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Peru (Lima e Cusco/Machu Picchu) - com fotos meia-boca - Casal - Uma semana - setembro/2018

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Salve, pessoal! Segue um relato de uma viagem breve que eu e minha esposa fizemos ao Peru agora na primeira semana de setembro, aproveitando uns dias livres que conseguimos. Foi tudo decidido muito rápido, mas acho que funcionou bem, pois pegamos dicas de amigos que tinham ido e que nos ajudaram bastante a decidir o que fazer.

Passagens 
Compramos as passagens no Submarino Viagens por pouco mais de R$ 1.500 por pessoa, com exatamente um mês de antecedência (compra em 1º de agosto, início da viagem em 1º de setembro). Em outros dias e horários conseguiríamos preços um pouco melhores - não parece ser impossível ir por R$ 1.300. Mas também pode sair mais caro (voltamos no sábado; se fosse domingo, passaria de R$ 1.700). Todas as pernas eram pela Latam, exceto a Lima-Cusco, que foi pela Peruvian.

A compra não foi confirmada no cartão, e tive que ligar para o Submarino para confirmar. Não sei sei por erro, forma de compensação ou algo parecido, mas eles nos alocaram na classe executiva na ida. Experiência nova e muito positiva.
 
Câmbio
Como tínhamos dólares guardados e lemos muitos relatos de pessoas que falaram que não valia a pena levar real (valia mais fazer câmbio de dólar aqui e refazer lá), decidimos levar. Em média o câmbio fica entre 3,25 e 3,30 soles por dólar (exceção ao primeiro câmbio que fizemos, no aeroporto de Lima, para ter algum dinheiro para chegar à cidade. Lá foi muito pior, foi coisa de 3,05, talvez menos).
 
Transporte
Em Lima usamos transporte público (Metropolitano) quando fizemos um deslocamento maior. Barato, rápido e seguro. Do aeroporto para Lima fomos de táxi (40 soles). De Lima para o aeroporto, de van da Quick Llama (15 soles por pessoa). Em Cusco, contratamos transfer junto ao cara que nos vendeu os passeios para ir e voltar do aeroporto (15 soles cada perna). De resto, só andamos a pé ou nos veículos dos passeios.
 
Hospedagens
Em Lima ficamos no hotel Suítes Larco 656. em Miraflores. Excelente localização, ótimo café da manhã, quarto limpo e amplo, cama e banheiros muito bons. Nada a reclamar. Recomendo bastante. Pagamos R$ 394 para as duas diárias (preço final em reais, sem IOF, reservado pelo Hoteis.com).
 
Quando chegamos a Cusco, ficamos no hotel Casona Quera. Também altamente recomendado. Pertíssimo da Praça de Armas. É um hotel simples (realmente é uma "casona"), mas limpo, com camas confortáveis, banheiro bastante ok, café da manhã bastante decente. Ainda ficamos em um quarto que tinha uma sacadinha, bem bacana. Pagamos R$ 257 para duas diárias, também pelo Hoteis.com - mesmo esquema, sem IOF.
 
Em Aguascalientes (Machu Picchu Pueblo) ficamos no Hostal Dalila. Como a cidade é simplesmente um dormitório, não colocaria nenhum problema nele. É extremamente simples e sem café da manhã. Porém, minha esposa achou sujo. Alguma coisa caiu debaixo da cama e estava cheio de poeira quando ela foi pegar. Além disso ela ficou com a impressão de que os lençóis não estavam muito limpos. Não recomendo, portanto. Pagamos US$ 20 (em dinheiro vivo na chegada) para uma diária. Reservamos pelo Booking.com. 
 
Voltando a Cusco, ficamos no Hatun Quilla, pois quando reservamos o Quera estava muito caro para estes dias. Também recomendo bastante. Mais um lugar simples e honesto, com cama ótima, banheiro decente. Perto da Praça de Armas, também. O quarto era bem amplo, com decoração simpática. O único porém é o café da manhã, que é bem mais ou menos: só pão, manteiga, geleia, café, chá e suco (refresco). Nem uma frutinha pra contar história. Reservamos pelo Booking e pagamos no próprio hotel (US$ 59 para duas diárias, pagamos com cartão de crédito).
 
Passeios em Cusco
Muita gente falou para não contratarmos os passeios no Brasil, e sim pesquisarmos por lá, já que há dezenas de agências. Preferimos adiantar, já que tinha boas referências de preços, e não me arrependi. Ganhamos um bom tempo e tenho certeza de termos pagado preços justos. Se não foram os mais baratos, foi bem perto disso. Fechamos tudo com a Mapis Explorer, empresa do Ronald. Ele é extremamente atencioso e atende por Whatsapp: +51 976 919 696. Nos posts relativos a cada dia escrevo os preços de cada passeio.
 
(Todas as fotos deste post foram tiradas com meu celular, um iPhone 5S. Portanto, são fotos ruins, mas é só pra dar uma ideia)

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Dia 1º - chegada a Lima

Partimos de São Paulo bem cedo. O voo estava marcado para 7h40, mas atrasou bastante. Embora tenhamos embarcado no horário correto, ficamos dentro do avião por muito tempo "esperando a chegada de um documento", segundo o capitão. Depois disso, voo tranquilo. Tomamos o café (minha esposa pediu refeição vegetariana - o procedimento é feito por telefone com antecedência - e foi atendida, apesar de o atendente dizer que não conseguiria) e dormimos - afinal, tínhamos madrugado. Depois que acordamos, pedimos petiscos e bebidas pois, afinal, estávamos na classe executiva e merecíamos.
 
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Vista da cordilheira dos Andes da janela do avião
 
Desembarque em Lima foi tranquilo, mas por causa do atraso na saída, perdemos o traslado que tínhamos reservado com a Quick Llama (https://www.quickllama.com/), van que cobra 15 soles por pessoa. Eles tentaram contato comigo, inclusive, e ofereceram de ir na van seguinte, que sairia dali uma hora depois de nosso desembarque. Conversamos com um taxista e negociamos o traslado por 40 soles. Decidimos ir com ele para ganhar tempo (afinal, seriam só 10 soles a mais) e foi tranquilo.

Deixamos as coisas no hotel e saímos para comer. Seguimos recomendação do TripAdvisor e fomos a uma cevicheria chamada Miramar, a poucos metros do hotel. Não foi muito caro, mas também não foi barato. Mas era bastante bom. É uma rede, e além de ceviche tradicional, tem também vegano, que minha esposa pediu e disse que gostou.
 
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Quem não gosta de ceviche bom sujeito não é

De lá, caminhamos por Miramar e Barranco. Ficamos umas boas horas batendo perna, descemos até o litoral (é uma escadaria de mais de 300 degraus) e voltamos para a região do hotel só ao anoitecer. A ideia era fazer um Free Tour, que chegamos a reservar, mas o pessoal não apareceu. Caminhamos sozinhos e acho que vimos o essencial. Jantamos em um restaurante vegano muito bom, mas um pouco caro. 

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Esses passeios de parapente estão entre os destaques, mas eu prefiro a segurança do chão
 
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Tempo fechado e água gelada no Pacífico: só os surfistas se arriscam
 
Dia 2 - Lima
 
Depois do café da manhã, saímos para um free tour pelo centro da cidade. É bem longe de Miraflores, e é preciso ir de ônibus (Metropolitano, que é a rede BRT). Mas tem um ponto de encontro às 10h na Avenida José Larco 375 (no Chefs Café). Há vários free tours em Lima, mas este é o único que roda no domingo. Foi muito bom, recomendo demais. Lemos relatos de que em alguns free tours de Lima há cobrança ostensiva para que se dê gorjetas de até 60 soles. Não foi o caso. O Fredy, que conduz o tour, sequer pede por dinheiro no final. Demos 20 soles e ele recebeu de bom grado. Ah, atenção: é importante ter dinheiro trocado para pagar o ônibus tanto na ida, quanto na volta (2,50 por viagem). 
 
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Free Tour visita destaques do centro de Lima, como este prédio, que é sede dos correios de lá

Depois do free tour, procuramos algum lugar para comer. O centro de Lima fica bem cheio e há muitos restaurantes caros. Depois de andar um pouco, encontramos um restaurante simples, com menus (entrada + principal) por 12 a 14 soles. Chama Ellen's House, e fica na Pasaje José Olaya, que é uma viela "gastronômica" (cheia de restaurantes caros). Em seguida demos umas voltas pelo Centro de Lima para fotografar com calma algumas coisas que vimos rapidamente durante o tour. Entramos em um espaço onde há um monte de lojinhas para turistas e experimentamos, sério, uns 10 ou mais tipos de bebidas com Pisco, feitas na hora, tudo de graça. Demos sorte pois na hora que entramos em uma loja chegou um grupo de americanos com seu guia e nos juntamos a eles. Infelizmente não peguei o nome do lugar, mas era perto da entrada da igreja que tem as catacumbas.
 
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Palácio presidencial peruano
 
Depois de rodarmos por bastante tempo no centro de Lima, voltamos a Miraflores de Metropolitano. Caminhamos até as ruínas de Huaca Pucllana, mas chegamos lá e estava fechado. Reabriria dali uns 50 minutos para o passeio noturno, mas decidimos não esperar, pois muita gente falou que não vale tanto a pena e estávamos com fome. Dali, caminhamos de volta ao centro de Miraflores e comemos e tomamos uma cerveja em um restaurante qualquer na rua Berlin, que tem boas opções com diferentes níveis de preço, o ideal é ir olhando para escolher.
 
Dia 3 - de Lima a Cusco
 
O voo de Lima a Cusco sairia às 14h, então só teríamos a manhã na capital. Queríamos visitar um mercado tradicional, e tem um que fica praticamente ao lado da estação do Metropolitano Ricardo Palma (que é a mais próxima do centro de Miraflores), o mercado de Surquillo. É impressionante como Surquillo e Miraflores, que são separados por uma avenida (a avenida do Metropolitano) são bairros totalmente diferentes. Um é cosmopolita, outro totalmente "local". O mercado segue essa mesma lógica. Visitamos barracas de frutas, verduras, flores etc, foi bem interessante. E foi uma visita diferente daquelas a mercados com potencial turístico. Algumas pessoas, inclusive, não são muito receptivas a gringos com câmeras e perguntas sobre frutas que pra eles são comuns. 
 
Do mercado, descemos a avenida Larco caminhando até o litoral. Passamos uns minutos no Larcomar, acompanhando a movimentação, e voltamos ao hotel para pegar as coisas e ir ao estacionamento de onde saem as vans do Quick Llama. Reservamos por Whatsapp, pagamos na hora e partimos. A viagem durou uns 50 minutos, eles passaram em hotéis e residências da região para buscar outras pessoas (se for essa opção, cobram 20 soles por pessoa).  Chegamos ao aeroporto, fizemos o check in e despachamos a bagagem - não era essa nossa intenção, mas os voos da Peruvian são muito restritos quanto à bagagem de mão. O voo atrasou muito. O aeroporto é confuso, e ainda teve uma evacuação do local onde estávamos por causa de uma bagagem que ficou perdida. O voo é bem rápido, cerca de 1 hora. 
 
Chegamos a Cusco com atraso por causa da demora na saída e o Ronald, da Mapis, estava nos esperando no aeroporto como combinado. Ele cobrou 15 soles pelo traslado, que foi feito em um táxi comum. É improvável conseguir um preço muito melhor que isso, e já estar com o serviço contratado te poupa da chateação de ter que lidar com o pessoal que aborda no aeroporto de Cusco, o que é bem chato. Chegamos no hotel, deixamos as coisas no quarto e acertamos os detalhes dos passeios com o Ronald. Pagamos um sinal e deixamos tudo combinado para os demais dias. De lá, demos uma volta pela cidade, respeitando as orientações de praticamente todo mundo: pegar leve no dia da chegada para não se dar mal com a altitude. Não tivemos problemas neste dia nem em dia nenhum.
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Dia 4 - passeios Valle Sur e City Tour
 
Retomando a questão dos passeios contratados: a grande diferença, no fim das contas, é relativa ao preço, pois as agências trabalham juntas - isto é: eles se organizam para encher ônibus e vans e otimizar os passeios, independente de qual agência você contratou. Com isso, é certo que há pessoas na mesma van que pagaram preços bem diferentes. Mais uma vez: a Mapis, se não é a mais barata, está bem perto disso.
 
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Vista da janela de nosso quarto no hotel Casona Quera. O solzinho engana: tava 3 graus nessa hora. Mas durante o dia esquenta
 
Para o primeiro dia em Cusco, fizemos dois passeios combinados: o do Valle Sur e o chamado "City Tour". Foi um pouco cansativo e corrido (recomendei a amigos que têm um filho pequeno que não fizessem o mesmo, por exemplo), mas valeu a pena. Pessoas com menos mobilidade devem dividir em dois dias. No total, pagamos 40 soles por pessoa (25 pelo Valle Sur, 15 pelo city tour). Além disso, pagamos 130 soles por pessoa para comprar o Boleto Turístico, que é o ingresso para a maior parte das atrações que você vai visitar em Cusco, e ainda permite a entrada em vários museus (que não visitamos por falta de tempo). O boleto é vendido num prédio da prefeitura perto da Praça de Armas (recomendo comprar antes) ou nas entradas de todas as atrações. Ele tem uma validade de 10 dias a partir da compra.
 
Na hora combinada encontramos o Ronald na Praça de Armas (ele nos buscaria no hotel, mas saímos antes para tirar umas fotos e esbarramos com ele na rua, e combinamos esse encontro na praça) e caminhamos alguns metros para outro local por onde passou o microônibus que fez o passeio. A primeira parada do passeio do Valle Sur é Tipón, um sítio arqueológico cujo grande destaque são terraços que eram usados para agricultura. Pikillacta tem as ruínas de uma pequena cidade do período inca. Ambos interessantíssimos. A parada seguinte é Andahuaylillas, uma cidadezinha que não tem ruínas, mas sim uma igreja com afrescos (cuja entrada custa 15 soles) e um "museu" mantido por uma família com uma múmia bizarra e coisas bacanas sobre o cultivo do milho e a preparação da chicha (5 soles). O guia convenceu todo mundo a visitar o museu em vez da igreja e não nos arrependemos, foi bem divertido.
 
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Estruturas para agricultura no sítio arqueológico de Tipón

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Ruínas do sítio arqueológico de Pikillacta
 
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Múmia bizarra em Andahuaylillas, eles juram que é de um ET 👽
 
Voltamos a Cusco e encontramos um grupo que já tinha iniciado o city tour por Qoricancha, um templo que fica bem perto do centro de Cusco. Ele não está incluído no Boleto Turístico e pode ser visitado em outro dia, em uma caminhada rápida a pé. É bem perto da Praça de Armas (não fizemos, também, por falta de tempo). O grupo saiu e nós e outras pessoas nos juntamos a eles e pegamos o ônibus que fazia o city tour. Durante a tarde visitamos quatro ruínas incas: Qenqo, Sacsayhuaman, Pucapucara e Tambomachay. Sem dúvidas, Sacsayhuaman é a mais incrível delas. As demais também são bacanas, porém. Vale muito a pena.
 
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A foto tá uma bosta, mas essa pedra fica gelada a qualquer hora do dia. Era usada como mesa para mumificação de corpos de nobres no período Inca. Está em Qenqo
 
A imagem pode conter: 2 pessoas, atividades ao ar livre e natureza
Tambomachay, que foi criado no período Inca para homenagear a água
 
Jantamos num restaurante chamado Chalca, na rua 7 Cuartones, bem perto do centro. Comida muito honesta e preço ótimo (entrada fria, sopa, prato principal e copo de suco por 10 soles). Voltamos a comer lá em outro dia, inclusive.
 
Dia 5 - passeio do Valle Sagrado até Ollantaytambo; noite em Machu Picchu Pueblo
 
Antes de sair, juntamos nossas coisas, separamos só o essencial para a viagem a Machu Picchu e deixamos o grosso da bagagem no hotel Hatun Quilla, para onde iríamos quando voltássemos de MP. O pessoal foi muito gente boa, guardou nossa bagagem sem nenhum problema.
 
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Peruaninho simpático numa parada para usar o banheiro, a caminho do Valle Sagrado
 
O passeio desta vez foi o do Valle Sagrado. A primeira parada é em Pisac, que é um sítio arqueológico bem grande. De lá, partimos rumo a Urubamba onde acontece a parada para o almoço. As agências vendem com a opção de almoço incluído por 25 soles, que não pegamos. Queríamos tentar encontrar um lugar mais barato para comer. Mas a parada é em um lugar com poucas opções. Demos umas voltas e desistimos, pois um funcionário do restaurante tinha nos oferecido por 20 soles. Fiquei com a impressão, depois, de que se tivéssemos chorado mais teríamos conseguido por menos que isso, mas não pude comprovar. Se quiserem fazer o mesmo, o cara que nos deu esse desconto fica numa lojinha na saída do restaurante, ele aborda as pessoas. A comida era bem sem graça, esquema bandejão. Não é bom, mas parece não haver muita alternativa. Parte do grupo foi almoçar em outro restaurante, chamado Pukapunko, que parece melhor. Talvez valha verificar essa opção com a agência. Deve ser mais caro.
 
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Sítio arqueológico de Pisaq, sensacional
 
Na sequência, fomos a Ollantaytambo. Para mim, o sítio arqueológico mais impressionante antes de Machu Picchu. Chegando lá, a guia disse que quem ficaria por ali para pegar o trem deveria descer com tudo no ônibus e deixar as mochilas em um café que fica junto da entrada. Eles cobram 3 soles por pessoa para deixar as bagagens. Acompanhamos a explicação da guia depois de subir as escadarias e ficamos com tempo para andar por lá com calma e tirar mais fotos. Muita gente faz isso: encerra o passeio ali e pega o trem para dormir em Machu Picchu Pueblo (a estação é perto do sítio arqueológico). Fomos à estação, demos um tempo comendo milho e tomando sorvete e então pegamos o trem.
 
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Ollantaytambo, nossa última parada antes de Machu Picchu

Sobre o trem: é caro pra caralho! A ida foi 65 dólares e a volta 75 (a volta incluía um ônibus de Ollantaytambo até Cusco). E foi "barato". No dia que viajamos a opção mais barata tava mais de 80 dólares sem o ônibus, e vários por mais de 100. Fomos de Inca Rail, também há opção de ir pela Peru Rail. Os serviços parecem ser muito semelhantes, a escolha deve ser feita por causa de preço e horário. O trem é confortável, servem um lanchinho leve e a viagem é rápida. Chegando a Machu Picchu Pueblo, caminhamos até o hotel (o pueblo é tão pequeno que acredito que todos os hotéis fiquem a uma caminhada rápida da estação). O guia contratado junto ao Ronald, da Mapis, foi até o hotel para combinar os detalhes. Ele nos cobrou 20 soles por pessoa (pagamos ao Ronald).
 
Dia 6 - Machu Picchu
 
Chegamos à praça de Machu Picchu Pueblo no horário combinado (5h50 da manhã) para pegar um dos primeiros ônibus. Não tinha o ticket do ônibus, compramos na hora, o ponto de venda fica perto da praça e funciona das 5h às 21h. O ônibus é caríssimo (12 dólares cada trecho). Como tínhamos tempo, decidimos subir de ônibus e descer a trilha a pé. Para comprar os tickets é preciso ter passaporte. 
 
Chegamos ao local dos ônibus e a fila já estava bem grande. Mas foi rápido, acredito que nem 10 minutos de espera. Os ônibus vão saindo rapidamente. A subida leva uns 20 ou 25 minutos. Chegando lá, o guia voltou a reunir o grupo e recomendou que quem quisesse ir ao banheiro fosse de uma vez, pois dentro do parque não tem. 
 
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Praticamente todo mundo conhece essa vista por foto. Mas ainda assim é emocionante quando chegamos lá
 
Sobre a visita, não tem muito o que falar. É essencial ter um guia (se não contratar antes, tem vários que oferecem os serviços junto à entrada) para entender em detalhes. A foto clássica é logo no começo do circuito. O passeio guiado dura cerca de 2 horas. Ficamos mais uma hora ou pouco mais depois disso. Descemos as escadas a pé, como tinha falado. Não é uma descida fácil. Os degraus são irregulares e escorregadios. Levamos pouco mais de uma hora. Não é nem um pouco recomendável para quem está muito cansado, sente dores nas pernas ou está com criança. 
 
Almoçamos em um restaurante qualquer numa das duas ruas principais de Machu Picchu Pueblo (tem vários que oferecem menus a 15 soles, todos parecem a mesma coisa). Não lembro o nome desse que comemos, mas eles queriam cobrar uma "taxa de mesa" de 10 soles. Não tinham falado nada disso antes. Reclamei e a moça disse que tudo bem, que isso era opcional. 
 
Demos mais uma volta pela cidadezinha, que não tem muita coisa a fazer. Visitamos uma feirinha de "artesanato" (todas as barracas vendem os mesmos produtos) e sentamos em outro restaurante próximo ao que tínhamos almoçado para umas cervejas e pisco com petiscos até dar o horário do trem. Quem vai subir pra Machu Picchu de manhã, recomendo tentar comprar um trem mais cedo, pois não vale a pena ficar em Machu Picchu Pueblo.
 
O trem atrasou cerca de meia hora pra sair. Quando chegamos a Ollantaytambo, embarcamos no ônibus e partimos logo para Cusco, são cerca de 2 horas de viagem. O ônibus para junto ao hotel Costa del Sol, no centro histórico. De lá fomos direto para nosso hotel, que fica a umas duas quadras. A "recepção" já estava fechada mas batemos à campainha e o pessoal veio abrir rapidamente. Pegamos nossas malas e fomos pro quarto. A própria pessoa que atendeu disse que não precisávamos pagar ou preencher as fichas naquela hora, que o fizéssemos no dia seguinte.
 
Dia 7 - Laguna Humantay
 
Esse é de longe o passeio mais cansativo que fizemos. Nos buscaram no hotel às 5 da manhã, um frio desgraçado, e fomos em um carro até outro ponto onde pegamos a van para o passeio. São 3 horas de viagem de Cusco até o local onde começa a subida. Eles distribuíram mantas e foi todo mundo dormindo, na medida do possível (não foi fácil pois o banco era bem apertado). Depois de 2 horas é preciso pagar a entrada (10 soles), e a última hora é por uma estrada bem sinistra, em vários momentos parece que a van vai cair da pirambeira. A vista porém, é maravilhosa.
 
Depois de descer do carro, fazemos uma caminhada de 15-20 minutos até o ponto onde tomamos o café da manhã. Pão fresco, manteiga, geleia, café solúvel, chá. E então começa a subida. O guia fez algum terrorismo, dizendo que seriam 2 horas montanha acima. Esse parece ser o tempo para quem sobe mais lentamente. Todos de nosso grupo subiram com menos de 1h40. A primeira metade do caminho é com uma inclinação de 40 graus. A segunda é bem mais inclinada: 70 graus. Eles disponibilizam umas bengalas (cabos de vassoura) pra auxiliar na subida. Há ainda a possibilidade de subir a cavalo por 70 soles (o pessoal do nosso grupo que fez isso não recomenda, disseram ter ficado com medo de cair em vários momentos). 

A subida é cansativa, mas não é um terror. Não somos atletas, praticamos exercícios físicos de maneira moderada e subimos sem grandes problemas. A altitude é um fator que dificulta, mas nada impossível. Não é nem um pouco recomendável, porém, para quem está com criança e para quem tem problemas de mobilidade. A subida, além de íngreme, é escorregadia. Várias pessoas que subiam junto conosco escorregaram, especialmente na descida.
 
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Dá pra ter uma ideia de como é a subida. Mas só uma ideia
 
A vista lá de cima, porém, é impagável. Um dos lugares mais bonitos que já visitei. A água com múltiplos tons de azul e verde, e essas cores mudam de acordo com o local onde você está, com os reflexos e incidências de luz. É possível subir em vários locais para admirar e tirar fotos de diferentes ângulos. O guia dá uma explicação sobre as formações geológicas e também sobre a rotina da época dos incas. Ficamos cerca de 2 horas lá em cima antes de iniciar a descida. Quase uma hora fazendo o caminho de volta e chegamos ao local onde tomamos o café para o almoço. Estava bom, e tinha algumas opções (arroz chaufa, massa com verduras, um prato de frango que lembrava estrogonofe, saladas, pastel de queijo - bem parecido com o nosso, mandioca frita). Almoçamos, voltamos ao carro e partimos para o caminho de volta. Mais 3 horas de estrada até a volta a Cusco. 
 
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Laguna Humantay: a vista que compensa todo o esforço da subida

Chegamos ao hotel, tomamos um banho e saímos para comer no Chalca e demos uma volta pelo Centro para comprar algumas lembranças antes de voltar ao Brasil.
 
No dia seguinte, tomamos café e pegamos o táxi combinado com o Ronald da Mapis até o aeroporto (15 soles. Ele foi até nosso hotel junto com o motorista). Tudo tranquilo no check in e nos dois voos (Cusco-Lima, Lima-São Paulo). 
 
É isso. Qualquer dúvida é só mandar mensagem!
 
;)
  • 8 meses depois...
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Oi!

Estou planejando uma viagem para o Peru e vi que você contratou uma agência para os passeios.

Você ainda tem o contato da agência Mapis ou do guia Ronald?

Obrigada!

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