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Olá viajante!

Bora viajar?

18 dias no Peru (com um saltinho na Bolívia)

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Este é meu primeiro relato aqui no Mochileiros, mas o sigo tem mais de 5 anos. Espero poder retribuir com o meu relato a ajuda que sempre tive aqui.

 

Fui para o Peru em julho de 2011 com meu marido. Planejamos ficar por là apenas 18 dias de viagem e nossa ideia era economizar. Conseguimos boas milhas pela TAM para o trecho SP-CUZCO; LIMA-SP. O trecho SP- Lima era mais em conta, porém ao vermos que a viagem de onibus durava 23 horas, decidimos também fazer esse trecho via LAN.

Visitamos neste período: Cuzco, Pisac, Ollantaytambo, Machu Picchu, Puno com as ilhas de Uros e Taquile; Copacabana com a Isla del Sol, Arequipa, Vale do Colca e Lima.

 

Para quem tiver paciência, coloquei cidade por cidade em um blog que criei: http://www.turistando.in/roteiros/america-do-sul/peru/.

 

Cuzco

 

Bom, a cidade de Cuzco é uma graça. Ficamos no El Tuco hostel devido às boas indicações que tivemos. O local é simples, bem modesto, mas muito limpo e barato. Tínhamos água quente 24 hs em nosso quarto (escolhemos um privado), cozinha, internet coletiva e uma sala-biblioteca de "convivência". Ele não fica no centro da agitação, o que é bom pois é tranquilo, mas não fica distante da zona turística (está próximo ao Qoricancha).

 

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Por causa da altitude, o primeiro dia tinha que ser light. Eu recomendo de verdade iniciar a jornada do Vale Sagrado com uns 3 dias mìnimos em Cuzco para aclimatar-se. Independente do teu organismo sentir-se ou nao mal, é bom nao exagerar logo de cara e perder a viagem. Cuzco, como eu jà disse, é uma graça e esses dias de aclimatacao nao serao perdidos.

Decidimos nos 2 primeiros dias ficar a parte mais plana da cidade. Fomos para o centro histórico de Cuzco onde está a famosa PLAZA DE ARMAS, uma praça bem europeia. De um lado vemos a CATEDRAL, uma igreja renascentista com esculturas barrocas nas diversas capelas (a maioria esculpida em madeira), muitos quadros e um coro maravilhoso (vale muito a pena a visita). Do outro lado, atravessando a rua, tem a igreja da Cia de Jesus.

 

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Saindo da praça de Armas, ao lado esquerdo da igreja Cia de Jesus, é possível visitar uma das poucas ruas com altos paredões feitos de pedras incas: é a Rua Loreto. Praticamente a rua inteira sobreviveu! Continuando em busca de ruas com ruínas incas, uma caminhada um pouco mais difícil (subindo uma pequena ladeira atrás da catedral e várias outras na seqüência) nos levou ao bairro artesão de San Blas; Super recomendável!

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Neste caminho, passamos pela viela com a famosa pedra dos 12 angulos e pela viela com artigos turísticos chamada INCA ROCA.O interesse que leva muitos turistas caminharem até ela é algo curioso e interessante: Dizem que as pedras formam a imagem de um Puma. Confesso que só consegui visualizar o animal após ver um postal com o tal Puma "photoshopado" - rs.

 

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Bom, prosseguindo ladeira acima chegaremos na praça da igreja de San Blas. O bairro é simpático, com vários becos, ladeirinhas, bares e restaurantes, mas è de tirar o fôlego literalmente - rs!

 

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E para fechar com chave de ouro, um local que é parada obrigatória dentro de Cuzco è o Qoricancha, ou Templo do Sol. Infelizmente o boleto turístico não vale para o seu ingresso, mas com carteirinha da escola ou faculdade é possível pagar meia. Para quem tiver tempo, aconselho o bilhete combinado com o convento de Santa Catalina).

 

Na verdade, a entrada do complexo se dá dentro do convento de São Domingos. Os espanhóis, quando chegaram a Cuzco e destruíram a cidade, não conseguiram destruir todos os muros incas por serem resistentes e bem encaixados, tanto que muitas paredes incas sobreviveram aos vários terremotos que arrasaram a cidade e os muros do Qoricancha é um exemplo sobrevivente.

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A arquitetura é típica de um convento e a parte mais interessante é o claustro, que abriga na parede de seus corredores muitas obras de artes que, no entanto, acabam passando despercebidas pela multidão apreciando as "salas" incas ou melhor, pedaços de templos de culto ao deus Sol.

Ainda dentro destas salas è possível ver pedaços de pedras polidas soltas com seus encaixes "macho e fêmea", um modo que nos faz entender como essas imensas peças de pedras se encaixavam sem a necessidade de cimento entre elas.

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Além do que mostrei acima, há outras coisas a ser visitadas em Cuzco como o Convento de Santa Catalina di Siena (a entrada pode ser comprada junto ao bilhete do Coricancha, mas aconselho verificarem horário de funcionamento), a praça Regocijo, que não é tao famosa, mas é próxima à praça de armas, a igreja e convento de São Francisco, o museu do Coricancha, que fica fora do complexo.

 

Algumas das dicas que inseri em meu blog:

 

COMO IR PARA CUZCO:

Para chegar a Cuzco direto de São Paulo, aconselho um voo à Lima com transferência para Cuzco. De ônibus são mais de 23 horas de viagem (em estradas cheias de curvas e, segundo alguns relatos, perigosa);

Fomos com a Tam e na sequência pegamos um voo da Lan Peru, uma aeronave antiga mas muito confortável!

Quem decide entrar no Peru pela Bolívia, poderá, a partir de Puno (cidade principal para quem vai para o Lago Titicaca), pegar um ônibus ou um trem que faça este trajeto. O ônibus é mais rápido e mais barato.

 

ONDE FICAR EM CUZCO:

O conselho é ficar sempre perto do centro histórico; Nós ficamos no hostel El Tuco, um pouco distante da Plaza de Armas, mas perto da rua El Sol. Reservamos um quarto privado com banheiro e água quente (fator muito importante) por U$ 30 o casal\dia (em julho\2012);

No retorno à Machu Picchu ficamos mais 2 dias na Casa Hospedaje Llaqtayay, também em quarto privativo, mas com banheiro coletivo (bem limpo); o café da manha é servido pela dona da casa; também bem simples, mas saboroso. A cozinha e a internet não é coletiva; usamos prq pedimos aos donos e pagamos U$ 16 a diária para o casal.

A vantagem de ficar distante da Plaza de Armas é a tranquilidade do sono; se o objetivo é diversão, recomendamos os albergues na própria praça.

QUANTO TEMPO FICAR EM CUZCO:

Cuzco é a principal cidade do Vale Sagrado dos Incas e também a principal para quem quer visitar Machu Picchu; E' uma cidade grande e, como mostrei acima, com muitas coisas para se fazer.

Nós ficamos 3 dias no início de nossa viagem. E' muito importante este período para a aclimatação. Nos 2 primeiros dias, circulamos pela cidade e um antes de seguir para Aguas Calientes fizemos o passeio para conhecer Pisac (narrarei na sequencia).

Depois dos dias que seguimos para Ollanta - Aguas Calientes - MP, retornamos para Cuzco e ficamos mais 2 dias. Fizemos isso para podermos descansar entre a viagem de Ollanta a Puno; neste período fizemos as ruínas próximas de Cuzco e mais alguns museus que não havíamos visto no inicio da viagem.

 

ONDE TROCAR MOEDAS EM CUZCO:

Cuzco é muito turística e por isso, está cheia de lojinhas que oferecem o cambio de Dólar para Soles; Na avenida principal EL SOL está cheia destas lojas. Meu conselho é sair perguntando para ver quem oferece mais; Em todo o Peru, a cotação de Cuzco foi a melhor que encontramos (talvez pela grande concorrência). Se o objetivo é sacar dinheiro, há muitos ATM pela região! Algumas ficam até mesmo dentro de lojas; Não aconselho o uso em débito de cartões pré pagos (tipo VTM ou MCP) pois a conversão que eles utilizam do dólar para soles é péssima para o turista.

 

ONDE E O QUE COMER EM CUZCO:

Nas proximidades da Plaza de Armas há várias pizzarias e restaurantes; Todos terão um menu turístico. No blog inseri um breve guia gastronômico.

O QUE BEBER EM CUZCO:

As cervejas peruanas são bem parecidas com as nossas. Vale a pena provar a de cada cidade. Além da Cusquena, gostamos também da Arequipena e da Pilsen!

 

Mas o que faz fama na cidade não é a cerveja, mas o Pisco; em particular o Pisco Sour, uma batidinha de Pisco com limão e clara de ovo! Bem suave, cremosa e gostosa!

 

Outra dica: Ao lado da Plaza de Armas existem várias galerias com cafezinhos super charmosos com balcão na parte superior.

E' bem clichê, mas é gostoso sentar olhando o movimento e a beleza da praça; Porém, se você gosta de café e de chocolate quente forte, não vá com sede ao pote nos diversos barzinhos de Cuzco.

O café é fraco (mesmo o expresso!) e o chocolate quente é feito de água quente e solução em pó (horrível)!

Agora, se você quiser tomar um super suco de fruta por menos de R$ 5,00, entre no YAJUU (em uma das galerias da plaza de Armas)! Foi ali que tomei o melhor suco de Morango com Laranja da minha vida!!!!!

:)

Eles fazem sucos de várias frutas e misturas! E ainda te proporcionam uma linda vista da Plaza de Armas.

 

ALTITUDE:

Cusco está à 3400 m de altitude e para quem não sabe, algumas pessoas sentem enjoo e fortes dores de cabeça quando estão em grandes altitudes (o chamado Soroche). Em alguns casos, são obrigadas à irem ao pronto socorro.

Nós não tivemos problema. Pouca dor de cabeça no primeiro dia (que pode ter sido apenas o cansaço da viagem), mas mesmo assim, tomávamos, sempre que possível, o famoso chá de mate de coca. Além disso, decidimos ficar na cidade antes de nos aventuramos pelas ruínas e assim fizemos.

 

ONDE COMPRAR EM CUZCO:

E' muito difícil caminhar pela Plaza de Armas e não ser abordada por algum peruano implorando para que você compre algo deles. São produtos artesanais bem simples que podem servir como souvenir; No entanto, no final da rua do Sol (seguindo para o lado oposto à Plaza de Armas) há um imenso galpão com inúmeros stands que vendem de tudo para o turista (de pequenos souvenirs até roupas e malhas) a preços interessantes;

Se teu interesse é em algum produto mais refinado e caro, como malhas de Alpaca ou pratas, ao lado da Plaza de Armas há várias lojas de boa qualidade.

 

BOLETO TURISTICO:

comprar ou nao comprar? (http://www.cosituc.gob.pe/" onclick="window.open(this.href);return false;)

O BT é um passe que dá direito a entrar em algumas das principais atrações do Vale Sagrado, como as ruínas próximas de Cuzco (Saqsaywaman, Kenko, Puka Pukara e Tambomachay), Pisac, Fortaleza de Ollantaytambo e alguns museus em Cuzco.

Compramos o boleto no centro turístico da rua El Sol, perto da Plaza de Armas por 130 soles (completo); Infelizmente, muitas das boas atrações não estão no pacote, mas é uma boa economia. E se você for estudante com menos de 25 anos, pagará meia.

A questão é: vale a pena?

Depende!

Se você pretende ir para Pisac e Ollanta, talvez valha! Nao me lembro se é possível comprar apenas a entrada de um dos locais, mas há bilhetes por circuito (completo; só com museus; só com o Vale Sagrado; só com as ruínas de Cuzco. Cada circuito custa 70 soles).

COMO SE LOCOMOVER EM CUZCO:

Existem poucos coletivos que circulam pelo centro turístico e eu diria que nem vale a pena pegá-lo se a distancia for pequena. Os táxis (a maioria carros velhos) sao baratos e o valor da corrida é negociado antes de entrar no carro; existe uma média de preço, mas eles dão conforme a cara do turista!

Para ir às ruínas mais distantes, vale a pena sim pegar um coletivo (kombis) em algum "parador", mas já digo: são feios, sujos e algumas vezes, fedidos! Se estiver em grupo, vale a pena pegar um taxi-coletivo; O preço sai mais caro que as Kombis, mas é mais confortável e limpo; são carros normais que aguardam a lotação e seguem para locais mais distantes como Pisac e Ollanta; Para ter uma noção, em um taxi coletivo, em um feriado, eles nos cobraram 15 soles cada para irmos até Ollanta (60 km de distancia; a última cidade antes de MP)

 

SEGURANCA EM CUZCO:

Circulamos direto pela cidade durante o dia e a noite e não vimos nenhum problema; talvez ocorram pequenos furtos; mas o ideal é nunca estar sozinho em lugar muito ermo;

 

 

Bom, por hoje é só. Em breve colocarei um relato sobre Pisac e as ruínas próximas de Cuzco.

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Excelente relato! Já me ajudou a rever alguns pontos do meu roteiro.

 

Dei uma olhada site do El Tuco e vi que eles oferecem o serviço de busca no aeroporto. No seu caso foi tranquilo? Você reservou antes?

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Muito bom relato! E o seu blog também. ::otemo::

 

Aguardando o restante!

 

[]'s,

Camila

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Muito bom relato! E o seu blog também. ::otemo::

 

Aguardando o restante!

 

[]'s,

Camila

 

 

Seu relato está muito bom. Obrigado por comprartilha-lo conosco. ::cool:::'>

 

 

 

Obrigada Camila e Flavio! Fico feliz que vocês estão gostando.

Continuarei sim o meu relato, mas tenho tudo completo no blog!

;)

Editado por Visitante

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Excelente relato! Já me ajudou a rever alguns pontos do meu roteiro.

 

Dei uma olhada site do El Tuco e vi que eles oferecem o serviço de busca no aeroporto. No seu caso foi tranquilo? Você reservou antes?

 

 

Que bom que está te ajudando Fred!

Preciso acrescentar isso em meu relato! Eles nos pegam sim no aeroporto. No email da minha reserva, comuniquei o dia, horário e numero do voo. Fui recebida por um funcionário do hostel na saída (o aeroporto é minúsculo). Assim que ele nos viu, chamou um taxi a custo deles.

O Hostel é muito simples, nada de agitação (eu queria tranquilidade) e eu retornaria nele com toda certeza. Pode ser que eu tenha tido sorte, mas eu ainda assim aconselho.

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Aqui termina o meu relato sobre Cuzco, cidades do Vale Sagrado até Machu Picchu.

 

Para quem conseguiu acompanhar, chegamos em Cuzco e ficamos 2 dias conhecendo a cidade e nos aclimatando. No terceiro dia partimos para Pisac.

O quarto dia continuamos em Cuzco e no fim da tarde pegamos um taxi coletivo para Ollanta.

 

O ideal seria pernoitar em Ollanta e partir para Aguas Calientes no dia seguinte. Mas por causa do nosso vacilo com o trem, chegamos em Ollanta diretamente para o trem.

 

Pernoitamos em Aguas Calientes para que no nosso quinto dia partissemos para Macchu Pichu.

 

Dormimos novamente em AC e pegamos o trem das 5 da manha diretamente para Ollanta.

Como jà tínhamos reservado o hostel resolvemos usar o nosso 6° dia na cidade, mas o ideal seria termos deixado as malas em algum canto, dado um giro na cidade e retornado para Cuzco no fim da noite, o que fizemos no dia seguinte, em nosso 7° dia.

 

Decidimos ficar mais uma noite em Cuzco (para não ir para Puno da correria) e na noite do nosso 8° dia pegamos um ônibus direto para Puno.

Nestes últimos dias em Cuzco visitamos as ruínas próximas e curtimos mais um pouco a cidade.

 

A região do lago do Titicaca ficou um pouco curta. Íamos ficar 2 dias em Puno, mas uma amiga nossa nos aconselhou conhecer o Lago pelo lado boliviano. Por isso, tiramos um dia de Puno e colocamos na Ilha do Sol. A viagem foi difícil pois decidimos pegar um bus noturno de Cuzco para Copacabana, mas não se engane: por mais que te digam isso na rodoviária, não existe bus que faça Cuzco\Copacabana.

 

Eles chegam em Puno no amanhecer (por volta das 4h30) e o bus para Copacabana sai por volta das 7hs. A rodoviária de Puno é horrorosa, com banheiros sujos e fedidos e seus restaurantes não são là grande coisa. Aconselho levar lanchinhos.

A viagem para Copacabana tbem não é fácil. Eh longa e cansativa. Foram aproximadamente 6 hs de viagem mas eu confesso: valeu muito a pena. O lado boliviano, como disse minha amiga, é lindo demais!

 

Para que vocês possam entender, fizemos isso pois o nosso objetivo não era entrar realmente na Bolívia (por isso o saltinho no título). Teria sido menos complicado se esse fosse o nosso objetivo, mas apenas fomos para a Isla del Sol e depois retornamos a Puno.

 

Em breve continuo a sequencia da viagem.

Falarei da Ilha do Sol, das Ilhas Flutuantes de Uros, da ilha de Taquile, de Arequipa, do Vale do Colca e de Lima.

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Ilha do Sol

598da10f629da_IsladelSol03ago2011(34).jpg.37586a6c8366c6c59256c5217af2b006.jpgComo disse anteriormente, saímos de Cuzco na noite do nosso 8° dia rumo a Ilha do Sol na Bolívia.

 

De ônibus, a viagem é mais longa que o avião, mas mais rápida e barata que o trem; Existem 3 opções: avião; ônibus de viagem e ônibus turísticos;

 

Nao sei se vale a pena ir de avião. o Aeroporto mais próximo é em Juliaca, uma cidade considerada perigosíssima. Após essa cidade, teria que pegar mais um ônibus de viagem ou táxi. O turístico é mais caro, mas bastante interessante; ele sai de Cuzco na manha e vai parando por várias cidades até chegar em Puno em um passeio intitulado Ruta del Sol. O problema é que para quem tem uma limitação de tempo, a viagem não é ideal!

 

Decidimos pegar o de viagem; Saímos de Cuzco às 22h; chegamos por volta das 05h00 em Puno (no inverno é um frio do cão! Levem roupa pesada; há um hotel na rodoviária!) e um bus sentido Copacabana que saiu por volta das 07h00 (um ônibus simples! Não façam como nós! Não paguem por bus de luxo pois parece que não tem!).

 

A viagem que começou às 07h00 terminou por volta das 14h; Além do percurso ser realmente muito longo, há a demora para passar pela imigração; Tivemos ainda a "sorte" de chegarmos em dia de festa e com isso, transito completamente parado!

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Ao chegar em Copacabana, diversas pessoas te seguirão para vender a passagem de barco para a ilha; compramos a primeira que nos ofereceram; mas cuidado com os preços; mais barato não significa barganha, mas sim, barco menos confortável e devagar! Todos eles saem praticamente no mesmo horário; são apenas 2 por dia; um na manha (às 8hs) e outro à tarde (às 15hs). Tivemos apenas tempo para uma pausa-almoço antes de seguir viagem!

 

A viagem de Copacabana para a Ilha do Sol é bastante parecida com a viagem Puno-Copacabana: encantadora no inicio e tediosa na sequência. O barco que fomos era lento demais e o trajeto longe demais; Não me lembro, mas acho que a viagem levou umas 2 horas; E o nosso barquinho nao tinha banheiro!

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Bom, ao chegar na Ilha do Sol, que está em um local muito alto, a quase 4500m do nível do mar, temos apenas o porto, algumas barraquinhas e uma super escadaria. Para chegar a qualquer lugar, é necessário subir pelo menos 500m de escada.

Fácil?

Nem um pouco!

Mesmo com uma semana aclimatada em Cuzco, tivemos a sensação de sufocamento ao tentar subir essa escadaria! Para piorar nossa situação, estávamos com toda a nossa bagagem (aqui é mais que imprescindível o uso de mochila;) nas costas!

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No entanto, a ilha é muito agradável! O hostel da rede H.I que ficamos è bastante rústico, mas limpo e organizado. Nos hospedamos em um quarto com sacada e a visão de nossa janela era simplesmente de tirar o folego, desta vez não literalmente!

;)

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Um detalhe muito importante sobre a ilha: ela não tem grandes estruturas; a maior parte da iluminação é a luz do sol; a energia que passa é usada para eletricidade caseira; Se quiser curtir a ilha à noite, leve lanterna. A água (da descarga, por exemplo), normalmente fica em um barril, do lado de fora do banheiro; e essa água vem carregada por um burrico; Não tivemos coragem de descobrir como seria o banho aqui! Mas certamente não seria quente!

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Bom, depois de toda dificuldade em subir os 500 metros de escada até o HI, descansamos um pouco e decidimos ver o por do sol que estava por acontecer. Nos indicaram a trilha e lá fomos nós. O caminho é muito bonito, a cor azul que o sol deixa na água é estonteante! Como fomos no inverno, era possível admirar as montanhas com picos enevado! Lindo demais! Claro que, para apreciar tudo isso, tinha um preço: o fôlego!

Quando se chega próximo da parte mais alta da ilha, uma simples ladeirinha parecia impossível de percorrer.

Mas conseguimos!

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Outro fator ruim para o inverno: o frio! Sabe aquela história de que, quanto mais alto, mais frio? Imagine no inverno? Como o sol estava forte, não fomos com agasalho pesado. Resultado: fomos embora antes do por do sol!

 

Como eu disse no inicio do post, existem 2 horários para embarcação na ilha; não me lembro agora, mas acho que o embarque para Copacabana se dava às 16hs. Tomamos logo cedo o nosso café da manhã (o melhor que tivemos na viagem) e decidimos caminhar pela ilha; tínhamos muito tempo para isso.

 

Decidimos pegar uma trilha plana que saia da rua abaixo ao albergue (não queríamos esforço - rs) e fomos até onde dizem ter a porta do Sol. Digo isso pois não a achamos! ;)

Claro que o caminho não foi perdido! Muito pelo contrário; foi lindo demais e nos rendeu muitas fotos!

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Não sei exatamente o que os turistas fazem quando vai à esta ilha. As embarcações saem lotadas, mas vimos poucas pessoas circulando por là (talvez estivéssemos no lado oposto ao restante), mas depois de nossa caminhada, ficamos um pouco no albergue.... descansando e esperando almoço que a caseira do albergue, a Marcela iria nos fazer.

 

Bom, conto esta historia para todos; porque não também a vocês! Peru é barato, mas a Bolívia (principalmente aqui) é quase de graça! Tirando, claro, produtos de mercadinho (que são caros pois tudo vem de barco e nas costas dos moradores), o que é feito por eles, é muito barato.

Compramos de uma vendinha na garagem de um local um tipo de pão com recheio de doce de leite com coco delicioso! E barato! O mesmo com a nossa refeição! Nós éramos os únicos no albergue e decidimos de última hora comer ali; como não avisamos na hora do café da manha, tivemos que esperá-la terminar a arrumação; isso foi o de menos!

Olhamos o cardápio e pedimos truta andina com arroz e batata. Mais uma garrafa de cerveja de 600 ml. Acreditem se quiser, em 2011, pagamos por 2 pratos de truta com arroz, batata, salada de pepino e uma garrafa de cerveja, a bagatela de US 10! Naquela época era algo como R$ 17,00!!!!!! A cerveja onde moramos custa R$ 7,00 a garrafa! Nunca comeríamos bem por menos de R$ 20,00!!!!!! E estava tudo muito delicioso!

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De Copacabana voltamos para Puno no mesmo ônibus! Desta vez atravessar a fronteira foi mais complicado. Fila imensa pois estava em cima da hora para o fechamento da imigração. Por sorte deu tempo!

 

Meu conselho: a nossa viagem foi punk demais. Talvez deveríamos ter feito Puno no primeiro dia e ilha do Sol no segundo; mas de qualquer forma, façam! O lado boliviano, pelo menos na Ilha do Sol é muito mais bonito do que o lado peruano (ou demos muita sorte)!

 

EM BREVE, FOTOS

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Essa truta andina com arroz e batata, deve ser magnífica! Deu até água na boca só de imaginar...

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Parabéns pele relato riquíssimo de informações, as quais serão de grande validade para a minha viagem em junho.

 

Marcos

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Essa truta andina com arroz e batata, deve ser magnífica! Deu até água na boca só de imaginar...

 

Edu, eu nao consigo imaginar alguém passando fome no Peru! Tudo ali è uma delícia!

Fiz um post no blog sobre o que comemos em nossa viagem e postei fotos. Tudo muito simples, mas saboroso e bem feito! http://osamigosdemochila.blogspot.com.br/2013/01/gastronomia-no-peru.html

Estou arrumando as fotos para colocar no post!

 

Parabéns pelo seu relato, otima contribuição para o grupo!

 

Parabéns pele relato riquíssimo de informações, as quais serão de grande validade para a minha viagem em junho.

Marcos

 

Laura Patricia e Marcos, valeu pelos parabéns!

 

Estou um pouco atarefada, mas em breve dou sequencia ao meu relato. Marcos, se precisar de alguma ajuda, pode me escrever!

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