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Pretendo fazer o Caminho de Santiago, mas, por conta da minha profissão, só posso me ausentar por mais de 30 dias durante e recesso forense.

Alguém já fez, ou pretende fazer, o caminho francês nos meses de dezembro/janeiro e tem mais informações?

Mais do que o frio eu receio o excesso de chuva e aumento da carga a ser carregada, tendo em vista que as roupas de inverno são mais pesadas e ocupam mais espaço.

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Vai fazer desde a França? Pelo que sei o mais perigoso é justamente o primeiro trecho, inclusive com histórico de mortes (de brasileiros inclusive).

tenho interesse em mais informações também, embora eu pense em ir na primavera ou outono.

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Se nevar muito os Pirineus são fechados, tem que tomar uma outra rota.

Esta semana 2 brasileiros foram resgatados de um perrengue porque não seguiram as recomendações.

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Oi pessoal, Oi Gabi! Acabei de achar esse site, nunca tinha entrado.

É possível fazer o Caminho no Inverno sim e é uma experiência muito boa se bem preparada.

Normalmente no Alto inverno os Europeos que vem fazer o Caminho Francês, fazem desde Roncesvalles evitando assim de passar os Pirineus, o primeiro dia é o de relevo mais duro, pois sobe e desce os Pirineus.

Os Espanhóis que fazem o caminho francês no Inverno costumam fazer desde Ponferrada, que chamam de Caminho do Inverno, são os últimos 200 km do caminho Francês em 12 Etapas. Nós Brasileiros pensamos que o Caminho é só o Francês desde San Jean, e isso não é certo, existem vários ramais, fazer o Caminho de Santiago e ser um peregrino tem como condição Caminhar ao menos 100km até Santiago e quem faz os 100, 200, 300km recebe a mesma credencial de quem faz os que fazem os 773 desde San Jean.

Agora se me permitem dar minha opinião pessoal para a Gabi, se nunca fez o Caminho, já que você tem todos esses dias eu recomendaria você fazer o Caminho Português e me livraria de problemas e curtiria mais o percurso e depois de Santiago seguir até Finesterre e Muxia que eu acho incrível. 

Eu trabalho em Madrid com peregrinos Brasileiros que vem até aqui para fazer o Caminho. 

De todas as formas, se quiser realmente começar em San Jean, eu recebo peregrinos no Aeroporto e levo até San Jean ou Roncesvalles, levo para comprar material, guardo as malas em Madrid para a volta, entrego chip para celular com dados, levo carro de apoio se precisar e organizo a viagem para grupos de que venham para fazer a pé ou em bike, e dou todo suporte que precisar aqui na Espanha. (Foi mal a propaganda, mas pode ser que alguém precise de um serviço, e eu amo meu trabalho, preciso vender meu peixe...rs...)

Para o quê precisarem:

Daniel F Santos,

Tour4Friends
 

Site www.tour4friends.com

YouTube Apresentação Tour4Friends

Facebook Tour4Friends

Instagram Tour4Friends

Twitter Tour4Friends

Vimeo Tour4Friends
Tumblr Tour4Friend
 
Para poder te ajudar a montar o caminho perfeito para você ou seu grupo, gostaria que você me respondesse algumas perguntas do meu formulário para que eu possa te informar melhor e te ajudar:
 
 

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Por causa do período de férias também, pensei em fazer entre dezembro 2019 e janeiro 2020 mas acho que seria realmente muito mais peso... desanimei.  

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Por causa do período de férias também, pensei em fazer entre dezembro 2019 e janeiro 2020 mas acho que seria realmente muito mais peso... desanimei.  

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@Andreparaglider tb estou me programando para ir em dezembro, mas não no início do mês e sim no fim. Por volta do dia 20. Passar Natal e Ano novo no Caminho, não acredito que possa estar em lugar melhor. Quem sabe não nos encontramos em alguma parada por lá...

 @TOUR4FRIENDS Adorei as dicas, quero mesmo fazer o caminho português, terei entre 25 a 30 dias e acredito que este caminho comporta bem minha disponibilidade e etc. Vou divulgar sue trabalho, me pareceu excelente.

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    • Por Wilson Iwazawa
      Prólogo
      Virou costume.
      Nas ocasiões sociais, volta e meia um amigo ou parente solta a frase: “E aí, qual sua próxima caminhada?”. Confesso que fico surpreso, pois fiz pouquíssimas trilhas até hoje. Inclusive não faz muito tempo eu ia de carro à padaria da rua de baixo. Porém, pelos caminhos sinuosos da vida, acabei me encontrando pelas trilhas afora. E nos últimos tempos a resposta para tal pergunta era: “vou caminhar em torno do Mont Blanc, cruzando as fronteiras da França, Itália e Suíça.”
      Fiquei ciente desta trilha através dos relatos do Elias, do portal Extremos. Antes de pesquisar mais detalhes, a primeira palavra que me vinha à cabeça relacionada ao Tour era “neve”. Ainda não a conhecia pessoalmente. Seria uma ótima oportunidade, somado ao desafio físico mais intenso que a trilha demandaria. Valeria a pena cruzar o oceano para isso.
      Iniciei então as pesquisas sobre o TMB. Destaco algumas informações interessantes:
      A trilha percorre cerca de 170 km (dependendo da rota e das variantes escolhidas, pode aumentar um pouco) em torno do Mont Blanc, atravessando 3 países: França, Itália e Suíça. O sentido pode ser horário e anti-horário, sendo o último o mais tradicional (e que eu optei). Não há um lugar oficial de início. Tradicionalmente a maioria das pessoas inicia em Les Houches. Optei por fazer o mesmo, apesar de vir pela Itália. Teoricamente seria mais prático iniciar por Courmayeur. Porém descobri que dessa forma, os últimos 4 ou 5 dias formariam a sequência mais dura do percurso. Iniciando por Les Houches, quebraria estes dias difíceis em 2 partes. A duração do Tour pode variar entre 8 e 12 dias, dependendo do preparo e disponibilidade de tempo. O período para se fazer a trilha é restrito ao verão (final de Junho até meados de Setembro) pois a neve e o mau tempo inviabilizam boa parte da rota no restante do ano. O inverno de 2018 na Europa fora rigoroso, então eu estava ciente de que poderiam haver algumas complicações na trilha por conta do degelo mais tardio em algumas rotas. Pode-se contratar agência com guia, autoguiada (sem o guia, mas com as hospedagens e orientações de rota providenciadas) ou seguir por conta própria, fazendo pessoalmente as reservas. Optei pela última opção, após descobrir que a trilha é bem sinalizada. Encaro o planejamento como uma parte interessante da aventura. As hospedagens variam entre hotéis e albergues nos vilarejos, e abrigos de montanhas nas partes mais isoladas. Muita gente segue acampando, porém é bom atentar que nem todo trecho possui permissão para camping. Voando do Brasil, as cidades mais práticas para se pousar são Genebra, Paris ou Milão. Fui por Milão pois faria um tour pela Itália após a caminhada.
    • Por MarceloBarce
      (relato em vídeo no fim do post)
      Na primavera desse ano, fui visitar a região de Trentino-Alto Àdige, para conhecer os Dolomiti, no norte da Itália.
      Me hospedei no Youth Hostel Bolzano, que era um dos únicos na região.

      Fiz 3 dias de trilhas, mas vou falar primeiro dessa travessia que eu registrei em foto e vídeo.
      No hostel, eu conheci 3 americanos que também tinham bastante experiência em trilhas, e fui com eles.

      Era primavera (4 de junho), um dia ensolarado com previsão de chuva para o fim da tarde, fazia uns 27 graus de temperatura.
      A chuva parecia inofensiva, mas se revelou uma tempestade assustadora no alto da montanha e deixou a temperatura NEGATIVA.
      Este foi um dos dias mais incríveis, bonitos e assustadores da minha vida.
      A ROTA DA TRAVESSIA

      Tomamos um ônibus circular de Bolzano para a bela cidade de Selva di Val Gardena, 1 hora de viagem ao preço de 5 EUROS, esse seria o único custo do passeio.

      PLANO A: pegaríamos o bondinho de ski Dantercepies (bandeirinha verde do mapa, abaixo do plano B) e a partir dali, daríamos uma volta no Monte Puez, um lugar com vistas incríveis, e desceríamos pelo vale de Valunga (trecho azul do mapa).
      PLANO B: começaríamos a trilha pelo final do Plano A, o vale Valunga, e ao chegar no ponto mais alto (o coraçãozinho do mapa), voltaríamos pelo mesmo caminho.
      EMERGÊNCIA: esta foi uma rota de fuga que precisamos tomar para fugir da tempestade

       
      RELATO
      O dia estava lindo, a previsão era de sol com nuvens para a tarde toda com uma garoa no fim da tarde.


      Infelizmente, o bondinho Dantercepies estava em manutenção, e por isso fomos seguir o plano B, começando pelo vale de Valunga, que começa nesta foto acima.
      Valunga é fantástico, se parece muito com o vale de Yosemite dos EUA. Inclusive, eu diria que esta rocha em primeiro plano da foto acima é parecida com o famoso "El Capitan".
      Já estive nos 2 parques nacionais para fazer esta comparação. Os americanos que estavam comigo concordaram, hahaha.
      O legal do Valunga é que não passa carros no meio.


      As vistas eram lindas em todos os sentidos.

      Enfim, começou a grande subida do fim do plano B, uma parte muito íngreme com bastante escalaminhada e alguns trechos de neve bem perigosos em que um escorregão poderia ser fatal.
      Mas fomos com calma e cuidado, e deu tudo certo.

      A vista dali era fantástica, mas já começava a dar sinais de chuva.

      Para nossa surpresa, quando chegamos no final da subida, que era uma passagem de montanha, avistamos uma tempestade assustadora que não era visível antes.
      Do lado de onde viemos, o clima estava razoável... mas do outro lado da montanha, as nuvens estavam bem escuras e já estava chovendo:

      PRESTE ATENÇÃO naquela cidadezinha no canto inferior direito da foto, este lugar se chama Colfosco e foi nossa salvação.
      Estávamos num lugar com pouca visibilidade dos arredores, subi num ponto mais alto antes que fosse tarde, para ver qual seria a direção mais segura para fugir da tempestade:

      Repare nas duas fotos acima que a chuva já havia mudado de lugar, use a montanha pontuda (monte Sassongher) como ponto de referência.
      Foi questão de 10 minutos para eu descer e a chuva pegar a gente.
      Daí pra frente, as coisas só pioraram.
      Nosso plano de voltar pelo mesmo caminho foi por água abaixo (literalmente), porque seria impossível descer aquele trecho íngreme de neve com chuva.
      Optamos por seguir a trilha do plano A até encontrar um dos abrigos de montanha da região, que estaria a mais ou menos 2 horas de distância.



      Porém, este plano também não deu certo.
      Começou uma tempestade de granizo muito forte com MUITOS RAIOS e nós tivemos que nos separar e abaixar, para diminuir a chance de tomar um raio.
      Estimamos que a temperatura baixou para -5 graus.
      A paisagem que antes estava verde e ensolarada, ficou cinzenta, coberta de neve e granizo.
      Estávamos todos com casacos corta-vento impermeáveis, bem protegidos, mas vestindo shorts, o que obviamente tornou a experiência bem fria, apesar de suportável (graças às jaquetas).
      O local era SUPER EXPOSTO, pois se tratava de um platô gigante. O melhor que podíamos fazer era tentar ficar numa parte menos alta.

      Na foto: eu em primeiro plano, Micky de jaqueta vermelha no fundo, Nathan de preto mais ao fundo, Elsa de preto no canto esquerdo da foto.
      Foi aí que traçamos a rota de emergência!
      Nós não voltaríamos mais para Val Gardena, porque as duas rotas (plano A e B) estavam extremamente perigosas, e eram os únicos caminhos de volta.
      A prioridade agora era encontrar um abrigo para salvar a nossa pele.

      Após a chuva diminuir, nós desceríamos para a cidade de Colfosco, que fica do outro lado da montanha e tem uma trilha quase plana cercada por montanhas, que era menos exposta aos raios, mas não menos desoladora.

      Tivemos que atravessar algumas cachoeiras de lama causadas pela chuva, mas não foi difícil e deu tudo certo:

      Esta descida pela rota de emergência durou aproximadamente 1 hora e meia, e apesar dos trovões assustadores e da garoa que não parava, essa rota passou segurança.
      Claramente, foi uma decisão sensata abrir mão de retornar a Val Gardena.
      Chegando em Colfosco, batemos na porta de uma casa que tinha luzes acesas e fomos recebidos por uma senhora MUITO hospitaleira que nos deu toalhas e preparou um chá para cada um.
      Rachamos um taxi para Bolzano, que saiu 30 euros por pessoa. Se não fosse isso, o passeio inteiro teria custado apenas 10 euros de ida e volta do ônibus. Ao fim, saiu 35 euros.
      Valeu a pena? Sim, hahahahahaha.

      Abaixo, o relato em vídeo, no meu canal, para vocês terem uma noção do que foi:
       

      Obrigado, espero que gostem.
      Qualquer dúvida, é só perguntar
    • Por Carlois
      Pessoal,
      acho que podiamos começar uns relatos de peregrinações. Afinal muita gente fala do Caminho de Saniago, bem como, os daqui no Brasil, o Caminho da Fé até Aparecida com uns 15 dias e os Passos de Anchieta nas praias do Espirito Santo, entre outros.
    • Por leduardol
      Tópico para concatenar dados e experiências sobre a famosa trilha do GR20 na ilha de Córsega.


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