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Márcio/Sp

relato [Perú desconhecido] Huaraz / Trujillo / Chachapoyas-Kuelap / Iquitos

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Olá Amigos

A viagem foi realizada entre os dias 23/01/2010 a 23/02/2010, o roteiro foi Cuzco-Machu-Pichu > Lima > Pisco-Paracas > Ica > Nazca > Lima > Huaraz > Trujillo > Chachapoyas > Yurimaguas > Iquitos.

 

Noto que para muitos o Perú se resume a Machu Picchu, isso é um engano grave, o país é muito mais que isso, tem atrações para todos os gostos, passei 30 dias e sinceramente faltou muita coisa pra conhecer, nesse meu tópico irei focar somente de Huaraz em diante, talvez tenha exagerado na palavra "desconhecido" mas acredito que realmente o país é pouco explorado pelos brasileiros.

No fim do relato deixarei minhas impressões de um modo geral sobre o país.

Se tiverem alguma dúvida podem perguntar aqui no tópico mesmo, se eu souber terei o maior prazer em responder.

 

 

H u a r a z

 

O que me incentivou a conhecer a região foi esse relato do Peter, achei fascinante e fui até lá pra conferir

 

trekking-na-quebrada-santa-cruz-huaraz-peru-t36891.html

 

Transporte

Saí de Lima a noite com a empresa

http://web.moviltours.com.pe/ , ônibus bem confortável

8/9 horas de viagem

Cheguei em Huaraz umas 5/6 da manhã, dentro da garagem da empresa terão algumas pessoas que te abordarão, um ofereceu hospedagem a 40 soles, me levaria até lá sem compromisso.

 

Hospedagem

http://www.residencialng.com/ , não é frequentado por uma galera jovem, pra quem gosta de algo mais movimentado não é a melhor opção, apesar de se entitularem como "hostal", o lugar está mais pra um hotel mesmo, é muito bem localizado, proxímo da rua principal, fui muito bem atendido.

Eu recomendo, principalmente para casais e pessoas que não querem muita agitação.

 

Atrações

Nesse tópico tem muitas informações das atrações, são várias opções

huaraz-perguntas-e-respostas-t6419.html

 

Tem vários passeios de 1 ou 2 dias, entre eles

Laguna 69

 

Laguna Churup

 

Chavin de Huantar

 

Nevado Pastoruri

 

Mas a maioria vai mesmo para fazer as trilhas

 

Relato

Cheguei com a notícia em Huaraz que estava havendo "El Paro" , uma greve regional contra demolição do Hospital da cidade, os manifestantes bloqueiam as estradas e impedem os passeios, as informações e que encerrariam o movimento em 3 dias, o que não achei de todo mal pois iria ter tempo de aclimatar para fazer o Trekking Santa Cruz

Logo que cheguei peguei uma gripe :( ,e fiquei esses 3 dias sem fazer nada praticamente.

Resolvi fazer o trekking e contactei a empresa http://www.galaxia-expeditions.com/ , não me lembro claramente, mas custou 120/130 dolares, o trekking dura de 3 a 4 dias, inclue toda alimentação, barraca, arriero e mulas, eram 8 pessoas contanto comigo que iriam fazer o trekking, fora os Guias.

 

Depois de 1 hora de caminhada senti os efeitos da altitude, meu coração disparou ::ahhhh:: , a cada 5 passos tinha que parar para descansar, era um cansaço fora do normal e estava assustado com as batidas do meu coração, nunca senti aquilo, pensei que ia ter um treco de tão ofegante que estava. O guia Ricardo me auxiliou até o começo da trilha, consegui uma carona pra voltar a cidade, fiquei muito frustrado. ::putz::

 

Com certeza retornarei em outra oportunidade

 

Atenção:Aclimatação é importantíssima, acredito que errei em vários fatores, não me recuperei totalmente da gripe, não comprei soroche pills, não fiz passeios anteriores como o Nevado pastoturi para ter uma idéia de como ia reagir, estava em boa forma mas com a auto confiança em excesso acabei sucumbindo aos 4.000 mil metros de altitude.

 

A empresa http://www.galaxia-expeditions.com/ é recomendadíssima, o Guia Ricardo foi extremamente profissional, fez o que pode para me auxiliar no retorno, não perca tempo procurando outras. ::cool:::'>

 

A Temporada em Huaraz e nos meses de Junho e Julho, o céu fica limpo de nuvens e os picos das montanhas podem ser vistos, mesmo eu indo na baixa temporada, com o céu constantemente nublado, o visual impressionou.

A maioria faz o trekking Santa Cruz, mas segundo o consenso que observei pelos nativos o trekking mais bonito é o "Cedros" , ele passa pela face mais linda da montanha Alpamayo

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101017183452.jpg 500 375 Laguna Llanganacu]Laguna Llanganacu[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101017183938.jpg 500 375 Huascarán]Imponente nevado Huascarán,com seus 6.768 metros.Em 1970 um terremoto desprendeu uma grande massa de gelo que soterrou a cidade de Yungay, matando mais de 17 mil pessoas[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101017184659.jpg 500 375 Huascaran]Ao fundo, o nevado Huascaran[/picturethis]

 

 

T r u j i l l o

 

Nem pensava em passar por Trujillo, mas em Huaraz não tinha ônibus direto a Chachapoyas, então tinha que ir a Trujillo pra depois lá pegar um ônibus até Chachapoyas

 

Transporte

http://www.transporteslinea.com.pe/

Sai as 21:30 de huaraz, 9 horas de viagem, 12 dolares, empresa ótima, pontual, ônibus novos

 

Hospedagem

Rodoviária rs rs rs, quando cheguei peguei um taxí até o Terminal da Movil Tours, pois o ônibus saía as 16:30 até Chachapoyas

 

Atrações

Huaca del Sol y de la Luna, Chan chan

 

Relato

A princípio estava pensando em ficar no terminal da Movil Tours até a hora de sair meu ônibus a Chachapoyas, lá alguns taxistas se ofereciam para me levar até a Huaca de la Luna

, começaram pedindo 60 soles, acho que perceberam meu desinteresse :mrgreen: depois de algum tempo um deles me pediu 25 soles e disse que me esperava terminar o tour para me trazer de volta, como já estava ficando entendiado resolvi aceitar, pelo menos passaria o tempo mais rápido.

Para percorrer o sítio arqueológico se paga 12 soles e tem direito a guia, eu não tenho o menor interesse em arqueologia ou história, mas achei a Huaca de la luna IMPRESSIONANTE , :o:o:o os desenhos, toda a simbologia e significado daquilo é surpreendente, realmente é um passeio imperdível, Acredita-se que o local era para grande cerimoniais religiosos, e tinham enterros também.

Do lado da Huaca de La Luna tem a Huaca del sol que está fechada por falta de grana pra escavações.

 

Também iria fazer Chan Chan mas fiquei receoso de não dar tempo de voltar, fui dar umas voltas, a Plaza de Armas é bem bonita, cidade agradável, fiquei ainda um tempão no terminal, dava tempo sim de ter ido a Chan Chan. ::putz::

 

Atenção:Não menospreze Trujillo, quando fui a Huaca não levei nem a câmera, me arrependi muito.

 

 

C h a c h a p o y a s

 

A região fica no estado do Amazonas peruano, norte do país, montanhosa, tem uma grande parte de floresta e outra parte de vegetação mais rala, é pouco explorada pelos brasileiros.

O Clima é estranho especificamente nessa cidade, apesar de ser no Amazonas, faz frio. ::Cold::

O turismo ainda está engatinhando por esses lados em comparação com outras regiões, mas já existe estrutura satisfatória, o potencial dessa região é gigantesco, pena não ter a atenção devida.

Se na região de Cuzco quem dominava eram os Incas, no norte eram os Chachapoyas “o povo das nuvens”, porém foram massacrados pelos Incas ::vapapu:: , ao conhecer a história se percebe que os Incas eram tão exploradores quanto os espanhóis, mas essa parte ainda gera muita polêmica, a minha motivação de ir foi pela curiosidade de conhecer Kuelap e a cachoeira Gocta que é a 3º maior do mundo.

 

Transporte

http://www.moviltours.com.pe/portal/

Sai as 16:30 de Trujillo, 13/16 horas de viagem, 15 dolares, empresa ótima, pontual, ônibus novos.

Saindo direto de Lima são 20 / 25 horas de viagem

 

Hospedagem

A maioria das hospedagens ficam na Plaza de Armas, fiquei no Hotel Plaza, 30 soles a diária, fiquei em um quarto espaçoso, chuveiro decente, no local também tem restaurante.

Bom custo x benefício.

 

Atrações

Muita coisa ::cool:::'> , essa parte foi ótima, trekkings, ruínas, museu com múmias, cachoeiras. A região é pouco explorada, todo ano se encontra algum sítio arqueológico ou coisa parecida.

Exemplo de nova descoberta que ocorreu a cerca de 1 mês

http://www.globoamazonia.com/Amazonia/0,,MUL1618954-16052,00-EXPLORADORES+ACHAM+SITIO+ARQUEOLOGICO+PERDIDO+NA+SELVA+AMAZONICA+PERUANA.html

 

Relato

Fortaleza de Kuelap

Conhecida como a Machu Picchu do norte, a grande diferença e que não tem muvuca, fiz com a Andes Tours, agência do Hostal Revash, se não me engano paguei 60 soles, o passeio foi o dia inteiro, se almoça no caminho e retorna antes do fim da tarde.

Saímos pela manhã em uma van, o caminho é por uma estrada que serpenteia umas montanhas, a estrada é terra batida, uma curva atrás da outra, quanto mais a van avança, maior fica o precipício, quem tem medo de altura melhor não ficar olhando muito pra baixo rs rs rs .Para entrar na fortaleza se paga uma taxa simbólica de preservação,.

Chegamos em Kuelap e só tinha o nosso grupo, o que dá um clima todo diferente, tem que imaginar que aquilo foi palco de inúmeras batalhas entre Chachapoyas x Incas x Espanhóis, inclusive os Espanhóis colocaram fogo em todas as casas.

Muito interessante a engenharia do lugar , muralhas de 40 metros, construída no topo da montanha de onde é possível avistar todo o vale por quilometros e mais quilômetros, o lugar fica a 3.000 mil metros de altitude, fico me perguntando como conseguiram carregar toneladas de rochas montanha acima sem nenhuma maquinaria e muito menos estrada. O guia contou que os operários que morriam eram enterrados nas próprias muralhas

Gostei muito

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101017185321.jpg 500 375 Kuelap]Corredores de Kuelap, a engenharia era fantástica, em determinados corredores eles iam se afunilando, no topo era só possível passar 1 de cada vez, com isso os Chachapoyas ficavam em vantagem e lançavam pedras por cima dos muros, venceram batalhas usando esse metodo [/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101017191209.jpg 500 375 Kuelap 2]Essa casa foi reconstruída exatamente como eram, os espanhois e Incas destruíram todas, calcula se que na fortaleza tinham mais de 150 casas[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101017191902.jpg 500 375 Kuelap

3]Imensas muralhas[/picturethis]

 

Catarata Gocta

Essa catarata conta com nada menos que 771 metros de altura em dois níveis.

Fui com a Andes Peru novamente, paguei cerca de 40 soles, eles providenciaram um táxi que deixou o grupo no vilarejo de Cocachimba que não tem mais de 20 casas, O caminho é difcíl, , mas os próprios moradores da região estão se engarregando de melhorar a estradinha de terra batida.

Para ir na cachoeira se paga uma taxa irrisória, se não me engano foi 4 ou 6 soles, que te dá direito a um guia para o grupo, sinceramente não existe a necessidade de guia, mas acho importante contribuir, principal fonte de renda dos moradores.

O caminho é bem demarcado apesar de ser pela mata, demora cerca de 2 horas o trekking, pra chegar na cascata, ela é imponente mas não dá pra mergulhar, água congelante rs rs rs

O taxista espera todo o grupo para levar de volta a cidade

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101017192404.jpg 500 375 Cascata Gocta]Cascata Gocta, 3º maior cascata do mundo, 771 metros[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101017193252.jpg 375 500 Cascata Gocta1]Depois de muita chuva na cabeça, finalmente cheguei na queda[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101017193634.jpg 500 375 Cascata Gocta2]Vale de Gocta[/picturethis]

 

Mausoléus de Revash e Museu de Leymebamba

Não existem tours regulares a Revash, aliás, tem guias da região que nunca foram rs rs, as agências estavam querendo me cobrar 140 soles só pra ir até o museu de Leymebamba.

Mas pesquisando e conversando, conheci o Agner que abriu uma agência na rua Ayacucho, que fica do lado esquerdo da Plaza de Armas, por 120 soles me levaria a Revash e Leymebamba.

Saímos pela manhã em um carro parecido com Chevette caindo aos pedaços do Agner k k k fomos por uma estrada de terra batida, levamos cerca de 2 horas até chegar na base, saímos do carro e fomos por um caminho que era só subida, afinal o mausoléu fica em uma montanha, a subida não é fácil, muita lama e as pedras era escorregadias, demorei mais 1/5 até chegar no mausoléu.

O lugar é muito interessante, acreditasse que os Chachapoyas usavam esses mausoléus somente para os mais importantes da sociedade, o incrível e que foram esculpidas diretamente na pedra da montanha.

Infelizmente as múmias que lá estavam foram saqueadas a muitos anos atrás. :(

No caminho de volta até o carro tem que tomar muito cuidado, quase arrebentei meu tornozelo ::vapapu:: , isso pq ainda estava com uma bota de cano alto.

 

Seguindo mais 1 hora pela estrada chegamos a Leymebamba, não tiro da mente que pela estrada passamos por vilarejos paupérrimos e totalmente isolados.

Museu de Leymebamba onde se encontram as múmias descobertas por acaso na Lagoa dos Condores em 1996 e que conquistou o interesse de revistas como National Geographic e canais de televisão como o Discovery Channel.

São 230 múmias. Algumas de autoridades, segundo estudos havia uma hierarquia. Quem representava os deuses, ou exercia algum poder, merecia túmulos melhores.

Eu não vejo graça em museu, mas esse achei um espetáculo, não são todos os museus que expõem múmias

Chegamos em Chacha a noite

Valeu muito a pena

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101017194459.jpg 500 375 Revash]Estrada para os Mausoléus de Revash, possante ao fundo][/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101017195212.jpg 500 375 Revash2]Mausoléus de Revash, esculpidos na montanha.[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101017195547.jpg 500 375 Revash3]Infelizmente foi saqueado[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101017195913.jpg 500 375 Revash4].[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101017200453.jpg 500 375 Leymebamba]Múmias do museu de Leymebamba[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101017200755.jpg 500 375 Leymebamba].[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101017201026.jpg 500 375 Caminhos]Caminhos do Perú nem tão belos[/picturethis]

 

Atenção:

4 dias é o mínimo para ficar na região, ainda faltou muita coisa pra conhecer, como por exemplo os Sarcófagos de Karajia, Laguna de Los Condores onde foram descobertas as múmias, entre outras incursões pela selva.

 

 

Y u r i m a g u a s

 

Fui criticado por alguns amigos de ter conhecido a Amazônia peruana sem nunca ter posto os pés na selva Brasileira. :oops:

A questão e que ao ver os preços de alguma excursões e viagens de barcos na parte brasileira fiquei assustado com os preços que me relatavam e de uma onda de ataques piratas.

Para quem quer conhecer a selva os preços do Peru são bem mais em conta, em muitos lugares a selva está mais preservada e realmente se têm uma ótima experiência.

 

Transporte a Yurimaguas

Saindo de Chachapoyas não existem ônibus regulares, o esquema e ir em táxis tipo lotação, quando completa o número de passageiros eles saem.

De Chachapoyas fui a cidadezinha de Pedro Ruiz, peguei o táxi/lotação até Moyobamba, de Moyobamba até Tarapoto e finalmente de Tarapoto a Yurimaguas, parece ser complicado mas é moleza, tudo isso fui praticamente pela mesma empresa, só que ia trocando de táxi/lotação.

Um ponto importante, esse trecho, em todos os táxis os outros passageiros eram Peruanos, fomos conversando e foi ótima essa interação, as vezes temos um pouco de preconceito mas os que conversei eram bem politizados e cientes da situação do Peru e América latina, foi uma papo muito enriquecedor, legal demais esse contato, faria tudo de novo. ::cool:::'> ::cool:::'> ::cool:::'> ::cool:::'>

 

Hospedagem

Não lembro, mas não era na Plaza de Armas, fica próxima da rua da feira.

 

Atrações

A imensa maioria dos turistas vai a Yurimaguas para pegar o barco até Iquitos, os barcos saem todos os dias, exceto aos domingos, a viagem dura 3 dias, achei o preço muito barato, coisa de 40 soles pra ficar em rede, se alugar uma rede custa mais 20 soles, quase de graça, também existem os camarotes com chuveiros, custam entre 80 a 300 soles. Tem a opção de ir de lancha que leva somente 8 horas, acho bem mais vantajoso, claro que o preço é mais caro, mas nada absurdo,

Só que aqui tem um grande porém, muitas pessoas vão a Iquitos para pegar um tour até a reserva florestal Pacaya-Samiria, nesse reserva é possível ficar vários dias, só que ela está mais perto de Yurimaguas do que de Iquitos.

Então se a intenção é visitar a reserva e vc está em Yuri, não compensa ir até Iquitos pra pegar um tour por lá, o lance é, se pega um barco de Yuri até a cidade de Lagunas que é a principal porta de entrada da reserva, se economiza tempo e dinheiro e realmente se tem uma experiência de verdade na selva

 

Relato

Acabei ficando na cidade mais que o planejado, e minhas férias estavam acabando, optei ir de avião até Iquitos, para isso voltei até a cidade de Tarapoto.

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101017202024.jpg 500 375 Yuri]Navegando proxímo a Yurimaguas[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101017202432.jpg 500 375 Yuri]Comunidade Maniche.[/picturethis]

 

 

I q u i t o s

 

É uma capital que fica isolada no meio da selva, só é possível chegar por barco ou avião. Aliás quando desci do avião o meu pensamento foi “Que p*$% é essa ? ?” ::ahhhh::::ahhhh:: uma calor abafado que nunca senti antes ::mmm: , faz o calor do sertão nordestino parecer uma brisa, Evite viajar por lá nos meses do verão, acredite, o calor deve beirar o insuportável nessa época.

É pouca coisa mais cara do que em outras regiões, mas ainda assim é barato. Ficam alguns desocupados perto da Plaza de Armas, no início pode gerar um pouco de preocupação mas em nenhum momento fui incomodado.

Os mototaxistas dependendo do caso te oferecem tours e garotas de programa, cuidado com as garotas para não se apaixonar ::love:: , elas tem fama de serem as mais belas do Peru rs rs

Quem vêm do Brasil a parada é quase obrigatória em Iquitos.

 

Transporte

Vim de avião saindo de Tarapoto pela http://www.starperu.com/ , 01:15 de vôo, 110 dolares, empresa ótima, foi o melhor avião de toda a viagem.

Tem vôos saindo direto de Lima , também tem saídas de Rio Branco no Acre

 

Hospedagem

Vasta, tem desde hotéis 5 estrelas a albergues, como estava no fim da viagem preferi um alojamento mais confortável e com ar-condicionado. ::Cold::

Fiquei no Hotel Safári, Calle Napo 118, a uma quadra da Plaza de Armas, pra quem gosta de jogar tem um cassino anexo, paguei 80 soles a diária, a melhor hospedagem de toda a viagem, ótimo custo x benefício.

 

Atrações

A imensa selva amazônica, dá pra passar semamas em incursões pela mata, o ideal é a reserva Pacaya Samiria, quanto mais longe o passeio de Iquitos maior a experiência.

Fui no escritório de turismo, Calle Loreto 201, tel (0051 65) 236144, [email protected].

Fui muito bem atendido, me deram um mapa da cidade, informativo com todas as agências e roteiros.

 

Relato

Fiz o tour de 3 dias com a Amazonian Untamed, [email protected] , o Ronald dono da agência trabalhou no Brasil e fala português, pechinchei e paguei 350 soles pelo tour, com tudo incluído, achei bem barato.

Ficamos no Lodge Tucano na mata a cerca de 01:30 de barco de Iquitos, o guia que foi comigo é gente finíssima, infelizmente esqueci o nome e perdi o email dele, no grupo era eu e uma família de Lima que estava comemorando o aniversário do filho que completou 12 anos, praticamente fui adotado por essa família rs rs rs

 

1ºdia

O guia nos levou perto do Lodge para nos mostrar algumas plantas e suas funções, depois fomos de barco a uma pequena reserva que ficam animais soltos, inclusive cobras, o macaco encasquetou com o meu boné e não me deixava em paz rs rs.

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101017203958.jpg 500 375 Iquitos]Macaco safado querendo roubar meu boné rs rs[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101017204318.jpg 500 375 Iquitos2].[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101017204700.jpg 500 375 Iquitos3]Arrepio[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101017205006.jpg 500 375 Iquitos4].[/picturethis]

 

Ayahuasca

Aqui vale um adendo, estava afim de experimentar mas sem nenhum caráter religioso, em Iquitos há várias agências que fazem rituais shamânicos, mas os preços eram caríssimos, comentei com o guia sobre isso e ele me falou que por 70 soles, um “shamã” da reserva fazia o ritual no próprio Lodge, depois que todos fossem dormir.

A noite foi preparado o chá e tomei, o guia e o shama ficaram ao meu lado o tempo todo, me deram um balde e eu perguntei, pra que ? eles disseram: pra vc se limpar ::ahhhh:: , vomitei que nem um desgraçado, pensei que meu estômago ia sair pra fora, mas a experiência foi foda

a ayahuasca produz uma ampliação da percepção e acessa níveis psíquicos subconscientes e outras percepções da realidade, tive várias alucinações, estando sempre consciente do que acontecia.

Depois de umas 3 horas de “viagem” o guia me levou ao meu quarto, eu não conseguia nem dar dois passos direito.

Esqueci o balde e vomitei em todo o chão do meu alojamento, sorte que ele era só pra mim, também tive uma caganeira que tenho certeza que expulsou todos os maus espíritos do meu corpo k k k, ::hahaha::::hahaha:: penei pra dormir.

 

2ºdia

O guia me acordou e eu ainda estava meio tonto, fiquei com medo pois já tinham se passado várias horas e eu ainda não estava normal. :shock:

Fomos em uma comunidade indígena dos Yaguas, aqueles não são índios nem em seus antepassados, o passeio deve ser encarado como uma “encenação” de como eram os Yaguas, se for levar pelo lado de ter um contato real com índios de verdade, esqueça, não vai ser a 1:30 de Iquitos que vai encontrar isso.

 

Agora o ponto alto do tour foi a volta, navegando pelo rio Amazonas de volta ao Lodge pedi que parasse o barco para que pudesse dar um mergulho, isso não consta no roteiro mas o guia não se manifestou contra, a família de Lima entrou na onda também, até o guia foi mergulhar.

Cara, o clima foi maravilhoso, todos nadando no maior rio do planeta, a família mega feliz de poder proporcionar aquele momento ao filho que estava fazendo aniversário.

Ficamos um bom tempo por ali, inclusive fomos tocados pelo Boto Cor de Rosa :o , o que é raro pois eles não freqüentam as águas próximas da cidade de Iquitos, quando subimos ao barco la estavam eles submergindo.

Todo esse momento do mergulho e avistar os Botos foi o melhor que aconteceu, não tenho palavras pra descrever a minha felicidade de estar ali naquele rio, sem nada planejado.

Escrevendo parece ter sido algo banal mas a “vibe” do momento ficará para sempre na memória :P

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101017205341.jpg 500 375 Iquitos5]Demonstração com a zarabatana dos Yaguas.[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101017205659.jpg 500 375 Iquitos6]Dancinha canastrona da "tribo" Yaguas[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101017210944.jpg 500 375 Iquitos9]Crianças Yaguas[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101017210113.jpg 500 375 Iquitos7]Nadando no imenso rio Amazonas, o de colete amarelo é o guia, recomendo os serviços dele[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101017210640.jpg 500 375 Iquitos8]Adotado pela família limenha rs rs[/picturethis]

 

3ºdia

O tour da família de Lima se encerrou, trocamos contato e nos despedimos calorosamente.

Nesse dia fui a outra “encenação” indígena, essa era pior que a outra, as meninas ficavam cobrindo os peitos com as mãos, era uma cena que até eu fiquei com vergonha por elas, também fomos a um lugar que ficam umas árvores centenárias gigantescas, também tentamos pescar uma piranhas, sem sucesso, ali tinha mosquito pra todo lado, esqueci o repelente e fui picado inúmeras vezes

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101017211236.jpg 500 375 Iquitos10]Árvore centenária[/picturethis]

 

Olha o passeio pelo que foi cobrado pela agência compensou, foi tudo incluído, comida farta, boas instalações do Lodge, acho recomendadíssimo esse passeio para ir com crianças ou com a esposa que não é muito chegada no mato.

Se vc deseja uma experiência mais profunda na floresta amazônica, seu destino é a reserva Pacaya Samiria ou tours com no mínimo várias horas de distância de barco de Iquitos.

 

No dia seguinte voltei a Iquitos e peguei o vôo da Lan para Lima > São Paulo

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101017211542.jpg 500 375 Iquitos11]Por do sol de despedida de Iquitos[/picturethis]

 

Considerações pessoais sobre o Perú

 

 

O País: A estrutura na área turística é muito satisfatória, são inúmeras atrações culturais e naturais.

Importante sempre reservar 2 ou 3 dias livres, países como Peru e Bolívia sempre tem o “El Paro”, manifestantes bloqueiam as estradas e se pode perder alguns dias com isso, a região norte e amazônica do Peru não tem esse tipo de problema.

 

Segurança:Desde Lima até as pequenas cidades que visitei o policiamento é ostensivo, apesar da pobreza nas cidades serem latentes, em momento algum me senti em perigo ou ameaçado, andei tranqüilamente e bati muitas fotos despreocupadamente em todas as cidades

 

Hospedagem:Boa, pra quem quer economizar tem muitas opções econômicas, pra quem prefere um pouco mais de conforto também não terá problemas

 

Transporte:Os ônibus de viagens se resumem em uma palavra “excelentes”, desse relato todos os ônibus eram novos, limpos, pontuais e contavam com serviço de bordo impecável com refeições incluídas na passagem, nas cidades os mototaxis são baratos.

 

Alimentação: Se come muito, quem gosta de peixe e carne vai se empanturrar, achei a comida uma delícia, quem está em economia de guerra, freqüentando os mesmo restaurantes que os Peruanos é possível conseguir uma alimentação na base de 4 a 6 soles, com 13 soles come bem em qualquer cidade.

 

O Povo: Eles merecem um capítulo a parte, são muito simpáticos, nessas regiões do norte e Amazônia quase não aparecem brasileiros, quando vêem um o tratamento é “vip”, somos bem quistos por lá, além do que os Peruanos são obcecados por futebol o que já é meio caminho andado pra fazer amizades.

Algo que vale ressaltar é a honestidade desse povo, várias vezes perguntava se algum produto era x soles e o atendente falava o valor real, normalmente menos do que eu tinha perguntado

 

Custos: Baratooooooo, me sentia o barão do café k k k

 

Bem amigos, espero que esse relato possa incentivar outras pessoas a visitar a região, foi uma ótima experiência.

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Márcio, adorei seu relato! ::otemo::

 

Estarei voltando ao Peru em dezembro. Já conheci Macchu Picchu, Puno e Nazca ano passado. Agora estou indo para Lima, Huaraz e Trujillo, depois sigo para o Equador.

 

Depois de ler seu relato me interessei muito em incluir Chachapoyas no meu roteiro.

 

Tem perigo eu ir sozinha pra lá? Sei que não tem muitos brasileiros por lá, mas tem gringos? Consigo companhia para os passeios?

 

Por enqaunto é isso, vou dar uma pesquisada melhor sobre o lugar, e se surgirem dúvidas volto aqui pra te pertubar rsrsrs

 

Valeu!!

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Obrigado pelo comentário mipocione ::cool:::'>

 

 

 

Tem perigo eu ir sozinha pra lá? Sei que não tem muitos brasileiros por lá, mas tem gringos? Consigo companhia para os passeios?

 

 

Sabe o que me lembrei agora ? Conheci algumas meninas viajando sozinhas em Chachapoyas, o engraçado e que homem só tinha eu sozinho por lá rs rs.

Pode ir tranquila que não tem problema nenhum, o maxímo que pode acontecer é uma paquera inconveniente mas nada que não aconteça no Brasil.

O fluxo de turistas é menor comparando com a região sul, mas sempre tem movimento dos gringos, eu fui em baixa temporada e não tive problemas em conseguir companhias para os passeios.

 

Samantha, vai fundo ! Conheça Chachapoyas que vale muito a pena, inclusive o caminho até lá é surreal, a estrada é rodeada por montanhas, eu explicando assim parece ser a coisa mais comum do mundo, mas só vendo pra entender. ::cool:::'>

 

Beijão

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Márcio show de bola a sua aventura...

Gostei muito das fotos com os animais...

Aquele abraço e sorte.

 

Visite o meu relato:

 

"Por aí... Uma aventura solitária pela Bolívia, Peru e Norte do Chile; tem muitas fotos bacanas.

 

Att. Ronei Amandio

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Marcio,

 

D +++ seu relato, parabéns pela trip e pelas belas fotos.

 

Muito do que você relata, me lembra o livro de Airton Ortiz, Travessia da Amazônia.

 

::cool:::'> ::cool:::'> ::cool:::'>

 

Maria Emilia

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Márcio show de bola a sua aventura...

Gostei muito das fotos com os animais...

Aquele abraço e sorte.

Visite o meu relato:

"Por aí... Uma aventura solitária pela Bolívia, Peru e Norte do Chile; tem muitas fotos bacanas.

Att. Ronei Amandio

 

 

Obrigado Ronei, coloque seu relato na assinatura, fica bem melhor para as pessoas visualizarem. Vou ler com atenção ele.

Abração

 

Marcio,

D +++ seu relato, parabéns pela trip e pelas belas fotos.

Muito do que você relata, me lembra o livro de Airton Ortiz, Travessia da Amazônia.

 

Obrigado Maria !

Não conhecia esse livro, com certeza será a minha proxíma aquisição literária, no site da americanas.com está barato.

Pretendo voltar a Amazônia pra conhece-lá, mais a fundo, é uma imensidão aquilo.

Beijones

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Márcio, achei fantástico teu roteiro!

Estou pensando em fazer uma viagem muito parecida com essa e pelo mesmo tempo, por isso gostaria de saber quanto, mais ou menos, é necessário em reais para realiza-la. Se puderes me ajudar, agradeço!

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Márcio, achei fantástico teu roteiro!

Estou pensando em fazer uma viagem muito parecida com essa e pelo mesmo tempo, por isso gostaria de saber quanto, mais ou menos, é necessário em reais para realiza-la. Se puderes me ajudar, agradeço!

 

Olá Ana

Perú é barato, eu gastei um pouco mais de R$3.000 reais(fora passagem de avião) pq não fui dos mais econômicos, comi muito em restaurantes, andei bastante de taxí, comprei muita lembrancinha, então isso no fim das contas aumenta os custos.

Com esse valor que eu citei dá pra fazer uma viagem com bastante tranquilidade.

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OLa Marcio, estamos nos encontrando novamente em nossas andanças, to aqui pesquisando sobre Huaraz e encontro seu belo relato. Parabens!! Vou aproveitar suas dicas aki mano!! Abraços

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Olá Wesley !

Olha, vc tem um bom gosto pra viagem heim ? k k k k

 

Eu infelizmente não aproveitei todo o potencial da Cordillera Blanca, a melhor dica que te dou é não menosprezar a altitude, faça uma boa aclimatação.

Vc vai na melhor época que é Julho, alta temporada, o trekking Santa Cruz com certeza vai estar muvucado, veja a possibilidade de fazer o trekking "CEDROS".

 

Um abração

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Ola Marcio.

Valew pela dica.

Vou avaliar esta possibilidade, pois minha trip so começa por Huaraz, depois vou conhecer o litoral norte Peru, ir para Equador, passar 1 semana em Galapagos e ficar 3 semanas estudando espanhol em Quito. Isso tudo em 40 dias. Não terei muiiito tempo para trekings longos.

A sua dica de aclimatação sera considerada. Acho melhor começar com uns trekings de bate volta e depois se tudo tiver ok fazer um mais longo.

 

Abraçao mano!!!

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Márcio,

 

Todos os tours que vc fez (Kuelap, Gocta, Revash/Leymebamba) são de 1 dia?

A Laguna de los Condores e Karajia também seriam tours de 1 dia, ou algum desses todos poderiam ser feitos num mesmo dia?

 

 

Tô planejando conhecer Chachapoyas em setembro, num roteiro bem parecido ao seu (passando por Huaraz e Trujillo - esse último vou ficar mais tempo que vc heheheh).

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Márcio,

 

Fantástico seu relato!!!Estou maravilhada!

 

abraços!

Fernanda

 

Obrigado Frida, fiquei muito feliz que tenha gostado ::otemo::

 

 

Márcio,

 

Todos os tours que vc fez (Kuelap, Gocta, Revash/Leymebamba) são de 1 dia?

A Laguna de los Condores e Karajia também seriam tours de 1 dia, ou algum desses todos poderiam ser feitos num mesmo dia?

 

 

Tô planejando conhecer Chachapoyas em setembro, num roteiro bem parecido ao seu (passando por Huaraz e Trujillo - esse último vou ficar mais tempo que vc heheheh).

 

Olá DaitiOsakada

Todos os tours são de 1 dia, Gocta dependendo do horário de saída se faz até em meio dia, lembrando que Revash/Leymebamba não são todos que fazem, procure o cara que indiquei no tópico.

Os sarcófagos de Karajia também são de 1 dia, somente os trekkings pra Laguna de Los Condores são feitos em até vários dias, nesse tour da Laguna é bom conversar primeiro com o serviço de Turismo do Governo Peruano que fica na Plaza de Armas antes de cotar com as agências pra ter noção dos valores e logística.

Aproveite muito Trujillo, eu fui com a mente fechada pra arqueologia e não aproveitei o lugar como deveria.

Quando retornar poste suas impressões.

Um abraço e boa viagem

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Olá DaitiOsakada

Todos os tours são de 1 dia, Gocta dependendo do horário de saída se faz até em meio dia, lembrando que Revash/Leymebamba não são todos que fazem, procure o cara que indiquei no tópico.

Os sarcófagos de Karajia também são de 1 dia, somente os trekkings pra Laguna de Los Condores são feitos em até vários dias, nesse tour da Laguna é bom conversar primeiro com o serviço de Turismo do Governo Peruano que fica na Plaza de Armas antes de cotar com as agências pra ter noção dos valores e logística.

Aproveite muito Trujillo, eu fui com a mente fechada pra arqueologia e não aproveitei o lugar como deveria.

Quando retornar poste suas impressões.

Um abraço e boa viagem

 

 

Com certeza postarei sim.

Essa parte do Peru, especialmente Chachapoyas, ainda é carente de informações - não só aqui, mas no LP e em alguns outros guias que consultei também.

Aliás, seu relato é o que de melhor consegui sobre Chachapoyas, o que já tenho que te agradecer demais.

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Oi Márcio, blz?

 

Belo relato e ótima viagem.

Estou pensando em ir o norte do Peru em janeiro/13 (imagino que deva chover muito mas como sou prof só tenho esse mês de férias) fazer Cordilheira Branca e as grandes cachoeiras da região, incluindo a Gocta. Vc ouviu falar por lá da Cachoeira de Yumbilla (858 metros) e Chinata (580 m) ???

Mas uma coisa, foi realmente tranquilo chegar até Iquitos de carros (até a cidade de onde se pega o barco) ?? Tou pensando em entrar no Br de volta por lá.

Abrçs

Dmtr

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Oi Márcio, blz?

 

Belo relato e ótima viagem.

Estou pensando em ir o norte do Peru em janeiro/13 (imagino que deva chover muito mas como sou prof só tenho esse mês de férias) fazer Cordilheira Branca e as grandes cachoeiras da região, incluindo a Gocta. Vc ouviu falar por lá da Cachoeira de Yumbilla (858 metros) e Chinata (580 m) ???

Mas uma coisa, foi realmente tranquilo chegar até Iquitos de carros (até a cidade de onde se pega o barco) ?? Tou pensando em entrar no Br de volta por lá.

Abrçs

Dmtr

 

Olá Dimitri

Agradeço pelo elogio do relato.

 

Sobre suas perguntas, Chinata não ouvi falar e sobre Yumbilla foi descoberta a poucos anos e ainda tem uma certa polêmica em relação a sua altura real, mas afirmam ser maior que Gogta.

Te asseguro com certeza que não existem tours regulares de Chachapoyas para Yumbilla, seu acesso é mais difícil, porém no Perú tudo tem um preço, é provável que alguma agência te leve, vai depender do seu poder de negociação.

Considero a melhor alternativa pegar um taxi coletivo até a cidade de Pedro Ruiz, em Pedro Ruiz ir até o povoado de Cuispes que fica a cerca de 30 minutos de carro, em Cuispes vai encontrar pessoas para te guiarem, mas nada de agências , tudo informal com moradores, a trilha é de 3 horas ida e volta.

 

Iquitos

Até Yurimaguas é táxi coletivo, só depois de encher e que o carro sai, no trecho Tarapoto até Yurimaguas tive que esperar um tempo até aparecer passageiros, como não tinha pressa, pra mim foi tranquilo, aproveitando, o hotel que fiquei em Yuri é o Milagritos, eu gostei.

De barco normal daindo de Yuri até Iquitos é 3 dias,Iquitos até o Brasil (Tabatinga) são 3 dias (de lancha são poucas horas), mas o transporte aéreo partindo de Tabatinga é caro, tem que comprar com bastante antecedência, ou mais alguns dias de barco até Manaus, o que totalizam mais de 1 semana dentro de barco, é uma experiência no mínimo interessante.

Eu preferi voltar do Brasil de avião pela Lan de Iquitos com escala em Lima.

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    • Por Fabricio Souza
      Fala galera..
      Estou aqui para relatar a minha viagem a 4 cidades colombianas (Bogota, Cartagena, San Andres e Providencia).
      Fui somente eu e minha namorada, embarcamos dia 06/05/217 e retornamos dia 21/05/2017.
      Em anexo coloquei uma planilha de custos e planejamento onde temos detalhes de tudo relatado, inclusive com endereços e valores de hospedagens.
      Embarcamos dia 06/05 de Guarulhos com destino a Bogota pela companhia aérea Avianca. Cheguei a pesquisar por outras empresas, mas essa era a que tinha voos mais baratos e aceitava o plano de milhas que tinhamos. O voo teve uma escala em Fortaleza e a duração total foi de aproximadamente 9 horas (incuindo duas horas de escala em Fortaleza. Ótima agencia e os voos ocorreram sem problemas. O valor da passagem foi de 20000 milhas mais R$600,00 de taxas para cada pessoa. 
      VOOS
      [*] O trecho São Paulo – Bogota e Bogota São Paulo realizamos atra´ves da empresa Avianca, onde utilizamos milhas para compra de passagens;
      [*] Para os trechos internos de Bogota – Cartagena, Cartagena – San Andres e San Andres Bogota utilizamos ua empresa de Low Cost chamada Viva Colombia, onde adquiri todas as passagens pela internet com atecedencia e não tive nenhum problema. Detalhe: qualquer bagagem despachada ou escolha de assento é pago. Fique atento;
      [*] Para o trecho San Andres – Providencia e Providencia – San Andres realizamos pela empresa Satena (empresa unica que faz esse trecho). Avião teco-teco para 12 pessoas porem muito tranquilo o voo. Apenas a bagagem que é limitada e foi preciso deixar parte da bagagem no hostel de San Andres.
      OBSERVAÇÕES
      [*] É necessário o comprovante da anvisa de vacina de febre amarela (verificaram isso na entrada da Colombia);
      [*] É necessário um passaporte com no mínimo mais 6 meses de validade na data de embarque (também verificaram isso no embarque);
      [*] Moeda local se chama Pesos Colombianos (COP). A cotação estava em aproximadamente R$1,00 para COP 938,00.
      [*] Todos os dados de hostel estão na planilha em anexo.
      [*] Aeroportos de Bogota e Cartagena possuem guiche de taxi, que definem o valor quando vc pede o taxi. Pegue no guiche;
      [*] Não trocar dinheiro no aeroporto;
      [*] Compre assim que possivel um par de sapatilhas para entrar no mar. São baratas (uns 10 mil pesos) e são indispensaveis para algumas praias e mergulhos (mesmo que snorkelling);
      [*] Nas lanchas, procurar sempre o fundo que é mais calmo; 
      BOGOTA
      Dicas da cidade
      [*] Ponto de informações turisticas: Palacio Liévano (Carrera 8 com a Calle 10) onde diariamente há walking tours gratuitos pelo centro em dois horários 10h e 14h. Muito prestativos e tour imperdivel; 
      [*] Pegar taxis amarelos pois rodam com taximetros. Outros mais caros. Negociar valor antes de embarcar;
      [*] Próximo à estação Museo del Oro do Transmilenio ficam várias casas de câmbio;
      [*] Pegamos dias agradaveis, porém sem calor. Temperatura em volta de 22 graus e com neblina durante parte do tempo. Pouca chuva, apenas esporadicas.
      Hospedagem
      Ficamos hospedados no hostel SC House e fizemos reservas pelo site Booking.com. Tudo com sucesso e sem problemas. Quarto privado para duas pessoas com banheiro compartilhado. Hostel limpo e com atendentes muito prestativos. Sem alimentação. Excelente localização.
      Dia a dia
      Chegamos a Bogota ja a noite (dia 06/05 as 20:00) e fomos direto ao nosso hostel de taxi. Fizemos check in e saimos para jantar nas proximidades (varias opções). Fizemos um passeio a pé e logo voltamos ao hostel para descansar para o dia seguinte.
      Primeiro dia (07/05), acordamos e tomamos café da manhã próximo ao hostel e logo fomos em busca do Walking tour. Ele é gratuito e tem como ponto de partida o Ponto de Informações Turisticas (PIT) que fica na praça principal (basta perguntar que logo se encontra). Endereço na planilha. O tou inicia as 10:00 e termina por volta de 12:00. Muito bom, guia muito atenciosa e com vasto conhecimento. Excelente oportunidade para conhecer toda a região central.
      Após o tour, almoçamos  e partimos para passeios caminhando pelo centro, desta vez entrando nos pontos. Fizemos a visita guiada ao Museo Botero, sendo muito bom com toda historia e obras de Botero. Em seguida fizemos a visita guiada ao Casa de Moneda que fica ao lado e mostra toda a historia e modos de cunhar as moedas colombianas. Visitamos tambem o Museo Del Oro, onde é possivel ver toda historia de mineração de ouro e as peças. Por fim, visitamos o Cerro Monserrate, onde subimos de bondinho (tem a opção de teleferico tambem) de onde é possivel ter uma visão de toda Bogota. Uma pena que neste dia esta nublado e atrapalhou nossa vista. Aproveitamos o fim de tarde para realizar compras na Galeria Artesanal de Colombia, ao lado do museu do Ouro. Muitas opções de lembranças, otimo para compras. A noite fomos jantar no conceitudo restaurante Andres DC, com excelente decoração e muita animação. Apenas o valor que é um pouco elevado.

      Plaza Bolivar

      Andres DC
      Segundo dia (08/05), acordamos e fizemos nosso check out, deixando apenas as malas na recepção. Saimos e tomamos café da manhã na rua e partimos para a catedral de sal de Zipaquira. Passeio imperdivel, onde voce visita uma mina de sal desativada e que se tornou uma catedral. Toda ela é construida de sal e é impressionante. Zipaquira fica cerca de uma hora de Bogota. Utilizamos o transporte publico para ir e voltar e foi muito tranquilo e econimico. Fomos até o ponto do transmilênio (proximo ao museo de Ouro), sendo que basta tomar qualquer um que tenha como ponto final o Portal del Norte. No hotel nos sugeriram que na estação da Calle 26 tomássemos qualquer um com a letra B, com exceção ao B1 e ao B3, pois os mesmos parariam em todos os pontos, ao passo que os demais pulariam algumas paradas (passagem de ida e volta 3.400 COP). Chegando ao Portal del Norte basta entrar em um dos diversos ônibus com destino a Zipaquirá, sendo que assim que chegamos tomamos um que logo saiu (passagem 3.700 COP), o trajeto é de cerca de quarenta minutos até Zipaquirá. Chegando em Zipaquirá caminhamos da parada do ônibus ao centro histórico da cidade e seguimos diretamente para nosso destino, o Parque de la Sal. A caminhada até a entrada do parque é tranqüila. Chegando na parte das atrações, compramos as entradas, sendo que dentro das opções que haviam optamos por fazer o passeio pela catedral e a rota do mineiro, com valor de 26.000 COP (preço básico apenas da catedral 20.000 COP + 6.000 COP da rota do mineiro). Vale a pena!!
      Após a visita fizemos exatamente o caminho inverso e retornamos ao nosso hostel para um banho e retirar nossa bagagem. Partimos ao aeroporto com destino a Cartagena. Nosso voo era as 20:15 com a agencia Viva Colombia.

      Catedral de Sal
      CARTAGENA
      Dicas da cidade
      [*] Vale muito a pena passar todos os fins de tarde no Cafe Del Mar. Por do sol maravilhoso e clima muito agradavel;
      [*] Pegamos dias muito quentes, com muito sol. Temperatura em volta de 30 graus. Necessario protetor para os passeios.
      Hospedagem
      Ficamos hospedados no hostel Casa Alejandria, que mais parece um hotel comum. Excelente, o melhor hostel para quem deseja tranquilidade. Quarto super limpo e organizado, com frigobar. Funcionarios atenciosos. Unico ponto negativo é que não possui cozinha e nem ao menos um microndas para qualquer tipo de refeição. Excelente localização.
      Dia a dia
      Após uma viagem muito tranquila, chegamos em Cartagena e voce logo percebe a diferença de temperatura. Muito quete e abafado. Fomos direto ao nosso hostel utilizando um taxi e fizemos nosso check in. Nesta noite aproveitamos para sair para jantar e tomar umas cervejas. Cidade muito tranquila e nosso hostel tinha uma excelente localização, tendo todas as opções caminhando.
      Primeiro dia (09/05), decidimos realizar o passeio da Isla Del Rosario com Playa Blanca. Tomamos uma barca no pier Muelle de Los Pegasus por volta das 09:00 comprando la mesmo o passeio com direito a almoço. Decidimo não ir ao Oceanario, onde tem uns animais represados. Uma praia linda, otima para snorkeling.
      Retornamos por volta das 16:00 e fomos ao hostel tomar um banho para depois passar o fim de tarde no Cafe Del Mar. Bar otimo a beira mar com um por do sol imperdivel. Passamos varios fins de tarde neste local. Não me recordo onde jantamos, mas em Cartagena temos uma opção a cada esquina.
       
      Isla Del Rosario

      Cafe Del Mar
      Segundo dia (10/05), foi o dia de realizar o Walking Tour. Parte da Plaza Santa Teresa as 10:00 e teve duração de duas horas. Gratuito. Muito interessante e passa pelos principais pontos da cidade muralhada.
      A tarde realizamos a visita aos Museu Naval (não vale a pena, apenas historias de guerra da região e material naval) e o Palacio de La Inquisicion (este vale a pena, com vasto material e historia da inquisição).

      Casa de Francis Drake (para quem conhece de Uncharted, rs)
       

      Palacio de La Inquisicion
      Terceiro dia (11/05), iniciamos com um passeio a Isla Cocoliso, agendado no hostel. Partimos logo cedo, por volta das 09:00. Ilha muito bonita, com muita estrutura inclusiva de piscinas. Porem não tem faixa de areia e o principal atrativo nosso foi um passeio para snokeling muito bom. Almoço incluso.
      Retornamos a cidade por volta das 15:00 e pegamos um Bus Tour que valeu muito a pena. Nele vc roda a cidade em um onibus com ar condicionado e audio guia em portugues explicando cada ponto turistico. Desembarcamos em um ponto e fomos realizar um dos melhores passeios de Cartagena: Castillo de San Filipe. Pagamos por uma guia para nos acompanhar e vale muito a pena (não me recordo do valor, mas não foi nada abusivo). Ela explicou parte a parte do castelo e toda historia dele. Sem ela o passeio não teria o mesmo valor. Recomento demais. O passeio durou cerca de duas horas com muito sol e calor. Vá preparado.
      Ao fim do passeio, pegamos novamente o Bus Tour (o ticket vale por dois dias, basta apresentar ao embarcar) e retornamos ao hostel.
      A noite fomos jantar no restaurante Juan Del Mar. Espetacular! Recomendo.

       Isla Cocoliso

      Castillo de San Filipe

      Castillo de San Filipe
      Quarto dia (12/05), foi um dia livre que utilizamos para ficar na praia do centro no periodo da manhã (utilizamos o Bus Tour novamente) e a tarde realizamos mais um passeio pelas principais praças de Cartagena.
      SAN ANDRES
      Dicas da cidade
      [*] Para entrar na ilha você tem de comprar, antecipadamente, a sua carta de turista. É uma forma de controle de entrada e saída na ilha, já que há um problema migratório interno. A carta custou 45000 COP para cada um. Você precisa providenciar isso antes do check-in no aeroporto, no nosso caso havia um policial antes da fila que era o responsável pela emissão da carta. 
      [*] Sente na frente do avião e saia logo para a fila da imigração pois, o processo é meio lento e depois as malas ainda passam por raio – x e revista
      [*] É zona franca, livre de impostos. Vale a pena perfumes, cosmeticos, etc;
      [*] Quando fomos o passeio a Cayo Bolivar estava proibido, porem dize que é imperdivel. Se estiver disponivel, faça.
      Hospedagem
      Ficamos hospedados na Posada Nativa Lizard House. De todas, a pior que ficamos. Quarto individual com banheiro. Porém com infraestrutura ruim e o pior atendimento que tivemos (muitas vezes não tinhamos ninguem para nos auxiliar). Localizaçao razoavel. Possui cozinha aberta, porém sem alimentação inclusa.
      Dia a dia
      Partimos de Cartagena logo cedo, com voo agendado para 07:45 e chegada a San Andres as 09:15. Chegamos e fomos direto ao hostel de taxi.
      Primeiro dia (13/05), alugamos uma moto para dar a volta na cidade e contamos com auxilio da pousada (custo de 70000 COP). Foi a melhor coisa que fizemos e aproveitamos muito. Passamos por toda a extensão da ilha: Plays Rock Cay, Playa San Luis, SoundBay, Hoyo Soplador e West View. Paramos para almoçar no resturante Punta Sur e vale muito a pena. Hoyo Soplador nos decepcionou, pois é um simples “buraco” que sopra agua do mar, porém neste dia a maré não colaborou e não estava soprando. West View voce paga 4000 COP para entrar e tem um trampolim e toboagua disponiveis. Se trata de um aquario a ceu aberto, com muitos peixes e agua impecavel (voce ganha pedaços de pães para atrair ainda mais peixes). É lindo demais. E destaque mais que especial para Rock Cay (praia coma cesso gratuito). Praia sensacional, que tem um navio encalhado a poucos metros da praia perfeito para realizar snorkling. Otimo para passar uma tarde inteira, com estrutura de barraquinhas vendendo aperitivos e bebidas a preço acessivel.
      Para terminar o dia, fomos jantar na cervejaria Beer Station. Muito bom.

      West View

      Rock Cay
       
      Rock Cay
      Segundo dia (14/05), dia de passeio a um lugar chamado  de Aquario/Mantarraya. Na verdade, enquanto estavamos em Rock Cay no dia anterior conhecemos um rapaz smpatico que nos ofereceu um passeio de barco a pontos de snorkeling  e topamos fazer. Ele nos levou a diversos pontos, entre eles conhecemos pontos de agua vivas, estrelas do mar e snorkeling com muitas arraias. Após isso fomos a um ponto conhecido por Aquario que se trata de uma pequena ilha com muitos peixes e muito bom para mergulho, onde podemos ver até mesmo um pequeno tubarão. Após o passeio passamos o resto do dia em Rock Cay apreciando a paisagem e seu mar.
      A noite fomos jantar no restaurante La Regata. Sensacional apesar de um valor mais salgado. Vale a pena. Detalhe, não pode entrar de camiseta regata (me cederam uma camisa de manga para poder jantar no local).

      Tubarão em Aquario/Mantarraya

      Aquario/Mantarraya
      Terceiro dia (15/05) foi o dia que reservamos para visitar Johny Cay. Uma ilha perfeita com animais diversos e uma praia deslumbrante.          Passeio inclui almoço. Muito gostoso para relaxar e curtir a praia e sua vista sensacional.
      Retornamos a tarde e aproveitamos para realizar compras no centro uma vez que San Andres é livre de impostos e tem procutos com valores atrativos. A noite jantamos no restaurante Peru Wook com comidas tipicas peruanos e um ceviche delicioso.

      Lagarto em Johny Cay
      Quarto dia (16/05), aproveitamos nosso ultimo dia para conhecer La Piscinita, que nada mais é do que um West View localizado em outra região. Voce paga 4000 COP e tem acesso a praticamente um aquario natural. Vale muito a pena para realizar snorkeling. Muitos peixes e pontos para saltar de uma altura de 3 metros de altura. Uma delicia para relaxar entre peixes. Aproveitamos o resto do dia em Rock Cay e realizando compras no centro.
      A notie fomos mais uma vez jantar no centro, porem não me recordo o restaurante.
       
      La Piscinita
      PROVIDENCIA
      Dicas da cidade
      [*] Sentar do lado esquerdo do avião, onde as cadeiras são individuais e a vista na chegada a Providencia é sensacional;
      [*] Roland´s bar: Bar muito legal com clima de Jamaixa. Cerveja gelada a beira mar com um som de Reggae. Comida razoavel, mas o clima prevalece. A noite rola shows que acabamos por não ir;
      Hospedagem
      Ficamos hospedados na Posada Ocean View. Nada mais é do que uma casa de familia que possui quartos extras para hospedes. Descobrimos ao chegar que o dono da casa é secretario de cultura da cidade. Fomos muito bem recebidos e tratados pela sua esposa, que nos auxiliou da melhor forma com todas as dicas e roteiros na cidade. Café da manhã satisfatório incluso.
      Dia a dia
      A bagagem para o voo a Providencia é limitada e foi preciso deixar parte dela no hostel em San Andres. Embarcamos em um avião teco-teco para doze pessoas as 08:30 e chegamos a Providencia as 09:15. A ilha é pobre e com pouca infraestrutura, porém suas belezas naturais compensam tudo. Ao chegar pegamos um taxi e fomos direto ao hostel.
      Primeiro dia (17/05), alugamos uma moto para dar a volta a ilha e conhcer ela no geral. Fizemos diversas paradas em torno de toda a ilha, entre elas no Roland´s Bar, lugar agradavel com um mar lindo onde conhecemos um casal de brasileiros que nos fez parceria durante os proximos dias. No fim da atarde aproveitamos para curtir o por do sol na nossa pousada que ficava a beira mar (imperdivel).

      Providencia

      Por do Sol na pousada
      Segundo dia (18/05), realizamos um passeio de barco junto a outros brasileiros. O passeio dava a volta na ilha, com diversas paradas para snorkeling, inclusive na conhecida Cabeça de Morgan. Lugares muito lindos, onde pudemos ver todo tipo de peixes, como arraias, lagosta, esterlas do mar e peixes diversos.

      Nossa pousada vista do barco

      Terceiro dia (19/05), decidimos fazer o passeio a Cayo Cangrejo. Uma pequena ilha, que ao subir voce tem uma vista sensacional do mar e todo redor. O mar é cristalino e tivemos a oportunidade indescritivel de fazer um snorkeling cercado de tartarugas em seu habitat natural, claro que tomando todo o cuidado para não afetar elas. Simplesmente sensacional e inesquecivel. No fim da tarde  decidimos através a pontos dos namorados e conhecer a ilha Santa Catalina até sua trilha a caebça de Morgan. A trilha não tem nada demais e nem mesmo a vista da cabeça de Morgan me entusiasmou, acredito por ter visitado Cayo Cangrejo no mesmo dia. Para jantar, fomos com amigos brasileiros no restaurante Divino Nino, muito bom e preço aceitavel alem de um som ao vivo agradavel.

      Cayo Cangrejo

      Cayo Cangrejo 
      RETORNO
      Dia (20/05), nossa saga de retorno iniciou com um voo de Providencia-San Andres as 09:30 e chegada as 10:10. Sai do aeroporto e fui buscar o resto de nossa bagagem deixada no hostel. Voltei ao aeroporto em seguida pois nosso voo San Andres – Bogota partia as 12:10. Chegamos a Bogota as  14:15 e tivemos a maior espera de nossas vidas no aeroporto porem sobrevivemos. Nosso voo Bogota-Guarulhos saiu as 23:10 e finalmente chegamos a São Paulo por volta de 14:30 muito cansados, porém extermamente satisfeitos com noss viagem.
      Recomendamos a todos este roteiro e qualquer duvida podem me procurar por email.
      Grande abraço.
      Colombia.docx
      Colombia.xlsx
    • Por barbara_dbarbosa
      Oii mochileiros de plantão! Vou deixar aqui algumas informações sobre minha viagem aos Lençóis Maranhenses. Meu objetivo principal era realizar a travessia a pé nos lençóis. O que foi realizado com muito sucesso. Encontrei aqui no Mochileiros.com o Francisco, que topou fazer a viagem comigo. O Joel foi o nosso guia na travessia, encontrei ele em algum relato aqui do site. Agendei a data do trekking meses antes (pois seria próximo ao feriado). Pedi todas as informações pra ele, foi ele quem indicou pousada em Santo Amaro, super gente boa!! Indicooo sem medo!!!
      Bom, meu voo saiu de Porto Alegre – Guarulhos – São Luís...
       
      05/09/17 - Chegamos ao aeroporto de São Luís as 01:45. Combinamos o transfer (van) com o pessoal do nosso Hostel. Pegamos a van com o Paraíba, saímos próximo as 4 da manhã e chegamos em Barreirinhas as 8:15. Próximo as 6:30 eles fazem uma parada para café e banheiro. Quando chegamos em Barreirinhas largaram cada pessoa na frente do local (casa ou hostel). Valor: R$ 60,00
      Observação: Procurei na internet pessoas que realizassem transfer de São Luís até Barreirinhas e encontrei o Denilson (contato 0xx98 98488-6346) conversei com ele pelo whats, ele cobra R$60,00 sai as 3h e chega as 7h em Barreirinhas. Mas no fim das contas, não precisei utilizar os serviços dele.
       Chegamos no nosso Hostel Cama, Café e Aventura https://www.booking.com/hotel/br/cama-cafe--e-aventura.pt-br.html ,fica longe do centro, em torno de 15min caminhando. Fizemos a reserva pelo booking em quarto duplo com banheiro compartilhado, no valor de R$ 50,00 cada diária com café da manhã (realizamos o pagamento em dinheiro). Tem wifi disponível 24h. Não tem ar condicionado, e nos fundos do hostel tem uma saída direta para o Rio Preguiças.

      Chegamos cedo e o pessoal que estava no nosso quarto já estava saindo. A Ana e o Alexandre nos deixaram totalmente a vontade para tomar um café, enquanto limpavam o quarto. O café da manhã é completinho : café, leite, pão, presunto, queijo, bolo, pão de queijo, e algumas frutas. Pessoal, tenham um pouco de atenção quando reservarem hostel, não é um hotel ok?? No caso deste hostel, eles abriram a casa deles para que as pessoas se hospedassem, me senti totalmente em casa, ficávamos conversando na sala, vendo tv, como se fizéssemos parte da família mesmo. O local é simples. A noite tem muita muriçoca (pernilongo) por isso leve repelente.
      A tarde realizamos o Circuito Lagoa Bonita:
      O passeio sai as 14h e volta em torno de 19h. Realizamos com a empresa Mar Azul (pagamento pode ser realizado no cartão). A empresa te busca no local combinado, você irá em uma Hilux adaptada. Antes de iniciar o passeio eles param em um mercado para que você compre água e algo para comer de lanche. São 16km em uma 4x4, na areia fofa, em torno de 1:20min balançando no carro. Cuide se você ficar na ponta do banco, pois a vegetação é de muitos galhos e podem te machucar. Na chegada, antes se subir, tem umas barracas com pessoal vendendo água, castanha, tapioca. Para chegar as lagoas, você terá que subir uma duna de 70m bem íngreme, até tem uma corda para ajudar. Leve água, protetor e lanche.  Você verá o pôr do sol.



      Jantamos na Beira Rio (onde se encontram alguns poucos restaurantes). Comemos uma pizza média a moda do pizzaiolo e 4 queijos + suco no Barlavento. Gastamos R$ 26,00 por pessoa.
       
      06/09/17 - Pela manhã ficamos no hostel, e fomos até o centro dar uma volta. 
      Genteeee do céu!!! Que calor hein! Só deu tempo de ir e voltar, não aguentava mais hahahah, sou gaúcha e literalmente estava derretendo lá. Voltamos para o hostel e fomos curtir um pouco do Rio Preguiças.

      A tarde realizamos o Circuito Lagoa Azul: também fizemos este passeio pela parte da tarde. Saímos as 14 e voltamos um pouco antes das 19h. Diferente do circuito anterior, lá nas lagoas não tem estrutura nenhuma, então compre tudo antes de ir. A distância é de 12km. Na volta do passeios, temos que atravessar a balsa, ali tem umas pessoas vendendo tapioca, comi uma de carne seca – valor R$ 5,00. Na volta jantamos em um local chamado Lanchonete Central, que fica bem em frente a ao Pague Menos na av principal. Pagamos R$10,00 em um prato feito com arroz, feijão, massa, salada e carne (a escolher entre frango, carne de boi, peixe).
       
      07/09/17 – Marcamos o passeio pelo Rio Preguiças, que vai a Vassouras (onde tem os pequenos lençois e o macaquinhos), Mandacaru e Caburé. No caso faríamos a travessia de Caburé até Atins em lancha. As 8:00 da manhã deixamos o hostel e pegamos a lancha.


      Em Mandacaru subimos no farol e na volta comprei um picolé de cupuaçu (R$ 2, 00) na lanchonete bem em frente onde as lanchas param.

      Em Caburé tem praia, ficamos um pouco por lá e depois almoçamos no Restaurante Portal do Caburé. Comi peixe frito com arroz verde e camarão, vinagrete e suco de Bacuri (500ml). Gastei 43,00 e o local aceita cartão.

      As 14h realizamos a travessia para Atins. Lembre-se de avisar o local onde você ficará lá em Atins, que você está fazendo a travessia e chegará próximo horário. Porque isso?? Não avisamos, e tivemos que ir caminhando da praia até o nosso hostel. Pensa: 14:20 , sol raiando, você pisando em uma areia fofa quente (pegando fogo) , de havaiana com mochila pesada nas costas. Impossível né? Kkkkk aquilo foi momento crueldade do dia!
      Ficamos no hostel O Peixe de Boa Hostel https://www.booking.com/hotel/br/o-peixe-de-boa-hostel.pt-br.html#tab-main , reservado pelo booking em cama beliche, quarto misto, com banheiro compartilhado, no valor de R$35,00 a diária sem café da manhã. Não tem ar condicionado e o wifi informado no site só existe em horários determinados, é oculto e somente o dono do local coloca a senha! O bar não abriu no dia em que estávamos lá. Primeiramente, não tem recepção no hostel, chegamos lá e ficamos procurando alguém para nos atender. O local é meio escuro, chegamos a tarde e estava insuportável ficar lá dentro. No hostel eles só fazem cavalgadas , no caso me orientaram a procurar outros passeios na pousada ao lado, que foi onde fechei o Passeio da Revoada dos Pássaros.
      Voltando a falar sobre o hostel: hoje em dia as pessoas estão conectadas 24h, seja no celular, no computador, enfim... muitos dependem da internet por algum motivo. Quando você olha no site e lá diz que tem wifi, você já sabe que por pior que seja o sinal, em algum momento você terá o wifi disponível ok? O que aconteceu foi que chegamos e pegamos a senha somente as 19h. Mandei algumas mensagem para o meu Guia do Trekking pois queria combinar de despachar um pouca das minhas coisas e aliviar o peso da mochila. Um outro hóspede estava vendo sobre sua volta para Barreirinhas no outro dia. Bom, como não sabíamos do fato de que a internet era desligada as 21h, saímos, fomos jantar e na volta....não existia mais internet! Paciência...no dia seguinte 7h da manhã quando o dono chegou fomos pedir a senha novamente. Ele ficou super indignado, como que nós precisávamos de internet as7h da manhã?? Estávamos ali, e o objetivo não era ficar “conectado” e sim sair, conversar ir a praia blá blá blá....ok, cada um com seus problemas. Mas mesmo liberando a internet por 30min, não resolveu os problemas de ninguém! Lembre-se lá o sinal de telefone é péssimo, só pega OI e olha lá....
      Enfim, só para lembrar que jantamos em uma pizzaria italiana que tem bem no final da cidade. Estávamos em 3 e pedimos 2 pizzas (gigantes) + 2 sucos  e 1 capirinha, R$ 60,00 por pessoa. Após fomos tomar uma cerveja no bar em frente ao nosso hostel.
       
      08/09/17 – Na noite anterior fechamos uma passeio para a Lagoa da Capivara e já nos deixariam em Canto de Atins (de onde sairíamos para o trekking). Durante este passeio você passa primeiro no Restaurante do Sr Antônio para pedir o almoço, depois passa um tempo na lagoa da Capivara, vai um pouco na praia e volta para uma lagoa para tirar o sal do corpo e segue para o Almoço, em torno de 12:30. No início do passeio já deixamos nossas mochilas no restaurante do Sr Antônio, pois dormiríamos lá. A diária em rede é R$35,00.  Para o almoço pedimos Camarão Grelhado, arroz, feijão, farofa e salada de tomate R$90,00 + suco de caju 1litro R$ 15,00. Comi bombom de cupuaçu e bacuri (R$ 2,50 cada). As 14h nosso guia chegou e as 17:30 nosso fomos ver o pôr do sol e comer uns cajus. Aqui não tem wifi, não tem sinal de telefone, energia elétrica somente das 18:30 às 22h. Jantamos algumas coisas que tínhamos levado na mochila. Durma nas redes que estão longe do restaurante (próximas ao banheiro) é melhor pois eles atendem até umas 21:30, então terá barulho, luz etc....
       
      09/09/17 Levantamos as 04:30 para tomar café (pão, margarina, bolacha salgada, leite e café). Combinamos com nosso guia Joel (quem quiser contato só pedir) que devido ao peso das nossas mochilas (em torno de 8kg) faríamos os 10km inicias do trekking (a parte que é na praia) de quadriciclo, pois a areia é dura, assim pouparíamos nossos pés. Pagamos R$100,00 por pessoa para realizar este trajeto.
      Nós tomando uma tiquira com Caju com nosso Guia Joel!

      Vimos o nascer do sol (fantástico).

      Começamos a caminhar as 6h. Paramos em uma lagoa. Chegamos em Baixa Grande as 9:30. Distância de 13km. Ficamos na casa do seu Moacir e da Bete. Tem banheiro feminino e masculino, tem uns 4 chuveiros com água temperatura ambiente. Dormitório com rede. Energia elétrica somente das 18:30 as 21h. Almoço e janta: arroz, feijão, massa, farofa e frango (a carne você pode escolher entre frango, peixe e cabrito).  Jogamos sinuca com os guias e as duas francesas que estavam lá. Tomamos tiquira com caju. Subimos até as dunas para ver o nascer da lua. Fizemos uma fogueira e assamos umas castanhas de caju. Fomos dormir era umas 22:30.

      Neste dia gastamos R$ 107,00 : R$35,00 cada refeição – almoço e janta + R$35,00 da diária com café + R$ 2,00 refri o qual dividimos.
       
      10/09/17 - Acordamos as 5h, tomamos café (pão, ovo, manteiga, bolacha salgada, café e leite). Saímos as 6h em direção a Queimada dos Britos. Distância: 12km. Atravessamos o Rio Negro que divide a região de Barreirinhas e Santo Amaro.

      Fomos na lagoa das queimadas. Chegamos na casa do Sr Raimundo (pai do Carlos Queimada, um guia conhecido pelo pessoal do mochileiros) e da Dona Joana as 09:45. Na entrada do povoado tem muito caju, mirim(uma frutinha pequena, de cor preta bem docinha). Aqui neste apoio os banheiros eram separados dos chuveiros. Tomamos uma tiquira com caju, conversamos com o Sr Raimundo e mais um primo dele que chegou ali também. Almoçamos peixe frito, arroz, feijão, massa, salada de tomate e de sobremesa uma fatia de goiabada. Após fomos descansar na rede embaixo do cajueiro (ô coisa boa). Lá pelas 16h quando o sol já estava menos quente, fomos na lagoa que tem atrás do apoio, uma lagoa cor de coca cola. No final do dia fomos até as dunas ver o pôr do sol. A janta foi praticamente a mesma coisa do almoço. Nesta noite comecei a sentir minha panturrilha. Tomei um relaxante muscular e fui dormir as 20:45. Neste dia gastamos: R$ 118,00: R$35,00 cada refeição – almoço e janta + R$35,00 da diária com café + 1 água de litrão e 1 tiquira.
       
      11/09/17 – Acordamos as 4h. Tomamos café (bem reforçado) café, leite, tapioca, ovo, banana, laranja. Saímos 5h em direção a Betânia. Distância 18km. Paramos três vezes neste dia, quando chegamos na subida da última duna, eu estava acabada, o sol estava forte, a areia começando a esquentar e eu morrendo de calor. Chegamos no apoio, Restaurante Cantinho da felicidade as 10:45. Tomamos 4 cervejas de litrão rapidinho hahaha. Neste apoio tem energia elétrica, mas não tem sinal de telefone. Pedimos cabrito para o almoço: arroz, feijão, massa e carne de cabrito. Após o almoço descansamos na rede. Após fomos caminhar pelo povoado. Assamos umas castanhas de caju, tomamos água de coco.


      O restaurante fica bem em frente ao Rio, consequentemente tem uns mosquitos, leve repelente. A janta foi a mesma coisa do almoço+ salada. Neste dia gastamos R$ 126,00 : R$35,00 cada refeição – almoço e janta + R$35,00 da diária com café + 1 água de litrão e 2 cervejas. Fui dormir próximo das 21h.

       
      12/09/17 - Acordamos as 4h. Tomamos café (tapioca, bolo, ovo, café, leite, frutas). Saímos 5h em direção a Santo Amaro. Distância 12km. Chegamos em Santo Amaro as 08:30. Ficamos na Pousada Lagoa Azul https://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g1397862-d4945559-Reviews-Pousada_Lagoa_Azul-Santo_Amaro_do_Maranhao_State_of_Maranhao.html pagamos R$ 70,00 na diária em quarto duplo, com banheiro, wifi, ar condicionado(ufa) e café da manhã.  Chegamos e já nos ofereceram café (pão, presunto, queijo, tapioca, ovo frito, café, leite, frutas) . Almoçamos no Restaurante do Gordo, fica umas 4 quadras da Pousada. O restaurante é simples, a comida e boa e o valor é maravilhoso. Um prato feito de carne de sol, arroz, feijão, farofa e salada R$15,00, a coca litro R$6,00. A tarde fomos dar uma volta para conhecer a cidade. Encontramos a Casa do Picolé, que fica atrás da igreja. Peguei sorvete de tapioca e de coco verde. R$ 10,00. A cidade é pequena e não tem muita coisa para fazer. Não marcamos passeio para as lagoas.
       
      13/09/17 – Tomamos café, organizamos nossas coisas e fomos almoçar no restaurante Caminho das Dunas, o local é simples, a comida é boa e um pouco mais cara que o outro restaurante. Gastamos R$ 28,00 por pessoa na refeição que foi: carne assada, arroz, feijão, massa, farofa + suco de maracujá. Não conseguimos comer toda a comida então, a dona do restaurante fez uma marmitinha para nós  .
      Tinhamos agendado a o transfer para São Luís para as 14h. Fomos de hilux adaptada até um certo ponto, descemos e seguimos com o carro de um nativo até São Luís. Chegamos no aeroporto de São Luís as 18h. Pagamos R$ 70,00.
       
       Gastos:
      Guia Joel: R$ 400,00 (pois foi divido em duas pessoas)
      Hostel Cama, Café e Aventura (Barreirinhas): R$50,00 a diária x2 = R$ 100,00
      Hostel O Peixe de Boa (Atins): R$ 35,00
      Passeio Circuito Lagoa Bonita: R$ 70,00
      Passeio Circuito Lagoa Azul: R$ 60,00 + 5,00
      Passeio Rio Preguiças + Travessia de lancha Atins: R$ 80,00 (50,00 + 30,00)
      Passeio Lagoa da Capivara: R$ 70,00
      Alimentação em Barreirinhas : R$ 26,00 + 10,00
      Alimentação em Atins : R$ 60,00        
      Alimentação em Caburé: R$43,00
      Alimentação em Santo Amaro: R$ 17,00 + 10,00 + 28,00
      Restaurante Sr Antônio: R$90,00 + 15,00 + 35,00 + 5,00
      Água , Cerveja, Picolé : 28,00
      Quadriciclo: R$ 100,00
      Baixa Grande: R$ 107,00
      Queimada dos Britos: 118,00
      Betânia: 146,00
      Pousada Lagoa Azul (Santo Amaro): 70,00
      Transfer São Luís a Barreirinhas: R$ 60,00
      Transfer Santo Amaro – São Luís: R$ 70,00
      Gastos sem passagens aéreas: R$ 1858,00
       
      O que achei? O lugar é lindo, as pessoas são super receptivas, um ponto complicado é que as duas cidades de entrada para os Lençóis, Barreirinhas e Santo Amaro não tem estrutura suficiente para receber os turistas, mas talvez seja isso que faça com que o local esteja cuidado ainda. Barreirinhas tem alguns locais para comer na Beira Rio, já Santo Amaro é praticamente os restaurantes simples. Eu não ligo para isso, mas tem pessoas que já foram e ficaram apavoradas com isso.
       
      O que levar para o trekking? Blusa de manga longa, shorts, protetor, boné, havaiana ou uma papete...você caminhará em vários tipos de solo como areia dura, areia fofa, areia úmida, passará por lagoas. Leve uma mochila pequena somente com o básico: os guias indicam no máximo até 5kg, assim não cansará tanto. Leve lanches como barrinhas de cereal, bolachas, amendoim, chocolate (que vai derreter), e em torno de 1l de água, ou mais se achar necessário. Leve dinheiro pois em nenhum apoio passa cartão hein!
      Sobre o trekking? Vá de coração aberto! Você estará convivendo com pessoas simples mas que tem um coração imenso,  que estão ali para te receber, te oferecer o conforto e a alimentação necessária para você continuar a caminhada. Conversar, dar risadas, tudo é experiência! Estar em um lugar onde o homem ainda não tem muito acesso, ou seja que ainda não conseguiu destruir e tirar a beleza daquele lugar é algo maravilhoso. Poder ver o nascer do sol, da lua, ver o pôr do sol, que por mais simples que seja, no nosso dia a dia quem faz isso??? É um momento no qual paramos e valorizamos totalmente a natureza. Ficamos no meio de animais, ali tem porcos, galinhas, patos, cachorro, gato, sapo, cabra, ovelha, enfim....todo mundo junto em total harmonia.

      É nesse momento em que aprendemos a ser mais humildes, em ter certeza que o SER é melhor que o TER. Que naquele momento aquilo é o suficiente, e nada mais é necessário.
      Aprendi muito...e com certeza mudei, e mudei para melhor!
      Ahhh... Dica para tomar tiquira: tome a tiquira e chupe um caju azedo kkkkkkkkkk
       Obrigada Maranhão!

    • Por GUILHERME TOSETTO
      Olá, meus amigos!!!!
      Segue agora mais um relato de viagem, desta vez à cidade de Ubatuba nos últimos dias 27 e 28 de Abril, em companhia dos amigos André Petroni, Eduardo (nickname Umpdy), Francisco Lopes, Débora e Osmar Franco.
      Estávamos combinando essa viagem havia algum tempo, mas nunca conseguíamos encaixar as datas convenientes a todos, mas eis que calhou de um fim de semana "vazio" pra galera e marcamos a viagem.
      Eu, Eduardo, Chicão e Débora saímos de São Paulo na sexta-feira à noite, por volta das 19:45 e chegamos em Ubatuba às 23 horas. O André e o Franco tiveram que trabalhar e só foram pra lá no sábado bem cedinho, de ônibus. Seguimos pela Dutra até São José dos Campos e de lá pegamos a rodovia dos Tamoios, que está em obras em diversos trechos. Quem for pegar essa estrada, deverá ficar bastante atento, não paenas às obras, mas principalmente às curvas, muito fechadas e perigosas.
      Lá chegando, fomos para o Tribo Hostel, onde já havíamos feito reservas para o final de semana. Como nesse final de semana estava acontecendo um campeonato mundial de surf em prancha curta (não lembro o nome exatamente), o hostel estava cheio e acabamos ficando num de seus anexos...



       
      Feito o check in, fomos para os quartos, ficando eu e o eduardo em um e o Chicão e a Débora em outro.
      Algumas observações sobre o quarto onde ficamos eu, o Eduardo e o Franco: o teto é baixo e tem ventilador instalado junto à luminária. Como o Du ficou na cama superior, qualquer movimento da perna pra fora da cama já chutaria a porra do ventilador, além de bater a cabela no teto num levantar mais brusco!!!! rsrsrsrs...isso sem falar que o Du trancou a porta do quarto... e ainda havia mais um hóspede no nosso quarto, que chegou de madrugada e ficou esbravejando e xingando do lado de fora, enquanto a atendente do hostel vinha com a outra chave pra abrir...como eu tava morto de cansaço da viagem, não ouvi nada disso!!!!rsrsrsrrs.
      No dia seguinte, sabadão, ficamos esperando o André e o Franco chegarem pra podermos ir à Ilha de Anchieta. Chegaram por volta das 11 horas, também fizeram o check in e fomos arrumar as tralhas pra ir à ilha. Combinamos com o Renato, dono de um barco para nos levar até lá e ir nos buscar no final da tarde. Algumas fotos da ida, da Ilha e do retorno...









       
      Na Ilha de Anchieta há algumas trilhas, como a do Saco Grande e a Praia do Sul. Ambas constam do passaporte Trilhas de SP. Lá também há um antigo presídio, que foi desativado em 1955, três anos após a rebelião de 1952. No local, ainda trabalha um antigo vigia da época em que o presídio ainda era ativo!!! O local lembra um campo de concentração, várias ruínas...
      A ilha em si tem praias muito bonitas e praticamente desertas, talvez pela época do ano não ser a chamada "alta temporada", mas, mesmo assim, são excelentes... água muito limpa, peixes nadando ao nosso redor, quando ficamos numa das piscinas naturais formadas pelas rochas na parte norte da ilha.









       
      Ficamos na ilha até cerca de 16:15, fizemos a trilha da Praia do Sul, que é muito light e voltamos pra Ubatuba.
      À noite, fomos jantar numa pizzaria próxima ao hostel, a Pizza da Nonna...local bem aprazível, simples e comida de bom sabor...voltamos ao hostel, onde fizeram um churrasquinho pra galera...nessa hora, o sr. André cometeu a gafe-mancada da noite: sentou-se em cima de uma caixa de isopor, que servia de "geladeira" pra cerva do povo...o resultado não poderia ser outro, em poucos segundos a caixa estourou completamente de fora a fora... pior foi o que o André falou:
      - "Pô, eu pensei que fosse um puff!!!!"
      O que teve foi um "crash" and "pof" do André caindo!!!!
      Nem os gringos que estavam jogando uma sinuquinha aguentaram e racharam o bico também...
      Mas, gafes e foras à parte, o fim de semana foi excelente!!! No domingo, fomos para a praia da Lagoinha, onde começamos a fazer a trilha das 7 praias, chegando, ao final à praia da Fortaleza. São mais de 10 km de caminhada, passando pelas praias que dão o nome à trilha, com vários níveis de dificuldade, mas com paisagens muito compensadoras em sua beleza...seguem mais algumas fotos...








       
      Levamos cerca de 3 horas e meia pra finalizarmos a trilha, considerando-se que paramos algumas vezes pra descanso, pra um lanche e pra banho numa das praias.
      A fim de ganharmos algum tempo pra voltar onde deixamos o carro, na praia da Lagoinha, resolvemos subir os 7 quilômetros da estrada entre a Fortaleza e a BR101 a pé...chegando lá, pegamos um ônibus de volta à praia da Lagoinha e voltamos ao hostel pra arrumar nossas coisas, tomar um banho e retornar a Sampa...antes disso, ainda deixei o Franco na rodoviária, pois, como estávamos em seis pessoas, não havia espaço suficiente pra todos dentro do carro...saímos de Ubatuba por volta das 18:45 e chegamos à capital às 22:45, um pouco mais demorado do que na ida, mas ainda paramos pra comer um lanche e as curvas em subida requerem menor velocidade e mais atenção.
       
      Realmente foi um fim-de-semana ótimo, em companhia de amigos muito bacanas, sempre dispostos a tudo, sem reclamações, todos de muito bom-humor, enfim ,foi bastante divertido...deixo vocês agora com mais algumas paisagens, agradecendo a atenção de você, que está lendo, e aos amigos que lá estiveram, proporcionando mais uma excelente viagem!!!! Abração, galera!!!!
      Ah, pessoal ,se esqueci de alguma coisa, por favor, complementem o relato...











    • Por Schumacher
      Preparativos
       
      Em julho de 2014 decidi que, apesar de adorar o carnaval de Santa Catarina, faria uma coisa totalmente diferente nessa data no ano seguinte. Consegui 2 amigos para ir junto comigo e emiti as passagens nas Aerolíneas Argentinas (10k milhas Smiles POA-FTE, 270 reais FTE-USH, 10k milhas Smiles USH-POA).
       
      Como a viagem seria de apenas 9 dias, não cheguei a elaborar um roteiro, apenas um esboço do que fazer, além de reservar as hospedagens e o aluguel de carro. Este último saiu caro, mas dividindo em 3 compensou a comodidade e o melhor aproveitamento do tempo.
       
      Às vésperas da viagem consegui uns guias do meu colega de trabalho Fernando, e no 13 de fevereiro de 2015 finalmente peguei meu mochilão (dessa vez não esqueci da câmera) e segui para o aeroporto, com uma carona do meu vizinho Marco e outra carona no vagão refrigerado da Trensurb.
       
      Ao chegar a Buenos Aires tive que trocar de aeroporto, do Ezeiza para o Aeroparque. Quem tem conexão pela Aerolíneas pode usar o translado da empresa Manuel Tienda León de graça, mas tem que pegar um comprovante em uma sala da companhia no próprio aeroporto. Importante salientar que os horários que estão no site não são confiáveis.
       

       
      1° dia
       
      No meio de uma madrugada mal dormida no aeroporto, partiu meu voo para El Calafate. Do alto era possível ver o lindo azul contrastando com as estepes patagônicas. Cheguei no começo da manhã, dividi um táxi com uns brasileiros, já que saiu o mesmo preço do único outro transporte disponível, uma van que custava 100 pesos, e um tempo depois cheguei na locadora da Hertz, para retirar o veículo. Subi o morro para uma panorâmica da cidade.
       

       
      De lá fui para a Reserva Laguna Nimez, paraíso das aves na beira do Lago Argentino, que envolve a pequena cidade. Paguei a razoável taxa de entrada e depois do trajeto inicial meio sem graça e uma chuva fraca que insistiu em incomodar, comecei a ver espécie após espécie em uma diversidade de ambientes.
       

       
      Entre as mais de 20 fotografadas em algumas horas, constavam gaviões bastante dóceis, tanto que cheguei a ficar a menos de 3 metros de um deles.
       

       
      Também tive o primeiro contato com a fruta típica da região, o calafate, embora meio murcha e pouco saborosa por já estar no fim da época de frutificação.
       

       
      Era para eu ter encontrado ali a minha amiga Raquele, que já tinha viajado para lá antes, mas por uma falta de sincronismo nos encontramos apenas no meio da tarde no hostel em que ficaríamos, o I Keu Ken. O único ponto negativo desse lugar é para quem está a pé, pois ele fica no alto de um morro.
       
      Pegamos a estrada sentido norte até chegar ao hotel La Leona mais de uma hora depois. No caminho havia diversos cicloturistas e os primeiros bandos de guanacos e emas.
       

       
      Depois de um lanche e do atendente dizer que não poderíamos ir sozinhos no lugar em que queríamos, fomos para lá do mesmo jeito. Seguindo orientações vagas encontradas pela internet, chegamos ao vale em meio aos morros Los Hornos, onde segundo o site havia uma “depressão profunda”. Literalmente, entramos em depressão.
       

       
      Caminhando, passamos por diversas ossadas e encontramos o que eu queria, fósseis! A floresta petrificada conta com troncos fósseis de 150 milhões de anos. Só vimos poucos troncos e nenhum dinossauro, mas já foi o suficiente para ter valido a excursão.
       

       
      No caminho de volta o sol apenas começava a baixar, apesar de já ser quase 21 h.
       
      À noite, durante toda a semana, estava tendo uma festa com shows e inclusive a presença da presidenta, talvez por isso os preços estivessem tão inflacionados. Tanto que tivemos que jantar sanduíches comprados no supermercado, enquanto ouvíamos o show que nem era tão bom assim.
       
      2° dia
       
      Pela manhã chegou meu outro amigo, o Vinícius. Partimos para o Parque Nacional das Torres del Paine, no Chile. Primeiro, uma pausa para foto da paisagem insólita no mirante.
       

       
      Fizemos uma escala na metade do caminho em Esperanza, ainda na Argentina. Depois de mais uma refeição à base de sanduíche, tentamos abastecer o carro no único posto em um raio de 50 km, ou possivelmente o dobro, como nos informou o frentista que, assim como uma fila de carros, aguardava o combustível chegar sabe-se lá dentro de quantas horas. Como não tínhamos todo esse tempo, arriscamos seguir em direção ao parque.
       
      Os passageiros babavam no carro enquanto eu dirigia pela monótona estrada, quando passamos pelo vilarejo de Tapi Aike. Milagrosamente havia uma bomba de combustível ali, onde já tinha visto num relato que estava desativada. Como a esperança é a última que morre, decidimos bater na casa para ver se alguma alma nos atendia, apesar de todos os outros carros passarem direto. E não é que deu certo? Embora consideravelmente mais cara, foi nossa salvação.
       

       
      No meio da tarde chegamos às aduanas de fronteira. Como havia poucos carros e nenhum ônibus naquela hora, até que foi rápida a travessia. Não levei alimento algum pensando que teria problema, mas a única coisa confiscada foi os sachês de mel do Vini. Outro detalhe importante é que precisa de uma autorização providenciada pela locadora para cruzar a fronteira, a um custo adicional.
       

       
      O primeiro vilarejo no Chile é Cerro Castillo. Possui uns 4 comércios de mantimentos apenas. O primeiro e mais turístico é caríssimo, só o utilize para fazer o câmbio. Indico esse amarelo da foto, ali o preço cai pela metade e aceita cartão de crédito. Não leve água, pois há disponível e puríssima durante todo o circuito, e cada kg a menos é muito precioso.
       

       
      Depois do estoque feito e mais uns quilômetros à frente, entramos na área do parque, cercada por lagoas de diversas cores, como a Laguna Amarga, com alta salinidade e lar dos belos flamingos.
       

       
      Na portaria de mesmo nome, tivemos a péssima notícia de que havíamos chegado tarde demais para escalar as Torres del Paine. Dessa forma tivemos que acampar no camping da hostería Las Torres e replanejar o roteiro para compensar as cerca de 5 h perdidas que faríamos naquele dia. Os campings do parque custam todos em torno de 8000 pesos chilenos, nada se comparado ao preço dos alimentos, então leve o seu junto, nem que seja daquela lojinha na fronteira.
       
      Havia uma quantidade impressionante de gringos espalhados entre o camping, o refúgio e o hotel. Assim como nos demais campings pagos, havia água quente e eletricidade, mas não tive tempo para carregar minha câmera. Inauguramos a barraca de luxo da Raquele, enquanto o Vini ficou com minha toca do Gugu emprestada. E ali começou a aventura de se dormir em um chão pedregoso sem um isolante, ao menos em meu caso.
       
      3° dia
       
      Iniciada a caminhada com a subida dos belos morros. Logo percebi que o vento forte traria algum estrago. Dito e feito, ele arrebentou a solda do painel solar que tinha levado para carregar a câmera e o celular. Ali começou o primeiro racionamento, o de energia elétrica (o de energia humana viria posteriormente).
       

       
      Conheci as duas frutinhas vermelhas que cresciam junto ao solo e que fariam parte da minha alimentação durante essa jornada, a chaura e a murtilla, levemente doces e ácidas.
       

       
      Logo percebi que o ritmo de um dos integrantes não seria o mesmo do meu, ainda mais com o peso extra na respectiva mochila. Começou a preocupação com o tempo, já que percorreríamos uma distância bem maior do que a praticada por outros visitantes em um dia.
       
      Continuamos subindo, passando pelo acampamento Chileno, onde trombamos com um casal carioca e com a placa oficial de entrada.
       

       
      Comi um cogumelo bege que achei no chão e após passar a entrada do acampamento Torres, segui com os cariocas até a parte mais exposta ao vento, onde fiquei descansando por uns minutos até meus amigos chegarem. Ao completar o trecho mais íngreme, avistamos a incrível paisagem do lago glacial e dos pilares graníticos com neve em suas bases. Não há como expressar em fotos a grandiosidade daquela cena.
       

       
      Ainda tivemos sorte de presenciar outro fenômeno, uma tromba d’água, que pegou todos desprevenidos.
       
      Almoçamos por ali enquanto contemplávamos a paisagem e depois descemos pelo mesmo caminho por algumas horas até a bifurcação para ir ao acampamento Los Cuernos. A trilha de todo o circuito é razoavelmente bem sinalizada, embora as placas estejam voltadas para quem faz o trajeto em sentido contrário (a grande maioria). Assim, quando havia uma bifurcação, só sabíamos o caminho certo ao chegar ao seu final. Ainda bem que tínhamos GPS no celular, e que a bateria dele durou todo o tempo necessário.
       

       
      Caminhamos por longas horas durante esse trecho quase plano de 11 km. Quando o dia ameaçava terminar, cruzamos o último morro e vimos o acampamento de um lado e outra tromba d’água no lado oposto. Com o atraso em nosso itinerário, tivemos que acampar novamente em um lugar pago. Assim que terminamos de armar as barracas, a noite chegou. Meus amigos jantaram seus miojos de copo enquanto eu fiquei com as sobras e um sanduíche de queijo e presunto.
       
      Depois de um banho quente e uma contemplada num dos céus mais bonitos que já vi na vida, parti para a cama, ou melhor, saco de dormir. Vini não teve tanta sorte, preocupado acompanhando um rato que apareceu atrás de sua barraca.
       
      Distância percorrida no dia: 26 km.
       
      4° dia
       
      Amanheceu um dia chuvoso e mais frio que o anterior. Nesse momento meus lábios já haviam ressecado o suficiente para rachar, e a situação só foi piorando, já que não tinha nada para botar neles. Em virtude de nosso atraso, decidimos que somente eu percorreria a segunda perna do circuito W, os demais seguiriam ao acampamento Paine Grande a 13 km e nos encontraríamos lá no fim do dia.
       

       
      Com isso, enquanto eles descansavam, tomei um litro de leite e coloquei a roupa impermeável para a caminhada. Pouco depois surgiu o sol, que me obrigou a trocar as vestimentas novamente.
       
      Continuei ao longo do belo Lago Nordenskjöld, já mirando o Cerro Paine Grande.
       

       
      Passei o acampamento Italiano, onde começava a subida do Vale do Francês. A difícil ascensão margeava um rio, geleiras e o cume da montanha, de impressionantes 3050 metros, ligeiramente superior à mais alta montanha brasileira.
       

       
      Nessa hora tive que pôr novamente uma roupa mais propícia ao frio e vento que fazia. Parei para comer uma maçã no mirante intermediário, de onde a maioria dos caminhantes e seus bastões não passam, e continuei subindo. Já estava bastante cansado e até um pouco atrasado no horário, quando fui agraciado por uma precipitação diferente. Pela primeira vez na vida presenciei a neve caindo sobre mim!
       

       
      O êxtase me deu forças para o trecho final mais duro, até o Mirador Británico. Infelizmente o clima frio e nublado não ajudou nas fotos e esgotou a bateria da minha câmera novamente, restando o guerreiro celular. Paciência, mas fiquei bem de boa lá no topo enquanto almoçava e admirava a paisagem sem uma viva alma em volta.
       

       
      A possível continuação da trilha estava fechada, então tive que descer. Atravessei a extensa floresta carbonizada, resultado de um incêndio de grande proporção causado por um israelense em 2012, fato que motivou a proibição de fogueiras no parque.
       

       
      Novamente no final da tarde, cheguei ao acampamento. Depois do jantar provamos o excelente licor de calafate que tínhamos comprado na fronteira, recomendo!
       
      Como não havia árvores no camping, o vento soprava mais forte, tanto que praticamente destruiu nossa outra barraca.
       
      Distância percorrida no dia: 23 km.
       
      5° dia
       
      Esgotado das noites mal dormidas e caminhadas sem fim, partimos para o terceiro e esperado último dia de trilhas.
       
      Um aviso de amigo, não experimentem brincar com a flor da foto abaixo. Isso me custou um bocado de tempo para conseguir remover os espinhos que grudam individualmente na roupa.
       

       
      Continuando, avistamos belos icebergs na borda do Lago Grey, sinal de que a geleira estava se aproximando.
       

       
      E foi bem isso. Um pouco depois chegamos ao mirador do Glaciar Grey, onde a longuíssima geleira avança sobre o lago de mesmo nome e sobre uma ilha que a contém.
       

       
      Naquele momento, decidimos que não iríamos até o refúgio Grey, pois o horário do barco não era compatível com o nosso. Assim, voltamos até o Paine Grande e descemos até o acampamento Las Carretas, um dos trechos menos frequentados do parque e já fora do circuito W.
       

       
      Apesar das belas paisagens iniciais, a maior parte dos 17 km seguintes seria bastante monótona, uma pradaria sem fim, com poucas aves passando. Ao menos o trajeto era plano.
       

       
      Ao chegar ao camping desprovido de qualquer infraestrutura, a decisão mais difícil: ter outra péssima noite ali ou arriscar seguir caminho e conseguir carona para voltar à outra portaria onde estava o carro, há quase 50 km dali? Escolhemos a segunda opção. Chegamos à sede do parque onde passava a estrada, mas os poucos veículos que passavam em sentido norte naquele fim de dia eram transportes dos hotéis. Com isso, tivemos que pedir clemência ao responsável pela sede, um senhor que nos deixou acampar ao lado do prédio que fica na margem do Lago Toro. O senhor foi tão gentil que até me passou a senha do wifi, e eu pude avisar para minha mãe que ainda estava vivo.
       
      Improvisamos um conserto para que a segunda barraca pudesse passar sua última noite conosco antes de ir dessa para melhor. Os únicos ruídos dessa noite foram dos ventos uivantes e dos roncos do Vini.
       
      Distância percorrida: 29 km. Total: Cerca de 78 km, com um baita peso nas costas e elevações constantes de 50 a 850 metros!
       
      6° dia
       
      Começamos bem o dia. O segundo carro que passou, com um simpático casal de italianos, deu carona para nós e para nossas mochilas até a portaria do parque.
       
      Uma hora depois lá estávamos de volta. Juntamos os últimos 8 dólares que tínhamos para pagar o translado até o hotel para eu retirar o carro.
       
      No caminho até a fronteira, flagramos um bando de condores andinos.
       

       
      Depois do almoço e e da aduana, voltamos por um atalho de estrada de chão, frequentado mais por animais do que humanos.
       

       
      De volta à cidade no meio da tarde, fomos direto para o Parque Nacional Los Glaciares. O parque, pago, consiste em uma estrada que costeia um rio até a principal atração de El Calafate, o Glaciar Perito Moreno.
       
      Plataformas te deixam bem próximo da geleira, a ponto de ver e ouvir com clareza os pedaços de gelo se partindo e desabando na água.
       

       
      As colunas de gelo de 60 m de altura que se estendem por até 5 km e que crescem e se despedaçam constantemente, são mais uma paisagem indescritível, especialmente durante o pôr-do-sol.
       

       
      Quando saímos do parque já anoitecia. A quantidade de lebres que passa pela estrada é surpreendente. Especialmente pela rota 60, que é de chão em meio a fazendas. Cruzamos por dezenas delas, felizmente nenhuma atropelada.
       

       
      Eu e Vini dormimos no mesmo hostel de antes, enquanto que Raquele, que ficaria mais um dia na cidade, foi para outro.
       
      7° dia
       
      Cedinho pegamos o voo para Ushuaia, ou “Uçuaia”, como dizem os argentinos. Peguei umas dicas valiosas no centro de informações do aeroporto e, claro, carimbei meu passaporte com o selo do fim do mundo.
       
      Como Ushuaia é uma zona franca, as coisas custam consideravelmente mais barato que em El Calafate. Sendo assim, consegui finalmente almoçar de verdade, no restaurante El Turco, que fica na principal avenida do centro, a San Martín. Ushuaia não tem o mesmo charme de El Calafate, mas ainda assim é agradável. Dentro das construções climatizadas, claro, pois os ventos e baixas temperaturas limitavam as caminhadas, sobretudo em dias nublados e à noite.
       

       
      Reservamos o passeio pelo Canal de Beagle, escolhendo o de 750 pesos, que passava pelas ilhas dos passeios padrão e mais a dos pinguins. Estava um pouco receoso pelo alto custo, mas posso dizer que valeu muito a pena. O passeio de quase 7 h começa passando por ilhotas cobertas de colônias de aves, principalmente o cormorão, que à distância parece um pinguim. Além destes, há gaivotas, trinta-réis, albatrozes, entre outras espécies menos frequentes.
       

       
      Pouco à frente fica a Ilha dos Lobos Marinhos, que abriga algumas dezenas desses animais tranquilos.
       

       
      Continuando, se passa pelo Farol Les Eclaireurs e mais outro bando de aves iguais continuando por um bom trecho sem ilhas, com raros povoados no lado argentino do canal e o vilarejo de Puerto Williams, que disputa com Ushuaia o título de cidade mais austral do mundo, e talvez não o seja pelo fato da população ter menos de 3000 habitantes, sendo a maioria militares e pescadores.
       

       
      Em seguida a embarcação passa por uma estrutura geológica formada na glaciação, e após contorná-la, chega ao destino final, a Ilha Martillo, mais conhecida como Pinguinera.
       

       
      Incontáveis pinguins-de-magalhães se reúnem nesse pedaço de terra como parte do seu ciclo de vida, e nos brindam com essa exibição incrível. Junto a eles aparecem algumas aves oportunistas, como escuas e urubus, além de 2 outras espécies de pinguim: o Papua, que é a ave mais veloz na água, e o Rei, que é mais raro e maior que os outros que passam por lá.
       

       
      Quem tem muita sorte, como a Raquele que foi no dia seguinte, consegue ver alguma baleia pelo meio do canal. Para os demais, resta o longo retorno assistindo documentários sobre a Terra do Fogo e os pinguins na cabine climatizada, ou então babando no sofá como meu amigo.
       
      À noite, eu e Vini jantamos em um lugar animado da Av. San Martín chamado Chester. Comi eu queria muito comer queijo Roquefort, uma iguaria barata na Argentina, pedi uma pizza de 4 queijos só para mim, já que ele não queria. Enquanto comíamos e tomávamos a ótima cerveja vermelha da marca local Beagle, passava um pot-pourri de clipes de rock das décadas passadas. É um bom lugar para um esquenta.
       

       
      Retornamos em seguida ao bom hostel Yakush para dormir em seus colchões moles.
       
      8° dia
       
      Às 10 h pegamos o transporte que sai de hora em hora da estação rodoviária para o Parque Nacional da Terra do Fogo. Duzentos pesos para ida e volta e mais 100 para entrada no parque.
       
      Começamos pela trilha que segue pela costa da Baía Lapataia, em meio às 3 espécies de árvore do gênero Nothofagus, as mesmas que havia em Torres del Paine. Não possuía grandes novidades, além de alguns passarinhos, chumaços de algas-pardas, mexilhões e grãos de areia acinzentados.
       

       
      Em meio à trilha estávamos morrendo de calor pela quase ausência de vento, mas quando fomos para as demais o tempo virou. Veio uma brisa do capeta e uma chuva bem chata.
       
      Uma das trilhas levava até um observatório de aves, embora nenhuma nova naquele dia. A outra até uma turfeira gigante, causada pela matéria orgânica lentamente sendo decomposta no frio e umidade do lugar.
       

       
      A última trilha nos mostrava o estrago causado pelos castores, resultado de mais uma introdução de espécie exótica desastrosa. A castoreira represa a água em um ponto e alaga uma baita área, onde morrem essas árvores de lento crescimento.
       

       
      Retornando, ainda tivemos sorte de observar uma raposa se alimentando.
       

       
      Nosso transporte de volta sairia às 19 h, como ainda tinha um bom tempo fomos até a cafeteria que ficava um pouco distante. Chegamos às 18:05 h, e para nossa surpresa, já estava fechada! Assim, tivemos que aguardar na sarjeta junto com um chinês maluco que ficava fotografando cavalos em atividade de cópula a nossa frente.
       
      No retorno ao hostel conhecemos uma dupla de brasilienses, Edgar e Conceição. Tentamos ir a um pub, mas o lugar não aceitava cartão de crédito, estava cheio e era quente demais. Com isso, eu e Vini jantamos no mesmo lugar da outra noite e depois degustamos um bom vinho que a dupla nos ofereceu no albergue, enquanto o staff reclamava o tempo todo da nossa conversa que beirava uns 50 decibéis. Apesar desse cara chato, a ruiva da manhã é bastante simpática.
       
      9° dia
       
      Vini partiu de manhã cedo de volta ao Rio.
       
      Depois de um café-da-manhã reforçado, lamentavelmente sem frutas como no albergue anterior, saí para uma caminhada. Infelizmente escolhi o dia errado para as compras, pois no domingo a maioria das lojas, inclusive as de equipamentos de aventura, estava fechada. Consegui apenas comprar souvenires e ir ao supermercado pegar um bocado de alfajores de 4 pesos cada.
       
      Na ida para o almoço, encontrei Raquele voltando de um passeio e ela encontrou outra brasileira que tinha conhecido na viagem. Fomos os 3 almoçar no Banana Bar. O lugar também sai bem em conta, mas precisa urgentemente de mais de uma garçonete para atender todo mundo. Provei a outra marca de cerva, a Cape Horn. Boa, mas ainda fico com a Beagle.
       

       
      No retorno, pausa para um chocolate quente. Depois disso fiquei matando o tempo no albergue, pois estava cansado para ainda visitar o Cerro Martial, a outra atração da cidade, e sem dinheiro vivo para os museus. Peguei o táxi e quando fui embarcar descobri que tinha uma maldita taxa de 28 pesos separada da passagem para pagar em dinheiro.
       
      USH-AEP, EZE-POA e finalmente de volta direto ao trabalho!
       

       
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