Ir para conteúdo
  • Cadastre-se
Entre para seguir isso  
Fernando L

Serra Dona Francisca e Serra do Mar Corupá

Posts Recomendados

DSCF6632.thumb.jpg.46f35bdeee81593f1ba1ad5ab94e8dec.jpg

Serra do Mar sentido São Bento do Sul-Corupá

Que tal fazer um roteiro de  um ou dois dias indo por uma e voltando pela outra?  Este roteiro já foi realizado por nós (casal) algumas vezes e é muito interessante pois explora duas serras em um mesmo destino. Você pode começar partindo de Joinville, Florianópolis ou qualquer outra cidade entre as duas, assim como partindo de Curitiba ou Mafra.  As duas são um espetáculo, mas a Serra Dona Francisca possui um mirante no meio da serra onde pode-se parar e apreciar o cenário. Fica mais interessante descendo, mas também é linda subindo, principalmente quando é avistada ao longe. É preciso cautela pois há curvas acentuadas e o trânsito de caminhões constante. A Serra Dona Francisca parte da BR-101 em Joinville e vai até o cruzamento com a BR-280 em São Bento do Sul em um percurso aproximado de 75 Km. Após a subida da serra encontra-se Campo Alegre, pequena e simpática cidade que será explorada em outro tópico.  

A descida pela Serra do Mar também é mais bonita que a subida, há muita vegetação nativa e bananais. Partindo de São Bento do Sul até Jaraguá do Sul a distância é aproximadamente 60 Km. Logo após a descida encontra-se Corupá, linda cidade no meio das montanhas e que possui duas atrações imperdíveis: Seminário de Corupá e a Rota das 14 Cachoeiras que serão exploradas em outros tópicos. 

Um detalhe: é muito comum ter neblina nos dois trechos de serra, portanto escolha preferencialmente dias secos ou reserve mais dias na região. Mas como já tivemos a experiência de passar nos dois locais com neblina, parcial e total podemos afirmar que também é pitoresco nestas condições.

Para quem não é da região e gostaria de fazer este passeio aconselha-se a pernoitar em Rio Negrinho ou Jaraguá do Sul. Mas também é possível fazê-lo em outros roteiros. Nós por exemplo já saímos de Guaratuba (PR), subimos a Dona Francisca, descemos a Serra do Mar e pernoitamos em Piçarras. 

É sem dúvida um roteiro de encher os olhos e incluído por nós como "grandes estradas", aquelas cênicas e imperdíveis.  DSCF6642.thumb.jpg.093d2ed6cf50c8b2499aa89780016972.jpg

Serra do Mar sentido São Bento do Sul-Corupá

1524006245622350.thumb.JPG.c9909047b5819b757d54e251cce11f15.JPG

Serra do Mar 

DSCF8573.thumb.jpg.d054801b63f27f96a3c4fd29b2011f49.jpg

Serra Dona Francisca sentido Joinville-Campo Alegre 

 

1524005268223739.thumb.JPG.65f0cd49626b1941fdf8644d439ba811.JPG

Mirante Serra Dona Francisca 

1524004930426837.thumb.JPG.212a25207997cd3508698b613e979b57.JPG

Serra Dona Francisca sentido Joinville-Campo Alegre

 

imageproxy.php?img=&key=eaf2ee9296aa936c

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar Agora
Entre para seguir isso  

  • Conteúdo Similar

    • Por Rodrigues Fran
      Planejo uma viagem para o Paraná e estou aceitando sugestões de qual a primeira cidade a visitar lá?
      Se puderem me ajudar agradesço 😁😘
    • Por Põe na Bagagem
      Escolhemos um dos últimos dias de 2018 para conhecer a Rota das Cachoeiras, no município de Corupá (SC), região da Rota dos Príncipes. Mais precisamente o dia 29 de dezembro, um sábado de sol e temperaturas bastante elevadas.
      A Reserva Particular do Patrimônio Natural – Emílio Fiorentino Battistella (RPPN) abriga 14 cachoeiras e uma natureza exuberante, com plantas e animais típicos da Mata Atlântica. Nós encaramos a trilha “Passa Águas”, com percurso de 2.900 metros, percorrendo as margens do Rio Novo. O nível de dificuldade é considerado moderado, mas tem alguns trechos de forte inclinação, que exige um pouco mais de disposição e vigor dos visitantes.
        Ponto de Partida
      Chegamos na entrada da trilha por volta do meio dia. No caminho até a Reserva fomos guiados pelo GPS e acabamos seguindo por uma rota alterativa, numa estrada rural bastante estreita, íngreme e, em alguns pontos, com espaço para apenas um veículo. Por conta disso, não passamos pelos pontos onde são vendidos os ingressos de acesso à Reserva e tivemos um certo transtorno ao chegar na entrada da trilha. Sem os bilhetes, precisamos ir de carro ao ponto de venda, distante alguns minutos dali. Como viemos por outro caminho, também sentimos a ausência de placas e sinalizações para os visitantes detalhando tais informações.
       
      O bilhete foi adquirido no Camping e Restaurante Rio Novo, que estava localizado na estrada principal. A informação foi repassada por um funcionário da reserva que estava à beira da estrada ajudando os motoristas a estacionarem os veículos.
      Conseguimos estacionar relativamente próximo da entrada do Parque, onde uma pessoa recebeu os ingressos, deu algumas instruções e entregou folders informativos. Este ponto é o único local com estrutura de banheiro e lanchonete. Usufruímos apenas o banheiro, no final do dia e, estava relativamente limpo. O local também possui duchas para os usuários e um espaço com churrasqueiras.
      No início da trilha até a primeira queda d’agua, existe mobilidade para cadeirantes. A partir dali o visitante segue imerso na mata, com um relevo mais acentuado e marcado por uma infinidade de degraus, passarelas e algumas pontes.
       
      Tempo de trilha
      Nós levamos quase quatro horas para chegar até o final da trilha, mas fizemos diversas paradas para descansar, lanchar e registrar várias fotos. Fizemos o percurso sem pressa, com tranquilidade para ir e voltar antes do fechamento do Parque. A volta foi bem mais rápida, sendo concluída em cerca de 1h30.
       
      As cachoeiras
       
      A Rota das Cachoeiras é formada pelas seguintes quedas d`água:
      Cachoeira do Suspiro Cachoeira da Banheira Cachoeira dos 3 Patamares Cachoeira da Pousada do Café Cachoeira do Repouso Cachoeira do Remanso Grande Cachoeira da Confluência I, Cachoeira da Confluência II Cachoeira das Corredeiras Cachoeira do Tombo Cachoeira do Palmito Cachoeira da Surpresa Cachoeira do Boqueirão (estava interditada) Cachoeira do Salto Grande   A beleza e a particularidade de cada uma, você pode conferir no vídeo logo abaixo, que preparamos para compartilhar aqui no blog. Cada cachoeira é única e merece uma parada para contemplação. O banho é permitido somente na Cachoeira da Confluência, que fica praticamente na metade do percurso. Ela está mais para uma corredeira, portanto, não espere por um grande mergulho.
       
       
       
      As cachoeiras ficam bem próximas uma das outras, exceto o trajeto entre as duas últimas quedas d`água. Na época da nossa visita, a Cachoeira do Boqueirãoestava com o acesso interditado.
      Entre a Cachoeira da Surpresa e a do Salto Grande, percorremos a distância de 1100 metros numa trilha com bem menos estrutura e pontos com bastante inclinação. Tudo isso somado ao cansaço, tornou a caminhada ainda mais difícil.
       
      A última queda
      A medida que nos aproximávamos da Cachoeira do Salto Grande, o barulho das águas se intensificava anunciando a proximidade da queda. Um ruído que fazia crescer em nós o sentimento de alívio pela missão que se cumpria. Impossível não ficar impressionado com os 125 metros de queda, a visão espetacular dos paredões ou com a infinidade de plantas que o cercam. A umidade sendo arremessada no rosto através do vento, a água escorrendo forte corredeira abaixo, o barulho dos pássaros, a sombra das árvores, os diversos tons de verde que variam do musgo até as folhas mais escuras… Um cenário lindo para ser apreciado e registrado.
       
      O que levar
      A trilha é longa e com imersão total na Mata Atlântica. Portanto, antes de adentrar a Reserva esteja abastecido com bastante água, lanche para comer durante o percurso e repelente para espantar os insetos. Não esqueça de usar roupas leves e um calçado fechado e bem confortável (leve em consideração o solo úmido e, se possível, escolha algum com solado antiderrapante). A trilha é dentro de mata fechada, com algumas aberturas de sol, geralmente próximas às quedas de água. Os óculos de sol e filtro solar se tornam mais necessários nestes pontos. Se você é daqueles que gostam de registrar muitas fotos e vídeos, leve uma bateria extra.
      Atenção para crianças, idosos e pessoas com problemas de locomoção ou muito sedentárias. Elas podem ter dificuldades para concluir o trajeto, principalmente em dias de altas temperaturas, quando o cansaço é intensificado pelo calor.
       
       
      Para quem quiser mais detalhes sobre a Trilha, deixo aqui o link do blog. Lá tem informações, fotos e vídeo com imagens de todo o passeio:
       
      https://poenabagagem.travel.blog/2018/12/29/rotadascachoeiras/
       
    • Por TurnR180
      Olá pessoal, tudo bem? Uma dica de viagem de trem pela Serra do Mar entre Morretes à Curitiba. Nessa viagem fui até Morretes experimentar o famoso barreado, aproveitei e peguei o trem para a capital ali mesmo... Foi uma viagem fantástica, aconselho a todos fazerem também!!!! Obrigado e abração!!!
      Dicas:
      Itinerário Morretes à Curitiba. Horário de saída de Morretes 15:00 horas e chegada à Curitiba 18:00. Existem vários outros horários, tarifas e informações, que voce pode ter pelo site da empresa: Serra Verde Express ou no telefone: ddd (041) 3888-3488.
      Aqui o vídeo:
      Saindo da estação da cidade de Morretes - PR

      Passando pelo Parque Estadual Marumbi

      Passar por essas pontes é um sensação incrível!!! Estamos voando? Rss!!!

      Natureza exuberante da Serra do Mar!!!

       
    • Por gvogetta
      PICO YBIANGI (AGUDO DE SAPOPEMA) E SERRA GRANDE DE ORTIGUEIRA: Uma pequena aventura reverenciando os Templos do Montanhismo no Norte do Paraná
       
      Trip de 07 a 09/09/2012 (Feriado da Independência)
      Última edição/atualização em jan/2019 (Informações de referência e aspectos geográficos)
      por Getulio Rainer Vogetta
       
      ANTECEDENTES
       
      Todos os montanhistas e trekkers que conheço costumam manter um “caderninho” onde registram sua “lista de desejos” ou “afazeres”, aquelas aventuras que povoam seus imaginários aventureiros e desejam fortemente realizar algum dia na vida. Esse caderninho tem o condão, geralmente, de ser o fio condutor que leva à transformação destes sonhos em projetos e depois fazem destes projetos realidade. Por isso, além do próprio sonho costumam registrar outras informações relativas a eles, como dados de acesso e localização, dicas e quaisquer outras informações julgadas importantes. Não raro, mapas e até fotos são anexadas no tal caderninho, que hoje, obviamente com o avanço da informática, toma muitas vezes a forma de um arquivo eletrônico.
       
      Pois essa trip que passo a lhes relatar está no meu “caderninho” há pelo menos 6 anos, povoando meu imaginário aventureiro e, curiosamente, apesar de ser no Paraná (aqui no nosso quintal, como costumo dizer), era um dos “sonhos” menos documentados até bem pouco tempo atrás...
       
      Travei meu primeiro contato com o do Pico Agudo, sem saber, em 2006, quando já estava afastado do montanhismo há alguns anos por motivos alheios à minha vontade. Um amigo compartilhou comigo o que ouviu falar do lugar através de um conhecido dele e algumas poucas fotos, mas sem quaisquer menções a detalhes precisos, inclusive de nome e localização. Quando vi essas fotos que retratavam paisagens interessantíssimas, fascinado, imaginei de pronto uma visita àquela região, da qual nunca ouvira antes falar que possuísse montanhas dignas de uma investida. Nessa época uma série de fatores, somados à ignorância quase completa acerca do “objeto de desejo” me fizeram adiar qualquer plano sério de uma pernada naquelas bandas. Ficou lá anotado no caderninho laconicamente: “Montanha (?) no interior do Paraná, perto de Telêmaco Borba”, com cópias das poucas fotos - era toda a informação que eu possuía na época...
       
      Isso até meados de 2009. Nesta época, passeando pelo Google Earth e Panorâmio, ferramentas online que de certa forma se complementam e nos permitem viajar sem sair de casa, “voando” sobre o mapa repleto de fotos georreferenciadas dos locais, captadas e compartilhadas por seus usuários, deparei-me totalmente por acaso com um acervo de fotos que de imediato reacendeu minhas lembranças: um montanhista de Rolândia/PR, o Paulo Augusto Farina, possuía um belo conjunto de imagens do Agudo publicadas no Panorâmio, e com isso eu tinha a localização precisa do antigo objetivo (Sapopema/PR), além de mais algumas belas imagens para me servirem de inspiração.
       
      A partir daí o lacônico registro no caderninho começou a se transformar em algo cada vez mais palpável. Em 2010, depois de lentamente voltar às atividades de campo e começar a frequentar com mais atenção as páginas de sites como o Alta Montanha e o Mochileiros.com, me deparo com um relato muito bem feito, escrito pelo Danilo Dassi, um companheiro forista que visitara a região em out/2009 e fornecia informações preciosas sobre o acesso e localização do tal Pico Agudo (vide relato). Pouco tempo mais tarde este relato foi complementado por outro, do caminhante e desbravador paulista Jorge Soto, que também esteve na região e postou suas impressões e informações sobre o local. (veja aqui)
       
      Nesse tempo travei contato também com outro forista do Mochileiros.com que conheceu a região e publicou um relato sobre o feito (veja aqui), o companheiro Mageta, de Maringá, que em breve se tornaria um grande parceiro de montanhas e com quem formamos perenes laços de amizade.
       
      Não havia mais desculpa! Com informações fartas e precisas disponíveis faltava somente sincronizar a agenda com os companheiros para tirar os planos do papel. Passou-se o ano de 2011, 2012 já entrava no segundo semestre e, após algumas conversas com o Mageta e outros companheiros do ramo, combinamos de encarar o Agudo na primeira oportunidade propícia em agosto ou setembro.
       
      Finalmente a trip tomou forma e ganhou contornos de realidade quando efetivamente, de posse do respectivo “alvará” familiar, marcamos a data para o feriadão de 7 de setembro. Eis que o plano agora se tornaria realidade!
       
       
       
      O PICO AGUDO – Informações de referência e aspectos geográficos
       
      A montanha conhecida atualmente como Pico Agudo de Sapopema (há homônimos picos agudos em diversos pontos do território brasileiro) também é conhecida como Monte Ybiangi ou ainda Ybiagi, como referenciada em linguagem nativa (índios Kaingangs), encontra-se situada no território do município paranaense de Sapopema, com acesso pelo Distrito de Lambari, nas terras pertencentes à antiga Fazenda Inho-ó, distante cerca de 340 Km de Curitiba, às margens do Rio Tibagi, numa região que faz a transição entre o primeiro e o segundo planalto paranaense.
      Esta montanha é provavelmente uma das mais antigas a ser referida e constar na cartografia paranaense. Sua localização já era conhecida e referida em mapas no Século XVII - originada em registros de jesuítas espanhóis, constando na famosa carta geográfica intitulada “PARAQUARIA VULGO PARAGUAY : CUM ADJACENTIBUS”, que, segundo consta na obra do Barão do Rio Branco, teria sido produzida em Amsterdam por Joan Blaeu (1596-1673).
      Seu cume, a 1224m de altitude, segundo Reinhard Maack – primeiro geólogo e naturalista a explorar com rigor científico aquelas terras entre 1923 e 1930 – é um dos pontos mais altos da região norte do Paraná e situa-se num conjunto de montanhas chamado de Serra dos Agudos, que inclui outras elevações de destaque nas proximidades, como a Serra Chata (1080m) o Morro do Taff (1115m), a Serra Grande (1180m), o Morro do Meio (1110m) e o Pico do Portal (1040m), estas três últimas montanhas situadas do lado oposto do Rio Tibagi em relação ao Pico Agudo e às demais, já em terras de outro município vizinho: Ortigueira/PR.
      Os primeiros relatos em referência a esta montanha (Sr. Thomas Bigg-Wither - Primeiros Mapas das Províncias do PR e SC - 1872/1875), no entanto, remontam a 1840, época em que teria sido visitado pelo cartógrafo norte americano John Henry Elliott, acompanhado por Francisco Lopes, ambos a serviço do Barão de Antonina, durante a exploração dos sertões daquela então remota região, à época habitada apenas pelos índios Kaingangs.
      É preciso desmistificar a informação de que o Agudo de Sapopena (Monte Ybiangi) seria a montanha mais alta da região norte paranaense, pois isso não é verdade. Existem pelo menos outras três montanhas na região com altitudes absolutas maiores. O que faz o Monte Ybiangi ser tão espetacular é, sem dúvida, a sua majestosa proeminência, pois se debruça sobre o vale do Rio Tibagi, formando um desfiladeiro entre si e a Serra Grande, separados pelo Rio Tibagi (conhecido no passado como Rio Latibagiba), que é tido como o cânion mais profundo existente em terras paranaenses, chegando a incríveis 700m de profundidade, segundo revelaram estudos realizados por pesquisadores da UFPR.
      As imponentes paredes rochosas que cercam o Monte Ybiangi oferecem inúmeras vias de escalada, muitas a desbravar, para a alegria dos iniciados neste esporte. Escaladores de destaque no cenário estadual como Andrey Romaniuk, Alessandro Haiduke e Elcio Muliki, dentre outros, têm explorado a área e relatam a abertura de novas vias a cada visita, tendo conquistado inclusive o cume da “Torre Menor”, formação ao lado do maciço principal do Monte Ybiangi, batizada de “Agulha Reinhard Maack”, no carnaval de 2011.
       
       
      O ACESSO À BASE DA MONTANHA – Viagem, panes, e muita poeira...
       
      Com a data e as equipes definidas – Eu, Zeca, Serginho e Luís (todos Montanhistas de Cristo, de Curitiba) mais 4 companheiros integrantes do grupo “Trekking Maringá Adventure” – Mageta, Luciana, Igor e Frederico os dias passaram rápido e começou a reinar em mim aquela pequena e positiva “tensão” que antecede uma trip há muito desejada. Tensão esta que ganhou contornos de desespero e raiva quando na quinta-feira (06/set), véspera do “Dia D”, após ter retirado o jipe da oficina para a revisão de praxe, eis que depois de rodar uns 25 Km e estacionar na rua, isso lá pelas 19:30h, percebo uma enorme poça de óleo no asfalto sob o motor... Raios!!! Pensei. Agora ferrou tudo! Liguei na hora para o meu mecânico, que já estava na estrada, viajando com a família para aproveitar o feriadão, mas que prontamente acionou um de seus funcionários para me socorrer de última hora. Jipeiro geralmente é cliente VIP de oficina. Beleza! Vamos ver no que dá (pensei)... Depois de quase 2 horas de espera, por fim, às 22h, em casa, eu e o assistente do meu mecânico concluímos a troca de uma pequena mangueira de retorno de óleo do motor que havia se rompido, causa daquele diacho de vazamento. Demos por resolvida a questão. O alívio foi enorme depois de um susto daqueles, que quase nos tira da jogada, visto que com as viagens programadas pelas nossas famílias não iria dar tempo de preparar qualquer outra alternativa de transporte naquela altura.
       
      “Em dia de vitória ninguém fica cansado”, já dizia um provérbio árabe. Com estas palavras na cabeça, às 3:30h salto da cama acordado pelo galo do despertador do celular e me preparo rapidamente. Tralhas devidamente embarcadas no jipe, acabo perdendo um pouco mais de tempo do que o desejado para fixar o estepe no teto do jipe, saindo de casa já um pouco atrasado. Pelo caminho foram embarcando os companheiros de indiada, em diferentes pontos da cidade, conforme combinado. Cerca de 5:30h já estávamos deixando Curitiba pela BR-376 em direção ao Norte do Paraná, para nossa surpresa com um enorme congestionamento pela frente já àquela hora da madrugada. Na rodovia o exercício de paciência seria inevitável com o anda-e-pára, agravado por uma neblina que insistia em perturbar ainda mais o nosso deslocamento de tartaruga-paraplégica-com-preguiça. Até a Praça de Pedágio de São Luiz do Purunã o trânsito intenso na saída da capital paranaense foi tenso e demorado. Levamos cerca de 2h para andar 50 km. Dali em diante a viagem fluiu melhor, graças também ao “mágico aparelhinho” que nos faz passar ao largo das intermináveis filas das praças de pedágio por uma cancela automática na pista direita, artifício que já uso há alguns anos para escapar dessas situações desagradáveis, especialmente nos feriadões.
       
      Cerca de 10h atingíamos a cidade de Sapopema, no Norte do Estado, distante cerca de 320 Km de Curitiba, pela rota Telêmaco Borba - Curiúva. Pequena pausa para esticar as pernas, banheiro, comprar água para o estoque e fazer um rápido lanche antes de encontrar o pessoal de Maringá no ponto previamente combinado: o trevo de acesso ao Distrito de Lambari. Este “trevo” é na verdade uma simples interseção à esquerda da rodovia PR-090 para quem segue de Sapopema sentido Londrina, discreto mas sinalizado (atenção à placa), distando 7,8 Km da entrada principal daquela cidade, para quem vem de Curiúva. Ali começa a estradinha de saibro que dá acesso à base do Pico Agudo, que se encontra distante 22,5 Km (distância medida no GPS). Chegamos cerca de 10:30h e fizemos as devidas apresentações (não conhecíamos os 3 amigos do Mageta), fizemos a foto do grupo e partimos. Assim nosso grupo, agora composto por 8 pessoas, parte pela estradinha vicinal em 3 veículos: um Gol e 2 jipes, o “Panzer” (JPX Montez verde) e o “Tatu de Chuteiras” (Toyota Bandeirante azul), do Mageta.
       

       
      Seguimos pela estradinha por cerca de 20 minutos até atingirmos o Distrito de Lambari (5,6 Km), onde fizemos nova parada para tomar uma bebida gelada, pois o calor insuportável e a poeira daquele pequeno trecho já havia nos deixado de garganta seca. Ali acertamos com o dono de uma mercearia para deixar estacionado o Gol do pessoal de Maringá, pois as previsões eram de estrada ruim até a base da montanha (cerca de 16,9 km) e havia espaço de sobra no jipe do Mageta que seguia praticamente vazio. Minutos depois continuávamos nosso poeirento deslocamento rumo ao Agudo, passando pela sede da Fazenda Primor e por outra pequena vila - o Assentamento São Luiz. Alguns quilômetros à frente e cruza-se por dentro d'água um riachinho que corta a estrada, para logo depois passar por dentro de uma grande área de reflorestamento, já nos domínios da RPPN Fazenda Inho-ó. Logo chegamos numa porteira trancada, ao lado de uma pequena casa de sítio. Ali um capataz controla o acesso ao restante da estrada que leva aos pés do Agudo e depois de uma rápida conversa fomos liberados e continuamos pela estradinha, não à frente, pela continuação óbvia da estrada, mas manobrando pela esquerda, ao lado da casinha do “porteiro”, direção 8h.
       
      Seguindo, logo depois, num longo trecho de descida, nós que vínhamos atrás do “Tatu” percebemos que o Toyota vinha andando meio de lado. Alguma coisa estava errada e logo buzinei pro Mageta parar a viatura. Em rápida verificação percebemos que o feixe de molas do lado esquerdo havia se soltado do grampo de fixação do eixo, fazendo com que o pneu traseiro esquerdo raspasse no feixe de molas, desalinhando o veículo e causando risco de outros problemas.
       
      Putz! E agora? Todos manifestam preocupação com a situação... Agora, o jeito é tentar consertar, “iniciando” a turma nas “artes jipeiras” da manutenção de viaturas em campo e tirar as teias de aranha da minha caixa de ferramentas de viagem (há tempos não usada), posto que o Mageta não possuía este tipo de “acessórios” na sua viatura. Uns 20 minutos de trabalho depois, sob o sol escaldante e enfiados embaixo da viatura, eis que esta andava novamente, agora guiada numa tocada bem cuidadosa para ver se conseguiríamos chegar até a base do Agudo com a Band naquela situação. Só que mesmo com todo o cuidado o problema voltava a aparecer, já que com o pino de centro do grampo da mola quebrado a situação não tinha como ser resolvida totalmente com os recursos à nossa disposição ali. Fomos obrigados a fazer nova parada para endireitar o eixo e reapertar parafusos, mas depois, por fim, decidimos deixar o jipe no último sítio antes de nosso objetivo, fazendo dali a baldeação final da turma toda com apenas um jipe até a base da montanha, a cerca de 3 Km de distância.
       

       
       
      (AGORA SIM) A SUBIDA DO AGUDO
       
      Com o contratempo mecânico da Toyota Bandeirante, somado à baldeação de todo o grupo e as suas mochilas com apenas uma viatura e mais um pequeno passeio extra de reconhecimento que fizemos com o jipe pela estrada depois do sítio do Sr. Livercindo, iniciamos a caminhada de ascensão ao cume do Agudo efetivamente às 14h, sob um sol escaldante, daqueles de rachar mamona. Começamos a trilha um tanto apreensivos devido à quantidade de carros ( estacionados ali no sítio, sinal de que havia bastante gente na montanha, fato confirmado pelo Sr. Livercindo, que de forma muito gentil nos cedeu simplesmente o melhor espaço para estacionar o jipe: dentro do seu terreiro cercado, sob uma espetacular e frondosa sombra de árvore!
       
      A trilha se inicia na beira da estradinha, pequena descida, num trecho descampado e erodido a cerca de 50m da casinha do Sr. Livercindo, olhando da frente desta em direção ao Agudo, que se ergue majestoso dominando a paisagem. Cruza-se uma porteira de arame e caminha-se numa trilha bem definida por um curto trecho de pequenos arbustos e toiceiras de capim alternados com terra nua, sempre em direção à mata nos pés da montanha. Outra porteira de arame e se atinge um pequeno açude à direita, onde um cavalo desdenhosamente se banhava na água lamacenta.
       

       

       
      Rompemos (literalmente, mas sem querer) uma cerca de arame farpado logo no início da florestinha, depois da área descampada do açude, seguindo na trilha batida pela mata adentro, que passou a nos cobrir com uma sombra providencial. Poucos minutos depois e nos deparamos com o pequeno riacho de leito pedregoso totalmente seco em função da prolongada estiagem na região. Segundo relatos dos moradores da região já se passavam mais de 60 dias sem uma chuva significativa por ali. Aquele era o último ponto de água conhecido e estava completamente seco. Como já imaginávamos esta situação saímos carregados de água desde a vila do Lambari (a água na propriedade do Sr. Livercindo, pelas informações que tínhamos, não é das mais confiáveis devido à grande quantidade de suínos criados soltos por ali). Ainda naquela primeira mata encontramos o primeiro grupo de “aventufeiros” que nos confirmou o óbvio (que havia bastante gente na trilha) e, fato novo, que eles não haviam encontrado o caminho para o cume! (Grande sorte a nossa, já que segundo eles tinham ido para pernoitar na montanha). Informaram ainda que alguns membros do seu grupo subiram a trilha sem as mochilas para ver se conseguiam atingir o cume e depois voltariam.
       

       
      Mais rápido do que gostaríamos, estávamos saindo da mata para o primeiro trecho da trilha em meio ao tão falado (e xingado) capim “colonhão”, que com o tempo seco e a quantidade de pessoas que têm frequentado aquela montanha estava bem demarcada e aberta, com o tal capim bem baixo e seco na maior parte do percurso, não oferecendo qualquer enrosco ou problema de navegação visual. Dali, olhando para cima, percebe-se a grande linha reta que é o traçado da trilha, naquele trecho acompanhando por centenas de metros uma cerca de arame farpado (pela direita de quem sobe). Apenas a íngreme subida e o calor do sol martelando nossas cabeças nos castigavam, fazendo a curta e forte subidinha parecer interminável. Encontramos logo adiante outro grupinho descendo, estes sem mochilas, que nos informou novamente que havia bastante gente na trilha lá para cima e, sarristas, nos disseram na maior gozação que a gelada que nos esperava lá em cima já estava paga... Rsrs! Tá bom, o “Papai Noel e o Coelhinho da Páscoa também estão aguardando vocês ali embaixo”, retruquei...
       

       
      Vencido o primeiro trecho de subida pela encosta recoberta de capim colonhão, vem outro trecho de mata onde adiante resolvemos fazer uma pausa para lanche e descanso aproveitando uma pequena clareira ao lado do que nos pareceu um chiqueirão abandonado. Recompostos do calor, partimos rumo ao segundo trecho de capinzal, aqui um pouco mais fechado, mas que ainda nos deixava bem expostos ao sol, agora em um aclive de terreno bem mais forte que no trecho anterior. Várias pausas para retomar o fôlego e logo chegávamos à base da parede rochosa da montanha, divididos em dois grupos devido ao ritmo da subida. Nós da retaguarda escutávamos o pessoal adiante, mais acima, onde começavam a escalaminhada: “cuidado com a Pedra!” Logo os sons de alguma pedra rolando, seguido pelos gritos de “pedra!” se tornaram mais frequentes e aí nós é que estávamos tentando nos equilibrar nos barrancos e fendas arenosos e erodidos e também derrubando nossas pedras.
       

       
      O trecho final antes do cume seria de escalaminhada e a trilha estava bastante erodida em alguns pontos, apresentando um terreno fofo e muito arenoso na base rochosa da montanha. Ali deve se prestar bastante atenção e tomar cuidado para não escorregar (grande inclinação), especialmente pelo fato do terreno se desagregar muito facilmente com as pisadas, literalmente constituindo-se de uma terra marrom escura e solta, igual a uma areia grossa. Além do pó que se erguia a cada escorregada do companheiro da frente, fazendo-nos literalmente comer terra, no meio daquela farofa haviam pedras soltas que ora ou outra se desprendiam e rolavam trilha abaixo. Com isso, diminuímos o ritmo e procuramos deixar uma distância maior entre cada indivíduo do grupo de forma a evitar acidentes.
       

       
      Como o Mageta levou um pedaço de corda, um dos trechos aparentemente mais difíceis da subida em escalaminhada (especialmente com a cargueira nas costas) foi vencido facilmente e em poucos minutos. A corda foi providencial, pois com o nível de erosão das margens da trilha em muitos pontos fica difícil se segurar sem apoios em rocha ou mesmo tocos de árvores ou raízes com o piso se esfarelando sob os pés. Os poucos apoios mais firmes, após a passagem de duas ou três pessoas começavam a afrouxar dada a erosão rápida do terreno. Com isso a corda também contribuiu para reduzir bastante o impacto de nossa passagem.
       

       
      Mais adiante na subida, em outro lance onde fixamos a corda para auxiliar na subida, encontramos um grupinho descendo (descobrimos que era parte do primeiro grupo que encontramos na trilha, e que não havia encontrado o caminho para o cume. Tinham subido sem as mochilas e conseguiram, afinal, chegar ao alto e naquele momento retornavam). Pegaram carona em nossa corda e se foram. Logo depois atingíamos a famosa “Pedra da Desistência” (onde havia uma inscrição na rocha induzindo os desavisados a desistirem dali), da qual sequer tomamos conhecimento. Mais um curto lance de escalaminhada de uns 15m, agora mais exposta mas contando com apoio em rocha e já galgávamos a crista que leva ao cume, agora em terreno firme e recoberta por um manto arbustivo típico da flora de altitude.
       
      Enfim no cume do Pico Agudo de Sapopema! Exatamente às 16:20h depois de exatas 2:20h de caminhada e escalaminhada. Nossa vanguarda (Zeca e Serginho) alcançou o topo uns 40 minutos antes e já estavam até com a sua Manaslu montada quando atingimos a área de acampamento. Euforia geral com a vista dali, simplesmente espetacular, apesar de pairar no ar uma névoa seca, resultado do tempo extremamente seco (que dispersa muitas partículas no ar) e da fumaça (junto com o cheiro característico) oriunda de uma grande queimada que ardia na mata de encosta na base oriental do Agudo, junto à margem do Rio Tibagi, no lado oposto ao da encosta que subimos. Um verdadeiro crime contra o meio ambiente, provavelmente realizado no intuito de abrir áreas para pastagens, já que na região predomina a pecuária de corte.
       

       

       
      Só o nosso grupo no cume. Espaço de sobra para montar as barracas e curtir o lugar. Com o sol baixando no horizonte aproveitamos para explorar rapidamente a área de cume e captar o máximo de fotos possível no tempo de luz ainda disponível. Em seguida tratamos de montar acampamento e rapidamente as duas pequenas clareiras planas e limpas do topo do Agudo foram ocupadas pelas nossas barracas. Aqui uma pequena dica: como o terreno é arenoso e fofo, espeques muito finos e curtos não dão boa sustentação às barracas que não sejam autoportantes (como a Azteq Nepal que usei nesta ocasião), por isso convém levar espeques mais longos e/ou aqueles genéricos, em formato triangular de alumínio, que me proporcionaram melhor fixação no solo do que os originais cilíndricos.
       

       
      Outro alerta que fazemos é sobre a área de acampamento. Evitem abrir novas clareiras ou ampliar as duas já existentes, que acomodam 5 barracas (2P) de forma apertada. Há pouco mais de um ano era apenas uma clareira com espaço para somente duas barracas. A vegetação do cume é frágil e a fina camada de solo arenoso, quando exposto, tende a ser lavada pelas chuvas expondo a rocha, o que fatalmente obrigará a abrir novos pontos de acampamento, ampliando ainda mais o processo de degradação. Nem preciso falar sobre fogueiras, prática totalmente condenada em qualquer montanha e da qual, felizmente, não vimos sinais por ali.
       
      Logo somos vencidos pela fome e a nossa cozinha comunitária, instalada convenientemente sobre uma laje de pedra, nos fornece as tão aguardadas refeições. Desta vez cometi a tremenda gafe de esquecer a mistura de fubá para a polenta da nossa combinada janta comunitária, então o jantar foi um improviso de macarronada com molho de tomate e calabresa preparada pelo Zeca, servida logo depois de uma reforçada rodada de calabresa frita para aperitivo. Houve quem preferiu o consagrado macarrão instantâneo (daqueles de copinho ainda), mas fome ninguém passou. Como a noite estava bastante quente, ficamos um bom tempo conversando sobre as pedras e o nosso companheiro Fred, deitado sobre o isolante logo dorme ao relento sob o teto celeste, absurdamente estrelado.
       
      Às 22h os remanescentes da roda de conversa se recolhem às barracas e, um a um, caímos todos em um sono absurdamente tranquilo, ao som da água nas corredeiras do Rio Tibagi, logo abaixo de nós. Apesar de dormir em um local bem exposto no alto da montanha, não havia qualquer sinal de vento ou chuva, o horizonte estava totalmente aberto e reinava um calor sufocante. Nem mesmo o ronco de alguns expedicionários chega a incomodar o grupo, embalado nos braços de Morpheu.
       
      Sou acordado às 5:20h pelo Serginho com o seu brado de “bom dia Vietnam!” A luz matutina já ilumina o acampamento mesmo antes do sol despontar no horizonte e começam a se perceber nitidamente os contornos das montanhas em redor, como a Serra Chata - à leste, o Morro do Taff - ao norte e o imponente chapadão da Serra Grande - a oeste, do outro lado do Rio Tibagi, objetivo seguinte do nosso planejamento para aquele feriado e que passamos a “namorar” dali para a próxima incursão daquele dia e domingo, visando subi-la. Apesar de estar tão “pertinho” ali do Agudo, chegar do outro lado implicava uma grande volta, de cerca de 120 km, já que em casa havíamos analisado previamente os possíveis roteiros e os mapas a respeito.
       

       

       
      À medida que o dia vai clareando percebemos a dimensão do fantástico espetáculo que se descortina abaixo de nós. Todo o curso do Rio Tibagi encontra-se encoberto por uma espessa camada de nuvens, com as montanhas em redor se elevando sobre elas, como se fossem ilhas em meio a um rio de nuvens, criando um ambiente ao mesmo tempo belo e surreal, daqueles que se vêem apenas nos filmes que retratam mundos paradisíacos, longínquos e perdidos.
       
      Aos poucos o acampamento vai criando vida, com os demais companheiros saindo de suas barracas. Como no horizonte longínquo há uma espessa bruma devido ao longo período de estiagem, o disco solar demora a aparecer no horizonte, tingindo de vermelho o céu enquanto seus os raios de luz passam a revelar as diversas faces das elevações em nossa volta, antes obscurecidas pelo manto negro da noite. Um espetáculo difícil de descrever e que somente quem já o assistiu no alto de uma grande montanha, sabe como é, e que ali no alto do Agudo ganha uma feição toda especial. Um imenso e indizível êxtase de liberdade e adrenalina misturado ao mesmo tempo com uma sensação de grande paz e tranquilidade.
       

       

       

       
      Muitas fotos depois (o amanhecer é um dos melhores momentos do dia para se obterem ótimas imagens com inúmeras nuances de brilho, cor e luminosidade), cada um vai preparando o seu desjejum. Enquanto isso eu, o Mageta e o Serginho nos dedicamos à tarefa de instalar o novo livro de registros no cume (que sabíamos estar ausente) e repor a tampa do tubo de PVC que o protege, anteriormente depredada. Cumprimos a tarefa rapidamente e efetuamos os devidos registros, ao que rapidamente fomos seguidos pelos demais. No fim o Serginho ainda deixou uns adesivos de seu “patrocinador” como brinde no saco plástico com o qual protegemos o caderno.
       

       

       
      Mais fotos, de todos os ângulos possíveis e imagináveis (incrível como o Pico Agudo, suas formações rochosas e seus arredores são fotogênicos). Destaque, no cume sul, para a vista da Agulha Reinhard Maack, suas fendas e blocos de rocha superpostos, iluminada pelos raios do sol e para as chamadas Corredeiras do Inferno, no Rio Tibagi, que com o nível muito baixo de suas águas formava diferentes praias nas margens.
       

       

       
      Desmontamos acampamento e demos por concluída nossa estadia naquele lugar especial. Iniciamos o retorno, descendo a montanha às 10:30h. O calor já nos fustigava, pois todo o primeiro trecho de descida na encosta alta do Agudo é exposto ao sol. Muita poeira também. Como sempre, caminhamos em dois grupos, um destacamento mais “avançado” (neste caso beem avançado), praticamente descambando morro abaixo, e o outro, mais cuidadoso e lento, na retaguarda, onde me incluo.
       

       
      Se a subida já foi um pouco tensa em certos trechos a descida nos reserva alguns trechos digamos bem “emocionantes”. Com pouquíssimo ou nenhum apoio para a desescalaminhada, terra e pedras soltas ao serem pisadas levantam muita poeira e nos pregam alguns sustos por conta dos escorregões, que em virtude da altura de uma possível queda e das pedras onde se poderia “aterrizar” não inspiram muita tranquilidade. Em dois trechos mais complicados o Mageta ancora novamente a corda para o apoio na descida, que além de novamente nos poupar algum tempo também poupa a montanha de algumas agressões involuntárias de nossas passadas e escorregadas, pois é virtualmente impossível não erodirmos o terreno. Cabe aqui a observação de que estaremos sugerindo entre as entidades de montanhismo paranaenses a realização de trabalhos de contenção e a instalação de cordas fixas nos trechos mais frágeis da encosta (sabemos da existência do Clube de Montanha Norte Paranaense, tentamos contato, mas ao que parece está inativo). Não pela facilitação do acesso, mas é que pelo movimento que a região tem atraído (cruzamos com pelo menos 20 pessoas subindo ou descendo o Agudo, em 2 dias), somado às condições do terreno, bastante arenoso, há grande tendência de destruição dos poucos remanescentes de vegetação ainda existentes nas bordas da trilha, agravando ainda mais a situação de exposição do solo, pois é onde o pessoal tende a se agarrar na falta de outros tipos de apoio. Na época de chuvas que se inicia com a primavera a situação da trilha só deve piorar, aumentando ainda mais a exposição do solo.
       

       

       
      Vencidos os trechos de desescalaminhada da encosta e com a garganta e nariz secos de tanto engolir e respirar poeira, começamos a descer pelo primeiro trecho de capinzal, o que em muitos pontos também envolvia alguma complexidade, visto que a inclinação do terreno, o solo arenoso exposto em vários locais (com pouquíssima aderência) e o peso das mochilas nas costas nos faziam escorregar, às vezes mais de 1 metro, nas passadas. Em alguns momentos tivemos que recorrer ao quinto apoio para não sofrer um acidente. Nada que uma dose extra de atenção e alguns minutos mais sob o sol forte não resolvessem. A recompensa logo veio sob a forma de uma pausa para respirar e se refrescar na sombra da mata abaixo, em que logo adentramos. Logo vencíamos o outro trecho de capinzal seco sob o sol escaldante para em seguida atravessar o último trecho de mata.
       
      Poucos minutos depois, embalados na descida já cruzávamos o leito seco do riachinho, a cerca e o descampado ao lado do açude, enfrentando então a última porção de terreno aberto. Na chegada encontramos nossa vanguarda se refestelando sob a sombra das árvores no quintal do Sr. Livercindo, com o qual conversavam e logo também nos abrigamos na sombra. Aproveitamos uma mangueira com água corrente na cerca próxima para nos lavar e logo iniciamos o embarque do pessoal e suas mochilas para o retorno. Nos despedimos da família de sitiantes, retornando ao ponto onde ficara estacionado o jipe do Mageta em duas viagens para transportar o grupo todo. Ali, depois de um novo reparo na suspensão da Band, embarcamos o pessoal distribuído nas duas viaturas e tocamos o retorno num ritmo bem cuidadoso. Logo, ao chegar à porteira trancada descobrimos que a passagem é cobrada (R$ 10,00 por veículo!). O Mageta, que ía na frente, ainda tentou argumentar com o porteiro, mas não teve jeito. Acabou conseguindo um desconto (pagamos R$ 16,00 os dois jipes) e agora, liberados para seguir viagem, novamente levantávamos poeira em direção ao Distrito de Lambari, onde ao chegar, fizemos uma breve pausa para resgatar o VW Gol da turma de Maringá e tomar uma gelada, seguindo rumo à Sapopema.
       

       
       
      SALTO DAS ORQUÍDEAS
       
      Na cidade precisávamos buscar uma solução para o problema da suspensão da Bandeirantes, então paramos num posto de combustível na entrada de Sapopema em busca de uma oficina. Ali permanecemos algum tempo e descansamos do terrível calor que fazia. Após algumas conversas no posto o Mageta logo encontrou um mecânico ali perto e foi verificar, mas voltou avisando que o serviço iria demorar, então resolvemos em conjunto com os demais de esperá-lo numa atração turística bem próxima, o Salto das Orquídeas, uma sucessão de belas e refrescantes quedas d'água formadas pelo Rio Lambari, a 3,5 quilômetros da entrada da cidade e cujas fotos havíamos observado dias antes pela internet. Parecia interessante, especialmente pela possibilidade de um refrescante banho naquele calor e seguimos para lá, curiosos.
       
      O Salto das Orquídeas fica numa propriedade particular, também uma RPPN, que explora a visitação do local mediante a cobrança de uma pequena taxa de visitação (as placas informavam R$ 3,00), permitindo camping, pesca (em açude delimitado) e banhos no Rio Lambari que forma várias quedas d’água. Na entrada da propriedade há uma lanchonete anexa que vende bebidas e lanches. Na verdade encontramos de cara uma baita farofagem, com direito a som alto tocando músicas de gosto duvidoso, o que afastou de imediato a tênue ideia que nos passou pela cabeça de passar a noite ali. Para piorar ainda mais a situação ficamos sabendo por um carro de som que haveria um comício ali horas mais tarde, de um dos candidatos a prefeito da cidade. Desta forma estacionamos as viaturas, vestimos roupas de banho e andamos em direção ao rio para descobrir o que o lugar poderia nos oferecer enquanto esperávamos o conserto do jipe do Mageta.
       
      Imaginamos um bom banho de cachoeira para refrescar o corpo do calor e da poeira acumulados nas horas anteriores, e foi o que conseguimos. Saindo da área de estacionamento em direção ao rio andamos cerca de 1 km, sendo um pequeno trecho de estradinha e o restante nas margens e depois dentro do rio, cujo nível encontrava-se bem abaixo do seu normal. Depois de um longo trecho andando na água e saltando pedras, acompanhando o leito do rio por jusante, chegamos ao primeiro salto, por cima, com uma sucessão de degraus de pedra que desescalamos pelas laterais para chegar à base. Havia outras quedas maiores adiante, seguindo o rio, mas decidimos ficar por ali e tomamos uma boa ducha na refrescante cascata, o que foi muito revigorante após todo o calor e toda a poeira do dia.
       
      O detalhe é que já se passavam das 17h e, afastada definitivamente a possibilidade de pernoitarmos em Sapopema, os dois grups defendiam objetivos conflitantes. Nós, de Curitiba, pensávamos em seguir rumo à Ortigueira para ao menos tentar explorar no domingo a Serra Grande, o chapadão que tanto nos deslumbrara do outro lado do Rio Tibagi enquanto estávamos no cume do Agudo. O Mageta, que acabara de chegar da oficina com a sua viatura consertada acabou optando, junto com os companheiros de Maringá, em seguir para a cidade de Faxinal, para um programa de relax que estaria no seu caminho de casa. A partir disso nos despedimos e nos separamos. Pegamos a estrada rumo a Curiúva e depois Telêmaco Borba (seria uma grande volta de mais de 120 km só de asfalto) entre Sapopema e Ortigueira e pretendíamos cumprir este trajeto rodoviário ainda naquela noite, para dormir o mais próximo possível do nosso objetivo no outro dia. Jantamos na estrada e após cerca de 2h de deslocamento, nos instalamos num pequeno hotel na entrada do município de Ortigueira. O plano a partir disso era tomar um banho, descansar, e sair de madrugada em direção ao Distrito de Natingui, por onde se faz o acesso à Serra Grande, seguindo sempre por estradas de terra.
       

       
       
       
      A CONQUISTA DA SERRA GRANDE
       
      Antes das primeiras luzes do domingo estávamos reembarcando as mochilas na viatura. Pé na estrada e, raiando o dia, já havíamos cruzado o “centro” da cidade de Ortigueira e assistíamos agora o espetáculo de um sol vermelho se erguendo no horizonte na estrada rural a caminho da vila de Natingui. Sabíamos que até a tal vila seriam cerca de 45 Km de estradinhas e assim fomos tateando, tentando acelerar ao máximo o deslocamento, mas a estradinha em alguns trechos era muito precária, não permitindo desenvolver mais do que 30-40 Km/h. Pouquíssimo movimento na estrada. Paramos também sobre uma ponte de concreto que cruza parte do lago da Usina Mauá e, obviamente, fizemos algumas fotos. Pouco antes das 8h chegávamos à vila de Natingui, onde paramos para um rápido lanche e para nos informar sobre o acesso para a Serra Grande. Seguimos o rumo e as indicações recebidas e cerca de 40 Km e 1 hora depois estávamos aos pés do nosso objetivo. Decidimos contornar o maciço montanhoso pela esquerda (norte) e assim fomos seguindo a estradinha, que a cada km percorrido parecia ficar cada vez mais estreita e precária. Em dado momento atingimos a extremidade norte da Serra Grande, de frente para o Morro do Taff e para uma curva de 90 graus do Rio Tibagi. Tínhamos dali uma vista maravilhosa das redondezas. O progresso foi lento devido às incríveis paisagens e nossas paradas para fotografar e observar tudo.
       

       
      Continuamos avançando pela estradinha, alternando paradas de contemplação e fotos com deslocamentos e agora adentrávamos nitidamente nas áreas das propriedades rurais existentes aos pés da Serra Grande, onde éramos obrigados a parar a cada instante para abrir e fechar porteiras (aliás o Serginho nunca abriu tantas porteiras na sua vida como naquele dia, tamanha a quantidade delas que cruzamos, dos mais variados tipos e tamanhos). Começamos então a percorrer toda a extensão de terreno que observamos anteriormente do alto do Pico Agudo, acompanhando na direção noroeste-sudeste a encosta oriental da Serra Grande. Seguíamos a precária estradinha, muito acidentada em alguns pontos, praticamente um off-road, numa linha quase paralela ao traçado do Rio Tibagi. Cruzamos pelo menos 3 sítios com áreas de campos, reflorestamentos de pinnus, pastagens e mangueiras, bem como enormes rebanhos bovinos. No entanto não encontrávamos viva alma humana... Ninguém! Achamos estranho, mas fomos seguindo. Em alguns trechos a estradinha sumia no campo e éramos obrigados a procurar a rota. Diversas paradas para captar fotos de variados ângulos do Pico Agudo, do Rio Tibagi e suas corredeiras e das paisagens exuberantes na encosta da Serra Grande, que acompanhávamos. De repente cruzamos com um cavaleiro, meio assustado, talvez com a nossa presença naqueles longínquos rincões. Levamos praticamente 2h para acompanhar toda a face leste do maciço para então, por volta de 11:30h estacionar na área da Fazenda Serra Grande, localizada num belo platô entre a Serra Grande e outra montanha a sudeste, o Morro do Meio, outra elevação de destaque na paisagem, cujo cume se ergue à cota dos 1110m segundo as cartas topográficas. A fazenda, que também encontramos deserta, era o ponto ideal para servir de base em nossa ascensão à cumeeira da Serra Grande e assim, deixamos o jipe para subir a pé a estradinha que nos separava daquele derradeiro objetivo antes de voltar para casa.
       

       

       
      Quase uma hora de caminhada depois, com nossas cacholas fritando durante a subida pela estradinha que parte da fazenda e lá estamos nós no alto no setor sudeste da Serra Grande, com seus 1170m (IBGE), observando quase da mesma altitude o Agudo de Sapopema e a grandiosidade daquele vale formado pelo Rio Tibagi, pontuado por montanhas de diferentes formatos e belezas. Constatamos que poderíamos ter atingido a extensa área de cume de jipe pela estradinha se quiséssemos e que lá em cima existem duas linhas de cumeada com um pequeno vale e campos entre elas, onde pastava um enorme rebanho bovino. Isso era diferentemente do chapadão quase plano que se poderia imaginar olhando do Pico Agudo. Outra constatação foi de que a área, outrora, provavelmente fora recoberta com uma mata bem mais densa, a julgar pelos vários troncos calcinados de árvores de médio porte que encontramos ainda de pé naquela área, indicando que em algum momento pretérito as queimadas transformaram a paisagem e consumiram a vegetação de altitude dando lugar ao pasto para os ruminantes.
       

       
      Percorremos apenas um pequeno trecho da extensa linha de cumeada oriental da Serra Grande na direção sudeste-noroeste acompanhando a encosta oriental e atingimos uma elevação que, tudo indica, deve ser o ponto culminante daquele conjunto, encimando um magnífico paredão rochoso que se projeta sobre o vale do Rio Tibagi (a apenas 20m de altitude abaixo da medida por GPS que obtivemos no cume do Agudo). Foi mais do que suficiente para nos proporcionar o gosto da conquista. O pouco tempo remanescente antes de iniciarmos nosso fatídico retorno às atividades mundanas na capital paranaense não nos permitiria explorar mais nada diante da longa viagem de regresso (cerca de 80 Km de estradas de terra e quase 300 Km de asfalto até Curitiba e que deveriam invariavelmente ser percorridos ainda naquele dia). Obtivemos o privilégio de conquistar outra montanha na mesma trip e isso já nos deixava satisfeitos. Admirados com os visuais, captadas algumas fotos, iniciamos a descida às 13h, imaginando e discutindo durante a descida outra incursão por ali. Era o nosso alento naquele “final de festa”. Em breve estaríamos novamente imersos na loucura do trânsito, da cidade, das nossas profissões...
       

       
      O retorno a Curitiba foi longo e cansativo, especialmente em função do tráfego na volta do feriadão, mas a viagem valeu cada gota de suor derramado, cada arranhão e cada grama de pó aspirado naquelas estradas. Sem dúvida tivemos contato com uma das mais belas paisagens de montanha do Paraná, quiçá do sul do Brasil. Montanhas agrestes, distantes, isoladas, maltratadas, mas ainda assim Templos do mais puro e audaz Montanhismo Paranaense, que merecem ser conhecidos, divulgados e, sobretudo, reverenciados.
       
      Bons ventos!
       
       
       
      AGRADECIMENTOS
       
      À DEUS, pela criação de todos aqueles cenários maravilhosos e pela vida, sem isso nada seria possível.
       
      À toda equipe que participou desta empreitada bacana, tanto aos companheiros da AMC (Zeca, Sérgio e Luís) quanto aos do Grupo Maringá Trekking Adventure (Luciana, Fred, Igor) - pela camaradagem e, em especial, ao Mageta, que se dispôs a nos orientar com sua valiosa experiência anterior da região.
       
      Às pessoas que, direta ou indiretamente contribuíram para o sucesso desta jornada, como os companheiros foristas que aqui, antes de nós, postaram seus relatos de aventuras e desventuras pela região, como o Danilo Dassi, Jorge Soto e o próprio Mageta. Ao Paulo Farina, por compartilhar suas belíssimas fotos com todos nós através do Panorâmio e Google Earth. Ao Sr. Livercindo, que humildemente reside na base do Agudo e acolhe com hospitaleira simplicidade todos os forasteiros que ali se aventuram. Aos moradores da Vila de Natingui, pela hospitalidade e orientações para atingirmos a Serra Grande.
       
       
       
      [linkbox] Blog do Paulo Farina, com artigos sobre o Agudo e região:
       
      :: Serra dos Agudos - O sonho não acabou
      :: Magnífica Serra Grande
      :: Dilúvio no Pico Agudo
       
      Relatos no Mochileiros.com, de outros foristas que visitaram o Agudo:
       
      :: Danilo Dassi: Pico Agudo - Primeira visita a este maravilhoso lugar
      :: Jorge Soto: Serra dos Agudos, a pé
      :: Mageta: Superando os limites no Pico Agudo
       
      Diversos:
       
      :: Fotos do Agudo - Panorâmio - por Paulo Farina
      :: Fotos do Agudo de Sapopema, Serra Grande e região - Panorâmio - por Getulio R. Vogetta
      :: Wikimapia – mapa online da região, com informações
      :: Tracklog da trilha de ascenção ao Agudo de Sapopema
      :: Tracklog dos trechos rodoviários (estradas secundárias) para o Agudo de Sapopema e Serra Grande[/linkbox]
       
       
       
       
      OBS.: As paisagens naturais da região estão sendo seriamente ameaçadas com a construção de usinas hidrelétricas no Rio Tibagi e com o fogo usado pelos fazendeiros para a abertura de novas áreas de pasto. Apesar do Pico Agudo estar inserido em uma área de RPPN, isso não tem impedido as agressões à flora e à fauna do entorno, motivo pelo qual se cogita há tempos a criação de uma unidade de conservação pública naquela região, mas com a falta de vontade política e a ausência de pressão popular este projeto foi engavetado e a devastação continua. Provavelmente quando a sociedade acordar para os estragos que a região vem sofrendo talvez seja tarde demais e nada mais reste para conservar deste incalculável patrimônio natural...
    • Por fernandobalm
      Resumo:
      Itinerário: Itajaí → Balneário Camboriú → Canelinha → Nova Trento → Santuário de Madre Paulina
      Período: 19/12/2018 a 26/12/2018
      Gasto Total: R$ 582,96
      Gasto sem Transporte de Viagem: R$ 389,96 Média Diária: R$ 55,71
      Ida e Volta por Carona do BlaBlaCar (R$ 97,00 de ida e R$ 96,00 de volta)
      Considerações Gerais
      Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, preços, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar importantes.
      Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis na internet. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade.
      Informações Gerais:
      Em toda a viagem houve bastante sol. Chuva pesada houve na 5.a feira (20/12) à noite, quando estava vendo o espetáculo de Natal em Itajaí e na 6.a feira (21/12) no meio da tarde, quando estava chegando em Balneário Camboriú, que durou cerca de 45 minutos. Chuva leve houve na ida à Canelinha no domingo (23/12) e na região de Nova Trento, na 2.a (24/12) e 3.a (25/12). As temperaturas também estiveram bem razoáveis (para um paulistano), chegando em média a 32 C ao longo do dia e caindo até 20 C à noite.
      A população de uma maneira geral foi cordial e gentil 👍. As paisagens das praias, da vegetação e do Santuário agradaram-me muito , principalmente as próprias praias, o mar, a vista a partir de pontos altos, a mata, o templo e os locais históricos e religiosos.
      Como era época natalina, pude aproveitar vários locais com iluminação e decoração de Natal 👍.
      A caminhada no geral foi tranquila. Mesmo quando precisei andar nas estradas, o acostamento na maior parte do percurso foi bem aceitável.
      Não tive nenhum problema de segurança (nenhuma abordagem indesejada) nas praias, nas estradas nem nas cidades.
      Não houve nenhum obstáculo relevante nas praias, pois como estavam em cidades, havia alternativas.
      Todos aceitaram cartão de crédito sem acréscimo. Só a carona de volta paguei em dinheiro.
      Gastei na viagem aproximadamente R$ 582,96, sendo aproximadamente R$ 20,46 com alimentação, R$ 369,50 com hospedagem, R$ 97,00 com a carona de ida e R$ 96,00 com a carona de volta para São Paulo. Sem contar o custo das caronas entre São Paulo e Itajaí e entre Tijucas e São Paulo, o gasto foi de R$ 389,96 (média de R$ 55,71 por dia). Mas considere que eu sou bem econômico.
      A Viagem:
      Minha viagem foi de SP (Estação Consolação do Metrô) a Itajaí em 19/12/2018 pelo BlaBlaCar (https://www.blablacar.com.br). Saímos cerca de 9:30. O ofertante da carona era Élton Luís dos Santos, professor do CEFET, que tinha saído do Rio e estava indo para Porto Alegre. Fomos com o engenheiro mecânico Rogério e o jovem Eduardo, que queria ser político. Desceram em Curitiba, onde subiram Tiago, que foi até Joinville e Naimara, que iria até Florianópolis. Ao longo do trajeto conversamos muito sobre assuntos variados. Ele me deixou na estrada perto de 20:15, no ponto mais próximo para eu ir caminhando até o hostel em Itajaí. Paguei R$ 97,00 com cartão de crédito (paguei o abastecimento do carro num posto). Na estrada comi sanduíches que tinha trazido de casa 🥪.
      Fui andando por 3 km (cerca de 35 minutos) da estrada até o hostel em Itajaí. Fiquei no Fica, Vai Ter Bolo Hostel (https://www.tripadvisor.com/Hotel_Review-g1143387-d15263814-Reviews-Fica_Vai_Ter_Bolo_Hostel-Itajai_State_of_Santa_Catarina.html) por R$ 50,00 a diária, paga com cartão de crédito, com direito a café da manhã. Já havia reservado via Booking (https://www.booking.com). A dona era Francine, pedagoga, que o estava ampliando para a temporada de verão. Seu pai e amigos estavam trabalhando nisto quando cheguei. Sua mãe Jaqueline, diretora de escola, também estava lá. Francine tinha 2 filhos adotivos. Receberam-me muito bem 👍. Deram-me um quarto privativo, pois os coletivos estavam em obras para receber as pessoas na temporada depois do Natal. Conversei com eles sobre viagens e estilo de vida. Experimentaram comer pedacinhos de abóbora moranga crua, que eu havia levado para não estragar em SP. Ofereceram-me camarões cozidos como cortesia, mas recusei porque não como carne. Cozinhei arroz, feijão, soja e batata e juntei com abóbora e chicória para o jantar. Trouxe tudo de casa.
      Na 5.a feira 20/12 fui conhecer Itajaí. Tomei café da manhã com pães, requeijão, doce de leite, doce de banana e bolo de cenoura, durante o qual conversei com Francine sobre hostels, Itajaí e São Paulo. Depois a funcionária Elisa, que era do Mato Grosso e em breve iria para Parati, ensinou-me o caminho até o Bradesco, onde fui depositar o dinheiro que não precisei usar para as diárias. Inicialmente fui conhecer o centro histórico e todos os prédios e monumentos associados. Havia placas com informações e mapas das redondezas nos diversos pontos turísticos, o que facilitou tudo e ainda me deu sugestões de pontos a conhecer. Achei muito interessante a diversidade de peixes no Mercado do Peixe 🐟. Depois fui conhecer as praias, parques e montes. Não tinha ido de roupa de banho por baixo da calça, então não pude nadar . Gostei das praias. A foto abaixo mostra a Praia do Atalaia.

      Gostei também das vistas a partir dos molhes, das paisagens naturais e dos parques . Achei especialmente belas as vistas a partir do Molhe da Barra, a partir do mirante do Parque do Atalaia  e a partir do morro de salto de parapente . A vista a partir do Morro da Cruz também foi boa, mas não contemplava tantas áreas naturais. No Parque do Atalaia aproveitei para tomar água, que estava disponível para o público. Não pude ir até o Farol das Cabeçudas porque estava fechado o acesso privativo da Marinha e não havia ninguém a quem perguntar. À noite vi a iluminação de Natal no calçadão principal, na Igreja, no museu e a apresentação de Natal, com desfile de Papai Noel e dançarinas que terminou no Museu Histórico, onde houve apresentações com várias músicas 👍. Pouco depois do desfile acabar e começarem as músicas, começou uma enorme tempestade ⛈️, com muitos e próximos raios, que durou toda a apresentação e mais um pouco e chegou a fazer a água subir até parte da calçada. Devido à tempestade, a projeção de luzes na catedral e no museu foi cancelada 😞. Após a chuva diminuir bastante voltei caminhando para o hostel por cerca de 30 minutos. Várias ruas estavam com muita água nas calçadas e nas laterais, o que fez com que precisasse andar em pontos com água até um pouco acima da canela. Jantei arroz, feijão, soja, batata, abóbora, chicória e mamão. Comi manga e pão com margarina de sobremesa.
      Na 6.a feira 21/12 fui para Balneário Camboriú. Tomei café da manhã, desta vez com bolo de maça, que achei bom. Despedi-me de todos, incluindo Pedro, filho adotivo da Francine. Um hóspede mineiro pediu para tirar uma foto minha vestido com a camiseta do guaraná Dolly, de que disse ser fã. Inicialmente passei pela Igreja Imaculada Conceição, que estava fechada na hora do almoço em que a visitei no dia anterior. Desta vez estava aberta e pude conhecê-la. Passei novamente pelas praias do Atalaia e Cabeçudas. Depois fui à Praia Brava e à Praia da Solidão, em que para chegar peguei uma trilha íngreme e não muito fácil e para voltar fui pelo mar, mesmo com maré já alta, tomando cuidado com as pedras. Na Praia da Solidão cortei o dedo do pé numa pedra . Quando voltei à Praia Brava, como já estava molhado, aproveitei para tomar um banho de mar. Havia deixado minha mochila com uma moça antes da trilha e ela a guardou até o fim do banho de mar. Achei a praia bela e boa para aproveitar 👍. Estava tranquila . Depois fui caminhando pela praia até seu fim e aí subi no Morro do Careca, já em Balneário Camboriú. No caminho havia um mirante que apresentava boa vista para a Praia do Buraco. A foto da Praia Brava a partir do alto do Morro do Careca está a seguir.

      Achei as diferentes vistas a partir do Morro do Careca espetaculares . Havia vários cadeirantes fazendo voos de parapentes. Todos os voos eram junto com profissionais. Num deles, devido às condições do vento, foram necessárias várias tentativas para o pouso, o que me pareceu trazer uma certa tensão para o público que acompanhava. Depois desci, fui à Praia do Buraco e tomei nela um delicioso banho de mar. Caminhei para o fim da praia e peguei o deck norte. Aí começou a garoar. Perto do fim do deck, a chuva começou a engrossar 🌧️ e eu arrumei um local para me abrigar, um local coberto do outro lado da avenida em que jogavam baralho, dominó e bocha. Após passar a chuva fui ao Hostel In BC Bar (https://www.tripadvisor.com/Hotel_Review-g680306-d15118480-Reviews-Hostel_In_BC-Balneario_Camboriu_State_of_Santa_Catarina.html), que havia reservado pelo Booking. Fiquei hospedado por R$ 52,25 a diária com cartão de crédito, com direito a café da manhã. O hostel era dirigido por Polaco e sua esposa Aline, que tinham uma filha chamada Natália. Havia bastante gente no hostel, incluindo uma família de 15 pessoas de Minas Gerais e interior de São Paulo, pessoas de Franca, Santo André, São Carlos, Caraguatatuba etc. Após instalar-me fui dar uma volta na orla e ver a iluminação natalina. Havia enfeites e uma árvore de Natal (neste dia apagados) na praça central e toda uma sequência de luzes no Molhe da Barra Sul, culminando com uma espécie de globo. Só achei estranho as placas de cuidado com a alta tensão ⚡, pois a chance de uma criança não ver e tocar me pareceu enorme. Devido à chuva, apareceram 2 arco-íris 🌈 no mar e nas montanhas, que fizeram uma imagem de que gostei 👍. Pude ver o pôr do sol 🌇 a partir do molhe e depois da praia, o que me agradou bastante, apesar dos prédios altos que tapavam um pouco a visão. Após escurecer foi possível ver a orla toda iluminada e perto do deck norte, já quando estava no fim da volta, ver outra árvore de natal, esta toda iluminada. Conversei com alguns hóspedes, jantei arroz feijão, soja, batata, abóbora, chicória, mamão, manga e 2 pães com margarina de sobremesa, tudo trazido de casa.
      No sábado 22/12 fui conhecer Balneário Camboriú. Já havia conhecido as praias da Rodovia Interpraias em uma viagem anterior, então estas ficaram de fora desta vez. Achei o café da manhã muito bom , com diferentes tipos de pães (Polaco disse que compraria um especialmente para mim, que estou evitando produtos que causem sofrimento a animais), frios, frutas, bolos, suco, café, leite etc. Valia por um almoço. Primeiramente fui andar um pouco pelo deck norte e as trilhas que ficavam perto, chegando até a Praia do Buraco, para apreciar a área com mais calma, posto que na chegada a chuva me fez passar por este trecho com rapidez. Depois fui conhecer os itens urbanos (igrejas, teatro, universidade, prefeitura, câmara e fórum), além do Cristo Luz, que estava fechado quando lá cheguei (às 12:15) e só abriria as 16 horas. Acabei ficando sem entrar nele. Mas não sei se pagaria os R$ 20,00 (até as 19 hs ou R$ 35,00 após este horário) depois de ter visto tantas paisagens espetaculares gratuitamente a partir de vários morros. Por fim fui ao Parque Ecológico, que também estava fechado 😞, embora tenha chegado no horário correto. Provavelmente era por causa da época do ano. Pouco antes de chegar a ele peguei algumas acerolas no chão, que estavam muito boas 👍. Este passeio valeu para conhecer parte de Balneário Camboriú que não é destinada a turistas 👍. Então decidi ir ao Morro do Boi, mas logo desisti, pois me disseram que o acesso era pela BR-101 e me desinteressei. Como era caminho, cruzei a ponte na estrada e fui até o outro lado do rio. Já havia passado por lá em viagem anterior, mas desta vez pude apreciar a vista com mais calma e ver detalhes do local. Passei pela Ponte Estaiada, apreciei demoradamente a vista 👍 e voltei para a Praia Central. Depois caminhei novamente pela praia, parei, fiquei lá apreciando o mar e a vista, tomei 3 banhos de mar e depois fui novamente ver a árvore e os enfeites da praça central, que desta vez parecia que iriam ser acesos. Porém ocorreu algum problema e a árvore apagou. Esperei um pouco e como não acendeu fui embora, voltando para o hostel, pois já estava anoitecendo. No meio do caminho a árvore acendeu e eu voltei para vê-la . Pude entrar nela e vê-la de dentro, o que foi interessante 👍. Ainda fui procurar um local para ver o Cristo Luz de longe, pois os prédios impediam a visão. Ele estava iluminado e alternando de cores, num espetáculo que achei muito bonito . Após apreciar novamente a orla, que achei bela de dia e de noite 👍, voltei para o hostel e jantei o mesmo que no dia anterior, sem os pães no final. O pessoal do quarto saiu para casas noturnas e eu dormi boa parte do tempo só e não quis ligar o ar condicionado.
      No domingo 23/12 fui para Canelinha. Após o novamente muito bom café da manhã, arrumei-me e parti. A caminhada prometia, pois pelo mapa eram 52 km. Saí perto de 9:30. Devido a algum problema no celular, não consegui enviar mensagem pelo celular para o hotel em Canelinha e fiquei meio preocupado devido à época do ano. Peguei um pouco de chuva leve no início do caminho, que apertou um pouco após eu pegar a BR-101, tanto que acabei usando a capa por cerca de 30 minutos a 1 hora. Depois parou e abriu o sol. Pude ver algumas belas paisagens de praias e mata a partir da BR. Cruzei o Morro do Boi, mas como não cheguei ao topo, não consegui grandes vistas a partir dele. Houve alguns trechos na mini serra em que o acostamento era bem estreito. No resto ele geralmente era bem amplo. Tive um pouco de dor nas costas, nada grave, e fiz bolhas nos pés, provavelmente por causa do modelo do chinelo, que tinha a fixação das alças saltadas que pressionavam partes do pé. Tomei 500 ml de água e comi dois pães de forma durante o caminho. Encontrei um passarinho morto (acho que era bem-te-vi) no acostamento. Após sair da BR havia muitos cachorros 🐕 de rua no trajeto e um animal morto na pista. Quando estava cruzando Tijucas, emocionou-me ver crianças de um bairro periférico gritando e correndo muito felizes ao verem o carro do Papai Noel 🎅 chegando , que aparentemente era de associações de comerciantes da região. A estrada de Tijucas a Canelinha apresentou paisagens rurais de que muito gostei. Logo no início vi esta paisagem.

      Antes desta foto, como a câmera estava apresentando erro, reiniciei o celular e aí as mensagens foram para o hotel, que me respondeu dizendo que estava tudo certo. Mais para frente, já chegando em Canelinha, houve esta paisagem.

      Cheguei perto de 19:30, ainda com dia claro. Cansei um pouco da caminhada. 50 km é mais do que a minha média regular. Havia uma família de cerca de 9 pessoas negociando a estadia e sendo atendida na recepção do hotel e eu os esperei. Creio que decidiram ir embora e aí fiz minha entrada. Era o Hotel Prime (https://www.tripadvisor.com/Hotel_Review-g2578183-d12716553-Reviews-Prime_Hotel-Canelinha_State_of_Santa_Catarina.html), em que paguei R$ 50,00 com cartão de crédito pela diária com direito a café da manhã, quarto privativo com banheiro, TV e ventilador. Cauã, um jovem adolescente, atendeu-me, sendo prestativo. O quarto tinha vista para rua, apesar de um pouco bloqueada pelo supermercado ao lado. Depois de me instalar fui fazer compras no Supermercado Macris (http://macris.com.br) por R$ 4,95 (goiabada, 2 bananas, 2 cenouras, 2 chuchus, 4 limões e 4 cebolas) com cartão de crédito e depois fui visitar a praça central, que tinha um prédio público iluminado e luzinhas natalinas em árvores 👍. Jantei sanduíches 🥪 de abóbora, mamão, limão, chuchu, cenoura e cebola, com banana e pão com goiabada de sobremesa.
      Na 2.a feira 24/12 fui para Nova Trento. O café da manhã foi muito bom , com alguns tipos de pão, manteiga, frios, frutas, bolos, sucos, café, leite etc, preparado por Patrícia. Primeiramente visitei a igreja em Canelinha, que no dia anterior estava fechada e depois saí perto de 10:45. Atrasei porque fiquei enviando as mensagens de Natal . Achei que a estrada de Canelinha a Nova Trento tinha paisagens naturais belas 👍. Foram aproximadamente 18 km. Cheguei perto de 14:15. Carlice, atendente da Pousada CEIC (https://ceicsc.com.br), recebeu-me lembrando-me da conversa que havíamos tido por e-mail para fazer a reserva. Paguei R$ 65,00 (já havia feito depósito de R$ 32,50 quando reservei e paguei os R$ 32,50 que restavam com cartão de crédito) por uma diária na ala da espiritualidade, num quarto privativo, com ar condicionado e banheiro, sem TV (porque era para retiros) e sem direito a café da manhã. Mas Carlice informou-me que me seria concedido o café da manhã como cortesia, como presente de Natal . Acomodei-me e fui visitar a igreja matriz e depois fui ao Supermercado Archer (https://www.archer.com.br), onde comprei R$ 5,71 (pepino, laranja, abobrinha e pão de aipim). Após chegar à cidade fiquei sabendo que a mãe de uma amiga espanhola havia morrido. Sua voz parecia um pouco fragilizada. Quando voltava do supermercado um beija-flor 🐦 parou na minha frente e ficou bicando uma flor em uma árvore. Achei muito interessante a coincidência da vida que flui e reflui, como um sinal, sincronicidade. Informei-me sobre um outro santuário que descobri que existia na cidade e saí para o Santuário de Madre Paulina (https://www.santuariosantapaulina.org.br), que ficava a cerca de 6 km. Achei bonitas as paisagens no caminho para o Santuário, incluindo cascatas, hortênsias, mata etc 👍. Uma foto da paisagem segue.

      O Santuário ⛪ pareceu-me enorme, com um templo bem alto e amplo, vários outros pontos de visitação (oratórios, cascatas, casebre histórico, capela, colina, velário e muitos outros) . Visitei quase todos os que constavam no mapa e depois fui assistir à Missa de Natal. Foi uma celebração especial com encenação de Maria e José, músicas específicas de Natal e a colocação de Jesus no presépio. Houve coral e pequena orquestra natalina. Gostei bastante da celebração 👍, que tinha bastante gente. Depois, ao sair, já à noite, pude ver o templo todo iluminado, conforme foto a seguir.

      Saí para voltar andando cerca de 21:30 e não tive nenhum problema. Quando cheguei à cidade passei pela praça para ver a iluminação de Natal 👍. Cheguei na pousada quando Carlice estava trocando de plantão, e ainda tive tempo de lhe desejar feliz Natal. Jantei sanduíches 🥪 de pão, manteiga, cenoura, limão, cebola, abobrinha, chuchu e abóbora, e banana e goiabada de sobremesa.
      Na 3.a feira 25/12 fui conhecer o outro santuário e voltei ao Santuário de Madre Paulina. Luís atendeu-me de manhã e me relembrou que o café era cortesia. Fui tomá-lo e o achei excelente . Era um enorme buffet, com vários tipos de pães, manteiga, margarina, queijos, frios, bolos, cuca, panetone, doces, iogurte, sucos, café, leite etc. Tomei o café sozinho. Havia mais 3 hóspedes, mas ainda não haviam descido. Após terminar, Luís explicou-me os pontos a visitar dentro da pousada e comecei indo conhecer uma exposição na casa em que Paulina havia recebido seus votos, contando como foi sua trajetória. Depois fui visitar um local chamado de calvário, que ficava no quintal da pousada e tinha as passagens da Via Crúcis. Visitei também a capela e o jardim. Luís deu-me um presente de Natal, que o CEIC estava ofertando aos seus hóspedes no Natal 👍. Depois aprontei-me, combinei com ele de deixar minha mochila na recepção e pegar à noite e fui conhecer os pontos da cidade. Fui primeiramente ao Santuário de Nossa Senhora do Bom Socorro ⛪. Começou uma garoa fina, mas nada que incomodasse. Achei a temperatura agradável (mais de 20 C). No caminho, que era uma enorme subida, havia um Museu Italiano de Pulgas, que olhei por fora e foi possível encontrar pontos com ampla vista. Pena que estava um pouco encoberto e não deu para ver tudo. Encontrei um rapaz que havia visitado o santuário e estava descendo. Ao chegar lá pude visitar o santuário por fora. A igreja estava fechada. A vista pareceu-me muito boa 👍. Não pude ver tudo porque havia muitas nuvens, mas deu para ver até uma parte do litoral. Após sair de lá fui para o Calvário, que ficava num morro afastado 1 ou 2 km do centro. Achei-o interessante, com as passagens da Via Crúcis. Havia uma capela anexa, mas estava fechada. A vista de lá também foi interessante, mas o morro era baixo. Reencontrei o rapaz do caminho do Bom Socorro indo para o Calvário quando eu já estava voltando. Saindo de lá voltei ao Santuário de Madre Paulina para conhecer os pontos que não havia tido tempo de ver no dia anterior e para rever o Santuário, de que havia gostado muito. A Colina estava fechada porque era Natal e os funcionários estavam de folga. O Caminho Mariano, outro ponto que tinha faltado, estava aberto. Além de tê-lo achado belo, a vista a partir dele agradou-me bastante 👍. Lá encontrei uma família de Chapecó, cujo pai e marido trabalhava com sistemas para o agronegócio. Novamente gostei muito do santuário e fiquei admirando o interior do templo e a vista de fora . Tentei conseguir carona sem sucesso. Voltei a pé até Nova Trento, desejei feliz Natal para o atendente Cláudio, que havia substituído Luís e rumei para Canelinha. No caminho ainda visitei a Capela de Santa Ágata, histórica. Novamente apreciei a paisagem. 6 km antes de Canelinha, repentinamente apareceu uma moça de motocicleta na minha frente e me perguntou se eu queria carona, dizendo que tinha capacete para o passageiro. Como eu estava andando no acostamento da contra mão, ela precisou fazer a volta para ir me perguntar. Disse que tinha me visto e achado que eu iria para Canelinha. Fiquei surpreso e disse que tinha um pouco de receio porque havia queimado a perna numa carona de moto. Ela falou que bastava tomar cuidado e eu aceitei. Levou-me até a porta do hotel e ainda me ofereceu um pacote de biscoitos que havia ganho, que eu recusei. Economizou-me quase 1 hora e me fez não andar no escuro completo na estrada . Agradeci muito e lhe disse que em São Paulo seria inimaginável uma mulher sozinha parar sua motocicleta na estrada, já escurecendo, para oferecer carona a um homem estranho com uma mochila nas costas . Após chegar ao Hotel Prime (o mesmo de antes, pagando o mesmo valor de diária – R$ 50,00 – e ficando no mesmo quarto, com as mesmas condições) e me instalar, fui jantar e chegou Márcia, uma amiga que eu havia conhecido numa viagem 2 anos antes, na caminhada da Enseada do Brito até Balneário Camboriú. Conversamos longamente durante o jantar (que foi de sanduíches 🥪, laranja e goiabada) sobre a vida, viagens, trabalho e Canelinha e ela me deu várias sugestões de passeios a fazer no dia seguinte. Na despedida ainda me deu uma caixa de bombons de presente 👍. Antes de dormir fui dar uma volta na praça e rever a iluminação natalina.
      Na 4.a feira 26/12 fui para Tijucas para pegar a carona do BlaBlaCar (https://www.blablacar.com.br) para São Paulo. Inicialmente tomei o café da manhã. Não havia mais pães, pois a padaria estava fechada e provavelmente os outros hóspedes haviam comido o que restou. Fui ver se o supermercado estava aberto e como estava, perguntei a Cauã se poderia comprá-los. Ele foi e trouxe pães integrais, conforme minha preferência 👍. Então saí para ir conhecer os pontos de que Márcia havia falado, a Igreja de Santana, o Casarão dos Santana e a pista de motocross. Achei a vista do morro onde ficava a igreja muito boa e bonitas as paisagens naturais nos caminhos 👍. Voltei ao hotel, peguei a mochila, despedi-me de Cauã e fui rumo a Tijucas. Novamente apreciei a paisagem. Num determinado trecho, um veículo (acho que era um pequeno caminhão) passou por mim rapidamente e meu boné voou. Quando fui pegá-lo uma aranha média (não era minúscula, mas também não era grande) entrou nele. Tirei-a e ela pulou de volta . Coloquei o boné no chão na vegetação e a estimulei a sair e ela se foi para o mato. Chegando em Tijucas visitei o local onde ficam os dinossauros, que estava com enfeites natalinos próximos. Andei pela margem do rio e visitei a igreja. Revisitei casarões que havia visitado na viagem anterior e fui para a Igreja Nossa Senhora dos Navegantes, que estava fechada. Pensei em ir à praia, mas achei que ficaria tarde. Resolvi então passear pela margem do rio. Segue uma foto dele.

      Depois fui à padaria para comer 4 pães antes de ir esperar a viagem. Paguei R$ 1,40 com cartão de crédito por eles e os comi lá mesmo, junto com a margarina que eu tinha. Depois fui esperar a carona no local combinado, que era um posto Ipiranga na lateral da BR-101. A carona foi com Mateus, que devido ao trânsito em Florianópolis, chegou 2 horas depois do combinado. Mas como conversamos por whatsapp, esperei sem problemas. No carro já havia um casal que vinha de Florianópolis e foi até Curitiba. Lá outro casal subiu para vir até São Paulo. Mateus tinha saído de Porto Alegre e vinha até São Paulo. Saímos de Tijucas perto de 18:30 e Mateus deixou-me em casa como combinado perto de 4 horas da manhã de 5.a feira 27/12. Durante a viagem conversamos bastante sobre muitos assuntos, a partir de certo ponto eu já estava com bastante sono 😴, mas não dormi. Paguei R$ 96,00 em dinheiro.

       


×