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Expedição exploratória: trilhas de Paranapiacaba (serra do meio)


Vgn Vagner

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  • Colaboradores

Intro:

 

 

Na primeira quinzena do mês de setembro, pouco depois de ter realizado a travessia mais fantástica e satisfatória da minha vida (até então). Já marcavamos para o dia 06/10/2013 uma investida nas cachoeiras Paraíso e Lago Azul, que se encontram na gigantesca parede verde que circunda Cubatão.

Encheriamos dois carros pra esse feito com os mesmos (nove) trilheiros de costume das últimas vezes. A observação nesse seria que, nenhum desses membros conheciam ou já se quer trilharam por essas bandas. Mais tudo bem, isso era o de menos, sendo que tinhamos infos o suficiente pra se arriscar na exploratória. O que não contavamos, era que fizesse sol durante quase o mês todo e na semana do evento chuvesse diariamente parando apenas no sábado pra trazer aquela frente fria que espanta a coragem dos que pensam em ir pro meio do mato passar frio. Brrruuuuuhhhh... Só que a gente não é assim!! hehe

Cancelamos o evento pra Cubatão por causa do tempo chuvoso que ainda estaria por lá no domingo, então transferimos o evento à Paranapiacaba e começamos a discutir sobre qual seria o roteiro. Mais a essa hora, dos nove participantes restaram apenas três pra manter o assunto e fechamos a conversa com essa confirmação.

 

Na manhã seguinte, antes de pegar a condução fiz o velho ritual de mandar SMS e fazer uma ligação aos envolvidos pra que eu não dê viagem perdida. Um respondendo já está de bom tamanho.E assim foi.

 

 

relato:

 

Era 07:40h quando desci na estação de Rio Grande da Serra, e pra minha surpresa meu brother Diego estava no mesmo trem que eu. Bom que não gerou esperas. Fomos até a padoca comprar uns pãozinho, tomar um pingado e ir pro ponto pegar o bus. Foi alí no coletivo mesmo é definimos nosso roteiro: Subir o Morro do Careca, seguir por trilha + rio até a Cachoeira dos grampos e finalizar na Cachoeira da Fumaça. E como sempre, o melhor é não seguir script, fizemos diferente.

 

Saltamos do buzão 08:15h bem na entrada da lamacenta trilha que leva até o Rio das areias (cach da fumaça), onde sairiamos mais tarde. Anossa jornada começou mesmo na vizinha trilha dos tênis, uma larga estrada e pantanoza devido as valas cavadas pelos pneus dos jeeps 4x4 que passam se aventurando por alí, e pra vencer essas cavidades é preciso pular várias vezes na esperança de manter os pés secos. Num pulo desses alguém deve ter deixado cair os $9,00 que achei ainda úmidos perto de uma poça.

O dia surpreendeu, pois eu fui preparado pra frio e chuva, mais o tempo abriu com sol e fez render nosso dia.

O "pula pula" acabou quando tomamos a esquerda sentido Lago Cristal. Quando chemamos no rio que forma o mesmo, tocamos pra trilha das torres, onde noutrora tentamos sem sucesso subir o Morro do Careca. Mais dessa vez foi diferente, estavamos mais concentrados e determinados. Logo depois do primeiro desmoronamento ficamos atento a direção desejada, porém já sabiamos que seria tarefa árdua, e foi. Escolhemos a parte menos fechada da mata e começamos a rasgar na raça o emaranhado de cipós e galhos espinhentos que tinham pela frente. Tinhamaos apenas o bom senso voltado pra direção do nosso objetivo, algumas vezes a mata fechava um pouco nos forçando a desviar, e isso nos deixava meio confuzos a ponto de pensar: vamos conseguir ou não vamos!? vamos desistir ou não vamos!?. Mais nós somos "madeira dilei" poha, sabiamos que estavamos ali pra passar por qualquer sofrimento... tipo > missão dada é missão cumprida. E numa segunda tentativa, não conseguir achar o caminnho não tão difícil assim seria como uma nova derrota.

Continuamos descendo forte, pois sabiamos que no vale passaria um rio, o rio que forma a Cachoeira Escondida e que a partir dali teriamos que ficar atentos pra subir. Chegamos num afluente e decidimos descer em seu fluxo, se não achessemos a trilha pelo menos sairiamos no topo da cachu. Fomos até a junção com o rio principal, e nessa junção paramos pra tomar um cafezinho reforçado, com aquele Ovomaltine quentinho e um "misto selvagem" que só o Diego sabe fazer... kkk. Pra nossa supresa, depois de umas meia hora de pausa, avistei um pouco a frente uma mini cachoeira com a trilha que procuravamos bem ao lado...uol, poxa vida hein. É uma subida bem curta, porém puxada (sem bifurcações).

 

Já no alto do morro todo o esforço foi recompensado. De lá temos uma visão quase completa dos atrativos locais: Cach Encantada, Cach dos Grampos, Cach da Fumaça em destaque, com a sequência das demais cachus descendo sentido ao Vale da Morte, as pontes da linha férrea desativada do antigo sistema funicular paralelo a linha ativa dos trens da MRS LOGÍSTICA e também uma visão parcial da cidade de Cubatão.

Por causa do tempo que perdemos varando mato antes de subir, achavamos que essa seria a única tarefa realizada do dia. Só que lá de cima as cachoeiras instigavam nossa vontade de visita-las, e ainda era 12:30h quando pegamos a trilha pra voltar, cedo demais. Então vamos explorar caminhos que não conhecemos.

 

Atingido um dos nossos objetivos, seguimos o fluxo novamente até chegar no topo da Cachoeira escondida (visão linda), onde logo de cara já nos preocupava de que jeito desceriamos os paredões laterais. Lá embaixo na base tinham um grupo de +ou- 10 pessoas aproveitando a queda dàgua e quebra assistindo nossa desescalaminhada. Dois deles (Carlos Jr. e ....esqueci o nome, rs), se prontificaram a ajudar quando estavamos na metade, auxiliando o melhor caminho por onde descer e nos livrando das mochilas, (coisa que não adiantou muito), joguei a minha e ela passou direto rolando chão abaixo.

•um deles: tem alguma coisa de quebrar?

•eu: não, só um tablet, um Notebook e a câmera fotográfica. kkkk

*brincadeirinha, não teria lógica em levar tantos aparatos tecnológicos pro mato, né?

 

Paramos pra conversar um pouco, agradecemos, clicamos umas fotos e fomos passando pela cach encantada, lago cristal e rio vermelho, onde também a acompanhamos o fluxo da água num trajeto bem sinuoso, que no primeiro contato parece ser fácil de vencer, cobre apenas os tornozelos, ora se represa em fundas piscinas naturais com a parte mais rasa na altura da cintura e é nessa hora que exige cada vez mais força das pernas, isso me rendeu algumas cãibras na parte posterior das coxas. "Pensamos que seria mais suave, mais quanto pior é, melhor fica". Cerca de 1h depois já alcançamos por cima a cach dos grampos e como um guardião da serra local o Morro do Careca se faz gigante neste ângulo. Fiz uma breve descida pelo quanto esquerdo até onde se vê que é seguro, porque teimar em descer sem nenhuma corda ou qualquer equipo de segurança poderia causar no mínimo descuido, um acidente fatal. Me contive.

 

A única intensão a partir dalí era trilhar até a cach da fumaça, e o caminho que pensavamos dar diretamente lá, ainda passou pela cach das tartaruguinhas, que particularmente achei muito bonita.

 

Mais uma vez seguimos as águas até encontrar com o rio das areias e vê-lo despencando serra abaixo em mais um topo de cachoeira (Fumaça), dando o prazer de estar alí e avistar de seu mirante, um cenário que se enquadra perfeito à situação.

Como se trata de um lugar que "batemos cartão", a parada não durou mais do que 15 minutos (o vento gelado foi um dos motivos da pausa ser tão breve rsrs), e também por não ter muito tempo pra ficar na mata sem lanternas, já que escurece rápido e a neblina é rotineira no lugar.

O rítmo foi suave na hora da partida, com direito até a "show pirotecnico" (kkk...) no café da tarde num descampando perto da Cach Pequena da Fumaça. Essa última parada foi fundamental pra recuperar as energias e eliminar alguns pesos da mochila.

 

Meu brinde do dia, além dos $9,00 que achei na ida, ooohhh sorte rsrs, foi também uma camiseta novinha que achei caida no chão quando voltavamos já na reta final da trilha. Não pensei duas vezes... é minha hehe.

 

Às 17:30h saímos no acostamento do asfalto que nos serviu de vestiário, pois sabendo que grande parte dessa jornada seria dentre as águas, levei uma calça, um par de meias e um par de tênis reserva pra ir embora sequinho. hehehe. Enfrentar 3h de condução e cansados como estávamos, até em casa com roupas molhadas ninguém merece.

 

fim.

 

Bom, essa por enquanto foi uma das voltas mais completas que já dei pela região. Foram 8 cachoeiras e 1 topo de morro alcansados com vista panorâmica de todo esse percurso que nos aventuramos, e Graças a Deus correu tudo bem.

 

abraços.

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      (Nóis)

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      (Mirante)

       Seguindo a trilha mais a frente por alguns minutos já começamos a ouvir o barulho de água caindo, chegando perto do rio nos deparamos com uma grande queda de água, uma cachoeira linda chamada de Fumacinha com um volume de água muito bom caindo. O banho de cachoeira é quase obrigatório e é de lavar a alma, mas seguimos em frente pois ainda haviam alguns minutos para chegarmos ao ponto de camping.


      (Cachoeira da Fumacinha)
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      (Cachoeira da Tartaruga) 
       




           Bem de frente com a cachoeira existe uma área de camping que cabem aproximadamente umas 4 barracas de porte pequeno. O terreno é um pouco irregular mas te da um vista fantástica da cachoeira vista de frente. Já na parte de cima da Cachoeira da Tartaruga onde se chega fazendo uma trilha ao lado, existem outras áreas maiores para camping para grupos maiores de pessoas. Vi muito lixo neste local, então galera vai um apelo aqui Leve seu lixo de volta com você! 
       
                    

           Aproveitamos que o sol tinha dado as caras e fomos na Cachoeira da Fumaça. Retornamos a trilha até a bifurcação dos rios e seguimos por dentro do rio mesmo até chegar em poucos metros na Cachoeira da Fumaça com uma vista sensacional. 
       




      (Cachoeira da Fumaça - Vista de cima)




      (Cachoeira da Fumaça - Vista de baixo)
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      Gratidão!!! 


       
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    • Por VoandoAltoFH
      Video - Como ir à Paranapiacaba? Passo a passo
      Como ir à Paranapiacaba? Opção Nutella ou Raiz?
       
      Vou comentar sobre as 2 formas de se visitar Paranapiacaba. 
      A primeira, é a opção mais cara, confortável, mas limitada. Que vou expor daqui a pouco.
      A segunda, é mais barata, um pouco trabalhosa, mas com uma flexibilidade de horários.
      Vamos então para a primeira opção: 
      * Opção 1: Expresso Turístico. 
      A vantagem é que você pega ela na estação Luz e vai direto até Paranapiacaba, assim é bem mais prático e rápido.
      A desvantagem é que funciona só de Domingos. O preço da passagem é caro, atualmente o preço da passagem (ida e volta) está em torno de R$ 50,00. Há desconto se for 2 ou mais acompanhantes, mesmo assim acho que ela está cara.
      A outra desvantagem é que existem horários fixos de ida e de volta. A ida ocorre às 08:30 da manhã, na estação Luz. O retorno ocorre às 16:30. Então você meio que fica preso a esses horários pré-estabelecidos. 

      * Opção 2: Via transporte público (Metrô/Trem/Ônibus).
      A vantagem é que é mais barata, aproximadamente uns R$ 18,00 (ida e volta). Você tem uma flexibilidade maior de horários, bem como pode ir e voltar quando quiser. Inclusive dias de semana, Sábados ou feriados.
      A desvantagem é que demora um pouco mais e é mais trabalhosa. Pois você tem que utilizar o Metrô, alternar para o trem da CPTM e depois pegar um ônibus. 
      Conforme mostrei anteriormente, você deve chegar na estação Sé do metrô. Pegar a linha 3 vermelha, sentido Corinthians-Itaquera e descer na estação Brás.
      Na estação Brás, deve fazer a interligaçao do Metrô com a CPTM para a Linha 10 Turquesa, sentido Rio Grande da Serra, que é a última estação.
      No vídeo aparece que deve ir para a plataforma 2. Se não me engano, o trajeto do trem leva em torno de 1 hora. Então aproveite a viagem.
      Interessante perceber a mudança da paisagem urbana, na medida que se chega ao interior. As estações vão ficando menores e bem simples, você começa a ver mais área verde, de matas e florestas.
      Chegando no ponto final, na estação Rio Grande da Serra, aproveite o banheiro disponível, senão será só em Paranapiacaba.
      Saindo da catraca, vire à esquerda e atravesse a linha férrea.
      Após atravessar, vire à direita e siga a rua, até encontrar o ponto de ônibus, é bem pertinho. 
      O número do ônibus ou da linha é 424 e sai de hora em hora, o trajeto leva em torno de 25 a 30 minutos. 
      O valor da passagem é de R$ 4,55. Eles não aceitam o bilhete único, somente o cartão BOM ou dinheiro. 
      A retorno é só voltar ao mesmo lugar, é bem simples. As informações detalhadas estão na descrição.
      Curtam o vídeo e inscrevam-se no canal! Valeu!

      * Links
      https://www.cptm.sp.gov.br/sua-viagem/ExpressoTuristico/Pages/Tarifas.aspx
      https://www.cptm.sp.gov.br/sua-viagem/ExpressoTuristico/Trajetos/Paginas/Trem-Expresso-Paranapiacaba.aspx
      http://www.emtu.sp.gov.br/sistemas/linha/resultado1.htm?pag=buscadenominacao.htm&numlinha=19080
      http://www.metro.sp.gov.br/pdf/mapa-da-rede-metro.pdf
    • Por VoandoAltoFH
      Video - O que fazer em Paranapiacaba?
       
      Vou comentar sobre "O que fazer em Paranapiacaba". Os pontos que visitei nesse passeio.
      Como vocês sabem essa vila inglesa, nasceu como acampamento e chegou a abrigar 5.000 operários envolvidos na construção da estrada de ferro Santos-Jundiaí.
      Teve o nome alterado de estação Alto da Serra para Paranapiacaba, em 15 de julho de 1945. 
      Paranapiacaba, segundo a língua Tupi, significa lugar da visão do mar ou lugar de se ver o mar.
      Digamos que o local foi moradia dos engenheiros e trabalhadores que enfrentaram o desafio de vencer as quase intransponíveis escarpas da Serra do Mar, para instalar sistema de transporte capaz de levar ao Porto de Santos o café produzido no interior de São Paulo.
      No vídeo anterior, mencionei as formas de se visitar esta cidade. Se você optou pela segunda opção, após descer do ônibus, deverá seguir por esta rua. Ao caminhar um pouco mais, terá a visão da passarela que dá acesso à Paranapiacaba.
      Aproveite para tirar boas fotos. 
      Logo que chegar na cidade, verá muitos restaurantes, mas conforme você for entrar um pouco mais para o interior, os preços ficarão um pouco mais barato. Em média a refeição por pessoa está em torno de R$ 15,00 a 25,00, sendo comida à vontade, com bebida. É lógico que existem opções mais caras, que seriam os estabelecimentos próximos à passarela.
      Vale a pena passar no Antigo Mercado para comprar iguarias feitas com o Cambuci, um fruto típico da vila, que também está fortemente presente na culinária dos restaurantes locais. 
      No local vendem cachaça, licor, geleia, bolo, doces e sorvetes derivados do Cambuci. que possui um sabor ácido e, ao mesmo tempo, refrescante.
      Ótimo para comer uma boa sobremesa. Experimente principalmente o sorvete de Cambuci.
      Aprecie a paisagem local, as antigas construções e a arquitura local.
      No topo, que está escondido pelas árvores está o Museu Castelo, em que a entrada está custando R$ 3,00. Mas quando eu fui, ele estava em reforma, sem previsão de quando vai abrir novamente.
      Visite o Clube União Lyra Serrano, a entrada foi gratuita. O local doi a sede de dois clubes da época, a Sociedade Recreativa da Lyra e o Serrano Football Club, unificados em 1936. Aqui temos o hall com a sala de troféus.
      Na Casa Fox, cobra-se a entrada de R$ 3,00 podendo observar os traços da arquitetura do século 19.
      A estação Trem Turística seria o local onde vão desembarcar, aqueles que escolheram a opção 1, via Expresso Turístico. Vale a pena visitar o local.
      Uma breve explicaçao do Locobreque, e ao fundo um trem antigo todo enferrujado, como o qual valeu a pena ter tirado as fotos. Foi muito legal.
      Esqueci de mencionar que existem opções de trilhas, com 6 passeios, variando em 
      diferentes dificuldades entre fácil, médio e difícil. O tempo pode ser de 1 a até 5 horas, dependendo da trilha.
      Importante destacar que os trajetos só podem ser feitos com acompanhamento de monitores credenciados e custa a partir de R$ 25,00 por pessoa. Altamente recomendado para não se perder na trilha, é uma questão de segurança.
      Em frente temos o acesso ao Museo Funicular, a entrada custa R$ 5,00. Lá retrata a história da ferrovia, interessante visitar.
      Na hora de voltar, ao sair da passarela, vire a direita e vá para um outro caminho. É possível ver a torre do relógio de perto, que é uma réplica do Big Ben de Londres. Tem 20 metros de altura.
      Assim termina o passeio. 
      Espero gostem as informações, curta o vídeo e inscreva-se no canal.
      Valeu!!
    • Por Tadeu Pereira
      Salve salve mochileiros!
      Segue o relato com algumas dicas para fazer uma bela trilha onde irão encontrar algumas maravilhosas cachoeiras, belas paisagens e uma natureza fantástica bem perto da cidade de São Paulo e de baixíssimo custo. 
       
       Ida - 10/09/18 - 05h00min - São Paulo x Rio Grande da Serra x Paranapiacaba - Metrô e Trem R$4,00 - Ônibus R$6,90 
         Partindo de São Paulo do bairro Perdizes Zona Oeste, peguei o Metrô na estação Vila Madalena (linha verde) até a estação Paraíso (linha Verde x Azul) para baldear para a linha vermelha seguindo até a estação Sé (linha Azul x Vermelha) onde peguei para a estação Brás (linha Vermelha), para finalmente pegar o Trem da CPTM sentido Rio Grande da Serra que foi nossa primeira parada. O trajeto todo até a primeira parada teve uma duração de aproximadamente 1h30min . Chegando na estação de Rio Grande da Serra, após sair pelas catracas atravessamos a linha do trem e viramos para a direita na rua e depois viramos na primeira rua a esquerda onde tem um ponto de ônibus que leva tanto para a vila de Paranapiacaba quanto para a entrada da trilha que fica a poucos quilômetros de Rio Grande da Serra. O ônibus é do transporte público então é só esperar alguns minutos que logo encosta um. Mas antes de pegar o busão nós aproveitamos e fizemos umas comprinhas nos mercados e padarias que encontramos por ali ao lado do ponto de ônibus, nada de mais, somente alguns pães, água, presunto, queijo e chocolates, pois nossas mochilas não poderiam ficar pesadas para fazer a trilha. Comprados nossos alimentos seguimos para o ponto e em alguns minutos o ônibus chegou. Conversei com motorista antes e pedi para o que nos deixasse na entrada da trilha da Cachoeira da Fumaça e minutos depois la estávamos na entrada da trilha. 
       
        
         
       
       
        Na entrada existe uma porteira de madeira, é só dar a volta e atravessar e seguir reto por esta estrada passando por baixo dos fios das torres de energia elétrica onde existe um barulho da energia correndo pelos fios bem sinistro mas sem perigo nenhum. Passando esses fios ai sim inicia a trilha com muita lama em alguns trechos então o cuidado tem que ser maior para não acontecer possíveis quedas. O inicio da trilha é de nível fácil, a única dificuldade mesmo é a lama intensa, mas aconselho a retirarem os sapatos e irem descalços, assim você não os suja para a volta e ainda sente a incrível energia que a natureza irá colocar nos seu corpo entrando pelos seus pés. É fantástico!
        A primeira parada na trilha foi em uma prainha de água cristalina com uma pequena queda de água, um ótimo lugar para se refrescar e tomar um pouco de sol, ficamos por alguns minutos ali vendo vários girinos e peixinhos nadando naquela água cristalina. Depois de contemplar aquele primeiro paraíso seguimos a diante. A trilha começa a ficar bem fechada mata a dentro, em alguns trechos ela irá cruzar o rio tendo que continuar a trilha do outro lado.

                
       
        Após andar pouco mais de 20 minutos chegamos em um ponto muito legal, a segunda parada da trilha foi em um ponto onde se consegue ver cidades litorâneas como Cubatão, Santos, São Vicente. Um lugar de uma imensidão grandiosa da natureza contrastando a mata e a cidade, ótimo lugar para tirar belas fotos.
       
                
       
        Seguindo a trilha mais a frente por alguns minutos já começamos a ouvir o barulho de água caindo, chegando perto do rio nos deparamos com uma grande queda de água, uma cachoeira linda, com um grande volume de água caindo. Ficamos algumas horas nesse local perplexos com a grandeza de detalhes que a natureza estava nos proporcionando. O banho de cachoeira é quase obrigatório e é de lavar a alma! Fizemos nossa terceira parada e nosso café da manha ali naquele paraíso. 
       
                

       
        Seguindo o curso do rio encontramos a trilha novamente, andamos mais alguns minutos pela mata, mas sempre do lado do rio, foi quando um clareira se abriu na nossa frente nos mostrando aquela imensidão grandiosa da natureza novamente e o rio que estávamos seguindo se transformando em uma queda fantástica, a Cachoeira da Fumaça. Estava ali o nosso destino, uma cachoeira majestosa com uma delicada e ao mesmo tempo brusca queda de água que deixava o lugar com uma sonoridade única. Ficamos horas nesse lugar e ainda demos a sorte de não encontrar muitas pessoas, pois fomos logo depois do feriado de 7 de Setembro numa segundona braba hehehehe. Vantagens de quem tem folga na segunda rs.  
       
                
       
        Foi um momento muito lindo ver aquela enorme cachoeira, aquelas montanhas rodeadas de matas verdes por todo canto e ainda contrastando com o mar ao fundo, sinceramente não estava nos nossos humildes planos toda aquela beleza de uma vez só! Mas a natureza ainda nos proporcionou uma ótima visão desta mesma cachoeira só que de frente. Encontramos alguns caras que estavam acampando por ali perto que nos indicou o caminho. Descemos pelo lado esquerdo da cachoeira por uma trilha bem escorregadia e medonha que levava de frente da cachoeira. Levamos alguns bons minutos descendo essa trilha pois foi de nível médio para difícil. A trilha estava muito escorregadia e de altura considerável então foi meio tenso a descida com as mochilas, mas conseguimos descer depois de alguns minutos e todo o esforço valeu muito a pena. A vista da Cachoeira da Fumaça de frente é de uma beleza ímpar. 
       
       




        
        Algumas horas se passaram com a gente ali paralisados com tanta beleza, contemplamos aquela maravilha até o último momento, foi quando uma névoa cobriu todo lugar deixando a visibilidade muito ruim. Decidimos ir em embora pois estava ficando sem visibilidade por causa da neblina e não gostaríamos de pegar a trilha escura. Por volta das 16:30 arrumamos nossas mochilas e partimos para o retorno. Fizemos exatamente a trilha que viemos e foi bem rápido e tranquila. 
       
      Volta - 10/09/18 - 16h30min - Paranapiacaba x Rio Grande da Serra x São Paulo - Ônibus R$6,90  - Metrô e Trem R$4,00 
        Chegando na rodovia do lado direito tem um ponto de ônibus, então é só caminhar até ele e aguardar pelo ônibus que em alguns minutos irá passar, e foi o que aconteceu, em menos de 20 minutos pegamos o ônibus de volta pra Rio Grande da Serra e finalizamos mais uma fantástica trilha bate e volta com cachoeiras e paisagens maravilhosas bem pertinho de São Paulo. Gratidão! 
        Espero ter ajudado em algumas dicas e fico a disposição para qualquer dúvida. Vlw
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