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Oi, gente!

 

Vim contar como foi a viagem que eu e meu marido fizemos em julho de 2017 pela Itália.

Foi nossa segunda viagem para lá, pois somos apaixonados por esse pedaço do mundo. A história, as paisagens, a gastronomia, tanta coisa nos encanta, e até aprendi a falar italiano razoavelmente (complica quando eles falam entre eles, com velocidade "metralhadora", aí é a mesma coisa que grego hahaha).

Na primeira vez (em 2014), fomos durante o inverno e conhecemos as cidades mais turísticas: Roma, Florença, Milão e Veneza, passando por algumas menores no caminho. Optamos por não colocar no roteiro dessa viagem nenhum local que tivesse praia, pois sabíamos que muita coisa estaria fechada e não aproveitaríamos direito, mas desde aquela época ficamos com a intenção de fazer um roteiro durante o verão. Contei como foi essa viagem neste relato aqui: 

 

Então, desta vez conseguimos três semanas para ficar por lá, mesclamos atrações turísticas com muita praia, separamos os primeiros dias para rever Roma e fazer uns programas que da primeira vez não fizemos, e acabou ficando assim:

 

ROTEIRO:

 

1º dia - Roma  - chegamos no final da tarde, mas ainda deu tempo de passear e rever algumas coisas;

2º dia - Roma - Parque Savello, Terme di Caracalla, Via dei Fori Imperiali e visita noturna ao Coliseu;

3º dia - Roma - bairro de Trastevere, visita guiada pela necrópole do Vaticano, Basílica de São Pedro, janta no Mercato Centrale;

4º dia - Nápoles - fomos cedinho, de trem. Visitamos Quartieri Spagnoli, Piazza Plebiscito e Castel dell Uovo. E claro, jantamos a pizza do Da Michele;

5º dia - Pompeia / Sorrento - saímos cedo de Nápoles, passamos o dia visitando o sítio arqueológico de Pompeia, e após, fomos para Sorrento;

6º dia - Sorrento - Bagni della Regina Giovanna e praia de Sorrento;

7º dia - Sorrento / Capri - bate-volta à Capri;

8º dia - Minori / Ravello - fomos de Sorrento para nossa hospedagem em Minori e aproveitamos umas horas de praia lá. Mais tarde, fomos conhecer Ravello;

9º dia - Minori - dia de muita praia, primeiramente em Castiglione e depois em Atrani, e conhecemos também Amalfi.

10º dia - Minori - pegamos umas horas de praia em Atrani e depois fomos conhecer Positano;

11º dia - Trem noturno - fizemos check-out do hotel e passamos o dia na praia de Minori. Final de tarde pegamos um ônibus para Salerno, depois um trem para Nápoles e de lá, um trem noturno rumo a Taormina;

12º dia - Taormina - chegamos cedo. Passamos boa parte do dia na praia de Isola Bella, e à noite passeamos pela cidade;

13º dia - Taormina - ficamos à toa na praia em Giardini Naxos. Mais à tardinha, visitamos Castelmola;

14º dia - Taormina - um dia à toa, com algumas horas na praia de Isola Bella;

15º dia - Taormina - mais alguns pontos turísticos de Taormina, como o Teatro Grego. Tarde de praia, novamente em Isola Bella;

16º dia - Agrigento / Trapani - Ônibus cedo até o aeroporto de Catânia, onde retiramos um carro alugado e rumamos até Agrigento, para conhecer o Vale dos Templos. Seguimos para Trapani, onde pernoitamos;

17º dia - Trapani - praia de San Giuliano, e mais tarde, fomos conhecer Erice;

18º dia - Trapani / Favignana - bate-volta à ilha de Favignana;

19º dia - Trapani / San Vito lo Capo - bate-volta a San Vito Lo Capo;

20º dia - Palermo - novamente fomos a San Vito Lo Capo, mas dessa vez fizemos um passeio de barco por Scopello e pela Riserva dello Zingaro. Entregamos o carro no aeroporto de Palermo e nos hospedamos nessa cidade;

21º dia - Palermo - Aproveitamos umas horas na praia de Mondello e, após, visitamos alguns pontos turísticos de Palermo, entre eles o Palácio dos Normandos.

22º dia - Palermo / Cefalù - bate-volta a Cefalù;

23º dia - Palermo / Roma - manhã na praia de Mondello. Pegamos um voo para Roma e pernoitamos ao lado do aeroporto. Cedinho do dia seguinte pegamos nossos voos e fim de viagem.

 

Vou procurar fazer o relato de maneira mais sucinta e objetiva, pois nem todo mundo tem paciência de ler textão hahaha, mas quem tiver interesse em saber tim-tim por tim-tim como foi, está tudo relatado no meu blog: https://recordacoesdeviagens.wordpress.com/2017/08/27/roteiro-de-viagem-pela-italia/

 

E segue aqui o vídeo da viagem, pra dar uma ideia dos lugares lindos que a gente conheceu. :P

 

 

Volto no próximo post para contar mais. Abraços!

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Continuando...

Hospedagens:

Roma: Merulana Rome City B&B - €129,60 por três diárias (+€3,50/pessoa/dia de imposto municipal turístico). Reservado pelo Booking. Quarto com duas camas de solteiro. Café da manhã incluído, servido no quarto, simples e gostoso. O banheiro é compartilhado entre três quartos, não tivemos problemas. Ar condicionado, wi-fi e cozinha disponível para uso. O quarto é simples e a mobília também, mas suficiente e limpo. Bem localizado, próximo do Termini e a 10 minutos de caminhada do Coliseu. Fomos atendidos pelo Stefano e pelo Francesco, ambos super simpáticos e gentis.

Nápoles: Hotel Cineholiday - €39,60 por uma diária (+€2,50/pessoa/dia de imposto municipal turístico). Reservado pelo Booking. Quarto com duas camas de solteiro, banheiro, ar condicionado. O café da manhã não estava incluído na nossa tarifa, mas eles oferecem essa opção. O ponto forte é sua localização, junto à estação de trens e metrô, excelente para quem vai ficar pouco tempo na cidade e pretende pegar um trem cedo para Pompeia, como era o nosso caso.  

Sorrento: Sorrento Apartments - €192,00 por três diárias (+€1,50/pessoa/dia de imposto municipal turístico). Reservado pelo Booking. Quarto (estilo quitinete) com uma cama de casal, banheiro, ar condicionado, mini-cozinha e wi-fi. Pequeno mas bem equipado, bem limpo e com ótimo atendimento. Muito bem localizado, próximo ao elevador que leva à praia e ao píer, a uns 10 minutos da estação de trens. 

Minori: Hotel Europa - €154,00 por três diárias (+€1,00/pessoa/dia de imposto municipal turístico). Reservado pelo Booking. Tínhamos lido avaliações bem, digamos, polêmicas sobre esse hotel. Diversas pessoas reclamavam que as proprietárias eram grosseiras, falavam gritando e brigavam entre si na frente dos hóspedes. Acabamos pegando esse hotel porque era muito mais barato em comparação a outros que também tinham boa localização (outras opções econômicas ficavam a quilômetros das praias, enquanto esse, a 3 minutos a pé!). Pensamos “vamos lá, vamos aguentar no osso essas senhoras nos xingando, em nome da economia” hahaha. Mas tudo correu bem, tratamos elas com educação e elas nos trataram da mesma forma. É verdade que elas brigam na frente dos hóspedes, durante o café da manhã inclusive… mas é só não se envolver que tudo fica bem :P . Uma delas fala alto, parece que está xingando as pessoas, mas o jeito dela é assim. Por outro lado, vi alguns hóspedes fazendo umas perguntas sem noção e aí o bicho pegou pro lado deles!

Taormina: Apartamento “Sea See new design -Taormina center” - € 220 por quatro diárias (+€1/pessoa/dia de imposto municipal turístico). Reservado pelo Airbnb. A dois minutos de caminhada do terminal de ônibus de Taormina, outros dois minutos do teleférico que leva à praia e a cinco minutos da Porta Messina, entrada da rua principal da cidade. Apartamento pequeno mas funcional, pequena cozinha onde pudemos preparar nossas refeições. A sacada é a melhor coisa do apartamento, qualquer refeição, fosse café da manhã, janta ou um simples cafezinho preto, fazíamos ali. Chuveiro bom, wi-fi também. O check-in foi feito no Hostel Taormina, e assim tivemos um lugar para deixar nossas bagagens até o horário de poder entrar no apartamento. O único ponto que poderia melhorar é a limpeza, todas as louças e utensílios de cozinha tiveram que ser lavados antes do uso.

Trapani:  Ângelo Apartments - €182,00 por quatro diárias (+€1,00/pessoa/dia de imposto municipal turístico). Reservado pelo Booking. Quarto (estilo quitinete) com uma cama de casal, banheiro, ar condicionado, mini-cozinha e wi-fi. Quarto espaçoso, limpo e o proprietário é muito atencioso e gentil. A cozinha é realmente mini, cozinhar ali requer um certo malabarismo, mas é funcional. A dez minutos do estacionamento público da Piazza Vittorio Emanuele, a cinco minutos do porto de onde saem os ferrys para as ilhas Égadi, na esquina da Corso Vittorio Emanuele (rua cheia de bares e restaurantes). Café da manhã incluso - bem simples: um café e um croissant.

Palermo: La Maison Bleue - €120,00 por três diárias. Reservado pelo Booking. Nunca ficamos em um apartamento alugado pelo Booking ou Airbnb em que o proprietário tenha sido tão cuidadoso conosco! Todos os detalhes foram pensados para nos sentirmos em casa! Ele deixou diversas coisas para tomarmos café da manhã (cafés, leite, sucos, biscoitos, croissants, manteiga, geleias) e aqueles itens essenciais para cozinhar e que muitas vezes temos que comprar uma embalagem para usar só um pouquinho: sal, azeite, açúcar, vinagre, etc. Além disso, ele ficou disponível pelo Whatsapp para qualquer coisa e foi muito gentil em nos permitir fazer o check-out mais tarde, já que ele não tinha reservas para o mesmo dia. O wi-fi funcionou perfeitamente bem. O apê tem ar-condicionado e é amplo. Fica a um pulo da estação de trens, ou seja, colado ao ônibus do/para o aeroporto e com várias linhas de transporte público para vários pontos da cidade.

 

Observações:

  1. Hospedagem na Costa Amalfitana foi coisa bem complicada de se achar a preços decentes. Dividimos a estadia nesta região para facilitar os deslocamentos, pois a estrada entre as praias é extremamente estreita e sinuosa e qualquer deslocamento toma bastante tempo, então montar base perto dos lugares que se quer conhecer é uma boa estratégia. 
  2. Ainda sobre a Costa Amalfitana: muitas hospedagens mais em conta que aparecem no Booking são em pequenas cidades distantes da praia, é bom tomar cuidado com esse detalhe a não ser que haja disposição para dispender bastante tempo nos deslocamentos. As opções mais econômicas à beira da praia geralmente ficam fora das cidades mais famosas (Amalfi e Positano). Em Sorrento ficamos em um quitinete com cozinha, o que nos fez economizar em várias refeições. Em Minori, não tínhamos cozinha disponível, mas havia café da manhã e, por ser uma praia menos badalada, encontramos restaurantes a preços razoáveis para comer.
  3. Em Taormina também foi complicado de achar algo não tão caro. Apostamos nesse apê do Airbnb, que estava um tanto quanto estranho por não ter avaliações recentes e demos sorte, pois ele era muito bom. Esse apartamento é administrado pelos mesmo proprietários do Hostel Taormina, onde passamos para fazer o check-in e nos pareceu ser bem legal e boa opção para quem vai sozinho.
  4. Trapani não é uma das cidades turísticas mais famosas da Sicília, mas tem uma localização excelente para fazer vários bate-voltas na região e acabou sendo uma estadia super agradável justamente por não estar tão cheia de turistas. 
  5. Enfim, foi toda aquela função de avaliar custo x benefício, considerando localização das hospedagens, distância dos pontos turísticos, se tinha cozinha ou pelo menos café da manhã... Nem sempre o que é mais barato é de fato mais econômico, uns euros a mais para ter onde preparar as refeições ou para não ter que pegar um ônibus até a praia pode valer muito mais a pena, ainda mais para duas pessoas.

 



 

 

 

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Época:

Julho e agosto são, obviamente, o auge do verão por lá, mas são também os meses de férias dos europeus e há muito turismo interno além dos estrangeiros. O que quero dizer com isso é que tudo é muito cheio (muuuito cheio, mesmo) e inclusive os preços aumentam em função dessa alta demanda.

Viajamos em julho porque é quando conseguimos tirar férias, mas recomendo a quem tenha mais flexibilidade que vá em outros meses. 

Quem estiver a fim de curtir praia, como nós, deve procurar os meses do verão, pois a água lá é bem fria e fora do período junho-setembro o banho de mar fica praticamente inviável. No inverno, muita coisa fecha e os horários de transporte público reduzem bastante, duas questões bem importantes de serem avaliadas por quem pretende ir para lá nessa estação.

 

Transportes:

Compramos com antecedência os trechos Roma a Nápoles e o trem noturno de Nápoles a Taormina, no site da Trenitália. Os preços promocionais aparecem entre 90 e 120 dias antes da data da viagem, então faltando quatro meses para o trecho que a gente queria, começávamos a cuidar o site, duas ou três vezes por semana, até a passagem estar disponível. Pagamos €24,90/cada no trecho Roma-Nápoles (no trem mais rápido, pouco mais de uma hora de viagem; existem outras opções mais baratas em trens que levam mais de duas horas) e €67,40/cada no trajeto Nápoles-Taormina em uma cabine privativa para duas pessoas (também existem opções mais baratas, como cabines para mais pessoas e até mesmo assentos). Deixar para comprar mais perto da data dá mais flexibilidade, mas também encarece o bilhete.

Para os deslocamentos de trens menores, as passagens foram compradas na hora, pois não há diferença de preço em comprar com antecedência e a possibilidade de não conseguir lugar no trem é quase nula, pois vai um monte de gente em pé. Os deslocamentos Nápoles-Pompeia e Pompeia-Sorrento são operados pela EAV (antiga Circumvesuviana) e os horários podem ser consultados aqui: http://www.eavsrl.it/web/sites/default/files/eavferro/Napoli Sorrento.pdf (apenas para referência, pois eles não são nada pontuais). O trecho Salerno-Nápoles é operado pela Trenitália.

Na Costa Amalfitana, fizemos todos os deslocamentos entre as praias de ônibus, na maior parte do tempo funcionaram bem e com pontualidade. Horários aqui: http://www.positano.com/en/bus-schedule. Notem que existe uma linha que vai de Sorrento a Amalfi e outra que vai de Amalfi até Salerno, não é possível ir, por exemplo, de Sorrento a Minori sem trocar de ônibus. Para quem pensa em alugar carro, eu desaconselho fortemente, principalmente na alta temporada. A estrada é estreitíssima, sinuosa e à beira do penhasco. Não raro os motoristas dos carros precisam voltar de ré e manobrando nas curvas porque no sentido contrário está vindo um ônibus. Estacionar, então, é o próprio inferno. O "acostamento" (entre aspas, pois é tão estreito que não chega a ser um acostamento) está sempre abarrotado de carros, e as pessoas ficam rodando bastante tempo até achar uma vaga. Para completar, a maioria dos carros tem as laterais riscadas e não tem espelho retrovisor. Chega a ser engraçado. Acho que os moradores compram um carro, logo em seguida perdem o espelho e nunca mais se preocupam em repor, porque sabem que será arrancado de  novo. 

Na Sicília, fizemos boa parte dos deslocamentos com transporte público. As empresas variam conforme a região, esse post aqui fala quais empresas operam em quais rotas: http://descobrindoasicilia.com/2014/06/sicilia-de-onibus-principais-linhas-interurbanas/ (fazendo um parênteses, esse site é ex-ce-len-te e foi fundamental na parte do planejamento da Sicília). Somente em uma parte da viagem, desde Catânia, passando por Agrigento, Trapani e indo para Palermo, as opções de transporte público eram tão ruins, mas tão ruins (poucos horários, baldeações etc), que alugamos um carro. Acabou ficando pouca coisa mais caro do que somando todos os trechos de trens e ônibus para nós dois (recomendo colocar na ponta do lápis deslocamentos a serem feitos versus número de pessoas). A dica que deixo é reservar o carro com antecedência. Quando comecei a pesquisar, achei opções de aluguel pegando o carro em Catânia (em Taormina encarecia muito) e devolvendo em Palermo, sem cobrança de taxa por entregar em local diferente da retirada. Fui deixando para depois, e quando finalmente fui reservar, só achei opções com cobrança dessa maldita taxa, foi um gasto desnecessário de 60 euros . Ah, pegamos o carro pela Italy Car Rent, através da Rentalcars.

 

Praias:

Não esperem praias como a gente está acostumado aqui no Brasil.

A água é sempre fria e muitas das praias são de pedrinhas e não de areia. É necessário comprar um daqueles tênis próprios para entrar no mar ou papetes, pois as pedrinhas machucam os pés. Deitar para tomar sol nas pedras também requer pelo menos uma toalha mais grossa, nem pensar em colocar somente uma canga (a gente usava aquela toalha compacta da marca Kingcham que vende na Decathlon - todo mundo por lá usa a mesma e só varia a cor hehe - com a canga por cima, ficava ok).

Outro lance interessante é que muitos dos espaços das praias são ocupados pelos chamados lidos. É como um clube de praia, com espreguiçadeiras, guarda-sóis, bar, banheiros, chuveiros e alguns até com wi-fi, em um espaço reservado somente às pessoas que pagam por esse serviço (os preços variam de € 12 a € 25 para o casal). Mas geralmente há um espaço que é a parte pública (pelo menos todas as que fomos tinham).

 

Passeios reservados com antecedência:

Reservamos com antecedência somente dois passeios:

  • Visita noturna ao Coliseu - é uma visita exclusivamente guiada e nem sempre está ocorrendo (em 2014 não tinha). Compramos no site http://www.coopculture.it/events.cfm?id=177, custou €20 por pessoa.
  • Tour da Necrópole do Vaticano - também exclusivamente guiado e em grupos de até 12 pessoas. É preciso enviar um e-mail para [email protected] com as informações que constam neste link: http://www.scavi.va/content/scavi/en/prenotazione.html. Eles respondem dizendo qual dia, horário e idioma eles podem te encaixar e, caso a pessoa concorde, faz o pagamento e depois recebe a confirmação. Custou €13 por pessoa.

De resto, mesmo nos locais mais turísticos que queríamos visitar, como Pompeia e o Vale dos Templos de Agrigento, foi muito tranquilo de comprar ingresso na hora.
 

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Roma


1º dia


Chegamos em Roma após as quatro da tarde. Saindo do portão de desembarque, há várias empresas que fazem o transporte até a Estação Termini, no centro da cidade, não é necessário reservar com antecedência. Escolhemos a empresa que tinha o próximo ônibus saindo, a Schiaffini, e em cerca de 50-60 minutos chegamos ao Termini.

Até o nosso B&B fomos caminhando, uns 10 a 15 minutos. Fizemos checkin, largamos nossas coisas e saímos para a rua. Pegamos o metrô (compramos tíquetes na máquina de auto-atendimento) e descemos na estação Barberini.

Passeamos pela Fontana di Trevi, Coluna de Marco Aurélio e Templo de Adriano. Passamos pelo Panteão, que já estava fechado, e seguimos até a Piazza Navona. 

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Fontana di Trevi.

 

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Coluna de Marco Aurélio.

 

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Templo de Adriano.

 

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Panteão.

 

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Piazza Navona.

 

Não programamos nada para esse dia pois era o dia da chegada, o voo pode atrasar e etc, então foi um passeio bem descompromissado, caminhando por onde dava na telha.
Quando cansamos, pegamos um ônibus para voltar ao B&B. As paradas de ônibus tem placas descrevendo o trajeto de cada linha, então foi bem fácil de identificar qual ônibus tínhamos que pegar. Outro detalhe importante é que não é possível pagar a passagem dentro do ônibus, é necessário comprar o tíquete em um tabacchi (tabacarias, identificadas por placas em azul com uma letra T em branco), estão espalhados pela cidade. Ao embarcar, é preciso convalidar o tíquete, inserindo-o em uma maquininha que carimba o dia e a hora em que ele está sendo usado.

Chegamos de volta ao B&B quase dez da noite, e a recém estava terminando de anoitecer. Isso é uma coisa boa desta época, apesar do calorão, os dias são muito longos.
Bem ali em frente havia um restaurante com menu fixo, comida decente. O cansaço era tão grande após os voos desde o Brasil que mal conseguimos jantar.

 

2º dia


Levantamos cedo e pegamos o metrô até a estação Piramide, só passamos para ver a Pirâmide de Caio Cestio e a Porta San Paolo e seguimos caminhando até o Parque Savello, no alto do Aventino, uma das sete colinas de Roma.

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Pirâmide de Caio Cestio e a Porta San Paolo.

 

A vista da cidade que se tem de lá é linda, e além disso é lá que está o Buco della Serratura: um portão que, quando espiamos pela sua fechadura, vemos um caminho tomado de arbustos e lá ao longe, como que emoldurada, a cúpula da Basílica de São Pedro. Havia uma pequena fila para espiar pelo buraco da fechadura hehe, mas é bem bonito e curioso.

Andamos até o Circo Massimo e seguimos até as Termas de Caracalla, onde entramos para fazer a visitação. Lindo lugar!

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Termas de Caracalla.

 

Passamos em frente ao Coliseu, seguimos pela Via dei Fori Imperiali e entramos nas ruas atrás do Foro de Augusto, procurando um lugar para almoçar. Comemos uma pizza e uma massa maravilhosas no restaurante Wanted.

Fomos até a igreja de San Pietro in Vincoli, que tem a maravilhosa estátua do Moisés de Michelângelo Voltamos para a região dos Foros Imperiais, que é um museu a céu aberto e uma atração gratuita simplesmente fantástica.

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Moisés de Michelângelo, na San Pietro in Vincoli.

 

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Foro de Augusto.

 

Voltamos ao B&B para dar uma descansada (do calor, inclusive), e mais tarde fomos até o Coliseu (fomos caminhando, do B&B até lá leva cerca de 10 minutos) para fazer a visita noturna.
Essa visita chama-se La Luna Sul Colosseo (= a lua sobre o Coliseu) e funciona em um horário em que o Coliseu está fechado para visitas normais. Isso significa que a quantidade de gente lá dentro é absurdamente menor, além da visita ser guiada e o guia contar um monte de histórias, fatos e mitos sobre o lugar. A visita iniciou ainda com dia claro na arena, depois desceu para as galerias subterrâneas, e quando saímos de volta lá na parte de cima, tinha anoitecido e a lua cheia estava brilhando sobre o Coliseu. Foi mágico e indescritivelmente lindo!

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Jantamos em um restaurante das redondezas e voltamos a pé pro B&B.

 

3º dia


Pegamos um tram até o bairro de Trastevere. Bairro super bonitinho, ruas estreitas e prédios com sacadas cheias de flores, uma graça para passear.

Entramos na Basílica di Santa Maria in Trastevere e depois subimos até a Fontana dell’Acqua Paola.

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Basílica di Santa Maria in Trastevere.

 

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Fontana dell’Acqua Paola.

 

Dali fomos a pé até o Vaticano, uma caminhada não tão curta mas em um caminho bem arborizado e com bastante sombra. No caminho, passamos pelo Belvedere Niccolò Scatoli, ou Terrazza del Gianicolo. Linda vista da cidade!

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Belvedere Niccolò Scatoli.

 

Chegamos no Vaticano com uma boa antecedência para o nosso Tour da Necrópole, que estava marcado para as 14:30. Então tivemos tempo para almoçar com calma, passear pela Praça São Pedro, sentar para descansar…

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Passamos por um detector de metais antes da visita e as recomendações são as mesmas de acesso à Basílica: joelhos e ombros cobertos, não portar mochilas ou volumes grandes, nada de decotes etc. Além disso, não é permitido tirar fotos.

Nosso tour foi em português e guiado por uma brasileira. A área da Necrópole tem o ar pesado, úmido, abafado e o cheiro não é dos mais agradáveis. Logo no início uma mulher do nosso grupo se sentiu mal e pediu para voltar. 

Não existe melhor maneira de descrever o local do que dizendo que é incrível. O chão é de terra, as paredes de tijolos, o teto é baixo. Há sarcófagos de mármore e mausoléus decorados com mosaicos e pinturas. A guia vai contando como eram os costumes da época, o significado de símbolos que aparecem nas inscrições e muito da história do catolicismo. É repleta de fatos históricos e a religião é contada do ponto de vista de como se desenvolveu. Em resumo, a visita encanta pessoas que tenham interesse tanto na religião quanto na história. 
A visita termina dentro da Basílica, evitando assim a gigantesca fila que se formava na Praça. Passeamos pelo seu interior para rever sua decoração maravilhosa.


Pegamos o metrô até a Piazza di Spagna, na esperança de ver suas escadarias floridas, mas estava tudo seco. Passeamos até a Piazza del Popolo e pegamos um metrô de volta ao B&B.

À noite, fomos jantar no Mercato Centrale. É um espaço relativamente recente que funciona dentro da Estação Termini, com diversos restaurantes em um amplo espaço comum, vendendo diferentes tipos de alimentos e bebidas. Petiscamos algumas porçõezinhas de coisas diferentes, tipo arancini, carciofi alla romana (alcachofras temperadas com azeite e ervas), sanduíche com beringela à parmigiana e spaghetti al nero di seppia com vôngoles, tudo acompanhado por alguns Aperol Spritz. ;)

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Mercato Centrale.

 

Gastos básicos:

  • ônibus do aeroporto até Termini: 5,90
  • tíquetes de transporte público (metrô, ônibus ou trams): €1,50
  • refeições: as refeições completas ficaram na faixa de preço de 9,00 a 12,00 por pessoa
  • pizza a taglio: opção econômica para um lanche, em média custam €4,00
  • ingresso nas Termas de Caracalla: 8,00
  • ceva no supermercado: pack com 3 long necks de Birra Moretti por +- €2,50
  • ceva nos bares e restaurantes: entre €3,00 e 4,00 a long neck, €6,00 a 7,00 a garrafa
  • sorvete (comam muitos, são magníficos :P ): fica na faixa de €2,50 a 3,50
  • porções no Mercato Centrale: ao redor de €5,00 cada (comemos super bem e com dois Aperol Spritz gastamos €31,00)

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Nápoles e Pompeia

4º dia


O trem vindo de Roma chegou em Nápoles pelas dez da manhã. Nossa hospedagem era bem pertinho, deixamos as bagagens lá e saímos para passear.

Fomos de metrô até a Estação Toledo, que tem uma decoração interna bem bonita e interessante. 

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Estação de metrô Toledo.


Saindo, já estamos no Quartieri Spagnoli, bairro com aquelas ruas estreitas e sacadas com varais cheios de roupas - aquela imagem bem característica de Nápoles.

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Quartieri Spagnoli.

 

Passamos pelo Teatro San Carlos e pela Piazza Plebiscito, onde ficam o Palácio Real e a Basílica Real. Seguimos até a beira-mar.

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Piazza Plebiscito.

 

A visão do Golfo de Nápoles é muito bonita, mas o Vesúvio estava com uma fumaceira estranha e ficamos um pouco apreensivos achando que ele entraria em erupção justo naquele dia hehehe (somente à noite, procurando informações sobre se essa fumaça era uma atividade normal, descobri que se tratavam de incêndios nas suas encostas).

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Vesúvio e a fumaceira estranha...

 

Também achamos muito curioso ver as pessoas curtindo “praia”, porém por cima das pedras.

Almoçamos um menu fixo super bem servido e fomos visitar o Castel Dell’ovo. Conta a lenda que esse castelo protege um ovo que, se um dia for quebrado, causará uma catástrofe na cidade :D . A construção do castelo é bonita e de lá temos belas vistas dos arredores.

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Entrada do Castel Dell’ovo.


Passamos ainda em frente ao Castelo Nuovo e pegamos o metrô para retornar ao hostel. 


Mais tarde, saímos para comer na famosa Antica Pizzeria Da Michele (fomos a pé do hostel, uns 10 minutos de caminhada). Muita gente aglomerada em frente, aguardando lugares. Esperamos por uns 45 minutos, enquanto isso tomamos uma ceva em um bar em frente.

O lugar é super simples e as mesas são compartilhadas a fim de se aproveitar todos os assentos disponíveis. Os sabores são somente margherita ou marinara, e as bebidas são servidas em copos de plástico. Mas a pizza… meo deos! Que delíciaaa! Valeu a espera e, se um dia eu voltar a Nápoles, como lá de novo sem dúvida!

A região ao redor da Pizzeria e do hostel não é das mais bonitas, um pouco suja e um pouco degradada, mas não achamos perigoso e não vimos nada de anormal.

Li muitas opiniões sobre Nápoles que se dividiam entre o “amo” ou “odeio”. Para nós não foi nenhum dos dois, foi só uma cidade interessante de conhecer e serviu de pit-stop para irmos a Pompeia. Gostaríamos muito de ter visitado duas atrações que fecham justamente às terças-feiras, dia em que estivemos lá: o Museu Arqueológico e a Cappella Sansevero. Optamos por não modificar o resto do nosso roteiro em função disso, então, quem sabe em uma próxima oportunidade! 

 

5º dia


Compramos na hora o bilhete da EAV, havia um monte de gente comprando na hora mas a fila foi bem rápida. A linha é a Nápoles-Sorrento, e deve-se descer na estação Pompei-Scavi - Villa dei Misteri.

A saída atrasou em relação ao horário previsto e o trem é bem baleado, vai cheio de gente em pé é fica um calorão lá dentro. Dá uns 40 minutos até Pompeia.

O parque arqueológico tem armários automáticos para guardar volumes pequenos e médios, e há também uma sala para guardar os volumes grandes.

Entramos no parque naquela empolgação de querer ver tudo. Depois do deslumbramento inicial dos primeiros minutos, pegamos o mapa que recebemos e marcamos à caneta os pontos que eles mesmos indicam como must see atractions.

A dica que deixo é essa: baixem o mapa que eles disponibilizam no site, é idêntico ao que eles fornecem lá (http://pompeiisites.org/allegati/Pianta degli scavi di Pompei - Plan of the excavations of Pompeii(2).pdf). Imprimam e marquem os pontos das atrações imperdíveis (está nesse mesmo PDF do mapa) e planejem uma rota. Acreditem, isso faz a diferença! O lugar é imenso e, especialmente nos meses de calor, a visita se torna (fisicamente) bem cansativa. Há pouquíssimas sombras e, mesmo havendo torneiras de água potável espalhadas pelo parque, a água sai quente - não ajuda a refrescar e não mata a sede.

Ficamos cerca de 5 horas lá dentro, é absolutamente fantástico! É muito louco pensar que a mesma tragédia que matou centenas de pessoas foi o que permitiu manter essa cidade praticamente intacta. Muito do que se sabe hoje sobre a vida dos romanos nessa época veio depois que Pompeia e outras cidades da região, soterradas por cinzas, foram escavadas. Está quase tudo lá: casas, mansões, teatros, templos, lojas... Objetos de uso comum e decorativos, estátuas, chãos em mosaico, pinturas nas paredes… É uma viagem no tempo.

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Voltamos à entrada do parque e fizemos um lanche enquanto esperamos o trem seguinte (que também atrasou), para Sorrento.


Gastos básicos:

 

  • tíquete de metrô em Nápoles: 1,10 cada
  • almoço em Nápoles (menu fixo): 8,00 / pessoa
  • ingresso Castel Dell’ovo: grátis
  • duas pizzas+duas cervejas long neck na Antica Pizzeria Da Michele: 12,00
  • trem de Nápoles a Pompeia: 2,80 / pessoa
  • guarda-volumes Pompeia: grátis
  • entrada Pompeia: 13,00 / pessoa
  • sanduíche inflacionado nos bares junto à entrada do sítio: 7,00
  • trem Pompeia a Sorrento: 2,40 / pessoa
     

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Costa Amalfitana


Não sei porque cargas d’água, eu imaginava que a Costa Amalfitana era linda mas que não devia ser tudo o que falam… Pois bem, ela é tudo o que falam e muito mais! Ficamos seis dias, metade em Sorrento e metade em Minori, e foi uma excelente estratégia para conhecer boa parte da costa sem perder tanto tempo nos deslocamentos (como eu já comentei lá em cima, na parte sobre os transportes).


Seguindo com o relato...


Chegamos na estação de trens em Sorrento e caminhamos até a nossa hospedagem. Saímos para fazer um reconhecimento dos arredores, e o primeiro lugar foi o mirante ao lado do Convento di San Francesco. Que vista!

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Dali mesmo sai a estradinha que leva à parte baixa (praia e porto) e há também um elevador para quem quer poupar tempo e evitar a fadiga haha (mediante pagamento, é claro). 


Fomos a um supermercado abastecer o frigobar do nosso quitinete.


Depois de passear bastante e de nos divertirmos vendo a high society italiana e europeia desfilando suas mega produções e jóias pelas ruas :D , fizemos uma janta no apê com direito a prosecco (garrafa de prosecco ficava entre €4 e €5 no supermercado, tomamos várias até o fim da viagem - se não aproveitássemos por esse preço, quando então? :P ).


6º dia


Fomos a pé até o Bagni della Regina Giovanna, aproximadamente 50 minutos de caminhada desde o centro de Sorrento (uns 40 pela estrada e mais uns 10 pela pequena trilha).
É um piscinão natural no meio de uma parede de rochas e com uma fenda que dá para o mar. Lugarzinho simplesmente espetacular! Passamos boa parte da manhã por lá.

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Bagni della Regina Giovanna visto de cima.

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A piscina natural e a fenda para o mar.


Retornamos até a estrada e ali pegamos um ônibus de volta ao centro da cidade. Aproveitamos para almoçar no restaurante do lugar onde estávamos hospedados, comida nada demais mas preço decente.


Descemos de elevador para a praia. Existem muitos lidos e o espaço público da praia é minúsculo e estava abarrotado. Como os gastos do dia estavam pequenos, ficamos em um lido (o “menos caro” que encontramos). Foi o lido mais caro da viagem toda, mas passamos o resto da tarde no esquema patrão haha!

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A praia pública de Sorrento se resume a este pedaço aí.


Estar dentro do mar em Sorrento e olhar para aquele paredão de pedra e a cidade lá em cima chega a ser surreal.

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Ao entardecer, passamos no porto e pesquisamos preços e horários dos ferrys para Capri, para o dia seguinte. Para comprar os tíquetes com antecedência, era preciso pagar uma taxa extra de €1,50/pessoa/trecho, optamos por chegar um pouco mais cedo e comprar na hora.


À noite, mais um passeio pelas ruas charmosas e novamente fizemos uma janta deliciosa e barata no quitinete.


7º dia


Chegamos no píer uma meia hora antes do horário de saída do ferry para Capri e foi bem tranquilo de comprar os tíquetes na hora (a embarcação acabou saindo com vários lugares disponíveis). Procurem sentar do lado esquerdo do barco, pois as vistas da costa e da ilha na chegada são lindas.

Ao desembarcar, há um assédio grande de vendedores de coisas variadas, inclusive de passeios. Quem tiver interesse em fazer os passeios de volta à ilha e para a Gruta Azul pode aproveitar esse momento, mas não era o nosso caso.

Compramos os bilhetes do funicular e de ônibus também. Pegamos o funicular até o centrinho de Capri, lá no alto. Paramos um pouco para curtir a vista no mirante junto à estação do funicular, e depois pegamos um ônibus até a Marina Piccola. 

Marina Piccola tem diversos restaurantes com espaço privativo para clientes, mas tem também um bom espaço público. Apesar de cheia, conseguimos um bom lugar na sombra de um dos restaurantes e passamos um bom tempo ali. O banho de mar é espetacular, a água é muito transparente. 

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Marina Piccola.

 

Bem na entrada da praia tinha um bar com uma pizza barata, somente para levar, então pegamos a caixa da pizza e comemos na beira da praia mesmo.

Mais tarde, subimos de ônibus de volta ao centro e dali caminhamos, pelas ruas muito charmosas, até o Giardini Augusto. Lugar bem florido, muito agradável, e com vistas de tirar o fôlego da Via Krupp e dos Faraglioni.

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Via Krupp.

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Faraglioni.

 

Retornamos para o centro e descemos com o funicular. Há um caminho que sai do lado da estação do funicular para quem quiser descer a pé (obviamente dá também para subir por ele, mas aviso: é bem íngreme).

Ficamos a última horinha antes do nosso ferry de retorno na praia ao lado do píer. Essa praia, a Marina Grande, é chamada de feia por algumas pessoas, mas é feia no padrão Capri :D . Água verde e transparente e ao fundo diversas construções da cidade. A praia é bem ampla e tem um climão legal, pessoal bem à vontade.

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Marina Grande.

 

Capri foi mais um lugar que eu esperava que fosse lindo mas que imaginava ter muita fama em cima, porém fiquei realmente encantada! Toda a fama se justifica, as paisagens são especiais e vale, sem dúvida, o bate-volta. Poder se hospedar lá deve ser uma experiência e tanto…

Mais tarde, última noite em Sorrento, os gastos dentro do previsto até então, fizemos uma pequena extravagância e jantamos em um restaurante típico chamado O’Murzill. Comida deliciosa!

 

Gastos básicos:

  • ônibus de Bagni della Regina Giovanna a Sorrento: 1,30/pessoa
  • supermercado (itens para fazer duas jantas, três cafés da manhã, duas garrafas de Prosecco, água mineral e biscoitos): 33,00
  • elevador da parte alta até a praia, bilhete de ida+volta: 1,80
  • Lido Peter’s Beach (duas espreguiçadeiras+um guarda-sol): 25,00
  • ferry para Capri (bilhete ida+volta, empresa Caremar): 30,90/pessoa
  • bilhete de funicular em Capri: 2,00/cada
  • bilhete de ônibus  em Capri: 2,00/cada
  • pizza para levar na Marina Piccola: 6,00
  • ingresso Giardini Augusto: 1,00/pessoa
  • janta para dois no O’Murzill’ (com vinho e sobremesa): 38,00

 

8º dia


Pegamos o ônibus para ir até Amalfi junto à estação de trens. Chegamos com uma antecedência de uns 15 minutos e o bus já estava lotado, viajamos em pé. Compramos um bilhete de dia inteiro para usar os ônibus. 

Mais de hora até Amalfi, pela estrada estreita e sinuosa, e que por muitos momentos passa na beira dos penhascos. Paisagens absurdas de lindas, a galera no busão vai o tempo inteiro exclamando “óóós”, curva após curva. Em Amalfi, trocamos de ônibus, e dali até Minori levou mais uns 15 minutos.

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Paisagens da estrada da Costa Amalfitana.

 

Fizemos check-in, largamos as coisas e saímos para procurar um lugar para almoçar. A primeira coisa que chamou a atenção foi a calmaria do lugar. Ruas tranquilas, pouca gente circulando… Mais um ponto positivo para a escolha de se hospedar em um lugar menos badalado (além do preço mais baixo), pelo menos para quem não gosta de muvuca, como nós.

Perguntei para o rapaz que nos atendeu no restaurante se era tranquilo de subir a pé a trilha até Ravello. Ele respondeu com os olhos arregalados um “Mamma Mia” tão enfático que acabou com qualquer dúvida nossa sobre como ir até lá hahaha.

Depois de almoçar, ficamos um tempo na praia de Minori. Há alguns lidos, mas ficamos na parte pública, que tem um espaço bom.

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Praia de Minori.

 

Mais no fim da tarde, pegamos um ônibus até Amalfi e lá, outro até Ravello. O ônibus sobe bastante até lá e os caminhos são bem inclinados. Pude entender o espanto do rapaz do restaurante quando perguntei sobre a trilha, no calorão de julho realmente acho bem complicado de subir aquilo tudo.

Ravello é maravilhosa! Não bastassem as vistas lindas da costa, a cidade é um encanto! Construções bonitinhas, ruas estreitas, pavimento de pedras, muitas flores… um mimo!

Conhecemos a Villa Rufolo e depois ficamos andando meio sem rumo pelas ruas, degustando a beleza do lugar.

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Vista de um dos mirantes da Villa Rufolo.

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Pelas ruas de Ravello.

 

Descemos para Amalfi e demos uma passeada pela região central. Muitos bares e restaurantes, todos cheios de gente. Entramos também no Duomo para conhecer, mesmo já sendo noite ele ainda estava aberto.

Retornamos para Minori e, como nosso hotel não tinha cozinha para hóspedes, o jeito era procurar um lugar para jantar. Achamos um restaurantezinho super simpático, chamado A’Ricetta, com mesinhas na rua, ao lado de uma praça onde estava acontecendo uma apresentação gratuita de um coral de menino/as - com um repertório bem moderno, muito legal. Foi um jantar com música mas sem pagamento de couvert haha, estava muito bom.


9º dia


Pegamos o bus em direção a Amalfi, mas descemos um pouquinho antes na praia de Castiglione.

Uma escadaria leva até a praia, que é toda cercada por uma parede de pedra. Linda! Tem um bom espaço de praia pública e passamos bom tempo lá. Mesmo sendo domingo, estava bem sossegada.

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Castiglione.

 

Caminhamos até Amalfi, pertinho, uns 15 minutos e com vistas lindas.

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Chegando em Amalfi.


Depois de passear um pouco em Amalfi, encontramos na rua principal do centro, uns 100 metros para dentro, um mini mercado com preços bem simpáticos. Eles fizeram paninis (sanduíches) para nós. Escolhemos o tipo de pão, de fiambre, de queijo, se queríamos com ou sem azeite, tomate, sal, orégano, fatiaram e montaram tudo na hora, fresquíssimo, uma delícia! Compramos garrafinhas de porções individuais(250 ml) de prosecco e fizemos um piquenique sob a sombra de uma árvore perto da beira da praia. Foi uma das melhores refeições que fizemos durante a viagem, pelo sabor e pelo cenário de fundo.

A praia de Amalfi estava bombando, então caminhamos até Atrani, que fica do lado. Movimento bem menor de gente e espaço público bem grande. Passamos o resto da tarde ali.

Antes de ir embora, ainda passeamos um pouco pelo “povoadinho” de Atrani. Lugarzinho super charmoso, simpático e agradável.

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Praia de Atrani.

 

Voltamos para Minori e fomos conhecer a Pasticceria Sal de Riso, local famoso pela qualidade de seus doces. Difícil escolher um, viu? Todos lindos e apetitosos. Os que provamos, apesar de carinhos, eram mesmo maravilhosos.

À noite, caminhando por Minori, descobrimos um concerto grátis, que já ia começar. Assistimos à apresentação e depois, jantamos um prato básico de massa no mesmo restaurante em que almoçamos no dia anterior.

 

10º dia


Saímos do hotel para ir a Positano. Chegando em Amalfi, na hora de trocar de ônibus, nos informaram que a estrada estava fechada.

Ficamos um tempo em Atrani, aproveitando a praia e esperando para ver se a estada seria desinterditada, mas no começo da tarde a situação continuava a mesma então decidimos ir de barco, já que era o último dia em que seria possível ir a Positano.

Apesar do barco ser de transporte público, já vale como um passeio pela Costa, pois as paisagens são incríveis.

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Positano é realmente linda, com aquelas encostas tomadas de construções. Acabamos não tendo muito tempo para aproveitar, mas caminhamos um pouco por suas ruas e ficamos na parte pública da praia, perto do porto. Para quem tiver tempo disponível e quiser fugir um pouco da muvuca, tem a praia de Fornillo ao lado, após uma trilha de uns 15 minutos (fomos só até a metade da trilha, só para ver como era).

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Pegamos o barco de volta para Amalfi, passeamos mais um pouco e pegamos o ônibus para Minori.

Jantamos na peixaria Andrea’s. Eles vendem umas porções de frutos do mar fritos, no balcão da peixaria mesmo, não tem mesas nem nada. De sobremesa, doces do Sal de Riso, de novo. :P

 

11º dia


Fizemos check-in do hotel e deixamos nossas bagagens lá.

Ficamos na praia de Minori. Para poder tomar um banho antes de encarar a viagem de trem à noite, ficamos em um lido. Várias praias não tem chuveiros públicos, quando tem são de água fria e funcionam com moedas, e ainda tem um cartaz alertando que não é permitido usar sabonete e shampoo. No lido que ficamos, o uso de shampoo só era permitido no chuveiro quente, no frio não (vai entender…)

Passamos o dia à toa por ali, até almoçamos no próprio restaurante do lido (preços ok).

Final de tarde, pegamos um ônibus até Salerno, mais de uma hora de deslocamento. Compramos na hora os bilhetes do trem para Nápoles, que, resumindo a história, atrasou mais de uma hora!!! A região toda estava tendo diversas ocorrências de incêndio (até mesmo com suspeita de serem criminosos) e um deles bloqueou essa linha do trem. No fim das contas, o trem foi por outro caminho e deu tudo certo, ainda bem que fomos com bastante tempo de antecedência.

Na estação de Nápoles, os bares já estavam fechando. Conseguimos comprar um lanche no Burguer King, e enquanto estávamos comendo, fomos praticamente tocados para fora, pois era o horário de encerramento deles! :D

O trem, que partia às 23:58, chegou no horário, mas mesmo com todos passageiros embarcados ainda ficamos cerca de uma hora parados, pois estavam consertando alguma coisa.

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Cabine do trem noturno Nápoles-Taormina.

 

Nos divertimos muito vendo um casal de velhinhos italianos que estava na cabine ao lado da nossa. Pensem em um homem e uma mulher naquele estereótipo italiano mais caricato possível: eram eles. Passavam o tempo todo brigando e gritando. Saímos da nossa cabine para ver o motivo de tanta barulheira e o senhorzinho estava no corredor do vagão, sentado sobre uma mala e com mais uns objetos da cabine (sim, eles estavam praticamente desmontando a cabine) espalhados ao seu redor, com a mão na cabeça e repetindo “eu nasci um desgraçado…” Huahuahuha.

Foi a primeira vez que fizemos uma viagem desse tipo e, depois de passada a curiosidade, percebemos que é um pouco complicado de dormir devido ao barulho e ao sacolejo do trem. Mas nada que uns tampões de ouvido não resolvam. ;)


Gastos básicos:

  • passe diário ônibus: 8,00/cada
  • tíquete ônibus validade 45 minutos: 1,30
  • tíquete ônibus validade 90 minutos: 2,00
  • almoço/janta simples em Minori: 10,00/cada
  • ingresso da Villa Rufolo: 7,00/cada
  • janta para dois no restaurante A’Ricetta, com duas taças de vinho: 29,00
  • panini feito na hora no mercado de Amalfi: 4,50/cada
  • garrafinha 250ml prosecco no mercado de Amalfi: 2,00
  • doce na Pasticceria Sal de Riso: 4,50/cada (valor médio)
  • barco Amalfi-Positano (ida+volta): 16,00/pessoa
  • porção de frutos do mar fritos no Andrea’s: 5,00
  • Lido Ambrogio’s, em Minori:
    • duas espreguiçadeiras+guarda-sol na fileira de trás (sim, na fileira perto do mar é mais caro!): 10,00
    • almoço para dois, com cervejas: 22,50
    • ducha de água quente: 1,00
  • trem Salerno-Nápoles: 4,70/pessoa
  • lanche no Burguer King da estação de Nápoles (para dois): 12,90

 

Observações:


Em resumo, poucas atrações tem ingresso pago ou que requeiram um gasto obrigatório (por exemplo, barco para chegar em Capri). Usando transporte público e ficando em lugar onde dê para cozinhar, dá para reduzir bastante os gastos nesta região.

Vejo que bastante gente fica em média 2 ou 3 dias por aqui, e alguns fazem bate-volta de Nápoles e até mesmo de Roma! Eu particularmente acho um crime fazer só um bate-volta :D , mas vai do estilo de viagem de cada um. Ficamos seis dias que foram muito bem aproveitados e dava tranquilamente para ter ficado mais tempo, pois faltou conhecer muitos lugares que parecem ser sensacionais. Por outro lado, o tempo de estadia pode ser enxugado por aqueles que não pretendam curtir praia (por não gostarem ou por estarem indo em meses em que não faz calor).

 

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Sicília

 

12º dia


O dia amanheceu com os velhinhos tocando o horror bem cedo :D , pois eles desceram em Messina, uma cidade anterior ao nosso destino. Deu pra dormir um pouco mais, e em seguida o funcionário do trem bateu na porta da nossa cabine para nos acordar e nos dar o café da manhã.

Descemos do trem, compramos bilhetes para o ônibus no bar da estação e pegamos ali em frente o ônibus que leva ao centro de Taormina.

Caminhamos até o Hostel Taormina, apesar de termos reservado um apartamento pelo Airbnb o check-in foi feito lá (é o mesmo proprietário). Deixamos bagagens, pois ainda era cedo, colocamos roupas para a praia e saímos.

Há três formas de ir/voltar de Taormina, que fica na parte alta, para as praias, que ficam na parte baixa. 1ª de ônibus (horários não muito frequentes, dá para consultar aqui: http://www.interbus.it/Home.aspx); 2º de teleférico (a cada 15 minutos); e 3º a pé.

Já que nosso trajeto era na descida, fomos a pé. O caminho sai bem do lado do mirante da Via Luigi Pirandello, aproveitamos para curtir a vista antes de seguir.

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Praia de Isola Bella, vista do mirante da Via Luigi Pirandello.

 

Levamos uns 25 minutos descendo devagar e admirando a paisagem, mas aviso a quem queira subir a pé que é uma puxadinha.

Ficamos na praia de Isola Bella, logo na entrada há alguns lidos e restaurantes com mesas, mas seguindo adiante há um espaço de praia pública e foi ali que ficamos. Estava lotado de gente, mas o lugar é tão lindo e mágico que isso nem chega a ser um incômodo. Água fria, mas transparente como se tivesse sido tirada da torneira. Levamos máscara e snorkel e deu para aproveitar. Não é lá muito rico em vida mas deu para ver uns peixinhos coloridos.

Na hora de subir, fomos de teleférico. Fomos no hostel, fizemos check-in, pegamos as bagagens e levamos para o apartamento. Quando abrimos a porta da sacada do apê, não acreditamos na vista incrível que teríamos pelos próximos 4 dias… simplesmente sensacional.

Fomos a um supermercado que fica do outro lado do centro da cidade. Atravessamos sua principal rua, a Corso Umberto, que é a coisa mais bonitinha! Restaurantes, construções de pedra, sacadas cheias de flores e lojas com vitrines bem decoradas. No caminho, passamos pelo Vicolo Stretto, chamada de “rua mais estreita do mundo”, e pela Piazza IX Aprile, de onde a vista é maravilhosa.

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Vicolo Stretto.

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Vista da Piazza IX Aprile.

 

Aproveitamos o cair da tarde da nossa sacada (não dá para ver o sol se pondo, mas ainda assim o cenário é maravilhoso) e fizemos uma janta deliciosa com prosecco! :P

 

13º dia


Pegamos um ônibus até Giardini Naxos, e passamos parte do dia na praia de Schisò. Apesar da haver uma grande área de praia pública, ficamos em um lido, pois eu estava me sentindo meio estranha, como se fosse ficar gripada, e quis ter o conforto das espreguiçadeiras e do guarda-sol.

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Praia de Schisò, em Giardini Naxos. À direita, Taormina, e na montanha da esquerda, bem no alto, Castelmola.

 

No meio da tarde voltamos para o apartamento, almoçamos, e depois pegamos um outro ônibus para Castelmola.

No geral, estes ônibus da Interbus funcionaram bem e passaram sempre nos horários previstos, mas nessa ocasião ele atrasou uma meia hora.

Castelmola é um vilarejo no alto da montanha, ainda mais alto do que Taormina. O lugar é muito fofo e as vistas de Taormina e do Etna são apaixonantes. Passamos um bom tempo andando aleatoriamente pelas ruazinhas lindas.

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Simpática pracinha central de Castelmola.

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Admirando o Etna no entardecer...

 

Lá tem um bar bem curioso, conhecido por ter os objetos de sua decoração em formato de pinto! :D

Depois que anoiteceu, pegamos o ônibus para retornar.

Ficamos o dia todo em dúvida sobre fazer ou não um passeio no dia seguinte. Ponto a favor: estar em um lugar único e não saber se ou quando voltaremos lá para ter essa oportunidade. Ponto contra: os preços dos passeios. Existem opções para as ilhas Eólias (Lipari+Vulcano, Panarea+Stromboli, entre outros) e para o Etna, custam na faixa dos €40 a 80 por pessoa, dependendo do passeio. Resolvemos fazer o de Stromboli+Panarea, mas chegamos na agência e os passeios para o dia seguinte estavam esgotados. Fuón fuón fuón... Fica a dica para quem quiser fazer esses tours: reserve com antecedência, pois a demanda na alta temporada é grande (além disso, alguns passeios não tem saídas diárias).

Terminamos o dia fazendo novamente nossa janta no apartamento.

 

14º dia


Se tivéssemos conseguido a vaga no tour eu não teria aproveitado direito, pois a gripe me pegou de vez. Passei parte do dia de cama, com febre e toda doída.

Almoçamos na loja de conveniência do posto em frente ao apartamento, sem grandes expectativas. No fim das contas, a pizza estava deliciosa e tomamos uma cerveja ótima (Birra Moretii alla Siciliana, provem!).

Tínhamos visto no outro dia uma moça  na Piazza IX Aprile vendendo ingressos para uma ópera. Fomos até lá e compramos ingressos para aquela mesma noite.

Aproveitamos parte da tarde em Isola Bella, dessa vez fomos e voltamos de ônibus.

À noite, fomos assistir à tal ópera. Era uma apresentação com trechos de diversas obras, uma coisa mais para o público leigo. Nunca tínhamos ido a uma e achamos bem legal (mas creio que uma ópera completa me entediaria…).

Jantamos no apartamento.

 

15º dia


Pela manhã fomos conhecer mais alguns pontos turísticos de Taormina. Primeiro, fomos ao Giardini della Villa Comunale, um parque com algumas construções, bonitos jardins e vistas maravilhosas.

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Uma das tantas vistas a partir do Giardini della Villa Comunale.

 

Depois, fomos ao Teatro Grego - coisa sensacional! Construção com mais de dois milênios de existência e que até hoje serve como palco para espetáculos.

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Teatro Grego.

 

Pela tarde, a ideia era conhecer mais algumas praias (Mazzeo e Letojanni), mas eu ainda estava um pouco mal da gripe e ficamos em Isola Bella mesmo (o que não foi nenhum sacrifício, porque adoramos essa praia).

Após jantar no apê, saímos para mais um passeio noturno no centro. Comemos sorvetes na Gelatomania, na Corso Umberto: sorvete delicioso!

Nos despedimos de Taormina com um apertozinho no coração, que lugar encantador!

 

Gastos básicos:

  • ônibus (só ida): 1,90
  • ônibus (ida+volta): 3,00
  • teleférico (só ida): 3,00
  • compras diversas no supermercado (itens para cafés da manhã, refeições, 3 garrafas de prosecco, frutas, biscoitos, etc): 36,00
  • lido em Giardini Naxos (duas espreguiçadeiras+guarda-sol): 17,00
  • almoço no posto de conveniências (duas pizzas+cevas): 27,00
  • ingresso ópera: 20,00/pessoa
  • ingresso Teatro Grego: 10,00/pessoa
  • sorvete de dois sabores na Gelatomania: 3,50


16º dia


Cedo pegamos o ônibus no terminal de Taormina para o aeroporto de Catânia. Trajeto aproximado de duas horas.

Procuramos o balcão da Italy Car Rent e retiramos o carro. O aluguel já estava pago e só tivemos que desembolsar a bendita taxa de entrega em outro local, como já comentei anteriormente.

Optamos por não alugar um equipamento de GPS e fomos usando o Maps.Me. Tudo correu bem e só acabamos pegando uns trechos com obras na estrada, mas não demoramos muito mais do que o tempo previsto até Agrigento (cerca de duas horas).

A função de alugarmos um carro se deu porque eu não aceitaria sair da Sicília sem conhecer o Vale dos Templos. Como já comentei anteriormente, os deslocamentos para essa região eram cheios de baldeações, com horários restritos e complicariam bastante nosso roteiro, para uma economia que nem seria tão grande assim.

Quanto ao Vale dos Templos… valeu todo o esforço para ir até lá! São os templos gregos fora da atual Grécia em melhor estado de conservação, alguns construídos no século V a.C.!
As construções mais impressionantes são o Templo de Hera e o Templo da Concórdia, mas todo o parque arqueológico é impressionante.

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Templo de Hera.

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Templo da Concórdia.

 

Ficamos lá cerca de duas horas e meia. Vimos tudo com calma e só não ficamos mais tempo porque fomos vencidos pela temperatura “profundeza dos infernos” que fazia.
De lá, dirigimos mais umas duas horas até nossa próxima base: Trapani.

Já sabíamos que lá tem uma praça grande que é um estacionamento público, chamado Piazza Vittorio Emanuele. Na chegada, já tomamos uma “mordida” de um guardador de carros que nos achacou cinco euros... Bem malandro, nos viu tirando as bagagens do porta-malas e se aproveitou. Nas vezes seguintes, a gente já foi mais esperto com a conversa de “na volta te dou um dinheiro” e dava uma moeda de um euro cada vez que a gente saía.

Fomos recebidos pelo proprietário do apartamento onde ficamos, largamos nossas coisas e saímos para explorar a pé.

Passeamos pela beira-mar enquanto entardecia, e à noite passeamos pelo centro.

Trapani está longe de ser um ponto imperdível na Sicília, mas é uma excelente base para conhecer outros lugares da região - esses sim imperdíveis. Mesmo assim, achei nossa estadia lá super agradável. A cidade tem um movimento não tão grande de turistas, sendo mais forte o turismo interno, e um volume menor de estrangeiros. Tinha um ar, digamos, mais autêntico.

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Cair da noite em Trapani.

 

Era noite (de domingo) e não havia mercados abertos. Jantamos em um restaurante e comemos um prato bem típico da região: cuscuz de peixe. Estava bom.
 

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Gastos básicos:

  • Ônibus Taormina-Aeroporto de Catânia: 7,50
  • Mapa do Vale dos Templos: 1,00
  • Ingresso Vale dos Templos: 10,00 (cada)
  • Audioguia: 5,00
  • Estacionamento: 3,00

 

 

17º dia


Primeira providência do dia foi comprar tíquetes do barco para ir à Favignana no dia seguinte. O guichê tinha um cartaz avisando que para o mesmo dia , só havia disponibilidade à tarde. Fica a dica importantíssima: comprar com antecedência! Dá para comprar também pela internet: http://www.libertylines.it/

Depois, fomos a um supermercado abastecer nossa despensa hehe.

Largamos as coisas no apê e fomos curtir um pouco de praia. A praia de San Giuliano fica a uns 3 km do centro de Trapani, ou seja, nenhum absurdo para ir a pé. Mas fomos de carro mesmo, há muitas vagas públicas e sem guardadores de carros inconvenientes.

A faixa de areia é ampla. Ficamos em um bar (não era um lido) que alugava cadeiras e guarda-sóis, chamado Divino Rosso Beach, passamos algumas horas lá.

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Moinho de vento no canto da praia de San Giuliano.

 

No meio da tarde voltamos ao apartamento para tomar um banho e depois seguimos para conhecer Erice.

Erice é uma pequena cidade medieval no alto de uma montanha, a 750m acima do nível do mar. Considerando que ela é vizinha de Trapani, que está no nível do mar, já conseguimos imaginar o tamanho da subida para chegar até lá.
Da praia que estávamos pela manhã, San Giuliano, dava para avistar Erice. Na verdade, ela está em uma montanha tão alta e “pontuda” que dá para vê-la de vários pontos dos arredores - e da mesma forma, lá de cima é possível avistar uma parte considerável da região.

Para visitá-la, é possível subir de carro (estradas sinuosas e vagas de estacionamento concorridas), de ônibus (horários bastante limitados) ou de teleférico, que foi a nossa opção. O teleférico pode estar fechado em função de mau tempo, ou parado para manutenção - nesse dia ele só foi abrir no início da tarde, ficamos acompanhando pelo site até verificar que estava em funcionamento (https://www.funiviaerice.it/).

Deixamos o carro no estacionamento próprio da estação do teleférico. A subida até Erice foi bem longa (ficamos intrigados com o tempo de duração do trecho e na descida cronometramos: deu 25 minutos!).

Chegando lá, fomos direto ao Castello di Venere. Trata-se do que restou desse castelo, somente algumas muralhas e ruínas. Foi legal, mas não diria que imprescindível.

Depois, nos dedicamos a caminhar sem rumo pelas ruazinhas da cidade. Isso sim é imperdível! Lugarzinho lindo, perfeito para se perder por suas vias, de preferência aquelas desertas.
Paramos para comer um doce na Antica Pasticceria del Convento, a fachada e o nome do local nos chamaram a atenção e valeu a pena, a torta e a genovese (doce típico) que comemos estavam divinas!

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Castello di Venere.

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Uma das muitas ruas fofinhas de Erice.

 

Quando descemos novamente de teleférico, era bem o horário do pôr do sol. As nuvens estavam abaixo de Erice e em alguns momentos não dava para enxergar Trapani lá embaixo, somente as nuvens. Parecia que estávamos flutuando e, ao mesmo tempo, a luminosidade do sol se pondo fazia tudo aquilo parecer um sonho!
Muito lindo!

 

18º dia


As condições do mar não estavam muito amigáveis e o barco que partia para outra das ilhas Égadi (Marettimo) foi cancelado, mas o nosso saiu no horário.

Logo no desembarque várias pessoas vêm oferecendo aluguel de bikes, é uma forma bem comum e muito prática e gostosa de explorar a ilha. Na própria loja onde alugamos eles forneceram um mapa, indicaram as melhores praias e quais estariam melhores naquele dia em função da direção e da força do vento.

A primeira que fomos foi Lido Burrone. Praia linda, mas o vento estava muuuito forte. Ficamos poucos minutos e partimos.

Seguimos pela beira-mar, parando em alguns pontos para aproveitar a paisagem, e chegamos à Cala Azzurra.

Aí, sim, meus amigos! Era exatamente isto que eu esperava de Favignana! Água de uma cor absurda de linda! Um cenário pouco comum, pois não há faixa de areia e as pessoas se acomodam como podem por cima das pedras. Altamente recomendável o uso de sapatilhas ou papetes para entrar na água.

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Praia de Cala Azzurra.

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Galera empoleirada nas pedras. :)

 

Depois de um tempo aproveitando, seguimos para a praia de Bue Marino. Na entrada da praia, paramos em um pequeno quiosque que vendia sanduíches e fizemos nosso “almoço”.

Seguimos pelo acesso que leva à praia e… bom, se Cala Azzurra era tudo o que eu esperava de Favignana, Bue Marino superou toda e qualquer expectativa! Um dos lugares mais lindos que já vi!

As pessoas se instalam entre os recortes nas pedras, pois aquele lugar foi uma pedreira. O acesso ao mar não é dos mais amigáveis, é direto da pedra para a água que não dá pé. Mas que água! Um contraste de tons de azul hipnotizante.

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Bue Marino.

 

Ainda pretendíamos conhecer a praia de Cala Rossa, mas aquilo ali estava tão espetacular que resolvemos ficar até o último minuto possível aproveitando.

No caminho de retorno ao cais, passamos pela Cala Rossa só para conhecê-la e percebemos que foi a melhor decisão ter ficado aproveitando Bue Marino. O mar estava muito forte, com ondas altas impossibilitando qualquer banho.

Devolvemos as bikes, comemos um lanchinho ali ao lado e ainda encaramos um atraso de uns 45 minutos o nosso barco, ainda em função das condições do mar.
Favignana... :x

 

19º dia


Cedinho pegamos a estrada e fomos até San Vito lo Capo. Apesar de ser perto (cerca de 38 km), a estrada é bem sinuosa e passa por dentro de algumas cidades, então o trajeto leva aproximadamente uma hora.

A cidade possui muitas vagas de estacionamento em área azul e muitos fiscais identificados vendendo os tíquetes conforme o período de tempo. Compramos um para até o final de tarde.

Nos instalamos em um lugar que alugava guarda-sóis e espreguiçadeiras e passamos grande parte do dia literalmente aproveitando a praia - aquela rotina difícil de intercalar banhos de sol, cervejas, cochilos embaixo do guarda-sol e banhos de mar. :P 

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Praia de San Vito lo Capo.

 

A praia é de areia e foi o melhor banho de mar desta viagem, foi a água mais quentinha, ou melhor dizendo, a menos fria hehe.

Antes de ir embora, demos uma passeada pelo centrinho da cidade, fizemos um lanche e pesquisamos algumas possibilidades de passeios para o dia seguinte.

De volta à Trapani, assistimos um por do sol incrível na beira-mar. Levamos nossas cervejas e ficamos lá desfrutando o momento.

Mais tarde, fomos a um festival de comidinhas de rua que estava acontecendo na cidade. Várias barracas com muitas opções de comidas de diferentes regiões da Itália e também de outros países. Provamos várias coisas, algumas bem gostosas e outras nem tanto hehehe. Mas o clima do lugar estava bem legal e a comida era barata.

 

20º dia


Pela manhã fizemos check-out, colocamos nossas coisas no carro, enchemos o tanque e fomos novamente para San Vito lo Capo.

Procuramos um estacionamento fechado, pois nossas bagagens ficariam ali, e acabou saindo mais barato do que deixar nas vagas de área azul.

Fechamos na hora, com uma meia hora de antecedência, o passeio de barco por Scopello e pela Riserva dello Zingaro (que são lugares com acesso mais dificultado por terra).

O barco navegou diretamente até Scopello, passando direto por toda a extensão da Riserva dello Zingaro - cenários lindos!

Chegando lá, a primeira parada para banho. Fomos avisados de que não podíamos ir até a praia, pois é uma praia que tem acesso pago! E acreditem, não permitem que se tirem fotos por lá para não disturbar as pessoas hospedadas por ali. Afff. Pois bem, tiramos todas fotos que queríamos de dentro do barco haha, quero ver alguém vir aqui mandar apagar! Hahaha.
Pulamos na água e nos tocamos nadando direto até as pedras. Ficamos com nossos snorkels, olhando uns peixes, e dali a pouco ouvimos a buzina do nosso barco, chamando todos a bordo para seguir o passeio. Saímos em uma disparada, mais rápidos que o César Cielo hahaha. Embarcamos ofegantes e ainda tomamos um puxão de orelhas:

-“nós avisamos que não era para ir até a praia”

-“mas nós só fomos até às pedras…”

-“não se afastem mais do barco!” 

-"ok..." 9_9

 

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Praia exclusivérrima de Scopello. :D

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Quem encara as trilhas da Riserva dello Zingaro fica assim: com uma praia privativa!

 

O barco foi navegando pela costa da Riserva dello Zingaro, enquanto eles serviam o almoço, que estava incluso. Um massa meio fajuta e um vinho duvidoso, mas deu para forrar o estômago.

Ainda fizemos mais paradas para banho em duas das sete praias da Riserva. Todas elas são acessíveis somente por trilha e o passeio de barco é uma ótima opção para conhecer a todas, mesmo que só de passagem.

O passeio durou quatro horas e foi muito gostoso, o lugar realmente é muito bonito.

Desembarcando em San Vito, usamos os chuveiros “semipúblicos” - são públicos, mas funcionam com moedas de um euro. Tiramos o sal do corpo, fizemos um lanche e tocamos viagem até Palermo.

Completamos o tanque de gasolina um pouco antes de chegar ao aeroporto. A devolução do carro foi bem rápida e sem problemas.

Pegamos o ônibus que faz o percurso Aeroporto/Centro, já tinha um saindo em poucos minutos e compramos o bilhete de ida+volta a bordo mesmo.

Descemos no seu ponto final, junto à estação de trens, bem próximo ao apartamento onde nos hospedamos. Nosso anfitrião já estava nos esperando.

Largamos nossas coisas e fomos fazer umas compras em um supermercado próximo. Terminando de pegar o que a gente queria, os funcionários começaram a nos tocar para o caixa, pois o supermercado estava fechando. É do tipo “leva isso aí que tu já pegaste, agora, ou não vais levar mais nada” haha. Eles não ficam te esperando! 

Demos uma pequena caminhada pelos arredores, só de reconhecimento, e jantamos no apartamento.

 

21º dia


Pela primeira vez usei o aplicativo Moovit para utilizar o transporte público de uma cidade, e funcionou super bem! Traçou rotas, deu horários e preço das passagens. Compramos bilhetes de ônibus em uma tabacaria e pegamos primeiro o ônibus 101 e depois o 806, até a praia de Mondello.

Ficamos em uma parte pública da praia, lotada. A faixa de areia é pequena e o pessoal fica amontoado mesmo. Mas é uma praia bem gostosa. Passamos a manhã lá.

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Praia de Mondello.

 

À tarde, pegamos ônibus (novamente utilizando o Moovit) e fomos conhecer o Palácio dos Normandos. É possível visitar algumas diferentes seções do palácio, mas a mais espetacular, sem dúvidas, é a Capela Palatina, com sua decoração interna toda em mosaicos.

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Capela Palatina.

 

Saindo de lá, fomos passando por alguns outros atrativos turísticos da cidade: Mercado Ballarò (estava bem caído, pois era fim de tarde e muita coisa já tinha fechado), Fontana Pretoria, igreja La Martorana e o cruzamento chamado I Quattro Canti.

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Fontana Pretoria, também conhecida como Fontana della Vergogna.

 

Novamente fizemos nossa janta “em casa”. Gostamos muito de cozinhar e também de poder usar produtos locais que no Brasil não temos acesso ou que são muito caros. Mas, para quem gosta de sair para jantar, a região em que ficamos não é das mais convidativas (único ponto negativo deste apartamento).

 

22º dia


Pegamos um trem pela manhã para ir a Cefalù, compramos o bilhete na hora.

Cefalù é uma opção excelente para combinar, em um mesmo lugar, praia com passeio por atrativos turísticos e ruas bonitas e agradáveis.

Ficamos em um lido, pois a ideia era ficar até boa parte da tarde na praia. Pegamos um dos últimos lugares disponíveis, pois a procura é muito grande, eles reservam lugares para hóspedes de alguns hotéis, e ainda por cima era final de semana. A parte pública da praia também estava lotada.

A praia é muito gostosa e o cenário de construções de pedra na beira da água é sensacional.

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Bem mais tarde, saímos para conhecer uns lugares: Lavatoio, Porta Pescara, Porto Vecchio e a Catedral. 

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Cefalù vista do Porto Vecchio.

 

Paramos em uma doceria, mas comer lá, nas mesinhas à beira-mar, tinha preços proibitivos. Compramos no balcão e comemos sentados na calçada mesmo haha.

Retornamos de trem para Palermo e novamente ficamos pelo apê.

 

23º dia


Nosso anfitrião era muito gente fina e nos deixou fazer o check out mais tarde, sem custo. Nosso voo para Roma era no final da tarde, então ainda dava para aproveitar parte do dia. O que fizemos? Sim, praia! Hehe.

Fomos para o mesmo lugar em Mondello. Domingão no auge do verão, foi até difícil conseguir um lugar na areia para estender a canga. Mas aproveitamos bem nosso último dia de praias italianas.

Fomos até o aeroporto de ônibus e voamos para Roma, de onde seguimos viagem, finalizando nossa segunda passagem pela Itália.

 

Gastos básicos:

  • jantar para duas pessoas (com cervejas) em um restaurante de Trapani: 32,00
  • espreguiçadeiras+guarda-sol na praia de San Giuliano/Trapani (bar Divino Rosso Beach): 13,00
  • compras diversas no supermercado de Trapani: (pão, frios, biscoitos, água, prosecco, massa, carne, etc, para 4 dias de estadia): 46,00
  • estacionamento junto à estação do teleférico Trapani-Erice: 2,50
  • teleférico Trapani-Erice (bilhete de ida+volta): 9,00
  • entrada Castello di Venere (Erice): 4,00
  • dois doces e dois cafés na Antica Pasticceria del Convento (Erice): 9,00
  • tíquete do barco para Favignana (ida+volta): 23,10
  • aluguel bike em Favignana: 5,00 (cada)
  • estacionamento área azul San Vito lo Capo (bilhete diário): 9,00
  • guarda-sol+duas espreguiçadeiras em San Vito lo Capo: 12,00
  • estacionamento particular San Vito lo Capo: 5,00
  • passeio de barco Riserva dello Zingaro+Scopello: 25,00 (por pessoa)
  • ônibus Aeroporto-Centro Palermo (bilhete ida+volta): 11,00
  • bilhete de ônibus em Palermo, válido por 90 minutos: 1,40
  • ingresso Palácio dos Normandos: 12,00 (por pessoa)
  • compras diversas no supermercado (janta para três dias, bebidas e lanches): 32,00
  • trem Palermo-Cefalù/Cefalù-Palermo cada trecho: 5,60
  • lido em Cefalù (duas espreguiçadeiras+guarda-sol): 20,00

 

Observações:

Sobre a Sicília... ô pedaço do mundo abençoado! Quantos lugares lindos! Quantos povos passaram por lá, deixando um pouco da sua cultura, da sua história, da sua gastronomia... Doze dias foram poucos para conhecer tudo de bom que tem por lá, mas foram suficientes para ficarmos apaixonados. 

É isso aí, gente. Estejam à vontade para comentar, acrescentar informações e fazer perguntas, no que eu puder e souber, eu ajudo.

 

Boas viagens a todos!
 

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    • Por diogenezzz
      7 dias na chapada diamantina -  de 2 a 9 de junho/18
       
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      vou tentar ser suscinto dessa vez...rs
      Bom , fui agora no inicio de junho-18.....
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      DIA 5 - DIA OFF 
      no dia seguinte é que vc ve os estragos no corpo: meu joelho ficou doendo e de umas bolhas nos pés, nada
      serio, mas tirei um dia off pra ficar de boa e dar um role por lencois e dormir bastante.
      DIA 6 - MORRO DO PAI INACIO, cachoeira do diabo, gruta lapa doce

      Ultimo dia de passeio com a agencia....o passeio mais classico! (Rio Mucugezinho, Poço do Diabo, Gruta da Lapa Doce, Gruta da Pratinha, Gruta Azul e Morro do Pai Inácio)
      o dia começou feio e chuviscando, passamos pelo poço do diabo, mas devido as chuvas, a queda dagua estava muito forte e o guia nao recomendou que entrassemos, pq estava perigoso. tiramos fotos e ficamos curtindo a paisagem, e na volta, quase pisamos numa cobra na trilha...por sorte foi so um susto. saimos de la e ficamos comprando besteiras na lojinha da entrada, tem coisas boas e baratas. De la fomos pra gruta lapa doce. Realmente incrivel e gigantesca, com muitas formaçoes interessantes, e um silencio e escuridao incriveis la dentro. o percurso total dá cerca de 1 km, e dura cerca de 35- 40 minutos. apos, almocamos e fomos para a Fazenda pratinha. Uma propriedade particular com varias atracoes, sendo as principais a gruta da pratinha, onde vc pode pagar a flutuaçao e adentrar na caverna. foi legal, a agua cristalina, vc ve peixes de tamanhos e cores variadas e ate tartarugas. So que eu me senti um pouco desconfortavel, pq em alguns momentos, deu uma sensacao de claustrofobia, em certos trechos sua cabeca quase toca o teto da caverna, entao se nao curte essa situaçoes, repense. A flutuacao custa 40 reais,e dura cerca de meia hora. Depois fomos para o Rio, que tem um tom de verde sensacional, demos uma volta pela área verde, interagimos com macacos, etc. No final fomos na gruta azul, bastante similar ao poço encantado, porem nao pegamos o raio de sol adentrando na caverna, nem foto tiramos.
      Pra fechar os passeios na chapada, o cartao postal: Morro do Pai Inácio. Muito legal, a subida é tranquila, muito bom ficar curtindo aquele visual sensacional, com o barulho do vento ou apenas o silencio..... conseguimos ficar pra ver o por do sol, que visto de lá, é realmente 
      muito bonito, conseguimos gravar...

      DIA 7 - ULTIMO DIA - CURTIR ATRAÇOES GRATUITAS NA CIDADE DE LENÇOIS
      os lugares mais foda da chapada,  realmente tem que ir de carro ou via agencia, mas felizmente
      tem coisas perto pra fazer : cachoeira do serrano, cachoeirinha, cachoeira da primavera,
      saloes de areia, ribeirao do meio.....com excecao do ultimo , fiz todos em apenas um dia, e de graça.
      fica a poucos minutos do centro de lencois e nao necessita guia. Bom pra repor as energias e fazer uma pausa
      entre dois passeios que sejam muito desgastantes.
      Fim do dia, hora de arrumar as malas e esperar o busao as 23 hrs com destino a salvador

      *** DICAS GERAIS ****
      .
      REalmente a chapada diamantina e a mae das chapadas, tudo é muito grande, bonito, distante
      a natureza exuberante, e a diversidade de atracoes nao se ve em nenhuma outra chapada
      lencois e uma cidade pequena, eu achei que os hostels deixaram bastante a desejar, mas nem vou 
      comentar quais eu fiquei....a cidade tem bons restaurantes e cafes, para todos os gostos e bolsos
      A chapada diamantina nao é um passeio barato - vc vai gastar uma boa grana, seja alugando carro
      seja contratando agencias, seja pondo gasolina no seu carro....as atracoes sao muito distantes entre si.
      Na chapada NAO rola essa cultura de carona, como existe em veadeiros. La, NAO  espere encontrar
      outros turistas com vaga no carro pra oferecer pra vc, isso deve rolar, mas é bem raro, pq quem vai,
      ou ja vai com grupo pronto, ou ja contrata agencia. Vi uma garota la perdidinha,achando que ia rolar
      esquema de carona, nao levou grana e se fu***. Ficou sem fazer a maioria dos passeios tops.
      lencois tem uma estrutura basica, a cidade é pequena, se ocorrer algo grave, tera que ir pra cidade de 
      seabra, uma hora e poquinho de carro dali, foi isso que aconteceu com uma colega nossa....
      veja se sua agencia oferece seguro de vida e de acidentes, pq nao e dificil se machucar nesses passeios nao,
      por isso cautela, usar bota de trekking, bermudao, prestar atencao se nao tem cobra nas trilhas
      ( na cachu do diabo, quase pisamos numa cascavel...) enfim, todo cuidaod é pouco por que se precisar de 
      socorro, lencois é uma cidade bastante limitada !
      Gastos aproximados:
      Aviao SP- SSA= 340 reais
      acomodação ( hostel) = 350 reais
      alimentação = 300 reais
      passeios =  900 Reais ( 4 dias de passeio com agencias, conforme detalhado acima)
      bus- salvador lencois = 170 reais ( ida e volta)
       

      seguem os videos que fiz dos meus passeios, ficaram bem legais, espero que possa ajudar voces a ter 
      uma ideia da beleza que é este lugar . bom passeio pra voces !
       
    • Por Schumacher
      Salve, pessoal! Eis o relato resumido de 38 dias que passei mochilando em São Tomé e Príncipe, Gabão e Angola, incluindo um bom trecho de bicicleta nesse último. Isso ocorreu entre junho e julho desse ano. Quem quiser mais detalhes, pode conferir em meu blog de viagem Rediscovering the World.
       
      Preparativos
       
      Em agosto de 2017 surgiu a primeira de várias promoções no site Melhores Destinos para São Tomé e Príncipe (STP), o 10º país menos visitado no mundo naquele ano. Não perdi a oportunidade; logo comprei por 1690 reais a ida (02/06/18) e volta (09/07/18) saindo de Guarulhos pela TAAG.
       
      Nos meses seguintes tratei do planejamento. Fiz as reservas de São Tomé pelo Airbnb, pois além de estarem mais em conta, como o pagamento é antecipado eu não precisaria levar tanto dinheiro, já que não dá pra usar cartão de crédito em São Tomé e Príncipe (se precisar sacar, pode ir num hotel chique e pagar uma comissão). Desde 2015, brasileiros não precisam mais de visto para esse país, então foi uma burocracia e custo a menos. Como são 2 ilhas, precisei comprar os voos para a menor delas, Príncipe. Custaram 153 euros pela Africa's Connection, mas poderiam ter custado 102 pela STP Airways se eu tivesse tido sorte na escolha das datas.
       
      Outro país que visitaria durante esse tempo seria Gabão, pois há voos diretamente de STP, e o visto pode ser emitido pela internet previamente (85 euros), o que tentei no mês anterior junto com a compra das passagens aéreas (173 mil francos ~ 264 euros) pela Afrijet. Um dia antes da viagem o visto foi recusado sem motivos, então eu tive que fazê-lo no meio do caminho. Se fosse negado novamente, poderia ainda tentar na chegada.
       
      O último país a ser acrescentado foi Angola, pois tive sorte de um dos países mais fechados do mundo começar a processar pedidos de visto rapidamente pela internet (120 dólares) e sem necessidade de carta de indicação. Com sucesso, o emiti no mês anterior à partida, já que essa autorização deve começar a ser usada em até 30 dias de sua aprovação. As passagens desde STP até Luanda saíram por 345 dólares pela TAAG.
       

       
      Dia 1
       
      Em 2 de junho de 2018, parti de Floripa a Guarulhos pela LATAM (129 reais), escapando por pouco da greve dos caminhoneiros. No fim da tarde, embarquei na estatal angolana para a longuíssima conexão em Luanda.
       
      O avião parecia novo, mas minha tela de vídeo não tava funcionando e a poltrona do lado não reclinava. Ao menos as refeições estavam boas.
       

       
      Dia 2
       
      Dormi pouco no voo. Ao desembarcar no aeroporto, fui direto pra zona de conexão. O saguão melhorou um pouco em relação ao que vi há um ano, agora com ar e wi-fi, mas ainda não é o suficiente pra se passar 16h dentro dele esperando o voo seguinte!
       

       
      Só me restou dormir na cadeira e botar a leitura em dia no meu dispositivo Kindle, enquanto comia o que trouxe de casa, já que na cotação oficial o preço das refeições fica proibitivo.
       
      Dia 3
       
      Assim que virou o dia eu desci em São Tomé, a maior das 2 ilhas do segundo menor país da África. Só que minha entrada não foi nada tranquila. Mochileiros não parecem ser bem-vindos por aqui. O dinheiro que eu tinha (600 euros) e as reservas feitas no Airbnb não foram suficientes pra comprovar que eu tinha vindo a turismo, então tive que me explicar pra uma carrada de gente diferente e ter a bagagem minuciosamente revirada num processo desgastante.
       
      O Maxime, francês que me hospedaria nas 3 primeiras noites, foi até chamado pra resolver minha situação. Depois que me livrei, ele me levou até sua casa, um lugar decente pra ficar.
       
      Dormi pouco novamente, sendo acordado por barulhos de crianças ao redor da casa. Tomei um café da manhã bem tardio e peguei um moto-táxi pra capital (15 dobras). Lá troquei um pouco de dinheiro, na cotação de 25 dobras por euro.
       
      Logo achei onde ficavam as vans amarelas que transportam a população local entre cidades de forma econômica. Rapidamente a que peguei encheu, e meia hora depois eu saltei na Lagoa Azul, pagando 20 dobras pelo transporte.
       
      Caminhei na praia vulcânica cercada por baobás, reparando nas poças de maré com corais, até subir um morrinho e ver porque possui esse nome.
       

       
      Havia poucas pessoas mais na praia quando larguei minhas coisas sem valor na areia (aqui já ocorreram furtos) e caí na água com o equipamento de snorkeling emprestado pelo Maxime. No mar, apenas peixes e corais simples, uma moreia, uma estrela e muitos trombetas. A única coisa mais interessante que vi foi o maior cardume que já presenciei.
       

       
      Deixei a praia e peguei uma van no mesmo sentido até Neves, por mais 10 mil. Dessa vez não fui espremido dentro, mas no compartimento de carga!
       
       
      Neves é uma antiga roça que foi tomada pela população quando se deu a libertação do país. É uma comunidade pobre. Lá eu comi num dos restaurantes mais famosos da ilha, pois servem as santolas, grandes caranguejos. São bons, mas dão um trabalho pra quebrar suas patas, e quem come que tem que o fazer. Custou 250 dobras. Ali também provei a única cerveja local, a razoável Rosema (20 dobras), produzida no mesmo vilarejo.
       

       
      Já com o sol baixando, peguei o transporte de volta, onde sofri assédio sexual - pena que a agressora era velha demais. Os sorridentes santomenses são muito simpáticos, no entanto, e o fato do idioma ser o mesmo ajuda muito na interação com eles.
       

       
      No caminho a pé até a hospedagem, parei no supermercado CKDO, o maior do país junto com o Continental no centro. Há apenas uma prateleira de produtos locais, pois quase tudo é importado. Entre o que é da terra, chocolate, cacau, café, chips de banana e fruta-pão, além da açucarinha. Esse é um doce feito com coco, mas que não apreciei muito. Nem um outro feito com banana.
       
      À noite troquei umas ideias com o Maxime e depois finalmente dormi.
       
      Dia 4
       
      Para este dia acabei sendo convencido pelo Maxime a fazer um tour com ele em direção ao sul da ilha até o Ilhéu das Rolas, já que havia uma grande chance de eu não conseguir transporte para voltar de lá no fim do dia, caso fosse por conta própria. Paguei 60 euros por tudo, dividindo com sua amiga francesa Marielle.
       
      Primeira parada na Roça Água Izé. Ali vimos o hospital, a primeira das muitas ruínas do que restou das construções lusitanas abandonadas quando da independência do país em 1975. Todas as roças, fazendas com infraestrutura completa voltadas às maiores produções de São Tomé e Príncipe, como o cacau, foram entregues à população nativa, que sem instrução não soube como gerir. Como resultado, os prédios viraram algo como um cortiço e as plantações decaíram, então é quase tudo só na subsistência.
       

       
      Abaixo, paramos na Boca de Inferno, estrutura geológica no mar por onde as ondas violentas entram e fazem um show.
       

       
      Mais além, a estrada começa a piorar e a quantidade de veículos reduzir a quase nada, apesar de ser a única ligação ao sul da ilha.
       
      Enquanto ao redor da estrada só havia selva, eis que surgiu junto com uma plantação de palma (de onde se extrai uma bebida chamada de vinho) o fonólito Cão Grande. Este é um pico impressionante por seu destaque solitário na paisagem.
       

       
      Paramos na Praia Inhame, onde almoçamos na pousada chique que lá fica exclusiva. Lá mesmo tomamos um barquinho até o Ilhéu das Rolas.
       

       
      Achava que nessa ilhota havia apenas o resort da Pestana, mas há um vilarejo que já estava presente antes mesmo do hotel. O guia Pedro nos acompanhou, levando até o marco da Linha do Equador, onde há um monumento que marca o ponto exato onde a descarga muda de sentido horário pra anti-horário.
       

       
      Depois caminhamos até a Praia Café. A maré estava com uma correnteza fortíssima, o que infelizmente impossibilitou o snorkeling, que dizem ser bom ali.
       
      Com isso, ao final da tarde retornamos. No meio do caminho, policiais nos pararam para checagem. Não falaram nada sobre o motorista que estava sem cinto, mas implicaram porque eu estava sem camiseta, pode isso Arnaldo?
       
      A chegada foi à noite na capital. Depois do banho, fizemos uma degustação de vários licores artesanais com plantas típicas do país, como jaca, canela e até mesmo framboesa. Depois disso eu escrevi essas palavras meio alterado e fui dormir.
       
      Dia 5
       
      Antes de tudo, fui à Embaixada do Gabão fazer meu visto de turista. Precisei apenas preencher uma folha, entregar meu passaporte, uma foto e 70 euros. Sem filas e sem incomodação.
       
      Visitei parte da capital pela manhã. Primeiro adentrei o Forte de São Sebastião (50 dobras). É um museu que através de artefatos conta um pouco a triste história da colonização portuguesa. Quase não há informações escritas, no entanto.
       

       
      De lá, segui pela orla da capital mais tranquila em que já estive. Há muitas construções do período colonial, mas a maioria está mal conservada, com exceção do imponente Palácio Presidencial e sua catedral vizinha.
       
      Almocei no recém-aberto restaurante Camões, onde comi um prato com búzios da terra (caramujos) por 120 dobras. Curti a ponto de repetir numa outra ocasião.
       

       
      Após, peguei minhas coisas e fui pro aeroporto, embarcando no voo para a Ilha de Príncipe com a Africa’s Connection, empresa banida de voar pra Europa devido à insegurança das aeronaves. Bom, mas a concorrente também está banida, e a viagem pelo mar não é mais segura que a de avião, então não tive escolha. Embarcamos num aviãozinho a hélice eu, coincidentemente outra brasileira com um português, e mais 2 turistas apenas.
       
      No final, tudo correu bem no voo de 40 minutos de duração. O que ocorreu melhor ainda foi que o casal estava indo para o mesmo caminho que eu, então consegui uma carona com eles de graça até a Roça Belo Monte, de onde peguei uma trilha na mata, ouvindo um monte de pássaros, até a Praia Boi, lugar em que estendi minha rede entre coqueiros e areia dourada.
       

       
      Achei que passaria a noite sozinho, mas a certa distância 2 jovens também pernoitaram pescando. Além disso, um número infinito de caranguejos também saiu da toca ao cair a noite. Os mosquitos incomodaram no começo, mas o repelente com icaridina que usei funcionou. Dormi ao som do mar, à luz de um farol e de milhares de estrelas.
       

       
      Dia 6
       
      Não fui morto ou assaltado por humanos, mas os caranguejos malditos fizeram um estrago legal na camiseta que deixei fora secando.
       
      Deixei a Praia Boi e fui à seguinte, Praia Macaco. Aparência quase igual à anterior, exceto por um detalhe: há construções em ruínas de um antigo hotel abandonado que não resistiu ao baixo número de turistas.
       
      Subi o morro de novo até o Hotel Roça Belo Monte. No caminho, consegui fotografar os ariscos papagaios-cinza-africanos. Como não havia nenhum outro restaurante próximo, almocei nesse que é um dos resorts de luxo. Um prato simples saiu por salgados 15 euros.
       

       
      Admirei um pouco a beleza do hotel e logo mais desci até a praia particular, a Banana. Do mirante dá pra ter ideia do motivo do nome: a faixa de areia é no formato e na cor da fruta. A vista é espetacular.
       

       
      A melhor coisa ocorreu em sequência. Reencontrei o casal Mariana e Ricardo descansando num bangalô. Eles me deram um coco e me emprestaram o equipamento de snorkeling. Com isso, pude explorar o que dizem ser a melhor praia da ilha para esse fim.
       

       
      Entre as rochas à direita e uma praia de areia preta, há o que se ver. Além do interessante relevo submarino, alguns corais, esponjas e peixes pequenos e médios coloridos. Com a boa transparência da água, vi até mesmo uma tartaruga mais afastada. Coloquei um vídeo no meu canal do Youtube.
       
      Quando voltei à terra, fiquei sabendo que poderia passar a noite naquele bangalô na areia, com direito a uma ducha muito necessitada, segurança à noite e até mesmo um lanchinho na faixa! Não tinha como ficar melhor.
       
      Dia 7
       
      Dormi mais tranquilo nessa noite. Ao acordar, deixei a praia e atravessei a Praia do Caju, onde as crianças corriam devido a uma atividade em comemoração ao Dia do Oceano. Na praia seguinte, a Burra, fica um vilarejo pesqueiro. Ali consegui um moto-táxi que por 50 dobras me deixou na capital, Santo Antônio.
       
      Fiquei na Santa Casa de Misericórdia, onde me hospedei. Um quarto simples com ventilador e banheiro compartilhado de chuveiro frio custa 300 dobras (ou 250 se dividir o quarto com outra pessoa), infinitamente menos que os hoteis luxuosos das praias e consideravelmente menos que as outras opções da cidade. Reserve com antecedência, pois há apenas 4 cômodos que lotaram assim que cheguei.
       

       
      Atravessei o Rio Papagaio onde os santomenses faziam suas tarefas diárias, até chegar ao Centro Cultural. Nesse momento só havia uma biblioteca por lá, com pouco livros escritos por autores de São Tomé e Príncipe. Li dois deles, por Olinda Bejo. Lá mesmo almocei um delicioso peixe grelhado com acompanhamentos por 100 dobras.
       
      O mercado que fica ao lado não tem quase nada além de peixes e algumas verduras. Continuando a caminhada, vasculhei cada rua do centro da pequena cidade, identificando algumas hospedagens, mini-mercados, restaurantes e demais comércios.
       
      Parte das construções é em estilo colonial e estão conservadas o suficiente para uma foto, como igrejas e o palácio do governo. Os demais edifícios governamentais (sempre casas, pois não há prédios de mais que 3 andares em Príncipe) ficam na orla da Baía de Santo Antônio e estão com aspecto decadente.
       

       
      Em busca de informações sobre a Reserva da Biosfera de Príncipe, que toma toda a metade sul da ilha, adentrei seu escritório. No entanto, seu material impresso é bem escasso. Mas aqui podes arrumar um guia, pelo menos. Eles são obrigatórios, ao custo de 25 euros para uma pessoa e mais 5 por adicional, além da taxa de 5 euros para ingresso no parque.
       
      Ao lado fica o banco, que em sua parte traseira possui uma biblioteca. Nela, há computadores com acesso à internet. Entre os livros, achei um interessante sobre a parte ambiental do país, o Paraíso do Atlântico - Carlos Espírito Santo.
       
      Como fechava às 5h, tive que deixar o ambiente refrigerado. Tomei um banho na Santa Casa antes que a água esfriasse e retornei ao centro para jantar. Parei no restaurante Fofokices, em que o prato do dia era 2 peixes chamados vadu, temperados e acompanhados por fruta-pão. O conjunto estava custando apenas 60 dobras. Como estava barato e eu comecei a conversar com um outro viajante sulafricano da mesa ao lado, resolvi tomar duas cervejas nacionais, por 30 dobras cada.
       

       
      Dia 8
       
      Ao acordar, peguei uma carona de moto até o Hotel Bombom por 80 dobras. Na entrada, percorri um dos trilhos da Fundação Príncipe Trust, o da Ribeira Izé. Inicia-se atravessando um riacho e dali em diante é só mata, com algumas subidas, bastante lama e muitos mosquitos. Não está muito bem mantido. O final é uma travessia por uma árvore sobre a foz que chega à Praia Bombom.
       

       
      Eis outro dos resorts caros de Príncipe. Uma ponte liga à paisagem cênica do Ilhéu Bombom. Como o almoço em seu restaurante custava 30 euros, me contentei com uma barra de proteína que levei. Fiquei um tempinho usando o wi-fi liberado, antes de continuar por outra das trilhas, no próprio ilhéu.
       
      Essa caminhada é mais curta mas tão interessante, pois há algumas vistas, árvores enormes e até uma feição geológica submarina que espirra água.
       
      Passei através do hotel e peguei a moto para retornar. No que aparenta ser o mais completo “supermercado” da cidade, ainda muito aquém de qualquer estabelecimento brasileiro, comprei a coisa mais barata que achei para comer, já que estava com a grana a curta: um vidro de feijão cozido por 25 dobras.
       
      Depois disso, aguardei os 5 portugueses hospedados na Santa Casa para jantarmos fora. O problema de se andar em grupo é que tudo se desenvolve mais lentamente. Morto de fome, tive que aguardar 2 horas para eles se aprontarem. O resultado foi que os restaurantes já estavam sem comida, então só sobrou um com um frango de 150 dobras.
       
      Dia 9
       
      De manhã fui até a entrada do Parque Nacional em Terreiro Velho na motoca (50 dobras). Chegando lá pensei que poderia entrar por conta própria, mas os guias estavam controlando a entrada, então tive que fazer um acerto, para me colocarem com um trio que havia recém iniciado a trilha. Até que foi bom, pois eles estavam mais interessados nos animais, mesmo os pequenos, do que na chegada, assim como eu. Um deles estava inclusive inventariando a fauna, e acredita que uma espécie de opinião (parente da aranha) minúsculo que eu achei possa ser uma espécie nova!
       

       
      Animados, seguimos morro acima, numa trilha tranquila, até avistarmos a Cascata Oque Pipi. Não havia muito volume na queda por se tratar do período seco, mas isso não tirou a beleza do cenário e a vontade de se jogar naquela água super refrescante.
       

       
      Meu tênis velho finalmente se desfez da parte da frente. Consegui grudar de volta com a cola para pneu de bicicleta que levei.
       
      No que sobrou de tarde, fiquei apenas conversando com uns nativos.
       
      Me reuni com os portugueses novamente para a janta, o que não foi uma tarefa fácil, pois muitos restaurantes estavam fechados, já que era domingo. Acabamos tendo uma refeição bem completa mas cara no Rosa Pão. O preço normal seria 250 dobras, mas como estávamos em um grupo maior e com voluntários de São Tomé, a Dona Rosa nos fez por 200. Comemos peixe, cabrito, lula, arroz, banana, obobó (feijão, farinha de mandioca e óleo de palma) e mousse de limão.
       

       
      Em seguida, tomamos uma gelada (25 dobras) com nossos novos colegas nativos Leo e Manoel num dos quiosques espalhados pela cidade.
       
      Dia 10
       
      Voo de retorno a São Tomé pela Africa’s Connection. Paguei 30 dobras até o aeroporto. Tudo certo no céu.
       

       
      Ao desembarcar, recusei o taxista que queria me cobrar 10 euros (250 dobras) e optei por parar um motoqueiro na estrada, que ficou feliz em receber 25 dobras para me levar à Embaixada do Gabão. Lá eu fui ver se meu visto tinha sido aprovado ou rejeitado. E o resultado foi… aprovado! Para minha surpresa, no mesmo dia em que o solicitei, com direito a 15 dias de permanência (solicitei 8).
       
      Almocei novamente no lusitano Camões, dessa vez provando outro prato típico, a cachupa rica (carnes de segunda numa consistência pastosa com feijão, milho e temperos, acompanhada por farinha de mandioca), mais conhecida em Cabo Verde. Pra completar a comunidade portuguesa, o som ambiente era um funk carioca proibidão sem censura.
       
      Troquei uns dólares (cotação de 20 pra 1) e peguei um táxi compartilhado para Monte Café (25 dobras). Meia hora de subida depois, cheguei a um dos povoados mais elevados do país, a 700 metros de altitude. Boa parte fica dentro de uma antiga roça que produzia café, como aprendi no Museu do Café (3 euros).
       
      A visita guiada por uma das construções antigas lhe mostra através de máquinas, imagens e textos, como funcionava todo o processo do plantio ao grão pronto, por meio do trabalho semi-escravista. Ao final há uma prova da bebida. Já fazia décadas que eu não tomava uma gota de café, pois não gosto, mas abri uma exceção para esse. Peguei um da variedade Arábica, que é mais suave, mas mesmo assim foi difícil terminar uma xícara desse líquido amargo. Pelo visto, não vou provar outro café nunca mais.
       
      O resto do tempo foi passado conversando com os moradores locais, simpáticos como seus demais compatriotas, e avistando passarinhos e até mesmo uma cobra, chamada aqui de gita. Essa cruzou à minha frente como se desprezasse minha presença.
       
      À noite, a refeição mais cara da viagem, mas também a que me deixou com a barriga mais cheia, boa para que eu parasse de perder peso. Foi na Firma Efraim, produtora de café e cacau, também a hospedagem em que eu ficaria através do Airbnb. Liberei 250 dobras pra uma entrada de búzios da terra com pão, prato principal de uma montanha de feijão à moda da casa com arroz, e doces de maracujá e abacaxi de sobremesa.
       
      A respeito das instalações de hospedagem, há um bonito quarto cuja TV não funciona e um banheiro privado com água quente. Isso ao custo de uns 100 reais.
       
      Na hora em que fui dormir a eletricidade se foi e não voltou mais, o que é comum no povoado. Por isso há um gerador nessa casa.
       
      Dia 11
       
      Depois do café da manhã, segui a trilha da Cascata do Vale do Rio D’Ouro. São 15 km de ida e volta pelo mesmo caminho, que se inicia em Monte Café, passa por uma estrada 4x4 na mata até o vilarejo rural de Novo Destino, e de lá vira para as quedas d'água.
       
      A ida foi uma descida bem tranquila. Passei por vários habitantes até o vilarejo. Vi e fotografei um tanto de bichos diferentes, principalmente invertebrados e aves. Ambos lados da trilha possuem uma faixa mista de cultivares, como banana e cacau, antes da mata fechada com árvores enormes surgir à vista.
       

       
      Cheguei na maior das cascatas sem ninguém por perto, e lá fiquei um tempo aproveitando a água gelada para um banho refrescante.
       

       
      A volta foi um pouco cansativa, pois a subida é um tanto íngreme e de vez em quando o sol equatorial saía por detrás das nuvens e castigava.
       
      O jantar dessa vez foi polvo, que eu adoro, acompanhada da erva lussua, banana, arroz com cúrcuma, bem como ceviche e escabeche de entrada. Fui pra cama estufado de novo.
       

       
      Dia 12
       
      Tomei uma carona de moto até Bom Sucesso (70 dobras), onde fica a entrada do Parque Nacional Obô. Ali visitei seu jardim botânico.
       
      O passeio guiado que demonstra as espécies conservadas no jardim, entre orquídeas endêmicas, samambaias gigantes e outras flores e árvores de São Tomé e Príncipe funciona à base de doações.
       
      Em seguida, caminhei até a Lagoa Amélia, que na verdade é uma cratera vulcânica extinta. É recomendado fazer a trilha com guia, pois há bifurcações, a mata é meio fechada e há cobras-pretas, que são fatais. Mesmo assim, pedi permissão para ir por conta própria.
       
      O início é ladeado por plantios de hortaliças. Conforme a subida avança, o impacto humano diminui. Mas só vi passarinhos, um morcego e insetos, basicamente. Há trechos onde o tipo de formação vegetal muda, como mais para o final, quando há bambuzais.
       
      A uns 1450 metros de altitude fica o banhado da Lagoa Amélia. Não é muito grande, mas possui uma vegetação típica. Encharquei um pouco o calçado e voltei à sede do parque uma hora depois.
       

       
      Na entrada há um bar, onde pode ser que tenha almoço. No meu caso já havia acabado, então me contentei com os 3 sandubas de omelete com micocó, por apenas 10 dobras cada.
       
      Desci o caminho de alguns km de volta a Monte Café a pé, parando antes na bela Cascata São Nicolau.
       
      Mudei de hospedagem para outra anunciada no Airbnb, a casa de Brice, que fica próxima da anterior. Tem água quente e o quarto é espaçoso, além de ter internet, motivo principal da minha mudança.
       
      Dia 13
       
      Meu tênis havia perdido a sola completamente na longa caminhada do dia anterior, mas consegui achar alguém no vilarejo que costurou na mesma hora. O custo foi tão ridículo (30 dobras pelos dois calçados) que até dei um pouco a mais.
       
      Regressei à cidade, troquei uns dólares, almocei novamente no Camões, comprei um salgado para mais tarde na Pastelaria Central (35 dobras) e fui até o aeroporto (20 dobras), onde aguardei pelo resto do dia.
       
      O avião turbo-hélice da Afrijet atrasou, então já era tarde quando descemos em Libreville, capital do Gabão. No desembarque a imigração foi tranquila, apenas algumas perguntas.
       
      Consegui sacar os francos na primeira tentativa (raridade) num dos caixas automáticos do aeroporto. Em seguida, consegui uma carona grátis de um santomense até o muito próximo Hotel Tropicana, onde eu havia feito reserva.
       
      Dia 14
       
      Em frente à praia, por 25 mil francos (45 dólares) tive acesso a uma suíte com água quente e ar-condicionado. É um lugar movimentado. Pensei que o café da manhã estivesse incluído, de tão básico que foi, mas ele é pago à parte e custa 5 mil francos. Pior que isso só a internet, que é cobrada ao valor de 2 mil francos para 2 horas de acesso! Conclusão: esse país é caro demais, já que a moeda é atrelada ao euro.
       

       
      Paguei mais 2 mil francos para um táxi me deixar no centro da cidade, quase sem atrações e com pessoas antipáticas. Um fato curioso é que aqui os passageiros barganham o valor da carona, sejam turistas ou moradores.
       
      Ao entrar num dos dois conjuntos de lojas de artesanatos, descobri porque o centro estava quase parado: esse dia era Ramadã, feriado muçulmano, cuja presença em Libreville é marcante devido aos muitos imigrantes, pois a capital é mais desenvolvida e oferece melhores salários que seus vizinhos.
       
      Por 5 mil francos, comprei 2 máscaras pequenas da etnia Fang no único quiosque aberto.
       
      Segui para o escritório da SETRAG no centro, a companhia gabonesa de trem, já que li que o recomendado é comprar os bilhetes dois dias antes. Infelizmente não se pode mais comprar lá, então tive que pagar mais 2 mil francos pra outro táxi me deixar na própria estação de trem, que fica na cidade vizinha de Owendo. Lá levei mais de uma hora na fila para conseguir comprar os bilhetes para Lopé (15 mil cada trecho na segunda classe). Por que diabos não fazem a venda online?
       
      De volta ao centro, fui em busca de um lugar menos caro pra comer, já que os 2 restaurantes recomendados pelo Lonely Planet (La Pelisson e La Dolce Vita) estavam fechados a essa hora. Ao caminhar pela orla ao redor, parei pra tirar foto duma obra de arte que diz muito sobre Libreville, “L’esclave libéré”, pois a capital do Gabão foi fundada para receber os escravos libertos.
       

       
      Esse símbolo deveria ser um ponto turístico, mas não havia ninguém por ali, e só depois da foto eu descobri o porquê. Levei uma bronca de um dos militares que guardava o superfaturado palácio presidencial que fica logo atrás, pois não é permitido fazer qualquer registro, e ponto final!
       
      Bem que eu queria argumentar com o guarda, mas com uma arma praticamente apontada pra mim, segui adiante. Contudo, ainda consegui uma foto do seguinte prédio majestoso, da corte constitucional gabonesa.
       
      Enfim, decidi almoçar na zona dos hipermercados. Bem próximos do porto (Port Mole), o que explica o fato da maioria dos produtos nas prateleiras serem do exterior, principalmente França, já que Gabão era uma colônia desse país. Fiz um rancho de comida pra 3 dias por 16 mil francos no Géant CKdo, estabelecimento de boa qualidade.
       
      Depois voltei para o hotel. Como estava passando os jogos da Copa do Mundo de Futebol no bar, ali me sentei e os vi enquanto tomava uma gelada (1500 francos por 650 ml). Pretendia dar uma caminhada na praia entre as partidas, mas a maré alta, lixo e esgoto me fizeram desistir da ideia.
       
      Dia 15
       
      Dei uma averiguada pela manhã no Instituto Francês, onde fica um prédio com biblioteca, exposições, cinema e apresentações, tudo relacionado ao idioma francês.
       
      De lá, eu e Massimo, um senhor italiano hospedado no mesmo hotel, dividimos um táxi, pagando 10 mil cada por 4 horas de condução. Pedimos para que nos levasse ao norte da capital, mais precisamente no Arboretum Raponda Walker. É uma floresta de restinga onde há algumas trilhas que podem ser percorridas sem o auxílio de guia, pois estão sinalizadas. Só vimos a vegetação diferente e invertebrados, mas ouvimos um ruído suspeito e depois descobrimos que há chimpanzés por lá!
       
      Depois da trilha, a decepção. Continuando para o norte, fomos ao recomendado balneário de Cap Estérias. Fiquem longe de lá!
       
      Primeiro porque num posto policial um agente corrupto nos cobrou 3 mil francos. Segundo porque a praia é feia e decadente. Só nos serviu para comer frutos do mar num dos restaurantes (4 a 6 mil o prato) e para saber que os pescadores podem levar turistas à Ilha Corisco pela bagatela de 150 mil francos (cerca de mil reais!) pela canoa, isso fora a propina que terá que ser paga na Embaixada da Guiné Equatorial para conseguir um visto pra lá…
       
      Ainda tive tempo de ver um jogo da Copa, antes da atividade seguinte.
       
      À noite, assistimos ao espetáculo de dança 007, apresentado por um grupo gabonês no Instituto Francês, por 10 mil francos. Até que foi proveitoso, mas eles não precisavam utilizar crianças que não tinham noção nenhuma de sincronia em metade do show de 2 horas.
       

       
      Antes de cada um retornar a seus devidos quartos, comemos espetinhos de gato quase em frente ao hotel, ao custo de 1500 francos cada um.
       
      Dia 16
       
      Apenas fui ao aeroporto sacar mais grana pra poder usar em Lopé, já que lá não há caixas automáticos. Espero que as pessoas de lá sejam mais simpáticas, pois as maleducadas, malhumoradas e estressadas que moram na capital são o oposto dos santomenses.
       
      Almocei o resto dos sanduíches que montei da comida comprada no hipermercado. Depois rachei um táxi privado com Massimo (2,5 mil pra cada), que foi comigo à estação de trem. Ao contrário dele, não precisei despachar a bagagem.
       
      Para variar o trem atrasou o embarque, então já estava escurecendo quando entramos no trem Omnibus. Nenhum incômodo na estação e até mesmo a segunda classe é bem decente. O problema é que não apagam a luz e os assentos não reclinam, então não dá pra dormir.
       

       
      Dia 17
       
      Na saída, o guia Ghislain, que eu e Massimo havíamos contactado previamente, estava a nossa espera. Dormimos num motel bem caído em frente à estação de trem, por 15 mil francos o quarto com ventilador e 20 com ar, só no Gabão pra pagar tanto por uma espelunca.
       
      Almoçamos no restaurante La Main D’Or, onde tivemos um prato de frango com arroz por 2 mil francos, bem mais em conta que na capital. À noite voltamos aqui para comermos peixe, a única opção.
       

       
      Conhecemos em seguida Nico, um espanhol que está atravessando a África de moto e fazendo um documentário.
       
      Depois, caminhamos pelo vilarejo até o Hotel Lopé, o mais chique. À beira do belo Rio Ogoué, é um lugar bem bacana. Eis que no seu entorno, onde fica a savana aberta, vimos dois grupos de elefantes! Meio escondidos e silenciosos, se afastaram lentamente quando nos viram.
       

       
      Marchamos para nossa hospedagem da vez, bem no meio dessa vegetação. Para tanto, tivemos que seguir numa rota pouco trilhada já no escuro. Até búfalos nós vimos no caminho.
       

       
      Dormimos no Lopé Lodge Chalet, uma casa só pra gente, aparentemente um lugar bom, mas onde o quarto fedia, havia ratos e nada de torneiras (aparentemente não há encanamento no vilarejo), então o banho foi com um balde de água fria. Dividimos um quarto por 15 mil no total.
       
      Dia 18
       
      Ghislain da associação Mikongo Vision veio buscar nós 3 para quase 2 dias de imersão na floresta dentro do Parque Nacional Lopé, com foco no avistamento de gorilas, atividade sempre cara. Barganhamos usando a divulgação em nossos blog/documentário como ferramenta para chegarmos em 115 mil por pessoa. O preço normal seria 214 mil.
       
      Uma hora e meia numa estrada de terra comprometida, adentramos a base da Mikongo Vision, com cabanas cercadas por selva a perder de vista.
       
      Partimos para a caminhada na floresta fechada com 2 guias. No começo, vimos apenas invertebrados e marcas de elefantes, panteras e antílopes.
       
      Mais além, um pequeno grupo de colobos negros pairou no topo de árvores próximas a onde estávamos.
       
      Cruzamos um rio, onde me abasteci de água. Pouco depois, vimos o que mais almejamos, gorilas! Surpreendentemente, um macho (pelo claro) e uma fêmea adultos alimentavam-se de um fruto alaranjado (pintabesma) na copa de uma árvore, um dos poucos restantes na estação seca. Mas quando perceberam nossa presença, começou um escândalo que eu nunca havia presenciado. Ruídos amedrontadores, batidas no peito e até mesmo chegaram a jogar coisas em nossa direção. Quando o macho desceu da árvore, nos mandamos de lá antes que fôssemos atacados.
       

       
      De volta ao acampamento umas 4 horas depois do começo, tomei um banho no rio próximo e fiquei admirando outros macacos bochechudos e bigodudos que se alimentavam em árvores próximas a nossas cabanas. Pena que já estava escuro o suficiente pras fotos não ficarem boas.
       
      Enfim, jantamos a luz de velas. Prato da noite: frango com arroz. Com a fome que eu tava, devorei rapidamente.
       
      De sobremesa, fomos até o Rio, onde caminhamos com a água na altura do joelho para focalizar filhotes de crocodilo. Vimos 3 pelo reflexo de seus olhos na lanterna de cabeça, sendo que o guia capturou um deles para nos mostrar de perto. De bônus, encontramos alguns dos barulhentos sapos.
       

       
      Cada um de nós ficou com um projeto de chalé, dentro das quais foram postas barracas com colchão.
       
      Dia 19
       
      Dormi legal, mas acordar 6 e meia pro café da manhã não foi tão interessante.
       
      Dessa vez, caminhamos por outra área florestada. Apesar disso, não tivemos sorte de ver mais gorilas. Mas já era o esperado, já que a chance de vê-los é em torno de 50%. O total trilhado foi de 6 h, sendo meia hora de descanso para uma refeição. Nesse tempo, avistamos colobos, pequenas aves, insetos e cogumelos interessantes.
       

       
      Por fim, visitamos uma pequena queda d'água, eu tomei um banho de rio, lanchamos e partimos.
       
      Ao chegarmos, tentamos localizar elefantes na savana ao redor do vilarejo usando o drone do Nico, mas os bichos não estavam lá.
       
      Do alto de um pequeno morro, apreciamos um pôr do sol belo.
       
      A noite foi passando junto com meus últimos momentos com as companhias, até que os trens finalmente chegassem.
       
      Dia 20
       
      Nico continuou por mais um dia em Lopé, Massimo pegou o trem para Franceville, enquanto eu pro sentido inverso, Libreville.
       
      Com o trem atrasado, a chegada foi por volta das 9 e meia. O único lugar que visitei, fora os lugares para comer, foi o Museu Nacional das Artes e Tradições do Gabão. É um museu pequeno, com dezenas de máscaras, estátuas e instrumentos musicais mostrando os ritos e crenças de algumas das diversas tribos do país. Entrada de 2 mil francos ou 3 com guia.
       

       
      Esperei no Hotel Tropicana até o horário de fazer o check in no terminal separado da Afrijet, mas antes disso troquei francos por euros (cotação bem boa) e dólares (nem tanto) na livraria do outro terminal. Logo mais, retornei a São Tomé.
       
      Nessa noite dormi em uma nova hospedagem via Airbnb, a oeste do centro numa área popular. Mais uma vez, consegui uma carona gratuita com um santomense.
       
      Dia 21
       
      Dormi bem no quarto. Antes de partir, conversei um bocado com a simpática dona da casa, Maria.
       
      Tomei coragem e vesti a camiseta da seleção brasileira de futebol, em pleno dia de jogo. Como esperado, enquanto caminhava pelas ruas as pessoas iam me parando, já que era o único brasileiro ou com a tal camisa nesse dia.
       
      Passei por dentro do Mercado Novo, junto aos táxis, onde se vendem produtos dos mais variados tipos, mas principalmente alimentícios, em barracas ou no chão. Depois fui até o restaurante Camões para usar internet. Lá mesmo vi o jogo. Ainda bem que o Brasil ganhou, caso contrário teria que arrumar um jeito de esconder a amarelinha.
       
      A seguir, fiz o tour na famosa fábrica de chocolate de Cláudio Corallo, reputado como um dos melhores (e mais caros) do mundo. São 100 dobras de entrada, mas a parte da consumação já compensa esse pequeno investimento. Provei um pedaço de 10 tipos diferentes, além de aprender sobre a história da firma e modo de produção.
       

       
      Retornei à casa e, já à noite, fui ao aeroporto, onde esperei o voo da madrugada para Luanda pela TAAG. Me incomodei com vendedores de artesanato insistentes e funcionários do aeroporto que queriam que eu enviasse bagagem por eles. Vê se pode?
       
      Dia 22
       
      Cheguei em Angola ao nascer do sol. Fui o único a entrar no país pelo novo sistema de emissão de vistos online. Só tive que pagar os 120 dólares em papel.
       
      Foi preciso usar meus 3 cartões pra sacar dinheiro dos caixas automáticos, pois o máximo que liberam por vez é 25 mil kwanzas. O quanto isso vale em dólares é difícil precisar, pois a cotação muda constantemente e a diferença da oficial dos bancos pro paralelo dos kinguilas (como são chamados os cambistas das ruas) é grande.Estava nesse momento em torno de 200 kwanzas por dólar em um e 350 no outro.
       
      Comprei lá mesmo um chip de telefone local, pela primeira vez na vida. Paguei mil kwanzas pelo chip Unitel (mas encontrei por 300 posteriormente), e mais uma milhares para voz e dados.
       
      Ao deixar o terminal, a Paula e Pedro estavam chegando para me levar até seu lar anunciado no Airbnb. O preço é bem bom pelas facilidades, limpeza e localização, mas tem o inconveniente de ser no 9° andar de um edifício com os elevadores desativados.
       
      Tirei uma soneca logo. Depois, Paulino, um amigo de Pedro, me levou até o bairro Mártires, onde fiz o câmbio. Só que apenas as notas grandes de dólar e euro tiveram uma cotação próxima ao esperado. O lugar é meio assustador, não recomendo nem um pouco ir sozinho.
       
      Com a grana na mão, fiquei no hipermercado Kero, um gigante com tudo para se comprar menos barras de cereal. Aqui vasculhei entre as latas velhas à venda para comprar uma bicicleta chinesa por 50 mil kwanzas. Pela porcaria que ela é, não compensou muito, mas é o que tinha à pronta entrega. Pelo menos possui marchas.
       
      Fui testar a bendita na espetacular zona da Baía de Luanda, uma área de lazer à beira-mar com diversas atrações, edifícios bonitos e grandes, além de uma ciclovia. Ate mesmo uma competição internacional de crossfit ocorria ali. Bem diferente do que eu veria no resto do país.
       

       
      Tentei achar um lugar pra jantar, mas todos que adentrei eram caros, e a segurança das ruas à noite é bem baixa, então voltei pro apê e comi o que havia comprado no mercado.
       
      Antes de dormir, gravei o primeiro vídeo da série “Angola by bike”, a ser lançada em breve. Inscreva-se em meu canal do Youtube para ser notificado no lançamento.
       

       
      Pedalado no dia: 13 km.
       
      Dia 23
       
      Pelas 9 e meia comecei a aventura. Pendurei a sacola no guidão e segui para o sul, sempre pelo litoral. O começo foi amedrontador, pois o trânsito nas vias principais que tomei era um tanto pesado, além de haver zonas de favela com pessoas suspeitas.
       
      Passada a metrópole, a única incomodação foi o sobe e desce dos morros, bem como um pneu furado logo no primeiro dia. Consegui remendar com o material que eu carregava e com o auxílio de uns angolanos que caminhavam a esmo.
       
      O Museu Nacional da Escravatura estava em reforma, apenas uma feira de artesanato operava por lá. Assim, apenas segui o rumo, contemplando a península de Mussulo, o Saco dos Flamingos e o relevo costeiro impressionante que surgiu com baobás, falésias e mar grosso. Destaque para a área erodida do miradouro da lua, atração turística aberta.
       

       
      Mais à frente, recarreguei de água não potável num posto de combustível em Barra Kwanza. Atravessei a ponte do rio de mesmo nome e entrei na província seguinte. A natureza começou a florir, pois até o momento só havia visto aves pequenas, mas ali já havia macacos. Um pouco adiante, planícies de inundação com aves maiores. E finalmente com o sol a se pôr, cheguei à portaria do Parque Nacional Quiçama, quase 82 km depois.
       

       
      O acampamento ao lado do Kissama Lodge, onde há restaurante e de onde começam os safáris, custa 6 mil kwanzas. Felizmente, cheguei tarde demais para ir até lá, já que fica a 35 km de terra da portaria. Por isso, os guardas me deixaram montar minha rede entre 2 baobás pequenos e usar seu balde de água pra um banho, sem pagar nada. O único problema foram os mosquitos incessantes, mesmo ao lado de fora do mosquiteiro da rede.
       
      O dia foi super cansativo, além de eu não ter comido quase nada por falta de tempo. Quando eu pensei que iria dormir, tive outro problema. O celular desligou por falta de bateria, e quando o religuei, eis que foi necessário inserir o PIN do chip, caso contrário nada de internet e telefone. Pra variar, eu havia jogado no lixo o cartão com o código, mas como isso foi no apê em Luanda que fiquei, depois de certo trabalho e ajuda de um dos guardas do Quiçama, deu pra resolver.
       
      Pedalado no dia: 82 km.
       
      Dia 24
       
      Acordei cedo para tentar arranjar carona até o local de início do safári, no alojamento do parque, a 35 km dali. Nenhum turista entrou, mas consegui ir num carrinho que vem diariamente trazer água até ali.
       

       
      A entrada do parque custa 2500 kwanzas. Já o safári, 4000 por pessoa, mesmo que seja uma só, como no meu caso. Num caminhãozinho, partimos eu, o guia e o motora por trilhas de 4x4 na área confinada do parque. O Quiçama foi fundado na década de 50, mas sofreu demais durante a guerra civil angolana, quando ficou largado aos caçadores. Atualmente tem se recuperado, com a reprodução dos animais, quase todos importados. Na savana cheia de baobás e cactos arborescentes (na verdade, Euphorbia), tive sorte de ver quase tudo que havia por ali: girafas, gnus, elandes, olongos, zebras e até uma manada de elefantes à distância, numa área alagada. Duração de 1:30 a 2 horas.
       

       
      Havia encomendado um almoço no parque, pois apesar de caro, eu não havia feito uma refeição sequer desde a chegada na Angola, e não havia outra opção por perto. Ao menos foi um baita prato de corvina, barata e legumes, que me satisfez muito bem. Barganhando, paguei 3500 com uma água, sendo que o preço tabelado é 3800 seco.
       
      Como nenhum turista apareceu, combinei de pagar 2 mil kwanzas para o mesmo veículo que me trouxe da portaria me levar de volta.
       
      Já era 4 e meia quando peguei a estrada. Novamente muitas subidas, o que me fez pedalar na completa escuridão à chegada em Cabo Ledo. Parei num posto pra comprar algo e adentrei uma estrada de areia, por onde até uma cobra atravessou, para chegar na praia do Carpe Diem Resort Tropical. Só depois que descobri que era uma naja-cuspideira!
       

       
      Havia lido na internet que eles são bem hospitaleiros com “overlanders”, que são os viajantes que atravessam a África por terra. O que não contava é que além do espaço pra armar a rede e o banheiro pra tomar banho, ainda ganharia um jantar maravilhoso na faixa do gerente português Daniel! Ficamos conversando e tomando umas Cucas (cerveja nacional), enquanto assistíamos um jogo da Copa.
       
      Pedalado no dia: 39 km.
       
      Dia 25
       
      Passei a noite muito bem, finalmente descansando. Meu corpo, porém, estava bastante desgastado. Como o gerente insistiu, decidi relaxar e passar outra noite ali.
       
      Nesse tempo, conheci um trio de argentinos e uma dupla de ítalo-ingleses que está a cruzar a África em veículos terrestres motorizados e também repousaram na área do resort.
       
      O espaço tem uma estrutura muito bacana, é limpo e estiloso. Em frente fica uma praia para surfistas, com formação de tubos. Já do outro lado, há uma vila de pescadores.
       
      Como o preço do almoço estava além do que eu podia pagar, fui com um dos grupos almoçar no vilarejo. O restaurante 120 na Braza é o único aparente nas redondezas. O prato de peixe e complementos saiu por 2500 e levou quase uma hora pra ficar pronto.
       
      De volta ao resort, fiz o único exercício do dia, uma caminhada solitária pela praia.
       

       
      Fui afortunado novamente com um jantar grátis, dessa vez espaguete, junto com os colegas argentinos que estão participando da série África 360 do canal OFF.
       

       
      Por fim, Daniel me levou para conhecer o novo hotel e camping que está sendo construído na vizinha Praia dos Surfistas. A vista do alto é espetacular.
       
      Acho que esse foi o primeiro dia na África em que eu não suei.
       
      Pedalado no dia: 0 km!
       
      Dia 26
       
      Me despedi e pedalei até a agência da Macon, aparentemente a melhor empresa de ônibus do país. Há tantos veículos da cia nesse trecho diariamente que nem é preciso comprar antecipadamente. Paguei 2100 kwanzas, joguei minha magrela no compartimento de cargas e subi ao assento confortável e com ar condicionado.
       
      Um dos motivos que me fez trocar a pedalada desse trecho foi o que confirmei logo ao deixar Cabo Ledo: a estrada está uma porcaria. São muitos trechos em reparo pelos chineses, onde os veículos são obrigados a seguir por estrada de chão. Nota-se também uma grande quantidade de carcaças de carro nesse caminho.
       
      Mais de 3 horas de paisagens semi-áridas e alguns rios, o ônibus desceu um morro pela amarela cidade de Sumbe, capital da província de Kwanza Sul.
       
      A primeira vista não me agradou. Achei o barato Hotel Sumbe, onde por 5 mil (+2 pro café) lhe dá direito a uma suíte individual com ar, frigobar e tv. De contra, a água gelada no chuveiro, muitos mosquitos e limpeza inadequada do quarto.
       
      Pedalei ao redor da cidade, vendo pouca coisa de interesse. Ao menos a região central é mais desenvolvida que os arredores, ainda que haja muito lixo em certos pontos da praia.
       

       
      Comprei uma porção de comidas no supermercado da rede sulafricana Shoprite, com preços bem justos pela qualidade dele. Com o sol já baixando no horizonte, regressei ao hotel para ingerir esses alimentos, sobretudo uma quentinha de feijoada com legumes por 800 kwanzas, seguido por uma sidra e uma cerveja escura nacional; isso enquanto assistia ao jogo do Brasil na Copa do Mundo.
       
      Pedalado no dia: 13 km.
       
      Dia 27
       
      Apesar dos mosquitos incomodarem, dormi bem. Com o tempo nublado e temperatura aceitável, subi na bina (gíria angolana pra bike) e pedalei morro acima até o desvio off road pras Grutas de Sassa. Amarrei a bike e desci a trilha a pé. Como o nome indica, é mais de uma cavidade natural, sendo que visitei duas delas.
       
      A que fica a leste é mais iluminada, tem uma vista pro Rio Cambongo abaixo e pra outros buracos no morro à frente. Investigava uma amontoada de fezes de morcego, quando mirei a lanterna de cabeça pra cima e vi uma infinidade de morcegos, que com minha luz abandonaram seu refúgio. Foi uma gritaria e revoada sem fim, e o pior é que enquanto fugiam eles me bombarbearam.
       

       
      Deixei essa e fui pra outra gruta um tempo depois. Uma família aparentemente mora do lado de fora, onde o rio passa, mas consegui passar sem ser percebido. Ao chegar na entrada, dessa que é provavelmente a principal caverna, fiquei de queixo caído: nunca vi uma tão alta quanto essa! Adentrei ela admirado. De formações espeleológicas, vi praticamente só estalactites, mas há várias no teto alto. Mas o que me interessou mais foi a fauna troglóbia, especializada em sobrevivência sem luz. Vi diferentes espécies de aranhas, baratas, centopeias, insetos não identificados e, pasmem, até mesmo sapos! Não sei como sobrevivem se não há água dentro.
       

       
      Passei horas fotografando antes de retornar. Já na cidade, apenas dei uma volta rápida na cidade, o suficiente pra me sentir incomodado com a cara que todos fazem ao me ver. Nunca viram um branco numa bicicleta antes?
       
      Voltei pro quarto do hotel pra dar uma limpa no meu equipamento e vestuário. Depois de tanto lavar a roupa na pia, a água já sai preta.
       
      Pedalado no dia: 29 km.
       
      Dia 28
       
      Dia praticamente perdido. Fiz o check-out do hotel às 11, horário que me disseram que haveria ônibus da Macon até Lobito, meu destino seguinte. No entanto, já era 14 horas e nada do convencional aparecer. Com isso, tive que pagar um adicional pra ir no executivo (de 2400 pra 3100 kwanzas). Pode esquecer a consulta online dos horários, pois ela não serve pra nada.
       
      A estrada meio remendada passou por grandes extensões no interior sem presença humana, exceto por algumas plantações, Canjala e vilarejos bem rústicos.
       

       
      O sol estava à beira do horizonte quando o ônibus adentrou uma enorme favela árida. Para meu espanto, isso é Lobito. Pedi pro motorista me deixar o mais possível além do terminal da Macon, para eu escapar daquela zona temerosa.
       
      Desci ao nível do mar, peguei a bike e pedalei no escuro por alguns km em direção à península turística chamada Restinga. Ali a diferença na qualidade das construções e da infraestrutura é brutal. Pelo asfalto liso, atravessei até a ponta, chegando no Hotel Éden, o mais barato dali (7000 kwanzas o quarto de solteiro com café da manhã). A suíte, assim como a anterior, possui ar, tv e frigobar, mas é mais limpa. Como todas de solteiro estavam ocupadas, fiquei com um cama de casal por mil a mais.
       
      Caminhei até uma lanchonete próxima, a Take Away, pra jantar. Um massa com frango custou 2 mil, um preço justo. Foi a primeira refeição do dia.
       
      Como quase não havia luzes nas ruas, deixei o passeio pra manhã seguinte, me retirando pro hotel. Mais uma avaria na bike: o guidão se soltou. Me pergunto se alguma parte chegará intacta no final da viagem.
       
      Pedalado no dia: 8 km.
       
      Dia 29
       
      O pequeno almoço foi suficiente. Pedalei pela Restinga, quase vazia naquela manhã de sábado. Passei por alguns bares e pelo barco Zaire, que o presidente da Angola utilizou para ir ao Congo lutar pela independência do país.
       

       
      Nas lagunas de Lobito, fiquei observando as aves. Vi garças, biguás, pernilongos, andorinhas e muitos pelicanos. Mas o melhor veio por último: flamingos! Ainda é possível encontrar as aves que são o símbolo da cidade, apesar de toda urbanização e poluição em torno dos corpos hídricos.
       

       
      As próximas dezenas de km foram quase uma reta só ao longo da rodovia e ferrovia até Benguela.
       
      Cheguei na referida cidade morrendo de fome, então só larguei minhas coisas na Nancy’s Guest House e almocei na Pensão NB logo atrás. Tive um prato delicioso de choco (parente da lula) por 2500 kwanzas e mini-cervejas Cuca por apenas 150 cada.
       

       
      Depois da refeição, dei um giro por Benguela, mais conhecida pela corrente marítima de mesmo nome, que traz águas frias e ricas em nutrientes para cá antes de retornar ao litoral brasileiro. Aqui há algumas obras arquitetônicas interessantes do período colonial, como a Igreja de Nossa Senhora de Pópulo. A cidade foi bastante importante no século 16, como entreposto de escravos.
       

       
      As ruas também são mais limpas e tranquilas que a média angolana, mas isso não impediu um certo número de pedintes de me incomodar.
       
      Comprei meu bilhete seguinte de busão, saquei dinheiro num dos caixas automáticos e segui à praia para ver o vermelho sol se pôr no oceano.
       
      À noite jantei no mesmo lugar, dessa vez na cia de Gerry, um senhor americano mais viajado que eu que recém havia aparecido na hospedaria.
       
      A respeito da Nancy’s Guest House, é tanto uma escola de inglês, gerenciada por uma senhora americana, quanto uma hospedagem de 6 mil kwanzas por quarto com banheiro privativo, ar condicionado e água quente. O ambiente é simpático.
       
      Pedalado no dia: 58 km.
       
      Dia 30
       
      Pela manhã, eu, Gerry, o costa-riquenho Esteban e o funcionário Ari fomos na picape da Nancy conhecer as praias ao sul de Benguela. Primeira parada no mirante da Caotinha, onde fica uma indústria pesqueira chinesa.
       
      Na Baía Azul, enquanto um grupo de crianças jogava capoeira, arte trazida ao Brasil da Angola, tomamos um café no estiloso Rasgado’s Jazz Bar. O diferencial de lá são as pinturas dos grandes músicos do mundo, inclusive brasileiros.
       

       
      A praia quase vazia começou a ter gente enquanto caminhávamos em suas areias verde-amareladas de águas tranquilas, onde fui nadar em seguida. Não consegui ver nada por debaixo dela, nem mesmo os chocos pescados ali.
       
      Em seguida, fui até os paredões sedimentares expostos na lateral da praia. Conforme supus, encontrei fósseis por lá, mas muito mais do que poderia esperar! Eram tantas conchas e tubos transformados em rochas que eu poderia passar o dia inteiro escavando, caso tivesse as ferramentas necessárias.
       

       
      Ainda passamos de carro pela Baía Farta, uma mistura arenosa de construções novas vazias e lixo espalhado ao redor.
       
      Já estava quase saturado de sol quando voltamos a Benguela, atravessando as paisagens semi-desérticas, mas parando antes no complexo formado pelo Kero e Shoprite para comprarmos comida. Fiquem atentos na hora de pagar, pois o valor de mais de um produto estava mais caro que o anunciado.
       
      Já havia passado das 3 da tarde, então não havia tempo hábil para fazer outra coisa senão assistir os jogos da Copa. O primeiro do dia vimos numa praça central onde um telão foi colocado. Já o seguinte, foi no quarto do hotel mesmo.
       
      Pedalado no dia: 0 km!
       
      Dia 31
       
      Com um pouco de atraso, tomei o ônibus até Lubango (5100 kwanzas), na serra angolana. O motorista sem noção botou música ruim no último volume e o ar condicionado no quente, então foi difícil relaxar na longa viagem. Se não levasse 4 dias de bicicleta, eu desembarcaria agora mesmo.
       
      Ainda bem que depois da primeira parada as questões foram resolvidas. As paisagens dessa viagem já apresentaram porte e densidade maior da vegetação que no litoral seco, conforme a altitude ia subindo.
       
      Às 15 h, horário em que o Brasil estava entrando em campo, o ônibus finalmente chegou na capital da província de Huíla, aos 1800 m acima do nível do mar.
       
      Corri pro quarto do hotel Amigo onde o assisti. O quarto mais barato é de 8500 kwanzas com café da manhã, água quente, ar condicionado e frigobar. Fiquei ainda com uma vista bacana do morro que contém a estátua do Cristo Rei (uma cópia do Cristo Redentor) e o letreiro da cidade (uma cópia de Hollywood).
       

       
      No intervalo entre os jogos eu caminhei no entorno, comprei uns sandes (sanduíches) de chouriço e jantei frango no restaurante do hotel (2700 kwanzas). Por um acaso conheci um dos responsáveis pelo hotel nesse momento, que me pagou uma N’gola, cerveja produzida aqui mesmo em Lubango.
       
      Pedalado no dia: 4 km!
       
      Dia 32
       
      Foi preciso vontade pra sair da cama aconchegante no friozinho matinal. Mais vontade ainda se considerar o café da manhã insuficiente.
       
      Na bike, fui em direção à Fenda da Tundavala, só que na busca de um atalho eu peguei uma estrada de chão em reparos. A cada caminhão que passava ao lado, eu perdia um dia de vida por inalar tanta poeira.
       
      Sempre subindo, cheguei ao asfalto na altura da fábrica da N’gola. Mais além, uma vista do reservatório que fornece água à cidade. Ali mesmo, o piso mudou novamente, para calçamento.
       
      Um pouco adiante, passei o restaurante e o camping que ficam na cachoeira da Tundavala, uma queda de médio porte.
       

       
      Finalmente, 2 horas de pedalada subindo mais de 500 metros, cheguei à parte plana de rochas dispersas e vegetação rasteira que levam a uma das 7 maravilhas naturais da Angola. A Fenda da Tundavala, a 2250 metros de altitude, é uma falésia que divide o planalto central do país com a província de Namibe bem abaixo. A entrada é gratuita e há alguns mirantes por lá, mas nada a mais de estrutura. Comi meu sanduba de chouriço enquanto admirava a beleza singular deste local. A geologia e flora são diferentes do que eu já havia visto na Angola.
       

       
      Depois de muitas fotos eu desci facilmente. Isso até a parada no Shoprite para comprar comida. Quando saí de lá, notei que o pneu traseiro estava meio murcho. Logo percebi que ele havia furado novamente! Tive que empurrar a bicicleta pelos quilômetros restantes até o hotel…
       
      Além disso, acabei me queimando no sol e machuquei um pouco o traseiro, pois a bermuda de ciclismo não estava com o ajuste correto. A solução foi pedalar com a bermuda de praia e sem cueca por baixo.
       
      A baixa umidade do ar também já está fazendo efeito em minha pele, e não deve melhorar até eu pegar os voos de volta.
       
      Jantei (refeição de supermercado = refeição de restaurante / 2) e fiquei vendo TV até a hora de dormir, já que o sinal da Unitel não pegava aqui de jeito nenhum.
       
      Pedalado no dia: 45 km.
       
      Dia 33
       
      Comi, remendei o pneu e fui conhecer o Museu Regional da Huíla. De entrada grátis, conta com salas temáticas e centenas de peças sobre a etnografia dos povos do sul do país.
       
      Continuando, subi o morro mais inclinado que encontrei até o mirante da cidade. Eis que enquanto procurava um lugar pra encostar a bicicleta, passei com o pneu sobre um galho com espinho, puts!
       
      Tive que descer tudo de novo até uma borracharia no meio da rua onde enchi meu pneu anteriormente, já que só com a bomba de mão não tava dando conta. Mas como há males que vêm para o bem, descobri o porquê: havia não somente um furo novo, mas 3!
       
      A câmara com 4 remendos ficou uma coisa horrenda, mas pelo menos funcionou. E os rapazes que deram um jeito não queriam nem cobrar pelo serviço, dá pra acreditar? E depois ainda tem gente que diz que não dá pra confiar no povo angolano…
       
      Aproveitei as ferramentas pra apertar o guidão e o freio, e bora empurrar a bike pra cima de novo.
       
      Um tempo depois, cheguei numa reta, no eucaliptal próximo à cidadezinha de Humpata. Ali descansei e bati um rango.
       
      Em sequência, comecei a mais descer que subir, enquanto passava por campos e cultivos.
       
      Quase no final da tarde, deixei a rodovia e cheguei na hospedaria e restaurante Miradouro da Leba, onde dormi no quarto mais básico até agora (só cama, luz à noite, chuveiro frio compartilhado) por 6 mil kwanzas com café.
       
      Antes disso, jantei churrasco, que na Angola é de galinha. Um pratão com batata e uma salada caprichada, graças ao dono do local, saiu por 2750.
       
      Mas antes de antes disso, tive nada menos que uma das mais belas vistas que já presenciei na vida toda. A hospedaria fica no melhor ponto de vista da Serra da Leba, uma Serra do Rio do Rastro melhorada. São falésias altíssimas, cachoeiras, terras verdes à distância, além da impressionante estrada em ziguezague. Ao pôr do sol o cenário ficou mais bonito ainda.
       

       
      Sob um céu estrelado, dormi satisfeito.
       

       
      Pedalado no dia: 47 km.
       
      Dia 34
       
      Acordei cedo, tomei o mata-bicho (café da manhã) e, antes de partir, consegui vender a bike por 15 mil kwanzas, sendo que eu entregaria ela em Namibe.
       
      A descida na serra foi incrível. Asfalto liso, paisagem cênica e poucos veículos. Cheguei a 74 km/h e avancei rápido. No meio da descida, vi ainda um desajeitado camaleão verde no meio da pista.
       

       
      Reencontrei o jipe do grupo de gringos que eu havia visto dois dias antes, e eles me deram um bocado de água. Um pouco depois terminou a descida e iniciou uma subida leve. Com o calor do sol e tempo bem seco, vide os rios só com areia que passei, parei um pouco pra comer e descansar.
       
      Já estava quase na metade, quando o mal de sempre me afligiu: pneu furado! Dessa vez eu desisti, pois ao checar a câmara, constatei que havia várias fissuras nela, então teria que trocar por outra, o que não valeria o custo e tempo.
       
      Precisei esperar várias horas no lar de um nativo da etnia mucubal, que me cedeu um lugar. No fim da tarde, consegui uma carona pra mim e pra bike com João, um rapaz que conheci em Lubango e que me reconheceu na beira da estrada. Seguimos pelo deserto ao anoitecer.
       

       
      Fiquei na hospedagem 2 estrelas Pensão Nelsal, entreguei a bicicleta e me retirei. Dormi sobre molas num quarto duplo com banheiro compartilhado, ar, TV, água quente e frigobar. O normal seria 8500, mas eu chorei por um desconto de mil, já que meu dinheiro estava chegando ao final, assim como a pedalada, que infelizmente terminou antes do previsto.
       
      Aqui descobri porque os hotéis geralmente só possuem 3 canais simultâneos de TV: para economizar, apenas na recepção fica um decodificador para mudar entre as várias dezenas de canais assinados.
       
      Pedalado no dia: 61 km. Total: 400 km.
       
      Dia 35
       
      Até que o café da manhã tava prestável. Depois dele me pus a caminhar ao redor de toda a região central. Namibe, agora chamada de Moçâmedes, que era seu nome na época da fundação, é agradável. As ruas são mais limpas, tranquilas e os edifícios bonitos, na comparação com os demais municípios angolanos. Há várias construções em arquitetura colonial preservados e coloridos como a estação ferroviária, ainda operante, e os prédios governamentais.
       

       
      Destaque também para a quantidade de policiais à vista. Mesmo para padrões angolanos é excessivo, o que me deixou intimidado para fotografar os prédios.
       
      Em relação à praia urbana, não é tão bonita e tem um bocadinho de lixo disperso. Há alguns quiosques e um parque de campismo bem caído, onde quase acabei indo dormir, por ter um custo menor (2 mil).
       
      Sobre a comida, nos restaurantes em média refeições custam entre 2 e 3 mil kwanzas. Como minha grana estava quase esgotada, optei por comprar uns salgados de peixe na rua (150 kwanzas) e marmitas de feijoada e macarronada no supermercado Shoprite (cerca de 600 cada). Há também um mercado público com vegetais à venda.
       
      O único museu (Museu Provincial do Namibe) está reabrindo, mas ainda possui apenas duas salas de artefatos e textos. Ao menos é gratuito. Numa das salas do mesmo prédio, encontrei souvenires para comprar, principalmente máscaras e estátuas, a partir de 500 pilas.
       

       
      Com boa parte da cidade mapeada, fui assistir os jogos da Copa.
       
      Dia 36
       
      Já na manhã, liguei para meu chapa João, o que me deu carona no dia anterior, para irmos ao oásis da Lagoa dos Arcos. Paguei o combustível (2500 nas minhas contas) e fomos na picape 4x4 dele.
       
      A rodovia que corta o deserto está como nova, já que não chove por ali. Há umas feições interessantes no terreno, não apenas areia, nessa parte que está parcialmente protegida pela Reserva do Namibe. Sobre plantas, há grupos de herbáceas verdes e isolados arbustos ou árvores. Mas o mais impressionante são as Welwitschia mirabilis. Gimnosperma que existe exclusivamente neste deserto, o que cresce nessa planta são suas 2 únicas folhas e não o caule. Pode chegar até um milênio de vida.
       

       
      Na hora de deixar o asfalto, pegamos o caminho errado algumas vezes, pois as indicações e as estradas pela areia não são claras. Na primeira tentativa fomos parar num povoado no meio da areia, e na segunda num cultivo, ambos ao redor do oásis que ali fica.
       
      Precisamos pagar para entrar, pois há um bando que cuida da lagoa. O valor é negociável; No nosso caso, 500 por cabeça. Protegida por uma cadeia rochosa, no centro há uma lagoa que permite a vida ao redor: Passarinhos, patos e invertebrados, bem como plantas menores e até árvores como palmeiras. A atração que dá nome ao lugar é um conjunto de arcos nas rochas, cercado pelas águas. Vi até mesmo conchas fósseis infiltradas no relevo sedimentar.
       

       
      Um aracnídeo que estudei na biologia mas vi ali pela primeira vez na vida foi a diminuta aranha-camelo (Solifugae), que não é bem uma aranha.
       

       
      Retornamos, me despedi do moço e passei o resto do dia sem fazer muito.
       
      Dia 37
       
      Antes do horário do check-out, caminhei na praia urbana, passando pelos naufrágios. O primeiro é composto apenas de umas máquinas aterradas, mas o segundo, do navio Independência de Cabo Verde, está com o exterior quase intacto.
       

       
      Achei que iria almoçar lagosta por 2 mil, mas o restaurante Django Mbazo não conseguiu uma pra cozinhar. Dessa forma, fui até o restaurante Ponto de Encontro, à beira da praia, para comer outro prato do mar: amêijoas (700 kwanzas) e caranguejo (600). Com o pãozinho extra, deu pra forrar o estômago gastando pouco.
       

       
      Com o resto do dinheiro, peguei uma moto até o Shoprite, onde comprei comida pras conexões intermináveis, e segui ao aeroporto (apenas 300 kwanzas de moto-táxi) que fica cercado pelo deserto.
       
      Na hora do check-in me incomodei, pois os funcionários insistiram que era proibido levar comida a bordo, restrição que não faz sentido e não está descrita para os passageiros em lugar algum! Pedi diversas vezes que me mostrassem onde constava essa proibição, mas no final acabei cedendo e despachei a sacola com as comidas e o resto.
       
      O primeiro vôo foi até Luanda. Ao chegar lá, me deparei com uma situação que não esperava: o terminal doméstico fica a certa distância do internacional, e é preciso ir pela rua até lá. Ainda bem que não era noite naquela hora.
       
      Esperei umas horas para o voo seguinte, até São Tomé.
       
      Dia 38
       
      Algumas horas depois, na madrugada, retornei a Luanda. Por mais incoerente que isso possa parecer, foi mais barato comprar um voo à parte do que alterar o anterior, por isso tive que voltar pra capital angolana. Lá, tirei um cochilo no banco e depois passei o dia todo à espera do voo para o Brasil. Passei um pouco de fome, pois não tinha mais um centavo e meus cartões não foram aceitos.
       
      Na virada do dia o voo atrasado decolou, chegando na manhã seguinte. Eis o fim da proveitosa viagem!
       
      Curtiram as fotos? Então não deixem de conferir minha conta no Instagram, onde assim como em meu blog eu demonstro um pouco sobre cada um dos 92 países e territórios em que já estive, e o que mais vier. Até a próxima!
    • Por Wesley Felix
      Olá, essa foi a minha primeira viagem sozinho com foco no turismo, apesar do motivo principal não ter sido este, não posso dizer nem de longe que foi um "mochilão", sequer uma "mochilinha" pois teve duração de apenas uma semana e meia, entre 15 e 25 de fevereiro de 2017, mas foi a experiência que despertou em mim a necessidade de conhecer novos lugares e principalmente pessoas, de um modo menos "luxuoso" e mais humano. Atualmente estou me preparando para um mochilão de verdade em Setembro 2018 (Peru, Bolívia e Chile), e a preparação, pesquisa e ansiedade dessa viagem me lembraram a de Manaus, por isso depois de passado mais de um ano, decidi postar esta experiência, espero que ajude de alguma forma alguém.
      O motivo principal para esta viagem a Manaus foi o Concurso Público TRT 11ª REGIÃO, onde a prova ocorreria na capital amazonense no dia 19 de fevereiro de 2017, como minhas férias cairiam no mês de fevereiro, vi no concurso a chance de tentar o cargo em arquitetura, que é minha área de formação, e na viagem, para conhecer a cidade de Manaus e relaxar um pouco, não vou falar do concurso porque foi o pior de toda a minha vida 😢😭, e com razão deveria ter estudado mais, mas essa é outra história.
      Um mês antes de chegar a data para a viagem, comecei a pesquisar mais sobre a cidade, locais para ficar, passagem, etc. Moro em Ji-Paraná-RO, estado vizinho ao Amazonas, de clima parecido e que também faz parte da Amazônia, apesar de estar em um nível de devastação bem mais avançado. Algo raro, mas consegui encontrar passagens aéreas saindo da capital do estado (Porto Velho) com preços razoáveis e sem escala (isso sim raríssimo), como queria conhecer um pouco da cidade, marquei a data de ida para a primeira quarta-feira antes da prova, que ocorreu no domingo (19), e acabei não marcando a volta, mesmo ficando mais barato que apenas a ida de avião, tinha em mente voltar de barco para Porto Velho, mas acabei deixando para decidir quando estivesse em Manaus, uma vez que tinha pouquíssimas informações sobre a viagem de barco (e as que tinha eram desestimulantes). A pesquisa para acomodações foi bem mais fácil, além dos hotéis com diárias na casa dos R$ 200,00, Manuas tem uma infinidade de hosteis na casa dos R$ 50,00 - 100,00 - como minha intenção era conhecer a cidade e não ficar fechado em um quarto estudando (tá explicado por que fui tão mal) preferi juntar o útil ao agradável e ir em frente na opção mais econômica de acomodação, fechei no Booking um hostel próximo ao centro, perfeito para conhecer tudo a pé, além do preço na casa dos R$ 60,00 com café da manhã e wifi, meu pensamento era tentar ficar o mais perto possível do local de prova, e por fim o cancelamento era grátis. Acabou que pesquisando mais um pouco conheci no TripAdvisor um outro local de hospedagem que parecia mentira de tão bom, A Place Near to the Nature, o preço super acessível, nos mesmos valores dos hosteis, só que ao estilo hotel, o que seria bom pra estudar um pouco (afinal o objetivo ainda era o concurso 😅) acabei cancelando o hostel e fechando com o Douglas, dono da pousada (vou chamar de pousada, mas as características é de hospedagem domiciliar), e foi a melhor escolha que poderia ter feito, mesmo sendo mais longe do centro e muito mais longe do local da prova, como vocês verão adiante. (Fiz uma avaliação completa do Place Near no site do TripAdvisor, se quiserem saber mais é só acessar o link, A Place Near to the Nature).
      A pesquisa pelos pontos principais de Manaus também é bem simples de fazer, a cidade tem como principais atrativos os locais históricos, e são muitos e riquíssimos, os locais de contato com a natureza e o pacote pelo encontro das águas dos rios Negro e Solimões, que inclui outros passeios pelo rio.
      VIAGEM - 1º dia - Chegada a Manaus.
      Sai de Ji-Paraná na madrugada de quarta-feira (5 horas de ônibus até Porto Velho - 374 km), o voo estava marcado para as 12:00 horas, minha primeira viagem de avião, primeira vez em um aeroporto, por acaso havia dado um problema de falta de energia no terminal de embarque, tudo uma bagunça e conseguimos embarcar com uma hora de atraso, tentei ligar para o Douglas avisando que iria atrasar (ele oferece o serviço de busca no aeroporto), mas não consegui falar com ele, então só bora, a viagem sem escalas de Porto Velho - Manaus tem duração de uma hora mais ou menos, e realmente viajar de avião é muito bom, quando nos aproximamos de Manaus é possível ver o mundo de água dos rios Negro e Amazonas e acidade encravada em meio ao verde da floresta, muito lindo essa imagem.
      O aeroporto de Manaus é muito maior que o de Porto Velho, mas ainda assim consegui me localizar sem problemas e fui ao ponto de encontro onde havia marcado com o Douglas apesar do atraso de uma hora e obviamente ele não estava lá, então segui para o ponto de táxi, liguei para ele e ele estava a espera em outro local, pois não podia ficar parado muito tempo dentro do aeroporto, dessa vez consegui encontrar ele e sua Kombi (abacatinho, por causa das cores verde e branco 🚎), também era a primeira vez que entrava em uma Kombi e apesar de não ser nada de mais, foi muito bacana haha, o Douglas é um jovem (na casa dos trinta eu acho) mas mais que a idade, ele tem a alma jovem, e internacional, ele já rodou toda a América do Sul na sua Kombi, e apesar da pouca idade conhece vários países do mundo (Europa, Ásia e África, além da América) e foi na Europa que ele conheceu sua companheira Rebecca, uma Austríaca que ele conseguiu arrastar para o Brasil e para suas andanças.
      De minha parte foi empatia na hora, apesar de ter levado uma bronca pela demora em achar a Kombi (ele já teve problemas com o pessoal do aeroporto por ficar parado lá dentro sem permissão), pedi desculpas pelo atraso e ele disse que já sabia, ele acompanha os horários dos voos de alguma forma, então não precisou esperar muito. A pousada fica bem próximo ao aeroporto em um condomínio fechado as margens do Igarapé Tarumã-Açu braço do Rio Negro, a região é a mais nova da cidade e também uma das mais valorizadas por estar próxima a região turística da Ponta Negra, acredito que em pouco tempo estará cercada de condomínios de alto padrão, prédios e hotéis (há toda uma infra estrutura urbana para isto), dentro do condomínio há alguns ancoradouros as margens do Igarapé além de flutuantes e a mata ciliar do rio, o que trás a natureza amazônica pra dentro do condomínio e para dentro da pousada que fica a uns 200 metros do Igarapé.
      Manaus é conhecida (até por nós de Rondônia) por ser muito quente e abafada, devido a umidade dos dois rios que margeiam a capital, confesso que a umidade realmente pega mais do que em Rondônia, mas não senti tanto o calor, certamente por já estar acostumado e porque nessa época estamos no chamado inverno amazônico, onde devido as chuvas e nuvens no céu a temperatura não sobe tanto, e durante os 10 dias de viagem pela região foi assim, um clima bem agradável, de modo que não usei o ar condicionado para dormir em nenhuma noite, apenas a janela aberta, e não se preocupe, não vai entrar nenhum pterodáctilo pela janela e lhe carregar (se tiver sorte é claro 🦅), ha, e por incrível que pareça, e dessa vez até eu estranhei, não tive problemas com mosquitos, um milagre verdadeiro.
      Voltando ao relato, após chegarmos na pousada, Douglas me apresentou a Rebecca, e de cara já me encantei pelo sotaque dela, é até engraçado, além da simpatia e beleza, o casal é muito jovem e auto astral, combinam de verdade. Depois fui para meu quarto que ficava em uma ala mais distante da sala e dos outros quartos, essa parte onde fui hospedado estava sendo ampliada para ter mais quartos futuramente, o quarto é super amplo e confortável, idem o banheiro, tomei meu banho e o Douglas me incentivou a conhecer o condomínio, o restaurante que sua mãe (Dona Mônica) comanda as margens do Igarapé e a visitar uma das marinas. O condomínio é super seguro e possui umas casas bem interessantes (coisa de arquiteto), depois fui ao restaurante mas estava fechado ainda, então fui apreciar o ancoradouro as margens do Igarapé até o por do sol entre nuvens, tudo muito bonito, voltei pra pousada e soube pelo Douglas que mais dois concurseiros iriam se hospedar pelos próximos dias, na pousada, já estava hospedado um gringo de algum lugar da Europa, quando encontrei com ele preparando sua comida para o jantar tentamos trocar algumas palavras, mas meu inglês se limita a perguntar o nome, de onde vinha e se estava bem e gostando do Brasil, (depois disso não entendia mais nada e foi frustrante pra ambos), a cozinha é livre pra usarmos mas como não estava com fome fiquei na sala a espera do Douglas e da Rebecca, eles oferecem alguns passeios para conhecer o centro histórico de Manaus, o encontro das águas e Presidente Figueiredo, fechamos Figueiredo para sexta-feira e reservei a quinta para conhecer Manaus por conta própria, eles me passaram algumas dicas do que ver e onde ir, alguns cuidados para tomar e a mais preciosa, andar de táxi em Manaus, sozinho, é muito caro, caríssimo. Fui para o quarto as nove da noite, baixei um aplicativo das linhas de ônibus da capital, os pontos turísticos no aplicativo de mapas do celular e fui estudar um pouco, depois cama, no outro dia cedo o Douglas me daria uma carona até a avenida principal que era servida pelo transporte público de ônibus.
       

      Ancoradouro as margens do Igarapé que fica junto ao condomínio da pousada, na outra margem estão embarcações e flutuantes.
       

      Vista do Igarapé a partir do ancoradouro.
       

      Vista do Igarapé a partir do restaurante da Dona Mônica.
    • Por Cheila Anja
      O Uruguai nunca esteve no topo da minha lista de lugares para conhecer, mas recentemente todas as pessoas que foram para lá que eu conheço, voltaram falando muito bem do país e dando dicas de o que fazer no Uruguai, e isso instiga a tua curiosidade, não instiga? Pois bem, era hora de conhecer esse lugar tão pertinho do Brasil, e ainda assim, pouco conhecido pelos brasileiros.
      Dessa vez levei mais 3 amigas comigo, duas delas era a primeira viagem internacional, o que torna a viagem ainda mais mágica, pois poder experienciar isso com elas torna tudo mais especial.
      Nesse artigo você vai ler:
      Dia 01 – O que fazer no Uruguai: Plaza Independencia e Puerta de la Cuidadela em Montevideo Dia 02 – O que fazer no Uruguai: Letreiro Montevideo, Cervejaria Artesanal Mastra e Jantar com Show de tango no El Milongon em Montevideo Dia 03 – O que fazer no Uruguai: Monumento Los Dedos, Museu Casapueplo e Puerto em Punta del Este Dia 04 – O que fazer no Uruguai: Bar Facal com show de tango e degustação de vinho no My Suites Hotel & Wine bar em Montevideo Dia 05 – O que fazer no Uruguai: Compras em Montevideo e viagem de volta ao Brasil Quanto custa viajar para o Uruguai? Onde de hospedar em Montevideo no Uruguai? Onde comprar os passeios do Uruguai? Dia 01 – O que fazer no Uruguai: Plaza Independencia e Puerta de la Cuidadela em Montevideo
      Saímos do aeroporto de Curitiba e a viagem foi rápida e tranquila, uma hora de voo até o aeroporto de Porto Alegre, onde fizemos uma conexão rápida, e depois mais uma hora até o aeroporto de Montevideo, chegamos as 14h.  No aeroporto de Montevideo chamamos um UBER para ir até o hotel, não trocamos dinheiro no aeroporto já que não precisaríamos para o táxi e a cotação estava muito ruim, gastamos 15 reais cada uma no UBER.
      Em Montevideo ficamos no My Suites Hotel & Wine Bar e foi a melhor coisa que fizemos, a localização é perfeita, o hotel é lindo e moderno e a equipe do hotel é excepcional. Assim que chegamos no hotel, nos informamos onde poderíamos trocar dinheiro, e ganhamos um cupom para trocar em uma casa de cambio ali perto, pois por estarmos hospedadas no hotel conseguiríamos um preço melhor.
      Fomos para o quarto deixar a malas, o quarto era enorme e as camas muito confortáveis, depois saímos para explorar Montevideo, primeiro fomos a casa de cambio trocar dinheiro, antes fomos em mais duas para ver a cotação e realmente a casa de cambio recomendada pelo hotel era a melhor cotação, o nome da casa de cambio é La Favorita. Dinheiro trocado, almoçamos em uma padaria ali perto do hotel chamada Café Martinez e fomos para a Plaza Independencia, que é um dos pontos turísticos de Montevideo, a praça é linda e muito bem cuidada, vimos também a Puerta de la Cuidadela e assistimos o pôr-do-sol na orla próximo a praça, depois de jantar retornamos para o hotel para descansar e recuperar as energias para o dia seguinte.
      O que fazer no Uruguai: Plaza Independencia O que fazer no Uruguai: Plaza Independencia   O que fazer no Uruguai: Plaza Independencia O que fazer no Uruguai: Plaza Independencia   O que fazer no Uruguai: Puerta de la Ciudadela O que fazer no Uruguai: Pôr-do-sol na orla   O que fazer no Uruguai: Pôr-do-sol na orla Dia 02 – O que fazer no Uruguai: Letreiro Montevideo, Cervejaria Artesanal Mastra e Jantar com Show de tango no El Milongon em Montevideo
      Acordamos cedo, tomamos café no hotel e saímos para ver o Letreiro de Montevideo, fomos a pé pela orla e encontramos muitas pessoas pelo caminho fazendo exercícios, o letreiro é próximo ao hotel e bem fácil de encontrar, é só seguir a beira-mar, você também pode jogar no Maps por Letrero Montevideo que ele vai encontrar, ou mesmo pedindo informações para as pessoas, foi o que fizemos e funciona muito bem.
      Como fomos de manhã o letreiro estava um pouco escuro, pois os prédios cobriam o sol, mesmo assim as fotos ficaram lindas, mas fica a dica, o melhor horário é a tarde. Eu consegui uma foto ótima pulando no letreiro, mas não recomendo que o façam, pois custou a unha do dedão do pé dessa blogueira maluquinha aqui, cai de mal jeito, na hora não vi que tinha machucado tanto, só vi ao chegar no hotel quando tirei o tênis e a meia estava cheia de sangue e o dedo preto, mas por sorte a unha só começou a cair já no Brasil e já está nascendo novamente.
      Depois de ver o letreiro e andar pelos arredores, fomos na COT comprar as passagens para Punta Del Este para o dia seguinte, fomos almoçar no Mercado Agrícola no El Horno de Juan que tem a melhor pizza de Montevideo e aproveitamos para tomar um chopp da Cervejaria Mastra que tinha bem em frente ao restaurante. Próximo ao Mercado Agrícola fica o Palácio Legislativo, a construção é estilo neoclássico grego e as colunas e fachadas são de mármore provindo da Grécia, é um dos edifícios mais imponentes do país, fomos conferir e realmente é incrível!
      Voltamos para o hotel para tomar um banho e nos arrumar para o tour da tarde pela fábrica da Cervejaria Artesanal Mastra, quando nosso transporte chegou, ficamos encantadas, carro novo e muito confortável, logo estávamos na cervejaria.
      Foi meu primeiro tour por uma cervejaria, nunca tinha visto uma por dentro e adorei como a cerveja é fabricada, eles explicam direitinho e nos mostram cada detalhe do processamento, desde como a cerveja é feita, até o engarrafamento. Depois do tour tem a degustação das cervejas artesanais, provamos umas 8, uma mais gostosa que a outra, foi muito difícil escolher a minha preferida. Não é difícil imaginar como saímos alegres de lá, certo?
      Contratamos esse tour pela Daytours4u, no Uruguai é a Uruguai4u, é possível comprar o passeio ainda aqui do Brasil e pagar no cartão de crédito, rápido e fácil. Muito bom já sair aqui do Brasil com os passeios comprados, assim ao chegar lá a única preocupação que eu tinha era me divertir. Clique aqui para comprar esse passeio na Uruguai4u.
      Depois do tour pela Cervejaria Mastra, nosso chofer nos deixou no hotel, onde relaxamos um pouco e fomos nos arrumar para o Jantar com Show de tango no El Milongon. Esse passeio também foi adquirido pela Daytours4u ainda aqui do Brasil e com certeza foi um dos passeios que eu mais gostei no Uruguai.
      O El Milongon é enorme e muito bonito, a decoração é elegante e as mesas são postas com muito requinte. Começamos a noite com um médio y medio, uma bebida típica do Uruguai, doce demais para o meu gosto, em seguida pedimos um vinho delicioso. As bebidas estavam inclusas no passeio e eram liberadas a noite toda, junto com o jantar.
      Logo nos pediram quais as preferências para a entrada, fomos de sopa para abrir o apetite, depois o prato principal, me perdoem pois não me recordo o nome em espanhol, mas era delicioso, parecido com um rocambole com carne moída, as meninas foram de filé e legumes. Eram 8 opções de prato e todos davam água na boca.
      Assim que acabamos de jantar começou o show e foi emocionante. Mesmo a casa não estando cheia, pois fomos na baixa temporada, os artistas se apresentaram com o coração, os trajes e coreografias foram impecáveis, se apresentaram como se estivem na frente de uma multidão de pessoas e com o mesmo entusiasmo. Eu adorei cada uma das apresentações, nunca tinha ido em um show de tango antes e foi incrível, além do tango também tinha candomblé e dança folclórica.
      Enquanto assistimos ao show nos foi servida a sobremesa, e enquanto terminamos nossa segunda garrafa de vinho o show ia terminando, foi uma experiência incrível e uma noite cheia de cultura no Uruguai! Para comprar o tour no El Milongon pela Daytours4u, clique aqui.
      Depois do jantar com show, pegamos um táxi e fomos para o Bar Fun Fun, mas perdemos a viagem, pois já estava fechando, infelizmente na baixa temporada não tem muita vida noturna em Montevideo durante a semana, ouvimos dizer que a agitação começa na sexta, mas infelizmente não ficamos até a sexta para comprovar.
      O que fazer no Uruguai: Letreiro Montevideo O que fazer no Uruguai: Letreiro Montevideo   O que fazer no Uruguai: Palácio Legislativo O que fazer no Uruguai: Palácio Legislativo   O que fazer no Uruguai: Montevideo O que fazer no Uruguai: Montevideo   O que fazer no Uruguai: El Milongon O que fazer no Uruguai: El Milongon   O que fazer no Uruguai: El Milongon O que fazer no Uruguai: El Milongon   O que fazer no Uruguai: El Milongon O que fazer no Uruguai: Cerveza Mastra   O que fazer no Uruguai: Montevideo Dia 03 – O que fazer no Uruguai: Monumento Los Dedos, Museu Casapueplo e Puerto em Punta del Este
      Acordamos cedo e fomos tomar café, o dia seria em Punta del Este, não contratamos o tour de um dia por agências, resolvemos ir por conta própria, tem um ônibus que sai de hora em hora pela COT. Chamamos um UBER, como estávamos em 4 para dividir, o UBER acabava sendo mais barato que o transporte publico em Montevideo, mas caso você esteja sozinho fomos conferir o transporte público, é barato e funciona bem.
       
      Para continuar lendo o artigo inteiro clique aqui ou acesse o blog em: https://oquefazer.blog.br/o-que-fazer-no-uruguai-relato-de-viagem-com-gastos-dicas-de-passeios-restaurantes-hoteis-locomocao-e-cultura/
    • Por TMRocha
      Estou aproveitando esse espaço para contar um pouco de como foi a minha experiência de intercâmbio nesse país que é tão próximo de nós, mas mesmo assim tão diferente.

      Entenda um pouco sobre a experiência que obtive após estudar espanhol por um mês no Uruguai.
       
      Para não perder tempo, estou dividindo os tópicos desse dessa forma:
      1) Alguns dados interessantes do Uruguai; 2) Por que estudo Espanhol?; 3) Minha Experiência de Intercâmbio no Uruguai; 4) Minhas Considerações. Após isso o Índice dos posts dessa viagem; E por fim o relato propriamente dito! 1) Alguns dados interessantes do Uruguai
      O Uruguai é um país pequeno e muito charmoso, com cidades arborizadas, campos extensos, praias limpas e um povo muito cordial e amistoso. O país faz fronteira com a Argentina e com o Brasil, no estado do Rio Grande do Sul.

      Os verões são quentes, com temperaturas que variam entre os 23 e 38ºC, já os invernos são frios e a temperatura gira ao redor dos 15ºC, com algumas madrugadas geladas abaixo de zero. Com um clima temperado, o Uruguai possui estações bem definidas, atendendo a todos os gostos.

      Os uruguaios gostam de futebol, mate e churrasco. É muito comum vê-los com uma garrafa térmica sob o braço e o mate na mão andando pelas ruas, nos shoppings, em todos os lugares. São pessoas alegres, receptivas e solícitas, que estão sempre prontas pra ajudar.

      Mate uruguaio.
      O país conta com pouco mais de 3,3 milhões de habitantes, sendo que destes, 1/3 vive na sua capital, Montevideo. A economia é estável e vale ainda citar que o Uruguai é um dos países mais seguros e possui uma das mais altas taxas de qualidade de vida de toda a América do Sul.

      Fonte Pesquisada:
      http://www.brasileirosnouruguai.com.br/conheca-o-uruguai
      2) Por que estudo Espanhol?

      Olá, me chamo Thiago e acho que deve fazer ao menos uns três anos que estudo espanhol  [04/10/2017] e pouco a pouco estou melhorando meu conhecimento nesse idioma tão interessante. Com o espanhol tive a oportunidade de conhecer outras culturas que antigamente estavam fechadas para mim.

      Vestimenta típica para festas musicais de alguma região do Equador.

      Touradas, na Espanha.

      Murga, uma apresentação típica do carnaval uruguaio.

      Festa dos Mortos, no México.
      Descobri novos povos, outras comidas típicas que antes não fazia ideia que existiam e ainda tive a oportunidade de me aventurar por um novo país: o Uruguai, onde fiquei morando por um mês em uma casa de família super simpática enquanto estudava espanhol de forma intensiva em uma academia de ensino uruguaia.
      3) Minha Experiência de Intercâmbio no Uruguai
      Minha ideia inicial era fazer um intercâmbio junto ao CACS para a Espanha, mas como a crise estourou pesado em 2014 esse plano acabou caindo por terra, então continuei juntando mais algum dinheiro e resolvi fazer isso por conta própria junto a CVC, e numa das opções apareceu o Uruguai, país que decidi passar um mês inteiro realizando o intercâmbio de espanhol.

      Montevideo, capital do Uruguai.
      Lá fiz muitos passeios pela capital Montevideo e ainda conheci outras cidades próximas como Punta del Este, Colonia del Sacramento e Salto del Penitente (em Minas). Nesta última cidade andei a cavalo, me aventurei em uma tirolesa e até me arrisquei num rapel [que na verdade foi uma falha total!].

      Academia Uruguay, onde estudei no meu intercâmbio.

      Praça Independência, Montevideo.

      Monumento Los Dedos, em Punta del Este.

      Colônia do Sacramento, vista do alto de um Farol.



      Nas últimas três fotos acima: Eu me arriscando nos esportes de aventura em Salto del Penitente, no Uruguai.
      Com o intercâmbio conheci mais do comportamento dos uruguaios e descobri que eles são um povo incrível, cultos, organizados, super trabalhadores, que gostam da natureza e realmente amam o seu pequeno país.
       
      E claro, como um bom viajante também passei por alguns perrengues mais complicados, em especial para me adaptar com o clima e a comida típica do país, que é muito diferente da brasileira.

      Milanesa Pollo Napolitana con fritas.

      "Pasta". Esse é o nome que os uruguaios dão para o macarrão.

      Carne de Javali, uma iguaria típica de Salto del Penitente.
      O mais importante é que tive boas experiências que serão lembradas por mim até o meu último dia de vida. Mesmo em todo esse texto não foi possível relatar sequer um décimo do que fiz e do que senti por lá. Resumindo...
      "Ter a oportunidade de aprender um novo idioma é o mesmo que se abrir para novas oportunidades no presente e no futuro."
      Acho que isso resume um pouco do aprendizado que tive por lá. E pensando nisso, resolvi organizar esse tópico para que incentive novos viajantes ou até mesmo outras pessoas que pretendam aprofundar mais o seu conhecimento nessa língua.

      Sem mais delongas, abaixo estou colocando o índice organizado de toda essa maratona que fiz por lá, sem claro, deixar de ensinar um pouco do espanhol também e contando praticamente tudo que aconteceu no país, desde a minha saída do Brasil até a chegada no outro mês.E para fechar com chave de ouro, só falta esse assunto
      4) Minhas considerações:

      Desejo um agradecimento especial à família que estava me hospedando: O Álvaro, a Stela, a Fernanda e também aos dois hóspedes gringos que ali estavam e me ajudaram muito, o Míchel da Suíça, e a Kelsy, dos Estados Unidos. E também para toda a equipe da Academia Uruguay que me ajudou bastante.
       
      Desejo que todos vocês aproveitem a vida, trabalhem bastante e que viagem sempre que puderem. A todos os leitores, espero que tenham sempre uma boa viagem!
       
      A seguir:
      - Índice do Relato dessa viagem;
      - Relato propriamente dito.
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