Olá viajante!
Bora viajar?
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Pessoal, Vamos ter um pouco de educação e bom senso hein. A Carol discorreu de forma sensata sobre todos os pontos dos quais ela não gostou na cidade, sem em nenhum momento generalizar ou ser agre
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Ola sou de Manaus, desculpa mas acho que vc se equivocou em muitas coisas, primeiro que que o verão aqui não é em março, de dezembro a maio é o que chamamos de inverno, mas isso nem é na verdade esse
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Acho que o post foi intitulado de uma forma um pouco inusitada e vejo um pouco de equívoco no texto, lendo também alguns comentários de alguns brasileiros, é nítido a famosa falta de educação brasilei
Poucas viagens na minha vida foram tão decepcionantes como essa. Mas, antes de começar a relatar a minha experiência, vale relembrar que são opiniões/impressões pessoais (embora algumas coisas sejam fatos incontestáveis)...
Ficamos em Manaus uma semana em março/2010. Apesar de ser verão e a região ser famosa por ser úmida e quente, não foi algo tão horrível como imaginei que seria. Quente, sim. Úmido, sim. Mas suportável! Ficamos num hotel na Ponta Negra, o bairro mais bonito (dos que conhecemos) da cidade. O hotel é o Tropical Manaus, que pertencia a Varig. Vou me abster de fazer comentários sobre o hotel aqui, se alguém se interessar em saber mais, fique à vontade para me mandar uma MP!
Bom, chegamos na cidade por volta de uma da tarde. Eu havia reservado um carro pela internet em uma das locadoras do aeroporto, mas quando chegamos lá, tinha dado algum problema com a reserva e eles não tinham o carro disponível. Começamos a procurar nas outras locadoras (deve ter umas 6 ou 7) e nenhuma tinha o que procurávamos - um carro acessível com ar (sim, não queríamos gastar muito), e nem carros básicos, sem ar mesmo. Acabamos tendo que esperar umas 3 horas no aeroporto, até que uma das locadoras recebeu um carro (sem ar!!) e conseguimos alugar. Detalhe: a praça de alimentação (se é que se pode chamar assim) do aeroporto é muito ruim!!
Ok, conseguimos sair do aeroporto e ir para o hotel. O aeroporto não é muito longe da Ponta Negra e o caminho é bonito. A Ponta negra é um bairro à beira do Rio Negro, com uma avenida bonita, cheia de prédios e condomínios luxuosos. No calçadão há alguns restaurantes (com boas opções de peixes a preços acessíveis – acho que pagamos por uma boa janta 20 reais cada um), áreas de lazer, barraquinhas de coco. Mais para a “ponta” da Ponta Negra, onde fica o Tropical Manaus, o nível dos bares cai um pouquinho. Nessa parte tem uns barzinhos que ficam bem na beira do rio, passamos por ali de noite e era bem deprimente... Feios, sujos e mal freqüentados.
Deixamos as coisas no hotel – que também fica na beira do rio e tem uma vista linda do pôr do sol – e resolvemos sair de carro para conhecer a cidade. Saímos em direção ao centro, meio sem rumo certo. Em seguida percebemos que tinha sido uma péssima idéia! O trânsito na cidade é um caos!!! Pior do que um caos! E isso que nem saímos bem na hora do pior movimento (embora tenhamos enfrentado o trânsito das seis da tarde por lá também). Peço desculpas aos manauenses (ou manauaras) se faço alguma generalização indevida, mas os motoristas lá são extremamente mal educados! O trânsito já é confuso, caótico, e as pessoas fazem de tudo para tornar a situação pior. Sem contar que em diversos locais a sinalização é deficiente. Bom, foi só o tempo de chegar no centro (e põe tempo nisso! Levamos quase duas horas!) e retornar ao hotel. Até porque a essa altura já tinha anoitecido e não me pareceu muito seguro ficar andando por lá.
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110331175831.JPG 500 375 Legenda da Foto]Chegando no centro...[/picturethis]
No dia seguinte, pela manhã, resolvemos “enfrentar” novamente o caos! Fomos até o centro. Dessa vez foi um pouquinho menos pior... Cabe um comentário: depois que se sai da Ponta Negra, dificilmente se passa por algum lugar bonito naquela cidade. Mais tarde descobrimos um outro bairro, onde tem uns shoppings, que até são legais, mas no geral a cidade é bem feia. E suja. Chegamos ao centro e estacionamos bem em frente à praça onde fica o Teatro Amazonas. A praça é bem bonita e o Teatro é como um oásis no centro. Parece deslocado ali. É realmente muito bonito!! Fizemos a visita guiada (10 reais), vale a pena para conhecer o interior e ouvir um pouco da história do lugar. Após, fomos dar uma caminhada pelo centro. Até tem um ou outro local bonito, mas, no geral, não é legal! Chegamos a ir até o Mercado Municipal, mas que foi decepcionante como o resto da cidade, caótico, confuso e sujo.
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110331180304.JPG 500 375 Legenda da Foto]Teatro Amazonas [/picturethis]
Na praça do Teatro havia vários guias oferecendo os tradicionais passeios por preços bem inferiores aos cobrados pela agência de turismo do nosso hotel (lá os preços são para turistas estrangeiros – aliás, tem bastante americanos e japoneses passeando naquela cidade). Combinamos de fazer o passeio do Encontro das Águas no dia seguinte.
Na manhã seguinte, nos encontramos com o guia na mesma praça. Tinha mais um rapaz que faria o passeio junto. O guia nos levou até o porto e lá nos “entregou” para o condutor de uma lancha, que é quem efetivamente faria o passeio conosco. Bom, em relação ao passeio do hotel, o da lancha foi mais legal porque nos permitiu colocar a mão na água no encontro dos rios Negro e Solimões (o passeio do hotel era em um barco grande). E foi realmente muito legal! Dá para ver bem a linha divisória dos dois rios (quês e prolonga por quilômetros e quilômetros), sentir a diferença de temperatura, a diferença de velocidades. Após vermos o encontro, passeamos um pouco pelo rio e passamos por cidadezinhas flutuantes. Depois fomos almoçar em um restaurante flutuante (tinha uns quatro tipos de peixes, a comida era boa mesmo – 20 reais por pessoa), com umas lojinhas de artesanato. Tinha um caminho por sobre os igarapés que chegava num mirante para o rio, numa parte onde era cheia de jacarés. Lá nesse mirante tinha uns 10 indiozinhos, esperando os turistas para cantar e ganhar algum dinheirinho. Todos uma gracinha! Mas não era muito legal ver que passavam o dia lá “trabalhando”. Enfim, estávamos lá tirando foto com os índios quando o rapaz que estava junto na nossa lancha deixou cair a máquina fotográfica dentro do rio (no meio dos jacarés!!). Não é que um índio (pai de uma das crianças que estavam ali) desceu no rio, mergulhou e encontrou a máquina?? Foi incrível!!
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110331180645.jpg 500 375 Legenda da Foto]Encontro das Águas[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110331180926.jpg 500 375 Legenda da Foto][/picturethis]
Saindo dali, passamos por uma casinha bem humilde com uns índios com uns bichos para tirarmos fotos (cobra e bicho preguiça). Isso é proibido, os passeios “oficiais” não param ali, mas a nossa lancha parou. Foi uma das partes mais legais! O bicho preguiça é muito fofo!! E dá para enrolar uma cobra no pescoço!! Eu não arrisquei, mas meu marido sim... e continua vivo!
Ah, não deixem de observar ao sair do porto a altura que a água atingiu na época das cheias em cada ano (tem pintado na parede). É inacreditável!
Resumindo todo o passeio: é bonito o encontro das águas. Mas o resto é tudo muito artificial, tudo montado para os turistas! Perde totalmente a graça e não tem nada a ver com a Amazônia que eu tinha vontade de conhecer. Ainda sobre isso: o guia nos ofereceu um passeio para passar a noite na selva (250 reais por pessoa). Nós tínhamos muita vontade de ter feito e estávamos considerando fazer isso no dia seguinte, mas depois de termos nos decepcionado um pouco com a artificialidade de algumas coisas, resolvemos dar uma olhada na internet e vimos que muitas pessoas falavam coisas parecidas desse passeio de selva (algo como a aldeia indígena em que se passa a noite não representar em nada aldeias de verdade, enfim, coisas do gênero). Friso que não fizemos esse passeio, talvez seja legal e eu esteja falando uma grande bobagem. Mas todas as outras coisas que vi lá não me levam a pensar assim.
Então, como tínhamos lido alguma coisa na internet também (aqui no Mochileiros!), no dia seguinte pegamos o carro e fomos até Presidente Figueiredo para visitar umas cavernas. Não é muito longe de Manaus (uns 100km eu acho). Lá tem um centro para visitantes onde ficam os guias (a maioria dos locais só pode ir com guias, ou pelo menos é o que eles dizem...). Conversamos com eles e escolhemos uma caverna que ficava relativamente próxima, e incluía umas duas horas de caminhada na mata. A guia que nos acompanhou era bem camarada e sabia bastante sobre o local. Foi a parte mais legal da nossa viagem. No meio da caminhada começou a chover, mas quase nem sentíamos devido às grandes folhas das árvores. Vimos alguns bichos no caminho, mas nenhum muito “exótico”. E a caverna é muito linda!! Só é permitido avançar 100 metros dentro dela (a guia explicou a razão, mas agora não lembro), mas ainda assim valeu a pena. A parte ruim é que o teto da caverna é absolutamente coberto por morcegos!! No geral eles ficam ali paradinhos, apenas um ou outro ficam “passeando”, mas dá um medinho... Well, passeio recomendado!! Pagamos 50 reais para a guia.
No dia seguinte, resolvemos dar mais umas voltas de carro e conhecer um pouco mais da cidade. Mas não adianta, a impressão que tivemos se manteve: a cidade é feia e suja! Encontramos o bairro dos shoppings que até é legalzinho. Aliás, tem um shopping lá que é muito legal, tem uma parte de floresta preservada no meio da praça de alimentação. Realmente muito bonito.
E, para coroar a nossa viagem, no último dia resolvemos ir nadar com os botos, na cidade de Novo Airão. Para chegar em Novo Airão é necessário atravessar o rio de balsa e depois percorrer mais uns 200km. Era um sábado. Chegamos na fila da balsa pouco depois das 7 da manhã. E só conseguimos atravessar às 10 horas!!!! Ficamos 3 horas naquela fila!!! Um absurdo, um caos, um horror! Na balsa percebemos um dos motivos pelo qual a cidade é suja: as pessoas (e não foi apenas uma ou duas, foram várias!!) comiam ou bebiam e as embalagens iam direto para o rio. Assim, sem dor nenhuma, sem vergonha nenhuma. Era uma atitude que parecia bastante corriqueira e natural. Estou com lixo na mão, o que eu faço? Atiro no rio, óbvio!!! Triste de se ver...
Chegamos do outro lado do rio. Um pouco de estrada de chão, depois uma estrada razoavelmente asfaltada. Cheio de pequenas cidades, todas bem pobres. Tínhamos deixado para abastecer o veículo daquele lado do rio. Acontece que começamos a andar naquela estrada e percebemos que não víamos nem placa de postos. Quando começamos a ficar mesmo preocupados, paramos em uma dessas pequenas cidades e perguntamos por um posto. O sujeito disse que ali não tinha, mas se andássemos mais umas quadras para dentro na cidade encontraríamos o seu Fulano que vendia gasolina... A explicação para chegar lá foi tão complicada que nem quisemos tentar. Ele disse que mais uns 30 quilômetros à frente devia ter um posto. Seguimos 30, 40, 50 quilômetros e nada! Nessa hora começamos a ficar realmente muito preocupados, pois teríamos que fazer todo o caminho de volta e não sabíamos se tínhamos gasolina suficiente. E não tinha nada por perto onde pudéssemos parar e perguntar! Então, voltamos!! Pois é, quase 5 horas perdidas e não chegamos nem perto de nadar com os botos!!
E assim, muito frustrados, voltamos para Porto Alegre...
Bom, repito: trata-se de opinião. Li muitos relatos aqui de pessoas que adoraram Manaus. E também tem coisas que nem tentamos fazer como, por exemplo, ir em alguma festa à noite por lá. De repente isso seja legal... O máximo que fizemos foi ver um show (no hotel mesmo) das danças típicas do norte. Mas também não foi muito legal...
Era isso! Qualquer dúvida, estou à disposição!!