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  1. Uma Imagem vale mais que mil palavras né?! Deixa eu começar então com a Imagem E agora com as milhares de palavras Nosso roteiro: África do Sul (Cape Town Cabo, Cabo da Boa Esperança, Ganasbaai (mergulho com tubarão branco) e Johanesburg), Namíbia (Windhoek, Walvis Bay, Sossusvlei, Deadvlei), Zimbabwe (Victoria Falls), Botswana (Kasane - Chobe - Safari) e Zambia (Livingstone) Primeiro deixa eu me apresentar... Me chamo Felipe Zervelis, prazer... Já sou usuário cativo aqui no mochileiros com relatos do Sudeste Asiático, Escandinávia e Costa Oeste dos EUA. Agora venho aqui mostrar pra vocês nossa viagem pra África, feita em Novembro de 2013, com mais 2 colegas que se encontram nessa foto. O primeiro da foto é o David, mais conhecido como Caju (por se de Aracaju, dããã), o segundo, o mais mala de todos, Felipe Watson (também bem conhecido aqui no mochileiros por suas farras na Europa) e o terceiro (o mais galã, claro), eu . Ah,.. os Felipes são cariocas,craroooo... [creditos]Aproveito também para dedicar esse relato a duas pessoas: Paulera aqui do mochileiros e também a Dri (http://www.drieverywhere.net). Obrigado amigos por toda a ajuda (direta e indireta) para que acontecesse essa viagem. [/creditos] Foi uma viagem de 17 dias. Saimos dia 31 de outubro a noite do Rio de Janeiro e voltamos, por Johanesburgo, saindo de lá dia 17 de novembro de tardinha. Dessa vez vou fazer diferente no relato. Todos os preços, locais, passagem e programas principais, irei colocar no final do relato. Apenas irei antecipar o custo TOTAL da viagem por pessoa, em reais, a uma taxa de dólar média variando entre R$ 2,25 a R$ 2,30 - R$ 7 mil !!!!!!! Vale a pena citar que os 2 trechos principais (ida e volta) utilizamos milhas (50 mil pontos no total) pelo Fidelidade (da Tam) e voamos South African Airlines (excelente cia). Mas assumo que tem que tentar pelo telefone, diversas vezes e pedindo pro atendente ter paciência e ver todas as possibilidades possíveis. Pra se ter ideia, voltamos por Guarulhos, chegando lá 1 da manha e tendo que fazer o translado por nossa conta para Congonhas onde iríamos pegar um outro voo (já incluso no principal) as 6 da manha para o Rio. Mas valeu !!! Observações Gerais: - O CERTIFICADO DE VACINAÇÃO internacional de Febre Amarela é VERIFICADO PELA EMPRESA AEREA, não podemos embarcar sem apresentá-lo. De cara, o atendente da TAM já disse que aproximadamente 50% das pessoas não viajam porque não tem o certificado (e caso parecido acontece com o visto para os EUA), alguém acredita ? - Não encontrei UM africano que não falasse inglês. ãã2::'> Vamos começar com o que interessa, não é mesmo ?!
  2. Apresentando... Quando a gente começa a viajar, seu corpo e sua mente vão querendo cada vez mais, é como uma droga viciante mesmo. No começo, a maioria das pessoas, eu acho, vai realizando aquele sonho que geralmente tem a ver com lugares do nosso cotidiano, que a gente vê muito na TV, nos filmes, nas músicas etc. tipo Estados Unidos e Europa. Comigo não foi diferente. Conheci esses lugares, mas aí eu fiquei com vontade de mais e mais, eaí a África começou a invadir meus pensamentos e eu só conseguia pensar em ir pra lá. Entretanto, por vários motivos, entre eles (principalmente) o acovardamento em ir sozinha, eu fui adiando. Já viajei sozinha várias vezes, mas na África eu não queria ir somente no roteiro tradicional: Cape Town, Joanesburgo, Safari… queria mais, e quantos países vizinhos por ali eu conseguisse ir. Por isso, viajar sozinha estava sendo um grande entrave, pois teria que alugar carro e fazer muitos trajetos sozinha, fiquei com medo do perrengue. Então… como a vida dá voltas, apareceu uma amiga que também queria pra ir África. Mas pro roteiro tradicional. Aos poucos fui introduzindo a beleza da Namíbia e logo ela já estava convencida a conhecer o deserto. E pra fechar o grupo (ou não), meu primo também resolveu ir. Todo mundo conseguiu conciliar as férias, a vontade de ir pra África por um ou outro motivo e resolvemos. Compramos as passagens pela Latam, ida e volta por Joanesburgo por R$ 2.027,47 com taxas, saindo de Brasília. Pausa para dizer o básico, assim que você comprar a sua passagem desligue todos os alertas de decolar.com, googleflights, viajanet ou outro que você tiver feito. Eu esqueci, e uma semana depois a mesma passagem, na mesma data, no mesmo trajeto estava R$ 300 mais barata. Enfim, bateu aquele remorso básico que poderia ter sido evitado pela simples ignorância de não ter nem ficado sabendo que a passagem estava R$ 1.700. Como dizia o sábio: santa ignorância! Mas beleza, passagem comprada, todo mundo me olhando um pouco torto, porque eu queria coisa demais na viagem, começaram os planejamentos e as conversas. Geralmente a gente deixa pra falar como as pessoas eram maravilhosas ou não no final, mas já vou falar logo aqui que o grupo foi sensacional, muita cumplicidade, foi muito fácil resolver tudo já que todo mundo abria mão de alguma coisa pela vontade do outro, abrir mão de algo que eu queria ver não foi tão difícil, na verdade nem me lembro mais do que abri mão, pq a viagem e a cias foram maravilhosas. Então resumindo, quem somos nós: Deise (essa que humildemente vos relata essa viagem), Gabi (minha amiga), FH (meu primo), LC (namorado da Gabi, mas só resolveu ir depois). Fiquei meio que encarregada de fazer o roteiro, acho que me beneficiei nessa parte, pois ia colocando o que eu queria, mas ao mesmo tempo, ia tentando encaixar o que os outros queria também, sendo bem democrática. Tipo, não faço questão de vinícola, mas um deles queria abrir mão do tubarão pela vinícola, como não colocar. Então ficamos sem tubarão, mas com vinícola e foi ótimo, todo mundo satisfeito (eu acho rsrs). Quanto mais eu pesquisava e procurava roteiros, via que a maioria (90%) só fazia o chamado roteiro tradicional, que é aquele do começo do texto: Cape Town, Joanesburgo, Safari. Estava difícil achar informações sobre a Namíbia, Zimbábue, Zâmbia, Botsuana, não que a gente fosse nesses países, mas eu queria ver os relatos pra ver as possibilidades. Principalmente o deslocamento entre esses países, parecia ser bem complicado fazer por terra se você não fosse fazer algum safari de no mínimo 7 dias. E não tínhamos tempo pra fazer safári de 7 dias. Daí também que surgiu a ideia de fazer esse relato, a princípio eu não faria o relato, mas acho que pode ser útil pra quem busca informações e principalmente opiniões sobre lugares fora do roteiro tradicional. Então continuei a busca por relatos e catando algumas informações picadas aqui e ali, montei um roteiro, que pelo visto não foi o melhor, pois toda vez que conversávamos com alguém na viagem sobre o nosso trajeto a pessoa ria. Várias vezes eles comentavam tipo: - nossa, não faz muito sentido, ou: - uau vocês fizeram um belo zigue-zague aí ein. Bom, eu prefiro culpar a falta de informações do que a minha falta de habilidade em fazer planejamento, mesmo que muito provavelmente tenha sido o segundo motivo. Antes de finalizar o roteiro, ainda incluímos Victoria Falls pelo lado do Zimbábue. Pra vocês terem uma idéia, o roteiro final foi esse, quase não tem vai e volta, SQN. roteiro.mp4 Como chegamos nesse primor de deslocamento: simplesmente não tem como ou eu não achei outra maneira de chegar no deserto da Namíbia saindo da África do Sul que não seja de Safári, é claro que você pode alugar carro e rodar até lá, mas pensa na perda de tempo. E os tours são todos bem caros e de 6 dias no mínimo. Então, achamos (eu) melhor ir de avião até a capital da Namíbia: Windhoek, já que de lá saem vários tours para o deserto. E o deserto era a nossa principal razão de ter escolhido a Namíbia. Existem outros passeios bem famosos por lá, como o Parque Etosha, Walvis Bay etc. Mas o nosso foco era o deserto. Então fomos pra Windhoek e já saímos do Brasil com o passeio comprado pela agência Detour Africa, mas quem realmente fez o passeio foi a Wild Dogs (ótima por sinal), a Detour parece ser apenas uma intermediadora, tipo uma agência de turismo. Ops, peraí, já estou entrando realmente no relato, deixa essa parte pra depois. Então beleza, chegaríamos pela África do Sul, porque não teve jeito, a passagem do Brasil chegava e saía por ela, mas já teríamos o primeiro trecho de avião por fora, para a Namíbia. Aí depois, numa reunião com o grupo da viagem, já que o Zimbábue foi escolhido de última hora, deixamos ele para os últimos dias, então a África do Sul ficou no meio da viagem. Ou seja: 07/03 Brasília -- São Paulo -- Joanesburgo 08/03 São Paulo -- Joanesburgo 09/03 Joanesburgo 10/03 Joanesburgo 11/03 Joanesburgo -- Windhoek 12/03 Windhoek - Sossusvlei 13/03 Sossusvlei 14/03 Sossusvlei -- Windhoek 15/03 Windhoek -- Cape Town 16/03 Cape Town 17/03 Cape Town 18/03 Cape Town 19/03 Cape Town 20/03 Cape Town 21/03 Cape Town -- Joanesburgo -- Victoria Falls 22/03 Victoria Falls 23/03 Victoria Falls -- Joanesburgo 24/03 Joanesburgo -- São Paulo -- Brasília Aí sim, roteiro fechado, vamos para o relato. Durante o relato não vou me ater aos valores mas vou colocar um orçamento detalhado ao final, com valor das passagens, hospedagem, passeios etc. Foram 17 dias no total. Nota dramática: 17 dias inesquecíveis. Relato dia-a-dia Já faz alguns dias que voltei, e quase um mês do começo da viagem. Foram dias bem intensos e corridos então não vou lembrar com muitos detalhes de tudo que fizemos, mas vou fazer o melhor possível aqui. A seguir...
  3. Fala rapaziada, Estou fazendo o meu segundo relato aqui no mochileiros. Descobri que fazer um relato de viagem aqui no site além de contribuir com vocês é uma excelente maneira de guardar minhas memórias das minhas viagens. Especificamente essa viagem para o sul da África foi um pouco difícil de achar informações em português sobre alguns destinos. Embora eu tenha visitado locais incríveis e passado por experiências inesquecíveis, não é comum encontrar brasileiros por lá (com exceção da África do Sul), mas os lugares são infestados de Europeus e realmente vale a pena nós brasileiros irmos para lá e conhecer um pouco mais dessa cultura tão ligada com a nossa. Algumas informações: Clima: Embora muitos pensem que a África é só calor, nem em todo lugar é assim, especialmente no sul (para se ter ideia Cidade do Cabo fica abaixo do RS ). Em abril e maio, quando nós fomos, as noites são frias e os dias agradáveis. Passamos por lugares que uma toca e um casaco pesado foi indispensáveis e outros que um chinelo e uma bermuda deram conta do recado. Ou seja, mala cheia para todas situações . Dinheiro: Basicamente você precisará de dólares para trocar pela moeda local. Em alguns países (principalmente Tanzânia) dólares com data anterior a 2006 não são aceitas!!! E cartão de crédito apesar de ser aceito, normalmente é cobrado uma taxa extra de 5% a 10%!!!! A dica é, portanto, levar dólar em cash, e notas novas!! Segurança: A segurança de fato não é o ponto forte de muitos países da África. Apesar de nos sentirmos seguros na África do Sul, nos demais países estávamos sempre de olhos abertos e evitamos dar muita bobeira. Tirando umas extorsões de policiais em Zanzibar não passamos por situações claras de perigo, apenas momentos de tensão (o que talvez seja coisa da nossa cabeça, vai saber...) ãã2::'> Dia 1 - 21/abr/2016 Com relação à viagem, conseguimos uma bom preço para a África do Sul, algo em torno de R$ 2500 com as taxas em vôos direto de Guarulhos com ida chegando em Cidade do Cabo e voltando via Johanesburgo. Também é possível pegar cada trecho por 25 mil na TAM, e aqui vai a primeira dica: se for trocar por milhas na TAM, por telefone vc consegue melhores opções que no site, se no site aparecer vôos com escalas, por telefone é possível conseguir vôo direto Guarulhos -> África do Sul pela South African). Fizemos a viagem em 4 capangas, Eu, Guerrinha, Calado e Aroldinho. Dia 2 - 22/abr/2016 Para a África do Sul não é necessário visto, apenas a carteira internacional de vacinação contra febre amarela. Fizemos a conexão em Johanesburgo para a Cidade do Cabo na correria, pois o tempo era apertado, e como bons brasileiros furamos a fila do raio x para não perder o vôo . Lá no início da fila o segurança perguntou porque estávamos furando a fila, e explicamos que estávamos atrasados e que éramos brasileiros, ele apenas deu uma risadinha, falou um "obrigado" totalmente fora de contexto e nos deixou passar . Ahhh, como é bom ser brasileiro, parece que todo o mundo gosta da gente apesar das merdas que a gente faz.. hahaha Chegando em Cidade do Cabo trocamos alguns dólares no aeroporto, mas só o necessário, pq nos cobraram umas taxas que não foram cobradas no centro da cidade. Tínhamos 2 opções de transporte até o centro de Cape Town, um shuttle por uns 120 rands/pessoa, ou um ônibus que nos saiu 85 rands/pessoa. Claro que pegamos o busão, que por sinal é muito bom e funciona muito bem, além de interligar vários pontos da cidade. Dica importante, o ônibus não aceita dinheiro, apenas o cartão que pode ser recarregado nas estações interligadas. Em aproximadamente 1h o ônibus parou a 50m do nosso hostel Amber. Um bom hostel próximo a Long Street, uma rua movimentada no centro da cidade. Saímos caminhando para trocar mais dinheiro e conhecer a Long Street. Logo no começo da caminhada começou uma tempestade absurda que nos obrigou a entrar num pub chamado "beer house" que tinha mais de 100 rótulos de cerveja . Começamos a encher a cara para finalmente sentir as férias em nosso corpo . Assim que a chuva parou pegamos novamente o ônibus para o WaterFront. Paramos ao lado do belo estádio de futebol para algumas fotos e caminhamos pelo local que é muito bonito, organizado e turístico. Mais um pub, mais uns chopps e voltamos para dormir um pouco e esperar a chegada dos outros 2 capangas que chegariam em um vôo mais tarde. Lá pelas 23h chegaram o Calado e o Aroldinho, e como é um rito/obrigação do primeiro dia de férias, tinhamos que sair para beber. Eu tenho uma teoria, que a melhor maneira de se adaptar ao fuso horário é tomando um porre. Depois que você está muito bêbado basta dormir e quando acordar de ressaca vc não saberá onde vc está, quem vc é e o principal, que horas são!!! Aí basta olhar um relógio com o horário local e pronto!!! Seu relógio biológico se adapta automaticamente ao horário do relógio!!! Tiro e queda!! Convidamos um turco que estava dividindo o quarto compartilhado com a gente e fomos para o Club31. Um detalhe importante que só me caiu a ficha de verdade naquele dia, lá é mão inglesa!!! Percebi isso ao sair atrasado para pegar o táxi e os caras berraram para mim: "entra na frente", rapidamente corri para o lado direito do carro, abri a porta da frente com tudo e já ia sentando, quando notei que o taxista estava segurando o volante e me olhando assustado pensando que eu sentaria no seu colo! ãã2::'> Dia 3 - 23/abr/2016 Tínhamos alugado um carro no aeroporto e o plano para esse dia era ir para o Cabo da Boa Esperança, passando pela bela praia de Camps Bay, tendo Gansbaai, uma cidade bem ao Sul, como destino final. Seria em Gansbaai, cerca de 2h de carro de Cape Town, que tínhamos uma reserva para mergulhar com tubarões branco. Após várias barberagens, com direito a frequentes subidas em meio fio e entradas em contramão (eu fui eleito o que mais tirava fino ), chegamos na Camps Bay, praia bonita, mas não só pela praia em si, mas principalmente pelas belas casas e aquela grande montanha ao fundo que completa a paisagem. Caminhamos um pouco por ali sem pressa e almoçamos em um restaurante a beira mar. Terminado o almoço já eram quase 14h, e o dia estava lindo, sem nenhuma nuvem. Chegamos a conclusão que devido ao horário, e principalmente ao dia sem nuvens na table mountain (o que é raro) deveríamos adaptar os planos e ir para a imponente Table Mountain. Dica importante, compre os tickets para a montanha antes de ir para a África do Sul, além de ser o mesmo preço vc economiza muuuito tempo na longa fila de compra de tickets lá. A vista lá de cima é muito bonita, é possível ver a Robben Island, a parte turística com o estádio de futebol e as praias. Caminhamos lá por cima com bastante calma por cerca de 2h, quando começou a ficar muito frio. Descemos no último horário que era cerca de 17h30. Agora era ir para o Sul para o tão esperado mergulhos com tubarões branco, os mais perigosos animais do mar!!!! Estávamos prontos para ir rumo à Gansbaai quando vimos um email cancelando a saída para o dia seguinte devido as condições do mar. Puuuuuuuuuutz!!! Aí fod#%$& a porra toda... Esse mergulho era para nós o ponto alto deste destino, estávamos animados para isso, e se não fizessemos nesse dia estávamos com sério risco de perder esse passeio. Ligamos para outra operadora. A resposta? Também não faria a saída. E agora??? Achamos uma outra operadora que não tinha muitas recomendações, e pensamos: humm, quem sabe eles por eles serem menores são tambem irresponsáveis a ponto de sair mesmo com condições do mar desfavoráveis, era tudo que queríamos!! Ligamos e... batata!!! teria saída, e o principal era mais barata que as outras (1200 rands) e ainda estava incluso a hospedagem numa pousada por lá!!! ihaaaaaaaaaa. Lá fomos nós felizes da vida (e um pouco desconfiados da nossa sorte.. ) Depois de 2h de viagem em uma estrada muito boa (este é parte do famoso caminho do litoral da África que leva até Port Elizabeth), passamos por algumas das famosas vinícolas e por praias também até chegar no destino final próximo das 21h. Ao chegar na frente da pousada ng nos atendia... enviamos um whats para o dono que respondeu que já estava chegando... esperamos uns 20 minutos e nada.. ligamos e a resposta era a mesma "i`m going.." fuck, que demora do caraio... e dps de mais um bom tempo q esperamos cansados e com fome chega o dono cagado de bêbado . Parecia aquele morto muito louco com o rosto virado! A pousada era +-, um pouco de cheiro de mofo, mas foi mais do que o suficiente para nós. Após darmos algumas risadas com o esforço do dono para nos explicar como seria o dia seguinte sem parecer completamente bêbado (o que era impossível), tentamos sair para comer alguma coisa na cidade. Mas estava tudo fechado... Voltamos para a pousada e dormimos com fome. Dia 4 24/abr/2016 Acordamos tarde pois o mergulho seria somente às 10h da manhã. Passamos num supermercado e tomamos um bom café da manhã. Fomos de carro numa distancia de uns 15 minutos da pousada até a Supreme Shark, local onde mergulharíamos. Chegando lá uma ótima surpresa, ao contrário da pousada (e seu dono travado), o local era muito profissional, com bom equipamento, bom barco e ótima recepção. Tomamos um segundo belo café da manhã que não sabíamos estar incluso, ouvimos as instruções de como seria a ida, pegamos as roupas pro frio e lá fomos nós. É cerca de meia hora de barco, num frio do kct , e um cheiro de peixe ensurdecedor. Galera enjoa bastante. Tomamos um vonau para evitar o enjôo. Mas a condição do mar estava tranquila!!! Ponto para a escola irresponsável!! Chegamos no local com todo mundo na expectativa pelos tubarões. O staff começou a jogar água com sangue de peixo no mar. E a gente só olhando atentamente em busca do monstro. Silêncio. Mais peixe no mar. E nada. O Staff comentou que acontecia de não aparecer nenhum tubarão às vezes, será que teríamos esse azar? Até que alguém aponta para o mar e lá estava uma grande vulto dentro do mar. O staff berrou para o primeiro grupo entrar na gaiola para descer na água e ver o bixo de perto. O pessoal entrou com a roupa de borracha naquela água geladíssima. E lá veio o tubarão!! Aliás um não, logo apareceram 3!!!! e um devia ter cerca de 3,5m, era gigante!! Nossa vez e entramos na gaiola, e tivemos a maior sorte do grupo, ao puxar a isca para atrair o tubarão, a isca grudou na gaiola bem na nossa frente, e o tubarão veio com a boca enorme e cheia de dente aberta em nossa direção!!! E ali ficou tentando dilacerar a isca a 10cm da gente, qq dedo fora que colocássemos fora da gaiola, seria um dedo a menos!!! Foi um momento de êxtase. Voltamos com frio e felizes pelo dia. A ótima companhia Supreme Shark ofereceu um almoço. Comemos e la pelas 14h saímos correndo pois estava no nosso plano voltar para o Cabo da Boa Esperança ainda naquela tarde. Infelizmente seria corrido, pois com o atraso da saída para o mergulho perdemos 3h importantes. Foram mais 2h de regresso com bastante transito (e muita barberagem) tentando chegar em Boulders Beach onde é possível ver os pinguins. Chegamos as 17h e o parque para ver os pinguins já estava fechando neste horário. Neste horário também não conseguiríamos aproveitar o cabo da boa esperança... Ferrou... Mas mesmo assim todo o trajeto era muito muito bonito, usamos a tarde apenas para dirigir e curtir a estrada e os belos visuais (Misty Cliff foi um local muito bonito, passe por lá!), além de uma zebra, alguns babuínos, avestruz... Passamos por um vilarejo de praia chamado Fish Hoek, muito agradável para passar uma pernoite, com bons restaurante e uma caminhada à beira-mar. Chegamos a cogitar ficar por ali mas desistimos pq já tínhamos uma reserva paga em Cape Town. Na volta para a capital pegamos pela parte mais bonita da estrada, onde estava a Champman Peak, uma estrada basicamente turística, porque era mais longe para voltar para Cape Town por ali e era cobrado pedágio, mas é passagem obrigatória, especialmente se puder ver o por do sol por ali. Incrível!! Chegando tarde em Cape Town, no hostel Big Blue (grande e bem clima de hostel com bastante gringo, bar, galera bebendo e trocando experiência). Saímos a pé para o WaterFront para comer algo e dar um passeio. Na volta tinha tipo uma baladinha na rua do nosso hostel. Tentamos entrar pra ver qual é. Mas era uma balada meio esquisita, tocando um hip hop com os negão dançando num estilo bem doido. Tomamos umas 2 cervejas, saímos para comer um cachorro quente podrão na rua e fomos dormir. Dia 5 - 25/abr/2016 Acordamos cedo para voltar àquela bela estrada que vai até o Cabo da Boa Esperança, pois era nosso último dia por ali, às 15h tínhamos um voo para a Namíbia. Como não foi possível ver tudo que gostaríamos por lá tivemos que optar neste dia entre a Robben Island ou voltar no Cabo da Boa Esperança. Pelas belas paisagens que vimos no dia anterior nossa opção foi aproveitar mais uma vez por lá (outro detalhe que a Robben Island tem q reservar com antecedência, o que não fizemos. Na hora só indo no local e contar um pouco com a sorte). Após um trajeto agradável chegamos ao Cabo da boa Esperança. Sinceramente, nada especial, apenas uma pequena placa com uma fila de turistas para tirar fotos. Alguns pinguins, uma zebra e nada mais. Mas a manhã valeu bastante a pena pelo trajeto. chegamos ao aeroporto às 13h30, almoçamos por ali e embarcamos para a Namíbia pela Namíbia Airlines. Uma companhia ok, até peguei umas dicas e troquei umas ideias com uma namibiana que sentou ao meu lado. O papo só teve q encerrar quando ela repetiu o vinho oferecido no avião pela quarta vez e começou a falar nada com nada... Aí resolvi ler a revistinha e não dar mais atenção à conversa que eu não entendia nada.. O aeroporto da Namíbia é pequeno, e nos cobraram a carteirinha de vacinação contra febre amarela. Por ali mesmo já trocamos dinheiro com uma taxa melhor que em Cidade do Cabo (a conversão é fixa: 1 Namibia = 1 rand). Compramos um chip de celular para usar o google maps e pegamos o nosso "tanque de guerra". O baita carro que alugamos tinha 2 tanques de combustivel com autonomia para 1200km. Alugamos esse carro pela Bidvest e só tivemos pequenos problemas na vistoria para a retirada do veículo pois algumas coisas não estavam funcionando. Mas nada de mais. Era minha vez de dirigir e o nível ia ficando mais elevado , estávamos praticamente com um caminhão, com câmbio manual, em mão inglesa, e atento aos avisos de animais na pista (e eles aparecem de mesmo, mas consegui não atropelar nenhum!!!) . Ficamos no hostel Chameleon, um hostel famoso e bem localizado por lá. Gostamos. A janta dessa noite ficou no famoso Joes Beerhouse, com certeza o melhor restaurante que passamos em toda a viagem!!! Comemos umas Carne de springbok, crocodilo, zebra, kudu e oryx. Todos deliciosos bichinhos que iríamos encontrar pela estrada. Dia 6 – 26/abr/2016 O plano para esse dia era usar a manhã para dar uma volta e conhecer Windhoek para ao meio dia partir rumo ao deserto de Sossusvlei. Na Namíbia não se sugere dirigir de noite. Pouquíssimas estradas são asfaltadas, e geralmente não se encontra uma alma viva por horas. Não há cidades nem postos de gasolina no caminho e ao final de tarde e de noite grandes animais podem invadir a pista. Tomamos o café razoável do hostel e descobrimos que sairia do hostel um free walking tour (Alvin the Guide) às 9h30, perfeito para nós!!! Aproveitamos a nossa sorte e conhecemos um pouco das pouquíssimas atrações da cidade. O mais interessante foi conversar com um morador da Namíbia (o guia) sobre economia, política, cultura e muito mais. Percebemos como ser uma colônia está vivo na vida dos africanos. Povos muito distintos foram forçosamente agrupados em um país assim como um único povo foi separado por uma linha no mapa. Conversando com esse Namibiano, que faz parte de um povo dividido parte na Namíbia e parte em Botsuana, fica fácil entender porque é tão difícil a unidade nos países da África, e, ao mesmo tempo, tão fácil guerras entre facções com o discurso da unificação dos povos separados. Terminado o walking tour passamos em um supermercado para comprar suprimentos para passar os próximos dias que seriam dirigindo em meio ao deserto. Lá um fato curioso, fui acusado de racismo no supermercado, simplesmente porque não entendi o que as mulheres do caixa me falaram. Depois de ouvir que nós estrangeiros brancos éramos arrogantes e racistas fui almoçar arrasado . Poxa, logo eu que estava com tanta simpatia pela cultura e história dos povos africanos... Mas enfim, bola pra frente. 13h30 estávamos na estrada, um pouco depois do que tínhamos planejado. Seguimos o caminho Windhoek – Rehobot – Bullsport – Solitaire – Sesriem. Os 350km e aproximadamente 5 horas de direção foi em com estrada de chão, sem cidades com comércio nem postos de gasolina, mas em boas condições que permitem andar, em média, 80km/h. Tínhamos locado um GPS para o carro e também tínhamos o google maps com 3g, nem um nem outro nos ajudou fora das grandes cidades. O que nos salvou foi o velho e bom mapa de papel que pegamos no hostel. A chegada em Sesriem (entrada para o belo deserto de Sossusvlei) é a parte mais bonita do trajeto, e o final de tarde com aquele enorme sol vermelho se ponto, formando um espetáculo de cores decorado por diversos animais que atravessavam as ruas foi um espetáculo a parte. Ali começou nossa paixão por esse incrivel deserto. Vimos praticamente todos os animais que tínhamos jantado na noite passada.. Chegamos no finzinho de tarde no camping “Desert Camp” que tínhamos reservado. Mas que camping porra nenhuma, era quase um resort!! uma bela de uma piscina de água bem azul em meio ao deserto, com um bar ao lado com um chopp beeem gelado e barato (25 Namibias). As “barracas” eram verdadeiros quartos de hotel, espaçosos, com um banheiro muito bom e uma cozinha externa com uma churrasqueira que ficou ainda mais maravilhosa quando descobrimos que era possível encomendar carnes exóticas na recepção para fazer no dia seguinte!! Dia 7 – 27/abr/2016 Hoje iríamos entrar no parque para conhecer o deserto. A entrada do parque abre ao nascer do sol (6h15 nesta época do ano). Existe um hotel e um camping dentro do parque, que permite a você chegar mais cedo para ver o nascer do sol nas dunas. Esse nascer do sol é fantástico de assistir nas dunas vermelhas de Sossusvlei, pois a medida que o sol vai se erguendo as cores das dunas vão se alterando do vermelho pro laranja tornando tudo um grande espetáculo. Acordamos as 5h da manhã pois queríamos ser os primeiros a entrar no parque. São 4km do Desert Camp até a entrada do parque (alguns alojamentos ficam a 60km dali, fique atento se for reservar algo por lá). Acordar cedo não valeu a pena, pois não tinha tanta fila. Entrando no parque são 45km até a Duna 45, o ponto de parada tradicional para subir a duna e assistir o nascer do sol, em nosso caso o “nascer do sol”, que já estava bem alto... Mais 20 km se chega na entrada do Dead Vlei, ali vc tem que deixar seu carro para pegar um transfer que custa 130 namibias por pessoa. É permitido ir com o seu 4x4, mas vimos vários atolados, não vale a pena. Após o transfer tem uma caminhada de uns 700m até o Dead Vlei, um paraíso para os amantes de fotos. Dead Vlei possui um chão bem branquinho onde brotam árvores milenares pretas, rodeado das enormes dunas vermelhas sob um céu azul sem uma nuvem. Incrível. Cada um de nós caminhou para um canto observando com nossos olhos o que muitos ficam perplexos ao ver somente as fotos. Eu com meu fone de ouvido com um pink Floyd, fui a um momento de êxito. Às 11h o sol já estava insuportável, nem passou em nossas cabeças fazer as loucuras de alguns e subir os mais de 300m de altitude da Big Daddy, a duna mais alta do deserto com 325m de altitude que fica ao lado do Dead Vlei. Decidimos voltar, mas antes almoçamos no restaurante da entrada do parque. Dali fomos para os canyons de sesriem, que fica próximo e dentro da entrada do parque, bacana conhecer. Às 15h estávamos tomando um maravilhoso chopp na piscina do Desert Camp que só foi interrompido por uma tempestade de areia!!! Já meio bêbados começamos o churrasco de kudu, oryx e impala. A sensação de fazer um churrasco praticamente dentro do deserto é indescritível. O silêncio, os animais que passavam por ali (3 oryx cruzaram o nosso acampamento, e até uma raposa que veio comer as sobras ao nosso lado), o céu que permitia ver a mancha branca da via láctea de tão estrelado. Tudo em meio à Namíbia, certamente um momento que não esquecerei nunca. Dia 8 – 28/abr/16 Tomamos um café da manhã no “acampamento” admirando aquela vibe fascinante pela última vez , às 8h estávamos na estrada. Logo já chegamos em Solitaire para uma breve parada, um café na boa padaria que tinha ali, e uma abastecida no nosso tanque, apesar de que na teoria não seria necessária mais combustível. Como falei antes, ali tinha o único posto que encontramos no trajeto desde Windhoek até Swankopmund!!! No caminho, sempre muito bonito e sempre de estrada de chão, passamos pela famosa placa do trópico de Capricórnio e às 13h30 chegamos no Hostal em Swankopmund, que era a casa de uma simpática namibiana que nos ensinou um pouco daquela língua africana que se fala estalando a língua, um sarro!!! Swamkopmund era muito bonita e organizada, parecia um pedacinho da Alemanha na África. Almoçamos num excelente supermercado chamado “Food Lovers” que tinha várias opções muito gostosas e rápidas (na Zâmbia descobrimos que essa era uma rede africana de supermercados). Dali fomos ao Desert Adventures onde tínhamos reservado para dar uma banda de quadrículo dentro do deserto!!! Cara!!! Isso ali foi demaaaaais!!! Foram 2h tocando o pau no meio do deserto, subindo e descendo dunas, cavalos de pau (quando o guia não estava olhando), com direito a um acidente do Aroldinho que sumiu no meio das dunas enquanto seu quadriciclo andava sozinho pelo deserto até se chocar com uma duna!! ::lol3:: Recomendo fortemente para quem gosta de um pouco de emoção misturado com uma sensação especial de estar no meio de um deserto muito top!!! Foram 600 Namibias por 2h. Na minha opinião não vale a pena pegar mto menos de 2h, acreditem, é massa mesmo!!! ::otemo::::otemo::::cool:::'> Ali na Desert já reservamos o passeio para o dia seguinte em Sandwich Harbor, 70 dólares por pessoa num tour privado para nós 4. De noite fomos em um restaurante famoso, chamado Tug, ele fica tipo em uma palafita no meio do mar. Era gostosinho, preço nem tão barato para o padrão Namíbia, mas valeu a pena. Ali vc entende um pouco da onde vem o racismo tão forte da Namíbia. 100% de quem estava jantando era branco, e 100% dos que estavam trabalhando eram negros. E os clientes não parecem muito preocupados em ser simpáticos com os atendentes... Enfim... ::bad::::bad:: Dia 9 – 29/abr/16 Às 8h o guia estava nos esperando na porta do Hostel para ir à Sandwich Harbor, o lugar onde a imensidão das dunas do deserto encontram o mar! Deserto e Mar!!! ::ahhhh:: Pode isso??? Muito louco... O passeio passa antes em alguns pontos bacanas da cidade, inclusive em uma orla com casas muito bonitas que segundo o guia eram casas de gringos cheio da grana. Depois entramos no meio das dunas do deserto com aquele caminhonetão parecido com o que dirigíamos. O cara ia na velocidade atento às trilhas e escolhendo os lugares onde não iria atolar na areia fofa. Se fosse eu no volante já tinha caído em um areia movediça nos primeiros 200m... ::lol4::::lol4:: Foram muitas dunas descidas com emoção, enquanto o guia contava do baixo risco das manobras e divertia-se com nosso apavoro. “Teve uma vez que o carro capotou na duna e uma gringa quebrou o pescoço e morreu, mas é raro” comentava ele ao meio de risadas... :o:o::vapapu:: ::vapapu:: Chegando perto de Sandwich Harbor não conseguimos avançar até o destino final, pois a maré estava alta e subindo, e como o caminho era entre os paredões de dunas e o mar, não seria possível seguir por ali. Subimos as dunas por ali mesmo e o visual era fantástico. Apesar de não termos ido ao ponto final, ficamos com a certeza de que dificilmente a paisagem conseguiria ser mais bonita que aquela! ::love::::love:: Na volta paramos para um almoço muito gostoso em meio ao deserto e um papo super divertido com o nosso guia nota 10 (infelizmente esqueci o nome dele e da companhia que ele trabalhava). ::prestessao:: Chegamos às 14h30 no hostel, um pouco depois que esperávamos, e seguimos voando para Windhoek para evitar a estrada de noite. Este trajeto era mais tranquilo, finalmente todo asfaltado. Foram 4h até lá com um pouco de transito na chegada. Chegando novamente no Hostel Chameleon, qual seria a opção de janta?? Joes, é claro. :D Não conseguimos nos convencer que arriscar uma outra opção de restaurante valeria a pena.. Sério, aquele Joes é demais!! ::lol4:: Era nossa última noite na Namíbia, e o dia seguinte seria apenas aeroportos, a estratégia era beber umas e se cansar para ter mais forçar para dormir nos aviões... ::hahaha::::hahaha:: . Fomos num cassino meio sem graça no hotel Hilton que era perto dali (única construção que estava com a pintura em dia na cidade). Mas não duramos muito e fomos dormir após o Guerrinha quase enriquecer no Black Jack e perder tudo na sequência.
  4. E ae Rapaziada, resolvei escrever este relato como contribuição de tudo que este site já me ajudou. Acredito que África do Sul já tenha diversas informações, mas sobre as Ilhas Maurício e Namíbia foi onde encontrei mais dificuldade nas pesquisas, espero ajudar. Relato tá meio bagunçado, não deu tempo de revisar, mas vamos lá... Tudo começou com as famosas "promoções" de aéreo, a ideia inicial era Tailândia, mas os valores estavam sempre muito altos, apesar de saber que lá as coisas são baratas. Depois apareceu uma promoção para Austrália, mas demoramos um pouco para decidir e perdi os valores que rondavam nos 2.000,00, eis que apareceu a passagem para Johanesburgo por 1.860,00, nesta fomos mais rápido e consegui comprar, isso foi em janeiro. Depois vi passagens por 1.600,00 e até 1.500,00, porém já era muito em cima da hora, pelas minhas pesquisas as ofertas de hotel na África do Sul não são muito altas como em outros lugares, então acredito que se comprasse em cima da hora gastaria muito com hotel. Em Cape Town por exemplo achei muita casa para alugar, mas poucos hotéis, acabei gastando muito no hotel de Cape Town, com um pouco mais de tempo teria economizado muito no hotel de cape. Inicialmente nosso roteiro seria apenas África do Sul com rota jardim, porém pesquisando vem aquelas histórias de que por lá é perigoso, de que tem que tomar cuidado etc, fiquei com receio de fazer a rota jardim e deixar as malas no carro. Hoje vejo que é tudo bobagem, foi tudo muito tranquilo e seguro, não tive nenhum problema, acredito ser igual São Paulo, tem que ficar experto, mas não é tudo que falam. Pesquisando o que tinha perto da África do Sul já que eu tinha bastante dias vi informações sobre as Ilhas Maurício, em que a primeiro momento parecia ser um destino muito caro, hoje vejo que não é, dá pra ficar uma semana de boa, achei cape Town mais caro, pra ter uma ideia um passei para uma ilha ile aux cerfs, que é a mais famosa por lá, paguei 120,00 reais já com almoço e bebidas no barco e no almoço inclusas. Depois do roteiro já montado, me sobravam 4 dias em que ia deixar 2 para cape Town e 2 para Johanesburg e decidir o que fazer por lá. Eis que faltando 20 dias para a viagem eu me lembro da Namíbia e seus desertos, Dunas e tudo mais, fazendo um levantamento vi que era viável e reagendei tudo, incluindo 4 dias de Namíbia, de carro saindo de Cape Town até Windoek. Sábia decisão. No final meu roteiro ficou deste jeito: Dia 1 31/out Ida SP -> Joanesburgo Dia 2 01/nov Chegada Joanesburgo Dia 3 02/nov Joanesburgo Dia 4 03/nov Safari 1 Dia Dia 5 04/nov Safari 2 Dia Dia 6 05/nov Rota Panorâmica 3 Dia Dia 7 06/nov Joanesburgo - Ilhas Maurício Dia 8 07/nov Ilhas Maurício Dia 9 08/nov Ilhas Maurício Dia 10 09/nov Ilhas Maurício Dia 11 10/nov Ilhas Maurício Dia 12 11/nov Ilhas Maurício - Joanesburgo Dia 13 12/nov Cidade do Cabo Dia 14 13/nov Cidade do Cabo Dia 15 14/nov Cidade do Cabo Dia 16 15/nov Cidade do Cabo Dia 17 16/nov Cidade do Cabo Dia 18 17/nov Cidade do Cabo - Namíbia Dia 19 18/nov Namíbia Dia 20 19/nov Namíbia Dia 21 20/nov Namíbia Dia 22 21/nov Namíbia - Jobug Dia 23 22/nov Volta Joanesburgo -> SP 3.000 KM rodados 23 dias 6 voos Principais Valores (Todos em Reais e por pessoa): Voo SP - Joburg: 1.860,00 (LATAM) Voo Jobug - Ilhas Maurício: 1.815,00 (Air Mauritius via edreams) Voo Joburg - Cape Town: 350,00 (British Airways via edreams) Voo Windhoek - Joburg: 550,00 (Air Namibia via edreams) Carro Joburg: 500,00 (6 dias) Reservado na Eurocap Carro Ilhas Maurício: 300,00 (2 dias) Reservado direto no hotel Carro Cape Town: 700,00 (5 dias) reservado na Hertz Carro 4x4 Namíbia: 1.600,00 (5 dias, mais caro porque devolve em outro país) reservado na Hertz Passeios: Lion Park: Predator Tour, Lion Walk e Cub Encouter: 270,00 Soweto: 130,00 de Tuk Tuk com almoço incluso Elephant Whispers: 200,00 Ile Aux Cerfs: 120,00 com almoço e bebidas incluso Parasailing Ile Aux Cerfs: 100,00 Ile Gabriel e Flat; 120,00 com almoço e bebidas incluso Robben Island: 150,00 Vinícolas: 240,00 ÁFRICA DO SUL - JOANESBURGO E KRUGER(SAFARI) Dia 1 31/10 Saímos as 17:50 de SP rumo a Joanesburgo. Voo Tranquilo que chegou às 08:55 horário local (Fuso de 4 horas se não me engano) Dia 2 01/11 Neste dia chegamos pegamos o carro alugado da Eurocap (Corolla automático, peguei automático por medo da mão inglesa, já que aí teríamos que trocar as marchas com a mão esquerda que não serve para grandes coisas rs), milagrosamente eles não encheram o saco para vender seguro, só pegamos e pronto, rumo ao hotel deixar as malas e depois Lion Park. O Hotel que ficamos foi muito bom, devia ser uma mansão que transformaram em hotel, quarto espaçoso, café da manhã muito bom (melhor omelete que comi na viagem), galera atenciosa, piscina que não usamos. Gardenia Boutique Hotel. Lion Park Fomos para o Lion Park, que ficava a 50 minutos do hotel, ai uma dica, Joanesburgo tem um transito da peste, ainda mais porque nesse sentido do Lion Park tem uma rodovia que não tem muitos semáforos, uma zona pra atravessar e seguir, eles se entendem, nós turistas não rs, ou seja, se o GPS marca 50 minutos, se programe para mais, no dia seguinte quase perdemos um tour por isso. Lá no Lion Park tem várias atrações para fazer (reservei tudo pela internet, direto no site deles): Predator Tour, que é um Simba Safari praticamente, mais para quem não tem como fazer o safari, mas como estávamos lá eu fiz também. Cub Encounter, nesse caso tem a interação com os Leões e com Cheetah também, só fizemos com os leões. Os leões têm de 3 a 6 meses de idade alguns estavam meio dormindo e outros acordados, o acordado deu um trabalho da peste, mesmo sendo pequeno, são leões, e machucam um pouco rs, cortes, mordidas no tornozelo, minha esposa caiu de um pulo que ele deu nela, mas muito show, vale a pena. Para quem fala que eles dopam os leões, não me parece verdade, são bem sérios, e os Leões dormem muito mesmo, salvo engano 16 horas por dia, algo assim. Íamos ter neste dia o Lion Walking que é onde você anda com os leões, neste caso maiores, mas ainda bebês, 12 meses. Mas começou a chover, e eles cancelaram o tour, remarcando para o dia seguinte. Em conversa com o guia (Jason, gente boa) ele me disse que houveram 2 acidentes com os leões e turistas, ambos quando estava chovendo, eles ficam assustados. Depois disso ainda fomos no Mall of Africa, maior shopping do continente, mais de 300 lojas, legal, mas as lojas fecham cedo. As 20:00 já estavam todas fechadas. Dia 3 02/11 Soweto Dia de conhecer o bairro de Soweto, acredito que dispensa explicações rs. Nas minhas pesquisas não sabia como era, se dava pra conhecer os principais pontos de carro e tal, e resolvi reservar o tour pelo Sowet Backpackers, também pela internet, você tem opção de 2 ou 4 horas, tem opção de bike ou tuk tuk. Fizemos o de 2 e Tuk Tuk. Muito legal, valeu a pena conhecer um pouco da história deles. A guia que nos levou no tuk tuk sabendo que eu era brasileiro já puxou conversa de futebol claro, segunda ela, o Avô dela foi o fundador do time deles Orlando Pirates. Várias conversas de Futebol, além claro da cultura deles, apartheid etc. Fizemos uma parada onde eles falaram sobre o regime do apartheid, um lugar um pouco sujo, porém com casas que nada tinha de favela, depois fomos na parte mais pobre, onde eles levam a gente para experimentar um "churrasco" deles, com uma espécie de purê de arroz e carne feita na hora, ali no meio. Eles mesmo dizem que é desrespeito não comer a comida do jeito deles, comi e muito, e gostei, o purê de arroz não tem gosto, a carne sim. Ali o show fica por conta das crianças que vem brincar com a gente, uma delas pegou a mão da minha cunhada e a minha e ficou se jogando para a gente balançar elas, incrível. E o guia explicando como foi criada a township e tal. Passamos pela Vilazaki Street, casa do Mandela, e o final do tour termina novamente no Backpackers para o almoço que já estava incluso. Novamente o purê de arroz e várias carnes, tudo muito bom. Demos uma passada rápida no Museu do Apartheid que ficava do lado, a ideia do dia era conhecer o museu, o Reef City e outras coisas por perto, mas como tivemos que reagendar o lion walking não conseguimos ver tudo. Porém o museu eu queria ver. Confesso que esperava mais, mas foi interessante. Lion Park Já quase em cima da hora do Lion walking (tem 2 horários as 11:00 e as 15:30, pegamos o da 15:30) fomos sentido Lion Park, aprox 1 hora, um transito do caramba, chegamos lá já era 16 e pouco, procurei pelo Jason que depois de alguns minutos apareceu e disse que ia fazer o tour mesmo atrasados. Show, e eu já queria desistir fazia tempo. O Lion Walking é uma caminhada que você faz com 2 leões em torno de 12 meses, grandes, que dão medo, mas ainda não tem a juba de adulto. Eles vão com um balde cheio de carne, e vão parando em pontos estratégicos para você passar a mão, tirar fotos etc. No começo dá medo, confesso, depois você vai se acostumando mas continua com medo kkkkk. Muito show, experiência que valeu a pena. Finalizando a carne do balde a gente já vai saindo, porque eles só ficam de boa por conta da carne. 45 minutos aprox. Ali você ainda pode interagir com uma girafa, dar comida e tal. Sandton City e Mandela Square Finalizando a noite fomos para o Sandton City (shopping) já com as lojas fechadas, conhecemos a Mandela Square e terminamos nossa visita a Joanesburgo no Hard Rock que fica ali na praça. Tem gente que fica mais tempo em Joanesburgo, tem gente que nem fica usa de escala, eu achei o tempo que ficamos suficiente, um dia a mais talvez, mas não faria muita diferença. Dia 4 03/11 Kruger Saímos neste dia em direção ao Kruger rodamos quase 500KM e aprox 6 horas. O GPS que usamos foi o MAPS.ME, excelente por sinal, off-line, e além das ruas etc, você ainda pode colocar o nome dos destinos turísticos que ele também tem, só usamos ele e nos atendeu em toda viagem e nos 3 países. Uma dúvida que tínhamos e que tinha lido era em relação a posto de gasolina, neste trecho tinha muitos postos, quase semelhante a uma rodovia de SP, não senti necessidade de abastecer sempre como falaram (diferente da Namíbia), claro que tinha alguns trechos de 100km que não tinha, normal. O GPS colocou o caminho entrando pela Crocodilo Bridge que é uma das entradas e tem uma espécie de alojamento lá também. Eu tinha reserva para o Skukuza Camp, depois de chegar no Crocodilo Bridge e fazer o tramite para entrar, ainda tínhamos quase 1 hora para chegar no Skukuza, o que foi muito legal porque já estávamos dentro do parque e ali foi nosso primeiro Self Drive. Isso era por volta das 14:00 que entramos no parque e as 16:30 tínhamos um Sunset drive agendado, mas a emoção do primeiro self-drive foi tão grande e com tantos animais ali que chegamos em cima da hora rs. Chegamos no Skukuza já maravilhados com o início do nosso Safari peguei as chaves do nosso "quarto" que é uma espécie de quarto com banheiro, cozinha e até uma churrasqueira na parte externa, ar condicionado e tudo mais. Fiz a reserva diretamente no site https://www.sanparks.org/, vi que muita gente teve problema para reservar por lá, eu não tive, reservei sem problemas, comprei tours pelo mesmo site e também fiz alterações. Na época que pesquisei as opções para fazer o safari encontrei algumas empresas com os tours prontos que tinha o transfer de Joanesburgo ida e volta os drives, hotel, etc, tudo incluso, mais partia de 1.500,00 dólares, muito pesado. Fazendo direto ficou muito mais barato, eu paguei 850,00 reais incluso a taxa diária do parque, a hospedagem e os 4 tours que fiz com eles. Além do Sef-Drive eu reservei: Sunset Drive, Sunrise Drive, Night Drive e Morning Walk. Os self Drives já são suficientes para você ver uma grande quantidade de animais, possivelmente os Big 5 (como nós vimos), porém esses 4 tours só são possíveis fazer com guias por conta dos horários que abrem e fecham os parques, além do walking que tem que ser com os rangers de qualquer forma. Em termos de estrutura o Skukuza realmente é muito bom, além da acomodação, próximo tem 2 restaurantes um para comer lá e outro para levar e comer nas mesinhas da frente. Tem um shopping relativamente grande para comprar lembrancinhas e outras coisas. Sunset Drive Fizemos o Sunset Drive com os guias do parque, você entra em um carro deles e vai um motorista guiando, na verdade eles mesmo quase não param para mostrar animais, fica mais por conta da galera que está no carro que tem que dar um grito pra eles pararem o carro pra gente ver o animal em questão. Após parar eles explicam um pouco dos animais, vimos um, que eu não lembro o nome, que o guia informou que vivem em média 6 dias pois praticamente todos os animais carnívoros comem ele, por ser pequeno e lento. Foi nesse que vimos os primeiros rinocerontes e também um pôr do sol made in africa. Na volta fomos jantar no restaurante do Skukuza, muito bom, nem parecia que você estava no meio da savana. Dia 5 04/11 Morning Walk Acordamos bem cedo para fazer o Morning Walk, se não me engano o tour saiu por volta das 05:30, o horário depende da época. Nesse tour você vai com 2 rangers até um determinado ponto e de lá parte a pé no meio da savana. Um ranger vai na frente e outro atrás (apesar da maior parte os 2 foram na frente) e nós vamos acompanhando, cada um com sua espingarda, para caso precise. Eles vão seguindo rastros dos animais, explicando tudo sobre a vegetação, animais, o que caçam, e assim por diante. Foi muito legal, principalmente porque você perde aquela segurança que tem dentro do carro, ali se sente mais vulnerável. Começamos perto de uma árvore Marula onde avistamos uma Girafa próxima, que só olhou e voltou a comer, ao longo da caminhada ainda vimos zebras, impalas, até chegarmos aos elefantes. A pouco mais de 50 metros os rangers avistaram 3 elefantes (casal e filhote) e nos avisaram, neste momento fomos caminhando devagar para não fazer barulho, chegando mais próximo. Eles estavam em um nível mais baixo do terreno que nós. O pai nos avistou fez o barulho dele e o ranger fez um outro barulho que fez com que os elefantes fossem embora. Nessa hora o ranger explica que a diferença entre dar um tiro ou não é conhecer os animais, aquele barulho que ele fez foi muito alto para o elefante, por isso ele foi embora, e mostrou também que um leopardo ou leão se chacoalhar as chaves que ele tinha no bolso, o barulho seria muito alto para eles, e eles possivelmente iriam embora rs. Muito show. Depois rolou um mini café da manhã com sucos, frutas secas e outras coisas. No caminho de volta os rangers avistaram um Leopardo, apontaram e mostraram pra todos, estávamos em 6 pessoas, as outras 5 conseguiram ver e eu nada, em dado momento tinham os 5 e os 2 rangers apontando pra eu tentar ver o tal leopardo e nada, até que o ranger me puxa pro lado e fala: ele está ali e aponta mas eu viajando estava olhando pra outro lado, o ranger olha pra minha cara e dá um resmungo AAAAAAAHHHHHH por eu não estar olhando pro lado certo e começa a partir em retirada rss, depois disso eu só conseguia rir e perdi o Leopardo de vez rss. Ao final do passeio os rangers agradeçam e falam: Hoje tivemos muita sorte pois conseguimos ver um Leopardo, menos você. E assim terminou meu Morning Walk, sem ver o tal leopardo rs. Self-Drive Voltamos por volta de 08:30, fomos tomar café e na sequência emendamos um Sef-Drive. Incrível. Logo no começo já vimos um aglomerado de carros em uma via lateral de terra e sabíamos que tinha algum big 5 lá, e foi onde vimos nosso primeiro Leão, bem longe, mas lá estava ele. Continuando na estrada além de Girafas, Elefantes, Macacos, Rinocerontes e Búfalos, avistamos um Leão com sua família, em torno de 6, todos juntos, descansando bem do lado da estrada. Nessa hora devia ter por volta de uns 20 carros, mas fomos pacientes e aos poucos conseguimos ficar bem do lado deles. Esse é o segredo do safari, viu carro parado, para também que lá tem algum animal, se ver muitos, melhor ainda os bigs estão lá. Um pouco mais para frente vimos mais 2 leoas, a primeira abocanhou um animal pequeno, que acho ser aquele dos 6 dias, rs, e a segunda pegou um Impala e estava levando provavelmente para seus filhotes. Seguimos está por um bom tempo, mas ela entrou em uma parte que não dava mais para enxergar. Fomos em direção ao lago grande que já tínhamos visto no dia anterior perto do Lower Sabie Rest Camp, lá tem uma grande concentração de Hipopótamos, Crocodilos, macacos e muitos pássaros. Surreal. Paramos no Lower Sabie e almoçamos no Mugg & Bean, comida muito boa, mas atendimento horrível, lento, precário. O Visual de lá é de matar, uma área verde muito grande, com vista pro lago do lado direito e vários animais passando, elefantes, girafas, zebras, e fora os pássaros do Kruger, é cada um mais bonito que o outro. Voltamos para o Skukuza (voltamos é modo de dizer, sempre que você está no kruger irá parar muito para ver os animais, ou até para esperar eles atravessar a rua rs) e a noite partimos para o Night Drive. No Night Drive os 2 assentos do final, quem senta fica encarregado de apontar os faroletes para a mata afim de ver algum animal. No night você vê muitas corujas, coelhos, vimos mais Rinos, Impalas, Springboks, Hienas. E Foi nesse drive que consegui ver um Leopardo rs, talvez foi o mesmo no morning walk quem sabe, rs. Pra este dia a noite minha cunhada resolveu usar a cozinha do nosso quarto para fazer um macarrão (tudo comprado antes pois fecha as 22:00 e o night termina as 22:30). O Macarrão não ficava pronto nunca e para o dia seguinte tínhamos um Sunrise reservado que começava as 04:30, além da rota panorâmica e retorno para Pretória. Resumo: Terminamos de comer as 00:30 e decidimos não ir no sunrise, parte porque já tínhamos visto os big 5, parte porque iríamos dormir pouco e tinha a viagem de volta. Dia 6 05/11 Acordamos por volta das 08:00 neste dia, fomos tomar café da manhã, check-out que nada mais é que deixar a chave na recepção e fomos sentido ao Elephant Whispers nossa próxima parada. Não sem antes parar para ver mais um monte de animais e uma parada para avistar alguns pássaros em um lago específico para isso que não lembro o nome. Elephant Whispers O Elephant Whispers é um santuário de elefantes, onde eles trazem elefantes que sofreram algum dano para cuidar e onde você tem uma interação com eles, além do tour para conhecer os elefantes, interagir com ele, você pode andar com ele (em cima claro). É um parque que está listado inclusive no site do próprio Kruger, ou seja, o trabalho lá é sério. Parece que tem perto de Joanesburgo também, o que eu fui fica em Hazyview, a 1 hora aprox do Skukuza. Chegando lá, tem toda uma explicação sobre os elefantes (hoje eles têm 6), personalidade de cada um, alimentação, muita coisa sobre a anatomia dele e a interação com eles. Muito interessante. Gostei muito. Rota Panorâmica Saindo do Elephant Whispers e fomo em direção a rota panorâmica, antes uma parada em Graskop para almoçar na turistica Harries' Pancakes. Lotado de Turistas. Mas as panquecas são realmente muito boas. A Rota panorâmica tem realmente um visual incrível e imperdível, finalizando no Blyde River Canyon (Terceiro maior do mundo dependendo de onde você pesquisa rs) mais precisamente no Three Rondavels View. De tirar o fôlego. Como já era meio tarde não fizemos as cachoeiras, fomos no The Pinnacle Rock, God's Windows e Three Rondavels View Point. Todos são pagos, não vou lembrar o valor, mas era barato a entrada. Chegamos no Three Rondavels View as 16:45 e ele fecha as 17:00 podendo ficar até as 18:00, porém vi gente chegando depois das 17:00. Finalizado a Rota Panorâmica fomos rumo a Pretória, mais 400km e 4 horas de estrada, pois no dia seguinte tinha voo do aeroporto de Joanesburgo para Ilhas Maurício. De Petrória para o Aeroporto era 30 minutos, por isso preferi ficar em Pretória. Dia 7 06/11 Aproveitamos que estávamos em Pretória e fomos conhecer o Union Building, residência do presidente, baita jardim, estátua do Mandela, lugar show. Na sequência fomos para o aeroporto, devolvemos o carro e partimos rumo ao paraíso: Ilhas Maurício. Fomos de Air Mauritius, tudo tranquilo também. 4 horas de voo e mais 3 horas de Fuso. Chegamos lá, já era 19 e pouco. O transfer eu já havia reservado diretamente com o hotel. A ilha é dividida praticamente entre Sul e Norte. No meio disso, mais ou menos, fica a capital Port Louis. As principais atrações ficam na parte Sul, que é mais caro também em termos de hotelaria (pelo menos quando pesquisei) na parte sul que estão as praias Flic em Flac, Le Morne, Blue Bay, A região do Chamarel. Na parte norte além da praia que estávamos próxima Pereybere (que para mim foi a mais bonita) saia um passeio para uma outra ilha próxima Gabriel. Como eu já ia alugar um carro pensei que em se tratar de ilha podíamos ficar em qualquer canto, o mais barato, e ir de carro, porém a ilha é um trânsito ferrado, chegamos a levar 1:40 para rodar 50km. Em uma possível volta considerarei ficar na parte Sul. O hotel que ficamos é uma espécie de Resort mas bem simples, bem em conta e com uma piscina legal, quadra de tênis, restaurante e bar, tudo excelente, atendimento 1000. Alugamos o carro diretamente com eles e saiu mais barato. Outra coisa que saiu mais barato do que pesquisando pela internet foram os tours pelas ilhas próximas, dizemos 2 ilhas: um dia a famosa Ille aux Cerfs e no outro Gabriel e Flat, ambas custaram 120,00 reais por pessoa, com bebidas e almoço incluso. Bebidas no barco inclusive. O hotel que ficamos foi o Casa Florida Hotel & Spa. Recomendo. Ilhas Maurício Dia 8 07/11 Blue Bay Nesse dia pegamos o carro e fomos rumo a Blue Bay, promessa do melhor Snorkeling da ilha. No caminho passamos na praia mais próxima do nosso hotel que era a Pereybere e ali a gente já teve uma ideia do que seria aquele paraíso, que cor de água, que coisa linda, baita sol. Para quem já jogou bolinha de gude quando criança, lembra daquelas famosas leitosas? A água é daquela cor rss. Minha esposa tira sarro de mim até agora porque eu falei que era da cor da bolinha de gude leitosa, que ela não conhece, fazer o que rsss. Aproximadamente 1:30 depois chegamos em Blue Bay (Por isso o erro de estratégia ficando no Norte, se fosse no sul 30 min estava por lá, sempre que passa por Port Louis no centro é trânsito). Que lugar. Mar de vários tons. Incrível. Ainda não fui para o Caribe para comparar, então não tenho parâmetro, mas lá é o paraíso com certeza rs. Do lado direito é a parte que tem areia para a galera ficar, mais para esquerda menos areias e claro alguns hotéis e resorts fechando a praia. Ficamos lá um tempo curtindo a praia, comemos uns "salgados" que comprei em umas vans que ficam do lado 10,00 rúpias (divide por 10 para dar o real) cada salgado, muito bom. E reservei o tour para fazer snorkeling para as 15:00 o último é as 16:00. Paguei aprox 70,00 reais direto com os caras na praia. Você vai em um braco com fundo de vidro onde já vê alguns peixes, em aprox 20min já chega na parte dos corais que é onde rola o snorkeling. Correnteza forte, depois de um tempo acostuma. Vários barcos ali por perto. Ali você se sente dentro de um aquário, muito peixe, muita variedade, cara que coisa incrível. Ficamos perto de 1 hora ali maravilhados. Depois voltamos para o hotel jantamos por lá menos e tomei umas Phoenix, a cerveja da ilha. Boa também. Dia 9 08/11 Grand Bassin e Chamarel Neste dia como seria o último dia com o carro e amanheceu meio nublado optamos por ir para o lago Grand Bassin e a região do chamarel que é onde tem a montanha de 7 cores e a Fábrica de Rum. O GPS fez o caminho passando por Port Louis o que fez com que chegássemos no Grand Bassin depois de quase 2 horas. A parte dos templos é bem legal e interessante, gostei de conhecer, o lago em si apesar da representação que tem para eles, é um lago normal, cheio de macacos em volta. A montanha do Chamarel que é um morro na verdade, é bonita, mas como não estava sol, as cores não estavam vibrantes, nada espetacular, mas estava lá, fomos rs, ali tem as famosas tartarugas gigantes da ilha, umas 6, 7. Depois almoçamos na Rumeria e fizemos o tour de degustação. Para quem já fez o de vinho, cerveja, é o mesmo esquema, onde o que mais importa é beber o rum no final. Curti e comprei uma garrafa. O Restaurante é bom também, mas tem muita mosca, não achei muito caro, mas é um pouco mais caro que o restante da ilha. Ao logo desse caminho tem várias views para fazer, paradas com cachoeiras e parque nacional black river gorges, uma mais bonita que a outra. Flic en Flac Finalizamos o dia na praia Flic en Flac e vimos o pôr do sol por lá. E para finalizar com chave de ouro vimos o que devia ser 2 ou 3 golfinhos brincando ao fundo, eles não pularam, só deu para ver as barbatanas. Rumo ao hotel, jantamos ali perto de pereybere em um restaurante perto da praia, também não lembro o nome rs, mas por lá tem vários restaurante e todos com preços acessíveis. Antes de ir como não tinha muita informação achei que era um destino muito caro, fora do padrão, mas lá eu percebi que não, é mais barato que muitos lugares, reservei só 4 dias inteiros para lá, mas no final dava pra ficar uma semana de boa. Muita opção e para todos os bolsos, é só fugir do hotéis caros do Sul rs. Dia 10 09/11 Ile aux Cerfs Neste dia já sem carro tínhamos reservado o tour para a famosa Ile aux Cerfs, uma van leva a gente para a região próxima da Blue Bay (viu como a melhor opção é ficar no sul? rs) e de lá você vai de lancha ou catamarã para a ilha. Aprox 20min de lancha (que foi o que escolhemos), catamarã é mais demorado. Chegamos na ilha por volta das 10:00 com saída para as 13:30 pois de lá eles levam pra ver uma cachoeira pequena e vai para outra ilha para almoçar. A ilha é incrível, linda, várias cores. Na parte da manhã a maré está baixa e você atravessa de um lado para o outro a pé, já mais para a tarde a maré sobe, correnteza forte e só atravessa a nado. Entrei nessa parte da correnteza e me deixei levar para ver a força e fui longe rs. De lá também tem vários vendedores oferecendo passeio de parasailing. Dica: Pela internet é mais caro, Dica2: tem vários vendedores, sonde todos, o primeiro me ofereceu o tour a 200,00 reais, o que eu fiz foi 100,00 reais. E todos é o mesmo tour, porque você vai na mesma plataforma que todo mundo. O legal é o visual que você tem da ilha lá de cima. Outro item que eu avalio como imperdível. Mas a anta aqui, ao invés de ficar sentado, fiquei meio em pé, quando subi fiquei completamente em pé e com sensação que ia cair de lá de cima, mas ainda sim deu para curtir. No próximo eu já sei e me porto adequadamente kkkk. 13:30 vai para uma cachoeira do lado de lanche mesmo, que é só para encher linguiça mesmo e partimos para outro lado da mesma ilha que onde os caras já tem as mesas e o churrasco todo montado. Um churrasco muito bom, regado a cerveja, vinho, rum, refrigerante, o que você quiser, mas tem que usar o mesmo copo, se quer rum e cerveja, termina o primeiro para pedir o segundo. Finalizado o almoço ainda ficamos um pouco ali na praia com aquela cor incrível só de boa. Ali achamos umas bolinhas de golfe no mar porque tem um campo de um resort bem ao lado, além de várias Estrelas do Mar, peixes e tudo mais. Essa ilha valeu cada centavo. Port Louis A noite demos uma passada em Port Louis com a facada de 100,00 reais de taxi para ir e 100,00 de taxi para voltar. Fomos no Waterfront que tem um shopping e vários restaurantes. No Shopping as lojas fecham por volta das 17:00 os restaurantes já vão até mais tarde, mas não é Brasil rs, tudo fecha não muito tarde, assim como na África do Sul. Dia 11 10/11 Ile Gabriel e Flat Nesse dia outro tour, também por 120,00 reais por pessoa incluso bebidas e almoço. Essa ilha não estava prevista e não vi nada nas pesquisas, nas fotos eu não achei nada demais, mas minha cunhada viu um vídeo que parecia ser legal e fomos. Sábia decisão. Esse é um dos poucos passeios que sai da parte norte mesmo. O Van nos levou para a Grand Bay do lado de Pereybere. Consegue ser mais bonita que a Ile aux Cerfs. Tem um snorkeling legal também, nada comparado com o da Blue Bay, mas dá pra ver vários peixes. Nessa fomos de catamarã e o mar estava agitada, tivemos pontos de barco viking com uma galera vomitando no saquinho, mas passado isso depois de uns 45 min chegamos na ilha. De um Lado Ilha Gabriel do outro Ilha Flat, você vai de uma para a outra de lancha, os caras passam o tempo todo levando quem quer de uma para outra. Primeira parada Flat que é onde tinha o almoço e um snorkeling com correnteza feroz. Almoço do mesmo esquema da ile aux cerfs, depois de almoçar partimos para a Gabriel que era a parte mais bonita e com um snorkeling mais calmo. Nessa tem muita concha e coral quebrado na água, até cortei meu pé, quem tem aqueles chinelos ou sapatilhas de praia é bem melhor. Nessa ilha tem uma parte de areia que entra no mar e indo mais para o fundo você tem a sensação de estar andando no mar, incrível. Aliás nessa viagem usei muito as palavras surreal e incrível rs. Foi nessa que tive mais uma surpresa em um dos snorkeling vimos uma tartaruga nadando, a danada é rápida na água, mas consegui ir nadando e chegar perto dela, mais uma vez: Incrível rs. Quem viu na verdade foi um dos caras que ficam com as lanchas passando de um lado para o outro, aí fomos atrás dela para ver. Na volta eles não levam no hotel, ficamos lá na região mesmo e fomos ver um bazar que tinha por lá, já que era por volta de 16:00 e voltamos para o hotel para tomar mais Phoenix. Quando estava chegando na Ilha perguntei para o taxista: Qual a melhor praia da Ilha? Ele respondeu que era uma pergunta muito difícil pois todas as praias eram lindas. E realmente foi a conclusão que eu cheguei, não tem praia feia por lá. Cada uma com suas características. Eu particularmente achei a Pereybere a mais bonita, mas encontramos com alguns brasileiros que foram no dia que estava com tempo nublado e acharam feia, questão de gosto e também do dia que vai, o sol faz a diferença em praias. Pra mim Ile Aux Cerfs, Gabriel/Flat e Blue Bay são imperdíveis, que foram as que eu fui rs, se tivesse ido em outras entrariam também na lista de imperdíveis. Não pude ir na Le Morne que dizem ser uma das mais bonitas também. É isso aí. Ilha linda e acessível. O maior problema é claro chegar pois você precisa ir para Joanesburgo e de lá para a Ilha, o que encarece o percurso. ÁFRICA DO SUL - CAPE TOWN Dia 12 11/11 Dia de voltar para Joanesburgo e em seguida partir para Cape Town. Me parece que tem voo direto da Ilha para Cape Town, mas nas minhas pesquisas de preço não encontrei, então peguei a volta para Joanesburgo e de lá direto para cape Town. Eu havia reservado pela Kulula airlines porém saia do aeroporto Lanseria. Não tinha visto isto na compra. Ainda no Brasil percebi isso e no aeroporto ainda no dia 06/11 troquei o voo para sair do O R Tambo. Paguei mais 100,00 reais por isso e fomos de British que deve ser da mesma rede. Chegamos em Cape Town já era por volta das 20:00 pegamos outro corolla que eu havia reservado, desta vez na Hertz e fomos em direção ao hotel. O Hotel era bom e muito bem localizado, mas muito caro, esse deixei para reservar em cima da hora e tomei uma bica. Ficamos no Rockwell All Suite Hotel & Apartments. Dia 13 12/11 Table Mountain Primeiro dia em Cape e já fomos direto pra Table Mountain. Optamos por subir e voltar de Teleférico. Lá em cima é incrível, que visual, chegamos e de um lado nuvens, do outro aberto, era o que eu queria. Fizemos algumas caminhadas, vimos alguns animais, lagartos etc, foto de tudo que é jeito e o tempo foi se abrindo do outro lado também. Que lugar!!!! Kirstenbosch National Botanical Garden Na sequência fomos no jardim botânico de cape. Já fui em alguns jardins botânicos, mas pra mim o de cape é possivelmente o mais bonito (talvez empata com o do Rio, ainda não sei rs), grande, vários animais também, coruja e tudo mais. Finalizamos o dia no Boo-Kaap. Mais um daqueles estamos lá vamos, pra mim nada demais. Dia 14 13/11 Aquarium Cape Esse dia era um dia bem aguardado, em algumas pesquisas na internet eu vi que no aquario de cape town que fica no waterfront é possível fazer uma interação com os pinguins rockhopper (o cabeludindo do filme tá dando onda). Para isso é necessário reservar pela internet, você manda e-mail para eles, e só é possível 2 pessoas por dia, portanto reserve com bastante antecedência. Como estávamos em 3 pessoas, eu reservei duas para dia 13 e uma para dia 14. Cheguei no aquário e perguntei se era possível fazer os 3 no mesmo dia, a menina falou com a guia e ela disse que dava, mas o tempo total era 30 minutos para 2 ou 3 pessoas, para nós era suficiente. Primeiro conhecemos o aquário, eu curto muito aquário então para mim foi bem legal (até hoje o melhor para mim é o de Valência na Espanha) e quando foi 10:45 começa o penguin experience. Você coloca um jaleco porque os bichinhos vão cagar na sua roupa e vai pra área de encontro. Meu maior medo se tornou realidade, na hora de reservar eu pensei será que a gente entra na área que os pinguins ficam para os visitantes verem eles? ou seja, a galera vai ficar me vendo lá dentro pelo vidro? E sim, é isso mesmo, fui pinguim por um dia kkkk. A primeira instrução é: Os pinguins mordem então não puxem o braço, mão, pra não machucar, deixa morder rs, e a guia mostra a marca nos braços dela. Lá dentro a gente senta e ela vai colocando os pinguins no nosso colo, mostrando como passar a mão, onde passar, o que fazer, explicando tudo sobre eles. O primeiro que veio no meu colo, adivinhem? Me mordeu pra caramba rss. Mas não doeu nada. O segundo era um gente boa lá, que esqueci o nome também e ficou de boa no colo de todo mundo. Quando você coloca a mão entre o pescoço dele, ele se treme todo, moh barato. Não entendi o motivo, a guia explicou. Cara valeu a pena também, essa interação com os animais era o que eu procurei nesta viagem, além de vê-los queria interagir. Bem diferente. Waterfront Na sequência dessa experiência incrível ficamos pelo waterfront porque na parte da tarde teríamos Robben Island. Fomos na Roda Gigante, shoppings, eu acabei indo no Springbok Experience que é o museu da seleção de Rugby. Pra quem gosto muito legal apesar de pequeno. Almoçamos no Quai 4, porque com o ingresso do Springbok Experience você ganha um chopp lá. O waterfront é bem legal, grande, com várias lojas, fomos de dia e de noite também para jantar, 3 shoppings e várias coisas para fazer. Robben Island Nosso tour já comprado pela internet saiu as 15:00, dizem que se não comprar pela internet não consegue comprar porque é concorrido, no dia que eu fui dava para comprar na bilheteria de boa. Lá é um tour histórico né? A ilha, Mandela, Apartheid, o guia da prisão é um antigo detento. Depois descobri que tinham vários políticos da Namíbia lá também. Histórico, Imperdível. Dia 15 14/11 Dia de ir até o cabo da Boa Esperança. em torno de 80km +- até lá. No caminho passamos na praia de Muizenberg aquela das "casinhas" coloridas. Realmente muito bonita a praia e as casinhas dão um toque diferente. Aliás para todo lugar que você vai em Cape Town tem uma paisagem incrível. Na sequência fomos para Boulders Beach conhecer a famosa praia dos pinguins. Depois de estacionar e pagar a taxa de entrada você tem 2 passarelas para ir até a praia. Lugar Mágico. Muitos e Muitos pinguins Africanos dando show e valorizando nossas fotos rs. Destino Final Cape Point e Cabo da Boa Esperança. Chegamos por volta das 12:00 lá. Acredito que tenha limite de carros para entrar no parque, porque ficamos mais de 1 hora parados na fila, e a cada carro que saia liberava um. Lá dentro também estava com várias obras na pista então paramos algumas vezes. Em Cape Point estava 100% neblina, 0 visibilidade, só ouvimos o barulho do mar lá embaixo. Almoçamos no restaurante que tem por lá, comida excelente e perguntei para atendente se era sempre assim, ela me disse que com frequência aquele ponto ficava assim, não tinham como prever. Já no Cabo da boa esperança mais abaixo já estava com visibilidade boa. Um dos lugares mais bonitos que tem por lá. Voltamos pela famosa Chapman's Peak Drive, que tem pedágio de 51,00 rands. Uma estrada Cênica, lindíssima. Vários Viewpoint para você parar. No final paramos no Chapman's Peak para ver o pôr do sol. Algumas pessoas levam champagne e tudo mais, mas ficamos só vendo o pôr do sol mesmo num baita frio. Mas foi para fechar o dia com chave de ouro. Não fomos na Lion head e Signal Hill que dizem ter um pôr do sol incrível também. Dia 16 15/11 Centro e Camps Bay Começamos este dia indo conhecer algumas coisas no centro de Cape Town. Primeira parada foi o Companys Garden, bem bonito por sinal. Depois fomos na Igreja e na praça que vende os artesanatos e tal. Nada muito interessante. Finalizado essa parte, o sol já começou a aparecer e ai fomos para Camps Bay, curtir uma praia, aquela praia espetacular com vista para os 12 apóstolos. Pena a água ser congelante. Acho que é mais gelada que de Punta del Este. Hout Bay Depois de passar algumas horas por lá fomos para Hout Bay, primeiro para almoçar e depois para fazer o tour da Seal Island para ver as focas. Almoçamos um fish and chips bem gordurento mas bom ali na Hout Bay mesmo e fomos procurar de onde saia o passeio, por sorte pegamos o último horário as 16:00. O Tour leva 50 min +-, 20 para ir, 20 para voltar e 10 observando as centenas de focas que ficam na ilha. Gostei. A noite foi dia de conhecer no Mama África, 100% turístico rs, na chegada flanelinha para poder guardar o carro, 20,00 rands da vaga e 10,00 para olhar o carro, falei que os 10,00 eu pagava só depois e não paguei até hoje. Mama África Lá no Mama África pedimos mesa para 3 e a atendente falou que tinha que ter reserva que para o dia só tinha mesa para depois de 1 hora, quase falei: Só 1 hora, é porque você nunca foi para São Paulo!!! Demos o nome e fomos para o Bar, tudo meio apertado, mas não deu 20min, a bebida nem tinha chegado ainda e já chamaram para nossa mesa. Experimentei 4 cervejas artesanais de Cape Town e não gostei muito de nenhuma. Para o jantar pedimos uns espetinhos de game que são as carnes variadas deles, e estava razoável, meio sem tempero. Pedi errado Fígado de Moçambique, horrível, não gosto de fígado, errei na tradução rss, e comi também um espetacular bobotie de avestruz. Achei tudo razoável, atendimento bom, comida normal, com exceção do bobotie. Dia 17 16/11 Dia de conhecer a região das vinícolas, para este dia eu preferi reservar um tour pois o objetivo principal era beber muito vinho, claro. Reservei o tour Wine Tours Cape Town 230,00 reais por pessoa incluso: transporte, visita com degustação em 4 vinícolas e almoço. As 08:30 a Van já estava na porta do hotel e seguimos sentido Paarl e Stellenbosch a 1 hora aprox de cape town. Por volta das 18:00 estávamos de volta. Gostei muito do tour, pelo guia, pelas vinícolas escolhidas, almoço e tudo mais. Vou resumir as vinícolas que conhecemos: Fairwiew: A primeira degustação são 6 vinhos e com queijo para acompanhar cada uma delas. Backsberg: Você conhece um pouco do processo de fabricação além de degustar de 5 vinhos e 1 Brandy. O Brandy é espetacular trouxe uma garrafa, os vinhos nem sei, depois do Brandy esqueci o gosto rs. Depois desta fomos almoçar em uma outra que não me recordo o nome. Remhoogte: Essa vincula o legal é o lugar pois na frente tem uma área com vários animais, Zebras, Impalas etc. Baita vista e você degusta de 4 vinhos. Murate: Essa tem como característica ser uma das mais antigas do mundo e na área de degustação eles deixam isso bem a mostra em um lugar com várias teias de aranha milenar rs. Degustamos mais 6 vinhos. Vi que tem agora um trem que faz o esse tour, mas na época que eu pesquisei não tinha nenhuma informação. Dia 18 17/11 Este era o dia de partir para Namíbia, mas ainda tínhamos a parte da manhã livre pois só iriamos a tarde rumo a namíbia onde paramos na cidade de Oskiep a menos de 1 hora da divisa. Na parte da manhã minha esposa queria voltar em Hout Bay para ir em uma loja e comprar uma pantufa para minha sobrinha, e lá do lado tinha o World of Birds and Monkeys, como não tínhamos nada para fazer, sugeri que fossemos lá. Não era um lugar programado mas devia a variedade de pássaros que vimos na África do Sul achei que podia ser interessante. World of Bird and Monkeys and Rats/Mouse/Mice Realmente tem uma variedade muito grande, cada pássaro incrível que nunca tínhamos vistos, lugar grande, só tinha um problema, tinha rato para cacete, e eu tenho pavor de rato. Você entra em uma área que era para observar os pássaros de perto, dentro da gaiola mesmo, e lá estavam os ratos comendo a comida dos pássaros, não eram pequenos, eram gigantes. E o pavor batendo porque estava dentro do cercado. Mas eu já tinha pago, venci esse medo, ainda vi outros grandes, em algumas dessas gaiolas eu via e voltava, não dava para encarar. Foi foda. Mas vi uns pássaros e macacos que não se vê em qualquer lugar. Ainda gostaria de saber porque não matam os ratos para manter um lugar limpo. Vencido mais esta etapa fomos em um shopping na Hout Bay compramos as tais pantufas, voltamos para o hotel check out e partiu Hertz da Long Street. A Saga do Carro Na Hertz nos iriamos trocar o corolla por um 4x4, já explico o motivo do 4x4, e partir para Namíbia. Chegamos lá as 14:00, o cara me perguntou como iriamos para o aeroporto, eu falei que iriamos pegar um 4X4 ali mesmo, o cara me diz que não tem nada reservado, até aí beleza, fui lá falar com ele, o que aconteceu é que eu reservei pela internet para devolver o carro no aeroporto e pegar lá, porque a oferta de 4x4 é pequena, mas no dia que eu retirei o corolla falei para o cara que ia devolver no centro e queria pegar o 4x4 lá também, ele me disse que sem problemas, que ele ia mudar. Mas pelo visto não mudou. Por sorte tinha acabado de chegar um 4x4 e eles iam limpar. Pediu para voltar dali 1 hora. Aproveitamos e fomos almoçar do Addis in Cape, restaurante de comida etíope. Cara que puta experiência. Come com a mão e os caramba, comida bem apimentada, mas saborosa, atendimento excelente. Indico. Voltando na Hertz tudo certo, eis que eu falo para o cara: Precisa de alguma coisa para entregar o carro em Windhoek? Aí bate o desespero nos caras, porque tem toda uma papelada para o cara fazer, ele saiu gritando para outro lá que íamos entregar em Windhoek e vem outro para fazer a papelada. Nesse momento um dos caras da locadora me pergunta: Onde vocês vão dormir hoje? Eu falei: Perto de Springbok. E onde é Springbok? A mais ou menos 6 horas daqui. O cara fez umas contas e incrédulo falou: Mas você vai chegar lá as 21:00. Isso mesmo. Quase falei: Cara a gente mora em SP lá você gasta 4 horas para ir e voltar do trabalho todo dia, o que são 6 horas? Minha esposa falou que quando eu saí para ir no banheiro o cara estava preocupado que eu iria dormir no volante dirigindo 6 horas. kkkk No final do processo outro cara da locadora incrédulo vira e me pergunta: Porque Windhoek???? Eu falei: Cara a Namíbia é cheia de canyons, paisagens, dunas, desertos, por isso. Ele manda: Ahhh no Brasil não tem deserto, só tem o Cristo. kkkk Nesse momento minha cunhada estava consultando o roteiro que eu montei porque estava batendo desespero, ela pensou: Se os caras que estão aqui do lado não conhecem a Namíbia e não sabem o motivo de estarmos indo lá, onde esse cara está me levando??? Rachei o bico, mas confesso fiquei um pouco apreensivo, mas vida que segue. Com aquele caminhão que é o 4x4 nas mãos seguimos até Oskiep onde iriamos dormir. Ficamos em um puta hotel legal, com um bar mais legal ainda, e com um preço melhor ainda. A noite tomei (tudo isso pra relaxar do trampo da locadora): 1 whisky duplo, 2 congnac duplos, 3 cerveja, minha cunhada 2 whiskies duplos e minha esposa 1 drink, deu menos de 70,00 reais. Na companhia de um barman gente boa que diz já ter trabalhado na Amazônia mas não sabia o que era boto cor de rosa, ou pelo menos foi o que eu entendi hauhuahuahu. Do mais a paisagem de cape até Oskiep é sensacional, já valeu a viagem. NAMÍBIA Dia 19 18/11 Esse dia foi o dia de cruzar a fronteira. Antes algumas informações que eu peguei da Namíbia. Na Namíbia tudo que você for fazer tem uma distância mínima de 300km. A Namíbia tem quase o tamanho da Espanha e França juntos, para ter uma ideia estes dois países têm em torno de 100 milhões de habitantes, a Namíbia tem 2 milhões e meio, ou seja, é um país desértico, inclusive de pessoas, chegamos a dirigir 2 horas sem ver uma alma viva, nenhum carro, só uma tonelada de paisagem exuberantes e muitos animais selvagens em seu habitat natural. As estradas são classificadas em B, C, D, onde B: Asfalto, tapete. 😄 Terra, mas de boa, 😧 Somente 4x4. Peguei estradas C que pareciam D e D que pareciam C, rs. Para ficar mais seguro e ir mais rápido também eu preferi alugar o 4x4, já que com um carro comum já vi relatos de gente que conseguiu ir, mas aí tem que preferencialmente fazer a maior parte pelas estradas B, o que amplia muito a distância. Tem umas C e D bem chatas de dirigir, desliza muito mesmo no 4x4 e tem vários "quebra-mola" natural. Mas com o 4x4 vai que vai. Foi bem tranquilo dirigir pela Namíbia e a paisagem vale cada distância que você enfrenta. Na montagem do roteiro tínhamos a opção de ir de avião de Cape para Windoek ou entrar de carro. A maioria dos lugares estão mais próximos da capital. Etosha, Sossusvlei, Sesriem, Walvis Bay, Swakopmund, Skeleton Coast. Todos a aquela distância mínima um do outro 300km rs. Só tem um lugar que está longe de Windoek e mais próximo da África do Sul, o Fish River Canyon, e era um dos lugares que queríamos ir, por isso optamos por entrar de carro de cape. Mais uma vez: Sábia decisão. Posto de gasolina: Abasteça sempre que ver, é realmente raro, ainda mais quando você pega as C e D. Fronteira Cruzamos a fronteira, eles revistaram o carro, e não perdem a oportunidade de perguntar de onde você é, e ficar deslumbrado quando falamos que somos do Brasil. Aliás isso aconteceu na Namíbia inteira, de onde vocês são? Brasil. Aí começa o bate papo, foi realmente muito legal. Na fronteira você preenche o formulário de imigração, paga a taxa do carro (que ninguém te avisa e só te falam quando você tenta passar pelos guardas) e pronto entra na Namíbia. Fish River Canyon e o Deserto mais antigo do Mundo MAPS.ME nos ajudamos e chegamos até o Fish River Canyon. Gigante, Incrível. Não conheço o Grand Canyon, mas esse para o enquanto é o meu preferido. E o lugar me lembrou atacama e Bolívia, sem grade, proteção nem nada, roots, se quiser e conseguir descer, desça problema seu rss. Saindo do Fish River fomos para o nosso hotel no meio do Deserto o mais antigo do mundo. Puta hotel. Valeu cada centavo também. Aproveitamos a tarde na Piscina, vimos um baita por do sol e já com 5 cervejas na mente tentei me aproximar de um Oryx já que é tudo aberto mesmo por lá, por sorte ele foi mais sensato que eu e vazou rss. Ali você se sente literalmente no deserto, no meio da natureza, sem grades, proteção, nem nada. Cobra, Lagarto, Oryx, Dassies e tudo mais. Ficamos no Gondwana Canyon Village Dia 20 19/11 Neste dia tivemos o trecho mais longo da viagem, quase 600km até região de Sesriem/Sossuvlei, eu adicionei uma passada no Giants Playground e Quiver Tree Forest o que aumentou um pouco mais o tempo de viagem, mas valeu a pena, O Quiver Tree Forest é uma floresta com várias das árvores da Namíbia a Quiver, vimos muitas Dassies por lá também, ficamos pouco tempo, na entrada da desse parque tem uma placa, existem animais selvagens, entre por sua conta e risco, mais ou menos isso, lá dentro além das dassies vivas, tem as mortas também rs, vimos carcaças delas, aí vazamos, acho que por causa dos javalis. O Giants Playground são uma série de pedras "empilhadas" que tem um visual bem interessante. Não são lugares imperdíveis, mas vale como uma parada. Na sequência nosso GPS mandou ir por uma estrada C14 ao invés da B1 que parecia ser mais rápido, porém nem lembrava na hora da B ou C e segui o GPS. Valeu GPS. Que paisagem incrível. Aliás isso é uma das coisas legais da Namíbia os caminhos. A vantagem de ir pelas estradas C e D são as paisagens que você encontra pelo caminho. Neste caminho você ainda vai ver vários animais selvagens, zebras, springboks, muitos pássaros, tem até placa de Girafas, mas nós não vimos nenhuma. Cada curva que você faz é uma nova paisagem. Foi em uma dessas que paramos para tirar uma foto no meio da estrada. Parei o carro, tiramos várias fotos, depois resolvemos tirar dos 3, eu tentei ajustar a câmera com pedras, ai achei melhor pegar o tripê, ou seja, mais ou menos uns 40 minutos e nenhum carro passou. Quando ajustei o meu tripê e corri para me posicionar para a foto, me aparece um carro, voltei correndo e peguei o tripê com a câmera rs. A galera que estava no carro viu que descemos e pararam mais para frente para tirar fotos também. Não esqueçam de levar salgadinhos, água etc, porque são pouquíssimos lugares que tem para você parar e comprar alguma coisa, principalmente indo pelas C e D. Chegamos no nosso hotel já era por volta das 17:00. Aliás que lugar, no meio do deserto também, tudo aberto, Oryx rondando, piscina, bar, show. Ficamos no Desert Camp em Sesriem. É uma rede com vários tipos de alojamentos, inclusive um Lodge que fica a 5km do Desert Camp, que é onde eles têm o café da manhã e jantar. Não sei se tem almoço. Jantamos 2 dias lá e tomamos café 1 dia. Café 30,00 reais por pessoa e jantar 70,00 reais. Tudo bem farto. Mas dá para comprar o que você quiser perto da entrada do Sossusvlei, que acredito ser o lugar mais próximo ali da Região. Solitaire está a 65km +- pra ter uma ideia. O jantar no Lodge é bem servido e várias carnes de Caça (Game), Zebra, Springbok, Cervo e mais um monte de outras, além de macarrão e peixes, tudo feito na hora. O legal é o clima, claro, no meio do deserto e tudo com luz de velas. Dia 21 20/11 SOSSUSVLEI - Duna Misteriosa e Dune 45 Dia mais que esperado da viagem toda, dia de Sossusvlei e Dead Vlei. No dia anterior estávamos decidindo se íamos cedo (o parque abria as 06:20 quando eu fui e fechava as 19:20, varia de acordo com a época, no hotel já nos informaram os horários) ou mais tarde. Decidimos descansar um pouco mais e ir por volta das 10:00 para o sossuvlei, o que no final se mostrou uma decisão não muito boa, pois chegamos ao dead vlei por volta das 13:30 em um sol de 35 graus na cabeça, além do fato da baixa humidade do ar da Namíbia e o principia sem água. Na entrada do parque você paga a taxa para entrar e o cara te dá um número. É importante anotar o bendito número, na saída o "porteiro" encheu nosso saco por causa do tal número rs. Depois de entrar no parque você já começa a ver as dunas avermelhadas dos dois lados. O Destino final que é o Dead Vlei fica a 65 km da entrada, e não tem nenhum lugar para comprar nada dentro, portanto água e outras coisas já compre na entrada. Existe uma primeira Duna que paramos e eu acabei subindo que é aparentemente maior que a Dune 45 (que tem este nome por estar no km 45). Essa Duna não tem nome, não encontrei nada na internet, pra subir não é muito simples não, mas no final dá certo. Lá pelo KM 45, chega a tal Dune 45 que é um pouco melhor de subir. Para subir devo ter gastado uns 45 min pelo menos. DEAD VLEI A Saga Final do trecho é o caminho que leva para o Dead Vlei, existe os 4 km finais que somente são acessíveis de 4x4, muita areia, desliza demais. Se você não tiver de 4x4 é só parar e pegar os carros do próprio parque, parece que paga 170,00 Dólares Namibianos (que tem o mesmo valor do Rand Sul-Africano. Inclusive só levamos rand lá e é moeda quase que oficial também, cotação 1x1). Nessa parte sofremos, primeiro que não tínhamos água (pesquisa, pesquisa antes da viagem e comete esse erro, rs), segundo que tem uma placa; Dead Vlei, siga as marcas. Só que tem marca pra tudo que é lado. Tinha 2 casais indo para o lado direito e seguimos (Para ir ao Dead Vlei é só seguir as marcas mas para frente da placa rs) eles, paramos em outros Vleis que tem por lá, muito show, mas nada do Dead VLei, foi quando decidi olhar no GPS e vi que estávamos em paralelo, que a melhor opção era voltar. Resumo da História é que gastamos pelo menos 1 hora até que eu consegui encontrar o Dead Vlei. Que Lugar!!! Que energia!!! Mas foi puxado, sol do caramba na cabeça e cansados, até porque subimos as Dunas, além do horário. Por sorte um pouco antes, quando minha esposa e minha cunhada já estavam desistindo de achar o Dead Vlei (porque eu estava em outro lado procurando o lugar, subindo mais dunas para "cortar" caminho), minha esposa achou uma garrafinha de água e acreditem lacrada, caída perto de onde você para os carros, porque elas voltaram para lá para refazer o caminho. Neste momento eu já havia achado o Dead Vlei e voltei para buscar elas. A água apesar de morna nos deu gás novo para aguentar a caminhada de 20 min(no meu caso a segunda, rs). SESRIEM Finalizado este lugar mágico voltamos os 65km e eu comprei uma garrafa de 2 litros de água para cada um, que eu bebi em poucos minutos. Descansamos um pouco e partimos para o Sesriem. Um canyon diferente, vale a pena também, o legal é que você caminha dentro dele. Já vi gente caminhando com água dentro, no nosso caso estava seco com poucos pontos com água e muita pedra, espinhos e tudo mais. Apesar do calor e da quase falta de água kkkk, foi incrível, aquele lugar é realmente espetacular. Dia 22 21/11 Neste dia acordamos cedo e fomos em direção a Windhoek de onde saia o nosso voo para Joanesburgo, no caminho passamos na famosa Solitarie para tomar café e comer a torta de maça, muito boa por sinal. Mais 250km e estávamos na capital da Namíbia. A aproximadamente 15 km de Windhoek tivemos que parar o carro para uns 20 macacos atravessarem. Cena curiosa por estarmos tão próximo de uma capital rs. Paramos na Igreja central para conhecer e fomos no Museu da Independência. Bem bonito, completo e com cenas bem fortes do que foi o processo de libertação da Namíbia. Como estávamos meio em cima da hora e o aeroporto era a quase 50 min do centro, já fomos embora, a princípio não tem muita coisa para conhecer na capital. Achei bonita e bem organizada. Chegando no aeroporto devolvemos o 4X4 e mais cara de incredulidade por estarmos devolvendo um carro que pegamos em Cape Town. O aeroporto da Namíbia pelo menos no dia que fomos parecia uma rodoviária. Pequeno, ar condicionado quebrado ou desligado e com uma fila gigante para imigração. Demoramos mais de 3 horas entre o processo de despachar bagagens e passar pela esteira e imigração. Não devia ter mais de 100 pessoas na fila. Mas no final tudo deu certo, com muito atraso claro. Dia 23 22/11 Dia de voltar para o Brasil com aquela sensação que podia ter ficado mais tempo, principalmente na Namíbia. Mas o fim de uma viagem é o começo de outra. Bora trabalhar para pagar a próxima. É isso rapaziada, foi possivelmente a melhor viagem que já fiz, finalmente uma que passou ou empatou com Atacama e Bolívia rs. Quem estiver com alguma dúvida que eu possa ajudar pode mandar mensagem que eu respondo assim que puder.
  5. Em Outubro de 2016 o aplicativo do Melhores Destinos apitou no meu celular: Promoção de passagens para diversos países na África a partir de R$ 363,00 ida e volta! E dentre os destinos estava lá: Namíbia me saía por R$ 1.024,00 ida e volta com todas as taxas inclusas. Sem necessidade de visto. Não pensei muito. Nunca tinha ouvido falar do país, não sabia o que poderia encontrar lá, quais eram os pontos de interesse, a língua oficial, o clima, a condição econômica e social da população… Mas eu não podia perder essa promoção! 5 minutinhos no Google teriam que ser suficientes para saciar a curiosidade inicial sobre o país. Logo mandei mensagens para uns amigos para ver se alguém topava ir comigo. Já viajei sozinha algumas vezes, mas sendo mulher e com cara de adolescente, fiquei com pé atrás de ir sozinha para o continente africano. Na hora o Thiago Cunha topou. Ele também não tinha ideia de que país era esse, de quanto a viagem poderia custar e o que esperaria por ele lá. Na verdade, ele nunca tinha feito um mochilão na vida. Mas sendo doido como ele é, topou sem pensar duas vezes. Afinal, quando se trata de promoção de passagem por esses preços, temos que tomar decisões rápidas e às vezes por impulso, rs. E durante a viagem toda ele foi sensacional na tarefa de puxar conversa com os locais, conseguir dicas, histórias e até lições de como falar a língua Khoekhoe, apelida de “click language”, tornando a viagem ainda mais rica e a vivência daquela cultura ainda mais imersiva! Com as passagens compradas, lá fui eu fazer uma das coisas que mais gosto: pesquisar e montar o roteiro! De fato, o processo foi cheio de altos e baixos: aquelas fotos maravilhosas do Deadvlei que o Google me mostrava enchiam meus olhos e me empolgavam ainda mais. Mas a falta de informações detalhadas na internet de como se deslocar entre os pontos de interesse de forma barata e independente (sem contratar pacote de agência) foram muitas vezes frustrantes e desanimadoras. Confesso que cheguei a cogitar desistir da viagem mais de uma vez. Maaaas, procurando na internet por outras pessoas que tivessem comprado a mesma promoção, criei um grupo no facebook para trocarmos dicas de roteiro e achar companhias de viagem. Assim cada um poderia se juntar com as outras pessoas que compraram as mesmas datas para alugar um carro juntas e dividir os custos da viagem. E foi assim que eu conheci a Marília Mendes. De Goiânia, foi a terceira integrante dos nosso grupo. Super paciente, parceira, tranquila, ela acabou sendo a motorista da viagem! E que motorista! Mesmo com um carro simples 4x2 (um Toyota RAV4), em plena temporada de chuvas na Namíbia, percorrendo 3 mil quilômetros nas estradas tortuosas de pedregulhos, por por entre cânions, tempestade de areias, e rios que ressurgiram por causa de um temporal depois de 3 anos sem chover no deserto, nós não furamos nenhum pneu, não rachamos o para-brisa e sequer arranhamos o carro que estava novo em folha! Mas confesso que atolamos. Não só uma, mas 4 vezes! E uma delas foi no meio de um desses rios no deserto. Se não fosse quase 30 namibianos empolgados que prontamente entraram no rio e nos ajudaram a desatolar, acho que não teríamos saído de lá de jeito nenhum. Que povo parceiro, de coração aberto e disposto a estar junto e ajudar o próximo! Mas essa história fica para depois… E assim 3 meses se passaram. Trocando ideia com o pessoal que encontrei pela internet, enfim montei um roteiro e arrumei as malas! A partir de agora, vou contar um pouco dessa roadtrip de 10 dias pela Namíbia. Foi um país incrível, com paisagens maravilhosas, uma história rica, um povo acolhedor, uma cultura ancestral e um aprendizado constante. Mas de fato, o que realmente fez a viagem foram as pessoas que conheci pelo caminho! Foi ótimo conhecer na estrada o pessoal do grupo do Facebook e trocar dicas de roteiro e histórias de viagem, dividir risadas e a empolgação de desbravar um país desconhecido e inesperado! Sem esquecer, é claro, dos namibianos descendentes do povo Damara, que abriam um sorriso no rosto sempre que falávamos que éramos brasileiros, e que nos ensinaram pacientemente sobre a sua história e seu idioma nativo apelidado de “click language”. Voltei com a certeza de que o continente africano é muito rico e com a vontade de voltar em breve. Botswana, Victoria Falls, Tanzânia e Madagascar já estão na minha bucket list. Com certeza foi uma das melhores experiências da minha vida! (viajar sempre é, rs) E que venham mais promoções de passagem! Em breve o diário de bordo dessa viagem!
  6. Olá! Vou escrever um pouco sobre minha viagem de lua de mel para a Namíbia. Muita gente tem me perguntado sobre o país e como funciona o turismo na região. Vou compartilhar um pouco sobre minha (maravilhosa) experiência no país. A primeira coisa que sempre nos perguntam é por que escolhemos a Namibia. Sempre gostamos de viajar, e gostamos de destinos exóticos e de aventura, não podia ser diferente na lua de mel. Inicialmente nossa escolha era Tanzania e Quênia, mas os preços exorbitantes nos levaram a procurar outras alternativas. Bem nessa época em que estávamos decidindo o destino assisti um documentário sobre a Namibia, e na hora que mostrei pro Otavio a nossa decisão foi tomada. Apesar de ser um destino bem mais em conta que a Quenia e Tanzania as ofertas são bastante variadas: de hostel a resorts de luxo. A gente sempre viajou com dinheiro bem contado e economizando no que dava, principalmente hospedagem e comida. Na lua de mel resolvemos fazer uma viagem um pouco mais elaborada, para evitar os perrengues de viagens econômicas, então selecionamos hotéis um pouco mais confortáveis. Coincidentemente, poucas semanas após nossa decisão de conhecer a Namibia conseguimos uma passagem em promoção para lá. Pagamos 2 mil reais cada na passagem (SP-Windhoek). Vou contar o dia a dia da viagem com fotos para que possam entender como é viajar para lá. O país vive basicamente de turismo, então fomos sempre muito bem tratados e muito bem servidos. As pessoas são bem simpáticas e alegres e a cidade super limpa e bem organizada. Uma das coisas que mais nos impressionou é o tanto que o país é vazio. A Namibia é o 2º país menos povoado do mundo (perde apenas para a Mongólia), ou seja, é raro encontrar pessoas foras dos “grandes” centros urbanos. Na estrada viajávamos muitos e muitos km sem que uma alma viva aparecesse. Até as cidades consideradas grandes eram bastantes vazias e pouco movimentadas, algumas com pouca dezenas de habitantes. Então, precisávamos sempre estar preparados para algum imprevisto, já que a possibilidade de pedir ajuda para alguém na estrada é remota. Sobre o clima: Muito calor! Durante toda nossa estadia fez bastante calor (cerca de 35oC) e muito sol. O sol nasce cedinho e o por do sol era por volta de 10h da noite, sempre muito forte, o que praticamente nos impedia de realizar algumas atividades (especificarei no dia a dia da viagem). Junto com o calor a seca. Muito raro encontrar alguma fonte de água por lá. Nos hotéis no meio do deserto o abastecimento de água se dava por meio de poços artesianos, o que faz da água um item raro e caro. O sol + areia + seca da ao céu uma cor bastante peculiar. O ceu da Namibia, exceto na região costeira, é cinza, como vocês irão perceber em algumas fotos. Sobre a questão dos preços. O dólar namibiano (NAD) tem o mesmo valor que a moeda sul africana, e na época que viajamos 1 NAD = 0,24 reais. Achamos os preços no geral um pouco mais barato que o Brasil, mas o que nos chamou a atenção é que não nos sentimos explorados lá, a variação de preço era pequena (Ex: uma garrafa de cerveja na capital Windhoek era o mesmo valor de uma garrafa de cerveja em um hotel completamente isolado no meio do deserto). Bom, vou contar melhor como foi cada dia da viagem com fotos, para que vocês tenham uma ideia melhor da nossa experiência na Namibia. DIA 1 Dia de aeroporto e voo. Voemos com a South African, saindo de SP, fazendo escala em Johannesburg e com destino final Windhoek (capital da Namíbia). Vale lembrar a todos da obrigação do certificado internacional de Febre Amarela para quem vai para a áfrica. O Otavio esqueceu o dele e tivemos muita dificuldade para embarcar (só conseguimos por que a escala na Africa do Sul era pequena e na Namibia é recomendado mas não obrigatório). Em nenhum desses países é necessário visto para brasileiros. DIA 2 Chegamos em Windhoek por volta de 11h da manhã do horário local, mas demoramos 3 horas para passar na imigração. Totalmente desorganizado e sem fila. Ficamos em pé no meio de uma multidão apertada em um espaço pequeno por 3h até que conseguimos passar e finalmente começaríamos a nossa viagem! A oferta de taxi é grande no aeroporto, e como a fila para trocar o dinheiro estava grande e a gente estava cansado acabamos acertando com um taxista em dólar americano mesmo, ele nos cobrou 20 USD do aeroporto até o nosso hotel, que era no centro. Ficamos hospedados no Hilton, um hotel completo e confortável, com um rooftop com uma vista bem bonita da cidade e das montanhas ao fundo. Deixamos as coisas no hotel e fomos dar uma volta na cidade para conhecer e comer algo. Windhoek é uma cidade de 350 mil pessoas, a maior do país, e é super organizada, limpa e moderna, nossa primeira impressão foi super positiva! Voltamos logo para descansar e aproveitar a piscina e o rooftop do hotel. Jantamos no próprio hotel. DIA 3 Acordamos, tomamos um café super completo e fomos andar no centro para resolver algumas coisas: trocar dinheiro (1 USD = 12,4 NAD), comprar chip com internet para o celular (270 NAD com 1,5 GB), fazer um supermercado básico e pegar o carro que já tínhamos reservado pela internet. A reserva do carro para os 11 dias de viagem foi 714 USD, não pagamos nenhum seguro ou nada a mais que o oferecido, o carro foi alugado na Hertz. Voltamos para pegar as coisas no hotel e iniciamos nossa roadtrip pela Namibia. Paramos ainda em Windhoek para almoçar (Joe’s beerhouse: bom ambiente e boa comida, a conta ficou em 140 NAD). Seguimos em direção a Outjo, que fica a 3h de Windhoek. A estrada é toda asfaltada, bem conservada, super vazia e praticamente uma linha reta do início ao fim. A única coisa que achamos perigoso foi os animais na pista, essa região tem muito javali, e eles ficam na beira da estrada, as vezes vimos alguns atravessando, então tem que ter muito cuidado. Além do javali vimos muita galinha d’angola e macacos na beira da estrada. Outra consideração importante é que na Namíbia é mão inglesa, o que leva um tempinho para acostumar. Dormimos em hotel simples nas proximidades de Outjo (Ijaba Lodge), jantamos por lá mesmo. Joes Beerhouse DIA 4 Acordamos entusiasmados para chegarmos ao hotel que era o ponto alto da viagem: Mowani Mountain Camp. A estrada de Outjo até o Mowani é totalmente deserta. Passamos apenas por 1 cidade no meio do caminho, chamada Khorixas, onde abastacemos (1/2 tanque de diesel = 400 NAD). De Khorixas até o Mowani a estrada é de cascalho, o que prolongou um pouco a viagem. Grande parte das estradas da Namibia são de cascalho, o que leva a muito acidentes com pneu furado ao longo do caminho. São inúmeros restos de pneu que a gente via durante os percursos e várias pessoas com esse relato de ter que parar na estrada para trocar o pneu do carro, o que não poderia ter sido diferente com a gente. Após quase 4 horas na estrada finalmente chegamos ao paraíso tão esperado, o Mowani. O lugar é mágico e maravilhoso, completamente isolado de qualquer tipo de civilização. Ao chegarmos lá fomos recebidos como reis! Descansamos um pouco, almoçamos e as 15h partia nosso primeiro passeio, para conhecermos um pouco mais da região. O passeio foi no próprio jipe do hotel, com mais 3 casais. Visitamos a Burnt Mountain (uma montanha formada por lava vulcânica), o Organ Pipe (formação rochosa que lembra um órgão) e por ultimo o Twelfelfontein (sítio arqueológico com pinturas rupestres da idade da pedra, muito legal!). O passeio todo durou 3h. Quando voltamos notamos que o pneu do nosso carro (que estava no estacionamento desde que chegamos) estava furado! Felizmente notamos ainda no hotel, e os próprios funcionaram se prontificaram a ajudar. Eles arrumaram o pneu furado para gente, não cobraram nada, demos uma gorjeta e muitos agradecimentos. Depois da situação com o carro resolvida fomos jantar e dormir. DIA 5 Acordamos cedinho para fazer o Elephant Drive. Saímos do hotel as 7h com um grupo de mais 5 pessoas no jipe do hotel. Durante o caminho fez muito frio, pois era cedo e o carro é todo aberto, mas o próprio hotel disponibilizou mantas para todo mundo. Dirigimos cerca de 40 minutos até chegar no local onde os elefantes normalmente estão. Ficamos absolutamente encantados com a beleza e grandiosidade dos elefantes africanos. Encontramos vários dele, livres na natureza, comendo, andando e descansando. Foi muito legal, ficamos algum tempo lá, observando cada passo deles. Depois de um tempo fomos para um lugar mais afastado um pouco para a gente poder comer e levantar (na área perto dos elefante não pode sair do carro). O guia levou um café da manhã para a gente, com leite, café, chá, pão e bolo. Depois de alimentados fomos para outro canto em busca de um elefante macho que foi visto na manhã anterior. Depois de cerca de 30 min no jipe, com uma paisagem deslumbrante avistamos o elefante. Era um macho bem grande, estava sozinho, lindo! Durante o passeio o guia ia ainda parando em vários lugares para nos contar sobre a cultura, sobre plantas e animais que apareciam no caminho. Voltamos para o hotel por volta de 13h, super satisfeitos com o passeio. Almoçamos e de tarde ficamos na piscina do hotel, que é uma delícia! O jantar foi servido no início da noite (pagamos o pacote com todas as refeições incluídas). DIA 6 Últimos momentos no Mowani! Acordamos cedo para aproveitar um pouco mais a piscina e a vista do hotel. Por volta das 10h partimos rumo a Swakopmund. A viagem durou mais de 5h, com direito a pausa de quase 1h para almoçar em Uis e pausas para fotografar a estrada. Paramos em uma barraquinha na beira da estrada para comprar souvenir de umas mulheres da etnia Himba, um dos povos nativos da região. Os himbas são na grande maioria bem pobres mas super alegres, as mulheres e crianças ficaram super feliz com a nossa parada e dançaram para a gente, muito legal. A estrada tem trechos de quase 100km em linha reta, no cascalho e sol escaldante, sem aparecer nenhuma alma viva. Chegamos em Swakopmund por volta de 16h. Nos ajeitamos no nosso hotel, o Swakopmund Luxury Suites e fomos jantar. Comemos no Secret Garden Bistro, um restaurante agradável, com comida maravilhosa e com preço justo (1 pizza média = 90 NAD). Depois do jantar passeamos um pouco na cidade, que é bem fofa, toda alemã, e fomos dormir. O hotel é muito limpinho, confortável e bem localizado, recomendo! DIA 7 O nosso hotel não servia café da manhã mas nos dava um cupom de 100 NAD pra cada para comer em alguma das lanchonetes conveniadas. Fomos no Village Café, que vimos muitas referencias na internet. Nos amamos lá. Comida muito bem servida e boa. Fomos então para Walvis Bay, cerca de 40 min de carro, a cidade na qual iriamos fazer o passeio no deserto. Fomos direto para a nossa agencia, e depois de um pouco de atraso nosso passeio para Sandwich Harbour começou (1350 NAD pp). No carro estava o guia, nós 2 e um casal espanhol que também estava na lua de mel. Foram cerca de 20 min até a entrada do parque, lá paramos para calibrar o pneu e começamos o tour. O passeio incluía muita adrenalina, com o carro fazendo várias manobras em alta velocidade nas dunas de areia. O local é muito lindo, o encontro do deserto com o mar! Encontramos ainda vários animais no meio das dunas (springbok, chacal, avestruz). O passeio durou cerca de 4h e valeu muito a pena. Voltamos para o nosso hotel em Swakopmund e tomamos um banho rápido para conseguir chegar a tempo do por do sol no píer, que é lindíssimo. Jantamos no mesmo restaurante do dia anterior, de tanto que gostamos. A conta foi 260 NAD (comida + bebidas + sobremesa), o que corresponde a 45 reais! Voltamos a pé para o hotel e fomos descansar. P.S.: Walvis Bay foi o lugar melhor e mais barato para comprar souvenir em toda a viagem. DIA 8 Acordamos e tomamos café no hotel Anton (do lado do nosso hotel, nosso voucher de café da manhã valia lá também). As 09:30 demos início a nossa jornada até Sesriem, a porta de entrada para o Namib-Naukluft National Park. Paramos várias vezes para fotos. Paramos também em uma fazenda que custei a achar informações sobre ela na internet. Eu vi uma foto uma vez que achei lindo e eu e o Otavio ficamos horas na internet pesquisando sobre que lugar era aquele e como chegar, até que descobrimos que o tal local era propriedade do “Boesman”, um fazendeiro local. Pesquisamos bastante o caminho, e descobrimos que a entrada fica no meio da estrada, poucos km antes de Solitaire, na entrada tem um plaquinha com os sapatos dela, da esposa e das filhas dependurados, logo após a placa do Trópico de Capricórnio. Entramos e encontramos com ele, a esposa japonesa e as 2 filhas. Eles tem um camping no local, mas que estava vazio no dia. Eles são uma família muito interessante. No momento que chegamos fomos super bem recebidos, e ao ver nossa curiosidade ele fez questão de contar muitas histórias sobre ele, a família dele e o país. Em um mapa antigo da região ele nos contou várias curiosidade. Foi um bate papo muito interessante, recomendo quem estiver fazendo esse percurso passar por lá. Compramos uma água e umas lembrancinhas para ajuda-lo e seguimos viagem. Paramos para almoçar em Solitaire, parece uma cidade grande no mapa mas quando chegamos a cidade era composta por 1 hotel, 1 posto de gasolina, 2 lanchonetes e 1 borracheiro (que tem em todo canto). Fizemos um lanchinho por lá e seguimos para Sesriem. No meio do caminho, num sol escaldante de 40o C encontramos 2 senhoras americanas pedindo ajuda para trocar o pneu do carro. Elas alugaram o carro e não conferiram os equipamentos e as ferramentas para troca de pneu vieram erradas, não encaixavam! Eles estavam desesperadas pois já estavam no sol há algum tempo e não passava ninguém para ajuda-las. Oferecemos água e encontramos um carro que estava indo na direção oposto, sentido Solitaire, que foi pedir ajuda para os borracheiros e tantar falar com o seguro delas (o celular não pega na estrada). Após um dia inteiro na estrada muito árida, com trechos de cânions, muitos oryx e até cavalos selvagens chegamos no em Sesriem por volta das 16h. Abastacemos (48L = 515 NAD) e fomos do check-in direto aproveitar a piscina. O hotel “Le Mirage” é realmente um pedaço de paraíso no meio do deserto. Um local bem tranquilo, com uma piscina, quarto rústico e espaçoso e rodeado de um imenso deserto. Jantamos no próprio hotel e fomos dormir. Quase todos os locais lá são de difícil acesso e fica complicado sair para comer em outros lugares, por isso é importante se programar para fazer as refeições nos locais de hospedagem. DIA 9 Inicialmente tínhamos programados de fazer o tour no Sossusvlei com o hotel, mas o passeio tinha esgotado então resolvemos ir por conta própria, e foi a melhor coisa! Saímos cedinho do hotel (por volta de 6:40, mesmo horário que partem os passeios) e chegamos no parque ainda com o sol nascendo. O parque abre as 7h, pegamos um pouco de fila para conseguir entrar (80 NAD pp) e seguimos a estrada para subirmos a duna. O parque inteiro só tem 1 rua, bem longa e com várias paradas, mas não tem como se perder. A duna mais famosa que tem no parque é a Duna 45 (fica no km 45 a partir da entrada do parque), que é e a mais alta, mas nós paramos na Duna 40 mesmo (é bem mais vazia). Subimos até o topo dela! Foi bem cansativo e muito quente, demoramos cerca de 1h para chegar até o topo, e o que amenizou um pouco o cansaço foi a paisagem maravilhosa. Após muito tempo admirindo o local descemos e fomos para o famoso Deadvlei (km 60). Lá na entrada tem um estacionamento bem grande de onde partem vários transfers para o deadvlei. O caminho é de areia e precisa de um 4x4 para conseguir atravessar. Deixamos nosso carro e pegamos o transfer (150 NAD i/v pp), que sai toda hora. Chegando no ponto final do transfer é preciso andar mais 1km até chegar no deadvlei, o que foi bastante difícil, pois é areia quente, com sol escaldante e sem nenhuma sobra. Estava fazendo 40oC. Valeu muito a pena, o local é cinematográfico. As árvores permanecem intactas há mais de 800 anos, quando uma duna mudou de local e secou o rio que passava por ali. Com o calor e falta de umidade as árvores viraram “fósseis” e não sofrem decomposição. Fizemos o caminho inverso com ainda mais dificuldade devido ao calor mas muito satisfeitos. Almoçamos na portaria do parque e voltamos para o hotel. Chegamos lá quase 15h e passamos o resto do dia na piscina. Jantamos e dormimos cedo. DIA 10 Acordamos mais um dia super cedo para o passeio de balão. Eles nos pegaram no hotel as 06:45 e fomos direto para o local onde o balão nos esperava. Nosso balão tinha 16 pessoas (4 em cada cesto) + o piloto, um australiano muito experiente e divertido. O voo durou pouco mais de 1h e foi muito legal! Eu morro de medo de altura mas fiquei super a vontade no balão, apesar da altura o voo é bem calmo e suave, a imagem maravilhosa e podemos observar muitos animais pelo alto, principalmente oryx, que tem muito na região! Nos pousamos e fomos direto para uma café da manhã que nos esperava no meio do deserto, com direito a brinde de espumante e conversa com os outros turistas (a maioria é alemã, holandesa, belga e americana). Apesar de caro eu achei que valeu muito a pena o passeio! A única dica que eu tenho é de levar um chapéu, touca ou algo para cobrir a cabeça, pois o calor do fogo queima muito. Eles nos levaram de volta ao hotel, onde fizemos check-out e pegamos estrada rumo a Windhoek. Chegamos lá as 15h e fomos comer de novo no Joes Beerhouse, que é no caminho e já conhecíamos. De lá fomos para o nosso hotel, que é na estrada já saindo da cidade. Ficamos hospedados no “Immanuel Wilderness Lodge”, uma propriedade de um casal alemão. O hotel é simples mas aconchegante, mas não vale a pena para quem quer conhecer Windhoek pois é um pouco longe. Ficamos lá justamente pois no dia seguinte iriamos seguir viagem. Jantamos lá mesmo e fomos dormir. DIA 11 Tomamos café e as 9h seguimos viagem rumo ao nosso último destino, o Etosha. Paramos para abastecer (550 NAD) e após 4h de estrada reta chegamos no nosso hotel! Nós escolhemos o Etosha Village, que é pertinho da entrada do parque e é bem estruturado, junto a natureza e confortável. Tivemos um problema com o chuveiro do nosso quarto mas logo foi resolvido. Comemos por lá mesmo, um buffet com muita variedade que já haviamos reservado antes. DIA 12 Tomamos café cedinho e as 06:45 nosso full day tour partia para o Etosha National Park (1200 NAD pp) com mais 7 pessoas. Vimos girafa, elefante, suricate, avestruz, milhares de springboks e zebras, cheeta e leões! Vimos uma leoa deitada descansando do lado de uma carcaça de zebra, vimos lagoas repletos de animais em harmonia, de várias espécies e o mais legal de tudo, vimos um casal de leão acasalando! Eles estavam há cerca de 5 metros da gente, foi incrível! Na hora do almoço nosso guia nos deixou em um hotel em Okoakuejo onde almoçamos (210 NAD pp, buffet) e visitamos um waterhole lá perto com muitos e muitos animais, inclusive um família inteira de elefantes. De tarde continuamos o nosso tour, vimos mais girafas e leões, soltos na natureza. Voltamos para o hotel cerca de 18h, super satisfeitos com aa experiência de safari. Não conseguimos ver rinoceronte, mas o nosso guia disse que, infelizmente, por causa da caça eles são raros e difíceis de serem vistos. O dia foi cheio e cansativo, fomos direto comer e dormir. DIA 13 Dia de iniciar nossa jornada de volta. Saimos do hotel rumo a Windhoek, mas paramos em Outjo e outra cidadezinha vizinha para comprar souvenir e por volta de 15h chegamos no local combinado para devolver o carro. O processo todo foi super rápido e sem complicação. Pouco tempo depois já pegamos um taxi e fomos para o nosso hotel para a ultima noite. Ficamos em um hotel bem arrumadinho e com funcionários muito simpáticos e prestativos, o MonteBello Guesthouse, o único porem é que fica em um bairro residencial, não tem comércio próximo. Pedimos então uma pizza por telefone e fomos dormir. DIA 14 Nosso voo saía cedinho. Combinamos com uma empresa de táxi de nos buscar as 04:00, mas o cara não apareceu e não conseguimos falar com ele. O segurança do hotel então conseguiu outra pessoa para nos levar e chegamos no aeroporto sem problemas. De lá seguimos para Johannesburgo, São Paulo e por fim BH! Bom, espero que tenha esclarecido as principais dúvidas de quem planeja viajar para lá. Como não conseguimos informações com tanta facilidade resolvi escrever para quem precisar de dicas e informações. Estou a disposição para eventuais dúvidas. Uma ótima viagem a todos!
  7. Vou compartilhar este relato, pois quando resolvi fazer este roteiro não encontrei muitas informações sobre a parte de Zanzibar. Então, Senta aqui, que agora vou contar o causo de quando meus amigos decidiram ir pra África e me convenceram que seria uma boa ideia. Vamos lá. Eu havia voltado de um intercâmbio/ano sabático na Itália em setembro, sofrendo por não ter conseguido bolsa de estudos pra cursar o mestrado que eu queria, sem rumo na vida. Eis que aparece aquela promoção louca na Black Friday: São Paulo — Johanesburgo por 700,00 (mais taxas, claro). Qual o melhor jeito de esquecer uma viagem? é fazendo outra viagem. Entrei nessa com meus dois amigos de escola, o menino Rafael e o menino Matheus. Decidindo o Roteiro Compramos a promoção que era para 15 dias, saindo de São Paulo com uma conexão em Angola. Moramos próximo a Porto Alegre, e queríamos que o primeiro destino fosse Windhoeck, Namíbia. Só nessa brincadeira seriam 4 vôos e um dia perdido em conexões. Tudo bem até ai, não fosse o pequeno deslize de termos errado na planilha o horário saída do último voo (Johanes- Windhoeck) que nos deixou com uma conexão de 45 minutos em vez de 3 horas. Nunca na história desta indústria vital corremos tanto para pegar um avião! Cruzamos o aeroporto de Johanesburgo em 10 minutos, passamos pela imigração, que estava totalmente vazia, e chegamos 3 minutos antes de encerrar o embarque. Namíbia — Sossusvlei, Deadvlei, Sesriem Optamos por alugar um carro na capital, e sair cedinho até o deserto para pegar o nascer do sol e ver a coloração das dunas nesse horário. Conseguimos? Não. O que você precisa saber sobre Windhoeck, é que mesmo sendo uma cidade grande e bem desenvolvida, suas lojas, restaurantes, shoppings fecham as 17:00. Nós nos atrasamos porque ficamos brincando na wifi do hostel e não conseguimos trocar dinheiro e nem comprar comida para passar o dia no deserto. Por sorte encontramos uma loja de conveniência aberta, onde compramos água, pão e manteiga de amendoim, que foi nossa comida por muitos dias. Saímos as 3:00 da manhã de Windhoeck em direção a Sossusvlei, as estradas são bem asfaltadas e sinalizadas até a metade do caminho, depois começam os trechos de estrada de terra, mas nada muito complicado. Nosso plano era chegar até o parque, e lá você pode pagar por um transfer, uma 4x4 estilo safári com um motora mais louco que o Marco Véio que te leva pro Deadvlei. Até lá, não é preciso alugar um carro 4x4. Pelo caminho encontramos, corujas desconfiadas, um moço pedindo carona no meio do nada, zebras, muitas zebras, gnus, oryx (esse bicho é um amor), babuínos, veados e mais zebras. Primeira parada: Solitaire Uma cidade fantasma que deve ser onde o Eustácio a Muriel e o Coragem devem morar. É o único ponto no caminho até o deserto com posto de gasolina, então é parada obrigatória. Aqui começaram os perrengues, nosso carro deu problema, o porta-malas resolveu que não ia mais fechar. Um senhor muito simpático que trabalhava na oficina ali perto do posto consertou para nós, sem cobrar nada. Segunda parada: Deadvlei Tão incrível ao vivo quanto as fotos que tínhamos visto na internet. Mas haja caminhada até as bonitas das arvores. O guia nos deixou na estrada e era uma caminhada de 20 minutos em linha reta até o vale, só que no sol do meio dia do mês de fevereiro parecia nunca terminar. Ultima Parada; Canyon Sesriem Me senti dentro das filmagens de Mad Max (inclusive acho que algumas cenas foram realmente gravadas aqui). Dormimos em Rietoog, num camping onde não tem nada para visitar por perto, mas tinha o céu mais estrelado que eu já vi na vida! Devolvemos o carro no dia seguinte de volta a capital e pegamos um voo para Cape Town. O trajeto até lá já foi maravilhoso pois vimos o contraste das cores do fim do dia e a Table Mountain pela janela do avião. Nosso plano aqui era conhecer Cape Town e novamente de carro, fazermos a Gardens Route, uma das rotas mais bonitas da África do Sul. Cape Town me surpreendeu demais! A cidade é bem organizada e as estradas são de dar inveja a qualquer outro país, muito bem cuidadas e sinalizadas. Reservamos dois dias para conhecer o básico da cidade, o que foi pouco tempo em minha opinião, mas quem tem que voltar pro Brasil pra trabalhar as vezes tem que cortar um pouco do roteiro. Visitamos apenas o básico, começando pela Boulders Beach, a famosa prainha dos pinguins simpáticos. Passamos pelo Cabo da Boa esperança que tem uma vista linda da baía, e aproveitamos uma praia de Água cristalina e geladíssima, a Scaraborough Beach. O dia seguinte foi reservado para subir a Table Mountain e conhecer um pouco do centro da cidade. Na manhã seguinte, acordamos cedinho e fomos para a Gardens Route. Neste post do meu blog, tem todas as informações de como fazer este percurso e quais são as principais paradas, mas vou listar aqui algumas delas: Agora é hora da pérola da viagem, pegar um voo em Port Elizabeth até Dar el Salaam, na Tanzânia para seguir até Zanzibar. Infelizmente não deu para conhecer todas as belezas da Tanzânia e nos limitamos apenas a cidade que seria nossa conexão com aquele paraíso de praias quase desconhecidas. O voo é num "teco teco" minusculo e leva apenas 30 minutos até a ilha, só havia eu e meus dois amigos de turistas naquele voo, acredito que a maioria opta por ir de Ferry, para aproveitar a vista. Zanzibar: Stone Town - Nungwi - Kendwa e Uroa Stone Town é a cidade principal, onde tem o pequeno aeroporto, e muitos mas muitos mercados de temperos! A vibração do local com as cores é demais! As mulheres usam roupas extremamente coloridas, influência do hinduísmo pelo que li. Causamos total espanto ao pegarmos um "dala-dala" o transporte público da ilha, que consiste numa jardineira ATOCHADA de gente, carregando desde baldes leite, cachos de banana a até pilhas de casca de arvore secas. Pouquíssimas pessoas falam inglês, mas um rapaz que consegui conversar me explicou que nenhum turista vai para as praias no transporte público, eles optam por pagar até 50 dolars por um motorista particular. Mal sabem eles que perdem uma experiência por puro preconceito. Gostaram tanto de nós naquele dala-dala que uma senhora simplesmente jogou a filha dela em nossos braços para fazer uma foto. Primeira parada: Nungwi Beach Pelas ruas você desfruta da companhia das crianças curiosas e de muitas cabras e galinhas soltas. O motorista do dala-dala ainda chocado com nossa presença, foi chamar o sobrinho que arranhava o inglês para nos guiar até o hostel. O dono do hostel é uma celebridade local, e aquele garoto estava tão contente de praticar o inglês dele que dava gosto até de falar sobre futebol. Nungwi não é uma praia turística, então os resorts ainda não se apoderaram da praia. Fizemos um passeio de barco e snorkel em alto mar por preços muito baixos, algo em torno de 15 dolars, graças aos contatinhos do dono do hostel. Kendwa é linda, mas já é bem turística. Depois de 3 dias neste pequeno paraíso partimos para Uroa Beach. Uroa tem hospedagens muito baratas por não ser uma área propícia para mergulho, devido a quantidade de algas na praia. E quando a maré baixa, você pode caminhar quilômetros a dentro do mar, e ver os locais colhendo as algas para vender. Cuidado com a maré! Ela sobe em questão de minutos, é muito normal ouvir historias de pessoas que ficaram ilhadas. Fiquei 5 dias na ilha, mas meu conselho é: reserve uns 10 dias, para conhecer a parte sul da ilha, onde ela muito boa para esportes aquáticos. Converse com os locais, eles amam o Brasil e são muito simpáticos. Ah, e não esqueça, você vai ouvir muito a famosa fala do Rei Leão "Hakuna Matata", saudação local que significa "sem problemas". Realmente, quem vai encontrar problemas aqui? Ao todo foram 16 dias 2 só de ida e volta 3 dias na Namíbia 2 dia em Cape Town 2 dias na Gardens Route 1 dia em Dar el Salaam 4 dias em Zanzibar Mais informações sobre as hospedagens que eu fiquei neste roteiro, e mais curiosidades sobre a ilha, você pode ver aqui: Momentos de Mochila Meu Instagram: @momentosdemochila
  8. Cortamos a Namíbia de norte a sul e mostramos aqui o que ver e fazer no país. Um país único, com atrações incríveis e paisagens surreais! Veja aqui tudo que você precisa antes de embarcar numa viagem pela Namíbia: O que fazer na Namíbia: atrações imperdíveis Orange River O mais longo rio da África do Sul, que faz fronteira com a Namíbia. Se você pretende entrar na Namíbia por terra, vindo da África do Sul, dê uma passada por esse rio, que é ótimo para canoagem. Fish River Canyon O Fish River Canyon é o maior cânion do hemisfério sul, localizado ao sul da Namíbia. Ele é o segundo maior cânion do mundo, perdendo apenas pro Grand Canyon, no Arizona. São 160km de comprimento, alcançando 27km de largura e 550m de profundidade em alguns pontos. Toda essa paisagem rochosa se divide em uma série de falésias, por onde passa o rio Fish River. Sossusvlei – deserto da Namíbia O deserto da Namíbia é tido como o mais antigo do mundo, aproximadamente 43 milhões de anos. Formado por planícies e dunas que se estendem ao longo de toda a costa. É na parte central do deserto que fica o Namib-Naukluft National Park, o maior "game park" da África. O Namib-Naukluft se divide em quatro seções, ei a mais conhecida delas é Sossusvlei. Essa é sem dúvidas uma das principais atrações turísticas da região. Diversas dunas formam esse cenário surreal - a chamada “Big Daddy” é a maior das dunas, com 380m de altura. Dead Vlei Dead Vlei é uma região plana, seca e estéril, onde a vida se extinguiu após a seca total da área. A região foi bloqueada pelas dunas e se transformou nesse vale morto e esbranquiçado, rodeado de dunas vermelhas. É impressionante o contraste de cores! Spitzkoppe Spitzkoppe é um conjunto de montanhas bem no meio de uma planície no deserto. O cenário é quase inacreditável. Spitzkope tem mais de 700 milhões de anos e atinge até 1784m (acima do nível do mar). Spitzkoppe, Namíbia Etosha O Etosha ocupa mais de 20 mil km2 e abriga uma variedade enorme de animais, sendo uma das maiores reservas naturais da África. São mais de 100 espécies de mamíferos, 340 de aves e 16 de répteis habitando o Etosha. Para ver mais destinos imperdíveis e todas as dicas úteis de viagem sobre a Namíbia, confira o post completo: https://emalgumlugardomundo.com.br/o-que-fazer-na-namibia/
  9. Olá mochileiros. Fiz uma trip por África do Sul, Namíbia, Botswana e Zimbabue por 30 dias e estou compartilhando algumas informações desta incrível viagem que fiz em agosto de 2017. 29/07 -30/09 Trajeto de Goiânia até Port Elizabeth, fazendo paradas em Guarulhos e Joanesburgo 30/07 - Cheguei em Porto Elizabeth por volta de 13 horas. Do aeroporto fui para o SAMREC. É um centro de reabilitação para pinguins bem pequeno. Fui por indicação de um blog na internet mas não tem nada demais a não ser pela doação do valor para manutenção do local. Em seguida fui para o hostel The Hippo Backpackers descansar e comer alguma coisa. O hostel é bem tranquilo mas não tem lanchonete e restaurante. Andando de Uber deu para ter uma visão geral da cidade. 31/07 No dia seguinte fui até o estádio Nelson Mandela Bay Stadium e até o monumento Donkin Street. De la partiria para a Garden Route de ônibus parando de cidade em cidade. A questão é que é impossível fazer isso parando nos pontos de interesse e com pouco tempo. Às 9 da manhã só teria ônibus às 9 da noite. Então aluguei um carro e enfrentei a direção inglesa na mão invertida. Foi bem louco pois nunca havia dirigido antes nessa condição e ainda sozinho num país ainda desconhecido. Neste dia parei na estrada no Tsitsikama Adventures e fiz uma sequência de tirolesas bem legal. Depois dirigi até Storms River, um vilarejo bem pequeno e fiquei no Tube N Axe. Este hostel é bem legal, tem um decoração bonita, bar e restaurante. Vale a pena se estiver na região. 1º/08 Fui até o The Big Tree. É um parque com árvores gigantescas de mais de 1000 anos. Foi assustador andar sozinho pelo parque ouvindo só o barulho dos pássaros. Às vezes tinha a sensação de estar sendo seguindo. Em seguida me desloquei até o Tsitiskamma National Park. Este passeio é incrível e vale a pena conhecer o parque e as pontes suspensas. Um dos lugares mais incríveis que já conheci. Como ainda era cedo fui fazer meu Bung Jump na Bloukrans Bridge. É possível agendar com antecedência no site https://www.faceadrenalin.com/ e ganhar algumas fotos do salto. Infelizmente perdi minha Go Pro no salto. Na hora fiquei muito assustado mas hoje dou risada disso. Se quiserem dar uma olhada no meu insta tem o vídeo da perda. Muitos amigos disseram que era minha dentadura, kkkkk Este dia dirigi até Mossel Bay e me hospedei no Santos Express. É um hostel dentro de um trem desativado. É legal a ideia do hostel, tem um bar legal, uma vista linda da praia, no entanto peca pela falta de espaço nos dormitórios e pela limpeza. 2/08 Fiz o mergulho com tubarão branco. Uma dica galera: muitos vão para Gansbaai fazer esse mergulho mas os tubarões fugiram de lá devido a presença das orcas. O passeio é incrível. Observar aqueles bichos enormes a menos de um metro de você é sensacional. Atentem-se para o frio que faz no barco devido ao vento, frio na água e possível enjôo com o balanço do barco. Neste dia fiz reserva em um hotel chamado Bibi's Joy em uma cidade chamada Swellendam. Não observei direito mas o hotel ficava no meio de uma estrada de terra e o GPS me fez dar uma volta gigantesca por uma estrada bem erma. Esse dia passei apertado pois estava no meio do nada e para piorar ao chegar ao local estava fechado e ninguém atendeu. De lá fui voltei para a N2 e dirigi até um posto de combustível para carregar o celular pois bateria já estava acabando e do carregador portátil também. 3/08 até 7/08 Fiquei em Cape Town explorando os lugares básicos como Water Front, Lions Head, Signal Hill, Table Mountain, Aquário Two Ocean e ainda as festas na Long Street próximo ao hostel que me hospedei: Once in Cape. Dos dias 08/08 até 27/08 fiz um tur com a empresa Nomad Tur, percorrendo cerca de 5.500 km de Cape até Victória Falls no Zimbábue. O tur é incrível do ponto de vista em que você consegue maximizar a quantidade de lugares visitados no intervalo de tempo. O esquema é acampamento, montar barraca, lavar roupa à mão, comer debaixo de árvore no lunch, e em volta da fogueira na janta, lavar mãos e vasilhas na bacia. Para ser bem honesto é cansativo pois devido ao roteiro a ser seguido somos submetidos à uma disciplina de acordar cedo, arrumar às coisas no caminhão (nosso meio de transporte), lavar vasilhas, desmontar barraca, arrumar sua mochila, se arrumar....No entanto, como falei, é o jeito mais prático de visitar lugares incríveis sem se preocupar com roteiros, estradas, comida... Alguns lugares visitados: 1. Cederberg Region: ainda na África do Sul 2. Orange River 3. Fish River Canion: 2º maio canion do mundo 4. Sossusvlei: nesse passeio saímos de madrugada para ver o sol nascer. Subimos essas dunas com mais de 300 metros de altura e angulação de 45º 5. Swakopmund: cidadezinha com estilo alemão. É possível fazer várias atividades como quadriciclo, skydiving, boat cruise para ver pinguins... 6. Spitzkoppe: um dos lugares mais lindos que já vi 7. Himba Tribes 8. - Etosha National Park 9. Windhoek: Capital da Namíbia 10. Botswana – Ghanzi 11. Okavango Delta: maior delta fechado do mundo Passeio feito no Mokoro (esse barquinho de madeira). Incrível como se sente paz nesse local. 12. Kasane - Chobe National Park: são feitos o game drive no 4x4 e um Boat Cruise que é top ver os bichos a poucos metros de você. Dezenas de elefantes, hipopótamos, búfalos, crocodilos... 13. Zimbabwe -Victoria Falls Visão aérea feita no voo de helicoptero Houveram outros locais que não citei e outras atividades também. Outro ponto muito bom do tur foi conhecer uma galera massa e sair para balada por 3 dias e nos demais dias sentar em volta da fogueira como uma grande família para trocar idéia, no estilo africano. Além de viajar fiz vários amigos durante esses dias! Caso tenham alguma dúvida ou queiram ver mais fotos me contatem no insta: renatofisc ou Renato Morais. Se estiver em dúvida se ir para a África, não pense duas vezes. É um local incrível onde você quebrará vários paradigmas, esteriótipos e crenças sobre o continente, cultura, povo, riqueza, comidas. No mais é isso pessoal! Saua saua! Moro, peribi, Naua Algumas saudações que aprendi na África! Abraços!
  10. 1º. Dia Já dentro do avião da TAAG, cujo serviço de bordo poderia ser melhor (comissárias antipáticas, poucas opções de entretenimento), eu, Miguel, Rafael e Lucas pousamos ao nascer do sol de 3 de fevereiro no aeroporto de 4 de fevereiro (!) em Luanda, capital de Angola. Ficamos ali umas horinhas até o voo seguinte. É bem pequeno e deixa a desejar em relação ao banheiro, à falta de wi-fi e a não aceitação de cartões de crédito. No voo seguinte também pela TAAG, fomos babando de sono até o Aeroporto Internacional de Windhoek, distante da capital da Namíbia. Lá alugamos os carros que conduziríamos pelo país. O que fiquei custou 2700 NAD (~645 reais) na Thrifty. Enquanto aguardava a chegada de Daniel, os outros foram para cidade adiantar as compras no supermercado. Quase me perdi deles ao chegar a Windhoek, pois os endereços não batiam, ninguém conhecia o lugar onde eles estavam e não havia internet disponível. Tive que entrar em uma loja e pedir o celular de uma moça para localizá-los. Bem que deveria ter feito que nem o Miguel e comprado um chip. Mas fora isso, é uma capital diferente do resto da África; tudo organizado e limpo como num país desenvolvido, mas sem trânsito ou caos. Começamos lá pelas 7 horas a jornada de carro até Sesriem. Segundo a locadora, de carro levaria umas 3 horas apenas... Faz-me rir. Assim que deixamos Windhoek, o asfalto lisinho deu lugar a uma estrada de chão. Belíssimas paisagens no pôr de sol, mas traiçoeiras pedras soltas e riachos cruzando as estradas frequentemente. À medida que escurecia, a estrada ficava pior e a velocidade do nosso Polo ia diminuindo. Determinado momento não deu mais para seguir, pois devido ao rio uma picape ficou atolada. Tivemos que tomar um caminho alternativo mais longo. O inevitável aconteceu: um pneu se foi. Trocamos e seguimos bem devagar, sem ver ninguém em todo o resto do caminho. O trajeto foi quase um safári noturno, pois vimos lebres, chacais, gazelas, zebras e os imponentes antílopes órix. 2º. Dia Somente às 3 da madrugada chegamos a Sesriem. Lucas e Rafael haviam reservado um chalé num dos caros alojamentos do local. Barato somente em campings, pois não há albergues. O Desert Quiver Camp estava sem sinal algum de vida quando chegamos. Imaginamos que tínhamos perdido a reserva da casa, mas não, a chave estava do lado de fora da recepção. E olha que não havia nenhum segurança por lá. Ah, se fosse no Brasil... Acabou que Daniel e eu conseguimos ficar num sofá-cama, não precisando dormir no carro. Dormimos pouco para não nos atrasarmos mais no dia seguinte. Pelas 10 horas já estávamos no portão do Parque Nacional Namib-Naukluft. Pagamos 80 NAD por cabeça mais 10 NAD pelo carro e seguimos pela via asfaltada em meio ao deserto e dunas por 60 km até o estacionamento. Daí em diante só tração 4X4, pois o caminho é de areia. Caminhamos nessa areia num sol de rachar por uns 3 km até a bifurcação de Sossusvlei, ao norte e Deadvlei, ao sul. Após 1 km e meio deparamo-nos com um cenário impressionante. O vale da morte fica entre grandes dunas, consistindo em troncos mortos de árvores. Este cenário ficou conhecido depois de uma foto ganhadora de um concurso de mundial de fotografia. Os troncos são de árvores que morreram a aproximadamente 600 anos, quando a mudança de posição das dunas interrompeu o curso de água, deixando apenas uma camada de argila. Nesse dia, até um corvo apareceu por lá. No retorno os rapazes subiram na duna 45, um marco na paisagem. Abastecemos na saída do parque, a 11 NAD o litro. Visitamos ainda o Sesriem Canyon, ali perto. É uma falha no terreno, onde se entra em meio aos paredões de conglomerados. No posto de combustível nós compramos um pneu novo. Ainda bem, pois em Solitaire o posto já estava fechado quando passamos, logo após o pôr do sol. A vista desolada é interessante. A estrada até a cidade portuária de Walvis Bay foi mais tranquila, embora ainda fosse de chão. Chegamos em uma hospedagem reservada no AirBnb (Jessma Bnb), um lugar agradável e finalmente com wi-fi, já na hora de dormir. 3º. Dia Fomos a Swakopmund , a segunda mais populosa do país, cidade vizinha ligada por uma rodovia asfaltada entre o mar escuro e frio e as dunas de areia. Passamos no caminho por umas casas bem maneiras. Esta cidade é bem limpa, organizada e vazia, com uma arquitetura bem interessante. Os museus estavam fechados por ser domingo, mas conseguimos ir ao National Aquarium of Namíbia, por 30 NAD. É um local pequeno com alguns tanques de seres marinhos existentes no país e mais um grande com um túnel. Lá perto paramos para almoçar em um dos restaurantes mais chiques da cidade, o The Tug, à beira-mar. Os frutos do mar são ótimos, e os preços não são tão caros. Recomendo a lula. À tarde fomos pechinchar bastante no mercado aberto de artesanatos. Havia bastantes opções e artigos interessantíssimos. Alguns vendedores eram angolanos, falando português. Tivemos que negociar muito mesmo para conseguir preços decentes nas máscaras, estátuas e quadros. No fim da tarde ficamos admirando centenas de flamingos em frente ao calçadão de Walvis Bay. Antes que a cidade toda fechasse, fizemos um rancho num supermercado, e à noite confraternizamos na hospedagem com os colegas recém-chegados. 4º. Dia Fomos em direção nordeste, passando por paisagens totalmente desérticas. Desviando um pouco da rodovia principal está a rota cênica do Moon Landscape e Welwitschia Drive, onde supostamente estariam essas plantas rasteiras milenares. Rodamos bastante até chegarmos à Spitzkoppe, maciço rochoso que se ergue a 1700 m de altitude. Ao redor deste parque foi onde vimos os primeiros miseráveis, morando em cubículos de chapa de metal no meio do nada. Compramos uns móbiles que eles vendiam para ajudá-los. Para entrar nesse parque, assim como os demais, paga-se 60 NAD por pessoa e 20 NAD por carro. Montanhas destacam-se na vasta planície ao redor. São de impressionante beleza cênica, principalmente na feição que é um arco de rocha. As rochas podem ser escaladas. Outra atração são os sítios de pintura rupestre da etnia San, que só podem ser visitados com guia, para evitar vandalismo. Quem quiser pode acampar no parque, mas nós já tínhamos reserva no Brandberg Rest Camp, mais ao norte, ao lado da maior montanha do país. Chegamos à noite e pagamos 250 NAD, indo ao seu bar antes que fechasse às 22 horas, para provarmos as deliciosas cidras sul-africanas da marca Savanna. Os quartos compartilhados são bem rudimentares, não havendo nem porta separando a privada do resto, e a agua da pia é salobra. 5º. Dia Devido ao pouco tempo, não pudemos ver as pinturas do Monte Brandberg conhecidas como White Lady. Prosseguimos pela estrada de cascalho até o sítio arqueológico Twyfelfontein. Antes de chegar há uma bifurcação que leva à Burnt Mountain, um cone de vulcão escuro inativo, pouco interessante, e Organ Pipes, colunas geométricas da rocha escura diabásio. Paga-se 50 NAD por pessoa para entrar. Se estiverem com pressa nem percam tempo. Em Twyfelfontein há uma série de desenhos de animais (girafas, antílopes, elefantes, leões, rinocerontes e até pinguins e leões marinhos) representados em rochas pelo povo San entre 2 a 6 mil anos atrás. O mais impressionante é que não são pinturas, mas entalhes. Foram descobertos no século passado e estão listados como patrimônio da UNESCO. Em seguida ficam as Petrified Forest, florestas de troncos fossilizados. Há diversas propriedades ao longo da estrada até Khorixas oferecendo essa vista. De Khorixas tivemos que ir até a cidade de Kamanjab, pois é por lá que fica o vilarejo da tribo Himba, a mais tradicional e fotogênica da Namíbia. Chegamos lá sem reserva e apenas no fim do dia, mas foi até melhor assim, pois pudemos negociar um valor bem baixo com a guia Himba Vanessa (pagamos 50 NAD cada, em vez as dos costumeiras 250), além de doações alimentares, e fomos os únicos ali. O vilarejo dessa tribo geralmente nômade é composto de choupanas de barro e palha situadas de forma circular em torno do cercado de animais de criação (cabras e galinhas) e do fogo sagrado. No entorno ficam as plantações de milho e em algum ponto uma captação de água. Essa sociedade poligâmica distingue-se fisicamente de outras pelos adornos corporais, pelos “dread locks” eternos de ocre e pela prática inconsequente de extração dos 4 dentes inferiores centrais. As mulheres vendem pulseiras e bonecas para complementar a renda. O melhor de tudo são as crianças fofíssimas que buscam carinho na gente sem pedir nada em troca. Saímos emocionados de lá. No caminho tivemos o azar de ter pneus furados novamente nos 2 carros, mas com isso ao menos descobrimos um restaurante em Kamanjab que servia um baita bifão de órix (ou zebra) por um preço muito bom, e incrivelmente deliciosos. Na virada do dia chegamos ao Sasa Safari Camp, em Outjo, onde dormimos em quartos duplos (508 NAD por pessoa com café da manhã). 6º. Dia Rodovia asfaltada até a entrada do Etosha National Park, mais ao norte. Entramos pela portaria Okaukuejo e fizemos um safári auto-guiado. O valor foi de 80 NAD por pessoa/dia mais 20 NAD por carro. O início foi empolgante, com o avistamento de muitos antílopes, zebras, girafas, gnus, leões, flamingos e diversas aves espalhados pelos diferentes ambientes do parque, que vão desde o salar central, pastos com arbustos esparsos, pequenas lagoas e até uma mata. Há uma infinidade de rotas a seguir, mas depois de pouco tempo as espécies começam a se repetir ou até não aparecer, ao menos na estação chuvosa, onde tudo fica verde. Saímos um pouco decepcionados no final do dia em meio a uma chuva, pelo portão Namutoni, no lado oposto ao que entramos. Nossa hospedagem da vez foi o luxuoso [email protected] Lodge, pois não havia mais nada em conta por perto. 7º. Dia Os 600 NAD nos deram direito a um café da manhã substancial. Rodamos mais umas horas pelo parque, vendo de novo apenas um chacal e outras aves maiores. Almoçamos e voltamos para Windhoek, o trajeto mais movimentado do país. Fiquem atentos para não passar dos 120 km/h permitidos, pois há radares fixos e móveis. Já durante o pôr do sol, chegando em Windhoek, tivemos que parar em um posto de fiscalização contra o tráfico de produtos oriundos de animais selvagens. Os japoneses que estavam no carro à frente tiveram todas as bagagens minuciosamente revistadas, enquanto que, quando dissemos que éramos brasileiros, nos liberaram sem nem conferir por cima. Passamos à noite no albergue Backpackers Unite. Pedimos uma pizza e interagimos, indo dormir já tarde, visto que madrugaríamos no dia seguinte. 8º. Dia Embarcamos no voo da South African Airlines para Joanesburgo às 6 horas e 40 minutos. Depois de muita enrolação, pegamos nossos carros alugados e fomos ao Consulado de Lesoto na expectativa de conseguirmos o visto. Ao chegar lá soubemos que precisaríamos de 2 fotos. Por sorte havia um fotógrafo próximo e que revelava no meio da rua a foto. Os demais requisitos foram um comprovante de hospedagem e de renda, e preencher um formulário, além da taxa de emissão, que foi um problema. O valor pela internet era de 500 rands sul-africanos (mesma cotação da moeda da Namíbia), mas no Consulado nos informaram que seria mais 1000 rands para emiti-lo em 2 a 3 dias úteis. Como já era sexta e não tínhamos todo esse tempo, precisamos do emergencial. Esse tipo parece ser informal pois dos 1500 primeiramente informados, pagamos 1300 rands no final, sendo emitido em menos de 1 hora. Como estava muito caro, apenas eu, Rafael e Alberto fizemos, seguindo para a fronteira de Maseru, capital de Lesoto, logo após o almoço. Os outros 3 foram para a fronteira de Sani Pass, no lado oposto do país, pois caso não conseguissem emiti-lo por lá, ou subir a montanha, já que é necessária tração 4X4 e nossos minúsculos Hyndai i10 certamente não serviriam, pelo menos poderiam aproveitar as incríveis paisagens montanhosas de Drakensberg. No final, subiram os 16 km a pé e pagaram 200 rands de propina para entrar. Chegamos ao anoitecer no posto de imigração. Somente nessa hora , Rafael percebeu que havia perdido o passaporte em Joanesburgo. Depois de muito drama e replanejamento, decidimos tentar seguir para Lesoto com o carro alugado em nome do Rafael, enquanto ele ficaria em Ladybrand (última cidade da África do Sul), até segunda, quando regressaríamos. Eu e Alberto pagamos os 30 maloti (moeda de Lesoto) para ingresso com carro, jantamos no aparente único estabelecimento aberto 24 horas logo após a fronteira e nos hospedamos no Cyaara Guest House, pagando 750 rands com quarto e café. Os rands sul-africanos são aceitos em qualquer lugar com a mesma cotação dos malotis lesotenses, assim como ocorreu com os dólares namibianos. 9º. Dia Tiramos uma foto da bela igreja católica com pedras expostas, enchemos o tanque pagando menos que na África do Sul, e deixamos a caótica capital por uma rodovia em bom estado rumo a Semonkong. O caminho, tanto antes como depois deste projeto de cidade é totalmente rural, com vilas com choupanas tradicionais, plantações de milho, pecuária de gado e ovinos, carros velhos, poucos turistas e paisagens deslumbrantes de relevo. Como as estradas sobem e descem as montanhas o tempo todo, as jornadas tomam mais tempo e são perigosas (Lesoto é o 2º país com mais mortes por acidentes de carro). Entramos numa estrada de terra braba em Semonkong, onde almoçamos por 50 rands no Semonkong Lodge, de onde começa a trilha de 4 km e meio até Maletsunyane Falls, cachoeiras belíssimas com até 193 metros de altura, e bastante volume nesse período chuvoso. Ali fica também o maior rapel do mundo com 204 metros. Atravessamos campos encharcados em meio aos simpáticos habitantes. Passamos um bom tempo admirando as quedas antes de voltarmos para o carro. Seguimos viagem para Qacha’s Nek. No trajeto servimos até de táxi, pois um que estava levando passageiros quebrou. Já era noite quando paramos no Nthaoua Hotel, na entrada da cidade. O quarto é massa, mas ficamos sem wi-fi e com um chuveiro bem limitado. 10º. Dia Choveu a noite toda, e quando saímos para o parque a estrada que já era ruim ficou intransitável sem tração 4X4, principalmente porque pegamos a pior das duas vias que levam de Qacha’s Nek a Selahbethebe, graças ao GPS. Depois de uns 20 minutos de viagem andando na 1ª ou 2ª marcha, nosso carro atolou de vez na lama. Prontamente o povo de Lesoto nos ajudou. Enquanto uns foram atrás de reboque, nada menos que 10 homens e mulheres de um vilarejo vieram nos ajudar erguendo o carro para colocar pedras, o que deu tração para que eu conseguisse tirá-lo. Ficaram felizes em ajudar-nos e nem pediram algo em troca. Infelizmente abortamos o parque, mas quando demos carona a uns jovens que iam a igreja, ficamos sabendo de um tal de Snake, que poderíamos visitar nessa cidadezinha de fronteira sem grandes atrações. O Snake Park, o primeiro do tipo no país, é uma iniciativa privada bastante interessante. Fizemos um tour com o próprio dono, que além de nos mostrar as víboras e najas altamente venenosas de Lesoto, nos contou sobre a preparação e dificuldade para erguer e manter este espaço, pois inclui também iniciativas socioambientais. Há ainda um rochedo sobre o qual vê-se toda a cidade, montanhas vizinhas e fronteira. Almoçamos na avenida principal e regressamos a Maseru. No caminho, além da infinidade de paisagens indescritíveis, um evento no mínimo inusitado: a cada poucas dezenas de km, cruzavam na rodovia pastores e suas dezenas de bois e ovelhas trancando toda a via. Chegamos no final da tarde no tumulto da capital, vimos a cabeça de leão na montanha, jantamos no Pioneer Mall, um shopping center ocidental típico e voltamos à mesma hospedagem. 11º. Dia No Basotho Hat, localizado no centro da cidade, compramos um bocado de souvenires artesanais como jóias, estátuas, máscaras, etc, por bons preços. Cruzamos a fronteira de volta, pegamos o Rafael em Ladybrand e regressamos a Joanesburgo. A rodovia com pedágio é muito boa, então dá para rodar tranquilamente a 120 km/h permitidos. Felizmente achamos o passaporte na praça de alimentação da estação de trem. Assim, seguimos os 3 diretamente para Suazilândia. No caminho apenas plantações e pequenas cidades. Cruzamos a fronteira de carro em Oshoek ao anoitecer. Pagamos 50 rands na fronteira. Uma via rápida nos levou à hospedagem situada entre as 2 maiores cidades do país, a capital Mbabane e Manzini. Por mais incrível que pareça, ficamos alojados em um cassino na Suazilândia, o Happy Valley. Em frente fica um shopping center, onde jantamos na rede sul-africana Spur. 12º. Dia Bem próximo fica o Mantenga Nature Reserve, onde fomos pela manhã. Pagamos a taxa de 100 rands de entrada. Primeiro caminhamos até a cachoeira - até que ela é bonita, mas a vista não é das melhores e não se pode tomar banho. A segunda atração da reserva é o Swazi Cultural Village. A visita guiada nos leva a uma réplica em tamanho real de um vilarejo típico da Suazilândia no período pré-colonização holandesa e inglesa. São ocas e cercas de palha e madeira onde as famílias poligâmicas viviam junto de suas vacas, orando para seus ancestrais e fabricando cervejas com marula. O passeio termina com uma apresentação de 45 minutos de música e danças típicas bem interessante. Almoçamos lá mesmo e, como estava chovendo, seguimos ao Museu Nacional. Pelos 80 rands de entrada (30 para estudantes) você aprende de forma textual e gráfica sobre a história, costumes e natureza do pequeno país. Em seguida, passamos por um mercado de artesanato meio caro, onde ficam as coloridas velas Swazi. À noite ficamos no hotel. O salão do cassino é bem considerável, com diversas máquinas e jogos de mesa, mas dispensamos a jogatina. 13º. Dia Comemos até não podermos mais no melhor café da manhã que tivemos nesta viagem e em seguida fomos em direção norte. Primeiro passamos na fábrica e loja de cristais Nungwi Glass. Você pode observar como eles aprenderam com os suecos a fazer magníficos cristais de diversas formas , principalmente animais e abstratos. Se não se importar com o preço, aproveite a loja em seguida. Um pouco mais além, subimos o morro que leva às minas de ferro de Nungwi. Por 30 rands um guia te mostra a enorme cava abandonada, um pequeno museu e conta a história da mina mais antiga do mundo explorada pelo povo San há mais de 40 mil anos, em busca de ocre. Lá pelos anos de 450 começou a ser explorada pelo minério de ferro, até que no século 20 assumiu escala industrial. Aproveitei a visita para enriquecer minha coleção geológica com especularita, hematita e ocre. Almoçamos comida indiana em um shopping center da capital Mbabane. O centro administrativo é bem menor e mais organizado do que poderia supor. À tarde tocamos para Manzini, outra grande cidade e principal em termos de comércio do país. No entanto é feia e aparentemente a única atração é o mercado de artesanatos. Localizado no segundo piso de uma construção consiste em alguns corredores com estandes de vendedores onde você pode calmamente barganhar muitos produtos diferentes, como máscaras, estátuas, camisas, colares, chaveiros, tambores, recipientes, além dos clássicos ornamentos e trajes dos guerreiros. Nos hospedamos em um quarto triplo com ar e frigobar no Valley View Lodge, por 330 rands cada. A área é confortável. Ficamos tomando umas no terraço que é um mirante. 14º. Dia Levantei 5 horas da madruga para pegar o transporte até Maputo. Meus companheiros voltaram a Joanesburgo. Assim como boa parte da África, o veículo só parte quando cheio ou quase. Como naquela manhã chuvosa só havia eu e mais um passageiro no ônibus que iria para Maputo por 90 rands, tivemos que embarcar às 6 e meia num micro ônibus que por 45 rands nos deixaria na fronteira de Lomahasha-Namaacha. Lá ingressei no meu 50º país, fiz câmbio na rua e imediatamente segui espremido com meu mochilão em uma van até Boane, por 50 meticais (moeda de Moçambique, equivale a uns 2,5 reais). Assim que desembarquei, subi num micro até o centro de Maputo por 20 e poucos meticais. Caminhei até o albergue Fátimas Backpackers. Almocei num restaurante indiano com decoração brega em frente (Royal Sweets). Pelo menos havia wi-fi bom, ar e aceitava cartão. Segui meio aleatoriamente a pé passando por alguns pontos de interesse, como a Igreja de Santo Antônio da Polana e o Museu Nacional de Geologia (uma interessante aula de geologia acompanhada de uma significativa coleção de rochas e minerais), pagando 50 rands pela entrada. Depois disso não vi nada aprazível. A cidade é meio suja, decadente e insegura. Nem mesmo a orla se salva. Lá fui parado pela polícia. Como estava portando meu passaporte com o visto e não estava com nenhuma substância ilícita, não me pediram dinheiro. Voltei para o albergue, onde conheci um grupo de cariocas. Jantamos no indiano e ficamos tomando cerveja local 2M (80 meticais) no albergue. A cama do dormitório coletivo não é muito confortável e os ventiladores não vencem o calor até mesmo durante a noite. 15º. Dia Teoricamente eu iria até a praia de Tofo nesse dia, mas devido ao ciclone Dineo que atingiu em cheio a região de Inhambane, um dia antes, tive que ficar um dia a mais em Maputo. Aproveitei para passear pelo centro histórico, onde ficam prédios, monumentos e museus. Ao lado da Catedral Metropolitana na Praça da Independência fica a estátua de Samora Machel, líder revolucionário da independência de Moçambique de Portugal. Entrei nos museus da ferrovia, da pesca, da arte e da fortaleza, todos custando entre 20 e 50 meticais. Há informações escritas tanto em inglês quanto português, mas são pequenos e não tão interessantes. O que mais gostei foi o ferroviário, dentro da estação de trens de passageiros e cargas de Maputo. Fiquem atentos para os horários estranhos de funcionamento, pois enquanto o de arte nacional só abre às 11 horas, já o de história natural fecha às 15horas e 30 minutos. Comi pelo centro mesmo, observei alguns prédios com arquitetura interessante, entrei no mercado municipal, que vende artigos alimentícios, sobretudo não processados, e segui de volta. No caminho passei brevemente pelo Jardins Tunduru, uma tentativa frustada de se fazer um jardim botânico. Ao menos a entrada é gratuita. Ao anoitecer, eu, Felipe (carioca) e Jake (que havia conhecido em Windhoek, assistimos a uma apresentação musical no Centro Cultural Franco Moçambicano. Bholoja, Rodália e Samito, um cantor, violeiro e pianista Suazi, uma cantora Moçambicana e um percussionista. Não sei definir o ritmo e nem o idioma do concerto, mas foi uma intensidade de arrepiar. 16º. Dia Ás 5 horas da madruga, eu, Jake e os 8 brasileiros, partimos de ônibus (990 meticais) para Tofo, mais ao norte. Foi difícil dormir satisfatoriamente a longo do trajeto, visto que as poltronas não reclinavam e que fomos parados em cerca de 10 barreiras policiais. Chegando em Tofo no começo da tarde, era bem perceptível a destruição causada pelo ciclone, como habitações destelhadas, árvores e postes caídos, eletricidade, água e internet voltando lentamente. Almocei salada de polvo (250 meticais) na própria hospedaria, Fátima’s Nest, da mesma administração de Maputo. Tomei umas geladas com um rasta gente boa que pagou. A hospedagem fica de frente para o mar, em uma praia longa e plana, com água de temperatura agradável e algumas ondas. Foi na areia que corri alguns quilômetros no final da tarde. Ao retornar, vi alguns poucos plânctons bioluminescentes na linha da água. Como quase tudo estava fechado, jantamos num restaurante chamado Ulombe, que desrecomendo. Nossos pedidos levaram mais de 1 hora para ficar prontos, não vieram conforme solicitado, e ainda fizeram confusão na hora do pagamento. 17º. Dia Por 3200 meticais, nós 10 e mais um casal greco-lusitano, fizemos um passeio de dia todo com rango incluso no estuário de Inhambane, organizado no Fátima’s. Primeiro fomos na caçamba de uma picape até a Praia da Barra, onde pegamos um barco à vela pelo estuário raso até a Ilha dos Porcos. Ali vive uma comunidade semi-isolada. Sob sol escaldante fizemos um “city tour” pela ilha, aprendendo sobre seus costumes. O melhor veio em seguida. Um baita banquete de frutos do mar (mexilhão, camarão, peixe, siri), além de matapa (culinária regional), arroz e salada. Caímos na água em algum ponto no estuário para um pouco de snorkeling. Pequeninos recifes escondiam lagostas, moreias, siris e alguns peixes. Velejamos lentamente por mais um tempo, terminando o passeio com o final da tarde. Depois jantamos pizzas na hospedagem e fomos ao centrinho curtir um som e dançar num lugar aberto que estava com um agito, entre locais e gringos. 18º. Dia Enquanto os brasileiros prosseguiram ao norte para Vilanculos, fiquei um dia a mais para tentar observar os gigantes tubarões-baleia. Aparentemente, Tofo é um dos melhores lugares no mundo para este fim. Consegui um desconto e por 2700 meticais, contra os 3200 de tabela para fazer o chamado safári oceânico na operadora Liquid Adventures. A entrada no mar grosso com a lancha foi emocionante. Vimos muitos trinta-réis e algumas tartarugas, mas infelizmente nenhum tubarão-baleia. O passeio também inclui um pouco de snorkeling em um ponto aleatório, onde vi peixes, corais e um ctenóforo bem interessante. Passei o resto do dia curtindo a praia. À noite reencontrei por acaso o gaúcho Rafael que estava no restaurante Casa de Comer com mais brazucas. O lugar é meio caro, mas um dos poucos funcionando naquela noite sem luz. 19º. Dia Retorno a Maputo às 4 horas da madruga. FEIMA (Feira de Artesanato, Flores e Gastronomia) à tarde com os brasileiros da noite anterior, Juliana e Gabriel O Pensador. São centenas de estandes dos mais variados souvenires. 20º e 21º. Dia Dias dos múltiplos voos. Tomei o café da manhã em Maputo, almocei em Joanesburgo, lanchei em Windhoek e jantei em Luanda. Quase confiscaram meus souvenires por não conter recibo de venda. No dia seguinte, passei por Guarulhos e cheguei a Florianópolis, curtindo as boas lembranças dessa baita viagem. Curtiram? Então não deixem de conferir outros relatos mais detalhados no meu blog: http://rediscoveringtheworld.com
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