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Conhecendo o maravilhoso Parque Estadual de Monte Alegre (Pará)


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O Parque Estadual de Monte Alegre - PEMA pode ser facilmente incluído em uma viagem por Santarém e Alter do Chão. Para chegar no município de Monte Alegre, é necessário pegar uma balsa no porto do DER em Santarém, com saídas diárias conforme a escala abaixo (desconsiderem a frase e a seta indicativa hehehe) e duração de aproximadamente 2h de viagem até Santana do Tapará, de onde saem carros (transporte alternativo) ou ônibus regulares com destino a Monte Alegre (R$30, 1h15 de viagem).

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O parque se situa a cerca de 35km do centro de Monte Alegre. Criado em 2001, abrange uma área de 3.678 ha com vegetação de Cerrado, formações geológicas super interessantes, grutas e ainda pinturas rupestres com cerca de 12 mil anos de idade. Vale a pena reparar na paisagem ao longo do caminho entre a cidade e o parque, na qual se verá os campos de Monte Alegre: formações de campo sujo em que o capim natural parece que foi roçado por alguém.

Para conhecer o parque é recomendável ir com carro traçado, pois há alguns trechos com areia fofa e alta. O guia atualmente é obrigatório. Fomos com o agente de turismo Natio (NW Transfer - 92-991810506) e com o guia Ilivaldo, ambos super atenciosos e com muito conhecimento sobre a região.

As paisagens de Cerrado imersas na Amazônia são maravilhosas! E digo isso como um "calango do Cerrado do Planalto Central". 😂

O PEMA é um campo cheio para quem curte pinturas rupestres e de viajar na imaginação sobre os povos originários. Logo na entrada do Parque, nos deparamos com a Serra da Lua, um paredão com pinturas de 11.200 - 12.000 anos que se estendem por mais de 200 m. Entre as figuras, alusões ao sol e lua, figuras zoomórficas, outras antropológicas, outras que cada um pode interpretar da maneira mais conveniente para si, deixando a imaginação fluir. 
Interessante ver como algumas pinturas foram feitas em locais mais altos. Será que usavam escadas, andaimes ou em alguns locais subiam uns nos outros, como os pichadores dos nossos dias? Ainda não se sabe a resposta e provavelmente nunca saberemos exatamente.

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Do alto da Serra, é possível ver melhor o design do centro de visitantes/complexo de musealização, que foi construído inspirado nas pinturas rupestres e tem banheiro e espaço para loja, lanchonete, museu e biblioteca, mas que por enquanto ainda não está em pleno funcionamento. Ô, Governo do Pará, vamos dar mais atenção para este lugar incrível!

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Seguindo pela estrada, chegamos à Pedra do Mirante. O nome por si só já define o local. Um dos melhores pontos para se ter uma vista em 360° da paisagem e se deslumbrar com o rio Tapajós ao longe, encontrando uma faixa de floresta amazônica que depois se entremeia na vegetação de Cerrado.

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Mais adiante na estrada, chegamos à Gruta de Itatupaoca, com 56m de comprimento e uma bela entrada de cerca de 9,5m de altura. Dentro da gruta, infelizmente há traços de vandalismo de um pastor doido (segundo o guia) que pendurou uma garrafa de plástico no teto e escreveu uma frase em referência a Deus no teto da entrada. 

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Seguindo o caminho, chegamos à Pedra do Cogumelo, uma formação bem interessante, que fica isolada, bem no meio do Cerrado. E um pouco mais adiante, avistamos a Pedra da Tartaruga, que fica na parte alta da serra. De longe parece mais um pato pra mim (hahaha!), mas olhando melhor se vê a tartaruga em cima da base de rocha. 

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Mais adiante no parque, encontramos o Painel do Calendário, com mais figuras de animais, outras geométricas abstratas e as que motivam o seu nome que consistem quadradinhos marcados, como se indicassem a contagem de dias. Ou seria de pessoas, de animais ou de qualquer outra coisa?!

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A partir do Painel iniciamos uma caminhada um pouquinho cansativa de cerca de 20 min até a Pedra do Pilão. Com cerca de 8m de altura e uma bela visão da paisagem,  é um dos atrativos de maior destaque no parque.
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No nosso percurso acabamos não visitando a Gruta do Pilão (caverna da Pedra Pintada), a qual tem mais mais algumas pinturas rupestres, pois estava fechada por conta de infestação de marimbondos (ou "cabás" em bom paraense hehehe).

 Realmente valeu muito a pena incluir Monte Alegre na viagem pela região de Santarém e Alter do Chão. Se quiser ver algumas dicas de Alter do Chão, acesse o meu Instagram de viagem: 
https://www.instagram.com/viajadon_/



Outras informações:
- O nosso condutor Natio levou frutas, água, suco e biscoitos no passeio, então não tivemos que nos preocupar com comida e água previamente.

- O passeio tem uma duração total de 5h30, 6h com saída às 7h30 da sua hospedagem.

- Ficamos no Hostel Itatupaoca. O local é uma grande casa com posição e vista privilegiadas. O preço era bom, o café da manhã simples, mas bastante satisfatório, porém ficamos decepcionados com a limpeza do local e com o conforto das camas. Para reservar hospedagens, acesse o link https://join.booking.com/r/d/8065942d?lang=pt-pt&p=4
 

 

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    • Por felipenedo
      Fala Viageiros!
       
      Vou contar um pouco dessa deliciosa viagem para o Sul da Bahia no início do ano.
       
      Mas antes, quem puder, segue lá a página no Instagram: @profissaoviageiro
      No YouTube também: Profissão Viageiro
      Em breve vou postar vídeos de todas as viagens!
       
      Para mais detalhes e fotos, acessem o blog: www.profissaoviageiro.com
       
      Ficamos 15 dias entre o extremo sul, em Caravelas onde fui fazer o mergulho em Abrolhos, e Ilhéus, de onde meu voo retornava.
      É a segunda vez que fui para essa região, mas dessa vez pude conhecer mais lugares lindos pelo caminho, como Cumuruxatiba, que não tive a oportunidade de conhecer da primeira vez.
      As principais cidades;praias que passamos foram: Porto Seguro – Caravelas – Prado – Cumuruxatiba – Caraíva – Trancoso – Arraial d’Ajuda – Ilhéus.
      A partir daí exploramos as principais praias e passeios dessas regiões.
       
      E foi assim:
       
      Dia 1
       
      Cheguei em Porto Seguro já bem tarde. Fui direto para a pousada para descansar, o que não consegui fazer muito bem. O quarto não tinha nenhum isolamento acústico e os adolescentes durante a madrugada e os funcionários da pousada durante o início da manhã simplesmente não pararam de fazer barulho. Foi uma noite muito mal dormida.
      Pela manhã tomei café, que estava ok, e saí para passear pela cidade. Fui andando até perto da balsa, passando pela Passarela do Álcool!
       
      Fui para Porto Seguro na formatura do 3º colegial e aquele lugar só trazia lembranças boas!!!!
      Na volta paramos em mercado e farmácia para comprar as coisas que precisava para seguir viagem.
      Então fui até o Aeroporto para pegar o carro e iniciar a viagem rumo ao sul. Acabei dando muita sorte e consegui um upgrade. Peguei uma Pick Up Toro que realmente foi muito melhor que o carro pequeno que havia alugado. As estradas são terríveis!
      Bom, com tudo certo, parti para o sul! Amanhã é dia de mergulho em Abrolhos!!!
       
       
      Dia 2
       
      Era o dia do mergulho em Abrolhos.
      Já havia deixado tudo organizado com antecedência com a operadora de mergulho que escolhi. Lá em Caravelas existem algumas que fazem o passeio.
      O que acontece é que algumas não fazem o bate e volta no mesmo dia, e isso já limita um pouco a oferta. Outro detalhe é que não é todo dia que existem saídas para o bate e volta. Sendo assim, é importante para quem tem o tempo contado, fazer a reserva primeiro antes de organizar o roteiro, porque nem sempre vai encontrar saída no dia escolhido.
      Para dormir embarcado lá em Abrolhos, existem opções de 2, 3, 4 dias. Até mais caso alguém queira é possível encontrar.
      Quando fui da primeira vez para lá, fiz o de 2 dias. Dessa vez foi no bate e volta mesmo.
      Bom, para chegar lá no horário, tive que acordar absurdamente cedo. A estrada estava linda com a névoa no meio dos coqueiros e o sol nascendo ao fundo... Lindo!!! Mas não tem nem acostamento na estrada, então não quis arriscar parar o carro no canto da estrada. O pessoal lá não é muto bom de volante e o horário ainda sugere gente com sono dirigindo!
      Me encontrei com o pessoal da agência no píer de Caravelas e lá descobri que a menina que tinha feito minha reserva não tinha anotado que eu iria fazer o mergulho...... Inacreditável...
      A sorte é que deu tempo do pessoal da agência ir buscar o equipamento par mim e no fim eu consegui fazer o mergulho, mas fiquei bem puto na hora.
      É um longo caminho até Abrolhos... Nessa lancha que é considerada rápida, foram 3 horas.
      Durante o trajeto não tem muito o que ver, especialmente em época que não é das baleias visitarem a região, mas quando chega lá, vale todo o cansaço!
      A água do mar é maravilhosa! Todo o arquipélago é muito bonito! Um lugar especial!!!


       
      A maioria das pessoas do barco não iria mergulhar, então logo que parou o pessoal já partiu para um snorkel perto de uma das ilhas, e eu me juntei a eles enquanto não chegava a hora do meu mergulho.
      Estava cheio de tartarugas nesse lugar. Muito lindo!

       
      Depois fui chamado de volta ao barco para me arrumar para o mergulho. Diferente de muitos outros lugares, eles faziam apenas 1 cilindro o pacote. Mas beleza...
      A parte ruim foi na hora que pulei na água... Minha câmera fotográfica travou e não funcionou o mergulho inteiro... Bem decepcionante!
      Mas o mergulho foi lindo. Foi um mergulho raso, mas cheio de vida em uma água maravilhosa!
      De volta ao barco o almoço estava pronto. Estava boa a comida.
      Fomos então para perto de outra ilha onde um casal iria mergulhar novamente e enquanto isso fui fazer um snorkel. Mais uma vez muito bonito o lugar.

       
      Depois o barco partiu lentamente passando pelas demais ilhas e aproveitei para tirar umas fotos.

       
      Essas cabras que são algo muito louco lá!

       
      Normalmente se pode descer em uma das ilhas para passear e ver as aves bem de pertinho, mas dessa vez por conta da pandemia a descida estava proibida.
      Como tudo para empresas estatais é motivo para fechar, não trabalhar e não pensar, essa pandemia está ajudando muito nessas metas de empresas públicas. Então estava proibida a descida em uma ilha inabitada!
      Bra zil zil zil!
       
      E foi isso. Depois de algumas horas muito bem aproveitadas iniciamos nossa volta. Mais 3 horas até o píer de Caravelas.

       
      Então seguimos para Prado, onde passamos os próximos dias.
       
       
      Dia 3
       
      Esse dia ficamos em Prado mesmo e pegamos praia na Praia Novo Prado.
      A praia tem estrutura de restaurantes e uma longa faixa de areia. Passamos uma tarde bem gostosa lá.

       
      A praia estava bem tranquila e fizemos até umas fotos mais bacanas por lá!

       
      De noite fomos para o point de Prado, o Beco das Garrafas!

       
      Andamos por lá e escolhemos um restaurante bacana para jantar.

       
      E fomos pras cabeças! Pedimos um Camarão na Moranga para 4 pessoas!
      A Tati come muito pouco, então minha missão era comer por 3 pessoas e meia! Hahahaha!!!!!
      A missão foi árdua! Eu comi em um nível digno de programa de TV – Man X Food, versão Prado!
      Bom, fiz o que podia, mas ainda sobrou um restinho. Sobrou bem pouco, mas foi realmente muita comida!
      Eu tenho um bom histórico de suor de carne, mas hoje foi dia de suor de camarão!!!! Cheguei de volta à pousada molhado de suor e sem conseguir me mexer direito!!!

       
      E foi isso, preciso me recuperar dessa orgia!
       
       
      Dia 4
       
      Esse dia era da visita ao Parque Nacional do Descobrimento, que fica em Prado.
      Lá a visita é guiada e eu fiz a reserva com alguma antecedência com o pessoal. Foi bem tranquilo.
      O parque estava deserto. Nós éramos os únicos visitantes do dia. Tudo bem que era época de pandemia e isso obviamente diminuiu muito as visitas, mas mesmo assim, o parque é muito pouco visitado em tempos normais. Não dá para entender...
      Fora do Brasil, qualquer pracinha arrumadinha ganha divulgação e recebe um monte de visitantes. Aqui, esses locais são esquecidos, mesmo sendo tão bacanas.
      O parque não tem uma estrutura boa, consequência óbvia de qualquer administração pública nesse país. Nem banheiro para visitantes tem. Tivemos que usar o banheiro dos funcionários.
      Já as pessoas foram ótimas! Desde a reserva da data até depois da visita que ainda tive contato com eles. Todos muito simpáticos e prontos para nos ajudar.
      Nosso guia foi o Márcio e adoramos ele! Foi muito legal ter feito o passeio com ele!

      Fomos com meu carro parando nas atrações do parque.
      Primeiro paramos na linda Gameleira e ficamos lá um tempo contemplando aquela linda obra da natureza!

       
      Depois paramos na torre de observação de incêndios do parque, onde um elevador (que está quebrado) leva o pessoal da brigada de incêndio para um observatório bem alto onde se tem uma ótima visão do parque e de eventuais focos de incêndio.

       
      De lá fomos para um mirante e ficamos curtindo um pouco aquele verde sem fim!

       
      Em seguida fomos para o lago que fica logo abaixo do mirante. O lugar é bonito e ficamos um tempinho por lá, aproveitando para tomar um lanche.
      A partir de lá saí para andar um pouco pelo parque e tirar umas fotos.

       
      Saímos para mais um trecho de carro onde também aproveitamos para descer um pouco e caminhar pela região.
      Depois voltamos para o lago e ficamos por lá.
      Voltamos então para a entrada do parque para a última trilha do passeio, a Trilha do Macaco.
      No final ainda batemos um papo com o Marcio sobre o parque e ele nos contou a história dele como guia. Eu vou postar isso lá no meu YouTube em breve!
      Eu ainda fiquei ali na região da entrada do parque tirando umas fotos de aves antes de ir embora. Até que rendeu algumas fotos!
      E foi isso, fomos embora com a vontade de voltar em breve para explorar mais esse lindo parque!
       
      Praia de Guaratiba – Prado
       
      Como ainda tínhamos algumas horas de sol, fomos para a Praia de Guaratiba, no sul de Prado.
      A praia é bonita e bem grande!
      Eu cheguei pela entrada principal, que não fica dentro dos condomínios de lá, que são predominantes por ali.
      Paramos no restaurante/barraca logo na entrada da praia para pedir algo para comer. O lugar já estava perto da hora de fechar e o cara era muito chucro. Eu quase tive que pedir desculpar por querer gastar meu dinheiro com ele! Inacreditável!
      Aí como não tinha muita opção, fomos procurar outro lugar e recebemos a indicação que dentro dos condomínios havia restaurantes abertos na beira da praia.
      Encontramos um lugar bem bonito e apesar do horário conseguimos comer e fomos bem atendidos.
      De bônus estava rolando um Rock N’ Roll dos bons no som! Eu não gosto de música na praia, mas um bom Rock não tem como reclamar!
      O peixinho estava ótimo!
      Depois de comer fomos tirar umas fotos porque a luz já estava ficando ótima!

       
      E assim encerramos o dia.

       
      De noite voltamos para o centrinho para jantar e passear um pouco.
      Não foi das melhores experiências porque paramos em um barzinho fora do Beco das Garrafas, bem na praça principal da cidade.
      A galera da cidade leva suas caixas de som para os bares e liga elas na maior das alturas, independente se outras caixas já estão ligadas e os carros na frente já estejam com seus porta-malas abertos com som no último volume.
      Quando percebi, estava no meio de um inferno auditivo e então pedi para o pessoal do bar embalar para viagem minhas coisas e fui embora o mais rápido possível.
      Comi no hotel e já logo capotei!
       
       
      Dia 5
       
      Era o dia de sair de Prado e conhecer a Ponta do Corumbau. Fiquei um tempo ainda passeando ali na região da pousada para tirar umas fotos antes de partir.

       
      Fui então em direção à Ponta do Corumbau. Lá iria encontrar um casal de amigos que vieram de Caraíva para nos encontrar.

       
      A ponta do Corumbau tem uma boa estrutura de restaurantes, pousadas e um grande resort. É uma praia muito bonita, porém mais movimentada.
      Mas andando um pouquinho para longe da muvuquinha ao redor dos restaurantes, a praia já fica deserta e se pode curtir toda essa beleza bem tranquilo!

       
      Ficamos curtindo o dia inteiro por lá, um lugar muito lindo!

       
      A Gio e o Ross tinham hora para ir embora, pois tinham que pegar um buggy de volta para Caraíva. Acabei acompanhando-os até a saída do buggy.
      Depois voltei andando por dentro, na entrada da reserva indígena que tem ali.
      Já estava escurecendo e resolvi jantar antes de seguir para a próxima base, que seria em Cumuruxatiba, ainda no município de Prado.
      Que sorte que fiquei por lá, porque pude presenciar um pôr do sol de tirar o fôlego!!

       
      Depois do espetáculo da natureza chegou a janta. Estava tudo ótimo!
      Então parti para Cumuru porque esse dia já estava terminando!
       
       
      Dia 6
       
      Acordei e fui conhecer a minha pousada, que era bem legal.
      Depois parti para o café da manhã e fui conversar com o dono da pousada para ver com ele algumas dicas de praias da região.
      Nesse dia escolhemos a praia Japara Mirim. Era uma praia ao sul do centro de Cumuru que parecia bem bonita!
      Chegando lá a previsão se confirmou, era uma praia linda e estava praticamente deserta!

       
      A praia possui lindas falésias e um mar lindo!
      Curtimos a tranquilidade da praia o dia inteiro!!!
      Em certo momento uma linda cachorrinha veio para perto de nós. E a partir desse momento ela não desgrudou mais da gente. Nós a chamamos de Mãezinha!
      Ela era tão magricela e tinha acabado de ter filhotes. Ficamos com muito dó.
      Começamos a dar nossa comida para ela. Pobrezinha, estava morrendo de fome.

       
       
      Bom, ela passou o dia inteiro co m a gente e nós demos absolutamente toda a comida que tínhamos levado para ela.
      Fomos caminhando até a praia vizinha, a Japara Grande. Lá existe um restaurante e é bem mais movimentado. Lá a vantagem é que o rio é bem bonito na chegada à praia!

       
      Voltamos para Japara Mirim para aproveitar o restinho do dia e fazer mais carinho na Mãezinha, que fez todo o passeio conosco.

       
      Só que na hora de ir embora foi muito triste. ☹
      A Mãezinha percebeu a movimentação e já foi nos acompanhando nos olhando, muito ansiosa.
      Assim que entramos ela saiu na frente pela estrada de saída da praia.
      Talvez o que passe pela cabeça dela é que se dessa vez ela correr muito mesmo, ela vai finalmente conseguir ficar perto de alguém que tratou ela bem, mesmo que por tão pouco tempo.......
      Quando conseguimos ultrapassar ela na estradinha ela saiu correndo em disparada atrás do carro e aquela cena de abandono olhando pelo retrovisor foi uma cena terrivelmente triste.
      Aí eu comecei a pensar, quantas vezes essa pobrezinha já passou por isso? Quantas vezes ela "foi abandonada" e saiu correndo atrás de alguém que ela só queria dar amor???
      E é isso que eu não consigo entender... Como que as pessoas por aí conseguem abandonar um cachorro que já foi parte da família?????? Como alguém consegue se olhar no espelho depois de ter visto seu cachorrinho ficando para trás pelo retrovisor???????
      Uma pessoa dessas não tem mais nada por dentro, sério....
       
      Eu estou viajando de férias, muito longe de casa e dependendo de hospedagens e transportes que não permitem animais. Naquele momento nós não poderíamos fazer muito. E infelizmente não tem como sair pegando todo cachorrinho e gatinho abandonado que encontramos nessas viagens, especialmente passando por regiões mais pobres que não existe nenhum controle para que esses vira-latihas não se reproduzam e só aumentem o problema. São muitos!
      Bom, o que me restou foi passar em uma loja de rações e comprar um monte de ração para levar lá nos dias seguintes, mesmo que fora da minha rota, para tentar dar um mínimo de comida para essa pobrezinha, que mesmo nessa condição tão ruim e sendo enxotada por outras pessoas só por chegar perto, só tinha amor e carinho para oferecer.
      Queria poder fazer mais.
      Foi triste demais.

      De noite pegamos um açaí e ficamos no hotel. Estávamos bem cansados.

       
       
      Dia 7
       
      Era o dia de conhecer a Barra do Cahy e eu estava com ótimas expectativas para esse dia!
      Antes paramos para conhecer a praia central de Cumuruxatiba, a Praia do Píer.
      A praia era linda e com estrutura de restaurantes e pousadas. Essa praia era mais movimentada que outras que fui.

       
      Depois partimos para a Barra do Cahy, que não fica muito longe de Cumuru.
      Lá existe um estacionamento pago para deixar o carro.
      Logo na entrada já se chega pelo restaurante que tem na praia. A maioria das pessoas ficam perto do restaurante e acabam usando a sua estrutura. Os preços são bem salgados por lá!

      Como nós tínhamos nossas bebidas e comidas, fomos andando pela praia e encontramos um coqueiro bacana para nos dar sombra em uma parte bem bonita da praia. Montamos nosso acampamento por lá.
      E aqui estamos acomodados onde tudo começou para nosso Brasil!
      Apesar de por muito tempo a praia Coroa Vermelha em Porto seguro ser considerada a primeira praia do Brasil, hoje se sabe por estudos de pesquisadores que o primeiro local de desembarque dos portugueses foi na Barra do Cahy, aqui no município de Prado.
      A praia é muito tranquila sem dúvida uma das mais bonitas do Sul da Bahia. Não deve estar tão diferente da “Ilha de Santa Cruz” que foi avistada pelos portugueses mais de 500 anos atrás. Torço muito para que continue assim!
      Preservar lugares como esse é tão importante!
      Um pouquinho mais para frente, encontramos a Cruz e placa em homenagem ao reconhecimento da Barra do Cahy como a primeira praia do Brasil.

      A Terra de Vera Cruz!
       
      “Mandou lançar o prumo. Acharam vinte e cinco braças; e ao sol posto, obra de seis léguas da terra, surgimos âncoras, em dezenove braças — ancoragem limpa. Ali permanecemos toda aquela noite. E à quinta-feira, pela manhã, fizemos vela e seguimos em direitos à terra, indo os navios pequenos diante, por dezessete, dezesseis, quinze, catorze, treze, doze, dez e nove braças, até meia légua da terra, onde todos lançamos âncoras em frente à boca de um rio. E chegaríamos a esta ancoragem às dez horas pouco mais ou menos. Dali avistamos homens que andavam pela praia, obra de sete ou oito, segundo disseram os navios pequenos, por chegarem primeiro.
      XXX
      Eram pardos, todos nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Nas mãos traziam arcos com suas setas. Vinham todos rijos sobre o batel; e Nicolau Coelho lhes fez sinal que pousassem os arcos. E eles os pousaram.” - Pero Vaz de Caminha
       
      Bom, depois de passar um dia tão agradável e com tanta história, fomos para a foz do Rio Cahy, um pouco mais para frente ainda.
      A beleza do lugar é de tirar o fôlego!

      Ainda entrei no rio para nadar um pouco e curtir aquele lugar. O mar ali é meio agitado, então o lado do rio é a melhor escolha para relaxar.

      Antes do fim do dia a praia já estava deserta e curtimos o pôr do sol sozinhos!
      Conseguimos até fazer umas fotos ao estilo largados e pelados!!! 
      Já no caminho de volta ainda tive que parar para apreciar mais um pouco o lugar.
       
      Na estrada da volta presenciamos uma cena dessas inusitadas... Eu que já não dirijo muito devagar, vou vendo um cara no retrovisor chegando rápido perto de mim. Naquela estrada de terra, a velocidade do cara não era muito segura, ainda mais com uma pick up dessas pequenas com a caçamba carregada, inclusive com uma antena parabólica nela. Na hora que ele foi me ultrapassar tinha uma lombada na pista e foi bem a hora que ele acelerou mais... Meu, o cara voou com aquela pick up e metade das coisas que ele tinha na caçamba saíram voando pela estrada para todos os lados!!! 
      Foi muito engraçado! Cena de filme de comédia! O pior é que o cara era local. Ele conhecia a estrada.
      Provavelmente estava meio bêbado, igual a maioria da galera lá que está dirigindo ou andando de bike de noite. As leis lá não são iguais as daqui, e isso a gente percebe rápido!!!
      De noite depois de um belo banho, fui para o centrinho de Cumuruxatiba para jantar.
      Apesar das opções mais sofisticadas de lá, nesse dia acabei pegando um lugar mais voltado para os locais! Bem gostosa a comida!
      Ainda fui buscar a ração no carro para alimentar os cachorrinhos famintos que andavam por lá!

      Ainda deu tempo de um pudim no famoso Uh Tererê de Cumuru!

       
       
      Dia 8
       
      Infelizmente já era hora de deixar Cumuruxatiba. Realmente adoramos Cumuru! Saímos já fazendo planos de quando voltaríamos!
      Tomei café da manhã, dei uma última voltinha e parti!
      Antes de cair na estrada, tive a experiência de usar um “posto de gasolina” local. 
      Esse era em uma mecânica. A gasolina vem em garrafas pet de 2 litros. Sensacional!!!
      Não vou negar que para alguém que mora em São Paulo como eu moro, isso não seja um pouco impressionante... Abastecer o carro com garrafas pet e um funil no meio da cidade na porta de uma loja que armazena essa gasolina sei lá em que condições e por quanto tempo... É bem bizzaro! Um belo choque de realidade desse nosso Brasil.
      O outro Brasil não consegue nem aprovar lei que libera o sistema de self service em postos oficiais e fiscalizados, igual é nos EUA...
      Bom, vencida essa etapa, parti para Caraíva.
      No caminho tive que parar para fotografar essa obra de arte!

       
      Quando cheguei em Caraíva, fiquei assustado como aquele lugar mudou. Gente para todos os lados, estacionamento lotado, ônibus de excursão... Minha nossa!
      Aí parei o carro, deixei algumas coisas que não iria usar dentro do carro e fui para a travessia. Existe uma casinha que cobra um ticket ecológico para entrar, mas não é obrigatório. Eu acabei pagando, mas não precisava.
      Só tem que pagar a travessia para o pessoal já dentro do píer.
      Quando chega do outro lado, o pessoal vem oferecer de levar as malas e as pessoas de charrete.
      Eu sou absolutamente contra o uso de charrete. Tudo que escraviza um animal, eu sou contra. Decidi não pegar e levar eu mesmo. Foi uma decisão complicada... Minha pousada era meio longe e andar naquela terra fofa com a mala na cabeça foi muito complicado... Muito mesmo!
      Para quem não sabe, Caraíva é uma vila de pescador que virou point. Pousadas para todos os lados. A vila não tem asfalto, é uma terra fofa por toda a vila que as pernas ficam queimando se andar muito por lá.
      Praticamente não existem carro na vila. O que tem além das charretes são os buggys que o pessoal usa como taxi, mas eles não ficam rodando por lá, então é bem difícil de pegar um se não for lá no centrinho.
      Nesse dia acabei indo na praia lá em Caraíva mesmo. A praia lá é bonita, mas existem outras mais bonitas na região.

       
       
      Pegamos um pôr do sol incrível por lá!

      Saí já de noite da praia e acabei parando em um restaurante bem movimentado no centrinho, na beira do rio.
      Aí foi uma cervejinha e um delicioso pastel de arraia que animou minha noite.
      Daí foi só caminhar até a pousada e dormir
       
       
      Dia 9
       
      Dia de visitar a Praia do Espelho.
      Tomei um café em um lugar bem na frente da pousada. Depois parti para a travessia do rio para ir buscar o carro.
      Não é muito longe o caminho até a Praia do Espelho. O estacionamento lá é pago.
      Um amigo meu estava hospedado lá no Espelho e fui encontrá-lo assim que cheguei.
      Essa é outra praia que está tão diferente desde a última vez que vim. Cheia de gente para todos os lados.

       
      Depois de um tempo ali na muvuquinha eu acabei indo para o outro lado da praia, cruzando o rio.
      Essa parte da praia eu gostei muito mais. É uma parte quase deserta. No mar um monte de tartarugas marinhas!
      Foi bem mais bacana ficar desse lado e aproveitei para fazer umas fotos da Tati por lá.

       
      Mais para o final do dia a praia já estava bem mais tranquila e fui caminhar pela praia.

       
      E assim o dia foi acabando.

       
      Na hora de ir embora ainda paramos no mirante e também na vendinha que fica no estacionamento. Aí mandamos um creme de Açaí com Cupuaçu. Uma delícia!
      Já em Caraíva fomos jantar mas estava tudo tão absurdamente caro que resolvemos mandar só um lanche e ir dormir.
      O problema é que nessa noite teve uma festa em uma praia que para se chegar tinha que passar na frente da minha pousada. A pousada não tem absolutamente nenhum isolamento acústico e a noite inteira ficou passando gente falando alto e buggys barulhentos que pareciam estar dentro do quarto. Foi difícil de dormir essa noite.
       
       
      Dia 10
       
      Já era o dia de ir embora de Caraíva, mas ainda deu tempo de visitar a Prainha. A Prainha é uma praia de rio bem bonita no lado oposto do centrinho.
      Peguei um buggy para chegar lá, pois era uma caminhada razoável.

       
      Chegando lá foi uma grata surpresa. A Prainha é linda! E não tinha quase ninguém lá esse dia. Estava maravilhoso!

       
      Aí enquanto eu estava fotografando uns pássaros, aconteceu uma coisa bem chata. Acabei fazendo um resgate de um filhote de passarinho.
      Teve uma  festa na noite anterior aqui na prainha e tinha muito saco de lixo com as coisas da noite anterior espelhadas por aqui. Eu estava passando e achei bem estranho uns barulhos de passarinho vindo de um monte de saco de lixo. Acabei parando para investigar, mas eu achei que era algum pássaro tentando comer restos que estariam em volta dos sacos. Procurei um monte e não achei nada. Foi quando percebi que o barulho vinha de dentro do saco!
      Acabei vendo uma pequena movimentação dentro do saco e chamei a Tati para me ajudar e filmar tudo.
      Tinha muita garrafa em cima dele, qualquer coisa poderia fazer as garrafas mexerem e esmagarem o pobrezinho. Ainda bem que a coleta de lixo não tinha chegado ainda.
      Eu realmente não faço ideia de como ele foi parar dentro do saco de lixo. Ele era muito bebezinho ainda.
      Os pais estavam por perto respondendo aos chamados, mas sem poder fazer nada.
      Então depois que eu o tirei de lá, fiquei procurando algum lugar seguro para deixá-lo. Não encontrei nada muito bom, então fizemos um “ninho” com uma toalha velha que achamos por lá e colocamos ele dentro.
       

      Os pais já correram levar comida para ele, que estava morrendo de fome!
      Ele até que ficou uns minutos por lá, mas logo já pulou e foi para o mato. Subiu em um galho e por lá ficou.
      Ele é um Papa Capim de Costas Cinzas - Sporophila ardesiaca.
      Não tinha muito mais o que fazer, mas ele aparentemente estava bem. Acho que ele era muito novo para estar fora do ninho e não é fácil sobreviver assim tão pequeno solto na natureza, mas ele estava lá e os pais estavam por perto levando comida... Sei lá. Ele já conseguia se empoleirar bem e eu acho que só podia torcer para o melhor.
      Fiquei feliz de estar atento e poder ajudar esse nenenzinho! Espero que ele tenha ficado bem!

       
      Aí infelizmente chegou a hora de voltar para poder seguir viagem. Como não tinha como chamar um buggy, fui andando até a pousada. O problema foi que a areia estava pegando fogo naquela hora. Mesmo com o chinelo foi um sofrimento até chegar na pousada, pois a areia é fofa e o pé afundava até a metade.
      Aí na hora de ir para o centro para pegar o barquinho para a travessia, não resisti e chamei uma charrete para nos ajudar. Eu não tinha condições nenhuma de carregar aquela mala na volta. Mas para não sobrecarregar o cavalinho, eu fui andando do lado. O importante era aquela mala chegar lá!
      A ideia nesse dia era conhecer a Praia do Sahy. Como já era meio tarde, parei em um lugar para almoçar e pensar no que fazer no dia.
      Acabei parando em uma pousada que servia comida que o dono era um cara bem bacana!
      Comemos bem, curtimos um som, e o cara nos levou para ver a vista de Caraíva lá do fundo do terreno dele.

       
      Ele nos aconselhou a não ir para a praia nesse dia, porque a maré já estava cheia. Ele ainda nos arrumou de nos levar de carro para a praia no dia seguinte. A opção que 90% das pessoas fazem é ir caminhando desde Caraíva. Ir de carro era show!
      Então segui para Trancoso que era o próximo destino e fiquei de acordar bem cedo no dia seguinte e voltar até lá para ir nessa praia tão bem falada.
      Já em Trancoso, fui para o Quadrado dar uma volta e jantar. O Quadrado de Trancoso é uma grande praça no centro que está cheia de lojas e restaurantes sofisticados.

      Na hora de dormir dei azar de novo. O quarto da pousadinha não tinha nem vidro na janela. A casa do lado foi alugada por um monte de adolescentes que ficaram fazendo festa até altas horas. Que desgraça!
       
       
      Dia 11
       
      Depois dessa noite mal dormida cai da cama cedinho e segui para Caraíva. No horário cheguei lá e partimos para a Praia do Sahy.
      Deixa eu contar como é o esquema lá...
      Como comentei, a maioria das pessoas vem andando desde Caraíva até a Praia do Sahy. Ir de carro tem uma grande dificuldade... O acesso à praia é feito por dentro de uma fazenda. Apenas as pessoas que moram dentro da fazenda podem autorizar visitantes entrarem. Então ou você conhece alguém lá, ou não consegue entrar de carro, porque seu nome tem que estar na portaria da fazenda de manhã.
      Ouvi uma história que o dono da fazenda é um doleiro desses vagabundos que toda hora aparece em noticiário criminal. Uma tristeza essa país...
      Agora vamos ao que interessa... Essa praia é sensacional!

       
      Existem 2 bares mais arrumadinhos na praia, mas eles ficam tocando música, então ficamos bem longe deles.

       
      Ficamos cada hora em um lugar da praia, aproveitando a beleza de cada canto.

       
      Também fizemos snorkel naquele mar lindíssimo!

       
      Mais para o final do dia fomos até a foz do rio e paramos em uma barraquinha para comprar uma cerveja.
      Nessa parte perto do rio, fica uma argila branca que a mulherada passa para hidratar a pele e fazer uma graça para as fotos. A Tati deu uma geral com a argila!!!! 

       
      O pior é que a pele fica muito macia mesmo! Impressionante!
      Bom, como sempre, decidimos ir embora quando já estava quase escuro. Pouquíssimas pessoas na praia ainda.
      Um pequeno detalhe que não nos foi avisado, é que a pessoa da portaria só fica lá até um pouco antes das 5 da tarde. Depois vai embora e só consegue abrir a porta o pessoal que mora lá.......
      Quando descobri isso, fiquei meio desesperado... Tentamos voltar lá na praia e o pessoal das casas não queria por nada ir até a portaria com a gente...
      Um cara que iria passar a noite na praia até ofereceu de compartilhar o peixe que ele iria assar durante a noite com a gente, caso não conseguíssemos sair.
      Eu não conseguia nem sonhar em ter que passar a noite lá ao relento. Porque a galera que iria passar a noite lá tudo tinha barraca e mantimentos. A gente não tinha nem água!
      Nisso falei para a Tati ir falar com o cara da barraca que compramos a cerveja. Por sorte ele iria sair e disse que a gente poderia sair com ele.
      Minha nossa, que sorte!
      O cara demorou muito para sair, mas no final deu tudo certo!
      O pessoal lá é meio estranho, para falar o mínimo... Tinha um outro carro que depois apareceu que parecia que estava na mesma situação que eu. Precisava que alguém abrisse a porta para eles saírem. Ele estava um pouco para trás da gente.
      Só para não ajudar esse cara, eles abriram a porta rapidinho, saíram e mandaram eu sair rápido. Aí fecharam a porta correndo e o cara ficou lá... Os caras ficaram com aquela cara de missão cumprida só porque conseguiram prejudicar o outro cara. Achei bem zoado. A educação dessa galera é.... diferente.
      E foi isso nesse dia.
       
       
      Dia 12
       
      Dia de conhecer o Parque do Pau Brasil!
      Depois de mais uma noite mal dormida por causa da festinha dos adolescentes, fiz o check out e saí da pousada bem chateado. Parti para o parque com as malas no carro porque depois de lá já iria para Arraial d’Ájuda.
      O parque do Pau Brasil está sob concessão da iniciativa privada, então o esquema já é bem melhor que o Parque do Descobrimento. Uma estrutura melhor e mais organizada.

       
      O passeio foi feito no carro do parque, e por isso foi cobrado um valor extra.
      Fizemos várias trilhas dentro do parque e nos deparamos com lugares lindos.
      Vimos muitas bromélias no caminho.
      Quando uma árvore desse tamanho cai, abre um clarão na mata que é insano. Isso é um monstro que vai abrindo caminho por onde passa.

       
      E tem também essa árvore que parece árvore de desenho animado! Dá para imaginar tirando a cabeça de dentro com um bicho grudado no nariz!
      Ela é oca e dá para ver um pontinho de luz lá em cima!
       

       
      Mas a principal atração do parque é sem dúvida o Pau Brasil. Existem árvores de aproximadamente 1.500 anos nesse parque!!!!
      É realmente emocionante ver a força da natureza e estar diante de um gigante desses!

       
      Conhecemos 2 árvores que tinham aproximadamente essa idade.

       
      Uma curiosidade sobre o Pau Brasil é que as árvores crescem muito devagar. Uma árvore de 2 metros de altura já pode ter mais de 50 anos.
      Outra curiosidade é que o Pau Brasil tem espinhos apenas enquanto é “jovem”. Quando a árvore cresce, ela deixa de ter espinhos.
      Paramos depois desse encontro em um mirante.
      E partimos para a última trilha do passeio, até a cachoeira Salto do Jacuba.
      Essa trilha deu um medinho porque fizemos uma parte dela sozinho, porque o guia foi até a sede encontrar outros visitantes que haviam chegado.
      A trilha não é difícil, mas o medo de pisar em uma cobra não era pequeno. Acabamos indo bem devagar para tomar todo cuidado.
      A cachoeira fica em uma região bem bonita com umas mesas de pique nique. O rio é muito bonito com a água limpinha!
      E a cachoeira é bem legal!
      O único problema é o medo de entrar no poço dela, porque existem muitas cavernas e locais escuros que para aparecer uma cobra ali não custa nada!

       
      Eu me arrisquei um pouco ali, mas não cheguei a entrar debaixo dela.

       
      Aproveitamos para fazer umas fotos porque o lugar merecia!!!

       
      E foi isso. Voltamos para a sede, ficamos lá um pouquinho e andamos até um mirante ali perto. Depois seguimos para Arraial.
      No caminho, encontramos um restaurante bem caseiro que nos deliciamos com um belo arroz, feijão e macarrão!!
      Em Arraial ficamos em uma pousada bem bacana! Fizemos o check in e já corremos pegar uma praia em Arraial mesmo.
      Ficamos na Praia do Araçaipe e depois na Praia do Apagar-Fogo, já bem na margem do rio, de frente para Porto Seguro.
      Ali é lotado de condomínios que fecham o acesso para a praia. O acesso fica limitado aos pequenos corredores públicos que existem ali. Enquanto na rua, você vai andando na beira da praia, mas a única coisa que vê são muros altos.
      A vantagem dessas praias é que fazem parte de uma grande faixa de areia que facilita para encontrar um lugar tranquilo para montar o acampamento!

       
      As praias são bonitas e estavam limpas.

       
      Foi um passeio bacana, mas sem nada de especial. Na volta paramos no cento para nosso almojanta. Um peixinho delicioso!
      De noite fomos para o centrinho e mandamos essa extraordinária barca de açaí para encerrar o dia com estilo!

       
       
      Dia 13
       
      Pegando dicas de praias com o pessoal de lá, nos sugeriram visitar a Praia Taípe, mais para o sul, indo em direção à Trancoso.
      Seguimos essa dica e fomos então curtir nosso último dia de praia em Taípe.
      Chegando lá, ficamos um pouco decepcionados com o lugar. Tinha inclusive 2 ônibus de turismo da CVC estacionados lá. Definitivamente não era isso que estávamos procurando. Como a praia tem estrutura de restaurante, fica uma bela muvuca ali.
      O estacionamento é pago.
      Bom, andamos um pouco por ali e avistamos mais ao sul uma parte da praia que parecia bem mais bonita e tranquila, cheia de coqueiros. Decidimos então voltar para o carro e tentar a sorte naquela direção.
      A estrada não beira o mar bem de perto, então precisa procurar onde que se tem acesso às praias pelo trajeto.
      Um pouco antes de chegar em Trancoso achamos um acesso por dentro de um condomínio para a Praia do Rio da Barra.

       
      Ali a praia era muito mais bonita e tranquila. Achamos um coqueiro para chamar de nosso e já nos instalamos!

       
      Obvio que aproveitamos para mais uma sessão de fotos!

       
      Já mais para o final do dia fomos até a foz do Rio da Barra. Lindo demais ali!
      O privilégio de pegar esse pôr do sol no último dia inteiro de praia!

       
      E como sempre só saímos da praia depois que o último raio de sol se apagou.
      De noite fomos para o centrinho de Arraial para passear e jantar.
      Assim como em Porto Seguro, Arraial d’Ajuda também tem a sua passarela do Álcool! E a gente não poderia deixar passar a oportunidade de beber um Capeta!!!!!

       
      Quem passou a formatura do 3º colegial em Porto Seguro sabe quantas histórias boas começam com um porre de Capeta!!!!
      E sob efeito do Capeta, fomos para a pousada!
       
       
      Dia 14
       
      Já com clima de despedida, ainda teríamos uma manhã em Arraial. Decidimos ficar curtindo a pousada para não ter que se envolver em nenhuma correria nesse dia. De tarde pegaríamos um ônibus de Porto Seguro para Ilhéus.
      Eu aproveitei que a pousada ficava em uma ária de bastante verde e saí para tirar umas fotos dos bichos. A Tati já foi direto para a piscina

       

       
      Depois eu deixei o carro para lavar, porque dava até vergonha de devolver o carro na situação que ele estava, e fui para a piscina também.

       
      Mas infelizmente chegou a hora de nos despedirmos de Arraial. ☹
      Olha que anúncio maravilhoso nesse carro que estava na balsa!

       
      Aí devolvemos o carro no aeroporto e pegamos um Uber para a rodoviária que fica do lado do aeroporto. Embarcamos no horário e fomos para Ilhéus.
      Em Ilhéus o pessoal da pousada não conseguia informar direito o endereço da pousada e perdemos um tempinho até achar o lugar. Realmente não consigo entender como que com tanto aplicativo de localização alguém tem dificuldade de informar a localização da sua pousada, mas...
      Como já era de noite, não fizemos mais muita coisa esse dia.
       
       
      Dia 15

      Tomamos café na pousada e já partimos para a praia, pois o tempo era curto. Nosso voo de volta para São Paulo era no meio da tarde.
      Pegamos praia na Praia do Milionários que era a mais próxima da pousada. Dizem que é uma das melhores praias de lá e uma das poucas com mar próprio para banho.
      Olha, foi uma decepção absurda.
      A praia estava imunda! Era difícil achar um lugar que não se deitasse em cima de algum tipo de lixo. A galera é muito porca!
      Se essa é uma das melhores praias por lá, imagino as piores... Que pena.
      Mas era isso para o momento e aproveitamos os últimos minutos de férias na Bahia por lá mesmo.

       
      E como não tinha outra saída, tivemos que fechar as coisas e voltar para casa!
      Olha, foram 2 semanas especiais que passamos lá! De verdade! A Tati não conhecia nada e eu já conhecia uma boa parte dos lugares que visitamos. Mas acho que a emoção foi a mesma que a dela. Lugares lindos, alto astral, sol, natureza exuberante e muitas fotos e histórias que se fosse escrever tudo aqui deixaria ainda mais longo o post.
      Olha, não tem uma semana que passa que não brincamos de largar tudo aqui e abrir uma pousada em Cumuruxatiba!!! 
      Quem sabe!
      E é isso viageiros, qualquer coisa que eu puder ajudar com as dúvidas de vocês desses lugares é só perguntar!
       
      Abraço!
       
      Profissão: Viageiro
      Insta: @profissaoviageiro
       

    • Por Raiany
      Olá pessoal. 
      Como foi muito válido os relatos aqui do blog para a minha viagem, decidi compartilhar a minha experiência com vocês também. 
      Siga nosso Instagram @iraaventuras
      Importante: 
      * Contratamos o pacote sobrevivência com a IGUANA TOUR 
      * Use o @prefiro viajar para ganhar 5% de desconto na iguana tour
      * Em Manaus o horário é uma 1 hora a menos do horário de Brasília.
      * Leve muito repelente.
      *O Day Tour com os botos você pode chegar no Porto e pagar mais barato do que paguei indo a uma agência.
      Custos
      Passeio Floresta ( Sobrevivência)= 1440
      Passeio com Botos =180
      Passeio Presidente F. =270
      Vôo RJ x Manaus=930 (pagamos bem caro)
      Hotel primeiro dia = 205
      Casa Airbnb = 478
       
      1°dia- Chegada em Manaus
      Saímos de Volta Redonda de ônibus com destino ao Rio de Janeiro. R$45,00.
      Quando chegamos na rodoviária pegamos um Uber para o Aeroporto Santos Dumont. Pagamos uns 12,00.
      Chegamos em Manaus por volta das 13:30 e a agência que contratamos os passeios IGUANA TOUR realizou o transfer até o hotel. Ficamos no Tropical Executive Hotel, onde paguei R$ 205,00  em uma diária. O hotel é muito bom e fica super perto da praia da Ponta Negra. Almoçamos e aproveitamos a piscina.

      https://www.tropicalexecutive.com.br/
      2°dia- Chegada na Floresta 
      As 06:00 hrs fomos tomar o café da manhã maravilhoso do hotel. E as 07 horas o responsável da Iguana Tour nos levou até o escritório deles no centro de Manaus. 
      Saímos do escritório as 08:00 e fomos levados até o Porto do Ceasa. Pegamos um barco onde vimos o encontro das águas, uma Kombi e mais um barco até chegar na pousada Juma Lake in.  
      A tarde fomos passear de barco onde foi possível dar um mergulho, pescamos piranha e avistamos alguns animais na natureza. 
      Depois do jantar fomos fazer a focagem de Jacaré 

       3°dia-  Nascer do Sol + Caminhada na Floresta

      Saímos antes do café para contemplar o nascer do Sol. Depois voltamos para tomar café e saímos para caminhar na floresta. O nosso guia explicou sobrr as plantas medicinais e nos mostrou algumas árvores . 
      Comemos a larva do cocô de babaçu. Não deixem de comer rs.
      Saímos a tarde para acampar na floresta.  Montamos nossa rede e o guia fez o nosso jantar na fogueira. Após o jantar fomos ver as estrelas.

       4° dia- Canoagem 
      Após o café fomos passear de barco e nadar no Rio. 

      A tarde fomos fazer canoagem e avistamos algumas iguanas entre a floresta inundada.

      A noite poderíamos dormir na selva mas decidimos ficar no conforto da pousada mesmo rs😂
      5° dia - Processo da Borracha
      Saímos após o café em direção a uma Seringueira. Nosso guia extraiu o látex e nos mostrou o processo de obtenção da Borracha. 

       
       6°dia -Árvore Sumaúma/ Retorno para Manaus.
      Após o café saímos de barco para conhecer uma árvore enorme.

       Retornamos a Manaus e fizemos Check in numa hospedagem do Airbnb. 
      https://www.airbnb.com.br/rooms/41067966?_set_bev_on_new_domain=1627585358_NGE1NGM2NzczNTY3&source_impression_id=p3_1627585383_nlbsiIWVdfFJOaz9&guests=1&adults=1
       
      7° dia - Teatro Amazonas
      Chegamos antes do nosso horário agendado para tirar fotos fora do teatro e no Largo de São Sebastião. A visita dura uns 30 minutos e por dentro do teatro é proibido usar o flash de câmera e celular. Custou R$ 20,00 a meia entrada.

      Almoçamos no restaurante Caxiri a famosa costela de tambaqui com suco de cupuaçu e dadinho de tapioca. Custou R$ 200,00.
      8° dia - Presidente Figueiredo
      Contratamos o pacote Galo da Serra com a IGUANA TOUR R$ 270,00. O almoço é a água é incluso.
      Buscaram a gente na casa de manhã e seguimos estrada a presidente Figueiredo que é um pouco longe. 
      Conhecemos a gruta maroagra e a gruta da Judéia. Essas grutas são belíssimas.

      Após o almoço seguimos para a cachoeira Iracema. 

      As 16 horas retornamos a Manaus e chegamos por volta das 18:30.
      9° dia - Mergulho com Botos/ Parque Januari/ Visita ao Viveiro de Pirarucu/Visita a tribo Indígena 
      O transfer da Iguana nos levou até o responsável pelo barco no Porto. Sairia mais barato se fossemos direto ao porto mas não sabíamos. Pagamos R$180,00 na agência.
      Fomos ao lugar onde é possível mergulhar com os botos. Um guia da peixes para ele comer e ele vem interagir. Essa atividade é super rápida se possível vá no início da semana pois ao aproximar do final muitos turistas aparecem e fica difícil tirar uma foto sozinho.

      Após esse evento fomos em direção ao Viveiro de Pirarucu. Lá vende iscas onde você pode tentar pescar. 
      Fomos em direção ao parque Januari. Como estava em época de cheia não encontramos vitória-régia mas em outras épocas é possível encontrar. Lá possui muitos macacos. 
      Após o almoço fomos visitar uma tribo indígena. Eles explicam sobre seus costumes,oferecem a pintura no rosto e você pode tirar fotos com os animais que eles criam. 

      Pintura no Rosto R$ 5,00 e para tirar fotos com os animais R$10,00.
      9° dia - MUSA 
      Saímos cedo para provar o x-caboquinho em uma padaria ( Lindopan) no centro. Após o café chamamos um Uber para nós levar até o MUSA que é um pouco distante do centro da cidade. Foi o mais caro que pagamos de Uber R$ 20,00.
      A meia entrada custa R$ 10,00 sem guia. Você pode fazer uma visita no nascer ou no por do Sol com agendamento de no mínimo 2 dias. Lá dentro tem uma lanchonete mas não tem muitas opções. 
      Não deixe de subir a torre para ver a copa das árvores é uma bela paisagem.

      Para voltar foi difícil conseguir uber então pegamos um ônibus( n°448) pertinho da entrada do MUSA para o Centro. Custou R$ 3,80.
      10° dia - CIGS zoológico / Shopping Manauara. 
      Pegamos uma super fila para entrar no zoo era Sábado. A meia entrada custa R$ 10,00 e você tem 30 minutos para a visita. Na minha opinião não é tão legal , caso tenha outra coisa para fazer não perca o seu tempo.
      Pedimos nosso almoço no restaurante tambaqui de banda pelo ifood. Não saímos muito a noite para economizar, como ficamos em uma casa demos o nosso jeito com a comida. 
      A tarde fomos ao shopping manauara tomar um café mais chique. Recomendo o Molen Cafés.
      11° dia - Day Use Novotel Manaus/ Retorno ao Rio
      Depois de gastamos um dinheiro com almoço descobrimos que o Novotel tem uma opção de almoço+ piscina por R$ 150,00.


      Eles servem um tambaqui com acompanhamentos que serve até 3 pessoas muito bem. Fornecem toalha também. 
      Foi o lugar perfeito para se despedir.
      Pegamos o nosso vôo de madrugada e chegamos ao RJ de manhã . 
      Fizemos o trajeto de Volta para casa Rio x Volta Redonda. R$ 55,00.







    • Por Carol Magnoni
      Introdução
      Após passar dois dias em Cuiabá (roteiro está no meu perfil aqui no site), fui conhecer Nobres, ou melhor, um distrito de Nobres, chamado Bom Jardim. Um pequeno paraíso no interior do Mato Grasso ainda pouco explorado.
      Bom Jardim fica a 140km de Cuiabá e é conhecida como a “Bonito do Mato Grosso”. Não conheço Bonito, mas garanto que Bom Jardim é maravilhoso e vale muito a pena ser visitada.
      Em primeiro lugar, como chegar? Para responder a essa pergunta tenham em mente o seguinte:
      - eu cheguei em Cuiabá de avião, portanto não tinha carro;
      - eu tinha apenas um dia para conhecer Bom Jardim, nem sequer poderia dormir lá;
      - ônibus não é exatamente uma opção: pelo que pesquisei não existe um ônibus que vá de Cuiabá direto para Bom Jardim, é preciso pegar um ônibus para Nobres e depois outro para Bom Jardim, o que levaria muito tempo, coisa que eu não tinha; mas, para quem puder ficar mais dias em Bom Jardim, talvez o ônibus seja sim uma boa opção, mas já adianto que não é simples comprar passagem pela internet, o melhor mesmo é se informar na rodoviária de Cuiabá;
      - em Bom Jardim os atrativos ficam distantes um do outro, alguns à beira da estrada, outros estrada de terra adentro, o que praticamente impossibilita o traslado entre um e outro a pé.
      Tendo tudo isso em mente, a primeira coisa que pensei foi em contratar uma agência de Cuiabá que incluísse os atrativos (logo tratarei deles), o transporte de ida e volta (Cuiabá-Bom Jardim) e também os traslados entre os atrativos. Embora existam agências que fazem exatamente isso, eu não consegui reservar para a data que pretendia, e não por falta de vaga, mas porque as agências não conseguiram o número mínimo de pessoas para fechar um carro ou van (e olha que era um sábado, na semana do Natal, quando é considerado alta temporada). Eu tentei com 3 agências diferentes e em nenhuma delas deu certo.
      Frustrada, já estava pensando em mudar os planos, quando decidi conversar com a Joana, a guia que me acompanharia nas trilhas na Chapada dos Guimarães (será objeto de outro relato) e ela me sugeriu alugar um carro e ir por minha conta. Porque eu não pensei nisso antes? Talvez por estar sozinha, dirigindo no interior de um Estado até então totalmente desconhecido por mim, numa estrada que não fazia a menor ideia das condições, agravado pelo fato de que eu já sabia que durante o trajeto e também em Bom Jardim não funcionaria celular 😅. Mas, a Joana, que é da região, me encorajou e eu decidi alugar um carro e ir sozinha mesmo.
      A opção foi usar umas milhas que estavam dando sopa e consegui alugar um carro sem precisar desembolsar mais dinheiro. Com as milhas eu paguei a diária de um Ford Ka, desse modelo bem novinho, com ar-condicionado. E foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Além de poder fazer meu próprio roteiro, escolher os atrativos que eu quisesse, ficar neles quanto tempo eu quisesse e parar na estrada quantas vezes eu bem entendesse para admirar a vista que se tem da Chapada, foi bem libertador fazer esse rolê por minha conta.
      Dito isso, se você não tiver um carro para fazer esse passeio, super recomendo que alugue um e faça.
      Mas não seja uma pessoa apressadinha e saia digitando desesperadamente no Google Maps “Cuiabá –> Nobres”, porque assim você vai acabar percorrendo 50km a mais (!!), já que os atrativos não ficam na cidade de Nobres, mas sim no distrito de Bom Jardim, que pertence ao município de Nobres, mas dista 64km da cidade. Se você está em Cuiabá e digita “Nobres” no Maps, o app vai te levar à cidade de Nobres percorrendo um outro caminho, mais longo. Então a dica é digitar “Bom Jardim MT” ou então o nome de algum atrativo, por exemplo, “Balneário Estivado”, assim o Google irá reconhecer um outro caminho, inteiramente asfaltado, e com a economia de 50km.
      O caminho mais curto tem cerca de 140km e leva, em média, 1h50. Já o mais longo (que passa pela cidade de Nobres) tem cerca de 190km e leva, aproximadamente, 2h40.

      Algumas atrações requerem a compra antecipada de vouchers, que são vendidos por agências turísticas situadas na cidade de Nobres, mas você não precisa passar lá para pegar os vouchers. Eu comprei alguns antecipadamente pela internet e liguei na agência pedindo que os encaminhassem ao Aquário Encantado (meu primeiro destino em Bom Jardim), assim, não precisei ir até Nobres. Isso é uma prática comum das agências, não foi nenhum favor que fizeram e não tem problema nenhum em pedir. Cheguei no Aquário e lá estavam meus vouchers me esperando lindamente. Você não tem motivo nenhum para ir à cidade de Nobres, que eu saiba, lá não há atrativos.
      Eu comprei os vouchers com uma agência que encontrei digitando no Google mesmo, a Nobres Turismo (http://nobresturismo.com.br/ ), e deu tudo certo. Os preços são praticamente tabelados, vai ter pouca ou nenhuma diferença entre as agências.
      Atrativos
      Os principais atrativos em Bom Jardim/MT são:
      - Cachoeira Serra Azul (SESC) (R$ 80,00)
      - Aquário Encantado + Flutuação no Rio Salobra (R$ 100,00 sem almoço e R$ 150,00 com)
      - Refúgio Água Azul (R$ 80,00 sem almoço e R$ 130,00 com)
      - Flutuação no Rio Triste (R$ 100,00)
      - Vale das Águas (R$ 100,00)
      - Balneário Estivado (R$ 25,00 para o dia; valor do almoço é R$ 50,00 por pessoa)
      - Lagoas das Araras (R$ 30,00)
      - Boia Cross no Duto do Quebó (R$ 100,00)
      Existem outras cachoeiras, trilhas e atividades, mas as principais são essas aí mesmo.
      Se você puder ficar dois ou três dias em Bom Jardim, você vai ter tempo de conhecer todos esses atrativos. Mas se você não tiver tantos dias, assim como eu, aqui vão algumas dicas para escolher:
      - Aquário Encantado, Flutuação no Rio Salobra, Refúgio Água Azul, Flutuação no Rio Triste e Vale das Águas são atrações semelhantes, que consistem, basicamente, em banho e flutuação, nos rios e nascentes da região. Então você pode escolher apenas uma delas, ou duas, que será suficiente.
      Eu escolhi o Aquário Encantado, porque, por fotos, parecia ser o mais bonito. Não me decepcionei. Eu queria fazer o Aquário e a flutuação do Rio Triste, porque li que no Rio Triste se vê mais peixes, só que o Rio Triste é mais longe, enquanto o Rio Salobra fica do lado do Aquário. Então, para poupar tempo, acabei fazendo a flutuação do Rio Salobra, que foi muito legal. Conto detalhes adiante.
      Além desse eu escolhi visitar o Balneário Estivado e a Lagoa das Araras.
      Quanto eu estava decidindo o que iria visitar e o que deixaria de fora, surgiu uma dúvida bem grande entre o Aquário Encantado e a Cachoeira Serra Azul, que são os dois principais atrativos. Pelas fotos, achei a cachoeira mais bonita que o aquário, mas eu nunca tinha feito flutuação na vida e eu já ia conhecer muitas outras cachoeiras na Chapada dos Guimarães, então optei por fazer a experiência da flutuação (e não me arrependi). Mas ainda quero voltar um dia para conhecer a cachoeira.
      Hoje, eu deixaria o Balneário Estivado de lado e iria na Cachoeira, mas, como a cachoeira é um pouco mais distante, eu fiquei com medo de não dar tempo de ver as coisas direito, de ter que fazer tudo correndo. Mas depois eu percebi que dava tempo de ir tranquilamente.
      Eu comprei o voucher antecipado para todos os atrativos que visitei, porém, uma funcionária do Estivado me disse que só a Cachoeira Serra Azul realmente precisa comprar o voucher antecipadamente, que as demais atrações é tranquilo de comprar na hora. Mas como eu sou super prevenida, não tinha outro dia para conhecer o local e sabia que atrações tem limitação de visitantes, comprei tudo antes mesmo.
      Pois bem. Explicado tudo isso vamos ao relato.
       
      Relato
      Peguei o carro na locadora na noite anterior, deixei tudo preparado na mochila - biquíni, toalha, lanchinhos, dinheiro (é aconselhável levar, pq é uma área rural e às vezes o sistema de cartão pode falhar), etc., dei uma espiada na rota pelo Google Maps e tentei dormir cedo para sair bem cedinho e aproveitar ao máximo meu dia em Bom Jardim.  
      Estava um pouco ansiosa e demorei a pegar no sono, mas quando dormi, dormi pesado! Eu estava cansadíssima dos passeios que tinha feito naquele dia em Cuiabá.
      Acordei umas 7 horas, tomei o café da manhã delicioso da dona do Hostel Dom Bosco e parti rumo à Bom Jardim. Era cerca de 8 horas da manhã.
      No começo estava um pouco tensa, mas o caminho não tem erro não. Por via das dúvidas eu sempre baixo o mapa offline, para não ficar dependente de internet. Para quem não sabe o app do Google Maps tem uma opção gratuita de baixar o mapa de uma região para uso offline, fica válido por 30 dias, eu acho, depois pode renovar.
      Outro motivo para você nem cogitar ir até a cidade de Nobres é que, por esse caminho mais curto, você consegue ter vistas incríveis dos paredões da Chapada dos Guimarães, inclusive tem alguns recuos nas laterais da pista para estacionar, que funcionam como se fossem mirantes. Eu fiz paradas em todos os recuos que vi e fiquei admirada e ansiosa para ver esses paredões de perto. Em alguns dias eu iria para a Chapada dos Guimarães.
      Eu também consegui ver um tucano que passou voando bem pertinho da pista e fiquei encantada, mas obviamente não consegui fotografar.
       



      O caminho foi supertranquilo, a estrada é de pista simples e quase sem acostamento, mas naquele sábado de manhã estava deserta e o asfalto é bom. Importante: durante os quase 150km percorridas não havia NENHUM posto de combustível, então saiam com o tanque cheio. Caso necessário, em Bom Jardim tem posto.
      Depois de quase duas horas, cheguei no trevinho de Bom Jardim e, ao invés de ir para a direita (sentido ao distrito), virei à esquerda, sentido ao Aquário Encantado, meu primeiro destino. Há uma placa sinalizando a entrada por uma estrada de terra e, após cerca de 1km, você chega na sede do local.

       
      Nesse momento eu constatei o que já tinha lido na internet, realmente não pega sinal de celular em Bom Jardim, nadinha de nada. Totalmente incomunicável.
      Eu estava apreensiva porque o céu estava encoberto e ameaçando chuva, mas felizmente não chegou a chover e eu consegui fazer todas as atividades.
      A sede do local é bem gostosa, tem mesas, cadeiras, bancos e redes para descanso, um extenso gramado, um banheiro bem organizado, uma lanchonete que vende salgadinhos, bebidas e onde também é servido o almoço.
      Um guia local (incluído no voucher) organiza um grupo de poucas pessoas (na minha vez tinha 10 ao todo) e orienta que não é permitido usar protetor solar ou repelente, para não desequilibrar o ambiente subaquático. Além disso, devemos deixar todos os pertencentes dentro do carro e ir para o passeio apenas com o que pode molhar, basicamente você e o biquíni hahaha. Eu deixei minha mochila no carro e entreguei a chave para o moço que fica na sede.
      Com ele eu também aluguei uma Gopro por 50 reais para poder tirar as fotos embaixo d´água.  Depois ele manda as fotos que você tirou para um celular que não seja Iphone (não sei porque) ou envia por Whats. Mas se você tiver um celular ou câmera a prova d’água pode levar a sua, sem problemas.
      Depois o guia fornece sapatilha aquática, colete salva-vidas e snorkel. Tudo isso está incluído no pacote e parecia bem limpinho e sem mau-cheiro, coisa que é comum em coletes frequentemente usados.

       
      Aí nós subimos numa espécie de "carretinha" que é puxada por um trator e partimos cerca de 10 horas da manhã mesmo com o clima instável.

       

      WhatsApp Video 2021-03-07 at 16.27.32.mp4 O trajeto na carretinha é curto, menos de 1km. Aí descemos e andamos por uma pequena trilha bem tranquila até o Aquário. O lugar é realmente encantador. Mesmo com o tempo completamente nublado, a água estava cristalina, permitindo enxergar vários peixinhos e a areia branquinha no fundo.
      Sempre com o acompanhados do guia, nós pudemos ficar cerca de 20 a 30 minutos nadando no aquário. A temperatura aquele dia estava amena e, ainda assim, a água não estava gelada. Foi muito gostoso ficar aquele tempo ali explorando cada cantinho do aquário.





      WhatsApp Video 2021-03-07 at 16.44.08.mp4 Não vou encher o relato de fotos, mas saibam que no Aquário tem vários troncos de árvores com peixinhos, algumas formações rochosas submersas, lugares mais rasos e mais fundos para serem explorados. Quem quiser ver mais fotos e vídeos, vou postar no instagram @gocaracol. 
      Depois, nós continuamos por uma trilha curta até chegar na altura do Rio Salobra em que iniciamos a flutuação.
      O guia vai na frente indicando eventuais galhos caídos e mostrando os animais. Nós vimos muitos peixes e até uma arraia. Não é permitido tocar nos animais e é recomendado não tocar os pés no chão, tanto para não levantar areia e prejudicar a visibilidade, como para não relarmos acidentalmente numa arraia escondida. A flutuação dura mais ou menos 30 minutos.
      Eu, que nunca tinha feito flutuação na vida, terminei o passeio adorando e querendo mais. Super recomendado.
       



       

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      WhatsApp Video 2021-03-07 at 16.47.24 (1).mp4 Nós voltamos à sede com o trator e o almoço já estava servido. Um self-service simples, porém bem gostoso, cuja estrela é o peixe frito. Eu comprei o voucher com almoço, que custa 50 a mais que o sem. A comida é boa, mas não achei que valeu os 50, hoje eu levaria um lanchinho e compraria o voucher sem almoço.
      Dali eu fui para o Balneário Estivado, que é um restaurante/lanchonete/sorveteria à beira de uma curva de rio com águas calmas, cristalinas, de temperatura agradável e rasinha, que forma uma piscina natural perfeita para banho. Lá é lotado de peixes como dourados, piaus, pacus e piraputangas.
      Em frente ao local, há um recuo para estacionamento dos carros, cercado por árvores que estão lotadas de macacos-prego que adoram se exibir e tentar roubar alguma coisa de você. Fiquei uns 15 minutos no estacionamento interagindo com os bichos, quando encontrei um casal que também estava chegando para conhecer o balneário. Conversa vai, conversa vem, descobri que o casal é de Jacarezinho, cidade pequena do interior do Paraná onde morei cinco anos para fazer faculdade. Nós não nos conhecíamos, mas tínhamos muitos amigos em comum. Essas coisas inusitadas da vida.

       

      WhatsApp Video 2021-03-07 at 18.50.01.mp4 Um bebezinho 😍

      WhatsApp Video 2021-03-07 at 18.52.09.mp4 Disputando uma sacola que pegaram de algum turista.
      Na companhia do casal, apresentei o voucher e entrei no Balneário. Para nossa su rpresa, lá dentro também há muitas árvores e, consequentemente, muitos macaquinhos. É necessário tomar bastante cuidado para que seus pertences não sejam levados por essas figurinhas que são simpáticas e atrevidas. Eu tratei de colocar tudo dentro da mochila, que estava um pouco pesada e difícil para os macaquinhos levarem embora. E tomava cuidado até na hora de tirar as fotos com o celular, vai que eles pensassem que era comida 😅.
      Lá dentro há banheiros, mesas, cadeiras, e um deck de madeira que dá acesso à piscina natural. Tomei uma cerveja e depois um sorvete e fiquei o resto do tempo dentro da água interagindo e observando os peixes.
       


       
       

       

       

      WhatsApp Video 2021-03-07 at 18.59.53.mp4 O macaquinho numa tranquila, numa relax, numa boa, dentro do espaço do balneário 😅.

      Era um sábado a tarde de dezembro e não estava cheio. Havia mesas e cadeiras de sobra. E o sol deu as caras nessa hora.
       

      WhatsApp Video 2021-03-07 at 19.02.51.mp4 O casal de Jacarezinho foi embora antes de mim, porque precisavam ir para outro atrativo que agora não me lembro qual. Era três da tarde e eu já estava um pouco enjoada de ficar ali, porque não tem mais muita coisa pra fazer além de nadar e consumir coisas da lanchonete. Eu bebi só uma cerveja porque estava dirigindo, então não me empolguei de ficar ali mais tempo.
      E foi nessa hora que pensei que, se eu tivesse me organizado melhor, teria dado tempo de conhecer a Cachoeira Serra Azul, mas, embora houvesse voucher disponível, àquela altura eu não queria pagar R$ 80,00 para ficar só uma hora na cachoeira. Isso porque eu ainda tinha um voucher para ir na Lagoa das Araras antes do pôr-do-sol e ainda queria retornar para Cuiabá antes de anoitecer. Além disso, a cachoeira fica meia hora do Estivado, ida e volta daria no mínimo uma hora de traslado.
      Então, aí vai a dica: dá tempo que ficar no Aquário Encantando pela manhã, almoçar no Estivado para conhecer o local, ir no início da tarde para a Cachoeira e voltar para o fim de tarde na Lagoa das Araras. Se quiser algo menos corrido, eu sugeriria tirar o Estivado e incluir a cachoeira.
      Como eu já estava enjoada de ficar no Estivado, não havia tempo hábil para a cachoeira e estava muito cedo para ir na Lagoa das Araras (o ponto alto da Lagoa é no fim da tarde, explico adiante), eu resolvi pegar o carro e dar uma andada para conhecer mais de Bom Jardim.
      Bem, a verdade é que Bom Jardim é minúscula, um vilarejo mesmo, não tem muito o que se ver, então aproveitei para abastecer o carro no único posto de combustível da cidade. Diga-se, o único local que me deu a senha do wifi. No Aquário e no Estivado eu pedi, mas eles me enrolaram dizendo alguma coisa de que era só para funcionários porque a internet é limitada ou algo assim, e eu não insisti. Mas ali no posto eu consegui conectar e mandar uma mensagem para meu companheiro e minha família, avisando que eu tinha chego, que estava tudo bem e que de noite, quando chegasse em Cuiabá, voltaria a falar com eles.

      A "grande" Bom Jardim 😆 - essa é a rua principal.
      Ainda cedo para a Lagoa, eu dirigi de volta para o Estivado e fui um pouco mais à frente para ver o que havia, encontrei uma entrada arborizada de algum sítio ou fazenda e que tinha uma vista bonita para uns paredões parecidos com os da Chapada dos Guimarães, mas menores. Estava tudo completamente deserto, fiquei ali por mais uns 20 minutos contemplando a vista e ouvindo os pássaros.

      Não sei porque, esqueci de registrar a vida para os paredões, mas a entrada é essa.
      Eu acho que era umas 16h quando eu saí e fui, enfim, para a Lagoa das Araras. Antes de ir direto lá, você precisa passar numa loja, chamada Celso Materiais de Construção, onde fica uma pessoa responsável pelo controle de acesso da Lagoa. Na loja você apresenta seu voucher e a pessoa te acompanha até uma porteira (pertinho dali), como eu era a primeira visitante do dia, a porteira estava com cadeado, o homem abriu e eu pude seguir o caminho sozinha. Coisa de poucos metros e você chega na entrada, onde há um gramado para estacionar os carros.
      Parei, comi um lanche que tinha levado e passei bastante repelente nas pernas e nos braços. Com uma pequena trilha bem demarcada, você chega na Lagoa.


      A Lagoa é linda e eu tinha tudo aquilo só para mim. Não havia mais n-i-n-g-u-é-m.
      A Lagoas das Araras é um refúgio de aves e o momento em que mais se avista os bichos é ao entardecer, quando eles ficam voando alucinados de uma palmeira Buriti para a outra. Mas eu não queria ficar até escurecer, porque não queria dirigir de volta para Cuiabá de noite. Eu sabia que ainda estava um pouco cedo para ver a farra dos bichos, mas mesmo assim valeu a pena, consegui ver várias aves que nem sei o nome, araras e a paisagem incrível do reflexo das palmeiras na água.
      A Lagoa, na verdade, é meio que um pântano, lugar perfeito para as Palmeiras de Buriti, que gostam mesmo é do brejo, inclusive um de seus nomes é Palmeira-dos-Brejos. A Palmeira, por sua vez, oca por dentro, forma a casinha perfeita para as araras.
      Toda essa região é uma área de transição do Cerrado com a Amazônia Mato-Grossense, o que faz do lugar um ambiente único para observação da fauna e da flora dos dois biomas.
      Bem, fiquem com a imagens:

      WhatsApp Video 2021-03-07 at 19.19.43.mp4  
              

       
           
       

      Aves que nem sei o nome.
       

       

      WhatsApp Video 2021-03-07 at 19.18.25.mp4 As imagens de celular ficam péssimas, mas ao vivo até que deu para ver bem as araras, que ficam voando de um lado para outro da lagoa.
       

      WhatsApp Video 2021-03-07 at 19.18.25 (1).mp4 Era 17h30 e eu continuava sozinha no local (era sábado !!). Queria ficar lá por muito mais tempo, não enjoava nunca e a cada minuto começava a aparecer mais e mais aves, mas eu precisava tocar a carruagem para não pegar noite na estrada e também para devolver o carro na locadora até às 20h, se não teria que pagar outra diária.
      Quando eu estava saindo, um casal estava chegando, fiquei com inveja do que eles veriam por ali. Mas olha, até que não foi uma ideia ruim voltar antes do pôr-do-sol, porque na volta eu ainda consegui ver os últimos raios de sol refletidos nos paredões da Chapada. Óbvio que eu parei o carro para registrar o momento.


      WhatsApp Video 2021-03-07 at 19.34.41.mp4 Depois desse dia repleto de vistas maravilhosas e de muita interação com a natureza, eu cheguei em Cuiabá. Fui direto para a locadora, devolvi o carro. Chamei um uber e fui para o hostel tomar um banho, jantar e descansar.
      No dia seguinte, meus tios, vindos do interior de São Paulo, passariam em Cuiabá para me buscar e seguiríamos até a cidade de Guarantã do Norte/MT, divisa com o Pará, onde minha mãe mora. Depois eu ainda iria para Chapada dos Guimarães. Essa parte da viagem eu conto no próximo relato 😉.
      Boa viagem e até a próxima 😗

      WhatsApp Video 2021-03-07 at 18.50.01.mp4
      WhatsApp Video 2021-03-07 at 18.50.01.mp4 WhatsApp Video 2021-03-07 at 18.52.09.mp4

      WhatsApp Video 2021-03-07 at 19.18.25.mp4 WhatsApp Video 2021-03-07 at 19.18.25.mp4


    • Por Samu-kao
      Alguém já assistiu a expedição Margarita?
       
       
       
    • Por Rogpan
      Fomos passar o Reveillon  2020/2021 em Salinas ou o Sal para os mais íntimos, aproveitamos para conhecer uma Praia que é bastante visitada, porém alguns de casa ainda não conhecem.
      Resolvi registrar...
      A travessia parte da Praça do Pescador, no início da Orla do Maçarico. Chegamos de carro no local onde estacionamos no acostamento (sem custos) e logo visível fica um trapiche da associação de barqueiros.
      O Ccusto foi de travessia foi de R$ 10,00 (dando direito a ida e volta por pessoa).
       

       

       


      Estacionamos sem custo e sem problemas com locais proibidos(fiscalização), muitas pessoas levam suas bebidas nas caixas térmicas, o bares no outro lado não geram problemas, para o consumo de comidas costumam cobrar os 10%, ficamos na primeira barraca onde tem umas casas de palhas recém construídas.
      O custo médio de um prato para 3 pessoas sai por R$ 75,00. O lugar é bem procurado por família e casais. Poucos carros aventuram-se a atravessar a extensa praia do Farol até essa ponta (final da praia do Farol).

      Os barcos atravessam de 4 até 15 pessoas, uma travessia de 5 minutos.
      o Local rende excelentes fotos!

       


      O Local conta com 3 barracas (bares), serve uma boa comida, não possui rede elétrica o que fica melhor por não ter som em grande volume.
      O local aceita pagamento em cartão ou transferência bancária. Não vimos pacotes divulgando o local nem outros tipos mas acreditamos que o local tenha outro atrativos turísticos, pois vimos muitos Guarás indo para seus locais de descanso. Em breve voltamo a explorar.
       

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