Dando retorno de minha viagem ao Paraguai, pois me sinto na obrigação moral de retribuir as preciosas informações que retirei daqui.
Como surgiu a ideia de ir ao Paraguai: vontade de conhecer a América Latina, começando pelos paises mais próximos e depois estendendo as distancias. Além, é claro, de ter apenas quatro dias do feriado.
Objetivos: melhorar a compreensão e fluência de espanhol; conhecer a cultura local; testar meios de baratear as viagens; fazer contato com outros mochileiros.
Roteiro programado: chegar sexta à tarde, recorrer um pouco do centro de Asunción, dormir no hostel, ir a Tobati sábado de manha, praticar a aventura Tobati com a agência AventuraXtrema, dormir em San Bernardino, ir a Paraguari domingo pela manha, ir na Eco Reserva Mbatovi, voltar a Asunción domingo à tardinha para ficar até terça pela manhã. Ufa!
1° dia: chegada as 14:15 (hora local).
Maior temporal que já houve na história. Achei que o avião não pousaria. Cambiei R$ 40 para o caso de ter que pegar um táxi, mas a ideia era ir de ônibus. Cambio de valor semelhante aos demais pontos de cambio, por incrível que pareça. Fui até o guichê de informações turísticas, onde fui muito bem atendido e recebi dois panfletos super completos: um livreto apenas sobre a capital e um caderninho sobre todo o país. E aí começa a loucura...
Na saída do guichê turístico vi dois brasileiros pagando quase R$ 100 por uma corrida de 15km sem reclamar. Resolvi manter a ideia de pegar o bus, visto que a parada fica a 200m da porta do aeroporto e a passagem custa cerca de R$ 1,50.
Fiquei esperando a chuva diminuir para sair do aero, então puxei papo com um tiozinho que estava na mesma situação. Foi assim que descobri como é falado o guarani... devo ter entendido umas três palavras de cada dez. Conversamos, ele começou a falar espanhol e então disse enfaticamente que a língua deles era o PARAGUAIO. Quem chamou de língua guarani foram os espanhóis e tal e coisa... Quando o temporal deu uma leve trégua, corri os primeiros 100m até as cancelas de entrada e saída de carros, e foi o tempo da tormenta voltar com tudo. Quando estava aguardando, passou um maluco em uma camionete, se apiedou da minha situação e ofereceu uma carona. Aceitei, é claro. Começamos a papear, o cara muito gente boa. Passamos em frente à sede da Conmebol, em Luque, então entramos no assunto futebol. O cara era Cerrista fanático, eu Gremista nem tão fanático, então falamos muito tempo sobre jogadores, ídolos, jogos de Libertadores e por aí afora. Expliquei em que hostel ficaria e qual seria meu planejamento para sábado, na cidade de Tobati. Ele argumentou que seria uma contramão, mais pela tempestade do que pela distância, então me convidou para dormir em sua casa. Cara, que loucuuura!! Couchsurfing sem convite prévio? Hehe! Morava com toda familia: pais e três irmas mais novas. Me apresentou a todos, a exceção do pai que estava viajando a trabalho. Me levou na casa de sua namorada, talvez o lugar mais humilde que já freqüentei. Pobreza, honestidade e humanidade na mesma medida. Da mesma forma, me levou a uma casa que está em fase final de construção, que será a sede da empresa que quer abrir em parceria com o sogro. Que gente interessante! Recebem um estranho em sua casa com a maior hospitalidade e bondade, ainda que se tratasse de um lugar muitíssimo humilde. Aliás, só depois de estar lá descobri que nem agua encanada havia. Periodicamente os caminhoes do governo abastecem uma fonte a partir da qual os moradores podem retirar agua em baldes ou toneis. Isso a 30km de Asunción!!
Como estava muito cansado, jantamos e pelas 22:30 já estava dormindo.
[EDITADO EM 22/04]
Dando retorno de minha viagem ao Paraguai, pois me sinto na obrigação moral de retribuir as preciosas informações que retirei daqui.
Como surgiu a ideia de ir ao Paraguai: vontade de conhecer a América Latina, começando pelos paises mais próximos e depois estendendo as distancias. Além, é claro, de ter apenas quatro dias do feriado.
Objetivos: melhorar a compreensão e fluência de espanhol; conhecer a cultura local; testar meios de baratear as viagens; fazer contato com outros mochileiros.
Roteiro programado: chegar sexta à tarde, recorrer um pouco do centro de Asunción, dormir no hostel, ir a Tobati sábado de manha, praticar a aventura Tobati com a agência AventuraXtrema, dormir em San Bernardino, ir a Paraguari domingo pela manha, ir na Eco Reserva Mbatovi, voltar a Asunción domingo à tardinha para ficar até terça pela manhã. Ufa!
1° dia: chegada as 14:15 (hora local).
Maior temporal que já houve na história. Achei que o avião não pousaria. Cambiei R$ 40 para o caso de ter que pegar um táxi, mas a ideia era ir de ônibus. Cambio de valor semelhante aos demais pontos de cambio, por incrível que pareça. Fui até o guichê de informações turísticas, onde fui muito bem atendido e recebi dois panfletos super completos: um livreto apenas sobre a capital e um caderninho sobre todo o país. E aí começa a loucura...
Na saída do guichê turístico vi dois brasileiros pagando quase R$ 100 por uma corrida de 15km sem reclamar. Resolvi manter a ideia de pegar o bus, visto que a parada fica a 200m da porta do aeroporto e a passagem custa cerca de R$ 1,50.
Fiquei esperando a chuva diminuir para sair do aero, então puxei papo com um tiozinho que estava na mesma situação. Foi assim que descobri como é falado o guarani... devo ter entendido umas três palavras de cada dez. Conversamos, ele começou a falar espanhol e então disse enfaticamente que a língua deles era o PARAGUAIO. Quem chamou de língua guarani foram os espanhóis e tal e coisa... Quando o temporal deu uma leve trégua, corri os primeiros 100m até as cancelas de entrada e saída de carros, e foi o tempo da tormenta voltar com tudo. Quando estava aguardando, passou um maluco em uma camionete, se apiedou da minha situação e ofereceu uma carona. Aceitei, é claro. Começamos a papear, o cara muito gente boa. Passamos em frente à sede da Conmebol, em Luque, então entramos no assunto futebol. O cara era Cerrista fanático, eu Gremista nem tão fanático, então falamos muito tempo sobre jogadores, ídolos, jogos de Libertadores e por aí afora. Expliquei em que hostel ficaria e qual seria meu planejamento para sábado, na cidade de Tobati. Ele argumentou que seria uma contramão, mais pela tempestade do que pela distância, então me convidou para dormir em sua casa. Cara, que loucuuura!! Couchsurfing sem convite prévio? Hehe! Morava com toda familia: pais e três irmas mais novas. Me apresentou a todos, a exceção do pai que estava viajando a trabalho. Me levou na casa de sua namorada, talvez o lugar mais humilde que já freqüentei. Pobreza, honestidade e humanidade na mesma medida. Da mesma forma, me levou a uma casa que está em fase final de construção, que será a sede da empresa que quer abrir em parceria com o sogro. Que gente interessante! Recebem um estranho em sua casa com a maior hospitalidade e bondade, ainda que se tratasse de um lugar muitíssimo humilde. Aliás, só depois de estar lá descobri que nem agua encanada havia. Periodicamente os caminhoes do governo abastecem uma fonte a partir da qual os moradores podem retirar agua em baldes ou toneis. Isso a 30km de Asunción!!
Como estava muito cansado, jantamos e pelas 22:30 já estava dormindo.
Continua...
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