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06/02 – Dia em Pádua e ida para Veneza

 

Fomos a pé do B&B até a estação de trens, um pouquinho mais de 1km puxando a mala por boas calçadas ::otemo:: .

Já tínhamos comprado o bilhete para Pádua para 8h59, conseguimos pegar uma primeira classe neste trecho! Como o trem vem de outra cidade e Verona é só uma parada no caminho, ele fica pouco tempo para embarque e desembarque, então entramos no primeiro vagão à nossa frente e fomos andando por dentro do trem. Se fôssemos caminhar pela plataforma até entrar pelo vagão certo teríamos perdido a viagem, ele saiu logo em seguida.

Finalmente nos nossos ricos assentos na primeira classe, veio um homem com um carrinho e nos serviu café com leite e biscoitinhos :D . Fomos bem acomodados nas poltronas, que são maiores, pena que a viagem foi curta.

Chegamos em Pádua às 9h42. Deixamos as malas no depósito de bagagens por 11,6 euros.

A primeira parada foi o Musei Civici Eremitani, onde fomos retirar o Padova Card. Já tínhamos comprado este pelo site http://padovacard.turismopadova.it/, incluindo a entrada para a Cappella degli Scrovegni (que foi o maior motivo para irmos a Pádua), custou 17 euros por pessoa. A entrada para a Cappella deve ter seu horário agendado no momento da compra, marcamos para o final da tarde.

Depois, seguimos para a Piazza dell'Erbe, onde há uma feira de roupas e bugigangas. Fica ao lado do Palazzo della Ragione, e do outro lado há a Piazza della Frutta, onde há um feira de hortifruti.

Entramos no Palazzo della Ragione usando o Padova Card. É um enorme salão, todo decorado por afrescos, e ali dentro há um cavalo gigante de madeira, que é cópia da estátua que está em frente à Basílica de Santo Antônio de Pádua. Uma boa parte estava interditada para reparos, então ficamos pouco tempo lá dentro.

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Fomos ao Duomo de Pádua. Interior bem simples. Entramos no Batistério (com o Padova Card), é pequeno mas bem bonitinho e rico em pinturas.

Fomos então à Piazza Pratto della Valle. É uma praça oval, decorada com diversas estátuas. O dia estava maravilhoso, um lindo sol brilhando em um céu com poucas nuvens, e já estávamos há vários dias sem ver o sol! Pegamos um gelato delicioso, sentamos na praça e ficamos ali aproveitando o sol e vendo os moradores passeando com seus cachorros.

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Depois de um tempo ao sol, tirando o mofo do corpo, fomos para a Basílica de Santo Antônio de Pádua. A fachada também estava parcialmente coberta para reparos, mas dá para admirar a arquitetura dela, bem diferente das outras visitadas até aquele momento. No seu interior não é permitido tirar fotos, mas pra mim foi a igreja mais bonita que conhecemos. Que interior lindo, rico em detalhes, cores, ornamentos. Achei linda mesmo, deslumbrante.

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Começamos a procurar um lugar para almoçar. Após olhar alguns restaurantes meio caros e outros mais baratos que já não tinham mais comida, entramos no Trattoria da Dante. Ainda bem que vimos o cartaz com o preço do menu fixo antes de entrar, porque lá dentro era tudo bem chique: talheres e sousplat de prata, guardanapinhos brancos rendados, o garçom veio nos atender com a maior pompa do mundo! A comida estava ótima, comemos um spaghetti al nero di sepia (aquele preto, feito com tinta de lula) com frutos do mar, uma delícia. A conta, com duas taças de vinho, deu 36 euros.

Andamos mais um pouquinho pela cidade e voltamos ao Musei Civici Eremitani, ficamos olhando algumas coisinhas nos arredores e esperando nosso horário de entrar na Cappella degli Scrovegni.

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Eu estava muito ansiosa e cheia de expectativas para conhecer esse lugar. No horário marcado as pessoas entram em uma sala com ar condicionado, e permanecem ali por 15 minutos para que se estabilize o microclima. Enquanto isso, passa um vídeo contando a história da Cappella e falando da importância desse processo de controle do microclima para que os afrescos não se deteriorem mais. O Rodrigo me olhava com cara de tédio :( e dizia “eu não acredito que eu tenho que ficar 15 minutos sentado aqui só para olhar uns afrescos”. Finalmente então entramos na Cappella, e todas as minhas expectativas foram correspondidas! Fantástico! Afrescos maravilhosos, retratando cenas lindíssimas! Não é permitido fotografar. A visita dura outros 15 minutos, que passam voando!

Quando saímos o Rodrigo disse: “é, valeu a pena ficar aqueles 15 minutos sentado” ::tchann:: . Simplesmente magnífico.

Ainda tínhamos um tempo antes de pegar o trem, então visitamos o Musei Civici Eremitani, tem muitas obras bonitas e foi legal de conhecer.

Voltamos à estação, pegamos nossas bagagens e embarcamos no trem das 18h14 para Veneza.

A viagem é curtinha. Já era noite quando o trem atravessava a ponte e a gente avistava aquele monte de água, anunciando que estávamos chegando em Veneza. Chegamos 18h40.

Saindo da estação já se dá de cara com o Grande Canal e aqueles prediozinhos típicos. É mágico, me senti num cenário de filme. Bem em frente há os pontos de parada do Vaporetto (“ônibus” que fazem o transporte público pelos canais), e algumas máquinas de auto-atendimento para compra dos passes. Existem os passes para 12h, 24h, assim por diante, acho que vale o investimento pois um bilhete para uma só viagem custa 6 euros! Compramos o passe de 72h, com ônibus para o aeroporto (dá para analisar as opções em http://www.veneziaunica.it/it/ecommerce/composer), custou 39 euros para cada. É obrigatório validar o passe antes de embarcar no vaporetto em todas as vezes, mesmo que dentro do prazo de validade.

Pegamos a linha 1, que atravessa todo o Grande Canal. Poucos minutos depois já avistamos a Ponte Rialto, iluminada, linda!

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Descemos na estação San Marco Vallaresso, a menos de 5 minutos do Hotel Lisbona (http://www.hotellisbonavenice.com/). Pagamos 151 euros por 3 diárias, mais 3 euros por pessoa por diária de imposto municipal. Quarto simples, com banheira. Ótimo café-da-manhã e ótimo atendimento.

Fizemos o check-in, largamos as malas e rumamos à Praça São Marcos. 3 minutos do hotel até a praça! Localização excelente! Fizemos só um passeio de reconhecimento em frente à Basílica de São Marcos e o Palazzo Ducale, e começamos a procurar um lugar para jantar. Ficamos assustados, todos os restaurantes cobravam uma taxa de “coperto” (taxa de valor fixo, pelo uso da mesa), mais 12% de taxa de serviço, e os pratos eram caros :shock: ! Voltamos em direção ao hotel e passamos por ele, maravilhados com as ruelas e canais estreitos e gôndolas estacionadas e o cheiro de laguna (Veneza não fede, pelo menos não nessa época, só tem um cheirinho bem próprio de laguna).

Encontramos um lugar com preços decentes: a Tavernetta San Maurizio. Pedimos uma porção de massa para cada (um espaguete ao alho e pimenta e um talharim ao penne), ganhamos uma salada de folhas verdes de cortesia, e pedimos meia jarra de prosecco da casa. Os pratos de massa eram tão bem servidos que sobrou comida. Tudo estava uma delícia, custou 35,65 euros. O lugar também era bem legal, bem estilo taverna.

Caminhamos mais um pouco pelos arredores. Cuidado com pessoas oferecendo inocentemente rosas, eles se colam em quem aceita até ganhar algum dinheiro, tipo os que “dão” pulseirinhas em Milão. Há também vendedores de falsificações de bolsas de grifes famosas. Se não pretende comprar, é bom nem olhar. Quem olha para as bolsas por um pouco mais do que uma fração de segundo é perseguido sob interrogatório “gostou de qual?”, “quanto quer pagar nela?”, “quer olhar essa outra aqui?” e assim vai :roll: .

Depois de um longo e ótimo dia, voltamos para o hotel, sem ainda acreditar direito que estávamos em Veneza.

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07/02 – Veneza

 

Logo ao sair do hotel já havia um “ponto” de gôndolas, e os gondoleiros com a sua tradicional blusa listrada. Aproveitei para perguntar quanto custava, era 80 euros o preço fechado para até seis pessoas. Deixamos para outra hora.

Fomos para a Praça São Marcos.

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Ficamos muito tempo curtindo os detalhes dos prédios ao redor da praça, do Campanário, da Torre dell'Orologio, e claro, especialmente da Basílica de São Marcos e do Palazzo Ducale. Parte da fachada da Basílica estava coberta, em reparos, mas não tirou a beleza dela.

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Caminhamos até a beira da laguna e seguimos, passando pela Ponte dei Sospiri. Nesse lugar há muitas banquinhas de souvenirs, mas é claro que os preços não são dos mais atrativos.

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Após um bom tempo na Praça São Marcos, pegamos um vaporetto e fomos até o Mercado di Rialto. É um feirão com muitas bancas de vegetais, além de uma seção só de frutos do mar, dos mais variados tipos, tudo fresquinho, bonito de ver. Passeamos pelo mercado e pelas ruas dos arredores, e aí pegamos outro vaporetto para ir até a Scuola Grande di San Rocco, descemos na parada San Tomá. Pretendíamos conhecer a Scuola Grande (http://www.scuolagrandesanrocco.it ), que possui um belo acervo de obras de arte, mas estávamos tão encantados em simplesmente caminhar por aquelas ruelas e canais e pontes sem fim, que decidimos não entrar.

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Ali perto fica a igreja de San Pantalon, que possui uma pintura ilusionista no teto semelhante à de Sant'Ignazio di Loyola em Roma. Estávamos só nós dentro da igreja esperando algum outro turista entrar e colocar a moeda de 0,50 centavos de euro para iluminar o teto, mas ninguém apareceu ::tchann:: . Muitos lugares tem esse sistema de colocar uma moeda para iluminar uma pintura ou uma escultura, que já estão estrategicamente em uma penumbra para que as pessoas se obriguem a iluminá-las. Dica para mochileiros/turistas mão-de-vaca: espere um pouquinho que sempre aparece alguém que coloca a moeda, e aí todos os outros aproveitam :D . Nesse dia ninguém apareceu, e tivemos que desembolsar. Mas valeu a pena, o teto era muito bonito.

Seguimos andando em direção ao Dorsoduro, tínhamos lido que é uma região onde é bom e barato comer. O mapa de Veneza que o hotel nos deu era muito bom, até a viela mais estreita constava no mapa. A gente ia alternando um pouco andar sem rumo e um pouco nos localizarmos e seguirmos o mapa, que era muito tranquilo de usar.

Chegamos no Campo Santa Margherita, eles chamam de “Campo” os espaços mais amplos, como uma praça aberta rodeada por edifícios. Aqui encontramos alguns restaurantes que serviam menu fixo, e melhor ainda, por preços decentes! Almoçamos no Ristorante Ai Sportivi, menu fixo para os dois, meia jarra de vinho e dois cafezinhos deu 30,90 euros.

Fomos por dentro das ruazinhas até atravessarmos a Ponte dell'Accademia, de onde se tem uma vista muito legal do Canal Grande.

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Continuamos por dentro até sairmos novamente na Praça São Marcos. Resolvemos então entrar na Basílica.

O interior da Basílica é surreal, toda decorada com mosaicos onde a cor predominante é o dourado, então suas paredes e teto literalmente reluzem! É impressionante! Não é permitido tirar fotos no seu interior, apesar de ter muitas pessoas que não estão nem aí.

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É muito interessante também notar o chão da Basílica, todo irregular em função do fenômeno da acqua alta. A Praça São Marcos é o ponto mais baixo de Veneza, então é só a acqua alta subir um pouco e a Basílica é um dos primeiros lugares a alagar. Apesar de estar todo torto, o chão também é belíssimo, todo em mosaicos. Entramos no Tesouro da Basílica, 3 euros por pessoa, tem muitos objetos expostos, mas não achei imperdível. Ficamos pouco tempo.

Pegamos novamente um Vaporetto (esta é a grande vantagem do passe de Vaporetto, é só usar conforme der vontade) e atravessamos até a igreja Santa Maria della Salute. Ela é interessante, bem redondinha, mas o mais interessante é pensar que ela está sobre mais de um milhão de estacas dentro d'água.

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Caminhamos até a Punta della Dogana, que fica bem na ponta do Canal Grande. Batia um ventão muito forte, contornamos a ponta e viemos caminhando pelo outro lado. Começou a cair um chuvisqueiro bem fininho, entramos em um bar/lanchonete que era todo decorado com camisas e posteres da Inter de Milão. Tomamos dois chocolates quentes e comemos dois sanduíches, em pé no balcão saiu 7 euros, se tivéssemos sentado teria sido mais que o dobro.

Voltamos para o hotel, novamente passando pela Ponte dell'Accademia.

À noite fomos jantar novamente na Tavernetta San Maurizio. Decidimos fazer uma extravaganciazinha já que a viagem estava quase no fim e até então todos os gastos estavam dentro do planejado. Comemos massa e salada, com prosecco da casa, e sobremesas. Acabei não anotando quanto gastamos nessa refeição, mas chegou perto de 50 euros.

 

08/02 – Veneza e Burano

 

Saímos do hotel e fomos direto à Praça São Marcos, pretendíamos subir no Campanário. O tempo estava meio feio, um pouco nublado. Ficamos pela praça, curtindo, e quando pareceu que tinha clareado um pouquinho subimos.

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A entrada no Campanário custa 8 euros por pessoa, a subida é somente de elevador. A vista lá de cima é muito legal, mesmo com a névoa sobre a cidade que atrapalhou um pouco a visibilidade.

Entramos novamente na Basílica de São Marcos, e dessa vez fomos no seu museu, 5 euros por pessoa. O museu fica na parte de cima, e dá acesso a alguns balcões na parte interna da Basílica. É possível chegar muito próximo dos mosaicos que decoram as paredes, e fiquei ainda mais impressionada ao ver o tamanho das pedrinhas que formam os desenhos. E pensar que todas aquelas figuras foram feitas daquela forma, pedacinho por pedacinho, é incrível!

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Pegamos um vaporetto e fomos até a Ponte Rialto. Andamos, tiramos fotos, olhamos as lojinhas de souvenirs. Encontramos lembrancinhas por preços bem bons aqui, achei que justamente por ser um ponto turístico famoso tudo seria caro.

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Fomos caminhando até o Campo Santa Margherita, para almoçar em um daqueles restaurantes com menu fixo. Dessa vez fomos no Alba, ao lado do restaurante que tínhamos almoçado no dia anterior. Menu fixo, incluindo um spaghetti com frutos do mar que estava bem gostoso, vinho e cafezinhos, deu 36 euros.

Caminhamos até a Ponte dell'Accademia, onde pegamos o vaporetto até a parada Ca D'Oro. Atravessamos as ruazinhas até a Fondamenta Nuove, de onde sai o vaporetto (linha 12) para as ilhas de Murano e Burano.

40 minutos depois chegamos a Burano. Um encanto! Casinhas coloridas, uma ao lado da outra, enfeitadas com flores, à beira dos canais, com os barquinhos ancorados... Acredito que o clima de final de semana (era um sábado) contribuiu um pouco para a atmosfera muito tranquila do lugar. Logo ao descer do vaporetto há algumas lojinhas de artesanato e fica um grupo de turistas meio barulhento, mas é só andar um pouco ruas adentro que dá para curtir muito o astral da ilha. Simplesmente andamos a esmo...

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Quando chegamos em uma ruazinha com alguns estabelecimentos comerciais abertos, paramos para provar um Aperol Spritz. Uma dose de água com gás ou tônica, duas de aperol, três de prosecco, gelo e uma fatia de limão siciliano ou laranja e... é uma delícia! Combina muito mais com o verão, mas a gente tinha que provar. 2 euros cada, no balcão.

Depois de muito se enfiar em tudo que era ruazinha com casinhas coloridas, pegamos o vaporetto e voltamos.

No caminho entre a Fondamenta Nuove e o Canal Grande encontramos, finamente, um supermercado. Compramos umas coisinhas para fazer um lanche.

Aliás, algumas coisas importantes para fazer compras na Itália:

1º para pegar os hortifruti, deve-se usar luvas de plástico que estão disponíveis junto com os saquinhos. Nem pense em fazer como eu, que peguei uma fruta sem luvas e ainda levei até o nariz e cheirei, o funcionário me fulminou com os olhos e não sei como ele não me meteu a boca.

2º na placa com o nome e o preço do produto há um código, somos nós mesmos que pesamos e digitamos o código para imprimir a etiqueta com o preço.

3º Se quiseres sacolas, elas serão cobradas à parte, algo em torno de 0,10 centavos cada.

4º Muitos supermercados tem auto-atendimento nos caixas, com somente um funcionário que cuida cerca de 8 a 10 terminais. Nós mesmos passamos os produtos no leitor, escolhemos o nº de sacolas que queremos levar e fazemos o pagamento. Usei o VTM, não prestei atenção se aceita dinheiro.

5º Em feiras livres, não coloque a mão em nada! Diga o quê e quanto queres, e o atende vai escolher e embalar.

À noite fomos a um concerto. Havia no nosso hotel cartazes anunciando a apresentação dos Interpreti Veneziani, tocando “As Quatro Estações” de Vivaldi, na igreja de San Vidal. No dia anterior compramos ingressos no hotel mesmo, custou 27 euros cada.

Nesse espetáculo havia 4 violinistas, um piano (ou talvez um cravo, desculpem minha ignorância), um contrabaixo e um violoncelista. Além de todos tocarem demais, o violoncelista era uma figuraça ímpar, cheio de trejeitos, dava um certo toque engraçado ao espetáculo e por si só já valeu o ingresso. Foi sensacional o concerto, a acústica da igreja era impecável, saímos de lá maravilhados.

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Tirando a parte que tive que virar para trás e fazer “shhh” ::toma:: para um francesa que não calava a boca, o resto estava perfeito :D .

Depois fomos achar um lugar para jantar perto da Ponte Rialto. Acabamos comendo em um lugarzinho pequeno e que não tinha nada demais, nem a comida. Pedimos umas fatias de pizza e tomamos umas cervejas, tudo deu 24,50 euros. Voltamos caminhando para o hotel, a essa altura já se aventurando a não usar o mapa. Um pouco de instinto e um pouco de ajuda de uma ou outra placa e chegamos.

 

09/02 – Dia de voltar ao Brasil

 

Tomamos o café e fizemos o check-out, deixando as malas no hotel.

A última “missão” era fazer o passeio de gôndola, para encerrar a viagem com chave de ouro.

Fomos à Praça São Marcos, passamos pelo Palazzo Ducale, pela Ponte dei Sospiri e seguimos caminhando naquela direção. Entramos em uma ruazinha mais adiante, e paramos em uma das pontezinhas para tirar fotos. Enquanto eu tirava uma foto do Rodrigo, um gondoleiro me ofereceu o passeio. Perguntei quanto era, e ele disse que o preço normal era 80 euros, mas que faria por 70. Perguntei também quanto tempo de duração teria o passeio, dizem que sempre é bom acertar esse detalhe antes, combinamos 40 minutos. E lá fomos nós fazer o famoso passeio de gôndola.

É caro? É, mas é uma vez na vida, e foi indescritível! O gondoleiro foi intercalando momentos onde ele contava um pouquinho sobre os lugares em que estávamos passando, com momentos em silêncio, quando só ouvíamos o barulho da água e sentíamos o leve balançar da gôndola, passando por canais longe do burburinho de turistas. Ele até ensaiou dar uma cantarolada, mas durou pouco. Os 40 minutos passaram voando, foi bom demais, eu não voltaria satisfeita da Itália se não tivesse feito isso.

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Bom, passeio de gôndola realizado, agora podemos ir embora (ah, nããão). Fomos (novamente) até o Campo Santa Margherita para almoçar, comemos no Orange, que fica ao lado dos outros dois restaurantes dos almoços anteriores, e é o mais fraquinho dos 3. Menu fixo para os dois com o indispensável vinho da casa deu 32 euros.

Ao sair do restaurante reparamos que havia um supermercado quase em frente, que não notamos nos outros dias. Entramos para comprar algum lanche para comer no aeroporto e no avião, e não resistimos e compramos duas garrafas de Chianti Clássico para trazer na mala. 8 euros cada uma, estupidamente mais barato do que no Brasil, resolvemos enrolar bem com as roupas e azar, torcer para chegarem inteiras (e de fato chegaram ::otemo:: ).

Voltamos ao hotel para pegar as malas e acomodar as garrafas de vinho. Pegamos o vaporetto em direção à parada Piazzale Roma. Lá, é só caminhar até os terminais de ônibus e embarcar no nº 5-Aerobus, que é o que leva ao aeroporto. Usamos o mesmo cartãozinho que usávamos no vaporetto, pois já tínhamos comprado ele incluindo uma ida ao aeroporto, como relatei no dia da chegada em Veneza. Ele deve ser validado também dentro do ônibus. Dá para consultar a tabela horária do ônibus aqui: http://www.actv.it/pdf/UM/U-5.pdf

Para coroar a viagem maravilhosa que fizemos, tivemos uma vista estupenda de toda a Veneza com o sol no horizonte enquanto o nosso avião subia ::love:: . E um pôr-do-sol de mais ou menos 2 horas de duração, pois enquanto o sol baixava nós viajávamos na direção dele, passando sobre montanhas cheias de neve na França.

 

Quanto aos gastos totais da viagem, levamos 1700 euros cada e sobrou. Calculamos 100 euros por pessoa por dia, incluindo hotéis, passes de trem, entradas etc. Nesse valor está incluso tudo que pagamos antecipado, levamos a diferença que completasse esse montante. Mas daria tranquilamente para ter calculado 80 euros. Só está de fora do cálculo a passagem aérea, que custou R$2800 por pessoa (em torno de 960 euros pelo câmbio da época).

 

Espero ter ajudado outros viajantes assim como vários relatos aqui e vários blogs nos ajudaram! Qualquer coisa é só perguntar! :)

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Parabéns, maravilha a viagem de vcs, pode ter certeza que as dicas foram muito importantes e vai ajudar bastante. Algumas perguntinhas; vcs levaram algum cartão para sacar dinheiro ou pagar alguma despesa? deu tudo certo? vcs indicam os hotéis de Roma, Firenze e Veneza? Muito obrigado e boas viagens.

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Parabéns, maravilha a viagem de vcs, pode ter certeza que as dicas foram muito importantes e vai ajudar bastante. Algumas perguntinhas; vcs levaram algum cartão para sacar dinheiro ou pagar alguma despesa? deu tudo certo? vcs indicam os hotéis de Roma, Firenze e Veneza? Muito obrigado e boas viagens.

 

:D

Levamos o cartão de crédito para caso fosse preciso, mas nem chegamos a usar. Fizemos o VTM e levamos com 1000 euros, mas carregamos boa parte desse valor antes da alteração do IOF de 0,38% para 6,38%! Para a próxima viagem vamos repensar o uso do VTM por causa do valor, mas pela facilidade de uso vale a pena, é aceito em praticamente tudo! Só não conseguimos usar ele nas cidadezinhas menores ou em um outro estabelecimento pequeno, tipo lojinha de souvenirs etc. E não sacamos dinheiro com ele, pois cada saque é taxado, o dinheiro vivo que usamos levamos daqui. E o VTM eu fiz e coloquei o marido de adicional, assim tínhamos um cartão reserva, mas que nem foi usado, deu tudo certo. Ah, fizemos o VTM com chip e com o nome impresso, há pessoas que relatam algumas dificuldades em usar quando não tem uma dessas características.

 

Quanto aos hotéis, nossos critérios foram: uma cama confortável, quarto e banheiro limpos, bom chuveiro. Como era inverno, aquecimento era importante. Preferimos quarto com banheiro, exceto para um ou dois dias, como foi nosso caso em Verona, e que ofereça café-da-manhã, mesmo que seja simples. Boa localização, para não perder tempo nem dinheiro com deslocamentos. Então, atendendo a esses requisitos, recomendo sim os hotéis que ficamos. São simples, sem decorações, sem lençóis de linho, sem carregadores de mala... enfim, satisfatórios. Nossa média de gastos com hospedagem foi de 47 euros para o casal.

 

Não esquece de passar aqui depois e deixar o link pro relato da tua viagem!

 

Abraço,

 

Helen.

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Oi Helen!!!

Precisando mais uma vez de tua ajuda!

Estou usando teu roteiro como base do meu. Na verdade, fazendo quase tudo igual.

No dia do Vaticano, às 14h30, tenho uma visita guiada à tumba de São Pedro, que deve ter 1h30 de duração.

 

Minha dúvidas:

 

- mesmo com esta visita, é possível fazer a Praça, a Basílica e a Cúpula pela manhã, ir para a visita e depois aos Museus Vaticano, iniciando próximo das 16h?

- é possível iniciar os museus, parar para o almoço, fazer a visita guiada e depois voltar para completar os museus? Utilizando o mesmo ingresso ou é necessário pagar novamente?

- ou é melhor iniciar o dia fazendo os museus e a Capela Sistina e, depois da visita guiada, ir à Basílica e à Cúpula?

 

Obrigado!

 

Dudu

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Olá, Dudu!

 

Fico feliz em saber que o meu roteiro é base pro teu, tomara que tudo seja tão maravilhoso quanto foi para mim ::otemo::.

 

Bom, acho que com essa visita guiada que tu tens, eu faria o museu no primeiro horário (9h), sairia para almoçar, e após a visita guiada subiria à cúpula para curtir a vista antes de escurecer (talvez tu vejas um pôr-do-sol sensacional lá de cima - dá para consultar horários de nascer e pôr-do-sol aqui http://www.sunrise-and-sunset.com/pt/italia/roma), e por último a Basílica. Ou se tu tiveres disposição de acordar cedo, dá para visitar a Basílica antes do museu, porque ela abre às 7h, ou mesmo a cúpula, que abre às 8h. Eu não deixaria o museu por último porque o último horário de entrada é às 16h e ele fecha às 18h, duas horas é muito pouco tempo para curtir o museu, a não ser que tu corra para ver a Capela Sistina e uma ou outra coisa que te interesse mais.

Quanto à possibilidade de sair do museu e depois voltar com o mesmo ingresso, não vou poder te ajudar, não sei mesmo.

Segue os horários de cada atração pra analisares o que fica melhor:

http://www.museivaticani.va/2_IT/pages/z-Info/MV_Info_Orari.html

http://www.vatican.va/various/basiliche/san_pietro/it/basilica/orari.htm

http://www.vatican.va/various/basiliche/san_pietro/it/cupola/orari.htm

 

Faça uma ótima viagem, se tiveres mais dúvidas pode perguntar!

Depois deixa o link do teu relato aqui, ok?

 

Abraço.

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Oi Helen!

 

Obrigado pela resposta.

Tua sugestão bate com o que tinha achado mais sensato. Acho que irei fazer isso mesmo. Se tiver com disposição no dia, acordo cedinho! Mas acho difícil...

Quando voltar, postarei meu relato também. O teu foi muito válido para mim. Me quebrou um galhão!

Pode deixar que postarei o link!

 

Abraço!

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Oi Helen!

 

Mais uma informação: os bilhetes de trêm, vocês compraram por qual site? Pagaram alguma taxa extra, de gestão, ou algo do tipo?

 

Valeu!

 

Dudu

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Olá!

 

Compramos os bilhetes de trem no site da Trenitália: http://www.trenitalia.com/.

Não pagamos nenhuma taxa extra, a não ser o IOF do cartão de crédito.

Aqui tem um passo-a-passo de como comprar nesse site: http://www.viajenaviagem.com/2011/10/passo-a-passo-como-comprar-passagens-de-trem-online-na-trenitalia

 

O site da Trenitália tem uma fama de encrencar com alguns cartões de crédito. Não tive problema nenhum para fazer a compra, tenho um Visa do Banco do Brasil. O site usa a tecnologia "Verified by Visa", onde é preciso digitar a senha do cartão de crédito.

 

Abraço!

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Oi Helen!

 

Comprei ontem 02 tickets, com as datas e horários os quais queria. Porém, para minha surpresa, os bilhetes vieram com a data do dia posterior. Isso aconteceu com vocês? No bilhete veio o dia certinho?

 

Abraço!

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    • Por pedro.phma
      Após a viagem para a Itália comecei a pensar qual seria o nosso próximo destino internacional para janeiro de 2020, época em que minha esposa pode tirar férias. Queria conhecer algum lugar com passagem mais em conta. Pensei inicialmente em passar uma semana em algum lugar do Caribe, mas os preços das passagens estavam semelhantes aos da Europa. Voltei a focar novamente no velho continente. Existiam várias possibilidades: conhecer o Reino Unido, ou o trio Holanda, Bélgica e Luxemburgo, ou ainda a Alemanha. No fim escolhi a França.
      As passagens foram compradas ainda em junho de 2019. Consegui novamente pela LATAM um voo direto de Guarulhos para Paris por R$ 2.497,69 por pessoa através do Maxmilhas, com direito a mala despachada e marcação de assento. De todas as vezes que fiz simulações antes e depois da compra, só vi preço menor para a mesma época em um voo da Aeroméxico com escala no México, algo em torno de R$ 100,00 a menos, mas com a viagem durando o dobro do tempo. A saída do Brasil ficou para o dia 16/01, às 23h30, e a saída da França no dia 30/01, às 21h30. Na prática, teríamos 14 dias para aproveitar o país.
       
      Roteiro
      Definida as datas, era hora de montar o roteiro. De certeza eu só tinha duas: Paris e Nice. Achei que 4 dias inteiros em Paris, com um bate-volta em Versalhes, e 2 dias em Nice, com outro bate-volta em Mônaco, seriam suficientes. Para Nice foi. Como era inverno, não via muita lógica em conhecer as diversas cidades da Côte d’Azur. Além de Mônaco, aproveitaria para dar uma passada em Èze e Saint-Jean-Cap-Ferrat. Para Paris, os 4 dias seriam suficientes se fossem no começo da viagem, mas como deixei para conhecer a cidade no fim, o cansaço bateu forte e um quinto dia teria sido muito bem vindo. Saí da cidade com a certeza que deixei coisa para trás e com a certeza maior ainda de que voltarei lá na próxima ida para a Europa.
      Os outros locais escolhidos para visitar foram Marselha ou Cassis, por conta do Parque Nacional dos Calanques, Carcassone, e o Vale do Loire, montando base em Tours. Deixei o Monte Saint Michel de lado. Era ele ou Carcassone. Preferi a segunda opção. O deslocamento de Paris para Nice poderia ter sido feito de trem ou avião em um dia. Pensei também em fazer uma parada de 1 dia para conhecer Lyon, mas as atrações da cidade não me chamaram tanta atenção. Como tinha alguns dias em aberto, resolvi adotar uma solução diferente. Peguei um trem de Paris à Basileia, pernoitei na cidade suíça, depois peguei outro trem para Milão para atravessar a Suíça e poder conhecer as paisagens dos Alpes. Por fim, mais um trem até Nice.

      O roteiro ficou assim:
      16/01 – Saída do Brasil
      17/01 – Paris
      18/01 – Basiléia
      19/01 – Milão
      20/01 – Nice
      21/01 – Nice/Mônaco
      22/01 – Marselha
      23/01 – Carcassone
      24/01 – Tours
      25/01 – Tours
      26/01 – Paris
      27/01 – Paris
      28/01 – Paris/Versalhes
      29/01 – Paris
      30/01 – Retorno ao Brasil
      Algumas decisões foram acertadas, outras nem tanto. O deslocamento até Nice passando pela Suíça e Itália tomou bastante tempo, mas valeu a pena pela paisagem única. Também gostei de Nice. Sobre Mônaco, eu tinha uma expectativa meio exagerada da cidade por ser a sede de uma das maiores corridas de carro do mundo. É apenas um local bacana. Como estava com duas idosas junto comigo, não cogitei fazer o passeio de trilha pelos Calanques de Marselha ou Cassis. A ideia sempre foi o passeio de barco, mas no inverno é muito difícil dele ocorrer, seja pela baixa temporada, seja pelos fortes ventos que costumam soprar no local. Carcassone infelizmente não foi possível visitar devido a problemas climáticos que relatarei mais a frente. Dois dias em Tours para conhecer o básico do Vale do Loire foi mais que suficiente. Como dito antes, os quatro dias em Paris seriam suficientes se fossem no início da viagem, quando ainda estava descansado.
      O que eu mudaria no roteiro? Primeiramente, focaria em Paris no início da viagem. É a cidade mais interessante e é bom estar bem disposto para as inúmeras atrações. Descartaria a visita aos Calanques se o foco for o passeio de barco no inverno. Apesar de ter me surpreendido com Marselha, também tiraria ela do roteiro se não for para conhecer os Calanques. Esse dia a mais eu usaria para visitar o Monte Saint Michel ou ainda Mulhouse, por conta do Museu do Automóvel espetacular que a cidade tem. Se focasse a viagem totalmente na França, os dois dias que usei para Basileia e Milão provavelmente seriam transferidos para conhecer a Normandia ou Estrasburgo.
      Os deslocamentos entre as cidades foram todos feitos de trem. Aluguei um carro em duas ocasiões: conhecer o Vale do Loire e fazer o percurso de Nice a Mônaco, além de andar pelas mesmas ruas onde é disputada a corrida de Fórmula 1. Inicialmente também tinha a ideia de ir de Nice a Marselha com parada em Cassis de carro, mas alterei a forma de deslocamento no meio da viagem por motivos que exporei adiante, e acabei fazendo esse trecho também de trem.
       
      Algumas curiosidades antes de continuar o relato
      Vamos começar pela comida. Alimentação é algo muito importante na França, provavelmente o país com a gastronomia mais famosa do mundo. E não é por menos. Come-se muito bem lá. O preço de uma refeição em um restaurante razoável é equivalente ao da Itália, mas a comida é muito mais bem servida e mais variada. Esqueça aquelas coisas de televisão onde é servido um pouquinho de comida por um preço absurdo. Talvez seja assim em restaurante chique. Um prato francês normalmente já vem completo, com uma opção de proteína e carboidrato, quase sempre alguma variação de batata nos pratos mais básicos. Mas para quem estiver disposto a experimentar coisas novas, há diversos carboidratos diferentes. Por exemplo, comi um purê de beterraba em Marselha que era coisa de outro mundo.
      Os franceses amam tanto sua culinária que os funcionários e, não raras vezes os próprios chefs de cozinha, vinham à mesa perguntando se a comida estava gostosa. Isso mostra a preocupação em servir alimentos de qualidade.
      Ainda na onda da comida, li antes de viajar que os franceses são bem pontuais. Isso vale também para o horário de fechamento dos restaurantes, em especial o funcionamento da cozinha. Se um local diz que encerra suas atividades as 14h00, não ache que vai chegar nele para almoçar 13h50 e ainda sim terá seu prato preparado. Passei por isso em duas ocasiões. Em uma delas, no primeiro dia, cheguei para jantar às 19h30 numa cafeteria que fechava a cozinha às 20h00. O garçom perguntou se iria comer ou só beber. Como disse que iria comer, ele foi perguntar ao cozinheiro se ainda poderia servir comida. Felizmente o cozinheiro aceitou. Em outra ocasião, não tivemos tanta sorte. Num dia para ficar no esquecimento, chegamos a Tours às 21h45 morrendo de fome. Foi um dia de muito azar. O restaurante do hotel encerrava as atividades às 22h00, mas já não queria mais servir comida. E não havia outras opções de restaurantes próximas. Resultado, fomos na estação de trem pegar salgadinho e suco nas máquinas de self-service para não morrer de fome.
      Outra questão é o uso do inglês na França. Há uma lenda de que o francês não gosta de falar inglês. Até pode ser verdade, mas acredito que tudo vai depender de como será sua abordagem inicial. Estudei francês por três meses antes de viajar. Antes eu não sabia nada, mas consegui aprender o básico a ser usado num museu, restaurante ou hotel. Na maioria das vezes o pouco que aprendi de francês foi suficiente, mas em algumas situações eu não tinha vocabulário para manter uma conversa de qualidade. Por exemplo, quando tive problemas com o trem para Carcassone, precisei tirar dúvidas que só conseguiria me expressar em inglês. Comecei o diálogo assim:
      “Pardon. Je parle peu français. Parlez-vous anglais?”
      Seria algo como, “Desculpe, falo pouco francês. Você fala inglês?”. Todas as vezes que perguntei isso, quando recebia um não como resposta a pessoa pelo menos fazia o esforço de procurar algum colega que falava para poder me ajudar.
      Para quem fala só português, não se preocupe. O Google tradutor está aí para ajudar. A versão aplicativo dele permite até traduzir textos em tempo real através da câmera do celular. Mas claro que saber o básico de idioma local ou o inglês permite ter conversas mais fluídas.
      Por fim, dei muito azar de a França entrar em greve antes de viajar e de permacer assim no decorrer do passeio. O serviço mais afetado foi o transporte. Felizmente não tive maiores problemas por conta disso em relação aos trens, pelo menos. Para piorar ainda mais, no meio da viagem começou a aparecer os primeiros casos de coronavírus na França, mas até então não havia tanta preocupação com a doença. Só que uma coisa ficou nítida, principalmente nas atrações turísticas mais famosas: não havia muitos chineses. Era até estranho. Outros asiáticos, como japoneses ou coreanos, eram bem presentes, mas o chineses que sempre estão aos montes nas atrações turísticas, simplesmente sumiram. Era como se o governo chinês estivesse impedindo a saída de seus nacionais da China.
      Chega de papo. Hora de continuar o relato.
       
      16/01 – Saída do Brasil
      O voo estava marcado para sair do Brasil às 23h30 e chegar a Paris às 14h50. O embarque ocorreu normalmente e dentro do horário, mas a fila de aviões em Guarulhos fez com que nossa decolagem fosse próxima das 00h30.
       
      17/01 – Chegada em Paris
      A viagem ocorreu normalmente. Pela primeira vez eu e minha esposa conseguimos dormir razoavelmente bem em um voo tão longo. O serviço de bordo da LATAM também foi bom. Nenhuma queixa em relação às refeições e ao atendimento das aeromoças.
      Pousamos em Paris no Aeroporto Charles de Gaulle com um pouco de atraso, às 15h30 no horário local. Saímos do avião e seguimos as placas até chegar à migração. Na mão, uma pasta com diversos documentos e reservas. Como renovei o passaporte e ele estava sem carimbos, trouxe o passaporte antigo que mostrava que já havíamos viajado ao exterior outras vezes, para o caso de acharem que estávamos indo na França para ficar. Prefiro me precaver. Quando chegou minha vez, o oficial de migração pediu em espanhol que fosse uma pessoa de cada vez no guichê. Cumprimentei com um “bonjour”, ele olhou para a minha cara e não fez nenhum questionamento. Carimbou a entrada e chamou o próximo.
      Depois de pegarmos as malas procurei por algum local onde pudesse comprar um chip de celular para usar na França. Havia lido que no Terminal 1 era possível adquirir no atendimento ao turista um chip da “Orange”, mas como não achei fácil o local e não estava muito a fim de procurar, deixei para comprar depois.
      Fomos para a fila de táxi e pegamos um em direção ao centro de Paris. A viagem saiu por 50 euros, preço tabelado. Como estávamos em quatro pessoas, foi vantajoso. O percurso durou cerca de 1 hora e 20 minutos. Havia muito trânsito, provavelmente ainda mais agravado devido à greve dos transportes.
      Hospedamo-nos no Hotel Viator, o único que deixamos para pagar na França. Todos os outros estavam com as diárias pagas no Brasil. A grande vantagem dele é ficar a menos de 5 minutos a pé da Gare de Lyon, local onde pegaríamos o trem no dia seguinte, além de ter um preço acessível para o padrão Paris. Conseguimos reservá-lo por 105 euros o quarto de casal sem café da manha e taxa turística. É um bom hotel. Recomendo.

      Descansamos um pouco e fomos atrás do chip de celular. Vi que era possível comprar na Relay, uma loja bem comum na França. Havia uma na Gare de Lyon, e lá fomos. O plano “Orange Holiday” com 20GB de internet e 120 minutos de ligação com validade de 14 dias saiu por 40 euros. A instalação do chip pode ser feita pelo próprio usuário. Na verdade é só colocar ele no aparelho e a configuração é feita automaticamente.
      Obs: o chip funcionou bem 95% do tempo. Algumas poucas vezes ele ficava sem sinal, geralmente em deslocamento de trem entre cidades. Sobre o roaming em outros países, é preciso ficar atento, pois a Suíça não faz parte da União Europeia. Algumas operadoras forneciam planos mais em conta, porém com roaming restrito à União Europeia, sem incluir a Suíça.
      Na rua fazia frio e chuviscava um pouco. Estávamos com bastante fome, então procuramos algum lugar para comer. De início procuramos por alguma “boulangerie” (um tipo de padaria) próxima. Apesar de encontrarmos algumas que a vitrine enchia os olhos, elas não tinham espaço para comer dentro, e minha esposa não queria abrir mão de comer sentada em um ambiente aquecido. Então o jeito foi procurar algum café ou restaurante.
      Paramos para comer no La Consigne. Comemos um sanduíche e uma omelete no capricho mais as bebidas, tudo bem servido. Para o casal saiu por 25 euros.
      Depois de comer, fomos no mercado comprar algumas coisas. A água mineral na França é cara, bem mais que na Itália, por exemplo. E o gosto de várias marcas é bem ruim, principalmente aquelas sem gás. Acabávamos comprando Perrier ou San Pellegrino, que eram muito boas, porém ainda mais caras.
      Obs: teoricamente a água das torneiras na França é potável. Nos restaurantes é comum servirem uma garrafa de água da torneira de graça, e com gosto bem melhor que de muita água mineral sem gás vendida no mercado.
      Após, retornamos ao hotel para descansar.
      Gastos do dia:
      50 euros de táxi do aeroporto até o centro de Paris
      40 euros do chip de celular
      25 euros do jantar no La Consigne
      0,70 euros em suprimentos no mercado
       
      18/01 – Ida para Basileia
      Dormimos até um pouco mais tarde para descansar bem. Por praticidade resolvemos tomar café da manhã no próprio hotel. O preço não era dos melhores, custando 11 euros por pessoa, mas pelo menos poderíamos comer à vontade e daria para aguentar até a hora do almoço. Fizemos o check out no hotel e acertamos tudo, ao custo total de 135 euros por conta dos cafés da manhã e taxas turísticas.

      Seguimos para a Gare de Lyon e pontualmente às 10h22 o trem partiu rumo a Basiléia. A passagem foi comprada no Brasil com bastante antecedência, e saiu por 29 euros (R$ 153,37 na fatura do cartão). Faltando alguns dias para o embarque havia dúvida se esse horário de trem partiria por conta da greve. Havia trens fazendo a rota, mas em número reduzido. Dois dias antes do embarque recebi a confirmação da SNCF que o horário seria cumprido.


      O trem é bastante confortável mesmo na classe econômica. Em alguns momentos chegou a passar dos 300 Km/h. A paisagem também é bem bonita.
      Às 13h26 chegamos pontualmente à Basileia. Desembarcamos na estação Bahnhof Basel SBB e fomos direto para o Hotel City Inn Basel, que ficava literalmente na frente da estação. A diária já estava paga desde o Brasil, ao custo de R$ 385,81 sem café da manhã e taxa turística. Reservei pelo Hoteis.com pela possibilidade de pagar direto em reais. O idioma mais falado na Basileia é o alemão, do qual não sei nada. Mas consegui me virar bem com o inglês quando precisei. Como o dinheiro na Suíça é o franco suíço, fiz o câmbio na recepção do hotel. Troquei 100 euros por 102 francos suíços.
      Uma coisa bacana de Basileia é que os hotéis “dão” para o cliente um voucher que dá direito a usar o transporte público da cidade de graça e você pode escolher um museu para pagar metade do valor. Para quem não sabe, Basileia é a capital cultural da Suíça, e há diversos museus pela cidade. Esse voucher não é totalmente um brinde porque para isso precisamos pagar 4 francos suíços (CFH) por pessoa de taxa.
      Quando saímos do hotel já passava das 14h00. Não havia muitas opções de restaurantes abertos. Um dos poucos era o Tibits, especializado em comida vegetariana, que tinha um horário de funcionamento bem amplo. Ele tem um tipo de serviço raro na Europa, mas bastante popular no Brasil: comida a quilo. Mesmo eu sendo carnívoro, gostei bastante da comida do local. Minha comida e a da esposa saiu por 20,30 CHF com bebidas, um valor muito bom para a Suíça.
      Do restaurante, fomos bater pé pelo centro histórico da cidade, que ficava a menos de 10 minutos caminhando do hotel. Primeira parada foi na Marktplatz, uma pracinha com uma feira e onde estava localizado o Rathaus Basel-Stadt, a prefeitura da cidade. É uma construção de 500 anos de idade com uma cor única, um vermelhão bem forte. De lá partimos para a atração que eu mais queria ver na cidade: o Naturhistorisches Museum Basel (Museu de História Natural Basiléia). Por quê? Tinha uma réplica de um mamute em tamanho real, além de outros animais pré-históricos, como o tigre dentre-de-sabre e a preguiça gigante. Na verdade não sei se todos os animais eram réplicas ou realmente estavam empalhados, mas a qualidade dos modelos era incrível. Tinha também esqueletos de dinossauros, como um pterodátilo e um ictiossauro. Simplesmente fantástico. Segundo minha esposa meus olhos brilhavam quando eu vi o mamute. Eu devia estar me divertindo mais que as crianças no local. Aqui usamos o voucher e pagamos metade do valor do ingresso. De 7 CFH por 3,50 CFH por pessoa.









      Saindo do museu fomos em direção a Basel Minster, a Catedral de Basiléia, também numa coloração vermelha. Não entremos no local. Apenas apreciamos de fora. Depois seguimos até uma ponte sobre o Rio Reno, um dos grandes rios da Europa Ocidental. Apesar de o frio estar bem suportável na cidade, em cima da ponte o vento era muito forte e deixava tudo muito mais gelado. Só consegui ir até o meio da ponte e tirar umas fotos. Corremos do vento e nos dirigimos a uma rua com bastante movimento de pessoas e diversas lojas. Entramos em algumas, mas o preço era mais caro que da mesma loja em outros países. O único lugar que compramos alguma coisa foi no mercado: água e uns chocolates suíços. Tudo custou 4,05 CFH.


      Voltamos caminhando em direção ao hotel, mas passamos antes numa espécie de praça de alimentação gigante. No local, diversos tipos de restaurantes. Decidimos jantar no Acento Argentino, que era comandado por um argentino (se não me engano) e um brasileiro. Pedimos pratos com carne e empanadas, todos acompanhados de saladas. Tudo muito gostoso e bem servido. O preço saiu em 48 CFH para o casal. Após o jantar voltamos para o hotel e fomos descansar.
      Basiléia fica na fronteira tríplice da Alemanha, França e Suíça. Do lado alemão, a cidade mais próxima é Lörrach, e a Floresta Negra está localizada bem próxima. É uma cidade que entrou por acaso no roteiro, mas deu para ter uma noção do que esperar da Suíça em termos de custos numa futura viagem. Hospedagem e alimentação não são baratas, mas achei que seria pior. A diária do hotel, por exemplo, saiu mais barata do que a de Paris por um quarto muito maior e mais confortável. Fiquei animado para um dia conhecer melhor este país.
      Gastos do dia:
      135 euros de hospedagem no Hotel Viator em Paris
      58 euros para duas passagens de trem Paris -> Basiléia (R$ 306,74)
      385,81 reais de hospedagem no Hotel City Inn Basel
      8 CFH de taxa turística para duas pessoas em Basiléia
      20,30 CFH de almoço no Tibits
      7 CFH em dois ingressos no Museu de História Natural de Basiléia
      4,05 CFH em mercado
      48 CFH de jantar no Acento Argentino
       
      19/01 – Ida para Milão
      O trem para Milão iria partir tarde, então seria mais um dia para poder dormir bastante. Quando acordamos, resolvemos tomar café da manha no próprio hotel. Saiu 25 euros por pessoa, bem salgado, mas o café era espetacular. A outra opção seria um Starbucks do lado do hotel, mas eu e minha esposa não somos muito fã da rede. De bucho cheio, ficamos mais um tempo relaxando no quarto. Depois fizemos o check out e fomos para a estação de trem.
      A passagem já estava paga, saindo por 39 euros por pessoa (R$ 196,51 na fatura do cartão). O trem para Milão partiu às 11h03. Existem várias combinações possíveis para chegar à Milão. O que pegamos iria direto, com algumas paradas. Cruzaria os Alpes Suíços antes de entrar em território italiano. E era esse o motivo de ter incluído Basiléia e Milão no roteiro: conhecer uma parte da paisagem desse pedaço da Suíça. E não nos arrependemos. É realmente muito bonita. Pena que havia menos neve do que esperávamos.



      Chegamos à estação Milano Centrale às 15h50 e nos dirigimos ao Hotel Gram Milano para o check in. A diária já havia sido paga no Brasil, R$ 404,71 com direito a café da manhã e jantar no hotel. Restou pagar 10 euros para duas pessoas de taxa turística. Como são caras as taxas turísticas na Itália.
      Largamos as malas e corremos para a estação de metrô. Queríamos estar na Piazza del Duomo antes de escurecer. O ticket custa 2 euros por pessoa. Aqui há uma diferença para outros sistemas de metrô que já peguei. É necessário passar o ticket tanto para entrar quanto para sair das plataformas de embarque.
      Descemos na estação de Duomo. Ao sair para a superfície, damos de cara com o Duomo di Milano. Realmente ele possui uma fachada única, muito bonita. Tiramos algumas fotos no local e fomos fazer um lanche, afinal não havíamos almoçado nesse dia. Primeiro paramos no Caffè Vergnano 1882, onde tomamos café e alguns doces. Para o casal saiu por 12 euros. Depois pegamos uns tipos de pastéis no Il Panzerotto del Senatore. Três unidades saíram por 6,50 euros.



      Como ainda havia algum tempo até a hora do jantar, que foi agendado para as 20h30 no hotel, ficamos batendo pé. Passamos pela Galeria Vittorio Emanuele II, que estava abarrotada de pessoas. Depois andamos por algumas lojas da cidade. Quase todas estavam com liquidações de inverno. E uma coisa que constatamos depois é que os preços na Itália são bem mais atraentes que os da França.


      Pegamos o metrô na estação Montenapoleone e voltamos ao hotel. O jantar estava muito bom. Era no estilo self-service, com bastante variedade de pratos. Somente as bebidas não eram inclusas. Elas saíram por 11 euros para duas pessoas.
      O quarto do hotel era bem confortável e moderno, com o visual totalmente oposto ao dos outros hotéis que ficamos na viagem da Itália de 2019. Para melhorar ainda mais tinha uma banheira pra relaxar.
      Gastos do dia:
      50 euros de café da manhã no Hotel City Inn Basel
      78 euros para duas passagens de trem Basiléia -> Milão (R$ 393,02)
      404,71 reais de hospedagem no Hotel Gram Milano
      10 euros de taxa turística
      8 euros em quatro tickets do metrô de Milão
      12 euros de lanche no Café Vergnano 1882
      6,50 euros de lanche no Il Panzerotto del Salvatore
      11 euros de bebidas no jantar do hotel
       
      20/01 – Ida para Nice
      Hoje acordei cedo. Como novamente o trem partiria um pouco mais tarde, aproveitei para conhecer outras atrações de Milão. Deixei minha esposa descansando e fui para a estação de metrô. Desci na estação Lanza, bem próxima ao Castello Sforzesco, para onde fui logo em seguida. É uma construção do século XIV que foi restaurada diversas vezes ao longo dos séculos. Hoje conta com diversos museus. Não entrei neles, pois não daria tempo. Restou caminhar pelos arredores do castelo e aproveitar o belo nascer do sol no local, aproveitando a luminosidade para tirar algumas fotos.







      Caminhando por Milão vê-se como ela é bem mais moderna que as outras cidades turísticas italianas. Seguindo pelas ruas cheguei ao Giardini Pubblici Indro Montanelli, um parque no meio da cidade bastante arborizado. Como diversos outros parques da Europa, o chão é de um tipo de areia grossa.


      Obs: Cabe aqui uma curiosidade que percebi nas três idas ao velho continente. Excetuando bitucas de cigarro que em alguns lugares se vê aos montes, as ruas das cidades são extremamente limpas. Mesmo que ande nesses parques de areia, o solado dos calçados não suja. Parece até que não tem poeira nas ruas. Um dia andando na cidade em que moro, que visualmente falando parece limpa, sujou mais meu calçado do quê quatorze dias na França.
      Voltei pra hotel e fomos tomar café da manhã, que era tão bom quanto o jantar. Arrumamos as malas e nos dirigimos para a estação Milano Centrale, onde pegaríamos o trem para Nice, que partiu às 11h10. A passagem saiu por 22 euros por pessoa (R$ 110,84 na fatura do cartão). Milão me surpreendeu. Foi pouco tempo na cidade, menos de 24 horas, mas deu para ir ao Duomo, que era a atração mais aguardada e pude conhecer também o exterior do Castello Sforzesco, além das belas ruas e prédios do lugar. Mas só a incluiria no roteiro da Itália de 2019 se tivesse tempo sobrando ou fosse usar o aeroporto de lá.
      O trem que pegamos era da empresa Thello, pertencente à empresa Trenitalia, a mesma que foi responsável pela viagem de Basiléia a Milão. Uma coisa que ficou nítida nesses 14 dias é que os trens das empresas francesas são muito mais limpos que os da Itália. E olha que a França estava em greve e nem todo o serviço estava funcionando 100%.
      De Milão o trem seguiu em direção a Gênova e depois foi até Nice beirando o Mar de Ligúria por todo o caminho. A paisagem era linda, mas há algo que com certeza o inverno atrapalha um pouco. A latitude das cidades nessa região do globo terrestre varia entre 43º e 44,5º. Isso é quase metade do caminho entre a Linha do Equador e o Polo Norte. No inverno do hemisfério norte, quanto maior a latitude, menor é a duração do dia. Mas não apenas isso. Nessa época o sol nunca fica a pino. Sempre está numa posição de que acabou de nascer ou estar pra se por. Essa angulação faz com que a luz solar reflita muito no mar (no caso das praias voltadas para o sul). Assim, o mar nunca fica tão bonito como ficaria em outras épocas do ano.

      Chegamos em Nice às 15h50 na Gare de Nice Ville. O hotel que escolhemos, Villa Bougainville by Happyculture, ficava a cinco minutos caminhando. As duas diárias foram pagas no Brasil, custando 560,98 reais com café da manhã incluído. É um hotel pequeno, com quarto pequeno, mas bem aconchegante.
      Deixamos as malas no quarto para aproveitar o restante da luz solar que tínhamos. Seguimos direto para o mar, saindo na Promenade des Anglais no rumo do Hotel Negresco. O calçadão na beira mar estava com pouco movimento, provavelmente devido á época do ano. Dali, fomos até a Place Massena procurando por algum lanche, pois novamente não havíamos almoçado. Achamos umas barracas de crepes, mas só tinham de doce. Fizemos então uma pausa na Boulangerie Blanc e pegamos alguns salgados para comer enquanto caminhávamos. Chegamos na Colline du Château para pegar um elevador até o topo, mas já estava fechado. Felizmente ainda dava para ir de escada. Não são muitos degraus, uns dois minutos subindo, mas ninguém quis ir comigo. Fui sozinho. Lá em cima, têm-se uma bela vista panorâmica de Nice. Depois que desci fomos passear pela praia, que na verdade é pura pedra. Provavelmente isso contribui para o mar ficar bem bonito no verão, já que não tem areia para as ondas remexer e deixar a água turva.






      Ficamos mais um tempo caminhando e tirando fotos aguardando a hora do jantar. Nice não é tão fria, mas venta bastante, e com o cair da noite o vento já estava incomodando. Fomos almoçar no restaurante Casa Leya. A dona é uma simpatia de pessoa. Para melhorar ainda mais e para a alegria das minhas companheiras, falava espanhol. A comida também era deliciosa. Comemos muito e muito bem. Dois pratos de massa, um carpaccio e bebidas saíram por 58 euros.
      Voltamos em direção ao hotel caminhando pela Promenade des Anglais. A fachada dos prédios iluminadas de noite fica bem bonita. O Hotel Negresco, por exemplo, fica muito charmoso. Chegando no quarto, fomos descansar de um dia com bastante caminhada.




      Gastos do dia:
      2 euros em um ticket do metrô de Milão
      44 euros em duas passagem de trem Milão -> Nice (R$ 221,68)
      1 euro de água na estação de trem
      560,98 reais em duas diárias do Hotel Villa Bougainville by Happyculture em Nice
      4,70 euros de lanche no Boulangerie Blanc
      58 euros de jantar para o casal no restaurante Casa Leya
       
      21/01 – Uma volta pela Côte d’Azur
      O roteiro de hoje previa um passeio por parte da Côte d’Azur localizada a leste de Nice. Tomamos café da manhã cedo no hotel e fomos à Gare Nice Ville. Lá se encontra diversas locadoras de carro, inclusive a Sixt, escolhida por nós. Fiz a reserva do veículo por um dia. Paguei a diária ainda no Brasil, ao custo de 69,98 euros (353,06 reais na fatura do cartão). No fim das contas, acabei pegando o seguro completo, o que custou mais 37 euros. Não foi barato, mas o valor da diária é proporcional ao número de dias da locação. Como eu queria fazer esse roteiro de carro, me sujeitei a isso.
      Havia reservado uma BMW Series 1 ou similar, mas não tinha nenhuma disponível na hora da retirada do veículo. Por isso, a atendente nos ofereceu uma Mercedes Classe E. Para quem entende de carro, sabe que é um veículo de uma categoria bem superior. Infelizmente a razão me fez recusar o modelo. Ele é muito grande, e como imaginava que passaria por ruas estreitas, um modelo menor seria mais apropriada. No fim, ficamos com um Skoda Scala Hatchback.
      Apesar de não ter problemas com carros, sempre fico tenso quando dirijo em outros países. Algumas placas de trânsito bem comuns na França não existem no Brasil, por isso é bom dar uma estudada no significado das placas antes de pegar estrada e não fazer besteira. Mas dirigir pela região da Côte d’Azur foi bem tranquilo, pelo menos no inverno quando as ruas estão bem mais vazias.
      Há três estradas saindo de Nice que vão para o leste da Côte d’Azur: basse corniche, a mais próxima do mar, moyenne corniche, a do meio, e a grande corniche, a mais ao alto de todas. Pegamos a moyenne corniche e seguimos em direção ao Èze Village, mas primeiro fizemos uma parada no Villefranche Belvédère para aproveitar um pouco do visual. O sol ainda estava nascendo. Ao chegar em Èze, o estacionamento estava interditado com faixas policiais. Alguma investigação estava ocorrendo lá e os parquímetros estavam lacrados. O policial até falou que poderíamos estacionar. Mas preferi deixar de lado. A ideia aqui era visitar o Le Jardin Exotique no topo do vilarejo e apreciar a vista do mar lá de cima, mas como o dia ainda não estava claro o suficiente para aproveitar mais a vista, achamos melhor seguir viagem.

      Descemos então para a basse corniche. Queria entrar em Mônaco vindo por essa estrada para evitar os possíveis túneis que poderiam haver na entrada a partir da moyenne corniche. Túneis e GPS de celular não combinam. Já passei alguns perrengues em Madrid por conta disso.
      Chegando ao Principado, me dirigi direto para a largada. Contornei a Sainte Devote e segui forte, a 40 Km/h, pela Beau Rivage. Passei pelo Cassino de Monte Carlo, que estava com a fachada em reforma, contornei a Mirabeau Haute e desci pela curva do hotel. Quando vi, já estava rasgando por dentro do túnel. Na saída dele, não havia chicane, mas quem se importa? Após algumas obras, já estava na piscina, e depois na La Rascasse. Pronto, havia acabado de completar uma volta no Grande Prêmio de Mônaco. Andar nas ruas do circuito a 40 Km/h não passa adrenalina, mas a emoção de circular por um trajeto que tantas vezes vi na televisão e em jogos de videogame não tem preço. Era incrível, cada curva que eu contornava, cada reta que eu passava, era como se já estivesse estado lá. Tinha o circuito todo traçado na cabeça.
      Voltando pra realidade, deixei o carro estacionado no Parking de la Colle, próximo de Mônaco Ville, onde está localizado Le Palais des Princes de Monaco e a Cathédrale de Monaco. Até chegar à parte alta, tem que subir um bocadinho. Lá de cima, têm-se uma bela vista do Port Hercule e do Port de Fontvieille. O Palácio tem a fachada bem sem graça, mas vale a visita para ver, próximo de 12h00, a troca de guarda. A Catedral, ao contrário, possui uma bela fachada. O seu interior é simples, mas elegante. A entrada é gratuita. Nas redondezas, também caminhamos pelas ruas estreitas e charmosas do local.

       


       






      Depois de ver a troca de guarda, descemos para a marina do Port Hercule. Lá estaria o restaurante onde iríamos almoçar, o Stars 'n' Bars. Tirando o McDonalds e outras lanchonetes, é tido como um dos lugares mais baratos para uma refeição descente em Mônaco. Meu almoço e o da esposa saiu por 70 euros, em dois pratos bem servidos e gostosos com carne, arroz, salada, batata frita e bebidas. No local há outros pratos mais em contas, como sanduíches, comida tex-mex e pizzas.
      Caminhamos mais um pouco pelas ruas do Principado e voltamos para o estacionamento onde deixamos o carro. As cerca de 5 horas que ficamos em Mônaco nos custou 14,10 euros de estacionamento.
      Seguimos pela basse corniche e fomos para Saint-Jean-Cap-Ferrat, onde visitaríamos a Villa Ephrussi de Rothschild. Havia obras na entrada do vilarejo, então sem entender a sinalização acabei fazendo umas barbeiragens para conseguir acessar o local. A entrada da Villa Ephrussi custa 15 euros por pessoa. Há estacionamento gratuito no local. Trata-se de um palácio construído à beira-mar pela Baronesa Béatrice Ephrussi de Rothschild. Além disso, possui nove jardins com diferentes temáticas. Tirando o Roseiral, que estava prejudicado por conta do inverno, todos os outros jardins estavam espetaculares. Do palácio temos ainda belas vistas do Mar Mediterrâneo.









      Finalizando o palácio, seguimos para Nice. Antes paramos em um posto de combustível para colocar gasolina. Na maioria deles nós que abastecemos. Em alguns é preciso pagar antes, em outros, paga-se depois que abastece. Nos que pagamos antes, caso não gaste todo o valor em combustível, o troco é devolvido. Depois de deixarmos o carro na Gare Nice Ville, fomos descansar no hotel.
      Já de noite, sem muito ânimo para passear, resolvemos almoçar em uma hamburgueria ao lado do hotel. Um lanche para duas pessoas saiu por 15 euros. Não era um sanduíche fantástico. Estava no nível daquelas versões gourmet do McDonalds. Mas deu para matar a fome. Depois fomos a um mercado para comprar algumas coisas. Por fim, voltamos ao hotel para dormir.
      Gastos do dia:
      69,98 euros de aluguel de carro na Sixt pago no Brasil (R$ 353,06)
      37 euros da diferença do aluguel do carro (R$ 197,91)
      70 euros em almoço no Stars 'n' Bars em Mônaco
      14,10 euros de estacionamento em Mônaco
      30 euros para duas entradas na Villa Ephrussi de Rothschild
      14 euros de gasolina
      15 euros em jantar no Tacos Burger em Nice
      7,02 euros de mercado em Nice
       
      Em breve continuarei com o restante do relato...
    • Por Yunes
      Pessoal, tudo bem?

      Me chamo Yunes (@yunesviana), paulista, 27 anos e depois de ler e aproveitar muito todo o conteúdo do Mochileiros, resolvi compartilhar meu relato sobre a primeira viagem que fiz na vida, onde eu e minha mala visitamos países que tinha muita vontade de conhecer mesmo sem dominar as línguas nativas de cada, com um inglês intermediário e certa timidez que foi sendo perdida ao longo da viagem. Ao todo, passei 29 dias (distribuídos entre 25 de Maio de 2019 até 23 de Junho de 2019) viajando pelos seguintes lugares:
      🇮🇹 Itália:
      4 noites em Roma;
      Bate-volta em Pisa;
      2 noites em Cinqueterre;
      3 noites em Veneza.
      🇭🇷 Croácia:
      3 noites em Split, incluindo um bate-volta em Plitvice Lakes;
      3 noites em Hvar;
      2 noites em Dubrovnik.
      🇬🇷 Grécia:
      4 noites em Santorini;
      4 noites em Mykonos;
      3 noites em Atenas.

      Tentarei ser o mais transparente possível nos relatos, pois acredito que seja inevitável um viajante sem experiência passar por perrengues, cair em tourists traps e ser enganado pela taxa cambial dos ATMs distribuídos aos montes na Europa, mas prefiro ver isso como experiência para as próximas viagens e dicas para que outras pessoas não cometam os mesmos erros.
      Planejamento
      Sem dúvidas é uma das partes mais importantes da viagem. Acredito que nenhum objetivo, por menor ou maior que seja, é capaz de ser alcançado sem uma boa base por trás. Tentei mitigar todos os imprevistos possíveis (e nem sempre com sucesso 😂) e cometi até alguns excessos, algo que futuramente talvez eu dê uma maior margem para flexibilização, porque viajar te obriga a improvisar em diferentes cenários.
      Todo o planejamento, seja ele financeiro ou do próprio roteiro em si, começou cerca de um ano anterior à viagem, onde coloquei na cabeça que iria realizar esse sonho. Comecei a fazer várias anotações, colocar lugares numa lista de prioridades sobre o que e como aproveitar nesse atual momento da minha vida, salvar vários blogs nos favoritos até o momento de comprar a passagem, um momento simbólico durante todo esse planejamento. 
      A passagem de ida cerca de 8 meses antes da data de embarque pela LATAM, pagando R$1317 com direito a mala despachada. A partir dessa "virada de chave", pesquisei as mais diversas possibilidades de deslocamento entre as cidades, hostels, itens indispensáveis para levar na mala e palavras básicas de cada idioma (isso ajuda muito!).
      Entrei no avião com todos os hostels reservados, passagens de ida e volta comprados além dos deslocamentos entre países. Deslocamentos locais (trem na Itália e Ferry Boats pela Croácia e Grécia) comprei no ato ou um dia anterior para ir até outra cidade, pois queria ter essa margem de flexibilidade caso quisesse passar um dia a mais (ou a menos) em um local. Acabei não fazendo nenhuma alteração, mas me arrependo de certa forma em dois locais que vou contar durante o relato.
      Custos
      Confesso que agora não faço a menor ideia de quanto gastei na viagem, vou descobrindo com base na minha memória, em toda a papelada que trouxe pra casa como souvenir e pelo extrato do meu cartão. Um euro na época estava R$4,45 (caro mas... que saudades desse valor). Ao fim do relato, atualizo esse post com os gastos detalhados de cada lugar. Hoje, tenho o registro dos seguintes custos: 
      ✈️ Passagens Aéreas:
      🇧🇷 - 🇮🇹 Passagem São Paulo - Roma pela LATAM: R$1.317,00
      🇮🇹 - 🇭🇷 Passagem Veneza - Split pela Volotea: €236 (R$1050,20)
      🇭🇷 - 🇬🇷 Passagem Dubrovnik - Atenas - Santorini: €133,94 (R$596,00)
      🇬🇷 - 🇧🇷 Passagem Atenas - Istambul - São Paulo: R$ 2.086,55
      💸 Total: R$5049,78
      _
      🛏️ Hostels:
      🇮🇹 4 noites no The RomeHello: R$858
      🇮🇹 2 noites no Grand Hostel Manin: R$365
      🇮🇹 3 noites no Combo Venezia: R$809
      🇭🇷 3 noites no En Route Hostel: R$231
      🇭🇷 3 noites no White Rabbit Hostel: R$274
      🇭🇷 2 noites no Hostel Angelina Old Town: R$377
      🇬🇷 4 noites no Bedspot Hostel: R$1028
      🇬🇷 4 noites no My Cocoon Hostel: R$1258
      🇬🇷 3 noites no Bedbox Hostel: R$412
      💸 Total: R$5612
      _
      Outros custos:
      🏥 Seguro Viagem Allianz Travel: R$500,27
      🛂 Emissão do passaporte: R$257,25
       
      Próximo post: Viagem e primeiro dia em Roma: um choque de realidade


       
    • Por michele.caetano
      Utilizo há anos esse site para pesquisar roteiros de viagens, dicas, custos e, finalmente, venho aqui dar minha contribuição. Trata-se de um relato de uma viagem de um jovem casal apaixonado, em lua de mel, que teve de enfrentar uma cotação de R$ 4,50 a R$ 5,00. Que fase! Com muito planejamento e foco conseguimos fazer uma bela viagem de 23 dias na primavera européia ❤️. 
      Fizemos uma lista virtual de presentes, então boa parte dos passeios que fizemos ganhamos de presente dos nossos queridos amigos e familiares 🥰.
      Roteiro:
      Paris - 5 dias (26/04 - 01/05)
      Praga - 3 dias (01 - 04/05)
      Viena - 2 dias (04 - 06/05)
      Budapeste - 3 dias (06 - 09/05)
      Nápoles - 1 dia (09 - 10/05)
      Sorrento - 2 dias (10 - 12/05)
      Ilha de Capri - 1 dia (12 - 13/05)
      Maiori - 1 dia (13 - 14/05)
      Roma - 5 dias (14 - 19/05)
      Primeira dica: Sempre que pensar no número de dias que quer ficar num lugar acrescente mais 1, porque o dia que você chega e sai da cidade fica bastante comprometido com os deslocamentos. E às vezes algum imprevisto também pode "atrasar" seu roteiro, como um dia inteiro de chuva no dia que tinha planejado várias coisas ao ar livre. Nesse roteiro recomendaria acrescentar pelo menos mais 1 dia em Paris, Praga e Budapeste. E mais 1 em Capri se você estiver com dinheiro sobrando ou pegar um câmbio melhor, rs. 
      Segunda dica: A primavera européia nada tem a ver com a nossa! Pegamos bastante frio, especialmente em Paris e no Leste Europeu. Importante colocar na mala uma blusa e calça térmicas e um casaco mais quentinho. Nesse lugares eu saía normalmente com uma camisa de manga curta, blusa térmica (manga comprida), uma blusa mais grossa de manga comprida, casaco e cachecol. Ah, e calça térmica por baixo da calça jeans.
      Paris
      Hospedagem: Ficamos num apartamento ótimo em Montmartre pelo Airbnb, bem equipado, com uma vista incrível da Torre Eiffel e metrô em frente (estação Pigalle). Apesar de ouvir muita gente dizer que este é um bairro mais perigoso em Paris, tenho que discordar. Havia bastante movimento nessa rua até tarde, bem iluminado, farto comércio e restaurantes na região. Nos sentimos super seguros lá, inclusive à noite. Adorei! Valor da diária c/ taxas: € 114 (casal).
      Link: https://www.airbnb.com.br/rooms/882192?guests=1&adults=1&sl_alternate_dates_exclusion=true&source_impression_id=p3_1559085549_zGi%2BIA2ncnTDvdEE&check_in=&check_out=&children=0&infants=0
       
      Saindo do aeroporto Charles de Gaulle: Pegamos um trem (€ 10,30 p/ pessoa) até a estação Gare du Nord e de lá pegamos o metrô até a estação Pigalle.
      Transporte: Compramos o combo de 10 tickets de metrô por R$ 14,90. Vale a pena porque paga mais barato no valor unitário da passagem. No total compramos 30 tickets para os 5 dias.
       
      Gastos casal - 5 dias:
      Hospedagem: €572
      Alimentação: €425 - média de €85/dia (contando mercado, restaurante, lanches etc)
      Atrações turísticas: €233 - média de €47/dia
      Transporte: €147 - média de €30/dia
      Paris é uma cidade bem cara. A gente comia no máximo 1 vez por dia em restaurante, almoço ou janta, e ainda assim gastamos bastante com alimentação. Pra economizar, vale a pena ir ao mercado caso tenha cozinha no seu ap. Queijos e vinhos são uma boa pedida. Compramos um ótimo vinho por menos de €5!
       
      Dia 1
      Chegamos antes do horário de check-in. Então, deixamos as malas no apartamento e fomos explorar as principais atrações do bairro:
      Muro Je t'aime, Sacré-Coeur e Place du Tertre
      Muro J t'aime

      Sacre Croeur

      Vista da Sacre Croeur
      Almoço: Na verdade foi um lanche. Comemos baguetes num quiosque que tinha no caminho pra Sacre Croeur: 2 baguetes e 1 coca - €12,30
      Seguimos para o Trocadero pra aproveitar que o dia ainda estava claro e bonito e ver a torre mais de pertinho. Lá comemos nosso primeiro crepe de rua parisiense (eu amo!) - €3,50 cada. Depois de curtirmos um pouco, caminhamos beirando o rio Sena e fomos até a Champs-Élysées e o Arco do Triunfo. Depois dessa bela caminhada voltamos pro ap pra tomar um  banho quentinho e sairmos para o nosso primeiro jantar romântico da viagem.

      Tracadero

      Trocadero

      Champs-Élysées


      Arco do Triunfo
       
      Jantar romântico (um dos presentes de casamento): Restaurante Bouillon pigalle - foi um achado porque jantar em Paris sem gastar uma fortuna é uma missão difícil e o restaurante ficava praticamente do lado do nosso apartamento. 2 entradas, 2 pratos principais, 1 sobremesa e uma jarra de vinho da casa saíram por 50 euros, incluindo uma pequena gorjeta. E não é um menu não, você escolhe seus pratos individualmente. Foi um ótimo custo-benefício! Recomendo a sopa de cebola de entrada e o profiterole de sobremesa. Os pratos principais estavam bons, mas nada que chamasse a atenção. Os parisienses também curtem o local, então é bom chegar cedo porque já começa a ter fila antes das 20h e eles não fazem reserva. 
      E pra finalizar uma foto da sacada do nosso apartamento com uma bela vista da Torre Eiffel. Era incrível acordar e dormir com essa vista!

       
       
       


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