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Sim, meus caros. É possível subir até o pico mais alto da Grécia. É possível chegar ao panteão dos deuses mesmo sendo um mero mortal. E não é difícil.

Tudo começa na cidade de Litochoro (pronuncia-se Litôrroro e escreve-se Λιτόχωρος), onde é possível chegar através de trem pelo sistema TrainOSE. Compra pelo site (tem que tentar falar grego) e embarca com e-ticket mesmo. Saindo de Atenas pela estação Larissa, de fácil acesso, troca em Larissa e segue pra Litochoro. Sem muito erro. Chegando na estação de Litochoro, de frente pro mar, o mais fácil é pedir um táxi para levá-lo até o hotel na cidade. Custou apenas 10 EUR e não tenho certeza se tinha ônibus. Solicitei pelo hotel e o taxista já estava nos esperando quando chegamos. Rápido para chegar na cidade de carro mas longe para ir caminhando.

 

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Melhor caminho para ir de Atenas à Litochoro

Em Litochoro ficamos no hotel/pousada Mythic Valley, recomendo. Boa localização, café da manhã excelente e funcionários muito prestativos. Não era o mais barato (55 EUR o casal), mas precisávamos de uma boa noite de sono antes de seguir montanha acima. Jantamos no centrinho e fomos dormir cedo para acordarmos dispostos.

 

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O hotel tinha escavações em andamento para encontrar relíquias, como esse vaso de cerâmica

Para começar a subida, são duas opções: caminhada desde a cidade ou subida de carro até um ponto chamado Prionia e seguir a partir de lá. A subida direta da área urbana é realizada em aproximadamente 12 horas e 17 km, vencendo uma altitude de 1740 m. Optamos pela versão mais conveniente, que é começar de carro. Seja qual for sua opção, a trilha é denominada E4, que é uma de longa distância que vai de Atenas até Gilbratar na Espanha, ou vice-versa, e tem 10.000km de extensão.

 

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Trilha com início na área urbana de Litochoro

No outro dia, depois de um bem reforçado café da manhã, o Mr. Nikos, mesmo taxista que nos buscara na estação na noite anterior, já estava nos esperando para nos levar morro acima. A subida até Prionia leva ao redor de 30 minutos e custa 25€ — para rodar mais menos 18 km. O Mr. Nikos nos deixou no ponto mais alto que pode-se chegar de carro, a 1100m de altitude, no local que serve comes e bebes, tem banheiro e repositório de água. Nesse ponto já não há mais acesso à rede de celular. Mr. Nikos, precavido, deixou um cartão com o número de celular e avisou que no restaurante eles poderiam ligar para chamá-lo.

A subida iniciando-se em Prionia leva entre 3 e 4 horas e é de 6km de distância, vencendo uma altitude de 1000m. Dá pra começar ela no período da tarde e dar uma volta em Litochoro de manhã, se for essa a ideia. Começamos pela manhã mesmo para curtir a tarde nas montanhas. Nossa subida aconteceu em meados de outubro — dias 14 e 15/10 — e talvez o aquecimento global tenha nos ajudado a não pegar tanto frio e neve. Tem relatos de que as trilhas podem fechar por essas datas caso já estejam intransitáveis. Mas em Litochoro estava um clima até que quente e agradável.

Chegando em Prionia o sol estava encoberto e o frio pegou forte, colocamos nossos casacos pesados, enchemos as garrafas de água e usamos o banheiro públicos. Finalmente prontos para começar a trilha. Ali não tem erro: uma placa marca o início da trilha, junto com avisos de como se portar. Parece fácil.

 

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Só seguir essas instruções para que tudo dê certo.

Fizemos a subida em ritmo moderado, apreciando a paisagem outonal amarelo-avermelhada, sentando nos locais adequados e recomendados — tem bancos a aproximadamente cada terço da trilha para descanso, e também pontos de água para reabastecimento. Há vários pontos também de mirante, que pode-se ver tanto o pico — Mytikas , o Trono de Zeus— quanto as partes mais baixas.

 

árvores de coníferas verdes e amarelo-avermelhadas de outono em primeiro plano com o pico do Monte Olímpo — Mitikas — no fun

A parte bruta da montanha mantém-se quase sempre visível

A caminhada em geral se dá por baixo de árvores e sem incidência solar direta. Como a caminhada é subida, o corpo esquenta e o casaco pesado do início já não se faz necessário. No último terço do primeiro dia de subida a caminhada chega em uma parte mais aberta, e de fato a vegetação vai rareando e diminuindo de tamanho conforme vamos subindo. De certo ponto já é possível ver o refúgio Spilios Agapitos, o que ajudou a visualizar a meta do dia.

Chegando no refúgio fomos recebidos por diversos trilheiros cansados e descansados, alguns subindo junto conosco, outros voltando do pico e alguns só relaxando no local. O Spilios Agapitos é comandado pela Maria Zolota, que vem cuidando do local desde 2001.O nome vem do arquiteto e engenheiro que projetou a construção. O refúgio foi o primeiro a ser construído na montanha, em 1930, e foi sendo ampliado até a atualidade. Tem 110 camas, banheiros, cozinha equipada, área de convivência, recepção. Serve café da manhã, almoço, janta e cerveja. Tem lareira acesa nas noites frias. Tem energia elétrica e até uma falha wifi. E o nascer do sol mais maravilhoso de toda a Grécia. É um luxo nas alturas.

 

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Trilha de Prionia até Spilios Agapitos

A estadia custa apenas 13€ por pessoa e o café da manhã custa 5€. As outras coisas estão ao redor desse preço também. Fizemos a reserva por email e uma transferência bancária para pagar adiantado 1 noite com café da manhã.

Chegamos ao redor de 13h e comemos uns lanches que levamos pra cima. Sem necessidade, já que há comida servida a preço justo. Tomamos sol, descansamos, conversamos, lemos, comemos de novo, demos uma volta nos arredores. Sossegado. A noite começou a cair e o frio começou a bater. Entramos e já estavam acendendo as lareiras. Lemos mais um pouco, conversamos mais um pouco, compramos janta e fomos dormir antes das 21h. Fomos colocados em uma beliche de casal, uma situação um pouco esquisita mas deu certo. Os quartos são frios mesmo com cobertores e precisamos dormir com os casados pesados.

No outro dia acordamos cedo, antes do sol nascer, para podermos comer o café da manhã da Maria e ainda ver o incrível amanhecer na montanha, quando o céu se divide entre o amarelo, o vermelho e o azul. Depois do café arrumamos a cama e as malas e saímos para atacar o pico só com mochilas leves, água e um lanche (e o casaco).

 

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Não tem foto de celular que mostre a verdade de um nascer do sol

Como saímos cedo ainda estava frio e botamos um casaco frio. Poucos metros acima do refúgio já estávamos quentes e precisamos tirar. A trilha para atacar o pico é mais árida, pouco vegetada até certa parte e depois nada vegetada e mais íngreme. Vai ziguezagueando montanha acima. A vista é incrível de qualquer ponto, seja a vista para cima ou para baixo. Depois de um local de descanso a trilha fica completamente exposta e é de pedregulhos soltos. Mas mesmo assim não oferece riscos de queda, só de cansaço, falta de água e queimaduras de sol — previna-se! O ataque ao pico tem 3km de extensão, dura ao redor de 3 horas e vence uma altitude de aproximadamente 800m.

Finalmente chegamos ao Skala, com 2866m de altitude, o primeiro e mais acessível pico da trilha do Monte Olimpo. Esse pico tem rochas boas para sentar e descansar, dá pra tirar bastante foto e ainda encontrar outros trilheiros que param ali para descansar. O caminho em Skala se bifurca em 2 — para Skolio (2911m), o segundo pico mais alto e o Mytikas(2918m), o mais alto. Para Skolio o caminho parecia sossegado e direto, mas para Mytikas já era necessário uma escalaminhada e corria risco de queda. Optamos por descer de volta, já que tínhamos compromisso em outra cidade no final da tarde.

 

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Trilha de Spilios Agapitos Até Skala e Mytikas

A descida é menos exaustiva pro corpo mas tem que ter joelhos fortes para aguentar. Os pedregulhos soltos do início dificultam um pouco o trajeto mas logo alcança-se uma parte mais fácil. Pegamos as coisas no refúgio, demos tchau para Maria depois de um breve descanso e seguimos para baixo até Prionia novamente. Chegamos lá 6 horas depois e pedimos o táxi para levar-nos de volta até a cidade de Litochoro, onde começaríamos nossa empreitada até Istambul — mas aí fica pra outra história.

 

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Esses são nós com o trono de zeus no fundo

Informações resumidas:

  • Gostei! 2
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9 horas atrás, FCRO disse:

@Daniel MR Acha que dá pra ir e voltar no mesmo dia saindo beeem cedo?

Oi @FCRO  tem gente que faz isso sim mas tem ter um condicionamento físico muito bom. O que recomendo é, se tiver com pressa, atacar o pico direto, voltar e dormir no abrigo. No outro dia concluir a descida, dá pra chegar antes do meio dia em Litochoro. As panturrilhas agradecem e a experiência será mais completa também 😁

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      Vale Do Pati vindo de São Paulo
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      Para Chegar no Vale do Capão:
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      Estão cobrando 200 reais por pessoa com jantar e café da manhã inclusos ou 80 reais para dormir, tem casas que cobram uma taxa de uns 20 reais para usar o fogão a gás, e outras não cobram caso use o fogão a lenha. No caso faremos um Mix, levaremos alguns itens para cozinhar na mala, outros compraremos nas casas e locais de apoio que tenham essas opções e prepararemos as nossas refeições lá ...e um dia ou outro pegaremos o pacote completo de 200 reais cada um. Como somos veganos veremos como seria a flexibilidade e possibilidade dos moradores em relação a adaptação das refeições, acredito que seria de boa, pois sempre conseguimos nos virar em outras situações que passamos, nada que um belo arroz e feijão não resolva :D, e se sobrar feijão da janta, já temos uma bela pastinha proteica pra passar no pão para o café da manhã do seguinte rsrsr.
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      5° dia (18/10) Agnaldo X casa do Seu Jóia, repousaremos lá (Não sei oq teria no caminho...vamos descobrir)
      6°dia (19/10) Seu Jóia x e oque tiver para fazer a partir da casa ele, preciso ver isso ainda, mas era algo do tipo Cachoeirão por baixo e Guariba
      7° dia (20/10) Seu Jóia x e mais algum passeio que dê para fazer ainda, e depois retorno para o seu Jóia
      8° dia (21/10) Seu jóia x Andaraí
      9° dia (22/10) Andaraí x algum passeio por la, pensei na gruta azul e na encantada...não sei ainda, aceito sugestões....esse dia tiraremos para fazer os possíveis passeios a partir de Andaraí e que os que derem para fazer apenas em 1 dia ( não sei ainda onde vou ficar hospedado, mas a ideia é já ficar próximo a rodoviária)
      10° dia(23/10) Começar a volta até Salvador ( estou vendo as opções de ônibus para Salvador direto, Palmeiras, Lençois...ta ruim de achar viu)
      11° dia (24/10) Salvador voo às 7 da manha para São Paulo
       
      É isso por enquanto !!
      Aceito sugestões pessoal !!
      Mais uma vez grato pela atenção, e pela dedicação que todos tem em compartilhar, e auxiliar uns aos outros!!
      Saúde e alegria para toda vida !!!
    • Por ariane_peabiru
      O meu relato de hoje é sobre uma experiência única de imersão em um deserto. Andar quilômetros descalça na areia, dormir em uma rede sob a luz das estrelas e ter uma visão única de um dos Parques Nacionais mais lindos do Brasil. A travessia dos Lençóis Maranhenses vai muito além de uma paisagem surreal, com suas dunas e piscinas naturais. 
      Nesse relato vou contar como foi fazer a minha primeira travessia sozinha com a Peabiru! Esse roteiro combina aventura com turismo de experiência e já está disponível lá no site. Abaixo vou dar algumas dicas extras que podem te ajudar a tornar essa aventura inesquecível.
       
      Lençóis Maranhenses e a infinitude de um deserto
      O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é o maior campo de dunas do Brasil. Seu diferencial são as mais de 7 mil lagoas que se formam entre as dunas, cada uma com a sua particularidade. São vários tamanhos, colorações e composições. Algumas são perenes e outras secam em determinada época do ano, uma vez que toda a água das lagoas é provenientes das chuvas. 
      Segundo o ICMBio, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses fica inserido no Cerrado, mas apresenta forte influência da Caatinga e da Amazônia. São 155 hectares (quase a mesma área da cidade de São Paulo!) que abriga ecossistemas frágeis, como a restinga, o manguezal e o campo de dunas.
      Cerca de ⅔ do parque é coberto pelas dunas de areia livre que se deslocam diariamente há  mais de 5 mil anos. Segundo estudos, elas podem se deslocar até 10 centímetros em um dia de vento forte, que pode chegar a 70 km/h. Na época de chuva, quase não ocorre deslocamento, as intensas chuvas são absorvidas pela areia, elevando o lençol freático e enchendo as lagoas temporariamente. 
      Certamente esse foi um dos fenômenos que mais me marcou nessa experiência, sentir na pele e ver com meus próprios olhos a formação e evolução das dunas. Em vários pontos da travessia o Geovanne indicou cajueiros, casas e comunidades que foram cobertas pelo avanço e movimentação das dunas dos Lençóis Maranhenses. Ele também contou sobre a formação dos cemitérios de florestas, onde toda a vegetação foi coberta pelas dunas de areia, as plantas morreram e agora a migração das dunas deixam em evidência diversos galhos secos e já sem folhas.
       
      Quando ir
      Embora muitos guias e sites indiquem a visita de Junho a Setembro, quando as lagoas estão mais cheias, eu acredito que cada época do ano traz uma vivência diferente nos Lençóis. 
      Viajei para fazer a travessia dos Lençóis Maranhenses em Outubro, já no final da temporada. Muitas piscinas naturais já estavam mais secas, mas ainda assim tinham muitas paradas para mergulhar e pude conhecer lagoas incríveis. Em vários pontos foi possível passar “por dentro” de lagoas secas, o que torna o trekking um pouquinho mais curto e cria uma visão linda de cemitérios de florestas. 
      Fiz a travessia em Outubro de 2020, durante a semana (quarta a sexta-feira) e tive o parque praticamente só para mim!
       
      Turismo de base comunitária e a vida nos Lençóis Maranhenses
      Existem vários tipos de passeios para visitar os Lençóis Maranhenses, mas sem dúvida a Travessia é o melhor atrativo. Os passeios tradicionais de 4×4 não podem acessar a zona primitiva do parque, onde está a maior diversidade de vegetação e aves.
      Os roteiros podem chegar até 7 dias, mas o mais comum são as Travessias de 3 a 4 dias. A visitação deve ser feita seguindo as regras de mínimo impacto e obrigatoriamente com guia cadastrado no Parque (fonte: ICMBio). 
      Aqui na Peabiru temos dois condutores cadastrados no Parque, Geovanne (que foi meu guia nessa aventura) e Marcelo. Eles são amigos de longa data e trabalham juntos em muitas ocasiões. Cada um tem sua pegada e forma de vivenciar os Lençóis de uma maneira diferente.
      Cerca de 30 famílias residem nos dois Oásis, Queimada dos Britos e Baixa Grande. Durante a travessia, dormimos em verdadeiros em redes nas casas de moradores de comunidades locais. Lá somos recebidos com refeições simples, mas muito bem preparadas, sendo uma excelente experiência de interação com a comunidade tradicional. 
      Uma das coisas que mais me marcou foi o carinho pelo qual o Geovanne era recebido em cada casa que visitamos. Deu para perceber que ele faz parte da família. Em cada lugar eles também perguntavam carinhosamente sobre o Marcelo. O Marcelo e sua família contribuíram muito para o desenvolvimento das comunidades locais. Eles ajudaram as famílias a estruturarem os espaços para receber visitantes, incentivando a renda das famílias através do turismo de base comunitária.
      Alimentação
      A alimentação nos oásis é simples, tem galinha caipira, peixe frito, macarrão, arroz e feijão. Se você quiser comer uma comida local, pode pedir para o guia solicitar carne de bode. Grande parte da comida vem ali mesmo do quintal dos moradores. No café da manhã tem cuscuz, tapioca, ovos e café, tudo incluso na diária.
      A travessia termina em Betânia, onde tive a oportunidade de comer a comida que mais me encantou em Lençóis Maranhenses: peixe com caju no leite de coco. Esse prato não estava no cardápio, mas é conhecido por todos os moradores locais. O Geovanne conversou com os donos do restaurante e conseguiu que eles fizessem especialmente para nós! Estava simplesmente sensacional!
      Se você é vegetariano ou vegano é importante avisar o guia com antecedência. Os anfitriões são flexíveis e podem preparar algo especial, mas precisam ser avisados o quanto antes para programar as compras e o cardápio.
        Roteiro e Dificuldade
      Se você nunca fez uma travessia, mas tem vontade, recomendo muito começar por essa!
      O ideal é levar uma mochila cargueira, pois ela se adequa e distribui melhor o peso. Mas a mochila vai quase vazia, pois a  rede e as principais refeições são fornecidas nas comunidades locais. Na mochila você precisa levar apenas água, lanterna, kit de higiene pessoal, lanchinhos para a trilha, uma troca de roupa para dormir e um casaco, porque a noite costuma esfriar. 
      Eu acabei levando também meu tênis, pois não sabia se sentiria dores no pé. Vi muitos relatos de pessoas com calos ou bolhas, mas eu tive sorte e não tive problema nenhum. Caminhei quase todo o percurso descalça mesmo e alguns trechos apenas de chinelo. O tênis foi um peso desnecessário que eu acabei carregando
      Um ponto importante é que a aventura deve ser feita em um único sentido: saindo de Atins e indo para Santo Amaro. Dessa forma, você sobe sempre as dunas na sua face mais suave e desce pelo chamado facão. Confesso que fiquei com medo nas primeiras descidas, pois era bem íngreme, mas a cada passo minha perna deslizava até o joelho dentro da areia, fazendo uma deliciosa massagem nos pés e na panturrilha. As descidas se tornaram um momento delicioso e divertido da caminhada.
      Eu imaginava que a areia seria super quente, mas não é. Devido a sua composição de quartzo, ela reflete o sol sem esquentar tanto. Também não sentimos muito calor porque o vento sopra constantemente. Claro que mesmo com o vento, o sol pega forte e é preciso tomar muito cuidado com a hidratação e a proteção. Em muitos momentos eu usei até a canga para proteger o meu rosto do sol.
      Outro ponto importante é que acordamos cedo todos os dias. A jornada começa antes do sol nascer, assim podemos caminhar com sol mais ameno, o que torna a caminhada menos cansativa. Também chegamos na casa dos nativos cedo, para aproveitar o almoço e depois temos a tarde para aproveitar o rio, as redes e o incrível pôr-do-sol nas dunas.
       
      Diário de bordo
      1° Dia – Passeio pelo Rio Vassouras e 8 km de caminhada
      A travessia começa em Atins, mas o Geovanne já organiza todo o percurso para chegar lá. Partimos de Barreirinhas às 9h, em um passeio pelo rio Preguiças de voadeira, que são barcos motorizados. 
      Nossa primeira parada foi Vassouras, onde vi a primeira lagoa. Um lugar lindo e muito conhecido pelos macacos que ficam soltos e pegam coisas dos turistas. Confesso que me senti um pouco mal de ver as pessoas alimentando os animais e incentivando o comportamento, apesar de os guias avisarem o tempo todo para as pessoas não fazerem isso e guardarem bem os seus pertences.
      Depois disso, paramos em Mandacaru, onde conhecemos o farol e tomamos uma água de coco. Almoçamos na praia do Caburé e, enquanto esperávamos o almoço, fomos ver o mar, do outro lado da estreita faixa de areia. Após o almoço partimos para Atins, onde fomos recebidos por um quadriciclo que iria nos levar até o início do trekking. 
      Uma dica interessante é dormir em Atins nesse dia e começar a travessia no dia seguinte. Como eu tinha pouco tempo, não consegui conhecer essa vila que dizem ser muito aconchegante. Dizem que o Camarão do Antônio é algo imperdível!
      Começamos nossa caminhada era umas 16:00 e chegamos no Oásis Baixa Grande após o pôr-do-sol, pois decidimos parar para apreciá-lo. Nesse primeiro dia são cerca de 8 km caminhando, mas eu estava tão empolgada para começar que nem senti!
      Pernoitamos no redário da Dona Loza, uma senhora muito simpática e animada que fez um peixe delicioso. Não havia nenhum turista naquela noite, assim pude conhecer e tomar uma cerveja com alguns moradores de Barreirinhas que estavam ali para visitar as comunidades. 
      Ali conheci o Índio, guia nativo que estava acompanhando uma amiga com suas filhas. Apesar de trabalhar durante a sua vida inteira como guia para os passeios tradicionais, ele nunca tinha feito a travessia. Como estávamos só nós 2, ele pediu para o Geovanne se poderia ir junto e, claro, topei na hora! O Índio foi uma companhia incrível e tirou as minhas melhores fotos!
      No final da noite o Geovanne fez uma pequena fogueira em uma área protegida e ficamos vendo o céu estrelado. Não olhei a hora, mas devo ter ido dormir às 21h. Foi a primeira noite que dormi na rede e achei super confortável.
      2° Dia – 12 km pelo deserto
      No segundo dia acordamos umas 6:00 da manhã, o Geovanne tinha visto que eu caminho bem e deixou a gente acordar um pouco mais tarde. Tomamos café da manhã bem reforçado e começamos a nossa caminhada rumo ao Oásis Queimada dos Britos. 
      Chego a ficar emocionada ao lembrar do sentimento de imensidão que eu senti caminhando pelas areias naquele dia, sem ver uma pessoa além do nosso grupo. Para cada lado que eu olhava era uma luz incrível, um movimento incrível e uma sensação de vida no deserto. Paramos em 2 lagoas para banho, sempre no momento exato que o corpo pedia um descanso e um refresco.
       
      Chegamos no horário do almoço na Queimada dos Britos e a comida já estava pronta para nos servirmos. Depois do almoço, descansei um pouco de baixo da árvore, na beira do rio que corta aquele Oásis. Um sentimento de paz e calma estar ali cercada de tanta vida.
      No final do dia fomos ver o pôr-do-sol e na volta paramos para tomar uma cerveja e uma Tiquira na casa de Seu Raimundo. Depois voltamos para jantar e dormir. 
      Durante o trekking o Geovanne havia comentado várias vezes como gostava de dormir de baixo da árvore ali na Queimada dos Britos, mas eu não havia me animado ainda. Quando chegamos a noite para montar a rede vi que tinha MUITAAAAA barata no redário e fiquei em pânico. Decidi que dormir ao ar livre seria melhor que dormir ali onde eu tinha certeza que tinha muitas baratas.
      O Geovanne montou a rede para mim na beira do Rio e lá fui eu dormir sob o céu estrelado. Confesso que acordei muitas vezes durante a noite, com cada barulhinho. Em um dado momento, escutei até o jegue que foi pastar ali perto. Apesar disso ainda achei uma experiência inesquecível, que me deu coragem para dormir fora da barraca na Chapada Diamantina depois (um dia conto mais sobre essa experiência de bivak).
      3° Dia – uma longa jornada de 19 km 
      Saímos da Queimada dos Britos às 4:00 da manhã, com nossas lanternas acesas, contemplando o céu estrelado, um pouco mais tarde que o habitual. Ver o sol nascer nos Lençóis foi uma aventura fantástica, o céu foi ganhando vários tons rosa e roxo, trazendo muitas emoções em cada momento.
      Nesse dia eu percebi o sol ainda mais forte e o corpo um pouco mais cansado. Foram mais momentos em silêncio e reflexão do que aquilo tudo representava. As paradas para banho traziam uma renovação de corpo e de espírito. 
      Acho que chegamos em Betânia umas 10:30 ou 11:00, onde a travessia do Rio Alegre marcava o final da nossa jornada caminhando. Uma nova energia e correntes de felicidade percorreram o meu corpo.
      Naquele dia ainda almoçamos o peixe com caju, que comentei antes e depois ainda demos muita sorte no transporte de volta. Pegamos um passeio tradicional de 4×4, onde tive a oportunidade de visitar mais duas lagoas. Elas estavam já bem cheias de pessoas e não era mais aquela paz que eu senti durante a travessia. 
      Vimos ainda o pôr-do-sol na saída do Parque em Santo Amaro. Embora tenha sido um lindo espetáculo e despedida do parque, a quantidade de carros e de pessoas tirando fotos e fazendo poses chegava a me incomodar. Foi uma despedida com chave de ouro, pois me deu a certeza que fazer a travessia é a única maneira de ter uma experiência autêntica nos Lençóis Maranhenses. 
       
      Outras Dicas
      Cuidados
      Eu fui sozinha fazer essa travessia, não tinha grupo e fui somente com o guia. Muitas pessoas ficaram preocupadas, e com razão. Infelizmente escutei diversas histórias de pessoas que se perderam e que foram com supostos guias que não conheciam o parque… Para uma mulher sozinha, isso se torna uma preocupação ainda maior.
      Vá com guias conhecidos e respeitados. Aqui na Peabiru você tem mais segurança, conhecemos pessoalmente os guias parceiros na Travessia dos Lençóis Maranhenses. Garantimos, dessa forma, uma experiência segura.
      Como chegar
      Eu fiquei em Barreirinhas, decidi ir para lá e fazer um voluntariado pela Worldpackers. Trabalhei durante 15 dias no Hostel Aquarela, foi uma excelente oportunidade para conhecer um pouco mais sobre turismo e a Bianca é uma excelente pessoa e gosta que os voluntários conheçam bem os Lençóis. Por isso ela super incentivou que eu fizesse a travessia e ainda me apresentou para o Marcelo, outro guia parceiro aqui da Peabiru. 
      Para fazer a travessia aconselho ter como base Barreirinhas, que fica a 256 km da capital São Luiz. Para chegar lá você pode alugar um carro, pegar o ônibus ou a van que leva cerca de 4h. Recomendo agendar a van com antecedência, para garantir um lugar e já combinar onde ela te busca em São Luiz e te deixa em Barreirinhas. 
      Existem outros passeios em Barreirinhas, inclusive dá para tomar banho no Rio Preguiças. Para isso vale a pena ir ao Centro Cultura da cidade, onde tem um bar com redes dentro do rio. Outro passeio gostoso é conhecer a casa de Farinha em Tapuio.
      Dicas Finais
      Leve apenas o essencial, você precisa de muito pouco nos Oásis Leve uma lanterna Leve dinheiro, você irá precisar para consumir bebidas na casa das famílias nativas Leve água e lanchinhos para as trilhas Traga todo o seu lixo de volta! Proteja-se do sol e da areia: use óculos de sol e dê-preferência para roupas de manga comprida, para não contaminar as lagoas com produtos químicos Use chapéu ou boné Leve um casaco ou fleece para a noite, pode esfriar bastante  

    • Por EletricFeel
      Oi, gente. Tudo bem?
      Nunca viajei por conta própria então tô arrancando minha cabeça de tanto coçar, cheia de dúvidas kkk
      Eu planejo ficar 24 dias na Grécia, entre jun/jul de 2022 (claro que isso é só se a pandemia estiver controlada)
      Meu desejo é ficar alguns dias em Atenas, Tessalônica, Milos, Santorini e nos meus últimos 4 dias, passar em Istambul.
      Quero muito conhecer Delfos também e queria passar pela ilha de Delos (existe alguma forma de ir sem ser saindo de Mykonos?)
      Em Tessalônica eu não terei gasto com hospedagem nem transporte, pois vou ficar na casa de alguns parentes (e acredito que ficarei 1 semana em média com eles, pois eles planejam fazer alguns passeios comigo)
      Eu não ligaria de cozinhar minha própria comida nos hostels, mas quero experimentar a comida local em alguns restaurantes bem típicos (típico mesmo, onde os locais costumam comer)
      Eu não tenho um roteiro muito certo, mas Atenas, Tessalônica, Milos, Santorini, Istambul e Delfos e Delos precisam estar nele
      O problema é que vou ter apenas 12 mil reais, vocês acham que dá? Que roteiros vocês me sugerem? Dicas pra economizar, etc?
      PFVR gente, eu me sinto muito perdida kkk 
    • Por TardoAventura
      Aventura na Serra da Arrábida, Setúbal, Portugal.
      1,5 Kms de adrenalina e superação até ao cume da Espantosa Serra da Arrábida!
      Seguindo a PR2 STB que é 5 estrelas a nível de sinalização!
      Sigam-nos em :
      Wikiloc: https://pt.wikiloc.com/wikiloc/user.do?id=4716837
      Boas Caminhadas!
    • Por Jonatas Rossi
      Fala pessoal, gostaria de compartilhar com vocês viajantes minha experiencia e aventura que tive em 25 dias pela Grécia afim de ajudar outras pessoas com meu roteiro também. Bom comecei então a aventura por Atenas, não fiquei muitos dias pois o foco da minha viagem era mais as praias paradisiacas gregas, então fiquei apenas 1 dia inteiro para fazer o Acropolis e também rodar ali pelo centro. Fui na parte da manhã apesar de muitas pessoas dizerem que enfrentam filas foi bem tranquilo. Foi um dos melhores sorvetes que tomei em Atenas e também um dos melhores Gyrus(uma comida tipica) que comi na grecia. Em seguida minha aventura continuou pelas ilhas Jônicas, peguei um voo para Kefalonia. Bom Kefalonia foi a ilha que mais gostei e a ilha com mais praias lindas que ja visitei, além de ser uma ilha barata, pois não tem muito turismo, aluguei um carro para poder explorar bem a ilha, me virei tranquilamente com o gps do google, uma coisa que achei interessante que foi muito tranquilo alugar carro, não precisei deixar calção e a diaria foi muito barato 30 euros o dia. Fiz três bases uma na capital em Argostoli, outra la em cima em fiskardo que é uma cidadezinha muito linda, gostei bastante e a ultima no extremo sul perto do porto de Pessada. Fiz em um dia um lado da ilha subindo até fiskardo, passei por varias praias lindas como "Fteri Beach" e a mais linda "Myrtos Beach" até chegar em Fiskardo já a noite, no dia seguinte voltei para "Myrtos" pois no dia anterios cheguei no final da tarde e não peguei aquela cor sensacional do mar, pois conta muito a posição do sol, o ideal é na parte da manha dai o mar está perfeito e fiquei nas praias ali pela parte de cima, detalhe que existem muitas praias, todas lindas, algumas você não ve nem no gps, como estava de carro conseguia ir curtindo um pouco em cada. No terceiro dia eu fui descendo kefalonia pela parte da direita e passei pela caverna das ninfas "Melissani Cave" que segundo a lenda vivia Melissanthi, ninfa que acabou com a própria vida e caiu no lago após a decepção do amor não correspondido pelo Deus Pan, lugar sensacional, desci até a parte sul então onde iria passar a noite, pois no dia seguinte pegaria o ferry para Zakinthos, detalhe que peguei o carro no aeroporto e combinei com o cara que iria entregar la no porto de Pessada, quando cheguei de manhã no porto mandei mensagem o dono do carro pediu para eu tirar umas fotos do carro e deixar a chave no pneu, fiquei pasmo com a confiança do pessoal. Bom em Zakinthos fiquei 2 dias inteiros, fiquei hospedado na cidade de Laganas, que é uma area bem badalada de Zakinthos, porém como eu estava no inicio de outubro o turismo já não estava muito badalado, mas gostei bastante do lugar. Fui um dia na cidade de Zakinthos o centro é muito mais animado, mas não rodei muito, só passei de carro. Bom em Zakintos aluguei um carro também, combinei de pegar o carro logo que chegasse no porto de Agios Nikolaos, também não precisei deixar calção, paguei a vista no cash e a diaria foi 40 euros, um pouco mais caro que Kefalonia, combinei que iria entregar o carro no aeroporto. Bom dali mesmo logo que peguei o carro eu ja aproveitei para pegar o passeio de barco que faz "Blue Caves" e também "Navagio Beach" tem alguns passeios de barco de alguns portos que ele não faz "Blue Caves" pois é caminho saindo de dali para Navagio, foi muito legal, mas confesso que navagio é muito mais bonito visto pelo View Point, confesso que me emocionei demais quando vi aquilo, que energia surreal daquele lugar, logo que voltei de barco, peguei o carro e fui para a view point. Outras praias que gostei bastante foi o "Porto Limnionas" que água surreal e também para uma praia "Xigia" que tem um cheiro forte de enxofre a água é medicinal. Bom de Zakinthos eu peguei um avião que fez conexão em Atenas e minha próxima parada era a ilha de Creta que tem 2 aeroportos mas minha chegada foi na cidade de Chania que é o lado praiano da ilha, destaque para "Lagoa de Balos" que foi um lugar que parecia escultura de quadro, gostei bastante também da cidade de Chania, lembra muito aquelas cidadezinhas da Italia, também aluguei um carro em Creta, peguei no aeroporto e combinei de entregar no porto de Heraklon, fui um dia para Heraklon para conhecer o palacio de Knosso que é onde surgio a lenda do labirinto Minotauro, como não tenho ingles fluente, não consegui um guia para ir contando as historias e lenda, que deve ser muito mais legal, para mim apesar de ter lido a história antes mas acabava que era so pedras e esculturas, mas gostei bastante também. Bom dormi em Heraklon e no dia seguinte sai para Santorini. Chegando em Santorini também optei por alugar um carro, fiquei hospedado em Oia, fiquei 2 dias inteiros em Santorini, é um lugar que é famoso pelo seu por do sol belissimo, mas as praias não gostei muito depois de ter passado por varias praias paradisiacas, pode ser que foi por isso, mas confesso que foi o lugar depois de Atenas que tomei o sorvete mais gostoso da Grecia em Thira, também fiz o passeio saindo de Thira para o vulcão que encontra- se ativo, você até ve saindo umas fumaças achei bem legal, visto que a ilha de Santorini foi dividida depois do vulcão ter entrado em erupção. O resto, visitei mais umas 2 praias de carro, esses 2 dias inteiro foram mais do que ideais. A próxima ilha que fiz do lado de Santorini foi a ilha de "Milos" essa sim foi a minha segunda ilha queridinha da Grécia, que lugar sensacional, cada praia também uma mais linda que a outra, nossa o ferry que foi para Milos ele corria mais que um carro de corrida nunca vi isso, foi com emoção, chegava saltava nas ondas do mar, fiquei hospedado na cidade de Adamas, fiquei 3 dias inteiros em Milos, como iria fazer o passeio de barco em 1 dos dias, optei por pegar 2 dias de aluguel de carro, e lá é uma porrada de praias também, fiz de carro "Paliochori", "Agia Kyriaki", "Fyriplaka" que curti demais, "Tsigrado", assisti o por do sol de Plaka e foi tão bom quanto o de Santorini, foi muito lindo. No dia seguinte fui para "Mandrakia", "Alogomantra", "Sarakiniko" (uma das praias mais bonita de Milos, curti muito), "Mytakias", no ultimo dia fiz o passeio de barco, que eu queria indicar vocês fazerem com o instagram.com/milosoneiro o passeio dele é diferenciado, ele está em numero 1 no trip, pois ele entra dentro das cavernas com a galera, tem paciencia, muito gente boa, passamos o dia todo em alto mar em Milos onde ele vai pra um dos lugares mais lindos que ja fui "Kleftiko". Bom tive um imprevisto, de Milos a ideia era ir para Mykonos de ferry, mas como estava quase no final de outubro, os ferrys diminuem muito e para minha infelicidade já não estava tendo ferry para Mykonos, tive que improvisar um para Santorini, saindo de madrugada, chegando em Santorini e esperando horas para poder ir para Mykonos, nosssa esse dia fiquei tão esgotado que dormi no chão do ferry e no banco do porto de santorini quando cheguei kkkkkk mas foi muito legal. Bom Mykonos é conhecido por seus famosos Beach Clubs e como cheguei no final de Outubro, todos já estavam sendo desmontados, consegui pegar um dia no Tropicana onde tinham alguns pingados de gente ainda fazendo uma farra, também aluguei carro, nossa la foi o lugar mais chato para alugar, o unico lugar que exigiu calção, fiquei com medo de deixar travado no cartão por alguns relatos que ja tinha lido, então deixei em dinheiro e quando entreguei o carro no aeroporto eles me devolveram, as praias também comparado as outras que visitei são bem mais tranquilas, então fica a dica quando quiser curtir Mykonos é somente no verão, ainda pretendo voltar para pegar uma farra la.... Alguns pratos tipicos muito bom da Grécia que eu gostei Mosaka (que é tipo uma lasanha de berinjela) e o famoso Gyrus que fez parte do meu almoço e janta todos os dias, eu viciei naquilo lá, além de economizar um bocado pois cada Gyrus custa em torno de 3,5 euros na média. Para quem gosta de doces é muito gostoso Baklava mas eu não faço muita questão. Todas as ilhas, principalmente essas menos conhecidas você precisa alugar um carro pois não existe transporte publico e você acaba ficando muito preso somente aos passeios basicos, em Santorini e Mykonos pessoal costuma alugar quadriciclo mas é uma loucura aquilo para estacionar, imagina aquilo em alta temporada, o transporte publico em Santorini também é horrivel não vi um onibus passar. Optei por fazer a viagem do dia 24/09/2019 a 22/10/2019 optei setembro e outubro pois é baixa temporada os preços estão mais abaixo e as águas ainda estão quentinhas do verão. Ainda aproveitei na volta e fiz 3 dias em Roma rs Essa foi minha primeira aventura mochilando, curti demais, gravei bastante stories para quem quiser dar uma olhada mais completo pelo meu instagram https://instagram.com/jonatasrossi e qualquer dúvida se quiserem uma ajuda estou por ai! Que tudo isso termine o mais rápido para podermos voltar a viajar amigos!                                      
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