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Dia 01 - Viagem de guarulhos para salvador 
Voo direto Azul, saída 16h10, Valor Pago: 191,44 (Comprado 27/08)
Chegamos pegamos uber para um Shopping que fica a caminho da Rodoviaria de salvador (Comida no shopping de lá é mais barato que nos shoppings de Jundiai/São Paulo)
Pegamos outro Uber para pegar o ônibus (as 23:00) sentido Lençois na Chapada Diamantina. 
Empresa de onibus: Rapido Federal (https://passagemrapidofederal.com.br/ )
Preço: 108,00 (compramos antecipado e pagamos alguma taxa de conveniência, tem que ir no guichê para pegar a passagem, se informe sobre o hr de funcionamento)


 

Dia 02 - Lençois (Gruta da Lapa Doce, Pratinha e Morro do Pai Inácio)
Chegamos de ônibus em lençóis por volta das 5:30 da manhã, os lugares para tomar café só abriram por volta das 6:30. Após o café fomos deixar as malas no hostel e pegar o carro que havíamos reservado.
 

Estadia: Viela Hostel (30,00), bem hostelzão, bem localizado, comodidade média. Mas achei que o custoxbeneficio valeu MUITO a pena. Veja como a avaliação do hostel no booking  é boa
http://bit.ly/vielahostel

0B1YbLzBAXlyGsXvmCQKMzXY3lIMhquhlQkN1G4IGnis7CZafhrvjYsjkwTgphTAemROYjQFrONMnMJL_U8AAEnMQlQZNKkoowz6hAG4nlIrvMv9AMLtcbt2aOE9iHya6fTrZ183

 

Aluguel de carro: Empresa Seabra 75 9901 7946 
Retirada em lençóis e devolução em Capão (devolução em capão facilitou muito a logística, pra não pagarmos o carro enquanto estávamos no Pati) 
 

Passeio: Gruta da Lapa Doce, Pratinha e Morro do Pai Inácio. Vá cedo para lapa doce, passe a maior parte de dia na pratinha (tem boa estrutura) e no max 15h30 vá para o por do sol no pai inácio (imperdível). 

Morro do pai inácio tem hr limite para subir (por isso não pode sair tarde da pratinha. Para nós foi uma aventura chegar a tempo, pq saímos tarde, mas isso nos rendeu algumas amizades rsrs).. Pratinha tem uma flutuação de snorkel em águas cristalinas e dentro de uma gruta. Recomendo!

*o Horario do por do sol (e hr que deve sair da pratinha) varia de acordo com a epoca do ano, o google mostra o horario do por do sol.


 

Dia 3 - Ibicoara (Cachoeira do mosquito + Poço azul)
Saímos de lençóis cedo com tudo no carro, a ideia era fazer os passeios durante o dia e dormir em Ibicoara (a viagem é cansativa).

Passeio: Cachoeira do mosquito + Poço azul.
Poço azul tem horários melhores de se fazer a flutuação, se informe e se planeje para chegar pelo menos 2h antes (é comum ter fila)
Normalmente as pessoas fazem Poço azul+poço encantado, nós decidimos (no dia anterior) fazer cachoeira do mosquito, pqe poço azul é só contemplação.

Estadia: Hostel Kosmos, 30,00 Reais, acomodação boa com vibe roots. Você encontra essa acomodação no Airbnb (Essa estadia não esta listada no booking). 
Aproveito e deixo pra vocês um cupom de desconto no air bnb
https://www.airbnb.com.br/c/caiov277?currency=BRL

WdhgReac1oKQhfyf0WeqxMgsoXPcSP0HEcjLsfLFYeajhbe0-aO_uvB9rLMWfE60JWotsA3mL9PjsrzYxF0PwsH2SeyLO1nXoeI2oXt8-7tgvJS8tQLZCuXrlfLvIUpBwKYUTBby


 

Dia 4 - Ibicoara (Cachoeira do Buracão)
Passeio: Cachoeira do Buracão. Trilha de 3km cada trecho, nada muito pesado. 
É obrigatório uso de guia

Cachoeira do buracão é IMPRESSIONANTE, bastante alta e com um visual completamente diferente, tem paredões que cercam a cachoeira e o percurso que o rio faz depois dela. É uma vista imperdível.

Guia: Nina (77 8111-5477 - @nina__guia são 2 underlines) ou o marido dela, Clayton (77 98153 5697 não fizemos com ele). Ambos São MUITO BONS. Nós fizemos o percurso com a Nina, ela é uma otima guia, sabe manter a cadencia da trilha e tem otimas conversas, explica bastante sobre a região. Em determinados pontos ela mostra exatamente como atravessar obstaculos. Recomendo MUITO.

Comida: Jantamos TODOS os dias no restaurante “point dos amigos”, a comida é muito barata e gostosa. A comida é preparada de forma caseira pela dona do restaurante, com quem fizemos amizade e no fim parecia nossa tia kkkkk.


 

Dia 5 - Ibicoara (Cachoeira da Fumacinha por baixo)
Passeio: Cachoeira da Fumacinha por baixo. Trilha de 9KM cada trecho, caminho PESADO, principalmente por ter que ficar andando nas pedras (leito do rio). Segundo a guia quando o rio enche (que não era o caso) a trilha fica ainda mais difícil. Uso de guia não é obrigatório, mas acho MUITO recomendado, principalmente por que alguns trechos tem escalaminhadas. A trilha é bem bonita e a cachoeira da Fumacinha é um ABSURDO. Linda DE MAIS. a agua é bem gelada (já que quase não bate sol)

Guia: Nina (77 8111-5477 - @nina__guia são 2 underlines)

 


Dia 6 - Capão (cachoeira da fumaça por cima)

Saímos cedo de Ibicoara para ir para o capão e fazer a trilha da cachoeira da fumaça por cima. Viagem é longa e feita em sua maioria por estrada de terra (se for por guiné, que é bem mais rápido).

Chegando em Capão, fomos para a estadia Sempre viva, algum dos amigos que fizemos na viagem  nos indicou e depois nos encontramos com o nosso guia do Pati (Val - contato vou colocar mais pra baixo, quando for falar do pati). 
A comunicação no vale do Capão é bastante dificil, já que não tem sinal de celular. Basicamente tem que achar um wifi para se comunicar.

Passeio: Para chegar na cachoeira da fumaça é preciso fazer uma trilha (cerca de 1h30), antes de subir é necessário assinar um livro de controle (para saberem se todos que foram, realmente voltaram) e se quiser, pode contribuir com qualquer valor para a preservação do lugar.
O inicio da trilha é bem Ingreme, mas depois a trilha é pana e tranquila. Tente ir pela manhã, para fugir do sol quente.
Existe um horario limite para iniciar a trilha, 13h. O horário é para dar tempo de subir, apreciar e voltar antes de ecurecer.

Estadia: Sempre viva (40,00) - Acomodação boa, custo beneficio OTIMO. 40 reais por pessoa por quarto privado. Caso for fazer o vale do pati, a acomodação cobra 10 reais para guardar a bagagem e permite banho na volta.
Não encontrei a acomodação no booking
SJnBHY6duDAeTMwySZMXe_4YmPJqtmuFNYTPnVrZ6AmscjPW7lEJG1CIOZcl3t8W5qHsjgRjq5UWM-j7L378nRPm1lO7kW84xG72YBYm2EJrEcsNMJ0tfr9-lhJVgg2FaiwhNOky


 

Dia 7 - Pati (Cachoeirão por cima)
Saímos cedo em direção a guiné, por onde dariamos inicio a travessia do Pati (entramos por Guiné, por uma subida chamada Aleixos e saímos por Capão). Passamos em palmeiras para o guia (Val, que recomendo MUITO (075) 99167-6817) fazer as compras dos lanches para os 4 dias, ele carrega tudo no mochilão, e nós só precisamos levar nossos proprios pertences na mochila pequna (usei uma de 30L). 
Como você vai carregar o peso nos dias em que estiver fazendo o pati, economize no peso, evite coisas desnecessárias.

Devolvemos o carro em guiné, na entrada da trilha. Isso ajuda DE MAIS na logística e na economia, fazendo desse jeito você não paga transfer para guiné e nem paga o carro durante os dias que estiver no pati. 

Vai ter que pagar uma taxa de devolução extra por devolver em guiné, mas acaba compensando. 

Foram 4 dias de trilha que o carro ficaria parado, a diária do carro é 140, ou seja, economizamos 560 reais. Para devolver o carro em guiné, pagamos 130,00 mas isso nos economizou o transfer, então um abateu o outro. (Essa foi uma baita dica p vc economizar uns dins hehe)

Nosso roteiro esse dia foi: Guiné (aleixos), cachoeirão por cima, descida pela fenda e pernoite na casa do Sr Eduardo. Esse é um roteiro que poucas pessoas fazem, achei a fenda uma trilha perigosa devido aos buracos disfarçados com mato. Andamos cerca de 18Km, subida íngreme no aleixos e descida muito íngreme na fenda (não recomendo fazer o caminho inverso, subindo a fenda).

A caso do Sr Eduardo é bem simples se comparada com a igrejinha. A comida é deliciosa.


 

Dia 8 - Pati (Cachoeira dos funis)
Saímos não tão cedo da casa do Sr Eduardo sentido igrejinha passando pelo poço da árvore e funis. cerca de 15 km percorridos, caminhada tranquila. Foi um dia para tomar banho de cachoeira e relaxar. Não achei as cachoeiras nada MUITO impressionante. Mas foi um dia gostoso pra curtir com calma.

Neste dia o val (guia) cozinhou o jantar. 

A igrejinha é uma das estadias mais conhecidas, por ter fácil acesso. E em consequência também é bastante cheia.
Ali tem alguns banheiros com água quente (o guia só me avisou depois que eu já tinha tomado banho gelado kkk) 


 

Dia 9 - Pati (Morro do castelo)
Percurso esse dia foi Igrejinha - Sr Wilson (para deixar o que não iriamos usar. É caminho)  - Morro do castelo - Sr Wilson. Total de +- 14KM, porém subida forte na ida e descida forte na volta. Apesar do percurso íngreme, não foi um dia cansativo.

Morro do castelo tem 3 mirantes, um deles está sendo estudado e talvez seja fechado (por risco de queda de placas de pedra). 

Nesse dia é necessário lanterna, pois para acessar os mirantes se passa por dentro do “castelo” através de grutas, a lanterna do celular dá, mas uma de cabeça é o ideal. A caminhada nesse dia é bastante protegida do sol.

O morro do castelo tem vistas IMPRESSIONANTES, com certeza é um dos lugares imperdíveis do pati.

A casa do Sr. Wilson tem ótima recepção e tem o que julgamos a melhor comida do vale (não que as outras foram ruins, mas aqui a comida foi espetacular).

 

 

Dia 10 - Pati (Gerais)
Percurso: Casa do Sr wilson - capão (saindo pela bomba). Esse dia a caminhada é MUITO exposta ao sol, já saímos do vale e andamos vários KMs por cima. Caminhada total é de 22KM. Dia bastante cansativo. O visual por cima do pati é bastante bonito.

Ao terminar a trilha na bomba, precisamos contratar um transporte para chegar ao vale do capão, caso contrário seriam mais 7 KM de caminhada. Logo que acaba a trilha tem um bar/lanchonete, o guia pediu para a atendente chamar o responsavel pelo transporte (que aparentemente mora ali perto).

Chegando no vale, jantamos e fomos rapidamente para a estadia bem estar tomar banho e pegar o restante das malas. Dali pegamos um trasnporte para palmeiras (15,00)  e de palmeiras pegamos o ônibus para salvador.

Empresa de onibus: Rapido Federal (https://passagemrapidofederal.com.br/ ) Preço: 94,00


 

Dia 11 - Salvador (Turistando)
Chegando em salvador, pegamos um uber e fomos para o hostel (que procuramos no onibus). Alguns amigos que fizemos na viagem nos indicaram ficar no bairro Rio Vermelho, um bairro bohemio de salvador (compararam com a vl Madalena em SP).

Estadia: The Hostel (40,00), fica no bairro Rio vermelho, Hostel é bom, tem piscina e café da manhã. Não deu para avaliar tão bem, já que ficamos só 1 noite.Mas as acomodações no geral são MUITO boas.
http://bit.ly/TheHostelSalvador
idfNzhLExP9PhzkHJ5pbbrhKsHTTCF-TBe_41jL_OK3LpfcmjvHWL2KQ6KDSoCC5_v9tz-pPZAdT5OHXXb2i6mrDglCJ1_TLhYPUQ-GBtfz4iph1x8q32BKowTp0QgxunqdPuXLB

 

Passeio: Fizemos um tour por conta própria, de uber.

Saímos do Hostel - Basílica senhor do bonfim - Sorveteria ribeira (não achei que vale a pena, tem uns sabores diferentes mas nada de maaais) - Pelourinho, elevador lacerda, mercado modelo (almoçamos por la, tem 2 restaurantes com visual legal e preço “ok”) - Por do sol no farol da barra (imperdível)

Durante o dia ficamos em dúvida se iríamos ou não para morro do SP no dia seguinte ou ficar um dia a mais em salvador. Por fim decidimos ir no dia seguinte e fechamos translado para Morro de SP (umas 21h) com a cassi turismo por 90,00 (negocie, pois as vezes cobram mais caro.)

Comida: Acarajé da dinha, é um ótimo local para experimentar a comida típica. Tem um quiosque pertinho do hostel.


 

Dia 12 - Morro de SP (Praia de Gamboa)
A empresa Cassi turismo passou nos buscar cedinho no hostel (6h30, se não me engano. Perdemos o café) com uma van. Fomos levados para um local onde acertamos o valor do transfer e pegamos uma balsa para fazer uma travessia, depois da travessia pegamos um ônibus e então uma lancha rápida (esse percurso é fácil de achar detalhado na internet)

Esse modo é chamado de semi-terrestre. Julgamos ser a melhor opção para chegar em morro de SP, devido principalmente aos horários. A empresa cassi turismo você encontra por TODO CANTO de salvador. 

Chegando em morro de SP várias pessoas vão oferecer para levar a sua mala, a primeira subida é MUITO íngreme, depois é mais tranquilo. Vai de cada um julgar a necessidade de pagar ou não (nós não pagamos, até pqe nem sabíamos onde íamos ficar qnd chegamos).

Depois de passar algum perrengue procurando estadia, fechamos com a pousada tranquila uma indicação de uma amiga que já tinha visitado morro de SP

 

Estadia: Pousada tranquila 110 o quarto com 4 e 3 lugares (negociado na hora), tivemos que mudar de quarto no meio da estadia. Pousada com ótimo custo x beneficio, fica na frente do mar na terceira praia (da pra ver o nascer do sol do quarto, se ficar no quarto de 4 pessoas). Pousada conta com bom café da manhã (com vista para o mar). Recomendo muito a estadia!
http://bit.ly/PousadaTranquila
mH4dh81qvYhyEIoaEYN6uUAl8jI0WlYi2ZwQK74Ag5ITDng9ebJt7PluYgXJ1clop5EL5VJbM9u8ojS05I4Hl9Isn2LKaRr6sjwfDRtNSXczAXHf0-MwLChCApQCDKU8Mco1sh4T

 

Passeio: Passado algum perrengue para fecharmos a estadia, deixamos as coisas na pousada e fomos para a praia de Gamboa (praia da argila), fomos de barco e voltamos andando (a caminhada não é longa, mas é necessário ficar atento a tábua das marés). Passamos o restante do dia relaxando na praia de gamboa em um dos quiosques.

Jantar: Lá tabla. o Nhoque é otimo e bem grande. Vale a pena.

 

 

Dia 13 - Morro de SP (Caminhada pelas praias)
Passeio: Andar pelas praias - Fomos até a quarta-praia, a maré estava já bastante alta e mesmo assim a praia é bonita. A quarta praia não oferece tanta estrutura quanto a segunda e primeira. 

As piscinas naturais ficam logo no comecinho (onde tem umas árvores que dividem a terceira da quarta praia), depois passamos o dia em um quiosque da segunda praia.

Mais pro fim do dia subimos na tirolesa, o visual é incrível. Vale a subida mesmo para quem não for descer de tirolesa. Eu desci a tirolesa e por mais que digam que é a mais alta do BR, não achei nada de mais (não da muita adrenalina). Não achei que vale os 60,00.

Próximo da tirolesa existe um mirante do por do sol, vale muito a pena! É de graça e tem o mesmo visual da toca do morcego (onde é pago para entrar).


 

Dia 14 - Morro de SP (Piscinas naturais de Garapua)
Passeio: Garapua. O passeio é feito de 4x4, passa também pela quinta praia (na ida ou na volta). O melhor do passeio é curtir as piscinas naturais (onde fica um bar flutuante), o ideal é evitar horário de pico, e ir na maré baixa. Quando tem muita gente, a água fica turva (devido as pessoas revirarem a areia do fundo do mar) e fica uma sensação de superlotação. 

O acesso as piscinas naturais é feita com um barco bem simples e quando desejar retornar, tem uma ótima estrutura de quiosques para curtir o dia ainda na praia de garapuá.

Custo do passeio foi de 80,00 Reais


 

Dia 15 - Morro de SP
Passeio - Volta a ilha, esse foi o que achei o melhor passeio. É um passeio feito de lancha, passa nas piscinas naturais de garapua (a msm que fomos no dia anterior), nas piscinas naturais de moreré, para por algum tempo na ilha de boipeba e para em um bar flutuante.

 

*Dica que não encontrei em lugar nenhum: Esse passeio pode ser utilizado como meio de travessia de morro de SP para valença (foi o que fizemos), na última parada tem a possibilidade de tomar um banho e trocar de roupa. É necessário levar as malas para o passeio e o barqueiro guarda em um compartimento do barco. Negocie isso antes de fechar o passeio. O banho é completamente sem luxo, mas pra quem viaja no estilo “mochileiro” deve estar acostumado com isso. 

 

Nesse dia pegamos um ônibus para porto seguro com duração de 09h de viagem (dormimos no onibus)
Empresa: https://www.aguiabranca.com.br Custo: 109,36


 

Dia 16 - Trancoso (Caminhada + Praia dos nativos)
Chegando na Rodoviária de porto seguro pegamos um Uber para a travessia para Arraial d’ajuda, depois de atravessar pegamos um onibus para trancoso (acredito que a van seja mais rápida). Os horários e preços de van/ônibus é facilmente encontrado em uma pesquisa no google.

Chegando em trancoso e passado algum perrengue (de novo) para decidirmos onde ficar, deixamos as coisas na pousada e fomos para a praia. 

Andamos bastante para o sentido norte e depois voltamos para a praia dos nativos. Surpreendentemente os quiosques lá fecham cedo (começaram a fechar por volta das 15h30).

 

Estadia: Pousada campestre (150,00) - Café da manha MUITO bom, o melhor da viagem toda. Boa localização (bem perto do quadrado, 5minutos andando). Preço negociado na hora, quarto para 3. O preço para reserva era mais alto. 
http://bit.ly/pousadaCampestre
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Dia 17 - Trancoso
Passeio: Neste dia fizemos uma caminhada para o lado sul, chegando até itaquena. São cerrca de 8 KM de caminhada cada trecho. Pelo caminho se passa por  itapororoca. Na maré baixa em Itaquena se formam corais MUITO bonitos. Importante falar que nesse trecho não tem quiosques ou ambulantes. Leve água e comida. 


 

Dia 18 - Caraiva (praia do espelho)
Passeio: Nesse dia o plano era ir para a praia do espelho, como o taxi custaria 350,00, decidimos alugar um carro (alugamos na Localiza).

A praia do espelho esta entre as praias mais bonitas de toda a viagem, na maré baixa são formadas piscinas naturais lindas e as faléias dão um visual bem diferente. As águas são cristalinas e calmas. Com certeza é um lugar que não se pode deixar de conhecer se estiver na região. 

 Depois da praia do espelho, nosso destino foi Caraíva, onde não é permitido entrar de carro (até pqe as ruas são de areia). Mesmo assim, pelos nossos calculos acabaria compensando, já que economizaríamos o taxi + o transporte para caraiva.

Nosso plano era ficar 2 dias em caraíva (1 noite), gostamos tanto que acabamos ficando 3 dias e 3 noites. Quanto mais tempo for ficar em caraíva, menos compensa alugar carro, pois o carro ficará parado. Os transportes de caraíva não tem horários muito bons, acaba perdendo metade do dia. Os horários são facilmente encontrados na internet. Transfers costumam ser bem caros (cerca de 300,00)

Passamos MUITO perrengue para encontrar estadia em caraíva. Fomos pegos de surpresa, pois estava acontecendo um festival (novo mundo) e estava tudo cheio. No fim, deu td certo

 

Estadia: Hostel Aruanda (40,00) - Se caraíva tem uma vibe FODA, o hostel aruanda tem ainda mais. Você vai ficar com saudades do hostel.
É um estilo bem hostelzão mesmo, sem luxo. Fica próximo ao desembarque da travessia de barco. 
http://bit.ly/Aruanda_Hostel
JgqxZabwJo6GjLOW2GRr8OlGNb_vRpGHqtruq3_2QaUD5vVbzpSRnq9Sy-2ZX-TXtpF_Lek9osSJBQH196-TXVHjq85w0xvWdx1nSNFhrxTKAUdFZ_HkjR9J8MTnL6OsDvERWq0e

 

A noite em Caraíva é um atrativo a parte. Sempre muito animado e pelo que nos falaram, cada dia tem um role, que não costuma acabar tarde. Porém depois que o role acaba, o pessoal faz tipo um luau com voz e violão. MUITO MASSA!

Caraíva tem uma bebida “típica” chamada Netuno, é uma bebida feita com gengibre, muito famosa por la. A bebida lembra catuaba, porém, de gengibre. Custa 10,00 a garrafa. O que não é tão comum saber, é que existe o netuno preto e um outro branco/transparente, menos famoso. O mais claro tem o gosto de gengibre mais forte.

A cidade tem o clima roots e jovem. 


 

Dia 19 - Caraiva (Ponta do corumbau)
 Passeio: Ponta do corumbau. É um passeio feito de buggy (90,00 por pessoa), na maré baixa é formada uma ponta mar adentro. Antes de acessar essa praia você para em um lugar que vende vários artesanatos feitos por índios (colares, pulseiras etc), é muito mais barato aqui do que em trancoso ou Arraial d’ajuda. Nesse passeio você sai cedo e volta no fim da tarde. 

 

Nós precisamos trocar de estadia, já que não havia vaga no hostel aruanda. Fomos procurar e surpreendentemente encontramos fácil uma pousada (bastante boa)

Estadia: Pousada da Angélica (170,00) - Preço negociado na hora, boa instalação, bom wifi. Preço de quarto para 3. Praticamente de frente pro muro “sorria, voce esta em caraiva”

Não encontrei nem no booking e nem no air bnb
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Dia 20 - Caraiva (Praia do Satu)
Passeio: Caminhada praia do Satu. Caminhando para o lado norte da praia (é preciso atravessar o rio), você vai chegar na praia de satu (a caminhada não é tão longa, mas foi cansativa). Na maré baixa se formam piscinas naturais. Existem 2 rios, o primeiro de agua escura e o segundo de água verde. Esse de água verde tem argila que o pessoal passa no corpo como tratamento estético (essa info não achei em lugar nenhum quando pesquisei)


 

Dia 21 - Arraial D’Ajuda (Praia de mucuge)
Saímos cedo de Caraíva para devolver o carro em Trancoso e pegar a van para Arraial D’Ajuda.
Chegando em Arraial d’ajuda fomos para o hostel que pesquisamos na van durante o trajeto Trancoso-Arraial. 

 

Estadia: Pousada Mikaela. A dona é muito simpática e a pousada muito aconchegante. Fica bem localizada, a 7 minutos andando da rua “Brodway”. O café da manhã é muito bom, com tapiocas feitas na hora :9
http://bit.ly/Pousada_Mikaela
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Passeio: Nesse dia ficamos na praia do mucugê (é a mais próxima). A praia é bem bonita e movimentada. Para ficar no guarda-sol e cadeira dos quiosques é cobrado uma consumação “da cozinha” ou seja, exigem que você almoce no local. Com muito custo conseguimos negociar uma consumação de 30,00 por pessoa independente se fosse um pedido de prato ou não.


 

Dia 22 - Arraial D’Ajuda (Taipe)
Passeio: Taipe. Tiramos o dia para relaxar, já que era o ultimo que poderíamos aproveitar da viagem.

Decidimos não ir andando e pegar um transporte, nos foi falado que por ali era fácil de conseguir transporte, mas não foi assim. Foi bem difícil, pois não é caminho das Vans/onibus. Com algum tempo de espera conseguimos uma van que praticamente nos fez o favor de levar até la.

A praia não é nada de mais. As falésias dão um visual diferente, mas eu preferi a praia de mucuge (que fica proxima ao centro)
O retorno fizemos andando e percebemos que foi um erro ter desperdiçado tempo esperando transporte, já que a praia de taípe não é longe do centro.

Jantar: De noite a ideia era jantar em um lugar legal para nos despedirmos da viagem e voltarmos a vida real de trabalho (fazer o que né). Fomos no restaurante Alecrim dourado e pedimos camarão no abacaxi. Foi uma das melhores refeições da minha vida. Dividimos em 3 e ficamos “ok” (não estávamos com muita fome).

 

Depois do jantar ainda fomos para o bar “casa mangue neon” é um bar com ambiente despojado, com cadeiras de praia e drinks “diferentoes”, eles nos deram um drink cortesia de caipirinha de netuno (bebida bastante consumida na região), outra bebida curiosa foi caldo de cana com cachaça (bastante boa, por sinal)

Depois do bar neon fomos para o beco das cores, como se fosse uma galeria onde tem vários bares, começou ficar agitado perto das 23h. Rolou uma banda ao vivo e estava bem animado, aparentemente vão muito locais para o beco das cores, já que a entrada é gratuita.

Depois do beco das cores finalizamos a noite no   “morocha” é uma balada conhecida da cidade.


 

Dia 23 - Volta Porto Seguro - São Paulo
Voo:
Porto seguro Guarulhos
192,54 reais , LATAM 14h35, voo direto , Dia 3/11 comprado em 10/09 (Melhor preço que vi durante o tempo que acompanhei. É difícil achar essa tarifa)



DICAS GERAIS POR LOCALIDADE
Dicas Gerais Arraial d’ajuda

  • Saindo um pouco da praia se compra 3 cocos por 5 reais, enquanto na praia normalmente custa 1 coco 5 reis. 

  • Restaurante Alecrim dourado (não é considerado barato, mas é muito bom para quando quiser aproveitar um lugar com uma comida mais sofisticada)

  • É muito dificil ter uber disponível

 

Dicas Gerais Caraíva:

  • Se for ficar varios dias, não alugue carro. O carro vai ficar parado

  • Netuno: Bebida tipica de lá a base de gegibre

  • Os roles noturnos são bons

  • Vá de mochilão. As ruas são de areia, o que dificulta transporte da mala

  • Sinal de celular, não tem.

  • Wifi, tem. Mas a maioria que usamos não era mt bom.

  • Achei Caraíva a cidade mais cara (hospedagem, comida, agua, etc)

  • Por do sol a beira do rio é MUITO bonito, vale a pena curtir. Nos dias que fiquei la dava pra ver a lua ainda com o céu alaranjado. Um espetáculo

  • Não é possível fazer o translado saindo de caraíva de uber 

 

Dicas Gerais Trancoso:

  • Os quiosques fecham muito cedo (cerca de 3h30)

  • Os restaurantes no quadrado são MUITO caros. É possível se afastar um pouco e comer mais barato

  • Não vi nenhum motorista de aplicativo disponível

 

Dicas Gerais Morro de SP:

  • Ficar na terceira praia é uma otima localização

  • Na maré baixa TUDO fica mais bonito, de preferencia para fazer os passeios nesse horário, principalmente os que envolvem piscinas naturais.

  • Ir na quarta praia na maré baixa. As piscinas naturais são MUITO bonitas

  • Tirolesa não vale os 60,00

  • Da para usar o passeio “volta a ilha” para atravessar de Morro de SP para valença


 

Dicas Gerais chapada

  • Vá de mochilão, andar na cidade de mala é ruim.

  • Alugue Carro, transfers e passeios fechados são MUITO mais caros

  • Use Google maps offline (se não baixar o mapa vai ficar na mão)

  • melhor que o Google maps offline é o Maps.me (Usando os 2 vai conseguir chegar nos lugares)

  • Ibicoara: Restaurante Point dos amigos

  • Antes de entrar no Vale do Pati, deixe as coisas que não for usar em algum lugar (agencia, hostel, conhecido)



 

RESUMO DE ESTADIAS INDICADAS:
LENÇOIS, Chapada Diamantina

  • Estadia: Viela Hostel (30,00), bem hostelzão, bem localizado, comodidade média. Mas achei que o custoxbeneficio valeu MUITO a pena. Veja como a avaliação do hostel no booking  é boa

http://bit.ly/vielahostel

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IBICOARA, Chapada DiamantinaI

  • Estadia: Hostel Kosmos, 30,00 Reais, acomodação boa com vibe roots. Você encontra essa acomodação no Airbnb (Essa estadia não esta listada no booking). 

           Aproveito e deixo pra vocês um cupom de desconto no air bnb

https://www.airbnb.com.br/c/caiov277?currency=BRL

 

WdhgReac1oKQhfyf0WeqxMgsoXPcSP0HEcjLsfLFYeajhbe0-aO_uvB9rLMWfE60JWotsA3mL9PjsrzYxF0PwsH2SeyLO1nXoeI2oXt8-7tgvJS8tQLZCuXrlfLvIUpBwKYUTBby



 

VALE DO CAPÃO, Chapada Diamantina

  • Estadia: Sempre viva (40,00) - Acomodação boa, custo beneficio OTIMO. 40 reais por pessoa por quarto privado. Caso for fazer o vale do pati, a acomodação cobra 10 reais para guardar a bagagem e permite banho na volta.

           Não encontrei a acomodação no booking

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SALVADOR

  • Estadia: The Hostel (40,00), fica no bairro Rio vermelho, Hostel é bom, tem piscina e café da manhã. Não deu para avaliar tão bem, já que ficamos só 1 noite.Mas as acomodações no geral são MUITO boas.

http://bit.ly/TheHostelSalvador

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MORRO DE SP

  • Estadia: Pousada tranquila 110 o quarto com 4 e 3 lugares (negociado na hora), tivemos que mudar de quarto no meio da estadia. Pousada com ótimo custo x beneficio, fica na frente do mar na terceira praia (da pra ver o nascer do sol do quarto, se ficar no quarto de 4 pessoas). Pousada conta com bom café da manhã (com vista para o mar). Recomendo muito a estadia!

 

http://bit.ly/PousadaTranquila

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TRANCOSO

  • Estadia: Pousada campestre (150,00) - Café da manha MUITO bom, o melhor da viagem toda. Boa localização (bem perto do quadrado, 5minutos andando). Preço negociado na hora, quarto para 3. O preço para reserva era mais alto. 

http://bit.ly/pousadaCampestre

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CARAÍVA

  • Estadia: Hostel Aruanda (40,00) - Se caraíva tem uma vibe FODA, o hostel aruanda tem ainda mais. Você vai ficar com saudades do hostel.

É um estilo bem hostelzão mesmo, sem luxo. Fica próximo ao desembarque da travessia de barco. 

http://bit.ly/Aruanda_Hostel

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  • Estadia: Pousada da Angélica (170,00) - Preço negociado na hora, boa instalação, bom wifi. Preço de quarto para 3. Praticamente de frente pro muro “sorria, voce esta em caraiva”

Não encontrei nem no booking e nem no air bnb

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ARRAIAL D’AJUDA

  • Estadia: Pousada Mikaela. A dona é muito simpática e a pousada muito aconchegante. Fica bem localizada, a 7 minutos andando da rua “Brodway”. O café da manhã é muito bom, com tapiocas feitas na hora :9

http://bit.ly/Pousada_Mikaela

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Quem quiser ver fotos ou tirar duvidas, me chama no instagram @caioviniciusaleixo (lá eu fico mais atento as mensagens)

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  • 1 mês depois...
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Fala @Caio Vinicius Aleixo, blz?

Aproveitei uma promoção da LATAM e comprei passagens para chegar em Salvador dia 1 às 2h35 da madrugada e pegar o vôo de volta na sexta, dia 10 às 16h45. A ideia é fazer a Chapada de Diamantina, mas ainda estou sem roteiro. Li todo seu relato e vi que vc passou por 3 cidades pra fazer a chapada. Poderia sugerir um roteiro, por favor? 😁

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  • Conteúdo Similar

    • Por edufehrer
      Buenas,
      em tempos de pandemia, tacamo as máscaras no rosto e metemos o pé na estrada.
      Partimos de Sâo Paulo/SP no sábado de manhã 17/10/20, rumo a Paraty.
      a idéia era ir pela Rodovia Tamoios e parar em Trindade, antes do Centro de Paraty, porém o dia amanheceu bastante nublado e chuviscando, meti o pé na Dutra mesmo para pegar a estrada Paraty-Cunha e já sair no centrão, Trindade ficaria pra outro dia (segunda-feira 19/10).
      antes disso, paramos no Santuário de Aparecida do Norte, fazia anos que não íamos lá, tá bem diferente, obviamente, agora tem até um bondinho que dá acesso a um mirante com uma vista bem bonita da Igreja/Cidade, valeu a pena a visita, que Deus abençoe o rolê (e abençoou). 
      partimos enfim para estrada Paraty-Cunha, nunca tinha andado por lá, gostei bastante, apesar de alguns trechos que requerem bastante atenção, porque fica estreito e só passa uma mão, de resto a estrada é bem estruturada, não achei perigosa como dizem, mas claro, é bom descer engatado, sem querer inventar.
      já na descida, antes de entrar na cidade de Paraty, bem na beira da estrada fica a Cachoeira do Tobogã e o Poço do Tarzan, junto com os famosos alambiques da cidade (esse tour custa em média R$60,00 por pessoa para quem vai com as agências saindo de Paraty), na entrada da Cachoeira do Tobogã tem uma igrejinha e junto dela um estacionamento, custa R$10,00 a diária, a Cachoeira é bem legal, quem não se importou com a falta do sol estava escorregando nas pedras, que de fato forma um tobogã natural, a natureza é incrível...onde rola a queda do tobogã é um pouco fundo, importante saber nadar...o poço do Tarzan é mais tranquilo de ficar. 
      Em frente a igreja, fica o Alambique Engenho D'ouro, não achei esse tão interessante e preferi descer um pouco mais a estrada até chegar em uma estradinha a esquerda, antes de uma ponte, vai nessa estradinha até o fim, cerca de 3 minutos, lá fica o Alambique Paratiana, dei uma borrifada no álcool em gel pra entrar, era feito de cachaça, achei sensacional. Na hora que estávamos degustando as cachaças e os licores, tem muitos, chegou uma galera do tour, a atendente disse que poderíamos participar do tour pela fábrica junto com o grupo sem pagar, ela conta a história do alambique e explica todo o processo de fabricação, é bem interessante. Voltamos para a loja, lá fabrica e vende a famosa cachaça Gabriela  Cravo e Canela, que na real parece mais um licor, é boa demais, só que um pouco caro, R$47,00 a garrafa de 700ml, trouxe uma pra casa. (a vendedora disse que ainda esse mês os preços iriam aumentar, mas não sei se foi papo de vendedor).
      voltamos para a estrada, nessa mesma estradinha do Alambique fica aqueles tradicionais letreiros das cidades turísticas (eu amo Paraty).
      agora fomos de fato para o centro de Paraty, ficamos hospedados a 3 quadras do centro histórico, uns 5 minutos de caminhada, a cidade está sem bloqueio de acesso, a maioria das pessoas usam mais a máscara quando vão entrar em algum estabelecimento (por ser obrigatório), andando nas ruas vimos bastante moradores sem, os turistas normalmente estavam o tempo todo de máscaras.
      ficamos na Pousada Brisa do Leste (inclui café da manhã e tem garagem, únicas exigências que eu tinha) de resto a pousada é super simples, mas atendeu muito bem, a dona super atenciosa, ela nos contou sobre a crise financeira causada pela pandemia, pagamos R$ 462,00 por 3 diárias, guardamos as malas e fomos caminhar no Centro histórico e almoçar.
      de fato o centro histórico de Paraty é apaixonante, andar e trupicar nas pedras é algo único, toda aquela arquitetura das casas, todas iguais com cores diferentes, onde não entra carro, amamos andar por ali...a variedade de restaurantes é grande, nesse primeiro dia almoçamos no Candeeiro, pedimos um salmão grelhado, não era exatamente filé, tinha uns espinhos, já comi melhores, ali tomei meu primeiro Jorge Amado (primeiro de muitos) drink da cidade feito com a cachaça Gabriela, mais a adição de maracujá e limão, é sensacional de tão boa, imperdível. 
      caminhamos bastante pelo centro e fomos conhecer a cervejaria Caborê, aos sábados rola um tour pela fábrica as 17h, fomos sem agendamento prévio e conseguimos um encaixe na segunda turma, foi bem interessante...lá mesmo na fábrica tem um bar, onde é possivel pedir a régua que vem 6 shots, sendo possível degustar todas as cervejas, pelo preço R$16,00, achei que compensou...depois óbvio que pedi um chopp da que mais gostei, a IPA.
      após voltar pro hotel, saímos a noite para centro histórico novamente, paramos em um barzinho chamado  Prosa, tinha música ao vivo, tinha o drink Jorge Amado, noite completa, super recomendo esse lugar, preços juntos e bem aconchegante...na volta passando por uma das lindas ruazinhas sentimos um cheiro de doce sensacional, vinha da sorveteria Miracolo, tivemos que perguntar de onde vinha todo aquele perfume, era das casquinhas dos sorvetes, eles fabricam lá mesmo, pedi um sorvete de Mirtilo, sensacional!
      fim do dia, no domingo iríamos pro passeio de escuna.
      continua...
       
    • Por Bravo Mochileiro
      A primeira coisa que uma pessoa que nunca fez trilhas longas pensa antes de fazer uma trilha de 5 dias é: “meu deus do céu, vou andar sem parar 5 dias, será que eu agüento? Nhe nhe nhe nhe”. Bem, tem trilha que é isso mesmo, kkkkk, andar sem parar o tempo todo! Eu particularmente adoro isso! Mas o Vale do Pati, não, você anda bastante nos dias de ir e de voltar, mas os dias que você fica no Vale as caminhadas são até os atrativos do local, e essas caminhadas, dependendo de onde você estiver, não são tão longas assim, e você pode tirar uns dias de descanso no próprio Vale. Já vive em uma agitação louca de tempo e horários durante a vida toda, na cidade, vai ficar na mesma nóia no PARAÍSO? Sai dessa, vamos descomplicar o Vale do Pati AGORA!!!
       
       
      Os preços praticados pelos guias na Chapada Diamantina são altos (principalmente se você é um mochileiro quebrado como eu). Para o Vale do Pati pratica-se o preço de R$ 150,00 por pessoa por dia, incluindo alimentação durante a trilha, estadia na casa de nativos, alguns guias cozinham e levam todo o peso bruto da comida, panelas, kit de primeiro socorros, neste caso o turista leva apenas uma mochila de ataque com seus itens pessoais e não precisa fazer nada além de levar seu próprio corpo, outra opção é sem nada incluso que custa cerca de R$ 80,00 por pessoa por dia, neste caso o guia apenas conduzirá o turista pelas trilhas, ficando a cargo do contratante pagar a estadia diretamente aos nativos e levar sua comida, o guia vai ajudar a fazer a comida, caso tenha que ser feita na mata. Levando-se em conta que o Vale do Pati oferece várias atrações naturais e cada uma exige um dia para ser visitada e gasta-se no mínimo um dia inteiro para chegar no vale e outro para ir embora, o passeio exigirá então, no mínimo, para conhecer muito pouco o vale, 4 dias, o que já custaria a apenas um turista a bagatela mínima de R$ 320,00 sem contar os gastos com comida e estadia, e ele vai ver muito pouco do Vale. Esse valor pode variar de acordo com a época do ano e quantidade de pessoas no grupo. Eu recomendo o mínimo de 6 dias no Vale, e ainda acho pouco, imagine que para um grupo de 4 pessoas esse passeio de 6 dias sairia um total de R$ 3600,00 com tudo incluso, um valor bem interessante para um guia fazer em apenas uma guiada de menos de uma semana, não é?! Imagine grupos grandes com 10 pessoas ou mais, neste caso o guia contrata ajudantes que carregam peso e ajudam os turistas durante a trilha, evitando que se dispersem do grupo e se percam, mas o valor sobe estratosfericamente e torna o trekking inviável para muita gente quebrada como eu.
      Outra opção é pegar a trilha por conta própria, sem guias e sem gastos exorbitantes. Essa opção é bem mais arriscada e exige algum preparo extra, além de resistência física (sempre vai exigir resistência, com ou sem guia), mas é perfeitamente possível se você já está minimamente familiarizado com trilhas e acampamento. Ou seja, se você já foi escoteiro, já pegou outras trilhas com pernoite na mata, sabe ascender fogo e cozinhar, enfim, se tiver noção do que está fazendo, vá sem guias. O guia sempre será uma segurança, além de conhecer a flora, a fauna e a história do lugar, o fator limitante aqui é grana ou vontade de se aventurar sozinho (os dois no meu caso). E para mim o próprio guia é um fator limitante, eu gosto de fazer o que me der na telha e não de seguir roteiros pré-programados que todo mundo faz!
      Agora se você for optar por um guia, exija da agência ou procure um guia nativo e converse com ele antes de fechar, pra ver se as personalidades batem... [...]  Procure referências, peça para ver fotos, entenda a trilha que você vai fazer antes de fazer!
      As trilhas do Vale do Pati são algumas das trilhas mais movimentadas do Mundo e estão sempre cheias de turistas, trilhas dessas (pense bem) não podem ser pouco marcadas, e não são, dizem que as trilhas do Capão não são trilhas, são rodovias, de tão marcadas que são (kkkkk) e você provavelmente vai encontrar outros grupos caminhando na mesma trilha (hora perfeita para aproveitar para tirar dúvidas com o guia dos outros). Ao contrário do que dizem, as trilhas são muito fáceis de encontrar, embora sejam longas. Você só vai se perder se pegar uma trilha muito menor e menos marcada que a trilha principal, o que intuitivamente não vai fazer e se fizer, relaxe, você acabou de aprender um caminho novo para lugar nenhum e nunca mais vai entrar nele outra vez, volte por onde veio e encontre o seu erro, agora entendendo mais a geografia do lugar, sem se desesperar.
      Existem muitas trilhas que levam ao Vale do Pati, as mais famosas saem do Vale do Capão, de Guiné e de Andaraí. A trilha clássica e o visual mais bonito é uma das três que saem do Capão. A trilha mais curta, porém menos impressionante, leva o vale do Pati à Guiné. Uma linda trilha usada antigamente pelos mais de 2000 habitantes que existiam no Pati é a trilha que leva à Andaraí pela Ladeira do Império. Também existem trilhas que levam à Mucugê e Igatu, mas são bem mais roots e eu não conheço ainda.
      As 3 trilhas que ligam o Capão ao Pati tem um bom trecho em comum, saem do “Bomba” (bairro do Capão) subindo em direção ao Gerais dos Vieiras, passando pelo Córrego das Galinhas, uns minutos a frente pode se ver um extenso caminho levando às montanhas do Pati, à direita se vê uma enorme serra (Serra do Candombá) que se estende praticamente em linha reta até o Pati, à esquerda se vê cadeias de montanhas que lhe fazem perceber que está no meio de um enorme vale onde se encontra o Gerais do Vieira (Gerais é um tipo de fito fisionomia, com solo raso e vegetação geralmente rasteira, muito sol na moleira).
      Nesse ponto, depois do Córrego das Galinhas existe a primeira bifurcação importante, existe uma grande trilha principal que segue aparentemente para a direita enquanto outra trilha, também bem marcada, segue para a esquerda. A trilha da esquerda é a trilha que leva ao Pati passando pela Cachoeira do Calixto, é uma trilha mais difícil, exige pernoite na mata (existe um lugar onde as pessoas usualmente acampam, se chama Toca do Gaúcho), passa por uma parte descampada e depois por uma floresta que me arremeteu à Mata Atlântica e à Mata Ciliar (do Cerrado), até chegar na fabulosa Cachoeira do Calixto, depois mais 3horas de caminhada na floresta, recheada de aves e palmito Jussara nativo, chega-se à “Prefeitura” ou “Casa de Jailson” que são, na verdade, casas de nativos que recebem os turistas, eles oferecem quartos com camas (R$ 25,00), alojamentos para isolante térmico (R$ 15,00) ou área para camping (R$12,00), também oferecem refeições (a combinar).
      Retornando à primeira bifurcação, viramos agora à direita, continuando a trilha principal por alguns minutos, passando por alguns córregos (nunca vire nas trilhas à esquerda a partir daí, siga a principal, pela direita), chegamos agora em um corregozinho bem impactado, com várias trilhazinhas para tudo que é lado. Esse é um momento de atenção!!! Explore as alternativas de trilhas do lugar para se localizar!!! Seguindo reto você vai subir um pequeno elevado onde vai haver uma bifurcação bem visível, à esquerda andando apenas alguns metros você vai chegar no “Rancho dos Vaqueiros”, é um ponto de apoio coletivo, trata-se de uma casinha de pau-a-pique que fica trancada, mas tem uma varandinha que pode ser utilizada para dormir e/ou cozinhar, existe uma piscina natural de água geláááááda e algumas árvores frutíferas (que se você tiver sorte vai estar na época), voltando à bifurcação, à direita é a “Trilha das Mulas”, só seguir reto e sem dó de ser feliz que essa trilha vai te levar direto para a “Igrejinha” ou “Ruinha”, tenha em mente que a Serra do Candombá estará sempre à sua direita e é só ir a seguindo ao longe que não tem erro. Vale lembrar que das 3 trilhas que ligam o Capão ao Pati essa Trilha das Mulas é a mais curta, porém não tem o mesmo visual das outras duas e da vez que passei por ela estava chovendo e a lama mole da trilha fazia meu pé afundar até o tornozelo a cada pisada, as vezes até a metade da canela, sem contar as urtigas e samambaias que vão te queimando e arranhando durante o percurso, também é a trilha que tem mais sombra, acho que em época de pouca chuva é tranqüilo de fazer. Voltando ao riacho impactado, virando bruscamente à direita, no rumo da Serra do Candombá, está a trilha mais bonita e clássica do Vale do Pati, seguindo essa direita chega-se no pé da serra onde se inicia a subida do “Quebra Bunda”, é uma subida vertiginosa de uns 30 minutos, sobe até o “Gerais do Rio Preto” que é a parte superior da serra, a partir daí é só ir margeando a beira da Serra por quase todo o percurso, existem várias entradinhas à esquerda que levam a belíssimos mirantes, vale a pena entrar em todas para descansar e olhar. Permaneça na trilha principal e não entre nas bifurcações à direita, elas te levarão a Guiné. Seguindo a serra por algumas horas você chegará à beira da “Rampa” descida vertiginosa e tensa (que vira uma subida deliciosamente torturante caso volte por aí). Essa parte exige atenção pois se não perceber o lajedo da descida vai passar reto e errar a trilha, indo no rumo do Cachoeirão por cima ou Mucugê (acredite, você não vai chegar em Mucugê se errar essa trilha, é bem longe, só vai andar pra cacete e depois voltar tudo) . Do alto da Rampa se vê uma montanha com uma trilha bem marcada em um morrinho logo à frente, abaixo e à direita já dá pra ver a “Igrejinha”, se você estiver nesse ponto, procure a descida, vai ser fácil de achar, mas cuidado na hora de descer.
      Chegando em baixo, você vai ver que a descida cruza uma trilha, virando à esquerda você vai chegar em menos de 10 minutos na Igrejinha, seguindo reto você vai passar por uma pontezinha improvisada e depois subir a trilha do “morrinho” que você viu lá de cima, depois desce tudo e pronto, você estará dentro do Vale do Pati, vai passar pela casa de Dona Lea, seguindo depois para a casa de André e de Dona Raquel.
       

       
      Das atrações do vale destaca-se a convivência com os nativos, que habitam o lugar a algumas décadas, vivendo de modo tradicional, com o que eles tem lá, meio de transporte lá é cavalo e burro, fora a caminhada, constroem suas casas com madeira e barro locais, quase sem cimento, que é pouco utilizado apenas nas bases das casas mais novas, tem uma culinária peculiar, não deixe de provar o Palmito de Jaca e o Godó de Banana Verde, converse muito com eles, entenda mais do seu modo simples de viver, talvez você nunca mais volte a ser o mesmo!
       
       
       
      Dentro do Vale do Pati existem várias atrações naturais onde é possível a visitação, as mais conhecidas e visitadas são: Cachoeiras dos Funis, Morro do Castelo (ou Lapinha), Cachoeira do Calixto, Cachoeirão (por cima e por baixo), Poção (ou Poço da Árvore). Vou explanar um pouco como são atrativos tendo como ponto inicial a Casa de Dona Raquel, que é o lugar mais famoso onde a galera fica quando chega, além da casa de Dona Raquel, também tem a Igrejinha, Casa de Dona Lea, Casa de André, Casa de Agnaldo e Casa de Seu Wilson, que ficam no chamado “Pati de Cima” que é por onde a galera que vem do Capão normalmente chega. Ainda tem o “Pati de Baixo” onde tem a Prefeitura, Casa de Jailson, Casa de Seu Eduardo e Casa de Jóia que também recebem turistas. Procure ter um mapa que vai ajudar MUUUUITO, você pode conseguir um bem detalhado por R$ 20,00 na pousada “Pé na Trilha”, no Capão.
       
      Cachoeiras dos Funis: é um dos atrativos mais perto (ponto de referência Casa de D. Raquel), para chegar na primeira cachoeira é preciso pegar uma trilha subindo que passa ao lado da casa de Seu Wilson, depois desce tudo à direita até chegar na margem do rio Pati e vai subindo, a partir daí não tem erro. Chegando na primeira cachoeira que já pede um bom banho, vai seguindo pelo lado esquerdo do leito (esquerdo de quem vai subindo o rio) pelas trilhas, vai chegar na Segunda cachoeira, preste atenção do lado esquerdo tem uma “escalaminhada” sobe ela, passa pela cachoeira por cima, e continua pelo lado esquerdo as trilhas até a ultima cachoeira que tem um bom lajedo para tomar um solzinho no melhor estilo calango.
       

       
      Morro do Castelo: Fica de frente para a Casa de D. Raquel e o acesso é por uma subida íngreme, porém curta do outro lado do rio, pouco depois da Escolinha abandonada do Pati. Chegando lá em cima (aproximadamente 40min de subida depois) tem um mirante de onde se vê o Pati e as casas dos moradores, também da pra ver a ultima cachoeira dos Funis. Seguindo a trilha por mais 15 minutos você vai chegar à boca de uma gruta que atravessa para o outro lado da montanha, você vai ter que entrar nessa gruta, então leve lanterna, atravessou a gruta está do outro lado do Castelo, subindo umas pedras saindo por uma fenda. Virando a esquerda existe uma trilha que leva ao mirante mais espetacular da Chapada Diamantina, de lá se vê os dois vales, do Rio Pati e do Rio da Lapinha, no primeiro a ultima cachoeira dos Funis e no segundo a belíssima Cachoeira do Calixto, da até pra ouvir o som da água! Voltando para a fenda e v irando a direita a trilha leva a um novo mirante que dá pra ver o Pati de Baixo, seguindo a trilhazinha a esquerda passando pela mata vai chegar em um terceiro ponto de caverna chamado “Janela”, entrando lá e descendo para a caverna você vai dar em uma galeria subterrânea ainda maior que a primeira e percorrendo toda ela chega em uma fenda que vai dar bem no meio da primeira galeria por onde passamos na primeira entrada da gruta, vire a esquerda e vai estar de novo na boca da gruta, voltando a trilha. Não deixe de subir o Castelo se for no Pati, é sensacional! Pico mais lindo que eu vi na Diamantina!
       

       
      Cachoeira do Calixto: uma belíssima cachoeira, convidativa para um delicioso banho, saindo de D. Raquel passando pela prefeitura, atravessa o rio pelas pedras, contorna o morro do Castelo e o Morro Branco do Pati, chegou nela, uma andada de 3horas de duração, porém vale MUITO a pena, lá tem lugar para armar barraca, então se não quiser ir e voltar, programe bem seu itinerário para passar pelo Calixto quando estiver deixando o Pati. Mais no final vou deixar um roteiro interessante para se seguir no Vale.
       

       
      Cachoeirão: existem vários caminhos que levam ao cachoeirão, vou falar só dos mais simples, os outros descem fendas íngremes e perigosas, então se quiser saber desses caminhos, pergunte lá no Pati para algum nativo, ele vai te explicar melhor que ninguém, mas cuidado com o baianês deles! O Cachoeirão é como a Cachoeira da fumaça, um barranco de 300 metros de altura no final de um vale profundo de onde se desprendem mais de 20 cachoeiras com até 280 metros (na época de cheia), um lugar incrível. As trilhas por baixo e por cima são bem diferentes uma da outra, por cima tem que voltar de D. Raquel sentido Igrejinha, ao invés de subir o barranquinho, continue a trilha a esquerda, como se estivesse indo para trás da Serra do Sobradinho, vai passar por uma porteira, abra e feche a porteira, siga a trilha principal, atravesse o rio, suba uma ladeirinha, vai dar lá em cima do Candombá novamente, continue a trilha, vai passar por umas arvorezinhas onde a galera acampa e seguir direto, lá na frente, cerca de 1h30 de caminhada depois vai haver uma bifurcação, a esquerda é nosso caminho, a direita vai para Mucugê, não vá para Mucugê, é longe pra caralho (eu já me perdi aí e andei o dia todo sem ver nada, só sol quente e nenhuma árvore) pegando a esquerda vamos parar em um lajedo, olhando para frente tem uma descida e la na frente já da pra ver a trilha, siga as setinhas e a trilha mais batida. Nesse ponto é só lajedo, muita gente se perde aí, então preste muita atenção para não se perder na volta. Atravessa um reguinho d’água, à direita fica a Toca do Gavião, ponto de dormir, siga reto para o cachoeirão. Chegando lá tem um lajedinho e um pocinho do rio, do lado esquerdo do rio atravessa para um dos mirantes, do lado direito para o outro mirante, explore o lugar todo a partir daí, entre nas trilhazinhas e vá tirando suas próprias conclusões, não esqueça da máquina fotográfica, eu tenho muito poucas fotos daí pois acabou a bateria da câmera, das duas vezes q fui lá, não deixe o mesmo acontecer com você. Cachoeirão por baixo, siga de D. Raquel sentido Prefeitura, na prefeitura passe direto e vire a esquerda e vá caminhando até a Casa de Eduardo, no caminho você vai passar pela entrada do Poção que fica logo antes de uma ladeira à esquerda perto de uma grande pedra (Toca da Árvore). Chegando em Seu Eduardo provavelmente você vai ter que dormir lá, de D. Raquel até S. Eduardo são 3h de caminhada, e de Seu Eduardo até o Cachoeirão, mais 2 horas, então já viu, vai andar! Cuidado no caminho do cachoeirão por baixo, são muitas pedras escorregadias e boa parte do caminho é pelo leito do rio, não se arrisque demais, lembre-se que o socorro está bem longe! Chegando lá você vai ver o primeiro poço, suba as pedras e lá dentro da floresta procure um caminhozinho meio fechado à esquerda, vai dar no Poço do Coração, lindíssimo e geladíssimo!
       

       
      Com essas explicações, um bom mapa, noção do que está fazendo, aquela “boca de quem vai à Roma” e um pouco de coragem você vai conseguir curtir o Pati sem gastar rios de dinheiro e sem a rigidez de um guia por perto. Pura diversão!
       
      Roteiro MASTER 360 no Pati:
      Dia 1: Caminhada Capão – Casa de Dona Raquel (pernoite)
      Dia 2: Descanso na casa de D. Raquel ou pule para o dia 3
      Dia 3: Cachoeiras Dos Funís e volta pra D. Raquel (pernoite)
      Dia 4: Casa D. Raquel – Cachoeirão por Cima – Casa D. Raquel (pernoite)
      Dia 5: Castelo de manhã, almoço em D. Raquel, caminhada até a Prefeitura (pernoite)
      Dia 6: Caminhada Prefeitura - Poção (Poço da Árvore) - Casa de S. Eduardo (pernoite)
      Dia 7: Caminhada S. Eduardo – Cachoeira do Calixto (pernoite em barraca)
      Dia 8: Cachoeira do Calixto – Vale do Capão
      Obs: É interessante deixar uns dias pra descanso, é bem intenso e o resultado é o mesmo de um SPA, mesmo comendo feito um touro você vai chegar mais magro. Esse roteiro dá pra adaptar de modo a passar a noite na casa de vários nativos.
       
       
      ATENÇÃO: Cuidado com seus pertences. Não deixe lixo em lugar nenhum, leve todo ele com você, inclusive o orgânico, ele se decompõe sim, mas também causa impacto, não existe farinha de trigo no mato, não existe sal, nem açúcar refinado, então não deixe eles lá. Use sabão de coco para se lavar e lavar os utensílios, sempre em água corrente. Não acenda fogueiras debaixo das grutas, muitas delas já estão pretas de tanta fumaça, ao invés de queimar madeira leve um fogareiro, ou no mínimo um litro de álcool e uma latinha de atum, você já consegue cozinhar assim. Não retire plantas e pedras. Deixe somente pegadas e leve apenas saudade e fotografias. Tenha consciência, outros passarão por ali depois de você. Use esse texto com responsabilidade. Não se arrisque demais!
       
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    • Por Andrey E Breguedo
      Queria saber se alguem fez a rota de São José de Rio Preto até Porto seguro para dar algumas dicas sobre pontos turisticos que podia conhecer, como: chachoeiras, algumas praias, e tals...
    • Por Bernardo_carcará
      Relutei um pouco em escrever este relato, afinal, sabia que seria difícil descrever impressões tão pessoais acerca de tudo que vi e senti nestes dias de solitude pela Chapada Diamantina. Mas muito do estímulo que tive para esta empreitada me veio de outros relatos que li, de depoimentos de verdadeiras transformações pessoais advindas de viagens. Então, se este relato servir de inspiração para uma pessoa que seja, terá valido a pena cada palavra aqui escrita.
       
      Bom, em maio completei meus 30 anos. Não sei se é comum, mas nesta fase os já muitos questionamentos de vida que eu sempre trouxe comigo se aprofundaram, e eu senti uma imensa necessidade de organizar minha cabeça, tomar decisões, procurar respostas na minha alma, no meu íntimo, em um lugar que ainda não tivesse sido de certa forma corrompido pela sociedade que eu tanto questiono, mas que tanto me influencia. E eu sabia que o único jeito de conseguir este contato tão profundo comigo mesmo seria estando sozinho e em um lugar com pouco ou nenhum contato com outras tantas pessoas e informações.
       
      O fato de já ter estado outras vezes na Chapada Diamantina e sabendo que eu não teria tanto tempo para organizar uma viagem, me levaram ao interior da Bahia. Baixei um app de localização por GPS no meu celular, baixei também os mapas dos quais eu iria precisar e li bastante sobre os roteiros que eu pretendia fazer, que inicialmente eram a travessia de Lençois para o Vale do Capão passando pela Fumaça por baixo e a travessia completa do Vale do Pati, entrando pelo vale do Capão, descendo por toda a extensão do vale, subindo novamente e saindo também pelo Capão.
       
      Fiz as malas escolhendo colocar pouquíssima roupa e dando preferência para as peças mais leves e também para um conjunto de roupas que me protegessem do frio, no caso de algum contratempo na trilha. Fiz também uma farmacinha com analgésicos e material para curativos. Indispensáveis também foram a lanterna, 4 pares de meias secas, além da minha barraca (que logo descobriria deveria ser bem menor), e meu saco de dormir.
       
      Dia 22.06 entrei no avião que me levaria de Recife, onde moro atualmente, até Salvador. Cheguei na capital baiana ainda cedo, por volta das 13h e, tendo em vista que meu ônibus para Lençois estava marcado para as 22:45, resolvi visitar o centro histórico de Salvador, que naquele dia dava início aos festejos juninos, com palcos onde a noite iriam ocorrer shows. Peguei um ônibus no aeroporto que por R$ 5,50 me levou até a praça de sé, por um roteiro que incluiu toda a bela orla da cidade e que durou pouco mais de uma hora.
       
      Chegando à Praça da Sé, não havia tanta gente assim pelas ruas, já que, pelo que o cobrador do ônibus falou, estava chovendo bastante nos últimos dias e também muita gente já tinha viajado para passar o são joão no interior.
      Fui direto conhecer o elevador lacerda, aproveitando que não chovia. De lá pude conhecer o mercado modelo e também perambular pelas ruas do centro histórico, subindo e descendo, passando pelo pelourinho e pelas belas igrejas.
      Todavia, o que mais me chamou a atenção foi o povo do lugar. Salvador é um retrato da desigualdade social que assola este país. A região do centro histórico parece ser bem pobre, o que expõe as pessoas que lá vivem a problemas com álcool e o crack, sendo que as mais afetadas são as de raça negra, um povo cujos antepassados construíram aquilo tudo e que deveriam estar em situação de protagonismo, mas não estão. Os bares, restaurantes e o comércio são dominados por estrangeiros e pessoas de outros estados, nada contra, mas acredito que a população local deveria ter subsídios para também se valer do lucro trazido pelo turismo.
      Antes de ir para a rodoviária, pude ver o primeiro show da noite, uma orquestra de sanfona que eu, como apaixonado pelas minhas raízes sertanejas, não tive como não me emocionar.
      Retornei para a praça da sé e peguei um ônibus para a rodoviária, pagando pouco mais de R$ 3.
       
      A rodoviária estava LOTADA. Retirei minha passagem no guichê e aguardei o horário da partida do ônibus. O tempo até que passou rápido, e um bom papo com um Francês que estava do meu lado ajudou a distrair. É bom trocar uma ideia, ver como pessoas diferentes enxergam as coisas te ajuda a melhorar a visão de mundo. Despedir-me do camarada da França e parti rumo a Lençois.
       
      Ao chegar em Lençois, ainda de madrugada, já preparei minhas coisas para a travessia para o Capão. A esta altura, após muito refletir, decidi fazer a travessia diretamente, abortando a ideia de fazer a trilha da fumaça por baixo. Eu não estava tão seguro, não tinha estudado a trilha o suficiente e não dispunha de fogareiro, além disso, uma estranha sensação me fez recuar. Dessa forma parti rumo ao Vale do Capão.
      A trilha não é tão fácil, em alguns pontos de mata e nos lajedos eu tive dificuldade de encontrar o caminho correto, mesmo com o gps. Tive que ir e vir algumas vezes para encontrar a trilha, além de ter que encarar um lamaçal horrível, também fruto de um erro meu durante a trilha.
      No fim da tarde, já chegando em águas claras, descobri que estava proibido o acampamento na região, então voltei um pouco mais na trilha e encontrei um lugar onde um guia levantou acampamento com um casal de turistas. Decidi então montar minha barraca por ali tbm, já que era apenas uma noite e eu não precisaria de água, nem de comida, pois já tinha trazido suprimentos para aquele pouso.
      No dia seguinte desfiz acampamento e segui para o Vale do Capão.
      Chegando ao Capão a ideia era ficar em uma pousada, pois eu estava bem cansado, mas por ser são joão, estava tudo lotado. Resolvi, então, acampar no camping "Sempre viva", ao preço de R$ 20,00/dia. O Camping tem uma boa estrutura, com chuveiro quente e cozinha, além de ser um lugar tranquilo, silencioso e bem perto da vila.
      Ainda neste primeiro dia no capão fui fazer a trilha da Cacheira da fumaça por cima. Já tinha feito o percurso uma outra vez, sendo assim, dispensei o gps.
      A trilha é razoavelmente fácil, é bem batida, e por isso não tive dificuldade alguma.
      Por ainda ser cedo, tinha pouca gente na cachoeira, o que foi perfeito, pois me incomoda um pouco a barulheira.
      Ali eu percebi que tinha ido ao lugar certo para encontrar o que eu estava buscando. Aquela imensidão de beleza, o ar puro e o clima místico, tomaram conta de mim. Sim, ali estava eu mesmo, sem qualquer máscara, sem qualquer imposição social. A natureza não te exige nada, ela te deixa e te faz livre... Era a paz de espírito que eu tanto almejava!
      A noite fui com o pessoal do camping curtir um forrozinho na vila, que estava abarrotada de gente, porém, o frio e o cansaço me fizeram voltar cedo pra barraca...
      Segundo dia no capão e eu decidi ir até as cachoeiras da Angélica e da Purificação. Acordei bem cedo, pois sabia que se deixasse pra ir tarde corria o risco de ter gente demais no lugar. Fui a pé até o bomba, percurso que geralmente se faz de carro ou moto táxi, mas eu tinha tempo e disposição, então fui andando mesmo. A melhor das decisões, pois nessa caminhada vc consegue ver um pouco do estilo de vida dos nativos do capão e também das pessoas que resolveram viver por lá, mas de uma forma mais tranquila, longe da agitação da vila, recém descoberta pelo turismo de massa.
      A trilha para as duas cachoeiras tbm foi simples de percorrer com a ajuda do gps e, pra minha sorte, quando eu cheguei à purificação estavam lá apenas 5 pessoas! Meu coração se alegrou! Pude curtir tranquilamente a queda e até tirar um bom cochilo, relaxando com o som da água. Na volta encontrei MUITOS grupos se dirigindo até lá. Falo sem medo de errar, não menos de 60 pessoas eu encontrei se dirigindo para as cachoeiras.
      Retornei novamente andando para o camping, onde tomei banho e fui almoçar. Sobre o almoço, recomendo o "Pico do açaí", uma comida farta, deliciosa e vegetariana (apesar de ter opções para carnistas tbm), ao preço de R$ 20,00, uma pechincha em se tratando de Capão em época de feriado.
      Fui então comprar a comida que levaria para o Vale do Pati, nesse momento cometi meu maior erro nessa viagem! Comprei comida demais! Minha mochila, eu descobriria no outro dia, ficou demasiadamente pesada, e isso foi péssimo pra mim, pois no primeiro dia de travessia para o pati, de cerca de 23 km, eu sofri demais tendo que carregar todo aquele peso.
      À noite fui comer uma pizza com o pessoal do camping, fiquei mais um tempinho no forró e logo fui descansar.
       
      Dia de entrar no Vale do Pati. Como já falei, a mochila ficou pesada demais, já que além da comida eu ainda estava carregando uma desnecessária barraca para 4 pessoas, sendo que eu sou apenas 1, fora isolante e saco de dormir. Foi um erro pelo qual eu pagaria um preço.
      A trilha em si, do capão até a igrejinha, já dentro do vale do pati, foi fácil apesar da chuva e da lama que me acompanharam por mais da metade do percurso. Não me perdi hora nenhuma, o gps foi sempre certeiro. Levei cerca de 6:30h para percorrer os 23km.
      Ao chegar na igrejinha, capotei! Minhas pernas tremiam e eu começava a ter febre e uma imensa dor nas costas, devido ao peso da mochila. Decidi não acampar e paguei R$ 35,00 para dormir em uma cama na igrejinha. Tomei um banho e caí no colchão. Acordei por volta das 17h, a tempo de ver um por do sol que me fez recobrar minhas forças. O céu estava de um alaranjado lindo. Sim, cada passo com aquela montanha nas costas havia valido a pena.
      Cozinhei meu jantar, o cardápio foi macarrão com sardinha e suco de laranjas que eu peguei ali mesmo. Nas casas de apoio no pati é possível comprar o café da manhã e o jantar, além da dormida, ao preço de R$ 110,00 o pacote completo, mas eu queria me virar, queria cozinhar, queria provar pra mim mesmo que eu conseguiria fazer o que eu quisesse, e sozinho.
      No segundo dia acordei por volta das 7h, numa manhã bem gelada. Tomei banho, preparei meu café a base de frutas, mel e granola, e em seguida fui para o cachoeirão por cima. Também nenhuma dificuldade com a trilha ou com o gps. Quando cheguei lá, não havia mais ninguém, parece que só eu havia decidido encarar a trilha no frio. Chegando lá não dava para ver nada, tava tudo encoberto por nuvens.
      Sentei a beira do cachoeirão e decidi esperar. De repente o tempo começou a abrir e aquela imensidão de beleza veio se mostrar pra mim. Foi tão especialmente lindo! Depois da caminhada difícil um lindo dia, uma bela recompensa! Era Deus falando comigo! Me senti tão bem, tão agradecido por ter conseguido chegar até ali, por ter tomado essa decisão! Aquela viagem estava mesmo sendo um divisor de águas na minha vida!
      Retornei para a igrejinha, fiz o jantar e fiquei o restante da noite na fogueira, ouvindo as histórias do pessoal e trocando um pouco de ideia com os outros visitantes!
       
      No dia seguinte peguei a mochila e fui para a Prefeitura, outra casa de apoio dentro do vale do pati. Novamente nenhuma dificuldade com a trilha e a mochila já pesava menos, tendo em vista que eu decidi consumir boa parte da comida, pra não ter q carregar mais, e ir comprando mantimentos nas casas de apoio mesmo, apesar do preço mais salgado.
      Deixei minha mochila na prefeitura e segui para a cacheira do calixto, apesar do tempo frio.
      A trilha, apesar da muita lama, é fácil, já que não tem bifurcações. Cheguei à cachoeira e acabei nem entrando na água, pois estava gelada demais e não tinha sol, sendo assim, eu iria ficar encharcado e com frio.
      Dei uma cochilada enquanto o sol ia e vinha com constância.
      Umas duas horas depois resolvi voltar para a prefeitura. Na volta levei uma queda feia, caí em cima de um amontoado de pedras. Minhas costelas bateram em uma pedra pontuda. Fiquei sem ar, não conseguia me levantar, e como a queda foi dentro de um pequeno córrego, estava também todo molhado. Sentei por alguns minutos para recuperar o ar. Meu pulmão parece que não conseguia expandir direito e eu não havia levado qualquer analgésico, outro erro grave, tendo em vista que eu estava sozinho e deveria estar preparado para coisas assim! Consegui levantar e terminar a trilha com certa dificuldade, já que a chuva ganhara força e o lamaçal exigia ainda mais esforço. Mas cheguei bem à prefeitura, me mediquei, tomei um banho, fiz um risoto rapidinho e fui descansar.
      No dia seguinte a costela e o ombro doíam demais. Pra minha sorte tinha levado Tylex, um analgésico mega potente. Coloquei a mochila nas costas e segui para a casa do Sr. Eduardo.
      A parte baixa do pati é um pouco mais complicada que a parte de cima, já que tem mais trechos de mata. Todavia, com o gps foi fácil chegar ao meu destino, fazendo um rápida parada para um banho no Poço da Árvore, que fica no caminho. Chegando no Sr Eduardo, deixei a mochila, descansei um pouco à beira do rio e segui para fazer a trilha do cachoeirão por baixo.
      A mata estava bem fechada e as pedras escorregadias. Não tive dificuldades para me localizar, mas a trilha é difícil. Quando cheguei ao primeiro poço dei um mergulho e tentei seguir para o segundo poço, o do coração, mas não consegui encontrá-lo. O celular descarregou e eu tive que ir sem gps. Subi (muito) e desci pedra, perambulei um bocado, mas nem sinal do poço. Então, visto que as pedras estavam bem escorregadias, eu decidi voltar, pois uma queda ali poderia acabar com minha viagem ou até me colocar em perigo. Voltei para a casa do Sr. Eduardo já com tempo aberto.
      Eu estava leve e muito orgulhoso de mim, pois tinha descido todo o pati, e, mesmo com um certo receio por estar sozinho, não exitei em seguir. Bateu até um certo arrependimento por ter abortado a ideia da fumaça por baixo, já que eu teria conseguido sim concluir a travessia inteira, como havia planejado antes! A essa altura sabia que seria capaz de chegar onde eu quisesse.
      Comprei legumes na casa do sr. Eduardo ao preço de R$ 1,00 cada e fiz uma sopa para a janta. Logo após, depois de um papo com um simpático pessoal de Brasília, fui dormir.
      Nesta manhã me dei ao luxo de acordar às 9h. Fiz um rápido café e iniciei a trilha volta para a igrejinha. A única dificuldade era a dor na costela.
      Chegando à igrejinha deixei a mochila e fui até a cachoeira dos funis. O acesso não é tão fácil, já que a lama e o desce e sobe pelas encostas dos morros dificultam um pouco nossa vida. Nesse dia, apesar do frio, me arrisquei a um bom banho (devia ter feito isto no Calixto tbm).
      Era meu último dia no Pati, mas eu estava feliz demais com aqueles dias. Estar sozinho me fez ver o quanto é bom poder estar consigo mesmo, se ouvir, pensar, repensar, tomar decisões, enfim... às vezes temos medo da solidão, não sei porque! Um outro homem, mais sagaz e corajoso, iria sair daquele vale, e eu sou de uma gratidão eterna à Chapada Diamantina por isso...
       
      Na manhã da sexta fiz a trilha de volta para o vale do capão, saindo da igrejinha. Agora sem o peso da comida e com uma enorme leveza na alma...
      Usei a noite da sexta para descansar.
       
      No sábado consegui uma carona com um mineiro que havia encontrado no Pati, que me levou até Palmeiras, com direito a uma parada no Riachinho. Também no carro conheci o Esdras, um mexicano que está há 6 anos viajando de bike. Um cara com jeito simples, uma história incrível e que, mesmo falando pouco, disse tudo que eu precisava ouvir naquele fim de viagem... Foi aí que percebi que estar sozinho é muito bom, mas que preciso sim aprender com outras pessoas e suas histórias de vida, e mais, que sou responsável por ajudar a construir um mundo melhor para [email protected], onde valia a pena viver, onde [email protected] possamos ser felizes. Um mundo com mais igualdade, amor e justiça social.
      Peguei um ônibus para Lençois, onde ainda tive uma agradável noite com o pessoal com quem estava dividindo quarto no hostel, um engenheiro maranhense gente boa demais e uma outra engenheira alemã, sendo que com a moça a comunicação era lenta e hilária, já que eu sou um pereba no inglês. Mais uma edificante troca de experiências que essa viagem me proporcionou.
      No dia seguinte, Cedinho, peguei um outro ônibus para Salvador e de lá um avião de volta para Recife.
      Bom, esse é o meu relato. Se você chegou até este final, espero ter te inspirado um mínimo que seja. Espero que vc saia da zona conforto, enfrente o medo e SIGA EM FRENTE...
      Então, saudações mochileiras! Espalhe amor, seja luz!
      "Hasta a la victoria siempre!" (Comandante Che)
      Abaixo, as 3 únicas fotos que tirei na viagem... 


       

    • Por dnmiura
      Eu e meu marido estamos indo para Trancoso - BA esse fim de ano para trabalhar e conseguir juntar dinheiro para comprar uma casa para nós. Porem queremos algum local simples (pode ser somente o quarto) que possamos passar esse final de ano, ajudando com despesas e trocando a hospedagem por trabalhos.

      Somos simples e estamos buscando ganhar a vida ariscando em outras possibilidades, se alguém puder nos dar essa oportunidade serei grata.
      Entrar em contato por WhatsApp (11) 96525-5815 - Daniella
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