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paulodasilva

De carro: Argentina, Chile, Peru e Bolívia

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Dia 4 - Mendoza - Santiago

Acordamos cedo no quarto dia rumo a Santiago. Na medida que vai se aproximando as cordilheiras a paisagem vai ficando mais e mais bonita, nesse trajeto paramos para renovar o chimarrão e abastecer com comida, pois no caminho não existem muitos lugares para isso. Uspallata é um povoado que fica no caminho, ponto de partida para muitos aventureiros que fazem escalada na região, então existem mini mercados, postos de combustíveis e outros comércios. Saindo da cidade seguimos a estrada que é muito bonita e nossa próxima parada foi na Ponte Inca (foto), nesse caminho com subida já começamos a sentir o Tanque com algumas dificuldades e tendo que reduzir marchas. Chegamos na ponte e lá encontramos uma família de brasileiros que iria para o Sul do Chile, mais além paramos na entrada do parque do Aconcágua.

Na fronteira havia uma fila de carros para entrar no Chile, o bom é que as aduanas são integradas então se faz tudo nos mesmos guichês. Ficamos por volta de 1 hora e meia no total, tivemos que apresentar os documentos e o SOAPEX (seguro contra terceiros), esse seguro fiz na HDI pela internet mesmo, deu algo por volta de 43 reais. Outra coisa boa dessa fronteira é que tem uma "casa de câmbio" bem na saída, então você já entra trocando o dinheiro pela cotação oficial.

Assim seguimos na estrada e começamos a descer a estrada em caracol (foto), a visão é incrível então eu ia bem devagar e minha namorada tirava as fotos do jeito que dava,, não achei muito prudente parar por ali pois estava bem movimentado com caminhões.

Não levamos GPS propriamente dito, baixamos os mapas no google maps, então estávamos nervosos de como chegar no apartamento de Santiago, na dúvida pagaria um táxi para nos levar. Mas deu tudo certo, conseguimos chegar no apt, a dona era uma querida e nos deu mil dicas da cidade, os cartões de metrô e nos deixou bem a vontade. Nesse dia estávamos cansados quando chegamos, aproveitamos a piscina do prédio, compramos vinho e cozinhamos na nossa primeira noite em Santiago.

 

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Dia 5 - Santiago 27/12/17

Bom, como falei no início não queríamos visitar vinícolas, então passear em Concha y Toro e derivados não estavam nos planos. No dia 27 fomos passear no centro, conhecer os prédios históricos e tudo que envolve o centro das grandes cidades. Na volta da Plaza de Armas se concentra grande parte do "centro nervoso" de Santiago, ali também você consegue pegar alguns Walking tour, o que melhora ainda mais a experiência. Fizemos esse passeio pela manhã bem cedo, o calor na cidade estava muito forte combinado com o clima seco e a poluição (muita poluição) minha rinite estava descontrolada, então fomos numas ruas chamadas Paris e Londres, essas ruas são oases no meio do trânsito e agito, ruas calmas com cafés e um clima muito amigável para relaxar, recomendo muito uma volta por ali.

Nesse dia almoçamos no Mercado da cidade, muitos restaurantes e muitos garçons brasileiros, aqui vai uma dica, se estiver procurando lembranças da cidade o mercado tem de tudo, não é barato pois no centro não vimos nenhuma loja de lembranças e como sou colecionador de copinhos já estava ficando nervoso..hahahaha, mas no desespero é uma boa. Aqui vai outra coisa, as coisas em Santiago não são baratas, inclusive nos apavoramos com o preço de tudo, desde comida até souvenirs. Mas ok, almoçamos lá e fomos conhecer o museu de arte contemporânea e o Cerro Santa Lucia.

Ainda sobre a questão da comida, como estávamos em apartamento, comíamos bem no almoço e jantávamos geralmente no ap. Nesse dia fomos conhecer a noite do bairro Bella Vista para beber, não mencionei ainda mas gostamos muito de cerveja, mas muito mesmo, então buscamos cervejas locais para experimentar.

Dia 6 - Santiago 28/12/17

Esse dia tiramos para conhecer melhor a volta do bairro que estávamos, Providencia e subir o Parque Metropolitano, onde fica o funicular e os teleféricos. Para nosso azar o funicular estava em manutenção, mas os teleféricos estavam bem e mandam abraços. A vista do cerro é espetacular, inclusive para quem tiver com pouca grana aconselho subir lá e não precisa subir na torre espelhada da cidade, que o ingresso é um absurdo e a vista não vai ser nada de muito diferente. O parque é demais, existem piscinas públicas e lugares para piqueniques e afins, um ótimo passeio. Na descida fomos para a Bella Vista beber, quem curte cerveja artesanal tem dois bares muito bons na mesma quadra, a Cross e o Kunstmann, fabricação própria e preços justos.

Saindo dali ainda tivemos um achado muito bom, o bar chamado "Loom". Esse bar tem cerveja prórpia com um preço muito justo, decoração legal e um pouco fora do rebuliço principal da Bella Vista, lugar mais estilo Rock'n Roll. Adoramos o lugar.

Dia 07 - Bate volta Valparaíso 29/12/17

Nesse dia fizemos um bate volta até Valparaíso. Você quer dizer Valparaíso e Viña del Mar?? Não! Valparaíso mesmo. Não tínhamos vontade conhecer Viña porque sempre ouvimos que parecia uma Punta Del este, então não nos interessava muito.

Chegamos em Valparaíso e tinha uma neblina incrível que não se enxergava nada, fomos até a Plaza principal e pegamos um Walking Tour, foi muito legal. O guia nos levou pelos funiculares e nos mostrou lugares que ainda não havíamos visto em fotos, lugares realmente incríveis. Recomendo muito esse tour porque via muito turistas perdidos caminhando nas vielas sem entender nada da arte que contempla as paredes do lugar. Com as explicações do guia todos os grafites faziam mais sentido e as paredes se "conversavam", a história do povo e da cidade estava ali. 

Almoçamos num "morte lenta" baratinho no centro e depois fomos para ver Vinã pois estávamos com tempo. Ja ia esquecendo, Valparaíso tem estacionamento subterrâneo bem na praça principal e com preço justo. Bom, passamos por Viña e não tivemos vontade de ficar, não somos jogadores de cassinos e as atrações de rua estava impossível estacionar por ser final do ano e muitos chilenos estavam na cidade de férias. Então decidimos voltar para Santiago.

Dia 8 - Santiago 30/12/17

Esse dia nossos narizes estavam até sangrando, todos aqueles componentes que já citei estavam acabando com meu sistema respiratório..hahahah. Então fomos de leve. Pela manhã fomos conhecer a feira "Los Domenicos", essa feira fica na estação de trem de mesmo nome e fica dentro de uma mini vila toda estilizada. Lembram que falei de comprar lembranças no mercado?? Esqueça!! Comprem aqui, procurando de banca em banca acha as mesmas coisas por preços bem melhores. Aqui tem de tudo, desde artesanato até animais vivos como coelhos e galinhas. Gostamos muito da feira e pechinchando consegue bons negócios. Saímos de lá e fomos conhecer a rua Lastarria e tudo ao redor, nesse lugar existem muitas galerias de arte, cafés e artistas, lugar muito agradável para um passeio, nesse dia terminamos a noite jantando no restaurante Liguria, lugar que havíamos almoçado em um dos dias e tínhamos gostado bastante.

Alguns pitacos: Achamos Santiago muito cara, mas existem opções baratas de rua, problema que essas opções tem horas que não entram mais..rsrsrs. Mas de modo geral gostamos bastante, achamos bem cultural e de fácil locomoção graças ao metrô. A poluição deve-se a cidade estar em uma espécie de vale, então não circula o ar, acabei sofrendo um pouco com isso e com o calor, ainda pretendo voltar em uma meia estação.

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Dia 9 - 31/12/2017

No dia 31 saímos bem cedo em direção a La Serena, essa cidade litorânea é um dos lugares preferidos dos chilenos para suas férias de verão, então imaginamos que estaria cheio. Peguei a hospedagem pelo booking, uma cabana que ficava umas duas quadras da praia por algo na volta de 170 reais, tratando-se de reveillon na praia que lota, achei barato. La Serena foi meio escolhida por acaso, nosso foco era chegar em San Pedro e para isso precisaríamos duas noites antes de chegar ao destino, então achei a cidade simpática olhando pela internet.

Nesse dia começou nossa subida pela Ruta 5 (Panamericana), essa ruta é muito boa de andar, tudo duplicado e bem sinalizado, essa comodidade toda cobra seu preço e não é barato, os pedágios nessa rodovia são constantes e bem caros, um dos mais baratos deu algo na volta de 14 reais, os outros desse preço pra cima, bem pra cima, então esteja preparado com os pesos no bolso. No entanto além de ser ótima rodovia acabamos familiarizando com a rede de postos COPEC, quase todos os postos dessa rede na rodovia contam com uma grande infra, ótimos banheiros, internet liberada, comidas e bebidas. Nesses postos também você sempre vai encontrar outros aventureiros, motociclistas, jipeiros e outros mais.

Chegamos em La Serena por volta de 13h, a cabana ficava dentro de uma pousada com outras cabanas, nessa pousada tinha piscina e churrasqueira individual por cabana, como gaúcho não conseguia esconder a felicidade..rsrsrs. A cabana bem boa, tudo muito bom, fomos no mercado comprar carne e bebida para o Reveillon. Então La Serena lembrou nossas pequenas praias no Brasil, apenas 3 mercados grandes e os 3 com filas quilométricas, decidimos encarar a fila de um deles e ficamos 1 hora e meia. Conseguimos comprar tudo, largamos as coisas na cabana e fomos caminhar na praia, água gelada, areia suja e tudo que tem direito, mas um clima muito legal das pessoas na praia.

Começamos a assar a carne na churrasqueira e deu uns 15 minutos aconteceu o que sempre acontece em praias pequenas lotadas, faltou luz e não teve jeito de voltar. Então ficamos no escuro mesmo, bebendo uma cerveja e comendo. Algumas cabanas estavam fazendo grandes jantares e acabaram beliscando nossa carne. rsrsrs. Terminamos de comer e fomos ver os fogos na beira da praia, aí vimos algo bem diferente, as famílias simplesmente levam mesas coletivas e todos apetrechos para beira da praia e ficam lá, como se fosse um restaurante gigante na beira da praia, tudo muito organizado e animado. Um pouco mais a frente havia um palco com shows e tudo mais, nesse show paramos e escutamos de tudo, até Xuxa, muita Xuxa. Eu sabia que argentinos adoravam Xuxa, mas os chilenos foi uma surpresa a maneira efusiva que cantavam as músicas. Acredito que só havíamos nós de brasileiros naquele momento e nos divertimos muito com a Xuxa. A festa seguiu com 18 minutos de fogos, foi bem bonito e divertido a festa toda, mas precisávamos dormir cedo porque no outro dia tinha mais estrada.

Dia 10 - La Serene - Antofagasta

Saímos por volta de 7h de La Serena em direção a Antofagasta, passamos por mais pedágios. A estrada segue da mesma forma até chegar em Copiapó, após essa cidade você segue em uma pista simples costeando o oceano. Também a paisagem vai mudando e o deserto vai se apresentando, nesse caminho paramos algumas vezes para fotografar pois até então aquela paisagem era novidade, estava ficando legal aquele contraste do oceano com paisagem árida. Os chilenos são muito coerentes, na parte de pista simples não existem praças de pedágios e o asfalto segue ótimo. Cheguei a conclusão que os pedágios são caros para bancar também a conservação das partes que não possuem praças e ficam mais distantes. Posso estar errado, mas achei coerente a teoria.

Chegamos em Antofagasta por volta de 18h e demos sorte, ficaríamos em um hotel bem simples mas o tal hotel estava em reforma e nos colocaram em um hotel mais premium da mesma empresa, pelo mesmo valor, então deu uns 120 reais e ficamos no melhor quarto da viagem. Esse hotel ficava uma quadra da praia e fomos desbravar caminhando. A cidade possui um grande calçadão bem iluminado, a praia estava bem cheia e agitada. Antofagasta foi a primeira das cidades (depois terão mais) que ficamos tristes de não ter mais tempo para explorar e curtir, pareceu uma cidade bem legal, mas como ela seria apenas uma ponte para San Pedro, vimos o pôr do sol (nosso primeiro no pacífico), jantamos e fomos dormir.

 

 

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Dia 11 - Antofagasta - San Pedro de Atacama

Saímos de Antofagasta por volta de 8h em direção a San Pedro de Atacama, esse destino era um dos mais esperados na nossa trip e seriam 3 dias.

Resolvemos que faríamos todos os passeios com o Tanque, apenas o Salar de Tara iríamos com agência porque existem alguns relatos de carros atolados na areia, então não queríamos arriscar. Chegamos em San Pedro por volta de 12h, logo na chegada da cidade já nos deparamos com uma paisagem bem legal com rochas, existe um mirador bem sinalizado ali, então paramos para tirar algumas fotos e já ficamos empolgados. Chegamos no hostel, check in feito fomos almoçar, após o almoço uma descansada e fomos no Vale da Lua. Nossa programação nesse dia seria vale da lua e da morte e a noite fazer o passeio astronômico, mas para nossa surpresa tinha Lua Cheia e com essa lua não fazem a visita porque a claridade da lua ofusca as estrelas, acabamos desistindo do vale da morte e resolvemos visitar as termas de puritama, coisa que faríamos no dia dos Gêisers, mas como era perto acabamos indo mesmo assim. Chegamos nas Termas 16:30h, na entrada havia uma guarita com tabela de preços, era 15 mil pesos a entrada, achamos muito caro e estávamos quase desistindo pois o horário de fechamento era 17:30h, então resolvemos ficar. O estacionamento é bem amplo, fomos entrando e ninguém nos cobrou nada, pegamos toalha e máquina fotográfica e fomos indo e indo e indo e ninguém nos interpelou, escolhemos umas das inúmeras piscinas naturais e ficamos ali nos banhando. Quando era 18h um senhor pediu para sairmos porque iria fechar o parque, assim subimos a longa e íngrime estradinha até o estacionamento (lembrando que são nas termas 3500m de altitude), pegamos o Tanque, passamos na guarita e ainda não havia ninguém, então fomos embora e não nos cobraram nada, não sei se foi pelo horário e aí não cobram, mas não pagamos.

Na noite fomos beber em um bar com um preço muito justo na rua principal de SPA, esse bar só vende bebida mas tem cardápio que oferece alguns pratos que eles buscam em restaurantes parceiros, comemos uma ótima pizza nesse dia, bebemos boa cerveja. Lugar com bastante locais e turistas, camisas de futebol penduradas e clima descontraído, nome é algo como Chelakabur.

DICA: Nesse passeio nas termas vale mais a pena passar pelo menos 1 turno, pois existem bons banheiros, mesas e bancos para sentar, então você pode levar caixa térmica e fazer um piquenique no lugar. Muitas pessoas lá estavam fazendo isso, pelo preço de entrada acredito ser o melhor a fazer.

 

Dia 12 - San Pedro de Atacam (SPA)

Nesse dia resolvemos fazer o Salar de Tara e dar um descanso ao Tanque, contratamos o passeio em uma agência. Muito cuidado pois os preços mudam bastante de uma agência para outra, na primeira agência que fomos o preço era um, 3 agências depois o preço era uns 10 dólares mais barato. Fechamos com a agência e o guia ficou de nos buscar no hostel. Entramos no veículo e tinha gente de todo lado e tudo que era agência, então vimos que tinha gente da primeira agência que pesquisamos indo no mesmo passeio que nós. As agência vendem os pacotes mas geralmente os guias são terceirizados, para fechar um passeio eles juntam clientes de várias no mesmo carro, isso é muito comum em cidades turísticas, mas vale então pesquisar o preço do passeio e pechinchar mesmo.

O passeio em si é muito legal, logo na ida paramos para um café da manhã feito na hora pelo guia, tiramos algumas fotos e seguimos, mais algumas paradas no caminho e finalmente chegamos no Salar, o lugar é muito bonito e tem muitos Flamingos e Vicuñas e realmente foi bom não ter ido com o Tanque, alguns lugares que só 4x4 fazem. Voltamos e chegamos em SPA 15:30h, no passeio está incluso o almoço que foi em um restaurante, comida bem justa.

Os passeios no Atacama são bem caros, pelo menos para nosso padrão, então fazer os outros passeios com o Tanque foi um alívio para o bolso, mas esse de Tara aconselho o guia, até pode-se chegar perto com carro normal mas não entra na parte mais legal. 

O Salar fica por volta de 4.400m de altitude, foi a mais alta que tínhamos pego até então, dei uma caminhada rápida em determinado momento e fiquei muito tonto, tive que sentar para não cair..hahahaha. Uma norte americana passou mal na volta e o guia a levou para o hospital, sintomas do famoso soroche.

Quem quiser ver mais fotos da viagem, instagram: @diariodeltanque 

Estou postando por partes e meio devagar porque voltei a trabalhar essa semana e está meio punk, assim que der sigo.

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    • Por casal100
      Esse relato é dividido em cinco partes:
      .da página 1 até a 7 refere-se a viagem realizada entre dez/2007 e fevereiro/2008 de carro;
      .a partir do final da página 7 refere-se a viagem que começa no final de dez/2008 até final de fevereiro/2009 de carro.
      .a partir da pag. 15 - viagem a Torres del paine, carretera austral ..........viagem realizada de dez/2009 a fevereiro/2010.
      .a partir da pag.19 - viagem ao Perú e Equador ....vigem realizada de dez/2010 a fevereiro/2011.
      .a partir da pag.23 - viagem venezuela, amazonas, caminho da fé.... realizada entre dez/11 a fev/12.
    • Por MarisaBrugnara
      Destino: Deserto do Atacama. Vontade: dirigir por várias das estradas mais bonitas e inóspitas da nossa América do Sul.  Além disso, a gente só sabia que ia passar pela fronteira por Dionísio Cerqueira e ir seguindo o caminho mais curto que o GPS nos deu até lá. Não reservamos hostel, muito menos passeios. A pesquisa sobre documentação do carro, itens obrigatórios, clima e alguns destinos foi suficiente. O resto, o destino deu conta: uma rota sem roteiro.

      Antes de atravessar a fronteira, decidimos dormir em Francisco Beltrão que fica a 470 km de Curitiba, só pra descansar. Atravessamos a fronteira entre Dionísio Cerqueira e Bernardo de Irigoyen pra fazer o câmbio de reais para pesos e a Carta Verde já no lado argentino. Só é necessário preencher uma ficha de imigração na aduana informando seus dados pessoais e destino. GUARDE ESSA FICHA! Não cobram nenhuma taxa e não revistam o carro. O câmbio paralelo vale muito mais a pena do que o câmbio das casas de câmbio.
      1 real = 12 pesos – paralelo
      1 real = 8,5 pesos – casas de câmbio
      Carta verde: só existem 2 opções: 15 ou 30 dias. Pagamos (em reais mesmo) 100 reais pra 30 dias. Pedem o documento do carro, do motorista e tiram uma foto do carro.
      Os postos de gasolina ali aceitam reais ou pesos (enchemos o tanque em reais, pois valeu mais a pena).
      As estradas são ótimas na Argentina, e os pedágios quase inexistentes são baratos. Foram 4 ao todo, o mais barato 10 pesos e o mais caro 60 pesos.
      Recomendo parar em Ituzaingó pra dormir e abastecer o porta-malas com macarrão e empanadas, pois os mercados e lanchonetes são bem baratos. Além disso, é uma cidadezinha quente e “praiana” no meio do continente. O Rio Paraná passa por lá dividindo a Argentina e o Paraguai, e é usado como praia, muitos gaúchos preferem ir pra lá no verão ao invés de subir pras praias de Santa Catarina.
      Depois de Ituzaingó a viagem realmente começou. Assim que saímos da RN 12 e entramos na reta infinita da RN 16 a cor da bandeira da Argentina começa a fazer sentido. Um céu de azul imenso onde não se consegue enxergar o fim daquela terra encharcada pelos Chacos, tudo ainda a 200m do nível do mar. Vários povoados, algumas cidades grandes, muitas fazendas e várias opções de postos de combustível, ainda. As estradas são lisas e pouco movimentadas. Tivemos que ultrapassar caminhões pouquíssimas vezes, o cuidado maior é com animais atravessando a pista. Ambulantes vendem morangos gigantes e suculentos na estrada por apenas 80 pesos o kg.

      Decidimos parar para dormir em Monte Quemado, ponto de parada quase obrigatória para os motoqueiros. Tem apenas um hotel na beira da estrada que serve almoço e jantar, mas preferimos cozinhar macarrão com nosso fogareiro portátil. Economizamos muitos pesos com isso. A única parte ruim e esburacada da estrada dura uns 20km na saída de Monte Quemado. A partir daqui, já é possível enxergar a silhueta das montanhas que escondem as tão esperadas curvas.
      Depois da ferradura do mapa, começa o trecho mais surreal da viagem. Entramos na RN 9 – sem dúvidas, a rodovia mais bonita do norte da Argentina - e só o que se vê são montanhas. Por todos os lados. Secas, rochosas, com cactos, nevadas, de pedras, coloridas, rachadas, de todos os tipos possíveis. Alpacas, Vicunhas, Lhamas e Guanacos atravessam a rodovia e uma paisagem totalmente diferente aparece a cada km. Foto nenhuma é capaz de registrar essa imensidão.

      San Salvador de Jujuy é uma cidade enorme e barata. Perto dali ficam Purmamarca, Tilcara e Humahuaca: os passeios turísticos oferecidos por eles. Fique esperto com o horário de funcionamento do comércio: tudo fecha antes das 13 e reabre depois das 17.
      Encha o tanque em San Salvador de Jujuy. Depois dali, não há sinal de celular e o próximo posto fica a 200 km, em Susques. Mas não conte com isso! Um posto que fica a 3896 m de altitude nem sempre tem combustível. Não confie em todos os postos que aparecem no gps. Meu gps mostrou um numa cidade a 20 km de Jujuy. Chegamos lá, e era um posto desativado. Decidimos voltar a Jujuy para encher o tanque e garantir a viagem, foi a melhor decisão que tomamos. Dali pra frente, quase não há civilização.
      Então, conte com o trecho Jujuy > Paso de Jama  = 330 km. Não é necessário levar combustível extra.
      No hostel em Jujuy, fizemos o seguro de carro obrigatório para entrar no Chile: o Soapex. É feito pelo site mesmo, custou 12 dólares para 10 dias. Aqui, foi a primeira vez que reservamos um hostel, queríamos garantir pelo menos a primeira noite no Atacama pra decidir o que fazer nos outros dias. Encontramos 3 mineiros que estavam voltando do Atacama de moto. 1 deles, passou por algum objeto na pista e isso quebrou o cárter da moto, ele estava esperando o guincho pra voltar ao Brasil.

      (Não é preciso ir até Humahuaca pra ver montanhas coloridas, elas estão por toda parte. Essa é a estrada entre San Salvador de Jujuy e Purmamarca)
      Perguntamos a eles quanto tempo levaria nesse trecho Jujuy/ Atacama. Eles disseram que não faziam ideia, pois pararam tanto pra tirar foto de estrada, pedrinha verde, pedrinha amarela, plantinhas, nuvem, salares, curvas... que perderam as contas. E é fato, tambem não fazemos ideia de quanto tempo levamos. A cada km, a cada fim de curva, uma surpresa.  Pra esse trecho, saia cedo e aproveite o dia todo. Tínhamos pensado em parar em Susques pra dormir, mas conversando com eles vimos que não valia a pena, é um vilarejo com pouquíssimos hotéis caros e faz muito, muito frio.
      Depois de 2.000m de altitude, pisar no acelerador não é a mesma coisa. O carro vai perder potência, a luz do motor vai acender, o aviso de neve na pista vai aparecer. Mas quem fizer essa viagem vai entender que andar acima de 60km/h não é necessário – e nem é possível com tantas curvas de 180 graus.

      Lagunas e montanhas de cores inexplicáveis por todo caminho. 
       
      Atenção para a fronteira da Argentina com o Chile, o Paso de Jama: como fica a 4800m de altitude, às vezes fecha por condições meteorológicas. Conferir antes de sair nesse site:
      https://pasosfronterizos.com/paso-jama.php
      Ali em Jama, deixamos o carro estacionado e fomos fazer os trâmites aduaneiros. O frio, o vento e a altitude aceleram o coração e nos dão uma falta de ar repentina. Na aduana, pedem apenas nossas identidades, documento do carro, carteira de motorista do condutor e AQUELA FICHA que preenchemos na fronteira do Brasil com a Argentina. Isso acontece várias vezes em vários guichês diferentes. Carros particulares tem preferência na fila J (escapamos das filas enormes dos ônibus de turistas e do raio-x das malas). GUARDE TODOS OS PAPÉIS QUE A ADUANA TE ENTREGAR, eles serão devolvidos na volta. Depois, tivemos que parar o carro debaixo de uma parte coberta no meio da pista na saída da aduana, tirar tudo de dentro e colocar sobre uma mesa para o guarda abrir e apalpar todas as mochilas/sacolas/sacos de dormir e ver se não estávamos levando nada perecível – o controle deles é muito rígido com frutas e legumes, por isso levamos apenas macarrão, molho e enlatados para passar a fronteira. Se precisar, ali tem um posto de combustível, mas tocamos direto até o Atacama ainda com a gasolina de Jujuy.
      Depois de Jama, há uma declive imenso de uns 2500m de altitude durante 150 km até o Atacama, sempre vigiados pelo imponente vulcão Licancabur. Do lado direito, fica a Bolívia, e por todos os lados, cadeias de montanhas e vulcões. O vento forte dificulta a direção e quase tira o carro do chão quando carros passam do outro lado da pista.

      O ATACAMA
      O destino viajante veio a nosso favor mais uma vez. O hostel que havíamos reservado – Valle del Desierto - ficava retirado do centro da cidade (escolhemos assim pra ter um lugar seguro para deixar o carro, pois no centro é tudo muito apertado e não tem estacionamento) e era cuidado por um casal de brasileiros, o Gabriel e a Carol. Foi o melhor lugar que podíamos ter achado, com direito a churrasco brasileiro, fogueira nas noites mais frias e uma vista do Licancabur, que ficava em tons rosados todos os dias na hora do pôr do sol. Haviam várias kombis viajantes estacionadas e gente do mundo todo, pois era véspera do feriado das festas pátrias – do dia 14 ao dia 19 – e vários intercambistas de Santiago sobem para o deserto.
                 
      Ficamos cerca de 10 dias ali, na primeira semana aproveitamos o sossego, nos últimos 2 dias os banhos que eram ótimos já começaram a ficar frios devido ao feriado (o hostel  e a cidade ficaram lotados!).
      A cidade é bem pequena, e só há comércio voltado para o turismo.
      Há várias vendinhas, quitandas e sorveterias espalhadas pela cidade. Usamos várias, pois cozinhamos bastante no hostel. Nas vendinhas não há bebidas alcoólicas, pois elas só podem ser compradas em Botillerías por motivos de legislação. É seguro tomar água da torneira quando a cidade está vazia, quando está cheia, prefira água engarrafada.
      Como nem só de macarrão vive o viajante, comemos muitas empanadas, que são bem grandes, tem quase em todas as vendinhas e custam sempre cerca de 1500 pesos. Também tomamos muito chá de coca, que é um ótimo digestivo. Nem procure restaurantes, vá direto ao Los Carritos. A comida é MUITO boa e é o melhor custo benefício da cidade. Peça os nomes mais esquisitos e se surpreenda com o que vai vir. Pra quem está com fome: 2500 pesos. Pra quem está com muita fome: 3800 pesos. Tem opções vegetarianas também.
      Os sorvetes, a Chicha Cocida (que é uma bebida alcoólica) e o Mote com Huesilhos têm sabores muito diferentes de qualquer coisa que você já tenha comido. As pêras são mais suculentas, os cactos tem frutos e aquelas árvores com florzinhas amarelas deixam cair ao chão castanhas duras e doces. Guarde esses nomes e se surpreenda com os sabores: ayrampo, chañar, rica rica, algarrobo, pomelo rosado, llucuma.
      Como em setembro é o final do inverno, pegamos vários tipos de clima. O sol é a única certeza. Os narizes sangraram nos dias de 4% de umidade e nuvens apareceram no céu quando uma frente fria se aproximou. Nesses dias, já não era possível colocar shorts e camiseta durante o dia sem um corta-vento e as noites eram salvas pelas segundas peles e o saco de dormir usado sob as cobertas. Importante: leve pelo menos um conjunto de segunda pele, 1 par de meias de inverno e um saco de dormir simples, mesmo que seja no verão. Eles salvaram a minha vida. Durante algumas madrugadas, fizeram temperaturas negativas – mesmo não sendo típico da época do ano – e tive que dormir de segunda pele, dentro do saco de dormir, debaixo das cobertas do hostel! Quando esfriava assim durante a madrugada, dava pra perceber quando saíamos de manhã que os vulcões estavam mais brancos de neve que no dia anterior.
      Ir de carro traz liberdade, economia e a certeza de que é o caminho que faz a viagem valer a pena. Os passeios oferecidos pelas agências são bem caros e engessados. Como não tínhamos horário para sair e chegar, íamos pegando dicas com quem conversávamos pra decidir o próximo destino. San Pedro fica no centro do Atacama, e é impressionante como a paisagem muda ao redor, mesmo num raio de poucos quilômetros.

      (Onde está o Uno?)
      Sal encrustado em rochas que parecem lunares e dunas gigantescas brilhando ao pôr do sol no Valle de la Luna, lugares jamais pisados pelo homem no Valle de Marte, uma vista surreal de montanhas intercaladas por outras montanhas na Piedra del Coyote, uma estrada com vento salgado e quente que termina na Laguna Tebinquinche, onde a vida parece não existir, mas existe. De repente, numa estrada que corta uma laguna seca, duas crateras cheias de água não tão salgada assim formam os Ojos del Salar. A surpresa maior fica com Toconao, a cidade vizinha que abriga o Valle de Jere - desconhecido até mesmo por alguns moradores de San Pedro – um oásis em meio ao nada, que foi habitado por alguns dos povos que deram origem a bandeira Wiphala e deixaram suas marcas nas rochas. Esses são os destinos mais bonitos e de estradas mais alucinantes de até 3000 pesos por pessoa para serem visitados ao redor de San Pedro.
        
      Há quem prefira mergulhar literalmente nas atrações naturais desse lugar. Para esses, existe a laguna Cejar por exemplo, onde é possível boiar em suas águas mais salgadas do que as do mar morto, por um preço que é tão salgado quanto ela (apenas a entrada é 15.000 pesos). Dispensamos também o passeio das Lagunas Altiplânicas - que custaria uns 80.000 pesos sem incluir as entradas – pois no caminho passamos por lagunas por toda parte e em todas as altitudes.
      Ah, o céu: não é preciso andar mais do que 2 metros na rua – ou no quintal do hostel mesmo -para conseguir enxergar todas as constelações, planetas, galáxias, estrelas cadentes. Ele faz valer a pena boca e nariz ressecados da baixa umidade, do sal, do sol e do frio. No hostel, um hóspede tinha um telescópio. Conseguimos ver a Lua e vênus em questão de segundos.
      ___________________________________________________
      Voltar pelo mesmo caminho da ida dá uma perspectiva totalmente diferente de todos os lugares que havíamos passado. Leve tudo que quiser, pois na fronteira por Jama do Chile pra Argentina não fazem revista no carro. Pegamos um clima tão diferente que a estrada parecia outra. Mais vento, mais neve. Tivemos o prazer de ver uma raposa chilena e um tatu atravessando a rua. Só ficamos devendo a Vizcacha, que com certeza passamos por várias, mas não conseguimos enxergar nenhuma.
      Na Argentina, há muita polícia rodoviária. Éramos parados em quase todas as saídas das cidades. Em uma das únicas duas vezes que pediram nossos documentos, demos carona a um policial – é bem normal pedirem carona nas estradas argentinas. Procuramos evitar por segurança, mas como era um policial, e íamos tocar direto até perto da fronteira, aceitamos.  Na outra que fomos parados, estava acontecendo um protesto de caminhoneiros: o policial pediu pra verificar os 2 triângulos e o extintor. Não é mito, levem!
      Há muitos relatos de polícia corrupta na Argentina, mas é mais ao sul da RN 14 onde o país se aproxima com o Uruguai. Antes de ir, havia conversado com um amigo Argentino e evitamos a fronteira por Uruguaiana exatamente por causa disso. Como queríamos entrar mais ao sul do Brasil do que na ida, passamos por São Borja. Eles pedem apenas os documentos, não revistam o carro, e cobram uma taxa de 450 pesos ou 57 reais por pessoa.

      IR DE AVIÃO NÃO TERIA A MENOR GRAÇA. VÁ DE CARRO!
       
      Resumo de infos mais importantes:
      Dinheiro na Argentina
      - Trocar reais por pesos na fronteira com a Argentina vale bem mais a pena do que no Brasil;
      - Não troque dinheiro em Jujuy, a cotação é péssima;
      Dinheiro no Chile
      - Em San Pedro de Atacama a cotação de reais para chilenos é ótima (para setembro desse ano: 1 real = 150 pesos chilenos, sendo que em Santiago estavam pagando 1 real = 158 pesos chilenos);
      - Não tem como indicar uma casa de câmbio, tem uma rua só pra elas e todo dia os valores mudam. O jeito é sair perguntando de uma em uma e negociar;
      - Deixar para trocar reais para pesos argentinos (para gastar na volta) no Atacama não é uma boa opção, a cotação é bem ruim;
      Carro
      - Evite estacionar o carro perto das esquinas das ruas. Escapamos de um acidente que teria dado PT no carro por pouco. Como o hostel não tinha estacionamento, deixamos o carro parado na rua ao lado na vaga perto da esquina. Um motorista argentino foi fazer a curva e perdeu o controle, passou raspando por nós e bateu no carro estacionado do outro lado da rua, que ficou com o eixo dianteiro totalmente quebrado e teve que ser guinchado.
      - Os itens obrigatórios são: extintor de incêndio e 2 triângulos. Cambão rígido, mortalha e etc é MITO.
      - A gasolina tanto na Argentina quanto no Chile custa praticamente o mesmo que pagamos no Brasil, as vezes até um pouco mais caro. Mas como é bem mais pura que a daqui rende MUITO mais. Na Argentina, usamos sempre a Super e no Chile, sempre a 93. Essas são as mais baratas.
      Documentos
      - Identidade com menos de 10 anos de expedição ou passaporte, ou um ou outro, tanto faz
      - Se o carro estiver no nome do motorista, apenas o documento do carro.
      - Fizemos a PID (permissão internacional para dirigir), mas em nenhum momento foi solicitada
      - Carta Verde: seguro obrigatório para o carro na Argentina. Não foi solicitada em nenhum momento também, nem na aduana.
      - Soapex: seguro obrigatório para o carro no Chile. Não foi solicitada em nenhum momento também, nem na aduana.
      Água
      - É tirada de poços. Tomamos direto da torneira sem problemas, só recomendamos comprar engarrafada se a cidade estiver cheia – muita gente polui a água -. Custa cerca de 1800 pesos o garrafão de 6l.
       

      Carro: Fiat Uno 1.0 2016/2017
      Km rodados: 5.500
      270 litros de gasolina: R$1.300,00
      Autonomia: 20km/l
      Pneus Furados: 0
      Troca de óleo feita antes da viagem
      Gps usado: Sygic
      Pouso mais caro/barato: 600 pesos por pessoa (Argentina) / 250 pesos por pessoa (Argentina)
      Gasolina mais cara/barata: 862 pesos (Chile) / 38 pesos (Argentina)
      Frase mais dita: “Olha essa estrada!”
      Gasto: aproximadamente R$2200,00 por pessoa. Levamos apenas reais em dinheiro vivo. Usamos cartão de crédito Nubank apenas para reservar hostel e fazer o Soapex.
      Duração: 20 dias

    • Por xexelo
      Continuando a postar relatos antigos e que foram sonegados aos mochileiros segue a postagem sobre a minha viagem pela Carretera Austral pelo Chile. Como minha viagem anterior, sempre tem enroscos e problemas. Desta vez por poucos quilômetros eu quase não volto mais e quase ferrei o motor.
       
      Como dá outra vez não é uma relato com detalhes sobre preços e tals. Gastei sempre o mínimo possível com alimentação e hospedagem. Devo ter almoçado em restaurantes umas 4 vezes a viagem toda. Portanto não posso dar muitas dicas sobre a alimentação na Carretera. O caso é que eu sempre perdia a hora de almoço e quando lembrava já tinha passado a cidade mais próxima. Ai tinha que lanchar o que tinha no carro mesmo. Aliás esta viagem foi um belo SPA pois de 98 Kg no início eu voltei com 92 apenas
      Levei de novo todo o equipamento de camping que acabou indo passear apenas. A Ranger se portou muito bem na estrada e se não fosse por negligência minha não teria dado problema com o arrefecimento e queimado a junta do cabeçote no final da viagem. Pura burrice.
       
      Fui sozinho porque meu tio não pode me acompanhar aquele ano e também porque a outra pessoa que tinha me garantido que ia junto deu pra trás um mês antes. Assim achei melhor seguir sozinho do que esperar mais um ano para ver se conseguia companhia para a empreitada.
       
      Mas vamos aos relatos.
       
      1º DIA – 22/12/2013 – DOMINGO.
      De Curitiba a Quarai - RS / Artigas – Uruguai – 1150 km
       
      Saí de Curitiba as 5:25 h debaixo de uma garoa fina e chata que me acompanhou até União da Vitória mais ou menos. O calor começou a chegar e por volta das 8 ou 9 horas e pegou pesado. Acho que deve ter ficado uns 30 graus ou mais.
      Como estava viajando sozinho fui dando paradas a cada 2 ou 3 horas para esticar o esqueleto.
      A estrada pelo interior tem muitas curvas, mas tem trechos bem tranquilos em que se pode desenvolver 100 a 110 Km/h (GPS) numa boa.
      Acabei não almoçando hoje, comi pão de queijo, amendoim japonês e frutas secas. Quando parei num posto para almoçar achei muito caro (era chique) R$ 21,00 o bufet livre.
      Quando cheguei a Quarai estava iniciando a hora do agito de domingo na praça central. Os carros iam parando em volta da praça e deles saiam os jovens com cadeiras de praia, coolers de cerveja e se abancavam na grama esperando a galera ficar desfilando com seus carro e com o som alto. Coisas do interior do Brasil.
      Mudei roteiro inicial e vou entrar no Uruguai pra fazer umas comprinhas básicas. Depois entro na Argentina por Salto UR / Concórdia AR.
    • Por Flavius Neves Jr.
      Boa tarde, pessoal!
      Segue adiante o meu relato de uma viagem de carro para o Deserto do Atacama, que durou 17 dias. Na minha programação, contei com muita ajuda aqui do pessoal do Mochileiros.com. Sendo assim, agora é hora de retribuir! Se você está planejando uma viagem parecida, ou se a mesma já está marcada, e quer contar com algum tipo de ajuda, pergunte por aqui.
      Um abração!!!
    • Por xexelo
      Após a minha última aventura quando fui sozinho para a Carretera Austral no Chile eu fiquei sem viajar nas minhas férias seguinte. Sou professor e sempre tenho férias em dezembro/janeiro. Fiquei os 45 dias de férias triste e desanimado.
       
      Eu vendi a minha Ranger pois ela estava com um problema que poderia estragar o motor. Em seguida eu comprei a minha Toyota Hilux SW4 4Runner 2.7 a gasolina em outubro. Fiz a revisão inicial, troquei os pneus e isso tudo deu uns 5 mil.
      Não poderia viajar sozinho naquelas férias. Tentei de todo modo buscar companheiros para a viagem, porém não consegui.
       
      Ainda bem que não consegui... Um mês depois das férias o motor da Toy queimou a junta do cabeçote como que por mágica. Em nenhum momento ele ferveu ou esquentou a ponto de acontecer isso. Arrumei o problema e lá se foram mais $$$$$.
       
      Em julho coloquei um anúncio no grupo de professores do Parana do facebook procurando companheiros para a viagem. Inicialmente várias pessoas se interessaram, mas uma apenas fechou que iria. Depois essa professora, a Beatriz Goes, conseguiu mais um amigo professor para ir junto, o Edmar Lucas, ambos de Ponta Grossa - PR.
       
      A coisa complicou pq em outubro a Toy deu problema de novo. Queimou a junta do cabeçote outra vez. Dai eu ga$$$tei muito mais que da primeira vez para ver se não acontecia novamente. Aproveitei e fiz a embreagem, mandei revisar e limpar o radiador etc. Até o final do ano eu praticamente zerei tudo o que pudesse dar problemas na Toyota.
       
      Em outubro coloquei um anuncio aqui no Mochileiros para achar mais um companheiro de viagem. Em novembro apareceu o santista Adriano Lizieiro e fechamos o grupo. E para melhorar mais ainda, O Glauber e a Érica com sua Chevrolet S-10 a gasolina se juntaram a nós para formarmos um grupo de duas viaturas na viagem. Muito mais seguro. Isso me ajudou muito quando tive um problema na Toy.
       
      Saímos no dia 28/12/2015. Segue o relato.


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