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Meu Deus! Caminhar para vocês é quase uma obsessão! Desfrute e faça ser a melhor idade! Estou sempre acompanhando suas postagens e são um modelo. Eu farei 60 em setembro, estou aposentado há um ano e minha esposa com 56 e acabou de aposentar-se, então agora nada segura.

 

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Muito bom, quando vier novamente para os lados da Serra do Cipó dê uma esticadinha e vá até Serro, Milho Verde, Capivari, Santo Antonio do Itambé e também subam o Pico do itambé, muitas cachoeiras, trilhas,morros.

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@FlavioToc Aproveitem a vida na sua plenitude, vcs são jovens, podem desfrutar o nosso Brasil.

 @RicardoRM Tive que cortar muita coisa,  inclusive "descobri" Lapinha da Serra quando estava na Serra do Cipó. Viajo a mais de 50 anos e achava que conhecia o Brasil. .kkkkkkkk

O verão limitou muito,  choveu bastante, tive que retornar ao PN Itatiaia/ouro preto e Marins 2 vezes devido às fortes chuvas. Tomamos muita chuva na Lapinha e no Itatiaia. Tivemos que deixar os picos do Itaguaré e da Mina para outra oportunidade. 

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MARMELOPOLIS

2° DIA - 17.01.2019 - Quinta-feira Saída pousada e chegada ao mirante São Pedro(antes pico Marinzinho) e retorno à cidade

+-25 kms em aprox. 06:20hrs Acumulado: 67 kms

Pegamos a mesma rua do dia anterior, chegamos ao bairro e entramos à esquerda,  certo desta vez, mais à frente tem que entrar à esquerda num pequeno trecho de bloquete de cimento, depois começa subida forte, após mescla subidas e descidas leves, lindo amanhecer emoldurado pelo complexo do Pico dos Marins, depois começa descida fortíssima até um bairro rural, viramos à esquerda e mais à frente, seguindo orientação das placas, entramos à direita e começamos a subir de novo até a pousada do Djalma (01:35hrs até Pousada do Djalma (+-8kms) - 1340msnm

Depois pegamos um atalho na pousada e logo chegamos numa estradinha de terra, viramos à direita e começou subida forte até um portal  (1550msnm - 02:06 hrs) Viramos à direita e pegamos trilha (o certo é chegar no portal e seguir reto)  com muita sombra pela encosta da montanha,  chegamos numa bifurcação e viramos à esquerda  (à direita vai pra Marinzinho) 02:36hrs, pegamos trilha bem demarcada na encosta da montanha,  pouco à frente tem uma ótima mina d'agua (1760msnm),  seguimos pela mesma trilha sempre subindo até a pedra montada 02:49hrs - 1863msnm. Nossa intenção neste dia era somente conhecer a pedra montada e retornar à cidade, mas a curiosidade prevaleceu. Continuamos a trilha subindo dentro da mata, minha parceira resolveu não  ir ate o mirante,  tive que subir nas pedras por umas cordas, fui até o Mirante São Pedro  (03:30hrs - 2135msnm). No mirante tem uma visão legal de toda região, e do Marinzinho, ali me despertou a curiosidade de subir o Marinzinho, pois cheguei bem perto. Desci e encontrei minha parceira,  dessa vez não passamos pela pedra montada, seguimos reto.

Retornamos quase pelo mesmo caminho, começou a trovejar e o tempo fechou,  tivemos que apertar o paso e chegamos rapidamente ao centro da cidade e comemos o mesmo Self-service à vontade por $18 por pessoa à vontade

Hospedagem: a mesma do dia anterior.

Tempo fresco com muitas nuvens no amanhecer em Marmelopolis 

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Lindo visual dos Marins

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Subidas fortes antes portal

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Visão da pedra montada no meio da mata

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Dá para servir de refúgio numa tempestade,  vimos foqueira apagada

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Pedra montada de perto

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Minha parceira não subiu comigo até o mirante, mas vai subir no outro dia 

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Lindo visual 

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Retorno - trecho de mata

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Em 10/03/2019 em 18:48, casal100 disse:

Vários amigos e familiares nos indagavam sobre nossas travessias, segundo eles, tudo era muito repetitivo(as fotos eram parecidas, repetimos várias vezes os mesmos caminhos, até pela falta de outros. Até tem, mas caminho particular, não faremos  mais). De certa forma eles têm razão, visto que a visão do picos e montanhas não tem comparação com fotos de estradas e, tem um detalhe mais importante: as principais atrações das cidades(tirando algumas) não estão dentro delas, mas nos arredores  (cachoeiras, picos, morros. ..). Nesses 2 meses, com certeza caminhamos mais de 800 quilômetros. Conhecemos pessoas maravilhosas por onde passamos,  não tivemos nenhum problema mais sério, tudo muito tranquilo.

O BRASIL É SIMPLESMENTE SENSACIONAL! 

E mais bonito visto de cima. Diante disso e, até para comemorar meus 60 anos de vida (ingressei na melhor idade), neste verão resolvemos fazer algo um pouco diferente : fomos conhecer e rever alguns parques nacionais /estaduais /municipais e privados, subir alguns picos/montanhas  e alguns circuitos desses locais, região de cachoeiras,  e Brumadinho(Inhotim), poderíamos estar no dia do rompimento da barragem,  para nossa sorte desistimos em cima da hora.

LOCAIS VISITADOS:

Extrema - Mg (subida as base dos pico do lopo e do lobo)

Munhoz - Mg(subida ao pico da antenas, caminhos)

São Bento do Sapucaí - Sp(pedra do baú e roteiro)

Marmelopolis -Mg(subida ao morro do careca, mirantes, pedra montada, roteiros e subida ao pico Marinzinho)

Aiuruoca - Mg(subida ao pico do papagaio, matutu, cachoeiras)

Visconde de Mauá-Rj - (subida a Pedra Selada)

PN Ibitipoca - Mg (Janela do céu, pico, circuito das águas e grutas)

São Tomé das Letras - Mg (cachoeiras e roteiros)

Carrancas - Mg(cachoeiras e circuito serra de carrancas)

Ouro Preto - Mg (centro histórico e subida ao pico do Itacolomi)

Mariana-Mg: Bento Rodrigues, local destruído por outro rompimento de barragem da Vale.

Serra do Cipó - Mg(todos circuitos dentro do parque e travessão)

Conceição do Mato Dentro - Mg: cachoeira do Tabuleiro  (base e mirante)

Lapinha da Serra - Mg(subida aos picos da Lapinha e Breu, cachoeira Bicame e Lajeado,  parte travessia Lapinha x Tabuleiro)

Brumadinho - Mg(Inhotim)

PN de Itatiaia - parte alta - Mg(base do pico das agulhas Negras e prateleiras, cachoeira Aiuruoca, circuito 5 lagos, subida ao pico do couto)

Piquete - Sp(subida ao pico dos Marins)

Infelizmente, por excesso de chuvas, não fizemos os picos do Itaguaré e da Mina( motivação da viagem). Entrou uma frente fria na semana que antecedeu o carnaval, tivemos que abortar por questão de segurança, pois não utilizamos guias e fazemos somente Bate/volta - fica para a próxima.

As surpresas da viagem:

Inhotim, Lapinha da Serra e Serra do Cipó

A decepção:

Carrancas-Mg  (É até bonito, mas comparado com outras regiões do estado de Minas Gerais, fica muito aquém).

@casal100, Mamamia, não dá para acompanhar vocês. Se escolhessemos 20 montanhas/picos, vocês estariam nas últimas e eu ainda tentando a primeira.

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PRIMEIRO PICO: MARINZINHO

MARMELOPOLIS 

A PRIMEIRA PERIPÉCIA DA VIAGEM

Para os montanhistas experientes o pico do Marinzinho é fácil,  não há grandes paredões,  bem sinalizado, mas para nós,  marinheiros de primeira viagem, tínhamos receio de subir sozinhos, têm  cordas em alguns trechos, até pensamos em contratar um guia. No final decidimos que iríamos até onde desse,  se porventura ficasse muito perigoso voltaríamos e, em outra oportunidade, faríamos. Segurança em primeiro lugar! No dia anterior atiçou a curiosidade de subir o Pico do Marinzinho(estive bem perto dele). Tive que convencer minha esposa que dava para fazer(ontem ela ficou com receio de subir nas pedras através das cordas), normal para uma pessoa que tem (ou tinha) medo de altura. Resumo da história: ela foi e venceu seus medos (e os meus também, imagina se ela desse um piripaque no topo e não conseguíssemos descer, helicóptero é muito caro, acho que estaríamos lá até hoje..kkkk). Foi um dia muito feliz para nós dois. Consegui uma parceira para minhas futuras peripécias. O problema maior foi que neste período quase ninguém sobe devido ao tempo instável  (muita chuva ), só estávamos nós dois no trecho,  se desse algum problema estaríamos em apuros,  por isso tivemos cuidados redobrados. A sinalização estava bem visível  (o sr Maeda faz um ótimo trabalho de conservação das trilhas ), nas partes mais complicadas tem cordas para facilitar a subida /descida,  com técnicas básicas, conseguimos fazer sem grandes dificuldades. A visão lá de cima é um show à parte.

 

3° dia - 18.01.2019 - Sexta-feira

Saída da pousada Bela vista(Marmelopolis) de carro e chegada a pousada do Djalma(base do Marinzinho). Subida ao Marinzinho e retorno à pousada do Djalma(1330msnm)

+-14 kms em aprox. 06:07Hrs Acumulado: 81 kms

Acordamos antes das 05 da manhã, gentilmente o Domingos deixou excelente café da manhã pronto no dia anterior.  Pegamos o carro e seguimos até a pousada do Djalma  (20 minutos ), deixamos nossas coisas no chalé, e partimos rapidamente  (06:05hrs), tempo bem fresco sem nenhuma nuvem no céu  (a previsão para o dia, era de muita chuva após as 13 horas,  por isso saímos cedo e apertamos o passo).

O trecho até portal é em estrada de terra com subidas fortes, depois mescla estradinha de terra com trilhas com muita sombra, sempre morro acima até um pouco antes do mirante São Pedro(tem duas cordas antes de chegar). Foi até onde chegamos no dia anterior. Após o mirante São Pedro pegamos trecho com muita pedra, alguns lugares tem cordas para ajudar, muito íngreme e escorregadia.  Chegamos no topo achando que era ali, não era,  descemos mais um pouco e subimos em pedras até o Marinzinho(2.432 msnm - 03:22hrs), sol forte no início mas umas nuvens deu uma amenizada. Lindíssimo visual em 360° de várias montanhas e picos, do estado de São Paulo e Minas Gerais,  vimos várias cidades dos 2 estados. A volta foi bem  tranquila, tempo encoberto e com algumas nuvens negras sinalizava chuva. Quase minha esposa pisou numa cobra venenosa, que estava passando pela estrada antes do portal, passado o susto, tiramos algumas foto da cobra e ela ficou lá no mesmo lugar.

Ida: Até portal 35 minutos. Até entrada pedra montada: 01:07 hrs Até mirante São Pedro: 01:57hrs Até Marinzinho: 03:22hrs

Volta:  Mirante São Pedro: 04:30hrs Até entrada pedra montada: 05:11hrs Até portal: 05:33hrs Até pousada: 06:07Hrs

Hospedagem: Pousada do Djalma,  base do Marinzinho, camas boas, banheiro privado, limpo. Preço  $60 por pessoa com café da manhã. Obs.: Serve almoço simples $25 por pessoa à vontade

Ela chegou com facilidade ao mirante 

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Subida bem forte em pedras

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Subida com auxílio de corda

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Idem

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Outra subida forte 

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Mais subida com auxílio de corda

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Fenomenal visual do pico dos Marins

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Uma pose para foto

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Por muito pouco minha parceira não pisou nesta cobra,  se é venenosa eu não sei,  só sei que foi um baita surto 

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Chegada a pousada do Djalma

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    • Por Tadeu Pereira
      Salve salve mochileiros!
      Segue o relato da trilha feita no Réveillon rumo ao Pico do Corcovado situado no município de Ubatuba no litoral norte de São Paulo.
      --> 24km ida e volta 
      --> Nível de dificuldade: DIFÍCIL (trilha extensa com várias bifurcações no início e muita mas muita subida rss)
       
      Partida - 30/12/19 - Partida 18:00pm - São Paulo x Caraguatatuba x Praia da Lagoinha x Praia do Bonetinho - Ônibus R$65,00 - Transporte público R$5,50
           Dia 30 de Dezembro geralmente costumo me organizar com antecedência o que vou fazer na virada pra não passar apuros nas correrias de final de ano. Mas ao contrário deste ano de 2019 eu não segui o protocolo e resolvi tudo na última hora, e lá estávamos nós, eu Tadeu e meu amigo Léo no dia 30 de Dezembro partindo de São Paulo capital sentido Caraguatatuba no litoral norte de São Paulo pelo empresa de ônibus Litorânea onde compramos as passagens por R$65,00. Em meio a milhares de pessoas correndo pra lá e pra cá no Terminal Rodoviário Tietê, nós conseguimos as passagens para às 18:00 com previsão de chegada para às 20:35. Chegamos por volta das 21:30 em Caraguatatuba por causa do trânsito intenso na rodovia de final de ano.

      Terminal Rodoviário Tietê 
           Em Caragua o clima estava abafado mas sem nenhum sinal aparente de chuva. A previsão mostrava clima aberto pro dia 30 e 31 com 20% de chuvas isoladas. Aguardamos por um tempo no terminal para aguardar nosso proximo ônibus e neste tempo aproveitamos e caminhamos por uns 5 minutos até o supermercado Shibata que fica próximo ao terminal rodoviário para comprar comida e água para passar a primeira noite no camping. Compras feitas, retornamos ao terminal e então pegamos um ônibus de transporte público na rodoviária de Caraguatatuba com sentido a Ubatuba por R$5,50 e depois de 1 hora descemos no ponto da praia da Lagoinha próximo ao Mercado Garotão e ao Condomínio SARELA - Recanto da Lagoinha onde caminhamos até sua entrada na 1ª guarita e continuamos por dentro do condomínio até a 2ª guarita que é onde fica o início da Trilha da Sete Praias. Caminhamos por 40 minutos passando pela Praia do Oeste e Praia do Peres caminhando totalmente no escuro iluminando com lanternas até chegar na Praia do Bonete ou Bonetinho onde passamos a primeira noite em camping selvagem ou seja, camping sem estrutura nenhuma, mas com o essencial, mar aberto e uma fonte de água potável. Ai foi só montar as barracas!   

      Camping Praia do Bonetinho

           O camping na Praia do Bonete além de selvagem é um camping proibido, na praia existe uma enorme placa lembrando os visitantes que aquele local ou aquela praia é uma propriedade particular. Então como chegamos já a noite, nós acampamos e desmontamos nossas barracas bem cedinho para ninguém ver e causar maiores problemas. Camping concluído com sucesso!  
      Subida - 31/12/19 - Partida 9:00am - Praia do Bonetinho x Pico do Corcovado - Transporte público R$5,50 

      ;
           Acordamos por volta das 6:00 da manhã e desmontamos rápido nossas barracas. Fizemos um bom café da manhã, tomamos o último banho de mar de 2019, arrumamos nossas mochilas e caminhamos de volta para o começo da trilha das Sete Praias, pois teríamos que pegar um ônibus sentido Ubatuba para descer no ponto da Praia Dura que ficava a 4,7 km de onde estávamos. Então fizemos a trilha da Praia do Bonetinho de volta para o condomínio Recanto da Lagoinha, fomos para a 1ª guarita na entrada do condomínio e caminhamos para a direita na rodovia sentido Ubatuba por uns cinco minutos até chegar em um ponto de ônibus. Até tentamos pegar carona mas os carros pareciam estar todos lotados ou com bagagens ou de pessoas chegando para passar a virada de ano no litoral. Por sorte o ônibus não demorou muito e pegamos rápido um ônibus por R$5,50 sentido Ubatuba e alguns minutos depois descemos no ponto da Praia Dura em frente ao Supermercado Praia Dura que fica também no começo da estrada do Corcovado que seria o começo da nosso caminho rumo ao imponente Pico do Corcovado. Aproveitamos e compramos no supermercado alguns mantimentos e água. Levamos 2 garrafas de água de 1 litro e 1 litro e meio cada um.
       
      (Caminho até o início da trilha)
       Supermercado Praia dura x Casa do Sr. Tozaki - Guarita do Parque Estadual Serra do Mar
      --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

      (Todo caminho percorrido) 
      Wikiloc: https://pt.wikiloc.com/wikiloc/spatialArtifacts.do?event=setCurrentSpatialArtifact&id=45109332
       Supermercado Praia dura x Casa do Sr. Tozaki - Guarita do Parque Estadual Serra do Mar x Pico Do Corcovado
           Começamos nossa caminhada para o pico por volta das 11:00 da manhã. Nosso ponto de partida foi do Supermercado Praia Dura, dali caminhamos por 1 hora os 4 Km da Estrada do Corcovado até a casa do famoso Sr. Tozaki (que infelizmente não tive a oportunidade de encontrar) onde fica situado a guarita do Parque Estadual da Serra do Mar PESM - Núcleo Picinguaba e início da Trilha do Pico do Corcovado.

      Casa Sr. Tozaki
       
      Guarita do Parque Estadual Serra do Mar - Núcleo Picinguaba
           Para subida e pernoitar no Pico do Corcovado é preciso realizar o agendamento com o Núcleo Picinguaba enviando um e-mail para [email protected] ou para [email protected] Nós até fizemos nossa parte e enviamos três e-mails para solicitar o agendamento em três emails diferentes, porém recebemos a resposta de que dois deles estavam desativados. O único e-mail que nos respondeu foi o [email protected] e disse assim: 
      ___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
      31 de dez de 2019 às 13:59
      "Bom dia!
      Informamos que a Associação Coaquira de Guia de Turismo, Monitor e Condutor de Ubatuba é responsável pelo ecoturismo realizando o controle de acesso, monitoramento e manutenção do atrativo do atrativo Pico do Corcovado por meio do Termo de Autorização de Uso (TAU /FF/CORCOVADO nº 01/2018 - Processo FF nº 726/2018 - NIS 2096616) assinado pela Fundação Florestal no ano de 2018.   O atrativo Pico do Corcovado se encontra em área do Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Picinguaba, Unidade de Conservação de Proteção Integral, instituída através do Decreto Estadual 13.313/79 e o principal objetivo da associação e a preservação, conservação e prática do Ecoturismo e Montanhismo de mínimo impacto no atrativo. A trilha para o Pico do Corcovado é monitorada, ou seja, há a necessidade de contratação de um Guia de Turismo ou Monitor Ambiental da Associação Coaquira para acessar o mesmo e realizar o procedimento de agendamento.   É necessário realizar o agendamento com antecedência, dessa forma poderemos indicar um condutor para acompanhar o grupo, o procedimento será confirmado após a confirmação da disponibilidade da data solicitada, preenchimento do Ofício de Solicitação de Reserva, Termo de Isenção de riscos, Termo de Responsabilidade e Ficha Médica.    Quanto a pernoite, é permitida seguindo as informações acima, agendamento e contratação de um Guia de Turismo ou Monitor Ambiental que disponibilizamos pela associação e respeitando a capacidade de carga do atrativo de 15 pessoas. As datas propícias e permitidas para atividade de camping são entre os meses de abril a outubro.  Informamos que o atrativo estará fechado para pernoite de 19/11/2019 até 19/03/2020 pois durante esse período as chuvas no local são muito intensas, com a possibilidade de ocorrência de descargas elétricas, erosões e deslizamento do solo, causando graves riscos aos usuários. O trajeto bate e volta permanece liberado, desde que as condições climáticas estejam favoráveis e após feito todo o procedimento.   Feliz 2020!   Qualquer dúvida estamos a disposição.   Att.   Diretoria do Departamento Executivo do Atrativo Trilha do Pico do Corcovado da Associação Coaquira de Guia de Turismo Monitor e Condutor de Ubatuba ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________   --> https://www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br/pesm/nucleos/picinguaba/contato/?filter=agendar        Como não tínhamos recebido nenhuma resposta dos e-mails enviados com a autorização e o agendamento quando começamos o caminho para o início da trilha por volta das 11:00 da manhã do dia 31 de Dezembro, decidimos ir sem agendamento mesmo. Pensamos em talvez conversar na guarita sobre os emails enviados para solicitar agendamento e que não tínhamos recebido nenhuma resposta, massss não foi necessário nada disso hehehehe. Quando nos aproximamos da guarita percebemos que não havia ninguém, nem mesmo o Sr. Tozaki estava em sua residência que fica no mesmo lugar da guarita do parque. Então decidimos começar a trilha sem falar com ninguém. Sabíamos do risco de encontrar algum guarda do parque que poderia nos multar por ter feito a trilha sem autorização e agendamento, mas estávamos decididos a subir e seguimos em frente.
           Seguimos em frente depois de uma corrente na estrada em frente a guarita e começamos realmente a trilha. A trilha se inicia em um bambuzal ao lado de uma cerca e é neste ponto que a trilha traz a maior dificuldade pois têm algumas bifurcações que levam a alguns lugares diferentes. Realizamos esta trilha com Wikiloc e mesmo assim demos umas vaciladas que foram corrigidas a tempo. Recomendo que façam esta trilha ou com guia ou com gps Wikiloc pois a trilha é muito cansativa, extensa e contém algumas bifurcações principalmente no seu começo. 
           Os primeiros minutos da trilha são tranquilos, passamos por três vezes em riachos de águas geladas e potáveis, ótimas para se refrescar e beber, já que o clima com a mata fechada se torna muito quente e úmido em dias de sol forte nos fazendo suar muito. 
      -->WIKILOC:  https://pt.wikiloc.com/wikiloc/spatialArtifacts.do?event=setCurrentSpatialArtifact&id=45109332
        
       

           A trilha no começo é tranquila, caminhamos por 1 hora aproximadamente passando por 2 pontos de água até chegar na primeira placa da trilha (PESM) e também no terceiro ponto de água. Deste ponto em diante sentimos o que realmente é a trilha do Pico do Corcovado hauhauhua. Tomamos bastante água no riacho, enchemos nossas garrafas e bora começar a subir o morro que nos aguardava ahuhaua. Estávamos em 206 metros de altitude e a partir dali iriamos subir até 460 metros para o primeiro mirante da trilha.  
         
        
      Placa PESM - Parque Estadual Serra do Mar e 3º ponto de água
           Caminhamos por algumas horas e passamos pelo primeiro ponto de corda em 382 metros de altitude. Neste ponto temos um vista muito linda pois é um dos poucos pontos abertos na trilha. A subida até o primeiro mirante foi bem desgastante, mas quando chegamos, vimos o quão lindo é a vista, isso só nos deu mais ânimo para subir. Este ponto também chamado de Igrejinha nos mostrou só uma prévia do que nos aguardava no cume. Diz a lenda que à meia-noite próximo da Igrejinha seria possível ver a imagem do Frei Bartolomeu andando por lá. É claro que não ficamos lá pra ver isso kkkkkk. Neste mirante conseguimos ver o Pico do Corcovado pela primeira vez da trilha e um belo visual de algumas praias do litoral de Ubatuba. Ficamos por alguns bons minutos contemplando aquele visual e logo seguimos em frente. Neste trecho encontramos somente duas pessoas descendo a trilha, eram dois sul africanos que estavam fazendo um bate e volta. Conversando com eles descobrimos que não havia mais ninguém na trilha e nem no cume, isso significaria que não corríamos o risco de algum guarda nos ver e nos multar e também de ter a possibilidade de passar a virada de ano somente nós no cume! Yeahhhh!!! 




      Mirante ou Igrejinha
           Depois deste ponto a trilha vai ficando cada vez mais íngreme e inclinada nos castigando bastante. Caminhamos bem lentamente até chegarmos até o último ponto de água que fica a 767 metros de altitude. Paramos um pouco para mais um descanso, fizemos um lanche, tomamos bastante água, enchemos novamente nossas garrafas pois aquele seria o último ponto de água até o cume. Então levamos água o bastante pra beber no restante da trilha e para pernoitar no cume do pico sem precisar voltar para buscar mais água.

       3 km de trilha percorridos e ainda faltavam 5 km kkkkk
       
      Último ponto de água em 767 metros de altitude

      Neblina surgindo no meio da mata. Estávamos nas nuvens!
           Continuamos caminhando sempre subindo até chegarmos ao Camping 1 em 1000 metros de altitude. A subida mais uma vez nos castigou muito e paramos por diversas vezes para descanso e recuperar o fôlego. Chegamos no Camping 1 e ficamos um bom tempo descansando antes de enfrentar a última e mais difícil subida do percurso.  


      Camping 1


      O camping 1 tem espaço para aproximadamente umas 7 barracas. 
           Após este ponto, no Camping 1, a trilha deu uma trégua na subida e começamos a caminhar olhando alguns momentos para o Pico do Corcovado em uma trilha mais plana e com poucos declives. Afinal já estávamos na crista da Serra do Mar e a mais de 1000 metros de altitude. Esta parte da trilha é simplesmente incrível, havia desfiladeiros dos dois lados que conseguíamos ver por entre as árvores, mas como a visibilidade estava baixa por causa da neblina, fomos ver realmente a dimensão do lugar que estávamos trilhando somente na volta com o tempo aberto. 
       
           Caminhando por aproximadamente mais 40 minutos pela crista da Serra do Mar e chegamos em duas placas informando qual a direção que se deveria seguir. A placa da direita subindo dizia que o caminho estava em recuperação e que o acesso estava restrito, já a placa da esquerda era uma seta informando a direção a se seguir para chegar ao cume. Como estávamos seguindo a trilha com o Wikiloc resolvemos fazer a trilha de acesso restrito que era o que o nosso GPS estava guiando, mas esta trilha foi um das partes mais difíceis do caminho com uma subida quase que impossível e perigosa, mas nós conseguimos! Já a trilha da esquerda é um pouco maior com uma grande descida até um ponto de água que fica ainda mais próximo do cume e depois uma última subida mais tranquila até o cume do Pico do Corcovado, mas isso só ficamos sabendo na volta quando retornamos por este lado da trilha pois subimos pela trilha restrita.    

      Placas direcionando a trilha correta e mais fácil a se seguir
           Após alguns minutos subindo os últimos 100 metros finais e os últimos 60 metros de altitude, onde o corpo já está a ponto de explodir com a mistura de tanta ansiedade, de cansaço, de adrenalina, sede e de todo o esforço feito pra chegar até ali, nós conseguimos vencer com muita superação a última e mais difícil parte da trilha. Uma "escalaminhada" que necessita de pés e mãos livres para subir pelas raízes das árvores que nos custou muito esforço com as mochilas nas costas depois de quase 6 horas de trilha para ai sim conquistar a 1160 metros de altitude o cume do imponente PICO DO CORCOVADO em Ubatuba na Serra do Mar. Foi surreal a primeira vista de lá de cima e as lágrimas simplesmente rolaram pela minha cara suada ahauhauh! Foi incrível! 
          







           Os primeiros minutos em cima do Pico do Corcovado foram simplesmente mágicos. O tempo que estava fechado até então começou a se abrir e nos presenteou com um por do sol fantástico que nos deixou anestesiados pela beleza que estávamos contemplando. Gratidão era a palavra que mais me vinha a cabeça neste momento. Gratidão por estar ali, por ter condições e saúde pra chegar até ali, gratidão por todas as pessoas que estão comigo ou junto comigo de alguma forma, gratidão pela minha família, minha mãe, meu pai, meu irmão e minhas avós, pelos meus amigos e o mais importante grato pela VIDA! Obrigado Obrigado Obrigado... 


       






           E lá se foi o último por do sol de 2019. Após esta fantástica exibição da natureza, nós assinamos os nossos nomes no livro do cume para registrar nossa subida e fomos armar nossas barracas pois de noite faria um pouco de frio com os ventos cortantes no cume. Existem duas áreas de camping no cume do pico, uma fica próxima ao livro do cume com um espaço menor, cabendo aproximadamente umas 4 barracas (camping 3), já o outro com um espaço maior cabendo aproximadamente umas 7 barracas e não tão exposto aos ventos (camping 2). Montamos as barracas na área de camping 2 que tinha um espaço maior e menos exposto ao vento. Camping concluído com sucesso!   
           Acampamento armado, tratamos de fazer a nossa ceia de final de ano kkkk. Fizemos um ensopado de legumes e macarrão para recuperar nossas energias que perdemos nas quase 7 horas de subida intensa até o cume. Tivemos um problema com o nosso gás do fogareiro mas nada que impediu de fazer nosso rango. Barriga cheia ficamos esperando a meia-noite chegar pra ver a queima de fogos nas diversas praias que se consegue ver de cima do pico. Foi fantástico ver por 15 minutos a queima de fogos de quase 17 praias de cima do Pico do Corcovado. Foi uma visão única e surreal e que decidimos não filmar nada para ficar somente nas nossas memórias ahuahuahua. Foi fodástico! 
      Descida - 01/01/2020 - Partida 11:00am - Pico do Corcovado x Praia Dura
           Dormimos por volta de 1:00 da madrugada. Conseguimos descansar um pouco e ainda acordamos por volta das 5:00 horas da manhã para ver o primeiro nascer do sol de 2020. Coloquei o despertador e quando deu o horário sai da barraca e o céu já estava com uma coloração laranja que avisava que o sol estava a caminho. 







      Primeiro nascer do sol de 2020
                Contemplamos o nascer do sol por uns 40 minutos e voltamos a dormir e descansar pois ainda tínhamos a descida pra fazer e tínhamos que ter pernas pra descer tudo que subimos ahuahuha. Consegui ficar na barraca até umas 10:00, pois a partir desse horário o sol começa a esquentar deixando a barraca muito quente. Acordamos tomamos um pequeno café da manhã e ficamos algumas horas contemplando aquela linda paisagem com um dia maravilhoso que a natureza nos presenteou. Gratidão.




       

       
      nam-myoho-rengue-kyo
           Após desmontar nossas barracas e montar novamente as mochilas, iniciamos nossa descida pelo outro caminho. Decidimos fazer o caminho que as placas estavam indicando quando estávamos subindo na trilha e não descemos pela trilha que estava de acesso restrito. A descida começa seguindo pelo camping 2 onde acampamos. Descemos por mais ou menos uns 30 minutos e já começamos a ouvir o barulho das águas. Chegamos em um ponto de água que não sabíamos que havia ali. Descemos a 1066 metros de altitude e encontramos água ainda mais perto do cume em um riacho com águas geladas e da mais pura que já havia bebido antes. Ficamos um bom tempo neste riacho onde fizemos um bom rango, aproveitamos para tomar um bom banho nas águas geladas e seguimos em frente. 
       
       
           A trilha que se deve seguir esta antes do riacho e não seguir a diante atravessando o riacho. Fizemos este caminho e chegamos em um lugar sem saída, então retornamos e começamos a subir novamente até que vimos um trilha a direita e continuamos nela até chegarmos até as duas placas que informava o caminho. Pra quem esta descendo, a trilha correta a se seguir fica um pouco antes do riacho virando a esquerda. Como passamos direto não reparamos nesta entrada. Então retornamos entramos na trilha correta e caminhamos por uns 30 minutos até que depois de uma subida intensa chegamos nas placas que tínhamos visto antes na subida e a partir dai foi só seguir o Wikiloc novamente e seguir a trilha para descer sem se perder. 

      Placas informando o caminho correto para o cume
           Depois das placas a trilha continua por um bom tempo com terreno plano com alguns declives caminhando sobre a crista da Serra do Mar e como comentei anteriormente o visual deste lugar que não conseguimos ver na subida por causa da neblina se mostrou o quanto é mágico e surreal. Dos dois lados haviam precipícios enormes com um visual fantástico e único das cadeias de montanhas de um lado e do outro a serra do Mar contrastando com as praias. Cada vez que parávamos para descansar ficávamos um bom tempo contemplando a natureza. 









           A decida nos cansou mais que o esperado. Fizemos um bastão de trekking improvisado para ajudar na pressão que os joelhos sofrem na descida, isso nos ajudou muito. Gastamos por volta de 6 horas de descida, contando o tempo que ficamos no riacho e o tempo que perdemos na trilha. Chegamos por volta das 18:00 na guarita do PESM e ainda não havia ninguém la, nem mesmo o Sr. Tozaki estava em sua residência. Descansamos por alguns minutos em frente a guarita e seguimos rumo a rodovia para procurar um local para acampar aquela noite. No meio do caminho encontramos um mercado onde paramos para comer, ir ao banheiro, carregar nossos aparelhos de celular, comprar alguns alimentos para o próximo camping e brindar a nossa subida ao Pico do Corcovado com uma bela e gelada cerveja. Yeahhhh!!!

           Conversamos com alguns locais, e conversa vai conversa vem, resolvi perguntar se havia algum local para acampar por ali. O dono do supermercado ouvindo minha pergunta nos informou que na Praia Dura, a praia mais próxima de nós naquele momento, teria uma forma de acampar debaixo de duas pontes que passam sobre o Rio Escuro que deságua na praia. Seguindo esta informação caminhamos até a rodovia e seguimos a esquerda até as tais pontes. Chegamos nelas com pouco tempo de caminhada e logo vimos os caminhos para se chegar debaixo delas e vimos também que havia um enorme banco de areia. Ficamos um pouco receosos e com medo do local mas acampamos por ali mesmo. Camping concluído com sucesso! 
       

      Praia - 02/01/2020 - Partida 9:00am - Praia Dura x Praia da Sununga - Camping R$25,00 
           Acordamos e vimos que a praia fazia parte de um grande condomínio e que a divisa se fazia até as pontes, então estávamos acampando em um lugar que não causaria problema pra ninguém. Isto quem nos disse foi o próprio guarda que ficava rondando a praia. Acordamos tomamos um bom café da manhã, tomamos um banho de rio, desmontamos nossas barracas e fomos ao encontro de alguns amigos na praia da Sununga que ficava a uns 6 km da Praia Dura.

      Pontes sobre o Rio Escuro na Praia Dura 
           Como o trânsito ainda estava carregado na rodovia, optamos em ir a pé para a Praia da Sununga. Caminhamos pela rodovia por quase uma hora, entramos pelo Condomínio Pedra Verde na Paia Domingas Dias e atravessamos a Praia do Lázaro até chegarmos na Praia da Sununga onde encontramos mais dois amigos para finalizar nossa jornada ao Pico do Corcovado com chave de ouro. Pronto! Agora vamos dar um mergulho neste marzão prq nóiz merece! Yeahhhhhhhhhh Gratidão!!! 


      Retorno - 03/01/2020 - Partida 8:00am - Praia da Sununga x Caraguatatuba x São Paulo - Transporte público R$9,00 - Van R$70,00
         Dormimos este dia na Praia da Sununga no Camping Guarani pagando R$25,00 para dormir com chuveiro quente e cozinha compartilhada. Acordamos bem cedo e fomos para o ponto de ônibus na rodovia pegar um ônibus para Caraguatatuba. Pagamos R$9,00 até Caraguá e demoramos umas 2 horas para chegar por causa do trânsito. Na rua ao lado do Terminal Rodoviário de Caraguatatuba haviam várias vans com transportes alternativos para São Paulo. Conseguimos uma por R$70,00 e fomos direto e mais rápido para o Terminal Rodoviário do Tietê em São Paulo finalizando nossa aventura de final e começo de ano hauhauhaua! Valeu! Feliz 2020...

      Paparazzi nos fotografou no ponto de ônibus kkk
       
       
      Gratidão!
       
       
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    • Por Carlosfuca
      Se o ancestral João Antão conseguiu ver a imagem de São Thomé, lá fui eu ver a São Thomé das Letras em Minas Gerais também. Cidade de beleza inigualável, de energias contundentes, de atmosfera reluzente, do turismo e das pedras.
      Dentre tantas belezas, guardei um dia da minha rápida estadia pra ir à Cachoeira Shangri-lá. Após uma conversa com o Delei, que é dono do camping onde fiquei, citei o meu interesse de ir a essa cachoeira e por coincidência ele tinha ido uma semana antes, porém ele não sabia passar as coordenadas exatas, pois ele fez vários rolês no dia e tava com um guia. Perguntei sobre o guia e ele indicou um. Eu tinha algumas informações e tava disposto a ir a pé, mas depois decidi contratar o guia, que cobrou R$110,00.
      Vou relatar aqui trechos dos caminhos que guardei, mas aviso que pra ir na caminhada é uma pernada boa. Então a melhor opção é chamar um guia. Mas também não é nada impossível, é em média 19km de caminhada só pra ir. Eu fui por um caminho e voltei por outro e pra quem tá sem condições e quer ir á pé ou já tá de carro dá pra ir sim.
      Uma dica é pegar uma carona sentido três corações e descer depois do 5km da estrada, onde tem uma placa indicando o caminho pra "Pousada Shangrila", https://goo.gl/maps/eaq1jWQSPh12 >>>lembre-se tá entre o km 5 e 6 indo sentido três corações.>>> O outro caminho para a cachoeira é depois do Km11, o primeiro trevo à direita depois da placa de 11km. https://goo.gl/maps/nAmMz3Ajk9n
      Tem a opção de pegar um ônibus de STL a Três Corações e descer na entrada, deve sair R$10,00.

      Link de uma mapa na net (não é meu): https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=8866447
      A ida.
      Combinei com o guia as 07h30 na rodoviária de São Thomé e fomos de moto. Duas rodas na estrada e neblina. Ainda no topo dissemos, "vamos pra neblina", pois conforme perdemos altitude adentramos nas 'nuvens'. O caminho iniciado por ele foi o depois do km5, onde tem como referência a placa indicando "Pousada Shangri la". A partir daí foi estrada de terra, que estava precária, pois havia chovido dias antes, Foi coisa de 10 minutos e começou a ficar muito escorregadio e quase impossível de manter a moto em pé, Marcelo parou, olhou e disse, "puts, o pneu furou".
      Pensando no que fazer, ele voltou pra STL pra ver se conseguia arrumar a moto ou pegar uma emprestada. O tempo tava muito agradável, o lugar é de uma tranquilidade imensa, resolvi ir caminhando, SEMPRE PELA PRINCIPAL, e ele iria me resgatar tempos depois.
      Acabou que caminhei mais de uma hora achando que já tava perto, mas depois descobri que faltava muito ainda. A primeira bifurcação veio rápido, mas nessa lógica de seguir a principal, ficou fácil seguir pela esquerda. (Na foto 4 tem a vista de quem ta voltando e uma seta no canto inferior esquerdo da foto indicando a ida pra direita.)
      Segui por mais alguns minutos, sempre vislumbrando a natureza ao redor, aquele ar mágico, passando por fazendas e assim logo avistei uma placa dizendo "Boa Vista" (seta pra direita) e "Shangri lá" (seta subindo), então reafirmou que eu estava no caminho certo. Mais uns 15 minutos e veio uma bifurcação a direita. Na foto 6 se vê a placa indicando São Thome a 5km, essa placa tá na direção de quem volta, então só enxergará depois que fizer a curva pra direita, que é obvia também.
      Continuei seguindo e seguindo a pé até sair numa igrejinha cor (bege/rosa?), vista na foto 7. Nessa igreja é só seguir reto de novo. Depois dela, vieram duas bifurcações e fui reto à esquerda nas duas. Na primeira pode escolher os dois caminhos o da direita indica "Fazenda São Francisco", mas só se vê também pra quem volta, eu fui direto mesmo, e na outra esperei o guia, pois estava com duvidas.
      Veio outro moço de carro e seguimos, ainda tinha coisa pra caramba e a estrada sempre esburacada e cheia de barro. Ele seguiu por mais 20 minutos de carro e chegou uma hora que virou à direita obrigatório, e já saiu numa guarita do Exercito, paramos pra dar o nome e a partir de então a área era deles e a estrada estava bem melhor. Notei que todo esse tempo as placas pra Shangri-lá sumiram, aparece algumas pra "Fazenda São Francisco" e pode ser a mesma coisa, pois essa cachoeira se encontra dentro da fazenda.
      Demoramos mais 15 minutos da guarita do exército até a cachoeira
       
         
         
         
       

      Ao chegar na cachoeira, que é uma união de várias corredeiras formando poços, meu olhos brilharam ao presenciar tanta beleza, o formato das rochas me deixou bem espantado, parte delas dialogando com as arvores e matas e outra com as águas.
         
      Escolhi dois poços que considerei mais seguros e tomei meu banho e dei uns mergulhos, parei pra admirar a paisagem e fui ver as escritas rupestres que fica numa pedra já quase no topo da corredeira.
      Vale dizer sobre a preservação do local que deve partir de nós visitantes e visar o menor impacto possível. Apesar de eu ter ouvido relatos de que as pedreiras estão explorando de forma desenfreada, não devemos cair nessa da degradação do lugar.
      Outras coisa é com relação a segurança. As pedras são escorregadias muito cuidado, não confie totalmente e não tenha pressa pra se locomover por lá. Escolha bem os lugares pra nadar, principalmente se for em época de chuva!
          
         
         
         
      Pra voltar fizemos outro caminho que foi bem mais fácil, vamos se dizer que do ponto da guarita do exercito demorou 20 minutos até a estrada que vai pra STL e seguindo praticamente pela principal rodeada de plantação de milho e café. Saímos no trevo "Km11" e da estrada foi tocar o carro pra STL novamente. Totalmente satisfeito com o rolê e com a natureza de São Thomé das Letras!!!
      Péde Natureza, é nois!
    • Por Carlosfuca
      Marmelópolis é um município que está situado na Serra da Mantiqueira, sul das Minas Gerais. Fica bem próximo da região de Itajubá. Lá eu acampei no Camping e Pousada do Maeda, que, assim com toda a paisagem do local, é uma pessoa incrível, com vasta história no Montanhismo.
      Aqui vou relatar um pouco de como foi esses quatro dias de viagem, sempre me locomovendo de ônibus ou a pé, passando por lugares magníficos, vivenciando aventuras na mata atlântica, cachoeiras, picos e trilhas!
      Essa região por bem dizer era um sonho a ser realizado, na verdade a intenção foi sempre o Pico dos Marins (2420m), mas por uma questão de logística e de reconhecimento do local, preferi fazer o Pico do Marinzinho (2432m) e lá de cima poder avistar o Pico dos Marins bem ao lado. Sim, já o fitando pra uma futura caminhada...

      (Foto: Do Marinzinho avistando Pico dos Marins)
      "O que vocês diriam dessa coisa
      Que não dá mais pé?
      O que vocês fariam pra sair desta maré?
      O que era sonho vira terra
      Quem vai ser o primeiro a me responder?
      Sair desta cidade ter a vida onde ela é
      Subir novas montanhas diamantes procurar
      No fim da estrada e da poeira
      Um rio com seus frutos me alimentar"
      Dia 1: Ônibus, esperas, ônibus, "Seu Maeda, vê se me escuta"...
      Antes de mais nada, vale frisar que a citação da letra 'Saídas e Bandeiras' foi entendido por mim não como uma reverência aos bandeirantes, mas ao contrario, pois ao invés de entrada é saída. Não tenho a intenção de fazer o mesmo que a história "oficial" diz, que fica a cultuar e honrar esses bandidos assassinos.
      Era um domingo de abril e embarquei as 07h00 sentido Itajubá, num ônibus da empresa Santa Cruz, que nesse horário tinha apenas o executivo. O custo foi de R$60,00. Esse busão deu um rolê considerável, fez umas três paradas, só vi a primeira que foi em Bragança Paulista. Nas outras paradas eu estava capotado no sono.
      Deu meio dia, e cheguei na rodoviária de Itajubá, de lá era a vez de embarcar num ônibus pra Marmelópolis. No site dizia que de domingo só teria as 17h30 pela empresa São José, sendo que nos outros dias tinha o das 15h30. Mas foi isso mesmo, tive que esperar até as 17h30, mas sem erro, faz parte. Era sinal que eu teria mais tempo pra almoçar, ler um livro e por que não tomar umas brejas? Assim o tempo passou rápido. Sei que as 19h00 eu estava no centro de Marmelópolis, foi hora de estender o mapa e seguir rumo ao Maeda, no breu, uma escuridão na estrada. Lá fui eu.
      Da igreja matriz, segui à direita passando pela pousada das flores. Com a lanterna do celular acessa, segui o caminho que começou com uma subida. O trajeto do centro de Marmelópolis até a pousada do Maeda tem em torno de 7km, estava um friozinho, mas logo tive que abandonar a blusa na mochila e secar o suor que escorria no rosto. O caminho que fiz vou deixar evidenciado na foto (27), quem tiver de carro tem placas indicativas desde o centro colocadas pelo seu Maeda. Na real, tudo que está sinalizado de pontos turísticos no Município foi ele quem fez, mostrando quem realmente promove o turismo na cidade.
      Deu vinte minutos de caminhada e um susto! Em meio ao escuro fiz o gesto de olhar pra cima. Fiquei 'espantado' com a quantidade de estrelas que avistei no céu. Tinha muita estrela, não chegava a iluminar a estrada de terra, mas com certeza não daria pra contar de jeito nenhum. Estrela demais, uma baita noite linda.
      As 20h20, cheguei na pousada do Maeda e me deparei com as luzes apagadas. Tinha apenas uma luz ao fundo acessa e por isso me fez chamar e gritar por uns 40 minutos e nada. "Boa noite!!!", "É o Carlos que vai acampar", "Olha o portão, boa noite", "Seu Maeda vê se me escuta"... Gritava e nada.
      Nesse momento eu percebi a bateria do celular acabando, desliguei por um momento e o escuro tomou conta, não dava pra ver nada. Eu já logo pensei, "Pronto, tô começando bem". Mas quando se está numa viagem, imprevistos podem acontecer e é necessário improvisar as vezes. Passei na pousada do Dijalma, que fica ao lado, mas parece que não tinha ninguém. O improviso foi a de montar a barraca por ali mesmo e dormir. Não dava pra acampar na frente do portão do Maeda, pois tinha muita formiga, que inclusive subiram nas minhas pernas e só fui perceber depois das dores. Então, para aproveitar o restante da bateria do celular, tirei as coisas da mochila e montei a barraca mais a frente... Foi aí que uma luz acendeu. Sim, era o seu Hideki Maeda no portão, "Esta hora, Carlos?"
      Dei risada e expliquei o horário do busão, que até então no nosso contato por telefone pensávamos que sairia as 15h30 e então eu chegaria mais cedo. Como foi anoitecendo, ele pensou que era algum tipo de trote. Uma pessoa ir sozinha, na caminhada, e num domingo, realmente não é muito comum. O importante é que deu tudo certo nesse dia, ainda jantei e pude ser muito bem recepcionado pelos Maeda.
      Quem diria que um vizinho pudesse ligar pro Maeda avisando que tinha gente gritando. Ufa, salvou!
      Dia 2: Pico do Marinzinho, bate-volta e autoguiado
      Acordei bem cedo, um friozinho ainda pairava dentro da barraca, que estava bastante úmida na parte interna. O café da manhã estava marcado pras 07:00 horas e foi enquanto eu me alimentava que o seu Maeda deu as últimas informações, contou algumas de suas histórias no montanhismo, e disse que seria uma subida tranquila. Me entregou um mapa e uma capa de chuva, item que eu havia esquecido de levar. Mostrei meu roteiro e os mapas que eu tinha em mãos e também alguns relatos sobre o Marinzinho e sua pousada. Ele leu tudo se mostrando bastante curioso ao que se tem disponível sobre sua pousada na internet.
        
      (Foto: Barraca e jardim do Maeda)                                (Foto: Araucárias e os picos)
      As 07h45, eu já estava com o pé na estrada, pronto pra um bate-volta 'Pico do Marinzinho x Camping Maeda'. A intenção era subir direto e na volta passar pela Pedra Montada.
      Em 35 minutos, cheguei na cerca que delimitava a reserva particular (RPPN Terra da Pedra Montada), e a partir desse ponto não se passa carro nem moto. A trilha continuou ainda bem larga, mostrando que ali fora uma estrada, estrada essa criada a mando de um prefeito jipeiro pra chegar até a Pedra Montada. Hoje em dia está em desuso e tem trechos bem erodidos, mas parece que tem um projeto de asfaltar essa parte no sentido de facilitar o turismo local.
      Por ora, quem alimenta a estrutura turística daquela região é o seu Maeda. E uma dica que dou: quem não tem muita experiência consegue fazer essa trilha. É só estar com a segurança básica, ter vontade e um certo condicionamento pra chegar no topo. De resto tá tudo muito bem sinalizado, sendo uma subida autoguiada. Tem trecho com cerca de arame farpado pra ninguém se perder, e as placas características e com o 'selo Maeda', estão por todo lado onde se é necessário informar a direção.
      Peguei um tempo excelente, e isso fez com que a minha caminhada passasse voando. Não tem nada de andança monótona, foi tudo sempre com um visual esplendido à minha direita e na esquerda, depois de um tempo, eu conseguia avistar o meu destino do dia.
      Depois que passei pelo trecho da Pedra Montada a trilha foi se fechando na mata, tudo estava bem demarcado, mas vira e mexe eu tinha que me agachar pra passar. Após menos de 2 horas cheguei no mirante São Pedro, quem tem 2135 metros de altitude. Ali fiz uma parada pra comer algo, beber água e recompor as energias. Dali pro Marinzinho faltava 1 hora, sendo que o estilo da trilha mudaria um pouco, seria mais rocha e tendo que fazer escalaminhada.
      A partir de então começou a ficar mais puxado, sorte que minha mochila tava leve, o que pesava mais eram os 4 litros de água que eu tava carregando. Com um clima agradável a caminhada ficava sussa, apenas tive que prestar bastante atenção em cada passo, assim diminuí o risco de qualquer tipo de acidente.
      No geral, o silêncio da mata imperava, quando os pássaros voavam, dava pra escutar o barulho das asas de muitos deles que passavam bem perto. Era uma segunda-feira e não encontrei um ser humano sequer na trilha, e nem quando eu estava já no topo do Marinzinho e admirando o Pico dos Marins, não vi ninguém subindo.
      Faltando pouco pra chegar no topo, o tempo fechou e todo o visual que eu tinha, nesse momento só via nuvens. Isso não atrapalhou minha navegação, pois as marcações eram constantes e também tinha cordas amarradas pra ajudar na escalaminhada em trechos mais difíceis.
      E foi por volta das 11h35 que estacionei no topo do Marinzinho. Todo o esforço compensado, o tempo abria aos poucos e formava uma paisagem impressionante. O cenário mudava tão rapidamente que ficava até difícil captar tudo. Depois de uns vinte minutos, a situação se estabilizou e por sorte minha com uma visão aberta pra diversas cidades, o Pico do Itaguaré, o Pico dos Marins e outras montanhas mais ao fundo. Show!
      Coloquei a blusa, pois ventava muito. Comi meu lanche e descansei um pouco. Lógico que tirei várias fotos, mas para além disso fiquei contemplando bastante a natureza para que eu pudesse carregar memórias assim como nas fotos...
      Pra descer foi tranquilo, tive um escorregão que me deixou mais atento e não baixar a guarda na segurança. Exigiu mais dos joelhos, mas foi de boa.
      Passei na Pedra Montada e foi onde vi o ponto de Água, que me pareceu ser o único da trilha. Lembrando que esse trecho da água também estava sinalizado.
      Percebi que o ideal é subir pra ver o pôr e o nascer do sol, mas seria necessário acampar lá em cima. Então, que fique pra uma próxima rs.
      Já na pousada do Maeda, caiu a ficha do rolê que eu fiz, fiquei bastante contente, tinha dado tudo certo até então, e parti direto pro banho. Deitei um pouco na barraca e as 19h00 era hora da janta.
      Pensa numa janta farta, comida bem diversa, uma mistura de mineira com chinesa e japonesa. Foi cobrado o valor de R$30,00, já com refrigerante incluso, salada e frutas. O valor do camping com café R$40,00; sem o café é R$30,00 a diária.
      Para informações sobre o Camping segue Contatos:
      https://pt-br.facebook.com/marmelopolispousadamaeda/
      http://pousadaecampingmaedasuldeminas.blogspot.com.br/
      Os dias 3 e 4 da viagem deixarei pra próxima postagem. Aguardem...
      Até mais!
      Fotos:
        
      (Foto: Portal RPPN - Pedra Montada )        (foto: após passar pedra montada, o pico)
          
      (Foto: outro angulo do pico )                                  (Foto: Mirante São Pedro (2135m))
         
      (Foto: pronto pra subir)                              (Foto: na escalaminhada e olhei pra trás)
          
      (Foto: agora vai, o ataque)                                  (Foto: cheguei no topo, sem visual)
            
      (Foto: vento e o tempo se abrindo )                       (Foto: muito vento)
           
      (Foto: nuvens que se foram e tbem ficaram)                     (Foto: bem loko )
           
      (Foto: o zoom na cidade )      (Foto: o tempo abriu pra ver o Itaguaré)
           
      (Foto: depois da mudança de tempo)                     (Foto: as nuvens se dispersando)
           
      (Foto: tempo abriu pra ver o Marins)             (Foto: Marins, nuvens e sombra)
         
      (Foto: Selfie e Itaguaré desfocado no fundo)      (Foto: Marcações e a corda pra ajudar)
           
      (Foto:Descendo na volta e o Visual Itaguaré )   (Foto: Flora local)

      (Foto: Na volta passei na Pedra Montada)

      (Foto: Do Centro pra Pousada)
    • Por rafael_santiago
      Lago Nesbøvatnet
      Início: Finse
      Final: Vassbygdi
      Duração: 3 dias
      Maior altitude: 1643m
      Menor altitude: 89m em Vassbygdi
      Dificuldade: média para quem está acostumado a longas travessias com mochila cargueira. A maior subida tem desnível de 419m.
      O Parque Nacional Hallingsskarvet é um parque pequeno ao norte do platô Hardangervidda, maior platô de montanha do norte da Europa. Ele se situa ao norte da famosa estrada de ferro Oslo-Bergen, próximo à estação de Finse, a cerca de 190km de Oslo e 120km de Bergen (em linha reta). 
      Nesse trekking eu percorri de sul a norte o parque e emendei com a caminhada do Cânion Aurlandsdalen, bastante famoso por lá pela incrível beleza.
      Para saber sobre trekking na Noruega sugiro a leitura da introdução do relato www.mochileiros.com/topic/89222-travessia-do-parque-nacional-hardangervidda-noruega-jul19.
      O problema do trekking na Noruega e na Escandinávia em geral é o alto índice de chuva. Eu tive três dias seguidos de sol nessa caminhada e isso foi uma grande sorte.
      Não há problema de escassez de água nesse percurso e nem todos os riachos e fontes estão descritos no texto pois são muitos.

      Lagos parcialmente congelados mesmo no verão
      1º DIA - 01/08/19 - de Finse ao Refúgio Geiterygghytta
      Duração: 5h20 (descontadas as paradas)
      Maior altitude: 1643m
      Menor altitude: 1219m
      Resumo: esse dia tem um desnível considerável de 419m de subida e depois de 424m de descida mas não é cansativo pois é bastante gradual
      No dia 29/07 eu interrompi a longa travessia do Parque Nacional Hardangervidda ao Parque Nacional Hallingsskarvet no 7º dia do percurso (relato em www.mochileiros.com/topic/89222-travessia-do-parque-nacional-hardangervidda-noruega-jul19) por causa da chuva que chegou e ainda duraria mais dois dias. Fui de trem para a cidade de Geilo, me hospedei no Hostel HI e esperei a melhora no tempo prevista no yr.no.
      Nesse dia, 01/08, voltei de trem a Finse e retomei a caminhada com tempo bom. Finalizada a etapa do Parque Nacional Hardangervidda, agora ia entrar no Parque Nacional Hallingsskarvet.
      Embarquei em Geilo às 13h e desci na estação de Finse às 13h38. Altitude de 1228m. Cruzei a estrada de ferro e segui a placa de Geiteryggen após o portão de madeira. Subi pela rua principal de cascalho e segui a sinalização do T vermelho entrando numa trilha à direita, cerca de 300m depois da linha férrea. Subi a colina ao norte, passei pelo local onde acampei no dia 29 e parei por 13 minutos para contemplar a magnífica Geleira Hardangerjøkulen, a sexta maior da Noruega. Ao cruzar o primeiro riacho, às 14h20, estava entrando nos limites do Parque Nacional Hallingsskarvet. Continuei no rumo norte, cruzei uma ponte suspensa e em seguida outro riacho pelas pedras às 14h43. Voltei a subir e a vegetação, que era só rasteira, some de vez, ficando só o terreno de pedras, mas sem dificuldade para caminhar. Às 15h32 começam a aparecer as manchas de neve que tenho de cruzar, com largura de 30m a 70m, mas sem problema de escorregar. A bota impermeável é importante nessa hora também.

      Cruzando campos de neve
      Às 15h57 alcancei o Refúgio Klemsbu, particular e trancado. Fiz uma pausa ali. Algumas pessoas que caminhavam sem mochila (e até com cachorro) tomaram ali uma trilha para o norte e subiram o Pico Sankt Pål. Eu continuei às 16h39 para nordeste (direita na bifurcação) e subi cruzando mais duas manchas de neve até atingir a maior altitude do dia (1643m, desnível positivo de 419m desde Finse). Ali há um campo de neve muito extenso mas felizmente não foi preciso cruzá-lo, está à esquerda do caminho. À direita surge um bonito lago com placas de gelo flutuando como icebergs. Inicia a descida. Cruzo mais uma mancha de neve e depois um riacho pelas pedras. Às 17h52 avisto o Lago Omnsvatnet. A trilha desce, cruza um riacho e se aproxima do lago, voltando a ter vegetação rasteira e depois capim, pasto para as ovelhas. Às 18h23 atravesso mais uma mancha de neve de uns 40m e às 19h outra de cerca de 60m.
      Às 19h21 alcanço um conjunto de lagos e passo a caminhar pelo seu lado direito. Cruzo pelas pedras um riacho que vem de uma bonita cachoeira despencando do paredão à direita. Às 19h55 avisto o refúgio na outra ponta do lago. Cruzo outro riacho às 20h14 e saio dos limites do Parque Nacional Hallingsskarvet. Alcanço o Refúgio Geiterygghytta às 20h32, numa altitude de 1230m. Esse refúgio é da DNT e do tipo staffed (com funcionários), não se pode cozinhar, não há comida para vender (só chocolates e biscoitos) e o anfitrião não me deixou nem usar o banheiro se não consumisse algo ou acampasse na área designada pagando NOK 100 (US$ 12,09)! Perguntei de acampamento livre (selvagem) e ele me mandou acampar longe, fora da visão do refúgio. Pelo que pude ver era um lugar muito bem arrumado, parecendo um hotel, e a presença de barracas espalhadas podia desagradar àquele público sofisticado. 
      Em frente a esse refúgio passa uma estrada de cascalho que começa na rodovia 50 muito próximo de um túnel. Como passa um ônibus nessa rodovia essa estradinha pode ser uma rota de fuga ou um início/final alternativo à caminhada. São 3,6km dali até a rodovia. Porém há pouquíssimos horários: um ônibus por dia (às 13h10) em direção a Flåm (oeste) e um ônibus por dia (às 9h40) em direção a Ål (leste) (horários de julho e agosto de 2019).
      Saí do refúgio às 20h42 e caminhei pela estrada de cascalho para a esquerda (noroeste) até sair da visão do refúgio. Começaram a aparecer as barracas dos alternativos, dos que preferem a liberdade ao conforto. Os melhores lugares, que eram perto da cachoeira à esquerda da estradinha, já estavam ocupados, então entrei na trilha de Østerbø, com placa, à direita, e subi até encontrar um lugar plano e um pouco afastado do caminho. Havia água corrente por perto. Altitude de 1252m.

      Lagos de montanha
      2º DIA - 02/08/19 - do Refúgio Geiterygghytta a Østerbø (ou quase)
      Duração: 5h30 (descontadas as paradas)
      Maior altitude: 1395m
      Menor altitude: 1050m no acampamento do fim do dia
      Resumo: dia de vários sobe-e-desce mas sem desníveis significativos, sendo o maior deles de 320m de descida da maior altitude do dia (1395m) aos 1075m do Refúgio Steinbergdalen
      Deixei o local de acampamento às 11h41 e segui a trilha no rumo norte. Em 4 minutos cruzei um riacho pelas pedras. Às 12h11 o mapa do gps mostrava que eu estaria cruzando a rodovia 50 porém não havia rodovia nenhuma - havia sim, estava muitos metros abaixo de mim na forma de um extenso túnel! E com mais 9 minutos avistei a tal rodovia 50 bem abaixo à esquerda margeando um lago. Infelizmente a trilha vai se aproximar dela e esse dia não será dos mais bonitos e agradáveis. Às 12h40 sigo à esquerda numa bifurcação com placa apontando para o Refúgio Steinbergdalen; à direita se vai a Kongshelleren (refúgio) e Iungsdalshytta (refúgio). Cerca de 6 minutos depois cruzo um riacho mais largo pelas pedras e paro por 18 minutos.
      Às 13h16 atravesso uma ponte metálica sobre um bonito rio com pedras e, subindo, cruzo uma porteira feita de ripas de madeira. Subo mais e atinjo um mirante chamado Bollhoud às 13h37. Passo por bonitos e tranquilos lagos de montanha e às 13h57 cruzo um riacho. Às 14h26 atravesso outra ponte metálica e encontro uma placa com o nome do local: Breibakkao. O riacho que cruzei forma uma bonita cachoeira à minha esquerda. Às 14h44 parei por 30 minutos num bonito mirante chamado Driftaskar, de onde avisto o Refúgio Steinbergdalen (ou Steinbergdalshytta) perto do lago Vetlebotnvatnet e da famigerada rodovia 50. 
      Na descida cruzei um riacho por uma ponte de tábuas às 15h39. No portão na chegada ao refúgio há uma bifurcação em que à direita se vai também a Kongshelleren (refúgio) e Iungsdalen (refúgio). Entrei no Refúgio Steinbergdalen às 15h49 e ele é particular (não é da DNT), mas a anfitriã me deixou usar o banheiro sem pagar pois eu estava só de passagem. É uma casa bem típica norueguesa, de madeira com vegetação sobre o telhado para manter o isolamento térmico e a estabilidade da casa. É recomendável (ou obrigatório em alguns casos) tirar o calçado antes de entrar, a menos que o anfitrião diga o contrário. A rodovia 50 está a apenas 450m e é possível tomar o mesmo ônibus que liga Ål a Flåm se for necessário.
      Saí às 16h04 pelo lado direito do refúgio e tomei uma trilha que subia a encosta à direita com placa de Østerbø. E como subiu!!! Não era uma subida íngreme, mas tinha muitas pedras e parecia não ter mais fim. A visão da rodovia 50 logo abaixo à esquerda tirava todo o clima de montanha e fez daquele trecho longo de subida um tédio. Na descida, ainda pela encosta, parei num riacho às 17h18. Às 18h05 atravessei a ponte de tábuas sobre outro riacho que despencava do paredão à direita em bonitas quedas. Começo a avistar a vila de Østerbø bem abaixo no vale. Desço mais e às 18h40 alcanço um grande campo com uma cachoeira grande ao fundo. Ali já comecei a pensar se valeria a pena ir até Østerbø (ainda 3,8km à frente) pois o local parecia mais urbanizado e eu poderia ter dificuldade para encontrar um lugar para camping selvagem. Cheguei a perguntar sobre isso a uma garota que vinha (sozinha) atrás de mim, mas ela não sabia como era Østerbø. Vi que ela e um casal pararam ali para acampar e resolvi parar também, apesar de muito cedo ainda. Havia água bem próximo dali, no Rio Grøna. Altitude de 1050m.

      Cânion Aurlandsdalen
      3º DIA - 03/08/19 - de Østerbø a Vassbygdi
      Duração: 6h50 (descontadas as paradas)
      Maior altitude: 1074m próximo ao acampamento
      Menor altitude: 89m em Vassbygdi
      Resumo: longa descida de 985m percorrendo o interior do Cânion Aurlandsdalen, famoso na Noruega pela grande beleza
      O trekking de hoje pode ser feito em forma de bate-e-volta de um dia a partir das cidades de Flåm ou Aurland, onde há campings e hotéis. Tomando o ônibus às 8h15 em Flåm ou 8h25 em Aurland se chega às 9h15 a Østerbø, um bom horário para iniciar a caminhada pois há ônibus à tarde para retornar a Flåm e Aurland (veja os horários nas informações adicionais).
      Comecei a caminhar às 8h21, cruzei a ponte de madeira sobre o Rio Grøna, desci até o vale do Rio Grøndalagrovi e o segui para a esquerda (oeste). Descendo, passei por uma casa vazia à minha direita e cruzei um portão de ferro. Atravessei uma mata e às 9h12 cheguei a uma estradinha de terra, onde fui para a direita. Aparecem as primeiras casas. Às 9h18 alcanço uma estrada de asfalto após uma cancela e sigo para a direita, continuando pela esquerda na bifurcação. A rodovia 50 está a apenas 120m à esquerda da cancela e é possível tomar o mesmo ônibus que liga Ål a Flåm se for necessário. Me mantive na estrada principal e cheguei aos refúgios de Østerbø às 9h28. São dois, um ao lado do outro. O primeiro é o Østerbø Fjellstove, particular, e o segundo é o Aurlandsdalen Turisthytte, pertencente à DNT e do tipo staffed. A tão esperada trilha do Cânion Aurlandsdalen começa no meio dos dois.
      Por ser um sábado havia dezenas de pessoas iniciando a trilha, e até um grupo de voluntários (?) dando orientações. O caminho aponta para o norte ainda como uma estradinha de cascalho, que tomei às 9h50. Altitude de 833m. Numa curva de 180º para a esquerda cruzei a ponte sobre o Rio Langedøla e havia uma sinalização um pouco confusa. Não entrei na primeira trilha à direita com T vermelho pintado na pedra, continuei descendo a estradinha e entrei na trilha seguinte à direita também com T vermelho pintado, mas muito mais estreita que a primeira (aqui aparentemente os dois caminhos servem, o importante é se aproximar do lago e evitar as outras trilhas). Passei por mais uma casa à minha esquerda e comecei a contornar o bonito Lago Aurdalsvatnet pela margem norte e depois oeste. Aparece a primeira placa de marcação de distância, 18km para a frente (até Vassbygdi) e 1km para trás (desde os refúgios de Østerbø).

      Cânion Aurlandsdalen
      Quando deixo as margens do Lago Aurdalsvatnet no sentido oeste aparece um espaço plano e gramado ótimo para acampar. Até aí não havia visto nenhum lugar adequado para acampar e daí em diante apareceram bem poucos também pois o solo muitas vezes era de turfeira (?), fofo e úmido. A trilha percorre a mata exuberante, numa mudança significativa de ambiente em relação aos dois dias anteriores no alto da montanha. A placa de 17km se encontra sobre um portão de ferro e na descida seguinte a beleza de Aurlandsdalen começa a se mostrar. Um lindo lago bem abaixo espelha as montanhas verdejantes. A descida até a margem leste desse lago (Nesbøvatnet) foi por uma trilha íngreme beirando a ribanceira. 
      Aurlandsdalen é também uma trilha histórico-cultural e às 10h32 aparece a primeira placa com texto sobre a história e fotos antigas do lugar. Às 10h36 cruzei uma ponte de tábuas sobre um riacho e 2 minutos depois alcancei a casa Nesbø, às margens do Lago Nesbøvatnet, sede de uma fazenda do século 17. A trilha continua margeando o lago e às 10h49 alcanço uma bifurcação num local chamado Tirtesva. A trilha íngreme à direita sobe para outro caminho: Vassbygdi via Bjønnstigen, e uma placa alerta para o risco dessa rota já que cruza uma área de avalanches. Me mantive na trilha mais usada, que segue à esquerda, e uns 520m depois de Tirtesva cheguei a um bonito lago (uma extensão do Lago Nesbøvatnet). Parei para curtir o lugar e tomar água fresca do riacho ao lado. O gramado ali daria um bom local de acampamento também.
      Continuei às 11h19 e o lago se afunila num rio, que seguirei pela margem direita até o final do dia. Agora a sensação é de caminhar no fundo de um cânion mesmo, com a altas paredes se erguendo em ambos os lados. O rio e a vegetação das encostas ficam cada vez mais bonitos. Às 11h43 a trilha é um caminho estreito escavado no paredão de pura rocha. Um corrimão dá segurança nas partes mais estreitas (principalmente se houver neve). Às 11h52 surge abaixo o bonito Lago Vetiavatnet, o último grande lago dessa caminhada. 
      Às 12h05 alcancei uma bifurcação num lugar chamado Heimrebø. À esquerda se vai a Berdalen, que é um local a 370m dali na rodovia 50 onde passa o mesmo ônibus de Ål a Flåm. Segui à direita e a trilha faz uma grande curva embicando para o norte e se afastando muito da rodovia 50 (felizmente não mais visível após Østerbø). Às 12h47 vem da direita a rota Vassbygdi via Bjønnstigen, aquela iniciada em Tirtesva e que vem pelo alto. 
      Às 12h55 cheguei a um local com uma trilha saindo para a esquerda e uma movimentação de pessoas indo e vindo de lá - fui ver o que era. Caminhando cerca de 100m chega-se a Vetlahelvete, ou little hell cave, uma reentrância no paredão rochoso com um pequeno lago dentro e iluminação vindo da abertura no alto. Há um bonito mirante nas pedras mais altas do outro lado. Voltei à bifurcação, tomei um lanche e continuei descendo às 13h16. A marcação ali mostra que estou bem no meio do caminho: já percorri 9km e faltam 10km. Em 5 minutos tenho uma visão espetacular do cânion com o rio correndo lá embaixo e pessoas minúsculas ao longo da trilha bem ao lado do rio, ou seja, tinha uma descida bem grande pela frente. Às 13h24 parei para beber a água fresca de uma quedinha ao lado da trilha. Desci pela trilha em zigue-zague e às 13h46 já estava às margens do rio, onde algumas pessoas mergulhavam e logo saíam pois a água devia estar bem fria. 

      Fazenda Sinjarheim
      Às 14h08 uma nova bifurcação. À esquerda se vai a Stondalen, que é outro local na rodovia 50 onde passa o ônibus de Ål a Flåm, outra rota de fuga, porém essa bem longa (7km). Vou à direita e em 5 minutos avisto, pendurada na enorme encosta, a Fazenda Sinjarheim, principal ponto de parada nesse trekking. Cruzo uma ponte de madeira sobre o riacho que vem de uma imensa cachoeira despencando do paredão e às 14h30 chego à fazenda. Casas de madeira com vegetação sobre o telhado e anunciado apenas em norueguês (demonstrando que poucos estrangeiros passam por ali): "sal av kaffi og mjelkekaker - kom inn", "venda de café e bolo de leite - entre". Muita gente ali descansando e se recuperando do calor pois já estávamos a 591m de altitude e a temperatura havia aumentado com a descida e por causa do horário. Muito calor para os noruegueses pois para mim estava bem agradável. Saindo da fazenda às 14h51, a descida se tornou bastante íngreme e às 15h10 já estava próximo ao rio de novo. Após duas casas de madeira, num local chamado Almen, olhei para trás e o cenário era espetacular, com duas grandes cachoeiras brotando dos paredões, último cenário de tirar o fôlego desse trekking.
      Quando vi os horários de ônibus em Østerbø pensei em tomar o das 19h para Flåm, o último. Mas pelo avanço rápido que vinha fazendo após entrar na mata resolvi apertar um pouco o passo e ver se conseguia pegar o das 16h40. A descida terminou numa clareira às 16h03 e 8 minutos depois alcancei um final de estrada de cascalho, continuando em frente, sempre pela margem direita do rio. Estava apressado por causa do horário do ônibus mas não resistia a comer as framboesas próximas à cerca à direita da estradinha. Para trás me despeço dos grandes paredões do Cânion Aurlandsdalen. Continuando sempre em frente me aproximo das primeiras casas de Vassbygdi e finalmente chego ao ponto de ônibus, em frente a uma lanchonete, às 16h27, e estava lotado. Altitude de 89m. O ônibus apareceu no horário e somente uma parte daquele povo todo o tomou pois a maioria esperava o ônibus de volta a Østerbø, onde deixaram seus carros. A viagem a Flåm durou 30 minutos e percorreu o maravilhoso fiorde Aurlandsfjorden. Em Flåm acampei no Camping e Hostel HI.

      Cânion Aurlandsdalen
      Informações adicionais:
      . para saber os preços de hospedagem e refeições nos refúgios da DNT consulte os valores atualizados em english.dnt.no/routes-and-cabins. Para se tornar membro da DNT e ter descontos o valor da anuidade é NOK 695 (US$ 84), valor de 2019 para adultos de 27 a 67 anos.
      . Camping e Hostel HI em Flåm: NOK 160 (US$ 19,34) para uma barraca com uma pessoa. A ducha quente custa NOK 20 (US$ 2,42) a cada 6 minutos (funciona com moeda ou ficha comprada na recepção). O hostel estava lotado no início de agosto. Site www.hihostels.com.
      . mapa do parque com as trilhas e refúgios: ut.no/kart
      . a temperatura mínima durante a noite fora da barraca foi 7ºC
      . para planejar qualquer viagem de ônibus, trem ou barco na Noruega: en-tur.no (clique em Meny e selecione English)
      . ônibus de Vassbygdi a Aurland e Flåm: 10h20 (sáb e dom), 14h10 (diário), 16h25 (sáb e dom), 16h40 (diário), 19h (diário) (horários de julho e agosto de 2019)
      . trens na Noruega: www.vy.no/en
      . não há supermercado nem em Finse, nem em Vassbygdi e em nenhum lugar desse percurso. Só há mercado em Aurland e Flåm, alcançadas de ônibus a partir de Vassbygdi. Só há refúgios do tipo staffed (da DNT) e particulares nesse caminho e eles não vendem comida para preparar (apenas guloseimas), mas servem café da manhã e jantar.
      . roteiro adaptado a partir das informações do guia Walking in Norway, de Connie Roos, Editora Cicerone
      Rafael Santiago
      agosto/2019
      https://trekkingnamontanha.blogspot.com.br
    • Por Filomena Almeida
      Meu nome é Filomena (Filó), sou Técnica em Eletrônica, trabalho nesta área, adoro viajar e fazer trilhas. Tenho desgaste da cartilagem dos joelhos. Na época do trekking, eu tinha 52 anos (janeiro de 2018).
      Eber trabalha na mesma empresa que eu, é meu amigo e companheiro de trilhas. Difícil encontrar alguém pra te acompanhar nessas aventuras rsrsrs. 
      Não aconselho quem é totalmente sedentário a fazer o circuito. É PUXADO! Principalmente, a última parte da trilha até a base das torres.
      Mas, é possível para quem pratica alguma atividade física.
      Encontramos várias pessoas com idade na faixa de 60 e 70 anos fazendo o Circuito W com facilidade. Carregando aquelas cargueiras enormes!!!
       
      E assim começa a nossa aventura…
       Saímos de São Paulo às 22:30(vôo era às 21:40).
      Voamos bem até Santiago, onde chegamos à 01:10 do dia 06/01. Demoramos um tempão para estacionar e depois imigração.
      Saímos do Aeroporto 02:30 da manhã em direção à casa do Ângelo(fomos pela Transvip) Chegamos lá às 03:30. Ele estava acordado nos esperando. (Agradeço demais). Ele chamou um carro pra gente voltar para o aeroporto. Às 08:00 o carro estava lá nos aguardando.
      Gastos até aqui.
      Eber: 53,50 Uber da casa dele até aeroporto.
      Filó: 13,57, Uber até Tatuapé e ônibus até aeroporto.
      Lanche no aeroporto: Las Baguetes: 92,00😱😱😱( duas baguetes, um pão de queijo e dois chocolates quentes)
      Transporte aeroporto casa do Ângelo (ida e volta): 20 dólares cada um.
      Como não tínhamos tempo, fizemos câmbio no Aeroporto mesmo( paga -se uma taxa maior).
      Saímos às 11:10. Vôo tranquilo até o pequeno aeroporto de Puerto Natales. Chegamos as 14:10. Chegamos com chuva e frio.
       
      Pegamos um micro ônibus para o centro ( 2000 pesos cada um). Ele nos deixou na porta do hostel Danicar.
      Fizemos check in e fomos procurar um lugar para almoçar. Por indicação da Bete Doriana😁😁😁 fomos no El Bote(bom restaurante e com preço justo).
      Passamos no supermercado e compramos nossa refeição para um dia, na trilha (pão integral, salaminho, todinho, biscoitos, água).
      E chovendo….
      Voltamos pro hostel, descansamos um pouco e fomos até a rodoviária para conhecer o caminho é marcar o tempo que gastaríamos.
      Voltamos pro hostel, organizamos nossa mochila e fomos dormir…
       
      Dia 07/01
       
      Acordamos às 05:30, tomamos café e cadê as pessoas do hostel??? Elas iam guardar as nossas coisas. A gente levou o mínimo possível para Torres Del Paine.
      Bati na porta do quarto da dona do hostel e apareceu uma moça, na recepção em cima da hora. Guardou o que não levaríamos e saímos correndo para a rodoviária.
       
       
       Pegamos o ônibus para TDP ( comprei a passagem pela internet na Bussur).

       
      Depois de uma hora e meia chegamos em Laguna Amarga, entrada do Parque Torres Del Paine. Todos têm que passar por aqui. Aqui compramos o ingresso para o Parque (21000 pesos), preenchemos um formulário onde concordamos com as regras do parque, principalmente em relação a questão do fogo.
      Assistimos um vídeo, onde fala da preservação e das multas e penalidades que sofrerão quem causar um incêndio no parque.
      Às 09:10 saímos de Laguna Amarga em direção a Pudeto ( mesmo ônibus). Chegamos lá 10:20. Gostaríamos de ter pegado o catamarã das 09:00, mas impossível. ( Demora-se muito na entrada do Parque.
      Pegamos o das 11:00 que saiu às 11:20😐😐😐
              
       
      Depois de uma pequena viagem pelo maravilhoso
      Lago Pehoe, chegamos em Paine Grande.
      Que lugar maravilhoso! A localização é incrível e o abrigo é muito bom!
      Estávamos muito eufóricos! Queríamos ir logo para o acampamento Grey…
      Fizemos check in, deixamos nossas mochilas no quarto e fomos direto para trilha.

       
      Uma trilha linda! Cheia de flores diversas, pássaros e cachoeiras, lagos...uma visão triste são as árvores queimadas em boa parte da trilha... são sinais incêndio que aconteceu e que quase devastou o Parque 😞😞😞
                       
       
       Primeiro,  chegamos ao Mirador Grey, melhor lugar para contemplar o Glaciar Grey, várias placas de gelo se desprendem dele e vão descendo lago abaixo
      Apesar da previsão ser de chuva, estava um dia lindo, sol brilhando! Fomos com tempo bom até quase o Acampamento Grey
      Quase chegando lá começou a chover.
      Toda a nossa volta foi debaixo de chuva.
      Saída de Paine Grande: 12:20
      Acampamento Grey:16:20
      Saída do acampamento Grey: 16:40
      Chegada em Paine Grande: 19:00
      Andamos 22 km.
      Nossos companheiros de quarto era um casal, ela: carioca,  ele: mineiro de Juiz de Fora
      Eles fizeram de Las Torres para Paine Grande, contrário da gente.
       
      Dia 08/01/18
       
      A noite foi boa. Cama boa e quente.
      Acordamos as 06:00, nos arrumamos e fomos tomar café. Comi bastante 😊😊😊
      Pegamos o nosso lanche de trilha e em baixo de chuva saímos em direção au acampamento Italianos. Isso era 08:15.
      Choveu praticamente todo o trajeto. Muita lama pelo caminho.  Mochila pesada(12 kg, a minha) e a minha jaqueta da Decathlon que dizia ser impermeável….nada tinha de impermeabilidade.
      Chegamos ao acampamento Italianos às 11:00. Muita chuva!!🌧🌧🌧🌧
       Este acampamento é simples, ruim mesmo!
      Não vi chuveiros. O banheiro é fossa. Fedido pra caramba ( ainda bem que não achamos vaga nele! Ele é grátis, administrado pelo Conaf).
      Deixamos nossas mochilas em frente a casinha do guarda e fomos para o Mirador Frances. Aqui, estamos na parte central do W. O final dessa trilha seria o Mirador Britânico, mas por causa das chuvas, este Mirador estava fechado. Teríamos que atravessar um rio e estava muito perigoso.
      Fomos até o Mirador Frances (muito chuva! Parte que eu fiquei desanimada. Minha jaqueta não me protegia(JAQUETA QUECHUA QUE NÃO SEGUROU A CHUVA, A DECATHLON TROCOU A MESMA, QUANDO VOLTEI), muito frio!
      Deste ponto a gente vê as avalanches do Glacial Frances. Mesmo com chuva, um monte de gente fica lá sentados...de repente você escuta um barulho de trovão e lá vem a avalanche…
      Fizemos nosso lanchinho e iniciamos a descida.
      De volta ao Italianos. Pegamos nossas mochilas e caminhamos mais dois quilômetros até o Frances. Chegamos às 14:10. Na recepção do acampamento (um quartinho) tinha uma placa dizendo: (volto em poucos minutos)...e lá se foi mais de uma hora esperando 😞😞😞
      Tudo que eu queria era um banho quente, tirar as roupas molhadas…
      A pessoa responsável chegou, e nos indicou quais seriam as nossas barracas. O banheiro ficava muito longe de onde estávamos!!!
      Peguei minhas coisas e lá fui eu... comecei o banho e água estava morninha, no final estava congelando ⛄⛄⛄⛄
      Lembram do banho quente que eu queria????
      Pois é.
      Depois vimos uma placa, onde dizia: banho quente das 18:00 às 22:00😡😡😡
      Primeira noite acampada. Não foi fácil.
      O acampamento fica no meio de árvores, em baixo de uma montanha com neve nos picos.
      Não tinha como medir a temperatura, mas com certeza estava na casa do zero grau! E o vento?
      Parecia que as árvores cairiam sobre a barraca e outras vezes parecia que a barraca sairia voando….
      Aqui não tinha refeições. Então levamos lanches de Puerto Natales. Nossa janta, café da manhã e almoço foram lanches.
       
      Dia 09/01/18
      Acordamos cedinho, tomamos nosso café e lá fomos nós em direção ao Acampamento das Torres Central.
      Saímos às 08:45 do acampamento Frances.
      O trajeto entre Frances e Torres Central é um dos mais bonitos do circuito W.
      Quatro quilômetros depois do Frances a gente chega no Refúgio e acampamento Los Cuernos. Lugar bem bacana!! Do lado direito você tem o magnífico Lago Nordenskjöid e do lado esquerdo a imponente formação rochosa de Los Cuernos. Ao passar pela praia de pedras na beira do Lago vimos uns russos e holandeses tomando banho nas águas geladas ⛄⛄⛄⛄⛄😱😱😱😱😱que coragem!!!!
       
       
      Depois de duas horas estávamos no Abrigo Los Cuernos, fomos ao banheiro, descansamos um pouquinho e seguimos. Muitos trechos de subida e com a mochila pesada, sentimos bastante cansaço…( neste dia meu ombro ficou inchado). Às 12:15 paramos em um lugar maravilhoso para almoçar ( aqui acabamos com os nossos suprimentos que havíamos comprado em Puerto Natales). Subimos em uma pedra bem alta e lá a visão era maravilhosa!!! Via-se todo o lago e ficamos ali um bom tempo olhando aquela maravilha…
       
       
      Los Cuernos

      A visão mais linda do Lago Nordenskjöid
       
       Chega de moleza! Mochila nas costas e vamos seguir…
      Passamos por desfiladeiros, pontes cinematográficas, flores e vegetação típica do lugar e a gente dizia: será que falta muito?
      Tinha uns americanos mais ou menos juntos com a gente, ele nos perguntaram a mesma coisa…
      Faltava mais ou menos 4 km. Andamos mais um pouco e lá estava o complexo Las Torres 🙏🙏🙏👏👏👏👏
      Durou pouco nossa animação!!!😞😞😞😞
      A gente via o complexo, mas realmente a distância até lá era de 4km… 
      Fazer o quê???!!!
      Vamos embora, tá perto.
      Então às 16:15 chegamos no nosso acampamento... MORTOS!!!
      O moço levou a gente até as nossas barracas e nos instalamos. Tomamos um bom banho e descansamos até a hora do jantar. Nosso horário era de 20:30 às 21:30. Estávamos com bastante fome!!! Não gostamos dos serviços da Fantástico Sur. Eles colocam você em alguma mesa que já tem outras pessoas( fazem isso até completar toda os lugares da mesa). Saladas, pães e sucos são de uso comum e quando você chega, às vezes já acabou e então você precisa ficar pedindo. Com tanta fome! O jantar era purê de abóbora com uns cubinhos de carne. Foi pouco!!!!😠😠😠😠
      Bora dormir, no dia seguinte será o ÁPICE da nossa trilha…
       
      Dia 10/01/2018
      Acordamos cedo. Nosso horário de café era das 08:00 às 09:00. Tomamos café, pegamos nosso lanche de trilha e às 09:10 saímos em direção às Torres. Muita gente no trajeto. Muitas pessoas que vão, somente, até elas. Primeira subida já dava uma pequenina amostra do que seria este dia!!!
      Passamos por um grupo guiado que tinha um casal de brasileiros, depois encontramos um outro casal da zona sul de São Paulo e ele disse que não aguentaria e que a primeira coisa que faria quando voltasse pra São Paulo era procurar uma academia. Ele tem 58 anos.
      Disse a ele que a gente se via lá em cima…
      Continuamos nossa subida. Logo depois veio uma descida, desfiladeiro com rolamentos de pedras!!!

       Depois desse lugar a gente chega no Acampamento Los Chilenos. Parada pro banheiro, água e vamos que vamos, pois faltam 4km até as Torres…
      A partir desse ponto a gente tem praticamente só subida 😱😱😱😱
      Uma boa parte é entre árvores, bosques lindos, cachoeiras...
                         
       
       E continua subindo…
      O último 1,5km é o mais difícil! A subida é bem ingrime e de pedras. É uma parte que dá medo, pois o vento é forte.
      Tinha um casal com bebezinho bem pertinho da chegada nas Torres!!! Aliás, vimos muitas crianças neste trajeto. Crianças e idosos! Pessoal PORRETA! Todo o meu respeito.

       
      Com passinhos curtos... chegamos na base das Torres 👏👏👏👏😁😁😁😁
      Que felicidade! Objetivo alcançado! Obrigada meu Deus!!!

       
      Vamos almoçar e depois fotos...o vento era tão forte que nos enchia a boca de areia...
      Estava muuuuuuuiiiiiito frio e ventava muito forte!
      Falei pro Eber: vamos tirar nossas fotos e voltar.
      Tiramos fotos e não nos aventuramos a saltar ou explorar as pedras, pois o vento poderia nos derrubar.

      Hora de começar a descida... muita gente subindo, outras descendo.
      O último 1,5km foi difícil pra subir. Certo? Também é difícil pra descer. Você tem a sensação que vai rolar pirambeira abaixo…
      Não tem onde se agarrar, caso caia. E os joelhos são bastante exigidos.
      Lembram do casal da zona sul de São Paulo?
      Encontramos com ele na descida. Faltava uns 40 minutos pra eles chegarem nas Torres.
      Fizemos a descida de forma tranquila…
      Gente, banheiro é um problema, principalmente, pra nós mulheres...a trilha é muito movimentada e a maior parte do trajeto não tem árvores grandes, ou seja, você passa um aperto danado 😬😬😬
      Chegamos no acampamento por volta das 17:30 e de lá a gente podia ver as Torres com toda aquela imponência… E nossa sensação era difícil explicar: conquista, superação, realização, em fim... CONSEGUIMOS!!!!!!
      Banho e jantar reconfortantes, última noite em TDP.
      Atenção para essa DICA: programe-se para sair de TDP no fim do dia. Tem um ônibus para Puerto Natales às 13:00 e ou às 19:00.
      A gente não pesquisou os horários de saída de ônibus, do Parque. Então ficamos mais uma noite lá, ou seja, mais gastos com essa noite, jantar e café da manhã! É o pior: esperar até às 13:00 para voltar a Puerto Natales.
      Mas, a gente conseguiu uma carona até às entrada do Parque e de lá pegamos um ônibus.
      Chegamos cedo em Puerto Natales, conseguimos lavar nossas roupas ( tem várias lavanderias, combram por quilo de roupas), passeamos, almoçamos na famosa pizzaria Mesita Grande...
      Dormimos e no dia seguinte partimos em direção a El Cháten e El Calafate...mais trilhas e mais aventuras vem por aí…
       
      Informações importantes:
      Duas empresas particulares administram a maior parte dos acampamentos e abrigos:
      www.verticepatagonia.cl e www.fantasticosur.com.
      Você também pode reservar alguns acampamentos gratuitos no CONAF.
      http://www.parquetorresdelpaine.cl
      A Vertice é complicada. Você não consegue fazer reserva online. Você manda um e-mail e fica esperando eles confirmarem a reserva e te mandar um link para fazer o pagamento. Eles demoram muito pra responder e enquanto isso você vai perdendo as vagas nos outros abrigos e acampamentos. Eu enviei o primeiro e-mail no dia 23/08/17. Queríamos a reserva para 07/01/18. O meu amigo já tinha enviado no início de agosto…
      Era triste 😢😢😢as vagas da Fanstaticosur iam se acabando e nada deles responderem…
      Mandei vários e-mails, em espanhol, inglês, português e finalmente, quando já pensávamos em outro destino, eles me responderam: dia 07/09/17. Confirmaram nossa reserva e aí fomos reservar os outros lugares com a Fantasticosur. Não encontramos mais vagas nos abrigos. Então ficamos acampampados. Alugamos as barracas. Não queríamos carregar peso.
      A gente já encontra a barraca montada. Muito prático!
      Não tem sinal de celular. Nos abrigos tem wi-fi, mas não compensa pagar seis dólares por hora. Conexão ruim e muita gente usando.
       
      Ah! Parei de colocar os valores gastos…
       Mas, eu gastei R$6000,00 ao todo: passagem, hospedagem, comida...este valor foi o total da viagem que incluiu El Cháten e El Calafate.
      Isso foi a dois anos atrás, mas espero que ajudem quem quer fazer essa linda e maravilhosa viagem...
      NENHUMA CÂMERA PODE CAPTURAR A BELEZA QUE NOSSOS OLHOS PODEM



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