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  • Colaboradores

Ko Pha Ngan, ilha de vários estereótipos. O maior deles? Anarquia total e não é por menos. É aqui que acontece a famosa Full Moon Party. Resolvemos visitá-la mesmo assim, só que durante o período calmo. Tentar conhecer o outro lado da "lua", ou melhor, o outro lado de uma ilha paradisíaca e com uma vibe super positiva.

Nos hospedamos uns 2 km do pier, mais precisamente na praia de Thong Sala. Do pier, fomos andando rumo ao hotel com as mochilas nas costas, passando por lojas, pequenos restaurantes, agências de viagem e oficinas de aluguel de motos e bicicletas. Resistimos a tentação de usar o táxi. Eram muito superfaturados. O que são 2 quilômetros de caminhada, não é mesmo?

Já no hotel, um senhor inglês de uns 50 anos nos atendeu. Simpático, sem nenhuma formalidade, nos tratou como se fôssemos amigos. Ele nos apresentou o nosso tão esperado bungalow. Era relativamente pequeno, de frente pra praia, com uma varandinha, rede, cadeiras de plástico e uma mesinha de centro com um cinzeiro. Dentro, as paredes eram azuis, de tom bem intenso, e os móveis feitos em bambu.

Ko Pha Ngan, a ilha perfeita

A praia em frente ao bungalow não era muito própria para o banho. Pedras e corais se estendiam por centenas de metros mar a dentro. Em alguns momentos do dia, uma faixa de areia surgia invadindo o mar e criando um lugar ideal para ver o nascer do sol entre as montanhas. 

Todas as manhãs, comprávamos frutas fresquinhas em um supermercado pertinho dali. Levamos as frutas para o bungalow e ali mesmo tomávamos café. O que tem de melhor do que fazer isso de frente para a praia, sozinhos e em total silêncio? Costumávamos acordar tão cedo que tínhamos a praia só pra gente. Na verdade, tínhamos o sol, o mar, a areia, a vista, um ao outro. Era uma experiência privada com a natureza.

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Pra se locomover entre as praias de Ko Pha Ngan (ainda vou escrever um post só sobre elas), resolvemos alugar uma scooter. Focamos nosso roteiro principalmente na parte norte de Ko Pha Ngan, onde ficam as praias mais famosas. Pegamos a estrada que contornava a costa oeste da ilha. Eram subidas e descidas íngremes que exigiam um pouco de potência e bons freios da pequena scooter.

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Na estrada, passávamos por todo o tipo de gente. Dava pra sentir a vibe positiva de cada um, a auto-confiança de cada pessoa que passava por nós. Eram motos e mais motos que iam e viam. Ninguém usava capacete. Alguns fumavam, com seus óculos escuros e cabelos soltos ao vento. Sensação de estar em um daqueles filmes de galãs badass, sabe?

Terminamos o nosso primeiro dia em Ko Pha Ngan em uma barraquinha de frutas na beira da estrada, longe do nosso hotel. Melhor sensação do mundo. Compramos uma manga, cortadadinha na hora. A vendedora era só sorrisos quando arriscamos agradecer em tailandês:

— "Khob khun...". E ela só sorria! Não sei se era pela minha pronúncia desajeitada ou pela tentativa de falar alguma coisa. É... Nunca vou saber...

 

Quer ler mais sobre as nossas viagens? É só acessar o nosso site: www.feriascontadas.com

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    • Por Guilherme Drosdosky Bodenmuller
      Sim, esse é o melhor guia de Bangkok que você irá encontrar.
       
      Viajamos para a Tailândia em 2018, conhecemos diversas cidades, casamos em Phi Phi, e muitas coisas legais.
      E não podia faltar conhecer Bangkok, uma cidade milenar repleta de cultura e aventura!
       
      Inclusive, conhecemos o famoso Sky Bar, palco da gravação do final do filme Se Beber Não Case 2.
      Então, se você está pensando em ir para a Tailândia, não deixe de conferir esse guia super completo que fizemos para ajudar nossos amigos viajantes.
       
      O link é https://alemdafronteira.com.br/guia-bangkok-tailandia/
       
      E mais, se quiser contribuir, sugerir alterações, ou qualquer coisa, pode utilizar os comentários no site ou até mesmo formulário de contato disponível no site que respondo com o maior prazer.
       
      Só pra ter uma idéia, vou colocar uma foto de Bangkok para conferirem.

    • Por Anderson Paz
      Olá, mochileiro/a! O principal objetivo deste pequeno relato é compartilhar como é possível se deslocar entre as praias do norte de Alagoas usando transporte coletivo. Os objetivos secundários são passar dicas de hospedagens, praias, caminhadas e campings.
      Fique a vontade para fazer qualquer comentários, tirar dúvidas ou propor sugestões de alteração de texto. Podem me encontrar também no Instagram @viajadon_ 
       
      DESLOCAMENTOS
      - Quando se pesquisa em fóruns e blogs sobre transporte entre Maceió e Maragogi ou entre Maceió e São Miguel dos Milagres dificilmente se encontra informações sobre como fazer os deslocamentos em transporte público. Eu pelo menos tive bastante dificuldade para encontrar informações e acabei buscando ajuda ligando na Arsal -Agência Reguladora de Serviços Públicos de Alagoas (já fica essa dica de opção de contato para obter informações).
      - Vamos às rotas e horários de transportes:
      ·         Aeroporto - Rodoviária: a parada fica logo na pista externa de embarque e desembarque no aeroporto. Uma pessoa que estava aguardando ônibus me informou que há 3 linhas que fazem o trajeto, mas consegui confirmar apenas duas: a 1002 (Ponta Verde) e a 1003 (Via Expressa). A passagem custa R$4,40, as saídas são frequentes e o tempo de viagem é de 1h15 mais ou menos. De Uber daria quase 50 reais.
      ·       Rodoviária - Maragogi: há uma linha regular com microônibus simples que opera nesta rota. Para pegar esse transporte, primeiro passe no guichê na parte interna da rodoviária e pague a taxa de embarque (R$3,40 se não me engano), em seguida se desloque até a baia de saída. A passagem custa R$23,50 e os horários estavam bem alinhadinhos com os da tabela de horários disponibilizada no site da Arsal (5h30, 8h40, 11h20, 13h25, 16h30 e 18h20).
      p.s.: Neste trajeto também é comum haver Bla Bla Car, mas no período em que estava, eu vi apenas como opção uns Bla Bla Car entre Maceió e Recife, que saiam por volta de R$54. Há também opção de transfers. Até cheguei ligar em um, mas não animei com o valor cobrado, R$100. Se quiser esta opção, o contato que tenho é (82) 3296-2529.
      ·      Rodoviária – São Miguel dos Milagres: não é a rota que eu fiz, mas fica aqui como bônus. O transporte (van) que se deve pegar é o que tem como destino Porto de Pedras. Os horários dos transportes estavam diferentes dos que constavam no site da Arsal. Segue abaixo os horários e os custos das passagens de acordo com o percurso.
       
      - Se você não for ficar na cidade de Maragogi, há diversas vans que saem frequentemente do “terminal rodoviário” (entre aspas porque apesar de aparecer como terminal rodoviário no Maps, é só uma praça de onde saem os transportes) rumo às praias de Barra Grande, Ponta de Mangue e Peroba. De Maragogi até Ponta de Mangue e Peroba sai por R$4. Até Barra Grande sai um pouco mais em conta.
      - O deslocamento entre Maragogi e São Miguel dos Milagres foi um pouco complexo e será explicado no DIA 4.
       
      DIA 1) Maceió a Maragogi e Ponta de Mangue
      Peguei o transporte de 13h25 e depois de 2h45 de viagem, cheguei a Maragogi. Em seguida peguei uma van ali mesmo no local onde desci do micro-ônibus e segui até Ponta de Mangue (20 min de trajeto, R$4), onde ficaria hospedado.
      A minha hospedagem foi em barraca no Camping Maragogi. Que camping maravilhoso! Praticamente na beira da praia, tem uma boa área de convivência, muitas conexões de energia, sombra em diversos pontos e ainda tem wi-fi. A cozinha tem geladeira e fogão e tudo o mais que vc precisa. Super bem cuidado. O banheiro está sempre limpo. E o melhor: o acolhimento e carinho da Josane (em especial!) e do Marcos. Recomendo demais comprar um óleo de coco e sabonetes de coco deles. Telefone de contato por Whatsapp: (81) 9470-6654.


      Depois de armar a barraca e arrumar as minhas coisas, saí para jantar. Na rodovia, próximo ao ponto onde desci da van, há dois restaurantes, um ao lado do outro, com opção de self-service. Um deles é o Ki-Sabor e o outro não tinha indicação de nome, mas no cartão de visita consta como Nossa Senhora das Dores. Acabei jantando neste último.
      Comi um prato com ovo, salada, muitaaa mandioca e feijão por apenas R$10. O preço normal lá é de R$15, mas como não pedi carne e como já era tarde deram um descontinho. Vale dizer que os donos e atendentes de lá foram super simpáticos! Lá também tem uma uma pousada simples nos fundos. Caso queira consultar, o telefone de contato é (81) 98201-8341)
       ⚠️ Antes de ir pro próximo dia, uma chamada de ATENÇÃO: no Google Maps atualmente a localidade de Ponta do Mangue e de Peroba estão invertidas.
       
      DIA 2) Ponta do Mangue e Peroba
      Meu segundo dia foi bem tranquilo no quesito de fazer turismo. Pela manhã, curti a praia de Ponta do Mangue. Próximo do horário do almoço, fui até a Praia de Peroba de carona com um casal que estava no camping.
      A Praia de Ponta do Mangue, a primeira que conheci, acabou sendo a minha favorita entre as praias próximas de Maragogi. É uma praia tranquila, pouco movimentada e sem muitas cadeiras e mesas na areia da praia. Tem bastante coqueiros e, em alguns pontos, tem restaurantes e quiosques de apoio para quem quer se sentar e consumir alguma coisa. Acho que é uma praia para todos os públicos: desde aqueles que gostam de sossego aos que gostam de ter alguma estrutura de apoio.


      Já a Praia de Peroba também é linda e um pouco mais movimentada do que a parte de Ponta do Mangue. Para mim, as duas na verdade formam visualmente uma única praia, sendo que Ponta de Mangue é a parte mais central e Peroba é o cantinho da praia, onde o litoral faz uma curva (na foto de cima é a curva da praia). 
      As duas praias, assim como todas as outras praias do litoral norte de Alagoas (ao menos as diversas que visitei), têm uma coloração de água que varia de azul turquesa a verde e são muito tranquilas para banho, especialmente durante os períodos de maré-baixa, já que a barreira de corais ao longo da costa alagoana quebra as ondas e forma verdadeiras piscinas naturais.
      Depois de curtir a praia de Peroba, fui almoçar com o casal no restaurante Ki-Sabor. A Josane recomendou o restaurante para a gente por lá ter uma boa peixada e por ser barato. Gostamos da recomendação e reservamos por telefone uma peixada. Realmente a comida estava muito saborosa, com um temperinho especial, e o preço saiu bem em conta: R$20 para cada um. Só achamos que poderia ter um pouco a mais de comida. Talvez estávamos famintos mesmo! hahaha
      Depois do almoço, voltei ao camping e fiquei por ali a tarde toda, usufruindo do wi-fi para resolver algumas coisas à distância.
      Á noite, fiquei de bobeira no camping, lendo, conversando com novos amigos e depois fiz uma tapioca para janta. Como em todas as noites seguintes, o meu roteiro basicamente foi ler e jantar tapioca, omitirei informações sobre as minhas noites nos próximos dias.
       
      DIA 3) De Ponta do Mangue até Maragogi
      Primeiro dia de caminhadas mais longas. Saí de Ponta do Mangue e caminhei até Maragogi passando por Praia de Antunes, Barra Grande e o seu Caminho de Moisés e Praia Burgalhau.

      Dessas praias, a Praia de Antunes é a que tem a maior densidade de turistas atualmente (a foto abaixo acaba não mostando isso porque já tinha passado da parte mais lotada). Eu sinceramente não entendi bem o porquê. Primeiro, a praia em si não difere tanto de Peroba ou Ponta do Mangue. Sim, tem uns restaurantes e umas barracas de apoio que devem ser bons, mas sinceramente não sei se têm muita diferença dos demais. Em segundo lugar, quem está de carro tem que parar longe em algum estacionamento pago na rodovia e seguir caminhando por estrada de terra até a praia. Por fim, nessa parte específica da praia há um banco de areia que acaba deixando o local de banho ainda mais raso durante a maré baixa. Mas enfim, talvez eu esteja sendo um pouco ranzinza no meu julgamento! 😂 Vá, compare com as demais praias e tire a sua conclusão.
       
      Em seguida na caminhada, cheguei à Praia de Barra Grande. A praia também é bem frequentada, tem alguns restaurantes e uma boa quantidade de mesas e cadeiras de praia. Não é muito diferente das anteriores.

      Em Barra Grande, fica o Caminho de Moisés, que é um estreito banco de areia que se estende mar adentro e que pode formar um belo cenário dependendo da altura da maré. Para a faixa de areia ficar mais exposta e ficar bonita na foto, é necessário que a maré esteja bastante baixa, abaixo de 0,3, o que não era o caso no período da minha visita. Ainda assim, havia uma multidão no Caminho, em uma aglomeração danada mesmo durante a pandemia. Vai entender...

      Prosseguindo a caminhada, já próximo da cidade de Maragogi, cheguei a um trecho que achei bem agradável: a Praia Burgalhau. A praia é tranquila e tem um encontro do rio com o mar que forma um belo cenário.

      Por fim, cheguei à praia da cidade de Maragogi. Essa praia foi a que menos me agradou. Sendo sincero, não é tão bonita quando comparada a outras do Brasil e se comparada às anteriores, acaba ficando feia.

      Depois dessa caminhada, foi a hora de matar a fome. Fugi dos restaurantes ali da beira da praia e fui almoçar em um restaurante na rua paralela à praia. Aqui vem uma dica de economia: nessa rua há três opções de restaurantes self-service com comida à vontade pelo preço de R$16,90 a R$18,90. Escolha o que mais te agradar. Acabei gostando mais do que já fica mais pro lado do centro da cidade (dei mancada e não anotei o nome).
      Depois da saga, fui ao “terminal de ônibus” e peguei transporte de volta à Ponta do Mangue. Passei o restante de tarde ali na praia de Ponta do Mangue.
       
      DIA 4) De Ponta do Mangue até São Miguel dos Milagres e Praia do Riacho
      Dia de sair do querido Camping Maragogi e ir até o meu próximo destino: São Miguel dos Milagres.
      A logística do deslocamento foi um pouquinho complexa e envolveu vários meios de transporte:
      Van até Maragogi; Van até Japaratinga (R$5,50 e cerca de 35 min de deslocamento); Moto-táxi da entrada de Japaratinga, onde desci da van, até a balsa para travessia até Porto de Pedras. Custo de R$10 e cerca de 20 min de deslocamento, mas com um mochila pesado nas costas, pareceu que demorou o dobro de tempo 🤣. A cada quebra-mola ou freiada seguida de nova acelerada, tinha que me esforçar para manter o equilíbrio e não cair para trás hahaha. Apesar do sufoco, procurei apreciar a paisagem ao longo do trajeto. A gente passou por uma praia mais linda do que a outra. Tive vontade de pedir para o motociclista parar em todas. Espero voltar futuramente para conhecer as praias de Japaratinga, Bessas e do Boqueirão; Balsa, que é de graça para pedestre; Carona de Porto de Pedra até São Miguel dos Milagres. Tentei pegar carona com as pessoas que estavam saindo da balsa e não consegui. Depois fui pedir informações sobre transporte até São Miguel para uma moça que estava vendendo camarão em um carro junto com o marido. Acabou que depois, quando já estava em um local esperando o transporte, eles acabaram parando e me dando carona  ❤️; Por fim, a pé de São Miguel dos Milagres até Praia do Riacho.
       
      Com essa logística toda, sai muito mais rápido, bonito e eficiente do que ir de transporte até São Luis do Quitunde e depois pegar outro transporte até São Miguel dos Milagres
      Quando cheguei em São Miguel dos Milagres, sabia que ia ter que tentar a sorte em dois possíveis campings da cidade que apareciam no Google Maps, mas que não tinham praticamente nenhuma informação disponível. Primeiro fui no restaurante/camping Peixe Frito e fui informado que não estavam funcionando como camping porque estavam sem água. Não sei se já funcionaram ou se funcionarão em algum momento, se a resposta for positiva, fujam porque a estrutura para possível camping é bastante precária.
      Depois segui caminhando, por cerca de 700 m, até o Sítio do Seu Coconha e da Dona Iuda, onde o casal de idosos me informou que não havia área de camping e que funcionavam apenas como uma atração para os turistas em passeios de buggy.
      O jeito então era seguir caminhando pela praia até a Praia do Riacho, situada a pouco mais de 2km, onde eu tinha certeza que havia um camping funcionando regularmente: o Camping dos Milagres.
      Apesar da mochila pesada nas costas, essa caminhada foi incrível devido às praias maravilhosas.  😍

      Chegando ao trecho da Praia do Riacho, fiquei deslumbrado com a beleza do local. É uma praia super sossegada com bastantes coqueiros e alguns poucos restaurantes com infraestrutura de apoio. Tem ainda uma linda foz de rio e uma igrejinha charmosa praticamente na beira da praia, que acabou me trazendo lembranças da Praia de Carneiros em Pernambuco. O pôr do sol visto dessa praia é simplesmente maravilhoso! No final das contas, foi a minha praia favorita da viagem! 🥇
       
        

      Depois de chegar ao camping, armar a barraca e organizar as minhas coisas, saí para almoçar em um quiosque que fica colado no camping e serve PFs por 15 reais. Infelizmente já era mais de 15h30 e já tinham encerrado o serviço. Fui então no restaurante ao lado do camping e os pratos para uma pessoa não me agradaram e ainda custavam o olho da cara. O jeito foi ir em um mercadinho e comprar pães, ovos e tomates, juntar com um queijo curado e folhas de moringa desidratada que estava carregando na mochila e fazer um delicioso sanduíche.
      Depois do almoço, fui curtir a praia e ver o pôr do sol na igrejinha, onde estava rolando uma cerimônia de casamento.


      Antes de passar para o próximo tópico, vale comentar sobre o Camping dos Milagres. Fica na beira da praia e relativamente perto de mercadinhos. É um excelente local para quem está de carro e com tudo o que é necessário para cozinhar, já que o lugar é bastante espaçoso e é possível parar o carro do lado de onde se vai montar a barraca. Outros pontos positivos: possui alguns cantinhos com boa sombra, número satisfatório de banheiros, limpos normalmente, e número razoável de pontos de energia. Pontos negativos: a cozinha é horrorosa (foto abaixo)! Uma palhoça suja, muito mal improvisada, onde entram galinhas. A geladeira é pequena e estava abarrotada, mesmo com o camping vazio. Tem só um fogão para cozinhar e uma leiteira à disposição (nada de panelas, pratos ou outros utensílios). O preço de 50 reais, altíssimo para o que o camping oferece. Infelizmente se paga pq não há outra opção de camping na região.
       

       
      DIA 5) Da Praia do Riacho até a Ilha de Croa/Barra de Santo Antônio, passando pela famosa Praia de Carro Quebrado
      Dia de rolezão monstro a pé! A ideia inicial era de ir caminhando até a praia de Barra de Camaragibe, o que daria uma caminhada suave de cerca de 5 km. Chegando em Barra de Camaragibe tentaria atravessar um rio a pé para chegar na Praia dos Morros/Praia Ponta da Gamela (como ainda não entendi onde uma termina e a outra começa ou se ambos os nomes se referem à mesma praia, citarei assim...caso alguém saiba, me fala aí, por favor 😉).

      Para executar esse roteiro, saí de tênis, camiseta regata, castanhas, amendoim e rapadura na mochilinha e uma água de 1,5L na mão. Até cheguei a pegar uma camisa de manga longa com proteção UV, mas logo pensei “hoje vai ser de boa. Não vou caminhar tanto. Uma regatinha tá tranquilo” e acabei deixando de lado.
      Assim saí para andar até Barra do Camaragibe. O caminho até a Barra é bastante bonito e inclui uma passagem pela Praia do Marceneiro, onde mais pessoas se concentram. Esse trecho da praia é bonito, mas não tanto quanto o trecho da Praia do Riacho.
      Já a parte específica da praia de Barra de Camaragibe não considerei bonita. Tem muitos barcos e as casinhas ali são bem simples e avançam muito sobre a areia.

      Seguindo adiante na caminhada, passando a parte urbana da praia, cheguei até o rio Camaragibe. Acabei me deparando com um rio largo, com boa correnteza e um trecho que parecia ser bastante fundo. Tristeza inicial ao perceber que não teria como atravessar o rio caminhando, mesmo na maré baixa, e que poderia ser um pouco arriscado atravessar a nado, ainda mais tendo que segurar uma mochila em uma das mãos. Mas logo, essa tristeza foi revertida para felicidade ao perceber que, à montante no rio, havia travessia de balsas. Pronto! Poderia conhecer a Praia dos Morros/Praia Ponta da Gamela.
      A travessia na balsa custa R$5 cada trecho. Na hora de pagar, o barqueiro informou que poderia pagar na volta e assim acabei deixando para pagar os dois trechos de uma vez só.

      Logo ao desembarcar, segui por uma estradinha de terra até a praia. Chegando na praia, que visão! Que lugar lindo!

      A praia de cerca de 3 km de extensão tem areia branca, mar azul turquesa e uma larga faixa de areia. O seu trecho inicial é deserto e cheio de coqueiros. Percorrendo a sua extensão com o olhar, logo se vê que há algumas construções mais para o lado de sua extremidade oposta onde se avista uma linda falésia. É uma composição bem bonita mesmo!
       

      VID_20210117_122913.mp4 Fui caminhando pela praia com a ideia de ir até a falésia e retornar. No caminho passei apenas por um casal que provavelmente estava hospedado na luxuosa Villa Entre Chaves (entra no site desse lugar para ter uma ideia do quanto é playba), aquelas construções que avistei de longe.
      Já chegando mais próximo da falésia havia mais umas pessoas jogando tênis na areia. Tênis mesmo com rede própria e marcação na areia. Eu, matutão que nunca tinha visto essa versão do tênis, fiquei um tempinho ali assistindo. Depois fui concretizar a minha meta de ir até a extremidade da praia. Aí é aquela coisa, né?! Quando atingimos a meta, o que fazemos?! Siiiim, dobramos a meta! 😂 Vi que estava relativamente perto da Praia de Carro Quebrado e resolvi ir caminhando até lá.
      A partir da extremidade da praia, percorri um trecho de cerca de 1 km, com muitas pedras e ladeado por falésias. Em alguns dos seus pontos, formam-se piscinas boas para banho. Pelo Google Maps, esse trecho é chamado de Praia de Recifes, mas não achei nenhuma informação mais específicas a respeito. Acredito que a maior parte desse trecho, só pode ser percorrido durante a maré baixa. 


      Depois cheguei até a pontinha onde se inicia (ou no caso, termina para os turistas usuais que vão à praia a passeio de buggy) a Praia de Carro Quebrado. Outra visão linda! Que felicidades de estar ali!
      Já tinha ido a essa praia em passeio há 15 anos atrás. Na época eu achei maravilhosa! A praia mais linda que então conheci em Alagoas. Ainda continuo achando uma praia linda, mas depois de conhecer diversas praias lindas com falésias no Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba, e comparando-a com outras praias desta viagem, não a considero mais como uma das mais bonitas da vida (mais à frente você poderá ver uma listinha com as minhas praias favoritas nesta viagem).

      Segui caminhando até a parte onde ficam as barracas de praia. Chegando ali pedi informações para um vendedor sobre opções de transporte até São Miguel dos Milagres. Perguntei se passava transporte na rodovia ali perto da praia. Ele me respondeu que se eu fosse pegar ônibus na rodovia, eu teria que andar cerca de 14 km e que era melhor eu voltar pelo caminho que tinha feito.
      Fiquei meio hesitante com a volta pelo mesmo caminho e perguntei sobre opção de transporte a partir da cidade seguinte no litoral. Ele falou que também era uma opção e que eu teria que andar 7 km até a a Ilha de Croa e atravessar uma ponte para chegar no ponto de ônibus de Barra de Santo Antônio.
      Entre fazer o caminho de volta até a balsa de cerca de 6,5 km e andar 7 km vendo novas paisagens, preferi esta segunda opção. Comprei mais uma água com vendedor e segui caminhando.
      No caminho, já uns bons metros distante das barracas de comida e bebida onde há uma carcaça de um Fusquinha, descobri uma outra carcaça de Fusquinha e fiquei sem entender se o original que teria dado origem ao nome da praia era aquele anterior ou este. A resposta, depois de uma pesquisa aqui na internet, é que não é nenhum dos dois. 😅 Esses Fusquinhas são só firulas decorativas mesmo (se bateu a curiosidade para saber sobre a origem do nome, leia as informações neste site)


      A partir desse ponto, toda a extensão de praia até próximo de Ilha de Croa/Barra de Santo Antônio fica meio monótona, mas ainda assim bonita, com coqueiros margeando a praia. Depois dos quase 7 km de caminhada sugeridos pelo vendedor de praia, cheguei até a Ilha de Croa.
      A praia é bastante frequentada. Na minha opinião, a sua parte mais bonita fica mais para o lado da Praia de Carro Quebrado, onde há menos barracas de praia e mais sossego.

      Já cansado da caminhada, entrei na cidade e fui buscar informações sobre como chegar na parada de ônibus onde passavam os ônibus até Porto de Pedras (essa é a linha que passa pela Praia do Riacho).
      Informaram-me o local certinho, a 2,5 km de distância, e disseram que se eu fosse rápido, eu conseguiria pegar o ônibus de 16h. Ê canseira! Mas vamos lá! Depois de andar mais de 20 km, 2,5 km era só um trechinho curto." O problema é que não era uma caminhada plana, como a caminhada na praia. Tive que atravessar uma ponte longa (muito maior do que tinha projetado na mente), o sol estava torrando os miolos e ainda Barra de Santo Antônio tem um bom declive. Tudo isso juntamente com o cansaço dificultou a caminhada rápida e acabei chegando já umas 16h10 na parada.

      Como ainda estava esperançoso de o ônibus das 16h estar atrasado, fui perguntar para uns motoristas de táxi que ficam no trevo na entrada da cidade, próximo da parada, se o ônibus já tinha passado, e eles me responderam que não. Ufaaa! Que sorte a minha!
      Sentei no banco da parada aliviado e fiquei esperando. Passam-se 10 min...20 min, começo a conversar com um rapaz que chegou de uma festa para esperar uma carona ali...30 min, o rapaz já pegou a carona...40 min, mais conversa com uma moça que chegou e ia para outra cidade...1h, a moça já pegou o ônibus dela, e nada do meu. Putz! Pensei: não é hoje que volto para a Praia do Riacho!
      Depois de mais de 1h esperando, chegou um senhor motorista de táxi e começamos a conversar. Logo ele engata o assunto de que estava havendo operação da polícia ao longo daquela rodovia porque estava tendo muito assalto principalmente de comerciantes e de pessoas em paradas de ônibus. Eu respondo “Rapaz! Vim da cidade grande! Tô prevenido!". E mostro um celular velho que estava no bolso enquanto o meu de uso regular estava guardado em doleira. Alguns anos de experiência em ser furtado e várias viagens nas costas me mostraram que doleira é um dos itens mais essenciais de um viajante que gosta de fazer rolês a pé ou em transporte coletivo.
      Conversa vai, conversa vem, o senhor sugere de a gente ir para o trevo, onde estavam os motoristas de táxi mais cedo, e aguardar o ônibus ali sentados em umas cadeiras. Segundo ele, o local era mais seguro, sombreado e ainda era ponto também de parada do ônibus.
      Fomos para lá e à medida que a gente ia conversando e o tempo ia passando, outras pessoas foram chegando na roda. Algumas que aparentemente estavam de bobeira, sem muito o que fazer, acabavam ficando para conversar e outras apenas passavam, cumprimentavam, falavam rápido e seguiam para pegar o seu transporte. Fiquei pensando o tanto que o que o tempo passa de uma outra diferente nessas cidades pequenas. Nesse contexto, uma conversa com um desconhecido com cara de turistão na parada de ônibus torna-se uma quebra prazerosa no cotidiano.
      Enfim, entre as conversas, a ansiedade da espera acabou se esvaziando e o tempo acabou passando mais rápido. Quando o micro-ônibus chegou, já próximo de 18h, estava tranquilo e feliz com toda a dinâmica de interações sociais durante aquelas quase 2h de espera.
      Depois de mais cerca de 1h30 no transporte, enfim cheguei até Praia do Riacho. Mas claro que depois da minha saga durante o dia, eu não podia chegar certinho, de uma vez no destino. Acabei, distraído com umas leituras, passando uns 300 m do meu ponto e tive que voltar andando em uma rodovia escura. 🤣
       
      DIA 6) Praia do Patacho e Porto de Pedras
      Dia mais tranquilo em relação à caminhada.

      Fui até a rodovia para tentar pegar o micro-ônibus até o ponto de acesso à Praia do Patacho. Como os horários são pouco frequentes, resolvi tentar uma carona. Depois de cerca de 5 min, consegui uma. E não poderia ter sido melhor! Acabei pegando carona com o gerente de um restaurante na beira da Praia do Patacho. Ô sorte! 🥳
      A Praia do Patacho é linda demais! Não sei se foi efeito da luz e do horário, mas a água ali me pareceu ter uma coloração mais azul turquesa do que nas demais. Além disso, não tem quiosques ou mesas e cadeiras em excesso na areia e ainda tem aquela franja de coqueiros ao longo da praia. Acho que já ficou até clichê falar de coqueiros nas praias, né?! Hehehe



      Vale ainda destacar que seguindo na praia no sentido de Porto de Pedras, formam-se umas piscinas naturais com recifes de corais na parte rasa. Enfim, pude usar o óculos e snorkel.
      Depois de um tempo vendo peixinhos, resolvi ir caminhando até Porto de Pedras. Esse caminho todo é bem bonito. Perde só um pouco da beleza quando chega bem próximo à cidade.


      Porto de Pedras é uma cidadezinha tranquila, bem cuidada e charmosa, com algumas casas históricas. Como já era próximo do horário do almoço, resolvi procurar um restaurante. Na cidade não há tantas opções. Acabei almoçando no restaurante do Neto. Comi um super prato feito por um precinho camarada (R$15). Depois de almoçar, fiquei um tempinho morgando, lendo um livro ali na sombra da grande árvore na frente do restaurante.



      Depois segui até o ponto de ônibus em uma pracinha com igreja. Mais uma vez o transporte – van da linha de Portos de Pedras a Maceió - demorou a passar, mas como estava lendo e curtindo uma música, foi tranquila a espera.
       
      DIA 7) De Praia do Riacho à Praia de Sauaçuhy e caminhada até a Praia de Ipioca
      Dia de deixar o camping e partir para o meu novo destino: Praia de Sauaçuhy. Para variar, cheguei atrasado na parada e acabei tendo que esperar um bom tempo pelo transporte.
      Às 10h20, peguei o transporte e cerca de 1h20 depois cheguei em Sauaçuhy. Pedi para descer no Restaurante Sauaçuhy, onde acabei almoçando. No restaurante há opções de self-service, com prato servido à vontade, por um bom preço (a partir de R$17,90).
      Depois do meu almoço segui até o meu hostel Proxima Estación Hostel, que era praticamente de frente para o restaurante, atravessando a rodovia.
      O hostel é bem localizado, a cerca de 1,2 km da praia e próximo de mercado e comércio. Tem uma boa área de convivência, cozinha com todos utensílios, cama confortável e além disso, é super econômico. Como o quarto exclusivo para mim – não quis ficar em quarto compartilhado por conta da pandemia – saiu abaixo do usual, não acho legal divulgar. Recomendo verificar a disponibilidade no Airbnb (se ainda não usou a plataforma, acesse usando este LINK).

      Depois de deixar minhas coisas no hostel, saí para a minha caminhada do dia até a Praia de Ipioca.

      A primeira praia de passagem é a própria Praia de Sahuaçuy. Vale dizer que a praia faz parte do bairro de Ipioca, o qual já é parte do município de Maceió, Porém nem parece que você está no município. Do hostel até o bairro Jatiuca em Maceió são 25 km de distância, sendo a maior parte desse trajeto através de áreas sem grandes adensamentos populacionais. 
      Sobre a praia em si, ela tem uma faixa de areia bastante larga e é praticamente deserta. Acabou não me agradando muito. Na verdade, tanto essa praia quanto as demais que vou citar adiante não se comparam em beleza a maioria das praias do norte que citei anteriormente. 

      Seguindo em direção à Praia de Ipioca, passei pelo Hibiscus Beach Club – lugar topzeira, para quem curte chiqueza - e cheguei até a foz de um rio. Esse trechinho da praia é basante bonito e gostoso. Se fosse ficar em algum lugar na Praia de Sauaçuhy, teria escolhido ficar nesse cantinho.

      Seguindo na caminhada, entre o rio e a pontinha onde se inicia a Praia de Ipioca, passei por um trecho bastante agradável onde há algumas casas e a referência da Barraca da Cantora no Google Maps.

      Continuando, cheguei à Praia de Ipioca, uma praia gostosa com casas, restaurantes e quiosques de apoio à beira mar e ainda bons trechos de praia mais calmos, tendo apenas coqueiros. É uma boa pedida para quem quer fugir das praias mais agitadas de Maceió.



      Curti um pouco a tarde ali e depois fui à rodovia para pegar um ônibus de volta ao meu hostel. Neste trecho, os ônibus são bastante frequentes. A passagem custa R$3,40.
       
      DIA 8 ) De Praia de Sauaçuhy a Praia de Sonho Verde passando pela Praia de Paripueira
      Mais um dia de caminhada suave, dessa em direção a praias ao norte da Praia de Sahuaçuy, no caso as praias de Paripueira e Sonho Verde.

      O primeiro destino, a Praia de Paripueira, acabou me gerando sentimentos ambíguos. Não curti nenhum pouco a sua parte onde a maioria dos banhistas se concentram. Não achei bonita a grande largura de areia ali e a coisa de haver meio que uma lagoa de água empoçada, seguida por uma baixa de areia, e depois o mar. Fica difícil de visualizar pelo texto, mas dá para ter uma ideia pela foto abaixo.

      Já a parte da praia mais ao norte, indo no sentido da Praia de Sonho Verde, eu achei super agradável.

      Passando esse trecho, cheguei à extremidade da praia, um ponto onde há bastante pedras. A partir dessa pontinha da praia, há tantas pedras, que se forma uma “praia” de cerca de 500 m de extensão, conhecida como Praia da Pedra.

      Passado esse trecho nem um pouco bonito e ainda assim abrigando algumas mansões incríveis, chega-se à bela Praia de Sonho Verde. Acho que de todas as praias dessa região dentro do município de Maceió ou em suas proximidades (Paripueira já é ouro município), essa foi a que eu mais curti. Tem barracas de apoio e uma franja de coqueiros linda! Mais um excelente refúgio para quem quer fugir da muvuca de Maceió.

      Tomei banho de mar e curti ali durante um tempinho e depois voltei caminhando até a Praia de Paripueira, onde parei para almoçar na Barraca da tia Maria, uma casinha metade amarela e metade branca, no trecho da praia mais para o lado da Praia de Sonho Verde. Para quem está caminhando pela praia um outra referência é uma placa de Área de Proteção Ambiental do ICMBio e a casinha Acarajé da Maria.
      Comi um excelente prato feito com posta de peixe frito, super barato. Sério! O prato era muitooo bem servido e custou apenas R$12. Depois de me empanturrar fui andando até a rodovia para pegar uma van de volta ao meu hostel (passagem a R$3).

       
      DIA 9) O dia da volta
      Depois de 8 dias incríveis, era a hora de voltar para casa. =(
      Na rodovia passam com frequência vans com destino à rodoviária de Maceió. Acabei pegando um carro particular. Se não me engano paguei 10 reais para o motorista desviar a rota dele e me deixar na rodoviária. Lá peguei o meu último ônibus até o aeroporto.


      RESUMO GERAL DO RELATO COM DICAS
      - Dá para fazer tudo de transporte coletivo. Atente-se apenas aos horários para não ficar esperando muito tempo nos pontos.
      - As praias do norte de Alagoas são incríveis! Particularmente curti mais as próximas de São Miguel dos Milagres do que as próximas de Maragogi.
      - Se tiver tempo, conheça as praias de Japaratinga, Bessas e do Boqueirão. Elas me pareceram muito lindas, observando-as de longe durante o meu trajeto de moto até a balsa para Porto de Pedras.
      - Acompanhe a tábua de marés para saber as melhores horas dos seus passeios. Isso vale especialmente para o passeio pelo Caminho de Moisés possível apenas marés super baixas.
      - É possível fazer uma excelente viagem. Gastando muito pouco, especialmente em comida, que é super barata.
       
      PRAIAS FAVORITAS
      1) Praia do Riacho
      2) Praia dos Morros/Praia Ponta da Gamela
      3) Praia do Patacho
      4) Praia de Carro Quebrado
      5) Praia de Ponta do Mangue
       
    • Por rodrigovix
      Índice do Relato (clique na página para ir direto ao capítulo)
      Capítulo 1: Preparativos [Pag. 1] 
      Capítulo 2: Do sonho até lá. [Pag. 5]
      Capítulo 3: Bangkok, tempestade e a corrida contra o tempo. [Pag. 5]
      Capítulo 4: Roby, o motorista mais gente boa de Bali. [Pag. 7]
      Capítulo 5: Templos e praias de Bali, a ilha mágica. [Pag. 7]
      Capítulo 6: Os templos de Ubud, o coração cultural da ilha. [Pag. 8]
      Capítulo 7: Da Floresta dos Macacos aos belos campos de arroz. [Pag. 9]
      Capítulo 8: Os encantos de Nusa Lembongan. [Pag. 9]
      Capítulo 9: Nusa Penida, o melhor lugar do planeta! [Pag. 9]
      Capítulo 10: Angel Billabong, Broken Beach e Crystal Bay. [Pag. 10]
      Capítulo 11: Goa Giri Putri, Atuh Beach e uma casa na árvore. [Pag. 11]
      Capítulo 12: O espetáculo do sol: adeus Nusa Penida! [Pag. 11]
      Capítulo 13: Olá, Singapura! Um dia no lendário Marina Bay Sands. [Pag. 13]
      Capítulo 14: Chinatown, Gardens by the Bay e Singapore Flyer. [Pag. 13]
      Capítulo 15:
      (continua...)
      Quer conferir algumas fotos da viagem e ainda ser informado quando tiver capítulo novo?
      Então segue lá no instagram @queridopassaporte
      Faaala, meu povo!
      Cá estou eu novamente retribuindo tudo o que esse fórum sempre me proporciona. É com prazer que dou início a mais um relato buscando compartilhar o máximo possível de informações e de experiência de viagem com a comunidade mochileira.
      Há três anos, fiz meu primeiro mochilão, percorrendo o clássico roteiro da América do Sul (Bolívia, Chile e Peru), e postei o relato aqui no fórum. Confesso que não tinha noção da proporção que esse relato viria a tomar, e de como ele me apresentou tanta gente do bem e inspirou tantas outras histórias bonitas por aí.
      Para quem ainda não viu, vou deixar o link aqui, ó: 
       
      Agradecimentos
      Eu não poderia dar sequência sem antes agradecer a todo mundo que me ajudou com as informações que me permitiram fazer o roteiro do jeito que eu sempre quis. São muitos nomes:
      Meu parceiro @Tanaguchi que, com seus dois incríveis relatos pelo Sudeste Asiático (veja aqui e aqui), em muito me ajudou nesse planejamento. Aliás, ele também me ajudou com o relato pela América do Sul. Vai seguindo tuas viagens que eu vou te acompanhando, jovem! Hahaha
      Outro grande agradecimento vai pra minha parceirona @Maryana Teles, dona do Vida Mochileira (clica aqui pra conferir o Blog dela, aproveita pra segui-la no Instagram, no YouTube e participar do grupo no Facebook). A Mary sempre foi uma pessoa alto-astral, generosa, autêntica, e que me ajudou muito com as postagens dela sobre a Tailândia. E também me deu aquela força na divulgação do @queridopassaporte durante minha viagem haha. Valeu, Mary! #tamojunto sempre.
      Foi a Mary que me indicou outro cara que também tenho que agradecer, meu xará Rodrigo Siqueira, do TravelerBR, principalmente por indicar o melhor barqueiro de Koh Phi Phi (mais detalhes nos capítulos finais do relato haha). Rodrigo também é referência em mergulho de cilindro por lá, e o barco da empresa dele tá sempre lotado de brasileiros. Não deixe de conferir o site e o instagram dele. 
      E, por fim, agradecer a dois estrangeiros camaradas: o Jackson Groves, do Journey Era, e a Justine, do Travel Lush. Seja pelas matérias nos blogs ou respondendo os meus directs, me ajudaram muito com informações principalmente a respeito de Nusa Penida, em Bali, pois quase não se achava site brasileiro com informação detalhada sobre esse lugar na época em que eu estava pesquisando.
      Ufa! É isso. Claro que mais pessoas me ajudaram, direta ou indiretamente, mas fica aqui meu agradecimento de forma geral.
       
      A viagem
      Essa viagem seria feita originalmente em novembro de 2016. Mas meu namorado e fiel parceiro de boletos, aventuras e repete-essa-foto-até-ficar-do-jeito-que-eu-quero Antenor recebeu uma proposta de emprego e mudou de empresa e, com isso, lá se foram as férias planejadas. Tivemos que esperar o ano seguinte, mas o sacrifício valeu a pena. Daí vocês já imaginam a expectativa que foi quando finalmente embarcamos nessa viagem no final de 2017, né? Spoiler: foi a viagem dos SONHOS!
       
      O Roteiro
       

      O roteiro mudou muitas vezes desde quando comecei a pesquisar essa viagem, há dois anos. No começo, ficava ali por Tailândia, Myanmar, Laos, Camboja, Vietnã… Mas aí depois veio Bali... Aí depois veio Singapura… Aí depois veio Filipinas... A TENTAÇÃO NÃO TINHA FIM! Era uma descoberta atrás da outra. Não havia tempo pra tudo, infelizmente.
      Fechamos, então, Indonésia (Bali), Singapura e Tailândia. Talvez não fosse o roteiro mais prático, mas também nada difícil de ser feito, principalmente considerando os voos low-cost dessa região e a época propícia em que estávamos viajando (mais detalhes logo abaixo na parte “Quando ir?”).
      O roteiro ficou assim:
      11/10/17: Vitória (VIX) x São Paulo (GRU) 
      12/10/17: São Paulo (GRU) x Addis Ababa (ADD)
      13/10/17: Addis Ababa (ADD) x Bangkok (BKK)
      14/10/17: Bangkok (DMK) x Bali (DPS)
      Indonésia (Bali)
      15/10/17: Uluwatu
      16/10/17: Ubud
      17/10/17: Ubud
      18/10/17: Ubud x Nusa Lembongan
      19/10/17: Nusa Penida
      20/10/17: Nusa Penida
      21/10/17: Nusa Penida
      22/10/17: Nusa Penida x Kuta
      23/10/17: Bali (DPS) x Singapura (SIN)
      Singapura
      24/10/17: Singapura
      25/10/17: Singapura
      26/10/17: Singapura
      27/10/17: Singapura (SIN) x Bangkok (DMK)
      Tailândia
      28/10/17: Bangkok
      29/10/17: Bangkok
      30/10/17: Bangkok
      31/10/17: Bangkok (DMK) x Chiang Mai (CNX)
      01/11/17: Chiang Mai
      02/11/17: Chiang Mai
      03/11/17: Chiang Mai
      04/11/17: Chiang Mai
      05/11/17: Chiang Mai x Bangkok, Bangkok (DMK) x Krabi (KBV)
      06/11/17: Railay Beach
      07/11/17: Railay Beach
      08/11/17: Railay Beach x Koh Phi Phi
      09/11/17: Koh Phi Phi
      10/11/17: Koh Phi Phi
      11/11/17: Koh Phi Phi
      12/11/17: Koh Phi Phi
      13/11/17: Koh Phi Phi x Krabi, Krabi (KBV) x Bangkok (DMK)
      14/11/17: Bangkok
      15/11/17: Bangkok (BKK) x Addis Ababa (ADD) x São Paulo (GRU) x Vitória (VIX)
       
      Quando ir?
      Essa pergunta é muito importante. Planejar uma viagem ao Sudeste Asiático sem levar em consideração a época do ano é bem arriscado. As estações se resumem basicamente em Seca e Molhada. Quando eu digo seca, é quente pra burro. E quando eu digo molhada, é daquelas chuvas torrenciais cinematográficas (as famosas monções).
      Bom, eu poderia gastar alguns parágrafos aqui descrevendo as probabilidades climáticas de cada mês em cada um dos três países que eu visitei, mas, como eu sou um cara muito gente boa, montei uma tabelinha mais lúdica pra facilitar a pesquisa.
      Lembrando que essas informações são PROBABILIDADES. Sabemos bem como o clima pode nos surpreender. Você pode ir num mês cuja probabilidade é de chuva e pegar um belo dia de sol, como pode ir numa época típica de sol e pegar dias de chuva. Não é uma ciência exata.
      Indonésia (Bali)

      De maio a outubro é a “estação seca”, bons meses pra se visitar Bali. Abril e novembro também são boas opções, mas ainda são meses de transição entre as estações. Se puder evitar dezembro, janeiro e fevereiro, evite, pois tende a chover mais. Mas nada que vá atrapalhar sua experiência de viagem caso esses sejam os únicos meses disponíveis.
       
      Singapura

      Singapura já possui um clima mais equilibrado, com chuvas bem distribuídas ao longo do ano. Costuma-se ter mais dias de chuva em novembro, dezembro e janeiro. O mês com menos chuva é fevereiro. Mas não é nada que seja uma diferença absurda. Apenas tenha em mente que qualquer dia pode chover, mas que isso não vai estragar o seu passeio.
       
      Tailândia

      Tailândia é o país que mais respondemos “depende” quando a pergunta é “quando ir?”. Isso porque cada parte do país (região central, como Bangkok; região norte, como Chiang Mai; região da costa oeste, banhada pelo Mar de Andamão, como Phuket, Krabi e Koh Phi Phi; e região da costa leste, banhada pelo Golfo da Tailândia, como Koh Sami e Koh Tao) possuem calendários climáticos específicos. De uma forma geral, costuma-se dizer que os melhores meses são janeiro e fevereiro (dezembro, também, dependendo das praias que você queira ir), e os piores meses são de maio a outubro.
       
      O que levar?
      O Sudeste Asiático é quente, muito quente. Mesmo em época de chuva, são raros os momentos em que você precisará de roupa de frio. Em 99% do tempo você vai desejar ser invisível pra poder andar sem roupa e entrar nos estabelecimentos só pra ficar no ar condicionado. Pra não dizer que não levei roupa de “frio”, eu levei uma camisa segunda pele só porque no meu roteiro estava previsto uma visita a uma região bem alta no norte da Tailândia, e lá costuma fazer um “friozinho”. Morreria se não tivesse levado? Não, daria pra aguentar. Mas vai de cada um.
      Meu vestuário foi, na maior parte da viagem, camiseta, bermuda e chinelo. Levei um tênis pra usar nos locais em que se exige sapatos fechados, e também para andar em Singapura, que é uma cidade mais “arrumadinha” e eu ia bater muita perna. Calça eu levei só para os voos internacionais e para entrar em estabelecimentos que pediam esse tipo de vestuário. Na região das praias, era sunga, bermuda e chinelo o tempo todo. Resumindo: FÉRIAS, em maiúsculo.

       
      Equipamentos
      Eu sou um apaixonado por fotografia. Gosto de estudar, praticar e considero quase uma segunda profissão. Mas uma das perguntas que mais recebo é “adorei suas fotos, qual é sua máquina?” hahaha. Poxa vida. Não vou ser hipócrita em dizer que equipamento não faz diferença, porque ajuda. Mas a maior parte do resultado das fotos vem do olhar, do estudo de luz e sombra, composição, pós-edição, etc. Fora os perrengues que a gente passa pra conseguir uma foto. Mas sempre vale a pena.
      De toda forma, deixo aqui a lista dos equipamentos que levei. Foi uma mochila só com eles. Algumas das fotos foram feitas com o próprio celular (na época da viagem, um Samsung Galaxy S7).
      Câmera Nikon Dx D5300
      Lente Nikkor 18-55mm f/3.5-5.6
      Lente Nikkor 35mm f/1.8
      Lente Sigma 10-20mm f/4-5.6
      Tripé 60-170cm
      GoPro HERO5 Black
      GoPro Dome 6’’
      Spray repelente de água
      Bastão GoPro 3 Way
      Bastão Flutuador GoPro
      Carregador triplo + 2 baterias extras GoPro
      Maleta de acessórios GoPro
      Filtro de linha com 6 tomadas e 2 entradas USB
      Adaptador de tomadas
      Quem sabe na próxima eu já arrumei um drone? haha
       
      Precisa de visto?
      Para todos os casos dos três países visitados (e basicamente para a maioria dos países), é necessário passaporte com pelo menos 6 meses de validade restante e apresentação do Certificado Internacional de Vacina contra a Febre Amarela. 
      Abaixo, alguns dos requisitos que eu obtive dos sites da Embaixada do Brasil em cada país.
      Indonésia
      O visto de turismo não é necessário para visitas de até 30 dias. Já o visto de negócios é exigido, e pode ser obtido na chegada ao país, válido por 30 dias e prorrogado por mais 30 dias.
      Singapura
      Singapura não exige visto para entrada de brasileiros no país, caso permaneçam até 30 dias. Nesse caso, é concedido um “visitor pass”.
      Tailândia
      Não é necessário visto para os brasileiros ingressando na Tailândia para turismo ou negócios, com permanência limitada a 90 dias.
      Atenção! O porte e o tráfico de drogas são severamente punidos pelas legislações desses países, até com pena de morte. Mesmo o porte de quantidades mínimas pode ser punido com muitos anos de prisão.
       
      Documentos
      Sempre levo uma pastinha dessas transparentes e maleáveis com todos os principais papéis que preciso carregar, tais como:
      Cartões de embarque:
      Estão sempre salvos no e-mail e no celular, mas não custa nada ter um back-up impresso guardado com você. Sou do time #menospapel, mas, estando do outro lado do mundo, precaução extra nunca é demais.
      Comprovantes, ingressos, reservas, etc:
      Todas as reservas, compras e ingressos que eu tenha comprado previamente (o que se faço caso não me represente nenhum aumento de custo, ou caso seja necessário, pois prefiro comprar e reservar tudo na hora).
      Certificado do Seguro Viagem:
      Nunca, eu hipótese alguma, viagem sem um Seguro Viagem. É como andar de carro sem seguro. Um risco constante de adoecer ou precisar de assistência médica e ter que gastar centenas ou milhares de dólares do próprio bolso. Acreditem, eu precisei usar nas últimas duas viagens internacionais que fiz. Então, faça sua cotação, sua pesquisa, entre em contato com a operadora do seu cartão de crédito, ou o seu banco, qualquer coisa, mas não viagem sem.
      Cartão Internacional de Vacina (ANVISA):
      É importante ter o seu Cartão Internacional de Vacina para comprovar que foi vacinado contra a Febre Amarela. Se em países como a Bolívia, onde é obrigatório, eles quase nunca te pedem, na Tailândia, por exemplo, é obrigatório apresentar antes mesmo de sair do aeroporto. Não esqueça o seu. Para fazer o seu Cartão Internacional, basta entrar no site da ANVISA, fazer o cadastro prévio, depois ir até uma agência deles, levar seu cartão de vacina em que comprova que foi vacinado contra a febre amarela e pronto, eles emitem o seu Cartão Internacional.
      Nota fiscal dos equipamentos fotográficos:
      Eu sempre procuro levar, ainda que meus equipamentos sejam considerados de “uso turístico” e não precisam ser declarados. Entretanto, nunca se sabe quando você será confrontado por um agente policial questionando a procedência daqueles itens. Então, por precaução, eu levo. Mas nunca me pediram.
      Todo e qualquer papel que você receber durante a viagem:
      Vá guardando tudo o que você receber, principalmente em aeroportos, hotéis, agências, etc. Nunca se sabe quando você irá precisar daquele comprovante. É muito comum ter que apresentá-los nos trâmites de entrada e saída de alguns países.
       
      Como levar o dinheiro?
      Há muitos que optam por levar o cartão para saques nos ATMs, ou então só usar o cartão de crédito, por uma questão de segurança. Eu levo tudo em dinheiro (dólares, geralmente) e deixo as notas num money belt, aquelas doleiras em forma de cinto que a gente usa por dentro da roupa. É ali também que eu guardo o meu passaporte, sempre comigo. Não tiro o money belt para nada. Os únicos momentos que tirava era quando ia entrar no mar, mas ou eu estava num barco privado e minhas coisas ficavam em segurança, ou então eu deixava tudo no cofre do hotel e só saia com o dinheiro necessário para o dia. Nesses países é bem raro ser assaltado, mas o furto é algo comum. Então fique sempre muito atento aos seus pertences para não dar o azar de ser furtado.
      Obviamente, também levo um cartão de crédito para emergências. Mas nunca o deixo junto de onde guardo o dinheiro, justamente para não correr o risco de perder tudo de uma vez só. O mesmo vale para as chaves reservas dos cadeados, se este for o seu caso (eu uso mais o cadeado de código). Sempre guarde a chave reserva num lugar separado.
       
      Finalizando...
      Bom, acho que é isso. No próximo capítulo eu darei início à saga do voo internacional, falo das passagens, de como e por quanto comprei, questões de fuso horário, jet lag, etc.
      Então, até breve!
       
      Próximo capítulo: Do sonho até lá.
    • Por cricascosta
      Fui conhecer a praia de Águas Belas, sobre a qual havia ouvido maravilhas. E não é para menos: o lugar é realmente lindo!
      Fui com duas amigas de carro a partir de Fortaleza. O percurso demorou cerca de 2h e havia estacionamento gratuito pertinho da praia, mas não é coberto (então o carro vira um forno debaixo do sol). Quando chegamos, começou a chover e pensei que o passeio estaria arruinado, mas o sol logo saiu e curtimos cada segundo. Alugamos um guarda-sol com mesa e cadeiras na areia e pedimos um peixe assado com macaxeira e baião para o almoço.
      O mar estava bem calmo, com temperatura agradável e havia piscinas naturais rasinhas para crianças e turistas que não sabem nadar (oi, tutupom?) poderem se divertir hahahah! Andando alguns minutos chegamos ao local onde o rio se encontra com o mar. Coisa mais linda! Aqui a correnteza era forte, mas deu pra curtir muito! Novamente, havia piscinas naturais rasinhas muito gostosas e nesta parte não havia muito movimento. Bom pra quem quer fugir um pouco da parte mais agitada (com barracas).

      Uma pena eu não ter tirado mais fotos para poder mostrar a beleza do local... 
      Infelizmente, os turistas não contribuem com a preservação do local e vimos latinhas de cerveja pela areia. Inclusive, largaram uma garrafa de refrigerante ao lado do nosso carro, assim do nada.
      Essa praia é tão bela quando o nome promete, talvez até mais. Fico com saudade só de lembrar. Vale muito a pena o passeio, especialmente se você puder ir de carro. O mar calmo e as piscinas naturais são perfeitos para pessoas como eu, que amam praia mas morrem de medo de mar brabo hahaha! E o trecho com o rio é um espetáculo à parte. Só tem que ter cuidado para correnteza não te levar embora.
      O que não gostei: o aluguel da mesa com guarda-sol custou a facada de R$ 50 e o almoço foi mais de R$ 120. Para piorar, o atendimento foi péssimo. O ideal é ir para a praia equipada com um guarda-sol e lanches para se ajeitar ali na areia por conta própria mesmo.
    • Por Paulonishi
      Em Florianópolis são muitos os lugares para se visitar, mas um deles é quase obrigatório, a Lagoa da Conceição. Marco da colonização inicial da cidade, tem muitas atrações culturais, históricas e gastronômicas. Deixarei abaixo um panorama do lugar, com dicas e impressões da última visita em dezembro de 2020. 

      A lagoa da conceição é onde a cidade começou.  Está ao leste de Florianópolis e é dividida em duas partes por uma ponte, a lagoa de dentro e a de fora, estando  ligada ao mar pela Barra da Lagoa
      Para se chegar até ela entrando na ilha, pega-se a beira mar Norte até o Itacorubi. Mas calma, não se preocupe porque tem muitas placas indicativas até o acesso à rodovia SC 404, que nos leva até o nosso destino.

      É uma via de pista simples e que fica bem complicada durante a temporada, devido ao movimento intenso e pelo relevo íngreme e bem sinuoso.
      Na parte mais elevada, temos um mirante com um pequeno estacionamento gratuito. Oportunidade para se ter uma visão da bela paisagem da região.
      Depois disso, agora é só descida, mas com curvas ainda mais fechadas, pedindo muita atenção e paciência até o final.
      Chegando no chamado centrinho da Lagoa, o mais difícil e encontrar um lugar para estacionar durante a temporada, porque na principal são poucas vagas e as ruas transversais são bem estreitas.

      Apesar de poucos hotéis, tem muitas opções de hospedagem em hostels e casas de aluguel por temporada, que considero a melhor opção para quem viaja acompanhado.
      Encontrando uma opção próxima ao centrinho e ao terminal urbano, é possível explorar as principais atrações à pé e de ônibus, sem o stress do trânsito e do gasto com estacionamento.

      Da pequena ponte que corta parte da lagoa, se tem uma bela visão da marina e da chamada Lagoa de fora… Boa também para observar o cotidiano do lugar
      A avenida das rendeiras é passagem obrigatória e caminhar pelo calçadão é uma ótima maneira de apreciar a vista com calma e temos acesso às belíssimas dunas de areias branquinhas e bem finas, é uma atração bem característica da região.

      Continuando a caminhada no sentido a Joaquina, essa parte da Lagoa tem uma boa estrutura para passar o dia, com sombras e gramados, além de ser bem em frente aos restaurantes. Bateu fome, é só atravessar a rua para comer. Conta também com quiosques, aluguel de caiaques e aulas de Stand Up e windsurf.

      Suas águas são bem rasas e limpas na maior parte da sua extensão, mas convém sempre dar uma conferida, principalmente nas épocas de maior movimento.
      A lagoa de dentro tem águas mais escuras.. parecendo sujas 😦
      No Centrinho encontramos agências bancárias dos principais bancos, supermercados, vários restaurantes e um comércio bem variado… ah, e muitos brechós!
      Estando por lá, não deixe de visitar a parte histórica, que preserva parte do calçamento original que dá acesso ao Santuário de Nossa Senhora da Imaculada Conceição da Lagoa, que deu o nome a esta região.

      Esta igreja recebeu a visita ilustre de Dom Pedro II por 2 vezes, que doou 2 sinos para ela. Um pouco mais acima, ainda preservando a arquitetura colonial, temos a casa do vigário, datada do século 18, mais uma belo panorama do lugar.
      Em termos de opções gastronômicas, temos uma variedade bem grande, assim como em preços… Uma boa opção para quem gosta de culinária oriental é esse buffet, com ótima variedade em carnes, saladas e até sushis.

      Fica no Shopping Via Lagoa e abre todos os dias para almoço
      Você vai encontrar dois tipos de ônibus. O amarelo é o executivo. É mais caro (o dobro do comum) e confortável. Para em qualquer lugar também, bastando acenar. O outro é comum (azul e branco), que tem interligação entre os terminais.

      A terceira opção são os barcos, que fazem o transporte pela Lagoa nos mesmos valores dos ônibus urbanos.

      O transporte por aplicativo também é uma opção… Não tão barata, mas com uma ótima disponibilidade e comodidade para quem quer conhecer as outras atrações na ilha, principalmente a noite
      As atrações mais próximas são o passeio de barco até a Costa da Lagoa, a Praia da Barra da Lagoa, a Praia Mole, Praia da Joaquina.
      E, para aqueles dias em que está chovendo muito, uma ida até o centro da cidade para visitar o mercado público ou andar pelos museus e igrejas é uma das opções.
      Ah e no final da tarde, o por do sol na Lagoa é imperdível!
      Esse é só um resumo, procurei detalhar e ilustrar no vídeo sobre o lugar. Dá uma conferida e se lhe foram úteis as informações, deixe o seu comentário e o like lá no youtube (@trips.flicks).
      É isso aí, um grande abraço e até breve!
       
       

       
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