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Oi pessoal !

Já fiz um mochilão para a Bahia uns cinco anos atrás, agora vou fazer outro para a Chapada Diamantina.

 

Será que é tranquilo ir sozinha fazer as trilhas ? Será que lá eu consigo entrar em algum grupo ?

 

bjs

 

Ester

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Algumas trilhas você pode fazer sozinha na boa sem muita preocupação, pricipalmente as trilhas ao redor das cidades. Em volta de Lençóis tem vários lugares legais que dá pra ir sozinho.

 

Se quiser fazer um passeio mais longo e ir com guia será fácil você se juntar a um grupo; geralmente os guias vão formando o grupo com turmas diferentes que vão chegando na cidade. É muito fácil fazer amigos na Chapada Diamantina.

 

Se precisar de um bom guia pra as trilhas da Chapada a partir de Lençóis, você pode falar com o Zé Alves -> http://www.geocities.com/eversilva/bahia/chapada/trilha_lencois_fumaca.html

Estou sem o telefone dele mas é fácil encontrá-lo pela cidade.

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Olá,

Sem dúvida dá pra fazer as trilhas sozinha, mas uma dica muito boa é não se assustar se algum guia por lá ficar falando "Num aconselho fazer essa trilha sozinho, é muito perigoso" , " Vc pode ser arrastada por uma tromba d'água" e assim por diante.

Até dá pra entender tal atitude, pois o único trabalho para a maioria da população daquela região é o turismo...

Mas as trilhas mais conhecidas são muito fáceis e vc não encontrará problemas.

Agora em relação à encontrar um grupo por lá, fique tranquila. Lençóis é muito badalada durante todo o dia e noite tbm... é só fazer amizades com outros turistas...

Para visitar outros pontos mais distantes como: Poço Encantado, Poço Azul, E as grutas na região de Iraquara, num tem jeito mesmo, vc vai ter q contratar alguém pra fazer o transporte. Por exemplo, pra fazer o Poço Encantado e o Azul, as agências queriam cobrar 55 reais por pessoa. Consegui um contato muito bom por lá e contratei um senhor q tem um jeep JPX que cabe até 9 pessoas e saiu 28 reais... ae foi só encontrar uma galera q quisesse ir e pronto... o q num foi difícil hehehehe... e pra ir para as Grutas ficou em 20 reais p/ pessoa.

Não deixe de procurar pelo Sr. Victor quando for fazer o Poço Encantado e Azul ou as grutas em Iraquara, realmente sai muito mais em conta.

Diga à ele q foi o Marcel de São Paulo - o cara q formou um grupo de Israelenses para fazer os passeios com ele...

Realmente não deixe de visitar esses lugares... são fantásticos..

Victor Perdigão

(075) 33341226

(075) 99660155

Abraço e boa viagem...

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A dica de alugar um carro com o sêo Victor é uma boa mas sair num passeio com um grupo de israelenses é furada ! :-)) ... esse pessoal costuma ser muito chato ... prefira fazer os passeios com brasileiros mesmo ou em grupos de outros gringos que não sejam de Israel. Vai por mim.

 

Uma outra pessoa que também posso te indicar para fazer passeios de carro para os lugares mais distantes é o Renato :

Renatur Táxi & Tur

rua São Benedito (antiga rua dos Negros, em frente rio Lava-pés), s/n. Tel.: (75) 9963-1269

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oi, a chapada é um lugar muito bonito. são tantas as opções que um mês é pouco para se conhecer e aproveitar bem o lugar. estive lá duas vezes. na primeira conheci lençóis, pratinha (nenhuma trilha mas o lugar é muito bonito, mergulho em caverna e água cor de piscina), vale do capão (trilha fácil e movimentada que dá para fazer só para a cachoeira da fumaça e para muitas outras cachoeiras). depois fui para rio de contas. lugar bonito também, mas as melhores trilhas ficam longe e o aluguel de um jipe com guia são recomendados. mesmo assim fiz muitas trilhas sozinho mesmo.

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E aeeeeeeeee!!!!!!

Caraca... o pessoal de Israel foi o pessoal mais gente boa q conheci em todas as minhas viagens!!! E garanto q naum saum nem um pouquinho chatos... hehehheheh

E Ekimura, naum deixe de negociar o preço, com qualquer pessoa q seja... diga q um outro fez bem mais barato e vc conseguirá um belo desconto... nunca aceite o 1º preço q te derem... experiência própria.... hehehheheh

Abraços

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Para aqueles que querem passar alguns dias em Lençóis, visitando as atrações da Chapada Diamantina e se hospedar em uma casa bem tranquila e confortável, ambiente familiar e com a típica hospitalidade baiana, não deixe de visitar a Casa de Dona Radi ...

 

"Modesta e aconchegante, antiga casa de garimpeiro, localizada em pleno centro histórico de Lençóis e apenas a uma quadra da Rua das Pedras, a Casa de Radi aluga quartos para turistas que desejam conhecer a Chapada Diamantina e que, entre uma aventura numa trilha e mergulhos nas cachoeiras, desejam recarregar as energias descansando o corpo num ambiente familiar e bastante tranquilo.

Dispõe de 2 quartos confortáveis no andar superior da residência e bem ventilados. O quarto de frente, com vista para a cidade, é amplo, tem duas janelas, e pode acomodar com conforto de 2 até 6 pessoas. O quarto de fundo com vista para o bairro e para as serras, perfeito para 2 pessoas, podendo acomodar até 4 pessoas. Todos os quartos são equipados com banheiro privativo. Nossa cozinha pode ser utilizada pelos hóspedes para preparar refeições rápidas.

Radi, natural de Lençóis e conceituada professora do ensino médio, não economiza simpatia no trato com seus hóspedes, sempre zelando para que tenham uma agradável estadia numa das regiões mais belas do Brasil."

 

http://www.geocities.com/eversilva/bahia/casaderadi

 

Outra dica de Lençóis:

A Pousada Le Primole de Ana Figueiredo é um lugarzinho bem pequeno e aconchegante bem no centrinho de Lençóis. Na mesma casa, no andar inferior funciona um restaurante vegetariano onde você pode provar umas das comidas mais saborosas da cidade.

O café da manhã é algo inesquecível. Bananas fritas com canela, iogurte natural com mel e uvas passas, deliciosos pães caseiros doces e salgados, sonhos, geléias, suco de frutas, café&leite ...

"Esta pousada, de propriedade de Ana Figueiredo, é pequena e bem intimista, o que torna o clima familiar ainda maior dentro da pousada. No andar de baixo funciona o Restaurante Sopas&Cia, também de Ana, que usa sua experiência de chef em restaurantes na Itália durante 7 anos para preparar sopas, saladas massas e sanduiches naturais com primor. Vale lembrar que na diária, (de aproximadamente R$25 por noite, por pessoa) o café da manhã (um mega-café, com pães caseiros, bolos, manteiga, geléia, queijo, frutas, leite, café, salada de frutas e iogurte natural) é incluso. A pousada tem uma suíte e outros dois quartos com beliches, para grupos. É necessário marcar com antecedência, através do telefone (75) 334-1975 ou do email [email protected]. "

http://www.triboaventura.com/2005chapada/infos.htm#hospedagem

 

O Festival de Inverno deveria acontecer em Agosto mas nos ultimos anos aconteceram alguns imprevistos e a data tem sido adiada. Rolou em Setembro e acho que até em Outubro em algum desses anos.

É um festival relativamente novo e ainda está se estruturando, acho que deve ser esse o motivo do adiamento de datas.

A cidade fica completamente lotada nos dias de festival; não é a melhor época para curtir a cidade, a não ser pelo shows e pela farra; de resto tudo lota e fica muito caro.

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Fala pessoal.

Não quero jogar água do chopp de ninguém mas é bem diferente conhecer a Chapada Diamantina mochilando ou com transporte próprio, tudo em função do tempo que se gasta para a locomoção. É tudo muito longe e transporte público não há.

A primeira dica é definir realmente quantos dias ficarão por lá.

Em seguida faça um apanhado de todos os locais que ouvir falar e se puder agrupe por proximidade.

Por ex: a cachoeira do Buracão, assim como a cachoeira da Fumacinha ficam em Ibicoara, fica bem ao sul da Chapada Diamantina, prá lá de Mucugê (coisa de 160 Km). Se depender de carona pra ir de Lençóis até Ibicoara...sei não se vai conseguir.

Acho que o transporte pela região é o que mais acaba dificultando pois as trilhas em si são todas tranquilas, bem sinalizadas e conhecidas.

Para quem tem apenas uma semana e vai mochilar será preciso uma boa logística para conhecer ALGUNS dos pricipais pontos turísticos.

Quem quiser alguma dica pode entrar em contato.

Boa viagem.

 

Mario

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Concordo com o Mário, o transporte público entre as cidades é bem escasso. Existem alguns ônibus entre algumas cidades e também há carros de lotação mas não é muito frequente. Em Lençóis eles costumam ficar parados de manhã próximo à ponte do mercado.

 

Para se locomover por lá visitando diferentes cidades e as atrações que muitas vezes ficam longe você vai depender das agências. Alugar um carro é uma boa mas o custo acaba ficando bastante alto.

 

Bom, sem carro e sem querer sair com os passeios das agências você ainda pode andar. E isso é uma das grandes diversões da Chapada Diamantina... sair andando pelas trilhas e descobrir os lugares onde você não chega de carro, só mesmo andando. Estando em uma cidade ou vila você pode visitar andando as cachoeiras que ficam próximas ou mesmo as mais longe andando várias horas ou dias pelas trilhas, como a trila do Vale do Paty.

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    • Por gmussiluz
      Bom, já estava há um tempo querendo fazer uma trip desse tipo. Meu primeiro plano era fazer no litoral norte de Salvador, que foi reforçado mais ainda quando vi aqui no Mochileiros o relato do Jorge Soto, de Arembepe a Mangue Seco a pé (http://www.mochileiros.com/de-arembepe-a-mangue-seco-se-a-pe-t11941.html).
      O objetivo primário era de fazer uma trip de praia, em local que ainda não conhecia (ou não conhecia direito), a pé e com baixo custo. Mas pra quem nunca fez uma travessia longa de vários dias, é se aventurar demais querer fazer com equipamento, sem conhecimento do local e "às pressas", sendo melhor então fazer um trecho mais curto para conhecimento dos limites, analisar pontos a melhorar em questão de equipamento, organização e etc. Então, analisando o longo litoral da Bahia (maior do Brasil, diga-se de passagem), resolvi com minha namorada fazer o trecho de Itacaré a Barra Grande, que é mais curto e daria pra fazer no tempo que tínhamos disponível. Pelo Google Maps/Earth, dá aproximadamente 46Km, mas lá ouvimos dizer de até 60Km.
       

      ORGANIZAÇÃO
      Moro em Salvador e estava de férias. Após 1 semana em Ilhéus na casa de parentes, partiríamos para Itacaré e seguiríamos viagem. Importante ressaltar que essa semana em Ilhéus foi determinante para redução do trecho percorrido, já que estávamos com roupas e itens para mais tempo na mochila, e não apenas o essencial para o percurso da trip. Entretanto, foi ponto importante para analisar que, em uma distância maior, onde teríamos mais coisas e consequentemente poderíamos estar com peso igual, deveríamos estar mais preparados, bem como se tivéssemos ido apenas para fazer a trip, estaríamos com menos peso e provavelmente teríamos completado o objetivo sem problema. Ambos estávamos com cargueiras de 40L: eu com aproximadamente 12Kg e ela com aproximadamente 8Kg. O tempo pretendido era de 2 dias de viagem, pernoitando na praia. Importante que, para caminhada em praia, tem que ter conhecimento da maré, do contrário, por falta de planejamento pode pegar uma maré cheia para caminhar e terá que ir pela areia fofa, obrigando a parar ou dobrar o esforço de caminhada e, assim, dificultando o percurso.
       
      1º DIA
      Saindo de Ilhéus, pegamos um ônibus para Itacaré logo de manhã cedo, ele passa de hora em hora e para em pontos ao longo da estrada, demorando aproximadamente 1h50 pra chegar em Itacaré. (Se conseguir uma carona, ótimo, já que de carro até lá leva cerca de 50min.)
      Ao chegar em Itacaré, já havia falado previamente com um amigo que mora lá para contatar um barqueiro para a travessia do Rio de Contas, que é o que separa Itacaré da Península de Maraú, onde fica situada Barra Grande. Encontrei meu amigo rapidamente só para confirmar o barqueiro, depois fizemos compras de água e alimentos num mercadinho e seguimos para a Praia da Concha, onde o barqueiro, com um daqueles barcos de alumínio a motor, já estava nos esperando (haviam outros barqueiros na praia, que ficam lá para fazer passeios turísticos rio acima e que com certeza fariam a travessia também, mas como eu ainda não sabia, preferi esse contato com o meu amigo). A travessia é bem rápida, são aproximadamente 100m e em menos de 5min se chega ao outro lado. Descemos, fizemos um rápido preparo, e demos início à caminhada às 10h40. (ao descer do barco, o barqueiro perguntou para onde iríamos daquele jeito. Quando falamos “Barra Grande”, ele arregalou os olhos e deu um sorriso, como quem diz “pirou” hahaha. Dessas coisas que quem viaja com mochila nas costas já está acostumado).
      Nesse ponto, ainda se vê pessoas por ali. Vez ou outra, algumas pessoas atravessam para surfar do outro lado do rio (Itacaré é um dos locais mais conhecidos do Brasil para a prática de surf) ou para ficar numa praia menos frequentada, já que do outro lado não tem povoamento nem acesso fácil e em 10min. de caminhada já não se vê ninguém.
       


      Com 1h20 de caminhada, paramos em frente a Piracanga, onde fizemos uma parada de 20min. para hidratar e comemos barra de cereal. Piracanga é uma “ecovila e centro holístico de cursos e terapias” que oferece cursos e retiros, basicamente um lugar pra “ficar de boa” e foi onde vimos apenas um casal na areia, que nos cumprimentou quando reiniciamos a caminhada. Ainda na frente de Piracanga, tem um pequeno rio, que passamos sem problema com a água não chegando nem na cintura. Não conheço o rio, mas a maré estava bem seca e possivelmente na maré cheia e dependendo da estação, pode ser que tenha que segurar a mochila acima da cabeça para atravessar.
      Desse ponto em diante, não há muita novidade: areia, coqueiral e água salgada, sem NENHUMA pessoa durante o percurso, nem sinal (apesar de o visual ser sempre “mais do mesmo”, é algo que não consigo descrever, porque ficamos deslumbrados o tempo todo, a cada passo ficávamos olhando para o que vinha à frente sempre achando cada vez mais bonito e paradisíaco). Mais 1h50, atravessamos mais um pequeno rio que também não tinha profundidade para se preocupar em molhar as mochilas, mas deixo aqui a mesma observação de antes: é bom atentar para a maré e estação do ano que, se for chuvosa, pode resultar num nível maior do rio. Logo após esse rio, fizemos mais uma parada para beber água e comer algo. Nesse local também não víamos nenhum sinal de habitação, mas um pouco acima da restinga parecia ter um rastro de quadriciclo, transporte bem comum naquela área. Dessa vez ficamos um pouco mais(30min.), porque minha namorada já estava sentindo bastante dor no joelho e cansaço.

      Recomeçamos e percebemos que a maré já estava mais cheia. Além disso, nesse trecho a areia era mais fofa e a inclinação da praia era maior, e além de andar com os pés meio tortos, acaba havendo uma sobrecarga no joelho (nesse caso, o direito) e a gente vai ficando meio “descompensado” =S. A partir daí, as reclamações do joelho e cansaço foram aumentando e já comecei a procurar um local para pararmos e armar acampamento, quando, com aproximadamente 40min. de caminhada, paramos.
      Dei uma olhada no perímetro, tinha uma casa relativamente simples a uns 200m sem sinal de gente nela, além de um tipo de estradinha de areia em direção ao continente a uns 50m de onde estávamos e, claro, coqueiros por toda parte. Achei dois coqueiros baixos e consegui tirar mais de 10 cocos, aproveitando para reabastecer as garrafas que estavam vazias (aproximadamente 3L de água de coco!). Após isso, montamos a barraca, organizamos as coisas e tomamos banho (de mar hahahaha). Depois, foi só jantar (2 latas de atum com acompanhamento de bananas, puro luxo) e praticamente desmaiamos perto das 18h, contemplando um céu absurdamente estrelado, sem sinal de nuvens nem no horizonte.

      Como o quarto da barraca é quase totalmente telada (Azteq Nepal) e o céu estava muito limpo sem sinal nenhum de nuvens vindo, deixei a barraca sem o sobre-teto -mesmo sabendo, tendo experiência de chuva surpresa e claro, já tendo lido muita coisa- o que nos fez acordar com um belo banho de chuva às 22h. A chuva veio sem aviso, forte e pesada! Acordamos naquela agonia para pegar lanterna, abrir o sobre-teto que estava totalmente dobrado dentro da barraca e conseguir achar os pontos certos para fixar – tarefa de nível ultra hard. Provavelmente está pensando: “Mas já não sabe do risco de uma chuva surpresa?”, “Sobre-teto sempre!”, e etc., mas o céu estava tentador demais e serviu de experiência hahahaha. Nunca mais armo sem sobre-teto. Resultado: algumas coisas molhadas, outras encharcadas, frio e aprendizado! Afinal, temos que aprender com os erros (ou negligências) também. Depois de “rearrumar” tudo e secar um pouco algumas coisas, voltamos a dormir.
       
      2º DIA
      Acordamos às 5h. Assistimos o Sol nascer, café da manhã, arrumação, passar pano na barraca, curtir a praia um pouco e enquanto isso dando um tempo pro Sol subir mais e poder secar mais as coisas. Nesse tempo, passou um pescador empurrando a bicicleta e perguntei a ele se sabia quantos km faltavam para Barra Grande, que ele me respondeu “não sei direito não, mas está longe!” (depois descobrimos que, nesse ponto, estávamos mais ou menos próximos de Maraú. Provavelmente ele veio de lá).

      Reiniciamos às 9h e caminhamos por 3h30 até ela sentir o joelho e pararmos. Onde estávamos, não havia condições de parar, não tinha nada, então sugeri andarmos mais um pouco até onde tivesse alguma coisa. Estávamos nos aproximando de Algodões, e quanto mais perto, mais víamos casas de praia enormes e já com a “cara da riqueza” e$tampada nas fachadas, além de começarmos a ver algumas pessoas: algumas vezes caseiros, outras vezes pessoas trabalhando, e também pessoas passeando de quadriciclo na areia. Perguntamos a alguns trabalhadores quantos km faltavam até Barra Grande e ele sem muita certeza nos disse “uns 30” e foi quando “nós” (ela hahaha) decidimos parar. Desistimos e fomos perguntar a umas pessoas num bar onde poderíamos pegar ônibus para Barra Grande, e fomos informados que passaria um em 20min., logo ali perto. Fomos caminhando num Sol escaldante e, quando perguntamos a um cara de bicicleta o local do ponto de ônibus, ele disse que era ali, que o ônibus já tinha passado, mas que “sempre passa carro e logo vocês arranjam carona”. Fomos para o ponto e esperamos. Após 3 carros cheios, em menos de 10min. passou um cara sozinho num L200 e parou pra nos dar carona até Barra Grande, marcando o fim da nossa trip.

       
      O QUE APRENDEMOS NESSA VIAGEM?
      -É muito ruim fazer uma trip dessa com mala de 1 semana anterior em algum lugar. Se for pra fazer a trip, que seja uma viagem exclusiva pra ela, pra não ter que carregar coisas desnecessárias.
      -Vimos que ainda existe muitos lugares vazios e paradisíacos só esperando pela oportunidade e visita de quem estiver disposto.
      -Sobre-teto sempre! Mesmo no céu estrelado (hahaha).
      -É muito importante se concentrar no seu corpo e em seus limites, se respeitar, respeitar seu próprio tempo e o do outro, caso vá acompanhado.
      -Os nossos limites podem ser bem menores ou maiores do que imaginamos.
      -Independente do cansaço é bom olhar tudo mais de uma vez, pra não esquecer.
       
      EQUIPAMENTOS USADOS:
      -Curtlo Highlander 35+5L
      -Quechua Forclaz 50L
      -Azteq Nepal 2
    • Por Lavínia Oliveira
      Olá pessoas, vou relatar aqui a viagem que eu e mais três pessoas fizemos a duas cidades da Chapada Diamantina - Bahia: o Vale do Capão e Lençóis. Fiz esta viagem entre os dias 17/01 e 23/01/2010. A intenção desse relato é apresentar um roteiro - que pra mim foi maravilhoso - e apresentar dicas e valores que serão úteis para os que queiram seguir este destino.
      Saí da rodoviária de Salvador as 7:00 da manhã do dia 17 rumo à cidade de Palmeiras, pois, não existe ônibus direto para o Vale do Capão (também não existe para vários outros distritos da Chapada como Igatu e Iraquara, por exemplo). A empresa que faz este destino é a Real Expresso (http://www.realexpresso.com.br/). Existem três horários para Palmeiras: as 7h, as 13h e as 23h e a passagem custa R$ 50,00. Ao chegar à Palmeiras, pegamos uma rural (nome dos carros que levam as pessoas até o Vale do Capão) até o Vale (R$ 8,00 por pessoa). Estes carros sempre ficam esperando os turistas quando os ônibus chegam, o problema é sair do Capão para voltar à Palmeiras. Só existe rural de volta as 7h, as 10h e as 20h.
      Chegamos ao Capão por volta das 16h – são 8h até Palmeiras e 1h30 até o Capão. Chegando lá, ficamos no camping de Seu Daí (75 3344 – 1057), um senhor super conhecido e amável de lá. Este camping oferece também chalés com dois andares (R$ 12,00 por pessoa) e o camping custa R$ 7,00 por pessoa. O lugar é bem amplo, os banheiros são limpos, mas o barulho é grande, principalmente perto da cozinha. Toda vez que eu fui lá sempre há dois grupos: um que acorda as 6:00 e conversa e toca violão até as 18:00 e outro que assume o posto das 18:00 as 6:00. Eu não tive problemas porque durmo com barulho e gostava das músicas que eles tocavam, mas meu namorado disse que dormiu mal todos os dias . No Capão faz frio à noite mesmo no verão, é bom levar um casaco, principalmente para a madrugada. No inverno chega a fazer 13°.
       
      [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110110155732.JPG 500 374.796747967 Legenda da Foto]A vila do Capão[/picturethis]
       
      Depois de montarmos a barraca fomos jantar numa pizzaria na vila. Essa pizzaria é super famosa, ela serve uma pizza natural que leva queijo, tomate, cenoura e outras coisas que agora não lembro mais. Nessa pizzaria só existem dois sabores de pizza: um salgado que é a pizza natural e outro doce que é a de banana com canela. O lugar é lindo, a música é boa, a pizza é feita com ingredientes da própria horta do dono e tudo orgânico. Existem dois ambientes, ambos agradáveis. Além disso, ainda tem um molho de mel e pimenta para colocar na pizza que é tudo de bom, não deixe de experimentar! Para beber há sucos de diversos tamanhos até a jarra com 1L (R$ 6,00). Todos são feitos com a própria fruta, o que é bem diferente de usar polpa. Tem um de maracujá da região, mangaba (o que eu mais gosto), de melancia etc. Mangaba é uma fruta daqui do Nordeste que cola a boca. Os sucos são adoçados com mel. Obs.: a região é uma das maiores produtoras de mel orgânico e quase tudo lá tem mel: sabonete de mel, shampoo de mel etc. O molho de pimenta também é vendido por R$ 12,00. As pizzas têm tamanhos variados: P (R$ 15,00), M (R$ 20,00), G (R$ 25,00) e GG (R$ 30,00). Elas são muitos grandes, para duas pessoas a M é mais que suficiente, posso garantir. Por mais que você esteja com fome e diga que comeria sozinho, facilmente, um boi inteiro, se for só duas pessoas não caiam na besteira de pedir uma G, todos que fazem isso deixam um resto grande no prato.
      No segundo dia fomos fazer a trilha da Cachoeira da Fumaça. Essa cachoeira leva este nome porque é tão alta que a água que desce evapora antes de chegar ao chão formando uma nuvem de fumaça. A subida leva 1h30, tem grau de dificuldade médio. Para falar a verdade achei a subida pesada. No caminho vi um casal desistindo e também vi duas pessoas torcendo o pé, aliás, durante a viagem toda e pelas outras trilhas que fizemos perdi a conta de quantas pessoas torceram o pé. Dá para fazer a trilha da fumaça sem guia, o caminho é fácil, mas como foi a primeira vez que eu fui fazê-la preferi não arriscar. Após a subida todo o resto do percurso é em terreno plano. A trilha começa fora da vila. Anda um pouco e no caminho tem a Associação dos Condutores de Visitantes do Vale do Capão (ACVVC) (75 3344-1087), foi lá que contratamos o nosso. Os preços da diária variam de passeio a passeio sendo o mínimo R$ 60,00. O valor é por grupo e não individual. Um grupo pode conter até 5 pessoas.
      Procuramos desde o camping pessoas para formar um grupo - é que só estávamos eu e meu namorado, as outras duas pessoas só chegaram no dia 21, quando já estávamos em lençóis. Como ninguém de lá quis nos acompanhar, saímos perguntando por toda a vila e nada. Já quase na Associação achamos um casal de Brasília que também ia fazer a Fumaça, nos juntamos a eles e foi bem legal.
       
      [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110110151812.JPG 500 374.796747967 Legenda da Foto]Morro do Camelo e Morrão vistos da trilha para a Cachoeira da Fumaça[/picturethis]
       
      Enfim, chegamos à Cachoeira. É linda! Indescritível. Quando olhei para baixo pensei: da próxima vez vou fazê-la por baixo.
      [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110110153453.JPG 374.796747967 500 Legenda da Foto]Cachoeira da Fumaça[/picturethis]
       
      [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110110153552.JPG 374.796747967 500 Legenda da Foto]Cachoeira da Fumaça[/picturethis]
       
      Vale lembrar que há épocas do ano em que ela está mais cheia e épocas que ela está fazia. Nesta última não vale nem a pena ir. Eu não sei dizer quais são esses períodos, no que eu fui, achei o melhor de todos, pois, não estava chovendo e mesmo assim ela estava com um bom volume de água. É bom saber também que na Chapada há tromba d’água e que acontecem vários acidentes, com mortes inclusive, por causa delas. Então as épocas de chuva não são uma boa opção, assim como também as épocas de seca (entre julho e acho q até novembro) não é bom fazer trilhas por causa das queimadas (tanto as criminosas quanto as naturais.
      No caminho vimos três pessoas vendendo alimentos. Uma senhora vendia coco (R$ 5,00), outro geladinho (R$ 1,00) e no topo da Cachoeira tem um senhor vendendo pastel de palmito de jaca. É uma delícia! Custa R$ 3,00 e é impossível comer só um! Para mim, boa baiana, só faltou uma pimenta caseira, ele só tinha aquelas de mercado. A região tem muita jaca, parece até praga.
      Quando terminou a trilha, umas 18h30 (saímos do camping 8:00), já marcamos tanto com o casal quanto com o guia a trilha do outro dia.
      Uma das comidas típicas da região é o godó de frango com pirão de banana verde, é muito bom, mas difícil de achar. Achamos na própria vila um restaurante que aceitava encomenda desse prato. Tem que pedir com um dia de antecedência. A refeição para quatro pessoas saiu a R$ 60,00, mas dá para 5 a 6 pessoas tranquilamente.
      No 3º dia fizemos a trilha do Gerais do Vieira,o casal que disse que iria não foi. À noite eles explicaram que foi porque Gabriela torceu o pé e estava com os joelhos doendo da Fumaça. O Gerais do Vieira fica a 12Km do Vale do Pati. Para chegar até o inicio da trilha precisa ir para uma vila que fica a 8Km do Capão de carro, acontece que não tínhamos carro, decidimos ir a pé mesmo . Andamos, andamos... até que vimos outro casal com carro e pedimos carona. Fomos de carona com eles até boa parte do trajeto. Depois andamos, andamos... até que chegamos ao início da trilha. A subida é bastante íngreme e pior que a da fumaça, leva mais tempo também.
       
      [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110110163339.JPG 500 374.796747967 Legenda da Foto]Serpente caninana. Ela fugiu quando me aproximei para fotografá-la, por isso só aparece parte do corpo. [/picturethis]
       
      [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110110155409.JPG 500 374.796747967 Legenda da Foto]Trilha sobre as pedras soltas e escorregadias[/picturethis]
       
      [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110110155527.JPG 500 374.796747967 Legenda da Foto]Início da trilhas para o gerais do Vieira[/picturethis]
       

       
      [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110110163608.JPG 500 374.796747967 Legenda da Foto]Caminho para o Gerais e para o Pati[/picturethis]
       
      [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110110163714.JPG 500 374.796747967 Legenda da Foto]Gerais do Vieira[/picturethis]
       
      [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110110163811.JPG 374.796747967 500 Legenda da Foto]Serra da Coruja [/picturethis]
       
      Na volta o guia disse que mudaríamos o roteiro para passar pela cachoeira da Purificação. Não recomendo a ninguém fazer este caminho. Quem quiser conhecer essa cachoeira vá por baixo, pela trilha que leva diretamente a ela. Começamos a descer e, em certo momento, meu namorado disse que pensou: esse cara está levando a gente para um barril! Realmente foi. Descemos um penhasco de aproximadamente 30m de altura cujo terreno era todo de barro molhado pelas gotas de água da cachoeira. O local é de mata muito fechada, você desce abrindo na mão mesmo, o caminho até o penhasco é repleto de tiririca (uma planta que corta) e as árvores (único apoio na descida) têm o tronco super fino, quando segurávamos nela o tronco curvava. O espaço para caminhar dava apenas para uma pessoa magra por vez, fora este espaço só se via o penhasco cheio de árvores entrelaçadas a perder de vista o fim. O local era tão íngreme e escorregadio que não dava para subir de volta, só nos restava descer mesmo. A certa altura meu namorado escorregou com mochila e tudo e só parava quando batia em mim que estava na frente, mas, ainda me tendo como apoio, não conseguiu levantar e continuou a descer escorregando e se ferindo todo entre as árvores e as tiriricas por mais ou menos uns 2m. Tive a impressão de que nem todos os lugares que estávamos pisando era chão,por vários momentos senti que eram apenas as raízes das árvores que, entrelaçadas, nos suportavam . Foi uma aventura e tantas!
       
      [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110110163941.JPG 500 374.796747967 Legenda da Foto]Cachoeira da Purificação[/picturethis]
       

      É isso. Não vou escrever sobre Lençóis porque ficará grande demais.
    • Por edtrindade
      Aproveitamos o feriadão de Páscoa para conhecer a Chapada Diamantina na Bahia, um dos locais mais bonitos do Brasil e do mundo.
      A viagem foi feita de carro de Jequié-Bahia até a cidade de Lençóis-Bahia que é a principal cidade da Chapada Diamantina. Apesar de alguns problemas de saúde, a minha esposa ficou gripada e meu filho teve um problema de asma tivemos que fazer um passeio mais “ligh” do que o costumeiro e acabamos por deixar de visitar alguns locais que estavam no roteiro. Bom para começar a Chapada é um local muito amplo e para ser conhecida são necessários de 20 a 30 dias no mínimo só para conhecer os locais mais visitados, se for fazer as trilhas da região aí precisará vários meses para se conhecer tudo. Como estávamos de carro foi possível chegar a todos os locais sem a ajuda de guias, para quem for sem carro será necessário agendar passeios com os guias locais e agências de turismo porque a maioria das atrações são todas afastadas e o transporte público é muito precário. Segue uma pequena mostra do que pode-se ver na Chapada Diamantina:
      Passamos por Itaeté e fomos em direção ao Poço Encantado, no caminho após uma ponte do rio Una

      encontramos um barzinho e paramos par tomar uma água e conversando com o dono do local descobrimos que ele cuidava da Gruta Lapa do Bode




      - Aí aproveitamos para conhecer a primeira atração da Chapada.
      A Gruta da Lapa do Bode é a maior caverna da bacia do rio Una com cerca de 5,2 km de galerias.

      A Entrada custa R$10,00 por pessoa e fomos por uma pequena trilha que segue pelas margens do rio Una.

      Paramos na primeira entrada da Gruta que não é visitada por ser pequena a entrada e aproveitamos para tirar algumas fotos,

      andamos mais um pouco e chegamos a entrada principal.

      Explicações do guia sobre o nome da Gruta e início da visitação. A caverna possui algumas formações interessantes e também é habitada por alguns animais, além claro dos morcegos.







      A seguir fomos em direção ao Poço Encantado,





      no mapa aparece como asfalto até o local, mas na realidade o asfalto está mais parecendo uma estrada de Terra, mas o trecho é curto e dá para acessar de carro de passeio tranquilamente.
      Poço Encantado -www.pocoencantado.com Localiza-se a 145km de Lençóis é uma caverna com um lago subterrâneo no interior medindo cerca de 90m de comprimento x 49m de largura e 61m de profundidade, é uma das grandes atrações da Chapada e foi reaberta ao público recentemente. A temperatura da água é em torno de 25ºC e o nível da água varia em torno de 1,2m durante o ano. Nesta caverna vive uma espécie rara de bagre cego e cerca de 11 espécies de morcegos.


      Desce-se por uma escadaria até a entrada da Caverna





      Preparando para a descida:






      e a partir daí desce mais até o interior da Caverna até próximo do poço de água.


      Grupos de 10 pessoas por vez descem e menores de 12 a 17 anos somente com a assinatura de um termo de autorização dos pais ou responsáveis. O acesso se dá por escadas improvisadas e cordas e de abril a Setembro das 9h30 às 14h o destaque fica para a luz que entra pela caverna e ilumina o poço destacando-se o azul. De Dezembro a Fevereiro das 22h30 às 2h em noites de Lua Cheia as águas do lago são iluminadas pela Lua. A entrada custa R$ 20,00 e é fornecido um capacete e uma lanterna e nos períodos de alta temporada somente é possível admirar cerca de 15 a 20 minutos por grupo. Saímos em direção ao Poço azul pegamos a rodovia a esquerda e andamos cerca de 4km e dobrando a direita pegamos a estrada de terra

      e andamos cerca de 18km chegas-se na costa do rio Paraguaçu,
      aí você poderá deixar o carro ou atravessar a Barca(R$ 15,00)


      e chegar ao Poço Azul que fica no outro lado. Optamos por atravessar a barca e depois seguirmos em direção a Lençóis.
      Rio Paraguaçú:

      Restaurante da dona Alice:

      Poço Azul- Localiza-se no município de Nova Redenção
      esta caverna é o maior sítio paleontológico submerso do Brasil, aí foram encontrados cerca de 3000 fósseis de animais pré-históricos com destaque para a preguiça gigante com cerca de 10.000 anos que foi encontrada o esqueleto completo e foi um documentário especial da Nathional Geografic e está em exposição no Museu de história Natural de Belo Horizonte em Minas Gerais, http://www.ufmg.br/mhnjb/espacos_paleontologia.html também foram encontrados ossos de Tigre de Dentes de Sabre e mais de 40 espécies de animais diferentes.
      A luz ilumina o lago dentro da caverna das 13h30 às 14:30 de Fevereiro a Outubro. No local dá para almoçar no restaurante da Dona Alice que fica junto a Caverna e se espreguiçar numa rede no fundo do restaurante. A Entrada custa R$ 15,00 e tem direito a nadar com uso de coletes salva vidas e máscara de snorkel. O lago possui cerca de 80 m de comprimento mas apenas uma pequena área demarcada é possível a prática de natação.



      Depois da visita rumamos por uma estrada de terra cerca de 18km até a Rodovia BA-142, a partir daí a rodovia é toda asfaltada, rumamos até a BR-242 pegando a direita em direção a Seabra, mais 34 km e está a entrada a esquerda para Lençóis, mais 12 km e chegamos finalmente.
      Para quem vem de Salvador, são 414km e deve-se pegar a BR-324 até Feira de Santana, apartir daí pegar a esquerda seguindo pela BR-116 em direção ao trevo da BR-242 pegar a direita até o trevo para Lençóis, mais 12 km e finalmente Lençóis.
      Para quem quiser vir de ônibus a empresa Expresso Real Expresso http://www.realexpresso.com.br/ faz esta linha.
      Para quem quiser vir de avião a Trip realiza este percurso: http://www.voetrip.com.br
      Lençóis- Localizada na Chapada Diamantina é o destino com a melhor infra-estrutura da região e também a que apresenta os preços mais caros da região, porém a localização facilita a visitação as principais atrações da região.
      Centro Histórico de Lençóis- Possui inúmeros casarões da época do auge da exploração dos Diamantes. Época que o Brasil era o maior produtor do mundo, pena que praticamente tudo foi embora para o exterior e apenas sobrou os velhos casarões e alguns pobres garimpeiros que ainda sonham encontrar uma grande pepita.















      Pousada Buena Sorte:










      Em direção a fazenda Pratinha:



      Visita a Fazenda Pratinha: localizada no município de Iraquara são cavernas com formações rochosas com aproximadamente 1 bilhão de anos, http://www.fazendapratinha.com.br para conhecer a Gruta Pratinha e a Gruta Azul - Entrada: R$15,00 por pessoa que dá direito a contemplação das duas grutas e nadar no rio pratinha. Na gruta da pratinha se caracteriza por possui pequenas conchinhas no fundo do rio e o destaque além de apreciar a sua beleza natural é a suas águas límpidas de tonalidade azul, o destaque é a prática de flutuação (snorkel) com o uso de coletes salva-vidas onde se entra pela caverna percorrendo cerca de 340m nadando com a companhia de um guia.
      O rio pratinha é um rio subterrâneo com cerca de 150km e somente a partir da gruta Pratinha é que ele percorre a superfície até desembocar no rio Santo Antônio e sua profundidade média é de 1,5 a 2,5m de profundidade.
      A escuridão da caverna é iluminada somente pelas lanternas e por volta da metade do percurso, a caverna se estreita em uma pequena passagem onde somente é possível passar uma pessoa de cada vez até a entrada de outra caverna. No caminho é possível ver alguns morcegos dormindo no alto da caverna e no final do percurso é feito uma parada para a contemplação e descanso, onde se desligam todas as lanternas para se sentir o ambiente escuro da caverna. Existe uma passagem submarina no final que dá acesso a gruta Azul porém ainda não é permitido o mergulho, mas já está existe um projeto para futuramente se criar esta opção.
      A flutuação possui um limite diário de 90 pessoas e grupos de 7 pessoas incluindo o guia.














      Quem quiser fazer a tirolesa sai por R$ 5,00 e o percurso é de 85m e você desce até o rio pratinha no outro lado e tem direito a dar dois saltos, do outro lado do rio pratinha tem uma área para banho, fazer um churrasco, andar de caiaque e pedalinho. Quem não quiser ir de tirolesa pode ir por uma pequena trilha que sai do lado da Pousada Recanto do Major.
      A observação de pássaros também é um boa opção, existe inúmeras espécies no local.


      No local também é possível alugar um cavalo para um passeio e almoçar no restaurante onde possui um buffet em kilo ao preço de R$ 22,00 com comidas regionais, quem quiser melhor aproveitar o local pode se hospedar na Pousada Recanto do Major que fica dentro da área da fazenda.

      Gruta azul - nesta caverna não é permitido nadar somente a visitação para contemplação, possui uma profundidade que varia de 0,2 a 11m. O destaque fica para o raio de luz que ilumina a água da caverna entre as xxh e as xxh , com isso é possível contemplar o fundo da caverna e dá um destaque para o tom azulado da água.





      Morro do Pai Inácio -

      localizado no KM 231 da BR 242 saindo de Lençóis em sentido a Seabra. Este local pode ser visitado sem ajuda de guias pode-se acessar uma parte por carro até o pé do Morro próximo do início da trilha que leva ao topo do morro. Atualmente não está sendo cobrado entrada apenas uma contribuição voluntária, mas como a grande maioria não contribui provavelmente no futuro será cobrado a entrada no local.





      Aproveite neste local para comprar uma água ou um suco para agüentar bem a subida. A trilha até o alto é um pouco puxada porém vale a subida, porque a vista é deslumbrante lá de cima, a mesma dura em torno de 20 minutos. Este é o cartão postal da Chapada Diamantina e conta a lenda que Pai Inácio era um escravo que se apaaixonou pela esposa do senhor das terras, quando o mesmo descobriu sobre o namoro mandou alguns capitães do mato a sua procura e aí ele se refugiou no Morro do Pai Inácio e para não ser pego abriu uma sombrinha da sua amada e pulou do morro e refugiou-se em uma pedra, depois o mesmo voltou e sequestrou a sinhá e os dois fugiram pelo vale e nunca mais foram vistos, alguns falam que não era a esposa do senhor e sim a sua filha, mas enfim virou uma lenda.

















      Poço do Diabo - Acesso pela rodovia BR 242 a cerca de 22 km de Lençóis. Deixe o carro no estacionamento a beira da rodovia para acessar a trilha você tem que passar por dentro de um restaurante e também possui uma lojinha de artesanato local, pedras preciosas da região. Seguindo pela trilha chega-se ao rio Mucugezinho onde pode-se admirar o rio e algumas cachoeiras.







      Aí existe outro barzinho que dá para almoçar ou tomar aquela cervejinha, seguindo em frente você pode atravessar por uma ponte improvisada e seguir em frente numa trilha de 15 minutos que leva a cachoeira do poço do Diabo.







      No local dá para fazer tirolesa, rappel e tomar banho de rio ou somente apreciar a vista.




      Trilha do Ribeirão do Meio - Esta é a trilha mais fácil de Lençóis que percorre cerca de 3,5km pela mata, no caminho tem duas paradas onde você poderá aproveitar para comprar um água, uma cervejinha ,etc. passa-se por um córrego pequeno de águas cristalinas até que se chegue ao rio mucugezinho e o destaque fica para o tobogã natural onde as pessoas descem escorregando até o poço. Quem quiser pode aproveitar e comer um churrasquinho e tomar uma cervejinha ou uma água de coco no local.























      Paisagens da volta para casa:




    • Por lilianescp
      Oi gente!!
       
      Na Bahia tem um passeio bem legal e barato... quem estiver passando uns dias em Salvador, pode conhecer a Ilha de Itaparica em um dia e é bem legal.
      Na ilha tem praias variadas e bonitas, restaurantes e pousadas bem baratas (pelo menos eu acho).
       
      Seguem algumas informações:
       
      Balneário e estância hidromineral:
       
      Distância da Capital: 279 km (pela BR-324).
       
      População:
      Aproximadamente 18 mil habitantes.
       
      Clima e Altitude:
      Tropical Úmido com altitude de 15m.
       
      Temperatura:
      Média de 26ºC.
       
      Fuso Horário:
      Fuso Oficial de Brasília e 3h a menos que o horário de Greenwich.
       
      Corrente elétrica:
      220v.
       
      Prefeitura Municipal:
      (71) 633-5826.
       
      Informações Turísticas:
      (71) 633-5831.
       
      Feriados Locais:
      10 / 08 – Dia de São Lourenço;
      25 / 10 – Aniversário da Cidade.
       
      Festas Regionais:
      Mês de Janeiro: Lavagem do Beco e Abertura do Carnaval (últimos Sábado, Domingo e Segunda);
      Mês de Fevereiro: Procissão marítma de Iemanjá;
      Mês de Junho: Festa de São João;
      Mês de Novembro: Ritual dos Eguns.
       
      Atrações turísticas
       
      Construções Históricas:
      Casario: Matriz do Santo Sacramento (1715), Igreja de São Lourenço (1610), casario do século XVII, Forte de São Lourenço (1647) – Praia do Forte.
       
      Igrejas:
      Capela de Nossa Senhora da Piedade (1622): Praça da Piedade (Itaparica);
      Matriz de Vera Cruz (1560): Ruínas – Baiacu; 21 km.
       
      Passeio:
      De barco: Pelo "Pantanal Baiano", passando por mangues, praias desertas, Rio Jaguaripe e fontes de água doce – tel.: (71) 637-1270.
       
      Como ir
       
      Como chegar:
      O melhor acesso até a cidade de Itaparica é feito por barco que parte regularmente do Terminal São Joaquim, em Salvador. Existem, também linhas de ônibus que chegam até a cidade vizinha, Bom Despacho.
      Segue o site da Agerba, onde vocês podem consultar horarios e tarifas:
      http://www.agerba.ba.gov.br/ferryBoat/ferryPrincipal.htm
       
      Estradas:
      Acesso direto pela BR-324.
       
       

       
       
      Abraço a todos!
      Liliane
    • Por Sérgio Vilela
      Chapada Diamantina de carro desde Belo Horizonte para Lençóis-BA
       
      Pessoal,
       
      É mais que uma obrigação deixar mais um relato para esse site maravilhoso e para as pessoas bacanas que aqui escrevem e que me ajudam em todas as minhas viagens...
       
      Eu e minha noiva fizemos essa viagem, de 12 a 19 de março de 2011.
      Queríamos ir de carro de BH até a Chapada para conhecer as paisagens, as estradas, as cidades, as pessoas, e mais um pouco do Brasil.
      Coisa que você não faz em um avião e faz com menos intensidade de busão.
       
      Da mesma forma, nossa ideia não era ir para acampar e economizar até o último centavo. Estamos muito longe de ser ricos, mas queríamos um pouco de conforto, por isso ficamos em Pousada e jantamos em bons restaurantes...
      Só estou avisando antes caso você esteja em busca de um roteiro topa-tudo (nada contra! já fiz muito tbm )
       
      Decidimos ficar em Lençóis por ser um centro de vários lugares na Chapada, e pela estrutura.
      A única reserva que fizemos foi no Alcino Estalagem & Atelier (http://www.alcinoestalagem.com/index1.htm).
      No final do relato vou resumir todos os gastos mas adiantado foram R$800 por 5 dias em quarto de casal com ar condicionado.
       
      Bom, é isso aí, vamos lá. Não vou deixar um guia muito detalhado, e sim mais as impressões.
      :'>
       
      1º Dia - de Belo Horizonte até Montes Claros (Minas Gerais)
       
      Viajamos ate Montes Claros, o que dá em torno de 450 km de Belo Horizonte, pela BR-040 sentido BH-Brasília.
      Resolvemos parar porque saímos sábado por volta das 15h00, e já estava de noite, não queríamos dirigir mais uns 900 km de madrugada e cansados.
      A estrada está excelente! E o melhor: nada de pedágios.
      A paisagem na estrada é muito bonita, com muito verde.
       
      Em Montes Claros ficamos no Dimas Lessa Hotel na rua Pires de Albuquerque, 291. Fora de temporada a diária passou de R$210 mais taxa de serviço para 150 total. Hotel muito bom e café da manha melhor ainda, com 6 tipos de sucos. Quarto excelente com ar condicionado e tv LCD e internet sem fio gratuita. 4 estrelas e recomendado.
       
      Algumas fotos que tiramos de Montes Claros da janela do Hotel:
       

       

       
      Fotos de Montes Claros-MG
       
      Saímos para comer alguma coisa, e fomos a uma pizzaria em uma avenida que dizem ser a mais movimentada à noite. A pizzaria se chama Papaula e gostamos bastante.
       
      Voltamos mortos de cansado. Dia seguinte tinha chão...
       
      2º dia - de Montes Claros-MG a Lençóis-BA - Domingo 13/3/11
       
      Saímos 8h40 de Montes Claros, após o super café da manhã.
      Abastecemos em Montes claros e em Porteirinha gasolina R$ 2,79/litro.
       
      Passamos por várias cidades:
       
      em Minas:
      Janaúba (cidade grande e parece ser bem cuidada)
      Porteirinha
      Mato Verde
       

       
      Monte Azul
      Espinosa
       
      Já na Bahia:
      Urandi
       

       
      Guanambi
      Povoado de Pilões (almoçamos lá em um restaurante de beira de estrada que não me lembro o nome)
      Caetité
      Paramirim
      Seabra
      Lençóis (finalmente!) - 1350 km depois...
       
      Pegamos muita chuva...
       

       
      Da BR242 do trevo para Lençóis até a entrada da cidade são 12 km (asfaltados). Chegamos exaustos as 20h30 na Alcino Estalagem & Atelier.
       
      Foram 1350 km aproximadamente de BH. Haja chão!!! Apesar disso tudo, nada fora do normal aconteceu, a estrada estava bem tranquila. Aliás, lembrando que em todo o trecho é asfalto, e em alguns locais a estrada está bem esburacada. Mas em quase toda a estrada dá pra desenvolver bem e andar a 100-110 km/h.
       
      Chegando em Lençóis, já vimos o estilo colonial da cidade, da época do Garimpo.
      O Lazáro (nosso guia no dia seguinte) nos disse que a cidade se chama Lençóis porque na época do garimpo, os garimpeiros costumavam dormir em tendas, e usavam uma espécie de lona que era branca. Quem passava de longe e via, achava que eram vários lençóis. Aí pegou.
       
      A pousada Alcino nos surpreendeu positivamente, é muito bem cuidada. No estilo colonial, bem aconchegante.
      Ela é bem no início da cidade, perguntamos e nos falaram. Achamos fácil... Deixamos as coisas lá, e fomos jantar.
      Tinha lido aqui no site sobre o Hotel Canto das Águas, realmente é chique mesmo, coisa pra gringo.
      Nós estávamos pagando R$160 a diária no Alcino para quarto de casal com ar condicionado. Lá no Canto das Águas pelo que li na recepção o quarto de casal mais barato sai a R$290. Acho que fora de temporada esse preço pode ser negociado, como nós fizemos com o Alcino.
       
      3º dia - rio Lençóis - 14/3/2011
       
      Café da manha espetacular, melhor que eu já tomei. O Alcino é uma pessoa super atenciosa, você vê que as pessoas e a Pousada são tratados com muito zelo e cuidado. O café da manhã é diferente todo dia, sempre com muitas frutas, sucos de sabores diferentes, tapiocas, iogurtes com granola, ovos mexidos, pizzas com fruta pão, mamão, ameixa, fruta do conde, bolos de chocolate, de aipim (mandioca), e aí vai... é ver pra crer!
       
      Algumas fotos da mesa de café da manhã:
       

       

       
      Mesa de café da manhã do Alcino - repare na pizza de fruta-pão lado esquerdo. Suquinho de carambola...
       
      De manhã, consegui tirar algumas fotos da pousada e da cidade de Lençóis:
       

       
      Pousada do Alcino - lado interior ao lado da mesa de café
       

       
      Janela do nosso quarto
       

       
      Detalhes do corredor da Pousada...
       

       
      Alcino Estalagem & Atelier vista de fora - e o guia Lazáro no canto nos aguardando...
       

       
      Rua da pousada Alcino - indo para o centro de Lençóis
       

       
      Mais uma da cidade de Lençóis
       
      Fomos conhecer a rota do rio Lençóis com o guia Lázaro (celular 75 9979-6213) que o Alcino ligou chamando. O Lázaro é uma pessoa atenciosa e paciente, sempre parava para nos explicar detalhes da cultura da região, inclusive flores e insetos estranhos (veja que gafanhotos doidos na foto abaixo). Na hora de nadar, ele como todo bom baiano ficava viajando enquanto esperava a gente ou tirava um cochilo...
       

       
      Veja os gafanhotos!!
       
      Atracões do Rio Lençóis:
       
      Serrano
      Salão das areias coloridas
      Cachoeirinha
      Cachoeira da primavera
      Mirante da cidade
      Voltamos para a cidade e fomos para o Ribeirão do meio ou toboga natural onde no caminho tinha uma tenda vendendo comida inclusive frutas. Levar comida e água pois o passeio e longo. Saímos por volta das 9h e voltamos para a pousada as 16h sem pausa para o almoço.
       
      Guia R$70 pelo dia. Todos os lugares são muito bonitos e na maioria da pra nadar principalmente na cachoeirinha e no Ribeirão do meio.
       
      Fotos do passeio:
       
      Serrano
       

       

       
      Cachoeirinha
       

       
      Acho que essa é a Cachoeirinha (dá pra nadar beleza!)
       
      Salão das Areias Coloridas
       

       

       

       
      Cachoeira da Primavera
       

       

       

       
      Mirante - Cidade de Lençóis
       

       
      Ribeirão do Meio ou Tobogã Natural
       

       
      Tem coragem de descer lá no meio? Cuidado pra não ralar a bunda no primeiro dia hein
       
      Voltamos cansados e ainda de ressaca da viagem e jantamos no restaurante Grisante, foi muito bom pedimos um file com molho madeira e purê de batata
       

       
      Detalhe do Restaurante Grisante - carne e peixe a bons preços
       

       
      Esse é o Banco do Brasil mais legal que eu já vi! Fica bem no centro, ao lado do restaurante Grisante e das agências de turismo
       
      4º dia - Morro do Pai Inácio e Gruta da Torrinha - 15/3/11 Terça
       
      Saímos 8h30 e fomos ao Morro do Pai Inácio, dá uns 30km de Lençóis. Saindo de Lençóis em direção à BR242 vire a esquerda sentido cidade de Seabra. E uma estradinha de terra escondida do lado direito, fique atento pra nao passar pois nao tem placa nao sei pq. Chegamos lá as 9h30mas não tinha ninguém só dois carros estacionados perto da antena. Subimos sem guia mesmo.
       
      Tinha essa placa aí:
       

       
      Placa na entrada trilha para o Morro do Pai Inácio - cartão postal da Chapada Diamantina
       
      A subida eqüivale a subir um prédio de uns dez andares de escada, nada muito difícil pra quem vai na padaria a pé de vez em quando hehehehe. Chegamos lá pela trilha óbvia de pedras, mas quando chegar no platô que e o morro do pai inácio marque o local que chegaram pq e fácil confundir na volta. A descida pra primeira pedra da trilha de volta é meio escondida.
       
      A vista é maravilhosa, vale muito a pena e dá pra ficar babando lá por algum tempo.
       

       

       
      Do lado da cruz no Morro do pai Inácio
       

       
      Os platôs
       
      Quando voltamos os guias já estavam lá (devem ter chegado atrasado pq lá fica aberto pra subir de 9h as 17h e chegamos as 9h30 e eles não tinham chegado ainda). Eles pedem pra assinar um livro de visitantes e tem uma coluna no livro escrito contribuição, aí vc doa o que pode. Eles não cobram um valor fixo e fica por isso mesmo. Ah e não é obrigado ir com guia tinha um gringo que subiu sozinho como nós, e sinceramente acho que não precisa mesmo. Bom e isso não se esqueçam de parar em um posto na volta e tirar fotos de outros platôs da chapada, o posto fica pouco depois da entrada do pai Inácio e se me lembro bem chama Posto Pai Inácio hehe coerente. Ali é de graça.
       
      Vejam algumas fotos que tiramos de lá:
       

       

       
      Gruta da Torrinha
       
      Para ir na gruta da Torrinha continue na estrada que vai até o Morro do Pai Inácio, e vire no trevo à direita depois de uma placa que se não me falha a memória está escrito Cidade das Grutas. Um pouco depois você verá uma placa da gruta para virar à esquerda.
       
      Essa gruta é muito interessante e segundo várias pessoas a mais completa da região. Não conheço nada de grutas, mas achei muito doido.
      Algumas fotos dos principais pontos. Mas a foto é uma coisa, estar lá naquele lugar que parece a caverna do Dragão, é outra bem diferente... se for claustrofóbico (sei lá como escreve), não vá!
       

       

       

       

       
      Saca o guia Marcílio - ou pode chamar de Lampião, o rei do cangaço
       

       
      Desenho do rosto de Jesus
       

       

       

       

       

       
      Sacou o gasparzinho?
       

       
      Lembrei que tenho que arrancar meus cisos fora... percebeu o dente no meio da foto?
       

       
      Flor de aragonita - pra mim o ponto alto da gruta, é uma flor pequena (apesar de na foto parecer maior), mas muito bonita e diferente
       
      Excelente passeio, cansa um pouco caminhar na gruta que é um lugar abafado por natureza. O ar não circula mesmo.
      O guia foi o Marcílio, muito bacana e paciente.
      São mais ou menos 2 horas de caminhada, passando por trechos bem baixos e quentes. Em alguns lugares, quase rastejando.
      São 3 roteiros dentro da gruta, fizemos o 2 e o 3. Valor: R$ 45 com o guia e capacete inclusos. Sugestão: leve a sua lanterna, porque o lampião ilumina bastante mas falta luz na frente do seu pé hehe
      Se quiser tirar fotos bacanas em grutas, um tripé ajuda muito... nem lembrei de levar e me ferrei.
       
      Se você quiser fazer como nós, ir para a gruta depois do Pai Inácio, já que é caminho, aproveite que na casa onde ficam os guias eles fazem mixto quente e servem sucos e bebidas... além de banheiros, pois depois da trilha já será tarde e é melhor comer antes.
      É uma estrutura legal e suficiente.
       
      Recomendo conhecer a gruta, foi fascinante!
       
      Nesse dia tivemos a opção de conhecer o Mucugezinho e o Poço do Diabo, falam muito bem. Infelizmente estávamos bem cansados e deixamos pra depois, o que não aconteceu. Fica pra próxima. Se tiver tempo e ou mais disposição, inclua esses lugares também, são muito bem recomendados!!
       
      O pessoal falou muito também em ver o pôr-do-sol no Morro do Pai Inácio. Pra isso, tem que chegar até as 17h00 que é o última hora para subir na trilha. Preferimos ir de manhã cedo para tirar umas fotos com boa luz e não arriscar a fechar o tempo, como o guia Lazáro falou no dia anterior... mas dizem que o pôr-do-sol de lá é de arrepiar.. fica pra próxima.
       
      De volta à cidade, tiramos algumas fotos das ruas e...
       

       

       

       

       

       
      Essa loja tem altos equipamentos de aventura, desde botas, mochilas até alimentos. Compramos água, comida tipo barras de cereal, etc ali.
      Pelo que vi, os preços até que são honestos.
       
      ...passeamos e comemos um macarrão muito bom em um restaurante italiano, aliás, a cidade está lotada de italianos e seus restaurantes.
      Comemos um macarrão com massa feita na hora a bolonhesa (o nome do prato era italiano, nem lembro). Muito bom!
       
      Peguei um cartão:
       
      Casa da Maria
      Rua da Baderna, 102 - Lençóis
      Tel.: 75 8827-7239 / 9188-1341
      [email protected]
       
      Foi o melhor jantar da viagem...
       
      5º dia - Cachoeira da Fumaça - 16/3/11 Quarta
       
      No café da manhã conhecemos um casal muito gente fina, o Osvaldo e a Marisa, que moram e trabalham perto de Londrina, no Paraná.
      Conversamos com eles e com o guia deles, o Jussemar, e acertamos de irmos juntos e racharmos o preço do guia para o dia seguinte, onde faríamos o Poço Encantado e o Poço Azul. Sendo assim, nos despedimos, eles foram para o Pai Inácio e a Gruta da Lapa Doce/Pratinha (mais uma atração que não conhecemos - aliás, na Chapada tem lugar pra mês...) e nós em direção à Fumaça, que eles tinham ido dia anterior.
       
      Pegamos a BR242 sentido Seabra e entramos trevo para cidade de Palmeiras (peça informação lá mas siga sempre a esquerda depois da cidade são 21 km de estrada de terra ate o inicio da trilha).
       
      Já na base da trilha, contratamos um guia, o Chico, por R$80 sendo incluso nesse preço a fumaça e o riachinho.
       
      A placa abaixo fica ao lado do posto de controle onde trabalham os guias da associação e monitores:
       

       
      A placa já diz tudo né, só não fala que a subida do começo é cabulosa, dá vontade de morrer, ainda mais com o solzinho da Bahia....
       

       

       
      Vista do Vale do Capão ou Caeté-Açú
       
      Depois da ladeira, fica plano e aí é só maravilha.
      Logo depois, chega um riozinho com a água de Coca-Cola do rio da Fumaça e o barulho da cachoeira.
      Cheio de gringos para todos os lados, parecia a Alemanha, mas tudo bem, fomos no platô onde dava pra ver a cachoeira de perfil:
       

       

       
      Cachoeira da Fumaça
       
      Os passarinhos não têm muito medo de gente... e gostam de barras de cereais
       



       
      Depois fomos ao outro lado, para agachar e tentar pegar a cachoeira de cima... 380 metros de frio na barriga. A maior do Brasil!!
       

       
      Fizemos a trilha mas tenho duvidas se precisa de guia pois a trilha e obvia o tempo todo e os gringos vão sozinhos, porém como a trilha e longa e pra ajudar os caras pense de novo, pois em caso de problemas eles ajudam. Nas mochilas que eles levam tem remédios, e outras coisas úteis como papel higiênico etc
      Ah, a minha noiva teve dores no joelho, e acabamos não animando de ir para o riachinho....
       
      Na volta comi um pastel de palmito da Jaca (tem que experimentar! muito bom!) e almoçamos (R$15/kg) no lugar aí da foto. Muito bom pra recarregar as energias, tem caldo de cana e água de coco tb...
       

       
      6º dia - Poço Encantando e Poço Azul - 17/3/11 Quinta
       
      Saímos pouco antes das 9h e fomos seguindo o carro do Osvaldo, Marisa e guia Jussemar, que conhecemos na quarta (dia anterior). A estrada começa novamente na BR242 só que agora no sentido contrário ao dos outros dias, sentido Mucugê. É muito chão, inclusive de asfalto ruim e estrada de terra ruim tb, ate dar os 140km ate o poco encantado. Porém não tem nada mais bonito na Chapada, junto com o Poço Azul que é pertinho, portanto não deixe de ir!
       
      Após o poco encantado onde o tempo de permanência e de 15 min, a não ser que não tenha outros turistas, aí os guias quebram um galho e deixam ficar um pouco mais. Não se pode nadar no poco encantado, segundo os guias pq quando era permitido a gordura do corpo influenciava no ambiente.
       
      Quando a gente desceu devagar o caminho dentro da caverna, com os capacetes, lanternas e tal, eu pelo menos fiquei abismado com o que vi. As fotos falam melhor, apesar de que elas não ficaram tão boas...
       

       
      Poço Encantado - o lugar escuro aliado à falta de apoios e de um flash melhor, fez a foto ficar meia boca (faltou um tripé...) - mas dá pra sentir o drama!!
       

       

       
      Esse é o lugar por onde a luz entra - dizem que a partir de abril até setembro um raio de sol entra e ilumina o laguinho, além do teto também ficar azul.
       
      O que eu achei fascinante foi que a água cristalina combinada com os elementos do fundo (nunca lembro o nome mas lembro do carbonato de cálcio) permite ver as pedras no fundo azul e do lado você vê o reflexo da parede, ou seja, o reflexo da parede confunde com o fundo, criando um efeito surreal.... Impressionante!!

       

       
      Repare no lado esquerdo do lago o reflexo da parede e logo ao lado o fundo !!
       
      Ficamos pouco tempo lá, dizem que em alta temporada é permitido ficar menos tempo ainda, pois há sempre uma fila de turistas esperando.
      Agradeci por gostar de viajar fora de temporada (enquanto ainda não temos filhos e podemos!).
       
      Poço Azul
       
      Para o Poço Azul pegamos a estrada de terra voltando seguindo o carro com nossos novos amigos e da-lhe mais estrada de terra ruim. Paramos o carro e atravessamos em um barco o rio, e $2 por pessoa por travessia.
       

       
      O rio até dá pra atravessar a nado, mas a correnteza é forte e os gringos que tentaram quase se deram mal hehehehe
      Os carros ficam de um lado, de lá é um barquinho e depois poucos metros a pé.
       
      Pagamos dez reais por pessoa para acessar a área do poco azul. Lá tem um restaurante com comida razoável a $15 liberado por pessoa. Tomamos uma ducha antes pra limpar o corpo e descemos. Novamente uma vista impressionante, daquele azul magnifico, transparente, de ver as pedras no fundo. Tiramos varias fotos, o rapaz que fica lá, o Israel, e a cara do Ronaldinho gaúcho, e muito gente boa, alem de sacar muito de fotografia, deixei minha câmera com ele, ele tirou umas fotos perfeitas!!
       

       
      Descendo para o Poço Azul - apesar da água meio esverdeada - impressionante!
       

       

       
      Curtindo um mergulho...
       
      Voltamos, almoçamos. O pessoal colocou na casa onde almoçamos, do lado do poço, um documentário onde vários arqueólogos e mergulhadores encontraram no Poço Azul vários fósseis da preguiça gigante, um animal gigantesco. Assisti um pouco depois do almoço, bastante interessante ver o tamanho dos ossos que eles acharam lá embaixo.
       
      Depois, muito satisfeitos, retornamos para lençóis, despedindo do Osvaldo e Marisa que foram em direção a cachoeira do Buracao e ao Morro de São Paulo.
      Grande abraço para os dois, muito divertidos e gente fina.
       
      Em Lençóis, nós jantamos em um restaurante indicado pelo guia Jussemar, que se chama Artistas da Massa. O lugar também e muito bom, muito recomendado.
      Comemos uma massa feita na hora também, muito bom!
       
      Os Artistas da Massa
      Rua da Baderna, 49
      Fone: 75 3334-1886
       
      7º e 8º dias - de Lençóis de volta para BH - 18/3 e 19/3 sexta e sábado
       
      Saímos 8h15. despedimos do Alcino, e voltamos para BH. A diferença foi que dessa vez passamos por Mucugê e não por Seabra. As estradas para esse caminho estavam pouco melhores, até porque elas se encontram em Guanambi. A distância total foi quase a mesma, pouco mais de 1300 km.
      Depois de tantos lugares maravilhosos, não vou detalhar o retorno.
       
      Se valeu a pena ir de carro? Acho que sim, você conhece muitas pessoas no caminho, nem que seja na lanchonete ou no restaurante, ou na hora de pedir informações. Mas é um pouquinho a mais do Brasil que você conhece, além e principalmente da liberdade que o carro te dá.
       
      Vocês devem percebido que em Lençóis tudo fica meio (ou muito) longe, tem várias agências de turismo que te levam para todos os lugares da região, mas alugar um carro em Salvador (muita gente faz) ou ir com o seu carro dá muita liberdade. Bom, cada um com seu gosto e com o seu bolso!
       
      Gastos
       
      Todos os gastos considerados para um casal:
       
      Gasolina = R$ 670,64 (sobrou um pouquinho no tanque na volta) - o litro girou em torno de R$2,72
      Hospedagem= R$ 800 em Lençóis (5 diárias para casal com ar condicionado na Alcino Estalagem & Atelier) e R$ 308 (Montes Clarros - Dima Lessa Hotel) = R$ 1108
      Alimentação = R$ 422,90
      Entradas/contribuições = R$ 53,00
      Guia = R$ 240,00 (usem sempre os guias das associações - não peguem guias nas ruas!)
       
      Total geral = R$ 2.495,34
       
      É isso aí galera!
       
      Espero ter ajudado alguém. Não deixem de viajar nunca, desculpas sempre irão aparecer. Lembre-se: não há forma melhor de gastar o nosso dinheiro suado!!!
       
      Estou à disposição se vocês tiverem dúvidas. Grande abraço!
       
      Sérgio
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