Ir para conteúdo
  • Cadastre-se
Larissa S. De Freitas

5 DIAS EM ASSUNÇÃO - A CAPITAL PARAGUAIA - DICAS ATUALIZADAS

Posts Recomendados

Demorou MAS está aqui! ::hahaha::

 

Gente, vou fazer um relatinho bem básico pra quem foi recentemente ao Paraguai, pois antes da minha viagem notei que não haviam muitas infos atualizadas desse lurgarzinho, ó ::love::

 

A viagem ocorreu do dia 24.11 ao dia 29.11.2016, as passagens foram compradas pela LATAM (não achei nada baratinho não).

 

O Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi é beem pequeninho (o que eu gosto, haha), então é bem fácil de você se localizar. Como todo aeroporto - no desembarque - vão ter aqueles taxistas chatos ::lol4:: que ficam te chamando de turista e colocando o preço nas alturas, blá blá. Basta dar um choradinha e tá tudo certo, a corrida ficou por 70 reais ::hahaha:: (LÁ NÃO TEM UBER ::grr:: )

 

Depois disso segui para o Hostel (Hostel Costanera), o hostel dispõe de uma ótima localização - dá para fazer tudo a pé e fica ao ladinho do nosso amado bairro de artesães, Loma Sa Jeronimo que me lembrou algo muito semelhante ao Caminito (Argentina), como um bairro/ local exótico formado por trabalhadores, artesãos muito educados - pessoas humildes e de muiiita fofura, cheio de cor (o que remeteu a Colômbia também) e ótimo para explorar a comida local, mas de preferência durante a tarde.

 

- EU - não indicaria o Hostel para pessoinhas frescas e chatas, rs tem um cheiro de mofo e o café da manhã deixa a desejar, porém se quer economizar, ::otemo::

 

Sobre a cidade: não tem nada a ver com compras (como todo mundo pensa ::putz::), eletrônicos por lá são muito caros - ainda mais quando vêem que você é turista. O país oferece muito mais!

 

Essa capital tem muito verde, praças preservadas e beem cuidadas (não encontra lixo jogado por ali). Em qualquer esquina tem o famoso "terere", uma delicia - super refrescante, tendo em vista a cidade ser muito quente mesmo ::mmm: A praça que mais gostei foi a Plaza Uruguaya, ótima para lagartear depois de almoçar. Por lá tem uma livraria chamada "El Lector" que funciona das 08h às 11:30 e das 13:30 às 19h

 

A que menos gostei: Plaza Democracia (Achei um tanto quanto perigosa) ::xiu::

 

Como gosto de Centro histórico, arquitetura, ou melhor, coisa velha, hahahaha me chamou atenção os prédios em si, pois são bem imponentes e austeros. Sabe aquela coisa rústica e cheio de street art? Pois bem... ::love::

 

Sobre esses prédios dou destaque aos pontos turísticos/lugarzitos que vc não pode deixar de conhecer: Museo Cabildo; Palacio do Lopez, Iglesia encarnacion (não abre aos domingos, ao menos no dia que eu fui não estava aberta), Catedral Metropolina, Plaza Uruguaya, Estacion Central del Ferrocarril, Plaza Democracia, Palacio Legislativo, El Lector, Chopperia Del Puerto, Bar da Esquina, Bar do Lido, Paseo das Carmelitas, Bairro Villa Morra, Costanera de Asunción, Panteon Nacional de los Heroes. Todos eles são de fácil acesso e dá para fazer tudo de ônibus.

 

O ônibus/ chiva são precários, porém é um bom meio de locomoção para o pessoal low cost /perreguinho, a passagem custa em torno de R$ 2,00 reais o que dá uns G$ 2.800 - É como em vários lugares da América do Sul, o cobrador é motorista também, ou seja, você paga diretamente a ele!

 

No entanto, o táxi não compensa tanto, os preços são bem semelhantes aos do Brasil.

 

Câmbio: Tanto no Aeroporto como no Centro da cidade a melhor cotação que encontrei foi na Cambios Chaco, em novembro, consegui 1 real = G$ 1625 (Rolou também o câmbio negro por lá, mas foi um dia de muiita sorte :mrgreen: ), caso opte pelo câmbio negro = da rua, deverá levar uma canetinha money test para certificar que suas notas não são falsas. (eu não tive problema com isso não).

 

O povo é muito educado e atencioso, eles estão dispostos a te ajudar ::love:: e o portunhol é bem compreendido por lá ::lol3::

 

Ah, não posso deixar de ressaltar minha aventura ao Mercado 4 - Mercado Público. GENTE, é a filial do inferno aquilo lá ::essa::::mmm: pensa que tem de tudo mesmo, ó: comida, ''salão de beleza'', chás, ervas, souvenirs ::lol4:: Para chegar lá basta tomar um ônibus que indique: MERCADO 4.

 

Quem gosta de shopping: os melhores estão localizados no bairro Villa Morra, o melhor bairro da Cidade.

 

Nas avenidas Espana e Mariscal tem os melhores barzinhos noturnos, eu fui na Chopperia Del Puerto (cerveja a preço de banana) ::ahhhh:: *Assunção praticamente não tem vida noturna*

 

Restaurantes que indico: Bar da Esquina, um único brasileiro que tem no Shopping Villa Morra e o Corte & Leña no Paseo das Carmelitas. Os pratos custam em média de 40-60 mil guaranis para duas pessoas.

 

O top 10 é o Corte & Leña, localizado na Av. Espanã (longe pra caramba, mas vale a pena). É uma espécie de boulevard com diversas opções para apreciar a comida paraguaia.

 

Ah, no Paraguai, os restaurantes (mais simplinhos) não cobram por peso. Se comer salada, carne e arroz o preço é um, se comer salada e massa é outro. *PERGUNTA ANTES DE SERVIR SE TEM QUE PESAR.

 

Não deixe de visitar o pais e comer: Sopa paraguaya (não é sopa), Chipa, Refri Pulp.

 

A cidade está recheada de flamboyants ::love::

 

A respeito dos pontos turísticos: Panteon Nacional de los Heroes, monumento erguido em homenagem aos herois da guerra; Museo Cabildo, centro cultural - aberto para visitação (nessa região é um pouco perigoso, então se quiser ''sacar una foto'' chame um personal= policial); Palacio Lopez, fica localizado às margens do Rio Paraguai e no momento encontra-se fechado para visitação, somente para fotos do lado de fora; Arcadas de Recova - comprar souvenirs; Escalinata Antequera (localizada no bairro san jeronimo), escadaria mimosa.

 

Não paguei para fazer nenhum passeio, somente o meio de locomoção. É isso, amigx! Qualquer coisa ''tamo junto''

  • Curti 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Larissa, muito obrigada pelo seu relato.

 

Eu gostaria de pedir uma ajuda rs

 

Quanto em reais você levou para gastar em Assunção? Eu estou indo no feriado de carnaval. Chegarei sexta à noite e voltarei na terça à tarde. Pretendo visitar a capital, as ruinas e uma cidadezinha chamada Areguá (próximo a capital). O hostel é a unica coisa paga até agora, além das passagens areas, claro.

 

Quero saber quanto em reais levar para uma viagem sem muito luxo e se você recomenda alguma casa de cambio.

 

Obrigada.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
Larissa, muito obrigada pelo seu relato.

 

Eu gostaria de pedir uma ajuda rs

 

Quanto em reais você levou para gastar em Assunção? Eu estou indo no feriado de carnaval. Chegarei sexta à noite e voltarei na terça à tarde. Pretendo visitar a capital, as ruinas e uma cidadezinha chamada Areguá (próximo a capital). O hostel é a unica coisa paga até agora, além das passagens areas, claro.

 

Quero saber quanto em reais levar para uma viagem sem muito luxo e se você recomenda alguma casa de cambio.

 

Obrigada.

 

Palloma, gastei 750 por lá nesses 5 dias (andando somente de transporte público). Meeeeeenina, o que você vai fazer em Aregua? ::ahhhh::

Eu recomendo a Cambios Chaco, logo quando tu sair do desembarque vai ver ela e uma outra que não lembro o nome, mas à época que fui essa tinha a melhor cotação.

Obs.: NÃO TROCA TUDO NO AEROPORTO, pois a cotação na Chacos do Centro é beem melhor ::love::

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Larissa, que isso 750,00 REAIS???? Jezuis!! Que viagem cara, considerando que é o Paraguai. Então, Areguá eu li uns relatos em blog alheios, por ser proximo a Assunção, me falaram que era uma boa para conhecer.

Obrigada pela sua ajuda.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
Larissa, que isso 750,00 REAIS???? Jezuis!! Que viagem cara, considerando que é o Paraguai. Então, Areguá eu li uns relatos em blog alheios, por ser proximo a Assunção, me falaram que era uma boa para conhecer.

Obrigada pela sua ajuda.

 

Exato. É totalmente ilusório achar que o PY é tão barato assim, tu vai ver que os preços são tão semelhantes como os do Brasil!

 

Bomm, se a cidade te interessou arrisca e vai ::lol4:: (eu não iria), pois quando resolvi conhecer o Lago Ypacaraí passei em Areguá e fiquei totalmente decepcionada. É uma cidade muito pequena e que não tem nada de atrativo, por exemplo: passeios, paisagem, comércio

MAAAAASSS isso é minha opinião né

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar Agora

  • Conteúdo Similar

    • Por trindadeps
      Pois então galera, depois de uma boa estudada aqui no fórum e na internet, partimos...
       
      Irei detalhar os valores no final, anotei boa parte dos gastos.
      Nossa viagem se iniciou com um pouco de antecedência, as passagens foram previamente compradas, éramos 3.
       
      Fizemos câmbio aqui no RJ e levamos uma quantia em dólar, peso argentino e real. Por sinal, valor muito ruim, mas por questão de segurança, resolvemos dessa forma. (Dólar 1 = R$3,33 / Peso – R$1,00 = 4,17)
       
      A data da partida foi dia 05/02/18, à noite, GALEÃO (RJ).
      Logo no vôo o primeiro teste, a aeromoça já aplicou um espanhol, respiramos fundo e respondemos aquele portunhol padrão rsss.
      Chegamos em solos Hermanos rápido, fomos pela Latam, tudo ok.
      Na imigração, tudo tranquilo. Atendente só me perguntou onde eu ficaria.
       
      Antes de viajar, já havia entrado em contato com um transfer que tem uma cabine no próprio aeroporto de nome “Taxi Ezeiza”, e lá estava meu nome em um papel, cheguei e falei meu portunhol com o rapaz e nos entendemos, paguei e fui, vale muito a pena. No dia havíamos chego as 23:00, então imagina a comodidade de logo resolver essa questão que tanto dá dor de cabeça. Preço fixo, atendimento cordial, partimos rumo ao hotel.
      No trajeto para o hotel aquele encantamento bobo de navegante de primeira viagem rssss... tudo muito maneiro, até outdoor de hambúrguer, roupas, água...
       
      Chegamos no hotel, ele fica bem no centro, mais precisamente calle Parana 720, havíamos reservado pelo booking, Mayflower suítes. A primeira impressão da rua a noite foi meio sombrio, mas nada que uns dois dias no local não nos adequemos. Entramos, visual bacana na entrada, falamos com o atendente, após uma breve surra para entender o espanhol na prática, que os filmes e duolingos não te ensinam, tudo se acertou, já paguei na hora toda a estadia, parte em peso e o complemento em dólar (Olha a importância de levar uma quantia de ambos, obrigado aos que me informaram sobre tal atitude, pois os nossos cartões não estavam passando). O rapaz entregou o cartão-chave, foram dois quartos. Hotel com elevador, ficamos com um quarto no segundo andar e um no terceiro andar. Sistema bacana de entrada do quarto através de cartão, mas só isso mesmo... Entramos, BUUH, sabe esses filmes de terror?! Creio que já filmaram alguma passagem naquele quarto! Cama grande, macia, mas e a coberta.. É no mínimo de 1950, antiga mesmo. Fui ao banheiro, cade o box? Rssss. Não tem, o chuveiro na parede joga água pra frente e a pessoa fica dentro de uma banheira, se quiser molhar a cabeça, trate de se abaixar em direção a saída de água.Voltei ao quarto para encarar a primeira noite de sono, até porque precisava repor a energia, pois o próximo dia prometia. Passei perrengue pra dormir, o ar começou a chover, tínhamos uma cachoeira no quarto, isso na primeira noite, BINGO! Desci pra falar com o atendente e ele disse que só no dia posterior, (Como assim parceiro ?!)... Nessa novela, tentamos durmir, caramba... no meio da noite minha esposa acorda e sente um bicho na cama, era um parente de mosca, ou sei lá o que, pensa no estresse, durmimos.
       
      Dia 6/fev/2018
      Curtimos um café logo em nossa esquina, e partimos para a caminhada.

      Primeiro, Obelisco. Logo em seguida procuramos o ponto de partida do ônibus turístico, bem próximo. Vale a pena, pois exploramos os locais mais distantes de nosso hotel com ele. A loja para comprar o bilhete fica ao lado de onde ele pára, ganhamos o mapa e um fone, no ônibus tem o local para o fone e tem a opção do idioma português 😉.


       
      Próxima parada LA BOMBONERA!
      A todos que curtem o futebol, é um local indispensável! Eles valorizam e muito a história do clube. Fizemos o Tour no estádio e museu, TOP!



       
      Na saída almoçamos em uma “birosca”, como conhecemos aqui no RJ. Local bem simples, mas com uma parilla show de bola bem na rua de frente a saída. De volta ao ônibus, partiu.

       
      Próxima parada, Bosques de Palermo, e nele o Paseo el Rosedal. Devido ao horário, tanto o Jardim Japonês, quanto o Planetário Galileu Galilei estavam fechados, por conta disso, ambos ficaram para outro dia.

       
      Dia 7/fev/2018
      A parte da manhã toda ficou por conta de burocracia bancária. MUITO IMPORTANTE!!! Tenha o contato de alguém do Brasil que possa resolver algo para você caso necessite entrar em contato com o banco, no nosso caso tivemos a sorte e ajuda de uma amiga, graças a Deus. O cartão não estava passando em nenhuma máquina, após o procedimento, começou a funcionar.
      Como planejávamos ir a Mendoza no dia seguinte, fomos a rodoviária comprar as passagens. Retiro é o nome do lugar. Passamos pela estação de trem, muito bonito por dentro, por fora ? Horrível, feio... Entre a estação de trem e a de ônibus, tem uma favela. Muitos trabalhadores transitando, parecendo o centro do RJ com relação a quantidade de pessoas, mas também muitos mendigos, infelizmente um lugar mal conservado. Já dentro da rodoviária, que por sinal, mal cuidada também, identificamos o guichê e compramos a passagem, placa da Andesmar (Muito indicada aqui no fórum), mas fizemos a viagem com ônibus da empresa El Rápido. Passagens compradas, partimos rumo ao Museu Nacional de Belas Artes, mas antes disso, tenho que destacar um restaurante maravilhoso no qual almoçamos de nome “LIBER RESTO-BAR (Av. Del Libertador 690 – Esquina Libertad). Almoço, ARS270, Escalopinho, mix de saladas e batatas fritas, incluso guaraná, vinho ou cerveja e café após.

       
      O Museu Nacional de Belas Artes, imponente, com uma imensidão de obras de artes, muito válido e de graça... rssss

       
      Descanso, e cerveza por la noche, cerveza y cerveza rsssss. Conhecemos um barzinho bem alternativo, cerveja artesanal (Oohh maravilha...), um bom blues ao fundo, irado. Chegando no hotel, “cadê a bolsa mulher ?” BUHHH, deixamos no bar. Voltando lá, a atendente havia guardado, ponto positivo pros Hermanos e pro bar. Chega por hoje!
       
      08/fev/2018
      Acordamos com um protesto de trabalhadores na rua!
      Tomamos um café no IBÉRICO, top!

       
      E partimos pra Mendoza...

       
      09/fev/2018
      Chegamos por volta de 09/10:00hrs.
      Ficamos no Hostel Estacion Mendoza, gostamos muito e recomendamos. Os atendentes show de bola, inclusive tinha uma brasileira trabalhando por lá. Teve no próprio hostel, rateio para eles fazerem um churrasco (Pensa numa maravilha…) em outro dia rolou Choripan (TOP!!!).

       
      Viagem muito cansativa, mas o importante é que chegamos com saúde.
      Demos uma respirada no ar de Mendoza, almoçamos e partimos para fazer o reconhecimento da área.
      Passamos pela Plaza España, tem alguns monumentos.

       
      Parque General San Martín, gigante, não conseguimos visitá-lo por inteiro.

      Plaza Independência, muito bonita e com um chafariz maneiro.
      Museu de Ciências Naturais e Antropológicas “Juan Cornelio Moyano”, muitos animais em exposição, vale a pena!

       
      10/fev/2018
      Partimos nesse dia para conhecer a parte cívica da cidade.
      Passamos por todos os prédios governamentais que ficam próximos um do outro, Imponentes!

       
      E o melhor ainda estava por vir, fomos para a excursão do Vinho… INESQUECÍVEL!
      Saímos às 14:00hrs e voltamos 20hrs.
      Passamos por 3 vinícolas e uma fábrica de azeite.
      Bodega DOMICIANO, essa parece ser bem industrial, grande.

       
      No meio das bodegas fomos a fábrica de azeite e derivados, de nome PASRAI, rolou degustação de azeite e compras.

       
      A segunda não me recordo o nome, apesar de bem restritiva com relação a registros, degustação, no geral foi boa.

       
      Por último, passamos na FLORIO, fechou com chave de ouro. A atendente muuito simpática, nota 1000 além de que teve muita degustação, sai tonteado de lá rsrsrs.

       
      Em todos os locais tiveram degustações e muita explicação tanto das frutas utilizadas, como processos e os locais de armazenamento, uma experiência incrível, principalmente pra quem curte degustar um bom vinho.
      Voltamos ao hostel bem alegres por sinal, recomendadíssimo esse passeio!
       
      11/fev/2018
      Nesse dia fomos a excursão ALTA MONTANHA.
      Simplesmente IMPERDÍVEL, NÃO DEIXE DE IR!!!
      Seguimos a indicação de nosso hostel e compramos com eles mesmo o passeio.
      A equipe nos buscou lá e foram nota 1000 (Transporte ALEO), só não me recordo o nome do motorista e guia, mas eles são muito bons!!!

       
      No trajeto, aconteceu um problema na RUTA e ficamos um bom tempo parada na pista, mas logo seguimos.
      Passamos por diversos povoados.
      Almoçamos em um restaurante muito rústico, só o bife de chorizo devia ter uns 700grs, sem brincadeira rsrsrsrs…

       
      A estrada para chegar até o Cristo Redentor, na divisa entre Argentina e Chile na Cordilheira dos Andes, tem muito zigue-zague, doidera…

       
      Ao chegar lá em cima, muito vento e pressão, pensei que fosse estourar meus ouvidos por alguns momentos.
      Mas, muito lindo.
      Tivemos a felicidade de ver neve em algumas montanhas “próximas”.



       
      Na volta, passamos pela Puente del Inca. A história é muito maneira e o lugar é MÁGICO!

       
      Não posso deixar de frizar novamente a recepção e todo auxílio dado pelo guia, super gente fina, de fato conhece aquela região, e explicou tudo em inglês e espanhol, que por sinal, estava tranquilo de entender para quem não tem fluência (EU).
       
      12/fev/2018
      Ficamos por conta da cidade, conhecendo sem roteiro.
       
      13/fev/2018
      Dia de voltar a Buenos Aires.
       
      14/fev/2018
      Chegada em Buenos Aires.
      Saímos de taxi, até o “America Del Sur Hostel Buenos Aires”. Não tivemos problema algum, mas de qualquer forma, fui acompanhando com o gps.
      O Hostel fica localizado em ruas sombrias, principalmente a noite. Mas nada que atrapalhe muito. Ele em si, é um prédio, muito bonito e limpo. A área de socialização é no térreo, onde tem um espaço a céu aberto, e uma cozinha. Os quartos são impecáveis.
       
      15/fev/2018
      Conhecemos o Jardím Japonês, muito bonito.

       
      Passamos pelo Planetário Galileu Galilei, mas nao nos interessamos em pagar e ver as exposições.
       
      MALBA, com suas belas exposições!

       
      Floralis Genérica;

       
      Museu Nacional de Arte Decorativo;

       
      Jardim Botânico Carlos Thays;

       
      16/fev/2018
      Bioparque Temaiken, simplesmente SENSACIONAL!!!
      Muitos animais, parque bem organizado, lindo mesmo…
      Pegamos ônibus na Plaza Italia e soltamos “próximo”. Caminhamos por volta de 10minutos.
      Passeio pra curtir o dia todo, chegamos cansadíssimos ao hostel, muito bacana !




       
      17/fev/2018
      Casa Rosada, agendamos quando já estávamos na Argentina. A visita é bem esclarecedora, os funcionários bastante atenciosos, recomenda a visita !

       
      Museu da Casa Rosada, fica ao lado, vale a pena conferir também.

       
      Museu Fragata Sarmiento.

       
      Na região próximo a Fragata, tem muitos restaurante. Almoçamos em um, que infelizmente não me recordo o nome, onde se paga um valor fixo o come até não aguentar mais, o garçom explicou que lá funciona da seguinte forma, você come, deixa o prato usado na mesa e prepara outro, acabou?! Pega outro, come, e vai até encher rsrsrs, TOP!
      A noite fomos conhecer a boemia. Passamos por um barzinho de cervejas artesanais bem na esquina do hostel (America del Sur), e partimos pra frente da boate CLUB MUSEUM. É balada popular, cerveja ruim, pior do que Itaipava e cara.
       
      18/fev/2018
      Feira de San Telmo. Muitos itens artesanais e principalmente coisas antigas, não vi nada de interessante, mas vale a pena o passeio.
       
      19/fev/2018
      Ficamos de molho, sem compromisso.
       
      20/fev/2018
      A volta...

       
      *** OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
      - Nos dias finais, quando já estava em Buenos Aires, meu olho direito começou a coçar, ficar vermelho e por vezes remelar. Não sei ao certo se era conjuntivite, ou devido ao clima seco. Comprei colírio por lá e parecia que estava jogando pimenta no olho, só melhorou 2 dias após chegar em casa.
      - Utilizamos muito o metrô, grande abrangência pela cidade de BA.
      - Cartão SUBE, tem muitos lugares para fazer recarga, assim como recarga de celular também.
      - Utilizamos a operadora CLARO, pegamos pacote de internet e foi válido.

       
      ABAIXO, SERÃO DESCRITOS ALGUNS GASTOS:
       
      *** LEMBRANDO QUE OS CUSTOS SÃO PARA 3 PESSOAS***
      PASSAGENS AÉREAS: Rio de Janeiro x Buenos Aires R$3.203,01 
      CÂMBIO no Rio de Janeiro: Dólar 1 = R$3,33 (Trocamos R$999,61) / Peso – R$1,00 = 4,17 (Trocamos R$1.000,08)
      COTAÇÃO p/ SAQUE – BANCO SANTANDER: R$1 = ARS5,65 (Com as taxas inclusas)
      TRANSFER (TaxiEzeiza): ARS780,00
      HOTEL MAYFLOWER -> *2 QUARTOS* (05 à 08/fev/2018) ARS4581 (ARS631 + US$200 – Cotação Hotel “US$1 = ARS19,75”)
      JANTA NO MAYFLOWER p/3 ARS910 (Menu executivo, suco e vinho)
      OBELISCO (0800)
      ÔNIBUS TURÍSTICO ARS670,00 (3 Tickets de 24hrs)
      LA BOMBONERA - MUSEU + ESTÁDIO TOUR p/3 AR$780
      ALMOÇO DO LADO DE FORA “LA BOMBONERA” p/3 AR$450 (Parrilla, lá dizia que era pra dois, mas comemos em 3 tranquilos)
      ÔNIBUS B.A x MENDOZA ARS 4.052,20 (3 Passagens)
      HOSTEL ESTACION MENDOZA -> *2 QUARTOS* (09 à 13/fev/2018) AR$7.520
      ALMOÇO MENDOZA p/3 AR$800 (Bife de chorizo com salada ou fritas, vinho ou refrigerante e sobremesa)
      ALMOÇO MENDOZA p/3 AR$907 (Bife de chorizo, suco e sobremesa)
      EXCURSÃO DO VINHO “MAIPÚ” p/3 ARS1.560
      EXCURSÃO ALTA MONTANHA P/3 ARS2.970
      ÔNIBUS MENDOZA x BA p/3 ARS5065,50
      HOSTEL AMERICA DEL SUR BUENOS AIRES p/3 1 quarto - 2 beliches (14/fev à 20/fev) US$248
      JARDIM JAPONÊS P/3 AR$360
      ALMOÇO BIOPARQUE TEMAIKEN P/3 AR$615 (Peito de frango frito com batata frita ou salada e refrigerante)
       
      Apesar de não ter 100% dos gastos detalhados, apurei que por pessoa, foi gasto R$5.250.
      Lembrando que os gastos são desde a saída de casa até a volta pra casa novamente, tudo incluso.
      Observa-se que foi uma viagem bem “folgada”, não passamos aperto, apesar de no penúltimo e último dia, termos que reduzir bem os gastos diários, inclusive com alimentação, porém em TODOS os outros dias comemos MUITO BEM, a culinária hermana é TOP, um bife de chorizo que maltrata quem gosta de uma boa carne, sem contar os outros pratos de carne, assim como o bom e velho vinho para acompanhar as refeições.
      Grande parte dos passeios em Buenos Aires foram gratuitos, mas os que foram pagos, em sua grande maioria eram valores simbólicos, se assim podemos dizer, e todos bem válidos.
      Já em Mendoza, os dois passeios que fizemos foram pagos, até por questões lógicas, já que nos foi ofertado o transporte e guia.
      A Alimentação no geral não achei cara, os pratos são bem objetivos, carne e salada ou batata frita. Normalmente vem um valor fechado para entrada, prato principal e bebida, vez ou outra sobremesa, um exemplo seria, pão de entrada, bife de chorizo com salada e vinho.
      O conhecido CAFÉ, não podemos deixar de falar. Tem por toda parte e lugar em BA. Paramos em vários e gostamos de todos. Desde os mais sofisticados, com seus funcionários muito atenciosos, respeitosos. Até os mais “caseiros”, com seu atendentes fazendo você se sentir um local, atendimento olho no olho, super válido.
       
      No mais é isso galera, caso eu venha lembrar algum fato ou até observar algum erro, vou comentar e/ou corrigir.
      Caso tenham alguma dúvida, podem falar que assim como fui muito ajudado pelo fórum, estou disposto a ajudar também.
      Grande abraço família e até a próxima.
    • Por Mathew
      Iniciamos então mais um relato, dessa vez sozinho, visto que minha namorada não pode ir em razão do trabalho. Como tinha um primo fazendo intercâmbio na Austrália, e as aulas já haviam terminado, decidimos fazer uma viagem de 30 dias para conhecer um pouco do País.
      Começamos pelas passagens. Elas estavam com valores de R$ 4.700,00 ida e volta. Ali por final de Fevereiro houve uma mega promoção da Quantas, que derrubou as passagens para R$ 2.200,00. Quando estava em R$ 2.800,00 em comprei, e no dia seguinte foi o pico da baixa. Mas preferi aproveitar antes, com medo que voltassem pros 4 mil reais. Comprei pela Decolar.com, pois o site da Quantas não queria funcionar. Aproveitei e adquiri um Seguro de Viagem no valor de R$ 384,00.
      O roteiro meio que foi feito pelo meu primo, tendo nós conversados e feito algumas adaptações. Depois da viagem vimos que poderia ter sido muito aprimorado, mas isso só vem com a experiência mesmo.
      Em Março fiz meu visto, que custou R$ 395,74. Fiz tudo online, usando esse site para ajudar em algumas coisas: https://quatrocantosdomundo.wordpress.com/2013/09/22/como-tirar-o-visto-para-a-australia/
      Ali por maio eu comprei dólares australianos de um brasileiro que mora lá. Depositei em reais na conta dele aqui, e ele depositou em dólares na conta do meu primo. Tinha feito a conta que iria gastar uns 3 mil dólares. Comprei 2.200 dele, e os outros 800 seriam do meu primo, visto que eu havia comprado as passagens áreas internas na Austrália para nós dois. Tudo para "baratear", evitando gastos com IOF e lucros das casas de câmbio. A cotação que consegui foi de R$ 2,68.
       
      GASTOS INICIAIS
      - Passagem Brasil – Austrália – Brasil – R$ 2.812,00
      - Seguro Viagem – R$ 384,00
      - Visto = R$ 395,74
      TOTAL = R$ 3.591,74
       
      Dia 01 e 02 – 16/05 e 17/05 – SÃO PAULO - MELBOURNE
      Meu avião saiu de Guarulhos às 18h45min. Feito escala em Santiago (Chile) de 2h e depois em Auckland (Nova Zelândia) mais 2h. Um voo beeeem cansativo.
      Uma dica. Na ida eu peguei a poltrona 26 no voo de 10h entre Santiago e Auckland. É uma poltrona que tem muito espaço para se esticar, visto que ficar numa saída de emergência. Achei muito bom. Tentei pegar na volta, mas não tinha mais. Aí pega na janela e consegue apoiar as pernas na porta de emergência, dá um bom sono.
       
      Dia 03 – 18/05 - MELBOURNE
      Cheguei em Melbourne às 09h25min da manhã. O meu primo já tinha comprado a passagem do SkyBus pela internet (AUD 18,00) (https://www.skybus.com.au/). Esse ônibus faz o trajeto aeroporto / centro de Melbourne a cada 10min mais ou menos. Tem os que vão em bairros, mas o mais usado é o que vai até a estação Southern Cross. Fui até lá e ele foi me buscar.
      Ficamos na casa em que ele estava hospedado, no Southbank. Como o horário da Austrália é +13 o horário do Brasil, eu precisava ficar acordado o dia todo pra "ajustar" meu corpo, visto que quando é dia no Brasil, é noite na Austrália. Então fomos caminhar pela cidade.
      Fomos pelas margens do Rio Yarra, passamos pela Chinatown, e caminhamos até a Argyle Square. Ali próximo existe em restaurante chamado Universal Italian, que serve um frango parmegiana IMENSO, e por um valor extremamente em conta (AUD 14,00). Comemos era umas 16h já. Na volta passamos pela pela Biblioteca Estadual e pela estação Flinders Street e fomos pra casa.
      Consegui ficar acordado até às 20h aproximadamente, e aí capotei.

      Margens do Rio Yarra

      Margens do Rio Yarra

      Argyle Square

      Chicken Parmegiana no Universal Italian
       
      GASTOS
      SkyBus - AUD 18,00
      Universal Restaurante - AUD 14,00
      TOTAL = AUD 32,00
       
      Dia 04 - 19/05 – MELBOURNE
      Nesse dia iríamos visitar outros locais. O Rodrigo convidou uma amiga dele para ir junto, a Isabela, a qual nos acompanhou nos quase 30km de caminhadas na cidade.
      Começamos pelo Shrine of Remembrance. Fomos para o Royal Botanic Gardens. Dali entramos no National Gallery of Victoria.
      Depois dessa longa caminhada fomos comer um Harbúrguer na Degraves Street se não me engano, que é uma ruela cheia de restaurantes e bares.
      Dali seguimos para o Fitzroy Gardens e voltamos pela passarela que dá ao Melbourne Cricket Ground. Nesse caminho passa pelo The Federation Bells, que são uma espécie de sinos que tocam umas músicas de tempos e tempos. Dá até para você criar uma música no site deles e colocar lá para tocar.
      Encerramos o dia na Munich Brauhaus com um casal de brasileiros que também são amigos do meu primo.
       

      Shrine of Remembrance

      Royal Botanic Gardens

      Royal Botanic Gardens

      Fitzroy Gardens

      Margens do Rio Yarra
       
      GASTOS
      Hambúrguer - AUD 24,00
      Cerveja e Linguiça - AUD 19,00
      Doce - AUD 6,00
      TOTAL = AUD 49,00
       
      Dia 05 - 20/05 – MELBOURNE
      O casal de amigos do meu primo do dia anterior se juntou a nós para conhecer o Abbotsford Convent. Nesse local é servido aqueles almoços que você paga quanto quer. Eles dão sugestões de valores, informando o quanto cada valor cobre dos custos deles. É um lugar bacana, muitas pessoas vão se exercitar lá. Algo que fica no centro de uma metrópole, e que parece que vocês está no interior, com cavalos, vacas. Tem até uma feirinha rural lá. Para ir até lá usamos o trem. Para usar o transporte público é necessário o MyKi, que precisa ser comprado e carregado com créditos (https://www.ptv.vic.gov.au/tickets/myki). Eu acabei usando um dos amigos do Rodrigo, então só gastei o valor do transporte, que varia conforme o destino.
      Algo importante sobre o transporte público. Você precisa apresentar o cartão na máquina sempre que entra e sai das estações, pois a cobrança é pela distância, então vai cobrar quando você sai. Nos subúrbios, como no bairro de Abbotsford Convent, não existe catraca nem nada, vai tudo na confiança. Problema é que, se você não fizer e algum fiscal passar pelo transporte verificando, a multa é altíssima (uns 200 doláres). Outra coisa é que, vamos supor que custe 4 dólares o deslocamento, e você só tem 2. O seu saldo vai ficar negativo, mas não tem problema. Você só pode ficar negativo 1x. Então, para pegar transporte novamente depois, terá que fazer uma recarga. Por fim, no centro de Melbourne há uma área de Tram gratuito. Tram é tipo uns bondes, que andam no asfalto sobre trilhos. Nós não o utilizamos, mas mesmo sendo gratuito acho que precisa dar o "tap" no cartão na entrada e saída dele.
      Depois do almoço fomos para Brighton Beach. É um local nobre da cidade, com grandes mansões. Ali próximo existem os Brighton Bathing Boxes, local bem turístico. Não achei nada assim muito interessante, mas o povo vai lá tirar fotos. A última das cabaninhas foi vendida por míseros 350 mil dólares 😱. É gostar de jogar dinheiro fora...
      Dali começou a chover e acabamos pegando ônibus / tram para ir para casa.

      Abbotsford Convent

      Abbotsford Convent

      Mansões em Brighton Beach

      Brighton Bathing Boxes

      Vista do centro de Melbourne a partir do caminho que fizemos pela baía

      Interior de um Tram
       
      GASTOS
      Transporte - AUD 10,00
      Almoço Convento - AUD 10,00
      Lanche tarde - AUD 10,50
      Janta - AUD 15,00
      TOTAL = AUD 50,50
       
      Dia 06 – 21/05 – MELBOURNE - TASMANIA
      Nesse dia iríamos para a Tasmânia com o Spirit of Tasmania (https://www.spiritoftasmania.com.au/). Foi pago AUD 85,00 pelo deslocamento noturno, aproximadamente 10h no barco. Pode escolher camas se quiser (mais caro), mas se não pegar existem poltronas demarcadas para dormir. São bem confortáveis, como de um ônibus semi-leito. Também fornecem cobertor e travesseiro. Muito importante: LEVE DRAMIN!!! O Rodrigo acabou passando mal logo que o barco saiu da baía e entrou em alto mar. Eu dormi e não precisei tomar nada.
      Dá para ir de avião. O valor é praticamente o mesmo. A diferença é que vai até a capital, Hobart, e o barco vai até Devonport, que fica ao norte da ilha. Mas fizemos pela experiência mesmo. Deve ser bacana no verão, que aí pega o pôr do sol e o nascer do sol no barco. Como era noite pegamos escuro o tempo todo. Tem também a opção de fazer o trajeto diurno (quando pegamos não tinha, acho que devido à pouca demanda).
      Nesse dia não fizemos nada de mais. Coisas administrativas que ele precisava fazer na escola, ficamos arrumando malas, dormindo até mais tarde...
       

      Spirit of Tasmania

      Spirit of Tasmania

      Interior do Spirit of Tasmania
       
      GASTOS
      Almoço - AUD 17,00
      Doce tarde - AUD 5,00
      barco - AUD 85,00
      Guloseimas barco - AUD 6,00
      TOTAL = AUD 113,00
       
      Continua...
       
    • Por catagreff
      Olá gente faz um tempo que quero fazer um relato sobre como está a Venezuela para viajar e tal e como recentemente fui ao casamento de um irmão lá, tenho informações fresquinhas sobre a situação do país e tudo mais, mais do que um relato detalhado da minha viagem vou fazer algumas observações em relação à moeda por exemplo que está bem bagunçado agora, questão de falta de dinheiro (notas), mudança de moeda, entre outras coisas que considerei mais importante relatar ok?, mas quem quiser mais detalhes fique à vontade para perguntar, vou deixar meu whatss no final do post pra facilitar ☺️
      Bom sou venezuelana de nascimento, mas moro no Brasil há 22 anos, estive na Venezuela de 22/05/18 a 05/06/18 fui ao casamento do meu irmão e aproveitei pra turistar um pouquinho, recomendo muito ir pra lá principalmente pelos preços, como a moeda esta bem desvalorizada fica pra nós brasileiros muito barato ir pra lá e esbanjar.
      Só quero fazer uma observação quanto a situação do país atual porque mesmo tendo família lá eu me assustei com as notícias que chegam sobre a Venezuela, e a primeira pergunta que fiz ao meu irmão quando disse que ia fazer festa de casamento lá foi: Mas as pessoas estão passando fome? Como você vai conseguir comida aí? não ta faltando comida e tudo mais?
      E ele obviamente me disse que a situação não era assim tão ruim como a mídia mostrava, mas obvio que não acreditei e decidi ir ver com meus próprios olhos, então confirmei que há muito exagero na mídia sim, as pessoas que passam fome são as mesmas que passam fome aqui no Brasil e em países subdesenvolvidos, pobres e pessoas que dependem de ajuda do governo, já que a ajuda do governo é basicamente uma caixa de comida por mês, e os aposentados também porque o salário mínimo é hoje 23/06 em torno de 0,50 centavos de dólar, pelo cambio paralelo (falo mais disso la na frente).
      Então quem for pra lá fique tranquilo que você não vai ver pessoas revirando latas de lixo, nem pessoas assaltando o tempo todo, porque uma das poucas coisas boas que a crise fez foi q com a crise muitos foram embora do país, inclusive os bandidos, eu estive lá em dezembro de 2014 e a situação de segurança estava muito pior, eu me senti mais "segura" desta vez, mas os cuidados a serem tomados em QUALQUER região que vc estiver, são as mesmas dos grandes centros aqui no Brasil, como falar ao celular na rua nem pensar, sair depois das 19 horas NEM PENSAR, a vida noturna de Caracas praticamente acabou, mas ainda se consegue comer em bons restaurantes nas regiões nobres da cidade, e você vai até se esquecer que está na Venezuela.
      Bom começando com a minha experiência em Boa Vista, resolvi ir por Boa Vista pelo motivo óbvio rsrsr, preço, pois um vôo direto de São Paulo-Caracas Ida e volta está em torno de 6000 reais o mais em conta, bom os motivos pra isso são vários mas o principal é que poucas companhias estão fazendo o percurso, principalmente por causa da inflação que aumenta diariamente, então fica difícil fazer estimativa de preços de passagens e tal.
      Bom sou venezuelana de nascimento, mas moro no Brasil há 22 anos, estive na Venezuela de 22/05/18 a 05/06/18 fui ao casamento de um irmão, então vou contar um pouco sobre a viagem.
      Fui por Boa Vista por ser a opção mais barata, uma passagem de avião pra Caracas direto de São Paulo estava em torno de 6.000 reais, ida e volta, e isso estava bem fora do meu orçamento. Então cheguei a Boa vista no dia 22/05 às 3 da manhã, infelizmente os vôos pra Boa vista só chegam e saem de madrugada. Por causa da crise na Venezuela a cidade está um caos, cheio de venezuelanos dormindo no aeroporto e por isso achei melhor esperar amanhecer num hotel, peguei um taxi no aeroporto e pedi q me levasse a um hotel, me levou no hotel farroupilha, que por sinal não recomendo, além de me cobrar 100 reais pra dormir 3 horas, o banheiro não tem nem chuveiro elétrico, que era o mínimo q eu esperava pelo preço, mas enfim foi a opção que tinha no momento. 
      Na volta eu também tive que dormir na cidade então optei pelo airbnb, fiquei na casa do Walber e super recomendo, ele é um policial militar muito gente boa e com certeza é melhor ficar lá que nos hotéis de Boa vista.
      Levantei e fui pro terminal do Caimbe pegar o taxi para Pacaraima, cidade que faz fronteira com Santa Elena de Uairen, o taxi cobra 50 reais por pessoa e leva 4 pessoas, são bem seguros peguei da empresa cootap mas tem outra e ambas cobram o mesmo. Saem em vários horários, na verdade conforme vai tendo passageiros para levar, fazem a travessia até 19 horas me disse o motorista, então a hora que chegar sempre vai ter alguém pra te levar.
      Cheguei em Pacaraima onde um primo venezuelano foi me buscar de carro, pra quem não está acostumado com fronteiras na América do Sul vai parecer assustador a quantidade de venezuelanos dormindo nas ruas, têm muitos trocando dinheiro dólar por Bolívar, Real por Bolívar o cambio está 4,1 reais por dólar até sexta 22/06/18.
      Não recomendo trocar dólares na fronteira, os motivos são vários vou citar os principais:
      - há pessoas que querem tirar proveito como em qualquer lugar do mundo, mas devido à crise q estão passando tentam ganhar de qualquer jeito, então o meu conselho é levar dólares daqui, de preferência notas de baixo valor, vou explicar o porque mais pra frente;
      - não adianta ter Bolivares, a não ser uma quantidade muito pequena, a inflação lá ta uma loucura então o bolivar se desvaloriza todos os dias, quando cheguei estava 1 dólar = 1.000.000 de bolivares (sim vc não leu errado um milhão) e quando vim embora estava 2.400.000, como são valores em milhões não há notas suficientes e nem como carregar tanto dinheiro assim, então as pessoas só usam notas para abastecer, porque a gasolina é infinitamente barata então com 500 bolivaresvc enche o tanque
      Ps: com 500 bolivaresvc não compra nem uma bala lá 
      Gente percebi que o post vai ficar muito grande, então vou resumir e se tiverem dúvidas ou quiserem saber mais detalhes mandem email [email protected] ok?
      - se não tiver jeito mesmo e tiver que trocar reais por dólares só aceite as notas de 100 dólares, são as únicas que não podem ser falsificadas, masssdifíceis de trocar depois de estar lá dentro
      - a não ser que tenha conhecidos dispostos a te ajudar, ninguém vai trocar dólares pra vc no preço que está na cotação do dia, vou explicar melhor há 2 cambios na Venezuela o câmbio oficial e o paralelo ou negro, o oficial é o do governo, isto é o que é seguido pelas instituições financeiras, pelas operadoras de cartão de crédito etc, e o paralelo que é o do site dolartoday.com que hoje está 2.951.374, bom mas o que isso significa?
      A maioria da população segue o paralelo, todas as vendas tipo imóveis, carros são feitas seguindo o dolartoday mas cada pessoa pode barganhar esse valor, mais ou menos isso
      A cotação oficial é de 96.322, nem preciso dizer que não compensa passar o cartão de crédito internacional na Venezuela né?, pra quem não entender só pedir que eu explico melhor 😉
      Bom e como eu fiz com relação ao dinheiro? Um primo me emprestou seu cartão de um banco de lá e eu troquei 100 dólares com ele assim que cheguei na Venezuela, ele deixou em bolivaresdisponíveis nessa conta, tudo absolutamente tudo é pago por débito, como comentei antes não tem notas no país suficientes pros valores praticados, e como tudo está custando milhões, exemplo 1 diaria de hotel custa 7 milhoesimagina carregar tudo isso em notas 🤔
      Então em todo lugar aceitam cartão de débito, ah mas eu estou na praia e quero uma água de coco , provavelmente o cara que vende coco tem maquininha de cartão, que lá é conhecido como punto, vc vai ver placas dizendo HAY PUNTO, então se vc tiver alguém que possa te emprestar a conta enquanto vc estiver lá ótimo foi o que eu fiz. Mas há ressalvas, o governo controla a quantidade de dinheiro que vc pode gastar por dia, não oficialmente claro, mas na prática se vc quiser comprar alguma coisa que custe em torno de 100 dólares em bolivares provavelmente vão recusar a transação, então o que os lojistas fazem é dividir o montante em várias vezes e passar várias vezes o cartão, um saco na verdade, mas uma forma de burlar o sistema, pelo menos por enquanto.
      Outra forma de pagar é por transferências bancárias, é o que mais é feito na verdade, taxistas, lojas, tudo praticamente é pago por transferência bancária, a pessoa q vc esta comprando algo te passa o número da conta e vc faz a transferência e manda o print do comprovante por whatss, bem interessante como o ser humano se adapta a tudo NE....
      Mas para quem não tem ninguém lá para emprestar a conta e tudo mais a única opção viável é pagar em dólares, por isso disse antes que o melhor é levar notas de baixo valor, por exemplo um café da manhã numa padaria vai de custar em torno de um milhao e quatrocentos bolivares isso dá menos de 1 dólar mas provavelmente não vai ser todo lugar que vai aceitar notas baixas porque podem ser falsificadas, lembra que eu disse que a única que não pode é a de 100 dólares?, então possivelmente também tudo vai sair mais caro para quem leva dólares porque vão cobrar o preço que quiserem por saber que vc não tem bolivares, é a situação econômica lá ta bem complicada, e pra piorar vão tirar 3 dígitos da moeda, para ao em vez de ser em milhões ser milhares, mas isso só vai acontecer em 3 meses.
      Bom o que fazer então? Sinceramente não sei, sempre pergunte quanto é em bolivares só fale que vai pagar em dólares em locais fechados e sempre que falar que vai pagar em dólares tome cuidado pra quem estiver em volta, porque sempre há gente mal intencionada e de olho em turistas pra assaltar etc., então o meu conselho é não confie em ninguém, a não ser que vá a casa da pessoa e esta seja de fato honesta.
      Quanto a viajar de carro pelo país, tenho várias ressalvas também, é complicado pela questão dos policiais serem corruptos, há muitas fiscalizações nas estradas, tipo blitz... e os policiais ganham um salário mínimo, que é em torno de cinqüenta centavos de dólar hoje, então imaginem passar um carro com turistas que eles sabem que carregam dólares, eles fazem de tudo para estorquir, então se for levar dólares leve bem escondidos, eles revistam tudo, reviram as malas, fazem revisão de homens e mulheres, palpam tudo... é bem constrangedor na verdade, a boa notícia é que turistas podem carregar até 10.000 dólares, mas nunca jamais em hipótese alguma faça isso, tenho um primo que carregava uns 5000 dólares e foi parado em uma alcabala (que como chamam as blitz la) e os guardas tiraram 4000 dele porque foi o que conseguiram encontrar, e ele teve sorte que não mataram ele porque a maioria das vezes eles tomam os dólares e levam a pessoa para um “passeio” para bater e tentar tirar o máximo possível de dinheiro, e para não correr o risco de serem denunciados eles matam e pronto, é parece filme de terror mas é assim mesmo.
      Por isso quanto mais mochileiro você parecer melhor, ou o menos turista possível melhor ainda. Para quem realmente quiser se aventurar de carro, NUNCA JAMAIS EVER dirija à noite, faça os percursos de dia, quando entardecer pare na cidade mais próxima e durma no melhor hotel que encontrar, são muito baratos quando fazemos a conversão, então sempre pergunte quanto é em bolívares e vc mesmo faça a conversão para dólares, e depois pergunte quanto é em dólares e comece a negociar a partir daí.
      Porque não dirigir à noite, bom além dos motivos óbvios, há trechos na Venezuela que são muito perigosos, um exemplo é a região de Caucagua, uma zona litorânea, que tem uma cidade chamada San José e, que obrigatoriamente temos que passar se vamos atravessar sentido Caracas ou outras cidades nessa direção por exemplo, é tão perigoso que para atravessar o povoado geralmente motoristas esperam a escolta da guarda nacional para passar ali, sim eu vivi isso porque meu primo atravessou essa cidade à noite no percurso que fizemos quando eu cheguei, foi horrível, mas deu tudo certo no final, por isso eu continuo dizendo JAMAIS viajem à noite. Há o risco do carro quebrar, furar pneu ou sei lá o que e vc vai ficar no meio do nada e provavelmente será secuestrado na melhor das hipóteses.
      Se você for atravessar o país de carro com venezuelanos é mais tranqüilo, deixe que eles dirijam e se for mulher melhor ainda, geralmente não param mulheres nas alcabalas, mas eu disse GERALMENTE.
      Fiquei em Guatire que é uma cidade próxima à Caracas, cerca de 30 min de carro, porque um tio mora lá e é mais tranquilo que Caracas, fica à meia hora de Higuerote que é litoral então é uma boa opção pra conhecer, como o mar que banha a Venezuela é o Caribe todas as praias são maravilhosas, mas recomendo que vá com pessoas que conheçam porque algumas praias tem muita correnteza e são perigosas na região, tenho um primo lá que pode ajudar quem quiser conhecer a região.
      Fui a margarita no dia 01/06/18 comprei a passagem lá em Caracas num shopping que se chama Líder, que tem uma agência de viagens de confiança, tenho o contato da moça que me atendeu, o whatss dela quem quiser me pede ok? bom como a questão financeira não está legal, tudo está um pouco louco, tem coisas que são extremamente baratas até mesmo pros Venezuelanos, uma passagem ida e volta pra margarita saiu por 32 dólares saindo de Maiquetia (Aeroporto principal da Venezuela- fica 30 min de Caracas).
      Para conseguir passagem pra lá recomendo que assim que chegarem em Caracas façam isso, ou então já deixem reservado com essa moça que comentei porque não é fácil conseguir passagens em cima da hora, eu tive sorte que consegui com 3 dias de antecedência, mas não façam isso porque é muito provável que não consigam passagem ok?
      E finalmente como está Margarita? a situação da ilha é menos ruim do que do resto do país, a ilha é bem grande então não dá pra percorrer a pé, nem de carrinho de golf como em San Andrés, por exemplo, então tudo é feito de carro ou taxis, e aí temos um problema, os táxis só aceitam transferência bancária... acho que tem alguns que aceitam dólares, tenho o contato de um taxista muitooooo legal que nos ajudou muito durante a nossa estadia na ilha, o nome dele é Johan, é o que cobra mais barato é super pontual e também oferece alguns passeios pela ilha.
      Eu fiquei só 3 dias infelizmente não tinha como ficar mais, mas recomendo que fiquem pelo menos 5 dias para aproveitarem tudo, não vou entrar em muitos detalhes sobre margarita porque o post já ficou longo demais, quem quiser mais detalhes é só pedir ok?
      Pra quem está curioso sobre quanto gastei ficando quase 3 semanas lá, eu gastei 200 dólares esbanjando muito e ainda trazendo 2 perfumes importados rsrsrsr, gente lá é tudo mais barato então é o paraíso pra comprar mas devido ao problema de dinheiro e das operações financeiras serem bem dificultadas acaba atrapalhando demais trazer muitas coisas, recomendo que levem pouca bagagem e que comprem o que precisarem por lá... é bem barato inclusive em alguns shoppings em Caracas mesmo, os Shoppings de Margarita são mais caros antigamente era o contrário mas como a ilha teve que se dolarizar acaba ficando mais caro.
      Dicas de hotéis e tudo mais é só pedir blz?
      Beijos desculpem o post enorme masss é a primeira vez que faço um relato ta bom?
      contatos: [email protected]
                        Whatss: 034996580626
      PS: tenho contatos na Venezuela toda rsrsrs, minha família lá é bem grande.
    • Por Vivi Ane Gonçalves
      No terminal rodoviário da Cidade de Arequipa, peguei um bus que saiu a 1h da madrugada e chegou em Cabanaconde por volta das 6hs da manhã. Tomei um café da manhã e busquei o caminho para chegar em Llahuar. Esse foi o primeiro ponto de descanso que escolhi. Fui cobrada por um ingresso de 40 soles por ser latina e a senhora que vendeu o ingresso me mostrou o caminho. Usei o aplicativo maps me para me localizar. A trilha é praticamente toda de descida e demorei cerca de 3:30hs para chegar, indo tranquila e parando para tirar fotos. Passei uma noite no Llahuar Lodge que fica a beira do rio e possui duas piscinas de águas termais. O valor do quarto compartilhado foi 20 soles e as refeições são 10 soles.
      No dia seguinte acordei cedo e comecei a caminhada para Sangale onde escolhi passar a segunda noite. Usei novamente o maps me e levei 5hs com muita calma passando primeiro em Malata (contudo não há o que conhecer lá). Grande parte do caminho fiz por uma estrada onde passa um busnque escolhi não tomar, mas existe essa opção. Cheguei no Oásis de Sangale que possui 05 hostels, fiquei no primeiro que vi pois estava muito cansada, mas depois fui conhecer o do lado que parecia ser melhor. Paguei 15 soles na noite. Todos os hostels possuem piscina.
      No dia seguinte acordei às 8hs e iniciei a caminhada de volta para Cabanaconde as 9hs o que foi um grande erro pois o caminho é pura subida e o sol estava muito forte. Parei muitas vezes para descansar e levei 5hs caminhando.
      Cheguei morta em Cabanaconde e decidi ficar uma noite para acordar cedo e ver os Condors. Paguei 20 soles na noite em um hostel em frente a praça é no dia seguinte peguei o ônibus as 7hs da manhã e desci no mirante dos Condors. Mais ou menos as 10hs peguei uma van turística quase no mesmo preço do ônibus normal com a vantagem de que visitamos outros pontos.
      As fotos estão no meu Instagram @nasgonvivi.
    • Por fernandobalm
      Considerações Gerais:
      Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, preços, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar relevantes. 
      Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis na internet. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade.
      Informações Gerais
      Não foi necessário visto para ir ao Chile. Não era necessário nem passaporte, mas como minha carteira de identidade tinha cerca de 30 anos, levei-o. Não existia exigência para validade mínima. Meu passaporte vencia em fevereiro de 2018 (cerca de 4 meses depois da minha entrada). A moeda do Chile era o peso chileno, que podia ser trocada por reais diretamente (sem necessidade de dólares ou euros) em Santiago e São Pedro de Atacama. Existia a lei de isenção de imposto sobre valor agregado de 19% para pagamento de hotéis em dólares (acho que euros também), por isso levei dólares somente para este fim. Mas, como eu fiquei em hostels muito simples, não havia esta cobrança nem para pagamento em pesos e os dólares mostraram-se em grande parte desnecessários.
      Em toda a viagem houve bastante sol. Chuva de média intensidade só peguei em algumas horas de um dia em Santiago. As temperaturas também estiveram razoáveis (para um paulistano) durante o dia, mas um pouco frias à noite. Chegavam em média a 25 C ao longo do dia em Santiago e a um pouco mais no Atacama. À noite, a temperatura caía até cerca de 13 C em Santiago e 10 C no Atacama (perto da madrugada caía mais, chegando talvez a perto de 5 C). A exceção foi a ida de madrugada para Geysers del Tatio, em que ficou abaixo de zero.
       
      A população de uma maneira geral foi muito cordial e gentil, procurando até falar português, quando sabia .
      As paisagens agradaram-me muito, principalmente dos Andes e dos vários pontos do deserto . Sofri um pouco com a altitude de algumas atrações do Atacama, que passavam de 4.500 m e queimei minha boca 🤕 nos Geysers del Tatio devido ao frio , pois não a protegi adequadamente.
      Com um trânsito bem mais tranquilo que o de São Paulo, Santiago pareceu-me uma cidade bem organizada. São Pedro do Atacama pareceu-me pequena e só apresentava congestionamento de vans nas saídas simultâneas para as excursões e de pedestres na Rua Caracoles no centro.
      Achei o país muito saudável socialmente (muito mais do que o Brasil), apesar de ter conhecido poucos locais. Mesmo sem ter a força econômica brasileira, pareceu-me muito mais equilibrado. Como consequência, pareceu-me ser muito mais seguro. Uma francesa que lá conheci confirmou que Santiago lhe pareceu mais segura do que Paris.
      Gastei na viagem R$ 2.359,37, sendo R$ 84,37 com alimentação, R$ 376,19 com hospedagem, R$ 18,37 com transporte local durante a viagem, R$ 224,49 com a passagem de ida e volta de ônibus entre Santiago e São Pedro de Atacama, R$ 242,42 com ingressos para as atrações, R$ 679,92 com pacotes para as atrações, R$ 5,23 com tarifa para câmbio, R$ 5,53 com gorjetas, R$ 495,16 com passagens aéreas, R$ 212,07 com taxas de embarque para ir e voltar a SP e R$ 16,68 com IOF. Sem contar o custo das passagens aéreas, das taxas de embarque e do IOF o gasto foi de R$ 1.652,14 (média de R$ 118,01 por dia). Mas considere que eu sou bem econômico (desta vez até que nem tanto ). Fiz todos os meus gastos no Chile em espécie, para evitar as taxas e impostos cobrados pelo uso de cartões. Só comprei a passagem de ônibus para São Pedro do Atacama com cartão porque fiz com antecedência quando estava no Brasil e porque comprando pela internet o desconto era maior do que o imposto.
      A Viagem:
      Minha viagem foi de SP (aeroporto de Guarulhos) a Santiago em 17/10/2017 pela Gol (http://www.voegol.com.br). O voo saía às 10:30 e chegava às 13:40 horas. A volta foi de Santiago a SP (Guarulhos) em 31/10/2017 pela Gol. O voo saía às 14:20 e chegava às 19:10. Paguei R$ 495,16 por ida e volta. Paguei R$ 113,38 pela taxa de embarque de ida e R$ 98,69 pela de volta usando cartão de crédito. Ao todo o preço foi de R$ 707,23.
      Antes de sair do Brasil, no dia 16/10, comprei US$ 150 para a viagem, com taxa de câmbio de R$ 3,31. Gastei R$ 496,07 de câmbio e mais R$ R$ 5,45 de IOF. A taxa até que não foi ruim, mas como eu acabei não pagando toda a hospedagem em dólares porque os hostels eram muito simples e acho que não cobravam o imposto sobre valor agregado, teria sido melhor comprar somente pesos chilenos diretamente com reais em Santiago. As taxas seriam melhores e não pagaria IOF (como diz a Jovem Pan - Brasil, o país dos impostos). Saquei os dólares diretamente do caixa eletrônico do Bradesco na agência do começo da Avenida Paulista (https://banco.bradesco/html/classic/canais-digitais/autoatendimento/moeda-estrangeira.shtm), porém gastando muito tempo para poder cadastrar a autorização no sistema do banco (cerca de 3 horas), por ser a primeira vez e eu não ter biometria cadastrada.
      Na 3.a feira 17/10, no Aeroporto de Guarulhos troquei uma das notas recebidas da máquina por outras menores em uma casa de câmbio. As atendentes foram muito gentis (até estranhei). Quando fui usar o dinheiro no Chile disseram-me que estava riscado, borrado e com carimbos e que não era costume receberem notas assim no Chile, mas acabaram aceitando. Quando as troquei em Guarulhos eu não percebi.
      No voo conheci um casal de gaúcha e paulista que deram bastante informações sobre o Chile, Santiago e sobre suas experiências por lá .
      O avião fez o sobrevoo sobre os Andes (https://www.google.com.br/search?q=sobrevoo+andes+sao+paulo+santiago&tbm=isch) na parte final da viagem para chegar a Santiago. O comandante avisou que iria começar e me pareceu ter reduzido a velocidade para que os passageiros aproveitassem a vista ou talvez por razões de segurança. O avião parecia parar. Como o tempo estava limpo, deu para ver amplamente a paisagem. Achei-a espetacular . 
      Havia levado sanduíches para a viagem e talvez o jantar, mas não pude entrar com eles. Informaram-me que era proibido e seria descartado na verificação sanitária. Resolvi comer todos no voo e após a aterrissagem, antes de passar pela verificação sanitária 🥪🥪🥪🥪🥪.
      No aeroporto perguntei a alguns taxistas sobre como chegar ao centro e me deram informações incorretas 😞. Como já havia estudado um pouco o mapa da cidade não acreditei e fui até o centro de informações turísticas, que me deu as informações corretas sobre meios de ir ao centro, localização de hostels e demais pontos relevantes para minha estada em Santiago. Deram-me gratuitamente um mapa da cidade. Fui bem atendido . Achei estranha a postura dos taxistas e incompatível com o nível do país. Lembraram-me algumas experiências desagradáveis no Brasil.
      Precisei fazer um pequeno câmbio no aeroporto para pagar o ônibus até o centro. A taxa foi desastrosa. Foi de 169 pesos chilenos por real. Troquei R$ 16,00 na AFEX e ainda paguei US$ 1.50 de tarifa. Depois descobri que isso não era necessário. Poderia ter pego um ônibus da empresa Turbus até seu terminal e pago com cartão de crédito.
      Peguei um ônibus urbano regular da empresa Centropuerto (http://www.centropuerto.cl) até a região central (Metro Los Héroes - Plazoleta central) por 1800 pesos (acho que comprando a ida e volta havia um desconto). De lá fui caminhando até a Rua Augustinas para fazer câmbio para a viagem. No caminho vi bicicletas do Itaú para aluguel, semelhantes às que há no Brasil.
      Na Laser (http://www.cambioslaser.cl - Augustinas, 1022) troquei R$ 1.050,00 com taxa de 190 pesos chilenos por real e sem tarifa. Só não troquei tudo porque não aceitava notas de R$ 20,00. Troquei R$ 130 na Suiza (Augustinas, 1036) com taxa de 189 pesos chilenos por real e também sem tarifa.
      Fiquei hospedado no kombi Hostel (https://www.facebook.com/kombihostelsantiago) por 4 noites. Paguei US$ 35 e 1200 pesos chilenos pelas 4 noites (eram US$ 37, mas eu não tinha US$ 2 trocados). Paguei em dólares para ficar isento dos 19% do imposto de valor agregado, que não é pago por quem usa moeda estrangeira forte no pagamento. Mas o atendente, filho do dono, disse que eles não emitiam aquele tipo de nota em que vale esta regra, então não fazia diferença. Assim, os dólares teriam sido desnecessários.  Achei o hostel bem razoável, com bom café da manhã e boa localização, apesar do barulho à noite devido às casas noturnas do entorno. O dono era brasileiro e seu filho falava fluentemente português. Talvez por isso havia muitos hóspedes brasileiros. Para minha avaliação completa veja (https://www.tripadvisor.com.br/ShowUserReviews-g294305-d1672899-r540752838-Kombi_Hostel-Santiago_Santiago_Metropolitan_Region.html).
      Após chegar conheci alguns hóspedes e ficamos conversando. Havia duas cariocas, 1 argentino que trabalhava no Brasil, 1 baiano e 1 chileno. Depois ainda fui comprar 1 banana no Supermercado Líder (https://www.lider.cl/supermercado) por 160 pesos.
      Para informações e atrações de Santiago veja http://chile.travel/pt-br/onde-ir/centro-santiago-e-valparaiso/santiago e https://nosnochile.com.br/19-atracoes-gratuitas-para-curtir-em-santiago-do-chile. Os pontos de que mais gostei foram a vista dos Andes, o Parque Metropolitano, o Monte Santa Lucia, a simulação do interior do cérebro e os museus históricos e artísticos.
      Na 4.a feira 18/10 fui ao Parque Metropolitano (http://www.parquemet.gob.cl), que me disseram ser o maior parque urbano do mundo, mas que desconfio não ser uma informação precisa. De qualquer modo pareceu-me bem grande e gostei muito dele. Fiquei das 10 às 20 horas. Comecei subindo a trilha a pé para ir ao Santuário de Imaculada Conceição no Monte San Cristóbal. Fiquei lá algum tempo admirando a vista da cidade  por vários ângulos e também o santuário em si. Depois fui andar pelas trilhas do parque para explorá-lo, no meio da vegetação e às vezes na pista para bicicletas e automóveis. Havia piscinas, mirantes, áreas verdes, monumentos, casas de cultura, anfiteatros, construções para eventos e espetáculos, jardins botânicos, esculturas ao ar livre, cemitério de cachorros, etc. Encontrei muitas turmas (provavelmente de estudantes) e ciclistas. Não tive nenhum problema de segurança, embora ao perguntar para alguns profissionais de segurança, eles tenham dito para que eu evitasse trilhas desertas e algumas áreas na borda do parque. Abriu o sol e eu estava sem bloqueador solar, mas não me senti queimar muito. Achei espetacular a vista da cidade com os Andes ao fundo . Perto do belo por do sol um prédio muito alto refletia seus raios com parte lateral de suas janelas mais altas, fazendo uma imagem de que muito gostei . Todas as atrações foram gratuitas. Depois do passeio comprei 400 g de macarrão, 1 banana, 1 cebola e 1 tomate por 998 pesos chilenos no Supermercado Líder. À noite, o baiano Karlos Neon tocou algumas músicas brasileiras e estrangeiras na primeira parte de uma festa promovida pelo hostel. A festa teve uma 2.a parte e depois uma extensão numa casa noturna, mas eu fui dormir no intervalo . 
      Na 5.a feira 19/10 comecei indo ao Museu La Chascona de Pablo Neruda, mas não entrei por achar caro, somente vendo alguns versos nas paredes de fora. Segui visitando a Universidade perto do hostel e a Escola de Direito, o Bairro Bellavista, parques próximos ao hostel, o Parque Florestal, o Museu de Belas Artes e o MAC (Museu de Arte Contemporânea), em que havia uma simulação de como é dentro do cérebro , e o mercado de verduras e frutas, onde aproveitei para comprar 2 batatas por 40 pesos, 6 bananas por 270 pesos e 4 tomates por 200 pesos. Depois fui visitar um centro cultural, a Universidade Católica, igrejas, o convento franciscano mais antigo do Chile, a Estação Central, imprimi minhas passagens no terminal da empresa Turbus (lá os terminais são específicos para as empresas e não rodoviárias gerais) e terminei o dia visitando o Parque O'Higgins e agregados, de que muito gostei, com suas várias atrações . Todas as atrações que visitei foram gratuitas. Vi muitos cachorros de rua durante os passeios. Dei um dos mapas (acho que foi o do Parque Metropolitano) que havia ganho para a francesa Jane, que estava hospedada no hostel. Reencontrei as cariocas, agora juntas com outros brasileiros. 
      Na 6.a feira 20/10 comecei visitando o Parque Baquedano e o Bairro Lastarria. Depois fui visitar o Monte Santa Lúcia, que achei muito bom  com muitas atrações, construções antigas, monumentos, jardins, vistas espetaculares com 360 graus de amplitude a partir do centro da cidade , fontes, etc. Apesar da chuva, que engrossou um pouco ao longo do passeio, foi um dos pontos de que mais gostei. Havia vários brasileiros visitando o local. Saindo de lá visitei o Centro Histórico, o Centro Cultural La Moneda e o Museu Histórico Nacional, que achei apresentar uma excelente visão da história do país , com ilustrações e explicações do processo histórico. Mas, justamente por querer ver detalhadamente, não consegui completar a visita. Parei no meio do século XX, antes do Allende e do Pinochet. Saindo de lá, já sem chuva, pude ver e ouvir um grupo tocando música popular na Praça das Armas, que fazia com que as pessoas dançassem. Na volta para o hostel ainda passei por grupos folclóricos (1 deles com boneco gigante) em um beco com várias formas de arte. Todas as atrações foram gratuitas. Neste dia comprei 330 pesos em batatas e 2 tomates no mercado de verduras e frutas e 480 pesos num pacote de macarrão no Supermercado Líder, já me preparando para a viagem para o Atacama. À noite chegou um paulistano que pretendia passar o fim de semana em Santiago.
      No sábado 21/10 saí cedo para pegar o ônibus para São Pedro do Atacama. Pedi para tomar o café da manhã antes, coisa com que os atendentes do hostel concordaram, mas me disseram que não seria possível pães, pois a padaria só fornecia os pães a partir das 8 horas. Encontrei alguns pães na área em que os hóspedes deixam alimentos para compartilhar ou talvez em que o próprio hostel tenha colocado as sobras do dia anterior. Combinei então com o atendente de pegar aqueles pães e ele substituí-los quando chegassem os da padaria. Andei cerca de 1 hora a pé até o terminal da Turbus (https://www.turbus.cl), empresa de que eu havia comprado as passagens ainda no Brasil por 40.300,00 pesos. O ônibus saía às 9:31 e chegava às 8:00 do dia seguinte. Comprando pela internet havia desconto de 10 a 15% e comprando com antecedência ainda se conseguia preços mais baixos (acho que eram promocionais). Antes do ônibus sair pedi para a atendente de um bar encher minha garrafa com água da torneira, que ela disse ser potável. O condutor do ônibus alertou-me para tomar cuidado e não deixar minhas coisas sozinhas, principalmente passaporte e carteira. Foram fornecidos 2 pequenos lanches (1 suco pequeno de caixa e 1 biscoito pequeno) durante a viagem, que foi tranquila. Houve várias paradas em vários locais para embarque e desembarque. Gostei da paisagem enquanto ainda era dia , principalmente da parte que permitia vista da costa . À noite o céu estava bastante estrelado . Perto da chegada, a vista da região do Atacama também me agradou . Na parada em Chacabuco, comprei bananas, peras, pães e marraquetas (um tipo de pão) por 2932 pesos chilenos no Supermercado Unimarc (www.unimarc.cl). Conheci 2 alemãs (1 falava português, pois sua mãe era brasileira) e 1 francesa que estavam indo para São Pedro do Atacama.
      Para as atrações e informações de São Pedro de Atacama veja http://www.sanpedrodeatacama.com, https://www.visitchile.com.br/guias-de-viagem/san-pedro-de-atacama/aonde-ir.htm e https://www.dicaschile.com.br/2017/04/o-que-fazer-em-san-pedro-de-atacama.html.
      No domingo 22/10, após chegar, fui procurar locais com os menores preços para ficar. Passei por vários hostels e hotéis até encontrar o Juriques (http://www.juriques.com/hostales.html), que a alemã havia mencionado no ônibus e que eu havia pesquisado no Brasil. Quando lá cheguei o preço era menor do que o que eu havia visto no Brasil e o menor de todos que eu havia visitado lá. Fiquei nele por 6.000 pesos por diária. Para minha avaliação completa do hostel veja https://www.tripadvisor.com/ShowUserReviews-g303681-d2367239-r540755097-Juriques_Hostal-San_Pedro_de_Atacama_Antofagasta_Region.html. 
      O atendente Hector foi muito cordial e disse que entraria em contato com a pessoa que fazia os passeios para as atrações para o hostel para fazer um orçamento. Enquanto isso eu fui para várias agências (algumas que eu já havia pesquisado e com quem já havia conversado do Brasil) para levantar preços. Os melhores preços encontrei na Andes Travel (https://www.tripadvisor.com/Attraction_Review-g303681-d8368194-Reviews-Andes_Travel-San_Pedro_de_Atacama_Antofagasta_Region.html), Caracoles, 174, telefones 552893281, 982459568, 971044491, 942962663, que me atendeu bem. Para minha avaliação completa dela veja (https://www.tripadvisor.com/ShowUserReviews-g303681-d8368194-r540757282-Andes_Travel-San_Pedro_de_Atacama_Antofagasta_Region.html). Voltei ao hostel e Hector me disse que a sua parceira de pacotes não conseguiria cobrir os preços que eu havia encontrado. Agradeci muito e voltei para a Andes Travel para fechar o pacote. Paguei 110 mil pesos por um pacote que incluía 5 excursões (Lagoas Altiplânicas e Pedras Vermelhas; Salar de Tara; Vale do Arco-íris; Lagoa Cejar, Olhos do Salar e Lagoa Tebinquinche; e Geyser El Tatio). Saindo de lá fui agendar o Tour Astronômico na Space (http://www.spaceobs.com), que disseram ser muito concorrido e necessário ser agendado antes. Agendei para 4.a feira, 25/10, comprometendo-me a pagar US$ 30.00 (poderia alternativamente pagar 20 mil pesos) até as 15 horas do dia do evento, caso este não fosse cancelado (poderia ocorrer cancelamento devido a questões atmosféricas). Saindo de lá troquei US$ 20.00 por 2 notas de 10 e novamente comentaram dos carimbos na nota que não são bem aceitos no Chile, mas fizeram a troca. Também passei no setor de informações turísticas, onde me deram um mapa e várias informações sobre a cidade e sobre como ir ao projeto ALMA (http://www.almaobservatory.org), de observação do espaço sideral, inclusive para busca de vida extraterrestre. Depois de tudo isso resolvi aproveitar o fim de tarde para conhecer minha primeira atração, Pukara de Quitor (https://www.google.com.br/search?q=pukara+de+quitor&tbm=isch), que era próxima, somente a 3 km de distância. Fui andando. Paguei 3 mil pesos pelo ingresso de entrada. Gostei muito da vista dos mirantes  que existem ao longo da subida. Gostei também das estruturas arqueológicas, da estátua e da caverna . Na volta fiz caminho diferente e acabei não fazendo o melhor percurso. Estava de chinelo e acabei entrando no leito seco de um rio cheio de pedras, o que soltou a tira do meu chinelo . Ao voltar para o hostel conheci um grupo de israelenses, uma dupla de 1 americana e o chileno Brian, e um alemão que era engenheiro de ensino, teve uma doença e passou a trabalhar como caminhoneiro. À tarde já havia conhecido um espanhol das Canárias que estava passando uma temporada ali e vivia de tocar música. Preparei o que havia comprado para o jantar usando a cozinha do hostel. Pedi para o atendente me acordar no dia seguinte.
      Na 2.a feira 23/10 fiz a excursão para Lagoas Altiplânicas e Pedras Vermelhas (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=lagunas+altiplanicas+y+piedras+rojas). Acho que o atendente acordou a pessoa errada (ele disse que me acordou, eu recusei e não quis acordar 😪). Mesmo assim, pouco tempo depois eu acordei por conta própria e deu tempo de me preparar. A van estava prevista para passar às 7:30 e passou um pouco depois disso. Achei a excursão muito boa . Havia 6 brasileiros (de São Paulo, Limeira e Florianópolis) e 2 americanos de Miami. Achei o guia o melhor de todas as excursões que fiz. Começamos visitando o povoado de Socaire, onde havia um casa típica com uma lhama, objetos típicos e uma pequena e simples igreja histórica . Depois fomos para as lagoas altiplânicas e as pedras vermelhas. Paguei 3 mil pesos pela entrada. Achei-as espetaculares . A paisagem com as montanhas ao fundo e a cor das pedras, do solo e da água faziam uma combinação de que muito gostei nos vários locais. Chegamos inicialmente ao Salar de Talar onde tomamos café da manhã, que achei bem razoável . A água era fria, verde e salgada, e havia flamingos na lagoa. No meio da trilha havia uma estrada para carros, que eu achei que era aberta à visitação. Peguei-a para chegar mais próximo aos flamingos, mas era proibida. O guia assobiou para mim, mas eu pensei que estava achando que eu iria me atrasar e disse com gestos que só iria um pouco mais e voltaria. Quando voltei ele me disse aborrecido que o caminho era proibido. Aí que eu entendi. Eu sou meio lento mesmo . Depois fomos para as lagoas altiplânicas, com vistas igualmente espetaculares . Fizemos uma pausa para o almoço num restaurante, sendo que na subida já havíamos encomendado (e o meu pedido de almoço vegetariano foi cumprido). O preço já estava incluído no pacote. Gostei bastante da comida, simples e saborosa e do molho um pouco apimentado para se comer com pão . Dei 50 pesos de gorjeta. Após o almoço fomos para o Salar de Atacama e a Lagoa Chaxa. Paguei 2.500 pesos de entrada. Achei o salar bem interessante e amplo e a lagoa bela também, mas diferente das anteriores, por parecer ficar numa planície. Havia também bastante flamingos e crustáceos artemias. Desta vez perguntei ao guia antes detalhadamente por onde poderia andar e não saí do caminho . Ao longo do passeio vi pássaros, raposa e lagartos . Voltamos perto de 17:30. No fim do dia comprei 1 tomate por 30 pesos no Centro Agropecuário.
      Na 3.a feira 24/10 fiz a excursão para o Salar de Tara (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=salar+de+tara). Era das 9 às 17 horas. A entrada para as atrações foi gratuita. Estavam na excursão outros 7 brasileiros (2 de Brasília, 2 cariocas, 2 do ABC paulista e 1 paulistano de origem japonesa), 2 chilenas de Concepción e 1 mexicano. Os brasileiros, incluindo a mim em parte do tempo, ficaram juntos e pareciam bastante animados. O carioca mencionou a visita ao Estádio Nacional em Santiago, que eu não havia feito. A guia chamava-se Marta. A estrada era bem sinuosa e uma enorme subida em boa parte do trajeto. Houve muito vento, principalmente nas áreas mais altas e descampadas e perto da lagoa, porém até que não estava tanto frio, principalmente no sol. Paramos na estrada para o café da manhã num local com bela vista . Achei espetaculares as paisagens tanto no caminho como no próprio salar , principalmente a partir das zonas altas que permitiam vista bem ampla, do salar e da lagoa. As estruturas rochosas cujas semelhanças estimulam a imaginação também muito me agradaram . Vimos vicunhas, jumentos, pássaros e coelhos ao longo do passeio. Senti dor de cabeça a partir do meio do passeio, que foi o de maior altitude que fiz. O café da manhã foi bem razoável, mas o almoço não foi suficiente para todos com fartura. Foi servido após a visita à lagoa. Quando cheguei já estavam terminando vários itens e acabei pegando menos do que pegaria normalmente para deixar para os outros. Na volta paramos na estrada novamente para apreciar a vista e tirarem fotos. À noite ainda assisti a um jogo de futebol no pequeno estádio da cidade , com entrada gratuita. Comprei 600 pesos em tomates, cebola, pepinos, abobrinha, cenoura e pimentão no Centro Agropecuário.
      Na 4.a feira 25/10 fiz a excursão para o Vale do Arco-íris (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=valle+del+arcoiris). Era das 8:30 às 14 horas e incluiu um bom e farto café da manhã. A entrada custou 3 mil pesos. O motorista chamava-se Julio e o guia chamava-se Burak, era turco e sabia falar português razoavelmente. Eu era o único estrangeiro, acompanhado por alguns chilenos (cerca de 6). Vimos pássaros, vicunhas e lhamas no caminho. Começamos visitando Yerbas Buenas, uma área com petroglifos, que eram variados, com muitas figuras de animais, incluindo 1 macaco, 3 flamingos, desenhos xamânicos e outros. Depois fomos para o Vale do Arco-íris que tinha rochas com formas e cores variadas, amarela, verde clara, verde escura, marrom clara, marrom escura, cinza e negra, entre as que pude perceber. Achei o cenário espetacular, principalmente as vistas a partir do alto . Voltamos para a cidade e fui até o hostel, onde a americana Grace explicou-me sobre a ida ao Vale da Lua. Fui até a Agência Space, verifiquei que o tour astronômico da noite estava confirmado e paguei por ele. Depois dei uma volta por parte da cidade e gostei do Mural do Liceu Politécnico com cenas da vida indígena, das bonitas pequenas praças com vegetação (acho que local) e da igreja central, que visitei vários dias . Procurei ONGs para conhecer e não encontrei nenhuma que necessitasse de doações. Depois de muito procurar, descobri também de onde saíam os ônibus para o Projeto ALMA nos finais de semana, pois apesar de não haver vagas para reserva nem para lista de espera, era possível ficar esperando na porta do ônibus para ver se havia desistências. À noite fui ao tour astronômico da Agência Space. Foi um dos eventos de que mais gostei . Achei espetacular a vista do céu a olho nu e com telescópios. Era num observatório um pouco (uns 15 minutos) afastado da cidade. O ônibus nos pegou cerca de 20:50 numa esquina da Rua Caracoles e nos trouxe de volta cerca de meia noite. Eram cerca de 20 pessoas. O monitor da minha visita foi o Danilo. Pareceu-me ter profundos conhecimentos da área. Inicialmente foi possível observar o céu a olho nu e, com auxílio de um laser, identificar as constelações do zodíaco visíveis no horário. Posteriormente foi possível visualizar muitos itens com telescópios (cerca de 10), como as crateras da Lua, o Planeta Saturno, a Nuvem de Magalhães, as Plêiades, nebulosas, galáxias próximas, estrelas binárias, etc. No final, com a temperatura já bem mais baixa, houve uma conversa em um auditório para dúvidas, tomando chocolate quente. Só achei que parte do tempo usado com brincadeiras no início poderia ter sido usado para informações mais relevantes sobre o assunto, sem perder o bom humor que caracterizou toda a apresentação. Depois de encerrado, o ônibus deixou cada um perto das suas respectivas acomodações. 
      Na 5.a feira 26/10 fui com Grace pela manhã ao Vale da Morte ou Vale de Marte (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=valle+de+la+muerte+atacama). Fomos caminhando, cerca de 30 minutos. No caminho passamos por um mural sobre a população e o local. A entrada para o Vale custou 3 mil pesos. Realmente parecia com as fotos que eu costumo ver de Marte, com pouquíssimo seres vivos, só rochas e areia, de cores vermelha, laranja e marrom. As vistas me pareceram espetaculares . Havia algumas pessoas praticando descida de esqui na areia. Fomos até a borda final do Vale. Depois de contemplar bastante perguntei a Grace se queria ir para a parte de trás, que parecia um pouco distante, para contemplar a vista e depois descer pela areia, porém sem esqui. Mas ela disse que não estava muito bem, não tinha se alimentado bem e preferiria voltar. Fiquei um pouco preocupado, mas ela disse que conseguiria voltar sem problemas e que eu poderia ir. Depois dela reafirmar isso algumas vezes, mencionar que havia várias pessoas fazendo o trajeto, e portanto seria socorrida caso algo de errado ocorresse, decidi ir só para os paredões e deixá-la voltar só. Fiquei pensando se ela não poderia estar com hipoglicemia e acabei ficando preocupado durante minha ida aos paredões. Pedi autorização à guarda para ir ao outro lado do desfiladeiro e descer pela areia, ela ficou meio ressabiada, mas me autorizou, somente dizendo para eu ter cuidado, principalmente na descida. Para achar a entrada para o outro lado do desfiladeiro fiquei um tempo tentando, mas era óbvio que só poderia ser aquele caminho que peguei. Durante o começo da minha caminhada acompanhei Grace com o olhar lá de cima para ver se estava caminhando bem. Depois fui me aprofundando nos paredões e fui bem mais longe do que planejara inicialmente. Achei as vistas lá de cima espetaculares . Quando cheguei longe o bastante, já tendo passado do ponto original do caminho pelo qual viemos, decidi descer pela areia, fazendo uma espécie de esqui com os pés, o que encheu de areia meu tênis 👟. Na volta, já fora do vale, ainda subi em algumas colinas para apreciar a vista, em especial numa em que havia uma cruz. Quando cheguei ao hostel encontrei Grace conversando na mesa, com boa aparência. Perguntei-lhe se estava bem e disse que estava bem como sempre . Almocei, descansei um pouco e fui para a excursão para as Lagoas Cejar (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=laguna+cejar) e Tebinquinche (https://www.google.com.br/search?q=laguna+tebinquinche&tbm=isch) e os Olhos do Salar, a única da agência em que eu fui pegar o transporte na própria agência. Estava prevista para sair as 16 horas e atrasou cerca de meia hora. A entrada para Cejar custou 15 mil (até as 14 horas era 10 mil) pesos e para Tebinquinche custou 2 mil pesos. O motorista Eduardo do micro-ônibus era de origem boliviana e muito bem humorado. Eram cerca de 10 pessoas. Nesta excursão conheci o brasiliense Tiago, filho de mineiros, atleticano, e conversamos sobre a situação do Brasil. A Lagoa Cejar me pareceu muito bela  e com muito sal, onde não se afunda. Havia chuveiros para se tirar o sal depois do banho. A seguir fomos para 2 poços ao lado da estrada, chamados de Olhos do Salar, onde pude nadar bem, apesar da água um pouco fria. As paisagens do deserto agradaram-me bastante . Seguindo em frente fomos para a Lagoa Tebinquinche, cujas paisagens também muito me agradaram , variando de acordo com a luminosidade do fim de tarde. Dei uma volta no circuito permitido e pudemos contemplar o por do sol a partir dela, mostrando a cor da lagoa azul turquesa e as montanhas multicoloridas . No fim do passeio houve um pequeno lanche e experimentei uma bebida alcoólica chamada pisco sour, de que gostei  e achei não muito forte. Voltamos já no escuro. Em outro momento um francês que conheci no albergue me falou de sua visita à Lagoa Cejar de bicicleta. Fiquei pensando que poderia ter feito o mesmo, economizado o dinheiro da excursão, pago menos pela entrada e ficado muito mais tempo aproveitando desde a manhã. Neste dia comprei 860 pesos em pães, 120 pesos em 1 cebola e 460 pesos em cenoura, maças e abobrinha no Centro Agropecuário. Pedi para um grupo de 3 chilenas que havia chegado e ficado no mesmo quarto para me acordarem no dia seguinte por volta de 4:15.
      Na 6.a feira 27/10 fiz a excursão para os Geysers del Tatio (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=Geysers+del+Tatio). Era das 5 hs ao meio dia. As chilenas, que também iriam para a mesma excursão, porém com outra agência, acordaram-me exatamente como pedi. Durante boa parte da noite um rapaz esteve passando mal e vomitando. Perguntei se precisava de ajuda, mas não respondeu. Pelo que o atendente do hostel me falou ele estava alcoolizado. O micro-ônibus demorou um pouco para passar (atrasou mais de meia hora). O motorista novamente era o Eduardo, mesmo do dia anterior. Eram cerca de 20 pessoas, entre as quais havia uma publicitária de São Paulo. A entrada custou 10 mil pesos. Dei mil pesos de gorjeta quando o guia passou o chapéu pedindo no fim da excursão. O ônibus subiu lentamente, em parte no escuro, mas como atrasou, em parte já com um pouco de luz do amanhecer. Assim deu para ver a silueta das montanhas e alguns animais. Achei a paisagem espetacular . Ao chegar lá informaram-nos que a temperatura era de -6.4 C  e após breve explicação e recomendações de segurança fomos ver os geysers. Havia vários e a água era muito quente e jorrava bem alto em alguns. Existia um geyser chamado Mata Gringo. Narraram que uma turista belga morreu queimada quando caiu em um geyser. Na minha visita as delimitações guardavam razoável distância para os pontos de que saem água. Pude tocar em um pouco da água que escorria pelo chão de um geyser e senti o quão quente poderia ser (estava quase fervendo). Achei a vista deles muito boa e os maiores imponentes . Tomamos café da manhã (razoável, mas inferior ao da maioria das excursões anteriores) apreciando os geysers. Na volta pude ver a paisagem com a luz do dia. Entre ida e volta pudemos apreciar o vulcão que havia no caminho, as montanhas, os cursos de água, a vegetação e os animais (flamingos, pássaros, vicunhas). Paramos na estrada para ver o vulcão e as aves no rio e depois no povoado de Machuca, onde havia espetinho de carne de lhama. Eu, como não como carne, fui explorar a vila e conhecer a pequena igreja local de 1933, a vista a partir da colina em que ela ficava, as casas locais e o jardim com plantas típicas . Fizemos ainda uma parada extra no cânion de um rio com montanhas em volta . Chegamos por volta de meio dia, eu almocei e fui deitar um pouco, pois estava com dor de cabeça, provavelmente devido à altitude, que perdurou por boa parte da tarde. Após conversar com um jovem chileno recém chegado e receber algumas informações dele, saí cerca de 15 hs para conhecer a Garganta do Diabo (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=garganta+del+diablo+atacama). Fui andando, cerca de 45 minutos. Era um pouco à frente de Pukara de Quitor. A entrada para a Garganta do Diabo e Catarpe custou 2 mil pesos. Na portaria deram-me um mapa e me disseram que fechava por volta de 19 hs. Logo na saída encontrei um francês, perguntei se queria ir junto, mas ele disse que caminhava só. Inicialmente fui admirando a paisagem semidesértica e depois fui por uma trilha que ia subindo, permitindo belas vistas  e acabava em um túnel, que atravessei, só para ver o que havia do outro lado. Eu não tinha luz, mas mesmo assim consegui atravessá-lo com a iluminação que entrava pelas 2 saídas. Não quis seguir em frente do outro lado, somente apreciei um pouco a paisagem. Depois daí segui para a garganta, de que muito gostei . Pareceu-me longa e variada. Achei espetaculares os caminhos no meio do desfiladeiro e as estruturas naturais de pedra. A seguir fui para Tombo de Catarpe, um local com ruínas de construções de pedra. A vista a partir dela também me agradou . Por último visitei mais para frente a Igreja de São Isidro, que era uma capela de 1913, bem simples e antiga, parecia feita de argila. Reencontrei o francês em vários pontos do caminho e no fim quando eu voltava da capela ele estava indo e me perguntou se era longe e o quanto valia a pena. Resolveu ir também. Já bem mais para a frente, próximo da portaria, encontrei as 3 chilenas do albergue, que me pediram para tirar fotos delas. Na saída, pouco depois das 19 hs, pedi desculpas ao porteiro pelo atraso, mas ele disse que não havia problemas. À noite reencontrei o chileno que havia chegado ao hostel e conheci um grupo de alemães em viagem pela América do Sul, com quem fiquei conversando durante o jantar. Ao ir para o quarto dormir conheci um casal de chilenos, o homem era policial, que iria dormir em cima da minha cama (fiquei com medo da cama não aguentar com os 2 ). Comprei 700 pesos em pães na Tackey (https://www.yelp.com.br/biz/tackey-san-pedro-de-atacama), que achei ter os melhores preços, 550 pesos em espaguete no armazém do Vicente, que ficava um pouco abaixo, e 880 pesos em maças, cenoura, pepino e abobrinha no Centro Agropecuário.
      No sábado 28/10 o casal de chilenos e as 3 amigas chilenas foram para Yuni, Grace foi embora e chegaram um grego, australianos e uma alemã. Logo de manhã fui tentar ir visitar o Projeto Alma. Disseram-me que o ônibus saía às 9 horas e eu deveria chegar por volta de 8:30 para ficar em uma fila, caso houvesse desistências. Se desejar fazer esta visita, sugiro fortemente reservar seu lugar o mais rápido possível, pois hoje, dia 12/06 em que estou escrevendo, verifiquei que a próxima data em que se consegue confirmar a visita, sem depender de lista de espera ou desistências é 30/09, ou seja, daqui a mais de 3 meses. A página para tal é http://www.almaobservatory.org/en/outreach/alma-observatory-public-visits. Cheguei por volta de 8:35 e já havia 2 pessoas esperando, 1 alemão e 1 brasileira. Começaram a chegar mais pessoas e logo depois chegou a coordenadora da ida, que organizou a fila e começou a chamar os inscritos confirmados e os inscritos para a lista de espera. Quando acabou de chamar os da lista de espera, o ônibus ficou cheio. Aí o alemão foi embora. Alguns instantes depois a coordenadora disse que 2 pessoas haviam desistido (acho que porque nem todos do grupo em que estavam conseguiram vaga) e que havia sido aberta 1 vaga. Então a brasileira que estava na minha frente pode ir na última vaga, mas eu não. Fiquei feliz por ela, pois era a única chance dela, posto que iria embora no dia seguinte. Decidi então visitar o Vale da Lua (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=valle+de+la+luna+atacama). Fui a pé e fiz todo o percurso a pé. Paguei 2.500 pesos (500 pesos a menos por ter entrado de manhã) pela entrada. Levei uma garrafa grande de água, 5 pães e 1 maça. No Centro de Visitantes a atendente deu-me uma explicação geral sobre a visita e, vendo que eu estava a pé e desejava ir depois à Pedra do Coyote, autorizou-me a sair por trás, algo que não era permitido normalmente, sendo que aquela saída estava fechada. Achei espetacular o Vale da Lua , com suas paisagens e variações. Após caminhar um pouco passei pelas Cavernas de Sal. Quando estava visitando as mais fechadas, um casal iluminou o caminho para mim, posto que eu não tinha iluminação. No fim havia um cânion, mas parte estava fechada. A seguir fui para a duna e o mirante. A duna lembrou-me as praias do nordeste brasileiro. O mirante tinha uma vista espetacular , com o anfiteatro bem à frente. Achei um pouco confusas as suas trilhas. A seguir passei por 2 minas de sal antigas. Por fim passei pelas 3 Marias e entrei num campo de sal em que havia uma mina grande. O campo de sal parecia ter aparentes lagos, rios e cachoeiras de sal, que achei espetaculares . Lá encontrei um grupo de brasileiros que tinha vindo de carro desde o sul do Brasil. Após apreciar bastante as várias construções naturais do campo de sal, voltei para a estrada e fui para a saída. Creio que saí perto de 17 horas, rumo à Pedra do Coyote. Mas a volta foi grande e demorei cerca de 2 horas para chegar lá andando. A paisagem do deserto em parte foi bem interessante, mesmo vista da estrada. Cheguei um pouco após o por do sol, mas ainda deu para aproveitar o crepúsculo para apreciar a vista . Fiquei lá até quase a escuridão total e depois voltei no escuro pela estrada, algo que não foi muito agradável, mas não teve grandes problemas. Neste dia comprei 620 pesos em pães.
      No domingo 29/10 tentei novamente ir ao Projeto Alma, mas novamente não consegui. Cheguei perto do mesmo horário do dia anterior, mas desta vez já havia várias pessoas esperando. E não houve desistências suficientes, então ninguém que estava esperando pode ir. Fui então caminhar pela estrada para apreciar com calma a vista perdida do dia anterior. Havia alguns pontos muito bons de observação para o Vale da Lua . Do outro lado reencontrei o final do Vale da Morte em que havia estado antes. Pude explorar com calma a região e contemplar o deserto. Quando voltei para o hostel para almoçar, conheci um casal de brasileiros (Bianca e o marido) que havia acabado de chegar de uma excursão ao Salar de Yuni. Narraram suas experiências, de como gostaram dos locais visitados, das instalações precárias onde pernoitaram e de como passaram mal devido à altitude. Falei-lhes do tour astronômico e se interessaram, porém não conseguiram vaga. Depoi do almoço fui ver alguns pontos da cidade que faltavam e depois fiquei admirando a vida na praça central. Não houve jogos à noite para assistir. O grego foi embora e eu fui dormir cedo para me preparar para ir embora no dia seguinte. Comprei 1450 pesos em pães e 750 pesos em tomates, maça, pimentão e abobrinha.
      Na 2.a feira 30/10 de manhã despedi-me de Hector e peguei o ônibus às 9 horas para Santiago. A viagem foi tranquila com paisagens belas de montanhas e praias . Deu para ver boa parte do que eu havia perdido na ida por estar à noite, principalmente as praias da região da Bahia Inglesa, o caribe chileno. No fim do dia o tempo fechou, mas ja estava escurecendo mesmo e não comprometeu muito. O ônibus parou várias vezes novamente e forneceram 2 lanches pequenos. Além deles, comi parte do que havia comprado e levado. Chegamos por volta de 8 horas da manhã.
      3.a feira 31/10, após chegar fui caminhando até o Palácio de La Moneda, para onde tinha enviado um email para tentar agendar uma visita. No caminho comi uma empanada de uma ambulante, que mais parecia um pastel, pagando mil pesos. Mas não consegui fazer a visita, pois não responderam meu email. Era necessário ter agendado antes (https://visitasguiadas.presidencia.cl). Como não tinha acesso a Internet, o atendente do centro cultural emprestou-me seu celular, mas não achei a resposta. Então fui visitar as salas que faltavam do Museu Histórico Nacional, mas elas estavam fechadas temporariamente para algum tipo de reforma. Ou seja, tinha optado pelo Palácio de La Moneda e pelo Museu Histórico (se desse tempo) ao invés do Estádio Nacional por ser mais viável no tempo de que disporia, mas acabei não conseguindo visitar nada . Entretanto, por coincidência, estava lá bem na hora da troca da guarda, que pude acompanhar inteiramente (cerca de meia hora) . Passeei um pouco pelo centro, comprei 700 pesos em pães Supermercado Cencosud (http://www.cencosud.com), 1250 pesos em uma empanada de queijo e champignon (neste dia foram minhas primeiras empanadas da viagem) e 630 em um creme de Berlim na Paradiso S.A. (http://www.paradiso.cl). Gostei muito destes 2 últimos . Perguntei para a atendente se poderia pagar um pouco menos pela última (acho que cerca de 20 pesos), visto que estava indo embora e aqueles eram meus últimos pesos, sem contar o ônibus, e ela concordou. Depois de comer e andar mais um pouco, peguei o ônibus para o aeroporto, pagando 1800 pesos. Um pouco antes de embarcar comi os pães que havia comprado numa mesa do Starbucks, após pedir para a atendente para usá-la, que deixou. O tempo na volta estava encoberto e não foi possível repetir a vista dos Andes, mas a da ida ficou gravada na minha memória.
       
       
×