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Jorge Soto

Prainha Branca... a pé!

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http://jorgebeer.multiply.com/photos/album/261/261

 

CIRCUITÂO PELO RABO DO DRAGÃO

Rabo do Dragão é a denominação q recebe q Serra do Guararu, pedaço selvagem do Guarujá (litoral de SP) situado na região leste da Ilha de Santo Amaro. Suas encostas repletas de Mata Atlântica voltadas pro oceano abrigam seu maior atrativo, a Prainha Branca, antiga vila de pescadores e point badalado por surfistas, ripongas e turistas descolados. Entretanto, os arredores do Rabo do Dragão escondem outras atrações q fazem a festa dos andarilhos de plantão por serem acessíveis por trilhas. Umas batidas e outras nem tanto. Foi q fizemos neste ultimo domingo q consistiu num roteiro fora do convencional. E, diga-se de passagem, sem nenhum “Toca Raul!” no ouvido. Um bate-volta tão diversificado qto puxado incluiu trilha, cachoeira, farol, ruínas históricas, descida de rio e fechou com a pitorescas Capivaryanas. Isso tudo a apenas 90km da maior metrópole do país.

 

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Não pisava no Guarujá desde a virada do milênio, se não me falha a memória. A última vez q o havia feito tinha sido justamente pra agregar as hordas de pseudo-ripongas q costumam estacionar nos campings da Prainha Branca durante os feriados prolongados e se prendem aos programas batidos de lá. Ou seja: tocar Raul, tomar vinho, tocar Raul, fingir fumar, tocar Raul, tentar surfar, tocar Raul, levar foras, tocar Raul, comer PF no Larica´s, tocar Raul, visitar a Prainha Preta e, claro, passar a noite tocando mais Raul ainda.

Doze anos então se passaram, o q não significa necessariamente q haja mudado mta coisa. Troquei o vinho pela cerveja, o surfe pela caminhada, não toco mais Raul e há mto larguei a tentativa de fumar o q seja. Mas o principal é q agora enxergava as paisagens com outro olhar, o olhar trilheiro, buscando as possibilidades de pernadas q um lugar pode oferecer. E a vontade de retornar á Prainha Branca partiu não somente da curiosidade em quebrar aquele longo hiato de ausência da Serra do Guararu. Ela partiu da constatação, após um breve bate-volta de fim de tarde, de q o lugar continuava exatamente o mesmo após td esse lapso de tempo. Pronto, estava feito. Era a fome juntando-se a vontade de comer.

 

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Dessa forma eu, Carol e Ricardo saltamos as 7:45hrs na Estação Estudantes da CPTM, em Mogi das Cruzes. Após um rápido desjejum na lanchonete da rodoviária, as 8:15hrs embarcamos numa das varias lotações q descem rumo Bertioga, mas não sem antes uma parada providencial no Rancho da Pamonha, pra mais um rápido cafezinho. Não demorou praquela manhã q se insinuava fria e encoberta abrir-se por completo, deixando a mostra um sol promissor q logo aumentou a temperatura durante a descida da serra. Enqto isso colocávamos o papo em dia, principalmente dos causos recentes cujo destaque foi o da “morena do beiço verméio” , contado pela Carol..

Após a descida e rodar um tanto quase por tds as praias da baixada desovando os passageiros da van, saltamos em Bertioga finalmente as 9:30hrs, em frente a balsa q cruza o canal de Bertioga rumo o Guarujá. No caso, a verdejante Ilha de Sto Amaro. A travessia foi rápida e bem tranqüila, onde os veículos particulares dos turistas dividiam o espaço com transeuntes q no geral se resumiam a locais, ripongas, gringos e surfistas. Ao saltar da barca somos recebidos por um portal q nos dá ás boas vindas á ilha. Outro painel explicativo nos informa didaticamente q a Serra do Guararu, representa o maior conjunto de ecossistemas bem preservados da Ilha de Santo Amaro. Engloba extensas áreas de Mata Atlântica, nascentes, córregos, cachoeiras, vegetação de restinga, incluíndo espécies arbóreas e arbustivas, praias e os manguezais ao longo do Canal de Bertioga. A grande importância dos atributos naturais e sua beleza cênica resultaram no tombamento da Serra do Guararu, inclusive da Praia Branca.

 

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Ignorando a Estrada Parque Serra do Guararu (SP-61), tb conhecida como Rodovia Guarujá-Bertioga, tomamos uma trilha bem obvia q surge logo de inicio após o pórtico, á esquerda, ladeando a encosta. Hj esta trilha esta totalmente concretada e possui corrimãos de madeira pra auxiliar nalguns trechos, privilegio q antigamente inexistia e q não raramente resultava em inúmeros tombos durante o perido de chuvas. Isto pq o chão é de terra argilosa compacta e qdo umedecido fica um tremendo sabão. Ainda assim é bom ter cuidado ao caminhar pelo calçamento de pedras em época de chuvas pq qq chinelo de borracha desliza facil facil nele. Alem do mais, essa trilha não tem iluminação. Portanto se for retornar a noite é bom levar lanterna pra não levar um capote.

Pois bem, seguindo pela trilha surge logo uma bifurcação: á direita, subindo, prossegue a picada calçada tradicional, q em menos de 2km leva ao centro da vila; mas a gente toma a da esquerda, a “walking path”, q é uma vereda de chão batido q tb dá na Prainha Branca, porém tb leva as ruínas da “Igreja de Pedra”, ao Forte São Felipe e ao Farol da Pta da Armação. A vereda é bem tranqüila, batida, relativamente larga e sombreada, sempre bordejando a íngreme encosta em nível. A pernada é bastante agradavel e parcialmetne cenica, principalmente pq o túnel de vegetação não apenas filtra os raios do sol como tb permite frestas de paisagens pro lado continental. No caminho, uma bica dágua refesca nossa garganta como tb arbustos forrados de morangos silvestres complementam nosso café antes de chegar noutra bifurcação. Nos mantemos na da esquerda, pois da direita sobre pra interceptar a picada principal, ou seja, a concretada.

 

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Após 1km a vereda apresenta algumas raizes sobressalentes e gdes rochas no caminho, ate q cruzamos o q parece ser um corredor no meio duas muretas de pedra. Alguns passos logo adiante nos levam á tal “Igreja de Pedras”, na verdade as ruínas da Ermida de Sto Antônio do Guaibê, datada de 1550 , capela onde o padre José de Anchieta catequizou os índios tupiniquins, permitindo a convivência pacífica entre os portugueses. São restos de paredes erguidas e ate um salão central, com altar e td, parcialmetne engolidos pelo mato. Olhando atentamente pode-se observar td a técnica de construção adotada pelos portugueses, basicamente feita de pedra e cal. As ruínas têm abóbadas já deterioradas pelo tempo, tomadas pela floresta e seus braços, as plantas do chão e os cipós que tomam conta das árvores. Mas o altar e os degraus das escadas, ambos construídos com pedras gigantescas e, provavelmente, trazidas de outro lugar por índios ou escravos, um dia abrigou pessoas em nome da fé. Hoje atrai as mais variadas cores de borboletas e, em contraste, alguns vândalos, que teimam em deixar suas marcas nas paredes do templo. Abandonado, o sítio arqueológico poderá integrar o Parque da Serra do Guararu, algo q ainda esta em fase de planejamento.

Após uma pausa de contemplação e fotos, prosseguindo pela mesma picada logo desembocamos num lugarejo chamado de Toca da Garoupa, uma pequena enseada onde há algumas poucas casas de pescadores, um pequeno quiosque e camping.

Após uma providencial coleta de infos com um riponga acampado recem levantando, cruzamos a pequena enseada sempre próximos a orla marítima, até dar no final dela. Ali aparentemente td termina, mas basta procurar bem em meio ao bambuzal ou mato caído q surge uma trilha bem batida dando continuidade ao trajeto, q sempre bordeja a costa. Uma vez na picada não tem mais erro, basta tocar em frente,as vezes longe, mas principalmente próximo da orla marítima em meio a mata! O trajeto é predominantemente em nível, com algum sobe e desce esporádico, mas sussa e óbvio. As vezes surgem bifurcações, principalmente pra esquerda, mas tds levam a rochedos ou trechos de costão utilizados como piers providenciais por pescadores. Estes, alias, estão onipresentes nas margens tentando a sorte e podem auxiliar com valiosas informações em caso de duvida. “Quase peguei uma moréia!”, diz Seu Iraim, mostrando orgulhosamente um pequeno bagre recém tirado do mar.

Após tropeçar com uma refrescante bica cruzando o caminho, a picada começa a se tornar cada vez mais irregular e estreita, ao mesmo tempo em q apresenta mais mato tombado ou avançando sobre a trilha. Mas as 11hrs logo tropeçamos com mais vestígios de outra antiga construção, no caso, inicialmente uma mureta de pedras e depois o q parecia ser um mirante com vista pro oceano. Apesar de coberto de mata, aquelas ruínas não escondiam alguns dos mais belos marcos da arquitetura militar portuguesa do sec. XVI. Estávamos no Forte São Felipe (ou Forte de Pedra, como tb é conhecido), uma pequena construção construída em 1552 e q desempenhou papel fundamental na segurança da Vila de São Vicente e, mais tarde, do Porto de Santos, contra ataques dos índios tupinambás e de corsários. Suas muralhas se levantam sobre o mar, e no baluarte existe ainda uma cisterna empedrada e peças de cantaria lavrada. O mesmo sítio do Forte São Filipe foi sede da “Armação das Baleias”, importante marco econômico colonial nos séculos XVIII e XIX, hoje em ruínas, local de extração de óleo de baleia para a iluminação da região.

 

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Após um rápido vislubre da fortificação do lado de fora, saltitando feito cabritos pelo costão rochoso, damos continuidade a nossa pernada pela trilha principal em meio a mata, sempre bordejando a base do Morro da Armação, rumo leste. Mas ao desviar de um íngreme costão rochoso, a vereda embica piramba acima de modo a contornar este obstáculo natureba por dentro, nos obrigando a uma breve e curta escalaminhada atraves de rochas e raizes. Mas uma vez no topo do morro segue um longo descidão feito atraves de uma picada tão íngreme qto estreita, onde é preciso afastar o mato com as mãos pra poder enxergar onde se pisa.

Num piscar de olhos desembocamos num meio de alguns rochedos e, olhando ao alto, observamos um pequeno trambolho avermelhado com uma lâmpada reluzindo ao sol forte das 11:20hrs. Haviamos finalmente alcançado o Farol da Pta da Armação! Mas pra chegar no dito cujo havia ainda q escalar uma rocha, o q so era possível atraves de uma corda estrategicamente ali disposta, sem gde dificuldade tecnica. Uma vez no pequeno farol pudemos ter uma bela panorâmica do entorno, q descortinava td faixa clara da areia da Praia de Bertioga ate o Morro da Enseada, a nordeste; como td quadrante sudeste tomado basicamente pela horizontalidade de um mar azul sem fim, cuja tranqüilidade era maculada esporadicamente por alguma lancha ou jet-sky! No céu azul, fragatas e gaivotas dividiam o firmamento com enormes urubus q mais pareciam pterodáctilos, q alem de deixar o entorno do farol repleto de plumas os maleditos carimbavam as pedras com sujeirinha clara q destoava da cor natureba das mesmas.

 

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Após uns 10 minutos de descanso a volta foi feita pelo mesmo trajeto da ida, porem em tempo bem menor. Ao passar pela Toca da Garoupa fomos de encontro a bifurcação anterior q a precedia, e dali tocamos pelo ramo da direita, subindo no aberto bem forte, passando em meio a bananeiras pra depois acompanhar uma linha de postes ate mergulhar novamente no frescor da mata fechada. Não demorou e logo desembocamos na picada principal, aquela calçada, já no alto do morro. Mas não deu nem um minuto q nos deparamos com nova bifurcação. Ignoramos o ramo concretado principal, q nos levaria ao cto do vilarejo, em favor de uma picada mais discreta e de terra a esquerda, q começou a descer forte tendendo pra esquerda da praia. O chão argiloso estava relativametne úmido e a declividade acentuada facilitaram os tombos, do qual este q vos escreve foi vitima por ter seu traseiro devidamente carimbado.

Dito e feito, as 12:20hrs a picada nos levou aos fundos do camping São José, no Cantão, ou seja, no extremo norte da Prainha Branca! A partir dali fomos andando pela areia finas e clara q dá nome a praia, q de pequena não tem nada já q sua extensão é de quase 1,5km! Afastada, primitiva e selvagem, a extensa faixa de areia é cercada de morros e tem ate uma lagoa salubra próxima. Possui ondas fortes e correntes traiçoeiras do lado esquerdo e um mar calmo no lado direito devido a proximidade da ilha, a Ilha da Prainha (tb conhecida como Ilha Rasa), acessive a pé na maré baixa.

 

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A medida q caminhávamos pra outra extremidade da praia, podíamos ver a muvuca cada vez mais presente próximo do vilarejo. Repleto de bares e campings, a comunidade caiçara da Prainha Branca até pouco tempo tinha como uma de suas principais atividades a pesca artesanal, hj vive basicamente em fcao do turismo, q basicamente quadriplica seus habitantes durante os finais de semana e feriadões. Pescadores dividem espaço com turistas, gringos e surfistas, numa sinergia q so se encontra mesmo nestes locais especiais, tal qual a Praia do Sono, na Joatinga.

Dando continuidade a pernada, damos as costas á Prainha Branca pra então tomar uma curta trilha q logo nos desova na minúscula Praia das Conchas, de extensão menor q 50m e q basicamente pode ser definida como um estacionamento de embarcações defronte á Ilha Rasa. Na sequencia, a pernada se dá pelos lajedos e pedras do costão rochoso, onde algumas belas periguetes lagartejam de bruços, tostando suas buzanfas de fio-dental á milanesa naquele inicio de tarde, ou seja, das 13hrs. Td cuidado é pouco pra não desviar a atenção e cair do costão, claro. Daqui já é possível avistar a Prainha Preta, próxima dali enfiada numa pequena enseada e cercada de verdejante mata.

 

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Novamente na trilha, a picada embica em meio a mata num piso bem irregular, escorregadio e com mtos buracos, mas logo nivela ao costear a serra. Não demora a uma bifurcação nos levar propriamente dito à areia preta q dá nome á praia. Esta aqui é de fatoi uma pequena enseada selvagem junto a morros e de ondas fortes. Sua extensão não passa dos 300m e possui agua doce corrente despencando de nascentes do alto da serra. A ausência de construcoes favorece q aqui se possa acampar gratuitamente, tanto q naquela ocasião vimos umas 3 tendas comodamente situadas a sombra da mata. No entanto, alguns maconheiros farofeiros teimam em deixar o local sujo, esquecendo de levar seu lixo, deixando-o em lugares q poderiam comportar facil e confortavelmente mais barracas. Aqui a Carol encontrou um conhecido e eu simpatizei com a carcaça de uma tartaruga, q so não levei pra não queria ter a mochila pesa e fedendo.

Retomamos a trilha principal agora rumo a próxima praia do caminho, ou seja, Camburizinho. Bem sinalizada, esta pernada não tem erro nenhum e só se perde quem fizer uso de bengala ou cão-guia! Vale destacar q a partir daqui o caminho torna-se mais irregular, com muitas pedras, mata caída e troncos no caminho, a diferença do trecho anterior, mas nada do outro mundo q não possa ser contornado. Subindo e descendo suavemente, logo nos deparamos com a bifurcação da Cachoeira do Camburizinho saindo da principal, tocando morro acima pela direita, agora rumo oeste. E é por ela q seguimos, já prevendo q voltaremos depois pela picada principal, saindo da Praia de Camburizinho.

A pernada agora é sempre em subida, inicialmente suave mas logo depois a declividade aperta a tal forma em q a escalaminhada de raizes, pedras e troncos torna-se inevitável. Mas ao mesmo tempo em q o suor corre farto pelo rosto percebe-se facilmente q se ganhou altitude considerável, calculo q algo de menos de 150m. Uma vez no alto do morro começa uma descida suave a bordeja a serra tendendo pro sul e logo pra sudeste. No caminho surgem alguns fornos cavados na encosta, similares aos encontrados em Paranapiacaba porem em melhores condições, q despertam nossa atenção pra alguns cliques e alguns ajustes na maquina fotografica.

 

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Finalmente a picada cai nas margens de um riacho q corre manso e raso, q logo é acompanhado pela margem direita após ser facilmente cruzado. E num piscar de olhos nos vemos no alto da Cachu do Camburizinho, a exatas 13:40hrs, onde a agua é despejada de quase 3m num enorme poço, de profundidade relativa. Dali o riacho segue seu curso e se derrama atraves de uma enorme laje semi-vertical, pra depois serpentear sinuosamente serra abaixo rumo a Praia de Camburizinho. Assim, após facil desescalaminhada por troncos estacionamos nos lajedos q circundam o piscinão, onde nos brindamos com um merecido pit-stop pra banho, lanche e descanso. O único porém do lugar é q é totalmente sombreado, o q não permite q a agua receba mto sol e seja, portanto, gelada, aquela altura do campeonato. No entanto, isso não impede q mesmo um breve tchibum revigore nossa carcomida alma da pernada ate aquele lugar paradisiaco.

As 14:30hrs iniciamos a volta, mas não pela trilha da cachu. Pra tornar diferente o passeio resolvemos simplesmente acompanhar o rio q abastece a cachoeira serra abaixo, uma vez q ele vai desaguar na Praia de Camburizinho, q alias é nosso próximo destino. Portanto, a primeira lajezona é vencida descendo a parede rochosa do lado esquerdo, se firmando tanto nas pedras como nos cipós e troncos a disposição. Uma vez na base, de fato, da cachuzona, o se vê a seguir é basicamente o de sempre pra quem ta habituado a descer rios: alternar margens conforme os obstáculos vao surgindo no caminho, principalmente gdes poços, pirambas verticais ou quedas maiores. E foi assim q fizemos.

 

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O primeiro ingreme trecho é facilmente transposto desescalaminhando rochas, mas uma vez q percebemos vestígios de uma picada discreta na margem direita, não pensamos duas vezes e é por ele mesmo q tocamos, perdendo altitude rapidamente. Mas logo a picada some no rio, o q nos obriga a cruzar a outra margem e por ali dar continuidade à descida, seja pela encosta florstada ou pelo leito pedregoso do rio. E assim, aos ziguezagues, vamos rapidamente descendo o rio ate q ele começa a nivelar de vez, indicando já estarmos quase do nível do mar. De fato, logo a nossa frente, em meio ao túnel de espessa vegetação, surge uma luz reluzindo relfetida no fim do túnel: o grandioso espelho dagua onde deságua o ribeirão da cachoeira e q atende pelo nome de Lagoa do Camburizinho!

Abandonamos então o leito de pedras em favor de uma picada q o acompanha pela esquerda, desviando dos trechos de brejo q cricundam a lagoa, ate q finalmente a vereda nos leva à Praia do Camburizinho, as 15:10hrs! A semelhança das demais praias, esta aqui tb é cercada de farta, rustica e rica vegetação. Ao sopé dela uma faixa de areia de quase 800m se estende ate o próximo morrao, q a separa da Praia dos Pinheiros. O mar aqui tem ondas fortes, ideal pra surfe, defronte a belíssima vista da Ilha de Guarujá. Durante nossa rápida passagem por aqui avistamos turistas contados numa mão só, evidenciando q qto mais longe e isolada menos disposição a galera tem de encarar as praias mais distantes. Aqui existe apenas um morador, situado quase no outro extremo da praia, a quem se deve pedir permissão (pagando a devida taxa) de camping.

Fim de circuito mas não fim de pernada, havia ainda q retornar td novamente. Tomamos então a picada principal e voltamos td, subindo a árdua piramba q ladeia o morro separando Camburizinho da Praia Preta. No alto, já do outro lado, uma janela emoldurada pela vegetação descortina uma paisagem q não deixa por menos à da Joatinga, tanto q esta pernada pode ser considerada uma versão minimalista da mesma: em primeiro plano a beleza da enseada da Praia Preta, tendo a larga faixa de areia da Prainha Branca destoando logo atrás; no mar, as ilhas próximas a orla destacam-se como diferenciais deste cenário paradisíaco, q corresponde à cereja do bolo deste bate-volta decerto inesquecivel!

 

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Voltamos td trajeto sem pressa alguma, pois a missão já estava concluída. Chegamos na Prainha Branca por volta das 16:15hrs, onde imediatamente desabamos numa das mesas do Larica´s, onde mandamos ver uma rodada de pitoresca breja Capivaryana, q nunca desceu tão bem goela abaixo! E de resto ficamos ali, descansando e apreciando o vai-vem naquela bucólica praia, agora com bem menos turistas q durante o horário do almoço. Mas o relax se estende apenas por uma hora após a chegada. E não devido aos minusculos borrachudos q insistem em sugar nosso sangue ou pela probabilidadede voltar pela trilha calçada no escuro. So não tomamos mais pq o “Bin Laden”, o atendente barbudo-rastafari do bar, estava literal e sutilmente enxotando a clientela (contada numa mão só) ansioso pra voltar de mais um dia de árdua labuta. Com direito ate a diminuição do volume do reggae q tava rolando..

Retornamos ao portal ao escurecer, onde tivemos a sorte de imediatamente tomar a balsa, pra entao pisar na terra firme de Bertioga as 18:30hrs, onde encostamos novamente num dos quiosques ao lado afim de forrar o estômago com algum salgado, fosse ele um dogão ou pastel. Agora tínhamos q tomar a condução de volta, fosse busao ou lotação. O primeiro tinha horários irregulares e o próximo so sairia as 22hrs; e a segunda teoricamente não passava mais por ali por conta da fiscalização apertada contra transporte coletivo. E agora? Bem, agora teríamos q tomar alguma condução coletiva q nos deixasse na Riviera e dali tomaríamos uma lotação pra Mogi. Mas felizmente essa baldeação não foi necessária pq eis q, do nada, surge uma lotação q extraordinariamente estava ali e não pensamos duas vezes em deixar escapar. Portanto fica a dica: se for pra retornar de lotação de Bertioga é bom ter o contato de uma a mão (e ligar pra vir buscar) pq em tese elas não estão mais parando por no cto de Bertioga a menos q sejam contatadas. No caso, havíamos tido sorte. O resto foi aquela via-sacra e interminável da volta. Primeiro na lotação, q parece q nunca deixava o litoral. E depois o sacolejo hipnótico do trem. Claro q em ambos casos a volta foi feita no mundo dos sonhos, onde terminei chegando ao aconchego do lar sometne la pelas 23:30hrs.

 

 

E essa foi nossa aventurinha dominical pelo Rabo do Dragão, pedaço selvagem do Guarujá q contrasta com o tradicional reduto elegante e chique de veraneio q predomina na sua porção urbana. A Serra do Guararu se encarrega felizmente em ter o melhor quinhão da extensa faixa da Ilha de Sto Amaro, separada do continente pelo Canal de Bertioga e da Ilha de São Vicente, pelo Estuario de Santos. É de se estudar a real viabilidade de uma travessia maior através de suas verdejantes encostas tanto sentido sul qto pro oeste, cruzando mais e mais praias, assim como um bate-volta prometendo a Travessia do Morro da Armação. Mas essas são ainda loucas possibilidades vindouras de mais pernadas tão selvagens e perrengueiras próximas à urbe paulistana. E parafraseando o famoso “Maluco Beleza”, q desta vez vem a calhar com total propriedade: sempre controlando nossa maluquice, porém misturando-a sabiamente com nossa lucidez.

 

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Dia muito bem aproveitado heim!

Em breve pretendo ir para esse lugar também!

 

Existe algum contato do morador/dono da praia do Camburizinho??

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      Daqui, bastou seguirmos os precários trilhos até chegarmos ao 5º túnel, onde instalamos nossas barracas em sua entrada, às 0h, a fim de conseguir burlar a friaca daquela noite e pegar num quase impossível sono.
       
      Pés nos trilhos
       
      Após uma loga e mal dormida noite, às 5h30, levantamos o acampamento, recolhemos as tralhas e seguimos adiante. Atravessamos o 5º túnel, caracterizado pelas suas janelas laterais, de onde é possível ter vista parcial para o outro lado do vale. Este túnel antecede o temido abismo da Grota Funda, cortado pelo 14º Viaduto do sistema Funicular - com 60m de altura, o mais alto de todos - e por um outro viaduto pertencente à Cremalheira, bem mais abaixo. Não hesitamos e o transpomos sem muitas dificuldades - como na outra vez o fiz pelos trilhos da direita, desta vez, optei pelos da esquerda, para ter um melhor visual da cachoeira da Grota Funda. Nesta hora, tivemos um encontro com dois rapazes que também seguiam pelos leitos da dita ferrovia, porém, faziam a transporição da ponte de forma não recomendada: pelos dormentes podres e frágeis. Atingindo terra firme, notamos os primeiros raios do Sol refletidos na serra ao fundo, ocasionando um cenário digno de bem enquadradas fotos!
       



       
      Passamos brevemente pelo 4º Patamar, onde pudemos conferir todo o maquinário que um dia movimentou os cabos de aço responsáveis por tracionar os Locobreques - locomotivas especialmente fabricadas para rodarem no Funicular Serra Nova - que circularam alí, trazendo e levando povos e especiarias, e promovendo o progresso do Estado de São Paulo.
       

       
      Às 7h30, demos continuidade à pernada, retornando à via e seguindo-a por mais túneis e pontes horrendas e precárias e pelo 3º Patamar, que nos serviu como mais um dos trocentos possíveis mirantes do percurso. Uma das pontes, a 11ª, estava com seus trilhos parcialmente soltos, o que nos fez cogitar em contorná-la pela trilha que saia à sua direita. Porém, resolvemos nos arriscar e atravessá-la, desde que, para isto, fossemos um por vez, para evitar sobrepeso na estrutura.
       





       
      A "Ponte Mãe"
       
      Após quase 6h de trilhos, chegamos ao 4º Viaduto, também conhecido como "Ponte Mãe", por ser o mais extenso do sistema, com mais de 200m! Esta ponte é temida por muitos, em razão de seu estado calamitoso e por estar muito coberta pela mata densa e espinhenta. No geral, os aventureiros costumam contorná-la por uma trilha em "S" que costura a ponte até culminar em sua extremidade oposta. Porém, mais uma vez, decidimos fazê-la por cima, nem que para isto, fossem necessárias habilidades no manuseio de facões.
       
      Logo nos primeiros metros, notei um galho enroscado em minha calça, na perna direita. Não era possível removê-lo com as mãos, pois o mesmo era totalmente envolvido por espinhos. Me ví preso a quase 30m de altura! Numa tentativa desafiadora de me livrar deste, tratei de me equilibrar com o pé esquerdo no estreito trilho e, simplesmente, dei um ligeiro chute no ar com o direito, até que, finalmente, o bendito se desprendeu e eu pude retomar meu rumo.
       

       
      Nos aproximávamos da metade da ponte e outro emaranhado de mata espinhenta nos impedia de seguir por este lado - o esquerdo - da mesma, nos obrigando a passar para os trilhos da direita, nos fazendo valer de um humilde hístimo metálico paralelo aos dormentes, pertencente à estrutura da ponte, aparentemente mais resistente que qualquer outra estrutura a mais presente alí. Pois bem, o Jefferson foi o primeiro, seguido por mim. A Renata e o Gabriel vinham pouco atrás e, portanto, os esperamos para instruí-los a como proceder. Inesperadamente, a Renata deu um salto para trás, um tanto assustada pelo que acabara de ver: uma serpente, mais tarde identificada pelo nosso amigo do fórum Mochileiros.com, Gabriel "Mochileiro Peregrino" como sendo uma Caninana - não peçonhenta, porém, agressiva e ágil. Esta passou totalmente despercebida por mim e pelo Jefferson, enquanto nos atentávamos somente a atravessar a precária estrutura da ponte, que já tomava totalmente nossas atenções! Com cuidado redobrado e todos já nos trilhos da direita, terminamos de transpor a Ponte Mãe, desta forma extremamente inusitada e perigosa!
       



       
      A pernada final
       
      A partir da Ponte Mãe, a travessia suaviza. Já não é mais necessário transpor mais nenhuma ponte, pois há trilha fácil que as contorna. Restavam-nos apenas mais 2h de caminhada para que atingíssemos o pátio de manobras da MRS, já em Cubatão. Atravessamos o Tunel 11, ou "Túnel Pai", o mais extenso, com 240m, paramos na cachoeira referente ao 2º Viaduto, o que não resistiu ao abandono e as ações do clima e desabou há anos, e assim, às 15h10, finalizamos a travessia histórica pela ferrovia que construiu o país, durante um século!
       


       
      Uma vez no pátio de manobras da MRS, bastou atravessar alguns trilhos e seguir rumo ao ponto de ônibus localizado na rotatória frente à Usiminas (antiga Cospia).
       
      Fim de trip?
       
      Diferente de qualquer travessia que fizemos até então, nossa trip ainda teria continuidade! Tomamos o coletivo da EMTU rumo ao Guarujá, onde descemos em seu ponto final, um terminal urbano, chamado de Ferry Boat Plaza, bem estruturado e que serve de ponto de entrada da cidade, também, para quem vem por balsa, a partir de Santos. Deste local, é possível ter vista privilegiada de toda a baía de Santos e de parte do porto. Com sorte, conseguimos flagrar em enorme cargueiro passando a poucos metros de nós!
       

       
      Às 16h20, embarcamos na linha 930, um coletivo, também da EMTU, que seguia para Riviera de São Lourenço, passando por Bertioga. Nosso objetivo era pegar a balsa gratuita em Bertioga que, contraditoriamente, nos deixaria, novamente, no Guarujá, porém, em sua outra extremidade, a mais de 40km do Ferry Boat Plaza. Em Bertioga, nos adiantamos e adquirimos nossas passagens para o retorno a Mogi das Cruzes, que seria na manhã de Domingo, às 8h.
       
      Logo ao lado do pier da balsa, já no lado do Guarujá, inicia-se a trilha sussa à Prainha Branca. Porém, nossa exaustão decorrente da travessia não nos fazia concordar com a facilidade desta trilha, totalmente pavimentada e de baixa declividade! Mesmo sendo, às 18h, já nos deparávamos com a muvuca característica de fim de ano, que pairava naquela comumente bucólica praia. É interessante notar as diferentes tribos presentes alí, gente de todos os tipos e gostos. Paramos num pequeno bar, onde aproveitamos para encher nossas panças, finalmente, após um longo dia de precária alimentação, resumida em apenas morangos silvestres e barrinhas de cereais.
       
      Apesar do clima, nosso point não seria a Branca, mas sim, uma praia vizinha a esta, pois não é permitido camping alí, por questões diversas. Então, às 22h, nos despedimos dos amigos do Jefferson, com quem nos encontramos e que também estavam a passar o Reveillon na região, e fomos direto à trilha que nos deixou, às 22h30, na deserta Prainha Preta. Para nossa surpresa, já havia algumas barracas instaladas no local. Armamos as nossas barracas e pegamos logo num profundo sono, junto à brisa vinda do mar!
       
      Um novo perrengue: a fuga da virada
       
      Acordei às 6h, com o Gabriel tentando sair da barraca para obter algumas fotos do amanhecer que podíamos presenciar naquele momento. A praia é marcada por um apêndice rochoso que salta 4m acima do nível do mar, e pela tonalidade ligeiramente escura de suas areias.
       



       
      Nosso dia se resumiu a apreciar a paisagem bucólica do lugar, o mar incansável de se observar e a papos dos mais diversos. O Gabriel, com um pouco mais de pique, decidiu seguir uma trilha que o levaria à Praia do Camburizinho, onde o elemento marcante é uma lagoa formada pelo curso de um rio que deságua alí. Enfim, o bom tempo que se mostrava diante de nós sofreu uma mudança brusca quando, as 18h, ocorreram os primeiros pingos de chuva que, em poucos minutos, se tornaram um grande e interminável dilúvio, que persistiu até altas horas, nos deixando presos em nossas barracas, sem muito o que fazer.
       
      Numa tentativa frustrada de quebrar a lentidão do tempo, que tardava a passar, jogávamos conversa fora, abordando temas que variavam desde a nossa própria trip a assuntos relacionados a games ou computação gráfica (minha área de atuação profissional).
       
      Enquanto a chuva não cessava, decidíamos também como procederíamos na ocasião, tentando entrar num consenso sobre a viabilidade de desarmarmos o camping e irmos à civilizada Prainha Branca, ainda naquela noite, para podermos assistir à tão esperada queima de fogos, ou se seria melhor permanecermos alí até que a chuva enfraquecesse ou parasse de vez, desde que não se extendesse para além das 5h da manhã seguinte, pois teríamos que chegar a Bertioga até as 8h para tomar nosso ônibus.
       
      Porém, notamos que o riozinho que corria próximo à nossa área de acampamento havia subido seu nível drasticamente, atingindo nossas barracas! Nossa decisão imediata foi abandonar o local. Desmontamos tudo, pusémos nossas bagagens nas costas e rumamos pela trilha em direção à Prainha Branca, às exatas 0h - isso mesmo, passamos a virada do ano no meio de uma trilha!
       
      Finalmentes
       
      Após perdemos todo o espetáculo da queima de fogos e com a chuva já tímida, atingimos o solo da Branca, às 0h30, onde tratamos de nos aconchegar na areia da mesma. Eu, por vez, decidi procurar algum restaurante para jantar e mandei ver com uma porção de fritas e outra de frango empanado! Reencontrei o pessoal num outro quiosque, às 3h, onde permanecemos moscando - flagrando um cara extremamente chapado derrubando tudo à sua frente, sem sequer conseguir se manter em pé - até que, às 5h30, partimos rumo à balsa para Bertioga.
       
      Chegamos ao outro lado, em Bertioga, às 6h10, onde passamos numa padaria que acabava de abrir as portas, naquela manhã de Domingo e compramos alguns salgados e água, e paramos numa praça às margens do cais para as últimas fotos da trip, enquanto nosso ônibus não chegava.
       

       
      Dadas pontuais 8h, nos vimos dentro do veículo que não demorou a partir rumo a Mogi das Cruzes, onde chegamos às 9h20 e tomamos o trem da CPTM, que por sua vez, nos deixou no centro de São Paulo. Daqui, cada um seguiu sua jornada final para casa, com muita história para contar e a garantia de que 2012 foi estreado com não um, mas dois perrengues que, pela insanidade, tornaram-se dignos de serem relembrados por muito tempo!
    • Por rodrigoschemes
      TO QUERENDO IR PARA LA ESSE FDS.. E GOSTARIA DE SABER COMO ESTA LÁ.. SE TEM MUITA GENTE OU SE AINDA ESTA DESERTA.. AH E COMO ESTA PARA ACAMPAR POR LA?
    • Por Bravo Mochileiro
      Estava andando por aí e fui parar no Guarujá, praias bacaninhas, bastante movimento na orla da praia da Enseada e na Pitangueiras (principais praias da cidade), casas de pessoas ricas, jet-skis e lanchas por todos os lados, uma "mini Babilônia" a beira-mar!
      Bem próximo da cidade Guarujá, a aproximadamente 29km de uma bonita e tortuosa estradinha está a Balsa que leva da Ilha ao continente para a cidade Bertioga. Ali também existe uma lanchonete e uma entradinha charmosa para uma trilha morro acima, quem passa desapercebido nem dá importância, mas ali é a entrada para um paraíso...
      Seguindo por essa trilha, de aproximadamente 3km por 20min chega-se na Prainha Branca, na metade do caminho já é possível enxergar ao longe o que te espera, uma linda praia de areia alva e grandes ondas. Ainda na trilha, que é toda calçada com pedras (trabalho feito em regime de mutirão e parceria com a prefeitura), pode se admirar a exuberante Mata Atlântica que cerca a região. Chegando na praia a trilha passa a ser de areia e ganha bifurcações que levam à pousadas, campings, casas de moradores, e alguns pequenos restaurantes bem estilo Roots e finalmente, mais a frente seguindo o som das ondas, chega-se à exuberante Praia Branca... Que visual incrível!!!
      Não existe acesso de carro ou moto, o trajeto é feito por essa trilha ou pagando R$ 10,00 por pessoa pra ir de barco (o que nunca foi uma opção pra mim, hehehe). Isso já adianta um pouco a noção de como o cenário é lindo. A cor da areia faz jus ao nome, branquinha branquinha branquinha, Prainha Branca. São uns 3km de orla, e ondas radicais e perigosas devido à formação geológica do lugar, ao lado existe outra praia, bem menor, de uns 300 metros mais ou menos, a Prainha Preta, pois a areia se mistura com a terra do morro, ficando um pouco preta. Entre as duas praias existe uma pequena ilha que fica acessível a pé na maré baixa, tem uma trilhazinha maneirinha nessa ilha, vale a pena ir nas pedras do outro lado pra ver o sol nascendo... Além disso outras trilhas levam à cachoeiras e a outras praias mais isoladas... Era tudo que eu precisava!!!
      Quando cheguei dei de cara com um doido com cara de malandro e uma prancha zoada debaixo do sovaco, bem safo e gente fina, o "Miugrau" (chamava ele assim pq tudo dele era "miugrau"). Assim que me viu com cara de maluco, suando em bicas da trilha "sobemorrodescemorro", me intimou perguntando se eu precisava de um camping... era o que eu precisava mesmo, pra começo de conversa. Fui seguindo o rapaz e já fui adiantando que eu não tinha grana, e que meu lance era ficar um tempo bom e arranjar um trabalho, e que portanto tinha que ser barato. Chegando no pico me bateu um forte sentimento de felicidade, é um dos melhores campings da praia, fica na frente do mar, afastado do "centro do barulho" mas não tanto a ponto de ser longe, não tinha ninguém só o próprio Miugrau que morava no camping em sua barraquinha em baixo de uma pequena Gameleira, tinha espelho, mesa, cadeira, fogareiro a álcool, álcool e tudo mais... tava morando bem o cara (na minha opinião, hehehe).
      Instalado, sozinho e feliz fui procurar um rango e aproveitei pra dar um rolé na comunidade da Prainha, explorar a vida turística e descolar um trampo (nem tudo são flores). Existem vários quiosques que vendem de tudo, mas durante a noite ficam apenas alguns bares e restaurantes abertos, entre eles os dois maiores e principais, o "Larica's" que é um bar na beira da praia, com estrutura de palco e espaço pra dançar, em dias de grande movimento e temporada tem shows de Reggae e Forró (dá pra ser mais perfeito?!), tem também o ponto da comida, o bandejão caiçara "Restaurante Lipe Point", entre os dois pontos comerciais tem uma espécie de "pracinha" onde os Hippies (os de verdade) vendem seus badulaques, peitas e bermas, no dia não tinha nada lá, a praia estava bem vazia era uma semana antes do carnaval.
      Fui comer no tal do Lipe Point, R$ 10,00 o bandejão com um bife, arroz, feijão preto, batata frita, salada e farinha, até que estava bom. Já era tarde pro almoço e cedo pro jantar, estava ali comendo perto do bar e percebi a movimentação de maior galera dentro do bar, vi um a figura, um maluco completamente bêbado entrou na copa, pegou um descartável e encheu com uns 200ml de pinga e virou de um só gole (se eu faço isso passo uma semana vomitando), fiquei espantado, achei que fosse o filho do dono do bar aprontando, hahaaa, tudo bem né! Paguei a conta e no ato mandei o jargão "e ae mano, ta precisando de alguém pra trabalhar aí?" O rapaz do caixa disse que talvez e mandou voltar depois pra falar com o dono do lugar. Voltei e deu certo, arrumei um bico no paraíso e além disso descolei um quintalzinho de areia pra montar minha barraca de grátis, ô beleza!
      Durante o dia muito sol e bem mais movimento que com o chegar do Carnaval ia só aumentando até o dia que a praia estava lotada com 5 mil paulistas e gente de tudo que é lugar, nesse ponto já não havia vagas nas pousadas e alguns campings chegaram a lotar, eu já estava no meu quintal free, mas sempre voltava no "Camping do Zao" pra visitar o Miugrau e a outra galera q eu conheci nos dias que fiquei lá (foi chegando gente né, eu não ia ficar lá sozinho pra sempre). Com muita gente, muita farra, muito lixo, mas também muita interação positiva. Conheci várias figuras, o Pescador e o seu irmão que sempre faziam rango e os peixes que pegavam, depois conversando com eles descobri que os dois são Coveiros, não vou precisar dos serviços deles por agora (assim espero), conheci o Nóinha, um maluco magrelo, sem dente, mentiroooooso que veio na bagagem do Pescador, uma história muito louca, mas vai ficar pra depois, conheci duas mocinhas lindas de Cubatão, um casal de meninas de Sampa, o casal Lorota, dois viajantes amantes que faziam tatoos de henna tosquíssimas (um brother do camping fez uma tatoo com eles, desculpem o palavreado, mas se fudeu kkk), conheci também o Fábio das Pulseiras, um maluco que faz pulseiras e tornozeleiras de corda, muito bacanas, fiquei brother do cara, entre outras pessoas e figuras, como o Gordinho, o Mineiro (maluco q tava bebado no bar), o Pintor, o Lipe e a sua irmã Paola, loira surfista gata estilo malhação e etc. até toquei violão com um Hippie arrogante que, como eu, não terminava uma música sequer, ele me falou que conhecia o Ventania (aquele dos cogumelos azuis) e eu não duvidei!
      Rapidamente me habituei ao local, trilhas praias, cachoeiras, mulheres lindas, amigos mochileiros, quem não iria se habituar?! Meu trabalho era simples, instalei uns ventiladores de teto na pousada do Deda (dono do Lipe Point e pai do Lipe e da Paola) e fiquei ajudando a montar os bandejões e fazendo sanduíches na chapa durante a noite... A regra era curtir o dia e a praia e ralar de noite com escapadas clássicas pra curtir um Reggae ou dançar um Forrózinho pé de Serra com o pé na areia... Ô rotina chata, né?! Não tem sensação melhor do que dar aquela primeira lavada no rosto pela manhã diretamente no mar, ah não tem! Além disso, como o trabalho era em um restaurante e eu estava "morando" lá, fazia todas as minhas refeições de graça por lá mesmo, perfeito!
      Na prainha conheci o "Tom" (realmente não lembro se era esse mesmo o nome do cara, mas vai ser aqui no meu relato), esse maluco mora no "cantão" da Prainha Branca com sua esposa, ele é branco, galego e esguio, queimado de sol, veio de fora da Praia, casou com uma nativa da comunidade (várias delas são lindas, inclusive a dele) e se mudou pra lá. O quintal de sua casa é um camping e a "sala-cozinha" é aberta para os hospedes, não tem água encanada e a eletricidade vem de uma extensão muito grande e serve apenas para ligar uma lâmpada durante a noite, que ainda assim fica meio fraca por conta da queda de tensão causada pela grande distância da tomada que ele usa, a cozinha é em uma grande varanda com vista para o mar (a melhor cozinha do mundo). O Tom não aceita farofeiros no seu camping, só galera Good Vibe, ainda bem que a minha vibe é good e a hospedagem estava garantida.
      Fiquei os 2 dias finais hospedado no Cantão, conheci um casal de mochileiros espanhóis e quase me apaixonei pela mulher do cara, mas fiquei na minha, óbvio, respeito mulher dos outros, mas olhar (respeitosamente) não tira pedaço, conheci também um Rasta chamado "Anauê" que tinha um dread central gigantesco nas gostas, um cara muito sereno e tranquilo, comprei uns badulaques dele pra ajudar, além do casal de viajantes brasileiros muito comédia. Naquela noite nem fui pro agito, o Carnaval já tinha acabado, eu estava na praia a 18 dias e tirei o fim da viagem pra descansar para o retorno, ficamos todos na cozinha de frente para o mar à meia luz, conversando, trocando histórias, rindo, tocando violão, fizemos um rango coletivo e comemos, em total comunhão de paz e amor, sem interesses, sem julgamentos, sem brigas, apenas irmãos desconhecidos gozando de uma noite maravilhosa cercados de natureza!
      Penúltimo dia, já não tinha trampo, não tinha trampo, nem companheiros, rumei sozinho para a tal trilha da cachoeira que ainda não tinha feito. Uma trilha curtinha, de uns 2,5km mas sobe, desce, lama, pedra, ladeira, escala... ufa! Cheguei na cachu... eu e Deus... como vim ao mundo me deliciei em uma pequena queda d'água e um poço que dava até pra nadar. Nesse momento refleti e agradeci por tudo que tinha acontecido comigo nessa viagem que já estava batendo na casa de 3 meses de duração. Renovado, segui pra praia Camburizinho que ficava "perto" dessa cachoeira, uma praia pequena, mas deserta, tinha um malucão acampado lá, mas eu não o incomodei, tomei um banho de mar e voltei.
      Nesse dia só tinha eu o Tom, a mulher dele e o Anauê no camping, comi alguma coisa e fui dormir, no outro dia cedo eu juntei minhas coisas, me despedi da galera do restaurante e peguei meu rumo pra casa, satisfeito, feliz, empolgado e cheio de histórias pra contar...
       
      Essa foi minha experiência nesse cantinho de paraíso, espero que tenham gostado...
      Essa é a minha Fanpage no facebook, é nova, não tem muita coisa, mas nesse momento eu estou mochilando, então vai ter atualização direto, quem quiser me acompanhar, segue o link:
       
      https://www.facebook.com/TudoDeuCertoVireiHippie
       
      Good Vibes para todos!
       














    • Por msf.RICO
      Bom galera este e mais uma passeio sem nenhuma programação em que eu mais o primo doido pela estrada que eu tenho fizemos neste domingão dia 06.DEZ.08. na prainha branca em Bertioga sampa.
      Lá vai as fotos.
       
      Começa a formação na frente de minha casa.

       
      Dar de beber para as sassas.

       

       
      Primeira parada na Imigrantes para o café da manhã.

       
      As placas tem vez.

       
      Cheio de graça rsrs.

       
      Pistas ruim cheia de buracos olha ai!!!

       
      Mais uma da galera.

       
      Subindo, subindo, subindo...

       
      Belo rio no percurso.

       
      Senhora RICO quiz aparecer rsrs.

       
      Estamos quase lá.

       
      Entrada da cidade.

       
      Sempre de boa rsrs.

       
      E o garoto todo equipado rsrs.

       
      Chegando na orla de Bertioga.

       
      Guardando as meninas na casa da dona Nilza uma senhora dona de uma
      casinha que no fins de semana cede o fundo do terreno para o motociclistas
      guadarem suas preciosidaddes.

       
      Olha a galerinha ai de novo.

       
      Uma vista da enseada.

       
      O canal do local.

       
      E eu tinha que sai né.

       
      A vez dos monumentos.

       
      Belas paisagens.

       
      Nem percebi esta.

       
      Praia tambem e cultura.

       

       
      Registrando o momento.

       

       

       
      Olha eu de novo.

       
      Canhão situado no forte da cidade.

       
      Lado externo do forte.

       
      Marcando o momento.

       
      Cheio de graça.

       
      Embarcando na balsa sentido a Prainha Branca.

       

       

       
      O portal da Prainha Branca.

       

       
      Pra chegar lá só de barco ou na bota rsrs.

       
      As trilhas estão com pedras e nada do antigo barro.

       

       

       
      Fauna e flora preservada.

       
      Show.

       
      Pra refletir.

       

       
      Já na Prainha.

       
      Uma vista da ilha.

       
      Resolvemos subir a trilhar e curtir o visu!!!

       

       
      Estressado o menino.

       

       
      Belas paisagens.

       

       

       
      E eu de novo rsrs.

       

       

       
      Já no entardecer.

       
      Pena que estava acabando.

       

       
      Hora de se preparar para subir com as meninas.

       
      Olha o congestinamento mas e hora de voltar pra casa.

       
       
      Espero que tenham gostado galera mais uma bom lugar para respirar um ar puro aqui em Sampa...abçs..(RICO)
    • Por Quetura Oliveira
      Olá, galera!
       
      Antes de fazer esse mochilão, pesquisei alguns relatos e notei que a maioria estavam desatualizados ou com poucas informações sobre o local.
      Minha grana era bem curta, então resolvi seguir o trajeto mais barato, enfrentar o trem.
       
      Seguimos até a estação Brás (Linha vermelha) e pegamos o trem na direção Estudantes.
      Os trens de São Paulo são um horror, pois muitas vezes não chegam até o destino, nos obrigando a descer em uma estação para pegar outro tem. Passamos 1h dentro do trem.
      Pois bem, chegando até a estação Estudantes, pegamos uma topic que foi bem fácil encontrar, pois estava em frente a estação, custou 20 reais, um valor que fez meu sorriso bater de orelha a orelha . Informamos o nosso destino ao motorista (Bertioga), e o mesmo nos deixou bem próximo, antes ele deixava exatamente no local, porém a fiscalização esta mais atenta então nos deixou próximo ao local. A topic chegou ao destino depois de 2h e nos deixou em uma estrada para pegarmos o ônibus (não me lembro o nome), segundo o motorista é o ônibus do parachoque verde rs. O tal ônibus demorou cerca de 40 minutos até chegar a praia de Bertioga. O ponto final do ônibus fica próximo a balsa para a travessia.
       
      Esta balsa é gratuita para os passageiros que vão a pé.
      Demora cerca de 5 minutos para chegar até o outro lado.
      Na chegada será possível observar uma escadaria, onde marca o inicio da trilha para a prainha branca.
      A trilha é bem fácil e tranquila, demora cerca de 30 minutos para chegar ao destino.
       
      Chegando a praia existe uma praça onde o pessoal vende artesanatos, espetos, roupas, etc. é tudo muito root's ^^
       
       
      Apreciamos a paisagem e fomos procurar pousadas, pois nem se quer havíamos feito reservas.
      O valor das pousadas custa cerca de 100 à 150 reias a diária por casal. As barracas (caso seja sua) custa em torno de 50 á 70 reais a diária.
      Achamos os valores carérrimos, mas sem perder as esperanças fomos até uma pousada bem afastada da areia, chama-se ''Camping da Árvore'' havia apenas um quarto disponível, e o dono nos fez um preço tão camarada que não poderei mencionar no relato. O valor normal custa 60 reais por pessoa. Os quartos são muito pequenos e abafados, mas não foi problema para nós, pois a intenção não era passar a viagem dentro do quarto.
       
      Logo na entrada da praia há vários quiosques, os valores dos almoços custam cerca de 20 reais por pessoa, achamos um valor justo, pois em nossa cidade o valor é quase o mesmo, porém não almoçamos por lá, pois muita gente na net diz que demora MUUUITO tempo para servirem a comida.
       
       
      Prainha Preta
       
      Muito próximo a prainha branca existe uma pequena praia chamada prainha preta.
      Lá existe um pequeno trecho da água que vem da cachoeira, o que alivia a água salgada em nosso corpo.
      Para chegar a prainha preta você precisa trilhar um pequeno trecho que dura cerca de 15 minutos por dentro da mata ou se preferir, pode seguir pelas rochas, demora bem menos, mas o nível de dificuldade é um pouco maior.
       
      A prainha preta tem um visual de tirar o folego
       
       
      Praia Camburizinho
       
      Na trilha pela mata, seguindo em direção a prainha preta há uma placa que indica uma outra direção que é a placa para a praia camburizinho.
      Seguindo essa trilha que dura mais 20 minutos, temos um encontro fantástico com a praia Camburizinho onde temos um lago muito divertido.
       
      Curti muito todos os momentos dessa viagem, mas já era hora de ir embora
       
      Para Voltar, pegamos a balsa e no centro de Bertioga compramos a passagem do ônibus BREDA que custaram 19 reais . O ônibus nos deixou na estação Mogi das cruzes.
      Seguimos em direção a estação brás, mas como sempre o trem parou de funcionar e precisamos seguir viagem de ônibus. O que nos custou 8h de viagem.
       
       
      Foi uma linda trip <3
       
      Valores:
       
      Diária: 100,00
      Almoço: 20,00
      Topic: 20,00
      Ônibus do parachoque verde: 3,00
      Ônibus para voltar BREDA: 19,00
      Tempo de ida: 04h.
      Tempo de volta: 08h.
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