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Aloha.Eveline

Itacaré e Caraiva, um outro ritmo(Sozinho, casal ou com amigos, com fotos)

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Nessa virada de ano, decidi passar em 2 cidades que mexem demais comigo: Itacaré e Caraiva. A primeira eu ja conhecia, a segunda nao.

 

Cheguei no aeroporto de Ilhéus as 2hrs (malditos horarios de promocoes de aviao) da manha com mais uma amiga, e de início iríamos dormir no aeroporto até dar a hora de pegarmos o primeiro onibus para itacaré. Porém, logo no desembarque, vi grupinhos de 4 pessoas se formando na porta e negociando com os taxistas uma corrida até itacaré por 100 reiais. Bastou eu falar propositalmente em voz alta com minha parceira de viagem "NOSSA, SERA QUE A GENTE CONSEGUE MAIS GENTE PRA DIVIDIR UM DESSES ATÉ ITACARÉ" que mais uma menina se aproximou para se juntar a nós. Saiu 33 reias para cada numa viagem de aproximadamente 40 minutos, com a vantagem que o taxi te deixa bem no meio de itacaré, enquanto o ônibus para de 100 em 100 metros pela estrada para embarque de pessoas (sem exageros) e só o taxi do areporto até a rodoviária, com horarios de hora em hora bem atrasados, custaria 25 reais. Achei um ótimo custo-beneficio. Aproveite quando desembarcar do aviao em ilheus, muitas pessoas estarao indo para Itacaré e voce podera fazer facilmente essa jogada.

 

Fui a pe mesmo para minha pousada localizada perto da praia das conchas, o lugar mais divertido que encontrei em itacaré: o Navio Pousada Albergue Camping POP! É um lugar totalmente alternativo, com um ambiente muito acolhedor, as donas te tratam como filho e tudo é muito simples, porém caprichado! As refeicoes tem um preco bem justo, e o café por 8 reais para que esta no camping, sustenta uma boa parte do dia! Como falei, é um lugar SIMPLES, ALTERNATIVO, porém com um astral ótimo. Porém aconselho a quem estiver indo sozinho para ficar nos Albergues. Tem 3 excelentes por lá: Che Lagarto, o Pharol e o novíssimo El mist. O Che é famoso, tá sempre agitado e é onde as noites de itacaré geralmente se iniciam. O Pharol é mais barato que o che, e considero a estrutura dele melhor, uma graca de lugar e mais sossegado. Quanto ao El mist eu nao tenho mto o que dizer, ainda nao o conheco e ele é bem mais afastado que os outros, porém eu sempre ouco falar MUITO BEM dessa rede em cidades como Rio e buzios. Acho que vale a pena arriscar. Para casais, principalmente fora de temporada, vale chegar e dar uma olhada nas pousadas por la mesmo. Voce escolhe o lugar e precos com chances de sucesso bem maiores, dada a grande oferta da cidade.

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Itacaré é uma cidade roots, definindo em uma só palavra. Deixe seu salto em casa, praticamente esqueca o tenis também: Tudo por la chama a descontracao. Das praias da cidade, darei uma breve descricao de cada:

 

Resende: Sem construcoes, muitos coqueiros, boas ondas e sempre tem alguma galera por lá. Destaque para as aulas de capoeira as 4hrs da tarde.

 

Tiririca: um charme de praia, muito frequentada pelas turmas jovens, com pista de skate escola de surf e slackline, tudo num clima muito bacana! Sempre a mais movimentada

 

Praia do Costa: Nada de interessante, passe direto para praia da Ribeira.

 

Praia da Ribeira: pelo riozinho desembocando no mar e pelo grande quiosque com estrutura e mais nada numa pequena praia, a Ribeira é uma otima escolha para as Familias com criancas, e também pra quem quer comecar a pegar onda ou está procurando um pouco de paz. Muito bonitinha!

 

Praia da concha: Bem maior que as anteriores, vários quiosques, arrocha rolando, mesinhas de plastico pra todo lado, caravanas CVC por todo canto. Enfim, nao é a Bahia que Itacaré se propoem a mostrar.

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Passeios:

 

Existem vários passeios para serem feitos em Itacaré, a maioria na minha opiniao imperdiveis. Existem alguns modos de voce fazer: Para alguns lugares voce pode fechar um valor com o taxi e ele te leva e te busca no horario combinado, pode alugar um carro e um guia para te levar pelas trilhas ou fechar com uma das muitas agencias espalhadas por itacaré, sempre te oferecendo um passeio enquanto voce anda pela Pituba, a rua principal. Ja usei os três meios e tds foram tudo certo. Isso vai depender do seu tempo e em quantas pessoas vc está.

 

Passeio das 4 praias + Cachoeira de tijuipe: meu passeio favorito! Voce segue por uma trilha no meio da mata até desembocar na Engenhoca, deserta, muito procurada pelos surfistas, linda!

 

Segue para a Havaizinho, passa pelo coqueiro 90 graus e chega na Itacarezinho, uma praia enorrrme, com um bar de um hotel que te dará uma leve facada nos precos. DICA: leve sua comida pelo menos, agua de coco e mineral ainda serao vendidos na engenhoca e havaizinho num preco normal, em itacarezinho voce levará um susto!

 

O passeio se encerra na linda cachoeira de tijuipe, um banho de energia depois de tanta praia. Tem um restaurante servindo algumas coisas, com um preco digamos normal. Ah, é cobrada uma taxa de 8 reais de grupos com guia e 12 desacompanhados.

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Jeribucacu (com cedilha no ultimo c, perdao pelo meu teclado): Outro passeio maravilhoso!

 

A praia que também é muito procurada pelos surfistas tem basicamente uma casa bem simpática e só. Algumas barraquinhas improvidas servem o que, na minha opiniao, é o melhor peixe que comi na bahia. Vale a pena um bom almoco por la! Para chegar eu nao vou enganar, precisa ir por uma trilha que voce desce, desce, desce... mas vale a pena cada passo, garanto. Vai ser um dos seus melhores dias por lá.

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:lol: Peníssula de Maraú:

 

Eu fiz um passeio que saiu 60 reais por pessoa, é o dia inteiro e uma viagem LONGA até chegar por la. Acho que teria valido mais a pena ir até barra grande passar ao menos um dia pro outro, porém meu tempo nao permitia isso. Ainda assim, aconselho o passeio Baseado nas fotos que se seguem.

 

Voce podera alugar o kit mergulho (apneia) por 14 reais, e passar horas olhando o aquario gigante! Sabe aqueles peixinhos que a gente vê em aquario de restaurante? pois é... O quiosque de lá também serve umas comidas boas, recomendo! Na volta eles param em um mirante e em uma doceria. Um bom passeio!

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Existe ainda um passeio a canoa que te leva a varias cahoeiras, muito bem falado. Nao o fiz (ainda). Tem também uma empresa chamada interatividade que oferece vários esportes radicais como tirolesa, raft, arvorismo, que a cada verao fica cada vez mais popular. Também ainda nao conferi.

 

E por ultimo, a famosa Prainha. É uma trilha considerável, partindo da praia da Ribeira. Nao tem acesso por outro lugar, diferente das demais praias. Reza a lenda que se voce for sozinho, sem guia ou com grupos pequenos, certamente voce será assaltado. Os proprios guias dizem que foram assaltados com grupos de 15 pessoas, entao pra onde correr, certo? Vou falar da minha experiência: eu e minha amiga ficamos fazendo hora pelo comeco da trilha, onde vários "molequinhos" ficam se oferecendo para te levar e se vc nega, é quase uma praga que eles rogam pra te amedrontar. Porém nossa resposta era sempre a mesma: "estamos esperando o nosso grupo passar por aqui" e eles no deixavam em paz logo. O primeiro grupo consideravel que passou por nós, pedimos para nos juntar devido a lenda urbana da trilha da Prainha, e fomos logo aceitas. BOm motivo para se fazer amizade, viajante solitário. Vale lembrar que era reveillon e o movimento era MUITO intenso, talvez em outras épocas seja mais perigoso mesmo. A prainha é a melhor para o surf, tem um quiosque e uma bela cachoeira no caminho, que estava bem barrenta devido a forte chuva que caiu pela manha. Os cenários até lá sao deslumbrantes!

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Cidade e noite: Itacaré é toda ela mesma. Cheia de figuroes andando pelas ruas, restaurantes muito bonitinhos sem ser sofisticado, pranchas, pranchar, pranchas, muito reagge e forró anima a noite, que ocorre basicame na Pituba e na Cabana Corais, uma "boate" quiosque no final da praia das conchas. Sempre muito animado e mto facil de se fazer amizade por esses lugares. Destaco também o Por-do-sol na ponta do Xaréu. Todos os dias, todos se reunem para assistir, pessoas tocam alguns intrumentos e o pessoal fica ali contemplando até o ultimo minuto do Sol. Tem jeito melhor de fechar o dia? Pois a noite vai estar só comecando...

 

Essa é Itacaré, linda naturalmente, cheia de jovens desprendidos e de todos os cantos do mundo, muito surf e reagge e comida boa!

 

 

Obs: prove o acarajé num quiosquinho perto da praca do cachorro: 3 reais, sequinho, delicioso!!! E a cocada assada do gomes também, um rasta que vende pelas praias, uma delicia!

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pwww arrasou!! quem não ficaria com vontade de correr pra lá, lendo um relato desses???? de certo algum extraterrestre !! kkkkkkkk

 

Praticamente um guia vc fez, parabéns!!! deve ter sido maravilhosa sua viagem!!!

 

menina, estou apaixonada pelo camping Navio Pousada Albergue Camping POP! Babando aqui no site deles!!! show!! amo esta galera alternativa!

 

hummmm esse peixe é covardia... ai que fome!!

 

Maravilha de relato/guia, obrigada por compartilhar! ::cool:::'>

abraços!!! ::otemo::

Fernanda

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Minha viagem seguiu rumo a caraiva: pegamos o EXPRESSO PRO INFERNO 7:15 da manha com destino a arraial dajuda. A viagem demorou 10hrs das 7 previstas, parava para passageiros SEM PARAR e o onibus seguia numa superlotacao incrivel, fora os 5 ou 6 djs do busao "animando" a galera. Chegando em arraial, pegamos um onibus para caraiva eu passa por trancoso, numa estradinha do chao que passar por cada pinguelinha sinistra! Mas já pelo ônibus vc sente a mundaca de clima de itacaré para caraiva: uma galera realmente MUITO HIPPIE misturada aos moderninhos de sao paulo, brasilia e curitiba principalmente se misturam de uma forma bem interessante. Chegando a Caraiva, do outro lado do rio, paga-se uma taxa de 4 reais para atravessar o rio numa canoazinha

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    • Por rafael.gomes.3975
      Ola a todos.
      Estarei na Bahia entre os dias 12 e 25 de outubro, e viajarei entre Salvador e Itacaré, passando por Morro de São Paulo e Maraú. Gostaria de saber se alguém conhece algum grupo de canoagem ou caiaque nestas cidades. Se souberem, teriam como me enviar contatos.
      Obrigado.
    • Por Débora Soares Coutinho
      Olá, pessoal!
      Quem aí vai pra Caraíva no final de setembro, avisa aqui nos comentários!
      Outra coisa, queria saber se nos arredores tem alguma trilha pra fazer? 
      Abraços! 
       
    • Por gmussiluz
      Bom, já estava há um tempo querendo fazer uma trip desse tipo. Meu primeiro plano era fazer no litoral norte de Salvador, que foi reforçado mais ainda quando vi aqui no Mochileiros o relato do Jorge Soto, de Arembepe a Mangue Seco a pé (http://www.mochileiros.com/de-arembepe-a-mangue-seco-se-a-pe-t11941.html).
      O objetivo primário era de fazer uma trip de praia, em local que ainda não conhecia (ou não conhecia direito), a pé e com baixo custo. Mas pra quem nunca fez uma travessia longa de vários dias, é se aventurar demais querer fazer com equipamento, sem conhecimento do local e "às pressas", sendo melhor então fazer um trecho mais curto para conhecimento dos limites, analisar pontos a melhorar em questão de equipamento, organização e etc. Então, analisando o longo litoral da Bahia (maior do Brasil, diga-se de passagem), resolvi com minha então namorada fazer o trecho de Itacaré a Barra Grande, que é mais curto e daria pra fazer no tempo que tínhamos disponível. Pelo Google Maps/Earth, dá aproximadamente 46Km, mas lá ouvimos dizer de até 60Km.
       

      ORGANIZAÇÃO
      Moro em Salvador e estava de férias. Após 1 semana em Ilhéus na casa de parentes, partiríamos para Itacaré e seguiríamos viagem. Importante ressaltar que essa semana em Ilhéus foi determinante para redução do trecho percorrido, já que estávamos com roupas e itens para mais tempo na mochila, e não apenas o essencial para o percurso da trip. Entretanto, foi ponto importante para analisar que, em uma distância maior, onde teríamos mais coisas e consequentemente poderíamos estar com peso igual, deveríamos estar mais preparados, bem como se tivéssemos ido apenas para fazer a trip, estaríamos com menos peso e provavelmente teríamos completado o objetivo sem problema. Ambos estávamos com cargueiras de 40L: eu com aproximadamente 12Kg e ela com aproximadamente 8Kg. O tempo pretendido era de 2 dias de viagem, pernoitando na praia. Importante que, para caminhada em praia, tem que ter conhecimento da maré, do contrário, por falta de planejamento pode pegar uma maré cheia para caminhar e terá que ir pela areia fofa, obrigando a parar ou dobrar o esforço de caminhada e, assim, dificultando o percurso.
       
      1º DIA
      Saindo de Ilhéus, pegamos um ônibus para Itacaré logo de manhã cedo, ele passa de hora em hora e para em pontos ao longo da estrada, demorando aproximadamente 1h50 pra chegar em Itacaré. (Se conseguir uma carona, ótimo, já que de carro até lá leva cerca de 50min.)
      Ao chegar em Itacaré, já havia falado previamente com um amigo que mora lá para contatar um barqueiro para a travessia do Rio de Contas, que é o que separa Itacaré da Península de Maraú, onde fica situada Barra Grande. Encontrei meu amigo rapidamente só para confirmar o barqueiro, depois fizemos compras de água e alimentos num mercadinho e seguimos para a Praia da Concha, onde o barqueiro, com um daqueles barcos de alumínio a motor, já estava nos esperando (haviam outros barqueiros na praia, que ficam lá para fazer passeios turísticos rio acima e que com certeza fariam a travessia também, mas como eu ainda não sabia, preferi esse contato com o meu amigo). A travessia é bem rápida, são aproximadamente 100m e em menos de 5min se chega ao outro lado. Descemos, fizemos um rápido preparo, e demos início à caminhada às 10h40. (ao descer do barco, o barqueiro perguntou para onde iríamos daquele jeito. Quando falamos “Barra Grande”, ele arregalou os olhos e deu um sorriso, como quem diz “pirou” hahaha. Dessas coisas que quem viaja com mochila nas costas já está acostumado).
      Nesse ponto, ainda se vê pessoas por ali. Vez ou outra, algumas pessoas atravessam para surfar do outro lado do rio (Itacaré é um dos locais mais conhecidos do Brasil para a prática de surf) ou para ficar numa praia menos frequentada, já que do outro lado não tem povoamento nem acesso fácil e em 10min. de caminhada já não se vê ninguém.
       


      Com 1h20 de caminhada, paramos em frente a Piracanga, onde fizemos uma parada de 20min. para hidratar e comemos barra de cereal. Piracanga é uma “ecovila e centro holístico de cursos e terapias” que oferece cursos e retiros, basicamente um lugar pra “ficar de boa” e foi onde vimos apenas um casal na areia, que nos cumprimentou quando reiniciamos a caminhada. Ainda na frente de Piracanga, tem um pequeno rio, que passamos sem problema com a água não chegando nem na cintura. Não conheço o rio, mas a maré estava bem seca e possivelmente na maré cheia e dependendo da estação, pode ser que tenha que segurar a mochila acima da cabeça para atravessar.
      Desse ponto em diante, não há muita novidade: areia, coqueiral e água salgada, sem NENHUMA pessoa durante o percurso, nem sinal (apesar de o visual ser sempre “mais do mesmo”, é algo que não consigo descrever, porque ficamos deslumbrados o tempo todo, a cada passo ficávamos olhando para o que vinha à frente sempre achando cada vez mais bonito e paradisíaco). Mais 1h50, atravessamos mais um pequeno rio que também não tinha profundidade para se preocupar em molhar as mochilas, mas deixo aqui a mesma observação de antes: é bom atentar para a maré e estação do ano que, se for chuvosa, pode resultar num nível maior do rio. Logo após esse rio, fizemos mais uma parada para beber água e comer algo. Nesse local também não víamos nenhum sinal de habitação, mas um pouco acima da restinga parecia ter um rastro de quadriciclo, transporte bem comum naquela área. Dessa vez ficamos um pouco mais(30min.), porque ela já estava sentindo bastante dor no joelho e cansaço.

      Recomeçamos e percebemos que a maré já estava mais cheia. Além disso, nesse trecho a areia era mais fofa e a inclinação da praia era maior, e além de andar com os pés meio tortos, acaba havendo uma sobrecarga no joelho (nesse caso, o direito) e a gente vai ficando meio “descompensado” =S. A partir daí, as reclamações do joelho e cansaço foram aumentando e já comecei a procurar um local para pararmos e armar acampamento, quando, com aproximadamente 40min. de caminhada, paramos.
      Dei uma olhada no perímetro, tinha uma casa relativamente simples a uns 200m sem sinal de gente nela, além de um tipo de estradinha de areia em direção ao continente a uns 50m de onde estávamos e, claro, coqueiros por toda parte. Achei dois coqueiros baixos e consegui tirar mais de 10 cocos, aproveitando para reabastecer as garrafas que estavam vazias (aproximadamente 3L de água de coco!). Após isso, montamos a barraca, organizamos as coisas e tomamos banho (de mar hahahaha). Depois, foi só jantar (2 latas de atum com acompanhamento de bananas, puro luxo) e praticamente desmaiamos perto das 18h, contemplando um céu absurdamente estrelado, sem sinal de nuvens nem no horizonte.

      Como o quarto da barraca é quase totalmente telada (Azteq Nepal) e o céu estava muito limpo sem sinal nenhum de nuvens vindo, deixei a barraca sem o sobre-teto -mesmo sabendo, tendo experiência de chuva surpresa e claro, já tendo lido muita coisa- o que nos fez acordar com um belo banho de chuva às 22h. A chuva veio sem aviso, forte e pesada! Acordamos naquela agonia para pegar lanterna, abrir o sobre-teto que estava totalmente dobrado dentro da barraca e conseguir achar os pontos certos para fixar – tarefa de nível ultra hard. Provavelmente está pensando: “Mas já não sabe do risco de uma chuva surpresa?”, “Sobre-teto sempre!”, e etc., mas o céu estava tentador demais e serviu de experiência hahahaha. Nunca mais armo sem sobre-teto. Resultado: algumas coisas molhadas, outras encharcadas, frio e aprendizado! Afinal, temos que aprender com os erros (ou negligências) também. Depois de “rearrumar” tudo e secar um pouco algumas coisas, voltamos a dormir.
       
      2º DIA
      Acordamos às 5h. Assistimos o Sol nascer, café da manhã, arrumação, passar pano na barraca, curtir a praia um pouco e enquanto isso dando um tempo pro Sol subir mais e poder secar mais as coisas. Nesse tempo, passou um pescador empurrando a bicicleta e perguntei a ele se sabia quantos km faltavam para Barra Grande, que ele me respondeu “não sei direito não, mas está longe!” (depois descobrimos que, nesse ponto, estávamos mais ou menos próximos de Maraú. Provavelmente ele veio de lá).

      Reiniciamos às 9h e caminhamos por 3h30 até ela sentir o joelho e pararmos. Onde estávamos, não havia condições de parar, não tinha nada, então sugeri andarmos mais um pouco até onde tivesse alguma coisa. Estávamos nos aproximando de Algodões, e quanto mais perto, mais víamos casas de praia enormes e já com a “cara da riqueza” e$tampada nas fachadas, além de começarmos a ver algumas pessoas: algumas vezes caseiros, outras vezes pessoas trabalhando, e também pessoas passeando de quadriciclo na areia. Perguntamos a alguns trabalhadores quantos km faltavam até Barra Grande e ele sem muita certeza nos disse “uns 30” e foi quando “nós” (ela hahaha) decidimos parar. Desistimos e fomos perguntar a umas pessoas num bar onde poderíamos pegar ônibus para Barra Grande, e fomos informados que passaria um em 20min., logo ali perto. Fomos caminhando num Sol escaldante e, quando perguntamos a um cara de bicicleta o local do ponto de ônibus, ele disse que era ali, que o ônibus já tinha passado, mas que “sempre passa carro e logo vocês arranjam carona”. Fomos para o ponto e esperamos. Após 3 carros cheios, em menos de 10min. passou um cara sozinho num L200 e parou pra nos dar carona até Barra Grande, marcando o fim da nossa trip.

       
      O QUE APRENDEMOS NESSA VIAGEM?
      -É muito ruim fazer uma trip dessa com mala de 1 semana anterior em algum lugar. Se for pra fazer a trip, que seja uma viagem exclusiva pra ela, pra não ter que carregar coisas desnecessárias.
      -Vimos que ainda existe muitos lugares vazios e paradisíacos só esperando pela oportunidade e visita de quem estiver disposto.
      -Sobre-teto sempre! Mesmo no céu estrelado (hahaha).
      -É muito importante se concentrar no seu corpo e em seus limites, se respeitar, respeitar seu próprio tempo e o do outro, caso vá acompanhado.
      -Os nossos limites podem ser bem menores ou maiores do que imaginamos.
      -Independente do cansaço é bom olhar tudo mais de uma vez, pra não esquecer.
       
      EQUIPAMENTOS USADOS:
      -Curtlo Highlander 35+5L
      -Quechua Forclaz 50L
      -Azteq Nepal 2
       
      ATUALIZAÇÃO:
      Em dezembro de 2018 fiz uma travessia de Itacaré a Moreré, trecho que contempla o citado neste relato, segue link:
      Travessia Itacaré - Moreré (BA), a pé
    • Por Grace Alves
      Oi gente, fiz um post pedindo sugestão de destino, para as minhas férias de 03/06 a 18/06.  Mas agora decidi fazer esses15 dias pela Bahia, sendo 5 dias na Chapada Diamantina e os demais entre Salvador/Itacaré e outras praias. Escolhi ter como base Itacaré e de la conhecer Camamu, Taipu de Fora, Maraú e Morro de São Paulo. Já fechei quase tudo e acredito que por ser minha primeira vez de mochilão e sozinha, estou me saindo bem.rs
      Será que tem alguém aqui que vai estar nessa época, em um desses lugares que vou passar?
      Vai que aparece alguém...
       
    • Por daanielvalverde2
      Olá pessoal, sempre acompanho e uso o site antes de fazer alguma viagem, então resolvi postar sobre uma que fiz a Caraíva em Porto Seguro (BA). Espero que ajude!
       
           Caraíva é um vilarejo no extremo sul do município de Porto Seguro, muito conhecida por suas casinhas coloridas, o encontro do rio com o mar e pela atmosfera própria lá presente. Eu fui em Outubro de 2018 e escrevi tudo no meu blog: 
                Informações sobre Caraíva (BA)
                Como Chegar em Caraíva (com fotos e preços)
                Onde comer em Caraíva (com fotos e preços)
            Mas vou fazer um resumo aqui.
       
      COMO CHEGAR: 
           A partir do centro de Porto Seguro, deve-se atravessar o Rio Buranhém pela balsa com destino a Arraial d`Ajuda, essa travessia leva cerca de 10 minutos, funciona todos os dias, 24h e com saída a cada 30min, se houver lotação antes (ou a presença de uma ambulância/carro de polícia) ele sai antes. Custa R$4,50 (preço de não morador, a volta é grátis). Vou falar da ida em ônibus porque foi a que eu fiz. Talvez a forma mais cômoda e com certeza barata de chegar à vila. Quem faz o serviço é a empresa Viação Águia Azul. O micro-ônibus que eles utilizam para fazer a linha não é dos melhores (não vou mentir, meu assento não tinha nem cinto), mas cheguei vivo lá.

           A viagem é por grande parte em estrada de terra, subindo e descendo morro, passando por umas pontes bem estreitas, no total dura quase 3 horas e ele ainda faz algumas paradas, como em Arrial d`Ajuda, Trancoso, entrada do Teatro L’Occitane, Outeiro das Brisas e em algum lugar (que não faço ideia onde) para você ir ao banheiro, comer um café ou um biscoito.
           Horários de ida: 7:00h e 15:00h
           Horários de volta: 6:20h e 16:00h
           Preço: Balsa - Caraíva: R$20,00 / Arrial d`Ajuda - Caraíva: R$19,00 / Trancoso - Caraíva: R$17,00
           Ao chegar no porto de Nova Caraíva você encontrará um caminho de pedras e no fim várias canoas a espera para fazer a travessia até o vilarejo. Logo no início deste caminho, a esquerda, existe um quiosque (ou um stand) de madeira, lá uma moça te recebe e pede uma contribuição de R$10,00 para manutenção da vila, eles mostram todo o orçamento já conquistado e onde o dinheiro foi aplicado, se quiser ajudar, doe, qualquer valor é bem vindo, mas isso é OPCIONAL. Você não deixará de entrar se não pagar, se não quiser é só passar direto, eu paguei os 10 golpes.

         No fim haverá uma tenda com vários caras, eles que farão a travessia com você. O custo é de R$5,00 por pessoa para cada trajeto, ida e volta. O tempo de espera depende, pode ser com muitas pessoas ou só você, depende deles. Se estiver com mala, coloque dentro, eles levam tudo. A travessia leva cerca de 5 minutos, bem rapidinho!

           A partir do momento que você chega, parece que toda a atmosfera muda, parece que aquela vila ficou alí parada no tempo, e interprete isso da melhor forma possível. Todas aquelas casinhas, na sua grande maioria de porta e janela ou meia morada emolduram e te dão as boas vindas. As ruas todas de areia, as árvores, o som do mar, o rio e aquelas pessoas, tudo harmonizam com o ideia de paraíso. Ao chegar, você estará na Av. dos Navegantes que é o Beira Rio, a partir daí já procure onde você vai se hospedar, tem uns totens que te indicam o caminho, ou então, é só perguntar a qualquer morador que eles te indicam.
            Se você chegou de manhã, um dos primeiros lugares que você pode ir é na Rua do Cruzeiro, uma das transversais que te leva do rio ao mar, é lá que está a famosa casinha que tem escrito “Sorria você está em Caraíva” que tooodo mundo tira foto, depois já escolhe para onde ir, ao mar ou ao rio. Ambos são lindos. De frente para a praia se vê à sua esquerda as falésias da praia do espelho, e à direita, a ponta do Corumbau, a água de ambos é extremamente azul e linda, porém a do mar para tomar banho é mais escura, porque é onde o rio deságua. No encontro do rio com o mar tem umas pedras, onde pode-se admirar todo esse paraíso.

           Outro lugar a se conhecer é o Quadrado de Caraíva. Lá está a Igreja de São Sebastião, a igrejinha matriz que segundo o IPHAN foi construída por volta do século XVI, algumas lojas a mais , bares e um lugar para forró. De modo geral, vale a pena se perder pelo vilarejo, cada ruazinha de areia é linda.

           A noite o point da vila deixa de ser a praia e passa a ser a Av. dos Navegantes, ou o Beira rio, onde estão a maioria dos bares e restaurantes de lá. Comida indígena, oriental, italiana, árabe, brasileira, sorveteria, lojinhas, tem um pouco de tudo. Alguns estabelecimentos já tem Wi-fi e quase todos aceitam cartão de crédito e débito, só depende do sinal de telefone, as vezes da uma falhada. Esses bares abrem umas 16h, para que as pessoas fiquem para ver o por do sol (lindo!) de lá, sentados ao lado do rio.
            Esse também é o ponto mais iluminado a noite de toda a vila, devido aos bares, todo esse trecho fica lindo a noite, tem um até que utiliza tochas de bambu, fica lindo. Junto com algumas opções de forró, o Beco da Lua (que fica fechado durante o dia) abre como mais uma opção de entretenimento. Com alguns bares, lanchonetes e um palco para show ao vivo, é lá que tem as casinhas cenográficas que todo mundo tira foto.
       
           ONDE COMER:
             Não imaginaria que uma vila tão pequena, com cerca de 600 habitantes fixos, poderia ter tantas opções para comer. Tudo muito arrumado e bonito, meio personalizado. Encontrei um pouco de tudo, árabe, japonês, indígena, brasileira, vegetariana... Uma das comidas mais tradicionais lá que eu pude perceber foi o pastel de arraia, servido com molho de pimenta, sai por menos de R$11,00 cada. Alguns botecos estão fechados na segunda-feira.



           Em relação ao pagamento, havia lido antes de ir que grande parte dos estabelecimentos não aceitava cartão, que seria bom levar dinheiro suficiente para os dias que passaria lá, mas o que encontrei foi o contrário, quase todos os lugares aceitava sim cartão (crédito e débito), mas como não existe sinal de telefone lá, depende do humor da internet para o mesmo passar, porém, não tive o menor problema, tudo certinho. Apenas um restaurante não aceitava, que era o Cantinho da Duca, onde se vende comida vegetariana, esse na verdade não tinha nem cardápio, era dito diariamente pela senhora que trabalha lá.
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      Bom essas foram minhas impressões sobre Caraíva, caso queiram mais detalhes entrem lá no blog que tem mais coisa: EstandoPorAí.wordpress.com ou no instagram @daanielvalverde
      Qualquer dúvida podem perguntar


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