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OURO PRETO|MG- ONDE SE HOSPEDAR EM OURO PRETO

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OURO PRETO|MG- ONDE SE HOSPEDAR EM OURO PRETO

 
Depois de tantas vezes tentando, planejando, replanejando ir para Ouro Preto, finalmente conseguimos, no feriado da semana santa de 2016. E ainda aproveitamos para dar uma esticadinha em Mariana.
 
Saímos da nossa cidade 23:50 e chegamos em Belo Horizonte por volta de 4:30 da madrugada, caindo um toró daqueles!Compramos a nossa passagem de Belo Horizonte para Ouro Preto online, via site da viação Pássaro Verde para as 6 horas. A viagem foi muito boa, saiu no horário previsto, a estrada é muito boa com uma vista linda das montanhas mineiras. Se o transito estiver bom a viagem dura em torno de 2 horas somente.

Descemos na rodoviária de Ouro Preto as 8 horas da manhã, e decidimos ir andando para o nosso hotel. Já havia feito o trajeto pelo google maps, então achei tranquilo o percurso. Até o nosso hotel são 800 metros de decida. Ficamos hospedados na Pousada Nello Nuno, que fica a apenas 220 metros da Praça Tiradentes. 
 
Pousada Nello Nuno
Pousada Nello Nuno
 
Trajeto da rodoviária para Pousada Nello Nuno - ouro preto
Trajeto da rodoviária para Pousada Nello Nuno

A pousada é pequena, familiar, limpa, atendentes super atenciosos e prestativos, café da manhã bem mineirinho com direito a broa de fubá e pão de queijo quentinho. Amei e com certeza ficaria novamente. Ahh..o hotel fica em uma ladeira...massss..não vi nenhum que não ficasse rsrs a diária começava meio dia , mas como o quarto estava vago ela nos deixou entrar. Sem acréscimos, adoro!  Aproveitamos para dar uma cochiladinha. 
 
Pousada Nello Nuno
Pousada Nello Nuno
 
Valor Passagem de Belo Horizonte para Ouro Preto: R$33,25
Valor: R$200,00, mas aconselho a consultar diretamente no site para poder ver os valores atualizados.
📍 R. Camillo de Brito, 59 - Centro
🏠 Mais informações: www.pousadanellonuno.com.br

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    • Por alana.barros
      Oi mochileiros, como vcs estão?
      Sempre leio muitos relatos aqui do site para me ajudar nas minhas viagens e quando viajo acabo esquecendo de postar (my bad, eu sei #naomejulguem), então aqui vai esse relato com algumas dicas práticas desses dois lugares maravilhosos.
      Fazia muito tempo que queria conhecer Ouro Preto, então aproveitei o feriado prolongado e resolvi matar a vontade. SP tem um bus direto pra lá que sai às 22h da rodoviária do Tietê, porém como eu trabalho até às 23h era inviável pra mim. Resolvi então pegar o bus das 23h até BH, passar um dia lá e só depois partir pra Ouro Preto. Confesso que a princípio eu estava com zero vontade de conhecer a capital de Minas, mas dando uma pesquisada me animei um pouco e agora, após já ter ido, recomendo muito a cidade e quero voltar pra ver mais coisas. BH tem muita opção cultural, vida noturna e natureza, coisa que você não consegue ver nem a metade em só um dia, mas bora lá pro relato.
      Dia 1 – 15/06/17
       
      Saí de São Paulo dia 14/06, peguei o busão pra BH às 23h na Rodoviária do Tietê. Comprei antecipadamente pela Viação Gontijo, a viagem foi bem tranquila e a passagem custou uns R$ 120,00. Cheguei na Rodoviária de BH umas 7h e pouco e aproveitei pra já comprar a passagem pra Ouro Preto pro outro dia. Pelo que eu vi só tem uma companhia que faz o trajeto pra lá então a fila da bilheteria tava bem grandinha. Comprei a passagem pras 11h (tem ônibus de hora em hora pra lá) do dia 16/06 pela viação Pássaro Verde, pagando R$ 32,80. Passagem comprada, bora pro hostel. Saí da rodoviária, atravessei o estacionamento/pracinha que tem lá em frente e fui andando pra Avenida Afonso Pena, 354, onde peguei o ônibus 4032 (R$ 4,05).
      Reservei o Hostel Savassi, no bairro Savassi (ah vah!), que eu tinha lido que era bem localizado, com várias opções culturais e noturnas (motivo real oficial pelo qual me hospedei lá). Já tinha deixado reservado previamente pela Booking, peguei quarto feminino com 6 camas e café por R$ 45,00 a diária. O hostel é bem legal, staff super solícito (inclusive esse caminho de bus normal da rodoviária até lá foram eles que me ensinaram a fazer), tem locker grande pra cada hóspede nos quartos, já com cadeado, tomada individual na cama, café da manhã bem completo, com pão de queijo, bolo, suco, iogurte, etc e uma localização ótima, perto de várias lojas e bares (tava tudo fechado enquanto eu estive hospedada porque era feriado, mas deu pra sacar que o bairro é excelente).
      Enfim, desci do bus praticamente na rua do hostel, foi bem tranquilo ir de transporte público e mochila nas costas, cheguei lá, fiz todos os paranauês do check-in e tals e segui andando pra dar uma volta pela cidade. Passei primeiro na Praça da Liberdade,  que é bem próxima ao hostel e é onde ficam concentrados muitos dos museus da cidade; dei uma volta, tirei umas fotos e segui caminhada pro Mercado Municipal. Os museus e centros culturais da praça são incríveis, mas eu queria tentar fazer o máximo de coisas possíveis no dia, então não entrei.
      Cheguei ao Mercado em uns 20 minutos; vale a pena a visita pois tem de tudo lá: desde comida, passando por bares e restaurantes até animais. Passeei bastante por lá, comi um pão de queijo (R$ 2,70) e duas empadas no Ponto da Empada, que é bem tradicional em BH e é muitooo boa. Comi de carne com jiló (amo jiló gente, aceitem hahaha) e bacalhau, cada uma foi R$ 3,50. Saí de lá, dei mais uma voltinha pelo centro e peguei um ônibus da MOVE pra Pampulha (R$ 4,05). Desci na estação Santa Rosa e fui caminhando para a lagoa, sentido Casa do Baile. Cheguei lá, tirei umas fotos, apreciei a vista, comprei uma breja e continuei caminhando sentido Igreja de São Francisco de Assis, sempre parando pra sentar um pouco e apreciar a Lagoa, que é lindíssima. Cheguei na Igreja, tirei umas fotos, caminhei e fiquei por lá vendo o movimento um pouco; meu plano era continuar a caminhada até a  Casa JK. Só que nisso vi que tinha um parque de diversões do lado de onde eu estava, o Parque Guanabara, e lá tinha, além dos outros brinquedos, uma roda gigante e um elevador/torre (o famoso Turbo Drop, pros órfãos do Paycenter, igual a mim). Ahhh, mas não deu outra, lá fui eu (com 26 anos na cara) pro parquinho ! Chegando lá você paga R$ 2,00 pra entrar, R$ 2,00 do cartão pra colocar os créditos (que eles te devolvem se você devolver o cartão e se tiver pago em dinheiro) e o valor que você quer carregar pra ir nos brinquedos (cada atração tem um preço diferente). Comprei uma ida na torre e uma na roda gigante (R$ 8,00 cada) e posso dizer que vale muitooo a pena! A vista lá de cima é incrível dos dois brinquedos, e na torre tem um lado que você senta bem de frente pra lagoa. Fui a primeira vez, tirei umas fotos mas fiquei com medo do celular sair voando de lá de cima, então não tirei de lá do alto. Depois que eu vi que tava tudo sob controle, e depois de ir ver o por do sol na roda gigante, voltei lá e peguei o finzinho de tarde e mais uma vista incrível da Pampulha lá de cima; sério, foi melhor e mais divertido que qualquer mirante.
      Peguei outro ônibus da MOVE (R$ 4,05) em um ponto em frente ao parque e desci perto do hostel. Voltei pra lá, comprei uma breja e fui pra área comum fumar um cigarro e fazer uma social. Conheci então o Dan, um americano que já estava morando a algum tempo no Brasil, e a Nana, uma argentina muito gente boa que havia acabado um intercambio no Rio de Janeiro, onde estava estudando medicina. Ficamos conversando sobre a vida e tomando breja, até que animamos e decidimos ir num bar/café perto do hostel chamado “Café com Letras”. Nos arrumamos e partimos pro bar, que é uma graça, tem ótimas cervejas artesanais e comida boa. Ficamos mais um tempo lá bebendo e gastando nosso inglês, espanhol e português e decidimos esticar a noite e ir numa balada conhecidinha de lá chamada DDuck. Fomos pra balada só que eu não animei de entrar por motivos de cansaço, fome e música eletrônica/pop que não são muito minha praia, mas no outro dia Nana e Dan me contaram que a balada foi animadíssima. Saí de lá e dei uma passada no BK, que fica aberto até às 5h, pra matar quem estava me matando hahaha. Comi um lanche  e voltei pro hostel pra ter meu sono de beleza em uma cama de verdade, pois em algumas horas iria pra tão esperada Ouro Preto.
      Vale ressaltar aqui que fiz (emos) esse trajeto noturno de hostel/bar/balada/BK/hostel todo a pé, pois tudo é muito perto no Savassi, tinham várias pessoas na rua e o bairro passou uma boa sensação de segurança. Vale ressaltar também que eu sou mega sedentária, mas quando to viajando gosto de caminhar bastante pra conhecer as coisas, então se eu consigo vocês também conseguem gente hahahahaha.
      Dica I: comprei todas as passagens antecipadamente e também reservei os hostels pq já queria deixar tudo pago, mas recomendo muito o aplicativo do Blablacar, pois dá pra arrumar várias caronas e economizar grana, ainda mais em feriado. Em relação aos hostels, dessa vez fiz as reservas pela Booking, mas dependendo do lugar fica mais barato reservar diretamente com eles, pois tem local que repassa o valor que não será pago com comissão em forma de desconto, vale a pena dar uma olhada.
      Dica II: Sou meio péssima pra pedir informações na rua, então baixei o mapa de BH off-line no celular pra ir me guiando e também usei muito o aplicativo do Movit, que eu uso muito aqui em SP, mas que funcionou maravilhosamente lá. Foi assim que descobri os busões pra Pampulha (e com Google Maps também).
      Esse foi o dia 1 gente, ainda tem mais de Ouro Preto...
       
       













    • Por andredegemeos
      Noite de terror em São Tomé das Letras!
      Eu comentei em um vídeo que STL estava diferente, mas não imaginei que estava “tão diferente“.
      Se estivesse na cidade de São Paulo ou do Rio de Janeiro eu acharia “normal” o que aconteceu...
      Mas em São Tomé das letras???
      O que vou descrever aqui vai parecer piada, contos de fada ou gnomo, talvez de bruxas, mas infelizmente é real.
      Na noite de ontem eu estava em São Tomé ainda e junto com a minha namorada resolvemos ir até a pirâmide curtir o céu, as estrelas e ver os raios no fim do horizonte de uma tempestade que se anunciava...
      Eram 20:00, mas tinham muitas pessoas, vários grupos ao redor da pirâmide, conversando, cantando e tocando violão. Nesse horário a única luz que tínhamos, eram as luzes das estrelas e de nossas lanternas do celular.
      Em cima do teto da pirâmide estávamos em 8 pessoas, separados em grupos de duas pessoas, cada grupo curtindo à sua maneira, ninguém se conhecia.
      Embaixo de nos tinha uma segunda parte da pirâmide que as pessoas costumam ficar sentadas para ver o pôr e nascer do sol e também ficar cantando.
      De repente eu me vi cercado por dois animais encapuzados um estava armado e quando se aproximou de mim eu pensei... “Serio? ” Isso está acontecendo aqui???
      Eu o olhei com cara de raiva e espanto não acreditando que aquilo estava acontecendo, quando ele encosta o que eu acho que era um cano de revolver na minha cabeça e começa a conversar comigo pedindo dinheiro e celular...
      Juro que tive uma diarreia mental e fui querer enfrentar o cidadão de bem.... Eu não acreditava que aquilo estava acontecendo. Aí minha namorada ficou desesperada por que o cara falou que ia atirar na minha cabeça e entregou o celular dela afirmando que não tínhamos dinheiro. Eu já comentei que tinha um segundo animal dando cobertura né? Quando o cara armado percebeu que estávamos rendidos... Ele foi nos outros três lados da pirâmide e rendeu todo mundo fez a limpa. Nesse momento nem o pessoal que estava no andar de baixo da pirâmide nem os grupos que estavam ao redor dela perceberam o que estava acontecendo...
      Uma vez que ele roubou todo mundo e obrigou que todos apagassem seus celulares para que não pudessem ser localizados.... Sim isso mesmo todos que por acaso tivessem um Iphone ele mesmo entrava em configurações e nos obrigava e liberar o celular da senha do icloud...
      Bom continuando, uma vez que ele rendeu as 8 pessoas que estavam no ponto mais alto da pirâmide ele pulou para o andar de baixo e rendeu mais um cara e duas meninas. Levou dinheiro e celulares e ainda deu uma coronhada em uma delas.
      Depois de render todos que estavam em cima da pirâmide pularam no chão e atacaram mais dois grupos que estavam ao redor da pirâmide cantando e conversando. Uma das pessoas foi agredida com um soco na boca do estomago.
      Ao finalizarem os dois grupos mais de 20 pessoas tinham sido roubadas e algumas agredidas fisicamente. Não satisfeitos ainda tentaram roubar um carro de duas pessoas que estavam no grupo de baixo.
      Bom resumindo o fim da história passamos todos na delegacia fazendo o Bo do que tinha acontecido e a informação que os policiais nos deram é que é impossível para eles darem segurança na pirâmide no período da noite, que quem estiver ali fica por conta e risco.
      Conversando com alguns moradores eles comentaram que com a chegada de “novas” drogas a violência aumentou e a cidade não é mais a mesma, alguns evitam ir na pirâmide até no horário diurno.
      Também ouvi na delegacia que no réveillon desse ano 35 pessoas foram assaltadas...
      Como comentei acima, se fosse em São Paulo ou no Rio eu já estaria acostumado, mas ser rendido em STL em um arrastão e vendo pessoas agredidas isso me deixou inconformado, assustado, ver várias pessoas, homens e mulheres com o coração na mão e minha namorada quase vomitando de nervoso não foi legal.
      Então amigos mochileiros faço esse relato na intenção de avisa-los que STL não é mais a mesma. Eu dessa vez perdi, foram- se os anéis e ficaram- se os dedos...
      Mas a frase “Bens materiais se conquista o importante é que você está bem e com vida”. Não me conforta.
      São Tome é um lugar lindo e que amo. Vivi muita coisa boa, lá conheci pessoas maravilhosas, mas por enquanto vou riscar esse lugar do mapa e pensar em outro lugar para levar as pessoas que gosto. E vou ficar observando se algo muda para melhor.
      Combinei com as pessoas que foram assaltadas de marca-las aqui, para que elas possam divulgar o acontecido também. O objetivo é um só de alerta-los, que cada vez mais perdemos lugares que considerávamos verdadeiros paraísos, mas que agora estão sendo tomados pela violência.
      Obs: No momento estou sem celular. Indo comprar outro...
    • Por Felipao86
      De passagem pelo Sul de Minas, aproveitamos para passar uma noite e um dia em São Thomé das Letras/MG
      Não encontramos nenhum passagem secreta pra Machu Picchu, nenhum alien ou OVNI (rs), mas um frio inacreditável, principalmente no sábado à noite, quando chegamos.
      Ficamos hospedados na Pousada da Toca (https://www.booking.com/hotel/br/pousada-da-toca.pt-br.html) R$126,00 por 1 diária com café da manhã.
      Nem dá pra avaliar direito porque só dormimos e tomamos um café da manhã (simples mas suficiente) no dia seguinte. Eles deixaram fazermos o check-out tarde (16:00) e isso foi bem bacana.
       
       
      Chegamos no sábado  a noite (03/09) , estava um frio inacreditável! Fomos jantar uma massa no O Alquimista (muito bom) e passamos em uma lojinha para comprar um moleton.
      No domingo pela manhã (04/09), após o café, demos uma volta pelo centrinho da cidade, que  é bem  bacana e está bem arrumado.
      Ao lado da Igreja Matriz tem uma lojinha que é uma recepção aos turistas. Lá pegamos um maquinha com as atrações da cidade e das cachoeiras ao redor. 
      Subimos para conhecer o Cruzeiro, a Pedra da Bruxa e a Pirâmide.
      Depois pegamos o carro fomos conhecendo algumas cachoeirinhas ao redor da cidade.
      Devido a época de seca, a vazão estava muito baixa em todas as cachoeiras.
      A estrada de terra que conecta a maioria das cachoeiras estava em bom estado. 
      Somente em uma pagamos para entrar (não lembro agora o nome, mas foi 5 reais por pessoa).
      No retorno almoçamos novamente no Alquimista (mas era outro, se não me engano tem 3 pelas cidades) e retornamos para casa.
       
      Impressão geral: foi uma passagem muito rápida, mas deu para avaliar algumas coisas;  a cidade atrai um público mais específico ao qual não faço parte. Vimos muitos jovens e poucas famílias.
      Os pontos turísticos estão mal cuidados e sujos. Todos os locais tinham latas de cervejas, bitucas de cigarro e cheiro pesado de urina ( na Pirâmide então, estava difícil de ficar). Mesmo problema nas cachoeiras.
      De positivo a comida saborosa, as entradas gratuitas para as cachoeiras.









    • Por Carlosfuca
      Marmelópolis é um município que está situado na Serra da Mantiqueira, sul das Minas Gerais. Fica bem próximo da região de Itajubá. Lá eu acampei no Camping e Pousada do Maeda, que, assim com toda a paisagem do local, é uma pessoa incrível, com vasta história no Montanhismo.
       
      Aqui vou relatar um pouco de como foi esses quatro dias de viagem, sempre me locomovendo de ônibus ou a pé, passando por lugares magníficos, vivenciando aventuras na mata atlântica, cachoeiras, picos e trilhas!
       
      Essa região por bem dizer era um sonho a ser realizado, na verdade a intenção foi sempre o Pico dos Marins (2420m), mas por uma questão de logística e de reconhecimento do local, preferi fazer o Pico do Marinzinho (2432m) e lá de cima poder avistar o Pico dos Marins bem ao lado. Sim, já o fitando pra uma futura caminhada...
       

       
      "O que vocês diriam dessa coisa
      Que não dá mais pé?
      O que vocês fariam pra sair desta maré?
      O que era sonho vira terra
      Quem vai ser o primeiro a me responder?
       
      Sair desta cidade ter a vida onde ela é
      Subir novas montanhas diamantes procurar
      No fim da estrada e da poeira
      Um rio com seus frutos me alimentar"
       
      Dia 1: Ônibus, esperas, ônibus, "Seu Maeda, vê se me escuta"...
       
      Antes de mais nada, vale frisar que a citação da letra 'Saídas e Bandeiras' foi entendido por mim não como uma reverência aos bandeirantes, mas ao contrario, pois ao invés de entrada é saída. Não tenho a intenção de fazer o mesmo que a história "oficial" diz, que fica a cultuar e honrar esses bandidos assassinos.
       
      Era um domingo de abril e embarquei as 07h00 sentido Itajubá, num ônibus da empresa Santa Cruz, que nesse horário tinha apenas o executivo. O custo foi de R$60,00. Esse busão deu um rolê considerável, fez umas três paradas, só vi a primeira que foi em Bragança Paulista. Nas outras paradas eu estava capotado no sono.
       
      Deu meio dia, e cheguei na rodoviária de Itajubá, de lá era a vez de embarcar num ônibus pra Marmelópolis. No site dizia que de domingo só teria as 17h30 pela empresa São José, sendo que nos outros dias tinha o das 15h30. Mas foi isso mesmo, tive que esperar até as 17h30, mas sem erro, faz parte. Era sinal que eu teria mais tempo pra almoçar, ler um livro e por que não tomar umas brejas? Assim o tempo passou rápido. Sei que as 19h00 eu estava no centro de Marmelópolis, foi hora de estender o mapa e seguir rumo ao Maeda, no breu, uma escuridão na estrada. Lá fui eu.
       
      Da igreja matriz, segui à direita passando pela pousada das flores. Com a lanterna do celular acessa, segui o caminho que começou com uma subida. O trajeto do centro de Marmelópolis até a pousada do Maeda tem em torno de 7km, estava um friozinho, mas logo tive que abandonar a blusa na mochila e secar o suor que escorria no rosto. O caminho que fiz vou deixar evidenciado na foto (27), quem tiver de carro tem placas indicativas desde o centro colocadas pelo seu Maeda. Na real, tudo que está sinalizado de pontos turísticos no Município foi ele quem fez, mostrando quem realmente promove o turismo na cidade.
       
      Deu vinte minutos de caminhada e um susto! Em meio ao escuro fiz o gesto de olhar pra cima. Fiquei 'espantado' com a quantidade de estrelas que avistei no céu. Tinha muita estrela, não chegava a iluminar a estrada de terra, mas com certeza não daria pra contar de jeito nenhum. Estrela demais, uma baita noite linda.
       
      As 20h20, cheguei na pousada do Maeda e me deparei com as luzes apagadas. Tinha apenas uma luz ao fundo acessa e por isso me fez chamar e gritar por uns 40 minutos e nada. "Boa noite!!!", "É o Carlos que vai acampar", "Olha o portão, boa noite", "Seu Maeda vê se me escuta"... Gritava e nada.
       
      Nesse momento eu percebi a bateria do celular acabando, desliguei por um momento e o escuro tomou conta, não dava pra ver nada. Eu já logo pensei, "Pronto, tô começando bem". Mas quando se está numa viagem, imprevistos podem acontecer e é necessário improvisar as vezes. Passei na pousada do Dijalma, que fica ao lado, mas parece que não tinha ninguém. O improviso foi a de montar a barraca por ali mesmo e dormir. Não dava pra acampar na frente do portão do Maeda, pois tinha muita formiga, que inclusive subiram nas minhas pernas e só fui perceber depois das dores. Então, para aproveitar o restante da bateria do celular, tirei as coisas da mochila e montei a barraca mais a frente... Foi aí que uma luz acendeu. Sim, era o seu Hideki Maeda no portão, "Esta hora, Carlos?"
       
      Dei risada e expliquei o horário do busão, que até então no nosso contato por telefone pensávamos que sairia as 15h30 e então eu chegaria mais cedo. Como foi anoitecendo, ele pensou que era algum tipo de trote. Uma pessoa ir sozinha, na caminhada, e num domingo, realmente não é muito comum. O importante é que deu tudo certo nesse dia, ainda jantei e pude ser muito bem recepcionado pelos Maeda.
       
      Quem diria que um vizinho pudesse ligar pro Maeda avisando que tinha gente gritando. Ufa, salvou!
       
      Dia 2: Pico do Marinzinho, bate-volta e autoguiado
       
      Acordei bem cedo, um friozinho ainda pairava dentro da barraca, que estava bastante úmida na parte interna. O café da manhã estava marcado pras 07:00 horas e foi enquanto eu me alimentava que o seu Maeda deu as últimas informações, contou algumas de suas histórias no montanhismo, e disse que seria uma subida tranquila. Me entregou um mapa e uma capa de chuva, item que eu havia esquecido de levar. Mostrei meu roteiro e os mapas que eu tinha em mãos e também alguns relatos sobre o Marinzinho e sua pousada. Ele leu tudo se mostrando bastante curioso ao que se tem disponível sobre sua pousada na internet.
       


       
      As 07h45, eu já estava com o pé na estrada, pronto pra um bate-volta 'Pico do Marinzinho x Camping Maeda'. A intenção era subir direto e na volta passar pela Pedra Montada.
       
      Em 35 minutos, cheguei na cerca que delimitava a reserva particular (RPPN Terra da Pedra Montada), e a partir desse ponto não se passa carro nem moto. A trilha continuou ainda bem larga, mostrando que ali fora uma estrada, estrada essa criada a mando de um prefeito jipeiro pra chegar até a Pedra Montada. Hoje em dia está em desuso e tem trechos bem erodidos, mas parece que tem um projeto de asfaltar essa parte no sentido de facilitar o turismo local.
       
      Por ora, quem alimenta a estrutura turística daquela região é o seu Maeda. E uma dica que dou: quem não tem muita experiência consegue fazer essa trilha. É só estar com a segurança básica, ter vontade e um certo condicionamento pra chegar no topo. De resto tá tudo muito bem sinalizado, sendo uma subida autoguiada. Tem trecho com cerca de arame farpado pra ninguém se perder, e as placas características e com o 'selo Maeda', estão por todo lado onde se é necessário informar a direção.
       
      Peguei um tempo excelente, e isso fez com que a minha caminhada passasse voando. Não tem nada de andança monótona, foi tudo sempre com um visual esplendido à minha direita e na esquerda, depois de um tempo, eu conseguia avistar o meu destino do dia.
       
      Depois que passei pelo trecho da Pedra Montada a trilha foi se fechando na mata, tudo estava bem demarcado, mas vira e mexe eu tinha que me agachar pra passar. Após menos de 2 horas cheguei no mirante São Pedro, quem tem 2135 metros de altitude. Ali fiz uma parada pra comer algo, beber água e recompor as energias. Dali pro Marinzinho faltava 1 hora, sendo que o estilo da trilha mudaria um pouco, seria mais rocha e tendo que fazer escalaminhada.
       
      A partir de então começou a ficar mais puxado, sorte que minha mochila tava leve, o que pesava mais eram os 4 litros de água que eu tava carregando. Com um clima agradável a caminhada ficava sussa, apenas tive que prestar bastante atenção em cada passo, assim diminuí o risco de qualquer tipo de acidente.
       
      No geral, o silêncio da mata imperava, quando os pássaros voavam, dava pra escutar o barulho das asas de muitos deles que passavam bem perto. Era uma segunda-feira e não encontrei um ser humano sequer na trilha, e nem quando eu estava já no topo do Marinzinho e admirando o Pico dos Marins, não vi ninguém subindo.
       
      Faltando pouco pra chegar no topo, o tempo fechou e todo o visual que eu tinha, nesse momento só via nuvens. Isso não atrapalhou minha navegação, pois as marcações eram constantes e também tinha cordas amarradas pra ajudar na escalaminhada em trechos mais difíceis.
       
      E foi por volta das 11h35 que estacionei no topo do Marinzinho. Todo o esforço compensado, o tempo abria aos poucos e formava uma paisagem impressionante. O cenário mudava tão rapidamente que ficava até difícil captar tudo. Depois de uns vinte minutos, a situação se estabilizou e por sorte minha com uma visão aberta pra diversas cidades, o Pico do Itaguaré, o Pico dos Marins e outras montanhas mais ao fundo. Show!
       
      Coloquei a blusa, pois ventava muito. Comi meu lanche e descansei um pouco. Lógico que tirei várias fotos, mas para além disso fiquei contemplando bastante a natureza para que eu pudesse carregar memórias assim como nas fotos...
       
      Pra descer foi tranquilo, tive um escorregão que me deixou mais atento e não baixar a guarda na segurança. Exigiu mais dos joelhos, mas foi de boa.
      Passei na Pedra Montada e foi onde vi o ponto de Água, que me pareceu ser o único da trilha. Lembrando que esse trecho da água também estava sinalizado.
       
      Percebi que o ideal é subir pra ver o pôr e o nascer do sol, mas seria necessário acampar lá em cima. Então, que fique pra uma próxima rs.
       
      Já na pousada do Maeda, caiu a ficha do rolê que eu fiz, fiquei bastante contente, tinha dado tudo certo até então, e parti direto pro banho. Deitei um pouco na barraca e as 19h00 era hora da janta.
       
      Pensa numa janta farta, comida bem diversa, uma mistura de mineira com chinesa e japonesa. Foi cobrado o valor de R$30,00, já com refrigerante incluso, salada e frutas. O valor do camping com café R$40,00; sem o café é R$30,00 a diária.
       
      Para informações sobre o Camping segue Contatos:
      https://pt-br.facebook.com/marmelopolispousadamaeda/
       
      http://pousadaecampingmaedasuldeminas.blogspot.com.br/
       
      Os dias 3 e 4 da viagem deixarei pra próxima postagem. Aguardem...
      Até mais!
       
      Fotos:
       
























    • Por Carlosfuca
      Se o ancestral João Antão conseguiu ver a imagem de São Thomé, lá fui eu ver a São Thomé das Letras em Minas Gerais também. Cidade de beleza inigualável, de energias contundentes, de atmosfera reluzente, do turismo e das pedras.
       
      Dentre tantas belezas, guardei um dia da minha rápida estadia pra ir à Cachoeira Shangri-lá. Após uma conversa com o Delei, que é dono do camping onde fiquei, citei o meu interesse de ir a essa cachoeira e por coincidência ele tinha ido uma semana antes, porém ele não sabia passar as coordenadas exatas, pois ele fez vários rolês no dia e tava com um guia. Perguntei sobre o guia e ele indicou um. Eu tinha algumas informações e tava disposto a ir a pé, mas depois decidi contratar o guia, que cobrou R$110,00.
       
      Vou relatar aqui trechos dos caminhos que guardei, mas aviso que pra ir na caminhada é uma pernada boa. Então a melhor opção é chamar um guia. Mas também não é nada impossível, é em média 19km de caminhada só pra ir. Eu fui por um caminho e voltei por outro e pra quem tá sem condições e quer ir á pé ou já tá de carro dá pra ir sim.
       
      Uma dica é pegar uma carona sentido três corações e descer depois do 5km da estrada, onde tem uma placa indicando o caminho pra "Pousada Shangrila", https://goo.gl/maps/eaq1jWQSPh12 >>>lembre-se tá entre o km 5 e 6 indo sentido três corações.>>> O outro caminho para a cachoeira é depois do Km11, o primeiro trevo à direita depois da placa de 11km. https://goo.gl/maps/nAmMz3Ajk9n
       
      Tem a opção de pegar um ônibus de STL a Três Corações e descer na entrada, deve sair R$10,00.
       

       
      Link de uma mapa na net (não é meu): https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=8866447
       
      A ida.
      Combinei com o guia as 07h30 na rodoviária de São Thomé e fomos de moto. Duas rodas na estrada e neblina. Ainda no topo dissemos, "vamos pra neblina", pois conforme perdemos altitude adentramos nas 'nuvens'. O caminho iniciado por ele foi o depois do km5, onde tem como referência a placa indicando "Pousada Shangri la". A partir daí foi estrada de terra, que estava precária, pois havia chovido dias antes, Foi coisa de 10 minutos e começou a ficar muito escorregadio e quase impossível de manter a moto em pé, Marcelo parou, olhou e disse, "puts, o pneu furou".
       
      Pensando no que fazer, ele voltou pra STL pra ver se conseguia arrumar a moto ou pegar uma emprestada. O tempo tava muito agradável, o lugar é de uma tranquilidade imensa, resolvi ir caminhando, SEMPRE PELA PRINCIPAL, e ele iria me resgatar tempos depois.
       
      Acabou que caminhei mais de uma hora achando que já tava perto, mas depois descobri que faltava muito ainda. A primeira bifurcação veio rápido, mas nessa lógica de seguir a principal, ficou fácil seguir pela esquerda. (Na foto 4 tem a vista de quem ta voltando e uma seta no canto inferior esquerdo da foto indicando a ida pra direita.)
       
      Segui por mais alguns minutos, sempre vislumbrando a natureza ao redor, aquele ar mágico, passando por fazendas e assim logo avistei uma placa dizendo "Boa Vista" (seta pra direita) e "Shangri lá" (seta subindo), então reafirmou que eu estava no caminho certo. Mais uns 15 minutos e veio uma bifurcação a direita. Na foto 6 se vê a placa indicando São Thome a 5km, essa placa tá na direção de quem volta, então só enxergará depois que fizer a curva pra direita, que é obvia também.
       
      Continuei seguindo e seguindo a pé até sair numa igrejinha cor (bege/rosa?), vista na foto 7. Nessa igreja é só seguir reto de novo. Depois dela, vieram duas bifurcações e fui reto à esquerda nas duas. Na primeira pode escolher os dois caminhos o da direita indica "Fazenda São Francisco", mas só se vê também pra quem volta, eu fui direto mesmo, e na outra esperei o guia, pois estava com duvidas.
       
      Veio outro moço de carro e seguimos, ainda tinha coisa pra caramba e a estrada sempre esburacada e cheia de barro. Ele seguiu por mais 20 minutos de carro e chegou uma hora que virou à direita obrigatório, e já saiu numa guarita do Exercito, paramos pra dar o nome e a partir de então a área era deles e a estrada estava bem melhor. Notei que todo esse tempo as placas pra Shangri-lá sumiram, aparece algumas pra "Fazenda São Francisco" e pode ser a mesma coisa, pois essa cachoeira se encontra dentro da fazenda.
       
      Demoramos mais 15 minutos da guarita do exército até a cachoeira
       

       

       

       

       

       

       

       
      Ao chegar na cachoeira, que é uma união de várias corredeiras formando poços, meu olhos brilharam ao presenciar tanta beleza, o formato das rochas me deixou bem espantado, parte delas dialogando com as arvores e matas e outra com as águas.
       

       

       
      Escolhi dois poços que considerei mais seguros e tomei meu banho e dei uns mergulhos, parei pra admirar a paisagem e fui ver as escritas rupestres que fica numa pedra já quase no topo da corredeira.
       
      Vale dizer sobre a preservação do local que deve partir de nós visitantes e visar o menor impacto possível. Apesar de eu ter ouvido relatos de que as pedreiras estão explorando de forma desenfreada, não devemos cair nessa da degradação do lugar.
       
      Outras coisa é com relação a segurança. As pedras são escorregadias muito cuidado, não confie totalmente e não tenha pressa pra se locomover por lá. Escolha bem os lugares pra nadar, principalmente se for em época de chuva!
       

       

       

       

       

       

       

       

       
      Pra voltar fizemos outro caminho que foi bem mais fácil, vamos se dizer que do ponto da guarita do exercito demorou 20 minutos até a estrada que vai pra STL e seguindo praticamente pela principal rodeada de plantação de milho e café. Saímos no trevo "Km11" e da estrada foi tocar o carro pra STL novamente. Totalmente satisfeito com o rolê e com a natureza de São Thomé das Letras!!!
       
      Péde Natureza, é nois!
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