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30/01 – Museu Bargello, Duomo (com Cúpula e Batistério), Museu Galileu

 

Primeiro ponto do roteiro do dia: Museu Bargello, 4 euros a entrada por pessoa, aberto das 8h15 às 13h50. As esculturas são os destaques deste museu, mas possui também coleções de pequenos objetos. O prédio em si também é um grande atrativo, uma arquitetura bem interessante e bonita. Não são permitidas fotos nas partes internas. Gostei muito do Mercúrio e de Firenze vittoriosa su Pisa, de Giambologna, do Davi de Donatello, e do Baco, de Michelângelo (a-do-ro esculturas, já deu pra notar né? :) ).

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Saindo do Bargello, fomos ao Mercato Centrale, um mercado público deles. Adoramos, ficamos um bom tempo olhando os produtos típicos e até experimentando alguns.

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Tem algumas bancas de refeições e lanches, acabamos almoçando ali. Dois pratos de penne al pesto, meia jarra de vinho, mais dois cafezinhos, deu 20 euros. A combinação massa+vinho dá uma soneira, aí o super cafezinho concentrado dos italianos acorda o sujeito na hora, energias renovadas para turistar o resto do dia. ::otemo::

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Enquanto almoçávamos, ouvimos uma pessoa gritando, era um cara em cima de uma bicicleta (sim, ele estava andando de bicicleta dentro do mercado)! E enquanto ele ia pedalando e segurando o guidom com uma das mãos, a outra ia fazendo aquele gesto típico dos italianos de sacudir o punho com as pontas dos dedos unidas, tudo isso enquanto ele não parava de xingar alguém ::prestessao:: . Não entendemos do que se tratava, mas rimos muito e adoramos ver uma típica briga de italianos! ::lol4::

Hora de explorar o conjunto do Duomo. Chovia durante todo esse dia, sempre que estávamos na rua entre uma atração e outra, tínhamos que vestir capas de chuva. Entra em um lugar: tira a capa, sai de um lugar: bota a capa. Foi uma função, mas pelo menos não tivemos que deixar de fazer nada em função da chuva.

O conjunto do Duomo tem um ingresso único de 10 euros que dá direito a entrar na Cripta, no Batistério, na Cúpula, no Campanário e no Museu dell'Opera del Duomo (a entrada na Basílica é gratuita). Os horários de cada atração são diferenciados (dá para conferir em: http://www.ilgrandemuseodelduomo.it/). O ingresso pode ser usado em 24 horas da primeira utilização, apenas uma vez em cada lugar.

Começamos a visita na Basílica. O interior dela é bonito, mas até um pouco simples comparando com as de Roma. Mas o interior da Cúpula... :o é de deixar boquiaberto! Pinturas incríveis, e a gente fica pensando “como é que eles pintaram isso naquela altura em 1400 e poucos!”. Linda!

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Descemos para a Cripta, onde compramos os nossos ingressos. Aqui se encontram os vestígios da Basílica de Santa Reparata, a Basílica atual foi construída sobre esta. Interessante.

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Após, entramos no Batistério. A decoração interna é muito bonita, tanto os mosaicos no chão quanto as pinturas no teto. Sentamos em um banquinho e ficamos curtindo os detalhes destas pinturas.

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Entramos no Museu somente para ver os portões originais do Batistério, pois os que estão lá hoje são cópias. É fantástico. Acabei de ler no site deles que o Museu estará fechado para reformas até novembro de 2015.

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Depois, fomos subir a Cúpula. 463 degraus! Mas a vista vale o esforço. Uma pena a chuvinha que caía, atrapalhando um pouco a visibilidade. Ainda assim é belíssimo, dá para visualizar bem o conjunto daquela parte histórica de Florença e cada um dos pontos mais conhecidos.

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Depois de todo esse percurso e todos esses degraus, paramos para fazer um lanche, em um lugarzinho bem em frente ao Batistério. Comemos dois pedaços de pizza e dois gelatos, deu 12 euros. Resolvemos não subir no Campanário porque a chuva estava realmente atrapalhando a visibilidade e porque queríamos ir ao Museu Galileu, pelo horário de encerramento das duas coisas tínhamos que optar por uma só.

O Museu Galileu abre das 9h30 às 18h, 9 euros a entrada. Foi muito bom ir a um museu diferente depois de ter ido a vários onde o foco eram obras de arte e objetos de época, aqui a mostra está relacionada à ciência e aos objetos desenvolvidos por Galileu. Tem até umas partes interativas, onde a gente é que “faz” o experimento. Bem legal.

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Passamos em um supermercado na esquina do hotel, compramos uma garrafa de vinho, uns pãezinhos, uma porção de porchetta (porco assado recheado com temperos, é bom, mas ele é assado inteiro, com miúdos e tudo, e a parte dos miúdos eu dispenso – pra não dizer detesto!), entre outras coisinhas gostosas. Jantamos no quarto do hotel mesmo, estávamos cansados e a chuva e o frio não animavam a sair para jantar. ::Cold::

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31/01 – San Gimignano, vinícola em Castellina in Chianti e Siena

 

A programação para esse dia era passar a manhã em Siena e a tarde em San Gimignano, já tínhamos pesquisado as formas, preços e horários dos ônibus e trens (além do site da Trenitália, o http://www.sienamobilita.it/ fornece todas essas informações). Somando todos esses deslocamentos, gastaríamos 21,5 por pessoa. No hotel havia uns panfletos de operadoras de turismo que faziam passeios para vários locais, entre eles um para San Gimignano+Siena+almoço em vinícola na região de Castellina in Chianti, por 45 euros por cabeça. Considerando o gasto que teríamos com almoço se fôssemos por conta, e que só visitaríamos uma vinícola se alugássemos um carro, chegamos à conclusão de que valia a pena e fechamos o pacote. Reservamos com a My Tours, no dia anterior, pelo hotel mesmo (aproveito para elogiar mais uma vez os atendentes do Hotel Fiorita, eles ligaram, fizeram a reserva, esclareceram todas as nossas dúvidas, nota 10!). ::otemo::

Desde cedo da manhã seguia a chuvinha fina e fria, o que se estendeu pelo resto do dia. O ponto de encontro para a saída do passeio foi em frente à estação de Santa Maria Novella. Um micro-ônibus fez o transporte. O guia falava inglês e espanhol, e como quase a metade das pessoas era de brasileiros, puxou um português também. O guia era bem legal, e deu muitas informações sobre os lugares visitados.

Primeira parada: San Gimignano. Cidadezinha medieval, com muro de pedras, assim como suas ruas e suas construções. Linda! Eu tranquilamente passaria mais tempo aqui, quem sabe até dormiria uma noite para fazer um passeio noturno por suas ruas. Os principais pontos da cidade são a Piazza della Cisterna, onde ocorre uma feira local, o Duomo e uma torre que é aberta para visitação, dentre as 13 torres da cidade. Não entramos nesses lugares, que eram pagos, ficamos apenas andando pelas ruazinhas, entrando nas vielas conforme dava vontade. A cidade é bem pequeninha, dá para se permitir se perder porque logo logo se encontra o caminho de volta. Simplesmente adoramos San Gimignano, sem contar que dos pontos mais altos dela se tem uma vista maravilhosa dos vinhedos que cercam a região. Antes de sair de lá comemos um gelato de limão por 2 euros, muito bom.

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Seguimos então para a Vinícola Poggio Amorelli, na região de Castellina in Chianti. É nessa região que se produz o delicioso vinho Chianti Clássico. A visita começa com uma breve palestra de como o vinho é produzido e algumas informações sobre a própria vinícola. Depois, fomos ao que interessava. Todos acomodados em mesas grandes, e enquanto um funcionário apresentava o vinho que seria servido, outro servia o prato da harmonização. Primeiro um vinho branco Vermentino acompanhando bruschetas de tomate e de azeitonas. Delícia. Depois, uma salada temperada com um aceto balsâmico que eles mesmos produzem, envelhecido 12 anos, denso, saboroso, acompanhado de um penne al ragu, harmonizando com um vinho tinto Morellino di Scansano. Tudo muito gostoso! Aí, um pratinho com frios para degustar com ele: o Chianti Classico. E para finalizar, um prato com biscoitinhos adocicados acompanhando uma dose de Vin Santo, um vinho doce de sobremesa. Tudo estava maravilhoso, e as porções foram bem servidas. Ficamos muito felizes de termos vindo com a operadora, como eu disse antes essa visita à vinícola não teríamos feito por conta própria. A visita termina na loja do local, não resistimos e compramos uma garrafa de Morellino di Scansano, por 12 euros.

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Próxima parada: Siena. Uma pequena caminhada depois de descer do micro-ônibus e já chegamos na Piazza del Campo. Que praça diferente, pitoresca! Muito bonita. Pretendíamos subir na Torre del Mangia (abre das 10h às 16h, custa 8 euros), mas estava fechada em função da chuva. Foi a única coisa que tivemos que deixar de fazer por causa da chuva em toda a viagem, e olha que foram vários dias chovendo. Paciência!

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Paramos para tomar um cafezinho em um bar de uma rua que saía da Piazza del Campo. Era um lugar meio estranho, com tabelas de apostas nas paredes e pessoas jogando e nos olhando com o canto dos olhos. 1 euro cada café e nos mandamos dali :o .

Passeamos pelas ruas, e chegamos à Catedral de Siena. Muito bonita e muito diferente também, com suas listras em preto e branco. Passamos um bom tempinho ali curtindo os detalhes. Voltamos por um caminho diferente do que tínhamos vindo. Enquanto esperávamos no ponto de encontro com o restante do grupo, ainda comemos outro gelato, 3 euros cada um.

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Mesmo já sendo noite, ainda havia uma parada do tour: Monteriggioni. É um vilarejozinho no alto de uma colina, cercado por uma muralha. Uma pintura! Se atravessa ele a pé em 5 minutos, tudo de pedra. Pena que estava já escuro e caía uma chuvinha fina que reduziu muito a visibilidade, as fotos não ficaram boas mas seguem aí para dar uma ideia. Tipo do lugar muito agradável para passar algumas horas ou até uma pernoite.

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De volta à Florença, demos um passeio pela Ponte Vecchio iluminada, e depois jantamos na Trattoria Gabriello Firenze, perto da Piazza della Signoria. Pedi uma porção de risoto de alcachofras (delícia – como é bom comer na Itália!) e o Rodrigo foi de menu fixo. Tomamos duas cervejas long neck, tudo deu 27,5 euros.

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01/02 – Pisa e Lucca

 

Fomos à estação pegar o trem para Pisa, compramos o bilhete na máquina de auto-atendimento, 7,9 euros cada. Pretendíamos pegar o trem das 8:28, estávamos olhando o painel para saber a plataforma e nada de aparecer a informação desse trem. Fomos perguntar no balcão de informações e ele já tinha saído, aí percebemos que estávamos cuidando o painel das chegadas, e não o de partidas ::putz:: ! Tinha outro trem em cerca de meia hora, ainda bem que esse bilhete é válido para o trecho, e não para determinado horário específico (se eu não me engano é válido até 6 horas depois da compra), mas é imprescindível convalidar o bilhete antes de embarcar. É só inserir o bilhete com o lado indicado na maquininha e ela faz um carimbo com data e hora.

Na viagem até Pisa passou o fiscal conferindo nossos bilhetes, tudo certo. Logo atrás de nós havia duas meninas, acho que inglesas, que não tinham convalidado o delas. Elas ficaram um bom tempo tentando se explicar, dizendo que não pretendiam usar de novo aquele passe, mas não teve jeito. O fiscal em momento nenhum levantou a voz, mas foi firme e o resultado foi uma multa de 50 euros!

Chegamos em Pisa, poderíamos pegar um ônibus até o Campo dei Miracoli ou fazer uma caminhada de mais ou menos 25 minutos, optamos por caminhar. Passamos pela igrejinha de Santa Maria della Spina, à beira do rio Arno, bem pequena, uma gracinha.

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Um pouco mais à frente já começamos a avistar a Torre! Fiquei muito empolgada, mesmo sabendo que não seria uma das coisas mais lindas da nossa viagem, tive aquela sensação maravilhosa de ver pessoalmente uma coisa já tanto vista em filmes e fotos.

O conjunto do Campo dei Miracoli é muito bonito, mas a Torre realmente se destaca. E ela é muito inclinada! Compramos os ingressos para subir no próximo horário (18 euros cada), e deixamos nossas mochilas no guarda-volumes. No horário programado todos entram e escutam uma palestrinha sobre a história do lugar, e só depois disso é que se sobe. Já na subida dá para sentir a inclinação da torre, a escada é em espiral acompanhando o contorno da construção, de um lado a gente se inclina para a direita e do outro para a esquerda, muito engraçado!

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A vista do alto é bem legal, apesar do dia estar nublado. 30 minutos depois do início da visita todos são “convidados” a descer para que o próximo grupo possa subir.

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Ficamos nos arredores curtindo as pessoas fazendo as mais malucas poses para as fotos, é divertido de ver!

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Um rapaz nos deu um panfleto de um restaurante buffet livre, coisa que ainda não tínhamos visto na Itália, a duas quadras dali, e fomos almoçar lá. The Wall Ristorante, o buffet era 9 euros por pessoa, comida boa, pedimos ainda um copo de Coca-Cola que custou 4 euros, refrigerante é caro naquela terra!

Com a barriguinha cheia voltamos caminhando à estação de trens, a moça que trabalhava no restaurante disse que os ônibus que iriam para lá poderiam demorar um pouco em função de ser sábado (tipo uns 15' ou 20').

Compramos os tickets para Lucca por 3,3 euros cada, tinha acabado de sair um trem para lá e esperamos meia hora pelo próximo.

Logo ao sair da estação de Lucca já se vê a muralha do outro lado da rua. É muito legal, parece uma fortaleza. Se atravessa um tunelzinho para chegar na parte de dentro da cidade. A muralha é bem larga, sobre ela há um caminho onde as pessoas correm, andam de bicicleta etc.

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Lucca é uma muito bonitinha e agradável, com ruas estreitas, chão de pedras. Fomos à igreja de San Michele in Foro (aberta das 7h40 às 12h e das 15h às 18h). Sua fachada é bem bonita e diferente, mas o interior não tem nada demais.

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Depois, fomos até a igreja San Martino, uma fachada bem parecida com a anterior, com as colunas todas diferentes entre si. Nem entramos nesta.

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Seguimos pelas ruazinhas super charmosas, fomos à Piazza Anfiteatro, passamos pela Torre Guinighi e pelo Museu da Tortura, mas preferimos não entrar em nenhum desses lugares e simplesmente passear pela cidade e sobre a muralha.

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No final da tarde entramos em uma lancheria/confeitaria para comer. Tudo tinha uma cara ótima, pedimos um café preto e um cappuccino, um sanduíche e quatro doces pequenos. Achamos que estávamos fazendo uma extravagância, porque tudo realmente estava uma delícia. Mas deu 6 euros tudo, achamos barato.

Andamos sem pressa de volta à estação para pegar o trem das 18h31 para Florença, 7,1 euros por pessoa.

Na chegada passamos no supermercado, compramos umas coisinhas para jantar no hotel: pães, queijos e frios para acompanhar o vinho que tínhamos comprado na vinícola no dia anterior. Compramos um queijo chamado Camoscio D'Oro, parecido com um brie, maravilhoso! Comemos também uma pasta de trufas brancas que tínhamos comprado no Mercado Centrale, divina!

 

02/02 – Galleria dell'Accademia, Cappella Brancacci e Palazzo Pitti

 

Iniciamos o dia na Galleria dell'Accademia, horário marcado para as 9h, ingressos comprados com antecedência como eu já contei anteriormente.

No primeiro saguão após a entrada já se dá de cara com ela ao fundo: a estátua original do Davi de Michelângelo. Divina, estupenda, magnífica! Mais de 5 metros de altura de uma perfeição absoluta. Todos os detalhes de um corpo humano estão ali: músculos, tendões, cutículas! Até as cutículas! Ficamos emocionados com tamanha beleza, ficamos muuuito tempo ali alternando entre circundar a estátua e sentar para olhá-la. Depois fomos olhar o resto das obras expostas, mas nada que tenha atraído a nossa atenção. Antes de sair, mais um tempo admirando o Davi.

Fomos então para o Palazzo Pitti. Há alguns tipos diferentes de ingressos conforme as atrações inclusas, com horários diferenciados entre elas, dá para conferir em http://www.polomuseale.firenze.it/musei/pitti.php?m=palazzopitti. Compramos o de 23 euros para cada em função de uma mostra temporária que estava acontecendo, senão seria 15,5.

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Iniciamos a visita pelo Giardino de Boboli e fomos logo à Grotta Buontalenti, chegamos bem na hora em que um funcionário estava abrindo ela. É muito legal sua parte interna, as esculturas feitas com pedra são bem diferentes.

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Demos uma boa caminhada pelos jardins, belíssimos. Entramos no Museo del Costume achando que seriam várias roupas de época expostas, mas são coisas bem contemporâneas, nos decepcionamos e não ficamos muito tempo lá.

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Saímos do Palácio e fomos procurar um lugar para almoçar. Andamos pelos arredores e escolhemos comer no La Mangiatoia (http://ristorantelamangiatoia.it/, Piazza San Felice, nº8). Que refeição espetacular fizemos! Os pãezinhos de entrada já eram muito gostosos. Pedimos um pappardelle al peposo, que é uma massa larga com molho de carne de panela, e um ravioli al burro e salvia, que é um molho de folhas de sálvia refogadas na manteiga. O ravioli em especial estava extremamente gostoso. Foi a melhor massa que comemos na vida! Tomamos meia jarra de vinho da casa, e finalizamos com um tiramisu e uma panna cotta com calda de chocolate, ambos deliciosos. Tudo deu 31 euros, bom preço pela qualidade do que comemos.

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Depois do almoço, fomos conhecer a Cappella Brancacci, na igreja de Santa Maria del Carmine, aberta das 10h às 17h, 6 euros cada entrada. Muito bonitos os afrescos.

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Voltamos ao Palazzo Pitti, ficamos um bom tempo conhecendo a Galleria Palatina e vendo a exposição temporária que tinha edições originais de diversos livros bastante antigos.

No final da tarde o cansaço bateu e fomos para o hotel dormir um soninho, afinal de contas aquilo era férias! Pelo menos um diazinho a gente podia se dar o direito de dormir à tarde!

À noite jantamos no restaurante La Dantesca, pedi uma porção de salada e uma de berinjela à parmeggiana, o Rodrigo pediu uma pizza que era enorme, com muita cobertura, assada em forno à lenha que estava ótima. Tomamos uma garrafa de vinho, a conta fechou em 37 euros.

 

03/02 – Piazzale Michelângelo, Santa Croce, Palazzo Vecchio

 

A Piazzale Michelângelo oferece uma vista linda de Florença e é um lugar maravilhoso para assistir ao por-do-sol. Esse era o nosso plano inicial, mas como em todas as tardes estava chovendo ou no mínimo muito nublado, resolvemos ir nessa manhã do nosso último dia em Florença. Compramos o bilhete em uma banca de revistas dentro da estação de trens Santa Maria Novella (1,2 euro cada), e ao lado dela esperamos o ônibus nº 12 para ir até a Piazzale (não esqueça de validar o bilhete na máquina dentro do ônibus). Dá para ir a pé, mas é uma boa subida, optamos por ir de bus e descer caminhando.

A vista que se tem da Piazzale realmente é sensacional, se enxerga todos os principais pontos turísticos. Depois de um tempo, fomos descendo pelas ruazinhas e escadarias que vão em direção ao rio Arno.

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Fomos até a Igreja Santa Croce (aberta das 9h30 às 17h30), pagamos 6 euros cada para entrar. É aqui que estão os túmulos de Michelângelo, Galileu, Dante Allighieri e Maquiavel, além de dezenas de outros não famosos. A igreja ainda possui pinturas e vitrais muito bonitos. No seu pátio estava acontecendo uma exposição de vários murais, todos inspirados na Divina Comédia, de Dante, bem interessante.

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Queríamos almoçar novamente no La Mangiatoia, o mesmo do dia anterior, de tanto que gostamos. Andamos até lá e demos com a cara na porta! Como algumas partes do Pallazzo Pitti não abrem às segundas-feiras, eles aproveitam para folgar. Achamos outro lugar próximo para comer, não me lembro o nome do lugar. Pedimos duas bruschettas de entrada, uma porção de massa para cada um, duas taças de vinho e dois cafezinhos, deu 35 euros.

Seguimos para o Palazzo Vecchio, compramos o ingresso museu+torre, 14 euros cada. Antes de entrar paramos para olhar com atenção os detalhes das estátuas da Loggia dei Lanzi. Fantástico! Tudo ali, aberto, grátis, impecável! Como eles valorizam o seu patrimônio artístico e histórico, tomara que um dia a gente chegue lá!

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Entrando no Palazzo, fomos direto subir na torre. Bem legal, toda em pedra. Como os demais lugares altos que visitamos antes, um visual lindo da cidade, com a diferença de ser próxima ao Duomo, deixando este em evidência.

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Descemos e conhecemos o restante do Palazzo. O Salone dei Cinquecento é muito bonito, e abriga esculturas lindas também. Ficamos nos divertindo seguindo os pontos do livro “Inferno”, do Dan Brown (assim como em Roma tínhamos seguido os pontos de “Anjos e Demônios”), como por exemplo a máscara mortuária de Dante Allighieri, a Sala dos Mapas e a pintura de Giorgio Vasari com a bandeirinha escrito “Cerca Trova”. :P

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À noite fomos jantar em um lugarzinho bem pequeno que servia pizza a taglio (em fatias) bem em frente ao Batistério. Pegamos um chopp delicioso de 500ml (Chopp Peroni – prove!) e três fatias de pizza, deu 13,5 euros. Sentamos nas mesas externas, com o Duomo como cenário. Caía um chuvisqueiro que de tão fino nem molhava, só aumentava o frio, mas que não nos tirou dali tão cedo. Foi um belo fechamento da estada em Florença. :D

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04/02 – Dia em Milão e pernoite em Verona

 

Pegamos o trem para Milão às 8h, passagens já compradas pelo site com antecedência como relatei antes. Chegamos às 9h40. Deixamos as malas no depósito de bagagens da estação, 1 mala + 1 mochilão deu 14 euros.

Saímos da estação de trens e foi notável a diferença de cenário em comparação às cidades anteriores, com prédios altos e modernos. No metrô, compramos 4 bilhetes na máquina de auto-atendimento, 6 euros no total. Pegamos a linha M3 e seguimos para o Duomo.

Ao chegarmos lá, caía um chuvisqueiro chato. Mesmo assim, ficamos um bom tempo ali admirando os detalhes da fachada, o Duomo é lindo e bem diferente.

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Na praça em frente ao Duomo existem muitas pessoas que ficam oferecendo pulseirinhas, como se fosse um “mimo”, não aceite ou eles vão se colar em você até ganhar algum dinheiro! Seja enfático ao dizer não, eles também se colam em quem fica na dúvida.

Passeamos pelo interior da Galleria Vittorio Emanuele, olhamos os preços nas vitrines (e eles eram ainda maiores do que o absurdo que imaginávamos que eram ::hein: !). No centro da Galeria há um mosaico de um touro no chão, e diz-se que pisar e dar uma volta sobre os testículos dele dá sorte. Demos risada das pessoas rodopiando sobre o pobre do touro que nem tem mais testículos, já gastaram :D !

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Entramos no Duomo, estava acontecendo uma espécie de encontro da juventude católica e tinha muita gente! Somente uma parte lateral estava aberta para os turistas, não deu para apreciar muito o interior.

Depois, subimos para o terraço. O acesso custa 7 euros, ou 12 com elevador. Fomos pelas escadas mesmo, perto das outras escadas que subimos nos pontos turísticos aquela foi moleza. A subida ao terraço é muito legal, dá para ver muito mais de perto a riqueza de detalhes que adornam o exterior do Duomo. Cada uma daquelas “agulhas” é cheia de esculturas de pessoas. Todo o Duomo está (ou estava) passando por uma restauração, mas era muito visível a necessidade de uma limpeza, o branco do seu revestimento em muitas partes estava coberto de sujeira. Mesmo assim curtimos muito e achamos tudo muito lindo.

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Procuramos nas ruazinhas próximas um lugar para almoçar, mas o menus eram para o poder aquisitivo de quem tinha feito compras na Galeria Vittorio Emanuele :lol: ! Não quisemos caminhar muito e procurar porque a chuvinha estava chata, então acabamos comendo no McDonalds mesmo, gastamos 16,50 euros.

Depois de comer, a chuva deu um tempo e fomos caminhando até o Castelo Sforzesco, é perto do Duomo. O Castelo abre das 7h às 18h e tem entrada gratuita, com exceção do museu que custa 3 euros. Passeamos somente pelas áreas externas do Castelo, que tem uma arquitetura bem interessante.

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A uma quadra do Castelo, encontramos uma loja da Decathlon e não resistimos a umas comprinhas. Apesar de ser uma loja de artigos esportivos, nosso foco foram as roupas térmicas, muito mais baratas do que no Brasil.

Tomamos um cafezinho em um quiosque na rua (1 euro cada), e seguimos para o principal motivo de termos ido à Milão: A Última Ceia, de Leonardo da Vinci. Foi pintada na parede de um antigo refeitório na igreja Santa Maria delle Grazie. Os ingressos para esta atração podem ser comprados com cerca de 75 dias de antecedência, o site vai divulgando a data de abertura de venda conforme o mês. Custa 8 euros por pessoa, e é altamente recomendável comprar com antecedência. Enquanto estávamos na fila para trocar o voucher pelos ingressos vimos umas pessoas que queriam comprar na hora e ouviram um “Só temos ingressos para a partir da semana que vem”, em plena terça-feira de baixa temporada. O site é http://www.vivaticket.it/index.php?nvpg[tour]&id=744&wms_op=cenacoloVinciano.

A visita dura 15 minutos, contados no relógio, para um máximo de 30 pessoas por vez, e é proibido fotografar. O número de pessoas permite apreciar a obra com tranquilidade, sem ninguém te acotovelando. E o lugar é mágico! Ou melhor, a obra é mágica! É claro que os 15 minutos passaram como se fossem 5, saímos de lá maravilhados.

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Pegamos o metrô para voltar à estação de trens. Fizemos um lanche na estação mesmo (12,60 euros 2 cafés e 2 sanduíches), pegamos nossas bagagens e esperamos pelo trem para Verona, passagem já comprada para 18h05min.

O trem chegou à Verona às 19h30. Pegamos um táxi para ir até o B&B Rigoletto, pois o check-in tinha que ser feito até as 20h, era noite, chovendo e frio, carregando malas, cansados etc etc, deu 7,5 euros.

O B&B Rigoletto (Via Amatore Sciesa, nº9) custou 118 euros para duas diárias, mais o imposto municipal de 2,5 por pessoa por dia. O quarto é bem confortável, o banheiro é compartilhado com mais um quarto. O wi-fi é gratuito e de excelente qualidade, e o café-da-manhã é bem bom. O ponto fraco foi a frieza no atendimento, desde o e-mail que enviei para confirmar a reserva, até o momento em que fomos recebidos. Mesmo sendo um B&B, em que não há aquele “acolhimento” de um hotel ou hostel, eles poderiam ter sido um pouco mais receptivos. Depois de pagarmos e recebermos as chaves, não vimos mais algum funcionário/propretário durante o resto da estada. Ah, e também não gostei do fato de haver uma cozinha que fica aberta 24 horas, mas só pode ser usada durante o horário do café-da-manhã. Apesar disso, foi um bom lugar para ficar somente 2 dias, e é muito bem localizado.

Saímos para procurar um lugar para jantar. A chuvinha continuava a nos perseguir, não caminhamos muito. Tiramos umas fotos em frente à Arena, e depois comemos em um restaurante bem ali em frente. Pedimos um saladão com várias coisas, uma porção de spaghetti al pesto (cada um era uma porção para 1 pessoa) e uma garrafa de Valpolicella (vinho típico da região), tudo deu 30 euros.

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Muito legal a viagem de vcs, é tudo que penso fazer um dia com a esposa. No passeio pela Toscana, SG e Siena, vcs optaram pelo ônibus fretado, vc indica? foi legal, o que acha de alugar um carro? Parabéns, acompanhando.

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Muito legal a viagem de vcs, é tudo que penso fazer um dia com a esposa. No passeio pela Toscana, SG e Siena, vcs optaram pelo ônibus fretado, vc indica? foi legal, o que acha de alugar um carro? Parabéns, acompanhando.

 

Olá! Sim, nós fomos a SG e Siena de van, com uma operadora de turismo, e foi muito bom! Nós chegamos a fazer um orçamento superficial de aluguel de carros, e em termos financeiros não valia a pena (para um casal somente não valia, entre mais pessoas acredito que vale). Mas acho que o carro dá muito mais possibilidades de explorar a região, deve ser muito lindo andar pelas estradas da Toscana, ainda mais se for época de parreirais cheios. Por outro lado, quem estiver dirigindo não vai poder beber um vinhozinho, o passeio que fizemos incluiu um almoço em uma vinícola com degustação de vinhos, estava ótimo!

De um jeito ou de outro, a única coisa certa é que tem que ir :D !

Abraço!

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05/02 – Verona

 

Saímos do B&B em direção à Arena, e logo na primeira quadra encontramos uma tabacaria onde compramos nosso Verona Card, 15 euros cada, válido por 24 horas. Esse cartão vale muito a pena pela quantidade de coisas que dá direito com acesso gratuito, para dar uma olhada nas atrações inclusas e o horário de cada uma o site é http://www.turismoverona.eu/nqcontent.cfm?a_id=38678.

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Chegamos na Arena bem cedinho , quando entramos não havia ninguém. Não espere que o seu interior seja comparável ao Coliseu, mas é muito bonita e interessante, principalmente se pensarmos que ela ainda é usada para concertos e apresentações.

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Depois de conhecer a Arena, fomos à igreja de San Fermo Maggiore. É bem bonita, com um teto de madeira onde estão pintados centenas de santos, e o mais interessante dessa igreja é que ela possui uma outra igreja no seu subsolo, muito bonitinha e com pinturas bem conservadas.

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Seguimos em direção à Casa de Giulietta. As ruas são muito agradáveis para caminhar, e há bastante sinalização indicando o caminho para as atrações turísticas.

Chegando à Casa de Giulietta, finalmente encontramos os turistas de Verona, já estávamos estranhando a calmaria dos lugares que tínhamos ido antes. Era muita gente se revezando para tirar a famosa foto com a mão no seio da Giulietta. O portão tapado com cadeados deixados por casais forma um colorido bem legal.

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Entramos na Casa de Giulietta somente porque estava incluso no Verona Card, não tem nada imperdível. O mais legal é a sacada da Giulietta, além de alguns objetos e roupas que foram usados nas filmagens de “Romeu e Julieta”.

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Fomos à Piazza dell'Erbe, há uma feirinha de bugigangas e souvenirs. Passamos por dentro do Pallazzo della Ragione, onde há a Torre dei Lamberti, mas não entramos em nenhum.

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Andamos até o Arche Scalligeri, e seguimos até a igreja Sant'Anastasia. Essa tem uma decoração interna bem bonita, e umas estátuas bem interessantes logo na entrada.

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Fomos até a Ponte Pietra, de onde se tem uma vista bem legal do rio Ádige e de uma parte da cidade. Atravessamos a ponte, andamos um pouquinho e voltamos.

Paramos então para almoçar no restaurante El Tropico Latino. Fomos de menu fixo, como primeiro prato pedi um lasagnete com cogumelos e o Rodrigo comeu nhoque com manteiga e sálvia, ambos estavam deliciosos. De sobremesa pedi uma panna cotta com calda de frutos do bosque, que maravilha! Fomos atendidos por um senhor que parecia ser o dono do lugar, muito simpático e atencioso. Com mais dois cafezinhos, saiu tudo por 33 euros.

Fomos então até o Duomo de Verona. Decoração interna muito rica, paredes cheias de pinturas, chão trabalhado... Muito bonito.

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Atravessamos o rio Ádige e caminhamos por um bairro mais residencial, com prédios de arquitetura “normal”. Interessante ver um pouco da vida cotidiana dos italianos.

Próximo destino foi (outra igreja!) San Zeno. As quatro igrejas que visitamos tinham aspectos um tanto parecidos, especialmente as fachadas. Mas esta também tinha suas características próprias: pinturas, um pátio interno, uma cripta. Ficou um pouco repetitivo ir a quatro igrejas, mas todas estavam inclusas no Verona Card e cada uma tinha sua beleza, se não faltar tempo para as outras atrações acho que vale a pena conhecer todas sim.

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Fomos até a Ponte Scalligero. Um lugar muito bonito, a ponte em si é muito legal e bem conservada. Atravessamos a ponte, descemos uma escadinha até a beira do rio, e voltamos.

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Para aproveitar os últimos momentos do Verona Card, fomos ligeiro até o Museu de História Natural. Chegamos lá às 16h30, a atendente perguntou se sabíamos que fechava às 17h e concordamos :D . Pegamos os bilhetes, na entrada a funcionária também perguntou se sabíamos que fechava às 17h :lol: ! Fizemos a visita bem corrida no museu, deu pra ver tudo na passada, acho que uma hora de visita feita com calma é suficiente. É interessante, e foi legal para ver coisas diferentes.

Voltamos caminhando até a Arena, e fomos fazer um lanche no mesmo lugar onde tínhamos jantado no dia anterior (Restaurante Ippopotamo). Pedimos um chocolate quente, um cappucino e duas fatias de pizza. Detalhe importante: em boa parte dos lugares, pedir algo no balcão sai mais barato do que sentar à mesa e pedir para o garçom. O fato de estar acomodado em uma mesinha não raro faz custar mais que o dobro o mesmo produto. Pedimos no balcão, deu 7,5 euros.

Passamos em um supermercado para comprar algumas coisinhas para comer à noite: pães, queijos, vinho etc. Esse foi o dia mais frio da nossa estada na Itália, e resolvemos ficar à noite no B&B e arrumar nossas coisas para partir no dia seguinte cedo.

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Ellen,

 

Muito bom seu relato. Vou utilizá-lo como base para minha viagem. Irei com minha esposa em janeiro/2015.

Teremos 4 dias em Roma e 2 dias em Veneza e em Florença. O que você achou que é imperdível para incluir nestes dias.

Estou com muito medo do frio, pois moro em Recife. Conta um pouco do frio, o que precisaram usar para se agasalhar, se foi suficiente, etc.

Valeu!

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Ellen,

 

Muito bom seu relato. Vou utilizá-lo como base para minha viagem. Irei com minha esposa em janeiro/2015.

Teremos 4 dias em Roma e 2 dias em Veneza e em Florença. O que você achou que é imperdível para incluir nestes dias.

Estou com muito medo do frio, pois moro em Recife. Conta um pouco do frio, o que precisaram usar para se agasalhar, se foi suficiente, etc.

Valeu!

 

Dudu Santana,

 

Obrigada! :D

Para completar meu relato falta o dia em Pádua e 3 dias em Veneza.

O que é imperdível? Bom, 4 dias em Roma eu faria tudo exatamente como fiz :lol: ... 1 dia para Coliseu e arredores, outro para região central do centro histórico, 1 para Vaticano e 1 para atrações mais ao norte do centro histórico. 2 dias em Florença... puxa, é difícil escolher! Depende também do gosto de vocês, nós adoramos ir a museus e isso tomou bastante tempo, se vocês não curtem tanto, acho que dá para passar 1 dia em Florença mesmo: Duomo, Piazza della Signoria e Ponte Vecchio, de repente optar entre Galleria dell"Accademia (será um passeio mais rápido) ou Galleria degli Uffizi (este leva mais tempo). E o outro dia optaria por fazer um bate-volta nas redondezas: ou Pisa+Lucca ou San Gimignano+Siena. E para 2 dias em Veneza, acho imperdível entrar na Basílica de São Marcos, fazer o passeio de gôndola (é caro, mas é uma vez na vida e é muito bom!), e o resto do tempo ficar simplesmente perambulando pelas ruelas...

Quanto ao frio, usem camadas: uma blusa térmica, um blusão de fleece e um casacão, uma calça térmica por baixo de uma calça normal, meias grossas e o conjunto luvas+cachecol+touca. Mas só para estar ao ar livre, todos os ambientes internos são aquecidos. Todos mesmo: restaurantes, museus, ônibus, trem, etc. Fiz um "rancho" de roupas térmicas pelo site da Decathlon (http://www.decathlon.com.br/), pois não tem loja física deles em Porto Alegre. Vale a pena investir nas roupas térmicas, são leves para carregar na mala, e são bem quentinhas.

Espero ter ajudado, qualquer coisa é só perguntar.

Abraço!

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    • Por pedro.phma
      Após a viagem para a Itália comecei a pensar qual seria o nosso próximo destino internacional para janeiro de 2020, época em que minha esposa pode tirar férias. Queria conhecer algum lugar com passagem mais em conta. Pensei inicialmente em passar uma semana em algum lugar do Caribe, mas os preços das passagens estavam semelhantes aos da Europa. Voltei a focar novamente no velho continente. Existiam várias possibilidades: conhecer o Reino Unido, ou o trio Holanda, Bélgica e Luxemburgo, ou ainda a Alemanha. No fim escolhi a França.
      As passagens foram compradas ainda em junho de 2019. Consegui novamente pela LATAM um voo direto de Guarulhos para Paris por R$ 2.497,69 por pessoa através do Maxmilhas, com direito a mala despachada e marcação de assento. De todas as vezes que fiz simulações antes e depois da compra, só vi preço menor para a mesma época em um voo da Aeroméxico com escala no México, algo em torno de R$ 100,00 a menos, mas com a viagem durando o dobro do tempo. A saída do Brasil ficou para o dia 16/01, às 23h30, e a saída da França no dia 30/01, às 21h30. Na prática, teríamos 14 dias para aproveitar o país.
       
      Roteiro
      Definida as datas, era hora de montar o roteiro. De certeza eu só tinha duas: Paris e Nice. Achei que 4 dias inteiros em Paris, com um bate-volta em Versalhes, e 2 dias em Nice, com outro bate-volta em Mônaco, seriam suficientes. Para Nice foi. Como era inverno, não via muita lógica em conhecer as diversas cidades da Côte d’Azur. Além de Mônaco, aproveitaria para dar uma passada em Èze e Saint-Jean-Cap-Ferrat. Para Paris, os 4 dias seriam suficientes se fossem no começo da viagem, mas como deixei para conhecer a cidade no fim, o cansaço bateu forte e um quinto dia teria sido muito bem vindo. Saí da cidade com a certeza que deixei coisa para trás e com a certeza maior ainda de que voltarei lá na próxima ida para a Europa.
      Os outros locais escolhidos para visitar foram Marselha ou Cassis, por conta do Parque Nacional dos Calanques, Carcassone, e o Vale do Loire, montando base em Tours. Deixei o Monte Saint Michel de lado. Era ele ou Carcassone. Preferi a segunda opção. O deslocamento de Paris para Nice poderia ter sido feito de trem ou avião em um dia. Pensei também em fazer uma parada de 1 dia para conhecer Lyon, mas as atrações da cidade não me chamaram tanta atenção. Como tinha alguns dias em aberto, resolvi adotar uma solução diferente. Peguei um trem de Paris à Basileia, pernoitei na cidade suíça, depois peguei outro trem para Milão para atravessar a Suíça e poder conhecer as paisagens dos Alpes. Por fim, mais um trem até Nice.

      O roteiro ficou assim:
      16/01 – Saída do Brasil
      17/01 – Paris
      18/01 – Basiléia
      19/01 – Milão
      20/01 – Nice
      21/01 – Nice/Mônaco
      22/01 – Marselha
      23/01 – Carcassone
      24/01 – Tours
      25/01 – Tours
      26/01 – Paris
      27/01 – Paris
      28/01 – Paris/Versalhes
      29/01 – Paris
      30/01 – Retorno ao Brasil
      Algumas decisões foram acertadas, outras nem tanto. O deslocamento até Nice passando pela Suíça e Itália tomou bastante tempo, mas valeu a pena pela paisagem única. Também gostei de Nice. Sobre Mônaco, eu tinha uma expectativa meio exagerada da cidade por ser a sede de uma das maiores corridas de carro do mundo. É apenas um local bacana. Como estava com duas idosas junto comigo, não cogitei fazer o passeio de trilha pelos Calanques de Marselha ou Cassis. A ideia sempre foi o passeio de barco, mas no inverno é muito difícil dele ocorrer, seja pela baixa temporada, seja pelos fortes ventos que costumam soprar no local. Carcassone infelizmente não foi possível visitar devido a problemas climáticos que relatarei mais a frente. Dois dias em Tours para conhecer o básico do Vale do Loire foi mais que suficiente. Como dito antes, os quatro dias em Paris seriam suficientes se fossem no início da viagem, quando ainda estava descansado.
      O que eu mudaria no roteiro? Primeiramente, focaria em Paris no início da viagem. É a cidade mais interessante e é bom estar bem disposto para as inúmeras atrações. Descartaria a visita aos Calanques se o foco for o passeio de barco no inverno. Apesar de ter me surpreendido com Marselha, também tiraria ela do roteiro se não for para conhecer os Calanques. Esse dia a mais eu usaria para visitar o Monte Saint Michel ou ainda Mulhouse, por conta do Museu do Automóvel espetacular que a cidade tem. Se focasse a viagem totalmente na França, os dois dias que usei para Basileia e Milão provavelmente seriam transferidos para conhecer a Normandia ou Estrasburgo.
      Os deslocamentos entre as cidades foram todos feitos de trem. Aluguei um carro em duas ocasiões: conhecer o Vale do Loire e fazer o percurso de Nice a Mônaco, além de andar pelas mesmas ruas onde é disputada a corrida de Fórmula 1. Inicialmente também tinha a ideia de ir de Nice a Marselha com parada em Cassis de carro, mas alterei a forma de deslocamento no meio da viagem por motivos que exporei adiante, e acabei fazendo esse trecho também de trem.
       
      Algumas curiosidades antes de continuar o relato
      Vamos começar pela comida. Alimentação é algo muito importante na França, provavelmente o país com a gastronomia mais famosa do mundo. E não é por menos. Come-se muito bem lá. O preço de uma refeição em um restaurante razoável é equivalente ao da Itália, mas a comida é muito mais bem servida e mais variada. Esqueça aquelas coisas de televisão onde é servido um pouquinho de comida por um preço absurdo. Talvez seja assim em restaurante chique. Um prato francês normalmente já vem completo, com uma opção de proteína e carboidrato, quase sempre alguma variação de batata nos pratos mais básicos. Mas para quem estiver disposto a experimentar coisas novas, há diversos carboidratos diferentes. Por exemplo, comi um purê de beterraba em Marselha que era coisa de outro mundo.
      Os franceses amam tanto sua culinária que os funcionários e, não raras vezes os próprios chefs de cozinha, vinham à mesa perguntando se a comida estava gostosa. Isso mostra a preocupação em servir alimentos de qualidade.
      Ainda na onda da comida, li antes de viajar que os franceses são bem pontuais. Isso vale também para o horário de fechamento dos restaurantes, em especial o funcionamento da cozinha. Se um local diz que encerra suas atividades as 14h00, não ache que vai chegar nele para almoçar 13h50 e ainda sim terá seu prato preparado. Passei por isso em duas ocasiões. Em uma delas, no primeiro dia, cheguei para jantar às 19h30 numa cafeteria que fechava a cozinha às 20h00. O garçom perguntou se iria comer ou só beber. Como disse que iria comer, ele foi perguntar ao cozinheiro se ainda poderia servir comida. Felizmente o cozinheiro aceitou. Em outra ocasião, não tivemos tanta sorte. Num dia para ficar no esquecimento, chegamos a Tours às 21h45 morrendo de fome. Foi um dia de muito azar. O restaurante do hotel encerrava as atividades às 22h00, mas já não queria mais servir comida. E não havia outras opções de restaurantes próximas. Resultado, fomos na estação de trem pegar salgadinho e suco nas máquinas de self-service para não morrer de fome.
      Outra questão é o uso do inglês na França. Há uma lenda de que o francês não gosta de falar inglês. Até pode ser verdade, mas acredito que tudo vai depender de como será sua abordagem inicial. Estudei francês por três meses antes de viajar. Antes eu não sabia nada, mas consegui aprender o básico a ser usado num museu, restaurante ou hotel. Na maioria das vezes o pouco que aprendi de francês foi suficiente, mas em algumas situações eu não tinha vocabulário para manter uma conversa de qualidade. Por exemplo, quando tive problemas com o trem para Carcassone, precisei tirar dúvidas que só conseguiria me expressar em inglês. Comecei o diálogo assim:
      “Pardon. Je parle peu français. Parlez-vous anglais?”
      Seria algo como, “Desculpe, falo pouco francês. Você fala inglês?”. Todas as vezes que perguntei isso, quando recebia um não como resposta a pessoa pelo menos fazia o esforço de procurar algum colega que falava para poder me ajudar.
      Para quem fala só português, não se preocupe. O Google tradutor está aí para ajudar. A versão aplicativo dele permite até traduzir textos em tempo real através da câmera do celular. Mas claro que saber o básico de idioma local ou o inglês permite ter conversas mais fluídas.
      Por fim, dei muito azar de a França entrar em greve antes de viajar e de permacer assim no decorrer do passeio. O serviço mais afetado foi o transporte. Felizmente não tive maiores problemas por conta disso em relação aos trens, pelo menos. Para piorar ainda mais, no meio da viagem começou a aparecer os primeiros casos de coronavírus na França, mas até então não havia tanta preocupação com a doença. Só que uma coisa ficou nítida, principalmente nas atrações turísticas mais famosas: não havia muitos chineses. Era até estranho. Outros asiáticos, como japoneses ou coreanos, eram bem presentes, mas o chineses que sempre estão aos montes nas atrações turísticas, simplesmente sumiram. Era como se o governo chinês estivesse impedindo a saída de seus nacionais da China.
      Chega de papo. Hora de continuar o relato.
       
      16/01 – Saída do Brasil
      O voo estava marcado para sair do Brasil às 23h30 e chegar a Paris às 14h50. O embarque ocorreu normalmente e dentro do horário, mas a fila de aviões em Guarulhos fez com que nossa decolagem fosse próxima das 00h30.
       
      17/01 – Chegada em Paris
      A viagem ocorreu normalmente. Pela primeira vez eu e minha esposa conseguimos dormir razoavelmente bem em um voo tão longo. O serviço de bordo da LATAM também foi bom. Nenhuma queixa em relação às refeições e ao atendimento das aeromoças.
      Pousamos em Paris no Aeroporto Charles de Gaulle com um pouco de atraso, às 15h30 no horário local. Saímos do avião e seguimos as placas até chegar à migração. Na mão, uma pasta com diversos documentos e reservas. Como renovei o passaporte e ele estava sem carimbos, trouxe o passaporte antigo que mostrava que já havíamos viajado ao exterior outras vezes, para o caso de acharem que estávamos indo na França para ficar. Prefiro me precaver. Quando chegou minha vez, o oficial de migração pediu em espanhol que fosse uma pessoa de cada vez no guichê. Cumprimentei com um “bonjour”, ele olhou para a minha cara e não fez nenhum questionamento. Carimbou a entrada e chamou o próximo.
      Depois de pegarmos as malas procurei por algum local onde pudesse comprar um chip de celular para usar na França. Havia lido que no Terminal 1 era possível adquirir no atendimento ao turista um chip da “Orange”, mas como não achei fácil o local e não estava muito a fim de procurar, deixei para comprar depois.
      Fomos para a fila de táxi e pegamos um em direção ao centro de Paris. A viagem saiu por 50 euros, preço tabelado. Como estávamos em quatro pessoas, foi vantajoso. O percurso durou cerca de 1 hora e 20 minutos. Havia muito trânsito, provavelmente ainda mais agravado devido à greve dos transportes.
      Hospedamo-nos no Hotel Viator, o único que deixamos para pagar na França. Todos os outros estavam com as diárias pagas no Brasil. A grande vantagem dele é ficar a menos de 5 minutos a pé da Gare de Lyon, local onde pegaríamos o trem no dia seguinte, além de ter um preço acessível para o padrão Paris. Conseguimos reservá-lo por 105 euros o quarto de casal sem café da manha e taxa turística. É um bom hotel. Recomendo.

      Descansamos um pouco e fomos atrás do chip de celular. Vi que era possível comprar na Relay, uma loja bem comum na França. Havia uma na Gare de Lyon, e lá fomos. O plano “Orange Holiday” com 20GB de internet e 120 minutos de ligação com validade de 14 dias saiu por 40 euros. A instalação do chip pode ser feita pelo próprio usuário. Na verdade é só colocar ele no aparelho e a configuração é feita automaticamente.
      Obs: o chip funcionou bem 95% do tempo. Algumas poucas vezes ele ficava sem sinal, geralmente em deslocamento de trem entre cidades. Sobre o roaming em outros países, é preciso ficar atento, pois a Suíça não faz parte da União Europeia. Algumas operadoras forneciam planos mais em conta, porém com roaming restrito à União Europeia, sem incluir a Suíça.
      Na rua fazia frio e chuviscava um pouco. Estávamos com bastante fome, então procuramos algum lugar para comer. De início procuramos por alguma “boulangerie” (um tipo de padaria) próxima. Apesar de encontrarmos algumas que a vitrine enchia os olhos, elas não tinham espaço para comer dentro, e minha esposa não queria abrir mão de comer sentada em um ambiente aquecido. Então o jeito foi procurar algum café ou restaurante.
      Paramos para comer no La Consigne. Comemos um sanduíche e uma omelete no capricho mais as bebidas, tudo bem servido. Para o casal saiu por 25 euros.
      Depois de comer, fomos no mercado comprar algumas coisas. A água mineral na França é cara, bem mais que na Itália, por exemplo. E o gosto de várias marcas é bem ruim, principalmente aquelas sem gás. Acabávamos comprando Perrier ou San Pellegrino, que eram muito boas, porém ainda mais caras.
      Obs: teoricamente a água das torneiras na França é potável. Nos restaurantes é comum servirem uma garrafa de água da torneira de graça, e com gosto bem melhor que de muita água mineral sem gás vendida no mercado.
      Após, retornamos ao hotel para descansar.
      Gastos do dia:
      50 euros de táxi do aeroporto até o centro de Paris
      40 euros do chip de celular
      25 euros do jantar no La Consigne
      0,70 euros em suprimentos no mercado
       
      18/01 – Ida para Basileia
      Dormimos até um pouco mais tarde para descansar bem. Por praticidade resolvemos tomar café da manhã no próprio hotel. O preço não era dos melhores, custando 11 euros por pessoa, mas pelo menos poderíamos comer à vontade e daria para aguentar até a hora do almoço. Fizemos o check out no hotel e acertamos tudo, ao custo total de 135 euros por conta dos cafés da manhã e taxas turísticas.

      Seguimos para a Gare de Lyon e pontualmente às 10h22 o trem partiu rumo a Basiléia. A passagem foi comprada no Brasil com bastante antecedência, e saiu por 29 euros (R$ 153,37 na fatura do cartão). Faltando alguns dias para o embarque havia dúvida se esse horário de trem partiria por conta da greve. Havia trens fazendo a rota, mas em número reduzido. Dois dias antes do embarque recebi a confirmação da SNCF que o horário seria cumprido.


      O trem é bastante confortável mesmo na classe econômica. Em alguns momentos chegou a passar dos 300 Km/h. A paisagem também é bem bonita.
      Às 13h26 chegamos pontualmente à Basileia. Desembarcamos na estação Bahnhof Basel SBB e fomos direto para o Hotel City Inn Basel, que ficava literalmente na frente da estação. A diária já estava paga desde o Brasil, ao custo de R$ 385,81 sem café da manhã e taxa turística. Reservei pelo Hoteis.com pela possibilidade de pagar direto em reais. O idioma mais falado na Basileia é o alemão, do qual não sei nada. Mas consegui me virar bem com o inglês quando precisei. Como o dinheiro na Suíça é o franco suíço, fiz o câmbio na recepção do hotel. Troquei 100 euros por 102 francos suíços.
      Uma coisa bacana de Basileia é que os hotéis “dão” para o cliente um voucher que dá direito a usar o transporte público da cidade de graça e você pode escolher um museu para pagar metade do valor. Para quem não sabe, Basileia é a capital cultural da Suíça, e há diversos museus pela cidade. Esse voucher não é totalmente um brinde porque para isso precisamos pagar 4 francos suíços (CFH) por pessoa de taxa.
      Quando saímos do hotel já passava das 14h00. Não havia muitas opções de restaurantes abertos. Um dos poucos era o Tibits, especializado em comida vegetariana, que tinha um horário de funcionamento bem amplo. Ele tem um tipo de serviço raro na Europa, mas bastante popular no Brasil: comida a quilo. Mesmo eu sendo carnívoro, gostei bastante da comida do local. Minha comida e a da esposa saiu por 20,30 CHF com bebidas, um valor muito bom para a Suíça.
      Do restaurante, fomos bater pé pelo centro histórico da cidade, que ficava a menos de 10 minutos caminhando do hotel. Primeira parada foi na Marktplatz, uma pracinha com uma feira e onde estava localizado o Rathaus Basel-Stadt, a prefeitura da cidade. É uma construção de 500 anos de idade com uma cor única, um vermelhão bem forte. De lá partimos para a atração que eu mais queria ver na cidade: o Naturhistorisches Museum Basel (Museu de História Natural Basiléia). Por quê? Tinha uma réplica de um mamute em tamanho real, além de outros animais pré-históricos, como o tigre dentre-de-sabre e a preguiça gigante. Na verdade não sei se todos os animais eram réplicas ou realmente estavam empalhados, mas a qualidade dos modelos era incrível. Tinha também esqueletos de dinossauros, como um pterodátilo e um ictiossauro. Simplesmente fantástico. Segundo minha esposa meus olhos brilhavam quando eu vi o mamute. Eu devia estar me divertindo mais que as crianças no local. Aqui usamos o voucher e pagamos metade do valor do ingresso. De 7 CFH por 3,50 CFH por pessoa.









      Saindo do museu fomos em direção a Basel Minster, a Catedral de Basiléia, também numa coloração vermelha. Não entremos no local. Apenas apreciamos de fora. Depois seguimos até uma ponte sobre o Rio Reno, um dos grandes rios da Europa Ocidental. Apesar de o frio estar bem suportável na cidade, em cima da ponte o vento era muito forte e deixava tudo muito mais gelado. Só consegui ir até o meio da ponte e tirar umas fotos. Corremos do vento e nos dirigimos a uma rua com bastante movimento de pessoas e diversas lojas. Entramos em algumas, mas o preço era mais caro que da mesma loja em outros países. O único lugar que compramos alguma coisa foi no mercado: água e uns chocolates suíços. Tudo custou 4,05 CFH.


      Voltamos caminhando em direção ao hotel, mas passamos antes numa espécie de praça de alimentação gigante. No local, diversos tipos de restaurantes. Decidimos jantar no Acento Argentino, que era comandado por um argentino (se não me engano) e um brasileiro. Pedimos pratos com carne e empanadas, todos acompanhados de saladas. Tudo muito gostoso e bem servido. O preço saiu em 48 CFH para o casal. Após o jantar voltamos para o hotel e fomos descansar.
      Basiléia fica na fronteira tríplice da Alemanha, França e Suíça. Do lado alemão, a cidade mais próxima é Lörrach, e a Floresta Negra está localizada bem próxima. É uma cidade que entrou por acaso no roteiro, mas deu para ter uma noção do que esperar da Suíça em termos de custos numa futura viagem. Hospedagem e alimentação não são baratas, mas achei que seria pior. A diária do hotel, por exemplo, saiu mais barata do que a de Paris por um quarto muito maior e mais confortável. Fiquei animado para um dia conhecer melhor este país.
      Gastos do dia:
      135 euros de hospedagem no Hotel Viator em Paris
      58 euros para duas passagens de trem Paris -> Basiléia (R$ 306,74)
      385,81 reais de hospedagem no Hotel City Inn Basel
      8 CFH de taxa turística para duas pessoas em Basiléia
      20,30 CFH de almoço no Tibits
      7 CFH em dois ingressos no Museu de História Natural de Basiléia
      4,05 CFH em mercado
      48 CFH de jantar no Acento Argentino
       
      19/01 – Ida para Milão
      O trem para Milão iria partir tarde, então seria mais um dia para poder dormir bastante. Quando acordamos, resolvemos tomar café da manha no próprio hotel. Saiu 25 euros por pessoa, bem salgado, mas o café era espetacular. A outra opção seria um Starbucks do lado do hotel, mas eu e minha esposa não somos muito fã da rede. De bucho cheio, ficamos mais um tempo relaxando no quarto. Depois fizemos o check out e fomos para a estação de trem.
      A passagem já estava paga, saindo por 39 euros por pessoa (R$ 196,51 na fatura do cartão). O trem para Milão partiu às 11h03. Existem várias combinações possíveis para chegar à Milão. O que pegamos iria direto, com algumas paradas. Cruzaria os Alpes Suíços antes de entrar em território italiano. E era esse o motivo de ter incluído Basiléia e Milão no roteiro: conhecer uma parte da paisagem desse pedaço da Suíça. E não nos arrependemos. É realmente muito bonita. Pena que havia menos neve do que esperávamos.



      Chegamos à estação Milano Centrale às 15h50 e nos dirigimos ao Hotel Gram Milano para o check in. A diária já havia sido paga no Brasil, R$ 404,71 com direito a café da manhã e jantar no hotel. Restou pagar 10 euros para duas pessoas de taxa turística. Como são caras as taxas turísticas na Itália.
      Largamos as malas e corremos para a estação de metrô. Queríamos estar na Piazza del Duomo antes de escurecer. O ticket custa 2 euros por pessoa. Aqui há uma diferença para outros sistemas de metrô que já peguei. É necessário passar o ticket tanto para entrar quanto para sair das plataformas de embarque.
      Descemos na estação de Duomo. Ao sair para a superfície, damos de cara com o Duomo di Milano. Realmente ele possui uma fachada única, muito bonita. Tiramos algumas fotos no local e fomos fazer um lanche, afinal não havíamos almoçado nesse dia. Primeiro paramos no Caffè Vergnano 1882, onde tomamos café e alguns doces. Para o casal saiu por 12 euros. Depois pegamos uns tipos de pastéis no Il Panzerotto del Senatore. Três unidades saíram por 6,50 euros.



      Como ainda havia algum tempo até a hora do jantar, que foi agendado para as 20h30 no hotel, ficamos batendo pé. Passamos pela Galeria Vittorio Emanuele II, que estava abarrotada de pessoas. Depois andamos por algumas lojas da cidade. Quase todas estavam com liquidações de inverno. E uma coisa que constatamos depois é que os preços na Itália são bem mais atraentes que os da França.


      Pegamos o metrô na estação Montenapoleone e voltamos ao hotel. O jantar estava muito bom. Era no estilo self-service, com bastante variedade de pratos. Somente as bebidas não eram inclusas. Elas saíram por 11 euros para duas pessoas.
      O quarto do hotel era bem confortável e moderno, com o visual totalmente oposto ao dos outros hotéis que ficamos na viagem da Itália de 2019. Para melhorar ainda mais tinha uma banheira pra relaxar.
      Gastos do dia:
      50 euros de café da manhã no Hotel City Inn Basel
      78 euros para duas passagens de trem Basiléia -> Milão (R$ 393,02)
      404,71 reais de hospedagem no Hotel Gram Milano
      10 euros de taxa turística
      8 euros em quatro tickets do metrô de Milão
      12 euros de lanche no Café Vergnano 1882
      6,50 euros de lanche no Il Panzerotto del Salvatore
      11 euros de bebidas no jantar do hotel
       
      20/01 – Ida para Nice
      Hoje acordei cedo. Como novamente o trem partiria um pouco mais tarde, aproveitei para conhecer outras atrações de Milão. Deixei minha esposa descansando e fui para a estação de metrô. Desci na estação Lanza, bem próxima ao Castello Sforzesco, para onde fui logo em seguida. É uma construção do século XIV que foi restaurada diversas vezes ao longo dos séculos. Hoje conta com diversos museus. Não entrei neles, pois não daria tempo. Restou caminhar pelos arredores do castelo e aproveitar o belo nascer do sol no local, aproveitando a luminosidade para tirar algumas fotos.







      Caminhando por Milão vê-se como ela é bem mais moderna que as outras cidades turísticas italianas. Seguindo pelas ruas cheguei ao Giardini Pubblici Indro Montanelli, um parque no meio da cidade bastante arborizado. Como diversos outros parques da Europa, o chão é de um tipo de areia grossa.


      Obs: Cabe aqui uma curiosidade que percebi nas três idas ao velho continente. Excetuando bitucas de cigarro que em alguns lugares se vê aos montes, as ruas das cidades são extremamente limpas. Mesmo que ande nesses parques de areia, o solado dos calçados não suja. Parece até que não tem poeira nas ruas. Um dia andando na cidade em que moro, que visualmente falando parece limpa, sujou mais meu calçado do quê quatorze dias na França.
      Voltei pra hotel e fomos tomar café da manhã, que era tão bom quanto o jantar. Arrumamos as malas e nos dirigimos para a estação Milano Centrale, onde pegaríamos o trem para Nice, que partiu às 11h10. A passagem saiu por 22 euros por pessoa (R$ 110,84 na fatura do cartão). Milão me surpreendeu. Foi pouco tempo na cidade, menos de 24 horas, mas deu para ir ao Duomo, que era a atração mais aguardada e pude conhecer também o exterior do Castello Sforzesco, além das belas ruas e prédios do lugar. Mas só a incluiria no roteiro da Itália de 2019 se tivesse tempo sobrando ou fosse usar o aeroporto de lá.
      O trem que pegamos era da empresa Thello, pertencente à empresa Trenitalia, a mesma que foi responsável pela viagem de Basiléia a Milão. Uma coisa que ficou nítida nesses 14 dias é que os trens das empresas francesas são muito mais limpos que os da Itália. E olha que a França estava em greve e nem todo o serviço estava funcionando 100%.
      De Milão o trem seguiu em direção a Gênova e depois foi até Nice beirando o Mar de Ligúria por todo o caminho. A paisagem era linda, mas há algo que com certeza o inverno atrapalha um pouco. A latitude das cidades nessa região do globo terrestre varia entre 43º e 44,5º. Isso é quase metade do caminho entre a Linha do Equador e o Polo Norte. No inverno do hemisfério norte, quanto maior a latitude, menor é a duração do dia. Mas não apenas isso. Nessa época o sol nunca fica a pino. Sempre está numa posição de que acabou de nascer ou estar pra se por. Essa angulação faz com que a luz solar reflita muito no mar (no caso das praias voltadas para o sul). Assim, o mar nunca fica tão bonito como ficaria em outras épocas do ano.

      Chegamos em Nice às 15h50 na Gare de Nice Ville. O hotel que escolhemos, Villa Bougainville by Happyculture, ficava a cinco minutos caminhando. As duas diárias foram pagas no Brasil, custando 560,98 reais com café da manhã incluído. É um hotel pequeno, com quarto pequeno, mas bem aconchegante.
      Deixamos as malas no quarto para aproveitar o restante da luz solar que tínhamos. Seguimos direto para o mar, saindo na Promenade des Anglais no rumo do Hotel Negresco. O calçadão na beira mar estava com pouco movimento, provavelmente devido á época do ano. Dali, fomos até a Place Massena procurando por algum lanche, pois novamente não havíamos almoçado. Achamos umas barracas de crepes, mas só tinham de doce. Fizemos então uma pausa na Boulangerie Blanc e pegamos alguns salgados para comer enquanto caminhávamos. Chegamos na Colline du Château para pegar um elevador até o topo, mas já estava fechado. Felizmente ainda dava para ir de escada. Não são muitos degraus, uns dois minutos subindo, mas ninguém quis ir comigo. Fui sozinho. Lá em cima, têm-se uma bela vista panorâmica de Nice. Depois que desci fomos passear pela praia, que na verdade é pura pedra. Provavelmente isso contribui para o mar ficar bem bonito no verão, já que não tem areia para as ondas remexer e deixar a água turva.






      Ficamos mais um tempo caminhando e tirando fotos aguardando a hora do jantar. Nice não é tão fria, mas venta bastante, e com o cair da noite o vento já estava incomodando. Fomos almoçar no restaurante Casa Leya. A dona é uma simpatia de pessoa. Para melhorar ainda mais e para a alegria das minhas companheiras, falava espanhol. A comida também era deliciosa. Comemos muito e muito bem. Dois pratos de massa, um carpaccio e bebidas saíram por 58 euros.
      Voltamos em direção ao hotel caminhando pela Promenade des Anglais. A fachada dos prédios iluminadas de noite fica bem bonita. O Hotel Negresco, por exemplo, fica muito charmoso. Chegando no quarto, fomos descansar de um dia com bastante caminhada.




      Gastos do dia:
      2 euros em um ticket do metrô de Milão
      44 euros em duas passagem de trem Milão -> Nice (R$ 221,68)
      1 euro de água na estação de trem
      560,98 reais em duas diárias do Hotel Villa Bougainville by Happyculture em Nice
      4,70 euros de lanche no Boulangerie Blanc
      58 euros de jantar para o casal no restaurante Casa Leya
       
      21/01 – Uma volta pela Côte d’Azur
      O roteiro de hoje previa um passeio por parte da Côte d’Azur localizada a leste de Nice. Tomamos café da manhã cedo no hotel e fomos à Gare Nice Ville. Lá se encontra diversas locadoras de carro, inclusive a Sixt, escolhida por nós. Fiz a reserva do veículo por um dia. Paguei a diária ainda no Brasil, ao custo de 69,98 euros (353,06 reais na fatura do cartão). No fim das contas, acabei pegando o seguro completo, o que custou mais 37 euros. Não foi barato, mas o valor da diária é proporcional ao número de dias da locação. Como eu queria fazer esse roteiro de carro, me sujeitei a isso.
      Havia reservado uma BMW Series 1 ou similar, mas não tinha nenhuma disponível na hora da retirada do veículo. Por isso, a atendente nos ofereceu uma Mercedes Classe E. Para quem entende de carro, sabe que é um veículo de uma categoria bem superior. Infelizmente a razão me fez recusar o modelo. Ele é muito grande, e como imaginava que passaria por ruas estreitas, um modelo menor seria mais apropriada. No fim, ficamos com um Skoda Scala Hatchback.
      Apesar de não ter problemas com carros, sempre fico tenso quando dirijo em outros países. Algumas placas de trânsito bem comuns na França não existem no Brasil, por isso é bom dar uma estudada no significado das placas antes de pegar estrada e não fazer besteira. Mas dirigir pela região da Côte d’Azur foi bem tranquilo, pelo menos no inverno quando as ruas estão bem mais vazias.
      Há três estradas saindo de Nice que vão para o leste da Côte d’Azur: basse corniche, a mais próxima do mar, moyenne corniche, a do meio, e a grande corniche, a mais ao alto de todas. Pegamos a moyenne corniche e seguimos em direção ao Èze Village, mas primeiro fizemos uma parada no Villefranche Belvédère para aproveitar um pouco do visual. O sol ainda estava nascendo. Ao chegar em Èze, o estacionamento estava interditado com faixas policiais. Alguma investigação estava ocorrendo lá e os parquímetros estavam lacrados. O policial até falou que poderíamos estacionar. Mas preferi deixar de lado. A ideia aqui era visitar o Le Jardin Exotique no topo do vilarejo e apreciar a vista do mar lá de cima, mas como o dia ainda não estava claro o suficiente para aproveitar mais a vista, achamos melhor seguir viagem.

      Descemos então para a basse corniche. Queria entrar em Mônaco vindo por essa estrada para evitar os possíveis túneis que poderiam haver na entrada a partir da moyenne corniche. Túneis e GPS de celular não combinam. Já passei alguns perrengues em Madrid por conta disso.
      Chegando ao Principado, me dirigi direto para a largada. Contornei a Sainte Devote e segui forte, a 40 Km/h, pela Beau Rivage. Passei pelo Cassino de Monte Carlo, que estava com a fachada em reforma, contornei a Mirabeau Haute e desci pela curva do hotel. Quando vi, já estava rasgando por dentro do túnel. Na saída dele, não havia chicane, mas quem se importa? Após algumas obras, já estava na piscina, e depois na La Rascasse. Pronto, havia acabado de completar uma volta no Grande Prêmio de Mônaco. Andar nas ruas do circuito a 40 Km/h não passa adrenalina, mas a emoção de circular por um trajeto que tantas vezes vi na televisão e em jogos de videogame não tem preço. Era incrível, cada curva que eu contornava, cada reta que eu passava, era como se já estivesse estado lá. Tinha o circuito todo traçado na cabeça.
      Voltando pra realidade, deixei o carro estacionado no Parking de la Colle, próximo de Mônaco Ville, onde está localizado Le Palais des Princes de Monaco e a Cathédrale de Monaco. Até chegar à parte alta, tem que subir um bocadinho. Lá de cima, têm-se uma bela vista do Port Hercule e do Port de Fontvieille. O Palácio tem a fachada bem sem graça, mas vale a visita para ver, próximo de 12h00, a troca de guarda. A Catedral, ao contrário, possui uma bela fachada. O seu interior é simples, mas elegante. A entrada é gratuita. Nas redondezas, também caminhamos pelas ruas estreitas e charmosas do local.

       


       






      Depois de ver a troca de guarda, descemos para a marina do Port Hercule. Lá estaria o restaurante onde iríamos almoçar, o Stars 'n' Bars. Tirando o McDonalds e outras lanchonetes, é tido como um dos lugares mais baratos para uma refeição descente em Mônaco. Meu almoço e o da esposa saiu por 70 euros, em dois pratos bem servidos e gostosos com carne, arroz, salada, batata frita e bebidas. No local há outros pratos mais em contas, como sanduíches, comida tex-mex e pizzas.
      Caminhamos mais um pouco pelas ruas do Principado e voltamos para o estacionamento onde deixamos o carro. As cerca de 5 horas que ficamos em Mônaco nos custou 14,10 euros de estacionamento.
      Seguimos pela basse corniche e fomos para Saint-Jean-Cap-Ferrat, onde visitaríamos a Villa Ephrussi de Rothschild. Havia obras na entrada do vilarejo, então sem entender a sinalização acabei fazendo umas barbeiragens para conseguir acessar o local. A entrada da Villa Ephrussi custa 15 euros por pessoa. Há estacionamento gratuito no local. Trata-se de um palácio construído à beira-mar pela Baronesa Béatrice Ephrussi de Rothschild. Além disso, possui nove jardins com diferentes temáticas. Tirando o Roseiral, que estava prejudicado por conta do inverno, todos os outros jardins estavam espetaculares. Do palácio temos ainda belas vistas do Mar Mediterrâneo.









      Finalizando o palácio, seguimos para Nice. Antes paramos em um posto de combustível para colocar gasolina. Na maioria deles nós que abastecemos. Em alguns é preciso pagar antes, em outros, paga-se depois que abastece. Nos que pagamos antes, caso não gaste todo o valor em combustível, o troco é devolvido. Depois de deixarmos o carro na Gare Nice Ville, fomos descansar no hotel.
      Já de noite, sem muito ânimo para passear, resolvemos almoçar em uma hamburgueria ao lado do hotel. Um lanche para duas pessoas saiu por 15 euros. Não era um sanduíche fantástico. Estava no nível daquelas versões gourmet do McDonalds. Mas deu para matar a fome. Depois fomos a um mercado para comprar algumas coisas. Por fim, voltamos ao hotel para dormir.
      Gastos do dia:
      69,98 euros de aluguel de carro na Sixt pago no Brasil (R$ 353,06)
      37 euros da diferença do aluguel do carro (R$ 197,91)
      70 euros em almoço no Stars 'n' Bars em Mônaco
      14,10 euros de estacionamento em Mônaco
      30 euros para duas entradas na Villa Ephrussi de Rothschild
      14 euros de gasolina
      15 euros em jantar no Tacos Burger em Nice
      7,02 euros de mercado em Nice
       
      Em breve continuarei com o restante do relato...
    • Por Yunes
      Pessoal, tudo bem?

      Me chamo Yunes (@yunesviana), paulista, 27 anos e depois de ler e aproveitar muito todo o conteúdo do Mochileiros, resolvi compartilhar meu relato sobre a primeira viagem que fiz na vida, onde eu e minha mala visitamos países que tinha muita vontade de conhecer mesmo sem dominar as línguas nativas de cada, com um inglês intermediário e certa timidez que foi sendo perdida ao longo da viagem. Ao todo, passei 29 dias (distribuídos entre 25 de Maio de 2019 até 23 de Junho de 2019) viajando pelos seguintes lugares:
      🇮🇹 Itália:
      4 noites em Roma;
      Bate-volta em Pisa;
      2 noites em Cinqueterre;
      3 noites em Veneza.
      🇭🇷 Croácia:
      3 noites em Split, incluindo um bate-volta em Plitvice Lakes;
      3 noites em Hvar;
      2 noites em Dubrovnik.
      🇬🇷 Grécia:
      4 noites em Santorini;
      4 noites em Mykonos;
      3 noites em Atenas.

      Tentarei ser o mais transparente possível nos relatos, pois acredito que seja inevitável um viajante sem experiência passar por perrengues, cair em tourists traps e ser enganado pela taxa cambial dos ATMs distribuídos aos montes na Europa, mas prefiro ver isso como experiência para as próximas viagens e dicas para que outras pessoas não cometam os mesmos erros.
      Planejamento
      Sem dúvidas é uma das partes mais importantes da viagem. Acredito que nenhum objetivo, por menor ou maior que seja, é capaz de ser alcançado sem uma boa base por trás. Tentei mitigar todos os imprevistos possíveis (e nem sempre com sucesso 😂) e cometi até alguns excessos, algo que futuramente talvez eu dê uma maior margem para flexibilização, porque viajar te obriga a improvisar em diferentes cenários.
      Todo o planejamento, seja ele financeiro ou do próprio roteiro em si, começou cerca de um ano anterior à viagem, onde coloquei na cabeça que iria realizar esse sonho. Comecei a fazer várias anotações, colocar lugares numa lista de prioridades sobre o que e como aproveitar nesse atual momento da minha vida, salvar vários blogs nos favoritos até o momento de comprar a passagem, um momento simbólico durante todo esse planejamento. 
      A passagem de ida cerca de 8 meses antes da data de embarque pela LATAM, pagando R$1317 com direito a mala despachada. A partir dessa "virada de chave", pesquisei as mais diversas possibilidades de deslocamento entre as cidades, hostels, itens indispensáveis para levar na mala e palavras básicas de cada idioma (isso ajuda muito!).
      Entrei no avião com todos os hostels reservados, passagens de ida e volta comprados além dos deslocamentos entre países. Deslocamentos locais (trem na Itália e Ferry Boats pela Croácia e Grécia) comprei no ato ou um dia anterior para ir até outra cidade, pois queria ter essa margem de flexibilidade caso quisesse passar um dia a mais (ou a menos) em um local. Acabei não fazendo nenhuma alteração, mas me arrependo de certa forma em dois locais que vou contar durante o relato.
      Custos
      Confesso que agora não faço a menor ideia de quanto gastei na viagem, vou descobrindo com base na minha memória, em toda a papelada que trouxe pra casa como souvenir e pelo extrato do meu cartão. Um euro na época estava R$4,45 (caro mas... que saudades desse valor). Ao fim do relato, atualizo esse post com os gastos detalhados de cada lugar. Hoje, tenho o registro dos seguintes custos: 
      ✈️ Passagens Aéreas:
      🇧🇷 - 🇮🇹 Passagem São Paulo - Roma pela LATAM: R$1.317,00
      🇮🇹 - 🇭🇷 Passagem Veneza - Split pela Volotea: €236 (R$1050,20)
      🇭🇷 - 🇬🇷 Passagem Dubrovnik - Atenas - Santorini: €133,94 (R$596,00)
      🇬🇷 - 🇧🇷 Passagem Atenas - Istambul - São Paulo: R$ 2.086,55
      💸 Total: R$5049,78
      _
      🛏️ Hostels:
      🇮🇹 4 noites no The RomeHello: R$858
      🇮🇹 2 noites no Grand Hostel Manin: R$365
      🇮🇹 3 noites no Combo Venezia: R$809
      🇭🇷 3 noites no En Route Hostel: R$231
      🇭🇷 3 noites no White Rabbit Hostel: R$274
      🇭🇷 2 noites no Hostel Angelina Old Town: R$377
      🇬🇷 4 noites no Bedspot Hostel: R$1028
      🇬🇷 4 noites no My Cocoon Hostel: R$1258
      🇬🇷 3 noites no Bedbox Hostel: R$412
      💸 Total: R$5612
      _
      Outros custos:
      🏥 Seguro Viagem Allianz Travel: R$500,27
      🛂 Emissão do passaporte: R$257,25
       
      Próximo post: Viagem e primeiro dia em Roma: um choque de realidade


       
    • Por michele.caetano
      Utilizo há anos esse site para pesquisar roteiros de viagens, dicas, custos e, finalmente, venho aqui dar minha contribuição. Trata-se de um relato de uma viagem de um jovem casal apaixonado, em lua de mel, que teve de enfrentar uma cotação de R$ 4,50 a R$ 5,00. Que fase! Com muito planejamento e foco conseguimos fazer uma bela viagem de 23 dias na primavera européia ❤️. 
      Fizemos uma lista virtual de presentes, então boa parte dos passeios que fizemos ganhamos de presente dos nossos queridos amigos e familiares 🥰.
      Roteiro:
      Paris - 5 dias (26/04 - 01/05)
      Praga - 3 dias (01 - 04/05)
      Viena - 2 dias (04 - 06/05)
      Budapeste - 3 dias (06 - 09/05)
      Nápoles - 1 dia (09 - 10/05)
      Sorrento - 2 dias (10 - 12/05)
      Ilha de Capri - 1 dia (12 - 13/05)
      Maiori - 1 dia (13 - 14/05)
      Roma - 5 dias (14 - 19/05)
      Primeira dica: Sempre que pensar no número de dias que quer ficar num lugar acrescente mais 1, porque o dia que você chega e sai da cidade fica bastante comprometido com os deslocamentos. E às vezes algum imprevisto também pode "atrasar" seu roteiro, como um dia inteiro de chuva no dia que tinha planejado várias coisas ao ar livre. Nesse roteiro recomendaria acrescentar pelo menos mais 1 dia em Paris, Praga e Budapeste. E mais 1 em Capri se você estiver com dinheiro sobrando ou pegar um câmbio melhor, rs. 
      Segunda dica: A primavera européia nada tem a ver com a nossa! Pegamos bastante frio, especialmente em Paris e no Leste Europeu. Importante colocar na mala uma blusa e calça térmicas e um casaco mais quentinho. Nesse lugares eu saía normalmente com uma camisa de manga curta, blusa térmica (manga comprida), uma blusa mais grossa de manga comprida, casaco e cachecol. Ah, e calça térmica por baixo da calça jeans.
      Paris
      Hospedagem: Ficamos num apartamento ótimo em Montmartre pelo Airbnb, bem equipado, com uma vista incrível da Torre Eiffel e metrô em frente (estação Pigalle). Apesar de ouvir muita gente dizer que este é um bairro mais perigoso em Paris, tenho que discordar. Havia bastante movimento nessa rua até tarde, bem iluminado, farto comércio e restaurantes na região. Nos sentimos super seguros lá, inclusive à noite. Adorei! Valor da diária c/ taxas: € 114 (casal).
      Link: https://www.airbnb.com.br/rooms/882192?guests=1&adults=1&sl_alternate_dates_exclusion=true&source_impression_id=p3_1559085549_zGi%2BIA2ncnTDvdEE&check_in=&check_out=&children=0&infants=0
       
      Saindo do aeroporto Charles de Gaulle: Pegamos um trem (€ 10,30 p/ pessoa) até a estação Gare du Nord e de lá pegamos o metrô até a estação Pigalle.
      Transporte: Compramos o combo de 10 tickets de metrô por R$ 14,90. Vale a pena porque paga mais barato no valor unitário da passagem. No total compramos 30 tickets para os 5 dias.
       
      Gastos casal - 5 dias:
      Hospedagem: €572
      Alimentação: €425 - média de €85/dia (contando mercado, restaurante, lanches etc)
      Atrações turísticas: €233 - média de €47/dia
      Transporte: €147 - média de €30/dia
      Paris é uma cidade bem cara. A gente comia no máximo 1 vez por dia em restaurante, almoço ou janta, e ainda assim gastamos bastante com alimentação. Pra economizar, vale a pena ir ao mercado caso tenha cozinha no seu ap. Queijos e vinhos são uma boa pedida. Compramos um ótimo vinho por menos de €5!
       
      Dia 1
      Chegamos antes do horário de check-in. Então, deixamos as malas no apartamento e fomos explorar as principais atrações do bairro:
      Muro Je t'aime, Sacré-Coeur e Place du Tertre
      Muro J t'aime

      Sacre Croeur

      Vista da Sacre Croeur
      Almoço: Na verdade foi um lanche. Comemos baguetes num quiosque que tinha no caminho pra Sacre Croeur: 2 baguetes e 1 coca - €12,30
      Seguimos para o Trocadero pra aproveitar que o dia ainda estava claro e bonito e ver a torre mais de pertinho. Lá comemos nosso primeiro crepe de rua parisiense (eu amo!) - €3,50 cada. Depois de curtirmos um pouco, caminhamos beirando o rio Sena e fomos até a Champs-Élysées e o Arco do Triunfo. Depois dessa bela caminhada voltamos pro ap pra tomar um  banho quentinho e sairmos para o nosso primeiro jantar romântico da viagem.

      Tracadero

      Trocadero

      Champs-Élysées


      Arco do Triunfo
       
      Jantar romântico (um dos presentes de casamento): Restaurante Bouillon pigalle - foi um achado porque jantar em Paris sem gastar uma fortuna é uma missão difícil e o restaurante ficava praticamente do lado do nosso apartamento. 2 entradas, 2 pratos principais, 1 sobremesa e uma jarra de vinho da casa saíram por 50 euros, incluindo uma pequena gorjeta. E não é um menu não, você escolhe seus pratos individualmente. Foi um ótimo custo-benefício! Recomendo a sopa de cebola de entrada e o profiterole de sobremesa. Os pratos principais estavam bons, mas nada que chamasse a atenção. Os parisienses também curtem o local, então é bom chegar cedo porque já começa a ter fila antes das 20h e eles não fazem reserva. 
      E pra finalizar uma foto da sacada do nosso apartamento com uma bela vista da Torre Eiffel. Era incrível acordar e dormir com essa vista!

       
       
       


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