Relatos de viagem no Peru
#1184377 por Luccas e Érica
01 Mai 2016, 17:57
Essa viagem foi realizada em setembro de 2014 e apesar de já fazer tempo, gostaríamos de compartilhar com vocês nossas impressões e dicas sobre o Peru. Embarcamos no dia 11/09/2014 e voltamos no dia 24/09/2014.

Nos conhecemos em um fórum da sessão de “Companhia para Viajar” aqui do Mochileiros e como moramos em estados diferentes, planejamos tudo conversando através do Messenger e Wpp. Só nos encontramos pessoalmente no desembarque em Lima.

Planejamento pré-viagem:
- Nossa viagem foi planejada com dois meses de antecedência. Planejamos o roteiro com os lugares os quais gostaríamos de visitar e que fosse viável em relação à facilidade de deslocamento. Após esse planejamento inicial, efetuamos a compra das passagens aéreas e os ingressos de Machu Picchu e do trem.
- No segundo momento, fomos fazendo as reservas dos hostels, todas através do Booking, e compra das passagens de ônibus para Huaraz e Puno. As passagens rodoviárias foram compradas antecipadamente através do site das companhias de ônibus. Utilizamos a Oltursa para ir para Huaraz (e de lá voltar para Lima) e a InkaExpress para ir até Puno (e depois voltar para Cusco). Esta última possui um serviço de viagem guiada, onde se para em alguns sítios arqueológicos entre Cusco e Puno na companhia de um guia. Contratamos esse serviço apenas na ida.
- Em relação ao câmbio, trocamos reais por dólares ainda no Brasil por medo de não conseguirmos trocar reais por soles no Peru, porém, no aeroporto, na própria área de desembarque, encontramos quiosques que aceitavam nossa moeda. Em Cusco também havia diversas agências que faziam o câmbio de reais por soles, portanto, se acharem que vale a pena deixar para trocar dinheiro no Peru, não se preocupem em levar Real.

Impressões e dicas:
- Ao pegar táxi em qualquer cidade do Peru é necessário combinar com o taxista o valor da corrida. Em Lima as corridas variam de 30 a 60 soles pelo que podemos observar, porém em cidades como Cusco e Huaraz não passam de 4 soles de dia e de 5 soles depois das 22h. Para o aeroporto normalmente são mais caras.
- Achamos o espanhol falado no Peru bem tranquilo de compreender. Não tivemos dificuldades de comunicação e entendíamos bastante coisa do que os guias falavam nos passeios, que normalmente são guiados em espanhol e inglês.
- Em relação à segurança, a única recomendação que tivemos foi para tomar cuidado com batedores de carteira no centro de Lima. Nas demais cidades que visitamos não nos sentimos inseguros em nenhum momento. No início da viagem ficamos um pouco desconfiados de tudo e de todos mas mais por neurose mesmo. O povo é bastante receptivo e solícito.
- Visitamos 4 cidades (Lima, Huaraz, Cusco e Puno) e é visível que falta muito investimento ainda para atender à população. Cusco é a que me pareceu mais cuidada e estruturada, talvez por ser uma cidade mais turística, já Lima surpreendeu de uma forma não tão positiva.
- Em todos os lugares que fomos, sempre havia algum lugar vendendo pollo (frango) a la brasa ou pollo de qualquer outra maneira e na maioria das vezes acompanhado com papas. Eles também comem bastante peixe. Não deixem de experimentar o Ceviche. Outro prato muito bom é o Lomo Saltado. A Inka Cola, Coca-Cola peruana, é icônica. Lá eles tem o costume de tomar as bebidas em temperatura ambiente, inclusive a “cerveza”. Não deixem de experimentar a Cusqueña, a cerveja mais tradicional do país.
- O chá de coca é tipo café. Em diversos estabelecimentos é fornecido como cortesia. E pelo menos no nosso caso, funcionou para aliviar um pouco de enjoo que tivemos em Huaraz por causa da altitude. Mascar folhas de coca também funciona e é facilmente encontrada vendendo.
- O mal da altitude ou soroche é um fator que preocupa muita gente que pensa em ir para o Peru. O que podemos falar sobre isso é que é bastante relativo de pessoa para pessoa. Com exceção do segundo dia em Huaraz, na visita ao Nevado Pastoruri (5.240 m) onde tivemos enjoo e dor de cabeça na estrada após a visita às geleiras, não sentimos mais nada no decorrer da viagem.
- Existem muitas agências e agentes de viagem no Peru. Os serviços são oferecidos na rua e a todo momento você é abordado por alguém oferecendo passeios. Todos os nossos passeios foram contratados na hora e o preço é bastante acessível. Lá as coisas são bem informais, não espere receber algum tipo de recibo ou contrato como garantia, a vantagem é que a maioria das agências e guias aceitam o pagamento na hora do passeio. Nossa dica é que, para contratar esses serviços, se de preferência às agências com lojas físicas.
- Nas rodoviárias, ao contrário do que acontece aqui, onde você leva sua mala até o bagageiro do ônibus, lá as malas são despachadas no balcão da companhia de ônibus. Ficamos um pouco enrolados com isso no inicio. Pelo que notamos, é comum a revista da bagagem de mão antes da entrada nos ônibus e em algumas situações utiliza-se cães farejadores e detector de metais.
- Nas viagens de ônibus que fizemos eles ofereceram lanche nos ônibus já incluso no preço da passagem. Dependendo do horário, o lanche é substituído por refeição. Não há paradas durante as viagens e existem comissárias que distribuem esses lanches e ficam à disposição.
- Pechinchar é fundamental para conseguir descontos no Peru, assim durante toda a viagem barganhe tudo o que você for comprar, principalmente artesanatos. Fale que é brasileiro e que adora o Guerrero que o desconto é certo.

1º dia: Lima
No primeiro dia da viagem chegamos em Lima aproximadamente às 9h da manhã, horário local, na qual passamos somente algumas horas uma vez que à noite embarcaríamos para Huaraz.

Do aeroporto pegamos um táxi para o terminal rodoviário Plaza Norte, de onde sairia nosso ônibus para Huaraz, para guardar nossas malas. Já havíamos pesquisado antes da viagem que no terminal existia esse serviço de guarda-volume. Foi cobrado 5 soles, mas varia de acordo com o tempo, e vale ressaltar que o local fecha relativamente cedo, lá pelas 21h, então é bom ficar atento para não ficar com as bagagens presas.

Dentro deste terminal há um shopping que possui uma praça de alimentação com várias opções de restaurantes com valores acessíveis para quem quer economizar. Tanto o terminal quanto o shopping possuem uma estrutura muito boa. À noite existe uma feirinha com barracas vendendo comidas e bebidas típicas e música.

Livres das malas, pegamos um taxi para o centro histórico de Lima, onde conhecemos apenas a Plaza de Armas onde está localizado o Palácio do Governo do Peru e a Catedral de Lima. Depois de algumas fotos partimos para Miraflores.

Miraflores é o bairro mais badalado de Lima, lá existe diversas opções para apreciar a gastronomia peruana e experimentar o famoso pisco nos bares da região. Como estávamos bastante apressados, acabamos almoçando no KFC mesmo. Outro atrativo é o Shopping Lacomar que possuí uma linda vista para o oceano Pacífico e bem próximo a este Shopping está o ‘’Parque do Amor’’.

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Vista do Pacífico em Miraflores, Lima
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Após nossa rápida visita pelo centro e Miraflores, já de noite, pegamos um taxi de volta para o terminal Plaza Norte para embarcarmos para Huaraz. Havíamos comprado as passagens de ida e volta antecipadamente pela internet (compramos na viação Oltursa). O ônibus foi com quase todos os lugares ocupados, logo não sei se seria uma boa ideia deixar para comprar na hora. A bagagem deve ser despachada no balcão da empresa de ônibus e para entrar na área de embarque é necessário pagar uma taxa de aproximadamente 3 soles.

2º, 3º e 4º dia: Huaraz
A viagem durou cerca de 8 horas e o desembarque é feito na pequena rodoviária da cidade. Chegamos aproximadamente às 5h e logo fomos abordados por diversos agentes de viagem.

Huaraz está situada ao norte do país, é uma cidade pequena, porém com bastante opções de comércio, restaurantes, hotéis/hostels e agências de viagens. Ao chegarmos, as principais diferenças que sentimos comparando a Lima foram no clima que é bem mais frio e seco por conta da região estar próximo à cordilheira peruana e na altitude que é de 3 mil metros acima do nível do mar, por isso é normal sentir cansaço no primeiro dia.

Em Huaraz ficamos hospedados no Hostel La Casa de Zarela, o local é simples mas muito aconchegante.

Há muitos lugares incríveis para conhecer em Huraz, como tivemos apenas 2 dias inteiros na cidade, escolhemos os passeios mais viáveis.

Na agência que escolhemos para fazer os dois passeios, Laguna Chinancocha e Nevado Pastoruri, a contratação do serviço foi informal, apenas negociamos pessoalmente com o guia e assim na manhã seguinte eles passaram em um microônibus na rua do hostel em que estávamos hospedados para nos levar para o passeio e o acerto do valor foi feito somente no início do passeio.

O passeio para a Laguna Chinancocha dura o dia inteiro. Saímos pela manhã de Huaraz e só voltamos já anoitecendo. No trajeto, visitamos também a cidade de Yungai, destruída em 1970 após um terremoto que fez parte do cume do Huascarán desmoronar e com isso uma avalanche de rocha, terra, água e gelo chegar à cidade soterrando tudo e matando milhares de pessoas. Só o cemitério, que fica num ponto alto, permaneceu.

O trajeto para a lagoa é uma subida bem considerável, já que ela fica a 3.850m, e é uma ótima escolha para se familiarizar com as adversidades da região (altitude e o clima seco/frio). A paisagem é fantástica, ao redor estão as montanhas cobertas de neve e a água tem uma tonalidade verde azulada belíssima.

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No dia seguinte fomos para o Nevado Pastoruri, que faz parte do Parque Nacional Huascarán. Local que já é considerado parte da cordilheira peruana. No topo da montanha que dá acesso a trilha para as geleiras a altitude é de 5 Mil metros acima do nível do mar.

O tempo de duração da viagem de carro saindo de Huaraz até o Nevado Pastoruri é de aproximadamente 4 horas, contando com a parada que é feita para almoço durante o trajeto de ida. A parte mais desgastante deste passeio é na estrada que dá acesso ao topo da montanha, estrada íngreme e com muita curvas fechadas podem provocar dor de cabeça ou até mesmo enjoo, uma sugestão é beber um chá de coca na pausa para almoço e consumir folhas de coca durante o caminho até chegar ao topo da montanha. Chegando ao topo da montanha, há uma pequena trilha para acesso as geleiras, são cerca de 25 minutos de caminhada. Ao chegar nas geleiras, é o momento de apreciar o lugar incrível e tirar fotos. O tempo permitido de permanência no local é de cerca de 20 minutos por conta da baixa temperatura, assim, por questões de segurança, este tempo é limitado a todos os turistas.

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No dia seguinte pegamos um ônibus com destino à Lima, dessa vez viajamos durante o dia, assim conseguimos apreciar as belas paisagens (os vilarejos, o deserto e a costa litorânea com direito a precipícios).

5º ao 9º dia: Cusco
Chegamos em Lima depois de 8h de estrada. Desembarcamos no terminal Plaza Norte e em seguida pegamos um taxi até o aeroporto. Por conta de alguns imprevistos, acabamos dormindo por lá mesmo e embarcamos logo pela manhã para Cusco em um voo com duração de cerca de 1 hora.

O aeroporto de Cusco é bem pequeno e logo ao desembarcar fomos abordados por agentes de viagem oferecendo ingressos para Machu Picchu e outros passeios pela região. Como já relatado no início, a compra dos ingressos para o parque e do trem foi a primeira providência que tomamos antes da viagem, não temos como avaliar a confiabilidade, preço e disponibilidade dos ingressos ofertados ali na hora.

Do aeroporto pegamos um taxi até o Loki Hostel , localizado no bairro de Santa Ana, próximo ao centro Histórico da cidade e da famosa Plaza das armas. Reservamos o primeiro dia para nos habituar à cidade e descansar, assim também tivemos tempo para planejar os passeios que iríamos fazer em Cusco e conhecer a cidade.

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Plaza de Armas de Cusco
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Machu Picchu – 6º dia
No dia seguinte era o dia de conhecer Machu Picchu, para chegar até lá, para os mais aventureiros é possível fazer a trilha inca que leva 4 dias, a opção mais rápida e confortável é ir de trem que leva menos de 4 horas. Optamos por seguir nossa viagem de trem, o valor total gasto com as passagens de ida e volta foi USD 148.00, no entanto este valor pode variar de acordo com a demanda e a época da viagem.

Para chegar em Poroy, contratamos o serviço de transfer em uma das agências localizadas no aeroporto para o trajeto do hostel em que estávamos hospedados até a estação de trem de Poroy (ida e volta). Acabou saindo por 60 soles para cada um e valeu muito a pena. Esse transfer também incluía um guia para visitação em Machu Picchu, esta visita guiada durava uma hora e era compartilhada com outras pessoas, e o ingresso do ônibus que se pega de Águas Calientes até os portões de acesso ao santuário.

O motorista, muito simpático, veio nos buscar em um carro particular no hostel e nos levou até a estação de Poroy num trajeto de aproximadamente 30 minutos. Em seguida, embarcamos no trem com destino à Águas Calientes numa viagem de mais ou menos 3 horas e 30 minutos. A organização para entrar nos vagões é muito boa e a viagem tranquila, apenas não espere muita coisa da paisagem no trem.

Desembarcamos em Águas Calientes e pegamos o ônibus que sobe até o Santuário Histórico de Machu Picchu, não havia muita fila. O primeiro ônibus sai de Águas Calientes às 5h30 e a partir deste momento partem quando cheio, geralmente cada 10 minutos. O tempo de subida é de 30 minutos, no máximo. Pela estrada vimos muitas pessoas subindo a pé, trajeto que dura mais ou menos 1h30.

Para acesso ao Santuário Histórico de Machu Picchu é necessário apresentar o passaporte e o comprovante do boleto eletrônico fornecido pelo Ministério da cultura de Cusco. Chegando em Machu Picchu, muitos guias turísticos oferecem seus serviços e assim é opcional adquirir ou não. Identificamos nosso guia através da plaquinha que ele segurava e entramos no parque. Vale a pena lembrar que é bom levar uma mochila com uma água e um lanche, pois as coisas lá são mais caras.

Assim que chegamos, o céu estava limpo e foi possível ter uma visão bem ampla do lugar, podendo visualizar também a Amazônia peruana. A paisagem de lá é incrível e é um lugar que você precisa conhecer pessoalmente pois não há como descrever. Após a primeira hora, o guia nos deixou e podemos explorar o lugar pro conta própria. Estivemos por 6h no local e achamos que, apesar de querer ter ficado mais, foi suficiente para conhecer um pouco e contemplar.

Na volta, tivemos um pouco de dificuldade de achar a saída do santuário. Saímos de lá aproximadamente às 15h e pegaríamos o trem às 17h. Para pegar o ônibus de volta à Águas Calientes havia uma fila e tivemos que esperar um pouco. É bom se programar para sair de lá com certa antecedência por causa desses imprevistos. Após a descida, chegamos à estação e embarcamos no trem sem mais dificuldades. Em Poroy o motorista da ida já estava nos aguardando para nos levar de volta ao hostel. Observamos que a estação estava lotada de taxistas e motoristas que ofereciam transporte até Cusco para quem desembarcava.

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Boleto Turístico: 7º ao 9º dia
Nestes dias reservamos nosso tempo para conhecer os lugares nos quais estão inclusos o valor pago do Boleto Turístico. Este boleto pode ser adquirido antecipadamente no site http://www.cosituc.gob.pe/ , ou em diversos locais em Cusco, inclusive nos próprios locais de visitação. Compramos o nosso antes de entrar em Saqsayhuaman. Pagamos 130 soles, com vigência para 10 dias.

São muitas opções de atrativos para conhecer por meio do Boleto Turístico. Recomendamos Saqsayhuaman, Tambomachay, Pisac, Maras (que é uma salineira que não tem nada a ver com os Incas e não está incluso no boleto mas que vale a visita), Moray e Ollantaytambo. Todos estes locais que citamos ficam em pontos fora do centro Cusco, alguns mais afastados e outros menos. Por esse motivo é necessário transporte para se chegar até eles. Contratamos o serviço de transporte + guia em uma das agências que ficam na Plaza Del Armas. Nesses locais é importante a presença de um guia para explicar sobre a história, pois sem eles, muitas coisas interessantes passariam despercebidas ou não fariam sentido, e a história deles é muito rica e cada um possui uma particularidade especial que vale muito a pena conhecer.

Com relação aos museus, os mais interessantes que visitamos foram o Museu Histórico Regional e o Museu Qoricancha, localizados no centro de Cusco.

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Salineiras de Maras
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10º ao 12º dia: Puno
Pegamos o ônibus para Puno bem cedo, partindo de onde se localiza a loja da viação Inka Express, que conforme já citado no início do relato, possui serviço de viagem guiada. A viagem com este serviço tem duração de 10h com 6 paradas (sendo uma para o almoço) que eles chamam de Rota do Sol. Existem outras empresas que fazem esse trajeto e também a opção de viagem direta, sem essas paradas. As passagens foram compradas pela internet no site da Inka Express antes de embarcarmos para o Peru com antecedência de quase um mês e havia bastante lugares vagos no ônibus.

A 1ª parada é em Andahuaylillase, um distrito localizado na região de Cusco, para conhecer a igreja de San Pedro, considerada a capela sistina da América com seus painéis revestidos com folha de ouro. O interior da igreja é bastante rico em detalhes.

A 2ª parada é no templo de Checacupe, outra igreja no mesmo estilo da de Andahuaylillase, porém sem a possibilidade de apreciar o interior pois neste dia a igreja não estava iluminada o suficiente para poder ver as obras, sem contar a música fúnebre e sinistra que estava tocando. Tive a impressão que eles não estavam querendo receber visitantes.

A 3ª parada foi em Raqchi, a 119km de Cusco, que é um parque arqueológico que abriga ruínas de uma muralha Inca e um templo, além de outras construções como aquedutos, túmulos subterrâneos e moradias da cultura pré-inca.
A 4ª é para almoço num restaurante com Buffet liberado na beira da estrada e a 5ª é em La Raya Pass, o ponto mais alto da estrada entre Cusco e Puno (4.335m). O ônibus turístico faz uma pequena parada aqui para tirar fotos e comprar artesanatos locais.

Por último, a 6ª parada, é no Museu Lítico de Pukara, já em Puno, que abriga todas as esculturas encontradas da cultura Pucará que se desenvolveu entre 100 A.C. e 300 D.C. No museu são exibidos pedestais e monólitos (talhado e esculpido em granito) de vários tamanhos, bem como de cerâmica, restos de ossos humanos, tecidos e fragmentos de vários objetos. Em todas as paradas o guia faz explicações sobre o lugar em inglês e espanhol.
Após 10h de viagem chegamos na rodoviária de Puno. Pegamos um táxi até o Hotel Balsa Inn que reservamos pelo Booking e após deixarmos nossas coisas no hotel, fomos para a rua principal, indicada pela recepcionista, para fechar algum passeio para o dia seguinte.

Puno fica a 3.821m acima do nível do mar, pelo que percebemos, a parte turística da cidade onde se concentra restaurantes, hotéis e agências de turismo fica numa área bem próxima uma da outra e às margens do lago, o que permite o deslocamento a pé pela cidade.

Contratamos dois passeios para os dois dias que ficaríamos na cidade, Ilhas dos Uros e Taquile e Sillustani. Não lembramos do preço pago, mas os valores lá são muito acessíveis e varia com o tipo de embarcação escolhida que pode ser mais rápida ou não. O passeio das ilhas dava direito a almoço em Taquile.

O passeio de visita às ilhas dura quase o dia todo. Pela manhã uma van veio nos buscar no hotel e nos levou até o porto para embarcamos. De lá até a primeira parada, em uma das ilhas flutuantes dos Uros, durou cerca de 30 minutos. As ilhas são feitas de uma planta chamada Totora, uma espécie de junco que cresce dentro do lago. As casas e canoas também são feitas dessa planta que também é comestível. A sensação de pisar no chão formado de junco é bem diferente pois é bem macio de andar. Ao desembarcarmos, fomos recepcionados pela família que vive na ilha, em trajes típicos, que nos faz um resumo sobre os costumes e cultura. O chefe da família nos conta a lenda do surgimento dos Uros, os motivos que os fizeram morar no lago e também demonstra como é trançada a Totora. Uma história interessante é que quando acontece alguma festa importante, como um casamento, as ilhas podem ser deslocadas e juntadas uma as outras. É possível andar pelo lago na canoa feita de totora por mais 5 soles e também comprar artesanato vendido pelos habitantes. Depois, navegamos para Taquile por mais 1h30.

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Taquile é uma ilha “verdadeira” dentro do lago e para se chegar até a vila em sua parte superior é necessário fazer uma caminhada de aproximadamente 3km. A subida é leve e a paisagem é fantástica, o cansaço da subida é recompensado pela vista do lago e das cordilheiras bem ao fundo. Quase próximo à vila fazemos uma pausa para almoço e mais uma vez os habitantes da ilha nos conta sobre a cultura, com direito a apresentação de dança. Depois, subimos mais um pouco para a parte principal da ilha, uma pequena vila. De lá descemos por uma outra trilha que vai para o porto onde está atracado o barco que nos leva de volta para Puno.

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No dia seguinte partimos para Sillustani, a apenas 34km de Puno, que foi um antigo cemitério utilizado pelas culturas Tiahuanaco, Colla e Inca. No local há ruínas de imensas torres de pedra que eram utilizadas como uma espécie de sarcófago, chamadas chullpas. O local fica num ponto elevado as margens da laguna Umayo, que possui em seu interior uma ilha de mesmo nome. Como fomos à tarde, pegamos o início do entardecer, e lá do alto se tem uma vista ampla da laguna. Não há palavras para descrever o por do sol naquele local, é inacreditável.

Mesmo tendo sido um antigo cemitério, o que causa um pouco de desconforto em algumas pessoas, achamos que vale muito a pena a visita. Descemos bem antes de escurecer e paramos em um ponto da estrada para visitar uma pequena vila de moradores onde nos foi apresentado diversos tipos de batatas cultivadas na região com direito a degustação de batatas com argila.

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Na noite do mesmo dia voltamos de ônibus para Cusco. Ao contrário da ida que durou 10h por causa das paradas nos pontos turísticos, a volta teve “apenas” 6h de viagem.

13º e 14º dia: Volta a Cusco e fim da viagem
Neste dia não programamos nada, como era o último dia no Peru, resolvemos andar pela cidade. Em Cusco existem ônibus turístico que fazem tour pela cidade por cerca de 10 soles. Já havíamos visto esses ônibus andando pelas ruas de Cuzco, mas só neste último dia resolvemos pegá-lo, uma vez que ele passa por alguns pontos como Saqsaywaman, mas sem fazer paradas.

Existe um guia que fica falando pelo alto falante informando os lugares conforme o ônibus vai passando. O motorista corre muito e a única parada que ele fez foi no Cristo Blanco, um “mini Cristo Redentor” de 8m de altura.

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Vista do alto de Cusco próxima à estátua do Cristo Blanco.
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Esse dia foi engraçado pois o guia, quando foi nos cobrar a passagem, percebeu que éramos brasileiros e perguntou por quais times torciamos. No final da viagem agradeceu pelo alto falante a presença dos amigos brasileiros e soltou um “Vai Corinthians!”.

No dia seguinte partimos pela manhã para o aeroporto de Cusco e fizemos conexão em Lima, de onde finalmente pegamos o voo para o Brasil.



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