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Helen Pusch

Itália no verão - Roma, Costa Amalfitana e Sicília - com muita praia!

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Oi, gente!

 

Vim contar como foi a viagem que eu e meu marido fizemos em julho de 2017 pela Itália.

Foi nossa segunda viagem para lá, pois somos apaixonados por esse pedaço do mundo. A história, as paisagens, a gastronomia, tanta coisa nos encanta, e até aprendi a falar italiano razoavelmente (complica quando eles falam entre eles, com velocidade "metralhadora", aí é a mesma coisa que grego hahaha).

Na primeira vez (em 2014), fomos durante o inverno e conhecemos as cidades mais turísticas: Roma, Florença, Milão e Veneza, passando por algumas menores no caminho. Optamos por não colocar no roteiro dessa viagem nenhum local que tivesse praia, pois sabíamos que muita coisa estaria fechada e não aproveitaríamos direito, mas desde aquela época ficamos com a intenção de fazer um roteiro durante o verão. Contei como foi essa viagem neste relato aqui: 

 

Então, desta vez conseguimos três semanas para ficar por lá, mesclamos atrações turísticas com muita praia, separamos os primeiros dias para rever Roma e fazer uns programas que da primeira vez não fizemos, e acabou ficando assim:

 

ROTEIRO:

 

1º dia - Roma  - chegamos no final da tarde, mas ainda deu tempo de passear e rever algumas coisas;

2º dia - Roma - Parque Savello, Terme di Caracalla, Via dei Fori Imperiali e visita noturna ao Coliseu;

3º dia - Roma - bairro de Trastevere, visita guiada pela necrópole do Vaticano, Basílica de São Pedro, janta no Mercato Centrale;

4º dia - Nápoles - fomos cedinho, de trem. Visitamos Quartieri Spagnoli, Piazza Plebiscito e Castel dell Uovo. E claro, jantamos a pizza do Da Michele;

5º dia - Pompeia / Sorrento - saímos cedo de Nápoles, passamos o dia visitando o sítio arqueológico de Pompeia, e após, fomos para Sorrento;

6º dia - Sorrento - Bagni della Regina Giovanna e praia de Sorrento;

7º dia - Sorrento / Capri - bate-volta à Capri;

8º dia - Minori / Ravello - fomos de Sorrento para nossa hospedagem em Minori e aproveitamos umas horas de praia lá. Mais tarde, fomos conhecer Ravello;

9º dia - Minori - dia de muita praia, primeiramente em Castiglione e depois em Atrani, e conhecemos também Amalfi.

10º dia - Minori - pegamos umas horas de praia em Atrani e depois fomos conhecer Positano;

11º dia - Trem noturno - fizemos check-out do hotel e passamos o dia na praia de Minori. Final de tarde pegamos um ônibus para Salerno, depois um trem para Nápoles e de lá, um trem noturno rumo a Taormina;

12º dia - Taormina - chegamos cedo. Passamos boa parte do dia na praia de Isola Bella, e à noite passeamos pela cidade;

13º dia - Taormina - ficamos à toa na praia em Giardini Naxos. Mais à tardinha, visitamos Castelmola;

14º dia - Taormina - um dia à toa, com algumas horas na praia de Isola Bella;

15º dia - Taormina - mais alguns pontos turísticos de Taormina, como o Teatro Grego. Tarde de praia, novamente em Isola Bella;

16º dia - Agrigento / Trapani - Ônibus cedo até o aeroporto de Catânia, onde retiramos um carro alugado e rumamos até Agrigento, para conhecer o Vale dos Templos. Seguimos para Trapani, onde pernoitamos;

17º dia - Trapani - praia de San Giuliano, e mais tarde, fomos conhecer Erice;

18º dia - Trapani / Favignana - bate-volta à ilha de Favignana;

19º dia - Trapani / San Vito lo Capo - bate-volta a San Vito Lo Capo;

20º dia - Palermo - novamente fomos a San Vito Lo Capo, mas dessa vez fizemos um passeio de barco por Scopello e pela Riserva dello Zingaro. Entregamos o carro no aeroporto de Palermo e nos hospedamos nessa cidade;

21º dia - Palermo - Aproveitamos umas horas na praia de Mondello e, após, visitamos alguns pontos turísticos de Palermo, entre eles o Palácio dos Normandos.

22º dia - Palermo / Cefalù - bate-volta a Cefalù;

23º dia - Palermo / Roma - manhã na praia de Mondello. Pegamos um voo para Roma e pernoitamos ao lado do aeroporto. Cedinho do dia seguinte pegamos nossos voos e fim de viagem.

 

Vou procurar fazer o relato de maneira mais sucinta e objetiva, pois nem todo mundo tem paciência de ler textão hahaha, mas quem tiver interesse em saber tim-tim por tim-tim como foi, está tudo relatado no meu blog: https://recordacoesdeviagens.wordpress.com/2017/08/27/roteiro-de-viagem-pela-italia/

 

E segue aqui o vídeo da viagem, pra dar uma ideia dos lugares lindos que a gente conheceu. :P

 

 

Volto no próximo post para contar mais. Abraços!

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Continuando...

Hospedagens:

Roma: Merulana Rome City B&B - €129,60 por três diárias (+€3,50/pessoa/dia de imposto municipal turístico). Reservado pelo Booking. Quarto com duas camas de solteiro. Café da manhã incluído, servido no quarto, simples e gostoso. O banheiro é compartilhado entre três quartos, não tivemos problemas. Ar condicionado, wi-fi e cozinha disponível para uso. O quarto é simples e a mobília também, mas suficiente e limpo. Bem localizado, próximo do Termini e a 10 minutos de caminhada do Coliseu. Fomos atendidos pelo Stefano e pelo Francesco, ambos super simpáticos e gentis.

Nápoles: Hotel Cineholiday - €39,60 por uma diária (+€2,50/pessoa/dia de imposto municipal turístico). Reservado pelo Booking. Quarto com duas camas de solteiro, banheiro, ar condicionado. O café da manhã não estava incluído na nossa tarifa, mas eles oferecem essa opção. O ponto forte é sua localização, junto à estação de trens e metrô, excelente para quem vai ficar pouco tempo na cidade e pretende pegar um trem cedo para Pompeia, como era o nosso caso.  

Sorrento: Sorrento Apartments - €192,00 por três diárias (+€1,50/pessoa/dia de imposto municipal turístico). Reservado pelo Booking. Quarto (estilo quitinete) com uma cama de casal, banheiro, ar condicionado, mini-cozinha e wi-fi. Pequeno mas bem equipado, bem limpo e com ótimo atendimento. Muito bem localizado, próximo ao elevador que leva à praia e ao píer, a uns 10 minutos da estação de trens. 

Minori: Hotel Europa - €154,00 por três diárias (+€1,00/pessoa/dia de imposto municipal turístico). Reservado pelo Booking. Tínhamos lido avaliações bem, digamos, polêmicas sobre esse hotel. Diversas pessoas reclamavam que as proprietárias eram grosseiras, falavam gritando e brigavam entre si na frente dos hóspedes. Acabamos pegando esse hotel porque era muito mais barato em comparação a outros que também tinham boa localização (outras opções econômicas ficavam a quilômetros das praias, enquanto esse, a 3 minutos a pé!). Pensamos “vamos lá, vamos aguentar no osso essas senhoras nos xingando, em nome da economia” hahaha. Mas tudo correu bem, tratamos elas com educação e elas nos trataram da mesma forma. É verdade que elas brigam na frente dos hóspedes, durante o café da manhã inclusive… mas é só não se envolver que tudo fica bem :P . Uma delas fala alto, parece que está xingando as pessoas, mas o jeito dela é assim. Por outro lado, vi alguns hóspedes fazendo umas perguntas sem noção e aí o bicho pegou pro lado deles!

Taormina: Apartamento “Sea See new design -Taormina center” - € 220 por quatro diárias (+€1/pessoa/dia de imposto municipal turístico). Reservado pelo Airbnb. A dois minutos de caminhada do terminal de ônibus de Taormina, outros dois minutos do teleférico que leva à praia e a cinco minutos da Porta Messina, entrada da rua principal da cidade. Apartamento pequeno mas funcional, pequena cozinha onde pudemos preparar nossas refeições. A sacada é a melhor coisa do apartamento, qualquer refeição, fosse café da manhã, janta ou um simples cafezinho preto, fazíamos ali. Chuveiro bom, wi-fi também. O check-in foi feito no Hostel Taormina, e assim tivemos um lugar para deixar nossas bagagens até o horário de poder entrar no apartamento. O único ponto que poderia melhorar é a limpeza, todas as louças e utensílios de cozinha tiveram que ser lavados antes do uso.

Trapani:  Ângelo Apartments - €182,00 por quatro diárias (+€1,00/pessoa/dia de imposto municipal turístico). Reservado pelo Booking. Quarto (estilo quitinete) com uma cama de casal, banheiro, ar condicionado, mini-cozinha e wi-fi. Quarto espaçoso, limpo e o proprietário é muito atencioso e gentil. A cozinha é realmente mini, cozinhar ali requer um certo malabarismo, mas é funcional. A dez minutos do estacionamento público da Piazza Vittorio Emanuele, a cinco minutos do porto de onde saem os ferrys para as ilhas Égadi, na esquina da Corso Vittorio Emanuele (rua cheia de bares e restaurantes). Café da manhã incluso - bem simples: um café e um croissant.

Palermo: La Maison Bleue - €120,00 por três diárias. Reservado pelo Booking. Nunca ficamos em um apartamento alugado pelo Booking ou Airbnb em que o proprietário tenha sido tão cuidadoso conosco! Todos os detalhes foram pensados para nos sentirmos em casa! Ele deixou diversas coisas para tomarmos café da manhã (cafés, leite, sucos, biscoitos, croissants, manteiga, geleias) e aqueles itens essenciais para cozinhar e que muitas vezes temos que comprar uma embalagem para usar só um pouquinho: sal, azeite, açúcar, vinagre, etc. Além disso, ele ficou disponível pelo Whatsapp para qualquer coisa e foi muito gentil em nos permitir fazer o check-out mais tarde, já que ele não tinha reservas para o mesmo dia. O wi-fi funcionou perfeitamente bem. O apê tem ar-condicionado e é amplo. Fica a um pulo da estação de trens, ou seja, colado ao ônibus do/para o aeroporto e com várias linhas de transporte público para vários pontos da cidade.

 

Observações:

  1. Hospedagem na Costa Amalfitana foi coisa bem complicada de se achar a preços decentes. Dividimos a estadia nesta região para facilitar os deslocamentos, pois a estrada entre as praias é extremamente estreita e sinuosa e qualquer deslocamento toma bastante tempo, então montar base perto dos lugares que se quer conhecer é uma boa estratégia. 
  2. Ainda sobre a Costa Amalfitana: muitas hospedagens mais em conta que aparecem no Booking são em pequenas cidades distantes da praia, é bom tomar cuidado com esse detalhe a não ser que haja disposição para dispender bastante tempo nos deslocamentos. As opções mais econômicas à beira da praia geralmente ficam fora das cidades mais famosas (Amalfi e Positano). Em Sorrento ficamos em um quitinete com cozinha, o que nos fez economizar em várias refeições. Em Minori, não tínhamos cozinha disponível, mas havia café da manhã e, por ser uma praia menos badalada, encontramos restaurantes a preços razoáveis para comer.
  3. Em Taormina também foi complicado de achar algo não tão caro. Apostamos nesse apê do Airbnb, que estava um tanto quanto estranho por não ter avaliações recentes e demos sorte, pois ele era muito bom. Esse apartamento é administrado pelos mesmo proprietários do Hostel Taormina, onde passamos para fazer o check-in e nos pareceu ser bem legal e boa opção para quem vai sozinho.
  4. Trapani não é uma das cidades turísticas mais famosas da Sicília, mas tem uma localização excelente para fazer vários bate-voltas na região e acabou sendo uma estadia super agradável justamente por não estar tão cheia de turistas. 
  5. Enfim, foi toda aquela função de avaliar custo x benefício, considerando localização das hospedagens, distância dos pontos turísticos, se tinha cozinha ou pelo menos café da manhã... Nem sempre o que é mais barato é de fato mais econômico, uns euros a mais para ter onde preparar as refeições ou para não ter que pegar um ônibus até a praia pode valer muito mais a pena, ainda mais para duas pessoas.

 



 

 

 

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Época:

Julho e agosto são, obviamente, o auge do verão por lá, mas são também os meses de férias dos europeus e há muito turismo interno além dos estrangeiros. O que quero dizer com isso é que tudo é muito cheio (muuuito cheio, mesmo) e inclusive os preços aumentam em função dessa alta demanda.

Viajamos em julho porque é quando conseguimos tirar férias, mas recomendo a quem tenha mais flexibilidade que vá em outros meses. 

Quem estiver a fim de curtir praia, como nós, deve procurar os meses do verão, pois a água lá é bem fria e fora do período junho-setembro o banho de mar fica praticamente inviável. No inverno, muita coisa fecha e os horários de transporte público reduzem bastante, duas questões bem importantes de serem avaliadas por quem pretende ir para lá nessa estação.

 

Transportes:

Compramos com antecedência os trechos Roma a Nápoles e o trem noturno de Nápoles a Taormina, no site da Trenitália. Os preços promocionais aparecem entre 90 e 120 dias antes da data da viagem, então faltando quatro meses para o trecho que a gente queria, começávamos a cuidar o site, duas ou três vezes por semana, até a passagem estar disponível. Pagamos €24,90/cada no trecho Roma-Nápoles (no trem mais rápido, pouco mais de uma hora de viagem; existem outras opções mais baratas em trens que levam mais de duas horas) e €67,40/cada no trajeto Nápoles-Taormina em uma cabine privativa para duas pessoas (também existem opções mais baratas, como cabines para mais pessoas e até mesmo assentos). Deixar para comprar mais perto da data dá mais flexibilidade, mas também encarece o bilhete.

Para os deslocamentos de trens menores, as passagens foram compradas na hora, pois não há diferença de preço em comprar com antecedência e a possibilidade de não conseguir lugar no trem é quase nula, pois vai um monte de gente em pé. Os deslocamentos Nápoles-Pompeia e Pompeia-Sorrento são operados pela EAV (antiga Circumvesuviana) e os horários podem ser consultados aqui: http://www.eavsrl.it/web/sites/default/files/eavferro/Napoli Sorrento.pdf (apenas para referência, pois eles não são nada pontuais). O trecho Salerno-Nápoles é operado pela Trenitália.

Na Costa Amalfitana, fizemos todos os deslocamentos entre as praias de ônibus, na maior parte do tempo funcionaram bem e com pontualidade. Horários aqui: http://www.positano.com/en/bus-schedule. Notem que existe uma linha que vai de Sorrento a Amalfi e outra que vai de Amalfi até Salerno, não é possível ir, por exemplo, de Sorrento a Minori sem trocar de ônibus. Para quem pensa em alugar carro, eu desaconselho fortemente, principalmente na alta temporada. A estrada é estreitíssima, sinuosa e à beira do penhasco. Não raro os motoristas dos carros precisam voltar de ré e manobrando nas curvas porque no sentido contrário está vindo um ônibus. Estacionar, então, é o próprio inferno. O "acostamento" (entre aspas, pois é tão estreito que não chega a ser um acostamento) está sempre abarrotado de carros, e as pessoas ficam rodando bastante tempo até achar uma vaga. Para completar, a maioria dos carros tem as laterais riscadas e não tem espelho retrovisor. Chega a ser engraçado. Acho que os moradores compram um carro, logo em seguida perdem o espelho e nunca mais se preocupam em repor, porque sabem que será arrancado de  novo. 

Na Sicília, fizemos boa parte dos deslocamentos com transporte público. As empresas variam conforme a região, esse post aqui fala quais empresas operam em quais rotas: http://descobrindoasicilia.com/2014/06/sicilia-de-onibus-principais-linhas-interurbanas/ (fazendo um parênteses, esse site é ex-ce-len-te e foi fundamental na parte do planejamento da Sicília). Somente em uma parte da viagem, desde Catânia, passando por Agrigento, Trapani e indo para Palermo, as opções de transporte público eram tão ruins, mas tão ruins (poucos horários, baldeações etc), que alugamos um carro. Acabou ficando pouca coisa mais caro do que somando todos os trechos de trens e ônibus para nós dois (recomendo colocar na ponta do lápis deslocamentos a serem feitos versus número de pessoas). A dica que deixo é reservar o carro com antecedência. Quando comecei a pesquisar, achei opções de aluguel pegando o carro em Catânia (em Taormina encarecia muito) e devolvendo em Palermo, sem cobrança de taxa por entregar em local diferente da retirada. Fui deixando para depois, e quando finalmente fui reservar, só achei opções com cobrança dessa maldita taxa, foi um gasto desnecessário de 60 euros . Ah, pegamos o carro pela Italy Car Rent, através da Rentalcars.

 

Praias:

Não esperem praias como a gente está acostumado aqui no Brasil.

A água é sempre fria e muitas das praias são de pedrinhas e não de areia. É necessário comprar um daqueles tênis próprios para entrar no mar ou papetes, pois as pedrinhas machucam os pés. Deitar para tomar sol nas pedras também requer pelo menos uma toalha mais grossa, nem pensar em colocar somente uma canga (a gente usava aquela toalha compacta da marca Kingcham que vende na Decathlon - todo mundo por lá usa a mesma e só varia a cor hehe - com a canga por cima, ficava ok).

Outro lance interessante é que muitos dos espaços das praias são ocupados pelos chamados lidos. É como um clube de praia, com espreguiçadeiras, guarda-sóis, bar, banheiros, chuveiros e alguns até com wi-fi, em um espaço reservado somente às pessoas que pagam por esse serviço (os preços variam de € 12 a € 25 para o casal). Mas geralmente há um espaço que é a parte pública (pelo menos todas as que fomos tinham).

 

Passeios reservados com antecedência:

Reservamos com antecedência somente dois passeios:

  • Visita noturna ao Coliseu - é uma visita exclusivamente guiada e nem sempre está ocorrendo (em 2014 não tinha). Compramos no site http://www.coopculture.it/events.cfm?id=177, custou €20 por pessoa.
  • Tour da Necrópole do Vaticano - também exclusivamente guiado e em grupos de até 12 pessoas. É preciso enviar um e-mail para [email protected] com as informações que constam neste link: http://www.scavi.va/content/scavi/en/prenotazione.html. Eles respondem dizendo qual dia, horário e idioma eles podem te encaixar e, caso a pessoa concorde, faz o pagamento e depois recebe a confirmação. Custou €13 por pessoa.

De resto, mesmo nos locais mais turísticos que queríamos visitar, como Pompeia e o Vale dos Templos de Agrigento, foi muito tranquilo de comprar ingresso na hora.
 

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Roma


1º dia


Chegamos em Roma após as quatro da tarde. Saindo do portão de desembarque, há várias empresas que fazem o transporte até a Estação Termini, no centro da cidade, não é necessário reservar com antecedência. Escolhemos a empresa que tinha o próximo ônibus saindo, a Schiaffini, e em cerca de 50-60 minutos chegamos ao Termini.

Até o nosso B&B fomos caminhando, uns 10 a 15 minutos. Fizemos checkin, largamos nossas coisas e saímos para a rua. Pegamos o metrô (compramos tíquetes na máquina de auto-atendimento) e descemos na estação Barberini.

Passeamos pela Fontana di Trevi, Coluna de Marco Aurélio e Templo de Adriano. Passamos pelo Panteão, que já estava fechado, e seguimos até a Piazza Navona. 

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Fontana di Trevi.

 

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Coluna de Marco Aurélio.

 

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Templo de Adriano.

 

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Panteão.

 

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Piazza Navona.

 

Não programamos nada para esse dia pois era o dia da chegada, o voo pode atrasar e etc, então foi um passeio bem descompromissado, caminhando por onde dava na telha.
Quando cansamos, pegamos um ônibus para voltar ao B&B. As paradas de ônibus tem placas descrevendo o trajeto de cada linha, então foi bem fácil de identificar qual ônibus tínhamos que pegar. Outro detalhe importante é que não é possível pagar a passagem dentro do ônibus, é necessário comprar o tíquete em um tabacchi (tabacarias, identificadas por placas em azul com uma letra T em branco), estão espalhados pela cidade. Ao embarcar, é preciso convalidar o tíquete, inserindo-o em uma maquininha que carimba o dia e a hora em que ele está sendo usado.

Chegamos de volta ao B&B quase dez da noite, e a recém estava terminando de anoitecer. Isso é uma coisa boa desta época, apesar do calorão, os dias são muito longos.
Bem ali em frente havia um restaurante com menu fixo, comida decente. O cansaço era tão grande após os voos desde o Brasil que mal conseguimos jantar.

 

2º dia


Levantamos cedo e pegamos o metrô até a estação Piramide, só passamos para ver a Pirâmide de Caio Cestio e a Porta San Paolo e seguimos caminhando até o Parque Savello, no alto do Aventino, uma das sete colinas de Roma.

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Pirâmide de Caio Cestio e a Porta San Paolo.

 

A vista da cidade que se tem de lá é linda, e além disso é lá que está o Buco della Serratura: um portão que, quando espiamos pela sua fechadura, vemos um caminho tomado de arbustos e lá ao longe, como que emoldurada, a cúpula da Basílica de São Pedro. Havia uma pequena fila para espiar pelo buraco da fechadura hehe, mas é bem bonito e curioso.

Andamos até o Circo Massimo e seguimos até as Termas de Caracalla, onde entramos para fazer a visitação. Lindo lugar!

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Termas de Caracalla.

 

Passamos em frente ao Coliseu, seguimos pela Via dei Fori Imperiali e entramos nas ruas atrás do Foro de Augusto, procurando um lugar para almoçar. Comemos uma pizza e uma massa maravilhosas no restaurante Wanted.

Fomos até a igreja de San Pietro in Vincoli, que tem a maravilhosa estátua do Moisés de Michelângelo Voltamos para a região dos Foros Imperiais, que é um museu a céu aberto e uma atração gratuita simplesmente fantástica.

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Moisés de Michelângelo, na San Pietro in Vincoli.

 

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Foro de Augusto.

 

Voltamos ao B&B para dar uma descansada (do calor, inclusive), e mais tarde fomos até o Coliseu (fomos caminhando, do B&B até lá leva cerca de 10 minutos) para fazer a visita noturna.
Essa visita chama-se La Luna Sul Colosseo (= a lua sobre o Coliseu) e funciona em um horário em que o Coliseu está fechado para visitas normais. Isso significa que a quantidade de gente lá dentro é absurdamente menor, além da visita ser guiada e o guia contar um monte de histórias, fatos e mitos sobre o lugar. A visita iniciou ainda com dia claro na arena, depois desceu para as galerias subterrâneas, e quando saímos de volta lá na parte de cima, tinha anoitecido e a lua cheia estava brilhando sobre o Coliseu. Foi mágico e indescritivelmente lindo!

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Jantamos em um restaurante das redondezas e voltamos a pé pro B&B.

 

3º dia


Pegamos um tram até o bairro de Trastevere. Bairro super bonitinho, ruas estreitas e prédios com sacadas cheias de flores, uma graça para passear.

Entramos na Basílica di Santa Maria in Trastevere e depois subimos até a Fontana dell’Acqua Paola.

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Basílica di Santa Maria in Trastevere.

 

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Fontana dell’Acqua Paola.

 

Dali fomos a pé até o Vaticano, uma caminhada não tão curta mas em um caminho bem arborizado e com bastante sombra. No caminho, passamos pelo Belvedere Niccolò Scatoli, ou Terrazza del Gianicolo. Linda vista da cidade!

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Belvedere Niccolò Scatoli.

 

Chegamos no Vaticano com uma boa antecedência para o nosso Tour da Necrópole, que estava marcado para as 14:30. Então tivemos tempo para almoçar com calma, passear pela Praça São Pedro, sentar para descansar…

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Passamos por um detector de metais antes da visita e as recomendações são as mesmas de acesso à Basílica: joelhos e ombros cobertos, não portar mochilas ou volumes grandes, nada de decotes etc. Além disso, não é permitido tirar fotos.

Nosso tour foi em português e guiado por uma brasileira. A área da Necrópole tem o ar pesado, úmido, abafado e o cheiro não é dos mais agradáveis. Logo no início uma mulher do nosso grupo se sentiu mal e pediu para voltar. 

Não existe melhor maneira de descrever o local do que dizendo que é incrível. O chão é de terra, as paredes de tijolos, o teto é baixo. Há sarcófagos de mármore e mausoléus decorados com mosaicos e pinturas. A guia vai contando como eram os costumes da época, o significado de símbolos que aparecem nas inscrições e muito da história do catolicismo. É repleta de fatos históricos e a religião é contada do ponto de vista de como se desenvolveu. Em resumo, a visita encanta pessoas que tenham interesse tanto na religião quanto na história. 
A visita termina dentro da Basílica, evitando assim a gigantesca fila que se formava na Praça. Passeamos pelo seu interior para rever sua decoração maravilhosa.


Pegamos o metrô até a Piazza di Spagna, na esperança de ver suas escadarias floridas, mas estava tudo seco. Passeamos até a Piazza del Popolo e pegamos um metrô de volta ao B&B.

À noite, fomos jantar no Mercato Centrale. É um espaço relativamente recente que funciona dentro da Estação Termini, com diversos restaurantes em um amplo espaço comum, vendendo diferentes tipos de alimentos e bebidas. Petiscamos algumas porçõezinhas de coisas diferentes, tipo arancini, carciofi alla romana (alcachofras temperadas com azeite e ervas), sanduíche com beringela à parmigiana e spaghetti al nero di seppia com vôngoles, tudo acompanhado por alguns Aperol Spritz. ;)

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Mercato Centrale.

 

Gastos básicos:

  • ônibus do aeroporto até Termini: 5,90
  • tíquetes de transporte público (metrô, ônibus ou trams): €1,50
  • refeições: as refeições completas ficaram na faixa de preço de 9,00 a 12,00 por pessoa
  • pizza a taglio: opção econômica para um lanche, em média custam €4,00
  • ingresso nas Termas de Caracalla: 8,00
  • ceva no supermercado: pack com 3 long necks de Birra Moretti por +- €2,50
  • ceva nos bares e restaurantes: entre €3,00 e 4,00 a long neck, €6,00 a 7,00 a garrafa
  • sorvete (comam muitos, são magníficos :P ): fica na faixa de €2,50 a 3,50
  • porções no Mercato Centrale: ao redor de €5,00 cada (comemos super bem e com dois Aperol Spritz gastamos €31,00)
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Nápoles e Pompeia

4º dia


O trem vindo de Roma chegou em Nápoles pelas dez da manhã. Nossa hospedagem era bem pertinho, deixamos as bagagens lá e saímos para passear.

Fomos de metrô até a Estação Toledo, que tem uma decoração interna bem bonita e interessante. 

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Estação de metrô Toledo.


Saindo, já estamos no Quartieri Spagnoli, bairro com aquelas ruas estreitas e sacadas com varais cheios de roupas - aquela imagem bem característica de Nápoles.

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Quartieri Spagnoli.

 

Passamos pelo Teatro San Carlos e pela Piazza Plebiscito, onde ficam o Palácio Real e a Basílica Real. Seguimos até a beira-mar.

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Piazza Plebiscito.

 

A visão do Golfo de Nápoles é muito bonita, mas o Vesúvio estava com uma fumaceira estranha e ficamos um pouco apreensivos achando que ele entraria em erupção justo naquele dia hehehe (somente à noite, procurando informações sobre se essa fumaça era uma atividade normal, descobri que se tratavam de incêndios nas suas encostas).

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Vesúvio e a fumaceira estranha...

 

Também achamos muito curioso ver as pessoas curtindo “praia”, porém por cima das pedras.

Almoçamos um menu fixo super bem servido e fomos visitar o Castel Dell’ovo. Conta a lenda que esse castelo protege um ovo que, se um dia for quebrado, causará uma catástrofe na cidade :D . A construção do castelo é bonita e de lá temos belas vistas dos arredores.

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Entrada do Castel Dell’ovo.


Passamos ainda em frente ao Castelo Nuovo e pegamos o metrô para retornar ao hostel. 


Mais tarde, saímos para comer na famosa Antica Pizzeria Da Michele (fomos a pé do hostel, uns 10 minutos de caminhada). Muita gente aglomerada em frente, aguardando lugares. Esperamos por uns 45 minutos, enquanto isso tomamos uma ceva em um bar em frente.

O lugar é super simples e as mesas são compartilhadas a fim de se aproveitar todos os assentos disponíveis. Os sabores são somente margherita ou marinara, e as bebidas são servidas em copos de plástico. Mas a pizza… meo deos! Que delíciaaa! Valeu a espera e, se um dia eu voltar a Nápoles, como lá de novo sem dúvida!

A região ao redor da Pizzeria e do hostel não é das mais bonitas, um pouco suja e um pouco degradada, mas não achamos perigoso e não vimos nada de anormal.

Li muitas opiniões sobre Nápoles que se dividiam entre o “amo” ou “odeio”. Para nós não foi nenhum dos dois, foi só uma cidade interessante de conhecer e serviu de pit-stop para irmos a Pompeia. Gostaríamos muito de ter visitado duas atrações que fecham justamente às terças-feiras, dia em que estivemos lá: o Museu Arqueológico e a Cappella Sansevero. Optamos por não modificar o resto do nosso roteiro em função disso, então, quem sabe em uma próxima oportunidade! 

 

5º dia


Compramos na hora o bilhete da EAV, havia um monte de gente comprando na hora mas a fila foi bem rápida. A linha é a Nápoles-Sorrento, e deve-se descer na estação Pompei-Scavi - Villa dei Misteri.

A saída atrasou em relação ao horário previsto e o trem é bem baleado, vai cheio de gente em pé é fica um calorão lá dentro. Dá uns 40 minutos até Pompeia.

O parque arqueológico tem armários automáticos para guardar volumes pequenos e médios, e há também uma sala para guardar os volumes grandes.

Entramos no parque naquela empolgação de querer ver tudo. Depois do deslumbramento inicial dos primeiros minutos, pegamos o mapa que recebemos e marcamos à caneta os pontos que eles mesmos indicam como must see atractions.

A dica que deixo é essa: baixem o mapa que eles disponibilizam no site, é idêntico ao que eles fornecem lá (http://pompeiisites.org/allegati/Pianta degli scavi di Pompei - Plan of the excavations of Pompeii(2).pdf). Imprimam e marquem os pontos das atrações imperdíveis (está nesse mesmo PDF do mapa) e planejem uma rota. Acreditem, isso faz a diferença! O lugar é imenso e, especialmente nos meses de calor, a visita se torna (fisicamente) bem cansativa. Há pouquíssimas sombras e, mesmo havendo torneiras de água potável espalhadas pelo parque, a água sai quente - não ajuda a refrescar e não mata a sede.

Ficamos cerca de 5 horas lá dentro, é absolutamente fantástico! É muito louco pensar que a mesma tragédia que matou centenas de pessoas foi o que permitiu manter essa cidade praticamente intacta. Muito do que se sabe hoje sobre a vida dos romanos nessa época veio depois que Pompeia e outras cidades da região, soterradas por cinzas, foram escavadas. Está quase tudo lá: casas, mansões, teatros, templos, lojas... Objetos de uso comum e decorativos, estátuas, chãos em mosaico, pinturas nas paredes… É uma viagem no tempo.

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Voltamos à entrada do parque e fizemos um lanche enquanto esperamos o trem seguinte (que também atrasou), para Sorrento.


Gastos básicos:

 

  • tíquete de metrô em Nápoles: 1,10 cada
  • almoço em Nápoles (menu fixo): 8,00 / pessoa
  • ingresso Castel Dell’ovo: grátis
  • duas pizzas+duas cervejas long neck na Antica Pizzeria Da Michele: 12,00
  • trem de Nápoles a Pompeia: 2,80 / pessoa
  • guarda-volumes Pompeia: grátis
  • entrada Pompeia: 13,00 / pessoa
  • sanduíche inflacionado nos bares junto à entrada do sítio: 7,00
  • trem Pompeia a Sorrento: 2,40 / pessoa
     

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Costa Amalfitana


Não sei porque cargas d’água, eu imaginava que a Costa Amalfitana era linda mas que não devia ser tudo o que falam… Pois bem, ela é tudo o que falam e muito mais! Ficamos seis dias, metade em Sorrento e metade em Minori, e foi uma excelente estratégia para conhecer boa parte da costa sem perder tanto tempo nos deslocamentos (como eu já comentei lá em cima, na parte sobre os transportes).


Seguindo com o relato...


Chegamos na estação de trens em Sorrento e caminhamos até a nossa hospedagem. Saímos para fazer um reconhecimento dos arredores, e o primeiro lugar foi o mirante ao lado do Convento di San Francesco. Que vista!

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Dali mesmo sai a estradinha que leva à parte baixa (praia e porto) e há também um elevador para quem quer poupar tempo e evitar a fadiga haha (mediante pagamento, é claro). 


Fomos a um supermercado abastecer o frigobar do nosso quitinete.


Depois de passear bastante e de nos divertirmos vendo a high society italiana e europeia desfilando suas mega produções e jóias pelas ruas :D , fizemos uma janta no apê com direito a prosecco (garrafa de prosecco ficava entre €4 e €5 no supermercado, tomamos várias até o fim da viagem - se não aproveitássemos por esse preço, quando então? :P ).


6º dia


Fomos a pé até o Bagni della Regina Giovanna, aproximadamente 50 minutos de caminhada desde o centro de Sorrento (uns 40 pela estrada e mais uns 10 pela pequena trilha).
É um piscinão natural no meio de uma parede de rochas e com uma fenda que dá para o mar. Lugarzinho simplesmente espetacular! Passamos boa parte da manhã por lá.

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Bagni della Regina Giovanna visto de cima.

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A piscina natural e a fenda para o mar.


Retornamos até a estrada e ali pegamos um ônibus de volta ao centro da cidade. Aproveitamos para almoçar no restaurante do lugar onde estávamos hospedados, comida nada demais mas preço decente.


Descemos de elevador para a praia. Existem muitos lidos e o espaço público da praia é minúsculo e estava abarrotado. Como os gastos do dia estavam pequenos, ficamos em um lido (o “menos caro” que encontramos). Foi o lido mais caro da viagem toda, mas passamos o resto da tarde no esquema patrão haha!

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A praia pública de Sorrento se resume a este pedaço aí.


Estar dentro do mar em Sorrento e olhar para aquele paredão de pedra e a cidade lá em cima chega a ser surreal.

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Ao entardecer, passamos no porto e pesquisamos preços e horários dos ferrys para Capri, para o dia seguinte. Para comprar os tíquetes com antecedência, era preciso pagar uma taxa extra de €1,50/pessoa/trecho, optamos por chegar um pouco mais cedo e comprar na hora.


À noite, mais um passeio pelas ruas charmosas e novamente fizemos uma janta deliciosa e barata no quitinete.


7º dia


Chegamos no píer uma meia hora antes do horário de saída do ferry para Capri e foi bem tranquilo de comprar os tíquetes na hora (a embarcação acabou saindo com vários lugares disponíveis). Procurem sentar do lado esquerdo do barco, pois as vistas da costa e da ilha na chegada são lindas.

Ao desembarcar, há um assédio grande de vendedores de coisas variadas, inclusive de passeios. Quem tiver interesse em fazer os passeios de volta à ilha e para a Gruta Azul pode aproveitar esse momento, mas não era o nosso caso.

Compramos os bilhetes do funicular e de ônibus também. Pegamos o funicular até o centrinho de Capri, lá no alto. Paramos um pouco para curtir a vista no mirante junto à estação do funicular, e depois pegamos um ônibus até a Marina Piccola. 

Marina Piccola tem diversos restaurantes com espaço privativo para clientes, mas tem também um bom espaço público. Apesar de cheia, conseguimos um bom lugar na sombra de um dos restaurantes e passamos um bom tempo ali. O banho de mar é espetacular, a água é muito transparente. 

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Marina Piccola.

 

Bem na entrada da praia tinha um bar com uma pizza barata, somente para levar, então pegamos a caixa da pizza e comemos na beira da praia mesmo.

Mais tarde, subimos de ônibus de volta ao centro e dali caminhamos, pelas ruas muito charmosas, até o Giardini Augusto. Lugar bem florido, muito agradável, e com vistas de tirar o fôlego da Via Krupp e dos Faraglioni.

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Via Krupp.

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Faraglioni.

 

Retornamos para o centro e descemos com o funicular. Há um caminho que sai do lado da estação do funicular para quem quiser descer a pé (obviamente dá também para subir por ele, mas aviso: é bem íngreme).

Ficamos a última horinha antes do nosso ferry de retorno na praia ao lado do píer. Essa praia, a Marina Grande, é chamada de feia por algumas pessoas, mas é feia no padrão Capri :D . Água verde e transparente e ao fundo diversas construções da cidade. A praia é bem ampla e tem um climão legal, pessoal bem à vontade.

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Marina Grande.

 

Capri foi mais um lugar que eu esperava que fosse lindo mas que imaginava ter muita fama em cima, porém fiquei realmente encantada! Toda a fama se justifica, as paisagens são especiais e vale, sem dúvida, o bate-volta. Poder se hospedar lá deve ser uma experiência e tanto…

Mais tarde, última noite em Sorrento, os gastos dentro do previsto até então, fizemos uma pequena extravagância e jantamos em um restaurante típico chamado O’Murzill. Comida deliciosa!

 

Gastos básicos:

  • ônibus de Bagni della Regina Giovanna a Sorrento: 1,30/pessoa
  • supermercado (itens para fazer duas jantas, três cafés da manhã, duas garrafas de Prosecco, água mineral e biscoitos): 33,00
  • elevador da parte alta até a praia, bilhete de ida+volta: 1,80
  • Lido Peter’s Beach (duas espreguiçadeiras+um guarda-sol): 25,00
  • ferry para Capri (bilhete ida+volta, empresa Caremar): 30,90/pessoa
  • bilhete de funicular em Capri: 2,00/cada
  • bilhete de ônibus  em Capri: 2,00/cada
  • pizza para levar na Marina Piccola: 6,00
  • ingresso Giardini Augusto: 1,00/pessoa
  • janta para dois no O’Murzill’ (com vinho e sobremesa): 38,00

 

8º dia


Pegamos o ônibus para ir até Amalfi junto à estação de trens. Chegamos com uma antecedência de uns 15 minutos e o bus já estava lotado, viajamos em pé. Compramos um bilhete de dia inteiro para usar os ônibus. 

Mais de hora até Amalfi, pela estrada estreita e sinuosa, e que por muitos momentos passa na beira dos penhascos. Paisagens absurdas de lindas, a galera no busão vai o tempo inteiro exclamando “óóós”, curva após curva. Em Amalfi, trocamos de ônibus, e dali até Minori levou mais uns 15 minutos.

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Paisagens da estrada da Costa Amalfitana.

 

Fizemos check-in, largamos as coisas e saímos para procurar um lugar para almoçar. A primeira coisa que chamou a atenção foi a calmaria do lugar. Ruas tranquilas, pouca gente circulando… Mais um ponto positivo para a escolha de se hospedar em um lugar menos badalado (além do preço mais baixo), pelo menos para quem não gosta de muvuca, como nós.

Perguntei para o rapaz que nos atendeu no restaurante se era tranquilo de subir a pé a trilha até Ravello. Ele respondeu com os olhos arregalados um “Mamma Mia” tão enfático que acabou com qualquer dúvida nossa sobre como ir até lá hahaha.

Depois de almoçar, ficamos um tempo na praia de Minori. Há alguns lidos, mas ficamos na parte pública, que tem um espaço bom.

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Praia de Minori.

 

Mais no fim da tarde, pegamos um ônibus até Amalfi e lá, outro até Ravello. O ônibus sobe bastante até lá e os caminhos são bem inclinados. Pude entender o espanto do rapaz do restaurante quando perguntei sobre a trilha, no calorão de julho realmente acho bem complicado de subir aquilo tudo.

Ravello é maravilhosa! Não bastassem as vistas lindas da costa, a cidade é um encanto! Construções bonitinhas, ruas estreitas, pavimento de pedras, muitas flores… um mimo!

Conhecemos a Villa Rufolo e depois ficamos andando meio sem rumo pelas ruas, degustando a beleza do lugar.

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Vista de um dos mirantes da Villa Rufolo.

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Pelas ruas de Ravello.

 

Descemos para Amalfi e demos uma passeada pela região central. Muitos bares e restaurantes, todos cheios de gente. Entramos também no Duomo para conhecer, mesmo já sendo noite ele ainda estava aberto.

Retornamos para Minori e, como nosso hotel não tinha cozinha para hóspedes, o jeito era procurar um lugar para jantar. Achamos um restaurantezinho super simpático, chamado A’Ricetta, com mesinhas na rua, ao lado de uma praça onde estava acontecendo uma apresentação gratuita de um coral de menino/as - com um repertório bem moderno, muito legal. Foi um jantar com música mas sem pagamento de couvert haha, estava muito bom.


9º dia


Pegamos o bus em direção a Amalfi, mas descemos um pouquinho antes na praia de Castiglione.

Uma escadaria leva até a praia, que é toda cercada por uma parede de pedra. Linda! Tem um bom espaço de praia pública e passamos bom tempo lá. Mesmo sendo domingo, estava bem sossegada.

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Castiglione.

 

Caminhamos até Amalfi, pertinho, uns 15 minutos e com vistas lindas.

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Chegando em Amalfi.


Depois de passear um pouco em Amalfi, encontramos na rua principal do centro, uns 100 metros para dentro, um mini mercado com preços bem simpáticos. Eles fizeram paninis (sanduíches) para nós. Escolhemos o tipo de pão, de fiambre, de queijo, se queríamos com ou sem azeite, tomate, sal, orégano, fatiaram e montaram tudo na hora, fresquíssimo, uma delícia! Compramos garrafinhas de porções individuais(250 ml) de prosecco e fizemos um piquenique sob a sombra de uma árvore perto da beira da praia. Foi uma das melhores refeições que fizemos durante a viagem, pelo sabor e pelo cenário de fundo.

A praia de Amalfi estava bombando, então caminhamos até Atrani, que fica do lado. Movimento bem menor de gente e espaço público bem grande. Passamos o resto da tarde ali.

Antes de ir embora, ainda passeamos um pouco pelo “povoadinho” de Atrani. Lugarzinho super charmoso, simpático e agradável.

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Praia de Atrani.

 

Voltamos para Minori e fomos conhecer a Pasticceria Sal de Riso, local famoso pela qualidade de seus doces. Difícil escolher um, viu? Todos lindos e apetitosos. Os que provamos, apesar de carinhos, eram mesmo maravilhosos.

À noite, caminhando por Minori, descobrimos um concerto grátis, que já ia começar. Assistimos à apresentação e depois, jantamos um prato básico de massa no mesmo restaurante em que almoçamos no dia anterior.

 

10º dia


Saímos do hotel para ir a Positano. Chegando em Amalfi, na hora de trocar de ônibus, nos informaram que a estrada estava fechada.

Ficamos um tempo em Atrani, aproveitando a praia e esperando para ver se a estada seria desinterditada, mas no começo da tarde a situação continuava a mesma então decidimos ir de barco, já que era o último dia em que seria possível ir a Positano.

Apesar do barco ser de transporte público, já vale como um passeio pela Costa, pois as paisagens são incríveis.

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Positano é realmente linda, com aquelas encostas tomadas de construções. Acabamos não tendo muito tempo para aproveitar, mas caminhamos um pouco por suas ruas e ficamos na parte pública da praia, perto do porto. Para quem tiver tempo disponível e quiser fugir um pouco da muvuca, tem a praia de Fornillo ao lado, após uma trilha de uns 15 minutos (fomos só até a metade da trilha, só para ver como era).

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Pegamos o barco de volta para Amalfi, passeamos mais um pouco e pegamos o ônibus para Minori.

Jantamos na peixaria Andrea’s. Eles vendem umas porções de frutos do mar fritos, no balcão da peixaria mesmo, não tem mesas nem nada. De sobremesa, doces do Sal de Riso, de novo. :P

 

11º dia


Fizemos check-in do hotel e deixamos nossas bagagens lá.

Ficamos na praia de Minori. Para poder tomar um banho antes de encarar a viagem de trem à noite, ficamos em um lido. Várias praias não tem chuveiros públicos, quando tem são de água fria e funcionam com moedas, e ainda tem um cartaz alertando que não é permitido usar sabonete e shampoo. No lido que ficamos, o uso de shampoo só era permitido no chuveiro quente, no frio não (vai entender…)

Passamos o dia à toa por ali, até almoçamos no próprio restaurante do lido (preços ok).

Final de tarde, pegamos um ônibus até Salerno, mais de uma hora de deslocamento. Compramos na hora os bilhetes do trem para Nápoles, que, resumindo a história, atrasou mais de uma hora!!! A região toda estava tendo diversas ocorrências de incêndio (até mesmo com suspeita de serem criminosos) e um deles bloqueou essa linha do trem. No fim das contas, o trem foi por outro caminho e deu tudo certo, ainda bem que fomos com bastante tempo de antecedência.

Na estação de Nápoles, os bares já estavam fechando. Conseguimos comprar um lanche no Burguer King, e enquanto estávamos comendo, fomos praticamente tocados para fora, pois era o horário de encerramento deles! :D

O trem, que partia às 23:58, chegou no horário, mas mesmo com todos passageiros embarcados ainda ficamos cerca de uma hora parados, pois estavam consertando alguma coisa.

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Cabine do trem noturno Nápoles-Taormina.

 

Nos divertimos muito vendo um casal de velhinhos italianos que estava na cabine ao lado da nossa. Pensem em um homem e uma mulher naquele estereótipo italiano mais caricato possível: eram eles. Passavam o tempo todo brigando e gritando. Saímos da nossa cabine para ver o motivo de tanta barulheira e o senhorzinho estava no corredor do vagão, sentado sobre uma mala e com mais uns objetos da cabine (sim, eles estavam praticamente desmontando a cabine) espalhados ao seu redor, com a mão na cabeça e repetindo “eu nasci um desgraçado…” Huahuahuha.

Foi a primeira vez que fizemos uma viagem desse tipo e, depois de passada a curiosidade, percebemos que é um pouco complicado de dormir devido ao barulho e ao sacolejo do trem. Mas nada que uns tampões de ouvido não resolvam. ;)


Gastos básicos:

  • passe diário ônibus: 8,00/cada
  • tíquete ônibus validade 45 minutos: 1,30
  • tíquete ônibus validade 90 minutos: 2,00
  • almoço/janta simples em Minori: 10,00/cada
  • ingresso da Villa Rufolo: 7,00/cada
  • janta para dois no restaurante A’Ricetta, com duas taças de vinho: 29,00
  • panini feito na hora no mercado de Amalfi: 4,50/cada
  • garrafinha 250ml prosecco no mercado de Amalfi: 2,00
  • doce na Pasticceria Sal de Riso: 4,50/cada (valor médio)
  • barco Amalfi-Positano (ida+volta): 16,00/pessoa
  • porção de frutos do mar fritos no Andrea’s: 5,00
  • Lido Ambrogio’s, em Minori:
    • duas espreguiçadeiras+guarda-sol na fileira de trás (sim, na fileira perto do mar é mais caro!): 10,00
    • almoço para dois, com cervejas: 22,50
    • ducha de água quente: 1,00
  • trem Salerno-Nápoles: 4,70/pessoa
  • lanche no Burguer King da estação de Nápoles (para dois): 12,90

 

Observações:


Em resumo, poucas atrações tem ingresso pago ou que requeiram um gasto obrigatório (por exemplo, barco para chegar em Capri). Usando transporte público e ficando em lugar onde dê para cozinhar, dá para reduzir bastante os gastos nesta região.

Vejo que bastante gente fica em média 2 ou 3 dias por aqui, e alguns fazem bate-volta de Nápoles e até mesmo de Roma! Eu particularmente acho um crime fazer só um bate-volta :D , mas vai do estilo de viagem de cada um. Ficamos seis dias que foram muito bem aproveitados e dava tranquilamente para ter ficado mais tempo, pois faltou conhecer muitos lugares que parecem ser sensacionais. Por outro lado, o tempo de estadia pode ser enxugado por aqueles que não pretendam curtir praia (por não gostarem ou por estarem indo em meses em que não faz calor).

 

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Sicília

 

12º dia


O dia amanheceu com os velhinhos tocando o horror bem cedo :D , pois eles desceram em Messina, uma cidade anterior ao nosso destino. Deu pra dormir um pouco mais, e em seguida o funcionário do trem bateu na porta da nossa cabine para nos acordar e nos dar o café da manhã.

Descemos do trem, compramos bilhetes para o ônibus no bar da estação e pegamos ali em frente o ônibus que leva ao centro de Taormina.

Caminhamos até o Hostel Taormina, apesar de termos reservado um apartamento pelo Airbnb o check-in foi feito lá (é o mesmo proprietário). Deixamos bagagens, pois ainda era cedo, colocamos roupas para a praia e saímos.

Há três formas de ir/voltar de Taormina, que fica na parte alta, para as praias, que ficam na parte baixa. 1ª de ônibus (horários não muito frequentes, dá para consultar aqui: http://www.interbus.it/Home.aspx); 2º de teleférico (a cada 15 minutos); e 3º a pé.

Já que nosso trajeto era na descida, fomos a pé. O caminho sai bem do lado do mirante da Via Luigi Pirandello, aproveitamos para curtir a vista antes de seguir.

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Praia de Isola Bella, vista do mirante da Via Luigi Pirandello.

 

Levamos uns 25 minutos descendo devagar e admirando a paisagem, mas aviso a quem queira subir a pé que é uma puxadinha.

Ficamos na praia de Isola Bella, logo na entrada há alguns lidos e restaurantes com mesas, mas seguindo adiante há um espaço de praia pública e foi ali que ficamos. Estava lotado de gente, mas o lugar é tão lindo e mágico que isso nem chega a ser um incômodo. Água fria, mas transparente como se tivesse sido tirada da torneira. Levamos máscara e snorkel e deu para aproveitar. Não é lá muito rico em vida mas deu para ver uns peixinhos coloridos.

Na hora de subir, fomos de teleférico. Fomos no hostel, fizemos check-in, pegamos as bagagens e levamos para o apartamento. Quando abrimos a porta da sacada do apê, não acreditamos na vista incrível que teríamos pelos próximos 4 dias… simplesmente sensacional.

Fomos a um supermercado que fica do outro lado do centro da cidade. Atravessamos sua principal rua, a Corso Umberto, que é a coisa mais bonitinha! Restaurantes, construções de pedra, sacadas cheias de flores e lojas com vitrines bem decoradas. No caminho, passamos pelo Vicolo Stretto, chamada de “rua mais estreita do mundo”, e pela Piazza IX Aprile, de onde a vista é maravilhosa.

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Vicolo Stretto.

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Vista da Piazza IX Aprile.

 

Aproveitamos o cair da tarde da nossa sacada (não dá para ver o sol se pondo, mas ainda assim o cenário é maravilhoso) e fizemos uma janta deliciosa com prosecco! :P

 

13º dia


Pegamos um ônibus até Giardini Naxos, e passamos parte do dia na praia de Schisò. Apesar da haver uma grande área de praia pública, ficamos em um lido, pois eu estava me sentindo meio estranha, como se fosse ficar gripada, e quis ter o conforto das espreguiçadeiras e do guarda-sol.

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Praia de Schisò, em Giardini Naxos. À direita, Taormina, e na montanha da esquerda, bem no alto, Castelmola.

 

No meio da tarde voltamos para o apartamento, almoçamos, e depois pegamos um outro ônibus para Castelmola.

No geral, estes ônibus da Interbus funcionaram bem e passaram sempre nos horários previstos, mas nessa ocasião ele atrasou uma meia hora.

Castelmola é um vilarejo no alto da montanha, ainda mais alto do que Taormina. O lugar é muito fofo e as vistas de Taormina e do Etna são apaixonantes. Passamos um bom tempo andando aleatoriamente pelas ruazinhas lindas.

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Simpática pracinha central de Castelmola.

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Admirando o Etna no entardecer...

 

Lá tem um bar bem curioso, conhecido por ter os objetos de sua decoração em formato de pinto! :D

Depois que anoiteceu, pegamos o ônibus para retornar.

Ficamos o dia todo em dúvida sobre fazer ou não um passeio no dia seguinte. Ponto a favor: estar em um lugar único e não saber se ou quando voltaremos lá para ter essa oportunidade. Ponto contra: os preços dos passeios. Existem opções para as ilhas Eólias (Lipari+Vulcano, Panarea+Stromboli, entre outros) e para o Etna, custam na faixa dos €40 a 80 por pessoa, dependendo do passeio. Resolvemos fazer o de Stromboli+Panarea, mas chegamos na agência e os passeios para o dia seguinte estavam esgotados. Fuón fuón fuón... Fica a dica para quem quiser fazer esses tours: reserve com antecedência, pois a demanda na alta temporada é grande (além disso, alguns passeios não tem saídas diárias).

Terminamos o dia fazendo novamente nossa janta no apartamento.

 

14º dia


Se tivéssemos conseguido a vaga no tour eu não teria aproveitado direito, pois a gripe me pegou de vez. Passei parte do dia de cama, com febre e toda doída.

Almoçamos na loja de conveniência do posto em frente ao apartamento, sem grandes expectativas. No fim das contas, a pizza estava deliciosa e tomamos uma cerveja ótima (Birra Moretii alla Siciliana, provem!).

Tínhamos visto no outro dia uma moça  na Piazza IX Aprile vendendo ingressos para uma ópera. Fomos até lá e compramos ingressos para aquela mesma noite.

Aproveitamos parte da tarde em Isola Bella, dessa vez fomos e voltamos de ônibus.

À noite, fomos assistir à tal ópera. Era uma apresentação com trechos de diversas obras, uma coisa mais para o público leigo. Nunca tínhamos ido a uma e achamos bem legal (mas creio que uma ópera completa me entediaria…).

Jantamos no apartamento.

 

15º dia


Pela manhã fomos conhecer mais alguns pontos turísticos de Taormina. Primeiro, fomos ao Giardini della Villa Comunale, um parque com algumas construções, bonitos jardins e vistas maravilhosas.

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Uma das tantas vistas a partir do Giardini della Villa Comunale.

 

Depois, fomos ao Teatro Grego - coisa sensacional! Construção com mais de dois milênios de existência e que até hoje serve como palco para espetáculos.

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Teatro Grego.

 

Pela tarde, a ideia era conhecer mais algumas praias (Mazzeo e Letojanni), mas eu ainda estava um pouco mal da gripe e ficamos em Isola Bella mesmo (o que não foi nenhum sacrifício, porque adoramos essa praia).

Após jantar no apê, saímos para mais um passeio noturno no centro. Comemos sorvetes na Gelatomania, na Corso Umberto: sorvete delicioso!

Nos despedimos de Taormina com um apertozinho no coração, que lugar encantador!

 

Gastos básicos:

  • ônibus (só ida): 1,90
  • ônibus (ida+volta): 3,00
  • teleférico (só ida): 3,00
  • compras diversas no supermercado (itens para cafés da manhã, refeições, 3 garrafas de prosecco, frutas, biscoitos, etc): 36,00
  • lido em Giardini Naxos (duas espreguiçadeiras+guarda-sol): 17,00
  • almoço no posto de conveniências (duas pizzas+cevas): 27,00
  • ingresso ópera: 20,00/pessoa
  • ingresso Teatro Grego: 10,00/pessoa
  • sorvete de dois sabores na Gelatomania: 3,50


16º dia


Cedo pegamos o ônibus no terminal de Taormina para o aeroporto de Catânia. Trajeto aproximado de duas horas.

Procuramos o balcão da Italy Car Rent e retiramos o carro. O aluguel já estava pago e só tivemos que desembolsar a bendita taxa de entrega em outro local, como já comentei anteriormente.

Optamos por não alugar um equipamento de GPS e fomos usando o Maps.Me. Tudo correu bem e só acabamos pegando uns trechos com obras na estrada, mas não demoramos muito mais do que o tempo previsto até Agrigento (cerca de duas horas).

A função de alugarmos um carro se deu porque eu não aceitaria sair da Sicília sem conhecer o Vale dos Templos. Como já comentei anteriormente, os deslocamentos para essa região eram cheios de baldeações, com horários restritos e complicariam bastante nosso roteiro, para uma economia que nem seria tão grande assim.

Quanto ao Vale dos Templos… valeu todo o esforço para ir até lá! São os templos gregos fora da atual Grécia em melhor estado de conservação, alguns construídos no século V a.C.!
As construções mais impressionantes são o Templo de Hera e o Templo da Concórdia, mas todo o parque arqueológico é impressionante.

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Templo de Hera.

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Templo da Concórdia.

 

Ficamos lá cerca de duas horas e meia. Vimos tudo com calma e só não ficamos mais tempo porque fomos vencidos pela temperatura “profundeza dos infernos” que fazia.
De lá, dirigimos mais umas duas horas até nossa próxima base: Trapani.

Já sabíamos que lá tem uma praça grande que é um estacionamento público, chamado Piazza Vittorio Emanuele. Na chegada, já tomamos uma “mordida” de um guardador de carros que nos achacou cinco euros... Bem malandro, nos viu tirando as bagagens do porta-malas e se aproveitou. Nas vezes seguintes, a gente já foi mais esperto com a conversa de “na volta te dou um dinheiro” e dava uma moeda de um euro cada vez que a gente saía.

Fomos recebidos pelo proprietário do apartamento onde ficamos, largamos nossas coisas e saímos para explorar a pé.

Passeamos pela beira-mar enquanto entardecia, e à noite passeamos pelo centro.

Trapani está longe de ser um ponto imperdível na Sicília, mas é uma excelente base para conhecer outros lugares da região - esses sim imperdíveis. Mesmo assim, achei nossa estadia lá super agradável. A cidade tem um movimento não tão grande de turistas, sendo mais forte o turismo interno, e um volume menor de estrangeiros. Tinha um ar, digamos, mais autêntico.

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Cair da noite em Trapani.

 

Era noite (de domingo) e não havia mercados abertos. Jantamos em um restaurante e comemos um prato bem típico da região: cuscuz de peixe. Estava bom.
 

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Gastos básicos:

  • Ônibus Taormina-Aeroporto de Catânia: 7,50
  • Mapa do Vale dos Templos: 1,00
  • Ingresso Vale dos Templos: 10,00 (cada)
  • Audioguia: 5,00
  • Estacionamento: 3,00

 

 

17º dia


Primeira providência do dia foi comprar tíquetes do barco para ir à Favignana no dia seguinte. O guichê tinha um cartaz avisando que para o mesmo dia , só havia disponibilidade à tarde. Fica a dica importantíssima: comprar com antecedência! Dá para comprar também pela internet: http://www.libertylines.it/

Depois, fomos a um supermercado abastecer nossa despensa hehe.

Largamos as coisas no apê e fomos curtir um pouco de praia. A praia de San Giuliano fica a uns 3 km do centro de Trapani, ou seja, nenhum absurdo para ir a pé. Mas fomos de carro mesmo, há muitas vagas públicas e sem guardadores de carros inconvenientes.

A faixa de areia é ampla. Ficamos em um bar (não era um lido) que alugava cadeiras e guarda-sóis, chamado Divino Rosso Beach, passamos algumas horas lá.

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Moinho de vento no canto da praia de San Giuliano.

 

No meio da tarde voltamos ao apartamento para tomar um banho e depois seguimos para conhecer Erice.

Erice é uma pequena cidade medieval no alto de uma montanha, a 750m acima do nível do mar. Considerando que ela é vizinha de Trapani, que está no nível do mar, já conseguimos imaginar o tamanho da subida para chegar até lá.
Da praia que estávamos pela manhã, San Giuliano, dava para avistar Erice. Na verdade, ela está em uma montanha tão alta e “pontuda” que dá para vê-la de vários pontos dos arredores - e da mesma forma, lá de cima é possível avistar uma parte considerável da região.

Para visitá-la, é possível subir de carro (estradas sinuosas e vagas de estacionamento concorridas), de ônibus (horários bastante limitados) ou de teleférico, que foi a nossa opção. O teleférico pode estar fechado em função de mau tempo, ou parado para manutenção - nesse dia ele só foi abrir no início da tarde, ficamos acompanhando pelo site até verificar que estava em funcionamento (https://www.funiviaerice.it/).

Deixamos o carro no estacionamento próprio da estação do teleférico. A subida até Erice foi bem longa (ficamos intrigados com o tempo de duração do trecho e na descida cronometramos: deu 25 minutos!).

Chegando lá, fomos direto ao Castello di Venere. Trata-se do que restou desse castelo, somente algumas muralhas e ruínas. Foi legal, mas não diria que imprescindível.

Depois, nos dedicamos a caminhar sem rumo pelas ruazinhas da cidade. Isso sim é imperdível! Lugarzinho lindo, perfeito para se perder por suas vias, de preferência aquelas desertas.
Paramos para comer um doce na Antica Pasticceria del Convento, a fachada e o nome do local nos chamaram a atenção e valeu a pena, a torta e a genovese (doce típico) que comemos estavam divinas!

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Castello di Venere.

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Uma das muitas ruas fofinhas de Erice.

 

Quando descemos novamente de teleférico, era bem o horário do pôr do sol. As nuvens estavam abaixo de Erice e em alguns momentos não dava para enxergar Trapani lá embaixo, somente as nuvens. Parecia que estávamos flutuando e, ao mesmo tempo, a luminosidade do sol se pondo fazia tudo aquilo parecer um sonho!
Muito lindo!

 

18º dia


As condições do mar não estavam muito amigáveis e o barco que partia para outra das ilhas Égadi (Marettimo) foi cancelado, mas o nosso saiu no horário.

Logo no desembarque várias pessoas vêm oferecendo aluguel de bikes, é uma forma bem comum e muito prática e gostosa de explorar a ilha. Na própria loja onde alugamos eles forneceram um mapa, indicaram as melhores praias e quais estariam melhores naquele dia em função da direção e da força do vento.

A primeira que fomos foi Lido Burrone. Praia linda, mas o vento estava muuuito forte. Ficamos poucos minutos e partimos.

Seguimos pela beira-mar, parando em alguns pontos para aproveitar a paisagem, e chegamos à Cala Azzurra.

Aí, sim, meus amigos! Era exatamente isto que eu esperava de Favignana! Água de uma cor absurda de linda! Um cenário pouco comum, pois não há faixa de areia e as pessoas se acomodam como podem por cima das pedras. Altamente recomendável o uso de sapatilhas ou papetes para entrar na água.

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Praia de Cala Azzurra.

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Galera empoleirada nas pedras. :)

 

Depois de um tempo aproveitando, seguimos para a praia de Bue Marino. Na entrada da praia, paramos em um pequeno quiosque que vendia sanduíches e fizemos nosso “almoço”.

Seguimos pelo acesso que leva à praia e… bom, se Cala Azzurra era tudo o que eu esperava de Favignana, Bue Marino superou toda e qualquer expectativa! Um dos lugares mais lindos que já vi!

As pessoas se instalam entre os recortes nas pedras, pois aquele lugar foi uma pedreira. O acesso ao mar não é dos mais amigáveis, é direto da pedra para a água que não dá pé. Mas que água! Um contraste de tons de azul hipnotizante.

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Bue Marino.

 

Ainda pretendíamos conhecer a praia de Cala Rossa, mas aquilo ali estava tão espetacular que resolvemos ficar até o último minuto possível aproveitando.

No caminho de retorno ao cais, passamos pela Cala Rossa só para conhecê-la e percebemos que foi a melhor decisão ter ficado aproveitando Bue Marino. O mar estava muito forte, com ondas altas impossibilitando qualquer banho.

Devolvemos as bikes, comemos um lanchinho ali ao lado e ainda encaramos um atraso de uns 45 minutos o nosso barco, ainda em função das condições do mar.
Favignana... :x

 

19º dia


Cedinho pegamos a estrada e fomos até San Vito lo Capo. Apesar de ser perto (cerca de 38 km), a estrada é bem sinuosa e passa por dentro de algumas cidades, então o trajeto leva aproximadamente uma hora.

A cidade possui muitas vagas de estacionamento em área azul e muitos fiscais identificados vendendo os tíquetes conforme o período de tempo. Compramos um para até o final de tarde.

Nos instalamos em um lugar que alugava guarda-sóis e espreguiçadeiras e passamos grande parte do dia literalmente aproveitando a praia - aquela rotina difícil de intercalar banhos de sol, cervejas, cochilos embaixo do guarda-sol e banhos de mar. :P 

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Praia de San Vito lo Capo.

 

A praia é de areia e foi o melhor banho de mar desta viagem, foi a água mais quentinha, ou melhor dizendo, a menos fria hehe.

Antes de ir embora, demos uma passeada pelo centrinho da cidade, fizemos um lanche e pesquisamos algumas possibilidades de passeios para o dia seguinte.

De volta à Trapani, assistimos um por do sol incrível na beira-mar. Levamos nossas cervejas e ficamos lá desfrutando o momento.

Mais tarde, fomos a um festival de comidinhas de rua que estava acontecendo na cidade. Várias barracas com muitas opções de comidas de diferentes regiões da Itália e também de outros países. Provamos várias coisas, algumas bem gostosas e outras nem tanto hehehe. Mas o clima do lugar estava bem legal e a comida era barata.

 

20º dia


Pela manhã fizemos check-out, colocamos nossas coisas no carro, enchemos o tanque e fomos novamente para San Vito lo Capo.

Procuramos um estacionamento fechado, pois nossas bagagens ficariam ali, e acabou saindo mais barato do que deixar nas vagas de área azul.

Fechamos na hora, com uma meia hora de antecedência, o passeio de barco por Scopello e pela Riserva dello Zingaro (que são lugares com acesso mais dificultado por terra).

O barco navegou diretamente até Scopello, passando direto por toda a extensão da Riserva dello Zingaro - cenários lindos!

Chegando lá, a primeira parada para banho. Fomos avisados de que não podíamos ir até a praia, pois é uma praia que tem acesso pago! E acreditem, não permitem que se tirem fotos por lá para não disturbar as pessoas hospedadas por ali. Afff. Pois bem, tiramos todas fotos que queríamos de dentro do barco haha, quero ver alguém vir aqui mandar apagar! Hahaha.
Pulamos na água e nos tocamos nadando direto até as pedras. Ficamos com nossos snorkels, olhando uns peixes, e dali a pouco ouvimos a buzina do nosso barco, chamando todos a bordo para seguir o passeio. Saímos em uma disparada, mais rápidos que o César Cielo hahaha. Embarcamos ofegantes e ainda tomamos um puxão de orelhas:

-“nós avisamos que não era para ir até a praia”

-“mas nós só fomos até às pedras…”

-“não se afastem mais do barco!” 

-"ok..." 9_9

 

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Praia exclusivérrima de Scopello. :D

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Quem encara as trilhas da Riserva dello Zingaro fica assim: com uma praia privativa!

 

O barco foi navegando pela costa da Riserva dello Zingaro, enquanto eles serviam o almoço, que estava incluso. Um massa meio fajuta e um vinho duvidoso, mas deu para forrar o estômago.

Ainda fizemos mais paradas para banho em duas das sete praias da Riserva. Todas elas são acessíveis somente por trilha e o passeio de barco é uma ótima opção para conhecer a todas, mesmo que só de passagem.

O passeio durou quatro horas e foi muito gostoso, o lugar realmente é muito bonito.

Desembarcando em San Vito, usamos os chuveiros “semipúblicos” - são públicos, mas funcionam com moedas de um euro. Tiramos o sal do corpo, fizemos um lanche e tocamos viagem até Palermo.

Completamos o tanque de gasolina um pouco antes de chegar ao aeroporto. A devolução do carro foi bem rápida e sem problemas.

Pegamos o ônibus que faz o percurso Aeroporto/Centro, já tinha um saindo em poucos minutos e compramos o bilhete de ida+volta a bordo mesmo.

Descemos no seu ponto final, junto à estação de trens, bem próximo ao apartamento onde nos hospedamos. Nosso anfitrião já estava nos esperando.

Largamos nossas coisas e fomos fazer umas compras em um supermercado próximo. Terminando de pegar o que a gente queria, os funcionários começaram a nos tocar para o caixa, pois o supermercado estava fechando. É do tipo “leva isso aí que tu já pegaste, agora, ou não vais levar mais nada” haha. Eles não ficam te esperando! 

Demos uma pequena caminhada pelos arredores, só de reconhecimento, e jantamos no apartamento.

 

21º dia


Pela primeira vez usei o aplicativo Moovit para utilizar o transporte público de uma cidade, e funcionou super bem! Traçou rotas, deu horários e preço das passagens. Compramos bilhetes de ônibus em uma tabacaria e pegamos primeiro o ônibus 101 e depois o 806, até a praia de Mondello.

Ficamos em uma parte pública da praia, lotada. A faixa de areia é pequena e o pessoal fica amontoado mesmo. Mas é uma praia bem gostosa. Passamos a manhã lá.

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Praia de Mondello.

 

À tarde, pegamos ônibus (novamente utilizando o Moovit) e fomos conhecer o Palácio dos Normandos. É possível visitar algumas diferentes seções do palácio, mas a mais espetacular, sem dúvidas, é a Capela Palatina, com sua decoração interna toda em mosaicos.

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Capela Palatina.

 

Saindo de lá, fomos passando por alguns outros atrativos turísticos da cidade: Mercado Ballarò (estava bem caído, pois era fim de tarde e muita coisa já tinha fechado), Fontana Pretoria, igreja La Martorana e o cruzamento chamado I Quattro Canti.

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Fontana Pretoria, também conhecida como Fontana della Vergogna.

 

Novamente fizemos nossa janta “em casa”. Gostamos muito de cozinhar e também de poder usar produtos locais que no Brasil não temos acesso ou que são muito caros. Mas, para quem gosta de sair para jantar, a região em que ficamos não é das mais convidativas (único ponto negativo deste apartamento).

 

22º dia


Pegamos um trem pela manhã para ir a Cefalù, compramos o bilhete na hora.

Cefalù é uma opção excelente para combinar, em um mesmo lugar, praia com passeio por atrativos turísticos e ruas bonitas e agradáveis.

Ficamos em um lido, pois a ideia era ficar até boa parte da tarde na praia. Pegamos um dos últimos lugares disponíveis, pois a procura é muito grande, eles reservam lugares para hóspedes de alguns hotéis, e ainda por cima era final de semana. A parte pública da praia também estava lotada.

A praia é muito gostosa e o cenário de construções de pedra na beira da água é sensacional.

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Bem mais tarde, saímos para conhecer uns lugares: Lavatoio, Porta Pescara, Porto Vecchio e a Catedral. 

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Cefalù vista do Porto Vecchio.

 

Paramos em uma doceria, mas comer lá, nas mesinhas à beira-mar, tinha preços proibitivos. Compramos no balcão e comemos sentados na calçada mesmo haha.

Retornamos de trem para Palermo e novamente ficamos pelo apê.

 

23º dia


Nosso anfitrião era muito gente fina e nos deixou fazer o check out mais tarde, sem custo. Nosso voo para Roma era no final da tarde, então ainda dava para aproveitar parte do dia. O que fizemos? Sim, praia! Hehe.

Fomos para o mesmo lugar em Mondello. Domingão no auge do verão, foi até difícil conseguir um lugar na areia para estender a canga. Mas aproveitamos bem nosso último dia de praias italianas.

Fomos até o aeroporto de ônibus e voamos para Roma, de onde seguimos viagem, finalizando nossa segunda passagem pela Itália.

 

Gastos básicos:

  • jantar para duas pessoas (com cervejas) em um restaurante de Trapani: 32,00
  • espreguiçadeiras+guarda-sol na praia de San Giuliano/Trapani (bar Divino Rosso Beach): 13,00
  • compras diversas no supermercado de Trapani: (pão, frios, biscoitos, água, prosecco, massa, carne, etc, para 4 dias de estadia): 46,00
  • estacionamento junto à estação do teleférico Trapani-Erice: 2,50
  • teleférico Trapani-Erice (bilhete de ida+volta): 9,00
  • entrada Castello di Venere (Erice): 4,00
  • dois doces e dois cafés na Antica Pasticceria del Convento (Erice): 9,00
  • tíquete do barco para Favignana (ida+volta): 23,10
  • aluguel bike em Favignana: 5,00 (cada)
  • estacionamento área azul San Vito lo Capo (bilhete diário): 9,00
  • guarda-sol+duas espreguiçadeiras em San Vito lo Capo: 12,00
  • estacionamento particular San Vito lo Capo: 5,00
  • passeio de barco Riserva dello Zingaro+Scopello: 25,00 (por pessoa)
  • ônibus Aeroporto-Centro Palermo (bilhete ida+volta): 11,00
  • bilhete de ônibus em Palermo, válido por 90 minutos: 1,40
  • ingresso Palácio dos Normandos: 12,00 (por pessoa)
  • compras diversas no supermercado (janta para três dias, bebidas e lanches): 32,00
  • trem Palermo-Cefalù/Cefalù-Palermo cada trecho: 5,60
  • lido em Cefalù (duas espreguiçadeiras+guarda-sol): 20,00

 

Observações:

Sobre a Sicília... ô pedaço do mundo abençoado! Quantos lugares lindos! Quantos povos passaram por lá, deixando um pouco da sua cultura, da sua história, da sua gastronomia... Doze dias foram poucos para conhecer tudo de bom que tem por lá, mas foram suficientes para ficarmos apaixonados. 

É isso aí, gente. Estejam à vontade para comentar, acrescentar informações e fazer perguntas, no que eu puder e souber, eu ajudo.

 

Boas viagens a todos!
 

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      O vôo chegou pontualmente e algumas horas depois, pudemos do alto, visualizar o solo italiano. Do aeroporto Fiumicino, pegamos as malas e com meu italiano básico fomos perguntando onde poderíamos pegar o Leonard Express, um trem que saia do aeroporto e ia diretamente a Roma Termini, a estação principal de Roma. Em 30 minutos, chegamos a estação simplesmente encantadas e um pouco incrédulas de estar na Itália. A hospedagem escolhida ficava a apenas duas ruas de distância da estação e lá fomos nós... Deixarei aqui o nome do lugar em que ficamos " Rome Termini Guest House" que consiste em um apartamento em que os três quartos são alugados. Tem sala, banheiro compartilhado e uma cozinha muito bem equipada. Fica apenas a uns 3 minutos a pé da estação Termini e o dono é simplesmente muito simpático e solícito. Recomendo demais! Chegamos cansadas da longa viagem mas muito felizes. E fomos nos organizar para o dia seguinte. 
      *Valores:
      -Bilhetes ida e volta do Parque das Nações: 7 euros 
      -Bilhete de entrada do oceanário: 19 euros
      - Bilhete do Leonard Express: 15 euros
      - Comida: 15,50 euros
      Total: 56,50
       
      Dia 02    04/05    Capri 

      Acordamos cedo e fomos a estação Roma Termini onde tomamos café. O trem sairia as 07:29 com previsão de chegada as 09:29 em Nápoles. A estação é grande e bem organizada. Não tivemos problema nenhum, mas preste bastante atenção a plataforma em que o seu trem está... e também atenção ao nome da estação em que você vai descer. Nós compramos os bilhetes de trem ainda aqui no Brasil pelo site da Trenitalia. Então, no nosso caso, bastava mostrar o bilhete impresso ou no celular para a pessoa da plataforma e dentro do trem. Chegando em Nápoles, estava chovendo muito. Saímos da estação para pegar um táxi que nos levasse ao porto. E havia fila! Fila para pegar o táxi. Quando um taxista aparecia, a primeira pessoa da fila ia até ele. E ninguém furou a fila! Esperamos alguns minutos até que conseguimos um táxi que nos levou ao porto de Nápoles, de onde saíam barcos até a ilha de Capri. O motorista, simpático, conversava conosco falando bem devagar para que entendessemos. Chegando no porto, a chuva  havia dobrado. Corremos até o guichê e compramos o bilhete de um barco que sairia em três minutos! Corremos como loucas pelo porto debaixo de chuva para conseguirmos pegar o barco e... Não conseguimos! Voltamos ao guichê, explicamos a situação e nos informaram que o bilhete valia também para o próximo barco. Esperamos, e não demorou nada até que outro viesse. O barco era grande, tinha dois andares e apesar da viagem levar 45 minutos mais ou menos e estar chovendo, a viagem foi muito tranquila. Chegando a Marina Grande (o porto da ilha de Capri), fomos procurar o guichê para comprar o bilhete do funicolar, que nos levaria a uma parte mais alta da ilha, que era de fato, Capri. Descobrimos, ainda no porto, que por conta do tempo, os passeios a famosa gruta azul estavam cancelados. 😢 Fica para uma próxima.
       

                        Funicolar e vista de Capri 
      Subindo no funicolar, dá para perceber o quanto Capri é linda! Com a neblina por causa da chuva, ela ficava com um aspecto quase mágico. No centro de Capri haviam muitas lojas e restaurantes administrados por famílias italianas e em um desses lugares que resolvemos almoçar: comi a primeira pizza italiana. E constatei que ela é de fato, sem igual!!! Experimentei também a primeira bebida alcoólica européia: Limoncello, uma bebida feita a base de limão. Muito boa!

                                 Pizza e limoncello
      Com a barriga cheia, fomos andar pela ilha. E o segredo é andar sem rumo.As ruazinhas são bem estreitas tanto que os meios de transporte que vimos foram bicicletas... e caminhando a esmo, fomos apreciando a vista da ilha. Como estava chovendo, desistimos de subir a parte mais alta da ilha: Anacapri. Depois de descermos até a Marina Grande, experimentei o primeiro sorvete italiano.

                                  Vista de Capri

                               Ruazinhas de Capri 

                        Detalhe para a cor da água 
       

                           Gelato na Marina Grande 

                                  Marina Grande 
      E realmente é de pedir bis! Retornamos no fim da tarde ao porto de Nápoles e pegamos novamente um táxi até a estação, onde experimentamos o famoso atraso dos trens da região. O trem atrasou um pouco (dava pra ver pelo painel) e acabamos encontrando uma lojinha com muitas  guloisemas baratinhas... de volta a Roma por volta das 20, compramos sanduíches e sucos para comermos no hotel. 

                    Sanduíche da estação Termini 
      *Valores
      - Táxi ida e volta: 35 euros
      - Barco ida e volta: 43,50 euros
      - Funicolar: 4 euros
      - Comida: 30 euros
      - Comprinhas: 21 euros
      Total: 133 euros 
       
      Dia 03    05/05    Roma
      Pudemos acordar um pouco mais tarde porque nesse dia iríamos passear por Roma. Havia feito uma pesquisa de coisas que gostaríamos de ver e fiz um roteiro com os lugares a se visitar. Por conta das ruas de Roma não serem um quadrado ou retângulo perfeito, como estávamos acostumadas, era muito fácil nos perdermos mesmo com mapa. Não conseguimos visitar uns dois lugares porque simplesmente não os encontramos. Listarei os lugares que visitamos nesse dia:
      • Santa Maria Maggiore 

      É, segundo dizem, a Igreja mais antiga de Roma. É belíssima! Na verdade, todas as igrejas de Roma  são lindas, com tantos detalhes que você não sabe se olha para o chão, paredes ou teto. Vale a visita!
      • Basílica São João de Latrão
      Infelizmente não conseguimos encontrá-la, mas eu gostaria de conhece-la pelo fato dela ser a basílica oficial do Papa. Sim, a basílica oficial não é a de São Pedro no Vaticano. 
      • Termas de Caracalla
      Também não conseguimos encontra-la. Eram banhos públicos. Era um importante lugar de encontro entre a sociedade romana.
      Enquanto procurávamos o Circo Massimo, eis que somos arrebatadas por essa visão: 

                           O "pequeno " Coliseu
      Nosso passeio por um dos cartões postais da Itália será em outro dia. Portanto, deixemos ele de lado por enquanto.
      • Circo Massimo
      Era um antigo circo romano, onde aconteciam corridas de cavalo. Um dos conhecidos "pão e circo". Ele não parece grande coisa, mas se você soltar sua imaginação, pode até imaginar esse lugar durante a Roma Antiga e tenho certeza que você terá ao menos um arrepio.

      • Boca della Veritá
      Era um dos pontos altos do dia. A boca da verdade, em português, é uma máscara de mármore com as feições de Poseidon que fica dentro da Igreja Santa Maria in Cosmedian (que é belíssima e vale a visita).
      A Boca della Veritá é um dos mais curiosos objetos que podemos ver em Roma e existe uma lenda por trás dela: dizem que se um mentiroso colocar sua mão dentro da boca, ela será arrancada! Foi um dos lugares em que tivemos que esperar na fila, por conta da quantidade de pessoas a fim de tirar uma foto. E claro que eu tirei também:

      • Basílica de Santa Sabina
      É uma basílica bem simples em comparação as outras. Ela foi construída em homenagem a Sabina, uma mulher de família nobre que se converteu ao cristianismo. Essa basílica também foi sede de um conclave. 

      • Porta Portese
      É simplesmente a feira de rua mais famosa de Roma.Esse lugar é incrível se você estiver procurando variedade e preços baixos em questão de souvenirs. Foi lá onde eu comprei meus dois casacos de frio, que usei durante toda a viagem, por uma bagatela de 10 euros! Só não tirei foto! Mas se for possível, visitem! Dica: ela só funciona dia de domingo.
      •Isola Tiberina
      Nem imaginei que isso pudesse acontecer: uma ilha em forma de barco que se formou no meio do rio Tibre! E no meio da cidade! A ilha é minúscula e abriga um dos mais antigos hospitais da cidade!

      • Santa Maria in Trastevere
      É a igreja mais importante de um dos bairros considerados mais antigos e tipicamente italiano: o Trastevere. E de fato, o bairro é simplesmente muito aconchegante, sendo escolhido por muitos como local de hospedagem.

      • Gianicolo
      É um jardim natural que fica em um nivel mais alto da cidade, e tem uma belíssima vista. Nesse momento, queria comentar sobre um fato interessante: enquanto procurávamos pelo Gianicolo, perguntamos a uma senhora no meio da rua onde ficava o jardim e ela simplesmente disse que nos acompanharia até lá. Esse exemplo serve para ilustrar um fato que gostaria de frisar: os italianos são muuuuuuito gentis! Em toda a nossa estadia no país, lembro apenas de uma situação em que uma mulher nos ignorou no meio da rua, mas de resto? Sempre fomos muito bem atendidas principalmente no meio da rua ao pedir uma informação. Outra coisa muito interessante também é a questão de a maioria dos italianos falarem inglês. Eles falam e falam muito bem! Eu tentava manter a conversa em italiano, já que estudo a língua, mas realmente não tinha jeito.

      • Campo di Fiori
      Esse foi um momento tenso. Depois de sair do Gianicolo, fomos em busca do Campo das flores, em português. E aí nos perdemos! Andamos, andamos, andamos e não chegávamos a lugar nenhum. Mesmo com o mapa, não adiantou. Nesse momento, percebemos a falta que a internet móvel fazia. (Decidimos não comprar o chip internacional, já que tínhamos mapa e internet na hospedagem). Depois de encontrarmos uma alma bondosa que ficou altamente surpresa, pelo fato de estarmos bem longe do nosso destino, voltamos a andar e quase 1 hora depois, finalmente, debaixo de chuva (sim, pra piorar, começou a chover) chegamos ao Campo di Fiori! Que se mostrou uma tremenda decepção! Porque apesar de Maio ser primavera na Europa, quem deu a cara foi a chuva, ou seja, nada de flores e nada de fotos.
      • Piazza Navona
      Agora sim!!! Um dos lugares mais esperados por mim! Além de ser uma das praças mais conhecidas de Roma, ela também guarda uma das mais famosas fontes: A fontana dei quattro fiumi ou fonte dos quatro rios. Essa fonte foi construída a fim de representar os 4 rios mais importantes da época: Nilo, Ganges, Danúbio e o Prata. Para quem é fã de Dan Brown (como eu!) não pode deixar de visitar essa fonte que é palco de uma das principais cenas do livro/filme "Anjos e Demônios". E se não tá bom, a praça ainda guarda a embaixada brasileira. Acho que depois disso tudo, a visita vale muito a pena!

      Piazza Navona com a fonte dos quatro rios ao                                          fundo

                    A outra fonte da praça: Poseidon

              Detalhe da base da fonte dos quatro rios
      • Panteão 
      Esse foi o primeiro lugar da viagem que me arrancou lágrimas! Estávamos caminhando, enquanto tomávamos um sorvete, dobramos a direita e pá, eis que o Panteão surge imenso e bem na sua cara! O susto foi tanto que o sorvete quase caiu. O Panteão é simplesmente fabuloso! Em toda a minha vida, não esquecerei o sentimento de pequenez diante dele. Ficamos um tempo paradas até termos a atitude de tirar foto por fora e finalmente entrar. O Panteão era uma das construções que mais me deixavam curiosa: como seria entrar em um templo pagão, onde antes se cultuavam vários deuses romanos, e que hoje era uma igreja católica??? Sério! É fantástico esse sincretismo, essa junção de culturas. E se eu achava que já estava impressionada o suficiente, errei. Porque não tive palavras para descrever quando entrei no Panteão, olhei pra cima e vi o óculo. Eu fiquei paralisada por uns bons minutos! Se você pensa em riscar o Panteão da sua lista de lugares em visitar em Roma, não faça isso! Porque eu voltaria a Roma somente para ve-lo! 

                  Esse nem precisa de apresentações! 

                                          O óculo 
      • Monumento a Vittorio Emmanuelle
      É um monumento criado em homenagem ao primeiro rei da Itália. E simplesmente não passa desapercebido!

      • Fontana di Trevi
      Se você acha que fontes não tem graça, tenho certeza que você mudaria de opinião ao ver essa fonte. De longe, já conseguíamos escutar o barulho da água. E assim como no Panteão, a fonte pega você de surpresa ... você vem andando e pá, ela surge gigantesca e esplendorosa! Perdemos a fala durante uns bons minutos contemplando a estátua de Poseidon e seus cavalos... depois de sair do transe,tiramos várias fotos uma da outra, até que uma turista tirou foto de nós duas. E claro, realizamos o ritual tão famoso ligado a Fontana di Trevi: jogar uma moedinha de costas para a fonte! Isso se você quiser retornar a Roma, porque diz a lenda que funciona!


      E depois de mais de 12 horas andando, chegamos na hospedagem... Não sem antes, sermos agraciadas com isso: 
                     Coliseu durante o pôr do sol 
      E isso: 

                            Típico jantar italiano
      * Valores
      Comida: 30 euros
      Total: 30 euros
      Esse foi o gasto desse dia pois fizemos tudo a pé!
       
      Dia 04        06/05      Pompeia
      Acordando cedo para mais um dia de passeio,  voltamos a estação de Nápoles para de lá, irmos a Pompéia. Chegando na estação, você deve procurar as placas que indicam a ferrovia regional e comprar no guichê o bilhete "Nápoles - Sorrento", lembrando de validar seu bilhete na máquina. Sempre bom ter em mente que o trem e o bilhete mostram a primeira estação e a última. Então a dica é ficar perto da porta que é onde tem a sinalização de cada estação e ficar atento. E para Pompéia, a atenção é dobrada, porque tem duas estações com o nome Pompeia... desça na estação " Pompei Scavi - Villa dei Misteri". A viagem leva entre 30 a 45 minutos de Nápoles. Ao chegar, você já estará na porta de entrada e passará por uma espécie de feirinha com vários itens para comprar... e é uma boa dar uma olhada nos preços para se ter uma noção, porque existe uma lojinha de souvenirs dentro de Pompéia, e dessa forma você compara e decide se compra dentro da lojinha ou na feira ao sair. Lá dentro, apresentei os bilhetes, que comprei antecipadamente, pelo celular e recebemos outro bilhetes para serem apresentados na portaria.

      Ao entrar, lá fomos nós desvendar os encantos dessa famosa cidade. Incrível perceber como uma boa parte da cidade está intacta. As ruas, os templos, algumas casas... Pegue o mapa e decida quais lugares você quer ver, porque sinceramente, não dá pra ver tudo! 

                                Mapa de Pompéia 
      Pelo mapa já dá pra perceber que percorrer todas ou  maior parte das áreas de Pompéia não é tarefa fácil! Entramos decididas a nos perder pela cidade e aproveitar, mas havia um objetivo: a área VI, a área aristocrática. Era lá onde estava a Vila dos Mistérios e uma das mais famosas casas de Pompéia: a casa do Fauno. Andamos e andamos acreditando que em algum momento encontrariamos a área VI. Não foi bem isso que aconteceu... depois de mais de três horas caminhando, ainda não tinha nem sinal da área aristocrática. Lógico que durante esse tempo encontramos, muitas vezes, sem querer, grandes pontos de destaque como o templo de Apolo, o anfiteatro, a casa do poeta trágico, a área onde estavam objetos e corpos encontrados após a tragédia e o templo de Isis  (uma deusa egípcia sendo cultuada na Itália! Olha aí o sincretismo de novo!)

                             Entrada do santuário 

                     Detalhe do santuário de Apolo 

                         Detalhe do Templo de Ísis 

            Objetos e um corpo encontrado durante as                                      escavações 

                                      Anfiteatro

      Não deu para ver o Vesúvio (vulcão que dizimou a cidade de Pompéia) por causa das nuvens
      Depois de quase desistir de andar à procura da área VI, encontramos um senhor que trabalhava lá e nos informou o caminho. E então, finalmente, conseguimos conhecer a Vila dos Mistérios, que é uma mansão que ficou muito bem conservada com seus afrescos que mostram o culto a um deus; e a Casa do Fauno, uma das casas mais ricas e mais conservadas de Pompéia que recebeu esse nome pela estátua de um fauno na entrada da casa.


                     Pausa para uma foto espirituosa
      Depois de várias horas caminhando, terminamos nosso passeio, não sem antes passar pela lojinha de souvernirs e comprarmos umas coisinhas... 

      Trouxe essa borracha de Pompéia porque fiquei      louca por ela e ela está maravilhosa como                            enfeite na minha estante!

                          Na saída de Pompéia 
       Após sair, fizemos todo o caminho de volta, pegando o trem regional de volta a estação Napoli Centrale. A idéia era conhecer um pouco de Nápoles mas estávamos simplesmente exaustas e resolvemos voltar para Roma. O passeio pela Da Michele (pizzaria que aparece no filme Comer, Rezar, Amar) ficaria para uma próxima vez. E como de praxe, o trem atrasou.  E nesse dia, houve um problema com o trem e tivemos que descer e esperar por outro trem. Foi uma confusão só! 😓 Apesar de que, ganhamos um lanche da companhia por causa do transtorno. Lanche que serviu como nosso jantar! Por isso, nas estações fiquem atentos sempre! Como conclusão e dica do dia de hoje: vá com sapatos confortáveis! Eu estava de tênis e mesmo assim meus pés sofreram bastante!
      *Valores
      - Passagem de trem Nápoles/Sorrento ida e volta: 6 euros
      -  Comida: 20 euros
      - Lembrancinhas: 15 euros
      Total: 41 euros
       
      Dia 5      07/05  Roma e Vaticano
      Esse era o dia da visita mais requisitada por quem  vai a Roma: Coliseu e Fórum Romano/Palatino. Tenho que dizer que apesar de ver a grandiosidade do Coliseu por fora, eu não tinha um enorme interesse em vê-lo por dentro. Entramos direto no monumento pois os bilhetes já haviam sido comprados antecipadamente pelo site. Quando vi o tamanho da fila para comprar o ingresso na hora, percebi que valeu a pena pagar um pouquinho mais caro comprando pela internet. Passamos pelo fabuloso Arco de Constantino e entramos no Coliseu. Apesar de não esperar tanto, não posso negar que prendi a respiração ao entrar. Entramos e passeamos primeiramente por uma exposição que estava acontecendo no momento, só depois, de fato, adentramos no monumento. A amiga que estava comigo, Annya, ficava repetindo "Cris,que lindo!" Ela foi fisgada 100% pela magia do Coliseu. Enquanto eu fiquei surpresa pela grandiosidade, mas só. Acabei recordando de todo sofrimento que aquele lugar carregava: todas as mortes que serviram apenas de diversão para os espectadores. Esse fato acabou tirando praticamente todo o encanto que eu poderia ter. Mas em relação a arquitetura, realmente é de cair o queixo! Andamos por toda a parte, para de fato, tentarmos conhecer o máximo possivel. A visita durou bem menos do que eu imaginava e creio que 1 hora depois ou menos, já estavamos indo visitar o Fórum Romano e o Palatino. ( com 1 ingresso, você visita as três atrações: Coliseu, Fórum Romano e o Palatino).


                                 Coliseu por dentro

              Fotinha de comprovação: "Eu fui, eu tava"

           Annya, a minha companheira de aventuras

                  Coliseu, Arco de Constantino e eu 
      Passamos pelo Arco de Tito e entramos no Palatino, que é na verdade um conjunto de obras públicas com grande importância cultural,  já que foi aqui, em uma das sete colunas que circundam Roma, que a cidade nasceu. Em outras palavras, Palatino é a colina da lenda da loba e de Rômulo e Remo.
      Esses dois lugares me deixaram mais impressionada! Caminhar por essas ruínas, imaginando a quantidade de imperadores que também caminharam por aqui,  é de arrepiar todos os cabelos da cabeça. O lugar é enorme e a dica é pesquisar antes o que se quer ver... no nosso caso, só queríamos passear a ermo. Encontramos as ruínas de casas pertencentes a diversos imperadores e templos. Encontramos até um jardim bem conservado e bonito. 

      Mapa da área (dá pra perceber que não é nada                                    pequeno)

                                   Arco de Tito 

             Pausa para encher a garrafinha de água 
          Sim! As fontes espalhadas por Roma são potáveis! Uma excelente economia porque não precisávamos comprar garrafas e garrafas de água todo dia. E pode confiar, bebi água das fontes e estou aqui vivinha para contar a história. 

                                          Palatino

            Domus Flavia: uma parte do que compunha            os aposentos do imperador Domiciano



                  Uma visão do Fórum Romano de cima
      Após perambular pelo Monte Palatino, descemos ao Fórum Romano que tem várias construções. Entre elas: 
      • Templo de Rômulo 


              Detalhe do teto do templo de Rômulo 
      • Templo de Castor e Pólux (e o primeiro templo do Fórum)

           O que restou do templo foram três colunas
      • Templo de Saturno

      • Casa e templo das virgens vestais
      Esse era o lugar que eu mais queria ver! Aqui eram onde seis virgens tinham o dever de nunca deixar o fogo sagrado dentro do templo se apagar. E essa tarefa durava praticamente a vida toda! 

                          Casa das virgens vestais 

         Pátio do que foi o templo das virgens vestais 

      Estátua representando uma das virgens (só                      faltou a cabeça da coitada) 
      E dessa forma, terminamos a visita da manhã!

                                E a tarde: Vaticano! 
      A tarde estava reservada aos Museus do Vaticano. E sem dúvidas, era um dos passeios mais esperados! Depois do combo Coliseu/Palatino/Fórum Romano que fizemos pela manhã, paramos em um restaurante para almoçarmos. Pedi uma pizza de frango e minha amiga resolveu seguir meu exemplo. Porém, o que não imaginávamos era que uma pizza serviria muito bem a nós duas. Para deixar claro: as pizzas italianas são menores que as nossas mas em compensação são bem mais recheadas! Nós duas juntas comemos uma e ficamos empanturradas e tivemos a ideia de deixar a segunda pizza na hospedagem para jantarmos a noite.

      Eis que surge um problema: a visita aos museus tinham hora marcada e pensamos se daria tempo ir até a hospedagem e voltar a estação Roma Termini. Decidimos pela questão da comodidade, ir deixar a pizza. Na volta viemos super apressadas, compramos o bilhete para o Vaticano e na estação... nos perdemos!!! Sério! Foi desesperador! Porque eu não podia acreditar na possibilidade de perder essa visita. Depois de procurar e procurar finalmente achamos a escada que levava a plataforma certa. Entramos no trem e em poucos minutos saímos na estação. O desespero deu lugar a admiração quando avistamos os muros do Vaticano. Creio que foi um dos momentos mais impactantes da viagem. Entretanto, ver a praça e a Basílica de São Pedro ficaria pra depois. Achamos a fila para entrar com os ingressos e ufa! Deu tudo certo! Apesar do atraso conseguimos entrar sem problema nenhum. Lá dentro, foi meio bagunçado! Muita gente falando muitas línguas diferentes. Muito barulho, muita confusão! Depois de um tempo, finalmente encontramos onde trocava o ingresso comprado no site e partimos para desbravar um dos maiores museus do mundo! Estava muito lotado!!! Resolvi segui uma dica que havia lido em algum lugar: passar rapidamente pelas primeiras galerias e ir direto a Capela Sistina.E aqui deixo uma dica preciosa: NÃO FAÇAM ISSO! Porque eu me arrependi amargamente. Na dica que li, dizia que dava para retornar e ver tudo com calma. E não é bem assim. Depois que você entra na Capela Sistina, você não pode retornar pelo caminho que veio. Me senti altamente triste em não contemplar uma boa parte do que estava exposto. Chegando na Capela Sistina tive um sobressalto, porque assim que olhei para o teto, não vi a famosa pintura de Michelangelo, onde Deus quase toca o dedo do homem. O que vi foram pequenas pinturas espalhadas ao longo de todo o teto. Confesso que até pensei estar no lugar errado! " Como assim? Cadê a pintura?" Depois de um tempo olhando para cima, finalmente a achamos! E eis que descobri que meu pensamento estava errado! Acreditava que essa pintura ocupava todo o espaço do teto da Capela e não é isso. Ela, na verdade, é bem pequena e faz parte do emaranhado de pinturas que decoram o teto. Vivendo e aprendendo! Depois de contemplar o teto (sem fotos! Pq é probido tirar fotos ou gravar vídeos), tentamos voltar por onde viemos e foi aqui que tive a decepção descrita mais acima. A sorte é que o museu é gigantesco e após sairmos da capela, ainda tinha muito pra se ver. Passamos umas 4 horas dentro do museu e creio que não chegamos nem perto de ver a totalidade de suas obras. Percebi então, que por mais disposição e tempo que você tenha, não dá pra ver tudo! Dentro do museu, encontrei uma lojinha e comprei alguns souvenirs.

                                         Terço 

      Imã de geladeira da pintura de Michelangelo na                            Capela Sistina 

                  Medalhinha do Papa João Paulo II
      E agora segue algumas fotos do museu: 





                        Zeus dando o ar da graça 

                  As escadas que dão para a saída 

      Saindo dos museus, fomos até a praça. Entrando na Praça de São Pedro e ficando de frente para a Basílica foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida! Quando fiquei de frente para a Basílica uma emoção inexplicável tomou conta de mim e chorei por vários minutos. Depois de um tempo, fomos para a fila para entrar na Basílica de São Pedro. A entrada é gratuita, porém, por causa da quantidade de pessoas, uma fila é necessária. Entrando na Basílica, demos logo de cara com a Pietà, famosa escultura de Michelangelo, que retrata Jesus morto nos braços de sua mãe. A basílica é lindíssima! E como em muitas igrejas, você não sabe se olha para o chão, teto ou paredes... parece quem em cada canto, há algo para se ver.


                                            Pietà

      Local onde está sepultado o Papa João Paulo II            dentro da Basílica de São Pedro 
                Dentro da Basílica de São Pedro 
      Ao sairmos da Basílica, outra atração surge: A Guarda Suíça, que é a guarda de segurança pessoal do Papa e as forças armadas do Vaticano. Não se enganem pela vestimenta, a guarda suíça é uma das forças de segurança      mais treinadas do mundo. 

                                  Guarda Suíça 
      Após voltarmos a Roma, depois de conhecer o menor país do mundo, fomos em busca da Igreja Santa Maria della Vittoria, que ficava perto da hospedagem. Essa igreja é bem pequena em relação as outras, mas é bem famosa por conta da obra de um famoso escultor chamado Bernini, “O êxtase de Santa Teresa”. Essa obra até hoje é tema de discussões, pois há quem diga que as expressões de Santa Teresa são meio, bem, eróticas. Fica aí essa curiosidade.

                   Igreja Santa Maria della Vittoria 

                       O êxtase de Santa Teresa 
      Depois de um dia de tantas emoções, só nos restou voltar a hospedagem, jantar e descansar para aproveitar o que seria o nosso último dia em Roma.
      *Valores
      - bilhete ida e volta Vaticano: 5 euros
      - comida: 23 euros 
      - souvenirs: 20 euros
      Total: 49 euros
       
      Dia 06         08/05     Vaticano e Roma
      Acordamos cedo porque dia de quarta no Vaticano, ocorre a audiência papal. Enquanto lia sobre a viagem, acabei encontrando informações esse evento semanal. Toda quarta, se o Papa não tiver compromisso, ele sai a Praça de São Pedro e lê uma oração em italiano que é traduzida em várias línguas inclusive em português, por padres diversos. No final de tudo isso, ele convida as pessoas presentes a rezar um pai nosso e uma ave maria e na maioria das vezes passeia pela praça em seu veículo, conhecido carinhosamente por papa móvel. Qualquer pessoa que entra na praça, pode participar do evento. Mas em pé. Já algumas pessoas conseguem sentar em cadeiras colocadas justamente para esse evento e conseguem apreciar a cerimônia mais confortáveis. Para conseguir sua cadeira, você precisa mandar um email com meses de antecedência ao escritório do Papa, dando algumas informações como nome e quantidade das pessoas que irão participar etc. E nós conseguimos o convite! Que deveria ser trocado no próprio Vaticano. Infelizmente, não conseguimos realizar a troca pois quando chegamos, encontramos o portão onde se realiza a troca, fechado. 😥 Todavia, não teve problema nenhum porque o sentimento que tivemos em estar naquele lugar, naquele momento é tão bom que não ligamos de ficar em pé. Annya, minha amiga que estava comigo, não é católica mas ficou emocionada tanto quanto eu. Quando a oração foi traduzida para o português, descobrimos que tinham bem mais brasileiros ali do que imaginávamos. Muitos gritos e várias bandeiras brasileiras foram levantadas! Uma festa só! Depois de algumas horas, a cerimônia foi encerrada e o Papa Francisco deu uma voltinha no papa móvel. Mas infelizmente estávamos bem longe, mas ainda conseguimos ter o gostinho de poder vislumbrar o santo padre.

         Brasileiras turistando na Praça de São Pedro

               Praça lotada durante a audiência papal 

      Um pontinho branco, a esquerda: é o Papa,                                      minha gente!

               Última foto da Basílica de São Pedro 
      Depois que a multidão se dispersou, fomos almoçar. E ficamos perambulando até achar a porta de entrada para um dos passeios mais magníficos que fizemos nessa viagem: descemos até a Necrópole. Necrópole significa cidade dos mortos e a Necrópole Vaticana fica a vários metros abaixo da Basílica de São Pedro. Sendo bem prática, é um cemitério que foi soterrado ainda na época do então imperador Constantino. Ele o aterrou para construir o que viria a ser a primeira basílica de São Pedro. Esse desejo do imperador, consistia em uma homenagem: construir a Basílica em cima dos ossos de São Pedro, já que existia e ainda existe a forte suposição de que o apóstolo que foi escolhido para ser a base da igreja católica, estaria enterrado nesse cemitério. Após muitos anos, o Papa Pio XI, desejando ser enterrado próximo aos ossos de São Pedro, deu início a uma série de escavações que culminaram na descoberta do cemitério praticamente intacto e do lugar que segundo relatos históricos se encontram os ossos de São Pedro. Estava muito animada com esse passeio! E nossa guia era brasileira!
      Dentro da necrópole não se pode tirar fotos ou gravar vídeos, por isso não tenho nada disponível nesse sentido, mas creio que na internet existam fotos. Éramos um grupo de 10 pessoas, todos brasileiros. Fomos informados também de usar a mochila ou bolsa na frente, a fim de evitar raspar nas paredes, porque o espaço era bem apertado. Lá fomos nós, penetrando por baixo da Basílica de São Pedro, e ouvindo as explicações da guia. Ela deixou bem claro, que não se tem 100% de certeza, mas acredita-se que os ossos são sim, de São Pedro. Foram feitos vários testes que comprovaram que a idade, causa da morte (se não me engano), sexo e idade batiam com a de São Pedro. Outra coisa que permite ter mais certeza é o local em que foi encontrado. Segundo relatos datados, os ossos de São Pedro estariam dentro de uma pequena caixa chamada “Troféu de Gaio", santuário localizado perto de uma parede com grafitos escritos em latim. Tudo isso foi repassado pela nossa guia. O passeio dura entre 1 hora e 1 hora e meia. Passamos por várias tumbas, de cristãos e pagãos, praticamente intactas ... o espaço, como eu falei, é apertado a ponto de precisarmos em vários pontos, andar em fila indiana. Por conta disso, o passeio não é recomendado para pessoas claustrofóbicas. Estar ali, naquele lugar, é ser transportado no tempo e na história. A guia nos explicava que quase tudo que víamos era de fato, da época do Imperador Constantino, ou seja de mais de 2.000 mil anos atrás! Depois de passearmos entre várias tumbas , chegamos de fato, ao lugar onde ao que tudo indica está os ossos de São Pedro. Foi um momento único! Tanto histórico quanto religioso! Finalizamos o passeio, estupefatas por tamanha experiência! Então, se puderem, façam esse passeio! Vale muito a pena!

                      Necrópole Vaticana(foto da internet)

            O troféu de Gaio (foto retirada da internet)
      Capela onde se reza diante dos ossos de São                 Pedro (foto retirada da internet)
      Após o magnífico passeio a Necrópole, fomos conhecer o famoso Castel St Ângelo, ou castelo do anjo. Esse monumento já foi mausoléu, já foi prisão e hoje é um museu. Uma curiosidade em relação ao porque desse nome: durante a Peste Negra que assolou a Europa, o Papa teve um sonho em que o Arcanjo Miguel brandia sua espada em cima do castelo e aquilo foi um sinal de que estava chegando ao fim essa tão temida epidemia. Por causa disso, uma estátua do Arcanjo Miguel foi posta exatamente no lugar onde teria aparecido em sonho. A construção é magnífica! Infelizmente, não havíamos comprado ingresso antecipado e por isso se quiséssemos entrar, teríamos que enfrentar uma fila. Mas ao avistarmos o tamanho da fila, desistimos. Mas só a vista, tanto do castelo, quanto da ponte que leva até ele, com os anjos esculpidos do artista Bernini, vale super a pena! E ah! Outro detalhe é o chamado Il Passeto, um corredor que liga o castelo a Basílica de São Pedro.

             Castel St' Angelo e a ponte com os anjos
      Já era noite e aproveitamos o resto da luz (em Roma, só escurece por volta das 20) para visitar uma igreja que queria muito ver: Santa Maria del Popolo. Andando um pouco e pedindo algumas informações, a encontramos. Infelizmente ela estava em reforma e por isso não pudemos apreciar sua fachada natural. Adentrando na igreja, percebemos que ela é formada por várias capelas, e uma das mais conhecidas é a Capela Chigi, que tem um óculo no chão e contém uma famosa escultura de Bernini “Habacuc e o Anjo". Depois do livro Anjos e Demônios de Dan Brown, o número de turistas triplicou. E fiquei super feliz de cumprir meu roteiro de conhecer todos os lugares citados nesse livro de Dan Brown!

           Santa Maria del Popolo, a esquerda da foto

               Capela Chigi e " Habacuc e o anjo"
      E aqui retornamos a hospedagem passando antes pela Piazza da Spagna e conhecendo a Fontana della Barcacia.

                       Fontana della Barcacia 

            Famosa escadaria da Piazza da Spagna
      Voltando a Roma Termini, fomos ao Mercado Centrale, o mais famoso de Roma e que fica dentro da estação. Lá provei uma das iguarias culinárias de Roma: 

                                      Trapizzino
      Retornamos para a hospedagem para nossa última noite de sono em Roma, já que bem cedo, na manhã seguinte, partiríamos para Florença.
      •*Valores
      - trem ida: 2,50 euro
      - comida: 25 euros
      Total: 27,50 euros
      E aqui, termina a primeira parte dessa viagem!   
       
      Dia 07          09/05       Florença 
      Acordamos bem cedo para pegarmos um dos primeiros trens para Florença. A viagem dura poucas horas e então, chegamos a uma das cidades mais lindas que já vi na minha vida! Primeiramente, tivemos uma pequena chateação. A hospedagem só nos receberia por volta das 14 e não eram nem 8 da manhã. Resolvemos deixar nossas coisas no depósito de bagagem da estação Santa Maria Novella. Só que não sabíamos onde ficava! Perguntei a uma pessoa que nos deu uma direção, sendo que logo em seguida outra pessoa nos deu outra. Foram longos 10 minutos até achar o bendito depósito. Depois de deixarmos as malas e levar conosco dinheiro, passaporte e umas coisinhas mais, fomos desbravar a capital da Toscana!
      Primeira observação: Florença é um ovo!!! Muito pequena! Principalmente em comparação a Roma. E além de ser pequena, ela tem charme! Sim, Firenze (seu nome italiano) é altamente charmosa e encantadora! Uma das minhas cidades favoritas em toda a viagem! Eis os pontos em que passamos:
      • Basílica de Santa Maria Novella Ela fica praticamente em frente a estação. Então não tem como não vê-la. Mas estava em reforma, por isso não entramos.

      • Santa Maria del Fiore ou Duomo
      Pra variar, nos perdemos kkkkkkk mas sugiro que você faça isso! Se perca pelas ruas de Florença, porque em algum momento você passa por todos ao lugares mais famosos. Tentando achar o Mercato Centrale, deparamos com o Duomo. E que construção fantástica!!!! Gigantesca a ponto de me fazer soltar uma longa exclamação e fitar o monumento de boca aberta durante uns bons minutos! Santa Maria del Fiore se encontra em uma praça, onde também se encontra o Batistério de San Giovani. A fila para entrar no Duomo era enorme. A praça estava realmente lotada! Decidimos não entrar. Nem no Batistério e essa foi uma decisão que me arrependo amargamente! Pois gostaria der ter visto por dentro e ter tido a oportunidade de ver de perto a máscara mortuária de Dante Alighieri. Fica para uma próxima vez, se houver! Fiquem então com as fotos!

                               Duomo e o Batistério 

      • Palazzo Vecchio
      E para não perder o costume: nos perdemos de novo! De repente, passando por uma rua, ouvimos um jeito de falar meio característico... e perguntamos a um casal que vendia coisas em uma tenda “ brasileiros?” e a resposta” brasileiros não, baianos!!!” kkkkkk Foi um dos melhores encontros que tivemos! Esse senhor nos ensinou a andar em Firenze inteira, praticamente. Seguindo as instruções dele, achamos a piazza della Signoria, não antes sem passarmos pelo Museu Casa de Dante (aliás, você verá Dante Alighieri em cada canto de Florença, e se você não recorda quem era esse rapaz, ele era o autor de “ A Divina Comédia “ e tinha Firenze como sua terra natal). Ao chegarmos a piazza, perdi novamente o fôlego ao avistar o Palazzo Vecchio! Hoje é sede da prefeitura e guarda um museu de arte. Entramos e pudemos visitar apenas o primeiro andar, já que não tínhamos o ingresso. Sua estrutura é bem antiga e só pelo fato de ser um palácio de verdade, já justifica o motivo da visita. Ainda na praça tem outros elementos que chamam a atenção: a fonte de Netuno, uma praça com esculturas que funcionam como um museu a céu aberto e uma das esculturas mais famosas: Davi, de Michelangelo. Não o de verdade, é claro! O verdadeiro se encontra na Galeria dell’ Academia, porém, não compramos o ingresso para essa galeria e sim para a Galeria degli Ufizzi, que falarei mais a frente. Apesar de não ter visto o verdadeiro, a réplica nos satisfez e muito! Davi é simplesmente perfeito!!! Dá para ver até os músculos definidos da escultura! Simplesmente espetacular!

                               Estátua de Netuno

                                 Palazzo Vecchio 

            Palazzo Vecchio, uma pequena amostra de               esculturas a direita e Davi, a esquerda
      • Ponte Vecchio e Palazzo Pitti
      Em Florença, tudo me deixava encantada! Até o simples caminhar pelas ruas... passamos pela Ponte Vecchio, uma ponte de pedra suspensa sobre o rio Arno. Famosa por ter várias joalherias. Atravessando-a, seguindo em linha reta, em poucos minutos, nos deparamos com o Palazzo Pitti. Uma construção renascentista que serviu de morada para umas das mais conhecidas e ricas famílias: os Médici, famosos por serem os principais mecenas de sua época. Hoje, o Palazzo funciona como museu e está atrelado a um imenso jardim que é como um museu ao ar livre, o qual visitaremos em outro dia.

                                     Palazzo Pitti
      • Fontana del Porcellino
      Encontramos próximo ao Palazzo Vecchio, o Mercado Novo, que é uma das feiras no coração de Firenze. Porém, essa feira tem um personagem bem peculiar: Porcellino, uma estátua de um javali que é um dos cartões postais da cidade. Dizem que se você quiser voltar a Florença, deverá esfregar o focinho desse animalzinho! Quase não o avistamos, tamanha a quantidade de pessoas ao seu redor. Mas apesar disso, lá fomos nós esfregar o bichinho!

                                      Porcellino ❤
      • Mercato Centrale
      Passamos rapidamente por outra feira da cidade: Mercado de São Lorenzo. E logo ao lado, está o principal mercado de Firenze! O Mercado é muito grande e com muita variedade de comidas! Fomos lá que por volta das 13 horas, saciamos nossa fome! Voltamos a estação, pagamos o depósito, recolhemos a nossa bagagem e lá fomos nós para a hospedagem! Mesmo com o mapa em mãos, nos perdemos! É, isso, está virando costume. Chegou em um ponto em que não aguentavamos mais andar e parei em posto da polícia para pedir ajuda, só para descobrir que a rua que procurávamos era a rua ao lado! Chegando a Allegro House, nos encontramos com nossa anfitriã e finalmente pudemos descansar! Estávamos muito cansadas porque nesse dia acordamos as 5 da manhã, andamos sem parar e ainda tinha todo o cansaço acumulado da passagem por Roma. Não saímos mais esse dia, jantamos pizza que trouxemos do Mercado, organizamos nossas coisas e descansamos para o dia seguinte! •
      *Valores:
      - Comida: 30 euros
      - Lembrancinhas: 15 euros
      Total: 45 euros
       
       
       
       



    • Por michele.caetano
      Utilizo há anos esse site para pesquisar roteiros de viagens, dicas, custos e, finalmente, venho aqui dar minha contribuição. Trata-se de um relato de uma viagem de um jovem casal apaixonado, em lua de mel, que teve de enfrentar uma cotação de R$ 4,50 a R$ 5,00. Que fase! Com muito planejamento e foco conseguimos fazer uma bela viagem de 23 dias na primavera européia ❤️. 
      Fizemos uma lista virtual de presentes, então boa parte dos passeios que fizemos ganhamos de presente dos nossos queridos amigos e familiares 🥰.
      Roteiro:
      Paris - 5 dias (26/04 - 01/05)
      Praga - 3 dias (01 - 04/05)
      Viena - 2 dias (04 - 06/05)
      Budapeste - 3 dias (06 - 09/05)
      Nápoles - 1 dia (09 - 10/05)
      Sorrento - 2 dias (10 - 12/05)
      Ilha de Capri - 1 dia (12 - 13/05)
      Maiori - 1 dia (13 - 14/05)
      Roma - 5 dias (14 - 19/05)
      Primeira dica: Sempre que pensar no número de dias que quer ficar num lugar acrescente mais 1, porque o dia que você chega e sai da cidade fica bastante comprometido com os deslocamentos. E às vezes algum imprevisto também pode "atrasar" seu roteiro, como um dia inteiro de chuva no dia que tinha planejado várias coisas ao ar livre. Nesse roteiro recomendaria acrescentar pelo menos mais 1 dia em Paris, Praga e Budapeste. E mais 1 em Capri se você estiver com dinheiro sobrando ou pegar um câmbio melhor, rs. 
      Segunda dica: A primavera européia nada tem a ver com a nossa! Pegamos bastante frio, especialmente em Paris e no Leste Europeu. Importante colocar na mala uma blusa e calça térmicas e um casaco mais quentinho. Nesse lugares eu saía normalmente com uma camisa de manga curta, blusa térmica (manga comprida), uma blusa mais grossa de manga comprida, casaco e cachecol. Ah, e calça térmica por baixo da calça jeans.
      Paris
      Hospedagem: Ficamos num apartamento ótimo em Montmartre pelo Airbnb, bem equipado, com uma vista incrível da Torre Eiffel e metrô em frente (estação Pigalle). Apesar de ouvir muita gente dizer que este é um bairro mais perigoso em Paris, tenho que discordar. Havia bastante movimento nessa rua até tarde, bem iluminado, farto comércio e restaurantes na região. Nos sentimos super seguros lá, inclusive à noite. Adorei! Valor da diária c/ taxas: € 114 (casal).
      Link: https://www.airbnb.com.br/rooms/882192?guests=1&adults=1&sl_alternate_dates_exclusion=true&source_impression_id=p3_1559085549_zGi%2BIA2ncnTDvdEE&check_in=&check_out=&children=0&infants=0
       
      Saindo do aeroporto Charles de Gaulle: Pegamos um trem (€ 10,30 p/ pessoa) até a estação Gare du Nord e de lá pegamos o metrô até a estação Pigalle.
      Transporte: Compramos o combo de 10 tickets de metrô por R$ 14,90. Vale a pena porque paga mais barato no valor unitário da passagem. No total compramos 30 tickets para os 5 dias.
       
      Gastos casal - 5 dias:
      Alimentação: €425 - média de €85/dia (contando mercado, restaurante, lanches etc)
      Atrações turísticas: €233 - média de €47/dia
      Transporte: €147 - média de €30/dia
      Paris é uma cidade bem cara. A gente comia no máximo 1 vez por dia em restaurante, almoço ou janta, e ainda assim gastamos bastante com alimentação. Pra economizar, vale a pena ir ao mercado caso tenha cozinha no seu ap. Queijos e vinhos são uma boa pedida. Compramos um ótimo vinho por menos de €5!
       
      Dia 1
      Chegamos antes do horário de check-in. Então, deixamos as malas no apartamento e fomos explorar as principais atrações do bairro:
      Muro Je t'aime, Sacré-Coeur e Place du Tertre
      Muro J t'aime

      Sacre Croeur

      Vista da Sacre Croeur
      Almoço: Na verdade foi um lanche. Comemos baguetes num quiosque que tinha no caminho pra Sacre Croeur: 2 baguetes e 1 coca - €12,30
      Seguimos para o Trocadero pra aproveitar que o dia ainda estava claro e bonito e ver a torre mais de pertinho. Lá comemos nosso primeiro crepe de rua parisiense (eu amo!) - €3,50 cada. Depois de curtirmos um pouco, caminhamos beirando o rio Sena e fomos até a Champs-Élysées e o Arco do Triunfo. Depois dessa bela caminhada voltamos pro ap pra tomar um  banho quentinho e sairmos para o nosso primeiro jantar romântico da viagem.

      Tracadero

      Trocadero

      Champs-Élysées

      Arco do Triunfo
       
      Jantar romântico (um dos presentes de casamento): Restaurante Bouillon pigalle - foi um achado porque jantar em Paris sem gastar uma fortuna é uma missão difícil e o restaurante ficava praticamente do lado do nosso apartamento. 2 entradas, 2 pratos principais, 1 sobremesa e uma jarra de vinho da casa saíram por 50 euros, incluindo uma pequena gorjeta. E não é um menu não, você escolhe seus pratos individualmente. Foi um ótimo custo-benefício! Recomendo a sopa de cebola de entrada e o profiterole de sobremesa. Os pratos principais estavam bons, mas nada que chamasse a atenção. Os parisienses também curtem o local, então é bom chegar cedo porque já começa a ter fila antes das 20h e eles não fazem reserva. 
      E pra finalizar uma foto da sacada do nosso apartamento com uma bela vista da Torre Eiffel. Era incrível acordar e dormir com essa vista!

       
       
       
    • Por Lucas Perdigão Nunes
      Olá pessoal,
       
      Venho pedir ajuda rsrs estou com 3 dúvidas na minha primeira viagem a Europa, com a carta convite consigo sair e entrar no  tratados de schengen ?
      Vou visitar 8 países em 26 dias 
      Meu amigo Vai me mandar a carta de Portugal tenho que levar ela em inglês para entrar nos países?  E outra em Português para Portugal ?
      Mesmo com  a carta convite tenho que mostrar os hotéis que vou ficar ? pois vou ficar na casa dele só durante 5 dias.
       
       
    • Por gabriela souza p
      Estou organizando uma viagem para Europa em setembro de 2019, com mais uma amiga.
      A ideia é irmos de Porto Alegre para Paris em 05/09, ficarmos até 10/09, de lá irmos para Grécia (Atenas), na grécia vamos para Mykonos e Santorini, sairemos de lá dia 18/09, por atenas.
      Não sabemos se seria viável ficar mais uns dias na grécia e conhecer outras ilhas ou ir direto para Itália ou outro país, pois a passagem da grécia para Poa é cara.
      Queremos dicas de destinos para ir depois da grécia, voltaremos para Poa em 28/09. 
      Então, em suma, a ideia seria
      Paris 
      Atenas
      Mykonos
      Santorini 
      (acrescentar outras ilhas??)
      Roma
      (sugestão de lugares para conhecer? somos mais da natureza do que da parte mais histórica, embora também gostemos).
      Pensamos em ir para outro país também, saíra mais barato do que sair de atenas para poa.
       
      Estamos projetando R$ 6.000,00 para passagens de todo roteiro.
      R$ 8.000,00 para estadia, alimentação e demais despesas.
      Seria suficiente o valor?
      Iremos de mochila, sabem se posso levar sempre como bagagem de mão? mochila de 50/80 litros.
       
      Aguardo dicas, é a primeira viagem para Europa.
       
       
       
       


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