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Olá viajante!

Bora viajar?

NOA - Noroeste da Argentina em 11 dias

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  • Este é um post popular.

A partir do dia 27/12 iniciarei o relato com valores e fotos de minha viagem.

Vou ao Noroeste da Argentina por 13 a 15 dias. Sou de Araucária. Vamos em três pessoas.

Nosso roteiro inicial é este abaixo, mas dependendo do custo da viagem poderemos ficar mais 1 ou 2 dias.

 

 

Editado por Marcelo Manente

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  • Marcelo Manente
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    Documentos separados.  Carta Verde em mãos. Seguro de saúde comprado. Agora é só fazer as malas.    

  • Marcelo Manente
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  • Marcelo Manente
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2º dia – 04/01/2023

De Ita-Ibaté a Termas de Río Hondo – 864 km

As retas silenciosas do Chaco

Foi um dia inteiro de deslocamento pelas longas e cansativas retas do Chaco Argentino. Estradas que pareciam não ter fim, com trechos de 100, 200 quilômetros ou mais sem praticamente nenhuma curva, nenhuma mudança de cenário, nada além do asfalto cortando a paisagem seca e monótona.

Em muitos momentos pensei no quanto viajar sozinho mudou para mim com o passar do tempo. Aos 47 anos fiz uma viagem de 13 mil quilômetros sem companhia e aquilo parecia leve, quase natural. Agora, mesmo numa viagem bem menor, de pouco mais de 6 mil quilômetros, a solidão começou a pesar de um jeito diferente. Faltava alguém para comentar a estrada, dividir o cansaço ou simplesmente quebrar o silêncio interminável daquelas retas.

Talvez as coisas mudassem a partir dali. As estradas de altitude, as montanhas e as paisagens mais dramáticas ainda estavam por vir, e eu torcia para que elas também trouxessem de volta parte do entusiasmo da partida. Ainda assim, naquele momento, eu já começava a aceitar a ideia de encurtar o roteiro e fazer uma versão mais curta da viagem, com no máximo 11 dias.

No fundo, eu já pensava que talvez sobrasse tempo para passar alguns dias na Ilha Comprida com minha namorada antes de voltar para casa.

Custos:

Abastecimentos:

8000 pesos, 40 l, mais ou menos 13,8 km/l sem ar condicionado, R$ 131,00

6000  pesos = 98 reais – 32,9 l - 12,3 km/ com Ar c.

3 pedágios 300 pesos

Gelo = 300 pesos

Alimentação:

Almoço e janta = 2000 Pesos (lanches) R$ 32

6  energéticos = 1500 pesos R$ 24

Camiseta 2500 pesos R$ 40

Hotel Analia

Categoria mochileiro 2500  pesos R$ 40

Hotel simplesinho, para uma noite apenas. Quartos limpos mas pequenos e com banheiro estreito. Tem piscina tbm mas não fui ver pois era do outro lado da rua. Kkkkk

Café só saberei amanhã. kkk

 

Editado por Marcelo Manente

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11 minutos atrás, Marcelo Manente disse:

04/01/23 – 2º dia

De Ita-Ibaté a Termas de Rio Hondo – 864 Km

Um dia de deslocamento apenas pelas longas e penosas retas do Chaco Argentino. Retas intermináveis com 100, 200 ou mais kms.

Sinceramente estou arrependido de ter vindo sozinho. Quando eu tinha 47 anos fiz uma viagem de 13 mil km sozinho. Esta viagem de hoje terá apenas uns  6 mil e poucos km, mas está sendo muito chata por eu estar sozinho. Vamos ver a partir de hoje quando teremos estradas mais bonitas e em altitude se meu animo vai melhorar.

Porém já estou meio decidido que irei fazer a versão curta da viagem com no máximo 14 dias.

Quem sabe não dá tempo de eu ir na Ilha Comprida na volta.

Custos:

Abastecimentos:

8000 pesos, 40 l, mais ou menos 13,8 km/l sem ar condicionado, R$ 131,00

6000  pesos = 98 reais – 32,9 l - 12,3 km/ com Ar c.

3 pedágios 300 pesos

Gelo = 300 pesos

Alimentação:

Almoço e janta = 2000 Pesos (lanches) R$ 32

6  energéticos = 1500 pesos R$ 24

Camiseta 2500 pesos R$ 40

Hotel Analia

Categoria mochileiro 2500  pesos R$ 40

Hotel simplesinho, para uma noite apenas. Quartos limpos mas pequenos e com banheiro estreito. Tem piscina tbm mas não fui ver pois era do outro lado da rua. Kkkkk

Café só saberei amanhã. kkk

 

daqui a pouco vc sabe que a estrada fica linda! e vc pode dar carona! é uma boa pra ter companhia!

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8 horas atrás, Juliana Champi disse:

daqui a pouco vc sabe que a estrada fica linda! e vc pode dar carona! é uma boa pra ter companhia!

Poxa, não desanima, estamos aqui acompanhando seu ótimo relato, nos fazendo recordar bons tempos. 

Sobre carona: boa ideia da Ju, tem muito gringo viajando sozinho, ainda pode dividir os custos.

Não desista!

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3º dia – 06/01/2023

De Termas de Río Hondo a Hualfín via Cuesta Clavillo e Cuesta La Chilca – 390 km

Entre selvas, abismos e cardones

Finalmente um dia de viagem que realmente valeu a pena.

Depois de dois dias de puro deslocamento, a estrada enfim começou a entregar aquilo que eu esperava dessa viagem. Tomei o café simples do Termas Hotel Analia, uma hospedagem bastante modesta, mas muito bem localizada na rua Juan B. Justo 89. Recomendo para quem é desapegado. A cama era boa, o banheiro tinha uma banheira meio improvisada e o único problema foi o quarto virado para a rua, onde o barulho incomodou bastante durante a noite.

Saí por volta das 8h20. Abasteci em um posto YPF a 167 pesos o litro, até então o menor valor da viagem, equivalente a R$ 2,73. Também enchi um galão com 20 litros porque não sabia como seria a oferta de combustível ao longo daquele dia.

Segui até Concepción de Tucumán, onde começou a parte realmente interessante da viagem: a subida pela Cuesta Clavillo, entrando no Parque Aconquija. A estrada de terra serpenteia montanha acima em centenas de curvas fechadas, cercada por uma vegetação que lembra muito a Serra do Mar brasileira, com florestas densas, rios de pedras e água cristalina. Era preciso atenção constante. Em muitos pontos havia placas recomendando buzinar antes das curvas mais fechadas. Apesar de ser estrada de terra até a entrada da vila de Yanca Suma, ela estava muito bem conservada, inclusive com máquinas trabalhando na manutenção durante a subida e a descida.

A paisagem mudava o tempo todo. A estrada sobe por áreas de selva até algo próximo dos 1900 metros e depois começa a descer lentamente em direção a um vale magnífico, onde ficam pequenos vilarejos como Aconquija. A vegetação vai se transformando diante dos olhos: primeiro florestas altas, depois árvores menores, campos abertos e, mais adiante, já na descida da Cuesta La Chilca, um cenário árido, cheio de cardones e terra exposta. Era como assistir a uma aula de geografia e clima em tempo real.

As vilas espalhadas pelo vale tinham um charme difícil de explicar. Pequenos campings à beira dos rios, churrasqueiras, mesas de madeira, água transparente cruzando o caminho e casas simples perdidas naquela imensidão davam ao lugar um ar quase estrangeiro.

No fim do vale havia duas opções: voltar ao asfalto em direção a Tucumán ou seguir pela estrada de terra rumo à província de Catamarca, passando por Andalgalá, Belén e Hualfín. Claro que escolhi a terra.

A Cuesta La Chilca foi, sem exagero, uma das estradas mais emocionantes que já percorri. Um caminho estreito, cheio de pedras pontiagudas capazes de destruir pneus desatentos, com curvas extremamente fechadas penduradas sobre abismos enormes. Em muitos trechos só era possível descer a 10 ou 20 km/h, sempre buzinando antes das curvas cegas. Cada quilômetro exigia atenção total, mas era impossível não se divertir. Eu amei cada instante daquela descida.

Depois de Andalgalá e Belén, a viagem seguiu pela famosa Ruta 40, primeiro acompanhando um rio de degelo por um trecho sinuoso e depois subindo novamente até cerca de 1850 metros antes de chegar a Hualfín.

Antes de entrar na cidade fui visitar as termas que, na minha passagem anterior em 2014/15, estavam praticamente abandonadas. O lugar melhorou bastante. Agora havia acesso asfaltado, banheiras restauradas e duas piscinas externas. Ainda assim, não achei o local bonito e, mesmo sendo meio de semana, tudo estava lotado. As pequenas banheiras fechadas tinham fila e as piscinas estavam cheias. Preferi nem entrar.

Resolvi dormir em Hualfín porque a cidade guardava lembranças especiais da viagem que fiz anos antes com cinco amigos, quando cruzamos essa mesma região em duas viaturas. Desta vez eu estava sozinho, mas era impossível não lembrar daqueles dias.

Fiquei na hospedaria municipal, que antigamente era praticamente a única opção da cidade. Hoje existem outras hospedagens, mas ela continua sendo uma boa escolha: quartos amplos, limpos e baratos. Paguei 41 reais, cerca de 2500 pesos, sem café da manhã.

 

Custos:

Combustível:

6000 pesos em Rio Hondo = 100 reais – média 12 km/l

Galão de 15 litros 2500

6000 pesos em Hualfin  100 reais, 12 km/l

Alimentação:

Água + energético = 2500

4 empanadas (almoço) = 1000

Janta = Milanesa e papas fritas (bife a milanesa e batatas fritas)  + 2 Stela Artoirs 3500

Divida os valores em pesos por 61 para saber o custo.

Editado por Marcelo Manente

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Hospedagem municipal de Hualfin:

ótima hospedagem, com quartos com banheiro, ar condicionado e tv. Camas um pouco fofas pro meus gosto mas limpas e cheirosas.

O valor foi menos que a janta 2500 pesos. Vale muito a pena. Antes era a única hospedagem da cidade, agora tem outras.

Como da outra vez que estive aqui, deu uma pancada de chuva, a luz caiu e tive de esperar ela voltar para comer uma excelente milanesa com batatas fritas rusticas.

Recomendo.

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4º dia – 06/01/2023

De Hualfín a Antofagasta de la Sierra – 215 km

Neve tímida, pedras mágicas e vulcões no horizonte

O café da manhã na hosteria municipal de Hualfín só começava às 8 h e custava 500 pesos, menos de dez reais. Sinceramente não valia muito a pena: café com leite aguado, duas manteiguinhas e três pãezinhos redondos. Mesmo assim comi, passei no posto para comprar gelo e às 9 h peguei a estrada. Se tivesse saído uma hora antes provavelmente teria encontrado uma nevasca mais forte pelo caminho, mas ainda assim consegui ver um pouco de neve caindo e alguns trechos brancos na beira da estrada.

Saindo de Hualfín segue-se pela Ruta 40 sentido sul e, poucos quilômetros depois, entra-se na Ruta 36, que logo vira a Ruta 43. O começo do trajeto passa por paredões de pedra muito bonitos. O asfalto vai até depois da pequena Vila Vil. Dali em diante são cerca de 38 km de estrada de terra muito bem conservada, onde era possível rodar tranquilamente. Depois da Cuesta de Randolfo o asfalto retornava, já um pouco pior, mas ainda perfeitamente administrável com cuidado.

Foi também ali que a paisagem começou a ficar espetacular. Ao longe surgiram montanhas cobertas de neve e manchas brancas próximas da estrada. A cada poucos quilômetros eu precisava parar para fotografar. Em certo momento começou uma garoa estranha que desaparecia ao tocar o para-brisa. Parei imediatamente e, tomado por uma felicidade quase infantil, desci do carro para confirmar: era neve. Muito fina e fraca, quase um pó gelado, mas suficiente para alegrar esse cinquentão que ainda sonha em ver uma grande nevasca um dia. Peguei um pouco da neve acumulada na beira da estrada apenas para sentir sua textura entre os dedos.

Dali em diante a viagem virou uma sequência interminável de paradas para fotos. Cada curva revelava uma paisagem ainda mais bonita que a anterior. Quando cheguei à pequena vila de El Peñón já passava do meio-dia. Seguindo indicações encontrei o comedor La Coqueña, onde provei uma excelente cazuela de lhama com abóbora, pimentões, cenoura e queijo derretido por cima por 1800 pesos.

Antes de sair perguntei à dona do restaurante sobre algum guia que pudesse me acompanhar até o Campo de Piedra Pómez. O filho dela, Rodrigo, um rapaz de 18 anos, aceitou ir por 9000 pesos. Eu já conhecia o caminho de uma viagem muitos anos antes, mas como estava sozinho e sem um carro 4x4 preferi não arriscar enfrentar os areais sem ajuda.

Seguimos pela Ruta 43 até a entrada da trilha. No caminho havia dois grandes trechos de areia fofa. Bastou acelerar em segunda, passar um pouco de medo e seguir em frente. No fim das contas foi bem menos difícil do que eu imaginava.

O Campo de Piedra Pómez continua sendo um dos lugares mais impressionantes que já visitei. Aquelas formações brancas espalhadas pelo deserto parecem esculturas gigantes criadas por algum povo antigo ou por criaturas mitológicas. Em cada pedra surgiam rostos, animais e formas estranhas que a imaginação completava sozinha. Caminhei por cerca de uma hora no local. A altitude já começava a cobrar seu preço, trazendo um pouco de falta de ar, mas nada forte demais. Era um daqueles lugares onde se poderia passar quatro horas andando sem se cansar da paisagem.

Depois do passeio deixei Rodrigo novamente no restaurante da mãe dele e enfrentei os últimos 63 km até Antofagasta de la Sierra. Pelo caminho, pequenos vulcões acompanhavam a estrada e enormes campos de lava negra retorcida davam ao cenário um aspecto quase extraterrestre. Já perto da cidade surgiu mais uma imagem inesquecível: uma laguna aos pés do vulcão Antofagasta, cercada por dezenas de lhamas pastando tranquilamente.

Em Antofagasta fui direto para a hosteria municipal. O prédio já mostrava a idade, mas o atendimento continuava bom. O preço, porém, já não era tão camarada quanto antigamente: 7000 pesos pela noite. Fechei hospedagem ali mesmo e aproveitei para reservar o passeio do dia seguinte ao Vulcão Galán, quase dez horas de tour por 12.500 pesos.

À noite jantei na própria hosteria uma milanesa de lhama com salada. A carne passou demais do ponto e ficou seca e dura, mas ainda assim gostei da experiência.

Refeições:

Café 500

Almoço 1800 + Quilmes 400

Janta 1800 + Quilmes 400

Para o lanche do tour do vulcão = pães e presunto e queijo 1000

Guia para Campo de Piedras Pomez 9000

Hospedagem:

Hospedaria municipal de Antofagasta de la Sierra 7000

 

Editado por Marcelo Manente
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