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  1. Olá galera mochileira, Volto aqui para tentar retribuir de alguma forma toda a informação que aqui consegui. Este foi meu 1º mochilão e graças a esta plataforma me senti segura para montar todo o meu roteiro e ir de forma (quase) completamente independente. Vocês fazem parecer tão fácil!!! E foi! E foi uma delícia também! *já faz um tempo que comecei a escrever esse relato e tinha abandonado por causa de correrias da vida, mas quero terminar antes que o facebook pare de me lembrar que eu fiz essa viagem foda há 1 ano! PARTE 0 - Planejamento e preparativos Viajar ao continente africano sempre foi um de meus maiores sonhos e ele começou a se tornar verdade há 4 anos, quando ouvindo uma discussão sobre quanto se gastaria para assistir a 1ª fase da copa do mundo na Rússia eu pensei “com esse dinheiro vou conhecer a África”. E eu tinha a companhia perfeita: minha grande amiga (e na época roommate) Camila estava disposta a encarar a aventura comigo, se eu provasse a ela que viajaríamos por 1 mês com relativo conforto e não gastaríamos mais de R$10mil... E eu provei! *imprevisto: a viagem ficou mais cara (não dá pra comparar dólar de 2014 com de 2018!), durou 39 dias e incluiu aventuras que até agora não acreditamos que vivenciamos! (Parênteses: certeza que é possível fazer este roteiro gastando menos, mas tínhamos algumas premissas que não queríamos abrir mão. Estas seriam as primeiras férias em algum tempo para nós 2 e já estávamos em ritmo de corta-tudo-e-tira-leite-de-pedra para economizarmos para A viagem, então queríamos ter algum conforto e, muito importante: queríamos tomar cerveja todo final de tarde! :D) Logo no início das pesquisas a África do Sul se mostrou o país que melhor se encaixava nos nossos planos, seja pelo custo benefício ou mesmo pela facilidade de encontrar informações. Nem sempre nossa ideia foi de planejar tudo e ir sozinhas, até mesmo pelo fato de que nenhuma de nós 2 dirige, e lendo (milhares de) blogs, cheguei ao site Pangea Trails, de um cara que tem um roteiro de van por todo o país que dura 21 dias. Esse era o plano inicial. Chegada a época que íamos realmente afinar tudo e colocar o plano em prática, os custo deste pacote já estava tomando quase todo o nosso orçamento e começamos a pesquisar a coisa toda independentemente, mas ainda assim com o roteiro dele como base, pois já sonhávamos com muitos locais por onde a Pangea Trails passava. Tínhamos então os locais que queríamos passar e mais ou menos definidos quantos dias ficar em cada um, quando a história começou a tomar outro rumo: um perfil de turismo da África do Sul que eu seguia no instagram, publicou por 5 dias seguidos fotos da Otter Trail, uma travessia de 5 dias e 4 noites que acompanha a costa selvagem do Tsitsikamma National Park através de paisagens cênicas e eu fiquei completamente obcecada. Pronto! A paisagem era tão espetacular que eu tinha que presenciar aquilo! E eu devo ser muito mais persuasiva do que imagino, pois eu, que de travessia tinha apenas feito a Salcantay para Macchu Picchu, mas que contava com uma equipe que levava a bagagem mais pesada e provia comida e acampamento (foi um esquema meio princesa mesmo), queria levar comigo nesta trilha totalmente independente a minha amiga Camila, que nunca tinha feito trilha na vida. Bom, nem sei bem como, mas a convenci! Foi a primeira reserva que fizemos. E quase choramos de emoção quando recebemos a confirmação! A questão é que esta é uma trilha bem exclusiva e as reservas se esgotam com cerca de 1 ano de antecedência, pois apenas 12 pessoas por dia podem percorrê-la. Comecei a monitorar o site do parque e checar todas as condições de tempo e maré (o caminho inclui algumas travessias de rio que podem ser bem perigosas a depender da maré do dia) para conseguir a data ideal para as nossas férias. Feito isso, o resto da viagem começou a se desenhar melhor em torno da trilha. Alguns destinos que queríamos tiveram que ser cortados, pois a logística para a Otter Trail precisava de 6 dias da nossa viagem. Numa destas decisões, cortamos Drakensberg, pois esta parada era principalmente para fazermos algumas trilhas e este assunto já estaria muito bem garantido! Na sequência compramos as passagens, fechamos o overland tour para o trecho que passaria pelo Kruger Park e a Suazilândia e compramos nosso ticket de ônibus Baz Bus. A Baz Bus oferece um serviço de vans que funcionam no estilo hop-on hop-off com foco em mochileiros que atravessam o país, recolhendo os passageiros na porta do hostel e deixando no seu próximo destino. A logística é bem bacana e a rota vai desde Joanesburgo até Cape Town, com paradas obrigatórias em Durban e Port Elizabeth, pois as vans só circulam de dia. Eles têm uma lista de hostels que são atendidos pelo roteiro e diversas opções de tickets, a depender da quantidade de dias que se quer viajar, se viaja apenas em uma direção, etc... O valor dos tickets não é muito barato, mas pela comodidade e segurança achamos que valeu a pena. Quando já estávamos lá ficamos sabendo de outra empresa que presta o mesmo tipo de serviço, tem uma rota semelhante e parece ser um pouco mais barata, a Mzansi. O roteiro então ficou mais ou menos assim: 10.03 a 15.03.18 Chegada por Joanesburgo e estadia em Maboneng; 16.03 a 22.03.18 Overland pela região do Kruger Park, Rota Panorâmica, Suazilândia, Greater St Lucia, chegando a Durban; 23.03 a 01.04.18 Seguimos de Baz Buz pela costa passando por Coffee Bay, Chintsa, Port Elizabeth e Jeffreys Bay até Storms River; 02.04 a 06.04.18 Estabelecemos base em Storms River para percorrer a Otter Trail; 07.04 a 10.04.18 Seguimos novamente de Baz Buz pela Garden Route passando por Wilderness e Mossel Bay; 11.04 a 16.04.18 Exploramos Cape Town, de onde voltamos para São Paulo. mapinha das nossas andanças.... MEDICINA DO VIAJANTE Já tinha lido algumas vezes sobre este serviço público (e totalmente gratuito) de avaliação e orientação de acordo com o local de destino e áreas de risco para doenças, mas nunca tinha utilizado. Resolvi testar e não me arrependi! O atendimento em São Paulo é no Instituto de Infectologia Emílio Ribas e o agendamento é feito por e-mail. No dia da consulta é necessário levar documento com foto e carteira de vacinação. Então começa uma entrevista na qual você conta qual o destino e as características da viagem, com a maior quantidade de detalhes possível. Daí eles te dão todas as orientações em relação à sua saúde durante a viagem e atualização de vacinas. Aproveite para tirar todas as dúvidas! Saindo da consulta já te encaminham para as vacinas e pronto. Quem precisa do Certificado Internacional de Vacinação da Febre Amarela (CIVP) deverá antecipadamente acessar o site da Anvisa para realizar seu pré-cadastro, necessário para a emissão da CIVP. A preocupação principal da maioria das pessoas que viaja à África do Sul, em especial à região do Kruger, é em relação à malária. Não existe vacina e a melhor profilaxia é evitar o contato com o mosquito através de barreiras físicas (roupas protegendo a maior parte do corpo, tela mosquiteira sobre a cama, etc..). Existe também um repelente (exposis) que foi recomendado e também os comprimidos, embora não tenham garantia total. A orientação que recebi foi: usar o repelente para a pele e para a roupa (existe um spray específico para passar na roupa e dura algumas lavagens) e tomar os comprimidos (aqui vale uma observação que o médico só indicou os comprimidos pois passaríamos pelas regiões de incidência no início da viagem e depois ainda teríamos um período longo antes de retornar ao Brasil, passando por áreas remotas e o receio era termos qualquer sintoma e não conseguirmos atendimento imediato.. se fossemos apenas ao Kruger e voltássemos em seguida, o médico não indicaria o remédio porque em qualquer emergência conseguiríamos atendimento fácil em SP). O que de fato aconteceu: levamos o exposis, mas não comprei o spray para roupa e tomamos os comprimidos que compramos em uma farmácia em Joanesburgo (parece que o melhor é comprar no próprio aeroporto, mas esquecemos e enfrentamos uma pequena burocracia para conseguirmos o remédio, que é controlado e não é barato). No início do overland, o guia fez um terrorismo de que nenhum repelente trazido de países que não tem malária é eficaz e sugeriu comprar outro, o peaceful sleep, que acabamos comprando também. Não sei se foi o remédio ou a mistura disso tudo com sol e suor, mas tive uma alergia forte na pele (rosto, pescoço e costas) que só foi sumir mesmo em Cape Town. Camila ficou enjoada nos primeiros dias do overland, o que logo relacionamos com o remédio também. Para mais informações sobre a Medicina do Viajante: http://www.emilioribas.sp.gov.br/pacientes-e-acompanhantes/medicina-do-viajante/ MOCHILA, O DRAMA... A principal dificuldade neste tema foi: precisaríamos de uma mochila que aguentasse o tranco e boa o suficiente para utilizar na trilha (tenho problema na cervical e essa era minha maior preocupação) e isso costuma ser bem caro! No final das contas: uma amiga que estava de mudança para a Austrália tinha uma mochila usada Trilhas & Rumos Crampon 72L e deu pra gente. Camila acabou ficando com esta, pois eu não queria uma mochila tão grande. Outra amiga ofereceu a mochila dela emprestada, uma Deuter Futura Vario 45 + 10, que eu me neguei a pegar até quase a véspera da viagem. Mas de tanto ela insistir e de tanto faltar dinheiro, aceitei.. Resultado: olha, quando estava pesquisando pra comprar uma cargueira pra esta viagem, li muita coisa positiva sobre a T&R, então simplesmente não sei dizer o que aconteceu, mas a mochila praticamente se desfez durante a viagem. Na arrumação ela já rasgou um teco (o que levou Camila ao desespero antes mesmo da gente ir pro aeroporto) e no restante da viagem ela se rasgou inteira! Tentamos remendar com um bocado de fita e nada adiantou... enfim, outro ponto fraco que percebi é que ela ficava visivelmente desestruturada nas costas. Quanto à que eu levei, ela foi perfeita. Nas 1ªs horas da trilha precisei fazer alguns ajustes, mas ela segurou bem! O que levei: Confesso que não sou nem de longe aquelas pessoas bem compactas para viajar e foi bem difícil ficar nisso aí... mas era tudo que cabia na mochila, então... (na verdade cabia mais mas jurei pra mim mesma que não queria partir com a mochila no limite pra conseguir trazer umas coisinhas depois) Ainda, como tínhamos a trilha no meio da viagem e eu já tinha pensado mais ou menos em um cardápio, levei daqui coisas que por algum motivo tinha receio de não encontrar pra comprar ou que precisava de apenas uma quantidade pequena, etc.. 7 calcinhas 2 pares de meia para trilha 3 pares de meia de algodão 2 sutiãs 2 tops 2 biquinis 2 calças legging 1 calça-bermuda 1 calça jeans 2 camisetas dryfit 7 camisetas 1 blusa térmica (fleece) 1 jaqueta impermeável 2 blusinhas manga longa 1 shorts de corrida 2 shorts 1 saia jeans 2 vestidos 1 pijama 1 canga de praia 2 lenços 1 toalha microfibra 1 capa de chuva 1 chinelo 1 sandália kit de higiene / cuidados pessoais maquiagem básica kit primeiros socorros (com umas coisas bem específicas pra trilha, mas que não precisamos usar.. ufa!) saco de dormir lanterna de cabeça + pilhas 2 cantil + tabletes para purificação da água 1 canivete 1 bastão de trilha 1 capa protetora mochilão (comprei uma Arienti www.territorioonline.com.br/bolsa-para-transporte-arienti-m para despachar a cargueira, que até por ser emprestada merecia um cuidado mais especial e também porque precisávamos de uma bolsa pra deixar nossas coisas no hostel durante a trilha) 1 binóculo Confesso que não sou nem de longe aquelas pessoas bem compactas para viajar e foi bem difícil ficar nisso aí... mas era tudo que cabia na mochila, então... (na verdade cabia mais mas jurei pra mim mesma que não queria partir com a mochila no limite pra conseguir trazer umas coisinhas depois) Ainda, como tínhamos a trilha no meio da viagem e eu já tinha pensado mais ou menos em um cardápio, levei daqui coisas que por algum motivo tinha receio de não encontrar pra comprar ou que precisava de apenas uma quantidade pequena, etc.. leite em pó (levei em saquinho zip lock apenas o necessário pra preparar 5 canecas de manhã) *confesso que quando estava separando o leite em pó no saquinho pra levar na mochila me bateu uma sensação mega ruim de que aquilo podia dar muito errado no aeroporto, mas deu em nada não... toddy (2 colheres de sopa / dia - levei em saquinho zip lock) geléia (aquelas individuais de cestas de café da manhã) castanhas semente de girassol cuscuz marroquino (em zip lock) quinoa (em zip lock) arroz + lentilha (em zip lock) temperos: sal (aqueles saquinhos de restaurante), pimenta do reino (não vivo sem!), azeite barras de cereais e proteínas 2 pratos plásticos rígidos, 1 caneca alumínio + kit talher de plástico Esta lista era basicamente para o meu café da manhã (com alguns itens complementares que compraria fresco na véspera da trilha) e jantar para nós 2! A Camila levou com ela o que iria precisar para o café da manhã dela e levaria o kit de panela. Além disso levei uma pequena mochila de ataque (aquelas dobráveis da decathlon, que viram uma bolinha compacta) com pasta completa de documentos e comprovantes de reservas impressas, bloco de anotação, travesseiro de viagem (meio dispensável pra mim, mas até que garantiu um conforto quando acampamos), carregador de celular, 2 power banks, câmera (uma véia digital que tenho, levei mais como garantia se a memória do celular faltasse). Acho que foi isso. A maioria das coisas que não tiveram utilidade durante a viagem foi levada por alguma indicação específica para a trilha e não acho que deixaríamos de levar (mesmo sabendo agora que não usamos), pois poderiam ter sido necessárias.. mas confesso que daria pra ter cortado umas peças de roupa e a sandália.... No final deu isso aí.. mochila pronta... O relato diário irei postando em partes para não ficar tãããão comprido... Até!
  2. Em dezembro de 2017, passei 3 dias no Zimbábue (relato aqui) e 15 dias na África do Sul, e devo agradecer a galera daqui do fórum que me ajudou muito através dos relatos, por isso, resolvi fazer um também! Eu vou focar nas dicas de passeios e trajetos para chegar nos lugares, e menos nos detalhes do que eu fiz no dia-a-dia(até porque tenho péssima memória). Pra quem gostou das fotos, eu posto muito mais no meu instagran, segue lá: http://instagram.com/ederfortunato África do sul Roteiro: Foram 8 dias na Cidade do cabo, 2 dias em Joanesburgo e 4 dias no Kruger. Ficou boa essa quantidade de dias para cada lugar, não mudaria, mas caso dispusesse de mais tempo, ficaria uns 14 dias na Cidade do Cabo(queria morar lá pra falar a verdade rs). Uma coisa que compensou fazer, foi passar 4 dias no bairro de WaterFront e 4 dias na Long Street, fiz isso pra conhecer bem cada canto da Cidade do Cabo. E porque não conseguia me decidir onde ficar rs. Depois passei 2 dias em Joanesburgo, e acredito que foram suficientes(me lembrou muito São Paulo, e como sou daqui, não curtir rs). Finalmente, fui para o kruger, de van, caso você também vá via terrestre, reserve 3 dias no mínimo, pois de Joanesburgo pra lá, são umas 6 horas na estrada, por isso os dias de ida/volta acabam sendo quase perdidos. Tem um aeroporto mais próximo do parque, o Nelspruit, mas a passagem estava cara. Tirei a Garden Route do roteiro, pelo que vi precisa no mínimo uns 5 dias pra aproveitar bem. Passagens: Voei com a South African Airways, que é muito boa. Já que a ideia era conhecer mais um lugar além da África do Sul, escolhi ir para o Zimbábue. Pesquisando, percebi que se comprasse 3 trechos de uma fez, 1º São Paulo > Victoria Fall, 2º Victoria Fall > Cape Town e 3º Joanesburgo > São Paulo, acabou ficando mais barato do que se comprasse a ida/volta da África do Sul para o Zimbábue, recomendo usar a ferramenta do google para fazer essas pesquisa de preço por várias cidades. O trecho Cape Town > Joanesburgo, comprei pela FlySafair, só $250 Reais a passagem, tem muitas outras companhias de low-cost por lá, valeu a pena. Gastos: Com hospedagem, passeios, comida e transporte gastei $1.350 dólares pelos 15 dias(fora a passagem ida/volta do Brasil). Vou separar por cidade, assim ajuda a ter uma ideia melhor: 8 dias na Cidade do Cabo: $600 dólares. 2 dias em Joanesburgo: $100 dólares. 4 dias no Kruger: $650 dólares. O lugar onde gastei mais do que deveria, foi o safári no Kruger, como eu estava sozinho, acabei tendo que apelar para uma agência, que cobrou $600 dólares o pacote de 4 dias, o valor compensou, pois estava tudo incluso, mas tenho certeza que se fizesse por conta, ou se estivesse com mais pessoas, gastaria bem menos. No geral, o custo lá não é alto, é possível encontrar hospedagem a menos de R$50 Reais(em hostel) e refeições de R$15 a R$50 Reais, mas os passeios acabam sendo bem caros. Fiz vários day-tour que custavam em média R$200 Reais. Um dica que posso dar é fazer os passeios por conta própria, alugando carro e tentar ir em mais pessoas. Dinheiro: A moeda usada na África do sul, é o Rand, ele vale mais ou menos ¼ de 1 real, então 4 Rand = 1 Real, fiz esse calculo na hora de fazer as contas. Dólar/Rand/Real, o que levar? O melhor é comprar dólar aqui e trocar lá por Rand, talvez você tenha lido que não vale a pena, pois vai fazer o cambio duas vezes, e perde nas duas, bem... a verdade é que depende. Depende o quanto você perde, é possível perder mais fazendo apenas um câmbio, o que determina isso é se a moeda trocada é forte ou fraca. Nesse caso, você vai perder bem mais trocando diretamente Reais por Rand, do que se fizer Real > Dólar > Rand. Isso porque o Real é considerado uma moeda fraca por lá, quer dizer que ninguém, na áfrica, quer comprar Reais, isso faz com que o cambio dele seja baixo, diferente do dólar, que é uma moeda forte, e faz com que as casas de câmbio queiram comprá-la(mais do que real). Além disso, tenha em mente que levando dólares, você consegue um cambio melhor, mas tem o inconveniente de ter que andar com muito dinheiro, então leve uma doleira pra carregar a grana embaixo da roupa, e não ande com tudo, deixe uma quantia no cofre do hostel/hotel. Câmbio: Use sites como Melhor Câmbio para achar a melhor cotação, um outro que recomendo pra quem é de SP, é o Câmbio Store(é onde geralmente compro). Chegando na África do Sul, troque uma pequena quantia no aeroporto, que normalmente têm taxas ruins, e deixe pra trocar o resto do dinheiro num lugar que faça "câmbio alternativo"(casas de câmbio clandestinas, onde pagam melhor e não cobram taxas), tem um que achei por indicação, que fica na 39 Strand Street, o lugar parece meio "suspeito", tem portões com grade, o pessoal parece mafioso, mas vai sossegado que é de boas lá rs. Cartão de crédito: Você pode optar por usar apenas cartão, é aceito na maioria dos lugares em Cape Town e Johannesburg, de várias bandeiras, seja cartão de credito ou debito, inclusive você pode sacar Rand no caixa automático, e é bem fácil achar um caixa 24. Além desse ser o modo mais seguro, já que não precisará andar com muito dinheiro, mas é o pior pelas taxas do banco, como IOF por transação, além da cotação de dólar que o banco usa ser bem desfavorável. Idioma: A África do Sul tem 11 línguas oficiais. Quase todo mundo fala inglês, alguns com um sotaque que eu achei bem difícil no começo(sério, no primeiro dia eu fiquei perdidão, não entendia nada). Insetos: Era uma preocupação minha antes de viajar, acho que de muita gente também, até pesquisei um repelente bem forte, mas quando cheguei lá, não usei. Durante o safári, que foi o lugar onde mais estive em áreas selvagens, dormi num chalé que tinha aquelas mosquiteira na cama, então não foi problema, e durante as saídas, fiquei o tempo todo dentro do carro, e em momento algum vi mosquitos nele. Sobre o medo de malária, o perigo existem em algumas regiões do país, mas nenhuma das que eu passei, então não me preocupei em correr atrás de vacina, mas o que pesquisei é que é bem cara é não tão eficaz. Segurança: Na Cidade do Cabo, era bem tranquilo andar durante o dia, mas a noite a recomendação era de sempre pegar táxi e não caminhar, embora eu tenha achado que não parecia tão perigoso(e olha que eu sou de São Paulo). Já em Joanesburgo, até de dia é complicado andar por lá, e era recomendado nunca andar sozinho. Transporte: Vale muito a pena alugar um carro, pelo que pesquisei é bem barato. Porém não tão barato que compensasse pra mim que estava sozinho, o que fez a viagem ficar um pouco mais cara, já que para chegar em muitos lugares, tive que recorrer às agências turísticas. Outra coisa a se levar em conta, é que muitos lugares, como Cape Point, são bem melhor aproveitados de carro próprio do que passeios de agências. Uber: boa alternativa caso não alugue um carro, em alguns casos, deve compensar bem mais. O custo é realmente muito baixo(pude perceber que a maioria dos motoristas de Uber, são de outros países vizinhos, mais pobres que a África do Sul, e que foram pra lá conseguir um trabalho melhor). Recomendo que compre um CHIP de celular quando chegar, para poder chamá-los de qualquer lugar, eu não comprei pois sempre conseguia Wi-FI free, mas nem sempre era garantido, e as vezes tive que apelar para o táxi. Cidade do cabo Ponto importante para quem pretende ir esse ano, a Cidade do Cabo está com um problema sério de falta de água, existem avisos em todos os lugares para economizar, nos hostel que fiquei, pedia para tomar banho de menos de 2 minutos! o problema só deve se agravar pelo resto do ano. Do aeroporto para o centro da cidade, teve ter uns 25 km de distância, eu usei o My City Bus, é o sistema de transporte público da cidade, funciona como o bilhete único aqui de SP, você precisa comprar um cartão e colocar credito nele, os ônibus são ótimos. No aeroporto me deram um mapa com todos os pontos de parada, por isso foi fácil chegar ao meu destino, o ônibus foi direto até um terminal no centro da cidade, e de lá eu peguei outro para o meu hostel, custou $100 Rand. Caso fosse de Uber ficaria uns $300 Rand, então preferi ir de ônibus, pra já ir sentindo a vibe da cidade. Hospedagem Fiquei em 2 hostel nessa cidade, no Atlantic Point Backpackers, ele é muito topzera, tem ótima estrutura, quarto espaçoso(coisa rara em hostel), um banheiro por quarto, ar-condicionado, locker grande no quarto, o café da manhã é bem completo, e eles organizam muitas atividades entre os hospedes, todo dia havia algo pra fazer, além de estar bem localizado, uns 10 minutos á pé do WaterFront, preço um pouco acima da média, mas vale totalmente. O outro hostel foi o Cape Town Backpackers(cuidado pra não confundir com outro bem próximo chamado The Backpackers), a equipe é bem solícita e me ajudaram muito. O hostel é OK, tem um estrutura bem mais simples, como um banheiro para vários quartos, apesar de ser mais barato que o outro, acabou ficando caro, por ele não oferece café da manhã. A localização, até que é boa, mas fica distante demais da Long Street, tipo uns 15 minutos de caminhada. Os quartos não eram limpos todos os dias. O ponto positivo era o bar dentro dele, bom lugar pra socializar, mas acho que não voltaria lá, tem outras opções melhores. O ônibus vermelho Você vai vê-los em todos lugar em Cape Town, são os ônibus turísticos de dois andares, que tem a parte de cima aberta, o site oficial é o City Sightseeing. Vale a pena dar uma olhada no site, seja para planejar e comprar o ingresso, ou para ver os pontos turísticos mais famosos e ir para lá por conta própria. Eu usei esse ônibus por uns 4 dias seguidos, e me quebrou muito o galho, pra ir de um canto para o outro da cidade, recomendo bastante. Um bom roteiro de um dia, nesse ônibus, é pegar o ingresso de $400 Rand, que inclui a entrada pra Montanha da Mesa. Então passar pela Long Street, depois a Montanha da Mesa, almoçar na Camps Bay e final do dia no WaterFront. Outra dica, eu fui comprar o ingresso no ponto 5, que fica na Long Street, um vendedor de lá me fez uma promoção muito boa, eu paguei $1120 Rand, pelo day-tour em Cape Point + o pacote Deluxe(3 dias pra andar no ônibus) + O Attractions City Pass(que dá uma entrada gratuita na maioria das atrações de Cape Town, veja aqui no site o preço de cada uma delas, e calcule se vale a pena pra você comprar). No final, compensou bastante, se eu somar as entradas das atrações que fui, davam bem mais do que paguei, mas só por causa do pacote que o vendedor me fez, então vá lá, e se não tiver cara de pobre sem grana igual eu, tente dar uma chorada no preço rs. Lions Head O melhor horário para ir é no final do dia, para ver o pôr-do-sol lá de cima, pois é muito bonito. Para chegar, chamei um Uber, que me deixou no portão, não precisa pagar nada para entrar. A subida leva apenas 1 hora, não chega a ser difícil, apenas algumas partes mais complicadas, onde existem umas escadas e correntes pra te ajudar a subir,tirando isso é bem tranquilo. Se for mesmo no final da tarde, lembre-se de descer logo, ou pelo menos tenha uma lanterna(do celular mesmo), o caminho fica bem escuro na volta. Também vale a pena procurar pela Wally's Cave, é um caminho alternativo e um pouco mais difícil, onde se tem uma vista pra Montanha da Mesa, recomendo buscar algum vídeo no YouTube mostrando como chegar lá, não vou explicar aqui porque fica complicado(e também porque eu não lembro rs). Montanha da Mesa Uma dica importante sobre lá: É possível vê-la de várias partes da cidade, e se você perceber que o tempo está aberto, suba! O clima lá é muito imprevisível e muda muito rápido, tem este site que você pode ver a condição do tempo, e se o teleférico está aberto ou fechado por causa do vento(me fudi 2 vezes indo lá a toa até descobri o site). Signal Hill Passeio padrão e muito bom, o ideal é ir para ver o pôr-do-sol, vale muito a pena, tem a opção de ir com ônibus vermelho, táxi, ou Uber. E não esqueça uma blusa pois faz bastante frio lá em cima, e leve vinho e um pouco de comida para um piquenique (ou muita pra uma farofada mesmo, ninguém vai te julgar por isso rs) Cape Point Ou Península do Cabo, passeio quase que obrigatório, fica a 70km da Cidade do Cabo, recomendo ir de carro para poder parar onde quiser, principalmente se fizer a rota pela costa oeste, tem muitos pontos cuja paisagem é muito bonita. Caso esteja sem carro, a maioria das agências/hostel/hotel e até o ônibus vermelho vendem esse passeio, a média de preço é a mesma, $800 Rand, incluindo uma parada em Boulders Beach, onde você pode conhecer a praia de pinguins(eu não esperava ver pinguins! na África, foi surreal), por $80 Rand a entrada. Já em Cape Point, é possível subir/descer pelo bondinho($50 Rand), ou a pé, só 20 minutos no máximo. A vista lá de cima é bem legal, além de ter uma trilha que circula por baixo pra chegar mais perto do final da rocha. Depois disso, é possível ir andando até o Cape of Good Hope(Cabo da Boa Esperança), deve levar uns 40 minutos numa trilha bem tranquila (caso esteja de carro, talvez seja melhor ir até lá pela estrada), para chegar lá, vá andando até uma praia que você com certeza viu lá de cima, que está à esquerda, ela se chama Dias Beach, e não é própria para banho, pois as ondas ali são bem fortes, mas dá pra andar pelo rochedo por cima dela. O final da trilha, no Cabo da Boa Esperança, é outro lugar obrigatório para visitar. Vinícolas Outro tour bem famoso, é o da rota de vinhos, é possível conseguir em qualquer agência/hostel e também no ônibus vermelho, não sei se todas fazem as paradas nas mesmas vinícolas, mas não deve ser muito diferente. O passeio é um bate e volta no mesmo dia, passando por várias vinícolas, e fazendo degustação de vinho em todas, além disso, a paisagem é muito bonita. Também é possível fazer por conta própria, indo diretamente nas cidades. A melhor e mais conhecida é Stellenbosch. Free walking tour Eu fiz o free walking tour deste site, eu gosto de fazer esses passeios, sempre que visito uma cidade nova, já procuro se tem algum, é a melhor forma pra conhecer a história da cidade e ainda ter algumas dicas de lugares pra visitar. Nesse em específico, as caminhas eram mais curtas, umas 2 horas, e havia 3 diferentes para escolher. Fiz o do centro histórico, e um outro chamado Apartheid to Freedom, valeu muito a pena esse segundo, é uma aula de história, mostrando sobre como era a vida das pessoas em Cape Town no período do Apartheid, e ver alguns objetos daquela época que ainda estão na cidade, mantidos como registro histórico(como um banco de praça escrito "apenas para brancos", é impactante). Não fiz o tour para o Bo-Kaap, que é o antigo bairro apenas para muçulmanos, onde as casas são coloridas, eu apenas dei uma passada por lá num outro dia, mas acredito que vale a pena conhecer mais detalhes históricos dali. Outros passeios e lugares que gostei: Two Oceans Aquarium: Fica do WaterFront, o melhor é ir às 14h00, que é quando eles alimentam os peixes, e tem um pequena palestra. Às 14h30 vá para parte de cima, para ver a alimentação dos pinguins. Museo do Rugby (The Springbok Experience Rugby Museum): Fica no WaterFront, ali dá pra ter uma ideia do porque o rugby é tão importante para os sul africanos, e como ele foi usado para unir a nação, fiquei com vontade de ir num jogo, mas não achei nenhum que iria acontecer enquanto estivesse lá. Mama Africa: Restaurante muito bom, voltado para turistas, fica na 178 Long Street, tem banda ao vivo, que toca músicas típicas. Se você quiser experimentar carnes exóticas, tem um prato chamado Wild Game, nele vem carne de Kudu (a melhor que comi), avestruz, javali, crocodilo e outros, custa $320 Rand, um pouco caro mas valeu muito a pena. Galbi Restaurant: Fica numa galeria na 210 Long Street, outro lugar com carnes exóticas, só que mais barato, o legal aqui é que você pode escolher a carne e cozinhar você mesmo! tem uma grelha em cada mesa, achei bem legal esse esquema. African Tradin Port: Fica no WaterFront, é uma loja gigante, uns 3 andares, vale a visita só pra ver os itens a venda, o preço é um pouco salgado, se gostar de algo, procure o mesmo item em outra lojinha, como as várias da Long Street, onde você pode negociar o preço. Hout bay Uma cidade costeira, próxima de Cape Town, com vários passeios interessantes, é tranquilo ir de carro ou ir com o ônibus vermelho(a rota Mini Peninsula): Parque Kirstenbosch Botanical Garden, é um parque bem grande e bonito, caso você tenha vários dias disponíveis, vale fazer a visita e ficar um pouco por ali, talvez fazer um piquenique, pois é bem tranquilo e seguro pelo que percebi, no mais, é só um parque. World of Birds/Monkey Park, é um zoológico, que possui muitas aves, muitas mesmo! é quase um labirinto, e você vai passando de uma jaula pra outra, podendo chegar bem perto deles, é um ótimo lugar pra fotografar por causa disso. O único ponto ruim, é que dá uma certa dó de vê-los presos, eu li que as aves ali são resgatadas, e não poderiam ser re-inseridas na natureza, porque não sobreviveriam, mas ainda assim, dá uma dó deles. Existe também uma parte dedicada aos macaquinho, e é bem legal pois é possível chegar perto deles. Imizamo Yethu, é um tipo de povoado, bem pobre, e oferece visitas guiadas para conhecer aquela comunidade, a história dela, e ajudar com as instituições de caridade dali. Mariner's Wharf, é um cais, ótimo lugar para almoçar, muitos pratos de frutos do mar, e depois dá pra fazer o passeio de barco para a Seal Island, uma ilha cheia de lobos marinhos. Joanesburgo e Soweto Fiz o tour do Soweto, com uma agência chamada MoAfrika, mas acho que não foi tão bom, pelo que ouvi de outras pessoas, que fizeram outros tours, eles visitaram algumas instituições/ONG de ajuda aos moradores da região, no tour que eu fiz, não passamos por uma, e eu gostaria muito de ter conhecido. O passeio foi por algumas vielas de uma parte do Soweto, e entramos em uma das casas, no final teve uma apresentação de uma dança típica local, com alguns jovens, muito legal. Fizemos outras paradas, uma no museu do Hector Pieterson, que conta a história de uma revolta da população contra o governo, e da importância dos movimentos que nasceram do Soweto na luta contra o Apartheid, e a última parada foi no museu do Apartheid/museu do Nelson Mandela, os dois ficam juntos, e vale muito a visita, o tanto de informação que tem ali, é impossível ver apenas em uma dia, a maioria do material são vídeos, jornais e fotos da época, algumas partes são bem impactantes, mas sem duvida vale a visita. Minha opinião sobre esses tours do Soweto.(sinta-se livre pra pular essa parte se quiser rs). Sobre o tour em si, acho que ele é mais impactante pra quem mora em países desenvolvidos(europeus, americanos), pra quem mora aqui na América Latina, e mesmo em grandes cidades do Brasil, é possível achar pessoas em situações bem parecidas(ok, provavelmente não tão precárias como lá, devo dizer), não que deixe de ser uma boa experiência, conheço muitas pessoas que precisam de um "choque de realidade" daqueles, principalmente para lembrar que aquela é a realidade de boa parte do mundo, incluindo talvez o bairro onde elas moram. Ao mesmo tempo, me incomodou um pouco fazer esse tipo de "tour de miséria", perguntei para o guia, que era morador dali, o que os outros moradores achavam de ver vários turistas visitando o lugar, e tirando fotos deles. Ele explicou que, desde que as coisas por ali melhorarem, os moradores não se importariam, desde que aquela movimentação de turistas, também trouxesse uma melhora na vida deles, mesmo que pequena, eles aceitariam. Por isso, achei que faltou a visita em alguma instituição beneficente, no tour que fiz. E caso você vá visitar o lugar, não deixe de ajudar, da forma que conseguir, você vai sair levando algo dali, seja uma alegria pelas crianças que correm e pulam pra te abraçar, seja uma inquietação pela situação que aquelas pessoas vivem. E por levar essa lembrança, nada mais justo que deixar alguma ajuda em troca para eles. Safári Essa parte me deixou bem confuso antes da viagem, vários nomes e termos, vários parques, onde ir, como ir. Vou colocar aqui o que eu aprendi pra te ajudar a decidir. Existem muitas opções de safári para fazer em vários lugares da África do Sul, a maioria dos parques você pode chegar por conta, e dirigir por eles, ou contratando agência para te levar. Se você estiver em Cape Town, tem poucas opções, o mais perto o é Aquila Private Game Reserve, que mais parece um zoológico aberto. Entre os parques que merecem destaque, pelo tamanho e quantidade de animais, estão o Addo Elephant National Park, bem próximo de Port Elizabeth. O outro, e pode-se dizer o maior e melhor, é o Kruger National Park, fica a 6 horas decarro de Joanesburgo, ou pegando um voo para a cidade Nelspruit. Game drive: Você deve ter lido isso se já pesquisou, esse é o nome que as agências dão aos passeios de carro 4X4 para ver os animais dentro do parque. Esses game drive duram umas 4 horas, e são feitas ou bem no inicio ou no final do dia, num carro alto e aberto, para que os passageiros possam ver os animais e fotografar. Walk game: é uma caminhada dentro da área selvagem, juntos com dois guias armados para te acompanhar, um deles vai mostrando o lugar, ensinando sobre algumas plantas, animais que passagem por ali, muitas pegadas ou cocôs(no que eu fiz aprendi muito sobre isso rs). É possível ver alguns bichos, mas sempre mantendo distância, gostei mais desse passeio do que o de carro, isso porque eu gosto de andar na natureza, é mais empolgante do que andar de carro. Hospedagem: Existem várias opções, camping, tendas grandes, chalés e até casas. Caso você resolva ficar numa Private Reserve, algumas delas tem acomodações bem luxuosa-topzera(como a Sabi Sand Game Reserve que eu queria ter ido, mas não deu por motivos de:$$$) e outras mais humildes que oferecem tendas em áreas mais afastadas, com banheiro compartilhado, uma espécie de camping, para quem quer uma experiência mais root's. Private Reserve ou Game Reserve: Em volta do Kruger, existem algumas áreas que são privadas, porém não possuem cercas de separação, então os animais acabam transitando para lá, e é possível ver nelas, a maioria dos animais que estão no Kruger. A vantagem aqui, é que os carros podem entrar em áreas mais difíceis, além de ter menos veículos circulando. Dentro dessas reservas, existem os Lodge, que são os lugares que oferecem pacotes com hospedagem/game drive/refeições. Da mesma forma que o Kruger, existem pra todos os bolsos. Dica de fotografia: Esqueça Go-Pro ou similares, com celular até que dá pra tirar dos animais que estejam mais próximos. O ideal é ter uma câmera com um bom zoom, prefira uma lente Teleobjetivas com no mínimo 200mm, pois muitos animais ficam distantes da estradas. Safári no Kruger Se o objetivo é economizar, o melhor é alugar um carro e ir por conta, reservando sua hospedagem pela internet (esse é o site oficial para escolher). A outra opção é fechar com uma agência, que vende pacotes all-inclusive, podendo escolher o tipo de acomodação (chalé, tenda, cabana), e o preço varia pra cada tipo. Eu escolhi a Viva Safaris, na ocasião ficou em $600 dólares o pacote de 4 dias, o que inclui: Transporte ida/volta de Johannesburgo para o Kruger; uma parada para os cânions Blyde River na volta; 3 noites num tipo de chalé bem confortável(eu escolhi tenda, mas deu "overbooking" e acabei ficando em chalé!); 3 jantares, 3 cafés da manhã; e um almoço(os outros almoços foram na estrada ou dentro do Kruger, mas que não ficaram caros); além dos passeios: e 1 Walk Game, 3 Game Drive de 4 horas na reserva privada, e mais 1 de dia inteiro dentro do Kruger. Até que compensou pois foi tudo organizados por eles, recomendo pra quem não quiser pesquisar muito pra fechar cada coisa em separado, dentre as agências que pesquisei, acho que foi a de melhor custo/benefício. Hospedagem: Quando reservar acomodação no Kruger, jogue no google o lugar, e veja no mapa, pois algumas dizer ser dentro do Kruger, mas não são. Não que isso seja ruim, muitas dessas reservas são ótimas, eu fiquei numa delas, mas só pra você ter certeza do que tá comprando. Game drive: Um conselho importante: tenha paciência quando fizer os safáris! pois é possível que você fique até uma hora inteira sem ver muitos animais, o parque é muito grande mesmo. Caso você esteja dirigindo por si, se vir muitos carros parados, chegue perto pois teve ter algum animal interessante alia Rota: Caso resolva dirigir por conta própria, no caminho para lá, faça uma parada no cânions Blyde River, tem uma vista belíssima.
  3. Segue abaixo o relato da minha viagem à África do Sul entre 23/12/2016 e 05/01/2017: VISÃO GERAL: é um destino que reúne praias lindas, vinhos e gastronomia, safaris, cultura e história. O povo é muito simpático e hospitaleiro. VOO: compramos as passagens em uma promoção da South African (R$1.800). Os aviões da SA são bons, a tela para filmes a melhor que já vi, comida ok e serviço de bordo bom. O voo dura quase 9 horas até Joanesburgo. Mesmo quem vai a Cape Town/Cidade do Cabo precisa retirar a mala em Joanesburgo e despachá-la de novo. Quase perdemos a conexão porque nosso voo saiu atrasado de SP e a fila na imigração estava enorme! Saímos correndo aeroporto afora e conseguimos pegar o nosso voo a Cape Town, que também saiu atrasado. Ah, dica importante: nossa mala não chegou em Cape Town e ficamos sem bagagem até no outro dia (eles entregaram no nosso hostel). Me pareceu que era uma coisa "comum", portanto, na mochila de mão tenha itens e roupas essenciais para uns 2 dias rsrs. DINHEIRO: levamos dólares e reais. Fazendo as contas valia mais trocar dólares mesmo na época que fomos. No aeroporto não conseguimos uma cotação tão boa. No Waterfront tem diversos bancos que trocam dinheiro, pergunte a cotação e a comissão deles. O banco Bidvest troca reais (tem um no shopping) e tem várias agências no país. Quando trocamos a cotação ficou 1 Real = 3,88 Rands. Os preços no relato sempre estarão em Rands. VACINAS: é necessário ter a Carteira de Vacinação Internacional para Febre Amarela. Eles realmente olham se você tem. COMPRAS: pechinche e negocie. Nas lojas de shopping não conseguíamos muito desconto, mas nas tendas e feirinhas de rua conseguíamos as coisas até pela metade do preço. SEGURANÇA: em Cape Town não me senti insegura em nenhum momento, mas por conselho do staff do hostel, usamos Uber para nos locomover à noite. De dia você deve cuidar com batedor de carteira como em qualquer cidade grande do mundo. Já em Joanesburgo é mais perigoso e feio. Ficamos num local que tinha seguranças da rua de dia e de noite, então era tranquilo, mas nos falaram que podíamos ser assaltados mesmo de dia se saíssemos daquela área. Passávamos de carro e víamos muita gente na rua, lixo, gente pedindo dinheiro em cada semáforo. À noite dava um pouco de receio, ficávamos bem ligados, mas acho que não deve ter assaltos a carros como no Brasil. CLIMA: Cape Town tem um verão seco, não choveu nenhum dia enquanto estávamos lá. As temperaturas são bem quentes no sol durante o dia, mas a noite fica fresquinho. Mas é bom sempre ter um casaco, pois no barco e em lugares mais altos como a Table Mountain, sempre tem um ventinho frio. No Kruger Park e em Johannesburg chove mais no verão, mas pegamos chuva somente no primeiro dia. Também é mais quente e abafado que Cape Town. DICAS: - Se for nessa época de férias, reserve tudo com bastante antecedência. Tentei reservar os melhores restaurantes 3 meses antes de ir e já estavam fully-booked/lotados toda aquela semana entre Natal e Ano Novo. Os passeios para a Robben Island consegui apenas o último horário reservando 3 meses antes. Quando estávamos lá tinha uma papel avisando que só tinha vaga após 8 de Janeiro. Isso vale para acomodação, etc. - Todos os lugares que fiquei possuíam adaptadores para a tomada do Brasil, mas se precisar de mais algum, compre no Pick n`Pay. Este mercado está em todo canto e custou bem barato (R35 rands). - Baixamos o mapa da África do Sul no aplicativo Here e foi muito útil, usamos como GPS no celular sem precisar estar conectado na internet. GASTOS: RS 1.800 reais passagem saindo de SP. Antes de ir gastamos uns RS 670 reais com pré-reservas e levamos mais US$ 650 dólares. Com uns pequenos gastos de Uber no cartão dá pra jogar o total pra RS 5.000 reais cada. Com isso comemos bem, alugamos carros, compramos vinhos etc. 23/12 (sexta) - Chegamos já à noite por causa do atraso. Eu havia reservado um transfer antes de ir e não consegui avisar ele em Joanesburgo, mas quando cheguei em Cape Town consegui ligar pelo skype e o cara ainda estava lá esperando, coitado. O transfer foi pela http://www.airporttaxiservice.co.za/ e custou 270 Rands para os dois. Acomodação: ficamos no Atlantic Point Hostel (R340 quarto com 6 camas). Ótima localização, perto do Waterfront, centro e ponto de ônibus. Café da manhã excelente, seguro (possui senha na entrada principal e nos quartos), os quartos com 6 são camas e não beliches e bem espaçosos, armários com chave (leve seu cadeado), camas confortáveis, limpo. Enfim, foi um bom custo-benefício, já que acomodação em CT nessa época do ano fica bem cara. Quando chegamos encontramos minha mãe que já estava lá e fomos passear no Waterfront. Estava lotado de turistas e iluminado para o Natal, lindo! Aquela noite estava friiiia. Comemos fish and chips no shopping (69 rands) e depois fomos no Ferrymans Tavern que teria banda. A música estava legal, mas o atendimento péssimo! Um chope grande custava uns 40 rands. 24/12 (sábado) - Neste dia fomos ao Waterfront resolver umas coisas de início de viagem: - Trocar dinheiro: vale a pena nos bancos, tem vários do Waterfront. - Comprar um chip de telefone: compramos na Vodafone do shopping apenas para internet, custou R120 o chip + 500MB de internet. Rendeu a viagem toda usando apenas quando não tinha wi-fi. - Cartão para ônibus Myciti: esta é a melhor opção de transporte junto com o Uber se você está sozinho. Pagamos R30 pelo cartão e carregamos R80 rands. Ele conecta vários pontos da cidade. Depois vimos que vale a pena apenas se você está viajando sozinho. Em 3 teria sido mais barato a gente usar o Uber. O Uber lá é super barato. A parada de ônibus fica bem pertinho do hostel, na rua principal (Main St). Pegamos o ônibus 108 até Hout Bay, com o trânsito levou uns 40 minutos. Hout Bay é tipo uma vila de pescadores, praia bonita, vários barcos de pesca e restaurantes de frutos do mar. Mas meu objetivo era ir na feirinha que rola aos sábados e domingos entre 10AM e 4PM. Você tem que caminhar atééééé o final da praia, tipo 1km, para chegar na feirinha. Adorei esta feirinha, música ao vivo, gente bonita, uma vibe muito boa. Tem as tendas com artesanatos, as de comida e um bar no meio que vende vinhos e cervejas. Foi difícil achar um espaço nas mesas de tão cheio que estava. Pegamos ostras (R20 cada) e uma salada de atum selado (R69 e o melhor que comemos a viagem toda), um vinho rosé e curtimos o som. Não deixe de ir! Depois que acabou a feira fomos tentar pegar o barco para a ilha das focas, mas fomos avisamos que o barco não estava se aproximando da ilha por causa das condições do mar, então fomos outro dia. Caminhamos mais um pouco pela orla e então pegamos o ônibus de volta. À noite eu e o Renan pegamos um Uber até a Long Street e fomos no Beerhouse, bar com vááááárias cervejas. Esta rua tem vários bares e baladas e estava bombando, muito gente louca na rua rsrs Mas você tem que ficar ligado, embora tenha seguranças na frente de cada estabelecimento, ouvi falar de pequenos crimes. Pegamos uma régua de degustação. Como a maioria dos lugares na África do Sul, não veio gelado Ai a gente até perde o gosto de beber rsrsrs Tomamos mais uns 2 chopes e voltamos. 25/12 (domingo) - Neste dia acordamos cedo para subir a trilha da Table Mountain. Foram com a gente a brasileira Natália e um outro americano que minha mãe tinha feito amizade antes. Fomos de Uber até a entrada do teleférico (já cedo a fila para pegar o teleférico estava enorme, ouvi falar de 2-3 horas de fila para subir). Caminhamos mais um tempo pela rua até a placa indicando o início da trilha. A trilha foi bem mais puxada que eu imaginava. É subida direto, pedras altas e não tem sombra nenhuma pra aliviar o sol quente (leve bastante água e protetor solar). Mas minha mãe conseguiu subir, com muuuuito esforço kkkkkk Ao todo, com muitas paradas para esperar minha mãe se recuperar, levamos 2 horas e meia. A vista lá de cima é espetacular, as fotos falam por si só. Curtimos a vista lá de cima um tempo, compramos água, comemos umas frutas e compramos a descida (R135 rands). Também tinha fila para descer rsrs mas foi rápida até. Muito legal descer com o teleférico De lá pegamos um Uber para Camps Bay para almoçar. Lugar muito popular, com vários restaurantes de frente pro mar. Após o almoço a Natália tinha que ir e o Renan também queria voltar para o hostel porque estava cansado e torrado do sol. Eu e minha mãe fomos andar um pouco na praia. Realmente é gelada demais, ninguém entra na água rsrsrs Mas é linda, com as montanhas ao fundo. Ficamos lá até o pôr-do-sol. 26/12 - Acordamos mais tarde para descansar e fomos caminhando até o centro. Passamos pela igreja St. George e pela Company`s Garden. Este jardim é muito mais bonito que eu esperava...um oásis naquele dia quente. Lindos jardins e muuuitos esquilos fofos que vêm até você e ficam olhando esperando comida rsrsr parecem cachorros. Depois fomos ao South African Museum and Planetarium (R30 rands), mas o planetário estava fechado para reforma. Não é o museu mais legal que já fui, mas é interessante. Bem grande, dá para ficar umas 3 horas. Depois fomos caminhar na Long Street, de dia ela é mais parada, tem várias lojas de souvenirs e restaurantes. Também passamos na GreenMarket Square, uma praça com várias barracas de artesanato. À noite fomos passear novamente no Waterfront e jantamos no Den Anker, restaurante belga com localização privilegiada no Waterfront. Estava lotado mas logo conseguimos uma mesa. Serviço amigável, várias opções de cervejas belgas, menu bem variado e a comida estava bem boa. Com 2 entradas, prato principal e bebidas saiu cerca de R400 rands cada. 27/12 - Nesse dia o plano era subir a Lion`s Head de manhã, mas como estava muito quente acabamos não indo (me arrependo hoje rsrs). Fomos no Waterfront para andar por umas partes que não tínhamos ido ainda (é enorme o lugar), almoçamos um sanduíche no shopping (R45 rands) e fomos esperar o barco para a Robben Island (R320 rands, lembre de comprar antecipado online, tem às 9h, 11h, 13h e 15h). O passeio dura cerca de 4 horas (2h ida e volta de barco mais 2h na ilha). O passeio de barco em si já é legal. Na chegada entramos em um ônibus com uma guia. A parte 1 do passeio consiste numa volta na ilha dentro do ônibus onde a guia vai falando dados da ilha, história, fauna, explica algumas construções etc. Na parte 2 paramos na entrada da prisão e outro guia, que é um ex-prisioneiro político e ficou preso com Mandela, nos leva para dentro e fala um pouco sobre o apartheid, a luta deles, como funcionava o esquema prisional e as alas da prisão, visitamos as celas e ele fala como foram aqueles muitos anos presos lá (Mandela ficou 18 anos preso nessa ilha). Ninguém falava nada, todos só ouviam, é uma mistura de sentimentos. Após o passeio fomos jantar no restaurante La Mouette, bem concorrido e quando fiz a reserva 3 meses antes já tinha apenas 1 horário disponível e eles pegam um pré-pagamento no cartão. Esta foi a janta mais cara da viagem, mas também é outro nível, desde as mantas disponíveis nas cadeiras no exterior, atendimento impecável, cerveja gelada rsrsrs. Pegamos o Menu Degustação que custa R445 e vem 6 pratos. A comida e apresentação dos pratos estavam perfeitos, até minha mãe que não curte coisas diferentes gostou do carpaccio de avestruz e dos outros pratos. Com 2 garrafas de vinho saiu uns R650 rands cada. 28/12 - Acordamos cedo, fizemos check-out e fomos buscar o carro alugado na Hertz pela internet (R1044 rands 3 dias, carro B). Teoricamente precisaria carteira de motorista internacional, mas pegamos com a do Brasil sem problemas. No primeiro dia foi tenso dirigir do lado esquerdo, mas logo o Renan acostumou, após quase bater numa rotatória porque olhamos pro lado contrário Nosso destino era Cape of Good Hope/ Cabo da Boa Esperança, com paradas pelo caminho. Primeiro paramos em Hout Bay para fazer o passeio até a ilha das focas. Já no pier tem várias focas que os pescadores ficam jogando peixe. O passeio dura 40 minutos, custa R85 rands e vale muito a pena. A ilha é repleta de focas, muito legal ver elas brincando, brigando e nadando ali ao redor. Depois seguimos para Chapman`s Peak (R42 pedágio), uma das estradas costeiras mais espetaculares do mundo. Realmente espetacular! Vontade de ir parando a cada 10 metros para tirar fotos. Passando Chapman`s Peak drive seguimos em direção a Simon`s Town, depois seguimos as placas para Cape Point. Quando passamos por Boulders Beach resolvemos parar para almoçar e já ver os pinguins. Estava lotado, fila para estacionar, então estacionamos mais longe e caminhamos até lá. Por onde entramos tem uma tarifa para nadar na praia, e no outro lado do deck de madeira é a tarifa para ir observar os penguins. Pra variar tinha fila e estava lotado, então não entramos, porque caminhando pelo deck já é possível observar a praia, os pinguins na praia mais de longe e alguns penguins bem próximos da cerca. Seguimos viagem para Cape Point, várias placas de BABOONS pelo caminho, mas não vimos nenhum. Quando estávamos próximos de chegar já tinha uma fila de carros. Esperamos não sei quando tempo na fila e quando estávamos chegando próximos da entrada um guarda disse que poderia levar até 2 horas para liberar estacionamentos (tem que chegar cedo pra tudo ou pegar filas intermináveis, essa é a desvantagem de viajar nesta época do ano). Desistimos e resolvemos voltar no outro dia bem cedo. Seguimos para Stellenbosch para visitar algumas vinícolas. Como as degustações encerram às 16h-17h na maioria delas, conseguimos visitar apenas a Vredenheim. Serviço ok talvez porque já estavam quase encerrando, vinhos não estavam na temperatura certa. Em Stellenbosch alugamos uma casa pelo AirBnb https://www.airbnb.com/rooms/8746700. O melhor lugar que ficamos, linda casa num bairro residencial, super limpa e espaçosa, muito bom! 29/12 - Saímos de casa umas 6AM e levamos mais ou menos 1h30min até Cape Point. Fomos uns dos primeiros a chegar rsrs, não tinha fila nenhuma. Seguimos a Cape Point e subimos as escadas até o Farol. Vistas espetaculares de lá e pensa num vento. Bom ler um pouco da história deste local antes de ir, pois o mais legal além da beleza natural é sua importância histórica. Lá tiramos umas mil fotos. Depois seguimos pela trilha que vai até Cape of Good Hope, é possível ir até lá de carro, mas a trilha é bem tranquilo e leva no máximo 2h ida e volta. Depois dirigimos mais um pouco no parque e voltamos para Stellenbosch. Eu tinha reservado uma degustação na Neethlingshof às 13h, chegamos só um pouco atrasados porque nos perdemos um pouco. Vale muito a pena a Flash Food, Slow wine pairing! Custa R90 e cada vinho vem com um mini prato armonizando. De lá seguimos para a Die Bergkelder (Fleur du Cap) onde havia reservado outra degustação com comida, mas chegando lá falaram que só seria possível a de vinhos. Os vinhos são muitos bons mas não gostei do atendimento. Depois fomos para a Spier, vinícola muito popular, mas estava lotado e não conseguimos fazer a degustação, então apenas compramos uns vinhos na loja e fomos pra casa. 30/12 - Dia de degustações. Importante destacar que meu noivo estava de motorista, então a maioria das degustações só eu e minha mãe fizemos, tadinho rsrs Primeira vinícola foi a Warwick. Minha preferida, lindo lago e jardim, atendimento ótimo, vinhos excelentes! Eles fazem picnic gourmet então tem almofadas, mantas etc no jardim em frente ao lago. Sentamos na varanda sob uma árvore para fazer a degustação. Que lugar tranquilo e agradável, se tivesse mais tempo ficaria ali uma manhã inteira. A degustação básica custa R50 mas este valor é abatido se você comprar vinho depois, então vale muito a pena! Levamos 2 garrafas. Próxima vinícola foi a Fairview Cheese and Wine. Estava lotado. Na entrada tem uma casinha de cabras, muito fofas rsrs. Após um pouco de espera fizemos a degustação de queijos e vinhos (R40 ótimo preço). Os vinhos são bons, mas os queijos...deliciosos! Levei um queijo de cabra e um queijo azul. Recomendo muito este lugar também! Depois paramos na La Motte. Vinícola grande e mais chique, um jardim lindo, algumas esculturas e peças de arte, uma ponte sobre um lago. Os vinhos realmente são muito bons, mas também são os mais caros. Compramos apenas uma garrafa rsrsrs Quase em frente a La Motte fica a Eikehof. Faça um favor a si mesmo e visite este lugar! Amei! É uma vinícola familiar pequena e mais rústica. A degustação é feita sob as árvores em frente ao vinhedo. A própria família te recebe, e são muuuuito atenciosos e queridos, contando a história deles e daquele lugar. Minha mãe até foi andar no meio do vinhedo pra ver rsrsrs Pegamos uma tábua de frios, tudo delicioso. É um lugar imperdível na região! Fomos para casa pois já tinha dado de vinho, apaguei e acordei com aquela sede rsrs Quando olhei o relógio já estávamos atrasados para o jantar que tinha reservado na Tokara! Fomos correndo e chegamos a tempo para o pôr-do-sol. Sim, porque ver o pôr-do-sol neste lugar é obrigatório. Chegamos e o host já perguntou se queríamos primeiro tomar algo no deque. Lógico! Este é o restaurante e vinícola com o visual mais lindo! A fachada do restaurante é toda de vidro, então enquanto você janta pode ficar observando aquele restinho de sol no horizonte. Este restaurante é um dos melhores na região e possui poucas mesas, então reservei uns 3 meses antes. Comida maravilhosa, tudo perfeito! Com 2 entradas, 3 pratos principais, água e uma garrafa de vinho deu uns R400 cada. Como eu adoro gastronomia e vinho, amei Stellenbosh e ficaria mais tempo se meu noivo também gostasse tanto quanto eu. 31/12 - Saímos cedão para devolver o carro e pegar um voo para Lanseria/Joanesburgo. Esse voo foi comprado separadamente na Kulula (budget airline). No aeroporto pegamos outro carro alugado na Budget (R1923 rands carro automático por 6 dias). Ambas as empresas foram boas. Seguimos direto para Hoedspruit, cidade próxima ao Kruger Park. Todas as estradas da África do Sul são ótimas e foi super fácil dirigir por lá. No caminho vários pedágios, mas pelo menos as condições das rodovias eram excelentes. O caminho foi bem longo e levamos umas 6h para chegar. Ficamos na Lourie Guesthouse (reservado pelo Booking.com) e foi R270 uma diária em quarto família. É uma pequena cidade, apenas ponto de entrada para o Kruger Park, apenas para dormir e seguir viagem. Passamos o ano-novo dormindo rsrs 01/01 - Saímos umas 6AM rumo ao portão Orpen do Kruger Park. No caminho existem várias reservas privadas e vimos já uma girafa peto de uma cerca no caminho. Na entrada perguntam se temos armas, revistam o carro mais ou menos. Infelizmente ainda tem muita caça ilegal mesmo dentro do Kruger, vi num folheto que em 2013 foram mortos mais de 300 rinos Na próxima parada tem uma recepção onde mostramos nossa reserva e eles anotam a placa do carro etc. Também compramos um mapa muito bom por R40, que tem o tempo de viagem entre os acampamentos, fotos e nomes dos animais, etc. Observações: - Reservamos acomodação no Skukuza Camp e o Sunset Safári pelo site do governo https://www.sanparks.org/parks/kruger/. É importante reservar com bastante antecedência pois este camp é o maior e o mais popular. Tive problemas para pagar com meu cartão, bug no site, então liguei lá e o pagamento foi feito por telefone. - Esses safáris oferecidos pelo parque só estão disponíveis para quem dorme lá, pois começam ou terminam fora do horário que os portões estão abertos para "day visitors" (o nosso safari terminava as 20h e os portões fecham às 18:30 por exemplo). - Tem toda uma lista de regras que você recebe ao reservar, como limite de velocidade, recomendações como nunca abrir as janelas do carro etc. E tem que respeitar o limite mesmo que eles multam. - Se você faz questão de ver os Big 5, o ideal é ficar pelo menos 4 dias no parque. Logo na entrada vimos uns carros parados e fiquei olhando e não via nada, eles olhavam para uma árvore, então olhamos pra cima e vimos um leopardo num galho. Começamos bem, já que é super difícil ver leopardo. Seguimos pela via asfaltada em direção ao Satara camp. Em determinado momento pegamos uma estrada de barro para fazer um loop, mas tivemos que seguir por esta estrada de barro por muito tempo, pois todas as que ligavam a estrada principal estavam fechadas (parece que devido a uma forte chuva). Mas foi bom, pois quase não tinha carros nesse caminho e vimos elefantes, zebras, muitos tipos de antílopes, búfalos, rinocerontes... Claro, passamos muito tempo dirigindo sem ver nada, é muita questão de sorte..pois a savanna é imensa e tem que ter sorte de o bicho estar ali perto da estrada. Acho que as estradas de barro são melhores para achar os animais por ter menos movimento. Também quando o sol está mais forte, e estava muuuito quente aqueles dias, os animais tendem a ficar mais deitados e sob as árvores, então os melhores horários para vê-los é bem cedo ou final da tarde. Chegamos na recepção do Skukuza para pegar a chave pro nosso hut, pagamos a taxa de conservação (R304 cada) e fomos esperar a hora do check-in. Este acampamento possui um restaurante, uma loja de souvenirs e mini mercado, uma piscina. É bem completo, nem parece que você está no meio da savanna. E tudo com preço razoável, mesmo preço das cidades. Estava muuuito quente. Fomos no restaurante tomar um cerveja. O deck fica em frente ao rio e vimos um monte de macacos correndo sobre a ponte. Às vezes até é possível ver elefantes bebendo água no rio ali na frente (vi em fotos, mas não vimos). Fizemos check-in, tomamos banho e descansamos para o safári, que começava às 16:30h. Seguimos com o jipe, dirigimos bastante tempo sem ver nada. O próprio guia falou que como estava muito quente, só quando o sol saísse veríamos mais coisas. O safari decepcionou na verdade, pensei que com o guia veríamos mais animais por eles saberem os melhores lugares para olhar, mas não. Valeu a pena pela família de girafas que passou na frente do jipe, aquele pôr-do-sol lindo ao fundo, parecia cena do Discovery rsrs e outros pequenos animais que sem o guia nem notaríamos, como cobra, pássaros, pequenos roedores, etc. Voltamos 20H para o acampamento e fomos jantar. À noite você percebe que está no meio na savanna, pois só ouve o barulho dos animais, o céu mais estrelado que já vi... 02/01 - Saímos umas 7h, jogamos a chave na caixa "Key Drop" (check-out mais eficiente rsrs) e seguimos mais ao sul do parque. Seguimos um bom tempo sem ver nada numa estrada de barro e de repente, uma grande manada de elefantes bem próxima da estrada, os filhotinhos brincando tãaaaao fofo. Sempre batia um medinho quando tinha filhotes, pois as mães ficam mais agressivas rsrs então sempre mantemos uma distância segura. Às vezes era impossível porque você vai dirigindo devagarzinho e de repente tem um elefante enooorme bem no lado do carro. Dava uns frios na barriga e eu começava a gritar "fica com a ré engatada" daí o elefante começava a vim na nossa direção e eu gritava "saaai sai rápido" kkkkkkk É que eu vi um vídeo onde um elefante derrubou um carro, dai já viu. Nesse dia vimos muuuitos elefantes naquela rota e também girafas, mas nada de leão Próximo da saída do parque vimos mais 2 rinocerontes bem perto, então já fiquei feliz pois eles também são difíceis de encontrar. Foi umas das experiências mais legais da minha vida, ver estes animais no seu habitat natural e a savanna africana e suas "Acacias tortilis". Nossa passagem foi rápida, não vimos o leão, mas valeu a pena. Como falei antes, se você quiser ver todos os animais, fique pelo menos 4 dias no parque. Seguimos viagem rumo a Joanesburgo, mais 5h. Ficamos num flat alugado no AirBnB no bairro Moboneng. 03/01 - Após dias acordando super cedo, dormimos até mais tarde neste dia. O bairro que ficamos tem guardas nas ruas, então é seguro sair ali a pé para tomar um café, mas fora daquela região é perigoso. Este bairro foi totalmente reformulado e se tornou "cool", cheio de galerias de arte, um cinema independente, lugar da moda. Fomos ao Museu do Apartheid (entrada R80 e estacionamento seguro e gratuito). Na entrada te dão um ingresso que te discrimina aleatoriamente pela cor, então você se separa do grupo na entrada, uma amostra de como muitas famílias foram separadas quando o regime começou. Muito louco pensar que isso é tão recente. O museu é enorme, dá pra ficar 4 horas ou mais, pois também conta a história da África do Sul desde a colonização. Nossa, o que dizer deste museu...impossível não se emocionar. Alguns vídeos são bem gráficos, tinha até gente chorando. O ser humano pode ser muito cruel. Mas emociona também a determinação, resiliência e força dos que lutaram contra a segregação, não somente negros, mas também indianos, brancos e asiáticos. Depois fomos para o shopping Sandton. É enoooorme, fizemos umas compras e jantamos no The Butcher Shop and Grill. Finalmente comi a carne de avestruz e o malva pudim que estava querendo provar. 04/01 - Fomos ao Cradle of Humankind/Berço da Humanidade, que fica cerca de 1h de carro de Joanesburgo. O ingresso custa R190 (combo cavernas Sterkfontein + Maropeng). Paramos primeiro na Sterkfontein Caves, caverna onde foram encontrados diversos fósseis dos primeiros seres humanos e os famosos Little Foot e Mrs. Pleas. A caverna é legal e tem estalagmites, um lago etc, mas o mais legal é a parte histórica e saber que naquela região viveram, milhões de anos atrás, os primeiros seres humanos. Algumas partes tem que andar agachado, passar por lugares bem estreitos, mas não muito. Depois fomos ao Maropeng Visitor Centre, que fica a 6km das cavernas. É um museu interativo focado da evolução do planeta, dos humanos e nossos ancestrais. Primeiro tem uma parte com fósseis de dinossauros. Depois vem a parte mais legal. Entramos num bote redondo que vai passando por um túnel gelado e azul, depois passa uma parte escura com fumaça e lava, placas tectônicas se movendo, muito massa, só isso já valeu a pena a visita! Depois passamos por um túnel que é pra ser o momento do Big Bang (dá uma tontura) e saímos em uma sala com exposições interativas sobre a evolução da humanidade, extinções, etc. Curtimos! Depois fomos à Lesedi Cultural Village, mas chegamos tarde demais para visitar as "aldeias" (o tour ocorre 11:30 e 16:30). O lugar recria a vila/casas de 5 tribos africanas diferentes. É feito para turista, mas para quem não tempo para visitar uma tribo mesmo (acho que é possível somente em outros países da África), tá valendo. Vimos então apenas a apresentação das danças e músicas (R150). Minha mãe adorou e todos foram realmente muito queridos, mas eu achei apenas legalzinho. Na volta fomos novamente no Sandton Mall porque o Renan queria comprar uma camiseta de Rugby e jantamos no Ocean Basket, uma rede de fast-food de frutos no mar. Nossa como nos arrependemos de não ter comido nessa rede antes (tentamos mas sempre tinha fila e não temos paciência ). Muito bom custo-benefício!!! O fish and chips custou R59 e a casquinha tava bem sequinha e crocante, molho delicioso, bem servido. Também pegamos uma porção de frutos do mar (R119) com camarão, mariscos, peixe e arroz, o molho de manteiga é delicioso! Já o sushi não achei aquilo tudo. Essa rede tem em todas as cidades, se soubesse que era assim bom antes... À noite foi arrumar as malas e embalar bem os vinhos com papel bolha para a volta. 05/01- Dia de ir embora, já bate aquela depressão Minha mãe queria porque queria ir no Soweto. Não é o tipo de turismo que curto, é como ir nas favelas no Rio. Mas como ela não parava de insistir, chamei um Uber e fomos até a casa do Nelson Mandela. Ela entrou, tirou umas fotos, caminhamos um pouco ali na rua que é cheia de artesanato (e por ser turística não tinha pobreza), o nosso motorista do Uber falou um pouco sobre o Soweto e tal, e logo voltamos. Neste dia matamos tempo num shopping perto do Aeroporto, depois devolvemos o carro e pegamos o voo de volta. The end.
  4. Apresentando... Quando a gente começa a viajar, seu corpo e sua mente vão querendo cada vez mais, é como uma droga viciante mesmo. No começo, a maioria das pessoas, eu acho, vai realizando aquele sonho que geralmente tem a ver com lugares do nosso cotidiano, que a gente vê muito na TV, nos filmes, nas músicas etc. tipo Estados Unidos e Europa. Comigo não foi diferente. Conheci esses lugares, mas aí eu fiquei com vontade de mais e mais, eaí a África começou a invadir meus pensamentos e eu só conseguia pensar em ir pra lá. Entretanto, por vários motivos, entre eles (principalmente) o acovardamento em ir sozinha, eu fui adiando. Já viajei sozinha várias vezes, mas na África eu não queria ir somente no roteiro tradicional: Cape Town, Joanesburgo, Safari… queria mais, e quantos países vizinhos por ali eu conseguisse ir. Por isso, viajar sozinha estava sendo um grande entrave, pois teria que alugar carro e fazer muitos trajetos sozinha, fiquei com medo do perrengue. Então… como a vida dá voltas, apareceu uma amiga que também queria pra ir África. Mas pro roteiro tradicional. Aos poucos fui introduzindo a beleza da Namíbia e logo ela já estava convencida a conhecer o deserto. E pra fechar o grupo (ou não), meu primo também resolveu ir. Todo mundo conseguiu conciliar as férias, a vontade de ir pra África por um ou outro motivo e resolvemos. Compramos as passagens pela Latam, ida e volta por Joanesburgo por R$ 2.027,47 com taxas, saindo de Brasília. Pausa para dizer o básico, assim que você comprar a sua passagem desligue todos os alertas de decolar.com, googleflights, viajanet ou outro que você tiver feito. Eu esqueci, e uma semana depois a mesma passagem, na mesma data, no mesmo trajeto estava R$ 300 mais barata. Enfim, bateu aquele remorso básico que poderia ter sido evitado pela simples ignorância de não ter nem ficado sabendo que a passagem estava R$ 1.700. Como dizia o sábio: santa ignorância! Mas beleza, passagem comprada, todo mundo me olhando um pouco torto, porque eu queria coisa demais na viagem, começaram os planejamentos e as conversas. Geralmente a gente deixa pra falar como as pessoas eram maravilhosas ou não no final, mas já vou falar logo aqui que o grupo foi sensacional, muita cumplicidade, foi muito fácil resolver tudo já que todo mundo abria mão de alguma coisa pela vontade do outro, abrir mão de algo que eu queria ver não foi tão difícil, na verdade nem me lembro mais do que abri mão, pq a viagem e a cias foram maravilhosas. Então resumindo, quem somos nós: Deise (essa que humildemente vos relata essa viagem), Gabi (minha amiga), FH (meu primo), LC (namorado da Gabi, mas só resolveu ir depois). Fiquei meio que encarregada de fazer o roteiro, acho que me beneficiei nessa parte, pois ia colocando o que eu queria, mas ao mesmo tempo, ia tentando encaixar o que os outros queria também, sendo bem democrática. Tipo, não faço questão de vinícola, mas um deles queria abrir mão do tubarão pela vinícola, como não colocar. Então ficamos sem tubarão, mas com vinícola e foi ótimo, todo mundo satisfeito (eu acho rsrs). Quanto mais eu pesquisava e procurava roteiros, via que a maioria (90%) só fazia o chamado roteiro tradicional, que é aquele do começo do texto: Cape Town, Joanesburgo, Safari. Estava difícil achar informações sobre a Namíbia, Zimbábue, Zâmbia, Botsuana, não que a gente fosse nesses países, mas eu queria ver os relatos pra ver as possibilidades. Principalmente o deslocamento entre esses países, parecia ser bem complicado fazer por terra se você não fosse fazer algum safari de no mínimo 7 dias. E não tínhamos tempo pra fazer safári de 7 dias. Daí também que surgiu a ideia de fazer esse relato, a princípio eu não faria o relato, mas acho que pode ser útil pra quem busca informações e principalmente opiniões sobre lugares fora do roteiro tradicional. Então continuei a busca por relatos e catando algumas informações picadas aqui e ali, montei um roteiro, que pelo visto não foi o melhor, pois toda vez que conversávamos com alguém na viagem sobre o nosso trajeto a pessoa ria. Várias vezes eles comentavam tipo: - nossa, não faz muito sentido, ou: - uau vocês fizeram um belo zigue-zague aí ein. Bom, eu prefiro culpar a falta de informações do que a minha falta de habilidade em fazer planejamento, mesmo que muito provavelmente tenha sido o segundo motivo. Antes de finalizar o roteiro, ainda incluímos Victoria Falls pelo lado do Zimbábue. Pra vocês terem uma idéia, o roteiro final foi esse, quase não tem vai e volta, SQN. roteiro.mp4 Como chegamos nesse primor de deslocamento: simplesmente não tem como ou eu não achei outra maneira de chegar no deserto da Namíbia saindo da África do Sul que não seja de Safári, é claro que você pode alugar carro e rodar até lá, mas pensa na perda de tempo. E os tours são todos bem caros e de 6 dias no mínimo. Então, achamos (eu) melhor ir de avião até a capital da Namíbia: Windhoek, já que de lá saem vários tours para o deserto. E o deserto era a nossa principal razão de ter escolhido a Namíbia. Existem outros passeios bem famosos por lá, como o Parque Etosha, Walvis Bay etc. Mas o nosso foco era o deserto. Então fomos pra Windhoek e já saímos do Brasil com o passeio comprado pela agência Detour Africa, mas quem realmente fez o passeio foi a Wild Dogs (ótima por sinal), a Detour parece ser apenas uma intermediadora, tipo uma agência de turismo. Ops, peraí, já estou entrando realmente no relato, deixa essa parte pra depois. Então beleza, chegaríamos pela África do Sul, porque não teve jeito, a passagem do Brasil chegava e saía por ela, mas já teríamos o primeiro trecho de avião por fora, para a Namíbia. Aí depois, numa reunião com o grupo da viagem, já que o Zimbábue foi escolhido de última hora, deixamos ele para os últimos dias, então a África do Sul ficou no meio da viagem. Ou seja: 07/03 Brasília -- São Paulo -- Joanesburgo 08/03 São Paulo -- Joanesburgo 09/03 Joanesburgo 10/03 Joanesburgo 11/03 Joanesburgo -- Windhoek 12/03 Windhoek - Sossusvlei 13/03 Sossusvlei 14/03 Sossusvlei -- Windhoek 15/03 Windhoek -- Cape Town 16/03 Cape Town 17/03 Cape Town 18/03 Cape Town 19/03 Cape Town 20/03 Cape Town 21/03 Cape Town -- Joanesburgo -- Victoria Falls 22/03 Victoria Falls 23/03 Victoria Falls -- Joanesburgo 24/03 Joanesburgo -- São Paulo -- Brasília Aí sim, roteiro fechado, vamos para o relato. Durante o relato não vou me ater aos valores mas vou colocar um orçamento detalhado ao final, com valor das passagens, hospedagem, passeios etc. Foram 17 dias no total. Nota dramática: 17 dias inesquecíveis. Relato dia-a-dia Já faz alguns dias que voltei, e quase um mês do começo da viagem. Foram dias bem intensos e corridos então não vou lembrar com muitos detalhes de tudo que fizemos, mas vou fazer o melhor possível aqui. A seguir...
  5. Mudei de emprego, fiquei 1 ano sem férias, mas finalmente voltei à boa prática. Com duas semanas nas mãos, onde escolher? Dentre as várias opções, a África do Sul estava no alto das nossas preferências. A Latam passou a voar direto para lá, então as coisas pareciam mais fáceis. Só que não rolava promoção para as datas que queríamos. Até que a santa TAAG fez uma boa promoção e compramos. Optei por chegar por Johannesburgo e voltar pela Cidade do Cabo. África do Sul, para mim, é Mandela. É J. M. Coetzee. É Safari. É Copa de 2010. Cidade do Cabo. Eram as minhas referências, todas positivas. Assim que compramos as passagens, comecei a fazer o planejamento macro. Até pensei em esticar para outro país, mas vi que a África do Sul demandaria mais que apenas 2 semanas. Então primeira decisão foi que ficaríamos somente por lá. Segunda decisão foi não dirigir. Tenho ampla predileção por *não* dirigir no exterior. Mais ainda em mão inglesa. E ainda mais na África do Sul, com os relatos de policiais no estilo Brasil de ser, digamos assim. Com isso passei a enfrentar um problema para fazer o safari. Porque mais de 9 entre 10 relatos sobre o país contém safari com carro alugado. Mas mantivemos a disposição de não dirigir. Fechamos o roteiro básico de ficar 1 ou 2 dias em Jb, fazer um safari e passar +- 1 semana na Cidade do Cabo. E assim foi. Problema é que acabei deixando o fechamento da logística (hotéis, passagens internas, safari) para amanhã, depois para amanhã (e assim subsequentemente), o que resultou num problema na hora de decidir qual safari fazer. Kruger? Outro parque? Reserva privada? E tudo isso em meio à (enorme) limitação de não estar de carro. Tive de recorrer a agências, e consultei diversas. Algumas me respondiam com impressionante rapidez. Outras levavam dias para retornar. As opções de safari, de como fazer, de onde ir e ficar, são diversas, para diversos bolsos e estilos. Mas, para quem está sem carro, complica. Lendo relatos eu acabei tentado pelas reservas privadas. Problema principal, de início, era o preço. São *muito* mais caras, em regra. Dependendo de onde estão, o transporte até lá (sem estar de carro) também fica bem caro. Balancei diversas vezes em função disso. No entanto, considerando que pode ser nossa a única vez na região na vida, optei tardiamente pelo esquema mega-patrão de ficar em reserva privada. Tardiamente pq, na hora em comecei a verificar disponibilidade, poucas (dentre as mais acessíveis) ainda tinham vagas. Isso foi pouco menos de 1 mês antes da viagem. Entre idas e vindas, para encurtar o assunto, acabei fechando com a Ashtons (uma empresa que faz o transporte de Jb ao Kruger) o pacote de transfer + 3 dias na Umlani Bushcap. Gostei da proposta do Umlani de uma coisa mais rústica (não tem energia elétrica, o chuveiro banho numa parte externa do quarto, etc.; uma parada pretensamente mais rústica). E também era dos poucos com vaga. Depois disso compramos as passagens de lá para a Cidade do Cabo. Para piorar, caía num começo de feriado nacional no país. Mais facada no bolso. Somando tudo isso, o dólar disparando. O rasgo foi grande. Mas vou esquecer disso, e a lembrança das férias na África do Sul serão eternas. Roteiro básico: Johannesburgo – 2 dias Safari no Umlani Bushcamp – 4 dias Cidade do Cabo – 7 dias Quando: De 16 a 28 de Setembro de 2018 Custos: Aéreo - Ida: Rio-SP-Luanda-JB; volta Cidade do Cabo-Luanda-SP-Rio: 2.200 BRL cada Aéreo – Hoedspruit – Cidade do Cabo: 3.985 ZAR cada Safari/bushcamp: 23.172 ZAR para ambos Pousada JB – Thulani Lodge – 1.582 ZAR (total 2 dias) Pousada Cabo – At the Barn – 4.630 ZAR (total 7 dias) Adotamos uma média de 100 USD por dia para cada de orçamento, incluindo o custo com hospedagem (mas excluindo os aéreos e o esquema-patrão do safari/buschcamp). Ficamos dentro do orçamento.
  6. Pernoites: Joanesburgo (2 noites), Kruger Park (2 noites), Timbavati Reserve (1 noite), Graskop (1 noite), Balule Reserve (1 noite), Cidade do Cabo (4 noites), Franschhoek (1 noite). Dia 01 – A chegada na Africa do Sul Cheguei a cidade do Cabo em voo da TAAG1 e fomos direto para Joanesburgo pela Mango2. Chegamos, eu e minha esposa, em Joanesburgo já de noite, retiramos o carro alugado e partimos para a pousada Strathavon Bed and Breakfast. No outro dia logo cedo fomos para o Museu do Apartheid, fomos um dos primeiros a chegar, abria as 9h. Ficamos quase 4h no museu e ainda assim sem ler todas as informações presentes. Muitas pessoas passam lá correndo quase que só para tirar fotos, não recomendo. O lugar oferece uma incrível aula de história. Como gastei mais tempo do que esperava no museu, acabei comendo pela lanchonete de lá e fui atrás de comprar uma bota já que pretendia fazer umas trilhas pela Cidade do Cabo e a minha estava se abrindo. Chegando na loja que tinha a marca que eu queria não tinha meu número disponível, eu teria que continuar com minha velha timberland. Parti para o Sandton City trocar uns dolares e visitar a Mandela Square e depois jantar por lá. Por fim fomos no supermercado comprar alguns mantimentos para a passagem pelo Kruger e já não havia mais tempo para nada a não ser voltar para a pousada e dormir. Dia 02 – Começando o Safari Saimos logo depois do café da manhã com destino ao Satara Restcamp3, onde tinha reservado 2 diárias. Utilizei o Waze juntamente com o meu GPS (utilizei o mapa do openstreetmap). Chegamos no meio da tarde, e já fui dirigir pelo parque. A dica aqui é andar devagar e sempre prestando atenção nos arredores. Recomendo comprar o mapa disponível nas Shop Stores dos restcamps dentro do kruger, nele tem todas as estradas bem como os animais, informações sobre o parque e ainda uma lista para marcar quais animais você viu e custa 90 rands. Os portões portões do parque, em outubro, fechavam as 18h. Assim, quem não tem reserva dentro do parque tem que sair deste até essa hora. Quem tem reserva deve entrar no seu restcamp até as 18h também, se chegar depois vai tomar multa. Fizemos o check in e fomos preparar o jantar, já que tinha churrasqueira no chalé fizemos um churrasco, compramos a carne e carvão na própria loja do Satara. Quem quiser mais comodidade, tem restaurante no Satara e em outros restcamps como o Skukuza. Dia 03 – Procurando o Big Five Acordamos cedo, 5h, tomamos um café da manhã rápido (lembra dos itens que compramos em Joanesburgo ? Era para isso também), e começamos a rodar o parque. Os portões abrem as 5:30 e recomendo que você saia essa hora4. Começamos a rodar rapidamente vimos 2 leões machos deitados. Um tinha uma ferida proxima a cabeça e ficou deitado o tempo todo. O outro se levantou e fez uma pose para foto e depois se deitou novamente. Seguimos andando, a quantidade de animais era enorme, zebras, girafas, elefantes, impalas, wildbeast, kudu, warthdog. Voltamos ao Satara Restcamp para ver o Sighting Board, disponível em alguns acampamentos e as pessoas marcam quais animais viram e onde. Como tinham marcações de Cheetah perto da estrada S127 fomos para lá mas já não encontramos nada =(. Existem alguns locais que são áreas para picnic com banheiro disponíveis. Fomos então em uma dessas, Timbavati, e ao falarmos com um casal lá eles falaram que tinha uma leoa próximo dali com um banquete, um kudu morto. Fomos lá e avistamos a leoa, estava bem cançada e ofegante e só descansava. Ficamos rodando até próximo das 18h e então vimos 4 bufalos, ainda deitados, repousando em uma árvore. Voltamos ao Satara para mais um churrasco no meio da savana. Da para ver no canto inferior o outro leão deitado com uma ferida perto da cabeça. O Kudu morto estava atrás da arvore. Essas pintinhas rosadas boca e pata da leoa são sangue. Dia 04 – Atacados por leões Nesse dia a porra ficou série hahaha. Nesse dia iriamos embora do Satara, então arruamos logo as malas, botamos no carro e saimos cedinho as 5:30. Começamos a fazer uma rota pela S90, decemos pela S41 mas parecia que o negócio não estava bom. Até que na estrada S100, avistamos um carro parado e logo do lado um bando de 5 leões, 4 leoas e 1 leão. Todos deitados curtindo a fria manhã no sol. Até que uma leoa se levantou e começou a andar rumo a estrada. Não demorou muito para que todo o grupo estivesse andando e cruzando a estrada, na frente do nosso carro. Até que o gatinho, pelo que os rangers disseram devia ter uns 3 anos, resolveu experimentar nosso carro e ficou na frente do carro mordendo o carro. Nessa hora pensei “PU** *** ***** pq não fiz o seguro?” hahahahhaha. Sentiamos e escutavamos o leão tentando morder o carro e para melhorar chega uma leoa e tenta fazer o mesmo hahahah (não filmamos a leoa em ação). Acontece que quando o leão começou a morder o carro eu parei de filmar e fiquei em alerta, vai saber o que aconteceria, para ligar o carro e sair com tudo se precisasse. Minha esposa filmou um pouco mais e depois parou devido ao medo, se abaixou e ficou querendo se esconder dos leões kkkkkkkk. Nosso medo maior já nem era o dano ao carro e sim que eles mordessem o pneu e furasse. Os leões passaram e voltamos ao Satara para ver o possível estrago no carro. UFAAA, esta tudo em seu lugar, nada quebrado, nenhuma perfuração no parachoque e tudo o que viamos era baba de leão na frente do carro. Falamos com alguns rangers depois e todos disseram que era algo bem incomum e deveria ser uma experiencia em tanto (tive outra dessas no dia 07). Eles disseram que nessa situação a melhor coisa fazer era fechar os vidros, trancar as portas e manter o carro desligado e só apreciar os leões. Voltamos a dirigir em direção ao Orpen Gate e saímos do Kruger com destino ao Greater Kruger5, mais especificamente a reserva Timbavati. Ficamos no Shindzela Tented Camp. O local é aberto, SEM CERCA! então os bixos podem andar livremente por ali. Segundo informaram, já viram todos os tipos de animais rodando por lá, até leões. Ao chegarmos um dos rangers nos recepcionou e foi mostrar o local, mais simples em relação a outros lodges mas com um ótimos custo-benefício. Partimos para o game drive e nos deparamos logo com mais 5 leões. Depois da experiência com o carro não queríamos mais nem ver leões hahhaha. Ficamos observando os leões e estes observavam uma manada de búfalos que caminhavam perto dali. Deixamos os leões de lado e fomos ver os bufalos, eram muitos!!! Já era noite quando avistamos os rinocerontes tomando água, as fotos não ficaram legais pois já estava escuro6. Voltamos para o acampamento e fomos jantar na Boma. Como o local é aberto, os rangers vão nos quartos pegar as pessoas e levar para a boma e eles andam com um rifle na mão. Os rangers jantam com as pessoas e conversamos bastante com eles, ouvindo várias histórias sobre a savana africana. De repente, começamos a escutar um barulho de hiena, e que animal atrevido, mesmo com várias pessoas uma hiena entrou duas vezes no acampamento de noite querendo roubar comida. Três dos leões assistiam a movimentação dos Búfalos. Os leões preferem caçar a noite. Voltamos ao local na manhã seguinte para saber se tinha acontecido alguma abate de bufalo naquela noite mas não ocorreu, os leões continuavam apenas a descansar. Dia 05 – Safari + Rota Panorâmica Fomos acordado pelo ranger as 4:45 para irmos fazer o safári da manhã. Vimos os leões do dia anterior novamente, hiena se banhando e mais uma quantidade boa de animais. Voltamos para o Shindzela, tomamos café e saímos com destino a rota panorâmica. Fizemos a rota panorâmica, o local mais bonito para mim foi o Three Rondavels mas acho que as paisagens do Brasil ganham. As cachoeiras estavam bom pouca água, outubro é um dos meses mais secos por lá. Chegamos em Graskop e ficamos na Monia Holiday House. Tomamos banho, descansamos e então fomos procurar um lugar pra jantar as 20h, tava quase tudo fechado, parecia cidade fantasma. Dia 06 – Balule Reserve Zaimos após o café da manhã e fomos para a Balule Reserve, onde ficaríamos 1 noite no Sausage Tree Camp. O local já é mais luxuoso que o Shindzela, tem cerca ao redor da propriedade, banheiro ao ar livre com vista para a savana, comida excepcional. Almoçamos e de tarde partimos para o Safari. O terreno desta reserva já é bem mais acidentado e bem mais offroad. Nosso ranger foi o James, acredito que é também o proprietário do local. A reserva Balule já fica mais ao norte e quanto mais ao norte a densidade de animais vai diminuindo, ainda assim vimos bastantes animais e tivemos um por do sol no rio Olifants inesquecível com direito a hipopótamos no rio, elefantes andando na margem do rio, aves voando, céu laranja. Até que dois hipopótamo emaçaram a sair da água, o ranger pediu para irmos rapidamente para o carro e os hipos voltaram correndo para a água. Chegamos no Sausage Camp e fomos jantar na Boma. A comida era divina. Como nesse Camp só tem 5 quartos disponíveis, na bomba tem 5 mesas, uma para cada quarto e ficam dispostas em U, não havendo tanta interação entre as pessoas já que ficam um pouco afastadas. Dia 07 – Cara a cara com o gatinho Mais uma vez fomos acordados pelo ranger as 4:45 para irmos para o Safari as 5:30. Começou o safari e logo encontramos um leão, macho, descançando. Segundo o ranger James, ele devia ter uns 7~8 anos. Estavamos observando o leão quando ele resolve aprontar uma pegadinha. Se levanta e começa a andar em direção ao carro. Eu que estava tirando fotos dele fico paralisado quando vejo que ele esta vindo em direção ao carro mais especificamente em minha direção. Minha esposa também não teve reação nem para filmar! Uma francesa que estava atrás de mim no carro quase que pula e sai correndo com medo kkkkk. Eu pensava “cadê, ele não vai espantar esse leão ?” “cara*** essa po**** ta muito perto” e o ranger só dizia calmamente “não se mexam e fiquem calmos”. Até que chegamos ao ápice! O leão praticamente ficou a uns 30cm de mim, quando já não havia como andar para frente ele fez a curva, contornou o carro, andou mais um pouco e se deitou. Só não caguei na hora porque não tinha merda pronta, pqp! Depois que passou fiquei me perguntando por que não tirei mais fotos ou filmei mas devido a experiencia anterior do leão mordendo o meu carro eu estava muito apreensivo que ele quisesse experimentar o carro/eu hahahaha. O safari terminou sem mais emoções, voltamos para o Sausage Tented, arrumamos as coisas e partimos para o aeroporto. Hora de se despedir do Kruger e partir para a Cidade do Cabo. Vimos só 4 dos big fives, não conseguimos ver o leopardo e também não vimos nenhum Cheetah. Leãozinho andando em direção ao carro. Por do Sol no rio Olifants. Chegamos em Cape Town8 a noite, pegamos o carro alugado e fomos para o Sunflower Stop Backpackers. O albergue é simples, ficamos em um quarto de casal com banheiro, o café da manhã tem poucas opções, mas o preço era muito atrativo. Compramos algumas coisas para reforçar o café da manhã e para mim ficou muito de boa, excelente custo beneficio. Dia 08 – Cape of Good Hope Nesse dia o planejado era fazer table mountain, o clima não ajudou e parti para o cabo da boa esperança. Fizemos o básico, Muizenberg Beach, Boulders Beach e depois Cape of Good Hope. Almoçamos no The Lighthouse Café em Simons Town, recomendo muito. A comida estava deliciosa. O restaurante é pequeno, chegamos por voltas 14h e pegamos a última mesa disponível. Depois iriamos margear o mar pela Chapman’s Peak mas ela estava fechada por que estava ventando muito. Fizemos um lanchinho pela rua e voltamos para dormir no albergue já que era tarde. Dia 09 – Trilha para Table Mountain ? NO WAY! O dia amanhaceu aberto, então pensamos em ir fazer a Platteklip Gorge Trail7 para subir na Table Mountain. Chegando o tempo começou a fechar e ventar muito! Decedimos que não seria bom arriscar fazer a trilha devido a roupa não apropriada que usavamos. Subimos pelo bondinho e já na subida o tempo fechou de vez e começou a chover, ai eu dei graças a deus por não ter feito a trilha pois lá em cima estava uma sensação térmica de -1°C e ainda estariamos todos molhados! E que frio fazia lá em cima!! O tempo voltou a abrir, andamos la por cima, curtimos bastantes mesmo com o vento/frio. No final da tarde tinha planejado ir ao Devil’s Peak tomar umas cervejas. Google dizia que era aberto até as 22h, a placa no local dizia que era até as 16:30 hahahaha. Com o imprevisto, o que fazer ? Fomos pro Waterfront curtir o final da tarde e tomar algo por lá. Dia 10 – Praias, Woodstock, Waterfront Saimos cedo para passear pelas praias. O tempo estava aberto e temperatura por volta dos 13 graus. Dirijimos por Clifton, Camps Bay e até um pouco mais ao sul. Voltamos e fomos almoçar no mercado do Waterfront e depois fomos no Woodstock Brewery provar umas cervejas artesanais. Experimentei 4 no local e trouxe mais 2 garrafas para experimentar no Brasil, todas as cervejas me agradaram. No Waterfront existem várias lojinhas para comprar souvenir. Aconselho a comprar aqui ou se for comprar a ambulantes vê logo os preços nas lojas, são padronizados, porque eles querem assaltar as pessoas. Dia 11 - Franschhoek Saimos de manhã cedo para a cidade Franschhoek. Visitamos duas vinículas, pequenas, a Lynx e a Eikehof. Os vinhos da Lynx eram muito bons! Dava vontade de compra todos hahaha mas não tinhamos muito espaço para trazer. A Eikehof já tinha vinhos que, para mim, eram de qualidade inferior aos da Lynx. Em compensação o local é bem mais bonito, ótimo para fotos, e você pode degustar os vinhos com uma tábua de frios e carnes, recomendo! Depois compramos algumas coisas para fazermos nosso jantar na Tea House, reservado no airbnb. Dia 12 – Babylonstoren e partiu Brasil Enquanto estavamos no Shindzela, uma espanhola me falou muito bem dessa Babylonstoren e recomendou fazermos o tour guiado, 10 rands por pessoa que é utilizado na educação das crianças da região. Mandei email para [email protected] solicitando a reserva do tour, me responderam que estava agendado e informaram para chegar no dia solicitado as 10h da manhã. O guia explica um pouco sobre todo jardim e encoraja as pessoas a provarem as plantas ou frutos, se estes estiverem maduros. O tour durou cerca de 1h10min e no final você pode comer no restaurante que utiliza, se não me engano, 80% de produtos cultivados ali. Caso não consiga vaga no tour, você pode ir por conta própria e explorar o jardim sozinho. Saimos do Babylonstoren e seguimos para o aeroporto pegar nosso voo de volta. 1 A TAAG vinha sendo gerida pela Emirates. Somando-se a uma crise financeira que atinge a Angola e a dificuldade de repatriamento das receitas das vendas em Angola, a Emirates saiu da gestão da TAAG. A empresa agora é gerida pelo governo novamente. Os efeitos disso não sabemos mas no passado ela foi barrada de voar para a Europa por manutenção precária em seus aviões. Pude observa que internamente as aeronaves tinham uma grande quantidade de controles e centrais multimidias danificadas/quebradas. O aeroporto de Luanda é muito ruim, nenhum local aceitava cartão de crédito Mastercard. Alguns aceitavam Visa. Não encontrei ATM para sacar dinheiro, fazia muito calor, banheiros pequenos e um pouco sujo e sem papel higiênico (a melhor coisa que faço nas minhas viagens é levar lenço umedecido pampers na bagem de mão, é igual a água em deserto kkkkkkk). 2 Na volta Joanesburgo – Cidade do Cabo a Mango quis encrencar com minha reserva, utilizei apenas o primeiro e último nome para realizar a reserva e eles ficaram dizendo que não tinham como deixar embarca assim, e que o nome deveria está igual ao passaporte, completo. Expliquei que embarquei de Cape Town para Joanesburgo assim e que era comum utilizar assim no Brasil e por fim uma supervisora deixou. ³ As reservas são feitas no próprio site oficial do SANParks, https://www.sanparks.org/bookings. Reservei com 3 meses de atecedência e já não havia vagas no Skukuza, Lower Sabie e nem no Crocodile Bridge. No Satara existam pouquissimas opções disponíveis e quase não consegui ficar 2 dias seguidos. Ainda tive que trocar de quarto porque tive que reservar diferentes quartos devido a disponibilidade quando fiz a reserva, então é bom se planejar com antecedência para ficar nos restcamps oficiais dentro do Kruger. O valor da diária para dois ficou aproximadamente 2000 rands, incluindo as taxas de conservação do parque. 4 Quando fui nas reservas privadas que fazem parte do Great Kruger, os rangers informavam que geralmente os animais tomam água de manhã logo cedo e no final da tarde, por isso nesses locais os games drives são feitos nessas horas já que com mais animais transitando e indo para as poças de água fica mais fácil encontra-los. 5 O Greater Kruger consiste no Kruger mais as reservas privadas ao redor do Kruger e tudo fica sem cerca, assim os animais podem transitar livremente das reservar privadas para o kruger e vice-versa. São nas reservas privadas que os safaris são feitos unicamente pelos Lodges daquela reserva e sem restrição de percuso já que dentro do kruger não se pode sair das estradas demarcadas. 6 No Sausage Tree Camp, o ranger pediu para que se avistassemos rinocerontes bater quantas fotos quisessemos mas para não colocar em redes sociais devido a caça indiscriminada que vem acontecendo estes animais, podendo atrair caçadores para a reserva. 7 Tinha planejado também fazer a trilha para a Lion Head no outro dia mas acabei desistindo devido ao tempo nublado e muito vento. 8 Dispensamos algumas coisas como mergulho de tuburação, Whales watching na Cidade do Cabo tendo em vista que preferi gastar mais e ficar 2 diárias em reservas privadas no kruger e me hospedar em um Restcamp no Kruger e isso comeu um bom orçamento meu.
  7. Olá galera mochileira, quando resolvemos (eu e meu companheiro de vida Junior), ir para Africa do Sul, logo pensei na Suazilândia e Botswana, por estarem próximos, porém diferente dos demais, pensei nesse roteiro de carro, e tive dificuldade em encontrar informações. Depois de muita cabeçada e alguns perrengues, ter conseguido conhecer esses 3 países foi algo sensacional... e vou contar um pouco dessa história para vcs. Os preços vou colocar em reais para ajudar, mas tudo foi pago em Rands (Africa do Sul e Suazilândia) ou Pula (moeda de Botswana). Passagem de BH x Joanesburgo R$ 2300,00 (ida com a Latam e volta com a South Africa) Embarcamos no dia 16 de maio e chegamos em Joanesburgo no dia 17, duas horas depois do esperado devido a um atraso de mais de duas horas em São Paulo. Chegamos por volta das 11:00 da manhã. Trocamos alguns dólares no aeroporto depois do desembarque, há algumas casas de câmbio... o dólar havia dado uma disparada nessa época, então as cotações não eram tão legais como havia lido em alguns relatos aqui. Na Africa do Sul, eles cobram taxas para realizarem o câmbio, então o valor nunca é aquele anunciado... 1 dólar nos rendeu quase 11 rands. Fizemos a reserva do carro aqui do Brasil para ser retirado no próprio aeroporto de Joanesburgo pela Europcar. Alugamos um carro manual, visto que os automáticos são bem mais caros, mesmo sabendo da mão inglesa resolvemos arriscar e deu tudo certo. Em questões de horas já estávamos dirigindo normalmente. O valor em reais foi cerca de R$ 800,00 por 9 dias de aluguel, porém ai vai a primeira dica: PARA CRUZAR FRONTEIRAS COM O CARRO ALUGADO ELES COBRAM UMA TAXA E NÃO NOS COMUNICARAM, ESSA TAXA CHEGA A SER MAIOR QUE O VALOR DO ALUGUEL. Como em toda locadora de veículos, é feito uma cobrança (calção) no cartão de crédito, só vimos esse ROMBO, após alguns dias da devolução do mesmo. Então esse detalhe merece cuidado. Não deixe de mencionar que irá sair do país se realmente o for, pois sem uma autorização por escrito da locadora vc não cruza nenhuma fronteira. Papeis na mão e chave do carro, saímos de Joanesburgo por volta de 13:00 e já rodamos cerca de 500 km até Phalaborwa, onde havia feito uma reserva pelo booking em uma Guesthouse (seria como nossas pousadas). Porque escolhemos Phalaborwa? Porque nessa cidade tem uma portaria do Kruger Park e queríamos fazer nosso proprio safari até o camping que havíamos reservado dentro do Kruger. Chegamos em Phalaborwa já de noite e bem esgotados. O carro arriou a bateria no meio da estrada e por sorte contamos com a ajuda de algumas pessoas que estavam trabalhando em uma reforma na estrada. Ficamos no Lalamo Guesthouse e super indico. O preço foi cerca de 150,00 reais quarto privado com banheiro para duas pessoas com café da manhã ou 540 rands, quarto simples mas completinho, inclusive com uma garrafa de vinho como cortesia de boas vindas e alguns snacks tbm de cortesia. Tomamos um banho e fomos comer em um restaurante próximo. No dia seguinte cedo, o café da manhã me surpreendeu, o mais gostoso de toda a viagem, além da simpatia dos funcionários com seu belos sorrisos. Por volta das 08:30 estavamos entrando no Kruger... agora falo um pouco desse parque. Depois de uma boa pesquisada sobre o Kruger National Park (aqui no mochileiros vcs encontram muita info), optamos por ficar duas noites em dois diferentes acampamentos, o Pretoriuskop e Lower Sabien. As reservas foram feitas com cerca de 3 meses de antecedência, por ser alta temporada (inverno) e para não arriscar de chegar e ter apenas acomodações caras (reservas diretamente no site www.sanparks.org). Optamos em ficar em um Hut, uma casinha com duas camas de solteiro, ar condicionado e geladeira, com banho compartilhado, onde pagamos cerca de 50 dólares a diária. Tbm se paga uma taxa por dia por pessoa, para estar no kruger, que chega a ser quase 100,00 reais. O parque é bem organizado e logo na entrada mostramos as reservas. Recebemos tipo um folder com um recibo da nossa entrada. A tal taxa por dia é paga diretamente nos acampamentos. Existem outros tipos de acomodações nos acampamentos, mais baratos e mais caros, aí vai do gosto e bolso de cada um. Da portaria de Phalaborwa até nosso primeiro acampamento, rodamos cerca de 280 km dentro do parque, daí dá para imaginar como ele é grande. Vc começa fazendo seu próprio Safari e confesso que tivemos muita sorte, porque de cara nesse primeiro dia já vimos 3 dos Big Fives, elefante, búfalo e leão. Big Five se refere aos cinco mamíferos selvagens de grande porte mais difíceis de serem caçados pelo homem. Chegamos no Pretoriuskop já no final da tarde, pois além da velocidade permitida dentro do Kruger ser 50 km, toda hora se para para admirar uma imensidão de animais e aves. Os acampamentos são bem estruturados, com mini supermercado, restaurante e até posto de gasolina. Optamos por fazer um game drive pago que saía as 05:00 da manhã e foi graças a ele que vimos nosso quarto big five, o leopardo, um dos mais difíceis de serem vistos. Alguns preços: gasolina cerca de 5,00 reais, café da amanhã cerca de 35,00 reais para 2 pessoas, uma coca cola de um litro cerca de 7 reais. Existe tbm suvenirs para comprar, mas o preço é bem salgado e a maioria das coisas que tem dentro do Kruger, vc encontra em lojas em Cape Town e Joanesburgo. Mas é claro que se vc quiser algo com o nome do Kruger, vc deve comprar lá. Depois de dois dias incríveis e inesquecíveis dentro do Kruger, partimos para Suazilândia, aqui vai mais uma dica importante: baixe no celular o aplicativo Here, foi ele que nos ajudou com GPS off line e foi nosso salvador. Saímos do Kruger pela portaria do Crocodile Bridge e fomos em direção a Jeppe's Reef - Matsamo fronteira na Suazilândia. A imigração foi tranquila, documentação ok e fomos para a região Ezulwini Valley. Agora algumas considerações sobre a Suazilândia: o rand é bem aceito em todo o país e não foi necessário câmbio para a moeda deles. O país é pequeno e bem acolhedor, com as pessoas sempre alegres. Ficamos em um hostel de nome Sondzela Backpackers que fica dentro de uma reserva natural a Mlilwane Wildlife Sanctuary. Foi bem difícil conseguir chegar devido a obras na estrada de acesso. O lugar é incrível, mas só indico para quem estiver de carro, pois é longe de tudo e não dá para fazer nada a pé. O jantar do hostel (pago a parte) é imperdível, cerca de 23,00 reais por pessoa. A diária do hostel foi cerca de 130,00 reais sem café da manhã, quarto privativo com banheiro compartilhado. Vc já acorda nesse lugar vendo animais envolta da cerca e dentro da área do hostel, até javalís rsrsrs. Acordamos e fomos conhecer um pouco da região e tomamos um café da manhã no Malandelas Tourist Information e Internet Café, uma parada meio obrigatória para pegar mapas e tirar dúvidas em relação a passeios. Internet na Suazilândia não é algo fácil, nesse lugar por exemplo, mesmo tendo internet no nome, não estava funcionando esse dia. No hostel era vendido 200mb por 50 rands, cerca de 15,00 reais e não dava pra nada rsrs. Como ficaríamos apenas duas noites nesse país incrível, optamos por visitar uma aldeia Suázi no Mantenga Nature Reserve . Foi emocionante ver de perto um pouco da cultura e costumes desse povo tão hospitaleiro. No outro dia cedo, partimos rumo ao Soweto. Foram cerca de 5 horas de viagem e chegamos por volta das 13:00. Soweto é a sigla para South Western Townships, um dos bairros no subúrbio de Joanesburgo, cenário de importantes lutas políticas durante o regime do apartheid. O bairro nasceu sob a base do regime de segregação racial, onde os negros deveriam, por lei, viver em regiões afastadas dos brancos. O local é sinônimo de resistência e luta contra o regime opressor que os negros sofreram na Africa do Sul nesse período. Existe várias coisas para se ver e ouvir nessa região... a rua Vilakazi, a única do mundo onde dois ganhadores do Prêmio Nobel moraram. Nelson Mandela e o arcebispo Desmond Tutu dividiram muito mais do que a mesma vizinhança, eles compartilharam o sonho de viver em um país mais tolerante e com mais oportunidades para todos. Esse dia dormimos em Melville, bairro em Joanesburgo onde existe um bom comércio e restaurantes próximos. Ficamos no Grand View B&B , cerca de 160,00 reais a diária em quarto privado com banheiro com uma linda vista da cidade, com um delicioso café da manhã. No dia seguinte, fomos rumo a Botswana. O trajeto até a fronteira foi um pouco tenso, pois faltando cerca de 100 km para chegar, passamos em uma região que havia algum tipo de conflito. Não ficamos sabendo ao certo do que se tratava, apenas encontramos estradas bloqueadas com pneus pegando fogo e muita brasa no chão, e o pior é que estávamos sozinhos, não tinha mais ninguém transitando nessa estrada. Foi o único momento nessa viagem que ficamos com medo, maaaaaaas tudo deu certo e chegamos na fronteira Pionner. De Joanesburgo até a fronteira, foram uns 370 km. Para atravessar para Botswana tivemos que pagar 120 pulas, mas no local tem como fazer câmbio. Um dólar equivale a mais ou menos 10 pulas. Eles ficaram surpresos em ver nossos passaportes brasucas, não se vê brasileiros nessa região de Botswana, por isso tive dificuldade em achar mais infos. Os brasileiros quando vão para "Bots" acabam ficando no norte do país, principalmente quando vão a Zimbábue ou Zambia. Ficamos em um hostel a cerca de 10 km da capital Gaborone, no Mokolodi Backpackers. Gostamos muito do lugar, super indico. Pagamos cerca de 200,00 reais a diária... simmmm, Botswana é mais caro, como dizem, é um destino exclusivo rsrsrs mas valeu cada centavo. Esse hostel fica perto do Mokolodi Nature Reserve, onde fizemos um safári incrível por 150 pulas por pessoa, que seria mais ou menos 60,00 reais por pessoa. É claro que nem dá para comparar com o Kruger Park, pois são bem diferentes em tamanho e estrutura, mas ver aqueles animais em seu habitat natural, é sempre uma aventura. Como estávamos de carro, era fácil ir até Gaborone comprar comida e artesanatos (meu fraco rs). O hostel tinha cozinha completa e fizemos nossa própria comida... Ficamos duas noites naquele lugar e amamos, queremos voltar para conhecer as outras regiões. l Saímos de Botswana em direção a Pretória. A estrada tem muitos pedágios, mas na hora de alugar o carro fomos informados que o veículo possui um equipamento que passa pelos pedágios e depois na hora da devolução eles calculam quantos pedágios foram e vc paga juntamente com o valor do aluguel. Pretória realmente não tem nada demais, e se vc estiver com o tempo contado pode abrir mão desse destino facilmente. Mas já dentro da cidade fomos parados pela polícia que alegou que havíamos passado em cima de uma faixa amarela que era proibido... oi ??? isso mesmo, ai rolou aquela treta que li em vários relatos aqui no site, propina era o que queriam... masssss resistimos bravamente e acabamos saindo sem pagar os 500 rands que pediram. A dica é a seguinte: sempre diga que não tem dinheiro, só cartão de crédito, assim fica mais difícil deles levarem seus Rands. Durante nossa viagem fomos parados várias vezes por policiais, principalmente em Botswana, mas a única vez que pediram propina foi essa. Novamente dormimos em Joanesburgo no 84 on 4th Guest House tbm em Melville, quarto privado com banheiro e café da manhã, por 200,00 reais a diária. Excelente localização e atendimento. Gostamos muito do lugar. No dia seguinte deixamos o carro no aeroporto e pegamos um voo da Kulula para Cape Town (compramos no Brasil pela Decolar) e ficou 1.000,00 reais ida e volta para duas pessoas. Em Cape Town ficamos no The Verge Aparthotel em Sea Point, onde pagamos cerca de 830,00 reais por 5 diárias pelo booking. Atenção, esse lugar é perfeito... Um apart hotel mega bem localizado, pertinho da praia, com muitos bares e restaurantes próximos, supermercados... além do apartamento ser completo e bem decorado (é só entrar no booking e dá uma olhada), amamos o lugar e tbm super indicamos. Fizemos um passeio pelas vinículas que vale muito a pena... foi caro, cerca de 300,00 reais por pessoa, mas o passeio dura o dia todo e foram 4 degustações em diferentes vinícolas com vinhos e queijos, com direito a passeio de trem tbm degustando vinho. Dica: os vinhos na África do Sul são muito bons e baratos, custa praticamente o preço de um imã de geladeira rsrsr paguei em um bom vinho premiado cerca de 20,00 reais. Do Brasil tínhamos comprado o passeio para Robben Island, mas no dia programado o tempo não tava legal e foi cancelado, algo bem comum de acontecer por lá, vc pode trocar por outro dia ou pedir a devolução do dinheiro. Aproveitamos esse dia e fomos até a Green Market Square onde rola uma feirinha livre de artesanatos onde compramos algumas lembrancinhas. Depois passamos no supermercado e compramos comida. Não se vende bebidas alcoolicas nos supermercados, apenas em lojas próprias e por sorte havia uma bem perto do apart. No dia seguinte pegamos o Bus vermelho (City Sightseeing Cape Town), tbm perto do apart, na avenida da praia para o Cabo da Boa Esperança (cerca de 70 km de Cape Town), com o custo de mais ou menos 170,00 reais por pessoa, o passeio dura o dia todo. Primeiro eles param em Boulders Beach, praia cheia de pinguins, mas a entrada é paga separadamente, custou cerca de 15,00 reais mais ou menos, não lembro direito mas não era caro, a praia é linda e vale o preço. De lá fomos para Cape Point, onde fica o Cabo da Boa Esperança. A entrada do parque está incluida no preço do passeio. Vc pode subir a pé ou de bondinho e é claaaaro que fomos a pé, uma subida bem interessante com uma vista incrível do mar. Nesse passeio vc tbm faz uma trilha com uma vista de deixar qualquer um de queixo caído... voltamos no final do dia e aproveitamos para dar um rolezinho no Water Front , onde tem inúmeros restaurantes e lojas, se vc garimpar, consegue comprar lembrancinhas por um bom preço no local. No dia seguinte fomos rumo a Table Montain fazer a trilha tradicional a Plattew Klip Gorge, cerca de 3 horas de subida para pessoas como nós rsrsrs longe de sermos atletas... pegamos um Uber até o Cable Way onde na mesma rua se inicia a trilha... não se paga nada para subir, só se vc for de teleférico. O frio tava de lascar e o tempo ameaçava chuva a todo o momento, mas é algo que não dá para perder. Cape Town é uma cidade muito bonita e com vários atrativos. Andar de Uber por lá é uma boa pedida. É bem econômico e foi nosso principal modo de transporte. Depois de Cape Town, voltamos para Joanesburgo onde ficamos no Saffron Guest House, quarto privado com banheiro e café da manhã por cerca de 200,00 reais o casal. Tbm foi um excelente lugar e super indico, perto de tudo e bem seguro. Fomos conhecer o museu do Apartheid e despedir desse lugar tão fabuloso pois no dia seguinte íamos voltar para o Brasil. Foram 16 dias no total, bem aproveitados... E foi isso galera, até a próxima!!!!
  8. Depois de pegar muitas informações aqui nesse forum resolvi dar minha contribuição. Decidi juntamente com duas amigas fazer uma viagem para a África do Sul. Alguns conhecidos indicaram esse destino e resolvemos arriscar. Nosso objetivo inicial era procurar um destino que não fosse tão caro, já que Europa está impraticável em razão do valor do Euro nesse momento. Dessa forma optamos África do Sul em razão da moeda rand que está em torno de R$ 0,28 (3 por 1). No entanto, se a ideia inicial era economizar não tardou muito para percebermos que o passeio não seria tão barato. Para início foram as passagens aéreas. Paguei R$ 2.300 somente SP - Joanesburgo (amiga do outro dia pagou R$ 1.900😩 ), R$ 500,00 (Goiânia - SP) e em um vôo interno entre Joanesburgo e Cidade do Cabo paguei R$ 600,00 (fly safair), ou seja, não peguei promoções e acabou ficando caro. Um breve resumo da viagem: 21/11 - Saída de Goiânia a São Paulo - São Paulo - Joanesburgo (11 horas de vôo) 22/11 - Chegada a Joanesburgo às 8 horas e seguida de carro para o Park Kruger 23/11 - Passeio pelo Kruger 24/11 - Passeio pelo Kruger pela manhã e seguida para o Aeroporto de Joanesburgo para pegar o vôo a Cidade do Cabo 25/11 - Passeio pela Cidade do Cabo - conhecendo a Table Montain, as praias e o pôr do sol em Signal Hill 26/11 - Passeio pela Cidade do Cabo - Waterfront e passeio de barco ( duas horas) para ver a fauna marinha 27/11 - Conhece a Robben Island (prisão do Nelson Mandela) e passeio de city tour 28/11 - Passeio pelo Cabo da Boa Esperança e a praia Boulders Beach (praia dos pinguins) 29/11 - Volta ao Brasil - Cidade do Cabo, Joanesburgo, São Paulo - Goiânia (15 horas ao todo) Os preparativos da viagem foram difíceis porque conciliar datas e gostos de três pessoas ao mesmo tempo não é fácil. Decidimos alugar um carro em Joanesburgo e dirigir até o Park Kruger (cerca de 450 km). Fizemos uma reserva de um carro sedan por meio da decolar, que indicou a empresa Sixty, onde pagamos o valor antecipado de R$ 410 por três dias. Também fizemos um seguro de saúde que custou por volta de R$ 120. Decidimos ficar hospedados dentro do Park Kruger, onde com indicações aqui no forum fizemos as reservas por meio do site oficial do park na internet https://www.sanparks.org/parks/kruger/. Em Capetown ficamos em um hotel simples porém bem localizado chamado Greenhouse (apartamento com sala e quarto). Passagens compradas, hotéis reservados, seguro pago e carro reservado partimos para a África. Vôo chegou exatamente no horário previsto, sem nenhum atraso. Desembarque, imigração tudo ocorreu de forma muito rápida e fomos direto à empresa Sixty buscar o carro que reservamos. Lá tivemos a nosso maior problema de viagem. Ao tentar passar o cartão de crédito para fazer a caução do valor o cartão apontava saldo insuficiente. Achei estranho porque apesar das compras de passagens e outras coisas meu cartão devia ter saldo suficiente para isso. Foi quando vi o valor que estavam tentando passar, cerca de R$ 7.000,00, (detalhe que a locação de três dias era R$ 400,00). A companheira de viagem minha tinha um cartão com limite suficiente, no entanto como a reserva estava no meu nome, somente poderia ser um cartão meu. Dessa forma enrolamos cerca de 3 horas tentando resolver a situação. Era impressionante a falta de interesse em ajudar. Até que desistimos e fomos a outra locadora de veículos, onde conseguimos um preço parecido e uma caução de R$ 1.800,00. O ruim é que não olhamos o carro e acabamos pegando um ford ka sedan, manual e sem GPS ( o que nos atrapalhou bastante). O maior erro da viagem foi não comprar um chip local para ter internet em todo lugar. Achávamos que teria GPS no carro ou que seria fácil encontrar wifi por onde passássemos. Não foi tão simples. Antes de sair do aeroporto ainda baixei o mapa até o kruger pelo google mapas para usar offline. No entanto ele não funciona indicando como funciona normalmente e sim um pontinho no mapa e ir seguindo. Me apeguei às placas e nome das rodovias para não errar o rumo, mas dirigindo na mão inglesa e ainda ficar olhando placas, confesso que não foi uma tarefa muito fácil. Como fez falta esse GPS no carro. O início era tenso mudar marcha com a mão esquerda, seta invertida e ainda tomar cuidado com o trânsito. Com o tempo fui me acostumando e deu para seguir. Objetivo era seguir até o portão Phalaborwa de entrada o Kruger, cerca de 500 km de Joanesburgo. Conseguimos sair do aeroporto às 11 da manhã e paramos em um posto de gasolina na estrada às 12h30min, em um rede de fast food Winky. Depois paramos somente para abastecer em outra cidade e dirigimos sem parar. Chegamos no Kruger às 18h40min, no entanto o Kruger fechou os portões às 18h30min. Ficamos de fora. Nossa hospedagem no primeiro dia seria em Letaba, mas tivemos que ficar ali na cidade de Phalaborwa mesmo, em um hotel muito bom e barato, diga-se de passagem. Realmente no primeiro dia as coisas não saíram como o combinado, mas viagem é assim mesmo e segue o barco. Logo posto mais
  9. E ae Rapaziada, resolvei escrever este relato como contribuição de tudo que este site já me ajudou. Acredito que África do Sul já tenha diversas informações, mas sobre as Ilhas Maurício e Namíbia foi onde encontrei mais dificuldade nas pesquisas, espero ajudar. Relato tá meio bagunçado, não deu tempo de revisar, mas vamos lá... Tudo começou com as famosas "promoções" de aéreo, a ideia inicial era Tailândia, mas os valores estavam sempre muito altos, apesar de saber que lá as coisas são baratas. Depois apareceu uma promoção para Austrália, mas demoramos um pouco para decidir e perdi os valores que rondavam nos 2.000,00, eis que apareceu a passagem para Johanesburgo por 1.860,00, nesta fomos mais rápido e consegui comprar, isso foi em janeiro. Depois vi passagens por 1.600,00 e até 1.500,00, porém já era muito em cima da hora, pelas minhas pesquisas as ofertas de hotel na África do Sul não são muito altas como em outros lugares, então acredito que se comprasse em cima da hora gastaria muito com hotel. Em Cape Town por exemplo achei muita casa para alugar, mas poucos hotéis, acabei gastando muito no hotel de Cape Town, com um pouco mais de tempo teria economizado muito no hotel de cape. Inicialmente nosso roteiro seria apenas África do Sul com rota jardim, porém pesquisando vem aquelas histórias de que por lá é perigoso, de que tem que tomar cuidado etc, fiquei com receio de fazer a rota jardim e deixar as malas no carro. Hoje vejo que é tudo bobagem, foi tudo muito tranquilo e seguro, não tive nenhum problema, acredito ser igual São Paulo, tem que ficar experto, mas não é tudo que falam. Pesquisando o que tinha perto da África do Sul já que eu tinha bastante dias vi informações sobre as Ilhas Maurício, em que a primeiro momento parecia ser um destino muito caro, hoje vejo que não é, dá pra ficar uma semana de boa, achei cape Town mais caro, pra ter uma ideia um passei para uma ilha ile aux cerfs, que é a mais famosa por lá, paguei 120,00 reais já com almoço e bebidas no barco e no almoço inclusas. Depois do roteiro já montado, me sobravam 4 dias em que ia deixar 2 para cape Town e 2 para Johanesburg e decidir o que fazer por lá. Eis que faltando 20 dias para a viagem eu me lembro da Namíbia e seus desertos, Dunas e tudo mais, fazendo um levantamento vi que era viável e reagendei tudo, incluindo 4 dias de Namíbia, de carro saindo de Cape Town até Windoek. Sábia decisão. No final meu roteiro ficou deste jeito: Dia 1 31/out Ida SP -> Joanesburgo Dia 2 01/nov Chegada Joanesburgo Dia 3 02/nov Joanesburgo Dia 4 03/nov Safari 1 Dia Dia 5 04/nov Safari 2 Dia Dia 6 05/nov Rota Panorâmica 3 Dia Dia 7 06/nov Joanesburgo - Ilhas Maurício Dia 8 07/nov Ilhas Maurício Dia 9 08/nov Ilhas Maurício Dia 10 09/nov Ilhas Maurício Dia 11 10/nov Ilhas Maurício Dia 12 11/nov Ilhas Maurício - Joanesburgo Dia 13 12/nov Cidade do Cabo Dia 14 13/nov Cidade do Cabo Dia 15 14/nov Cidade do Cabo Dia 16 15/nov Cidade do Cabo Dia 17 16/nov Cidade do Cabo Dia 18 17/nov Cidade do Cabo - Namíbia Dia 19 18/nov Namíbia Dia 20 19/nov Namíbia Dia 21 20/nov Namíbia Dia 22 21/nov Namíbia - Jobug Dia 23 22/nov Volta Joanesburgo -> SP 3.000 KM rodados 23 dias 6 voos Principais Valores (Todos em Reais e por pessoa): Voo SP - Joburg: 1.860,00 (LATAM) Voo Jobug - Ilhas Maurício: 1.815,00 (Air Mauritius via edreams) Voo Joburg - Cape Town: 350,00 (British Airways via edreams) Voo Windhoek - Joburg: 550,00 (Air Namibia via edreams) Carro Joburg: 500,00 (6 dias) Reservado na Eurocap Carro Ilhas Maurício: 300,00 (2 dias) Reservado direto no hotel Carro Cape Town: 700,00 (5 dias) reservado na Hertz Carro 4x4 Namíbia: 1.600,00 (5 dias, mais caro porque devolve em outro país) reservado na Hertz Passeios: Lion Park: Predator Tour, Lion Walk e Cub Encouter: 270,00 Soweto: 130,00 de Tuk Tuk com almoço incluso Elephant Whispers: 200,00 Ile Aux Cerfs: 120,00 com almoço e bebidas incluso Parasailing Ile Aux Cerfs: 100,00 Ile Gabriel e Flat; 120,00 com almoço e bebidas incluso Robben Island: 150,00 Vinícolas: 240,00 ÁFRICA DO SUL - JOANESBURGO E KRUGER(SAFARI) Dia 1 31/10 Saímos as 17:50 de SP rumo a Joanesburgo. Voo Tranquilo que chegou às 08:55 horário local (Fuso de 4 horas se não me engano) Dia 2 01/11 Neste dia chegamos pegamos o carro alugado da Eurocap (Corolla automático, peguei automático por medo da mão inglesa, já que aí teríamos que trocar as marchas com a mão esquerda que não serve para grandes coisas rs), milagrosamente eles não encheram o saco para vender seguro, só pegamos e pronto, rumo ao hotel deixar as malas e depois Lion Park. O Hotel que ficamos foi muito bom, devia ser uma mansão que transformaram em hotel, quarto espaçoso, café da manhã muito bom (melhor omelete que comi na viagem), galera atenciosa, piscina que não usamos. Gardenia Boutique Hotel. Lion Park Fomos para o Lion Park, que ficava a 50 minutos do hotel, ai uma dica, Joanesburgo tem um transito da peste, ainda mais porque nesse sentido do Lion Park tem uma rodovia que não tem muitos semáforos, uma zona pra atravessar e seguir, eles se entendem, nós turistas não rs, ou seja, se o GPS marca 50 minutos, se programe para mais, no dia seguinte quase perdemos um tour por isso. Lá no Lion Park tem várias atrações para fazer (reservei tudo pela internet, direto no site deles): Predator Tour, que é um Simba Safari praticamente, mais para quem não tem como fazer o safari, mas como estávamos lá eu fiz também. Cub Encounter, nesse caso tem a interação com os Leões e com Cheetah também, só fizemos com os leões. Os leões têm de 3 a 6 meses de idade alguns estavam meio dormindo e outros acordados, o acordado deu um trabalho da peste, mesmo sendo pequeno, são leões, e machucam um pouco rs, cortes, mordidas no tornozelo, minha esposa caiu de um pulo que ele deu nela, mas muito show, vale a pena. Para quem fala que eles dopam os leões, não me parece verdade, são bem sérios, e os Leões dormem muito mesmo, salvo engano 16 horas por dia, algo assim. Íamos ter neste dia o Lion Walking que é onde você anda com os leões, neste caso maiores, mas ainda bebês, 12 meses. Mas começou a chover, e eles cancelaram o tour, remarcando para o dia seguinte. Em conversa com o guia (Jason, gente boa) ele me disse que houveram 2 acidentes com os leões e turistas, ambos quando estava chovendo, eles ficam assustados. Depois disso ainda fomos no Mall of Africa, maior shopping do continente, mais de 300 lojas, legal, mas as lojas fecham cedo. As 20:00 já estavam todas fechadas. Dia 3 02/11 Soweto Dia de conhecer o bairro de Soweto, acredito que dispensa explicações rs. Nas minhas pesquisas não sabia como era, se dava pra conhecer os principais pontos de carro e tal, e resolvi reservar o tour pelo Sowet Backpackers, também pela internet, você tem opção de 2 ou 4 horas, tem opção de bike ou tuk tuk. Fizemos o de 2 e Tuk Tuk. Muito legal, valeu a pena conhecer um pouco da história deles. A guia que nos levou no tuk tuk sabendo que eu era brasileiro já puxou conversa de futebol claro, segunda ela, o Avô dela foi o fundador do time deles Orlando Pirates. Várias conversas de Futebol, além claro da cultura deles, apartheid etc. Fizemos uma parada onde eles falaram sobre o regime do apartheid, um lugar um pouco sujo, porém com casas que nada tinha de favela, depois fomos na parte mais pobre, onde eles levam a gente para experimentar um "churrasco" deles, com uma espécie de purê de arroz e carne feita na hora, ali no meio. Eles mesmo dizem que é desrespeito não comer a comida do jeito deles, comi e muito, e gostei, o purê de arroz não tem gosto, a carne sim. Ali o show fica por conta das crianças que vem brincar com a gente, uma delas pegou a mão da minha cunhada e a minha e ficou se jogando para a gente balançar elas, incrível. E o guia explicando como foi criada a township e tal. Passamos pela Vilazaki Street, casa do Mandela, e o final do tour termina novamente no Backpackers para o almoço que já estava incluso. Novamente o purê de arroz e várias carnes, tudo muito bom. Demos uma passada rápida no Museu do Apartheid que ficava do lado, a ideia do dia era conhecer o museu, o Reef City e outras coisas por perto, mas como tivemos que reagendar o lion walking não conseguimos ver tudo. Porém o museu eu queria ver. Confesso que esperava mais, mas foi interessante. Lion Park Já quase em cima da hora do Lion walking (tem 2 horários as 11:00 e as 15:30, pegamos o da 15:30) fomos sentido Lion Park, aprox 1 hora, um transito do caramba, chegamos lá já era 16 e pouco, procurei pelo Jason que depois de alguns minutos apareceu e disse que ia fazer o tour mesmo atrasados. Show, e eu já queria desistir fazia tempo. O Lion Walking é uma caminhada que você faz com 2 leões em torno de 12 meses, grandes, que dão medo, mas ainda não tem a juba de adulto. Eles vão com um balde cheio de carne, e vão parando em pontos estratégicos para você passar a mão, tirar fotos etc. No começo dá medo, confesso, depois você vai se acostumando mas continua com medo kkkkk. Muito show, experiência que valeu a pena. Finalizando a carne do balde a gente já vai saindo, porque eles só ficam de boa por conta da carne. 45 minutos aprox. Ali você ainda pode interagir com uma girafa, dar comida e tal. Sandton City e Mandela Square Finalizando a noite fomos para o Sandton City (shopping) já com as lojas fechadas, conhecemos a Mandela Square e terminamos nossa visita a Joanesburgo no Hard Rock que fica ali na praça. Tem gente que fica mais tempo em Joanesburgo, tem gente que nem fica usa de escala, eu achei o tempo que ficamos suficiente, um dia a mais talvez, mas não faria muita diferença. Dia 4 03/11 Kruger Saímos neste dia em direção ao Kruger rodamos quase 500KM e aprox 6 horas. O GPS que usamos foi o MAPS.ME, excelente por sinal, off-line, e além das ruas etc, você ainda pode colocar o nome dos destinos turísticos que ele também tem, só usamos ele e nos atendeu em toda viagem e nos 3 países. Uma dúvida que tínhamos e que tinha lido era em relação a posto de gasolina, neste trecho tinha muitos postos, quase semelhante a uma rodovia de SP, não senti necessidade de abastecer sempre como falaram (diferente da Namíbia), claro que tinha alguns trechos de 100km que não tinha, normal. O GPS colocou o caminho entrando pela Crocodilo Bridge que é uma das entradas e tem uma espécie de alojamento lá também. Eu tinha reserva para o Skukuza Camp, depois de chegar no Crocodilo Bridge e fazer o tramite para entrar, ainda tínhamos quase 1 hora para chegar no Skukuza, o que foi muito legal porque já estávamos dentro do parque e ali foi nosso primeiro Self Drive. Isso era por volta das 14:00 que entramos no parque e as 16:30 tínhamos um Sunset drive agendado, mas a emoção do primeiro self-drive foi tão grande e com tantos animais ali que chegamos em cima da hora rs. Chegamos no Skukuza já maravilhados com o início do nosso Safari peguei as chaves do nosso "quarto" que é uma espécie de quarto com banheiro, cozinha e até uma churrasqueira na parte externa, ar condicionado e tudo mais. Fiz a reserva diretamente no site https://www.sanparks.org/, vi que muita gente teve problema para reservar por lá, eu não tive, reservei sem problemas, comprei tours pelo mesmo site e também fiz alterações. Na época que pesquisei as opções para fazer o safari encontrei algumas empresas com os tours prontos que tinha o transfer de Joanesburgo ida e volta os drives, hotel, etc, tudo incluso, mais partia de 1.500,00 dólares, muito pesado. Fazendo direto ficou muito mais barato, eu paguei 850,00 reais incluso a taxa diária do parque, a hospedagem e os 4 tours que fiz com eles. Além do Sef-Drive eu reservei: Sunset Drive, Sunrise Drive, Night Drive e Morning Walk. Os self Drives já são suficientes para você ver uma grande quantidade de animais, possivelmente os Big 5 (como nós vimos), porém esses 4 tours só são possíveis fazer com guias por conta dos horários que abrem e fecham os parques, além do walking que tem que ser com os rangers de qualquer forma. Em termos de estrutura o Skukuza realmente é muito bom, além da acomodação, próximo tem 2 restaurantes um para comer lá e outro para levar e comer nas mesinhas da frente. Tem um shopping relativamente grande para comprar lembrancinhas e outras coisas. Sunset Drive Fizemos o Sunset Drive com os guias do parque, você entra em um carro deles e vai um motorista guiando, na verdade eles mesmo quase não param para mostrar animais, fica mais por conta da galera que está no carro que tem que dar um grito pra eles pararem o carro pra gente ver o animal em questão. Após parar eles explicam um pouco dos animais, vimos um, que eu não lembro o nome, que o guia informou que vivem em média 6 dias pois praticamente todos os animais carnívoros comem ele, por ser pequeno e lento. Foi nesse que vimos os primeiros rinocerontes e também um pôr do sol made in africa. Na volta fomos jantar no restaurante do Skukuza, muito bom, nem parecia que você estava no meio da savana. Dia 5 04/11 Morning Walk Acordamos bem cedo para fazer o Morning Walk, se não me engano o tour saiu por volta das 05:30, o horário depende da época. Nesse tour você vai com 2 rangers até um determinado ponto e de lá parte a pé no meio da savana. Um ranger vai na frente e outro atrás (apesar da maior parte os 2 foram na frente) e nós vamos acompanhando, cada um com sua espingarda, para caso precise. Eles vão seguindo rastros dos animais, explicando tudo sobre a vegetação, animais, o que caçam, e assim por diante. Foi muito legal, principalmente porque você perde aquela segurança que tem dentro do carro, ali se sente mais vulnerável. Começamos perto de uma árvore Marula onde avistamos uma Girafa próxima, que só olhou e voltou a comer, ao longo da caminhada ainda vimos zebras, impalas, até chegarmos aos elefantes. A pouco mais de 50 metros os rangers avistaram 3 elefantes (casal e filhote) e nos avisaram, neste momento fomos caminhando devagar para não fazer barulho, chegando mais próximo. Eles estavam em um nível mais baixo do terreno que nós. O pai nos avistou fez o barulho dele e o ranger fez um outro barulho que fez com que os elefantes fossem embora. Nessa hora o ranger explica que a diferença entre dar um tiro ou não é conhecer os animais, aquele barulho que ele fez foi muito alto para o elefante, por isso ele foi embora, e mostrou também que um leopardo ou leão se chacoalhar as chaves que ele tinha no bolso, o barulho seria muito alto para eles, e eles possivelmente iriam embora rs. Muito show. Depois rolou um mini café da manhã com sucos, frutas secas e outras coisas. No caminho de volta os rangers avistaram um Leopardo, apontaram e mostraram pra todos, estávamos em 6 pessoas, as outras 5 conseguiram ver e eu nada, em dado momento tinham os 5 e os 2 rangers apontando pra eu tentar ver o tal leopardo e nada, até que o ranger me puxa pro lado e fala: ele está ali e aponta mas eu viajando estava olhando pra outro lado, o ranger olha pra minha cara e dá um resmungo AAAAAAAHHHHHH por eu não estar olhando pro lado certo e começa a partir em retirada rss, depois disso eu só conseguia rir e perdi o Leopardo de vez rss. Ao final do passeio os rangers agradeçam e falam: Hoje tivemos muita sorte pois conseguimos ver um Leopardo, menos você. E assim terminou meu Morning Walk, sem ver o tal leopardo rs. Self-Drive Voltamos por volta de 08:30, fomos tomar café e na sequência emendamos um Sef-Drive. Incrível. Logo no começo já vimos um aglomerado de carros em uma via lateral de terra e sabíamos que tinha algum big 5 lá, e foi onde vimos nosso primeiro Leão, bem longe, mas lá estava ele. Continuando na estrada além de Girafas, Elefantes, Macacos, Rinocerontes e Búfalos, avistamos um Leão com sua família, em torno de 6, todos juntos, descansando bem do lado da estrada. Nessa hora devia ter por volta de uns 20 carros, mas fomos pacientes e aos poucos conseguimos ficar bem do lado deles. Esse é o segredo do safari, viu carro parado, para também que lá tem algum animal, se ver muitos, melhor ainda os bigs estão lá. Um pouco mais para frente vimos mais 2 leoas, a primeira abocanhou um animal pequeno, que acho ser aquele dos 6 dias, rs, e a segunda pegou um Impala e estava levando provavelmente para seus filhotes. Seguimos está por um bom tempo, mas ela entrou em uma parte que não dava mais para enxergar. Fomos em direção ao lago grande que já tínhamos visto no dia anterior perto do Lower Sabie Rest Camp, lá tem uma grande concentração de Hipopótamos, Crocodilos, macacos e muitos pássaros. Surreal. Paramos no Lower Sabie e almoçamos no Mugg & Bean, comida muito boa, mas atendimento horrível, lento, precário. O Visual de lá é de matar, uma área verde muito grande, com vista pro lago do lado direito e vários animais passando, elefantes, girafas, zebras, e fora os pássaros do Kruger, é cada um mais bonito que o outro. Voltamos para o Skukuza (voltamos é modo de dizer, sempre que você está no kruger irá parar muito para ver os animais, ou até para esperar eles atravessar a rua rs) e a noite partimos para o Night Drive. No Night Drive os 2 assentos do final, quem senta fica encarregado de apontar os faroletes para a mata afim de ver algum animal. No night você vê muitas corujas, coelhos, vimos mais Rinos, Impalas, Springboks, Hienas. E Foi nesse drive que consegui ver um Leopardo rs, talvez foi o mesmo no morning walk quem sabe, rs. Pra este dia a noite minha cunhada resolveu usar a cozinha do nosso quarto para fazer um macarrão (tudo comprado antes pois fecha as 22:00 e o night termina as 22:30). O Macarrão não ficava pronto nunca e para o dia seguinte tínhamos um Sunrise reservado que começava as 04:30, além da rota panorâmica e retorno para Pretória. Resumo: Terminamos de comer as 00:30 e decidimos não ir no sunrise, parte porque já tínhamos visto os big 5, parte porque iríamos dormir pouco e tinha a viagem de volta. Dia 6 05/11 Acordamos por volta das 08:00 neste dia, fomos tomar café da manhã, check-out que nada mais é que deixar a chave na recepção e fomos sentido ao Elephant Whispers nossa próxima parada. Não sem antes parar para ver mais um monte de animais e uma parada para avistar alguns pássaros em um lago específico para isso que não lembro o nome. Elephant Whispers O Elephant Whispers é um santuário de elefantes, onde eles trazem elefantes que sofreram algum dano para cuidar e onde você tem uma interação com eles, além do tour para conhecer os elefantes, interagir com ele, você pode andar com ele (em cima claro). É um parque que está listado inclusive no site do próprio Kruger, ou seja, o trabalho lá é sério. Parece que tem perto de Joanesburgo também, o que eu fui fica em Hazyview, a 1 hora aprox do Skukuza. Chegando lá, tem toda uma explicação sobre os elefantes (hoje eles têm 6), personalidade de cada um, alimentação, muita coisa sobre a anatomia dele e a interação com eles. Muito interessante. Gostei muito. Rota Panorâmica Saindo do Elephant Whispers e fomo em direção a rota panorâmica, antes uma parada em Graskop para almoçar na turistica Harries' Pancakes. Lotado de Turistas. Mas as panquecas são realmente muito boas. A Rota panorâmica tem realmente um visual incrível e imperdível, finalizando no Blyde River Canyon (Terceiro maior do mundo dependendo de onde você pesquisa rs) mais precisamente no Three Rondavels View. De tirar o fôlego. Como já era meio tarde não fizemos as cachoeiras, fomos no The Pinnacle Rock, God's Windows e Three Rondavels View Point. Todos são pagos, não vou lembrar o valor, mas era barato a entrada. Chegamos no Three Rondavels View as 16:45 e ele fecha as 17:00 podendo ficar até as 18:00, porém vi gente chegando depois das 17:00. Finalizado a Rota Panorâmica fomos rumo a Pretória, mais 400km e 4 horas de estrada, pois no dia seguinte tinha voo do aeroporto de Joanesburgo para Ilhas Maurício. De Petrória para o Aeroporto era 30 minutos, por isso preferi ficar em Pretória. Dia 7 06/11 Aproveitamos que estávamos em Pretória e fomos conhecer o Union Building, residência do presidente, baita jardim, estátua do Mandela, lugar show. Na sequência fomos para o aeroporto, devolvemos o carro e partimos rumo ao paraíso: Ilhas Maurício. Fomos de Air Mauritius, tudo tranquilo também. 4 horas de voo e mais 3 horas de Fuso. Chegamos lá, já era 19 e pouco. O transfer eu já havia reservado diretamente com o hotel. A ilha é dividida praticamente entre Sul e Norte. No meio disso, mais ou menos, fica a capital Port Louis. As principais atrações ficam na parte Sul, que é mais caro também em termos de hotelaria (pelo menos quando pesquisei) na parte sul que estão as praias Flic em Flac, Le Morne, Blue Bay, A região do Chamarel. Na parte norte além da praia que estávamos próxima Pereybere (que para mim foi a mais bonita) saia um passeio para uma outra ilha próxima Gabriel. Como eu já ia alugar um carro pensei que em se tratar de ilha podíamos ficar em qualquer canto, o mais barato, e ir de carro, porém a ilha é um trânsito ferrado, chegamos a levar 1:40 para rodar 50km. Em uma possível volta considerarei ficar na parte Sul. O hotel que ficamos é uma espécie de Resort mas bem simples, bem em conta e com uma piscina legal, quadra de tênis, restaurante e bar, tudo excelente, atendimento 1000. Alugamos o carro diretamente com eles e saiu mais barato. Outra coisa que saiu mais barato do que pesquisando pela internet foram os tours pelas ilhas próximas, dizemos 2 ilhas: um dia a famosa Ille aux Cerfs e no outro Gabriel e Flat, ambas custaram 120,00 reais por pessoa, com bebidas e almoço incluso. Bebidas no barco inclusive. O hotel que ficamos foi o Casa Florida Hotel & Spa. Recomendo. Ilhas Maurício Dia 8 07/11 Blue Bay Nesse dia pegamos o carro e fomos rumo a Blue Bay, promessa do melhor Snorkeling da ilha. No caminho passamos na praia mais próxima do nosso hotel que era a Pereybere e ali a gente já teve uma ideia do que seria aquele paraíso, que cor de água, que coisa linda, baita sol. Para quem já jogou bolinha de gude quando criança, lembra daquelas famosas leitosas? A água é daquela cor rss. Minha esposa tira sarro de mim até agora porque eu falei que era da cor da bolinha de gude leitosa, que ela não conhece, fazer o que rsss. Aproximadamente 1:30 depois chegamos em Blue Bay (Por isso o erro de estratégia ficando no Norte, se fosse no sul 30 min estava por lá, sempre que passa por Port Louis no centro é trânsito). Que lugar. Mar de vários tons. Incrível. Ainda não fui para o Caribe para comparar, então não tenho parâmetro, mas lá é o paraíso com certeza rs. Do lado direito é a parte que tem areia para a galera ficar, mais para esquerda menos areias e claro alguns hotéis e resorts fechando a praia. Ficamos lá um tempo curtindo a praia, comemos uns "salgados" que comprei em umas vans que ficam do lado 10,00 rúpias (divide por 10 para dar o real) cada salgado, muito bom. E reservei o tour para fazer snorkeling para as 15:00 o último é as 16:00. Paguei aprox 70,00 reais direto com os caras na praia. Você vai em um braco com fundo de vidro onde já vê alguns peixes, em aprox 20min já chega na parte dos corais que é onde rola o snorkeling. Correnteza forte, depois de um tempo acostuma. Vários barcos ali por perto. Ali você se sente dentro de um aquário, muito peixe, muita variedade, cara que coisa incrível. Ficamos perto de 1 hora ali maravilhados. Depois voltamos para o hotel jantamos por lá menos e tomei umas Phoenix, a cerveja da ilha. Boa também. Dia 9 08/11 Grand Bassin e Chamarel Neste dia como seria o último dia com o carro e amanheceu meio nublado optamos por ir para o lago Grand Bassin e a região do chamarel que é onde tem a montanha de 7 cores e a Fábrica de Rum. O GPS fez o caminho passando por Port Louis o que fez com que chegássemos no Grand Bassin depois de quase 2 horas. A parte dos templos é bem legal e interessante, gostei de conhecer, o lago em si apesar da representação que tem para eles, é um lago normal, cheio de macacos em volta. A montanha do Chamarel que é um morro na verdade, é bonita, mas como não estava sol, as cores não estavam vibrantes, nada espetacular, mas estava lá, fomos rs, ali tem as famosas tartarugas gigantes da ilha, umas 6, 7. Depois almoçamos na Rumeria e fizemos o tour de degustação. Para quem já fez o de vinho, cerveja, é o mesmo esquema, onde o que mais importa é beber o rum no final. Curti e comprei uma garrafa. O Restaurante é bom também, mas tem muita mosca, não achei muito caro, mas é um pouco mais caro que o restante da ilha. Ao logo desse caminho tem várias views para fazer, paradas com cachoeiras e parque nacional black river gorges, uma mais bonita que a outra. Flic en Flac Finalizamos o dia na praia Flic en Flac e vimos o pôr do sol por lá. E para finalizar com chave de ouro vimos o que devia ser 2 ou 3 golfinhos brincando ao fundo, eles não pularam, só deu para ver as barbatanas. Rumo ao hotel, jantamos ali perto de pereybere em um restaurante perto da praia, também não lembro o nome rs, mas por lá tem vários restaurante e todos com preços acessíveis. Antes de ir como não tinha muita informação achei que era um destino muito caro, fora do padrão, mas lá eu percebi que não, é mais barato que muitos lugares, reservei só 4 dias inteiros para lá, mas no final dava pra ficar uma semana de boa. Muita opção e para todos os bolsos, é só fugir do hotéis caros do Sul rs. Dia 10 09/11 Ile aux Cerfs Neste dia já sem carro tínhamos reservado o tour para a famosa Ile aux Cerfs, uma van leva a gente para a região próxima da Blue Bay (viu como a melhor opção é ficar no sul? rs) e de lá você vai de lancha ou catamarã para a ilha. Aprox 20min de lancha (que foi o que escolhemos), catamarã é mais demorado. Chegamos na ilha por volta das 10:00 com saída para as 13:30 pois de lá eles levam pra ver uma cachoeira pequena e vai para outra ilha para almoçar. A ilha é incrível, linda, várias cores. Na parte da manhã a maré está baixa e você atravessa de um lado para o outro a pé, já mais para a tarde a maré sobe, correnteza forte e só atravessa a nado. Entrei nessa parte da correnteza e me deixei levar para ver a força e fui longe rs. De lá também tem vários vendedores oferecendo passeio de parasailing. Dica: Pela internet é mais caro, Dica2: tem vários vendedores, sonde todos, o primeiro me ofereceu o tour a 200,00 reais, o que eu fiz foi 100,00 reais. E todos é o mesmo tour, porque você vai na mesma plataforma que todo mundo. O legal é o visual que você tem da ilha lá de cima. Outro item que eu avalio como imperdível. Mas a anta aqui, ao invés de ficar sentado, fiquei meio em pé, quando subi fiquei completamente em pé e com sensação que ia cair de lá de cima, mas ainda sim deu para curtir. No próximo eu já sei e me porto adequadamente kkkk. 13:30 vai para uma cachoeira do lado de lanche mesmo, que é só para encher linguiça mesmo e partimos para outro lado da mesma ilha que onde os caras já tem as mesas e o churrasco todo montado. Um churrasco muito bom, regado a cerveja, vinho, rum, refrigerante, o que você quiser, mas tem que usar o mesmo copo, se quer rum e cerveja, termina o primeiro para pedir o segundo. Finalizado o almoço ainda ficamos um pouco ali na praia com aquela cor incrível só de boa. Ali achamos umas bolinhas de golfe no mar porque tem um campo de um resort bem ao lado, além de várias Estrelas do Mar, peixes e tudo mais. Essa ilha valeu cada centavo. Port Louis A noite demos uma passada em Port Louis com a facada de 100,00 reais de taxi para ir e 100,00 de taxi para voltar. Fomos no Waterfront que tem um shopping e vários restaurantes. No Shopping as lojas fecham por volta das 17:00 os restaurantes já vão até mais tarde, mas não é Brasil rs, tudo fecha não muito tarde, assim como na África do Sul. Dia 11 10/11 Ile Gabriel e Flat Nesse dia outro tour, também por 120,00 reais por pessoa incluso bebidas e almoço. Essa ilha não estava prevista e não vi nada nas pesquisas, nas fotos eu não achei nada demais, mas minha cunhada viu um vídeo que parecia ser legal e fomos. Sábia decisão. Esse é um dos poucos passeios que sai da parte norte mesmo. O Van nos levou para a Grand Bay do lado de Pereybere. Consegue ser mais bonita que a Ile aux Cerfs. Tem um snorkeling legal também, nada comparado com o da Blue Bay, mas dá pra ver vários peixes. Nessa fomos de catamarã e o mar estava agitada, tivemos pontos de barco viking com uma galera vomitando no saquinho, mas passado isso depois de uns 45 min chegamos na ilha. De um Lado Ilha Gabriel do outro Ilha Flat, você vai de uma para a outra de lancha, os caras passam o tempo todo levando quem quer de uma para outra. Primeira parada Flat que é onde tinha o almoço e um snorkeling com correnteza feroz. Almoço do mesmo esquema da ile aux cerfs, depois de almoçar partimos para a Gabriel que era a parte mais bonita e com um snorkeling mais calmo. Nessa tem muita concha e coral quebrado na água, até cortei meu pé, quem tem aqueles chinelos ou sapatilhas de praia é bem melhor. Nessa ilha tem uma parte de areia que entra no mar e indo mais para o fundo você tem a sensação de estar andando no mar, incrível. Aliás nessa viagem usei muito as palavras surreal e incrível rs. Foi nessa que tive mais uma surpresa em um dos snorkeling vimos uma tartaruga nadando, a danada é rápida na água, mas consegui ir nadando e chegar perto dela, mais uma vez: Incrível rs. Quem viu na verdade foi um dos caras que ficam com as lanchas passando de um lado para o outro, aí fomos atrás dela para ver. Na volta eles não levam no hotel, ficamos lá na região mesmo e fomos ver um bazar que tinha por lá, já que era por volta de 16:00 e voltamos para o hotel para tomar mais Phoenix. Quando estava chegando na Ilha perguntei para o taxista: Qual a melhor praia da Ilha? Ele respondeu que era uma pergunta muito difícil pois todas as praias eram lindas. E realmente foi a conclusão que eu cheguei, não tem praia feia por lá. Cada uma com suas características. Eu particularmente achei a Pereybere a mais bonita, mas encontramos com alguns brasileiros que foram no dia que estava com tempo nublado e acharam feia, questão de gosto e também do dia que vai, o sol faz a diferença em praias. Pra mim Ile Aux Cerfs, Gabriel/Flat e Blue Bay são imperdíveis, que foram as que eu fui rs, se tivesse ido em outras entrariam também na lista de imperdíveis. Não pude ir na Le Morne que dizem ser uma das mais bonitas também. É isso aí. Ilha linda e acessível. O maior problema é claro chegar pois você precisa ir para Joanesburgo e de lá para a Ilha, o que encarece o percurso. ÁFRICA DO SUL - CAPE TOWN Dia 12 11/11 Dia de voltar para Joanesburgo e em seguida partir para Cape Town. Me parece que tem voo direto da Ilha para Cape Town, mas nas minhas pesquisas de preço não encontrei, então peguei a volta para Joanesburgo e de lá direto para cape Town. Eu havia reservado pela Kulula airlines porém saia do aeroporto Lanseria. Não tinha visto isto na compra. Ainda no Brasil percebi isso e no aeroporto ainda no dia 06/11 troquei o voo para sair do O R Tambo. Paguei mais 100,00 reais por isso e fomos de British que deve ser da mesma rede. Chegamos em Cape Town já era por volta das 20:00 pegamos outro corolla que eu havia reservado, desta vez na Hertz e fomos em direção ao hotel. O Hotel era bom e muito bem localizado, mas muito caro, esse deixei para reservar em cima da hora e tomei uma bica. Ficamos no Rockwell All Suite Hotel & Apartments. Dia 13 12/11 Table Mountain Primeiro dia em Cape e já fomos direto pra Table Mountain. Optamos por subir e voltar de Teleférico. Lá em cima é incrível, que visual, chegamos e de um lado nuvens, do outro aberto, era o que eu queria. Fizemos algumas caminhadas, vimos alguns animais, lagartos etc, foto de tudo que é jeito e o tempo foi se abrindo do outro lado também. Que lugar!!!! Kirstenbosch National Botanical Garden Na sequência fomos no jardim botânico de cape. Já fui em alguns jardins botânicos, mas pra mim o de cape é possivelmente o mais bonito (talvez empata com o do Rio, ainda não sei rs), grande, vários animais também, coruja e tudo mais. Finalizamos o dia no Boo-Kaap. Mais um daqueles estamos lá vamos, pra mim nada demais. Dia 14 13/11 Aquarium Cape Esse dia era um dia bem aguardado, em algumas pesquisas na internet eu vi que no aquario de cape town que fica no waterfront é possível fazer uma interação com os pinguins rockhopper (o cabeludindo do filme tá dando onda). Para isso é necessário reservar pela internet, você manda e-mail para eles, e só é possível 2 pessoas por dia, portanto reserve com bastante antecedência. Como estávamos em 3 pessoas, eu reservei duas para dia 13 e uma para dia 14. Cheguei no aquário e perguntei se era possível fazer os 3 no mesmo dia, a menina falou com a guia e ela disse que dava, mas o tempo total era 30 minutos para 2 ou 3 pessoas, para nós era suficiente. Primeiro conhecemos o aquário, eu curto muito aquário então para mim foi bem legal (até hoje o melhor para mim é o de Valência na Espanha) e quando foi 10:45 começa o penguin experience. Você coloca um jaleco porque os bichinhos vão cagar na sua roupa e vai pra área de encontro. Meu maior medo se tornou realidade, na hora de reservar eu pensei será que a gente entra na área que os pinguins ficam para os visitantes verem eles? ou seja, a galera vai ficar me vendo lá dentro pelo vidro? E sim, é isso mesmo, fui pinguim por um dia kkkk. A primeira instrução é: Os pinguins mordem então não puxem o braço, mão, pra não machucar, deixa morder rs, e a guia mostra a marca nos braços dela. Lá dentro a gente senta e ela vai colocando os pinguins no nosso colo, mostrando como passar a mão, onde passar, o que fazer, explicando tudo sobre eles. O primeiro que veio no meu colo, adivinhem? Me mordeu pra caramba rss. Mas não doeu nada. O segundo era um gente boa lá, que esqueci o nome também e ficou de boa no colo de todo mundo. Quando você coloca a mão entre o pescoço dele, ele se treme todo, moh barato. Não entendi o motivo, a guia explicou. Cara valeu a pena também, essa interação com os animais era o que eu procurei nesta viagem, além de vê-los queria interagir. Bem diferente. Waterfront Na sequência dessa experiência incrível ficamos pelo waterfront porque na parte da tarde teríamos Robben Island. Fomos na Roda Gigante, shoppings, eu acabei indo no Springbok Experience que é o museu da seleção de Rugby. Pra quem gosto muito legal apesar de pequeno. Almoçamos no Quai 4, porque com o ingresso do Springbok Experience você ganha um chopp lá. O waterfront é bem legal, grande, com várias lojas, fomos de dia e de noite também para jantar, 3 shoppings e várias coisas para fazer. Robben Island Nosso tour já comprado pela internet saiu as 15:00, dizem que se não comprar pela internet não consegue comprar porque é concorrido, no dia que eu fui dava para comprar na bilheteria de boa. Lá é um tour histórico né? A ilha, Mandela, Apartheid, o guia da prisão é um antigo detento. Depois descobri que tinham vários políticos da Namíbia lá também. Histórico, Imperdível. Dia 15 14/11 Dia de ir até o cabo da Boa Esperança. em torno de 80km +- até lá. No caminho passamos na praia de Muizenberg aquela das "casinhas" coloridas. Realmente muito bonita a praia e as casinhas dão um toque diferente. Aliás para todo lugar que você vai em Cape Town tem uma paisagem incrível. Na sequência fomos para Boulders Beach conhecer a famosa praia dos pinguins. Depois de estacionar e pagar a taxa de entrada você tem 2 passarelas para ir até a praia. Lugar Mágico. Muitos e Muitos pinguins Africanos dando show e valorizando nossas fotos rs. Destino Final Cape Point e Cabo da Boa Esperança. Chegamos por volta das 12:00 lá. Acredito que tenha limite de carros para entrar no parque, porque ficamos mais de 1 hora parados na fila, e a cada carro que saia liberava um. Lá dentro também estava com várias obras na pista então paramos algumas vezes. Em Cape Point estava 100% neblina, 0 visibilidade, só ouvimos o barulho do mar lá embaixo. Almoçamos no restaurante que tem por lá, comida excelente e perguntei para atendente se era sempre assim, ela me disse que com frequência aquele ponto ficava assim, não tinham como prever. Já no Cabo da boa esperança mais abaixo já estava com visibilidade boa. Um dos lugares mais bonitos que tem por lá. Voltamos pela famosa Chapman's Peak Drive, que tem pedágio de 51,00 rands. Uma estrada Cênica, lindíssima. Vários Viewpoint para você parar. No final paramos no Chapman's Peak para ver o pôr do sol. Algumas pessoas levam champagne e tudo mais, mas ficamos só vendo o pôr do sol mesmo num baita frio. Mas foi para fechar o dia com chave de ouro. Não fomos na Lion head e Signal Hill que dizem ter um pôr do sol incrível também. Dia 16 15/11 Centro e Camps Bay Começamos este dia indo conhecer algumas coisas no centro de Cape Town. Primeira parada foi o Companys Garden, bem bonito por sinal. Depois fomos na Igreja e na praça que vende os artesanatos e tal. Nada muito interessante. Finalizado essa parte, o sol já começou a aparecer e ai fomos para Camps Bay, curtir uma praia, aquela praia espetacular com vista para os 12 apóstolos. Pena a água ser congelante. Acho que é mais gelada que de Punta del Este. Hout Bay Depois de passar algumas horas por lá fomos para Hout Bay, primeiro para almoçar e depois para fazer o tour da Seal Island para ver as focas. Almoçamos um fish and chips bem gordurento mas bom ali na Hout Bay mesmo e fomos procurar de onde saia o passeio, por sorte pegamos o último horário as 16:00. O Tour leva 50 min +-, 20 para ir, 20 para voltar e 10 observando as centenas de focas que ficam na ilha. Gostei. A noite foi dia de conhecer no Mama África, 100% turístico rs, na chegada flanelinha para poder guardar o carro, 20,00 rands da vaga e 10,00 para olhar o carro, falei que os 10,00 eu pagava só depois e não paguei até hoje. Mama África Lá no Mama África pedimos mesa para 3 e a atendente falou que tinha que ter reserva que para o dia só tinha mesa para depois de 1 hora, quase falei: Só 1 hora, é porque você nunca foi para São Paulo!!! Demos o nome e fomos para o Bar, tudo meio apertado, mas não deu 20min, a bebida nem tinha chegado ainda e já chamaram para nossa mesa. Experimentei 4 cervejas artesanais de Cape Town e não gostei muito de nenhuma. Para o jantar pedimos uns espetinhos de game que são as carnes variadas deles, e estava razoável, meio sem tempero. Pedi errado Fígado de Moçambique, horrível, não gosto de fígado, errei na tradução rss, e comi também um espetacular bobotie de avestruz. Achei tudo razoável, atendimento bom, comida normal, com exceção do bobotie. Dia 17 16/11 Dia de conhecer a região das vinícolas, para este dia eu preferi reservar um tour pois o objetivo principal era beber muito vinho, claro. Reservei o tour Wine Tours Cape Town 230,00 reais por pessoa incluso: transporte, visita com degustação em 4 vinícolas e almoço. As 08:30 a Van já estava na porta do hotel e seguimos sentido Paarl e Stellenbosch a 1 hora aprox de cape town. Por volta das 18:00 estávamos de volta. Gostei muito do tour, pelo guia, pelas vinícolas escolhidas, almoço e tudo mais. Vou resumir as vinícolas que conhecemos: Fairwiew: A primeira degustação são 6 vinhos e com queijo para acompanhar cada uma delas. Backsberg: Você conhece um pouco do processo de fabricação além de degustar de 5 vinhos e 1 Brandy. O Brandy é espetacular trouxe uma garrafa, os vinhos nem sei, depois do Brandy esqueci o gosto rs. Depois desta fomos almoçar em uma outra que não me recordo o nome. Remhoogte: Essa vincula o legal é o lugar pois na frente tem uma área com vários animais, Zebras, Impalas etc. Baita vista e você degusta de 4 vinhos. Murate: Essa tem como característica ser uma das mais antigas do mundo e na área de degustação eles deixam isso bem a mostra em um lugar com várias teias de aranha milenar rs. Degustamos mais 6 vinhos. Vi que tem agora um trem que faz o esse tour, mas na época que eu pesquisei não tinha nenhuma informação. Dia 18 17/11 Este era o dia de partir para Namíbia, mas ainda tínhamos a parte da manhã livre pois só iriamos a tarde rumo a namíbia onde paramos na cidade de Oskiep a menos de 1 hora da divisa. Na parte da manhã minha esposa queria voltar em Hout Bay para ir em uma loja e comprar uma pantufa para minha sobrinha, e lá do lado tinha o World of Birds and Monkeys, como não tínhamos nada para fazer, sugeri que fossemos lá. Não era um lugar programado mas devia a variedade de pássaros que vimos na África do Sul achei que podia ser interessante. World of Bird and Monkeys and Rats/Mouse/Mice Realmente tem uma variedade muito grande, cada pássaro incrível que nunca tínhamos vistos, lugar grande, só tinha um problema, tinha rato para cacete, e eu tenho pavor de rato. Você entra em uma área que era para observar os pássaros de perto, dentro da gaiola mesmo, e lá estavam os ratos comendo a comida dos pássaros, não eram pequenos, eram gigantes. E o pavor batendo porque estava dentro do cercado. Mas eu já tinha pago, venci esse medo, ainda vi outros grandes, em algumas dessas gaiolas eu via e voltava, não dava para encarar. Foi foda. Mas vi uns pássaros e macacos que não se vê em qualquer lugar. Ainda gostaria de saber porque não matam os ratos para manter um lugar limpo. Vencido mais esta etapa fomos em um shopping na Hout Bay compramos as tais pantufas, voltamos para o hotel check out e partiu Hertz da Long Street. A Saga do Carro Na Hertz nos iriamos trocar o corolla por um 4x4, já explico o motivo do 4x4, e partir para Namíbia. Chegamos lá as 14:00, o cara me perguntou como iriamos para o aeroporto, eu falei que iriamos pegar um 4X4 ali mesmo, o cara me diz que não tem nada reservado, até aí beleza, fui lá falar com ele, o que aconteceu é que eu reservei pela internet para devolver o carro no aeroporto e pegar lá, porque a oferta de 4x4 é pequena, mas no dia que eu retirei o corolla falei para o cara que ia devolver no centro e queria pegar o 4x4 lá também, ele me disse que sem problemas, que ele ia mudar. Mas pelo visto não mudou. Por sorte tinha acabado de chegar um 4x4 e eles iam limpar. Pediu para voltar dali 1 hora. Aproveitamos e fomos almoçar do Addis in Cape, restaurante de comida etíope. Cara que puta experiência. Come com a mão e os caramba, comida bem apimentada, mas saborosa, atendimento excelente. Indico. Voltando na Hertz tudo certo, eis que eu falo para o cara: Precisa de alguma coisa para entregar o carro em Windhoek? Aí bate o desespero nos caras, porque tem toda uma papelada para o cara fazer, ele saiu gritando para outro lá que íamos entregar em Windhoek e vem outro para fazer a papelada. Nesse momento um dos caras da locadora me pergunta: Onde vocês vão dormir hoje? Eu falei: Perto de Springbok. E onde é Springbok? A mais ou menos 6 horas daqui. O cara fez umas contas e incrédulo falou: Mas você vai chegar lá as 21:00. Isso mesmo. Quase falei: Cara a gente mora em SP lá você gasta 4 horas para ir e voltar do trabalho todo dia, o que são 6 horas? Minha esposa falou que quando eu saí para ir no banheiro o cara estava preocupado que eu iria dormir no volante dirigindo 6 horas. kkkk No final do processo outro cara da locadora incrédulo vira e me pergunta: Porque Windhoek???? Eu falei: Cara a Namíbia é cheia de canyons, paisagens, dunas, desertos, por isso. Ele manda: Ahhh no Brasil não tem deserto, só tem o Cristo. kkkk Nesse momento minha cunhada estava consultando o roteiro que eu montei porque estava batendo desespero, ela pensou: Se os caras que estão aqui do lado não conhecem a Namíbia e não sabem o motivo de estarmos indo lá, onde esse cara está me levando??? Rachei o bico, mas confesso fiquei um pouco apreensivo, mas vida que segue. Com aquele caminhão que é o 4x4 nas mãos seguimos até Oskiep onde iriamos dormir. Ficamos em um puta hotel legal, com um bar mais legal ainda, e com um preço melhor ainda. A noite tomei (tudo isso pra relaxar do trampo da locadora): 1 whisky duplo, 2 congnac duplos, 3 cerveja, minha cunhada 2 whiskies duplos e minha esposa 1 drink, deu menos de 70,00 reais. Na companhia de um barman gente boa que diz já ter trabalhado na Amazônia mas não sabia o que era boto cor de rosa, ou pelo menos foi o que eu entendi hauhuahuahu. Do mais a paisagem de cape até Oskiep é sensacional, já valeu a viagem. NAMÍBIA Dia 19 18/11 Esse dia foi o dia de cruzar a fronteira. Antes algumas informações que eu peguei da Namíbia. Na Namíbia tudo que você for fazer tem uma distância mínima de 300km. A Namíbia tem quase o tamanho da Espanha e França juntos, para ter uma ideia estes dois países têm em torno de 100 milhões de habitantes, a Namíbia tem 2 milhões e meio, ou seja, é um país desértico, inclusive de pessoas, chegamos a dirigir 2 horas sem ver uma alma viva, nenhum carro, só uma tonelada de paisagem exuberantes e muitos animais selvagens em seu habitat natural. As estradas são classificadas em B, C, D, onde B: Asfalto, tapete. 😄 Terra, mas de boa, 😧 Somente 4x4. Peguei estradas C que pareciam D e D que pareciam C, rs. Para ficar mais seguro e ir mais rápido também eu preferi alugar o 4x4, já que com um carro comum já vi relatos de gente que conseguiu ir, mas aí tem que preferencialmente fazer a maior parte pelas estradas B, o que amplia muito a distância. Tem umas C e D bem chatas de dirigir, desliza muito mesmo no 4x4 e tem vários "quebra-mola" natural. Mas com o 4x4 vai que vai. Foi bem tranquilo dirigir pela Namíbia e a paisagem vale cada distância que você enfrenta. Na montagem do roteiro tínhamos a opção de ir de avião de Cape para Windoek ou entrar de carro. A maioria dos lugares estão mais próximos da capital. Etosha, Sossusvlei, Sesriem, Walvis Bay, Swakopmund, Skeleton Coast. Todos a aquela distância mínima um do outro 300km rs. Só tem um lugar que está longe de Windoek e mais próximo da África do Sul, o Fish River Canyon, e era um dos lugares que queríamos ir, por isso optamos por entrar de carro de cape. Mais uma vez: Sábia decisão. Posto de gasolina: Abasteça sempre que ver, é realmente raro, ainda mais quando você pega as C e D. Fronteira Cruzamos a fronteira, eles revistaram o carro, e não perdem a oportunidade de perguntar de onde você é, e ficar deslumbrado quando falamos que somos do Brasil. Aliás isso aconteceu na Namíbia inteira, de onde vocês são? Brasil. Aí começa o bate papo, foi realmente muito legal. Na fronteira você preenche o formulário de imigração, paga a taxa do carro (que ninguém te avisa e só te falam quando você tenta passar pelos guardas) e pronto entra na Namíbia. Fish River Canyon e o Deserto mais antigo do Mundo MAPS.ME nos ajudamos e chegamos até o Fish River Canyon. Gigante, Incrível. Não conheço o Grand Canyon, mas esse para o enquanto é o meu preferido. E o lugar me lembrou atacama e Bolívia, sem grade, proteção nem nada, roots, se quiser e conseguir descer, desça problema seu rss. Saindo do Fish River fomos para o nosso hotel no meio do Deserto o mais antigo do mundo. Puta hotel. Valeu cada centavo também. Aproveitamos a tarde na Piscina, vimos um baita por do sol e já com 5 cervejas na mente tentei me aproximar de um Oryx já que é tudo aberto mesmo por lá, por sorte ele foi mais sensato que eu e vazou rss. Ali você se sente literalmente no deserto, no meio da natureza, sem grades, proteção, nem nada. Cobra, Lagarto, Oryx, Dassies e tudo mais. Ficamos no Gondwana Canyon Village Dia 20 19/11 Neste dia tivemos o trecho mais longo da viagem, quase 600km até região de Sesriem/Sossuvlei, eu adicionei uma passada no Giants Playground e Quiver Tree Forest o que aumentou um pouco mais o tempo de viagem, mas valeu a pena, O Quiver Tree Forest é uma floresta com várias das árvores da Namíbia a Quiver, vimos muitas Dassies por lá também, ficamos pouco tempo, na entrada da desse parque tem uma placa, existem animais selvagens, entre por sua conta e risco, mais ou menos isso, lá dentro além das dassies vivas, tem as mortas também rs, vimos carcaças delas, aí vazamos, acho que por causa dos javalis. O Giants Playground são uma série de pedras "empilhadas" que tem um visual bem interessante. Não são lugares imperdíveis, mas vale como uma parada. Na sequência nosso GPS mandou ir por uma estrada C14 ao invés da B1 que parecia ser mais rápido, porém nem lembrava na hora da B ou C e segui o GPS. Valeu GPS. Que paisagem incrível. Aliás isso é uma das coisas legais da Namíbia os caminhos. A vantagem de ir pelas estradas C e D são as paisagens que você encontra pelo caminho. Neste caminho você ainda vai ver vários animais selvagens, zebras, springboks, muitos pássaros, tem até placa de Girafas, mas nós não vimos nenhuma. Cada curva que você faz é uma nova paisagem. Foi em uma dessas que paramos para tirar uma foto no meio da estrada. Parei o carro, tiramos várias fotos, depois resolvemos tirar dos 3, eu tentei ajustar a câmera com pedras, ai achei melhor pegar o tripê, ou seja, mais ou menos uns 40 minutos e nenhum carro passou. Quando ajustei o meu tripê e corri para me posicionar para a foto, me aparece um carro, voltei correndo e peguei o tripê com a câmera rs. A galera que estava no carro viu que descemos e pararam mais para frente para tirar fotos também. Não esqueçam de levar salgadinhos, água etc, porque são pouquíssimos lugares que tem para você parar e comprar alguma coisa, principalmente indo pelas C e D. Chegamos no nosso hotel já era por volta das 17:00. Aliás que lugar, no meio do deserto também, tudo aberto, Oryx rondando, piscina, bar, show. Ficamos no Desert Camp em Sesriem. É uma rede com vários tipos de alojamentos, inclusive um Lodge que fica a 5km do Desert Camp, que é onde eles têm o café da manhã e jantar. Não sei se tem almoço. Jantamos 2 dias lá e tomamos café 1 dia. Café 30,00 reais por pessoa e jantar 70,00 reais. Tudo bem farto. Mas dá para comprar o que você quiser perto da entrada do Sossusvlei, que acredito ser o lugar mais próximo ali da Região. Solitaire está a 65km +- pra ter uma ideia. O jantar no Lodge é bem servido e várias carnes de Caça (Game), Zebra, Springbok, Cervo e mais um monte de outras, além de macarrão e peixes, tudo feito na hora. O legal é o clima, claro, no meio do deserto e tudo com luz de velas. Dia 21 20/11 SOSSUSVLEI - Duna Misteriosa e Dune 45 Dia mais que esperado da viagem toda, dia de Sossusvlei e Dead Vlei. No dia anterior estávamos decidindo se íamos cedo (o parque abria as 06:20 quando eu fui e fechava as 19:20, varia de acordo com a época, no hotel já nos informaram os horários) ou mais tarde. Decidimos descansar um pouco mais e ir por volta das 10:00 para o sossuvlei, o que no final se mostrou uma decisão não muito boa, pois chegamos ao dead vlei por volta das 13:30 em um sol de 35 graus na cabeça, além do fato da baixa humidade do ar da Namíbia e o principia sem água. Na entrada do parque você paga a taxa para entrar e o cara te dá um número. É importante anotar o bendito número, na saída o "porteiro" encheu nosso saco por causa do tal número rs. Depois de entrar no parque você já começa a ver as dunas avermelhadas dos dois lados. O Destino final que é o Dead Vlei fica a 65 km da entrada, e não tem nenhum lugar para comprar nada dentro, portanto água e outras coisas já compre na entrada. Existe uma primeira Duna que paramos e eu acabei subindo que é aparentemente maior que a Dune 45 (que tem este nome por estar no km 45). Essa Duna não tem nome, não encontrei nada na internet, pra subir não é muito simples não, mas no final dá certo. Lá pelo KM 45, chega a tal Dune 45 que é um pouco melhor de subir. Para subir devo ter gastado uns 45 min pelo menos. DEAD VLEI A Saga Final do trecho é o caminho que leva para o Dead Vlei, existe os 4 km finais que somente são acessíveis de 4x4, muita areia, desliza demais. Se você não tiver de 4x4 é só parar e pegar os carros do próprio parque, parece que paga 170,00 Dólares Namibianos (que tem o mesmo valor do Rand Sul-Africano. Inclusive só levamos rand lá e é moeda quase que oficial também, cotação 1x1). Nessa parte sofremos, primeiro que não tínhamos água (pesquisa, pesquisa antes da viagem e comete esse erro, rs), segundo que tem uma placa; Dead Vlei, siga as marcas. Só que tem marca pra tudo que é lado. Tinha 2 casais indo para o lado direito e seguimos (Para ir ao Dead Vlei é só seguir as marcas mas para frente da placa rs) eles, paramos em outros Vleis que tem por lá, muito show, mas nada do Dead VLei, foi quando decidi olhar no GPS e vi que estávamos em paralelo, que a melhor opção era voltar. Resumo da História é que gastamos pelo menos 1 hora até que eu consegui encontrar o Dead Vlei. Que Lugar!!! Que energia!!! Mas foi puxado, sol do caramba na cabeça e cansados, até porque subimos as Dunas, além do horário. Por sorte um pouco antes, quando minha esposa e minha cunhada já estavam desistindo de achar o Dead Vlei (porque eu estava em outro lado procurando o lugar, subindo mais dunas para "cortar" caminho), minha esposa achou uma garrafinha de água e acreditem lacrada, caída perto de onde você para os carros, porque elas voltaram para lá para refazer o caminho. Neste momento eu já havia achado o Dead Vlei e voltei para buscar elas. A água apesar de morna nos deu gás novo para aguentar a caminhada de 20 min(no meu caso a segunda, rs). SESRIEM Finalizado este lugar mágico voltamos os 65km e eu comprei uma garrafa de 2 litros de água para cada um, que eu bebi em poucos minutos. Descansamos um pouco e partimos para o Sesriem. Um canyon diferente, vale a pena também, o legal é que você caminha dentro dele. Já vi gente caminhando com água dentro, no nosso caso estava seco com poucos pontos com água e muita pedra, espinhos e tudo mais. Apesar do calor e da quase falta de água kkkk, foi incrível, aquele lugar é realmente espetacular. Dia 22 21/11 Neste dia acordamos cedo e fomos em direção a Windhoek de onde saia o nosso voo para Joanesburgo, no caminho passamos na famosa Solitarie para tomar café e comer a torta de maça, muito boa por sinal. Mais 250km e estávamos na capital da Namíbia. A aproximadamente 15 km de Windhoek tivemos que parar o carro para uns 20 macacos atravessarem. Cena curiosa por estarmos tão próximo de uma capital rs. Paramos na Igreja central para conhecer e fomos no Museu da Independência. Bem bonito, completo e com cenas bem fortes do que foi o processo de libertação da Namíbia. Como estávamos meio em cima da hora e o aeroporto era a quase 50 min do centro, já fomos embora, a princípio não tem muita coisa para conhecer na capital. Achei bonita e bem organizada. Chegando no aeroporto devolvemos o 4X4 e mais cara de incredulidade por estarmos devolvendo um carro que pegamos em Cape Town. O aeroporto da Namíbia pelo menos no dia que fomos parecia uma rodoviária. Pequeno, ar condicionado quebrado ou desligado e com uma fila gigante para imigração. Demoramos mais de 3 horas entre o processo de despachar bagagens e passar pela esteira e imigração. Não devia ter mais de 100 pessoas na fila. Mas no final tudo deu certo, com muito atraso claro. Dia 23 22/11 Dia de voltar para o Brasil com aquela sensação que podia ter ficado mais tempo, principalmente na Namíbia. Mas o fim de uma viagem é o começo de outra. Bora trabalhar para pagar a próxima. É isso rapaziada, foi possivelmente a melhor viagem que já fiz, finalmente uma que passou ou empatou com Atacama e Bolívia rs. Quem estiver com alguma dúvida que eu possa ajudar pode mandar mensagem que eu respondo assim que puder.
  10. kkkk sensacionalista esse título heim? Mas é a pura verdade conforme vocês verão mais a frente . Vamos lá... Diferente de todas as outras viagens, essa não foi planejada por mim, e sim por um amigo que amo odiar, Fernando Luiz. Então não esperem celeridade da escrita, afinal dependerei da memória dele, bem como da nossa terceira companheira de viagem, a Ana Paula. Ambos eram marinheiros de primeira viagem, nunca haviam pisado fora do território tupiniquim e confiaram na minha "vasta" experiência para realizar essa viagem , tadinhos. Definimos o mês de novembro para viagem, início da alta estação. Ou seja, clima bom, preços ainda acessíveis e sem aquela invasão de corpos pálidos desfilando pelas praias rs. De modo geral a previsão esteve ao nosso favor, tirando o fato de ter pegado chuva em Moçambique com direito a tornadinho na Praia do Tofo. Ficamos um total de 20 dias, divididos da seguinte forma: 14/11- Embarque Salvador x Guarulhos x Luanda 15/11- Embarque Luanda x Cidade do Cabo - Cidade do Cabo 16/11- Cidade do Cabo 17/11- Cidade do Cabo 18/11- Gangsbai - Embarque Cidade do Cabo x Joanesburgo ... a partir daqui foi onde a porra começou a desandar e o nosso roteiro cuidadosamente planejado foi lançado nas asas do destino. Então se eu fiquei sem saber o meu futuro, pq deveria adiantar isso pra vcs???? kkkkkkkk PREPARATIVOS - PASSAGENS AÉREAS Compramos os voos de Guarulhos até a Cidade do Cabo, retornando por Joanesburgo, pela TAAG, empresa aérea angolana. Analisamos por um longo período os preços das passagens e percebemos que o valor só variava de acordo com o dólar. 3 meses antes da viagem batemos o martelo e a compra foi feita através do whatsapp fornecido no site da TAAG, muito seguro, afinal de contas a reserva era feita por esse meio mas o pagamento foi via PAYPAL. *Informação importante: no site da TAAG vc só consegue comprar à vista, para parcelar em até 4 vezes com juros de 5% é necessário fazer a reserva por telefone ou whatsapp. Logo em seguida foi a vez do voo interno, Cidade do Cabo x Joanesburgo. A companhia escolhida foi a FLYSAFAIR (ou ônibus de asas como foi carinhosamente apelidada por nós), companhia low cost sul-africana com base em Joanesburgo. Apenas uma mala de 7 Kg e dimensões de até 56x36x23 cm^3 está inclusa no valor da passagem. Paga-se mais para comer, para despachar mala, para marcar assento, para respirar ar limpo rs... Como vcs podem observar, não fizemos a famosa Garden Route, ao nosso ver seria muito chão pra pouca atração, mas isso é uma decisão muito pessoal. Não digo que foi a melhor nem a pior decisão, foi apenas uma escolha. Por último mas não menos importante vem a passagem de Salvador para Guarulhos. Essa foi comprada pela LATAM. Custos: Passagem aérea GRU x Cidade do Cabo / Joanesburgo x GRU: R$1.792,64 Passagem aérea Cidade do Cabo x Joanesburgo: 936,00 rands Passagem aérea SSA x GRU: R$269,80 Passagem aérea GRU x SSA: R$209,58 (mais 2200 pontos multiplus) CURIOSIDADES (OU NÃO ) - Money (que é good nós não have) Levamos a grana toda em dólar. Cerca de 1800 doletas para cada, escondidas por todos os lugares. Esse valor foi o suficiente para toda a viagem com sobra pra perder ou ser furtada (não sei ao certo o que aconteceu no meu caso). Ainda retornei com 500 dólares no bolso. Dos 1800 levados, 1100 dólares foram trocados por rands, moeda usada tanto na África do Sul quanto na Suazilândia. E 200 dólares foram trocados por metical, moeda oficial de Moçambique. Cartão de crédito usei pouquíssimas vezes para tentar fujir do IOF e da flutuação do dólar. Porém observei que é uma forma de pagamento amplamente aceito, pelo menos na África do Sul. Durante o planejamento da viagem criei um grupo no whatsapp de mochileiros que fui coletando o telefone por aqui. Através desse grupo conhecemos o famoso OMAR. Genteeee OMAR é tudo de bom e merece um parêntese aqui ( Quem é OMAR ou o que é OMAR? Não sei bem responder... Mas diria que trata-se de uma lenda rs. De tanto ouvir as vantagens de fazer negócio com ele resolvemos procurá-lo. O engraçado ou desesperador foi a forma com que fomos recepcionados. Claro que foi mais coisa da nossa cabeça de tanto assitir filme de gângster. A loja do OMAR, fica nos fundos de uma loja de celulares. Chegamos na loja e já mandamos um "we need to talk to Omar". O balconista nos apontou uma grade aos fundos da loja. Mas não era apenas uma simples grade e sim uma dupla. Daquelas que alguém aciona a primeira vc entra, fica enjaulado, e logo em seguida a segunda é acionada. Adrenalina já a mil! Encontramos Omar sentado com mais 4 homens sério em volta dele. Nos apresentamos e fomos conduzidos para a sala do chefão, mais grade. Lá sentamos e começamos a fazer o câmbio. Tudo muito tranquilo. Omar fala português. O câmbio com ele é extremamente vantajoso, creio que economizei cerca de 300 reais. Caso alguém queira o contato só avisar que passo no privado. ) Então... Nosso câmbio ficou de 14,5 rands para cada dólar americano. E 1 real equivalia a aproximadamente 4 rands. A moeda da Suazilândia é equivalente ao rands. Não precisa fazer a conversão por lá. Todos os lugares aceitam rands. As vezes o troco é dado em Suazi. A moeda de Moçambique é o metical. 1 dólar equivale a 60 meticais. E cada real equivalia a aproximadamente 18 metical. Resumo: 1 USD = 14,5 rands = 14,5 suazi = 60 metical 1BRL = 4 rands = 4 suazi = 18 metical - Idioma Dessa vez não tive problemas com o idioma . Não pq aprendi inglês de uma hora pro outra e sim pq durante a estadia na África do Sul e Suazilândia tinha meu Friend Translator (Fernando). Já em Moçambique pude gastar todo o meu português, era compreendida perfeitamente. - Documentos Passaporte e o Certificado internacional de Febre amarela são obrigatórios. A PID - Permissão Internacional para Dirigir é meio polêmica. Pq? Bem... Se vc for dirigir apenas na África do Sul a PID não é exigida, isso por conta da Convenção de Viena de 1968 que permite dirigir por aquelas bandas por até 180 dias apenas portando a CNH válida. Já se vc inventar de dirigir na Suazilândia e Moçambique o buraco é mais embaixo. Esses dois países não fazem parte dessa convenção. Logo resolvemos por garantia fazer a PID. Não fizemos pelo DETRAN-BA! Infelizmente o valor varia por estado, e o nosso é o mais alto do país, R$642. Optamos por fazer nesse site internacional http://idl-iaa.com/, o referido documento chegou a tempo via DHL. Visto - África do Sul e Moçambique não solicita visto para brasileiros. Moçambique exige, então prepare o bolso. Existem alguma opções para retirada do visto de Moçambique, pode ser tirada com antecedência na embaixada aqui no Brasil, nas embaixadas na África do Sul, no aeroporto em Moçambique ou na fronteira. Optamos por retirar no posto fronteiriço na saída da Suazilândia. Eles aceitam dólar, rand, suazi, euro ou metical. Vale a pena pesquisar antes se essas informações ainda são vigentes no momento da sua viagem. Link para saber se o país faz parte da Convenção de Viena: http://www.unece.org/trans/conventn/legalinst_08_RTRSS_RT1968.html Saúde Moçambique é zona endêmica de malária e um repelente eficiente é fundamental. Segundo pesquisas que fiz, os mais recomendados são os que contem DEET acima de 35 e Icaridina acima de 20%. Em conversa com minha médica ela recomendou o Exposis Gel, proteção por até 10h, cheiro e sabor bem fortes, mas funcionou bem, voltamos sem picadas. "Sabor" msm kkkkkk, afinal vc fica tão "noiado" com a possibilidade de ficar doente durante a viagem que sai passando repelente por todas as partes do corpo e acaba engolindo sem querer rs. Existe medicamento profilático para a malária mas pelo visto não é tão bem visto, já que os efeitos colaterais são vários. Vale pesquisar! Sempre! Costumo tb pegar com minha médica um receitão com os possíveis medicamentos para as possíveis doenças que possivelmente possam aparecer durantes a viagem. Aquele basicão para estômago, febre, alergia, dor, gripe, caganeira, anti-inflamatório... Mala Mala não, mochila , me respeite! Como boa canguinha que sou, evitei despachar malas nessa viagem, então preparei duas pequenas mochilas, uma de 32 litros e a outra de 16 l. Seguem fotos... Ahhh esqueci de apresentar pra vcs meu mascote. Esse é o Grelhado! Obs: Leve roupas para o frio, será fundamental na Cidade do Cabo, como ficamos apenas 3 dias, 1 casaco e uma calça foram suficiente para mim, tenho boa tolerância ao frio, o que me permitiu andar tranquilamente de bermuda em alguns momentos. Custos Visto Moçambique: 895 rands PID: 85 dólares Exposis 100ml: 45 reais Depois do bla-bla-bla necessário, vamos para o relato propriamente dito... * Voar pela TAAG / Gato de Schrodinger / Chegada na Cidade do Cabo Depois de avião decola, avião aterrissa, avião decola, avião aterrissa, chegamos em Luana, capital da Angola. O aeroporto é bem desestruturado. O banheiro não tem papel higiênico, não encontrei bebedouro, não há conexão de wi-fi pública, o calor beira ao do inferno, existem poucas opções de cadeira para se acomodar e além disso tudo, as lojas e restaurantes (pelo menos os que perguntei) não aceitam dólar nem cartão de crédito internacional. Apesar disso Fernando como bom malandro que é, conseguiu a senha de um wi-fi de uma lanchonete depois de ter colocado a bendita mãe na conversa, dizendo que ela precisava de notícias dele senão morreria. Foi nesse momento que os meus problemas começaram. Ao conectar na internet descobri que uma estimada amiga havia "morrido". Morrido entre aspas mesmo, pelo menos pra mim, afinal ela ficou várias horas como o gato de schrodinger... [Pausa para explicar rapidamente quem é esse famoso gato... Muito superficialmente falando e sem envolver a física quântica no meio, o gato de Schrodinger é um personagem imaginário que foi colocado dentro de uma caixa com um veneno que é liberado através de um mecanismo que tem 50% de chance de ser acionado. E só saberemos se ele morreu ou sobreviveu a esse experimento ao abrir a caixa e encontrá-lo vivo ou morto. (Físicos de plantão podem me apedrejar, eu mereço e me rendo!)] Então, eu sabia que ela faria uma cirurgia de alto risco do coração, e ao sair do Brasil mandei uma mensagem para a irmã dela, perguntando como havia sito a cirurgia. Ao conectar recebo a resposta da irmã dela, uma resposta inconclusiva, onde quem lia não sabia se minha estimada amiga havia ou não sobrevivido a cirurgia. Então me desesperei e concluir que ela tinha batido as botas, passei o voo todo de Luana à Cidade do Cabo chorando desesperada, a ponto da aeromoça vir fala comigo. Só para aliviar o coração de vcs, concluo esse trecho informando que a bendita Amiga-Schrodinger estava vivinha. Coisa que só fiquei sabendo ao chegar no hostel. Ahh sim, devem está curiosos pra saber como é voar pela TAAG. Bem... eu diria que é satisfatório, tirando algumas telas de entretenimento que não funcionam e alguns comissários de bordo ásperos no tratar com os passageiros. A comida é boa, mas não é magnifica como li em alguns relatos! Eles dão fone de ouvido, manta para o frio e mini travesseiro para o nosso maior conforto. Uma música chata é tocada em todos os embarques, até hj não consegui esquecer... É durooooo, mas é mais segurooooo, é tudo que eu quero para mim amanhããaãã Pois bem! Chegamos finalmente ao nosso esperado destino Cidade do Cabo, passar pela imigração é bem tranquila apesar da fila enorme. De lá seguimos para a AVIS, locadora de carro escolhida para desbravar a África. Ela fica fora do aeroporto, mas é bem fácil de achar, é só atravessar a pé um túnel, fica bem defronte a saída do aeroporto... to be continued
  11. Olá pessoal, Contaremos um pouco sobre nossa viagem à África do Sul, fomos eu (Renan), minha namorada Amanda e nossa amiga Jessica. Aproveitamos o feriado do carnaval, com mais alguns dias de folga, para conhecer um pouco da África do Sul. Encontramos uma ótima promoção para Joanesburgo pela TAAG e, por termos poucos dias, decidimos conhecer apenas o Kruger Park e a cidade de Joanesburgo. Dia 28 - Chegada a Joanesburgo e ida para Nelspruit; Dia 01 - Kruger Park - Entrada pelo Malelane Gate; Dia 02 - Kruger Park; Dia 03 - Kruger Park - Saída pelo Orpen Gate - Ida ao Blyde River Canyon e depois Joanesburgo; Dia 04 - Joanesburgo; Dia 05 - Joanesburgo; Optamos por levar dólares e trocarmos o dinheiro todo lá. Conseguimos taxa de 12,60 Rands por dolar no aeroporto. Dia 28: A viagem começou com uma ótima impressão da companhia aérea TAAG, com refeições muito gostosas e lugares espaçosos, pecando apenas na simpatia da tripulação. Chegando a Joanesburgo, alugamos um carro pela Tempest Car Hire, que teve o melhor custo benefício para nós. Um Picanto, locado para todos os dias que estivemos no país, e um GPS para não nos perdemos, tudo por US$ 190,77. Para poder locar o carro, foi necessário a emissão de Permissão Internacional para Dirigir, emitido pelo Detran. *Outro documento imprescíndivel para embarbar é o Certificado Internacional de Vacinação, emitido nos postos da Anvisa. Assim que pegamos o carro, partimos para Nelspruit (aproximadamente 340 Km de distância). O começo foi bem dificil e engraçado, pois eles adotaram o sistema de mão inglesa, sendo bem confuso no começo, mas nada que nao se acostume com facilidade. As rodovias são excelentes e chegamos com tranquilidade ao nosso destino. Nossa intenção foi passar uma noite na cidade, por ser uma das mais próximas ao portão Malalena Gate, por onde optamos entrar no parque. A cidade é muito bonita, e aparentemente bastante segura, reservamos o Hostel Mamma Mia, que foi uma ótima surpresa para nós. Reservamos um quarto para três (US$ 70), mas quando chegamos lá era uma casa enorme, com muito conforto e limpeza. Tivemos o imprevisto de trancarmos a casa com a chave dentro , mas com um pouco de trabalho conseguimos resolver o problema. Dia 01: No segundo dia, aproveitamos um café da manhã sensacional do hostel, e partimos para o Kruger por volta das 7 da manhã. Mais uma hora de viagem. Chegamos no parque e começamos o safari (por cada dia no parque tem que ser pago cerca de R$ 70/pessoa). Optamos por não fazer nenhum passeio guiado, fazendo tudo por conta, onde em nossa opinião valeu muito a pena, pois tinhamos uma grande emoção sempre que encontravamos um animal inesperado. Logo na entrada do parque já nos deparamos com duas girafas lindas. Continuamos o dia andando pela parte Sul do parque, por onde há uma maior ocorrência de animais, sempre na busca de encontrarmos o rei da selva. Nosso trajeto rumava para o Skukuza, onde iriamos passar a primeira noite dentro parque. Chegamos na hora do almoço, almoçamos por lá. Saimos na nossa caçada novamente, encontrando milhares de animais, experiencias e emoções incríveis a cada novo animal encontrado, mesmo que já tivessemos visto algum da mesma espécie. As 18 horas voltamos para o Skukuza para dormirmos, tendo encontrado apenas 1 dos Big 5, o elefante. Alugamos uma tenda (US$ 57). Foi muito legal, pois sentimos muito a interação com a natureza, ouvindo os barulhos da selva durante a noite inteira. Dia 02: Saímos por volta das 6 da manhã (recomendamos o mais cedo possível, pois é o melhor horário para encontrar os animais) sentido ao Satara, onde passaríamos nossa segunda noite dentro do parque. Continuamos rodando em busca dos outros Big 5, mas principalmente dos leões. E então, por volta das 10 da manhã, na estrada principal para o Satara, em área de savana aberta, demos de cara com o bichão, dois leões e uma leoa maravilhosos. A essa altura esse já era o nosso 4° Big Five, restando apenas o Leopardo (que não encontramos ). Chegamos ao Satara para almoçar e continuar o safari. Novamente voltamos por volta das 18 horas para descansarmos. O valor para 3 pessoas la foi de US$ 140. Dia 03 Com sensação de dever cumprido, partimos novamente bem cedo, para aproveitarmos a manhã no parque e sairmos pelo Orpen Gate. Após a saída do parque, decidimos ir para o Blyde River Canyon (cerca de duas horas de distância). A estrada até o local é bem esburacada e muito mal sinalizada, onde, apesar de estarmos com o GPS, tivemos muita dificuldade para achar o local. Por fim, depois de rodarmos um pouco, pedirmos informações, conseguimos chegar. O local é lindo, com uma bela vista para o Canyon, compensando o esforço. Não ficamos muito tempo, pois nao queriamos chegar tão tarde em Joanesburgo, e estávamos um pouco distante. Paramos para almoçar em um restaurante de alguma cidade no meio do caminho, onde pedi por engano panqueca de pulmão de frango. Não foi muito agradável mas foi uma experiencia no mínimo engraçada. Chegamos por volta das 20 horas, fomos direto ao Hostel (Once in Joburg - US$ 70). A redondeza é meio perigosa, preferimos jantarmos no hostel e não sair mais. Dia 04: Pela manhã fechamos um passeio guiado para o Soweto. Uma experiência incrível, um lugar com uma energia diferente e com uma história muito impactante. Demos sorte, pois no dia da nossa visita teve o maior classico do futebol local, entre o Orlando Pirates e Kaizer Chiefs, onde toda a cidade estava num clima muito festivo, com ambas torcidas reunidas, com muita alegria e sem qualquer tipo de desentendimento. Sons de vuvuzelas por toda parte . Fizemos o passeio a pé (tem a opção do passeio de bike). Achamos muito mais proveitoso, pois sentimos um contato mais pessoal com os moradores e principalmente as crianças, que nos receberam super bem. Conhecemos a casa do Mandela e outros locais icônicos da região. Almoçamos la mesmo, comemos pratos típicos locais, muito bom tbm, recomendo. Após fomos ao museu do Aparthaid, novamente uma experiência bastante impactante e muito interessante. Logo já voltamos ao Hostel para evitarmos andar a noite. Dia 05: Nosso último dia na África. Demos apenas uma volta de carro pra conhecermos alguns pontos da cidade e já fomos para o aeroporto. Considerações: Hostel Mamma Mia - Recomendamos muito, comida excelente e acomodações melhores ainda; Skukuza - Tenda - Muito legal, não falta conforto e com um contato direto com a natureza; Satara - Bangalô super confortável, a acomodação mais cara mas valeu muito a pena. Muito bom! Hostel Once in Joburg - Local bem legal, mas muito barulhento, rolando som alto na rua até altas horas da madrugada; Segurança: Joanesburgo é muito perigoso, MUITA atenção em qualquer lugar e a qualquer horário. Para quem ama ver a natureza e os animais, como nós, tenho certeza que será um passeio inesquecível! Dúvidas, ficamos à disposição! Renan Cavalheiro
  12. Olá pessoal, Comprei um vôo da TAAG para Joanesburgo com conexão em Luanda. Vai ser rápida, duas ou três horas e não pretendo sair do aeroporto. As informações que encontrei na internet são desencontradas sobre a necessidade de visto angolano para a conexão. Alguém sabe dizer sobre a necessidade de visto apenas para a conexão, sem sair do aeroporto? Obrigado.
  13. Maboneng, que já foi descrito pela BBC Travel como “um dos mais badalados redutos urbanos da África do Sul e um exemplo incrível de regeneração urbana.”, é um antigo bairro industrial em Joanesburgo. Já foi bem perigoso e tanto turistas como locais evitavam passar por lá, principalmente após o fim do Apartheid em 1994. Mas isso mudou: a região passou por uma repaginada e hoje em dia é um dos bairros mais descolados de Joanesburgo, com um monte de restaurantes, cafés e apartamentos moderninhos. Se você for a Joanesburgo, não deixe de visitar o bairro! Para saber mais sobre como foi nossa visita, veja o post completo: http://emalgumlugardomundo.com.br/maboneng-bairro-descolado-joanesburgo/
  14. Tive a oportunidade de visitar Soweto durante minha passagem pela África do Sul e gostaria de compartilhar como foi minha experiência e dar dicas pra quem quiser também conhecer. Soweto é o maior distrito da África do Sul, e fica a uns 17 km de Joanesburgo. Famosa por ser uma favela, na verdade essa é a área urbana mais conhecida e com a maior concentração de negros em Joanesburgo. Uma visita ao Soweto deve incluir pelo menos uma parada nos seguintes lugares: Mandela House Orlando Towers FNB Stadium Dá pra ir por conta própria ou agendar um tour em Joanesburgo. Pra quem vai passar por Joanesburgo, recomendo muito a visita. Esse lugar é um dos principais símbolos da história da África do Sul e do Apartheid, o regime de segregação racial instituído na década de 20 e que se estendeu até 1994 – embora os reflexos ainda estejam presentes até hoje. Para mais dicas de como chegar e saber mais sobre a história e que lugares visitar, veja o post completo: http://emalgumlugardomundo.com.br/conheca-soweto-joanesburgo/
  15. Veja o que fazer em Joanesburgo: fiz um post mostrando os lugares por onde passamos e que consideramos que não devem ficar de fora do roteiro de quem vai viajar pra lá. Principais atrações: Museu Apartheid Constitution Hill Carlton Centre Soweto Maboneng Joanesburgo é considerada o pólo econômico da África do Sul. Encontramos por lá uma selva de concreto, com muitos edifícios e estradas, além de muito trânsito. Mas encontramos também muitos sorrisos, muita história e cultura. Muita gente acaba visitando Joanesburgo “sem querer”, por ter que passar por lá pra ir pra Cidade do Cabo ou outros lugares da África do Sul. Se esse for o caso, vale estender a estadia por uns dias e aproveitar pra conhecer o que a cidade tem a oferecer! Para mais informações e dicas, leia o post completo: http://emalgumlugardomundo.com.br/o-que-fazer-em-joanesburgo/
  16. Acabei de voltar da Arica do Sul e achei incrível....segue ai meu roteiro: As fotos estão no face....fiquem a vontade para olhar e perguntar!!!! https://www.facebook.com/marianne.d.santos.5/media_set?set=a.1399233473421955.1073741863.100000059472009&type=3&hc_location=ufi Comprei a passagem aérea SP - Joanesburgo pela LATAM (1600 reais ida e volta por pessoa). Reservei um carro econômico com a Avis rent a car (cerca de 50 reais a diária). Hospedagens foram reservadas no Booking No Kruger reservamos a hospedagem e os game drivers no site oficial: sanparks Chegando em Joanesburgo pegamos o carro no aeroporto. Tudo muuuuito organizado e simples. Era umas 15 h e saímos em direção a Middelburg, uma cidade onde iríamos apenas dormir ( fica bem no meio do caminho entre joanesburgo e o kruger). Hospedagem: Punpkin guest house. saímos cedo em direção ao Kruger, no portão de acesso Crocodile Bridge, bem ao sul do parque. Ficamos num bagalow bem legal de frente pro rio, logo na chegada já tinha um hipopotamo e um monte de elefantes bem de frente da nossa sacada No parque paga-se uma taxa diária de 280 rands. O preço do bangalow foi uns 300 e poucos reais, mas lá, existem opções de barraca bem mais baratos. Depois de descarregar as malas, saímos de carro pelas ruazinhas do krueger e vimos muitos bichos, não imaginava que tinha tanto. Voltamos e partimos para um game drive noturno, organizado pelo rest camp naqueles carros de safári mesmo (cerca de 60 reais) . Foi legal, vimos hienas, elefantes, bufalos, girafa...etc... No outro dia partimos por uma outra rota em direção a Lower sabie, um dos melhores locais para avistar animais, e de fato vimos uns 5 leões, muitos elefantes juntos bebendo água......natureza linda! Ainda era cedo e partimos para skukuza, é um rest camp e um centro de visitantes com bastante estrutura, como restaurante, lanchonete...tudo com um preço bem justo. Neste dia íamos dormir fora do parque pois não conseguimos vaga em skukuza. Ficamos no Sabie river bush lodge. ficamos por lá descansando, tomando cerveja, apreciando os elefantes.... Era o 3° dia de safári e ainda não tinhamos visto todos os big five (faltava leopardo e rinoceronte). Decidimos pegar uma rota alternativa e foi muita sorte....vários rinocerontes e mais um pouco a frente um leopardo em cima de uma árvore devorando uma impala. Chegamos no Satara Rest camp e fomos direoto para o Sunset Drive que tinhamos reservado.....foi legal, mas o dia estava nublado e não vimos aquele famoso por do sol na savana. Na manhã seguinte saímos em direção a Rota Panorâmica (Blyde River canyon). na saída do Parque (orpen gate) tinha 2 leoas na estrada, bem perto onde os guardas estavam....omos os únicos a ver! Elas ficaram intimidadas com a nossa presença e sairam.... A rota panorâmica e linda ( fica na cidade de Grastrop) e tem vários pontos legais para tirar foto e apreciar a vista. Dormimos em Emalaheni no hotel Protea.... Acordamos cedo e fomos em direção a Pretória, queríamos conhecer o vilarejo cultural Nbedele que fica ao noroeste de Pretória. Foi interessante, mas pra turista ver, eles não mantiveram as tradições. Porém, tem uma arquitetura legal e antigas tradições interessantes. Depois do Vilarejo descemos para Joanesburgo para visitar o berço da Humanidade, local onde tem um museu sobre a história do surgimento da humanidade e perto tem várias cavernas onde foram encontrados fósseis humanóides abertas a visitação. Neste dia íamos pegar o voo de madrugada para Capetown, então decidimos dormir próximo aos aeroporto (Europrime). O voo entre Joanesburgo e Capetown, que dura cerca de 2 h, foi operado pela Fly Safair (avião beeeem antigo, apertado, sem reclinação na poltrona...ruinzinho kkkkk, mas, barato). No aeroporto pegamos novamente um carro pela Avis e fomos direto para Stellenbosh, um vale com mais de 400 vinícolas, lindo, lindo!!!! paguei 100 rands para degustar 8 vinhos e ganhar uma taça da Vinicola Tokara, lá tb tem um restaurante muito bom. Ficamos no vale apenas uma manhã e fomos para Hermanus. A rota, que faz parte da rota jardim, é bem bonita, com montanhas, prais.... Dormimos 2 dias em Hermanus, cidade super aconchegante, onde se pode ver baleias da praia. Também fizemos aquele passeio do tubarão, onde ficamos em uma gaiola (foi caro 1600 rands), mas é legal, vimos vários tubarões enormes. Pontos negativos: água gelada demais....e o enjoo....geral vomita, balança muito..e olha que pegamos um dia bom. Na manhã seguinte saímos cedo para tentar ver as baleias, pois em dois dias ali elas não apareceram. E não é que tivemos sorte....um pouco longe mas deu pra ver. Já em Cape town fomos a Boulders Beach (prais dos pinguins), Cape Point ( Cabo da Boa esperança) e Waterfront para jantar (quay for - restaurante que recomento, mas fica embaixo pq lá em cima é beeem mais caro). Dormimos no Hotel MOJO. Último dia em CapeTown fomos na Table Montain ( nunca ví tanta fila na vida kkkkk) mas valeu! A vista é top! Saindo da Table montain fomos no aquário. Achei legal, mas, nem tanto kkkk, mais pra criança. Nosso voo de retorno a Joanesburgo saiu final de tarde e chegamos a noite em Joanesburgo. Dormimos em Melville, Guest House super caprichosa (Saffron). No último dia na Africa fomos a Soweto, Museu do Apartheid e Mandela Square. Adoramos a viagem, a comida...tudo. O país surpreeende muito. As estradas são bem melhores q o Brasil (tudo via rápida-freeway), tudo muito limpo.... Qualquer dúvida só entrar em contato.
  17. Depois de passar 1 ano e meio sem viagens internacionais finalmente consegui tirar meu período de férias e viajar pelo Sul da África. Para essa viagem poder dar certo eu juntei o feriado da Semana Santa com o mês de férias e no final consegui 35 dias de folga. Essa viagem não teve um planejamento detalhado, mas foi um sucesso. Isso foi legal por que o roteiro era flexível e muita coisa eu realmente só decidi na hora, quando já estava lá. Em tão pouco tempo não posso dizer que conheço todos estes países, para mim o importante é que visitei os locais que queria, que considero highlights do Sul da África, e interagi com o povo. Segue o mapa da rota realizada:
  18. Fiz um roteiro enxuto pra África do Sul, assim: 2 dias em Joanesburgo 3 dias no Kruger Park 5 dias na Cidade do Cabo Adorei a viagem, certamente a África do Sul entrou para os países mais bonitos que já conheci, tem muito verde, cultura, lugares incríveis e comida muito boa. Joanesburgo: geralmente as pessoas esquecem um pouco desta cidade, por não aparecer muito turística, porém acredito que conhecê-la ajuda a entender um pouco mais da Africa do Sul. Conheci o Museu do Apartheid, o Soweto e o Lions Park. Gostei muito de todos os passeios, o Soweto é vibrante, e é super tranquilo ir pra lá, tive dificuldade em conseguir transporte público, então tive que apelar para o taxi. Fiquei em Sandton, um suburbio bem bonito perto de Joanesburgo, por hora eles dizem que não é aconselhável ficar no centro da cidade. Pretoria: fiz Pretoria num bate e volta num dia, adorei conhecer a cidade, limpa, arrumada, organizada e cheia de jacarandas, quando estive lá era época de florescimento (outubro) e tudo ficou muito bonito. Vale a pena conhecer os edifícios do parlamento. Lions Park: é bem divertido, você consegue interagir com os filhotes e alimentar uma girafa. Gostei bastante do parque Kruger Park: fiquei em Skukuza, optei por três dias de tour, foram mais ou menos quatro safaris (manhã, tarde, anoitecer) dos big five só não consegui ver o leopardo. O parque é incrível, adorei ter conhecido, enorme e a empresa se esforçou em nos mostrar o máximo. Foi lindo ver uma manada atravessando a estrada, bem como um bando de impalas, zebras, girafas e kudus. Cidade do Cabo: com certeza merece o título de cidade mais bonita do mundo. Fiz os passeios mais importantes como Table Mountain, Robben Island, V&A WaterFront, Long Stree, Bo Kaap, Cape Point e Winelands. A cidade realmente é linda, por onde esteja você consegue ver a Table Mountain. A dica é, se a Table Mountain estiver sem neblina largue tudo que estiver fazendo e suba, conheci pessoas que passaram quatro dias por lá e não conseguiram. Eu fiz o passeio numa tarde, subi de bondinho, mas rola ir nas trilhas também. A visão é incrível, linda, um dos lugares mais lindos que conheci. O passeio ao Cabo da Boa esperança é fenomenal, os pontos de destaque são o Parque da Table Mountain, a Simons Town com os pinguins e a chepeak drive, uma das estradas mais lindas do mundo. Lá é um lugar muito bom para alugar um carro, pois as estradas são ótimas e bem sinalizadas. Achei super barato comer na África do Sul, convertendo, mais ou menos com 23 reais dá pra fazer uma refeição. O passeio a Winelands é incrível, os vinhedos e as casas centenárias com colonização holandesa são lindas, vale a pena um dia por lá, escolha algumas vinicolas e façam a degustação. Em Cape Town fiquei no Greenpoint, o bairro é lindo e super perto do WaterFront, acredito que deva ser legal ficar nos arredores da LongStreet também, ontem tem muitos bares. O Jardim Botânico da Cidade do Cabo é lindo, não deixe de conhecê-lo. Fiz dois videos falando dos destaques da viagem:
  19. Gente, uso o mochileiros para planejar as minhas viagens desde 2007 (como membro, desde 2008). Algumas dúvidas minhas já foram respondidas aqui e postei umas dicas também, mas é a primeira vez que vou deixar um relato de viagem. Nunca fiz antes porque não consigo ser muito detalhista com valores e informações de viagens, sou mais com experiências, impressões... Mas dessa vez consegui anotar algumas coisas e, como num geral, os relatos e dicas sobre a África são mais escassos (que Europa, EUA/Canadá e América do Sul, pelo menos), talvez o meu relato possa ser útil pra alguém. Como meu namorado não pôde ir comigo, viajei sozinha, mas em Pretoria fiquei na casa de um amigo, que fez os passeios da região comigo. Vamos lá: ROTEIRO (Cape Town – Victoria Falls – Johannesburg/Pretoria) 20/04/2016 – saída de São Paulo 21/04 a 26/04 – Cape Town 26/04 a 29/04 – Victoria Falls 29/04 a 04/05 – Johannesburg/Pretoria 04/05 – volta pra São Paulo PASSAGENS: Comprei todas as passagens juntas, pela South African Airways, por R$ 3.695,46 (com as taxas). Os trechos foram: São Paulo – Cape Town (conexão em Johannesburg) Cape Town – Victoria Falls (conexão em Johannesburg) Victoria Falls – Johannesburg Johannesburg – São Paulo Hospedagem: - Na parte Johannesburg/Pretoria fiquei na casa de um amigo que mora em Pretoria. - Cape Town: fiquei no Atlantic Point Backpackers, em Green Point, em quarto feminino de 8 camas. Gostei bastante, o quarto era espaçoso, o albergue era limpo, a localização era boa (dava pra ir a pé pro Waterfront e fiz alguns passeios que saíram de lá, então foi bem prático), tinha free wifi, café da manhã (bem simples) incluso, o staff foi atencioso e prestativo quando precisei. A diária foi de 265 rands, totalizando 1325 rands os 5 dias. Fiz a reserva pelo hostelworld e paguei 15% antecipadamente (U$ 13,92), ficando o restante para pagar no hostel (1126,25 rands). - Victoria Falls: fiquei no Shoestrings Backpackers. Dos relatos que li aqui, acho que a maioria (ou talvez todo mundo) que foi a Vic Falls ficou lá. No hostelworld só aparecia ele e um outro albergue, mas a localização dele parecia melhor, mais perto das cataratas (e todos falavam que dava mesmo pra ir a pé pra lá) e tal. Vi algumas pessoas até comentando do barulho, porque o Shoestrings é um albergue de festa, e lembro de uma menina que o achou meio sujinho, e ela não se considerava fresca. Como Victoria Falls não tem tantas opções de hospedagem, e a maioria é cara (tem tipo uns resorts na beira do rio, dá pra ver os animais da varanda) e tinha a praticidade de ir andando pras cataratas, decidi arriscar e ficar lá. Foi uma relação de amor e ódio, e se me perguntarem se eu o indico pra alguém, eu realmente não sei. Vou explicar: o quarto era horrível, meio apertado, abafado, o ventilador de teto parecia que ia cair e era de potência fraca, o banheiro era horrível, mal cuidado, em alguns o chuveiro era só o cano, não tinha a ducha, muita coisa meio que no cimento mesmo, não tinha cortinas nas janelas e eu tinha que me contorcer pra trocar de roupa sem alguém lá fora ver, e tudo com a aparência de sujo. Se eu levar em consideração só o quarto e os banheiros, FOI O PIOR ALBERGUE QUE JÁ FIQUEI NA VIDA! E eu já estive em uns 30, pelo menos, e não me considero uma pessoa fresca também. No primeiro dia que cheguei odiei tudo, chorei (houve outros problemas que vou explicar depois) e pensei seriamente eu ir pra algum outro hotel ou mesmo um dos resort, ainda que tivesse que gastar mais do que deveria (e tinha!) pra ficar em algum lugar minimamente decente. Depois da péssima primeira noite eu me acalmei e fui descobrindo as coisas legais do Shoestrings... Tinha um restaurante que, apesar de bem simples, era bem legal (inclusive vinha gente dos resorts comer lá e dizia que era a melhor comida da cidade!), o bar deles era legal, tinha uma agência de turismo em que dava pra reservar os passeios, um espaço grande e bem natureza, dois cachorros super fofos (o Mojo e o Morgan), gente tocando violão o tempo todo e um ambiente bastante favorável a fazer amigos. O Shoestrings é um centro de lazer em Victoria Falls, que é uma cidade bem pequena, e todas as noites pessoas de cidades vizinhas (até da Zâmbia) vão curtir lá. Me deu a impressão de que eles passaram a faturar mais com o bar e restaurante e acabaram descuidando da parte da hospedagem. Fui acostumando um pouco e relevando os problemas, e no fim acabei curtindo o tempo que fiquei lá. Mas eu realmente não sei se recomendo, o quarto e o banheiro eram HORRÍVEIS! A diária no dormitório (quando fiz a reserva no hostelworld o quarto era de 8 camas, mas quando cheguei lá eram 4 na verdade – e em duas das três noites fiquei sozinha) era U$ 15, paguei U$ 5,40 na reserva e U$ 39,60 lá. SEGURO VIAGEM: Comprei online, da assist card (graças a deus não precisei usar!). Não lembro a categoria, mas acho que foi o segundo ou terceiro mais simples. Foi uns R$ 360,00. DINHEIRO: Comprei 10.900 rands na cambio store, aqui em São Paulo (como ficava ruim pra buscar lá no horário comercial, paguei pra entregarem), em 2 partes: primeiro comprei 6.000 rands com a cotação de R$ 0,3420, e com o IOF e a taxa de entrega (se eu não me engano, R$ 30 ou R$ 40) ficou tudo R$ 2.082,00. Depois comprei 4900 rands com a cotação de R$ 0,3060, tudo por R$ 1.535,10. Eu tinha também uns U$ 200 que tinham sobrado de uma outra viagem e pra essa comprei mais até completar completar U$ 1.000, que foi o que levei. Acho que gastei mais ou menos R$ 3.000,00, um pouco menos até, pra comprar esses dólares (eu gosto de comprar na prime cash, que fica na Liberdade, em São Paulo. Geralmente é a melhor cotação e já incluem o IOF. Pena que lá não vendem rands...). Resumindo: levei U$ 1.000, 10.900 rands e um cartão de crédito por segurança (que só usei 2 vezes). Somando o que gastei com as passagens, a compra de moeda e o que paguei no cartão e antecipadamente nas reservas dos hostels, gastei mais ou menos uns R$ 10.400 nessa viagem. Mas sobraram uns U$ 400 (que já estão reservados pra outras viagens!) e uns 1.000 rands (que usei pra comprar várias lembranças no aeroporto), então os gastos da viagem mesmo foram menores que R$ 10.000,00. Não gastei com hospedagem em Joburg/Pretoria e, apesar de ser uma pessoa econômica e sem muitos luxos, comi bem e não me privei de muitas coisas financeiramente. 1º dia – 20/04: o voo estava previsto para sair às 18h, decolamos um pouco depois. Foi bem tranquilo, pouquíssimos balanços, teve um anúncio de atar cintos por conta de turbulência quando já estávamos perto de pousar, e mesmo assim foi superleve. Não estava totalmente cheio, eu que estava sentada lá no fundão (na antepenúltima fileira) fui sem ninguém ao lado (o que tornou a viagem mais confortável). Serviram jantar e café da manhã. O jantar eu gostei, o café da manhã era sul-africano (uma mistura de linguiça, ovos, tomate, batata... Não curti, não). Achei o voo bom, num geral. Engraçado que sou alta e achei o espaço entre as poltronas razoável – dentro da realidade, e uma brasileira baixinha que conheci depois achou apertado e desconfortável. 2º dia – 21/04: pousamos um pouco depois das 7h30. O meu voo pra Cape Town era às 9h10, com o embarque começando às 8h40. A fila da imigração era GIGANTE, parecia a dos EUA, só que não tinha ninguém da companhia aérea pra passar na frente as pessoas que tinham conexão. O pessoal do aeroporto foi bem grosso com um monte de gente. Fiquei mais de 1h na fila, depois tinha que pegar a bagagem e despachar de novo, antes de embarcar. Só que ninguém sabia dizer onde eu deveria despachar a mala. Um senhor falou pra eu pedir ajuda de um pessoal que estava de laranja. Achei que eles trabalhassem no aeroporto... Fui lá e um cara me ajudou. Ele pegou a minha mala e começou a correr pelo aeroporto, eu atrás quase caindo e morrendo (tenho asma, corro 10 metros e fico sem ar). Depois de correr o que pra mim pareceram 100 km, chegamos ao check in e despachei a mala às 8h45, ufa! Aí o cara me cobrou pelo serviço. Eu só tinha notas altas (tanto de rand quanto de dólar), por sorte tinha também 3 notas de um dólar, que dei a ele (que não gostou muito e reclamou. Só pedi desculpas e expliquei a situação. Tinha acabado de chegar, não tinha dinheiro trocado e achei que trabalhasse o aeroporto). Corri pra embarcar, outra fila pra passar no raio-x, mas por sorte o voo atrasou uns 20 minutos, então deu tempo (e eu pude descansar um pouco). Durante praticamente todo esse segundo voo o céu esteve encoberto e rolaram umas turbulências (nada muito forte). Apesar de amar viajar, eu morro de medo de avião e fico tensa nessas situações, mas estava tão cansada (eu não consigo dormir em voos, então estava virada) que acabei relaxando. Fechei os olhos e tentei descansar o máximo. Antes de pousar deu pra ver um pedaço de False Bay. Pena que o tempo estava um pouco ruim, deve ser linda a vista com o tempo aberto (PS: Por indicações de amigos, eu estava sentada na poltrona A, pois desse lado se tem a melhor vista ao pousar em Cape Town). No aeroporto fui a uma loja da Vodafone e comprei um chip com um pacote de 250 mega pra usar a internet. Custou 164 rands. Havia pacotes desde 100 mega até 5 giga, eu acho. Como no Zimbábue não iria funcionar, e em Joburg/Pretoria eu estaria com o meu amigo (teria internet na casa dele e era fácil pegar táxi com ele), achei que o de 250 seria suficiente (e foi mesmo, até “sobrou”). Antes de viajar, esse meu amigo e uma conhecida que viaja a trabalho pra Cape Town com frequência me disseram que um táxi do aeroporto pra Green Point custaria por volta de 250 rands e que eu não deveria pagar mais que isso. O transfer do hostel era 300 rands, então preferi pegar um táxi por conta própria. O vendedor da Vodafone me disse que conhecia uns motoristas que faziam essa corrida por uns 260 rands e chamou um pra mim. Era um rapaz de origem indiana, simpático, falou muito do Brasil. No meio da corrida fui só confirmar o preço e ele falou que era 350 rands. Apesar de tímida e discreto eu não disfarcei o meu espanto, expliquei que já tinha pesquisado e que essas corridas saíam por uns 250 rands e que o conhecido dele que me indicou o táxi falou que eu pagaria no máximo 260 rands. Eles disse que o menino devia ter se enganado e que essas pesquisas deviam ser antigas e tal. Protestei um pouco e fechamos por 300 rands, mas eu fiquei meio bolada com isso. Cheguei ao hostel por volta das 13h e o check in era às 15h, mas como o quarto em que eu ia ficar já estava limpo, me deixaram entrar. Tomei banho, dei uma leve descansada enquanto mandava mensagens pra família e amigos aí resolvi sair pra almoçar. Passei na recepção pra pegar algumas informações e foi como um balde de água fria. Eu tinha pesquisado e sabia que a África do Sul era como o Brasil, um pouco perigosa. Mas todo mundo falou bem da região de Green Point e em Joburg, que parecia mais perigosa, inclusive tendo “ilhas de circulação”, eu estaria com um amigo, então não estava insegura em viajar sozinha. Sabia também que o transporte público lá não era muito bom e que haveria uma certa dificuldade na locomoção, mas nada muito grave. Só que aí a menina da recepção começou a fazer mil restrições, falou pra eu não andar sozinha à noite em hipótese alguma, que eu deveria pegar táxi pra tudo, blábláblá e eu comecei a me sentir insegura. Pra piorar, o tempo não estava muito bom e a previsão era a mesma pro dia seguinte (uma sexta), só começando a melhorar a partir de sábado. E Cape Town é linda, mas é uma cidade que é melhor curtida com o tempo bom. Enfim, decidi arriscar e fui andando pro Waterfront (era tão perto!), basicamente uma reta de uns 700 metros. A rua não era muito movimentada e isso me deixou um pouco receosa, mas cheguei lá de boa. O local é bem legal mesmo, vários restaurantes, lojinhas, tem um shopping, apresentações na rua. Já eram umas 15h e pouca e na maior parte dos lugares as pessoas pareciam estar já bebendo. Fiquei meio sem graça e acabei comendo no McDonalds (e me senti frustrada e derrotada por isso). Não estava chovendo, mas o tempo estava encoberto e em só um momento, acho que durou 1 minuto mais ou menos, deu pra ver a Table Mountain. Dei mais umas voltas por lá e depois fui andando pra Sea Point. Minha conhecida que sempre viaja a trabalho pra Cape Town tinha me dito que lá eles abordam bastante as pessoas pedindo dinheiro, mas que era só eu ficar tranquila e dizer não que iam embora. No caminho até Sea Point fui interpelada em diversos momentos. Me mantive calma, falei que não tinha nada e continuei andando em todas as vezes. Talvez pelo que a menina da recepção tenha falado, comecei a ficar com medo e me senti muito triste por estar sozinha. Comecei a me questionar se realmente valia a pena ter feito essa viagem... Eu sabia que estava em um lugar maravilhoso, mas comecei a pensar que eu não conseguiria aproveitá-lo como queria e sonhava, tive a sensação de que havia muitas “restrições” pra uma mulher sozinha viajando por lá, e o tempo fechado não estava colaborando e sim, me deixando mais deprê. Dei uma volta no Sea Point promenade, vi o “óculos do Mandela”, em um momento deu pra ver um pedaço da Lion’s head (tudo encoberto). Já eram umas 17h e pouca, ia começar a escurecer e achei melhor voltar pro hostel. Fui andando o tempo todo com uma vontade de chorar, um aperto no peito e um nó na garganta. Eu já tinha mochilado 3 vezes sozinha pela Europa e América do Sul. Viajar sozinha me fez muito bem até, porque eu era extremamente tímida e insegura, e só comecei a me tornar mais confiante depois de ter me aventurado por conta própria. Mas minha última viagem sem companhia tinha sido em 2010. Desde então estou sempre acompanhada, só que dessa vez meu namorado não pôde vir comigo. Como meu lema é “não é ruim viajar sozinho, o ruim é deixar de viajar”, eu escolhi o destino e fui. Mas nessa volta pro hostel eu tava muito mal mesmo, questionando demais se tinha feito a escolha certa de ir sozinha pra África. Felizmente percebi depois que estava errada nos meus questionamentos, a viagem valeu MUITO a pena. Quando cheguei ao quarto conheci a Tatiana, uma brasileira de Fortaleza que tinha vindo no mesmo voo que eu (São Paulo – JNB, o voo dela pra Cape Town foi outro). Pior é que nós estávamos sentadas até próximas e nos vimos (ela é a baixinha que achou desconfortável). Acabamos nos tornando bastante amigas e mudamos a viagem uma da outra. Ela teve alguns problemas no aeroporto de Johannesburg e tava se sentindo meio pra baixo também. Conversamos um tempão e começamos a planejar alugar um carro pra irmos até Cape Point. Não sou uma pessoa muito religiosa, mas tenho certeza de que Deus colocou a Tati (e também a Karin, que vai entrar no meu relato daqui a pouco) no meu caminho pra fazer a viagem maravilhosa. Eu tava bem cansada, não tinha dormido nada, mas tentei me manter acordada até umas 21h, pra me adaptar ao fuso. Depois disso dormi.
  20. Falar da África do Sul sem dúvidas é uma coisa muito fácil depois de conhecê-la. Em 2012, estive pensando em países curiosos e no mínimo “exóticos” de se conhecer, fugindo de países procurados como os EUA, Canadá, toda a Europa, etc... Dentre eles, pensei em Hong Kong, Japão, Nova Zelândia, Marrocos, Tailândia e a África do Sul. Aproveitando as pesquisas e a vontade que meus primos estavam de conhecer o país, não pensei duas vezes. Não me arrependo nem um pouco. Nosso trajeto começou em Cape Town, mas com parada em Johannesburgo. Começo falando do aeroporto que, a partir dali, já é notável a presença de lojas vendendo objetos de decoração africana, animais de madeira e uma lista diversa de presentes pequenos. Loja na qual pode ser encontrada em ambas as cidades, quase que em todas as esquinas. De São Paulo à Johannesburg, fizemos um vôo tranquilo, de aproximadamente 6, 7 horas. Vale lembrar que a Companhia Aérea “South African Airways” me deixou realmente surpreso pela qualidade e infra-estrutura. O avião é equipado com pequenos monitores em todas as poltronas, podendo-se assistir filmes, escutar músicas ou jogar games. Tudo isso, querendo ou não, ajuda a passar o tempo em vôo. Chegando em Johannesburg, pegamos um avião um pouco menor para Cape Town. Que fique o aviso... Chegando em Cape Town, a turbulência que pegamos não foi brincadeira. Natural, devido a área montanhosa e cheia de nuvens. Cape Town sem dúvidas é um destino quase que impossível de não se apaixonar. Muitos a comparam com Rio de Janeiro e Califórnia, por ser uma cidade praiana, moderna e bem estruturada. A única diferença é que, infelizmente, é preciso muita coragem para encarar a água das praias. Praias na qual são maravilhosas, areias brancas e águas estupidamente azuis. Águas, porém, extremamente geladas, diga-se de passagem. Fora a água, há bastante relatos de ataques de tubarões, ou seja... Diferente de Johannesburg, Cape Town é definitivamente mais interessante e com mais opções de passeios. Logo no primeiro dia, já fomos conhecer o Point Noturno “V&A Waterfront”, onde encontra-se os melhores restaurantes, um shopping, bares, pubs... tudo isso de frente a uma grande marina e um visual incrível. A nossa moeda é bem mais valorizada que o Rend, em si. Vale lembrar que, nas compras, a diferença não é tão grande pra quem acha que virou milionário na troca de moedas. Nas compras eletrônicas e até mesmo roupas, a diferença é muito pequena, porém, para se comer bem, o real é realmente valorizado, levando em conta que, em um restaurante de luxo, aqui em São Paulo, gastamos mais de R$ 100,00 muito fácil. Lá, em um ótimo restaurante, é difícil o valor passar disso. Outra coisa barata são os taxis. Passeamos por Cape Town muitas vezes a pé e de taxi. A diferença é bem grande do Brasil. Fizemos amizade com um taxista muito gente fina. O nome dela é Kenny e fica aqui a indicação: [email protected] | +27 (0) 21 913 6866. Outras pessoas optam por alugar ou até mesmo comprar um carro por lá. Carros que aqui no Brasil, seria uma fortuna a diária e que lá, são quase que “populares”. A única dificuldade é encarar a mão inversa. O volante, no caso, fica do lado direito e é um tanto assustador ficar no banco do passageiro. A sensação é bastante estranha rs. Um dos melhores passeios da cidade, sem dúvidas é a Table Mountain. Considerada uma das 7 maravilhas naturais do mundo. Temos duas opções. A que envolve muita disposição e adrenalina que é escalar a montanha (tarefa bem difícil), e a opção mais cômoda, que seria o “bondinho”. O interessante do bonde é que ele gira 360 graus, então é possível aproveitar a paisagem a partir dali. O ticket do bonde custa 205 Rends (adulto). Vale a pena pra quem não tem tanta disposição/coragem. A vista de cima é realmente de tirar o fôlego. Tem também uma cabana na qual é possível almoçar, comprar lembranças, vinhos, etc. Uma dica de lá é o lanche feito com carne de avestruz. Carne de sabor forte, porém muito boa. Vale a pena. O interessante do passeio é caminhar por toda a área da montanha e explorar a fauna e flora, além de esperar o pôr do Sol, claro. Ah! Mais uma dica... levem blusas de frio pois nesse horário, o frio é de lascar. Outros passeios interessantes são: - As vinícolas, onde é possível fazer a degustação de queijos e vinhos - O passeio ao Jardim Kirstenbosh National Botanical Garden, considerado o maior do mundo - A ida ao cabo das tormentas (cabo da boa esperança) onde também tem um visual incrível, sem contar a história que todo o lugar representa. Fiquei impressionado com a força do vento daquele lugar. É MUITO vento! Chega a ser engraçado. Seria um desperdício ir a África e não fazer um Safari. Escolhemos o Aquila’s Safari. Uma reserva muito bem estruturada e com diversas espécies de animais, incluindo os 5 maiores predadores do continente (The Big Five) que são: O Búfalo, o leão, o leopardo, o elefante e o rinoceronte. Logo na chegada, fomos recepcionados com taças de champagne e um “café da manhã” que mais parecia um almoço. O lugar possui piscinas, lojas, além de oferecer outras opções de passeio como o tradicional automóvel onde é possível levar um grupo de pessoas, triciclos e até mesmo helicópteros. Outra que não pode ficar de fora, é a visita a Robben Island onde encontra-se a prisão em que Nelson Mandela ficou preso. Meio angustiante, mas interessante. Diferente de Cape Town, Johannesburg é considerada a Nova York do continente. Cidade onde fica a maior concentração de todo o luxo. Hotéis, edifícios, carros importados, shoppings, acaba sendo uma cidade onde os interesses e passeios, são outros. Mesmo no meio de tudo isso, ainda fizemos um passeio ao Lion Park, onde é possível interagir com filhotes de leão e acompanhar e fotografar diversas espécies como antílopes, zebras, hienas, suricatos, leopardos, os famosos leões “tradicionais” e até mesmo leões brancos, e por fim, girafas e avestruzes que ficam soltos pelo parque. O local oferece um programa de apoio aos leões, onde é possível passar alguns meses cuidando deles, sem nenhum tipo de remuneração, mas em compensação, o local oferece abrigo (como se fossem acampamentos), comida e folgas, é claro. Tudo isso incluso em um pacote, como se fosse (se não for) um intercâmbio. Visitamos uma favela local, em que, comparada as do Brasil, é realmente triste. As pessoas ali vivem em pequenas casas de lata (muito pequenas), debaixo de um Sol muito forte. Mas não se enganem. O Sol realmente é presente, porém, o frio é muito intenso. Tivemos que fazer o Safari debaixo de Sol, e ainda com cobertores que o passeio oferece (além de champagne e bebidas não alcólicas já inclusas no passeio). Dica de restaurante em Capetown: Belthazar. Fica na marina de V&A Waterfront. Dica de restaurante em Johannesburg: Lekgotla. Fica na Nelson Mandela Square. (Uma boa opção seria a carne de crocodilo. Vale a pena) Bom, então essa foi a tentativa de um “pequeno” relato sobre a África do Sul haha! Super recomendo! Boa viagem!
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