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ekimura

Chapada Diamantina - Perguntas e Respostas

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Oi pessoal !

Já fiz um mochilão para a Bahia uns cinco anos atrás, agora vou fazer outro para a Chapada Diamantina.

 

Será que é tranquilo ir sozinha fazer as trilhas ? Será que lá eu consigo entrar em algum grupo ?

 

bjs

 

Ester

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Algumas trilhas você pode fazer sozinha na boa sem muita preocupação, pricipalmente as trilhas ao redor das cidades. Em volta de Lençóis tem vários lugares legais que dá pra ir sozinho.

 

Se quiser fazer um passeio mais longo e ir com guia será fácil você se juntar a um grupo; geralmente os guias vão formando o grupo com turmas diferentes que vão chegando na cidade. É muito fácil fazer amigos na Chapada Diamantina.

 

Se precisar de um bom guia pra as trilhas da Chapada a partir de Lençóis, você pode falar com o Zé Alves -> http://www.geocities.com/eversilva/bahia/chapada/trilha_lencois_fumaca.html

Estou sem o telefone dele mas é fácil encontrá-lo pela cidade.

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Olá,

Sem dúvida dá pra fazer as trilhas sozinha, mas uma dica muito boa é não se assustar se algum guia por lá ficar falando "Num aconselho fazer essa trilha sozinho, é muito perigoso" , " Vc pode ser arrastada por uma tromba d'água" e assim por diante.

Até dá pra entender tal atitude, pois o único trabalho para a maioria da população daquela região é o turismo...

Mas as trilhas mais conhecidas são muito fáceis e vc não encontrará problemas.

Agora em relação à encontrar um grupo por lá, fique tranquila. Lençóis é muito badalada durante todo o dia e noite tbm... é só fazer amizades com outros turistas...

Para visitar outros pontos mais distantes como: Poço Encantado, Poço Azul, E as grutas na região de Iraquara, num tem jeito mesmo, vc vai ter q contratar alguém pra fazer o transporte. Por exemplo, pra fazer o Poço Encantado e o Azul, as agências queriam cobrar 55 reais por pessoa. Consegui um contato muito bom por lá e contratei um senhor q tem um jeep JPX que cabe até 9 pessoas e saiu 28 reais... ae foi só encontrar uma galera q quisesse ir e pronto... o q num foi difícil hehehehe... e pra ir para as Grutas ficou em 20 reais p/ pessoa.

Não deixe de procurar pelo Sr. Victor quando for fazer o Poço Encantado e Azul ou as grutas em Iraquara, realmente sai muito mais em conta.

Diga à ele q foi o Marcel de São Paulo - o cara q formou um grupo de Israelenses para fazer os passeios com ele...

Realmente não deixe de visitar esses lugares... são fantásticos..

Victor Perdigão

(075) 33341226

(075) 99660155

Abraço e boa viagem...

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A dica de alugar um carro com o sêo Victor é uma boa mas sair num passeio com um grupo de israelenses é furada ! :-)) ... esse pessoal costuma ser muito chato ... prefira fazer os passeios com brasileiros mesmo ou em grupos de outros gringos que não sejam de Israel. Vai por mim.

 

Uma outra pessoa que também posso te indicar para fazer passeios de carro para os lugares mais distantes é o Renato :

Renatur Táxi & Tur

rua São Benedito (antiga rua dos Negros, em frente rio Lava-pés), s/n. Tel.: (75) 9963-1269

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oi, a chapada é um lugar muito bonito. são tantas as opções que um mês é pouco para se conhecer e aproveitar bem o lugar. estive lá duas vezes. na primeira conheci lençóis, pratinha (nenhuma trilha mas o lugar é muito bonito, mergulho em caverna e água cor de piscina), vale do capão (trilha fácil e movimentada que dá para fazer só para a cachoeira da fumaça e para muitas outras cachoeiras). depois fui para rio de contas. lugar bonito também, mas as melhores trilhas ficam longe e o aluguel de um jipe com guia são recomendados. mesmo assim fiz muitas trilhas sozinho mesmo.

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E aeeeeeeeee!!!!!!

Caraca... o pessoal de Israel foi o pessoal mais gente boa q conheci em todas as minhas viagens!!! E garanto q naum saum nem um pouquinho chatos... hehehheheh

E Ekimura, naum deixe de negociar o preço, com qualquer pessoa q seja... diga q um outro fez bem mais barato e vc conseguirá um belo desconto... nunca aceite o 1º preço q te derem... experiência própria.... hehehheheh

Abraços

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Olá pessoal, atualizei o mapa que fiz recentimente, agora tem a Cachoeira do Buração, Pico das Almas e toda e região em volta, todos com precisão de GPS, viajei recentemente 08/05/2005.

Peguem este programa para visualizar:

 

http://gpstm.com/port/download_port.htm

 

E o mapa está no meu site:

 

http://geocities.yahoo.com.br/isrcl/Chapada_Diamantina_BA.html

 

Boas Aventuras!!!

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Para aqueles que querem passar alguns dias em Lençóis, visitando as atrações da Chapada Diamantina e se hospedar em uma casa bem tranquila e confortável, ambiente familiar e com a típica hospitalidade baiana, não deixe de visitar a Casa de Dona Radi ...

 

"Modesta e aconchegante, antiga casa de garimpeiro, localizada em pleno centro histórico de Lençóis e apenas a uma quadra da Rua das Pedras, a Casa de Radi aluga quartos para turistas que desejam conhecer a Chapada Diamantina e que, entre uma aventura numa trilha e mergulhos nas cachoeiras, desejam recarregar as energias descansando o corpo num ambiente familiar e bastante tranquilo.

Dispõe de 2 quartos confortáveis no andar superior da residência e bem ventilados. O quarto de frente, com vista para a cidade, é amplo, tem duas janelas, e pode acomodar com conforto de 2 até 6 pessoas. O quarto de fundo com vista para o bairro e para as serras, perfeito para 2 pessoas, podendo acomodar até 4 pessoas. Todos os quartos são equipados com banheiro privativo. Nossa cozinha pode ser utilizada pelos hóspedes para preparar refeições rápidas.

Radi, natural de Lençóis e conceituada professora do ensino médio, não economiza simpatia no trato com seus hóspedes, sempre zelando para que tenham uma agradável estadia numa das regiões mais belas do Brasil."

 

http://www.geocities.com/eversilva/bahia/casaderadi

 

Outra dica de Lençóis:

A Pousada Le Primole de Ana Figueiredo é um lugarzinho bem pequeno e aconchegante bem no centrinho de Lençóis. Na mesma casa, no andar inferior funciona um restaurante vegetariano onde você pode provar umas das comidas mais saborosas da cidade.

O café da manhã é algo inesquecível. Bananas fritas com canela, iogurte natural com mel e uvas passas, deliciosos pães caseiros doces e salgados, sonhos, geléias, suco de frutas, café&leite ...

"Esta pousada, de propriedade de Ana Figueiredo, é pequena e bem intimista, o que torna o clima familiar ainda maior dentro da pousada. No andar de baixo funciona o Restaurante Sopas&Cia, também de Ana, que usa sua experiência de chef em restaurantes na Itália durante 7 anos para preparar sopas, saladas massas e sanduiches naturais com primor. Vale lembrar que na diária, (de aproximadamente R$25 por noite, por pessoa) o café da manhã (um mega-café, com pães caseiros, bolos, manteiga, geléia, queijo, frutas, leite, café, salada de frutas e iogurte natural) é incluso. A pousada tem uma suíte e outros dois quartos com beliches, para grupos. É necessário marcar com antecedência, através do telefone (75) 334-1975 ou do email [email protected]. "

http://www.triboaventura.com/2005chapada/infos.htm#hospedagem

 

O Festival de Inverno deveria acontecer em Agosto mas nos ultimos anos aconteceram alguns imprevistos e a data tem sido adiada. Rolou em Setembro e acho que até em Outubro em algum desses anos.

É um festival relativamente novo e ainda está se estruturando, acho que deve ser esse o motivo do adiamento de datas.

A cidade fica completamente lotada nos dias de festival; não é a melhor época para curtir a cidade, a não ser pelo shows e pela farra; de resto tudo lota e fica muito caro.

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Fala pessoal.

Não quero jogar água do chopp de ninguém mas é bem diferente conhecer a Chapada Diamantina mochilando ou com transporte próprio, tudo em função do tempo que se gasta para a locomoção. É tudo muito longe e transporte público não há.

A primeira dica é definir realmente quantos dias ficarão por lá.

Em seguida faça um apanhado de todos os locais que ouvir falar e se puder agrupe por proximidade.

Por ex: a cachoeira do Buracão, assim como a cachoeira da Fumacinha ficam em Ibicoara, fica bem ao sul da Chapada Diamantina, prá lá de Mucugê (coisa de 160 Km). Se depender de carona pra ir de Lençóis até Ibicoara...sei não se vai conseguir.

Acho que o transporte pela região é o que mais acaba dificultando pois as trilhas em si são todas tranquilas, bem sinalizadas e conhecidas.

Para quem tem apenas uma semana e vai mochilar será preciso uma boa logística para conhecer ALGUNS dos pricipais pontos turísticos.

Quem quiser alguma dica pode entrar em contato.

Boa viagem.

 

Mario

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Concordo com o Mário, o transporte público entre as cidades é bem escasso. Existem alguns ônibus entre algumas cidades e também há carros de lotação mas não é muito frequente. Em Lençóis eles costumam ficar parados de manhã próximo à ponte do mercado.

 

Para se locomover por lá visitando diferentes cidades e as atrações que muitas vezes ficam longe você vai depender das agências. Alugar um carro é uma boa mas o custo acaba ficando bastante alto.

 

Bom, sem carro e sem querer sair com os passeios das agências você ainda pode andar. E isso é uma das grandes diversões da Chapada Diamantina... sair andando pelas trilhas e descobrir os lugares onde você não chega de carro, só mesmo andando. Estando em uma cidade ou vila você pode visitar andando as cachoeiras que ficam próximas ou mesmo as mais longe andando várias horas ou dias pelas trilhas, como a trila do Vale do Paty.

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Olá, pessoal.

 

Álguém sabe se posso comprar o guia de trilhas da Chapada pela internet? Ou encomendar com alguém para enviar pelos Correios?

 

Abraço,

 

Ricardo

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Entre em contato com a Loja Dois Irmãos, talvez eles possam enviar por correio...

 

http://www.doisirmaos.com.br/contato.htm

 

Praça Horácio de Matos, nº 03, Centro, Lençóis - Bahia - Brasil - CEP 46960-970 - Tel.: 75 334.1405 / 1395

 

e-mail: [email protected] - www.doisirmaos.com.br

 

Acabo de publicar umas fotos da Chapada Diamantina... quem quiser visitar basta clicar : http://eversilva.multiply.com/photos/album/27

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Ever, você disse que em Lençóis eles dão um mapa da região, com trilhas e tal. Você tem esse mapa escaneado para me mandar?

É que fico lendo cachoeira tal, trilha tal, e queria ver melhor a localização delas pra me programar melhor.

Ou me indique um site legal onde eu possa pegar essa informação.

 

Quero ir pra lá em dezembrom passar natal e reveillon.

Estava pensando em incluir outros roteiros na viagem, mas devo ficar só com a chapada mesmo!

Como fica a cidade em termos de agito noturno em dezembro/janeiro?

 

O que você recomenda, albergue, pousada ou alugar uma casa?

 

Tem mais alguém que vai pra lá está sozinho/a, pra fecharmos um grupo?

 

Valeu e abraços

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http://www1.folha.uol.com.br/folha/turismo/americadosul/brasil-chapada_diamantina-mapa_da_travessia.shtml

 

... o mapa acima mostra as principais trilhas e as cachoeiras nestes caminhos. Próximos às cidades você também encontra cachoeiras menores e nem por isso menos belas, estas você encontra em mapas das trilhas de cada cidade, ou vai se guiando por informações do povo de lá. Para alguns lugares a presença de um guia é altamente recomendável, e até imprescindível. Se for bem aventureiro, dá pra se virar sem guia.

 

Dezembro até o final do carnaval é um período de alta temporada na Chapada Diamantina. Nas cidades tem alguns bares que reunem moçada de tribos diversas; não tem muitas baladas fortes como em outros lugares, as vezes um forró ou um reggae aqui e ali. Nos dias de festa, natal, ano novo e carnaval, Lençóis fica bem lotada com agitação nas ruas. Para estas datas é importante fazer reserva com antecedência.

 

Em Lençóis tem algumas pousadas bastante simples com diárias a partir de R$15 e até hotéis de alto padrão com diárias a uns R$200 pra mais. Se você quiser ficar numa casa de família com ambiente tranquilo e seguro dê uma olhada na Casa de Radi (http://www.geocities.com/eversilva/bahia/casaderadi). Alguns mochileiros e mochileiras daqui já ficaram na casa de dona Radi e aprovaram a hospedagem. Caso prefira uma pousada posso recomendar a Pousada Prímole de Ana Figueiredo, a "Ana da sopa" , http://www.triboaventura.com/2005chapada/infos.htm#hospedagem

Nesses são dois lugares que já fiquei mais de uma vez e posso recomendar de primeira-mão. São lugares simples e com preço em conta.

 

Na cidade de Lençóis, como disse, você encotra várias outras opções.

http://www.guialencois.com/estrutura_hospedagem.htm

 

Aluguel de casas também é possível sim mas não tenho nenhum contato pra te passar. Dona Radi pode te ajudar a encontrar uma casa também, se for o caso fale com ela.

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Olá, Vareja. Também gostaria de contribuir.

 

O mapa e dicas do Ever são sempre muito boas (Ever, estive na Chapada agora em agosto e aproveitei várias coisas que vc escreveu. Super obrigado!)

 

Sobre o mapa que vc pediu, tem um bem legal que vc pode comprar diretamente com o publicador (Roberto Sapucaia, morador em Mucugê - uma das cidades-porta da Chapada). Vc encontra informações no site http://www.trilhasecaminhos.com.br/. Custa cerca de R$ 15,00 e ele pode mandar via Correios para vc. O mapa é muito bom, completo e tem as trilhas desenhadas - de repente, vc se estimula a se arriscar em algumas! A única falha do mapa é que foi esquecido de colocar os nomes das trilhas. Mas, vc pode pedir isso para o Roberto. No entando, vale alertar que este mapa não é indispensável. Dependendo de seus objetivos na Chapada, este que o Ever mandou está ótimo.

 

Outra dica que acho importante: como a Chapada é muito grande, vale a pena vc planejar bem o seu passeio e programar hospedagens em diferentes cidades durante sua estada por lá. Por exemplo, se vc deseja conhecer o Poço Encantado, Buracão e Fumacinha vale a pena ficar em Ibicoara. É a cidade que que abriga essas atrações. Está a uns 150km de Lençóis, que é a "capital" da Chapada. Como muita gente acaba ficando em Lençois, gasta-se tempo e dinheiro para se deslocar até Ibicoara. Em Ibicoara há, ainda, umas pousadas bem interessantes. O mesmo raciocício vale em relação a Mucugê e Vale do Capão. Também vale dizer que essas cidades não tem o agito de Lençois.

 

Ever também acertou no tempo para ficar na Chapada. Doze dias está ótimo. Dá para fazer quase tudo, incluindo um ou dois trekkings de 3 dias (Vale do Paty e Fumaça por Baixo, por exemplo)

 

Se vc quiser, tenho nomes de guias também e agências.

 

Abraço.

 

 

Ricardo

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... se tiver tempo faça mesmo rgluiz falou e explore um pouco mais outras cidades fora de Lençóis. Um dos lugares pitorescos que gostei muito foi a vila de Igatu, também conhecida como Xique-xique. Fica entre Mucugê e Andaraí... é um lugarejo parado no tempo com algumas casas diferentes e um povo bem pacato. Na cidade tem algumas ruinas que lembram um pouco ruinas inca, por conta disso chama o lugar de "a Machu Pichu da Chapada Diamantina" ... ao redor da cidade tem algumas cachoeiras que você visita a partir das trilhas. A estrada de pedra que se pega para chegar na cidade lembra estradas medievais. Isso tudo dá ao lugar um clima bem diferente mesmo.

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Galera, valeu pelas dicas. Acho que só com esses úlitmos tópicos já posso me planejar legal

Tava a fim de juntar uma galera e ir de carro, mas vou acabar indo sozinho mesmo.

 

Quanto aos preços, compensa ficar na Ana da Sopa/Radi ou no Hostelling de Lençóis??

 

E quanto custa essa trilha de 7 dias? Há várias agências? Rola eu ir sozinho e me juntar com grupos maiores? Qual estrutura oferecem para a trilha? Qual o tamanho dos grupos.

 

E chega de pergunta, hehehe

 

Abração

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No Albergue da Chapada a tarifa é de R$15 a R$25 dependendo se alta ou baixa temporada, excluindo ai as datas de festa como Natal/Ano Novo/Carnaval que deve ter um pacote para vários dias. Quarto coletivo e banheiro comunitário.

http://www.hostelchapada.com.br/

 

Na casa de Dona Radi se paga R$15 por pessoa para ficar num quarto com banheiro individual. Ela tem dois quartos que acomodam de 1 ou 2 pessoas e outro maior que dá pra ficar 4 ou até 5, talvez. Esse preço é na baixa temporada, não sei se é mais alto na alta temporada mas talvez seja outro preço pros dias de Natal/AnoNovo/Carnaval.

ou seja ... Se estiver sozinho você paga R$15 e fica com um quarto só seu, mais confortável que dormir em beliche num quarto com mais pessoas.

http://www.geocities.com/bahia/casaderadi

 

Na Pousada Prímole é um pouco mais caro e eles tem uns três quartos de tamanhos diferentes. Vale consultar diretamente com a Ana. Um destaque pra essa pousada é o café da manhã ... com certeza você não vai encontrar nada parecido em nenhum outro lugar.

http://www.triboaventura.com/2005chapada/infos.htm#hospedagem

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Gente, gostaria de saber, se dá pra ir de onibus até a Chapada Diamantina, ou o lugar mais próximo, saindo de S.Paulo. Chegando lá, o que devo visitar, onde ficar, e se dá pra fazer tudo por conta própria, ou devo contratar uma agencia de turismo. Dá pra fazer as trilhas tbm sem agencia ?

Pra quem já foi:

Pode me enviar alguns roteiros de visitação e trilhas !!!

 

agradeço

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olá Jurema, de São Paulo tem ônibus para algumas cidades da Chapada Diamantina . Para Lençóis, a "capital do turismo" da Chapada você viaja pela empresa Emtram mas prepare-se .... é uma longa viagem e pra ajudar os ônibus e a estrada não são lá essas coisas. A viagem deve levar algo entre 30 a 40 horas.

 

Uma alternativa é quebrar a viagem parando talvez em algum lugar no sul da Bahia, depois Salvador, e daí Lençóis. Fazer a viagem de avião até Salvador é a alternativa mais viável em termos de tempo e dinheiro, caso você queira escapar das longas horas de ônibus.

 

A Rodovia BR 242 que liga Salvador a Brasília corta a Chapada Diamantina e dá acesso às cidades da região. Saindo de São Paulo, você pode seguir em direção à Bahia e parar nas praias do sul da Bahia por um tempo. Por exemplo Porto Seguro e região ... Dali você pode seguir pra Salvador para mais uma escala e talvez curtir um pouco a cidade, ou até Feira de Santana e de lá seguir para Lençóis. Outro ponto de parada pode ser Vitória da Conquista que fica no interior e não tem muitos atrativos turisticos.

 

Outro caminho pode ser seguir de São Paulo para Brasília e de lá seguir para Seabra (fica ao lado de Lençóis).

 

Mas se você tem experiencia com longas viagens de ônibus, siga direto de SP a Lençóis pela Emtram.

 

Para os passeios você tem várias opções ... alguns você pode fazer sozinha mesmo sem guia por trilhas mais fáceis e evidentes. Em algumas trilhas a presença de um guia é imprescindível pois não há indicações. Alguns passeios devem ser feitos de carro ou van, isso você acerta com as agências ou com guias locais. Algumas atrações ficam muito longe e não há transporte público entre as localidades.

 

Dê uma olhada nas outras mensagens e você encontrará muitas informações sobre o que fazer ... quanto tempo ficar ... o que visitar ... onde se hospedar ...

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    • Por Felipe Ernesto
       

      Cronograma da viagem
       
      29/06 - São Paulo > Salvador > Lençóis
      30/06 - Lençóis (Serrano + Cachoeirinha)
      01/07 - Lençóis (Cachoeira do Mosquito + Poço do Diabo)
      02/07 - Lençóis (Pratinha + Gruta Azul + Morro do Pai Inácio)
      03/07 - Lençóis (Cachoeira do Sossego + Ribeirão do Meio)
      04/07 - Lençóis (Serrano + Cachoeirinha + Cachoeira Primavera)
      05/07 - Lençóis > Guiné > Vale do Pati (trajeto Guiné > Igrejinha)
      06/07 - Vale do Pati (Igrejinha > Cachoeirão por cima > Igrejinha)
      07/07 - Vale do Pati (Igrejinha > Morro do Castelo -> Prefeitura)
      08/07 - Vale do Pati (Prefeitura > Andaraí) > Lençóis > Igatu
      09/07 - Igatu (Ruínas + Gruna do Brejo)
      10/07 - Igatu > Ibicoara (Cachoeira do Buracão) > Igatu
      11/07 - Igatu (Poço Donana + Cachoeira das Cadeirinhas)
      12/07 - Igatu > Salvador
      13/07 - Salvador > São Paulo
       
      Fiz meu primeiro mochilão pelo Brasil em julho deste ano. Depois de muitas pesquisas e mudanças de ideia, o destino escolhido foi a Chapada Diamantina. Muito por conta dos relatos que li por aqui e também pelas indicações de pessoas que já foram para lá.
      A viagem ao todo durou 15 dias, mas eu e minha namorada ficamos na Chapada de fato 12 dias. Todo mundo diz mas é sempre bom repetir. Não dá pra conhecer toda a Chapada Diamantina em 15 dias. Nem em 20, nem em 30. Quem conhece bem a região diz que pra conhecer tudo você precisa mais ou menos de 3 meses. Por isso selecionamos os principais pontos que queríamos ver e a partir daí fomos ajustando a programação e o roteiro a ser feito.
      Pelo fato da Chapada ser gigantesca (1520 km², maior até que alguns países do mundo) é uma tarefa trabalhosa planejar um roteiro. Também é difícil encontrar informações na internet, apesar dos milhares de sites que existem falando sobre a Chapada. Cada pessoa faz um roteiro e aí quase nunca você encontrará um roteiro igual o seu. O segredo é você listar os lugares que quer conhecer e ir tentando encaixar nos dias que tem para viajar. Muitos lugares não conseguimos ir por falta de tempo no roteiro (Cachoeira da Fumaça e Poço Azul, por exemplo). Mas no final das contas a viagem foi muito boa. Quem sabe em uma outra oportunidade dê tempo de fazer o que não conseguimos.
      O único ponto negativo da Chapada, em minha opinião, é o “ataque predatório” dos guias locais em cima dos turistas. A todo momento tentam te oferecer passeios e inventam histórias pra colocar medo, do tipo “semana passada uma menina foi sem guia e quebrou a perna nessa trilha” ou “ontem um pessoal sem guia ficou perdido aí e não conseguiu ver nada”. Nada contra o trabalho dos guias, muito pelo contrário. É o trabalho deles e é um trabalho honesto. Mas a abordagem sempre é de maneira incisiva e acaba sendo chato ficar falando tantos “nãos”. E se você estiver sem guia e cruzar com o guia de algum grupo em trilhas não espere nem um “olá”. Não espere também que eles te avisem se você estiver pulando uma pedra perigosa quando na verdade tem um caminho muito mais fácil para atravessar o rio. É mais ou menos assim: “não pagou, pode morrer que não tô nem aí”. A única experiência que tivemos com um guia durante a viagem foi terrível. Mas lá na frente eu conto em detalhes.
      De volta ao lado positivo da Chapada (e olha que são muitos), a principal dica é: vá!
      Segunda dica: baixe o Wikiloc no seu celular. Ele é um app de GPS para trilhas e funciona offline. A licença pra usar por 3 meses custa pouco mais de 7 reais, mas te faz economizar bons dinheiros com guias. É bem simples de usar: você busca a trilha que quiser e aí ele te dá uma lista de mapas de pessoas que já fizeram o trekking. Depois é só baixar algum deles e ir seguindo o caminho, igual o Waze ou Google Maps. A maioria das trilhas da Chapada está no app.
      Terceira dica: faz frio na Bahia. Se for em julho leve blusas. Chegamos a pegar uns 12 graus no Vale do Pati à noite.
      Gastamos por pessoa aproximadamente R$ 3000 para os 15 dias. Incluindo passagem aérea, aluguel de carro, hospedagem, alimentação e passeios. Os preços de restaurantes são geralmente baratos. Dá pra encontrar em Lençóis e Igatu um belo almoço por R$ 30 pra duas pessoas.
       
      Vamos ao relato!
    • Por Lavínia Oliveira
      Olá pessoas, vou relatar aqui a viagem que eu e mais três pessoas fizemos a duas cidades da Chapada Diamantina - Bahia: o Vale do Capão e Lençóis. Fiz esta viagem entre os dias 17/01 e 23/01/2010. A intenção desse relato é apresentar um roteiro - que pra mim foi maravilhoso - e apresentar dicas e valores que serão úteis para os que queiram seguir este destino.
      Saí da rodoviária de Salvador as 7:00 da manhã do dia 17 rumo à cidade de Palmeiras, pois, não existe ônibus direto para o Vale do Capão (também não existe para vários outros distritos da Chapada como Igatu e Iraquara, por exemplo). A empresa que faz este destino é a Real Expresso (http://www.realexpresso.com.br/). Existem três horários para Palmeiras: as 7h, as 13h e as 23h e a passagem custa R$ 50,00. Ao chegar à Palmeiras, pegamos uma rural (nome dos carros que levam as pessoas até o Vale do Capão) até o Vale (R$ 8,00 por pessoa). Estes carros sempre ficam esperando os turistas quando os ônibus chegam, o problema é sair do Capão para voltar à Palmeiras. Só existe rural de volta as 7h, as 10h e as 20h.
      Chegamos ao Capão por volta das 16h – são 8h até Palmeiras e 1h30 até o Capão. Chegando lá, ficamos no camping de Seu Daí (75 3344 – 1057), um senhor super conhecido e amável de lá. Este camping oferece também chalés com dois andares (R$ 12,00 por pessoa) e o camping custa R$ 7,00 por pessoa. O lugar é bem amplo, os banheiros são limpos, mas o barulho é grande, principalmente perto da cozinha. Toda vez que eu fui lá sempre há dois grupos: um que acorda as 6:00 e conversa e toca violão até as 18:00 e outro que assume o posto das 18:00 as 6:00. Eu não tive problemas porque durmo com barulho e gostava das músicas que eles tocavam, mas meu namorado disse que dormiu mal todos os dias . No Capão faz frio à noite mesmo no verão, é bom levar um casaco, principalmente para a madrugada. No inverno chega a fazer 13°.
       
      [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110110155732.JPG 500 374.796747967 Legenda da Foto]A vila do Capão[/picturethis]
       
      Depois de montarmos a barraca fomos jantar numa pizzaria na vila. Essa pizzaria é super famosa, ela serve uma pizza natural que leva queijo, tomate, cenoura e outras coisas que agora não lembro mais. Nessa pizzaria só existem dois sabores de pizza: um salgado que é a pizza natural e outro doce que é a de banana com canela. O lugar é lindo, a música é boa, a pizza é feita com ingredientes da própria horta do dono e tudo orgânico. Existem dois ambientes, ambos agradáveis. Além disso, ainda tem um molho de mel e pimenta para colocar na pizza que é tudo de bom, não deixe de experimentar! Para beber há sucos de diversos tamanhos até a jarra com 1L (R$ 6,00). Todos são feitos com a própria fruta, o que é bem diferente de usar polpa. Tem um de maracujá da região, mangaba (o que eu mais gosto), de melancia etc. Mangaba é uma fruta daqui do Nordeste que cola a boca. Os sucos são adoçados com mel. Obs.: a região é uma das maiores produtoras de mel orgânico e quase tudo lá tem mel: sabonete de mel, shampoo de mel etc. O molho de pimenta também é vendido por R$ 12,00. As pizzas têm tamanhos variados: P (R$ 15,00), M (R$ 20,00), G (R$ 25,00) e GG (R$ 30,00). Elas são muitos grandes, para duas pessoas a M é mais que suficiente, posso garantir. Por mais que você esteja com fome e diga que comeria sozinho, facilmente, um boi inteiro, se for só duas pessoas não caiam na besteira de pedir uma G, todos que fazem isso deixam um resto grande no prato.
      No segundo dia fomos fazer a trilha da Cachoeira da Fumaça. Essa cachoeira leva este nome porque é tão alta que a água que desce evapora antes de chegar ao chão formando uma nuvem de fumaça. A subida leva 1h30, tem grau de dificuldade médio. Para falar a verdade achei a subida pesada. No caminho vi um casal desistindo e também vi duas pessoas torcendo o pé, aliás, durante a viagem toda e pelas outras trilhas que fizemos perdi a conta de quantas pessoas torceram o pé. Dá para fazer a trilha da fumaça sem guia, o caminho é fácil, mas como foi a primeira vez que eu fui fazê-la preferi não arriscar. Após a subida todo o resto do percurso é em terreno plano. A trilha começa fora da vila. Anda um pouco e no caminho tem a Associação dos Condutores de Visitantes do Vale do Capão (ACVVC) (75 3344-1087), foi lá que contratamos o nosso. Os preços da diária variam de passeio a passeio sendo o mínimo R$ 60,00. O valor é por grupo e não individual. Um grupo pode conter até 5 pessoas.
      Procuramos desde o camping pessoas para formar um grupo - é que só estávamos eu e meu namorado, as outras duas pessoas só chegaram no dia 21, quando já estávamos em lençóis. Como ninguém de lá quis nos acompanhar, saímos perguntando por toda a vila e nada. Já quase na Associação achamos um casal de Brasília que também ia fazer a Fumaça, nos juntamos a eles e foi bem legal.
       
      [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110110151812.JPG 500 374.796747967 Legenda da Foto]Morro do Camelo e Morrão vistos da trilha para a Cachoeira da Fumaça[/picturethis]
       
      Enfim, chegamos à Cachoeira. É linda! Indescritível. Quando olhei para baixo pensei: da próxima vez vou fazê-la por baixo.
      [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110110153453.JPG 374.796747967 500 Legenda da Foto]Cachoeira da Fumaça[/picturethis]
       
      [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110110153552.JPG 374.796747967 500 Legenda da Foto]Cachoeira da Fumaça[/picturethis]
       
      Vale lembrar que há épocas do ano em que ela está mais cheia e épocas que ela está fazia. Nesta última não vale nem a pena ir. Eu não sei dizer quais são esses períodos, no que eu fui, achei o melhor de todos, pois, não estava chovendo e mesmo assim ela estava com um bom volume de água. É bom saber também que na Chapada há tromba d’água e que acontecem vários acidentes, com mortes inclusive, por causa delas. Então as épocas de chuva não são uma boa opção, assim como também as épocas de seca (entre julho e acho q até novembro) não é bom fazer trilhas por causa das queimadas (tanto as criminosas quanto as naturais.
      No caminho vimos três pessoas vendendo alimentos. Uma senhora vendia coco (R$ 5,00), outro geladinho (R$ 1,00) e no topo da Cachoeira tem um senhor vendendo pastel de palmito de jaca. É uma delícia! Custa R$ 3,00 e é impossível comer só um! Para mim, boa baiana, só faltou uma pimenta caseira, ele só tinha aquelas de mercado. A região tem muita jaca, parece até praga.
      Quando terminou a trilha, umas 18h30 (saímos do camping 8:00), já marcamos tanto com o casal quanto com o guia a trilha do outro dia.
      Uma das comidas típicas da região é o godó de frango com pirão de banana verde, é muito bom, mas difícil de achar. Achamos na própria vila um restaurante que aceitava encomenda desse prato. Tem que pedir com um dia de antecedência. A refeição para quatro pessoas saiu a R$ 60,00, mas dá para 5 a 6 pessoas tranquilamente.
      No 3º dia fizemos a trilha do Gerais do Vieira,o casal que disse que iria não foi. À noite eles explicaram que foi porque Gabriela torceu o pé e estava com os joelhos doendo da Fumaça. O Gerais do Vieira fica a 12Km do Vale do Pati. Para chegar até o inicio da trilha precisa ir para uma vila que fica a 8Km do Capão de carro, acontece que não tínhamos carro, decidimos ir a pé mesmo . Andamos, andamos... até que vimos outro casal com carro e pedimos carona. Fomos de carona com eles até boa parte do trajeto. Depois andamos, andamos... até que chegamos ao início da trilha. A subida é bastante íngreme e pior que a da fumaça, leva mais tempo também.
       
      [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110110163339.JPG 500 374.796747967 Legenda da Foto]Serpente caninana. Ela fugiu quando me aproximei para fotografá-la, por isso só aparece parte do corpo. [/picturethis]
       
      [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110110155409.JPG 500 374.796747967 Legenda da Foto]Trilha sobre as pedras soltas e escorregadias[/picturethis]
       
      [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110110155527.JPG 500 374.796747967 Legenda da Foto]Início da trilhas para o gerais do Vieira[/picturethis]
       

       
      [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110110163608.JPG 500 374.796747967 Legenda da Foto]Caminho para o Gerais e para o Pati[/picturethis]
       
      [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110110163714.JPG 500 374.796747967 Legenda da Foto]Gerais do Vieira[/picturethis]
       
      [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110110163811.JPG 374.796747967 500 Legenda da Foto]Serra da Coruja [/picturethis]
       
      Na volta o guia disse que mudaríamos o roteiro para passar pela cachoeira da Purificação. Não recomendo a ninguém fazer este caminho. Quem quiser conhecer essa cachoeira vá por baixo, pela trilha que leva diretamente a ela. Começamos a descer e, em certo momento, meu namorado disse que pensou: esse cara está levando a gente para um barril! Realmente foi. Descemos um penhasco de aproximadamente 30m de altura cujo terreno era todo de barro molhado pelas gotas de água da cachoeira. O local é de mata muito fechada, você desce abrindo na mão mesmo, o caminho até o penhasco é repleto de tiririca (uma planta que corta) e as árvores (único apoio na descida) têm o tronco super fino, quando segurávamos nela o tronco curvava. O espaço para caminhar dava apenas para uma pessoa magra por vez, fora este espaço só se via o penhasco cheio de árvores entrelaçadas a perder de vista o fim. O local era tão íngreme e escorregadio que não dava para subir de volta, só nos restava descer mesmo. A certa altura meu namorado escorregou com mochila e tudo e só parava quando batia em mim que estava na frente, mas, ainda me tendo como apoio, não conseguiu levantar e continuou a descer escorregando e se ferindo todo entre as árvores e as tiriricas por mais ou menos uns 2m. Tive a impressão de que nem todos os lugares que estávamos pisando era chão,por vários momentos senti que eram apenas as raízes das árvores que, entrelaçadas, nos suportavam . Foi uma aventura e tantas!
       
      [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110110163941.JPG 500 374.796747967 Legenda da Foto]Cachoeira da Purificação[/picturethis]
       

      É isso. Não vou escrever sobre Lençóis porque ficará grande demais.
    • Por Larissa21
      Olá Pessoal!!!
       
      Irei pegar férias no final do ano e estou fazendo um roteiro para o Nordeste, e nele irei passar pela Chapada.
      Tenho família na cidade próxima que é LENÇÓIS, porém queria saber de dicas sobre as trilhas.
      Quais necessito de Guia e quais posso ir sozinha ...
      Se alguém quiser ir, sinta-se convidado !
    • Por Sérgio Vilela
      Chapada Diamantina de carro desde Belo Horizonte para Lençóis-BA
       
      Pessoal,
       
      É mais que uma obrigação deixar mais um relato para esse site maravilhoso e para as pessoas bacanas que aqui escrevem e que me ajudam em todas as minhas viagens...
       
      Eu e minha noiva fizemos essa viagem, de 12 a 19 de março de 2011.
      Queríamos ir de carro de BH até a Chapada para conhecer as paisagens, as estradas, as cidades, as pessoas, e mais um pouco do Brasil.
      Coisa que você não faz em um avião e faz com menos intensidade de busão.
       
      Da mesma forma, nossa ideia não era ir para acampar e economizar até o último centavo. Estamos muito longe de ser ricos, mas queríamos um pouco de conforto, por isso ficamos em Pousada e jantamos em bons restaurantes...
      Só estou avisando antes caso você esteja em busca de um roteiro topa-tudo (nada contra! já fiz muito tbm )
       
      Decidimos ficar em Lençóis por ser um centro de vários lugares na Chapada, e pela estrutura.
      A única reserva que fizemos foi no Alcino Estalagem & Atelier (http://www.alcinoestalagem.com/index1.htm).
      No final do relato vou resumir todos os gastos mas adiantado foram R$800 por 5 dias em quarto de casal com ar condicionado.
       
      Bom, é isso aí, vamos lá. Não vou deixar um guia muito detalhado, e sim mais as impressões.
      :'>
       
      1º Dia - de Belo Horizonte até Montes Claros (Minas Gerais)
       
      Viajamos ate Montes Claros, o que dá em torno de 450 km de Belo Horizonte, pela BR-040 sentido BH-Brasília.
      Resolvemos parar porque saímos sábado por volta das 15h00, e já estava de noite, não queríamos dirigir mais uns 900 km de madrugada e cansados.
      A estrada está excelente! E o melhor: nada de pedágios.
      A paisagem na estrada é muito bonita, com muito verde.
       
      Em Montes Claros ficamos no Dimas Lessa Hotel na rua Pires de Albuquerque, 291. Fora de temporada a diária passou de R$210 mais taxa de serviço para 150 total. Hotel muito bom e café da manha melhor ainda, com 6 tipos de sucos. Quarto excelente com ar condicionado e tv LCD e internet sem fio gratuita. 4 estrelas e recomendado.
       
      Algumas fotos que tiramos de Montes Claros da janela do Hotel:
       

       

       
      Fotos de Montes Claros-MG
       
      Saímos para comer alguma coisa, e fomos a uma pizzaria em uma avenida que dizem ser a mais movimentada à noite. A pizzaria se chama Papaula e gostamos bastante.
       
      Voltamos mortos de cansado. Dia seguinte tinha chão...
       
      2º dia - de Montes Claros-MG a Lençóis-BA - Domingo 13/3/11
       
      Saímos 8h40 de Montes Claros, após o super café da manhã.
      Abastecemos em Montes claros e em Porteirinha gasolina R$ 2,79/litro.
       
      Passamos por várias cidades:
       
      em Minas:
      Janaúba (cidade grande e parece ser bem cuidada)
      Porteirinha
      Mato Verde
       

       
      Monte Azul
      Espinosa
       
      Já na Bahia:
      Urandi
       

       
      Guanambi
      Povoado de Pilões (almoçamos lá em um restaurante de beira de estrada que não me lembro o nome)
      Caetité
      Paramirim
      Seabra
      Lençóis (finalmente!) - 1350 km depois...
       
      Pegamos muita chuva...
       

       
      Da BR242 do trevo para Lençóis até a entrada da cidade são 12 km (asfaltados). Chegamos exaustos as 20h30 na Alcino Estalagem & Atelier.
       
      Foram 1350 km aproximadamente de BH. Haja chão!!! Apesar disso tudo, nada fora do normal aconteceu, a estrada estava bem tranquila. Aliás, lembrando que em todo o trecho é asfalto, e em alguns locais a estrada está bem esburacada. Mas em quase toda a estrada dá pra desenvolver bem e andar a 100-110 km/h.
       
      Chegando em Lençóis, já vimos o estilo colonial da cidade, da época do Garimpo.
      O Lazáro (nosso guia no dia seguinte) nos disse que a cidade se chama Lençóis porque na época do garimpo, os garimpeiros costumavam dormir em tendas, e usavam uma espécie de lona que era branca. Quem passava de longe e via, achava que eram vários lençóis. Aí pegou.
       
      A pousada Alcino nos surpreendeu positivamente, é muito bem cuidada. No estilo colonial, bem aconchegante.
      Ela é bem no início da cidade, perguntamos e nos falaram. Achamos fácil... Deixamos as coisas lá, e fomos jantar.
      Tinha lido aqui no site sobre o Hotel Canto das Águas, realmente é chique mesmo, coisa pra gringo.
      Nós estávamos pagando R$160 a diária no Alcino para quarto de casal com ar condicionado. Lá no Canto das Águas pelo que li na recepção o quarto de casal mais barato sai a R$290. Acho que fora de temporada esse preço pode ser negociado, como nós fizemos com o Alcino.
       
      3º dia - rio Lençóis - 14/3/2011
       
      Café da manha espetacular, melhor que eu já tomei. O Alcino é uma pessoa super atenciosa, você vê que as pessoas e a Pousada são tratados com muito zelo e cuidado. O café da manhã é diferente todo dia, sempre com muitas frutas, sucos de sabores diferentes, tapiocas, iogurtes com granola, ovos mexidos, pizzas com fruta pão, mamão, ameixa, fruta do conde, bolos de chocolate, de aipim (mandioca), e aí vai... é ver pra crer!
       
      Algumas fotos da mesa de café da manhã:
       

       

       
      Mesa de café da manhã do Alcino - repare na pizza de fruta-pão lado esquerdo. Suquinho de carambola...
       
      De manhã, consegui tirar algumas fotos da pousada e da cidade de Lençóis:
       

       
      Pousada do Alcino - lado interior ao lado da mesa de café
       

       
      Janela do nosso quarto
       

       
      Detalhes do corredor da Pousada...
       

       
      Alcino Estalagem & Atelier vista de fora - e o guia Lazáro no canto nos aguardando...
       

       
      Rua da pousada Alcino - indo para o centro de Lençóis
       

       
      Mais uma da cidade de Lençóis
       
      Fomos conhecer a rota do rio Lençóis com o guia Lázaro (celular 75 9979-6213) que o Alcino ligou chamando. O Lázaro é uma pessoa atenciosa e paciente, sempre parava para nos explicar detalhes da cultura da região, inclusive flores e insetos estranhos (veja que gafanhotos doidos na foto abaixo). Na hora de nadar, ele como todo bom baiano ficava viajando enquanto esperava a gente ou tirava um cochilo...
       

       
      Veja os gafanhotos!!
       
      Atracões do Rio Lençóis:
       
      Serrano
      Salão das areias coloridas
      Cachoeirinha
      Cachoeira da primavera
      Mirante da cidade
      Voltamos para a cidade e fomos para o Ribeirão do meio ou toboga natural onde no caminho tinha uma tenda vendendo comida inclusive frutas. Levar comida e água pois o passeio e longo. Saímos por volta das 9h e voltamos para a pousada as 16h sem pausa para o almoço.
       
      Guia R$70 pelo dia. Todos os lugares são muito bonitos e na maioria da pra nadar principalmente na cachoeirinha e no Ribeirão do meio.
       
      Fotos do passeio:
       
      Serrano
       

       

       
      Cachoeirinha
       

       
      Acho que essa é a Cachoeirinha (dá pra nadar beleza!)
       
      Salão das Areias Coloridas
       

       

       

       
      Cachoeira da Primavera
       

       

       

       
      Mirante - Cidade de Lençóis
       

       
      Ribeirão do Meio ou Tobogã Natural
       

       
      Tem coragem de descer lá no meio? Cuidado pra não ralar a bunda no primeiro dia hein
       
      Voltamos cansados e ainda de ressaca da viagem e jantamos no restaurante Grisante, foi muito bom pedimos um file com molho madeira e purê de batata
       

       
      Detalhe do Restaurante Grisante - carne e peixe a bons preços
       

       
      Esse é o Banco do Brasil mais legal que eu já vi! Fica bem no centro, ao lado do restaurante Grisante e das agências de turismo
       
      4º dia - Morro do Pai Inácio e Gruta da Torrinha - 15/3/11 Terça
       
      Saímos 8h30 e fomos ao Morro do Pai Inácio, dá uns 30km de Lençóis. Saindo de Lençóis em direção à BR242 vire a esquerda sentido cidade de Seabra. E uma estradinha de terra escondida do lado direito, fique atento pra nao passar pois nao tem placa nao sei pq. Chegamos lá as 9h30mas não tinha ninguém só dois carros estacionados perto da antena. Subimos sem guia mesmo.
       
      Tinha essa placa aí:
       

       
      Placa na entrada trilha para o Morro do Pai Inácio - cartão postal da Chapada Diamantina
       
      A subida eqüivale a subir um prédio de uns dez andares de escada, nada muito difícil pra quem vai na padaria a pé de vez em quando hehehehe. Chegamos lá pela trilha óbvia de pedras, mas quando chegar no platô que e o morro do pai inácio marque o local que chegaram pq e fácil confundir na volta. A descida pra primeira pedra da trilha de volta é meio escondida.
       
      A vista é maravilhosa, vale muito a pena e dá pra ficar babando lá por algum tempo.
       

       

       
      Do lado da cruz no Morro do pai Inácio
       

       
      Os platôs
       
      Quando voltamos os guias já estavam lá (devem ter chegado atrasado pq lá fica aberto pra subir de 9h as 17h e chegamos as 9h30 e eles não tinham chegado ainda). Eles pedem pra assinar um livro de visitantes e tem uma coluna no livro escrito contribuição, aí vc doa o que pode. Eles não cobram um valor fixo e fica por isso mesmo. Ah e não é obrigado ir com guia tinha um gringo que subiu sozinho como nós, e sinceramente acho que não precisa mesmo. Bom e isso não se esqueçam de parar em um posto na volta e tirar fotos de outros platôs da chapada, o posto fica pouco depois da entrada do pai Inácio e se me lembro bem chama Posto Pai Inácio hehe coerente. Ali é de graça.
       
      Vejam algumas fotos que tiramos de lá:
       

       

       
      Gruta da Torrinha
       
      Para ir na gruta da Torrinha continue na estrada que vai até o Morro do Pai Inácio, e vire no trevo à direita depois de uma placa que se não me falha a memória está escrito Cidade das Grutas. Um pouco depois você verá uma placa da gruta para virar à esquerda.
       
      Essa gruta é muito interessante e segundo várias pessoas a mais completa da região. Não conheço nada de grutas, mas achei muito doido.
      Algumas fotos dos principais pontos. Mas a foto é uma coisa, estar lá naquele lugar que parece a caverna do Dragão, é outra bem diferente... se for claustrofóbico (sei lá como escreve), não vá!
       

       

       

       

       
      Saca o guia Marcílio - ou pode chamar de Lampião, o rei do cangaço
       

       
      Desenho do rosto de Jesus
       

       

       

       

       

       
      Sacou o gasparzinho?
       

       
      Lembrei que tenho que arrancar meus cisos fora... percebeu o dente no meio da foto?
       

       
      Flor de aragonita - pra mim o ponto alto da gruta, é uma flor pequena (apesar de na foto parecer maior), mas muito bonita e diferente
       
      Excelente passeio, cansa um pouco caminhar na gruta que é um lugar abafado por natureza. O ar não circula mesmo.
      O guia foi o Marcílio, muito bacana e paciente.
      São mais ou menos 2 horas de caminhada, passando por trechos bem baixos e quentes. Em alguns lugares, quase rastejando.
      São 3 roteiros dentro da gruta, fizemos o 2 e o 3. Valor: R$ 45 com o guia e capacete inclusos. Sugestão: leve a sua lanterna, porque o lampião ilumina bastante mas falta luz na frente do seu pé hehe
      Se quiser tirar fotos bacanas em grutas, um tripé ajuda muito... nem lembrei de levar e me ferrei.
       
      Se você quiser fazer como nós, ir para a gruta depois do Pai Inácio, já que é caminho, aproveite que na casa onde ficam os guias eles fazem mixto quente e servem sucos e bebidas... além de banheiros, pois depois da trilha já será tarde e é melhor comer antes.
      É uma estrutura legal e suficiente.
       
      Recomendo conhecer a gruta, foi fascinante!
       
      Nesse dia tivemos a opção de conhecer o Mucugezinho e o Poço do Diabo, falam muito bem. Infelizmente estávamos bem cansados e deixamos pra depois, o que não aconteceu. Fica pra próxima. Se tiver tempo e ou mais disposição, inclua esses lugares também, são muito bem recomendados!!
       
      O pessoal falou muito também em ver o pôr-do-sol no Morro do Pai Inácio. Pra isso, tem que chegar até as 17h00 que é o última hora para subir na trilha. Preferimos ir de manhã cedo para tirar umas fotos com boa luz e não arriscar a fechar o tempo, como o guia Lazáro falou no dia anterior... mas dizem que o pôr-do-sol de lá é de arrepiar.. fica pra próxima.
       
      De volta à cidade, tiramos algumas fotos das ruas e...
       

       

       

       

       

       
      Essa loja tem altos equipamentos de aventura, desde botas, mochilas até alimentos. Compramos água, comida tipo barras de cereal, etc ali.
      Pelo que vi, os preços até que são honestos.
       
      ...passeamos e comemos um macarrão muito bom em um restaurante italiano, aliás, a cidade está lotada de italianos e seus restaurantes.
      Comemos um macarrão com massa feita na hora a bolonhesa (o nome do prato era italiano, nem lembro). Muito bom!
       
      Peguei um cartão:
       
      Casa da Maria
      Rua da Baderna, 102 - Lençóis
      Tel.: 75 8827-7239 / 9188-1341
      [email protected]
       
      Foi o melhor jantar da viagem...
       
      5º dia - Cachoeira da Fumaça - 16/3/11 Quarta
       
      No café da manhã conhecemos um casal muito gente fina, o Osvaldo e a Marisa, que moram e trabalham perto de Londrina, no Paraná.
      Conversamos com eles e com o guia deles, o Jussemar, e acertamos de irmos juntos e racharmos o preço do guia para o dia seguinte, onde faríamos o Poço Encantado e o Poço Azul. Sendo assim, nos despedimos, eles foram para o Pai Inácio e a Gruta da Lapa Doce/Pratinha (mais uma atração que não conhecemos - aliás, na Chapada tem lugar pra mês...) e nós em direção à Fumaça, que eles tinham ido dia anterior.
       
      Pegamos a BR242 sentido Seabra e entramos trevo para cidade de Palmeiras (peça informação lá mas siga sempre a esquerda depois da cidade são 21 km de estrada de terra ate o inicio da trilha).
       
      Já na base da trilha, contratamos um guia, o Chico, por R$80 sendo incluso nesse preço a fumaça e o riachinho.
       
      A placa abaixo fica ao lado do posto de controle onde trabalham os guias da associação e monitores:
       

       
      A placa já diz tudo né, só não fala que a subida do começo é cabulosa, dá vontade de morrer, ainda mais com o solzinho da Bahia....
       

       

       
      Vista do Vale do Capão ou Caeté-Açú
       
      Depois da ladeira, fica plano e aí é só maravilha.
      Logo depois, chega um riozinho com a água de Coca-Cola do rio da Fumaça e o barulho da cachoeira.
      Cheio de gringos para todos os lados, parecia a Alemanha, mas tudo bem, fomos no platô onde dava pra ver a cachoeira de perfil:
       

       

       
      Cachoeira da Fumaça
       
      Os passarinhos não têm muito medo de gente... e gostam de barras de cereais
       



       
      Depois fomos ao outro lado, para agachar e tentar pegar a cachoeira de cima... 380 metros de frio na barriga. A maior do Brasil!!
       

       
      Fizemos a trilha mas tenho duvidas se precisa de guia pois a trilha e obvia o tempo todo e os gringos vão sozinhos, porém como a trilha e longa e pra ajudar os caras pense de novo, pois em caso de problemas eles ajudam. Nas mochilas que eles levam tem remédios, e outras coisas úteis como papel higiênico etc
      Ah, a minha noiva teve dores no joelho, e acabamos não animando de ir para o riachinho....
       
      Na volta comi um pastel de palmito da Jaca (tem que experimentar! muito bom!) e almoçamos (R$15/kg) no lugar aí da foto. Muito bom pra recarregar as energias, tem caldo de cana e água de coco tb...
       

       
      6º dia - Poço Encantando e Poço Azul - 17/3/11 Quinta
       
      Saímos pouco antes das 9h e fomos seguindo o carro do Osvaldo, Marisa e guia Jussemar, que conhecemos na quarta (dia anterior). A estrada começa novamente na BR242 só que agora no sentido contrário ao dos outros dias, sentido Mucugê. É muito chão, inclusive de asfalto ruim e estrada de terra ruim tb, ate dar os 140km ate o poco encantado. Porém não tem nada mais bonito na Chapada, junto com o Poço Azul que é pertinho, portanto não deixe de ir!
       
      Após o poco encantado onde o tempo de permanência e de 15 min, a não ser que não tenha outros turistas, aí os guias quebram um galho e deixam ficar um pouco mais. Não se pode nadar no poco encantado, segundo os guias pq quando era permitido a gordura do corpo influenciava no ambiente.
       
      Quando a gente desceu devagar o caminho dentro da caverna, com os capacetes, lanternas e tal, eu pelo menos fiquei abismado com o que vi. As fotos falam melhor, apesar de que elas não ficaram tão boas...
       

       
      Poço Encantado - o lugar escuro aliado à falta de apoios e de um flash melhor, fez a foto ficar meia boca (faltou um tripé...) - mas dá pra sentir o drama!!
       

       

       
      Esse é o lugar por onde a luz entra - dizem que a partir de abril até setembro um raio de sol entra e ilumina o laguinho, além do teto também ficar azul.
       
      O que eu achei fascinante foi que a água cristalina combinada com os elementos do fundo (nunca lembro o nome mas lembro do carbonato de cálcio) permite ver as pedras no fundo azul e do lado você vê o reflexo da parede, ou seja, o reflexo da parede confunde com o fundo, criando um efeito surreal.... Impressionante!!

       

       
      Repare no lado esquerdo do lago o reflexo da parede e logo ao lado o fundo !!
       
      Ficamos pouco tempo lá, dizem que em alta temporada é permitido ficar menos tempo ainda, pois há sempre uma fila de turistas esperando.
      Agradeci por gostar de viajar fora de temporada (enquanto ainda não temos filhos e podemos!).
       
      Poço Azul
       
      Para o Poço Azul pegamos a estrada de terra voltando seguindo o carro com nossos novos amigos e da-lhe mais estrada de terra ruim. Paramos o carro e atravessamos em um barco o rio, e $2 por pessoa por travessia.
       

       
      O rio até dá pra atravessar a nado, mas a correnteza é forte e os gringos que tentaram quase se deram mal hehehehe
      Os carros ficam de um lado, de lá é um barquinho e depois poucos metros a pé.
       
      Pagamos dez reais por pessoa para acessar a área do poco azul. Lá tem um restaurante com comida razoável a $15 liberado por pessoa. Tomamos uma ducha antes pra limpar o corpo e descemos. Novamente uma vista impressionante, daquele azul magnifico, transparente, de ver as pedras no fundo. Tiramos varias fotos, o rapaz que fica lá, o Israel, e a cara do Ronaldinho gaúcho, e muito gente boa, alem de sacar muito de fotografia, deixei minha câmera com ele, ele tirou umas fotos perfeitas!!
       

       
      Descendo para o Poço Azul - apesar da água meio esverdeada - impressionante!
       

       

       
      Curtindo um mergulho...
       
      Voltamos, almoçamos. O pessoal colocou na casa onde almoçamos, do lado do poço, um documentário onde vários arqueólogos e mergulhadores encontraram no Poço Azul vários fósseis da preguiça gigante, um animal gigantesco. Assisti um pouco depois do almoço, bastante interessante ver o tamanho dos ossos que eles acharam lá embaixo.
       
      Depois, muito satisfeitos, retornamos para lençóis, despedindo do Osvaldo e Marisa que foram em direção a cachoeira do Buracao e ao Morro de São Paulo.
      Grande abraço para os dois, muito divertidos e gente fina.
       
      Em Lençóis, nós jantamos em um restaurante indicado pelo guia Jussemar, que se chama Artistas da Massa. O lugar também e muito bom, muito recomendado.
      Comemos uma massa feita na hora também, muito bom!
       
      Os Artistas da Massa
      Rua da Baderna, 49
      Fone: 75 3334-1886
       
      7º e 8º dias - de Lençóis de volta para BH - 18/3 e 19/3 sexta e sábado
       
      Saímos 8h15. despedimos do Alcino, e voltamos para BH. A diferença foi que dessa vez passamos por Mucugê e não por Seabra. As estradas para esse caminho estavam pouco melhores, até porque elas se encontram em Guanambi. A distância total foi quase a mesma, pouco mais de 1300 km.
      Depois de tantos lugares maravilhosos, não vou detalhar o retorno.
       
      Se valeu a pena ir de carro? Acho que sim, você conhece muitas pessoas no caminho, nem que seja na lanchonete ou no restaurante, ou na hora de pedir informações. Mas é um pouquinho a mais do Brasil que você conhece, além e principalmente da liberdade que o carro te dá.
       
      Vocês devem percebido que em Lençóis tudo fica meio (ou muito) longe, tem várias agências de turismo que te levam para todos os lugares da região, mas alugar um carro em Salvador (muita gente faz) ou ir com o seu carro dá muita liberdade. Bom, cada um com seu gosto e com o seu bolso!
       
      Gastos
       
      Todos os gastos considerados para um casal:
       
      Gasolina = R$ 670,64 (sobrou um pouquinho no tanque na volta) - o litro girou em torno de R$2,72
      Hospedagem= R$ 800 em Lençóis (5 diárias para casal com ar condicionado na Alcino Estalagem & Atelier) e R$ 308 (Montes Clarros - Dima Lessa Hotel) = R$ 1108
      Alimentação = R$ 422,90
      Entradas/contribuições = R$ 53,00
      Guia = R$ 240,00 (usem sempre os guias das associações - não peguem guias nas ruas!)
       
      Total geral = R$ 2.495,34
       
      É isso aí galera!
       
      Espero ter ajudado alguém. Não deixem de viajar nunca, desculpas sempre irão aparecer. Lembre-se: não há forma melhor de gastar o nosso dinheiro suado!!!
       
      Estou à disposição se vocês tiverem dúvidas. Grande abraço!
       
      Sérgio
    • Por Anderson Paz
      * Passeios próximos ao município de Iraquara: Pratinha + Gruta Azul e Lapa Doce
      * Passeios próximos a Lençóis: Mucugezinho + Poço do Diabo, Morro do Pai Inácio e Cachoeira do Mosquito
      * Passeios próximos ao Vale do Capão: Águas Claras, Riachinho, Angélica + Purificação, Cachoeira da Fumaça por cima e povoado de Conceição dos Gatos
       
      - Este é um breve relato de uma viagem de carro de 10 dias inteiros na Chapada Diamantina ou 12 dias, considerando os dias de ida, partindo de Brasília, e o de volta. No final, há dicas de restaurantes, os nossos gastos e os informações referentes aos locais onde nos hospedamos.
      - Chegamos em um período ainda de seca, com algumas chuvas fracas à noite e com várias atrações com baixo volume de água ou secas. Tivemos sorte no nosso oitavo dia na Chapada e pegamos uma chuva generosa. Com isso, no dia seguinte, pudemos ver a Cachoeira da Fumaça com água (antes estava completamente seca).
      - As informações no relato referentes ao tempo gasto nas caminhadas são baseadas em um ritmo tranquilo, nem rápido e nem devagar, e dizem respeito apenas ao trajeto de ida.
      - O nível de dificuldade que atribuímos às caminhadas vai de “muito fácil” a “muito difícil”. Essa escala é arbitrária e pode ser que não sirva para pessoas completamente sedentárias ou com problemas físicos.
       
      Itinerário resumido
      Dia 1) Brasília-Seabra
      Dia 2) Seabra - Pratinha + Gruta Azul - Lapa Doce - Lençóis
      Dia 3) Mucugezinho + Poço do Diabo - Morro do Pai Inácio - Cachoeira do Mosquito
      Dia 4) Vale do Pati: Travessia Guiné - Igrejinha
      Dia 5) Vale do Pati: Morro do Castelo
      Dia 6) Vale do Pati: Poço das Árvores e Cachoeira dos Funis
      Dia 7) Vale do Pati: Cachoeirão
      Dia Vale do Pati: Travessia Igrejinha - Bomba/Vale do Capão
      Dia 9) Águas Claras - Riachinho
      Dia 10) Cachoeira da Fumaça por cima
      Dia 11) Angélica + Purificação - Conceição dos Gatos
      Dia 12) Vale do Capão - Brasília
       
      1º DIA: BRASÍLIA – SEABRA
       
      Fomos pela BR-020, passando por Formosa e Posse e depois pegamos a BR-242 em Luís Eduardo Magalhães (BA). Tínhamos também como opção ir por Correntina e Santa Maria da Vitória via BR-349, porém fomos avisados que, apesar da menor distância, a estrada era mais tortuosa e estava em piores condições.
      Dormir em Seabra é uma boa opção para quem pretende conhecer Pratinha, Lapa Doce e Torrinha.
       
      - Distância e duração: 1060 km / 12h-12h30
       
      * Dica de economia: o combustível fica muito mais barato a partir de Luís Eduardo Magalhães; diferença de R$0,20 no preço do litro.
       
      2º DIA: PRATINHA + GRUTA AZUL – LAPA DOCE – LENÇÓIS
       
      Para chegar à Pratinha saindo de Seabra, pegamos a BR-242 e depois viramos à esquerda onde havia uma placa sinalizando o município de Iraquara. Depois há sinalização da Pratinha, que fica à direita e da Torrinha à esquerda da rodovia. Mais adiante a 2,5 km na mesma rodovia, fica a entrada para a Lapa Doce. Depois de conhecermos as atrações, seguimos com destino a Lençóis.
       
      Pratinha + Gruta Azul: as duas atrações ficam próximas e taxa de visitação paga na Pratinha dá direito a conhecer a Gruta Azul. A Pratinha tem água azul, ótima para banho, e no local há uma gruta onde se pode fazer flutuação interna com snorkel e pé de pato por R$20. Não fizemos, mas falam que a experiência é bem bacana.
      No período em que fomos o melhor horário para ver a Gruta Azul era entre 14h30 e 15h, quando o sol adentra na gruta.
       
      - Entrada: R$20.
      - Tempo e dificuldade do passeio: O carro fica estacionado próximo às duas atrações e não há dificuldade nos passeios.
      - Rota e distâncias aproximadas: Seabra a Pratinha: Seabra – entrada para Iraquara (21 km) – acesso a Pratinha na rodovia (12,5 km) – estrada de chão até a Pratinha (7 km) / total: 40,5 km
       


       
      Gruta da Lapa Doce: gruta que faz parte de um complexo de cavernas com mais de 17 km mapeados, o 3º maior do Brasil. A parte de visitação tem um percurso de aproximadamente 1 km, onde é possível ver diferentes formações geológicas em salões bem altos e amplos.
       
      - Entrada (incluindo o guia que fica na entrada da atração): R$25/pessoa para grupo de até 3 pessoas; R$20/pessoa para grupos maiores.
      - Tempo e dificuldade do passeio: 1h10 – 1h30 >>> muito fácil
      - Rota e distâncias aproximadas: Pratinha a Lapa Doce: acesso a Pratinha na rodovia – acesso a Lapa Doce na rodovia (2,5 km) – estrada de chão até a Lapa Doce (2 km)
       


       
      LENÇÓIS: cidade muito agradável, com alguns prédios históricos e um clima gostoso de cidade pequena do interior, mesmo recebendo turistas do mundo todo. A cidade tem boas opções de restaurantes e várias opções de hospedagens. As vias são estreitas e de difícil trânsito de automóveis. Deixe o carro estacionado e aproveite ao máximo à pé para evitar dor de cabeça.
       
      - Rota e distâncias aproximadas: Lapa Doce a Lençóis: 67 km
       
      3º DIA: MUCUGEZINHO + POÇO DO DIABO – MORRO DO PAI INÁCIO – CACHOEIRA DO MOSQUITO
       
      Mucugezinho + Poço do Diabo: acesso por um restaurante à beira da BR-242. Ambos ficam no mesmo rio e a trilha é bem marcada, sem risco de alguém se perder nela.
       
      - Entrada: gratuita
      - Tempo total e dificuldade do passeio: 20-15 min >>> muito fácil
      - Rota e distâncias aproximadas: Lençóis (saída da cidade) – Mucugezinho: 19,2 km
       

       
      Morro do Pai Inácio: possui uma subida um pouco inclinada, porém é bem curta e sem grandes obstáculos. Vale muito a pena pela vista maravilhosa!
       
      - Entrada: R$5
      - Tempo total e dificuldade do passeio: 15-20 min >>> fácil
      - Rota e distâncias aproximadas: Mucugezinho – acesso ao Morro do Pai Inácio (7,8 km) – estrada de chão até a base do morro (2 km) / Lençóis – Morro do Pai Inácio: 29 km
       

       
      Cachoeira do Mosquito: cachoeira muito bonita, porém a estrada para chegar lá não estava em boas condições e pode ainda ser pior na época da chuva.
      No retorno da cachoeira, não conseguimos subir um trecho inclinado da estrada com terra mais solta em um Peugeot 207. Depois nos informaram que esse problema é bem comum para quem vai em carro sem tração 4x4. Por sorte, na hora estavam passando 3 pessoas de bicicleta, que ajudaram a empurrar o carro e tirá-lo daquele trecho complicado.
       
      - Entrada: R$10. Compramos na entrada da propriedade onde fica a cachoeira, porém também é possível comprar a entrada na cidade de Lençóis. Recomendo fazer isto para evitar uma viagem perdida.
      - Tempo total e dificuldade do passeio: 30-35 min >>> fácil
      - Rota e distâncias aproximadas:
      Para chegar a cachoeira, saindo de Lençóis siga no rumo de Tanquinho, a direita na BR-242. Depois de 8,7 km entre em uma estrada de chão a esquerda, onde há uma construção com pintura da Brasil Gás. Depois de 3,6 km vire na estrada a esquerda. Daí até a entrada da propriedade onde fica a cachoeira são 10,6 km e depois mais 6,8 km até o estacionamento próximo à cachoeira. / Lençóis (saída da cidade) – Cachoeira do Mosquito: 41,2 km.
       

       
      4º a 8º DIA: VALE DO PATI
       
      Há diversas opções de passeios no Vale do Pati com duração entre 3 e 5 dias ou até mais a depender da sua disposição e do programado com o guia. As saídas para os passeios geralmente ocorrem de Guiné, do Vale do Capão ou de Andaraí. Optamos por um passeio de 5 dias com saída de Guiné, 3 dias completos no Vale do Pati e término no Vale do Capão, explorando mais a paisagem perto de Guiné e Vale do Capão.
       
      É recomendável ir ao Vale do Pati com guia, porém encontramos algumas pessoas que estavam fazendo por conta própria. Alguns lugares são bem fáceis de se chegar, porém outros são um pouco complicados e neles é comum que pessoas sem guia se percam.
       
      Dia 1: Lençóis – Guiné – Igrejinha
       
      Saímos de Lençóis rumo a Guiné – total de 80 km, sendo 30 km em estrada de chão em geral em bom estado de conservação.
       
      - Tempo de caminhada: Travessia Guiné – Igrejinha (Ruinha): 3h30 – 4h de caminhada. Dificuldade: difícil, especialmente quando se está com uma mochila com mais de 15 kg nas costas.
       
      Primeiro subimos o morro do lado de Guiné. Esta é a parte mais dificíl da travessia. Depois atravessamos os gerais do Rio Preto, com belas paisagens, e chegamos ao mirante do Vale do Pati.
       


       
      Depois da maravilhosa vista, descemos rumo a Igrejinha (ou Ruinha). O local possui uma boa cozinha comunitária e um mercadinho, onde é possível comprar legumes, temperos, macarrão, fubá de milho, entre várias outras coisas. Deixar para comprar as coisas no mercadinho pode ajudar a reduzir o peso da mochila e facilitar a travessia, porém torna o passeio mais caro.
       

       
      No local, há opção de se pagar por quarto com colchão – R$30 por pessoa – ou de se acampar – R$ 15 por pessoa. Se a sua opção for esta, vc poderá ainda alugar colchão solteiro por R$10 ou de casal por R$20, com forro de cama, cobertor ou lençol e travesseiro inclusos nesses valores.
       
      Dia 2: Igrejinha – Casa da Dona Léia – Morro do Castelo – Casa da Dona Léia
       
      Desmontamos a barraca, tomamos café e saímos com todas as nossas coisas rumo à casa da Dona Léia (40 min de caminhada), que fica bem próxima do acesso ao Morro do Castelo.
       

       
      Lá deixamos as coisas e partimos para subir o Morro do Castelo. Passamos por algumas áreas de mata e depois iniciamos um subida bastante íngreme até o primeiro mirante do Morro do Castelo com vista para a parte do Vale do Pati de onde viemos (1h30-1h40 de caminhada).
       

       
      Depois o caminho rumo ao topo do Morro do Castelo fica um pouco mais plano até se chegar a uma caverna (importante levar lanterna!!!). Depois de atravessarmos a caverna, o que é bem tranquilo se estiver com lanterna, percorremos um trecho mais íngreme com umas partes um pouco complicadas de subir e chegamos ao topo do Morro do Castelo, onde apreciamos uma vista maravilhosa do Vale do Calixto.
       

       
      - Tempo de caminhada: Do primeiro mirante até o topo: 40-50 min. Tempo total de caminhada: 2h10-2h30. Dificuldade de toda a caminhada: difícil
       
      Na volta paramos na casa do seu Miguel (ou Pousada 2 Irmãos) para tomar um caldo de cana colhida na hora. Depois do caldo, fomos a casa da Dona Léia, onde pernoitamos.
       
      Dia 3: Casa da Dona Léia – Poço das Árvores – Casa da Dona Léia – Cachoeira dos Funis - Igrejinha
       
      Depois do café da manhã, fomos ao Poço das Árvores. Um local bem bonito e muito bom para tomar banho.
       
      - Tempo de caminhada: 1h30-1h40. Dificuldade: média.
       

       
      Voltamos à casa da Dona Léia, desmontamos a barraca e saímos. Tínhamos como destino final, a Igrejinha. No caminho passamos por uma série de cachoeiras, incluindo a Cachoeira dos Funis (segunda da série neste sentido). O caminho foi feito pelo leito do rio que estava com baixo volume de água por conta da seca.
       
      - Tempo de caminhada até a Cachoeira dos Funis: 1h20-1h30. Dificuldade: média.
       

       
      Depois da Cachoeira dos Funis, passamos por ainda três ou quatro cachoeiras, uma de tamanho expressivo e as outras pequenas, e depois seguimos rumo a Igrejinha, onde dormiríamos de novo.
       
      - Tempo de caminhada: 40-50 min. Dificuldade: média.
       
      Dia 4: Igrejinha – Cachoeirão – Igrejinha
       
      Neste dia, fomos ao Cachoeirão, local onde na época da chuva chega a se formar mais de 20 cachoeiras. Infelizmente como fomos em período de seca, não havia nenhuma cachoeira e tivemos que nos contentar com o exercício da nossa imaginação. hehehe
      Verdade é que mesmo sem água o Cachoeirão é maravilhoso e a ida até lá vale muito a pena também pela paisagem ao longo do trajeto.
       
      - Tempo de caminhada: 1h40 - 2h. Dificuldade: média.
       


       
      Dia 5: Igrejinha – Vale do Capão (por baixo)
       
      Último dia no Vale do Pati. Saímos cedo para uma longa caminhada (aprox. 20 km) até o Vale do Capão. Há duas opções de caminhos: um mais curto por cima e outro mais longo, porém mais fácil, por baixo. Fomos por este caminho.
      Ao longo dele, passamos pelos belos Gerais do Rio Preto e Gerais do Vieira e tivemos vistas maravilhosas dos morros e paisagens do Vale do Pati.
       


       
      A caminhada terminou em uma localidade conhecida como Bomba, que fica a 8 km do centro do Vale do Capão. Estava morto por conta do peso da mochila! Ainda bem que no local havia pastel de jaca, cerveja gelada e caldo de cana.
       

       
      - Tempo de caminhada: 6h-6h30. Dificuldade: difícil (ou “muito difícil” para quem está com mochila pesada)
       
      Depois de comer, beber e relaxar, pegamos o nosso carro, que já estava no Bomba nos esperando, e fomos procurar campings próximos do centro do Vale do Capão. O carro foi levado de Guiné para o Bomba por intermédio do guia Val (recomendo fortemente o Vale do Pati com ele!), que conhecemos no Vale do Pati e que pretendia finalizar o seu trekking em Guiné, de onde depois teria que ir ao Vale do Pati. Demos sorte demais!
      Se essa opção não tivesse surgido, teríamos que pegar um moto-táxi do Bomba ao centro do Vale do Capão, depois uma condução até Palmeiras e outra até Guiné.
       
      VALE DO CAPÃO: a vila ainda é meio rústica, porém está em processo acelerado de crescimento e eu como turista acho que em pouco tempo pode perder um pouco do charme e da simplicidade que ainda tem. Quando chegamos, fazia menos de uma semana que o sinal de celular da Tim e da Vivo havia chegado na vila. Na vila há algumas boas opções de restaurante, a maior parte com culinária vegetariana (para a nossa felicidade! hehehe).
       
      9º DIA: ÁGUAS CLARAS E RIACHINHO
       
      Águas Claras: Fomos ao lugar com amigos que fizemos logo no nosso primeiro dia no Vale do Capão e que já conheciam o caminho. É bem tranquilo de se chegar e o guia, apesar de sempre recomendável, é dispensável para este passeio. Águas Claras tem bons poços para tomar banho e uma das coisas legais de se ir até lá é a vista que se tem do Morrão de diferentes ângulos.
       
      - Entrada: gratuita
      - Tempo de caminhada: 1h40-2h. Dificuldade: fácil, porém longa
      - Rota e distâncias:
      Saindo do Capão pela estrada de chão que vai a Palmeiras, percorra 2,1 km e entre a direita; siga por mais 2,6 km até uma bifurcação, onde deve entrar à direita; depois de mais 300 m, chegará ao ponto onde estacionará o carro para pegar a trilha atá Águas Claras.
      O caminho até Águas Claras é tranquilo. Siga sempre reto, beirando uma cerca, e não pegue um caminho à direita. A trilha passa rente ao lindo Morrão. Um dos amigos que estavam com a gente falou que já havia subido o Morrão com um guia, mas que o caminho era bem difícil e fácil de se perder, então nem arriscamos.
       



       
      Riachinho: Depois de Águas Claras fomos ao Riachinho, que fica a 5,4 km da saída do Vale do Capão na estrada de chão que vai a Palmeiras. O Riachinho estava completamente seco por conta da falta de chuvas. Em compensação a isso, pudemos descer pelo leito seco do rio e chegar a um local bem legal mais embaixo. Cuidado que essa descida é bem perigosa! Só recomendo ir pelo leito do rio se ele estiver sem água.
       
      - Entrada: gratuita
      - Tempo de caminhada (até a cachoeira do Riachinho): 5-7 min. Dificuldade: muito fácil
       


       
      10º DIA: CACHOEIRA DA FUMAÇA POR CIMA
       
      Demos sorte e na noite anterior choveu bastante no Vale do Capão. Com isso, o rio que que antes estava completamente seco encheu e pudemos ver o espetáculo que é a Cachoeira da Fumaça com água!
       
      - Entrada: contribuição voluntária à Associação de Condutores.
      - Tempo de caminhada: 1h40-2h. Dificuldade: média.
      - Rota e distâncias aproximadas:
      Saindo do Vale do Capão pela estrada de chão que vai a Palmeiras siga 1,6 km até uma placa da Associação de Condutores e outra dos Chalés Terracotas; caminhe mais uns 300 m até o centro de recepção da Associação de Condutores, onde se inicia o caminho até a Cachoeira da Fumaça. Muitas pessoas fazem a trilha com guia, porém ela é bem tranquila e marcada. Basta seguir em frente o tempo todo que se chega a Fumaça.
       

       
      11º DIA: ANGÉLICA + PURIFICAÇÃO – CONCEIÇÃO DOS GATOS
       
      Angélica e Purificação: ambas ficam no mesmo rio. Para chegar, vá até o Bomba (há opção de moto-táxi para quem não está de carro ou não quer andar muito), atravesse o rio e depois, a partir da placa do ICMBio, siga o curso dele acima.
       
      - Entrada: gratuita.
      - Tempo de caminhada: Angélica – 15 min, Purificação – mais 40 min. Dificuldade: fácil
       


       
      Conceição dos Gatos: À tarde fomos nesse povoado, a pouco mais de 11 km do Vale do Capão, basicamente para comer a deliciosa moqueca de jaca servida na casa da Dona Maria e do Seu Ivo (mais informação abaixo nas "DIcas de restaurantes"). Para chegar ao povoado, pegue a estrada no sentido Palmeiras e depois de quase de 10 km, vire à direita onde há uma placa indicando o povoado e do lado esquerdo há uma placa sinalizando Palmeiras. A casa fica na rua a esquerda no final da rua principal do povoado. É a última à esquerda antes do início de uma estrada de chão.
       

       
      É bom ligar lá na casa para fazer reserva ou então ao chegar lá, faça o pedido e depois vá à cachoeira de Conceição dos Gatos para passar o tempo necessário para tudo ficar pronto. Foi isto o que fizemos!
      Dá para chegar à cachoeira sem pagar nenhuma taxa. Basta pegar um caminho à esquerda a uns 20m do início do asfalto, atravessar um campo de futebol e seguir uma trilha que passa por uma matinha. Infelizmente, a cachoeira estava completamente seca, mas logo acima dela há um pocinho bom para tomar banho.
      p.s: Depois nos informaram que mais adiante, a uns 25 min de caminhada a partir da cachoeira, há um local bem bonito chamado Poço das Cobras.
       


       
      Depois de matar tempo no pocinho, voltamos para almoçar. O almoço ainda conseguiu ser melhor do que a gente esperava e olha que as nossas expectativas não eram baixas. hehehe
       


       
      12º DIA: VALE DO CAPÃO – BRASÍLIA
       
      Último dia...Pegamos a estrada de volta a Brasília, já com saudades da Chapada Diamantina.
       
      - Distância e duração: 1100 km / 13h-13h30
       
       
      HOSPEDAGEM
       
      Em Seabra
      Hotel São José – R$ 70 para o casal em quarto com ventilador ou R$90 em quarto com ar-condicionado, incluindo um farto café da manhã. Hotel localizado na entrada da cidade. Ótimo custo benefício!
       
      Em Lençóis
      Pousada da Rita – R$ 90 para o casal em quarto com banheiro compartilhado ou a partir de R$100 em quarto com banheiro próprio. Como a própria dona, Rita, diz: a pousada nãoo tem luxo, mas tem tudo o que vc precisa em uma pousada; cama confortável, roupa de cama e toalha limpas, um bom café da manhã... Além disso, a Rita foi super atenciosa e simpática com a gente.
       
      No Vale do Pati
      3 pernoites em barraca na Igrejinha (Ruinha / Casa do Seu João) – diária de R$15 para cada um – e 1 pernoite em barraca na casa da Dona Léia – R$ 12 para cada um.
       
      No Vale do Capão
      Pousada Sempre Viva – camping R$10 por pessoa e quarto a partir de R$ 25 por pessoa. A área de camping é bem ampla e arborizada. Tem a disposição 3 chuveiros quentes e outros 3 banheiros com vaso e pia e uma boa cozinha comunitária.
       
      DICAS DE RESTAURANTES
       
      Lençóis
      Todos os Santos: Os dois responsáveis pelo restaurante - Daniel e Alessandra - são pessoas maravilhosas! A Alessandra faz uma ótima caipirinha e é super atenciosa e simpática com o cliente, aliás, a sua simpatia foi um dos motivos que nos levou a escolher o restaurante para jantar. Já o Daniel, faz comidas deliciosas! Recomendo fortemente tudo o que comemos lá: hamburguer de soja, que vem acompanhado de um molho delicioso; a deliciosa lasanha de banana da terra com 4 queijos (sim, isso mesmo! Uma delícia!); e de sobremesa, uma mousse com paçoca muito gostosa.
       
      Burritos y Taquitos Santa Fé: comemos um burrito super gostoso e diferente de palma com ricota. Os molhos de pimenta também são um delícia!
       
      Vale do Capão
      Massala: A comida é deliciosa, simplesmente a melhor que experimentamos no Vale do Capão! Cada dia tem um cardápio diferente. No dia que fomos comemos uma batata rosti recheada com cogumelos e ervilha e salada e de sobremesa, uma torta deliciosa de limão. O local é super bem decorado e o responsável pelo restaurante – Evandro – é uma atração a parte. Apelidamos-o carinhosamente de “Chapeleiro maluco”. O melhor de tudo é que apesar de servirem uma comida muito elaborada, o preço é muito acessível. No final gastamos menos de R$20, cada um.
       
      Pizza Integral Capão Grande – ou a pizzaria de dois sabores do Capão. Os dois sabores são bem gostosos e o atendimento é excelente! Vale muito a pena tomar aqui (e onde mais tiver) um suco de maracujá silvestre (ou selvagem), típico do Vale.
       
      Mediterrâneo – ótima casa de massas caseira! Comemos um delicioso ravioli recheado com ricota e espinafre e molho pesto. Muito barato também!
       
      Galpão – no geral, tem o melhor café da manhã do Capão. Tudo lá é bem gostoso! Só que é um pouco mais caro que o Licuri (abaixo)
       
      Licuri – ótimo custo-benefício no café da manhã! Tem pães e salgados deliciosos que comprávamos para as nossas trilhas.
       
      Arco-Íris – tem um beijú (tapioca) aberto muito gostoso!
       
      Buteco “do Lili” – não sabemos o nome certo, mas é o que fica no centro, do lado do mercado. Tem uma coxinha de jaca deliciosa!
       
      Conceição dos Gatos
      Casa da Maria e do Ivo: comida super deliciosa!!! Vale muito a pena a ida a Conceição dos Gatos só para comer as comidas da Dona Maria e os doces do Ivo. Por sinal, que casal simpático! Comemos moqueca de jaca (sensacional, mas pegue leve se não tiver acostumado com o dendê. hehehe), farofa de soja e outros acompanhamentos deliciosos, tudo feito com muito carinho e com um temperinho especial da Dona Maria. É bom ligar lá para reservar ou então chegar lá, fazer o pedido e depois ir à cachoeira de Conceição dos Gatos para passar o tempo necessário para tudo ficar pronto.
       
       
      GASTOS
       
      - Combustível (gasolina): R$560,00 - veículo Peugeot 207 1.4
      - Km 0: R$ 70,00 - 22 L (R$3,15 / L) > zeramos mais especificamente na saída de Sobradinho-DF
      - Km 315: R$136,00 - 43,1 L (R$3,15 / L)
      - Km 851: R$105,00 - 36,2 L (R$2,90 / L)
      - Km 1051: R$45,00 - 14,6 L (R$3,09 / L)
      - Km 50,7: R$126, 23 – 42,6 L (R$2,95 / L) > zeramos na saída do Vale do Capão
      - Km 512,8: R$78,00 – 26,5 L (R$2,93 / L)
       
      - Alimentação (por pessoa): aprox R$300 - preparamos comida apenas no Vale do Pati e comemos apenas lanches que levamos no carro na estrada na ida e na volta; as demais refeições foram feitas em restaurantes e lanchonetes
       
      - Hospedagem (por pessoa): R$ 242 - 8 pernoites em barraca e 3 em hotel/pousada
       
      - Passeios (por pessoa): R$ 375 com guia no Vale do Pati + R$ 60 com entradas na Pratinha, Lapa Doce (entrada + guia), Morro do Pai Inácio e Cachoeira do Mosquito; os demais passeios eram gratuitos e foram feitos por conta própria, sem contratação guia
       
      Total por pessoa: aprox. R$1250,00.
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