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Companhia para viajar a pé


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Procuro companhia para viajar a pé de Vitória do Espírito Santo até São Paulo. Estou sem grana 😞. Estou me programando para partir do dia 08/12/2020.

Obs: Tenho apenas a barraca de 3 lugares o Roteiro pelo Google maps e segundo o mapa leva 8 dias, mas creio q seja mais.

Estou voltando pra minha família 😍

Se você já tiver um lugar pra ficar ou apenas seguir e ficar de companhia durante o trajeto estar tudo certo.

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    • Por karinerribeiro
      Olááá, como eu sempre gosto de dar muitas dicas por aqui e também deixar um registro pra ler na posterioridade, vou relatar um pouco de como foi minha viagem mais recente por 10 dias na Bahia.
      É a terceira vez que vez que volto a Bahia e a 2º em Itacaré e Barra Grande, a primeira vez que fui foi em Janeiro/2016 e não dei sorte, choveu o tempo inteirooooo nos dois destinos, mas quis voltar e ter uma segunda chance e deu certo.
      ROTEIRO:
      Itacaré - 5 dias - 20-25/07
      Barra Grande - 4 dias - 25-29/07
      Ilhéus - 1 dia - 29-30/07
      ITACARÉ:
      Dia 20/07 Voamos SP>ILHEUS e chegamos por lá por volta de 09:47. O aero de Ilhéus é muito bem localizado e muito central, fica quase a beira do mar também. Saindo de lá, pedimos um uber até a Rodoviária de Ilhéus pois já tínhamos comprado com antecedência o ônibus que iria nos levar até Itacaré, o valor foi de R$23 e chegamos na rodoviária em 15min. O trajeto demorou por volta de 2h e foi bem tranquilo pois o ônibus era bem confortável e a paisagem lindíssima.
      Chegando na rodoviária de Itacaré, fomos andando uns 10min até a pousada (a rodo de lá é bem pertinho do centro, da pra ir andando tranquilamente). Nos hospedamos na pousada Bicho Preguiça, bem no centro e perto da Pituba, rua principal da cidade, cheia de barzinhos, lojas e tudo mais. A pousada era um charme, com piscina, quartos grandes e bem arrumadinhos, a limpeza era feita todos os dias e o café da manhã muito gostoso, com tapiocas e ovos feitos na hora. Como estávamos em 3 pessoas, cada uma pagou r$290, no quarto quádruplo, pelos 5 dias.
      Como chegamos lá umas 14h, fomos almoçar na Pituba e seguimos até a Praia da Coroa pra pegar um barquinho que nos levasse até o Iemanjá Beach Club que fica bem em frente na Praia do Pontal. O barquinho custou R$5 por trajeto, R$10 ida e volta.
      O Iemanjá não cobra taxas de permanência, você pode escolher aonde quer sentar e passar seu dia, contanto que consuma no local. Os preços dos drinks variam de R$20 a r$40 e as cervejas de r$12 a r$20.  O lugar é incrível e ainda tem um dj tocando várias musicas.
      A noite, fomos comer no restaurante Espaço Brasil, eles tem um ambiente todo descolado e muito lindo, vale a pena conhecer.


      Iemanjá Beach Club.

      Rua da Pituba e Rua Passarela da Vila

      Espaço Bom Brasil
       
      Dia 21 e 22/07 No dia seguinte, dia 21, o tempo ficou bem chuvoso, então fomos pelo centro e terminamos o dia com alguns novos amigos no Favela Bar, um bar muito famoso em Itacaré.
      Dia 22, amanheceu chovendo, mas assim que deu uma parada, nós resolvemos dar um pulinho nas praias mais perto do centro e que dá pra ir andando, que são:  Praia do Resende, Praia da Tiririca, Praia da Costa e Praia da Ribeira. São todas lindíssimas, mas como o tempo ainda não estava firme, quando chegamos na Tiririca paramos em um quiosque para comer e acabamos ficando lá por um bom tempo devido a chuva forte.
      A noite, fomos andar pelo centro, comprar lembrancinhas, tomar umas cachaças da região, comer acarajé e terminamos o dia no bar chamado Squash, na rua da Pituba, que estava com música ao vivo e bem animado.


       
      Dia 23/07 O sol saiuuuuuu, finalmente! Aproveitamos pra fechar um passeio chamado de 4 praias, onde você percorre por trilha as praias de: Itacarézinho, Camboinha, Havaizinho, Engenhoca e finaliza o dia na Cachoeira do Tijuípe. O passeio dura o dia todo, pagamos r$100 reais por pessoa, e fechamos com a Natalia, da empresa Brazil Trip Tour, super recomendo.


      Itacarezinho

      Camboinha e Havaizinho
       
      Dia 24/07 Mais um dia lindooo se sol e felicidade kkkk tiramos o dia para ir até o São José Beach Club, que fica localizado na Praia de São José, aproximadamente uns 15/20min de Itacaré. Nós fechamos com um taxista para nos levar e depois buscar e pagamos r$120, foi um preço razoável visto que era uma pessoa de indicação e confiança. Só recomendo ir ao São José de carro ou táxi, pois a descida até o Beach Club, que também é um Hotel, é por estrada de terra e bem longa, e você só pode descer se tiver identificação na portaria, por isso, não esqueça de reservar.
      A praia também tem acesso por trilhas e é de uma beleza incrível, cheia de coqueiros e bem vazia.
      A reserva no São José deve ser feita com antecedência e eles tem uma taxa de r$100 reais por pessoa com r$50 revertido em consumação, caso fique sentado nas cadeiras ou mesas ao redor da piscina. Para ficar nos bangalós, que são um pouco mais confortáveis, é cobrado r$150, com r$100 revertido em consumo, PORÉM, é preciso reservar para no minimo 6 pessoas. Eu sinceramente super recomendo ficar nas mesas normais, são super confortáveis e bem mais baratas.
      O beach club é incrível, com uma piscina linda de morrer, com a praia bem em frente e com preços razoáveis para o local. Drinks a partir de r$25, cervejas a partir de r$15 e pratos dos mais variados preços. Eles também dispõe de vários tipos de massagem, que podem ser reservados no mesmo dia. Eu me presenteei com uma massagem relaxante de 30min e paguei r$80. Valeu caaadaaa centavo, foi incrível.



      São Jose Beach Club
       
      Dia 25/07  Dia de acordar cedinho, e partir para a rodoviária de Itacaré, com sentido a Camamu. Nosso ônibus de ITACARÉxCAMAMU custou por volta de r$25 e levamos 1h30 para chegar a Camamu. De Camamu pegamos uma lancha na Camamu Adventure, localizada bem em frente a mini rodoviária de lá. Custou r$40, mas como pegamos ida e volta (com horário pra volta em aberto, podendo embarcar em qualquer horário que a empresa fizesse) pagamos apenas r$35 por trecho. De lancha até Barra Grande é por volta de 40min e a viagem é razoável, não enjoa muito, mas ao chegar mais perto de BG balança bem mais. Eu não costumo ter enjoo, mas tenho um nervoso danado de barco balançando, porque não sei nadar hehe então ja viu, passei vários frios na barriga hahaha
      Do píer até a pousada, foram cerca de 10min andando, era bem pertinho do centrinho. Ficamos hospedadas na pousada El Capitan, muito charmosa, com piscina, quartos grandes e confortáveis e tudo bem limpinho. Só senti falta de uma maior receptividade pois não encontrei ninguém que poderia me tirar dúvidas sobre o que eu precisasse, o check-in e o check-out foram feitos pelas senhoras que limpavam a pousada, não entendi nada, mas tudo bem...seguimos. Pagamos r$261, pra duas pessoas, em duas diárias, sem café da manhã.
      Deixamos as coisas no quarto, trocamos de roupa e fomos rumo ao centro almoçar. Anotem essa dica: o restaurante da Pousada da barra tem a melhor carne de sol e feijão tropeiro que já comi. A refeição bem farta para duas pessoas foi r$60 e nossa, comeria mil vezes.
      Saindo de lá, fomos dar uma voltinha na praia a esquerda do Pier, a faixa de areia é bem pequena e estava quase deserta, uma delícia pra aproveita o mar calminho e deixar os pertences na areia sem preocupação, encontramos ate alguns bangalôs cobertos e sem nada nem ninguém. Resolvemos finalizar o dia e ver o por do sol no Bar da Praia, SUPER recomendo a visita, é maravilhoso. Como já estávamos pertinho da pousada, voltamos pra la, nos arrumamos e fomos conhecer o Garden restaurante e pizzaria, onde comemos uma pizza mara e tomamos um drink ótimo. O clima do restaurante é uma delícia e ainda tinha musica ao vivo.

      Pousada El Capitan


      Bar da Praia

      Garden restaurante
       
      Dia 26/07 Dia de conhecer o outro lado de Barra Grande e ver o por do sol na Ponta do Mutá. Seguimos andando a direita do pier, sentindo o Mutá, existem vários restaurantes incríveis e em frente a praia, mas optamos por parar no Obar. Atendimento ótimo, preços bons e localização excelente. Pedimos uns drinks muito bons e umas cervejinhas após.
      Pouco antes do sol se por por completo, resolvemos voltar. A faixa de areia não é muito grande nessas praias e a maré sobe muito rápido, como decidimos voltar pela praia, quase ficamos ilhadas kkkkk tivemos que fazer um certo malabarismo por meio das casas, foi tenso, aconselho a voltar mais cedo ou ir pela estrada de areia.
      Finalizamos o dia no Eita Bar, com dose dupla de gin tonica uhuuu! Mas como começou a chover muito forte, compramos umas cervejas nos mercadinhos e ficamos bebendo na pousada.
      A cidade de Barra Grande é BEM roots, toda de areia, então qualquer chuvinha alaga bastante e forma varias poças. Lá também é mais desacelerado, com pouco comércio, então é o lugar perfeito pra descansar e aproveitar as praias.


       
      Dia 27/07 Optamos por ficar 2 dias no centro de Barra Grande e mais dois dias em Taipu de Fora, para curtir as praias paradisíacas e as piscinas naturais. Fechamos de ir de Jardineira individual até a nossa pousada em Taipu, como tinha chovido na noite anterior a estrada (de areia, lembram?) tava um caos, segue foto abaixo kkkkk demoramos cerca de 30min de muito balançar até chegar na SUP House.
      A SUP é um sonhooooo, foi a pousada mais cara, pagamos R$797 em duas diárias para duas pessoas, com café da manhã. Ela fica muito bem localizada, pertinho da praia de Taipu, e o quarto é um sonho...enorme, com rede, torneirinha para lavar os pés e tudo muito espaçoso e clarinho.
      Saímos rapidinho em direção a praia, e meu deus, a coisa mais linda que já vi. O sol tava torrando, e a água clarinha. Depois de muito andar, paramos no Bar das Meninas, como era baixa temporada eles não estavam cobrando taxa para sentar em nenhum lugar do bar, que é enorme. Então sentamos, pedimos uns drinks e um dadinho de tapioca que estavam deliciosos. Os valores são bem em conta pro lugar, por volta dos mesmos preços que pagamos nos anteriores. Ficamos a tarde toda relaxando e curtindo o mar. A noite voltamos pra pousada e ficamos curtindo a piscina e relaxando nas redes.

      Caos da estrada

      Quarto na SUP House.

      A belíssima praia de Taipu de Fora.


      Bar das meninas.

      Piscinas naturais.
       
      Dia 28/07 Aproveitamos nosso ultimo dia para alugar um quadriciclo e andar mais ao sul de Barra Grande, um dia todo com o quadri pagamos r$150+r$50 de gasolina. Foi uma experiência muito muito irada e inesquecível. Porem, fomos um pouquinho loucas hahaha eu queria muito conhecer a Praia de Algodões, mas como a estrada ainda tava muito esburacada, foi um pouco complicado de chegar lá, levamos cerca de 50min e foi bem exaustivo também. 
      A praia de algodoes é linda demais, com uma faixa de areia bem extensa, muitos coqueiros e mar calmo. Como a maré estava muito baixa, tinha muitas pedras, que não facilitava o banho de mar. Como paramos em um quiosque, almoçamos por lá, bebemos umas cervejinhas, e mais tarde voltamos a Taipu de Fora. 
      Voltamos e percorremos a praia, parando em outro quiosque chamado Point do Surf para finalizar nossa tarde e curtir nosso ultimo diazinho em Barra Grande.  A noite fomos até o Odoyá Lounge Bar, restaurante de um senhor muito simpático, que conversou com a gente por horas. Sem falar na comida maravilhosa e bem servida.
      Foi nessa noite que eu vi o céu mais estrelado da minha vida, a coisa mais linda do mundo.


      Praia de Algodoes

      Odoyá 
      Dia 29/07 e 30/07 Ultimo diaaaaaaa e tristeza infinita de ir embora desse paraíso.
      Depois de um café da manhã forte, fomos a praia curtir o incio do dia e voltamos a pousada pra curtir a piscininha enquanto podíamos. Aproveitei pra tirar algumas fotos de lá e me despedir desse lugarzinho mágico.
      Combinamos com o rapaz da jardineira para nos buscar na SUP as 11h, para irmos ate o Pier de Barra Grande e pegar a lancha de volta a Camamu.
      De Camamu pegamos um ônibus com destino a Ilhéus, com um trajeto de 2h30. Foi super tranquilo e chegamos na hora indicada. Seguimos da rodoviária de uber até o nosso hotel por um dia, mas como chegamos lá tarde, o sol já tinha se posto. Resolvemos nos arrumar e ir conhecer o centro de Ilhéus, a Bar Vesúvio e jantar.
      Voltamos ao hotel mortinhas. No dia seguinte tomamos um café bem reforçado e seguimos rumo ao aeroporto pra voltarmos a SP.


      SUP House


      Ilhéus.

       
      Dessa vez, Itacaré e Barra Grande me agraciaram com tempos variados, mas predominantemente ensolados, e eu não poderia ser maisssss grata.
      GRATIDÃO demais, foi incrível!
      No meu instagram, tem um destaque pra cada destino e acredite, foi ainda mais lindo que apenas nessas fotos: @karinerribeiro 
      Beijocas e até a próxima!
       


    • Por Joao Debortolli Neto
      Eai galera, estou me preparando pra fazer meu primeiro mochilão roots, estou querendo ir este ano ainda, vocês sabem se esta embaçado de ir por conta da pandemia? Me fala ai oque vocês acham!
    • Por Murilo Rinaldi
      Oi! Me chamo Murilo, tenho 19 anos e estou procurando companhia para viajar o Brasil no estilo roots, com pouca grana, fazendo dinheiro no caminho e pegando carona, sem data de volta.
      Não me importo com o Gênero, Homem ou Mulher tanto faz o que importa é se divertir e ter boas aventuras.
      Quero fazer de tudo nessa viagem, quero aprender novas línguas e novas culturas, quero explorar, fazer trilhas, nadar em diversos mares, quero passar por todas as estações do ano, conhecer muitas pessoas novas e etc...
      No momento estou em São Paulo/SP eu pretendo descer para a praia e começar por lá, estou saindo para a viagem no fim de março, quem quiser se aventurar me acompanhando me chama no whatsapp : 11981036169 ou chamem aqui no site mesmo eu vou ficar de olho, valeu até mais.
    • Por Fakten_soup
      Fala galera, tudo bem? 
      Então, estou me preparando pro meu novo destino. No momento, procurando me informar bastante e aprender cada vez mais para não acabar me frustrando. 
      Gostaria da ajuda de vocês sobre como se preparar para uma viagem estilo roots. Quais equipamentos são essenciais, o que devo ter em mente sobre destinos e lugares para dormir, como fazer dinheiro e etc. Sobre caronas, quais cuidados devo ter? Estou pensando em vender macramê, acessórios, bordados ou cantar pra ajudar na grana. 
      Enfim, gostaria muito da ajuda de vocês! E se alguém se interessar em fazer essa trip comigo só comentar, seria ótimo poder fazer isso acompanhado. 
       
      Sou da Baixada Santista - SP 
    • Por Viviana Ciclobeijaflorismo
      Vão falar mal de você se escolher viajar sozinhx.
      Vão falar mal de você se escolher viajar acompanhadx. 
      Vão falar mal de você se escolher viajar sem dinheiro.  Vão falar mal de você se escolher viajar com economias ou outras fontes de renda. Vão falar mal de você se escolher viver viajando sem endereço fixo.  Vão falar mal de você se escolher viajar por curtos períodos de tempo e voltar para casa.  Vão falar mal de você se for com uma mochila ou bicicleta baratinhos.  Vão falar mal de você se for com os melhores equipamentos.  Vão falar mal de você se escolher viajar postando tudo em redes sociais.  Vão falar mal de você se escolher viajar sem celular. Vão falar mal de você se escolher viajar e for independente financeiramente de tudo e de todos. Vão falar mal de você se morar com seus pais e puder escolher viajar com a ajuda e o apoio deles.  Vão falar mal de você se escolher explorar o mundo para além do batente da porta.  Vão falar mal de você se escolher viajar apenas lendo os relatos alheios.    O fato é: o tempo passa, as gerações mudam e VÃO FALAR MAL DE VOCÊ.  Então, o que você tem a perder em escolher fazer as coisas do SEU jeito?  Talvez você possa perder tudo.  Talvez descubra que nunca precisou do que temia perder. Talvez descubra que ganhou muito mais do que jamais será capaz de relatar.    Só dá pra descobrir com coragem. A coragem de escolher ser você através dos seus próprios passos, da sua própria caminhada. E pode dar muito errado. E pode dar muito certo. Tudo vai depender da sua capacidade de aceitar a impermanência, e do seu desapego em cima das suas própria ideias e crenças do que é "dar muito certo e dar muito errado".    Já disse em um relato e volto a repetir: se você escolher ficar paradx dentro do seu quarto ou cair no mundo com uma barraquinha sem rumo, você vai precisar ter as mesmas necessidades básicas atendidas: vai precisar se alimentar, se banhar e dormir minimamente em segurança. Como cada um vai conseguir suprir essas necessidades é a magia do caminho. Porém, reforço: o mundo não nos deve absolutamente NADA. Autossuficiência para as necessidades mínimas é algo louvável para a entidade humana encarnada. Ponto. Não importa onde esse ser humano esteja e nem o que esteja fazendo.  Mas não vamos confundir autossuficiência com a ilusão de que só vamos "mendigar" viajando se formos com nenhum ou pouco dinheiro. Ninguém, absolutamente NINGUÉM, faz nada sozinhx. Ainda que você  viaje com os bolsos cheios de dinheiro, você vai precisar dos outros. A diferença é que, se você conseguir o que precisa pagando vai se caracterizar o comércio. Se conseguir sem precisar pagar, laços são criados: de amizade e fraternidade, de comunhão, de irmandade... E lembro que a maior mendicância que todxs praticamos é a emocional.    O Olinto sabiamente já nos disse que uma viagem é feita de lugares E pessoas ( https://youtu.be/5qwW3qI-kXk pra você que não conhece o Olinto ).  Uma das grandes sacadas - se não a maior de todas - de viajar é aprender a se relacionar consigo e com o outro. E, para isso, nossa conta bancária é irrelevante perto do conteúdo do nosso coração e das palavras que saem da nossa boca.   Vão falar mal de você. E eu sinto muito por isso.  Mas sinto mais ainda por quem escolhe falar mal ou criticar as escolhas alheias...    O que te motiva a ir? O que te motiva a ficar? Quem determinou os seus limites em vigor? Está fugindo? Está buscando?   Que possamos ir além das coisas que já nos machucaram para que não nos tornemos essa dor para os outros. Quando eu critico a escolha do outro, estou mostrando onde me machucaram... *******   Faz 6 anos que escolhi ser viajera-nômade-voluntária e, no auge dos meus 32 anos, esse é meu último relato para o fórum. Desde aquele final de 2014 quando comecei na arte de ser micróbio ( https://youtu.be/E2xYfyEANMw pra você que não sabe o que é ser um micróbio na sociedade), tantos foram os lugares e maneiras de viajar que me permiti experienciar... Sozinha, acompanhada, sem dinheiro, de carona e só com doações, com trocas (mangueando artesanato), contribuição voluntária, bicicleta com venda de artesanatos, de ônibus, em navio cruzeiro... Até que cheguei no voluntariado através de obras de caridade de instituições religiosas das mais variadas vertentes. E me encontrei. Sou grata àquela menina que saiu com um pedaço de papelão e uma mochila pedindo carona na BR, sem nem ao menos ter documentos. Ela permitiu que essa mulher que escreve hoje encontrasse sua maneira de servir no mundo. Sou grata a menina que não conseguia aceitar que a vida só se tratava de pegar filas, pagar boletos e vestir calças. Sou grata por ela ter duvidado do mundo que o Datena vende. Sou grata.   E que essas palavras possam te incentivar a ser você mesmo. Independente das coisas que já leu, ouviu, aprendeu. Sempre terão novas coisas para ler, ouvir e aprender. Do SEU jeito.  Dedico este post a cada pessoa que teve a coragem de ir e, mais que isso, teve a coragem de se expor e dividir como foi. Obrigada, mochileiros.com!    "Perguntas-me como me tornei louco.  Aconteceu assim: Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas  – as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado  em sete vidas – e corri sem máscara pelas ruas cheias  de   gente,   gritando:   “Ladrões,   ladrões,   malditos  ladrões!”
      Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim.
      E, quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou: “É um louco!” Olhei para cima, para vê-lo. O sol beijou pela primeira vez minha face nua.
      Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei: “Benditos, benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras!”
      Assim me tornei louco.
      E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós." 
      in O Louco, por Gibran Khalil Gibran.
         
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