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Marcos A

Conquistando o cume do vulcão Illiniza Norte

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Fala galera, estou colocando aqui a nossa experiência fazendo trilhando o vulcão Illiniza Norte, em Quito no Equador. Se quiser dar uma força nosso trabalho, passa lá no nosso site que tem mais posts sobre o Equador e também se cadastrando na nossa newsletter, a gente oferece o livreto "Rumo ao Cume do Illiniza Norte - O Guia Completo", onde a gente responde todas as perguntas sobre como chegar ao cume do vulcão à 5126 metros (custo, como chegar, o que levar, melhor época pra fazer, etc.)

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O dia começou bem cedo para nós. O motorista nos buscou às 8h da manhã e o nosso primeiro destino seria Machachi, uma cidadezinha a alguns quilômetros de Quito. Lá, nos encontraríamos com o nosso guia e acertaríamos os últimos detalhes para o Illiniza Norte. Não esperava nenhum grande esforço no primeiro dia. Seria um hiking de umas 4h até o refúgio Nuevos Horizontes (4700 metros de altura). Seria muito parecido ao do Rucu Pichincha que havíamos feito no dia anterior. De lá, no dia seguinte, faríamos o ataque ao cume do Illiniza Norte, com seus 5126 metros de altitude.

Chegamos na entrada da reserva ecológica por volta das 10h30 e lá pelas 11h, começamos a subida até o refúgio. Estávamos um pouco cansados do dia anterior. Deu pra sentir o desgaste. Pra piorar, tivemos que levar muito mais peso do que o esperado, o que dificultou ainda mais a subida.

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O começo lembrava muito a trilha do Rucu Pichincha. Era praticamente a mesma paisagem. Vegetação rasteira, cor verde musgo e muita poeira. Alguns quilômetros depois, a neblina veio com força e a inclinação da trilha aumentou consideravelmente. Tínhamos que fazer zigue-zagues constantes. Não via a hora de chegar, mas parecia que era interminável.

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A parte final seria uma grande montanha de areia cinza e pedras soltas. 1h de subida desgastante. Após vencer o último obstáculo, vimos uma casinha amarela bem distante. Era o refúgio Nuevos Horizontes, o primeiro refúgio construído no Equador. Estava envolto em neblina. Também deu pra sentir que a temperatura havia caído drasticamente naquele ponto.

O REFÚGIO NUEVOS HORIZONTES

Enfim estávamos no refúgio. Fomos os primeiros a chegar por incrível que pareça. O refúgio era bem pequeno. Tinha uma pequena mesa e dois banquinhos de madeira bem na entrada. Vários beliches encostados uns nos outros, bem apertado e uma pequena cozinha, onde o administrador do lugar, “Gato”, fazia a coisa funcionar. Não deu tempo nem de colocar as mochilas na cama e já tinha uma sopinha e um chá quentinho nos esperando. O guia aproveitou o momento e disse que o refúgio aceitaria mais pessoas do que o normal e teríamos que dormir nós 3 juntos em uma cama para 2. “Sem problemas”, pensei sem refletir muito.

Refúgio Nuevos Horizontes.

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Terminamos a sopa e logo fomos tirar uma soneca. Isso era por volta das 14h da tarde. O silêncio estava maravilhoso. Dava pra ouvir o coração batendo tentando levar oxigênio pra todo o corpo a mais de 4700 metros de altitude. Isso tem seu preço. O corpo usa muito mais rápido o líquido que entra e por conta disso, a vontade de fazer xixi é quase instantânea. E não é qualquer xixi, é muitoooooo xixi.

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Bom, uma hora depois, outros grupos foram chegando. O silêncio deu espaço ao barulho. Conversa pra lá e pra cá, e nós ali deitados, tentando descansar ao máximo para o dia seguinte. Foi então que a vontade de ir ao banheiro veio. O banheiro ficava no lado de fora. Eram duas cabines bem rústicas, sem luz e bem sujas. O que esperar, além disso? Vamo que vamo. A aventura de usar o banheiro nessas condições poderia render um post separado, mas vou deixar a sua imaginação fazer o resto.

Voltando ao refúgio, era hora do jantar. Nos sentamos na mesa com um grupo de mexicanos e começamos a comilança. Uma das meninas virou pra mim e disse “ça va?”. Fiquei meio confuso. Sei falar francês, mas esperava um “¿Como estás?”. Olhei com cara de bunda pra ela e logo veio a pergunta “De onde vocês são?”. Prontamente disse que era brasileiro e todos os mexicanos falaram “HA! Eu disse, ou eram brasileiros, ou franceses!”. Foi a deixa para muita conversa e troca de experiências.

Voltando ao jantar, uma sopa veio como entrada. Era uma sopa de legumes neutra. Tinha pedido um cardápio sem lactose. Gato virou para mim e perguntou, pode ter um pouquinho de leite? Ou aceitava, ou não comeria nada naquela noite, então disse que não tinha problema. O prato principal foi frango cozido, arroz quentinho e abacate maduro. Uma delícia! Pra finalizar, pêssegos em calda. Tudo acompanhado com chazinho quentinho. O jantar elevou a nossa moral em todos os sentidos.

Voltamos para a cama e tentamos descansar até as 4h do dia seguinte. Não deu nem 1h depois do jantar e já estava com vontade de ir ao banheiro de novo. E lá vamos nós novamente. Sair do saco de dormir, calçar e encarar o frio do lado de fora pela vontade de fazer xixi que era interminável. Era quase 1 minuto de xixi, coisa que nunca tinha visto na vida. O corpo parecia está em seu modo de sobrevivência, produzindo xixi em uma taxa acelerada para se manter em funcionamento.

Essa teria sido a última ida ao banheiro antes do ataque ao cume. De volta a cama, coloquei novamente o saco de dormir e dessa vez o guia se juntou a nós. Lembra que dormiríamos 3 em um lugar de 2? Pois, tive que ficar no meio, entre o guia e a Gabriela, por motivos óbvios. Só não contava que seria espremido durante horas, noite adentro. Resolvi dormir do lado contrário e foi assim que consegui recarregar minhas energias até as 4 horas da manhã, quando acordamos para atacar o cume do Illiniza Norte.

ATAQUE AO CUME DO ILLINIZA NORTE

Era hora do ataque ao cume do Illiniza Norte. 4h da manhã e começamos os preparativos. Colocamos as roupas, camada por camada, capacetes, lanternas e tudo que era necessário e nos sentamos na mesa para tomar café da manhã. O café foi básico, mas bem potente. Aveia com iogurte, pão e café bem forte. Saímos bem alimentados e prontos para as próximas 6 horas de subida até o cume, à 5126 metros de altitude!

Início do ataque ao cume do Iliniza Norte.

Saímos e ainda era noite. Fazia menos frio do que o dia anterior, mas ainda sim, incomodava. Ligamos a lanternas pregadas aos capacetes e iniciamos a trilha. Começamos a subida por uma parte arenosa na lateral da montanha, repleta de rochas soltas. Passamos o grupo que saiu minutos antes da gente e continuamos em frente.

Última foto antes de guardar a câmera e se preocupar 100% com a subida...

Em determinado momento, o sol começou a aparecer. Minha expectativa era que pudéssemos ver o nascer do sol lá de cima, com vista privilegiada aos vulcões acima das nuvens, principalmente o Cotopaxi. Tinha visto vários vídeos incríveis e mentalizei aquele momento. Entretanto, a neblina tinha estragado meus planos. Não dava pra ver quase nada, somente um pequeno pedaço do caminho que devíamos percorrer. O vento e o frio foram aumentando e as pedras que antes estavam negras e um pouco úmidas, agora estavam cobertas por gelo e neve.

Isso tornaria a subida mais cuidadosa e consequentemente mais perigosa. Pra completar, ventava forte, muito forte, cada vez mais forte. O nosso guia estava focado e tudo que mandava fazer, executávamos sem hesitar.

Horas de subida e de pequenas escaladas, havíamos chegado ao famoso Paso de la Muerte, o ponto mais perigoso antes do cume do Illiniza Norte. Era um paredão de rochas que para ser transposto, deveríamos descer um pouco e passar por um desfiladeiro e depois subir novamente. O cume ficava algumas centenas de metros dali. Hesitamos um pouco, mas o guia manteve o foco e nos encorajou. Fui o primeiro a descer. O guia se posicionou mais acima, segurando a corda, me ajudando a descer lentamente, pedra por pedra. Em alguns momentos eu não tinha nada além do meu corpo pra usar como apoio. Tinha que usar as mãos, descer o máximo possível e confiar que haveria outra pedra ali embaixo pra me acudir. Funcionou…

Dá pra ver a cruz no cume do Iliniza Norte atrás do guia.

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Passamos a parte mais complicada e depois de alguns minutos, em uma última escalada, chegamos ao cume. Diferente do Rucu Pichincha, a emoção não veio como esperado. Nenhuma lágrima, nenhum grito, nada. Um sorriso foi a única coisa que veio. De alívio acho. Tinha sido uma subida complicada. O vento batia forte e não perdoava. Minhas mãos já estavam quase sem movimento devido ao frio. Dava pra ver a cruz congelada atrás do guia, mas devido às condições climáticas, ele não deixou ir mais adiante para tocá-la. O terreno estava instável e o vento estava forte. Tiramos fotos com o celular, já que a maquina congelou de tanto frio. Essas são as únicas fotos que temos. Depois de alguns rápidos minutos, começamos a descida.

A rota de descida seria outra. Não voltamos pelo refúgio, mas sim por uma rota alternativa, mais rápida pela lateral da montanha. Era um desfiladeiro de rochas e terra. Tínhamos somente que descer, descer e descer. A inclinação era tanta que mal dava pra estabilizar o corpo e a velocidade de descida. Caímos várias vezes pra resumir. Durante uma boa parte decidimos somente descer como um tobogã. Ajudou um pouco, mas não por muito tempo. Tínhamos que sair rápido dali, pois, o grupo que vinha logo atrás poderia jogar pedras sobre nós.

Passado o sufoco, a trilha foi se nivelado novamente e alguns minutos depois já estávamos novamente na trilha principal, indo em direção ao estacionamento. Estava com a garganta bem ruim e ficando cada vez mais resfriado. Não pensava muito sobre isso. A cabeça só pensava em chegar logo pra descansar. Teria que me cuidar e descansar bastante se quisesse ter chance de subir o Cotopaxi. Esse sim seria difícil, exigiria de nós muito mais esforço e preparo. Tiramos os próximos dias para descansar e torcer para que o corpo suportasse o último grande desafio.

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    • Por Gabriel Damasio
      Olá a todos!

      Vim aqui relatar a viagem que fiz sozinho neste incrível país que é o Equador. Ao total foram 11 dias, entre 19 e 30/01/2020. Eu foquei em conhecer a região do país conhecida como Avenida dos Vulcões, indo de Quito até Cuenca. 
      Gostei muito dos lugares que fui, e recomendo para todo mundo!
       
      ROTEIRO
      Dia 0: (19/01/20) – Voo noturno SP – Quito
      Dia 1: (20/01/20) – Quito – Mitad del Mundo e centro histórico
      Dia 2: (21/01/20) – Quito – Centro histórico
      Dia 3: (22/01/20) – Quilotoa (desde Quito)
      Dia 4: (23/01/20) – Cotopaxi – noite em Latacunga
      Dia 5: (24/01/20) – Baños – Casa del Árbol
      Dia 6: (25/01/20) – Baños – Bike pela Ruta de las cascadas até o Pailón del Diablo
      Dia 7: (26/01/20) – Riobamba
      Dia 8: (27/01/20) – Riobamba: Chimborazo
      Dia 9: (28/01/20) – Riobamba – Cuenca
      Dia 10: (29/01/20) – Cuenca – Parque Nacional Cajas
      Dia 11: (30/01/20) – Cuenca de dia, voo a noite
       

       
       
      DICAS GERAIS
      Dinheiro: O Equador usa o dólar como moeda oficial, o que facilita bastante a viagem pois não é necessário realizar mais um câmbio do dólar para a moeda local. Apesar da conversão desfavorável do dólar para o real, o Equador é sim um país muito barato!
      Para estes 11 dias, eu gastei um total de 420 USD lá no Equador.
      Passagens aéreas: Eu peguei o voo direto de São Paulo para Quito, que é operado pela Gol. Para esta passagem, paguei R$ 1800,00. O voo sai de São Paulo às 19h e chega em Quito às 23h. Para a volta, ele partiu de Quito 00h30 e chegou em São Paulo 08h20.
      Para voltar de Cuenca para Quito, optei por voar para não perder um dia de viagem. Este voo foi da Latam, e custou R$ 123,00. Foram incríveis 35 min de voo.
       
      Ônibus: Fiz todas as viagens pelo país de ônibus (com exceção do trecho Cuenca – Quito, para voltar). De maneira geral, os ônibus no Equador são muito bons e baratos. Quase que a totalidade das viagens custaram entre US$ 2 e 2,50. A passagem mais cara foi entre Riobamba e Cuenca, US$ 8,00 para 6h de viagem.
      Não é preciso comprar as passagens de ônibus com antecedência, geralmente ou se compra na rodoviária na hora, ou até se paga dentro do ônibus. Não tive nenhum problema com falta de assentos.
      Nos ônibus sempre há música tocando, ou algum filme de ação passando, e com vários vendedores de comida em cada parada, o que torna as viagens interessantes.
       
      Hospedagens: Em geral, os hostels no Equador custam de 6 a 10 USD, podendo ter ou não café da manhã incluso. Estes foram os lugares que me hospedei:
      Quito: El Patio Hostel
      Latacunga: Hotel Rosita
      Baños: Papachos Hostel
      Riobamba: Hostel Villa Bonita
      Cuenca: Selina Hostel
       
      Comida: Refeições no Equador também são baratas. Pode-se solicitar nos restaurantes o menu “almuerzo”, que contém uma sopa de entrada, um prato principal e um suco por um valor entre US$ 2,5 – 5, que irá satisfazer bastante a fome após as trilhas e caminhadas pelas cidades.
       
      Clima: Na época de janeiro fez frio, calor, tempo seco e chuva, então é preciso estar preparado para tudo hahaha. Mas de maneira geral, com a altitude o clima é mais frio, então um casaco e uma jaqueta corta-vento/chuva são muito bem vindos. Em Baños estava bastante calor, então a bermuda foi bem-vinda por lá. Acredito que as temperaturas tenham variado entre 5 e 26°.
       
       
      RESUMO GERAL DOS ATRATIVOS:
      QUITO: Centro histórico, Mitad del Mundo, Teleférico e vulcão Pichincha (não fui nesses por causa do mal tempo).
      LATACUNGA: Quilotoa, uma lagoa na cratara de um vulcão, e o Cotopaxi, o vulcão mais icônico do Equador.
      BAÑOS: É a cidade dos esportes de aventura do Equador (rafting, bungee jumping, etc). Fui para a Casa del Árbol (balanço do fim do mundo), a Rota das Cascadas até o Pailón del Diablo de bicicleta, e os banhos termais “Termas de la virgen”.
      RIOBAMBA: A cidade fica ao lado do vulcão Chimborazo, o mais alto do Equador. Não fui, mas também me recomendaram muito a trilha de 2 dias para a Laguna Amarilla, no vulcão El Altar.
      CUENCA: A cidade mais linda do Equador, com um centro histórico incrível. Também fica ao lado do Parque Nacional Cajas, que merece a visita.
       
       
      DIA A DIA:
      Dia 0: (19/01/20) – Voo SP – Quito
      O voo da GOL de São Paulo para Quito leva em torno de 6h. Cheguei lá as 23h, e peguei um taxi para o meu hostel. O valor da corrida era tabelado em US$ 25,00, com certeza o preço mais abusivo de toda a viagem. Por causa do horário, acho que compensou, porém acredito que exista também ônibus para o centro.
      Me hospedei no bairro La Mariscal, o bairro bohêmio de Quito. Ele é bom para caminhar, com diversas opções de bares e restaurantes a noite. Porém, acredito que teria sido bem mais prático estar em um hostel já no centro histórico de Quito. Falam que lá, porém, é mais perigoso para se caminhar a noite.
       
      Dia 1: (20/01/20) – Mitad de Mundo e Centro Histórico
      Quito tem algumas linhas de ônibus, no estilo BRT, que funcionam muito bem. Paga-se US$ 0,25 pela passagem na estação, e a linha é quase como um “metrô” de ônibus. Todas elas só têm 2 sentidos: Sul ou Norte (Quito é estreita e comprida).
      Caminhei até a linha que possui como final à norte a estação Ofelia. Chegando lá, é só tomar o ônibus “Mitad del mundo” e descer na frente do museu. Este custou US$ 0,15 (atenção, este não é o ponto final! Peça para o cobrador avisar quando descer).
      O parque do monumento “Mitad del Mundo” é famoso por ser considerado o local em que a Linha do Equador passa. Ele custa entre 5 e 10 dólares, se me lembro bem. Lá estão diversos museus, experimentos de ciências, e o famoso monumento com a linha do Equador. Também existem diversos restaurantes com bons preços por lá. É um passeio de umas 3h para visitar tudo.
      De lá, tomei os ônibus de volta, e desci na estação que fica no centro de Quito. O centro histórico é bem bonito, e caminhando pode-se conhecer muita coisa interessante!
      Ao final da tarde uma tempestade chegou. Fiquei ilhado no mercado municipal, que já estava fechando. Voltei ao hostel e jantei pelo bairro La Mariscal.
       

      Monumento Mitad del Mundo e a linha do Equador. Sentado entre o norte e o sul!
       

       

      Vista desde o topo do monumento.
       

      Centro histórico de Quito.
       

      Plaza de la Independencia (Plaza Grande) no centro histórico de Quito.
       
      Dia 2: (21/01/20): Centro Histórico de Quito
      O meu plano neste dia era subir o teleférico de Quito, e lá de cima fazer a trilha até o cume do vulcão Rucu Pichincha. O dia, porém, amanheceu bastante nublado.
      Não me dando por vencido, peguei um ônibus até a base do teleférico (~0,20 dólares), e de lá um táxi subindo a montanha até sua entrada (1,00 USD). Chegando na entrada, a neblina estava muito intensa, e não era possível ver nada, o que dirá 1000 m acima, numa altitude de 4000 m, onde o teleférico sobe. A moça dos ingressos me informou que era até perigoso subir o Rucu Pichincha. Eu então desisti de subir o teleférico. Porém, fica a recomendação, caso o dia esteja limpo. Os ingressos custam 8,00 USD. Além da neblina, o resto do dia ficou inteiro chovendo, então foi bom eu ter desistido hahah.
      Peguei um taxi até o centro da cidade, pois havia um Free Walking Tour que iria começar 10h30, que ainda havia tempo para eu participar. O tour durou por volta de 3h, e achei bastante razoável. Acho que, porém, aproveitaria mais caminhando sozinho. O tour que realizei foi o do Community Hostel.
      Após o tour, fui até a Basílica de Quito, onde é possível subir até o topo das torres por 2,00 USD. Achei muito legal, as escadas são muito íngremes e a vista é incrível de toda a cidade. A torre fecha as 16h30, então é preciso chegar lá antes disso. Essa basílica é conhecida por ser a “Notre Dame” de Quito.
      Um dia para visitar o centro de Quito é suficiente. Seria possível ir também até o Panecillo, outro mirante na cidade, mas achei que não seria necessário após subir a catedral.
       

      Calle La Ronda, uma das ruas mais famosas do centro de Quito.
       

      Ao fundo, a Basílica do Voto Nacional.
       

      Quito ou Paris?
       

      Rumo às torres da igreja.
       

      Vista de todo o centro histórico de Quito, e do mirante do Panecillo.
       

      Escadas nada íngremes.
       
      Dia 3: (22/01/20) – Quilotoa
      Minha recomendação é dormir uma noite antes em Latacunga para visitar o Quilotoa. Eu fiz um bate-volta desde Quito, e achei que seria muito melhor ter ido a partir de Latacunga. Porém, não me planejei muito bem e já tinha reservado mais uma noite no hostel em Quito.
      Bom, saí do hostel as 06:00 e tomei o ônibus até a estação final à Sul, Quitumbre. Este percurso levou cerca de 1h, desde La Mariscal, já é longe então.
      A estação Quitumbre é a rodoviária de Quito (Terminal Terrestre, em espanhol). De lá, peguei um ônibus até Latacunga, que levou cerca de 1h30.
      De Latacunga, é preciso pegar mais um ônibus até Quilotoa. Ele irá parar bem próximo à lagoa, e demora pouco mais de 1h para chegar. No ônibus conheci 2 colombianos e 1 espanhola. Nós fizemos o passeio juntos.
      Chegando em Quilotoa, uma desagradável surpresa: muita neblina e garoa, com direito à fotos expectativa x realidade hahaha. Nada como um bom perrengue. Almoçamos por lá para esperar o tempo melhorar: não melhorou.
      Nos falaram que a dica para não pegar neblina alguma é ir super cedo, o que não fizemos. Mas, descendo a trilha até o lago, a neblina melhoraria, pois as nuvens não baixam na cratera. E foi o que fizemos! Descer levou cerca de meia hora, e foi possível avistar a linda lagoa! Descemos até a água, tiramos várias fotos, e depois subimos. A subida é íngreme, mas não achei tão terrível quanto li por aí. Certamente vale a pena descer até a água. Levamos cerca de 45 min para subir.
      Pegamos o ônibus de volta para Latacunga, e depois voltei para Quito. Os outros, espertos, ficaram em Latacunga!
      Combinei de ir com eles ao Cotopaxi no dia seguinte, e nos encontrar as 08:30! Ou seja, tive que madrugar dia seguinte também...
      Cheguei no hostel as 22h este dia, após jantar um KFC ao lado do ponto de ônibus.
       

      Expectativa...
       

      Realidade kkkk
       

      Descendo ainda estava com cara de Silent Hill.
       

      Eis que deu para ver a lagoa!
       

      Companheiros de perrengue.
       

      É possível andar de caiaque nas águas do Quilotoa.
       

      Exercício para subir.
       

      Na subida teve até um arco-íris!
       
      Dia 4: (23/01/20) – Cotopaxi
      Saí do hostel às 4h45 da manhã com novamente com destino a Latacunga. Desta vez, já levei minha mochila.
      Como era muito cedo, os ônibus ainda não estavam passando, então tomei um Uber até Quitumbre por 5,00 dólares (durante o dia seria 10,00).
      Consegui chegar às 07:30 em Latacunga, e andei até o Hotel Rosita, onde os colombianos estavam. O café da manhã lá custou 2,00 é era muuito bem servido, recomendo. Ao final, acabei me hospedando lá no fim do dia. Saiu mais caro que um hostel, 12 USD, porém pude ter uma boa noite de sono em um quarto privativo após tanto madrugar.
      Após o café da manhã, nos destinamos ao parque do Cotopaxi. Nós fechamos um jipe desde Latacunga por 30,00 USD cada. O motorista era o próprio dono do hotel. Acredito que se tivéssemos ido até a portaria do parque de ônibus e de lá tomado um jipe, teria sido bem mais barato (e é totalmente possível), mas também estava ok o preço, considerando a comodidade. Em revanche ao dia anterior, desta vez o tempo estava perfeito, e o Cotopaxi estava sem nuvem alguma!
      Após algumas paradas para fotografias, chegamos de carro até o estacionamento, e então subimos andando até o Refúgio (4864 m). De lá, continuamos subindo até o glaciar do vulcão (5100 m). Nesta altitude já era bem mais difícil caminhar. Na altura do primeiro refúgio já havia neve, porém ela só é completa aos 5100 m, onde é necessário estar com grampos nos pés para subir.
      Eu até considerei realizar o passeio de 2 dias para subir até o cume do Cotopaxi, mas como estava com poucos dias para me aclimatar na altitude, e o passeio é um tanto caro, decidi deixar para uma próxima viagem.
      Após descermos até o carro, fomos até um lago com diversos pássaros, e até o museu do parque. Por fim, nosso guia nos levou para almoçar em um restaurante na estrada em que o almuerzo era 5,00 USD. A vista do restaurante para o Cotopaxi era incrível! Valeu muito a pena.
      Descansamos o resto do dia, e a noite jantamos por Latacunga.
       

      Cotopaxi com o clima perfeito!
       

      Gigantesco!
       

      Vulcão com lhama? Por isso que o Equador não desaponta!
       

       

       

      A partir do estacionamento, começa a caminhada.
       

      Chegando no Refúgio José Rivas, 4864 m de altitude.
       

       

      Rumo ao glaciar, até os 5100 m de altitude!
       

       

      O glaciar! A partir daqui, só com equipamentos especiais para caminhar.
       

      Almoçar com essa vista é chato.
       

      Simpática lhama equatoriana.
       
      Dia 5: (24/01/20) – Baños – Casa del Árbol
      Pela manhã tomei novamente o café da manhã reforçado do Hotel Rosita, e então tomei o ônibus para a cidade de Baños. Desde Latacunga não há ônibus direto, então foi preciso trocar de ônibus na cidade de Ambato, uma baldeação super tranquila. A viagem foi super rápida (o Equador é muito pequeno hahah). Do ônibus já foi possível observar as montanhas arborizadas que cercam Baños, rios de corredeiras rápidas, e o vulcão Tungurahua, todas as paisagens de Baños.
      Assim que cheguei, fui andando até o hostel Papachos, que fica bem localizado ao final da cidade. Deixei minha mochila e troquei de roupa: em Baños estava bem quente!
      A cidade é bem pequena e movimentada com turistas, por todos os lados há agências de turismo e aluguéis de bicicletas. Dei uma volta a pé e comi um clássico almuerzo.
      As 16h peguei o último ônibus até a Casa del Árbol, o ponto turístico mais conhecido de Baños. O ponto de ônibus era bem próximo ao meu hostel, e os horários dos ônibus são bem definidos, vale a pena prestar atenção, pois o último era as 16h. Cada trecho da viagem custou 1 USD. Chegar até lá levou mais ou menos 40 min, e na viagem o ônibus vai subindo o tempo todo a montanha, muito alto! Eu sei que é possível subir e descer até lá andando, porém preferi o ônibus mesmo.
      Chegando ao topo, é preciso pagar uma entrada para a área da Casa del Árbol (1 USD). A casa na árvore é famosa pelos seus 2 balanços, o balanço do fim do mundo! Achei muito divertido, porque lá tem um pessoal que fica empurrando os balanços muito forte, é bastante intenso kkk. Recomendo ir para a fila dos balanços assim que chegar, porque depois a fila só cresceu e era impossível ir de novo. Mas também é muito engraçado ver os caras empurrando as outras pessoas.
      Lá é possível subir na casa da arvore também, apreciar o precipício de 2700 m de altitude, e, se der sorte com as nuvens, ver o vulcão Tungurahua ao fundo. Tive alguns momentos de sorte!
      Também tem uma lanchonete e uma tirolesa lá em cima, no geral é um bom lugar para passar o tempo.
      O ônibus desceu às 18h, e foi tempo suficiente para ficar lá em cima e aproveitar todo o passeio. Recomendo levar um casaco lá para cima, porque no fim do dia o tempo muda bastante, e faz frio.
       

       

      A famosa casa na árvore.
       

      Um pouco de diversão no passeio!
       

      Eles levam a sério a questão de empurrar o balanço hahaha!
       

      O vulcão Tungurahua deu as caras!
       

       
      Dia 6: (25/01/20) – Baños – Ruta de las cascadas
      Este foi o dia de realizar o segundo passeio mais famoso de Baños: alugar uma bicicleta pedalar os 20 kms da Ruta de las Cascadas (rota das cachoeiras) até a cachoeira mais famosa do Equador: o Pailón del Diablo.
      Peguei uma recomendação de agência de aluguel de bicicletas no hostel, mas chegando lá, todas as bicicletas estavam todas esgotadas (boatos que aquelas são as melhores bicicletas, se não me engano a agência se chama Wonderful). As bicicletas em todos os lugares que vi custam 5,00 USD o aluguel. Me levaram para outra agência, e lá conheci uma chinesa, com quem fiz todo o passeio. Junto com a bicicleta, as agências também dão capacete, material para trocar a câmara de pneu, corrente para amarrar a bicicleta e uma mochilinha com tudo isso.
      Recomendo testar fortemente a bicicleta antes para ver se as marchas e freios estão todos ok. Eu testei bastante a minha, mas tive um grande perrengue. Após a primeira grande decida (uns 3 kms), a corrente da minha bike arrebentou. Tive que voltar até a agência para trocar a bicicleta. Por sorte consegui carona em uma caminhonete para subir até a cidade, se não o perrengue teria sido muito maior!
      O caminho é basicamente só decida, então é muito fácil. Ele segue pela pista da rodovia, mas não há nenhum problema nisso, é bastante tranquilo. Em vários momentos, quando há algum túnel, há um desvio para bicicletas pela direita, contornando a montanha por fora do túnel, o que faz o passeio ser bastante seguro. Pela rota é possível ir apreciando várias cachoeiras e o rio lá abaixo. Há várias opções de tirolesas no caminho, mas não fomos em nenhuma.
      Ao final do passeio, chegamos ao Pailón del Diablo. Ele possui duas entradas. A primeira entrada leva ao topo da cachoeira, e a segunda é uma trilha que desce até sua base. Escolhemos ir na segunda.
      Amarramos as bicicletas na entrada e descemos a trilha pela floresta. É uma descida razoável, deve ter 1 km. Lá embaixo é preciso pagar a entrada para a cachoeira (2 USD). Dica: vá com roupa que possa molhar! A água da cachoeira é tão forte que encharca qualquer um! É muito divertido. É possível seguir o caminho e se rastejar por uma caverna para chegar atrás da queda d’água, é uma aventura! Também há uma famosa escada de pedra lá, que não faço ideia de como que foi construída. De baixo é possível ver toda a queda d’água.
      Saindo do parque, é possível desviar para uma ponte suspensa, e ter uma visão de longe do lugar.
      Após subir a trilha, almoçamos em um dos diversos restaurantes que tem na estrada, na entrada do parque. Os preços são sempre os mesmos, e a comida era bem boa.
      Ouvi falar que se continuar pedalando pela estrada principal, após o Pailón, há mais uma cascata em que é possível nadar. Porém, como já estávamos muito molhados, decidimos voltar. Para voltar ao centro de Baños, não é preciso ir pedalando. Diversos caminhões levam todo mundo e as bicicletas por apenas 2 USD, e vale super a pena (a volta seria uma grande subida).
       

      Uma das várias cachoeiras do caminho.
       

      Um dos desvios para as bicicletas, pela direita do túnel.
       

      A trilha para o Pailón del Diablo é pela floresta.
       

      Esse chuveiro tem pouca água.
       

      As escadas do Pailón del Diablo.
       

      Para chegar atrás da queda d'água é preciso se aventurar.
       

      Será que molha para chegar atrás da cachoeira?
       



      De banho tomado.
       

      Pailón del Diablo e a ponte suspensa.
       

      A volta de quem não encara pedalar na subida.
       
      De volta à cidade, aproveitei para descansar o resto da tarde. A noite decidi ir a uma das grandes atrações da cidade, os banhos termais! A final, o nome da cidade não é Baños por acaso (o nome correto é Baños de Água Santa, melhor ainda!).
      A terma da cidade (Termas de la Virgen) fecha pela tarde, e reabre as 18h. Ela fica localizada próxima à entrada da cidade, ao lado de uma cachoeira que é visível de toda a cidade. Essa cachoeira se chama Cabellera de la Virgen.
      A entrada para as termas custou 4,00 USD. É preciso ter uma touca de banho, e os hostels geralmente têm para emprestar, mas se você não levar, é possível comprar lá nas termas também. Lá há cabines para se trocar, e há um guarda volumes, então não há preocupações em onde você vai deixar sua mochila.
      São dois andares de piscinas termais. No superior, que é onde está o guarda-volumes, há uma piscina quente (38°C) e uma de água fria. A de água quente fica muito lotada, mas é bem divertido, porque é ocupada por vários equatorianos locais e suas famílias.
      No andar de baixo há toda uma atração especial. Lá está a piscina de água mais quente (44°C)! Parece que você está dentro do vulcão, porque cada movimento dói hahah o ideal é ficar parado na água, que assim fica suportável. Para revezar, há uma piscininha ao lado com a água super gelada, direto da cachoeira (~17°C). É muito divertido trocar entre piscinas, o choque térmico é incrível!
      Apesar de lotado, achei muito legal a experiência das termas, é um passeio bastante tradicional de Baños, e pessoas de todo o Equador vão para lá desfrutar das águas aquecidas pelo Tungurahua.
       

      As famosas termas de Baños, ao lado da cachoeira.
       

      Apesar da muvuca, é bem relaxante kkkk essa é a piscina de 38°.
       

      A piscina de água quase fervendo, e a banheirinha de águas congelantes para o choque térmico.
       
      Dia 7: (26/01/20) – Riobamba
      Após uma manhã preguiçosa, tomei um ônibus de Baños rumo à Riobamba. A viagem novamente foi bem rápida. A cidade de Riobamba é famosa por estar aos pés do vulcão Chimborazo, o mais alto do Equador (6267 m).
      Fiquei no hostel Villabonita e recomendo fortemente esse hostel, ele tem as MELHORES camas de todo o Equador, uma delícia. Além disso, todos os viajantes que conheci depois ficaram nesse hostel e falaram a mesma coisa hahah então o negócio é sério. O hostel fica em um casarão antigo, bem tradicional. Ele tem poucos quartos, e tem café da manhã incluso.
      Como era domingo, quase tudo na cidade estava fechado, mas depois de um pouco de caminhada consegui achar um lugar para almoçar. Achei a arquitetura da cidade bem bonita, ela é mais antiga e bem preservada.
      Conheci no hostel uma tailandesa que também queria ir ao Chimborazo no dia seguinte, e combinamos de irmos juntos.
      Pela noite reencontrei por acaso uma romena que havia conhecido em Quito e que estava ficando no mesmo hostel, e também conheci no hostel um brasileiro, um americano e um polonês. Eles haviam ido até o Chimborazo esse dia, e disseram que o tempo estava perfeito, e que no dia seguinte estaria ainda melhor. Fiquei muito animado com o meu passeio do dia seguinte! Fomos andar pela cidade juntos. O céu abriu e foi possível ver o Chimborazo na distância, enorme!
      Jantamos pizzas e foi uma noite bem divertida.
       

      Arquitetura bem preservada.
       

       

       

       

      Ao fundo o Chimborazo e seus 6267 metros.
       
      Dia 8: (27/01/20) – Riobamba - Chimborazo
      Após um reforçado café da manhã no hostel, eu e a tailandesa tomamos um taxi até a rodoviária. De lá nós tomamos um ônibus com destino à Guaranda, e pedimos ao motorista para nos avisar onde era a portaria do parque do Chimborazo. Esse é o jeito mais fácil e barato de chegar ao parque. No ônibus nós conhecemos um casal alemão, o que foi muito legal. Na portaria do parque estão vários jipes que podem levar até o primeiro refúgio (Hermanos Carrel – 4800 m de altitude). É possível subir a pé, mas recomendo pegar um jipe, pois a trilha é bastante longa. Não lembro exatamente o custo, mas creio que tenha sido 10 USD para cada, pois dividimos em 4 pessoas.
      Deste refúgio seguimos caminhando por uma hora até o próximo refúgio, Whymper (5000 m de altitude). Nesse ponto já havia esfriado, e havia muita neve na trilha. Continuamos subindo 10 min até a última parada, a lagoa Condor Cocha, a 5100 m. A lagoa é feia e marrom, mas a vista do cume do Chimborazo é impressionante, e o tempo estava perfeito.
      Resolvemos subir mais um pouco, e a vista de cima é ainda melhor! O Chimborazo é realmente impressionante.
      Descemos até o jipe e voltamos para a portaria. Lá esperamos o próximo ônibus passar na estrada (o pessoal do parque sabe exatamente os horários, então vale a pena perguntar para eles quando o próximo passará). Chegamos em Riobamba esfomeados, deveria ser por volta de 16h. Da estrada era possível ver tanto o Chimborazo quanto o El Altar, um outro vulcão da região que me recomendaram muito ir. Almoçamos ao lado da rodoviária em um restaurante muito bom e barato!
      De noite, jantei pizza novamente com o pessoal do hostel. Novamente uma noite divertida.
       

      Até o primeiro refúgio é possível chegar de jipe.
       

      Refúgio Hermanos Carrel.
       

      A partir daqui, só caminhando.
       

      O próximo refúgio lá em cima.
       

      Refúgio Whymper.
       

       

       

      A subida final até a laguna Condor Cocha.
       

      A laguna Condor Cocha e sua água barrenta hahaha. A montanha é que vale a visita.
       

       

       

       

       

      Tem gente que desce do refúgio Hermanos Carrel até a portaria de Bike.
       

      A paisagem do parque é bem desértica.
       

      O Chimborazo visto da portaria do parque.
       
      Dia 9: (28/01/20) – Cuenca
      Pela manhã peguei um ônibus para Cuenca. Essa foi a viagem mais longa de ônibus que tive (6 horas). Fui junto com um alemão que estava no mesmo hostel que eu, fomos conversando então a viagem passou mais rápido.
      Chegando em Cuenca, combinamos de ir no dia seguinte até o Parque Nacional Cajas.
      Fui até meu hostel (Selina Cuenca). Ele era gigante, e com uma decoração toda diferentona, parecia um hotel. Achei muito bom.
      Cuenca é uma cidade linda, a mais bonita de todas as que fui. Ela é toda arrumada, lembra um pouco a organização de cidades europeias, com um espírito latino americano. Vale a pena ter um dia só para ficar passeando.
      Pela noite reencontrei a espanhola do Cotopaxi, e junto com dois franceses nós fomos jantar Cuy, o tradicional porquinho da índia andino. A experiência foi peculiar kkkk ele não é muito bom, mas também não é ruim.
       

      Construções de Cuenca.
       

       

       
       
      Dia 10: (29/01/20) – Cuenca – Parque Nacional Cajas
      De manhã fui com o alemão, a espanhola e os franceses para o Parque Nacional Cajas, um parque a 4000 m de altitude, com montanhas e lagos, uma paisagem linda! Nós pegamos um táxi até a rodoviária, e de lá um ônibus com direção a Guayaquil. É só pedir para o motorista avisar quando descer, que o ônibus para na portaria do parque. Na recepção, nos registramos (é gratuito), e pegamos algumas informações. Eu e o alemão decidimos fazer a trilha n° 2 e depois a 1, enquanto os outros apenas a trilha n°1. A trilha 2 sobe uma montanha até 4267 m, e é possível ver todo o parque do alto. Já a trilha 1 contorna os lagos pela parte baixa, e é mais tranquila.
      Achei a trilha 2 um pouquinho puxada para subir, mas recomendo demais essa opção, porque a vista do topo é incrível.
      Quando chegamos na conexão com a trilha 1, começamos a caminhá-la, porém começou a chover muito, e tivemos que desistir e voltar para o centro de visitantes, que era mais perto do que acabar a trilha. Chegamos encharcados, mas felizes que o passeio tinha sido incrível.
      Pegamos o ônibus na estrada de volta para Cuenca, e durante a viagem fomos parados pelo exército. Todo mundo do ônibus foi revistado, eles estavam em busca de armas e drogas... uma situação um tanto inusitada e não muito agradável.
       

      É preciso dirigir com cuidado para não atropelar as lhamas.
       

      Rumo à trilha n° 2 no Cajas!
       

       

       

       

       

       

       

      No encontro da trilha 1 com a 2, é preciso atravessar esta floresta muito doida.
       

       

      A trilha n° 2 sobe esta montanha ao fundo.
       

      A revista nada agradável do exército.
       
      Dia 11: (30/01/20) – Cuenca – Quito – São Paulo
      Meu último dia no Equador...
      Encontrei a espanhola pela manhã e aproveitamos para andar um pouco, e subir a torre da catedral principal de Cuenca. A entrada custou 2 USD. De lá é possível ter uma vista de toda a cidade. Achei bacana, mas não totalmente essencial o passeio.
      Fui também no museu dos chapéus do Panamá. Cuenca é conhecida por ser a cidade desses chapéus, que são equatorianos, e não panamenhos, ao contrário do nome... O museu é basicamente uma loja de chapéus diversos, interessante pelo contexto da cidade.
      Aproveitei para caminhar pelo resto da cidade, e fui até o mercadão tomar pela última vez um suco de tomate de árbol, o meu favorito da viagem (no Equador dá pra encontrar por todo lugar esse suco. O de amora também é muito comum).
      Vi que dentro da cidade de Cuenca é possível visitar um sítio arqueológico inca, as ruínas de Pumapungo. Elas ficam dentro de um museu arqueológico, que achei bem simples. As ruínas também não são grande coisa, mas se estiver com tempo sobrando, o passeio é ok.
      De tarde tomei um uber até o aeroporto, onde peguei um voo de volta à Quito (35 min de voo!). Fiquei no aeroporto mesmo até meu voo noturno para São Paulo. E esse foi o fim da viagem!
       

      Os chapéus do Panamá são equatorianos!
       

      Vista desde o topo da catedral.
       

       

      O museu dos sombreros, eles levam a sério os tipos de chapéu!
       

       

      A cidade é cortada por um rio muito agradável.
       

      As ruínas de Pumapungo.
       

      Até nas ruínas incas temos lhamas.
       
       
       
    • Por GuilhermeMN
      RELATO OBJETIVO SOBRE A BOLIVIA E PARQUE SAJAMA EM MARÇO 2020.
      Roteiro:  Belo Horizonte>> La Paz >> Parque Sajama>>La Paz >> BH
      Sai de  BH dia 05\03 18 hs de voo com conexão em SP e Chile.
      Havia reservado o hostel Wild Rover- hostel agitado, muitos gringos ( só eu de brasileiro)com bar bem movimentado, muito bom para curtir a noite. Restaurante bom, banho quente, No entanto se pretende descansar não é um a boa escolha.
      LA PAZ
      Em LA PAZ  não há muito o que fazer. Dei uma volta na cidade. Muito comercio de rua. Mais do que lojas oficiais. Fui lá nas ruas de equipamentos esportivos, realmente o preco é melhor que no brasil, além das marcas que não temos. Por eemplo uma bota merrel 800 bolivianos. Preço melhor que na amazon com a taxa de importação, mas ainda assim caro.
      Muita roupa falsa de marcas de montanha.
      Melhores coisas de LA PAZ. comida de rua e o teleferico, as tia gorda vende de tudo na rua, Pasteis, bolos, empanadas muito melhores que nos restaurante. Sanduiches de pernil, frutas e vários tipos e formas de milho, comi de tudo. não tive um desarranjo intestinal.
      Teleférico, melhor atração de LA PAZ, porque nele você verá toda a cidade e os majestosos nevados no entorno.  São várias as linhas, tem a linha celeste que fica no centro prto do mercado camacho. No final dele tem conexão com os outros, tem um que chama mirador, é o mais alto da cidade.. 
       
                                            No dia 08\3 partir para Parque Sajama.
      Peguei ônibus no terminal de Buses de La Paz, com destino a Arica no Chile.  Ônibus de viagem bem confortável.  Passagem 75 bolivianos.
      Pedir para descer no Parque Sajama, umas 3 hs de viagem.  Desci na entrada do parque. Minutos depois apareceu um van, que deixou 2 mochileiros da rodovia.
      Esta mesma van me levou a Vila.( 10 bolivianos). Estas Vans fazem este serviço de forma regular. Então não esquenta em descer e não ter carona para a vila. Além dos diversos  carros que passam e oferecem carona. 
      Hospedagem na Vila Sajama foi um suplicio. Fiquei no Hostel Sajama, péssimo, caro, sem agua quente, sem refeições, inclusive para comprar. 100 bolivianos a diária em quarto individual e 60 em quarto compartilhado.
      Andando pela mini Vila para encontrar um lugar para jantar,  encontrei o Hostel Parinacota, bem organizado. Lá eles servem jantar e café da manha,( para não hospedes), O jantar estava  ótimo com chá e sobremesa.
                 
      Lá fiz contato com um dos donos o Gregorio , que também é 'guia' de montanha.  Combinei com ele em ir ao Acotango. Apenas o transporte sem Guia. 1000 bolivianos. Ele me buscou na pousada as 04 hs e chegamos na base do Acotango antes das 06 hs.
                   09\03
      Vestir os equipamentos e partir sozinho. ( ele ficou em baixo dentro do carro esperando).  
      Tem uma subida pesada logo após o primeiro Vale. Esta é a única subida mais difícil. Depois e caminhar na neve até o cume. A descida realizou por outro lado. Como se voce continuasse a caminhar após o cume. Bem tranquilo so neve fofa. Fiz alguns trecho de esqui bunda. - LEMBRENTE : 6000 metros mexe muito com a fisiologia, tive dor de cabeça, mas foi auto limitada. O sol amplificado pela neve queima demais. enato muito cuidado. Sempre de óculos bem escuros preferencialmente balacrava ou duas bandanas.
      Agora começa a loucura...
      Após a ascensão do Acotango, resolvi subir ficar no campo base do Parinacota. Por lá, aos 5200 metros de altitude fiquei 4 noites. Sozinho.
      Novamente paguei 1000 bolivianos. Para o Gregorio me deixar no campo base. Ele me deixou com 6 litros de agua da torneira do hostel.
      No campo base tem um abrigo grande de pedras, com  5 beliches, com  colchoes novos, cobertas grossas boas.
      NÃO TEM AGUA!! como o solo é de por de rocha vulcânica, não tem agua escorrendo do topo do vulcão. O nível da neve é bem alto 1 hora de caminhada. 
      Neste primeiro dia optei por dormir na barraca. Pois minha barrca nunca tinha enfrentado frio verdadeiro.  A minha Naturehike  cloud up 2, passou bem pelo teste. Nevou a noite toda. O vento não incomodou.
      Acordei com neve até o 1\4 inferior da barraca. A noite ouvia o excesso de neve escorrer pela barraca. 
      No entorno havia 30 cm de neve em todo lugar. Logo fiquei feliz, acabou meu problema com água !! Só que não é tão simples derreter neve. Exige-se um volume grande de neve e muito FOGO.  Como eu levei apenas um botijão pequeno para o fogareiro. Optei por não derreter a neve no fogo.
      Enchi um saco plástico transparente e deixei a radiação solar fazer sua parte, depois de 2 dias eu tinha 4 litros de neve derretida e com processo de produção mantido. Resolvido o problema de agua. Agora era apenas torna-la potável.  Já havia gasto 8 pastilhas de clorin na agua que o guia me deu. Joguei no galão 2 litros de neve derretida, e minha ultimas 2 pastilhas de clorin, deu certo so tiver um episodio de diarreia no primeiro dia e não tive mais.
      Comida não era um problema, havia levado 4 refeições liofilizadas, muita castanha do Pará,  frutas secas e barras de proteína e chocolate. Levei uns saches de chá e alguns de leite em pó. Tinha também  soro de reidratação e tomava um litro por dia. Resumindo não passei fome nem sede.
      Banho! apenas paninho com álcool nas partes e creme antibacteriano que eu levei.
      Nevou dia e noite sem parar. Minha barraca ficou enterrada na neve.
          A  segunda noite ... 
      Seria a noite de ataque ao cume. Optei por dormir no abrigo, pois iria acordar de madrugada e vestir a roupa de alta montanha no abrigo.
      Seria....
      Acordei as 23 horas com uma dor de cabeça, falta de ar pior da vida. Tomei ibuprofeno e paracetamol. So melhorou pela manha. Quando conseguir dormir um pouco.
      Tomei ibuprofeno 8\8 hs e melhorou durante o dia. Dei umas voltas pelo entorno, neve fofa e alta pra todo lado. Almocei, tomei cha e leite. Li meu livro( Transpatagonia, pulmas não comem ciclistas, Guilherme cavallari). Algo indispensável nestes momentos de solidão. Tinha até medo de terminar de ler rápido.
      DIA DE CUME!!! 10\03\2020
      Dormir no abrigo,  jantei um frango liofilizado. Tomei um chá e mais copo de leite. Fui dormir. 
      Não conseguir acordar as 01 horas como previsto. Acordei as 04 hs!! muito tarde.
      Resolvi ir assim mesmo. Tempo bom. Tomei café, comi um biscoito, castanhas e barra de proteína. tomei um leite e preparei um chá para levar. Aqueci agua e enchi a garrafa.
      04:30 partir do abrigo.
                 Lua cheia escondida por nuvens, mas deixava  passar claridade. Não precisava de lanterna.  Estava quente, fui com a jaqueta de plumas e um fleece. Logo logo, retirei a pluma e fiquei só com o fleece.
      Como nevou muito não vi os famosos penitentes. Peguei um subida a direita neve fofa entre algumas grandes pedras negras. Subida íngreme. Pesada. 
      Continuei subindo em direção a direita. Coloquei os crampons logo após a ultima pedra negra.  Logo estava em uma parede de 50graus de neve fofa -+30 cm.
      Para minha infelicidade o sol já havia nascido e estava em brilho total, céu de poucas nuvens. Pouco vento e muito calor.
      Em uma rajada de vento, foi-se meu boné...
      As 10 horas parei,  fiz um lanche e  tomei um chá.  Sol a pino, neve refletindo o sol direto no rosto!
      Continuei em um diagonal para a direita, alternando com alguns períodos de subida reta. 
      11 horas e agora e um paredão de gelo e neve 20 cm 60graus de inclinação a menos de 300 metros do cume. Continuo na subida, com muito sol que ficava ainda pior refletido na neve. Tinha dois sois a me fritar. 
      A insolação minou minhas forças, comia neve para hidratar, a boca estava seca e quente.  Tomei toda minha água. 
      continou por mais uma hora. olhei do GPS 12:17 horas, altitude 6210 metros , 480 millibar. cansado, desidratado, sozinho faltando MISEROS 170 METROS ATÉ O CUME. 
      Desisto!

      Iniciei uma descida rápida. com alguns tombos.

      Neve fofa devido ao sol. Atolando ate o joelho. Descia quase paralelo ao paredão de gelo e neve. Comendo neve com muita frequência, já estava desidratado. Sentia um calor, um vapor sair do rosto, nem imaginava que eram as queimaduras solares. Bati algumas vezes os crampons na minha bota, perigo total. Assim que além de estragar a bota, ocorrem os ferimentos na perna.

      Finalmente cheguei a a região onde iniciava as pedras pretas. Retirei os crampons, não foi uma boa ideia. Estava muito escorregadio, o pe afundava na neve e iniciava escorregão, como um patins.  Em um desses  tiver que utilizar o piolet para minha retenção.

      Finalmente cheguei a base da montanha, agora era  apenas uma caminhada na neve ate o abrigo. Andava muito rápido, devido ao calor insuportável que sentia no rosto. Esfregava neve e comi sem parar.

      Cheguei ao abrigo em menos de 2 horas !!

      Joguei muita agua gelada no rosto. Bebi um litro de agua de uma vez.  Tirei a roupa, esquentei agua, fiz um chá e comi uma  canja de galinha liofilizada.

      Fui cuidar do estrago das queimaduras no rosto. Passei um camada generosa de bepantol e protetor solar. Morto, destruído fui dormir. Devia ser umas  14 horas.

      Acordei poucas vezes para tomar agua e  fiquei feliz, quando deu vontade de urinar, sinal de boa hidratação e perfusão. Dormir a noite toda. Senti um pouco de frio, talvez pela falta de calorias.
      12\ 3 Dia do resgate 
      Acordei, tomei um leite, comi umas barras de chocolate e castanhas. Desmontei a barraca , juntei meu lixo guardei a agua e agora era so esperar o resgate.
      Fui deitar ainda estava muito cansado. 
      Algumas horas depois, entra o motorista, falando que o 4x4 não conseguiu subir ate o abrigo. Descemos caminhando 30 minutos e pegamos o carro. Rumamos para Vila Sajama. 
         VILA SAJAMA>>LA PAZ
       Ele disse que me deixaria em Tambo Quemado, porque lá possui mais opções de transporte a La Paz. Tambo Quemado é uma cidade fronteiriça com o chile. 
      Fiquei encostado no controle alfandegário, um portico azul. Ao lado tem um patio grande onde tem vários caminhões parados e  vans.  O motorista disse que eu posso pegar uma van para Patacamaya ou Oruro e de lá outra para La Paz. Havia muitas vans inclusive uma que iria sair em 30 minutos para Patacamaya.
      Como eu fui de ônibus da Nordic que vai ate Arica na costa Chilena e sabia que ele retornava e passava ali entre 15:30 e 17 horas.
      Este lugar lembra uma parada de caminhoneiros, com vários restaurantes e pequenos comércios em volta. Optei por comer algo descente e aguardar o ônibus direto para La Paz.
      Pra variar comi pollo(frango) com arroz.  Foi o melhor frango frito da viagem. Também dias comendo só liofilizados.
      Logo passou o ônibus, antes das 17 horas. Várias pessoas o pegaram. Mas ele ainda estava vazio, passagem 40 bolivianos. Fui tranquilo, com espaço e segurança até  La Paz umas 4 horas de viagem. 
      No terminal de Bus estavam medindo temperatura de todos que desciam dos ônibus.
      Peguei um taxi, 40 bolivianos, ate o meu hostel, o mesmo Wild Rover, no  centro de La Paz. No hostel fiquei em um quarto com 6 beliches, que fica onde era o sotão da casa, chama quarto D. Péssimo sem ventilação. como peguei um resfriado na montanha estava tossindo muito, piorou ainda mais naquele quarto abafado.
      Eu tinha a pretensão de ir ao Huyana Potosi no dia 13. Mas todo queimado e com resfriado abortei a ideia.  Fiquei um dia besuntando a cara de bepantol e protetor solar, curti um pouco a noite no bar do Hostel. No outro dia fui ao LAGO TITICACA .
       
      LA PAZ >> COPACABANA ( LAGO TITICACA) 
      Resolvi fazer um bate e volta a Copacabana, local mais conhecido a beira do lago. No próprio hostel tem uma agencia de viagens. Perguntei sobre o ônibus Bolívia HOP. Fui informado que era 40 DOLARES  ate Copacabana, voce pode descer onde quiser e pegar o ônibus quando quiser também. Caro demais 200 reais. 
      O barman do hostel me falou  que havia vários ônibus de saiam de Cementerio com destino a Copabana. Peguei uma van perto do mercado camacho 2 bolivianos. Pedi para descer no cementerio que iria pegar o ônibus para Copacabana.
      Este Cementerio é um bairro na parte alta de La Paz.  A van para perto de uma praça com vários ônibus e vans paradas. Tipo um rodoviária informal. Lá havia varias pessoas oferecendo passagens para Copacabana. 
      Comprei em um ônibus grande de viagem, 20 bolivianos.  São umas 3 horas de viagem.
      Quando chega no lago tem que passar de balsa. Todos descem o ônibus vai vazio. Voce descer vai a bilheteria compra a passagem do barco de passageiros 2 bolivianos. Atravessa e espera o ônibus nom outro lado na praça da cidade. -decora o nome e placa de seu ônibus!
      Chegando a Copacabana é um vila pequena, bem bonita, com mirantes no entorno, uma linda igreja logo no inicio da vila. Vários restaurantes que servem o prato principal da cidade- trucha do lago Titicaca.
      Descia rua principal, com sol forte vindo do lago, eu igual um tuareg com o rosto protegido com bandanas. Fui a beira do lago de aguas cristalinas e geladas, tirei umas fotos.
      No entorno do lago tem vários quiosques, que vendem passeios para as ilhas do lago. Como cheguei tarde não havia mais passeios. Existem muitos hostels a beira do algo e a maioria possui um restaurante com um térreo, com cadeiras e guarda sol. Lugar perfeito para curtir a vista do lago, comer uma trucha tomar uma pacena gelada. Fui no ultimo restaurante ao lado esquerdo da rua principal tem uns  sofas no terraço, muito confortável.
      Sobre Copacabana, é um vila que vale pena ficar alguns dias. La os hostel é mais barato, percebi muita gente mais alternativa. Pode-se inclusive partir de lá para o Peru. tem vários ônibus que fazem este trajeto.  È mais perto que LA PAZ. 
        COPACABANA>> LA PAZ
        Teem vários horários de ônibus de volta a LA PAZ , eu peguei o de 18:30 hs , mas vi que o ultimo sai 22 horas. A volta é o mesmo esquema de balsa e barco em Tiquina.
      o ônibus te deixa no terminal de BUS de LA PAZ, no centro. 
      DICA: banheiro só na hora de pegar o barco, 1 boliviano. levar uma blusa de frio.
       
      LA PAZ >>> BH 
      Meu voo seria dia 15 as 8:45  hs. Sai do hostel as 7 horas. Estava chovendo e não conseguir chegar a tempo-perdi o voo! 
      Tentei sem êxito ao menos chegar a Santiago que era minha conexão de 14 hs para Guarulhos. Não tinha um voo para o chile neste dia.
      Então tentei um para Guarulhos para pegar minha conexão para Confins , nada não tinha um voo também.
      Conseguir um voo para Guarulhos pela BOA , Saindo as 6:30 chegando em Guarulhos as 12:30 horas . Com troca de aeronave em Santa cruz de la Sierra. 1600 REAIS, com bagagem.
      De Guarulhos para confins comprei voo da gol 360 reais com bagagem. 
      CORONAVIRUS
      Em LA PAZ alguma pessoas com mascaras, a maioria com mascaras de panos estilizadas. No hostel aquela muvuca de 15 pessoas em um quarto, tossindo e espirando( provavelmente resfriado), claro que sem mascaras. 
      Nos aeroportos principalmente em Santiago e Guarulhos a grande maioria de mascara.  Varios tipos, alguns usando no queixo, outros com uso intermitente. Casais um com mascra outro sem. 
      Na volta em gaurulhos e Confins, haviam mais pessoas usando mascaras. Pouco depois que cheguem vi as  noticias de fechamento de fronteiras na Bolivia e grande parte da America latina.
      Como cheguei resfriado e passei por aeroportos e principalmente por Sao Paulo onde há transmissao comunitaria. Institui auto quarentena domiciliar de 7 dias. Como profissional de saúde nao posso trabalhar com sintomas gripais.
       
      DICAS GERAIS:
      TRANPORTE PUBLICO TELEFERICO E VANS, SÃO BARATOS E EFICIENTES. NAO TEM UBER. TAXI NÃO É MUITO CARO. EXEMPLO PARA O AERORPORTE, QUE LONGE OUTRA CIDADE 70 BOLIVIANOS. 
      COMIDA COMPRA NOS MERCADOS OU NA BANCAS DE RUA, NOS HOSTELS SÃO MUITO CAROS. COMPRA MUITA AGUA BEBA 4 LITROS POR DIA.
      O SOL É MUITO FORTE, DEVIDO A ALTITUDE , USE MUITO PROTETOR SOLAR, BONE  E OCULOS ESCUROS E BANDANA (BUFF).
      FAZ FRIO TODO DIA, SEMPRE SAIA COM UM CORTA VENTO UM ANORAK TODO DIA.
      DA UMA VONTADE DANADA DE URINAR TODA HORA. TEM MUITOS BANHEIROS PUBLICOS, 1 BOLIVIANOS. OS BANHEIROS SÃO USAVEIS.
      SEGURANÇA, NÃO VI UM FURTO OU ROUBO, NÃO FUI ABORDADO POR NINGUEM. TEM MUITA POLICIA NA RUA.
      PASSEIOS:
       LAGO TITICACA -COPACABANA VALE UMA PERNOITE
      ALTA MONTANHA; PRA  MIM FOI O MOTIVO PRINCIPAL DA VIAGEM. TEM MUITAS AGENCIAS PROXIMO A IGREJA SAO FRANSCISCO RUA MURILO, ILAMPU. ISAAC TAMAYO, SARNAGA. MEDIA DE PREÇO PARA HUAYANA POTOSI 800 BOLIVIANOS COM EQUIPAMENTOS DELES. EU LEVEI MEUS EQUIPAMENTOS, MAS O ALUGUEL NAO E CARO. UMA BOTA 30 BOLIVIANOS POR DIA . OS OUTROS PASSEIOS , DE BIKE, TREKKING ETC... NÃO FIZ MAS VALE MUITO A PENA FAZER.
      GASTOS: PASSAGEM 1600 REAIS BELO HORIZONTE -LA PAZ.
      HOSTEL 40 BOLIVIANOS\DIA
      CERVEJA 24 BOLIVIANOS
      AGUA 2 LITROS 8 BOLIVIANOS
      PASTEL DA TIA GORDA 4 BOLIVIANOS.
       
       































    • Por Thalles Medeiros
      Tô passando pra avisar que mês que vem "fevereiro" vou fazer uma trip épica rumo ao Uruguai bem "mão de vaca" pegando caronas, barraca e etc .. 
      Já te adianto que vai ser tri legal 
      Fico pilhado? Ta afim de ir? van bora!! 

    • Por Guia Claudia Lucia
      Beleza pessoal? Passando só para deixar contatos. Somos um grupo de trilhas no RJ, sempre haverá companhia para trilhar. Quando passar pelo RJ da uma olhadinha na nossa agenda, trilhas de segunda a segunda por R$25.
      AGENDA em nossas redes sociais
      No rodapé do site: partiunatureza.com
      Na aba eventos do Facebook:
      https://facebook.com/partiunatureza
      Nos destaques do Instagram:
      https://Instagram.com/trilhaspartiunatureza
       

    • Por Marcos A
      Fala galera, estou colocando aqui a nossa experiência fazendo o trekking pela Walker's Haute Route, na Suíça/França. Se quiser dar uma força nosso trabalho, passa lá no nosso site que tem mais posts sobre a Suíça e também se cadastrando na nossa newsletter, a gente oferece o livreto "Trekking pela Walker's Haute Route - O Guia Completo", onde a gente responde todas as perguntas, como por exemplo, custo, como chegar, o que levar, melhor época pra fazer, etc.
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      Ja pensou em fazer trekking na Suíça? Muita gente vai pra conhecer as principais cidades, consumir bons queijos e viver a cultura da Suíça. Mas poucas pessoas sabem que o país é repleto de trilhas que ligam pequenas vilas e refúgios no alto das montanhas. Foi por isso que resolvemos fazer o trekking pela Walker’s Haute Route e viver uma aventura diferente por
      A Walker’s Haute Route é uma variação simplificada da famosa Haute Route, feita normalmente com o uso de skis e que atravessa os maiores montes dos Alpes franceses, suíços e italianos. É considerada um dos 10 melhores circuitos de trekking do mundo e um dos mais belos, desbancando até o famoso trekking do Mont Blanc (TMB). Pra falar a verdade, muitas pessoas acabam fazendo o TMB sem saber da existência da Walker’s Haute Route. Uma pena!
      QUAL FOI O NOSSO ITINERÁRIO?
      A rota clássica parte de Chamonix, na França, coladinho ao Mont Blanc, e atravessa vilarejos, florestas, vales incríveis, glaciares, tudo isso próximo à 3000 metros de altura. Depois de 2 semanas e mais de 180 km de trilha, o destino é a cidade de Zermatt, na Suíça, com o famoso Matterhorn de plano de fundo.
      Entretanto, que tal fazer algo diferente? Como a gente gosta de ser do contra, decidimos fazer o itinerário no sentido inverso, com algumas adaptações (sim você pode adaptar como quiser!). Tínhamos somente 15 dias de férias e queríamos conhecer algumas cidades da Suíça, como Zurique, Genebra e Berna. Portanto, não poderíamos fazer os 14 dias recomendados para o trekking completo. Decidimos fazer tudo em 10 dias, cortando os trechos menos importantes (mais fáceis ou com paisagens menos extraordinárias, se é que isso existe nos Alpes!) e chegamos ao seguinte itinerário (e os relatos completos😞
      Dia 1: Zermatt – Cabana Europa Hut
      Dia 2: Cabana Europa Hut – Grächen
      Dia 3: Grächen – Gruben
      Dia 4: Gruben – Zinal
      Dia 5: Zinal – Cabane Moiry
      Dia 6: Cabane Moiry – La Gouille
      Dia 7: La Gouille – Cabane de Prafleuri
      Dia 8: Cabane de Prafleuri – Cabane du Mont Fort
      Dia 9: Cabane du Mont Fort – Martigny
      Dia 10: Martigny – Chamonix
      DIA 1 – ZERMATT ATÉ EUROPA HUT

      Último viewpoint do Matterhorn rumo à cabana Europa Hut. Tudo começou em Zermatt, no coração dos Alpes suíços, depois de uma viagem de trem bem corrida vindos de Zurique. Chegamos na madrugada do dia que iniciaríamos o trekking. Só deu tempo pra tomar banho e correr pro quarto e dormi pra descansar para o primeiro dia de trilha. Seriam os primeiros 22 quilômetros de trilha, saindo de Zermatt, subindo o vale de Mattertal e pegando a famosa trilha Europeweg com destino à Europa Hut, uma cabana/refúgio no alto das montanhas. Além de todas as vistas incríveis no meio do caminho (incluindo o famoso Matterhorn) e todos os precipícios enormes, o destaque do dia foi passar pela maior ponte suspensa por cabos de aço do mundo. Sim, eram quase 500 metros de ponte! Bom, posso adiantar que chegamos exaustos na cabana. Esse foi só o primeiro dia, imagina os demais…
      DIA 2 – EUROPA HUT ATÉ GRÄCHEN

      A trilha entre Randa e Saint-Niklaus era praticamente toda assim. Foi um descanso para as pernas e joelhos. Segundo dia na Walker’s Haute Route. A gente decidiu não continuar pela Europeweg e descemos o vale de Mattertal pra continuar a trilha por baixo. Passamos pelos vilarejos de Randa e Herbriggen, antes de chegar em Saint-Niklaus, nossa penúltima parada do dia. Nosso destino seria a cidade de Grächen. No total, foram quase 14 quilômetros de percurso desde a cabana Europa Hut até o nosso hotel em Grächen. Indo por baixo pelo vale, a gente abriu mão das paisagens das montanhas, pra ganhar uma experiência cultural incrível, vivenciando a vida das pequenas cidadezinhas da Suíça e dos seus habitantes. A propósito, os suíços sempre foram muito simpáticos com a gente.
      DIA 3 – GRÄCHEN ATÉ GRUBEN

      A borboleta e o pássaro lá no fundo fizeram questão de aparecer na foto. Depois de dormir em um hotel fantasma (conto mais se você comentar!), a gente começou a trilha de Jungen, acessível de teleférico a partir de Saint-Niklaus, e de onde a gente teve uma das mais lindas vistas de todo o trekking (foto acima). De Jungen, a gente pegaria a trilha até Gruben e passaria o nosso primeiro passe de todo o trekking, o Augstbordpass (2894 metros). A alegria foi imensa mesmo com todo o esforço e cansaço da subida. Chegando em Gruben, depois de passar por um bosque lindo, descobrimos uma vilazinha simpática e acolhedora. A gente chegou acabados, com as pernas doendo e os joelhos em estado crítico por causa do peso da mochila. A gente ficou o restante do dia se questionando se continuaria ou não…
      DIA 4 – GRUBEN ATÉ ZINAL

      Glaciar de Turtmanntal, pra mim um dos mais lindos dos Alpes. Quarto dia de trekking pela Walker’s Haute Route e sem dúvidas, o dia mais decisivo de todos. Seriam 17 quilômetros até a cidade de Zinal, localizada no vale de Zinal. A cidade foi primeira de língua francesa de todo o trekking. Ainda estávamos pensativos sobre a nossa decisão de continuar. No dia anterior, a gente juntou um monte de coisa que julgamos não necessários e deixamos lá mesmo no hotel. Partimos mais leves, mas sem saber se terminaríamos o trekking! Falando da trilha, o ponto mais alto do dia foi o passe Col de la Forcletta, à 2874 metros. Com o peso a menos, tudo parecia melhor. Estávamos mais felizes e dispostos! Em Zinal, fomos acolhidos no nosso hotel por uma senhora super simpática e fez o nosso dia terminar com chave de ouro.
      DIA 5 – ZINAL ATÉ CABANE MOIRY

      Quinto dia de trekking pela Walker’s Haute Route e incríveis 66 quilômetros percorridos. Faltavam um pouco mais do que a metade até o nosso objetivo final. Nesse dia, a gente teria que ir de Zinal até a Cabane de Moiry, o nosso primeiro refúgio da trilha, localizada pertinho da barragem e do glaciar de Moiry. Esse foi um dia muito agradável. A maior parte da trilha era contornando o Lac de Moiry, imenso, cor azul esmeralda. A parte final, entretanto, foi mais complicada. Pra chegar até o refúgio, a gente teve que subir umas centenas de metros. Mas o esforço valeu a pena. A cabana fica bem do lado das montanhas e do glaciar de Moiry. Vista que recompensou tudo, mas não tirou as dores nos joelhos que nunca estiveram maiores. Ha! E quase ia me esquecendo, a gente conheceu um casal de brasileiros super simpáticos que nos ensinou bastante sobre perseverança e determinação.
      DIA 6 – CABANE MOIRY ATÉ LA GOUILLE

      Vista que a gente tinha do Lac de Chateaupré, com o glaciar de Moiry atrás. Sexto dia de trekking pela Walker’s Haute Route e mais de 91 quilômetros de trilha percorridos. A gente tava preocupado com o estado dos nossos joelhos, mas por milagre no dia seguinte, eles já não doíam tanto como no dia anterior. Começamos a descida pela mesma trilha rumo ao destino do dia, a cidade de La Gouille. Só que esse seria um dia mais puxado. A subida até o passe Col de Tsaté não era o problema. Fizemos bem tranquilo e chegamos no passe, à 2868 metros, com muita energia. O problema foi a descida. Foram mais de 1200 metros de descida que não acabava nunca! Ainda perdemos o ônibus em La Sage e tivemos que ir andando até Les Haudères, de onde a gente pegou um ônibus para La Gouille.
      DIA 7 – LA GOUILLE ATÉ CABANE DE PRAFLEURI

      Sétimo dia de trekking pela Walker’s Haute Route. O primeiro ônibus para Arolla saindo de la Gouille sairia por volta das oito da manhã. A viagem até Arolla foi rápida, cerca de 20 minutos. Estávamos contando o tempo, pois seriam 16 quilômetros naquele dia, cinco deles praticamente em linha reta, contornando a Barrage des Dix. Além das vistas incríveis, o ponto alto do dia foi passar pelo famoso Pas des Chèvres. Nada mais do que um conjunto de escadas de metal que ajudam um pouco na descida até o Val des Dix. As escadas são super bem construídas, mas bate aquele medinho, sabe como é… Terminamos a trilha com uma subida até o Col de Roux (2804 metros), de onde a gente já podia ver a Cabane de Prafleuri, onde a gente dormiria aquela noite.
      DIA 8 – CABANE DE PRAFLEURI ATÉ CABANE DU MONT FORT

      Oitavo dia de Walker’s Haute Route e um dos mais difíceis do trekking tecnicamente falando. Seriam três passes em um só dia, algo inédito até então. No dia anterior a responsável da Cabane de Prafleuri havia dito que o dia seria de mau tempo e chuva. Ela nos aconselhou a sair bem cedo pra evitar maiores imprevistos. Foi o que a gente fez. Mesmo sendo um dia de trekking mais puxado, foi o dia com as melhores fotos. A parte mais complicada foi que tivemos que pegar a rota mais curta (pelo temido Col de la Chaux) que levava até a Cabane du Mont Fort, ao invés de pegar a rota pelo Col de Termin, com vistas melhores, mas perigosa em dias de mau tempo. Só que a gente não sabia que a rota mais curta era uma rota alpina, mais exigente! Daí você tira que passamos bons bocados nessa última parte. E foi nesse dia que a gente viu os primeiros Ibex da viagem.
      DIA 9 – CABANE DU MONT FORT ATÉ MARTIGNY

      Nono dia da Walker’s Haute Route. Depois de um dia de trekking puxado e alguns sustos, decidimos que pegaríamos mais leve. O plano inicial era fazer toda a trilha da Cabana du Mont Fort até Le Châble e de lá ir para Orsières, o que acrescentaria um dia no itinerário. Adaptamos o plano e fomos para Martigny, encurtando o trekking em um dia, mas ganhando um para descansar. De lá partiríamos para o nosso último e mais aguardado dia na Walker’s Haute Route.
      DIA 10 – MARTIGNY ATÉ CHAMONIX

      Último dia na Walker’s Haute Route. O cronograma seria ir de Martigny até Chamonix. Mas tudo tinha que sair como previsto. De Martigny, a gente pegou um ônibus até o Col-de-la-Forclaz, e de lá começou os últimos quilômetros de trilha até Chamonix. Depois de 10 dias e mais de 135 quilômetros de trilha, enfim a gente tinha chegado onde queríamos. Ao fazer a última subida até o Col de Balme (divisa entre a Suíça e França) e olhar pro horizonte, lá estava ele, o Mont Blanc, imponente! O dia não poderia estar melhor! A vista do Mont Blanc estava nítida, sem interferência alguma, nenhuma nuvem, perfeita. Não poderia pedir mais nada. Nos sentamos, tiramos as mochilas e ficamos ali por pelo menos uma hora, comendo e apreciando a vista do Mont Blanc.
      QUER SABER MAIS SOBRE A WALKER’S HAUTE ROUTE?
      Ficou com vontade de fazer um trekking na Suíça? Tem mais perguntas sobre a Walker’s Haute Route? Estamos preparando um livreto “Trekking pela Walker’s Haute Route – De Zermatt até Chamonix”, onde a gente conta com detalhes tudo que você precisa saber pra se preparar pra esse trekking e também a nossa experiência, dia à dia, durante os mais de 135 quilômetros de trilhas pelos Alpes da Suíça e França.


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