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Olá viajante!

Bora viajar?

Mochilão pela Bolívia, Chile e Peru. Abril de 2014. Menos de 1300 dolares (Segue planilha em dollar))

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Somente após um ano da minha viagem resolvi partilhar minhas experiências. Tentarei puxar pela memória o começo da viagem, pois do resto tenho algumas anotações.

Pesquisei bastante, inclusive aqui no fórum, sobre onde ir, onde ficar, itinerário, preços etc. Fiz uma planilha considerando todos os custos e quase tudo saiu como planejado. Meu roteiro seria: Rio de Janeiro > Santa Cruz > Sucre > Potossí > Uyuni > San Pedro > Arequipa > Ica > Paracas > Hucachina > Cuzco > Puno > Copacabana > La Paz > Santa Cruz > Rio de Janeiro.

 

31/03/2014 - RIO DE JANEIRO.

Meu voo partiria as 8h da manhã para Santa Cruz De La Sierra. Então passei a noite num Hostel em Santa Tereza, o Villa Leonor que fica próximo ao Santos Dumond.

Tempo de viagem: aproximadamente 6 horas

Empresa: Gol

 

01/04/2014 - RIO DE JANEIRO > SANTA CRUZ DE LA SIERRA (Bolívia)

 

Chegada em santa Cruz por volta das 14:30h. Atrasei o relógio em uma hora, portanto eram 13:30h. No aeroporto há uma casa de câmbio, troque somente o necessário para chegar ao Terminal. Não entre em qualquer táxi antes de negociar o preço. Vão cobrar uns 60 "morales" mas negocie bastante. Se não conseguir pelo menos uns 30% de desconto vá de Bus. Se informe no aeroporto a respeito: sai por uns 5 morales. Como éramos dois fomos de táxi mesmo.

O terminal é o equivalente a Rodoviária no Brasil. Lá é o Terminal Bimodal, pois além do bus tem o trem. Na Bolívia não há monopólio de linhas, portanto várias empresas oferecem passagens para os mesmos trechos em horários diferentes. Não economize pois a maioria dos buses são um lixo. Vá pela Copacabana ou Bollívar (semi-leito) se o seu destino for Sucre. No terminal o câmbio é melhor do que no aeroporto, aproveite o troque bastante dinheiro. Não me lembro o preço da passagem, mas enquanto esperava pelo bus aproveitei o pão de queijo que é oferecido no terminal pelos vendedores ambulantes. Mas não vale a pena estocar, pois viram uma borracha depois de um tempo. Aproveite o comércio próximo ao terminal e se abasteça de protetor solar, shampoos, papel higiênico, aspirinas, biscoitos para a viagem, etc. Bus partiu por volta das 16:30.

Tempo de viagem: aproximadamente 15 horas

Empresa: Copacabana, Mopar, Bollivar, Danubio Azul, etc.

Horário: vários

Preço: 10 a 15 dólares em média.

OBS: Infelizmente as empresas permitem que todo tipo de vendedor ambulante suba nos buses. Pior é que antes de vender costumam fazer um longo discurso sobre os benefícios do seu produto. As únicas que sobem e descem rapidinho são as vendedoras de saltenhas. Viagem longa e cansativa. Os pontos de parada são uma tristeza. Locais deprimentes, banheiros sujos e crianças trabalhando noite a dentro. Se arriscar comer alguma coisa será por sua conta e risco. Chegada em Sucre na manhã do dia seguinte.

 

02/04/2014 - SUCRE (Bolívia)

 

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Sucre, antiga capital administrativa do país, não vale a pena perder tempo lá. Cidade de passagem para Potossí. Isso se você tiver sorte o que não foi o nosso caso. Se tudo tivesse saído como planejado, pegaríamos o bus pela Trans Emperador. Viagem que levaria cerca de 4 horas, porém havia a maldita greve dos mineiros que bloqueou várias estradas. Na Bolívia, sempre que os interesses dos mineiros de Potossí é contrariado, eles bloqueiam as estradas.

Não havia prazo para o bloqueio acabar. Vários turistas perdidos no terminal não sabiam o que fazer. Eu e meu amigo ficamos o dia todo vagando pelos arredores. Encontramos alguns brasileiros que haviam chegado um dia antes e dormiram na cidade. Aproveitei para comer uma saltenha numa padaria. Foi minha primeira e única, pois não gostei do molho. Comprei algumas frutas e castanhas pois até então eu havia me alimentado muito mal. Observando o movimento no terminal percebi uma muvuca próxima a um guichê externo de uma empresa - Villazon. Eles ofereciam uma rota alternativa para Uyuni dando uma grande volta volta passando por Tupiza no sul do país. Comprei as passagens e partimos por volta das 18:00h.

Tempo de viagem: aproximadamente 11 horas

Empresa: Villazon

Horário: 18:00h

Preço: (mais ou menos 100 bls).

OBS: Passamos por alguns trechos onde haviam vestígios do bloqueio. A viagem era para Villazon, fronteira com a Argentina mas devíamos descer em Tupiza. Adivinha só? Fomos parar em Villazon. Chegada às 5 da manhã. Bus de volta para Tupiza eu não tinha ideia, pois aquele lugar estava fora das minhas pesquisas, mas haviam umas vans oferecendo o trajeto. Negociei 25 bolivianos. Entramos na van que não partiu imediatamente. O motorista estava aguardando aparecer mais gente. Dentro da van haviam duas bolivianas conversando e percebi que elas haviam acertado o preço de 12 bolivianos. Fiquei puto, mas não criei caso na hora. Após uma hora de viagem chegamos em Tupiza aí sim fui confrontar o motorista. Ele fez cara feia, chamou outro cara que comprovou que o preço era 25, mas fiquei firme e disse pra ele chamar a policia pois o máximo que eu pagaria seriam 20 o que já seria muito mais do que ele cobrou dos passageiros bolivianos. Ele bufou mas pegou a grana e partiu. Bus para Uyuni só partiria por volta das 13:30h.

 

03/04/2014 - TUPIZA > UYUNI (Bolívia)

 

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Pelos meus planos eu já deveria estar em Uyuni, mas isso só ocorreria no dia seguinte. A empresa foi a Trans Tupiza , o bus era terrível. A dica é vc levar algumas máscaras para poder respirar sem inalar muita poeira. Poucas estradas na Bolívia são asfaltadas e a combinação de poeira e clima seco detona suas narinas. A foto acima mostra o naipe do local que paramos para uma refeição. O arroz foi servido a mão.

A estrada era trilha do Bolívia Dakar. Depois de muito sacolejo, poeira e cansaço chegamos em Uyuni no dia 04/04/2014, no meio da tarde.

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Olá, Boa noite. Estou planejando o muchilão com mais alguns amigos teria como vc enviar sua planilha de despesas pra mim?

mpm2205@gmail.com

Obrigada mesmo pela atenção [sMILING FACE WITH SMILING EYES][sMILING FACE WITH SMILING EYES]

 

Enviei como solicitado.

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09/04/2014 AREQUIPA

 

As agências que pesquisei foram Eco Tours, Arequipa Tours, Carlitos Tours, Colca Treck entre outras. Os preços são similares e você poderá optar pelo pacote completo onde estará incluso o transporte com guia, todos os tickets, hospedagem e alimentação. Poderá optar também apenas pelo transporte com guia e bancar todo resto.

Perdi minhas anotações e não me lembro do custo, mas optei pelo pacote completo para 2 dias e uma noite. A partida seria no dia seguinte às 8:00 da manhã.

O resto do dia foi para descansar e a noite fomos para uma rua só para pedestres: Passeo de la Catedral que fica atrás da Basílica na Plaza de Armas. Lugar bem bacana com boa gastronomia. Mas não é uma boa idéia ficar do lado de fora por causa do frio. Escolha um lugar para comer e entre. Pedimos uma pizza média por 14 soles e duas cocas por 6 soles cada, total = 25 soles. De volta ao hostal separei algumas roupas para lavar: 3 soles o kilo.

 

10/04/2014 - AREQUIPA > CHIVAY (Peru)

 

A van partiu da plaza às 8:30 e atravessamos os arredores do centro histórico em busca dos turistas. Me lembro de uma família de peruanos: pai, mãe, avó e netos. Engraçado que eu esbarraria com este pessoal outras duas vezes ao longo do mês. Entre outros embarcaram também duas francesas, duas espanholas, um pai e filha ingleses, e um casal de brasileiros.

Arequipa fica aproximadamente a 2400m de altitude. Nas horas seguintes subiríamos mais 2400m e isso teria consequências.

Nossa primeira parada foi para olhar os vulcões. O guia falou de uma fábula sobre eles. Seguimos e adiante paramos em um comércio, onde provavelmente eles levariam alguma comissão. Não gastei muito. Água, bolachas e amendoas. Meu amigo comprou um pacote de folhas de coca ::hein:. Seguimos e entramos na Reserva Nacional Salinas y Aguada Blanca. Avistamos algumas vicunhas que são selvagens (não domesticadas) devido a um acordo entre os países andinos.

 

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Adiante avistamos as alpacas que adoram áreas alagadas ou úmidas.

 

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Continuamos e fizemos outra parada para o guia explicar a diferença entre vicunhas, alpacas e lhamas. São todas da mesma família porém a vicunha possui pescoço longo e menos lã. A alpaca tem muita lã e praticamente só cara é sem pelos. A lhama é de maior porte e também possui muita lã, porém suas patas não.

Uma vez por ano os locais se reúnem para cercar e tosar as vicunhas selvagens. Em seguida são soltas novamente.

 

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A segunda parada foi na estrada para tomar chá ou café. Foi nessa hora que a altitude fez a primeira vítima. Justamente a brasileira. Acostumada com o nível do mar em sua cidade Salvador, havia chegado de Lima no dia anterior e seu corpo não teve tempo para se aclimatar. Pernas pro ar e o guia pegou uma garrafa de álcool que ele já havia ironicamente nos apresentado para usá-la em casos de emergência.

 

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A segunda vítima foi uma das francesas. Álccol na face e no pulso e ela se recuperou rapidamente, mas a medida que alcançávamos os 4910m do Mirador de los Andes, a francesa apagou de novo. A brasileira também não estava bem e era amparada pelo namorado. Uma das espanholas foi solidária e também apagou, mas não antes de encher um saquinho.

 

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Chegamos ao Mirador de los Andes de onde se avistam 8 vulcões: Sabancaya, Ampato, Chachani, Misti, Mismi, Hualca Hualca, Chucura e o vulcão Ubinas que entrou em erupção um mês após eu ter passado por lá. Expeliu pedras do tamanho de um fusca num raio de 2 km.

Neste mirador várias mulheres vendiam artesanato, roupas, comidas etc. Nesta hora o maluco do meu amigo resolveu mascar as folhas de coca. Mais adiante contarei o resultado.

 

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Não estávamos longe de Chivay. Daí para frente era só descida, para alívio das meninas.

 

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Na cidade, logo na chegada há um posto de controle onde paga-se 40 soles para poder visitar o mirante do condor. Fomos direto para o restaurante almoçar por volta das 14:00h. Era um restaurante bem legal com buffet livre. Estava incluso no meu pacote, mas o preço era 25 soles. Me arrependi de não experimentar uma sobremesa parecida com gelatina, só que feita daquele milho roxo peruano. Aliás o Peru é pátria do milho e dizem que são por volta de 3000 espécies de milho, ou maíz, como dizem por lá. Depois do almoço, nos ajeitamos no hostal, esse era bem ruinzinho. Pelo menos meu quarto era. Quarto duplo, cama dura e um banheiro meia-boca. Depois de meia hora entramos novamente na vã e fomos para as termas naturais. Justamente nessa hora começou a chover. Paramos na estrada e tivemos de atravessar uma ponte de cordas sobre o rio. Caminhamos por uma trilha estreita na encosta da montanha e chegamos a um abrigo rústico. Lá havia alguns trocadores simples, banheiros e um espaço para se sentar. Adiante nas margens do rio algumas piscinas térmicas. Entrada - 15 soles.

 

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Voltamos para o hostal e por volta das 19:00 h saímos para jantar. Menu turístico era 20 soles. Pedi um lomo saltado com arroz e papas fritas. Meu amigo comeu um arroz chalfa (arroz frito) ::putz::. Pedi uma cerveja cusqueña por 8 soles. No restaurante aconteceu uma apresentação musical com aquelas flautas peruanas, e uma apresentação de dança. A sacolinha correu as mesas após cada apresentação, mas até que foi divertido.

Após o jantar voltamos ao hostal e meu amigo começou a passar mal. Culpa do jantar, do almoço ou das folhas de coca? Isso eu conto amanhã.

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10/04/2014 - CHIVAY

 

O jantar foi em um restaurante aparentemente limpo. Nada demais, mas o que eu mais temia quando eu ainda planejava a viagem era justamente uma intoxicação alimentar. Justamente por causa deste receio que fui extremamente cauteloso durante minha passagem pela Bolívia. No hostal, a noite, o banheiro foi muito frequentado pelo meu amigo. Diarreia, dor de cabeça, mal estar, tudo isso junto. Eu estava de boa sem nenhum problema. Desde o primeiro dia de viajem o meu amigo nunca teve nenhuma restrição quanto a alimentação. Numa dos fotos que postei, durante a viagem de Tupiza a Uyuni, ele aparece na fila para o almoço de arroz servido com a mão, uma carne esturricada de panela que a mulher também serviu com a mão e de sobremesa um sacolé de leite de lhama. Então eu acho que foi tudo isso junto, até então, que atacou o organismo dele ::lol4:: . No dia seguinte levantamos cedo - 6:00h da manhã, desjejum no hostal e subimos na vã. Fomos para o centro de Chivay. Na plaza ocorreu uma apresentação de um grupo folclórico e havia também muitos ambulantes.

 

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Sou totalmente contra a exploração de qualquer tipo contra animais. Haviam muitos na plaza para os turistas fazerem selfie. Num canto, numa rua estreita, atrás de uma muro de pedras empilhadas, havia um simpático burro e ele não me cobrou nada para posar para a foto.

 

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15 minutos depois partimos. No caminho fizemos uma parada no Mirador Waura Punku.

 

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Do Mirador é possível avistar os terraços agrícolas que permitiram a expansão do império Inca.

 

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Depois de alguns minutos partimos. Chegamos ao Cruz del Colca por volta das 9:00h. De acordo com o guia o canyon se estende por mais de 130 km ao longo da cordilheira e em seu ponto mais profundo chega a 4 mil metros. Por este motivo é considerado o canyon mais profundo do mundo. Os condores não esperaram por nós e já estavam fazendo o show.

 

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O condor dos andes é a maior ave em envergadura do mundo. O adulto pode ultrapassar os 3m de envergadura. O condor de plumagem marrom ainda é jovem e o adulto é preto com um colar branco no pescoço.

 

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Há dois locais de observação. São praças a beira da estrada, com estacionamento e banheiros. Pra variar muitos ambulantes. Neste caso foi últi pois comprei umas bananas.

 

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Vale muito a pena fazer este passeio para quem passar por Arequipa. Ficamos quase 2 horas no mirante, tempo suficiente para se conseguir capturar algumas boas fotos.

 

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Meu amigo não aproveitou nada, pois ele não saiu do banheiro. A única vez que chegou na beirada do canyon foi para vomitar.

Retornamos e fizemos uma parada no caminho para almoçar. Outro bom restaurante. Tivemos mais sorte nos almoços do que nos jantares. Buffet livre por 25 soles. Não tivemos pressa. Enquanto muitos ainda almoçavam, caminhei para o lado externo e meu amigo finalmente estava melhorando, foi ai que meu intestino mandou um recado. Corri para o banheiro e começou meu pesadelo. A volta para Arequipa não foi fácil. Chegamos no hostal por volta das 16:00h tão cansados que foi tomar banho e dormir. Revezamos o banheiro durante a noite até que forcei o vômito e depois disso melhorei bastante. Na manhã seguinte eu já estava bem, mas a imprudência com a alimentação ainda tinha muita conta para cobrar do meu amigo e ele levaria alguns dias a mais para pagá-la

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11/04/2014 - AREQUIPA > PARACAS (Peru)

 

Acordamos cedo e deixamos as malas no hostel após o checkout. Ficaríamos na rua o dia todo, pois partiríamos para PARACAS somente às 21:00h pela Oltursa. Tínhamos o dia todo livre e resolvemos ir ao Mirador Yanahuara. Arequipa é uma cidade bastante plana e para quem está acostumado com as montanhas de minas, o mirador ficava no alto de uma simples ladeira. É possível ir a pé. Partindo da Plaza de Armas, basta subir a Calle Sta. Catalina até a Calle Puente Grau e vire à esquerda. Siga até atravessar a ponte ao lado de um Club Internacional com algumas bandeiras, inclusive do Brasil. Vire à direita na Calle Místi e conte 5 ruas do seu lado esquerdo, daí entre na quinta rua e siga reto que chegará a uma escadaria que dá acesso a uma praça com arcos. É uma bela praça com uma iglesia da paróquia de Yanahuara, uma prefeitura local, um prédio que mais parece um pequeno museu, com banheiros, souvenirs para venda e uma bela vista dos vulcões que vigiam a cidade.

 

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Ficamos um tempo por ali e fomos a uma padaria comer alguma coisa. Tomei uma Inca Cola (bem ruim) e voltamos. No caminho de volta passaríamos próximo ao museu e convento La Ricoleta, então resolvemos dar uma olhada.

 

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Não entramos e voltamos sem pressa a procura de um lugar para almoçar. Na Calle Mercaderes, um calçadão ao lado da Basílica, há várias opções de fast-food. Pizzarias, restaurantes, Mc Donalds, Bugger King, KFC, Pizza Hurt e tem até uma Starbucks. Mas o meu preferido era o Mamute e eu comeria bastante ali, muitas outras vezes que eu não esperava. Mas sobre isso escreverei outro dia.

 

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Há dezenas de casas de câmbio nos arredores do centro histórico e os preços não variam muito, mas se der sorte encontra uma boa opção. Os preços variavam entre 2,7 e 2,9 soles para cada dollar, enquanto estive na cidade. Troquei alguns Obamas e fui a um supermercado que fica na plaza. Comparado com o Brasil é tudo mais barato. Comprei frutas, água e bolachas. Também comprei um cusqueña para tomar naquela hora.

O final da tarde trás consigo o frio. Então voltei ao hostal para trocar de roupa e pegar as bagagens. Não havia chance de um banho, pois já havia feito checkout, então apelei novamente para os lenços umedecidos. Voltamos a Calle Mercaderes e fomos à praça de alimentação comer na Pizza Hurt e matar o tempo. Quando chegou a hora pegamos um táxi o fomos para o terminal.

A Oltursa e a Cruz del Sur são as melhores empresas de bus do Peru. No terminal compramos o ticket de uso - 2 soles (é obrigatório sempre comprar o ticket de uso do terminal, pois eles não estão inclusos nas passagens. Há um guichê especifico para isso em qualquer terminal que você for). No balcão da empresa, despachamos as malas e entramos para a sala de embarque exclusiva, com TV a cabo, jornais, poltronas etc. Na fila para subir no bus, eles checam as passagens e tiram sua foto. Subimos para o segundo piso do bus (semi-leito em cima e cama embaixo). Havia wi-fi, travesseiro, cobertor e serviço de bordo inclusos. Também há tv com filmes, ou programas de viagem da empresa. A viagem seguiu e fizemos uma parada em Nazca. A próxima seria em ICA. Depois de 11 horas de viagem, finalmente chegamos em Paracas.

Tempo de viagem: 11 horas

Empresa: Oltursa

Horário: 21:00h

Preço: http://www.oltursa.pe.

OBS: Várias empresas oferecem as mesmas viagens variando apenas os preços e horários. A Oltursa oferece excelentes buses e serviço. A Cruz del Sur também mas é ainda mais cara. Priorize estas empresas para suas viagens. Eu só andei em outros quando não havia opção de horário para o meu destino e pude comprovar que não vale a pena.

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Muito bom o seu relato! E ficou nítido que o motorista boliviano queria era tirar proveito de você ser turista. Malandro ele!

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Em La Paz fui tirar um xerox e passei em frente a uma loja e o cara queria me cobrar 5 bolivianos. Mais adiante paguei 25 centavos. Tem de ficar esperto. Na van, que citou, onde me cobraram 25 bolivianos, a gente fica com a cabeça no valor absoluto (25), mas se parar para fazer as contas não eram nem 5 reais. Mas o que incomoda é a cultura da exploração dos turistas em vez de cativá-los para voltar. Nada muito diferente do que vemos por aqui no Brasil.

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12/04/2014 - PARACAS (Peru)

 

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De Ica para Paracas são 1h de viagem. Tem-se a opção de ficar em Ica e partir para Huacachina e depois conhecer Paracas, ou como eu fiz: primeiro Paracas que fica mais adiante nas margens do pacífico e depois voltar para Ica e visitar Hucachina.

 

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Chegamos em Paracas, uma pequena cidade litorânea. Não há terminal na cidade e o ônibus parou na avenida principal quase em frente ao hostal Los Frayes. Eu havia pesquisado algumas opções de hospedagem e sabia que o Los Frayes era uma boa (http://www.hostallosfrayles.com). O plano era fazer o tour das islas ballestas no dia seguinte então teríamos o dia livre. Todas as opções de tour pode-se contratar no próprio hostal.

 

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O maluco do cara que viajava comigo ficou de molho no hostal o dia todo. Fui pra rua. Passei em frente ao Paracas Backpacker's, outra boa opção de hospedagem. Eram 14:00h e estava rolando uma festa no hostal. Uma banda tocando salsa e todos os hóspedes se divertindo. Caminhei pela orla onde há vários restaurantes, artesanatos, mas não vi banhistas na praia.

 

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Parei em um restaurante, pedi uma cusqueña e fiquei matando o tempo. Observei os pelicanos, outras aves marinhas e finalmente o pôr do sol.

 

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Voltei para o hostal e por volta das 20:00h saímos para comer alguma coisa. Há várias opções gastronômicas na cidade, para todos os bolsos. Fomos em uma barraca simples, na orla e pedimos um prato executivo com entrada: salada de alface, tomate, cebolas e pepino; prato principal: mais tomates, mais pepinos, mais alface kkkkk além de arroz e um peixe empanado. Para beber duas cervejas (Cristal). Não lembro o preço, mas foi barato.

 

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O que fazer em Paracas?

- Las Islas Ballestas: este é o principal tour de Paracas. Dura de cerca de 2 horas. O barco segue em direção a outra ponta da baía onde pode-se avistar o candelabro. Adiante as Islas Ballestas que abriga uma infinidade de aves marinhas, além de golfinhos, focas

etc.

- Reserva Nacional de Paracas: formações rochosas impressionantes. O passeio dura cerca de 4 horas. O local é ideal para observação da fauna, aves, caminhadas, passeios em buggy e sandboard.

- Tour pelos vinhedos de Pisco: Pisco, uma antiga cidade portuária que fica mais adiante de Paracas. Há um passeio oferecido para se conhecer os vinhedos onde se fabrica o mais famosa bebida do Peru. O pisco é o equivalente a tequila no México e a bebida mais conhecida é o pisco sour que equivale a nossa caipirinha.

 

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13/04/2014 - PARACAS > HUACACHINA (Peru)

 

Pulei da cama e estava sem fome, então abri mão do desjejum. O pacote para Islas Ballestas com translado para Hucachina estava comprado. No pier havia muita gente. A partida estava prevista para 8:30h. É preciso pagar pelo uso do porto - 2,50 soles. Todos os turistas enfrentam uma fila. Troquei umas dicas com duas holandesas, mãe e filha, que também estavam hospedadas no Los Frayes. Sentar na frente da lancha não é boa ideia, pois a visão fica prejudicada pelo para brisa. No meio do caminho alguns golfinhos apareceram, mas a primeira parada foi para avistarmos o candelabro.

 

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Construído na encosta de areia e tem quase 200 metros. De acordo com guia o candelabro não foi feito pelo mesmo povo que teriam feitos as linhas de Nazca e estas linhas seriam as únicas visíveis sem a necessidade de sobrevoa-las. A profundidade varia entre 1 e 3 metros. As formas das Islas Ballestas estão sempre em constante mutação, devido aos abalos sísmicos. Suas formações rochosas são realmente impressionantes. Enquanto nos aproximávamos uma mancha preta sobre as pedras chamava a atenção, mas observando mais de perto percebemos que eram aves marinhas.

 

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Vários buracos nas rochas, invadidos pelo mar dão inusitadas vistas para o outro lado. As islas são habitadas somente pelas aves. As pequenas praias e rochas são disputadas pelos animais marinhos.

 

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Há um posto de controle com vigias e apenas uma vez a cada 6 anos o governo autoriza a retirada do guano, fezes das aves marinhas, que são um rico e disputado fertilizante. Para tanto há algumas estruturas nas encostas rochosas, mas que parecem mais úteis para abrigar os ninhos das aves.

 

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Outra curiosidade é que uma vez por ano em uma determinada época, os condores dos andes no peru, visitam as islas em busca das placentas dos animais marinhos que dão cria no seu entorno.

 

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Voltamos a costa e escolhemos um lugar para almoçar. Duas lasanhas, a minha era 4 queijos e quase não tinha massa. Era tanto queijo que o cachorro que me lançou um olhar de piedade se esbaldou com as sobras. Era ele ou os "mariates" que estavam tocando próximo as mesas. Assim que algum turista deixava uma mesa, eles largavam os instrumentos e atacavam as sobras, nem o resto das bebidas era deixado para trás. Vi um deles puxar uma sacolinha de plástico do bolso e recolher parte da comida. Nessa hora parei de achar graça da situação e imaginei que deveriam haver bocas famintas esperando o pai levar alguma coisa para casa. Para arrematar tomei uma cuscuña wise, a base trigo. Esta estava gelada e uma delícia. Eles costumam servir bebida somente fria no Peru. Sempre que pedir algo para beber, deixe claro que quer gelado ou helado como dizem por lá. Infelizmente é um hábito beber gelado, difícil de se livrar, pois nossa cerveja é tão ruim e cada vez mais a base de milho em vez de cevada, que só gelado mesmo para descer "redondo". A de lá pode beber fria caso curta uma cerveja puro malte. Por volta das 11:20 pegamos a van em frente ao hostal, e partimos para Hucachina em Ica.

Tempo de viagem: 1 hora

Transporte: van

Horário: 11:00

Preço: contratar junto com o pacote das islas.

OBS: Se preferir se informe no hostal sobre outras opções de translado para Ica. A Perubus faz esta viagem e custa cerca de 3 obamas. Mas a van é mais barato e com a vantagem de deixar em Hucachina. Outra opção de hospedagem em Paracas é o (http://www.paracasbackpackershouse.com.pe) Isto claro, para quem quer uma experiência de albergue. Para quem tiver grana é quiser mais conforto há opções de excelentes hotéis na cidade. Pelo que descobri, o passeio de buggy nas dunas deve ser realizado em Hucachina em vez de Paracas, pois ficava mais em conta.

Editado por Visitante

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