartilhado. Assim fizemos o nosso horário e nosso roteiro. Super recomendo o Matheus. Não se arrisque a ir sem guia. Vimos Hillux e Duster atoladas, enquanto os carros comuns atravessam com guia e ainda paravam para ajudar a empurrar. Ali tem que ter a manha, como diz o Matheus, guia e nascido na região. Em hipótese alguma circule na vila de Jeri com carro, a multa é cruel e o carro do Detran circula pra cima e pra baixo em busca de desavizados. Para os passeios Lado Leste (Paraíso e Azul) e o Oeste (Mangue e TObogã) não tem problema nenhum ir de carro. A pedra furada é apenas a pé por cima do morro do Serrote ou pela praia na maré baixa. Baixe o aplicativo das marés para escolher os melhores horários e leve muita água para a subida da Pedra.
      Na Pedra Furada tem um jovem, Erivelton, que tira as melhores fotos de pedra furada em troca de comprar um dindin. Paguei o profissional  e fiquei na fila, mas as melhores fotos foram dele.
       
       
       

      Caminho para a Lagoa do Paraíso


      Telefone do Matheus:
      (88) 98871-0490 - Guia.
       
      FORTALEZA- CE - PRAIA DO FUTURO.
      Passamos nossa última noite na Maravilhosa Vila de Jeri e seguimos para Fortaleza. Estrada péssima, mas já um pouco melhor que a de Camocim. Fomos até o Crocobeach, almoçar, tomar um banho de mar em Fortaleza e preparmos tudo para voltar para casa.

      Praia do Futuro - CE

      Barraca do Crocobeach - CE
      O crocobeach tem estrutua de resort. Almoço buffet por 79,00kg , combo de 3 cocos por 10,00. Chuveiros e mesas pelo consumo. Muitos ambientes para fotos. Ás 4h pegamos o carro e uma fila enorme para devolver o carro na Locadora. Assim terminou nossa viagem. Embarcamos para Santa Catarina com 39 graus em Fortaleza, descemos em Navegantes com 11 graus e chuva....Mas foi inesquecível. Espero que inspire outros viajantes e amantes da Natureza.
      Sobre custos:
      Hospedagem:
      SLZ Santos Dumond - 103,40 - 1 noite
      Sto Amaro - Queimada dos Britos com guia excluisvo e alimentação inclusa - R$ 1255,00 -3 dias e 2 noites
      Barreirinhas - Parque dos Lençóis - 144,00
      Barra Grande Guest House Hostel - 100,00 - S/ café com café 120,00 - 1 noite
      Jeri - Airbnb - Villa Mar - 169,00 diária - 2 noites
      Média de Jantar - 70,00 a 90,00 peixe ou camarão no abacaxi, peixe na brasa - Romã e Marisol em Jeri. Maoumé em Barra Grande e Bambu em Barreirinhas.
      Almoço PF 15,00 em Barra Grande e Jeri - Pizza com refri 29,00 - Crocobech 79,00 kg
      Tapioca com café - 5,00 em Barreirinhas
      Dindin 0 5,00 - picolé 7,00
      Coco gelado - 1,00 em Fortaleza - 3,00 em Barra Grande
      Passeios e transfer
      Trator - gorjeta 10,00
      Jardineira - 50,00
      Guia  exclusivo - 120,00 Jeri
      Lagoa Paraíso - 20,00 pessoa entrada no The Alchymist Beach Club
      Lagoa Azul - 5,00 por pessoa
      Circuito Lagoa Bonita - R$ 60,00 por pessoa - Bella Turismo
       
      Carro:  - 530,77
      Combust- Etanol - 275,00
      1,160 km rodados em 8 dias
      Total gasto aprox: R$ 3.200,00 para o casal - 8 dias
       
       
      "A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos, não é o que vemos, senão o que somos."
      Fernando Pessoa SOARES, B. Livro do Desassossego. Vol.II. Lisboa: Ática. 1982. 387p.  
       
       
       
       
       
       

       

       



       

       
       




       


       
       






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