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  1. Vários amigos e familiares nos indagavam sobre nossas travessias, segundo eles, tudo era muito repetitivo(as fotos eram parecidas, repetimos várias vezes os mesmos caminhos, até pela falta de outros. Até tem, mas caminho particular, não faremos mais). De certa forma eles têm razão, visto que a visão do picos e montanhas não tem comparação com fotos de estradas e, tem um detalhe mais importante: as principais atrações das cidades(tirando algumas) não estão dentro delas, mas nos arredores (cachoeiras, picos, morros. ..). Nesses 2 meses, com certeza caminhamos mais de 800 quilômetros. Conhecemos pessoas maravilhosas por onde passamos, não tivemos nenhum problema mais sério, tudo muito tranquilo. O BRASIL É SIMPLESMENTE SENSACIONAL! E mais bonito visto de cima. Diante disso e, até para comemorar meus 60 anos de vida (ingressei na melhor idade), neste verão resolvemos fazer algo um pouco diferente : fomos conhecer e rever alguns parques nacionais /estaduais /municipais e privados, subir alguns picos/montanhas e alguns circuitos desses locais, região de cachoeiras, e Brumadinho(Inhotim), poderíamos estar no dia do rompimento da barragem, para nossa sorte desistimos em cima da hora. LOCAIS VISITADOS: Extrema - Mg (subida as base dos pico do lopo e do lobo) Munhoz - Mg(subida ao pico da antenas, caminhos) São Bento do Sapucaí - Sp(pedra do baú e roteiro) Marmelopolis -Mg(subida ao morro do careca, mirantes, pedra montada, roteiros e subida ao pico Marinzinho) Aiuruoca - Mg(subida ao pico do papagaio, matutu, cachoeiras) Visconde de Mauá-Rj - (subida a Pedra Selada) PN Ibitipoca - Mg (Janela do céu, pico, circuito das águas e grutas) São Tomé das Letras - Mg (cachoeiras e roteiros) Carrancas - Mg(cachoeiras e circuito serra de carrancas) Ouro Preto - Mg (centro histórico e subida ao pico do Itacolomi) Mariana-Mg: Bento Rodrigues, local destruído por outro rompimento de barragem da Vale. Serra do Cipó - Mg(todos circuitos dentro do parque e travessão) Conceição do Mato Dentro - Mg: cachoeira do Tabuleiro (base e mirante) Lapinha da Serra - Mg(subida aos picos da Lapinha e Breu, cachoeira Bicame e Lajeado, parte travessia Lapinha x Tabuleiro) Brumadinho - Mg(Inhotim) PN de Itatiaia - parte alta - Mg(base do pico das agulhas Negras e prateleiras, cachoeira Aiuruoca, circuito 5 lagos, subida ao pico do couto) Piquete - Sp(subida ao pico dos Marins) Infelizmente, por excesso de chuvas, não fizemos os picos do Itaguaré e da Mina( motivação da viagem). Entrou uma frente fria na semana que antecedeu o carnaval, tivemos que abortar por questão de segurança, pois não utilizamos guias e fazemos somente Bate/volta - fica para a próxima. As surpresas da viagem: Inhotim, Lapinha da Serra e Serra do Cipó A decepção: Carrancas-Mg (É até bonito, mas comparado com outras regiões do estado de Minas Gerais, fica muito aquém).
  2. Hoje quero compartilhar com vocês a minha rápida passagem por Inhotim. Esse lugar maravilhoso que fica em Brumadinho - a cerca de 60 km de Belo Horizonte. O Instituto Inhotim é uma mistura de arte contemporânea e paisagismo. Nos possibilita conhecer obras de artistas do Brasil e exterior espalhados por toda a extensão do Museu. Muito mais que isso é a possibilidade de interação com diversas obras; a sensação de paz e descanso que o local proporciona. Descrever esse lugar na íntegra renderia mais que uma postagem, pois só para se ter uma ideia, o local possui uma extensão com cerca de 140 hectares, em outras palavras, é necessário no mínimo 2 dias para visitar todas as dependências do local com calma. No meu caso eu fiz em um dia e meio e ainda deixei de visitar alguns locais. PLANEJAMENTO Bem, confesso que não fui tão planejada nessa viagem. Diante disso cometi alguns erros que prejudicaram as minhas economias. TRANSPORTE • Ônibus - Dependendo do local de partida, o meio mais adequado é ir de ônibus ou carro. De ônibus o macete é chegar cedo na rodoviária e pegar o bus para Inhotim que é operado pela empresa Saritur. Em geral o ônibus sai às 8h15min da rodoviária de BH e chega à Inhotim por volta das 10h. De carro o tempo, claro, é bem menor. Outra opção é pegar na rodoviária de BH um ônibus até Brumadinho e de lá outro transporte (ônibus ou táxi) que leva menos de 20min para chegar ao Museu. O táxi estava cobrando entre R$ 15,00 e 20,00 reais para o deslocamento entre Brumadinho e Inhotim. Mas aí tem o pulo do gato! Seu bilhete da Saritur serve para pegar um coletivo municipal que sai da rodoviária de Brumadinho sem custos até o museu. Foi isso que fiz porque não deu para pegar o ônibus de 8h15min que vai direto da rodoviária até Inhotim. Então quando cheguei a Brumadinho, apresentei o ticket referente ao trajeto BH x Brumadinho e assim não paguei outra paisagem até o Instituto. • Avião - Para quem chega por Confins saiba que não há coletivo direto para Brumadinho ou Inhotim. Nesse caso ou paga um transfer ou segue a "via crucis" que percorri: deve pegar um ônibus até a rodoviária e de lá realizar o processo já descrito acima. Esse trajeto é muito mais demorado. Poderia ter invertido, ou seja, ido de ônibus é voltado de avião. PASSAGENS • Ida - R$ 57,00 - RJ X BH pela Latam com o uso de 1.400 no cartão de crédito. • Volta - R$109,00 - ônibus ☆☆☆ Dica: Compre no mínimo com 4 dias de antecedência a passagem de ônibus. Isso porque o valor sai bem mais em conta. Para se ter uma ideia consultei a passagem de ônibus BH X RJ com antecedência e vi por aproximadamente R$ 58,00 pela companhia Útil. Quando fui comprar descobri que era promoção e o valor no guichê estava quase o dobro! O site Click Bus auxilia nessa comparação de preços dos ônibus interestaduais. Se for cliente do Itaú e estiver cadastrado no Sempre Presente bastar acessar o catálogo e clicar na aba referente a passagens aéreas ou mesmo utilizar o sistema de milhagem de cada companhia para economizar com despesas de locomoção. • Comida - TUDO no Museu em Inhotim é caro. Para se ter uma idéia, um hambúrguer R$ 28,00!!! O combo que eu já nem lembro o que tem R$ 45,00!!! • Ingresso: R$ 44,00/dia - inteira. Comprei por dois dias e paguei R$ 84,00 O parque disponibiliza carrinhos para deslocar as pessoas ao pontos mais distantes dentro nas dependências do Museu. O valor é de R$ 28,00. Há também um guarda volume gratuito e estacionamento. HOSPEDAGEM Fique no Hostel 70 num quarto feminino com suíte. Optei por fazer a reserva pelo site do local onde mais abaixo diaponibilizo o endereço. No dia da minha hospedagem não havia ocupantes então deu para ficar mais à vontade. Sobre o hostel não espere nada além de um lugar para dormir. Achei limpo e organizado e em boa localização. Não oferece café da manhã apenas disponibiliza uma cozinha onde você pode preparar suas refeições. • Custo da diária - R$ 45,00 do quarto feminino. DESLOCAMENTO Como já descrito cheguei por Confins; peguei um ônibus até a rodoviária de BH (1h) de BH peguei para Brumadinho (2h) por fim um ônibus municipal até Inhotim (20 min). Ufa!!! No retorno de Inhotim para Brumadinho é bom solicitar um taxi porque quase não vi transporte público por lá. CONHECENDO O MUSEU Na chegada a sensação foi de uma estrutura muito bem organizada, funcionários educados e atenciosos. Devido a incidência de Febre Amarela na região de MG desde 23/01/2018 a entrada só poderá ser realizada mediante a apresentação da carteira de vacinação contra a Febre Amarela. Lá também eles disponibilizam repelentes spray. Não será exagero descrever o local como impecável pela beleza paisagística, organização e limpeza - sem falar no acervo artístico! As fotos a seguir revelam o que de melhor existe neste lugar que é muito indicado para um passeio em família, a dois, para relaxar enfim... Eixo Rosa - Hélio Oiticica Eixo amarelo - Galeria True Rouge Interior da galeria True Rouge Esta obra abaixo está na galeria G7 Adriana Varejão. De longe vemos uma parede inacabada, mas ao nos aproximarmos a obra nos mostra um detalhe a mais Eixo laranja - Adriana Varejão Eixo rosa - Escultura de bronze - sem título . Muitos interagem com a obras tentando imitar as posições. Preferi apenas o registro fotográfico... Obra de Domino Lang Eixo laranja - Através - Obras de Cildo Meireles Através é uma chamada à reflexão sobre os obstáculos e as barreiras que a vida nos proporciona e o desejo de superá-los que segundo o autor nem sempre é claro. Eixo Amarelo - Troca troca Depois daquela extensa caminhada eis que vejo uma piscina...no meu caso optei por deixar para a próxima Eixo laranja - Piscina - Jorge Macchi Eixo rosa - Narcissus Garden Aqui é pra relaxar! Folly é um pavilhão de madeira espelhado por dentro e por fora. No interior do local há um projetor onde se vê um casal dançando. O efeito desses espelhos dá a sensação de que o visitante está, também, participando do espetáculo. Eixo laranja - Folly - Obra de Valeska Soares Outra parada para relaxar é na Galeria Cosmococa! Aqui tem uns colchões, rede, local cheio de bolas para as crianças brincarem e...uma piscina que não é a mesma da foto anterior (bem gelada por sinal). Galeria Cosmococa Uma das coisas que me chamou bastante atenção foi o paisagismo... O céu dando um toque final à beleza local Links - Saritur: www.saritur.com.br - Inhotim (Museu/blog): www.inhotim.org.br/blog - Hostel 70: www.hostel70.com - Click bus: www.clickbus.com.br Gostou? Então programe-se! Você poderá acessar o blog (www.inhotim.org.br) do Instituto e visualizar todas as obras, conferir o mapa e outras informações. Assim terá um passeio dinâmico e proveitoso. Bem, isso foi apenas uma parte de tudo o que esse local proporciona. Espero ter contribuído.
  3. Caros amigos (as), Gostaria de dividir com vocês uma boa experiência que tivemos no trekking Cachoeira das Ostras no distrito de Casa Branca. Para mais informações acesse nosso blog, pois nele essa matéria está mais redigida e tem muitas imagens, porque o fórum não suporta as fotos pois são de uma qualidade muito alta e consequentemente muito pesadas. Acesse: http://leoesdamontanhamg.blogspot.com.br/ Saindo de BH, pegamos a BR 040 sentido Rio de Janeiro até o Posto Chefão, logo antes do posto já se pode ver uma placa indicando entrada para o Distrito Casa Branca a direita. Chegando no posto você irá virar a direita na primeira rua após o mesmo e seguir até a "Rua 1" pegando depois a avenida Montreal seguindo nela até a entrada de Casa Branca. É bem fácil localizar o distrito, basta seguir as placas. Chegando no distrito nós estacionamos o carro na praça principal, perto de alguns bares, restaurantes e pousadas e seguimos a primeira entrada a esquerda da praça já a pé em busca da trilha. Qualquer pessoa pode informar o caminho para encontrar a trilha, só que é aconselhável a contratação de um guia pois a trilha é bem difícil de ser seguida sem erros até a cachoeira. Seguindo essa rua Alameda Canela de Ema ela termina antes da entrada de um condomínio fechado onde ela encontra seu término viramos a esquerda e seguimos a estrada que logo se transforma em estrada de chão começando a aventura, depois de passar por um bar chamado sol e lua e uma oficina de reparo de veículos. A partir deste momento o contato com a natureza já é abundante, podendo ser vistas diversas plantas do cerrado, topografia de morros, fauna e flora típicas da região mineira. Vale frisar que o sol é muito intenso, pois não tem sombreamento de árvores sendo ideal que a trilha seja feita o mais longe possível de meio dia e sempre com protetor solar e equipamento adequado. Depois de seguir essa estrada de terra ela a cada passo se tornou mais estreita, até que no pé do morro ela se duplifica, devendo ser seguida para a esquerda, onde ela continua subindo morro acima. Nós nos perdemos andamos muito para o outro lado no meio do mato até descobrirmos que estávamos errados graças a dois trilheiros que encontramos também perdidos João e Matheus, eles estavam acompanhados por seu cachorrinho Scoob que já estava exausto e teve que ser carregado. Os três se juntaram a nossa turma e voltamos todo o caminho que erramos até o pé do morro A subida morro acima é complicada, sendo muito pesada e irregular, em alguns pontos é necessário a ajuda das mãos. O Scoob foi carregado praticamente todo percurso. Chegando no topo do morro achamos mais algumas pessoas perdidas e um casal que nos informou que deveria agora descer o morro através das pedras. A partir dali já dava para notar a presença da água. A descida é extremamente forte e perigosa, devendo ser feita com bota ou calçado adequado e com bastante cautela. O scoob novamente continuou no colo e tivemos um pouco de problema para transportá-lo junto com a água e as mochilas. Depois dessa forte descida já ouvimos o barulho da cachoeira e logo a frente nos deparamos com a maravilhosa queda d´água. As águas são claras, límpidas e extremamente frias, depois de toda caminhada exaustiva ainda tivemos dificuldade para entrar e suportar a temperatura. As pedras são curves e tem um aspecto muito singular, sendo o paredão do fundo ligeiramente marrom em contraste com o fundo dos poços que é verde cor esmeralda. Subindo um pouco contra a corrente pelas pedras se encontra um poço lindo, bom para repouso e banho, fundo de águas límpidas com uma bela queda de água e a possibilidade salto para os mais aventureiros, pela sua fundura e uma pedra que por si só já aduz a idéia de um trampolim. O local é muito bonito e sem dúvida apesar de pesada a caminhada se torna extremamente gratificante! Na volta a decida íngreme se torna uma árdua subida que em alguns pontos é praticamente uma escalada, mas chegando de novo no topo do morro tivemos a vista de o início de um por do sol dourado e brilhante, onde o sol reluzia nas folhas do cerrado, criando uma sensação de vertigem em meio o emaranho de tons de laranja em degradé com o verde da flora. * Distância da trilha: Nível médio * Localização da cachoeira: Nível difícil * Topografia: Nível regular / difícil Raphael Andrade
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