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Raquel Nakasone

Peru, Bolívia e Chile - 21 dias fev2013 - com fotos e gastos

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Oi, gente!

 

Como muitos, estou postando esse relato como uma forma de agradecer ao fórum, que tanto me ajudou enquanto eu me preparava para o mochilão.

Antes de ir, eu só tinha comprado as passagens aéreas (SP-Lima/Lima-SP e Lima-Cusco). Não fiz nenhuma reserva em hostel nem comprei nenhum tour com antecedência. Fiz tudo na hora e deu tudo certo.

Estava preocupada com o clima de fevereiro, mas a chuva não atrapalhou muito. Não passei mal com a altitude.

Sim, eu fui sozinha, e foi ótimo. Conheci pessoas e fiz amigos em todos os lugares, e não senti medo em momento algum, nem em La Paz. Meninas, se joguem! ::otemo::

 

Trechos aéreos (comprados no decolar.com)

U$ 220 SP-Lima e Lima-SP (TAM)

U$ 119 Lima-Cusco (Star Peru)

 

ROTEIRO

Lima

Cusco

Águas Calientes

Cusco

Copacabana

Ilha do Sol

La Paz

Uyuni

San Pedro de Atacama

Arequipa

Lima

 

GRANA

A cotação estava a seguinte (9/2/2013):

1 DÓLAR = 2,6 soles = 7 bolivianos = 470 pesos chilenos = 2 reais

1 REAL = 1,3 soles = 3,6 bolivianos = 238 pesos chilenos

Levei U$ 600 em dinheiro e uns U$ 700 no VTM, que foram suficientes para a viagem toda.

O total do mochilão mais as passagens aéreas (que estavam com preços bem bacanas) deve ter ficado uns R$ 3.300.

 

DICAS ÚTEIS

- O que levar: mochilão 40L, mochila de passeio, bota de caminhada (não tirei do pé, comprei a minha Timberland por R$ 300 na Decathlon), toalha superabsorvente (R$ 20 na Decathlon), casaco impermeável corta-vento (R$ 100 na Decathlon).

- Se você tiver carteirinha de estudante internacional, vai dar uma boa economizada. Se não tiver, é válido levar a carteirinha comum, pois em alguns lugares ela é aceita (ou você dá uma insistida, rs).

- Pechinche sempre. Peça desconto para brasileños, eles nos amam!

- Há um comprimido para o chamado "mal da montanha" que muitos alpinistas tomam: Diamox. Eu comprei aqui, mas nem precisava, pois lá é muito fácil encontrar o Sorochi Pill. A galera que passou mal diz que funciona mesmo. Mas, meninas, tem um porém (que pra mim é muito relevante): ele é super diurético! Eu tomei só um dia para prevenir o mal-estar, pois estaríamos a 5 mil metros de altitude, e me arrependi porque tive que ficar fazendo xixi toda hora. E no rolê não tem banheiro à vonts (e mesmo quando tem, não é lá uma coisa muito agradável). Ficadica.

 

Agora, vamos ao relato!

 

 

1º dia: chegada em Lima

 

Um dia antes da viagem, tentei fazer o web check-in no site da TAM, mas não consegui. Preocupada, liguei para eles, e me disseram que estava tudo certo. No aeroporto em SP, rolou uma confusão. Eu tinha o bilhete eletrônico do decolar e fui pra fila da TAM, mas ao verem que meu voo era pra Lima, eles me mandaram pra LAN, dizendo que esse trecho era operado pela LAN. Por isso eu não conseguia fazer o web check-in, errr! Enfim, só estou contando porque no bilhete eletrônico não havia nenhuma indicação de que o voo seria da LAN (eu até passei pro meu amigo peruano o número do voo da TAM!), então é bom ficar atento.

 

O voo SP-Lima leva umas 4h. Cheguei às 23h. Na verdade, o aeroporto fica numa cidade próxima, a uns 40min de Lima.

Passei a noite na casa de um amigo do CouchSurfing, em San Borja (uma gracinha de bairro residencial). A primeira coisa que ele me deu pra experimentar foi chicha morada, um suco de milho roxo. Muito gostoso, experimentem!

No dia seguinte de manhã, eu teria um voo para Cusco.

 

 

2º dia: Cusco (city tour)

 

Hospedagem: Pariwana Cusco

Super recomendado! O hostel é lindo, limpíssimo, com preço justo, camas altamente confortáveis (senti falta daquele edredom o resto da viagem, sem exagero), bar legal com festas diferentes todos os dias. Tem caixa eletrônico lá dentro.

Diária: 20,8 soles (preço promocional para baixa temporada, quarto e banheiro compartidos)

http://www.pariwana-hostel.com

 

Gastos (soles)

20 táxi de San Borja até o aeroporto de Lima (no carro mais velho que já andei na vida)

16 café da manhã no aeroporto

130 boleto turístico Cusco (preço sem desconto para estudantes)

152 Machu Picchu com Wayna Picchu (preço sem desconto para estudantes)

260 passagens Peru Rail (Ollantaytambo-Águas Calientes ida e volta)

15 city tour (o preço “oficial” é 20)

10 entrada Qorikancha

8 frango + batata frita + Coca num restaurante zuado perto do hostel

 

Saí de Lima às 8h45, cheguei em Cusco às 10h. Peguei um táxi para o hostel. Fiquei no Pariwana, o melhor hostel ever!!! Sério. Assim que cheguei, conheci uma brasileira que também estava viajando sozinha e que também tinha acabado de chegar. Fomos juntas comprar as passagens de trem para Águas Calientes e os ingressos para Machu Picchu. A agência de turismo do próprio hostel estava oferecendo um pacote com trem + MP com Wayna Picchu + hospedagem em Águas Calientes por U$ 220, mas achei muito caro e preferi fazer por conta própria. Depois de fazer as contas, do nosso jeito saiu cerca de U$ 170 – mas deu muito mais trabalho, então vai de cada um saber o que é melhor.

 

No escritório da Peru Rail na Plaza de Armas, a fila não estava muito grande, mas o sistema não estava funcionando. Não entendi direito, mas parece que eles tiveram problemas com a chuva (uns dias antes, as estações de trem ficaram fechadas por causa do volume de água; conheci umas pessoas no hostel que alugaram um ônibus para levá-los e parece que saiu bem barato). Enquanto esperava o sistema da Peru Rail voltar, troquei ideia com um cara de uma agência de turismo da Plaza de Armas, o Stif (Mosoc Travel). Ele era uma figura, doidinho e super xavequeiro, rs. Ele me levou na Inca Rail (também ali na Plaza), que fazia o mesmo percurso que a Peru Rail pelo mesmo preço (segundo o cara, esta é melhor). Mas tinha uma fila imensa, e daria no mesmo esperar, então voltei para a Peru Rail. Demorou muito tempo até conseguirmos comprar nossas passagens, e os horários que compramos foram bem ruins, mas era o que tinha.

 

Depois de compradas as passagens, o Stif nos levou no Ministerio de Cultura para comprar os ingressos pra MP e o boleto turístico. Nós conseguimos comprar WP para o primeiro horário. Dica: se você não conseguir comprar Wayna Picchu, compre para a Montanha Machu Picchu. Uma amiga foi e não se arrependeu, disse que é mais alta que WP e que tem uma baita vista.

 

Uma vez resolvidas as coisas, fechamos o city tour com o Stif. Na verdade, já estávamos atrasadas, pois já era mais de 14h. Então o Stif nos levou para Qorikancha (entrada 10 soles), onde nos infiltramos num grupo. De lá, uma van nos levou para Saqsayhuamán (boleto), Q'enqo (boleto), Tambomachay (boleto) e Pukapukara (boleto). Os lugares são incrivelmente lindos! O tour é imperdível, não deixe de fazer – seja com agência de turismo, seja por conta própria.

 

Voltamos exaustas! A sensação era a de que eu estava viajando há vários dias, de tantos lugares que visitamos. Jantamos pollo (como os peruanos comem frango!) num lugar meio zuado e depois fomos tomar uma cerveja no bar do hostel. Estava bem animado por lá. Dá-lhe "Dança da mãozinha" e similares, prepare-se, hehe!

 

Dica: compre as passagens de trem e a entrada para Machu Picchu com antecedência, principalmente se for alta temporada e se você quiser subir Wayna Picchu (a não ser que seu roteiro seja flexível e você tenha tempo). Eu deixei pra comprar na hora porque tinha a flexibilidade de um ou dois dias, e estava com medo de chover (o que de fato aconteceu, rs). Acabei comprando horários de trem bem ruins porque era o que tinha na hora. Fora que os preços da Peru Rail são um absurdo e variam bastante dependendo do tipo e horário.

 

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3º dia: Cusco (Vale Sagrado) e Águas Calientes

 

Hospedagem: Pirwa Machu Picchu

É bem ok, e oferece café da manhã desde 4h30.

Diária: 24 soles (quarto com 4 camas e banheiro privativo)

http://www.pirwahostelscusco.com

 

Gastos (soles)

25 tour Vale Sagrado

25 almoço em Urubamba

2 mototáxi até a estação de trem de Ollanta

47 ônibus ida e volta AC-MP

 

Fechamos o tour do Vale Sagrado com o Stif também (depois dele ter reclamado comigo porque eu não tinha ido dançar salsa com ele na noite anterior, rs). Antes das 9h ele foi nos buscar no hostel. Deixamos o mochilão lá.

O tour passa por Pisac, povoado de Urubamba (só para almoço) e Ollantayatambo. Chinchero não estava sendo visitado por causa da chuva, e não deu tempo da gente visitar Ollanta por causa do horário do nosso trem. Pisac é bem legal, mas não curti esse tour porque tem muitas paradas pra compras e tal e eu não ligo muito. É bem turistão.

 

Às 15h, pegamos o trem em Ollanta para Águas Calientes. Chegamos antes das 17h. No trem, fizemos amizade com um casal de Fortaleza; agora já estávamos em 5 brasileiros. Fomos todos juntos procurar hospedagem, e depois de umas pesquisas, acabamos no Pirwa (único que oferecia café da manhã). Saímos pra comprar as passagens do ônibus pra Machu Picchu e as comidinhas pra levar pra MP e pra jantar.

 

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4º dia: Machu Picchu

 

Gastos (soles)

15 janta em Águas Calientes

10 van Ollanta-Cusco (o preço "oficial" é 15)

 

Acordamos às 5h, tomamos café da manhã e chegamos em MP umas 7h. O dia estava muito feio, estava garoando e tinha muita neblina. Fomos direto para WP pois tínhamos comprado o primeiro horário (das 7h às 8h). Tinha um pouco de fila mas nada muito absurdo. Demoramos mais ou menos 1h30 para subir – isso subindo bem devagar, parando pra tomar fôlego toda hora. Ficamos um tempão lá em cima. A vista estava um pouco comprometida por causa do tempo ruim, mas às vezes as nuvens davam uma trégua e era incrível! A sensação é a de estar no topo do mundo!!!

 

Descemos muito devagar e acabamos ficando pra trás. A chuva apertou. Já não tinha mais ninguém descendo, só subindo. Então aceleramos e descemos no embalo – tão no embalo que acabamos descendo demais... e fomos parar na Grancaverna sem querer. Putaqueopariu! Quando chegamos lá eu já estava exausta, e entrei em desespero quando percebi que teríamos que subir tudo de novo. A placa lá em cima indicava que a Grancaverna estava a 40 minutos, ou seja, tínhamos pelo menos mais 40 minutos de subida só para retornar ao ponto em que erramos o caminho; dali, ainda tinha muito chão até a saída. A caverna não é nada legal, viu? Só para os fortes. Eu queria chorar.

 

A nossa sorte foi que tinha um guia na caverna, tipo um guarda florestal. Ele nos acompanhou em toda a subida, carregou as minhas coisas, me emprestou uma capa de chuva e praticamente me carregou. Ah, ele também se aproveitou da minha fragilidade naquele momento e me xavecou master, me abraçava e beijava minha testa toda vez que eu parava pra respirar (ou seja, de 5 em 5 minutos)... Eu estava tão sem forças que não sabia o que fazer. Era bem inconveniente e eu queria era dar um safanão nele, mas por outro lado ele estava me ajudando. Depois que o perrengue passou, ficou engraçado contar a história. Eu ali literalmente morrendo e o tiozim me xavecando... afff, que situação! ::lol4::

 

Enfim, eu sou uma pessoa bastante sedentária (leia-se "tenho preguiça até de correr atrás do busão") e achei que a subida e a descida foram bem ok, nada muito sofrido. Mas me perder na trilha foi foda! Sinceramente, achei que não ia sobreviver... #dramaqueen

 

Mas conseguimos. Passamos no controle de entrada de Wayna Picchu por volta das 14h30. Fomos as últimas duas pessoas a saírem de lá (lembrando que subimos no primeiro horário!). Essa hora já não dava mais pra pegar visita guiada, então vimos o parque por conta própria (na verdade, eu mal conseguia andar, de tanto que minhas pernas doíam). É tudo maravilhoso e mágico! Puta energia! Eu já tinha até esquecido o perrengue, o frio (estávamos ensopadas), a fome (tínhamos comido só umas bolachinhas). Lá pras 16h, o sol abriu... Ah, que lindo! Como eu estava feliz! Eu não queria ir embora, mas às 17h, fomos expulsas.

 

Tive que comprar outra passagem de ônibus porque perdi a minha, rs. Jantamos em Águas Calientes. Experimentem arroz chaufa (mistura de comida peruana com chinesa), é uma delícia! Voltamos para o hostel para pegar as coisas e eles nos deixaram tomar banho lá de graça (desconfio que só porque o cara da recepção estava xavecando a minha amiga; esses peruanos são um perigo!). Pegamos o trem às 21h30 e chegamos em Ollanta umas 23h. Pegamos uma van para Cusco, a viagem levou 1h40! Os planos iniciais eram ira pra balada, mas não esperávamos uma viagem tão longa... e capotamos na van. Até parece que eu ia aguentar! Quando chegamos em Cusco, só queríamos saber de cama, rs.

 

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5º dia: Cusco

 

Gastos (soles)

4 almoço mercado central

65 ônibus Cusco-Puno-Copacabana (bus cama Tour Peru)

8 cerveja Cusqueña

 

Acordei super tarde. Saquei dinheiro no hostel e saí com os meninos para almoçar no mercado central: 4 soles para sopa + prato de arroz, lentilha, salada e pescado frito. Estava uma delícia! Quando fui pagar... cadê a carteira??? Perdi! Dá zero pra mim! ::putz::

 

O resto do dia foi uma correria para resolver as coisas, bloquear cartões, sacar dinheiro, fazer ligações etc. Minha sorte é que eu estava com o meu passaporte e tinha feito VTM, então consegui sacar tudo em dólares na Western Union.

 

Fomos na rodoviária comprar as passagens para Copacabana, e no supermercado comprar coisas para a janta (que foi hot dog, rs). Mais contratempos: fui fazer xixi e derrubei meu celular na privada! E me dei conta de que tinha esquecido meu casaco impermeável na van do tour. Eu sou um desastre, haha! De noite, fomos para a festa no hostel (era sexta-feira, festa de Valentine’s Day). Tudo o que eu queria depois de um dia tão conturbado era beber! Foi muito legal, acabou lá pra 1h e seguimos para o Mama Africa (não paga para entrar). O resto fica censurado, rs. ;)

 

 

6º dia: Cusco

 

Gastos (soles)

8 ceviche no mercado

4 táxi até a rodoviária

11 lanche no Antojitos

 

Saímos para almoçar ceviche no mercado (8 soles!), andamos pela Plaza de Armas, fomos no Museo do Chocolate, mercado de artesanato... O dia estava chuvoso, mas estávamos numa galera e foi muito divertido. Lembre-se: muito mais que o lugar que você visitar, o que faz a sua viagem são as pessoas (óun!). Foi triste me separar da galera do hostel. O jantar de despedida foi no Antojitos.

 

O ônibus para Puno saiu às 22h. Bem confortável.

Ah, sim, eu consegui recuperar meu casaco com o Stif. E o meu celular sobreviveu à privada (a dica é deixar desligado, sem bateria e chip e enfiado no arroz, pois o arroz chupa a água que entrou). ::otemo::

 

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7º dia: Ilha do Sol

 

Hospedagem (Norte): não lembro (mas é tudo igual, meio “rústico” rs)

Diária: 25 bolivianos (quarto com duas camas, banheiro compartido)

 

Gastos (bolivianos)

25 barco para a Ilha do Sol

25 almoço

25 garrafa de vinho

 

Deveríamos ter chegado em Puno às 5h30, mas chegamos às 4h30. E o ônibus para Copacabana só saía às 7h30... Foi bem chato ficar esperando no terminal, e estava bem frio.

Dica: compre a viagem direto para Copacabana. É só uns 10 soles mais caro.

 

Chegamos em Copacabana quase meio-dia, depois de passar pela imigração. Deixamos nossas mochilas no Hotel Utama sem pagar nada, o pessoal é super gentil e prestativo. Pegamos o barco para a Ilha do Sol às 13h30, chegamos umas 16h. Fomos para a parte Norte. Não lembro o nome do hostal, mas tem um do lado do outro e todos são o mesmo preço (25 bolivianos). Almoçamos e demos umas voltas, a ilha é linda e estava rolando carnaval lá, demos sorte! De noite, teve luau na praia, onde a galera acampa. Algumas garrafas de vinho e fizemos vááários amigos. Que noite!

 

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8º dia: Ilha do Sol e La Paz

 

Hospedagem: Wild Rover La Paz

Diária: 55 bolivianos (quarto e banheiro compartidos)

É legal, limpo e tal, mas não curti muito. Devem ter outras opções mais interessantes, como o Loki.

http://www.wildroverhostels.com

 

Gastos (bolivianos)

35 almoço Ilha do Sol (parte Sul)

20 barco para Copacabana

10 entrada no museu e ruínas (parte Norte)

30 ônibus para La Paz

45 pizza + Coca

10 cerveja

 

Acordamos tarde e fomos ver as ruínas da parte Norte (mais ou menos 2h de caminhada, ida e volta). A ideia era fazer a trilha Norte-Sul, mas como já estava tarde, desisti, pois achei que não chegaria a tempo de pegar o último barco de volta para Copacabana na parte Sul. Meu amigo foi e fez a trilha em 1h30, voando (ainda bem que não fui, eu ia ficar pra trás...). Eu peguei o barco das 13h30 na parte Norte que ia para o Sul. Almocei truta com uma vista maravilhosa para o Titicaca, e o barco para Copa saiu às 15h30.

 

Cheguei umas 17h e quase não consegui comprar passagem para La Paz, mas deu certo. Pegamos as mochilas no Hotel Utama e saímos umas 18h. No meio do caminho, o ônibus parou e todo mundo teve que descer. O motorista não avisou nada, e a gente teve que pegar um barquinho e esperar o ônibus atravessar o Titicaca de balsa. Num frio da porra!!! Detalhe que o ônibus demorou pra chegar, eu já estava xingando os bolivianos mentalmente, pensando que tinham fugido com as nossas mochilas... rs. Chegamos em La Paz umas 23h. O ônibus para num lugar meio nada a ver, não é um terminal nem nada, é tipo no meio da rua. De lá, pegamos um táxi para o Wild Rover. O bar do hostel é bem legal, tem mesa de sinuca e tal, mas bem na hora que fomos pra lá, a galera tinha saído para o Loki, e o bar ficou vazio.

 

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9º dia: La Paz

 

Gastos (bolivianos)

3,50 entrada Parque Urbano Central

15 táxi para o Mirador Kili Kili

40 táxi para o Mirador Jach’a Kollo + mercado das bruxas

30 sorvete com crepe em Sopocachi

15 táxi de Sopocachi para o hostel

30 drinks

 

Do hostel, fui andando para o Parque Urbano Central (Parque Laikacota), que tem um tobogã muito divertido e uma vista linda da cidade. Em seguida, peguei um táxi para o Mirador Kili Kili e, saindo de lá, um taxista muito gente fina (que acabou virando meu guia particular e me contou várias coisas culturais interessantes) me convenceu a ir em outro mirador, o Mirador Jach’a Kollo. Era alto pra caralho! Ele tinha razão: que vista! Dava pra ver toda a cidade e as montanhas ao fundo. Eu adoro miradores!

 

Depois, fomos ao mercado das bruxas – que nada mais é que um monte de barraca e loja. Como não queria comprar nada, fui para a Igreja San Francisco, e na cagada encontrei com uma galera que conheci na Ilha do Sol. Fomos até a Praça Murillo e andamos até Sopocachi em busca de uma sorveteria. De lá, peguei um táxi para o hostel, pois queria pegar a mulher da agência de turismo lá. Mas cheguei tarde demais, e já não tinha mais vaga para o tour do Chacaltaya... dá zero pra mim. Já que eu não acordaria cedo no dia seguinte, o jeito foi ir beber no bar! Nessa noite sim estava animado.

 

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10º dia: La Paz

 

Gastos (bolivianos)

100 ônibus La Paz-Uyuni (semicama Trans Omar, NÃO recomendo)

4 Museu de Instrumentos Musicais na Calle Jaen

4 boleto para 3 museus

 

Fui para o terminal comprar a passagem para Uyuni. Fui para o mercado das bruxas, troquei dinheiro, e fui para a Calle Jaen. Que graça! É uma ruazinha no estilo colonial, a mais conservada da cidade. Entrei no Museu de Instrumentos Musicais, que foi um achado! Depois, comprei um boleto (4 bolivianos) que dava direito a entrada em 3 museus: Casa de Murilo, Museu de Armas e Museu de Metais Preciosos, que estava fechado.

 

Voltei para o hostel, tomei banho, peguei as coisas e fui para o terminal. O ônibus para Uyuni saía às 19h. A viagem foi horrível! O ônibus da Trans Omar era mega zuado, o banco era super duro e começou a incomodar depois de 10 minutos... imaginem como foi aguentar mais de 12 horas. Tenso.

 

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11º dia: Uyuni

 

Gastos (bolivianos)

750 tour 3 dias + 2 noites + transfer para San Pedro (eu tive que chorar bastante pra conseguir esse preço)

20 café da manhã

 

Cheguei umas 8h30, 9h. Fechei o tour que saía às 10h30 com a Uyuni Tours por BS 750 (a Cordilleira estava cobrando mais de 900). Tomei café da manhã, comprei água e papel higiênico.

Dica: arranje um lugar pra tomar banho antes de sair de Uyuni! Nunca se sabe quando será o próximo...

 

Meu jeep foi composto por um casal de Israel, 2 meninas inglesas e 1 chileno. Mais tarde, descobriríamos que cada um tinha comprado o tour com uma empresa diferente, super confuso. No final, elas são todas iguais. Não acredite em promessas de mordomias e pechinche bastante.

 

A primeira parada do tour era o cemitério de trens. Em seguida, fomos para o Salar, que estava alagado e incrivelmente lindo. Almoçamos lá no meio do Salar, de pé, no jeep. No fim da tarde, chegamos no refúgio num povoado bem pequeno chamado Villa Alota. Vimos um pôr do sol maravilhoso no coreto da igreja. Estava frio pra caralho! Não tinha como tomar banho e nem tinha energia. Serviram um lanche da tarde, e mais tarde serviram a janta, que comemos à luz de velas. Os outros jeeps também estavam lá e rolou uma bagunça à noite, rs. Tinha um japonês fazendo miséria com um violino, uma figura!

 

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12º dia: Uyuni

 

Gastos (bolivianos)

150 entrada Parque Eduardo Alvaroa

 

Acordamos cedo, tomamos café da manhã e saímos para ver umas rochas vulcânicas bem legais. Saindo de lá, nosso jeep quebrou. O guia-motorista ficou um tempão tentando consertar, outros dois jeeps pararam pra ajudar, juntou uma galera. Estávamos no meio do nada. Poderia até ter rolado um stress (uma das inglesas estava doente)... Mas o lugar era maravilhoso e ainda por cima os caras do outro jeep eram músicos!

 

Enfim conseguiram dar um jeito no carro e seguimos para a Laguna Hedionda. Almoçamos lá. Depois, fomos ver o Árbol de Piedra, e terminamos o dia na Laguna Colorada, dentro do Parque Eduardo Alvaroa. A hospedagem era lá, pertinho da laguna. Fez muito frio de noite, e algumas pessoas passaram mal por causa da altitude (estávamos a mais de 4.000 metros). Serviram lanche e janta. Só rolava banho gelado e, apesar do frio, eu fui macho e enfrentei, pois não estava mais aguentando! Dá pra carregar os eletrônicos numa lojinha que eles têm lá (cobram 5 bolivianos).

 

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13º dia: Uyuni e San Pedro de Atacama

 

Hospedagem: Casa del sol Naciente (Calle Tocopilla 310)

Diária: 8.000 pesos chilenos (quarto e banheiro compartidos)

O hostel é muito legal, tem um clima diferente, e foi o mais barato que encontrei. Tem espaço pra camping. Mas tem poucos banheiros pra tanta gente, e rola fila.

 

Gastos (pesos chilenos)

800 hot dog (almoço)

7.000 tour Valle de la Luna (agência de turismo Corvatsch, recomendo! Calle Tocopilla 406)

2.000 entrada

 

Acordamos às 5h da matina. Tomamos café da manhã e saímos para ver os geisers. Depois, seguimos para as águas termais, mas eu não tive coragem de entrar por causa do frio. O lugar era lindo (novidade!).

 

Das águas termais, fomos deixadas na fronteira com o Chile. Uma van da Cordillera nos levaria para San Pedro. Quando fui carimbar a saída na Bolívia, descobri que tinha que pagar uma taxa de 15 bolivianos. Por causa do incidente da carteira perdida, eu estava economizando muito, e levei o dinheiro contado (eu tinha os 150 da entrada do parque, e mais 10 para tomar banho, e só). Ou seja, eu não tinha 15 bolivianos (eike pobreza)! E foi o que eu falei pro oficial. O que ele fez? Deixou quieto e carimbou meu passaporte... Oi?! Na certa os caras estavam levando a grana por fora.

 

O procedimento de imigração é demorado. Chegamos em San Pedro às 13h (na hora do Chile). Fomos procurar hostel e essa foi a única parte da viagem em que me arrependi por não ter feito reserva. Estava calor pra caralho, aquele lugar parece um forno! Andar com o mochilão nas costas mais uma mochila na barriga e debaixo daquele sol não foi fácil. Parei em uns 4 hostels, mas ou não tinha vaga, ou era quarto privado (muito caro pra minha pobreza). Já estava quase virando geleca quando finalmente encontrei a Casa del Sol Naciente, por 8.000 pesos para quarto compartido.

 

Deixei minhas coisas lá e saí para fechar o tour para o Valle de la Luna, que saía às 16h. O lugar é lindo, mas o cara da agência tinha me falado que o tour incluía uma caminhada de 40 minutos pelo Valle de la Muerte. Quando cheguei lá, o guia disse que era de 1h30 a 2h. Apesar do sedentarismo, eu não tenho problema nenhum em caminhar e fazer trilhas, mas eu estava exausta e o sol estava castigando muito – a caminhada é com o sol a pino, sem uma sombrinha sequer pra amenizar. Foi sofrido, não curti! No caminho, vi uma galera fazendo sandboarding, deve ser divertido, fiquei com vontade. Mas a minha dica é: se você não é atleta, vá com uma agência, de van. Vi umas pessoas indo de bike, carregando a prancha nas costas, e não é fácil (elas não estavam com cara de felizes, garanto). Enfim, eu sobrevivi à caminhada com muito esforço. E o pôr do sol seria no alto de uma montanha, socorro! Mas é claro que valeu a pena. Pôr do sol é um negócio sério pra mim... ;)

 

Voltamos umas 21h. Jantei coca com bolacha (contenção de gastos!).

 

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14º dia: Atacama

 

Gastos (pesos chilenos)

22.000 tour Lagunas Altiplânicas (Corvatsch)

2.000 entrada

10.000 tour Laguna Cejar

5.000 entrada

3.500 almoço em Socaire

1.000 adaptador de tomada

 

Acordei cedo pra fazer o tour das Lagunas Altiplânicas. O guia era outro xavequeiro e colocou muita Ivete Sangalo pra me agradar, hehe. Na primeira parada fomos ver flamingos numa reserva nacional e tomamos café da manhã ali. Depois, fomos para as Lagunas Miscanti e Miñiques, lindas demais! Almoçamos no povoado de Socaire e voltamos para San Pedro umas 15h e pouco.

 

A tour da Laguna Cejar saía às 16h (atrasei 10 minutos e quase me largaram, sejam pontuais!). Fomos para a laguna salgada e é muito divertido e esquisito, você não afunda de jeito nenhum. Em seguida, fomos para uma laguna doce, a água é super gelada. Por fim, terminamos num salar para ver o pôr do sol, com pisco sour e petiscos inclusos. Foi incrivelmente lindo! Esses dois tours são deliciosos, imperdíveis. Voltamos umas 21h. A ideia era tomar umas cervejinhas à noite, mas eu terminei de arrumar minhas coisas lá pras 23h, e fiquei com preguiça (fora a grana apertada).

 

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15º dia: Atacama

 

Gastos (pesos chilenos)

45.000 tour Salar de Tara (Eco Andino Tours)

2.900 ônibus SPA-Calama (semicama Tur Bus, muito confortável)

17.900 ônibus Calama-Arica (Tur Bus)

5.000 refeição completa

 

Acordei cedo para o tour do Salar de Tara. Esse não sai todos os dias, pois é super caro e longe. Mas é lindo demais e eu achei que valeu a pena! Primeiro, paramos bem pertinho do vulcão Lincancabur. Depois, fomos para Vegas de Quepiaco, um lugar com uma vista incrível, e tomamos café da manhã lá. Seguimos para o Salar de Pujsa e Monjes de la Pacana, incluindo várias paradas para tirar fotos e apreciar a paisagem: montanhas, lagunas, rochas com formatos impressionantes. O destino final era o Salar de Tara, um refúgio de flamingos, onde almoçamos. Maravilhoso!

 

A viagem de volta a San Pedro levou 2h. Cheguei umas 15h e pouco e comprei a passagem de ônibus para Arica. Mas já não tinha a viagem direto, então tive que comprar para Calama, e de Calama, para Arica. Nesse dia resolvi jantar, pois a viagem até Arequipa seria longa...

 

O ônibus para Calama saiu às 20h30. Cheguei às 22h, e o ônibus para Arica saiu às 23h.

 

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16º dia: finalmente Arequipa

 

Hospedagem: Pirwa Arequipa

Diária: 30 soles (quarto com 4 camas, banheiro compartido)

Bem limpo e sossegado. Tem um terraço gostoso, onde é servido o café da manhã.

http://www.pirwahostelsperu.com/hostel-arequipa

 

Gastos (soles)

25 ônibus Tacna-Arequipa (bus cama da Moquegua, muito confortável porém sem ar condicionado, quase fritamos!)

150 ônibus Arequipa-Lima (Cruz del Sur, que facada!)

7 táxi terminal-hostel

29 refeição completa

 

Cheguei em Arica umas 8h. Peguei um táxi compartido para Tacna. Eu fiquei um pouco perdida porque a princípio não encontrava táxi, mas é que estava no terminal errado (os terminais internacionais e locais ficam bem próximos um do outro). Uma vez no terminal certo, foi fácil achar. O taxista adaptou o banco da frente, de modo que vão duas pessoas, e mais três atrás. O motorista acompanha a gente durante todo o processo de fronteira, tudo por 4.000 pesos. A merda é que eu só tinha 3.000, e por causa disso ele acabou me roubando e eu só percebi depois. Quando chegamos em Tacna, fui trocar meus dólares por soles, e ele ficou com 10 soles – o que era bem mais do que eu estava devendo, safado!

 

Finalmente, de Tacna peguei um ônibus para Arequipa. Seriam 7h de viagem, mas pegamos trânsito quando estávamos chegando, fora as mil paradas que o ônibus fazia... Cheguei em Arequipa umas 16h. Aproveitando que já estava no terminal, comprei a passagem para Lima, troquei dinheiro e fui para o hostel. Tomei banho e fui dar uma volta na Plaza de Armas, a mais linda da viagem toda!

 

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17º dia: Arequipa

 

Gastos (soles)

55 tour Canyon del Colca (depois descobri que paguei caro, isso porque eu já tinha chorado desconto)

40 entrada

28 almoço + bebida

40 blusa de lã de alpaca (estava muito frio no alto da montanha!)

14 drinks

10 lanche + bebida

 

Acordei às 2h15 para fazer o tour do Canyon del Colca. Depois de umas 3h de viagem, chegamos no povoado de Chivay, onde tomamos o café da manhã. O Valle del Colca é lindo! Seguimos para o Canyon, que é muito alto e impressionante. Conseguimos ver um condor voando (eu não entendia a pira da galera pra ver esse tal condor, mas realmente é muito legal). Nesse tour de um dia, você passa muito tempo dentro do ônibus, mas mesmo assim eu achei que valeu a pena. Voltamos umas 18h. De noite, saí pra beber com o pessoal do CouchSurfing.

 

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18º dia: Arequipa

 

Gastos (soles)

20 museu da Juanita (estudante paga meia)

36 almoço cevicheria

35 entrada Monastério de Santa Catalina

20 visita guiada (compartida)

7 táxi para o terminal

 

Tomamos café da manhã e fomos para o mercado, umas duas igrejas, e o museu da Juanita. É meio macabro, mas muito interessante. Voltamos pro hostel pois tínhamos combinado de almoçar com o dono. Ele nos levou pra almoçar numa cevicheria (chama El Cebillano, e fica um pouco afastado do centro), e foi de longe a melhor refeição da viagem! Nessa altura do campeonato, eu já não estava economizando tanto, pois o mochilão já estava no fim.

 

Depois do almoço, fui no Monastério de Santa Catalina. Dividi uma visita guiada com um casal de americanos, já que meu amigo colombiano me deu um bolo (depois a gente se achou). O monastério é gigante! Eu gostei muito, e recomendo a visita guiada (dura uma hora).

 

Estava chovendo muito, e o trânsito de Arequipa é uma loucura. Foi muito difícil encontrar um táxi pra me levar até o terminal, apesar de ter tanto táxi (me pareceu que a metade da frota é só táxi). Finalmente, consegui um. Meu ônibus pra Lima saiu às 21h.

 

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19º dia: Lima

 

De Arequipa até Lima foram 16 horas num ônibus direto. Por isso, tinha resolvido comprar com a Cruz del Sur, pois queria uma viagem confortável. Foi uma facada: 150 soles (bus cama)! O ônibus era realmente um luxo só, tinha TV individual, refeições, e até (pasmem!) lencinhos umedecidos. Mas o banheiro ficava no mesmo andar (em todos os outros ônibus que viajei, o banheiro era separado). Porra, Cruz del Sur!!! Eu tive que aguentar o cheiro de banheiro durante umas 14 horas, no mínimo. E eu nem estava sentada tão perto... achei uó.

 

Enfim, cheguei em Lima umas 14h. Pelo que eu entendi, cada empresa tem o seu terminal; o da Cruz del Sur ficava perto de San Borja, onde era a casa do meu amigo. Deixei as coisas no apartamento e fui dar uma volta em Miraflores. Graças ao wifi gratuito da praça, consegui combinar de encontrar dois outros amigos do CoushSurfing e fomos tomar umas cervejinhas. Depois, fui num encontro do CS ali em Miraflores mesmo.

 

 

20º dia: Lima

 

Gastos (soles)

Em Lima eu já não anotei mais os gastos, sorry! Vou colocar o que eu lembro...

10 cerveja (1L happy hour)

15 entrada para o centro recreativo da piscina

25 entrada na festa em Barranco, com nome na lista (open bar)

15 táxi de San Borja até Miraflores

15 táxi do Shopping Larcomar até a Plaza de Armas

 

Um dos meninos do CS e o amigo dele me levaram para uma piscina, hahahaha. Era tipo um centro recreativo, um clube. Não precisava de carteirinha nem exame médico pra entrar, era só pagar 15 soles. E surpreendentemente não era nojento. Na verdade, eu queria ir pra praia, mas achei fofo eles me levarem lá. Passamos uma manhã bem divertida.

 

De tarde, peguei um táxi para o Parque del Amor. Me apaixonei pelo lugar: tem vista para o Pacífico, tem mosaicos, tem poesia, tem wifi... uma graça. De lá, fui andando até o Shopping Larcomar, de onde vi o pôr do sol. O céu de Lima é bizarramente feio, parece que está sempre branco e nublado. Mas o pôr do sol surpreendeu! Depois, peguei um táxi para a Plaza de Armas, que é linda à noite, fica tudo iluminado. Voltei pra me arrumar porque tinha combinado de ir a uma festa com um outro amigo do CS, em Barranco. Enfiaram 7 pessoas num táxi! Foi bem legal, nada turístico, só locais, rs. E muito reggaeton. Ah, era open bar! ;)

 

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21º dia: Lima

 

Gastos (soles)

40 táxi de San Borja até o aeroporto

8 suco de laranja no aeroporto

 

A triste volta pra São Paulo... na maior ressaca, rs.

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Olá Raquel... adorei seu relato ::otemo::

Tenho o habito de ler e o seu realmente é bem escrito, claro e objetivo. vc coloca as coisas na medida. Deu até vontade de viajar com vc hehehhe :wink:

um abraço e continue mochilando !!!

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Muito legal seu relato, Raquel. Parabéns pela mochilada!

Fiquei imaginando o aperto quando percebeu que tinha perdido a carteira. Em viagens é o que mais tenho medo... perder documentos, cartões e dinheiro.

[]'s

Camila

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Obrigada, milamguerra!

 

Realmente, na hora até bateu um desespero... afinal, era só o QUINTO DIA de viagem, de um total de 20! Hahaha!

Mas logo recuperei o controle da situação. Se faltasse grana, era só cortar o Chile do roteiro. No final, tudo dá sempre certo (acho que esse é mais ou menos o espírito de mochileiro, rs). Essas coisas acontecem...

 

Beijos!

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Olá Raquel,

To começando a ler seu relato e to gostando muito. Vou em julho com mais duas amigas, mas ainda não definimos o roteiro pra saber quais cidades exatamente vamos passar, fiquei encarregada disso e por isso estou lendo varios relatos. Qual país te encantou mais Peru ou Bolivia?

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