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Amazônia! 12 dias pelo Amazonas e Pará com preços, distâncias e contatos! Parte 2-Anavilhanas

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Esse tópico é continuação do Amazônia! 12 dias pelo Amazonas e Pará com preços, distâncias e contatos! Parte 1 onde colocamos os 3 primeiros dias da viagem, custo total e outras informações. Agora vou continuar aqui os dias em que passamos na região do Arquipélogo das Anavilhanas no baixo Rio Negro.

4º dia - Viagem de Presidente Figueiredo para Novo Airão. Esse trecho tem 320 Km e saímos de PF cedo pra chegar em Novo Airão pra hora do almoço. O caminho é o mesmo de volta até Manaus e já falei da estrada, depois de Manaus pegamos outra estrada que vai muito bem até Manacapuru, mas depois as condições da estrada (AM 352) vão piorando aos poucos até chegar em um trecho de uns 20Km que está péssimo, tem muuuitos buracos, tem que ir a 20km por hora e inclusive rasgamos um pneu. Dá pra passar, mas exige bastante atenção e não recomendo ir a noite ou com chuva. Esse trecho fica mais ou menos uns 40 a 50 Km antes de chegar em Novo Airão. Essa é uma pequena cidade às margens do Rio Negro na região do Parque Nacional das Anavilhanas https://www.instagram.com/parquenacionaldeanavilhanas?utm_source=ig_web_button_share_sheet&igsh=ZDNlZDc0MzIxNw== de onde saem diversos passeios aquáticos para conhecer a região. A cidade vive basicamente em função disso.

Nós escolhemos permanecer com o carro alugado e ir de carro, mas tem outras opções: tem um ônibus que sai de Manaus uma vez por dia e a passagem custa R$60,00, mas só tem um horário (não lembro qual horário), também é possível pegar um carro que fica na ponte do Rio Negro e leva as pessoas que dividem o trajeto, me diseeram que custava R$100,00 por pessoa e também é possível combinar com um Uber pra levar, conhecemos um casal que pagou R$ 250,00 pra levar até lá. Lembrando que depois tem que voltar, então pagar tudo isso de volta, por isso achamos que valia mais a pena ir de carro pra ter mais liberdade de horário, mesmo sabendo que o carro ficaria parado por alguns dias.

Chegamos em Novo Airão e fomos almoçar. Comemos num restaurante chamado Sabor do Sul, que era gostosinho, tem diversos pratos, mas escolhemos uma opção mais econômica, um comercial com pirarucu e baião de dois por R$ 35,00 o prato. Dá pra comer bem.

Tentamos visitar a Fundação Almerinda Malaquias que é uma ONG que capacita jovens e adultos na produção de artesanato em marchetaria e reciclagem, vendendo as peças através da sua loja social e tem um trabalho social com comunidades locais, mas não encontramos ninguém pra nos atender, só o pessoal trabalhando, então deixamos pra outra oportunidade.

Depois fomos visitar o Flutuante dos Botos https://www.instagram.com/flutuantedosbotos?utm_source=ig_web_button_share_sheet&igsh=ZDNlZDc0MzIxNw== Eu queria muuuuito conhecer esse lugar porque ele tem uma proposta de conhecer os botos sem invadir o espaço deles, respeitando os animais. Eles fazem um papel educacional também, não só exploração turística. Vale muito a pena visitar, conhecer os botos, cada um com um nome, características e conhecer a história do local. Eles são totalmente livres, mas vão lá e podemos interagir com eles sem nadar junto. Eu tinha visto que tinha acesso a pé pra chegar ao flutuante, mas chegando lá não conseguimos, porque está acontecendo uma obra, já bem longa que impede o acesso por terra e tivemos que pegar uma pequena lancha pra nos levar até lá. Do lado do acesso ao porto tem uma salinha onde ficam alguns barqueiros que fazem diversos passeios na região, inclusive levam ao flutuante que é bem perto, uns 3 minutos de barco. Pagamos R$20,00 por pessoa pelo transporte de ida e volta e R$ 30,00 no flutuante por pessoa.

Como já disse fomos no final da estação das chuvas e ainda estava tudo bem cheio, então em Novo Airão ainda não tinha praia, mas nos disseram que na época da seca que começa em julho e tem o auge em setembro/outubro tem uma grande praia na cidade que a população aproveita.

Nós reservamos uma tarde e noite em Novo Airão para ir no dia seguinte para nossa hospedagem no Rio Negro, mas realmente acho que não valeu a pena, não tem nada de interessante pra se fazer na cidade e acabamos só ficando por ali, comemos um lanche, mas nada de interessante. Em geral as pessoas se hospedam ai pra pegarem os passeios de barco, mas a nossa intenção era ir pra nossa hospedagem no rio e de lá explorar a região.

Aproveitamos também para ir ao mercado comprar comida e água pra levar pra nossa hospedagem que seria bem afastada com acesso apenas de barco. Uma observação é que apesar dessa cidade ser bem pequena, o mercado tinha mais opções do que o mercado de Presidente Figueiredo.

Tem diversos roteiros na região, de 2 horas de passeio, 4h, 6h mas de modo geral os preços são salgados e variam mais ou menos entre R$ 600,00 a R$ 1200,00, dependendo do roteiro e da quantidade de pessoas. Eu conversei com vários barqueiros e os preços são meio tabelados, só fizemos um passeio porque conseguimos negociar um pouco e dividimos com um casal na nossa hospedagem.

5º dia - Logo cedo o caseiro da nossa hospedagem veio nos buscar no porto. Nõs deixamos o carro estacionado na entrada da pousadinha que passamos a noite na cidade. Nós ficamos hospedados numa casa de palafita às margens do Rio Negro que ficava a cerca de 20min de barco. Ficamos na Casa Pallafita https://www.instagram.com/casa_pallafita?utm_source=ig_web_button_share_sheet&igsh=ZDNlZDc0MzIxNw== que é uma pequena pousada, com apenas 3 suites simples, mas que permite uma imersão na natureza do local, principalmente nadar, ouvir os pássaros, ver o amanhecer, sentir o silêncio...Não tem vizinhaça, e só se chega de barco. Essa hospedagem está no Airbnb, mas nós reservamos direto com a proprietária que é a Elis, que foi uma simpatia, nos deu várias dicas e inclusive nos ajudou na negociação do passeio. O preço da diária é R$ 300,00 o casal com café da manhã bem gostoso, mas como escolhemos um quarto com uma pequena cozinha pagamos R$ 350,00 a diária. Na pousada tem um restaurante com preços justos se não quiserem cozinhar. Esse é o contato da proprietária 92 98277-4586.

Na cheia o rio está à beira da casa e podemos simplesmente nadar ali mesmo, mas na seca disseram que tem um longo trecho de areia pra chegar à praia.

Fizemos um passeio de 4h com o barqueiro Jailton 92 8461-1413, começando pelo arquipélogo das Anavilhanas conhecendo os Igapós (floresta alagada) onde navegamos próximos às copas das árvores, vendo os espelhos d'água que é a maravilhoso e lagos. Depois visitamos a base flutuante do ICMBio onde mora um Jacaré açú que por sorte estava lá e pudemos vê-lo, em seguida a comunidade ribeirinha de Santo Antônio onde atualmente vivem 23 pessoas de 11 famílias https://www.instagram.com/comunidadesantoantonio._?utm_source=ig_web_button_share_sheet&igsh=ZDNlZDc0MzIxNw== com seu artesanato, um pequeno museu com uma pequena coleção de fragmentos de cerâmica recolhidos na região, muito interessante mostrando todo o tempo de ocupação da área e semelhança com cerâmicas de outros locais da américa do sul, uma biblioteca e escola local e depois fomos conhecer a comunidade Tiririca que é parecida, mas é maior.

Voltamos pra casa, almoçamos e passamos a tarde no rio...A noite aproveitei pra ver o céu espetacular!!

6º dia - Aproveitei pra acordar e ver o nascer do sol. Foi maravilhoso aproveitar o silêncio, o amanhecer com o canto dos pássaros e o dia chegando devagarzinho, sem palavras pra descrever isso, só sentir...

Aproveitamos a manhã ficando por ali, nadando no rio...depois do almoço, combinamos com o Matheus que é o caseiro local que nos levou de barco pra conhecer uma região de igarapé, o passeio foi maravilhoso, mas o igarapé estava também alagado, invadido pelo rio, então aproveitamos muito pra mais uma vez navegar pelos igapós, mas o igarapé em si, só vai aparecer claramente quando as águas do rio baixarem. Final da tarde, só aproveitamos o local, nadando e descansando.

7º dia - Dia de ir embora para Manaus...Vontade de ficar!! Amamos demais ficar hospedados nesse local e vivenciar estar no coração da floresta!! Tomamos café, nadamos no rio Negro pela última vez e já fomos embora. O caseiro nos levou para Novo Airão às 10h. Chegando lá pegamos o nosso carro e pra nossa surpresa o pneu estava no chão, aparentemente o dano deve ter acontecido na estrada esburacada...Isso atrapalhou bastante os nossos planos, porque tivemos que ficar por mais umas três horas até trocar o pneu, achar a borracharia, arrumar o pneu.

Conhecemos um turista chinês que estava meio perdido pela cidade, precisando de ajuda pra sacar dinheiro pra ir pra Manaus de onde pegaria um vôo para o Suriname, depois de ter passado pelo Rio de Janeiro, Foz do Iguassú, Ouro Preto e Amazônia onde nos encontramos. Acabamos almoçando juntos de demos carona pra ele até Manaus, foi bem interessante, apesar da dificuldade de comunicação, mas que foi amenizada pelo google tradutor rsrs.

Pneu consertado fomos pra Manaus passando novamente pela estrada esburacada, mas que na volta inexplicavelmente foi mais rápido, como sempre kkk. Mas por conta do atraso do pneu chegamos já no final da tarde, no limite pra devolver o carro alugado e fomos para nossa hospedagem. Pretendíamos visitar algumas coisas em Manaus, como o MUSA, mas não deu tempo.

Ficamos hospedados bem perto do porto porque no dia seguinte de manhã íamos pegar o barco pra fazer a viagem pelo Rio Amazonas até Santarém. Foi bom do ponto de vista do deslocamento no dia seguinte, mas a região do porto é bem feia e não tivemos coragem de passear a noite pela região e nem disposição pra pegar um transporte pra ir pra outro lugar, então ficamos no quarto mesmo, pedimos um lanche e boa...descansar pra viagem longa.

Viajamos em redes num Ferryboat por 32 horas pelo majestoso Rio Amazonas e foi uma grande experiência que vou relatar na parte 3, com informações de como comprar a passagem, valores e dicas bem úteis.

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