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zervelis

ILHAS GREGAS POR UM GREGO - KEFALONIA ZAKYNTHOS PAROS ANTIPAROS MYKONOS SANTORINI E MAIS ... AH ESSA GRÉCIA

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Em 04/02/2017 em 18:46, zervelis disse:

ILHA Nº 7 - M I L O S 

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(atualizado em dezembro/2017)

Charmosa;

Romântica

Casinhas brancas e azuis

Calma e menos explorada

Praias drasticamente Perfeitas e Únicas

 

RESUMO: DESTINO BARATO, VOCÊ VAI PRECISAR DE UM CARRO OU QUAD, PELO MENOS 3 DIAS. MAS POR QUE MILOS? 

 

::dãã2::Babada do Hadouken: mesmo que você não vá a Kimolos, vizinha de Milos, vale a pena saber que ela existe. Eu não fui, então não tenho nada a declarar.

 

Tomei vergonha na cara e em 2017 decidi ir finalmente conhecer Milos. O plano era NÃO chegar sequer perto de Mykonos (onde eu já tinha ido 4 anos seguidos) e conhecer Milos, Folegandros e Ios (a viagem acabaria em Santorini, onde eu também não queria voltar, porque meu voo saia de lá). Cheguei a Milos em um voo vindo de Belgrado (pela Air Serbia) para Atenas, onde pernoitei no aeroporto pegando meu voo para Milos. Para Milos ou é voo de Atenas ou então ferry de Pireaus (Atenas). Ferry de outras ilhas também é possível. Mas os planos mudaram drasticamente no meu segundo dia de Milos. O lugar era drasticamente romântico e eu não estava preparado para isso. Mais para frente eu explico no que que deu. 

 

1-  Vilarejos de Plaka, Adamas e Pollonia

2- Keftliko

3- Sarakiniko

4- Tsigrado 

5- Firiplaka 

6- Paliochori

7- Achivadolimni

8- Papafragas

9- Firopotamos

10- Plathiena

11- Pôr do Sol de Milos visto de Kastro

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Ah, Milos é estratégica, assim como todas as outras ! Ou seja, custa nada dar uma passadinha e conhecer essas belezinha e se deleitar nas praias mais lindas do Mediterrâneo (não tenho dúvidas). A ilha é pequena mas é a ilha que tem MAIS praias para conhecer. TODAS são imperdíveis. Devido a quantidade de lugares para conhecer, acaba que nenhum fica abarrotado.

 

“Reza à lenda (a verdadeira história é um mistério) que um camponês grego encontrou a estátua da Vênus de Milos durante uma escavação. Rapidamente toda ilha ficou sabendo do achado, inclusive um cadete francês. Como um rastilho de pólvora a história chegou à embaixada francesa e depois a França propriamente dita e não tardou para que o marinha daquele país enviasse um navio com ordens expressas para levar a estátua à Paris. Durante uma briga com os gregos pela posse do novo tesouro os braços da estátua teriam sido quebrados e ela permanece assim até hoje exposta no museu do Louvre. Mas em compensação as obras de arte naturais continuam lá para todo mundo se maravilhar inclusive os próprios franceses. Praias de águas intensamente azuis, formações rochosas monstruosas dentro do mar e suas casinhas brancas e azuis fazem deste um Lugar Único no Mundo.”  (e eu sou testemunha fiel disso).

Fonte: https://quatrocantosdomundo.wordpress.com/2015/05/24/lugares-unicos-no-mundo-milos-grecia/

 

As três principais aldeias de Milos são Plaka, sua capital, Adamas, onde tem o porto e Pollonia que fica mais a nordeste da Ilha. De modo especial, Plaka, a capital da ilha, concentra lojas, restaurantes, cafeterias em ruelas que lembram Mykonos e Paros, mas em menor (bem menor) proporção. E SÓ tem casais (chega a irritar). É o ponto mais alto da ilha e de onde você vai ver o pôr do sol (um dos mais bonitos da sua vida). O vilarejo de Pollonia eu só passei para um almoço, mas dizem que é interessante para quem curte comer coisas do mar. Estrategicamente falando, não considero uma boa se hospedar aqui.

 

::dãã2::Patada do Hadouken: A ilha de Milos é durante castigada pelos ventos. Quando cheguei, minha anfitriã me disse que tinha parado de ventar no dia que cheguei, depois de 2 meses seguidos (e eu sabia disso, estava acompanhando). O vento praticamente te impede de fazer programas e causa uma certa raiva por vezes. As praias do norte são mais atingidas pelo vento. Assim, consulte sempre a meteorologia para decidir quando fazer cada coisa por lá. Ah, e eu explico sobre esses ventos na parte que falo sobre a Ilha de Paros. Acho bem válida a leitura dessa parte.

 

Das Ilhas Ciclades, Milos não é uma ilha grande (definitivamente). Você atravessa facilmente a ilha sem muita delonga. Ainda assim eu optei, obviamente, por alugar um Quad (e recomendo). E fiquei no Katerina Apartments em Triovasalos (que fica entre Adamas e Plaka), onde também tem um hipermercado. Fui muito bem tratado, sempre recebia quitutes no quarto. Contudo, ela se esqueceu de me buscar no aeroporto e eu não achei isso muito legal. Sem contar que achei a acomodação extremamente simples. Mas, tá valendo, não voltaria mas recomendo pelo custo benefício. 

 

 

Chega de história... mentira, deixa eu continuar minha história...

 

Verdade. Na hora que ela foi me buscar no aeroporto atrasada (depois da minha ligação), meu humor já não estava dos melhores. Mas pensei, poxa... Tá muito cedo. Ainda teoricamente nem era hora do check in, mas mesmo assim ela me acomodou em um quarto super de boa e eu dormi por umas duas horas para tentar relaxar daquela noite no aeroporto de Atenas. Antes da dormidinha, recebi uma carona até o lugar onde tinha reservado meu quad o qual eu recomendo muito. Ficava ali do lado mesmo, em Triovasalos... um local muito simpático chamado MOTO CHRISTOS (aluguei pela internet o equivalente a 4 diárias por 25 euros por dia. Quem fez a minha reserva foi a Ioanna. Ao chegar lá, falei com o dono, que não a encontrou. Mas na mesma hora ele me deu não apenas um Quad bem melhor do que o contratado como também um excelente tratamento. Tinha a opção de devolver no porto, mas eu devolvi lá mesmo, um dia antes do previsto (e ele não me cobrou a última diária). Combinando com antecedência, sempre rola um free pick up e um free drop off (tanto da hospedagem como da galera que aluga os ATVs). Atenção: nem toda ilha é asfaltada. Eles te dão um mapa e deixam claro que se você se meter a besta a chegar perto das áreas proibidas, o risco é seu e você não estará coberto.

 

 SITE MOTO CHRISTOS - http://www.motochristos.com

 

Como já disse, a ilha é pequena (em comparação a seus pares, mas obviamente ela não é andável, diga-se de passagem), romântica, mas tem algumas fábricas. O visual dela não é dos mais bonitos quando se está dirigindo. Mas quando você vai as praias, SENHOR DA GLÓRIA, as praias mais bonitas dentre todas as praias daquela região grega, deixando as outras no chinelo. 

 

Uma noite eu optei por explorar a região de Adamas.No porto de Adamas, todas as noites, os barcos que fazem passeios (inclusive para Keflitko) ficam ancorados, vendendo para os próximos dias. Além disso, como já disse, há algumas lojinhas e restaurantes.... Vi muito grego fazendo turismo por lá.

A outra noite eu fui a charmosa Plaka, depois daquele pôr do sol MARAVILHOSO também em Plaka (volto a falar dele mais para frente). Comecei a explorar as ruelas, igrejinhas, e todo aquele branco e azul... Mas volto a dizer que fiquei um pouco revoltado com a quantidade de casais. Até que entrei em uma loja que tinha duas entradas/saídas (uma para cada ruela). Adoro apreciar o artesanato grego. Quando sai do outro lado da loja e notei que estava numa rua que não me interessou, voltei para a loja para sair do lado do qual tinha vindo. A velhinha dona da “boutique” (que estava proseando com uma madame de mesma idade) perguntou se eu pensava que aquilo dali era passagem. Ah, mas eu fiquei MUITO puto. Se ela fosse mais jovem eu já teria a resposta pronta: “Estou te fazendo um favor por criar movimento na sua loja, zero movimentada”. Mas, pela idade avançada, optei apenas por dizer que o trabalho dela era lindo e fui (ouvindo ela resmungar ao fundo). Aquilo para mim tinha sido um basta, eu tinha amado Milos. Milos é LINDA, mas eu precisava sair dali. Eu não queria mais ir para quietíssima Folegandros e nem para Ios (onde parecia ser mais agitadinho mas só tem “teens”). Foi onde eu corri pro hotel e comprei meu ferry para Mykonos e cancelei o que dava para cancelar. O engraçado foi arrumar a hospedagem... 2 dias num lugar, 2 em outro e mais 2 em outro, sempre reservados na véspera. Hahaha !!! O trajeto de barco durou o dia INTEIRO. Sorte que não balançou muito porque não estava ventando. Mas o barco passou por Folegandros, Santorini, Amorgos e umas 3 outras ilhas antes de chegar a Mykonos para o meu quinto ano seguido lá.

 

Vamos Agora ao que interessa: Principais praias/passeios de Milos: 

 

Kléftiko – um dos passeios mais famosos da Grécia. O nome significa “Esconderijo” (kléftis = ladrão) e, lá, só se chega de barco. Trata-se de uma piscina natural escondida atrás de rochas, onde os piratas se escondiam e escondiam também o que roubavam, pois quando se passa pela frente do lugar não é possível saber o que existe por trás das pedras. Que LUGAR. Longe de ser meu preferido, mas acho que estava apenas um pouco revoltz por estar no meio de tantos casais (e que sabiam nadar). Apenas da minha natação eu ainda não era capaz de me jogar (embora não tenha usado colete, apenas cai na água com algo que eu pudesse segurar e que flutuasse. 

::dãã2::Espirro do Hadouken sobre Kléftiko: Já disse para ficar de olho no tempo/vento né? Então tá. O principal aqui é o que eu vou recomendar: Esse passeio é praticamente só vendido como um passeio de um dia inteiro. Acho completamente desnecessário. A única agência que eu achei (graças a ajuda da futura ansiosa viajante Marcilene) foi a Zephyros. Reservei na véspera (pelo facebook mesmo, que responderam mais rápido que por email). O ponto de encontro foi na praia de Agia Kiriaki (que muda de acordo com o dia) as 9:30 (o passeio parte as 10) e, teoricamente, estaríamos de volta as 14. Contudo, a volta ocorreu as 14:30. Às vezes, eles também tem o passeio da tarde. O preço foi 27 euros. 100% recomendado. Tinham snorkels a vontade, são excelentes guias providenciando muita informação e atenção (já que o grupo não era tão grande) e pra mim a duração do passeio foi perfeita. Iria ficar nauseado e irritado de ter que fazer um passeio de um dia inteiro para lá e ainda perder mais atrações da ilha. Anotou a dica de ouro?

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Sarakiniko

Formada por rocha vulcânica branca, oferece uma paisagem única. Você parece que está na Lua ou em outro planeta! E deu no que deu, é uma das praias mais fotografadas da Grécia! Além disso, assim como a praia de Papafragas, as rochas invadem o mar, mas aqui a coloração branca das pedras, que mais parece gesso, dá um contraste todo especial com o azul das águas. E seguindo o que li, ainda existe um gigantesco navio encalhado em suas águas cujo mastro principal parece pedir ajuda para ser resgatado. Vou ser bem sincero, nem vi esse tal navio tamanha era minha admiração por esse lugar. 

Bafo do Hadouken sobre Sarakiniko: Por parecer outro planeta, o lugar pode ser quente aos extremos. Vá cedo ou bem no final do dia. Dentre essas duas opções, acredito que ir cedo seja melhor pela posição do sol nas fendas. Fique atento aos ventos porque essa praia está no norte. A praia é do JFSPPFKDKF !!!

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Tsigrado “não tem acesso fácil, mas quem quer se aventurar na descida, vale muito a pena! Os turistas normalmente chegam até lá descendo uma escada vertical de madeira com ajuda de uma corda – pra você ter uma ideia, há um aviso que a descida é por sua conta e risco! Se você chegar até lá e não se encorajar a descer, vá pelo menos até o estacionamento e aprecie a bela vista – o estacionamento ali é gratuito, aliás.” Fonte: http://viajandobemebarato.com.br/2016/11/dicas-para-conhecer-milos.html

Indignação do Hadouken sobre Tsigrado: Um verdadeiro ABSURDO se você ficar com medo das fendas e não descer a corda e a escada de madeira !!! Essa foi a minha favorita. Embora não tenha estrutura.

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Firiplaka – Essa charmosa praia tem cadeiras e guarda sois e possui acesso fácil de carro, sendo bem perto de Tsigrado. Ela tem duas partes, sendo a primeira mais movimentada e também com espreguiçadeiras e uma pequena cantina de apoio. Quem prefere mais tranquilidade, é só caminhar pela praia e passar por uma grande pedra (à direita de quem olha para o mar), e vai encontrar uma praia tranquila e com águas transparentes. É realmente muito bonita, guardada por falésias multicoloridas devido à sua formação geológica. 

 

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Paliochori - Outra praia perto de Tsigrados. Tem alguns restaurantes e espreguiçadeiras. Foi a primeira praia que eu fui quando cheguei e já dei de cara com um interessante restaurante Sirocco, que tem comida preparada com o calor vulcânico. Eu pedi apenas uma comida simples com um suco de laranja mesmo. Por favor, não me peça detalhes sobre o fato de terem comidas preparadas com “calor vulcânico”. Hahaahah. A praia é gostosinha e tem várias pedras bonitas no final dela, e uma larga faixa de areia. É praia nudista lá no final, bem a esquerda.

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Achivadolimni – Essa é outra praia ali nas imediações de Tsigrados/Firiplaka. Não tem estrutura nenhuma, mas é de muito fácil acesso. Bem a direita é naturista e bem a direita é mais familiar. Bem no meio dela, tem umas grutas/buracos que valem umas fotos. Não li nem ouvi recomendações dela... Mas prefiro sempre falar com fotos, não é mesmo ? 

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Papafragas – Essa belezinha fica perto de Sarakiniko e no caminho para o vilarejo de Pollonia. Curti a vista de cima (acho que a vista com certeza é melhor pela manhã por causa do sol). Mas nem me animei de ficar lá. Só tiver mesmo umas fotos bem de cima. 

“...Uma das formações rochosas bizarras que invadem o mar que banha a ilha. Parece uma ponte natural que liga a ilha ao alto mar. Você pode caminhar sobre ela e também nadar nas águas que ficam sob a ponte natural...” “...onde a praia está entre dois paredões rochosos, formado há anos por uma lava de vulcão. A água, pra variar, é muito azul e transparente... ”

Fonte: https://viagememfamilia.net/2015/05/22/ilha-de-milos-grecia/ e http://misturaurbana.com/2014/09/milos-na-grecia-a-ilha-de-afrodite-e-das-praias-azuis-turquesas/

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Firopotamos – Uma das minhas PREFERIDAS. Que bela surpresa viu.... Antes de descer a estrada para a praia, avance um pouco e tire fotos de cima ou com o sol da tarde ou preferencialmente com o sol da manhã. Definitivamente o sol da manhã calha muito bem para todas as praias do norte. Sarakiniko, Papagrafas e essa também. Mas o vento pode ser um problema. Depois de tirar várias fotos desse visu mara, desça a estradinha para a praia. No fundo, há uma igrejinha branca e azul e por trás dela, uma mini trilha que vale a pena ser explorada. É bem mini mesmo. Tem umas formações rochosas LINDAS lá atrás. A praia é super de boa e tem umas casinhas fofas e lugar para comprar algo para comer. Não deixe para o fim do dia, porque eu deixei e tive que voltar lá mais cedo no dia seguinte.

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Plathiena – Ao lado de Firopotamos, uma praia bem gostosinha também. Dei um mergulho lá e tirei umas fotos.

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Pôr do sol, onde ver? A resposta é simples e fácil, EM PLAKA ! Mais precisamente em Kastro. Ao entrar em Plaka (provavelmente você estacionará seu veículo na parte de fora), vá subindo e andando sempre para a esquerda. Siga as placas para Kastro. Não tem mistério....  Você vai notar quando chegar na parte mais alta.... Que pode ser ou em cima de uma igreja ou literalmente num castelo meio medieval. Particularmente eu levei vários esporros por estar em cima da igreja praticamente em um vão que tem lá. As pessoas que estavam mais atrás queriam tirar fotos do sol por esse buraco (e eu no meio) hahaahah !!!!!

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Outras fotos de MILOS para vocês babarem um pouco

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Outras dicas: 

-Ouvi boas recomendações do restaurante Medousa na praia de Mandrakia.

- Kimolo: é a ilha vizinha a Milos. Aqui encontra-se as mesmas casinhas brancas, mas com janelas pintadas de vermelho ao invés de azul. Não fui e não tenho mais informações.

- Estrategicamente, resolvi NÃO colocar as atrações nem em ordem de preferência e nem em uma ordem lógica, justamente para fazer vocês lerem tudo.... Mas não se esqueça... Estou dando as boas e ainda, de quebra, coloquei um mapa no início do relato. Você pode montar seu próprio roteirinho no dia que chegar, lembrando sempre de conferir a previsão do tempo/ventos e de deixar agendado previamente o passeio para Keftliko.

 

 

 

Dicas Básicas de Atenas !!!

 

Meu foco neste tópico não é falar de Atenas (que para mim é um lugar MUITO fácil de se locomover). Então vou dar uma pincelada rápida ! Recomendo pelo menos 2 dias lá e SIM, Atenas é uma cidade obrigatória ! ::tchann::

 

Do aeroporto de Atenas até o centro é bem fácil. Ou de metrô ou de ônibus. Tem um metrô que liga o aeroporto ao centro da cidade. Tem que fazer baldeação dependendo do lugar que tenha que ir, mas não tem erro. O centrão mesmo fica na Syntagma Square.

 

Caso você esteja já indo pro porto de Piraeus (não confundir com o outro porto), também tem ônibus funcionando a noite inteira. É mais ou menos 1 hora de distância. Tem alguns hotéis em conta por lá.

 

Bairro de Plaka: É onde eu recomendo ficar e é super charmoso, e fica vizinho a outro bairro bem maneiro, Monastiraki !!! Quem for a Atenas, vale perder uns momentos lá. Comer e se sentir um local, ouvindo aquela música e aquelas danças. Imperdível. Anote, PLAKA é o lugar. E não deixe de ir a um restaurante legitimamente grego hein, por favor !!!

 

Syntagma Square: para ver o Parlamento, os pombos e a famosa troca de guarda (cuidado para não perder a hora). E lá na frente fica a Rua Ermou ! (rua das lojas).

 

O que mais fazer em Atenas?

Acrópole (onde fica o Parthenon, alguns museus e etc), Estádio do Panatinaiko (Panathenaic Stadium), Templo de Zeus, Tumba do Soldado Desconhecido, Adrianou Street (o oposto da Ermou, é para souvenirs), dentre outros ! ::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::::love::::love::::love::

 

::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::

 

Dicas essenciais para qualquer viajante (e se eu fosse vc eu leria tudo, JÁ QUE não serve só para Grécia) ::cool:::'>

 

ATENÇÃO !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! A dica da bagagem gratuita na Aegean acabou (Atualizado em 2019) ::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::

 

::ahhhh:: Seja esperto e NÃO pague para despachar bagagem. As cias aéreas NÃO pesam sua mala. Eu viajei 24 dias com uma mala de mão (lembrando que bolsas e mochilas são consideradas “malas” e devem, portanto, entrar no avião DENTRO da mala principal. ::sos::

 

::ahhhh:: Assim sendo, organize suas sungas, biquínis, regatas, cangas dentro da sua mala. Separe potinhos de menos de 100ml, desodorante pequeno, espuma de barbear menor e por aí vai. Os frascos NÃO podem ter mais que 100ml mesmo que estejam vazios. Sinceramente, só paga para despachar mala quem quer. É pratico, fácil e coisa de gente que pensa e não viaja com um milhão de coisas que não vai usar. Se você vai ficar 10 dias, não precisa levar 10 cuecas ou 10 calcinhas. Aprenda a lavar. É prático e você pode economizar muito. E dê preferência a fazer o check in online (importante). Assim você passa LONGE do guichê da cia ! Isso sem contar que facilita e muito a entrada e saída dos ferries, por exemplo. Eu peguei 5 voos internos nesse esquema. Minha mala tinha 16kg (o limite de algumas é 8kg e outras 10kg) mas a aparência dela era hiper tranquila, não estava estufada nem nada. Em um dos voos, já dentro do avião, eu vi que não conseguia colocar a mala porque era um avião extremamente pequeno. Assim, pensei que fossem colocar gratuitamente no porão. Que nada, ela foi no meu pé !!! E em outro voo foi atrás do carrinho de bebidas do avião (acredite se quiser) ! ::xiu::

 

::ahhhh:: Estude muito os preços em sites como skyscanner e principalmente googleflights. Existem trechos entre ilhas minúsculas e cidades enormes na Europa a preços bem convidativos. Assim, você pode eleger uma cidade para voar para alguma ilha específica e dessa ilha você parte para as outras de barco. Na ilha final você também pode estrategicamente pegar um voo econômico para qualquer outro lugar da Europa a um preço acessível (claro que depende da sua sorte)! Os trechos de navio você pode comprar no Brasil. Contudo, uns você tem que trocar o voucher no guichê e isso gera um tempinho. Apenas tome cuidado para não perder o barco. Empresas como Seajets, Bluestar e Hellenic Seaways são boas pedidas. :mrgreen:

 

::ahhhh:: Por favor, se você reservou um hotel ou pousada que tem cancelamento gratuito, se os planos mudarem, CANCELE. Não tem nada pior que ficar esperando um hóspede que não vai vir e ainda está ocupando o espaço que poderia ser alugado. Quem vos fala é alguém que aluga um apartamento para 9 pessoas no RJ e vive passando por esse problema. ::lol4::

 

::ahhhh:: Saiba o básico do grego. É mais fácil do que você pode imaginar. Enquanto eu não aprendo o grego (já disse que ainda em 2017 eu pretendo iniciar um curso, mesmo que online), compartilho com vocês algumas noções que demonstra bons costumes. Acho feio chegar num lugar sem saber espirrar na língua local.

Gostaria de agradecer a usuária GotChibi que aqui no mochileiros.com postou, através desse link, uma lição básica do grego). (vocabulario-basico-para-viagem-grego-t57018.html) ::otemo::

 

::hahaha::~ Introdução ~

A língua grega (em grego Ελληνική γλώσσα, transl. Elinikí glóssa) é um idioma indo-europeu que conta com mais de três mil anos de história documentada.

 

Língua dos poemas homéricos, o grego antigo em suas várias formas, foi usado na Antiguidade clássica, no início da doutrinação cristã e em muitas regiões do Império Romano, seguindo a expansão da cultura helênica promovida pelas conquistas de Alexandre, o Grande. Devido à grande influência no latim, o grego é origem de muitas palavras e afixos do português e de outras línguas latinas. O alfabeto grego, que teve origem no alfabeto fenício, deu origem ao alfabeto latino e ao alfabeto cirílico.

 

O grego moderno, língua oficial da Grécia, difere de muitas formas do grego antigo e é falado por cerca de 13,1 milhões de pessoas.

Na Grécia é falado por quase toda a população. Também é, juntamente com o turco, a língua oficial de Chipre, embora o uso oficial do turco tem sido limitado pela República de Chipre desde a invasão turca de 1974.

 

~ Alfabeto ~

A língua grega foi uma das primeiras línguas escritas em todo o mundo. Tinha uma forma específica de escrever, onde não entravam os sons das vogais. Este alfabeto foi evoluindo, através do contato com outras culturas e pela simples ação do tempo, até se tornar o que é hoje. Ao longo do alfabeto grego encontramos algumas (ou muitas) semelhanças com o alfabeto romano (ou latino). O alfabeto usado pelo grego moderno tem 24 letras, das quais 7 são vogais e 17 consoantes. Além do alfabeto de 24 letras, existe ainda um acento ( ΄ ) e um trema ( ¨ ).

 

~ Gramática ~

● Ao contrário do que acontece em português, em grego há três gêneros, e não dois: masculino, feminino e neutro. Vale lembrar que nem todas as palavras que se referem a homens são masculinas, o mesmo acontece com palavras referentes a mulheres. A palavra αγόρι, rapaz, é neutra e não masculina, como seria de esperar. Outros exemplos de palavras neutras são:

→ παιδί (criança);

→ κεφάλι (cabeça);

→ σκύλο (cão).

 

~ Pronúncia ~

Os sons do Grego são sons leves. Por regra, cada letra tem apenas um som associado, embora isto não seja válido para todas as letras. As letras Γγ, Θθ, e Χχ são as mais difíceis de pronunciar para um falante nativo do português.

 

→ O som do gama (Γγ) é como um h mais forte, deixando que as cordas vocais no fundo da garganta vibrem;

→ O som do theta (Θθ) é igual ao Th inglês na palavra thing;

→ O som do qui (Χχ) é como o gama, embora não haja vibração das cordas vocais.

 

~ Frases básicas ~ ( ::tchann:: editado por mim, mudei várias coisas e coloquei acentos para facilitar a pronúncia. Além disso tirei os que eu acho que são dispensáveis e coloquei outros ::hahaha:: ).

— Bom dia (até 13:00) - Káliméra

— Boa tarde - Kálispéra

— Boa noite - Kálinírta

— Oi - Yassou (YAH-su) para uso informal ou Olá: Yassas (YAH-sas) para uso formal

— Até logo – usar o mesmo do oi – Yassou/yassas

— Sim - Né

— Não – Óhi (órri)

— Por favor - Parakalô

— Tudo bem? - Ti-kânis?

— Bem – Kalá ou Pôli Kalá (muito bem)

-Saída – Êxodos (έξοδος)

-Entrada – Êisodos (είσοδος)

-Praia – Paralía

-Me espera – Pêrimenê

-Entende? – Katalavês ?

— Não entendo - Den katalaveno

— Não falo grego - Den milao eliniká

— Por favor, pode falar mais devagar? - Parakalô, milate pio argha? Por sinal nas estradas vocês vão ver escrito muito arga ! Αργα (ou seja, ande devagar) !!!!

— Desculpa - Singnômi

— Obrigado - Efharisto (nos restaurantes ou cafeterias se diz: Efharistoomay). Depois que você ouvir um Êfêrráristô você pode responder Êgô Êfêrráristô (algo do tipo: obrigado digo eu)

— Fala inglês? - Milate anglika? (Fala espanhol? - Milate hispanika?)

— Pode me ajudar? - Boris na me voithissis?

— Onde fica o banheiro? - Pu inê i tualetes?

— Quanto custa? - Posso kani?

-Como se chama? Posso Lênê (ai você pode responder: Mê Lênê Felipe(xxxx). Imê apô tin Vrásilía. Me chamo xxx e sou do Brasil.

— Que horas são? - Ti óra inê? Apesar de ter aprendido a responder as horas em grego. É bem difícil. Prefiro não difundir essa dificuldade.

— Com licença, onde fica ...? - Singnomi, poo eenay ...?

- Uma cerveja por favor – Mia bira parakalo

- Um pita giro por favor(sanduíche grego) -Êna pita guiro párákalô

- 01-ena 02-dío 03-tria 04-téssêra 05-pêndê 06-éksi 07-eftá 08-óktó -9-énéa 10-déka

 

Resumindo o principal (feito por mim): ::tchann::::tchann::::tchann::::tchann::::otemo::

B – V

mp(μπ) – B

P – r ou rr

H ou n / Y ou u – i (cuidado que o u pode ser f algumas vezes) Enfim, essas 4 letras podem significar i !!! Na dúvida aposte no i ! HAHAAHHA

v – n (a não ser que o N seja maiúsculo, ai é “n” mesmo, porque se for minúsculo você já aprendeu que é “i”, não é mesmo ?!)

Não confundir o gama (maiúsculo e minúsculo) Γγ com o y ! Gama é o nosso "G" e y é y!!!!! !!!!

Ω ω o - o

vt juntas – d, assim como Δ δ (maiúsculo e minúsculo) !!!

Bem, é basicamente isso... Agora você já pode ler algumas palavras gregas.

 

 

::love::::love::::love::::love::::love::::love::::love::::love::::love::::love::::love::::love::::love::::love::

 

É ISSO GENTE !!!!! não se esqueça... estou disponível aqui, em meu facebook (Felipe Zervelis) e no meu novo xodó, http://www.facebook.com/milhasgregas. Não poderia achar nome mais apropriado não é mesmo ? Aqui você pode cotar comigo sua viagem para qualquer lugar do Brasil e do mundo. Ao curtir (curtaaaaa) ::hahaha:: e mandar sua mensagem, mencione o código "mochileiro" na mensagem para eu saber de onde você veio para eu te tratar com todo o ::love:: do mundo.

 

Deixe seu feedback (ah, vai, não custa nada. Fazer isso deu um trabalho do CÃO... Hadouken que o diga) e suas dúvidas AQUI no relato, não se esqueça que poderá assim ajudar outras pessoas. Irei responder a todos.

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Zérvelis, Tudo bem? Espero que sim! Estava navegando pela internet e cliquei numa página sobre a Grécia e acabei tropeçando no site Mochileiros e nesta sua "enoooorme" postagem. PARABÉNS! Muito completo tanto o seu roteiro quanto o seu relato. Grécia é realmente um dos países que nos chama muito atenção, seja pela a história, cultura, mas pessoalmente eu prefiro estas ilhotas tão charmosas que um dia espero poder conhecer.

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5 horas atrás, Dow Matti disse:

Rapaz< belas imagens. Ótima iniciativa em registrar a viagem com o vídeo, Vocês foram em quantos para Grécia? O pacote com mais pessoas sai mais em conta, por exemplo quanto mais pessoas, mais barato é?

Obrigado! Eu fui sem pacote, pesquisei tudo aqui no mochileiros e internet, daí montei meu proprio roteiro. Fui eu e mais 4 amigos, ficamos em hostel e visitamos Atenas, Mykonos e Nafplio

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20 horas atrás, Dow Matti disse:

Zérvelis, Tudo bem? Espero que sim! Estava navegando pela internet e cliquei numa página sobre a Grécia e acabei tropeçando no site Mochileiros e nesta sua "enoooorme" postagem. PARABÉNS! Muito completo tanto o seu roteiro quanto o seu relato. Grécia é realmente um dos países que nos chama muito atenção, seja pela a história, cultura, mas pessoalmente eu prefiro estas ilhotas tão charmosas que um dia espero poder conhecer.

Oi querido blz? Tudo otimo

fico muito feliz em saber q estou conseguindo ajudar de alguma forma.

 

qualquer coisa estou no instragram @dasungaaocachecol trazendo mais muitas dicas e informações sobre esses paraísos.

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    • Por Daniel MR
      Sim, meus caros. É possível subir até o pico mais alto da Grécia. É possível chegar ao panteão dos deuses mesmo sendo um mero mortal. E não é difícil.
      Tudo começa na cidade de Litochoro (pronuncia-se Litôrroro e escreve-se Λιτόχωρος), onde é possível chegar através de trem pelo sistema TrainOSE. Compra pelo site (tem que tentar falar grego) e embarca com e-ticket mesmo. Saindo de Atenas pela estação Larissa, de fácil acesso, troca em Larissa e segue pra Litochoro. Sem muito erro. Chegando na estação de Litochoro, de frente pro mar, o mais fácil é pedir um táxi para levá-lo até o hotel na cidade. Custou apenas 10 EUR e não tenho certeza se tinha ônibus. Solicitei pelo hotel e o taxista já estava nos esperando quando chegamos. Rápido para chegar na cidade de carro mas longe para ir caminhando.
       
      Melhor caminho para ir de Atenas à Litochoro
      Em Litochoro ficamos no hotel/pousada Mythic Valley, recomendo. Boa localização, café da manhã excelente e funcionários muito prestativos. Não era o mais barato (55 EUR o casal), mas precisávamos de uma boa noite de sono antes de seguir montanha acima. Jantamos no centrinho e fomos dormir cedo para acordarmos dispostos.
       
      O hotel tinha escavações em andamento para encontrar relíquias, como esse vaso de cerâmica
      Para começar a subida, são duas opções: caminhada desde a cidade ou subida de carro até um ponto chamado Prionia e seguir a partir de lá. A subida direta da área urbana é realizada em aproximadamente 12 horas e 17 km, vencendo uma altitude de 1740 m. Optamos pela versão mais conveniente, que é começar de carro. Seja qual for sua opção, a trilha é denominada E4, que é uma de longa distância que vai de Atenas até Gilbratar na Espanha, ou vice-versa, e tem 10.000km de extensão.
       
      Trilha com início na área urbana de Litochoro
      No outro dia, depois de um bem reforçado café da manhã, o Mr. Nikos, mesmo taxista que nos buscara na estação na noite anterior, já estava nos esperando para nos levar morro acima. A subida até Prionia leva ao redor de 30 minutos e custa 25€ — para rodar mais menos 18 km. O Mr. Nikos nos deixou no ponto mais alto que pode-se chegar de carro, a 1100m de altitude, no local que serve comes e bebes, tem banheiro e repositório de água. Nesse ponto já não há mais acesso à rede de celular. Mr. Nikos, precavido, deixou um cartão com o número de celular e avisou que no restaurante eles poderiam ligar para chamá-lo.
      A subida iniciando-se em Prionia leva entre 3 e 4 horas e é de 6km de distância, vencendo uma altitude de 1000m. Dá pra começar ela no período da tarde e dar uma volta em Litochoro de manhã, se for essa a ideia. Começamos pela manhã mesmo para curtir a tarde nas montanhas. Nossa subida aconteceu em meados de outubro — dias 14 e 15/10 — e talvez o aquecimento global tenha nos ajudado a não pegar tanto frio e neve. Tem relatos de que as trilhas podem fechar por essas datas caso já estejam intransitáveis. Mas em Litochoro estava um clima até que quente e agradável.
      Chegando em Prionia o sol estava encoberto e o frio pegou forte, colocamos nossos casacos pesados, enchemos as garrafas de água e usamos o banheiro públicos. Finalmente prontos para começar a trilha. Ali não tem erro: uma placa marca o início da trilha, junto com avisos de como se portar. Parece fácil.
       
      Só seguir essas instruções para que tudo dê certo.
      Fizemos a subida em ritmo moderado, apreciando a paisagem outonal amarelo-avermelhada, sentando nos locais adequados e recomendados — tem bancos a aproximadamente cada terço da trilha para descanso, e também pontos de água para reabastecimento. Há vários pontos também de mirante, que pode-se ver tanto o pico — Mytikas , o Trono de Zeus— quanto as partes mais baixas.
       
      A parte bruta da montanha mantém-se quase sempre visível
      A caminhada em geral se dá por baixo de árvores e sem incidência solar direta. Como a caminhada é subida, o corpo esquenta e o casaco pesado do início já não se faz necessário. No último terço do primeiro dia de subida a caminhada chega em uma parte mais aberta, e de fato a vegetação vai rareando e diminuindo de tamanho conforme vamos subindo. De certo ponto já é possível ver o refúgio Spilios Agapitos, o que ajudou a visualizar a meta do dia.
      Chegando no refúgio fomos recebidos por diversos trilheiros cansados e descansados, alguns subindo junto conosco, outros voltando do pico e alguns só relaxando no local. O Spilios Agapitos é comandado pela Maria Zolota, que vem cuidando do local desde 2001.O nome vem do arquiteto e engenheiro que projetou a construção. O refúgio foi o primeiro a ser construído na montanha, em 1930, e foi sendo ampliado até a atualidade. Tem 110 camas, banheiros, cozinha equipada, área de convivência, recepção. Serve café da manhã, almoço, janta e cerveja. Tem lareira acesa nas noites frias. Tem energia elétrica e até uma falha wifi. E o nascer do sol mais maravilhoso de toda a Grécia. É um luxo nas alturas.
       
      Trilha de Prionia até Spilios Agapitos
      A estadia custa apenas 13€ por pessoa e o café da manhã custa 5€. As outras coisas estão ao redor desse preço também. Fizemos a reserva por email e uma transferência bancária para pagar adiantado 1 noite com café da manhã.
      Chegamos ao redor de 13h e comemos uns lanches que levamos pra cima. Sem necessidade, já que há comida servida a preço justo. Tomamos sol, descansamos, conversamos, lemos, comemos de novo, demos uma volta nos arredores. Sossegado. A noite começou a cair e o frio começou a bater. Entramos e já estavam acendendo as lareiras. Lemos mais um pouco, conversamos mais um pouco, compramos janta e fomos dormir antes das 21h. Fomos colocados em uma beliche de casal, uma situação um pouco esquisita mas deu certo. Os quartos são frios mesmo com cobertores e precisamos dormir com os casados pesados.
      No outro dia acordamos cedo, antes do sol nascer, para podermos comer o café da manhã da Maria e ainda ver o incrível amanhecer na montanha, quando o céu se divide entre o amarelo, o vermelho e o azul. Depois do café arrumamos a cama e as malas e saímos para atacar o pico só com mochilas leves, água e um lanche (e o casaco).
       
      Não tem foto de celular que mostre a verdade de um nascer do sol
      Como saímos cedo ainda estava frio e botamos um casaco frio. Poucos metros acima do refúgio já estávamos quentes e precisamos tirar. A trilha para atacar o pico é mais árida, pouco vegetada até certa parte e depois nada vegetada e mais íngreme. Vai ziguezagueando montanha acima. A vista é incrível de qualquer ponto, seja a vista para cima ou para baixo. Depois de um local de descanso a trilha fica completamente exposta e é de pedregulhos soltos. Mas mesmo assim não oferece riscos de queda, só de cansaço, falta de água e queimaduras de sol — previna-se! O ataque ao pico tem 3km de extensão, dura ao redor de 3 horas e vence uma altitude de aproximadamente 800m.
      Finalmente chegamos ao Skala, com 2866m de altitude, o primeiro e mais acessível pico da trilha do Monte Olimpo. Esse pico tem rochas boas para sentar e descansar, dá pra tirar bastante foto e ainda encontrar outros trilheiros que param ali para descansar. O caminho em Skala se bifurca em 2 — para Skolio (2911m), o segundo pico mais alto e o Mytikas(2918m), o mais alto. Para Skolio o caminho parecia sossegado e direto, mas para Mytikas já era necessário uma escalaminhada e corria risco de queda. Optamos por descer de volta, já que tínhamos compromisso em outra cidade no final da tarde.
       
      Trilha de Spilios Agapitos Até Skala e Mytikas
      A descida é menos exaustiva pro corpo mas tem que ter joelhos fortes para aguentar. Os pedregulhos soltos do início dificultam um pouco o trajeto mas logo alcança-se uma parte mais fácil. Pegamos as coisas no refúgio, demos tchau para Maria depois de um breve descanso e seguimos para baixo até Prionia novamente. Chegamos lá 6 horas depois e pedimos o táxi para levar-nos de volta até a cidade de Litochoro, onde começaríamos nossa empreitada até Istambul — mas aí fica pra outra história.
       
      Esses são nós com o trono de zeus no fundo
      Informações resumidas:
      Atenas — Litochoro por trem Taxi da estação de Litochoro até o centro da cidade (10€) Trilha chama-se E4 Pode-se começar a trilha da cidade ou pegar carro até Prionia (25€) Prionia — Refúgio: 3–4h de subida Refúgio 13€ a estadia Refúgio — Skala: 3h de subida Skala-Mytikas: ? Descida Skala Prionia: 6h ou menos Infinitos detalhes: https://www.mountolympus.gr/en/index.php Relato também publicado no Medium https://medium.com/@daniel.recco/ascensão-ao-monte-olimpo-fdcd803ab321?source=friends_link&sk=7b1ef56a6524bd41e13ad0f8c08d49f1
    • Por Yunes
      Pessoal, tudo bem?

      Me chamo Yunes (@yunesviana), paulista, 27 anos e depois de ler e aproveitar muito todo o conteúdo do Mochileiros, resolvi compartilhar meu relato sobre a primeira viagem que fiz na vida, onde eu e minha mala visitamos países que tinha muita vontade de conhecer mesmo sem dominar as línguas nativas de cada, com um inglês intermediário e certa timidez que foi sendo perdida ao longo da viagem. Ao todo, passei 29 dias (distribuídos entre 25 de Maio de 2019 até 23 de Junho de 2019) viajando pelos seguintes lugares:
      🇮🇹 Itália:
      4 noites em Roma;
      Bate-volta em Pisa;
      2 noites em Cinqueterre;
      3 noites em Veneza.
      🇭🇷 Croácia:
      3 noites em Split, incluindo um bate-volta em Plitvice Lakes;
      3 noites em Hvar;
      2 noites em Dubrovnik.
      🇬🇷 Grécia:
      4 noites em Santorini;
      4 noites em Mykonos;
      3 noites em Atenas.

      Tentarei ser o mais transparente possível nos relatos, pois acredito que seja inevitável um viajante sem experiência passar por perrengues, cair em tourists traps e ser enganado pela taxa cambial dos ATMs distribuídos aos montes na Europa, mas prefiro ver isso como experiência para as próximas viagens e dicas para que outras pessoas não cometam os mesmos erros.
      Planejamento
      Sem dúvidas é uma das partes mais importantes da viagem. Acredito que nenhum objetivo, por menor ou maior que seja, é capaz de ser alcançado sem uma boa base por trás. Tentei mitigar todos os imprevistos possíveis (e nem sempre com sucesso 😂) e cometi até alguns excessos, algo que futuramente talvez eu dê uma maior margem para flexibilização, porque viajar te obriga a improvisar em diferentes cenários.
      Todo o planejamento, seja ele financeiro ou do próprio roteiro em si, começou cerca de um ano anterior à viagem, onde coloquei na cabeça que iria realizar esse sonho. Comecei a fazer várias anotações, colocar lugares numa lista de prioridades sobre o que e como aproveitar nesse atual momento da minha vida, salvar vários blogs nos favoritos até o momento de comprar a passagem, um momento simbólico durante todo esse planejamento. 
      A passagem de ida cerca de 8 meses antes da data de embarque pela LATAM, pagando R$1317 com direito a mala despachada. A partir dessa "virada de chave", pesquisei as mais diversas possibilidades de deslocamento entre as cidades, hostels, itens indispensáveis para levar na mala e palavras básicas de cada idioma (isso ajuda muito!).
      Entrei no avião com todos os hostels reservados, passagens de ida e volta comprados além dos deslocamentos entre países. Deslocamentos locais (trem na Itália e Ferry Boats pela Croácia e Grécia) comprei no ato ou um dia anterior para ir até outra cidade, pois queria ter essa margem de flexibilidade caso quisesse passar um dia a mais (ou a menos) em um local. Acabei não fazendo nenhuma alteração, mas me arrependo de certa forma em dois locais que vou contar durante o relato.
      Custos
      Confesso que agora não faço a menor ideia de quanto gastei na viagem, vou descobrindo com base na minha memória, em toda a papelada que trouxe pra casa como souvenir e pelo extrato do meu cartão. Um euro na época estava R$4,45 (caro mas... que saudades desse valor). Ao fim do relato, atualizo esse post com os gastos detalhados de cada lugar. Hoje, tenho o registro dos seguintes custos: 
      ✈️ Passagens Aéreas:
      🇧🇷 - 🇮🇹 Passagem São Paulo - Roma pela LATAM: R$1.317,00
      🇮🇹 - 🇭🇷 Passagem Veneza - Split pela Volotea: €236 (R$1050,20)
      🇭🇷 - 🇬🇷 Passagem Dubrovnik - Atenas - Santorini: €133,94 (R$596,00)
      🇬🇷 - 🇧🇷 Passagem Atenas - Istambul - São Paulo: R$ 2.086,55
      💸 Total: R$5049,78
      _
      🛏️ Hostels:
      🇮🇹 4 noites no The RomeHello: R$858
      🇮🇹 2 noites no Grand Hostel Manin: R$365
      🇮🇹 3 noites no Combo Venezia: R$809
      🇭🇷 3 noites no En Route Hostel: R$231
      🇭🇷 3 noites no White Rabbit Hostel: R$274
      🇭🇷 2 noites no Hostel Angelina Old Town: R$377
      🇬🇷 4 noites no Bedspot Hostel: R$1028
      🇬🇷 4 noites no My Cocoon Hostel: R$1258
      🇬🇷 3 noites no Bedbox Hostel: R$412
      💸 Total: R$5612
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      Outros custos:
      🏥 Seguro Viagem Allianz Travel: R$500,27
      🛂 Emissão do passaporte: R$257,25
       
      Próximo post: Viagem e primeiro dia em Roma: um choque de realidade


       
    • Por Philippe Matheus
      Todos os anos eu me organizo para realizar um mochilão por países que ainda não conheço, às vezes dou uma passada rápida em países já visitados e, em outros casos, sigo por países não visitados ainda. Assim que cheguei do meu último mochilão pela Europa eu decidi que em 2019 faria uma viagem para o Oriente Médio, apesar de ser uma região um pouco conturbada politicamente falando ela guarda muitos destinos incríveis e com paisagens deslumbrantes. Definido o roteiro, era hora de viajar!
      O primeiro país seria Israel. Embarquei em um voo direto do Brasil para Tel Aviv com a LATAM, este voo dura quase 14h por causa dos desvios que a aeronave tem que fazer devido as restrições em sobrevoar alguns países da África. Este era só o começo da viagem. As perguntas que sempre escuto sobre Israel é sobre segurança e os preços por lá. Israel é um país seguro? Sim! Muito seguro. Israel é um país caro? Infelizmente sim. Muito caro! Chegando em Tel Aviv fomos para a fila de imigração, ali começou o nosso tormento (estava viajando com um amigo). A fila não existe. As pessoas se aglomeram em frente as cabines e tentam se organizar da melhor maneira, uma péssima primeira impressão. Ao chegarmos para a oficial de imigração ela nos recebeu de forma simpática e nos fez algumas perguntas como: é a primeira vez de vocês em Israel? Onde vão visitar? Quanto tempo pretendem ficar? Qual a relação de vocês? Após respondermos estas perguntas básicas ela olhou, nos deu um sorriso, pegou os nossos passaportes e disse: vocês podem aguardar ali! direcionando-nos para um canto onde haviam algumas pessoas. Pensei comigo: deu ruim! não é possível que vou ser barrado sem motivo algum. Percebi que vários brasileiros estavam sendo retidos e direcionados para o mesmo lugar, o que me tranquilizou um pouco por acreditar que não havia um problema especificamente comigo e com meu amigo. Após quase 1h de espera uma oficial nos chamou e nos fez várias perguntas novamente, repetiu algumas das que haviam sido feitas anteriormente e algumas novas como: com o que você trabalha? Quanto de dinheiro você tem?, etc. Enfim, passado o processo mais chato de imigração era hora de seguir para Jerusalém, cidade onde ficaria hospedado durante meu período em Israel. Chegar em Jerusalém é fácil: saindo no aeroporto você verá as indicações da estação de trem, estando lá é só comprar o bilhete que custa 17 Shekels. A viagem dura cerca de 25min e o trem é super confortável. Vale lembrar que a malha ferroviária de Israel é bem nova e está em constante expansão, para maiores dúvidas consultem o site da operadora de trens de Israel: https://www.rail.co.il/en
      Chegando em Jerusalém fui direto para o hostel tomar um banho e comer alguma coisa. Na hora de comer é que você percebe o quão caro Israel pode ser! Comi apenas um macarrão com uma coca cola e paguei algo em torno de 40 Shekels. Algo em torno de R$50,00. Enfim, bolso e psicológico preparado era hora de descansar para aproveitar os próximos dias no país. No primeiro dia levantei bem cedo e fomos para a cidade velha de Jerusalém, ali estão os principais pontos da cidade e visita obrigatória para todos os que são cristãos. A cidade velha é cercada por muros, desta forma você deverá entrar por um de seus portões e desbravar suas ruas internamente. Acessei a cidade pelo portão de Jaffa, entrando neste portão você sai diretamente na torre de Davi. Ao entrar pela cidade velha você verá várias casas de câmbio, consegui lá a melhor cotação para trocar dólar por shekel. Me cobraram apenas 0,03 centavos acima da cotação oficial. Pelo menos alguma coisa ´´barata´´, né? 

      Entrada da cidade velha no portão de Jaffa.
      Ao entrar pela cidade fomos direto para o muro das lamentações. O muro das lamentações na verdade é o que sobrou do muro que cercava o segundo templo, os judeus vão até ele para orar e lamentar sua destruição. Tradicionalmente as pessoas colocam papéis com pedidos de oração em suas frestas e eu não poderia deixar de fazer isso, né? Para se aproximar do muro homens e mulheres ficam em áreas separadas e os homens devem obrigatoriamente usar o ´´quipá´´, para aqueles que não são judeus e não andam com o seu quipá na mochila eles disponibilizam para que você possa se aproximar do muro. Assim o fiz!

      A cidade velha é dividida em quatro partes: judaica, cristã, muçulmana e armênia. É impressionante como ali as religiões se misturam e convivem em paz, muito diferente da ideia que temos das guerras que acontecem naquela região. O muro fica no lado judaico da cidade porém, logo acima dele, temos a mesquita do domo da rocha, que já está na parte muçulmana. A mesquita foi construída em um local onde os muçulmanos acreditam que o profeta Maomé subiu aos céus, os cristãos acreditam que ali Abraão levou seu filho Isaque para ser sacrificado. Percebam o quanto cada ponto é sagrado para todas as religiões neste lugar, por isso elas se misturam tanto.

      A mesquita é linda é sua cúpula é de ouro puro. O acesso dentro dela é proibido para não muçulmanos e para estar nesta área próximo a ela devemos estar com o corpo todo coberto. Homens, por exemplo, não podem acessar a área de bermuda. Vale lembrar que todo país com esta carga religiosa muito forte é importante estar sempre vestido de forma adequada para visitar os lugares pois vários pontos são considerados sagrados e determinados tipos de roupa podem ser ofensivos para eles, portanto, vale um ponto de atenção neste aspecto. Mulheres ´´sofrem´´ um pouco mais com isso, em alguns pontos além de estar com o corpo todo coberto devem obrigatoriamente usar o hijab (véu). Eu costumo dizer que para fazer um mochilão temos que nos despir dos nossos preconceitos e procurar compreender, entender e, principalmente, respeitar a cultura do lugar que estamos visitando. O mais legal é poder mergulhar na cultura local, isso não tem preço que pague. 
      Seguindo por dentro da cidade velha encontramos a via dolorosa, este é o caminho por onde Jesus passou carregando a sua cruz. Andar por ela é bem complicado pois muitas pessoas fazem o caminho o tempo todo, caravanas inteiras pelas ruelas apertadas da cidade velha e o local fica bem tumultuado. Portanto, tenha bastante paciência se você quiser fazer o caminho inteiro, ou então faça caminhos alternativos para chegar até a igreja do Santo Sepulcro. Esta igreja foi construída no local onde algumas pessoas acreditam que Jesus foi sepultado, entretanto existem dois ´´túmulos´´. O da igreja do Santo Sepulcro e o do Jardim do Túmulo. Segundo o que está escrito no livro de João o túmulo de Jesus estaria próximo a um horto, ou seja, um jardim. Independente de onde é ou não o túmulo de Jesus o que interessa é que Ele ressuscitou e está vivo!
      Igreja do santo sepulcro:

       
      Jardim do túmulo:

      O Jardim do túmulo fica fora das muralhas da cidade, mas pegando os mapas turísticos da cidade fica fácil chegar até ele. Você terá que caminhar um pouco, mas chegará facilmente até o local. Após a visita aos dois túmulos segui para o Jardim do Getsemani, neste jardim Jesus fez a sua última oração antes de ser capturado pelos soldados Romanos. Existem estudos que comprovam que as oliveiras deste jardim são milenares. 

      O jardim fica bem abaixo do monte das oliveiras, local onde Jesus transmitiu vários dos seus ensinamentos. Subi o monte das oliveiras a pé, foi uma caminhada e tanto mas valeu a pena! De lá de cima temos uma vista magnífica da cidade de Jerusalém e do cemitério judaico que fica bem abaixo do monte.

      Todos estes pontos eu visitei em apenas um dia e a pé. Foi bem cansativo, mas valeu a pena pois os lugares são magníficos e com uma carga histórica, cultural e religiosa muito grande. Andar pelas ruas de Jerusalém faz com que vivamos os passos de Jesus, e isso não tem preço que pague! Estava realmente exausto para o primeiro dia, mas como havia conhecido os principais pontos decidi seguir para Tel Aviv no dia seguinte. Tel Aviv é bem diferente de Jerusalém. Em Jerusalém a religião é muito forte, vemos o tempo todo pessoas com seus ´´trajes religiosos´´, já em Tel Aviv a religião parece ser um pouco menos importante e o ritmo da cidade se aproxima muito mais de qualquer metrópole do que de uma cidade religiosa. Para chegar em Tel Aviv é só pegar o mesmo trem que vai do aeroporto para Jerusalém, a diferença é que você deve trocar de trem no aeroporto para seguir até Tel Aviv. Meu interesse em Tel Aviv era conhecer as praias e a cidade de Old Jaffa, que fica em uma das praias da cidade. Esta cidade foi construída há mais de 3000 anos pelo filho de Noé, é super bem conservada e tem alguns restaurantes bem típicos na região. Andar por Tel Aviv é bem interessante pois parece que estamos em outro país pois o astral da cidade é bem diferente de Jerusalém. 


      Após conhecer a cidade, andar pela orla de bicicleta voltamos para Jerusalém. No dia seguinte iríamos visitar o Mar da Galileia, está região fica bem mais ao norte do país e é possível chegar de ônibus partindo de Jerusalém em uma viagem que dura cerca de 3h. Os ônibus de Israel não são dos mais confortáveis, mas como o país é bem pequeno a viagem é curta. Para consultar as rotas e preços disponíveis nos diversos destinos do país você pode acessar o site: http://www.egged.co.il/homepage.aspx
      Pegamos o ônibus para Tiberíades e chegamos até o mar da Galileia. Jesus cresceu nesta região e lá ele fez importantes milagres como a multiplicação dos pães e peixes e andar sobre aquelas águas. O lugar é lindo e bem agradável.

      Ao fundo é possível ver as colinas de Golã, estas colinas pertenciam à Síria antigamente e foram tomadas por Israel na guerra dos seis dias e anexada ao território Israelense em 1981. Dizem que frequentemente escutam barulhos de bombas e tiros nesta região por causa da guerra na Síria. Particularmente eu não presenciei nada disso! Passei o dia na região da Galileia e retornei para Jerusalém no final da tarde. Na manhã do dia seguinte visitamos o museu do holocausto. A visita a este museu é gratuita e uma verdadeira aula de história. Lá dentro é possível ver fotos, objetos, vídeos do período do holocausto. É impactante! Pela tarde retornei à cidade velha de Jerusalém para andar com calma por outras áreas ainda não exploradas. Jerusalém tem que ser explorada com calma, tem muita coisa pra ser visto na cidade, muitos comércios, comidas típicas, etc. Tire um dia inteiro para andar pelas ruelas da cidade e você não vai se arrepender!
      No dia seguinte decidi ir para a Palestina. Quando comentei com amigos e parentes sobre a ida àquela região muitos me chamaram de louco, etc. Confesso que tinha sim medo de ir lá, mas me surpreendi positivamente com o lugar e, principalmente, com as pessoas. Para chegar na Palestina é só seguir para o portão de Damasco na cidade velha de Jerusalém, lá existe uma rodoviária com ônibus para Belém. Achamos o ônibus e fomos para lá! Dentro do ônibus você já nota a diferença de Jerusalém, tínhamos apenas muçulmanos, vários estudantes e pessoas indo trabalhar. No sentido Israel - Palestina cruzamos a fronteira sem problemas, ao chegar em Belém haviam vários taxistas oferecendo vários tours, etc. Estávamos decididos a não contratar este tipo de serviço, mas o rapaz que nos recepcionou foi tão insistente e conseguimos barganhar o preço pela metade do inicial e teríamos algumas vantagens pois não conheceríamos apenas a Igreja da Natividade, local onde Jesus nasceu, mas vários pontos da Palestina, inclusive o muro que separa Israel da Palestina. Seguimos primeiro para alguns pontos onde era possível ver todo o território palestino, depois para a igreja da Natividade. Após visitarmos a igreja da natividade fomos até um ponto onde era possível ver o muro. A primeira reação foi de espanto! O muro é realmente enorme e é chocante ver um muro separando dois povos daquela forma.

      Após a visita ao muro retornamos para o ponto onde os ônibus para Jerusalém param. No retorno à Israel os ônibus passam por um controle na fronteira entre os dois Estados, sendo que todos os homens tiveram que descer do ônibus e os soldados Israelenses entraram no ônibus e conferiram os documentos das mulheres e crianças que ficaram a bordo. Do lado de fora formamos uma fila e os soldados conferiam o documento de cada um dos palestinos. Quando chegou a minha vez apresentei meu passaporte e o ´´visto´´ que me foi dado para entrar no país, o soldado olhou com cara de poucos amigos e permitiu meu retorno ao ônibus. Israel é um país incrível, mas me decepcionei muito com as pessoas do lugar. Em nenhum lugar, absolutamente nenhum, fomos bem atendidos ou nos sentimos bem vindos ali. Não expressam alegria, sorrisos e não fazem questão de atender os turistas bem em nenhum lugar, bem diferente do lado palestino onde fui super bem recebido. Confesso que já estava incomodado por estar ali e ser mal recebido em todos os lugares, o Brasil pode ter muitos problemas mas se tem algo que nosso povo pode se orgulhar é de sua hospitalidade, não vi isso em Israel. 
      No último dia seria Sábado, ou o Shabbat. Neste dia, que começa no pôr do sol de sexta e vai até o por do sol de sábado, o povo judeu para todas as suas atividades e o país também para. Em Tel Aviv não se vê muito isso, mas em Jerusalém todos os comércios fecham, o transporte para, por isso é importante se programar para quando visitar o país estar preparado para o Shabbat. Como o dia seguinte seria o nosso último na cidade nos programamos para dormir até mais tarde, mas antes compramos algumas coisas para comer no hostel pois sabíamos que nada iria funcionar no dia seguinte. No sábado acordamos mais tarde e fui para o portão de Damasco, lado muçulmano da cidade velha de Jerusalém onde tudo estava funcionando normalmente. Passei o dia na região e fui para o aeroporto a noite pois o meu voo para a Grécia seria de madrugada. Por causa do Shabbat o primeiro trem para o aeroporto seria apenas 19:30, desta forma tive que aguardar até este horário para ir para o aeroporto. 
      Outro ponto de atenção em Israel é a antecedência de chegada ao aeroporto para sair do país. Se eu achei a entrada complicada a saída foi muito pior, vários check points, revistas e perguntas de segurança até conseguir embarcar. Chegue com pelo menos 3h de antecedência de qualquer voo partindo de Tel Aviv, caso contrário você não irá embarcar. Estava super feliz por tudo o que tinha visto em Israel e por deixar o país ao mesmo tempo, realmente a hospitalidade do povo de lá deixou muito a desejar. Meu voo era para a ilha grega de Kos, mas antes faria uma conexão de 13h em Atenas. Atenas é uma cidade magnífica, já havia visitado a cidade antes (você pode ver no meu último post), e aproveitei o tempo de conexão para visitar a Acrópole novamente. Como estava acordado há mais de 36h eu estava realmente exausto, precisava de um banho e uma cama para dar uma cochilada. Junto com meu amigo consegui achar um hostel por 8 Euros onde deitamos por 3h e tomamos um banho, estava novo para encarar o próximo voo. Retornamos ao aeroporto e pegamos o voo para Kos, 40 minutinhos estávamos lá. 
      Kos não é uma ilha badalada como Santorini, mas tem um astral gostoso e um clima muito agradável. Teria dois dias na Ilha para conhecer alguns pontos históricos e visitar a árvore de Hipócrates. Hipócrates é considerado o pai da medicina e ele nasceu nesta ilha, debaixo desta árvore ele desenvolvia seus estudos e ensinava aos outros também. 

      Conheci vários outros pontos da Ilha, ruínas, etc. A Grécia é um lugar incrível, e o povo de lá torna tudo ainda mais incrível pois nos recebem de uma forma tão carinhosa e acolhedora que não da vontade de ir embora. Realmente é um dos povos mais amigáveis deste planeta. Kos fica muito perto da Turquia, 40 minutos de ferry boat e já estamos na Turquia. Fui até o porto da cidade e peguei o ferry para a Turquia, 40 minutos depois já estava na Turquia fazendo os trâmites de imigração que são necessários pelo fato da Turquia não fazer parte do acordo Shengen. O ferry chega em uma cidade chamada Bodrum que também tem um clima agradável e uma orla com muitos bares e restaurantes, apesar de não ter ficado na cidade voltaria pra conhecer melhor o lugar. De Bodrum peguei um ônibus para a cidade de Denizle, que fica a cerca de 4h de viagem. Denizle é uma cidade relativamente grande e eu ficaria lá por dois dias para conhecer Pamukkale e o seu castelo de algodão. Após 4h de ônibus estava em Denizle, no dia seguinte peguei um ônibus para Pamukkale e por ser um lugar muito pequeno foi super fácil chegar no castelo de algodão. O local tem este nome pois tem algumas formações calcárias branquinhas e com a água bem quentinha. O passeio é muito agradável e vale muito a pena a visita. No topo das montanhas existem as ruínas de Hierapólis, outro ponto incrível para ser visitado.

      Após conhecer o local retornei para Denizle para pegar o ônibus com destino Selçuk, cidade mais próxima de Éfeso, outro local histórico incrível para se visitar. Selçuk é uma pequena cidade no interior da Turquia, com um povo extremamente amigável e com um clima muito agradável, o objetivo era visitar as ruínas da cidade Éfeso, que fica a cerca de 4km da cidade. A distância pode parecer longa, mas a caminhada até Éfeso é super rápida ao lado de uma rodovia mas por um caminho muito agradável, não há necessidade de contratar transfer ou pagar transporte para chegar até o local. Éfeso é uma cidade grega antiga da região, por lá passaram alguns importantes personagens bíblicos, inclusiva Maria, mãe de Jesus. As ruínas são enormes e incríveis, uma visita surreal e uma oportunidade de voltar no tempo.

      No dia seguinte iria para a Capadócia. A visita a Capadócia é obrigatória para quem vai à Turquia, conhecer a região com formações milenares e fazer os famosos e incríveis passeios de balão é realmente maravilhoso. No dia seguinte levantei cedo, peguei um trem de Selçuk para Esmirna, cidade mais próxima com aeroporto. De lá peguei um voo para Kayseri. Kayseri é uma cidade grande e muito bem estruturada, apesar de não ser a cidade mais próxima de Goreme é a que tem a maior oferta de voos. Chegando em Kayseri peguei um ônibus para a rodoviária e de lá um ônibus para Goreme, a viagem dura cerca de 1h. Goreme é a principal cidade da região da Capadócia, lá ficam a maior parte dos hotéis e de onde decolam os famosos passeios de balão. Vale destacar que a Turquia é um país extremamente barato, mesmo Goreme que é uma cidade muito turística as coisas não tem um preço surreal como em outras cidades famosas de vários países. Cheguei em Goreme no início da noite, não havia mais o que fazer pela cidade, apenas descansar. No segundo dia levantei cedo e caminhei pela cidade e locais por onde conseguia ver as formações, além disso, fui procurar por agências onde pudesse contratar os passeios de balão. Depois de muita pesquisa encontrei o mais barato por 140 Euros. É caro? Sim! Mas valeu a pena cada centavo, a experiência é única. Voltei cedo para o hotel para descansar e no dia seguinte acordei bem cedo, pois as vans das agências nos pegam nos hotéis bem cedo pois os balões decolam antes mesmo do sol nascer. Estava muito frio, mas um céu lindo, sem nuvens, vento calmo, o passeio seria lindo. Fomos até um local onde vários balões estavam sendo preparados, após inflarem os balões decolamos. O voo dura cerca de 45min a 1h e é realmente incrível!


      Este dia seria o último na região da Capadócia, durante a tarde fiz um passeio para visitar outros locais, formações da região, etc. Valeu muito a pena, mas com certeza o ponto alto da viagem para esta região foi o passeio de balão. No dia seguinte precisava acordar cedo para seguir pra Istambul. Como Goreme não tem aeroporto contratei uma empresa de transportes que me levaria para Kayseri e de lá para Istambul, o voo dura cerca de 1h. Ao chegar no aeroporto de Ataturk a gente se impressiona pelo tamanho do aeroporto, ele foi inaugurado recentemente e é gigantesco com uma estrutura sensacional. Infelizmente não há metrô até o aeroporto, mas existe uma empresa chamada Havaist https://hava.ist/ que tem ônibus saindo do aeroporto para diversas regiões do país. Vale destacar que Istambul é uma cidade gigantesca, por este motivo é importante que você se hospede em pontos próximos aos principais pontos turísticos da cidade, desta forma você garante que o deslocamento seja mais fácil e barato. Peguei o ônibus no aeroporto em direção a praça Sultanahmet, que fica na parte antiga da cidade e próximo a mesquita Azul. Deixei as coisas no hotel e fui para a rua caminhar e conhecer a região. A mesquita Azul é gigantesca e impressiona, é possível visitá-la nos horários em que os muçulmanos não estão orando e ela fica exatamente na praça Sultanahmet. 

      Como Istambul é uma cidade muito grande é necessário muito tempo para explorar ela toda, mas além do dia da chegada eu teria mais dois dias na cidade onde eu visitei os mercados da cidade, a torre Gálata e fiz algumas caminhada pela Orla da cidade que tem um por do sol maravilhoso. Em Istambul, como toda cidade grande, é necessário ficar atento a algumas coisas. O oriente médio é uma área muito complicada e tensa, alguns ataques já aconteceram na cidade e por este motivo eu sempre evito aglomerações. Outra característica que havia lido sobre a cidade são as tentativas de golpe por engraxates. Você está simplesmente caminhando pela rua e eles percebem que você é turista, passam na sua frente e deixam a escova cair de propósito, você ao tentar ajudar pega para entregar a ele e ele como forma de gratidão se oferece para engraxar os seus sapatos, mesmo que você esteja de tênis. A oferta que antes era gratuita depois é cobrada pelo cidadão, que com certeza não cobrará um valor pequeno. Em Istambul jogaram esta escova na minha frente por duas vezes, como já sabia do golpe passei como se não tivesse visto, eles pegaram e tentaram aplicar o golpe em outras pessoas. Portanto, fiquem atentos a isso. Não deixem de visitar o grande bazar, ainda que você não compre nada é muito legal se perder naquele lugar e ver um pouco da cultura dos Turcos e da forma como eles negociam. 
      Depois de três dias em Istambul eu segui para Dubai, peguei o ônibus da empresa Hava Ist e cheguei bem cedo no aeroporto de Ataturk. Assim como a maioria aeroportos do oriente médio você passa pela inspeção de segurança antes de chegar no check-in, isto acontece devido aos problemas da região, o aeroporto de Ataturk inclusive já foi palco de atentados em 2016 e por este motivo a segurança é redobrada. Chegando em Dubai pela manhã peguei o metrô em direção ao hostel onde ficaria. Para sair do aeroporto de Dubai a forma mais fácil e barata é o metrô, mas fique atento pois o bilhete tem valores diferentes de acordo com a estação onde você vai desembarcar. Como o metrô alcança vários pontos turísticos eu recomendo que você compre os passes diários do metrô por 22 Dirhans, com ele você pode andar por todas as zonas quantas vezes quiser durante um dia inteiro, para se ter uma ideia um passe apenas de ida para percorrer três zonas custa 10 dirhans, portanto, o passe diário vale muito a pena. Fiquem atentos somente a divisão de vagões no metrô de Dubai, os vagões das pontas são especiais, sendo uma ponta exclusivo para mulheres e a outra ponta os vagões Gold Class, que tem bancos mais confortáveis e estão um pouco mais vazios. Outro ponto importante é a proibição de beber ou comer nos recintos do metrô, portanto, fiquem atentos. Como tinha andado o dia inteiro em Istambul, ido cedo para o aeroporto e voado a madrugada toda até Dubai, estava muito cansado. Decidi que iria até o Dubai Mall conhecer o maior shopping do mundo e ver o maior prédio do mundo, almoçar e retornar para o hostel para descansar. O Dubai Mall é gigantesco, fui nele por várias vezes e não conheci tudo. Na parte de fora é possível ver o Burj Khalifa, maior prédio do mundo. É possível subir nele, mas os ingressos tem horários reservados e mais baratos se comprados com antecedência pela internet. Não tinha interesse em subir no prédio, por isso não comprei o ingresso.
      No segundo dia na cidade acordei cedo e fui visitar os principais pontos da cidade. O primeiro lugar foi o Burk Al Arab, famoso hotel 7 estrelas em formato de barco a vela. Para chegar no hotel é só descer na estação Mall Of The Emirates e ir caminhando por cerca de 3km, o local é reto assim como toda a cidade de Dubai, mas o sol é muito quente, fui no outono peguei agradáveis 33 graus. Imagina no verão? As temperaturas passam dos 40 graus facilmente, portanto programem-se para visitar a cidade em épocas menos quentes. Caminhei até a região do hotel e a praia publica que fica ao lado dele para tirar algumas fotos, realmente impressiona. 

      Dubai é um grande canteiro de obras, a cidade está em constante modificação, por isso não será difícil ver andaimes e guindastes por toda a cidade. Voltei a pé para o Mall of the Emirates onde almocei e durante a tarde fui conhecer a região da Marina de Dubai. Esta região é muito linda com vários bares, restaurantes e praias para aproveitar. O que mais me impressionava na cidade eram as construções.

      Após visitar a região da Marina de Dubai peguei o metrô novamente e fui para o Dubai Mall, lá eu ia aguardar até as 18h para assistir ao show das águas que acontece em frente ao Dubai Mall todos os dias à partir das 18h. Recomendo que cheguem cedo para pegar um lugar legal para assistir pois a praça fica lotada. O show dura pouco mais de três minutos mas é impressionante.

      Após o show jantei no próprio shopping e retornei para o hostel. No dia seguinte levantei bem cedo para visitar outros pontos da cidade e conhecer o mercado do ouro, que fica em uma área menos turística da cidade com construções mais modestas e trânsito caótico, mas impressiona pela ostentação do lugar. Nem ousei perguntar os preços das coisas, mas olhando a foto abaixo da pra imaginar, né?

      É muito ouro! Saindo de lá fui até o Dubai Frame, uma moldura gigantesca toda revestida em ouro. É possível subir nela para tirar algumas fotos, mas não achei que valia a pena o valor a ser pago. Entretanto, apreciar ela de fora já é algo que fale a pena pois é gigantesca e imponente. 

      No dia seguinte seria meu último dia na cidade. Como havia conhecido todos os pontos resolvi ir cedo até a Marina de Dubai e curtir uma praia, que estava vazia e com a água bem quentinha. Passei a manhã ali e depois de tomar um banho no hostel fui até o Dubai Mall novamente para almoçar e dar uma ultima visitada naquela região e ver o Burj Khaliffa pela ultima vez, ele realmente impressiona. 

      Voltei para o hostel para descansar pois, mais uma vez, ia precisar passar a noite no aeroporto pois o meu voo para o Brasil era muito cedo. Sobre Dubai muitos acreditam ser uma cidade extremamente cara e muito luxuosa, entretanto Dubai é uma cidade para todos os públicos. Para nós mochileiros é possível gastar menos de 100 dirhans por dia incluindo alimentação e transporte, mas aqueles que gostam de ostentar o céu é o limite, pois a cidade realmente tem opções extremamente caras e luxuosas. Afirmo com total certeza que Dubai é uma cidade acessível a todos, muito mais do que Israel, por exemplo, que foi o país mais caro que visitei nesta viagem. Enfim, este é mais um relato que divido com vocês. Espero que possa servir de referência e inspiração para a viagem de muitos aqui do blog, este mundo é maravilhoso e tem muita coisa a ser explorada. Sou uma pessoa que gosta muito de escrever e enquanto estava na Turquia escrevi um texto sobre tudo o que estava vivendo nesta viagem e gostaria de compartilhar com vocês:
      Ser mochileiro é sair da zona de conforto;
      É abrir mão do supérfulo e desfrutar ao máximo das coisas simples que cada lugar oferece;
      É deixar de lado a praticidade de um carro e se aventurar nas ruas de cada cidade, conhecendo assim os hábitos e a cultura de cada lugar.
      Ser mochileiro é se virar apenas com o básico e passar alguns perrengues, pois eles fazem parte de cada viagem e com eles tudo fica mais legal.
      Ser mochileiro é saber dividir o espaço, é abrir mão da sua privacidade e interagir com pessoas do mundo inteiro, conhecendo e respeitando os costumes e a cultura de cada um.
      Ser mochileiro é ter o mundo como a sua casa, é dormir em um país cristão e acordar em um muçulmano e se encantar com as diferenças, mesmo que elas pareçam absurdas para os seus costumes.
      Ser mochileiro é dormir hoje pensando no amanhã, planejando como você chegará naquele lugar que você quer visitar, mesmo que você tenha que ir caminhando por alguns quilômetros.
      Ser mochileiro é ter coragem, ser aventureiro, é saber que cada viagem terá seus desafios, mas que no final aquele país, aquela cidade e cada ponto valerá a pena.
      Ser mochileiro é sorrir (ou chorar) de alegria por estar no lugar que tanto sonhou, mesmo que seus pés estejam cansados de tanto andar e os ombros doloridos de carregar tantas coisas por tantos lugares.
      Ser mochileiro é agradecer a Deus todos os dias pelas oportunidades e lugares visitados, pois muitos gostariam de estar no seu lugar.
      Ser mochileiro é sentir saudades de casa, do seu país, da comida e dos costumes, mas acima de tudo entender que ter o mundo como a sua casa é uma escolha, e eu? Eu escolhi viajar!
      Um grande abraço a todos e muitas viagens!
       
       
       




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