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Nina Cobianchi

Quais são os itens obrigatórios e proibidos no carro na Argentina?

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Galera, bom dia! Vou de carro pra Ushuaia no ano novo, mas ainda tô com mtas dúvidas sobre os itens obrigatórios e proibidos no carro na Argentina! Sabem me dizer sobre cambão de reboque, quebra mato, essas coisas? Agradeço desde já!

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Passei pela Argentina em Jan. de 2017 e na única parada policial eles pediram o seguro carta verde e o extintor, além disso o único item a mais que levei foi um triângulo.

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@Nina Cobianchi , todas as referências que encontrei sobre isso dão conta de que é proibido o uso de acessórios que ultrapassem o comprimento do carro. Aí entram os engates e o quebra-mato.

Não sei se isso vale para alterações na largura do carro (ex: rodão), mas imagino que sim.

Veja:

http://www.terraadentro.com/2016/08/06/documentacao-exigencias-para-o-veiculo/

http://viajandodecarro.com.br/como-planejar-sua-viagem/documentacao/

http://www.4x4brasil.com.br/forum/planejamento/74971-engate-removivel-na-argentina.html (post mais antigo e com algumas informações que contradizem o que escrevi, como o relato da pessoa que não teve problemas).

Recomendo dar uma olhada nas seções de relatos e roteiros de viagem de carro. Tem muita coisa: https://www.mochileiros.com/forum/12-viagem-de-carro/

  • Gratidão! 1

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Obrigatorio : carta verde, 2 triangulos, extintor, cambão, farol acesso em rodovia, região com neve : correntes para pneus,

Proibido : insulfilm.

Cruzei a Argentina em 2011 de Puerto Iguazu até Jujuy; bloqueios do exército nas  rodovias; soldados e policiais sempre

solícitos e cordiais, em 2000 km não tive problema algum.

Poucos postos de gasolina, tanque cheio sempre.   Boa Viagem !

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    • Por delucarina
      Este é o relato de uma viagem de casal realizada em Outubro de 2015 por Foz do Iguaçu, Puerto Iguazú e Ciudad del Este. Não vamos colocar o roteiro do modo como fizemos, mas, sim, do modo que teríamos feito se tívessemos as informações necessárias para evitar várias idas e vindas. Apesar de ser um roteiro famoso, é difícil encontrar informações para passeios fora da rota tradicional (por exemplo, Ciudad del Este sem compras e Puerto Iguazú além das Cataratas).
       
      Para mais vídeos, relatos e fotos, curta nossa página no face (https://www.facebook.com/dandoumpulo/) e acompanhe nosso site (http://www.dandoumpulo.com).
       
      Comece por… Paraguai!
      Por que começar o roteiro das cataratas pelo Paraguai? Porque lá está o Salto del Monday, uma cachoeira linda, de fácil acesso e barata! Claro que é muito menor do que as Cataratas… mas é uma ótima opção para perder o medo de fazer turismo no Paraguai, que é sim um país com muita coisa a oferecer. E para quem está em família e sem grana para ver as Cataratas, é uma opção!
       
      Assim que atravessar a Ponte de Amizade (atravessamos sempre a pé, sem problemas,mas com as mochilas para frente do corpo, por precaução), passe na aduana. Lá há um stand de turismo do Paraguai, com vários mapas e com um pessoal muito receptivo, que dará informações detalhadas de como chegar aos destinos.
      Contudo, caso aproveite para carimbar o passaporte, não esqueça que, oficialmente, para entrar no país é preciso a vacina da febre amarela.
       
      Siga reto, depois da aduana, por toda a avenida de comércio (sem se deixar convencer pelos vendedores, porque há sim casos de gato vendido por lebre), até o supermercado Arco-Íris. Na rua deste mercado há um ponto em que passa o ônibus da empresa Matiauda, e na placa da frente está escrito “áreas 1, 2, 3, 4, 5”. O preço é 2500 guaranis (R$ 1,00). É só informar o cobrador/motorista que você descerá em Salto del Monday (pronuncie mondai). O ônibus irá parar próximo a uma escolinha de futebol. De lá até o Salto são uns 300 metros caminhando (é só perguntar que o pessoal na rua vai informando onde é).
       
      A entrada é 12000 guaranis (menos de R$ 10,00). Lá há um circuito de arvorismo pequeno, que talvez interesse às crianças. No parque há uma lanchonete e é um lugar propício para piquenique em família.
       
      Digamos que você tenha feito esse passeio pela manhã. Na volta, desça de novo no mercado Arco-Íris e vá para a pracinha atrás do mercado, onde passa o ônibus para Hernandarias. Na plaquinha do ônibus estará escrito Jacurupucú (na dúvida, pergunte se vai até Itaipu).
       
      O preço do busão é 3000 Gs (pouco mais de R$ 1) e ele te deixa a uma quadra da entrada de Itaipu. O circuito é feito de ônibus dentro da represa e é gratuito, ao contrário do lado brasileiro. Mesmo para quem não curte tanto esse tipo de roteiro, ver como o lugar funciona e suas estruturas gigantes impressiona. Mais uma vez acho um ótimo passeio para fazer com crianças, para que elas entendam de vez muitos dos conceitos das aulas de geografia.
       
      Um outro passeio possível no Paraguai, mas que acabamos não fazendo, são as missões. Há muita gente que trabalha em Ciudad del Este e mora na região das missões; por isso, para evitar trânsito, o ideal é pegar o ônibus (no terminal) lá pelas 8 da manhã. Em 3 ou 4 horas de viagem ele te deixará nas missões jesuíticas. Aí é curtir o dia inteiro e voltar à noite para Ciudad.




    • Por Vicente Guimarães
      Norte da Argentina e Atacama
       
      Olá Amigos, estou iniciando este topico para trazer à vocês informações sobre a minha viagem com minha esposa à América do Sul durante o carnaval de 2013. Esta viagem passa por Argentina e Chile. O roteiro básico passa pelas cidades de Córdoba - Cafayate - Salta - Purmamarca - San Pedro de Atacama (Chile) - Salta - Córdoba. Cerca de 3.000Km.
       
      Fomos de carro alugado. Sei que muitos adeptos do mochilão torcem o nariz para esse tipo de viagem. Mas tem vários fatores que contam a favor: 1) Fiz e refiz as contas e o valor das passagens de onibus entre as cidades + taxis + custos dos passeios cobrado pelas operadoras estaria muito próximo do preço do aluguel do veículo + combustível. 2) com o carro poderíamos conhecer muito mais lugares, fizemos em 10 dias um roteiro que demoraríamos 20 dias sem carro; 3) conforto e liberdade de ir e vir a hora que quizer; 4) a possibilidade de ver paisagens belíssimas (que muitas vezes perdemos por estar viajando de ônibus à noite).
       
      Um exemplo claro, para um casal, em São Pedro do Atacama sai mais barato alugar um carro para conhecer as lagunas altiplanicas e o Salar de Tara do que pagar o preço do tour para estes lugares... Se vc estiver em um grupo de 4 ou 5 então... fica muito mais barato...
       
      Então, vamos aos relatos:
       
      Informações detalhadas no meu BLOG
       
      http://viagensaamericadosul.blogspot.com.br/
       
      Córdoba, ponto de partida da viagem, acabou sendo uma escolha obrigatória, isso porque era o único destino da Argentina que consegui passagens com 10.000 milhas. Culpa foi da minha total falta de planejamento, já que o esperto aqui decidiu fazer esta viagem de "sai carnaval!" de última hora. Mas até que a escolha acabou sendo ótima, e a partir de Córdoba iniciei o plano da viagem.
       

       
      O roteiro foi montado para uma viagem de carro, mas provavelmente se enquadraria à uma viagem de ônibus entre as cidades escolhidas. Mas, voltemos ao roteiro. Córdoba está próxima de algumas regiões muito visitadas no norte e oeste da Argentina, como Mendoza, Catamarca, Salta e Jujuy. Região ainda desconhecida por muitos brasileiros. A nossa decisão foi seguir ao norte, para Salta e depois atravessar ao Chile para conhecer o Deserto do Atacama a partir de San Pedro de Atacama.
       
      Cafayate é uma pequena cidade, o segundo pólo produtor de vinho da Argentina. Nosso desejo de conhecer Cafayate surgiu das dezenas de relatos na internet e de reportagens sobre a hospitalidade e beleza da cidade, além da reconhecida qualidade de seus vinhos. Além dos vinhedos, bodegas e restaurantes, bem próximo à cidade, existem atrativos naturais espetaculares como a Quebrada de Las Flexas e Quebrada del Rio de Las Conchas.
       

       

       

       

       
      Salta é o ponto de partida para quem quer conhecer o norte da Argentina. Como o nosso destino final é o Atacama, tivemos que deixar pouco tempo para esta belíssima região. Um dia para Salta e outro para Purmamarca e Tilcara (estas duas últimas distantes 25Km uma da outra).
       

       

       
      Em Purmamarca está localizado o Cerro de Las Siete Colores, são montes com cores espetaculares. É um daqueles lugares que você tem que ir conferir de perto... Em Tilcara fizemos a caravanas de lhamas e as ruínas Pulcara de Tilcara (antigas ruínas de uma civilização pré-colombiana). também fomos à cidadezinha de Iruya, encrutada nas montanhas a quase 4.000 metros.
       
      TILCARA
       

       

       
      PURMAMARCA
       

       

       
      IRUYA
       

       
       
      A partir de Purmamarca o plano foi seguir viagem ao Chile passando pelo Andes através do Paso Jama (4.800m). Passando por paissagens espetaculares da Cuesta del Lipan e do Salar Salinas Grande. A dica mais comum para "aturar" esta altitude é hidratação (bastante água) e o chá de folha de coca. Mascar as folhas e tomar o seu chá é uma tradição desta região altiplanica.
       
      Ah, outra dica, pode-se atravesser a fronteira com carro alugado. A reserva tem que ser feita com pelo menos 10 dias de antecedência (para a papelada) e paga-se uma taxa de US$100 a US$ 200, dependendo da locadara. A nossa locadora foi a Hertz, a reserva foi pela internet e foi onde conseguimos as melhores condições de preço e veículo.
       
      CUESTA DEL LIPAN

       
      SALAR SALINAS GRANDES

       
      PASO JAMA - COM NEVE EM FEVEREIRO

       
      San Pedro de Atacama é o point para conhecer os encantos do Deserto do Atacama. A maioria dos passeios e serviços turísticos estão nesta cidade. Os preços das hospedagens é salgado e foi difícil achar vaga nesta época, já que carnaval também é feriado para los hermanos chilenos e argentinos. As atrações mais conhecidas são o Salar de Tara, Vale de La Luna, Vale de La Muerte, Gesers del Tatio e as Lagunas Altiplanicas. Tinhamos apenas dois dias e com nosso carro conhecemos as lagunas altiplanicas e o Salar de Atacama, contratamos um tour para o Salar de Tara que não seria possível ir com nosso carrinho alugado.
       
      ADUANA EM SPA

       
      LAGUNAS ALTIPLANICAS

       
      SALAR DO ATACAMA E SUAS LAGUNAS

       
       
      De San Pedro de Atacama a viagem de volta á Córdoba foi longa... O primeiro trecho será até Salta. No outro dia, de Salta a Córdoba, mais 800Km. E fim da viagem.
       
      É isso,
       
      Informações detalhadas no meu Blog
       
      http://viagensaamericadosul.blogspot.com.br/
    • Por bruno.bortoloto-do-carmo
      Olá pessoas!
       
      Não costumo comentar muito, mas me utilizo sempre desse fórum para montar meus roteiros. Como os relatos de viagem são sempre os que mais me ajudam a pensar em locais, companhias aéreas/rodoviárias, etc. etc., penso que é um dever sempre depois de uma viagem feita postar aqui como rolou!
      Pois bem, primeiro a motivação da viagem: férias e rolezão Sulamerica. No ano anterior (2015) uma parte do Cone Sul (Brasil>Paraguai>Argentina>Uruguai>Brasil) em 32 dias. Esse ano (2016) fechei as férias com a Regina, minha namorada, em 15 dias mas queria aproveitá-los o máximo!
       
       
      Depois de muitos quebra cabeças, decidimos que iríamos ao Atacama e à pequenos pueblos no Norte da Argentina, descendo aos poucos até terminar a viagem em Cordoba (lugar com vôo mais barato de volta ao Brasil rs). O roteiro ficou assim mais ou menos assim:
       

      [Aéreo] São Paulo/SP para Santiago/CHI com escala no Rio de Janeiro (dia 16/07)
      Santiago (dia 16/07)
      [Aéreo] Santiago/CHI – Calama/CHI (dia 17/07)
      [Carro alugado] Calama/CHI até San Pedro de Atacama/CHI (dia 17/07)
      San Pedro de Atacama/CHI (dias 17/07 a 20/07)
      [busão] San Pedro de Atacama/CHI até Purmamarca/ARG (dia 20/07)
      [Táxi] Purmamarca até Tilcara/ARG (dia 20/07)
      Tilcara/ARG (dia 20/07 a 24/07) – aqui pude ir pra Purmamarca, Humahuaca e San Salvador de Jujuy
      [busão] Tilcara/ARG até Salta/ARG (dia 24/07)
      Salta/ARG (dias 24/07 a 26/07)
      [busão] Salta/ARG até Tucumán/ARG (dia 26/07)
      Tucumán (dias 26/07 a 29/07)
      [busão] Tucumán/ARG até Cordoba/ARG (dia 29/07)
      Córdoba/ARG (dias 29/07 a 31/07)
      [Aéreo] Córdoba/ARG até São Paulo/SP com escala em Buenos Aires/ARG (dia 31/07)

       
      Vamos aos detalhes!
       
      [Aéreo LATAM] São Paulo/SP para Santiago/CHI com escala no Rio de Janeiro (dia 16/07)
      Vôo pela LATAM. Brasil TAM, Santiago LAN, sem maiores problemas ou intercorrências. Passamos o dia inteiro viajando e apesar de “perder” um dia (ainda com o fato de que apenas pernoitamos em Santiago para no dia seguinte pegar o vôo para Calama, preferimos assim para não ter correrias.
       
      Santiago (dia 16/07)
      Tínhamos já reservado um quarto em um apartamento pelo Airbnb. Já na reserva, o anfitrião nos ofereceu um transfer (feito por ele mesmo) do aeroporto até o apartamento por US$50. Pelas contas das calculadoras online de táxi o preço sairia mais ou menos esse, então aceitamos a oferta!
       
      Quando chegamos ao aeroporto de Santiago o anfitrião já nos esperava e fomos confortavelmente até o apartamento de carro. Fazia frio e estávamos cansados (saímos de São Paulo lá pelas 13h e chegamos quase 21h por lá).
       
      O apartamento é super recomendado. Super limpo, organizado, a cama MUITO confortável e o chuveiro quentíssimo. Não me lembro se tinha calefação, mas não passamos nem um pouco de frio.
       
      [Aéreo LATAM] Santiago/CHI – Calama/CHI (dia 17/07)
      No dia seguinte fomos agraciados por um café da manhã reforçado (nem todos os Airbnb oferecem) e o anfitrião nos levou de carro até o aeroporto pela manhã. Nosso vôo para Calama (novamente pela LAN) sairia ao meio dia.
      Novamente voamos tranquilamente, apreciando a paisagem pela janela que foi mudando lentamente dos picos nevados dos Andes ao deserto do Atacama, simplesmente impressionante!
       

      Picos nevados saindo de Santiago/CHI
       

      Início da paisagem do deserto e o frio na barriga aumentando!
       
      [Carro Europcar] Calama/CHI até San Pedro de Atacama/CHI (dia 17/07)
      O meio mais fácil de acessar o Atacama é indo de avião até Calama, uma cidade que fica a 100km de San Pedro de Atacama. Essa última fica na “boca” do deserto e é ponto de partida para todas as atrações do local. Decidimos que, para ter um pouco de liberdade, alugaríamos um carro.
       
      Portanto, chegando ao aeroporto de Calama fomos direto à Europcar e pegamos um carro para seguir viagem. A estrada para San Pedro é bem tranquila, apesar de ser somente uma pista ida/volta, porém se forem alugar carro fiquem atentos à cidade que tem ruas bem estreitas!
       

      Primeiro mirante que paramos o carro e nossa cara de:
       
      San Pedro de Atacama/CHI (dias 17/07 a 20/07)
      Dia 1 (17/07)
      Primeira coisa a se falar do Atacama: bebam água, muita água! A dica que nos deram e foi de ouro (quase não sentimos desidratação) foi de tomar um gole pequeno de d’água a cada 20 minutos. Portanto, não economizem nas garrafinhas!
       
      Alugamos um chalé que fica uns 3km de San Pedro em local chamado Altos de Quitor, próximo à Pukará de Quitor (mais pra frente eu descobriria o que são Pukarás, grande revelação cultural da viagem rs). Era lugar bem calmo, confortável. O quarto que pegamos é o único de casal privativo; pagamos uns US$120 pelos três dias. Mas se tiverem pensando nesse lugar, corram já pra fazer a reserva, pois tivemos muita sorte! Umas holandesas que conhecemos por lá tentaram agendar esse quarto com três meses de antecedência e já estava toma (por nós hehe).
       

      Vista da área comum dos Chalés
       
      Chegamos no fim da tarde, e queríamos aproveitar para ver o pôr do sol em algum lugar. Pegamos o carro e estávamos a caminho do Vale de la Luna. Numa entrada errada acabamos metendo o carro em um buraco e não conseguimos tirá-lo de lá. Ficamos das 17h até as 21h esperando o guincho. Nesse ponto pudemos constatar a grande amplitude térmica do Atacama, que pode variar dos 25ºC de dia até -10º a noite! Tivemos sorte de bater o carro próximo à cidade, pois poderíamos ter nos dado muito mal se fosse em algum ponto ermo do deserto. Portanto, se tiverem pensando em fazer como nós, leve em conta esse tipo de contratempo ou aluguem um carro alto 4x4.
       
      No fim, na correria e sobressaltos, mesmo com minha namorada dizendo para não esquecer de checar TUDO antes do guincho levar o carro, acabei deixando minha carteira dentro do carro o que deu uma dorzinha de cabeça extra, pois tivemos que ir até Calama novamente para conseguir resgatá-la nos dias seguintes.
       
      Chegando ao hotel, finalmente pudemos provar o quarto. É um chalé feito de madeira com banheiro dentro. Não tem calefação mas é muito bem construído, quase não se sente a friaca que tá rolando lá fora. A cama é muito confortável e munida de muitos cobertores. A internet, no entanto, quase não pega no quarto, então quando precisávamos mandar mensagens para familiares e fazer outras coisas tínhamos que ir até a área comum.
       
      Aliás, o local por ser afastado da cidade também é perfeito para ver as estrelas!
       
      Dia 2 (18/07)
      Bom, tínhamos um grande roteiro programado que foi por água abaixo por conta do contratempo do carro. Tínhamos planejado ir às Lagunas Altiplânicas, Laguna Cejar e Vale de la Luna. Só que nesse momento só tínhamos na cabeça ir à San Pedro de Atacama resolver o B.O. do carro, portanto esse dia foi exclusivamente voltado para isso e, de quebra, conhecer a cidadezinha.
       
      Quase não sentimos os 3km a pé dos Altos de Quitor até San Pedro, pois a paisagem é fantástica, além de muitas pessoas fazerem esse mesmo caminho, então você acaba fazendo várias amizades. O Atacama é um lugar bastante cosmopolita com pessoas do mundo inteiro, portanto prepare-se para usar o inglês mais até mesmo que o espanhol.
       

      Paisagem do caminho à pé dos Altos de Quitor à San Pedro
       
      Fomos direto à Europcar e o único funcionário que trabalha lá, o Francisco, foi um amor conosco e nos confortou dizendo todos os detalhes das burocracias que deveríamos fazer. Tivemos que registrar a ocorrência em um Tabelião de Notas (lá não é a polícia que faz esse tipo de documento) e levá-lo para que a franquia do seguro fosse acionada. Tivemos que pagar 750 reais e nada mais, pois o estrago parece que foi grande e ultrapassou os R$8000 do seguro que contratamos (ufa!). Como só tem um funcionário por lá e ele por vezes tem que resolver coisas em Calama, quando retornamos tivemos que esperá-lo voltar para pegar o carro substituto.
       
      Almoçamos num lugar super legal chamado “Las delicias de Carmen”; era muito boa a comida a um preço justo! Esse restaurante fica na calle Caracoles, uma das principais ruas da cidade e onde tem os principais restaurantes e pontos para cambio, o que também aproveitamos para fazer depois de comer. Também tem os mercadinhos, onde se pode comprar regalos para conhecidos e as tão cobiçadas folhas de coca pros momentos de falta de ar por conta da altitude.
       
      O cambio foi bem fácil. Trocamos tudo em dólar aqui no Brasil e levamos um pouco de pesos chilenos. Real por lá é bem desvalorizado, então não valia a pena levar. Como tinham muitos locais que trocavam um do lado do outro foi possível fazer uma bela prospecção antes de bater o martelo. Também aproveitamos pra trocar um pouco de pesos argentinos pois a cotação estava muito boa e iríamos precisar quando fôssemos para Jujuy.
       
      Depois do rolê completo pela cidade em todos os lugares possíveis, voltamos para pegar o carro reserva e voltar pro hotel, pois já estava quase escurecendo. No caminho descobrimos um caminho MUITO mais fácil de chegar aos Altos de Quitor sem passar pelas ruas apertadas, mas agora já era tarde demais, né? haha
       

      Ruazinhas lindas de San Pedro com o não menos importante Vulcão Licancabur ao fundo
       
      Dia 3 (19/07)
      Nesse dia saímos bem cedinho para ir até Calama resgatar a carteira desse ser desmiolado. Vimos o sol nascer na estrada; aliás, a paisagem do Atacama diversas vezes nos fez esquecer o perrengue que passamos com o carro de tão lindo que é!
       
      Chegamos lá, resgatei a carteira e voltamos para nosso tão esperado primeiro paseo (uhul!). Fomos ao Vale de la Luna. Você paga uma taxa pra entrar de 2500 pesos por pessoa e tem um roteiro de vários locais que pode visitar. Como fomos de carro, muitos locais pegamos vazio sem muitos turistas, o que é incrível. O silêncio ali é uma das coisas mais impressionantes que já vivenciamos, além da paisagem de tirar o fôlego! São cavernas, mirantes e formações rochosas antiquíssimas. Muitas pessoas, inclusive, fazem esse caminho de bicicleta.
       

      Vale de la Luna lindíssimo!!!
       
      Tentamos ainda fazer a Laguna Cejar na volta, mas o caminho nos deu um pouco de medo por conta do nosso trauma do carro e acabamos voltando para San Pedro para devolvê-lo. Demos um último giro pela cidade e voltamos apreciando o pôr do sol no caminho a pé para os Altos de Quitor. Se forem ficar lá, façam isso a tempo de chegar antes do sol se pôr por completo, pois esse caminho no escuro é BEM complicado sem lanterna haha
       

      Não é só de perros que é feito o Atacama: apresento-vos el zorro, uma raposinha charmosíssima do deserto
       
      [busão - Andesmar] San Pedro de Atacama/CHI até Purmamarca/ARG (dia 20/07)
      Já tínhamos comprado a passagem com antecedência para Purmamarca que sairia às 7:30 da manhã. Pegamos assento um bem confortável, Executivo, por 1079 pesos argentinos cada lugar por uma viagem de umas 10 horas (sem contar a parada na imigração, que nos tomou mais umas 3h). Reservamos um táxi no dia anterior para nos levar ao terminal, pois o caminho seria bem complicado com malas e à pé. Chegando à rodoviária, praticamente deserta, descobrimos que o ônibus se atrasaria.
       
      Fizemos amizade nesse meio tempo com um cachorro, um casal de suíços e outro casal francês. Tirando o cachorro que só estava interessado em cafuné, todos estávamos esperando o mesmo ônibus, então acabamos fazendo companhia um para o outro até chegar o busão.
       

      As amizades que fazemos no caminho são as mais importantes
       
      Quando fomos embarcar, além do passaporte, o motorista solicita um papel que nos deram na entrada do país, pois ele é solicitado na migração. Tomamos um pequenos susto, pois não lembrávamos dele e tivemos que perder um tempinho procurando na mala. Portanto, lembrem-se deste bendito papel e deixem junto com os documentos de fácil acesso! Rs
       
      O caminho é bastante bonito, apesar de tortuoso e cheio de altos e baixo. Passamos por várias paisagens lindas, incluindo o vulcão Licancubur! Sugiro que separem um pouco de folhas de coca se forem fazer essa viagem, pois deu bastante dor de cabeça e falta de ar e as ojas são um santo remédio nessas horas!
       
      A migração, como disse, nos tomou umas 3h a mais, pois te fazem tirar todas as malas e passar numa inspeção. Caso dêem sorte de nenhum passageiro do ônibus cair na malha fina, pode ser bem rápido (coisa de 50 minutos), mas no nosso caso encrencaram com umas pessoas que estavam levando coisas que precisavam ser taxadas.
       
      Nosso ônibus tinha como destino final Salta, então nos deixaram em Purmamarca na autopista mesmo! Tivemos até que pular um guard rail pra chegar à cidade! Haha
       

      A paisagem é de tirar o fôlego no caminho (algumas vezes literalmente! rs prepare as ojas de coca!) ãã2::'> ãã2::'> ãã2::'>
       

      No caminho também existe as Salinas Grandes, que conhecemos apenas pela estrada pois não tivemos coragem de fazer o caminho de volta! rsrsrs
       
      [Táxi] Purmamarca até Tilcara/ARG (dia 20/07)
      O destino final era Tilcara, e então ainda tínhamos que procurar passagens para lá. Vimos em alguns relatos que existem ônibus a cada 20 minutos, então não nos preocupamos. O problema é que não existe lugar fixo e se pega esses ônibus na autopista, dando sinal para eles pararem. Se estiverem lotados você vai de pé mesmo hehe. Por isso, cotamos um táxi e vimos que não sairia muito caro, algo em torno de 200 pesos.
       
      O taxista era um senhorzinho muito simpático e humilde e veio papeando conosco falando um pouco da quebrada de Humahuaca, que é um destino turístico, porém só de argentinos no período de férias escolares. No resto do ano, segundo ele, é um lugar bem vazio.
       
      Em uns 30min estávamos no nosso Airbnb. Os anfitriões eram um casal muito amável, o Pila e sua esposa, que tinham uma casa próximo ao centrinho da cidade. O contato foi feito pelo Nicolas, que tem vários anúncios na região de Jujuy; esse infelizmente, pelo que vi não está mais disponível!
       
      Tilcara/ARG (dia 20/07 a 24/07)
      Dia 1 (21/07)
      Antes de mais nada, é preciso deixar claro uma coisa sobre essa região da Argentina: eles levam a siesta muito a sério. Qualquer um dos paseos que fizemos daqui até Córdoba levaram em conta que entre as 13h até as 17h nada, absolutamente NADA comercial funciona. Lembrem-sem disso! Rs
       

      Até as tias que vendem empanadas (gostosíssimas por sinal) na rua empacotam e só voltam no fim da tarde!
       
      Pela manhã tínhamos dois objetivos: trocar mais pesos argentinos e encontrar um café com wifi, pois infelizmente não tínhamos no nosso quarto. Encontramos um café local charmosíssimo chamado Mama Koka que é uma mistura de cafeteria com livraria. Foi nosso ponto de partida de manhã para todos os passeios que fizemos por lá! Eles tem um café ótimo e, pra quem é de doce, um alfajor divino.
      Café tomado fomos procurar um lugar para cambio. Foi meio difícil encontrar e, como dissemos, real por lá não tem jogo. Enquanto o dólar trocamos a uma excelente cotação de 15 pesos o real estava algo como 2,20 pesos, muito abaixo da cotação oficial inclusive.
      Tilcara, além da cidade em si, tem duas atrações interessantíssimas: a Pukará de Tilcara e a Garganta del Diablo. A primeira é a cidade dos pueblos originarios pré-colombianos e até pré-incaicos; existe uma Pukará praticamente para cada cidade, pois era o ponto mais alto desses locais, usado para proteção dessas comunidades. Já o último é uma trilha longa (algo como 8km) que no fim tem uma cachoeira e o caminho é demais!
      Nesse dia decidimos fazer apenas a Pukará. É lugar impressionante e, apesar de existir várias delas na região, essa é a única explorada por arqueólogos e com bastante informações históricas. Ela foi totalmente restaurada
       

      Pukará de Tilcara, com a charmosa paisagem cravejada de cactus
       
      Dia 2 (22/07)
      Pela manhã, San Salvador de Jujuy. Como Tílcara é um pueblo pequeno, não há um terminal rodoviário: os ônibus “intermunicipais” passam na estrada e você sobe. As passagens são compradas em pequenas guaritas em frente da estrada mesmo.
      Jujuy, capital da Província, é uma cidade “grande” perto das outras que visitamos, com estradas modernas e prédios grandiosos. Existem 2 terminais, um antigo, que parece uma 25 de março de tanto camelô e produto pirata, e um terminal novo, mais afastado da cidade. Não sabíamos disso e demos um rolê grande na cidade.
      Acabamos chegando tarde, muito próximo do horário da siesta, então vimos poucas coisas antes das porcas começarem a baixar no centro inteiro. Começamos pela Basilica de San Francisco y Museo de Arte Sacro que pra quem curte história da igreja e arte sacra vale bastante a pena! Depois passamos na Casa de Gobierno de Jujuy; aqui pode ser um passeio meio frustrante se não tiver um pouco de contexto histórico, pois a única sala aberta à visitação é uma que reúne as bandeiras de todas as províncias e tem em exposição a primeira bandeira feita pra Argentina, logo após da da Independência lá na década de 1810. O norte argentino é cheio recheado de história, principalmente porque Buenos Aires foi uma capital “criada” pela ausência de saída para o mar, mas o centro econômico e militar na época da independência estava na região norte. Tendo isso em mente a experiência com certeza vai ser bem interessante!
       

      Bandeira oferecida pelo Gal. Belgrano à Jujuy
       
      Ao fim da tarde, pegamos um ônibus para Purmamarca. É um pueblo pequeno mas maravilhoso para comprar regalos, tirar fotos com alparcas e comer empanadas feitas na hora. Fomos até o ponto mais alto da cidade, de onde vimos um pôr do sol lindo, ao custo de 3 pesos por pessoa! Leve sua “termo” e sua yerba mate e curta a paisagem! É aqui que pode-se ver o Cerro de los Siete Colores, absolutamente "maravichooso".
       

      Cerro de los siete colores
       
      “Pegamos a manha” do trajeto e voltamos para Tílcara de bus mesmo, mais barato e divertido!
      Nesse dia comemos carne de LHAMA, prato típico! Além disso, uma coisa diferente que vimos é que o pessoal concentra muito os horários, então a cena começa muito tarde mas acaba muito cedo, então tudo fica cheio.
       
      Dia 3 (23/07)
      Pela manhã, pegamos a mochila, protetor solar, garrafas d’água, óculos e fomos na Garganta del Diablo! É uma subida na montanha bem intensa, porém segura. De carro, são 10km e a pé existe uma trilha menor (4km, eu acho). Há uma cachoeira linda e uma passeio muito tranquilo. Ótimo local para fotos e descansar e encarar os km de caminhada de volta. Não se esqueçam de levar tênis extras, pois nessa trilha é necessário cruzar o rio várias vezes e pode ser que se molhe um pouco!
      Voltamos à casa onde estávamos hospedados, tomamos um banho e fomos passear em Humahuaca, outro pueblo encantador!
       

      Companhia na subida para a Garganta
       
      Esse é o último lugar que compramos artesanias por preços justos e que ajudavam o sustento dos locais mesmo. Existe ainda a possibilidade, por meio de carro ou paseos agendados com companhias de turismo, de conhecer de perto a http://Serranía de Hornocal que conta com mais colores ainda que aquelas vistas em Purmamarca, dizem 14 no total. Da cidade de Humahuaca é possível vê-lo de longe, mas tem como chegar bem perto! hehe
       

      Humahuaca e a vista ao fundo da Serranía de Hornocal
       

      Este pueblo no se vende!
       
      [busão - Balut] Tilcara/ARG até Salta/ARG (dias 24/07 a 26/07)
      Novamente voltamos para a Ruta, mas dessa vez pegaríamos o busão que nos levaria para Salta. Compramos pela Balut um semi-cama, confortável porém com menos espaço pras pernas, o que significava ficar meio esmagado com as malas (preferíamos irmos com elas do que despachá-las, precaução por conta das tretas do começo da viagem rs). A viagem durou umas 4h sem qualquer intercorrência e nos custou um máximo de 200 pesos por pessoa.
       
      Dia 1 (25/07)
      Ficamos no hostel La Covacha, em um quarto de casal bem espaçoso e arejado, com banheiro coletivo no andar. O chuveiro tinha água complicada, mas o prédio tinha acesso ao topo do prédio, que era uma vista muito bonita da cidade. Pagamos cerca de 900 pesos por duas diárias, agendadas pelo booking e pagas quando fomos embora do hostel.
      A cidade lembra muito uma cidade de São Paulo de interior, porém grande. Tem um parque na cidade que parece o Ibirapuera, calçadões e zonas de comércio amplas e iluminadas.
      O grande destaque da cidade vai para o Museo de Arqueología de Alta Montaña onde é possível descobrir um pouco sobre cultura andina e ver as fantásticas 3 múmias Incas encontradas e impressionantemente bem conservadas. É de arrepiar!
       

      As famosas múmias de Salta. Infelizmente não se pode sacar fotos, então essa não é minha rs
       
      Não ficamos muito na cidade, que além do museu e alguns passeios em igrejas (tentamos ir em todas da cidade rs) não nos encantou tanto. Deixamos, no entanto, a dica de um restaurante chamado El Charrúa onde enchemos o bucho com uma parrillada espetacular!
       

      Aqui nesse ponto já não é tão necessário, mas se precisar da pra comprar um saco cheio!
       
      [busão - Andesmar] Salta/ARG até Tucumán/ARG (dias 26/07 a 29/07)
      Fizemos o caminho até Tucumán pela Andesmar. Inicialmente iríamos ficar mais tempo em Salta, mas por conta da cidade em si e a perna muito longa dali até Córdoba, onde pegaríamos o avião de volta para o Brasil, decidimos quebrar a viagem.
      Viagem de 4:30 tranquila, um pouco mais cara que a anterior, apesar de pegarmos assentos comuns: em torno de 370 pesos para cada.
      Pegamos um AirBnb que consideramos a nossa melhor estadia de todos os tempos! O apartamento da Graciela tem sala conjugada com a cozinha, banheiro e quarto, num preço surpreendente! Hoje está R$83 a diária, o que ainda é um ótimo preço, mas na época pagamos um pouco menos por sermos praticamente seus primeiros hóspedes.
      O bairro fica bem próximo ao centro comercial, porém não no meio da “confusão”, com ótimas opções de comida, mas já no fim da viagem estávamos tentando economizar, então compramos comida no mercado e comemos no apartamento.
       
      Dia 1 (27/07)
      A cidade em si também não tem lá muuuuitos atrativos turísticos, mas é um local bastante agradável e, somando ao apartamento da Graciela, nos sentimos como se estivéssemos em casa, comprando alguns vinhos e mate para rebater o frio do inverno.
       
      Tucumán foi a grande cidade da época da independência, então no primeiro dia fomos até à Casa de Tucumán, conhecida como o local onde rolou o Congresso de 1816 que oficializou a união de todas as províncias como independentes. Calhou inclusive de estarmos lá na época e no mês do bicentenário dessa data, então estavam rolando algumas atividades excepcionais. Nesse dia também aproveitamos para ir no Museo de Arte Sacro.
       

      A arte sacra pode ser muito assustadora também
       
      Também foi o único dia que fomos a um restaurante, por isso escolhemos a dedo (mentira, entramos no primeiro que pareceu legal). Definitivamente o El Portal foi uma das empanadas mais gostosas que comemos na viagem toda, feita em forno a lenha e na hora, além do aspecto do local, super rústico e “roceiro”; vale a pena separar um tempo pra passar lá!
       
      Dia 2 (28/07)
      No dia seguinte começamos bem lento, tanto que nem nos preocupamos em acordar cedo para não esbarrar com a siesta. Passeamos calmamente pela cidade, aproveitando inclusive que nunca tínhamos ido à um Cassino (decepcionante! rs), além de um passeio pelo parque e pelo Museo de la Industria Azucarera que fica no Parque 9 de Julio. Esse museu é pra gente lembrar que Argentina não é só gado e mate, tem presença forte dos engenhos de cana por essa região.
       

      Além disso tudo, a cidade tem lindos pés de mandarinas/tangerinas por todo lado!
       
      Terminamos o dia no Museo Folklorico Provincial, local bem simples mas com uma sala dedicada à Mercedes Sosa, cantante tucumana que adoramos e tivemos uma surpresa agradável com essa exposição.
       
      Aqui também é um bom lugar pra comprar regalos. O doce de leite tucumano é muito bom, eles tem cuias lindíssimas de mate e o alfajor de miel de caña, especialidade da cidade, é particularmente muito bom!
       

      Mas estávamos já bem lento nessa etapa da viagem, querendo descanso e mate quente
       

      Ni una menos!
       
      [busão - El Practico] Tucumán/ARG até Cordoba/ARG (dia 29/07)
      O último trecho de ônibus fizemos pela Companhia El Practico. Por ser a última perna, quisemos ir de Executivo, com mais conforto; foram 7 horas de viagem por aproximadamente 830 pesos por pessoa. Novamente, viajamos sem muitos sobressaltos uma estrada bastante tranquila.
      Como já estivemos em Córdoba uma vez, escolhemos o certeiro apê do Federico, que tem cozinha, quarto e banheiro e é super arrumadinho! O apartamento fica no bairo do Guemes, pertíssimo do centro, porém marcado pela vida noturna, barzinhos e shows pra todo lado.
      Quando chegamos estava rolando uma feirinha de artesanías na praça ao lado do apartamento e, apesar da canseira da viagem, descemos para jantar e demos uma volta por ali!
       
      Córdoba/ARG (dias 29/07 a 31/07)
      Dia 1 (30/07)
      Ficamos um dia em Córdoba, que é uma cidade agitada, mas com seu charme bucólico, por ter diversas igrejas do período colonial e jesuítico; pra quem curte é um prato cheio! Como já conhecíamos os arredores (para mais detalhes, ver nosso rolê de 2015), decidimos pegar fazer o passeio do Tren de las Sierras que tem como destino final uma cidadadezinha chamada Cosquin. A cidade em si é bem pequena e não tem muitos atrativos, mas a viagem vale pela paisagem do caminho sendo o grande astro o trem.
       

      Paisagem do caminho para Cosquin!
       
      Saímos bem de manhãzinha (pegamos o primeiro trem) e voltamos ainda a tempo de uma última empanada. Como conhecíamos a cidade, já tínhamos destino certo: a Empanaderia La Alameda. A empanada de lá é simplesmente divina e, acompanhado com um jarro de Fernet-Cola (que é um insulto ir à Córdoba e não tomar rs) foi “até logo” perfeito para essa cidade que ganhou nosso coração.
       

      Ambiente agradável do La Alameda
       

      Última visão das charmosas ruas de Córdoba (pelo menos nessa viagem!)
       
      [Aéreo - LATAM] Córdoba/ARG até São Paulo/SP com escala em Buenos Aires/ARG (dia 31/07)
      Hora de, infelizmente, voltar. Existiam voos diretos da LAN que faziam o trajeto Córdoba - São Paulo, mas nós encontramos voos de mesmo valor que faziam escala no Aeroparque. Buenos Aires é linda, é cosmopolita, tem belíssimas atrações turísticas, mas como diria aquele filme, “Eu só vim pela comida”! O que queríamos não estava na Calle Florida, nem no passeio na Casa Morada… estava a 20 metros da entrada do aeroporto: CHORIPAN da Costanera! O lanche tradicional é vendido no trailer em frente do aeroporto e é um pão com linguiça e no balcão ficam disponíveis tigelas com chimichurri, pimentas, molho de queijo, cebola… sim, fizemos escala na cidade só pra passar numa barraquinha de comida. ¡Che, no tengo remordimientos! Porém, o Aeroparque estava sob forte neblina e o avião foi pro Ezeiza, do outro lado da cidade. Mas tínhamos umas 4 horas de sobra, então deu tudo certo (e sim, comemos nosso choripán!), voltando de barriga cheia e felizes!
       

      E um último "até logo" pra costanera cinza enquanto nos empanturrávamos com o Choripán!
    • Por eduardo duarte
      Eduardo – 50 anos – Funcionário Público
      Sônia Vargas – 50 anos - Comerciante
       
      Duas histórias distintas, mas com tudo a ver. Ambos separados, com filhos criados e uma vontade em comum: Fazer diferente.
      Apesar das marcas que o tempo se encarregou de deixar em cada um, pelo passar dos anos, a carcaça já não é mais a mesma, mas o pensamento…
       
      O pensamento de recomeçar e fazer o que a mente ainda é jovem, nos diz.
      Estamos juntos a pouco mais de um ano e a cada dia a cumplicidade aumenta e a vontade de viajar somaram-se, portanto estamos duas vezes mais dispostos.
       
      E foi isso que nos moveu a fazer uma trip nos moldes mochilão. (e podem ter certeza, não pararemos mais).
       
      Tenho acompanhado vários relatos por aqui, com dicas importantes que certamente nos ajudaram assim como ajudam vários outros mochileiros, entretanto, peço licença para fazer um relato um pouco diferente…
       
      Digo isto porque as pessoas (invariavelmente todas) , ficavam surpresas ao saberem de nossa história e da maneira como viajamos.
       
      Encontramos muita gente pelo caminho. Uns turistando, outros mochilando, outros a trabalho, enfim… e quando nos perguntavam como estávamos viajando, logo dizíamos que estávamos viajando de carona.
      - A dedo???
      - Sí. A dedo!!!
      - Nooo… no creo…
      - Sí, creas porque es verdad!!!
       
      E assim seguia a conversa. Nos perguntavam se não tínhamos medo, se não era perigoso e outras tantas perguntas que rendiam boas horas de conversa.
       
      Tínhamos exatos 23 dias para fazer a trip, pois precisávamos voltar ao trabalho em 07/08/17.
      Para que não perdêssemos um segundo sequer, dividimos a trip em duas partes:
      a primeira era sair logo do Brasil e chegar a Colonia del Sacramento no Uruguai. Esta primeira parte fizemos de carro. Foram mais ou menos 780 km de Pelotas-RS até Colonia.
       
      Saímos sábado 15/07/17 as 11:16 e chegamos em nosso destino por volta das 21:45. Pronto. Estamos no Uruguai. Agora só vai…
      Uma boa ducha no Hostel El Español, Rua Manuel de Lobo 377, Colônia do Sacramento - e cama. Compartilhamos o quarto com dois franceses e um uruguaio.
       

      Domingo (dia 2) passeamos pelas belas ruelas de Colônia, vimos um lindo pôr do sol e bebemos um bom vinho no jantar ( feito por mim, aliás eu fui o cozinheiro oficial e único da trip, rsrsrs)

      Calle de los Suspiros -Colonia del Sacramiento

      Pôr do sol em Colonia del Sacramiento
      Segunda-feira, (dia 3) após o desayuno (café da manhã), partimos para Buenos Aires via Rio de La Plata. Atravessamos pela Seacat. Chegamos à capital porteña no final da manhã e fomos direto a Rua Florida, a poucos minutos de Puerto Madero. Precisávamos cambiar, pois não tínhamos nenhuma moeda de peso argentino. Mal sabia eu que ali começaria o primeiro perrengue…
       
      Depois de quase quarenta minutos na fila, finalmente consegui cambiar. (R$ 1 por ARS 4,60). Dali saímos com nossas mochilas ás costas por quase 4 km até encontrar o Rock Hostel, ( Av. Rivadavia 1587, próximo ao Congresso Nacional – Telefone +54 11 4382-6345 ) que seria nosso endereço por três dias na capital argentina.
      Subimos os vários degraus até a recepção e quando o rapaz me pediu o RG para fazer o checkin, eis a surpresa!!! Cadê? Procura daqui, procura dali e nada… fizemos o checkin com o RG de Sônia Vargas. E agora? Como saio da Argentina e entro no Chile sem documento? Como retorno ao Uruguai??? Só restava uma esperança, ligar para casa de câmbio e perguntar. Foi o que fiz.
      - “No señor, no prestamos información por teléfono”… putz…
      Só nos restou caminhar até a Rua Florida novamente. Chegamos a casa de câmbio e perguntei a um rapaz se havia ficado um documento por ali.
      - Espera un momento que voy a averiguar. ¿Quién te atendió?
      - Un chico con tatuajes.
      E eis que o muchacho veio com o documento na mão! Ufa!!!
      Eu precisava de uma cerveja. E fui em busca de uma Quilmes!!!
       
      Voltamos ao Hostel, tomamos um ducha, descansamos um pouco, fizemos uma janta e nos convidaram para ir a “La Bomba” - um espaço de shows - tinha uma banda tocando – Ali conhecemos uma galera do mundo. Tinha umas gurias da Àustria, Hungria, Bélgica, França, etc e claro, muuitos argentinos, rsrsrs. Dali fomos a uma boate e dançamos até a carcaça não aguentar mais. Hostel. Descanso.
       
      No outro dia (dia 4) demos uma banda no Cemitério da Recoleta e pudemos apreciar os imponentes mausoléus e suas histórias. Depois fomos ao Caminito no Bairro de La Boca.

      Namorando no Cemitério da Recoleta

      Rolê no Caminito
      Quarta-feira (dia5) saímos do hostel e fomos em direção a RN7. Depois de alguns sobe e desce de metrô e ônibus, chegamos ao Terminal Las Piedras, onde compramos passagens para Junin, 270 km de Buenos Aires. Chegamos por volta das 15:00 e conseguimos de imediato uma carona para fora da cidade ( nossa primeira carona – cerca de 8 km).
      Não tivemos dificuldade para conseguir carona. As bandeiras do Brasil amarrada nas mochilas foram nosso passaporte para não esperar mais do que cinco minutos entre uma carona e outra.

      Chegamos na estrada as 15:20 , a segunda carona até Teodelina, 83 km de Junim, veio em seguida. Juan Pablo foi nosso chofer...Chegamos as 16:40. 16:47 a terceira carona até Villa Canãz. Um simpático casal de idosos, Juan Carlos e Matilde. Chegamos as 17:07. A quarta carona veio exatamente 4 minutos depois. As 17:11 estávamos a bordo de um Peugeot, dirigido por um tiozinho – sr. Alfredo - de un setenta e poucos anos. Aí veio o segundo perrengue:
       
      O tiozinho entrou contra mão, subiu canteiro e estava muito motivado ( pra fazer uma m…) depois de vários kms, percebi que o veínho tinha bebido umas e outras, mas aí… estávamos no meio do nada e o jeito foi rezar… O susto maior foi quando ele simplesmente não viu uma carreta… Lhe dei um grito e ele conseguiu parar a tempo… silêncio… andamos com ele por cerca de 76 km. Os piores de toda a trip. Muita tensão… Mas enfim, talvez tivéssemos sido “escolhidos” para salvar-lhe a vida… ( queremos pensar que sim ). Preferi não publicar a foto do sr. Alfredo.
      O alívio veio junto com o desembarque. Caminhamos por cerca de quarenta minutos em busca de um lugar para passar a noite. Encontramos o Hotel del Lago. Calle Azcuénaga 740, Venado Tuerto, Santa Fe, Argentina- Teléfono 54 3462 42-2276. Uma ducha, uma banda e um lanche. Um lomo como dizem por lá (pão recheado com carne, ovo frito, legumes e condimentos ) e uma Stella Artois bem gelada!!! Depois berço. Ainda tínhamos muito para andar até chegar em Santiago.
      Quinta-feira (dia 6) saímos as 08:20, caminhamos um pouco e pedi uma informação a um senhor e ele prontamente nos deu uma carona até a saída da cidade, algo em torno de 5 km.
      09:23 conseguimos a sexta carona até a cidade de Laboulaye, 200 km a frente, onde chegamos as 11:26. Viajamos por cerca de duas horas com os vendedores de carros Sebastian e Ruben.

      11:30 embarcamos na sétima carona. 560 km até Mendoza. Julio e Day viajavam em férias para esquiar no Chile. Contamos como havíamos chegado até ali e a partir daí a conversa fluiu. Tinhamos fome e Julio parou em um local onde um senhor assava umas carnes. Compramos um pão recheado com carne assada (que Julio fez questão de pagar) e seguimos viagem. Boa conversa, mate e boas risadas.

      Chegamos em Mendoza as 17:00. Desembarcamos próximo a um monumento com um condor. Dali andamos até encontrar o terminal de ônibus. Algumas informações, mapa da cidade em mãos e lá fomos nós, encontrar o ponto de ônibus que nos levaria ao centro. Achamos facilmente o hostel. Hostel Mendoza Inn - Av Villanueva Arístides 470, 5500 Mendoza, Argentina – teléfono 54 261 420-2486.
      Entra
      Entrada da cidade de Mendoza ao entardecer
      Acertamos a estadia e fomos ao mercado. Compramos mantimentos para o jantar e claro, umas garrafas de vinho, afinal de contas, estamos em Mendoza onde se produzem os melhores vinhos da Argentina (e ninguém é de ferro, né?).
      Hostel de muitíssima “buena onda”. Galera animada, e muito bate papo com os novos amigos franceses, peruanos, uruguaios, carioca, paulista, etc.
       
      Sexta-feira (dia 7). Uma passeada pela cidade, fotos e coisas amenas, como pegar ônibus errado por duas ou três vezes, muita risada e muito alto astral. Visitamos o Cerro da Glória onde avistamos pela primeira vez a Cordilheira dos Andes. Inesquecível.

      Sábado (dia Decidimos ir para Santiago. Compramos uma passagem para Uspallata, última cidade da argentina em direção oeste pela RN7 a 114 km de Mendoza. O ônibus da empresa Buttini e Hijos saiu as 10:36 e… no meio do caminho quebrou. Cerca de meia hora parados e o motorista nervoso, pois estávamos no meio das montanhas ao lado do Rio Mendoza (um belíssimo lugar a propósito) e não tinha sinal de celular.

      Ônibus quebrado entre as montanhas
      Me afastei um pouco e botei o dedo a funcionar. Coisa de cinco minutos encostou um carro que ia justamente para Uspallata. Era a oitava carona. De pronto Nicolas Mestre nos deu sinal de positivo. Corremos no ônibus pegamos nossas mochilas e embarcamos no Gol exatamente as 13:09. Chegamos as 14:05. Descansamos um pouco no comércio de Gustavo (pai de Nicolas) e nos preparamos para seguir em frente. Tínhamos que andar cerca de 2km até a aduana onde os caminhoneiros fazem os trâmites de cargas. Eis que sugiu a nona carona. Um rapaz nos ofereceu carona até a aduana o que prontamente aceitamos.

      Nico, nosso novo amigo
      Chegando na Aduana, conversei com alguns caminhoneiros para entender como funcionava o negócio por ali e voltamos para a estrada.
      Enquanto caminhávamos, vi um caminhão se aproximar e de pronto estiquei o dedão. Redução de marcha, pisca-pisca acionado, luz de freio acesa e aquela coisa gigantesca estacionando… corremos e quando o motorista abriu a porta, já deu um sorrisão e perguntou; São brasileiros? Siiimmm. Então subam… Aí começou nossa amizade com Laureano, de Quaraí-RS.
      Eram 14:51 e não tínhamos comido. Laureano não titubeou, estacionou o caminhão, abriu a caixa de mantimentos e nos ofereceu ovos cozidos, bolachas e refrigerante. Aceitamos no ato. Depois da parada, seguimos em um bate-papo super animado com nosso novo amigo, regado a chimarrão (do Laureano) e balas… As 19:30 chegamos a Los Andes, já no Chile. A carreta não podia seguir viagem, por causa do horário e tinha de ficar em um estacionamento (parqueadero – como chamam os caminhoneiros). Como havia anoitecido e estávamos longe do centro da cidade, Laureano me deu umas notas e moedas de pesos chilenos, algo em torno de R$15,00, para pagarmos o táxi. Que sujeito fantástico!!!!

      Lauerano nos ofertando o almoço
      Encontramos um hotel na avenida principal. Hotel Alameda, Avenida Argentina, 576.
       
      Domingo (dia 9). Como não havia café da manhã, após esperar até 10:30 (Chile tem uma hora a mais) para a abertura do câmbio, tomamos um café em uma lancheria. (um assalto, diga-se de passagem) duas taças de café com leite e seis enroladinhos pequenos, nos cobraram o equivalente a R$30,00. Voltamos ao hotel, pegamos nossas mochilas e fomos para a rodoviária. Compramos as passagens para Santiago e embarcamos as 13:28 no confortável ônibus da empresa Pullman. Pagamos 5000CLP, o equivalente a R$60,00, para percorrer os 80km até Santiago. (cada passagem foi o preço do nosso glorioso café da manhã…)
      Chegamos a quinta maior cidade da América do Sul, com seus mais de 6 milhões de habitantes. Na rodoviária compramos o cartão para o transporte coletivo (serve para metrô e ônibus) como em Buenos Aires, conseguimos um mapa com as linhas do metrô e lá fomos nós… Desembarcamos no centro… e agora? Pra que lado vamos? Entramos em um hotel luxuoso e de pronto um dos rapazes gentilmente nos recebeu:
       
        Gentilmente nos conduziu ao saguão, nos passou a senha da internet e ficamos navegando, na tentativa de nos localizar. Como se não bastasse, o rapaz se aproxima com dois copos de limonada e nos oferece. Ali entendi que estávamos em um país civilizado e com pessoas gentís. E assim foi durante toda nossa estada no Chile. Precisávamos encontrar o hostel. Longe. Longe. Entramos e saímos do metrô um par de vezes, entramos e saímos de ônibus outras tantas vezes, até que uma senhora ouviu nossa conversa e percebendo que estávamos perdidos, resolveu ajudar e nos deu a orientação correta( haviamos perguntado ao motorista do ônibus e ele estava nos levando em sentido oposto, ou seja, o cara não tinha a menor idéia onde era a rua que procurávamos…)
      Outro ônibus. Dirigido pelo senhor Hector. Simpático, puxou assunto e disse que havia morado cinco anos em São Paulo, onde trabalhava como decorador de ambientes. Ele também não tinha a menor noção onde era a tal Rua Hamburgo, mas isso não foi problema. Parava ao lado dos táxis e perguntava. Dali a pouco embarcava alguém e perguntava de novo, e assim fomos conversando, perguntando até chegarmos a tal Rua Hamburgo. Um motorista de ônibus – que fazia questão de falar português – fez toda a diferença no nosso domingo de chegada a Santiago. Outra vez a gentileza prevalecendo.
      Caminhamos uns vinte minutos até chegar no Parron Decolores Hostel, Rua Pascual Baburizza 501, 7790546 Santiago, Chile. Cansados, com fome e sem grana, recebemos duas notícias: como não tinhamos reserva, poderíamos ficar somente por aquela noite e a pior delas: tinha que pagar na hora. (nós outra vez não tínhamos um centavo chileno). A gentil Meri nos indicou uma casa de câmbio em um shopping a dois quilômetros dali. Adivinhem… Lá fomos nós, dar uma esticadinha nas pernas…, mas valeu. Compramos alguns mantimentos para o jantar e claro, duas garrafas de vinho, afinal estar no Chile e não beber vinho…

      Segunda-feira (dia 10). Estávamos outra vez com nossas mochilas, entrando no metrô em direção ao Bairro Brasil. Depois de alguns quarteirões, chegamos ao Hostel Brasil. Havíamos reservado pelo Booking.com. Fomos atendidos por Soniel, um haitiano que também já havia morado no Brasil e falava bem português. Depois de muita conversa sobre o valor que havia na reserva e o valor que ele nos cobrava, resolvemos dar uma olhada nas acomodações… arghh… pensem em uma espelunca. Sujo. Aliás, imundo. Não teve jeito… fomos embora. Estávamos novamente na rua e sem reserva de hostel… sentamos em umas cadeiras de um restaurante ao lado e utilizamos a internet, comemos alguns ovos cozidos e fomos novamente à luta, perguntando aqui e ali, chegamos ao Happy House Hostel, Rua Moneda 1829, Centro de Santiago, 8340493 Santiago, Chile. Pensem em um lugar agradável. Sem dúvida o melhor que ficamos em toda a Trip. Super recomendo. (ah, e pelo mesmo valor do outro ali acima…).

         

       
      Nos acomodamos e fomos outra vez em busca de câmbio. Rua Augustinas próximo ao Palácio La Moneda (casa do governo chileno). Há várias casas de câmbio por ali. Cada Real valia 185CLP. Passeamos pelo calçadão, algumas fotos e supermercado… mais uns vinhos, janta e convivência com as pessoas que chegavam para preparar seus jantares. Conhecemos muita gente bacana. Fizemos algumas amizades, em especial o Gabriel, carioca da gema e o Eric, de Concepción - Chile.

      Terça-feira (dia 11).Fomos até a rodoviária e compramos passagens para Valparaíso. Na chegada fomos abordados por uma gentil senhora que nos ofereceu um mapa e dali, nos vendeu um tour por Viña del Mar e Valparaíso. Aceitamos e fechamos por R$54,00. Um grupo super bacana. Tinha gaúchos, cariocas, mineiros, equatorianos, argentinos, americanos...e o guia era uma figuraça. Tivemos seis horas de stand up privado. Camilo é muito engraçado. Nos passava as informações de uma forma muito peculiar e muito bem humorada!!!
           

      Estádio Sausalito - Viña del Mar - Chile


      Mirador a 150m de altidude. Dá pra ver boa parte de Viña del Mar e tirar uma fotos.
      http://www.museofonck.cl/new_site/  -  Museu Fonk Mohay
      Lápis-lazúli ( uma loja onde tudo é muito bonito e muito caro – trabalhos em um pedra azul ) https://pt.wikipedia.org/wiki/Lápis-lazúli
      Parque Quinta Vergara. Um grande teatro a céu aberto. Por lá passaram grandes nomes da música como, Roberto Carlos, Paul McCartney, etc. e onde rola o Festival Internacional de la Canción de Viña del Mar. Capacidade 15.000 pessoas.
      Relógio de Flores, cartão postal de Viña del Mar.

      Praia. Água mega gelada o Oceano Pacífico.

      Pegando uma garrafa d'água do Pacífico para misturar ao Atlântico...
       Funicular.

      Um bondinho. ( sem graça ).
       
      Casa de Pablo Neruda. O grande expoente da poesia chilena. ( que aliás, não era Pablo e muito menos Neruda ). https://pt.wikipedia.org/wiki/Pablo_Neruda
      E fechamos o Tour, subindo um morro. Cerro Alegre. E descemos a pé… nada de mais. Algumas casas coloridas… e só.
      As 19:00 embarcamos de volta a Santiago. Hostel, jantar, vinho...
      Quarta-feira (dia 12) - Acordamos um pouco mais tarde. Depois do delicioso desayno, fizemos um passeio ao Cerro Santa Lucia, no centro de Santiago. A 629 metros de altitude, se tem uma visão de boa parte da cidade e da Cordilheira dos Andes. Passeio muito legal e de graça. Quem vai de metrô é só desembarcar na Estação Santa Lucia.

      Fotos Morro Santa Lucia.
      Lembram do nosso amigo Laureano? Pois é. Nos mandou um zap, dizendo que a carga atrasou e que passaria no dia seguinte em Santiago e se quiséssemos, poderíamos voltar com ele. Adivinhem…
       
      Quinta-feira (dia 13) - Saímos do hostel as 14:00, pegamos um colectivo (táxi-lotação) e fomos em direção ao parque Chena em São Bernardo. Chegamos as 14:25 e ficamos esperando nosso gigantesco transporte. 20:30. Chegou Laureano. Nos avistou de longe e abriu a buzina!!! Felicidade geral!!!

      Enquanto Laureano não vem... Parque Chena - São Bernardo - Chile
      Andamos por cerca de duas horas até Los Andes, onde haviamos nos despedido de Laureano. Quase 23:00. Agora nós tinhamos grana. O que não tinha, era táxi. Laureano mais uma vez surpreendendo. Nos levou de carreta até o centro. Ficamos hospedados no Hotel Residencial Italiana. Manuel Rodriguez 76, 1000000 Los Andes, Chile – com café da manhã.
      No dia seguinte, (dia 14) fomos ao encontro de Laureano que estava tratando da documentação da carga na aduana. Partimos por volta das 12:00 rumo a Uspallata. Chegamos por volta das 21:00. São aproximadamente 160 km, mas como a montanha chega a uma altidude de mais de 3.000 metros, a carreta vai quase parando, na subida do Caracol, também conhecida como a estrada da morte.

      Laureano preparando o caminhão e já na função...

      Caracol ou estrada da morte
      Na chegada a Uspallata, Laureano tinha que liberar a carga para passar pela Argentina e ficou no mesmo local onde havíamos o conhecido. Ali ele passaria a noite. Caminhamos por cerca de 2 km até a cidade e por ali tentamos encontrar uma hospedagem. Outra vez não tínhamos plata argentina e o único cara que trabalhava com câmbio, queria tirar-me um rim. Cotação de 3ARS por 1 Real. Não deu. Pronto. Vamos passar a noite no posto de gasolina. Até que apareceu um casal e conversando nos ofereceu um quarto em sua casa. Ever e Virginia foram perfeitos. Acertamos um valor simbólico e fomos com eles em sua grande camionete 4x4. (Ever trabalha com expedições na região de Uspallata).
      Mesa farta, boa conversa, banho e cama…
      No outro dia, (dia 15) Ever estava cedinho em pé. Preocupado que fôssemos perder a carona, nos levou de volta ao posto de gasolina, onde ficamos das 09:10 até as 12:00. Eis que lá vem o bem humorado Laureano!!!

      Pitoresca Uspallata
       
      Partimos e entre um mate e outro, boa prosa, umas fotos, cozinha na caixa do caminhão. Sim cozinhei no caminhão. Experiência fantática. O destino era Villa Mercedes. Percorremos os 470km em 14:00. (ficamos um bom tempo parados por conta de obras na estrada).

      Baita experiência... ( e ficou bem bom )...
      Tem hotel em Villa Mercedes? Não. Não tem. Posto de gasolina fechado. Depois de muita “briga” no bom sentido, Laureano nos convenceu que conseguiria dormir no banco do motorista. Nos acomodamos do jeito que deu e dormimos todos na boléia do caminhão. Pensem numa noite fria…
      Acordamos por voltas das 08:00 e preparamos um café. Fiz ovos mexidos na “cozinha do caminhão”. Laureano necessitava falar com um amigo caminhoneiro para tratar de assunto referente a carga ou algo assim, e haviam combinado de se encontrarem ali pela manhã.
      (dia 16)O “surfista” chegou perto das 15:30. É isso mesmo. Ficamos ali esperando mais de 12:00. 15:45 partimos em direção a Rosário. 548km. Um único paradouro na longa estrada. Marcha constante. Chegamos em Rosario por volta das 21:30. Fomos a um posto de gasolina onde haviam alguns táxis abastecendo, mas agora estamos na Argentina e não mais no Chile. A simpatia não é o forte nos motoristas de táxi na Argentina. Definitivamente, não. Além de não nos levar, sequer davam alguma informação. As gurias que trabalham no posto, nos indicaram que bem em frente havia um ponto de micro(ônibus urbano) e que deveríamos aguardar o 142 amarelo, que não demorou a chegar. Bueno, temos grana, mas não temos o cartão do ônibus… embarcamos e falei ao motorista que tínhamos dinheiro e se poderíamos lhe pagar, o que não foi aceito, entretanto, nos deixou seguir viagem. Foi muito camarada. Conseguimos um cartão com uma senhora que estava no ônibus e pagamos a passagem a ela.
      Chegamos na rodoviária. Conseguimos comprar a passagem para as 23:00 com destino a Buenos Aires. Dormimos no busão até as 03:00 quando encostou na rodoviária de Buenos Aires.

      Menino puxando uma boneca pelos cabelos...(rsrsrs)
      (dia 17) Na tentativa de ir direto ao Puerto Madero, entramos em uma fila de táxi. Um senhor que trabalha por ali, me falou que o porto só abriria as 06:00. “Mala suerte”, pensei… e o tiozinho prosseguiu: Não os aconselho ir pra lá agora e nem ficar aquí. Tá vendo aquele posto de gasolina ali na esquina? Vão para lá e esperem amanhecer. Foi o que fizemos.

      Mais uma noite... agora no posto de gasolina.
      Mais uma vez com pouca grana. Somente para o táxi. O vigário no operou, mas a essas alturas, deixei quieto. Chegamos ao porto.
      Acreditem… há um câmbio dentro do porto. Sim. Mas não aceitam reais… O Buque sairia as 08:30, mas também não poderia pagar em reais. Esperamos até as 09:30, fui na Rua Florida e consegui cambiar. Partimos as 12:30 em direção a Colônia del Sacramento, onde chegamos por volta das 14:00
      Novamente atrás de câmbio, agora precisamos de pesos uruguaios. Tudo certo, estacionamento pago, partimos em direção a Canelones, percorremos os 160km e chegamos a tardinha. Rodamos um pouco, procurando um hotel, até que perguntamos a uma jovem onde era o hotel. Ela nos olhou com uma cara de admirada e ao mesmo tempo com uma certa vergonha.
       
      -No tenemos hotel en Canelones …
      Como assim?? Perguntei quantos habitantes havia ali…
      - Casi 30.000...
      -Ok. Gracias!
      E partimos em direção a Atlantida, cerca de 70 km adiante, já no litoral.
      Lamentavelmente a sinalização não é precisa e erramos a saída e nunca mais conseguimos encontrar o caminho de novo. Vamos adiante. Ficamos rodando em circulos, pois não há uma única placa que indique a saída para a fronteira. Incrível, mas não tem. Até que chegamos a um posto de gasolina e perguntei como fazia para ir ao Chuy. Depois da explicação ficou mais fácil e partimos em direção à fronteira.
      Noite. Chuva. Cansaço, mas determinados. 502 km. Chegamos por volta das 23:30. Compramos algo para comer e fomos para Santa Vitória do Palmar. (os hotéis são melhores e mais baratos que no Chui).
      12:30 chegamos ao Hotel Brasil, Rua Barão do Rio Branco, ao lado do Correio.
       
      (dia 18). Acordamos por volta das 11:00 e voltamos ao Chui. Andamos pelos freeshops, compramos algumas coisas e a tardinha, 18:00 partimos para Pelotas, 250 km a frente. Chegamos em casa as 21:30.
      Cansados, mas com uma felicidade imensa de ter conseguido cumprir o que haviamos determinado. Fizemos nosso primeiro mochilão juntos!!!!
       
      Quebramos nossos próprios paradigmas e saímos da zona de conforto, com a certeza que voltaríamos modificados. E modificamos.
       
      A todas as pessoas que de uma forma ou de outra, cruzaram nosso caminho nessa trip, nosso muito obrigado.
       
      O grupo Mochileiros foi fundamental para elaboração de roteiros, passeios e como fator motivador. As curtidas em nossas publicações na página do mochileiros no facebook, nos serviram de incentivo e certamente fizeram parte de nossa trip...
       
      Faríamos tudo de novo. Mochilas, caronas, estradas, pessoas…
       
      E Faremos. Já começamos a montar o mochilão na Europa.
       
      2018 já é logo ali…
       
      ps. Não publicamos os valores gastos, mas foi tudo no modo econômico e certamente gastaríamos menos se tivéssemos ido de avião direto a Santiago… mas nossa trip tinha de ser assim… e foi.
       
      Valeu!!!!
       
      Eduardo Duarte e Sônia Vargas.
      #cinquentoesnaestrada
      #agentesemovimenta
      #anoquevemtemmochilaonaeuropa
      Algumas fotos:






       


       




       
       






       


       
       



       


       

       
       

       
       









       



       
       


    • Por fabricionn
      Relato de viagem 19 dias Patagônia – Bariloche x Futaleufu x Puyuhuapi x Cerro Castillo x Puerto Tranquilo x Los Antiguos x El Chaltén x Ushuaia
       
      Dia 1 – 23/01 – sábado: Rio X Bariloche
       
      E ai Pessoal!
       
      Espero ajudar com mais este relato. Essa viagem foi sensacional!! A viagem ocorreu de 23 de janeiro/2016 a 11/02/2016. Apesar de alta temporada, não fomos com nada reservado e íamos buscando nos locais mesmo.
       
      Em Bariloche tivemos grande dificuldade em conseguir hospedagem a preços aceitáveis, e acabamos pagando mais caro porque não fechamos antes.
       
      Vou falando os custos ao longo do caminho. A passagem foi Rio x Bariloche e Ushuaia x Rio por R$ 2.040,00 com as taxas incluídas.
       
      Chegamos umas 21h30 ao centro da cidade de ônibus do aeroporto por 12 pesos cada um (o táxi seria a partir de 280 pesos), ainda claro.
       
      Procuramos hostel más já estavam todos lotados. Tivemos que procurar um hotel, que encontramos o Copahue na Av. San Martin. O hotel é bem aconchegante e agradável, apesar de caro (1.100 pesos/para 2 pessoas) com café da manhã.
       
      Dia 2 – 24/01 - domingo: Bariloche
       
      Acordamos cedo e fomos buscar uma troca de hotel pra um mais econômico. Rsrsrs os hostels estão cobrando 300 pesos por pessoa em quarto compartilhado, praticamente todos com o mesmo preço.
       
      Andamos pela cidade, calle Mitre onde o pessoal troca moeda.
       
      O câmbio estava 1 real = 3,60 pesos
      1 dólar = 4,15 reais
      1 dólar= 15 pesos
       
      Almoçamos na própria calle Mitre, no los ponchitos e a comida estava na média de preços dos outros restaurantes : 130 pesos (caro!!).
       
      Encontramos uma hospedagem mais a frente chamada Aspen Hotel que estava cobrando 860 pesos para 2 pessoas, melhor que a nossa a 1.100, pena q não deu tempo de trocar no mesmo dia...
       
      Dia 3 - 25/01 – segunda: Bariloche
       
      Resolvemos ficar na cidade em vez de fazer passeio. Fomos ao parque Llao Llao e caminhar por la. O parque é bem interessante.
      Fomos ao centro de turismo e pegamos informações do que fazer lá. Inclusive que tínhamos que comprar o cartão de ônibus (25 pesos) e depois recarregar com base nos valores que usaríamos. Os ônibus não aceitam dinheiro!
      Rodamos o dia todo no parque.
       
      Dia 4 – 26/01 – terça – Tronador
       
      Fechamos um passeio ao tronador por 560 pesos/pessoa que sai do hotel às 9h. O passeio consiste em passar pelo rio manso (que tem variações de coloração em razão dos sedimentos que caem no rio) e ao fim encontramos com uma geleira que constantemente se solta. Não demos sorte de ver uma parte se desprendendo, mas pelo menos conseguimos ouvir alguma coisa. Hehehe
       
      Depois, passa para ver a cachoeira que se forma da geleira... bem interessante. Água bem gelada mesmo.
       
      Trocamos de hotel do Copahue para o Aspen Ski hotel que era bem mais aceitável o preço 860 pesos com café da manhã.
       
      Este hotel também tem serviço de restaurante que é mais econômico que qualquer restaurante que fomos!! Fora que a comida é muito boa e com variação!! Não pensamos duas vezes. Hehehe só comemos os "pratos frios" por 60/pessoa. :)
       
      Só os pratos frios já satisfizeram nossa fome! Grande variedade de comida pra todos os gostos. Este hotel teve o melhor custo x benefício da viagem, pena que não o descobrimos antes.
       
      http://www.hotelaspenski.com/home.htm
       
      Dia 5 – 27/01 – quarta - Bariloche x Esquel (rumo a Futaleufu)
       
      Pesquisando sobre rafting na internet, descobrimos o relato do Márcio/Sp aqui no site dos mochileiros.com (futaleufu-o-paraiso-do-rafting-t32982.html) que falou tão bem de Futaleufu, que desistimos de fazer os oferecidos em Bariloche. Os preços de Bariloche estão surreais 1.690 pesos (nivel 3 e 4). O mais barato que encontramos foi por 1.290 numa agência perto do posto de gasolina do centro, subindo a rua.
       
      Para chegar a Futaleufu, é preciso ir a Esquel e de lá continuar a peregrinação. Hahahaha o preço da passagem foi de 232 pesos em ônibus executivo.
       
      Pegamos o remise ("táxi" ”mais econômico”) do Aspen até o Terminal de bus por 80 pesos.
       
      Infelizmente perdemos o ônibus porque compramos o bilhete no quiosque (El Valle), mas eles vendiam várias empresas... como o atendente não informou sobre isso e não sabíamos que existia isso em guiche, tivemos que pegar o ônibus mais caro (365 pesos) e que venderam como cama...
       
      De ônibus normal até Esquel e de la sentido Chile.
       
      Em Esquel também é possível fazer um rafting no rio Corcovado de nível 3 e 4, mas esse não é o nosso objetivo. Hehehe
       
      Ficamos hospedados por 600 pesos (2 pessoas) numa Cabaña perto da rodoviária mesmo. Tinha também um hostel perto por 200/pessoa em quarto compartilhado.
       
      A central de informações é interessante, pois funciona direto, pelo que vimos, inclusive pela manhã (8h). La eles dão varias informações e indicam onde se hospedar também.
       
      Dia 6 – 28/01 – quinta - Futaleufu
      Após passar pela Aduana na Argentina e Chile, partimos pra cidade.
       
      Chegamos perto das 11h e pensávamos que não seria possível fazer nada neste horário, mas conseguimos fazer o rafting mais curto (que sai mais tarde que os outros) por 45mil pesos chilenos/pessoa na Patagônia Elementary. A Agência tem boa estrutura e vai um fotógrafo profissional acompanhando o bote que oferece os serviços por 5mil/pessoa.
       
      O rafting é irado!! Sem palavras para descrever a tonalidade, exuberância e qualidade do rafting!!
       
      Ficamos tão empolgados com o rafting que resolvemos fazer outro no dia seguinte.
       
      Refeição fica na faixa de 6mil/pessoa.
       
      Ficamos hospedados na pousada Cañete por 12.500 pesos/pessoa. Pequena, porém funcional. Café da manhã básico. Rsrsrs
       
      Ficamos boquiabiertos com tamanha beleza!!
       
      Cotação - 1 real = 165 pesos
      Incrivelmente tem uma agência que troca reais e estava 1 real = 170 pesos!
      Droga que não descobrimos antes do saque. Hehehehe
       
      Dia 7 – 29/01 - sexta - Futaleufu
       
      Fizemos o rafting full day pela agência:
      Outdoor Patagônia
      [email protected]
      http://www.outdoorpatagonia.com
       
      O material deles tá menos novo que o da outra, porém achei o serviço mais top!! O guia Alonso fez a diferença no passeio, indo pelos pontos mais interessantes do rio, além de usar a gopro direto!!
       
      Para sair de Futaleufu, também são poucas opções e dias. Voltando para Esquel, sai na segunda, quarta e sexta, pois os ônibus das duas cidades (Esquel e Futaleufu) se encontram na fronteira.
       
      Para ir mais ao sul, tem um ônibus domingo que vai até Coihaique e há outras opções saindo de Chaitén diariamente. Nessa estrada, o que costuma acontecer é das pessoas esperarem o ônibus de Chaitén na Villa Santa Lucía, que é passagem obrigatória e ponto desses ônibus. Infelizmente não tenho mais detalhes dos horários, pois quem entrou em contato com a empresa de ônibus para gente foi a dona da pousada Cañete (que inclusive vende passagens para Chaitén).
       
      No rafting que fizemos encontramos um casal de australianos que estava de carro e ia para Cerro Castillo também!! Então entramos nessa viagem desse casal e dormimos em La Junta, uma das cidades mais próximas do parque nacional Queulat.
       
      La Junta é uma cidade pequena e tranquila, com água potável saindo pela bica. Rsrs Não só lá acontece isso, mas, pelo que vimos, em toda Patagônia!! Economia garantida na água. Hehehe
       
      Ficamos hospedados num lugar bem fraco, chamada "Hospedaje Valle El Quinto", cuja limpeza é fraca, mas foi o q encontramos, por 10mil/pessoa com café da manhã fraco. Rsrs bom que foi só por uma noite.
       
      Dia 8 – 30/01 - sábado - La Junta x Puyuhuapi
       
      Como não tínhamos barraca pra acompanhá-los, eles nos deixaram em Puyuhuapi em torno das 11h, base da cidade pra conhecer Ventisquero Colgante, que é um glaciar no meio de uma floresta! Visual impressionante e interessante. Ele é menor que o mais perto de Bariloche, mas é mais bonito como um todo.
       
      Esse parque fica a 22km da da vila de Puyuhuapi e chegamos de carona. É possível pegar um bus pra voltar pra Puyuhuapi a partir das 18h, que são os ônibus que saem de Coyhaique até La Junta/Puyuhuapi.
       
      Ficamos na cidade porque não tinha como sair no mesmo dia, pois para ir para Cerro Castillo, tem que ir a Coyhaique e o ônibus sai às 6h da manhã diariamente.
       
      Ficamos hospedados na hospedagem Don Luis, que é un lugar bem agradável e aconchegante por 11mil/pessoa sem café, pois o bus sairia cedo no dia seguinte.
       
      Dia 9 – 31/01 - domingo - Puyuhuapi x Cerro Castillo
       
      Compramos a passagem no dia anterior em Puyuhuapi até Coyhaique por 8mil pesos/pessoa e partimos pra esta cidade.
       
      Ao chegar à rodoviária, buscamos uma passagem pra Cerro Castillo que sai diariamente às 9h, mas a atendente informou que não havia mais vagas até quarta-feira. Perguntamos se havia outro e a atendente disse q teria um sem vaga às 11h. Insistimos se teria desistência e ela disse q teria q esperar. Bingo! Conseguimos partir pra Cerro neste dia por 5mil/pessoa.
       
      Procuramos hospedagem e encontramos a hospedaje El Rodeo que é razoável e saiu por 10mil / pessoa sem café da manhã.
       
      Cerro Castillo é um parque que oferece Trekking de 1 dia ou de 4/5 días, ao estilo Torres del Paine. Infelizmente não viemos preparados pro Trekking maior, então só restou o de 1 dia mesmo que não conseguimos fazer no dia que chegamos e ficou pro dia seguinte.
       
      Refeição tem o preço aproximado das cidades anteriores entre 6 e 7 mil.
       
      Obtendo informações no parque, a central disse que o percurso mais bonito é o que fica perto da Cidade de Cerro Castillo mesmo, tendo variações de caminhada para quem anda bem e pra quem não anda tão bem assim. Rsrsrs
       
      Dia 10 - segunda - Cerro Castillo
       
      Fizemos o Trekking de 1 dia que vai e volta por Cerro Castillo. O visual é irado! Passa-se por bosques, vegetação alta e depois uma parte de pedras para se chegar ao mirante que é impressionante, ainda mais num dia de sol.
       
      Depois, é possível entrar na água gelada que corre da geleira no lago, dar uma refrescada e encher a garrafa de água. A trilha dura entre 6 e 8 horas ida e volta, mas pode passar disso. Rsrs
       
      Na volta, não tinha mais ônibus pra pegar e pedir carona já ficou tarde... Então, voltamos pra pousada El Rodeo para tentar ir embora no dia seguinte.
       
      Dia 11 - terça - Cerro Castillo x Puerto Tranquilo
       
      Os ônibus não passam com frequência nesta estrada então ou se pega um certo ou tem que tentar carona.
       
      O ônibus que passa entre 10h e 11h na estrada principal já estava cheio e o que passava 11h30 só tinha uma vaga...
       
      Moral da história: tivemos que "ir a dedo" (pedindo carona). Depois de 1h30 esperando e praticando bastante, conseguimos!!
      Chegamos a Puerto Tranquilo e não tinha "hospedaje" disponíveis. Felizmente, conseguimos alugar uma barraca na "Bellavista" que tinha uma ótima estrutura tanto pra Camping quanto pra quartos.
       
      Por coincidência, encontramos o casal que nos deu carona no mesmo local. Como iam a capella de marmol, aproveitamos a oportunidade e fomos juntos por 10mil/pessoa. O local realmente é deslumbrante. Como fomos umas 18h30, não tinha mais sol, mas mesmo assim foi lindo demais. O melhor horário para conhecer é entre 8h e 9h, pelo que disseram, porque a água faz um contraste interessante com a capela de mármore.
       
      Dia 12 - quarta - Puerto Tranquilo
       
      Fechamos o passeio de Exploradores de Glaciar por 50mil no cartão de crédito, pois já estavam acabando os pesos chilenos 45mil (dinheiro) na empresa Valle Leones. Achei o valor bem exagerado pelo serviço que oferecem, mas é alta temporada de primavera/verão... Mesmo assim ficamos curiosos pra conhecer.
       
      O passeio consiste em um Trekking guiado em parte do Parque Nacional Laguna San Rafael que você anda em cima de gelo (preto e branco) e observa suas formações. Não chega nem perto do glaciar que se vê ao horizonte. Além disso, vc tb anda no gelo com um acessório acoplado ao calçado. É interessante, mas achei que o pessoal foi devagar enlerdando no caminho pra não ir tão longe. Rsrsrs
       
      No final, essa agência encaixou a gente num outro carro e tivemos que esperar 40min até o grupo da nossa van chegar! Pra um serviço nada barato, isso não parece razoável... Então, espero que tenham mais sorte que a gente.
       
      Para sair de Puerto Tranquilo a Chile Chico tínhamos 2 opções de dia: quarta ou domingo às 14h30. Então, partimos na quarta!
       
      Chegando a Chile Chico, umas 19h40, não tinha como fazer o transfer de bus. Então tivemos que dormir por lá mesmo. Ficamos em uma hospedagem atrás de onde saia a van pra Los Antiguos.
       
      Dia 13 - quinta - Chile Chico x Los Antiguos
       
      Compramos as passagens por 5mil pesos chilenos/pessoa no Martin pescador. Tem ônibus diariamente às 10h e 16h sentido Argentina e uma hora antes sentido Chile (acho eu). Rsrsrs
       
      A distancia é muito pequena (de veiculo)!! Daria pra ter passado a fronteira tranquilamente no mesmo dia (no verão até às 22h), mas não tínhamos transporte.
       
      Em Los Antiguos, o ônibus pra El Chaltén só sai diariamente às 20h (11h30 de percurso), tivemos que passar tempo na cidade.
      Fomos ao ponto de turismo que nos falou que a cidade é conhecida como a "capital da cereja" e tinha uma chácara que fazia um tour guiado. Pagamos 50 pesos argentinos/pessoa e fomos acompanhar e comer muitas cerejas. Hehehe
       
      Esse tour foi na "Chacra Don Neno". O dono da fazenda apresentava, falava pra comer umas frutas frescas do pé (damasco, morango, cereja, framboesa, cassis, entre outras) e ao final nos deu um licor de recordação.
       
      Depois, fomos comer uma pizza antes de pegar o bus em um dos 2 restaurantes que ficam abertos direto na av. principal. Hehehe
       
      Dia 14 - sexta - El Chaltén
       
      Depois de longas 11h30 no bus, chegamos às 7h da manhã a El Chaltén. Cidade agradável e bem fria pela manhã. Ficamos hospedados no Restaurante/Hospedaje La Huella por 375 pesos argentinos/pessoa. Demos meio que sorte que o dono do estabelecimento ia a El Calafate e nos deixou toda a casa, com cozinha e área de serviço. Compramos comida no mercado e resolvemos cozinhar nessa passagem de 3 dias e comer mais opções que carne + variações de batata ou salada ou arroz. Rsrsrs
       
      Como estávamos cansados, fizemos a trilha para o Chorillo del Salto que é uma caminhada tranquila. Ao subir a queda da pra ver a cidade e uma boa parte do vale.
       
      Dia 15 - sábado - El Chaltén
       
      Fizemos a trilha da Laguna Torre. O visual é bonito também. Como tínhamos tempo e fôlego, aproveitamos pra conhecer as Lagunas Hija (agua boa pra dar um tibum, o lago não forma rio e a Madre. A caminhadinha foi forte porque demos a volta pela outra trilha, mas valeu a pena.
       
      Dia 16 - domingo - El Chaltén
       
      Depois de preparamos o café, fomos ao Monte Fitz Roy. O percurso é forte e interessante. Infelizmente o tempo fechou e não estávamos mais acostumados a "sentir frio". Hehehe não levamos roupa de frio e nos lascamos... Quase perdi a mão lá. Hehehe
       
      Ficará para a próxima oportunidade concluir este trekking... rsrs
       
      Dia 17 - segunda - El Chaltén x Ushuaia
       
      Compramos vôo de El Calafate x Ushuaia por 117 dólares e o ônibus de El Chaltén x El Calafate por 370 pesos. Apesar de caro, foi o melhor que podíamos fazer, pois ir de ônibus seria absurdamente demorado (passa pela fronteira, barcos...) e a diferença de preço para o ônibus era nenhuma, fora que eram 2h de vôo... uhuu
      Quando chegamos ao aeroporto de Ushuaia, o indivíduo da central de turismo era poliglota e engraçado. Como não tínhamos reserva, ele se prontificou a contatar alguns hostels e ficamos no Amanacer de la Bahía (http://www.ushuaiahostel.com). O hostel é arrumadinho e limpo por 300 pesos por pessoa.
       
      Os preços das comidas são entre 130 e 600 pesos/pessoa. Aqui tem um caranguejo gigante (king crab) que é o prato mais conhecido, porém é bem caro. Rsrsrs
       
      A atendente do hostel nos indicou opções de passeios e fechamos o transfer pra Laguna Esmeralda pro dia seguinte por 250 pesos ida e volta por pessoa.
       
      Dia 18 - terça - Ushuaia (Laguna Esmeralda)
       
      Agendamos o transfer para às 9h.
       
      Começamos a trilha marcada às 9h30 e a completamos em 2h. O visual é maneiro e sem ventos seria possível ver o reflexo da montanha na água! Pena que não tivemos essa sorte. Rsrsrs voltamos, Almoçamos e fomos ao museu do presídio. A história é interessante, mas dispensaria. Hehehehe custou 90 pesos/pessoa.
       
      Depois, fim do dia, jantamos e hostel.
       
      Dia 19 - quarta - Ushuaia
       
      Como o tempo melhorou, optamos em visitar o parque nacional. Lá contempla trilhas e paisagens de tirar o fôlego! Acho que vale dormir 1 noite no parque... vai poder aproveitar melhor o tempo e procurar os castores com mais detalhes. Rsrs
       
      Para chegar ao parque pagamos o transfer de 300 pesos (ida e volta) na própria agência. Tem este serviço que é bem prático.
       
      Se não fosse o frio, daria para ir Mergulhando no mar de águas cristalinas até o fim da trilha.
       
      Depois de tanto caminhar, chutamos o balde e fomos gastar
       
      Dia 20 - quinta - Ushuaia x Rio
       
      Pegamos o voo pela manhã de Ushuaia até Buenos Aires. Fomos passear na Calle Florida enquanto passava tempo na cidade. Depois, voo noturno e baldeação de aeroporto na madruga de táxi, pois a Tam não oferece o ônibus na madrugada.
       
      Viagem iradíssima e com gosto de quero mais!
       
      Observações importantes :
      1. Na Argentina, o guiche de empresa de ônibus vende passagens de outros ônibus também. Não sabíamos disso... Moral da história: perdemos a saída do ônibus. Nem precisa falar que saiu ainda mais caro né?
       
      2. Bariloche é uma cidade muito cara, com a cotação que viemos pra cá. É também muito bonita e há outros atrativos também. A neve deve dar uma beleza diferente ao local. No verão é possível fazer vários ecoturismos.
       
      3. Acho importantíssimo trazer uma barraca pra eventual oportunidade de encontrar alguém que vá acampar. Como não tínhamos uma barraca leve e pouca bagagem, perdemos a chance de ficar com os australianos que encontramos e iam acampar no Bosque Encantado.
       
      4. A Carretera Austral Sur tem visual esplêndido!! O ruim é que boa parte dela é em estrada de terra, o que dificulta muito o transporte e a linha de ônibus rodar. Rsrsrs ideal seria alugar carro, mas não no$ foi po$$ível. Hehehehe
       
      5. Saque dinheiro nas cidades grandes, pois as pequenas não possuem esse "serviço". A região de Aysén é interessantíssima!! Vale pesquisar outros destinos! Infelizmente dependem de tempo, pois os ônibus não saem diariamente e pedir carona sem uma barraca é arriscado, já que existe a possibilidade de não conseguir a carona... http://www.recorreaysen.cl
       
      6. Tragam roupa de verão! Imaginei pegar frio na Patagônia e me ferrei. Trouxe nenhuma. Hehehe
       
      7. Atenção a abordagem estranha em Buenos Aires. Quase roubaram nossas mochilas com um golpe de te sujar e depois surgir alguém do nada para te limpar... ATENÇÃO!
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