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Ola pessoal.

 

Este aqui é um relato da volta completa de Ilha Grande que eu e a Márcia fizemos na segunda semana de Janeiro/2008.

Caminhamos durante 11 dias, mas ficamos 2 dias na Praia de Parnaioca e mais 2 dias na Praia de Palmas.

O relato é muito longo e detalhado.

Coloquei também inúmeras dicas e informações úteis para quem pretende repetir essa caminhada.

Pegamos dias de muito Sol, mas quando estávamos saindo da Praia de Parnaioca choveu muito.

 

 

As fotos são mais de 500 e as dividi por dias.

De cada dia eu criei um álbum e acrescentei imagens do google earth com a trilha plotada, apesar de que a trilha é muito tranquila, sem problemas de navegação.

 

Eu e minha esposa Márcia coincidimos de em 2008 tirarmos férias juntos e para aproveitar melhor, resolvemos ir para Ilha Grande. Nossa intenção era conhecer todas as praias e como tínhamos mais de 2 semanas de férias, resolvemos dar a volta completa a pé por toda a ilha.

 

Saímos de São Paulo no Domingo (13/01/08) no ônibus das 21:00 hrs (ônibus extra, pois os outros horários estavam todos lotados), chegando em Angra ainda de madrugada e lá esperamos amanhecer para só então procurar uma padaria para tomar o café da manhã, pois nossa intenção era tomar a barca para Ilha só as 15h30min (único horário saindo de Angra dos Reis).

Existe a opção de pegar algum barco ou escuna no cais de Santa Luzia, mas tínhamos que pegar a Autorização na TURISANGRA para acampar na Praia do Aventureiro (exigem essa autorização na alta temporada).

Uma boa opção era pegar a Barca em Mangaratiba com saída para as 08:00 hrs, mas de novo o problema da Autorização.

 

 

# 1º dia (14/01) – Algumas praias de Angra dos Reis e chegada na Vila de Abraão

Fotos desse dia:

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Ainda na parte da manhã em Angra dos Reis, resolvemos conhecer algumas praias próximas ao Colégio Naval e lá fomos para o centro da cidade para pegar o circular Vila Velha que nos deixou pouco depois do Vila Galé Eco Resort (antigo Blue Tree Park).

Próximo ao Resort chegamos às praias do Tanguá, Tanguazinho e Praia da Gruta, sendo essas 2 últimas, desertas.

Como tínhamos muito tempo até as 15h30min, ficamos nessas praias cochilando, já que não dormimos quase nada no ônibus e pouco depois das 10:00 hrs voltamos para a estrada e fomos para o centro da cidade pegar a Autorização para acampar na Praia do Aventureiro.

Essa autorização se consegue na TurisAngra e lá fizemos o cadastro e tivemos que dizer em qual camping iríamos ficar e por quantos dias, pois existe um limite de campistas na praia.

 

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De posse da Autorização e depois de almoçado, seguimos para o cais onde a barca estava.

Saiu lotada e isso em plena Segunda-feira, levando cerca de 1h30min para chegar na Praia de Abraão.

 

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O que achamos engraçado foi que ao chegarmos em Abraão havia uma multidão que tomava conta de todo o cais.

Lembrava a Rua 25 de Março de São Paulo, em época de fim de ano.

 

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Tivemos até certa dificuldade para sair dali.

Depois disso fomos logo procurar o Camping do Bicão - já tínhamos lido ótimas recomendações do lugar e lá quem nos recebeu foi a Claudia - responsável pelo local.

 

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Não tínhamos feito reservas, mas encontramos o camping com algumas vagas.

 

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O lugar é bem tranquilo e sossegado com lonas azuis cobrindo todas as barracas, uma cozinha coletiva com fogão e geladeira e um banheiro de dar inveja.

A energia da Ilha é trazida por cabos submarinos vindo de Angra dos Reis que chegam até a distante Vila de Provetá (Praias do Aventureiro, Parnaioca e Palmas não possuem e nesses lugares só com geradores).

Naquela noite fomos conhecer a Vila de Abraão e surpreendemos com a quantidade de turistas estrangeiros, em sua maioria argentinos, chilenos e europeus em geral. Brasileiro mesmo estava em menor número.

A Vila de Abraão é bem urbanizada com inúmeros restaurantes, algumas padarias, mercearias, algumas lojas de roupas, campings e muitas pousadas.

Na Vila tem até uma antena da Vivo Celular.

Voltamos para o camping e após analisar as subidas e descidas que iríamos encarar no dia seguinte, resolvemos seguir no sentido anti-horário, o que no final se mostrou a melhor opção.

 

 

# 2º dia (15/01) – Saída da Vila de Abraão até o Saco do Céu, passando pela Cachoeira da Feiticeira

Fotos desse dia:

 

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Na manhã seguinte (Terça-feira) saímos do camping por volta das 10:00 hrs em direção ao Saco do Céu, pois já tínhamos a informação que no local se permite acampar em quintais de alguns moradores.

 

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Logo que saímos de Abraão já chegamos na primeira bifurcação (seguindo em frente chega-se na Praia Preta e Ruínas do Lazareto) e aqui pegamos a bifurcação da esquerda que passa pelo Poção e pelo Aqueduto (incrível ver como ele está intacto mesmo depois de uns 200 anos), aonde chegamos as 10h30min.

 

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Continuamos subindo e subindo, parando várias vezes para retomar o fôlego, pois estávamos com mochilas cargueiras cheias e assim que chegamos na altitude de pouco mais de 200 metros, a trilha começou a descer até chegar na bifurcação, à esquerda para a Cachoeira da Feiticeira - aqui encontramos uma pequena placa indicando.

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O início dessa trilha é bem íngreme e depois de uns 10 minutos de subida se chega em um local plano que tem uma descida à direita que leva até o rio dessa cachoeira.

Mais alguns minutos margeando o rio até chegar na cachoeira, juntamente com um grupo de umas 30 pessoas que tinham ido com um guia.

 

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Depois de aguardar algum tempo "na fila" conseguimos chegar perto da queda da água de uns 15 metros de altura e entrar embaixo para relaxar.

Tiramos algumas fotos e depois subimos por uma trilha à direita que leva ao topo da cachoeira e a um tobogã bem legal, que termina em um pequeno poço. Ficamos aqui por um bom tempo se divertindo escorregando pela pedra.

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Depois resolvemos que já era hora de irmos embora, pois tínhamos uma longa caminhada pela frente. Saímos de lá por volta das 13h20min e voltamos até a bifurcação na trilha principal e de lá seguimos em frente.

 

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Uns 10 minutos depois a trilha bifurca novamente e a da esquerda segue para o Saco do Céu e a da direita leva até a Praia da Feiticeira.

Queríamos conhecer a praia, por isso seguimos para a direita.

A trilha é bem demarcada e segue quase sempre no plano com algumas descidas leves e as 13:40min chegamos na praia.

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Logo que pisamos na areia um barqueiro já veio nos abordar para saber se queríamos retornar para Abraão de barco, pois em caso positivo seriam $10,00/pessoa.

Junto com a gente chegou também uma família com umas 8 pessoas e a cara do pai demonstrava que ele estava bem cansado - acho que o barqueiro conseguiu encher o barco.

A praia é deserta, com uns 50 metros de extensão, mas estava cheia de turistas.

Além de barqueiros que ficam no canto da praia aguardando quem queria voltar para Abraão, encontramos também uma vendedora de refri/cerveja e mais umas 15 pessoas que tinham desembarcado de uma escuna que estava na praia (com certeza essa é uma praia bastante visitada, para quem quer ir além da Praia Preta, que fica a poucos minutos de Abraão).

Saímos da Praia da Feiticeira pouco antes das 14:00 hrs e voltamos até o ponto onde a trilha se bifurca e ali continuamos na trilha principal.

 

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No caminho ainda encontramos um casal que voltava do Saco do Céu e perguntando para eles, vimos que não faltava muito, então resolvemos voltar alguns minutos até a bifurcação para a Praia do Iguaçú que tínhamos passado direto.

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Deixamos as mochilas escondidas na mata e pegamos uma trilha que começa a descer com trechos planos e outros com descida íngreme.

Uns 10 minutos depois, já perto da praia, chegamos em uma cerca e a trilha segue ao lado dela até a areia.

 

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O que encontramos é quase que uma praia particular. Aqui existe uma casa com um enorme quintal e apenas 4 pessoas na areia da praia. Tinha também uma familia de patos passeando na areia.

Mais fotos e voltamos para a trilha principal e continuamos seguindo passando agora pela Praia da Camiranga as 14h40min.

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Aqui já é considerado a Enseada das Estrelas, com as Praias da Camiranga, de Fora e Perequê.

 

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Seguindo pela areia da praia chegamos na Praia de Fora, onde a trilha agora sai da areia e segue pela mata - é bem fácil visualizar a entrada da trilha.

A partir daqui ela vai seguindo próxima aos quintais das casas e logo chegamos na Ponte sobre o Rio Perequê.

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Esse rio tem + - 15 metros de extensão, bem rasinho, mas cheio de pedras (aqui paramos por uns 30 minutos para comermos alguma coisa).

Seguindo a trilha ainda passamos ao lado de um pequeno bar e chegamos a uma região de mangue do lado direito.

 

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Aqui existem algumas pontes de madeira que cruzamos e uns 20 minutos desde o Rio Perequê chegamos em uma bifurcação com um extensa ponte de madeira do lado direito e uma trilha em frente.

 

Como não sabíamos qual era a trilha certa, seguimos em frente subindo, mas logo tivemos que voltar, pois ela terminava em algumas casas.

Voltando até a extensa ponte de madeira e seguimos para a direita, chegando no Saco do Céu com a trilha sempre se distanciando da praia e passando ao lado de alguns restaurantes com saída para o mar.

Aqui novamente a trilha segue próximo aos quintais e sem bifurcações.

Quando perguntamos da casa da Dona Nereide e Sr. Nanandez (tínhamos a informação que o casal permitia acampar no quintal da casa) disseram que ficava no final da praia, próxima a uma Igreja Católica.

 

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Chegamos na casa do casal por volta das 16:00 hrs e quem nos recebeu foi a D. Nereide (senhora muito simpática e atenciosa) que nos deixou acampar em um área de gramado bem ao lado da casa.

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Ela nos disse que até tentou colocar um camping no local, mas devido ao manguezal próximo, o Instituto Florestal proibiu.

Ela disse que só aceitava que montássemos a barraca para dormir, já que era proibido o camping e já que iríamos ficar só aquela noite, ela resolveu não cobrar nada.

Do lado de fora da casa existem 2 banheiros que provavelmente seriam do futuro camping e nos fundos da casa, o irmão de D. Nereide mantém uma criação de gansos e algumas galinhas. Montamos nossa barraca próxima a placa da Trilha T3 (do Saco do Céu até Freguesia de Santana).

O que atrapalhou um pouco foi o barulho dos gansos e galinhas, mas no geral, tivemos uma noite tranquila.

 

 

# 3º dia (16/01) – Saco do Céu até a Praia Grande de Araçatiba

Fotos desse dia:

 

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No dia seguinte (Quarta-feira) por volta das 07h50min nos despedimos da D. Nereide, agradecendo-a e seguimos em frente com a firme intenção de chegar na Praia Grande de Araçatiba.

 

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Aqui tínhamos 2 opções: a primeira delas seria pegar um atalho direto para a Praia do Bananal, subindo um morro de uns 250 metros de altitude, levando em média umas 2 horas até Bananal.

A outra opção seria seguir pela trilha principal até Freguesia de Santana e de lá chegar até Bananal.

Como tínhamos tempo de sobra para conhecer várias praias, resolvemos pela segunda opção (quem quiser seguir direto pelo atalho até Bananal é só perguntar para os moradores - todos sabem informar).

 

A trilha principal vai seguindo morro acima por uns 15 minutos e depois quando se inicia a descida, passamos ao lado de uma bifurcação do lado direito que leva até a Praia da Guaxuma.

Deixamos novamente as mochilas escondidas e fomos conhecer a praia que estava deserta (só encontramos alguns gansos passeando na areia).

 

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Ela está localizada em uma pequena enseada e ficamos só alguns minutos; logo voltamos para a trilha principal.

 

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Mais uns 10 minutos descendo pela trilha principal, chegamos na Praia do Funil (muito pequena), marcada por um campo de futebol do lado esquerdo.

Nesse local pudemos observar alguns fios de energia que vêm do continente e que chegam a Ilha próxima a essa praia (aqui existe uma divisão - uma parte dos fios segue para Vila de Abraão e a outra para a Vila de Provetá).

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Mais fotos e seguimos em frente e uns 10 minutos depois, por volta das 09h30min estávamos chegando na Praia do Japariz, muito usada por escunas que levam turistas para a Lagoa Azul (não muito longe daqui).

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No local existe um restaurante e em frente, um pequeno cais (trapiche) para atracar as escunas.

 

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Passamos direto pela praia e a trilha daqui para frente vai seguindo próxima do costão até Freguesia de Santana, aonde chegamos as 10h30min.

Aqui é um sucessão de 2 praias (Freguesia e Baleia).

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O que nos chamou bastante a atenção foram 2 teiús (espécie de lagarto) que estavam comendo 1 jaca no meio da trilha (engraçado foi ver os dois saírem correndo todo desengonçados pela trilha no sentido contrário).

 

Se distanciando da praia, a trilha segue por entre uma área de bambuzal, como se fosse uma espécie de túnel (muito legal) e as 10h40min chegamos na bifurcação para a Praia de Baixo e Praia da Grumixama.

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Desse ponto pudemos visualizar uma pequena parte da Lagoa Azul com suas inúmeras escunas (aqui ficamos um certo tempo admirando a paisagem, pois o local tem um visual muito bonito).

Pouco depois das 11:00 hrs voltamos para a trilha e iniciamos outra subida e descida de morro até chegarmos na Praia do Bananal Pequeno.

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Essa praia tem uma pequena faixa de areia monazítica e um único morador (Seu Zeca) e daqui já dá para ver quase todas as outras praias por onde iríamos passar. Seguindo por uns 10 minutos chegamos na Praia do Bananal, onde paramos embaixo de uma árvore para descansar e comer alguma coisa.

 

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Na praia existem algumas pousadas; quase todas pertencentes a japoneses e a trilha passa por detrás de quase todas elas.

Seguindo por outro morro acima, a trilha chega a + - 100 metros de altitude e depois disso descemos em direção a Praia da Matariz, aonde chegamos as 13h40min.

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A praia possui alguns bares e no final existe uma antiga indústria de pescado que funcionou a muitos anos atrás e logo que termina o muro da antiga fábrica, a trilha segue para a esquerda, atravessando mais um pequeno trecho de mangue.

Depois de atravessarmos uma pequena ponte de concreto, algumas casas aparecem à esquerda e à direita da trilha e quando íamos iniciar mais uma subida de morro, paramos para pegar água em uma bifurcação que sai à esquerda da trilha principal, já que nossos cantis estavam quase vazios.

 

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Com cantis cheios, iniciamos mais outra subida de morro, chegando a pouco mais de 100 metros de altitude e o que nos chamou a atenção foi uma enorme figueira que fixou suas raízes em cima de uma rocha (no local até existe uma placa indicando a figueira branca).

 

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Seguindo em frente, alguns trechos da trilha se abrem e é possível visualizar todo o mar ao redor e o continente.

 

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Às 15h15min chegamos em mais uma praia tranquila (Praia de Passaterra) e em mais uns 5 minutos chega-se na Praia de Maguariquessaba (aqui existem alguns bares e restaurantes e encontramos escunas atracadas na praia com vários turistas).

 

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Essas praias são muito bonitas, mas o problema delas é que a areia é muito fofa, o que dificulta muito a caminhada.

 

Mais uns 30 minutos de subida morro acima (seguindo os cabos de energia), passamos ao lado de um cafezal, onde alguns cachorros não nos deixaram em paz e queriam porque queriam que a gente brincasse com eles.

Nesse trecho existe uma bifurcação próxima a um bambuzal que leva até a pequenina Praia do Marinheiro, que é deserta e uma boa opção para acampar em selvagem só durante a noite (nem chegamos a ir até a praia).

 

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Às 16h20min chegamos em Sítio Forte, onde marca o fim da Trilha T5.

Essa praia possui imensos coqueirais, mas a região é de mangue, o que torna difícil aproveitar a praia (a areia é monazítica - um pouco escura).

Atravessando a praia e mais uns 15 minutos chegamos na Praia da Tapera, onde encontramos algumas lanchas e barcos atracados em frente.

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O início da trilha para a próxima praia (Ubatubinha) é um pouco mais confusa e para não tomar a trilha errada procure os cabos de energia elétrica que é por ali que a trilha segue. Nesse trecho de Tapera a Ubatubinha o visual que se tem é muito bonito (aproveitamos nas fotos).

 

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A praia de Ubatubinha tem uma imensa casa em frente da areia que possui até um pequeno trator (não deve ter sido fácil trazê-lo de barco até aqui).

Chegamos nessa praia pouco depois das 17:00 hrs e ainda tínhamos uma longa subida de mais outro morro pela frente e depois de atravessarmos toda a praia, caminhamos por mais uns 3 minutos e chegamos a um bambuzal, onde bem ao lado existe uma placa apontando Praia Grande de Araçatiba morro acima e foi uma longa e extenuante subida por mais de 200 mts de altitude.

 

Quando chegamos no topo, paramos para descansar e retomar o fôlego próximo de um pequeno riacho onde é possível se reabastecer de água (perdi meus óculos aqui e levou algum tempo até encontrá-lo) e daqui para frente a trilha seguia descendo até a Praia da Longa, onde chegamos às 18h45min.

Aqui também é um pouco difícil para encontrar a continuação da trilha para Araçatiba, mas é só perguntar para os moradores que eles indicam (novamente é só seguir os cabos de energia).

 

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A trilha, na verdade é um antiga estrada de pedras com uns 5 metros de largura e que segue morro acima (o último do dia, graças a Deus).

Assim que a estrada termina, a trilha continua subindo, mas pelo menos não foi tão extensa e por volta das 19:30 hrs chegamos nas areias da Praia Grande de Araçatiba.

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Ainda com Sol, seguimos pela areia da praia até o final dela, já que o camping onde iríamos ficar está localizado no outro extremo.

A praia é de areia muito fofa e muito extensa e só chegamos no camping as 20h20min, exaustos, mas satisfeitos pela longa caminhada de mais de 12 horas.

Uma coisa que nos chamou a atenção quando estávamos passando pela Praia Grande de Araçatiba foi termos encontrado algumas barracas no quintal de uma casa (pode ser que seja permitido acampar em alguns quintais e com a vantagem de ficar de frente para a areia da praia).

Já o camping onde ficaríamos (Camping Bem Natural) está localizado junto da trilha que segue para a pequena Praia de Araçatiba e com isso tivemos que atravessar toda a praia (não foi fácil).

 

Para se chegar no camping é só seguir a trilha no final da Praia Grande de Araçatiba e em + - 10 minutos haverá uma placa de identificação do camping à esquerda (aqui é só subir as escadas morro acima).

Aqui tivemos algumas decepções: ao chegarmos, uma mulher estava falando no telefone e pediu para a gente aguardar ela terminar a conversa e logo nos atenderia (p. sacanagem).

A outra foi quando perguntamos o valor do camping: ela nos disse primeiramente que era $45,00/pessoa e na mesma hora falamos que iríamos embora, mas aí a mulher (que não me lembro do nome) nos disse que esse valor incluía o café da manhã ($20,00) e o camping em lugar coberto ($5,00).

Dissemos que não queríamos nada disso e o valor ficou em $20,00/pessoa (só ficamos pensando que café da manhã é esse de $20,00 – deve ser só com produtos importados).

Perguntamos também sobre o valor do PF e nos disse que era $12,00, mas que faria por $10,00, o que aceitamos e combinamos que montaríamos a barraca primeiro e depois iríamos tomar banho e ela nos disse para fazermos isso em até 30 minutos, porque sua cozinheira estava indo embora.

Quando nós dois já estávamos tomando banho não é que a mulher veio bater na janela dos banheiros para a gente tomar banho mais rápido porque a comida já estava na mesa (e olhe que ainda não havia completado os 30 minutos).

É....decepção atrás de decepção, mas como já estávamos ali, deixamos para lá.

 

Naquela noite nem fomos conhecer a praia, pois estávamos bem cansados. Tínhamos a pretensão de ficarmos 2 dias no camping, para que pudéssemos visitar a Gruta do Acaiá, mas depois do que aconteceu, resolvemos ficar só aquela noite e seguirmos para a Praia Vermelha, logo na manhã seguinte. Outra coisa que nos chamou a atenção foi o tamanho da cozinha disponibilizada para os campistas (mini-cozinha), enquanto que o tamanho da cozinha para quem paga pelo café da manhã é enorme.

Uma sugestão que eu deixo aqui é tentar arrumar uma opção de hospedagem melhor (quintais de algumas casas ou pousadas mesmo, pois dependendo da época os valores de algumas são bem baixos).

 

 

# 4º dia (17/01) – Praia Grande de Araçatiba até a Praia de Itaguaçú, com Gruta do Acaiá

Fotos desse dia:

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No dia seguinte, quando já estávamos fazendo o café da manhã na mini-cozinha, um grupo de escoteiros estava por lá e comentaram que estavam indo visitar a Gruta do Acaiá também, mas saíram bem antes da gente (só os encontraríamos próximo da Gruta).

 

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Desmontada a barraca e mochilas nas costas saímos do camping às 09h40min em direção à Praia Vermelha, mas ao chegarmos na próxima praia (a de Araçatiba - conhecida também como Pequena Araçatiba ou Araçatibinha) vimos que o costão era muito propício para mergulho com mascara e snorkel (tínhamos trazido) e foi o que fizemos.

 

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Deixamos nossas mochilas em cima de algumas pedras e ficamos ali por quase 1 hora mergulhando (encontramos muito peixe palhaço).

 

Às 10h40min seguimos para a próxima praia e uns 15 minutos de caminhada já encontramos a bifurcação para a Gruta do Acaiá (à direita) e Praia de Provetá (à esquerda) onde planejamos chegar só no dia seguinte, pois nossa intenção agora era acampar na Praia Vermelha, devido a desistência da Praia Grande de Araçatiba.

A trilha para a Praia Vermelha segue próxima ao costão e com algumas subidas e descidas leves (me chamou a atenção 2 ou 3 casa semi-demolidas, próximas da trilha, à esquerda).

Às 11h10min chegamos na bifurcação para a Praia do Itaguaçú e uns 10 minutos depois na Praia Vermelha.

 

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Aqui é uma praia pequena com alguns restaurantes e bares junto da areia e perguntando onde existia um camping nos indicaram o de uma mulher que era a dona do restaurante, mas havia um problema: o banheiro do camping estava em reforma e o camping era uma casa onde as pessoas acampavam no quintal.

 

Resolvemos não ficar aqui e agora nossa alternativa era visitar a Gruta e seguir para a Praia de Provetá, praia esta onde havia um camping estruturado de frente para a praia (Camping da D. Cleuza).

Depois da desistência, deixamos nossas mochilas em um dos restaurantes e seguimos para a Gruta só com um pequeno cantil.

Saindo da Praia Vermelha o início da trilha para a Gruta é um pouco confuso (existem bifurcações que levam a algumas casas).

Tem uma pequena placa indicando a trilha, mas ela está um pouco escondida e a vantagem é que essas bifurcações estão ao lado de inúmeras casas, então é só sair perguntando se não encontrar a trilha certa.

 

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Da Praia Vermelha até a Gruta do Acaiá foram + - 1 hora de caminhada e o início da trilha é uma longa subida íngreme com a paisagem se abrindo conforme você vai subindo, mostrando todo o visual ao redor.

A trilha vai subindo até chegar + - 150 metros de altitude e sempre passando por áreas descampadas (aqui o Sol castigou muito nós dois).

Quando a trilha começou a se estabilizar já começamos a passar por áreas com mata fechada e desse ponto em diante cruzamos com os escoteiros que estavam no mesmo camping que a gente.

Diziam que estavam retornando da Gruta, mas não tinham entrado porque estavam cobrando $10,00/pessoa.

Tinham tentando até reduzir o valor, mas não conseguiram. O grupo era formado por umas 10 pessoas e com isso eu e a Márcia já pensávamos em gastar uns $20,00 reais.

 

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A trilha seguia com leve inclinação, passando por uma nascente do lado esquerdo e às 14:00 hrs chegamos ao portão de acesso da propriedade da Gruta.

Nessa entrada o portão estava fechado com cadeado e bem ao lado uma placa bem grande de “Propriedade Particular”.

Nesse momento 3 pessoas estavam saindo e com isso a senhora que cuida de propriedade pediu que fechássemos o portão com o cadeado.

Ainda caminhamos uns 50 metros até chegar a casa onde é feita a cobrança.

Lá a senhora queria cobrar $10,00/pessoa se quiséssemos visitar a gruta e conversa daqui e dali reduzimos o valor pela metade.

Bom para ambas as partes, ainda tínhamos que caminhar um pequeno trecho até a entrada da Gruta, passando antes por algumas casas e ficamos surpresos por ver como a entrada da gruta era bem diferente de todas as que conhecíamos.

É como se estivesse entrando num buraco no chão com algumas pedras em volta.

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Depois de conversar com senhor responsável por guardar a entrada, que não deixou de se certificar se tínhamos mesmo pago antes a senhora.

Iniciamos a descida por uma escada de madeira de + - 5 metros de profundidade e aqui uma lanterna é essencial, mas como não tínhamos, usamos a lanterna do celular.

 

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Conforme íamos descendo o buraco ia ficando mais estreito e apertado e só chegamos ao salão interno depois de passar arrastados por entre as pedras.

O salão é uma coisa magnífica e olhando para o fundo da gruta se vê uma luz azul ou verde fluorescente (depende da intensidade da luz solar), que na verdade é o sol que reflete no fundo do mar e aparece no fundo da Gruta.

O salão tem uma altura de pouco mais de meio metro e mais ou menos 20 metros de largura (isso foi até onde podíamos enxergar; talvez seja até maior que isso).

 

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Depois de se arrastar até próximo ao fundo da gruta chegamos a uma local até onde a água do mar chega e aqui ficamos por um bom tempo admirando o fundo da gruta com aquela luz fluorescente.

Desse ponto até a superfície do mar existe uma fenda submarina e somente com cilindro de oxigênio para atravessá-la.

Depois de sairmos da gruta ainda fomos conhecer o costão por onde começa a fenda submarina e por onde passa a água para o interior da gruta.

Aqui também é o local onde os barcos e escunas ficam ancorados.

 

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Pouco depois das 15:00 hrs iniciamos o retorno para a Praia Vermelha e depois de pegarmos nossas mochilas no restaurante seguimos para o camping da Praia de Provetá.

 

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No caminho ficamos pensando em outra alternativa: ficar em uma das casas semi-demolidas que encontramos pela trilha, próximo da Praia do Itaguaçú e nessa praia paramos um pouco para mergulhar nos costões, mas não ficamos muito tempo porque encontramos algumas águas-vivas na praia e logo seguimos pela trilha.

Cerca de 20 minutos depois já estávamos nessas casas semi-demolidas e chegamos a conclusão que ali era uma boa opção, pois água potável nós tínhamos encontrado alguns metros antes.

As casas haviam sido abandonadas há muitos anos, pois o mato tinha crescido em volta e tinha muito entulho ao lado.

Montamos nossa barraca na sala da antiga casa e bem ao lado de um dormitório onde tinham 2 morcegos.

Demos uma p. sorte, pois logo que montamos nossa barraca, começou a chover forte e foi assim o resto da noite.

 

 

# 5º dia (18/01) – Praia de Itaguaçú até a Praia do Aventureiro

Fotos desse dia:

 

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Logo pela manhã (Sexta-feira) acordamos com o dia nublado e as 08h20min seguimos pela trilha para a Praia de Provetá, mas como tinha chovido bastante a noite, ela estava um pouco escorregadia.

Ao passar pela bifurcação, a trilha vai seguindo por mais uma subida de morro até chegar a pouco menos de 200 metros de altitude e quando começamos a descida cruzamos com um rio onde paramos para tomar o café da manhã.

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Seguindo pela trilha o que não nos agradou foi que ao chegarmos próximo da Vila encontramos toda a mata ao redor desmatada.

É uma coisa que choca para quem só estava vendo mata fechada próximo das praias e antes de chegar lá, por pouco a Márcia não pisa em uma cobra que estava atravessando a trilha e pela cor e desenhos, parecia ser um filhote de jararaca (peçonhenta).

 

 

Fomos chegar na Praia de Provetá as 11:00 hrs e lá paramos para descansar ao lado da Igreja Assembléia de Deus (bem imponente e que se destacava), pois a Vila em sua maioria é formada por evangélicos.

 

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Encontramos bem ao lado um orelhão e uma pequena mercearia onde compramos algumas coisas.

A trilha para Aventureiro se inicia bem no canto esquerdo da praia e lá fomos nós caminhando pela areia, passando ao lado do Camping da D. Cleuza que está em frente da praia.

 

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Ao chegarmos ao lado de uma enorme bica de água (conhecida como Bicão), a trilha segue novamente morro acima em mais uma subida bastante íngreme.

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Logo que se inicia a subida tomamos uma bifurcação da esquerda (na dúvida e só perguntar aos moradores, pois existem várias casas ao lado).

Depois de + - 10 minutos a trilha se bifurca novamente e seguindo em frente provavelmente vai chegar em algumas casas, mas a trilha correta é pegando a bifurcação da esquerda (nesse local até existe uma placa apontando Aventureiro para a esquerda).

Aqui chegamos em um mirante que permite ótimas fotos da praia e de toda a Vila.

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Nesse momento chegaram 2 homens (pai e filho) que passaram pela gente seguindo pela trilha e disseram que tinham vindo de Araçatiba e pretendiam retornar no mesmo dia, mas pelo horário avançado (12:00 hrs) iriam aproveitar pouco a Praia do Aventureiro.

 

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Daqui pra frente a trilha segue em aclive suave sempre em linha reta passando por várias nascentes, porém o trecho final é bem íngreme o que nos fez parar em vários momentos para descansar, até chegarmos a altitude de + - 350 metros (o ponto mais alto de todos que tínhamos subido).

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Daqui já conseguíamos ver a Praia do Sul bem à esquerda, mas Aventureiro estava escondida pela mata.

A descida até a praia é uma pirambeira daquelas (muito íngreme) e tivemos que tomar muito cuidado para não escorregar, pois tinha chovido muito a noite passada (aqui tivemos a certeza que tínhamos acertado em fazer a volta no sentido anti-horário, pois para quem sai de Aventureiro e segue para Provetá com uma mochila cargueira vai sofrer muito na subida desse trecho).

 

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A descida foi rápida e as 14:00 hrs chegamos na Praia do Aventureiro.

Aqui existem inúmeros campings (mais de 15), próximos da areia da praia, mas primeiramente tínhamos que deixar nossa autorização no quiosque da Associação de Moradores que fica do lado direito da praia junto ao coqueiro caído que é o cartão postal de Aventureiro.

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No cadastro em Angra tínhamos escolhido um camping próximo da areia sendo que o valor ficaria em $20,00/pessoa sendo que $5,00 seriam para a taxa de permanência na praia.

No quiosque ficamos sabendo que existia um camping no morro bem ao lado e que era um lugar bem mais sossegado e tranquilo.

Não pensamos 2x e escolhemos esse (ele é o Camping de número 1 e o valor era de $17,00/pessoa).

 

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Depois de montada a barraca, fomos conhecer a Praia do Aventureiro e a do Demo que fica ao lado, mas antes fomos comer um arroz com mexilhão (foi nosso almoço e jantar).

Entrar na água no canto direito estava fora de questão, pois uma quantidade muito grande de algas estava sendo trazida pelas ondas, mas a praia é um paraíso com areia branquíssima e várias áreas de sombra.

A Praia do Demo que é separada do Aventureiro por algumas pedras é também uma dádiva (algumas árvores que formam sombra na areia e também um pequeno riacho junto ao costão).

Aqui vimos uma quantidade muito grande de coqueiros na mata e até conseguimos pegar alguns cocos.

 

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Seguimos para o Costão do Demo, que separa a Praia do Sul da Praia do Demo e aqui ficamos até o anoitecer vendo o pôr do Sol e as ondas quebrarem no costão. Observamos também que várias pessoas vinham da Praia do Sul e do Leste e ficamos sabendo que os fiscais do Instituto Florestal só ficam ali para proibir o acesso em feriados prolongados ou alguns fins de semana, pois a região é uma Reserva Biológica.

 

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Por volta das 20:00 hrs voltamos para o camping e nesse momento começou a chover, mas o local onde estávamos era embaixo de uma árvore. Tínhamos colocado também uma lona em cima da nossa barraca e a chuva até ajudou a dormirmos melhor.

 

 

# 6º dia (19/01) – Praia do Aventureiro até a Praia de Parnaioca

Fotos desse dia:

 

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Às 08h30min do dia seguinte (Sábado) acordamos. Naquele dia ainda não tínhamos decidido se iríamos ficar mais um dia ou seguiríamos para Parnaioca.

Ficamos a manhã toda na Praia do Demo e lá decidimos seguir para Parnaioca naquele dia mesmo.

 

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Depois de desmontada a barraca, deixamos o camping por volta das 13:00 hrs e seguimos para a Praia do Leste (ainda cruzamos com 2 garotos com cargueira que provavelmente estavam fazendo a volta da Ilha, no sentido contrário ao nosso).

 

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A travessia do Costão do Demo exige certo cuidado, pois a pedra é um pouco inclinada e em dias de chuva é arriscado passar por aqui.

Chegamos na Praia do Sul às 14:00 hrs e encontramos algumas pessoas na areia da praia e aqui tivemos que ficar descalços, pois a areia é muito fofa e a praia muito extensa.

 

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Chegando ao final dela, existe uma trilha que sai para a esquerda em direção ao manguezal e nesse local a água chega a bater um pouco acima dos joelhos.

 

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Depois de atravessado a região do manguezal, chegamos na Praia do Leste que é um pouco menor, mas no final da praia tivemos uma noticia desagradável: um grupo de 3 garotos estava voltando de Parnaioca e dizia que tinham sido barrados por um fiscal do IF que estava no começo da Praia de Parnaioca e com isso ficamos decidindo o que fazer.

Já que estávamos ali, nem valeria a pena voltar para Aventureiro para pegar um barco em direção a Parnaioca.

Se continuássemos pela trilha e ao chegar na Praia, o que o fiscal poderia fazer com a gente? Fazer a gente voltar? Talvez sim ou talvez não.

 

Paramos para pensar e então decidimos esperar um pouco mais e chegar no final da tarde na praia.

De repente chegam 2 garotos de mochilas cargueiras que tinham vindo de Parnaioca e estavam fazendo a volta da ilha também, mas no sentido inverso ao nosso.

Perguntamos a eles sobre o fiscal e disseram que não tinham encontrado ninguém e pensamos se o fiscal não tinha ido tomar um café, ao banheiro ou tinha ido embora mesmo.

Com essa dúvida saímos da Praia do Leste as 17:00 hrs em direção a Parnaioca; estávamos inseguros, mas não tínhamos opção. Por volta das 18:00 hrs, quando chegamos na praia, não encontramos nenhum fiscal.

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Ao cruzarmos o rio, encontramos 4 rapazes acampados na mata, ao lado do rio em camping selvagem e conversando com eles decidimos ficar por ali também.

Eles disseram que o fiscal do IF tinha ficado na praia até as 15h30min e pediu a eles que não ficassem acampados na areia e que desmontassem as barracas durante o dia. Atualmente nessa praia existem 3 campings estruturados, que são boas opções para quem quiser ficar por alguns dias nessa praia.

 

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Com a barraca montada, ainda fomos dar uma volta pela praia e depois fomos fazer nosso jantar e dormir.

A chuva que chegava sempre no início da noite, nesse dia não veio.

 

 

# 7º dia (20/01) – Praia de Parnaioca

Fotos dessa praia:

 

No dia seguinte (Domingo) acordamos com um Sol muito forte e decidimos lavar algumas roupas e colocá-las para secar.

Depois de desmontar a barraca, colocar na mochila e escondê-la na mata fomos caminhar pela praia, que era muito extensa e só achamos 4 casas próximas da areia e mais 2 um pouco longe da praia.

Na praia sempre estavam chegando alguma escuna com turistas que ficavam por um certo tempo lá.

 

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Encontramos também uma pequena Capela e um Cemitério bem ao lado.

Logo depois seguimos rio acima para conhecer as cachoeiras, mas antes fomos na casa da Marta (ao lado do Camping do Silvio) encomendar 2 pfs para o final da tarde.

 

O rio é cheio de pedras com inúmeros poços para tomar banho, mas as cachoeiras não passam de 1 metro.

Voltamos para montar a barraca e nessa hora começou a chover muito forte e para irmos à casa da Marta precisamos colocar nossas capas de chuva.

Quando estávamos comendo e conversando com a Marta e o seu marido sobre como é a vida naquele lugar chegou o Silvio (o do Camping).

Ele mora ao lado e nos disseram que teve épocas piores do que as de hoje, pois quando existia o Presídio em Dois Rios e ocorriam fugas, os presos se dirigiam para essa praia.

As famílias da época eram muito humildes e só viviam da pesca e hoje com o fechamento do presídio, o turismo trouxe mais visitantes para a praia e os moradores vivem da rendo do turismo.

 

O Silvio (um dos moradores mais antigos da praia) nos deu uma verdadeira aula de história sobre o lugar.

Ficamos conversando sobre os primeiros moradores da ilha e a época dos escravos, quando existiam imensas plantações de café na região.

Saciados da fome voltamos para a barraca e decididos que no dia seguinte seguiríamos em direção à Praia do Caxadaço.

Durante a noite choveu muito e o rio ao lado, onde estávamos, ficou muito cheio.

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Conversando com os outros 4 garotos, eles decidiram voltar para Abraão com a gente e um deles decidiu ficar para tentar uma carona de barco.

 

 

# 8º dia (21/01) – Praia de Parnaioca até a Praia do Caxadaço

Fotos desse dia:

 

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Na manhã do dia seguinte (Segunda-feira) saímos de Parnaioca as 09:00 hrs pensando que a continuação da trilha fosse no final da praia, mas o Silvio nos encontrou e disse que a trilha para Dois Rios saía atrás da casa da Janete.

Refeitos do erro, seguimos pela trilha correta, começando com uma subida de morro até chegar a uma altitude de + - 150 metros e na subida os 3 garotos passaram por nós e seguiram na frente.

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A trilha não tem como errar, pois está bem demarcada e sem bifurcações. Só a vegetação que estava molhada e um pouco de lama na trilha.

Às 11:00 hrs passamos ao lado de uma imensa figueira e um pouco mais a frente ao lado da Toca das Cinzas, que segundo a lenda, era usada como prisão para escravos ladrões que eram deixados para morrer aos poucos (que coisa mais sinistra!).

A trilha de Parnaioca para Dois Rios é a mais longa de toda a ilha e depois de 2h30min de caminhada chegamos na praia as 11h30min.

 

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Nesse lugar existia o Presídio que foi demolido em 1994, mas que ainda restaram os muros e as casas dos funcionários. Entramos na parte interna do presídio, mas saímos de lá cheios de pulgas nas pernas.

 

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Depois disso fomos em um barzinho da Vila (Bar da Tereza) onde almoçamos um PF e um lanche.

No lugar encontramos um grupo com umas 8 pessoas que tinha acampado na Praia do Caxadaço na noite anterior e disseram que passaram por dificuldade, pois tinha chovido muito e com isso o saco de dormir de alguns deles tinham molhado.

A intenção deles era fazer a volta da ilha no sentido contrário ao nosso, mas depois desse problema e sem perspectiva do tempo melhor, desistiram da ideia.

Foi uma pena vê-los com mochilas cargueiras e desistindo da volta por causa desses pequenos problemas - felizmente para a gente tinha dado tudo certo até agora.

 

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As 15:00 hrs resolvemos seguir para a Praia do Caxadaço e quando já estávamos saindo da vila um PM nos abordou querendo saber de onde tínhamos vindo e para onde íamos e se conhecíamos a trilha para o Caxadaço (provavelmente a função dele é anotar o destino de todos que passam por ali.

Por que? eu não sei).

Seguimos pela estrada de terra em direção a Abraão por cerca de 10 minutos e logo encontramos a bifurcação para a Praia do Caxadaço à direita.

A trilha entra na mata fechada e segue na direção leste passando por alguns vestígios de construções e pelo Caminho das Pedras que tinha sido construído pelos escravos na época em que chegavam por essa praia.

 

O final da trilha, próximo da praia, é bastante íngreme e um lugar bom para acampar na trilha é próxima a um bambuzal, cerca de 10 minutos antes de chegar na praia, aonde chegamos as 16:00 hrs.

 

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Próximo a um riacho existe também um descampado onde cabem algumas barracas, mas seguimos em frente.

Já na praia existem poucos lugares para montar barracas e encontramos ela totalmente deserta, possuindo uma faixa de areia de uns 15 metros de largura.

Uma peculiaridade da praia é que ela se localiza em uma enseada que fica escondida de quem passa em alto mar, por isso foi usada para desembarque de escravos na época do tráfico negreiro.

Montamos nossa barraca no descampado de frente para a praia, mas com a desvantagem do local ser um pouco inclinado.

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Até pensamos em ficar no local mais plano, próximo ao rio, mas queríamos acampar ali mesmo, de frente para a praia.

Imaginávamos que iria chover a noite, por isso cavamos em volta da barraca para que a água da chuva escorresse, mas de nada serviu, porque a chuva não veio.

 

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A praia eu achei a melhor de todas (a Márcia preferiu Aventureiro) e do costão se consegue ver as Praias de Santo Antônio e Lopes Mendes.

Depois de banho tomado no rio fomos fazer o jantar e dormir ouvindo as ondas chegarem na praia.

Aqui o camping é proibido, mas naquela noite não tínhamos opção, porque em Dois Rios não existe camping e caminhar para Abraão estava fora dos planos, porque ainda tínhamos outras praias para conhecer.

 

 

# 9º dia (22/01) – Praia do Caxadaço até a Praia de Palmas

Fotos desse dia:

 

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No dia seguinte (Terça-feira) iríamos seguir pela trilha mais difícil de toda a volta da Ilha (em direção à Praia de Santo Antônio).

Levamos algumas anotações do livro do José Bernardo (Caminhos e Trilhas de Ilha Grande) e elas foram a nossa referência, pois a trilha possui várias bifurcações que chegam a confundir e quem não tem experiência em trilha na mata fechada não recomendo fazê-la de maneira nenhuma.

As bifurcações são semelhantes a da trilha principal e por isso usamos as anotações.

Saímos da Praia do Caxadaço as 09:00 hrs e pegamos uma trilha que sai atrás da placa indicativa da Trilha T15 - Caxadaço-Dois Rios (sentido nordeste).

Mais alguns metros e a trilha chega em uma vala a esquerda e daqui para frente segue rente a ela, morro acima.

 

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Uns 10 minutos depois chegamos a uma área de samambaias onde a descida é bastante íngreme e já no final dela começam a aparecer as bifurcações para a direita; a trilha principal segue para a esquerda subindo para mais outro morro e depois segue no plano por um bom tempo passando por outras bifurcações.

Depois de um bom tempo passamos ao lado de uma imensa rocha do lado esquerdo onde escorre um riacho e aqui foi colocada uma pequena corda para ajudar na travessia dessa pedra.

Depois de passar ao lado de um imenso bambuzal e cerca de 1hr30min de caminhada, terminamos a trilha em uma outra bem mais demarcada que leva até a Praia de Santo Antônio e aqui viramos para direita chegando na praia pouco antes das 11:00 hrs.

O lugar possui um rio que deságua no canto da praia, mas a água não é confiável e se quiser água de qualidade e só seguir no costão à direita por uns 5 minutos.

 

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A areia da praia não é fofa e acampar aqui também é proibido.

 

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A praia tem + - 100 metros de largura e do lado esquerdo se consegue visualizar a Praia de Lopes Mendes que está bem próxima.

 

De vez em quando ameaçava cair uma garoa, mas a chuva não veio, então ficamos aqui por cerca de 1 hora.

Em seguida voltamos para a trilha e seguimos para Lopes Mendes onde chegamos + - 30 minutos depois e aqui alguns consideram uma das 10 melhores praias do país, mas não achamos tudo isso.

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Sua extensão é de quase 3 kms de areia fofa e inúmeras amendoeiras que fornecem sombra por toda a praia.

Existe também uma mata com alguns descampados antes de chegar na areia e várias trilhas que conduzem até a praia.

Nem entramos na água porque o tempo não estava ajudando e as 14h15min saímos em direção à Praia de Palmas onde acamparíamos naquele dia.

 

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A trilha é bem nítida, quase uma estrada e ainda passamos pela praia do Pouso (onde os barcos de Abraão para Lopes Mendes atracam) e a Praia de Mangues.

Caminhando mais uns 10 minutos chegamos em Palmas, onde existem uns 3 campings e como já tínhamos lido algumas recomendações ficamos no Camping dos Coqueiros (cujos proprietários Tunico e Carla são pessoas excelentes).

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Ele está + - no meio da praia e não nos arrependemos, pois o lugar é muito bom.

 

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A praia não tem energia elétrica, mas os chuveiros quentes são aquecidos a gás (o gerador para a energia elétrica fica ligado das 18:00 às 00:00 hrs).

O camping estava relativamente vazio e resolvemos comer um PF no bar ao lado, com preço de $9,00.

A chuva no fim da tarde ia a voltava e ficamos planejando o que faríamos no dia seguinte.

O que faltava para a gente era subir o Pico do Papagaio e conhecer as praias próximas de Abraão (Júlia, Crena e Abraãozinho) e na volta para a barraca decidimos fazer as duas coisas. Só torcíamos para que o tempo ajudasse e amanhecesse um dia de muito Sol.

 

 

# 10º dia (23/01) – Praia de Palmas até a Praia de Abraão

Fotos desse dia:

 

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No dia seguinte (Quarta-feira) acordamos com o tempo nublado e com poucas esperanças dele melhorar, mas ainda assim saímos do camping em direção à Abraão para tentar chegar no topo do Pico do Papagaio.

Saindo da praia, iniciamos mais uma subida de morro até chegar a + - 200 metros de altitude e lá no topo já vimos que o tempo não tinha melhorado mesmo, pois estava tudo encoberto.

Iniciamos a descida e chegamos na Vila de Abraão cerca de 1 hora depois e dali seguimos pela estrada de terra em direção à Praia de Dois Rios e não demorou muito começou a chover forte, mas seguimos em frente.

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Chegando na bifurcação do Pico, começamos outra subida forte pela trilha em direção ao topo (como a chuva não parava de cair decidimos voltar depois de uns 20 minutos de trilha).

 

Pensamos que não adiantaria nada chegar no topo se não conseguiríamos ver nada ao redor.

Voltamos para a Vila onde chegamos por volta do 12:00 hrs e de lá seguimos para as Ruínas do Lazareto e para a Praia Preta (praia de areia monazítica que possui propriedades medicinais).

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Depois voltamos para a Vila e fomos conhecer as prainhas do lado direito de Abraão (em Abraãozinho existe um pequeno bar de frente para a areia da praia).

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Às 15:00 hrs voltamos para Abraão para comer e as 17:00 hrs seguimos para Palmas.

Estávamos um pouco tristes, pois esse era nosso último dia em Ilha Grande, mas como o tempo não colaborava e ficar na Ilha com chuva não valia a pena, resolvemos ir embora.

Já no Camping em Palmas arrumamos as mochilas e deixamos tudo pronto para sair cedo no dia seguinte, pois a Barca para Angra dos Reis saía as 10:00 hrs.

 

 

# 11º dia (24/01) – Praia de Palmas e retorno para São Paulo

Fotos desse dia:

 

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Na manhã seguinte, o camping ficou em $10,00/pessoa e depois de pagar para a Carla seguimos para Abraão onde chegamos as 09:00 hrs e as 10:00 hrs em ponto a Barca saiu de Abraão em direção à Angra dos Reis e com ela estávamos levando ótimas recordações.

Pouco antes das 12:00 hrs chegávamos em Angra dos Reis e as 15:00 hrs embarcamos em direção a São Paulo um pouco tristes.

Era hora de voltar para o batente e a correria de Sampa, mas contentes porque em nossas lembranças iriam ficar lindas imagens de lugares como Gruta do Acaiá, Praia do Aventureiro, do Leste, do Caxadaço, Santo Antônio e muitas outras. Muitas ficarão nas nossas lembranças por muito tempo.

 

 

 

 

Ufa.............finalmente. Terminei...............

Depois eu coloco algumas dicas.

 

 

Abcs

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augusto, esse relato tá do kct!

 

assim que é bom, cheio de detalhes, pois serve, além de relato, de guia pra quem quer fazer o mesmo! legal mesmo!!!!!! bem que vc podia escrever par aa finada "aventura já", do sérgio beck!

 

vou mandar pra minha namorada dar uma lida. e já antecipando um monte de perguntas que ela vai fazer (afinal, é namorada de editor de equipo...), faço-as eu (embora eu já sabia a resposta de algumas) que podem ser muito esclarecedoras pra quem ainda não fez uma aventura como essa, até pra poder planejar algo parecido, pra terem uma idéia do planejamento logístico que é necessário fazer...

 

1. equipamentos. eu vi que vcs usaram umas mchilas da T&R. dá pra comentar o desempenho? tanto seu quanto da sua esposa, afinal, mulheres têm necessidades anatômicas muito diferentes das nossas... e que barraca levaram? levaram fogareiro? levaram saco de dormir? levaram isolante? se arrependeram de levar alguma coisa?

 

2. alimentação e água. vi que em alguns locais puderam comprar comida pronta. mas cozinharam muitas vezes? se sim, havia bons locais de reabastecimento na ilha ou levaram tudo de casa? sentiram falta de algo lá, que não imaginaram que tinham que levar?

 

3. roupas. levaram muito, lavaram no meio do caminho, ou simplesmente passaram onze dias com a mesma muda de roupa? heheh

 

4. pelas fotos vi muitos dias nublados, e até capas de chuva nas mochilas. pegaram muita chuva? que equipo de chuva usaram?

 

5. calçado utilizado pra caminhar? o que usaram, e recomendam que os outros façam o mesmo? ou que levem um belo kit anti-bolhas?

 

6. insetos. havia? muitos, poucos, resolveram com repelentes, ou ou deram um jeito de envenenar o sangue pra ver se eles morriam intoxicados? recomendações pra quem vai?

 

7. gastos? quanto saiu essa aventura?

 

acho que essas infos ajudarão muita gente!

 

inté!

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Fala Ogum.

Eu também sou orfão dessa Revista do Beck (Aventura Já). Tenho todos os numeros. Pena que ele parou de editar.

O livro Caminhos da Aventura e a Revista sempre dou uma consultada quando quero viajar.

 

Mas vamos a suas duvidas.

 

1) equipamentos: Eu e minha esposa temos a Crampon 68 da T&R

http://www.trilhaserumos.com.br/produtos/produtos_descricao.asp?codigo_produto=195

A vantagem dela é que a mochila vem com uma pequena mochila de ataque e por dentro existe uma camada de nylon (muito util p/ não molhar), além de outros itens que não existem em outros modelos semelhantes.

Minha mulher adorou esse mochilinha de ataque, já que ela usa como necessaire. Ela não teve problemas qto a anatomia não. A mochila eu recomendo.

Qto ao fogareiro, levamos aquele que cartucho com gas butano 190. Tenho ele a uns 8 anos e nunca deu problema. Só precisei trocar a borrachinha de vedação que ressecou.

Qto ao saco de dormir, levamos aquele micro da Nautika e o outro um pouco maior.

Isolante é obrigatório.

Já a barraca levamos uma de 3 lugares semelhante ao modelo Ilha Bela, mas não é Nautika.

O que levamos demais foi calças compridas. Quase não usamos. Bermuda é bem melhor, porque faz muito calor. E blusa também quase não usamos.

 

2) Alimentação: levamos só sopas, miojos, salame, sardinhas (unico enlatado) e muito suco em pó, além de açucar, claro.

P/ o café da manhã, chocolate, biscoitos, algum tipo de doce. Essas coisas. E alguns salgadinhos.

Só comemos PFs mesmo qdo já estavamos cheio da nossa comida.

Compramos algumas coisas em Angra. Em Abraão é o unico lugar onde vende, mas é muito caro.

Agua nem precisamos levar. Pela trilha sempre tem alguma nascente ou riacho e agua de boa qualidade.

 

3) Roupas: Levamos muita camiseta e algumas bermudas, mas percebemos que dava p/ levar menos roupa ainda. Sempre dava p/ lavar roupas no final do dia.

 

4) Verão é epoca de chuvas e levamos capas (mochila já vem com uma), mas a chuva chegava sempre no final do dia e a noite. Só pegamos chuvas durante o dia no ultimo dia. A capa de chuva é essencial.

 

5) Calçados: A maior parte do tempo usamos botas (já bem usadas p/ não criarem bolhas) e papetes em certos trechos de trilha bem aberta.

E bota sempre de cano alto, pois nunca se sabe se vai encontrar alguma cobra pelo caminho.

 

6) Repelentes: nem precisamos, pois não encontramos tanto pernilongo e borrachudo.

Protetor Solar é OBRIGATÓRIO. Não deixe de passar.

 

7) Gastos: Isso é muito relativo (só gastamos com camping em Abraão, Araçatiba, Aventureiro e Palmas). Compramos boa parte da comida em Angra (gastamos também muita coisa em Abraão - nas outras praias, quase nada), mas muito cuidado, em Ilha Grande NÃO EXISTE Bancos ou Caixas Eletronicos. Acho que uns $200,00/pessoa dá p/ fazer a volta tranquilamente.

 

Bom............acho que é isso.

Qqer coisa......

 

Augusto

 

 

 

augusto, esse relato tá do kct!

 

assim que é bom, cheio de detalhes, pois serve, além de relato, de guia pra quem quer fazer o mesmo! legal mesmo!!!!!! bem que vc podia escrever par aa finada "aventura já", do sérgio beck!

 

vou mandar pra minha namorada dar uma lida. e já antecipando um monte de perguntas que ela vai fazer (afinal, é namorada de editor de equipo...), faço-as eu (embora eu já sabia a resposta de algumas) que podem ser muito esclarecedoras pra quem ainda não fez uma aventura como essa, até pra poder planejar algo parecido, pra terem uma idéia do planejamento logístico que é necessário fazer...

 

1. equipamentos. eu vi que vcs usaram umas mchilas da T&R. dá pra comentar o desempenho? tanto seu quanto da sua esposa, afinal, mulheres têm necessidades anatômicas muito diferentes das nossas... e que barraca levaram? levaram fogareiro? levaram saco de dormir? levaram isolante? se arrependeram de levar alguma coisa?

 

2. alimentação e água. vi que em alguns locais puderam comprar comida pronta. mas cozinharam muitas vezes? se sim, havia bons locais de reabastecimento na ilha ou levaram tudo de casa? sentiram falta de algo lá, que não imaginaram que tinham que levar?

 

3. roupas. levaram muito, lavaram no meio do caminho, ou simplesmente passaram onze dias com a mesma muda de roupa? heheh

 

4. pelas fotos vi muitos dias nublados, e até capas de chuva nas mochilas. pegaram muita chuva? que equipo de chuva usaram?

 

5. calçado utilizado pra caminhar? o que usaram, e recomendam que os outros façam o mesmo? ou que levem um belo kit anti-bolhas?

 

6. insetos. havia? muitos, poucos, resolveram com repelentes, ou ou deram um jeito de envenenar o sangue pra ver se eles morriam intoxicados? recomendações pra quem vai?

 

7. gastos? quanto saiu essa aventura?

 

acho que essas infos ajudarão muita gente!

 

inté!

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perfeito! acho que com esse relato, agora, ninguém sentirá falta de uma reportagem do beck sobre esse passeio! tem tudo! até mapa! hehehehehe! quando crescer quero ser geógrafo tb!

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Fala Ogum, blz?

 

P/ essa caminhada eu tinha levado também uma reportagem do Beck que ele fez p/ aquela antiga Revista Familia e Aventura.

Lá tinha umas dicas bem legais e um planilha com a altimetria da trilha.

 

Não quero fazer propaganda, mas os mapas que eu peguei no site

www.ilhagrande.org

me ajudaram muito, viu.

 

Se alguém for fazer a volta da Ilha só com os mapas que estão no site, não vai ter problema nenhum.

 

 

E alerta Ogum.

Não pense em ficar rico sendo um geografo não, viu. :D:D:D:D:D

 

 

Valeu.

 

 

Augusto

 

 

perfeito! acho que com esse relato, agora, ninguém sentirá falta de uma reportagem do beck sobre esse passeio! tem tudo! até mapa! hehehehehe! quando crescer quero ser geógrafo tb!

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Primeiramente eu gostaria de dizer que eu sou um grande apreciador dos seus relatos e dos relatos do Jorge Soto.

Eu também tive a oportunidade de contornar a ilha, porém o fiz no sentido contrário, eu cheguei na ilha comprei um mapa temático e resolvi ir para palmas. completei a volta em quatro dias (dia1:Abraão-caxadaço; dia2:caxadaço-aventureiro; dia3: aventureiro-sítio forte; dia4: sítio forte- praia das palmas, passando por abraão).

Diferente de você, dei a volta sozinho, quase sem informação e não curti quase nada, não sabia o que me esperava pela frente então racionei muita comida e corri contra o tempo.

Quando eu fui chuveu demais, pancadas pesadíssimas, tinham muitas arvores caídas sobre os fios e sobre a trilha a ilha estava quase toda sem luz e as trilhas em péssimas condições, fiz a trilha uma semana após a polícia ter mandado todos os que estavam acampados em aventureiro de volta para casa e não tinha quase ninguém na ilha, só tive companhia na trilha até caxadaço, que fiz com uma inglesa, gastamos umas quatro horas mesmo com o gps dela, tivemos que que abrir a trilha que estava praticamente fechada.

Eu só tive problema na trilha para caxadaço, no atalho de bananal para o saco do céu que estava abandonado, faltando 1/4 da trilha encontrei os funcionarios roçando a trilha, eles se assustaram ao me ver sair da mata, dali para baixo estava toda cuidada e na travessia do rio que divide a praia sul da praia leste, quando eu cheguei ali, não sabia onde ir e acabei entrando no rio mais fundo onde o chão cheio de bolhas de ar causadas pela decomposição de matéria orgânica cedia a cada pisada e eu afundava, fiquei um pouco desesperado, foi quando eu parei, relaxei e comecei a pensar na posição da próxima praia e no provável caminho que eu deveria tomar, abandonei a mochila e comecei a buscar o caminho quando eu atravessei o rio e pude ver dentro do mangue, notei que as arvores estavam todas cortadas em forma de túnel e pude perceber que era uma passagem, daí foi só voltar, pegar minha mochila e seguir debaixo de muita chuva em direção a pedra do demo.

Eu vi muitos animais como pacas, cotias, jacus, alguma coisa que parecia um cachorro do mato, macaco-prego, bugio, o já citado teiú, os abundantes esquilos, as abundantes cobras, além de muitos passáros, creio que o fato de eu estar sozinho e a chuva que encobre os ruídos causados tenham favorecido a minha aproximação.

Você esqueceu de ir na maior cachoeira da ilha que fica na parnaioca, eu também não fui, o pessoal da parnaioca é muito gente boa, no meio da chuva eu escuto alguém me chamar era um sujeito com meia duzia de bananas para me presentear, mais a frente perto do rio sou novamente chamado, dessa vez para maçãs e para algumas palavras de incentivo.

Caso você precise de companhia em alguma aventura aqui para as bandas do Rio de Janeiro, pode contar comigo.

Algumas fotos de lopes mendes(canto esquerdo)

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Augusto... parabens por mais um belo relato.... e quando eu casar quero arrumar uma esposa igual a sua.. que tope fazer viagens ao estilo mochileiro rs... tenho até pena da minha namorada rs... arrasto ela para uma renca de lugar rs... faz bico... mas no final adora rs.....

 

abração acra.... e vlw por este relato

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Fala Beto.

 

Legal vc conseguir ler todos os relatos do Jorge e os meus. Nossos relatos são bem longos, né? Eu tenho alguns outros que ainda pretendo postar aqui, mas como esse de Ilha Grande tá bem fresquinho fiz algumas alterações p/ colocar aqui.

 

Eu até queria ter ficado mais alguns dias nas praias, principalmente no Caxadaço e em Palmas, mas o tempo nublado e a chuva sempre no final de tarde, fez a gente desisitir da idéia.

Naquele trecho entre Saco do Céu e Araçatiba queriamos ter parado mais tempo em alguma praia também, mas como nunca tinhamos feito a volta da ilha, sabiamos que camping só em Araçatiba, mas pelo que vimos, até dá p/ acampar em locais perto da trilha. Acho que só p/ 1 noite não haveria problemas.

 

O pessoal lá de Aventureiro nos contou sobre esse episodio da expulsão da praia. Pelo que eles disseram parecia coisa de cinema: alguns helicopteros, varias lanchas e "otoridade" de tudo qto é tipo.

Atualmente diminuiu em muito o numero de campistas na praia, mas pelo menos ficou mais seletivo (os donos de campings até acharam bom).

 

O unico problema que tivemos em achar a trilha foi no trecho Caxadaço- Santo Antônio (sem as anotações do livro do José Bernardo, demorariamos muito mais tempo p/ completar). Os outros trechos foram muito faceis (as trilhas estão bem demarcadas). É só encontrar o inicio da trilha e seguir por ela.

Praia do Sul e do Leste encontramos muita gente na areia e a trilha também foi tranquila.

 

Qto aos animais, encontramos muito esquilo, mico leão, teiús, 2 cobras e todo tipo de ave. Eu tinha lido que no trecho Parnaioca-Dois Rios existe uma quantidade muito grande de macaco bugio, mas não ouvimos nenhum (deve ser por causa da chuvas).

 

Em Parnaioca até tentamos subir o rio pela margem p/ ver se encontrariamos algum poçao ou uma cachoeira maior, mas só chegamos no local onde os dois rios se encontram (em outra oportunidade a gente tenta achar essa cachoeira).

 

Já em relaçao as frutas, encontramos muita banana em certos trechos da trilha, no meio do mato mesmo, mas todas verdes. Nossas mochilas já estavam cheias e carregar mais peso não dava.

 

Também já fiz o contorno de Ilhabela e nem tem comparação.

Ilha Grande é muito melhor. É uma praia mais bonita que a outra.

Vcs cariocas são privilegiados.

 

Qqer outra que eu venha fazer aí no RJ, te dou um toque.

Valeu.

 

 

Augusto

 

 

Primeiramente eu gostaria de dizer que eu sou um grande apreciador dos seus relatos e dos relatos do Jorge Soto.

Eu também tive a oportunidade de contornar a ilha, porém o fiz no sentido contrário, eu cheguei na ilha comprei um mapa temático e resolvi ir para palmas. completei a volta em quatro dias (dia1:Abraão-caxadaço; dia2:caxadaço-aventureiro; dia3: aventureiro-sítio forte; dia4: sítio forte- praia das palmas, passando por abraão).

Diferente de você, dei a volta sozinho, quase sem informação e não curti quase nada, não sabia o que me esperava pela frente então racionei muita comida e corri contra o tempo.

Quando eu fui chuveu demais, pancadas pesadíssimas, tinham muitas arvores caídas sobre os fios e sobre a trilha a ilha estava quase toda sem luz e as trilhas em péssimas condições, fiz a trilha uma semana após a polícia ter mandado todos os que estavam acampados em aventureiro de volta para casa e não tinha quase ninguém na ilha, só tive companhia na trilha até caxadaço, que fiz com uma inglesa, gastamos umas quatro horas mesmo com o gps dela, tivemos que que abrir a trilha que estava praticamente fechada.

Eu só tive problema na trilha para caxadaço, no atalho de bananal para o saco do céu que estava abandonado, faltando 1/4 da trilha encontrei os funcionarios roçando a trilha, eles se assustaram ao me ver sair da mata, dali para baixo estava toda cuidada e na travessia do rio que divide a praia sul da praia leste, quando eu cheguei ali, não sabia onde ir e acabei entrando no rio mais fundo onde o chão cheio de bolhas de ar causadas pela decomposição de matéria orgânica cedia a cada pisada e eu afundava, fiquei um pouco desesperado, foi quando eu parei, relaxei e comecei a pensar na posição da próxima praia e no provável caminho que eu deveria tomar, abandonei a mochila e comecei a buscar o caminho quando eu atravessei o rio e pude ver dentro do mangue, notei que as arvores estavam todas cortadas em forma de túnel e pude perceber que era uma passagem, daí foi só voltar, pegar minha mochila e seguir debaixo de muita chuva em direção a pedra do demo.

Eu vi muitos animais como pacas, cotias, jacus, alguma coisa que parecia um cachorro do mato, macaco-prego, bugio, o já citado teiú, os abundantes esquilos, as abundantes cobras, além de muitos passáros, creio que o fato de eu estar sozinho e a chuva que encobre os ruídos causados tenham favorecido a minha aproximação.

Você esqueceu de ir na maior cachoeira da ilha que fica na parnaioca, eu também não fui, o pessoal da parnaioca é muito gente boa, no meio da chuva eu escuto alguém me chamar era um sujeito com meia duzia de bananas para me presentear, mais a frente perto do rio sou novamente chamado, dessa vez para maçãs e para algumas palavras de incentivo.

Caso você precise de companhia em alguma aventura aqui para as bandas do Rio de Janeiro, pode contar comigo.

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Fala Adam, blz?

 

Eu tive o privilégio de encontrar a minha esposa pela primeira vez em um encontro de trekking.

E desde lá, sempre marcavamos trilhas juntos e conforme o andar da carruagem acabamos casando. Foi uma coisa natural.

 

Vc vai ver com o tempo que sua namorada nem vai mais fazer bico (aha...aha...aha...aha....), mas leve ela p/ fazer trilhas relativamente faceis né.

 

Abcs.

 

 

Augusto

 

 

 

Augusto... parabens por mais um belo relato.... e quando eu casar quero arrumar uma esposa igual a sua.. que tope fazer viagens ao estilo mochileiro rs... tenho até pena da minha namorada rs... arrasto ela para uma renca de lugar rs... faz bico... mas no final adora rs.....

 

abração acra.... e vlw por este relato

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hola, necesito ayuda,

soy apasionada por la isla y ya he caminado muchas de las trilhas. Hasta ahora no he encontrado en el mundo ningùn lugar tan màgico como el bosque pròximo a Parnaioca, son 2 horas de silencio. El manglar tambièn es un silencio de otro mundo

En Febrero vuelvo a la isla, esta vez quisiera hacer la trilha a Santo Antonio, pero como vivo en uruguay no puedo conseguir el libro de Bernardo, sèrà que alguien me pueda ayudar con datos de esta trilha?.

La trillha de Caxadaco la hice 2 veces, y la primera vez estaba bastante confusa, la segunda vez fue màs fàcil.

Por lo que veo desde Parnaioca no hay lugar para acampar hasta Palmas? ¿es una caminata larga, no hay posibilidades de algùn alojamiento en dos rìos, para pegar la trilha màs descansada?=

yo vì que desde dos rìos hay barcos a caxadaco,

tienen idea si se puede llegar de barco desde dos rìos hasta santo antonio?

 

Perla

 

PD: la ilha es un lugar màgico, y su gente es una maravilla, Jeanette de Parnaioca es un ser especial y doña Zuleica es caicara de corazòn. En Matariz doña Marìa nos alojò y nos contò las historias del lugar!!!

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P/ adquirir o livro do Bernardo, porque vc não tenta entrar em contato com ele.

O livro é um pouco dificil de encontrar na rede, mas quem sabe o proprio autor pode te enviar um:

http://www.ilhagrande.org/Caminhos-e-Trilhas

 

Essa trilha de Caxadaço a Sto Antonio é confusa mesmo. Varias bifurcações.

E algumas situações de perigo, pois existe um trecho onde a trilha passa por cima de 1 rampa de pedra inclinada.

 

Qto a alugar barco em Dois Rios p/ Sto Antonio, eu já não sei.

Quem talvez pode te responder a sua pergunta é o pessoal do parque:

IEF: Telefone: (24) 3361-5916/5572

 

De Parnaioca até Palmas o unico local que a galera acampa é no Caxadaço.

Existe ua toca no trecho Parnaioca-Dois Rios. Pode ser uma opção.

E já li relatos de pessoas que acamparam no presidio em Dois Rios, às escondidas é claro.

 

 

 

Boa sorte.

 

 

 

 

 

hola, necesito ayuda,

soy apasionada por la isla y ya he caminado muchas de las trilhas. Hasta ahora no he encontrado en el mundo ningùn lugar tan màgico como el bosque pròximo a Parnaioca, son 2 horas de silencio. El manglar tambièn es un silencio de otro mundo

En Febrero vuelvo a la isla, esta vez quisiera hacer la trilha a Santo Antonio, pero como vivo en uruguay no puedo conseguir el libro de Bernardo, sèrà que alguien me pueda ayudar con datos de esta trilha?.

La trillha de Caxadaco la hice 2 veces, y la primera vez estaba bastante confusa, la segunda vez fue màs fàcil.

Por lo que veo desde Parnaioca no hay lugar para acampar hasta Palmas? ¿es una caminata larga, no hay posibilidades de algùn alojamiento en dos rìos, para pegar la trilha màs descansada?=

yo vì que desde dos rìos hay barcos a caxadaco,

tienen idea si se puede llegar de barco desde dos rìos hasta santo antonio?

 

Perla

 

PD: la ilha es un lugar màgico, y su gente es una maravilla, Jeanette de Parnaioca es un ser especial y doña Zuleica es caicara de corazòn. En Matariz doña Marìa nos alojò y nos contò las historias del lugar!!!

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Gracias Augusto,

 

Es que fuera de Abrao la isla es maravillosa, yo ya he estado varias veces en Aventureiro y Parnaioca . Ahora sòlo nos falta de Abrao a Sitio do Forte y de Caxadaco a Santo Antonio.

Tratarè de entrar en contacto con Bernardo, espero que alguien nos ayude, porque no existen detalles de la trilha en la web.

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Augusto

 

Eu fiz essa travessia com meu pai quando eu tinha 7 anos. Meu pai morou na ilha e meu avô trabalhou no presídio. Família Macedo, o pessoal lá conhece.

 

Depois que vi seu relato, muito bom por sinal, vou programar outra volta agora em 2009.

 

Valeu Mesmo. Inspirador !!

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Perla.

Concordo que Ilha Grande é maravilhosa.

É uma praia mais linda que a outra.

10 dias lá foram poucos. Queriamos ter ficado bem mais.

Ficaram muitas outras praias p/ serem conhecidas.

 

Qto a esse trecho do Caxadaço até Santo Antônio, são muitos detalhes na trilha e que chegam a confundir.

Vc até encontra em outros fóruns e blogs (dê uma procurada no google) algumas dicas sobre o trecho, mas que mesmo assim pouca gente prefere se arriscar.

Já li relatos de pessoas que fizeram em mais de 3 horas (nós fizemos em 2 horas) esse trecho.

O tempo todo vc estará caminhando em mata fechada.

Vc não tem referencia nenhuma, a não ser a bussola que é essencial.

Até dá p/ arriscar, mas só p/ quem tem experiencia em trilhas.

 

Boa sorte.

 

 

Abcs

 

 

Gracias Augusto,

 

Es que fuera de Abrao la isla es maravillosa, yo ya he estado varias veces en Aventureiro y Parnaioca . Ahora sòlo nos falta de Abrao a Sitio do Forte y de Caxadaco a Santo Antonio.

Tratarè de entrar en contacto con Bernardo, espero que alguien nos ayude, porque no existen detalles de la trilha en la web.

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Que privilégio hein Léo.

Se eu fosse vc , qqer feriado dando sopa me mandava p/ lá.

 

Ilhabela e Ilha Grande são muito parecidas e já fiz o contorno das duas na caminhada e de longe Ilha Grande é a melhor.

Tanto pela quantidade de praias, qto pela beleza.

 

Em algumas praias de Ilhabela vc nem pode pisar na areia da praia. Virou praia particular.

Fora que os borrachudos tomaram conta da ilha.

Em Ilha Grande não vi nada disso

 

Pena que é longe p/ c. de Sampa. :cry::cry::cry::cry::cry:

Ainda volto lá outras vezes p/ conhecer melhor outras praias.

 

 

Abcs

 

 

 

Augusto

 

Eu fiz essa travessia com meu pai quando eu tinha 7 anos. Meu pai morou na ilha e meu avô trabalhou no presídio. Família Macedo, o pessoal lá conhece.

 

Depois que vi seu relato, muito bom por sinal, vou programar outra volta agora em 2009.

 

Valeu Mesmo. Inspirador !!

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LeoRJ ...

 

Pela terceira vez deverei voltar a Ilha Grande. Dessa vez para fazer a volta completa. Meu plano é para maio iniciando a trilha dia 8 até 22 para aproveitar a lua cheia.

Moro em Natal/RN. Até agora daqui temos eu e Isis, uma amiga aventureira q esteve comigo na Chapada. Deverei ter a companhia de alguns amigos aí do Rio que fazem parte dos Camelos de Mochila.

Enfim, se tiver a fim de se juntar a nós ...

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Oi Clebson.

 

Cartuchos de gás não levamos muito não. 1 só foi o necessario.

Se vc acampar em praias, onde existe camping estruturado vc sempre encontra PFs, por até $10,00.

 

Nós só fizemos uso do fogareiro 4x (até dava p/ usar menos, mas como não queriamos trazer comida de volta).

As outras sempre foram comendo PFs.

 

Um cartucho dá tranquilamente.

 

No final até sobrou um pouco de comida.

 

P/ vc que irá fazer em + de 10 dias a caminhada, vale a pena comer PFs. Procure não levar muita comida p/ não pesar muito na mochila.

 

É a minha sugestão.

 

 

Abcs

 

 

 

Augusto ...

quantos cartuchos de gás vcs utilizaram? O que vcs levaram foi suficiente ou sobrou / faltou?

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Oi pessoal.

 

Só ficou faltando colocar algumas dicas e informações interessantes.

 

 

# Só existe um horário de Barca tanto de Angra como de Abraão.

Angra-Abraão – dias de semana: 15:30 hrs ($6,00), fins de semana: 13:30 hrs ($12,00).

Abraão-Angra – qualquer dia: 10:00 hrs. Existe a opção de pegar a Barca em Mangaratiba saindo as 08:00 hrs em direção a Abraão.

 

# Ilha Grande possui 16 trilhas sinalizadas – T1 a T16 que muitas vezes liga uma praia a outra.

 

# Camping na Vila de Abraão tem em grande quantidade (se não for em reveillon e carnaval se encontra vagas facilmente).

 

# Para acampar na Praia do Aventureiro pegue autorização na TurisAngra em Angra dos Reis, pois existe um limite de pessoas/dia.

 

# Saco do Céu não existe camping, o que permitem é acampar nos quintais de alguns moradores.

 

# Praia Grande de Araçatiba só encontramos um camping (Bem Natural); pelo que vimos existe opção de acampar em quintais de alguns moradores que moram em frente da praia (é caso para se informar).

 

# Praia Vermelha possui um camping ainda sem muita estrutura.

 

# Praia de Provetá possui um camping (D. Cleuza) estruturado localizado próximo a bica de água e de frente para a praia.

 

# Praia de Parnaioca existem 2 moradores que permitem acampar no quintal da casa (Silvio e Janeth).

 

# Uma outra praia, além de Abraão com inúmeras pousadas é Bananal e Grande de Araçatiba.

 

# Os PFs em Palmas e Abraão estavam com preços semelhantes (+ - $10,00). Já o camping em Abraão está $15,00 e Palmas $10,00.

 

# Praias do Sul e do Leste não é permitida a passagem e em feriados prolongados e alguns finais de semana, os fiscais do IF ficam por lá não permitindo que se passe. A opção é contratar algum barco.

 

# Um dos melhores sites onde pegamos os mapas e algumas informações sobre as trilhas:

http://www.ilhagrande.org

 

# De Caxadaço até Santo Antônio a trilha não está tão demarcada e existem bifurcações que levam para o costão, o que torna a trilha difícil (só faça esse trecho se vc tiver experiência de trilha).

 

# Da Vila da Abraão até Provetá existem postes com cabos de energia que seguem pela trilha e se tiver alguma dúvida nas bifurcações é só seguir os cabos, eles são a referência até Provetá.

 

# Água não é problema para quem estiver fazendo a volta da ilha; o ideal é sempre levar um cantil.

 

# Somando o percurso das trilhas por onde passamos, chegamos a um total de +- 70 kms.

 

 

Acho que é isso.

 

 

Abcs

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Mais uma vez obrigado pelas dicas Augusto.

Já estive na Ilha duas vezes. Da primeira fiz somente Abraão - Dois Rios. Da segunda já de posse do livro do Bernardo, um verdadeiro mapa de palavras, fiz Abraão - Parnaioca - Praia do Leste - Caxadaço e Pico do Papagaio. Exceto o Pico todo o resto fiz sozinho seguindo as trilhas e as orientações do livro do Bernardo.

Estou relendo para fazer a travessia completa em maio. Provavelmente irei com amigos mas me sinto muito a vontade para fazer sozinho novamente.

Ler os relatos (esse seu então) nos dão uma visão global da ilha e o que esperar.

Espero poder complementar suas informações na volta para auxiliar os futuros desbravadores.

Grande abraço

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    • Por Micheli Cruz

      Para quem gosta de curtir um final de semana, férias, feriadão super tranquilo com a família em uma ilha paradisíaca localizada no baixo sul da Bahia irá se surpreender com os encantos naturais em que essa ilha nos proporciona.
      A idéia dessa viagem surgiu através do meu pai que é nativo e sempre convidou a família pra passar as férias e enfim concordei também a partir de 2008 em conhecer os encantos da ilha.
      A ilha de Boipeba é inserida no Arquipélago de Tinharé e é cercada de um lado pelo oceano e de outro pelo estuário do Rio do Inferno.
      Contemplada por uma floresta densa da Mata Atlântica, restinga, dunas, extensos manguezais e praias paradisíacas com coqueirais e recifes de grande valor ecológico e paisagístico.

      Quem for de Salvador enfrenta uns 300 km, a viagem é demorada. Sempre quando eu viajo vou pelo Ferryboat. Você pega uma estrada pela BA001 até a cidade de valença baixo sul da Bahia. E por Valença tem mais um trecho pela frente. A caminho você vai encontrar placas indicando Morro de São Paulo, Boipeba. Você segue o caminho onde tem escrito Boipeba, ainda vai passar por uma estrada de Barro até Torrinhas, onde você vai pegar um barco ou lancha se preferir.
      O bom de viajar pelo rio é ir descobrindo aqueles lugares que estão fora dos roteiros oficiais de turismo. Por exemplo, bares, restaurantes, flutuando no rio, frequentados pelos nativos. A dica aqui é comer ostra crua, cultivada aqui mesmo no rio.
      A maior atração de Boipeba está mesmo no mar. As piscinas naturais são de um azul tão forte e limpo que você tem a sensação de estar mergulhando num aquário. As piscinas ficam a mais de um quilômetro da praia.


    • Por leticiaMR
      Olá Pessoal,
      tudo bem?
       
      Fui para a Ilha de Boipeba, agora no reveillon.
      Eu e meu namorado começamos a nossa jornada no aeroporto de guarulhos no dia 29/12.
       
      CHEGANDO EM SALVADOR - COMO CHEGAR A ILHA
      Chegamos em Salvador ainda no dia 29/12 as 06h da manhã, de lá pegamos um Uber até o Terminal Marítimo de São Joaquim (R$40,00) ** lá o uber não esta regularizado, então vale a pena ficar de olha se tem algum CET ou PM)**
      Chegando no terminal e de se assustar, é lotado e o povo vai te atropelando, então relaxa e não deixa a muvuca te irritar. O Ferry sai lotado e demora mais de 1 hora de viagem ( até todo mundo entrar e etc e sai por R$4,80 de seg a sex) sábado e feriados R$7,50.
       
      O Ferry faz a travessia ate a cidade de Bom Despacho, de lá você toma um ônibus até a cidade de Valença. O horário dos ônibus é sincronizado com o Ferry, então na hora que você desembarcar do Ferry, não enrola muito e compra a passagem (R$23,00/pessoa) Tem uns caras que fecham o carro até Valença também, que sai um pouco mais caro que o ônibus, porém mais rápido (já que não faz parada). Sai em media uns R$30,00 por cabeça, fechando em 4 pessoas o carro.
       
      Chegando em Valença, existem 2 possibilidades
      1º Ir até o porto e pegar uma lancha direto para Boipeba (R$60,00/70,00) pessoa
      2º Pegar um ônibus até a cidade de Graciosa (R$3,50) e de graciosa pegar uma lancha de R$25,00/pessoa até Boipeba.
       
      Nos pegamos o ônibus e fomos até graciosa, pois a nossa grana era curta e vou te falar, compensa bastante. O ônibus é mega rápido e não demora nem 15 minutos pra chegar no porto de graciosa, lá já ter uma galera pra te levar.
       
      CHEGANDO EM BOIPEBA
       
      Depois da maratona de quase 5/6 horas de viagem, nos chegamos a Ilha de Boipeba
      No centrinho, onde o barco te deixa, você tem opções de mercadinhos, lanchonetes e etc, HAAAAAAA bom avisar, em Boipeba não existe caixa eletrônico e quase todos os comércios não aceitam cartão, então LEVEM DINHEIRO. Alguns estabelecimentos, até fazem um rolo ( você passa 200 no cartão e ele de dá 150). Mas nossa caminhada não terminada ali, já que o nosso camping era na Praia de Moreré (linda, maravilhosa, de tirar o folego). Ali no porto, tem uns meninos que oferecem carregar a sua bagagem nos carrinhos de rolimã por uns R$10 conto. Nos como somos roots, fomos andando.
       
      PARA CHEGAR EM MORERÉ
       
      Bom para chegar a praia, você precisa pegar um Trator, caminhamos até o ponto do trator (20 minutinhos) e de lá partimos R$10,00/pessoa. O Trator só sai com o minimo de 10 pessoas, então nos tivemos que esperar um tempo. Chegando em moreré, as opções ficam cada vez menores, existem apenas 2 mercadinhos ( que por milagre aceitavam cartão, mas os únicos lugares da praia inteira que aceitavam) Os preços são mais caros que no centrinho de Boipeba, então aconselhamos levar o máximo de coisas de casa ou comprar em Salvador e levar.
       
      CAMPING DO CEPACOL
       
      Nos ficamos no camping do cepacol, que fica na ponta esquerda da praia bem de frente pro mar.
      O camping é muito grande os dois campi ng do lado eram da mesma família. O Dono do camping é gente finíssima, assim como todo o pessoal que trabalha lá. Banheiro limpinho, lugar pra colocar a barraca com grana, uma cozinha com fogão a lenha e com alguns utensílios para cozinhas ( uma boa fazer uns rangos no camping, por que comer fora é caro, os pratos saem quase R$40/pessoa) No camping existem uns opções de café da manha MARAVILHOSAS, um pão de hambúrguer com um ovo (R$4,00) sucão daora de acerola (melhor da ilha) 4 dolatas tbm. Nenhuma opção de comida sai mais de R$10 reais. Além do mais, o camping é o mais movimentado ( se você quer uma boa bagunça. o cepacol é o lugar) Forro todos os dias, sambinha raiz. uma delicia mesmo. O valor do camping é R$20 reais a diária e se for casal ele faz por R$35 a diária.
       
      O QUE FAZER?
       
      Em geral todas as praias são muito lindas, dá pra ir andando até o centro de Boipeba e vendo as praias uma nice, a maioria tem poucos quiosques, então levem um lanchinho. Você pode pagar uma lancha e conhecer o Morro de São Paulo, saindo de moreré (R$100/pessoa) ou ir ate Castelhanos R$60,00 pessoa. Vocês tem que comer o bolinho de apim de lagosta do camping verde (em moreré), ELE É SENSASIONAL. Serio cara, parece um enroladinho de salsicha bem barrudo, e cheio de lagosta, sai 6 mangos e com uma cervejinha fica sensa.
       
      No centrinho de morerê, tem a barraca do Seu Cristóvão, que faz uma caipirinha otina R$10,00
      Mas o que vale é procurar por um PAULINHO, sai pergutando que alguém te fala onde encontrar o dito. O Paulinho pesca uma lagosta por R$40/kilo pra você meu chapa. Mas você precisa encomendar 1 dia antes. De resto o lugar é magico e qualquer coisa feita lá, vai ser incrível.







    • Por nnaomi
      Período: 01 a 09/12/2013
      Cidades: Cairú - Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo (MSP)
       
      A Costa do Dendê tem natureza privilegiada com praias, baías, costões rochosos, rios, estuários, nascentes, lagoas e cachoeiras emolduradas por vegetação como manguezais, restingas e coqueirais. São 115 km de litoral. Inclui outros municípios, mas nessa viagem foi contemplado apenas Cairu, cujos locais mais famosos são Morro de São Paulo e Boipeba. Cairu deriva do tupi-guarani Aracajuru que significa Casa do Sol. Trata-se do arquipélago fluvial do Rio Una, cujas principais ilhas são Cairu, Tinharé e Boipeba. A sede da cidade de Cairu está localizada na ilha homônima e Morro de São Paulo na Ilha de Tinharé.
       
      MSP e Boipeba são duas ilhas vizinhas, tão próximas e tão distintas. É comum ficar hospedado em uma delas e conhecer a outra em um passeio bate e volta. Recomendam não dividir a estadia entre as duas ilhas, pois como são muito diferentes, ao gostar de uma, a probabilidade de antipatizar com a outra é alta. Entretanto, fiquei nas duas ilhas e gostei de ambas, cada qual com suas belezas e características peculiares. MSP tem mais infraestrutura, noites animadas, e recebe fluxo maior de turistas, já Boipeba lembra mais uma pacata vila de pescadores com praias mais tranquilas, ainda que a infraestrutura e o fluxo de turistas estejam crescendo. O que ambas têm em comum, são as belas praias e paisagens.
       
      Confira abaixo as dicas e o relato de viagem. Ficamos hospedados na Vila de Velha Boipeba na Ilha de Boipeba e na Vila em MSP.
       
      Obs.: Além da seção "Dicas" antes do relato, há outras dicas específicas espalhadas pela página. ATENÇÃO: Não possuo nenhum vínculo com pousada, hotel, restaurante, agência, loja e qualquer outro tipo de estabelecimento divulgado nos meus relatos de viagem. "Outras opções" referem-se às indicações que recebi de guias ou funcionários de CITs ou são provenientes de pesquisa. Dessa forma, alguns estabelecimentos, bem como alguns dos pontos turísticos, não foram visitados por mim e, portanto, recomendo que antes de utilizar qualquer serviço, verifique com a secretaria de turismo da cidade se os dados são atualizados e/ou verossímeis.
       
      Índice
       
      A cidade
       
      Como chegar
       
      Quando ir
       
      Onde ir em Boipeba
       
      Onde ir em Morro de SP
       
      Onde ir em Cairu
       
      Onde ir em Valença
       
      Onde ficar em Boipeba
       
      Onde ficar em Morro de SP
       
      Onde comer
       
      Dicas (Contatos úteis, Postos de Informações Turísticas, Links úteis, Receptivos Turísticos e Dicas)
       
      Mapas
       
      Sugestão de roteiros
       
      Relato de viagem
       
      Relatos 2013:
      21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi
    • Por vfmarques
      Em setembro de 2017 eu fui com meus pais para California, passei 2 semana por la. Segue abaixo o roteiro e relato da nossa viagem com algumas fotos:
      Aug 31 -> Toronto to San Francisco
      Sep 1 -> San Francisco
      Sep 2 -> San Franciso
      Sep 3 -> San Fransciso to Napa
      Sep 4 -> Napa to Lake Tahoe
      Sep 5 -> Lake Tahoe
      Sep 6-> Lake Tahoe to Yosemite
      Sep 7 -> Yosemite
      Sep 8 -> Yosemite to Monterey
      Sep 9 -> Big Sur
      Sep 10 -> Solvang & Santa Barbara
      Sep 11 -> compras no outlet
      Sep 12 -> Los Angeles area
      Sep 13 -> San Diego
      Sep 14 -> San Diego
      Sep 15 -> San Diego
      Sep 16 -> voo de volta para Toronto
      Sep 1: San Franciso
      Eu ja estive em San Francisco antes, voltei de novo para passear com meus pais ja que eles nao conheciam. De manha fomos passear no cable car, fomos ate Lombart Street. De la andamos ate  Firshman's Wharf and Pier 39. Estava super quente, a temperature estava batendo records de calor.  A tarde fomos andando devagar ate o bairro italiano - North beach e depois passeamos na Chinatown.
      Em San Francisco ficamos no hotel MayFlower, muito bom. Boa localizacao, bom cafe da manha, eu recomendo.


      Sep 2: San Franciso
      Hoje de manha nos comecamos com o city hall, fiquei super decepcionada com tanta gente dormindo na rua, especialmente jovens. Em volta do city hall, so tinha mendigos. De la fomos andando ate Alamo square. Depois andamos ate o Golden Gate park e dai para Union Square. 


      Sep 3: San Fransciso to Napa
      Pegamos o carro que tinh alugado logo de manha e nossa primeira parada foi Palace of Fine arts e depois Golden Gate bridge. Infelizmente era bem cedo e estava nebilna. Fomos ate Salsalito e andamos um pouco pela cidadezinha. De la fomos fomos ate Muir Woods, o estacionamento estava lotado, tinha gente parando quase 30 minutes da entrada do parque, ja estavamos desistindo quando o estacionamento do lado do parque abriu para 2 vagas :o) depois de passear pelo parque fomos em direcao ao Napa Valley onde iamos passar a noite. A estrada eh linda, parace um mar de plantacoes de uva. Paramos em alguns vinhedos no camigo... 




      Sep 4: Napa to Lake Tahoe
      Hoje de manha nos passeamos na area do Napa Valley, fomos ate Calestoga atraves da HWY 29, cheio de vinehos gigantes e dai voltamos pela estrada Silverado Road Trail, cheio de vinhedos tambem. A tarde pegamos a estrada em direcao ao Lake Tahoe.


       

      Sep 5:  Lake Tahoe
      De manha fomos em direcao a Esmerald Bay, com varias paradas para ver a vistas. De volta a cidade, eu queria ir na gondola, mas infezmente estava fechada, como era fora de temporada so abre em fim de semanas. Sorte que estava fechada, pois o tempo mudou rapido e comecou a chover forte. No fim da tarde parou e fomos andar pela regiao, adorei esse lugar. 


      Sep 6: Lake Tahoe to Yosemite
      Saimos cedo, pois tinhamos uma viagem longa ate Yosemite. Passamos pelo Lake Mono e dai entramos na HWY 120, conhecido como Tioga Pass que so abre durante o verao, nossa que estrada linda. Ja dentro do Yosemite park, tinhamos que ir ate o outro lado para ir em direcao ao nosso hotel. Passamos for varios lugares lindos: FairView Dome, Tenaya Lake, Olmsted Point, bridalveil fall,  Yosemite village e Lower Fall. O unico problema era a fumaca e cheiro de queimado, um pecado.
       



      Sep 7: Yosemite
      Dia para explorar parte do parque. Decidimos fazer a trilha para o Lake Mirror, ate chegar na trilha paramos varias vezes para foto. Depois da trilha fomos no Majestic Yosemite Hotel e dai fomos em direcao ao Glacier Point com varias paradas, Valley View, Tunnel View, Washburn Point. A vista do Glacier Point eh demais!! Uma pena que nao ia ficar mais no parque, um lugar que concerteza quero voltar para explorar mais.




      Sep 8: Yosemite to Monterey
      Pegamos a estrada cedo em direcao a costa. Chegando em Monterey, andamos pelo Fishrman's Wharf onde almocamos. A tarde passeamos um pouco em volta do aquario, mas nao entramos la. Depois fomos em direcao a Carmel, atraves da 17-mile drive. Passamos por Carmel River state beach ate chegar em Carmel-by-the-sea


      Sep 9: Big Sur
      Infelizmente a HWY 1 estava parciamente fechada por causa de um deslizamento de terra que aconteceu em Maio. Fomos ate Pfeiffer Park onde a estrada acabava, tivemos que voltar para Monterey e pegar HWY 101, dai fizemos un detour para descer denovo na HWY 1 para dirigir entre McWay Fall and Sand Dollar Beach e voltar para Hwy 101. Nossa utima parada do dia foi San Luis Obispo onde passamos a noite.



      Sep 10:  Solvang & Santa Barbara
      De manha passamos por Pismo beach e fomos em direcao a Solvang, bem dinamarquesa. Super legal a cidade, passamos horas andando por la. Dai fomos para Santa Barbara, outra cidade super gostosa.


      Sep 11:  compras no outlet
      Hoje nos passamos o dia no Camarillo outlet e depois fomos para LA.
      Sep 12:  Los Angeles area
      Hoje andamos em volta da area de Los Angeles, acabamos nao indo na cidade. Comecamos com Beverly Hill, parando na famosa Rodeo Drive e dai passeando de carro pelas mansoes. Depois fomos para Malibu. Depois fomos para Santa Monica, andamos na promenade e no famoso pier. Nossa ultima parada do dia foi Venice beach, onde andamos na boarwalk e visitamos os canais.




      Sep 13: San Diego
      Hoje dirigimos em direcao a San Diego, parando em varias cidades no caminho. Minha parada foi Long beach, depois veio Huntington beach, cidade cheia de surfistas. Passaos por Newport, com suas marinas e Dana Point, ate chegar em La Jolla. 



      Sep 14: San Diego
      Hoje comecamos o dia visitando Mission beach,. Deois fomos para o Balboa Park. A tarde nos fomos para Old Town, Ocean beach e Cabrillo National Monument.



      Sep 15: San Diego
      Ultimo dia em San Diego, comecamos com Coronado Island. Depois fomos no Gaslamp Quarter, passando pelo Pecto park. A tarde fomos no Sea Part village, andamos pelo Embarcadero ate o USS Midway Museum. Nossa ultima parada foi little italy antes de voltar para o hotel.


       
       
       
       
    • Por ederfortunato
      Em dezembro de 2017, passei 3 dias no Zimbábue e 15 dias na África do Sul, e devo agradecer a galera daqui do fórum que me ajudou muito através dos relatos,
      por isso, resolvi fazer um também!
       
      Eu vou focar nas dicas de passeios e trajetos para chegar nos lugares, e menos nos detalhes do que eu fiz no dia-a-dia(até porque tenho péssima memória).
       
      Pra quem gostou das fotos, eu posto muito mais no meu instagran, segue lá: http://instagram.com/ederfortunato/
       
      África do sul

      Roteiro: Foram 8 dias na Cidade do cabo, 2 dias em Joanesburgo e 4 dias no Kruger.
      Ficou boa essa quantidade de dias para cada lugar, não mudaria, mas caso dispusesse de mais tempo, ficaria uns 14 dias na Cidade do Cabo(queria morar lá pra falar a verdade rs).
      Uma coisa que compensou fazer, foi passar 4 dias no bairro de WaterFront e 4 dias na Long Street, fiz isso pra conhecer bem cada canto da Cidade do Cabo.
      E porque não conseguia me decidir onde ficar rs.
      Depois passei 2 dias em Joanesburgo, e acredito que foram suficientes(me lembrou muito São Paulo, e como sou daqui, não curtir rs).
      Finalmente, fui para o kruger, de van, caso você também vá via terrestre, reserve 3 dias no mínimo, pois de Joanesburgo pra lá, são umas 6 horas na estrada,
      por isso os dias de ida/volta acabam sendo quase perdidos. Tem um aeroporto mais próximo do parque, o Nelspruit, mas a passagem estava cara.
      Tirei a Garden Route do roteiro, pelo que vi precisa no mínimo uns 5 dias pra aproveitar bem.
       
      Passagens: Voei com a South African Airways, que é muito boa. Já que a ideia era conhecer mais um lugar além da África do Sul, escolhi ir para o Zimbábue.
      Pesquisando, percebi que se comprasse 3 trechos de uma fez, 1º São Paulo > Victoria Fall, 2º Victoria Fall > Cape Town e 3º Joanesburgo > São Paulo,
      acabou ficando mais barato do que se comprasse a ida/volta da África do Sul para o Zimbábue, recomendo usar a ferramenta do google para fazer essas
      pesquisa de preço por várias cidades.
      O trecho Cape Town > Joanesburgo, comprei pela FlySafair, só $250 Reais a passagem, tem muitas outras companhias de low-cost por lá, valeu a pena.
       
      Gastos: Com hospedagem, passeios, comida e transporte gastei $1.600 dólares pelos 15 dias(fora a passagem ida/volta do Brasil).
      Vou separar por cidade, assim ajuda a ter uma ideia melhor:
      8 dias na Cidade do Cabo: $850 dólares.
      2 dias em Joanesburgo: $100 dólares.
      4 dias no Kruger: $620 dólares.
      O lugar onde gastei mais do que deveria, foi o safári no Kruger, como eu estava sozinho, acabei tendo que apelar para uma agência,
      que cobrou $600 dólares o pacote de 4 dias, o valor compensou, pois estava tudo incluso, mas tenho certeza que se fizesse por conta,
      ou se estivesse com mais pessoas, gastaria bem menos.    
      No geral, o custo lá não é alto, é possível encontrar hospedagem a menos de R$50 Reais(em hostel) e refeições de R$15 a R$50 Reais,
      mas os passeios acabam sendo bem caros. Fiz vários day-tour que custavam em média R$200 Reais. Um dica que posso dar é fazer os
      passeios por conta própria, alugando carro e tentar ir em mais pessoas.
       
      Dinheiro: A moeda usada na África do sul, é o Rand, ele vale mais ou menos ¼ de 1 real, então 4 Rand = 1 Real, fiz esse calculo na hora de fazer as contas.
       
      Dólar/Rand/Real, o que levar? O melhor é comprar dólar aqui e trocar lá por Rand, talvez você tenha lido que não vale a pena, pois vai fazer
      o cambio duas vezes, e perde nas duas, bem... a verdade é que depende. Depende o quanto você perde, é possível perder mais fazendo apenas um câmbio,
      o que determina isso é se a moeda trocada é forte ou fraca.
      Nesse caso, você vai perder bem mais trocando diretamente Reais por Rand, do que se fizer Real > Dólar > Rand. Isso porque o Real é considerado
      uma moeda fraca por lá, quer dizer que ninguém, na áfrica, quer comprar Reais, isso faz com que o cambio dele seja baixo, diferente do dólar,
      que é uma moeda forte, e faz com que as casas de câmbio queiram comprá-la(mais do que real).
      Além disso, tenha em mente que levando dólares, você consegue um cambio melhor, mas tem o inconveniente de ter que andar com muito dinheiro,
      então leve uma doleira pra carregar a grana embaixo da roupa, e não ande com tudo, deixe uma quantia no cofre do hostel/hotel.
       
      Câmbio: Use sites como Melhor Câmbio para achar a melhor cotação, um outro que recomendo pra quem é de SP, é o Câmbio Store(é onde geralmente compro).
      Chegando na África do Sul, troque uma pequena quantia no aeroporto, que normalmente têm taxas ruins, e deixe pra trocar o resto do dinheiro num lugar que faça
      "câmbio alternativo"(casas de câmbio clandestinas, onde pagam melhor e não cobram taxas), tem um que achei por indicação, que fica na 39 Strand Street,
      o lugar parece meio "suspeito", tem portões com grade, o pessoal parece mafioso, mas vai sossegado que é de boas lá rs.
       
      Cartão de crédito: Você pode optar por usar apenas cartão, é aceito na maioria dos lugares em Cape Town e Johannesburg, de várias bandeiras,
      seja cartão de credito ou debito, inclusive você pode sacar Rand no caixa automático, e é bem fácil achar um caixa 24.
      Além desse ser o modo mais seguro, já que não precisará andar com muito dinheiro, mas é o pior pelas taxas do banco, como IOF por transação,
      além da cotação de dólar que o banco usa ser bem desfavorável.
       
      Idioma: A África do Sul tem 11 línguas oficiais. Quase todo mundo fala inglês, alguns com um sotaque que eu achei bem difícil no começo(sério,
      no primeiro dia eu fiquei perdidão, não entendia nada).
       
      Insetos: Era uma preocupação minha antes de viajar, acho que de muita gente também, até pesquisei um repelente bem forte, mas quando cheguei lá, não usei.
      Durante o safári, que foi o lugar onde mais estive em áreas selvagens, dormi num chalé que tinha aquelas mosquiteira na cama, então não foi problema,
      e durante as saídas, fiquei o tempo todo dentro do carro, e em momento algum vi mosquitos nele.
      Sobre o medo de malária, o perigo existem em algumas regiões do país, mas nenhuma das que eu passei, então não me preocupei em correr atrás de vacina,
      mas o que pesquisei é que é bem cara é não tão eficaz.
       
      Segurança: Na Cidade do Cabo, era bem tranquilo andar durante o dia, mas a noite a recomendação era de sempre pegar táxi e não caminhar,
      embora eu tenha achado que não parecia tão perigoso(e olha que eu sou de São Paulo).
      Já em Joanesburgo, até de dia é complicado andar por lá, e era recomendado nunca andar sozinho.
       
      Transporte: Vale muito a pena alugar um carro, pelo que pesquisei é bem barato. Porém não tão barato que compensasse pra mim que estava sozinho,
      o que fez a viagem ficar um pouco mais cara, já que para chegar em muitos lugares, tive que recorrer às agências turísticas.
      Outra coisa a se levar em conta, é que muitos lugares, como Cape Point, são bem melhor aproveitados de carro próprio do que passeios de agências.
       
      Uber: boa alternativa caso não alugue um carro, em alguns casos, deve compensar bem mais. O custo é realmente muito baixo(pude perceber
      que a maioria dos motoristas de Uber, são de outros países vizinhos, mais pobres que a África do Sul, e que foram pra lá conseguir um trabalho melhor).
      Recomendo que compre um CHIP de celular quando chegar, para poder chamá-los de qualquer lugar, eu não comprei pois sempre conseguia Wi-FI free,
      mas nem sempre era garantido, e as vezes tive que apelar para o táxi.
       
      Cidade do cabo
      Do aeroporto para o centro da cidade, teve ter uns 25 km de distância, eu usei o My City Bus, é o sistema de transporte público da cidade,
      funciona como o bilhete único aqui de SP, você precisa comprar um cartão e colocar credito nele, os ônibus são ótimos.
      No aeroporto me deram um mapa com todos os pontos de parada, por isso foi fácil chegar ao meu destino, o ônibus foi direto até
      um terminal no centro da cidade, e de lá eu peguei outro para o meu hostel, custou $100 Rand. Caso fosse de Uber ficaria uns $300 Rand,
      então preferi ir de ônibus, pra já ir sentindo a vibe da cidade.
       
      Hospedagem
      Fiquei em 2 hostel nessa cidade, no Atlantic Point Backpackers, ele é muito topzera, tem ótima estrutura, quarto espaçoso(coisa rara em hostel),
      um banheiro por quarto, ar-condicionado, locker grande no quarto, o café da manhã é bem completo, e eles organizam muitas atividades entre os hospedes,
      todo dia havia algo pra fazer, além de estar bem localizado, uns 10 minutos á pé do WaterFront, preço um pouco acima da média, mas vale totalmente.
      O outro hostel foi o Cape Town Backpackers(cuidado pra não confundir com outro bem próximo chamado The Backpackers), a equipe é bem solícita e
      me ajudaram muito. O hostel é OK, tem um estrutura bem mais simples, como um banheiro para vários quartos, apesar de ser mais barato que o outro,
      acabou ficando caro, por ele não oferece café da manhã. A localização, até que é boa, mas fica distante demais da Long Street,  tipo uns 15 minutos
      de caminhada. Os quartos não eram limpos todos os dias. O ponto positivo era o bar dentro dele, bom lugar pra socializar, mas acho que não voltaria lá,
      tem outras opções melhores
       
      O ônibus vermelho
      Você vai vê-los em todos lugar em Cape Town, são os ônibus turísticos de dois andares, que tem a parte de cima aberta, o site oficial é o City Sightseeing.
      Vale a pena dar uma olhada no site, seja para planejar e comprar o ingresso, ou para ver os pontos turísticos mais famosos e ir para lá por conta própria.
      Eu usei esse ônibus por uns 4 dias seguidos, e me quebrou muito o galho, pra ir de um canto para o outro da cidade, recomendo bastante.
      Um bom roteiro de um dia, nesse ônibus, é pegar o ingresso de $400 Rand, que inclui a entrada pra Montanha da Mesa. Então passar pela Long Street,
      depois a Montanha da Mesa, almoçar na Camps Bay e final do dia no WaterFront.
      Outra dica, eu fui comprar o ingresso no ponto 5, que fica na Long Street, um vendedor de lá me fez uma promoção muito boa, eu paguei $1120 Rand,
      pelo day-tour em Cape Point + o pacote Deluxe(3 dias pra andar no ônibus) + O Attractions City Pass(que dá uma entrada gratuita na maioria
      das atrações de Cape Town, veja aqui no site o preço de cada uma delas, e calcule se vale a pena pra você comprar).
      No final, compensou bastante, se eu somar as entradas das atrações que fui, davam bem mais do que paguei, mas só por causa do pacote
      que o vendedor me fez, então vá lá, e se não tiver cara de pobre sem grana igual eu, tente dar uma chorada no preço rs.
       
      Lions Head
      O melhor horário para ir é no final do dia, para ver o pôr-do-sol lá de cima, pois é muito bonito. Para chegar, chamei um Uber, que me deixou no portão,
      não precisa pagar nada para entrar.
      A subida leva apenas 1 hora, não chega a ser difícil, apenas algumas partes mais complicadas, onde existem umas escadas e correntes pra te ajudar a subir,
      tirando isso é bem tranquilo. Se for mesmo no final da tarde, lembre-se de descer logo, ou pelo menos tenha uma lanterna(do celular mesmo),
      o caminho fica bem escuro na volta. Também vale a pena procurar pela Wally's Cave, é um caminho alternativo e um pouco mais difícil,
      onde se tem uma vista pra Montanha da Mesa, recomendo buscar algum vídeo no YouTube mostrando como chegar lá, não vou explicar aqui porque
      fica complicado(e também porque eu não lembro rs).

      Montanha da Mesa
      Uma dica importante sobre lá: É possível vê-la de várias partes da cidade, e se você perceber que o tempo está aberto, suba!
      O clima lá é muito imprevisível e muda muito rápido, tem este site que você pode ver a condição do tempo, e se o teleférico está aberto ou
      fechado por causa do vento(me fudi 2 vezes indo lá a toa até descobri o site).
       
      Signal Hill
      Passeio padrão e muito bom, o ideal é ir para ver o pôr-do-sol, vale muito a pena, tem a opção de ir com ônibus vermelho, táxi, ou Uber.
      E não esqueça uma blusa pois faz bastante frio lá em cima, e leve vinho e um pouco de comida para um piquenique(ou muita pra uma farofada mesmo,
      ninguém vai te julgar por isso rs)
       
       
      Cape Point
      Ou Península do Cabo, passeio quase que obrigatório, fica a 70km da Cidade do Cabo, recomendo ir de carro para poder parar onde quiser,
      principalmente se fizer a rota pela costa oeste, tem muitos pontos cuja paisagem é muito bonita. Caso esteja sem carro, a maioria das agências/hostel/hotel
      e até o ônibus vermelho vendem esse passeio, a média de preço é a mesma, $800 Rand, incluindo uma parada em Boulders Beach,
      onde você pode conhecer a praia de pinguins(eu não esperava ver pinguins! na África, foi surreal), por $80 Rand a entrada. Já em Cape Point,
      é possível subir/descer pelo bondinho($50 Rand), ou a pé, só 20 minutos no máximo. A vista lá de cima é bem legal, além de ter uma trilha que
      circula por baixo pra chegar mais perto do final da rocha.
      Depois disso, é possível ir andando até o Cape of Good Hope(Cabo da Boa Esperança), deve levar uns 40 minutos numa trilha bem tranquila
      (caso esteja de carro, talvez seja melhor ir até lá pela estrada), para chegar lá, vá andando até uma praia que você com certeza viu lá de cima,
      que está à esquerda, ela se chama Dias Beach, e não é própria para banho, pois as ondas ali são bem fortes, mas dá pra andar pelo rochedo por cima dela.
      O final da trilha, no Cabo da Boa Esperança, é outro lugar obrigatório para visitar.
       
      Vinícolas
      Outro tour bem famoso, é o da rota de vinhos, é possível conseguir em qualquer agência/hostel e também no ônibus vermelho, não sei se todas fazem as
      paradas nas mesmas vinícolas, mas não deve ser muito diferente. O passeio é um bate e volta no mesmo dia, passando por várias vinícolas, e fazendo
      degustação de vinho em todas, além disso, a paisagem é muito bonita. Também é possível fazer por conta própria, indo diretamente nas cidades.
      A melhor e mais conhecida é Stellenbosch.
       
      Free walking tour
      Eu fiz o free walking tour deste site, eu gosto de fazer esses passeios, sempre que visito uma cidade nova, já procuro se tem algum,
      é a melhor forma pra conhecer a história da cidade e ainda ter algumas dicas de lugares pra visitar. Nesse em específico, as caminhas eram mais curtas,
      umas 2 horas, e havia 3 diferentes para escolher. Fiz o do centro histórico, e um outro chamado Apartheid to Freedom, valeu muito a pena esse segundo,
      é uma aula de história, mostrando sobre como era a vida das pessoas em Cape Town no período do Apartheid, e ver alguns objetos daquela época que
      ainda estão na cidade, mantidos como registro histórico(como um banco de praça escrito "apenas para brancos", é impactante).
      Não fiz o tour para o Bo-Kaap, que é o antigo bairro apenas para muçulmanos, onde as casas são coloridas, eu apenas dei uma passada por lá num outro dia,
      mas acredito que vale a pena conhecer mais detalhes históricos dali.
       
       
      Outros passeios e lugares que gostei:
       
      Two Oceans Aquarium: Fica do WaterFront, o melhor é ir às 14h00, que é quando eles alimentam os peixes, e tem um pequena palestra.
      Às 14h30 vá para parte de cima, para ver a alimentação dos pinguins.

      Museo do Rugby(The Springbok Experience Rugby Museum): Fica no WaterFront, ali dá pra ter uma ideia do porque o rugby é tão importante
      para os sul africanos, e como ele foi usado para unir a nação, fiquei com vontade de ir num jogo, mas não achei nenhum que iria acontecer enquanto estivesse lá.

      Mama Africa: Restaurante muito bom, voltado para turistas, fica na 178 Long Street, tem banda ao vivo, que toca músicas típicas.
      Se você quiser experimentar carnes exóticas, tem um prato chamado Wild Game, nele vem carne de Kudu(a melhor que comi), avestruz, javali,
      crocodilo e outros, custa $320 Rand, um pouco caro mas valeu muito a pena.

      Galbi Restaurant: Fica numa galeria na 210 Long Street, outro lugar com carnes exóticas, só que mais barato, o legal aqui é que você pode escolher
      a carne e cozinhar você mesmo! tem uma grelha em cada mesa, achei bem legal esse esquema.

      African Tradin Port: Fica no WaterFront, é uma loja gigante, uns 3 andares, vale a visita só pra ver os itens a venda, o preço é um pouco salgado,
      se gostar de algo, procure o mesmo item em outra lojinha, como as várias da Long Street, onde você pode negociar o preço.
       
       
       
       





       

       





      Hout bay

      Uma cidade costeira, próxima de Cape Town, com vários passeios interessantes,  é tranquilo ir de carro ou ir com o ônibus vermelho(a rota Mini Peninsula):

      Parque Kirstenbosch Botanical Garden, é um parque bem grande e bonito, caso você tenha vários dias disponíveis,
      vale fazer a visita e ficar um pouco por ali, talvez fazer um piquenique, pois é bem tranquilo e seguro pelo que percebi, no mais, é só um parque.
       
      World of Birds/Monkey Park, é um zoológico, que possui muitas aves, muitas mesmo! é quase um labirinto, e você vai passando de uma jaula pra outra,
      podendo chegar bem perto deles, é um ótimo lugar pra fotografar por causa disso. O único ponto ruim, é que dá uma certa dó de vê-los presos,
      eu li que as aves ali são resgatadas, e não poderiam ser re-inseridas na natureza, porque não sobreviveriam, mas ainda assim, dá uma dó deles.
      Existe também uma parte dedicada aos macaquinho, e é bem legal pois é possível chegar perto deles.
       
      Imizamo Yethu, é um tipo de povoado, bem pobre, e oferece visitas guiadas para conhecer aquela comunidade, a história dela,
      e ajudar com as instituições de caridade dali.
       
      Mariner's Wharf, é um cais, ótimo lugar para almoçar, muitos pratos de frutos do mar, e depois dá pra fazer o passeio de barco para a Seal Island,
      uma ilha cheia de lobos marinhos.







      Joanesburgo e Soweto

      Fiz o tour do Soweto, com uma agência chamada MoAfrika, mas acho que não foi tão bom, pelo que ouvi de outras pessoas, que fizeram outros tours,
      eles visitaram algumas instituições/ONG de ajuda aos moradores da região, no tour que eu fiz, não passamos por uma, e eu gostaria muito de ter conhecido.
      O passeio foi por algumas vielas de uma parte do Soweto, e entramos em uma das casas, no final teve uma apresentação de uma dança típica local,
      com alguns jovens, muito legal. Fizemos outras paradas, uma no museu do Hector Pieterson, que conta a história de uma revolta da população
      contra o governo, e da importância dos movimentos que nasceram do Soweto na luta contra o Apartheid, e a última parada foi no museu do Apartheid/museu
      do Nelson Mandela, os dois ficam juntos, e vale muito a visita, o tanto de informação que tem ali, é impossível ver apenas em uma dia, a maioria do
      material são vídeos, jornais e fotos da época, algumas partes são bem impactantes, mas sem duvida vale a visita.
       
      Minha opinião sobre esses tours do Soweto.(sinta-se livre pra pular essa parte se quiser rs). Sobre o tour em si, acho que ele é mais impactante pra
      quem mora em países desenvolvidos(europeus, americanos), pra quem mora aqui na América Latina, e mesmo em grandes cidades do Brasil,
      é possível achar pessoas em situações bem parecidas(ok, provavelmente não tão precárias como lá, devo dizer), não que deixe de ser uma boa experiência,
      conheço muitas pessoas que precisam de um "choque de realidade" daqueles, principalmente para lembrar que aquela é a realidade de boa parte do mundo,
      incluindo talvez o bairro onde elas moram. Ao mesmo tempo, me incomodou um pouco fazer esse tipo de "tour de miséria", perguntei para o guia,
      que era morador dali, o que os outros moradores achavam de ver vários turistas visitando o lugar, e tirando fotos deles.
      Ele explicou que, desde que as coisas por ali melhorarem, os moradores não se importariam, desde que aquela movimentação de turistas,
      também trouxesse uma melhora na vida deles, mesmo que pequena, eles aceitariam. Por isso, achei que faltou a visita em alguma instituição beneficente,
      no tour que fiz. E caso você vá visitar o lugar, não deixe de ajudar, da forma que conseguir, você vai sair levando algo dali, seja uma alegria pelas crianças
      que correm e pulam pra te abraçar, seja uma inquietação pela situação que aquelas pessoas vivem. E por levar essa lembrança,
      nada mais justo que deixar alguma ajuda em troca para eles.

       




      Safári
      Essa parte me deixou bem confuso antes da viagem, vários nomes e termos, vários parques, onde ir, como ir.
      Vou colocar aqui o que eu aprendi pra te ajudar a decidir.
      Existem muitas opções de safári para fazer em vários lugares da África do Sul, a maioria dos parques você pode chegar por conta, e dirigir por eles,
      ou contratando agência para te levar.
      Se você estiver em Cape Town, tem poucas opções, o mais perto o é Aquila Private Game Reserve, que mais parece um zoológico aberto.
      Entre os parques que merecem destaque, pelo tamanho e quantidade de animais, estão o Addo Elephant National Park,
      bem próximo de Port Elizabeth. O outro, e pode-se dizer o maior e melhor, é o Kruger National Park, fica a 6 horas de carro de Joanesburgo,
      ou pegando um voo para a cidade Nelspruit.
       
      Game drive: Você deve ter lido isso se já pesquisou, esse é o nome que as agências dão aos passeios de carro 4X4 para ver os animais
      dentro do parque. Esses game drive duram umas 4 horas, e são feitas ou bem no inicio ou no final do dia, num carro alto e aberto, para que os
      passageiros possam ver os animais e fotografar.
       
      Walk game: é uma caminhada dentro da área selvagem, juntos com dois guias armados para te acompanhar, um deles vai mostrando o lugar,
      ensinando sobre algumas plantas, animais que passagem por ali, muitas pegadas ou cocôs(no que eu fiz aprendi muito sobre isso rs).
      É possível ver alguns bichos, mas sempre mantendo distância, gostei mais desse passeio do que o de carro, isso porque eu gosto de andar na natureza,
      é mais empolgante do que andar de carro.
       
      Hospedagem: Existem várias opções, camping, tendas grandes, chalés e até casas.
      Caso você resolva ficar numa Private Reserve, algumas delas tem acomodações bem luxuosa-topzera(como a  Sabi Sand Game Reserve
      que eu queria ter ido, mas não deu por motivos de:$$$) e outras mais humildes que oferecem tendas em áreas mais afastadas,
      com banheiro compartilhado, uma espécie de camping, para quem quer uma experiência mais root's.
       
      Private Reserve ou Game Reserve: Em volta do Kruger, existem algumas áreas que são privadas, porém não possuem cercas de separação,
      então os animais acabam transitando para lá, e é possível ver nelas, a maioria dos animais que estão no Kruger. A vantagem aqui, é que os carros
      podem entrar em áreas mais difíceis, além de ter menos veículos circulando.
      Dentro dessas reservas, existem os Lodge, que são os lugares que oferecem pacotes com hospedagem/game drive/refeições.
      Da mesma forma que o Kruger, existem pra todos os bolsos.
       
      Dica de fotografia: Esqueça Go-Pro ou similares, com celular até que dá pra tirar dos animais que estejam mais próximos.
      O ideal é ter uma câmera com um bom zoom, prefira uma lente Teleobjetivas com no mínimo 200mm, pois muitos animais ficam distantes da estradas.








      Safári no Kruger
      Se o objetivo é economizar, o melhor é alugar um carro e ir por conta, reservando sua hospedagem pela internet(esse é o site oficial para escolher).
      A outra opção é fechar com uma agência, que vende pacotes all-inclusive, podendo escolher o tipo de acomodação(chalé, tenda, cabana),
      e o preço varia pra cada tipo.
      Eu escolhi a Viva Safaris, na ocasião ficou em $600 dólares o pacote de 4 dias, o que inclui: Transporte ida/volta de Johannesburgo para o Kruger;
      uma parada para os cânions Blyde River na volta; 3 noites num tipo de chalé bem confortável(eu escolhi tenda, mas deu "overbooking"
      e acabei ficando em chalé!); 3 jantares, 3 cafés da manhã; e um almoço(os outros almoços foram na estrada ou dentro do Kruger,
      mas que não ficaram caros); além dos passeios: e 1 Walk Game, 3 Game Drive de 4 horas na reserva privada, e mais 1 de dia inteiro dentro do Kruger.
      Até que compensou pois foi tudo organizados por eles, recomendo pra quem não quiser pesquisar muito pra fechar cada coisa em separado,
      dentre as agências que pesquisei, acho que foi a de melhor custo/benefício.

      Hospedagem: Quando reservar acomodação no Kruger, jogue no google o lugar, e veja no mapa, pois algumas dizer ser dentro do Kruger,
      mas não são. Não que isso seja ruim, muitas dessas reservas são ótimas, eu fiquei numa delas, mas só pra você ter certeza do que tá comprando.

      Game drive: Um conselho importante: tenha paciência quando fizer os safáris! pois é possível que você fique até uma hora inteira sem ver
      muitos animais, o parque é muito grande mesmo. Caso você esteja dirigindo por si, se vir muitos carros parados,
      chegue perto pois teve ter algum animal interessante alia

      Rota: Caso resolva dirigir por conta própria, no caminho para lá, faça uma parada no cânions Blyde River, tem uma vista belíssima.










       
       
       
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