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Ian Gon

DE BELO HORIZONTE AO ATACAMA DE CARRO - ROADTRIP NOROESTE ARGENTINA/ATACAMA CHILE SETEMBRO 2017

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Parabéns pelo relato e pelas fotos, em janeiro de 2016 fizemos uma rota parecida com a sua e ficamos em Salta tb no hotel Samka, saimos de Cons. Lafaiete(a 100 km de vc):D, só que do Atacama seguimos para Santiago e retornamos por Buenos Aires passando por Montevidéu. Final do ano se tudo der certo pretendo descer até Bariloche e de lá continuar pela Ruta 40 até El Chaltén e El Calafate.

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Ian, boa tarde!

Parabéns pelo seu relato e pelas lindas fotos, em outubro de 2018, faremos eu e minha esposa esta rota, só que retornarei passando por Santiago e Mendonza, perfazendo um total de 35 dias. Valeu pelas dicas.

Só uma pergunta: Que chip de celular você usou nos países visitados?

Antonio Carlos

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@Ian Gon

Sensacional seu relato. Muito completo e detalhado, com várias informações úteis reunidas num único tópico, somada ao seu toque pessoal da experiência vivida. Bacana as fotos também, parabéns!

Se puder me tirar uma dúvida... vi pelo seu relato (e de outros colegas) que a estrada nesse trecho entre Resistência e Salta é uma retona e está em boas condições (com exceção ao trecho próximo a Monte Queimado), mas gostaria de saber como é a questão de infra-estrutura dos postos que você até comenta ser meio precária, se consegue um banheiro e um lugar para comer um lanche ou almoçar ou realmente são apenas aqueles postinhos com uma bomba de combustível. E a questão da polícia na Argentina, foi tranquila no sentido de não ser parado ou de ser parado e não tentarem nada estranho? Levou kit de primeiros socorros e tudo o mais?

 

@antoniocalves

Farei o mesmo roteiro que você! Vamos sair no próximo sábado (14/04) de Cascavel/PR, parando em Resistência e Salta para pernoite, depois 5 dias em SPA. Na sequência, a "descida" para Copiapó (com paradas no Parque Pán de Azúcar e Bahia Inglesa), um pernoite em La Serena e depois mais 3 dias em Santiago. Por fim, atravessar novamente a cordilheira e mais 3 dias em Mendoza, finalizando o retorno com pernoite em Santa Fé e entrando no Brasil por Foz do Iguaçu.

Eu comprei um chip da EasySim 4u. Vamos ver se funciona bem por lá...

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@Elder Walker

Vou dar um pitaco aqui pois acho toda informação importante, um viajante pode complementar a informação do outro, tem um posto 50km após Aviá Terai com certa estrutura, pra almoço acho que não dá mas pra lanche atende, de Resistência até lá são aproximadamente 250km, no meio deste trecho tem outro posto à esquerda, abasteci nos 2 sem problemas e usei banheiro. Então se encher o tanque em Resistência não terá problemas com combustível. O próximo que abasteci foi em Joaquín Víctor González 340km após Aviá Terai, já no final da RN16. Acredito que depois de SPA deverá passar por Antofagasta, não deixe de ir no monumento La Portada, e descendo pela Ruta 5 passará tb pela Mano Del Deserto. Na saída de Antofagasta tem um posto Shell à direita, encha bem o tanque pois dali só fui abastecer em Chanaral, leve alguma coisa pra comer e beber pois este trecho é de aproximadamente 380km sem nada, não vi posto, restaurante, lanchonete, nada. Se for apenas dormir em Copiapó para depois descer para La Serena tem um excelente hotel na beira da Ruta 5 sem precisar entrar no centro da cidade, caro mais vale a pena Hotel Las Pircas(nome estranho), pode ter outras opções por ali mas este foi o primeiro que vi e não me arrependi. Em La Serene aluguei um apartamento mobiliado em frente ao forte e a praia, show de bola, fica num condomínio de prédios com garagem e tudo mais, fui até o centro de La Serena mas sai correndo, um tumulto só. E por último, leve sim kit de primeiros socorros, cambão, segundo triangulo e principalmente a Carta Verde, pode ser que não peçam mas com a polícia Argentina é sempre bom estar prevenido. Boa viagem.

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@MARCELO.RV

Excelentes dicas! Anotadas aqui! Muito obrigado!

Com relação ao trecho após SPA, sim, já estava considerando passar por La Portada e pela Mano del Desierto, mas agradeço também pelo toque. :)

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Show de bola, parabéns pela viagem e pelo excelente relato :)

 

@Elder Walker Complementando o que o Marcelo disse sobre a RN 16, os melhores pontos de apoio a partir de Resistência são: Roque Saenz Peña, Pampa del Infierno, Monte Quemado,  Taco Pozo e Joaquin Y Gonzalez. Apenas em Monte Quemado que o posto YPF é mais simples, nesse caso tem um outro, na saida da cidade sentido Salta, do lado esquerdo, senão me engano é Refinor o nome, lá tem conveniência e lanches. Nos demais é tranquilo e sempre tem sanduíches e demais guloseimas a venda. 

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Em 04/04/2018 em 15:43, MARCELO.RV disse:

Parabéns pelo relato e pelas fotos, em janeiro de 2016 fizemos uma rota parecida com a sua e ficamos em Salta tb no hotel Samka, saimos de Cons. Lafaiete(a 100 km de vc):D, só que do Atacama seguimos para Santiago e retornamos por Buenos Aires passando por Montevidéu. Final do ano se tudo der certo pretendo descer até Bariloche e de lá continuar pela Ruta 40 até El Chaltén e El Calafate.

Bacana. Havia lido um relato aqui no Mochileiros de Conselheiro Lafaiete mas não sei se era o seu. Preferi não colocar esta extensão do roteiro pois era a minha primeira viagem assim.

Abraços.

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@antoniocalves Olá Antôniocalves,

 

na verdade iríamos comprar o chip mas não compramos. O meu celular é pré-pago então utilizava o wi fi dos hotéis e quando não usava deixava no modo avião. Ouvi relatos bons deste EasySim 4u  e outros que esqueci o nome mas que outros viajantes com certeza poderão lembrar. O meu amigo tinha conta pós paga e algumas vezes não deixou no modo avião e houve cobrança de serviço de roaming. O melhor mesmo, se for pós paga é trocar o chip por um do país.

Abraços

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    • Por aletchos
      Pessoal, estive no Deserto do Atacama em agosto de 2016 e queria colocar aqui meu relato para ajudar o pessoal do fórum que está planejando uma trip para lá.
       

      Como chegar no Deserto de Atacama
       
      Para visitar o Deserto de Atacama você quase certamente ficará hospedado em San Pedro de Atacama, um povoado com 3 mil habitantes instalado no meio do deserto e que serve de base para todos os principais passeios ao Deserto do Atacama.
       
      De avião
       
      O aeroporto mais próximo fica na cidade de Calama, situada a aproximadamente 1 hora e 20 minutos de carro de San Pedro de Atacama. Calama é o principal ponto de chegada para quem chega de avião ao Deserto do Atacama.
       
      Paguei 76 dólares pelo voo de ida e volta pela Sky Airline, saindo de Santiago.
       
      No aeroporto mesmo existem umas 5 empresas de transfers que fazem o trajeto Calama – San Pedro de Atacama. Todas cobram um preço tabelado de 12.000 pesos ida e 20.000 ida e volta.
       
      Se você chega e sai de Calama, feche ida e volta e informe o dia e horário do seu voo de volta que eles irão pegar você no seu hotel/hostel a tempo do seu voo de volta.
       
      Sobre qual empresa escolher, todas parecem sérias e estruturadas, mas a Transfer Vip aparentemente possui mais carros, o que pode ser uma vantagem.
       
      De ônibus
       
      Você também pode chegar a San Pedro de Atacama de ônibus. A viagem saindo de Santiago leva quase 24 horas, o que certamente é cansativo.
       
      Com a Tur Bus você consegue comprar passagens até San Pedro, e com a Pullman Bus você chega até Calama.
       

      Quanto gastei no Deserto de Atacama
       
      Bom, gastos são sempre importantes, mas cada um sabe o budget que tem e o que pode gastar em uma viagem.
       
      Eu anotei absolutamente tudo o que gastei nessa viagem, dos passeios ao chocolate. Usei um app que gosto demais, que é o Travel Pocket (recomendo!). Segundo minhas anotações no app, meus gastos ficaram assim:
       
      CLP 339.250,00 (pesos chilenos, aproximadamente 522 dólares); USD 575,00; e BRL 1.386,00 (neste valor está apenas a passagem para o Brasil).  
      Assim, podemos dizer que minha viagem no total saiu por algo como R$ 5.220,00 (considerando 1 real como 3,5 dólares).
       

      Quando ir ao Deserto de Atacama
       
      O Deserto do Atacama é um destino que pode ser visitado durante todo o ano, sem restrições. O tempo é extremamente seco e raramente chove.
       
      Temperaturas. Basicamente, essa é a principal questão envolvendo o clima que você vai se preocupar. A amplitude térmica é muito grande por lá, ou seja, você vai pegar frio à noite e nas primeiras horas da manhã e calor durante o dia.
       
      Nos meses de verão (mesmo período do verão no Brasil) você terá temperaturas mais altas durante o dia, e no inverno (período em que eu estive por lá) já não tão altas. Por outro lado, no inverno você terá noites e manhãs mais frias do que no verão.
       
      Para você ter ideia, no passeio aos Geysers del Tatio eu peguei -13 graus logo ao amanhecer. Na tarde, já de volta a San Pedro, a temperatura estava um pouco acima de 20 graus, ou seja, uma diferença de 33 graus no mesmo dia!
       

      Geysers del Tatio – Temperatura quando estive por lá foi -13 graus!
       
      Os períodos com temperaturas mais amenas e uma amplitude térmica não tão grande é de março a maio e de setembro a novembro, portanto esses seriam os melhores meses para visitar o Deserto do Atacama, mas, como falei antes, você tem condições climáticas para visitar o Atacama durante todo o ano.
       
      Sobre o tempo ser seco, leve Bepantol e um hidrante e beba bastante água. É que com o tempo seco, sua boca e pele ficarão secas (incrivelmente secas), então você deve passar o Bepantol nos lábios o dia todo ou vai ficar com a boca parecendo a lua cheia de crateras!
       

      Onde ficar em San Pedro de Atacama
       
      A não ser que você procure algo muito específico, você certamente ficará hospedado em San Pedro de Atacama. É aqui que estão as agências e de onde saem os passeios para visitar o Deserto do Atacama.
       
      A cidade é praticamente toda voltada para o turismo, então você encontra opções de hospedagem para todos os bolsos e gostos. Saiba, contudo, que você está no meio do deserto e, em razão disso, recursos são escassos. São comuns relatos de falta de água, falta de água quente, falta de luz, internet, etc. Também em razão disso os preços são relativamente mais caros do que em outros lugares que já visitei.
       

      As ruas bucólicas de San Pedro de Atacama. Na foto, a rua Caracoles.
       
      Li praticamente todos os reviews de todos os lugares, peguei recomendações de blogueiros que confio que estiveram por lá, e acabei fechando no Booking.com. Certamente não é a opção mais barata, mas longe de ser mais cara. Tinha um café da manhã excelente, um quarto extremamente confortável e limpo, banheiro ótimo com água quente, Wi-Fi que funcionava razoavelmente bem, excelente localização e um igualmente excelente atendimento (em breve um review mais detalhado).
       
      O Hotel Pat'ta Hoiri é uma boa opção para quem está disposto a investir um pouco mais em conforto, sem pagar os preços estratosféricos de alguns hotéis de San Pedro de Atacama. Contudo, certamente não é a opção para os mochileiros que querem economizar ao máximo!
       
      Além da análise preço, a localização é um fator relevante. A principal rua de San Pedro de Atacama é a Caracoles, onde estão a maioria das agências e serviços que você precisa (farmácia, restaurantes, bares, etc). Grande parte do comércio está na Caracoles ou nas ruas próximas, portanto o mais próximo que você ficar daqui, melhor.
       
      De todo modo, San Pedro não é uma cidade muito grande, então com alguns minutos de caminhada você chega à grande maioria das hospedagens. Contudo, quando você está cansado do dia inteiro de passeios, é sempre melhor que o restaurante ou bar que você vai jantar esteja o mais próximo possível de onde você está ficando. Enfim, um ponto a considerar!
       
      Um hostel que também é muito bem avaliado e que já bons reviews de blogueiros é o Hostal Lickana. Esse hostel fica muito bem localizado e tem excelente reviews no Booking.com também e tem preços mais em conta que o Hotel Pat'ta Hoiri.
       
      Estou escrevendo um post com uma pesquisa bem extensa de preços comparados com as avaliações de outros viajantes e opiniões de blogueiros e logo posto aqui para vocês.
       

      Onde comer em San Pedro de Atacama
       
      Apesar de ser um povoado pequeno e simples, San Pedro de Atacama oferece opções excelentes de comida. Na Rua Caracoles estão bons restaurantes, mas nas ruas próximas você encontra outras opções interessantes também.
       
      Vou relatar aqui os lugares onde comi, o que comi e quanto gastei exatamente em cada refeição, mas fico extremamente feliz se vocês colocarem outras opções nos comentários, assim aumentamos as opções para quem está lendo esse post aqui.
       
      Restaurante La Casona, na Rua Caracoles
       
      Restaurante muito bom, comida extremamente bem servida (mata a fome e sobra) e de qualidade. Paguei 15.070 pesos pelo menu do dia (foto abaixo) e uma cerveja.



       
      Restaurante Blanco, na Rua Caracoles
       
      Outro excelente restaurante na Caracoles, talvez um dos melhores da cidade. Paguei 20.405 pesos pelo jantar, com vinho e água. O menu do dia, que saia por 10.000 pesos (o meu saiu mais caro pelo vinho e água), está descrito na foto abaixo, juntamente com as fotos dos pratos que consegui tirar por lá.
       



       
      Restaurante La Pica del Indio, Rua Tocopilla
       
      Restaurante um pouco mais em conta, que fica na rua Tocopilla, uma travessa da Caracoles. Gastei 8.140 pesos para comer um ceviche como entrada e peito de frango com batatas de prato principal. O valor do menu, com sobremesa, era 4.500 pesos, mas como bebi duas cervejas o preço subiu! O frango não estava muito bom, mas é uma opção mais em conta para quem quer pagar menos.
       





       
      Restaurante Delicias del Carmen, Rua Caracoles
       
      Outro bom restaurante na Caracoles. Paguei 12.100 pesos por uma entrada de salada de quinoa e frango com fritas, e também bebi uma cerveja por lá. Uma outra opção do cardápio, pelo mesmo valor, era uma caesar salad. Fotos abaixo!
       


       
      Restaurante Tierra Natural, Rua Caracoles
       
      Aqui, paguei 9.900 pesos por um frango com batatas salteadas e uma Coca-Cola. Comida muito boa, feita com ingredientes orgânicos e naturais e um clima muito legal. Achei o serviço um pouco atrapalhado, mas acredito que isso se deu pois já era mais tarde do que o normal.
       

       
      Restaurante Adobe, Rua Caracoles
       
      Outro excelente restaurante de San Pedro. Jantei aqui em duas ocasiões. Na primeira, comi uma pizza muito boa e duas Coca-Colas, que me saíram por 16.830 pesos. A pizza alimenta duas pessoas que não comem muito (vou ficar devendo a foto)!
       
      Na segunda vez, um risoto de quinoa e uma Coca, que me saíram por 13.305 pesos.
       

       
      Fora essas opções acima, existem tantas outras na própria Caracoles. E como falei antes, ficaria feliz se outras pessoas pudessem comentar no post outras opções que usaram.
       
      Além dos restaurantes acima, também tomei uns chopps e comi uma pizza que eles mesmo fazem no Bar Chelacanbur, que fica também na Caracoles. Por lá, na final do futebol masculino da olimpíada e vendo o Brasil levar o ouro, deixei 12.500 pesos numa pizza que foi dividida em 5 pessoas e em uma quantidade de cerveja que me deixou relativamente bêbado!
       

      Agências de Viagem em San Pedro de Atacama
       
      Uma das grandes dúvidas na viagem ao Deserto do Atacama diz respeito às agências de viagem, afinal são muitas opções! Outra dúvida é se devemos fechar os passeios com antecedência ou se deixamos para fechar quando estivermos lá.
       
      Vou tentar responder essas dúvidas!
       
      Qual agência escolher?
       
      Como falei, são muitas. E os critérios de escolhas são muitos e muito pessoais também.
       
      Antes de qualquer coisa, só queria colocar que usei três agências diferentes e não recebi qualquer apoio delas por ter o blog. Aliás, elas sequer sabiam (e nem devem saber) do blog. Só escrevo isso pois li algumas críticas no TripAdvisor para alguns blogueiros que recomendavam passeios de agências que ofereceram apoio a esses blogueiros e o serviço e preço prestado por essas agências aparentemente não foi tão bom (e não estou fazendo qualquer julgamento aos blogueiros, agências ou a pessoa que escreveu no TripAdvisor).
       
      Enfim, vou dizer como eu escolhi a minha agência.
       
      No hotel que fiquei, o dono recomendou a agência Latchir. Visitei e verifiquei os preços, que eram bons. Os passeios são quase todos distantes de San Pedro, ou seja, você vai ter que percorrer longas distâncias de carro. É importante pagar barato, mas o barato pode sair caro, pois seu trajeto (seja de ônibus, van, pickup, etc) pode ser um inferno, isso sem falar no carro quebrar ou até algum acidente.
       
      Depois, visitei a Ayllu, muito recomendada por blogueiros e brasileiros que visitam o Deserto do Atacama. Achei a Ayllu com um preço alto (por vezes seis vezes mais caras que as demais), mas não fechei nenhum passeio com eles para dizer se o preço compensa ou não. Contudo, dada a grande diferença, acho bem difícil que valha até 6 vezes mais.
       
      Depois, visitei a Grado 10, também muito bem falada pelos viajantes brasileiros. Em termos de preço, saiu mais caro que a Latchir, mas bem mais barata que a Ayllu. Acabei fechando com eles.
       
      Por que escolhi a Grado 10? Bons reviews no Trip Advisor e em blogs no Brasil e, principalmente, pelo grande diferencial: O caminhão!
       
      Todas as demais agências fazem os trajetos em vans, micro ônibus ou pickups. A Grado 10 faz num caminhão overland adaptado para esse tipo de viagem. Eu já conhecia esse tipo de caminhão há muitos anos, pois meu grande sonho de viagem é cruzar a África num desses. Quando bati o olho não teve jeito! Apesar de ser rústico, o caminhão é extremamente confortável por dentro, com bancos reclináveis e janelas grandes. No Valle de la Luna pudemos assistir ao nascer da lua de cima do caminhão e na Laguna Cejar ficamos lá em cima enquanto o caminhão ia para o lugar onde faríamos nosso brinde da tarde!
       

       
      Claro que isso é um pequeno detalhe e que me cativou, mas achei o serviço excelente também. A nossa guia (Camila) era excelente, prestativa, com muito conhecimento e falava espanhol e inglês, mas todos os brasileiros entendiam ela sem problema algum.
       
      A Grado 10 só tem 4 passeios, os mais tradicionais: Laguna Cejar, Valle de La Luna, Geysers del Tatio e Lagunas Altiplanicas (sem Piedras Rojas). Fechei os 3 primeiros com eles e paguei 80.000 pesos.
       
      Também li bons reviews sobre a agência Atacama Connection e fechei com eles apenas o Lagunas Altiplanicas com Piedras Rojas (pois a Grado 10 não fazia Piedras Rojas). Tudo ocorreu bem, o veículo era um micro ônibus confortável, a guia tinha conhecimento e era muito prestativa, mas não tinha a mesma vibe do caminhão da Grado 10 hehe! De todo modo, nada a reparar quanto ao serviço prestado pela Atacama Connection. O preço que paguei por esse passeio foi 35.000 pesos.
       
      Por fim, fiz o Salar de Tara com a agência Crisol(não achei site, por isso estou indicando o Facebook). Honestamente, não pesquisei absolutamente nada sobre essa agência, fechei o passeio um dia antes depois de sentar num bar com uns brasileiros que iam no dia seguinte e recomendaram. O carro e o guia eram muito bons e o passeio foi excelente também, portanto não tenho absolutamente nada a reportar sobre eles.
       
      Um post que me ajudou bastante na avaliação de agências foi este aqui, do Viaje na Viagem, além, claro, do Trip Advisor.
       
      Geralmente, quando os passeios saem muito cedo da manhã (como é o caso dos Geysers del Tatio, que você sai próximo das 5, dependendo da época do ano) as agências oferecem café da manhã durante o passeio. Nos passeios de longa duração também é oferecido almoço, portanto a inclusão de refeições é um ponto também a ser observado na sua escolha.
       
      Devo reservar com antecedência?
       
      Sendo bem objetivo, não vejo razões para você reservar com antecedência.
       
      São muitas opções de agência e você dificilmente ficará sem poder fazer algum passeio que queira fazer. Ainda, quase todas aceitam uma chorada e concedem um desconto no preço inicial, então minha recomendação é que você feche os passeios apenas quando chegar em San Pedro de Atacama.
       

      Passeios no Deserto de Atacama
       
      Existem muitas opções do que fazer por lá.
       
      Os passeios tradicionais são 4:
       
      Valle de la Luna: O mais próximo de San Pedro, fica há uma meia hora do centro da cidade. Nesse passeio você faz uma visita guiada dentro do Valle de La Luna, que tem formações muito lindas. Ao final do dia, você sobe até onde fica a pedra do Coyote para ver o por do sol. Quando estive por lá também era época de lua cheia, e de lá vimos a lua nascer junto com o por do sol, foi lindo!
       




       
      Neste post aqui conto um pouco mais sobre o passeio ao Valle de La Luna e também mostro algumas das fotos que tirei por lá.
       
      Geysers del Tatio: Nesse passeio você sairá bem cedo de San Pedro (perto das 4 ou 5 da manhã), pois os geysers são mais ativos antes de o sol nascer. O problema é que faz muito frio por lá, e você deve ir preparadíssimo. Em agosto, quando estive lá, peguei temperaturas de -13 graus.
       




       
      É um passeio que dura o dia todo, você percorrerá uns 200 km de carro e atingirá uma altitude de 4.300 metros. Em breve, colocarei aqui o link para o post que estou escrevendo sobre o passeio.
       
      Lagunas Altiplanicas: Um dos passeios mais distantes de San Pedro. As paisagens do altiplano são espetaculares (as fotos abaixo falam por si só). Este passeio dura o dia todo e você percorrerá uns 270 km de carro ida e volta. Você vai visitar a Laguna Chaxa e o povoado de Socaire, e também as lagunas Miscante e Miñiques. É na laguna Chaxa que você verá inúmeros flamingos e terá a chance de tirar as fotos que tirei abaixo!
       




       
      Em breve, colocarei aqui o link para o post que estou escrevendo sobre o passeio.
       
      Lagunas Cejar e Tebenquiche: Esse passeio tem duração de meio dia e fica a apenas 30 km de San Pedro de Atacama. Aqui você terá a oportunidade de nadar em uma das lagunas, que tem 200 vezes mais sal que o mar. É possível também avistar flamingos, mas eu não tive essa sorte.
       
      Em breve, colocarei aqui o link para o post que estou escrevendo sobre o passeio.
       
      Além dos passeios tradicionais mencionados acima, existem outras ótimas opções do que fazer. Algumas eu listo aqui:
       
      Salar de Tara: Além dos passeios acima, também visitei o Salar de Tara. É um dos mais distantes de San Pedro e também onde você atingirá uma das maiores altitudes (pouco mais de 4.800 metros). O frio não é tão extremo como nos Geysers, mas é bom ir preparado para temperaturas baixas. É um passeio de dia inteiro e você vai rodar quase 300 km ida e volta.
       
      Em breve, colocarei aqui o link para o post que estou escrevendo sobre o passeio.
       
      Tour Astronômico: A baixa luminosidade no deserto e a baixa umidade fazem do Atacama um dos melhores lugares do mundo para se observar as estrelas.
       
      Apesar de fotografia noturna ser uma das minhas preferidas, quando cheguei em San Pedro era a primeira noite de lua cheia, e a lua cheia, em razão da sua grande luminosidade, faz com que você veja um número menor de estrelas do que o normal. Em razão disso, o tour astronômico mais conhecido do Deserto do Atacama não estava ocorrendo. Esse tour é feito pela empresa Space e você pode encontrar maiores informações no site deles.
       
      No último dia, contudo, consegui ir para o meio do deserto tirar fotos noturnas, pois a lua cheia nasceria duas horas depois do anoitecer.
       
      Vulcão Lascar: O Lascar é um vulcão ativo que fica acima dos 5.500 metros de altitude. Inúmeras agências em San Pedro oferecem um hiking para subir o vulcão. Infelizmente, meu pouco tempo no Deserto do Atacama não permitiu incluir a subida ao Lascar.
       
      Sandboard: Você pode fazer sandboard no Valle de La Muerte. Essa é outra atividade que gostaria, mas que não consegui incluir no tempo que estive por lá. Em dias de lua cheia, o pessoal faz o sandboard à noite, o que deve ser muito legal. Inúmeras agências oferecem esse passeio, então você não terá problemas em encontrar alguém que leve você até lá!
       
      Termas de Puritama: Outro que não consegui incluir, as Termas de Puritama são piscinas termais no meio do deserto, localizadas a 30 km de San Pedro. É uma excelente opção para relaxar depois de um dia cansativo no deserto. Inúmeras empresas levam você até lá e o preço é algo em torno de 9.000 pesos.
       
      Salar de Uyuni: O Salar de Uyuni fica na Bolívia, mas inúmeras agências em San Pedro fazem travessias até lá pelo deserto, que duram de 3 a 4 dias.
       
      O que levar ao Deserto do Atacama
       
      Fazer as malas para essa viagem ao Deserto do Atacama não é muito simples. Você tem que considerar que vai pegar temperaturas extremamente frias e temperaturas relativamente quentes, tudo no mesmo dia.
       
      Fora os itens básicos de higiene pessoal e vestuário, acredito que a lista abaixo é suficiente:
       
      Meias para frio: Se você tiver meias de esqui, ótimo. Você vai usar no passeio dos Geysers del Tatio e pode ser bom para dormir também. Se você não tiver meias de esqui, leve a mais grossa que você tiver. Calçado confortável: Leve sandália e um tênis confortável para fazer os passeios, já que você vai andar com frequência. Não vejo necessidade para uma bota de trekking ou algo mais pesado, a não ser que você vá fazer algum trekking mais pesado, como o Lascar. Eu estava com um tênis goretex da The North Face, que é bem reforçado, mas praticamente todo mundo que vi por lá estava com tênis normal. Se você tiver uma bota ou um tênis mais reforçado, ótimo, caso contrário não vejo necessidade de comprar um. Calça térmica: Se você tiver, será muito útil. Ainda que você não tenha uma calça térmica técnica (aquelas para esqui, frio extremo, etc), uma ceroula ou uma calça justa ao corpo e que retenha o calor já será muito boa. Blusa térmica: Basicamente, o mesmo que da calça térmica, mas para a parte de cima do corpo. Eu tenho várias, porque esquio, e você pode encontrar umas baratinhas na Decathlon e na Centauro. Fleece: O fleece é o que chamamos de segunda camada, um blusão bem quentinho e excelente para reter o calor. Além do fleece, pense em moletons também para usar como segunda camada. Jaqueta: Terceira e última camada, você pode levar um corta vento ou até algo mais pesado (eu andei com minha jaqueta de ski nos dias de muito frio). Luva e touca: Eu usei luva de ski e passei frio nos geysers, mas em todos os outros passeios me virei bem com uma luva de lã e mão no bolso. Para quem sente frio na cabeça, uma touca é bem útil por lá. Roupas leves: Além das roupas acima focadas no frio, leve roupas leve, como camisetas, calça jeans, etc, pois boa parte dos passeios serão feitos em temperatura amena. Um casaquinho não muito pesado também é muito útil para as noites em San Pedro. Filtro solar: É sol o dia todo e sol forte, não economize no FPS! Mochila de ataque: Leve uma mochila de ataque para usar durante o dia, especialmente para guardar as roupas que você for tirando e a água que você precisará carregar com você. Bepantol e hidratante: O tempo é muito seco e seus lábios e pele ficaram muito ressecados, mas ressecados como você nunca viu antes. Sua mão vai ficar áspera e seus lábios vão rachar, então evite isso ao máximo com Bepantol e hidratante. Soro fisiológico ou Sorine: Seu nariz fica desconfortavelmente seco, então use esses produtos para ajudar um pouco. Colírio: O olho também sofre com o tempo seco.  
      Espero que a lista acima ajude vocês!
       
      Como falei antes, estou escrevendo uma série de posts sobre o Deserto do Atacama, e aos poucos vou publicando e colocando o link aqui para ajudar todo mundo.
       
      Coloquei aqui as informações que relatei no meu blog e o link para o post completo com mais fotos e informações está aqui. Espero que ajude!
      Não esquece de seguir o blog no Instagram para curtir as fotos que tirei lá no Atacama! Clica aqui.
    • Por xexelo
      Continuando a postar relatos antigos e que foram sonegados aos mochileiros segue a postagem sobre a minha viagem pela Carretera Austral pelo Chile. Como minha viagem anterior, sempre tem enroscos e problemas. Desta vez por poucos quilômetros eu quase não volto mais e quase ferrei o motor.
       
      Como dá outra vez não é uma relato com detalhes sobre preços e tals. Gastei sempre o mínimo possível com alimentação e hospedagem. Devo ter almoçado em restaurantes umas 4 vezes a viagem toda. Portanto não posso dar muitas dicas sobre a alimentação na Carretera. O caso é que eu sempre perdia a hora de almoço e quando lembrava já tinha passado a cidade mais próxima. Ai tinha que lanchar o que tinha no carro mesmo. Aliás esta viagem foi um belo SPA pois de 98 Kg no início eu voltei com 92 apenas
      Levei de novo todo o equipamento de camping que acabou indo passear apenas. A Ranger se portou muito bem na estrada e se não fosse por negligência minha não teria dado problema com o arrefecimento e queimado a junta do cabeçote no final da viagem. Pura burrice.
       
      Fui sozinho porque meu tio não pode me acompanhar aquele ano e também porque a outra pessoa que tinha me garantido que ia junto deu pra trás um mês antes. Assim achei melhor seguir sozinho do que esperar mais um ano para ver se conseguia companhia para a empreitada.
       
      Mas vamos aos relatos.
       
      1º DIA – 22/12/2013 – DOMINGO.
      De Curitiba a Quarai - RS / Artigas – Uruguai – 1150 km
       
      Saí de Curitiba as 5:25 h debaixo de uma garoa fina e chata que me acompanhou até União da Vitória mais ou menos. O calor começou a chegar e por volta das 8 ou 9 horas e pegou pesado. Acho que deve ter ficado uns 30 graus ou mais.
      Como estava viajando sozinho fui dando paradas a cada 2 ou 3 horas para esticar o esqueleto.
      A estrada pelo interior tem muitas curvas, mas tem trechos bem tranquilos em que se pode desenvolver 100 a 110 Km/h (GPS) numa boa.
      Acabei não almoçando hoje, comi pão de queijo, amendoim japonês e frutas secas. Quando parei num posto para almoçar achei muito caro (era chique) R$ 21,00 o bufet livre.
      Quando cheguei a Quarai estava iniciando a hora do agito de domingo na praça central. Os carros iam parando em volta da praça e deles saiam os jovens com cadeiras de praia, coolers de cerveja e se abancavam na grama esperando a galera ficar desfilando com seus carro e com o som alto. Coisas do interior do Brasil.
      Mudei roteiro inicial e vou entrar no Uruguai pra fazer umas comprinhas básicas. Depois entro na Argentina por Salto UR / Concórdia AR.
    • Por fernandobalm
      Considerações Gerais:
      Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, preços, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar relevantes. 
      Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis na internet. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade.
      Informações Gerais
      Não foi necessário visto para ir ao Chile. Não era necessário nem passaporte, mas como minha carteira de identidade tinha cerca de 30 anos, levei-o. Não existia exigência para validade mínima. Meu passaporte vencia em fevereiro de 2018 (cerca de 4 meses depois da minha entrada). A moeda do Chile era o peso chileno, que podia ser trocada por reais diretamente (sem necessidade de dólares ou euros) em Santiago e São Pedro de Atacama. Existia a lei de isenção de imposto sobre valor agregado de 19% para pagamento de hotéis em dólares (acho que euros também), por isso levei dólares somente para este fim. Mas, como eu fiquei em hostels muito simples, não havia esta cobrança nem para pagamento em pesos e os dólares mostraram-se em grande parte desnecessários.
      Em toda a viagem houve bastante sol. Chuva de média intensidade só peguei em algumas horas de um dia em Santiago. As temperaturas também estiveram razoáveis (para um paulistano) durante o dia, mas um pouco frias à noite. Chegavam em média a 25 C ao longo do dia em Santiago e a um pouco mais no Atacama. À noite, a temperatura caía até cerca de 13 C em Santiago e 10 C no Atacama (perto da madrugada caía mais, chegando talvez a perto de 5 C). A exceção foi a ida de madrugada para Geysers del Tatio, em que ficou abaixo de zero.
       
      A população de uma maneira geral foi muito cordial e gentil, procurando até falar português, quando sabia .
      As paisagens agradaram-me muito, principalmente dos Andes e dos vários pontos do deserto . Sofri um pouco com a altitude de algumas atrações do Atacama, que passavam de 4.500 m e queimei minha boca 🤕 nos Geysers del Tatio devido ao frio , pois não a protegi adequadamente.
      Com um trânsito bem mais tranquilo que o de São Paulo, Santiago pareceu-me uma cidade bem organizada. São Pedro do Atacama pareceu-me pequena e só apresentava congestionamento de vans nas saídas simultâneas para as excursões e de pedestres na Rua Caracoles no centro.
      Achei o país muito saudável socialmente (muito mais do que o Brasil), apesar de ter conhecido poucos locais. Mesmo sem ter a força econômica brasileira, pareceu-me muito mais equilibrado. Como consequência, pareceu-me ser muito mais seguro. Uma francesa que lá conheci confirmou que Santiago lhe pareceu mais segura do que Paris.
      Gastei na viagem R$ 2.359,37, sendo R$ 84,37 com alimentação, R$ 376,19 com hospedagem, R$ 18,37 com transporte local durante a viagem, R$ 224,49 com a passagem de ida e volta de ônibus entre Santiago e São Pedro de Atacama, R$ 242,42 com ingressos para as atrações, R$ 679,92 com pacotes para as atrações, R$ 5,23 com tarifa para câmbio, R$ 5,53 com gorjetas, R$ 495,16 com passagens aéreas, R$ 212,07 com taxas de embarque para ir e voltar a SP e R$ 16,68 com IOF. Sem contar o custo das passagens aéreas, das taxas de embarque e do IOF o gasto foi de R$ 1.652,14 (média de R$ 118,01 por dia). Mas considere que eu sou bem econômico (desta vez até que nem tanto ). Fiz todos os meus gastos no Chile em espécie, para evitar as taxas e impostos cobrados pelo uso de cartões. Só comprei a passagem de ônibus para São Pedro do Atacama com cartão porque fiz com antecedência quando estava no Brasil e porque comprando pela internet o desconto era maior do que o imposto.
      A Viagem:
      Minha viagem foi de SP (aeroporto de Guarulhos) a Santiago em 17/10/2017 pela Gol (http://www.voegol.com.br). O voo saía às 10:30 e chegava às 13:40 horas. A volta foi de Santiago a SP (Guarulhos) em 31/10/2017 pela Gol. O voo saía às 14:20 e chegava às 19:10. Paguei R$ 495,16 por ida e volta. Paguei R$ 113,38 pela taxa de embarque de ida e R$ 98,69 pela de volta usando cartão de crédito. Ao todo o preço foi de R$ 707,23.
      Antes de sair do Brasil, no dia 16/10, comprei US$ 150 para a viagem, com taxa de câmbio de R$ 3,31. Gastei R$ 496,07 de câmbio e mais R$ R$ 5,45 de IOF. A taxa até que não foi ruim, mas como eu acabei não pagando toda a hospedagem em dólares porque os hostels eram muito simples e acho que não cobravam o imposto sobre valor agregado, teria sido melhor comprar somente pesos chilenos diretamente com reais em Santiago. As taxas seriam melhores e não pagaria IOF (como diz a Jovem Pan - Brasil, o país dos impostos). Saquei os dólares diretamente do caixa eletrônico do Bradesco na agência do começo da Avenida Paulista (https://banco.bradesco/html/classic/canais-digitais/autoatendimento/moeda-estrangeira.shtm), porém gastando muito tempo para poder cadastrar a autorização no sistema do banco (cerca de 3 horas), por ser a primeira vez e eu não ter biometria cadastrada.
      Na 3.a feira 17/10, no Aeroporto de Guarulhos troquei uma das notas recebidas da máquina por outras menores em uma casa de câmbio. As atendentes foram muito gentis (até estranhei). Quando fui usar o dinheiro no Chile disseram-me que estava riscado, borrado e com carimbos e que não era costume receberem notas assim no Chile, mas acabaram aceitando. Quando as troquei em Guarulhos eu não percebi.
      No voo conheci um casal de gaúcha e paulista que deram bastante informações sobre o Chile, Santiago e sobre suas experiências por lá .
      O avião fez o sobrevoo sobre os Andes (https://www.google.com.br/search?q=sobrevoo+andes+sao+paulo+santiago&tbm=isch) na parte final da viagem para chegar a Santiago. O comandante avisou que iria começar e me pareceu ter reduzido a velocidade para que os passageiros aproveitassem a vista ou talvez por razões de segurança. O avião parecia parar. Como o tempo estava limpo, deu para ver amplamente a paisagem. Achei-a espetacular . 
      Havia levado sanduíches para a viagem e talvez o jantar, mas não pude entrar com eles. Informaram-me que era proibido e seria descartado na verificação sanitária. Resolvi comer todos no voo e após a aterrissagem, antes de passar pela verificação sanitária 🥪🥪🥪🥪🥪.
      No aeroporto perguntei a alguns taxistas sobre como chegar ao centro e me deram informações incorretas 😞. Como já havia estudado um pouco o mapa da cidade não acreditei e fui até o centro de informações turísticas, que me deu as informações corretas sobre meios de ir ao centro, localização de hostels e demais pontos relevantes para minha estada em Santiago. Deram-me gratuitamente um mapa da cidade. Fui bem atendido . Achei estranha a postura dos taxistas e incompatível com o nível do país. Lembraram-me algumas experiências desagradáveis no Brasil.
      Precisei fazer um pequeno câmbio no aeroporto para pagar o ônibus até o centro. A taxa foi desastrosa. Foi de 169 pesos chilenos por real. Troquei R$ 16,00 na AFEX e ainda paguei US$ 1.50 de tarifa. Depois descobri que isso não era necessário. Poderia ter pego um ônibus da empresa Turbus até seu terminal e pago com cartão de crédito.
      Peguei um ônibus urbano regular da empresa Centropuerto (http://www.centropuerto.cl) até a região central (Metro Los Héroes - Plazoleta central) por 1800 pesos (acho que comprando a ida e volta havia um desconto). De lá fui caminhando até a Rua Augustinas para fazer câmbio para a viagem. No caminho vi bicicletas do Itaú para aluguel, semelhantes às que há no Brasil.
      Na Laser (http://www.cambioslaser.cl - Augustinas, 1022) troquei R$ 1.050,00 com taxa de 190 pesos chilenos por real e sem tarifa. Só não troquei tudo porque não aceitava notas de R$ 20,00. Troquei R$ 130 na Suiza (Augustinas, 1036) com taxa de 189 pesos chilenos por real e também sem tarifa.
      Fiquei hospedado no kombi Hostel (https://www.facebook.com/kombihostelsantiago) por 4 noites. Paguei US$ 35 e 1200 pesos chilenos pelas 4 noites (eram US$ 37, mas eu não tinha US$ 2 trocados). Paguei em dólares para ficar isento dos 19% do imposto de valor agregado, que não é pago por quem usa moeda estrangeira forte no pagamento. Mas o atendente, filho do dono, disse que eles não emitiam aquele tipo de nota em que vale esta regra, então não fazia diferença. Assim, os dólares teriam sido desnecessários.  Achei o hostel bem razoável, com bom café da manhã e boa localização, apesar do barulho à noite devido às casas noturnas do entorno. O dono era brasileiro e seu filho falava fluentemente português. Talvez por isso havia muitos hóspedes brasileiros. Para minha avaliação completa veja (https://www.tripadvisor.com.br/ShowUserReviews-g294305-d1672899-r540752838-Kombi_Hostel-Santiago_Santiago_Metropolitan_Region.html).
      Após chegar conheci alguns hóspedes e ficamos conversando. Havia duas cariocas, 1 argentino que trabalhava no Brasil, 1 baiano e 1 chileno. Depois ainda fui comprar 1 banana no Supermercado Líder (https://www.lider.cl/supermercado) por 160 pesos.
      Para informações e atrações de Santiago veja http://chile.travel/pt-br/onde-ir/centro-santiago-e-valparaiso/santiago e https://nosnochile.com.br/19-atracoes-gratuitas-para-curtir-em-santiago-do-chile. Os pontos de que mais gostei foram a vista dos Andes, o Parque Metropolitano, o Monte Santa Lucia, a simulação do interior do cérebro e os museus históricos e artísticos.
      Na 4.a feira 18/10 fui ao Parque Metropolitano (http://www.parquemet.gob.cl), que me disseram ser o maior parque urbano do mundo, mas que desconfio não ser uma informação precisa. De qualquer modo pareceu-me bem grande e gostei muito dele. Fiquei das 10 às 20 horas. Comecei subindo a trilha a pé para ir ao Santuário de Imaculada Conceição no Monte San Cristóbal. Fiquei lá algum tempo admirando a vista da cidade  por vários ângulos e também o santuário em si. Depois fui andar pelas trilhas do parque para explorá-lo, no meio da vegetação e às vezes na pista para bicicletas e automóveis. Havia piscinas, mirantes, áreas verdes, monumentos, casas de cultura, anfiteatros, construções para eventos e espetáculos, jardins botânicos, esculturas ao ar livre, cemitério de cachorros, etc. Encontrei muitas turmas (provavelmente de estudantes) e ciclistas. Não tive nenhum problema de segurança, embora ao perguntar para alguns profissionais de segurança, eles tenham dito para que eu evitasse trilhas desertas e algumas áreas na borda do parque. Abriu o sol e eu estava sem bloqueador solar, mas não me senti queimar muito. Achei espetacular a vista da cidade com os Andes ao fundo . Perto do belo por do sol um prédio muito alto refletia seus raios com parte lateral de suas janelas mais altas, fazendo uma imagem de que muito gostei . Todas as atrações foram gratuitas. Depois do passeio comprei 400 g de macarrão, 1 banana, 1 cebola e 1 tomate por 998 pesos chilenos no Supermercado Líder. À noite, o baiano Karlos Neon tocou algumas músicas brasileiras e estrangeiras na primeira parte de uma festa promovida pelo hostel. A festa teve uma 2.a parte e depois uma extensão numa casa noturna, mas eu fui dormir no intervalo . 
      Na 5.a feira 19/10 comecei indo ao Museu La Chascona de Pablo Neruda, mas não entrei por achar caro, somente vendo alguns versos nas paredes de fora. Segui visitando a Universidade perto do hostel e a Escola de Direito, o Bairro Bellavista, parques próximos ao hostel, o Parque Florestal, o Museu de Belas Artes e o MAC (Museu de Arte Contemporânea), em que havia uma simulação de como é dentro do cérebro , e o mercado de verduras e frutas, onde aproveitei para comprar 2 batatas por 40 pesos, 6 bananas por 270 pesos e 4 tomates por 200 pesos. Depois fui visitar um centro cultural, a Universidade Católica, igrejas, o convento franciscano mais antigo do Chile, a Estação Central, imprimi minhas passagens no terminal da empresa Turbus (lá os terminais são específicos para as empresas e não rodoviárias gerais) e terminei o dia visitando o Parque O'Higgins e agregados, de que muito gostei, com suas várias atrações . Todas as atrações que visitei foram gratuitas. Vi muitos cachorros de rua durante os passeios. Dei um dos mapas (acho que foi o do Parque Metropolitano) que havia ganho para a francesa Jane, que estava hospedada no hostel. Reencontrei as cariocas, agora juntas com outros brasileiros. 
      Na 6.a feira 20/10 comecei visitando o Parque Baquedano e o Bairro Lastarria. Depois fui visitar o Monte Santa Lúcia, que achei muito bom  com muitas atrações, construções antigas, monumentos, jardins, vistas espetaculares com 360 graus de amplitude a partir do centro da cidade , fontes, etc. Apesar da chuva, que engrossou um pouco ao longo do passeio, foi um dos pontos de que mais gostei. Havia vários brasileiros visitando o local. Saindo de lá visitei o Centro Histórico, o Centro Cultural La Moneda e o Museu Histórico Nacional, que achei apresentar uma excelente visão da história do país , com ilustrações e explicações do processo histórico. Mas, justamente por querer ver detalhadamente, não consegui completar a visita. Parei no meio do século XX, antes do Allende e do Pinochet. Saindo de lá, já sem chuva, pude ver e ouvir um grupo tocando música popular na Praça das Armas, que fazia com que as pessoas dançassem. Na volta para o hostel ainda passei por grupos folclóricos (1 deles com boneco gigante) em um beco com várias formas de arte. Todas as atrações foram gratuitas. Neste dia comprei 330 pesos em batatas e 2 tomates no mercado de verduras e frutas e 480 pesos num pacote de macarrão no Supermercado Líder, já me preparando para a viagem para o Atacama. À noite chegou um paulistano que pretendia passar o fim de semana em Santiago.
      No sábado 21/10 saí cedo para pegar o ônibus para São Pedro do Atacama. Pedi para tomar o café da manhã antes, coisa com que os atendentes do hostel concordaram, mas me disseram que não seria possível pães, pois a padaria só fornecia os pães a partir das 8 horas. Encontrei alguns pães na área em que os hóspedes deixam alimentos para compartilhar ou talvez em que o próprio hostel tenha colocado as sobras do dia anterior. Combinei então com o atendente de pegar aqueles pães e ele substituí-los quando chegassem os da padaria. Andei cerca de 1 hora a pé até o terminal da Turbus (https://www.turbus.cl), empresa de que eu havia comprado as passagens ainda no Brasil por 40.300,00 pesos. O ônibus saía às 9:31 e chegava às 8:00 do dia seguinte. Comprando pela internet havia desconto de 10 a 15% e comprando com antecedência ainda se conseguia preços mais baixos (acho que eram promocionais). Antes do ônibus sair pedi para a atendente de um bar encher minha garrafa com água da torneira, que ela disse ser potável. O condutor do ônibus alertou-me para tomar cuidado e não deixar minhas coisas sozinhas, principalmente passaporte e carteira. Foram fornecidos 2 pequenos lanches (1 suco pequeno de caixa e 1 biscoito pequeno) durante a viagem, que foi tranquila. Houve várias paradas em vários locais para embarque e desembarque. Gostei da paisagem enquanto ainda era dia , principalmente da parte que permitia vista da costa . À noite o céu estava bastante estrelado . Perto da chegada, a vista da região do Atacama também me agradou . Na parada em Chacabuco, comprei bananas, peras, pães e marraquetas (um tipo de pão) por 2932 pesos chilenos no Supermercado Unimarc (www.unimarc.cl). Conheci 2 alemãs (1 falava português, pois sua mãe era brasileira) e 1 francesa que estavam indo para São Pedro do Atacama.
      Para as atrações e informações de São Pedro de Atacama veja http://www.sanpedrodeatacama.com, https://www.visitchile.com.br/guias-de-viagem/san-pedro-de-atacama/aonde-ir.htm e https://www.dicaschile.com.br/2017/04/o-que-fazer-em-san-pedro-de-atacama.html.
      No domingo 22/10, após chegar, fui procurar locais com os menores preços para ficar. Passei por vários hostels e hotéis até encontrar o Juriques (http://www.juriques.com/hostales.html), que a alemã havia mencionado no ônibus e que eu havia pesquisado no Brasil. Quando lá cheguei o preço era menor do que o que eu havia visto no Brasil e o menor de todos que eu havia visitado lá. Fiquei nele por 6.000 pesos por diária. Para minha avaliação completa do hostel veja https://www.tripadvisor.com/ShowUserReviews-g303681-d2367239-r540755097-Juriques_Hostal-San_Pedro_de_Atacama_Antofagasta_Region.html. 
      O atendente Hector foi muito cordial e disse que entraria em contato com a pessoa que fazia os passeios para as atrações para o hostel para fazer um orçamento. Enquanto isso eu fui para várias agências (algumas que eu já havia pesquisado e com quem já havia conversado do Brasil) para levantar preços. Os melhores preços encontrei na Andes Travel (https://www.tripadvisor.com/Attraction_Review-g303681-d8368194-Reviews-Andes_Travel-San_Pedro_de_Atacama_Antofagasta_Region.html), Caracoles, 174, telefones 552893281, 982459568, 971044491, 942962663, que me atendeu bem. Para minha avaliação completa dela veja (https://www.tripadvisor.com/ShowUserReviews-g303681-d8368194-r540757282-Andes_Travel-San_Pedro_de_Atacama_Antofagasta_Region.html). Voltei ao hostel e Hector me disse que a sua parceira de pacotes não conseguiria cobrir os preços que eu havia encontrado. Agradeci muito e voltei para a Andes Travel para fechar o pacote. Paguei 110 mil pesos por um pacote que incluía 5 excursões (Lagoas Altiplânicas e Pedras Vermelhas; Salar de Tara; Vale do Arco-íris; Lagoa Cejar, Olhos do Salar e Lagoa Tebinquinche; e Geyser El Tatio). Saindo de lá fui agendar o Tour Astronômico na Space (http://www.spaceobs.com), que disseram ser muito concorrido e necessário ser agendado antes. Agendei para 4.a feira, 25/10, comprometendo-me a pagar US$ 30.00 (poderia alternativamente pagar 20 mil pesos) até as 15 horas do dia do evento, caso este não fosse cancelado (poderia ocorrer cancelamento devido a questões atmosféricas). Saindo de lá troquei US$ 20.00 por 2 notas de 10 e novamente comentaram dos carimbos na nota que não são bem aceitos no Chile, mas fizeram a troca. Também passei no setor de informações turísticas, onde me deram um mapa e várias informações sobre a cidade e sobre como ir ao projeto ALMA (http://www.almaobservatory.org), de observação do espaço sideral, inclusive para busca de vida extraterrestre. Depois de tudo isso resolvi aproveitar o fim de tarde para conhecer minha primeira atração, Pukara de Quitor (https://www.google.com.br/search?q=pukara+de+quitor&tbm=isch), que era próxima, somente a 3 km de distância. Fui andando. Paguei 3 mil pesos pelo ingresso de entrada. Gostei muito da vista dos mirantes  que existem ao longo da subida. Gostei também das estruturas arqueológicas, da estátua e da caverna . Na volta fiz caminho diferente e acabei não fazendo o melhor percurso. Estava de chinelo e acabei entrando no leito seco de um rio cheio de pedras, o que soltou a tira do meu chinelo . Ao voltar para o hostel conheci um grupo de israelenses, uma dupla de 1 americana e o chileno Brian, e um alemão que era engenheiro de ensino, teve uma doença e passou a trabalhar como caminhoneiro. À tarde já havia conhecido um espanhol das Canárias que estava passando uma temporada ali e vivia de tocar música. Preparei o que havia comprado para o jantar usando a cozinha do hostel. Pedi para o atendente me acordar no dia seguinte.
      Na 2.a feira 23/10 fiz a excursão para Lagoas Altiplânicas e Pedras Vermelhas (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=lagunas+altiplanicas+y+piedras+rojas). Acho que o atendente acordou a pessoa errada (ele disse que me acordou, eu recusei e não quis acordar 😪). Mesmo assim, pouco tempo depois eu acordei por conta própria e deu tempo de me preparar. A van estava prevista para passar às 7:30 e passou um pouco depois disso. Achei a excursão muito boa . Havia 6 brasileiros (de São Paulo, Limeira e Florianópolis) e 2 americanos de Miami. Achei o guia o melhor de todas as excursões que fiz. Começamos visitando o povoado de Socaire, onde havia um casa típica com uma lhama, objetos típicos e uma pequena e simples igreja histórica . Depois fomos para as lagoas altiplânicas e as pedras vermelhas. Paguei 3 mil pesos pela entrada. Achei-as espetaculares . A paisagem com as montanhas ao fundo e a cor das pedras, do solo e da água faziam uma combinação de que muito gostei nos vários locais. Chegamos inicialmente ao Salar de Talar onde tomamos café da manhã, que achei bem razoável . A água era fria, verde e salgada, e havia flamingos na lagoa. No meio da trilha havia uma estrada para carros, que eu achei que era aberta à visitação. Peguei-a para chegar mais próximo aos flamingos, mas era proibida. O guia assobiou para mim, mas eu pensei que estava achando que eu iria me atrasar e disse com gestos que só iria um pouco mais e voltaria. Quando voltei ele me disse aborrecido que o caminho era proibido. Aí que eu entendi. Eu sou meio lento mesmo . Depois fomos para as lagoas altiplânicas, com vistas igualmente espetaculares . Fizemos uma pausa para o almoço num restaurante, sendo que na subida já havíamos encomendado (e o meu pedido de almoço vegetariano foi cumprido). O preço já estava incluído no pacote. Gostei bastante da comida, simples e saborosa e do molho um pouco apimentado para se comer com pão . Dei 50 pesos de gorjeta. Após o almoço fomos para o Salar de Atacama e a Lagoa Chaxa. Paguei 2.500 pesos de entrada. Achei o salar bem interessante e amplo e a lagoa bela também, mas diferente das anteriores, por parecer ficar numa planície. Havia também bastante flamingos e crustáceos artemias. Desta vez perguntei ao guia antes detalhadamente por onde poderia andar e não saí do caminho . Ao longo do passeio vi pássaros, raposa e lagartos . Voltamos perto de 17:30. No fim do dia comprei 1 tomate por 30 pesos no Centro Agropecuário.
      Na 3.a feira 24/10 fiz a excursão para o Salar de Tara (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=salar+de+tara). Era das 9 às 17 horas. A entrada para as atrações foi gratuita. Estavam na excursão outros 7 brasileiros (2 de Brasília, 2 cariocas, 2 do ABC paulista e 1 paulistano de origem japonesa), 2 chilenas de Concepción e 1 mexicano. Os brasileiros, incluindo a mim em parte do tempo, ficaram juntos e pareciam bastante animados. O carioca mencionou a visita ao Estádio Nacional em Santiago, que eu não havia feito. A guia chamava-se Marta. A estrada era bem sinuosa e uma enorme subida em boa parte do trajeto. Houve muito vento, principalmente nas áreas mais altas e descampadas e perto da lagoa, porém até que não estava tanto frio, principalmente no sol. Paramos na estrada para o café da manhã num local com bela vista . Achei espetaculares as paisagens tanto no caminho como no próprio salar , principalmente a partir das zonas altas que permitiam vista bem ampla, do salar e da lagoa. As estruturas rochosas cujas semelhanças estimulam a imaginação também muito me agradaram . Vimos vicunhas, jumentos, pássaros e coelhos ao longo do passeio. Senti dor de cabeça a partir do meio do passeio, que foi o de maior altitude que fiz. O café da manhã foi bem razoável, mas o almoço não foi suficiente para todos com fartura. Foi servido após a visita à lagoa. Quando cheguei já estavam terminando vários itens e acabei pegando menos do que pegaria normalmente para deixar para os outros. Na volta paramos na estrada novamente para apreciar a vista e tirarem fotos. À noite ainda assisti a um jogo de futebol no pequeno estádio da cidade , com entrada gratuita. Comprei 600 pesos em tomates, cebola, pepinos, abobrinha, cenoura e pimentão no Centro Agropecuário.
      Na 4.a feira 25/10 fiz a excursão para o Vale do Arco-íris (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=valle+del+arcoiris). Era das 8:30 às 14 horas e incluiu um bom e farto café da manhã. A entrada custou 3 mil pesos. O motorista chamava-se Julio e o guia chamava-se Burak, era turco e sabia falar português razoavelmente. Eu era o único estrangeiro, acompanhado por alguns chilenos (cerca de 6). Vimos pássaros, vicunhas e lhamas no caminho. Começamos visitando Yerbas Buenas, uma área com petroglifos, que eram variados, com muitas figuras de animais, incluindo 1 macaco, 3 flamingos, desenhos xamânicos e outros. Depois fomos para o Vale do Arco-íris que tinha rochas com formas e cores variadas, amarela, verde clara, verde escura, marrom clara, marrom escura, cinza e negra, entre as que pude perceber. Achei o cenário espetacular, principalmente as vistas a partir do alto . Voltamos para a cidade e fui até o hostel, onde a americana Grace explicou-me sobre a ida ao Vale da Lua. Fui até a Agência Space, verifiquei que o tour astronômico da noite estava confirmado e paguei por ele. Depois dei uma volta por parte da cidade e gostei do Mural do Liceu Politécnico com cenas da vida indígena, das bonitas pequenas praças com vegetação (acho que local) e da igreja central, que visitei vários dias . Procurei ONGs para conhecer e não encontrei nenhuma que necessitasse de doações. Depois de muito procurar, descobri também de onde saíam os ônibus para o Projeto ALMA nos finais de semana, pois apesar de não haver vagas para reserva nem para lista de espera, era possível ficar esperando na porta do ônibus para ver se havia desistências. À noite fui ao tour astronômico da Agência Space. Foi um dos eventos de que mais gostei . Achei espetacular a vista do céu a olho nu e com telescópios. Era num observatório um pouco (uns 15 minutos) afastado da cidade. O ônibus nos pegou cerca de 20:50 numa esquina da Rua Caracoles e nos trouxe de volta cerca de meia noite. Eram cerca de 20 pessoas. O monitor da minha visita foi o Danilo. Pareceu-me ter profundos conhecimentos da área. Inicialmente foi possível observar o céu a olho nu e, com auxílio de um laser, identificar as constelações do zodíaco visíveis no horário. Posteriormente foi possível visualizar muitos itens com telescópios (cerca de 10), como as crateras da Lua, o Planeta Saturno, a Nuvem de Magalhães, as Plêiades, nebulosas, galáxias próximas, estrelas binárias, etc. No final, com a temperatura já bem mais baixa, houve uma conversa em um auditório para dúvidas, tomando chocolate quente. Só achei que parte do tempo usado com brincadeiras no início poderia ter sido usado para informações mais relevantes sobre o assunto, sem perder o bom humor que caracterizou toda a apresentação. Depois de encerrado, o ônibus deixou cada um perto das suas respectivas acomodações. 
      Na 5.a feira 26/10 fui com Grace pela manhã ao Vale da Morte ou Vale de Marte (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=valle+de+la+muerte+atacama). Fomos caminhando, cerca de 30 minutos. No caminho passamos por um mural sobre a população e o local. A entrada para o Vale custou 3 mil pesos. Realmente parecia com as fotos que eu costumo ver de Marte, com pouquíssimo seres vivos, só rochas e areia, de cores vermelha, laranja e marrom. As vistas me pareceram espetaculares . Havia algumas pessoas praticando descida de esqui na areia. Fomos até a borda final do Vale. Depois de contemplar bastante perguntei a Grace se queria ir para a parte de trás, que parecia um pouco distante, para contemplar a vista e depois descer pela areia, porém sem esqui. Mas ela disse que não estava muito bem, não tinha se alimentado bem e preferiria voltar. Fiquei um pouco preocupado, mas ela disse que conseguiria voltar sem problemas e que eu poderia ir. Depois dela reafirmar isso algumas vezes, mencionar que havia várias pessoas fazendo o trajeto, e portanto seria socorrida caso algo de errado ocorresse, decidi ir só para os paredões e deixá-la voltar só. Fiquei pensando se ela não poderia estar com hipoglicemia e acabei ficando preocupado durante minha ida aos paredões. Pedi autorização à guarda para ir ao outro lado do desfiladeiro e descer pela areia, ela ficou meio ressabiada, mas me autorizou, somente dizendo para eu ter cuidado, principalmente na descida. Para achar a entrada para o outro lado do desfiladeiro fiquei um tempo tentando, mas era óbvio que só poderia ser aquele caminho que peguei. Durante o começo da minha caminhada acompanhei Grace com o olhar lá de cima para ver se estava caminhando bem. Depois fui me aprofundando nos paredões e fui bem mais longe do que planejara inicialmente. Achei as vistas lá de cima espetaculares . Quando cheguei longe o bastante, já tendo passado do ponto original do caminho pelo qual viemos, decidi descer pela areia, fazendo uma espécie de esqui com os pés, o que encheu de areia meu tênis 👟. Na volta, já fora do vale, ainda subi em algumas colinas para apreciar a vista, em especial numa em que havia uma cruz. Quando cheguei ao hostel encontrei Grace conversando na mesa, com boa aparência. Perguntei-lhe se estava bem e disse que estava bem como sempre . Almocei, descansei um pouco e fui para a excursão para as Lagoas Cejar (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=laguna+cejar) e Tebinquinche (https://www.google.com.br/search?q=laguna+tebinquinche&tbm=isch) e os Olhos do Salar, a única da agência em que eu fui pegar o transporte na própria agência. Estava prevista para sair as 16 horas e atrasou cerca de meia hora. A entrada para Cejar custou 15 mil (até as 14 horas era 10 mil) pesos e para Tebinquinche custou 2 mil pesos. O motorista Eduardo do micro-ônibus era de origem boliviana e muito bem humorado. Eram cerca de 10 pessoas. Nesta excursão conheci o brasiliense Tiago, filho de mineiros, atleticano, e conversamos sobre a situação do Brasil. A Lagoa Cejar me pareceu muito bela  e com muito sal, onde não se afunda. Havia chuveiros para se tirar o sal depois do banho. A seguir fomos para 2 poços ao lado da estrada, chamados de Olhos do Salar, onde pude nadar bem, apesar da água um pouco fria. As paisagens do deserto agradaram-me bastante . Seguindo em frente fomos para a Lagoa Tebinquinche, cujas paisagens também muito me agradaram , variando de acordo com a luminosidade do fim de tarde. Dei uma volta no circuito permitido e pudemos contemplar o por do sol a partir dela, mostrando a cor da lagoa azul turquesa e as montanhas multicoloridas . No fim do passeio houve um pequeno lanche e experimentei uma bebida alcoólica chamada pisco sour, de que gostei  e achei não muito forte. Voltamos já no escuro. Em outro momento um francês que conheci no albergue me falou de sua visita à Lagoa Cejar de bicicleta. Fiquei pensando que poderia ter feito o mesmo, economizado o dinheiro da excursão, pago menos pela entrada e ficado muito mais tempo aproveitando desde a manhã. Neste dia comprei 860 pesos em pães, 120 pesos em 1 cebola e 460 pesos em cenoura, maças e abobrinha no Centro Agropecuário. Pedi para um grupo de 3 chilenas que havia chegado e ficado no mesmo quarto para me acordarem no dia seguinte por volta de 4:15.
      Na 6.a feira 27/10 fiz a excursão para os Geysers del Tatio (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=Geysers+del+Tatio). Era das 5 hs ao meio dia. As chilenas, que também iriam para a mesma excursão, porém com outra agência, acordaram-me exatamente como pedi. Durante boa parte da noite um rapaz esteve passando mal e vomitando. Perguntei se precisava de ajuda, mas não respondeu. Pelo que o atendente do hostel me falou ele estava alcoolizado. O micro-ônibus demorou um pouco para passar (atrasou mais de meia hora). O motorista novamente era o Eduardo, mesmo do dia anterior. Eram cerca de 20 pessoas, entre as quais havia uma publicitária de São Paulo. A entrada custou 10 mil pesos. Dei mil pesos de gorjeta quando o guia passou o chapéu pedindo no fim da excursão. O ônibus subiu lentamente, em parte no escuro, mas como atrasou, em parte já com um pouco de luz do amanhecer. Assim deu para ver a silueta das montanhas e alguns animais. Achei a paisagem espetacular . Ao chegar lá informaram-nos que a temperatura era de -6.4 C  e após breve explicação e recomendações de segurança fomos ver os geysers. Havia vários e a água era muito quente e jorrava bem alto em alguns. Existia um geyser chamado Mata Gringo. Narraram que uma turista belga morreu queimada quando caiu em um geyser. Na minha visita as delimitações guardavam razoável distância para os pontos de que saem água. Pude tocar em um pouco da água que escorria pelo chão de um geyser e senti o quão quente poderia ser (estava quase fervendo). Achei a vista deles muito boa e os maiores imponentes . Tomamos café da manhã (razoável, mas inferior ao da maioria das excursões anteriores) apreciando os geysers. Na volta pude ver a paisagem com a luz do dia. Entre ida e volta pudemos apreciar o vulcão que havia no caminho, as montanhas, os cursos de água, a vegetação e os animais (flamingos, pássaros, vicunhas). Paramos na estrada para ver o vulcão e as aves no rio e depois no povoado de Machuca, onde havia espetinho de carne de lhama. Eu, como não como carne, fui explorar a vila e conhecer a pequena igreja local de 1933, a vista a partir da colina em que ela ficava, as casas locais e o jardim com plantas típicas . Fizemos ainda uma parada extra no cânion de um rio com montanhas em volta . Chegamos por volta de meio dia, eu almocei e fui deitar um pouco, pois estava com dor de cabeça, provavelmente devido à altitude, que perdurou por boa parte da tarde. Após conversar com um jovem chileno recém chegado e receber algumas informações dele, saí cerca de 15 hs para conhecer a Garganta do Diabo (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=garganta+del+diablo+atacama). Fui andando, cerca de 45 minutos. Era um pouco à frente de Pukara de Quitor. A entrada para a Garganta do Diabo e Catarpe custou 2 mil pesos. Na portaria deram-me um mapa e me disseram que fechava por volta de 19 hs. Logo na saída encontrei um francês, perguntei se queria ir junto, mas ele disse que caminhava só. Inicialmente fui admirando a paisagem semidesértica e depois fui por uma trilha que ia subindo, permitindo belas vistas  e acabava em um túnel, que atravessei, só para ver o que havia do outro lado. Eu não tinha luz, mas mesmo assim consegui atravessá-lo com a iluminação que entrava pelas 2 saídas. Não quis seguir em frente do outro lado, somente apreciei um pouco a paisagem. Depois daí segui para a garganta, de que muito gostei . Pareceu-me longa e variada. Achei espetaculares os caminhos no meio do desfiladeiro e as estruturas naturais de pedra. A seguir fui para Tombo de Catarpe, um local com ruínas de construções de pedra. A vista a partir dela também me agradou . Por último visitei mais para frente a Igreja de São Isidro, que era uma capela de 1913, bem simples e antiga, parecia feita de argila. Reencontrei o francês em vários pontos do caminho e no fim quando eu voltava da capela ele estava indo e me perguntou se era longe e o quanto valia a pena. Resolveu ir também. Já bem mais para a frente, próximo da portaria, encontrei as 3 chilenas do albergue, que me pediram para tirar fotos delas. Na saída, pouco depois das 19 hs, pedi desculpas ao porteiro pelo atraso, mas ele disse que não havia problemas. À noite reencontrei o chileno que havia chegado ao hostel e conheci um grupo de alemães em viagem pela América do Sul, com quem fiquei conversando durante o jantar. Ao ir para o quarto dormir conheci um casal de chilenos, o homem era policial, que iria dormir em cima da minha cama (fiquei com medo da cama não aguentar com os 2 ). Comprei 700 pesos em pães na Tackey (https://www.yelp.com.br/biz/tackey-san-pedro-de-atacama), que achei ter os melhores preços, 550 pesos em espaguete no armazém do Vicente, que ficava um pouco abaixo, e 880 pesos em maças, cenoura, pepino e abobrinha no Centro Agropecuário.
      No sábado 28/10 o casal de chilenos e as 3 amigas chilenas foram para Yuni, Grace foi embora e chegaram um grego, australianos e uma alemã. Logo de manhã fui tentar ir visitar o Projeto Alma. Disseram-me que o ônibus saía às 9 horas e eu deveria chegar por volta de 8:30 para ficar em uma fila, caso houvesse desistências. Se desejar fazer esta visita, sugiro fortemente reservar seu lugar o mais rápido possível, pois hoje, dia 12/06 em que estou escrevendo, verifiquei que a próxima data em que se consegue confirmar a visita, sem depender de lista de espera ou desistências é 30/09, ou seja, daqui a mais de 3 meses. A página para tal é http://www.almaobservatory.org/en/outreach/alma-observatory-public-visits. Cheguei por volta de 8:35 e já havia 2 pessoas esperando, 1 alemão e 1 brasileira. Começaram a chegar mais pessoas e logo depois chegou a coordenadora da ida, que organizou a fila e começou a chamar os inscritos confirmados e os inscritos para a lista de espera. Quando acabou de chamar os da lista de espera, o ônibus ficou cheio. Aí o alemão foi embora. Alguns instantes depois a coordenadora disse que 2 pessoas haviam desistido (acho que porque nem todos do grupo em que estavam conseguiram vaga) e que havia sido aberta 1 vaga. Então a brasileira que estava na minha frente pode ir na última vaga, mas eu não. Fiquei feliz por ela, pois era a única chance dela, posto que iria embora no dia seguinte. Decidi então visitar o Vale da Lua (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=valle+de+la+luna+atacama). Fui a pé e fiz todo o percurso a pé. Paguei 2.500 pesos (500 pesos a menos por ter entrado de manhã) pela entrada. Levei uma garrafa grande de água, 5 pães e 1 maça. No Centro de Visitantes a atendente deu-me uma explicação geral sobre a visita e, vendo que eu estava a pé e desejava ir depois à Pedra do Coyote, autorizou-me a sair por trás, algo que não era permitido normalmente, sendo que aquela saída estava fechada. Achei espetacular o Vale da Lua , com suas paisagens e variações. Após caminhar um pouco passei pelas Cavernas de Sal. Quando estava visitando as mais fechadas, um casal iluminou o caminho para mim, posto que eu não tinha iluminação. No fim havia um cânion, mas parte estava fechada. A seguir fui para a duna e o mirante. A duna lembrou-me as praias do nordeste brasileiro. O mirante tinha uma vista espetacular , com o anfiteatro bem à frente. Achei um pouco confusas as suas trilhas. A seguir passei por 2 minas de sal antigas. Por fim passei pelas 3 Marias e entrei num campo de sal em que havia uma mina grande. O campo de sal parecia ter aparentes lagos, rios e cachoeiras de sal, que achei espetaculares . Lá encontrei um grupo de brasileiros que tinha vindo de carro desde o sul do Brasil. Após apreciar bastante as várias construções naturais do campo de sal, voltei para a estrada e fui para a saída. Creio que saí perto de 17 horas, rumo à Pedra do Coyote. Mas a volta foi grande e demorei cerca de 2 horas para chegar lá andando. A paisagem do deserto em parte foi bem interessante, mesmo vista da estrada. Cheguei um pouco após o por do sol, mas ainda deu para aproveitar o crepúsculo para apreciar a vista . Fiquei lá até quase a escuridão total e depois voltei no escuro pela estrada, algo que não foi muito agradável, mas não teve grandes problemas. Neste dia comprei 620 pesos em pães.
      No domingo 29/10 tentei novamente ir ao Projeto Alma, mas novamente não consegui. Cheguei perto do mesmo horário do dia anterior, mas desta vez já havia várias pessoas esperando. E não houve desistências suficientes, então ninguém que estava esperando pode ir. Fui então caminhar pela estrada para apreciar com calma a vista perdida do dia anterior. Havia alguns pontos muito bons de observação para o Vale da Lua . Do outro lado reencontrei o final do Vale da Morte em que havia estado antes. Pude explorar com calma a região e contemplar o deserto. Quando voltei para o hostel para almoçar, conheci um casal de brasileiros (Bianca e o marido) que havia acabado de chegar de uma excursão ao Salar de Yuni. Narraram suas experiências, de como gostaram dos locais visitados, das instalações precárias onde pernoitaram e de como passaram mal devido à altitude. Falei-lhes do tour astronômico e se interessaram, porém não conseguiram vaga. Depoi do almoço fui ver alguns pontos da cidade que faltavam e depois fiquei admirando a vida na praça central. Não houve jogos à noite para assistir. O grego foi embora e eu fui dormir cedo para me preparar para ir embora no dia seguinte. Comprei 1450 pesos em pães e 750 pesos em tomates, maça, pimentão e abobrinha.
      Na 2.a feira 30/10 de manhã despedi-me de Hector e peguei o ônibus às 9 horas para Santiago. A viagem foi tranquila com paisagens belas de montanhas e praias . Deu para ver boa parte do que eu havia perdido na ida por estar à noite, principalmente as praias da região da Bahia Inglesa, o caribe chileno. No fim do dia o tempo fechou, mas ja estava escurecendo mesmo e não comprometeu muito. O ônibus parou várias vezes novamente e forneceram 2 lanches pequenos. Além deles, comi parte do que havia comprado e levado. Chegamos por volta de 8 horas da manhã.
      3.a feira 31/10, após chegar fui caminhando até o Palácio de La Moneda, para onde tinha enviado um email para tentar agendar uma visita. No caminho comi uma empanada de uma ambulante, que mais parecia um pastel, pagando mil pesos. Mas não consegui fazer a visita, pois não responderam meu email. Era necessário ter agendado antes (https://visitasguiadas.presidencia.cl). Como não tinha acesso a Internet, o atendente do centro cultural emprestou-me seu celular, mas não achei a resposta. Então fui visitar as salas que faltavam do Museu Histórico Nacional, mas elas estavam fechadas temporariamente para algum tipo de reforma. Ou seja, tinha optado pelo Palácio de La Moneda e pelo Museu Histórico (se desse tempo) ao invés do Estádio Nacional por ser mais viável no tempo de que disporia, mas acabei não conseguindo visitar nada . Entretanto, por coincidência, estava lá bem na hora da troca da guarda, que pude acompanhar inteiramente (cerca de meia hora) . Passeei um pouco pelo centro, comprei 700 pesos em pães Supermercado Cencosud (http://www.cencosud.com), 1250 pesos em uma empanada de queijo e champignon (neste dia foram minhas primeiras empanadas da viagem) e 630 em um creme de Berlim na Paradiso S.A. (http://www.paradiso.cl). Gostei muito destes 2 últimos . Perguntei para a atendente se poderia pagar um pouco menos pela última (acho que cerca de 20 pesos), visto que estava indo embora e aqueles eram meus últimos pesos, sem contar o ônibus, e ela concordou. Depois de comer e andar mais um pouco, peguei o ônibus para o aeroporto, pagando 1800 pesos. Um pouco antes de embarcar comi os pães que havia comprado numa mesa do Starbucks, após pedir para a atendente para usá-la, que deixou. O tempo na volta estava encoberto e não foi possível repetir a vista dos Andes, mas a da ida ficou gravada na minha memória.
       
       
    • Por Thais Fidelis
      Você ama o céu? Você ama admirar a Lua? E as estrelas?
       

       
      Sério! Vocês precisam ir para o Deserto do Atacama e fazer o tour Astronômico, que experiência e momento do caramba!!!! Nunca tinha vivido essa experiência na vida, e posso falar que vale a pena cada momento, cada frio ( ) e cada suspirada.
       
      Não é atoa que está entre os 10 mais belos céus do planeta Terra!
       

       
      Quando chegar em San Pedro de Atacama, já se informem do Tour, não deixe para a última hora pois o ideal não é deixá-lo para a última noite da viagem, pois o passeio não é garantido, já que em algumas ocasiões há nuvens no céu do Atacama e não é possível observar as estrelas. E o tour pode ser cancelado, um dos motivos que não é um passeio que se paga com antecedência. Se um dos motivos de ir para o Atacama é o tour astronômico, veja a fase da Lua antes de marcar sua viagem, na Lua cheia o tour não é realizado.
       
      Leve seus pedidos, você verá muitas estrelas cadentes!! ( Estrellas Fugaz en español)
       
      O tour sai da frente da agência, e a van nos leva até o meio do deserto, quando a luminosidade é zero e só as estrelas nos iluminam!!
      Ocorrem as explicações, e vamos vendo tudo o que o Guia vai explicando pelos telescópios, para mim foi uma experiência impar. Tudo muito aconchegante, é servido chocolate, chá, vinho e petiscos para nos aquecer. !!Dica - vá muito beeeem agasalhado!! Calma, você estará tão encantadx que o frio não importará.
       
      Fechei meu tour direto com o Guia - Que por sinal foi um show a parte. Explicou tudo de forma clara, atenciosa e super divertida, que para quem está tremendo de frio, é uma salvação dar umas gargalhadas. Fazia questão que todo mundo estivesse gostando e entendendo a explicação. Super recomendo!!!
      ( contato do guia: Caio Fraga - Whatsapp 55 31 8814-0654)
       
      Voltei e ainda estou apaixonada, por cada momento que vi esse céu e pensei " Caraca é de verdade, estou aqui vendo tudo isso e é de verdade!"
      Gentem! ver cada detalhe da Lua? simplesmente um sonho

    • Por Romeu Bart
      Mochilão San Pedro de Atacama janeiro 2016
       
      Video da viagem em San Pedro de Atacama

       
      Gasto total: 140.000 pesos chilenos ( em dollar U$ 200 em real R$ 800,00 )
      *valor apenas de 4 diárias sendo, hospedagem + alimentação + 2 passeios
       
      Valores separados:
       
      Hospedagem: 12.000 pesos chilenos a diária - Hostel Hara Hara
      Camping: 5.000 pesos chilenos
      Alimentação: 5.000 pesos chilenos bandejão
      Água de 1,5L: 900,00 pesos chilenos
      Passeios: 11.000 pesos chilenos - Vale de la Muerte + Vale de la Luna
      30.000 pesos chilenos - Geiseres e Vulcões
       
      Outros Passeios que não fiz: 40.000 pesos chilenos - Noche Astronômica no Telescópio
      120.000 pesos chilenos - Salar Uyuni já incluso hospedagem, café da manhã e transporte
       
      Obs.: Valores no período de 24/01/16 á 30/01/16 dollar em R$ 4,00 na época. Os valores variam dependendo da época, caso queira economizar evitar as épocas de Reveillon / Carnaval e inverno mês de julho, pois são as épocas mais caras em San Pedro de Atacama.
       
      Relatos:
       
      San Pedro de Atacama não é barato, pois é uma cidade pequena, no meio do deserto, ou seja, água é luxo lá, assim como outros recursos. Mas é uma cidadezinha bonita, bem estruturada e totalmente turística. Se a intenção for economizar, existe opções de hospedagem e camping mais em conta do que eu paguei, basta pesquisar, bater perna, a cidade é pequena e dá pra fazer essa garimpagem de preços em 2 horas de caminhada. Assim como alimentação, basta bater perna e pesquisar os melhores valores. Eu comi num bandejão de 5.000 pesos chilenos ( U$ 6 dolares ) foi um dos mais baratos que eu encontrei, mas no ultimo dia ví uma placa com um valor de 3.000 pesos chilenos.
       
      Há a opção de campings e o valor mais em conta que ví foi de 5.000 pesos chilenos a barraca
       
      Os Passeios você pode fazer fechando com uma agencia. Mas se você já tiver algum conhecimento da região e quiser fazer alguns passeios por conta própria ( carro, moto, bike ou trekking "caminhada" ) você pode numa boa. Apenas terá que pagar a entrada em cada guarita de acesso aos vales. A entrada custa 3.000 pesos chilenos por pessoa.
       
      Sobre bike e trekking: se vc já tem um bom conhecimento da região você pode fazer o Vale de La Muerte e o Vale de la Luna sozinho, mas é sempre bom ter um guia, afinal, trata-se de um deserto e se caso acontecer algo o guia poderá ajudar ou pedir ajuda. Existe a possibilidade de alugar bike na agencia de turismo ou de fechar um guia trekking, esses valores não peguei.
       
      Fiquei poucos dias em San Pedro do Atacama, pois eu estava de moto e de passagem apenas, pois meu destino era Cusco no Perú. Mesmo assim consegui fechar 2 passeios indispensáveis, Vale de la Muerte e Vale de la Luna + Geiseres e Vulcões. fechei com uma agencia na rua principal de San pedro, tem muitas agencias e a maioria tem o mesmo valor, todas seguras. Aliás, segurança, ou melhor, honestidade foi o que encontrei em San Pedro do Atacama. Tanto dos moradores locais, quanto dos turistas. Claro que não podemos vacilar. Após ter ido nesses passeios, percebi que eu poderia fazê-los com a minha moto, então no dia seguinte de cada passeio, peguei a moto e segui para os mesmos locais que passei de micro-ônibus da agencia de turismo. De moto consegui parar em alguns pontos de paisagens lindas e fazer algumas imagens.
       
      Os Passeios que não fiz, Salar Uyuni e Noche Astronômica, valeria a pena fazer, mas devido a minha programação para chegar a Cusco de moto, optei em não fechar esses passeios porque me custaria 2 ou 3 diárias a mais e também uma grana a mais.
       
      Sobre o clima, fui em janeiro, verão. Durante o dia sol intenso e calor de 40º e a noite a temperatura cai drasticamente chegando a 8º ... então, dependendo do passeio a ser feito, é bom levar um moletom ou um casaco, porque se o passeio acabar a noite você pegará o frio congelante.
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