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Mini Guia do Mochileiro em Maceió


PedroPedri

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Wander, o post te dá uma gama de opções... Veja a que mais se adequa ao seu estilo de viagem e siga com ela. Tudo vai depender disso, se você gosta de praias mais badaladas, se gosta de menos muvuca, o tipo de som que você curte... Tudo isso influencia.

 

Pessoal vou ficar apenas 3 dias inteiros em Maceió, onde devo ir ? Os melhores lugares?
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O objetivo desse mini guia Maceió by Pedro é ajudar os forasteiros incautos a conhecer mais sobre Maceió/AL. O tópico será editado uma vez por semana com atualizações de novas atrações, média de valor

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O objetivo desse mini guia Maceió by Pedro é ajudar os forasteiros incautos a conhecer mais sobre Maceió/AL. O tópico será editado uma vez por semana com atualizações de novas atrações, média de valores gastos em estadia/alimentação/passeio/diversão e fotos assim que possível!

 

Maceió é uma cidade pequena, mas com muitas opções de diversão durante o dia e a tarde, a noite é um pouco complicado por que vai depender muito do estilo de música e ambiente que você curte. Ainda, Maceió te dá diversas opções de passeios em cidades vizinhas, que o acesso é muito tranquilo, de carro ou de ônibus. Pois bem, vou passar um mini guia do que eu acho INDISPENSÁVEL pra fazer em Maceió se baseando no MEU gosto:

 

1. Praias na parte "central" da cidade:

 

1.1. Ponta Verde: A praia de Ponta Verde é onde as coisas acontecem, se é que me entende. É a área nobre de Maceió e no calçadão você vai ver geralmente famílias, jovens andando de skate e patins, gente fazendo exercícios, etc. A praia em si não é muito frequentada nos dias de semana, sendo o forte dela aos sábados e domingos (eu particularmente não gosto, por que é muito cheio e a faixa de areia é estreita). Na areia você será servido basicamente por ambulantes e ficará em cadeiras de praia tomando sol e curtindo a água da Ponta Verde que tem uma temperatura agradável e não tem ondas nem correnteza forte. Lá também é onde você vai encontrar as barracas de praia mais badaladas e consequentemente mais caras da cidade e arredores, à exemplo de Lopana e Kanoa. Essas duas barracas no verão são tomadas de assalto pelos turistas e o trecho da orla que as separa fica literalmente LOTADO de gente bonita, turistada, etc, e é quando ocorre um dos maiores eventos náuticos do Brasil, o Lopana Boat Fest (a praia fica inundada de gente classe A, rica pra krl, mas mal educada) e também a Abertura de Verão. No restante do ano eles permanecem sendo uma boa opção pra quem quer e pode gastar muito e quer curtir algo mais agitado, pois sempre tem uma banda ao vivo ou dj tocando nas tardes e noites. Caso queira curtir a tarde/noite na beira da praia de Ponta-Verde sem tanta badalação e por um preço mais acessível e justo (e atendimento melhor já que não é tão cheio) eu recomendo o Pirata, que fica bem perto dessas duas barracas.

Como chegar de bus: Qualquer ônibus que tenha PONTA VERDE no letreiro passa por aqui, e alguns que possuem IGUATEMI também (ou pelo menos perto), mas sempre é bom perguntar no caso do IGUATEMI.

 

1.2. Pajuçara: É a praia mais bonita da parte "central" de Maceió, na minha opinião. As águas são bem claras e calmas e dependendo do dia e do sol a coloração varia do azul pra o verde. Não é tão badalada quanto a praia de Ponta Verde, mas aqui é onde ocorrem um dos passeios mais famosos de Maceió, o das piscinas naturais. Vale muito a pena conhecer, os preços estavam variando dos $30 aos $50 no verão de 2015, mas provavelmente em baixa temporada os preços estarão mais em conta. Na praia de Pajuçara não existem tantas barracas de praia quanto na Ponta Verde, e na areia você ficará à mercê dos ambulantes. A paisagem pela tarde/noite é bem legal, com as jangadas dos pescadores na areia e a lua no mar. Falando em noite, seguem as dicas para curtir a noite na orla: Quer gastar muito? Imperador dos Camarões; Quer pagar um preço justo por uma comida boa e uma cerveja artesanal alagoana? Pier 39; Tá sem grana, mas ainda assim quer beber Skol vendo as jangadas da Paju? Soró Sereno. Se vier no verão pode curtir o Festival de Verão de Maceió, com atrações locais e nacionais em um evento "relativamente organizado" (hehehe).

Como chegar de bus: Depende muito de onde você vai se hospedar. O CIRCULAR 2 passa por lá, bem como alguns ônibus que passam pela Ponta Verde.

 

1.3. Jatiúca: É uma praia menos frequentada da parte "central" em decorrência do seu mar um pouco mais agitado em comparação às outras, mas ainda assim tem muitos ambulantes na areia e vendedores de cerveja que alugam cadeiras, caso queira ficar por lá. Não tem nenhum tipo de atrativo diferente, sendo a barraca Barrica's a mais frequentada, porém sem característica especial nenhuma (cerveja, comida e só). Durante a noite, caso queira passar na orla de Jatiúca, aconselho o bar Nalú, no Posto 7. O preço é meio salgado mas não surreal, então caso queira ir, vá preparado. Lá eles servem a cerveja artesanal Cevada Pura, produzida em Alagoas, e tem uns drinks e petiscos bem elaborados.

Como chegar de bus: Qualquer ônibus que tenha PONTA VERDE no letreiro passa por aqui, e alguns que possuem IGUATEMI também (ou pelo menos perto), mas sempre é bom perguntar no caso do IGUATEMI.

 

2. Praias no litoral norte da cidade:

 

2.1. Guaxuma: Seguindo litoral norte, em direção à Maragogi, é a primeira praia que irá encontrar saindo da parte mais urbana (central) de Maceió. Lá a praia é mais tranquila, frequentada geralmente por pessoas que moram por perto e pessoal que foge da badalação das praias já mencionadas. A maré varia entre calma e levemente revolta. Eu particularmente acho essa região, não só de Guaxuma, como das outras que irei descrever, a melhor de Maceió, pela tranquilidade que me passa e a forma como a praia é tratada (respeito, cuidado e educação) Aconselho ir ao Bar Brasil. Fica na beira da praia, os preços são justos, a cerveja gelada e tem uma quadra de areia pra jogar vôlei, peteca, o que você quiser.

Como chegar de bus: Qualquer ônibus que tenha IPIOCA no letreiro chega lá. As lotações e ônibus que partem do Shopping Maceió para Barra de Santo Antônio e Paripueira também passam por aqui. Peça auxílio ao cobrador para ele te avisar quando for a hora de descer, eles sempre ajudam.

 

2.2. Garça Torta: AMO AMO AMO, Garça Torta/Riacho Doce pra mim são os melhores lugares na terra (depois da casa de minha mãe, hehehe). A água lá é muito boa e é um pouco quentinha dependendo da época do ano. Lá você vai ter uma praia tranquila, praticamente deserta em trechos entre bares, dando pra dar um passeio bem tranquilo pela areia deboas em Alagoas. Aqui os bares são legais, descolados, a comida é muito boa e os preços são muito justos. Minhas dicas de bares: Bar do Seu Manoel: comida boa pra caralho, preço justo, cerveja gelada, música agradável (não é ao vivo), público tranquilo e não barulhento, tem espreguiçadeiras pras meninas que quiserem um sol e eu aconselho o vinagrete de polvo/ Milky Bar: O público é LGBT e friends, então se for preconceituoso ou se incomodar em ver duas mulheres se bjando, passe longe e nem entre. Também é frequentado por héteros, tipo eu, que n se importam com isso e vão pra lá pq o lugar é mto foda, confortável, o preço é justo e a cerveja gelada. A dona é formada em coquetelaria em Londres, e manda bem pra caralho nos drinks pra qm curte (nunca tomei, meu negócio é breja, mas quem toma gosta mto). A música é razoavelmente boa (não é ao vivo) e é isso aí. GARÇA TORTA É MUITO BOM.

Como chegar de bus: Qualquer ônibus que tenha IPIOCA no letreiro chega lá. As lotações e ônibus que partem do Shopping Maceió para Barra de Santo Antônio e Paripueira também passam por aqui. Peça auxílio ao cobrador para ele te avisar quando for a hora de descer no restaurante LUA CHEIA, descendo lá você entra na ruazinha por trás do restaurante que dá acesso pra esses dois bares que eu falei, ambos na beira da praia (milky é na beira da praia e tem acesso pra ela mas você não fica na areia, na do Seu Manoel você fica na areia).

 

2.3. Ipioca, Sereia, etc: Conheço, são legais, mas não levaria um amigo turista que tem pouco tempo pra conhecer Maceió. Ipioca é muito bom, até melhor que Garça Torta (só lembranças muito booooooooooas de lá), pra quem tem casa ou conhece alguém que tenha casa por lá, por que é uma praia meio afastada D+ e meio deserta em determinadas partes, então não tem tanta estrutura assim.

 

2.4. Jacarecica, Cruz das Almas: Moro nessa parte da cidade mas não aconselho frequentar estas praias, à não ser que goste de surfar. Digo isso por que Cruz das Almas e Jacarecica ainda não foram estruturadas o suficiente para receber turistas e não atendem sequer as necessidades dos moradores locais, já que são praias que não atraem banhistas por serem voltadas à prática do surf. Se for pegar umas ondas no fim de tarde em frente ao hotel Matsubara, me manda um alô que eu colo lá!

Como chegar de bus: Qualquer ônibus que tenha IPIOCA ou MIRANTE no letreiro passa por aqui, mas sempre pergunte se o ônibus está indo para IPIOCA ou MIRANTE, pois ele pode estar voltando.

 

3. Praia da Avenida e Pontal: SÃO POLUÍDAS PRA CARALHO, NÃO ENTRE NELAS. A Praia da Avenida é a praia mais bonita de Maceió e é onde o pôr-do-sol é foda pra caralho mas o povo sujou ela até a tampa.

 

4. Praias em Municípios Vizinhos:

 

4.1. Praia do Francês: O Francês é bem famoso nos picos de surf pelo Br e a galera tem muito respeito pelos locais. A praia em si é muito boa e tem espaço pra todo mundo, banhistas (na parte abrigada pelos corais e pedras) e surfistas (na parte aberta). Tem uma faixa de areia decente e o mar bem azul e cristalino em dias de sol. Eu tenho casa no Fran6, então se eu te ver jogando lixo na areia eu te arranco a mão. O Francês fica no litoral sul de Alagoas, no município de Marechal Deodoro, onde nasceu o primeiro Presidente da República. É um misto de vila de pescadores com cidade dormitório. Aconselho bastante por quê qualquer tipo de pessoa curte o Francês então agrada grupos heterogêneos. Lá você encontra do rastafári ao filhinho de papai, passando por famílias, idosos, e é claro: GATAS DE BIKINI AI MEU DEUS. Conselho: se você é da vibe tranquilidade, sol, mar, contemplação, vá para a parte dos surfistas e fique na barraca Aloha que era do ex-surfista profissional Pigmeu (ele arrendou ela recentemente mas a comida continua boa e a galera massa). O consumo mínimo por pessoa para que as cadeiras não sejam pagas é de $15 [07/2015]. O preço não é dos melhores, mas não é diferente do praticado no resto do Francês. Se você quiser algo mais agitado, elitizado ::bruuu:: , e não quer ouvir ambulante tocando Luan Santana, Forró Blábláblá, e afins à todo momento (ainda vai ouvir um pouquinho, só to avisando) vá para a SuperNatural. Vai pagar um pouco mais caro pelo estilo da barraca, com Dj, comidas um pouco mais bem elaboradas e outros etcs, mas pra quem curte, tá valendo. Caso você curta a doidera de um domingão na praia, então se joga meu amigo e vai ser feliz na Francesinha ou na Scorpions, típicas barracas de praia com gente pra caralho, ambulante passando de 5 em 5 segundos, mas pra quem curte, tá valendo, e o preço é um POUQUINHO mais em conta do que na SuperNatural. Bateu a fome e quer almoçar antes de voltar pra Maceió, mas não quer comer na barraca pq é caro pra caralho? Vai no Padrino ou na Madalena, os dois ficam lado a lado e pode perguntar para qualquer local que eles te apontam o caminho, fica por trás das barracas, da Francesinha mais especificamente. Padrino serve comida italiana muito boa à um preço justo. Em dia de calor peça a Sangria, tome um litro sozinho e fique levemente bêbado, e pra acompanhar: Polvo ao Pesto. Te juro, parece ser chique e caro pra caralho, mas você vai ver que não é, o preço é justo. Na Madalena peça qualquer coisa pq tudo é bom pra caralho, e o preço tbm é justo, +-35$ [07/2015] por pessoa sem economizar no suco/refri comendo entrada e prato principal, alimentando (MUITO BEM, QUASE EXPLODO QND VOU LÁ) um cavalo de 1,90 e 95kg. Tbm tem uma gelatteria de um conhecido italiano que é boa e fica próxima à esses restaurantes, sendo uma boa pedida pra sobremesa.

Como chegar de bus: Vá até o centro da cidade de Maceió, na Praça da Faculdade, de lá saem os ônibus e vans para Marechal Deodoro que passam no Francês.

 

4.2. Barra de São Miguel/GUNGA: A Barra de São Miguel é o reduto de veraneio dos ricaços de Maceió por um motivo que eu desconheço, já que não existem restaurantes caros na beira da praia, os que tem nem mesmo são bons. No verão tem bastante festa por lá, frequentadas pela crème de la crème de Maceió onde toca Axé, Forró, Sertanejo e blábláblá. A praia é bonita, mas a faixa de areia é muito estreita e irregular, o que não a torna a minha preferida. MAS PORÉM CONTUDO na Barra nós temos o Gunga, que é onde tem o encontro da Lagoa com o Mar e tem um monte de turistas/playboys exibindo suas lanchas e jets e etc. É um lugar privado porém BONITO PRA CARALHO e mesmo que você não curta a ostentação que rola por lá, dá pra ir sem gastar muito, você pode levar bebidas compradas no mercado por exemplo. Vale muito a pena ir. Pôr-do-sol é fodástico. Não recomendo porra nenhuma pra comer na Barra/Gunga pq é tudo meia boca e eu ainda n descobri nenhum lugar bom.

Como chegar de bus: Vá até o centro da cidade de Maceió, na Praça da Faculdade, de lá saem os ônibus e vans para Barra de São Miguel, que não passam no Gunga. Para esse roteiro eu aconselharia alugar um carro por um dia, por que o acesso não é dos melhores, ou então fazer o passeio de escuna do CaioMar, procure na net por mais informações.

 

4.3. Paripueira: Uma das praias que eu menos curto em Alagoas. Água MUITO quente, de cor meio lamacenta. O ponto forte dela é no verão e carnaval onde rolam shows de axé, swingueira, etc. Já frequentei, é divertido, mas n iria novamente. Não tenho muitas informações sobre bares e restaurantes, pois nas vezes em que fui estava muito bêbado pra lembrar de algo.

Como chegar de Bus: Vá até o ponto do Shopping Maceió, na Avenida Gustavo Paiva e espere um ônibus ou van para Paripueira ou Barra de Santo Antônio (neste caso peça ao cobrador auxílio para ele avisar o ponto em que voê vai descer).

 

4.4. Maragogi: Bem, Maraga fala por si só, quando você chegar lá vai ver que é show pra caralho. O mar é muuuuuito cristalino, a água bem quentinha e o público é uma galera mais pacata só ::love:: . As vezes que eu fui a Maragogi eu fiquei em camping, no camping do Jesus (procure na net por mais informações) onde o dono é um velho mto louco que tomou Chá do Santo Daime demais na vida. O camping é limpo, organizado, tem mesas coletivas e geladeira. Ele vende refri, água, etc, e também aluga WindSurf e caiaque. O melhor de tudo, o camping fica na porra da beira da praia, daí vc acorda de 6h da manhã e dá de cara com um visual fodástico e passa duas horas contemplando o mar e a areia, é uma goodtrip natural! Não conheço restaurantes e bares pois todas as vezes que fui pra Maragogi eu fiquei no camping, mas todo mundo fala que tudo lá tá muito bom, pq virou um pólo turístico, então tem restaurantes e bares pra todos os gostos e preços.

Como chegar de Bus: Não sei ::bad:::roll: .

 

4.5. Japaratinga: Fica antes de Maragogi, é uma cidade menor, e no mesmo estilo, a diferença é que não virou uma fábrica de fazer dinheiro tipo Maraga e ainda conserva mais a tranquilidade do litoral norte alagoano. Recomendo o Mamma Pereira, preço razoável não tão justo, e o Caiuia, onde o preço é salgado mas é compatível com a comida.

Como chegar de Bus: Não sei ::bad:::roll: .

 

5. Outros zilhões de praias existentes em Maceió e arredores: Descrevo o resto com o tempo!!!!!

 

6. Noite em Maceió/AL na praia

 

6.1. Na orla da Ponta Verde:

 

6.1.1. Lopana/Kanoa: Como já falei, essas barracas de praia também ficam abertas de noite e tem dj e/ou bandas ao vivo. Preço salgado, cobram couvert e o atendimento não é o dos melhores, mas não deixam de ser as mais frequentadas de Maceió (só dá Playboyzada e cocotas on fire).

 

6.1.2. Barraca do Pirata: Preço justo, atendimento bom e cerveja gelada. Passou o dia todo na praia, tá cansado pra caralho e só quer tomar duas brejas antes de dormir enquanto escuta o mar? Esse é o seu lugar.

 

6.2. Na orla da Jatiúca:

 

6.2.1. Nalú: Cerveja artesanal, petiscos bonzinhos e música ambiente lega é o tipo de lugar que vale um pouco a pena conhecer se o dinheiro estiver sobrando, pq não é tão barato e nem é tão relevante em Maceió, mas a experiência é boa, e o atendimento também.

 

6.3. Na orla da Pajuçara:

 

6.3.1. Soró Sereno: Cerveja gelada e barata. Quer beber até cair na beira da praia e não quer gastar muito ? Esse é o seu lugar.

 

6.3.2. Pier 39: Um lugar mais sofisticado, mas com um preço bem justo. Também serve cervejas premium e artesanais e os petiscos são bons.

 

7. Noite na cidade:

 

7.1. Rex Jazz Bar: Bar focado para o Jazz, frequentado pelos jovens e pessoas mais velhas com o espírito também jovem, o bar é bastante legal e bem frequentado. A cerveja é gelada e a cachaça desce forte (pede uma Gabriela de Maracujá, não vai se arrepender). Aqui é um dos bares onde rola a cena alternativa de Maceió. Fica na Rua principal do bairro de Jaraguá, diga isso ao taxista que ele sabe onde é. Sempre tem bandinha ou DJ, cobram couvert. Chegue cedo caso queira ficar em mesa. Preço acessível/justo

 

7.2. Botequim Paulista: O sagrado bastião do rock em Maceió. Os donos são dois irmãos paulistas mal encarados pra caralho. O bar é voltado pra o rock, mas não tem temática nenhuma, com exceção dos DVDS que ficam rolando nas telas. As cadeiras ficam na calçada e o bar é LO-TA-DO, se quiserem mesa, cheguem cedo. Aqui o público alvo são as pessoas que querem fugir da tríade Axé-Swingueira-Sertanejo em Maceió, mas com o tempo o bar ficou um pouco na moda, e mesmo gente que não curte a proposta dele, frequenta. Tem bastante gente, o contato entre os clientes é constante, então é um bom lugar pra conhecer gente nova e dar uma paquerada. Você pode fazer os pedidos no balcão ou pegar uma mesa. Preço acessível/justo

 

7.3. MAIKAI: Casa de shows bem eclética que abriga de shows de rock à pagode, dependendo do fim de semana, mas saiba que TODOS OS DIAS a partir da quarta eles vão estar com alguma atração, então sempre vale a pena dar uma conferida no facebook deles pra saber a programação. O público alvo depende muito do evento que vai ter, mas é uma casa de shows na parte nobre de Maceió, então não espere pagar menos que $30 [07/2015] na entrada, que na minha opinião são bem pagos a depender do evento. Muita gente bonita e muita paquera independente da natureza do evento que for abrigar. Fica na Jatiúca.

 

7.4. LE HOTEL: Idêntico ao Maikai, sendo que menor. Fica na Ponta Verde.

 

7.5. Caranguejola, Dona Branca, Massagueirinha, Casa da Picanha: Bares comuns, tranquilos, onde geralmente rola MPB, sertanejo, ou algum cara voz e violão, com comida e bebida razoáveis à um preço justo, sem nenhuma característica marcante. Ficam na Jatiúca.

 

7.6. Lugar Nenhum: Bar no estilo boteco, na Jatiúca. Bem legal, preço justo, música que varia do samba ao rock, passando pela MPB, a depender do dia. Sempre tem umas promoções que variam de acordo com o dia da semana. Comida e bebidas excelentes à um preço entre o justo e o barato em função do serviço prestado. Atendimento muito bom!!!

 

7.7. La Kombi: Pub voltado para os amantes do rock. A entrada é paga, Ainda não fui mas quem foi diz que é muito bom, rola um público mais maduro. Fica na Jatiúca.

 

7.8. Mirante Gourmet: É um pequeno espaço em um mirante na parte alta de Maceió, servido por alguns restaurantes como Missô (japonês) e Sat'Orégano (italiano) de preço um pouco salgado (+-60$ por pessoa um jantar incluso bebida não alcóolica), mas compatível com a comida servida. Fica no Farol.

 

7.9. Orákulo: Casa de shows frequentada pela cena alternativa de Maceió, mas em alguns dias da semana também abriga shows de pagode, swingueira e samba. Fica no Jaraguá e os preços praticados são mais acessíveis do que no LE HOTEL ou MAIKAI.

 

7.10. Pub Fiction: Um pub onde rolam showzinhos de rock, indie, folk, etc. É bem legal e o dono é o vocalista de uma banda famosinha aqui de Maceió. É bem bom e o preço é justo. O lugar é pequeno mas é agradável e a breja gelada. Se quiser mesa chegue cedo.

 

7.11. Snooker: É um bar em cima de uma churrascaria ao lado do restaurante Divina Gula, dê essas informações pro taxista que ele chega lá. Fica no Stella Maris. Bar com a temática de rock, tem preços razoáveis e é bem frequentado. Se você tiver mais de 24 anos, como é meu caso, vai se sentir um velho pois o público é o pessoal mais novo. Tem mesas de sinuca para alugar.

 

OBS.: se você for em qualquer um desses bares/boates e não gostar da vibe, não tem problema, todos eles são próximos o bastante pra ir à pé ou ainda pra dar uma corrida de no máximo 15$ de táxi, com exceção do Rex Jazz Bar e Orákulo que ficam afastados do restante mas são próximos entre si.

 

8. Passeios:

 

8.1. Na praia de Pajuçara, ou ainda no hotel/pousada/hostel em que você se hospedar serão indicados diversos passeios para se fazer em Maceió, sendo os principais: Passeio das 9 ilhas, Piscinas Naturais e o passeio de escuna para o Gunga. Os dois primeiros que eu mencionei são bons e são feitos de jangada, no caso das piscinas naturais (traga máscara para não desembolsar uma grana extra no aluguel), e de escuna ou catamarã no caso das 9 ilhas. As 9 ilhas ficam na lagoa e o passeio é até divertido, mas se você não tem tanto tempo em Maceió e tem que escolher um dos dois eu aconselho o das Piscinas Naturais que é MUITO BOM. O passeio de escuna para o Gunga eu considero como um dos melhores passeios de Maceió, e até mesmo o pessoal local que tem lancha e pode ir ao Gunga e navegar pela lagoa quando bem entender faz esse passeio vez ou outra no CaioMar, a principal escuna que faz esse passeio, onde se paga uma taxa de $120/pessoa [07/2015], e tem direito, junto ao passeio, à diversos pratos servidos à bordo (a comida é boa) e bebidas não alcoólicas, brejas e afins são pagos por fora. Acho que esse passeio é muito interessante de se fazer, e se a grana não for te fazer falta vale mais à pena fazer esse do que o das piscinas naturais (o preço desse varia entre $30 e $50 [07/2015]), na minha opinião.

 

8.2. Passear e talvez fazer umas compras na Feirinha da Pajuçara e no Pavilhão do Artesanato, também na Pajuçara. As duas ficam próximas o suficiente para ir de uma a outra à pé, e ambas ficam na orla da praia. Se passar no Pavilhão do Artesanato não esquece de passar na Oásis que vende umas roupas de praia de qualidade a um preço justo (faço propaganda mesmo pq a fábrica é da esposa do meu tio). Depois desse passeio, se estiver com fome e quiser comer a MELHOR ACARAJÉ (na minha singela opinião) de Maceió passa no quiosque de comida da Praça Multieventos na Pajuçara, que também dá pra ir a pé vindo do Pavilhão ou da Feirinha. Não curte acarajé ou é alérgico à camarão? Não tem problema, lá também serve tapioca e outras coisas, mas o forte mesmo é a acarajé (que é bem grandinha e alimenta uma pessoa normal, mas eu geralmente como duas ou três, pq sou descontrolado). Comeu acarajé/tapioca/etc e quer adoçar a vida? Vai na sorveteria Bali, eleita 472x (hehehe) seguidas pelo guia Comer&Beber da Veja (que quase nunca acerta, mas dessa vez acertou) como a melhor sorveteria de Maceió, e também fica próximo o suficiente das atrações que eu já falei pra se ir a pé curtindo a brisa que vem do mar no fim da tarde.

 

8.3. Você também tem a opção de ir até o Pontal, o bairro mais ao sul do litoral de Maceió onde existem diversos restaurantes como O Peixarão que servem peixe e frutos do mar e onde tem uma feira de artesanato onde são feitas as peças de filé, que não é de comer, mais famosas de Alagoas e de onde a estilista renomada Martha Medeiros tem inspiração para fazer as peças que foram usadas por um bando de global. Vou postar uma imagem do que seria o tal do filé aqui embaixo.

 

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9.5. Bem, mas se você for dos meus e não tem medo de cair na cidade de verdade e quer fugir do roteiro típico de turista, vale muito à pena ir no Bar do Pelado, R. Manoel Lourenço, 44 - Levada, Maceió - AL, 57014-450, periferia de Maceió. O acesso é MUITO RUIM mas a comida vale muito à pena. Melhor charque na brasa de Maceió e se estiver com bastante sorte pode até comer uma pituzada (pitu é um misto de camarão e lagosta bom pra kct) a depender da época. Se estiver com paciência e a tarde livre, peça caranguejos e passe a tarde comendo. O bar é MUITO SIMPLES mas é um dos mais tradicionais de Maceió, acho que existe à uns 50 anos pelo menos. BAR SIMPLES E PREÇO MUITO ACESSÍVEL. Não deixe de tomar o caldinho de sururu de capote, que é difícil pra kct de comer, já que o sururu vem com casca e tudo, mas o sabor vale o trabalho, e acho que é um dos únicos bares em Maceió que ainda serve o sururu na sua forma mais pura. Prato principal tem o charque na brasa, que eu recomendo, mas se o estômago for fraco e querer algo mais comum tem a picanha de lá que é muito boa, mas você veio à Maceió para comer picanha? Faça-me o favor. Os pratos de frutos do mar são muito bons, tudo é muito bom. BAR DO PELADO É BARATO E MUITO SIMPLES, mas é onde você vai encontrar um dos bares/restaurante mais antigos da cidade e que servem uma comida muuuuuuuuuuuuito boa e simples. Tá no meu top 3.

 

9.6. Na mesma rua do bar do Pelado você vai encontrar o boteco do Tonho, ainda mais simples que o bar do Pelado, sendo que não fica pra trás no quesito tradição. Nas mesas que ficam na rua você vai encontrar de deputados à pedreiros, e todo mundo veio pra comer 3 coisas: hóstia de queijo parmesão, caldinho de camarão e a costela de porco mais gorda do hemisfério sul (sem brincadeira). O cardápio do Tonho é bem reduzido, mas ele é a minha parada certa antes de ir ao Trapichão assistir um jogo do Galo Maluco. Cerveja gelada, sem frescura, típico bar de periferia que é uma zona do kct mas entre morto e feridos salvam-se todos e tudo é uma delícia. Top 3 mcz.

 

9.7. Em outro ponto da cidade, no centenário Bairro do Bebedouro, existe um bar que bem, é o pica das galáxias dos sujinhos em Maceió. Bar do Rogildo. Guarde esse nome quando vir a Maceió, e se puder vá até lá. O bar funciona na casa do Rogildo e é o lugar onde você vai encontrar comida MUITO BOA e MUITO BARATA. Não tem muito o que se falar do Rogildo, também fica na periferia e é um bar de bairro. A localização dele é Rua Augusto Barreto, 90 - Bebedouro - Maceió. Se você curte frutos do mar feitos de forma simples mas com muita dedicação, não deixa de passar por lá, sério, não vai se arrepender. Típico bar de bairro que é honesto com a proposta que oferece. Não tá no meu Top 3 pq o forte são os frutos do mar, que eu não sou tão fã.

 

9.8. Se você não tem estômago forte pra comida nordestina, e quer algo mais "comum", porém gostoso e por um preço justo e em um ambiente agradável, sugiro o Parmegianno. É uma rede que funciona em diversos locais espalhados em Maceió (tem na Ponta Verde, Pajuçara, Jatiúca e até na área alta da cidade) então não é difícil de achar. Estando em um desses bairros, pode perguntar para algum local onde fica o Parmegianno mais próximo que com certeza alguém vai saber. Tentei pegar o endereço de todos na internet, mas ficou um pouco difícil pois eles não tem página oficial =/

 

9.9. PARA MEUS AMIGOS VEGANOS eu indico o Ser-Afim, muito gostoso, é buffet (ou seja, dá pra comer pra caralho sem pesar no bolso), e apesar de ser lacto-vegetariano, no buffet predomina vegan, então que é vegan vai conseguir comer e quem curte proteína animal vai ficar mais feliz e todo mundo vai se amar. Fica na Rua Paulina Maria de Mendonça, 141 - Jatiúca, 57035-557, joga no GPS que você acha. Mas estiver sem GPS é só perguntar onde fica o Parmegianno Jatiúca, ir até ele e seguir um pouco mais na rua do mesmo no sentido praia->cidade.

 

Bom, espero que tenha sido esclarecedor. Maceió é uma cidade de MUITOS contrastes e muitas vezes um bar/restaurante na periferia é 80x mais gostoso do que o chique na beira da praia e 10x mais barato, mas acho que é assim em todo o lugar.

 

Até logo e boa viagem!!!!

Amei o post! Eu vou para Maceió no dia 20 de agosto chegarei às 14h e vou ficar ate 24 em um hotel na lagoa da anta! Acho que é longe de ponta verde e Pajuçara, mas eu detestooooo muvuca... dia 24 eu vou para maragogi assim pretendo ... minha passagem de volta é dia 27. Vi seu relato é já anotei mts coisas que preciso conhecer. .. A pergunta é : vale a pena ficar do dia 24 até 26 em maragogi???? Eu tô fechando um hotel pousada das gales depois q vi um relato na net achei melhor do que o hostel... pelo o q consultei a tábua das marés no site não estará mt legal apenas um dia bate 0.5 então estou na dúvida de me hospedar em maragogi. Eu quero conhecer ponta de mangue, Porto dos milagres, ipioca então partindo de maragogi tem como?? Achei um guia credenciado e bem recomendado na página local de maragogi e ele faz uns passeios mt legais e me interessou os cânions de São Francisco será que é mt longe saindo de Maceió e vale?? Se eu chegar em maragogi umas 14hs será que dá para aproveitar algum passeio? Não me importo em maragogi não ter noites badaladas novamente odeio músicas. O principal : irei sozinha então existe recomendações de praias e tal que eu deva ficar mais atenta? ? Mt Obrigada e desculpa tantas perguntas rsrs!

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  • 2 semanas depois...
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Oi Pedro,

 

agradeco pelo seu relato tambem, informacoes uteis e claras. Vou imprimir e levar em nossa viagem.

Tenho algumas duvidas se puder esclarecer:

 

- hotel para 1 noite na regiäao de ponta verde seria interessante? Essa praia de pajucara e ponta verde sao proprias para banho ou fazem parte daquelas poluidas q vc comentou?

- nosso plano eh alugar um carro no aeroporto, ficar 1 noite em maceio e depois partir para a regiäao de porto das pedras, maragogi e praia do patacho. Para a praia do patacho o acesso eh realmente muito dificil ou da pra ir? No sentido de ser um carro 1.0 por exemplo, se o carro aguenta o "tranco". (eh verdade que o patacho eh muito parecido com maragogi?)

- Tambem considerei ir para praia do frances e gunga, mas nao sei se daria tempo considerando que temos 6 dias completos, e realmente quero ficar uns 3 a 4 dias na regiäo de porto das pedras.

 

muito obrigada!

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Assim como a Sheila vou pra Maceió esse mês (e Maragogi) e vou fazer alguns passeios sozinha. Algum lugar que devo evitar/tomar mais cuidado?

Valeu! O relato vai ajudar demais na viagem! :D

 

Olá Camila, em qual data vai estar em Maceió? estarei por lá de 17 a 21, tbm irei fazer alguns passeios sozinhos, se concidir a data podemos combinar....

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Amei o post! Eu vou para Maceió no dia 20 de agosto chegarei às 14h e vou ficar ate 24 em um hotel na lagoa da anta! Acho que é longe de ponta verde e Pajuçara, mas eu detestooooo muvuca... dia 24 eu vou para maragogi assim pretendo ... minha passagem de volta é dia 27. Vi seu relato é já anotei mts coisas que preciso conhecer. .. A pergunta é : vale a pena ficar do dia 24 até 26 em maragogi???? Eu tô fechando um hotel pousada das gales depois q vi um relato na net achei melhor do que o hostel... pelo o q consultei a tábua das marés no site não estará mt legal apenas um dia bate 0.5 então estou na dúvida de me hospedar em maragogi. Eu quero conhecer ponta de mangue, Porto dos milagres, ipioca então partindo de maragogi tem como?? Achei um guia credenciado e bem recomendado na página local de maragogi e ele faz uns passeios mt legais e me interessou os cânions de São Francisco será que é mt longe saindo de Maceió e vale?? Se eu chegar em maragogi umas 14hs será que dá para aproveitar algum passeio? Não me importo em maragogi não ter noites badaladas novamente odeio músicas. O principal : irei sozinha então existe recomendações de praias e tal que eu deva ficar mais atenta? ? Mt Obrigada e desculpa tantas perguntas rsrs!

 

Sheyla, desculpa não ter respondido antes, acho que vens já depois de amanhã, mas ainda assim vou tentar te dar um norte.

 

1- Olha, é muito bonito por lá e vale à pena sim se você tiver passeios marcados em todos esses dias. Se assim como você eu fosse sozinho e não tivesse nenhum passeio marcado eu provavelmente ficaria entediado, mas se você não tem um contato constante com praia e tal, quer aproveitar ao máximo o sol e tranquilidade do litoral, acho que mesmo sem passeios marcados é uma boa.

 

2- Tem sim, lembrando que Ipioca fica em Maceió, é uma praia de Maceió, não de um município adjacente, logo, ainda mais pra vc que vai ficar na lagoa da anta, é super tranquilo de ir durante a sua estadia na capital.

 

3- É distante sim, para fazer o passeio eu aconselharia você à separar um dia inteiro na tua agenda, ou até dois dias pra não ficar tão cansativo e poder aproveitar a cidade onde rola o passeio que também é bem legal. Mas se não tiver disponível 2 dias, separa um pra ir, vale muito à pena.

 

4- Dá, mas vai depender da maré, ser estiver baixa dá sim. Mas de toda forma, se não rolar o passeio, vai pra praia e fica deboinhas.

 

5- Pelo visto você tá indo para as praias mais deboas que tem em Alagoas, não precisa ficar com medo. Só te aconselho que em ipioca você fique em alguma barraca de praia, que são pouquíssimas. É uma área mais deserta, nunca soube de nenhum problema por lá, mas todo cuidado é pouco.

 

Desculpa pela demora, espero que aproveite bastante!

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Oi Pedro,

 

agradeco pelo seu relato tambem, informacoes uteis e claras. Vou imprimir e levar em nossa viagem.

Tenho algumas duvidas se puder esclarecer:

 

- hotel para 1 noite na regiäao de ponta verde seria interessante? Essa praia de pajucara e ponta verde sao proprias para banho ou fazem parte daquelas poluidas q vc comentou?

- nosso plano eh alugar um carro no aeroporto, ficar 1 noite em maceio e depois partir para a regiäao de porto das pedras, maragogi e praia do patacho. Para a praia do patacho o acesso eh realmente muito dificil ou da pra ir? No sentido de ser um carro 1.0 por exemplo, se o carro aguenta o "tranco". (eh verdade que o patacho eh muito parecido com maragogi?)

- Tambem considerei ir para praia do frances e gunga, mas nao sei se daria tempo considerando que temos 6 dias completos, e realmente quero ficar uns 3 a 4 dias na regiäo de porto das pedras.

 

muito obrigada!

 

1- É válido, mas acho que você pode procurar opções mais baratas em cruz das almas ou pajuçara por exemplo, já q só vai usar o hotel pra dormir.

 

2- É tranquilo, vai ser um pouco mais difícil mas rola sem problemas. Peça ajuda ao pessoal do povoado que eles te ensinam o caminho direitinho.

 

3- Dá. Se você passar um dia em maceió (dia da chegada) e 4 no Litoral norte, no quinto você desce pro Litoral sul e faz essas duas praias no mesmo dia sem stress.

 

Espero que curta a viagem!

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  • 1 mês depois...
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    • Por Anderson Paz
      Olá, mochileiro/a! O principal objetivo deste pequeno relato é compartilhar como é possível se deslocar entre as praias do norte de Alagoas usando transporte coletivo. Os objetivos secundários são passar dicas de hospedagens, praias, caminhadas e campings.
      Fique a vontade para fazer qualquer comentários, tirar dúvidas ou propor sugestões de alteração de texto. Podem me encontrar também no Instagram @viajadon_ 
       
      DESLOCAMENTOS
      - Quando se pesquisa em fóruns e blogs sobre transporte entre Maceió e Maragogi ou entre Maceió e São Miguel dos Milagres dificilmente se encontra informações sobre como fazer os deslocamentos em transporte público. Eu pelo menos tive bastante dificuldade para encontrar informações e acabei buscando ajuda ligando na Arsal -Agência Reguladora de Serviços Públicos de Alagoas (já fica essa dica de opção de contato para obter informações).
      - Vamos às rotas e horários de transportes:
      ·         Aeroporto - Rodoviária: a parada fica logo na pista externa de embarque e desembarque no aeroporto. Uma pessoa que estava aguardando ônibus me informou que há 3 linhas que fazem o trajeto, mas consegui confirmar apenas duas: a 1002 (Ponta Verde) e a 1003 (Via Expressa). A passagem custa R$4,40, as saídas são frequentes e o tempo de viagem é de 1h15 mais ou menos. De Uber daria quase 50 reais.
      ·       Rodoviária - Maragogi: há uma linha regular com microônibus simples que opera nesta rota. Para pegar esse transporte, primeiro passe no guichê na parte interna da rodoviária e pague a taxa de embarque (R$3,40 se não me engano), em seguida se desloque até a baia de saída. A passagem custa R$23,50 e os horários estavam bem alinhadinhos com os da tabela de horários disponibilizada no site da Arsal (5h30, 8h40, 11h20, 13h25, 16h30 e 18h20).
      p.s.: Neste trajeto também é comum haver Bla Bla Car, mas no período em que estava, eu vi apenas como opção uns Bla Bla Car entre Maceió e Recife, que saiam por volta de R$54. Há também opção de transfers. Até cheguei ligar em um, mas não animei com o valor cobrado, R$100. Se quiser esta opção, o contato que tenho é (82) 3296-2529.
      ·      Rodoviária – São Miguel dos Milagres: não é a rota que eu fiz, mas fica aqui como bônus. O transporte (van) que se deve pegar é o que tem como destino Porto de Pedras. Os horários dos transportes estavam diferentes dos que constavam no site da Arsal. Segue abaixo os horários e os custos das passagens de acordo com o percurso.
       
      - Se você não for ficar na cidade de Maragogi, há diversas vans que saem frequentemente do “terminal rodoviário” (entre aspas porque apesar de aparecer como terminal rodoviário no Maps, é só uma praça de onde saem os transportes) rumo às praias de Barra Grande, Ponta de Mangue e Peroba. De Maragogi até Ponta de Mangue e Peroba sai por R$4. Até Barra Grande sai um pouco mais em conta.
      - O deslocamento entre Maragogi e São Miguel dos Milagres foi um pouco complexo e será explicado no DIA 4.
       
      DIA 1) Maceió a Maragogi e Ponta de Mangue
      Peguei o transporte de 13h25 e depois de 2h45 de viagem, cheguei a Maragogi. Em seguida peguei uma van ali mesmo no local onde desci do micro-ônibus e segui até Ponta de Mangue (20 min de trajeto, R$4), onde ficaria hospedado.
      A minha hospedagem foi em barraca no Camping Maragogi. Que camping maravilhoso! Praticamente na beira da praia, tem uma boa área de convivência, muitas conexões de energia, sombra em diversos pontos e ainda tem wi-fi. A cozinha tem geladeira e fogão e tudo o mais que vc precisa. Super bem cuidado. O banheiro está sempre limpo. E o melhor: o acolhimento e carinho da Josane (em especial!) e do Marcos. Recomendo demais comprar um óleo de coco e sabonetes de coco deles. Telefone de contato por Whatsapp: (81) 9470-6654.


      Depois de armar a barraca e arrumar as minhas coisas, saí para jantar. Na rodovia, próximo ao ponto onde desci da van, há dois restaurantes, um ao lado do outro, com opção de self-service. Um deles é o Ki-Sabor e o outro não tinha indicação de nome, mas no cartão de visita consta como Nossa Senhora das Dores. Acabei jantando neste último.
      Comi um prato com ovo, salada, muitaaa mandioca e feijão por apenas R$10. O preço normal lá é de R$15, mas como não pedi carne e como já era tarde deram um descontinho. Vale dizer que os donos e atendentes de lá foram super simpáticos! Lá também tem uma uma pousada simples nos fundos. Caso queira consultar, o telefone de contato é (81) 98201-8341)
       ⚠️ Antes de ir pro próximo dia, uma chamada de ATENÇÃO: no Google Maps atualmente a localidade de Ponta do Mangue e de Peroba estão invertidas.
       
      DIA 2) Ponta do Mangue e Peroba
      Meu segundo dia foi bem tranquilo no quesito de fazer turismo. Pela manhã, curti a praia de Ponta do Mangue. Próximo do horário do almoço, fui até a Praia de Peroba de carona com um casal que estava no camping.
      A Praia de Ponta do Mangue, a primeira que conheci, acabou sendo a minha favorita entre as praias próximas de Maragogi. É uma praia tranquila, pouco movimentada e sem muitas cadeiras e mesas na areia da praia. Tem bastante coqueiros e, em alguns pontos, tem restaurantes e quiosques de apoio para quem quer se sentar e consumir alguma coisa. Acho que é uma praia para todos os públicos: desde aqueles que gostam de sossego aos que gostam de ter alguma estrutura de apoio.


      Já a Praia de Peroba também é linda e um pouco mais movimentada do que a parte de Ponta do Mangue. Para mim, as duas na verdade formam visualmente uma única praia, sendo que Ponta de Mangue é a parte mais central e Peroba é o cantinho da praia, onde o litoral faz uma curva (na foto de cima é a curva da praia). 
      As duas praias, assim como todas as outras praias do litoral norte de Alagoas (ao menos as diversas que visitei), têm uma coloração de água que varia de azul turquesa a verde e são muito tranquilas para banho, especialmente durante os períodos de maré-baixa, já que a barreira de corais ao longo da costa alagoana quebra as ondas e forma verdadeiras piscinas naturais.
      Depois de curtir a praia de Peroba, fui almoçar com o casal no restaurante Ki-Sabor. A Josane recomendou o restaurante para a gente por lá ter uma boa peixada e por ser barato. Gostamos da recomendação e reservamos por telefone uma peixada. Realmente a comida estava muito saborosa, com um temperinho especial, e o preço saiu bem em conta: R$20 para cada um. Só achamos que poderia ter um pouco a mais de comida. Talvez estávamos famintos mesmo! hahaha
      Depois do almoço, voltei ao camping e fiquei por ali a tarde toda, usufruindo do wi-fi para resolver algumas coisas à distância.
      Á noite, fiquei de bobeira no camping, lendo, conversando com novos amigos e depois fiz uma tapioca para janta. Como em todas as noites seguintes, o meu roteiro basicamente foi ler e jantar tapioca, omitirei informações sobre as minhas noites nos próximos dias.
       
      DIA 3) De Ponta do Mangue até Maragogi
      Primeiro dia de caminhadas mais longas. Saí de Ponta do Mangue e caminhei até Maragogi passando por Praia de Antunes, Barra Grande e o seu Caminho de Moisés e Praia Burgalhau.

      Dessas praias, a Praia de Antunes é a que tem a maior densidade de turistas atualmente (a foto abaixo acaba não mostando isso porque já tinha passado da parte mais lotada). Eu sinceramente não entendi bem o porquê. Primeiro, a praia em si não difere tanto de Peroba ou Ponta do Mangue. Sim, tem uns restaurantes e umas barracas de apoio que devem ser bons, mas sinceramente não sei se têm muita diferença dos demais. Em segundo lugar, quem está de carro tem que parar longe em algum estacionamento pago na rodovia e seguir caminhando por estrada de terra até a praia. Por fim, nessa parte específica da praia há um banco de areia que acaba deixando o local de banho ainda mais raso durante a maré baixa. Mas enfim, talvez eu esteja sendo um pouco ranzinza no meu julgamento! 😂 Vá, compare com as demais praias e tire a sua conclusão.
       
      Em seguida na caminhada, cheguei à Praia de Barra Grande. A praia também é bem frequentada, tem alguns restaurantes e uma boa quantidade de mesas e cadeiras de praia. Não é muito diferente das anteriores.

      Em Barra Grande, fica o Caminho de Moisés, que é um estreito banco de areia que se estende mar adentro e que pode formar um belo cenário dependendo da altura da maré. Para a faixa de areia ficar mais exposta e ficar bonita na foto, é necessário que a maré esteja bastante baixa, abaixo de 0,3, o que não era o caso no período da minha visita. Ainda assim, havia uma multidão no Caminho, em uma aglomeração danada mesmo durante a pandemia. Vai entender...

      Prosseguindo a caminhada, já próximo da cidade de Maragogi, cheguei a um trecho que achei bem agradável: a Praia Burgalhau. A praia é tranquila e tem um encontro do rio com o mar que forma um belo cenário.

      Por fim, cheguei à praia da cidade de Maragogi. Essa praia foi a que menos me agradou. Sendo sincero, não é tão bonita quando comparada a outras do Brasil e se comparada às anteriores, acaba ficando feia.

      Depois dessa caminhada, foi a hora de matar a fome. Fugi dos restaurantes ali da beira da praia e fui almoçar em um restaurante na rua paralela à praia. Aqui vem uma dica de economia: nessa rua há três opções de restaurantes self-service com comida à vontade pelo preço de R$16,90 a R$18,90. Escolha o que mais te agradar. Acabei gostando mais do que já fica mais pro lado do centro da cidade (dei mancada e não anotei o nome).
      Depois da saga, fui ao “terminal de ônibus” e peguei transporte de volta à Ponta do Mangue. Passei o restante de tarde ali na praia de Ponta do Mangue.
       
      DIA 4) De Ponta do Mangue até São Miguel dos Milagres e Praia do Riacho
      Dia de sair do querido Camping Maragogi e ir até o meu próximo destino: São Miguel dos Milagres.
      A logística do deslocamento foi um pouquinho complexa e envolveu vários meios de transporte:
      Van até Maragogi; Van até Japaratinga (R$5,50 e cerca de 35 min de deslocamento); Moto-táxi da entrada de Japaratinga, onde desci da van, até a balsa para travessia até Porto de Pedras. Custo de R$10 e cerca de 20 min de deslocamento, mas com um mochila pesado nas costas, pareceu que demorou o dobro de tempo 🤣. A cada quebra-mola ou freiada seguida de nova acelerada, tinha que me esforçar para manter o equilíbrio e não cair para trás hahaha. Apesar do sufoco, procurei apreciar a paisagem ao longo do trajeto. A gente passou por uma praia mais linda do que a outra. Tive vontade de pedir para o motociclista parar em todas. Espero voltar futuramente para conhecer as praias de Japaratinga, Bessas e do Boqueirão; Balsa, que é de graça para pedestre; Carona de Porto de Pedra até São Miguel dos Milagres. Tentei pegar carona com as pessoas que estavam saindo da balsa e não consegui. Depois fui pedir informações sobre transporte até São Miguel para uma moça que estava vendendo camarão em um carro junto com o marido. Acabou que depois, quando já estava em um local esperando o transporte, eles acabaram parando e me dando carona  ❤️; Por fim, a pé de São Miguel dos Milagres até Praia do Riacho.
       
      Com essa logística toda, sai muito mais rápido, bonito e eficiente do que ir de transporte até São Luis do Quitunde e depois pegar outro transporte até São Miguel dos Milagres
      Quando cheguei em São Miguel dos Milagres, sabia que ia ter que tentar a sorte em dois possíveis campings da cidade que apareciam no Google Maps, mas que não tinham praticamente nenhuma informação disponível. Primeiro fui no restaurante/camping Peixe Frito e fui informado que não estavam funcionando como camping porque estavam sem água. Não sei se já funcionaram ou se funcionarão em algum momento, se a resposta for positiva, fujam porque a estrutura para possível camping é bastante precária.
      Depois segui caminhando, por cerca de 700 m, até o Sítio do Seu Coconha e da Dona Iuda, onde o casal de idosos me informou que não havia área de camping e que funcionavam apenas como uma atração para os turistas em passeios de buggy.
      O jeito então era seguir caminhando pela praia até a Praia do Riacho, situada a pouco mais de 2km, onde eu tinha certeza que havia um camping funcionando regularmente: o Camping dos Milagres.
      Apesar da mochila pesada nas costas, essa caminhada foi incrível devido às praias maravilhosas.  😍

      Chegando ao trecho da Praia do Riacho, fiquei deslumbrado com a beleza do local. É uma praia super sossegada com bastantes coqueiros e alguns poucos restaurantes com infraestrutura de apoio. Tem ainda uma linda foz de rio e uma igrejinha charmosa praticamente na beira da praia, que acabou me trazendo lembranças da Praia de Carneiros em Pernambuco. O pôr do sol visto dessa praia é simplesmente maravilhoso! No final das contas, foi a minha praia favorita da viagem! 🥇
       
        

      Depois de chegar ao camping, armar a barraca e organizar as minhas coisas, saí para almoçar em um quiosque que fica colado no camping e serve PFs por 15 reais. Infelizmente já era mais de 15h30 e já tinham encerrado o serviço. Fui então no restaurante ao lado do camping e os pratos para uma pessoa não me agradaram e ainda custavam o olho da cara. O jeito foi ir em um mercadinho e comprar pães, ovos e tomates, juntar com um queijo curado e folhas de moringa desidratada que estava carregando na mochila e fazer um delicioso sanduíche.
      Depois do almoço, fui curtir a praia e ver o pôr do sol na igrejinha, onde estava rolando uma cerimônia de casamento.


      Antes de passar para o próximo tópico, vale comentar sobre o Camping dos Milagres. Fica na beira da praia e relativamente perto de mercadinhos. É um excelente local para quem está de carro e com tudo o que é necessário para cozinhar, já que o lugar é bastante espaçoso e é possível parar o carro do lado de onde se vai montar a barraca. Outros pontos positivos: possui alguns cantinhos com boa sombra, número satisfatório de banheiros, limpos normalmente, e número razoável de pontos de energia. Pontos negativos: a cozinha é horrorosa (foto abaixo)! Uma palhoça suja, muito mal improvisada, onde entram galinhas. A geladeira é pequena e estava abarrotada, mesmo com o camping vazio. Tem só um fogão para cozinhar e uma leiteira à disposição (nada de panelas, pratos ou outros utensílios). O preço de 50 reais, altíssimo para o que o camping oferece. Infelizmente se paga pq não há outra opção de camping na região.
       

       
      DIA 5) Da Praia do Riacho até a Ilha de Croa/Barra de Santo Antônio, passando pela famosa Praia de Carro Quebrado
      Dia de rolezão monstro a pé! A ideia inicial era de ir caminhando até a praia de Barra de Camaragibe, o que daria uma caminhada suave de cerca de 5 km. Chegando em Barra de Camaragibe tentaria atravessar um rio a pé para chegar na Praia dos Morros/Praia Ponta da Gamela (como ainda não entendi onde uma termina e a outra começa ou se ambos os nomes se referem à mesma praia, citarei assim...caso alguém saiba, me fala aí, por favor 😉).

      Para executar esse roteiro, saí de tênis, camiseta regata, castanhas, amendoim e rapadura na mochilinha e uma água de 1,5L na mão. Até cheguei a pegar uma camisa de manga longa com proteção UV, mas logo pensei “hoje vai ser de boa. Não vou caminhar tanto. Uma regatinha tá tranquilo” e acabei deixando de lado.
      Assim saí para andar até Barra do Camaragibe. O caminho até a Barra é bastante bonito e inclui uma passagem pela Praia do Marceneiro, onde mais pessoas se concentram. Esse trecho da praia é bonito, mas não tanto quanto o trecho da Praia do Riacho.
      Já a parte específica da praia de Barra de Camaragibe não considerei bonita. Tem muitos barcos e as casinhas ali são bem simples e avançam muito sobre a areia.

      Seguindo adiante na caminhada, passando a parte urbana da praia, cheguei até o rio Camaragibe. Acabei me deparando com um rio largo, com boa correnteza e um trecho que parecia ser bastante fundo. Tristeza inicial ao perceber que não teria como atravessar o rio caminhando, mesmo na maré baixa, e que poderia ser um pouco arriscado atravessar a nado, ainda mais tendo que segurar uma mochila em uma das mãos. Mas logo, essa tristeza foi revertida para felicidade ao perceber que, à montante no rio, havia travessia de balsas. Pronto! Poderia conhecer a Praia dos Morros/Praia Ponta da Gamela.
      A travessia na balsa custa R$5 cada trecho. Na hora de pagar, o barqueiro informou que poderia pagar na volta e assim acabei deixando para pagar os dois trechos de uma vez só.

      Logo ao desembarcar, segui por uma estradinha de terra até a praia. Chegando na praia, que visão! Que lugar lindo!

      A praia de cerca de 3 km de extensão tem areia branca, mar azul turquesa e uma larga faixa de areia. O seu trecho inicial é deserto e cheio de coqueiros. Percorrendo a sua extensão com o olhar, logo se vê que há algumas construções mais para o lado de sua extremidade oposta onde se avista uma linda falésia. É uma composição bem bonita mesmo!
       

      VID_20210117_122913.mp4 Fui caminhando pela praia com a ideia de ir até a falésia e retornar. No caminho passei apenas por um casal que provavelmente estava hospedado na luxuosa Villa Entre Chaves (entra no site desse lugar para ter uma ideia do quanto é playba), aquelas construções que avistei de longe.
      Já chegando mais próximo da falésia havia mais umas pessoas jogando tênis na areia. Tênis mesmo com rede própria e marcação na areia. Eu, matutão que nunca tinha visto essa versão do tênis, fiquei um tempinho ali assistindo. Depois fui concretizar a minha meta de ir até a extremidade da praia. Aí é aquela coisa, né?! Quando atingimos a meta, o que fazemos?! Siiiim, dobramos a meta! 😂 Vi que estava relativamente perto da Praia de Carro Quebrado e resolvi ir caminhando até lá.
      A partir da extremidade da praia, percorri um trecho de cerca de 1 km, com muitas pedras e ladeado por falésias. Em alguns dos seus pontos, formam-se piscinas boas para banho. Pelo Google Maps, esse trecho é chamado de Praia de Recifes, mas não achei nenhuma informação mais específicas a respeito. Acredito que a maior parte desse trecho, só pode ser percorrido durante a maré baixa. 


      Depois cheguei até a pontinha onde se inicia (ou no caso, termina para os turistas usuais que vão à praia a passeio de buggy) a Praia de Carro Quebrado. Outra visão linda! Que felicidades de estar ali!
      Já tinha ido a essa praia em passeio há 15 anos atrás. Na época eu achei maravilhosa! A praia mais linda que então conheci em Alagoas. Ainda continuo achando uma praia linda, mas depois de conhecer diversas praias lindas com falésias no Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba, e comparando-a com outras praias desta viagem, não a considero mais como uma das mais bonitas da vida (mais à frente você poderá ver uma listinha com as minhas praias favoritas nesta viagem).

      Segui caminhando até a parte onde ficam as barracas de praia. Chegando ali pedi informações para um vendedor sobre opções de transporte até São Miguel dos Milagres. Perguntei se passava transporte na rodovia ali perto da praia. Ele me respondeu que se eu fosse pegar ônibus na rodovia, eu teria que andar cerca de 14 km e que era melhor eu voltar pelo caminho que tinha feito.
      Fiquei meio hesitante com a volta pelo mesmo caminho e perguntei sobre opção de transporte a partir da cidade seguinte no litoral. Ele falou que também era uma opção e que eu teria que andar 7 km até a a Ilha de Croa e atravessar uma ponte para chegar no ponto de ônibus de Barra de Santo Antônio.
      Entre fazer o caminho de volta até a balsa de cerca de 6,5 km e andar 7 km vendo novas paisagens, preferi esta segunda opção. Comprei mais uma água com vendedor e segui caminhando.
      No caminho, já uns bons metros distante das barracas de comida e bebida onde há uma carcaça de um Fusquinha, descobri uma outra carcaça de Fusquinha e fiquei sem entender se o original que teria dado origem ao nome da praia era aquele anterior ou este. A resposta, depois de uma pesquisa aqui na internet, é que não é nenhum dos dois. 😅 Esses Fusquinhas são só firulas decorativas mesmo (se bateu a curiosidade para saber sobre a origem do nome, leia as informações neste site)


      A partir desse ponto, toda a extensão de praia até próximo de Ilha de Croa/Barra de Santo Antônio fica meio monótona, mas ainda assim bonita, com coqueiros margeando a praia. Depois dos quase 7 km de caminhada sugeridos pelo vendedor de praia, cheguei até a Ilha de Croa.
      A praia é bastante frequentada. Na minha opinião, a sua parte mais bonita fica mais para o lado da Praia de Carro Quebrado, onde há menos barracas de praia e mais sossego.

      Já cansado da caminhada, entrei na cidade e fui buscar informações sobre como chegar na parada de ônibus onde passavam os ônibus até Porto de Pedras (essa é a linha que passa pela Praia do Riacho).
      Informaram-me o local certinho, a 2,5 km de distância, e disseram que se eu fosse rápido, eu conseguiria pegar o ônibus de 16h. Ê canseira! Mas vamos lá! Depois de andar mais de 20 km, 2,5 km era só um trechinho curto." O problema é que não era uma caminhada plana, como a caminhada na praia. Tive que atravessar uma ponte longa (muito maior do que tinha projetado na mente), o sol estava torrando os miolos e ainda Barra de Santo Antônio tem um bom declive. Tudo isso juntamente com o cansaço dificultou a caminhada rápida e acabei chegando já umas 16h10 na parada.

      Como ainda estava esperançoso de o ônibus das 16h estar atrasado, fui perguntar para uns motoristas de táxi que ficam no trevo na entrada da cidade, próximo da parada, se o ônibus já tinha passado, e eles me responderam que não. Ufaaa! Que sorte a minha!
      Sentei no banco da parada aliviado e fiquei esperando. Passam-se 10 min...20 min, começo a conversar com um rapaz que chegou de uma festa para esperar uma carona ali...30 min, o rapaz já pegou a carona...40 min, mais conversa com uma moça que chegou e ia para outra cidade...1h, a moça já pegou o ônibus dela, e nada do meu. Putz! Pensei: não é hoje que volto para a Praia do Riacho!
      Depois de mais de 1h esperando, chegou um senhor motorista de táxi e começamos a conversar. Logo ele engata o assunto de que estava havendo operação da polícia ao longo daquela rodovia porque estava tendo muito assalto principalmente de comerciantes e de pessoas em paradas de ônibus. Eu respondo “Rapaz! Vim da cidade grande! Tô prevenido!". E mostro um celular velho que estava no bolso enquanto o meu de uso regular estava guardado em doleira. Alguns anos de experiência em ser furtado e várias viagens nas costas me mostraram que doleira é um dos itens mais essenciais de um viajante que gosta de fazer rolês a pé ou em transporte coletivo.
      Conversa vai, conversa vem, o senhor sugere de a gente ir para o trevo, onde estavam os motoristas de táxi mais cedo, e aguardar o ônibus ali sentados em umas cadeiras. Segundo ele, o local era mais seguro, sombreado e ainda era ponto também de parada do ônibus.
      Fomos para lá e à medida que a gente ia conversando e o tempo ia passando, outras pessoas foram chegando na roda. Algumas que aparentemente estavam de bobeira, sem muito o que fazer, acabavam ficando para conversar e outras apenas passavam, cumprimentavam, falavam rápido e seguiam para pegar o seu transporte. Fiquei pensando o tanto que o que o tempo passa de uma outra diferente nessas cidades pequenas. Nesse contexto, uma conversa com um desconhecido com cara de turistão na parada de ônibus torna-se uma quebra prazerosa no cotidiano.
      Enfim, entre as conversas, a ansiedade da espera acabou se esvaziando e o tempo acabou passando mais rápido. Quando o micro-ônibus chegou, já próximo de 18h, estava tranquilo e feliz com toda a dinâmica de interações sociais durante aquelas quase 2h de espera.
      Depois de mais cerca de 1h30 no transporte, enfim cheguei até Praia do Riacho. Mas claro que depois da minha saga durante o dia, eu não podia chegar certinho, de uma vez no destino. Acabei, distraído com umas leituras, passando uns 300 m do meu ponto e tive que voltar andando em uma rodovia escura. 🤣
       
      DIA 6) Praia do Patacho e Porto de Pedras
      Dia mais tranquilo em relação à caminhada.

      Fui até a rodovia para tentar pegar o micro-ônibus até o ponto de acesso à Praia do Patacho. Como os horários são pouco frequentes, resolvi tentar uma carona. Depois de cerca de 5 min, consegui uma. E não poderia ter sido melhor! Acabei pegando carona com o gerente de um restaurante na beira da Praia do Patacho. Ô sorte! 🥳
      A Praia do Patacho é linda demais! Não sei se foi efeito da luz e do horário, mas a água ali me pareceu ter uma coloração mais azul turquesa do que nas demais. Além disso, não tem quiosques ou mesas e cadeiras em excesso na areia e ainda tem aquela franja de coqueiros ao longo da praia. Acho que já ficou até clichê falar de coqueiros nas praias, né?! Hehehe



      Vale ainda destacar que seguindo na praia no sentido de Porto de Pedras, formam-se umas piscinas naturais com recifes de corais na parte rasa. Enfim, pude usar o óculos e snorkel.
      Depois de um tempo vendo peixinhos, resolvi ir caminhando até Porto de Pedras. Esse caminho todo é bem bonito. Perde só um pouco da beleza quando chega bem próximo à cidade.


      Porto de Pedras é uma cidadezinha tranquila, bem cuidada e charmosa, com algumas casas históricas. Como já era próximo do horário do almoço, resolvi procurar um restaurante. Na cidade não há tantas opções. Acabei almoçando no restaurante do Neto. Comi um super prato feito por um precinho camarada (R$15). Depois de almoçar, fiquei um tempinho morgando, lendo um livro ali na sombra da grande árvore na frente do restaurante.



      Depois segui até o ponto de ônibus em uma pracinha com igreja. Mais uma vez o transporte – van da linha de Portos de Pedras a Maceió - demorou a passar, mas como estava lendo e curtindo uma música, foi tranquila a espera.
       
      DIA 7) De Praia do Riacho à Praia de Sauaçuhy e caminhada até a Praia de Ipioca
      Dia de deixar o camping e partir para o meu novo destino: Praia de Sauaçuhy. Para variar, cheguei atrasado na parada e acabei tendo que esperar um bom tempo pelo transporte.
      Às 10h20, peguei o transporte e cerca de 1h20 depois cheguei em Sauaçuhy. Pedi para descer no Restaurante Sauaçuhy, onde acabei almoçando. No restaurante há opções de self-service, com prato servido à vontade, por um bom preço (a partir de R$17,90).
      Depois do meu almoço segui até o meu hostel Proxima Estación Hostel, que era praticamente de frente para o restaurante, atravessando a rodovia.
      O hostel é bem localizado, a cerca de 1,2 km da praia e próximo de mercado e comércio. Tem uma boa área de convivência, cozinha com todos utensílios, cama confortável e além disso, é super econômico. Como o quarto exclusivo para mim – não quis ficar em quarto compartilhado por conta da pandemia – saiu abaixo do usual, não acho legal divulgar. Recomendo verificar a disponibilidade no Airbnb (se ainda não usou a plataforma, acesse usando este LINK).

      Depois de deixar minhas coisas no hostel, saí para a minha caminhada do dia até a Praia de Ipioca.

      A primeira praia de passagem é a própria Praia de Sahuaçuy. Vale dizer que a praia faz parte do bairro de Ipioca, o qual já é parte do município de Maceió, Porém nem parece que você está no município. Do hostel até o bairro Jatiuca em Maceió são 25 km de distância, sendo a maior parte desse trajeto através de áreas sem grandes adensamentos populacionais. 
      Sobre a praia em si, ela tem uma faixa de areia bastante larga e é praticamente deserta. Acabou não me agradando muito. Na verdade, tanto essa praia quanto as demais que vou citar adiante não se comparam em beleza a maioria das praias do norte que citei anteriormente. 

      Seguindo em direção à Praia de Ipioca, passei pelo Hibiscus Beach Club – lugar topzeira, para quem curte chiqueza - e cheguei até a foz de um rio. Esse trechinho da praia é basante bonito e gostoso. Se fosse ficar em algum lugar na Praia de Sauaçuhy, teria escolhido ficar nesse cantinho.

      Seguindo na caminhada, entre o rio e a pontinha onde se inicia a Praia de Ipioca, passei por um trecho bastante agradável onde há algumas casas e a referência da Barraca da Cantora no Google Maps.

      Continuando, cheguei à Praia de Ipioca, uma praia gostosa com casas, restaurantes e quiosques de apoio à beira mar e ainda bons trechos de praia mais calmos, tendo apenas coqueiros. É uma boa pedida para quem quer fugir das praias mais agitadas de Maceió.



      Curti um pouco a tarde ali e depois fui à rodovia para pegar um ônibus de volta ao meu hostel. Neste trecho, os ônibus são bastante frequentes. A passagem custa R$3,40.
       
      DIA 8 ) De Praia de Sauaçuhy a Praia de Sonho Verde passando pela Praia de Paripueira
      Mais um dia de caminhada suave, dessa em direção a praias ao norte da Praia de Sahuaçuy, no caso as praias de Paripueira e Sonho Verde.

      O primeiro destino, a Praia de Paripueira, acabou me gerando sentimentos ambíguos. Não curti nenhum pouco a sua parte onde a maioria dos banhistas se concentram. Não achei bonita a grande largura de areia ali e a coisa de haver meio que uma lagoa de água empoçada, seguida por uma baixa de areia, e depois o mar. Fica difícil de visualizar pelo texto, mas dá para ter uma ideia pela foto abaixo.

      Já a parte da praia mais ao norte, indo no sentido da Praia de Sonho Verde, eu achei super agradável.

      Passando esse trecho, cheguei à extremidade da praia, um ponto onde há bastante pedras. A partir dessa pontinha da praia, há tantas pedras, que se forma uma “praia” de cerca de 500 m de extensão, conhecida como Praia da Pedra.

      Passado esse trecho nem um pouco bonito e ainda assim abrigando algumas mansões incríveis, chega-se à bela Praia de Sonho Verde. Acho que de todas as praias dessa região dentro do município de Maceió ou em suas proximidades (Paripueira já é ouro município), essa foi a que eu mais curti. Tem barracas de apoio e uma franja de coqueiros linda! Mais um excelente refúgio para quem quer fugir da muvuca de Maceió.

      Tomei banho de mar e curti ali durante um tempinho e depois voltei caminhando até a Praia de Paripueira, onde parei para almoçar na Barraca da tia Maria, uma casinha metade amarela e metade branca, no trecho da praia mais para o lado da Praia de Sonho Verde. Para quem está caminhando pela praia um outra referência é uma placa de Área de Proteção Ambiental do ICMBio e a casinha Acarajé da Maria.
      Comi um excelente prato feito com posta de peixe frito, super barato. Sério! O prato era muitooo bem servido e custou apenas R$12. Depois de me empanturrar fui andando até a rodovia para pegar uma van de volta ao meu hostel (passagem a R$3).

       
      DIA 9) O dia da volta
      Depois de 8 dias incríveis, era a hora de voltar para casa. =(
      Na rodovia passam com frequência vans com destino à rodoviária de Maceió. Acabei pegando um carro particular. Se não me engano paguei 10 reais para o motorista desviar a rota dele e me deixar na rodoviária. Lá peguei o meu último ônibus até o aeroporto.


      RESUMO GERAL DO RELATO COM DICAS
      - Dá para fazer tudo de transporte coletivo. Atente-se apenas aos horários para não ficar esperando muito tempo nos pontos.
      - As praias do norte de Alagoas são incríveis! Particularmente curti mais as próximas de São Miguel dos Milagres do que as próximas de Maragogi.
      - Se tiver tempo, conheça as praias de Japaratinga, Bessas e do Boqueirão. Elas me pareceram muito lindas, observando-as de longe durante o meu trajeto de moto até a balsa para Porto de Pedras.
      - Acompanhe a tábua de marés para saber as melhores horas dos seus passeios. Isso vale especialmente para o passeio pelo Caminho de Moisés possível apenas marés super baixas.
      - É possível fazer uma excelente viagem. Gastando muito pouco, especialmente em comida, que é super barata.
       
      PRAIAS FAVORITAS
      1) Praia do Riacho
      2) Praia dos Morros/Praia Ponta da Gamela
      3) Praia do Patacho
      4) Praia de Carro Quebrado
      5) Praia de Ponta do Mangue
       
    • Por Felipao86
      Olá pessoal,
      Agosto de 2020, ano pandêmico, férias marcadas, estresse total. Com ou sem pandemia teria um mês inteiro de férias e começamos a analisar opções de viagens em que houvesse o mínimo de risco para nós, um casal com duas crianças (uma de 2 anos e meio e um bebê de 5 meses). Lemos e analisamos algumas opções e decidimos fazer uma viagem de carro, sem um percurso muito definido, mas tentando percorrer algumas praias do litoral baiano, sabidamente de densidade demografica baixa e com ótimo distanciamento social. Acabou sendo uma das melhores viagens da vida, sem dúvida alguma.
      No fim das contas, o roteiro ficou:
      Dia 1 – BH-Teófilo Otoni/MG
      Dia 2 – Teofilo Otoni/MG – Santa Cruz Cabralia/Ba
      Dia 3-5-Santa Cruz Cabralia/Ba-Porto Seguro/Ba
      Dia 5 – Santa Cruz Cabralia/Ba – Ilheus/Ba
      Dia 6-7--Ilheus/Ba
      Dia 8 – Ilheus/Ba-Salvador/Ba
      Dia 9--Salvador/Ba
      Dia 10-Salvador/Ba-Praia do Forte/Ba
      Dia 11-12-Praia do Forte/Ba
      Dia 13-Praia do Forte/Ba-Aracaju/Se
      Dia 14--Aracaju/Se-Maceio/Al
      Dia 15-16 Maceio/Al
      Dia 17-Maceio/Al-Itatim/Ba
      Dia 18-Itatim/Ba-Itacaré/Ba
      Dia 19-Itacare/Ba
      Dia 20 – Itacaré/Ba-Prado/Ba
      Dia 21- Prado-São Mateus/ES
      Dia 22 – São Mateus/Es
      Dia 23 – São Mateus/ES
      Dia 24-São Mateus/ES-BH/MG
      Viajar com crianças:  exige cuidados extras, ainda mais com um bebê pequeno, o que significa ritmo mais lento, respeitar o cansaço delas, fazer várias paradas de carro, entreter a criança maior durante os trajetos mais longos. Um coisa que nos ajudou muito era colocar música de ninar quando o bebê começava a chorar muito e não era possível fazer uma parada. Mas, seguindo um pouco mais lentamente e parando sempre que possível, as crianças aguentaram muito bem uma viagem de  5600km de carro.
      Questões relacionadas à Covid-19: Bem, os cuidados básicos de sempre: evitar ao máximo aglomerações, uso de mascara sempre, procurávamos hotéis/pousadas com selo de turismo (vimos que na prática alguns lugares eram bem rígidos e outro nem um pouco). Evitamos comer em restaurantes também, principalmente a noite preferíamos pedir delivery e comer no hotel/pousada. Em relação ao impacto no roteiro foi pouco, porque apesar de alguns lugares que gostaríamos de visitar estarem fechados, fomos substituindo por outros. O destino que gostaria mesmo de visitar era Peninsula de Maraú e Morro de São Paulo/Boipeba, mas em agosto de 2020 estava fechado. Por outro lado, devido a isso esticamos a viagem até Maceio (minha ideia inicial seria terminar em Aracaju) o que foi ótimo porque Maceió se provou um destino maravilhoso e com o mar mais bonito que já vi! Algumas cidades estavam parcialmente abertas/funcionando e irei relatando ao longo do post.
      Clima: Pegamos dias ótimos, ensolarados, e dias frios, com muita chuva! Ilheus particularmente choveu todos os dias que estivemos lá.
      Meu carro: Renault Logan 1.6  automatico 2012,  já meu há cerca de 5 anos, na época da viagem com 131mil km rodados. Carro ótimo, alto, robusto, porta malas gigantesco. Somente beberrão por ser automático 4 marchas. Não faz mais do que 8km/l no álcool e 9 na gasolina na estrada. Anda muito bem em estrada de terra por ser um pouco mais alto. Havia revisado a pouco tempo. Já viajei muito com esse carro, e é uma ótima opção de carro popular para família. Em 2018 fomos até Prado/Ponta do Corumbau com ele. 
      Hospedagem: 
      Santa Cruz Cabrália: 197/dia (Porto Bali);
      Ilhéus: 180/dia (Hotel Praia do Sol);
      Salvador 140/dia (Pousada da Mangueira);
      Praia do Forte: 140/dia (Recanto dos Pássaros);
      Aracaju: 200/dia (Simas Praia Hotel);
      Maceio: 205/dia (Ritz Suítes);
      Itacaré: 250/dia (Terra Boa Hotel Boutique);
      Prado: 150/dia.
      Em Itatim/Ba o pernoite foi 120 reais. 
      Combustível: aproximadamente 2750 reais para percorrer 5655km considerando um veículo fazendo 8km/l de etanol. Pagamos entre 2,69 a 3,79 no litro de álcool dependendo da cidade. 
      Estradas: de modo geral estradas honestas, padrão brasileiro. Vou descrever algumas que rodamos mais km:
      ·         BR 381 Norte: Rodovia que liga Belo Horizonte a São Mateus/ES, o trecho de 200km entre BH e Ipatinga é conhecido como rodovia da morte, infelizmente por ser extremamente perigosa, muitas curvas, muito fluxo de caminhão. E está em eternas obras de duplicação (até o momento não tem nem 50km duplicado), então é preciso extrema atenção e principalmente paciência. Não recomendo rodar nela a noite. O trecho entre Ipatinga e São Mateus é totalmente em pista simples porém muito mais tranquilo, pois são menos curvas e o transito é muito menor.
      ·         BR 101 – a rodovia que rodamos a maior parte do tempo da viagem, percorremos todo o trecho baiano, sergipano e uma boa parte do alagoano. O trecho baiano é totalmente em pista simples mas com bom asfalto e fluxo menor de carros e caminhões. O trecho sergipano está em obras de duplicação, o asfalto é muito ruim e muitos trechos em esquema pare/siga. O trecho alagoano é totalmente duplicado e é um tapete. Melhor trecho de estrada de toda a viagem.
      ·         BR 116 – Percorrremos essa rodovia desde Feira de Santana até Jequié/Ba. É uma pista privatizada, mas cerca de 50km depois de Feira não é mais duplicada, tem muitos buracos e fluxo inacreditável de caminhões.  Ficamos tão assustados que decidimos sair dela e pegar uma transversal até voltarmos a BR 101 (ao longo do relato explico exatamente qual trajeto foi feito).
      ·         Ba001- Rodovia estadual que liga diversas cidades do litoral baiano. Infelizmente em péssimo estado, com muitos buracos e falta de infraestrutura. A percorremos no trecho Ilheus-Valença.
      ·         Ba099-Rodovia estadual que liga Salvador ao litoral norte e até a divisa com Sergipe. Privatizada, duplicada, ótimo estado de conservação.
      ·         Se-100 – Rodovia estadual que liga a divisa Ba/Se à Capital Aracaju via litoral. Pista simples, porém asfalto em boa conservação. Tem algumas pontes por cima de rios belissima para fotos.
      Vamos ao relato dia a dia:
      Dia 1 – BH a Teófilo Otoni/MG

      Nada de especial a relatar nesse dia, exceto que é preciso muita paciência para percorrer os 200km até Ipatinga/MG, que passa fácil de 5 horas. Muitas obras, pare/siga, trânsito. De Ipatinga em diante viagem muito tranquila, poderia até ter estendido mais e percorrido até Nanuque/MG mas ficamos com receito de cansar muito as crianças.

      Praca de Teófilo Otoni/MG
      Dia 2 – Teófilo Otoni a Santa Cruz Cabralia/Ba

      Chegamos a Santa Cruz no final da tarde. Ficamos hospedados no hotel Porto Bali, que é muito bonito, tem uma ótima sauna com hidromassagem. O dono queria impor uma regra de só consumir agua mineral vendida no estabelecimento, coisa com a qual não concordamos e consideramos falta de sensibilidade, vendo que estávamos com criança  pequena e bebê. Parece que  ali na região vários hotéis tem essa prática ruim. Nesse dia só curtimos a piscina do hotel e saímos para comer numa lanchonete a noite (lanchonete da Tania, faz um pastel de caranguejo delicioso).

       
      Dia 3 – Praia Coroa Vermelha
      Primeiro dia efetivamente de praia. Fomos para a praia de Coroa Vermelha, absolutamente vazia, linda e sossegada. Nenhum quiosque aberto mas levamos lanche para o dia. Após a praia ainda curtimos um pouco a pracinha onde relata ter sido rezada a primeira missa no Brasil, tem várias lojinhas de artesanato. No meio da tarde voltamos para o hotel e a noite voltamos na lanchonete da Tania.

       
      Dia 4 – Centro Historico Porto Seguro
      Fomos conhecer um pouco do centro histórico de Porto Seguro, tem um lindo mirante, a passarela com diversos bares e restaurantes. O museu e catedral estavam fechados. Fomos até o local onde sai a bolsa para Arraial D´Ajuda (que não fomos porque já havíamos conhecido em outra viagem). Tentamos também ir fazer uma visita na reserva indígena mas estava fechada. Terminamos o dia na praia da Coroa Vermelha novamente.
      Em agosto/2020 Porto Seguro estava com as praias fechadas para banho e restaurantes apenas delivery.


      Dia 5 – Praia de Santo Andre/Mogiquicaba
      Dia de conhecer a praia de Santo André, que ficou muito famosa por ter sido sede da seleção alemã na copa de 2014. Pega-se uma balsa de santa cruz cabralia (se não me engano 18 reais) e o trajeto não dura nem 15 min). A praia é linda e absolutamente deserta, com mar de aguas claras e transparentes. A vila em si achei meio sem graça, na verdade é uma rua com alguns restaurantes e as diversas pousadas para pessoas bem abastadas, rs. De lá seguimos de carro até Mogiquicaba, alguns km a frente, que tem uma praia de encontro com rio maravilhosa, muito gostoso para ficar. Depois seguimos 50km a frente para Belmonte, mas não foi possível entrar na cidade devido a barreira sanitária do COVID-19 (nem me atentei a isso).
      Retornamos a Cabralia a tempo de subir no seu centrinho histórico que tem uma vista panorâmica da cidade e da balsa que vai pra Santo André.  A noite novamente Lanchonete da Tania (acho que era o único lugar aberto lá, rs).

      Dia 6 – Santa Cruz Cabralia/Ba-Ilheus/Ba

      Partimos de Cabralia e subimos até Iheus. O GPS deu um caminho ruim, porque pega um trecho de estrada de terra com muitos buracos. O melhor caminho totalmente asfaltado é via Porto Seguro-Eunapolis-BR-101.
      Chegamos em Ilheus debaixo de muita chuva e assim foi por 3 dias seguidos.
      Ficamos hospedados no Hotel Praia do Sol, na praia dos Milionários, muito bonito, beira mar (apesar que o mar ali é meio sujo), atendimento ótimo.
      Em agosto 2020 Ilheus estava com hotéis e restaurantes funcionando com capacidade reduzida. As fazendas produtoras de Cacau fechadas a visitação.
      Nesse dia pedimos um lanche e dormimos no hotel.

      Dia 7 – Ilheus/Ba
      De manhã até fez um solzinho, então fomos explorar um pouco as praias da região Sul e paramos na praia do Cururupe, muito agradável, estava bem vazia. Mas cerca de 1 hora depois começou a chover e tivemos que voltar pro hotel. Quando parou de chover fomos explorar um pouco o centro histórico. O Vesúvio estava aberto, mas não comemos lá e todos os demais locais importantes estavam fechados, estão ficaram somente as fotos externas.  Paramos numa sorveteria ao lado da Catedral e também compramos chocolate.

      Dia 8 – Ilheus/Ba
      Chouveu o dia inteiro...hotel e Netflix, rs. Saímos apenas para almocar num local proximo ao hotel que serve caranguejo, minha filha achou uma delícia, rs.

       
      Dia 9 – Ilheus-Salvador/Ba

      Dia de estrada. Gastamos em torno de 9 horas para fazer esse trajeto pois choveu  praticamente o dia inteiro, a estrada estava muito ruim e esburacada. Fomos pela Ba001 até Valenca/Ba, alguns trechos simplesmente péssimos, é necessário rodar muito lentamente. De lá pegamos a Ba 542, que já tem o asfalto bem melhor e cerca de 30km a frente termina na Br 101. Está, por sua vez, logo a frente faz entrocamento com a BR 324,  que é privatizada e duplicada até Salvador. 
      Chegamos em Salvador no inicio da noite e ficamos na Pousada da Mangueira, atrás do Pelourinho. Pousada ótima, vista bacana da cidade, quarto limpo e confortável, bom café da manhã e ótima piscina.

      Dia 10 – Salvador/Ba
      Em agosto 2020 Salvador estava praticamente fechada. Praias não estavam abertas para banho, restaurantes fechados e pelourinho absolutamente fechado. Fiz até um vídeo porque achei tão surreal, duvido muito que em outra época da história pelourinho tenha ficado vazio assim. Já conhecíamos Salvador de outras viagens, então na verdade, nessa viagem, Salvador foi mais como um ponto de pernoite até o próximo destino que era praia do Forte. Mas gostamos tanto da pousada que ficamos um dia a mais.
      Fizemos passeio pela orla do farol da barra (que estava bem cheio mas todos de máscara). E curtíamos a piscina da pousada.
      No dia seguinte fomos até a comunidade Solar do Unhão comer a moqueca da Dona Suzana, do Rérestaurante. Para quem não conhece, a Dona Suzana é uma das personagens de uma série da Netflix chamada Street Food: Latin America. Ela faz uma moqueca de peixe, de camarão e de arraia deliciosa. É tudo feito na casa dela mesmo, ela simplesmente coloca uma mesa na frente e serve os clientes. Muita, mas muita gente mesmo come lá, a maioria pedindo marmitex. E o lugar tem uma vista maravilhosa da Baia de todos os Santos.


      VID_20200809_160345.mp4 VID_20200809_160345.mp4 Dia 11- Salvador – Praia do Forte/Ba

      Viagem curta, menos de 1 hora e meia entre Salvador e Praia do forte por pista duplicada e privatizada (não lembro valor do pedágio). No trajeto você acompanhada o metrô de salvador que é muito melhor ao nosso aqui de BH. Chegamos e fomos direto ao trecho de praia chamado de praia do Lord, que na maré baixa faz diversas piscinas naturais deliciosas. Lugar muito gostoso para passar o dia. Infelizmente minha esposa foi queimada por uma água viva, precisamos dar uma passada no Posto de Saúde da vila após a praia. A médica nos atendeu super bem e prescreveu uma pomada, problema resolvido.
      Em praia do forte ficamos hospedados na pousada Recanto dos Pássaros, chalezinho bem simples. Tinha um cozinha, então aproveitamos para fazer algumas refeições a noite lá mesmo.

      Dia 12 – Praia do Forte
      Na parte da manhã fomos conhecer as praias de Pojuca e Itamicirim, e a tarde o famoso projeto Tamar e Instituto da Baleia Jubarte. Também tentamos conhecer o Castelo Garcia D´Avila mas estava fechado a visitação.


      Dia 13 – Praia do Forte/Ba – Aracaju/SE

      Esse trecho é percorrido em cerca de 4 horas numa ótima pista no lado baiano e pista honesta no lado sergipano. O perrengue que passei nesse dia foi ter esquecido de abastecer antes de sairmos da praia do forte e ficamos um bom tempo rodando na reserva sem nenhum tipo de estrutura na estrada. Por fim, cerca de 2 horas depois da praia do forte chegamos em Indiaroba, já no Sergipe, e conseguimos abastecer no posto logo na entradinha da cidade.
      Fizemos uma parada na praia do saco, já em Sergipe, mas estava absolutamente deserto. Ficou só a foto no letreiro.
      (Curiosidade, no dia seguinte, já em Aracaju, vimos no jornal uma noticia de funcionarios retirando o letreiro da praia do Saco por decisão judicial no mesmo dia em que estávamos lá; achamos de uma coincidencia tao grande, provavelmente fomos os últimos a tirar foto lá, rs)
      Em Aracaju ficamos hospedados no Simas Praia Hotel na orla do Atalaia. Nesse dia conseguimos curtir um pouco de praia.
      Aliás, um adendo: essa orla é uma coisa espetacular. Tem ciclovia, parquinho para crianças, pista caminhada, ate´um laguinho. Nunca vi uma orla de praia tão bem estruturada.


      Dia 14 – Aracaju – Maceio /AL

      Antes de pegarmos estrada em direção a Maceió, fomos conhecer o mercado municipal de Aracaju, mas estava muito cheio de gente então foi uma visita rápida, fomos também até a Colina de Santo Antonio, onde tem-se a melhor vista da cidade. Passamos em frente ao Museu da Gente Sergipana, que estava fechado.
      Tinhamos também a intenção de conhecer os Canions do Xingo no Sergipe, mas estava fechado na época devido a pandemia.
      O trajeto de Aracaju a Maceió dura umas 4 horas de carro em boa pista do lado sergipano e pista excelente no lado alagoano. A Br 101 em alagoas é totalmente duplicada e a Al 101 que vai até Maceió também.
      No trajeto passamos por cima do Rio São Francisco, que tem um mirante muito  bacana, mas deixamos para tirar fotos na volta.
      Chegamos em Maceió no final da tarde, apenas para dormir.
      Ficamos hospedados no Ritz Suitz, na praia Cruz das Almas, que foi nossa melhor hospedagem da viagem inteira. Otima piscina, quartos amplos e espaçosos e ótimo café da manhã.

       
      Dia 15 – Maceió/Al
      Dia de curtir as praias centrais de MAceió, ficamos num trecho próximo ao letreiro “Eu amo Maceió”.
      O que é a cor da agua de lá? Um azul claro quase transparente, nunca tinha visto antes. Mar calmo, de aguas mornas, tranquilo demais de nadar e passar o dia.
      Em agosto/2020 Maceió já estava em pleno funcionamento, barracas de praia, restaurantes e pousadas.

      Dia 16 – Maceió/Al.
      Fomos conhecer Barra de São Miguel, 30 minutos ao sul de Maceió. Lugar lindo, o recife de corais forma uma gigantesca piscina natural. Pena que pouco tempo depois que chegamos começou a chover, então tivemos que voltar para MAceió. No caminho paramos num lugar chamado Bar do Pato, que como o nome diz, fazem patos de tudo quanto é jeito. Não podia comer no local então levamos marmitex para comer no hotel. Comemos um pato ensopado delicioso.
      Ao final da tarde fomos à feirinha da Pajucara passear e comprar mais um chaveirinho pra minha coleção.

       
      Dia 17 – Maceió – Itatim/Ba

      Dia crucial para definição de roteiro da viagem. Maceió originalmente não estava no roteiro, mas pelo fato de alguns lugares na Bahia estarem fechados fomos subindo e foi uma grata surpresa. Estavamos decidindo se ficaríamos mais dias em Maceió, se subiríamos mais (Maragogi ou até mesmo Natal) ou comecariamos a descer pensando em adiantar o retorno pra casa. Como viajamos sem roteiro nenhum totalmente definido, nem sabíamos quantos dias iriamos ficar viajando, rsrs.
      Tinhamos uma amiga que mora em Natal e estava nos oferecendo hospedagem. Maragogi acabamos descartando porque achamos passeio a piscinas naturais complicados com criança pequena. Recife e Joao Pessoa que estavam mais próximas nós já conhecíamos de outras viagens.
      Um fator pesou na decisão: percebemos que as crianças já estavam ficando cansadas dessa rotina. Isso nos motivou na decisão de começarmos a voltar pra casa.
      Planejamento inicial seria de 3 dias até chegarmos em BH, de modo que no primeiro dia descemos até uma cidade poucos km a frente de Feira de Santana, chamada Itatim, as margens da Br 116, onde achamos um hotel para pernoitar.
      No meio do caminho paramos no mirante para admirar o Rio São Francisco, que nasce aqui em MG, na Serra da Canastra. Local belíssimo. rio de fundamental importância para integração nacional e fonte de sustento de muitas pessoas ao longo do seu percurso.

       
      Dia 18 – Itatim/Ba – Itacaré/Ba

      O planejamento do dia seria seguir de Itatim/Ba até Padre Paraíso/MG. No entanto, enquanto íamos descendo pela Br-116 fomos tomados por um aperto no perto, uma sensação de que estávamos indo embora pra casa cedo demais. Além disso, estávamos assustados com o fluxo de caminhão na Br, que apesar de privatizada, era pista simples e com muitos buracos.
      Nesse meio tempo vimos que Itacaré tinha reaberto (quando estávamos subindo de Ilheus a Salvador ainda estava fechada). Então, na altura de Jequié saímos da Br 116 e pegamos a Br 330 em direção ao entroncamento com a Br 101 e de lá seguimos a Ilheus e Itacaré.
      Chegamos no final da tarde, ficamos hospedados na Terra Boa Hotel Boutique, muito bonita, ótimo café da manhã, mas quarto pequeno. Deu tempo de conhecer a praia da Concha, que é bem próxima a pousada.

      Dia 19 – Itacaré/Ba
      Adivinha? Choveu o dia inteiro. O dia inteirinho, não fizemos nada a não ser assistir filme e pedir comida, rs.
      Dia 20 – Itacaré/Ba – Prado/Ba

      Antes de sairmos de Itacaré, fomos conhecer algumas praias já que o sol tinha saído. Todas muito belas, porque Itacaré tem paisagens diferentes do restante da Bahia, lembra mais a costa verde, com praias em serras junto a cachoeiras.  São umas 4 ou 5, que esqueci o nome agora.
      Após o almoço pegamos estrada em direção a Prado/Ba, onde iriamos pernoitar. Essa viagem foi um pouco tensa primeiro porque o GPS nos mandou por um péssima estrada de terra na saída de Itacaré até o entroncamento com a BR 101, gastamos mais de 2 horas somente nesse trajeto, de cerca de 50 km.
      Depois pegamos um bom trecho a noite da BR 101, e eu não gosto de pegar estrada a noite, acho perigoso. Mas chegamos por volta das 22:00 em Prado, onde pernoitamos em uma pousada local.

      Dia 21 – Prado/Ba – São Mateus

      Já conhecíamos Prado de outras  viagens, mas somos apaixonados com uma praia de lá, chamada Japara Grande. Fica no caminho para Cumuruxatiba e é absolutamente rustica e belíssima. Passamos o dia lá. Vimos até alguns patinhos nadando no rio que desemboca no mar.
      Ao final do dia chegamos em São Mateus, que é onde reside minha cunhada, motivo pelo qual fomos até lá. Ficamos hospedados em sua casa.

      Dia 22 e 23 – São Mateus/ES
      Já em clima de fim de viagem, num dia fomos passear na Vila de Itaunas, que também já havíamos visitado previamente. Estava bem vazia e o mar muito agitado. No ultimo dia choveu muito então ficamos em casa mesmo, saindo apenas para visitar a ultima atração de São Mateus/Es que é a casa invertida. Mas ficaram só as fotos externas porque estava fechada para visitação.

      Dia 24 – São Mateus/Es a Belo Horizonte/MG

      Dia de retorno a casa, num trajeto feito completamente na BR 381 em cerca de 11 horas.
       
      Consideraçoes finais: hoje eu vejo as fotos dessa viagem e nem acredito, parece uma loucura viajar com criança pequena e bebê e ir tão longe nesse nosso Brasil, no meio de uma pandemia. Mas sem dúvida foi uma das melhores viagens da vida e com certeza memorias afetivas importantes foram criadas ao longo desses 24 dias. Em todos os lugares fomos sempre muito bem recebidos e acolhidos, nós brasileiros somos muito acolhedores.
      É isso pessoal, estou aberto caso tenham alguma duvida. Até o próximo relato!
       




    • Por Luan Castro
      Companhia para viagem esse mês de dezembro 01/12 ~ 30/12, tiver de partida ou tiver pensando em e,  da um toque no e-mail [email protected]
      E vamos la.
       
    • Por Beto Leite
      Esse camping fica a 205 km de Recife, a beira mar de São Miguel dos Milagres-AL. Possui uma ampla área para acampar com barracas ou motorhomes. A praia é um paraíso, com águas claras e temperatura agradável. 
       
    • Por Beto Leite
      Para quem gosta de acampar em um camping simples mais com uma vibe incrível, sugiro o camping do sávio (Jesus).
      Saindo de Recife fica a 120km pela BR 101. Fica a beira Mar, não possui energia e a cozinha comunitária é a base do carvão. 
       
       

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