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Deserto do Atacama - ABRIL/2017

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Olá, pessoal! Vou postar o relato da minha viagem para o Chile, com os valores gastos. Esse foi meu roteiro completo:

 

29/03: Voo de São Paulo para Santiago (chegada no dia 30)

30/03: Santiago

31/03: Voo de Santiago para Calama, e de lá, van para São Pedro do Atacama

01/04: São Pedro do Atacama

02/04: São Pedro do Atacama

03/04: São Pedro do Atacama

04/04: São Pedro do Atacama

05/04: Voo de Calama para Santiago, à noite ônibus para Pucon

06/04: Pucón

07/04: Pucón

08/04: Pucón

09/04: Ônibus de Pucón para Puerto Varas

10/04: Puerto Varas

11/04: Puerto Varas

12/04: Puerto Varas

13/04: Puerto Varas, à noite ônibus para Santiago

14/04: Santiago

15/04: Voo de Santiago para São Paulo

 

Companhias aéreas:

- LATAM para para o trecho SP - Santiago (R$950 por pessoa)

- Sky Airline Chile para o trecho Santiago Calama ($110 dólares por pessoa)

 

Seguro Viagem: Mondial Assistance (R$ 188 por pessoa)

 

R$273 foi a média diária de gastos por pessoa (tirando passagens aéreas e seguro viagem)

 

Sobre o roteiro: postarei aqui apenas as informações sobre o deserto do Atacama, e sobre Santiago, Pucón e Puerto Varas postarei em outros tópicos.

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Como chegar

Meu namorado e eu pegamos um voo low cost em Santiago da Sky Airline Chile até Calama. O voo foi barato, aproximadamente R$350,00 por pessoa ida e volta, e compramos no Brasil pelo site deles. Foi tranquilo comprar pelo site, basta ter cartão de crédito internacional. Como é low cost, não servem absolutamente nada no avião, nem água, tudo tem que pagar. É melhor levar um lanchinho para não ser assaltado pelos preços absurdos no aeroporto. Chegando lá no aeroporto de Calama, pagamos um transfer da empresa Licancabur, ida e volta por 20.000 pesos por pessoa, te deixa e te pega no hostel. Não havíamos reservado antes, procuramos na hora em que chegamos. Quando você chega, já agenda a data e horário de volta, mas atenção que é necessário enviar um e-mail a eles com um dia de antecedência para confirmar a sua volta. O e-mail está escrito em um papel que dão como comprovante. O tempo de viagem de Calama até San Pedro é de aproximadamente 1h15, foi bem tranquilo.

 

Dinheiro

Levamos reais e dólares (que trocamos no Brasil) e trocamos os reais por pesos em Santiago, porque lemos que era a melhor cotação. Em Santiago, trocamos 1 real por 207 pesos, e em San Pedro 1 real estava 198 pesos. Leve muito dinheiro vivo, porque é raro aceitarem cartão de crédito em San Pedro, seja nos passeios, nas entradas, nos restaurantes. Para tudo você irá precisar de dinheiro vivo. Tivemos que sacar dinheiro algumas vezes no Chile. É possível sacar em um caixa eletrônico de banco chileno, só que você irá pagar uma taxa. No Banco do Chile a taxa é de 6.000 pesos, na Banco do Estado, de 4.000 e poucos pesos. O máximo que dá para sacar por vez é 200.000 pesos. A dica é sempre andar com dinheiro vivo e também com algumas moedas, as vezes você precisa para ir ao banheiro (costumam cobrar por volta de 300 pesos).

 

A cidade

A cidade é bem pequena e tem uma rua principal em que tudo acontece, a Caracoles. Eu achei a cidade muito charmosinha, vale a pena explorá-la um pouco mais saindo da Caracoles. Tem uma pracinha bem legal a uma quadra da Caracoles entrando pela Toconao, eu adorava sentar lá e ficar observando. Você vê de tudo. Os cachorros da cidade são um show à parte! Muito lindos, grandes, e eles entram em tudo, nas lojas, nos restaurantes. Um amigo meu que está morando lá disse que os cachorros é que escolhem seus donos, eles chegam perto de você, te seguem, se você cuidar eles ficam um tempo, depois cansam e trocam de dono, e assim vai. Curti muito San Pedro, claro que depois de alguns dias você já fez de tudo, mas vale a pena colocar um tempo livre para passear, socializar com os turistas, ficar à toa, e principalmente, olhar para o céu à noite. Foi o céu mais bonito que já vi na vida, dá para ver a via láctea. Devido à altitude e falta de umidade, esse céu é espetacular para observação. À noite, se você sair da Caracoles e andar um pouco para as ruas escuras, o céu é espetacular. Na Caracoles você é muito abordado por vendedores de passeios para o deserto e pessoas que fazem propaganda de restaurantes. Uma hora isso cansa um pouco, mas tem que entrar no clima do lugar. Você pode falar “Gracias” e dar um sorriso, que a pessoa não vai insistir. À noite a Caracoles é bem iluminada, mas se você sair um pouco dela já fica bem escuro. Nosso hostel era um pouco afastado (umas 5 quadras da Caracoles, mais ou menos), tinha que passar por lugares bem escuros. Contudo, a cidade é muito segura.

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Passeios - preços

Chegamos em San Pedro um dia de manhã para agendar os passeios no deserto a partir do dia seguinte. Li que não era bom reservar os passeios antes chegarmos na cidade, e deu certo fechar lá mesmo. Fomos à agência 123 Andes, que fica no final da Caracoles, porque tínhamos indicação de que era boa. Tínhamos 4 dias inteiros para fazer passeios. Nossa agenda e preços ficaram assim (cada linha é um dia e os preços são por pessoa):

 

Piedras Rojas – 60.000 pesos

Laguna Cejar – 15.000

Salar de Tara – 60.000

Geyser del Tatio + Valle de la Luna – 20.000 + 10.000

Passeio Astrônomico: esse fizemos na agência Space e custou 20.000 pesos por pessoa. Aproximadamente R$100 reais.

 

Total dos passeios, por pessoa: 185.000 pesos ou R$925 reais (aproximadamente)

 

Esses foram os valores que pagamos para a agências, mas além disso, tem as entradas dos lugares, que é necessário pagar em dinheiro e em cada lugar:

 

Piedras Rojas – 5.500

Laguna Cejar – 15.000 + 2.000

Salar de Tara – nada

Geyser del Tatio + Valle de la Luna – 10.000 + 3.000

 

Total das entradas: 35.500 pesos ou R$175 reais (aproximadamente).

 

Arredondando, com os passeios gastamos por volta de R$1.100 por pessoa. Lembrando que esses valores podem variar muito, de acordo com a agência, com a cotação do peso, de onde você fez a troca de dinheiro e dos passeios que escolheu.

 

Na 123 Andes podia pagar com dinheiro ou depósito bancário. Cada agência aceita uma forma de pagamento, o mais difícil é aceitarem cartão de crédito, por isso sempre é bom ter bastante dinheiro. Na agência Space pagamos com cartão de crédito.

 

Passeios – descrição

Os passeios são o motivo da viagem, então é bom ter cuidado com a agência e ir por indicação, e ler antes as reviews do Trip Advisor também. Tem agências muito baratas, daria para pagar bem menos, mas não acho que vale a pena. Também tem as mais caras, se você tiver como pagar, deve ser bom. A 123 Andes tinha preços intermediários e no geral gostamos. Foram bem pontuais e cumpriram o que prometeram, van com poucas pessoas e com ar condicionado. Abaixo coloco o que poderia ter sido melhor.

 

Piedras Rojas: esse lugar é muito, muito lindo! Imperdível! Fotos incríveis! Foi ótimo, o nosso guia era geólogo, então ele nos deu vários detalhes. O almoço foi bom também. De manhã estava bem frio, depois foi esquentando. Aqui tiramos a foto mais bonita de toda a viagem. A dica é perguntar para a agência se vão mais cedo que as outras, porque nós chegamos uns 15 min antes das outras, o que foi essencial para as fotos, porque depois que um monte de gente chega fica bem difícil de você fazer as fotos que quer.

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Laguna Cejar: essa é a laguna mais salgada que o mar morto. A entrada custa uma fortuna, mas vale a experiência. Em termos de passeio, esse foi o mais fraco, simplesmente porque não havia guia. Tinha só o motorista, mas ele falava bem pouco, então foi meio estranho, não curtimos muito. Depois da laguna Cejar, vemos outras lagoas, mas o motorista não tinha falado isso e já tínhamos tirado a roupa de banho, e nas outras não tem vestiário para se trocar. As paisagens são bonitas, mas bem menos do que a dos outros passeios. Achamos esse o passeio mais fraco, mas eu não cortaria, por conta da experiência de flutuar na Cejar. Já fomos com roupa de banho por baixo, o que facilitou. Leve chinelos, na agência não falaram isso e tivemos que andar um monte descalços pisando em pedras e minerais do chão. Tem chuveiros com água doce no local, são cruciais, não tem como você sair da laguna e pôr a roupa, é muuuito sal, você fica todo branco quando o corpo seca. No final do passeio, vimos o pôr do sol nas montanhas, o motorista serviu Pisco e queijos, foi gostoso, mas se fosse com um guia teria sido muito melhor, não sabíamos o que ia acontecer, não tivemos informação nenhuma do lugar.

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Salar de Tara: esse lugar é incrível, surpreendente. Muito lindo! Esse passeio foi realmente surpreendente, acho que essa é a melhor palavra. Gostamos muito. De manhã estava muito, muito frio e passei um pouco mal com a altitude, mas tudo valeu a pena. Quando estiverem no meio no caminho, pergunte ao guia sobre a pedra Obsidiana. Essa pedra é formada de magma e só tem nesse lugar, os incas as usavam para cortar corpos, porque são afiadas. Em Game os Thrones a pedra aparece como Vidro do Dragão. Ela é linda e tem no chão! Pegamos algumas para trazer. Os místicos dizem várias coisas sobre ela, que tem muita energia, que faz x e y. Enfim, trouxemos e fez muito sucesso.

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Geyser del Tatio: para esse passeio tem que madrugar, mas vale a pena. Faz muito, muito frio, pegamos 8 graus negativos. É preciso colocar toda a roupa que você tiver, mesmo assim vai passar frio. Os gêiseres são lindos. Só tem que tomar muito cuidado para não cair em nenhum deles, é morte certa.... Vários turistas já morreram lá, porque foram tirar fotos, se aproximaram demais, desequilibraram e caíram. As fumaças saem com mais de 200 graus. Colocaram umas barreiras de proteção melhor em alguns gêiseres por conta disso. O passeio é lindo, ver o sol nascer é imperdível. Depois seguimos para um local onde podemos entrar na água, ela está a uns 35 graus. A dica é já ir com roupa de banho e simplesmente entrar, não ficar pensando muito. Quase ninguém da nossa van entrou, todos estavam com muito medo do frio. É frio? Sim, muito! Mas vale a pena. Experiência para a vida!

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Valle de la Luna: achei esse lugar lindo demais. Não sabia que íamos fazer uma trilha pequena em cavernas, foi bem legal. Só passamos muito calor, é necessário estar com boné, levar muita água, protetor solar e bons tênis (ou bota de trekking), porque você anda na areia fofa algumas vezes. Vimos o pôr do sol da Pedra do Coyote, foi lindo, mas estava lotaaaado de gente.

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Passeio Astronômico: esse vale a viagem! Eu pagaria a passagem até San Pedro só para fazer esse passeio. Imperdível. Não vá em época de lua cheia porque o passeio é suspenso. O céu precisa estar aberto e a lua não pode estar muito cheia, então eles confirmam no próprio dia se terá passeio ou não. Porém é importar reservar antes o passeio por e-mail para a agência Space, foi isso que fiz. Uns 15 dias antes avisei as datas que eu estaria na cidade, e eles fizeram uma pré-reserva para um dos dias. É mágico demais!!!! Recomendo absolutamente a agência Space, porque os telescópios deles são incríveis. Fizemos o tour em inglês, era um astrônomo canadense muito engraçado, foi ótimo. Ficamos o tempo todo de pé, olhando para o céu. É frio, mas nada como nos Gêiseres.

 

O que poderia ser melhor: Tivemos um atendimento simpático na 123 Andes, e a consultora nos deu informações sobre os passeios e as roupas a serem usadas em cada dia. Foi ok, mas conforme fazíamos os passeios, vimos que poderiam ter nos dado informações mais detalhadas. Por exemplo, no Valle de La Luna ela disse para irmos com roupas confortáveis, mas no passeio tivemos que andar mais ou menos 1h30 no sol e um calor terrível, se não tivéssemos levado bonés estaríamos ferrados. E nossa água acabou, porque nos outros dias tínhamos levado garrafas enormes e não bebido quase nada, aí nesse dia levamos pouco e nos ferramos, por conta de andar no sol. Então faltaram mais detalhes do que faríamos em cada dia, se íamos andar ou não, pegar vento, para poder nos planejar melhor. Sobre a agência Space, foi tudo ótimo, único ponto é que os funcionários na loja não são muito simpáticos, tirando isso, foi excelente.

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Comida

Comer lá não é barato, pelo menos não se você ficar só na Caracoles. É difícil encontrar um prato individual por menos de 5.000 pesos. Alternativas: em alguns lugares, esses pratos são enormes, então dá para dividir com outra pessoa. Outra coisa é falar com os locais e descobrir os restaurantes fora do circuito, andando um pouco para fora da rua principal é possível encontrar pratos com qualidade semelhante por 3.000 pesos. Na rua Caracoles, eu recomendo o Estella Negra, principalmente para os vegetarianos (meu caso), pois eles têm menu vegetariano e vegano diariamente por 5.000. Vem bastante comida e é bem gostosa. Fomos também na pizzaria Charruá e gostamos, não é muito barato (uma pizza por volta de 10.000 pesos). La Picada del Índio é um clássico, quando o nome de um restaurante começam por “la picada” significa restaurantes baratos. Vem bastante comida, dá para dividir um prato. Tomamos muitos sorvetes na heladeria Babalu (isso que nos faliu, porque não é barato...kkk...à tarde bate um calor infernal, o sorvete é muito tentador). Recomendo provarem os sabores típicos de lá, com as frutas e nuts locais (como quinoa e lúcuma), achamos delicioso.

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Hospedagem

Ficamos no Hostal Tuyasto, reserva pelo Booking.com antes de ir, no Brasil, para duas pessoas em quarto privado. As funcionárias não são simpáticas, falam o mínimo necessário com você. Mas o quarto em que ficamos era bem grande, super espaçoso, tinha uma cama de casal e mais duas de solteiro, dois armários, então dá para guardar as suas coisas bem. Wi-fi é boa. Os banheiros são limpos, têm água quente no banho, e tem café da manhã (simples, mas ok). Não fica exatamente ao lado da rua Caracoles, que é a rua principal, mas é uma caminhada bem curta. É que em São Pedro tudo acontece na Caracoles, então parece que esse hostel está bem longe, mas são poucas quadras. À noite as ruas ficam bem escuras fora da Caracoles, dá um pouco de medo, mas a cidade é bem segura. Eu gostei de ficar nesse hostel, recomendo. Ficamos 5 diárias, pagamos em reais aproximadamente 160,00 por dia. O pagamento tem que ser feito em dinheiro vivo, mas pode ser em dólares (isentando do imposto IVA). Só atenção à qualidade das notas, eles recusaram duas notas minhas porque tinham rasgos pequenos.

 

O que eu faria de diferente

Eu ficaria pelo menos um dia a mais em San Pedro sem passeio, só para descansar entre um dia de passeio e outro. Os passeios são maravilhosos, mas cansativos, na maioria você acorda muito cedo, pode passar mal com altitude, enfim, cansa. Eu também iria para as Termas de Puritana e iria de bike até o Valle de la muerte, pois não tivemos tempo (e quando tivemos, estávamos exaustos).

 

O que fazer se não tem dinheiro

Para quem não tem dinheiro mas tem tempo, é possível ir para San Pedro e trabalhar lá em alguma das agências. Conheci alguns brasileiros lá que estão fazendo isso, morando por alguns meses, e com o trabalho conseguem pagar uma moradia e fazer os passeios de graça, como parte do treinamento para o trabalho. Para quem fala inglês, melhor ainda, porque há falta de pessoas fluentes! Fiquei surpreendida por ter poucas pessoas que falam inglês (no Chile em geral), e tem muitos turistas que só falam inglês, então há demanda. É possível trabalhar legalizado, não tenho detalhes, mas falaram que não é difícil. Além dos passeios, é uma experiência de vida incrível, você conhece muita gente do mundo todo.

 

Dicas gerais

 

- Guarde muito BEM o PDI, papel que te dão na imigração. É fácil de perder e parece com um comprovante de pagamento, você pode jogar fora sem querer. É o papel que autoriza a sua entrada, e te pedem em todos os hostels.

 

- Uma dica para facilitar o entendimento do valor dos pesos chilenos é cortar os 3 zeros e multiplicar o que sobrou por 5, isso dá o valor aproximado em reais. Por exemplo, algo custa 3.000 pesos, corte os zeros, sobra o 3, multiplique por 5, dá 15, então isso é por volta de 15 reais.

 

- Atenção quando for trocar dinheiro em casas de câmbio, seja no Brasil ou no Chile. Sempre preste atenção na qualidade das notas, que não podem ter rasgos. E guarde na carteira de modo que conserve a nota. O Chile foi o único país até agora em que tive muitas notas recusadas, dólares e pesos, porque estavam um pouco rasgadas.

 

- Para sua viagem ficar mais memorável, você pode fazer duas coisas. Uma é comprar um perfume que nunca usou antes, e usar só lá. Toda vez que você cheirar esse perfume novamente, vai ter lembranças muito fortes do lugar (bem mais que vendo apenas fotos, por exemplo). Eu não faço com perfume, uso versões mais baratas, levo um sabonete ou um hidrante que nunca usei e que só usarei lá. Sério, é muito legal fazer isso e depois de um tempo cheirar o mesmo perfume! Outra dica é com música. Escolha uma ou algumas para escutar lá. Toda vez que você ouvir, terá lembranças fortes da viagem.

  • Obrigad@! 1

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Gente o passeio mais lindo que eu já fiz...sem dúvida foi o Deserto do Atacama...acho que todo mundo deveria ir conhecer esse lugar fantástico, super recomendo...fiz um vídeo de 7 que ninguém me falou antes de ir para o Atacama e acho importante quem for saber:

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    • Por Gedielson
      A ideia de fazer o relato do meu mochilão pelo chile é partilhar com os outros um pouco da experiência de viajar e servir de incentivo e orientação do que fazer (ou não fazer).
      Vamos lá!
      Diário de bordo 1

      Sai de Londrina no domingo dia 18/12 às 7:45. Nunca pensei que uma simples viagem de Londrina para ctba pudesse demorar tanto. O ônibus entrou em tudo quanto é cidade, distrito e vila. Mas tbm fez uma parada na famosa "soledade". A máquina de suco natural de laranja é a melhor.
      Bem, depois de ser "assaltado" com os preços da Parada Soledade, foi hora de seguir viagem.
      Cheguei em ctba as 17:30. Quase 9 horas de viagem pra percorrer 400 km.

      O ônibus para Santiago estava previsto de saída às 20:00, mas só chegou as 22:00. A única opção que tive de ônibus foi a Chilebus. Deu trabalho pra compra a passagem, mas tudo funcionou bem.
      O que me tranquilizou foi que tinha algumas irmãs/freiras, da ordem trapista, que iriam embarcar no mesmo ônibus que eu e já haviam viajado outras vezes neste ônibus e disseram que ele costuma mesmo atrasar.
      Detalhe, uma das irmãs veio me perguntar se eu estava com bagagens e se eu não poderia assumir uma de suas bagagens. Infelizmente não dava neh. Não dá pra confiar nem em uma trapista hehe.
      Bem... As 22:00 o ônibus chegou. Embarquei e seguiu viagem.
      Logo que entrei, de tão cansado que estava eu dormi fácil. Não era nem 1:30 já passamos em Floripa em Porto Alegre as 6:40.
       
       
      Diário de bordo 2 Esse foi um dia de estrada. Saímos de porto alegre as 7:00, rumo ao interior do RS. O motorista não tinha dó de pisar no acelerador hehe Tbm não tinha dó de nós, só foi parar em Uruguaiana, última cidade do Brasil. Paramos para tomar banho e comer. Ahn banho... Como me fez bem! O guia disse que seria uma parada de 1:30. Ficamos um pouco mais de 2 horas parados. Foi bom pq arrumei uma tomada e deu para completar a carga do cel. Depois, mais duas horas parados nas alfândegas do Brasil e Argentina. Engraçado como é uma burocracia burra. Fiscalizam tanto para não fiscalizar nada. Seguimos viagem, agora do lado argentino. No começo pegamos umas estradas ruins, o ônibus andava muito devagar. Foi possível observar um belo por do sol. Depois de servido um lanche logo dormi. Acordei em uma parada lanche e banheiro, mas acho que demorei acordar e so deu tempo de ir ao banheiro rsrs e logo já voltamos para a estrada e dormi dnovo.     Diário de bordo 3   Já acordei bem mais no interior argentino. Estava em Rio Coarto, a 465 km de Mendonza. Fizemos uma rápida parada em um posto de gasolina para uma ida no banheiro. Tentei comprar algo de comer, me informaram que não aceitavam reais e nem dólar. Depois, já dentro do ônibus me falaram que conseguiram comprar com reais. Uma pena, estava faminto heheh Agora já é possível perceber alguma mudança na paisagem, já não tão tradicional. Quando chega em Mendonza, aí sim vc percebe que está em outro país. De longe vc começa a avistar os Andes com seu topo ainda coberto de gelo. A sensação de passar pelos Andrés e incrível. Impressiona a grandeza. Depois de muito subir, atravessamos para o lado chileno, e depois de uma via Crucis na alfândega chilena, voltamos a rodar.   Se a subida do lado argentino já é lindo, a descida do lado chileno é de tirar o fôlego.   A chegada em Santiago foi tranquila. Uma rodoviária apertada, lotada, lembra o camelo de Londrina ou até mesmo a região da 25 de março. Logo que desembarquei, fui atrás de comprar um chip local e trocar alguns pesos chilenos, o que pude fazer na rodoviária mesmo.   Na rodoviária tbm tinha mc donalds. Pensei que seria a solução pra minha fome infinita.  Pqp, pior Mc q já comi na minha vida! Lanche, suco(sem gelo), batata... Tudo parecia ser do dia anterior. Mas, enfim, eu tava com fome... E mesmo comendo um pouco, continuei com fome kkkkk Chamar um uber não foi tão prático como é no Brasil, mas deu certo. Cheguei no hostel. Hostel Chic. Muito bom! Limpo, organizado, confortável. Tomei um banho e fui dormir, estava exausto.     Diário de bordo 4   Acordei antes do cel despertar. Acho q é a vontade de viajar heheh Meu ônibus para San Pedro saia as 9:30, então coloquei o cel para despertar as 7:45 pra ter um tempo de ajeitar as coisas, utilizar do banheiro, tomar café e voltar para a rodoviária.   Eu já tinha comprado a passagem no dia anterior. Levantei, arrumei as coisas, tomei café e fui...rodoviária.   Comprei passagem pela Turbus. Saiu o equivalente a R$ 250,00. Um tanto barato pelo tanto que vou percorrer. A previsão é de 22 horas de estrada. Tinham me recomendado não pegar o Turbus, mas acho que estavam enganados. O bus e muito confortável e o melhor de tudo é que da pra carregar o cel é o carregador funciona de vdd, ao contrário de muito ônibus que conheço no brasil.   Obs. Perdi um carregador portátil de cel no hostel. Inexplicavelmente ele sumiu. Ainda bem que tenho outro. Agora é só esperar chegar em algum lugar descente para comer.   Hunnn Quase  10 horas na estrada e o lugar descente para comer não chegou. Não é que não chegou o lugar descente, é que não chegou lugar algum para comer. Graças a Deus que sou o mínimo prevenido e do Brasil eu trouxe algumas porcarias, tipo, bolacha passatempo e pingo de ouro, foi o que salvou.   A paisagem, desde que saí de Santiago não mudou muito. Muita montanha e um lugar bastante árido, com pouquíssima vegetação. Cidades uma distantes das outras, com uns 100 km ou mais. Ahn, no meio do trajeto foi possível avistar o oceano pacífico (eu nunca tinha visto outro oceano além do atlântico). Emocionante. Por um bom tempo viajamos com ele a esquerda.   O sinal de celular/internet funciona muito bem aqui (pelo menos com o chip q comprei). Funciona até atravessando túnel.   Fiz um amigo. Um australiano que sentou ao meu lado depois de algumas cidades. Por sorte ele fala um pouco de espanhol e português. Pq meu inglês é muito amador hahah.   Aproveitei uma entrada em uma cidade para comprar algo de comer. Não foi uma parada. Foi só embarque e desembarque, mas o australiano, vendo meu desespero por comida, segurou (pq senão o bus tinha me deixado) o bus enquanto eu comprava um salgadinho da Elma chips. Horrível e caro, diga-se de passagem kkkkk   No bus serviram uma bolacha, tipo walfer e um suco (doce que nunca vi igual) Deu pra dar uma enganada na fome.   Obs. O cenário muda quando chegamos em alguma cidade. Embora de ruas estreitas, elas parecem bem organizadas, mesmo entre tantas montanha, pedras e areia.  Apesar de longa e cansativa, a noite dentro do bus foi tranquila. Agora é só chegar no Atacama.   Diário de bordo 5     Primeiro dia no Atacama. Depois de mais de 20 horas de viagem, chegou. Meu hostel ficava bem perto da rodoviária. Cheguei às 9, mas meu check in era só às 14.   Victor, que toma conta do hostel deixou eu ingressar, tomar um banho e deixar as coisas mesmo antes do check in.   Banho tomado, fui atrás de agências para fazer os tours.   Pesquisei algumas, mas a que melhor se encaixou no que eu queria foi a Ayllu, uma agência praticamente brasileira. Fechei com eles ao meio dia e o primeiro tour foi às 14. Só o tempo de almoçar e já ir.   Almocei em um restaurante bom. Tortilhas acompanhada de guacamole. Mui bueno!   Passei no hostel, peguei a mochila e foi para o tour. Termas de Puritana. Foi quase um tour vip, uma vez que estava só eu e mais um casal de SP. Eduardo e sua namo (não lembro o nome, então pode ser Mônica rsrs).   Termas é top demais. Um oásis que corre no deserto. Uns 3000 m de altitude e a temperatura média da água é de 25 a 32 graus. São 7 piscinas, todas próprias para banho. Uma água muito cristalina. É possível ver o fundo em qq lugar q vc estiver.   Tentei tirar fotos debaixo da água, mas sem muito sucesso hehe   Depois de experimentar das 7 piscinas, foi a hora do lanche da tarde (oferecido pela agência), com prato principal cevichi, muuuuito bom, acompanhado de vinho branco  e mais um monte de coisas que nem me lembro.   Foi um tour sensacional.   Voltei para o hostel já quase de noite. Achei que em San Pedro do Atacama demora muito escurecer. Até 9 ainda está claro.   Cheguei exausto no hostel. E ao invés de tomar uma banho e descansar, não... Tomei um banho e fui atrás de uma agência que faz o tour astronômico. Consegui pegar a última vaga do ano, porém, o tour saia a meia noite. Contratei mesmo assim, queria muito fazer. Tem duas horas e meia de duração, ou seja, voltaria as 2:30 da madrugada. Detalhe, as 5:30 a van do tour do dia seguinte passaria no hostel me pegar.   Apesar da canseira foi muito bom ter feito o astronômico.   A vista do céu aqui do Atacama não tem igual. Uma guia, Alessandra, dava explicações sensacionais, cativante. Faz vc se apaixonar por astronomia. Depois de mais de uma hora de aula a céu aberto, somente com os astros iluminando e um frio de zero grau, foi a hora de observar os astros nos telescópios. Outra experiência única.   E para finalizar o tour, tivemos uma espécie de bate papo com um e astrônomo, Alan. Algo sensacional tbm. Acompanhado de chocolate quente.   Ônibus me deixou no hostel.  Só apaguei. Já dormi com a roupa de acordar no dia seguinte. Ou melhor, dali 3 horas hehehe.       Diário de bordo 6   Dia de conhecer as Lagunas Altiplânicas, Vale de la luna e Vale de la muerte.   Acordei cedo, muuuuito cedo. Me confundi com o fuso horário kkkkk Mas graças a Deus que foi mais cedo e não mais tarde. Sem contar que já tinha ido dormir bem tarde na noite anterior.   Bem... A van passou me buscar no hostel com algum atraso (isso se repetiu outras vezes ).   Logo quando saímos em direção as altiplânicas o guia avisa q teremos duas horas de viagem e seria bom que a gente dormisse para chegar bem descansado.   Dormir era uma coisa que eu precisava muito. Mas, pera... Cade o encosto de cabeça no banco da van?? Simplesmente não tinha kkkkk (conforto nessas vans tbm nao era o forte da agência) Tentei de várias formas. De varias mesmo, e depois de bastante malabarismo ajeitei um jeito desajeitado para tentar dormir. A canseira era tanta q consegui.   Quando estava para chegar nas lagunas, acordei com os sacolejos da van. Chegamos em Piedras Ojas primeiro. Onde tbm tem lagunas. Fazia tanto frio que quase não foi suficiente a roupa que estava vestindo. Somente com o rosto de fora e isso com alguma proteção de óculos de sol, ainda sentia frio. Uma delícia!   Piedra Ojas é perfeito. Suas pedras avermelhadas, com contraste do sal das lagunas, as lagunas que mais parece um espelho de tanto que refletem perfeitamente as montanhas que a cercam. Depois de curtir essa paisagem espetacular e poder tirar algumas fotos, a agência preparou um delicioso café da manhã. Eles montaram o café neste cenário. Ainda que fosse meu costumeiro pãozinho com manteiga e café já seria muito bom. Depois dessa etapa, fomos para as Lagunas Altiplânicas, tem os nomes mas não me recordo agora. São perfeitas tbm. Com um azul vivo que parece filtro de foto.   Nessas lagunas vc não pode chegar tão perto. Mas tem uma trilha entre uma e outra, com um caminho desenhado por pedras, que vc pode percorrer, um trecho de uns 2 km. Lógico que eu quis fazer. O cenário vai ficando mais espetacular conforme vc vai percorrendo a trilha. Mas, detalhe, estava a mais de 4000 m de altitude, era meu primeiro tour com tanta altitude, então, 2 km se tornam 20 hehehe No final da trilha eu estava quase morrendo. Alguns tinham andado mais rápido do que eu, outros ficaram pelo caminho, e estava só eu e minha garrafa de água de 1,6 que já estava bem menos da metade. Quase desisti, mas era uma questão de honra.   Finalmente cheguei na segunda laguna. Recompensador. E a van estava lá esperando. Na volta passamos pelo linha do trópico de capricórnio, o que para mim não é grande coisa rsrs(moro bem perto deste trópico), mas foi bom saber que estava no mesmo grau que em casa. Voltamos para a agência. Serviram almoço pra nós e seguimos para o segundo tour do dia: vale de la luna e vale de la muerte.   Tour este onde faz muito sol e muito calor. Entao... Ja comprei mais uma garrafa de 1,6 l de água. E lá fomos. Primeiro no vale de la luna.   Sebastian foi o nosso guia neste tour. Primeiro atravessamos uma caverna formada com o trabalho da água do oceano sobre os tantos minerais dessa região, principalmente o sal. Vc pode ver e tocar nos cristais de sal ao longo de toda a caverna. Quando começamos a entrar na caverna, confesso que fiquei com medo. Sei lá... Va que dá um terremoto bem na hora q estou dentro heheh vai saber!   Mas não, foi dboa. Alguns trecho da caverna ela se torna bem apertada, por isso o guia recomendou q não levasse nada além do celular, até pq precisaria da luz do cel em algumas partes, mas eu, com medo de dar um terremoto e acabar preso dentro da caverna, levei minha garrafa de água rsrs   A experiência na caverna foi além de minhas expectativas.   Quando saímos da caverna, subimos um bom trecho a pé, na beira de uma duna enorme de areia. Ao chegar no topo é possível ter uma vista que 360° do vale de la luna. O vale tem este nome pelo fato de todo o seu terreno é muito similar com o terreno lunar. Todo acidentado, cheio de crateras. Parecido com o que vemos nos filmes daquilo que deve ser a lua ou marte. A sensação é indescritível. Uma pergunta não sai da cabeça: como tudo aquilo se formou? Quando ocorreu? Foi somente a força da natureza? Parece impossível! A impressão que fico é que foi tudo cuidadosamente desenhado. Depois do mirante foi a vez de percorremos aquilo que chamam de anfiteatro. Um paredão imenso de rocha avermelhada que lembra muito uma arena do tipo romana. Passamos tbm pelas três marias. Tres, ou melhor, apenas duas rochas em pé, solitárias. Digo duas pq originalmente eram três, mas a algum tempo um turista subiu em uma para tirar uma foto e ela se quebrou. Diz a lenda que foi um brasileiro, porém, eu e meus companheiros de tour resolvemos mudar a lenda e dizer que foi um turista argentino rsrs.   Saindo dali fomos para o Vale del la muerte e Pedra do Koiote. Cenário que lembra bastante o do desenho do Papa-léguas.   Ali foi nos serviram um lanche da tarde, sempre acompanhado de um bom vinho e apreciamos o por do sol. Retornamos para a cidade e embora estivesse quase morto de canseira, precisei sair para trocar dinheiro. Faz parte da vida de um viajante.       Diário de bordo 7   Hj a van até q não atrasou tanto (taaaanto). Era para passar as 5:30 e passou quase as 6. O problema é q a agência colocou 11 pessoas em uma van com 10 lugares e por isso tivemos que passar em um outro local para por um banco a mais. Isso sim ajudou a atrasar ainda mais. Saímos às 6:30.   Isso foi ruim. Pq o tour da manhã era nós Gêiseres del Tatio e o fenômeno dos gêiseres são mais intensos na madrugada. Por isso é importante sair o mais cedo possível.  As outras agências iniciam o tour dos gêiseres as 4:30 da madrugada. Deixo aqui minha indignação com a Agência Aylu, e sinceramente, se hj fosse escolher uma agência, com certeza não seria ela.   Por causa do atraso, nosso guia subiu os 4500 metros de altitude muito rápido, o que acredito que ajudou no mal estar que senti ao chegar no local dos gêiseres. A princípio eu pensei que não conseguiria sair da van. Mas bem capaz... Não tinha como não conhecer este fenômeno.   A água sai da terra a uma temperatura média de 80°, o que nessa altitude é mais q suficiente para ferver.   O cheiro de enxofre é forte. Um cheiro que parece com o cheiro de ovo cosido.   O nosso guia foi muito rico nas informações que passou. Acrescentou muito ao tour.   Vapores por toda parte. Águas saindo da terra como se fosse um chafariz. Por todo o parque existem áreas delimitadas para evitar acidentes. Há relatos de turistas que sofreram graves danos com acidentes e outros que até mesmo morreram, tendo em vista que facilitaram e abusaram do espaço.   Apesar de algum temor de acidentes, quando respeitado os limites, o tour é tranquilo.   Em vários pontos é possível tocar na águas fervendo. Claro que fiz isso por várias vezes. Até pq ajudava a descongelar a mão que estava congelada do frio.   Nos gêiseres tem tbm uma piscina térmica que os turistas podem banhar-se. Entrei só um pouco, pois não é recomendável a permanência de mais do que dez minutos, devido a presença de alguns minerais que pode ser prejudicial a saúde.   Eu tbm nem queria ficar muito. Tava frio e a água não é taaao quente assim na piscina.   Ao sair da piscina tomamos um excelente café da manhã ali nos gêiseres mesmo.   A altitude me fez muito mal. Senti mal do estômago, muita fadiga, um mal estar e tontura. Ao contrário dos outros dias, não tive dor de cabeça, mas a sensação não é nada legal.   Ao descermos dos gêiseres, passamos por um vale belíssimo. Cheio de verde, vida animal e vegetal. Geralmente os turistas param ali para apreciação da paisagem e claro, tirar umas fotos, mas a nossa van não parou, somente passou bem de vagar, parando em alguns pontos, mas não descemos. Por um lado, eu estava tão mal e até achei bom não ter que descer.   Ao retornar para San Pedro, fui imediatamente em uma farmácia q tinha perto da agência e comprei um "sal de frutas". Foi tomar e a mal estar passou imediatamente. Graças a Deus! Pq dali a pouco já tinha o tour da tarde para fazer e não queria perder de jeito nenhum.   Algum tempo de espera e já sentindo fome (claro rsrs), partimos em direção as Lagunas Escondidas.   Não ficam tão longe de San Pedro. As duas vans lotaram e por isso eu é uma outra turista, Nathalia, tivemos que ir de Hilux, VIPs kkkkk   Foi legal que o tivemos um guia só para nós dois.   Mas, mesmo tendo um guia só para nós dois, ele não nos alertou de algo muito importante sobre as lagunas escondidas. Bem... As Lagunas Escondidas é um complexo de 7 lagoas formadas por águas subterrâneas e que por estar em uma área rica em sal, elas são praticamente conhecidas como lagoas salgadas.   A coloração delas são perfeitas. Contrastam com o branco do sal e variam entre um verde bem claro e vários tons de azuis.   Em duas dessas lagoas é possível entrar e o mais interessante, além da beleza, é que a concentração de sal é tão grande que por mais que vc queira ou tente, não consegue afundar.   As lagoas aptas para o banho e a primeira é a última. Então, como logo a primeira já era apta para banho, já providenciei minha sunga e cai na água. Como sabia q não afundava, entrei com aquele típico salto meio que abraçando os joelhos.   Pqp kkkkkkkk Foi isso que o meu guia vip não me alertou. Não deveria molhar o rosto (claro). É tanto, mas tanto sal que fica insuportável ele no rosto, lábios, olhos e nariz.   Logo que mergulhei de cabeça e todas as outras pessoas fizeram um coro de NAAAAO, um colega me arrumou uma garrafinha de água doce que limpei minha mão e depois limpei o rosto. Com isso fiquei zero km. Deu pra curtir a lagoa sossegado. O que me conforta é que outro colega fez o mesmo que eu heheh   A sensação de não afundar é muito boa. Estranha no começo, mas assim q vc pega o jeito da coisa fica muuuuito bom. A água é fria e tinha bastante vento, mas, dois min que vc está na água já está acostumado e não quer mais sair. Mas o almoço nos esperava. Um delicioso frango acompanhado de uma especie de pure de batata. Sempre regado com vinho. Comi muuuuito e depois de alimentado fomos percorrer as outras lagunas. O terreno é lindíssimo e é ajuda na beleza das lagunas, como relatei acima.   Ao chegar na última (apta para banho), o sol já estava mais baixo e o vento aumentava. Confesso que estava com medo do frio, mas mesmo assim entrei e foi show. A última é muito melhor q a primeira. Maior, mas funda, mais espaço, mais beleza. Se é que isso é possível.   Retornamos para a agência. Ao voltar para o hostel, acompanhei algumas meninas que estavam no tour e se hospedavam para o mesmo lado.   Paramos em um sorveteria e tomamos sorvetes com alguns sabores exóticos. Delicioso1 Passei na rodoviária para tentar comprar passagem para Santiago. Já estava fechada. Véspera de natal é complicado.   Cheguei no hostel, arrumei um pouco da minha bagunça, preparei as tralhas do dia seguinte. Estava quase que sozinho no hostel. só havia mais um casal, mas em acomodação bem longe.     Banho tomado, sai para trocar dinheiro e comer com um casal de amigos que conheci no tour. Por ser véspera de natal, os poucos restaurantes que estavam abertos estavam lotados. Encontrei o Felippe e a Rebeca no restaurante combinado, porém, muito mais tarde que o combinado. mas, deu bom!     Como eles já tinha jantado, participei só dá sobremesa. Muito boa por sinal.   Voltei para o hostel e dormi. Pq amanhã tem mais. Último dia.     Diário de bordo 8   Último dia em San Pedro.   O dia não começou tão cedo, até pq hj é só um tour.   Preferi ir até a agência do que esperar a van passar no hostel me buscar. Até pq quis passar na rodoviária tentar comprar passagem. Não consegui comprar pela internet.   Dei azar, rodoviária fechada. Normal, dia de natal neh. Fui para a agência. Não deu tempo de tomar café e já saímos. Dia de visitar o tão esperado Salar de Tara.   A caminho de lá passamos pertinho do vulcão Licancabur. Ver de perto é sensacional.   Parte do tour foi tbm o famoso Protetor do deserto do Atacama   Depois, mais estrada. Mas a estrada não é algo fixo. É no meio do nada. O guia é que vai fazendo em meio as pedras.   O caminho é longo, mas todo o trajeto é belíssimo. Ao chegar no Salar de Tara o espetáculo é ainda maior. Imenso, parece que que não tem fim. Um paredão de pedras em meio a penhascos e vales.   A vontade é ficar admirando a paisagem por horas. São pedra e rochas de vários formatos, cores e tamanhos.   Ainda passamos por outros penhascos de cores diferentes e formas perfeitas q contrastam com o céu azul. Perfeito. A última etapa do tour foi na Lagoa dos Flamingos. A van nos deixou em uma parte bem ao alto, perto do paredão de pedras e descemos por uma trilha.   Perfeito!  Curti cada momento. Afinal era meus últimos momentos neste paraíso. No fim da trilha, um delicioso almoço nos aguardava. Salmão com mais um monte de coisa.   Dessa vez, como já tinha acompanha as outras refeições, fiquei por último para me servir. Sabia q não ficaria sem. E por isso pude pegar bem mais que o normal hahahah   Na hora que cheguei na mesa a galera me chamou de pedreiro kkkkkkkk Foda-se, comi muito bem   A volta foi bem rápida, até pq não aguentei o sono e dormi uma parte do caminho. Quando cheguei em San Pedro, nem fui para o hostel. Pedi para me deixarem na rodoviária.   Graças a Deus deu tempo de comprar a passagem ainda para o dia 25. Era 4 da tarde e o bus saia as 18:45 para Santiago. Comprei uma das últimas passagens.   Corri para o hostel. Do qual já tinha feito o chek out, mas o Victor autorizou eu deixar minha mochila lá. Então, tomei banho bem tranquilo, separei o q precisava levar comigo dentro do bus. Carreguei o cel é o carregador portátil e pronto, partiu Santiago com alguns dias de antecedência uhul Que venha Santiago! 20 horas de viagem. Entrei no bus e tomei um dramim. Nem precisava, mas foi só para garantir que dormiria e apaguei geral.   Diário de bordo 9   Dormi tanto que fui acordar já era umas 10 da manhã. Já estava até bem perto de santiago.   Por isso, esse fim de viagem foi dboa. Lendo, comendo, dormindo, contemplando o Pacífico.   Chegando em Santiago a paisagem muda. Fica muito mais verde.   Desembarquei em Santiago peguei o metrô e fui para o hostel que eu teria reserva para dali dois dias. O jeito era arriscar.   Quando cheguei no hostel, o cara foi taxativo: só se tiver reserva; estamos lotados. Ele me indicou outros vários ali na região mesmo.   Fui em um vem perto, em uma rua paralela. Nada, lotado. Bateu uma preocupação hahah   Fui para o próximo do mapa, hostel Kombi. Nesse tinha vaga. Ufaaa. E era bem barato. Precisava de 3 noites em Santiago, mas como já tinha a reserva da última noite, contratei por duas.   Tomei um banho e sai explorar um pouco da região onde estava. Muito legal por sinal. Deu tempo de conhecer um parque e um pouco do comércio da região, já que nessa época do ano o sol se põe em Santiago quase as 9 da noite. Comi tbm, estava faminto.   Passei no mercado e comprei mais umas porcarias pra comer.   Sempre gosto de ir em mercados em outras cidades. Minha mãe tbm ama hahaha Eu acho q é como participar um pouco da vida local.   Voltando no hostel, coloquei um miojo pra fazer, mas daí fui comunicado que rolaria uma pizza no hostel. Resolvi pagar e participar. Seria uma forma de interagir. Só que não.   No hostel haviam vários gringos. Até aí tudo normal.   Foda é quando eles falam outra língua q não o espanhol.   Mas vários falavam espanhol, mas eram argentinos e chatos (não acho que todos os argentinos sejam chatos pfv).   Tentei interagir, mas sem chance. Só conversavam entre eles. E olha q sou fácil fácil de fazer amigos. Mas com esses argentinos, sem chance hhahah Comi a porcaria da pizza. Não passava de uma massa ruim d pão com molho de tomate barato. Recheio quase não tinha. Ou seja, não valeu de quase nada rsrs Sem problema, valeu a experiência de conhecer estes argentinos mal humorados kkkkkk e fiz amizades com algumas chilenas e chilenos (estes sim bem legais).   Deitei e apaguei.       Diário de bordo 10   Acordei às 9 para tomar o café que era servido até as 10. Depois tomei um banho e era dia de explorar a Santiago.   No meu quarto tinha um chileno. Pensa num mlk bom de papo. O que os argentinos não eram de conversar, esse chinelo era.   Depois de conversar sobre várias coisas, fui tomar um banho e sai para o tour. Sempre de metrô, que Santiago é muito bem servida. Te leva por onde precisar.   Primeira parada foi no Museu da História Natural, o Museu Nacional, que fica dentro de um parque com muito verde. Só o parque já valeria a pena. Mas o museu é muito top. Fiz bem em escolher ele como destino.   Depois dali fui para o museu dos Direitos Humanos, um museu da ditadura militar do Chile. É muito interessante e importante o museu, mas confesso que deveria ter ido primeiro nele e depois no da História Natural. Pelo simples motivo que vc sai de lá um tanto deprimido.   Mas valeu, foi bom!   Percorri um trecho da cidade a pé mas estava longe do meu próximo destino, então resolvi pegar o metrô em direção a outro parque. Parei para comer (claro haha) e depois só curti a natureza.   Voltei para o hostel caminhando. Não cheguei tarde no hostel.   O chileno estava la. Conversamos um pouco. Ele saiu  Eu tomei banho e sai tbm.   Como a região que eu estava era de muitos bares, sai dar uma passeada. Resolvi entrar em um e tomar uma cerveja. Neste bar tinha tipo um standard. E como eu era o único brasileiro ali, logo tornei parte do show.   Foi muito engraçado.         Diário de bordo 11   Último dia em Santiago. Acordei cedo para aproveitar o café do hostel. Tomei um banho. Arrumei minhas coisas. Fiz o check out. Deixei a mochila no hostel e fui em direção ao edifício mais alto da América latina, Gran Torre Costenera. E possível subir nele e apreciar toda Santiago em 360°. O elevador sobe muito rápido. O ouvido chega a tampar.   Lá de cima e show. Um edifício novo. Muito bem cuidado e dizem ser resistente a terremotos.   Eu e um grupo de turistas tivemos o acompanhamento de uma guia que falava português, ajudando bastante a entender a história de Santiago e seus principais pontos. O edifício fica agregado a um grande shopping. Tinha ouvido falar que tinha nesse shopping lojas de departamentos com ótimos preços. Não sei o que é ótimos preços pra esse povo. Pra mim tava tudo muito caro. Só comprei uns vinhos e chocolate. Ou seja, quase tudo q uma pessoa precisa na vida kkkkkk   Passei no meu novo hostel, fiz o check in e fui deixar a mochila no quarto. Este hostel tbm era muito bom. Praticamente um hotel, mas vc fica no quarto com várias pessoas.   De cara já encontrei com um brasileiro. Trocamos algumas informações e ali, na hora já combinamos de pegar uma balada. Afinal, está era minha última noite no Chile.   Votei para o antigo hostel pegar minha mochila e o brasileiro já tinha comunicado com outros dois brasileiros do novo hostel sobre a balada, ou seja, iríamos os 4.   A balada começava as 23 mas quem chegasse até a meia noite não pagava a entrada. Era tudo o que 4 brasileiros em fim de viagem precisavam kkkk   Descansei um pouco, fui ao mercado comprar porcarias pra comer durante a viagem do dia seguinte, tomei um banho. Comi um MC (claaro) e fomos pra balada.   Eu tinha olhado no mapa e visto q não era longe, por isso resolvemos ir andando. Pelo menos na região em que estávamos a cidade de Santiago é bem tranquila   Chegamos dentro do horário free.   A balada não era das melhores, mas isso se compararmos ao Brasil. Pq acho que de Santiago deve ser uma das boas. Tava bem lotado e a música era boa.   Valeu a pena para encerrar a viagem ao Chile.   Acho q não gostamos muito. Só fechamos, literalmente, a balada kkkkk Fomos os últimos a sair.   Chegamos no hostel às 5:00. Valeu, valeu, valeu!       Diário de bordo 12   Acordei às 6:30. Precisava pegar o metrô e chegar no terminal rodoviário umas 7 para embarcar as 8.   Foi tranquilo.   Gastei meus últimos pesos chilenos no rodoviária e partiu Brasil.   Apesar de estar com sono, quis curtir um pouco mais das paisagens do Chile e dos andes.   Como demorou na fronteira Chile/ Argentina, aproveitei e puxei um ronco.   Depois, mais de andes e aí sim, depois de ter descido eu dormi. Apaguei. Acordei já muito dnoite.   Paramos em um posto e gastei o q tinha de pesos argentinos. Pra que voltar com dinheiro neh?!.   Comi e voltei a dormir.       Diário de bordo 13   Amanheceu o dia, ainda era Argentina. Ta louco, é estrada que não acaba mais.   Na verdade, eu que escolhi andar tanto por estrada. Preferia até mesmo fazer todo esse trajeto dirigindo, mas, como não era possível, optei em fazer de bus mesmo. Também poderia ter optado em ir de avião. O preço não era muito diferente e tenho ciência de que todo esse tempo de estrada eu poderia ter aproveitado por lá. Afinal, foram mais de 10.000 km rodados de bus. Mas, a intenção era essa mesmo. Rodar de bus. Passar por lugares que um voo de pouco mais de duas horas não me proporcionaria. Conhecer lugares que o buzão passou. Conhecer pessoas que esse tempo no bus oportunizou   Enfim... Perto do meio dia chegamos na fronteira Argentina/Brasil. Trâmite dos dois lados. Saímos de lá quase as 2 da tarde.   Paramos em um restaurante. Parada de duas Horas para banho e almoço. Saímos umas 4 horas.   Estrada e um pouco de chuva.   Passamos por porto Alegre quase meia noite e dormi pra passar logo a viagem.       Diário de bordo 14   As 5:30 da manhã passamos por Floripa.   Em ctba chegamos as 10. Deu tempo de comprar a passagem do bus q sai às 11:00. Porém, esse bus demora pra caramba pra chegar em Ldna, pois ele vai parando em tudo quanto é lugar (parecido com o da ida).   Chegada em Londrina ás 20:00.   Mas graças a Deus a viagem foi toda tranquila, sem nenhum incidente, superou minhas expectativas.   Obrigado Senhor!  
    • Por filiperocha
      Fala galera!
       
      Eu e minha namorada acabamos e chegar do lugar mais incrível do mundo, mais conhecido como San Pedro de Atacama e, como aprendemos muita coisa aqui, nada mais justo que repassar pra vocês toda nossa viagem num relato cheio de informações atualizadas. Estivemos lá de 14 até 20 de outubro de 2016.
       
      As fotos (muitas) não postadas aqui estão no nosso instagram: @ofiliperocha e @maragbreves Se puderem dar uma moral lá, ficaremos gratos!
       
      Então, vamos lá! Acho que dividindo por tópicos fica mais organizado:
       
      Passagens aéreas
       
      Primeiramente, devo alertar que você NÃO DEVE COMPRAR o trecho Brasil - Calama antes de pesquisar bem outras alternativas. Óbvio que tem seus benefícios, como a obrigatoriedade de a cia área te alocar em outro voo caso perca a conexão por atraso no primeiro voo e etc, mas nem sempre compensa. No nosso caso, o trecho Rio - Calama pela LATAM sairia cerca de 600 reais mais caro do que comprar os trechos separados.
       
      Compramos as passagens em agosto e o trecho Rio-Santiago e Santiago - Rio saíram por 2 mil reais (para duas pessoas) em voos diretos!
       
      Sobre o trecho Santiago - Calama, comparamos os preços e decidimos comprar no site chileno da SKY AIRLINES
       
      ATUALIZAÇÃO IMPORTANTE 1: Em todos os lugares que pesquisei, havia lido que para comprar as passagens no site da sky seria preciso enviar um e-mail mandando dados, uma burocracia só..Informo que conosco não foi preciso nada disso.
       
      Bastou entrar no site chileno da companhia (para isso entre no site da companhia: http://www.skyairline.cl/verChange.aspx e selecione o país como CHILE e o idioma espanhol. Caso não apareça a opção, entre no site da empresa, no canto esquerdo superior da tela clique no país que aparece, que a tela pra você mudar de país vai aparecer). Escolhidos os trechos, basta inserir o numero de um cartão internacional que a compra será feita na hora, sem e-mails e demais burocracias. Como documento coloquei meu passaporte e minha namorada a identidade dela. Interessante é que no e-mail eles não aceitaram um endereço brasileiro (.br), porém o hotmail fornece e-mail apenas ".com", o qual utilizamos sem maiores dificuldades.
       
      O trecho Santiago - Calama ida e volta saiu por 110 dólares já com as taxas, para duas pessoas ! 300 reais mais barato do que comprando no site chileno da Latam.
       
      ATUALIZAÇÃO IMPORTANTE 2: Os principais sites avaliadores de cias aéreas estão desatualizados quando falam da SKY. A companhia se tornou uma low cost e não possui serviço de bordo, apenas venda de alimentos e bebidas. Como o voo dura só 2 horas, não foi nada que me atrapalhasse.
       
      No que diz respeito à qualidade do serviço, os aviões são ótimos! Eu e minha namorada achamos inclusive mais confortável que o voo internacional operado pela LATAM.
       
      Partimos do Rio às 6:40 do dia 14/10 e chegamos em Santiago pouco antes das 11:30. Nosso voo para Calama partia apenas às 15:25. Achei importante deixar essa folga de tempo para passar pela imigração e se caso nosso voo tivesse atraso.
       
      Nesse meio tempo, aproveitei para:
       
      comprar um chip de internet no chile: No terceiro andar do aeroporto de Santiago, saindo do elevador basta ir na direção esquerda até uma loja chamada FOTOKINKA. Lá, adquiri um chip pré-pago da Movistar que vinha com 150mb de internet e 2.000 pesos de crédito. Ainda na loja, a moça me orientou a discar um número e gastar esse saldo em mais 200mb de internet. Por fim, pagamos 9 mil pesos pelo chip e ficamos com 350mb de internet móvel para a viagem toda. Essa quantidade eu diria que foi razoável (acabou no último dia, no aeroporto de Santiago). Compartilhava os dados com minha namorada e controlávamos o uso do 3G (não deixamos ligado o tempo todo). Vale dizer que a cobertura da Movistar é ótima em San Pedro e em quase todos os passeios.
       
      Chegada a hora, embarcamos rumo a Calama, num voo onde o visual é alucinante, parece que não vai ter aeroporto pra pousar e você se dá conta de que está no meio do NADA.
       
       
      Chegamos ao Chile!
       

       
      Vista na viagem para Calama:
       

       
       
      Transfer do aeroporto El Loa (Calama) até San Pedro
       
      Chegando em Calama após 2h de voo, você se depara com o modesto e bonito aeroporto de El Loa. Bagagens retiradas, é chegada a hora de ir pra San Pedro do Atacama, cidade base para conhecer o deserto! Para tanto, será necessário contratar um serviço de transfer ou ir de ônibus. Pela comodidade, ficamos com a primeira opção.
       
      Muito se fala na Licancabur, mas é bom deixar claro que ela não é a única empresa que faz o serviço. No primeiro andar do aeroporto de Calama, há diversos stands de empresas que fazem esse transporte, mas atenção: Na volta, chegamos a Calama perto das 7h e estavam todas fechadas, então se você vai chegar cedo, é bom reservar antes.
       
      Reservamos nosso transfer diretamente com o Hostel (assunto para o próximo tópico) e quando chegamos já estavam nos esperando no desembarque com uma placa. Seguimos viagem numa confortável minivan da Hyundai com ar condicionado e bancos de couro até a porta do Hostel. Digo isso não por ser fútil, mas por custo benefício mesmo: A Licancabur te cobra 20 mil pesos, te leva de ônibus e, pelo que sei, te deixa no centro de SPA cheio de malas. Esse transfer que pegamos te leva de carro, com no máximo mais umas 6 pessoas e te deixa na porta do hostel pelos mesmos 20 mil pesos por pessoa (ida e volta), já com horário marcado pra te pegarem na volta. Prometo que vou procurar o recibo que tem o nome da empresa e posto aqui.
       
      O melhor: o motorista Rodolfo ainda deu uma paradinha pra tirarmos uma fotos antes mesmo de chegar na vila! (prepare-se para o vento, às 18h30 o vento começa a pegar)
       
      Chegamos no deserto!

       
      Paradinha para fotos logo na chegada:

       
      Hostel:
       
      Pra nós, foi uma das escolhas mais difíceis. Como era nossa primeira viagem pra fora, passamos meses pesquisando onde ficar. Por fim, acabamos escolhendo o Hostel Mamatierra, número 1 de avaliações no TripAdvisor. Daria pra ficar num mais barato? Daria, mas não sei se compensaria, sinceramente.
       
      O hostel é sensacional ! A começar pela simpatia do cara que nos atendeu quando chegamos. Nos deu mapa de SPA, senha do Wifi, informações sobre a cidade e sobre os passeios. No último dia, quando minha namorada passou mal, nos ofereceu gratuitamente remédios para mal de altitude. Os demais funcionários também são super simpáticos, em especial um boliviano que vem pro Rio ano que vem passar o carnaval!
       
      Dentre os pontos relevantes do Hostel estão:
       
      1) Café da manhã: Salada de frutas, sucos, chá de coca (e outros), pão, presunto, queijo, sucrilhos, leite, café, chocolate, iogurte..dentre outras coisas que não me lembro. É bem completo para um hostel, não tenho do que reclamar. E se em SPA você sai quase todo dia antes do horário do café, aí está: Você avisa eles no dia anterior e eles deixam um saquinho de lanche com o seu nome e quarto na cozinha pra você levar pro passeio! O lanchinho inclui pão, suco de caixinha, iogurte ou bote com pêssego e barra de cereal!
       
      2) Água quente: Pegamos um quarto com banheiro privado e não nos faltou água quente, todos os dias, toda hora que precisávamos.
       
      3) Bebedouro na cozinha: Nosso gasto com água em pelo deserto foi de 2 mil pesos em 2 garrafas de 1,5L quando chegamos. Isto porque o Hostel possui um bebedouro na cozinha onde você pode encher suas garrafas a hora que quiser, o que te faz economizar uma boa grana no deserto, tendo em vista o consumo intenso de água!
       
      4) Mercadinho do lado: com água, vinhos, lanches, congelados, legumes, frutas e conservados em geral. Do lado mesmo, não não dá nem três passos.
       
      5) Wi-fi: ponto negativo. Não pegava no quarto de jeito nenhum (talvez pq ficamos afastados da recepção). Na área comum pegava ok, nada demais o sinal. Poderia ser melhor, mas quem vai pra SPA não pode exigir uma "modernidade" dessas no meio do deserto e de fato não fará falta, o que não falta é coisa pra fazer.
       
      6) Paredes de Adobe: que isolam a temperatura (e o wifi também hehe). Não passamos frio em momento algum. O quarto era quentinho demais, durante o dia fazia até calor dentro dele.
       
      Entrada do Hostel:

       
      Área comum:

       
      Cozinha:

       
       
      Ja já eu volto pra continuar contando!
    • Por Matheus Verdan
      O vídeo abaixo mostra detalhadamente o valor gasto com combustível, hospedagem, alimentação, passeios, lembranças e seguros da viagem realizada entre os dias 02 de Janeiro de 2018 ao dia 21 de Janeiro de 2018.
      Eu Matheus Verdan, sai do Rio de janeiro e o Iago Luiz de São Paulo e juntos fomos do Atlântico ao Pacifico, do Rio a Santiago e voltamos. Rodamos cerca de 10000km em duas Tenere 250 por cerca de 19 dias. O valor final mostra exatamente quanto gastamos na viagem e serve de base para calcular o seu gasto.
      ► Saiba o preço do combustível no Chile e na Argentina.
      ► Valor gasto diariamente com alimentação.
      ► O custo da hospedagem na viagem.
      ► Quanto custa e onde contratar o seguro SOAPEX, seguro CARTA VERDE e Seguro Viagem.
       
      Links uteis: Seguro obrigatório Chileno - SOAPEX - https://www.hdi.cl/venta/Index.aspx
      Seguro Viagem - https://www.seguroviagem.srv.br/
      Vídeo da viagem - https://youtu.be/qNx7PDM1Yxw 
       
      Observação: O valor final esta somado com a multa que explico no vídeo. Se quiser qualquer informação sobre a viagem, será um prazer ajudar.
       
      Para acompanhar todas as fotos dessa trip espetacular entre no meu instagram:
      @mathverdan https://www.instagram.com/mathverdan/
      @iagoluizoli https://www.instagram.com/iagoluizoli/ 
       
      Gostou do Vídeo? Deixe aquele LIKE, não esqueça de COMPARTILHAR com seus amigos.
      ► Motos utilizadas: Duas Tenere 250
      ► Dificuldade da estrada: Médio
      ► Partida: Rio de Janeiro - BRL
      ► Chegada: Santiago - CHL
      ► Percurso: 10000 km
       
      Locais Visitados:
      ► Laguna Cejar
      ► Salar de Tara
      ► Salar de Atacama
      ► Laguna Tuyajto
      ► Gêiseres del Tatio
      ► Valle de la Luna
      ► Monjes de la Pacana
      ► Mão do Deserto
      ► Los Caracoles
      ► Salinas Grandes
      ► Lagunas Miscanti y Miniques (Altiplânicas)
      ► Concha Y Toro
      ► Fuerte Neptuno
       
       
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    • Por aletchos
      Pessoal, estive no Deserto do Atacama em agosto de 2016 e queria colocar aqui meu relato para ajudar o pessoal do fórum que está planejando uma trip para lá.
       

      Como chegar no Deserto de Atacama
       
      Para visitar o Deserto de Atacama você quase certamente ficará hospedado em San Pedro de Atacama, um povoado com 3 mil habitantes instalado no meio do deserto e que serve de base para todos os principais passeios ao Deserto do Atacama.
       
      De avião
       
      O aeroporto mais próximo fica na cidade de Calama, situada a aproximadamente 1 hora e 20 minutos de carro de San Pedro de Atacama. Calama é o principal ponto de chegada para quem chega de avião ao Deserto do Atacama.
       
      Paguei 76 dólares pelo voo de ida e volta pela Sky Airline, saindo de Santiago.
       
      No aeroporto mesmo existem umas 5 empresas de transfers que fazem o trajeto Calama – San Pedro de Atacama. Todas cobram um preço tabelado de 12.000 pesos ida e 20.000 ida e volta.
       
      Se você chega e sai de Calama, feche ida e volta e informe o dia e horário do seu voo de volta que eles irão pegar você no seu hotel/hostel a tempo do seu voo de volta.
       
      Sobre qual empresa escolher, todas parecem sérias e estruturadas, mas a Transfer Vip aparentemente possui mais carros, o que pode ser uma vantagem.
       
      De ônibus
       
      Você também pode chegar a San Pedro de Atacama de ônibus. A viagem saindo de Santiago leva quase 24 horas, o que certamente é cansativo.
       
      Com a Tur Bus você consegue comprar passagens até San Pedro, e com a Pullman Bus você chega até Calama.
       

      Quanto gastei no Deserto de Atacama
       
      Bom, gastos são sempre importantes, mas cada um sabe o budget que tem e o que pode gastar em uma viagem.
       
      Eu anotei absolutamente tudo o que gastei nessa viagem, dos passeios ao chocolate. Usei um app que gosto demais, que é o Travel Pocket (recomendo!). Segundo minhas anotações no app, meus gastos ficaram assim:
       
      CLP 339.250,00 (pesos chilenos, aproximadamente 522 dólares); USD 575,00; e BRL 1.386,00 (neste valor está apenas a passagem para o Brasil).  
      Assim, podemos dizer que minha viagem no total saiu por algo como R$ 5.220,00 (considerando 1 real como 3,5 dólares).
       

      Quando ir ao Deserto de Atacama
       
      O Deserto do Atacama é um destino que pode ser visitado durante todo o ano, sem restrições. O tempo é extremamente seco e raramente chove.
       
      Temperaturas. Basicamente, essa é a principal questão envolvendo o clima que você vai se preocupar. A amplitude térmica é muito grande por lá, ou seja, você vai pegar frio à noite e nas primeiras horas da manhã e calor durante o dia.
       
      Nos meses de verão (mesmo período do verão no Brasil) você terá temperaturas mais altas durante o dia, e no inverno (período em que eu estive por lá) já não tão altas. Por outro lado, no inverno você terá noites e manhãs mais frias do que no verão.
       
      Para você ter ideia, no passeio aos Geysers del Tatio eu peguei -13 graus logo ao amanhecer. Na tarde, já de volta a San Pedro, a temperatura estava um pouco acima de 20 graus, ou seja, uma diferença de 33 graus no mesmo dia!
       

      Geysers del Tatio – Temperatura quando estive por lá foi -13 graus!
       
      Os períodos com temperaturas mais amenas e uma amplitude térmica não tão grande é de março a maio e de setembro a novembro, portanto esses seriam os melhores meses para visitar o Deserto do Atacama, mas, como falei antes, você tem condições climáticas para visitar o Atacama durante todo o ano.
       
      Sobre o tempo ser seco, leve Bepantol e um hidrante e beba bastante água. É que com o tempo seco, sua boca e pele ficarão secas (incrivelmente secas), então você deve passar o Bepantol nos lábios o dia todo ou vai ficar com a boca parecendo a lua cheia de crateras!
       

      Onde ficar em San Pedro de Atacama
       
      A não ser que você procure algo muito específico, você certamente ficará hospedado em San Pedro de Atacama. É aqui que estão as agências e de onde saem os passeios para visitar o Deserto do Atacama.
       
      A cidade é praticamente toda voltada para o turismo, então você encontra opções de hospedagem para todos os bolsos e gostos. Saiba, contudo, que você está no meio do deserto e, em razão disso, recursos são escassos. São comuns relatos de falta de água, falta de água quente, falta de luz, internet, etc. Também em razão disso os preços são relativamente mais caros do que em outros lugares que já visitei.
       

      As ruas bucólicas de San Pedro de Atacama. Na foto, a rua Caracoles.
       
      Li praticamente todos os reviews de todos os lugares, peguei recomendações de blogueiros que confio que estiveram por lá, e acabei fechando no Booking.com. Certamente não é a opção mais barata, mas longe de ser mais cara. Tinha um café da manhã excelente, um quarto extremamente confortável e limpo, banheiro ótimo com água quente, Wi-Fi que funcionava razoavelmente bem, excelente localização e um igualmente excelente atendimento (em breve um review mais detalhado).
       
      O Hotel Pat'ta Hoiri é uma boa opção para quem está disposto a investir um pouco mais em conforto, sem pagar os preços estratosféricos de alguns hotéis de San Pedro de Atacama. Contudo, certamente não é a opção para os mochileiros que querem economizar ao máximo!
       
      Além da análise preço, a localização é um fator relevante. A principal rua de San Pedro de Atacama é a Caracoles, onde estão a maioria das agências e serviços que você precisa (farmácia, restaurantes, bares, etc). Grande parte do comércio está na Caracoles ou nas ruas próximas, portanto o mais próximo que você ficar daqui, melhor.
       
      De todo modo, San Pedro não é uma cidade muito grande, então com alguns minutos de caminhada você chega à grande maioria das hospedagens. Contudo, quando você está cansado do dia inteiro de passeios, é sempre melhor que o restaurante ou bar que você vai jantar esteja o mais próximo possível de onde você está ficando. Enfim, um ponto a considerar!
       
      Um hostel que também é muito bem avaliado e que já bons reviews de blogueiros é o Hostal Lickana. Esse hostel fica muito bem localizado e tem excelente reviews no Booking.com também e tem preços mais em conta que o Hotel Pat'ta Hoiri.
       
      Estou escrevendo um post com uma pesquisa bem extensa de preços comparados com as avaliações de outros viajantes e opiniões de blogueiros e logo posto aqui para vocês.
       

      Onde comer em San Pedro de Atacama
       
      Apesar de ser um povoado pequeno e simples, San Pedro de Atacama oferece opções excelentes de comida. Na Rua Caracoles estão bons restaurantes, mas nas ruas próximas você encontra outras opções interessantes também.
       
      Vou relatar aqui os lugares onde comi, o que comi e quanto gastei exatamente em cada refeição, mas fico extremamente feliz se vocês colocarem outras opções nos comentários, assim aumentamos as opções para quem está lendo esse post aqui.
       
      Restaurante La Casona, na Rua Caracoles
       
      Restaurante muito bom, comida extremamente bem servida (mata a fome e sobra) e de qualidade. Paguei 15.070 pesos pelo menu do dia (foto abaixo) e uma cerveja.



       
      Restaurante Blanco, na Rua Caracoles
       
      Outro excelente restaurante na Caracoles, talvez um dos melhores da cidade. Paguei 20.405 pesos pelo jantar, com vinho e água. O menu do dia, que saia por 10.000 pesos (o meu saiu mais caro pelo vinho e água), está descrito na foto abaixo, juntamente com as fotos dos pratos que consegui tirar por lá.
       



       
      Restaurante La Pica del Indio, Rua Tocopilla
       
      Restaurante um pouco mais em conta, que fica na rua Tocopilla, uma travessa da Caracoles. Gastei 8.140 pesos para comer um ceviche como entrada e peito de frango com batatas de prato principal. O valor do menu, com sobremesa, era 4.500 pesos, mas como bebi duas cervejas o preço subiu! O frango não estava muito bom, mas é uma opção mais em conta para quem quer pagar menos.
       





       
      Restaurante Delicias del Carmen, Rua Caracoles
       
      Outro bom restaurante na Caracoles. Paguei 12.100 pesos por uma entrada de salada de quinoa e frango com fritas, e também bebi uma cerveja por lá. Uma outra opção do cardápio, pelo mesmo valor, era uma caesar salad. Fotos abaixo!
       


       
      Restaurante Tierra Natural, Rua Caracoles
       
      Aqui, paguei 9.900 pesos por um frango com batatas salteadas e uma Coca-Cola. Comida muito boa, feita com ingredientes orgânicos e naturais e um clima muito legal. Achei o serviço um pouco atrapalhado, mas acredito que isso se deu pois já era mais tarde do que o normal.
       

       
      Restaurante Adobe, Rua Caracoles
       
      Outro excelente restaurante de San Pedro. Jantei aqui em duas ocasiões. Na primeira, comi uma pizza muito boa e duas Coca-Colas, que me saíram por 16.830 pesos. A pizza alimenta duas pessoas que não comem muito (vou ficar devendo a foto)!
       
      Na segunda vez, um risoto de quinoa e uma Coca, que me saíram por 13.305 pesos.
       

       
      Fora essas opções acima, existem tantas outras na própria Caracoles. E como falei antes, ficaria feliz se outras pessoas pudessem comentar no post outras opções que usaram.
       
      Além dos restaurantes acima, também tomei uns chopps e comi uma pizza que eles mesmo fazem no Bar Chelacanbur, que fica também na Caracoles. Por lá, na final do futebol masculino da olimpíada e vendo o Brasil levar o ouro, deixei 12.500 pesos numa pizza que foi dividida em 5 pessoas e em uma quantidade de cerveja que me deixou relativamente bêbado!
       

      Agências de Viagem em San Pedro de Atacama
       
      Uma das grandes dúvidas na viagem ao Deserto do Atacama diz respeito às agências de viagem, afinal são muitas opções! Outra dúvida é se devemos fechar os passeios com antecedência ou se deixamos para fechar quando estivermos lá.
       
      Vou tentar responder essas dúvidas!
       
      Qual agência escolher?
       
      Como falei, são muitas. E os critérios de escolhas são muitos e muito pessoais também.
       
      Antes de qualquer coisa, só queria colocar que usei três agências diferentes e não recebi qualquer apoio delas por ter o blog. Aliás, elas sequer sabiam (e nem devem saber) do blog. Só escrevo isso pois li algumas críticas no TripAdvisor para alguns blogueiros que recomendavam passeios de agências que ofereceram apoio a esses blogueiros e o serviço e preço prestado por essas agências aparentemente não foi tão bom (e não estou fazendo qualquer julgamento aos blogueiros, agências ou a pessoa que escreveu no TripAdvisor).
       
      Enfim, vou dizer como eu escolhi a minha agência.
       
      No hotel que fiquei, o dono recomendou a agência Latchir. Visitei e verifiquei os preços, que eram bons. Os passeios são quase todos distantes de San Pedro, ou seja, você vai ter que percorrer longas distâncias de carro. É importante pagar barato, mas o barato pode sair caro, pois seu trajeto (seja de ônibus, van, pickup, etc) pode ser um inferno, isso sem falar no carro quebrar ou até algum acidente.
       
      Depois, visitei a Ayllu, muito recomendada por blogueiros e brasileiros que visitam o Deserto do Atacama. Achei a Ayllu com um preço alto (por vezes seis vezes mais caras que as demais), mas não fechei nenhum passeio com eles para dizer se o preço compensa ou não. Contudo, dada a grande diferença, acho bem difícil que valha até 6 vezes mais.
       
      Depois, visitei a Grado 10, também muito bem falada pelos viajantes brasileiros. Em termos de preço, saiu mais caro que a Latchir, mas bem mais barata que a Ayllu. Acabei fechando com eles.
       
      Por que escolhi a Grado 10? Bons reviews no Trip Advisor e em blogs no Brasil e, principalmente, pelo grande diferencial: O caminhão!
       
      Todas as demais agências fazem os trajetos em vans, micro ônibus ou pickups. A Grado 10 faz num caminhão overland adaptado para esse tipo de viagem. Eu já conhecia esse tipo de caminhão há muitos anos, pois meu grande sonho de viagem é cruzar a África num desses. Quando bati o olho não teve jeito! Apesar de ser rústico, o caminhão é extremamente confortável por dentro, com bancos reclináveis e janelas grandes. No Valle de la Luna pudemos assistir ao nascer da lua de cima do caminhão e na Laguna Cejar ficamos lá em cima enquanto o caminhão ia para o lugar onde faríamos nosso brinde da tarde!
       

       
      Claro que isso é um pequeno detalhe e que me cativou, mas achei o serviço excelente também. A nossa guia (Camila) era excelente, prestativa, com muito conhecimento e falava espanhol e inglês, mas todos os brasileiros entendiam ela sem problema algum.
       
      A Grado 10 só tem 4 passeios, os mais tradicionais: Laguna Cejar, Valle de La Luna, Geysers del Tatio e Lagunas Altiplanicas (sem Piedras Rojas). Fechei os 3 primeiros com eles e paguei 80.000 pesos.
       
      Também li bons reviews sobre a agência Atacama Connection e fechei com eles apenas o Lagunas Altiplanicas com Piedras Rojas (pois a Grado 10 não fazia Piedras Rojas). Tudo ocorreu bem, o veículo era um micro ônibus confortável, a guia tinha conhecimento e era muito prestativa, mas não tinha a mesma vibe do caminhão da Grado 10 hehe! De todo modo, nada a reparar quanto ao serviço prestado pela Atacama Connection. O preço que paguei por esse passeio foi 35.000 pesos.
       
      Por fim, fiz o Salar de Tara com a agência Crisol(não achei site, por isso estou indicando o Facebook). Honestamente, não pesquisei absolutamente nada sobre essa agência, fechei o passeio um dia antes depois de sentar num bar com uns brasileiros que iam no dia seguinte e recomendaram. O carro e o guia eram muito bons e o passeio foi excelente também, portanto não tenho absolutamente nada a reportar sobre eles.
       
      Um post que me ajudou bastante na avaliação de agências foi este aqui, do Viaje na Viagem, além, claro, do Trip Advisor.
       
      Geralmente, quando os passeios saem muito cedo da manhã (como é o caso dos Geysers del Tatio, que você sai próximo das 5, dependendo da época do ano) as agências oferecem café da manhã durante o passeio. Nos passeios de longa duração também é oferecido almoço, portanto a inclusão de refeições é um ponto também a ser observado na sua escolha.
       
      Devo reservar com antecedência?
       
      Sendo bem objetivo, não vejo razões para você reservar com antecedência.
       
      São muitas opções de agência e você dificilmente ficará sem poder fazer algum passeio que queira fazer. Ainda, quase todas aceitam uma chorada e concedem um desconto no preço inicial, então minha recomendação é que você feche os passeios apenas quando chegar em San Pedro de Atacama.
       

      Passeios no Deserto de Atacama
       
      Existem muitas opções do que fazer por lá.
       
      Os passeios tradicionais são 4:
       
      Valle de la Luna: O mais próximo de San Pedro, fica há uma meia hora do centro da cidade. Nesse passeio você faz uma visita guiada dentro do Valle de La Luna, que tem formações muito lindas. Ao final do dia, você sobe até onde fica a pedra do Coyote para ver o por do sol. Quando estive por lá também era época de lua cheia, e de lá vimos a lua nascer junto com o por do sol, foi lindo!
       




       
      Neste post aqui conto um pouco mais sobre o passeio ao Valle de La Luna e também mostro algumas das fotos que tirei por lá.
       
      Geysers del Tatio: Nesse passeio você sairá bem cedo de San Pedro (perto das 4 ou 5 da manhã), pois os geysers são mais ativos antes de o sol nascer. O problema é que faz muito frio por lá, e você deve ir preparadíssimo. Em agosto, quando estive lá, peguei temperaturas de -13 graus.
       




       
      É um passeio que dura o dia todo, você percorrerá uns 200 km de carro e atingirá uma altitude de 4.300 metros. Em breve, colocarei aqui o link para o post que estou escrevendo sobre o passeio.
       
      Lagunas Altiplanicas: Um dos passeios mais distantes de San Pedro. As paisagens do altiplano são espetaculares (as fotos abaixo falam por si só). Este passeio dura o dia todo e você percorrerá uns 270 km de carro ida e volta. Você vai visitar a Laguna Chaxa e o povoado de Socaire, e também as lagunas Miscante e Miñiques. É na laguna Chaxa que você verá inúmeros flamingos e terá a chance de tirar as fotos que tirei abaixo!
       




       
      Em breve, colocarei aqui o link para o post que estou escrevendo sobre o passeio.
       
      Lagunas Cejar e Tebenquiche: Esse passeio tem duração de meio dia e fica a apenas 30 km de San Pedro de Atacama. Aqui você terá a oportunidade de nadar em uma das lagunas, que tem 200 vezes mais sal que o mar. É possível também avistar flamingos, mas eu não tive essa sorte.
       
      Em breve, colocarei aqui o link para o post que estou escrevendo sobre o passeio.
       
      Além dos passeios tradicionais mencionados acima, existem outras ótimas opções do que fazer. Algumas eu listo aqui:
       
      Salar de Tara: Além dos passeios acima, também visitei o Salar de Tara. É um dos mais distantes de San Pedro e também onde você atingirá uma das maiores altitudes (pouco mais de 4.800 metros). O frio não é tão extremo como nos Geysers, mas é bom ir preparado para temperaturas baixas. É um passeio de dia inteiro e você vai rodar quase 300 km ida e volta.
       
      Em breve, colocarei aqui o link para o post que estou escrevendo sobre o passeio.
       
      Tour Astronômico: A baixa luminosidade no deserto e a baixa umidade fazem do Atacama um dos melhores lugares do mundo para se observar as estrelas.
       
      Apesar de fotografia noturna ser uma das minhas preferidas, quando cheguei em San Pedro era a primeira noite de lua cheia, e a lua cheia, em razão da sua grande luminosidade, faz com que você veja um número menor de estrelas do que o normal. Em razão disso, o tour astronômico mais conhecido do Deserto do Atacama não estava ocorrendo. Esse tour é feito pela empresa Space e você pode encontrar maiores informações no site deles.
       
      No último dia, contudo, consegui ir para o meio do deserto tirar fotos noturnas, pois a lua cheia nasceria duas horas depois do anoitecer.
       
      Vulcão Lascar: O Lascar é um vulcão ativo que fica acima dos 5.500 metros de altitude. Inúmeras agências em San Pedro oferecem um hiking para subir o vulcão. Infelizmente, meu pouco tempo no Deserto do Atacama não permitiu incluir a subida ao Lascar.
       
      Sandboard: Você pode fazer sandboard no Valle de La Muerte. Essa é outra atividade que gostaria, mas que não consegui incluir no tempo que estive por lá. Em dias de lua cheia, o pessoal faz o sandboard à noite, o que deve ser muito legal. Inúmeras agências oferecem esse passeio, então você não terá problemas em encontrar alguém que leve você até lá!
       
      Termas de Puritama: Outro que não consegui incluir, as Termas de Puritama são piscinas termais no meio do deserto, localizadas a 30 km de San Pedro. É uma excelente opção para relaxar depois de um dia cansativo no deserto. Inúmeras empresas levam você até lá e o preço é algo em torno de 9.000 pesos.
       
      Salar de Uyuni: O Salar de Uyuni fica na Bolívia, mas inúmeras agências em San Pedro fazem travessias até lá pelo deserto, que duram de 3 a 4 dias.
       
      O que levar ao Deserto do Atacama
       
      Fazer as malas para essa viagem ao Deserto do Atacama não é muito simples. Você tem que considerar que vai pegar temperaturas extremamente frias e temperaturas relativamente quentes, tudo no mesmo dia.
       
      Fora os itens básicos de higiene pessoal e vestuário, acredito que a lista abaixo é suficiente:
       
      Meias para frio: Se você tiver meias de esqui, ótimo. Você vai usar no passeio dos Geysers del Tatio e pode ser bom para dormir também. Se você não tiver meias de esqui, leve a mais grossa que você tiver. Calçado confortável: Leve sandália e um tênis confortável para fazer os passeios, já que você vai andar com frequência. Não vejo necessidade para uma bota de trekking ou algo mais pesado, a não ser que você vá fazer algum trekking mais pesado, como o Lascar. Eu estava com um tênis goretex da The North Face, que é bem reforçado, mas praticamente todo mundo que vi por lá estava com tênis normal. Se você tiver uma bota ou um tênis mais reforçado, ótimo, caso contrário não vejo necessidade de comprar um. Calça térmica: Se você tiver, será muito útil. Ainda que você não tenha uma calça térmica técnica (aquelas para esqui, frio extremo, etc), uma ceroula ou uma calça justa ao corpo e que retenha o calor já será muito boa. Blusa térmica: Basicamente, o mesmo que da calça térmica, mas para a parte de cima do corpo. Eu tenho várias, porque esquio, e você pode encontrar umas baratinhas na Decathlon e na Centauro. Fleece: O fleece é o que chamamos de segunda camada, um blusão bem quentinho e excelente para reter o calor. Além do fleece, pense em moletons também para usar como segunda camada. Jaqueta: Terceira e última camada, você pode levar um corta vento ou até algo mais pesado (eu andei com minha jaqueta de ski nos dias de muito frio). Luva e touca: Eu usei luva de ski e passei frio nos geysers, mas em todos os outros passeios me virei bem com uma luva de lã e mão no bolso. Para quem sente frio na cabeça, uma touca é bem útil por lá. Roupas leves: Além das roupas acima focadas no frio, leve roupas leve, como camisetas, calça jeans, etc, pois boa parte dos passeios serão feitos em temperatura amena. Um casaquinho não muito pesado também é muito útil para as noites em San Pedro. Filtro solar: É sol o dia todo e sol forte, não economize no FPS! Mochila de ataque: Leve uma mochila de ataque para usar durante o dia, especialmente para guardar as roupas que você for tirando e a água que você precisará carregar com você. Bepantol e hidratante: O tempo é muito seco e seus lábios e pele ficaram muito ressecados, mas ressecados como você nunca viu antes. Sua mão vai ficar áspera e seus lábios vão rachar, então evite isso ao máximo com Bepantol e hidratante. Soro fisiológico ou Sorine: Seu nariz fica desconfortavelmente seco, então use esses produtos para ajudar um pouco. Colírio: O olho também sofre com o tempo seco.  
      Espero que a lista acima ajude vocês!
       
      Como falei antes, estou escrevendo uma série de posts sobre o Deserto do Atacama, e aos poucos vou publicando e colocando o link aqui para ajudar todo mundo.
       
      Coloquei aqui as informações que relatei no meu blog e o link para o post completo com mais fotos e informações está aqui. Espero que ajude!
      Não esquece de seguir o blog no Instagram para curtir as fotos que tirei lá no Atacama! Clica aqui.
    • Por fernandobalm
      Considerações Gerais:
      Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, preços, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar relevantes. 
      Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis na internet. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade.
      Informações Gerais
      Não foi necessário visto para ir ao Chile. Não era necessário nem passaporte, mas como minha carteira de identidade tinha cerca de 30 anos, levei-o. Não existia exigência para validade mínima. Meu passaporte vencia em fevereiro de 2018 (cerca de 4 meses depois da minha entrada). A moeda do Chile era o peso chileno, que podia ser trocada por reais diretamente (sem necessidade de dólares ou euros) em Santiago e São Pedro de Atacama. Existia a lei de isenção de imposto sobre valor agregado de 19% para pagamento de hotéis em dólares (acho que euros também), por isso levei dólares somente para este fim. Mas, como eu fiquei em hostels muito simples, não havia esta cobrança nem para pagamento em pesos e os dólares mostraram-se em grande parte desnecessários.
      Em toda a viagem houve bastante sol. Chuva de média intensidade só peguei em algumas horas de um dia em Santiago. As temperaturas também estiveram razoáveis (para um paulistano) durante o dia, mas um pouco frias à noite. Chegavam em média a 25 C ao longo do dia em Santiago e a um pouco mais no Atacama. À noite, a temperatura caía até cerca de 13 C em Santiago e 10 C no Atacama (perto da madrugada caía mais, chegando talvez a perto de 5 C). A exceção foi a ida de madrugada para Geysers del Tatio, em que ficou abaixo de zero.
       
      A população de uma maneira geral foi muito cordial e gentil, procurando até falar português, quando sabia .
      As paisagens agradaram-me muito, principalmente dos Andes e dos vários pontos do deserto . Sofri um pouco com a altitude de algumas atrações do Atacama, que passavam de 4.500 m e queimei minha boca 🤕 nos Geysers del Tatio devido ao frio , pois não a protegi adequadamente.
      Com um trânsito bem mais tranquilo que o de São Paulo, Santiago pareceu-me uma cidade bem organizada. São Pedro do Atacama pareceu-me pequena e só apresentava congestionamento de vans nas saídas simultâneas para as excursões e de pedestres na Rua Caracoles no centro.
      Achei o país muito saudável socialmente (muito mais do que o Brasil), apesar de ter conhecido poucos locais. Mesmo sem ter a força econômica brasileira, pareceu-me muito mais equilibrado. Como consequência, pareceu-me ser muito mais seguro. Uma francesa que lá conheci confirmou que Santiago lhe pareceu mais segura do que Paris.
      Gastei na viagem R$ 2.359,37, sendo R$ 84,37 com alimentação, R$ 376,19 com hospedagem, R$ 18,37 com transporte local durante a viagem, R$ 224,49 com a passagem de ida e volta de ônibus entre Santiago e São Pedro de Atacama, R$ 242,42 com ingressos para as atrações, R$ 679,92 com pacotes para as atrações, R$ 5,23 com tarifa para câmbio, R$ 5,53 com gorjetas, R$ 495,16 com passagens aéreas, R$ 212,07 com taxas de embarque para ir e voltar a SP e R$ 16,68 com IOF. Sem contar o custo das passagens aéreas, das taxas de embarque e do IOF o gasto foi de R$ 1.652,14 (média de R$ 118,01 por dia). Mas considere que eu sou bem econômico (desta vez até que nem tanto ). Fiz todos os meus gastos no Chile em espécie, para evitar as taxas e impostos cobrados pelo uso de cartões. Só comprei a passagem de ônibus para São Pedro do Atacama com cartão porque fiz com antecedência quando estava no Brasil e porque comprando pela internet o desconto era maior do que o imposto.
      A Viagem:
      Minha viagem foi de SP (aeroporto de Guarulhos) a Santiago em 17/10/2017 pela Gol (http://www.voegol.com.br). O voo saía às 10:30 e chegava às 13:40 horas. A volta foi de Santiago a SP (Guarulhos) em 31/10/2017 pela Gol. O voo saía às 14:20 e chegava às 19:10. Paguei R$ 495,16 por ida e volta. Paguei R$ 113,38 pela taxa de embarque de ida e R$ 98,69 pela de volta usando cartão de crédito. Ao todo o preço foi de R$ 707,23.
      Antes de sair do Brasil, no dia 16/10, comprei US$ 150 para a viagem, com taxa de câmbio de R$ 3,31. Gastei R$ 496,07 de câmbio e mais R$ R$ 5,45 de IOF. A taxa até que não foi ruim, mas como eu acabei não pagando toda a hospedagem em dólares porque os hostels eram muito simples e acho que não cobravam o imposto sobre valor agregado, teria sido melhor comprar somente pesos chilenos diretamente com reais em Santiago. As taxas seriam melhores e não pagaria IOF (como diz a Jovem Pan - Brasil, o país dos impostos). Saquei os dólares diretamente do caixa eletrônico do Bradesco na agência do começo da Avenida Paulista (https://banco.bradesco/html/classic/canais-digitais/autoatendimento/moeda-estrangeira.shtm), porém gastando muito tempo para poder cadastrar a autorização no sistema do banco (cerca de 3 horas), por ser a primeira vez e eu não ter biometria cadastrada.
      Na 3.a feira 17/10, no Aeroporto de Guarulhos troquei uma das notas recebidas da máquina por outras menores em uma casa de câmbio. As atendentes foram muito gentis (até estranhei). Quando fui usar o dinheiro no Chile disseram-me que estava riscado, borrado e com carimbos e que não era costume receberem notas assim no Chile, mas acabaram aceitando. Quando as troquei em Guarulhos eu não percebi.
      No voo conheci um casal de gaúcha e paulista que deram bastante informações sobre o Chile, Santiago e sobre suas experiências por lá .
      O avião fez o sobrevoo sobre os Andes (https://www.google.com.br/search?q=sobrevoo+andes+sao+paulo+santiago&tbm=isch) na parte final da viagem para chegar a Santiago. O comandante avisou que iria começar e me pareceu ter reduzido a velocidade para que os passageiros aproveitassem a vista ou talvez por razões de segurança. O avião parecia parar. Como o tempo estava limpo, deu para ver amplamente a paisagem. Achei-a espetacular . 
      Havia levado sanduíches para a viagem e talvez o jantar, mas não pude entrar com eles. Informaram-me que era proibido e seria descartado na verificação sanitária. Resolvi comer todos no voo e após a aterrissagem, antes de passar pela verificação sanitária 🥪🥪🥪🥪🥪.
      No aeroporto perguntei a alguns taxistas sobre como chegar ao centro e me deram informações incorretas 😞. Como já havia estudado um pouco o mapa da cidade não acreditei e fui até o centro de informações turísticas, que me deu as informações corretas sobre meios de ir ao centro, localização de hostels e demais pontos relevantes para minha estada em Santiago. Deram-me gratuitamente um mapa da cidade. Fui bem atendido . Achei estranha a postura dos taxistas e incompatível com o nível do país. Lembraram-me algumas experiências desagradáveis no Brasil.
      Precisei fazer um pequeno câmbio no aeroporto para pagar o ônibus até o centro. A taxa foi desastrosa. Foi de 169 pesos chilenos por real. Troquei R$ 16,00 na AFEX e ainda paguei US$ 1.50 de tarifa. Depois descobri que isso não era necessário. Poderia ter pego um ônibus da empresa Turbus até seu terminal e pago com cartão de crédito.
      Peguei um ônibus urbano regular da empresa Centropuerto (http://www.centropuerto.cl) até a região central (Metro Los Héroes - Plazoleta central) por 1800 pesos (acho que comprando a ida e volta havia um desconto). De lá fui caminhando até a Rua Augustinas para fazer câmbio para a viagem. No caminho vi bicicletas do Itaú para aluguel, semelhantes às que há no Brasil.
      Na Laser (http://www.cambioslaser.cl - Augustinas, 1022) troquei R$ 1.050,00 com taxa de 190 pesos chilenos por real e sem tarifa. Só não troquei tudo porque não aceitava notas de R$ 20,00. Troquei R$ 130 na Suiza (Augustinas, 1036) com taxa de 189 pesos chilenos por real e também sem tarifa.
      Fiquei hospedado no kombi Hostel (https://www.facebook.com/kombihostelsantiago) por 4 noites. Paguei US$ 35 e 1200 pesos chilenos pelas 4 noites (eram US$ 37, mas eu não tinha US$ 2 trocados). Paguei em dólares para ficar isento dos 19% do imposto de valor agregado, que não é pago por quem usa moeda estrangeira forte no pagamento. Mas o atendente, filho do dono, disse que eles não emitiam aquele tipo de nota em que vale esta regra, então não fazia diferença. Assim, os dólares teriam sido desnecessários.  Achei o hostel bem razoável, com bom café da manhã e boa localização, apesar do barulho à noite devido às casas noturnas do entorno. O dono era brasileiro e seu filho falava fluentemente português. Talvez por isso havia muitos hóspedes brasileiros. Para minha avaliação completa veja (https://www.tripadvisor.com.br/ShowUserReviews-g294305-d1672899-r540752838-Kombi_Hostel-Santiago_Santiago_Metropolitan_Region.html).
      Após chegar conheci alguns hóspedes e ficamos conversando. Havia duas cariocas, 1 argentino que trabalhava no Brasil, 1 baiano e 1 chileno. Depois ainda fui comprar 1 banana no Supermercado Líder (https://www.lider.cl/supermercado) por 160 pesos.
      Para informações e atrações de Santiago veja http://chile.travel/pt-br/onde-ir/centro-santiago-e-valparaiso/santiago e https://nosnochile.com.br/19-atracoes-gratuitas-para-curtir-em-santiago-do-chile. Os pontos de que mais gostei foram a vista dos Andes, o Parque Metropolitano, o Monte Santa Lucia, a simulação do interior do cérebro e os museus históricos e artísticos.
      Na 4.a feira 18/10 fui ao Parque Metropolitano (http://www.parquemet.gob.cl), que me disseram ser o maior parque urbano do mundo, mas que desconfio não ser uma informação precisa. De qualquer modo pareceu-me bem grande e gostei muito dele. Fiquei das 10 às 20 horas. Comecei subindo a trilha a pé para ir ao Santuário de Imaculada Conceição no Monte San Cristóbal. Fiquei lá algum tempo admirando a vista da cidade  por vários ângulos e também o santuário em si. Depois fui andar pelas trilhas do parque para explorá-lo, no meio da vegetação e às vezes na pista para bicicletas e automóveis. Havia piscinas, mirantes, áreas verdes, monumentos, casas de cultura, anfiteatros, construções para eventos e espetáculos, jardins botânicos, esculturas ao ar livre, cemitério de cachorros, etc. Encontrei muitas turmas (provavelmente de estudantes) e ciclistas. Não tive nenhum problema de segurança, embora ao perguntar para alguns profissionais de segurança, eles tenham dito para que eu evitasse trilhas desertas e algumas áreas na borda do parque. Abriu o sol e eu estava sem bloqueador solar, mas não me senti queimar muito. Achei espetacular a vista da cidade com os Andes ao fundo . Perto do belo por do sol um prédio muito alto refletia seus raios com parte lateral de suas janelas mais altas, fazendo uma imagem de que muito gostei . Todas as atrações foram gratuitas. Depois do passeio comprei 400 g de macarrão, 1 banana, 1 cebola e 1 tomate por 998 pesos chilenos no Supermercado Líder. À noite, o baiano Karlos Neon tocou algumas músicas brasileiras e estrangeiras na primeira parte de uma festa promovida pelo hostel. A festa teve uma 2.a parte e depois uma extensão numa casa noturna, mas eu fui dormir no intervalo . 
      Na 5.a feira 19/10 comecei indo ao Museu La Chascona de Pablo Neruda, mas não entrei por achar caro, somente vendo alguns versos nas paredes de fora. Segui visitando a Universidade perto do hostel e a Escola de Direito, o Bairro Bellavista, parques próximos ao hostel, o Parque Florestal, o Museu de Belas Artes e o MAC (Museu de Arte Contemporânea), em que havia uma simulação de como é dentro do cérebro , e o mercado de verduras e frutas, onde aproveitei para comprar 2 batatas por 40 pesos, 6 bananas por 270 pesos e 4 tomates por 200 pesos. Depois fui visitar um centro cultural, a Universidade Católica, igrejas, o convento franciscano mais antigo do Chile, a Estação Central, imprimi minhas passagens no terminal da empresa Turbus (lá os terminais são específicos para as empresas e não rodoviárias gerais) e terminei o dia visitando o Parque O'Higgins e agregados, de que muito gostei, com suas várias atrações . Todas as atrações que visitei foram gratuitas. Vi muitos cachorros de rua durante os passeios. Dei um dos mapas (acho que foi o do Parque Metropolitano) que havia ganho para a francesa Jane, que estava hospedada no hostel. Reencontrei as cariocas, agora juntas com outros brasileiros. 
      Na 6.a feira 20/10 comecei visitando o Parque Baquedano e o Bairro Lastarria. Depois fui visitar o Monte Santa Lúcia, que achei muito bom  com muitas atrações, construções antigas, monumentos, jardins, vistas espetaculares com 360 graus de amplitude a partir do centro da cidade , fontes, etc. Apesar da chuva, que engrossou um pouco ao longo do passeio, foi um dos pontos de que mais gostei. Havia vários brasileiros visitando o local. Saindo de lá visitei o Centro Histórico, o Centro Cultural La Moneda e o Museu Histórico Nacional, que achei apresentar uma excelente visão da história do país , com ilustrações e explicações do processo histórico. Mas, justamente por querer ver detalhadamente, não consegui completar a visita. Parei no meio do século XX, antes do Allende e do Pinochet. Saindo de lá, já sem chuva, pude ver e ouvir um grupo tocando música popular na Praça das Armas, que fazia com que as pessoas dançassem. Na volta para o hostel ainda passei por grupos folclóricos (1 deles com boneco gigante) em um beco com várias formas de arte. Todas as atrações foram gratuitas. Neste dia comprei 330 pesos em batatas e 2 tomates no mercado de verduras e frutas e 480 pesos num pacote de macarrão no Supermercado Líder, já me preparando para a viagem para o Atacama. À noite chegou um paulistano que pretendia passar o fim de semana em Santiago.
      No sábado 21/10 saí cedo para pegar o ônibus para São Pedro do Atacama. Pedi para tomar o café da manhã antes, coisa com que os atendentes do hostel concordaram, mas me disseram que não seria possível pães, pois a padaria só fornecia os pães a partir das 8 horas. Encontrei alguns pães na área em que os hóspedes deixam alimentos para compartilhar ou talvez em que o próprio hostel tenha colocado as sobras do dia anterior. Combinei então com o atendente de pegar aqueles pães e ele substituí-los quando chegassem os da padaria. Andei cerca de 1 hora a pé até o terminal da Turbus (https://www.turbus.cl), empresa de que eu havia comprado as passagens ainda no Brasil por 40.300,00 pesos. O ônibus saía às 9:31 e chegava às 8:00 do dia seguinte. Comprando pela internet havia desconto de 10 a 15% e comprando com antecedência ainda se conseguia preços mais baixos (acho que eram promocionais). Antes do ônibus sair pedi para a atendente de um bar encher minha garrafa com água da torneira, que ela disse ser potável. O condutor do ônibus alertou-me para tomar cuidado e não deixar minhas coisas sozinhas, principalmente passaporte e carteira. Foram fornecidos 2 pequenos lanches (1 suco pequeno de caixa e 1 biscoito pequeno) durante a viagem, que foi tranquila. Houve várias paradas em vários locais para embarque e desembarque. Gostei da paisagem enquanto ainda era dia , principalmente da parte que permitia vista da costa . À noite o céu estava bastante estrelado . Perto da chegada, a vista da região do Atacama também me agradou . Na parada em Chacabuco, comprei bananas, peras, pães e marraquetas (um tipo de pão) por 2932 pesos chilenos no Supermercado Unimarc (www.unimarc.cl). Conheci 2 alemãs (1 falava português, pois sua mãe era brasileira) e 1 francesa que estavam indo para São Pedro do Atacama.
      Para as atrações e informações de São Pedro de Atacama veja http://www.sanpedrodeatacama.com, https://www.visitchile.com.br/guias-de-viagem/san-pedro-de-atacama/aonde-ir.htm e https://www.dicaschile.com.br/2017/04/o-que-fazer-em-san-pedro-de-atacama.html.
      No domingo 22/10, após chegar, fui procurar locais com os menores preços para ficar. Passei por vários hostels e hotéis até encontrar o Juriques (http://www.juriques.com/hostales.html), que a alemã havia mencionado no ônibus e que eu havia pesquisado no Brasil. Quando lá cheguei o preço era menor do que o que eu havia visto no Brasil e o menor de todos que eu havia visitado lá. Fiquei nele por 6.000 pesos por diária. Para minha avaliação completa do hostel veja https://www.tripadvisor.com/ShowUserReviews-g303681-d2367239-r540755097-Juriques_Hostal-San_Pedro_de_Atacama_Antofagasta_Region.html. 
      O atendente Hector foi muito cordial e disse que entraria em contato com a pessoa que fazia os passeios para as atrações para o hostel para fazer um orçamento. Enquanto isso eu fui para várias agências (algumas que eu já havia pesquisado e com quem já havia conversado do Brasil) para levantar preços. Os melhores preços encontrei na Andes Travel (https://www.tripadvisor.com/Attraction_Review-g303681-d8368194-Reviews-Andes_Travel-San_Pedro_de_Atacama_Antofagasta_Region.html), Caracoles, 174, telefones 552893281, 982459568, 971044491, 942962663, que me atendeu bem. Para minha avaliação completa dela veja (https://www.tripadvisor.com/ShowUserReviews-g303681-d8368194-r540757282-Andes_Travel-San_Pedro_de_Atacama_Antofagasta_Region.html). Voltei ao hostel e Hector me disse que a sua parceira de pacotes não conseguiria cobrir os preços que eu havia encontrado. Agradeci muito e voltei para a Andes Travel para fechar o pacote. Paguei 110 mil pesos por um pacote que incluía 5 excursões (Lagoas Altiplânicas e Pedras Vermelhas; Salar de Tara; Vale do Arco-íris; Lagoa Cejar, Olhos do Salar e Lagoa Tebinquinche; e Geyser El Tatio). Saindo de lá fui agendar o Tour Astronômico na Space (http://www.spaceobs.com), que disseram ser muito concorrido e necessário ser agendado antes. Agendei para 4.a feira, 25/10, comprometendo-me a pagar US$ 30.00 (poderia alternativamente pagar 20 mil pesos) até as 15 horas do dia do evento, caso este não fosse cancelado (poderia ocorrer cancelamento devido a questões atmosféricas). Saindo de lá troquei US$ 20.00 por 2 notas de 10 e novamente comentaram dos carimbos na nota que não são bem aceitos no Chile, mas fizeram a troca. Também passei no setor de informações turísticas, onde me deram um mapa e várias informações sobre a cidade e sobre como ir ao projeto ALMA (http://www.almaobservatory.org), de observação do espaço sideral, inclusive para busca de vida extraterrestre. Depois de tudo isso resolvi aproveitar o fim de tarde para conhecer minha primeira atração, Pukara de Quitor (https://www.google.com.br/search?q=pukara+de+quitor&tbm=isch), que era próxima, somente a 3 km de distância. Fui andando. Paguei 3 mil pesos pelo ingresso de entrada. Gostei muito da vista dos mirantes  que existem ao longo da subida. Gostei também das estruturas arqueológicas, da estátua e da caverna . Na volta fiz caminho diferente e acabei não fazendo o melhor percurso. Estava de chinelo e acabei entrando no leito seco de um rio cheio de pedras, o que soltou a tira do meu chinelo . Ao voltar para o hostel conheci um grupo de israelenses, uma dupla de 1 americana e o chileno Brian, e um alemão que era engenheiro de ensino, teve uma doença e passou a trabalhar como caminhoneiro. À tarde já havia conhecido um espanhol das Canárias que estava passando uma temporada ali e vivia de tocar música. Preparei o que havia comprado para o jantar usando a cozinha do hostel. Pedi para o atendente me acordar no dia seguinte.
      Na 2.a feira 23/10 fiz a excursão para Lagoas Altiplânicas e Pedras Vermelhas (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=lagunas+altiplanicas+y+piedras+rojas). Acho que o atendente acordou a pessoa errada (ele disse que me acordou, eu recusei e não quis acordar 😪). Mesmo assim, pouco tempo depois eu acordei por conta própria e deu tempo de me preparar. A van estava prevista para passar às 7:30 e passou um pouco depois disso. Achei a excursão muito boa . Havia 6 brasileiros (de São Paulo, Limeira e Florianópolis) e 2 americanos de Miami. Achei o guia o melhor de todas as excursões que fiz. Começamos visitando o povoado de Socaire, onde havia um casa típica com uma lhama, objetos típicos e uma pequena e simples igreja histórica . Depois fomos para as lagoas altiplânicas e as pedras vermelhas. Paguei 3 mil pesos pela entrada. Achei-as espetaculares . A paisagem com as montanhas ao fundo e a cor das pedras, do solo e da água faziam uma combinação de que muito gostei nos vários locais. Chegamos inicialmente ao Salar de Talar onde tomamos café da manhã, que achei bem razoável . A água era fria, verde e salgada, e havia flamingos na lagoa. No meio da trilha havia uma estrada para carros, que eu achei que era aberta à visitação. Peguei-a para chegar mais próximo aos flamingos, mas era proibida. O guia assobiou para mim, mas eu pensei que estava achando que eu iria me atrasar e disse com gestos que só iria um pouco mais e voltaria. Quando voltei ele me disse aborrecido que o caminho era proibido. Aí que eu entendi. Eu sou meio lento mesmo . Depois fomos para as lagoas altiplânicas, com vistas igualmente espetaculares . Fizemos uma pausa para o almoço num restaurante, sendo que na subida já havíamos encomendado (e o meu pedido de almoço vegetariano foi cumprido). O preço já estava incluído no pacote. Gostei bastante da comida, simples e saborosa e do molho um pouco apimentado para se comer com pão . Dei 50 pesos de gorjeta. Após o almoço fomos para o Salar de Atacama e a Lagoa Chaxa. Paguei 2.500 pesos de entrada. Achei o salar bem interessante e amplo e a lagoa bela também, mas diferente das anteriores, por parecer ficar numa planície. Havia também bastante flamingos e crustáceos artemias. Desta vez perguntei ao guia antes detalhadamente por onde poderia andar e não saí do caminho . Ao longo do passeio vi pássaros, raposa e lagartos . Voltamos perto de 17:30. No fim do dia comprei 1 tomate por 30 pesos no Centro Agropecuário.
      Na 3.a feira 24/10 fiz a excursão para o Salar de Tara (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=salar+de+tara). Era das 9 às 17 horas. A entrada para as atrações foi gratuita. Estavam na excursão outros 7 brasileiros (2 de Brasília, 2 cariocas, 2 do ABC paulista e 1 paulistano de origem japonesa), 2 chilenas de Concepción e 1 mexicano. Os brasileiros, incluindo a mim em parte do tempo, ficaram juntos e pareciam bastante animados. O carioca mencionou a visita ao Estádio Nacional em Santiago, que eu não havia feito. A guia chamava-se Marta. A estrada era bem sinuosa e uma enorme subida em boa parte do trajeto. Houve muito vento, principalmente nas áreas mais altas e descampadas e perto da lagoa, porém até que não estava tanto frio, principalmente no sol. Paramos na estrada para o café da manhã num local com bela vista . Achei espetaculares as paisagens tanto no caminho como no próprio salar , principalmente a partir das zonas altas que permitiam vista bem ampla, do salar e da lagoa. As estruturas rochosas cujas semelhanças estimulam a imaginação também muito me agradaram . Vimos vicunhas, jumentos, pássaros e coelhos ao longo do passeio. Senti dor de cabeça a partir do meio do passeio, que foi o de maior altitude que fiz. O café da manhã foi bem razoável, mas o almoço não foi suficiente para todos com fartura. Foi servido após a visita à lagoa. Quando cheguei já estavam terminando vários itens e acabei pegando menos do que pegaria normalmente para deixar para os outros. Na volta paramos na estrada novamente para apreciar a vista e tirarem fotos. À noite ainda assisti a um jogo de futebol no pequeno estádio da cidade , com entrada gratuita. Comprei 600 pesos em tomates, cebola, pepinos, abobrinha, cenoura e pimentão no Centro Agropecuário.
      Na 4.a feira 25/10 fiz a excursão para o Vale do Arco-íris (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=valle+del+arcoiris). Era das 8:30 às 14 horas e incluiu um bom e farto café da manhã. A entrada custou 3 mil pesos. O motorista chamava-se Julio e o guia chamava-se Burak, era turco e sabia falar português razoavelmente. Eu era o único estrangeiro, acompanhado por alguns chilenos (cerca de 6). Vimos pássaros, vicunhas e lhamas no caminho. Começamos visitando Yerbas Buenas, uma área com petroglifos, que eram variados, com muitas figuras de animais, incluindo 1 macaco, 3 flamingos, desenhos xamânicos e outros. Depois fomos para o Vale do Arco-íris que tinha rochas com formas e cores variadas, amarela, verde clara, verde escura, marrom clara, marrom escura, cinza e negra, entre as que pude perceber. Achei o cenário espetacular, principalmente as vistas a partir do alto . Voltamos para a cidade e fui até o hostel, onde a americana Grace explicou-me sobre a ida ao Vale da Lua. Fui até a Agência Space, verifiquei que o tour astronômico da noite estava confirmado e paguei por ele. Depois dei uma volta por parte da cidade e gostei do Mural do Liceu Politécnico com cenas da vida indígena, das bonitas pequenas praças com vegetação (acho que local) e da igreja central, que visitei vários dias . Procurei ONGs para conhecer e não encontrei nenhuma que necessitasse de doações. Depois de muito procurar, descobri também de onde saíam os ônibus para o Projeto ALMA nos finais de semana, pois apesar de não haver vagas para reserva nem para lista de espera, era possível ficar esperando na porta do ônibus para ver se havia desistências. À noite fui ao tour astronômico da Agência Space. Foi um dos eventos de que mais gostei . Achei espetacular a vista do céu a olho nu e com telescópios. Era num observatório um pouco (uns 15 minutos) afastado da cidade. O ônibus nos pegou cerca de 20:50 numa esquina da Rua Caracoles e nos trouxe de volta cerca de meia noite. Eram cerca de 20 pessoas. O monitor da minha visita foi o Danilo. Pareceu-me ter profundos conhecimentos da área. Inicialmente foi possível observar o céu a olho nu e, com auxílio de um laser, identificar as constelações do zodíaco visíveis no horário. Posteriormente foi possível visualizar muitos itens com telescópios (cerca de 10), como as crateras da Lua, o Planeta Saturno, a Nuvem de Magalhães, as Plêiades, nebulosas, galáxias próximas, estrelas binárias, etc. No final, com a temperatura já bem mais baixa, houve uma conversa em um auditório para dúvidas, tomando chocolate quente. Só achei que parte do tempo usado com brincadeiras no início poderia ter sido usado para informações mais relevantes sobre o assunto, sem perder o bom humor que caracterizou toda a apresentação. Depois de encerrado, o ônibus deixou cada um perto das suas respectivas acomodações. 
      Na 5.a feira 26/10 fui com Grace pela manhã ao Vale da Morte ou Vale de Marte (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=valle+de+la+muerte+atacama). Fomos caminhando, cerca de 30 minutos. No caminho passamos por um mural sobre a população e o local. A entrada para o Vale custou 3 mil pesos. Realmente parecia com as fotos que eu costumo ver de Marte, com pouquíssimo seres vivos, só rochas e areia, de cores vermelha, laranja e marrom. As vistas me pareceram espetaculares . Havia algumas pessoas praticando descida de esqui na areia. Fomos até a borda final do Vale. Depois de contemplar bastante perguntei a Grace se queria ir para a parte de trás, que parecia um pouco distante, para contemplar a vista e depois descer pela areia, porém sem esqui. Mas ela disse que não estava muito bem, não tinha se alimentado bem e preferiria voltar. Fiquei um pouco preocupado, mas ela disse que conseguiria voltar sem problemas e que eu poderia ir. Depois dela reafirmar isso algumas vezes, mencionar que havia várias pessoas fazendo o trajeto, e portanto seria socorrida caso algo de errado ocorresse, decidi ir só para os paredões e deixá-la voltar só. Fiquei pensando se ela não poderia estar com hipoglicemia e acabei ficando preocupado durante minha ida aos paredões. Pedi autorização à guarda para ir ao outro lado do desfiladeiro e descer pela areia, ela ficou meio ressabiada, mas me autorizou, somente dizendo para eu ter cuidado, principalmente na descida. Para achar a entrada para o outro lado do desfiladeiro fiquei um tempo tentando, mas era óbvio que só poderia ser aquele caminho que peguei. Durante o começo da minha caminhada acompanhei Grace com o olhar lá de cima para ver se estava caminhando bem. Depois fui me aprofundando nos paredões e fui bem mais longe do que planejara inicialmente. Achei as vistas lá de cima espetaculares . Quando cheguei longe o bastante, já tendo passado do ponto original do caminho pelo qual viemos, decidi descer pela areia, fazendo uma espécie de esqui com os pés, o que encheu de areia meu tênis 👟. Na volta, já fora do vale, ainda subi em algumas colinas para apreciar a vista, em especial numa em que havia uma cruz. Quando cheguei ao hostel encontrei Grace conversando na mesa, com boa aparência. Perguntei-lhe se estava bem e disse que estava bem como sempre . Almocei, descansei um pouco e fui para a excursão para as Lagoas Cejar (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=laguna+cejar) e Tebinquinche (https://www.google.com.br/search?q=laguna+tebinquinche&tbm=isch) e os Olhos do Salar, a única da agência em que eu fui pegar o transporte na própria agência. Estava prevista para sair as 16 horas e atrasou cerca de meia hora. A entrada para Cejar custou 15 mil (até as 14 horas era 10 mil) pesos e para Tebinquinche custou 2 mil pesos. O motorista Eduardo do micro-ônibus era de origem boliviana e muito bem humorado. Eram cerca de 10 pessoas. Nesta excursão conheci o brasiliense Tiago, filho de mineiros, atleticano, e conversamos sobre a situação do Brasil. A Lagoa Cejar me pareceu muito bela  e com muito sal, onde não se afunda. Havia chuveiros para se tirar o sal depois do banho. A seguir fomos para 2 poços ao lado da estrada, chamados de Olhos do Salar, onde pude nadar bem, apesar da água um pouco fria. As paisagens do deserto agradaram-me bastante . Seguindo em frente fomos para a Lagoa Tebinquinche, cujas paisagens também muito me agradaram , variando de acordo com a luminosidade do fim de tarde. Dei uma volta no circuito permitido e pudemos contemplar o por do sol a partir dela, mostrando a cor da lagoa azul turquesa e as montanhas multicoloridas . No fim do passeio houve um pequeno lanche e experimentei uma bebida alcoólica chamada pisco sour, de que gostei  e achei não muito forte. Voltamos já no escuro. Em outro momento um francês que conheci no albergue me falou de sua visita à Lagoa Cejar de bicicleta. Fiquei pensando que poderia ter feito o mesmo, economizado o dinheiro da excursão, pago menos pela entrada e ficado muito mais tempo aproveitando desde a manhã. Neste dia comprei 860 pesos em pães, 120 pesos em 1 cebola e 460 pesos em cenoura, maças e abobrinha no Centro Agropecuário. Pedi para um grupo de 3 chilenas que havia chegado e ficado no mesmo quarto para me acordarem no dia seguinte por volta de 4:15.
      Na 6.a feira 27/10 fiz a excursão para os Geysers del Tatio (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=Geysers+del+Tatio). Era das 5 hs ao meio dia. As chilenas, que também iriam para a mesma excursão, porém com outra agência, acordaram-me exatamente como pedi. Durante boa parte da noite um rapaz esteve passando mal e vomitando. Perguntei se precisava de ajuda, mas não respondeu. Pelo que o atendente do hostel me falou ele estava alcoolizado. O micro-ônibus demorou um pouco para passar (atrasou mais de meia hora). O motorista novamente era o Eduardo, mesmo do dia anterior. Eram cerca de 20 pessoas, entre as quais havia uma publicitária de São Paulo. A entrada custou 10 mil pesos. Dei mil pesos de gorjeta quando o guia passou o chapéu pedindo no fim da excursão. O ônibus subiu lentamente, em parte no escuro, mas como atrasou, em parte já com um pouco de luz do amanhecer. Assim deu para ver a silueta das montanhas e alguns animais. Achei a paisagem espetacular . Ao chegar lá informaram-nos que a temperatura era de -6.4 C  e após breve explicação e recomendações de segurança fomos ver os geysers. Havia vários e a água era muito quente e jorrava bem alto em alguns. Existia um geyser chamado Mata Gringo. Narraram que uma turista belga morreu queimada quando caiu em um geyser. Na minha visita as delimitações guardavam razoável distância para os pontos de que saem água. Pude tocar em um pouco da água que escorria pelo chão de um geyser e senti o quão quente poderia ser (estava quase fervendo). Achei a vista deles muito boa e os maiores imponentes . Tomamos café da manhã (razoável, mas inferior ao da maioria das excursões anteriores) apreciando os geysers. Na volta pude ver a paisagem com a luz do dia. Entre ida e volta pudemos apreciar o vulcão que havia no caminho, as montanhas, os cursos de água, a vegetação e os animais (flamingos, pássaros, vicunhas). Paramos na estrada para ver o vulcão e as aves no rio e depois no povoado de Machuca, onde havia espetinho de carne de lhama. Eu, como não como carne, fui explorar a vila e conhecer a pequena igreja local de 1933, a vista a partir da colina em que ela ficava, as casas locais e o jardim com plantas típicas . Fizemos ainda uma parada extra no cânion de um rio com montanhas em volta . Chegamos por volta de meio dia, eu almocei e fui deitar um pouco, pois estava com dor de cabeça, provavelmente devido à altitude, que perdurou por boa parte da tarde. Após conversar com um jovem chileno recém chegado e receber algumas informações dele, saí cerca de 15 hs para conhecer a Garganta do Diabo (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=garganta+del+diablo+atacama). Fui andando, cerca de 45 minutos. Era um pouco à frente de Pukara de Quitor. A entrada para a Garganta do Diabo e Catarpe custou 2 mil pesos. Na portaria deram-me um mapa e me disseram que fechava por volta de 19 hs. Logo na saída encontrei um francês, perguntei se queria ir junto, mas ele disse que caminhava só. Inicialmente fui admirando a paisagem semidesértica e depois fui por uma trilha que ia subindo, permitindo belas vistas  e acabava em um túnel, que atravessei, só para ver o que havia do outro lado. Eu não tinha luz, mas mesmo assim consegui atravessá-lo com a iluminação que entrava pelas 2 saídas. Não quis seguir em frente do outro lado, somente apreciei um pouco a paisagem. Depois daí segui para a garganta, de que muito gostei . Pareceu-me longa e variada. Achei espetaculares os caminhos no meio do desfiladeiro e as estruturas naturais de pedra. A seguir fui para Tombo de Catarpe, um local com ruínas de construções de pedra. A vista a partir dela também me agradou . Por último visitei mais para frente a Igreja de São Isidro, que era uma capela de 1913, bem simples e antiga, parecia feita de argila. Reencontrei o francês em vários pontos do caminho e no fim quando eu voltava da capela ele estava indo e me perguntou se era longe e o quanto valia a pena. Resolveu ir também. Já bem mais para a frente, próximo da portaria, encontrei as 3 chilenas do albergue, que me pediram para tirar fotos delas. Na saída, pouco depois das 19 hs, pedi desculpas ao porteiro pelo atraso, mas ele disse que não havia problemas. À noite reencontrei o chileno que havia chegado ao hostel e conheci um grupo de alemães em viagem pela América do Sul, com quem fiquei conversando durante o jantar. Ao ir para o quarto dormir conheci um casal de chilenos, o homem era policial, que iria dormir em cima da minha cama (fiquei com medo da cama não aguentar com os 2 ). Comprei 700 pesos em pães na Tackey (https://www.yelp.com.br/biz/tackey-san-pedro-de-atacama), que achei ter os melhores preços, 550 pesos em espaguete no armazém do Vicente, que ficava um pouco abaixo, e 880 pesos em maças, cenoura, pepino e abobrinha no Centro Agropecuário.
      No sábado 28/10 o casal de chilenos e as 3 amigas chilenas foram para Yuni, Grace foi embora e chegaram um grego, australianos e uma alemã. Logo de manhã fui tentar ir visitar o Projeto Alma. Disseram-me que o ônibus saía às 9 horas e eu deveria chegar por volta de 8:30 para ficar em uma fila, caso houvesse desistências. Se desejar fazer esta visita, sugiro fortemente reservar seu lugar o mais rápido possível, pois hoje, dia 12/06 em que estou escrevendo, verifiquei que a próxima data em que se consegue confirmar a visita, sem depender de lista de espera ou desistências é 30/09, ou seja, daqui a mais de 3 meses. A página para tal é http://www.almaobservatory.org/en/outreach/alma-observatory-public-visits. Cheguei por volta de 8:35 e já havia 2 pessoas esperando, 1 alemão e 1 brasileira. Começaram a chegar mais pessoas e logo depois chegou a coordenadora da ida, que organizou a fila e começou a chamar os inscritos confirmados e os inscritos para a lista de espera. Quando acabou de chamar os da lista de espera, o ônibus ficou cheio. Aí o alemão foi embora. Alguns instantes depois a coordenadora disse que 2 pessoas haviam desistido (acho que porque nem todos do grupo em que estavam conseguiram vaga) e que havia sido aberta 1 vaga. Então a brasileira que estava na minha frente pode ir na última vaga, mas eu não. Fiquei feliz por ela, pois era a única chance dela, posto que iria embora no dia seguinte. Decidi então visitar o Vale da Lua (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=valle+de+la+luna+atacama). Fui a pé e fiz todo o percurso a pé. Paguei 2.500 pesos (500 pesos a menos por ter entrado de manhã) pela entrada. Levei uma garrafa grande de água, 5 pães e 1 maça. No Centro de Visitantes a atendente deu-me uma explicação geral sobre a visita e, vendo que eu estava a pé e desejava ir depois à Pedra do Coyote, autorizou-me a sair por trás, algo que não era permitido normalmente, sendo que aquela saída estava fechada. Achei espetacular o Vale da Lua , com suas paisagens e variações. Após caminhar um pouco passei pelas Cavernas de Sal. Quando estava visitando as mais fechadas, um casal iluminou o caminho para mim, posto que eu não tinha iluminação. No fim havia um cânion, mas parte estava fechada. A seguir fui para a duna e o mirante. A duna lembrou-me as praias do nordeste brasileiro. O mirante tinha uma vista espetacular , com o anfiteatro bem à frente. Achei um pouco confusas as suas trilhas. A seguir passei por 2 minas de sal antigas. Por fim passei pelas 3 Marias e entrei num campo de sal em que havia uma mina grande. O campo de sal parecia ter aparentes lagos, rios e cachoeiras de sal, que achei espetaculares . Lá encontrei um grupo de brasileiros que tinha vindo de carro desde o sul do Brasil. Após apreciar bastante as várias construções naturais do campo de sal, voltei para a estrada e fui para a saída. Creio que saí perto de 17 horas, rumo à Pedra do Coyote. Mas a volta foi grande e demorei cerca de 2 horas para chegar lá andando. A paisagem do deserto em parte foi bem interessante, mesmo vista da estrada. Cheguei um pouco após o por do sol, mas ainda deu para aproveitar o crepúsculo para apreciar a vista . Fiquei lá até quase a escuridão total e depois voltei no escuro pela estrada, algo que não foi muito agradável, mas não teve grandes problemas. Neste dia comprei 620 pesos em pães.
      No domingo 29/10 tentei novamente ir ao Projeto Alma, mas novamente não consegui. Cheguei perto do mesmo horário do dia anterior, mas desta vez já havia várias pessoas esperando. E não houve desistências suficientes, então ninguém que estava esperando pode ir. Fui então caminhar pela estrada para apreciar com calma a vista perdida do dia anterior. Havia alguns pontos muito bons de observação para o Vale da Lua . Do outro lado reencontrei o final do Vale da Morte em que havia estado antes. Pude explorar com calma a região e contemplar o deserto. Quando voltei para o hostel para almoçar, conheci um casal de brasileiros (Bianca e o marido) que havia acabado de chegar de uma excursão ao Salar de Yuni. Narraram suas experiências, de como gostaram dos locais visitados, das instalações precárias onde pernoitaram e de como passaram mal devido à altitude. Falei-lhes do tour astronômico e se interessaram, porém não conseguiram vaga. Depoi do almoço fui ver alguns pontos da cidade que faltavam e depois fiquei admirando a vida na praça central. Não houve jogos à noite para assistir. O grego foi embora e eu fui dormir cedo para me preparar para ir embora no dia seguinte. Comprei 1450 pesos em pães e 750 pesos em tomates, maça, pimentão e abobrinha.
      Na 2.a feira 30/10 de manhã despedi-me de Hector e peguei o ônibus às 9 horas para Santiago. A viagem foi tranquila com paisagens belas de montanhas e praias . Deu para ver boa parte do que eu havia perdido na ida por estar à noite, principalmente as praias da região da Bahia Inglesa, o caribe chileno. No fim do dia o tempo fechou, mas ja estava escurecendo mesmo e não comprometeu muito. O ônibus parou várias vezes novamente e forneceram 2 lanches pequenos. Além deles, comi parte do que havia comprado e levado. Chegamos por volta de 8 horas da manhã.
      3.a feira 31/10, após chegar fui caminhando até o Palácio de La Moneda, para onde tinha enviado um email para tentar agendar uma visita. No caminho comi uma empanada de uma ambulante, que mais parecia um pastel, pagando mil pesos. Mas não consegui fazer a visita, pois não responderam meu email. Era necessário ter agendado antes (https://visitasguiadas.presidencia.cl). Como não tinha acesso a Internet, o atendente do centro cultural emprestou-me seu celular, mas não achei a resposta. Então fui visitar as salas que faltavam do Museu Histórico Nacional, mas elas estavam fechadas temporariamente para algum tipo de reforma. Ou seja, tinha optado pelo Palácio de La Moneda e pelo Museu Histórico (se desse tempo) ao invés do Estádio Nacional por ser mais viável no tempo de que disporia, mas acabei não conseguindo visitar nada . Entretanto, por coincidência, estava lá bem na hora da troca da guarda, que pude acompanhar inteiramente (cerca de meia hora) . Passeei um pouco pelo centro, comprei 700 pesos em pães Supermercado Cencosud (http://www.cencosud.com), 1250 pesos em uma empanada de queijo e champignon (neste dia foram minhas primeiras empanadas da viagem) e 630 em um creme de Berlim na Paradiso S.A. (http://www.paradiso.cl). Gostei muito destes 2 últimos . Perguntei para a atendente se poderia pagar um pouco menos pela última (acho que cerca de 20 pesos), visto que estava indo embora e aqueles eram meus últimos pesos, sem contar o ônibus, e ela concordou. Depois de comer e andar mais um pouco, peguei o ônibus para o aeroporto, pagando 1800 pesos. Um pouco antes de embarcar comi os pães que havia comprado numa mesa do Starbucks, após pedir para a atendente para usá-la, que deixou. O tempo na volta estava encoberto e não foi possível repetir a vista dos Andes, mas a da ida ficou gravada na minha memória.
       
       


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