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Olá viajante!

Bora viajar?

IMENSIDÃO AMAZÔNICA! 15 dias incríveis na Região Norte (Manaus, selva, Alter do Chão e Belém) - JAN/2026

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Saudações viajantes!

Acabo de retornar de uma viagem incrível ao Norte do Brasil, sendo minha primeira vez na região. Foram 15 dias intensos em contato com a Floresta Amazônica, enorme biodiversidade, cultura e povo nortista, com paisagens surpreendentes e muitas amizades criadas ao longo do trajeto. Explorar a Região Norte e conhecer a Amazônia era um sonho antigo e aproveitei as férias de janeiro para coloca-lo em prática. Meu maior objetivo dessa viagem era ficar em uma pousada de selva para conhecer e viver a floresta na sua essência, mas aproveitei para incluir outros destinos que já estavam no meu radar (como Alter do Chão), e foi um acerto.

Janeiro é considerado é um mês de baixa temporada na Amazônia devido ao clima, já que eles estão no "inverno amazônico" e é o início da temporada de chuvas. Muitos colegas me alertaram sobre o risco de ir nesta época e as chuvas atrapalharem a viagem, mas já adianto que não tive qualquer problema em relação à isso. As chuvas não foram obstáculo em nenhum passeio e acredito que elas façam parte da experiência amazônica, afinal, estamos na maior floresta tropical do mundo, né?

ROTEIRO

Montei um roteiro prévio antes da viagem e acabei seguindo a maior parte dele, com poucas alterações ao longo da trip. Assim, o roteiro final ficou desta forma:

05/01/2026 - SP X MANAUS

06/01/2026 - MANAUS (Teatro Amazonas, Largo de São Sebastião, Mercado Municipal, Orla do Rio Negro, Mirante Lucia Almeida)

07/01/2026 - SELVA 

08/01/2026 - SELVA

09/01/2026 - SELVA

10/01/2026 - MANAUS (Palácio Rio Negro, Ponta Negra, Mercado Municipal, descanso de leve)

11/01/2026 - MANAUS X ALTER DO CHÃO (Praia do Cajueiro, conhecer Alter do Chão)

12/01/2026 - ALTER DO CHÃO (Ilha do Amor)

13/01/2026 - ALTER DO CHÃO (Turismo de cura)

14/01/2026 - ALTER DO CHÃO (Canal do Jari)

15/01/2026 - ALTER DO CHÃO (Rio Arapiuns)

16/01/2026 - ALTER DO CHÃO X BELÉM (Estação das Docas)

17/01/2026 - BELÉM (Theatro da Paz, Museu das Amazonas, Ver-o-Peso, Centro Histórico, Parque Zoobotânico Emilio Goeldi, Mercado São Brás)

18/01/2026 - BELÉM (Mangal das Garças, Basílica de Nazaré, Ver-o-Peso de novo)

19/01/2026 - BELÉM X SP

HOSPEDAGENS

Tanto em Manaus quanto em Belém fiquei no Ibis. É aquela coisa né? Padrão ibis, não tem muito o que falar kkkkkk bom custo-benefício, café da manhã bem servido e boa localização, no centro de ambas as cidades.

Em Alter do Chão, fiquei em quarto coletivo no Hostel Pousada do Tapajós (muito bem recomendado aqui no fórum) e indico fortemente. Pousada bem localizada, próximo ao C.A.T, Praia do Cajueiro e a 10 minutos andando da praça principal. Os funcionários são atenciosos e o café da manhã é bem honesto, com pães, bolos, geleias, frutas, ovo e tapioca, além de café e sucos de frutas regionais. A diária no quarto coletivo é de R$ 95,00.

Para a selva, fiquei na Pousada Juma Lake, também muito recomendada aqui no Mochileiros, e gostei demais. Paguei R$ 1.200,00 no pacote de 3 dias, com tudo incluso (refeições e passeios). Ao longo do relato vou dar mais detalhes sobre a escolha da pousada de selva.

PASSAGENS

Infelizmente, as passagens para o Norte sempre são um pouco mais caras. Mas, considerando ser mês de janeiro, até que paguei um preço bom. Comprei as passagens em duas partes:

1º - SP X MANAUS e BELÉM X SP: R$ 1.460,00 (Latam)

2º MANAUS X SANTARÉM e SANTARÉM X BELÉM: R$ 678,00 (Gol)

ITENS INDISPENSÁVEIS NA AMAZÔNIA

Não vou especificar as roupas que levei como sempre faço, mas sim detalhar o que é indispensável em uma viagem à Amazônia.

  • Protetor solar (comum e facial) - PRIMORDIAL! O sol judia muito, até mesmo no inverno amazônico rs
  • Repelente  - De preferência o Exposis. Nas cidades não vi tanta necessidade, mas para a selva é essencial.
  • Camiseta UV de manga longa - É bom, principalmente se você já estiver muito queimado rs
  • Camisetas Dry Fit - Secam rápido, então se pegar chuva ou se molhar muito em algum passeio (navegar pelo Rio Tapajós é praticamente uma montanha russa) é mais do que válido.
  • Calça de tactel fina - para as trilhas na selva.
  • Remédios para enfermidades diversas (loratamed para alergia à picada e floratil recomendo demais)

Bora para o relato!

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Editado por luizh91

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4º DIA - 08/01/2026 - SELVA

Mais um dia de selva! No dia anterior, William nos avisou que saíriamos bem cedo para ver o nascer do sol na floresta. Assim, acordei às 5 da manhã e saímos da pousada às 05:30, quando ainda estava escuro. Além do nascer do sol, também aproveitamos para ver a dinâmica dos animais durante o amanhecer, pois é uma excelente hora para visualizar, principalmente, as aves! 

Navegamos ao longo do Rio Juma por cerca de 25 minutos e, a essa altura, já começava a clarear. E daí começou o show. Várias revoadas de aves ao nosso redor, principalmente garças e biguás. o William desligou o barco e ficamos contemplando aquele espetáculo, eram centenas de aves! Muitas mesmo! E a todo momento apareciam mais e mais. Era uma diversidade de cantos que se misturavam naquela imensidão. Incrível! Ao mesmo tempo que ficamos observando os animais, o sol começou a aparecer e, mesmo tímido, nos presenteou com um belo nascer. O dia estava apenas começando. Destaque também para os botos, que apareceram aos montes para brincarem entre si durante o amanhecer.

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Saindo da pousada

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Nascer do sol!

Apenas uma das inúmeras revoadas que vimos. Incrível!

Como janeiro é o começo da época de chuvas na Amazônia, é comum o tempo mudar várias vezes ao dia. Às vezes amanhecia nublado, depois abria, daí a tarde caia um chuvisco e depois abria de novo. Às vezes amanhecia com sol e depois ficava nublado. Enfim, não é a época com tempo mais firme (por isso falei que é baixa temporada - a alta é de junho até novembro), mas perfeitamente aproveitável.

Após o nascer do sol e o show das aves e botos, retornamos à pousada para tomar café da manhã, que se iniciava às 7hrs. Os horários das refeições na pousada são padrão e sempre os mesmos: café da manhã às 7, almoço ao meio-dia e jantar às 19hrs. Por isso, é bom levar alguns petiscos para caso sinta fome neste intervalo (e em último caso há o barzinho por lá para comprar algo). O café da manhã era bem gostoso, com frutas, pães, bolos, geleias, ovos e sucos da região, além do cafezinho que não pode faltar. Tinha chá também. Totalmente caseiro, mas muito gostoso. Quase sempre no café tem a presença de dois papagaios que aparecem para visitar toda manhã. Um deles tem até nome: Jubileu! Adoram sementes de melancia rs

Após o café, subi para o quarto para me arrumar, pois o próximo passeio sairia às 08:30 e precisava ser feito de calçado fechado e calça, já que seria a trilha na floresta! Eu levei aquelas calças de tactel finas e me atendeu bem, pois não esquentaram e serviu bem para andar pela mata. O calçado fui de tênis mesmo. Até pensei em levar minha bota de trekking para a viagem, mas ia pesar muito na bagagem e seria usada em poucas ocasiões (ainda bem que não levei). Da-lhe protetor e repelente, e bora para a trilha na floresta.

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Jubileu!

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Meu café da manhã

Uma adendo sobre os mosquitos: Li vários relatos sobre a presença dos mosquitos na Amazônia e fiquei um pouco preocupado quanto a isso, pois sou daqueles que quando leva picada, fica todo empolado kkkkkk mas este foi um tópico que me surpreendeu positivamente. Quase não fui atacado pelos mosquitos! Claro que usei bastante repelente, mas notei menos mosquitos do que eu esperava e até perguntei para o guia quanto a isso. Ele disse que o "inverno amazônico" é, de fato, uma época com menos mosquitos e que eles tendem a atacar mais no verão. Então tá bom!

Às 8:30 o grupo se reuniu no deck da pousada e partimos rumo à trilha na floresta. O barco navegou por cerca de meia hora e parou na margem de um dos afluentes do Rio Juma, em área de mata de terra firme (que nunca alaga). Ali descemos do barco e iniciamos nossa caminhada pela mata. Esse passeio é mais destinado à explorar a flora da Amazônia, explicações sobre os frutos da região e as propriedades medicinais das plantas, além de alguns comentários sobre a importância econômica de algumas espécies. 

Naquela região da floresta existem muitas castanheiras e os frutos delas aparecem espalhadas aos montes pelo chão. William nos mostrou qual é o procedimento de coleta das castanhas, em que o "fruto" principal é quebrado e as castanhas ficam na parte de dentro. Geralmente, nas cidades, as castanhas são vendidas em torra. Por ali, eles fazem a coleta e vendem in natura, o que sai bem mais barato (e a castanha também é mais saborosa). William também falou sobre as "sapupemas" das árvores amazônicas, que são as raízes das grandes arvores que, quando golpeadas, emitem sons graves que são ouvidos à longa distância. Segundo o guia, as sapupemas das árvores eram e ainda são usadas pelos povos tradicionais (tanto indígenas quanto ribeirinhos) para se comunicar em meio à floresta. 

Passamos também por alguns árvores de onde são extraídas o breu branco, muito utilizado para fabricação de óleos e incensos. Nesta região da Amazônia também são muito comuns as palmeiras de babaçu, que são utilizadas para inúmeras finalidades. De acordo com o guia, a principal finalidade dela para quem reside na selva/povos ribeirinhos são suas folhas para a construção de telhados. Os telhados de palha são feitos da folha de babaçu, que tem boa durabilidade e é bem resistente à força das chuvas, sendo necessário fazer a troca de 5 em 5 anos. Além disso, a folha do babaçu é muito utilizado para artesanatos, que são uma fonte de renda importante para os povos ribeirinhos.

Ao longo da trilha também passamos por muitos formigueiros, com destaque para as formigas tapiba, que eram utilizadas como repelente natural. Ao colocar a mão no formigueiro e deixar as formigas subirem no braço, elas exalam um cheiro que repele os mosquitos. Muitissimo interessante!

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Processo de extração da castanha

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Castanha in natura!

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A folha do babaçu

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Formigas tapiba, repelente natural!

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Amazônia!

Por volta das 11 horas, retornamos para a pousada para almoçar. William disse que às 15 horas nos encontraríamos para nos dirigirmos ao local de acampamento na floresta. Também deu algumas instruções sobre quais roupas levar e como seria a dinâmica de acampamento. Almoçamos e, depois do almoço, ainda havia um tempinho até dar o horário de ir ao acampamento. Então, bora mergulhar! Um dos momentos que eu mais gostei durante a passagem pela selva foram os banhos de rio. Revigorantes demais! Melhora o astral de qualquer um.

Pontualmente às 15 horas, o grupo se juntou para partir ao acampamento na floresta! O local em questão ficava a cerca de 1 hora da pousada e William levou no barco alguns suprimentos necessários para a noite da selva: água, comida para fazer o jantar e as redes com mosqueteiros para passarmos a noite. As lanternas era por conta de cada um, ou seja, leve a sua. Eu comprei uma na shopee de cabeça e me atendeu bem, até achei a luz bem forte em alguns momentos. Chegando no local, descarregamos os suprimentos do barco e andamos cerca de 5 minutos até chegar no local de acampamento. Ali, existe apenas uma estrutura de madeira com cobertura de palha para montar as redes e uma outra com a brasa para fazer a comida. E é só isso kkkkkkkk

Acomodamos nossas mochilas no chão e o William nos mostrou a forma com que deveriamos fazer a montagem das redes com os mosqueteiros. O esquema aqui é: cada um monta a sua. Confesso que não foi fácil, pois existe toda uma lógica para prender a rede e o mosqueteiro de forma que não tenha brecha para os mosquitos entrarem, e ao mesmo tempo que a rede não fique tão baixa. Precisa estar bem instalada para que, ao menos, haja uma noite razoável de sono (spoiler: não houve). Com a ajuda das meninas do grupo, consegui montar minha rede.

Redes instaladas, agora é hora de preparar o jantar! Montamos uma toalha de mesa improvisada com as folhas de babaçu (consegui aprender o trançado) e começamos a fazer a janta na brasa que havia por ali. O cardápio era pirarucu assado com arroz, farofa, batatas, cenouras e uma linguiça calabresa de aperitivo, além de cebolas para acompanhar! Um prato bem simples, mas muito gostoso (até repeti, pois não queria ficar com fome no meio da selva kkkkkk). A bebida aqui é a água mesmo, esquece os luxos de refri ou cerveja 😅

Após o jantar, recolhemos as sobras e lixo para levar de volta à pousada quando retornassemos e fomos para o barco, rumo a observação do céu! Nem preciso falar que fiquei novamente apreensivo pela navegação noturna, né? Sem dúvidas, foi meu maior medo nesta viagem (e olha que me considero aventureiro). O guia se afastou do acampamento, desligou o barco e a lanterna e pediu que todos deitassem para fazer a observação de estrelas (e o meu medo que o barco virasse naquele meio de rio?). Mas deitei e a experiência não poderia ter sido mais completa! Como não há interferência de iluminação urbana ou algo do tipo, a visualização do céu ali é perfeita! Muitas estrelas, a lua estava no quarto minguante, o que não atrapalhou a visualização, os sons dos animais da floresta se misturando com aquele cenário. Incrível demais. Diria que essa experiência de observação do céu só perde para a que tive no Atacama (que aí é díficil competir mesmo). 

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Chegando no acampamento

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Redes montadas!

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Nossa elegante toalha de mesa

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Jantar de luxo!

Voltamos por volta das 21:30 para o acampamento e, após um breve papo descontraído do grupo, deitamos nas redes para tentar dormir. A questão é justamente dormir, né? Não há silêncio. Existem sons de diversos tipos para todo lado, e nem sempre é possível identificar o que é ou de qual animal vem. Soma-se a isso o vento que bate nas árvores e faz aquele som característico. É uma experiência sensorial que eu recomendo para se ter pelo menos uma vez na vida. Fechei os olhos e tentei pegar no sono, mas nunca consegui dormir de forma profunda. A madrugada inteira dei "pescadas" e qualquer barulhinho me acordava. A sensação aqui é que ficamos alerta o tempo todo, afinal, é o desconhecido, né?

Outra questão importante aqui é: ir ao banheiro para fazer xixi. Eu evitei beber muito liquido a noite justamente para não me dar vontade de fazer xixi de madrugada, mas parece que quando estamos tensos, é aí que a vontade vem. Olhei no relógio e por volta da 1 da manhã eu não conseguia mais segurar e tive que levantar para fazer xixi. Daí é pegar a lanterna, colocar o tênis e ir um pouco afastado das redes para urinar. A lanterna sempre apontada para o chão, para ver onde pisa kkkkkkkkk um caos! Mas deu certo, e de madrugada ainda me deu vontade de ir mais uma vez (que ódioooooooooo). No fim, deu tudo certo! Entre pescadas e sono leve, rolou a primeira experiência em acampamento em meio à Amazônia!

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12 horas atrás, D FABIANO disse:

@luizh91 Quando eu estive lá no IberoStar,uma tarde era para conhecer Novo Airao e os botos.Lá,eles eram acostumados com as pessoas e chegavam perto, além de deixarem ser acariciados.Eu não fui,porque não sei nadar,mas todos que estavam ali,inclusive os guias,entraram no rio,pois Novo Airao era muito pequeno e não tinha nada para fazer,ao menos,nas imediações em que o navio parou. A pergunta é:Novo Airao tem o que se fazer?

Fabiano, normalmente o passeio de Novo Airão é feito combinado com Anavilhanas, que é uma área de Parque Nacional em que existem muitas praias de rio. Então, geralmente o pessoal vai fazer Novo Airão para ver os botos e visitar comunidades ribeirinhas, e depois se dirigem para as praias de Anavilhanas.

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O Ibero Star faz diferente, pois é ir a selva e voltar ao navio. Por isso, não fiz esse acampamento(coisa que sempre odiei)e só desci a Novo Airao e voltei ao navio, mas foi o que queria, pois não gosto de ficar mal acomodado.Agora mesmo, vou em outro navio do mesmo tipo,mas lá no rio Yangtse. Depois faço o relato aqui. 

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5º DIA - 09/01/2026 - SELVA

Amanhecer no acampamento! Na noite anterior, antes de dormir, William disse que acordaríamos às 5 da manhã para ver o nascer do sol, caso não estivesse chovendo. E adivinhem só? Começou a chover por volta das 4 da manhã 😅 Então, "dormimos" mais um pouco e levantamos às 05:30 para desmontar o acampamento e preparar o retorno à pousada. A essa hora, a chuva já havia parado e os macacos bugios junto com o canto das aves nos avisavam que era hora de levantar.

Sobre dormir na selva: Achei tranquilo. O único porém foi ir ao "banheiro" de madrugada, mas não tem jeito né? Pega a lanterna e só vai. Mas a experiência em si eu achei bem de boa. Como eu já falei, não existe silêncio. Achar que vai dormir na floresta e será um lugar silencioso é utópico. O tempo todo se ouve sons por todos os lados. O guia nos disse que muita gente que fecha esse passeio chega no local do acampamento, tem algum ataque de pânico/ansiedade e daí ele tem que levar de volta a pousada. Não tem sinal de celular, energia elétrica, banho e nenhum luxo. A única estrutura é a cobertura de palha para colocar as redes 🤣

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Amanhecer no acampamento e a única luz é da minha lanterna 😅

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Saímos do acampamento às 6 da manhã rumo a pousada, onde chegamos por volta das 6:50hrs. Como já estava quase na hora do café da manhã, subi para guardar minhas coisas no quarto e desci para o restaurante para comer. A essa hora, a fome já estava batendo forte rs o próximo (e último passeio) sairia às 08:30, ou seja, daria tempo de tomar café e ainda jogar uma água no corpo, já que eu estava sem banho há quase 24 horas kkkkkkkk e assim o fiz!

De banho tomado, o grupo se juntou no deck no horário combinado e partimos para o último passeio de selva: visita à casa de ribeirinho e a samaúma! Primeiro, fomos ver a samaúma, que ficava a cerca de meia hora da pousada. Chegando lá, subimos uma escadaria até chegar na área de acesso à gigante da Amazônia. A samaúma é uma das maiores árvores do Brasil e a que fomos visitar já era imensa, sendo considerada uma árvore com propriedades espirituais e sagrada na região. Tem uma energia incrível! Como só tinha nosso grupo no local, ficamos um bom tempo apreciando aquela belezura e sentindo toda a boa energia que a Amazônia tem a oferecer.

Depois, fomos para a casa da dona Zila, uma ribeirinha que produz açai e castanha na sua propriedade, além de artesanatos e óleos/perfumes de diversas plantas da Amazônia. La também pudemos ver o Urucum, que é uma planta muito utilizada pelos povos tradicionais devido à sua tintura. Os artesanatos e os óleos/perfumes são disponíveis para venda, mas aqui um adendo que esqueci de citar: se for para a selva, é importante levar uma quantia em espécie para esse tipo de comércio. Como não há sinal de celular ou wi-fi, não existe operações com cartões ou pix. Ou seja, para quem mora lá, dinheiro em espécie ainda é o principal meio de pagamento. 

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Samaúma

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Casa da dona Zila

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Urucum

Saindo da casa da dona Zila, voltamos para a pousada para nos organizarmos para a hora mais dolorida: fazer o check-out 😭 passa muito rápido. Antes, ainda deu tempo de dar um último mergulho no Rio Juma para me despedir daquele paraíso. O check-out é sempre ao meio-dia, daí almoçamos na pousada, acertamos a conta no bar e, por volta de 12:30, iniciamos o nosso retorno a Manaus. A volta foi a mesma via-sacra da ida: lancha, van, lancha, van novamente. Chegamos em Manaus perto das 16:00hrs.

Sobre a Pousada Juma Lake: Atendeu perfeitamente às minhas expectativas. Excelente custo-benefício, comida de qualidade e guia atencioso, nativo da região e com bons conhecimentos da Amazônia. Recomendo! Acredito que o pacote que eu fiz (Negro) seja essencial para quem deseja imersão na selva e tem pouco tempo. Mas confesso que, ao final, fiquei com um gostinho de quero mais, de tão bom que foi. Talvez hoje escolhesse o pacote de 4 ou 5 dias rs

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Último banho de rio na selva 😭

Ao retornar para Manaus, fiz check in no hotel novamente e fui tomar um banho quente (tava precisando kkkkkk), além de separar as roupas que eu mandaria para a lavanderia, pois sujei bem enquanto estava na selva, e como só viajei com a bagagem de mão, é toda aquela novela de ter que lavar roupa a cada 7 dias. A noite, fui nas imediações do Teatro Amazonas para comer algo e acabei na Pizzaria Splash novamente (pizza barata + orçamento apertado = hiperfoco em um restaurante kkkkkkk). Depois passei na sorveteria Barbarella e tomei um sorvete de cupuaçu (que estava delicioso). Dormi cedo, pois o dia seguinte seria o último em Manaus!

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6º DIA - 10/01/2026 - MANAUS (Palácio Rio Negro, mercado municipal (lembrancinhas), descanso)

Tirei esse dia para fazer um roteiro um pouco mais light, pois os três dias anteriores haviam sido intensos e não teve qualquer momento de descanso enquanto estive na selva (o que achei ótimo). Acordei um pouco mais tarde, tomei café e fui a uma lavanderia que tinha quase em frente ao Teatro Amazonas para lavar minhas roupas, pois ainda teria muitos dias de viagem por Alter do Chão e Belém. Paguei 40 reais para lavar e secar minhas roupas, independente da quantidade. Acho que é preço padrão de capital, pois aqui em SP também é nessa faixa.

Roupas lavadas, resolvi dar uma volta por alguns pontos culturais de Manaus possíveis de ir caminhando. A cerca de 15 minutos do hotel ficava o Palácio Rio Negro, uma espécie de museu/centro cultural que conta a história dos governantes que já passaram pelo Amazonas e as benfeitorias praticadas por eles para o estado. Também há uma série de obras de arte (bem bonitas, por sinal) expostas para visitação. O palácio é bem grandinho, possui dois andares, com móveis de época e arquitetura bem conservadas. A entrada é gratuita e a visitação pode ser feita tanto de forma autônoma quanto guiada. Um destaque do palácio é o belíssimo jardim que fica na parte de trás, com muitas espécies típicas da Amazônia, bancos para descanso, banheiro e bebedouro. O jardim dá acesso direto a um parque municipal em que a população usa para correr e lazer.

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Palácio Rio Negro

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O jardim!

Eu tinha planejado conhecer o Museu do Seringal neste dia também, mas saí do Palácio já perto do meio-dia, o Museu do Seringal fecha às 15hrs e, além disso, é bem longinho do centro. Fica para a próxima. Saindo do palácio, fui novamente para a região central de Manaus em direção ao mercado municipal para comprar lembrancinhas e souvenirs, uma vez que no dia seguinte já estaria partindo para o Pará! Comprei alguns chaveiros, uma pintura manauara e uma ecobag da cidade, além de uma camiseta (eu adoro esse tipo de lugar e fico horas e horas olhando o que eles tem a vender kkkkkkkk). Aproveitei e almocei ali no mercado mesmo. Desta vez, fui ao restaurante Coreto Manaós e pedi um filé de tambaqui grelhado que estava muito gostoso. Aliás, não comi nenhum peixe ruim durante a minha estadia na Amazônia rs

Depois do almoço, fui para o Largo São Sebastião para tomar um açai raiz e parei no quiosque do Açai do Largo, em que vendem um copo por 7 reais. Oferecem complementos, mas queria experimentar somente o açai local mesmo e, como já esperava, é totalmente diferente daquele sorvete que vemos vender no Sudeste 😅 Muito saboroso. No final da tarde, fui novamente à Cafeteria do Largo para tomar o cafezinho da tarde e pedi um bolo de castanha para acompanhar, que estava simplesmente divino.

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O famoso açai

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Melhor bolo de castanha!

A noite, sempre movimentada nas imediações do Teatro Amazonas, estava tendo um show de covers de samba e pagode e fiquei assistindo um pouco. Comprei um lanche de carne de sol em um quiosque ali na praça e esse foi meu jantar, não tava afim de comer nada pesado e nem repetir a pizza da splash kkkkkk enfim, foi um dia para tirar de descanso mesmo, pois no próximo já era hora de sair do Amazonas e começar a aventura no Pará!

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7º DIA - 11/01/2026 - MANAUS X ALTER DO CHÃO (conhecer Alter do Chão, Praia do Cajueiro, por-do-sol no CAT)

Hora de partir para o Pará! O meu voo para Santarém seria somente às 11:50 da manhã, então acordei por volta das 8 horas, tomei café e parti rumo ao aeroporto de Manaus, de uber. Conversando com o motorista, ele disse que dei sorte por ser domingo, mas que aquele trecho até o aeroporto vive congestionado em horários de pico e já aconteceu de passageiros perderem o voo por conta disso. Então fica a dica, se viajar de semana a Manaus, sair bem cedo em direção ao aeroporto (e o trânsito em Manaus realmente é caótico, então não duvido que a fala do motorista seja real).

Enquanto aguardava o horário do meu embarque, caía uma chuva fortíssima do lado de fora do aeroporto. Foi a chuva mais forte que vi durante toda a viagem. Mesmo com esse tempo, meu voo para Santarém partiu pontualmente às 11:50, com previsão de 1hr até o pouso. Foi um voo bem turbulento durante todo o trajeto, que cancelaram até o serviço de bordo por causa do balançar da aeronave. Como Santarém já tem o fuso horário de acordo com Brasília, pousei no aeroporto por volta das 14:00hrs e, ao contrário do Amazonas, aqui estava um sol de rachar! Do avião, já era possível visualizar a imensidão do Rio Tapajós e a vila de Alter do Chão às suas margens, local que seria meu ponto de parada pelos próximos cinco dias!

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Olha Alter do Chão ali!

Ao pousar em Santarém (o aeroporto é minúsculo e está em reforma, só tem dois portões. É um caos quando está lotado), o transfer da Perola Ecotur já me aguardava. Antes de ir a Alter do Chão, eu sabia da existência de uma linha de ônibus que liga Santarém ao vilarejo, porém, ela parte somente do centro da cidade e o aeroporto fica fora da zona urbana principal. Sendo assim, de ônibus, seria necessário pegar uma linha do aeroporto até a cidade, e depois outra até Alter do Chão. Como queria evitar a fadiga, acabei contratando o transfer até Alter com a mesma agência que contratei todos os passeios, ótima por sinal. Custou R$ 150,00 (ida e volta).

Alter do Chão fica a cerca de 35 km de Santarém, conectada por uma estrada asfaltada em boas condições de mão dupla. Do aeroporto até o Hostel Pousada Tapajós, levou cerca de 40 minutos. Cheguei na pousada, realizei o checkin e acomodei minhas coisas no quarto coletivo. A acomodação tinha 6 camas, mas só a minha e mais uma estavam ocupadas. Quase um quarto privativo. Lá eu conheci o Lester, um viajante solo que me deu muitas dicas em Alter do Chão e foi minha companhia em alguns passeios e jantares. Como mencionei antes, recomendo a Pousada Tapajós de olhos fechados. A localização é excelente, atrás do CAT (de onde saem os passeios) e ao lado da Praia do Cajueiro. Muito bom. 

Depois de me acomodar, me troquei e resolvi sair para fazer um conhecimento de área em Alter do Chão. Precisava almoçar também, pois estava de barriga vazia desde que saí de Manaus. A primeira impressão de Alter do Chão foi de um vilarejo rústico, rodeado por natureza exuberante e com um povo muito receptivo e hospitaleiro. Como era domingo, a vila estava bem cheia, pois os moradores de Santarém vão para lá aos finais de semana em busca de lazer. Fui andando pela orla do Rio Tapajós e logo visualizei a Ilha do Amor, um grande banco de areia que, durante a época da vazante, é possível atravessar a pé. Como agora o rio já estava enchendo, a travessia era feita em pequenas canoas. Continuei caminhando e, poucos minutos depois, já cheguei a praça principal da vila, onde há muitos comércios, restaurantes e quiosques que vendem um pouco de tudo. Eu estava morrendo de fome, então parei no quiosque de pastel e pedi um suco para acompanhar. Dali, daria para aguentar até a janta.

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A famosa ilha do amor!

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Os botos são um dos símbolos de Alter

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Em frente a praça, existe a Paróquia Nossa Senhora da Saúde, uma igrejinha simpática que é um dos símbolos do vilarejo. Ali perto, ainda na orla, existe aquele letreiro clássico de "Eu Amo Alter" e aproveitei para tirar uma foto. Depois, retornei em direção a pousada e fui à Praia do Cajueiro tomar meu primeiro banho no Rio Tapajós! Ahhhhhhhhhh, como é boa a praia de rio. A essa hora, já era perto das 17hrs e, depois desse banho de rio maravilhoso, fui a hostel para tomar banho a tempo de ver o por do sol, que começaria perto das 18:30. 

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Primeira vez no Rio Tapajós!

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Passarela do CAT

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Por-do-sol no CAT!

O CAT é um dos melhores pontos de Alter do Chão para ver o por do sol, pois está virado para oeste e oferece uma visão ampla do Rio Tapajós. A vista é maravilhosa e foi o primeiro dos muitos entardecer incríveis que tive neste local especial que é Alter do Chão. Depois que o sol se pôs, encontrei com o Lester e fomos à praça central para jantar algo. Como o Lester já estava na região há algum tempo e conhecia os points, ele me sugeriu experimentar a lasanha de tacacá (exótico) e topei, afinal, quem tá na chuva é pra se molhar, né? A refeição consistia na massa de lasanha tradicional com recheio de tacacá, acompanhada de arroz paraense. Gostei, achei diferente, mas não é algo que eu comeria com frequência, valeu pela experiência 😅 Depois do jantar, voltamos para o hostel para descansar e combinamos que no dia seguinte iriamos passar na Ilha do Amor, para sentir Alter do Chão na sua essência sem a muvuca de final de semana.

Editado por luizh91

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8º DIA - 12/01/2026 - ALTER DO CHÃO (Ilha do Amor)

Amanheceu a segunda-feira em Alter do Chão! Primeiro dia completo no vilarejo e a primeira coisa que eu percebi é: a paz que Alter do Chão ganha em dias de semana. A muvuca da semana ficou para trás e só restou os moradores e os poucos turistas que estavam por lá nesta época do ano. Por isso, deixo a dica: Chegue em Alter do Chão no domingo e faça os passeios de semana, pois o número de pessoas será muito menor. A grande massa que vem de Santarém e arredores para curtir a vila é no final de semana, principalmente domingo. Neste dia, acordei às 8 da manhã e fui tomar café da manhã na pousada. Eu já havia combinado com o Lester que iriamos para a Ilha do Amor e passar o dia por lá, pois queria um dia de relax nas águas do Tapajós!

Por volta das 09:30, fomos andando pela orla até a concentração de canoas que fica em frente à praça central. Como o rio já estava enchendo, não era possível atravessar para a Ilha do Amor a pé (isso só ocorre na vazante), então pagamos R$ 10,00 pelo barco para atravessar. Aqui o esquema é o seguinte: o barco custa R$ 10,00, podendo levar até quatro pessoas. Como estavámos em dois, tinha mais duas mulheres querendo atravessar e as chamamos para ir no barco junto, que aí cada um pagava R$ 2,50, e fechou! A travessia dura uns 5 minutos e logo já estavamos na Ilha do Amor, que é um grande banco de areia com diversos quiosques.

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Os barquinhos que atravessam para a Ilha do Amor

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As cadeiras pé-na-água da ilha do amor

Na Ilha do Amor, escolhemos ficar no Quiosque do Luciano, em uma mesa que ficava literalmente dentro da água (prática comum por lá, não temos isso em SP), adorei! O atendimento do quiosque é bem bom e você só paga a consumação. Pedimos uma cerveja Tijuca (tradicional do Pará) e ficamos curtindo as águas quentes do Tapajós durante todo aquele dia. A Ilha do Amor não estava cheia e foi um dia bem gostoso. No almoço, pedimos um tambaqui assado acompanhado de arroz, farofa e salada. O prato foi R$ 113,00, mas servia tranquilamente umas 3 pessoas, tanto que sobrou rs daí eu e o Lester dividimos a conta. No Pará existe um guaraná muito bom chamado Tuchaua, que virou meu vício enquanto estive por lá. Excelente!

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Melhor guaraná!

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Esse docinho de maracujá é perfeitooooooo! Chocolate por fora e o recheio (de vários sabores) por dentro. Já quero em SP!

Por volta das 17hrs atravessamos de voltar para Alter do Chão e fomos para o CAT ver o por-do-sol novamente. Mais uma vez, perfeito! A noite, não estava com muita fome (o tambaqui encheu) e fui em uma hamburgueria bem tradicional em Alter do Chão chamada X-BOM, e realmente, o lanche é muito bom! São lanches grandes de diversos sabores a preços na faixa de R$ 30,00. Compensa, pois o lanche de fato é bem servido. Depois voltei pro hostel e fiquei conversando com o pessoal do quarto até dar a hora de dormir. O pessoal da agência mandou mensagem a noite para confirmar o passeio do dia seguinte, que teria como ponto de encontro o CAT às 8:30 da manhã! Dia bem tranquilinho, que também precisamos ter enquanto estamos viajando. Para o dia seguinte, já deixei tudo preparado para o primeiro (e incrivel) passeio: o turismo de cura!


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9º DIA - 13/01/2026 - ALTER DO CHÃO (Turismo de Cura)

Dia do primeiro passeio real oficial de Alter do Chão! No dia anterior, a agência responsável pelo passeio entrou em contato para avisar que o ponto de encontro seria às 08:30 no CAT. Sendo assim, acordei por volta das 7hrs para me arrumar e tomar café. Chegando no CAT, há um guichê da Perola Ecotur em que você se apresenta, confirma seus dados e eles pedem para aguardar até todo o grupo se reunir.

Sobre a Perola Ecotur: Agência bem correta que cumpriu todos os passeios com pontualidade. Os guias são bons e as lanchas também. Em todos os passeios, havia água a vontade e frutas da estação disponíveis. Achei muito bom! Os preços dos passeios em Alter do Chão são tabelados. Então, independente da agência, o preço de passeio X ou Y sempre será o mesmo. O site da agência é https://www.perolaecotour.com/

Após todo o grupo se reunir no CAT, o guia Davi se apresentou, falou sobre o passeio e explicou que a navegação seria de cerca de uma hora até a comunidade ribeirinha de Arimum, que fica nas imediações do Rio Arapiuns. O Turismo de Cura é um roteiro feito somente pela Perola Ecotur que permite conhecer as tradições da comunidade ribeirinha e a vivência com saberes ancestrais, envolvendo sabedoria, massagem, conexão com a natureza e relaxamento. Começamos a navegar pelo Rio Tapajós e nem preciso falar que foi emocionante, né? Neste trecho, o Rio Tapajós é bem largo e as correntes de vento circulam por ali livremente, formando ondas e fazendo com que o barco precise navegar contra elas. É impossível ficar seco! Eu, que tinha chutado o pau da barraca no café da manhã, acabei ficando meio enjoado. Então fica a dica, café da manhã leve rs

Após atravessar o Rio Tapajós, o barco entra no Rio Arapiuns (afluente do Tapajós) e navega por mais um tempinho até chegar em uma praia, onde duas nativas da comunidade Arimum já estavam nos esperando. Não há sinal de celular, wi-fi menos ainda, portanto a agência já avisa com antecedência para levar em dinheiro em espécie para pagar as taxas comunitárias, que vou explicar mais para frente. Ao desembacarmos na praia, as meninas nos explicaram que faríamos uma trilha de 45 minutos até um ponto de canoas, onde pegaríamos o barco para chegar ao Lago Azul.

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Praia que desembarcamos

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Inicio da trilha do Breu Branco

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Cupinzeiros!

Por volta das 10hrs começamos a Trilha do Breu Branco! Como o nome já diz, é uma trilha com muitas árvores de breu branco, que é uma resina utilizada para fins aromáticos ou resina. Também vimos cupinzeiros enormes ao longo do trajeto e várias árvores frutíferas típicas da Amazônia, como o tucumã e o cacau do mato! No final da trilha, chegamos a uma área de igarapé onde embarcamos em uma canoa para, enfim, chegar na Lagoa Azul! É um braço do Rio Arapiuns que faz jus ao nome que tem, com água cristalina e quentissimas! Ali, havia um espaço com bancos onde podíamos deixar nossas coisas e as moças explicaram que, a partir dali, começaria a massagem com saberes ancestrais e ervas medicinais, que seria feita de 4 em 4 pessoas! Como nosso grupo era de 10 pessoas, os 4 primeiros foram e, enquanto isso, nós ficamos tomando banho de rio no Lago Azul (tem nome de lago, mas é um braço de rio mesmo kkkkkkk)

E que banho de rio delicioso. Ficamos ali aguardando no rio e, quando as moças voltaram, chamaram mais 4 para realizar a massagem, e dessa vez eu fui. Elas nos direcionam em um local com cobertura de palha, em que deitamos em colchonetes de tucumã e elas começam a realizar uma massagem com a chamada "pegada mãe", típica da comunidade deles. É uma massagem bem relaxante que você realmente percebe uma energia diferente em determinadas partes do corpo. Foi revigorador pra mim! No final, elas nos dão um banho com ervas da floresta e finalizam o processo. Não quiseram dizer quais ervas eram, mas foi muito bom!

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Local onde embarcamos nas canoas

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Local das massagens!

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Lago Azul, maravilhoso!

Dali, voltamos para o Lago Azul e ficamos relaxando até que os últimos integrantes do grupo finalizassem a massagem. Foi muito bom! Após todos terem realizado a massagem, fizemos mais uma trilha em meio à floresta por cerca de meia hora até chegarmos na comunidade em si, onde havia banheiro, redário e um local onde o almoço seria servido. Quando chegamos, o almoço estava quase pronto e, enquanto colocavam a mesa, os membros da comunidade explicavam como funcionaria nossa tarde. Após o almoço, haveria um período para descanso nas redes, banho de igarapé, farinhada (para quem fosse participar) e oficina de artesanato. Tudo muito simples, mas bem organizado.

Nosso almoço foi tambaqui, arroz, feijão, salada, pato ao molho que não lembro o nome e galinhada! Optei por comer o peixe e estava delicioso. Só experimentei o pato e a galinhada, mas não é muito minha praia rs a sobremesa era um bolo de aipim (ou macaxeira), que também estava divino! Após o almoço, parte do grupo foi descansar nas redes, mas eu preferi ir tomar banho de igarapé. O igarapé era rasinho, com águas cristalinos e muito gostoso. Fiquei conversando com uma galera do grupo até dar o horário da próxima atividade. Como eu não quis fazer a farinhada, por volta das 15hrs fomos chamados para começar a oficina de artesanato.

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A caminho da comunidade Arimum

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Nosso igarapé do dia!

Na oficina de artesanato, primeiro aprendemos como é feito o tingimento da palha de tucumã. A folha do tucumã é muito utilizada aqui para fazer os artesanatos das comunidades e, para não ficar tudo da mesma cor, é feito um tingimento da palha com elementos naturais. A artesã explicou que eles usam elementos como açafrão e urucum para dar a cor desejada à palha que será utilizada. O urucum traz a cor vermelha, enquanto o açafrão a laranja, além de outros itens que também são utilizados para resultar em outras cores. A planta, como açafrão ou urucum, é diluída em uma panela com água quente e, após soltar cor, a palha de tucumã é mergulhada para finalizar o tingimento. É bem interessante.

Depois sentamos todos à mesa para cada um fazer o seu próprio artesanato com a palha do tucumã. E é bem dificil viu? É uma espécie de trançado que tem que ter as manhas para conseguir fazer. Eu bem tentei, mas vi que não tenho talento para esses trabalhos manuais kkkkkkk mas teve uma galera do grupo que conseguiu fazer e o resultado final ficou bem legal. Como eu não terminei o meu, a própria moça da comunidade pegou para finalizar e podíamos levar o artesanato final para casa como recordação. Por volta das 16:30hrs, o guia Davi veio nos chamar para iniciarmos o retorno à Alter do Chão e, neste momento, pagamos a taxa comunitária do passeio.

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Tingimento da palha do tucumã

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Tentando trançar meu artesanato kkkkkk

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A oficina de artesanato

Sobre a taxa comunitária: Como muitos povos ribeirinhos da região dependem do turismo para garantir a sua subsistência, em todos os passeios são cobradas taxas comunitárias que devem ser pagas em espécie. As taxas são importantes para a manutenção local das comunidades para garantir que o turismo sustentável continue funcionando. Achei uma iniciativa justa.

Após o pagamento, nos despedidos do povo da comunidade Arumim e pegamos o barco de volta. Antes de chegar em Alter do Chão, o guia parou na Ponta do Cururu, o melhor local da região para observar o pôr-do-sol. E que pôr-do-sol! Foi o mais lindo em todos os dias da viagem e selou com chave de ouro aquele dia tão especial. Incrível!

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Perfeição!

Chegando em Alter do Chão, tomei banho e combinei com o pessoal da pousada de irmos jantar juntos. Fomos no Restaurante do Italiano, ali na Praça Central. Pedimos duas pizzas, bem servidas, que deu para o grupo todo. Depois de jantados, voltamos para a pousada pois o dia seguinte seria de mais um passeio: Canal do Jari!

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