"Já fazia mais de hora que o sol havia nos abandonado, quando uma tempestade desabou sobre nossos ombros. A noite era tão escura , que eu mal enxergava o Thiaguinho que desembestou na dianteira, ladeira abaixo e quando tentei acionar os freios, as rodas trepidaram, balançaram de um lado para o outro e eu me vi totalmente desamparado , virei passageiro daquela geringonça dos anos 80. A velocidade só fazia aumentar, pensei em me jogar pro barranco, mas as valetas laterais teriam me moído no buraco. Tento manter a calma, mas as minhas energias depois de mais de 12 horas de pedalada, me levam a um transe de resiliência. Penso em pular, mas aí me vem a lembrança, o dia em que eu e meu irmão, numa infância distante, nos jogamos de cima de uma bicicleta sem freio, numa ladeira da nossa aldeia e acabamos sendo trucidados pelo chão. Enfio o tênis na roda traseira, mas o solado do maldito é daqueles tênis de atletismo e o atrito não resolve porra nenhuma. Mesmo assim, continuo tentando e quando vejo que o terreno se arrefeceu um pouco, boto os pés no chão e ao encontrar um amontoado de areia, pulo, como quem pula de um caminhão desgovernado, mas sem soltar as mão da bicicleta. Fico no cai, mas não cai, danço conforme a ondulação do terreno, até que quando me vejo estabilizado, largo mão daquela merda e me esparramo na areia molhada, enquanto o veículo do satanás, de duas rodas, segue seu caminho até se deter mais à frente. Eu não sou mais ninguém, o ciclista animado da manhã, agora parece um ser que não consegue se sustentar sobre as próprias pernas , estou acabado, a vontade é sentar e chorar."............................
No centro do Estado de São Paulo, a 200 km da sua capital, uma região de incontáveis atrações naturais, ainda se mantém muito longe do turismo de massa, ainda que sua cidade mais famosa, BROTAS, acabe por cooptar a maioria do turismo, se intitulando a Capital da Aventura no Estado. Mas a região vai muito mais além do que a sua cidade mais famosa, na verdade, são dezenas de cidade compondo uma grande região turística, mas que sinceramente, até para mim que vivo ao seu redor, me soa um pouco confuso. Costuma-se denominar algumas cidades como CHAPADA GUARANÍ, que seriam cidades encima de uma grande mesa basáltica, um incrível chapadão, uma espécie de, guardando as suas devidas proporções, Chapada Diamantina Paulista.
Acontece que, embaixo desses chapadões, também temos pequenas cidades de belezas muito cênicas, aliás, são cidades que recebem as águas que despencam das mesas e é por onde se pode acessar algumas cachoeiras. Mas não é só isso, são cavernas, formações rochosas, vilarejos charmosos, trilhas para motocross, jeep, bicicleta, formações rochosas, morros testemunhos, mirantes de perder o fôlego. Algumas dessas cidades compõe o CIRCUITO DA SERRA DO ITAQUERI e outras o circuito CHAPADA GUARANÍ, na verdade, uma salada difícil de compreender porque várias cidades acabam por fazer partes de todas as denominações e como a região é gigante, o governo do Estado e secretaria de turismo, ainda dividiu em outra região que chamou de circuito CUESTA PAULISTA.
Já fazia anos que o Thiaguinho me cobrava uma pedalada nessa região e como eu não me manifestava, colocando uma data, ele simplesmente me forçou a sair da moita e numa sexta-feira à tarde me informou que passaria na minha casa, sábado à noite e me pegaria com seu carro, porque já era hora da empreitada sair do papel. Coube a mim elaborar um roteiro, já que, apesar de frequentar muito a região, eu nunca tinha me aventurado sobre 2 rodas, então decidi que o nosso ponto de partida seria a minúscula e pacata IPEÚNA, uma charmosa cidadezinha de meia dúzia de habitantes, onde eu pretendia estacionar o carro e fazer um circuito tranquilo, de uns 60 km de pedaladas, subindo a chapada e voltando para o mesmo lugar.
Por volta das 8 da manhã, estacionamos na praça central de Ipeúna, bem da rua abaixo da sua igreja central, em frente da base policial. O Thiaguinho sacou logo sua bike de última geração e eu tomei posse de um trambolho fabricado na década de 80, uma bicicleta bem conservada, mas sem as tecnologias atuais, apenas algumas mudanças aqui e ali, mas no final do dia, eu iria descobrir que não havia sido suficiente.
O nosso caminho seguiu exatamente pela rua que estávamos e em poucos minutos, numa curva, deixamos o asfalto e ganhamos as estradas de terra junto à uma bifurcação. Logo o caminho desembesta para baixo e desce até um vale e aí a subida desafia nossa capacidade de pedalar, ainda com o corpo frio, mas eu logo arrego e empurro ladeira acima e quando se estabiliza, a estrada vira um amontoado de areia e logo à frente, uma bifurcação junto à uma placa, faz a gente parar e admirar os paredões avermelhados da Serra do Itaquerí, de frente para uma formação característica conhecida como CABEÇA DE ÍNDIO. É a primeira vez que o Thiaguinho tem contato com essa paisagem e realmente, é uma visão lindíssima e surpreendente por estar tão perto da capital e ser conhecida por poucos.
A previsão de mal tempo não se confirmou, o sol já queima sem piedade e na bifurcação, pegamos para a direita e vamos seguir como quem vai ao encontro da Cabeça de Índio e cerca de 6 km desde a cidade, uma porteira lateral nos chama a atenção para um mirante espetacular para a grande formação rochosa, então nos detivemos por um tempo para um gole de água e uma foto.
O terreno parece que vai se estabilizar, mas hora ou outra, nos deparamos com alguma ladeira e o calor inclemente da manhã, vai minando nossas energias. O cenário é muito bonito e nossa direção vai seguir o caminho que nos levará para a subida da serra. Antes de subir a serrinha, eu pretendia deixar as bikes escondidas e tentar reencontrar a Gruta da Boca do Sapo, mas achei que perderíamos muito tempo nela, haja visto que esse roteiro eu havia estabelecido para ser feito em 2 dias e estava apenas adaptando a quilometragem para um único dia, então passamos batidos e iniciamos a subida da serra, abandonaríamos a planície local e subiríamos de vez para os chapadões, era hora de ganharmos altitude.
Nossa pedalada inicial então chega ao km 12, que de bicicleta poderia significar absolutamente nada, mas diante do terreno arenoso e das primeiras subidas intermináveis sob um sol escaldante, já faz a gente começar a botar a língua de fora. No início da subida da serra o terreno vai se elevando lentamente, mas não dá nem 300 metros e pedalar já não é mais opção, não só pelo terreno inclinado, mas pelas grandes pedras que inviabilizam a progressão montado nas bikes . Empurrar bicicleta ladeira acima é um martírio que vamos absorvendo, um sofrimento que é preciso passar, sob o pretexto de que quando chegarmos lá encima, tudo vai ser diferente, e é vivendo nessa ilusão que nos apegamos à nossa força interior e quando atingimos uns dois terços do caminho, nos deparamos com um MIRANTE que nos faz voltar a sorrir novamente e continuar acreditando nas mentiras que a nossa cabeça criou.
Como não há sofrimento que dure para sempre, uma última curva da serra é deixada para trás e do nosso lado direito, meia dúzia de eucaliptos força a nossa parada e mesmo que ainda não seja definitivamente o fim da subida, será ali que abandonaremos provisoriamente a estrada, em favor de uma TRILHA que sai à direita e entra num capinzal alto, tão escondida que se não forçar passagem na alta vegetação inicial, quem não conhece e não tem nenhuma referência, passará batido.
Levamos cerca de 45 minutos empurrando as bicicletas para ganharmos quase todo o chapadão e agora, vamos abandoná-las no mato e ganharmos a trilha a pé, rumo a uma das grandes joias da Serra do Itaqueri . Então, forçando passagem no capim alto, uns 10 metros depois a trilha surgirá, aberta e bem consolidada, vai se curvar para a esquerda e descerá meio que em nível até começar a despencar de vez, curvar quase 90 graus para a direita, onde encontraremos uma arvore monstruosa e começar a percorrer um paredão de arenito que estará a nossa direita.
Não há erro, é preciso se manter quase que colado nos paredões, às vezes não mais que 5 metros de distância deles, passamos por um filete de água que despenca de cima do próprio paredão, onde poderemos abastecer os cantis, contornamos um terreno encharcado até que surpreendentemente, daremos de cara com a enorme boca da GRUTA DO FAZENDÃO.
Para quem chega, pode se surpreender com as pichações do passado, mas hoje praticamente essa prática cessou e mesmo não havendo nenhuma fiscalização, pelo estado que encontramos a trilha, percebemos que a gruta quase não está sendo visitada. Ao subir as pedras que antecedem a entrada da gruta, é possível sentir a grandiosidade do seu pórtico. A gruta do Fazendão é daqueles lugares que sempre gosto de levar os amigos e apresentar como sendo parte do meu quintal, já que a maioria do meu círculo de amizades, ligadas ao mundo de aventura, são de gente da Capital Paulista e eu acabo por me tornar um dos poucos representantes do interior. Uma vez inventei de trazer uns amigos na gruta, alguns deles jamais haviam entrada numa caverna antes, apesar de já serem exploradores que já rodaram meio mundo. E mesmo os que já estiveram em cavernas, nunca tinha entrado em cavidades areníticas, onde em algumas é preciso se rastejar feito um lagarto. E um desses amigos passou mal, deu pit, simplesmente teve uma crise de pânico e tivemos que evacuar a gruta às pressa, o que no final, rendeu muita zoeira e altas risadas.
Nos apossamos das nossas lanternas e subimos os blocos de pedras, que num passado muito distante, desmoronou do teto. No início, a impressão é que a gruta não passa de uma pequena cavidade, baixa e sem muito interesse, mas em um minuto a desconfiança da lugar a grandiosidade . Um corredor gigante se abre e o teto se eleva e nos surpreende, porque 2 minutos depois, a escuridão absoluta toma conta do lugar e quem não está familiarizado com esse tipo de ambiente, já começa a ter um desconforto. Num primeiro momento, a gruta é horizontal, anda-se em pé porque o espaço é amplo, com um grande corredor . O teto é alto , mas o chão apresenta irregularidades , onde algumas fendas vão deixando os visitantes de primeira viagem, um pouco desconfiádos.
Eu sigo à frente, fazendo as vezes de guia, mas já conhecedor dos caminhos que vão levar aos becos mais aventureiros, rapidamente abandono o caminho fácil e desimpedido , em favor de uma greta a direita do caminho, encostando na parede da caverna., onde desço por uma pequena rampa até me ver de frente à um buraco de rato.
É aqui que começa a brincadeira, num buraco de uns 50 centímetros de largura por uns 10 metros de comprimento, iremos adentrar no corredor de arenito, nos rastejando feito vermes, encostando nossas barrigas no chão e ganhando terreno metro à metro , até nos vermos dentro de um grande salão no centro da terra, com seu teto alto , sua temperatura gelada , uma cena iluminada pelas luz das nossas lanternas, como quem adentra nas histórias de Júlio Verne.
O Thiaguinho passou muito bem e parece se encantar com o novo ambiente e mesmo eu, acostumado à exploração de cavernas desde os primórdios da minha vida de aventura, ainda consigo me surpreender com esse mundo fascinante.
Uma nova passagem em formato de um pequeno pórtico, nos leva para outro salão, tão grande quando os 2 primeiros e a saída desse terceiro salão, é pela esquerda, subindo rastejando numa rampa , que vai passar por uma perigosa e profunda fenda e então virando para a direita, chegando ao salão dos morcegos , um amontoado de centenas deles, que estão agrupados no teto e ao sentirem nossa presença e nossas lanternas, tomam conta da caverna, voando de um lado para o outro, às vezes trombando nas nossas cabeças.
A saída é retornar para a esquerda, cruzando por uma passarela natural sobre a fenda que havíamos passado, com cuidado para não cair em outras cavidades, avançando lentamente, vagarosamente, até perceber ao longe, um facho de luz que nos indica a saída ou seja , o nosso ponto de partida. Foi uma exploração proveitosa e antes de deixarmos a gruta para trás, fizemos uma parada para um lanche e um gole de água.
Retornamos pelo mesmo caminho que viermos, agora subindo lentamente até reencontrarmos nossas bicicletas e ganharmos novamente a rua. Ainda iremos subir por uns 200 metros até que o terreno se estabiliza de vez, definitivamente agora, estamos em cina da CHAPADA PAULISTA, galgamos com dificuldade, mas enfim subimos à grande mesa . Logo à frente cruzamos por uma lagoinha à nossa esquerda, onde penso em me jogar , mas menos de 5 minutos , também à nossa esquerda, uma lagoa gigante desafia a minha capicidade de resistir, mas não resisto e não faço nenhuma questão. Jogo a bike no capim, tiro meu tênis e com roupa e tudo , saio correndo e me jogo na água. O calor tá de lascar e o Thiaguinho vem junto e em um minuto, somos dois moleques se regozijando nas aguas mornas .
Voltamos à estradinha até que ela chega a uma espécie de “T”, aí vamos pegar para a direita. Estamos agora indo ao encontro da Cachoeira da Lapinha e estradinha ao chegar a um cruzamento em forma de triangulo, nos obriga a viramos para a direita e aí vamos descer pra valer, tentando segurar os freios até quando ela se estabiliza, passa por uma floresta de eucalipto e aí temos que nos deter junto a um pequeno riacho que despenca no vazio, formando a cachoeira em questão.
A CACHOIERA DA LAPINHA, também é conhecida como Cachoeira do Carro Caído, devido a uma carcaça de um veículo que se encontra nos pés da queda. No passado, a gente explorou todo o vale vindo por baixo, mas a cachoeira estava com pouca água e não há propriamente uma trilha que se possa chegar partindo de cima, mas com um pouco de habilidade e sem medo dos riscos, é possível descer pela esquerda dela, desescalando uma parede perigosa, mas não ali onde a queda despenca, claro, tem que se afastar uns 300 metros, cair no leito do rio e subir até onde ela despenca.
Nos despedimos da Cachoeira, atravessamos a pontinha e seguimos adiante, apreciando as florestas de eucaliptos e sempre seguindo na principal, nosso rumo vai tomar a direção do Bar do Valentim, onde está a Cachoeira São José, sempre atentos as placas. Da Cachoeira da lapinha até a Cachoeira São José, serão exatos mais 6 km de pedalada e é um caminho belíssimo e agradável, por ser quase só descida e quando lá chegamos, nossa quilometragem vai bater exatos 25 km, pouca coisa, mas não se engane, a atividade não foi feita só de pedalar, então, já um tanto cansado, estacionamos junto ao bar, onde dezenas de pessoas se amontoam, gente de bike, de moto, de jeep, corredores de montanha, ali é parada para todas as tribos.
O bar é onde se pode tomar umas cervejas, uns sucos, comer alguma coisa ou somente descer as escadarias e ir tomar um bom banho na CACHOEIRA SÃO JOSÉ, porque a entrada é gratuita. A cachoeira não é muito alta e suas águas escuras são proveniente de terrenos areníticos com rochas basálticas, portanto, a água é avermelhada, meio cor de barro, mas com o calor que está fazendo, não vamos ficar de mi-mi-mi e não demorou muito pra gente se enfiar embaixo dela e lá ficar, aplacando o calor intenso dessa final de manhã.
Uns 15 anos atrás, eu havia chegado até aqui, mas vindo motorizado, foi quando nosso 4x4 atolou dentro de um rio e eu e minha filha ficamos horas tentando desatolá-lo, lutando contra o tempo e contra uma tempestade que se avizinhava, não levasse a gente embora caso enchesse o riacho. Acampamos próximo ao bar, mas não chegamos nem a conhecer a Cachoeira, que estava fechada. Então a partir de agora, todo o caminho à frente seria uma novidade também para mim.
Montamos nas bicicletas e prosseguimos, mas não deu nem 500 metros, fomos obrigados a desmontar novamente. O cenário que nos foi apresentado era surpreendente, sem aviso prévio, um cânion de proporções gigantescas surgiu à nossa frente. E não posso nem negar que desconhecia a sua existência, já que tinha ideia que havia uma cachoeira que despencava ali nas redondezas do bar, mas nunca que eu iria imaginar que seria daquela magnitude.
O CÂNION PASSA CINCO, me desconcertou, ainda que a grande cachoeira de mesmo nome, tivesse a sua vista muito prejudicada. Mas era mesmo surpreendente, um gigantesco abismo com bem mais de 100 metros de altura, de onde 2 quedas d’agua se precipitavam no vazio, emolduradas por uma floresta verdinha.
Claramente, por ali seria impossível descer ao fundo do cânion, então retomamos o arremedo de estrada e em mais 1,5 km, numa bifurcação tripla, vamos quebrar para esquerda e uns 150metros depois, vai surgir à direita, uma trilha que irá nos levar definitivamente para dentro do cânion. Estamos na TRILHA DO LISINHO, uma trilha somente para quem pratica motocross, com veículos especializados e com experiência vasta no assunto, evidentemente, não é nem de longe uma trilha para bicicletas, mas como ninguém havia nos dito nada, embicamos a nossa bike e fomos nos fuder naquela desgraça.
Logo no começo, já vimos que seria uma encrenca, mas sem conhecer, esperávamos que o terreno melhoraria mais à frente. Ledo engano, cada vez foi é piorando mais. As valetas eram capaz de engolir nossa bicicletas e era praticamente impossível pedalar e quando tentávamos, não era raro cairmos nos buracos e termos nossas canelas dilaceradas pelos pedais que batiam nas paredes laterais e voltavam nas nossas pernas. Aquilo foi um verdadeiro inferno, ainda que a gente se divertisse com a pataquada que acabamos nos metendo, a descida foi minando nossa energia, já que o calor ainda se mantinha insuportável.
Levamos uma meia hora ou mais para chegar ao fundo do cânion, mas mesmo assim, as trilhas ainda se mantinham confusas, parecia que não iam dar em lugar nenhum e empurrar as bicicletas já foi se tornando um verdadeiro martírio. Claro, a gente não se deu conta de que estávamos tomando decisões erradas e que deveríamos ter abandonado as bikes e seguido á pé por dentro do cânion, até conseguirmos interceptar as grandes cachoeiras. Mas chegou uma hora que a gente resolveu voltar, simplesmente o dia já começava a escorregar por entre os dedos e já havíamos passado das 14 horas e aí nos demos contas que não tínhamos mais tempo para explorações, era hora de voltar ao nosso roteiro original.
Dentro do cânion, junto ao rio que corta todo o vale, resolvemos que deveríamos atravessar para o outro lado, tentar achar um caminho que subisse as paredes opostas do vale, porque voltar pela trilha do Lisinho, estava fora de cogitação. Então atravessamos o rio com as bicicletas nas costas e ao chegarmos no centro do cânion, o horizonte se abriu e interceptamos uma sede de fazenda totalmente abandonada, um lugar lindíssimo, onde chegava uma estrada. Essa estrada ao chegar ao casarão abandonado, se transformava numa trilha que ia se enfiando para dentro do cânion, indo na direção do fundo dele, onde estavam as cachoeiras. Seguimos essa trilha por uns 5 minutos, mas logo desistimos de vez, o tempo urge, era chegado a hora de pular fora dali.
Analisamos o mapa, vislumbramos uma saída por uma perna do cânion, na verdade, outro cânion lateral. Então tomamos o rumo de quem vai em direção a entrada do vale, passamos por mais uma casa abandonada, subimos uma trilha pela sua esquerda até chegarmos ao outro cânion, onde uns bois mal-encarados nos deram as boas-vindas, louco para nos dar umas chifradas. Ali começamos a subir, na esperança que no seu final, houvesse um caminho que nos levasse para cima das paredes, ainda que tivéssemos que carregar as bikes nas costas.
Mas não adiantou, o caminho não tinha saída. Estávamos presos, não havia mais o que fazer, tínhamos que retornar, repensar nosso caminho, agora havia chegado a hora de achar uma rota de fuga. O Thiaguinho voltou rápido, eu já começava a capengar com aquela bicicleta pesada e na ânsia de alcançá-lo, meti marcha no meio da trilhinha junto ao pasto, mas um tronco estacionado fora das minhas vistas, foi o obstáculo que faltava para eu bater com a roda dianteira e ser catapultado barranco abaixo, eu de um lado, bike do outro, canela arrebentada e guidão entortado, o chão é o refúgio dos trouxas sobre 2 rodas.
Levanto-me, ainda puto, mas logo estou rindo sozinho da situação. Alcanço o Thiaguinho e tomamos o rumo da saída, passamos pelos bois, pulamos uma cerca de arame e ganhamos uma estrada larga, onde uma ponte decrepita, impede a passagem de carros. Em poucos minutos passamos por uma única casa que parecia ser habitada e ganhamos a estrada em definitivo, assim que cruzamos mais uma ponte, de onde era possível avistar sobre nossos cabeças, o MORRO DO GORILA, uma linda formação de arenito.
Verdade seja dita, a tarde praticamente já se foi e o dia já é capenga, apesar de ainda haver sol. Depois de atravessar a ponte , a estrada de areia vai seguir quase em nível, o que ajuda a gente a conseguir peladar um pouco mais forte, mas não demora muito, observo que o Thiaguinho para imediatamente à frente e sem perceber, desvio rapidamente de uma cascavel que por um pouco não picou a picou a perna dele, foi muita sorte. Dois quilômetros depois, passamos por um bar, que estava fechado , mas um senhor nos indicou que se quisessemos voltar pra Ipeúna, teríamos que virar a direira e seguir pedalando até o curral de uma fazenda, onde deveriamos contornar pela direita e nos apegarmos à estrada principal.
Como sol ja está bem baixo, os paredões do nosso lado direito, vão ficando belíssimos. Mas se o cenário é de tirar o fôlego, o caminho é de tirar a nossa paciência. O areião vai travando a gente , a pedalada não desenvolve, eu praticamente não tenho mais água, a comida acabou faz horas . Claro que poderiamos buscar socorro em algum sitio próximo, pelo menos pra buscar uma hidratação, mas a vontade é de chegar, de encerrar . As pernas já pedalam no modo automático, a minha bicicleta começa a dar sinais que o freio não quer mais funcionar e cada vez, preciso fazer mais força com as mãos.
E a gente pedala, e à frente dos nossos olhos, vão ficando para trás uma infinidade de pequenas propriedades rurais, choupanas jogadas à beira do caminho, matutos e seus animais de estimação, bois, vacas, cavalos, tratores, carroças, plantações, riachos , capões de mato, num sobe e desse sem parar, até que nem eu, nem equipamento aguentam mais . Os freios da bicicleta se foram, a minha capacidade de seguir pedalando , virou pó. Sou um homem entregue ao meu próprio sofrimento, ao meu desespero individual. Não consigo nem mensurar o que o Thiaguinho deve estar pensando de mim, também estou numa condição que nem me importo mais , sou só um homem morto que não caiu porque ainda me resta um brio interior, tentando resguardar o ultimo vestigio de dignidade que me sobrou.
Já fazia mais de hora que o sol havia nos abandonado, quando uma tempestade desabou sobre nossos ombros. A noite era tão escura , que eu mal enxergava o Thiaguinho , que desembestou na dianteira, ladeira abaixo e quando tentei acionar os freios, as rodas trepidaram, balançaram de um lado para o outro e eu me vi totalmente desamparado , virei passageiro daquela geringonça dos anos 80. A velocidade só fazia aumentar, pensei em me jogar pro barranco, mas as valetas laterais teriam me moído no buraco. Tento manter a calma, mas as minhas energias depois de mais de 12 horas de pedalada, me levam a um transe de resiliência. Penso em pular, mas aí me vem a lembrança, o dia em que eu e meu irmão, numa infância distante, nos jogamos de cima de uma bicicleta sem freio, numa ladeira da nossa aldeia e acabamos sendo trucidados pelo chão. Enfio o tênis na roda traseira, mas o solado do maldito é daqueles tênis de atletismo e o atrito não resolve porra nenhuma. Mesmo assim, continuo tentando e quando vejo que o terreno se arrefeceu um pouco, boto os pés no chão e ao encontrar um amontoado de areia, pulo, como quem pula de um caminhão desgovernado, mas sem soltar as mão da bicicleta. Fico no cai, mas não cai, danço conforme a ondulação do terreno, até que quando me vejo estabilizado, largo mão daquela merda e me esparramo na areia molhada, enquanto o veículo do satanás, de duas rodas, segue seu caminho até se deter mais à frente. Eu não sou mais ninguém, o ciclista animado da manhã, agora parece um ser que não consegue se sustentar sobre as próprias pernas , estou acabado, a vontade é sentar e chorar.
Agora a coisa ficou feia de vez. Até então, a minha capacidade de pedalar já não existia mais , só que agora, sem nada de freios, eu não conseguia nem descer as ladeiras montado, porque naquela escuridão avassaladora, não conseguia ver nada , saber se a ladeira era perigosa ou não. Então, eu subia empurrado e descia empurrando, enquanto a chuva fria castigava nossa cacunda. E nem quando o Thiaguinho me chamou a atenção para as luses da cidade, que se apresentou à nossa frente , eu me animei. Mas eu continuei, cabeça baixa , moral abaixo do volume morto . As cãibras surgirem , era algo inevitavel , a cada 15 ou 20 minutos, lá estava eu, jogado ao chão, com os musculos enriquecidos, dores tão fortes quanto a minha vergonha diante da situação.
Só quando passamos enfrente aos campings , foi que me dei conta que estavamos perto do asfalto e quando lá chegamos, minha vontade era de jogar a bicicleta fora , porque eu já não tinha mais forças nem pra pedalar no terreno plano e firme, por isso empurrei na maior parte do tempo, até que quase NOVE da noite, desembocamos em definitivo na PRAÇA CENTAL de Ipeúna, quase 13 horas de pedaladas e então , nos sentamos à frente da barraca de lanches e quando o sanduiche de costela atingiu a minha corrente sanguinia , uma lagrima escapou dos meus olhos.
Quando o Thiaguinho lançou o convite, pensei em recusar, eu estava fisicamente destruído por atividades ligadas a outros esportes tradicionais. Mas achei que seria deselegante deixá-lo na mão, já que era uma promessa antiga , que eu vinha adiando, mesmo assim , deixei bem claro que só iria com o intuito de fazer um belo passeio, apenas pra mostrar parte da região pra ele. O problema, é que a maldita palavra "passeio" jamais fez parte do nosso vocabulário, quando a gente inventa algo, será sempre acima da nossa capacidade de bom senso. O suposto passeio, se tornou numa jornada de quase 13 horas , um epopéia de achados e perdidos , que misturou montain bike com exploração de cavernas, mergulho em lagoas, descida à cânions, banho de cachoeira, pedaladas em trilhas e pastos sem caminhos . Saímos em busca de uma jornada tranquila, voltamos destruídos pela aventuda que encontramos pelo caminho.
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O objetivo desse mini guia Maceió by Pedro é ajudar os forasteiros incautos a conhecer mais sobre Maceió/AL. O tópico será editado uma vez por semana com atualizações de novas atrações, média de valores gastos em estadia/alimentação/passeio/diversão e fotos assim que possível!
Orla de Maceió
Maceió é uma cidade pequena, mas com muitas opções de diversão durante o dia e a tarde, a noite é um pouco complicado por que vai depender muito do estilo de música e ambiente que você curte. Ainda, Maceió te dá diversas opções de passeios em cidades vizinhas, de acesso muito tranquilo, seja de carro ou de ônibus. Pois bem, vou passar um mini guia do que eu acho INDISPENSÁVEL pra fazer em Maceió se baseando no MEU gosto:
1. Praias na parte "central" da cidade:
1.1. Ponta Verde: A praia de Ponta Verde é onde as coisas acontecem, se é que me entende. É a área nobre de Maceió e no calçadão você vai ver geralmente famílias, jovens andando de skate e patins, gente fazendo exercícios, etc. A praia em si não é muito frequentada nos dias de semana, sendo o forte dela aos sábados e domingos (eu particularmente não gosto, por que é muito cheio e a faixa de areia é estreita). Na areia você será servido basicamente por ambulantes e ficará em cadeiras de praia tomando sol e curtindo a água da Ponta Verde que tem uma temperatura agradável e não tem ondas nem correnteza forte. Lá também é onde você vai encontrar as barracas de praia mais badaladas e consequentemente mais caras da cidade e arredores, à exemplo de Lopana e Kanoa. Essas duas barracas no verão são tomadas de assalto pelos turistas e o trecho da orla que as separa fica literalmente LOTADO de gente bonita, turistada, etc, e é quando ocorre um dos maiores eventos náuticos do Brasil, o Lopana Boat Fest (a praia fica inundada de gente classe A, rica pra krl, mas mal educada) e também a Abertura de Verão. No restante do ano eles permanecem sendo uma boa opção pra quem quer e pode gastar muito e quer curtir algo mais agitado, pois sempre tem uma banda ao vivo ou dj tocando nas tardes e noites. Caso queira curtir a tarde/noite na beira da praia de Ponta-Verde sem tanta badalação e por um preço mais acessível e justo (e atendimento melhor já que não é tão cheio) eu recomendo o Pirata, que fica bem perto dessas duas barracas.
Como chegar de bus: Qualquer ônibus que tenha PONTA VERDE no letreiro passa por aqui, e alguns que possuem IGUATEMI também (ou pelo menos perto), mas sempre é bom perguntar no caso do IGUATEMI.
1.2. Pajuçara: É a praia mais bonita da parte "central" de Maceió, na minha opinião. As águas são bem claras e calmas e dependendo do dia e do sol a coloração varia do azul pra o verde. Não é tão badalada quanto a praia de Ponta Verde, mas aqui é onde ocorrem um dos passeios mais famosos de Maceió, o das piscinas naturais. Vale muito a pena conhecer, os preços estavam variando dos $30 aos $50 no verão de 2015, mas provavelmente em baixa temporada os preços estarão mais em conta. Na praia de Pajuçara não existem tantas barracas de praia quanto na Ponta Verde, e na areia você ficará à mercê dos ambulantes. A paisagem pela tarde/noite é bem legal, com as jangadas dos pescadores na areia e a lua no mar. Falando em noite, seguem as dicas para curtir a noite na orla: Quer gastar muito? Imperador dos Camarões; Quer pagar um preço justo por uma comida boa e uma cerveja artesanal alagoana? Pier 39; Tá sem grana, mas ainda assim quer beber Skol vendo as jangadas da Paju? Soró Sereno. Se vier no verão pode curtir o Festival de Verão de Maceió, com atrações locais e nacionais em um evento "relativamente organizado" (hehehe).
Como chegar de bus: Depende muito de onde você vai se hospedar. O CIRCULAR 2 passa por lá, bem como alguns ônibus que passam pela Ponta Verde.
1.3. Jatiúca: É uma praia menos frequentada da parte "central" em decorrência do seu mar um pouco mais agitado em comparação às outras, mas ainda assim tem muitos ambulantes na areia e vendedores de cerveja que alugam cadeiras, caso queira ficar por lá. Não tem nenhum tipo de atrativo diferente, sendo a barraca Barrica's a mais frequentada, porém sem característica especial nenhuma (cerveja, comida e só). Durante a noite é válido um passeio, comer uma tapioca nos quiosques que ficam na orla, ou tomar uma cerveja nas diversas barracas que existem por lá.
Como chegar de bus: Qualquer ônibus que tenha PONTA VERDE no letreiro passa por aqui, e alguns que possuem IGUATEMI também (ou pelo menos perto), mas sempre é bom perguntar no caso do IGUATEMI.
2. Praias no litoral norte da cidade:
2.1. Guaxuma: Seguindo litoral norte, em direção à Maragogi, é a primeira praia que irá encontrar saindo da parte mais urbana (central) de Maceió. Lá a praia é mais tranquila, frequentada geralmente por pessoas que moram por perto e pessoal que foge da badalação das praias já mencionadas. A maré varia entre calma e levemente revolta. Eu particularmente acho essa região, não só de Guaxuma, como das outras que irei descrever, a melhor de Maceió, pela tranquilidade que me passa e a forma como a praia é tratada (respeito, cuidado e educação). Aconselho ir ao Bar Brasil. Fica na beira da praia, os preços são justos, a cerveja gelada e tem uma quadra de areia pra jogar vôlei, peteca, o que você quiser.
Como chegar de bus: Qualquer ônibus que tenha IPIOCA ou MIRANTE no letreiro chega lá. As lotações e ônibus que partem do Shopping Maceió para Barra de Santo Antônio e Paripueira também passam por aqui. Peça auxílio ao cobrador para ele te avisar quando for a hora de descer, eles sempre ajudam.
2.2. Garça Torta: AMO AMO AMO, Garça Torta/Riacho Doce pra mim são os melhores lugares na terra (depois da casa de minha mãe, hehehe). A água lá é muito boa e é um pouco quentinha dependendo da época do ano. Lá você vai ter uma praia tranquila, praticamente deserta em trechos entre bares, dando pra dar um passeio bem tranquilo pela areia deboas em Alagoas. Aqui os bares são legais, descolados, a comida é muito boa e os preços são muito justos. Minhas dicas de bares: Bar do Seu Manoel (mas todo mundo conhece como bar do Carlinhos): comida boa pra caralho, preço justo, cerveja gelada, música agradável (ao vivo nos sábados do verão), público tranquilo e não barulhento, tem espreguiçadeiras pras meninas que quiserem um sol e eu aconselho o vinagrete de polvo/Milky Bar: O público é LGBT e friends, então se for preconceituoso ou se incomodar em ver duas mulheres se bjando, passe longe e nem entre. Também é frequentado por héteros, tipo eu, que n se importam com isso e vão pra lá pq o lugar é mto foda, confortável, o preço é justo e a cerveja gelada. A dona é formada em coquetelaria em Londres, e manda bem pra caralho nos drinks pra qm curte (nunca tomei, meu negócio é breja, mas quem toma gosta mto). A música é razoavelmente boa (em regra não é ao vivo) e é isso aí. GARÇA TORTA É MUITO BOM. Existem outros bares por lá mas esses são os que eu mais frequento. Indico também provarem o pão de queijo com lombo e as empadas que o Luís Batique faz, ele sempre fica pelo Bar do Carlinhos nos fins de semana.
Como chegar de bus: Qualquer ônibus que tenha IPIOCA no letreiro chega lá. As lotações e ônibus que partem do Shopping Maceió para Barra de Santo Antônio e Paripueira também passam por aqui. Peça auxílio ao cobrador para ele te avisar quando for a hora de descer no restaurante LUA CHEIA, descendo lá você entra na ruazinha por trás do restaurante que dá acesso pra esses dois bares que eu falei, ambos na beira da praia (milky é na beira da praia e tem acesso pra ela e você pode escolher ficar na areia ou na parte mais abrigada, na do Seu Manoel você fica na areia).
2.3. Ipioca, Sereia, etc: Conheço, são legais, mas não levaria um amigo turista que tem pouco tempo pra conhecer Maceió. Ipioca é muito bom, até melhor que Garça Torta (só lembranças muito booooooooooas de lá), pra quem tem casa ou conhece alguém que tenha casa por lá, por que é uma praia meio afastada D+ e meio deserta em determinadas partes, então não tem tanta estrutura assim. Há um bar bem conhecido por Ipioca, o Hibiscus, é meio caro, eu não acho essas coisas todas, mas é bem frequentado, então se quiser ir pra Ipioca e ter algum suporte, cola por lá.
2.4. Jacarecica, Cruz das Almas: Moro nessa parte da cidade mas não aconselho frequentar estas praias, à não ser que goste de surfar. Digo isso por que Cruz das Almas e Jacarecica ainda não foram estruturadas o suficiente para receber turistas e não atendem sequer as necessidades dos moradores locais, já que são praias que não atraem banhistas por serem voltadas à prática do surf. Se for pegar umas ondas no fim de tarde em frente ao hotel Matsubara, me manda um alô que eu colo lá!
Como chegar de bus: Qualquer ônibus que tenha IPIOCA ou MIRANTE ou JACARECICA ou SÃO JORGE no letreiro passa por aqui, mas sempre pergunte se o ônibus está indo para IPIOCA ou MIRANTE ou JACARECICA ou SÃO JORGE, pois ele pode estar voltando.
3. Praia da Avenida e Pontal: SÃO POLUÍDAS PRA CARALHO, NÃO ENTRE NELAS. A Praia da Avenida é a praia mais bonita de Maceió e é onde o pôr-do-sol é foda pra caralho mas o povo sujou ela até a tampa.
4. Praias em Municípios Vizinhos:
4.1. Praia do Francês: O Francês é bem famoso nos picos de surf pelo Br e a galera tem muito respeito pelos locais. A praia em si é muito boa e tem espaço pra todo mundo, banhistas (na parte abrigada pelos corais e pedras) e surfistas (na parte aberta). Tem uma faixa de areia decente e o mar bem azul e cristalino em dias de sol. Eu tenho casa no Fran6, então se eu te ver jogando lixo na areia eu te arranco a mão. O Francês fica no litoral sul de Alagoas, no município de Marechal Deodoro, onde nasceu o primeiro Presidente da República. É um misto de vila de pescadores com cidade dormitório. Aconselho bastante por quê qualquer tipo de pessoa curte o Francês então agrada grupos heterogêneos. Lá você encontra do rastafári ao filhinho de papai, passando por famílias, idosos. Conselho: se você é da vibe tranquilidade, sol, mar, contemplação, vá para a parte dos surfistas e fique na barraca Aloha que era do ex-surfista profissional Pigmeu (ele arrendou ela recentemente mas a comida continua boa e a galera massa). O consumo mínimo por pessoa para que as cadeiras não sejam pagas é de $15 [07/2015]. O preço não é dos melhores, mas não é diferente do praticado no resto do Francês. Se você quiser algo mais agitado, elitizado
, e não quer ouvir ambulante tocando Luan Santana, Forró Blábláblá, e afins à todo momento (ainda vai ouvir um pouquinho, só to avisando) vá para a SuperNatural. Vai pagar um pouco mais caro pelo estilo da barraca, com Dj, comidas um pouco mais bem elaboradas e outros etcs, mas pra quem curte, tá valendo. Caso você curta a doidera de um domingão na praia, então se joga meu amigo e vai ser feliz na Francesinha ou na Scorpions, típicas barracas de praia com gente pra caralho, ambulante passando de 5 em 5 segundos, mas pra quem curte, tá valendo, e o preço é um POUQUINHO mais em conta do que na SuperNatural. Bateu a fome e quer almoçar antes de voltar pra Maceió, mas não quer comer na barraca pq é caro pra caralho? Vai no Padrino ou na Madalena, os dois ficam lado a lado e pode perguntar para qualquer local que eles te apontam o caminho, fica por trás das barracas, da Francesinha mais especificamente. Padrino serve comida italiana muito boa à um preço justo. Em dia de calor peça a Sangria, tome um litro sozinho e fique levemente bêbado, e pra acompanhar: Polvo ao Pesto. Te juro, parece ser chique e caro pra caralho, mas você vai ver que não é, o preço é justo. Na Madalena peça qualquer coisa pq tudo é bom pra caralho, e o preço tbm é justo, +-35$ [07/2015] por pessoa sem economizar no suco/refri comendo entrada e prato principal, alimentando (MUITO BEM, QUASE EXPLODO QND VOU LÁ) um cavalo de 1,90 e 95kg. Tbm tem uma gelatteria de um conhecido italiano que é boa e fica próxima à esses restaurantes, sendo uma boa pedida pra sobremesa.
Como chegar de bus: Vá até o centro da cidade de Maceió, na Praça da Faculdade, de lá saem os ônibus e vans para Marechal Deodoro que passam no Francês.
4.2. Barra de São Miguel/GUNGA: A Barra de São Miguel é o reduto de veraneio dos ricaços de Maceió por um motivo que eu desconheço, já que não existem restaurantes caros na beira da praia, os que tem nem mesmo são bons. No verão tem bastante festa por lá, frequentadas pela crème de la crème de Maceió onde toca Axé, Forró, Sertanejo e blábláblá. A praia é bonita, mas a faixa de areia é muito estreita e irregular, o que não a torna a minha preferida. MAS PORÉM CONTUDO na Barra nós temos o Gunga, que é onde tem o encontro da Lagoa com o Mar e tem um monte de turistas/playboys exibindo suas lanchas e jets e etc. É um lugar privado porém BONITO PRA CARALHO e mesmo que você não curta a ostentação que rola por lá, dá pra ir sem gastar muito, você pode levar bebidas compradas no mercado por exemplo. Vale muito a pena ir. Pôr-do-sol é fodástico. Não recomendo porra nenhuma pra comer na praia da Barra/Gunga pq é tudo meia boca e eu ainda n descobri nenhum lugar bom.
Como chegar de bus: Vá até o centro da cidade de Maceió, na Praça da Faculdade, de lá saem os ônibus e vans para Barra de São Miguel, que não passam no Gunga. Para esse roteiro eu aconselharia alugar um carro por um dia, por que o acesso não é dos melhores, ou então fazer o passeio de escuna do CaioMar, procure na net por mais informações.
4.3. Paripueira: Uma das praias que eu menos curto em Alagoas. Água MUITO quente, de cor meio lamacenta. O ponto forte dela é no verão e carnaval onde rolam shows de axé, swingueira, etc. Já frequentei, é divertido, mas n iria novamente. Não tenho muitas informações sobre bares e restaurantes, pois nas vezes em que fui estava muito bêbado pra lembrar de algo.
Como chegar de Bus: Vá até o ponto do Shopping Maceió, na Avenida Gustavo Paiva e espere um ônibus ou van para Paripueira ou Barra de Santo Antônio (neste caso peça ao cobrador auxílio para ele avisar o ponto em que voê vai descer).
4.4. Maragogi: Bem, Maraga fala por si só, quando você chegar lá vai ver que é show pra caralho. O mar é muuuuuito cristalino, a água bem quentinha e o público é uma galera mais pacata só
. As vezes que eu fui a Maragogi eu fiquei em camping, no camping do Jesus (http://ondeacampar.com.br/camping/camping-do-jesus/) onde o dono é um velho mto louco que tomou Chá do Santo Daime demais na vida. O camping é limpo, organizado, tem mesas coletivas e geladeira. Ele vende refri, água, etc, e também aluga WindSurf e caiaque. O melhor de tudo, o camping fica na porra da beira da praia, daí vc acorda de 6h da manhã e dá de cara com um visual fodástico e passa duas horas contemplando o mar e a areia, é uma goodtrip natural! Não conheço restaurantes e bares pois todas as vezes que fui pra Maragogi eu fiquei no camping, mas todo mundo fala que tudo lá tá muito bom, pq virou um pólo turístico, então tem restaurantes e bares pra todos os gostos e preços.
Como chegar de Bus: Não sei
.
4.5. Japaratinga: Fica antes de Maragogi, é uma cidade menor, e no mesmo estilo, a diferença é que não virou uma fábrica de fazer dinheiro tipo Maraga e ainda conserva mais a tranquilidade do litoral norte alagoano. Recomendo o Mamma Pereira, preço razoável não tão justo, e o Caiuia, onde o preço é salgado mas é compatível com a comida.
Como chegar de Bus: Não sei
.
5. Outros zilhões de praias existentes em Maceió e arredores: Descrevo o resto com o tempo!!!!!
6. Noite em Maceió/AL na praia
6.1. Na orla da Ponta Verde:
6.1.1. Lopana/Kanoa: Como já falei, essas barracas de praia também ficam abertas de noite e tem dj e/ou bandas ao vivo. Preço salgado, cobram couvert e o atendimento não é o dos melhores, mas não deixam de ser as mais frequentadas de Maceió (só dá Playboyzada e cocotas on fire).
6.1.2. Barraca do Pirata: Preço justo, atendimento bom e cerveja gelada. Passou o dia todo na praia, tá cansado pra caralho e só quer tomar duas brejas antes de dormir enquanto escuta o mar? Esse é o seu lugar.
6.2. Na orla da Jatiúca:
6.2.1. Qualquer uma das inúmeras barracas. Havia uma em especial que eu descrevi nessa postagem quando criei o tópico, mas ela fechou
.
6.3. Na orla da Pajuçara:
6.3.1. Soró Sereno: Cerveja gelada e barata. Quer beber até cair na beira da praia e não quer gastar muito ? Esse é o seu lugar.
6.3.2. Pier 39: Um lugar mais sofisticado, mas com um preço bem justo. Também serve cervejas premium e artesanais e os petiscos são bons.
7. Noite na cidade:
7.1. Rex Jazz Bar: Bar focado para o Jazz, frequentado pelos jovens e pessoas mais velhas com o espírito também jovem, o bar é bastante legal e bem frequentado. A cerveja é gelada e a cachaça desce forte (pede uma Gabriela de Maracujá, não vai se arrepender). Aqui é um dos bares onde rola a cena alternativa de Maceió. Fica na Rua principal do bairro de Jaraguá, diga isso ao taxista que ele sabe onde é. Sempre tem bandinha ou DJ, cobram couvert. Chegue cedo caso queira ficar em mesa. Preço acessível/justo
7.2. Botequim Paulista: O sagrado bastião do rock em Maceió. Os donos são dois irmãos paulistas mal encarados pra caralho. O bar é voltado pra o rock, mas não tem temática nenhuma, com exceção dos DVDS que ficam rolando nas telas. As cadeiras ficam na calçada e o bar é LO-TA-DO, se quiserem mesa, cheguem cedo. Aqui o público alvo são as pessoas que querem fugir da tríade Axé-Swingueira-Sertanejo em Maceió, mas com o tempo o bar ficou um pouco na moda, e mesmo gente que não curte a proposta dele, frequenta. Tem bastante gente, o contato entre os clientes é constante, então é um bom lugar pra conhecer gente nova e dar uma paquerada. Você pode fazer os pedidos no balcão ou pegar uma mesa. Preço acessível/justo
7.3. MAIKAI: Casa de shows bem eclética que abriga de shows de rock à pagode, dependendo do fim de semana, mas saiba que TODOS OS DIAS à partir da quarta eles vão estar com alguma atração, então sempre vale a pena dar uma conferida no facebook deles pra saber a programação. O público alvo depende muito do evento que vai ter, mas é uma casa de shows na parte nobre de Maceió, então não espere pagar menos que $30 [07/2015] na entrada, que na minha opinião são bem pagos a depender do evento. Muita gente bonita e muita paquera independente da natureza do evento que for abrigar (mas em compensação é lotado de playboy). Fica na Jatiúca.
7.4. LE HOTEL: Idêntico ao Maikai, sendo que menor. Fica na Ponta Verde.
7.5. Caranguejola, Dona Branca, Massagueirinha, Casa da Picanha: Bares comuns, tranquilos, onde geralmente rola MPB, sertanejo, ou algum cara voz e violão, com comida e bebida razoáveis à um preço justo, sem nenhuma característica marcante. Ficam na Jatiúca.
7.6. Lugar Nenhum: Bar no estilo boteco, na Jatiúca. Bem legal, preço justo, música que varia do samba ao rock, passando pela MPB, a depender do dia. Sempre tem umas promoções que variam de acordo com o dia da semana. Comida e bebidas excelentes à um preço entre o justo e o barato em função do serviço prestado. Atendimento muito bom!!!
7.7. Blackout: Pub onde rola um pop rock e outras amenidades. A entrada é paga, Ainda não fui mas quem foi diz que é muito bom, rola um público mais maduro. Fica na Jatiúca.
7.8. Orákulo: Casa de shows frequentada pela cena alternativa de Maceió, mas em alguns dias da semana também abriga shows de pagode, swingueira e samba. Fica no Jaraguá e os preços praticados são mais acessíveis do que no LE HOTEL ou MAIKAI.
7.9. Pub Fiction: Um pub onde rolam showzinhos de rock, indie, folk, etc. É bem legal e o dono é o vocalista de uma banda famosinha aqui de Maceió. É bem bom e o preço é justo. O lugar é pequeno mas é agradável e a breja gelada. Se quiser mesa chegue cedo.
7.10. Snooker: É um bar em cima de uma churrascaria ao lado do restaurante Divina Gula, dê essas informações pro taxista que ele chega lá. Fica no Stella Maris. Bar com a temática de rock, tem preços razoáveis e é bem frequentado. Se você tiver mais de 24 anos, como é meu caso, vai se sentir um velho pois o público é o pessoal mais novo. Tem mesas de sinuca para alugar.
7.11. EL Lugar: Um bar de argentinos. É legal, música boa, vai do rock ao reggaeaton. Se chegar tarde vai ficar em pé, mas não é problema. Preço justo.
7.12. Latinoamericano: Bar de outros argentinos, nos mesmos moldes do que eu falei antes, mas bem menor, e com menos fluxo de pessoas.
OBS.: se você for em qualquer um desses bares/boates e não gostar da vibe, não tem problema, todos eles são próximos o bastante pra ir à pé ou ainda pra dar uma corrida de no máximo 15$ de táxi, com exceção do Rex Jazz Bar e Orákulo que ficam afastados do restante mas são próximos entre si.
8. Passeios:
8.1. Na praia de Pajuçara, ou ainda no hotel/pousada/hostel em que você se hospedar serão indicados diversos passeios para se fazer em Maceió, sendo os principais: Passeio das 9 ilhas, Piscinas Naturais e o passeio de escuna para o Gunga. Os dois primeiros que eu mencionei são bons e são feitos de jangada, no caso das piscinas naturais (traga máscara para não desembolsar uma grana extra no aluguel), e de escuna ou catamarã no caso das 9 ilhas. As 9 ilhas ficam na lagoa e o passeio é até divertido, mas se você não tem tanto tempo em Maceió e tem que escolher um dos dois eu aconselho o das Piscinas Naturais que é MUITO BOM. O passeio de escuna para o Gunga eu considero como um dos melhores passeios de Maceió, e até mesmo o pessoal local que tem lancha e pode ir ao Gunga e navegar pela lagoa quando bem entender faz esse passeio vez ou outra no CaioMar, a principal escuna que faz esse passeio, onde se paga uma taxa de $120/pessoa [07/2015], e tem direito, junto ao passeio, à diversos pratos servidos à bordo (a comida é boa) e bebidas não alcoólicas, brejas e afins são pagos por fora. Acho que esse passeio é muito interessante de se fazer, e se a grana não for te fazer falta vale mais à pena fazer esse do que o das piscinas naturais (o preço desse varia entre $30 e $50 [07/2015]), na minha opinião.
8.2. Passear e talvez fazer umas compras na Feirinha da Pajuçara e no Pavilhão do Artesanato, também na Pajuçara. As duas ficam próximas o suficiente para ir de uma a outra à pé, e ambas ficam na orla da praia. Se passar no Pavilhão do Artesanato não esquece de passar na Oásis que vende umas roupas de praia de qualidade a um preço justo (faço propaganda mesmo pq a fábrica é da esposa do meu tio). Depois desse passeio, se estiver com fome e quiser comer a MELHOR ACARAJÉ (na minha singela opinião) de Maceió passa no quiosque de comida da Praça Multieventos na Pajuçara, que também dá pra ir a pé vindo do Pavilhão ou da Feirinha. Não curte acarajé ou é alérgico à camarão? Não tem problema, lá também serve tapioca e outras coisas, mas o forte mesmo é a acarajé (que é bem grandinha e alimenta uma pessoa normal, mas eu geralmente como duas ou três, pq sou descontrolado). Comeu acarajé/tapioca/etc e quer adoçar a vida? Vai na sorveteria Bali, eleita 472x (hehehe) seguidas pelo guia Comer&Beber da Veja (que quase nunca acerta, mas dessa vez acertou) como a melhor sorveteria de Maceió, e também fica próximo o suficiente das atrações que eu já falei pra se ir a pé curtindo a brisa que vem do mar no fim da tarde.
8.3. Você também tem a opção de ir até o Pontal, o bairro mais ao sul do litoral de Maceió onde existem diversos restaurantes como O Peixarão que servem peixe e frutos do mar e onde tem uma feira de artesanato onde são feitas as peças de filé, que não é de comer, mais famosas de Alagoas e de onde a estilista renomada Martha Medeiros tem inspiração para fazer as peças que foram usadas por um bando de global. Vou postar uma imagem do que seria o tal do filé aqui embaixo.
Essa é uma blusa que usa o filé, que originalmente seria um bordado feito usando as redes de pesca como base. Tem toalhas, coletes, vestidos, qualquer coisa que você imaginar feito de filé, vale muito a pena conferir.
9. Comida regional
9.1. Massagueirinha: A culinária alagoana da melhor qualidade EM MACEIÓ e EM LOCAL ACESSÍVEL (que não seja na periferia) por um preço justo você vai encontrar no bar Massagueirinha na Jatiúca, Av. Deputado José Lages, que eu já citei no comentário anterior. Ou seja, quer só comer até explodir e tomar uma cerveja bem geladinha, vai nessa. Lá eu indico o arroz de camarão ou o de camarão/polvo como entrada (LEMBRANDO QUE É BEM SERVIDO PARA UMA ENTRADA MAS NÃO EQUIVALE A UM PRATO PRINCIPAL PARA DUAS PESSOAS) e um Peixe à Belle Meunière como principal (nunca saio de casa pra comer carne branca, mas abro uma exceção pra esse prato do Massagueirinha que é bem foda E É MUITO BEM SERVIDO, SE PEDIR UMA ENTRADA O PRATO DÁ PRA TRÊS PESSOAS COMEREM MUITO BEM). O Massagueirinha é um bar/restaurante de preço justo que oferece comida de boa qualidade. MAS EXISTEM OUTRAS OPÇÕES...
9.2. Massagueira: Está disposto à comer fora de Maceió, mas não quer ir MUITO longe? Vai no Bar do Delegado na Massagueira (distrito do Município de Marechal Deodoro, em direção à praia do Francês, Gunga, etc, pode até passar lá um dia na volta da praia), preço entre o justo e o bom, comida e lugar simples, cerveja gelada, não sou um grande fã desse bar nem de outros da Massagueira, acho que os restaurante de lá são supervalorizados pelos turistas, e no fim das contas a paisagem (que de fato é muito bonita pois os restaurante ficam na beira da lagoa) acaba sendo mais importante do que a qualidade da comida, conforto e atendimento, que na minha opinião são coisas em que se peca muito na Massagueira. Existem opções mais caras e mais famosas como o Bar do Pato, mas sinceramente eu não vejo diferença entre os dois estabelecimentos que seja suficiente para o preço elevado do Bar do Pato. Me falaram de um Crôa Bar que é de uns meninos formados em gastronomia que fazem uma comida muito boa, o ambiente é muito bom, o preço é justo e a paisagem maravilhosa, mas ainda não fui nesse bar e não posso te dar mais detalhes. Eu sei que ele fica na Massagueira e é mais afastado desse aglomerado de restaurantes que fica próximo à entrada da Massagueira. Na volta da Massagueira vale à pena comprar uma cocada (tem de vários sabores) das mulheres que vendem na entrada ou na beira da estrada.
9.3. Picuí: Quer experimentar da comida de um chef paraibano radicado em Alagoas que transforma a culinária alagoana e nordestina em algo mais sofisticado e ainda por cima é renomado nacionalmente? Vai no Picuí (Av. da Paz, 1140 - Jaraguá, Maceió - AL, 57022-050, bairro vizinho à Pajuçara). O nome da fera é Wanderson Medeiros. É famosinho pelo Brasil, mas é dos poucos que a comida faz jus à fama. Pra quem gosta de algo mais sofisticado, vale a pena ir. O preço não é de outro mundo. Para os padrões de Maceió o preço é um pouco salgado, mas nada estratosférico, e a comida vale o preço pago. Não vou te indicar nada por lá pois pra ser sincero eu gostei de absolutamente tudo o que já comi por lá, então suponho que tudo seja bom.
9.4. Bodega do Sertão: Quer um café da tarde/manhã, ou até mesmo um almoço reforçado no estilo sertanejo pagando por quilo? Vai na Bodega do Sertão, na antiga Avenida Jatiúca, fica à algumas quadras da praia, então se estiver na orla da Jatiúca pode ir pedindo as direções que dá pra ir a pé na maior tranquilidade do mundo. A comida é muito boa, o estabelecimento é premiado pela Veja
, o preço varia entre o justo e o salgadinho (mas é por quilo, então dá pra controlar o valor a ser pago, o problema é que eu como muito mesmo
), e a comida é de qualidade muito boa. LEMBRE-SE DE QUE A COMIDA SERVIDA É REGIONAL, então se joga e experimenta um bode guisado no tempero alagoano ou alguma outra coisa que você nunca mais vai ver na sua vida, mas se você tiver frescurite aguda o self-service também serve coisas para estômagos mais fracos, além de que você pode pedir algumas porções na mesa de tapioca (tem um tal de tapiburguer que fez o maior sucesso esse ano, mas n comi), pão na chapa, etc, é só dar uma olhada no cardápio. A experiência paga o valor desembolsado. Você vão se sentir numa casa de taipa do interior de Alagoas, mas com o conforto de um bom restaurante. Aconselho MUITO comer a carne-de-sol na nata se estiver disponível no self-service, pra mim é pedida certa toda vez que vou lá. Na hora de pagar a conta ainda tem uma lojinha que vende utensílios de casa no estilo sertanejo (bule, louça, talheres, toalhas, etc) e cachaça, rapadura, doces, pimentas, etc, etc, etc. Esse estabelecimento é feito literalmente pro turista mas não é no estilo explorador inconveniente e forçado. VALE MUITO A PENA IR E NÃO TEM COMO ERRAR: É UM BULE GIGANTE NO MEIO DE UMA DAS AVENIDAS MAIS CONHECIDAS EM MACEIÓ.
9.5. Bem, mas se você for dos meus e não tem medo de cair na cidade de verdade e quer fugir do roteiro típico de turista, vale muito à pena ir no Bar do Pelado, R. Manoel Lourenço, 44 - Levada, Maceió - AL, 57014-450, periferia de Maceió. O acesso é MUITO RUIM mas a comida vale muito à pena. Melhor charque na brasa de Maceió e se estiver com bastante sorte pode até comer uma pituzada (pitu é um misto de camarão e lagosta bom pra kct) a depender da época. Se estiver com paciência e a tarde livre, peça caranguejos e passe a tarde comendo. O bar é MUITO SIMPLES mas é um dos mais tradicionais de Maceió, acho que existe à uns 50 anos pelo menos. BAR SIMPLES E PREÇO MUITO ACESSÍVEL. Não deixe de tomar o caldinho de sururu de capote, que é difícil pra kct de comer, já que o sururu vem com casca e tudo, mas o sabor vale o trabalho, e acho que é um dos únicos bares em Maceió que ainda serve o sururu na sua forma mais pura. Prato principal tem o charque na brasa, que eu recomendo, mas se o estômago for fraco e querer algo mais comum tem a picanha de lá que é muito boa, mas você veio à Maceió para comer picanha? Faça-me o favor. Os pratos de frutos do mar são muito bons, tudo é muito bom. BAR DO PELADO É BARATO E MUITO SIMPLES, mas é onde você vai encontrar um dos bares/restaurante mais antigos da cidade e que servem uma comida muuuuuuuuuuuuito boa e simples. Tá no meu top 3.
9.6. Na mesma rua do bar do Pelado você vai encontrar o boteco do Tonho, ainda mais simples que o bar do Pelado, sendo que não fica pra trás no quesito tradição. Nas mesas que ficam na rua você vai encontrar de deputados à pedreiros, e todo mundo veio pra comer 3 coisas: hóstia de queijo parmesão, caldinho de camarão e a costela de porco mais gorda do hemisfério sul (sem brincadeira). O cardápio do Tonho é bem reduzido, mas ele é a minha parada certa antes de ir ao Trapichão assistir um jogo do Galo Maluco. Cerveja gelada, sem frescura, típico bar de periferia que é uma zona do kct mas entre morto e feridos salvam-se todos e tudo é uma delícia. Top 3 mcz.
9.7. Em outro ponto da cidade, no centenário Bairro do Bebedouro, existe um bar que bem, é o pica das galáxias dos sujinhos em Maceió. Bar do Rogildo. Guarde esse nome quando vir a Maceió, e se puder vá até lá. O bar funciona na casa do Rogildo e é o lugar onde você vai encontrar comida MUITO BOA e MUITO BARATA. Não tem muito o que se falar do Rogildo, também fica na periferia e é um bar de bairro. A localização dele é Rua Augusto Barreto, 90 - Bebedouro - Maceió. Se você curte frutos do mar feitos de forma simples mas com muita dedicação, não deixa de passar por lá, sério, não vai se arrepender. Típico bar de bairro que é honesto com a proposta que oferece. Não tá no meu Top 3 pq o forte são os frutos do mar, que eu não sou tão fã.
9.8. Se você não tem estômago forte pra comida nordestina, e quer algo mais "comum", porém gostoso e por um preço justo e em um ambiente agradável, sugiro o Parmegianno. É uma rede que funciona em diversos locais espalhados em Maceió (tem na Ponta Verde, Pajuçara, Jatiúca e até na área alta da cidade) então não é difícil de achar. Estando em um desses bairros, pode perguntar para algum local onde fica o Parmegianno mais próximo que com certeza alguém vai saber. Tentei pegar o endereço de todos na internet, mas ficou um pouco difícil pois eles não tem página oficial =/
9.9. PARA MEUS AMIGOS VEGANOS eu indico o Ser-Afim, muito gostoso, é buffet (ou seja, dá pra comer pra caralho sem pesar no bolso), e apesar de ser lacto-vegetariano, no buffet predomina vegan, então que é vegan vai conseguir comer e quem curte proteína animal vai ficar mais feliz e todo mundo vai se amar. Fica na Rua Paulina Maria de Mendonça, 141 - Jatiúca, 57035-557, joga no GPS que você acha. Mas estiver sem GPS é só perguntar onde fica o Parmegianno Jatiúca, ir até ele e seguir um pouco mais na rua do mesmo no sentido praia->cidade.
Bom, espero que tenha sido esclarecedor. Maceió é uma cidade de MUITOS contrastes e muitas vezes um bar/restaurante na periferia é 80x mais gostoso do que o chique na beira da praia e 10x mais barato, mas acho que é assim em todo o lugar.
Até logo e boa viagem!!!!