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EmersonFL

Toulouse, Montpellier, Marseille, Provence, Lyon e Annecy sem carro?

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Olá a todxs!

Próximo ano eu tenho férias marcadas para Jun-Jul - 2019.

Eu gostaria de saber a respeito da viabilidade de meu roteiro, se ele é plausível ou não. Também tenho algumas dúvidas que irei enumerar ao final dele.

Dia 23 - Chegada do voo Recife-Lisboa

No próprio dia 23 eu quero pegar um voo Lisboa-Toulouse.

Toulouse

Dia 24 - Explorar Toulouse, museus, palácios.

Dia 25 - Explorar Toulouse

Dia 26 - Bate-e-volta Toulouse-Carcassonne

Montpellier

Dia 27 - Seguir para Montpellier. Passear pela cidade.

Dia 28 - Bate-e-volta Montpellier-Aigues Mortes

Dia 29 - Bate-e-volta Montpellier-Nimes.

Marseille

Dia 30 - Seguir para Marseille. Passear pela cidade.

Dia 1 - Passear pelos Calanques de Marselha.

Dia 2 - Tentar ver os campos de Lavanda fazendo algum passeio particular (excursão) saindo de Marselha.

Dia 3 - Bate-e-volta em Avignon.

Dia 4 - Bate-e-volta em Arles.

Dia 5 - Bate-e-volta em Aix-en-Provence.

Lyon

Dia 6 - Seguir para Lyon. Passear pela cidade.

Dia 7 - Explorar Lyon.

Dia 8 - Bate-e-volta em Pérouges.

Dia 9 - Bate-e-volta em Annecy.

 

Do dia 10 até o dia 26 eu estou livre para adicionar mais locais.

 

Dúvida 1 - Seriam 3 noites em Toulouse muito pouco? A cidade tem mais coisas a oferecer para além dos 3 dias? Tenho receio de ficar mais dias e me entediar. Para efeito de comparação, em Florença/Firenze (Itália) eu fiquei 4 noites e já achei que em 2 já seria o suficiente.

Dúvida 2 - Pensei em ficar em AirBnB em todos esses locais. Acham válido?

Dúvida 3 - Marselha é uma boa base para explorar as cidades que eu gostaria? É perigosa?

Dúvida 4 - Quais outros roteiros combinariam com os dias que tenho livre? Já conheço Paris e Nice, não gostaria de ir novamente, mas...

Dúvida 5 - Vale a pena ir a Paris e tentar explorar outras regiões usando Paris como base (exemplo, Monte Saint-Michel)?

Dúvida 6 - Quais locais posso me esticar mais, considerando que tenho dias livres?

Dúvida 7 - Esse roteiro é plausível de trem? Carro não seria uma opção para mim, visto que não dirijo.

 

Obrigado!

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23 minutos atrás, EmersonFL disse:

No próprio dia 23 eu quero pegar um voo Lisboa-Toulouse.

Tem um potencial problema nesta parte.

Os voos de Recife para Lisboa costumam chegar meio tarde em Lisboa, perto do almoço, e como seriam voos separados, você teria que deixar pelo menos umas 4 ou 5 horas de intervalo entre os voos, para que você tenha tempo para passar na imigração que costuma ter filas imensas em Lisboa, retirar bagagem, sair para a área pública, fazer um novo check-in, despachar bagagem, passar no raio-x e chegar a tempo do embarque do voo para Toulouse e ainda ter um mínimo de folga para um eventual atraso na chegada em Lisboa.

A pergunta é,  vai ter voo para Toulouse com intervalo de no mínimo 5 horas entre a sua chegada em Lisboa e a partida para Toulouse, que não seja muto caro, e o voo chega lá em Toulouse num horário decente? Onde você não precisa gastar 30 ou 40 euros de táxi de madrugado do aeroporto até o centro?

41 minutos atrás, EmersonFL disse:

Dúvida 1 - Seriam 3 noites em Toulouse muito pouco? A cidade tem mais coisas a oferecer para além dos 3 dias? Tenho receio de ficar mais dias e me entediar. Para efeito de comparação, em Florença/Firenze (Itália) eu fiquei 4 noites e já achei que em 2 já seria o suficiente.

Pessoalmente eu acho que 3 dias é mais que suficiente, mas isto depende dos seus interesses, por exemplo, se quiser visitar a fabrica da Airbus e museu aeronáutico, vai quase um dia inteiro só para isto.

46 minutos atrás, EmersonFL disse:

Dúvida 2 - Pensei em ficar em AirBnB em todos esses locais. Acham válido?

Eu não gosto de Airbnb, geralmente é longe, muitas vezes os horários de check-in e check-out são bem limitados, você não costuma poder chegar a qualquer horário, tem que combinar com o proprietário horário para entregar e pegar chaves, horários que muitas vezes não batem com os seus planos, etc... 

Alem de o modelo de negócio do airbnb ser baseado em sonegação de impostos, e não agregar nada para a maioria das cidades onde opera, só faz o preço dos aluguéis para moradores subir, por que ao invés de alugar por mês a um morador local, o proprietário prefere alugar por dia para turistas, cobrando 4 vezes mais caro, então por motivos éticos, pessoalmente eu só uso se não tiver outra opção viável.

Mas cada um faz o que achar melhor, e se você achar válido, sem problema.

52 minutos atrás, EmersonFL disse:

Dúvida 3 - Marselha é uma boa base para explorar as cidades que eu gostaria? É perigosa?

Eu estou meio em dúvida se Avignon e Arles não ficariam mais fáceis a partir de Montpelier, você teria que dar uma olhada nos horários e preços dos trens, mas a diferença deve ser pouca.

Como toda cidade grande, Marselha tem um monte de problemas, criminalidade, furtos em áreas muito movimentadas, etc... 

Mas sendo sincero e realista, infelizmente comparando com a criminalidade que temos em qualquer capital brasileira, Marselha é praticamente um oásis de segurança.

1 hora atrás, EmersonFL disse:

Dúvida 5 - Vale a pena ir a Paris e tentar explorar outras regiões usando Paris como base (exemplo, Monte Saint-Michel)?

É possível, mas Mont Saint Michel fica meio longe de Paris para um bate-volta, e é caro, custa 54 Euros só de passagens de trem para ir e volta a MSM, fora os ingressos de lá. Se quiser visitar MSM, eu recomendaria ficar uns 3 ou 4 dias na região e explorar a partir de lá, aproveitando para visitar alguns locais no Vale do Loire.

1 hora atrás, EmersonFL disse:

Dúvida 4 - Quais outros roteiros combinariam com os dias que tenho livre? Já conheço Paris e Nice, não gostaria de ir novamente, mas...

Já conhece a Itália ou Espanha? Dá para fazer um roteiro bem interessante pela Itália e Espanha nestes 15 dias restantes.

Ou você prefere ficar na França?

Só uma observação, julho pode ser absurdamente quente no sul da França, Espanha e Itália, com temperaturas podendo chegar na casa dos 35ºC ou 40ºC e muito seco, o que pode atrapalhar um pouco algumas atividades e causar algum desconforto.

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1 hora atrás, EmersonFL disse:

Dúvida 7 - Esse roteiro é plausível de trem? Carro não seria uma opção para mim, visto que não dirijo.

Do jeito que está, acredito que sim, tirando os campos de lavanda que você faria num tour de uma empresa, o restante é acessível via trem e ônibus sem grandes complicações.

 

1 hora atrás, EmersonFL disse:

Dúvida 6 - Quais locais posso me esticar mais, considerando que tenho dias livres?

Eu daria uma esticada até Genebra, para poder visitar Chamonix, e Annecy acho que fica um pouco mais fácil a partir de Genebra do que Lyon, mas em compensação, o custo de vida em Genebra e Chamonix é muito mais alto que em Lyon.

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8 horas atrás, 234234 disse:

Tem um potencial problema nesta parte.

Os voos de Recife para Lisboa costumam chegar meio tarde em Lisboa, perto do almoço, e como seriam voos separados, você teria que deixar pelo menos umas 4 ou 5 horas de intervalo entre os voos, para que você tenha tempo para passar na imigração que costuma ter filas imensas em Lisboa, retirar bagagem, sair para a área pública, fazer um novo check-in, despachar bagagem, passar no raio-x e chegar a tempo do embarque do voo para Toulouse e ainda ter um mínimo de folga para um eventual atraso na chegada em Lisboa.

A pergunta é,  vai ter voo para Toulouse com intervalo de no mínimo 5 horas entre a sua chegada em Lisboa e a partida para Toulouse, que não seja muto caro, e o voo chega lá em Toulouse num horário decente? Onde você não precisa gastar 30 ou 40 euros de táxi de madrugado do aeroporto até o centro?

Pessoalmente eu acho que 3 dias é mais que suficiente, mas isto depende dos seus interesses, por exemplo, se quiser visitar a fabrica da Airbus e museu aeronáutico, vai quase um dia inteiro só para isto.

Eu não gosto de Airbnb, geralmente é longe, muitas vezes os horários de check-in e check-out são bem limitados, você não costuma poder chegar a qualquer horário, tem que combinar com o proprietário horário para entregar e pegar chaves, horários que muitas vezes não batem com os seus planos, etc... 

Alem de o modelo de negócio do airbnb ser baseado em sonegação de impostos, e não agregar nada para a maioria das cidades onde opera, só faz o preço dos aluguéis para moradores subir, por que ao invés de alugar por mês a um morador local, o proprietário prefere alugar por dia para turistas, cobrando 4 vezes mais caro, então por motivos éticos, pessoalmente eu só uso se não tiver outra opção viável.

Mas cada um faz o que achar melhor, e se você achar válido, sem problema.

Eu estou meio em dúvida se Avignon e Arles não ficariam mais fáceis a partir de Montpelier, você teria que dar uma olhada nos horários e preços dos trens, mas a diferença deve ser pouca.

Como toda cidade grande, Marselha tem um monte de problemas, criminalidade, furtos em áreas muito movimentadas, etc... 

Mas sendo sincero e realista, infelizmente comparando com a criminalidade que temos em qualquer capital brasileira, Marselha é praticamente um oásis de segurança.

É possível, mas Mont Saint Michel fica meio longe de Paris para um bate-volta, e é caro, custa 54 Euros só de passagens de trem para ir e volta a MSM, fora os ingressos de lá. Se quiser visitar MSM, eu recomendaria ficar uns 3 ou 4 dias na região e explorar a partir de lá, aproveitando para visitar alguns locais no Vale do Loire.

Já conhece a Itália ou Espanha? Dá para fazer um roteiro bem interessante pela Itália e Espanha nestes 15 dias restantes.

Ou você prefere ficar na França?

Só uma observação, julho pode ser absurdamente quente no sul da França, Espanha e Itália, com temperaturas podendo chegar na casa dos 35ºC ou 40ºC e muito seco, o que pode atrapalhar um pouco algumas atividades e causar algum desconforto.

Primeiro de tudo, muita gentileza de sua parte responder às minhas dúvidas.

É, eu acho que talvez seja melhor chegar em Lisboa, me acomodar uma noite e no dia seguinte ir à Toulouse num horário melhor pra não correr o risco de ter que pagar caro no táxi.

Como eu me interesso pela fábrica do Airbus e museu aeronáutico, acho mais sensato ficar mais dias.

Eu já conheço um pouco da Itália e já fui rapidamente à Espanha, mas o meu foco seria a França para focar apenas no contato com a língua francesa.

Acho que vou pular o Mont Saint Michel e o Loire, deixaria para outra viagem.

Interessante o seu ponto de vista sobre AirBnB.

Marselha realmente deve ser super segura mesmo, se comparada ao Brasil kkkk

 

Outras dúvidas

1) Se vai estar quente nessa época, talvez seja melhor reduzir a velocidade para intercalar lugares abertos com lugares fechados nas cidades? (parques, depois museus etc) e ir mais devagar pra não passar mal com o calor?

2) Quando ver os campos de Lavanda? São realmente poucos os dias?

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1 hora atrás, EmersonFL disse:

1) Se vai estar quente nessa época, talvez seja melhor reduzir a velocidade para intercalar lugares abertos com lugares fechados nas cidades? (parques, depois museus etc) e ir mais devagar pra não passar mal com o calor?

Lembro do ano passado quando fomos a Croácia no verão, depois do almoço fazia 30ºC a 35ºC e um sol inclemente no céu, não dava para ficar andando na rua debaixo do sol, tinha pouca sombra, o calor era demais, no primeiro dia estávamos animados em conhecer o local e nós dois tivemos um princípio de insolação.

Como na cidade onde estávamos não tinha muita opção de atividades indoor (museus e similares onde dava para fugir do calor do meio-dia), íamos para o hotel tirar um cochilo depois do almoço e voltávamos a sair lá pelas 16:00 ou 17:00, assim dava pra ficar acordado até tarde e acordar cedo na manhã seguinte para aproveitar as horas mais amenas.

Então é uma boa ideia pensar em programas que você possa fazer na hora do almoço ou logo depois do almoço, quando o sol está mais quente, e deixar as atividades ao ar livre para mais tarde ou de manhã cedo, quando está mais agradável.

1 hora atrás, EmersonFL disse:

 2) Quando ver os campos de Lavanda? São realmente poucos os dias?

Os campos de lavanda florescem entre final de junho e comecinho de agosto,  final de junho ainda podem estar verdes e não azuis, e final de julho geralmente já estão quase todos colhidos, então na prática você tem menos de 30 dias para vê-los floridos, e tem que ter um timming perfeito, por que se chegar cedo demais, ainda estarão verdes, e se chegar muito tarde, já foram colhidos.

Então é recomendável pegar um tour com alguma agência de viagens, eles costumam saber quais campos já estão floridos e quais já foram colhidos, se sair por conta própria, você corre o risco de rodar o dia todo e só achar campos ainda verdes ou já colhidos.

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    • Por Mari D'Angelo
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      Texto original, mais fotos e um vídeo da queima de fogos aqui: http://www.queroirla.com.br/um-14-de-julho-em-paris/
    • Por Mari D'Angelo
      Sou muito suspeita para falar de Monet, sua arte sempre encantou minha avó, da qual herdei o gosto pelo artista. Nunca vou esquecer de quando ela me levou ao MASP, em uma exposição dedicada ao pintor francês. As obras ficaram guardadas na minha memória, e na minha estante, guardo com paixão o livro que ela me comprou nesta ocasião, Linéia no Jardim de Monet. Por esse motivo o lugar era ponto obrigatório de visita quando fui conhecer Paris, tão importante quanto a Torre Eiffel. Me apaixonei tanto que depois disso ainda fui mais duas vezes, podendo admirar o lugar na primavera, no verão e no outono!
       

       
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      A cidade onde fica a casa e os jardins, chama-se Giverny, fica na charmosa região da Alta-Normandia, há aproximadamente 1 hora de Paris. Aconselho fazer a visita de trem, mas já fui de carro alugado também e tem suas vantagens, como conhecer melhor a cidadezinha de Vernon, essa da foto.
       

       
      Para ir de trem, basta comprar o bilhete no site da SNCF (Recomendo comprar pela internet -ou antecipadamente pelas máquinas no metrô- para garantir o horário e não perder tempo na estação). Você deve procurar por Paris-Vernon, pois o trem não chega até Giverny. Chegando em Vernon há diversos ônibus parados próximo à estação, que levam até o destino final (é só seguir o fluxo, a enorme maioria estará indo para lá também, já que Vernon não é uma cidade com grandes atrativos), você compra o bilhete direto com o motorista. Normalmente os horários dos trens são casados com os do ônibus, na ida, mas na volta preste bastante atenção aos horários de saída (eles dão um folheto), todas as vezes tivemos que pega-lo quase 1h antes do horário do trem para não correr o risco de atrasar, pois o seguinte demorava bastante. Outra opção é ir de bicicleta, que você pode alugar em Vernon.
       
      Descendo do ônibus, novamente siga o fluxo, a casa fica à poucos minutos do estacionamento. Para “despistar” um pouco o grupo de pessoas que fará a visita ao mesmo tempo, entre em uma pequena trilhazinha ainda perto do estacionamento, para ver o busto de Monet, o lugar é super agradável, cercado de árvores e próximo à um riachinho.
       

       
      Chegando na casa pode ser que haja uma grande fila, especialmente se for verão! Então não faça como eu e compre o ingresso antecipadamente no site da Fondation Monet! Existe a opção de comprar junto o ingresso para o Museu dos Impressionistas, que fica bem próximo de lá, eu fui e não recomendo, achei o acervo bem pequeno. Acho que é muito mais rico nesse sentido visitar o Musée d’Orsay (onde se encontram diversas obras de Monet) ou o Musée de l’Orangerie (que tem duas salas com as enormes pinturas panorâmicas do artista), ambos em Paris.
       
      Agora vem a melhor parte! Apesar de dar vontade de entrar imediatamente na casinha toda cor-de-rosa e verde (suspiros), aconselho ver os jardins primeiro, com sorte estarão um pouco menos lotados. Além disso é bem mais interessante ver alguns quadros depois de ter visto tudo aquilo ao vivo.
       

       
      A visita começa pelo imenso jardim multicolorido, são diversas fileiras de flores de todos os tipos, cheiros e cores. Quando visitei o jardim em outubro, o caminho principal ficou tomado por um magnífico rio de flores. Segundo ouvimos de um guia, esse fenômeno só acontece por pouquíssimos meses do ano, que sorte!
       

       
      Seguindo as placas para etang des nynpheas, você passará por um túnel que atravessa a estrada e chega ao tão esperado lago das ninféias e ao ponto mais alto do passeio todo, a Ponte Japonesa! É realmente indescritível a sensação de estar naquele lugar, é como estar dentro de uma pintura de Monet. Exatamente ali ele pintou inúmeros quadros, em diferentes estações do ano e em horários variados para captar a luz de todas as formas possíveis. Para completar o cenário, fica ancorado próximo à ponte um barquinho, que também se vê em muitos de seus quadros. É impossível não ficar hipnotizado por aquele conjunto tão harmônico.
       

       

       
      Voltando à casa, chegou a hora de conhecer o cantinho encantado desse mestre do impressionismo! O lugar é muito aconchegante, tipo casa de vó! O que achei mais interessante foi a escolha monocromática na sala e na cozinha. A primeira é toda amarela, desde a parede, até os móveis e utensílios, a segunda toda azul, com panelas e objetos em cobre. A ideia de ter um cômodo inteiro de uma cor só parece um pouco estranha, mas a execução ficou realmente incrível. Além disso há o estúdio, (remontado fielmente de acordo com uma foto da época, exposta na sala) onde estão expostas algumas reproduções de quadros do artista, como eu disse, é muito interessante ver aquilo tudo depois de ter conhecido o jardim.
       

       
      No andar superior é possível entrar em alguns quartos, aqui o que me encantou foi a vista da janela, devia ser simplesmente divino acordar e olhar para aquela imensidão de flores (mais suspiros…)
       
      Por ser uma casa antiga, alguns detalhes são muito interessantes, como o banheiro e a pequena sala de costura. Monet tinha verdadeira paixão pela arte japonesa, por isso as paredes de sua casa são recheadas de gravuras nesse estilo. Infelizmente é proibido fotografar o interior da casa (senão acho que passaria horas lá dentro!), mas aqui algumas imagens tiradas do site oficial para ilustrar essa casinha tão acolhedora!
       
      O atelier onde Monet trabalhava é hoje a irresistível lojinha de souvenirs, e olha só o que encontrei lá, o tal livro que minha avó tinha me dado! =)
       
      Vale a pena dar uma voltinha na pequenina cidade de Giverny, onde a rua principal leva o nome de Monet, claro. O charme está por toda a parte, nos caros restaurantes e cafés, nas pousadinhas, nos ateliers de diversos artistas e nas ruas, todas floridas. Atrás da Igreja de Giverny, localiza-se o cemitério onde Monet está enterrado.
       

       
      Esse certamente é um dos meus lugares preferidos no mundo, espero ainda poder voltar lá mais algumas vezes na vida!
       
      Informações práticas:
       
      Site oficial: http://www.fondation-monet.com
       
      Valores: Adulto 9,50€ | Crianças -12 e estudantes 5€ | Crianças -7 anos não pagam
       
      Horários: Aberto todos os dias de 1º de abril à 1º de novembro, das 9:30 às 18:00 (última admissão 17:30)
       
      *Informações para o ano de 2014
       
       
      Relato original e (muito) mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/jardins-de-monet-um-sonho-realizado/
    • Por Mari D'Angelo
      Texto original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/bordeaux-chateau-du-taillan/
       
      Defina Bordeaux em uma palavra… Provavelmente 99% das pessoas responderiam essa pergunta dizendo “vinho”! E elas estariam absolutamente certas. É claro que a charmosa cidade do sudoeste da França não se resume a isso, mas definitivamente os amantes de um bom tinto têm seu lugar ao sol (ou a mesa) por lá!
       
      Um dos nossos maiores objetivos na viagem à Bordeaux era conhecer alguma das famosas vinícolas próximas a cidade. Fomos até o centro de informações turísticas para entender qual delas caberia no nosso orçamento e tempo. Entre as muitas opções, devidamente bem explicadas, optamos pelo Chatêau du Taillan que fica na região de Haut-Médoc, a 11km de Bordeaux.
       
      É preciso pegar o ônibus 5 e descer na parada Mairie du Taillan, em seguida caminhar um pouco por ruas vazias de terra e parreiras apetitosas até chegar lá. Apesar do nome, Chatêau du Taillan (chatêau em francês é castelo), não é exatamente isso que você encontrará por lá, isso por que neste caso, um chatêau é qualquer propriedade dentro de determinadas especificações que produzem vinho. Um grande jardim cheio de árvores e convidativas mesinhas nos introduz ao local simples e rústico onde ficam as caves e barris, com detalhes que nos transportam para uma outra época.
       
      De segunda a sábado não é necessário agendar visita, mas aguardamos um pouco a chegada de outro casal para dar início ao tour. Uma simpática funcionária com o inglês um pouco difícil de compreender foi nossa guia, mostrando os processos e contando a história do lugar.
       
      Na idade média, o local foi habitado por monges que faziam o caminho de Santiago de Compostela, lá eles podiam descansar e produzir seu próprio vinho nas caves subterrâneas. Em 1896, o comerciante de vinhos Henri Cruse comprou a propriedade onde inicialmente trabalhou com exportação e em seguida começou a produzir o próprio vinho, com o nome de Chatêau du Taillan. Atualmente 5 irmãs da 5ª geração da família Cruse são as responsáveis pelo patrimônio que hoje faz parte da lista de monumentos históricos da França!
       
      Acabando a visita chega o momento da degustação. Existem algumas opções com mais rótulos, além queijos e embutidos, mas nossa escolha foi a opção mais simples. O vinho é realmente muito bom! (não tenho nada de sommelier, então isso é baseado apenas no meu gosto, mas o namorado e a prima também aprovaram!) Fizemos umas poucas comprinhas na loja antes de partir, mas não se anime, os produtos não são baratos. Uma boa sacada deles é a venda de umas ampolas com menos de 100ml para ser possível transportar pelo menos uma amostra do vinho na bagagem de mão.
       
      Um dos destaques é a produção do La Dame Blanche, motivo de orgulho para os produtores pois não é comum a fabricação de vinho branco naquela região.
       
      No caminho de volta para o ônibus passamos de novo pelas videiras e não resistimos aquelas uvas fresquinhas, assaltamos algumas pra provar. Daquelas experiências na vida que não dá pra deixar passar, né?
       
      *As informações são com base na data da viagem, setembro de 2013. Para garantir informações atualizadas acesse o site do local: http://www.chateaudutaillan.com
    • Por Mari D'Angelo
      Post original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/5-golpes-em-paris-e-como-fugir-deles/
       
      Paris é o tipo de cidade que tem algo encantador a cada esquina (ok, sou suspeita, mas é verdade!). Como não andar maravilhado pelos parques e jardins? Não passar um tempão só observando a fachadas de igrejas tão fantásticas como a Notre Dame e a Sacre Coeur? E as milhares de fotos na Torre Eiffel então? Nem os viajantes mais avessos a lugares clichê resistem a ela!
       
      Mas é preciso ter muito cuidado! É justamente em lugares assim que os turistas são mais roubados. Acontece um pouco o inverso de outros lugares como aqui em São Paulo, lá é possível se sentir mais seguro em ruas vazias (claro que ainda assim é preciso ter cuidado) do que em pontos turísticos cheios de gente (e polícia)!
       
      Conheça os principais golpes e o que fazer para não ser vítima:
       
      1. Pickpockets
       
      Os pickpockets ou batedores de carteira atuam em lugares onde há uma grande concentração de pessoas que geralmente estão distraídas e relaxam na atenção com suas bolsas e mochilas. E não pense que isso só acontece com gente que anda por ai dando bandeira, eles são tão rápidos que qualquer vacilo, por menor que seja, é suficiente pra você perder alguns euros ou ainda pior, passaporte, celular…
       
      Onde acontece? Nos vagões do metrô, dentro dos museus, na Torre Eiffel (inclusive lá em cima!), Champs Elisées, Versailles, Notre Dame, Montmartre… Qualquer ponto turístico com uma grande concentração de gente.
       
      Como evitar? Sempre ande com o passaporte e o dinheiro no porta-dólar (aquele que fica dentro da calça) ou em lugares extremamente seguros, nunca em bolsos externos de mochilas ou no bolso de trás da calça por exemplo. Quando for tirar fotos ou olhar mapas não descuide da mochila. Fique sempre atento ao ser abordado pelas pessoas na rua (enquanto um te distrai o outro pode estar agindo) e desconfie se alguém se aproximar demais e de forma rápida no metrô pouco antes das portas abrirem.
       
       
       
      2. Golpe da aliança
       
      Chega a ser inacreditável que isso realmente funcione de tão bobo que é, mas se continua sendo aplicado, ainda deve ter muita gente que cai. Acontece assim, você está caminhando e de repente alguém que você nem tinha notado se agacha bem na sua frente e se levanta com uma aliança perguntando se é sua, você diz que não e a pessoa tenta, com histórias das mais diversas, fazer com que você fique com ele em troca de “alguns euros”, dizendo que o anel é de ouro (o que óbviamente é mentira) e que você poderia ganhar muito mais com ele do que o “troquinho” que vai dar a boa alma que o encontrou.
       
      Onde acontece? Aqui o foco é um pouco diferente, os golpistas (homens e mulheres) buscam lugares mais tranquilos como as ruas próximas ao Musée D’Orsay e o Jardin de Tuileries (onde meu pai quase caiu, mesmo eu já o tendo avisado sobre isso. Estávamos andando e de repente ele ficou pra trás, quando vimos estava conversando com alguém e ao voltar ele falou que era o tal golpe, e que quase ficou com o anel, ri demais!).
       
      Como evitar? Se qualquer pessoa aparecer na sua frente com um anel, ignore e saia andando.
       
       
       
      3. Abaixo-assinado
       
      Esse é o que mais me irrita! Muitas meninas romenas, menores de idade, vagam em grupos pelos pontos turísticos da cidade abordando turistas e moradores com listas de abaixo-assinados em prol de alguma instituição para cegos, órfãos, deficientes físicos… não importa, é mentira! Elas coletam assinaturas e pedem alguma contribuição, normalmente já preenchem vários campos com valores como 10, 20 euros, assim tentam persuadir a vítima a dar uma quantia maior. Normalmente elas se fingem de surdas-mudas, mas assim que você vira as costas já estão tagarelando em alto e bom som! Elas também agem distraindo os turistas para tentar furtar alguma coisa fácil, fique atento!
       
      Onde acontece? No pé da Torre Eiffel, em frente ao Pompidou, nas pontes do Sena… Onde há uma grande e rápida circulação de pessoas.
       
      Como evitar? Faça a mesma coisa da dica anterior, ignore saia andando! Elas são insistentes, podem ficar andando atrás de você por um tempo, no máximo responda um enérgico NÃO, mas nunca extenda a conversa.
       
       
       
      4. Pulseirinha
       
      Esse eu vi bastante na Itália, mas em Paris é comum ver nos pés da Sacre Coeur, em Montmartre. Aliás, passe o mais rápido possível por ali, é tanta gente tentando vender coisas e aplicar golpes que as vezes é como uma corrida de obstáculos para chegar até o topo desviando deles. Normalmente são homens que se dirigem a você na maior simpatia: “brasileira?” “argentina?” “italiana?”… (eles aprendem a falar essas palavras em cada língua, vejam só que poliglotas!) Vão chutando até você dar um sinal positivo e ai já vem colocar uma fitinha no seu braço, se você fizer a besteira de estendê-lo, ele vai pedir dinheiro em troca. E não é fácil devolver o “presente”, depois que você diz não, toda a simpatia se transforma em grosseria!
       
      Onde acontece: Montmartre, na base da escadaria para chegar a Sacre Coeur.
       
      Como evitar: Ignore! Ou finja falar chinês, turco ou qualquer coisa do tipo (e não entender nenhuma outra língua, claro!), era assim que nos divertíamos ao passar por lá! Rsrsrs
       
       
       
      5. Ilusionistas
       
      Sabe aquele joguinho antigo de adivinhar em qual dos 3 copinhos está a bolinha? Em Montmartre ele não é assim tão inocente! É usado como um golpe para chamar apostadores que é claro, sempre vão sair perdendo! Além de manipular o jogo para ficar com o dinheiro eles também se aproveitam da aglomeração de curiosos para furtar o que estiver disponível.
       
      Onde acontece? Também em Montmartre, na principal rua para subir à Sacre Coeur, a Rue de Steinkerque que é cheia de lojas de souvenir e consequentemente, muitos turistas.
       
      Como evitar? Simplesmente não pare para observar e muito menos jogar. Não há problema em passar por esta rua, olhar e entrar nas lojas, só é preciso ficar atento.
       
       
      Lembrando que a maioria desses problemas não está só em Paris (especialmente os pickpockets), mas também em outras grandes cidades da Europa como Roma, Barcelona e Londres. Mas com alguns cuidados e muita atenção é fácil se livrar das roubadas e ter uma viagem tranquila!
    • Por Mari D'Angelo
      Relato original e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/as-incriveis-falesias-de-etretat/
      Tenho uma verdadeira atração por lugares paradisíacos (quem não, né?), assim que coloco o nome de um desses lugares no Google Images, já sei que não vou sossegar até conhecê-lo pessoalmente! É verdade que essa lista é muito maior na coluna de “quero ir” do que na de “já fui”, mas é meu objetivo mudar isso ao longo da vida.
      E foi assim que decidimos conhecer Étretat! A pequena cidade litorânea fica na região da Alta-Normandia, no norte da França. O mais comum para chegar à partir de Paris é pegar o trem (aproximadamente 2h30) até à cidade portuária de Le Havre e de lá um ônibus até Étretat.
      Ao chegar descobrimos que o ônibus demoraria quase 1h pra sair e não tínhamos tanto tempo assim, pois era só um bate-volta. Fomos então ver o valor da corrida de taxi. Não tínhamos muita noção da distância mas sabíamos que não era tão longe.
      Aqui começa um episódio cômico, se não tivesse sido tão deprimente e despendioso no dia! Não me lembro o motivo, mas negociamos o preço em inglês. Eu o ouvi dizendo sixteen, e achando um bom valor, entramos no carro. Quando o taxímetro passava dos 20€,  comecei a ficar brava, achando que o taxista tinha nos enganado, quando chegou a 30€ e ele nos mostrava feliz e tranquilo as vaquinhas na estrada, comecei a perceber que tinha algo errado… sempre tive problemas em diferenciar o som do sixteen e do sixty!
      Resumindo, gastamos 60€ em alguns minutos de carro! Ao chegar no tão sonhado destino, só conseguia chorar de desespero pela minha estupidez. Enfim, acontece!
      Passado o choque, olhei para a incrível paisagem à minha frente e vi que mesmo assim, o dia seria maravilhoso! A praia de Étretat é de pedras, como em grande parte da Europa, o mar em tons de azul e verde é cercado pelas enormes falésias brancas de calcário, que são as atrações principais do lugar.
      Com a maré baixa é possível entrar em uma de suas grutas e ter uma vista diferente, “de dentro” do mar, porém o responsável por este local é bem enfático ao pedir para as pessoas se retirarem quando chega o horário de a maré subir. Há inclusive uma placa dizendo que na parte superior da “caverna” é seguro, e que caso você esteja lá dentro é necessário esperar ali até a maré baixar para descer.
      Um calçadão (se é que se pode usar no superlativo) separa a praia da cidade, e liga as duas subidas para caminhar por cima das falésias. Começamos pela da esquerda, a falaise d’Amont. Certa vez o escritor francês Guy de Maupassant a comparou a um elefante molhando a tromba no mar, e depois de vê-lo, fica difícil enxergar outra coisa!
      A vista quase completa de todo aquele conjunto natural com a pequenina cidade de Étretat no meio é magnífica! A caminhada é longa, mas com tantas paradas para admirar o visual, não fica tão cansativo.
      De volta à base, passamos no mercado para fazer um lanchinho rápido e continuar. Se tiver com tempo (e gostar), a especialidade da região são as ostras. Para os mais básicos, a gallete (uma variação do crepe) também é muito tradicional.
      A falaise d’Aval, do lado direito da praia, é menos extensa. Depois de uma subida íngreme e cansativa, avista-se a charmosa capela de Notre-Dame de la Garde, toda de pedra! Ela foi destruída durante a 2ª Guerra mundial e reconstruída em 1950.
      Atrás dela um monumento homenageia os aviadores Nungesser e Coli, os primeiros a tentar cruzar o oceano atlântico norte.
      Étretat, que já foi uma vila de pescadores, é hoje destino comum dos parisienses nas férias de verão. Além da natureza exuberante, o conjunto de casinhas de madeira no centro da cidade parece ter saído de um cenário de filme.
      Tenho certeza que esse foi um dos melhores bate-volta que já fiz na vida! E garanto que Monet concordaria comigo, ele era um grande fã de Étretat e a retratou em diversos quadros, como esses das imagens abaixo.
      No site oficial há informações sobre as atrações, assim como hospedagem e alimentação: www.etretat.net
      Relato original e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/as-incriveis-falesias-de-etretat/


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