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Fala, galera! Muita gente ficou interessada no mochilão que eu fiz em agosto/2015 pela Colômbia. Então esse post é pra atualizar informações e esclarecer dúvidas relacionadas a atrativos turísticos, preços, itinerário e tudo mais que envolve a dinâmica de uma viagem. O post está dividido em 3 partes ( essa mais dois comentários). Estou à disposição pra qualquer dúvida!
Roteiro:
A principal dica pra montar o roteiro é começar pela cidade que vc tem menor interesse e deixar a de maior expectativa por último. Assim, sua viagem fica numa constante superação de expectativas. Deixar o melhor pedaço do bolo por último sempre dá vontade de comer mais
Sendo assim:
2 dias em Bogotá
4 dias em Cartagena
6 dias em San Andrés
Orçamento:
No total foram gastos 5 mil reais num roteiro de 12 dias, divididos da seguinte forma: 2 mil reais com passagem aérea e 3 mil reais com as demais despesas (hospedagem, alimentação, passeios, compras), relacionadas ao final do relato de cada cidade.
Câmbio:
Consegui trocar reais por pesos no centro de Bogotá com a cotação 1 real = 740 pesos. Ou seja, 1000 pesos valeram 1,35 reais. Sendo assim, todos os valores que eu colocar em REAIS será sob essa cotação de R$ 1,35.
Passagens:
Comprei pelo decolar.com (que por incrível que pareça, mesmo com a taxa de serviço deles ainda estava mais barato que pelo site da LAN) 5 meses antes da viagem. O itinerário foi: Guarulhos-Bogotá-Cartagena-SanAndrés-Guarulhos. O preço foi R$ 2.072,00 já com as taxas. Todos os trechos, inclusive os internos, foram pela LAN. A minha experiência com a LAN Colombia foi a melhor possível: aeronaves novinhas, sistema de entretenimento bom, refeição servida nos trechos internacionais deliciosa e atendimento excepcional. Passei um típico “perrengue de viagem” na volta, perdendo o voo Bogotá-Guarulhos, e precisei contar com a boa vontade dos atendentes da LAN pra que não fosse preciso comprar outra passagem (absurdamente cara em cima da hora). A atendente deu um jeitinho, mesmo não sendo permitido naquele caso, para que eu pagasse apenas a taxa de reagendamento pro dia seguinte (80 dólares) Ponto pra eles!
Chegando em Bogotá:
Cheguei em Bogotá as 19h (horário local. Duas horas a menos que no Brasil). Troquei pouco dinheiro no aeroporto, suficiente apenas para o taxi e a primeira noite no hostel. Na saída do desembarque tem algumas casas de câmbio, porém a cotação é ruim. Logo em frente às esteiras de bagagem tem uma com cotação bem desfavorável (1 real = 680 pesos). Não troque nela! Continue seguindo, após passar o controle alfandegário (uns policiais com cães) e sair pela porta de vidro vai ter a sua frente vários guichês de casas de câmbio, aluguel de carros, etc. A casa com melhor cotação é a ultima do lado direito (Alcansas S.A.). Em agosto de 2015 o real estava 720 pesos. Troquei 150 reais lá e deixei pra trocar o resto no centro de Bogotá.
Pegue os taxis amarelos, que rodam no taxímetro. Os outros são especiais e, portanto, mais caros. Pergunte ao motorista o valor antes e negocie! Do aeroporto até a Candelária fica 28 mil pesos. O taxista vai querer cobrar “propina”, eu não paguei. O aeroporto é bem distante da cidade, talvez uns 30 minutos. Os caros são meio velhos e o trânsito perigosamente divertido. Lei do “quem entrar primeiro”, emoção pura!
Na Candelária existem muitas faculdades, bares, pontos de encontro. O que fez com que eu chegasse às 20h e encontrasse as ruas cheias de jovens, musica alta e tal. O taxista me explicou que como todo grande centro, é uma região perigosa para se andar sozinho à noite (principalmente uma mulher) e deu a dica de andar sempre nas ruas de movimento e não me meter nas vielas desertas. Conselho anotado! Fiquei no Hostel Fatima, na calle 12-c. Escolhi esse pelo preço e localização. Dá pra ir a pé a praticamente todos os pontos interessantes da candelária (Museo Botero, Museo Del Oro, Plaza Bolívar, Museo da Policia, etc). Paga-se 40 mil por noite no quarto privativo. Pontos positivos desse hostel: além da localização e preço, o café da manhã é bom pelo valor que se paga (pão, geleia, manteiga, 5 opções de frutas, 2 opções de chá, café), eles te dão um drink de boas vindas no bar
, bom espaço de convivência. Pontos negativos: o wifi só pega na recepção; higiene duvidosa; se vc quiser dormir, esqueça! Espaço de convivência perto dos quartos e barulho até altas horas; o quarto privativo era diferente (pra pior!) do mostrado nas fotos do booking.com. Enfim, não recomendaria esse hostel. Existem muitos outros na candelária com preços semelhantes e bem melhores.
No dia seguinte tomei café e saí bem cedo pra aproveitar o dia. O clima parece um pouco com São Paulo, fazia uns 10º e ficava o dia todo caindo aquela chuva fininha. Saí em busca de casas de câmbio pra trocar todo o dinheiro que iria usar na viagem. A melhor cotação que encontrei foi a Investment Monaco (1 real = 740 pesos), fica na calle 11. Alias, existem várias casas de câmbio nessa rua, é bom pesquisar. Fique atento que aos sábados as casas de cambio funcionam até às 12h. Outra coisa MUITO importante: preste atenção no dinheiro. Na casa de câmbio nem tanto porque as notas são carimbadas. Mas na rua, muito cuidado. Passei o perrengue de pegar nota falsa, contarei mais tarde. Se possível compre aquela caneta que detecta notas falsas (custa uns 12 reais aqui no Brasil).
Bom, partindo dali, o Museo Del Oro está a 1 quadra e o Museo Botero a umas 4 quadras no sentido oposto. Da para fazer tudo a pé.
O museo Del Oro não é tão interessante quanto eu pensava. A entrada custa 3 mil COP e tem, basicamente, OURO!
Se você foi até lá, então você precisa entrar numa galeria de artesanato que fica em frente. Lá sim é o paraíso! Bolsas, esmeraldas, souvenirs, calçados, tem de tudo! E com preços justos (mesmo assim, pechinche e peça descontos). A dica é comprar todos os presentinhos da viagem lá. Porque em cartagena e San Andrés tem basicamente as mesmas coisas, só que com preços 2, 3 ou 4 vezes maiores.
A bolsa Wayuu, queridinha e caríssima aqui no Brasil, saiu por 90 mil COP (preço sem desconto: 100 mil a 150 mil). Em cartagena é mais caro que isso e em San Andrés o mesmo preço, porém não tem tantas opções de estampas. As mais bonitas e baratas estão em Bogotá.
A dica então é comprar tudo em Bogotá, menos perfumes, cosméticos, bebidas (produtos de free shop) que é mais barato em San Andrés por ser zona livre de impostos. Não comprei mais coisas em Bogotá pq não caberia no mochilão.
O Museo Botero é muito interessante. Esse vale a visita! E o melhor, é gratuito! Tem quadros, esculturas, um jardim lindo. Da pra se perder por mais de uma hora lá dentro.
Saindo de lá indo em direção ao Cerro Monserrate. E dá-lhe chuva! Perguntei a um policial como fazer para chegar ao cerro, ele falou pra eu entrar em uma livraria que tinha em frente que a recepcionista ia chamar um taxi pra mim. Duvidei que isso aconteceria, mas fui... E não é que a mulher, prontamente, pediu um taxi do celular dela? Cada vez mais a simpatia do povo colombiano me conquistava.
O táxi do Museo Botero aos pés do Cerro Monserrate custou 5 mil COP. Se o tempo estiver fechado e não for possível ver o topo do morro, vá mesmo assim! A subida de teleférico (17 mil COP ida e volta) é bem legal e venta muito, então o tempo abre e fecha várias vezes. A vista lá de cima é incrível! E absurdamente frio! Tem uma igreja em que acontecem missas em determinados horários, lindos jardins, um restaurante e uma lanchonete. Não fui no restaurante, a lanchonete tem comidinhas gostosas e preços acessíveis, se compararmos com as lanchonetes no topo do corcovado, no Rio, por exemplo. Pastéis, empanadas e outros salgados por 2.200 COP. Chá de coca 1.500 COP, chocolate caliente 2.800 COP, etc. Meu almoço saiu por 7.200 COP!
Na volta pedi um taxi de volta pra Candelária e custou 15mil COP! Perguntei o motivo da diferença da ida (5 mil COP) e o taxista falou q esse preço era fixo porque o cerro fica fora da cidade, por isso não era no taxímetro. Estava cansada demais pra discutir e aceitei.
Foi aí que tive meu primeiro perrengue na viagem. Pedi pra ele me deixar no Café Juan Valdez, ele o fez. Quando fui pagar os 15 mil COP dei uma nota de 10 mil e uma de 5 mil. Ele disse que não poderia pegar porque como havia muitas notas de 10 mil falsas os taxistas não pegavam mais. Achei meio absurdo a historinha... Dei uma nota de 50 mil COP, ele levou na carteira pra pegar o troco, mas me devolveu os 50 mil COP falando que não tinha troco e, por fim, aceitou meus 15 mil COP trocados. Resultado: toda essa confusão foi armada por ele pra trocar minha nota de 50 mil COP por uma FALSA. Descobri isso quando fui pagar o hostel a noite. Depois, conversando com um local ele me disse que é super comum taxistas aplicarem esse tipo de golpe. Muita atenção, dê trocado ou não tire o olho do seu dinheirinho amado até que ele devolva o troco.
Outro lugar que você precisa conhecer em Bogotá é a Plaza Bolívar, considerado o coração da cidade.
Quanto foi gasto?
Entre hospedagem (2 diárias), comida, bebida, passeios e compras foram mais ou menos R$ 400,00.
Considerações e quantos dias ficar:
É uma cidade grande, bonita, hora moderna, hora histórica. Mas não achei Bogotá tão atrativa. Talvez por ter ficado apenas 2 noites e 1 dia (embora tenha achado tempo suficiente). Mas não indicaria ficar por lá mais do que 2 dias. Se o seu caso for como o meu, de conexão, fique 1 ou 2 dias pra conhecer a capital do país, é válido. A expectativa era muito maior por Cartagena e San Andrés!
Principais gastos em Bogotá:
Hospedagem (diária): 40.000 COP (R$ 54,00)
Taxi cerro: 5.000 COP ida e 15.000 COP volta (R$ 27,00)
Taxi aeroporto-candelária: 28.000 COP (R$ 37,80)
Taxi candelária-aeroporto: 25.000 COP (R$ 33,75)
Big Mac: 5.000 COP (R$ 6,75)
Juan Valdez Café: 2.800 COP (R$ 3,78)
Almoço no cerro: 7.200 COP (R$ 9,72)
Museo Del oro: 3.000 COP (R$ 4,05)
Museo Botero: gratuito
Cerro Monserrate (teleférico): 17.000 COP (R$ 22,95)
Bolsa Wayuu: 90.000 COP (R$ 121,50)
CONTINUA
Prox. cidade: Cartagena.
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